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Entrevista com Renalto Alves

Por Matheus Trunk

Em todos os setores da cultura brasileira, se vive de grandes parcerias. Na música popular, isso é constante. Na Bossa Nova, a grande dupla foi Tom Jobim e Vinícius. Mesmo o rei Roberto Carlos teve em Erasmo Carlos, seu grande parceiro. No nosso cinema, as duplas são constantes desde Oscarito e Grande Othelo...

Até na Boca do Lixo surgiram grandes duplas como Tony Vieira e Heitor Gaiotti, Jean Garret e Carlão Reichenbach, Fauzi Mansur e Cláudio Portioli, entre outros. Mas quando falamos de Sady Baby, o único que pode ser reconhecido como seu grande parceiro é mesmo Renalto Alves.

Natural de Paranavaí-PR, Renalto Alves nasceu em 1950. No começo dos anos 70, já estava em São Paulo tentando a carreira na área cinematográfica. Tentou primeiro ser ator, partindo depois para a área técnica onde teve início com o diretor Rubens da Silva Prado. Passando Nas produções da fase explicita da Boca, trabalhou com realizadores como Alcides Caversan, José Adauto Cardoso e Juan Bajon. Travou contato e trabalhou ao lado de grandes nomes do período como Márcia Ferro, Walter Gabarron e o anão Chumbinho.

Porém, foi mesmo com o ator, produtor e cineasta Sady Baby com que teve sua grande parceria. Inicialmente, foi assistente de câmera no segundo longa produzido por Sady: “No Paraíso da Sacanagem”. Com o passar do tempo, Renalto não somente atuou, fotografou e fez câmera de dez filmes de Sady, como ainda co-dirigiu.

Aqui nesta pequena mas reveladora entrevista ele conta muito sobre seu mais fiel parceiro, com quem ele admiti fazer filmes de “aberração sexual”. Alves também conta dos inúmeros trabalhos da Boca e dos novos projetos.

Z- Seu Renalto pra gente começar, fala um pouco como o senhor chegou em

São Paulo e como o senhor começou a se interessou por cinema

RA- Olha, veja bem: quando eu cheguei em São Paulo eu tinha uma idéia de cinema, mas eu não ia diretamente para a área. Eu comecei a assistir filmes, não fui em nenhuma academia. Até que eu fui assistir filme do Giuliano Gemma que era o bang-bang da época, “O Dólar Furado” e aí começou. Como eu vim de fazenda, sou filho de fazendeiro. Mexia com cavalo, aquela vida de interior, de fazenda. Eu fui me adaptando a aquele sistema. Aí quando eu vi o filme bang bang italiano casou com o que eu conhecia: lidar com cavalo, arma de fogo e eu gostei. Procurei uma academia de cinema, a AA Faria que era no Brás e procurei outros lugares pra fazer um curso.

Z- Isso foi a escola de cinema do senhor na época ? RA- Escola de cinema. Porque tinham várias escolas, aí eu participei e comecei a tentar a carreira de cinema. Mas não passava em teste até que eu entrei com o Augusto Alves de Faria numa academia de cinema como sócios. Entramos juntos, lá no Brás. Aí eu aprendi com ele bastante coisa. O que eu já tinha, eu aperfeiçoei porque eu era bastante novato e comecei. Naquela escola dele, não deu certo e eu montei uma só minha na Barão da Ladário no Brás. Aí comecei a ensaiar o pessoal, nessa época o Chico Cavalcanti tinha uma academia, o Zé Mojica tinha uma também. Z- Uma escola de atores. RA- Isso, eu também tive uma depois. Aí eu comecei a flertar o pessoal pra cinema, televisão pra aqueles amigos e fui conhecendo um pessoal, até que começaram a me convidar: “Você não quer ser ator ?” e eu queria. Como eu pulava de cavalo correndo, essa coisa toda foi Alex Prado o primeiro cara que me chamou e falou: “Vem cá. Faz um bandidão aí”. Eu comecei com ele e aí foi, até que foi virando, virando e virando e conheci o Sady na Liberdade, num estúdio de cinema. Onde começamos a fazer outro tipo de filme. Z- Essa escola de cinema que o senhor fez, você teve aula com quem ? RA- Augusto Alves de Faria foi um dos professores, primeiro ele. Depois José Antônio de Lima, um produtor do Rio de Janeiro que estava em São Paulo que fez um filme chamado “Sombra na Cruz”, que não sei se foi lançado em preto e branco ainda. Mas eles eram formados em academia de cinema realmente e na época poderia dar aula sem ser da faculdade. Ainda existia isso, era como o dentista, tinha dentista que depois precisava ter universidade. Z- Como jornalismo, enfim.

RA. não sei se você sabe. Quase não tinha escola. não tinha aquela ligação de fazer filme junto. nem se falava. assim como todo mundo começa do alicerce. Teve até por correspondência. alguma coisa alguém chegava em mim.RA. Eu fui câmera do filme. Foi quando eu conheci o Alcides Caversan.Nem sonhava. naquela época se chamava Boca.Aí eu comecei a pedir porque eu sempre gostei de fotografia. do diafragma. com a idéia de uma música do Tonico e Tinoco.Isso mudou. tal. Eu comecei como assistente de câmera. . o primeiro colorido. Z. sempre é meio difícil chegar até elas. diretor de fotografia que chama. eu abri um escritório na Roberto Simonsen e continuei com o mesmo conhecimento de cinema. ele gostou e estamos amigos até hoje. Quando eu fechei a academia do Brás. carregando bateria nas costas. com o Sady foi como a coisa começou a virar. e quando tinha muito caro então você comprava um livro e se virava em casa. Chamava-se “Gregório Volta Para Matar”. eu fiquei fora.É também. Sabe tiroteio que tem ? Foi quando eles fizeram tiroteio. foi quando eu conheci eles. botei meu pessoal da academia de cinema e foi um bando fazendo bandidão pra morrer.Sim. Tinha até por correspondência que o cara fazia curso.É. Mas como eu era de academia de cinema. Z. quando precisava de um ator.Rubens da Silva Prado. Z. Conheci vários produtores de cinema da Boca. Aí eu já conhecia mais um produtor e fui conhecendo um monte. Foi quando ficou essas oportunidades de pano de fundo. aí eu comecei a fazer uns cursos. Aí eu participei com ele. da velocidade sobre o diafragma aberto que altera a fotografia. comprar livros e naquela época tinha muito de comprar livro. Desde muito tempo. sempre tive uma queda por fotografia.na verdade. Eu descobri a manha da iluminação. Digital nem se falava.Sim.Nesse o senhor foi só ator ou fez assistente de câmera ? RA. eu já conhecia ele do Brás. hoje já é nível universitário tem que sentar no banco universitário mesmo. Mas eu operava câmera também e cuidava da iluminação. Z.. O Tonico e Tinoco trabalham no filme ?: RA. mudou muito. Ou ia em algum fotógrafo e perguntava sobre iluminação de fundo. de baixo e assim foi. Ele começou com aquela idéia do “Menino Jornaleiro”. Mas eu não me infiltrei muito.O primeiro longa que o senhor fez foi com o Rubens da Silva Prado ? RA. Então foi quando virou esse tempo. Z..

