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PREFEITUR A DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO | INSTITUTO PEREIR A PA SSOS

JUNHO 2013

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Secretário INSTITUTO PEREIRA PASSOS Eduarda LaRocque .Diretor DIRETORIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO Maína Celidonio .Prefeito SECRETARIA MUNICIPAL DA CASA CIVIL Pedro Paulo Carvalho Teixeira .PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO Eduardo Paes .Chefe de Gabinete DIRETORIA DE PESQUISA Sergio Guimarães Ferreira .Presidente Daniela Goes .Coordenadora .Diretora COORDENADORIA DE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL Isabel Werneck .

52 22221-070 | Rio de Janeiro.gov.Direitos reservados . RJ http://www.br/ipp CADERNOS DO RIO © 2013 .Gerente Roberta Tomas Felipe Russo Roberto Padovani Antônio Carneiro Leandro Rocha ESTAGIÁRIOS Rodrigo Reis Ana Resende Renan Curvo COORDENADORIA DE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL ASSESSORIA Bruno Cardoso JORNALISTA EXTERNA Débora Thomé PROJETO GRÁFICO Cláudio Novaes INSTITUTO PEREIRA PASSOS Rua Gago Coutinho.Gerente Camille Bemerguy Mariana Carvalho Camila Ferraz ESTATÍSTICA Marcelo Pessoa .Equipe Técnica DIRETORIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO ANÁLISE ECONÔMICA Katcha Poloponsky .rj.rio.INSTITUTOS PEREIRA PASSOS .

Deficiência. Renda e Consumo de Bens e Condições de Vida. fortalecendo a transparência e trazendo novos temas e propostas. Com esse objetivo. além de auxiliar diretamente em possíveis ajustes do planejamento estratégico. o IPP fortalece o seu papel como um canal permanente de pesquisa. Uma grande notícia que estes “Cadernos do Rio” nos trazem é que o Planejamento Estratégico da Prefeitura.órgão ligado à Casa Civil da Prefeitura do Rio de Janeiro . resultaram os dez “Cadernos do Rio”. um retrato aprimorado da cidade. A pesquisa permitiu um mapeamento inédito do município pelo grau de regionalização de seus índices. Deste esforço de compilação e seleção de informações. Foram traçados perfis de bairros e Regiões de Planejamento.Apresentação A melhor forma de transformar uma realidade é conhecê-la nos seus detalhes. Educação. coordenado pela Casa Civil. Demografia. reflexão e diálogo entre a Prefeitura e a sociedade. diminuindo a desigualdade dentro do Rio. . sobretudo. cujos dados começam a ser conhecidos agora. contemplando os seguintes assuntos: Favela e Bairros Formais. o Instituto Pereira Passos (IPP) . com temas diretamente relacionados aos principais interesses de seus habitantes. minuciosa. os quais unem essas duas pontas fundamentais para o êxito das políticas públicas. O detalhamento por regiões geográficas da cidade ajudará a aprimorar a regionalização das políticas. Ao fazer este retrato. Migração. em um trabalho de quase dois anos de duração.desenvolveu uma pesquisa extensa. Essas informações fornecem subsídios em abundância para o desenvolvimento de políticas públicas com grande potencial de sucesso. Juventude. Mercado de Trabalho. de outras gestões. aplicando políticas eficazes justamente nas áreas de maior carência. já se encontra na direção e no sentido corretos. herdada. Religião. Os dados utilizados foram extraídos do Censo Demográfico do IBGE de 2010 pela equipe do IPP. combinado com a análise de diversos especialistas com opiniões distintas.

