You are on page 1of 8

ESCOLA DE SAÚDE DE PERNAMBUCO CURSO TÉCNICO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE TURMA A

Seminário de Epidemiologia e Saúde do Trabalhador no Brasil

Professora Cristine Bonfim

Carlas. e Valéria tomando como base o texto indicado pela profª Cristine Bonfim da ESPPE. Margereth.4 Epidemiologia e Saúde do Trabalhador no Brasil Alunos: Carlas Mirtes Eliana de Morais Margareth Gomes Onésimo Ramiro Valéria Pereira Atividade desenvolvida para avaliação da disciplina de Epidemiologia do 2º módulo do curso técnico de vigilância em saúde. Eliana. elaborado pelos alunos. Onésimo. Recife 2012 .

.................................. 6 Marcos Históricos da saúde do trabalhador........................................ 8 Impacto................................................................................................. 9 “ O Senhor é o meu Pastor e nada me faltará........................................................................................................ 8 Oferta e cobertura em saúde do trabalhador.........” Introdução ........................................................................................................5 Índice Introdução.................................... 6 Revisão da literatura.................................................................. 9 Comentários finais................................. ................................. 8 Utilização de Serviços..........................................................

entendida como campo de práticas apoiadas no modelo da Saúde Pública. a Saúde do Trabalhador. benéfico. seja no plano técnico ou político. A Saúde do Trabalhador compreende a produção de conhecimento. essas atividades foram sendo apropriadas por empresas. o cuidado à saúde dos trabalhadores era assistencial. precursoras dos Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAP’s) (Ribeiro. coube ao Estado o papel de regulador das condições e das relações de trabalho. um estudo de 1954 mostrou que dentre 3. e a implementação do Sistema Único de Saúde (SUS). 1989).001 fábricas apenas 4. 2005). Revisão da Literatura Durante a Revolução Industrial teve início o primeiro serviço de Medicina do Trabalho na Inglaterra com a função de prover assistência médica aos trabalhadores (Mendes & Dias. De acordo com relatos da época. Em 1943. 1983). sejam de origem ocupacional ou relacionada ao trabalho. também concediam benefícios relativos à compensação securitária focalizada na realização de exames médicos admissionais (Possas 1989). além de prover atenção médica. 1991).6 Estudos mostram que em relação à saúde. No início do século XX. e que é um importante determinante no processo saúde e doença (Laurell. ou ambos. foi assinada a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). (Dias & Hoefel. a utilização de tecnologias e práticas de saúde. visando à promoção da saúde e a prevenção de doenças. o trabalho pode ser destrutivo. No Brasil. O crescimento do processo de industrialização e a necessidade de garantia de produtividade de parte dos empresários deu origem às Caixas de Aposentadorias. Foi criada a “Inspetoria de Fábricas” que era um órgão estatal responsável pela verificação de como a saúde do trabalhador estava sendo protegida contra os agentes de risco e agravos (Nogueira.1% contavam com . Entretanto. Estes. antes da criação do SUS. se disseminou mais intensamente com o Movimento da Reforma Sanitária e se desenvolveu a partir da promulgação da nova Constituição do País em 1988. grande parte dos problemas de saúde dos trabalhadores eram as chamadas “doenças da pobreza”. 1984).

2005) As Cipa’s. dos problemas e necessidades da saúde do trabalhador a Previdência ficavam com os aspectos periciais e de pagamento de benefícios. órgão instituído a partir da junção dos diversos IAP’s existentes na década de 60 (Ribeiro. através de um sistema de compensação salarial para incapacidade para o trabalho. Apud Maeno & Carmo. foram criados os Centros de Reabilitação do INPS que ofereciam serviços especializados para trabalhadores com incapacidade. e no qual participavam sindicatos que contribuíram com a inclusão nas discussões. O INPS passou a exigir maior atuação do Ministério do Trabalho na fiscalização das empresas. que se opunha ao modelo fragmentado. oferecendo ações ainda “essencialmente curativas e clínico-assistencialistas” (Bedrikow.000 especialistas. Naquele contexto histórico. 1983). com instalações precárias. eram descritas como de papel apenas cartorial. a concessão de licenças. comumente cooptada pelos empregadores.7 médico na empresa. nessa época. eram 6. formaram-se 40. e benefícios. 1952. geralmente coordenadas por representantes do patronato. 1982. com o nexo causal ocupacional. propondo a saúde como um direito e dever do Estado. E que os serviços de medicina do trabalho estavam subordinados aos setores de pessoal. estimava-se em mais de 4. o Ministério da Saúde . Oferecia ações de proteção social. os trabalhadores tinham limitado poder de pressão devido à força das ameaças de retaliações (Picaluga. enfermeiros do trabalho e pessoal técnico especializado. Entre 1973 e 1976. ocorriam apenas em São Paulo.500 médicos do trabalho e 7. do número de casos sem afastamento e do tempo de afastamento médio de trabalhadores. Nos anos 70. a atenção à saúde do trabalhador continuava polarizada sob a responsabilidade do recém-criado Instituto Nacional de Previdência Social (INPS).000 engenheiros de segurança.000 destes serviços. Estava em curso no Brasil um forte movimento pela Reforma Sanitária. Minas Gerais e Santa Catarina. e a consequência mais visível e imediata desta privatização foi uma falsa redução do número e incidência de acidentes e doenças ocupacionais. Em 1975.000 o número de médicos que prestavam cuidados de Medicina do Trabalho para o INPS. assistencialista e excludente da Previdência Social. sendo 7. Possas. 1989). Nos anos 70 foi aprovado o Plano de Pronta Ação do INPS que transferia para as empresas a realização de perícias médicas. ocupacionais ou de outras causas. Na década de 80.

O Centro de Estudos em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana/Fiocruz. e algumas secretarias de estado iniciavam. A participação dos trabalhadores. (DIESAT). a atuação na prevenção por meio de estratégias de vigilância (Faleiros et al. (INST). o Ministério da Previdência Social ocupava-se de atividades de perícia médica e de concessão de benefícios e o Ministério do Trabalho das ações de inspeções e fiscalizações dos ambientes e locais de trabalho. constituindo o que se denomina como Saúde do Trabalhador. dando lugar e voz a um movimento de reivindicações que ecoava tendências já em desenvolvimento em países industrializados. inovava com a ideia de articulação com o meio ambiente.. efetivou-se no país a partir da criação do SUS. como em São Paulo. Marcos históricos da saúde do trabalhador . em 1980. pela Engenharia de Segurança e Higiene Ocupacional. 2006). do Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho. em 1988. em uma perspectiva coletiva. E também a criação. Antes da criação do SUS o cuidado dos problemas de saúde do trabalhador era desenvolvido pela Medicina do Trabalho.8 provia a assistência aos trabalhadores vítimas de acidentes ou doenças do trabalho. liderados pela Organização Internacional do Trabalho e a Organização Mundial de Saúde. CESTEH/Fiocruz. Reforma Sanitária incorporou a Saúde do Trabalhador nas suas propostas. Cabe ainda destacar a criação do Instituto Nacional de Saúde no Trabalho.

9 Oferta e cobertura em saúde do trabalhador XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Utilização de serviços Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Impacto Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Comentários finais .

10 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx .