You are on page 1of 96

 

Direito Penal 
Aula  01  02  03  04  05  06  07  08  09  10  11  12  13  14  15  16  17  18 
 
28  04  13  17  24  31  13  22  28  15  19  21  11  24  15  05  16   

Data 
07  08  08  08  08  08  09  09  09  10  10  10  11  11  12  01  01    10  10  10  10  10  10  10  10  10  10  10  10  10  10  10  11  11   

Tema 
  Princípios      Extraterritorialidade  Teoria Geral do Delito  Teoria do Crime I  Teoria do Crime II  Teoria do Crime III  Teoria do Crime IV  Teoria do Crime V  Teoria do Crime VI  Teoria do Crime VII  Teoria do Crime VIII  Teoria do Crime IX  Teoria do Crime X  Consumação e tentativa   

Professor 
Rogério Sanches  Rogério Sanches  Rogério Sanches  ‘’  ‘’  ‘’  Luiz Flávio Gomes  Rogério Sanches  Rogério Sanches  Rogério Sanches  ‘’  ‘’  ‘’  ‘’  ‘’  ‘’  ‘’   

Obs.: 
  Falta Princ. Legalid.  Reinic. Princ. Leg.                               

 

 

Sumário 
 

DIREITO PENAL ................................................................................................................................................ 1  SUMÁRIO ............................................................................................................................................................. 2  1  2  3 
3.1  3.2  3.3  3.4  3.5  3.6  3.7  3.8 

SUMÁRIO DO CURSO ............................................................................................................................... 5  INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA ................................................................................................................ 5  INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL ..................................................................................................... 5 
Conceito de Direito Penal ................................................................................................................................. 5  Fontes do Direito Penal .................................................................................................................................... 6  Interpretação da Lei Penal ................................................................................................................................ 8  Princípios ....................................................................................................................................................... 10  Eficácia da Lei Penal no Tempo ....................................................................................................................... 14  Lei Excepcional ou Temporária  ....................................................................................................................... 20  Sucessão de Complemento de Normas Penais em Branco ............................................................................... 20  Alteração da Jurisprudência ............................................................................................................................ 21 

3.9  Eficácia da Lei Penal no Espaço ....................................................................................................................... 21  3.9.1  Princípios ............................................................................................................................................................... 21  3.10  Lugar do Crime ............................................................................................................................................... 23  3.10.1  Teoria da Atividade ........................................................................................................................................... 23  3.10.2  Teoria do Resultado .......................................................................................................................................... 23  3.10.3  Teoria da Ubiquidade ou Mista ........................................................................................................................  23  3.11  Crime à distância e Plurilocal .......................................................................................................................... 23  3.11.1  Crime à distância ou de espaço máximo...........................................................................................................  23  3.11.2  Crime Plurilocal ................................................................................................................................................. 24  3.12  Extraterritorialidade ....................................................................................................................................... 24  3.12.1  Extraterritorialidade Incondicionada ................................................................................................................  26  3.13  Validade da Lei em relação às pessoas (Imunidades) ....................................................................................... 26  3.13.1  Imunidades diplomáticas .................................................................................................................................. 26  3.13.2  Imunidades Parlamentares ...............................................................................................................................  27 

TEORIA GERAL DO DELITO ................................................................................................................ 30 

4.1  Introdução à Teoria Geral do Delito ................................................................................................................ 30  4.1.1  Diferenças entre crime e contravenção penal ......................................................................................................  30  4.2  Crime ............................................................................................................................................................. 31  4.2.1  Conceito ................................................................................................................................................................ 31  4.2.2  Sujeito Ativo .......................................................................................................................................................... 31  4.2.3  Classificação do crime quanto ao sujeito ativo .....................................................................................................  32 

 
4.2.4  4.2.5  4.2.6  Sujeito Passivo ....................................................................................................................................................... 32  Objeto Material ..................................................................................................................................................... 33  Crime Objeto Jurídico ............................................................................................................................................ 33 

4.3  Teoria do Crime .............................................................................................................................................. 34  4.3.1  Conceito analítico de crime ................................................................................................................................... 34  4.3.2  Evolução do conceito de tipicidade  .......................................................................................................................  34  4.3.3  Teorias da tipicidade na Era da Pós‐Modernidade (1970 em diante) ................................................................... 35  4.3.3.1  Funcionalismo Teleológico de Roxin ............................................................................................................  35  4.3.3.2  Funcionalismo Reducionista de Zaffaroni ....................................................................................................  35  4.3.3.3  Teoria Constitucionalista do Delito de Luiz Flávio Gomes ............................................................................ 36  4.4  Fato Típico  ..................................................................................................................................................... 41  4.4.1  Conceito Formal .................................................................................................................................................... 41  4.4.2  Conceito Analítico ................................................................................................................................................. 41  4.4.3  Conceito Material .................................................................................................................................................. 42  4.4.4  Elementos ou Requisitos do Fato Típico ...............................................................................................................  42  4.4.4.1  Conduta ........................................................................................................................................................ 42  4.4.4.1.1  Teorias Explicativas e Evolutivas da Conduta ..........................................................................................  42  4.4.4.1.2  Direito Penal de Terceira Velocidade ......................................................................................................  44  4.4.4.1.3  Hipóteses de ausência de conduta .........................................................................................................  45  4.4.4.1.4  Espécies de conduta ................................................................................................................................ 46  4.4.4.1.5  Erro de tipo ............................................................................................................................................. 52  4.4.4.1.6  Erro de subsunção ................................................................................................................................... 55  4.4.4.1.7  Erro provocado por terceiro....................................................................................................................  55  4.4.4.1.8  Do Crime Comissivo ................................................................................................................................ 57  4.4.4.1.9  Do Crime Omissivo .................................................................................................................................. 57  4.4.4.2  Resultado ...................................................................................................................................................... 58  4.4.4.2.1  Classificação do delito quanto ao resultado ...........................................................................................  58  4.4.4.3  Nexo de causalidade ..................................................................................................................................... 59  4.4.4.3.1  Conceito .................................................................................................................................................. 59  4.4.4.3.2  Concausas  ................................................................................................................................................ 59  4.4.4.3.3  Imputação Objetiva ................................................................................................................................. 61  4.4.4.3.4  Causalidade na omissão ..........................................................................................................................  62  4.4.4.4  Tipicidade ..................................................................................................................................................... 62  4.4.4.4.1  Evolução .................................................................................................................................................. 62  4.4.4.4.2  Tipicidade conglobante ...........................................................................................................................  63  4.4.4.4.3  Tipicidade formal .................................................................................................................................... 64  4.5  Ilicitude ou antijuridicidade ............................................................................................................................ 64  4.5.1  Relação entre tipicidade e ilicitude .......................................................................................................................  64  4.5.2  Causas de exclusão da ilicitude (Justificantes/Descriminantes)  ............................................................................ 65  4.5.2.1  Estado de Necessidade ................................................................................................................................. 65  4.5.2.1.1  Requisitos do Estado de Necessidade .....................................................................................................  65  4.5.2.1.2  Espécies ................................................................................................................................................... 67  4.5.2.2  Legítima Defesa ............................................................................................................................................ 68  4.5.2.2.1  Requisitos ................................................................................................................................................ 69  4.5.2.2.2  Classificação doutrinária de legítima defesa ...........................................................................................  69  4.5.2.3  Estrito cumprimento de um dever legal .......................................................................................................  69  4.5.2.4  Exercício regular de um direito ....................................................................................................................  70  4.5.2.4.1  Situações possíveis de exercício regular de um direito  ........................................................................... 70  4.5.3  Excesso nas justificantes ....................................................................................................................................... 71  4.5.4  Consentimento do ofendido ................................................................................................................................. 71  4.5.5  Descriminantes putativas ...................................................................................................................................... 73  4.6  Culpabilidade ................................................................................................................................................. 73  4.6.1  Conceito e Natureza Jurídica ................................................................................................................................. 74  4.6.2  Elementos da culpabilidade .................................................................................................................................. 74  4.6.2.1  Imputabilidade ............................................................................................................................................. 74  4.6.2.2  Potencial consciência da ilicitude .................................................................................................................  78  4.6.2.3  Exigibilidade de conduta diversa ..................................................................................................................  78  4.6.2.3.1  Coação irresistível ................................................................................................................................... 78 

............................ 81  4........................................1..............................................................................................................................  95  4..........................................................................................8..................8.8......................3............................................  93  4.....................2.....................................................................2  Crime Consumado ........2  Obediência hierárquica ................................ 91  4............................2  Infrações penais que não admitem tentativa .....8.............................................. 90  4......................8.......... 92  4.....................................1.........................................................................................................................................................................3........................................1  Formas de tentativa ............................2........................  4.......... 79  4.... 90  4... 95  ....7.........................................................................................................................................................................................................................................................................................8.......... 82  4.........1  “Iter Criminis” ...........................................7  Punibilidade .............. 90  4.................................................................................. 90  4.............................................................................1...............................................................1  Macrofase interna ...............................................................  79  4..........................................3.....1.......................................................... 91  4................................................................7.....................  79  4......8..6......................... 90  4..................................................3  Tentativa qualificada ou abandonada ...3  Crime Tentando .........................................2  Macrofase externa ...3  Causas supralegais de exclusão da culpabilidade .....3....................................3.6.................................  93  4...................................................................4  Arrependimento posterior ..7..................................................8...............................1  Causas de extinção da punibilidade ...............8.................................2  Prescrição ..8.........................4  Crime Impossível .............................  80  4...................8  Consumação e tentativa ................1  Classificação do delito quanto ao momento consumativo .....................................1  Morte do agente  ..........................8.........................

 Ed. Criminologia e Legislação Penal Especial.4.3.  • Funcionalismo Sistêmico ou Radical (Jakobs): o fim do Direito Penal é resguardar a norma. RT.1 INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL  Conceito de Direito Penal  Sob  o  enfoque  formal. Penal Especial (16 aulas)  (22 aulas)  2 INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA  COLEÇÃO  CIÊNCIAS  CRIMINAIS.1.1.  Funcionalismo:  correntes  discutindo  a  finalidade  do  Direito  Penal.   1 SUMÁRIO DO CURSO  1.    Obs.4.Punibilidade  1.  O  Direito  Penal.     Página | 5   SUMÁRIO DO CURSO > Conceito de Direito Penal  .  ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE COMENTADO.Ilicitude  1.  Direito Penal Subjetivo: é o direito de punir do Estado. etc).  Luiz  Flávio  Gomes  e  Rogério  Sanches. Convenção Americana de Direitos Humanos. Teoria Geral do Delito  1.Tipicidade  1.2. “Iter Criminis”  1. Rogério Sanches. não é ilimitado e não é incondicionado. define os seus agentes e fixa as sanções a serem‐lhes aplicadas.  diferentemente  dos  outros  ramos  do  Direito.  Há  duas correntes que se destacam nessa situação:  • Funcionalista Teleológica (Roxin): o fim do Direito Penal é assegurar bens jurídicos.  Já  sob  o  aspecto  sociológico.  Penal  Especial. Intensivo I  1.2.2.  tem  como  consequência  jurídica  a  pena privativa de liberdade. 4 vol.  Direito  Penal  Objetivo  e  Subjetivo  exigem  a  coexistência.Culpabilidade  1. Intensivo II  2.  pois  individualmente  não  subsistem.1: o DIREITO DE PUNIR não é absoluto.  TRATADO DE DIREITO PENAL.  Direito  Penal  Objetivo:  conjunto  de  leis  penais  em  vigor  no  país  (lei  penal  ambiental.  lei  dos  crimes  hediondos.  atualmente  muito  intensas.   28   de   julho   de   2010.  CURSO DE DIREITO PENAL. RT.  Direito  Penal  é  um  conjunto  de  normas  que  qualifica  certos  comportamentos  humanos como infrações penais. Concurso de Pessoas  (18 aulas)  2.  Penal  Geral. Ed. Introdução ao Direito Penal  1. Luciano Alves.  visando  assegurar  a  necessária  disciplina social. Ed.  Costuma‐se dizer que o Direito Penal Objetivo é expressão do poder punitivo do Estado. Ed.  3 3.  o  Direito  Penal  é  mais  um  instrumento  (ao  lado  dos  outros  ramos  do  Direito)  que  serve  para  controle  social  de  comportamentos  desviados. Saraiva.  Livro  Princípios. o sistema. Cézar Roberto Bitencourt.2.2.  Quarta ‐ feira.2. Rogério Greco. Teoria Geral da Pena (6 aulas)  2.2. 5 vol. Essa consequência exige do Estado uma interferência mínima. Impetus.1.3.

  Os  Municípios  jamais  criam  Direito  Penal. XLVII da CF 1 )    Há  o  Direito  de  perseguir  a  pena  que  é.  (2ª Corrente) – Não existe costume abolicionista. Fonte Formal: é a fonte de conhecimento.  Somente a lei.  de  acordo  com  o  presente  Estatuto.    COSTUMES  Conceito:  comportamentos  uniformes  e  constantes  pela  convicção  de  sua  obrigatoriedade  e  necessidade jurídica.   2.   3. Já como se revela é fonte formal. Essa corrente prevalece.  Em determinado momento foi questionado (concurso para MPU – Procurador) uma hipótese em que  teremos  punição  pública  concorrendo  com  uma  punição  privada  –  ambas  em  âmbito  penal.  Artigo  1.  salvo  em  caso  de  guerra  declarada. o TPI será chamado a intervir  somente se e quando a justiça repressiva interna não funcionar.  2.  (3ª  Corrente)  –  Não  existe  costume  abolicionista.  Limites ao Poder Punitivo  • Temporal: prescrição  • Espacial: territorialidade (art. a norma penal não deve ser aplicada. 1º do Estatuto de Roma consagrou o Princípio da Complementaridade. Fonte  Material:  fonte  de  produção.  a  União.  e  será  complementar  das  jurisdições  penais  nacionais. Imediata: é a lei.    XLVII ‐  não  haverá  penas:  a)  de  morte. que poderá revelar Direito Penal incriminador. não transfere esse direito a ninguém. A resposta seria ocaso do art. Trata‐se de uma exceção ao Direito de Punir?  O  TPI  tem  competência  subsidiária  em  relação  às  jurisdições  nacionais  de  seus  Estados  –  partes.  O  art.  84. revelação.  de  sanções  penais  ou  disciplinares  contra os seus membros.  A  competência  e  o  funcionamento  do  Tribunal  reger‐ se‐ão pelo presente Estatuto.  O  Tribunal  será  uma  instituição  permanente.  Excepcionalmente  poderá  ser  da  vítima  (particular)  nos  casos  de  ação  penal  de  iniciativa  privada.  22. poderá o Estado protegê‐la com lei ambiental penal específica.2 Fontes do Direito Penal  Estuda‐se  o  lugar  de  onde  emana  o  Direito  Penal  e  como  se  revela.  de  acordo  com  as  instituições  próprias.  pelos  grupos  tribais. mas sim reação à injusta agressão.  representado  pelo  Ministério  Público. o direito de punir é monopólio do Estado.  Embora  não  há  exemplos  práticos.  Porém. d) de banimento. e) cruéis. 1º do CP – matéria reservada à lei. mas quando o fato deixa de contrariar os interesses  da sociedade.  pelo  presente  instrumento. proibida em qualquer caso a pena de morte.  Ao  tratar  de  onde  emana  o  Direito Penal é fonte material.  57.  Costume não cria crime e não comina pena – art.  mas  como  tratar  o  Tribunal  Penal Internacional que foi aderido. 5º do CP)  • Modal: Princípio da Dignidade da Pessoa Humana (art.  Existe costume revogador? Abolicionista?   (1ª Corrente) – Admite‐se  o costume abolicionista nos casos em que a infração penal não contraria o  interesse social. 57 da Lei 6.  b)  de  caráter  perpétuo.  em  regra.  1.  c)  de  trabalhos forçados.   2.  O  direito  de  perseguir a pena pode ser transferido para o particular.  I  CF  –  ou  seja.  A  legítima  defesa  não é punição. onde é permitido o castigo conforme os costumes do grupo.  XIX. desde que não revistam caráter cruel ou infamante.  do  Estado.2.  No  Brasil  temos  o  Estado  exercendo  o  monopólio  do  Direito  de  Punir. isto é.  Enquanto  a  lei  não  for  revogada  por  outra  lei  tem  eficácia jurídica e social – segue a Lei de Introdução ao Código Civil.  2   Art.  existe  um  criado  pela  doutrina  que  é  quando  uma  planta  que  se  desenvolve  unicamente  em  uma  determinada  região.º  ‐  O  Tribunal  ‐  É  criado.  com  jurisdição  sobre  as  pessoas  responsáveis  pelos  crimes  de  maior  gravidade  com  alcance  internacional.  Página | 6   INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL > Fontes do Direito Penal  1                                                              .1. 5º.  devido  ao  clima  e  ao  solo  característicos  do  seu habitat.  Será  tolerada  a  aplicação. Mediata: são os costumes e os Princípios Gerais de Direito. entretanto.  um  Tribunal  Penal  Internacional  («o  Tribunal»).  O  parágrafo  único  do  referido  artigo  permite  que  lei  complementar  poderá  autorizar  os  Estados  a  legislar  sobre  questões  específicas  das  matérias  relacionadas.001/73 2  ‐ Estatuto  do Índio.  nos  termos  do  art.  órgão  encarregado  da  produção  do  Direito  Penal  –  art.

  Entram  como  garantias  e  não  como  incriminador  (HC 96007/SP 3  – dois votos a favor: Dias Tofolli e Marco Aurélio)    Jurisprudência e Súmulas Vinculantes  Exemplo de jurisprudência revelando Direito Penal é o art.613/98.  entendeu  que  tal  assertiva  mostrar‐se‐ia  discrepante  da  premissa  de  não  existir  crime  sem  lei  anterior  que  o  defina. Imediata:  Lei  (única  capaz  de  criar  Direto  Penal  incriminador).  A  lei  dá  uma  série  de  crimes acessórios.  nos  autos.  ou  seja.  Cármen Lúcia. pois o legislador ainda não conceituou. 71 CP.  No  Brasil  organização  criminosa  é  crime?  Qual  é  o  conceito?  O  Brasil  se  vale do  conceito  trazido  pela  Convenção de Palermo.  5º.015/2004.  ressaltou  que.  nem  pena  sem  prévia  cominação  legal  (CF.  deferiu  o  writ  para  trancar  a  ação  penal.  acessório.613/98)  pressupõe  a  existência  de  outro  para  existir.  o  trancamento  da  ação  penal. rel. entre eles.  VII)  —  ao  argumento  de  que  a  legislação  brasileira  não  contempla  o  tipo  “organização  criminosa”.    Tratado  Internacional  de  Direitos  Humanos  poderá  criar  infração  penal?  No  crime  de  lavagem  de  dinheiro  (lei  9. Tratados Internacionais de Direitos Humanos.  não  consta  sequer  menção  ao  delito  de  quadrilha.  relator.  existente  há  algum  tempo  e  atuando  concertadamente  com  o  propósito  de  cometer  uma  ou  mais  infrações  graves  ou  enunciadas  na  presente  Convenção. organização criminosa.:  art.  lugar.  da  qual  aqueles  seriam  dirigentes.  com  a  intenção  de  obter. Jurisprudência?    Atualmente a doutrina classifica as fontes do Direito Penal da seguinte forma.  por  fim.  por  meio  de  organização  criminosa  (Lei  9.  Inicialmente.  Constituição  Federal.  art. Min.  mas  sim  de  garantias. (HC‐96007)  Página | 7   INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL > Fontes do Direito Penal  3 . contra a administração pública.11.  a  ordem  aos  co‐réus.  é  perfeitamente  possível  o  costume  interpretativo.613/98.  Portanto. Princípios e Complementos das Normas Penais em Branco.  O  Min.  como também não revoga crime.  Em  seguida.  um  benefício  econômico  ou  outro  benefício  material.  O adultério foi revogado baseado no princípio da intervenção mínima e não pelo costume.  É  usado  para  aclarar  o  significado  de  uma  palavra  ou  expressão.  Crime  continuado ‐ Art.  ademais.  a  inicial  acusatória  remeteria  ao  fato  de  o  Brasil.  Não  cria  crime  e  não  comina  pena.  direta  ou  indiretamente.  Assim.    1.  sob  o  ângulo  da  organização  criminosa.  Após. HC 96007/SP.613/98.  Marco  Aurélio. Disse que o parquet.  A  impetração  sustenta  a  atipicidade  da  conduta  imputada  aos  pacientes  —  lavagem  de  dinheiro  e  ocultação  de  bens.  mediante  o  Decreto  5.  ludibriando  fiéis  mediante  fraudes.  A  defesa  contestou  dizendo  que  os  Tratados  Internacionais  não  revelam  direito  penal  incriminador.  1º  da  Lei  9.2009. Realçou que.  155.  1º  em  um  dos  seus  incisos  e  que.  haver  ratificado  a  Convenção  das  Nações  Unidas  contra  o  Crime  Organizado Transnacional ‐ Convenção de Palermo (“Artigo 2 Para efeitos da presente Convenção.  pratica  dois  ou  mais  crimes  da  mesma  espécie  e. tráfico. Fontes Formais:  1. no rol  taxativo  do  art.  XXXIX).  1º.  em  conseqüência.  a  melhor  doutrina  defenderia  que  a  ordem  jurídica  brasileira  ainda não contempla previsão normativa suficiente a concluir‐se pela existência do crime de organização criminosa.  em  proveito  próprio  e  de  terceiros.  o  qual  necessitaria  da  edição  de  lei  em  sentido  formal  e  material. dentre as fontes consagradas do Direito Penal.  devem  os  subseqüentes  ser  havidos  como  continuação  do  primeiro. a partir da perspectiva de haver a definição desse crime mediante  o acatamento à citada Convenção das Nações Unidas.  Questiona‐se sobre a localização.  baseado  no  crime  anterior  de  organização  criminosa.  Pleiteia.  pediu  vista  dos  autos  a  Min.  conforme  decorre  da  Lei  9.  muito  menos  ao  de  estelionato  —  também  narrados  na  exordial. Tendo isso em  conta. mas se deve saber o horário que  a comunidade se recolhe).  Asseverou  que.    PRINCÍPIOS GERAIS DE DIREITO  Conceito:  direito  que  vive  na  consciência  comum  de  um  povo.  Ex.  o  crime  nela  previsto  dependeria  do  enquadramento  das  condutas  especificadas  no  art.  ou  seja. afirmara estar compreendida a espécie na autorização normativa.  art.”). entende‐se por: a) ‘Grupo criminoso  organizado’ ‐  grupo  estruturado  de  três  ou  mais  pessoas.  Dias  Toffoli.  aduziu  que.  desviando  numerários  oferecidos  para  finalidades  ligadas  à  Igreja.  Pode a Convenção de Palermo conceituar o que é organização criminosa?  No  caso  da  acusação  do  casal  Hernandez  da  Igreja  Renascer  por  lavagem  de  dinheiro.  arrematou  que  se  estaria  potencializando  a  referida  Convenção  para  se  pretender  a  persecução  penal  no  tocante  à  lavagem  ou  ocultação  de  bens  sem  se  ter  o  delito  antecedente  passível  de  vir  a  ser  empolgado  para  esse  fim.  a  denúncia  aludiria  a  delito cometido por organização criminosa (VII).1. de outras recentes  e  relevantes fontes como: Constituição Federal.  §1º  do  CP  (repouso  noturno é o período em que a comunidade se recolhe para o descanso diário.  Tratados  Internacionais de Direitos Humanos.  maneira  de  execução  e  outras  semelhantes. 10.  no  que  foi  acompanhado  pelo  Min.  71 ‐  Quando  o  agente.  aplica‐se‐lhe  a  pena                                                                 A  Turma  iniciou  julgamento  de  habeas  corpus  impetrado  contra  acórdão  do  STJ  que  denegara  idêntica  medida  por  considerar  que  a  denúncia  apresentada  contra  os  pacientes  descreveria  a  existência  de  organização  criminosa  que  se  valeria  da  estrutura  de  entidade  religiosa  e  de  empresas  vinculadas  para  arrecadar  vultosos  valores.  Estendeu.  pelas  condições  de  tempo.  costume  não  cria  nem  revoga  crime. mediante  mais de  uma  ação  ou omissão. Marco Aurélio.

4. a evolução da ciência.  se  idênticas.  §2º.  ex. Autêntica/Legislativa: dada pela própria lei. Quanto ao modo  2.  aumentada.                                                                 4  Art.2.  3.:  157.1.  (2ª  CORRENTE) ‐  Na  dúvida.  É possível interpretação extensiva contra o réu?  (1ª  CORRENTE)  –  A  lei  não  proíbe  a  interpretação  extensiva  contra  o  réu.2.: a portaria do Ministério da Saúde definindo o que é droga.3. (Redação dada pela Lei nº 7. Teleológica: indaga‐se a intenção ou a vontade objetivada na lei.  se  diversas. Gramatical: leva em conta o sentido literal das palavras.    3. de quatro a dez anos.: art.  contrariamente  ao  que  expõe  a  2ª  corrente  que  entende  que  faca  de  cozinha  não  é  arma.  1.3. e multa.: Princípio da Insignificância    Complementos das Normas Penais em branco  Ex. feita pelos doutos elaboradores do Código Penal.5. pois existe uma lei da Exposição de Motivos.  de  um  sexto a dois terços.  Atualmente  poderá  ter  caráter  vinculante.  ou  a  mais  grave.] § 2º ‐ A pena aumenta‐se  de um terço até metade: I ‐ se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma.1. Doutrinária/Científica: é a interpretação feita pelos estudiosos. contrário do que foi. Quanto ao sujeito que a interpreta (origem)  1.3 Interpretação da Lei Penal  A interpretação é feita por uma pessoa para chegar a um determinado resultado.  2.  deve  o  juiz  aplicar  o  Princípio  do  “in  dubio  pro  reo”.  O  conceito de arma corresponde a todo instrumento com ou sem finalidade bélica que serve para o ataque.209.  Diferente  a  Exposição  de  Motivos  do  Código  de  Processo  Penal  que  é  interpretação  autêntica  ou  legislativa. Ex.1. Mediata: doutrina. Extensiva: amplia‐se o alcance das palavras da lei para que corresponda à vontade do texto. para si ou para outrem. ou depois de havê‐la. prevista na Lei 11. Restritiva: reduz‐se o alcance das palavras. Jurisprudencial:  fruto  das  decisões  reiteradas  dos  nossos  tribunais.  doutrinária  ou  jurisprudencial?  É  doutrinária.  2.  A  exposição  de  motivos  do  Código  Penal  é  interpretação  autêntica. Quanto ao resultado  3.  Prevalece  a  1ª  corrente  para  concurso  do  MP  e  delegado.343/06.7. Progressiva: considera‐se o avanço.  1. 157 ‐ Subtrair coisa móvel alheia.3.    1.  3..  2.  Para  a  1ª  uma  faca  de  cozinha  é  arma. por  qualquer meio..    Princípios  Ex.    1. Declarativa: a letra da lei corresponde exatamente àquilo que o legislador quis dizer.  de  um  só  dos  crimes.  A  segunda  corrente  está  de  acordo  com  o  Estatuto  de  Roma  –  que  criou  o  Tribunal  Penal  Internacional. Sistemática: a lei é interpretada com o conjunto da legislação.  Para  concursos  da  Defensoria vale a 2ª corrente.1.  em  qualquer  caso. 327 do CP – conceito de funcionário público. Já os costumes e os Princípios Gerais do Direito aparecem como fontes informais.2.  3. [.1984)  A jurisprudência limita o tempo a 30 dias. de 11.    2.  Para  esta  corrente  arma abrange somente instrumentos fabricados com a finalidade bélica. reduzido à impossibilidade de resistência: Pena ‐ reclusão. mediante grave ameaça ou violência a pessoa. Histórica: procura‐se a origem da lei.  I  do  CP 4 . Estuda‐se quanto a  quem interpreta e o objetivo.  2.  Página | 8   INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL > Interpretação da Lei Penal  .

  pois  caso  e  amplia‐se  depois  de  enunciar  exemplos  encerra  de  é  forma  de  integração.  157.  As hipóteses de interpretação acima (extensiva e analógica) não se confundem com a analogia.  Analogia  é  caso  de  integração  de  lacuna  e  não  de  interpretação.  ou  de  que possa resultar perigo comum. exemplifica e encerra meio insidioso ou cruel. 121.  2.  A  analogia  não  pode  prejudicar  o  réu  –  somente  beneficiá‐lo. Ex.   encontrar outros casos. ao contrário dos anteriores. III.: art.    II ‐ por motivo fútil.  ou  sob  a  influência  de  qualquer  outra  substância  psicoativa  que  determine  dependência: (Redação dada pela Lei nº 11.  Art.  2.  O  mesmo  ocorre com o inciso III.  o alcance de uma  forma  genérica. levando‐se em conta as expressões genéricas e abertas utilizadas pelo  legislador (exemplos seguidos de encerramento genérico).  §2º. Esta é interpretação analógica.  permitindo  ao  interprete  Empresta  lei  feita  para  caso  palavra. Nesse  caso.    III  ‐  com  emprego  de  veneno.  Como  são  CTB ‐  Art. de seis a vinte anos. não existe uma lei a ser aplicada ao caso concreto.  empresta  a  Lei  A  estando  com  concentração  de  álcool  por  litro  de  sangue  para o fato A’.  na  via  pública.. Ex.  Art.. §2º. e IV do CP – exemplos  2.705.  Interpretação  Extensiva  não  se  confunde  com  interpretação  analógica.  semelhantes.  tortura  ou  outro  meio  insidioso  ou  cruel.    Interpretação  Interpretação Analógica  Analogia  Extensiva  1.  Nesta  o  significado  que  se  busca é  extraído do próprio dispositivo.  A’  sem  lei. Existe  lei  para  o  caso.  mas  o  legislador  1. I.  fogo. Não  existe  lei  para  o  caso.  e  o  tem  fato  I – arma  com encerramento genérico.:  art.  121.    IV  ‐  à  traição.   Conduzir  veículo  automotor.  igual  ou  superior  a  6  (seis)  decigramas.]  Homicídio qualificado  § 2° Se o homicídio é cometido:  I ‐ mediante paga ou promessa de recompensa.[.  ou  mediante  dissimulação  ou  outro  recurso  que  dificulte  ou  torne  impossível a defesa do ofendido.  306. de 2008)        Página | 9   INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL > Interpretação da Lei Penal  .  §2º.  asfixia.   similar. Matar alguém: Pena ‐ reclusão. motivo pelo qual socorre‐ se  daquilo  que  o  legislador  previu  para  outro  similar. ou por outro motivo torpe.  I  –  na  primeira  parte  exemplifica  o  que  é  motivo  torpe  encerrando  o  inciso.:  fato  A  e  Lei  A.  explosivo.  de  emboscada. 121. Ex. Existe  lei  para  o  1.

:  econômica da vítima. Ex.  em  um  furto  de  uma bicicleta de R$ 60.  mas  também onde o Direito Penal deve deixar de intervir. Ex. Princípio  da  exteriorização  ou  materialização  do  fato:  o  Estado  só  pode  incriminar  condutas  humanas  voluntárias  (fatos).: não haver punição ao homossexualismo ou  à  determinada  religião  somente  por  existirem.  Ex.  Tem  seus  julgados  analisando  o  Princípio  de  • Tem  julgado  considerando  a  capacidade  acordo  com  a  realidade  econômica  do  país.4 Princípios  Estão distribuídos em quatro grupos:    Princípios relacionados com a missão fundamental do Direito Penal  Princípios relacionados com o fato do agente  Princípios relacionados com o agente do fato  Princípios relacionados com a pena  1.  administração pública.: adultério.    PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA  STF  STJ  • • Requisitos:  1 Mínima ofensividade da conduta do agente.  É  possível  impedir  o  exercício  irregular  de  determinada  ato religioso por exemplo.  quando  comprovada  a  ineficácia  dos  demais  ramos  do  Direito. A proteção de alguns direitos ilegítimos levou a Alemanha  Nazista a lutar contra homossexuais e judeus e defender a raça ariana.  nos  delitos  contra  a  • Prevalece  não  ser  cabível  nos  delitos  contra  a  administração pública.  • Ambos Tribunais Superiores não admitem o Princípio no delito de Falsificação de Moeda.  O  Direito  Penal  é  a  última  ratio  –  é  a  derradeira  trincheira  no  combate  aos  comportamentos  humanos  indesejados.  em  abstrato. Princípios relacionados com a Missão Fundamental do Direito Penal  a.    Princípio  da  Insignificância  é  um  desdobramento  lógico  da  característica  da fragmentariedade. Subsidiariedade:  orienta  a  intervenção  em  abstrato  do  Direito  Penal.  ii. 3.  rejeitou  a  aplicação  do  Princ.  b.  Admite  o  Princ.   3. Princípios relacionados com o fato do agente  a.00.   04   de   agosto   de   2010.   1.  Quarta ‐ feira.  desejos.  Só  intervém. Fragmentariedade:  orienta  a  intervenção  do  Direito  Penal  no  caso  concreto  só  é  aplicado  no  caso  concreto  quando  presente  relevante  e  intolerável  lesão  ou  perigo  de  lesão  ao  bem  jurídico. Princípio  da  Intervenção  Mínima:  o  Direito  Penal  só  deve  ser  aplicado  quando  estritamente  necessário  mantendo‐se  subsidiário  e  fragmentário  ‐  ambos  características  do  Princípio  da  Intervenção Mínima.  4 Inexpressividade da lesão jurídica. 4.    2. Características:  i. Princípio  da  Exclusiva  Proteção  de  bens  jurídicos:  impede  que  o  Estado  venha  a  utilizar  o  Direito  Penal para a proteção de bens jurídicos ilegítimos.  2 Nenhuma periculosidade social da ação. por entender que esse  valor não é insignificante.  Ninguém  pode  ser  punido  por  seus  pensamentos.  3 Reduzido grau de reprovabilidade do comportamento. 2.    O  Princípio  da  Intervenção  não  serve  só  para  orientar  onde  o  Direito  Penal  deve  intervir.  mera  Página | 10   INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL > Princípios  .

  3.    b.  art.  art.                                                                   Lei  penal  no  tempo ‐  art.  independentemente  do presente Estatuto. Impede o poder punitivo com base no livre arbítrio.209. Em caso de ambiguidade. É a corrente prevalecente.  no  momento  em  que  forem  cometidas. Princípio da Legalidade: (art. deve ser o responsável pela criação de crimes. pune‐se o  vadio  (entregar‐se  alguém  habitualmente  à  ociosidade. ainda vigente.  nos  termos  do  presente  Estatuto.  Não  há  pena  sem  prévia  COMINAÇÃO  LEGAL.  De  acordo  com essa segunda  corrente poderia se  admitir  criação de crime por Medida Provisória.  Princípio  da  Legalidade:  constitui  uma  real  limitação  ao  Poder  Estatal  de  interferir  na  esfera  de  liberdades  individuais.  Art.   Página | 11   INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL > Princípios  5 . mas e a medida de segurança está incluída ou não?  Aqui há duas correntes. Jurídico: uma lei prévia e clara produz importante efeito intimidativo.  Até  2009  existia  uma  contravenção  penal  que  ofendia  esse  Princípio.  2º ‐  Ninguém  pode  ser  punido  POR  FATO  que  lei  posterior  deixa  de  considerar  crime.  onde  se  lê  crime.  cogitação  ou  estilo  de  vida. será interpretada a favor da pessoa objecto de inquérito.  ***3ª  CORRENTE:  diz  que  Princípio  da  Legalidade  é  igual  Princípio  da  Reserva  Legal  MAIS  a  Anterioridade.  ociosidade ou cupidez.  abrangendo  todos  os  tipos  de  sanção  penal.  i.  o  delinqüente será por isso beneficiado.7.  desejos  é  direito  penal  do  autor.º  ‐  Nullum  crimen  sine  lege  ‐  1  ‐  Nenhuma  pessoa  será  considerada  criminalmente  responsável.  Punir  alguém  por  seus  pensamentos.  um crime da competência do Tribunal.  inclusive as medidas de segurança.  não  sejam  delituosas. (Redação dada pela Lei nº 7.  sendo  válido  para  o  trabalho.  representante do povo. Fundamentos do Princípio da Legalidade  1.  59  da  CF.  sem  ter  renda  que  lhe  assegure  meios  bastantes  de  subsistência.  2ª  CORRENTE  –  considerando  a  função  meramente  terapêutica  das  medidas  de  segurança  (sanção  sem caráter punitivo). 3 ‐ O disposto no  presente  artigo  em  nada  afectará  a  tipificação  de  uma  conduta  como  crime  nos  termos  do  direito  internacional. No art.  Pena  –  prisão simples. Político:  exigência  de  vinculação  do  Executivo  e  do  Judiciário  a  leis  formuladas  de  forma abstrata.  inclusive medidas de segurança) sem prévia cominação legal.1984)  7   Artigo  9º ‐  Princípio  da  legalidade  e  da  retroatividade ‐  Ninguém  pode  ser  condenado  por  ações  ou  omissões  que. de 11.1984)  6   Anterioridade  da  Lei ‐  Art.  1º  do  CP.7.  leia‐se  infração penal. 1º do CP 6  – é Princípio da Legalidade ou da Reserva Legal?)    1ª  CORRENTE:  diz  que  é  princípio  da  reserva  legal.  a  menos  que  a  sua  conduta  constitua.  ou  prover  à  própria  subsistência  mediante  ocupação  ilícita. Emenda Constitucional  etc.  Está  previsto  no  art.  2ª CORRENTE: diz que a Legalidade não se confunde com o Princípio da Reserva Legal.  o Brasil trabalha com o Direito Penal do Fato – art.  ‐ O artigo 1º diz que não há crime sem lei anterior que o defina.  Tampouco  se  pode  impor  pena  mais  grave  que  a  aplicável  no  momento  da  perpetração  do  delito.  5º. O artigo toma  a  expressão  lei  no  seu  sentido  amplo  abrangendo  todas  as  espécies  normativas  do  art. de quinze dias a três meses). de 11. 2 ‐ A previsão de um crime será estabelecida de forma precisa e não será permitido o recurso à  analogia.  no  artigo  9º  da  Convenção  Americana de Direitos Humanos 7  e no artigo 22 do Estatuto de Roma 8 . Não há pena (todos tipos de  penas.  de  acordo  com  o  direito  aplicável.  8   CAPÍTULO  III  ‐  Princípios  gerais  de  direito  penal  ‐  Artigo  22. 59. acusada ou condenada.  XXXIX  da  CF.  2.    ‐ Não há pena sem prévia cominação legal. de quinze dias a três meses).  cessando  em  virtude  dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. Esta é a corrente que prevalece no sentido de etiquetar o artigo 1º do Código Penal. não estão abrangidas pelo Princípio da Legalidade. Pena – prisão simples. 1° Não há CRIME (infração penal) sem lei anterior que o defina.  O  artigo  primeiro  segue  o  Princípio  da  Reserva  Legal pois toma a expressão no sentido estrito.  (Redação  dada pela Lei nº 7.  no  momento  em  que  tiver  lugar. 2º do CP 5 .  1ª  CORRENTE  –  a  palavra  “pena”  tem  sentido  amplo. Democrático:  em  respeito  ao  Princípio  da  Divisão  de  Poderes.  Se  depois  da  perpetração  do  delito  a  lei  dispuser  a  imposição  de  pena  mais  leve.  1º ‐  Não  há  crime  sem  LEI  anterior  que  o  defina. mas e as contravenções penais?  O  Princípio  da  Legalidade  abrange  também  as  contravenções  penais.  60  da  LCP  (mendigar.  o  Parlamento.209.

