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II - INTERVENÇÃO DE TERCEIROS Não podemos confundir a noção de litisconsórcio com a intervenção de terceiro.

Apesar de serem ambas uma modalidade da pluralização das partes no processo, são ideias distintas. O litisconsórcio significa pluralidade de partes nos polos da relação processual e a intervenção de terceiros é uma das formas de se adquirir a qualidade de parte no processo. A regra é, com a intervenção de terceiros, pode haver a formação de litisconsórcio. Todavia, nem toda a intervenção de terceiros vai importar a formação de litisconsórcio. Por exemplo: a nomeação à autoria é uma das modalidades de intervenção de terceiros que não acarretará a formação de litisconsórcio; denunciação da lide é outra modalidade de intervenção de terceiros que também não acarretará a formação de litisconsórcio. O CPC dá tratamento diferenciado para o litisconsórcio e para a intervenção de terceiros. Por exemplo: artigo 10 da Lei 9099. Art. 10. Não se admitirá, no processo, qualquer forma de intervenção de terceiro nem de assistência. Admitir-se-á o litisconsórcio. Então, se estamos falando de um processo que tramita perante o Juizado Especial Cível, pode haver formação de litisconsórcio, já que o art. 10 dessa lei está prevendo isso. Contudo, não cabe intervenção de terceiros no Juizado. Da mesma forma, diz o art. 280 do CPC: Art. 280. No procedimento sumário não são admissíveis a ação declaratória incidental e a intervenção de terceiros, salvo a assistência, o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro. O art. 280 do CPC está afirmando que em sede de procedimento sumário, não cabe a intervenção de terceiros, ressalvadas as exceções previstas nesse artigo. Contudo, cabe formação de litisconsórcio em sede de procedimento sumário.
O procedimento sumário, assim como o ordinário, é tratado pelo Código de Processo Civil no procedimento comum, isto é, naquele rito para o qual não se exige forma especial. Entretanto, como já visto, apresenta forma mais simplificada e concentrada que o procedimento ordinário.

A grande consequência que a intervenção de terceiros gera no processo é fazer com que o terceiro que ingressa, que intervém no processo, adquira a qualidade de parte.
INTERVENÇÃO DE TERCEIROS Espontânea - quando o próprio terceiro que toma a iniciativa de ingressar no processo. Provocada - quando o terceiro for trazido ao processo por iniciativa de uma das partes (ou do autor, ou do réu).

ii.1 – Modalidades de Intervenção de Terceiros A) Nomeação à autoria Modalidade Espontânea B) Chamamento ao processo C) Denunciação da Lide D) Oposição Modalidade Provocada E) Assistência F) Recurso de terceiro prejudicado (art.280) Essas não são as únicas modalidades de intervenção de terceiros previstas no código. Há uma modalidade de intervenção de terceiros, muito pouco falada, que é denominada intervenção iusu iudicis. Art. 47. Há litisconsórcio necessário, quando, por disposição de lei ou pela natureza da relação jurídica, o juiz tiver de decidir a lide de modo uniforme para todas as partes; caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo. Parágrafo único. O juiz ordenará ao autor que promova a citação de todos os litisconsortes necessários, dentro do prazo que assinar, sob pena de declarar extinto o processo. O que é a intervenção iusu iudicis? É a intervenção que se dá por determinação do juiz, por determinação judicial. O art. 47 está dizendo que quando o juiz verifica que ele está diante de uma situação de litisconsórcio necessário, ele determina ao autor que promova a citação do litisconsorte necessário faltante. Então, podemos dizer que essa intervenção iusu iudicis seria também uma modalidade provocada de intervenção de terceiros. Quando falamos da iusu iudicis, falamos que é uma intervenção provocada por ato do juiz. IPC!!! Há modalidades de intervenção de terceiros que vão importar ou não a formação de litisconsórcio, temos que examinar ainda cada modalidade de intervenção de terceiros, mas podemos adiantar: assistência, nomeação à autoria, denunciação da lide e recurso de terceiro prejudicado não ensejarão a formação de litisconsórcio. Por outro lado, oposição, chamamento ao processo e a intervenção iusu iudicis darão ensejo à formação de litisconsórcio. Art. 10 da Lei 9.099 (Juizados Especiais)

para mim. extinguir o processo sem resolução do mérito. essa ação em face do caseiro. aquela pessoa que está ali tomando conta da casa. Ex: morte de uma das partes. qualquer forma de intervenção de terceiro nem de assistência. entrará o nomeado. A nomeação à autoria só cabe numa hipótese específica. Não cabe intervenção de terceiros em sede de juizados especiais. Portanto. . o verdadeiro legitimado é o nomeado. quando alguém. Admitir-se-á o litisconsórcio. mas ajuíza. mas. reconhecida a legitimidade passiva desse nomeado. em razão da modificação da titularidade do direito material afirmado em juízo. será conhecido como nomeante. Se o juiz estiver diante de uma hipótese do art. sendo-lhe demandada em nome próprio. em seu lugar. é ele quem vai indicar o verdadeiro legitimado passivo. para figurar em uma ação possessória? É o proprietário ou o possuidor. deverá nomear à autoria o proprietário ou o possuidor. Eu deveria mover a ação em face do possuidor ou do proprietário. A nomeação à autoria. Esse réu quando indica quem é o legitimado passivo. o nomeante irá sair do processo e. O instrumento da nomeação à autoria só se justifica devido à dificuldade de se distinguir posse e detenção.Art. Aquele que detiver a coisa em nome alheio. Exemplo: Alguém está ajuizando uma ação possessória ou uma ação reivindicatória. uma outra pessoa assume o lugar do litigante originário. Não se admitirá. A nomeação à autoria existe quando se move uma ação equivocadamente contra quem é mero detentor. a nomeação à autoria está restrita ao problema de posse e de detenção. A substituição processual é o caso de legitimidade extraordinária. em face da pessoa que está tomando conta da casa. já que é ele quem está nomeando a autoria. Depois de instaurado o procedimento da nomeação à autoria e reconhecida a legitimidade passiva do nomeado. por exemplo. 10. porque é o nomeado o verdadeiro legitimado passivo. fazendo-se parte na relação processual. O caseiro é mero detentor. SUCESSÃO PROCESSUAL x SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL A sucessão processual é a substituição da parte. seria supostamente o possuidor ou o proprietário.62 ele não pode. É a troca da parte. o caseiro. de plano. como forma de corrigir a ilegitimidade passiva para a causa. no processo. A) Nomeação a autoria É uma intervenção de terceiro provocada pelo réu. Esse artigo prevê a situação do detentor de determinado bem estar sendo citado como réu num processo no lugar do possuidor que teria legitimidade para causa no processo. Ocorreu o fenômeno da sucessão processual. no polo passivo. A finalidade da nomeação à autoria é corrigir a ilegitimidade passiva para a causa. Quem tem legitimidade passiva para figurar em uma ação reivindicatória. é a única hipótese que teremos de legitimidade passiva que não importará extinção do processo sem resolução do mérito com base na carência de ação. por este motivo raramente ocorre. Quem terá a iniciativa de nomear à autoria é tão somente aquele que figura como réu e não tem legitimidade passiva para a causa. Art. ele tem que esperar esse réu tomar a iniciativa de nomear à autoria o verdadeiro legitimado passivo. 62. Uma pessoa sai do processo e a outra pessoa a substitui.

