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Legislação Penal  Especial 
Aula  01  02  03  04  05  06  07  08  09  10  11  12  13  14  15  16  17  18  19  20  21 
31  07  14  21  28  04  11  18  25  02  09  23  30  06  13  20  27  04  11  18  08 

Data 
07  08  08  08  08  09  09  09  09  10  10  10  10  11  11  11  11  12  12  12  01  10  10  10  10  10  10  10  10  10  10  10  10  10  10  10  10  10  10  10  10  11 

Tema 
Lavagem de Capitais I  Lavagem de Capitais II  Lei de Crimes Ambientais I  Lei de Crimes Hediondos I  Lei de Crimes Ambientais II  Lei de Lavagem de Capitais III  Organizações Criminosas e JECrime I  Lei Ambiental III e Interceptação Telefônica I  Juizados Especiais Criminais II  Lei de Tortura e CTB I  Crimes contra Ordem Tributária I  Lei de Drogas I  CTB II  Lei de Drogas II  Crimes contra Ordem Tributária II e Racismo  Abuso de autoridade I  Abuso de autoridade II  Abuso de autoridade III e Estatuto da  Criança e do Adolescente I  Lei Maria da Penha I  Estatuto da Criança do Adolescente II  Lei de Execução Penal 

Professor 
Renato Brasileiro  Renato Brasileiro  Sílvio Maciel  Rogério Sanches  Sílvio Maciel  Renato Brasileiro  Renato Brasileiro  Silvio Maciel  Renato Brasileiro  Rogério Sanches  Renato Brasileiro  Rogério Sanches  Silvio Maciel  Rogério Sanches  Renato Brasileiro  Silvio Maciel  Silvio Maciel  Silvio Maciel  Rogério Sanches  Sílvio Maciel  Rogério Sanches 

Obs.: 
  NÃO FUI  NÃO FUI    NÃO FUI                                 

 

22 
 

15 

01 

11 

Lei de Execução Penal 

Rogério Sanches 

 

 

 

Sumário 
SUMÁRIO ............................................................................................................................................................. 3  1 
1.1  1.2  1.3  1.4  1.5  1.6  1.7  1.8  1.9  1.10  1.11  1.12  1.13  1.14  1.15  1.16  1.17  1.18 

LAVAGEM DE CAPITAIS – LEI 9.613/98 ......................................................................................... 13 
Histórico da Lei ............................................................................................................................................... 13  Expressão “Lavagem de Dinheiro” .................................................................................................................. 13  Conceito ......................................................................................................................................................... 13  Gerações de Leis de Lavagem  .......................................................................................................................... 13  Fases da Lavagem de Capitais ......................................................................................................................... 13  Bem jurídico tutelado ..................................................................................................................................... 14  Acessoriedade da Lavagem de Capitais ........................................................................................................... 14  Sujeitos do crime ............................................................................................................................................ 15  Tipo Objetivo  ................................................................................................................................................. 16  Tipo Subjetivo ................................................................................................................................................ 17  Objeto material .............................................................................................................................................. 17  Crimes antecedentes ...................................................................................................................................... 17  Delação Premiada .......................................................................................................................................... 20  Aspectos Processuais ...................................................................................................................................... 22  Procedimento (artigo 2º, inciso I)  .................................................................................................................... 22  Autonomia do Processo (artigo 2º, inciso II) .................................................................................................... 22  Competência Criminal (artigo 2º, inciso III) ..................................................................................................... 22  Criação de Varas Especializadas ...................................................................................................................... 23 

1.19  Requisitos da denúncia (artigo 2º, §1º) ........................................................................................................... 23  1.19.1  Justa Causa Duplicada ....................................................................................................................................... 24  1.20  1.21  1.22  Suspensão do Processo ................................................................................................................................... 24  Liberdade Provisória ....................................................................................................................................... 25  Recurso em Liberdade .................................................................................................................................... 26 

1.23  Recuperação de ativos e medidas cautelares .................................................................................................. 27  1.23.1  Apreensão ......................................................................................................................................................... 27  1.23.2  Sequestro .......................................................................................................................................................... 27  1.23.3  Arresto .............................................................................................................................................................. 28  1.24  1.25  Inversão do ônus da prova .............................................................................................................................. 28  Alienação antecipada ..................................................................................................................................... 28 

 
1.26  Ação Civil de Confisco ..................................................................................................................................... 29  1.27  Ação Controlada ............................................................................................................................................. 29  1.27.1  Previsão Legal ................................................................................................................................................... 29  1.28  Efeitos da Condenação ................................................................................................................................... 29 


2.1  2.2 

CRIMES AMBIENTAIS – LEI 9.605/98 ............................................................................................. 30 
Proteção do Meio Ambiente na Constituição Federal de 1988 ......................................................................... 30  Lei Ambiental nº 9.605/98 .............................................................................................................................. 30 