  Em  caso  de  relevância  e  urgência.  o  Presidente  da  República  poderá  adotar  medidas  provisórias.  entretanto.  7º.  62.  §  6º).  68.  A  redação  desse  artigo  foi  incluída pela Emenda Constitucional 32 de 2001.  que  permitiu  o  parcelamento  dos  débitos  tributários  e  previdenciários  com  efeitos  extintivos  da  punibilidade.  nem  a  legislação  sobre:  II  ‐  nacionalidade. pois não é lei em sentido estrito.  porém  não  anterior  aos  fatos.  Medida  provisória:  conversão em lei após sucessivas reedições.  a  matéria  reservada  à  lei  complementar. processual penal e processual civil. os de competência privativa da Câmara dos  Deputados  ou  do  Senado  Federal.  interpretando  o  art. §1º CF 11 . pois havia diversas Medidas Provisórias postergando a punibilidade do crime.. É necessário efetividade.  proclamou sua admissibilidade em favor do réu.  10   EMENTA:  I.  §  1º  É  vedada  a  edição  de  medidas  provisórias  sobre  matéria:  I  ‐  relativa  a:  [.  não  compreende  a  de  normas  penais  benéficas.    ‐ Lei Delegada pode versar sobre Direito Penal?  Não.  DIREITOS INDIVIDUAIS.  assim.818/PR 10 .  3º  do  CPM  fala  em  lei.  A  justificativa  baseia‐se  no  art.  as  que  abolem  crimes  ou  lhes  restringem  o  alcance.  O  Princípio  da  Anterioridade  não  veda  a  retroatividade  da  Lei  Penal  em  si.  Página | 12   INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL > Princípios  9 .  respeita  a  reserva  legal.  mas  não  reproduzido  a  partir  da  reedição  seguinte  (MPr  1571‐8  /97):  sua  aplicação  aos  fatos  ocorridos  na  vigência  das  edições  que  o  continham.  62. 7º. se diversa.  prevalecendo.  por  força  da  cláusula  de  "convalidação"  inserida  na  lei  de  conversão.  cidadania. 68.  3º  ‐  As  medidas  de  segurança  regem‐se  pela  lei  vigente  ao  tempo  da  sentença.  nem  pena sem prévia cominação legal – é formado da reserva legal e da anterioridade. São dois obstáculos tanto por ser matéria exclusiva do Congresso  e segundo por não ser possível delegação de lei que trate de Direitos Individuais.    ‐ Resolução do TSE pode criar crime?  Não pode cominar pena e nem criar crime.    ‐ Medida Provisória pode criar Direito Penal não incriminador.  Lei  nesse  caso  deve ser tomada no sentido estrito abrangendo lei ordinária e lei complementar.  12  do  Estatuto  do  Desarmamento  (posse  de  arma  sem  registro  em  residência)  criado  em  2003  e  foi  somente  aplicado em 2009.  §1ª  CF  como  mandamento  proibitivo  de  Direito  Penal  incriminador.    O  Princípio  da  Legalidade  garantia  do  cidadão  e  não  admite  a  criação  de  crime  sem  lei  anterior..  porém  ignora  a  anterioridade. em razão do art.                                                                 Art.  nele  integrado  a  anterioridade  veda  a  retroatividade  maléfica  do  Direito  Penal.  art.  O  art. § 7º. III.  §  1º Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva do Congresso Nacional.  62. políticos e eleitorais.  O  Princípio  da  Legalidade.  portanto  quanto  a  essa  última parte NÃO foi RECEPCIONADA.]  b)  direito penal.  discutindo  os  efeitos  benéficos  trazidos  pela  Medida  Provisória  1571/97. Ex.  II. com cláusula de "convalidação" dos efeitos produzidos anteriormente: alcance por esta de  normas não reproduzidas a partir de uma das sucessivas reedições.  devendo  submetê‐las  de  imediato  ao  Congresso  Nacional.  O  Princípio  da  Legalidade  é  formado  pela  reserva  legal  e  anterioridade. MPr 1571‐6/97.  As  leis  delegadas  serão  elaboradas  pelo  Presidente  da  República.  11   Art. pois não é lei em sentido estrito – na verdade é um ato administrativo com força normativa.    ‐ Medida Provisória pode criar crime?  Não.  o STF  demonstrou  que  sua  posição  está  mantida.  O  STF  no  RE  254. a lei vigente ao tempo da execução.  Portanto  não  poderá  reduzir  essa  expressão  a  simplesmente:  “não  há  crime  sem  lei”. art.  com  força  de  lei.  O Princípio da Legalidade é igual a garantia do cidadão.  que  deverá  solicitar  a  delegação  ao  Congresso  Nacional. Medida Provisória que extingue a punibilidade.    ‐ Com a EC 32/01 essa posição do Supremo foi mantida?  Mesmo  com  o  advento  da  EC  32/01.  ‐ Se o Princípio da Legalidade abrange contravenção penal e medida de segurança. poderá abolir crime?  1ª CORRENTE – não existe vedação legal. o artigo 3º do Código Penal  Militar foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988?  Art.  2ª  CORRENTE  –  existe  vedação  constitucional  no  art.  extingam  ou  abrandem  penas  ou  ampliam  os  casos  de  isenção  de  pena  ou  de  extinção  de  punibilidade.  com  eficácia  de  decreto‐ legislativo. A retroatividade benéfica é uma garantia do cidadão.  mas  sim  a  retroatividade  maléfica.  Medida  provisória:  sua  inadmissibilidade  em  matéria  penal  ‐  extraída  pela  doutrina  consensual  ‐  da  interpretação  sistemática  da  Constituição  ‐. reiterado na reedição subseqüente  (MPr  1571‐7.  §1º  da  CF9 .

  depredar.    PODER PUNITIVO  GARANTIAS DO CIDADÃO  Não há crime. Compara poder punitivo com garantias do cidadão.  A  Necessidade  da  lei.  aumentando  diametralmente  as  Garantias  do  Cidadão.  PRATICAR  atentado  pessoal  ou  ATOS  DE  TERRORISMO.  Página | 13   INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL > Princípios  12                                                              .  Lei  complementada  por  uma  norma  diversa  da  lei. Norma Penal em Branco: depende de complemento normativo.  ou  seja. Norma  Penal  em  Branco  PRÓPRIA/EM  SENTIDO  ESTRITO/HETEROGÊNEA:  o  complemento  normativo  não  emana  do  legislador.  20  7.  20  ‐  Devastar.  2 Norma Penal Incompleta: depende de complemento normativo ou valorativo.170/83 12   que  aborda  o  terrorismo  é  uma  expressão  ambígua  e  incerta. Norma  Penal  em  Branco  IMPRÓPRIA/EM  SENTIDO  AMPLO/HOMOGÊNEA:  o  complemento  normativo  emana  do  legislador.  Pena:  reclusão.  saquear.  ii.  é  o  máximo  de  Garantias  para  o  cidadão  para  o  Estado  punitivo.  É  o  Princípio  da  Taxatividade  ou  Determinação. faz  com que  as garantias do cidadão ultrapassem o Poder  Punitivo  do  Estado. sem uma LEI:  1 Anterior  1 Anterior    2 Escrita    2 Escrita      3 Estrita      3 Estrita        4 Certa        4 Certa          5 Necessária          5 Necessária                                                                **Na  medida  que  se  aumentam  os  requisitos  da  lei.    Para  o  exercício  da  garantia  é  necessário  dizer  que  “não  há  crime  sem  lei  certa”.  de  3  a  10  anos.  diminui  o  Poder  Punitivo  do  Estado.  ofendendo  o  Princípio da Taxatividade.  É  máximo  de  bem  estar  para  o  bom  cidadão  e  o  mínimo  de  mal estar para o mal cidadão.  Não  basta  dizer  que  “não  há  crime  sem  lei”.  seqüestrar.  Parágrafo  único ‐  Se  do  fato  resulta  lesão corporal grave.  ainda “não há crime sem lei escrita”.  extorquir.  Tipo  penal  ambíguo. poroso. Ex. aumenta‐se até o triplo. permite arbitrariedade.  por  inconformismo  político  ou  para  obtenção  de  fundos  destinados  à  manutenção  de organizações  políticas  clandestinas  ou  subversivas.  É  possível  a  analogia em benefício do réu.  Lei  complementada  por  outra  lei  e  ambas    Art. sem uma LEI:  Não há crime.  Com  isso  se  veda  a  analogia  incriminadora.  manter  em  cárcere  privado. genérico.  no  final. Norma  Penal  em  Branco  Imprópria  HOMOVITELINA/HOMÓLOGA:  o  complemento  emana  da  mesma  instância  legislativa.  exige‐se  do  tipo  penal  clareza.  O  Princípio  da  Legalidade  é  o  pilar  do  Garantismo  Penal.      LEI PENAL  1 Norma  Penal  Completa:  dispensa  complemento  normativo  (dado  pela  norma)  ou  valorativo  (dado  pelo  juiz).  Deve  ser  de  fácil  compreensão.  Ex.: Lei de Drogas é complementada por uma Portaria do Ministério da Saúde que define o  que é droga.  como  desdobramento  da  Intervenção  Mínima.  Ex.    Outra  garantia  é  que  “não  há  crime  sem  lei  necessária”  é  um  desdobramento  lógico  do  Princípio  da  Intervenção  Mínima.    Ainda:  “não  há  crime  sem  lei  estrita”.: 121 do CP – matar alguém – tipo que dispensa complemento. se resulta morte. a pena aumenta‐se até o dobro.  a.  1.  não  basta  dizer  que  “não  há  crime  sem  lei  anterior”. reste mais Garantias ao Cidadão do que Poder Punitivo para o Estado.  i.  roubar.  É vedado o costume incriminador – é possível o costume interpretativo.    O  art.:  Lei  complementada  por  outra  norma  que  corresponde a outra lei.  provocar  explosão.  incendiar. fazendo com  que.

 no caso da letra b.  pertencem  ao  mesmo  documento  legal.  porém  em  documentos  diversos.    ‐ Norma penal em branco própria (em sentido estrito) é constitucional?  1ª  CORRENTE  –  a  NPB  própria  é  inconstitucional.  de  um  a  quatro anos.  3. Corrente adotada por Rogério Greco.  grupo  nacional.  Lei  que  obedeceu  todos  os  trâmites  procedimentais.  2ª CORRENTE – na NPB própria existe um tipo penal incriminador que traduz os requisitos básicos do  delito  e  um  complemento  normativo.  §1º.. ou multa. (Redação dada pela Lei nº 9.426. 148. § 2º. art.:  art.426.  foi  a  lei  8.  iii.  Há  lei  vigente.:  art.  Ex.  Por isso. 180.  Corrente que prevalece. ou ambas as penas. no caso da letra e. 270.  236  do  CP  induzimento  a  erro  essencial  e  ocultação  de  impedimento  –  os  impedimentos  do  casamento  estão  previstos no Código Civil.072/90  no  seu  art.  A  norma  penal  é  compreendida  por  um  preceito  primário  e  um  preceito  secundário..:  2889/56 – Genocídio. Com as penas do art. conduzir ou ocultar.426. de 1996) [.    ***Teoria  da  Atividade:  considera‐se  praticado  no  momento  da  conduta.  porém  inválida  por  impedir  a  progressão de regime.  deve  presumir‐se  obtida  por  meio  criminoso:  (Redação  dada  pela  Lei  nº  9.  Art.  étnico.  c)  submeter  intencionalmente  o  grupo  a  condições  de  existência  capazes  de  ocasionar‐lhe  a  destruição  física  total  ou  parcial. do Código Penal. 1º 13 . art.  limitando‐se  esta  a  explicitar  um  dos  requisitos  típicos  dado  pelo  legislador.5 Eficácia da Lei Penal no Tempo  Com isso se estuda o tempo do crime – quando um crime se considera praticado.  a  ser  dado  pelo  juiz. Teoria adotada pelo Código Penal. § 2º.   14  Art.  fica  a  critério  do  juiz  valorar  o  caso  concreto. 125.  de  boa‐fé.  Ex.  O  legislador  não  pode  deixar  a  descrição  típica  essencial  por  conta  de  autoridade  administrativa.  §3º do CP.  d)  adotar  medidas  destinadas  a  impedir  os  nascimentos no seio do grupo. Norma  Penal  em  Branco  ao  Revés:  nesse  caso  o  complemento  normativo  diz  respeito  à  sanção.  Ex. Com as penas do art.  com  a  intenção  de  destruir.  Esta  modalidade  ofende  o  Princípio  da  Reserva  Legal visto que o seu conteúdo poderá ser modificado sem que haja uma discussão amadurecida da sociedade  a  seu  respeito. de 1996) Receptação qualificada(Redação dada pela Lei nº 9. 121.]  §  3º ‐  Adquirir  ou  receber  coisa  que. Com as penas do art.  de  1996)  Pena ‐  detenção.  Legalidade  Material:  respeito  aos  direitos  e  garantias  individuais.  É  uma  lei  que  complementa  outra  lei. em proveito próprio ou alheio.  121. §3º do CP 14 .  b. receber.  no  todo  ou  em  parte.  a  adquira. e multa.  antes  da  Lei  11.  receba  ou  oculte:  (Redação  dada  pela  Lei  nº  9.  Ex. Com as penas do art.426.  1º  Quem.                                                                 Art.  ainda  que  outro  o  momento do resultado.  por  sua  natureza  ou  pela  desproporção  entre  o  valor  e  o  preço.  como  acontece  com  os  projetos  de  lei  em  apreciação  no  Congresso. Será punido: Com as penas do  art.  como  tal:  a)  matar  membros  do grupo. transportar.  312  do  CP  –  trata  do  crime  de  peculato  e  traz  a  expressão  funcionário  público  conceito  que  está  no  próprio  Código Penal.426. 129.  mas  foi  declarada  invalida  pelo  STF.466/04.  de  um  mês  a  um  ano.  ou  pela  condição  de  quem  a  oferece. Tipo  Aberto:  depende  de  complemento  valorativo. coisa que sabe ser produto de crime.    Diferença entre Legalidade Formal e Legalidade Material    Legalidade  Formal:  obediência  aos  trâmites  procedimentais.  2º.  foi  declarada  vigente. contrário ao que se dizia anteriormente. ou  influir  para  que  terceiro. a lei vigente é válida.  com  isso  pode‐se  falar  em  lei  válida.  2. Crime culposo que o legislador define a forma de culpa.  racial  ou  religioso. Norma  Penal  em  Branco  Imprópria  HETEROVITELINA/HETERÓLOGA:  o  complemento  emana  de  instância  legislativa  diversa.  b)  causar  lesão  grave à  integridade  física  ou  mental  de  membros  do  grupo. 180 ‐ Adquirir.  O  preceito  secundário  é  que  precisa  de  complemento  que  só  pode  ser  lei. no caso  da letra c. e) efetuar a transferência forçada de crianças do grupo para outro grupo. de 1996)  Página | 14   INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL > Eficácia da Lei Penal no Tempo  13 .  A  discussão  é  feita  nos  Gabinetes dos Ministérios por exemplo. no caso da letra a. no caso da letra d.  de  1996)  Pena ‐  reclusão.:  crimes  culposos  –  o  tipo  não  enuncia  as  formas  de  negligência.  o  que  não  significa  lei  válida. (Redação dada pela Lei nº 9.

  na  parte  em  que  comina  pena  menos  rigorosa.  aplica‐se  ao  fato  não  definitivamente  julgado  e.    Art.  Também não respeita coisa julgada.  Condições pessoais da vítima: (ex. mas no resultado  maior de 60 anos.  A lei penal no tempo  Art. 2º CP.: homicídio contra pessoa maior de 60 anos sofre um aumento de pena –  art. Adotada pelo CP.  5º.  XXXVI ‐ a lei não prejudicará o direito adquirido.  2ª CORRENTE: causa de exclusão da tipicidade.  porém  no  momento  do  resultado  maior. menor. 107.    ‐ Depois do trânsito em julgado. 121.  ainda  ao  fato  julgado  por  sentença condenatória irrecorrível. §4º.  Parágrafo  único.  mas  os  efeitos  extrapenais  permanecem. 1° Não há crime sem lei anterior que o defina.  Art. Sendo o momento da conduta a vítima era menor de 60 anos.  pois  o  mandamento  constitucional  tutela  garantia  individual  do  cidadão  e  não  o  direito  de  punir  do  Estado.  ainda  ao  fato  julgado  por  sentença condenatória irrecorrível.  cessando  em  virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. Com isso o homicida não responderá pelo aumento. quem aplica a lei mais benigna?    Resposta para Provas Objetivas: Súmula 611 do STF. 5º. 2º CP.  Teoria da Ubiquidade/Mista: considera‐se praticado no momento da conduta ou do resultado. § único ‐ Lex Mitior  (Lei Posterior que de qualquer modo favorece o agente)  Parágrafo  único. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. Não há pena sem prévia cominação legal.    Lei abolicionista não respeita a coisa julgada. ou seja.  aplica‐se  ao  fato  não  definitivamente  julgado  e. 1º CP.  A  abolitio  criminis  extingue  os  efeitos  penais  de  eventual  condenação.  Página | 15   INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL > Eficácia da Lei Penal no Tempo  . 1ª e 2º do CP.  cessando  em  virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória.  2º  Ninguém  pode  ser  punido  por  fato  que  lei  posterior  deixa  de  considerar  crime.:  continua  sendo  titulo  executivo  extrapenal.  Não retroage art. 1º CP. art.  ex.    O  art. 2ª parte CP).  Sucessão de Leis Penais no Tempo: deve‐se observar o art.    Art.  Teoria do Resultado: considera‐se praticado no momento da consumação. mas o art.  que  de  outro  modo  favorece  o  agente.  2ª  do  CP  não  ofende  o  art. III do CP.  1 2 3 TEMPO DA REALIZAÇÃO DO FATO  1º Atípico  2º Típico  3º Típico  4º Típico      LEI POSTERIOR  Típico  Atípico  Típico – com pena mais grave  Típico – com pena menos grave            Não retroage art.  que  de  outro  modo  favorece  o  agente.  na  parte  em  que  comina  pena  menos  rigorosa.  2º  Ninguém  pode  ser  punido  por  fato  que  lei  posterior  deixa  de  considerar  crime. 2º.  A  lei  posterior.  Retroage art.    Interesse prático no tempo do crime    Imputabilidade  do  agente:  no  momento  da  conduta  menor.  Prevalecerá como infrator. XXXVI da CF diz que não poderá ofender a  coisa julgada.  Artigo 2º ‐ Abolitio Criminis  (Supressão da figura criminosa)  Natureza Jurídica:  1ª CORRENTE: causa extintiva da punibilidade.  XXXVI  da  CF.  Retroage art.  A  lei  posterior.

  mas  agora  com  a  roupagem  de  estupro  –  aplicação  do  Princípio  da  Continuidade  Normativo.    ‐ Lei mais benéfica pode retroagir quando ainda na vacatio?  1ª CORRENTE: a “vacatio” tem como finalidade a necessidade de informar e dar conhecimento da lei  promulgada.  Fonte de Publicação DJ de 9/10/2003.015/09 o atentado violento ao pudor constava no art. SE A SUA VIGÊNCIA É ANTERIOR À CESSAÇÃO DA CONTINUIDADE OU DA PERMANÊNCIA. 220  Abolitio criminis    Supressão de conteúdo típico    Lei 11.  Fonte de Publicação: DJ de 29/10/1984  Resposta  para  Provas  Escritas:  se  de  aplicação  meramente  matemática  é  o  juiz  da  execução  (Súmula  611 do STF). revisão criminal.  2ª CORRENTE – se o juiz pode aplicar o  “todo” de uma ou de outra lei para favorecer o agente.  O  Princípio  da  Continuidade  Normativo‐típica  há  uma  alteração  formal  ou  migração  do  conteúdo  para outro tipo ou outra lei. 214 e depois migrou para o art. §1º. a questão não está consolidada no Supremo.106/05  2º Rapto Violento    Antes  Depois    Art. se conduzir a juízo de valor.  o  juiz  eleva‐se  a  legislador.  único. V do CP    Princípio da continuidade normativo ‐ típica    Abolitio criminis  ‐ Supressão formal  ‐ Supressão de conteúdo  A intenção do legislador é não mais considerar o fato como criminoso.  por  ficção  jurídica.    RAPTO:    Lei 11.  Não  foi  abolido. Aquele que já se inteirou da lei nova pode valer‐se dos seus preceitos mais brandos.    Sucessão de leis penais no tempo versus crime continuado    Ex. 219 do CP  Art.  Antes da lei 12.106/05    1º Rapto Consensual    Antes  Depois    Art.  213.  O STF tem decisões nos dois sentidos.  Página | 16   INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL > Eficácia da Lei Penal no Tempo  .  Súmula 611  TRANSITADA  EM  JULGADO  A  SENTENÇA  CONDENATÓRIA. ainda que mais grave ‐ súmula 711 do STF.  ‐ É possível a combinação de leis para favorecer o agente?  Lei “A”  Pena: 1 a 4 anos    1ª  CORRENTE  –  não  se  admite  combinação  de  leis.  O  crime  se  considera.  pois. pode  também escolher parte de uma ou de outra para o mesmo fim (doutrina moderna).  2ª CORRENTE: a lei na “vacatio” não tem eficácia jurídica ou social. Durante os crimes há alteração da pena de 2 a 5 anos para  4 a 10 anos. 148.  Súmula  711  do  STF  ‐  A  LEI  PENAL  MAIS  GRAVE  APLICA‐SE  AO  CRIME  CONTINUADO  OU  AO  CRIME  PERMANENTE.  COMPETE  AO  JUÍZO  DAS  EXECUÇÕES  A  APLICAÇÃO DE LEI MAIS BENIGNA.: cinco furtos em continuidade delitiva.  Adotada por Nelson Hungria. A intenção do legislador é manter o caráter criminoso do fato. Permanece a plena aplicabilidade  da lei antiga (Prevalece).  praticado  no  1º  e  no  último  momento.  assim  agindo.  ir‐se‐á  aplicar  a última lei.

    d.    c.  Até hoje a questão NÃO está pacificada.    Questão de concurso exigiu a distinção entre os três primeiros princípios.  LVII  da  CF 16 .  mas  proibindo  a  prisão  sem  culpa.  24  da  Convenção  Americana  de  Direitos Humanos 15 .  só  podendo  ser  responsabilizado  se  o  fato  foi  querido. Princípio  da  Ofensividade:  para  que  ocorra  o  delito  é  imprescindível  a  efetiva  lesão  ou  perigo  de  lesão ao bem jurídico tutelado.  quando  dele  exigível  conduta diversa. Princípios relacionados com o agente do fato  a.  só  pode  o  Estado  punir  agente  imputável. o Princípio da Presunção de não culpa. Esse Princípio é chamado também de Princípio da Lesividade.  e.    Crimes de perigo:  Abstrato: o perigo é absolutamente presumido por lei. Princípio  da  Responsabilidade  Subjetiva:  não  basta  que  o  fato  seja  materialmente  causado  pelo  agente.  Página | 17   INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL > Eficácia da Lei Penal no Tempo  15 .    3. Princípio  da  Culpabilidade:  trata‐se  de  postulado  limitador  do  direito  de  punir.  5º.  têm  direito.  b.  portanto  presunção  de  não                                                                 Artigo  24º ‐  Igualdade  perante  a  lei ‐  Todas  as  pessoas  são  iguais  perante  a  lei.  punia  o  porte  de  arma  reconheceu  atípica  a  Ex.  Não  existe  responsabilidade  penal  coletiva.  e  de  2009  em diante.  daí  até  2009.  ou  seja.  não  está  presumindo  a  inocência.  Concreto: o perigo deve ser comprovado.  aceito  ou  previsível. na verdade.  Assim. Princípio  da  Presunção  de  Inocência  (ou  da  não  culpa):  art.288/10)?  Essas  duas  leis  têm  status  de  Ação  Afirmativa.  Constitucionalidade (ou não) do Crime de Perigo Abstrato no STF.    Parcela  da  doutrina  questiona  a  constitucionalidade  do  crime  de  perigo  abstrato  exatamente  por  afrontar o Princípio da Ofensividade ou Lesividade.  Exceções  do  sistema  brasileiro  pelas  quais  cabe  responsabilidade  objetiva  são:  embriaguês  não  acidental  completa*** e rixa qualificada pela lesão qualificada ou morte***.  Só  tem  sentido  castigar  fatos  desejados  ou  previsíveis  –  veda‐se  a  responsabilidade  objetiva.  com  potencial  consciência  da  ilicitude.  sem  discriminação.  Se  há  a  presunção  de  inocência  não  poderia  haver  prisões  provisórias.  16  LVII ‐ ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.  2005 2009 O  STF  De  2005  até  2009  o  STF  excepcionalmente  Até  2005  o  STF  admitia  o  deixou  de  admitir  o  delito  admite  delito  de  cirme de  perigo abstrato e  de  Perigo  Abstrato  e      perigo  abstrato.  a  igual proteção da lei. Princípio  da  Responsabilidade  Pessoal:  proíbe‐se  o  castigo  penal  pelo  fato  de  outrem.  conduta  de  porte  de  arma  drogas  que  é  desmuniciada. mais coerente com  o  Sistema  de  Prisões  Provisórias.  Por  isso  que  o  Ministério  Público  deve  particularizar  o  comportamento  dos  agentes  nos  crimes  para  que  o  juiz  possa  aplicar  suas  responsabilidades  individualmente – com base nisso não é admitida denúncia genérica ou coletiva.  pois  só  é possível  tornar  a  mulher  igual  ao  homem  –  faticamente ‐  protegendo  mais  a  mulher.  Começou  com  o  porte  de  arma  desmuniciada  e  deve  ser  analisada  até  2005. pois faticamente. em ambos casos. por que há a Lei Maria da Penha? Por que há  o  Estatuto  Racial  (Lei  12.  protegendo  o  negro  mais do que o branco.  admitido. Princípio  da  Isonomia:  tratar  igualmente  os  iguais  e  desigualmente  os  desiguais  na  medida  da  sua  desigualdade.:  tráfico  de  desmuniciada.  isonomia  material  ou  substancial  –  art. não são iguais.  Por  conseguinte. Se todos são iguais perante a lei.  pois  se  presumido  inocente  não  poderia  ser  recluso.  c.  Parcela  da  doutrina  leciona  que  o  inciso  constitucional acima prevê.

  d) direito  do  acusado  de defender‐se  pessoalmente  ou  de  ser  assistido  por  um  defensor  de  sua  escolha  e  de  comunicar‐se. pelo legislador. Na aplicação da pena.  desumanos  ou  degradantes. deve ajustar‐se de acordo  com  a  relevância  do  bem  jurídico  tutelado. prevenção e ressocialização).  psíquica  e  moral.  toda  pessoa  tem  direito. Desdobramentos do Princípio da Presunção de Inocência:  i.  se  não  compreender  ou  não  falar  o  idioma  do  juízo  ou  tribunal.  Lei  12.  g)  direito  de  não  ser  obrigado a depor contra si mesma. ou seja.  iii.  8º. Significado Processual: ninguém pode ser processado duas vezes pelo mesmo crime. O confisco  previsto  no  art.  para  cumprir  adequadamente a sua função (retribuição. Na criação do tipo. qual seja. 2ª CORRENTE: o Princípio da Personalidade é absoluto.  sem  desconsiderar  as  condições  pessoais  do  agente.  ii. se o acusado não se defender ele próprio nem  nomear  defensor  dentro  do  prazo  estabelecido  pela  lei. desumana ou degradante. Significado  Execucional:  ninguém  pode  ser  executado  duas  vezes  por  condenações  relacionadas ao mesmo fato.  Nenhuma  pena  passará da pessoa do condenado.  às  seguintes  garantias  mínimas:  a)  direito  do  acusado  de  ser  assistido  gratuitamente  por  tradutor  ou  intérprete.  c)  concessão  ao  acusado  do  tempo  e  dos meios  adequados  para  a  preparação  de  sua defesa. nos termos da lei. Na execução da pena. 1ª  CORRENTE:  o  Princípio  da  personalidade  é  relativo  admitindo  uma  exceção  previsto  na  própria CF. segundo a legislação interna. não admitindo exceção.  Parcela  da  doutrina  entende que esse método é uma forma desrespeito à dignidade da pessoa humana.  mas  efeito  da  condenação  (obrigação)    CORRENTE MAJORITÁRIA (LFG e Mirabete).  Página | 18   INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL > Eficácia da Lei Penal no Tempo  17 .  livremente  e  em  particular.  com  seu  defensor. e h) direito de recorrer da sentença a juiz ou tribunal superior.  e)  direito  irrenunciável  de  ser  assistido  por  um  defensor proporcionado pelo Estado.  de  outras  pessoas  que  possam  lançar  luz  sobre  os  fatos.  em  plena  igualdade. até o limite do valor do patrimônio transferido.  XLV  da  CF 19 .  e. Princípios relacionados com a pena  a.  ii. Ônus da prova fica com a acusação  iii. Significados desse princípio:  i.  como  testemunhas  ou  peritos.  Ninguém  deve  ser  submetido  a  torturas  nem  a  penas  ou  tratamentos  cruéis.  A  Convenção  Americana  de  Direitos  Humanos  sim  traz  a  presunção  de  inocência  no  seu  art.  Deve ser observado em três momentos:  i.    4. ou seja.:  A  Súmula  Vinculante  que  proíbe  o  uso  de  algemas  é  um  reflexo  do  Princípio  da  Inocência  e  não  do  da  Não culpabilidade.  5º.  ii.258/10  criou  o  monitoramento  eletrônico  –  tornozeleira  eletrônica.  Toda  pessoa  privada da liberdade deve ser tratada com respeito devido à dignidade inerente ao ser humano. Toda pessoa acusada de delito tem direito a que se presuma sua inocência enquanto não se  comprove  legalmente  sua  culpa.  §§  1º  e  2º  da  Convenção  Americana  dos  Direitos Humanos 18 .  Toda  pessoa  tem  direito  de  que  se  respeite  sua  integridade  física.                                                                  Artigo 8º ‐ GARANTIAS JUDICIAIS [.  podendo  a  obrigação  de  reparar  o  dano  e  a  decretação  do  perdimento  de  bens ser.] 2.  Durante  o  processo.  5º. Princípio  da  Pessoalidade/personalidade/intranscendência:  art.  c.  ii. Princípio  da  Vedação  do  “Bis  in  idem”:  o  mesmo  fato  não  pode  ser  considerado  duas  vezes  em  prejuízo do mesmo agente.  b)  comunicação  prévia e  pormenorizada  ao  acusado  da  acusação  formulada. Trata‐se de um princípio absoluto ou relativo?  i.  XLV  da  CF  não  é  pena. Princípio  da  proibição  da  Pena  Indigna:  a  ninguém  pode  ser  imposta  uma  pena  ofensiva  à  dignidade humana  b. Condenação pressupõe prova: não bastam meros indícios..  2 17  ‐  das  letras  “a”  até  a  letra  “h” traz os consectários do Princípio. pelo juiz na execução.  2. Princípio  da  Proporcionalidade  da  Pena:  do  princípio  se  extrai  que  a  pena. estendidas aos sucessores e contra eles executadas.  5º. nem a declarar‐se culpada.  Esses  dois  Princípios  estão  muito  bem  resumidos  no  art. remunerado ou não. Prisão  provisória  somente  quando  imprescindível:  no  Brasil  prisão  provisória  somente  quando imprescindível. Princípio da humanidade das penas: nenhuma pena pode ser cruel. Significado  Material:  ninguém  pode  ser  condenado  pela  segunda  vez  em  razão  do  mesmo  fato.  19   XLV ‐  nenhuma  pena  passará  da  pessoa  do  condenado. ou seja.  d.. a pena de confisco (Flávio Monteiro de Barros – minoria).  Obs.  f)  direito  da  defesa  de  inquirir  as  testemunhas  presentes  no  tribunal  e  de  obter  o  comparecimento. pelo juiz na sentença.  18   Artigo  5º  ‐  DIREITO  À  INTEGRIDADE  PESSOAL  ‐  1.  iii.  culpabilidade  seria  mais  lógico  para  admissão  das  prisões  provisórias.

  2  ‐  Nenhuma  pessoa  poderá  ser  julgada  por  outro  tribunal  por  um  crime  mencionado  no  artigo  5. ou  b)  Não  tenha  sido  conduzido  de  forma  independente  ou  imparcial.  em  conformidade  com  as  garantias  de  um  processo  equitativo  reconhecidas  pelo  direito  internacional.  O  juiz.  1ª  CORRENTE:  fere  o  Princípio  do  “Ne  bis  in  idem”.  Corrente  prevalecente.  ou  tenha  sido  conduzido  de  uma  maneira que. 7.  poderá.  nenhuma  pessoa  poderá  ser  julgada  pelo  Tribunal por actos constitutivos de crimes pelos quais este já a tenha condenado ou absolvido.º.º ‐ Ne bis in idem  1  ‐  Salvo  disposição  em  contrário  do  presente  Estatuto. se revele incompatível com a intenção de submeter a pessoa à acção da  justiça  A  reincidência  afronta  o  Princípio  da  vedação  do  “Bis  in  Iden”?  Uma  pessoa  que  foi  condenada  no  passado  por  um  furto  cometido.  3  ‐  O  Tribunal  não  poderá  julgar  uma  pessoa  que  já  tenha  sido  julgada  por  outro  tribunal  por  actos  também punidos pelos artigos 6. Defendido por Paulo Queiroz.  Artigo 20.      Página | 19   INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL > Eficácia da Lei Penal no Tempo  .  ter  sua  pena  agravada  em  razão  de  um  novo  delito  por  reincidência.  RESUMO:  para  cada  fato.  só  há  de  ser  aplicada  uma  norma  penal  que  excluirá  as  demais  e  só  autorizará a punição do autor em um único delito.  ao  considerar  a  reincidência.  pois  visa  somente  reconhecer  maior  reprovabilidade  na  conduta  daquele  que  é  contumaz  violador  da  lei  penal  (Princípio  da  Individualização  da  Pena). no caso concreto.  está  aplicando pela segunda vez o mesmo fato em prejuízo do agente (o mesmo fato serve para condenar e agravar  a pena do novo crime). 20 do Estatuto de Roma.  2ª  CORRENTE:  o  fato  de  um  reincidente  ser  punido  mais  severamente  do  que  um  primário  não  viola  a  vedação  do  “bis  in  idem”.º.º ou 8.  é  um  Princípio  Constitucional implícito. Porém está previsto no art.º.  no  presente. a menos que o processo nesse outro tribunal:  a)  Tenha  tido  por  objectivo  subtrair  o  arguido  à  sua  responsabilidade  criminal  por  crimes  da  competência do Tribunal.  relativamente ao qual já tenha sido condenada ou absolvida pelo Tribunal.    O  Princípio  da  vedação  do  Bis  in  idem  está  previsto  na  CF?  Não  há  previsão  expressa  na  CF.  seguida  pelo  STJ.

6 Lei Excepcional ou Temporária  Lei excepcional ou temporária (Incluído pela Lei nº 7.7. Perdura por todo o tempo excepcional.  por  não  admitir  a  revogação  das  normas  em  consequência  da  revogação  de  seus  complementos.  tendo  em  vista  o  mandamento  constitucional  da  retroatividade  mais  favorável.     A aula desse  dia foi continuidade  no Princípio  da Legalidade  (pag.  2ª CORRENTE – a lei nova não revoga a anterior porque não trata da mesma matéria.209.     O  sumário  da  aula  de  hoje  se  resume  basicamente  no  art.  efeitos  irretroativos.  2ª  CORRENTE  –  a  alteração  da  norma  complementadora  terá.  3º ‐  A  lei  excepcional  ou  temporária.  Página | 20   INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL > Lei Excepcional ou Temporária  .7 Sucessão de Complemento de Normas Penais em Branco  1ª  CORRENTE  –  o  complemento  da  norma  penal  em  branco  deve  sempre  retroagir.  Sexta ‐ feira.  (Redação  dada  pela Lei nº 7.  Lei “B”  |‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  até o fim da epidemia  1/1/10  A  lei  temporária  (em  sentido  amplo  ou  estrito)  é  utrativa. 3º do CP como inconstitucional.  alteração  do  complemento  de  norma  penal  em  branco. calamidades.   17   de   agosto   de   2010. Zaffaroni julga o art.  Seguida por Paulo José da Costa Jr.1984)  Art.209.  embora  decorrido  o  período  de  sua  duração  ou  cessadas  as  circunstâncias  que  a  determinaram.  Lei “A”  |‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐|  1/1/10    1/6/10    O fato será punido mesmo após cessado período de vigência.  recortei  e  colei  obedecendo  a  sequência  da  matéria e não cronológica. de 11. do mesmo fato  típico  (é  a  anterior  que  deixa  de  ter  vigência  em  razão  da  sua  excepcionalidade). 3º do CP (corrente que prevalece). alteração de entendimento jurisprudencial.  3.  8)  que  fora  abordado  superficialmente  na  aula  do  dia  04  de  agosto.  tais como.  pois  se  assim  não  fosse  se  sancionaria  o  absurdo de reduzir as disposições dessa lei a uma espécie de ineficácia preventiva em relação aos fatos por ela  validamente vetados. guerra.  sempre.  ‐ A lei temporária foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988?  1ª  CORRENTE  –  percebendo  que  a  CF/88  não  traz  qualquer  exceção  à  proibição  da  utratividade  maléfica.  Por  isso  é  que  não  há  nenhuma inconstitucionalidade do art.  desde  que  mais  benéfica  para  o  agente.   13   de   agosto   de   2010.    • Lei  Excepcional  (temporária  em  sentido  amplo):  é  a  que  atende  a  transitórias  necessidades  estatais.  para  não  haver  uma  quebra  no  conteúdo. epidemias etc.      Terça ‐ feira. Defendida por Frederico Marques.  portanto. de 1984)  • Lei  Temporária  (temporária  em  sentido  estrito):  é  aquela  que  tem  prefixado  no  seu  texto  o  tempo  de  sua vigência. A Lei temporária é ultrativa.  3.  aplica‐se  ao  fato  praticado  durante  sua  vigência.  A  alteração  do  complemento não revoga os crimes anteriores.  3º  do  CP.

  Precedentes.  Página | 21   INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL > Alteração da Jurisprudência  20 .:  Lei  1.  O  STJ  no  REsp  759.  Obs.  A  INTIMIDAÇÃO  FEITA  COM  ARMA  DE  BRINQUEDO  AUTORIZA O AUMENTO DA PENA. NÃO CABIMENTO.: no caso não existe estado excepcional.(*)  (*)  Julgando  o  RESP  213.8 Alteração da Jurisprudência  Súmula  174  do  STJ ‐  Ementa:  NO  CRIME  DE  ROUBO.: Portaria que atende situação de emergência.  Não  retroage.  Norma Penal em Branco Homogênea – se o complemento for alterado por outra lei e esta lei for mais  benéfica.  RECURSO  ESPECIAL.  na  sessão  de  24/10/2001. Para a caracterização da continuidade delitiva é  imprescindível o preenchimento dos requisitos objetivos (mesmas condições de tempo.  2ª situação:  Lei  complementada  por  uma  Portaria  a  qual  é  alterada  por  outra  Portaria.  Não  cabe  revisão  criminal  com  amparo  em  questão  jurisprudencial  controvertida  nos  tribunais. espaço e modus operandi) e subjetivo (unidade  de  desígnios). 236 do CP20 .9.  Não  será  beneficiado.  3.  Se  a  portaria  não  estiver  atendendo a um estado excepcional retroagirá – abolitio criminis.  3ª  CORRENTE  –  só  tem  importância  a  variação  da  norma  complementar  na  aplicação  retroativa  da  norma  penal  em  branco  quando  esta  provoca  uma  real  modificação  da  figura  abstrata  do  Direito  Penal.054‐SP. Adotada por Mirabete. Essa quarta corrente tem guarida no Supremo.521/51  –  crime  de  desobedecer  tabela  de  preços.    Sabendo  que  um  fato  punível  pode. o estudo da lei penal no espaço busca descobrir qual é o âmbito territorial de aplicação  da lei penal brasileira.  induzindo  em  erro  essencial  o  outro  contraente.  1ª situação:  Lei  complementada  por  uma  Portaria  que  é  alterada  ficando  mais  benéfica. RECURSO PROVIDO. 174.: art.  Não  importa  onde  o  crime foi praticado ou contra quem foi praticado.  REVISÃO  CRIMINAL. ela retroage nos termos do art.  atingir  os  interesses  de  dois  ou  mais  Estados  igualmente soberanos.1 Princípios  Princípio  da  Nacionalidade  Ativa:  aplica‐se  a  lei  da  nacionalidade  do  agente. nos termos do voto do Relator.  TEORIA  MISTA.  pois  em  nenhum  momento  se  buscou  excluir  o  crime.  236  ‐  Contrair  casamento.  Recurso  conhecido e provido. Ex.  Já  na  hipótese  de  norma  penal  em  branco  heterogênea  a  retroatividade  é  possível  desde  que  não  possua caráter excepcional ou temporário.  apenas atualizar o valor das mercadorias.  QUESTÃO JURISPRUDENCIAL CONTROVERTIDA.  Ex.  3. 3.  **4ª  CORRENTE  –  a  alteração  de  um  complemento  de  norma  penal  em  branco  homogênea  (Lei  complementando lei) sempre terá efeitos retroativos. anule o casamento.                                                                   Induzimento  a  erro  essencial  e  ocultação  de  impedimento  ‐  Art. Adotada por Pierangeli. por motivo de erro ou impedimento.  mesmo  que  com  a  nova  portaria  os  preços  se  equivaleram.  de  seis  meses  a  dois  anos.  ou  ocultando‐lhe  impedimento  que  não  seja  casamento  anterior:  Pena ‐  detenção.  Obs. bem como de que forma o Brasil se relaciona com outros países em matéria penal.9 Eficácia da Lei Penal no Espaço  ** freqüente em provas do MPU e Delegado Federal.  Se  vender  a  preço  superior  à  tabela  e  posteriormente  sobreveio  outra  portaria  que  atualizou  os  valores  da  inflação. 3º do CP.  a  Terceira  Seção  deliberou  pelo  CANCELAMENTO da súmula n.  I.  eventualmente. se mais benéfico.  e  não  quando importe a mera modificação periférica.  21   PENAL.  CONTINUIDADE  DELITIVA. 2º do CP.256/SP 21   decidiu  não  ser  cabível  revisão  criminal  com  amparo  em  questão  jurisprudencial controvertida nos Tribunais.  Parágrafo  único  ‐  A  ação  penal  depende  de  queixa  do  contraente  enganado  e  não  pode  ser  intentada  senão  depois  de  transitar  em  julgado  a  sentença que. Se sobrevier uma alteração que exclua  o impedimento o agente será beneficiado.  ELEMENTOS  OBJETIVOS  E  SUBJETIVOS.  é  irretroativa – art.

 quando no estrangeiro e aí não sejam julgadas. Princípio  da  Territorialidade:  aplica‐se  a  lei  do  local  do  crime.    VII.    §  1º ‐  Para  os  efeitos  penais.  (Redação  dada  pela  Lei  nº  7. Território  Nacional:  é  um  limite  regra  da  lei  penal  brasileira.      Territorialidade  ‐  Art.  É  um  espaço  físico  mais  o  espaço  jurídico  (espaço por ficção.  quer  se  encontre em território nacional ou estrangeiro.  5º  ‐  Aplica‐se  a  lei  brasileira.    VI.  b) Se  privado. o que importa é o local onde foi cometido.  ao  crime  cometido  no  território  nacional.    O  Brasil.  como  regra  adotou  o  Princípio  da  Territorialidade  Mitigada  ou  Temperada  pela  Intraterritorialidade – art.    III. Pois são aceitos os tratados.209.209.    Página | 22   INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL > Eficácia da Lei Penal no Espaço  .  SEM  PREJUÍZO  de  convenções.  e  estas  em  porto  ou  mar  territorial  do  Brasil.  Aplico  a  lei  penal  brasileira  somente  quando brasileiro atingir brasileiro.  II.    Fato  Fato  Lei  Lei Fato  Lei Territorialidade                  Extraterritorialidade        Intraterritorialidade  Uma  exceção  a  Territorialidade  onde  regras  de  direito  internacional  impedem  a  punição  é  para  os  casos de diplomatas.  consideram‐se  como  EXTENSÃO  DO  TERRITÓRIO  NACIONAL  as  embarcações  e  aeronaves  brasileiras. equiparação ou extensão) – art.  c) Quanto  aos  estrangeiros  (navio  e  aeronave)  em  território  brasileiro. de 1984)    §  2º ‐  É  também  aplicável  a  lei  brasileira  aos  crimes  praticados  a  bordo  de  aeronaves  ou  embarcações  estrangeiras  de  propriedade  privada.  respectivamente. (Redação dada  pela Lei nº 7.(Redação dada pela Lei nº 7.  bem  como  as  aeronaves  e  as  embarcações  brasileiras. Princípio da Defesa (Real): aplica‐se a lei da nacionalidade da vítima ou do bem jurídico.  tratados  e  regras  de  direito  internacional.  de  1984)  –  adotamos  a  territorialidade temperada pela intraterritorialidade.    V. Princípio da Justiça Universal: o agente fica sujeito à lei do país onde for encontrado.209.  é  considerado  extensão  do  nosso  território  quando  em  alto‐mar  ou  espaço  aéreo  correspondente.    IV.  de  natureza  pública  ou  a  serviço  do  governo  brasileiro  onde  quer  que  se  encontrem. convenções e regras de direito internacional. tampouco de quem sofreu. de 1984)    a) Quando  o  navio  ou  aeronave  brasileiro  for  público  ou  estiver  a  serviço  do  governo  brasileiro.  achando‐se  aquelas  em  pouso  no  território  nacional  ou  em  vôo  no  espaço  aéreo  correspondente.  aplica‐se  a  lei  da  nacionalidade  do  agente  quando  praticar  o  crime  em  face  de  um  concidadão.  Embaixada  apesar  de  inviolável  NÃO  É  EXTENSÃO  do  território que representa. é considerado parte do nosso território.  Aqui  são  os  crimes  que  os  países  se  obrigam a reprimir por Tratados Internacionais. §§ 1º e 2º do CP. Princípio  da  Representação:  a  lei  penal  Nacional  aplica‐se  aos  crimes  praticados  em  aeronaves  e  embarcações privadas.  que  se  achem.  mercantes  ou  de  propriedade  privada. Não importa sua  nacionalidade  ou  da  vítima.  não  são  considerados  parte  de  nosso  território.  tampouco  onde  o  crime  foi  praticado.  Não  importa  a  nacionalidade  de  quem  matou. Princípio  da  Nacionalidade  Passiva:  é  um  complemento  da  ativa.  desde  que  públicos. 5º do CP. 5º.  no  espaço aéreo correspondente ou em alto‐mar.