Em uma ação de ressarcimento do dano dirá: “Não tenho nada a ver com isso. Art. Isso é ato ilícito. não se terá. A nomeação a autoria só ocorre nesses casos muito específico de detentor ou de alguém que causou dano. e não acarretará a extinção do processo sem resolução do mérito com base na ilegitimidade passiva para a causa. . Então não sou eu quem deve figurar aqui no polo passivo”. Logo. eu causei porque me mandaram praticar. é por isso que não há formação de litisconsórcio passivo. em nenhuma hipótese. mas o chamado servidor. não temos como realizar nomeação à autoria sob a ótica do autor. a nomeação a autoria só existe no polo passivo e mediante iniciativa do réu. Consequentemente. porque continua tendo um único réu no polo passivo. no polo ativo. ou em cumprimento de instruções de terceiro. Então. nós teremos duas grandes consequências: sucessão processual. Se a nomeação à autoria acarreta a correção da ilegitimidade passiva para causa.O nomeado entra com legitimidade ordinária para a causa. intentada pelo proprietário ou pelo titular de um direito sobre a coisa. Nós estamos verificando que a nomeação à autoria é modalidade de intervenção de terceiros que só tem lugar no polo passivo da relação processual. porque se eu pratiquei dano. o detentor é aquele que detém a coisa em nome alheio. Visto que ocorre a sucessão processual. o chamado fâmulo da posse. VI. O possuidor detém a coisa em nome próprio. Portanto. a possibilidade de se corrigir essa ilegitimidade ativa. O possuidor é o senhor da posse. era o legitimado passivo para a causa. desde o início. 63 . se eu causei dano.Aplica-se também o disposto no artigo antecedente à ação de indenização. Os artigos 62 e 63 do CPC estão prevendo as hipóteses de cabimento da nomeação à autoria. CPC. Possuidor é o titular desse direito. porque sai o nomeante e entra o nomeado no lugar dele. que é a posse. Detentor não é o senhor da posse. se quem ofereceu a demanda não possui legitimidade ativa para a causa. toda vez que o responsável pelos prejuízos alegar que praticou o ato por ordem. não há formação de litisconsórcio passivo. fora das hipóteses desses artigos não cabe essa modalidade de intervenção de terceiros. porque ele. Assim. e o processo terá que ser extinto sem resolução do mérito com base no artigo 267. Como está dizendo o artigo 62 do CPC.

Por quê? Porque o processo não pode prosseguir enquanto essa questão da legitimidade ou da ilegitimidade passiva para a causa não ficar decidida. aceitando que o nomeado é o verdadeiro legitimado passivo para a causa. Se você tiver aceitação de um e recusa de outro não haverá a correção do polo passivo. OBS: Se estivermos diante de um litisconsórcio no polo ativo (facultativo). ficará sem efeito a nomeação. primeira parte). . Logo. ele limita-se tão somente a nomear à autoria por meio de uma petição inicial. ele será denominado de NOMEANTE. Art. ainda que ele veja que o réu não tem legitimidade passiva. do terceiro nomeado. Se ele está nomeando à autoria. neste momento. e que o processo prosseguirá contra esse réu nomeante. autonomia para corrigir a ilegitimidade passiva. Esse artigo também prevê que o juiz suspenderá o processo.Art. o processo prossegue em relação ao réu nomeante (art. recusando-o. Você tem que ter a aceitação dos dois para poder passar para essa segunda etapa. 64 . ambos devem se manifestar quanto a nomeação promovida pelo réu. o juiz. e o verdadeiro legitimado passivo.Aceitando o nomeado.Se o nomeado reconhecer a qualidade que Ihe é atribuída. 65 do CPC diz que “ficará sem efeito a nomeação”. o réu requererá a nomeação no prazo para a defesa. 66 do CPC. A nomeação a autoria precisa de dupla-concordância para se concretizar. ou seja. Se o nomeado aceita. no primeiro momento.66. o juiz suspenderá o processo e intimará o autor. ele não se defende. o autor promoverá a citação do nomeado. e nesse prazo de 5 dias o autor será ouvido. contra ele correrá o processo.Em ambos os casos. Art. ele não contesta. Mas ao nomeado também cabe a aceitação ou recusa de tal nomeação. Se o nomeado recusa. continuando este no processo no polo passivo. O juiz nesse caso corrigirá a ilegitimidade passiva para causa. O autor será ouvido pra dizer se aceita ou se recusa a nomeação da autoria. do autor e no segundo momento. do autor e do terceiro nomeado. ao autor incumbirá promover-lhe a citação. suspenderá o processo e mandará ouvir o autor no prazo de 5 (cinco) dias. 66. se a negar. de NOMEADO. estaremos diante de uma sucessão processual (art. Nesse prazo de 15 dias. O juiz não tem. Isso significa que o juiz não poderá corrigir a ilegitimidade desse réu que não tem legitimidade passiva. a nomeação o art. 65 do CPC . O prazo que o mero detentor tem para fazer a nomeação à autoria é o mesmo da contestação (15 dias no procedimento ordinário). o processo continuará contra o nomeante. O autor aceitando o nomeado pelo réu. O autor recusando o nomeado pelo réu. ao deferir o pedido. segunda parte). Ele suspende o processo e intima o autor no prazo de 5 dias. pois ele só pode corrigir se houver essa dupla aceitação.

coloca-se um questionamento. que o réu nomeante não possui legitimidade passiva para a causa. não o fizerem. ele proferirá sentença de mérito com base no art. nada alegar.Quando o autor recusar o nomeado. pura e simplesmente. Faria coisa julgada? . Prosseguindo o processo. ou não. Nesse caso. A recusa do autor ou do nomeado. Ele pode. Art. O juiz. pode reconhecer a ilegitimidade passiva do réu para a causa de duas formas. o juiz extingue o processo. na contestação. na segunda situação colocada. agora. comparecendo.o nomeado não comparecer. Art.68.269. Ihe competia manifestarse. como também se ele não comparecer após a citação. ou. Entretanto. Mas podemos ter a recusa fundada e a recusa infundada do terceiro. se defenda. já que este usou o prazo anterior para nomear a autoria. ele não poderá corrigir a ilegitimidade para a causa. a seu respeito. temos que dar novo prazo de 15 dias para que o réu nomeante. teremos presumida a aceitação. e que o réu nomeante realmente não tem legitimidade passiva para a causa. vinculação a essa sentença. ao mesmo tempo em que aponta a legitimidade passiva do terceiro nomeado. Se tanto da parte do autor. não só se ele não se manifestar. II . 267. Mas pode acontecer que o juiz entenda que as recusas foram infundadas. alegando.I. se o juiz. em segundo processo. se no momento da sentença o juiz entender que a recusa era fundada e que o réu nomeante tem legitimidade passiva para a causa. quanto da parte do nomeado.Presume-se aceita a nomeação se: I . Ele não contestou porque pensou que seria retirado do processo. No entanto. extinguir o processo sem resolução do mérito: (a) alegando que o réu não tem legitimidade passiva para a causa. o juiz fica vinculado às manifestações do autor e do terceiro nomeado. ou quando este negar a qualidade que lhe é atribuída. (b) dizendo que o réu não possui legitimidade passiva para a causa e que esta é do terceiro nomeado. uma vez instados a se manifestar. apenas. . Se. 67 . na primeira hipótese. no prazo em que. como ele não saiu do processo e este prossegue em relação a ele. ou extinguir o processo sem resolução do mérito. correrá novo prazo para o réu apresentar contestação. assinar-se-á ao nomeante novo prazo para contestar.o autor nada requereu. VI. reconhece a ilegitimidade passiva do réu. quando o autor mover a ação em face do terceiro nomeado. por má-fé ou não. o juiz extinguirá o processo sem resolução do mérito. questionar a falta de legitimidade passiva para a causa dele. acerca de haver.Mesmo o juiz achando que o nomeado recusou de má fé. este não estará impedido de. por não ter legitimidade passiva. aqui também. Em relação ao nomeado. com base na carência de ação art.