2.3  Responsabilidade Penal da pessoa física (art. 2º) ............................................................................................ 30  2.3.1  Previsão Legal ........................................................................................................................................................ 31  2.3.2  Denúncias genéricas .............................................................................................................................................. 31  2.4  Responsabilidade Penal da pessoa jurídica (art. 3º)  ......................................................................................... 32  2.4.1  Previsão Legal ........................................................................................................................................................ 32  2.4.2  Correntes sobre a responsabilidade penal da pessoa jurídica ..............................................................................  32  2.4.3  Requisitos para responsabilização da pessoa jurídica  ...........................................................................................  35  2.4.4  Sistema da dupla imputação ou sistema de imputações paralelas  ....................................................................... 35  2.4.5  Responsabilidade penal das pessoas jurídicas de direito público ......................................................................... 35  2.4.6  Crime culposo e responsabilidade penal da pessoa jurídica .................................................................................  36  2.4.7  Desconsideração da pessoa jurídica......................................................................................................................  36  Aplicação da pena nos crimes ambientais ....................................................................................................... 36  2.5  2.5.1  Etapas .................................................................................................................................................................... 37  2.5.2  Aplicação da pena para a pessoa física .................................................................................................................  37  2.5.3  Aplicação da pena ao condenado pessoa jurídica  .................................................................................................  41  Questões Processuais da Lei Ambiental .......................................................................................................... 42  2.6  2.6.1  Perícia .................................................................................................................................................................... 42  2.6.2  Prova emprestada ................................................................................................................................................. 43  2.6.3  Sentença condenatória ......................................................................................................................................... 43  2.6.4  Interrogatório da pessoa jurídica ..........................................................................................................................  43  2.6.5  Citação da pessoa jurídica ..................................................................................................................................... 43  2.6.6  HC e pessoa jurídica .............................................................................................................................................. 44  2.6.7  Competência ......................................................................................................................................................... 44  2.6.8  Ação penal ............................................................................................................................................................. 45  2.6.9  Transação penal em crimes ambientais de menor potencial ofensivo ................................................................. 45  2.6.10  Suspensão condicional do processo em crimes ambientais ............................................................................. 46  2.7  2.8  2.9  Termo de compromisso ambiental  .................................................................................................................. 47  Crimes contra o meio ambiente ...................................................................................................................... 48  Crimes contra a fauna ..................................................................................................................................... 49 

2.10  Crimes em espécie .......................................................................................................................................... 49  2.10.1  Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre .......................................................... 49  2.10.2  Maus tratos ....................................................................................................................................................... 50  2.10.3  Crimes de pesca ................................................................................................................................................ 51  2.11  Causas excludentes de ilicitude dos crimes contra a fauna .............................................................................. 52 

2.12  Crimes contra a flora ...................................................................................................................................... 52  Destruir ou danificar floresta de preservação permanente ............................................................................. 52  2.12.1  2.12.2  Cortar árvores em floresta considerada de preservação permanente ............................................................. 53  2.12.3  Provocar incêndio em mata ou floresta  ............................................................................................................  53  2.12.4  Executar pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem autorização .................................................. 54 

.......  69  5......................................  59  3...072/90 .......................9  4.................. 66  Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) ...8  Infiltração de agentes policiais (undercover) ........3.......................... 66  5  5.....2  4............................3.................. 61  Quebra do sigilo de dados fiscal e eleitoral ...................................................1  5................................................................. 63  4....................................6  Quebra do sigilo de dado bancário e financeiro  ................................................................................. Direito ao confronto .........................3......... 157....................................... 159 do CP ..................................3  Estatuto do Idoso (Lei 10...................................14  4.......5  Inciso IV – Extorsão mediante seqüestro – art....... caput........................................................................................ 63  4................................................................................................................................7...........4  Extorsão qualificada pela morte ............................ Crime organizado por extensão ....................................... §§ 1º e 2º ........12  4.........3.......................................................................................8...  60  4  4....................2  Aplicação da lei 9...................................099/95 ............................................. 65  Prazo para o encerramento do processo ........................................................................................................................................................... 62  4.............................................................................................. 213..............1  4.3......................... 61  Aplicação da Lei 9............................................3.......................7  Captação e interceptação ambiental ................ 68  5.........................................................1  Instrumento que o acusado tem para impugnar a quebra dos dados .........................................  3  3..................................................................... 67  5...........................................3...................................  58  3.............................................................................................................................................3.................................................................................................................................................7  Epidemia com o resultado morte .............................................1  Excesso da acusação .....................................13  4...3  Crimes em específico .................................................................6.......... “in fine”) ......2  Homicídio qualificado  .................................... 63  4...... 61  Ação controlada .................................................................. 55  Crimes hediondos e consequências ................................. 55  3.........................099/95 no âmbito da Justiça Militar ...........3...........................................3....2  JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS – LEI 9.. 65  Liberdade Provisória ..................... 67  Jurisdição Consensual ..................1  3...................................................................................6  Inciso V – Estupro – art.....1  Testemunha anônima vs......1  Inciso I – homicídio praticado em atividade típica de grupo de extermínio .................................................................................................................................. 66  Início do cumprimento da pena em regime fechado .............15  Identificação Criminal ............................................................................3  4..11  4...................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 58  3..... 55  Conceito ...........................................................................................................................................................3..........................................................................................4  Competência originária dos tribunais .......................  59  3....  69  ............................................................................................................ 63  4............................................................ 61  Distinção entre meios de prova e procedimentos investigatórios ...........................................................................................034/95 ....................................................... 58  3...............3  Conceito de infração de menor potencial ofensivo ...................................... 65  Recolhimento à prisão para apelar  .......................................... §3º.....  64  4...................................................741/03) ...............................................................4  4.............................................. 58  3....................... 67  Previsão Constitucional ................1  Conceitos ..........................3  Inciso II – Latrocínio (art......................................... 61  Crime organizado por natureza............034/95 ........................................... 67  5. 64  Delação Premiada ................................................10  4.................  69  5......  59  3........................................5  ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS – LEI 9..................... 64  4................2  CRIMES HEDIONDOS – LEI 8........