mostrando as diferentes realidades vividas pelos próprios cariocas. . Infelizmente. b) Juventude . renda.Ter uma visão multidimensional de dois temas-chave para a cidade nos próximos anos: a) Diferenças entre as favelas e os bairros formais – o estudo foi feito com base em um recorte territorial que aborda questões de demografia. mercado de trabalho e educação. por exemplo. condições de vida e renda. Regiões de Planejamento e Regiões Administrativas. olhar as partes em separado. acaba se apresentando como um retrato refletindo o passado. este estudo.Objetivo dos Cadernos Em linhas específicas. não representando uma análise da realidade atual. . em diversos aspectos. só se consegue fazer essa análise territorializada de dez em dez anos.Comparar a dinâmica da cidade com a de outras capitais. ou São Paulo. -Identificar as diferenças intramunicipais da cidade do Rio. já a Barra da Tijuca em nada se parece com Ipanema quanto aos aspectos demográficos. Estudo representa um instrumento inédito para a cidade do Rio de Janeiro O Censo é a única pesquisa que permite olhar a cidade em suas partes. deficiência. ano do último Censo. por bairros. O bairro de Santa Cruz.recorte etário que permite identificar as principais características da população jovem de 15 a 24 anos. favelas da Zona Sul são completamente distintas. . que já se apresenta com o impacto das transformações recentes por que a cidade está passando. migração.Ter uma visão detalhada de cada dimensão da realidade social: demografia. condições de vida. os cadernos permitem: . Assim. renda e escolaridade média da força de trabalho. bem como com o Brasil. é mais fidedigno para as análises que acompanhar as médias. dos bairros chamados formais. são diferentes os índices de analfabetismo infantil. é completamente diferente de Ipanema no que diz respeito à renda. O Rio de Janeiro que saltou do Censo de 2010 . Reúne dados de demografia. educação. Além disso. aumentando o grau de detalhamento. renda e consumo.Entender as mudanças na cidade entre 2000 e 2010. mercado de trabalho. religião. por exemplo. Numa cidade tão desigual como Rio. educação.

Uma análise dos efeitos das políticas da atual administração só será possível com os dados do censo de 2020. gestores e academia sobre temas fundamentais para o município como. há a sinalização de que os investimentos de porte foram feitos nas áreas mais carentes da cidade. que a grande maioria das políticas aplicadas por essa gestão foi acertada. ex post. ou se implantarmos uma pesquisa domiciliar que os reproduza por volta de 2015. na sociedade civil. do que os efeitos de políticas por ele implementadas. precisamos refletir sobre o espaço urbano em que vivemos e sobre o que queremos e estamos construindo. atacando corretamente os desafios apresentados pelo Censo de 2010. por exemplo. É importante ressaltar que a cidade passa por um momento de crescimento econômico. a Zona Oeste e a Zona Norte. Os dados do Censo mostram. Logo.mostra muito mais a situação herdada pelo Prefeito Eduardo Paes. Todas as informações deste estudo irão incitar diálogos e debates nas instâncias públicas. . Principalmente. as perspectivas para os jovens de hoje. já que um ano e meio de administração é muito pouco para surtir efeitos estruturais. a saber. investimento e grandes intervenções urbanísticas.

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saiu de uma situação que contemplava pouco mais de 2/3 do total das crianças dessa faixa etária para um contexto bem mais próximo ao da universalização. oriunda do Censo de 2010. para a Cidade do Rio de Janeiro. Considerada sua relevância. com dados compilados do Censo Demográfico de 2010 do IBGE.1% nos das escolas privadas. Estão tanto em instituições públicas quanto privadas. que compõe a série “Cadernos do Rio”. do Instituto Pereira Passos (IPP). • Índice de analfabetismo entre 8 e 9 anos era de 8. têm dois anos ou mais de atraso escolar. eram 88%. a boa notícia que salta aos olhos. incluindo aí os programas de educação para jovens e adultos. • Entre 0 e 3 anos.Este texto sobre educação. esse é o tema do terceiro tema da série “Cadernos do Rio”. No caso das crianças entre 4 e 5 anos. ao acesso à escola das crianças pequenas. Elas frequentam desde creches até cursos de doutorado.1% das crianças com idade entre 0 e 3 anos estavam matriculadas em uma creche. Esses avanços substanciais dizem respeito. que frequentam a educação infantil. as políticas de educação são fundamentais. e de 1. no Município do Rio de Janeiro. no ano 2000.9% das crianças estavam na escola em 2010. No Município do Rio de Janeiro.9%. 33. apresenta uma análise sobre pontos como a frequência de crianças nas unidades de ensino.5% dos alunos no Ensino Fundamental. esse mesmo índice saltou para 33. sobretudo. a variação da taxa de analfabetismo e o atraso escolar no ensino fundamental. Crianças chegam à escola De início. apenas 18. 9 PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO | INSTITUTO PEREIRA PASSOS . • 23. quase 2 milhões de pessoas são estudantes. Para a construção de uma grande cidade. é que aumentou bastante a porcentagem de crianças e jovens que frequentam a escola desde o recenseamento anterior. DESTAQUES • Presença das crianças de 0 a 5 anos nas escolas aumentou substancialmente entre 2000 e 2010. Até 2016. a meta do governo federal é que o percentual de crianças entre 4 e 5 anos na educação infantil alcance os 100%. entre 4 e 5. Em 2000. a taxa melhorou de 70% para 88%. Em 2010.3% entre os alunos de escola pública. ou seja.