  O  navio  fica  parado  exatamente  onde  o  Brasil  não  tem  mais  soberania. a lei nacional do agente.  Quando entrou no mar‐territorial brasileiro houve um homicídio.  realizam  o  abortamento  e  voltam. Os destroços do navio continuam ostentando a sua bandeira.  LFG  entende  aplicável para aeronave.  Sobre  essa  jangada  um  americano  mata  um  argentino.  norte‐americana  ou  argentina?  O  Código  Penal  não  resolve  o  problema  –  na  dúvida  deve‐se  aplicar  o  Princípio  da  Nacionalidade  Ativa.  Casos práticos:  1.  3. hipótese em que um navio passa pelo território nacional apenas como  passagem  necessária  para  chegar  ao  seu  destino  (no  nosso  território  não  atracará). Na costa brasileira atraca  navio colombiano público. 3º.  tendo‐se  seguido  alguns  procedimentos.  Obs. Se estava a serviço se aplica a lei colombiana. art.  pois  na  Holanda.  2.10.617/93.  ou seja. 6º do CP22 . Se não estava a serviço se aplica a lei brasileira. Alto‐mar. de 1984) Art.    Obs.  de  1984)  Página | 23   INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL > Lugar do Crime  22                                                              .  b.:  se  no  território  brasileiro  ocorrer  apenas  atos  preparatórios.10.(Redação  dada  pela  Lei  nº  7.  Crime ocorrido no interior desse navio se aplica  a  lei  boliviana.209.  Qual  lei  será  aplicada?  a.  3.1 Crime à distância ou de espaço máximo  O crime percorre territórios de países soberanos.3 Teoria da Ubiquidade ou Mista  Considera‐se  lugar  do  crime  o  local  da  conduta  ou  do  resultado. 6º ‐ Considera‐se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou  omissão.209.  Qual lei será  aplicada? A lei 8.  no  todo  ou  em  parte.  o  aborto  é  permitido. Sobre os destroços do navio um brasileiro matou  um argentino.  ‐  Navio  particular  que  sai  de  Portugal  rumo  ao  Uruguai.  O  marinheiro  pratica  crime  fora  da  embarcação.  e  embarcação  privada  brasileira  colidindo  com  uma  embarcação  privada  italiana.11. Gera conflito internacional de jurisdição.:  Navio  holandês  que  percorre  o  mundo  praticando  abortamentos.  A  lei  a  ser  aplicada  será  a  da bandeira.  bem  como  onde  se  produziu  ou  deveria  produzir‐se  o  resultado.  Essa  foi  a  teoria  adota  pelo  Código  Penal brasileiro – art.  3.  3.11 Crime à distância e Plurilocal  3.  em  solo  brasileiro.10.   Lugar do crime (Redação dada pela Lei nº 7.2 Teoria do Resultado  Considera‐se lugar do crime o local da consumação (resultado).  É  imprescindível que se tenha ao menos uma etapa do início da execução ao resultado no Brasil. e embarcação privada brasileira naufragou.  No  caso  se  aplica  a  lei  penal  holandesa que não pune a prática do aborto.  italiana.  prevê a chamada “passagem inocente”.10 Lugar do Crime  3.  Dois  sobreviventes  constroem  uma  jangada  com  destroços  dos  dois  navios.1 Teoria da Atividade  Considera‐se lugar do crime o local da conduta.  e  as  brasileiras  se  dirigem  ao  navio.  não  interessa  o  Direito  Penal  nacional.  3. Alto‐mar.:  a  lei  diz  expressamente  que  os  aviões  não  desfrutam  do  direito  de  passagem  inocente.  Aplica‐se  a  lei  brasileira.    • • Lugar do Crime – Ubiquidade  Tempo do Crime – Atividade    Obs.  não  atraca  no  Brasil  que  serve  apenas  de  passagem.

  3.  mercantes  ou  de  propriedade  privada.  sociedade  de  economia  mista.12 Extraterritorialidade  O  art.  O  art.  por  Princípio da Defesa/Real  quem está a seu serviço.    EXTRATERRITORIALIDADE CONDICIONADA (determinada pelo §2º)  a) que.  b) praticados por brasileiro.  o  inciso  II  traz  3  hipóteses  de  extraterritorialidade  e  o  §3º  traz  mais  uma  hipótese  de  extraterritorialidade. a infração se consumar fora dele.  determinada  pelo  lugar  em  que  se  consumar  a  infração. § 3o  Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições.  reunidas  as  extradição.  d)  de  genocídio.  Todos  devem  estar  baseados  em  Princípios. 6º.  Princípio da Nacionalidade Ativa  c)  praticados  em  aeronaves  ou  embarcações  brasileiras.  se.  § 2o  Quando  o  último  ato  de  execução  for  praticado  fora  do  território  nacional.  6º  do  CP  tem  uma  finalidade  distinta  do  art.  pelo  lugar  em que for praticado o último ato de execução.  do  Distrito  Federal.  tenha  produzido ou devia produzir seu resultado.  de  Município.  ‐ Lei de qual país será aplicada?  No Brasil.  embora  parcialmente.  b)  contra  o  patrimônio  ou  a  fé  pública  da  União.  ou.  no  Brasil. 70. a  competência  será  determinada  pelo  lugar  em  que  tiver  sido  praticado.  de  Território.  Página | 24   INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL > Extraterritorialidade  23                                                              .  de  Estado.11.  ‐ Qual juiz julga?  A solução é o art. que adotou a Teoria do Resultado.  I ‐ os crimes:    II ‐ os crimes:      § 3º ‐ A lei brasileira aplica‐se também ao  EXTRATERRITORIALIDADE HIPERCONDICIONADA  crime  cometido  por  estrangeiro  contra  a)  não  foi  pedida  ou  foi  negada  a  brasileiro  fora  do  Brasil. Gera um conflito interno de competência. iniciada a execução no território nacional.  de  regra.  de  empresa  Princípio da Defesa/Real  pública.  quando  em  Princípio da Representação  território  estrangeiro  e  aí  não  sejam  julgados.  7º  inciso  I  traz  4  hipóteses  de  extraterritorialidade.   anterior:    Informativo 593 do STF    Art.  70  do  CPP. 70 do CPP 23 .  O  primeiro  se  aplica  somente  se  houver  conflito  internacional  de  jurisdição  para  aplicar  a  lei  brasileira  e  o  outro  para  descobrir  qual  o  juiz  competente.  c)  contra  a  administração  pública. por tratado ou convenção.  3.  autarquia  ou  fundação  instituída  pelo  Poder Público. conforme art.  a  competência  firmar‐se‐á  pela  prevenção. adota‐se a Teoria da Ubiquidade. embora cometidos no estrangeiro:      EXTRATERRITORIALIDADE INCONDICIONADA (determinada pelo §1º)  a)  contra  a  vida  ou  a  liberdade  do  Princípio da Defesa/Real  Presidente da República. o Brasil  Princípio da Justiça Universal  se obrigou a reprimir.  A  competência  será.2 Crime Plurilocal  O crime percorre territórios de um só país.  ***Princípio da Defesa/Real  condições  previstas  no  parágrafo  b)   houve   requisição   do   Ministro   da   Justiça.  no  caso  de  tentativa. § 1o  Se. ou quando incerta a  jurisdição  por  ter  sido  a  infração  consumada  ou  tentada  nas  divisas  de  duas  ou  mais  jurisdições.    Art.  quando  o  agente  for  **Princípio da Justiça Universal  brasileiro ou domiciliado no Brasil.  o  último  ato  de  execução. 7º ‐ Ficam sujeitos à lei brasileira.  será  competente  o  juiz  do  lugar  em  que  o  crime.

  Entrar  não  significa  permanecer.  tem que ser punido com reclusão e com pena mínima de 1 ano.  Atenção!  O  crime  do  inciso  I.  c.    Conforme  o  §1º  do  art.  b.    ***  LFG  e  FMB  ensinam  que  adotamos  o  Princípio  da  Nacionalidade  passiva  (brasileiro  contra  brasileiro).  Não  significa  que  a  pessoa  será  extraditada.  o  legislador  apenas  usou  o  mesmo  critério. 7º.  Se  este  nunca  tiver  residido  no  Brasil.  Prevalece  o  entendimento  que  adotamos  o  Princípio  da  Defesa  ou  Real.  Então  no  exemplo  de  o  Presidente  da  República sofrer um assalto e vir a ser assassinado no estrangeiro não se aplicará o inciso I.  está  entre  os  crimes  que  o  Brasil  autoriza  a  extradição  e  não  foi  perdoado  ou cumpriu pena.  Aplica‐se  a  lei  brasileira?  Sim.  Art.  Espaço  territorial  físico  ou  jurídico.  7º.  será competente o juízo da Capital da República.    **1ª CORRENTE – Princípio da Nacionalidade Ativa  2ª CORRENTE – Princípio da Defesa  3ª  CORRENTE  –  Princípio  da  Justiça  Universal.  entrou  no  território.  ou  seja.  O  parágrafo  2º  diz  as  condições  CUMULATIVAS  do  inciso  II  –  faltando  uma  dessas  condições  a  lei  brasileira não irá atingir a pessoa.      Página | 25   INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL > Extraterritorialidade  .:  brasileiro  pratica  homicídio  nos  EUA  e  foge  para  o  Brasil.  ou  seja.  as  hipóteses  do  inciso  I  são  incondicionadas. Não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena  e.  88.  não  estar  extinta  a  punibilidade segundo a lei mais benéfica. Estar  o  crime  incluído  entre  aqueles  pelos  quais  a  lei  brasileira  autoriza  a  extradição.  se  entrar em um avião da FAB pode ser punido. Não  ter  sido  o  agente  perdoado  no  estrangeiro  ou.  As  do  inciso  II  são  condicionadas e o §3º é considerada hipótese de extraterritorialidade hipercondicionada.  por  outro  motivo.  Para  ser  da  Justiça  Federal  deve  estar  presente algum dos requisitos do art.    Ex.  pois  foi  praticado  por  brasileiro.  pois  é  o  Brasil  é  obrigado  a  reprimir  por  obrigar‐se  em  Tratado  Internacional. 109. a do art. utiliza dos mesmos requisitos  que o Brasil autoriza a extradição.  “a”  não  abrange  os  crimes  contra  o  patrimônio  seguido  de  morte.  A  competência  caberá  a  quem?  A  regra  é  Justiça  Estadual.  O  Brasil  não  adotou  o  Princípio  da  Nacionalidade Passiva.  Qual o território competente? Art.  Nesse  caso  será  aplicado  o  §3º  de  Extraterritorialidade  hipercondicionada.  d. Ser o fato punível também no país em que foi praticado.  entrando  no  território  basta  para  cumprir  as  condições.  a.  No  processo  por  crimes  praticados  fora  do  território  brasileiro.  será  competente  o  juízo  da  Capital  do  Estado  onde  houver  por  último  residido  o  acusado. Entrar  o  agente  no  território  nacional. 88 do CPP.

Funcionários do corpo diplomático. Os Chefes de Governo ou de Estado estrangeiro.    Ex.  trata‐se  de  necessária  prerrogativa  funcional.  3 Qualidade do órgão.13 Validade da Lei em relação às pessoas (Imunidades)  A  lei  penal  se  aplica  a  todos.13.  c.  Há.  5º.  pessoas  que  em  virtude  de  suas  funções  ou  em  razão  de  regras  internacionais  desfrutam  de  imunidades.2:  Estrangeiro – pena liberdade (1 ano)  Brasil – multa   Pena de espécies diferentes – atenua a pena imposta no Brasil.  “caput”  e  I  da  CF).  Página | 26   INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL > Validade da Lei em relação às pessoas (Imunidades)  . Execucional:  ninguém  pode  ser  executado  duas  vezes  por  condenações  relacionadas  ao  mesmo  fato.  Longe  de  uma  garantia  pessoal.  no  entanto.1:  Estrangeiro – pena liberdade (10 anos)  Brasil – pena liberdade (15 anos)  Penas da mesma espécie (privativa de liberdade) – diferença de 5 anos.    Ex.  3.12.  d.   3.  c. Processual: ninguém pode ser processado duas vezes pelo mesmo crime. Funcionários das Organizações Internacionais.  5 Aristocracias das ordens sociais.1 Extraterritorialidade Incondicionada  O agente é punido segundo a lei brasileira. 6º do CP  busca temperar o bis in idem.  nacionais  ou  estrangeiros.   24   de   agosto   de   2010.  Terça ‐ feira. O diplomata deve obediência ao nosso preceito primário.  e servem para o exercício desta. ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro.  3.  não  existindo  privilégios  pessoais  (art.    Recordar !!! Princípio do “Non bis in idem”.  b.    Na  lei  há  o  preceito  primário  (traz  o  conteúdo  criminoso).  por  igual. Material: ninguém pode ser condenado pela segunda vez em razão do mesmo fato. mas não consegue evitar.  a.1 Imunidades diplomáticas    Prerrogativa de Direito Público Internacional de que desfrutam:    a.  b.  2 Objetiva e deriva da lei.    PRIVILÉGIO  PRERROGATIVA  1 Exceção  da  lei  comum  deduzida  da  situação  de  1 Conjunto  de  precauções  que  rodeiam  as  funções  superioridade das pessoas que a desfrutam. quando em serviço (ex.: ONU). mas se desobedecê‐lo escapa  da consequência jurídica brasileira e fica sujeito à consequência jurídica do seu país.  2 Subjetivo e anterior à lei. Embaixador.  No  preceito  secundário  que  traz  a  consequência jurídica.  4 Poder frente à lei. proteção ao cargo ou função desempenhada pelo titular.  5 Aristocracias das instituições governamentais.  3 Tem uma essência pessoal.  4 Conduto para que a lei se cumpra. O art.    A extraterritorialidade incondicionada é uma exceção ao Princípio do Non bis in idem.

  Obs.  permanecendo  sob a eficácia da lei penal do Estado a que pertencem.  A  imunidade  do  embaixador  se  estende  à  sua  família.  Fonte  de  Publicação:  Súmula  da  Jurisprudência  Predominante  do  Supremo  Tribunal  Federal ‐ Anexo ao Regimento Interno.  nos  termos  do  artigo  53  da  Constituição  Federal.  Fora do Congresso o nexo funcional deve ser comprovado.  por  isso.  ressalta  que  os  crimes. 1964.  em  tese.  Os  agentes  consulares. 6ª  CORRENTE  –  causa  de  atipicidade  (STF  e  LFG). Limites  da  imunidade  absoluta:  o  STF  exige  vínculo  funcional  nas  palavras  ou  opiniões  proferidas  pelo  parlamentar.  O  Procurador‐Geral  da  República.  não  desfrutam  de  imunidade diplomática.                                                                 .  A  esposa  do  embaixador  é  imune  desde  que  ele não esteja servindo no seu país de origem.  Súmula  245  do  STF ‐  A  IMUNIDADE  PARLAMENTAR  (RELATIVA)  NÃO  SE  ESTENDE  AO  CO‐RÉU  SEM  ESSA  PRERROGATIVA.  Apesar de todos deverem  obediência ao preceito primário da lei  penal do  país em que se  encontram  (generalidade  da  lei  penal).: a presente imunidade não impede a investigação policial. salvo em relação aos atos de ofício.  O  querelado  não  atribuiu  ao  querelante  fato  específico  e  determinado  a  tipificar  infração  penal.    DECISÃO ‐  INQUÉRITO  –  ARQUIVAMENTO.    ‐ Os agentes consulares têm imunidade?  Embaixador: a imunidade abrange crime comum (homicídio culposo) e crime funcional.:  fraude na concessão de passaportes). O STF acrescentou inviolabilidade administrativa e política.  ter  o  querelado  proferido  as  palavras  no  exercício  do  mandato.  iv.  A  imunidade  diplomática  dos  chefes  de  governo  estrangeiro  se  estende  à  sua  família  e  membros  da  comitiva.2 Imunidades Parlamentares  1 Imunidades Parlamentares Absolutas (Material/Substancial/Real/Inviolabilidade/Indenidade):  a.  mas  abrange  o  crime  funcional  (ex. 5ª CORRENTE – causa de incapacidade pessoal penal por razões políticas (Frederico Marques). 2ª CORRENTE – causa que se opõe à formação do crime (Basileu Garcia).   Eis  as  informações  prestadas  pelo  Gabinete:  A  ação  penal  privada  foi  proposta  pelo  Deputado  Federal  Raul  Belens  Jungmann  Pinto  contra  o  Deputado  Federal  Sílvio  Serafim  Costa.  no  dia  24  de  abril  de  2009.  Manifesta‐se.  como ofensas pessoais.  3.  seriam  os  de  injúria  e  difamação. sem que haja consequência (INQ 2813 24 ). 53 da CF tem como objetivo  permitir a atuação independente do parlamentar.  Observou. “caput” da CF.  pois  ela  pertence  ao  cargo  e  não  à  pessoa. Dentro ou nas dependências do Congresso o nexo funcional é absolutamente presumido.  em  razão  das  suas  funções  meramente  administrativas. Para o STF o art.  imputando‐lhe  a  prática  do  crime  previsto  no  artigo  138  do  Código  Penal.  a  lei  do país que estiver servindo.    c.  ii.  Página | 27   INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL > Validade da Lei em relação às pessoas (Imunidades)  24 Com esse entendimento o STF limitou o entendimento da súmula à imunidade parlamentar relativa.    1 Natureza Jurídica: para a maioria é causa pessoal de isenção de pena.  2.  portanto.: entendendo que a indenidade exclui o fato típico.  Segundo  consta  da  inicial.  O  diplomata  não  pode  renunciar  à  imunidade.  o  querelado  teria  ofendido  a  honra  do  querelante  durante  debate  realizado  na  Rádio  CBN.    Obs.  de  pronto.  v.  Significa  que  se  estende  aos  demais  co‐ autores e partícipes.    A  manifestação do titular da ação penal é irrecusável.  o  crime  de  calúnia.  sobre  irregularidades  na  utilização  de  passagens  aéreas  pagas  pela  Câmara  dos  Deputados.  estando  acobertado  pela  imunidade  parlamentar.  iii.  o  que  afastaria. 116. 1ª CORRENTE – causa excludente de crime (Pontes de Miranda).  no  sentido  da  rejeição  da  queixa‐crime. Previsão legal: art.  referidos  agentes  políticos  escapam  à  sua  consequência  jurídica.13.  contudo.  vi.  Agente  Consular:  a  imunidade  não  abrange  crime  comum. 53. LFG entende que é causa impeditiva  de punibilidade.  O  Estado  a  que  serve  o  diplomata  pode  retirar  a  sua  imunidade  desde  que  o  faça  expressamente.  b. 4ª CORRENTE – causa de irresponsabilidade (Magalhães Noronha).  às  folhas  34  e  35. 3ª CORRENTE – causa pessoal de exclusão de pena (Aníbal Bruno). Edição: Imprensa Nacional. p.  Sofrerá.  1. impunível será também a conduta do partícipe. Natureza jurídica:  i. O  instituto não permite ações estranhas ao mandato.

    b.  Os  demais  serão  julgados em foro normal.    ‐  É  possível  prisão  civil  do  Congressista  devedor  de  alimentos?  Não  pode  ser  objeto  de  prisão  civil.  iii. 53. Quanto à prisão  i.  1.  O  parlamentar  indiciado  ou  acusado  não  tem  a  prerrogativa  a  que  se  refere o art.  A  Casa  não  faz  uma  análise  jurídica  da  prisão. Quanto ao foro do processo e julgamento   i.  • Enquanto  não  autorizado  suspendia‐se  processo  • Suspenso  o  processo.  ii.    Emenda Constitucional 35 de 2001  ANTES  DEPOIS  • Abrangia  qualquer  crime. 221 do CPP. E  se  investigado  ou  acusado.    ‐  O  foro  especial  prevalece  mesmo  depois  de  terminado  o  mandato?  Encerrado  o  mandato.  processo. Previsão  legal  art. Previsão legal: art. Imunidade relativa quanto à condição de testemunha  i.  • O  STF  para  iniciar  o  processo  demandava  • O  STF  dispensa  autorização  para  iniciar  o  autorização da Casa respectiva.    *Observação:  a  Imunidade  relativa  ao  processo  não  impede  a  instauração  de  Inquérito  Policial  e  nem  a  realização  de  investigação  penal  contra  os  membros  do  Congresso  Nacional  (STF).  praticado  antes  ou  • Abrange  qualquer  crime. Art. §2º da CF/88.  prescrição.  53.  Crimes  praticados  antes  da  diplomação  não  podem  ter  os  processos  suspensos.  nem  sobre  as  pessoas  que  lhes  confiaram ou deles receberam informações.  mas  não  sobre  informações  recebidas  ou  prestadas  em  razão  do  exercício  do  mandato.  Adquire  o  foro  por  prerrogativa  de  função  da  data  da  diplomação. Quanto ao processo  i.  PREVALECE  A  COMPETÊNCIA  ESPECIAL  POR  PRERROGATIVA  DE  FUNÇÃO. Exceção:  pode  ser  preso  em  flagrante  nos  casos  de  crimes  inafiançáveis.: tem julgado no STF estendendo para evitar conflito de decisões. 53.  mesmo  que  devedor de alimentos. Após autorizada a instauração pelo STF não poderá ser sustado pelo Congresso Nacional.    c.  AINDA  QUE  O  INQUÉRITO  OU  A  AÇÃO  PENAL  SEJAM  INICIADOS  APÓS  A  CESSAÇÃO  DAQUELE  EXERCÍCIO  (CANCELADA).  suspende‐se  também  a  mais prescrição. Art.  encerra‐se  o  foro  privilegiado  juntamente. dia e hora previamente ajustados entre eles e o juiz (art.  ii. 221 do CPP).  pois  caso  contrário  estaria  se  beneficiando  a  pessoa  e  não  o  mandato. Obs.                                                               25   Súmula  394 ‐  COMETIDO  O  CRIME  DURANTE  O  EXERCÍCIO  FUNCIONAL.  §1º  da  CF  –  é  o  foro  por  prerrogativa  de  função.  Obs.  2 Imunidade Parlamentar Relativa  a. mas sim política de conveniência e oportunidade. 4º e 5º da CF.  A  garantia  é  quanto  ao  processo. Serão inquiridos em local.  Esta  prisão  será  submetida  à  apreciação  da  Casa  respectiva.  Súmula  394  do STF 25 .  após  a  diplomação.  poderá  marcar  hora  e  local?  Não.  Fonte de Publicação: DJ de 8/5/1964.:  a  Casa  respectiva  pode  suspender o processo.  Se  estende  aos  concorrentes  do  crime  que  não  têm  prerrogativa?  Não.  53.  pois  é  somente  nos  casos  em  que  for  testemunha.  Página | 28   INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL > Validade da Lei em relação às pessoas (Imunidades)  .    d. §§ 3º. Regra:  o  parlamentar  não  pode  ser  objeto  de  prisão  provisória.  somente  o  privilegiado  será  julgado  no  foro  superior.  desde  que  praticado  depois da diplomação.  Estão  obrigados  a  testemunhar.  porém  cabe  prisão  definitiva  de  acordo com o STF.  §6º  da  CF.

  Vereador   julgado em 1º grau ou no TJ.  Parlamentar Federal   julgado no STF (CF).  3   • • • • •   Imunidades  dos  Deputados  Estaduais:  em  razão  do  Princípio  da  Simetria  o  que  está  previsto  para  o  Deputado Federal se estende ao Deputado Estadual ‐ art.  Súmula  721  do  STF  ‐  A  COMPETÊNCIA  CONSTITUCIONAL  DO  TRIBUNAL  DO  JÚRI  PREVALECE  SOBRE  O  FORO  POR  PRERROGATIVA  DE  FUNÇÃO  ESTABELECIDO  EXCLUSIVAMENTE  PELA  CONSTITUIÇÃO  ESTADUAL.  pois  ela  é  inerente  ao  cargo.  iv.  ‐  Parlamentar  que  se  licencia  para  exercer  cargo  no  Executivo  mantém  a  imunidade?  Ex. Edição: Imprensa Nacional. TRE. TRF. Nos atos praticados fora do recinto do Congresso.  Parlamentar Estadual   julgado no TJ.  • • Imunidade relativa  • Imunidade relativa  Vereador  Imunidade  absoluta/indenidade  (dentro  da circunscrição do município).  PRINCÍPIO DA SIMETRIA  Deputados Federais    Deputados Estaduais    • Indenidade  Indenidade    • Foro por prerrogativa (TJ/TRF/TRE)  Foro por prerrogativa (STF)    • Foro quanto à prisão  Foro quanto à prisão    • Foro quanto ao processo  Foro quanto ao processo    • Foro quanto à condição de testemunha. prevalece frente ao júri.  continua  sendo  processado  e  julgado  no  Supremo. 34.  Em  regra  permanece  com  a  imunidade.  §1º  da  CF.  §8º)  Permanecem  durante  o  Estado  de  Sítio. Fonte de Publicação: DJ de 9/10/2003.  Só  podendo  ser  suspensas  mediante  voto  de  2/3  dos  membros  da  Casa respectiva:  1.Fonte  de  Publicação:  Súmula  da  Jurisprudência  Predominante  do  Supremo  Tribunal Federal ‐ Anexo ao Regimento.  de  Estado. 1964.  4   Imunidades dos Vereadores:  Princípio da Simetria  Deputados Federais  • Indenidade (absoluta).  Fonte  de  Publicação:  Súmula  da  Jurisprudência  Predominante  do  Supremo  Tribunal  Federal ‐  Anexo  ao  Regimento Interno. 27.      Página | 29   INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL > Validade da Lei em relação às pessoas (Imunidades)  .  Súmula  3  do  STF  ‐  A  IMUNIDADE  CONCEDIDA  A  DEPUTADOS  ESTADUAIS  É  RESTRITA  À  JUSTIÇA  DO  ESTADO  (SUPERADA).  • Deputados Estaduais  • Indenidade (absoluta).  A súmula 4 do STF foi cancelada.  Foro quanto à condição de testemunha  O  STF  entendeu  que. prevalece sobre a competência do júri.  senador  se  licencia  para  exercer  o  cargo  de  Min. mas mantém o foro por prerrogativa.  2. prevalece frente ao júri. restando superada a Súmula 3.  em  razão  do  mandamento  constitucional  explícito  do  art. p. As  imunidades  parlamentares  permanecem  no  Estado  de  Sítio?  (art. Incompatíveis com a execução da medida.  O  STF  decidiu  que  o  parlamentar  não  perde  o  foro  por  prerrogativa. Não  tem  imunidade  relativa.  Súmula 4 do STF ‐ NÃO PERDE A IMUNIDADE PARLAMENTAR O CONGRESSISTA NOMEADO MINISTRO DE  ESTADO (CANCELADA).  53. porque é a própria constituição se excepcionando.  Se  a  Constituição  Estadual  previr  podem  ter  foro  por  pregorrativa de função. TRF.  27.    ‐  O  foro  por  prerrogativa  de  função  prevalece  sobre  a  competência  do  júri?  Se  a  prerrogativa  está  prevista  na  CF.  aplicam‐se  aos  Deputados  Estaduais  as  regras  constitucionais  relativas  às  imunidades  dos  membros  do  Congresso Nacional. TRE – não prevalece sobre o júri. §1º da CF.

 75 CP)  De 2 a 4 ou 4 a 6 anos  CONTRAVENÇÃO PENAL Prisão simples   (art. 17 LCP)  Não se pune a tentativa   (art.  não excede a quinze dias.1977)  §  1º  O  condenado  a  pena  de  prisão  simples  fica  sempre  separado  dos  condenados  a  pena  de  reclusão  ou  de  detenção.  Aos  juízes  federais  compete  processar  e  julgar:  [.  e..  inafiançável.  Por  exemplo  porte  ilegal  de  arma  de  fogo  até  1997  era  contravenção  penal.  sem  rigor  penitenciário.  puramente  axiológica.  109. 4º da LCP 27 )  Não admite extraterritorialidade  Justiça Estadual  (art.  Com  isso  a  Suprema  Corte  decidiu  que  não  caberia inafiançabilidade para o crime de porte ilegal de arma de fogo.  (Redação  dada  pela  Lei  nº  6.  serviços  ou  interesse  da  União  ou  de  suas  entidades  autárquicas  ou  empresas  públicas. que estabelece a existência de crimes (ou delitos) e  contravenções.5.  28   Art.  Segundo  o  STF  nesse  caso  faltou  razoabilidade  para  inafiançabilidade  para  o  porte  de  arma  de  fogo.1 TEORIA GERAL DO DELITO  Introdução à Teoria Geral do Delito  INFRAÇÃO  PENAL Crime (delito) Contravenção Penal (crime  anão/liliputiano/vagabundo)   O Brasil é adepto do sistema dualista ou binário.]  IV ‐  os  crimes  políticos  e  as  infrações  penais  praticadas  em  detrimento  de  bens. 4º Não é punível a tentativa de contravenção.   31   de   agosto   de   2010.  Terça ‐ feira.  após  2003  como  crime  e. 6º LCP 26 )  Ação penal pública incondicionada  (art.   27  Art.  §  2º  O  trabalho  é  facultativo.  de  24.  Página | 30   TEORIA GERAL DO DELITO > Introdução à Teoria Geral do Delito  26 .  excluídas  as  contravenções  e  ressalvada a competência da Justiça Militar e da Justiça Eleitoral.  pois  não  é  razoável  que  uma  infração  penal  passe  de  mera  contravenção  para  um  crime  inafiançável  em  tão  pouco  tempo. os menos graves como contravenções.  em  algumas  hipóteses. 10 LCP)  1 a 3 anos   (art. 11 da LCP)  2 3 4 5 6 7 Competência  para  processo e julgamento  Limite  máximo  de  cumprimento da pena  Período  de  prova  do  “SURSIS”                                                                 Art.  A  diferença  entre  as  duas  espécies  de  infração  penal  é  de  grau.1.  4.  em  regime  semi‐aberto  ou  aberto.416. IV da CF 28 )  5 anos  (art. Os fatos mais graves devem ser rotulados como crimes.1   Diferenças entre crime e contravenção penal  CRIME  1 Tipo  de  Pena  Privativa  de  Liberdade  Espécie de ação penal  Punição da tentativa  Regras  Extraterritorialidade  da  Reclusão e detenção  Ação penal privada ou pública  Punível  Admite a extraterritorialidade  Justiça Estadual ou Federal  30 anos (art.  Rotular  o  fato  como  crime  ou  contravenção  é  uma  mera  opção  política.  6º  A  pena  de  PRISÃO  SIMPLES  deve  ser  cumprida.   4 4. 109.  não  ontológica.  em  estabelecimento  especial  ou  seção  especial  de  prisão  comum.  A  partir  de  então  passou  a  constar  como  crime..  se  a  pena  aplicada.

099/95  a  lesão  corporal  leve  era  crime  de  ação  penal  pública  incondicionada.1 Conceito  Crime.  porém.  entende  que  a  vias  de  fato  continua  sendo  pública  incondicionada – não reconheceu essa exceção. Passa a analisar a substância e não a sua forma. 225.  contravenção  penal  também  de  ação  penal  pública  incondicionada.  Exceção:  contravenção  praticada  por  quem  tem  foro  por  prerrogativa  de função federal.  c)  da  Responsabilidade Pessoal.2. efeitos da condenação.  ou  de  seu  órgão  colegiado. entendeu  que  deveria  ser  condicionada. d) da Personalidade das Penas. Ex.  co‐ autoras ou partícipes do mesmo fato. apenas não é punível.  civil  e  penalmente  conforme  o  disposto  nesta  Lei.  nem  mesmo  nas  infrações  ambientais.  Parágrafo  único.2 Sujeito Ativo  Conceito: é quem pratica a infração penal. então. 3º da Lei 9.  Pessoa jurídica pratica crime? (art.2.  o 3ª  CORRENTE  –  apesar  de  a  pessoa  jurídica  ser  um  ente  autônomo  e  distinto  de  seus  membros.  Havia  a  contravenção  penal  da  vias  de  fato.]  §  3º  As  condutas  e  atividades  consideradas  lesivas  ao  meio  ambiente  sujeitarão  os  infratores.  O  STF.  autoras.  A  comparação  de  ambas  é  referente  ao  delito  mais  grave  para  o  menos  grave.  adaptando‐se  o  juízo  de  culpabilidade  às  suas  características. transmitindo‐se.  3º  As  pessoas  jurídicas  serão  responsabilizadas  administrativa.: juiz  federal que pratica  a contravenção do jogo do bicho será julgado no TRF. nesta  hipótese o contraventor será julgado pela Justiça  Federal.  mas  pode  ser  responsabilizada  penalmente  nas    Art.  dotado  de  vontade  própria.  Não é correto dizer que contravenção não admite a tentativa.  Antes  da  lei  9. capaz. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.  pessoas  físicas  ou  jurídicas.  Por  que  o  Estado  depende  de  representação  da  vítima  para  a  lesão  corporal  (que é mais grave) e para  a vias de fato (que é menos grave) não depende? A  Jurisprudência.  As  contravenções  penais  não  serão  julgadas  pela  Justiça  Federal.  §3º  da  CF 30 .  A  responsabilidade  das  pessoas  jurídicas  não  exclui  a  das  pessoas  físicas. é aquilo que está estabelecido em uma norma pena incriminadora.  impondo‐se  ao  poder  público  e  à  coletividade  o  dever de  defendê‐lo  e preservá‐lo  para  as  presentes  e  futuras  gerações.  não  pratica  crimes.  nos  casos  em  que  a  infração  seja  cometida  por  decisão  de  seu  representante  legal  ou  contratual.  b)  A  pessoa  jurídica  deve  responder  por  seus  atos. independentemente da obrigação de reparar os danos causados.  no  interesse  ou  benefício  da  sua  entidade.. eventualmente. sob o enfoque formal.605/98 29 )  o 1ª  CORRENTE  –  a  pessoa  jurídica  não  pode  praticar  crimes  ou  ser  responsabilizada  penalmente. prevalecendo  que o crime é composto de: FATO TÍPICO + ILICITUDE + CULPABILIDADE.  4.  Quem pode ser sujeito ativo? Qualquer pessoa física. pois admite. 91 do CP)  Não é cabível  Não é cabível  4.099/95  a  lesão  corporal  leve  passou  a  ser  crime  de  ação  penal  pública  condicionada  e  a  vias  de  fato  permaneceu  como  ação  penal  pública  incondicionada. nem mesmo por meio da regressão.  Para  esta  corrente. passível de sanção penal..  a  sanções  penais e administrativas.  mesmo  em  caso  de  ser  cometidas  dentro  de  aeronaves  ou  embarcações.  1 2 3 4.  O conceito analítico.  c)  Não  viola  o  Princípio  da  Personalidade da Pena.2 Crime  Prisão preventiva  Confisco  Cabível  Cabível (Art.  8 9   Prisão simples jamais é cumprida no regime fechado. leva em consideração os elementos que compõe a infração penal.  Após  a  lei  9. sob  ameaça de pena.  [.  a  responsabilidade  penal  da  pessoa  jurídica  ofende  os  seguintes  princípios:  a)  da  Responsabilidade  Subjetiva  (responsabilidade  da  pessoa  jurídica  seria  responsabilidade  sem  dolo  e  sem  culpa).  o 2ª  CORRENTE  –  a  pessoa  jurídica  pratica  crimes  ambientais.  Rebate  a  1ª  corrente  da  seguinte  forma:  a)  trata‐se  de  responsabilidade  objetiva  autorizada  pelo  art.  crime  é  comportamento  humano  causador  de  lesão  ou  perigo  de  lesão  ao bem jurídico tutelado.  225.  30  Art.  caso  em  que  será  responsabilizada  penalmente. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade  de  vida.  Página | 31   TEORIA GERAL DO DELITO > Crime  29                                                              .  b)  da  Culpabilidade.  Já  para  o  conceito  material.

  209  ao  212  –  CAPÍTULO II (do respeito aos mortos) do CP] ou contra sua honra.  5 O morto pode figurar como sujeito passivo de crime? O morto. também a coletividade. A maioria da doutrina entende que não é cabível. furto.  Ex. a família.  jurídica  ou ente desprovido de personalidade jurídica).  4.015/09  o  estupro  tinha  como  sujeito  ativo  homem  e  o  passivo  a  mulher.  não  admite  coautoria.  1 2 3 4.4 Sujeito Passivo  Conceito: pessoa ou ente que sofre as conseqüências da infração penal.  ou  multa.  Não  existe  denúncia‐crime  somente  contra  a  pessoa  jurídica.  STJ  adota  essa corrente. Posicionamento adotado por Mirabete. a pena de detenção.  Sem  dúvida.  9 Pessoa  jurídica  pode  ser  vítima  de  extorsão  mediante  seqüestro?  A  extorsão  mediante  seqüestro  tem  como  vítima  a  pessoa  privada  da  liberdade  de  locomoção  e  a  pessoa  lesada  no  patrimônio.  Ex.  Ex.  a  pessoa  jurídica  não  poderá  ter  sua  liberdade  de  locomoção  restringida.  3º  da  Lei  9. não é sujeito  passivo  de  crimes. coletividade etc.  entretanto.  11 Delito  bipróprio:  o  tipo  exige  qualidade  ou  condição  especial  dos  dois  sujeitos  (ativo  e  passivo).  Jamais  calúnia. 64 da LCP.  pois  não  pratica  crime.  de seis meses a dois anos.  pois  a  denúncia  deve  ser  em  relação  à  pessoa  física  mais  a  pessoa  jurídica  responsabilizada  penalmente por isso.:  antes  da  Lei  12. pelo fato da participação na rixa.3 Classificação do crime quanto ao sujeito ativo  Crime  Comum:  não  exige  qualidade  ou  condição  especial  do  agente.  de  quinze  dias  a  dois  meses.  Trata‐se  de  responsabilidade  penal  social.  Parágrafo único ‐ Se ocorre morte ou lesão corporal de natureza grave.  6 Animal  pode  figurar  com  sujeito  passivo?  Os  animais  também  não  são  vítimas  de  crimes.: a família.  Página | 32   TEORIA GERAL DO DELITO > Crime  .  7 Uma pessoa pode ser sujeito ou ativo ao mesmo tempo? A pessoa não pode ser.  3 Sujeito  Passivo  Constante  ou  Formal:  é  o  Estado.  Só  admite  participação.  Se  a  decisão  é  da  pessoa  jurídica  e  o  ato  se  dá  em  seu  benefício  será  responsabilizada  penalmente  junto  com  a  pessoa  física  autora  da  infração  –  chamado  Sistema  da  Dupla  Imputação.  pois  o  CP  só  protege  a  honra  da  pessoa física.:  violação  de  correspondência – são vítimas o destinatário e o remetente da correspondência.  137  ‐  Participar  de  rixa.:  falso  testemunho. 2ª  CORRENTE  –  não  pode  ser  vítima  de  crime  contra  a  honra.  Punem‐se.  Jamais  injúria. sujeito  ativo  e  sujeito  passivo.  Nesses  casos  como  fica  o  crime  de  rixa 31 ?  Rogério  Greco  acha  que  nesses  casos  o  sujeito é ativo e passivo ao mesmo tempo.  mas  podem  aparecer  como  objeto  material.  Após  essa  lei  o  sujeito  1 2 31                                                                Rixa  ‐  Art.2.  lesado  pela  conduta do sujeito ativo. CORRENTE DO STF e STJ.  em  que  o  sujeito  passivo  é  o  proprietário  do  animal  ou.  salvo  para  separar  os  contendores:  Pena  ‐  detenção.  O  STF  admitiu  coautoria no falso testemunho.  Crime  Próprio:  exige  qualidade  ou  condição  especial  do  agente  e  por  sua  vez  admite  coautoria  e  participação.  porque  titular  do  mandamento  proibitivo.  Quem  pode  ser  sujeito  passivo?  Qualquer  pessoa  física  ou  jurídica. pois não tem honra subjetiva.  Ex. Ex. nesses casos.  Admite  coautoria  e  participação. Ex.: crimes funcionais. ao mesmo tempo.  por  isso  é  chamado  de  conduta  infungível.  Crime  de  Mão  Própria:  exige  qualidade  ou  condição  especial  do  agente.  4 Sujeito  Passivo  Eventual  ou  Material:  é  o  titular  do  interesse  penalmente  protegido  (pessoa  física. como no caso de advogado que induz testemunha a mentir**.  na  contravenção  prevista no art.  É  erro  denunciar  somente  a  pessoa  jurídica. sendo vítimas.  Também  pode  ser  vítima  ente  sem  personalidade jurídica (crime vago). roubo etc.2.  b.  infrações  ambientais  (art.  10 Pessoa jurídica pode ser vítima de crime contra a honra?  a. aplica‐se.605/98).:  homicídio.  os  delitos  contra  o  respeito  aos  mortos  [arts. não sendo titular de direitos. 1ª  CORRENTE  –  pode  ser  vítima  de  difamação.  mas  poderá  arcar  com  pagamento  do resgate (art.  8 Crime  de  dupla  subjetividade  passiva:  obrigatoriamente  tem  pluralidade  de  vítimas. 159 do CP).

 Fonte de Publicação: DJ de 10/12/1969. O exemplo  cabível é o infanticídio – art.6 Crime Objeto Jurídico  Conceito:  interesse  tutelado  pela  norma.2.  1   Obs. 123 do CP – o sujeito ativo é a parturiente e o sujeito passivo é o nascente ou  neonato.  Ex.    Página | 33   TEORIA GERAL DO DELITO > Crime  . art.  1 4.    Súmula  496  ‐  SÃO  VÁLIDOS.  No  homicídio  o  sujeito  passivo  se  confunde com o objeto material. Emenda Constitucional  1/1969. Antes era bipróprio e agora é bicomum.:  latrocínio (patrimônio e a vida).  OS  DECRETOS‐LEIS  EXPEDIDOS  ENTRE  24  DE  JANEIRO  E  15 DE MARÇO DE 1967.  Ex. 173.    O  STF  recepcionou  os  Decretos‐Leis  como  leis  por  isso  se  utiliza  a  Lei  de  Contravenção  Penal  e  os  crimes de prefeitos como leis.: a ausência ou a absoluta impropriedade do objeto material configura crime impossível – art. I.  furto  –  crimes contra o patrimônio.2. O mesmo não ocorre com o furto por exemplo.    3 Existe  crime  sem  objeto  jurídico?  Não  existe  crime  sem  objeto  jurídico  (Princípio  da  Exclusiva  Proteção  do  Bem Jurídico). 17 do CP.    2 O  sujeito  passivo  é  sempre  o  objeto  material  do  crime?  sujeito  passivo  não  se  confunde  com  o  objeto  material  podendo  eventualmente  reunirem‐se  na  mesma  pessoa.  Normalmente  o  título  e  os  capítulos  do  CP  determinam  o  objeto  que  os  crimes  contemplam.  Crimes  Pluriofensivos:  são  os  que  lesam  ou  expõe  a  perigo  de  dano  mais  de  um  bem  jurídico.    2     Se o animal não tiver dono. art.  calúnia  –  crimes  contra  a  honra.   4.  PORQUE  SALVAGUARDADOS  PELAS  DISPOSIÇÕES  CONSTITUCIONAIS  TRANSITÓRIAS  DA  CONSTITUIÇÃO  FEDERAL  DE  1967.    3 Existe  crime  sem  objeto  material?  Falso  testemunho  e  ato  obsceno  são  crimes  que  doutrina  enxerga  sem  objeto material. haverá o crime de dano em coisa alheia. III. III. 181.5 Objeto Material  Conceito: pessoa ou coisa sobre a qual recai a conduta criminosa. I.:  homicídio  –  crimes  contra  a  vida.  ativo pode ser homem ou mulher e o passivo também. Legislação: Constituição Federal de 1967.

3.  Fato  típico  é  valorado  negativamente  pelo  legislador.  Segunda ‐ feira.3.  a  tipicidade  é  a  categoria  penal  que  merece  a  maior  atenção  por  ter  sofrido  as  maiores modificações nos últimos tempos.  antijurídico e culpabilidade.3 Teoria do Crime  4. cominação da pena – todo  crime  deve  ter  pena. Envolve seis categorias:  1.  Tipo  é  a  descrição  abstrata  do  crime.2 Evolução do conceito de tipicidade  Não  existe  crime  sem  tipicidade.  O  conceito  de  crime  é  inócuo  se  não  tiver  ameaça  de  pena.    Direito Penal. Punibilidade  6.  • Fato  punível  e  culpável  é  o  crime  mais  punibilidade  mais  culpabilidade. Tipicidade  3.  São.  Conceituava  tipicidade  (ou  fato  típico)  como  sendo  objetiva  e  neutra.  A  tipicidade  objetiva  tem  os  mesmos  quatro  requisitos  do  causalismo.  portanto.  é  o  primeiro  requisito  do  crime  –  independentemente  da  corrente utilizada.  mas  sim  na  culpabilidade  e  não  na  tipicidade. Antijuridicidade  4.  • Conduta  voluntária  humana  Mezger (mais importante)  Diz  que  a  tipicidade  tem  uma  dimensão  Objetiva  e  valorativa.  sendo  abstrata  é  neutra  –  não  possui  conotação valorativa.  • Fato  punível  é  o  crime  mais  a  punibilidade.  Antes  dele  dolo  e  culpa  não  estavam  na  tipicidade.  três  requisitos  fato  típico  e  antijurídico mais a punibilidade.  três  requisitos:  fato  típico.  • Fato  culpável  é  o  crime  mais  a  culpabilidade. culpável e punível.  O  professor  considera  o  crime  como  fato  típico  e  antijurídico – corrente bipartida.   4.  Neutra  no  sentido  de  que  o  fato  típico não é valorativo.  4.  Antes  o  tipo  era  neutro  mas  agora  é  valorado.  Portanto. Norma (que decorre do texto legal)  2.  Essa  denominação  é  utilizada  em  atenção  a  doutrina  valorativa  de  Kant  que  estudava  o  direito  impregnado de valores.  Na  parte  subjetiva  Welzel  incluiu  o  dolo  ou  culpa. Punibilidade é a ameaça de pena.  O  que  transforma um crime em punível é a ameaça da pena. antijurídico.  logo.   13   de   setembro   de   2010.  muitos  conceitos  divergentes.1 Conceito analítico de crime  Não  há  consenso.  • Conduta  humana  voluntária  Conceito de Fato  Típico  Requisitos do Fato  Típico Objetivo  . Pena    Das  seis  categorias.  • Conduta  humana  voluntária  Página | 34   TEORIA GERAL DO DELITO > Teoria do Crime  Século  XIX  ao  XX  (1870  a  Século XX (1900 – 1930)  1906)  Von Liszt e Belling.      EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE TIPICIDADE    1º BLOCO  2º BLOCO  3º BLOCO  Denominação  Período de  desenvolvimento  Principais nomes  CAUSALISMO  NEOKANTISMO  FINALISMO  Europa  no  Século  XX  (1930  – 1960)  Hanz Welzel  Diz  que  a  tipicidade  ou  o  fato  típico  era  Objetiva  e  Subjetiva. não  tem  valores. Culpabilidade  5.  Portanto  quatro  requisitos: fato típico.

  A Teoria da Imputação Objetiva tem três regras:  1º Risco Proibido/Permitido  2º Nexo de Imputação entre o resultado e o risco criado.  (Esses  quatro  requisitos  nunca  mais  saíram  dos  requisitos de crime).  • Resultado  naturalístico  –  crimes  materiais  (não  é  todo  crime  que  tem  resultado naturalístico)  Nexo  de  causalidade  entre  conduta  e  resultado  Adequação  típica.  Welzel  dizia  que  dolo  e  culpa  estão  inclusos  na  parte  subjetiva.  Ex.  • Adequação  típica.  por  meio  da  chamada Teoria da Imputação Objetiva.:  culpa.  • •   (idem ao anterior)  A  partir  de  Welzel  a  tipicidade  é  complexa  Dolo  porque passa a  duas  Culpa  ter  partes:  objetiva  e  subjetiva  (dolo  e culpa).  • Objetivo é o que pertence ao mundo dos fatos – é o mundo dos fatos.  deverá  valorar.2 Funcionalismo Reducionista de Zaffaroni  Na década de 80 o Funcionalismo Reducionista trazida por Zaffaroni.  fato  adequado à lei. fato adequado à lei.  O  aspecto  objetivo  segue  os  quatro  requisitos criados por Liszt:  • Conduta humana voluntária  • Resultado naturalístico – crimes materiais (não é todo crime que tem resultado naturalístico)  • Nexo de causalidade entre conduta e resultado  • Adequação típica.3 Teorias da tipicidade na Era da Pós‐Modernidade (1970 em diante)  Os  livros  param  na  teoria  de  Welzel  (Finalismo).3.  4.  Página | 35   TEORIA GERAL DO DELITO > Teoria do Crime  .  3º Âmbito de proteção da Norma  4.    Conceitos de Direito Penal:  • Subjetivo o que pertence à cabeça do réu.  • Resultado  naturalístico  –  crimes  materiais  (não  é  todo  crime  que  tem  resultado naturalístico)  • Nexo  de  causalidade  entre  conduta  e  resultado  Adequação  típica.  Roxin  agregou  a  dimensão  NORMATIVA  além  da  dimensão  OBJETIVA  e  SUBJETIVA.  A  tipicidade  também  tem  o  seu  aspecto  subjetivo  (que  é  a  análise  do  dolo). Ex.  Roxin  corrigiu‐o  dizendo  que  a  culpa  não  é  subjetiva  porque  é  normativa.  pois  é  o  juiz  que  valora se houve ou não culpa.  Requisitos da  Tipicidade Subjetiva    • • 4.  não  apresentam  as  teorias  da  pós‐modernidade  a  seguir.  fato  adequado à lei.3.1 Funcionalismo Teleológico de Roxin  Funcionalismo Teleológico iniciado em 1970 por obra do alemão Claus Roxin.3.  • Resultado  naturalístico  –  crimes  materiais  (não  é  todo  crime  que  tem  resultado naturalístico)  • Nexo  de  causalidade  entre  conduta  e  resultado. ou seja.3.  fato  adequado à lei.3.  A  tipicidade  é  dotada  de  um  aspecto  objetivo  e  subjetivo. merece um juízo de valor do juiz.: dolo  • Normativo  o  que  exige  juízo  de  valor  do  juiz.

  O  médico  na  omissão  de  socorro  de  uma  pessoa acidentada incrementa o risco que já havia sido criado.  4.    A. Não há a desaprovação da conduta de quem cria um risco permitido ou tolerado ou juridicamente não  desaprovado.  A  ideia  principal  da  teoria  da  tipicidade  conglobante  é  que  se  existe  uma  norma  que  permite  uma  conduta não pode haver outra proibindo ‐ o que está permitido não pode estar proibido.3.1. Valoração  da  conduta:  a  conduta  está  no  plano  formal. Tipicidade Objetiva Material    A  parte  material  do  tipo  objetivo  (tipicidade  material)  possui  dois  juízos  valorativos:  valoração  da  conduta e valoração do resultado jurídico.2.  pois  vender  arma  autorizada  não  é  um  risco  permitido. Será condenado pois causou um risco proibido.  Ex. 2ª  Regra:  Hoje  todos  os  crimes  culposos  são  regidos  pela  Teoria  do  Risco  Proibido/Permitido.  mas  a  sua  valoração  está  no  plano  material.:  dirigir  a  98  Km/h  em  uma  avenida  e  atropelar  uma  pessoa  –  criou  um  risco  proibido.     Exemplo 1: concessionária vende um veículo e o comprador mata uma pessoa em um acidente. Tipicidade Objetiva Formal    Os requisitos da tipicidade objetiva formal continuam os mesmos da Tipicidade Objetiva:  • Conduta humana voluntária  • Resultado naturalístico – crimes materiais (não é todo crime que tem resultado naturalístico)  • Nexo de causalidade entre conduta e resultado  • Adequação típica.3 Teoria Constitucionalista do Delito de Luiz Flávio Gomes  A Teoria Constitucionalista foi desenvolvida em 2001 na tese de doutoramento de Luiz Flávio Gomes.  O  tipo  culposo  é  estudado  dentro  da  dimensão  material  (alguns  autores  brasileiros  levam  a  análise  da  culpa  na dimensão subjetiva o que está errado). A valoração em direito penal é feita pelo juiz.    A. numa guerra vê o inimigo quase morto e desarmado. O critério que irá basear a decisão do juiz:  é a Teoria do Risco Proibido/Permitido (inclusa na Teoria da Imputação Objetiva de Roxin). Morrendo algum dos participantes.    A.  A  dimensão  objetiva  da  tipicidade  é  composta  de  outras  duas dimensões: formal e material. Duas  regras importantes:  A.1. Mata o inimigo.  O  crime/tipicidade  é  subjetivo  e  objetivo. os demais responderão por auxílio ao  suicídio. O vendedor de  uma  arma  não  cria  risco  proibido  na  venda  de  uma  arma  legalizada  para  uma  pessoa  que  vem  a  matar  outra.  O  dono  de  uma  loja  de  armas  sabendo  que  o  comprador  irá  matar  o  vizinho.  A  partir  desse  momento a parte objetiva biparte‐se.1.    Cursos causais hipotéticos  “A”.2.  Quem  atua  com  risco  permitido  não  tem  culpa.2.  Alegou  que  o  inimigo  iria  morrer  de  qualquer  maneira.  apenas  consiste  em  uma  sistematização  das  teorias do Fundamentalismo Teleológico de Roxin e a Reducionista de Zaffaroni.2.  Para  ele  a  tipicidade  objetiva  reparte‐se  em  tipicidade  material  e  conglobante.  A. 1ª  Regra:  o  fato  só  se  torna  materialmente  típico  se  o  agente  com  sua  conduta  gerou  ou  incrementou  um  risco  proibido  relevante. pois criaram risco proibido.  Roleta‐russa  com  uma  bala  na  agulha e cinco pessoas participando.    Página | 36   TEORIA GERAL DO DELITO > Teoria do Crime  .  já  que  logo  atrás  vinha  um  pelotão  e  alguém  iria matar.1.1.3.    i.  Não  houve  nenhuma  inovação  em  relação  às  Teorias  anteriores.  não  responderá  pela  venda  legalizada  da  arma.2. fato adequado à lei.

 Ex.  ii.  Saber  que  um  avião  irá  cair  e  programa  a  viagem  de  alguém  especialmente  para  esse  vôo.  afastando.525 – fundamento fazer festa gera risco permitido). logo.  O  boxeador  quando  mata  alguém. Vítima e valoração da conduta – o agente não responde quando o bem jurídico lesado é disponível e a  vítima  dá  o  seu  consentimento  válido.  PRINCÍPIO  DA  CONFIANÇA.  ausente  o  nexo  causal. Se não for materialmente típico não será homicídio.  em  razão  da ausência de previsibilidade.  as  pessoas  se  comportarão  em  conformidade  com  o  direito.  vi. Ação  da  vítima  a  próprio  risco  –  a  vítima  se  autocoloca  em  risco  diante  da  própria  conduta.  a  responsabilidade  dos  pacientes. Não  responde  quem  atua  para  diminui  risco  de  maior  dano. que fez o alumínio.  não‐ocorrente.  ix.  Mesmo  que se admita  certo  abrandamento  no tocante  ao  rigor  da  individualização  das  condutas.  sustenta  a  doutrina  que  vigora  o  princípio  da  confiança.  segundo  a  denúncia.:  sujeito  dono  de  represa  deseja  prejudicar  os  vizinhos  e  estoura  as  barreiras  para  alagar.:  formando que morreu ao se jogar em piscina drogado e alcoolizado. Taxista não responde  por morte de passageiro que pede corrida para matar alguém – taxista cumpriu o papel estereotipado.  mas  quando  empurra  quebra  o  nariz dele. provoca morte e não homicídio.  41  do  Código  de  Processo  Penal.  ORDEM  CONCEDIDA.  1.  TRANCAMENTO  DA  AÇÃO  PENAL.  6.  assim  como  tantos  outros  que  estavam  presentes.  comportando‐se.  Conhecimentos  especiais  quem  se  vale  de  um  conhecimento  especial  para  cometer  o  crime  responde  por  ele. 3. de nexo de causalidade e de criação de um risco não permitido.  acarretando  a  atipicidade  da  conduta.  Página | 37   TEORIA GERAL DO DELITO > Teoria do Crime  .  por  atipicidade  da  conduta.  assim.  Afirmar  na  denúncia  que  "a  vítima  foi  jogada  dentro  da  piscina  por  seus  colegas. o  sujeito não responde. DE NEXO DE CAUSALIDADE E DA CRIAÇÃO DE UM RISCO  NÃO  PERMITIDO.  Ex.  portanto.    iv. 580 do Código de Processo Penal.  Ex.  4.  na  hipótese.  pois  a  vítima  veio  a  afogar‐se. que impeça o exercício da ampla defesa. Por isso não  reduz a velocidade quando o sinal está verde para o motorista e o pedestre aguarda na calçada.  Todas as situações que Zaffaroni desenvolve na tipicidade conglobante criam risco permitido.  mas  de  acordo  com  essa  teoria  exclui  a  tipicidade  material.  uma  vez  que.  de  forma  contrária  aos  padrões  esperados.  Ex.  à  luz  da  teoria  da  imputação  objetiva.:  alguém  diz:  a  pessoa  que  chegar  primeiro  pode  quebrar  o  meu relógio. considerando que nenhum dos membros da referida comissão foi apontado na peça  acusatória como sendo pessoa que jogou a vítima na piscina. A atuação foi para diminuir risco maior de morte. não existe respaldo jurisprudencial para uma acusação genérica.  2. o projétil etc. Intervenções  médicas:  médico  que  faz  cirurgia  comete  lesão  corporal?  Gera  risco  permitido.  Ainda  que  se  admita  a  existência  de  relação  de  causalidade  entre  a  conduta  dos  acusados  e  a  morte  da  vítima.  o  que  não  ocorreu  in  casu.  Associada  à  teoria  da  imputação  objetiva.   Teoria ou Princípio da Confiança    Quem  atua  seguindo  as  regras  de  uma  atividade  pode  confiar  que  os  outros  também  vão  seguir  as  mesmas regras.  Ex.  a  qualificação  do  acusado  ou  esclarecimentos  pelos  quais  se  possa  identificá‐lo.  o  rol  das  testemunhas". por  força do disposto no art.  diante  da  inexistência  de  previsibilidade  do  resultado.  segundo  o  referido  dispositivo  legal.   PROCESSUAL  PENAL.  "A  denúncia  ou  queixa  conterá  a  exposição  do  fato  criminoso.:  pessoa  vê  que  o  amigo  vai  ser  atropelado  então  empurra  ele  para  trás  e  o  salva  de  ser  atropelado.: aborto por mulher estuprada.  porquanto  é  inviável  exigir  de  uma  Comissão  de  Formatura  um  rigor  na  fiscalização  das  substâncias  ingeridas  por  todos  os  participantes  de  uma  festa.  MORTE  POR  AFOGAMENTO  NA  PISCINA.  5.  quando se  trata  de  delito de autoria coletiva.  a  classificação  do  crime  e.  Os  livros  antigos  dizem  que  fica  excluída  a  antijuridicidade. Não responde.   Lesões  esportivas  são  causas  de  risco  permitido.  em  virtude  de  ter  ingerido  substâncias  psicotrópicas.  necessária  é  a  demonstração  da  criação  pelos  agentes  de  uma  situação  de  risco  não  permitido. por  não demonstrar qual a conduta tida por delituosa. AUSÊNCIA DE PREVISIBILIDADE. confia‐se que os demais irão respeitar as regras.  viii.  Ordem  concedida  para  trancar  a  ação  penal. O  risco  é  tolerado  quando  ele  é  absolutamente  insignificante.  Essa  teoria  não  permite a acusação de alguém  que fez  a arma.  HOMICÍDIO  CULPOSO. overdose.  iii. narrando a denúncia que a vítima afogou‐se em virtude  da  ingestão  de  substâncias  psicotrópicas.  é  a  chamada  teoria  do  copo  de  água. Por outro lado.  v.  responderá pelo crime (STJ ‐ HC 46.  HABEAS  CORPUS. em relação a todos os denunciados.  Se  o  mesmo  taxista  mostra  a  casa  de  alguém  para  onde  uma  pessoa  deseja  ir  para  matar  alguém  responderá também.  com  todas  as  suas  circunstâncias.  COMISSÃO  DE  FORMATURA.  ocasionando  seu  óbito"  não  atende  satisfatoriamente  aos  requisitos  do  art.  Outra  pessoa que deseja contribuir com o alagamento joga um copo de água.  excludente  da  responsabilidade  criminal. ACUSAÇÃO GENÉRICA.  o  que  caracteriza  uma  autocolocação  em  risco.  Ex.  INÉPCIA DA DENÚNCIA.: ao dirigir dentro do risco permitido.  quando  necessário.  vii. A  teoria  do  risco  evita  regressus  ad  infinitum  –  quem  gerou  o  risco  proibido  responde.  dentro  das  regras  do jogo.  ATIPICIDADE  DA  CONDUTA.

  Diferentemente  do  que  ocorreu  com  o  formando  que  se  atirou  na  piscina.  xi. Ministra 2g do mesmo veneno. A vítima não morreu.2.  responderá  pois  a  vítima  não  causou  o  resultado  com  o  seu  próprio  comportamento.  Não  responderão  pela  morte  porque  cada  um  responde  nos  limites  do  risco  criado.  A  e  C  só  responderão  por  tentativa.  na  medida  em  que  não  foi  empurrado.      x. Vítima ferida e machucada que se recusa a qualquer tipo de assistência médica.  mas  no  caso  nenhum  individualmente mataria a vítima.    A. Essa ofensa deve ter resultado:  • Concreto  • Transcendental  • Grave  • Intolerável  • Resultado objetivamente imputável ao risco criado  • O resultado deve estar no âmbito de proteção da norma. Nesse direito penal não admite perigo abstrato.  ‐ Arma desmuniciada é crime?  Para o STF majoritariamente não é crime.  Quem  criou  o  risco  de  morte  responde  pela  morte.  pois  ele  próprio  causou  sua  morte.2. portanto. Ministra 2g de veneno (não mata mas não é insignificante).  A  mulher  estava  ciente  do  risco. O réu não responderá  pela  morte.  porque  a  vítima  com  seu  comportamento  incrementou  o  risco  e  no  final  acabou  morrendo. Aidético  comunica  a  sua  situação  para  a  vítima  e  ela  consente  em  não  usar  preservativo.  xii.  e  com  o  decorrer  dos  anos  acabou  morrendo.  No  caso  do  atirador  de  facas  no  circo. B morre em decorrência da soma das duas poções de  veneno.  Nos dois últimos requisitos voltamos à imputação objetiva de Roxin.  A dimensão material é nova.  Grande parte da doutrina e da jurisprudência admite perigo abstrato. Página | 38   TEORIA GERAL DO DELITO > Teoria do Crime  .    Autoria colateral complementar  A quer matar B.  O  transmissor  sobrevive  e  responderá  pelo  crime  porque  criou  um  risco  proibido  e  a  aceitação  da  vítima  não  tem  valor  jurídico  algum já que o bem jurídico em questão é a vida e.  que  ocasiona  a  morte  da  pessoa.  C quer matar B. Valoração do resultado jurídico: é ofensa ao bem jurídico. não é disponível.

  Esquematização da Teoria Constitucionalista de Luiz Flávio Gomes    Conduta Resultado Formal Nexo Objetiva TIPICIDADE Subjetiva Adequação  Típica Valoração da  Conduta Material Valoração do  Resultado  Jurídico   Página | 39   TEORIA GERAL DO DELITO > Teoria do Crime  .

    Página | 40   TEORIA GERAL DO DELITO > Teoria do Crime  .

 É o chamado Direito Penal do Fato – repudiamos o Direito Penal do autor.  Tendo  um  fato  humano  indesejado  em  razão  de  conduta  produtora  de  um  resultado  que  se  ajusta  formal e materialmente a um tipo é chamado de fato típico.  O  crime  tem  um  segundo  substrato.  Os  fatos  humanos  podem  ser  desejados  ou  indesejados.  e  não  em  razão  do  seu  estilo de vida ou do que se pensa.  O  direito  penal  é  seletivo.  Fatos  humanos  desejados  (ex.  ilícito  e  culpável  ocorre  a  consequência  jurídica.   4. não compõe o crime. numa visão legislativa do fenômeno. devidamente  formalizado.  não  observa  os  fatos  da natureza do qual não participa o homem. Cuida‐se.:  casamento)  não  interessam  ao  Direito  Penal.  Quarta ‐ feira.  Página | 41   TEORIA GERAL DO DELITO > Fato Típico  .1 Conceito Formal  É  a  concepção  acerca  do  delito.  Esses  fatos  humanos  indesejados  regem‐se  pelo  Princípio  da  Intervenção Mínima que racionaliza a intervenção do Direito Penal.:  casar‐se  pela  segunda  vez  sem  que  tenha  se  descasado  do  primeiro).  constituindo  a  conduta  proibida  por  lei.  Há  ainda  um  terceiro  substrato  que  é  a  culpabilidade.  Esses  fatos  humanos  indesejados  exigem  uma  conduta  que  produz  (nexo)  um  resultado  e  que  apresenta tipicidade penal (ajuste formal e material ao tipo). de fruto do conceito material. Material  FATOS  Princípio  da  Materialidade  dos  Fatos  (Direito  Penal  do Fato)  Natureza  Fato Típico  (Tipicidade)  Antijurídico  (Ilicitude)  Culpável  (Culpabilidade)    4.4.  ou  seja. na realidade.  a  punibilidade.2 Conceito Analítico  Primeiro substrato do crime (Bettiol).  sob  ameaça  de  aplicação  de  pena.4 Fato Típico  No  Princípio  da  Materialização  dos  Fatos  o  Direito  Penal  pune  apenas  fatos.      Seletividade  • Desejados  Humanos  Indesejados  • 1 2 3 4 Conduta  Nexo  Resultado  Tipicidade Penal  a.  preocupa‐se  com  fatos  humanos  indesejados  (ex.  A  punibilidade é a consequência jurídica.  Há  fatos  humanos  e  fatos  da  natureza.  ou  seja.4. Formal  b. preocupa‐se apenas com fatos humanos. Primeiro substrato de algo maior – Crime.   22   de   setembro   de   2010.  Se  o  fato  é  típico.  ilicitude.  sendo  assim.  4.

  4.4.3 Conceito Material  Fato  humano  indesejado  que,  norteado  pelo  Princípio  da  Intervenção  Mínima,  consiste  numa  conduta produtora de um resultado com ajuste formal e material ao um tipo penal.  4.4.4 Elementos ou Requisitos do Fato Típico  É composto por uma conduta, resultado, nexo causal (entre a conduta e o resultado) e tipicidade.  4.4.4.1 Conduta 

4.4.4.1.1 Teorias Explicativas e Evolutivas da Conduta  a. Teoria Causalista  É  uma  teoria  tripartite.  Entende  que  o  crime  é  composto  de  três  substratos:  fato  típico,  ilicitude  e  culpabilidade. A conduta é o primeiro elemento do fato típico.  Conduta é ação humana, voluntária, causadora de modificação do mundo exterior.  A culpabilidade tem dolo, culpa e tem o pressuposto que é a imputabilidade.  Obs.1: dolo e culpa integram a culpabilidade.  Obs.2: para a Teoria Causalista os tipos penais são compostos somente de elementos objetivos.  i. Elementos do tipo  1. Objetivos: percebidos pelos sentidos.  2. Normativo: exige juízo de valor (ex.: justa causa)  3. Subjetivos: espelham a finalidade especial do agente.  O  exemplo  típico  de  norma  para  o  causalista  é  o  art.  121  (Matar  alguém,  sem  análise  subjetiva  alguma). Diferentemente da finalidade demonstrada no tipo previsto no art. 299 32 , chamado de tipo anormal.  Para  o  Causalista,  tipo  normal  é  aquele  composto  somente  de  elementos  objetivos  (ex.:  art.  121).  Se  o  tipo  penal,  além  de  elementos  objetivos  contém  elementos  normativos  e/ou  subjetivos,  é  etiquetado  como  anormal, que deve ser a exceção.    Críticas:  1ª  –  Dolo  e  culpa  na  culpabilidade,  pois  então  não  seria  possível  diferençar  a  tentativa  de  homicídio  de uma lesão corporal. Não há como subsumir o fato no tipo se não se sabe o que o agente queria.  2ª – Não explica crime omissivo.  3ª – Não reconhece elementos subjetivos e normativos do tipo (que o juiz deve valorar quase sempre  o tipo penal).    b. Teoria Neokantista  O  neokantismo  também  é  tripartite.  Crime  também  é  composto  de  fato  típico,  ilicitude  e  culpabilidade.  No  fato  típico  é  onde  se  encontra  a  conduta.  A  teoria  neokantista  tem  base  causalista,  mas  buscou corrigir alguns “erros”.  Para  essa  teoria  conduta  seria  comportamento  humano  voluntário  causador  de  modificação  no  mundo exterior.   Alterou  bastante  a  culpabilidade,  mas  não  o  bastante  para  retirar  dolo  e  culpa  da  culpabilidade,  pois  tem  origem  causalista.  Para  essa  teoria  a  culpabilidade  é  composta  de  dolo,  culpa,  imputabilidade  e  exigibilidade de conduta diversa.  Obs.1: dolo e culpa permanecem na culpabilidade.  Obs.2: falando em comportamento e não mais em ação (como na causalista), abrange a omissão.  Obs.3: reconhece também elementos subjetivos e normativos no tipo. Nesse ponto foi contraditória,  pois não retirou o dolo e a culpa da culpabilidade.  Críticas:  1ª – Dolo e culpa na culpabilidade.  2ª – Partindo de conceitos causalistas, ficou contraditória quando reconheceu elementos normativos  e subjetivos do tipo.                                                                
  Art.  299 ‐  Omitir,  em  documento  público  ou  particular,  declaração  que  dele  devia  constar,  ou  nele  inserir  ou  fazer  inserir  declaração  falsa ou diversa da que devia ser escrita,  com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente  relevante: 
Página | 42   TEORIA GERAL DO DELITO > Fato Típico 
32

  c. Teoria Finalista  Para o finalista o crime é tripartite. Para ele o crime tem fato típico, ilicitude e culpabilidade.   Conduta  é  o  comportamento  humano  voluntário  (dominável  pela  vontade)  causador  de  modificação  no mundo exterior, psiquicamente dirigida a um fim.  A culpabilidade é constituída apenas de: imputabilidade, exigibilidade de conduta diversa e potencial  consciência da ilicitude.  Obs.1:  Dolo  e  culpa  migram  para  o  fato  típico.  Nunca  mais  saíram  do  fato  típico,  atualmente  não  importa a teoria que se adote, dolo e culpa estão no fato típico.  Obs.2: reconhece elementos não objetivos no tipo.    Críticas:  1ª ‐  A  finalidade  não  explica  os  crimes  culposos.  Welzel  após  receber  essa  crítica,  justificou  dizendo  que mesmo quando se pratica uma conduta culposa se tem uma finalidade, não necessariamente ilícita.  2ª – Centralizou a teoria no desvalor da conduta, ignorando o desvalor do resultado.    d. Teoria Finalista (Dissidente)  Essa  teoria  é  bipartite,  ou  seja,  crime  é  composto  de  fato  típico  e  ilicitude.  A  culpabilidade  não  é  substrato do crime, mas mero juízo de valor, censura, pressuposto de aplicação da pena.    e. Teoria Social da Ação  Para essa teoria o crime é tripartite: fato típico, ilicitude e culpabilidade. Essa teoria busca conciliar o  causalismo com o finalismo.  Conduta está no fato típico e é um comportamento humano voluntário, psiquicamente dirigido a um  fim,  socialmente  reprovável.  A  culpabilidade  continua  com  imputabilidade,  exigibilidade  de  conduta  diversa  e  potencial consciência da ilicitude.  Obs.1: dolo e culpa permanecem no fato típico.  Obs.2: dolo e culpa voltam a ser analisados na culpabilidade, principalmente na fixação da pena.    Críticas:  Não há clareza no que significa fato socialmente reprovável.      Até agora essas teorias (da Teoria Causalista até a Teoria Social da Ação) analisam o que é o crime no  Direito Penal. As próximas teorias serão as teorias funcionalistas, as quais analisam a missão do Direito Penal –  muda‐se  o  enfoque  do  Direito  Penal.  Após  chegar  a  conclusão  do  que  seja  Direito  Penal  irá  definir  o  que  é  crime.      f. Teoria Funcionalista Moderada ou Teleológica de Roxin  Para  ele  crime  é:  fato  típico,  ilicitude  e  reprovabilidade.  Para  Roxin  reprovabilidade  é  formada  por  imputabilidade, exigibilidade de conduta diversa, potencial consciência da ilicitude e a necessidade da pena.  Se  a  pena  for  desnecessária  quando  foi  recomposta  a  paz  social,  apesar  de  imputável,  exigível  conduta diversa e potencial consciência da ilicitude não será punível.  A culpabilidade será analisada se forem atendidos todos os requisitos anteriores, pois serve como um  limite de pena, não integra o crime. É o limite da pena de um crime típico, ilícito e reprovável.  Conduta  está  ubilicalmente  ligada  ao  que  Roxin  pensa  sobre  a  missão  de  Direito  Penal.  Conduta  é  o  comportamento  humano  causador  de  relevante  e  intolerável  lesão  ou  perigo  de  lesão  ao  bem  jurídico  tutelado.  Obs.1: Dolo e culpa no fato típico.  Obs.2:  Para  Roxin  o  Direito  Penal  tem  por  finalidade  proteger  bens  jurídicos  indispensáveis  à  convivência humana.    Crítica:  Reprovabilidade como substrato integrante do crime. Conceito frágil de culpabilidade. 
Página | 43   TEORIA GERAL DO DELITO > Fato Típico 

    g. Teoria Funcionalista Radical ou Sistêmica de Jakobs  Entende  que  o  crime  é  formado  de  fato  típico,  ilicitude  e  culpabilidade  que  é  imputabilidade,  potencial consciência da ilicitude e exigibilidade de conduta diversa...  Conduta  é  comportamento  humano  voluntário,  violador  do  sistema  (“o  agente  com  sua  conduta  frustra as expectativas normativas”). Desafia o império da norma.  Obs.1: Dolo e culpa no fato típico.  Obs.2:  a  missão  do  Direito  Penal  é  resguardar  o  sistema  (o  império  da  norma).  Aqui  que  se  criou  o  Direito Penal do Inimigo.  Crítica:  Serve aos Estados totalitários. O Estado deve ser muito mais poderoso do que o inimigo.    Características do Direito Penal do Inimigo:  • Antecipação  da  punibilidade  com  a  tipificação  de  atos  preparatórios.  Permite  considerar  crime  meros  atos  preparatórios  de  crimes  futuros.  Iter  Criminis:  cogitação,  atos  preparatórios,  execução  e  resultado.  A  regra  é  punirmos  a  punibilidade  a  partir  dos  atos  executórios.  A  doutrina  apresenta  como  ato  preparatório  punível  no  Brasil  o  art.  288  CP  –  formação  de  quadrilha  ou  bando.  Porém,  segundo  Damásio  o  art.  288  é  ato  executório  de  formação  de  quadrilha  ou  bando,  é  execução  que  por  sua  vez  poderá  ser  preparatório  de  crimes  futuros  que  poderá  não  ocorrer,  assim  nos  esquivamos  da  primeira  característica  de  Direito Penal do Inimigo.  • Cria  tipos  de  mera  conduta  e  de  perigo  abstrato.  O  STF  não  admite  perigo  abstrato  no  nosso  ordenamento  jurídico,  porém  tráfico  há  controvérsia.  O  que  não  deve  ocorrer  é  o  perigo  tornar‐se regra.  • Flexibilização  do  Princípio  da  Legalidade.  Descrição  vaga  dos  crimes  e  das  penas.  Fato  que  trará pouco segurança, já que ignora a taxatividade.  • Inobservância de Princípios básicos como o da Ofensividade, Exteriorização do fato etc.   • Preponderância do Direito Penal do autor.   • Desproporcionalidade das penas. Estão descritas de forma vaga.  • Surgimento  das  chamadas  “leis  de  luta  ou  de  combate”.  Exemplo  disso  é  a  Lei  8.072/90  que  foi criada em razão de um fato criminoso de grande repercussão.  • Restrição de garantias penais e processuais.   • Endurecimento da execução penal. Criação do RDD – regime disciplinar diferenciado.  4.4.4.1.2 Direito Penal de Terceira Velocidade  Cada velocidade está relacionada ao algum acontecimento histórico.    Direito  Penal  de  Primeira  Velocidade:  dá  ênfase  às  penas  privativas  de  liberdade.  No  Brasil  pode‐se  fazer relação com o período ditatorial.  Direito  Penal  de  Segunda  Velocidade:  preponderância  das  penas  alternativas.  Em  um  processo  de  democratização, a reforma do CP de 1984 acabou privilegiando as penas alternativas.  Direito  Penal  de  Terceira  Velocidade:  é  um  direito  organizado  para  combater  os  crimes  sem  rosto,  por  exemplo  o  terrorismo,  para  tanto  ocorre  restrição  de  garantias  penais  e  processuais.  Fortalece  no  Brasil  com  o  ataque  do  PCC  e  do  Comando  Vermelho  o  que  fez  nascer  RDD,  interceptação  telefônica,  delação  premiada.    DISTINÇÃO ENTRE AS TEORIAS DE ROXIN E JAKOBS  Funcionalismo de Roxin  Funcionalismo Jakobs  1 Preocupa‐se com os fins do Direito Penal.  1 Preocupa‐se mais com os fins da pena.  2 Norteado  por  finalidades  políticas  criminais  –  2 Leva  em  consideração  somente  as  necessidades  Princípio da Insignificância.  do sistema.  3 Busca  a  proteção  dos  bens  jurídicos  indispensáveis  ao  indivíduo  e  à  sociedade,  3 Busca reafirmar a autoridade do Direito.  respeitados  os  limites  impostos  pelo 
Página | 44   TEORIA GERAL DO DELITO > Fato Típico 

  1ª Hipótese: caso fortuito ou força maior.3 Hipóteses de ausência de conduta  Desde  a  teoria  causalista  até  a  teoria  funcionalista.4.: sonambulismo e hipnose. Ex.  ordenamento jurídico.4.  Crime de perigo abstrato está presumido na lei.  2ª Hipótese: coação física irresistível (coação moral irresistível exclui culpabilidade e não conduta).1.  4     4. o sujeito  ativo  de  um  crime  deve  ser  eficazmente  punido.  4ª  Hipótese:  atos  reflexos.        Ao descumprir sua função na sociedade.  Cuidado  com  os  atos  reflexos  previsíveis.  pois  a  autoridade  da  lei  penal  deve  prevalecer  (o  sujeito é um inimigo).  Página | 45   TEORIA GERAL DO DELITO > Fato Típico  .  3ª Hipótese: estados de inconsciência.    O princípio da bagatela imprópria está dentro da teoria de Roxin.:  segurar  uma  arma  municiada  e  deixar  propositalmente  o  pé  próximo  a  uma  tomada  e  levar  um  choque  fazendo com que a arma dispare.  Ex.  conduta  tem  um  denominador  comum  que  é  movimento  humano  voluntário.  não  excluem  a  conduta.  A  conduta  desaparece  se  não  houver  movimento.  Petrechos para falsificação de moedas é considerado ato preparatório.  ou  mesmo  se  houver  movimento se não for dominável pela vontade.

  pois  põe  o  dolo  na  culpabilidade. abrange a culpa consciente.  a  par  dos  elementos  consciência  e  vontade.4.  também  a  consciência atual da ilicitude.   4.  iii.  Página | 46   TEORIA GERAL DO DELITO > Fato Típico  .  ii. I do CP  Art.  ainda  assim. Intelectivo: consciência  ii. 18 ‐ Diz‐se o crime:  Crime doloso  I ‐ doloso.  trazendo.    a.  O  dolo  na  teoria  geral  do  delito  é  um  elemento  subjetivo  implícito  do  tipo. No desejo. 18 ‐ Diz‐se o crime:  Crime doloso  I ‐ doloso.  exclui  do  conceito  de  dolo  a  culpa consciente.  Está  no  tipo  subjetivo  do  crime.  Terça ‐ feira.  diferentemente  da  anterior.:  para esta teoria o conceito de dolo. Teorias do dolo  i. quando o agente quis o resultado (DOLO DIRETO – TEORIA DA VONTADE) ou assumiu o risco  de produzi‐lo (DOLO EVENTUAL – TEORIA DO ASSENTIMENTO).  Obs.  decide  continuar  a  conduta.  Dolo  é  a  vontade  livre  e  consciente  dirigida  a  realizar  (ou  aceitar  realizar)  a  conduta  descrita  no  tipo  penal. Volitivo: vontade    A  vontade  não  se  confunde  com  desejo.  essa  espécie  de  dolo  integra  a  culpabilidade. quando o agente quis o resultado (DOLO DIRETO – TEORIA DA VONTADE) ou assumiu o risco  de produzi‐lo (DOLO EVENTUAL – TEORIA DO ASSENTIMENTO).  Obs.  Esse  conceito  de  dolo  é  ultrapassado. 18.4 Espécies de conduta  As espécies de conduta são dolo e culpa.  pois  a  liberdade  ou  não  da  vontade  é  questão  para  ser  analisada  na  culpabilidade. Teoria  do  Consentimento  ou  Assentimento:  fala‐se  em  dolo  sempre  que  o  agente  tiver  a  previsão  do  resultado  como  possível  e  decide  continuar  a  conduta  assumindo  o  risco  de  produzi‐lo.  o  agente  quer  o  resultado  delitivo  como  consequência de sua própria conduta.1.   Art.  No  dolo. Dolo  Normativo:  adotado  pela  teoria  Neokantista. Crime Doloso  Art.4. Teoria da vontade: dolo é a vontade consciente de querer praticar a infração penal. demasiadamente amplo. Elementos do dolo  i.    1.    b.   28   de   setembro   de   2010.  c. Espécies de dolo  i. o agente espera o resultado como consequência alheia à sua  conduta.  Esse  conceito  contém  erro  quanto  à  liberdade  da  vontade. Teoria  da  Representação:  fala‐se  em  dolo  sempre  que  o  agente  tiver  tão  somente  a  previsão  do  resultado  como  possível  e.:  essa  teoria.

 não busca resultado certo e  determinado.  despido  da  consciência  da  ilicitude  pressupondo  somente  consciência  e vontade.: O elemento normativo Consciência da Ilicitude passa da Ilicitude para a Culpabilidade ILICITUDE resultado CULPABILIDADE Potencial  Consciência da  Ilicitude nexo iii.      121   ☺ Agente          Vontade/Conduta  121    iv.  Dolo Natural (Teoria Finalista) Crime TIPICIDADE conduta culpa dolo  (NATURAL) vontade consciência Obs. Apresenta duas formas:  Página | 47   TEORIA GERAL DO DELITO > Fato Típico  . Dolo Indireto ou Indeterminado: o agente. Dolo  Natural:  nasceu  com  a  teoria  Finalista. Dolo Direto ou Determinado: configura‐se quando o agente prevê o resultado dirigindo sua  conduta na busca de realizar esse mesmo evento.  é  o  dolo  componente  da  conduta  (elemento  subjetivo  do  tipo). com a sua conduta.  Dolo Normativo (Teoria Neokantista) Crime Fato Típico Ilicitude Culpabilidade exigibilidade de  contua diversa imputabilidade culpa dolo (NORMATIVO) consciência vontade consciência atual da  ilicitude (ELEMENTO  NORMATIVO)   ii.

  159  –  “com  o  fim  de.  Ex.  Página | 48   TEORIA GERAL DO DELITO > Fato Típico  .  Para  responder  pelo  art.  com  sua  conduta.  busca  realizar  um. Dolo  Específico:  o  agente  tem  vontade  de  realizar  a  conduta  descrita  no  tipo  penal. assumindo o risco de realizar o outro. 129(quer) ou 121(quer)    2..    121/129      ☺ Agente        Vontade/conduta  Quer  ambos.  Ex.  porém  diferentemente  do  anterior.”. mas assume o risco. Ex.  ix.  pois  apenas  seqüestrar  configura  o  crime  de  seqüestro  e  cárcere  privado.  poderá  ser  tanto  uma  tentativa  de  homicídio  ou  uma  exposição  de  risco  consumada – dependerá somente do dolo do agente.  com  um  fim  específico.  do  ponto  de  vista  de  um  terceiro.  depois  de  prever  dois  ou  mais  resultados.:  o  agente  deseja  tanto  a  lesão  como o homicídio.:  jogar  uma  pedra  do  terceiro  andar  em  outra  pessoa  que  caminha  na  rua. Dolo  Genérico:  o  agente  tem  vontade  de  realizar  a  conduta  descrita  no  tipo  penal  sem  um  fim específico.:  art.  Ex.  porém  no  que  diz  respeito  ao  homicídio ele não quer.  viii.  pois  neste  o  agente  atua  com  a  intenção  de  expor  a  risco  o bem jurídico. Dolo  de  Dano:  a  vontade  do  agente  é  causar  efetiva  lesão  ao  bem  jurídico.  em  sequência.: art.    121/129     ☺ Agente  Vontade  diferente       Vontade/conduta  129(quer) e 121(assume o risco)  v.  busca  resultar  um  ou  outro  com  a  mesma  vontade.  Ex. Dolo  cumulativo:  o  agente.  1.  O  dolo  direto  é  chamado  de  dolo  e  o  dolo  específico é o elemento subjetivo explícito do tipo.  pretende  alcançar  dois  resultados.  vii.  depois  de  prever  dois  ou  mais  resultados. # Qual  o dolo presente na progressão criminosa? É o dolo cumulativo. com a mesma intensidade de vontade.:  o  agente  busca  lesão  e  homicídio  –  dirige  a  sua  vontade/conduta  para  1º  realizar a lesão e depois (2º) o homicídio. Não há mais a mesma intensidade de  vontade..  tem  a  mesma  vontade  para ambos.    121/129      ☺ Agente        Vontade/conduta  Hipótese de  progressão  criminosa 129(quer o 1º) e depois 121(quer o 2º)    vi. 121.  Não  se  confunde  com  o  dolo  de  perigo. Dolo  alternativo:  o  agente.  159  é  necessário  o  fim  locupletamento. Dolo  de  Perigo:  o  agente  atua  com  a  intenção  de  expor  a  risco  o  bem  jurídico.  #  Atualmente  não  se  fala  mais  em  dolo  genérico  e  em  dolo  específico. Ex.: o agente previu lesão e homicídio e  dirige  a  sua  vontade/conduta  para  a  lesão  (desejo). É uma hipótese de progressão criminosa. Dolo  eventual:  o  agente.