..................................................7............................................................. 77  Conflito de competência de juiz do juizado e juiz comum ......................................................................................................12....6  Revogação da Suspensão .........................................1  Oferecimento da peça acusatória ...........6  Fase preliminar  .. 77  Revisão Criminal .........6...2  Descumprimento injustificado da transação penal ..........................3  Ordem Judicial  .......  75  5.........................................  73  5........................12...................................................................................................................................  85  6.2  Oferecimento da representação ...............................................12  Suspensão Condicional do Processo nos Crimes ambientais  ........12.....11  Desclassificação do delito ........................7...............................................................................................................................7  5. 82  5............................1  Nolo Contendere  ................................................................................................................................................................................................................... 83  6  INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA – LEI 9..8  Sistema Recursal .................................................................. 82  5......2  Citação do acusado ....7  Extinção da Punibilidade ...................................... 72  5......................................................... 85  6...................................................................9  Recurso cabível da homologação da suspensão ...............................  76  5......................................................................................4  Recebimento da peça acusatória ................................................9  5................................... 79  Requisitos para a suspensão condicional do processo ...........................  70  Natureza da competência dos juizados absoluta/relativa .....................6...........................2  Quebra de sigilo telefônico ................................. 74  Procedimento sumaríssimo .................  79  5................ 84  6..4  5........................................................  85  6........................................................................... 74  5.....7.........................................................................................12..................................................3.........2.....................6  5......... 79  Iniciativa para a suspensão .......................................................  76  5...7....................................... 86  .................  76  5.........7  5........10  Cabimento de HC durante o período de suspensão do processo ................3..............................5  5..............................................5  Crimes eleitorais ...................... 75  5..................................  80  5........2  5.......................................................................................................................................................................................3..................6  Análise de possível absolvição sumária  ..............................................1  Gravação ambiental feita pela polícia para obter confissão ........................ 70  Causas modificativas da competência ..........................6.....11  Habeas Corpus .....7............... 84  6....................................................................................................3  Prescrição ...................12..............3  Ligações registradas no telefone apreendido pela polícia ............................................................................12.............5  Condições para suspensão condicional do processo ............................................................................................  72  5..................................................... 78  5......................................................296/96 .......................................................................................................................................7....................1.....................7  Instrução e julgamento do processo ................................................. 86  6....7..........................................................................................................6........1......................................1  Embargos de Declaração ......3.............12..............................................................................................................................2  Recurso Extraordinário e Recurso Especial ......................12........................................  71  Competência Territorial do JECrim.................................................... 78  5..........................................................................................12......................................................................................................5  Resposta à acusação ........................6............... 82  5....... 71  Lavratura do termo circunstanciado  ................................................................................................................................................................................12.........................................12  Suspensão Condicional do Processo ..........  73  5....  81  5.............................................10  5................................................................................................................................. 71  5.......................8  5....................................................... 72  5...... 69  Competência de violência doméstica e familiar contra a mulher ......................................3  Cabimento da Suspensão em Crimes de ação penal privada .....................1....1  Lei regulamentadora ................................................................................ 71  5..............................3................................................ 76  5....... 76  5................................  82  5............  85  6.............3...................................................................................................................12............................6......................................3...... ........  5..........................................................................1  Requisitos para a transação penal ................................................................ 81  5..................................8  Suspensão da Prescrição ...................................... 85  6...............1  Composição dos danos civis ............................1  Prova emprestada ................................................................................................................................1..... 77  5............................................................8...................................................................................... 77  5..............................................12.....................3  Defesa Preliminar .......................................................................................................................3  Transação penal ......................8..................................................................................................................  77  5......4  Interceptação das conversas telefônicas do advogado.......2  Interceptação para fins de investigação criminal ou instrução processual penal ...................... 82  5..4  5......................................................................................

............................................................................................................................................1..........................................................................................  97  7.......1......  91  6.................................. 105  8......................................2  Falsificação de documento destinado à previdência social .......................4  Artigo 1º.........................................................................................................................  91  6...9.........................................................................................9  Artigo 1º.......................................................... §2º  7........1  Presidência dos procedimentos de interceptação ...............................1  Natureza do art..........2  Artigo 1º........................................1.......................1  Vigência da Lei 9............................2.............................9....................9  Procedimento de interceptação .......................... 95  7...................................... inciso I ...................................................................1  Apropriação Indébita (art................................................................................8  Autorização da interceptação .........  88  6.......................3  Sonegação de contribuição previdenciária .......................................1  Natureza do estelionato contra a previdência social ......................................................................................................................1..................137/90 .............1.. 90  Prazo da interceptação ............................................................ 90  6............................................................................7  Efeitos extrapenal específico da condenação ..........................................................................  86  Comissão Parlamentar de Inquérito e interceptação telefônica ................1..............................................  98  7.....................................2........................... 90  6................................................ 107  8...................................1  Artigo 1º....2.......................................................4  Interceptação de comunicações de telemática e de informática ............................................................  103  8.....4............................  86  Infração que se estende por diversas localidades  ......3................................................................................................................................................................................................................................1............ 92  7  7...... 93  7.....  91  6........3  6......................  101  8......... 101  8..........5  Artigo 1º.......  99  8  CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA – LEI 8......  101  8...2  Crimes Tributários e prisão civil (prisão por dívida) ......................................................... 99  7.............................4  Responsabilidade pessoal ..  88  6..................................................................................................4.........................................................................................2........4...1  Sujeitos do Crime .......................................3.......5  Modificação de competência ........................................................................................ 99  7......2  Agentes Políticos ... 86  Acesso do advogado às interceptações telefônicas ............................................................................5................................... 87  6......2........3  8..............  104  8.........1..................................... 168‐A) ......................... 101  8...............................................................................................3  Artigo 1º................................................................................................................................ 93  Introdução ..............................6  Artigo 1º........................... 86  Autorização por juiz corregedor ...........................2  Transcrição das conversas gravadas ......................2...................................... §4º (majorantes) .................. 88  6..........................................................................2...............2............................10  Extraterritorialidade da lei penal ......3.......4.............................................. 104  8.....................................................................1  CRIMES DE TORTURA – LEI 9... 108  ....................................................................................................................................................................9..............2...........................................................................................................................................3...........................................1  Pessoa Jurídica  ...........................4  6...1..6  6... 97  7.......3....................................................2..................... 168‐A ..................................... 94  7..................................................................................................5  6...................... 96  .....................983/00 ..................... §7º  ......... 97  7...................................................1  6...... §3º (qualificadoras) ................................................................2.. §6º  ............................ 106  8.......................................................................................................................................................................................1  Distinção de dados e comunicação de dados ...2  Crimes de tortura .............................................................................................................................................................1...... §1º  .. 94  7............................................8  Artigo 1º................................................................................2..........................................1.......................................................2.............................................  6...................2  Conversas interceptadas em salas de bate‐papo ...................... inciso I .........................455/97 .........................................................1  Encontro fortuito de outro crime ou outro criminoso ........................... 107  Denúncia genérica ..................... 106  8........7  6..............  88  Requisitos para a interceptação .....  88  6.......................................10  Competência para julgamento ....3  Encerramento do procedimento ........................  87  6................. 89  Forma do pedido de interceptação .........................4  Estelionato contra o INSS .........................................................................................................................................................................................................  102  8...........................................1  Obtenção do número de IP – Internet protocol ...............................................................2  6............