É. Z. enfia o negócio lá. Aquilo que ás vezes uma menina e um rapaz fazem num quarto. E depois chega o Feijoada e diz que quer falar no telefone. como você cria ? E foi indo. Aí como ele vai um pouquinho mais. você como é da produção.Perto da terra dele ?: RA. de assistente eu fui virando. Agora na frente de todo mundo tem cara que realmente tem peito pra fazer. É como você. então nessas bases que a gente entra. mudou mas o conhecimento você tem que ter. sim. Bota pé na parede.Ah tá.Você conheceu o Sady pelo Zé Adauto ? RA. Inclusive as loucuras de cinema que as meninas não sabiam o que ia rolar. virando. Aí nisso a gente encaixa. porque são aberrações sexuais. Z. Depois você não lembra de nada. a hora que você convida ele pra trabalhar ele vem.Sim.Tem uma outra coisa que o cara faz as necessidades de cima do ônibus ? . apareceu o Sady. ninguém nunca mostra mas é igualzinho o que a gente fazia no cinema nosso.RA. Z. O Sady é um camarada de muito valor. e quem gritava ação era ele. onde fica a criatividade ? Só a máquina fazendo.Na terra dele. Se bem que as máquinas falam sozinhas hoje mas aí que tá. Z.São assim: a cabeça dos atores. Depois você começa a conhecer e vê que ele vai um pouquinho mais. Zé Adauto que me levou para o Sady. Aí o pau comia.O Sady tá no volante e eu preso com o elenco em cima do ônibus no Rio Grande do Sul. que ele segue um pouquinho mais daquilo que você está pretendendo para o texto dele. porque de repente o que você manda o cara faz. Você assistiu a cena do filme do sexo em cima do ônibus ? Z. Zé Adauto Cardoso que conheceu o Sady. De onde vocês tinham essas idéias ? De fazer essas coisas ? RA. Aí pintou o Sady. ligava a câmera e saia. como jornalista pra criar uma matéria. mas todo homem e mulher já fizeram alguma loucura entre quatro paredes.Tem uma parte de um filme de vocês que a menina enfia o telefone na vagina. produção tem que ter mente fértil pra coisa. ele tem a gente está com uma mercadoria boa na mão. e é bom ator porque acompanha o seu pensamento. que marcou muito. nós dois cochichávamos e se entendia. Isso ajuda a melhorar a enlouquecer. Quem ligava a câmera era eu. Mas como ninguém filma. RA. muita coisa que fizemos juntos.Zé Adauto Cardoso que me levou ao Sady. Aí eu era assistente do Alcides Caversan.

Z. Todos tem um jeito de trabalhar. eu achava interessante porque ele tira bastante coisa sendo sutil. Mas a pessoa tem que ter valor. Tem uma cena de um filme que está todo mundo nu e ele chega com um revólver 38 cheio de festim. Não existe a pessoa falar: “Eu estou pronto”. Se o ator flui bastante capacidade pra certas coisas. Ás vezes você nunca acertou o que ele acertou. Z. como camaleão muda.. Alguém viu um canto de cotovia. alguma coisa que você não viu. E um dos nossos projetos futuros.O senhor começou como assistente. Já o Alex Prado muitas vezes é bruto e o Sady é um cara mesclado. É fita mesmo. Aí eu peguei ali segurando e com a mão esquerda segurando a câmera. o filme do índio é exatamente sobre político que vira índio pra fugir da Justiça. O sistema do Mojica dirigir é bem sutil.Fazer as coisas. Eu na minha cabeça. Muito louco. Ás vezes ele errando descobriu e você nunca errou o que ele errou. é meu ponto de vista. Perdeu muito material (risos).Tem que acompanhar. tem uns mais violentos que você pega a manha violenta outro você pega a manha mais calma. RA. Naquela época tinha os mafiosos. E começa a dar tiro nos caras. eu até hoje acho que nunca estou pronto.RA. o Sady que ficou com dó. que era uma Arriflex pesada que é negativo. Com fotógrafos..Muitas vezes.Deve ser um daqueles que ele volta bandido. tal e ele dá a maior força. Ele queria que o Sady parasse o ônibus. no campo muda muita coisa. Ele também é muito sociável no que diz respeito de trocar . mas quando chega no set da filmagem. Quais deles o senhor mais aprendeu ? Tem algum que o senhor considera mestre ? RA.Todos.Com o Rubens da Silva Prado o senhor trocava muita idéia de cinema ? Tentava colaborar no roteiro ? RA.Louco. já estou levantando a história porque a história a gente cria o roteiro. Eu acho assim. o senhor começou com o Gauchinho. depois com o Bajon o senhor fez com Renato Bastos. carregado até a boca de festim e chega pro pessoal: “Todo mundo endurece o pau”.. Z. película que você não pode errar. cara chega perdido. como que faz ? Isso aconteceu em filme nosso. Matérias é livre: é como a música ninguém chega no final dela. Vamos catar um monte pra dar um rebu danado. louco.(risos) Ele fez uma força de meia-hora. você vai criando e é interessante isso aí. não pode deixar cair e a gente filmou aquilo lá.. ali não é digital. todos. Z.Aí foi outra coisa que. Ele era um rapaz meio fugido da coisa. mas o Sady não parou e então ele foi na janela. Será no “Máfia Sexual” ? RA. roubando as coisas. O Sady é um cara muito humano.

Ás vezes a gente sai no soco e fica inxado. Do touro que fala. já o Sady fizemos várias cenas de animais. Aí o cachorro estava arranhando as costas da menina. Foi muito bom.. Agora banditismo. Aí o cavalo pegou naquela época e aí foi. Nós chegamos a fazer várias fitas por ano. nós fizemos uma seleção de filmes e até então não tinha tanta produção atrás da outra. Uma vida grande de vários produtores com vários conhecimentos. Nós fizemos o escritório dele ali na Avenida do Anhagabaú. Z. o cavalo tem um cio. que na voz do touro foi eu que pus.Um número expressivo. Z. Dá trabalho. animal tem uma questão de cio. então botamos luva nele. briga ele gosta muito bangue-bangue pesadão mesmo.O Bajon também.. ali na Prestes Maia melhor dizendo.O Bajon teve. gosta. Com o Sady foi com quem eu mais filmei.O Sady não era um cara que não se dava muito bem com o pessoal da Boca ? . vocês lançaram cinco filmes. tem um prédio e fizemos o cenário lá. se liga.Cinco filmes. Muita aberração ele não gosta como o Sady. RA.Mas ele não liga ? RA. Z. eu vim adquirindo com mais um por um conhecimentos por mais que eu lia.Faz. RA. o set. Tem uma de um burro que a X-Tayla tenta conversar com um burro. bangue-bangue mesmo. O cachorro é mais complicado. Dos cavalos teve vários. Então.Em 86. que deu um sucesso violento. O burro nós pegamos emprestado de um caipira e aí o jegue não queria papo com ela. no filme que o Mário Lima produziu. que eu pesquisava. Basta uma égua passar perto que ele fica. Agora um cavalão. Eu fiz o cachorro com o Mojica. convencer ele. Mas nós começamos com os cavalos. Z. O homem excita a qualquer momento. muito acontecimento.. Não gosta mas fez.Ah.mas foi com o Alex Prado o primeiro filme. embora isso não tenha grande efeito com ele. RA. tem do touro. mas é interessante e tem muita coisa pra contar. Z. vários filmes de cavalo.Isso foi uma puxada violenta. o cavalo mesmo não tem muito cio..idéias. O Sady fez vários. o segundo entrou o Sady. eu e o Sady. Z. E cenas interessantes com ele animais acho que foi um.E é difícil rodar com animal ? RA.