   A  culpa. Conduta  Voluntária:  a  vontade  do  agente  limita‐se  à  realização  da  conduta  e  não  à  produção do resultado naturalístico. 33.:  em  um  avião  há  90  passageiros  e  entre  eles  o  meu  desafeto.  Art. senão quando o pratica dolosamente.  x.  também  elemento  subjetivo  implícito  do  tipo. II do Código Penal Militar  Art.  já  no  dolo eventual o resultado paralelo é incerto. II do CP  Art. Dolo  de  Segundo  Grau:  é  o  chamado  dolo  de  conseqüências  necessárias.  Será  estudado  com  mais  detalhes  no  assunto erro de tipo.  prevendo‐o. Elementos da culpa  i..    2.  a  que  estava  obrigado  em  face  das  circunstâncias.  quando  o  agente.  O  crime  culposo  consiste em  um  conduta  voluntária  que  realiza  um  fato  ilícito  não  querido  ou  aceito  pelo  agente. Diz‐se o crime:   Culpabilidade  I ‐ doloso.  xiii. Dolo de Ímpeto: é o dolo repentino e pode servir como atenuante.  nesses  casos.   Para o Código Penal Militar o dolo e a culpa estão na culpabilidade (Teoria Causalista).  Salvo  os  casos  expressos  em  lei.  LFG  discorda.  Obs. quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi‐lo. possível. Dolo de Primeiro Grau: é o mesmo que dolo direto  xii.  atenção.  É  o  dolo  que  alcança  os  efeitos  colaterais  e  necessários.  deixando  de  empregar  a  cautela.    # Doente mental tem dolo?  Tem  consciência  e  vontade  dentro  do  seu  precário  mundo  valorativo. negligência ou imperícia.  Parágrafo  único  ‐  Salvo  os  casos  expressos  em  lei. 18.  não  prevê  o  resultado  que  podia  prever  ou.  pois  não    adianta saber antes ou depois da conduta. desnecessário. mas sim no  momento da conduta.:  dolo  de  segundo  grau  não  se  confunde  com  dolo  eventual.  Sei  que  vou  matar  os  demais  passageiros  (dolo  de  2º  grau).  Ex. senão quando o pratica dolosamente.  Para  matá‐lo  tento  explodir  o  avião  (dolo  de  1º  grau).  supondo  já  ter  alcançado  o  resultado  por  ele  visado  pratica  nova  ação  que  efetivamente  o  provoca.  de  verificação  praticamente  certa  para  a  produção  do  resultado  visado.  ninguém  pode  ser  punido  por  fato  previsto  como  crime.]  Crime culposo  II ‐ culposo. Crime Culposo    Art. supõe levianamente que não se realizaria ou que poderia evitá‐lo.  não  entendendo  a  culpa  como  elemento  subjetivo  implícito  do  tipo.    a.  ninguém  pode  ser  punido  por  fato  previsto  como  crime.  mas  sim  como  um  elemento  psicológico‐normativo.  xiv.  pois  caso  contrário. 18 ‐ Diz‐se o crime: [.  Dolo subsequente  Posterior ao crime    xi.  Há  dolo  na  conduta  do  doente  mental.   II  ‐  culposo.    Dolo Antecedente  Anterior ao crime    Dolo Concomitante  Simultâneo ao crime  Só  há  interesse  no  dolo  concomitante.  No  dolo  de  segundo  grau  o  resultado  paralelo  é  certo  e  necessário.  mas  que  foi  por  ele  previsto  (culpa  consciente)  ou  lhe  era  previsível  (culpa  inconsciente)  e  que  podia ser evitado se o agente atuasse com o devido cuidado. Nucci critica essa classificação..  a  sua  conduta  excluiria  a  Conduta  e  não  a  Culpabilidade  como  é.  ou  especial. 33. Dolo de Propósito: é o dolo refletido.  Página | 49   TEORIA GERAL DO DELITO > Fato Típico  .  dentro  do  conceito  analítico  de  crime.  ou  diligência  ordinária.  ao  dolo doente mental não se poderia sequer impor medida de segurança. Dolo  Geral:  ocorre  quando  o  agente.   Excepcionalidade do crime culposo   Parágrafo  único. quando o agente deu causa ao resultado por imprudência. eventual.

  iv.  A ESTRUTURA DO CRIME É DOLOSA.   O  juiz  comunicará  a  condenação  ao  Conselho  Federal  da  categoria  profissional  a  que  pertença o agente. segunda parte do CP).  Apesar  de  a  ação  ser  dolosa  o  agente  responde  por  culpa  atendendo  a  políticas criminais (art. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos.  2. Nexo Causal entre conduta e resultado:  v.  a  culpa  somente quando expressa.  culposamente.   Prescrever  ou  ministrar.  e.  Dolo Eventual  Culpa Consciente.  e  consistia  na  presunção  de  culpa  pela  simples  inobservância  de  uma  disposição  regulamentar.  supondo  estar  agindo  acobertado  por  uma  excludente  de  ilicitude  (descriminante  putativa).  Obs. devendo ser comprovada. Espécies de culpa  i.  fantasia  certa  situação  de  fato.  No  silencia  eu  só  vou  punir  o  dolo. Previsibilidade:  possibilidade  de  conhecer  o  perigo.  É  a  chamada culpa sem previsão. Culpa Própria ou Propriamente Dita: é aquela que o agente não quer e não assume o risco  de produzir o resultado.  vi.  drogas. Culpa  Inconsciente:  o  agente  não  prevê  o  resultado  que.  3. Tipicidade:  é  extraído  do  art. Ocorre mutatio libeli.    Mutatio  libeli  (art.  384  do  CPP)  no  caso  de  acusação  para  culpa  por  negligência  e  posteriormente  descobre‐se que a modalidade foi imprudência.  com previsão  CULPA  33 Prevê                                                                   Art.  iii.  por  erro  evitável  (inescusável). Obs. Culpa In  Re Ipsa:  culpa presumida.  §1º  ‐  Descriminantes  putativas)  é  aquela  em  que  o  agente.: hoje.343/06 33 ) – o crime se consuma com simples entrega da receita ao paciente. Culpa  Imprópria/Por  Equiparação/Por  Assimilação/Por  Extensão:  (art.  iv.  20. Imprudência: afoiteza. Página | 50   TEORIA GERAL DO DELITO > Fato Típico  . a culpa não mais se presume.  mas  espera  que  ele  não  ocorra.  §único  do  CP.  em  razão  disso. Resultado  naturalístico:  com  isso  conclui‐se  que  todo  crime  culposo  é  material.: o direito penal não admite compensação de culpas em caso de culpa concorrente de vítimas. também  conhecida por culpa  “in re ipsa”.  Parágrafo  único. Obs.  caso  em  que  o  perigo é conhecido.  18. não exige  sequer o uso da droga.  ii. ofício ou profissão. PORÉM É PUNIDO COMO SE CULPOSO FOSSE.  Exceção  (hipótese  de  crime  culposo  sem  resultado  naturalístico)  é  o  art.  As  formas  de  violação  do  dever  de  cuidado  são  imprudência.  É  por  isso  que  tem  doutrina  admitindo  tentativa  na  culpa  imprópria  porque  na  verdade  tem  estrutura de crime doloso.  provoca  intencionalmente  um  resultado  ilícito. 20.  ii.  supondo  poder evitá‐lo ou conta com a sorte.  entretanto.  38  da  Lei  de  Drogas  (11.  v.  tratava‐se de  modalidade  de  culpa  admitida  pela  legislação  penal  existente  no  Brasil  antes  do  CP  de  1940.  era  previsível.  Não  significa  previsão. Negligência: ausência de precaução.  negligência e imperícia – modalidades de culpa:  1.  ou  fazê‐lo  em  doses  excessivas  ou  em  desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena ‐ detenção. e pagamento de 50 (cinqüenta)  a  200  (duzentos)  dias‐multa. Violação  do  Dever  de  Cuidado  Objetivo:  o  agente  atua  em  desacordo  com  o  que  esperado  pela  lei  pela  sociedade.  38.    Prevê o resultado  Quer o resultado  Dolo Direto  A diferença está na  intensidade da  vontade  DOLO  Prevê o resultado  Assume o risco  Não quer e não  aceita – supõe  poder evitar. É a chamada culpa com previsão. Imperícia: falta de aptidão técnica para o exercício de arte.: na culpa consciente existe previsão e não previsibilidade. §1º.  sem  que  delas  necessite  o  paciente.  iii.    b. Culpa  Consciente:  o  agente  prevê  o  resultado.

  O resultado  imprevisto era  previsível    A  diferença  do  dolo  eventual  e  da  culpa  consciente  não  está  na  previsão.  Homicídio decorrente de racha tem prevalecido dolo eventual. mas prevalece a culpa consciente.      __________  Culpa Inconsciente  Página | 51   TEORIA GERAL DO DELITO > Fato Típico  . A diferença está no campo da vontade. inclusive no STJ.  pois  em  dois  casos  eles  prevêem. Há jurisprudência em ambos sentidos.  Pessoa  morta  por  acidente  de  trânsito  que  conduzia  o  veículo  embriagado.  Embriaguez  ao  volante  tem prevalecido culpa consciente.

Conduta dolosa visando resultado menos grave.  c.  pois  o  agente  sabe o que faz.  b. Crime  doloso    [agravado]    culposamente.  por  pensar  estar  abrigado  por  uma exigência normal do casamento.  No  crime  preterdoloso. Crime  culposo    [agravado]    dolosamente.7.    Elementos do crime preterdoloso:  a. Inevitável (escusável):  Página | 52   TEORIA GERAL DO DELITO > Fato Típico  .  Cuida‐se  da  espécie  de  crime  agravado  pelo  resultado. Preterdoloso  Previsão legal: art. mas sim vias de fato.4.  Sexta ‐ feira. 19 do CP  Agravação pelo resultado  Art.  Manter  conjunção  carnal  com  a  esposa  sem  o  seu  consentimento. incêndio culposo agravado pela morte culposa.  Ex. Erro de proibição. o empurrão não é lesão corporal.  129.  Se  o  caçador  soubesse  que  era  uma  pessoa  e  não  um  animal  não  atiraria.:  lesão  corporal  seguida  de  morte  ou  homicídio  preterdoloso.  decorrência  de  negligência. pois trata‐se de uma contravenção e fica absorvida pelo homicídio.1.  advindo  resultado  mais  grave.   15   de   outubro   de   2010.4.    1.  §3º do CP? Não.1.  Ex.5 Erro de tipo  No erro de tipo há falsa percepção da realidade (o agente não sabe o que faz).  c. porém desconhece a ilicitude da conduta. Ex. Vias de fato seguida de morte não tem  um tipo específico. Crime culposo   [agravado]   culposamente.:  homicídio  culposo  agravado  pela  omissão  de  socorro.    O erro de tipo está divido em erro de tipo essencial e erro de tipo acidental.  19 ‐  Pelo  resultado  que  agrava  especialmente  a  pena. Crime doloso   [agravado]   dolosamente.  Erro  de  tipo  essencial. Resultado  culposo  +  grave  do  que  o  resultado  desejado  –  o  crime  culposo  se  decorrente  de  caso  fortuito ou força maior não se imputa o resultado ao agente. mas acaba furtando sal.  Ao  ir  caçar  e  pensando  se  tratar  de  um  animal  atira  em  um  arbusto.1984)  Espécies de crimes agravados pelo resultado:    a. Erro de tipo acidental. acredita não se tratar de conduta ilícita. pois se  for avisado que se trata de sal. Ex. depois de corrigir  continua agindo ilicitamente. Erro de tipo. ERRO DE TIPO ESSENCIAL  1.  Erro  de  tipo  essencial:  recai  sobre  dados  principais  do  tipo.209.: homicídio qualificado.  havendo  verdadeiro  concurso  de  dolo  e  culpa  no  mesmo  fato  (dolo  na  conduta  e  culpa  no  resultado).    Não  se  confunde  com  o  erro  de  proibição  que  não  há  falsa  percepção  da  realidade.  Se  alertado  sobre  o  erro  o  agente  deixa  de agir ilicitamente.   3.  b.(Redação dada pela Lei nº 7.  FIGURA  HÍBRIDA. de 11.  “A” vai ao supermercado e quer furtar açúcar.  só  responde  o  agente  que  o  houver  causado  ao menos culposamente. Nexo causal entre conduta e resultado    Ex.  Lesão  seguida  de  morte  é  o  art.  Somente  a  quarta  espécie  é  que  define  o  preterdolo. pensando se tratar do próprio.  Ocorre  que  era  uma  pessoa  e  não  um  animal. iria corrigir o comportamento e continuar agindo ilicitamente. Se alertado o agente.  Portanto  o  preterdolo  é  uma  espécie  de  crime  agravado pelo resultado.  o  agente  pratica  um  crime  distinto  do  que  havia  projetado  cometer.  Pegar um guarda‐chuva idêntico ao seu.:  empurrão  em  alguém  que  vem  a  bater  a  cabeça  e  morre.    Erro de tipo acidental: recai sobre dados secundários do tipo.  d.  4.  e.

Previsão Legal: não há previsão legal.:  quero  subtrair um relógio de ouro. se previsto em lei. 61. 20. pretendida.  portanto. MAS SOMENTE DE REPRESENTAÇÃO).3.2.1. atendendo‐se ao disposto no § 3º  do  art.1.:  “A”  quer  matar  seu  pai. atinge pessoa diversa da  pretendida.   1. Erro sobre a pessoa ‐ § 3º ‐ O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não  isenta de pena.  Atira  enquanto  seu  pai  conversava  com  seu  tio.  Atira  e  só  depois  percebe  que  lá se escondia uma pessoa.  2. Ex. mesmo o pai estando vivo.Consequências: não exclui o dolo.2. Responderá por  parricídio.1.  objeto  sobre  o  qual  recaiu  a  conduta  criminosa. ao invés de atingir a pessoa que  pretendia ofender.  a  interpretação  tem  que  ser  sempre  in  dúbio  pro  reo.2. Erro de tipo acidental sobre a pessoa:  2.  2. responde como se tivesse praticado o crime contra aquela. por erro de representação. MAS HÁ ERRO DE EXECUÇÃO).3. Evitável  (inescusável):  sendo  o  erro  evitável  exclui  o  dolo. o agente.1.2.  onde  o  grau  de  instrução  e  a  idade  do  agente.  imagina  que  o  animal  se  esconde  num  arbusto.Previsão Legal: art.  Ex.2. neste caso.  a  segunda  corrente  trabalha  com  as  circunstâncias  do  caso  concreto.  da  mesma  forma. de 11.   1.1. 73 ‐ Quando. por acidente ou erro no uso dos meios de execução.  Exclui  o  dolo  porque  não  há  consciência.  não  exclui  culpa.(Redação dada pela Lei nº 7.  2.  No  horário  de  sempre.  2.  não  isenta  de  pena.  Exclui  a  culpa  porque  se  era  inevitável  era  também  imprevisível.3.  2.Conceito:  o  agente  representa  equivocadamente  a  pessoa  que  busca  atingir.  aplica‐se  a  regra  do  art.1984)    36  Erro na execução ‐ Art. não isenta de pena e significa que o agente  responde pelo crime.2. o agente responderia pelo objeto atingido e não sobre o pretendido.  atingindo  outra. Conseqüências:  no  caso  do  erro  inevitável  exclui  dolo  e  a  culpa.  Pune‐se  a  culpa  porque  existe previsibilidade. mas.3. não exclui a culpa.  2.Previsão Legal: art.Conceito:  erro  que  recai  sobre  elementares. atinge pessoa diversa.    2. Não se consideram. se previsto em lei.  pois  não  há  previsão  legal  e.  imaginando  ser  seu  pai. (NÃO HÁ ERRO DE REPRESENTAÇÃO.  1.Conceito:  o  agente  representa  equivocadamente  a  coisa  visada. (Incluído pela Lei nº 7.  dados  principais  do  tipo  penal.:  fulano.  pretendido  ou  o  atingido?  Considera‐se  o  objeto  atingido.209.  ao  abrir  a  porta  de  entrada.209.  Ex.Consequências:  não  exclui  o  dolo.  Ex.1.  Uma  diz  que  se  deve  levar  como  parâmetro  o  homem  médio.  durante  atividade  de  caça.1984)    Página | 53   TEORIA GERAL DO DELITO > Fato Típico  34 .  A  doutrina  moderna  fica  com a segunda corrente. 20.2.1.  2.  No  caso  de  ser  também  atingida  a  pessoa  que  o  agente  pretendia  ofender.  porém  pune‐se  a  culpa  se  o  crime  tiver  modalidade culposa.2.  Segundo  Zaffaroni  deve‐se  responder  pelo  objeto  que  menos  prejudicar  o  réu.  O  agente  responde  pelo  crime  praticado.  20  deste  Código.  “A”  dispara  contra  quem  entra.    Para  se  determinar  quando  o  crime  é  evitável  ou  não  há  duas  correntes.: “A” pretendendo matar seu pai coloca‐se em posição para disparar no momento em  que  seu  ascendente  entrar  em  casa. §3º do CP 35 .  20  ‐  O  erro  sobre  elemento  constitutivo  do  tipo  legal  de  crime  exclui  o  dolo.7.  se  invertêssemos  o  exemplo. senão as da pessoa contra quem o agente queria  praticar o crime. Erro de tipo acidental na execução – “aberratio ictus”:   2.2.  Pela  indefinição  de  quem  é  o  homem  médio. as condições ou qualidades da vítima.3. O simples fato de haver erro exclui o dolo porque não há consciência.  mas  permite  a  punição por crime culposo. ERRO DE TIPO ACIDENTAL  2. de 11.                                                                 Erro  sobre  elementos  do  tipo  ‐  Art.  70  deste  Código.  20  ‐  O  erro  sobre  elemento  constitutivo  do  tipo  legal  de  crime  exclui  o  dolo.3.Conceito: o agente.  Então. acabo por subtrair relógio de latão.1. inclusive com a agravante do art.  Deve‐se  observar  o  objeto  querido.7.    35   Erro  sobre  elementos  do  tipo  ‐  Art. por acidente ou erro no uso dos meios de execução.  1. “caput” do CP 34 .  ofendendo  pessoa  diversa.Previsão Legal: art. Erro de tipo acidental sobre o objeto:  2. 73 do CP 36 . Consideram‐se as qualidades da vítima virtual.  apesar  de  ter  representado  corretamente  a  pessoa  vítima.  bem  como  as  circunstâncias  de  tempo  e  local  do  crime  interferem  na  evitabilidade  ou  não  do  erro.  Por  inabilidade  do  atirador  acaba  por  atingir  o tio.  Logo  percebe  que  atingiu  seu  tio  (NÃO  HÁ  ERRO NA EXECUÇÃO.1.  mas  permite  a  punição por crime culposo.1.

  sobrevém resultado diverso do pretendido. Erro  sobre  o  nexo  causal  em  sentido  estrito:  o  agente.  Ex. Há uma inabilidade do agente. 20.  sob  pena  de  prevalecer  a  impunidade.Previsão Legal: criação doutrinária  2.  2ª  CORRENTE  (prevalece)  –  não  se  considera  o  nexo  representado. (Redação dada pela Lei nº 7.  provoca  o  resultado  pretendido. aplica‐se a regra do art. Erro de tipo acidental sobre o nexo causal – “aberratio causae”:  2.5.1. 3ª CORRENTE – “in  dubio pro reo” – nexo que mais beneficie o réu.Consequência:  não  isenta  de  pena  o  agente  responde  pelo  crime  produzido  diverso  do  pretendido a título de culpa.Consequências:  não  exclui  o  dolo.2.  • O resultado provocado é o mesmo do  • O  resultado  provocado  é  diverso  do  pretendido. efetivo.  2.  mas  desvio  de  execução.  pretendido  • Relação Pessoa X Pessoa  • Relação Coisa X Pessoa    2. Erro de tipo acidental resultado diverso do pretendido – “aberratio criminis”:  2.4.Conceito:  o  agente  por  acidente  ou  erro  na  execução.:  “A”  quer  matar  “B”  pondo  uma  bomba  no  veículo  deste.  2. §3º  Representação  ERRADA  Execução CORRETA    2.4.  por  acidente  ou  erro  na  execução  do  crime.3.  porém  com  nexo  diverso  do  representado.  2.  2. Há 3 correntes: 1ª CORRENTE – considera‐se o  nexo  representado  e  não  o  nexo  real. vindo “B” a morrer afogado.  provoca  lesão  em  bem  jurídico  diverso  do  pretendido.3.:  “A”  quer  destruir  veículo  de  “B”.5.3.209.3. 73  Art.  2. O agente responde  pelo crime pretendido e efetivamente provocado.  74 ‐  Fora  dos  casos  do  artigo  anterior.4. 74  Espécies de erro na execução  • O  agente  atinge  o  mesmo  bem  • O  agente  atinge  bem  jurídico  diverso  jurídico  pretendido.    Art.1. Erro na execução: erro no uso dos meios. mas sim o nexo real.    Art. 70 deste Código.Espécies:  2.  mediante  conduta  desenvolvida  em  dois  ou  mais  atos.2.2.4. se o fato é previsto como crime culposo.Conceito: o erro sobre o nexo causal tem duas espécies.  Não  há  inabilidade  do  agente.Consequência: não exclui dolo.  Durante  a  queda  “B”  bate  a  cabeça  numa  rocha  e  morre em razão do traumatismo craniano. se ocorre também o  resultado pretendido.Previsão Legal: art. Erro  na  execução:  por  acidente. não isenta o agente de pena.  Obs. causando nele a morte.3. não exclui culpa.  Acontece  que.   2. Assume o risco de qualquer meio.4.  2.2.  Ex. Dolo  geral:  o  agente.  Responderá  como  se  tivesse  atingido  o  próprio  pai.  Atira  contra  o  automóvel  um  pedra  que  acaba  atingindo o motorista.2. o carro foi emprestado para outro. 73  Representação  CORRETA  Execução ERRADA                                                                 Resultado  diverso  do  pretendido ‐  Art.  no  dia.  74  do  CP  se  o  resultado  produzido  é  menos  grave  (atinge  bem  jurídico  de  menor  importância)  do  que  o  resultado  pretendido.  provoca  o  resultado  visado.  diversa.  porém  com  nexo  diverso  do  representado.5.3.7.  não  isenta  de  pena.  2.2.  pretendida.  37 Art. de 11. É o que prevalece. deve o agente responder pela tentativa do resultado pretendido.:  “A”  empurra  “B”  de  um  penhasco  para  que  morra  afogado.  imaginando que a vítima está morta joga o corpo no mar.  mediante  um  só  ato.  Ex. 74 CP 37  ‐ significa que se trata também de um crime com erro na execução.4.  não  exclui  de  culpa.5.1984)  Página | 54   TEORIA GERAL DO DELITO > Fato Típico  .5.3.5.1.1.4.  quando.  Obs.  Ex.:  atingindo  também  a  vítima  pretendida  há  concurso  formal  de delitos. o agente responde por culpa.  Neste  caso.:  alerta  Zaffaroni  não  se  aplicar  o  art.  Consideram‐se  as  qualidades  da  vítima  virtual.  mas  de  pessoa  do pretendido.:  “A”  atira  em  “B”.  O  agente  responderá  pelo  crime.

 o título ao  portador ou transmissível por endosso.4.  No  Processo  Penal  não  há  aberratio  ictus.  Se  pessoa  percebe  o  erro  responderá  por  dolo. Trata‐se de  erro  que  recai  sobre  valorações  jurídicas.:  “A”  falsifica  cheque  desconhecendo  tratar‐se  de  documento  público  por  equiparação  (art. e multa.  O  paciente  morre  em  razão  das  conseqüências da substância.  documento  público.  ou  alterar  documento  público  verdadeiro:  Pena ‐  reclusão.  Escusável Erro de tipo  essencial Inescusável ERRO DE TIPO ERRO ERRO DE  PROIBIÇÃO Erro de tipo  acidental Erro sobre o  objeto Erro sobre a  pessoa no uso dos meios Erro na execução na execução Resultado  diverso do  pretendido Erro de nexo dolo geral erro de nexo em  sentido estrito   4.  4.  não  exclui  culpa. Para a determinação da competência não há aberratio ictus. pois o agente sabe da proibição do seu comportamento.    Página | 55   TEORIA GERAL DO DELITO > Fato Típico  38 .4.  Consequências:  quem  determina  dolosamente  o  erro  de  outrem  responde  por  crime  doloso. §2º do CP  Conceito:  no  erro  de  tipo  o  agente  erra  espontaneamente.  Conceito:  não  se  confunde  com  o  erro  de  tipo.  de  dois  a  seis anos. 297.  existe  uma  terceira  pessoa  que  induz  o  agente  a  erro  (erro  não  espontâneo). mas era possível perceber responderá por culpa.  Troca  a  ampola  e  orienta  a  enfermeira  a  ministrar  o  medicamento  no  doente.  Também  não se confunde com o erro de proibição.1.    DELITO PUTATIVO POR ERRO DE TIPO – DELITO DE  ERRO DE TIPO  ALUCINAÇÃO  Há falsa percepção da realidade.  Quem  determina  culposamente  responde  por  crime  culposo. Podendo o erro servir como atenuante inominada.7 Erro provocado por terceiro  Art.. §2º 38 ).  não  isenta  de  pena. [.  O  agente  “A”  quer  matar  um  investigador  de  polícia  que  conversa  com  um  agente  da  polícia  federal.  O agente ignora a presença de elementar  O agente ignora a ausência de elementar  O agente não sabe que pratica fato típico  O agente não sabe que pratica um indiferente penal                                                                 Art.  Já  no  erro  determinado.:  médico  quer  matar  o  paciente.  Ex.  O  agente  interpreta  equivocadamente  o  sentido  jurídico  do  seu  comportamento.  Ex. equiparam‐se a documento público o emanado de entidade paraestatal.  297 ‐  Falsificar.  no  todo  ou  em  parte.  pois  não  há  falsa  percepção  da  realidade.] § 2º ‐ Para os efeitos penais.  se  a  pessoa não percebeu.  O  atirador  responde  por  121  considerando‐se  as  qualidades  da  vítima pretendida.  O  agente  responde  pelo  crime praticado.6 Erro de subsunção  Previsão legal: não tem.4. os livros mercantis e o testamento particular.  por  si  só. 20.  Acaba  matando  o  agente  da  polícia  federal.1.  Esse  instituto  é  trabalhado  em  razão  da  vítima  pretendida  somente para fins de tipificação..4.  Consequências:  não  exclui  o  dolo. as ações de sociedade comercial.

        Ex.  Página | 56   TEORIA GERAL DO DELITO > Fato Típico  .:  atirar  em  cadáver  imaginando  que  seja  pessoa  dormindo.

  O  agente  deixa  de  agir  de  acordo  com  o  que  determinado  pela  norma.  há  uma  subsunção indireta. é um agir proibido.9 Do Crime Omissivo  Para se entender o  crime  omissivo.1984)  Art.  este  último  também  chamado  de  comissivo  por  omissão.  Conclusão:  o  crime  omissivo  infringe  tipo  mandamental (que manda agir). deve‐se entender o que é  um  tipo penal.4.  4.  São  exemplos  de  garantes:  pais  em  relação  ao  filho. 135 do CP – omissão de socorro. Art.  13 ‐  O  resultado. Irá responder por  subsunção direta.  É  um  não  agir  como  determinado.4.  pessoas  que  devem evitar o resultado.  ou  seja.  • A  omissão  está  descrita  no  próprio  tipo  •  O  agente  responde  pelo  resultado  como  penal.7.  lesão  corporal  etc).   4. 13.  Para  este.      OMISSÃO PRÓPRIA  OMISSÃO IMPRÓPRIA  • O  agente  tem  dever  genérico  de  agir. §2º do CP.  Crime  omissivo  impróprio.  • Crime  de  mera  conduta.  Dever  jurídico  atinge  quem  dever  indistintamente. assumiu a responsabilidade de impedir o resultado. b)  de outra forma.  tem  qualidade  de  garantidor.  Conclusão:  o  crime  comissivo  infringe  um  tipo  proibitivo.  O agente age em desacordo com o que determinado pela norma..  deve‐se  entender  tipo  proibitivo.: art.    Deve‐se sempre buscar descobrir quem é a pessoa que se omite.  somente é imputável a quem lhe deu causa.  referidos  no art. proteção ou vigilância.  b) De  uma  Cláusula  Geral:  descreve  os  garantidores.1.  Entre  a  omissão  e  o  tipo  há  uma  se o tivesse provocado. criou o risco da ocorrência  do resultado.] Relevância da omissão § 2º ‐ A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e  podia agir para evitar o resultado. dever de solidariedade. c) com seu comportamento anterior.    Página | 57   TEORIA GERAL DO DELITO > Fato Típico  .  Ex.  A norma mandamental pode decorrer:  a) Do  próprio  tipo  penal:  a  omissão  criminosa  vem  descrita  no  próprio  tipo.1.  de  11.  guia  turístico  em  relação  aos  turistas. para decidir se será omissão própria  ou imprópria.  admite  a  Tentativa  tentativa.  não  admite  • Crime  de  resultado  e  como  tal. O omitente responde como  se  tivesse  provocado  o  resultado  que  não  evitou  (homicídio. O dever de agir incumbe a quem: a) tenha por lei obrigação de cuidado.    # O que é crime de conduta mista?  O  crime  omissivo  pode  ser  de  omissão  própria  ou  de  omissão  imprópria.  isto  é.4.  um  tipo  que  descreve  uma  ação.  tentativa.   19   de   outubro   de   2010.1984) [.7.  o  Direito  Penal  protege  bens  jurídicos  proibindo  algumas  condutas  desvaliosas. Considera‐se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.  O  Direito Penal  protege  bens  jurídicos  determinando  a  realização  de  condutas  valiosas. de 11.  de  que  depende  a  existência  do  crime.  Dever  • O  agente  tem  o  dever  jurídico  de  evitar  o  Espécie de  genérico  é  aquele  que  atinge  a  todos  resultado.  A  Subsunção  omissão  deverá  passar  pelos  casos  do fato à  previstos  no  §2º  do  art.4.. Crime omissivo próprio.209.  Crime  de  conduta  mista  é  possível  que  o  crime  seja  composto  de  uma  39                                                                Relação  de  causalidade(Redação  dada  pela  Lei  nº  7.  Terça ‐ feira. (Redação  dada pela Lei nº 7.  13  para  norma  responder  pelo  tipo  que  descreve  a  ação  a  qual  deveria  ter  praticado.8 Do Crime Comissivo  Para  se  entender  crime  comissivo.209.  empurrar  pessoa em uma piscina e não ajudar ao ver que a pessoa está a se afogar. §2º do CP 39 . 13.

  porque  não  tem  resultado  naturalístico  então  dispensa o nexo.  resultado.. O resultado naturalístico é  imprescindível.4.  Conduta.]  4.   # Todo crime tem resultado normativo?  Todo  crime  tem  resultado  normativo. dentro no prazo de 15 (quinze) dias.  I.  o  crime  formal  tem...  O  delito de extorsão é considerado de mera conduta (conforme súmula 96 do STJ 41 ).983.  Alguns dizem que o crime de apropriação indébita previdenciária é crime omissivo.  §ún.                                                                   Apropriação  de  coisa  havida  por  erro.  4.  b) Normativo (jurídico): da conduta resulta lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico tutelado.4. Crime  formal  ou  de  consumação  antecipada:  o  tipo  penal  descreve  conduta  mais  resultado  naturalístico.2.  II  CP 40   e  art.  168‐A.  ou  seja.  Apropriação indébita previdenciária (Incluído pela Lei nº 9.  antijurídico  e  culpável. nexo e tipicidade. de 2000)  Art. ato obsceno.  no  prazo e forma legal ou convencional: (Incluído pela Lei nº 9.4.    nexo e tipicidade.. ou multa.  caso  fortuito  ou  força  da  natureza  Art.  não  há  crime  sem  lesão  ou  perigo  de  lesão  ao  bem  jurídico.  conduta  comissiva  precedente  e  omissiva  subseqüente. 168‐A).  Para  ser  fato  típico  deve  haver  conduta.  deixando  de  restituí‐la ao dono ou legítimo possuidor ou de entregá‐la à autoridade competente.  O  resultado  normativo  orienta  a  tipicidade material.4.    # Todos os crimes têm resultado naturalístico?  O  crime  material  tem  resultado  naturalístico.]  Apropriação  de  coisa  achada  II ‐  quem  acha  coisa  alheia  perdida  e  dela  se  apropria. Esse resultado do fato típico é o naturalístico ou o normativo?    1ª CORRENTE  O resultado que integra o fato típico é o naturalístico  Elementos do fato típico  Crime material  Crime não material  2ª CORRENTE (prevalece)  Para  a  tipicidade  formal  interessa  o  resultado  naturalístico.  169. Parágrafo único ‐ Na mesma pena  incorre:  [.  nexo. caso fortuito ou força da natureza: Pena ‐ detenção.  O  resultado  naturalístico  é  dispensável  porque  sua  consumação  ocorre  no  momento  da  conduta. Crime  de  mera  conduta:  o  tipo  penal  descreve  uma  mera  conduta  sem  resultado  naturalístico.  II.    41  Súmula 96 do STJ ‐ O CRIME DE EXTORSÃO CONSUMA‐SE INDEPENDENTEMENTE DA OBTENÇÃO DA VANTAGEM INDEVIDA.  Deixar  de  repassar  à  previdência  social  as  contribuições  recolhidas  dos  contribuintes. de 2000) [.  Conduta  e  tipicidade.  III.  169 ‐  Apropriar‐se  alguém  de  coisa  alheia  vinda  ao  seu  poder por erro.  mas  é  dispensável  e  o  de  mera  conduta não tem.  um  misto  de  ação  e  omissão  (art.  resultado.  total  ou  parcialmente.    #  Crime  é  fato  típico.  é  composto  de  conduta.1 Classificação do delito quanto ao resultado  Crime material: o tipo penal descreve conduta mais resultado naturalístico.  resultado  e  tipicidade.    Página | 58   TEORIA GERAL DO DELITO > Fato Típico  40 . mas na verdade é  um crime de conduta mista.983.  Elementos do fato típico  Crime  material  ou  não. de um mês a um ano.2 Resultado  Espécies de resultado:    a) Naturalístico: da conduta resulta alteração física no mundo exterior.

  a.4.  Causa  é  toda  ação  ou  omissão  sem  a  qual  o  resultado  não  teria  ocorrido.3 Nexo de causalidade  4.  o  aplicador  deve  proceder  a  eliminação  da  conduta  do  sujeito  ativo  para  concluir  pela  persistência  ou desaparecimento do resultado. inserindo‐se na sua esfera de  autoria por ter sido ele o agente do comportamento. Concomitantes: a causa efetiva e a concorrente são simultâneas. pois não tiveram dolo e nem culpa no resultado criminoso.  Para  evitar  isso. Supervenientes: a causa efetiva é posterior à causa concorrente.  a. Preexistentes: a causa efetiva antecede a causa concorrente.  Teoria  da  equivalência  dos  antecedentes  causais  que  é  causa  toda  ação  ou  omissão  sem  a  qual  o  resultado  não  teria  ocorrido.  como  um  fato.  Considera‐se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.  A responsabilidade se divide em  causalidade objetiva e causalidade subjetiva.  dizendo  alguns  doutrinadores  que  regressaria  a  Adão  e  Eva. é dizer.  Relação de causalidade  Art.  Cuidado!  Não  confundir  tipicidade  formal  e  material  com  crime  formal  e  material.  4.  b.  4.    1 ABSOLUTAMENTE INDEPENDENTE: a causa efetiva do resultado não se origina da causa concorrente.1 Conceito  Vínculo  entre  conduta  e  resultado. somente é imputável a quem lhe deu causa. Preexistentes: a causa efetiva antecede a causa concorrente.  RELATIVAMENTE  INDEPENDENTE:  a  causa  efetiva  do  resultado  se  origina  diretamente  ou  indiretamente  da causa concorrente.  O  estudo  da  causalidade  busca  concluir  se  o  resultado. desaparecendo é causa.  Todos  os  crimes  têm  tipicidade formal e material. segundo a qual não é possível retroceder além dos limites de uma  vontade livre e consciente.    compra de  bolo •é causa compra de  veneno +  misturar no  bolo ingerir suco  de laranja •não é causa servir o bolo •é causa MORTE (Resultado) •CAUSA??? •é causa     A  doutrina  clássica. ocorreu da conduta e se pode ser atribuído objetivamente.  c.2 Concausas  Pluralidade de causas que concorrem diretamente para a produção de determinado resultado.  formulou a chamada proibição de regresso.  Causalidade  objetiva  (causa/efeito)  mais  causalidade  específica  é  que  gera  responsabilidade  penal  pelo fato.  c. ao sujeito ativo.  procurando  estabelecer  limitações  à  teoria  da  equivalência  dos  antecedentes.. todas as  causas  concorrentes  se  põem  no  mesmo  nível  de  importância. [. dirigida à produção do resultado.4. Deve‐se analisar dolo e culpa. generalizando as condições.4. A causalidade  regressa  à  origem. 13 ‐ O resultado.4. para evitar o regresso ao infinito.  b.  criaram  a  causalidade  subjetiva  que  abriga  o  dolo  e  a  culpa  voltada  para  o  fato  criminoso.  mais  a  Teoria da Eliminação hipotética dos antecendentes causais.. Supervenientes: a causa efetiva é posterior à causa concorrente. não é causa.3. de que depende a existência do crime. Concomitantes: a causa efetiva e concorrente são simultâneas.  Por  isso  que  os  pais  de  um  assassino  não  serão punidos. Persistindo.  equivalendo‐se  em  seu  valor  (Teoria  da  equivalência dos antecedentes causais ou “conditio sine qua non”).]  O artigo 13 “caput” do CP adotou a causalidade simples.4.  Teoria  da  Eliminação  Hipotética  dos  antecedentes  causais:  no  campo  mental  da  suposição  ou  da  cogitação.4.3.    2   Página | 59   TEORIA GERAL DO DELITO > Fato Típico  .

  A causa efetiva se originou da causa concorrente? Não.  entende  que  a  aplicação  da  teoria  da  causalidade  simples.  relativamente independente.  Qual crime praticou o agente? Homicídio consumado.  Sem  conluio entre ambos. absolutamente independente.  A causa efetiva é simultânea à causa concorrente? Sim.  As causas absolutamente independentes e a relativamente independente preexistente e concorrente  exigem  causalidade  simples  (art.  As  20  horas  “B”  dispara  contra  a  mesma  vítima. superveniente. então é preexistente.  A causa efetiva (hemofilia) se originou da causa concorrente? Sim.    #  A  causa  efetiva  (ataque  cardíaco)  se  origina  da  causa  concorrente  (disparo)?  Sim.  A  causalidade  relativamente  independente  superveniente  se aplicará o art.: um tiro é proferido por “A” e a vítima morre em razão de um ataque cardíaco por assustar com o  tiro.    Relativamente independente concorrente  Ex.:  as  19h  “A”  envenenava  a  vítima.: “A” às 19 horas ministra veneno para a vítima. Uma vítima saudável não morreria em razão desse golpe.  A  causa  efetiva  (tiro)  se  originou  da  causa  concorrente  (veneno)?  Não.    Absolutamente independente superveniente  Ex.  A causa efetiva é anterior à causa concorrente? Sim.    A  jurisprudência.  Qual crime imputar a causa concorrente? Homicídio tentado. são relativamente independentes.:  as  19  horas  “A”  ministra  veneno  na  vítima.    Absolutamente independentemente preexistente  Ex.  Esta  vítima  era  hemofílica. mas em razão da  hemofilia acabou morrendo.  A causa efetiva é posterior à causa concorrente? Sim.  A causa efetiva é anterior à causa concorrente? Sim.  No  mesmo  horário  “B”  e  atirou  na  vítima.  no  exemplo  do  hemofílico. §1º do CP. ambas ocorreram no mesmo horário.    CONCLUSÃO: nas causas absolutamente independentes o agente responderá sempre por tentativas.:  “A”  deu  um  golpe  de  faca  na  vítima  com  a  intenção  de  matar.  Qual crime praticou quem envenenava? Irá responder também por homicídio tentado.  logo. concomitantes.  sem  perquirir  a  consciência  do  agente  a  respeito  da  doença  configura  responsabilidade  penal  objetiva. Morre as 21h em razão de traumatismo craniano.  # A causa efetiva é simultânea à causa concorrente? Sim.  A  vítima  morreu  em  razão do disparo – sem concurso de pessoas.        Página | 60   TEORIA GERAL DO DELITO > Fato Típico  .  A causa efetiva se originou da causa concorrente? Não. As 20h ocorre a queda  de um lustre na cabeça  da  vítima. 13. logo.    Absolutamente independente concomitante  Ex.  Essa  vítima morre por consequências da hemofilia.  Aquele que atira responde por homicídio consumado. Porém o golpe não seria suficiente para matar. é absolutamente independente.  caput  do  CP).  13.  Qual crime praticou o agente? Responderá o agente por homicídio tentado.    Relativamente independente preexistente  Ex.  # O atirador responde por crime? Homicídio consumado. A vítima morre às 21 horas em razão do veneno.  é  absolutamente  independente.

 iria responder pelo crime consumado.  13  ‐  O  resultado.  pois  está  na  linha  de  desdobramento  causal  normal  da  causa  concorrente. Considera‐se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.  Não estamos mais trabalhando mais com causalidade simples. desdobramento causal normal da causa concorrente. O agente responde por tentativa.  Abrangência do tipo. os fatos anteriores.  Causalidade psíquica  o Dolo/culpa  Página | 61   TEORIA GERAL DO DELITO > Fato Típico  •   . nas duas hipóteses. mas por  erro médico.  fosse  a  sua  conduta.  prevalecendo que responderá como o erro médico.  de  que  depende  a  existência  do  crime.3.  “A” querendo matar “B”.  4. 13. No exemplo do bolo envenenado. imputam‐se a quem os praticou.  por  si  só.  isto  é.    “A”  tenta  matar  “B”  com  um  tiro.  Superveniência de causa independente   §  1º  ‐  A  superveniência  de  causa  relativamente  independente  exclui  a  imputação  quando. entretanto. exatamente contrário. responderá por tentativa. §1º CP.  Realização do risco no resultado.  somente  haverá  imputação  do  resultado  ao  agente  se. dispara contra esse.  Tendo  sido  internado  e  no  momento  de  recuperação  no  hospital  desaba  o  teto  e  mata  “B”. quem deu o tiro responde pelo resultado.  somente  é  imputável  a  quem  lhe  deu  causa. A causalidade objetiva continua permitindo um  regresso  ao  infinito.     Relativamente independente superveniente  Art.  não  se  imputa  o  resultado  morte  ao  atirador.3 Imputação Objetiva  Atenção! O LFG tem um entendimento diverso. O agente responde pela consumação.  A  teoria  da  imputação  objetiva  não  quer  sequer  considerar  causa  objetiva  o  comportamento  a  ação  que não teve dolo ou culpa no resultado.  consoante as regras de experiência comum.  A  jurisprudência  é  divergente. É um evento previsível.  no  conjunto  das  causas.  ainda  que  a  responsabilidade  é  limitada  pelo  dolo  e  culpa. O erro médico é uma concausa relativamente independente superveniente. 13.  portanto.  produziu o resultado.  “Não por si só produziu o resultado” – a causa efetiva está na linha de desdobramento causal normal  da conduta concorrente. excluiria quem fez o bolo da causa  objetiva e não somente da psíquica.  Na  doutrina  tradicional  há  responsabilidade  causal  objetiva  (Teoria  da  Causalidade  Simples  +  Teoria  da Causalidade Hipotética) e causalidade psíquica (dolo/culpa). nesses dois exemplos se aplicássemos  o art. Trata‐se de um evento imprevisível. caput CP adota a causalidade simples. caput o atirador. 13. §1º CP prevê a causalidade adequada. Já o artigo 13. Chegando ao hospital o médico tenta salvá‐lo.  A infecção hospitalar poderia “por si só” produzir o resultado ou “não por si só” produziu o resultado.  O erro médico não por si só produziu o resultado.  O art. que  por não por si só produziu o resultado.  mas  objetivamente  continuo  regressando ao infinito.4.  Não que tenha sido previsto.  “Por  si  só  produziu  o  resultado”  –  a  causa  efetiva  sai  da  linha  de  desdobramento  normal  e  esperado  da causa concorrente.    TEORIA TRADICIONAL  • • Causalidade objetiva  o Nexo físico (relação de causa/efeito)  Causalidade psíquica  o Dolo/culpa  • TEORIA DA IMPUTAÇÃO OBJETIVA  Causalidade objetiva  o Nexo físico  o Nexo normativo  Criação  ou  incremento  de  um  risco não permitido.4. a mais adequada à produção do resultado ocorrente.  Relação de causalidade   Art. mas era previsível.  Quarta ‐ feira. mata o paciente.   21   de   outubro   de   2010.  Para se entender a imputação objetiva deve‐se saber onde estão as falhas da doutrina tradicional.  Não  era  previsível  que  caísse  o  teto.