..................8.. 115  Suspensão ou proibição com medida cautelar  ............................................................................................................................8............................................................ 114  9........................................................................................................................4........................  8..............5...2  Lesão Corporal Culposa ...............................  117  9........................................8...................................................................................  119  9...............................................1  Sujeitos ........................................ 109  Ação penal e competência .1.....................1  Homicídio culposo .................................... 122  9...................................................................................5  8.......4  Omissão de socorro .................................................................. 116  9.......................................................4  Cumulação com restritivas de direitos do Código Penal ............................................................................................................................................ 108  Dificuldades Financeiras .. 119  9......8................................................................................................................................. 117  9..........................................................................................099/95 aos crimes do CTB ................................................................................................1...................................................................... 111  9  9.......  118  9...............2  Suspensão ou proibição do direito de dirigir ..............7  “Racha”........................................................................................................................2  Finalidade da multa reparatória ................8..............................................................................................1  Natureza Jurídica da multa reparatória ............................. 118  9...................8.......................................8  Crimes em espécies ................7  Perdão Judicial .............................................6  9....................................343/06  .......................................  122  9.............8.....................10.............................. 125  Retrospectiva ..6  8..................................................8...................................2................................................. 110  8..................................... 117  Flagrante e fiança no CTB  .......1  CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO – LEI 9..........1  Ação Penal ............................. 125  .................2.........................................  123  9. 109  8............ 123  9............................................................... 114  9.................................................... 119  9.......5.........................................2................................................................................................................................ coisa ou de pessoa ........................................... 119  9.............................................................1..........................................2  Natureza Jurídica ....3  Dolo eventual nos acidentes de trânsito  ............................................................................................10  Trafegar em velocidade incompatível  .......................................................................................................................................................................4  Prazo .....5........................................... 117  9................................................8...................4  Cumulação com pena de prestação pecuniária ...........5  Multa reparatória – art........... 113  9.................................................8....................2  LEI DE DROGAS – LEI 11.................................................................... 297 ...................8.........1........................................................................................9... 121  9.............................9  Decisão final do Procedimento Administrativo nos crimes materiais contra a ordem tributária .................................................8...............................................................................................................11  Inovar artificiosamente o estado de lugar..........................8..........................................2................  116  9.................................................................1  10............. 120  9.....8.........................1  Suspensão ou proibição como pena ..............................................................................................................503/97 .............................................................................  120  9...................1................  124  9...........................................................................................8  Princípio da Insignificância................... 113  Aplicação da lei 9......3  9.........................................  116  9.6  Embriaguez ao volante ......................................................... 115  9...................................8  Dirigir sem habilitação ou permissão ........8..................................................................1  Causas de aumento de pena ........................................................................10  Pagamento do débito tributário .......................... 124  10  10...................................................... 125  Principais características da Lei 11.. 109  Prisão e liberdade provisória ...............................1  Natureza jurídica da decisão final do procedimento administrativo de lançamento .....................................2......1  Conceitos ..................7  8..................................1  Elemento normativo ou espacial do tipo ..........................  116  9..............................................................................3  Execução da multa reparatória ............................................................................. 114  9.................. 116  9............. 110  8...................3  Cabimento .5  Afastar‐se do local do acidente .........................................................................................2.......9  Passar a direção de veículo automotor aos cuidados de pessoa embriagada ............................................343/06 ................5......................................................  114  9..... 114  9.......

....................5  Financiamento...........................................................................................2  Art........6  11........................................................ 145  Ação penal ......9  Bem jurídico tutelado ............................. §4º ‐ Tráfico privilegiado............5  12.................................................................. 141  Tratamento na Constituição Federal ................ culposamente........................ 144  Sujeitos do crime ..........................3  Associação criminosa (art......................................1........................7..........................  128  10............ 33............................ 33.................................................  132  10.................................3....................... 146  12................3.................................................................................2....................... 142  Condutas incriminadas ................................... 33...3...........5  Análise da Lei 7.........................8  10...................................................................................................................... 141  11................................................................... §1º I – Tráfico de matéria prima .................... 33..................... 37) ...............................................................................................................3..........................3....... 144  Elemento subjetivo  ...................7  Conduzir embarcação ou aeronave após consumo de drogas (art............ 146  12..............1  Elementos normativos do art...................................................  146  Crime praticado por servidor federal...................... 143  12  12...............3....................................................................................................................................................................................... 144  Formas de conduta ........................... 140  11  11... §1º.............4  RACISMO – LEI 7..............  127  10.......4.................................................................2........................................................ 144  Objetividade jurídica .1  Crime praticado contra servidor federal  ..................3....................................................................  133  Tráfico de maquinários (art.................................  125  10...3. 140...... 35) .........................................2  11. 141  Outros tipos penais ........................2................................................4  10....................... 141  Inafiançabilidade .................................. 33) ... §3º do CP) .............................................. plantas ...............................................5  Art.......................716/89  ...................... “caput” ‐ Tráfico ............................................... 125  Porte de droga para consumo (art........................................................................................................  126  10............. 138  10........................6  Colaboração para organização criminosa (art............. 20 da Lei 7..1  12...2  12....................................................................................................................................7........  10.......................2....... 28)............2  Conceitos ..............................................................2.. 143  Distinção entre o art...............................................................................................................2  Crime de Tráfico (art....1..... II – Matéria prima especial..... 36) ............. custeio do tráfico (art........................................................................... 33.................................... 127  10...........4  Majorantes (art.......................................7  Art.............. 39) ............................ 133  10...2..... 142  11...................................2  Aplicação do Princípio da Insignificância ....3............  130  10........................................716/89 e o crime de injúria racial (art.................3  Dos Crimes em espécie ..1  11....................898/65 .........................................................................1  Art.....5...............4  12..............................  137  10.............................. III – Utiliza ou consente que outro utilize local ............................4  Art.........3  11.........................  136  10........ §1º..........3............................ §3º ‐ Oferecer droga a pessoa de seu relacionamento ........2  Hediondos (art......................................................  134  10.................. instigar ou auxiliar a uso ..6  ABUSO DE AUTORIDADE – LEI 4............................................................................. 141  Imprescritibilidade do racismo  ..........................3  Art......  130  10...... 34) .  141  11................2  ........................3................................... 28 .........................6  Art............................................. 131  10...........................................................3...............  135  10.................  146  12.8  11...1  10..................................5.......................................................................... 141  11..3............ 33.............................3............................................ 138  10...... 33..... 144  Consumação e tentativa .............................................................................................................. 38) ....................................... §2º ‐ Induzir.............................................  136  Prescrever ou ministrar......................................1  Natureza Jurídica do art........................................................2........7  Competência .......716/89 ............................3.................... 1º ...................................3. 40) ..............................................................................................................7  11................................................... drogas (art............................................................. 142  Concurso aparente de normas penais .................................................................... 44) .................................3  12........................................3........................................................................................................................................................