(espantado) Mas não cortou o cara ? RA. Z.Até hoje.Puxa. Que a Boca teve pornochanchada. cria outro corpo.Na época foi difícil. “Independência ou Morte”.. É complicado porque a menina se não for de um sítio. Eu acho que isso foi mais pela nossa loucura juntos. Z. Meio estridente. Nós não exploramos praia até hoje. saiu faísca da lata. O filme do moto serra arranjamos um rapaz que teve coragem de botar uma camisa com uma lata em baixo da camisa com várias camisinhas cheias de vermelho de sangue.O famoso “Independência ou Morte”. em padaria é usado muito. Ele pelo contrário.Então. os clássicos como. “Mulher Objeto”. RA.Você precisa ver que filme maluco.Achar menina pra contracenar com animal é difícil ? RA. Você viu aquele filme do moto serra ? Z. É muito bom que você pode sugerir de repente de enfiar a faca no cara e ele topa ? Topa. Você contratar atores de nome é muito bom e muito interessante. Há uma fatia até hoje desse povo que não comunga do meio social tão alto e que tem sexo toda hora.Chegou a ir na lata. Você encontra ! Muitos méritos a gente passa pro pessoal porque a gente tem a equipe e você vai descobrindo se ele é fértil. mas exploramos outras coisas aberração sexual. groselha com ponsol que é um produto especial usado em gelatina. Só que o povão por aí não sai com meninas nem com rapazes de nome. Foi envenenando nessa maneira e foi pegando. esses filmes que a gente fez casou nesse povo. até hoje mas isso não encurta o mérito. fazendo toda hora ninguém sabe como. Então. Então. mas e se fura a lata ? Você imagina que realmente como que nos filmes foi feito isso. se o ator é bastante fértil e tem facilidade de acompanhar a sua loucura é muito bom. colega de trabalho.. mas a gente achou esse pessoal (risos). . Z. a bilheteria estava aberta e aí pegou. RA. Ele teve coragem de encarar o Sady louco varrido com a moto serra ligada no peito dele. envenenou e começou a acontecer.Não. Milhões de pessoas saem com pessoal de periferia.RA. Então. já colocando sexo no meio aí depois ele pos aberração. mas o Sady tudo bem mas o cara muito doido pra aceitar isso. tem um segmento no qual ele não é tão social ao sistema da Boca. ele não comungava aquele sistema mas ele começou com “Paraíso da Sacanagem”. E a gente não pensa nisso. RA. a gente cria uma camisa pra ele amassar.Os filmes do Carlos Coimbra. de trabalho de escola. Z.

assim acontecia solto com pornochanchada mas não tão quente.que nem São Paulo aqui poucas pessoas tem conhecimento de um animal.. O primeiro filme que o senhor fez com ele não era de sexo explícito ainda ? RA. Esse aí eu devo ter em VHS e estou querendo até passar em DVD.Olha só ! . assassinaram ele e eu faço um bandidão que para o ônibus da escola tira a professora lá de dentro e faço uma cena com ela na frente dos alunos. o retorno da verba que você investi ali.Mas ele parece uma pessoa que gosta mesmo do faroeste. eu fiz mais de. O problema daquela época como é até hoje. não sei mas está acontecendo é lançamento.Não. Rapaz. Então. Esquerdinha forte-bravo da lei. “Amor Profano”. Rolava assim umas histórias de amor nas quais tinham nu. Mas é bonito. Esse eu não participei.Era pornochanchada. pornografia. “Chico Mineiro” que eu não pude participar que é a história do Tonico e Tinoco. “Pic Nic do Sexo”. houve casos de gente se machucar com nós nunca. você investe o capital e não vê o retorno. quando estava saindo o explícito pesadão ele falava: “Porra. porque o animal pode pisar nela. Tem muito filme. ele chegou a comentar comigo alguma coisa. avançado. tá virando tudo aí loucura. o grande problema era você lançar e quando você obtinha o retorno do produto que você investia tanto. Você tem que ter cuidado com ela. Infelizmente. Z. mataram ele. mas fazendo filme de sexo explícito ele teve receio ? Ou foi fácil pra ele ? RA.eu contei 56 filmes. Se bem que ele pensava um pouco. os filmes dele sempre tem uma temática de faroeste. teve outros.No “Experiências Sexuais de Um Cavalo” eu faço o pai daquela mocinha que procura um cavalo. “Pic-Nic do Sexo” é dele. Z. Z. eu participei de muitos mesmo. graças a Deus nunca. eu não percebi. dar um coice. Vários filmes. Mas era época e nós fizemos tanto que ficou e se fizermos hoje ainda tem mercado. Z. O Esquerdinha nessa fita é justiceiro de verdade e morreu depois. aquele faz de conta. muito bonita a história também e eu participei fazendo ator....Fala um pouco mais desses trabalhos com o Alex Prado seu Renalto. RA. tal”. Nesse eu fiz um bandidão e eu tenho cópia em casa em VHS.da fazenda. “Emoções Sexuais de Um Cavalo”. filmes bons do Alex Prado. sabe ? Faz de conta. uma história muito bonita que deu muito sucesso na época. mas quanto rolar as cenas eu acho que não tinha problema nenhum. E teve o Esquerdinha em São Bernardo do Campo que não era história de banditismo. Esse é um dos grandes problemas. Era esse. uma loirinha. Dava a entender.Os filmes do Rubens da Silva Prado.

Na época eu não me lembro bem. é sério isso aí mas a gente só passou a menção do assunto. porque vem muitas bronca só ele que é o titular. Muitas vezes por amizade e um trabalho com o qual você tinha espaço. aí você começa a ver ali dentro como é que está. aí tinha que gravar os diálogos todos. você tem que conseguir passar. os rapazes que eram atore ficaram de assistente.Muitas vezes. Você tendo equipamento na mão sai e nos anos 80 com equipamento de peso não saia porque precisava de ter esse serviço todo. você fica nos dois metros. Tinha um que operava o gravador que nós captávamos tudo em gravação de fita e depois passava a fita pra pegar a dublagem. Foram me abrindo espaço lá e ele tinha uma equipe de filmagem e ele dispensou todo mundo e ficou eu e ele e nós montamos uma equipe nossa. Qualquer um que tinha aptidões pra coisa participava com a gente ali. é muito bom ajuda a gente a passar o que a gente imagina.Feijoada. Sabe aquele negócio ? Bota o dublê. Pra você botar um som numa fita era feito depois. Z. a X-Tayla.Sim.Foi por causa da amizade.Só que eu não faço sexo explícito. imagem e som. Veja bem: na vida é assim. as broncas que vem. essa é a jogada. Lá você tinha ruído porque senão não pegava. Z.RA. assistente com a gente nossa as meninas que eram atrizes. era difícil fazer aquilo. Muitas vezes você somente passando é o que importa mais pro filme ter um ganho de compreensão. Com o Sady também tinha. E vão aumentando o tamanho do mundo aqui fora. Z. aí .. você entra pra trabalhar se eu dou espaço de dois metros.Tinha umas co-produções. Só que a diretriz e a responsabilidade de cena era minha de câmera pra captar imagem. mas eu faço de conta. RA. o filme era dublado.No filme do Sady 100% a grana não era dele ? RA. O pessoal ajudava mas depois saia fora. Era difícil o produto. É que nem fazer isso com as mães das crianças. o Franklin que era fotógrafo de cena e assim foi. Feijoada (ator negro que fez diversos filmes com Sady). Z. Por isso que eu te falei quando a disponibilidade do ator é fértil. mas tinha uns co-produtores.Como se iniciou essa parceria de você com o Sady ? RA. Então. esse é o grande ganho dos investidores. você fica lá dentro e é assim que a gente calcula as coisas.Ele mesmo produzia os filmes dele ? RA. muito difícil hoje é mamão com açúcar. um bando de gente. Você está vendo somente dois metros e que o mundo aqui fora é muito grande.. Mas a loucura inteira. mas só eu de entender de pegar uma professora jogar no chão e ir pra cima dela pras crianças é o fim do mundo. Lá não precisou. não é hoje com som direto que você pode fazer direto.