  Ausência  de  criação  de  riscos:  não  há  imputação  ao  tipo  objetivo  se  a  conduta  do  autor  não  aumentou o risco ao bem jurídico (vender venenos para ratos.  nada  surge).  Risco  não  realizado  no  resultado:  o  resultado  também  não  é  atribuído  ao  autor  como  realização  do  risco  de  lesão  do  bem  jurídico  nos  casos  de  substituição  de  um  risco  por  outro.  Insurgindo‐se  contra  o  regresso  ao  infinito  da  causalidade  simples.  Em  um  segundo  momento  crime  passou  a  ser  fato  típico  constituído  de  conduta.  vindo  este  a  sofrer  lesões).  Se o resultado é a realização exclusiva de risco criado pela vítima. então  pode ser atribuído aos respectivos autores.4 Tipicidade  4.  “B”  ao  ser  socorrido  morre  em  face  de  colisão  entre  a  ambulância  que  o  transportava  e  outro  veículo.4. então é atribuível somente à vítima e não ao  autor  (a  vítima  troca  os  medicamentos).4. um nexo entre a ação omitida e esse resultado. Criação ou incremento de um risco não permitido (não tolerado pela sociedade).  Esse  nexo.1 Evolução  Em  um  primeiro  momento  havia  crime  com  fato  típico  (conduta. No crime omissivo próprio há somente a omissão de um dever  de agir.  4.  Estamos  diante  de  um  crime  de  resultado  material. Para a Teoria Clássica analisar‐se‐ia a culpa da vítima.  exigindo.  Aumento  do  Risco:  a  imputação  é  excluída  se  a  conduta  alternativa  conforme  ao  direito  tivesse  levado  COM  CERTEZA  ao  mesmo  resultado  (“A”  dirigindo  em  alta  velocidade.  A tipicidade penal era igual a uma tipicidade formal (mera operação de ajuste). No crime omissivo impróprio o dever de agir é  para  evitar  o  resultado  concreto.4.4.  a  teoria  da  imputação  objetiva  enriquece a causalidade acrescentando o nexo normativo.  resultado.  percebendo  que  “B”  será  atropelado.4 Causalidade na omissão  1º Omissão Própria – “dever de agir”.  O resultado também não deve ser imputado ao autor quando houver contribuição decisiva da vítima.3. A TIPICIDADE PENAL é a tipicidade formal mais a tipicidade conglobante que é igual a  tipicidade material mais atos antinormativos (ato não determinado ou não incentivado por lei).  Porém  a  tipicidade  penal  passou  a  ser  uma  tipicidade  formal  mais  uma  tipicidade  material.  isto  é. substância que é utilizada por um suicida).  2º Omissão Imprópria – “dever de evitar o resultado”.  No  terceiro  momento.  que  vivemos  hoje.: Princípio da Insignificância.  nexo  e  tipicidade  penal.  b.4.:  “A”  atira  em  “B”.  O  crime  é  fato  típico  constituído  de  conduta. este responderá o evento (gangrena do ferimento). para a teoria da imputação objetiva o fato sequer é típico por ausência de nexo causal.  nexo  e  tipicidade  penal).  Diminuição  do  Risco:  não  há  possibilidade  de  imputação  se  o  autor  modifica  um  curso  causal  de  modo  que  o  perigo  já  existente  para  a  vítima  seja  diminuído  (“A”. imposto normativamente.  empurra  o  amigo  ao  solo.  PARA  DIZER  SE  UM  ACONTECIMENTO  É  OU  NÃO OBRA DE UM SUJEITO).  o  vínculo  é  jurídico.  então  é  atribuído somente ao médico. dispensando a relação de causalidade (delito de mera conduta). Realização  do  risco  no  resultado  (resultado  na  linha  de  desdobramento  causal  normal  da  conduta).  Se  o  resultado  é  produto  exclusivo  do  erro  do  profissional. Abrangência do tipo (risco abrangido pelo tipo penal).  Página | 62   TEORIA GERAL DO DELITO > Fato Típico  . Se o resultado é produto combinado de ambos riscos (atirador e médico).  apenas  a  complementa  (VISA  RESOLVER  O  PROBLEMA  DA  DISTINÇÃO  ENTRE  A  AÇÃO  E  ACASO.  A  teoria  da  imputação  objetiva  não  substitui  a  teoria  do  nexo  causal.  consequentemente.  121  CP  prevenir  as mortes  causadas  por  acidentes  de veículos que não esteja sob domínio direto ou indireto do autor de um disparo.  é  equiparado  ao  verdadeiro  causador  do  resultado  (nexo de evitação ou não impedimento ‐ Zaffaroni).  não  é  naturalístico  (do  nada.  Se  o  resultado  é  produto  de  transformação  ou  desenvolvimento  do  risco criado pelo autor.  Tipicidade material relevância da lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico.  resultado. para a imputação objetiva “A” sequer é causa.  mas  como  não  o  impediu.  atropela  bêbado  que  dorme  na  pista.  no  entanto.  Erro  médico  para  salvar  vítima  de  disparo  com  intenção  de  morte.  “B”  que  dirige  seu  veículo  em  velocidade  compatível  logo  atrás  de  “A”com  certeza  atropelaria  a  mesma  vítima).  Para  a  doutrina  clássica  “A”  alegaria  estado  de  necessidade.4.  nexo e tipicidade penal.  resultado. este composto de:  a.4. Ex.  Na  verdade.  4.  c.  Não  é  objetivo  do  tipo  do  art.  o  sujeito  não  causou. embora com animus diversos.  Imputação objetiva – análise prática:  Ex.

  É  que  ordem  é  essa  em  que  o  Direito  Processual  Civil  determina  algo  que  o  Direito  Penal  proíbe.4.  Tem  como  requisitos  a  tipicidade  material  (relevância  da  lesão  ou  perigo  de  lesão  ao  bem  jurídico)  e  a  antinormatividade  do  ato  (ato  não  determinado  ou  não  incentivado por lei).  Irá  alegar  estado  de  necessidade. mas a título de culpa.  O  traficante  responde  pela  morte  de  usuário  de  drogas?  A  abrangência  do  tráfico  não  atinge  as  mortes sofridas por overdose.2 Tipicidade conglobante  Trata‐se  de  um  corretivo  da  tipicidade  penal. ou seja. mas sim toleradas. A legítima defesa e o estado de necessidade continuam excluindo a ilicitude porque  não são condutas permitidas.  porém  este  acaba  tendo  que  chamar força policial e realizando o arresto do bem  à força. pois permitidos por lei). como suas causas de exclusão (o  Estado de Necessidade e a Legítima Defesa permanecem na ilicitude.        Página | 63   TEORIA GERAL DO DELITO > Fato Típico  .  Estrito  cumprimento  de  um  dever  e  exercício  regular  de  um  direito  passam  a  excluir  o  próprio  fato  típico não mais a ilicitude.  poderá  responder  por  excesso.  A  consequência  trazida  pela  tipicidade  conglobante  foi  migrar  o  estrito  cumprimento  de  um  dever  legal e o exercício regular de direito incentivado da ilicitude para a tipicidade.      Responsabilidade objetiva não se confunde com imputação objetiva. é normativo  não participando.  Zaffaroni  criou  a  Tipicidade  Conglobante.4.  pois  vivemos  em  um  ordenamento  jurídico  que  pressupõe  ordem.  excluindo  a  tipicidade  e  não  mais  a  ilicitude.4. Por isso no caso do exemplo em que se realizou o arresto do bem à força não se pode  falar  em  crime  por  estar  o  agente  agindo  em  conformidade  com  a  lei.  4.  Se  alguém  empurrou  a  outro  caiu  e  morreu.:  juiz  determina  ao  oficial  de  justiça  a  realizar  arresto  de  um  bem.  Seria  uma desordem jurídica. O ato é não é antinormativo. Sai da abrangência do crime de tráfico.  CRIME FATO TÍPICO Conduta Resultado Nexo Tipicidade Formal ANTIJURÍDICO Tipicidade CULPÁVEL Tipicidade Conglobante Atos antinormativos ato não determinado por lei ato não incentivado por lei Tipicidade material   Ex.

  Teoria  da  Autonomia  ou  da  Absoluta  Independência:  a  tipicidade  não  tem  qualquer  relação  com  a  ilicitude.  sendo  necessário  outro  dispositivo  auxiliar.  inexistindo  qualquer exceção determinando. O art.  121  –  composto  de  elementos  positivos:  “matar  alguém”.  14  que  pune  a  tentativa.  criando  o  conceito  do  “tipo  total  do  injusto”.5 crime.]  Página | 64   TEORIA GERAL DO DELITO > Ilicitude ou antijuridicidade  .  Provada  a  tipicidade.  (2)  elementos  negativos  –  elementos  que  não  podem  estar  presentes  para  que  o  fato  permaneça  típico.3 Tipicidade formal  Espécies de tipicidade formal  Tipicidade  formal  direta:  adequação  típica  imediata. ao alterar o art. 13. 29 (comportamento do partícipe) para depois se adequar ao art.  14. II é um exemplo de norma de extensão temporal.  É  necessário  que  se  ajuste  o  fato  ao  artigo  121  deve‐se  adequar  ao  art.  desnecessário  qualquer  outro  dispositivo auxiliar.1:  norma  art.  Ex.  Com  relação  a  “A”  precisamos do art.  ( )  Teoria  da  Indiciariedade  ou  “ratio  cognoscendi”:  se  há  fato  típico  presume‐se  relativamente  que  ele  é  ilícito  –  presume‐se  sua  ilicitude. pode‐se afirmar que ilicitude é o segundo substrato de  4.  pois  até  então  o  ônus  da  defesa  em  provar  a  descriminante  prevalecia  absolutamente.  O  fato  se  ajusta  diretamente  na  norma.  ou  seja. mencionando a causa na parte dispositiva. O fato típico traz indícios de ilicitude. Não havendo ilicitude não há fato típico.  Para  essa  teoria  o  tipo  penal  é  composto  de:  (1)  elementos  positivos  –  elementos  que  devem  estar  presentes  para  que  o  fato  seja  típico.5. havendo fundada dúvida o juiz deverá absolver..   1 2 4.4.  Ex.  Surgiu  em 1930 com Mezger.1 Relação entre tipicidade e ilicitude  # A partir do momento que se comprova que o fato é típico.  Essa  inversão  do  ônus  foi  temperada  em  2008. §2º (garante) é a chamada norma de extensão causal.  legítima  defesa.690/08.2:  norma  art. mas por  caminhos  diversos.  O Brasil adotou a Teoria da Indiciariedade ou da “ratio cognoscendi”.  121  –  “matar  alguém”  e  o  fato “A”  tentou  matar  “B”.  121  CP  –  “matar  alguém”  –  fato  “A”  induziu  “B”  a  matar  “C”.  O  fato  se  ajusta  indiretamente  na  norma.:  norma  do  art.  Elementos  negativos:  estado  de  necessidade.  Ex.  Ex.  A  causa  de  exclusão  da  ilicitude  é  ônus  da  defesa.  Por  ilicitude  (ou  antijuridicidade)  entende‐ se  a  relação  de  contrariedade  entre  o  fato  típico  e  o  ordenamento  jurídico  como  um  todo.  o  fato  só  será  típico  se  também  ilícito.  sem  auxilio  de  qualquer  outro  dispositivo.  Teoria dos Elementos Negativos do Tipo: essa teoria chega ao mesmo resultado da anterior. estrito cumprimento do dever legal e exercício regular de direito. legítima defesa.  direto.  Em suma ilicitude é uma conduta típica NÃO justificada.  Quinta ‐ feira. 386.  Teoria  da  Absoluta  Dependência  ou  “ratio  essendi”:  temos  que  a  ilicitude  migra  para  o  campo  da  tipicidade.   a. temperou o ônus da prova. incentivando ou permitindo a conduta típica.  O juiz absolverá o réu.  Nesse  caso  é  um  ajuste  imediato.  Com a lei 11.  Essa  teoria  foi  criada anos depois da autonomia por Mayer em 1915. Com isso.   11   de   novembro   de   2010. 386 do CPP. 129 é outro exemplo de norma de  extensão espacial pessoal. O art.  Conceito  analítico:  segundo  substrato  do  crime  (Bettiol). 121.  Esses  elementos  são:  estado  de  necessidade.1:  Art.  o  ônus  da  prova  da  descriminante  é  da  defesa.  Tipicidade  formal  indireta:  adequação  típica  mediata. qual será a consequência no campo da ilicitude?  Há quatro teorias discutindo essa relação entre tipicidade e ilicitude.  O  art.  fato‐norma.  estrito cumprimento de um dever legal e exercício regular de direito.  A contrariedade é entre o fato típico e o ordenamento jurídico.4.4.  Ilicitude ou antijuridicidade  Se fato típico é o primeiro substrato do crime.  4.  121  do  CP  –  “matar  alguém”  e  o  fato  –  “A”  matou  “B”. pois somente a contrariedade do fato  não é ilicitude. se houver dúvida o juiz  poderá condenar. desde que reconheça: [. Essa teoria é muito comum no Causalismo e tem como adepto Beling.  Art.. Normas  de  extensão:  são  dispositivos  que  servem  para  permitir  a  tipicidade  indireta.

  legítima  defesa.5.  sacrificando  um  bem  jurídico.  • Supralegal (não prevista em lei):  o Consentimento do ofendido.  22.  circunstância  muito  distante  para  autorizar  sacrifícios  de  bens  jurídicos  alheios.5.  Exclusão de ilicitude  Art.  20.. sua repulsa configura  legítima defesa.  pois.  Se  o  legislador  quisesse abranger o perigo iminente o teria feito a exemplo do art. Prevalece a 2ª corrente.  Perigo  iminente  é  perigo  do  perigo.  As remanescentes ficarão para o Intensivo II.  21. apesar do silencio da lei.1984)  I ‐ em estado de necessidade.  VI  –  existirem  circunstâncias  que  excluam  o  crime  ou  isentem o  réu  de  pena  (arts.  • Parte Especial:  o Art. de 2008)  Dúvida Simples   condenação ‐ Dúvida Fundada   absolvição  4.  cujo  sacrifício.: tsunami. a pena poderá ser reduzida de um  a dois terços.605/98: há causas especiais de exclusão da ilicitude.2.5.  § 1º ‐ Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo.  No Intensivo I se estudará as descriminantes da Parte Geral e as causas Supralegais do ordenamento. não era razoável exigir‐se.  o  Estado  permite  que  seja  sacrificado  um  deles. 128 – aborto permitido.  4.    Obs.  23  –  estado  de  necessidade.  26  e  §  1o  do  art.  diante do caso concreto.  [.1 Requisitos do Estado de Necessidade  Requisitos Objetivos:  1 Perigo atual  Quanto à abrangência do perigo iminente.  não  era  razoável  exigir‐se. Ex.  cujo  sacrifício.  todos  do  Código  Penal).  nem  podia  de  outro  modo  evitar.  23. 25.  ( )  2ª  Corrente:  o  Estado  de  Necessidade  não  abrange  o  perigo  iminente.209.  para  salvar  de  perigo  atual  direito  próprio  ou  de  terceiro.  1ª Corrente: o Estado de Necessidade abrange o perigo iminente.  • Legislação Extravagante:  o Lei 9.  4.  Se  há  dois  bens  em  perigo  de  lesão. I e 24 do CP.    2 Situação de perigo não tenha sido causada voluntariamente pelo agente  Página | 65   TEORIA GERAL DO DELITO > Ilicitude ou antijuridicidade  .  c) Comportamento humano.  direito  próprio  ou  alheio.7.    O perigo atual não tem destinatário certo. Entre outras.  Conceito:  considera‐se  em  Estado  de  Necessidade  quem  pratica  um  fato  típico.690.1.  nas  circunstâncias.  que  não  provocou  por  sua  vontade.   O perigo pode ser gerado por:  a) Fato da natureza.: se o perigo advém de uma injusta agressão humana dirigida a determinada pessoa.2.  24 ‐  Considera‐se  em  estado  de  necessidade  quem  pratica  o  fato  para  salvar  de  perigo  atual. (Redação dada pela Lei nº 11. 23 ‐ Não há crime quando o agente pratica o fato: (Redação dada pela Lei nº 7. entre outros.2 Causas de exclusão da ilicitude (Justificantes/Descriminantes)  No Código Penal:  • Parte  Geral:  art.   § 2º ‐ Embora seja razoável exigir‐se o sacrifício do direito ameaçado. a tutela penal não pode salvaguardar a ambos.1 Estado de Necessidade  Previsão legal artigos 23.. nas circunstâncias.  b) Comportamento de um animal.  estrito  cumprimento  de  um  dever legal e exercício regular de um direito.  ou  mesmo  se  houver  fundada  dúvida  sobre  sua  existência.  28. de 11.]  Estado de necessidade  Art.

  Porém  o  que  prevalece  é  que  todos  têm  dever  legal.  pois  não  tem  dever  legal  e  sim  um  dever  contratual..  2ª  Corrente:  o  agente  só  não  depende  de  autorização  de  terceiro  se  o  bem  jurídico  em  perigo  é  indisponível.. 13.  o  segurança  particular  de  um  empresário  pode  não  enfrentar  o  perigo  alegando  Estado  de  Necessidade?  A  princípio  poderia  se  dizer  que  sim..  §2º  na  alínea  “a”  traz  o  dever  legal. o agente depende de autorização?  Há duas correntes analisando o assunto:  1ª  Corrente  ( ):  o  agente  não  depende  de  autorização  de  terceiro  para  agir  na  defesa  do  seu  interesse (Prevalece).  O dever de agir incumbe a quem: [.  Com  isso  em  nenhum dos casos poderá se excluir alegando Estado de Necessidade. porque tem o dever legal de agir. §2º..  Ex. assumiu a responsabilidade de impedir o resultado. 13 ‐ O resultado.  Considera‐se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. 13.1984)  3 Salvar direito próprio ou alheio  Salvar  direito  próprio  é  Estado  de  necessidade  próprio  e  salvar  direito  de  terceiro  é  Estado  de  Necessidade Terceiro.]  Relevância da omissão  §  2º ‐  A  omissão  é  penalmente  relevante  quando  o  omitente  devia  e  podia  agir  para  evitar  o  resultado. proteção ou vigilância.  abrangendo  as  três  hipóteses.  ensina  que  a  expressão  “dever  legal”  contida  no  art.  Art.  13.  na  alínea  “b”  traz  o  dever  contratual  e  na  alínea  “c”  traz o dever jurídico específico.  “c”  do  CP.  O dever de agir incumbe a quem:   a) tenha por lei obrigação de cuidado. deve ser inevitável.  O  dever  legal  deve  ser  encarado  como  dever  jurídico. [. Não basta ser o meio mais cômodo.  Se  nem ele consegue enfrentar o incêndio por que outros deverão fazê‐lo.  Art. (Incluído pela Lei nº 7.  devendo  agir  sem  possibilitar  que  aleguem Estado de Necessidade.    4 Inexistência do dever legal de enfrentar o perigo  O dever de agir no Código Penal está previsto no art.  13.  alegando  estado  de  necessidade? Não. (dever jurídico)  O  art.    5 Inevitabilidade do comportamento lesivo  O  comportamento  lesivo  deve  ser  absolutamente  inevitável  para  salvar  direito  próprio  ou  de  terceiro. (dever contratual)  c) com seu comportamento anterior.  de 11.  §2º.  ( ) 1ª Corrente: a expressão que não provocou por sua vontade é indicativa de dolo (Damásio).1:  diante  de  um  incêndio  o  bombeiro  pode  deixar  de  enfrentar  o  perigo.  Página | 66   TEORIA GERAL DO DELITO > Ilicitude ou antijuridicidade  .  Ex.  A  doutrina.  deve  enfrentar  o  perigo  enquanto  o  perigo  comportar  enfrentamento.2:  diante  de  um  assalto.7. É o que prevalece.  O  fundamento  está  no  art. somente é imputável a quem lhe deu causa..    # Na defesa de interesse de terceiro. criou o risco da ocorrência do resultado. [. criou o risco da ocorrência do resultado.]  Relevância da omissão  §  2º ‐  A  omissão  é  penalmente  relevante  quando  o  omitente  devia  e  podia  agir  para  evitar  o  resultado.. (dever legal)  b) de outra forma.  A maior discussão está baseada no que significa voluntariamente.  §2º.  2ª  Corrente:  a  expressão  indicia  dolo  e  culpa  (Mirabete). de que depende a existência do crime.]  c) com seu comportamento anterior.  bombeiro  ou  segurança particular deve enfrentar o perigo.  24  deve  ser  interpretada  como  “dever  jurídico”.  abrangendo  todas  as  hipóteses  do  art.    6 Inexigibilidade de sacrifício do interesse ou bem ameaçado  Na  comparação  entre  interesse  protegido  e  interesse  sacrificado  deve  ficar  clara  a  proporcionalidade.  13.  em  sua  ampla  maioria.  Esse  dever  não  é  absoluto.209.  Logo. Se disponível precisa da autorização.

 por isso unitária.  24.    TEORIA DIFERENCIADORA  Bem protegido    Bem sacrificado  Estado de Necessidade Justificante  (exclui a ilicitude)  Estado de Necessidade Exculpante  (exclui a culpabilidade)    TEORIA UNITÁRIA  Estado de Necessidade Justificante  Redução de pena  +  (Vida)              ‐  (Patrimônio)  = ou ‐    Bem protegido  = ou +    Bem sacrificado  + ou =  ‐  ‐ ou =  +    A  desproporcionalidade  pode  reduzir  a  pena  na  teoria  unitária.  Página | 67   TEORIA GERAL DO DELITO > Ilicitude ou antijuridicidade  .  §2º).  Quando o bem protegido é menor que o bem sacrificado não excluirá nada.  Exigindo  a  lei  como  requisito  a  inevitabilidade  do  comportamento  lesivo. 39).    # Cabe Estado de Necessidade em crime habitual ou permanente?  Apesar  de  haver  minoria  em  sentido  contrário.    Proporcionalidade  Teoria Diferenciadora:  1ª – Estado de Necessidade Justificante (exclui a ilicitude)  2ª – Estado de Necessidade Exculpante (exclui a culpabilidade)    ( )Teoria Unitária:  Reconhece apenas o Estado de necessidade Justificante.2 Espécies  1.  Já  o  Código  Penal  Militar  adotou  a  teoria  diferenciadora  (art.2.  Estado de Necessidade Putativo: o agente age em face de perigo imaginário.    2.: o Estado de Necessidade Putativo não exclui a ilicitude.  Estado de Necessidade Agressivo: o agente sacrifica bem jurídico de terceiro que não criou a situação  de perigo. Quanto à titularidade  Estado de Necessidade Próprio: quando se protege bem jurídico do próprio agente. que exclui a ilicitude.  porém  na  teoria  diferenciadora  é  exculpante.  circunstância  do  fato.5.  Estado de Necessidade de Terceiro: quando se protege bem jurídico alheio.1.  O  CP  adotou  a  teoria  unitária  (art.    3.  mostra  que  a  descriminante  é  incompatível  com a natureza dos referidos crimes.    Requisito Subjetivo:    1 Conhecimento da situação de fato justificante  A  ação  do  Estado  de  Necessidade  deve  ser  objetivamente  necessária  e  subjetivamente  conduzida  pela vontade de salvamento. Quanto ao elemento subjetivo  Estado de Necessidade Real: existe efetivamente a situação de perigo.  prevalece  que  não.   O agente poderá ser acionado no cível e ele por sua vez se valer da ação regressiva.  4. Está alheio à situação de perigo. Quanto ao terceiro que sofre a ofensa  Estado de Necessidade Defensivo: o agente sacrifica bem jurídico do próprio causador do perigo. apenas reduz a pena.  Obs.

  pois  a  legitima  defesa  putativa  é  uma  agressão  injusta.2.    Legítima Defesa Sucessiva  A  legítima  defesa  ocorre  na  repulsa  contra  o  excesso  abusivo  do  agente  (temos  duas  legítimas  defesas. quando dois náufragos disputando a única boia salva‐vidas.  A dúvida será fundada ou não fundada conforme a interpretação do juiz.  não  há  como  a  vítima  alegar  legítima  defesa  de  legítima defesa.    # É possível legítima defesa em face de legítima defesa?  Não.  Agressão humana injusta.]  Legítima defesa  Art.  Atualmente  é  uma  causa  excludente da tipicidade material. uma depois da outra). [.2 Legítima Defesa  Previsão legal artigos 23.  4.5.  Exclusão de ilicitude  Art. atual ou iminente.  3 Perigo não tem destinatário certo.  tem  destinatário  certo.  Ilicitude = antijuridicidade.  4 LEGÍTIMA DEFESA  Há ameaça ou ataque a um bem jurídico.  É  possível  Estado  de  Necessidade  X  Estado  de  5 Não é possível Legítima Defesa X Legítima Defesa. Para se configurar uma legítima defesa.  O conceito de legítima defesa da doutrina coincide com o conceito legal.  A  agressão  humana  é  dirigida. por exemplo.  repele  injusta agressão.  pois  se  o  interesse  do  agressor  é  ilegítimo.  O  princípio  da  insignificância  não  é  mais  uma  causa  supralegal  da  ilicitude..          Página | 68   TEORIA GERAL DO DELITO > Ilicitude ou antijuridicidade  . II e 25 do Código Penal.  Assim  como  é  possível  legitima  defesa  putativa em face de legítima defesa putativa. a direito seu ou de outrem.  Os interesses em conflito são legítimos. pois ambas são injustas.  usando  moderadamente  dos  meios  necessários.  Os interesses do agressor são ilegítimos..    # É possível estado de necessidade em face de estado de necessidade?  É possível.  25 ‐  Entende‐se  em  legítima  defesa  quem.  animal  ou  2 natural. Necessidade.    # É possível legítima defesa em face de legítima defesa putativa?  Sim. 23 ‐ Não há crime quando o agente pratica o fato:   II ‐ em legítima defesa.      A teoria causalista traz um rol de situações que contrariam o ordenamento jurídico.  Prevalece a corrente do Damásio quanto a voluntariedade. alguém deve estar agindo ilegitimamente. Legítimas defesas simultâneas não se admite.    ESTADO DE NECESSIDADE  1 2 3 4 5 Há  conflito  entre  vários  bens  jurídicos  diante  de  1 uma situação de perigo  O  perigo  decorre  de  fato  humano.

. (4) salvar direito próprio ou alheio.:  alguém  que  sofre  agressão  injusta  e  a  repele com o afastamento ou impedimento da agressão.  1.  3.  4. Legítima  Defesa  Defensiva:  a  reação  não  constitui  fato  típico.2. uma depois da outra).5.  Ataque de animal – o primeiro ponto a se esclarecer é se o ataque foi espontâneo ou provocado por  terceiro.  nem  sempre  uma  injusta  agressão  corresponde  a  um  fato  típico. agressão futura mera suposição. Atual  ou  iminente:  atual  é  a  agressão  presente  e  iminente  é  a  agressão  próxima.1 Requisitos  Requisitos Objetivos:  Todos  os  requisitos  objetivos  estão  no  art.  mas  que  será  capaz  de  repelir  a  agressão.  Exclusão de ilicitude  Art.  4.  provocado  por  terceiro  configura “agressão injusta” – legítima defesa.2.2 Classificação doutrinária de legítima defesa  1. O furto de uso é um fato atípico.  4.2.  (3)  reação  usando moderadamente dos meios necessários.  quem se defende de agressão atual e injusta praticada por inimputável.  Ex.  3.  (2)  atual  ou  iminente. Legítima Defesa Agressiva: a reação constitui fato típico.  Quarta ‐ feira.  Entende‐se  o  menos  lesivo  dentre  os  meios  à  disposição  do  agredido.  prestes  a  ocorrer. 23 ‐ Não há crime quando o agente pratica o fato:  [.  Sendo  espontâneo  configura  “perigo  atual”  –  estado  de  necessidade.  #Quem deve ter consciência da injustiça da agressão? Quem agride ou quem é agredido?  A  agressão  deve  ser  injusta.3 Estrito cumprimento de um dever legal  Previsão legal: art.  Requisitos Subjetivos:  Conhecimento da situação de fato justificante. No último caso o animal é um instrumento na mão do dono.    A ausência de qualquer um desses requisitos desaparece a legítima defesa.   24   de   novembro   de   2010.  # A injusta agressão precisa corresponder a um fato típico?  Não. É uma conduta humana que ataca ou coloca em  perigo  bens  jurídicos  de  alguém. Agressão injusta: não se confunde com mera perturbação.  4. 23.   Página | 69   TEORIA GERAL DO DELITO > Ilicitude ou antijuridicidade  .  2.5.  Essa  conduta  pode  ser  uma  ação  (mais  comum)  ou  uma  omissão  (ex.2. Proteção de direito próprio ou de outrem: é admissível legítima defesa própria ou de terceiro. Legítima  Defesa  Subjetiva:  o  excesso  esculpável  na  legítima  defesa.  2. III do CP.  Ocorre  na repulsa contra o excesso abusivo do agente (temos duas legítimas defesas. mas sim legítima defesa putativa que  não exclui a ilicitude porque não há agressão injusta.  como  por  exemplo  o  furto  de  uso.  Agressão passada a reação configura vingança.  porém  capaz  de  repelir a injusta agressão. Reação usando moderadamente dos meios necessários:   O  meio  necessário  é  aquele  meio  menos  lesivo  que  me  está  à  disposição. age em legítima defesa. mas que corresponde a uma agressão injusta.5. Legítima  Defesa  Sucessiva:  legítima  defesa  sucessiva  não  significa  necessariamente  simultâneas.2.   4.  25:  (1)  agressão  injusta.:  carcereiro ou agente penitenciário que se recusa a cumprir alvará de soltura).  nas  mesmas  circunstâncias se excederia (exclui a culpabilidade e não a ilicitude).]  III ‐ em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.  Moderadamente é sem excesso.  Se a agressão injusta for imaginária não há legítima defesa real.  independente  da  consciência  da  ilicitude  por  parte  do  agressor.  Assim.  pois  qualquer  pessoa.

  no  entanto  quando  se  fala  em  exercício regular de direito fala‐se em cidadão comum.  2.  não  raras  vezes  devem  agir  interferindo  na  esfera  privada  dos  cidadãos.    Exige‐se  que  o  sujeito  tenha  conhecimento  de  que  está  praticando  o  fato  em  face  de  um  dever  imposto pela lei (em sentido amplo).  142.  o  estrito  cumprimento  de  um  dever  legal.4.1:  art.  deixa  de  excluir  a  ilicitude  (como  estamos  estudando)  para  servir  como  causa  de  exclusão  de  tipicidade penal.    Ofendículo  É um aparato preordenado para a defesa do patrimônio. Ex.  Castigos do pai no filho é exercício regular de direito. III segunda parte CP.  espécie  de  ato  normativo.  4.  Ex. cerca elétrica no muro.  Exclusão de ilicitude  Art.  exatamente  para  assegurar  o  cumprimento  da  lei  (em  sentido  lato).:  as  obrigações  de  natureza  social.  301  –  traz  o  exercício  regular  de  direito  para  qualquer  do  povo  e  o  estrito  cumprimento  de  um  dever  legal  para  os  agentes  públicos.2:  art.  b.4 Exercício regular de um direito  Previsão legal: art.  Para  os  adeptos  da  Tipicidade  Conglobante. pois o agente público está obrigado a agir.  não caracterizando crime.1 Situações possíveis de exercício regular de um direito  1.  Essa  intervenção  redunda  em  agressão  a  bens  jurídicos  como  a  liberdade  de  locomoção.  4. Deixa de excluir a ilicitude para servir como causa excludente da tipicidade.  III  do  CP  –  o  promotor  que  emite  conceitos  desfavoráveis  sobre  o  agressor  não  responderá por crime.  tal  intervenção  é  justificada  pelo  estrito  cumprimento  do  dever  legal.5. Proporcionalidade.  c. defesa da propriedade.  não  determinadas  por  lei.  Os  agentes  públicos.    Obs. 23.2. São requisitos dessa justificante:  a. 23 ‐ Não há crime quando o agente pratica o fato:  [.  Ex.  no  desempenho  de  suas  atividades. Exercício  Regular  de  Direito  “Pro  magistratu”:  situações  em  que  o  Estado  não  pode  estar  presente  para  evitar  a  lesão  a  um  bem  jurídico  ou  recompor  a  ordem  pública.  Dentro  de  limites  aceitáveis.   ຀ Compreende  ações  do  cidadão  comum  autorizadas  pela  existência  de  direito  definido  em  lei  e  condicionadas à regularidade ao exercício desse direito.  Alguém  que  quer  sair  de  hospedaria  sem  pagar  autoriza  que  o  proprietário  restrinja  a  bagagem  (chamada  penhor legal).: cacos de vidros.  2ª Corrente – exercício regular de direito.  Ex.]  III ‐ em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. Indispensabilidade: impossibilidade de recurso útil aos meios coercitivos normais.  Para  os  adeptos  da  Tipicidade  Conglobante.:  art. Exercício  Regular  de  Direito  “direito  de  castigo”:  aqui  abrange  a  educação  e  o  exercício  do  poder  familiar.  não  se  incluem  na  descriminante do estrito cumprimento de um dever legal. Conhecimento da situação de fato justificante.  Natureza jurídica:  1ª Corrente – legítima defesa porque o ofendículo repele agressão injusta ao patrimônio.  Página | 70   TEORIA GERAL DO DELITO > Ilicitude ou antijuridicidade  ຀ .  Vincula‐se  estrito  cumprimento  de  um  dever  legal  a  agentes  públicos.  a  integridade  física  e  até  mesmo a própria vida..  moral  ou  religiosa.  301  do  CPP  –  a  lesão  corporal  ocorrida  na  ocorrência  de  uma  prisão  em  flagrante  será  estrito cumprimento do dever legal.2.5.  o  exercício  regular  de  direito  incentivado  é  um  ato  normativo.

  no  entanto.  se  êste  é  punível.  O ofendido deve ser capaz – consentimento de ofendido incapaz não é considerado pelo direito. livre e consciente. Excesso  acidental:  ocorre  quando  o  agente.  Exclusão de ilicitude  Art.   III ‐ em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.3 Excesso nas justificantes  Art. pois é posto muitas vezes para a defesa do patrimônio.  a  título  de  culpa.  diante  de  uma  situação  fática  agressiva.  configurar hipótese de inexigibilidade de conduta diversa excluindo a culpabilidade.  Poderá.  Excesso  escusável  ‐  Parágrafo  único.  4ª Corrente – diferencia ofendículo de defesa mecânica predisposta.  Obs.  Cachorro é ofendículo.  tal  direito.    OFENDÍCULO  DEFESA MECÂNICA PREDISPOSTA  • Aparato visível  • Aparato oculto  • Exercício regular de direito  • Legítima defesa    Se  o  uso  do  ofendículo  traduz  o  direito  de  o  cidadão  de  defender  seu  patrimônio. deve ser utilizado com prudência e consciência.   Excesso punível   Parágrafo único ‐ O agente.  em  qualquer  dos  casos  de  exclusão  de  crime.4 Consentimento do ofendido  Poderá figurar como causa supralegal de exclusão da ilicitude. responderá pelo excesso doloso ou  culposo.  como  todos os demais.   II ‐ em legítima defesa.  intensifica  a  ação  justificada  e  ultrapassa  os  limites  permitidos  (de  reação  moderada. Excesso crasso: ocorre quando o agente desde o princípio atua completamente fora dos limites legais.:  se  o  consentimento  ocorrer  após a execução.  por  não  ser  atual  e  iminente  não  exclui  a  ilicitude. isto é.  O consentimento deve ser válido.  que  inicialmente  agia  dentro  do  direito.  passa  para  a  imoderada).  excede  culposamente  os  limites  da  necessidade.  4.  O  consentimento  deve  ocorrer  antes  ou  durante  a  execução  da  lesão. Excesso  extensivo  ou  excesso  na  causa:  ocorre  quando  o  agente  reage  antes  da  efetiva  agressão  (futura.   Página | 71     TEORIA GERAL DO DELITO > Ilicitude ou antijuridicidade  .  é  o  excesso  exculpante.  se  culposo  por  culpa. 23 ‐ Não há crime quando o agente pratica o fato:   I ‐ em estado de necessidade.  expressamente  previsto  no  parágrafo  único  do  art.  Bem disponível.  4. 23.  45.  ( )3ª  Corrente  –  enquanto  não  acionado  é  um  exercício  regular  de  direito.    Requisitos:  O  não  consentimento  não  pode  integrar  o  tipo  penal  como  sua  elementar.5.  porém  certa  e  esperada).  colocando‐se  em  risco  a  segurança  das  demais  pessoas  ‐  observância  à  razoabilidade  e  à  proporcionalidade. § único CP. em face da situação.  Bem próprio de quem consente.  45 do Código Penal Militar 42 .  Se  o  excesso  foi  doloso. para que não sejam ultrapassadas as raias do  razoável. Não é possível consentir na lesão de bem jurídico alheio. pode configurar perdão ou renúncia nos delitos de ação privada.  Se  o  dissentimento  da  vítima  é  elementar do tipo o seu consentimento exclui a tipicidade e não a ilicitude.  ao  reagir  moderadamente.                                                               42   Excesso  culposo  ‐  Art.  Não  é  punível  o  excesso  quando resulta de escusável surprêsa ou perturbação de ânimo.  por  força  de  acidente. Excesso  intensivo:  ocorre  quando  o  agente.  Consentimento expresso – temos doutrina admitindo o consentimento presumido.  4.  Se  não  agiu  com  dolo  nem  culpa.  O  agente  que.  3.  acionado  o  ofendículo  é  uma legítima defesa.  porém.  responde  por  dolo. em qualquer das hipóteses deste artigo.  causa  lesão  além da reação moderada (pode configurar hipótese de caso fortuito ou força maior).5.  Hipóteses de excesso criado pela doutrina  1.  2.  responde  pelo  fato.

  Não contrarias a moral e os bons costumes.  não  poderá  alegar  consentimento  do  ofendido  porque  a  lesão  é  grave.  mas  sim  gravíssima.  Médico autorizado será exercício regular de direito.      Página | 72   TEORIA GERAL DO DELITO > Ilicitude ou antijuridicidade  .  A  lesão  não  é  de  natureza  grave.  e  no  descumprimento  de  um  desses requisitos o médico não poderá alegar exercício regular de direito.    # É possível consentir que alguém cause a lesão ao corpo de quem consente?  De  acordo  com  a  doutrina  moderna  a  integridade  física  é  um  bem  relativamente  disponível.  Ablação do órgão do transexual  A cirurgia do transexual precisa atender a procedimentos médicos.:  tatuagem e percing. tratamento psiquiátrico e realizar  em  locais  autorizados.  Ex.  Médico  não  autorizado  será  crime. Requisitos:  Lesão de natureza leve.  A falta de um desses requisitos o consentimento do ofendido não irá excluir a ilicitude.

 se inevitável isenta o agente de pena.  20.  se  inevitável  o  erro  exclui  dolo  e  culpa.:  LFG  ensina  que  o  art.  Apesar  de  as  descriminantes  significarem  excludentes  de  ilicitude.  Há  vários  fundamentos que justificam este posicionamento:  − A exposição de motivos é expressa – o Brasil adotou a Teoria Limitada da Culpabilidade.  Não  adotou  nem  a  teoria limitada nem a extremada.  §1º  adotou  uma  teoria  extremada  “sui  generis”.  A  posição  topográfica  do  §1º  do  art.  Somente  a  descriminante  real  exclui  a  ilicitude.  Nessa  primeira  hipótese  é  de  erro  de  proibição. mas como pôs no art.  mas  a  título  de  culpa. 21.  A  descriminante  putativa  é  uma  espécie  de  erro.  mata  o  suposto  agressor.  − O erro de tipo está no art. 20.    Descriminante (legítima defesa etc)   Exclui a ilicitude  Descriminante putativa  1ª Espécie: Erro de proibição se inevitável exclui a culpabilidade. se evitável reduz  a pena. quando.  isto  é. jamais a ilicitude.   Descriminantes putativas  Descriminante é causa de exclusão da ilicitude.  Quando  se  fala  em  erro  conhecemos  dois:  erro  de  tipo e erro de proibição.  Se  evitável  pune‐se  a  culpa. não estão.  2ª O agente engana‐se quanto aos pressupostos fáticos do evento.  Natureza  Jurídica:  para  uns  é  excludente  de  tipicidade  porque  equipara‐se  a  erro  de  tipo.  punindo  o  erro  evitável  não  com  mera  redução  de  pena. excluirão ora a tipicidade. ora a culpabilidade. o erro de proibição está no art.    Obs. 20 merece ser  tratada  como  descriminante  putativa.  4.  Nenhuma  das  descriminantes  putativas  exclui  a  ilicitude.6 Culpabilidade  Página | 73   TEORIA GERAL DO DELITO > Culpabilidade  . como se verá.  Putativa imaginária. a descriminante putativa fática está no  §1º.:  “A”  imaginando  estar  na  iminência  de  ser  agredido  por  “B”. Existe falsa percepção da realidade (o erro  não  incide  sobre  a  existência  ou  limites  da  descriminante.  no  entanto.  para  outros  é  excludente  da  culpabilidade  porque  equipara‐se  a  erro  de  proibição. fantasiosa.  Se  inevitável:  exclui  a  culpabilidade.  20  demonstra  a  vontade  do  legislador em equiparar a erro de tipo.  Discutindo  há  duas teorias:  4.  Prevalece. na realidade.  também  chamado  de  erro  de  proibição  indireto  ou  erro  de  permissão. 20 como no art. se evitável: reduz a pena.:  agente pensa que  está autorizado a revidar agressão passada. agente  pensa estar autorizado a subtrair do  furtador  bem  para  compensar  o  bem  que  lhe  fora  subtraído.5. Espécies:  1ª O agente imagina situação justificante em razão de erro quanto à existência ou limites da descriminante.  Descriminantes  putativas  são  excludentes  de  ilicitude  que  aparentam  estar  presentes  em  uma  determinada situação.  que  o  Brasil  adotou  a  Teoria  Limitada  da  Culpabilidade.  Ex.   15   de   dezembro   de   2010.  Imaginou  uma  agressão  injusta  jamais  existente. O §1º poderia estar presente tanto no art.  Ex.  2ª Corrente: Teoria Extremada da Culpabilidade a descriminante putativa sobre pressupostos fáticos  configura hipótese de erro de proibição indireto. O  agente  “sabe  o  que  faz”  imaginando  existir  a  descriminante  ou  estar  agindo  nos  limites  autorizados. 21.  quando  associadas  à  situação  de  putatividade. mas sim a extremada “sui generis”.5 ( )1ª  Corrente:  Teoria  Limitada  da  Culpabilidade  a  descriminante  putativa  sobre  pressupostos  fáticos  configura  hipótese  de  erro  de  tipo. A descriminante putativa configura qual deles?    Descriminantes putativas.  mas  sobre  seus  pressupostos  fáticos).  se  evitável  pune‐ se o crime na forma culposa (culpa imprópria).  Quarta ‐ feira.  2ª  Espécie:  Teoria  Limitada  da  culpa  –  erro  de  tipo  se  inevitável  exclui  a  tipicidade. Logo.  aproximando‐se  da  teoria  limitada. se evitável reduz a pena.

 censurável.  porém  o  CP  só  pode  incriminar  fatos.6.  culpabilidade:  culpabilidade:  a) imputabilidade.  ou  seja.  4.  20.  Tem base Finalista.  O  Direito  Penal  fala  em  inimputável  e  imputável.  direito  penal  do  fato  não  há  nenhuma  incompatibilidade  entre  a  culpabilidade  do  agente  e  o  direito  penal  do  fato.  é  dispensável  a  culpabilidade.6.  Objetivamente.  São quatro as teorias da culpabilidade.  embora  migram  para  o  fato  descriminante  putativa  a) dolo  fundamentada  na  T. juízo de reprovação e censurabilidade.  da ilicitude.  já  Pressuposto  da  Pressupostos  ou  Pressupostos  ou  para  a  teoria  limitada  é  culpabilidade  é  a  elementos  da  elementos  da  erro de tipo  imputabilidade.  c) culpa.  A  exigibilidade  de  conduta  diversa  é  do  agente  e  não  do  fato. LIMITADA  T.  Prevalece a posição de LFG.  Para  concurso  federal  ou  estadual  prevalece  a  Teoria  tripartite.1 Conceito e Natureza Jurídica  1ª  Corrente:  Teoria  Bipartite. ou então não será crime.  potencial  consciência  da  ilicitude  e  exigibilidade  de  conduta diversa.  vontade  e  consciência  atual  da  ilicitude  –  dolo  normativo).  sobre  situação  de  fato. A culpabilidade é mero pressuposto  de aplicação da pena. EXTREMADA OU  T.  Para  esta  teoria  a  culpabilidade  não  integra  o  crime.  ou  seja.  conduta diversa.  erro  de  proibição.  para  a  existência  do  crime.  não  significa que todo capaz civilmente será imputável penalmente.1:  Dolo  e  culpa  tratamento  da  dividida em espécies:  espécies.  Página | 74   TEORIA GERAL DO DELITO > Culpabilidade  .  b)  exigibilidade  de  b)  exigibilidade  de  conduta diversa.  4.  − Somente  se  diferencia  da  extremada  no  Culpabilidade  está  Culpabilidade  não  tem  Obs.  A  culpabilidade  é  o  terceiro  substrato  do  crime.  Juízo  de  reprovação  extraído da análise como o sujeito ativo se situou e posicionou diante do episódio com o qual se envolveu. PSICOLÓGICO‐ T.    # A culpabilidade é do fato ou do autor?  Para  LFG  a  culpabilidade  é  do  fato.  Imputável  é  o  agente  e  não  o  fato. PSICOLÓGICA  NORMATIVA  NORMATIVA PURA  {PREVALECE}  Tem base Causalista.  Somente  em  São  Paulo  há  o  posicionamento da teoria Bipartite.  Tem base Neokantista. logo.  porém.2.  pois  a  culpabilidade  do  autor  é  predicado  de  direito  penal  do  autor.  Obs.  A  culpabilidade  é  do  agente. Mas o crime só será ligado ao agente se este for culpável.  Com isso admite crime sem censura.  possibilidade  de  se  atribuir  a  alguém  a  responsabilidade  pela  prática de uma infração penal.  4.  §1º  para  a  constituído  de  teoria  extremada  é  consciência e vontade.  O  crime  existe  por  si  mesmo  com  os  requisitos  fato  típico e ilicitude.6.  típico.  A  potencial  consciência  da  ilicitude  é  do  agente  e  não  do  fato.  2ª  Corrente:  Teoria  Tripartite.  b) culpa  Causalista.  O  Direito  Civil  fala  em  incapaz  e  capaz.2:  Dolo  Natural  O  art.  c)  potencial  consciência  d)  dolo  (consciência.2 Elementos da culpabilidade  São  elementos  da  culpabilidade:  imputabilidade.  com  isso  os  elementos  da  culpabilidade  estão  ligados  ao  agente  e  não  ao  fato.    T.  a) imputabilidade.1 Imputabilidade  É  a  capacidade  de  imputação. porque é crime.