Então. obviamente. II . o autor da demanda teria que oferecê-la em face de todos os corréus. provocada por parte do réu. nós temos coobrigados na solidariedade passiva. Esse é o grande questionamento acerca dessa discussão. Quando temos o fiador chamando ao processo o devedor. nesse caso. primeiro cobra-se do devedor e só depois cobra-se do fiador que é a garantia do cumprimento da obrigação. Nós temos coobrigados na co-fiança. pode exigir? Primeiro. . Além disso. somente teremos chamamento ao processo por parte do réu. que. Nós temos na fiança um benefício de ordem. Quem é o obrigado principal? O devedor. quando para a ação for citado apenas um deles. o juiz apontar a legitimidade passiva para a causa do terceiro nomeado. no sentido de não se poder voltar a discutir a ilegitimidade passiva desse terceiro nomeado. este está tentando garantir seu benefício de ordem. ou seja. B) Chamamento ao processo O chamamento ao processo é uma modalidade provocada de intervenção de terceiros. na sentença.de todos os devedores solidários. porque. quando nós temos o fiador sendo acionado e chamando ao processo o devedor em caso de fiança. e entre o fiador e o devedor nós também temos coobrigados. É admissível o chamamento ao processo: I .dos outros fiadores. essa decisão vincularia um segundo processo. 77. se. III . diremos que as hipóteses autorizadoras do chamamento ao processo são hipóteses de coobrigados. ao ser cobrado. com base no art. nós teremos a formação de um litisconsórcio passivo. não há artigo no Código que diga que. Entretanto. que é acionado. Qual é a característica da fiança? O fiador é um obrigado. o litisconsórcio que se formará será facultativo. o fiador está exercendo a fiança. na ação em que o fiador for réu. se fosse necessário. qual seria a finalidade do chamamento ao processo quando o fiador. então ele paga. será facultativo. inciso I. Isso ocorre ainda que o terceiro nomeado tenha recusado a nomeação de má fé. O que o fiador. ele exige que se cobre do devedor.do devedor. Não há como o chamamento ao processo se dar por iniciativa do autor. Ele é o principal? Não. a dívida comum. chama o devedor ao processo? Isso ocorre porque. e não necessário. parcial ou totalmente. quando o credor exigir de um ou de alguns deles. Ainda que ele esteja agindo de má-fé e recusando de má-fé a nomeação. Caberá o chamamento ao processo nas hipóteses: Art. de um modo geral. Portanto. É uma modalidade provocada de intervenção de terceiros que se dará no polo passivo da relação processual. No inciso I. ele poderá em processo posterior discutir sua legitimidade para causa.77. mas se o devedor não pagar.

e. No sentido de aceitar.. do proprietário. é deferida a citação que se dá ao terceiro chamado e este deve ter a oportunidade de se manifestar. no prazo para a resposta.se o denunciado confessar os fatos alegados pelo autor. a ação prosseguirá unicamente em relação ao denunciante. 75. ficará suspenso o processo. o juiz observará a norma do art. no prazo para contestar. as responsabilidades dos obrigados. cumprirá ao denunciante prosseguir na defesa até final. o chamamento ao processo.Para que o juiz declare. como litisconsortes. o réu requererá. critica-se o fato do codevedor que não foi acionado ser trazido ao processo pelo outro codevedor. 79 do CPC . ou comparecer apenas para negar a qualidade que Ihe foi atribuída. ele requer a citação do codevedor/coobrigado. o denunciante e o denunciado.se o denunciado for revel. §2º .se o denunciado a aceitar e contestar o pedido. Suspendendo o processo porque foi requerida a citação de terceiro..A citação do alienante.O juiz suspenderá o processo. Esse requerimento de citação feito pelo réu importará suspensão do processo. então. Uma vez citado o réu. 72 e do art. Inciso I – ele aceita. §1º . do possuidor indireto ou do responsável pela indenização far-se-á: a) quando residir na mesma comarca. virar parte. na mesma sentença. dentro de 30 (trinta) dias.Ordenada a citação. II . havendo a formação de um litisconsórcio passivo entre chamante e chamado. a citação do chamado. 78 do CPC . 75 está dizendo que uma vez citado o réu. o art. o disposto nos arts. e de outro. ou em lugar incerto. 72 e 74. Art. quanto à citação e aos prazos. o processo prosseguirá entre o autor. 75 do CPC.  Procedimento do Chamamento ao processo Art. . 72 . b) quando residir em outra comarca. ou não.Em caso de solidariedade passiva. Art.) Art. dentro de 10 (dez) dias. contesta e o processo prossegue. Feita a denunciação pelo réu: I . Em outras palavras. poderá o denunciante prosseguir na defesa. III . de um lado.Não se procedendo à citação no prazo marcado. (. mandando observar. a que se refere o artigo antecedente.

se o fiador foi acionado e este não trouxe o devedor para o processo. uma vez executado. a dívida comum. quando o credor exigir de um ou de alguns deles.dos outros fiadores. ele evita o decreto de revelia. pois com o chamamento ao processo. na hipótese de fiança. só pode exigir a penhora dos bens do devedor se. .Inciso II – ele recusa. A sentença. o que acontecerá? Art. 77. Aquele que foi acionado inicialmente terá o título contra os outros e não precisará mover a ação para cobrar a parte de cada um. na execução. É admissível o chamamento ao processo: I . quando ele comparece e pretende discutir se cabe ou não o seu ingresso como terceiro chamado? Ele recusa. o chamamento ao processo é instrumento para o devedor. se o juiz rejeitar. Art. em favor do que satisfizer a dívida. na hipótese do artigo 77. prosseguirá sozinho o réu chamante. mas oferece contestação em caráter subsidiário. Consequentemente. Só se pode promover execução ou penhora contra quem se tem título executivo. um aspecto de economia processual. Inciso III – ele comparece e confessa os fatos. ou de cada um dos co-devedores a sua quota. o credor não terá título executivo contra o devedor. do devedor principal. ou por que é revel ou comparece e recusa. Por isso. se o juiz rejeitar a alegação e verificar que está diante das hipóteses do art. se o juiz rejeitar a alegação e o terceiro permanecer no polo passivo. na proporção que Ihes tocar. o terceiro chamado. para exigi-la. que julgar procedente a ação. dizendo que cabe o chamamento ao processo. II . poder exercitar o seu benefício de ordem. ele faz com que o credor tenha título executivo contra o devedor. Só que o juiz pode rejeitar essa recusa. que há a co-fiança. decretará a revelia. A única coisa que o terceiro chamado pode questionar na hipótese de aplicação do art. III . O fiador. valerá como título executivo. aqui. o que deve fazer. II é que ele não está diante de nenhuma das hipótese do art. I.do devedor. No entanto. na ação em que o fiador for réu. o credor só terá título executivo contra o fiador. Essa sentença valerá como título executivo. parcial ou totalmente. Caso ele não chame ao processo o devedor. Então. o fiador não tem como. em futuro processo de execução. rejeita o chamamento ao processo. 77. garantir o exercício do benefício de ordem. 80. pois. ele chamou ao processo o devedor. há solidariedade passiva e que o réu deve integrar o processo. 77. por inteiro. Se o devedor não é trazido para o processo. ele não pode ser executado e não há como ser exercido o benefício de ordem. Assim. porque o chamado não ofereceu contestação. se ele não traz para o processo o devedor. Logo.de todos os devedores solidários. quando para a ação for citado apenas um deles. condenando os devedores. no processo de conhecimento.75..