...................................898/65 .............1........ 147  12...................................1  Exame pericial ...............................................6  Fiança e liberdade provisória ............................................... 2º..................................  161  13.....2.........................1  Procedimento da Lei de Abuso de Autoridade ...............................................................................................5........ 157  13..................1........ 153  Prescrição dos crimes de abuso de autoridade ................................5.............................................................7.....1  Crimes do Artigo 3º ...................................... 161  13.....................................................2  Competência ......................................................................................................................7  Porte de arma e homicídio ................5......9  12........................................................................................6  Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito .......................8...................................................................2  Crimes do Art........4..........................1  Porte ilegal por militar em área militar  .......1  Aplicação aos crimes praticados na vigência da Lei 9.............................. 156  13................................4..5.4.2  Aplicação a posse de arma de uso restrito ................ 161  13............5  Arma quebrada ...............8. 160  13...................  12.............................................5...  149  12....8..........................10  12...............5........................................  161  13................................................................................5...........................................................................................  160  13...............1.......5....................5........... 13.... 13) ........... 160  13............................................................................... 147  12................ 150  12.. 156  Evolução Legislativa  .........................................................................................................................................................................................................................................................................3  Omissão de comunicação (art.................8  Posse ou porte simultâneo de duas ou mais armas ... §único) ...................069/90 ......................................  161  13..................................... 167  Aplicação excepcional do ECA à pessoa entre 18 e 21 anos de idade ‐ art............................................................................................................12  Procedimento de apuração ...................1  14............................................................5...............................5.......................................... 149  12.....................5...........................................................................................................8.... 154  12.............. 148  12.......................................................................................................  158  13..........1  Posse ilegal de arma de fogo de uso permitido(art...........................................................................  162  13.....................................................4.................... 161  13............. 165  14  14............................................................ 156  13.........................................................................................................................................5..........3  Munição sem arma ..........5...................... 4º......1  ESTATUTO DO DESARMAMENTO – LEI 10..11  Artigo 350 do Código Penal e Lei 4...................................................................................... 167  Conceito legal de criança e adolescente – art....................................  159  13.................................. 156  Natureza dos crimes .............4  Abuso praticado por militar ..................................  157  13...5...........................5  Disparo de arma de fogo ...................................3  13...............................................4 13................2  Competência para determinar o local da entrega de arma apreendida em processos findos .........................................4  Arma desmontada ...........................................................................................................................2  13..3  Correspondência de advogados ....2........................2  Arma desmuniciada ........................... §ún...................1...............8  Tráfico internacional de arma de fogo  .. 12) .............1...................................  159    Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido (art...................... 160  13..............................................2  ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – LEI 8.4  Bens jurídicos protegidos  ........................................1.............................................................................................4  Não aplicação ao porte ....................5  Crimes em espécie ...................................... 152  Das sanções penais ...... “caput” ............826/03 ..................................................................................................  147  Concurso de crimes  ..........5.......... 148  12...........................................  158  Omissão de cautela (art......................3  12.....2  Crime permanente e busca domiciliar sem ordem judicial ..........................................................................................................8  Dos crimes...............  164  13..............................  154  13  13........................................  158  13.........4............1  Distinção entre detenção momentânea e prisão para averiguação ....................................................... ..............................................7  Comércio ilegal de arma de fogo .........6  Princípio da Insignificância ...1....................................  165  13...............................................7..................3  Aplicação a posse de arma raspada .............4............. 157  13................. 156  13.....437/97 ....5...........................................................................4............................  156  13..................................... 167  ..................................4....................12.................................................................5.........................................................5..............................8.................................. 2º.................. 14) .................................... 158  13............................. 154  12...........................................5................