Z. isso é ossos do ofício. As maquiagens. Estávamos trabalhando no ônibus no Rio Grande do Sul. Menos sendo estúdio interno. Era novidade no momento e a história é uma história boba.Esses filmes do Sady qual deu mais grana ? O senhor lembra. “Emoções Sexuais de Um Cavalo”. Então. todo dia fila. mas nós já chegamos a ficar bastante cansados. o Sady parava no meio da estrada e tínhamos fogão no ônibus ali no bagageiro e ali na beira da estrada fazíamos o nosso rango. Aí começa a coisa ficar diferente.Cheguei. as roupas. sobra de arroz da outra comida. quando as cenas terminaram é outra roupa. o que deu mais retorno ? RA. No prédio dele mesmo criava um bar.. tinha uma cena de um moço que fez uma cena com um cavalo. a continuidade de cena tem que acompanhar. então há uma complicação. mas ao mesmo tempo isso não é complicação.tinham as meninas que apertavam o gravador que acompanha a gente. pagando. RA.Esse tem o da porca. almoçava ali e já perto do ônibus criava uma cena. eu e ele.. Z. Chegava no local.“Calor no Buraco” ? Z. todo set ali mas com uma cachoeira como você faz ? E se o sol vira ? Você vira a câmera e já não dá mais o seu ângulo. . que eu lembro bem.deu três meses de fila no Rio de Janeiro sem parar. A cena que eu acredito que puxou foi o cavalo. fazíamos o balcão. E se chove ? E se o tempo vira ? E se as pessoas quando chega no mato. Isso não é brincadeira prum filme que em três meses deu todo dia fila.. Não sei se foi na “Máfia”. mas nesse não tem bicho. o cavalo foi sério.O que explodiu foi graças a Deus o primeiro. as bebidas.A máquina. alimentação. Nós tínhamos muita sorte. O sol virou. tem que improvisar.. alguma coisa e a mulher vai continuar com a mesma roupa quando mudar pra outro lugar. tem que chegar no local no set de filmagem é onde você chega. Nós nunca passamos fome. Você chegou a assistir a “Máfia” ? Z. A gente rascunhava em qualquer lugar. depois datilografava a noite e saiamos com o texto feito.Os roteiros do Sady como vocês faziam ? RA. mulher tem esse problema elas menstruam demais. o Sady tem cena disso num dos filmes. é interessante e assim vai. Se a gente faz uma cena num bar e tem uma briga. guardávamos e ficávamos ali. todo dia fila. você virou junto aí você tem que prestar atenção nisso. Tem a Makerley iniciando com a gente e eu e o Sady sozinhos na equipe. Você sai prum campo você tem que trazer imagem porque senão fica gastando.as meninas menstrua muito em cachoeira.

ele fez a cena de manhã. o Alcides Caversan também e ele ficou sozinho e foi quando ele me convidou pra fazermos “Emoções Sexuais de Um Cavalo”. mas você vendo a integridade das pessoas e ele foi mal compreendido na coisa ali. Z. esse foi o Gerônimo.Ele tomava mamadeira ? RA.. Z. Funciona.. RA.Ele é doentão.eu cheguei de tarde. trabalhamos com muito doentão.O da porca. Eu cheguei de tarde porque o rapaz que ia rodar com ele não foi e ele me ligou pra eu ir depois. mas depois o Sady levou aquele processo. é pra se fazer um produto.O Sady me disse que ele nunca faz as coisas pensando no dinheiro e fazia . Z. um menor num filme de Sady) RA. é um negócio muito sério. Mas eu fiquei firme porque são meus amigos e eu acho muito difícil você ter um amigo sendo processado por um negócio e você não estar ali com ele. Ele me ligou e eu cheguei depois..Aquele cara que tem uma barba e toma. Foi uma coisa muito séria e eu não tava. tudo é coisa pra ele e ele é um cara que leva os chutes.Esse filme eu estava começando a entrar com ele. onde vocês conheciam esse cara ? RA. mas me chamaram no fórum tudo e fizeram todo aquele negócio comigo lá. aí eu visto a camisa junto porque eu sei quando chega o produto pronto o Sady leva mas quem foi que ajudou a fazer aquilo lá vai somar junto e aí você vê a sua participação. Pera aí leite ? Então. um whisky depois. Não. Tem gente assim que quando a coisa está séria. é que ninguém vê é meio caseiro. Tem gente assim. É como aquele negócio de um cigarro antes.RA. É o problema com o Sady é muito sério. tudo que é bronca pra ele. Quando o cara é mau caráter tudo bem.Exatamente assim: exatamente fazer o contrário. Eu era assistente do Alcides Caversan na produção do Sady que é o “Come Tudo”. Ele é fértil. na época foi muito bom depois acho que ele não teve muita paciência com o Sady. isso existe no nosso meio mas ás vezes a gente não está sabendo. existe doente assim. nós demos uma mamadeira pra ele e assim foi.Leite.. ao invés de tomar uma bebida. Se você deixar a coisa meio morno. Aquela briga toda foi o meu trampolim pra eu encostar no Sady. Z.Leite ! Que coisa bizarra.O senhor fez o filme dele que deu o problema com o menino ? (me refiro ao problema do uso do filho do ator Celso Sappo. desse jeito. alguma coisa ele quer um leite. parou a fita. o Zé Adauto saiu da equipe. Tinha rodado a cena de manhã. Agora quando se trata de um produto. Z. meio ruim a coisa vai ficar ruim pro lado do Sady.