que aí estão incluídas também as áreas rurais. muitas ainda não conhecem os benefícios da educação infantil ou não confiam na qualidade do atendimento oferecido. que normalmente apresentam dados mais baixos para esse caso. diz Andrea. A Região de Planejamento (RP) da Tijuca é a que registra a maior frequência de crianças a creches entre 0 e 3 anos. o que também endossa a estratégia da política em dar uma atenção especial à educação infantil: “Uma criança que está na educação infantil tem mais chances de se alfabetizar bem. sim. a própria lista não reflete a situação real. No entanto. por ter uma população muito escassa. As menores taxas são verificadas em Campo Grande (27. apresenta constantemente números fora da curva quando comparada às demais RPs. Segundo ela.” 10 PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO | INSTITUTO PEREIRA PASSOS . diretora executiva do Todos pela Educação. mas também para o desenvolvimento sustentável dos municípios: ao mesmo tempo em que se diminui a repetência e a evasão. diversos estudos trouxeram à tona evidências quanto à importância da educação infantil como uma das políticas de maior impacto. Na faixa de 4 e 5 anos. de aprender corretamente em todas as séries. traz alguns dados. analisa Priscila. Já para a de 0 a 3 anos. A fila de espera. Tanto Andrea Ramal. provavelmente ligado ao aumento no número de vagas. o crescimento da frequência está. enquanto são 80. o Rio apresenta taxa semelhante à de Belo Horizonte (34.4%) e Guaratiba (17. está agora em 19 mil.EDUCAÇÃO A frequência das crianças na Cidade do Rio de Janeiro é maior que na média brasileira. A especialista doutora em educação pela PUC-Rio Andrea Ramal.300 para 63. Nos dados totais do país. preferindo manter as crianças em casa.5%).4%. mais da metade das crianças. de maior renda média. É a única RP a romper esta barreira. entre dezembro de 2008 e maio de 2012. essa última. Ilha do Governador. convém sempre destacar. já que inúmeras famílias nem se inscrevem por achar que dificilmente serão atendidas. facilita-se o ingresso das mulheres ao mercado de trabalho. Fazendo uma comparação. Acima da média da cidade em frequência escolar de 0 a 3 anos. Pavuna (26.6%) e menor que a de São Paulo (38. Mesmo a da Zona Sul. que foi consultora do MEC e acompanha a realidade da cidade de perto. elas saíram de 43. Na última década.”.4%). já que o município dobrou sua capacidade de atendimento.200. o índice de frequência do Rio de Janeiro é superior ao de São Paulo e Belo Horizonte. E complementa Andrea: “A frequência a creches não é boa só para a criança e sua família. O Sul tem características próprias. estão ainda as RPs de Barra da Tijuca. quanto Priscila Cruz.5% de crianças entre 0 a 3 anos frequentando creches ou escola. que era de 30 mil crianças em 2009. É uma das estratégias mais eficazes para melhorar a educação no geral. ou seja. A região que mais tem incluído crianças na educação infantil é o Nordeste. nos anos mais recentes. em São Paulo este avanço está sendo mais lento. lá as famílias têm o hábito de manter os filhos em casa”. Esse é um ponto que tem sido bastante positivo no Rio de Janeiro. Méier e Centro.2%). Uma das explicações para essa melhora nos números do Rio entre 2000 e 2010 está no aumento de vagas em creches. registra um índice de 48.6% dos meninos e meninas entre 0 e 3 anos estão nas creches. defendem a importância desta etapa. 23. até por uma questão de necessidade.1% aqueles entre 4 e 5 anos nas escolas. O índice chega a 55. “Isso se explica pelos seguintes fatores: ainda há déficit de vagas segundo indica a lista de espera. considerando as unidades municipais e conveniadas.