se o réu se vale da denunciação da lide. de um lado. do direito de regresso que o denunciante pode exercer em face do denunciado. é chamada de ação regressiva. Tal ação é regressiva em caráter eventual. comparecendo. O direito de regresso supõe três sujeitos: o sucumbente. A denunciação da lide tem natureza de ação. assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. e de outro. suportar um resultado desfavorável. tem natureza de ação. procedendo-se em seguida à citação do réu. se na ação. Como essa ação pode ser julgada? a) Extinta sem julgamento do mérito (art. Feita a denunciação pelo autor. na mesma sentença. dizendo se há ou não razão. o devedor de regresso. 75. Uma ação chamada regressiva. o processo prosseguirá entre o autor. na ação. c) Extinta com julgamento do mérito. diz-se que a denunciação da lide é uma ação regressiva julgada em caráter eventual. que pode se dar tanto no polo ativo quanto no passivo. só é julgada se o denunciante. de acordo com os artigos 74 e 75 do CPC. com pedido sendo julgado improcedente. Art. na qual se julgará a ação. com pedido sendo julgado procedente. A denunciação da lide é uma modalidade provocada da intervenção de terceiros. o vitorioso. pois dependerá do julgamento da ação. . como litisconsortes. o patrimônio do sucumbente. ou comparecer apenas para negar a qualidade que Ihe foi atribuída. ela só será julgada no mérito na hipótese c. poderá o denunciante prosseguir na defesa. II . o pedido for julgado procedente. A denunciação da lide é ação regressiva julgada em caráter eventual. ou não. III . b) Extinta com julgamento do mérito. na hipótese de o denunciante suportar resultado desfavorável no processo. cumprirá ao denunciante prosseguir na defesa até final. É ação regressiva que será julgada no mesmo processo. Por isso. o denunciante e o denunciado. na hipótese do denunciante obter resultado desfavorável na ação. Na denunciação da lide aproveito que já há processo em curso para que.se o denunciado confessar os fatos alegados pelo autor. aquele que tem a obrigação da recompor.se o denunciado for revel. é modalidade de intervenção provocada de terceiros. ou seja. Exemplo: Réu é denunciante e trará terceiro denunciado. aquele que perde um bem ou direito. 267 do CPC). Então. o que se discute nela é a existência. no todo ou em parte. Art. e é uma ação regressiva de caráter eventual. 74. o juiz julgue. Com a denunciação da lide busca-se garantir o exercício do direito de regresso. aquele que recebe o bem ou direito perdido pelo sucumbente. ou seja.se o denunciado a aceitar e contestar o pedido. caso haja resultado desfavorável. Feita a denunciação pelo réu: I . o denunciado.C) Denunciação da Lide A denunciação da lide.

a indenizar. III . Art. eu terei direito a pedir o valor da coisa que eu paguei. Art.ao alienante. Não obstante a cláusula que exclui a garantia contra a evicção. 70 é de que a denunciação da lide só seria obrigatória na hipótese do inciso I. 449. II . O art. citado em nome próprio. Salvo estipulação em contrário. Art. significa que eu alienei um bem para uma determinada pessoa. quando e como lhe determinarem as leis do processo. em casos como o do usufrutuário. ou qualquer dos anteriores. perde-o. 456 do CC. mas que não poderia alienar. A denunciação da lide é obrigatória: I . Para poder exercitar o direito que da evicção lhe resulta. o adquirente notificará do litígio o alienante imediato. 456 do CC condiciona o exercício da evicção à denunciação da lide. e sendo manifesta a procedência da evicção. Se eu não estou me valendo da denunciação da lide.àquele que estiver obrigado. exerça a posse direta da coisa demandada. se não soube do risco da evicção. além da restituição integral do preço ou das quantias que pagou: I . 449 do CC. instaurado o processo. pela lei ou pelo contrato. isso significa o que eu perco meu direito de regresso. 70. eu não denuncio a lide a terceiro.às custas judiciais e aos honorários do advogado por ele constituído. do locatário. Se a denunciação da lide é obrigatória.à indenização dos frutos que tiver sido obrigado a restituir. ou usar de recursos. a fim de que esta possa exercer o direito que da evicção Ihe resulta. tem direito o evicto. em ação regressiva. do credor pignoratício. ou. Então. Parágrafo único. cujo domínio foi transferido à parte. A pessoa que o adquire. . o prejuízo do que perder a demanda. Não atendendo o alienante à denunciação da lide. porque o inciso I trata de evicção. pode o adquirente deixar de oferecer contestação. II . e. na ação em que terceiro reivindica a coisa. Hipóteses de cabimento da denunciação da lide Art. dele informado.ao proprietário ou ao possuidor indireto quando. não o assumiu. ela é obrigatória. O entendimento majoritário sobre a interpretação do art. tem direito o evicto a receber o preço que pagou pela coisa evicta. neste caso da evicção. por força de obrigação ou direito. 450 do CC. Pelo art. III .à indenização pelas despesas dos contratos e pelos prejuízos que diretamente resultarem da evicção. o réu. se esta se der.

no caso de evicção parcial. é um exemplo de denunciação da lide sendo feita pelo réu. 450. aí um belo dia aparece o verdadeiro proprietário e vem reivindicar de mim. 70 . será o do valor da coisa. ele pode exercer o direito de regresso dele contra o alienante. senão eu perco. que é expressa redação do art. Exemplo: Vamos imaginar o seguinte: eu adquiro um determinado bem.quem reivindica a coisa em uma ação reivindicatória não é terceiro. e proporcional ao desfalque sofrido. aquela pessoa que supostamente poderia ter nos alienado a coisa. Nós poderemos nos valer da denunciação da lide. O que eu perco é o direito de pedir os valores do art. 456 do CC que na hipótese do art. que entra com uma ação reivindicatória em face do réu. o proprietário diz: “Mas fulano não podia vender porque o dono sou eu”. 449 do CC. na época em que se evenceu. Mesmo sendo obrigatória na hipótese do inciso I. porque se eu não puder pedir ou reaver o valor da coisa que eu paguei haverá enriquecimento sem causa. No entanto. no processo. (o proprietário). de quem não era o proprietário. nós que estamos em posse da coisa. para eu poder pedir isso. 450 do CC. 450 eu tenho que. mas a ação em que por excelência se discute o direito de propriedade é a ação reivindicatória. Leia o art. O que esse adquirente réu faz na ação reivindicatória? Denuncia a lide a quem? Ao alienante. 449 e do art. imitido na posse. 456. ainda que nós entendamos por força do art. I do CPC a denunciação da lide é obrigatória. esse verdadeiro proprietário move (ação) reivindicatória em nossa face. na hipótese do art. porque ele apenas fala de reivindicatória. então. inciso I. onde se estiver discutindo domínio. 449) e mais essas perdas e danos e esses valores a que se referem o art. 459. Por quê? Porque se ele perder a ação reivindicatória. o que eu posso pedir nesse caso de evicção? O valor da coisa que eu paguei (art. é parte autora. Portanto. me valer da denunciação da lide. O que faremos? Nós denunciaremos a lide ao alienante. de alguém que não poderia me transferir a propriedade porque não é o proprietário. estamos lá belos e formosos na nossa casa nova. 450. estou lá na posse do bem. o autor. se eu não denuncio a lide ao alienante. quando um belo dia aparece o proprietário dizendo que a casa é dele. esses valores do art. Por exemplo. eu não posso perder o direito de reaver pelo menos o valor da coisa que eu paguei. que foi o adquirente. Ora. Somos imitidos na posse. dizendo que eu estou possuindo injustamente a coisa. Nós dizemos: “Não. Inciso I do art.Parágrafo único. . é parte. seja a evicção total ou parcial. O preço. quem me alienou a coisa não poderia alienar. Aí. se não nos valermos dela no processo perderemos apenas o direito de pedir os valores a que se refere o art. Depois veio o verdadeiro dono e reivindicou a coisa. O alienante é que é o terceiro. 70. Nós compramos uma casa de quem não poderia alienar. do caso de evicção. jamais o valor da coisa que se refere o art. Eu estou lá. Então. não era o proprietário. Temos. o qual eu trarei para o processo por meio da denunciação da lide. 70. porque não era o dono. eu comprei de fulano”. em toda e qualquer ação onde se estiver discutindo propriedade. eu perdi.