no retorno não.Ele não tentou fazer como o Mazzaropi fazia. com o Sady. demais. Eu tenho até hoje. fiscal.Muito tempo. Pagamentos e o Rubens eu fazia muito pela amizade. sabe aquele negócio ? Você começa a limitar mais o seu tempo. Na época não tinha mais isso.. virou. Era meu trabalho ou eu pagava negativo ou laboratório. Z..Você investia em alguma parte da produção ? RA.Veja bem uma coisa garoto: a gente investe tempo e capital.O Rubens era pagamentos. porque ele gosta. aí eu fazia bem mais barato somente pra custear. tanto que muitas vezes você avança madrugada e se fosse por dinheiro tal. imóveis comprados com cinema. O Collor de Mello entrou e caçou a Embrafilme. foi embora. A gente não sabe todos os números mas basicamente todos os filmes dele fizeram sucesso. RA. Você tem aquele prazer de fazer aquilo direito. “Vou ficar até tal hora. mas talvez por dinheiro mesmo você não fazia um filme de aberração sexual daquele jeito e fala: “De repente isso não vai dar dinheiro”.. Z. tal”. Z. quando você está fazendo um produto. Agora. Eu comprei alguma coisa.Sempre.E vocês devem ter sido muito roubados.Com o Rubens ? RA. Do “Emoções Sexuais de Um Cavalo” eu tinha 10 ou 15%. Mas meu trabalho eu sempre não cobrava não e eu tinha participação em vários filmes dele. Aí deve ter ido pras locadoras de videocassete e virou sem dono.. Z. imóveis com cinema. Eu tinha lucros de filmes lançado tanto com o Esancovisky.Durante algum tempo o senhor viveu exclusivamente de cinema ? RA. Você não olha tanto. E a gente fazia e deu. de cara assim e outros eram sócios também.sim as coisas por prazer. virou e puxou mesmo. as últimas fitas nossas quando ele viajou com o ônibus da suruba que foi embora pro Sul e nós fizemos uns quatro filmes juntos que não foram lançados. na época nossa não tinha mais isso. geralmente você não pensa muito no dinheiro. Quando você não sonha muito com o retorno. O senhor também ? RA. Pra fazer o . Z. com o dinheiro você vai mais longe. sempre.Demais. Ele foi muito roubado que aqui no Brasil esse problema é sério. Ele nunca pensa no lucro. você tinha uns limites. pronto quem tem filme pra lançar não lança mais. virou. Foi interessante.de colocar fiscal ? RA. Tem quatro filmes que eu sou sócio do Sady que até hoje não foram lançados.Não.

Z.Só pra VHS também ? RA. E você começa a pegar o pensamento. fala um pouco do Bajon. Z. o próprio Gauchinho. Z. Era mais aventura. fiquei muito tempo com ele depois que o Sady foi embora.Lá em Campinas ? RA.Paga certinho ? RA. Não do pessoal ficar na rua. Alex Prado. é bom também. Sady mesmo acho muito culto.Bem seu Renalto. as produções. fui câmera muito tempo.É. Holanda. não. Eu não tinha problema com cinema o único problema foi nos lançamentos finais quando o Collor caçou a Embrafilme. Aloja o pessoal. aí que . então ele tinha muito contatos lá fora. Os que eu mais convivi foram com o Bajon e com o Sady.Nos filmes do Sady. Aí complicou e quando o Sady foi embora acabou os filmes pornográficos. parou.Então você fez muitos longas com ele ? RA. ele e o Alfredinho Sternheim.Não. Eles são bastante cultos e quando você vai rodar uma cena você pode ver que a pessoa se transforma. como era trabalhar com ele ? RA.Nossa ! Já era pornográfico em VHS reproduzir. então você entra junto e vai logo fazer. jogado mas já sabia que nós íamos pro ônibus. O Bajon fez muito filme pra Holanda lá na chácara dele. Aí ele saiu de película e virou. Z. Mas eu fiquei com o Bajon produzindo com ele vários.Até perto do ano 2000. o Sady nós já dormíamos mais em ônibus. Como todo esse pessoal aí eu acho muito culto. é culto. Z. tem um caráter. Continuaram por aí fazendo mas não era mais em película. mas ele pagava depois. o raciocínio deles é muito interessante. Bajon é muito bom.produto porque ele está com produto na mão e não tem como fazer. Isso você tem que ser rigoroso: isso aí é que funciona. Fiquei com ele muito tempo. Fiquei com ele.Ele é muito culto. direitinho. foi junto pra vender pra fora porque ele fala muito bem inglês.Pra vender pra Alemanha. as meninas que faziam os filmes ás vezes namoravam vocês ? RA. Z. cinema digital e foi quando parou. Z.Certinho.Nos anos 90 ? RA. foi a entrada do videocassete e hoje está entrando o digital.

Ah ! Também ? RA. igual a pólvora com fogo não pode misturar senão mistura mais.. Teve uma cena que o cara queria uma menina e ele passou a menina pro cara. Cadê os bons ? Que não conseguem interceder sobre os sem vergonhas.funciona. Tem que ser separado. então é um cara cabeça. Com o Sady é assim.O Sady não misturava então ? RA. Z..É. É engraçado isso. aí que o bicho pega e tudo vira leite com café. Sady separava da gente no cantinho dele. Ele apareceu no escritório do Sady e o Sady convidou ele e ele topou. E o cara era casado. um cara bom. é um caso começar a ficar perigoso eles acham outro pra abafar aquele. O cara quer sair da linha ele ajuda o cara a sair só que o cara vai se danar só que não pela mão dele.Mas o senhor trabalhou muito tempo com ele. Z.O Feijoada parece que fez uma cagada aí. que eu fiquei sabendo foi isso. Z. só isso. Z.Não.Ele dava dura ? RA. então a grande cota de ruim é muito grande que abafou os outros.um negócio dele. Sady é impressionante (rindo). você está entendendo a jogada como é ? Não mexe porque o bicho pega. mas fazer o que ? . ele foi com a cara do Sady e agora está no novo projeto do Sady. RA.Ele já tinha as dele né ? (risos). não envolvia. teve. bem então esses bons devem ser a minoria porque não consegue quebrar os ruins. Z. Z. Você não pode se envolver com as atrizes.Teve. o cara pegou gonorréia. Aí ele sossegou (rindo). fora do Sady que eu fiquei sabendo que ele bateu um carro de madrugada e bateu o carro. Deve ter alguém de alguma produção tentar dar em cima de alguma menina ? RA. Mas aí você fala: “Tem alguns que são bons”. café com leite tem que ser separado. É escândalo atrás de escândalo toda hora e em qualquer lado que mexer.E o ator iraniano ? Como apareceu esse cara ? RA. porque eu estou bem mais com o índio pra mexer com os políticos que o nosso Brasil é bem fértil pra safadeza. Ele é louco também. O galho dele já leva e depois as porradas que ele leva. ainda mais a área política.Iraniano mesmo do Irã. aquele lá. mas fazendo não sei o que... Ele tinha um mocózinho dele que é porta fechada.Também. acham outro pra abafar o outro e assim vem vindo.O Feijoada foi um negócio dele. Acho que ele ficou cego. é culto.