.......1  15..5  15...........................4..2  Princípio da Igualdade ou Isonomia ...........................  173  14.......................... 189  Finalidade da Execução Penal ................................................................................................2..........................5  Regime de semi‐liberdade .........................4........ 182  Finalidades da Lei 11..............9  15..................2  Obrigação de reparar o dano ....................................................................................................5....................................................................................................................................3  Conceito de ato infracional ..................................................................2..................................................................5.........................................................  189  Princípio da Jurisdicionalidade  ............................................. 186  Procedimento policial/judicial ............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................. 189  16..........................10  15............  189  16...................................................................5  Medidas sócio‐educativas ............1  Advertência ...........340/06 ...................................................................................  190  .........................3.............  173  Execução das medidas sócio‐educativas ......................5...............................................................................3  15.5........................................3  Prestação de serviços à comunidade ..........1..................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 189  16........................................................................... 169  14.........................................  189  Princípio da Personalização da Execução da Pena ....... 185  Organização judiciária ...............................................................6  Medida de internação .....................7  Aplicação das medidas sócio‐educativas ................................2.......................................................................................................................8  14.......................................................... 170  14.............. 187  Procedimento  ..8  14..1  Princípio da Legalidade .......................................... 182  Conceito de violência doméstica ...............................3  16........................ 167  14...................2  14.......................1  Oitiva informal ................................9  Internação provisória ..........................................7  14........................................................................................................1  Atribuições da comissão técnica de classificação  ........ 171  14...... 174  Crimes praticados contra criança e adolescente .............  190  16............................................3  Sentença ........................................................... 171  14.............................................2.................................................................. 174  Prescrição de medida sócio‐educativa  .....................................4............1  14.......................................4........................................................................4  15.........................................................................................................................5..............1  LEI DE EXECUÇÃO PENAL – LEI 7............ 172  14.........6  14..................................................................2  Princípios da LEP ......................6  15........................................................... 174  Recursos no processo de apuração de ato infracional...................................................5..........................7  15.................................................................4  16.8  15................................................................................................................................. 188  16  16................ 167  Fase policial ...............  171  14............... 189  16.........................................................................................................340/06..............................2  15............................................................................................................................................................................................................4  Apuração de ato infracional ..... 167  14................................ 183  Formas de violência doméstica e familiar contra a mulher .......................................................2... 185  Medidas de proteção ...............................................................................................  14.............. 184  Assistência à mulher ......... 168  Fase processual ................... 182  Constitucionalidade ..........210/84 ......................................2..................................................5............4  Liberdade assistida.................................................................................................5  Princípio do Devido Processo Legal ............................  171  14..................................................... 183  Medidas Preventivas .................11  LEI MARIA DA PENHA – LEI 11........................................................  171  14.......................................................................................................................................................................................................................................................................................... 175  15  15............... 187  Lesão corporal leve: ação penal .......5.......... 170  14......

..........................................................................................................2............................................................................. 192  16...................1  Deveres .............................................................................. 192  16........  194  16...................................................................  194  16..................................................................................6................................................................................................3  16..............2......................6.................................................................................................................  191  Partes na Execução Penal ...... 195    ..................................... 192  16...........................6...................................................................6  Sanções Disciplinares  ......................... 193    Aparelho   de   comunicação  nos presídios ..... 191  Competência da LEP ...............................................................4  Princípio Reeducativo .....................................  16........6  16..............................6..2  Judicialização .....................5..........................1  Hipóteses de cabimento do RDD .5  Estatuto jurídico do preso – direitos e deveres (Capítulo IV) .................5.........................................................................................7  16.................................................2..............1 16............................................. 191  16...............................................................................2................................................2  Direitos  ........................................................................2  Regime Disciplinar Diferenciado ‐ RDD ...................................... 190  Princípio da Humanidade das Penas ....  194  16...............

4 Gerações de Leis de Lavagem  Leis  de  1ª  Geração:  o  único  crime  antecedente  era  o  delito  de  tráfico  de  drogas. Imperava a lei seca e  a máfia do álcool começou a comprar lavanderias para disfarçar o dinheiro.1 Histórico da Lei  A origem está ligada à Convenção das Nações Unidas contra o tráfico de drogas. correspondente em inglês “Money  laundering”. com a aparência de  ter sido obtido de maneira lícita.  O  delito  de  tráfico  de  drogas  gera  uma  quantidade  imensurável  de  dinheiro  (em  quantia  quanto  em  volume).  assumindo  o  compromisso  de  criminalizar a lavagem de capitais.  disposição.  de  7  de  dezembro  de  1940  –  Código  Penal).  1.  de  qualquer  vantagem.  1.2002) Pena: reclusão de três a dez anos e multa.2 Expressão “Lavagem de Dinheiro”  Tem origem nos EUA.701.  337‐B.  caracteriza‐se  como  exaurimento  do  crime  de  tráfico.  direta  ou  indiretamente. IV ‐ de extorsão mediante seqüestro.  Usará  o  dinheiro  recebido  com  o  tráfico  de  drogas  para  disfarçar  com  outras  empresas  aparentemente lícitas.  localização.  munições  ou  material destinado à sua produção.  Não  se  caracteriza  quando  um  traficante  guarda  dinheiro  em  casa.  Leis  de  2ª  Geração:  há  uma  ampliação  do  rol  dos  crimes  antecedentes.  VIII  –  praticado  por  particular  contra  a  administração  pública  estrangeira  (arts.  origem.  porém  este  rol  continua  sendo  TAXATIVO  –  “numerus  clausus” 1 .5 Fases da Lavagem de Capitais                                                               1   Art.  como  condição  ou  preço  para  a  prática  ou  omissão  de  atos  administrativos.   1 LAVAGEM DE CAPITAIS – Lei 9.3 Conceito  Lavagem é um método pelo qual dinheiro ilícito é inserido no sistema financeiro.  Em  alguns  países. a partir de aproximadamente 1920 na cidade de Chicago.  como  Portugal  e  Espanha. para  si  ou  para  outrem.  Quando  o  volume  de  dinheiro  extrapola  a  quantidade  de  armazenamento  e  o  criminoso  tem que dar outra destinação que não o armazenamento na própria casa.  II  –  de  terrorismo  e  seu  financiamento.  No  Brasil  tramita  um  projeto  no  Congresso  Nacional buscando alterar o texto da lei.  furto  ou  outros  crimes  que  não  estiverem  contidos no rol dos crimes antecedentes não poderão gerar o crime de lavagem de dinheiro.  de  crime:  I  ‐  de  tráfico  ilícito  de  substâncias  entorpecentes  ou  drogas  afins. de 11.  337‐C  e  337‐D  do  Decreto‐Lei  no  2.467. (Inciso incluído pela Lei nº 10.  Lembrar  que  o  roubo.  Leis de 3ª de Geração: qualquer crime grave poder figurar como delito antecedente da lei de lavagem  de capitais.  Sábado.613/98 > Histórico da Lei  . No Brasil essa expressão foi excluída por ter conotação racista.2003)  III ‐  de  contrabando  ou  tráfico  de  armas.  direta  ou  indiretamente.  1. chamada Convenção  de Viena.  1.  de  9.  Em  um  primeiro  momento a lavagem nasce atrelada ao crime do tráfico de drogas. concluída em 20 de dezembro de 1988. já que este era o único crime antecedente. não se tratando de rol taxativo.  VII  ‐  praticado  por  organização  criminosa.  Essa  Convenção  foi  ratificada  pelo  Brasil  pelo  Decreto  154/91. V ‐ contra a Administração Pública.6. É o que ocorre na Espanha e Argentina.  1º  OCULTAR  ou  DISSIMULAR  a  natureza.  VI  ‐  contra  o  sistema  financeiro  nacional.  (Redação  dada  pela  Lei  nº  10. embora a lei descreva que  os  crimes  graves  são  aqueles  com  pena  maior  do  que  4  anos.  Página | 13   LAVAGEM DE CAPITAIS – Lei 9.  a  lavagem  de  capitais  é  conhecida  como  “branqueamento de capitais”.613/98  Lei 9.  direitos  ou  valores  provenientes.7.848.   31   de   julho   de   2010.  movimentação  ou  propriedade  de  bens.613/98  1. inclusive a exigência.