que estamos figurando como autores da reivindicatória. Então. Quem denunciará a lide ao alienante? Nós adquirentes. oferecer oposição contra ambos. Quem será réu: o proprietário. o terceiro opoente. até ser proferida a sentença. ingressa no processo para reivindicar direito próprio. . nós compramos. poderá. mas sim a ele próprio. Exemplo: Mévio. porque o dono é ele. o que faremos? Nós é que vamos mover ação reivindicatória em face do proprietário. Distribuída a oposição por dependência. Quem será autor? O adquirente. ou em uma posição de réu da reivindicatória. a coisa ou o direito sobre que controvertem autor e réu. outro exemplo. no todo ou em parte. utiliza-se desse processo e deduzir a pretensão em face do Caio e do Tício.Agora. Nós perguntamos o que ele está fazendo ali. É só inverter a situação fática que você pode se colocar ou em uma posição de autor. mas também pelo opoente. “a casa não é sua porque nós compramos do fulano”. 56. na pessoa dos seus respectivos advogados. D) Oposição É mais uma modalidade espontânea de intervenção de terceiro. A oposição pode ser oferecida até a prolação da sentença. 282 e 283). Quem pretender. ele responde que o fulano não podia vender porque ele não é o dono. Então. 57 [caput] . já que este entra no processo por iniciativa própria.O opoente deduzirá o seu pedido. inverter-se-á a situação. Art. de quem não poderia vender. Na oposição. Art. serão os opostos citados. só que não podemos nos imitir na posse porque já nos deparamos com o verdadeiro dono. o terceiro surge alegando que o objeto litigioso não pertence nem ao réu nem ao autor. para contestar o pedido no prazo comum de 15 (quinze) dias. observando os requisitos exigidos para a propositura da ação (arts. O que o terceiro opoente deseja é o objeto litigioso. que será disputado não somente pelo autor e pelo réu.

O autor e o réu. Então. A ação e a oposição sejam julgadas juntas na mesma sentença. Poderá o juiz. eles não serão citados na pessoa deles. será apensada aos autos principais e correrá simultaneamente com a ação. a oposição acaba sendo um desdobramento da própria ação que está em curso. praticamente unânime na doutrina. Seção III. diz a corrente majoritária. Capítulo IV. Art. Autor e réu da ação serão réus na oposição. disputando com estes dois últimos o direito à coisa. o legislador quer que a ação e a oposição sejam julgadas juntas. Não há dúvidas que o terceiro opoente cumula pedido. um novo processo.  Espécies de Oposição Art. não nos possibilita tecnicamente afirmar que com a oposição nós temos uma nova ação. sendo julgada sem prejuízo da causa principal. que é uma intervenção por ação. ele está sendo citado como representante do autor e do réu. Parágrafo único .que a oposição é ação. 60 do CPC . OBS: Como o terceiro opoente está formulando pedido em face do autor e do réu. diz-se que a oposição é uma intervenção ad excludendum. serão citados na pessoa de seu advogado. aqui. O pedido da oposição terá que vir instrumentalizado por meio de uma petição inicial. Mas. sob pena de haver uma sentença conflitante. neste processo.A oposição. .e a doutrina majoritária reconhecer . 57. Art. No fundo.A oposição. parece-me melhor falarmos que a oposição é uma intervenção por pedido. Então. Eles já figuram como parte em uma demanda que já está em curso. o fato de se exercer o direito de ação. Contudo. este será citado na forma estabelecida no Título V. Porque eles já estão em juízo. O fato de se citar na pessoa do advogado não está dizendo que o advogado faz parte da oposição. visto que o resultado da oposição afeta no resultado da ação principal. de ser uma intervenção por ação. seguirá a oposição o procedimento ordinário. Se o Juiz acolhe a oposição. quando opostos. É ad excludendum porque ele quer excluir a pretensão do autor e do réu. oferecida antes da audiência. Ao final do processo. 59 do CPC . que a oposição tem natureza de ação. sendo ambas julgadas pela mesma sentença. deste Livro. ele não poderá acolher a ação principal.Oferecida depois de iniciada a audiência. eles serão citados nas pessoas de seus advogados. nós teremos duas demandas: a ação e a oposição.Se o processo principal correr à revelia do réu. apesar de nós falarmos .  Natureza Jurídica da Oposição A oposição é intervenção por ação por que o opoente está exercendo o direito de ação. OBS: A oposição é sempre prejudicial à ação principal.

parágrafo único? Artigo 736. Por exemplo.se eu digo que eu posso entrar com uma oposição depois de prolatada a sentença. sobrestar no andamento do processo. independentemente de penhora.. mas o Sagulo discorda de tal posição com base em duas razões: 1. OBS: Há que diga que existiria uma terceira espécie de oposição. a oposição sempre terá natureza de ação.59) e (b) oposição oferecida depois de iniciada a audiência (art. será apensada aos autos principais”. 56 estabelece um limite temporal para o oferecimento da oposição. a oposição será apensada aos autos principais e será julgada pela mesma sentença. autuados em apartado e instruídos com cópias das peças processuais relevantes. A oposição é oferecida por dependência? Sim. é uma oposição oferecida em um momento em que o processo não está em um estágio avançado. se nesse prazo de 90 dias não se conseguir dar um andamento a ponto de ela chegar na mesma fase em que se encontra a ação. sob sua responsabilidade pessoal. a oposição. oferecida antes de iniciada a audiência. o artigo 59 diz: “a oposição. O executado. “. a oposição chegar em um ponto no qual ela possa correr simultaneamente com a ação. 2. A proposta dos artigos 59 e 60 é mostrar que cada espécie recebe um regime. eu de uma certa forma estou suprimindo uma instância. o juiz retomará o andamento da ação e julgará a ação antes da oposição. que ocorreria depois de prolatada a sentença. A oposição é uma ação prejudicial. a fim de julgá-la conjuntamente com a oposição. 60 permite que o juiz suspenda o curso da ação pelo prazo de 90 dias. poderá opor-se à execução por meio de embargos. depósito ou caução.60). O que vimos no art. oferecida antes da audiência.até ser proferida a sentença…”. “apensada aos autos principais” significa que ela será autuada em apenso. Seja a oposição oferecida antes ou depois de iniciada a audiência. um tratamento e um procedimento diferenciado. de acordo com o artigo 59. para poder processar a oposição e.. (juntamente com os autos principais) O que diz o artigo 736 do CPC. A oposição que ocorre no art. Por que o Código faz uma diferença? Vejam.o art. Os embargos à execução serão distribuídos por dependência.todavia. durante esse prazo. Então. Entretanto. a fim de ambas poderem ser julgadas conjuntamente. Como o processo não está em um estágio avançado. Temos essas duas espécies de oposição: (a) oposição oferecida antes de iniciada a audiência (art. por prazo nunca superior a 90 (noventa) dias. Parágrafo único. O art. 59 será julgada juntamente com a ação. que poderão ser declaradas autênticas pelo advogado. 57 do CPC? .

eu tenho os autos da ação e se eu estou autuando a oposição em apenso. Cuidado! Distribuir por dependência não é sinônimo de autuar em apenso. pois o juiz da ação terá competência também para julgar a oposição. independentemente de penhora. 59 fala “sendo ambas julgadas pela mesma (e única) sentença”. poderá opor-se à execução por meio de embargos. serão os opostos citados. por isso vou distribuir por dependência e não a livre distribuição. A oposição contida no art. No entanto. na pessoa dos seus respectivos advogados. Haverá. A oposição é uma ação que diz respeito a terceiro interveniente. se eu digo que esta oposição. para contestar o pedido no prazo comum de 15 (quinze) dias. autuados em apartado e instruídos com cópias das peças processuais relevantes. esta ficará junto dos autos principais. as ações de garantia e outras que respeitam ao terceiro interveniente. entendida pela doutrina majoritária como intervenção de terceiros. o art. que poderão ser declaradas autênticas pelo advogado. O opoente deduzirá o seu pedido. uma mesma e única sentença julgando ação e oposição. Distribuída a oposição por dependência. é porque aquele juiz da ação. . Artigo 109. Quando eu digo que uma determinada ação é distribuída por dependência. Parágrafo único. Ela tem que cair na vara onde corre a ação. Se os autos do art. os dois autos. teríamos a ação.Artigo 57. significa que os autos da oposição não ficarão presos aos autos da ação. 59. 59. O juiz da causa principal é também competente para a reconvenção. que eu distribui por dependência. a sentença da ação e a sentença da oposição. Citados os opostos. Porém. depósito ou caução. ou seja. também tem competência para essa nova ação. a qual passa a ser autuada nos próprios autos da ação. será autuada em apartado. Tem que ser distribuída por dependência. sob sua responsabilidade pessoal. Então. Quando eu digo que estou autuando em apenso. tem que vir instrumentalizada por meio de uma petição inicial e deve ser pedida a citação dos opostos. eu estou juntando. o art. oposição oferecida antes de iniciada a instrução é distribuída por dependência e autuada em apenso aos autos principais. desapensa-se a oposição. a ação declaratória incidente. Artigo 736. com isso. observando os requisitos exigidos para a propositura da ação (arts. O executado. O que significa distribuir por dependência? Significa aplicar a regra do artigo 109 do CPC. Então. fisicamente falando da oposição. 59 não fossem desfeitos e ela não fosse processada nos próprios autos. 282 e 283). que está em curso. estão juntos. Os embargos à execução serão distribuídos por dependência.

a partir da citação.1ª hipótese: O autor originário reconhece a procedência do pedido na oposição. a oposição é extinta e será julgada de uma maneira diferente. 58 diz que a oposição prossegue em relação ao outro. quando o art. Ela recebe autos próprios e jamais será autuada em apenso.O fato de a oposição. improcedente. em relação ao autor que reconheceu a procedência do pedido. a qual entende ser a oposição do art. Se o réu reconheceu a procedência do pedido a sentença de mérito é de quê? De procedência. Então. inciso II. Leia o art. que fala do reconhecimento da procedência do pedido. De quem é o bem ou a coisa? Do réu. 269. 59 é tão ação quanto à oposição do art. com base no art. Sagulo não concorda com a corrente majoritária. 269 do CPC.60. Se o direito ou coisa é dele (do outro – réu). do início ao fim. esse réu não pode provar que o bem é dele? Ou que o direito é dele? O único sentido do art. Esse reconhecimento da procedência do pedido importaria uma renúncia ao direito do autor na ação. ser processada nos próprios autos da ação e ser julgada pela mesma sentença que julgar a ação. 60 será. Art. Haverá resolução de mérito: II .quando o réu reconhecer a procedência do pedido.59 não estipula como será o procedimento dessa oposição. ação. se aquele reconheceu a procedência do pedido? Se a oposição prossegue em relação ao réu. isso aqui nós não podemos considerar [mostra esquema no quadro]. 59. 60. a oposição do art. Vamos imaginar que é o autor que reconhece a procedência do pedido na oposição. em relação ao outro prossegue a oposição. 60. O art. Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido. Como fica a oposição e como fica a ação? .  O reconhecimento do pedido por um dos opostos Art. . Porém. é o réu que reconhece a procedência do pedido. julgará a oposição. como o juiz julgará? Julgará a oposição em relação ao C improcedente. 59. 59 autêntica intervenção de terceiros e a do art. Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido. autuada em apartado. 58. que vantagem Maria leva. Ao contrário da oposição do art. não retira sua autêntica natureza de ação. como o juiz julgará a ação do autor contra o réu? Improcedente. ou seja. A oposição do art. Sendo assim. em relação aquele que reconheceu a procedência do pedido.2ª Hipótese: Agora. o contrário. 58 falar que “o processo segue em relação ao outro” é o de mostrar que ele tem a possibilidade de provar que o direito ou a coisa é dele. contra o outro prosseguirá o opoente. mas seguida o procedimento ordinário como no art. .

No entanto. porque o réu reconheceu a procedência do pedido na oposição. aplicando o art. e se o autor conseguir. será atingida pelos efeitos da sentença. E) Assistência Art. em tese. Como se julgará a oposição? Procedente. Ao contrário do que ocorre na oposição e outras modalidades de intervenção de terceiros. 50 do CPC diz com todas as letras que o interesse jurídico é o fator que moverá esse ingresso no processo como assistente. Pode. O que é interesse jurídico? Interesse jurídico significa que a relação de direito material. o oposto réu que reconhece a procedência do pedido. Por que a ação tem que prosseguir? Porque o bem pode ser do autor. e se os dois. da qual esse terceiro é titular. não prosseguirá a oposição? Entretanto. Por isso. e se é dele. o terceiro. eu vou julgar aqui procedente”. Como se julgará a ação? Será improcedente. acontecer a mesma coisa: é o réu que em tese está reconhecendo a procedência do pedido. se os opostos A e B reconhecerem a procedência do pedido. Não é isso? Se nós aplicarmos na literalidade. como terminará a oposição. A assistência tem lugar em qualquer dos tipos de procedimento e em todos os graus da jurisdição. não na ação. se ele é mero sujeito secundário.3ª Hipótese: Porém. dependendo da relação jurídica discutida em juízo pode o terceiro assistente estar ou como auxiliar do autor. Se ele é auxiliar. ou como auxiliar do réu. ele é uma figura coadjuvante. como se julgará a ação? Procedente. 50 está dizendo é a existência de um interesse jurídico desse terceiro assistente no resultado do processo. . Pendendo uma causa entre duas ou mais pessoas. o réu reconhece a procedência do pedido. Parágrafo único. contudo. segunda hipótese. na assistência o ingresso do terceiro como assistente não tem o condão de transformá-lo em parte no processo. é o réu que reconhece a procedência do pedido. o art. se ele não adquire qualidade de parte. poderá intervir no processo para assisti-la. então. e a oposição prosseguindo em relação ao autor. Sujeito secundário que desempenhará a função precípua de auxiliar a parte assistida a obter um resultado favorável no processo. Prossegue a oposição em relação ao autor e prossegue a ação do autor em face do réu. na oposição. Como se julga em relação ao réu? Improcedente. 50. 58? “Ah.Se aplicarmos na literalidade o art. 58. Dependendo da situação. Na assistência o terceiro assistente participará de uma intervenção denominada ad coadjuvandum. teremos isso: a ação prosseguindo. provar que o bem é dele? Como se julga a oposição em relação ao autor? Improcedente.  O assistente no processo . mas o assistente recebe o processo no estado em que se encontra. O terceiro que ingressa como assistente adquire tão somente a qualidade de mero sujeito secundário do processo . que tiver interesse jurídico em que a sentença seja favorável a uma delas. O que fará com que o terceiro ingresse no processo? O que o art.