mesmo porque está cheio de negócios envolvendo tem verba que já deu.Não. a gente teria se o povo estivesse triste. Se nós batêssemos uma bandeira que batesse o governo como bate a pobreza. Aí se ele ajudasse. você sabe ? É invadido e é uma nação de muitas raças tocando isso aqui. Já os favelados tem. apóia de um modo que tem aí e esse modo apoio. Esses eles olham: “Vamos olhar o presídio. RA. Mas como eles vão olhar o produtor de cinema ? A gente não bate no governo. Quando o cinema está querendo fechar. os sem terra tem. Mas eles querem votar ? Vamos fazer como ? Z. você deve ter visto uma movimentação de rua que parou a cidade: o PCC e aí por diante. O Brasil não é descoberto.Complicado seu Renalto. porque opinião brasileira é muito versátil. Se a gente fosse pra cima. ele cuidava da gente. Eles tentavam fazer musical na rua. Como você explica isso ? Então. Eu penso assim se a gente batesse de certa maneira. tristonho passando alguma dificuldade tão grande que não queria nem votar no governo e a gente poderia ajudar. tenho certeza que eles tem. Olha quanta bandeira a gente tem pra bater e não consegue ? A gente vai fazer um filme jovem por exemplo. uma escalada jovem de estudante que saem da faculdade e não conseguem trabalho. o sem-terra e assim por diante o governo estaria olhando. Entendeu o meu ponto de vista ? Se nós tivéssemos uma bandeira que batesse no governo e que desse um susto nele que visse que ia perder eleitor e puxar o tapete. tentavam ir de bar em bar. deixando o cinema de lado por enquanto. A que dá eleitores é a prioridade do Brasil sempre. melhor condição dos presos. Como você vai bater uma bandeira dessa ? Não tem como. então é . Mas não tem união no meio cinematográfico para tanto. a gente teria talvez a história do Brasil que é muito bonita. criação de opinião ele cuida da gente. Pouco tempo aqui em São Paulo. Mas como você pode ir pra cima de um governo que a maioria do eleitorado é dele ? A gente não tem muito o que falar.A água gosta de correr de ceda em baixo e o fogo de morro acima.O senhor acha que o governo deveria apoiar a produção de filmes mais ? RA. as mulheres que são umas batalhadoras. o meu raciocínio é dessa maneira. o morro do Rio de Janeiro está tendo. tentavam alguma coisa pra tentar trabalho e deveria se fazer um filme assim. tem muita coisa que o sistema mesmo de cabeça dos políticos. os estudantes que são formados e não tem trabalho. A gente não tem tanto estudante mas vamos correr atrás pra lançar esse produto porque criticamos esse governo. Principalmente as que dá eleitores. como você perguntou mas eles tem que ter outras prioridades. e sempre vem vindo assim. Mas eu não tenho muito como vestir a camisa. Tinha que ter um interesse. eu acho que eles dariam. Aí cuidam”. solto e a gente começa a criar uma maneira de opinião. ele nos dá verba.Z. quase não tendo filme muitos da área criticam o governo mas nós não batemos uma bandeira forte.

uma diversificação de muitas idéias. muito disciplinada passou por boas academias da vida. Z. não consegue caminhar num caminho só. posso sair ?”. excelente Márcia Ferro tenho saudades.Oh. RA. “Minha Cabrita. Só . vejo falar mas não. Boa. Minha Tara” filme meu do Zé Adauto Cardoso.E os Gabarron ? RA. ele nunca aparece pra você. Então. mais ainda dá. Retorno tá meio balançado. aqui é complicado e por isso a gente mexe com sexo porque todo faz. Muito difícil porque a gente filmava com uma câmera só. todo mundo quer.. fui sócio desse. punha ela no ponto de foco ela ficava. Ela é muito disciplinada de ponta a ponta. e fazendo cena de sexo aí você está num ângulo. explícito pro homem é muito difícil você sabe.Dá. Bom o QI dela.O Chumbinho.Chumbinho. Z. por isso eu comprei alguma coisa com cinema. só saia quando te pedia licença: “Dá licença. mas não tendo texto só sexo até dez segundos é bom trocar de ângulo. Z.Chumbinho era engraçado. tudo mas muito centrado. que eu sou sócio. Em explícito ele era bom. muito boa de cena. contou acima de sete a dez segundos a cena fica a mesma coisa. muito boa pra texto. A Eliane fez o papel principal num filme meu. entrar numa porta só.Márcia Ferro ! Inteligente a Márcia Ferro.Outro bom com a Eliane Gabarron. Ela eu via falar. o elenco todo mundo tem o seu piti. todas as filmagens que eu fiz com ela. Ás vezes.Nesses filme do Juan.O senhor era sócio desse filme ? RA. todo mundo ri e todo mundo gosta. Boa pra texto.. o do vampiro. sei lá. Z. Z.Era difícil filmar com ela ? RA. Z. Z. Você montava a câmera no ângulo. O pequeno que funciona né ? Pequeninho.E dá o retorno ? RA.Como era trabalhar com o Chumbinho ? RA. Se tem texto te ajuda a desenvolver o que você quer contar e te dá o um parâmetro ou vai descobrir.Era. o senhor trabalhou com a Márcia Ferro ? RA. não dá o lado dele porque não precisou dar o lado dele.

eu gosto de cinema e até hoje fico sonhando. Z. por exemplo ? RA. eles começavam dois. eu perdi o contato telefônico. Z. E muito procurada. muito bonito a cena da menina molhando o cabelo e eu cuidei da fotografia. algum equipamento em casa. Z. Naquela época não tinha celular. Mas pro homem deixar ereto.Não.O que vier.Não. não tenho.Claro. vídeo institucional ? RA. perdi o contatos do pessoal que tinha comigo e pelo telefone de lá não consegui ter tanto contato com as pessoas. Você vê como pro homem é difícil ? Z. sumiu. do Rio que muitos me procuraram pra sair daqui. ás vezes deitada torta de perna aberta. Z. Chumbinho muitos atores pornográficos nossos são bons. tudo. corpo humano dói como todo mundo. Eu tinha o telefone em São Paulo.Eu fiz uma vez. Isso é que eu lembro porque a atividade de cinema era muito puxada pra gente.Mas pra mulher então é mais fácil ? RA. quando fui pra São Bernardo tinha outro telefone e lá tinha outro. Tem que manter o ponto de posição. outros não e então eu perdi o contato de muitos atores. a luz é outra e ele tem que se manter ereto. alguns eu consegui. o imóvel de São Paulo eu aluguei. muito puxada.Não. Tenho refletor. Isso é muito importante. o Gabarron.E o Chumbinho senhor sabe o que aconteceu com ele ? RA. de cinema.que ele está penetrando aí o fundo é outro. hoje até criança na escola tem. só. Z. de shampoo de cabelo em Santos. fui pra São Bernardo do Campo e compramos uma casa lá. Eu também tive uma saída de São Paulo. três filmes e já me queriam: “Você quer vir pro nosso ?” e era assim. No eu alugar o telefone.Dos seus filmes você tem algum preferido ? . alguma coisa.Mas por exemplo. é complicado pro homem e eles inventavam. você dirigia um do Sady e depois você era assistente de câmera do Bajon. se bem que pra ela as coisas não são tão fáceis. Eu gosto é de cinema. Z. produtores não só daqui mas de Recife.Nem documentário. Belo Horizonte. Iluminamos lá uma vez que o shampoo caia na água assim. Então. fizemos dois ou três comerciais.O senhor chegou a fazer publicidade ? RA.Você não tinha função fixa ? RA.