é o abandono escolar. não mais integram 11 PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO | INSTITUTO PEREIRA PASSOS . indicou melhora no desempenho das creches para todas as faixas etárias. Ele diz que. de acordo com Andrea Ramal.4%. A taxa de frequência era de 85. “O ensino médio é um dos elos finais da cadeia. explica Priscila Cruz. além de compartilhar os problemas do ensino médio brasileiro. “o ensino médio do Rio. vê-se que houve uma pequena melhora: de 95. como em todo o país. os anos de Ensino Médio.6% para 97. O aluno chega tendo acumulado várias defasagens nas etapas anteriores. Se a questão da frequência ainda pauta as discussões sobre a educação até os 5 anos. portanto. na faixa de 18-19 anos. cujos dados foram coletados pela Secretária de Assuntos Estratégicos da Presidencia da República (SAE) e pelo IPP no período 2010 – 2011. No caso de 11 a 14 anos. O aquecimento da economia acaba sendo mais um fator.3% para 54. em toda essa conjuntura. A pesquisa – que cobre um intervalo entre 1 mês e 5 anos e meio . segundo as comparações entre os dois censos. a falta de interesse daqueles que não têm chances de cursar uma universidade. a principal explicação para que a curva de presença se acentue para baixo. Importante ressaltar que. que apenas estar na escola não é suficiente para que a criança seja beneficiada pelo processo. Também entram na conta a forma como as disciplinas estão organizadas.7% de presença de crianças na escola. para as idades de 6 a 14 anos. na sua maior parte.também mostrou que ocorreu a redução da desigualdade entre as diferentes creches da rede. fica mais atrativo que a escola.3% em 2000 e foi de 86.”. mas melhora do fluxo. Evasão resistente dos jovens ou melhora do fluxo? A história já muda quando se trata dos jovens de 15 a 17 anos: a taxa de frequência nesta faixa – que contempla. Outra questão importante é melhorar a gestão escolar e a formação docente”.e continua sendo – praticamente universalizada.5% em 2010. Isso aponta para grandes desafios da política pública. A questão requer atenção não apenas na cidade ou no estado do Rio de Janeiro. demandando reformas. acredita que está havendo não abandono. Uma pesquisa que fizemos indicou que o principal motivo da evasão é o desinteresse do aluno. a taxa frequência cai entre 2000 e 2010: de 57. Um deles é melhorar a infraestrutura das escolas. ruim ou péssima’. Entre 6 e 10 anos. Segundo alguns especialistas.355 escolas e mostrou que 62% estão em situação ‘regular. mais alunos estão se formando ao redor dos 17 anos e. a violência urbana e a gravidez precoce. há praticamente uma estabilidade acima dos 96%. já em 2000. A média de crianças com resultados dentro do esperado cresceu de 73% para 82%. ela era. ou o antigo segundo grau – é menor que a das faixas de idade anteriores. que varia muito pouco quando observadas as diferentes Regiões de Planejamento. tendo em vista que o mercado de trabalho. O consultor e especialista em avaliação Ruben Klein. Uma avaliação detalhada das creches do Município do Rio de Janeiro. Mas. .EDUCAÇÃO Ambas reforçam que é fundamental que essa educação seja de qualidade. Um balanço realizado pela Secretaria de Estado da Educação em 2011 classificou a infraestrutura das 1. da Fundação Cesgranrio. tem desafios específicos. aproximando os índices cariocas do padrão internacional. na comparação entre 2000 e 2010.