  O  menor  de  18  anos  é  sempre  inimputável. é o que se chama de semi‐imputável.  era.  395  o  juiz  deveria  rejeitar a denúncia.  §  único  não  traz  hipótese  de  inimputabilidade.  isto  é.  Consequências:  o  inimputável  não  pratica  crime  (Teoria  Tripartite).  “caput”  do  CP.  tinha  capacidade  de  entendimento  e  autodeterminação.  26.  a  CF  no  seu  art.  Considera  inimputável  aquele  que.  mas  de  imputabilidade  com  responsabilidade penal diminuída.  Art.  Podendo  na  condenação  o juiz reduzir a pena ou substituir a pena por medida de segurança ‐ Sistema vicariante ou unitário.  em  razão  de  sua  condição  mental  era. em virtude de  perturbação  de  saúde  mental  ou  por  desenvolvimento  mental  incompleto  ou  retardado  não  era  inteiramente  capaz  de  entender  o  caráter  ilícito  do  fato  ou  de  determinar‐se  de  acordo  com  esse  entendimento.  havendo  denúncia.  ou  seja.  3º  Critério  –  Biopsicológico  –  nada  mais  é  do  que  o  biológico  mais  o  psicológico.  26.  ao  tempo  da  ação  ou  da  omissão. Todo imputável será responsável penalmente? Nem sempre.  Art.  Essa  idade  de  18  anos  segue  algum  postulado  Página | 75   TEORIA GERAL DO DELITO > Culpabilidade  . instaurar o processo e  conceder uma absolvição imprópria impondo medida de segurança já que é uma sanção penal.  ficando  sujeitos  às  normas  estabelecidas na legislação especial.  228  refere‐se  também  aos  menores  de  18  anos.   O  semi‐imputável  pratica  crime.  mas  não  responsável penalmente.  condenação.  26 ‐  É  isento  de  pena  o  agente  que.  O Código Penal não elenca o imputável de forma positiva.  independentemente  se  tinha  ao  tempo  da  conduta  capacidade  de  entendimento  e  autodeterminação.  O  art.  inteiramente  incapaz  de  entender  o  caráter ilícito do fato ou de determinar‐se de acordo com esse entendimento.  O  critério  psicológico  é  exatamente oposto ao biológico.  processo. 26 [.  Doença  mental  deve  ser  tomada  em  sua  maior  amplitude  e  abrangência.  leva  em  conta  o  desenvolvimento  mental  e  a  sua  capacidade  de  entendimento  e  autodeterminação. mas de forma negativa.  Art.  não  basta  ser  louco  para  ser  inimputável  deve  estar  inteiramente  incapaz de entender o caráter ilícito do fato.  Para  o  critério  biológico  todo  louco é inimputável. 27 do CP..  isto  é.  inteiramente  incapaz  de  entender  o  caráter  ilícito  do  fato ou de determinar‐se de acordo com esse entendimento.  ou  seja.  a  imputabilidade  é  pressuposto  e  a  responsabilidade  consequência..  independentemente  da  sua  condição  mental. porém é um caso excepcional que o juiz deverá receber a denúncia.  2ª Inimputabilidade em razão da idade do agente – previsão legal art.  mesmo  que  tenha  antecipado a sua capacidade civil.  27  ‐  Os  menores  de  18  (dezoito)  anos  são  penalmente  inimputáveis. é adotado o critério biopsicológico. presume‐se que o menor de 18 anos não tem desenvolvimento mental completo e sua incapacidade  de  entendimento  ou  autodeterminação. apresentando o rol  de inimputáveis. O sistema adotado é o sistema  biológico. se o agente.  Imputabilidade  é  sinônimo  de  responsabilidade?  Da  imputabilidade  decorre  a  responsabilidade.  qualquer  enfermidade que venha a debilitar as funções psíquicas.] ‐ Parágrafo único ‐ A pena pode ser reduzida de um a dois terços.    Hipóteses de inimputabilidade:  1ª  Inimputabilidade  em  razão  de  anomalia  psíquica  –  previsão  legal  art.  ao  tempo  da  conduta.  2º  Critério  ‐  Psicológico  –  considera  apenas  se  o  agente.  ao  tempo  da  conduta.  Segundo  o  art.  Critérios de imputabilidade:  1º  Critério ‐  Biológico  –  leva  em  conta  apenas  o  desenvolvimento  mental  do  acusado.  No  Brasil  foi  adotado  o  critério  biopsicológico.  O  Código  refere‐se  apenas  aos  menores  de  18  anos. no Brasil.  Em regra. pois nos casos  de  imunidade  parlamentar  absoluta  –  o  parlamentar  continua  imputável.  por  doença  mental  ou  desenvolvimento  mental  incompleto  ou  retardado.

    A  emoção  pode  interferir  na  pena. 28.  Os  menores. 28. pode ser tratada nos moldes do art.   Embriaguez é a intoxicação aguda e transitória causada pelo álcool. 26 do CP. para seu tratamento.  ao  tempo  da  ação  ou  da  omissão.  por  embriaguez.  o  homicídio  privilegiado  pela  violenta  emoção. com a maior rapidez possível. §1º).  refere‐se  aos  menores  –  deixa  cada  Estado  parte  livre  para  agir  de  acordo  com  a  sua  política  criminal. A paixão. II.  Voluntária: o agente quer se embriagar.  Força  maior:  o  agente  é  obrigado  a  ingerir  a  Incompleta:  diminui  a  capacidade  de  substância.      PROVENIÊNCIA  ESTÁGIO  Caso  fortuito:  o  agente  desconhece  os  Completa:  retira  a  capacidade  de  efeitos da substância que ingere. 28 ‐ Não excluem a imputabilidade penal:  [.  não  possuía. 28.  ao  tempo  da  ação  ou  da  omissão.  como.  entendimento  e  autodeterminação  (redução  de pena – art.. 26 do CP.  proveniente  de  caso  fortuito  ou  força  maior. voluntária ou culposa. l do CP).  228  da  CF  e  o  art.  Doentia  Completa: não exclui a imputabilidade  Incompleta: não exclui a imputabilidade. §2º).  por  embriaguez  completa.  Adota‐se  aqui  o  sistema  biopsicológico.  §5º 43 . I do CP diz que não excluem a imputabilidade penal a emoção e a paixão. pelo álcool ou substância de efeitos análogos.   §  2º ‐  A  pena  pode  ser  reduzida  de  um  a  dois  terços.  §1º  CP.  5º.  26  do  Tratado  de  Roma  diz  que  não  poderão  ser  julgados  pelo  Tribunal  Penal  Internacional  menores de 18 anos.  se  o  agente.:  o  CP  equipara  ao  álcool  substâncias  de  efeitos  análogos (drogas).  27  do  CP  seguem  critério  de  política  criminal  e  não  postulados científicos.  devem  ser  separados  dos  adultos  e  conduzidos a tribunal especializado. já a paixão é um sentimento crônico e duradouro.  quando  puderem  ser  processados..  inteiramente  incapaz  de  entender  o  caráter  ilícito  do  fato  ou de determinar‐se de acordo com esse entendimento.  era..  EMBRIAGUEZ  ACIDENTAL  EMBRIAGUEZ  NÃO  ACIDENTAL  EMBRIAGUEZ  PATOLÓGICA  EMBRIAGUEZ    PREORDENADA                                                                 43   Artigo  5º ‐  Direito  à  integridade  pessoal  [.  por  exemplo.: O art.  Agravante de pena (art.    3ª  Inimputabilidade  em  razão  da  embriaguez  –  previsão  legal  artigo  28.    Obs.. Emoção é um estado  súbito e passageiro.  científico?  A  Convenção  Americana  de  Direito  Humanos.]  Embriaguez  II ‐ a embriaguez.  Tratada no dos termos do art.]  5. 61.  O  art.  # O menor de 18 anos pode ir a julgamento  perante  o Tribunal Penal Internacional que julga crime de guerra  e  contra a humanidade?  O  art.  no  seu  art. cujos efeitos podem progredir de  uma  ligeira  excitação  até  o  estado  de  paralisia  e  coma.  entendimento  e  autodeterminação  (inimputabilidade – art.  a  plena  capacidade  de  entender  o caráter ilícito do fato ou de determinar‐se de acordo com esse entendimento. se doentia.   §  1º ‐  É  isento  de  pena  o  agente  que.  Art.  proveniente  de  caso  fortuito  ou  força  maior.  Obs.  Página | 76     TEORIA GERAL DO DELITO > Culpabilidade  .  Culposa: negligência – exagerou na dose.

 logo se analisa  a voluntariedade ou autodeterminação do agente no momento em que tinha consciência.  completamente  bêbado.  atropela  e  mata  pedestre.  Ex.    ATO ANTECEDENTE LIVRE NA VONTADE  Analisa  a  imputabilidade  e  a  voluntariedade  do agente nesse momento (anterior)              1 ‐  Previu e quis  2 ‐  Previu e aceitou  3 ‐  Previu e acreditou poder evitar  4 ‐  Não previu (previsível)  5 ‐  Imprevisível        ATO TRANSITÓRIO REVESTIDO DE INCONSCIÊNCIA Não  há  capacidade  autodeterminação  121 (dolo direto)  121 (dolo eventual)  302 CTB (culpa consciente)  302 CTB (culpa inconsciente)  Fato atípico  de  entendimento            e              Página | 77   TEORIA GERAL DO DELITO > Culpabilidade  .  A  teoria  analisa  a  imputabilidade  e  a  voluntariedade  do  agente  nesse  momento  anterior.:  motorista.  Já  no  momento revestido de inconsciência não há capacidade de entendimento e autodeterminação.  No  momento  do  acidente  havia  um ato transitório revestido de inconsciência antecedido por um ato livre na vontade.  transferindo‐se  para  este  momento  anterior  a  constatação  da  imputabilidade e voluntariedade do agente.  Teoria  da  “Actio  Libera  in  causa”  –  o  ato  transitório  revestido  de  inconsciência  decorre  de  ato  antecedente  que  foi  livre  na  vontade.

:  “A”  sabe  que  estupro  é  crime.3.  pois  se  evitável  não  exclui a potencial consciência da ilicitude permanece.  Não  sabe  que  o  CP  pune  como  crime  o  exercício  arbitrário  das  próprias  razões.  − Agente  conhece  a  lei.  ou  sob  a  influência  de  violenta  emoção. só é punível o autor da coação ou da ordem.  Naquele.  Hipóteses de exclusão: art.1 Coação irresistível  Previsão legal: art.   Há três situações  − Agente  ignora  a  lei  sem  desconhecer  a  ilicitude  do  fato. se evitável. não sabendo o que faz.   4.  O  erro  sobre  a  ilicitude  do  fato.2.  mas  acredita  estar  autorizado  a  violentar  a  esposa  quando  esta  se  recusa  injustificadamente  a  praticar  conjunção  carnal.  21 ‐  O  desconhecimento  da  lei  é  inescusável.  Quarta ‐ feira. de superior hierárquico.:  “A”  desconhecendo  o  crime  do  art.  4.  isenta  de pena.  Há  erro de proibição que.  mas  ignora  a  ilicitude  do  fato. o agente ignora a própria realidade fática.  O  erro  de  proibição  não  se  confunde  com  o  erro  de  tipo.2. 21 do CP). 22. A potencial consciência da ilicitude tem como dirimente o erro de proibição.  Coação irresistível e obediência hierárquica   Art.  Além  dos  dois  primeiros  elementos. Neste. III..  o  agente  conhece  a  realidade  fática.  Erro sobre a ilicitude do fato  Art.6.  de  acordo  com  o  ordenamento  jurídico.  Parágrafo  único  ‐  Considera‐se  evitável  o  erro  se  o  agente  atua  ou  se  omite  sem  a  consciência  da  ilicitude do fato. qual a consequência prática entre a consciência ser atual na psicológico‐ normativa  e  potencial  na  normativa  pura?  Na  primeira.  Ex.  65 ‐  São  circunstâncias  que  sempre  atenuam  a  pena:  [.  imprescinde  da  potencial  consciência  da  ilicitude  por parte do agente.  2 ‐  Irresistível – se resistível pode configurar uma atenuante de pena (art.  Lembrando  da  Teoria  Psicológica  Normativa  da  Culpabilidade  e  da  Teoria  Normativa  Pura  da Culpabilidade.  Hipótese de exclusão (dirimente): erro de proibição (art..:  fabricar  açúcar  desconhecendo  a  lei  e  ignorando  a  proibição.  345  do  CP  (exercício  arbitrário  das  próprias  razões)  promove  justiça  privada.2 Potencial consciência da ilicitude  A  culpabilidade.  não  manifestamente ilegal.  pois  ausente  nos  dois  casos  a  atual  consciência  da  ilicitude. diminui a pena.2. poderá diminuí‐la de um sexto a um terço. Há erro de proibição.  Nesse  caso  não  há  erro  de  proibição.  apenas  o  erro  de  proibição  inevitável  isenta  o  agente  de  pena.  Página | 78     TEORIA GERAL DO DELITO > Culpabilidade  . 22 do CP.  Porém.]  III ‐  ter  o  agente:  [.  22  ‐  Se  o  fato  é  cometido  sob  coação  irresistível  ou  em  estrita  obediência  a  ordem. mas ignora sua ilicitude.]  c)  cometido  o  crime  sob  coação  a  que  podia  resistir.  Ex.3 Exigibilidade de conduta diversa  Não  é  suficiente  que  o  sujeito  seja  imputável  e  tenha  cometido  o  fato  com  possibilidade  de  lhe  conhecer  o  caráter  ilícito  para  que  surja  a  reprovação  social.. Fabricar açúcar é crime se realizado sem autorização legal. se inevitável.  4.6. “c” do CP 44 ).. 1ª parte do CP.  Ex.  mas  sabe  que  não  é  uma  conduta  lícita.   05   de   janeiro   de   2011. isenta o agente de pena. ter ou atingir essa consciência.  ou  em  cumprimento  de  ordem  de  autoridade  superior. 65.   Requisitos:  1 ‐  Coação Moral – a coação física poderá excluir conduta e não a culpabilidade.  na  normativa  pura.  44                                                                Circunstâncias  atenuantes ‐  Art.  o  erro  de  proibição  evitável  ou  inevitável  excluía  a  culpabilidade  porque  no  erro  de  proibição  não  importa  se  evitável  ou  não.  além  da  capacidade  de  imputação.  exige‐se  que  nas  circunstâncias  de  fato  tivesse  possibilidade  de  realizar  outra  conduta. mas simples atenuante de pena.  A  exigibilidade  de  conduta  diversa  tem  como  dirimentes  a  coação  moral  irresistível  e  a  obediência  hierárquica.  provocada por ato injusto da vítima.6.  − O  agente  desconhece  a  lei  e  a  ilicitude  do  fato. se evitável.  se  inevitável. quando lhe era possível. nas circunstâncias.

  45   Página | 79   TEORIA GERAL DO DELITO > Punibilidade  .6.  Obs.  é  possível  a  existência  de  um  fato.  desde  que  não  ofenda  direitos  fundamentais  individuais.  4.    O crime é a causa e a punibilidade é a consequência.3. Desobediência  civil  –  é  o  fato  que  objetiva  mudar  o  ordenamento  sendo.3 Causas supralegais de exclusão da culpabilidade  Exemplos bastante controvertidos.. causando‐lhe sofrimento físico  ou mental: [.  não  previsto  pelo  legislador  como  causa  de  exclusão  da  culpabilidade.  Ex.  2.                                                                Art.  Tem  como  requisitos:  a)  proteção  de  direitos  fundamentais.  e  b)  que  o  dano causado não seja relevante.  O  abortamento  do  feto  anencefálico  para  a  gestante  é  uma  causa  supralegal  de  exclusão  da  culpabilidade (inexigibilidade de conduta diversa).  Consequências: só é punível o autor da coação.  4.  “B”  inexigibilidade de conduta diversa e “A” responde por homicídio na condição autor mediato mais tortura (art. Cláusula  de  consciência  –  estará  isento  de  pena  aquele  que  por  motivo  de  consciência  ou  crença.  no  final  das  contas. Ex.:  “A”  coage  “B”  a  matar  “C”.6.  não será inimputável.  praticar  algum  delito.    ELEMENTOS  DIRIMENTES  a) Anomalia psíquica    ROL  TAXATIVO  –  por  isso  que  o  índio. “b” da Lei 9. 22. 2ª parte do CP.  “C”  será  a  vítima.:  não  abrange  a  hierarquia  familiar  ou  eclesiástica.2.  Assim.  Por  mais  previdente  que  seja  o  legislador.455/97 45 ).  não  pode  prever  todos  os  casos  em  que  a  inexigibilidade  de  outra  conduta  deve  exclui  a  culpabilidade.  Requisitos:  1 ‐  Ordem  de  superior  hierárquico  –  é  a  manifestação  de  vontade  do  titular  de  uma  função  pública  a  um  funcionário  que  lhe  é  subordinado. I. contra quem praticou a conduta descrita no preceito primário causando dano ou lesão jurídica.2 Obediência hierárquica  Previsão legal: art.  simplesmente  por  ser  índio.] b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa.  IMPUTABILIDADE  b) Menoridade  c) Embriaguez acidental completa  POTENCIAL  CONSCIÊNCIA  ILICITUDE  DA  a) Erro de proibição inevitável  ROL TAXATIVO  EXIGIBILIDADE  DE  CONDUTA DIVERSA  a) Coação irresistível  b) Obediência hierárquica  ROL  EXEMPLIFICATIVO  –  admite‐se  causas supralegais.:  pai  que  não  permite a transfusão de sangue no filho..  1.  4. 1º Constitui crime de tortura: I ‐ constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça.  2 ‐  Ordem não manifestamente (claramente) ilegal – só é punível o autor da ordem.  que  apresente  todos  os  requisitos  do  princípio  da  não  exigibilidade de comportamento lícito.  Ex.7 Punibilidade  É  o  direito  que  tem  o  Estado  de  aplicar  a  pena  cominada  no  preceito  secundário  da  norma  penal  incriminadora.  1º.: invasões do MST.  mais  inovador  do  que  destruidor.  “B”  coagido  de  forma  irresistível  mata  “C”.

  110  ‐  A  prescrição  depois  de  transitar  em  julgado  a  sentença  condenatória  regula‐se  pela  pena  aplicada  e  verifica‐ se  nos  prazos  fixados  no  artigo  anterior.1984)  III  ‐  pela  decisão  confirmatória  da  pronúncia.234.  (Redação  dada  pela  Lei nº 7.  Termo  inicial  da  prescrição  antes  de  transitar  em  julgado  a  sentença final  Art. de 2010).1984)  Página | 80   TEORIA GERAL DO DELITO > Punibilidade  TÍTULO VIII  DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE  Extinção da punibilidade  Art.  do  dia  em  que  cessou  a  permanência.  em  nenhuma  hipótese.  108  ‐  A  extinção  da  punibilidade  de  crime  que  é  pressuposto.  de  11.  VI ‐  em  3  (três)  anos.209.(Redação  dada pela Lei nº 7. 109.  em  outro  processo.  maior  de  70  (setenta) anos.1984)  .1984)  Prescrição antes de transitar em julgado a sentença  Art.  se  o  máximo  da  pena  é  igual  a  um  ano  ou. (Redação dada pela Lei nº 7.209.  a  prescrição  não  corre  durante  o  tempo  em  que  o  condenado  está  preso  por  outro  motivo. de 11.  quando  a  multa  for  alternativa  ou  cumulativamente  cominada  ou  cumulativamente  aplicada. de 11.209.7.209.  (Redação  dada  pela  Lei nº 7. da data em que o fato se tornou  conhecido. de 2010). a prescrição é regulada pelo tempo que  resta da pena.1984)  II  ‐  enquanto  o  agente  cumpre  pena  no  estrangeiro.7.7.1984)  Causas interruptivas da prescrição  Art.  para  a  acusação.  IV ‐ pela prescrição.  de  2010).7. de 11.209.7.209.  A punibilidade não é substrato do crime.  110  deste  Código.7. nos casos previstos em lei.  III  ‐  pela  retroatividade  de  lei  que  não  mais  considera  o  fato  como criminoso. 113 ‐ No caso de evadir‐se o condenado ou de revogar‐se o  livramento condicional. de 11. 107 ‐ Extingue‐se a punibilidade: (Redação dada pela Lei nº  7.1984)  Prescrição  depois  de  transitar  em  julgado  sentença  final  condenatória  Art. de 11.  de  11.  do  dia  em  que  cessou  a  atividade  criminosa.7. de 11.  regula‐se  pela  pena  aplicada.4. de 11. (Redação dada pela Lei nº 12. de 11.  (Redação  dada  pela  Lei  nº  12.1996)  I  ‐  em  2  (dois)  anos.  (Redação dada pela Lei nº 7.  na  data  da  sentença.1984)  IV  ‐  nos  de  bigamia  e  nos  de  falsificação  ou  alteração  de  assentamento do registro civil.  114  ‐  A  prescrição  da  pena  de  multa  ocorrerá:  (Redação  dada pela Lei nº 9.  Prescrição das penas restritivas de direito  Parágrafo  único  ‐  Aplicam‐se  às  penas  restritivas  de  direito  os  mesmos  prazos  previstos  para  as  privativas  de  liberdade.7.1984)  §  1o   A  prescrição.7.209.  Art.209.7.209.  110  deste  Código.1996)  II  ‐  no  mesmo  prazo  estabelecido  para  prescrição  da  pena  privativa  de  liberdade.4.  se  o  máximo  da  pena  é  superior  a  oito  anos e não excede a doze.4.7.209.  4.  (Redação  dada pela Lei nº 7. de 11.209.234.7.1984)  I ‐ pela morte do agente.  menor  de  21  (vinte  e  um)  anos.1984)  Causas impeditivas da prescrição  Art.  V  ‐  pela  renúncia  do  direito  de  queixa  ou  pelo  perdão  aceito. de 11.  nos crimes de ação privada.  quanto  aos  outros.  (Redação  dada pela Lei nº 7.209.1984)  III  ‐  nos  crimes  permanentes.  (Redação  dada  pela  Lei  nº  7. graça ou indulto. antes de transitar em julgado a sentença  final.  de  2010).7.209.209.209.  (Redação  dada  pela Lei nº 7.  (Redação dada pela Lei nº 7.7. de 11.1996)  Redução dos prazos de prescrição  Art.  se  o  máximo  da  pena  é  superior  a  quatro  anos e não excede a oito. Nos crimes conexos. de 11. de 11.  I ‐ em vinte anos.  verificando‐se:  (Redação  dada  pela  Lei  nº  12.  antes  de  transitar  em  julgado  a  sentença  final.  ou  a  que  revoga  a  suspensão  condicional  da  pena  ou  o  livramento  condicional.  111  ‐  A  prescrição.  o §  2    (Revogado). de 11. de 11.1984)  II  ‐  do  dia  em  que  se  interrompe  a  execução.  regula‐ se  pelo  máximo  da  pena  privativa  de  liberdade  cominada  ao  crime.  de  11. mas sua consequência jurídica.1984)  I ‐  do  dia  em  que  transita  em  julgado  a  sentença  condenatória.209.268.  de  2010).1984)  I ‐  enquanto  não  resolvida.7. nos casos em que a lei a admite.209.  (Incluído pela Lei nº 9.7.7.7.  (Redação  dada  pela  Lei  nº  7.  elemento  constitutivo  ou  circunstância  agravante  de outro não se estende a este.  112  ‐  No  caso  do  art.  salvo  quando  o  tempo  da  interrupção  deva  computar‐se  na  pena.  sendo superior.  III  ‐  em  doze  anos.  V ‐  em  quatro  anos.234.1 Causas de extinção da punibilidade    I ‐  do  dia  em  que  o  crime  se  consumou.  116  ‐  Antes  de  passar  em  julgado  a  sentença  final.209.  questão  de  que  dependa  o  reconhecimento  da  existência  do  crime. (Incluído pela Lei nº 9.  ter  por  termo  inicial  data  anterior  à  da  denúncia  ou  queixa.  A prescrição.234.  ou.7.  começa  a  correr:  (Redação  dada  pela  Lei  nº  7.1984)  I ‐  pelo  recebimento  da  denúncia  ou  da  queixa.268.  a  prescrição  começa  a  correr:  (Redação  dada  pela  Lei  nº  7. (Redação dada pela  Lei nº 7. decadência ou perempção.  quando  a  multa  for  a  única  cominada  ou  aplicada.  se  o  máximo  da  pena  é  inferior  a  1  (um)  ano.  115  ‐  São  reduzidos  de  metade  os  prazos  de  prescrição  quando  o  criminoso  era. se o máximo da pena é superior a doze.234. de 11.  a  prescrição  não  corre:  (Redação  dada  pela  Lei  nº  7. se o condenado é reincidente.  os  quais  se  aumentam  de um terço.1984)  Termo  inicial  da  prescrição  após  a  sentença  condenatória  irrecorrível  Art.7.209. de 11. de 1º.7.(Redação dada pela Lei nº 7.209. de 1º.1984)  Parágrafo  único  ‐  Depois  de  passada  em  julgado  a  sentença  condenatória.1984)  II  ‐  no  caso  de  tentativa.7.  VI ‐ pela retratação do agente.  a  agravação  da  pena  resultante  da  conexão. a extinção  da  punibilidade  de  um  deles  não  impede.  IV ‐ em oito anos.1984)  II  ‐  pela  pronúncia.7.  depois  da  sentença  condenatória  com  trânsito  em  julgado  para  a  acusação  ou  depois  de  improvido  seu  recurso.209.  117 ‐  O  curso  da  prescrição  interrompe‐se:  (Redação  dada  pela Lei nº 7.209. (Redação dada pela Lei nº 7. (Redação  dada  pela  Lei  nº 7. se o máximo da pena é superior a dois anos e  não excede a quatro.1984)  Prescrição  no  caso  de  evasão  do  condenado  ou  de  revogação  do livramento condicional  Art. de 1º.  II ‐  em  dezesseis  anos.  IX ‐ pelo perdão judicial.268. (Redação dada pela Lei nº 7.  (Revogado pela Lei nº 12.  salvo  o  disposto  no  §  1o  do  art. (Redação  dada  pela  Lei  nº  12. não excede a dois. de 11. de 11.  não  podendo.  (Redação  dada  pela Lei nº 7.  II ‐ pela anistia.1984)  Prescrição da multa  Art.  ao  tempo  do  crime.

 de 11.: cumprimento da transação penal (Lei 9.4.7.  estendidas  aos  sucessores  e  contra  eles  executadas. conforme CPP (art.  Extinção da punibilidade com base em certidão de óbito falsa  Há duas correntes:  1ª  Corrente:  transitando  em  julgado  a  sentença  declaratória  extintiva  da  punibilidade.  IV  ‐  pela  publicação  da  sentença  ou  acórdão  condenatórios  recorríveis.1 Morte do agente  O  agente  a  que  se  refere  o  inciso  I  é  o  indiciado  na  fase  do  inquérito  policial.1996)  §  1º  ‐  Excetuados  os  casos  dos  incisos  V  e  VI  deste  artigo.7.  ou  seja.  Causa  supralegal  da  extinção  da  punibilidade  não  prevista  em  lei  é  a  súmula  554  do  STF  –  havendo  o  pagamento antes do recebimento da denúncia obsta o prosseguimento da ação penal.  A  sentença  cível  que  presume  a  morte  do  ausente  pode  servir  como  documento  para  extinguir a sua punibilidade? Sim.  como  por  exemplo  há  a  previsão  de  extinção  da  punibilidade  na  reparação do dano no peculato culposo.  (Redação  dada  pela  Lei  nº  9.   (Redação  dada  pela  Lei  nº  7.  que  sejam  objeto  do  mesmo  processo.  e  depois  de  ouvido  o  Ministério  Público.268.  salvo  a  hipótese  do  inciso  V  deste  artigo.  107  é  exemplificativo.).1984)  Art.  podendo  a  obrigação  de  reparar  o  dano  e  a  decretação  do  perdimento  de  bens  ser.209.7. como também responderá por uso de documento falso.  (Redação  dada  pela  Lei nº 7.  do  dia  da interrupção.1984)  Perdão judicial  Art.  não  mais  poderá  ser  revista.  A  morte  do  agente  impede  a  revisão  criminal?  E  a  reabilitação?  A  morte  do  agente  não  impede a revisão criminal.  de  11.  120  ‐  A  sentença  que  conceder  perdão  judicial  não  será  considerada  para  efeitos  de  reincidência.268. NÃO OBSTA AO PROSSEGUIMENTO DA AÇÃO PENAL.  acusado  ou  reeducando quer dizer que a morte do agente extingue a punibilidade a qualquer tempo.209.  Súmula  554  do  STF  ‐  O  PAGAMENTO  DE  CHEQUE  EMITIDO  SEM  PROVISÃO  DE  FUNDOS. de 11.  (Redação dada pela Lei nº 9.  até o limite do valor do patrimônio transferido.  acusado  na  fase  do  processo  e  o  reeducando  na  faze  da  execução  penal.  vez  que  proibida  a  revisão  criminal  “pro  societate”.  O  agente  não  só  continuará  sendo  processado  pelo  crime  no  qual  se  decidiu  extinta a punibilidade.  4. 62. No caso de  morte  do  acusado.099/95).  Há outras hipóteses na legislação extravagante.  A extinção da punibilidade pela morte do agente apaga todos os efeitos penais de eventual sentença  condenatória.1984)    O  rol  do  art.1.  a  extinção  da  punibilidade  incidirá  sobre  a  pena  de  cada  um.1984)  §  2º  ‐  Interrompida  a  prescrição.  A  morte  do  agente  é  uma  causa  personalíssima  de  extinção  da  punibilidade. Ex. de 11.1996)  VI  ‐  pela  reincidência.  novamente.  Página | 81   TEORIA GERAL DO DELITO > Punibilidade  .209.  havendo  concurso de pessoas não estende aos demais co‐autores ou partícipes do crime.  o  que  significa  que  os  efeitos  extrapenais  permanecem.  isoladamente. de 11.  de  1º.  119  ‐  No  caso  de  concurso  de  crimes.  APÓS  O  RECEBIMENTO DA DENÚNCIA. de 2007).  5º  (nenhuma  pena  passará  da  pessoa  do  condenado.  V  ‐  pelo  início  ou  continuação  do  cumprimento  da  pena.  o  juiz  somente  à  vista  da  certidão  de  óbito.1984)  Reabilitação  Art.7.4.596.  A morte do agente é comprovada somente pela certidão de óbito.  Nos  crimes  conexos.  a  interrupção  da  prescrição  produz  efeitos  relativamente  a  todos  os  autores  do  crime.  restando  apenas  a  possibilidade  de  se  punir o agente pelo uso de documento falso.  declarará extinta a punibilidade).209.7.  nos  termos  da  lei. Corrente adotada pelo STF. mas impede a reabilitação.7.  estende‐se  aos  demais  a  interrupção  relativa  a  qualquer  deles.  2ª  Corrente:  a  decisão  que  reconheceu  a  extinção  da  punibilidade  é  inexistente.  (Redação dada pela Lei nº 7.  insuscetível  de  sofrer  os  efeitos  da  coisa  julgada. de 1º.209.  Essa  condenação  continua  servindo  de  título executivo no cível.  118 ‐  As  penas  mais  leves  prescrevem  com  as  mais  graves.  todo  o  prazo  começa  a  correr. (Redação dada pela Lei nº 7.  (Redação dada pela Lei nº 7.  A  morte  do  agente  extingue  a  punibilidade  em  razão  do  preceito  constitucional  previsto  no  inciso  XLV  do  art. (Redação dada pela Lei nº 11. Fonte de Publicação  DJ de 3/1/1977.  Se  a  expressão  do  agente  significa  indiciado.

1 Espécies de prescrição:  PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA (PPP)  Ocorre  antes  do  trânsito  em  julgado  final  e  faz  desaparecer  todos  os  efeitos  de  eventual  condenação penais e extrapenais.1984)  O interesse de punir o crime varia conforme sua gravidade.  Sendo  incerta  a  quantidade  (e  espécie)  da  pena  a  ser  fixada  pelo  juiz  na  sentença.  induzindo  em  erro  essencial  o  outro  contraente.234.  há exceções.  O  Estado revela o tempo de duração do seu interesse na persecução criminal. de 2010). Eis a finalidade do art. 109 do CP. 109 do CP. no nosso ordenamento jurídico. por motivo de erro ou impedimento.  de  seis  meses  a  dois  anos.  na  ação  penal  privada  personalíssima. 109 do CP.7.  IV ‐ em oito anos. pois não estão previstas em lei ficando a  critério do juiz.  2.  antes  de  transitar  em  julgado  a  sentença  final.209. baseado na sua pena máxima prevista.1.                                                                 Induzimento  a  erro  essencial  e  ocultação  de  impedimento  ‐  Art. sendo superior. ou seja. se o máximo da pena é superior a dois anos e não excede a quatro.  1.  110  deste  Código.  salvo  o  concurso  de  crimes.  Consideram‐se  as  causas  de  aumento  e  diminuição  de  pena?  Sim.7. de 11. se o máximo da pena é igual a um ano ou.  A regra. se o máximo da pena é inferior a 1 (um) ano.  O  fundamento  da  prescrição  pode  assim  ser  resumido:  o  tempo  faz  desaparecer  o  interesse  social  de  punir ou executar punição já imposta.  V ‐ em quatro anos.  Tendo  o  Estado  a  tarefa  de  buscar  a  punição  do  agente. (Redação dada pela Lei nº 7.  VI ‐ em 3 (três) anos.234. de  2010). não excede a dois.  o  prazo  prescricional é resultado da combinação da pena máxima prevista abstratamente e a escala do art.  elas  não  são  consideradas  no  estudo da pena máxima prevista para pretensão. Ação  de  grupos  armados  civis  ou  militares  contra  a  ordem  constitucional  e  o  Estado  Democrático.  Consideram‐se  as  agravantes  e  atenuantes  de  pena?  Não. Em abstrato ou propriamente dita (PPPA):  Previsão legal: art. 119 do CP proíbe o aumento oriundo do concurso de crimes.  III ‐ em doze anos.  46   Página | 82   TEORIA GERAL DO DELITO > Punibilidade  .  Prescrição das penas restritivas de direito  Parágrafo  único  ‐  Aplicam‐se  às  penas  restritivas  de  direito  os  mesmos  prazos  previstos  para  as  privativas de liberdade.  verificando‐se: (Redação dada pela Lei nº 12. 5º. anule o casamento. se o máximo da pena é superior a oito anos e não excede a doze.  Prescrição antes de transitar em julgado a sentença  Art. (Redação dada pela Lei nº 12. Porém. Racismo (art.  109.  II ‐ em dezesseis anos. é a prescritibilidade por mais grave que seja o crime.2 Prescrição  É  o  limite  temporal  ao  direito  de  punir.  A  morte  da  vítima  poderá  extinguir  a  punibilidade  do  agente?  Sim.  salvo  o  disposto  no  §  1o  do  art.1. se o máximo da pena é superior a quatro anos e não excede a oito.  1.  236  ‐  Contrair  casamento. como por exemplo o crime do art. O art.  ou  ocultando‐lhe  impedimento  que  não  seja  casamento  anterior:  Pena ‐  detenção.    4.  É  a  perda  do  direito  de  punir  em  face  do  decurso  do  direito  de  o  Estado  punir  (prescrição  da  pretensão  punitiva)  ou  executar  punição  já  imposta  (prescrição  da  pretensão  executória).  deve  dizer  quando  essa  punição  já  não  mais  o interessa. 236 do CP 46 .  regula‐se  pelo  máximo  da  pena  privativa  de  liberdade  cominada  ao  crime. hipóteses de imprescritibilidade.  I ‐ em vinte anos.2.  4.  A  prescrição. se o máximo da pena é superior a doze.  Parágrafo  único  ‐  A  ação  penal  depende  de  queixa  do  contraente  enganado  e  não  pode  ser  intentada  senão  depois  de  transitar  em  julgado  a  sentença que.7. XLII da CF).

  Antes  da  lei  12.  − Terá direito à restituição integral da fiança.  A  medida  sócio‐educativa  prescreve?  Para  responder  há  a  súmula  338  do  STJ  –  a  prescrição penal é aplicável nas medidas sócio‐educativas.  Após.                                                                   47   Art. 61 do CPP 47 .  o  prazo  máximo  continuou  sendo  de  20  anos.  − Eventual  sentença  condenatória  provisória  (recurso  do  MP)  é  rescindida. o juiz mandará autuá‐lo em apartado.  Os  atos  praticados  antes  dessa  lei  continuam  sendo  processados  com  o  prazo  prescricional de 2 anos.  Consequências:  − Desaparece para o Estado seu direito de punir.  Página | 83     TEORIA GERAL DO DELITO > Punibilidade  .  não  se  operando  qualquer efeito (penal ou extrapenal).  por  ser  maléfica  ao  agente.  É  uma  lei  irretroativa.  portanto  pode  ser  reconhecida  de  ofício  pelo  juiz.  se  reconhecer  extinta  a  punibilidade.  o  juiz.  se o julgar conveniente.  porque  traz  atenuantes  que  reduzem  o  prazo  prescricional  pela  metade. previsão no art.  O  juiz  pode  reconhecer  essa  espécie  de  prescrição  de  ofício  ou  precisa  ser  provocado?  A  prescrição  é  matéria  de  ordem  pública.  mas  o  prazo  mínimo  ficou  alterado  para  3  anos. ouvirá a parte contrária e.  Em  qualquer  fase  do  processo. concederá o prazo de cinco dias para a prova.  Cuidado  com  o  art. inviabilizando qualquer análise de mérito. proferindo a decisão dentro de cinco dias ou reservando‐se para  apreciar a matéria na sentença final.  − O acusado não será responsabilizado pelas custas processuais. 61.  No  caso de requerimento do Ministério Público.  deverá  declará‐lo  de  ofício.234/10  o  prazo  máximo  era  de  20  anos  e  prazo  mínimo  de  2  anos. do querelante ou do réu.  115  do  CP.  Parágrafo  único.

  I)  até  a  publicação  da  condenação  (art.  111  (termo  inicial  da  prescrição)  e  do  117  (causas  interruptivas  da  prescrição)  gera balizas prescricionais.   CRIME  HABITUAL  depende  da  reiteração  de  ato  para  consumar‐se.  novamente.   II ‐ pela pronúncia. I)  Do recebimento da inicial até a pronúncia – 2ª baliza (art.   13   de   janeiro   de   2011. Zerada a contagem. IV) até o trânsito em julgado é a 3ª baliza prescricional.: delito processado por rito não do júri.  exige  reiteração  de  atos  para  que  o  crime  esteja  caracterizado.  117  do  CP.  Causas interruptivas da prescrição  Art.  IV)  (2ª  baliza  prescricional).   VI ‐ pela reincidência. do dia da interrupção. antes de transitar em julgado a sentença final.  Ex. do dia em que cessou a atividade criminosa [último ato executório]. 111 do CP. II)  Da pronúncia até a confirmação da pronúncia – 3ª baliza (art.  Quinta ‐ feira.   Prescrição da Pretensão Punitiva:  Termo Inicial – art.  V ‐ pelo início ou continuação do cumprimento da pena. todo o prazo começa a correr.  IV ‐  nos  de  BIGAMIA  e  nos  de  FALSIFICAÇÃO  ou  ALTERAÇÃO  DE  ASSENTAMENTO  do  registro  civil.  contrário da  suspensão  que  apenas deixará de contar durante o período.   § 2º ‐ Interrompida a prescrição.:  em  10/01/00 abre‐se casa de prostituição e em 05/02/02 se encerra.  Ex.  III ‐ nos crimes PERMANENTES.  A  combinação  do  art.  Nos  crimes  habituais.  da  data em que o fato se tornou conhecido.  O  exemplo  emblemático  é  exploração  de  casa  de  prostituição. 117 ‐ O curso da prescrição interrompe‐se:   I ‐ pelo recebimento da denúncia ou da queixa. 117.  Isso  faz  com  que  se  reinicie  a  contagem  desde  o  início  (desconsiderando  o  tempo  já  percorrido)  na  interrupção. 117.   II ‐ no caso de TENTATIVA.  Art. 111 ‐ A PRESCRIÇÃO.  Nos  crimes  conexos. salvo a hipótese do inciso V deste artigo.    Página | 84   TEORIA GERAL DO DELITO > Punibilidade  . Zerada a contagem.   §  1º  ‐  Excetuados  os  casos  dos  incisos  V  e  VI  deste  artigo.   IV ‐ pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis.  117.  Do  recebimento  da  inicial  (117. do dia em que cessou a permanência.  o  prazo  da  prescrição  inicia‐se  da  data  da  última  das  ações  que  constituem  o  fato típico. 117. III)  Da confirmação da pronúncia até a publicação da data da sentença condenatória do júri – 4ª baliza  Da sentença condenatória do júri até o trânsito em julgado final ‐ 5ª baliza.   III ‐ pela decisão confirmatória da pronúncia. De acordo com o STF a prescrição começa do  dia que encerrou a atividade habitual.  Acórdão meramente confirmatório da condenação não interrompe o prazo prescricional – somente o  acórdão condenatório.   Os  quatro  primeiros  incisos  interrompem  a  prescrição  de  pretensão  punitiva  e  os  dois  últimos  a  prescrição da pretensão executória.  que  sejam  objeto  do  mesmo  processo.  Da publicação da condenação (art.  Entre  a  data  do  fato  e  o  recebimento  da  inicial  (primeira  baliza  da  prescrição  da  pretensão  punitiva  em abstrato).    Delito processado por rito do júri  Da data do fato até o recebimento da inicial – 1ª baliza (art.  porém  o  prazo  prescricional  pode  ser  interrompido  ou  suspenso  as  hipóteses  de  interrupção  estão  no  art.    Suspensão do prazo prescricional  O  prazo  decadencial  não  admite  interrupção  ou  suspensão.  a  interrupção  da  prescrição  produz  efeitos  relativamente  a  todos  os  autores  do  crime. COMEÇA A CORRER:  I ‐ do dia em que o crime se CONSUMOU. 117.  estende‐se aos demais a interrupção relativa a qualquer deles.