veja bem: a pornografia. Os meus filmes de casamento contam uma história quase sempre de cinema. os últimos com o Bajon. durante o período da Boca até quando o senhor viveu exclusivamente de cinema ? RA.Meu sonho é voltar pro cinema e eu tenho muita coisa escrita.Exato. . eu tenho muita idéia desses troços.tem uma do Sady que ele está com Aids e ele o pai dele que a Makerley participa junto.. Só que eu queria fazer mais forte ainda e criticar. Então. aberração sexual como eu disse no início o pessoal vive fazendo sem parar só que eles não vem em filme. Eu gosto muito do índio. que ficava realmente interessante. Tem cenas cheque mate que a gente fazia.Um filme pra público livre ? RA. É uma cena engraçada em que a Makerley fica grávida do pai. que quebram na vida e que puxam o tapete. Z.Por exemplo.. Faz treinamento de indústria...eu vivi de cinema. Educativo. Então.Passei a reportagens sociais.Aí o senhor passou a filmar casamentos ? RA. dos roteiros.Olha..Esse período em que o Sady foi pro Sul fazer teatro.acho que até 96..o cara sai com três meninas e depois ele apaixona pelas três como ele faz daqui pra frente ? O inferno que ocasionou pelo prazer que ele quis tentar. e ela fala: “O pai”.Mas você gosta mesmo de fazer longas ? RA. As cenas malucas... Eu estou em pesquisa desse material para fazer um filme que seja tanto educativo e entretenimento. para crianças tenho até a história escrita. Aí chegou os brancos aqui e fizeram a festa. book só que tipo cinematográfico. da cena do cavalo que foi muito interessante e assim por diante. porque é o pai deles.por exemplo . Uma da X-Tayla que ela vem correndo nua em câmera lenta são cenas interessantíssimas que eu acho. elas são as que você lembra mais. reportagem de casamento. Prazer. tinha vida própria. Z.Sempre tem cenas que você lembra mais. Z. do mesmo modo. tenho vontade de fazer.RA. Z. caem e depois levantam. como eu chamo. que o Sady chega pra ele e pergunta: “Quem te engravidou ?”..97. inclusive com o Sady eu vou incrementar como a história do índio. Z. Agora quanto ao sexo não deixa de ser uma mensagem.. Uma das coisas que eu acho muito interessante é produzir filme que não fosse pornográfico mas que desse uma mensagem pras pessoas em situação difícil. porque ele coitado era dono disso aqui tudo. ter assim um sentido.. Veja bem a ironia do destino: eu gosto de filme para criança..teve a cena da moto serra que eu lembro. Sabe ? Onde o prazer leva o cara ao sufoco.

RA. Isso é o que mais rola pra ele. Aí ia ficar uns dois anos e ia voltar. Fui cobrador de ônibus em São Bernardo do Campo.. O bujão foi pesado pra mim e aí não deu. galho dele. não vão descer (risos). na Supergrás Brás mas vinte e seis dias depois me mandaram embora porque eu não tinha passado no teste. Eu tentei entregar gás na rua.Fiquei sabendo que ele era. Ele me liga muito.Ele foi com o ônibus. Z. aí as meninas vão. Então. Z. comecei a ver filmes.Muito. Liga de noite. dá risada. ele virou sendo o responsável. Segundo ele. mas não me arrependi não. eu tive .Com o ônibus. mas vamos logo encontrar. nem do meio do cinema mas ele já era. é um amigo nós somos amigos. Z. o titular. Aí eu fiquei chato de pedir alguma coisa.RA. de mulher. Muitas coisas o pessoal saiu fora e ele que acatou. Vão dar. que é sempre chamado no fórum. entrei na Volkswagen..Ele teve. Meu pai não sabia que eu tinha vindo embora porque eu saí fugido dele. fala besteiras porque somente falamos quase besteiras. Então.. Z. tem meu telefone. eu vim aqui a passeio. aí fiz curso de cinema e meus dois trabalhos foram esses. Muitas pessoas saíram fora e ele tem uns processos também particular.Eu sou do meio rural mas quando eu vim a São Paulo. Quando ele chegou em São Paulo já era o Sady de hoje.Ele teve alguns processos que ele respondeu por uma série de coisas. é sério o negócio lá.Quando ele chegou em São Paulo ele foi jogador de futebol. O Sady não desgruda. Z. vi ele na televisão falando que tem mais de trinta filhos (rindo). Saí da fazendo. Fui testemunha a favor dele. Quando eu cheguei aqui. como que pode ? Um homem desse tem que ter rolo né ? (risos).Muitas vezes. RA. que eu ia entrar no cacete. trabalhei como funcionário lá. Fui procurar um trampo. Complicado né ? Então.O senhor chegou a ir em fórum ? RA. Ele não desgruda.. Aí vocês se afastaram ou continuaram se falando ? RA. ver tudo o dinheiro acabou e eu não quis voltar pra fazenda.Na época ele já era um homem namorador ? RA. Com ele ou dá ou desce (risos). Não era famoso. liga em casa sempre. Z.O senhor teve outras profissões antes de ingressar no cinema ? RA. a gente se fala. fugi de lá e vim passear aqui. de dia e tem uma semana que ele não me liga. Ele é. encontra.É. conta história. Deve estar preparando alguma coisa aí.

. por aí. Passava nos cinemas do Padula. segui esses trabalhos ainda com câmera. sabe.. isso o Sady que tem na mente. segui bastante. eles me chamavam por telefone: “Vem aqui. Mesmo fazendo filme mais diferente. documentário pra televisão. eu trabalhava muito eles ligavam pra São Paulo e eu ia.Ah. isso é opinião minha: “Você mexer nas . Filmo pra eles. tal. acho que foi até 2000. os Padulas em Rio Claro. Em Rio Claro.. Z.eu fico quieto ás vezes. vamos fazer”. mas eu saia com eles. Depois segui fazendo algum trabalho pra quem vem de fora. muito ricos eles na região. Ele tem a cabeça dele. Ele me disse que tem vontade tal. você filmava as lojas e antes de passar os filmes passava as lojas. evangélicos.O Sady me falou que é católico. donos de cinema. Fiz muita filmagem pra passar nos cinemas dele e eu era muito querido. Até me lembro um que eu fazia muito pra Rio Claro. onde fiquei o último filme com o Bajon.O senhor também é católico ? RA. Sabe essas reportagens ? Eu fiz muito isso pra Rio Claro. Eu tenho a minha doutrina é católica. Eu não sou. eu fiz algum serviço de rua tipo lá dela.O senhor vai na Igreja ? Porque o Sady me contou que vai também todo domingo. eu estou quieto e nada posso dizer referente a isso não. da Volks entrei pra academia de cinema de onde fui para o cinema.Pra quem o senhor fazia isso ? RA. E eu de longe.Pro Cléber da família de políticos.Católico. Então. RA. não a própria Record mas pra gente que trabalhava nela. Z. fiz muito. sou amigo de muita gente mas continuo católico. Z. tal porque diz que fizeram um filme de Cristo. Serviço pra televisão.O Sady vai pra ver na igreja e diz que vai ver os crentes gritar lá. pra poder pegar como fazer o filme de crente. Z. Quando a emissora era do Sílvio e do Paulo Machado de Carvalho eles ás vezes terceirizavam algum trabalho de rua e falava que eram dela. depois que o cinema foi acabando eu fiz isso pro interior também. Então.E esse projeto do Maomé ? RA. hoje eu faço uma grande massa de crentes. Eu disse o seguinte.foi político o Cléber. Eu vou.. longe preparava tudo e eu era de cinema. fazia aqueles documentários de cinema das lojas pra passar lá. aparecia muito serviço. protestantes. eu tomo minha hóstia todo mês. Até que eu comecei a fazer depois meus casamentos malucos. vou em Aparecida.. fui câmera de algumas empresas de televisão como a Record.esses três trabalhos e depois eu entrei na Volkswagen.