Obviamente. Se ocorrer a impugnação. A assistência tem lugar em qualquer dos tipos de procedimento e em todos os graus da jurisdição. não acarreta suspensão do processo. O terceiro assistente só pode praticar os atos processuais e se manifestar no processo do ponto em que ele ingressou. O terceiro assistente pode ingressar no processo a qualquer tempo. Se qualquer das partes alegar. depois da prolação da sentença a atuação do terceiro assistente fica muito limitada. sem suspensão do processo. dentro de 5 (cinco) dias. II . Serão produzidas provas que buscarão demonstrar que carece ao terceiro interesse jurídico. e o agravo retido só será julgado após a prolação da sentença. o incidente O assistente tem que requerer através de petição o deferimento de seu ingresso no processo. Art. Não cabendo agravo retido. o desentranhamento da petição e da impugnação. conforme dito no inciso I. Não havendo impugnação dentro de 5 (cinco) dias. Se. Entretanto. Esse incidente de impugnação. nem do réu.autorizará a produção de provas. 51 do CPC. ele . sem suspensão do processo. o juiz deferirá o ingresso do terceiro como assistente. a fim de serem autuadas em apenso. teremos como regra o assistente entrando no processo no processo de conhecimento no primeiro grau. 50. desde que ainda não tenha sido proferida a sentença. em qualquer fase.autorizará a produção de provas. mas o assistente recebe o processo no estado em que se encontra. nem por parte do autor. está ocorrerá por ausência de interesse jurídico. Se não houver oposição. Isso está dito no art.Art. II . Mas. O terceiro assistente só poderá rediscutir aquilo que já foi discutido e decidido. parágrafo único. OBS: O indeferimento da assistência é uma decisão interlocutória. no entanto. Não há impedimento legal para que o assistente ingresse no processo depois da prolação da sentença. ele ingressou na fase recursal. Esse pedido de ingresso do terceiro como assistente pode ser impugnado ou não.determinará. o pedido do assistente será deferido. o desentranhamento da petição e da impugnação. que falece ao assistente interesse jurídico para intervir a bem do assistido. por exemplo.determinará. o juiz: I . 50 parágrafo único do CPC. a fim de serem autuadas em apenso. me interessa ingressar no processo antes da prolação da sentença.decidirá. III . já que a discussão a respeito do fato e da prova já é limitada. não haver impugnação no prazo de cinco dias. I .

desde que a sua atuação não prejudique a parte assistida. na ação de despejo. Na assistência litisconsorcial. o assistente não pode impedir. tudo aquilo que a parte assistida pode fazer no processo.  Modalidades de Assistência a) Assistência Simples b) Assistência Litisconsorcial A assistência simples está prevista no art. na fase recursal. O sublocatário. Art. o disposto no art. A move contra B uma ação de despejo. Num determinado momento.não pode. agora. pretender que seja designada uma audiência. figurando como assistente simples. ele não pode pretender arrolar testemunhas. Exemplo clássico de assistência simples: ingresso do sublocatário como assistente simples do locatário. na verdade. 52 do CPC. sua impugnação e julgamento do incidente. 52. Na assistência simples. Considera-se litisconsorte da parte principal o assistente. Embora o assistente não adquira qualidade de parte. Decretado o despejo. Já a assistência litisconsorcial ou qualificada tem previsão no art. Art. 54. em princípio. ele não ingressa na ação de despejo pra discutir a sublocação. Aplica-se ao assistente litisconsorcial. A celebrou com B contrato de locação. têm-se duas diferenças fundamentais em relação à assistência simples: . mas dentro dessa limitação. 54 do CPC. também pode fazer o assistente. É nesse sentido o que está nos dizendo o art. se a parte assistida foi intimada da sentença e renunciou ao direito de recorrer. o assistente não pode recorrer. pretender trazer uma matéria de defesa que deveria ter sido deduzida em grau de contestação. O assistente atuará como auxiliar da parte principal. e B celebrou com C um contrato de sublocação. mas. a relação jurídica de direito material que envolve o assistente e o assistido não é a relação de direito material que está sendo discutida em juízo. se sujeita aos mesmos ônus. o contrato entre B e C será prejudicado (contrato derivado). Parágrafo único. ele será tratado como se parte fosse. Segundo o art. toda vez que a sentença houver de influir na relação jurídica entre ele e o adversário do assistido. quanto ao pedido de intervenção. e não pode ir além e nem contra os interesses da parte assistida no processo. O assistente simples tem tão somente relação jurídica com o assistido. 50 do CPC. a locação. Se ele entrou. exercerá os mesmos poderes e sujeitar-se-á aos mesmos ônus processuais que o assistido. agora. 52: exerce os mesmos direitos. Se na audiência de conciliação pretende a parte assistida fazer um acordo. não ingressa no processo para discutir a relação de direito material da qual é titular. 51. No entanto.

que poderia ter sido parte no processo. permanecendo como terceiro. mas em um processo no qual se discute relação de direito material que também é dele. §2º O adquirente ou o cessionário poderá. no entanto. 42 do CPC. 42. o assistente entra para discutir relação jurídica que não é dele. por ato entre vivos. a título particular. a que nos interessa é aquela que diz que Mévio pode ingressar como assistente do Tício. intervir no processo. 42. estende os seus efeitos ao adquirente ou ao cessionário. se Tício for condenado e . Tício irá. substituindo o alienante. aliena para terceiro (Mévio) a coisa que está sendo disputada. move ação em face de Tício. Exemplo 1: Vejamos o art. o assistente litisconsorcial atua com legitimidade ordinária porque a relação é dele. Art. Na assistência litisconsorcial. não cumprirá a sentença. pois. por inteiro? São dois devedores: Tício e Mévio. Se Caio move ação de cobrança em face dos dois. não se torna réu. Dentre as várias hipóteses de desdobramento do art. Caio pode não querer mover ação em face de Mévio porque este é mau pagador. Assim. o réu. ele não tem interesse jurídico no julgamento da causa? Tem. sem que o consinta a parte contrária. A alienação da coisa ou do direito litigioso. Ainda que não tenha virado parte no processo. No entanto. Tício. ou o cedente. autor de uma ação de cobrança em que há obrigação solidária. Porém. é a relação jurídica dele que está sendo objeto de julgamento.(i) O assistente litisconsorcial ingressa no processo para discutir relação jurídica que também é dele. O fenômeno da sucessão processual só ocorre se a parte contrária concordar. Mévio. O assistente simples não ingressa no processo para discutir relação jurídica dele. 2) Suceder Tício – sucessão processual. Ele ingressará como assistente litisconsorcial porque ingressa no processo para discutir relação jurídica da qual ele é titular. Ele sabe qu e. 3) Se não houver sucessão processual. no curso do processo. proferida entre as partes originárias. poderá ele cobrar de Tício. Ainda que não se torne parte autora ou parte ré. Na assistência simples. §3º A sentença. §1º O adquirente ou o cessionário não poderá ingressar em juízo. haverá litisconsórcio passivo. já que o bem foi alienado a ele. Exemplo 2: Se estamos falando de Caio. Na assistência litisconsorcial nós temos o assistente auxiliando a parte assistida a obter resultado favorável. O assistente na assistência litisconsorcial possui relação direta com a parte assistida. assistindo o alienante ou o cedente. Mévio pode ingressar como assistente de Tício. Caio (autor) moveu ação reivindicatória em face de Tício (réu). se Mévio for condenado. o cumprimento da obrigação. ele está discutindo relação jurídica dele. não altera a legitimidade das partes. “trambiqueiro”. . Ele poderá fazer três coisas: 1) Permanecer como terceiro.