  art.  Página | 14   2 LAVAGEM DE CAPITAIS – Lei 9.  3ª  CORRENTE ‐  São  dois  os  bens  jurídicos  tutelados:  tutela  tanto  o  bem  jurídico  tutelado  pelo  Crime  Antecedente.  pois  o  quadro  probatório  será mais robusto.  como  produto  de  concussão. fazer depósitos de uma grande quantidade de dinheiro.  1º.  1.  Alguns  doutrinadores  sustentam  que  a  lavagem  de  capitais é muito semelhante ao crime de favorecimento real (art. II da Lei 9.  Os  processos  criminais  referentes  ao  crime  antecedente  e  ao  delito  de  lavagem  de  capitais  podem  até  tramitar  juntos.  pois  uma  mesma  lei  estaria  tutelando  bens  jurídicos  tão diversos.  STF RHC 80816  EMENTA:  Lavagem  de  dinheiro:  L.  da  localização  e  da  propriedade  dos  valores  respectivos  (L.  Se  possível  reunir  os  dois  processos  na  mão  de  um  mesmo  juiz.  Para o STF não é necessária a  ocorrência dessas  três  fases para a  consumação  do delito.  porque  na  verdade  depende  da  prática de um crime antecedente.    Havendo um processo de tráfico de drogas e outro de lavagem de capitais. pois o equilíbrio do mercado e a livre concorrência.613/98 3 .  melhor.  Não  serve. A reunião não é obrigatória.  visado  pelo  agente.613/98 > Bem jurídico tutelado  . 2º.  basta  a  caracterizar  a  figura  de  "lavagem  de  capitais"  mediante  ocultação  da  origem.6 Bem jurídico tutelado  Sobre esse assunto há quatro correntes na doutrina.  4ª CORRENTE ‐  Prevalece  o entendimento de que a  lavagem de dinheiro tutela a ordem  econômico‐ financeira. fracionadamente para não levantar suspeitas quanto à origem dos valores.  caput):  o  TIPO  NÃO  RECLAMA  nem  êxito  definitivo  da  ocultação.613/98:  caracterização.  1ª  CORRENTE ‐  O  bem  jurídico  tutelado  é  o  mesmo  bem  jurídico  tutelado  pelo  crime  antecedente  –  superproteção  do  bem  jurídico  antecedente.  A  doutrina  denomina “smurfing” técnica de pulverizar.  mas  isso não significa dizer que essa tramitação em conjunto seja obrigatória.  1.     3ª  Fase  –  Integração  (integration):  já  com  a  aparência  de  lícitos.  os  bens  são  formalmente  incorporados  ao  sistema  econômico.  O STF disse  que as fases são modelos doutrinários e didáticos. mas havendo a conexão é melhor – art.  auxílio  destinado  a  tornar  seguro  o  proveito  do  crime:  Pena ‐  detenção.  em  contas‐correntes  de  pessoas  jurídicas. porém em  pequenas quantidades.  2º  O  processo  e  julgamento  dos  crimes  previstos  nesta  Lei:  I  –  obedecem  às  disposições  relativas  ao  procedimento  comum  dos  crimes  punidos  com  reclusão.  349  ‐  Prestar  a  criminoso.  3   CAPÍTULO  II  ‐  Disposições  Processuais  Especiais  ‐  Art. como também a Ordem Econômico Financeira.  9.  9. ainda que praticados em outro país.  e  multa.  nem  o  vulto  e  a  complexidade  dos  exemplos de requintada "engenharia financeira" transnacional. dificultando a identificação da procedência ilícita dos valores.  da  competência  do  juiz  singular. com os quais se ocupa a literatura.    2ª  Fase  –  Dissimulação  (layering):  nessa  segunda  fase  é  realizada  uma  série  de  negócios  ou  movimentações  financeiras.  2ª  CORRENTE ‐  Tutela  a  administração  da  justiça.  fora  dos  casos  de  coautoria  ou  de  receptação.  de  um  a  seis  meses.  retornando  através  de  investimentos  na  prática  de  novos  delitos  ou  no  mercado  mobiliário ou imobiliário. pergunta‐se:    ‐ Podem tramitar separadamente?  É  muito  comum  no  Brasil  que  as  pessoas  pratiquem  o  crime  antecedente  fora  do  país.613.  às  quais  contava  ele  ter  acesso. É possível aplicar o Princípio da Insignificância.    ‐ O juiz do processo de lavagem pode condenar antes do julgamento do crime de tráfico?                                                                 CAPÍTULO  III  ‐  DOS  CRIMES  CONTRA  A  ADMINISTRAÇÃO  DA  JUSTIÇA‐  Favorecimento  real  ‐  Art.7 Acessoriedade da Lavagem de Capitais   O  delito  de  lavagem  de  capitais  é  considerado  um  crime  acessório.  1ª  Fase ‐  Colocação  (placement):  consiste  na  introdução  do  dinheiro  ilícito  no  Sistema  Financeiro.  II ‐  independem  do  processo e julgamento dos crimes antecedentes referidos no artigo anterior. 349 2 ). não exigindo o seu cumprimento.  O  depósito  de  cheques  de  terceiro  recebidos  pelo  agente.