a religião agora se você mexer com esse pessoal você vai pagar aqui e sabe de que maneira”. está indo.. os peitos. Era só mostrar corpinho.. brincar com a vagina.. como os maus políticos.Qual foi a última vez que o senhor falou com ele ? . Mesmo que põe bomba e se explode. Esse é o meu ponto de vista.Não. Eu respeito assim. Hoje em dia.aí precisa de outra mão pra ajudar senão você mesmo ilumina e filma. se o filme é pornô é a coisa mais fácil do mundo.É. Se a menina não tem cicatriz. Mas não photoshop. não tinha bicho. Agora eu não consigo achar um mal mulçumano.. mas com idade de maior e pega. esses últimos era uma equipe pequena ? RA.ele tinha um canal de televisão na Holanda e passava no canal de televisão de madrugada. depois quando você está convencendo que de certas coisas você está certo que siga assim. O resto. Z.então não fazia muita cena explícita com o Bajon pra vender pra esse pessoal porque televisão é outra gama. você não consegue ver aquilo. Z.Os filmes do Bajon ? RA. vamos ver se faz. A não ser de segurar um rebatedor. qualquer hora ou outro plano e pagar você vai porque você transgrediu..Quanto menos melhor. Que nem com o Bajon não.não usa nem roupa ! Então pra que uma grande equipe ? É mais um iluminador e se você quiser câmera e entende de iluminar você ilumina. você sabe ? Funciona pra pessoas.. Ele está falando.. não consegui ver.a verba pro pornográfico é muito pequena e fica mais lucro na empresa...Esses últimos filmes do Bajon não tinham bichos ? RA. não atravessou o caminho meu. porque tem que fazer aquilo ? Não é da sua ossada e é aí que eu fico quieto. nunca atravessaram então eu não quero mexer. Z. Eu filmei muito pra eles e eles gostavam muito dos rostinhos de moças que pareciam menores mas tinham que ser de maior. se tiver tem que fazer uma boa maquiagem. uma maquiagem somente. Hoje o Brasil também graças a Deus.. Era isso que ele fazia. Se você põe uma equipe grande você vai ficar sem nada porque o orçamento que vem no pornográfico é baixo. Z. Nós filmamos com o Hans. Só tinha nós que é tudo bicho (risos).coisas do Santíssimo. na Holanda segundo a época falavam. Os evangélicos eu só estou querendo fazer um protestante sobre os maus crentes.. senão atravessar o seu caminho você não tem como questionar. quanto menos melhor. Você vai pagar isso em qualquer canto do mundo. Na verdade. Então se filma com rostinho de ninfeta. Quando o elenco é menor.Esses trabalhos com o Bajon. eles vão pegar de você um preço mais ou menos pra passar pra outros. não teve. Divino Mestre ele não vai te livrar não. Lá tem uma gama de velhos muito grande..isso é lindo é um mercado que vendeu.

Z. por aí.Nossa rapaz ! Eu sou comedor de doces que a mãe dele faz. Ele sempre pagou direitinho. Não sei.Mas pelo que eu sei ele não gosta de dar entrevista. nunca envolvi.Eu conheci muitas meninas que gostavam dele. Ele continuou com a mãe dele. muito ruim..Não.Acho que foi perto de 97.Bajon. Aí foi uma decadência também. deu recibo. Eu freqüento a casa dele.Ah se falamos por telefone. não sei se tem ainda com mais de mil livros.RA. é prendada...não. aquelas laranjas. graças a Deus está viva. Marmelada que sobrava.Que o senhor falou ? RA. sempre um cara que inventaram pra cima dele um negócio. quando ia na filmagem eu limpava tudo.. Parece que teve um negócio aí muito ruim. Aí sobra e ficava na chácara. Eu sinto que foi uma perseguição porque eu trabalhei com ele e vi a integridade dele. RA.Que eu falei ou que eu fiz ? Z. sempre pegou recibo. Sou comedor de doce. Z. O Bajon é muito culto: tem uns quadros.foi uma perseguição que teve. Ele é meio quieto no canto dele. Z. Ele tem uma biblioteca que você não acredita ! Na casa dele. o maior prazer do mundo comer aquilo lá. Naquela época tinha uns policiais meio corruptos. aquelas sobras de doce. Bajon tem na casa dele na Vila Zelina. Z. Ela é muito boa de doce. não. coisa de dois meses falei com ele. A gente está pra se encontrar. nunca perguntei. não. Z. parece que mexeram com a vida dele lá e ele ficou chateado. marmelada que fica.Ele é amigo do senhor ? RA.A mãe dele está viva ? RA. doce de laranja.Mas isso é por ele ter um processo parecido com o Sady ou outros motivos ? RA. a mãe dele fazia doce especial.Você nunca conheceu ele com namorada ? RA. acho que nas histórias de amor dele não foi muito bem sucedido..mas não como o Sady .de aparecer. uns aparelhos da mãe dele do pessoal da China na parede.. o respeito que ele tinha com menores. O Bajon teve um negócio muito ruim. Z.O Bajon foi enganado..Mas ele casou ? Tem filhos ? RA..Está viva. com a coisa dos outros...

ou desce (risos). 23 Anos.. é complicado. É diferença.A Máfia Sexual (co-dirigido por Sady Baby) 1986. Mas as meninas fazem o que ? Não são besta (rindo).O Ônibus da Suruba II (co-dirigido por Sady Baby) 1990.O Ônibus da Suruba (co-dirigido por Sady Baby) 1989.Cresce na Boka (co-dirigido por Sady Baby) 1988.A Troca de Óleo (co-dirigido por Sady Baby) 1986.Emoções Sexuais de Um Jegue (co-dirigido por Sady Baby) 1987.Ninfas Pornô de Juan Bajon 1989. O Sady tem trinta e cinco né ? E eu tenho um filho só e nós fazemos filme pornográfico igual. fotógrafo e câmera: 1992.Eu. FILMOGRAFIA DE RENALTO ALVES Como diretor.A Ninfeta Sapeca de Juan Bajon 1989..criador de filho.Soltando a Franga (co-dirigido por Sady Baby) 1988.Sexo Sem Limite de Rubens da Silva Prado 1989.A Mulher do Touro (co-dirigido por Sady Baby) 1986.As Taras de Um Mini-Vampiro de José Adauto Cardoso ..No Calor do Buraco (co-dirigido por Sady Baby) 1987. Louca e Desvairada de Juan Bajon 1989. Márcia F.Emoções Sexuais de Um Cavalo (co-dirigido por Sady Baby) Como fotógrafo e câmera: 1989.Gatinhas Safadas de Juan Bajon 1989..A Vida Privada de Uma Atriz Pornô de Juan Bajon 1987.porque o Sady tem aquele negócio: ou dá.

O Ônibus da Suruba II de Sady Baby e Renalto Alves 1990.Viciadas Em Cavalos de Juan Bajon 1984. Minha Tara de José Adauto Cardoso 1983.Soltando a Franga de Sady Baby e Renalto Alves 1988.Cresce na Boka de Sady Baby e Renalto Alves 1988.No Calor do Buraco de Sady Baby e Renalto Alves 1987.Emoções Sexuais de Um Jegue de Rubens da Silva Prado 1981.Minha Cabrita.1986.Emoções Sexuais de Um Jegue de Rubens da Silva Prado 1987.Paraíso da Sacanagem de José Adauto Cardoso e Luiz Antônio Oliveira 1984.Sadismo de Um Matador de Rubens da Silva Prado Como diretor de produção 1987.A Máfia Sexual de Sady Baby e Renalto Alves 1986.Emoções Sexuais de Um Cavalo de Sady Baby e Renalto Alve .A Mulher do Touro de Sady Baby e Renalto Alves 1986.Arapuca do Sexo de Alcides Caversan 1982.A Troca de Óleo de Sady Baby e Renalto Alves 1986.Sedentas do Sexo de José Adauto Cardoso Como ator: 1992.Bonecas do Amor de Juan Bajon 1987.O Menino Jornaleiro de Alcides Caversan 1974.A Pistola Que Elas Gostam de Rubens da Silva Prado Como assistente de câmera: 1988.O Ônibus da Suruba de Sady Baby e Renalto Alves 1989.