Quem é titular da relação de direito material? Somente o assistente litisconsorcial. de uma solidariedade passiva. com o trânsito em julgado da sentença. A atuação do terceiro como assistente no processo. entre assistente litisconsorcial e assistido. poderá cobrar de Mévio sua parte. II . porque ela fica vinculada à eficácia dessa sentença. O art. Por quê? Por causa dessa legitimidade ordinária. em processo posterior. ela não pode em processo posterior discutir aquilo que serviu como fundamento da sentença. também é titular da relação de direito material. Ele só vai poder questionar a justiça da decisão . em razão dessa legitimidade para a causa. Desse modo. a parte que alienou. Pode Mévio ingressar como assistente de Tício? Pode. mas atuará como assistente litisconsorcial. Exemplo 3: Alienou-se a coisa a terceiro. Mévio tem interesse jurídico no julgamento da causa. Se nós temos uma pessoa que atua no processo como assistente. 53. assim como a parte assistida. desista da ação ou transija sobre direitos controvertidos.  A exceção do processo mal administrado (exceptio male gesti processus) Art. A assistência litisconsorcial. A assistência não obsta a que a parte principal reconheça a procedência do pedido. 55 trata da eficácia da assistência. por que não se aplica à assistência litisconsorcial? Porque o assistido não pode praticar no processo qualquer ato que venha a limitar a atuação do assistente litisconsorcial no processo. nós aplicaremos o regime do litisconsórcio unitário. na causa em que interveio o assistente. venha querer questionar a justiça dessa sentença. terminando o processo. cessa a intervenção do assistente. discutir a justiça da decisão. por dolo ou culpa. Mesmo nesse caso de assistência litisconsorcial. quem não ingressou no processo como parte. impede que esse terceiro assistente. nunca pode ir contra ou além da atuação do assistido.pagar. A atuação do assistente simples. deixa de ser titular da relação de direito material. de um condomínio. O art. Art. estamos falando. não se valeu. Eu tenho que dar o mesmo tratamento para todos os litisconsortes. de que o assistido. porque ela acabou ingressando no processo. Contudo. fora impedido de produzir provas suscetíveis de influir na sentença.desconhecia a existência de alegações ou de provas. ou pelas declarações e atos do assistido. Assim. casos em que. salvo se alegar e provar que: I . 53 só se aplica à assistência simples. Transitada em julgado a sentença. 55. o assistente litisconsorcial não adquire qualidade de parte. este não poderá. cumprindo a obrigação na integralidade. em processo posterior. nesse caso. ele é mero sujeito secundário no processo. por exemplo.pelo estado em que recebera o processo.

Regra geral. 55 se aplica à assistência simples. A assistência simples agiria com legitimidade extraordinária secundária para a causa (já que estaria em juízo defendendo direito que era seu). Se não houve nenhuma dessas duas situações que caracterizam a exceção de processo mal administrado. mas é tratado como se litisconsorte fosse. 55. Se o assistente. 55 quer nos dizer com “justiça da decisão”? “justiça da decisão” é fundamentação da sentença e não o dispositivo. Quando ele fala: “não poderá discutir a justiça da decisão”. não se aplica à assistência litisconsorcial. está tratando da chamada exceção de processo mal administrado. pôde exercer plenamente a defesa. em processo posterior. A segunda corrente defende a ideia de que os assistentes realmente ingressam do processo. uma vez tendo-se dado a sentença. A famosa expressão exceptio male gesti processos. Porque o art. sem mau termo do juízo. seja ele simples ou litisconsorcial. está sujeito à coisa julgada. ou pôde praticar todos os atos processuais de sua virtude. porque o assistente litisconsorcial. seja assistência simples. aí. 55 poderá ser alegado tanto pelo assistente simples quanto para o assistente litisconsorcial. A primeira corrente defende a ideia de que assistente simples e litisconsorcial não adquirem qualidade de parte. mas não se tornam coautores. ele fica impedido de. 55. O que é exceptio male gesti processus? Exceção de processo mal administrado. ou o assistente não pôde exercer na sua plenitude a defesa que ele poderia exercer no processo. são meros sujeitos secundários do processo. Existem duas correntes que discutem a qualidade de parte dos assistentes num processo. o que o art. O que faz coisa julgada é a parte dispositiva (parte que contém o julgamento) da sentença. 55 se aplica às duas modalidades de assistência. assistência para parte e no não necessariamente precisa-se ser parte autora ou parte ré. o assistente não pode em processo posterior pretender rediscutir a justiça da decisão. quem atua como parte com legitimidade ordinária ou extraordinária principal figurará como autor ou réu. dizendo que o art. Mas  ser Revelia aprocesso. . 55 da exceptio male gesti processos? Então. 55 não está se referindo à coisa julgada. segundo Sagulo. seja assistência litisconsorcial. se ele foi prejudicado. Apesar da divergência doutrinária. No entanto. Ele ganha o status de parte. mas não é parte autora nem parte ré. inclusive à litisconsorcial. mas praticam atos no processo. encontra-se uma das hipóteses do art. discutir a justiça da decisão. Mas a qual assistência se aplicará a regra do art. a que se refere o art. se ele foi impedido de exercer plenamente a defesa. o art. por exemplo. e a assistência litisconsorcial agiria com legitimidade ordinária (na qual pleiteia direito material próprio). que é a hipótese do inciso I. vocês encontram esse entendimento: o art. nem corréus da parte assistida. IPC: O assistente litisconsorcial não é litisconsorte. não é a fundamentação.se demonstrar que o assistido praticou um comportamento no processo que causou a ele um prejuízo. Vocês encontram o segundo entendimento. Ou o assistido adotou comportamento que prejudicou a atuação do assistente no processo.

defendo direito dele. 52. eu não aplico o art. Se o réu assistido se fizer ausente. parágrafo único.se. no qual os fatos sejam comuns. parágrafo único só se aplica à assistência simples. parágrafo único não se aplica à assistência litisconsorcial. para o assistente litisconsorcial. Consequentemente. devido à ausência do réu. Se ele está em nome próprio pleiteando. 52. Ele atua sempre com legitimidade ordinária. esse assistente litisconsorcial não será gestor de negócios do assistido. 320. o art. a legitimidade não é extraordinária. 52. o assistente simples adquire a posição de parte ré. Sendo revel o assistido. porque. Se voltar a praticar os atos do processo. Se nós temos litisconsórcio passivo e um dos corréus oferece contestação. I em caso de litisconsórcio passivo unitário e litisconsórcio passivo comum. aplicaremos o art. O art. se ele oferece contestação. sendo o réu assistido revel ou não. 301.320. aplicaremos a regra do artigo 320. 52 gestor de negócios deve ser entendido como substituto processual. . aqui. 319 do CPC (em revelia importa presunção de veracidade). havendo pluralidade de réus. Aplicaremos o art. sendo assistência litisconsorcial. 52. Art. o assistente simples volta a ser mero auxiliar com legitimidade extraordinária secundária. Logo. mas sim o artigo 320. mas quem ofereceu contestação foi o assistente simples. O assistente litisconsorcial não atua com legitimidade extraordinária principal. o assistente simples torna-se substituto processual. em relação ao corréu que permanecer revel não haverá presunção de veracidade. O que é ser gestor de negócios? No art. IPC: O assistente litisconsorcial não é litisconsorte da parte assistida. contudo. mas não há formação de litisconsórcio. portanto. eu não aplicarei o art. 320. Na assistência litisconsorcial nós aplicaremos a regra do art. I. algum deles contestar a ação. aplica-se o regime do litisconsórcio unitário. esse regime da substituição processual. não aplicaremos a regra do art. Na hipótese de revelia. pois na hipótese de revelia. o assistente simples será gestor de negócios. parágrafo único.Art. Ora. A revelia não induz. Por isso.52. enquanto este permanecer ausente. parágrafo único. parágrafo único à assistência simples. jamais aplicaremos. 319. no caso de assistência simples. Logo. aplicaremos o art. 52. na assistência litisconsorcial. ou seja. I do CPC. Assim. I. I. Ele atua como se litisconsorte fosse. o assistente será considerado seu gestor de negócios. Sendo. estamos vendo que o regime do litisconsórcio é aplicado na assistência litisconsorcial. o efeito mencionado no artigo antecedente: I . gestor de negócios do assistido. se eu estou aplicando o art. Se o assistido é revel. Entretanto.

nada muda. Continua-se dando tratamento de litisconsórcio unitário.Então. mas com legitimidade ordinária. se for assistente litisconsorcial. Ele não atua como substituto. como se parte fosse. pois a relação é dele. .