8%. Em um corte pelo critério de raça. Tenho defendido que o importante não é o “learn to read” (aprender a ler). Já na Tijuca e Madureira.5% e 8. o “read to learn” (ler para aprender). na qual se identifica que há frequência de 76.7%. É isso. RP de menor índice.3%. dá-se conta de que os negros têm menor frequência à educação infantil. O índice mostra os alunos que estão cursando o Ensino Médio na faixa etária correta.2% dos negros.1% para 2. “É muito maior o número de alunos atualmente que termina o ensino médio na idade correta.7% dos brancos nesta faixa etária e 71. Fazendo a separação por pretos e pardos. Já nos 15 anos ou mais. inclusive. de 4. a presença alcança 91%. na faixa entre 15 e 19 anos. Em um corte por gênero. O corte da cidade por Regiões de Planejamento mostra que. universalizado. para Regiões de Planejamento de menor poder aquisitivo. 100% das crianças devem estar plenamente alfabetizadas.8% de taxa de analfabetismo. Essa observação é verdadeira. porém é preciso ter atenção à faixa de 8-9 anos. com 1. ou seja. e não a manutenção dos índices de evasão.EDUCAÇÃO o grupo que frequenta a escola. não se pode negar.7% para 50. O número volta a se distanciar no ensino médio. para o Município do Rio de Janeiro. bem ou mal.” A taxa de escolarização líquida no ensino médio é calculada pelo número de jovens de 15 a 17 anos frequentando o ensino médio sobre o numero de jovens de 15 a 17 anos de idade. Entre 10 e 14 anos. houve uma queda na taxa de analfabetismo na cidade do Rio de Janeiro. O fator econômico-social tem enorme impacto na educação em geral e particularmente na saída do aluno jovem da escola. distanciando-se dos brancos. 12 PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO | INSTITUTO PEREIRA PASSOS . 80. no qual o acesso é praticamente igual. que determina essa taxa. na década. Até 8 anos de idade. não importa a faixa etária. aumentou entre 2000 e 2010. os negros registram uma taxa de analfabetismo sempre superior a dos brancos. a criança sabe ler. a alfabetização é praticamente universalizada. Há também as questões intracidade. respectivamente). sim. A educação básica dá acesso igual a todos.4% entre crianças com 8 e 9 anos em 2000. Na da Penha. Já no caso do corte por cor. a criança acaba se alfabetizando mais tarde. se ela é alfabetizada apenas assim. A taxa fica em 84. estava em 6. não consegue acompanhar a escola. mas ao aspecto precário dessa alfabetização. no máximo. mas.4% dos jovens nesta faixa etária estão estudando. ela caiu. São altos os índices de analfabetismo nas RPs de Santa Cruz e Ramos no que diz respeito aos grupos entre 8 e 9 anos de idade (9. a taxa de frequência entre 15 e 17 anos cai. E. identifica-se que os pardos têm seus índices bem próximos aos dos pretos.”. já que. saindo de 44. o que não é verdade em relação ao ensino fundamental. “Ocorre uma alfabetização rudimentar.6%. em áreas de menor renda. sugerindo que há evasão maior deste segundo grupo na segunda fase da educação básica. Se ela era de 7. Entretanto as especialistas apontam que o grande desafio que a política pública tem hoje pela frente diz respeito muito mais não ao combate do analfabetismo em si. vê-se que praticamente não há diferença entre os dois grupos. mas não consegue entender. Os desafios da alfabetização rudimentar Entre os censos de 2000 e 2010.5% em Santa Cruz e em 83% em Ramos. no ano de 2010. defende a diretora do Todos pela Educação.