  AINDA  QUE  O  TRIBUNAL  DO JURI VENHA A DESCLASSIFICAR O CRIME.7. de 11.  Art. todas as interrupções da prescrição desaparecem.  Continua‐se  falando em PPPA com 8 anos para punir.  ainda  que  provisoriamente.234.    2.209.  (Redação  dada  pela  Lei  nº  7.S. Cond.  ou  depois  de  improvido  seu  recurso.  já  que.  Página | 85   TEORIA GERAL DO DELITO > Punibilidade  .  de  que  trata  o  parágrafo  anterior. 155.  regula‐se  pela  pena  aplicada.  mas  segundo  o  STJ na súmula 191 diz é o contrário:  Súmula  191  do  STJ ‐  A  PRONUNCIA  E  CAUSA  INTERRUPTIVA  DA  PRESCRIÇÃO. (Redação dada pela Lei nº 7.  110  ‐  A  prescrição  depois  de  transitar  em  julgado  a  sentença  condenatória  regula‐se  pela  pena  aplicada  e  verifica‐se  nos  prazos  fixados  no  artigo  anterior.  Contudo. de 2010).  § 2o  (Revogado).  fixada  a  pena. de 2010). 110. Sent.                PPPA                                                        PPPA  |‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐|‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐|‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐|  (???)  T. de 11. Julgado Final  ‐ regula‐se pela pena máx.  Surge.A. de 2010).234. (Redação dada pela Lei nº 12.  com  isso  as  causas  interruptivas  de  pronúncia  e  confirmação  da  pronúncia  deveriam  desaparecer.234.  razão  pela  qual  o  lapso  prescricional  regula‐se  pela  pena  máxima  abstratamente prevista. depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação ou depois  de  improvido  seu  recurso.  o  novo  norte.  os  quais  se  aumentam  de  um  terço. (Redação dada pela Lei nº 12.  pode  ter  por  termo  inicial  data  anterior  à  do  recebimento da denúncia ou da queixa.  − Regula‐se pela pena aplicada na sentença.P.  − Os prazos prescricionais são os mesmos do art. Julgado  Fato  (8 anos)      RI  (8 anos)  Publ.  (regula‐se pela pena Max.1984)  §  1º  ‐  A  prescrição. 109 do CP. Cond.  transitando  em  julgado  para  a  acusação  (que  não  recorre  ou  o  seu  recurso  é  improvido).  − Conta‐se a P.  de  11.  Antes  da  sentença  recorrível  não  se  sabe  a  quantidade  ou  o  tipo  da  pena  a  ser  fixada  pelo  magistrado.  Furto simples (art.  1ª  Situação:  o  MP  recorre. “caput”. CP).  depois  da  sentença  condenatória  com  trânsito  em  julgado  para  a  acusação.  não  podendo. Superveniente (PPPS):   Previsão Legal: art. (Revogado pela Lei nº 12.P.  Características:  − Pressupõe sentença (ou acórdão) pena condenatória.209.  qual  seja.  Pena: 1 a 4 anos                   PPPA                           PPPA                                                 PPPA  |‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐|‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐|                                                                |  20/02/00         RI      Publicação da Sent.P.  em  nenhuma  hipótese.  − Pressupõe  condenação  transitada  em  julgado  para  a  acusação  no  que  se  relaciona  com  a  pena aplicada. substituída por pena alternativa)  Não ocorreu trânsito em julgado para o MP. II CP)  Anulando‐se o processo. 109.7.  − Tem as mesmas consequências da P. a pena recorrível aplicada na sentença.  regula‐se  pela  pena  aplicada.  mesmo  diante  de  recurso  da  defesa. Abst)        (1 ano.  há  prescrição  da  pretensão  punitiva  em  abstrato  (8  anos). “caput”.P.209.  ter  por  termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. (Redação dada pela Lei nº 7.1984)  §  2º  ‐  A  prescrição.7.  Furto simples (art.  então. §1º  Regula‐se  pela  pena  aplicada  na  sentença.  se  o  condenado é reincidente.1984)  § 1º  A prescrição.    T. CP – pena de 1 a 4 anos). da publicação da sentença condenatória até a data do trânsito em julgado  final.  não  mais  existe  razão  para  se  levar  em  conta  a  pena  máxima.  Faltando uma dessas características é o caso de PPPA e não PPPS.  é  proibida  a  “reformatio  in  pejus”.  ‐ prazo: 8 anos (art.  Se  os  jurados  desclassificassem  a  acusação  de  homicídio  para  lesão  corporal  seguida  de  morte. 155.

P.P..  depois  da  sentença  condenatória  com  trânsito  em  julgado  para  a  acusação. declarar extinto esse mesmo direito (CAPEZ).R.  O juiz de primeiro grau pode reconhecer esta espécie de prescrição?  1ª  Corrente  –  a  PPPS  pode  ser  reconhecida  em  1º  grau.  3. Essa lei.7.  regula‐se  pela  pena  aplicada.  110  ‐  A  prescrição  depois  de  transitar  em  julgado  a  sentença  condenatória  regula‐se  pela  pena  aplicada  e  verifica‐se  nos  prazos  fixados  no  artigo  anterior.  CURIOSIDADE! Primeiro analisa‐se a PPPR e só depois aguarda‐se a PPPS.  2ª  Corrente  –  a  PPPS  não  pode  ser  reconhecida  pelo  juiz  de  primeira  instância.  com  a  peculiaridade  de  contar‐se o prazo prescricional retroativamente.            Data do fato      PPPA (8 anos)      PPPA (8 anos)       anos) PPPR (4            anos) PPPR (4   Ministério Público  não recorre.1984)  §  1º  A  prescrição.  A doutrina moderna ensina que eventual recurso da acusação só evita a prescrição superveniente se.  ao  proferir  a  sentença  condenatória. 155 CP – pena de 1 a 4 anos).1984)  §  2º  ‐  A  prescrição.):  Previsão legal: deve ser estudada antes e depois da Lei 12.  Do  recebimento  até  a  publicação  da  sentença condenatória PPPA.1984)  §  1º  ‐  A  prescrição.  tratando‐se  de  matéria  de  ordem  pública  (LFG). de 2010). (Redação dada pela Lei nº 7.S.  regulando‐se  pela  pena  aplicada na sentença (art.  se  o  condenado é reincidente.  esgotou  sua  atividade  jurisdicional. de 11.  com  a  nova lei.  uma  vez  que.  2ª  Situação:  o  MP  não  recorre  ou  seu  recurso  é  improvido.  obviamente.  não  podendo.209.  Da  data  do  fato  até  o  recebimento  da  inicial  tem‐se  a  PPPA.  3ª  Situação:  o  MP  recorre  contra  a  substituição  da  pena.  As  características  e  consequências  da  PPPR  são  idênticas  às  da  P.  os  quais  se  aumentam  de  um  terço. V – 4 anos). em seguida.  Porém. 109.  depois  da  sentença  condenatória  com  trânsito  em  julgado  para  a  acusação  ou  depois  de  improvido  seu  recurso.  É  caso  de  PPPS. IV – 8 anos. (Redação dada pela Lei nº 12. de 11.  ter  por  termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. Da publicação da sentença condenatória até o trânsito em julgado final PPPA.  A  única  diferença  da  prescrição  superveniente  para  frente  e  a  retroativa  é  para  traz. não mais se trabalha com a PPPR com o recebimento da denúncia ou queixa e a data do fato.  pode  ter  por  termo  inicial  data  anterior  à  do  recebimento da denúncia ou da queixa.    Exercício:  Furto simples (art.P.234.7.234/10  Antes estava prevista no art.  em  nenhuma  hipótese.  buscando o aumento da pena for provido e a pena aumentada pelo Tribunal alterar o prazo prescricional.  É  caso  de  PPPS  porque a pena transitou em julgado. 109.  sendo  impossível  reconhecer  que  o  Estado tenha o direito de punir e.7. (Redação dada pela Lei nº 7.  de  11.  Art. é irretroativa.P. Retroativa (P.      TEORIA GERAL DO DELITO > Punibilidade  Página | 86   .                              PPPR (4 anos)    20/02/00  27/05/04  Publicação da  Sentença  Condenatória  (1 ano de reclusão)     Recebimento da  Inicial        Regula‐se  pela  pena    máxima  em  abstrato    art. Prevalece.209.  de  que  trata  o  parágrafo  anterior.  (Redação  dada  pela  Lei  nº  7.  ou  depois  de  improvido  seu  recurso. §2º e atualmente está também no §1º “in fine”.  mas  não  recorre  da  pena.209.  regula‐se  pela  pena  aplicada. 110.  Se essa condenação transitou para a acusação tem‐se a PPPS que conta‐se da sentença condenatória  pra frente.

 CP) – Prazo prescricional de 8 anos. independentemente da existência ou sorte do processo penal. O MP não recorreu.  considerando  a  pena  futura  a  ser  aplicada  no  caso  concreto.        Regula‐se  pela            pena  máxima  em  abstrato  art.  por  Prognose.  A  prescrição  em  perspectiva  nada  mais  é  do  que  um  reconhecimento  antecipado  da  prescrição  retroativa. também não admite.  O réu é primário e portador de bons antecedentes e a prescrição da pretensão punitiva.P.  O STF.  Furto (art. tem uma nova PPPA (outro prazo  de 8 anos).)  Página | 87   TEORIA GERAL DO DELITO > Punibilidade  . CP – pena de 1 a 4 anos)      Data do fato  PPPA    RI (20/02/00)  PPPA        (8 anos)      Publicação da sentença  condenatória (1 ano)  O MP não recorre.  A sentença foi condenatória de 1ano de reclusão.  Recebeu a inicial em 20.    PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA (P.  IV – 8 anos. 155.  A  PPPR  terá  um  prazo  de  4  anos.  Súmula 438 do STJ ‐ É inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com  fundamento em pena hipotética.00 e a publicação da sentença condenatória ocorreu em 27.04.  ocorreu  a  prescrição da pretensão punitiva retroativa = extinção da punibilidade    4.  Do recebimento da inicial e a publicação da sentença condenatória.  Então  a  pena  aplicada  servirá  de  base  para  a  PPPR.E.  em  perspectiva  ou  virtual:  PPPA (8 anos)        Data do fato          PPPA (8 anos)      20/02/00  Recebimento  Inicial            27/05/04  da  Publicação  Sentença  Condenatória  ano)                      da  Ministério  Público    não recorre.  Da  data  do  fato  até  o  recebimento  da  inicial  é  PPPA  (regula‐se  pela  pena  máxima  em  abstrato  combinada com o art.  109.  Falta  de  interesse  de  prosseguir  na  ação penal.  Os Tribunais superiores não admitem esse tipo de prescrição (Súmula 438 do STJ).  (1                                                                          Essa prescrição é de criação jurisprudencial (não prevista em lei). 109. Prescrição  da  pretensão  punitiva  (Retroativa)  Antecipada. apesar de não ter súmula.  E  como  do  recebimento  da  inicial  até  a  publicação  da  sentença  transcorreu  um  prazo  maior  do  que  4  anos.05.02.

  Pressupõe  trânsito  em  julgado  definitivo  e  impede  somente  os  efeitos  executórios  da  condenação.  Os demais efeitos penais e extrapenais permanecem.  Previsão Legal: art. 110, “caput”, CP. 
Prescrição depois de transitar em julgado sentença final condenatória  Art.  110  ‐  A  prescrição  depois  de  transitar  em  julgado  a  sentença  condenatória  regula‐se  pela  pena  aplicada  e  verifica‐se  nos  prazos  fixados  no  artigo  anterior,  os  quais  se  aumentam  de  um  terço,  se  o  condenado é reincidente.  

A  prescrição  da  pretensão  executória  regula‐se  pela  pena  aplicada.  O  prazo  prescricional  continua  sendo do art. 109 o qual é aumentado de 1/3 se o condenado é reincidente.  A  reincidência  é  aplicada  na  pena  e  posteriormente  aumentada  de  1/3  também  na  prescrição  executória.  A  PPE  cuida  de  prescrição  de  pena  em  concreto,  que  pressupõe  sentença  condenatória  com  trânsito  em  julgado  para  ambas  partes  (decisão  definitiva,  irrecorrível)  e  que  se  verifica  dentro  dos  prazos  estabelecidos pelo art. 109 do CP, aumentados de 1/3 quando o condenado é reincidente.  Reconhecida  a  PPE,  extingue‐se  a  pena  aplicada,  sem,  contudo,  rescindir  a  sentença  condenatória,  que continua produzindo os efeitos penais e extrapenais.  PPP  − Eventual sentença condenatória é rescindida  Extingue todos os efeitos (penais e extrapenais).    Termo inicial: art. 112 do CP  PPE  − A sentença condenatória não é rescindida  Só extingue a pena, os demais efeitos permanecem. 

Termo inicial da prescrição após a sentença condenatória irrecorrível  Art. 112 ‐ No caso do art. 110 deste Código, a prescrição começa a correr:   I  ‐  do  dia  em  que  transita  em  julgado  a  sentença  condenatória,  para  a  acusação,  ou  a  que  revoga  a  suspensão condicional da pena ou o livramento condicional;   II ‐ do dia em que se interrompe a execução, salvo quando o tempo da interrupção deva computar‐se na  pena.  

A  PPE  começa  a  correr  do  dia  em  que  transita  em  julgado  a  sentença  em  julgado  para  acusação,  pressupondo  o  trânsito  em  julgado  para  as  duas  partes,  mas  tem  início  do  dia  do  trânsito  em  julgado  para  acusação.  Publicação  da  sentença  condenatória  e  em  08/10/00  transita  em  julgado  para  o  MP.  Em  17/03/05  transita  em  julgada  para  a  defesa.  Tendo  ocorrido  o  trânsito  em  julgado  para  as  duas  partes  pode‐se  falar  em  prescrição executória, mas o termo inicial é o trânsito em julgado para a acusação.  Exercício  (Furto Simples – art. 155 – pena de 1 a 4 anos)  Publicação  da  sentença  condenatória  (1  ano)  no  dia  17/03/05.  Desta  condenação  a  acusação  não  recorre.  Transitando  em  julgado  para  a  acusação  em  24/03/05.  A  defesa  também  não  recorre  e  transita  em  julgado para a defesa dia 06/05/05.  Transitando  em  julgado  para  acusação  e  defesa  fala‐se  em  prescrição  executória,  tendo  como  termo  inicial  o  trânsito  em  julgado  para  o  MP.  Assim  sendo,  a  prescrição  é  de  4  anos,  tendo  o  Estado  até  o  dia  23/03/09 para executar essa pena.  Imaginando‐se que foi preso no dia 10/02/06, zerando a contagem da prescrição (art. 117, V).  No  dia  20/02/06  o  preso  foge  –  da  fuga  começa  a  correr  uma  nova  pretensão  executória.  Quanto  tempo o Estado tem para recapturá‐lo?  Essa  nova  PPE  trabalha‐se  com  a pena  imposta  na  sentença  ou  com  a  pena  que  resta  a  cumprir?  Art.  113  –  a  prescrição  é  regulada  pelo  tempo  que  resta  da  pena,  ou  seja,  no  caso  concreto  menos  de  1  ano.  Aplicando‐se  o  art.  109,  VI,  prescrevendo  em  3  anos.  Entretanto,  a  prescrição  continua  sendo  de  2  anos  (conforme  redação  antiga  do  CP)  em  razão  do  crime  ter  sido  praticado  antes  da  redação  dada  pela  lei  em  2010. Nesse caso o Estado tem até 19/02/08 para capturá‐lo. 
Página | 88   TEORIA GERAL DO DELITO > Punibilidade 

  Poderá  acontecer  de  o  foragido  praticar  um  crime,  e  nesse  caso  será  considerado  reincidente  fazendo com que se interrompa a prescrição.  Em  1/1/08  chega  a  notícia  de  que  praticou  o  crime,  fazendo  com  que  se  interrompa  o  prazo  tendo  o  Estado mais dois anos para recapturá‐lo. 
Reincidência  ‐  Art.  63  ‐  Verifica‐se  a  reincidência  quando  o  agente  comete  novo  crime,  depois  de  transitar  em  julgado  a  sentença  que,  no  País  ou  no  estrangeiro,  o  tenha  condenado  por  crime  anterior.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)  Redução dos prazos de prescrição  Art.  115  ‐  São  reduzidos  de  metade  os  prazos  de  prescrição  quando  o  criminoso  era,  ao  tempo  do  crime,  menor  de  21  (vinte  e  um)  anos,  ou,  na  data  da  sentença,  maior  de  70  (setenta)  anos.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)  Causas impeditivas da prescrição  Art.  116  ‐  Antes  de  passar  em  julgado  a  sentença  final,  a  prescrição não corre:   I  ‐  enquanto  não  resolvida,  em  outro  processo,  questão  de  que  dependa o reconhecimento da existência do crime;  II ‐ enquanto o agente cumpre pena no estrangeiro.   Parágrafo  único  ‐  Depois  de  passada  em  julgado  a  sentença  condenatória,  a  prescrição  não  corre  durante  o  tempo  em  que  o  condenado está preso por outro motivo.   [...]  Art.  118  ‐  As  penas  mais  leves  prescrevem  com  as  mais  graves. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)  Rehabilitação  Art.  119  ‐  No  caso  de  concurso  de  crimes,  a  extinção  da  punibilidade  incidirá  sobre  a  pena  de  cada  um,  isoladamente. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)  Perdão judicial  Art.  120  ‐  A  sentença  que  conceder  perdão  judicial  não  será  considerada  para  efeitos  de  reincidência. (Redação  dada  pela  Lei  nº 7.209, de 11.7.1984) 

 

 

A menoridade do infrator aos 21 anos continua o prazo prescricional pela menoridade, mesmo com o  novo Código Civil. O direito penal não está preocupado com a capacidade, mas sim com a idade do agente.  Não se pode atrelar eventual incapacidade civil com a possibilidade de punição.  O  estatuto  do  idoso  considera  idoso  quem  tem  idade  igual  ou  superior  a  60  anos.  Somente  o  idoso  com mais de 70 anos (na data da sentença) é que tem essa causa de redução.  Na data da sentença:  1ª  Corrente  –  o  criminoso  tem  que  ser  maior  de  70  anos  na  data  decisão  que  primeiro  o  condena.  Não será considerado acórdão meramente confirmatório. Há julgados no STF.  2ª  Corrente  –  o  criminoso  tem  que  ser  maior  de  70  anos  na  data  da  sentença  que  o  condena  ou  confirma a condenação. Acórdão meramente confirmatório será considerado. Julgados no STJ.  Causas suspensivas e impeditivas da prescrição  Os  dois  primeiros  incisos  do  art.  116  são  causas  suspensivas  da  PPP.  O  parágrafo  único  traz  causas  suspensivas da PPE.  O inciso I – questão prejudicial de mérito.  Ex.: réu que processado por bigamia questiona no juízo cível não corre a prescrição.    A reincidência será aplicada ao segundo crime que foi praticado durante a fuga.     

Página | 89   TEORIA GERAL DO DELITO > Punibilidade 

 
Domingo,   16   de   janeiro   de   2011.  

4.8

Consumação e tentativa 

4.8.1 “Iter Criminis”  Conjunto  das  fases  da  se  sucedem  cronologicamente  no  desenvolvimento  do  delito.  Pode‐se  dividir  esse conjunto de fases em duas macrofases: interna e externa.  4.8.1.1 Macrofase interna  Apesar  de  haver  uma  discussão  na  doutrina,  prevalece  que  a  macrofase  interna  está  dividida  em  duas etapas:  1ª Cogitação:  simples  ideia  do  crime  e  sempre  será  impunível  por  conta  do  Princípio  da  Materialização dos Fatos.  2ª Atos  Preparatórios:  (Cezar  Roberto  Bittencourt  entende  que  estes  não  estão  na  macrofase  interna,  mas  sim  na  macrofase  externa).  Nesse  caso  o  agente  procura  criar  condições  para  a  realização  da  conduta  delituosa.  É  o  que  a  doutrina  chama  de  “conatus  remotus”  –  atos  preparatórios.  Em  regra,  os  atos  preparatórios  são  impuníveis,  ou  seja,  excepcionalmente  serão  punidos,  como  por  exemplo  a  punição  por  quadrilha  ou  bando  (art.  288  CP).  Pune  aquele  que  apenas,  por  hora,  está  criando  situações  de  prática  de  crimes.  A  punição  dos  atos  preparatórios  é  característica  do  Direito  Penal  do  Inimigo.  O  melhor  entendimento  para  a  punição  nos  crimes  de  quadrilha  é  de  que  a  formação  do  bando  já  é  o  início  de  execução  do  crime  que  por  sua  vez  é  preparatório de crime futuro.  4.8.1.2 Macrofase externa  Essa fase é de total interesse do Direito Penal e do direito punitivo.  1ª Atos  Executórios:  traduzem  a  maneira  pela  qual  o  agente  atua  exteriormente  para  realizar  o  núcleo  do  tipo.  Marco  inicial  (em  regra,  em  razão  da  punição  excepcional  de  alguns  atos  preparatórios) do interesse de punir.  Há  um  ponto  que  não  é  possível  saber  se  se  está  na  fase  dos  atos  preparatórios  ou  do  inicio  da  execução.  Ex.: buscando assaltar a casa, um assaltante aguarda próximo ao local esperando  a saída do imóvel.  O fato de aguardar os atos preparatórios impuníveis ou será punível.  Na busca da diferença entre atos preparatórios e de execução existem as seguintes teorias:  Teoria  da  hostilidade  ao  bem  jurídico  (ou  critério  material):  atos  executórios  são  aqueles  que  atacam o bem jurídico, criando‐lhe uma situação concreta de perigo (Nelson Hungria).  Teoria  objetiva‐formal:  atos  executórios  são  aqueles  que  iniciam  a  realização  do  núcleo  do  tipo  (Frederico  Marques).  Enquanto  o  verbo  não  executa  o  verbo  nuclear  não  há  crime.  Reconhece  o  início  da  execução no momento muito próximo da consumação.  Teoria  objetivo‐individual:  atos  executórios  são  aqueles  que,  de  acordo  com  o  plano  do  agente,  realizam‐se  no  período  imediatamente  anterior  ao  começo  da  execução  típica  (Zaffaroni).  Não  espera  a  realização do núcleo do tipo, o momento imediatamente anterior já é o suficiente.   FMB observa que nenhuma dessas teorias sozinhas satisfaz, o juiz deverá utilizar todas.  2ª Consumação: assinala o instante da composição plena do fato criminoso.  Nem  todos  os  comportamentos  delituosos  passam  pelas  quatro  fases  ou  etapas.  Há  crimes  que  não  exige  qualquer  cogitação,  crimes  que  não  tem  resultado  naturalístico  (antecipa‐se  a  consumação  com  a  execução).  4.8.2 Crime Consumado  Previsão legal: artigo 14, I do CP. 
Art. 14 ‐ Diz‐se o crime: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)  Crime consumado (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)  I ‐  consumado,  quando  nele  se  reúnem  todos  os  elementos  de  sua  definição  legal; (Incluído  pela  Lei  nº  7.209, de 11.7.1984) [...] 
Página | 90   TEORIA GERAL DO DELITO > Consumação e tentativa 

  Por  isso  de  consumação  antecipada.8.  não  se  consuma  por  circunstâncias  alheias  à  vontade  do  agente.7.  a  súmula  considera  crime  consumado  sem  que  nele  se  reúnam  todos  os  elementos de sua definição legal.  quando. AINDA QUE NÃO  REALIZE O AGENTE A SUBTRAÇÃO DE BENS DA VÍTIMA.  Conceito:  considera‐se  crime  consumado  a  realização  do  tipo  penal  por  inteiro.  3 ‐  Crime de mera conduta: o tipo penal descreve uma mera conduta. Ex. de 11.  Obs.  O  correto  é  falar  tentativa  de  crime  ou  crime  de  tentativa.209.]  Tentativa (Incluído pela Lei nº 7.  É  ela  violação  incompleta  da  mesma  norma  que  o  crime  consumado  representa  a  violação  plena. de 11.2. Está ligada à tipicidade material.  4.1984)  O conceito dado pela doutrina é “ipsis litteris” ao conceito legal.  A  tentativa  é  a  forma  incompleta  da  prática  de  um  crime  cuja  consumação  sim  é  a  sua  forma  perfeita  e  autônoma.  14.  Não se pode confundir crime consumado com crime exaurido!    Cogitação  Atos Preparatórios  Execução  Consumação  Atos Posteriores (exaurimento)            Crime  exaurido  são  os  atos  posteriores  à  consumação.7.  porque  a  consumação  ocorre  com  a  simples  conduta.  acontecimentos  posteriores  ao  término  do  “iter  criminis”. 150 CP).8.  Em  provas  objetivas  deverá  optar  pela  redação  da  súmula. Consumação Formal – quando ocorre o resultado  naturalístico  nos  crimes  materiais  ou  quando  o  agente  concretiza  a  conduta  típica  nos  crimes  formais  e  de  mera conduta. diminuída de um a dois terços..  A  consumação  não  se  confunde  com  o  exaurimento.  Página | 91   TEORIA GERAL DO DELITO > Consumação e tentativa  .1984)  Parágrafo  único  ‐  Salvo  disposição  em  contrário. 14 ‐ Diz‐se o crime: (Redação dada pela Lei nº 7.  A  tentativa  configura  norma  de  extensão  temporal.  graças  a  ela  pode‐se  ajustar  tipicidades  de  crimes  a  comportamentos  incompletos.1984)  Pena de tentativa(Incluído pela Lei nº 7. Está ligada à tipicidade formal.  “houve  um  crime  de  tentativa  ou  houve  uma  tentativa  de  crime”?  Ao  dizer  crime  de  tentativa  eleva‐se  a  tentativa  a  um  crime  autônomo. Há crimes cuja consumação se protai  no tempo até que cesse o comportamento do agente (crimes permanentes).  nele  encerrando  o  “iter criminis”. é  um  mero  exaurimento.: homicídio. de 11.  iniciada  a  execução. Consumação Material – quando ocorre a relevante e intolerável  lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico tutelado.209.1984)  [.: extorsão (art.1 Classificação do delito quanto ao momento consumativo  1 ‐  Crime  material:  o  tipo  penal  descreve  conduta  mais  resultado  naturalístico.  Ex.  porém  em  provas  discursivas  cabe  a  menção e também em provas de Defensorias.: Consumação Formal e Consumação Material. não tem resultado naturalístico. (Incluído pela Lei nº 7.  Art.  ampliando  a  proibição contida nas normas penais incriminadoras a fatos humanos realizados de forma incompleta.  A  tentativa  não  constitui  crime  “sui  generis”.  Obs.1984)  II  ‐  tentado.  o  que  não  é. de 11.(Incluído pela Lei nº 7. Fonte de Publicação DJ de 29/10/1984. de 11.  Não está sequer descrito no tipo o resultado naturalístico. a diferença é que no crime formal o resultado naturalístico é dispensável.  4.  2 ‐  Crime  formal  ou  de  consumação  antecipada:  o  tipo  penal  também  descreve  conduta  mais  resultado naturalístico. Ex. II do CP.  I  do  CP.  Com  isso.  Súmula 610 do STF ‐ HÁ CRIME DE LATROCÍNIO.  com  pena  autônoma..  pune‐se  a  tentativa  com  a  pena  correspondente  ao  crime consumado.3 Crime Tentando  Previsão legal: artigo 14.  Esse  resultado  naturalístico é indispensável para a consumação.7.  Diz‐se  crime  exaurido  ou  esgotado  plenamente os acontecimentos posteriores ao término do “iter criminis”.  não  há  crime  de  tentativa. 158 do CP).  De  acordo  com  o  Rogério  Greco.209.  porque  a  consumação  não  se  dá  com  o  resultado  e  sim  com  a  conduta.7. QUANDO O HOMICÍDIO SE CONSUMA.7.  Portanto.209.  a  presente  súmula  ignora  o  conceito  de  crime  consumado  trazido  pelo  art.: violação de domicílio (art.209.:  a  tentativa  é  uma  norma  de  extensão  temporal.  mas  tentativa de crime.

    # Delito que é punido somente na forma tentada.    Art. pois a consumação é atípica?  Lei 7. 352 CP 48 .  Pena: reclusão. de 3 a 15 anos. sendo objetivamente incompleto.  de  três  meses  a  um  ano.  Elementos do crime tentado:  1ª  Início da execução  2ª Não consumação por circunstâncias alheias à vontade do agente  3ª Dolo de consumação – esse terceiro elemento estaria implícito no segundo elemento (vontade).  além  da  pena  correspondente  à  violência. Ex.3.  Página | 92     TEORIA GERAL DO DELITO > Consumação e tentativa  .  17  ‐  Tentar  mudar.: art.  1ª Em  regra:  a  tentativa  será  punida  com  a  pena  correspondente  ao  crime  consumado.  usando  de  violência  contra  a  pessoa:  Pena ‐  detenção.  O  §único  do  art.  Por  isso  se  diz  que  adotamos  o  critério  objetivo. imperfeito.  São  os  casos  do  chamado  delito  de  atentado  ou  de  empreendimento.  2ª Exceção  –  pune‐se  a  tentativa  com  a  mesma  pena  do  delito  consumado.  Nesses  casos  não  se  observa  a  linha  objetiva.  com  emprego  de  violência  ou  grave  ameaça.  pois  é quem dita a pena menor para o crime tentado. O crime tentado é objetivamente menor.  4.  o  dolo  e  é  perfeito  nos  dois.  porque  é  objetivamente  imperfeito.  quanto  mais  distante  da  consumação.  O  crime  tentado  recebe  pena  menor. de 4 a 12 anos.8.  o  regime  vigente  ou  o  Estado de Direito.  pois  se  refere  à  vontade  do  agente.  A  subjetividade  é  idêntica  em  ambos.  14  trabalha  com  o  critério  objetivo  ou  subjetivo  orientando  uma  pena  menor  para  a  tentativa?    DELITO CONSUMADO  Subjetivamente Perfeito    Objetivamente Perfeito    DELITO TENTADO (tipo manco)  Subjetivamente Perfeito    Objetivamente  Imperfeito        Subjetivamente.  Art.  a  pena  aumenta‐se  até  a  metade. 11 ‐ Tentar desmembrar parte do território nacional para constituir país independente.‐  Se  do  fato  resulta  lesão  corporal  grave.  352 ‐  Evadir‐se  ou  tentar  evadir‐se  o  preso  ou  o  indivíduo  submetido  a  medida  de  segurança  detentiva.  maior  a  redução.  apenas  considerando  a  linha  subjetiva.  Consequências: artigo 14.1 Formas de tentativa  1.  a  ordem.  Nesses  casos  adota‐se  um  critério  subjetivo.  Parágrafo  único.170/83.  diminuída  de  1/3  a  2/3.  menor  a  redução.  o  delito  tentado  e  o  consumado  deveriam  ter  a  mesma  pena. §único do CP. aumenta‐se até o dobro.  se  resulta  morte.  Pena: reclusão.  sem  qualquer  redução. artigos 11 e 17 – crimes de lesa pátria.  Essa  diminuição  será  proporcional  ao  caminho  percorrido  no  “iter  criminis”  –  quanto  mais  próximo  da  consumação. Quanto ao “iter” percorrido  48                                                                Evasão  mediante  violência  contra  a  pessoa ‐  Art.

 em casa  alheia ou em suas dependências: Pena ‐ detenção.  mas  o  dolo  existe  no  antecedente  (doloso).  restando 5 projeteis.  delitos  de  mera  conduta.  Ex.  Dolo  eventual  –  existe  doutrina  não  admitindo  tentativa  em  dolo  eventual. 15.3 Tentativa qualificada ou abandonada  Previsão legal: art. Quanto ao resultado produzido na vítima  2.  porque  se  esgotou  os  atos  executórios nos delitos formais de e de mera conduta caracteriza a consumação.  voluntariamente.                                                                Art.8.209.  mas  está se dizendo que a tentativa não existe.. de 11.:  alguém  dispara  contra  outrem descarregando sua arma. Perfeita  ou  crime  falho  –  o  agente.  Rogério  Greco  discorda.  Crimes  que  só  são  puníveis  quando  há  determinado  resultado  –  não  admite  tentativa. ou multa.  Crime habitual – existe reiteração de atos e o delito está consumado ou temos um só ato e o fato é atípico. Tentativa idônea – o resultado era possível de ser alcançado e a tentativa inidônea.  por  isso  tem  doutrina  dizendo  que  crime  de  atentado  não  admite  tentativa.1984)  Art. Quanto à possibilidade de alcançar o resultado  3.. porém a vítima é socorrida a tempo e sobrevive.]  49   Página | 93   TEORIA GERAL DO DELITO > Consumação e tentativa  .7.1.  apesar  de  esgotar  os  atos  executórios  à  sua  disposição.  Ex. Tentativa inidônea – o resultado era absolutamente impossível de ser alcançado.  1. 150 ‐ Entrar ou permanecer. É sinônimo de crime  impossível.  2.1. 4. é tentativa.:  delito  omissivo  puro.:  aborto  qualificado  pela  morte  da  gestante  –  o  aborto  é  um  antecedente  doloso  e  a  morte  é  um  subseqüente culposo. só responde pelos atos já praticados.  deixando  de  praticar  todos  os  atos  executórios  à  sua  disposição.  Nos  delitos  de  mera  conduta  há  uma  exceção  (admitindo  tentativa):  violação  de  domicílio  na  modalidade entrar (art.  A  culpa  imprópria  tem  dolo  de  consumação.8. Incruenta – vítima não é atingida (tentativa branca). de 11. [.  Ex.  pois  a  lei  quando fala em vontade equiparou o dolo direto com o dolo eventual – há vontade nos dois. no art.  para  ele  só  não  se  admite  a  redução de pena no caso da tentativa.7. 4.209.  3.:  alguém  que  dispara  arma  contra  alguém  é  impedido.  não  consegue  consumar  o  delito  por  circunstâncias  alheias  à  sua  vontade.(Redação dada pela Lei nº 7. Cruenta – vítima é atingida (tentativa vermelha).  Não  há  dolo  de  consumação  quanto  ao  resultado  agravador  culposo.1. 5.3.  3.  1.2. Bittencourt discorda – a lesão grave.  1. razão pela qual.  4.  desiste  de  prosseguir  na  execução  ou  impede  que  o  resultado  se produza. clandestina ou astuciosamente.  como  por  exemplo. 6.  1. 15049 ).  Crime  de  atentado  –  a  tentativa  é  punida  com  a  mesma  pena  que  a  consumação.  A  maioria  discorda.2. ou contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito. 122).2 Infrações penais que não admitem tentativa  Crime  culposo  –  não  admite  tentativa  porque  não  há  dolo  de  consumação.  15 ‐  O  agente  que.  Crime  preterdoloso  –  não  se  admite  tentativa  porque  não  há  dolo  de  consumação.  Contravenção  penal  –  o  artigo  4º  da  Lei  das  Contravenções  penais  diz  que  não  se  pune  a  tentativa. 8.  Desistência voluntária e arrependimento eficaz(Redação dada pela Lei nº 7. parcela da doutrina nesse caso admite a tentativa. 122.  Crime  unissubsistente  –  a  execução  não  admite  fracionamento.2. 2.  A  tentativa  perfeita  somente  é  compatível  com  os  crimes  materiais. de um a três meses. Imperfeita  ou  inacabada  ‐  o  agente  é  impedido  de  prosseguir  no  seu  intento. apenas não será punida.3. DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA  a. Previsão Legal: 1ª parte do artigo 15. 7.  participação em suicídio (art.1984)  3. A  tentativa  qualificada  ou  abandonada  tem  duas  espécies:  desistência  voluntária  e  arrependimento  eficaz.  Ex.  2.

 evitando o resultado naturalístico. “O agente quer prosseguir.  (tentativa abandonada).  vontade do agente. Conceito:  ocorre  quando  o  agente. Consequências:  o  agente  só  responde  pelos  atos  4.  esgotada  a  fase  executória .  b.  Artigo 15.  quando  ainda  lhe  sobra.    A  desistência  precisa  ser  voluntária  e  não  espontânea. O agente tem atos ainda para praticar e desiste.  pratica buscando evitar o resultado. 2º parte   (arrependimento eficaz)  1.  esta influência externa de outra pessoa.  Na  desistência  voluntária  esgota  os  atos  executórios. Início da execução.  uma  influência  objetiva  externa  que  compele o agente a renunciar o propósito criminoso.  Artigo 15.  2. Não  consumação  por  circunstâncias  inerentes  à  2. uma margem de ação. haverá consumação.  acende  luz  no  prédio. mas busca evitar o resultado. Conceito:  o  sujeito  ativo  abandona  a  execução  do  crime.  Se  a  causa  que  determina  a  desistência  é  circunstância  exterior.  c. Só  possível  em  crime  material. 1ª parte  (desistência voluntária)  1.  Página | 94   TEORIA GERAL DO DELITO > Consumação e tentativa  . ARREPENDIMENTO EFICAZ (resipiscência)  a.  Pratica‐se  tentativa  ou  desistência voluntária.  vontade do agente. mas não pode”. Não  consumação  por  circunstâncias  inerentes  à  vontade do agente. “O  agente  pode  prosseguir. Início da execução  2. após terminada a execução.  4.  Sendo  assim  pode  haver  interferência  externa. Consequências:  o  agente  só  responde  pelos  atos  já praticados.  5. Previsão Legal: 2ª parte do artigo 15.:  pessoa  subtraindo  veículo  escuta  sirene  de  polícia. Consequências:  o  agente  só  responde  pelos  atos  4.  subjetiva  e  prontamente. haverá tentativa. Início da execução  Artigo 15.  3. 1º parte   (desistência voluntária)  1.    Desistência voluntária              Cogitação  Atos Preparatórios  Execução  Consumação          Arrependimento eficaz              Desistência  voluntária  ainda  tem  atos  a  praticar.  mas  3.  Ex. Não  consumação  por  circunstâncias  alheias  à  2.  desejando  retroceder  na  atividade  delituosa  percorrida. O  agente  esgota  todos  os  atos  executórios.  b.  esta  sugestão. A jurisprudência confunde muito isso!  2.  mas  não  quer”  3.  desenvolve nova conduta.  já praticados.    Artigo 14. Não  consumação  por  circunstâncias  inerentes  à  vontade do agente.  do  ponto  de  vista objetivo.  3. Consequências: diminuição de pena de 1/3 a 2/3  já praticados. Elementos: comparamos a desistência voluntária com a tentativa simples. II   (tentativa simples)  1.  pois  nos  delitos    formais  de  mera  conduta. Início da execução.  4.  Voluntária  é  a  desistência  sugerida  ao  agente  e  ele  assimila.

 Fonte de Publicação  DJ de 3/1/1977  4.  4.  16  pressupõe consumação.  Art.  17  ‐  Não  se  pune  a  tentativa  quando. mera atenuante de pena.  157  ‐  Subtrair  coisa  móvel  alheia.  o  arrependimento  posterior  do  art.  roubo  com  violência  imprópria  admite  o  benefício.  reparado  o  dano.4 Crime Impossível  Previsão legal: artigo 17 do CP. quando o agente se  utiliza  de  psicotrópicos.  5º Redução  de  1/3  a  2/3  –  o  juiz  irá  considerar  a  maior  presteza  na  reparação  do  dano  ou  restituição  da  coisa.  mediante  grave  ameaça  ou  violência  a  pessoa. 16 ‐ Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa. Para a  maioria. é impossível consumar‐se o crime.  16.:  “boa  noite cinderela”):  2º Reparado  o  dano  ou  restituída  a  coisa  –  a  reparação  ou  a  restituição  deve  ser  integral.  APÓS  O  RECEBIMENTO DA DENÚNCIA. Posição recente do STF.  por  ato  voluntário  do  agente.  b.  Arrependimento ineficaz (que não consegue evitar o resultado) é mera atenuante de pena.  15  evita  a  consumação.  Arrependimento posterior  Art.4 Arrependimento posterior  Previsão legal: art.  mas  precisa  ser  eficaz.  Entretanto.  4º Ato voluntário do agente – não exige espontaneidade. NATUREZA JURÍDICA DA TENTATIVA ABANDONADA OU QUALIFICADA  a. e a violência imprópria seria na expressão qualquer outro meio.8. reparado o dano ou restituída  a  coisa.  3.  a  pena  será  reduzida de um a dois terços.  não  precisa  ser  espontâneo.  ou  depois  de  havê‐la.  o  roubo  pressupõe  violência  ou grave ameaça.   É uma causa geral de diminuição de pena.  se  parcial  não  admite o benefício.   Art.  beneficiando  os  demais  concorrentes do crime (LFG) – Prevalece. 16 CP.  3º Até o recebimento da renúncia ou da queixa – aqui será o termo.  para  si  ou  para  outrem.  extingue‐se  a punibilidade.  O  arrependimento  eficaz  do  art.  Requisitos:  1º Crime sem violência ou grave ameaça  à pessoa – violência contra a coisa não obsta o benefício.  porque  a  restituição nesses casos tem mais benefícios.  por  ineficácia  absoluta  do  meio  ou  por  absoluta  impropriedade do objeto.   Teorias:  Página | 95   TEORIA GERAL DO DELITO > Consumação e tentativa  .  Estelionato  (súmula  554  do  STF)  e  os  crimes  contra  a  ordem  tributária. NÃO OBSTA AO PROSSEGUIMENTO DA AÇÃO PENAL.    #  Crimes  praticados  sem  violência  ou  grave  ameaça  à  pessoa  que  não  se  aplica  o  art.8. se após. 1ª Corrente: é causa de exclusão da tipicidade.  O arrependimento posterior: comunicabilidade  1ª  Corrente  –  exigindo  voluntariedade  do  agente.  O  arrependimento  basta  ser  voluntário. 2ª Corrente: é causa de extinção da punibilidade por razão de política criminal (prevalece).3. basta ser voluntário.  por  qualquer  meio.  até  o  recebimento  da  denúncia  ou  da  queixa. salvo se a vítima concordar e mostrar satisfação.  o  arrependimento  posterior  é  personalíssimo.  nessa  possibilidade  a  maioria  entende  que  autorizaria  o  arrependimento  posterior.  não  se comunicando aos demais concorrentes do crime (Régis Prado)  2ª  Corrente  –  o  arrependimento  é  circunstância  objetiva  comunicável.  Súmula  554  do  STF  ‐  O  PAGAMENTO  DE  CHEQUE  EMITIDO  SEM  PROVISÃO  DE  FUNDOS.  reduzido  à  impossibilidade  de  resistência  (ex.

  Ex.  Ex. Teoria  Sintomática:  com  sua  conduta  demonstra  o  agente  ser  perigoso.  C. mesmo que a inidoneidade seja relativa. é direito penal do autor. Teoria  Objetiva:  crime  é  conduta  e  resultado. Objetiva Pura: não há tentativa. ainda que o crime se mostre impossível de ser consumado.  revólver  que  não  traz  no  seu  tambor  qualquer  projétil.  Teoria adotada pelo Brasil.  em  qualquer  hipótese.  b.  3º Resultado  absolutamente  impossível  de  ser  alcançado  –  por  absoluta  impropriedade  do  objeto ou absoluta impropriedade meio.  Essa  corrente  também  tem  predicados  do  direito  penal do autor.  B.  pois  os  instrumentos  utilizados  pelo  agente  são  ineficazes.  2º Não consumação por circunstâncias alheias à vontade do agente. Teoria  Subjetiva:  sendo  a  conduta  subjetivamente  perfeita  (dolo  de  consumação).  A. Objetiva  Temperada:  não  há  tentativa  somente  quando  a  inidoneidade  for  absoluta.:  usar  para  matar  uma  pessoa.  sem  conhecimento  da  pessoa. Punir pelo simples fato de ser  perigoso.  praticar  abortamento  que  se  supõe  grávida  (gravidez psicológica).:  atirar  contra  cadáver.  razão  pela  qual  deve  ser  punido.  Realizar  abortamento  com rezas ou despachos.  o  agente  deve  ser  punido  com  a  mesma  pena  da  tentativa.  A  execução  deve  ser  idônea.  para  a  produção  do  resultado.  Inidoneidade  absoluta  do  meio:  falta  potencialidade  causal.  Caso  inidônea.  a.  Inidoneidade  absoluta  do  objeto:  a  pessoa  ou  coisa  que  representa  o  ponto  de  incidência  da  ação  não  serve  à  consumação  do  delito.  Página | 96   TEORIA GERAL DO DELITO > Consumação e tentativa  .    Elementos do crime impossível:  1º Início da execução. pois se pune alguém por o que é e não por o que praticou.  temos  configurado o crime impossível.