ainda não estão alfabetizados apenas 1. entre os negros. uma ainda é percentualmente maior que a outra. e 1. muito mais a condição socioeconômica dos alunos que o efeito da escola propriamente dito. Entre 10 e 14 anos. está na casa dos 2. no máximo. os 4. com idade entre 10 e 14 anos. segundo os dados do Censo de 2010. ficando entre 2. Este encaminhamento objetiva diminuir a distância entre os alunos da escola pública e os das escolas privadas no referente ao processo de alfabetização e letramento que se identifica em diferentes estudos. cujos indicadores são fortemente impactados pelos altos percentuais de analfabetismo na parcela mais envelhecida da população. sendo a taxa das escolas privadas de 0.1% dos estudantes. o índice é de 4% entre negros. há 2%. ambas caem. foram encontrados 28. mas. Segundo a Secretaria Municipal de Educação (SME). A taxa mais alarmante é a entre 8 e 9 anos: enquanto 4% dos brancos são analfabetos nessa etapa. o que representava cerca de 14% do total de alunos. É importante ressaltar que a principal mensagem que essas taxas trazem é da consistente diferença que existe entre as escolas privadas e as públicas. conforme mostra a literatura acadêmica.9%. nas escolas privadas. Ou seja. para pessoas acima de 15 anos. mesmo assim. Ao final de 2012. 1. enquanto. No início da atual gestão. no município do Rio de Janeiro. 13 PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO | INSTITUTO PEREIRA PASSOS . nem escrever no grupo. na atual gestão iniciada em 2009. Isso revela as diferenças econômicas e sociais da própria cidade. tais como os 4. após a implementação das ações e projetos para realfabetização. Escola pública: o desafio de correr mais quilômetros As taxas de analfabetismo são mais altas entre os alunos de escola pública. mas existem também outras RPs com índices mais altos. apresentando essas segundas sempre índices muito defasados quando comparadas com as primeiras. Uma outra ação importante é a organização em classes separadas dos alunos com mais de 10 anos e ainda analfabetos. o percentual dobra.EDUCAÇÃO O percentual de analfabetos para 15 anos ou mais indica que há fortes resquícios de outras gerações. do Méier e da Barra da Tijuca chegam. chegam a 8% os negros que não sabem ler.1% da RP de Inhaúma. Nesta análise. o índice cai vertiginosamente. Entre 10 e 14 anos. Nessa faixa. no caso dos brancos. é preciso considerar que as desigualdades entre escolas públicas e privadas nos anos iniciais tendem a refletir. O analfabetismo no Rio de Janeiro. visando a um trabalho de realfabetização com metodologia específica. a taxa de analfabetismo é quase sempre menor entre as mulheres.3% e a das públicas.13% de alunos com esse perfil. foi pactuado que os alunos sejam alfabetizados no 1º ano escolar e estimula-se o trabalho em ambiente alfabetizador desde a educação infantil.2% da de Santa Cruz e os 4.8%. com exceção das maiores de 15 anos.9% da RP de Ramos.8% no caso dos brancos.4%.3% entre os alunos de escola pública. enquanto cai para 1.000 alunos analfabetos funcionais do 4º ao 6º anos. o índice é de 8.2%. no entanto. o que vem trazendo significativos resultados na diminuição das taxas de analfabetismo a partir do 4º ano escolar. Entre 8 e 9 anos. da Zona Sul. o município chegou à taxa de 4. As Regiões de Planejamento da Tijuca. No corte de gênero.

do Todos pela Educação. o resultado das duas escolas não é comparável. mas seria ingênuo considerar que a escola. mas a escola pública tem que estar preparada para alfabetizar essas crianças de baixa renda. caiu apenas marginalmente: de 20% para 19. era de 27. Ela. diminuiu um pouco nos últimos 10 anos. há também o problema com greves e frequência de professores”. enquanto a taxa de distorção é de 30.8%. Andrea Ramal também ressalta esse aspecto como fundamental nos resultados futuros: “Um dos impactos é o de termos uma cidade desigual. A solução para isso ultrapassa as possibilidades das políticas educacionais. enumera. mais uma vez sinalizando para problemas de aprendizado tardio. da dificuldade de fazer contratações. A criança que vem de uma família de renda mais alta já está imersa no mundo letrado desde cedo: essa pré-alfabetização é um momento bastante importante. a taxa de distorção foi de 37. argumenta Priscila Cruz. Em 2000. De qualquer modo. “Mesmo isolando esse fator. há problemas oriundos da gestão escolar. dos 10 aos 14 anos. sozinha. a maioria das crianças está alfabetizada.” O professor Ruben Klein levanta outros aspectos que tem impacto nos resultados das escolas públicas para além da questão socioeconômica. Nessa etapa. Isso é ruim porque sinaliza para uma baixa produtividade no futuro. ainda vemos diferenças entre as escolas privadas e as públicas.3% no Fundamental 14 PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO | INSTITUTO PEREIRA PASSOS . Repetindo o que já acontece com os dados gerais. simplificando os dados.EDUCAÇÃO “Na verdade. novamente. Ela precisa saber que vai ter que conduzi-las por 90 metros. mas não justifica”. aumenta a evasão no Ensino Médio). Para o Município do Rio de Janeiro. e já sugerindo o início de outra questão crucial no sistema educacional: o alto índice de distorção idade/série. segundo os dados do Censo de 2010.5% no Ensino Fundamental. por sua vez. o número só foi mais acentuado entre do 6º ao 9º. praticamente 30% dos alunos que estão cursando a segunda etapa do Ensino Fundamental – o antigo Ginásio – estavam fora da série em que deveriam estar. Por isso. os índices das escolas públicas mostram que. ele entra na contagem. socioeconômicas. tem sido a luta para tentar diminuir o que tecnicamente se chama de taxa de distorção idade/série. Por exemplo. Também neste caso. Indo propriamente aos números.4%. Fora das séries Quase tão dura quanto as batalhas contra o analfabetismo e a evasão escolar. a origem socioeconômica tem uma enorme influência.6% para 29% quando comparados os dois últimos censos. Na faixa específica que vai do 1º ao 5º ano. Ou seja: se um aluno tem 10 anos de idade e está cursando uma série equivalente a 7 anos de idade. bem como fortalece o desinteresse para seguir os estudos (o que. Os alunos são certamente de origens diferentes. isso explica. Esse índice é calculado considerando todos os alunos que apresentam um atraso escolar de dois anos ou mais em relação a idade com a qual deveriam estar cursando aquela série. conjunturais. enquanto a escola particular vai ter que fazer isso por 50 metros. no entanto. pode mudar um contexto que é resultado de variáveis históricas. De qualquer forma. de certa forma. as taxas se diferem muito quando se faz a comparação públicasprivadas. Existem boas iniciativas. a taxa de distorção alcança os 23. na qual as distâncias entre as populações mais e menos favorecidas se perpetuam num modelo de estratificação social.

6% na média das escolas privadas. mesmo tendo caído nos últimos anos. desde 2010. No segundo segmento tiveram a aprendizagem acelerada. Entretanto é desafiador o caminho até se chegar a um modelo de excelência. a situação do atraso no Ensino Médio requer atenção bastante concentrada.2% está. diminuindo consideravelmente o quantitativo de alunos defasados. falando mais especificamente.3%. Algo semelhante ocorre para todas as demais etapas: olhando apenas para o primeiro ciclo do fundamental. de 45. Como se fortaleceu o entendimento de que as avaliações são fundamentais para se chegar à formulação de políticas de educação modernas e eficazes.4%. por exemplo. apenas diminuindo tal diferencial no Ensino Médio. com base no Censo de 2010. o acesso à educação infantil. O problema se acentua fortemente no segundo ciclo – do 6º ao 9º ano –. mais precisamente 37. as meninas e moças apresentam um grau de distorção bem menor que o dos meninos e rapazes. “A repetência no ensino médio no Rio de Janeiro é alta e. a distorção chega aos 24. pelo menos.326 alunos. Em todas as etapas de aprendizagem. ela está nos 8. de 27. com projetos de aceleração da aprendizagem. são apenas uma parcela de todas as informações que já são recolhidas atualmente sobre em que pé anda a educação no Brasil. a taxa acaba alcançando mais da metade dos alunos (especificamente 51. 30. dois anos antes da sua série ideal. continua sendo das mais altas do país”. O efeito se repete por todo o ciclo. como.5% de taxa média da cidade se transformam em 30. pois mais de um terço dos alunos das escolas públicas.9% no público e fica nos 8. O efeito reverso ocorre entre negros e brancos.EDUCAÇÃO no ensino público. de atraso no Ensino Médio. consistentemente registrando taxas de distorção maiores que as entre alunos de cor branca. Há batalhas as quais o país – e. acumulados os atrasos dos tantos anos de estudo. Ainda de acordo com a SME. Os dados apresentados. Nas escolas privadas.0% no privado. 15 PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO | INSTITUTO PEREIRA PASSOS .5%.6% e a masculina. com os negros. os 23.3% quando se trata especificamente de se pensar em políticas públicas. concluindo o ensino fundamental. Esses projetos têm alcançado bons resultados. isso fez com que se criasse uma série de indicadores que sinalizam os caminhos que já foram percorridos e aqueles que ainda estão por percorrer. isso porque. também as escolas privadas apresentam um volume bastante alto. a questão tampouco é desprezível: taxa está em 9. buscando corrigir o fluxo escolar. Nesse caso. do 6º ao 9º anos.6%). o município do Rio de Janeiro vem também combatendo a distorção idade/ série. Ou seja. Para o caso específico das escolas públicas. a Cidade do Rio de Janeiro – já começa a vencer. com as duas taxas sendo semelhantemente altas: a feminina é de 44. comenta o professor Ruben Klein.