  cometido  crime  de  lavagem  de  dinheiro.  pois  se  trata  de  mero  exaurimento  do  crime  antecedente.613/98 > Sujeitos do crime  . praticado por qualquer pessoa.  LEGALIDADE  DA  MEDIDA.  O  autor  não  poderá  responder  pelo  crime  de  lavagem  de  capitais.  O  direito  de  não  produzir  prova  contra  si  mesmo  não  dá  ao  agente  a  possibilidade  de  praticar  novos  delitos para encobrir o delito anterior.  Hipótese  em  que.  O  processo  e  julgamento  da  lavagem  independem  do  processo  relativo  ao  crime  antecedente.  Sendo  absolvido  por  uma  excludente  de  culpabilidade  (um  juízo  de  reprovação  eminentemente  pessoal)? Poderá ser condenado normalmente.  QUEBRA  DE  SIGILO  BANCÁRIO. qual serão as conseqüências em  relação ao crime de lavagem se  o autor do crime antecedente for absolvido?  Depende do fundamento da absolvição.  SUPRESSÃO  DE  INSTÂNCIA.  consistentes  na  intensa  movimentação  financeira  e  patrimonial  de  pessoas  ligada  aos  criminosos.  A  proteção  aos  sigilos  bancário.  pos factum impunível.  RMS. desde que o agente tenha consciência quanto à origem ilícita dos valores.  podendo  os  mesmos  serem  quebrados  quando  houver  a  prevalência  do  direito  público  sobre  o  privado. não responderá pelo crime posterior.  Causas extintivas de punibilidade.  pois  sua  conduta  está  acobertada  pelo  direito  que  o  acusado  tem  de  não  produzir  prova  contra  si  mesmo.  procedendo‐se  à  apuração  de  crime  de  tráfico  de  entorpecentes.137    ‐ Se os processos tramitaram separadamente.  IMPROCEDÊNCIA  DO  ARGUMENTO. salvo nas hipóteses de anistia e abolitio criminis  – pois a conduta antecedente deixa de ser crime.  “OPERAÇÃO  DIAMANTE”.  da  Insignificância ‐ atípica no entanto. de forma precisa.  a  conduta  antecedente  deve  ser  pelo menos típica e ilícita.  RELATIVIDADE  DO  DIREITO  À  PRIVACIDADE.  Decisão  denegatória  do  mandado  de  segurança  que  se  encontra  suficientemente  fundamentada.  tendo  apontado.  A  participação  no  crime  antecedente  não  é  condição  obrigatória  para  que  se  possa  ser  sujeito ativo de lavagem de capitais.  ‐ O autor do crime antecedente pode responder pela lavagem?  Alguns  doutrinadores  entendem  que  não. não haverá crime de lavagem.  A  participação  no  crime  antecedente  não  é  indispensável  à  adequação  da  conduta  de  quem  Página | 15   4 LAVAGEM DE CAPITAIS – Lei 9.  Adota  a  Teoria  da  Consunção.8 Sujeitos do crime  Quanto ao sujeito ativo é um crime comum.  em  concurso  material.  surgiram  indícios  da  prática  de  lavagem  de  dinheiro.  HC 36.  pois  o  crime  de  lavagem  é  o  crime  de  terceiro  (que  pode  ser qualquer pessoa) menos o autor do crime antecedente.  Para  que  o  crime  de  lavagem  esteja  caracterizado.  INEXISTÊNCIA  DE  INDÍCIOS  DA  PRÁTICA  CRIMINOSA. as razões pelas quais se considerou necessária a quebra dos sigilos da paciente.  prevalecente.  na  apuração  de  fatos  delituosos  ou  na  instrução  dos  processos  criminais.  Ex.    O  autor  do  crime  antecedente  também  poderá  responder  pelo  crime  de  lavagem  de  capitais.  não  é  possível  a  condenação  pelo  crime  de  lavagem.  Portanto a condenação pelo crime antecedente não é pressuposto para a condenação pelo crime de lavagem.  RESPALDO  LEGAL.  LAVAGEM  DE  DINHEIRO.  entende  que  o  autor  do  crime  antecedente  também  pode  responder pelo crime de lavagem de capitais.  Se  a  ABSOLVIÇÃO  reconhecer  a  ATIPICIDADE  ou  a  LICITUDE  da  conduta  antecedente. não se pode aplicar o Princípio da Consunção.    STJ ‐ RMS 16813 4                                                                 CRIMINAL.  Prevalece  o  entendimento  de  que  para  haver  a  responsabilidade  deve  ocorrer  a  Teoria  da  Acessoriedade  Limitada. a mesma. ou seja.  Como os bens jurídicos são distintos.  nada impede a condenação pelo delito de lavagem de capitais.  notadamente  da  ex‐esposa  da  pessoa  apontada  como  chefe  da  quadrilha.:  ocorrendo  a  absolvição  do  crime  antecedente  aplicando  o  princ.  Precedentes.  FUNDAMENTAÇÃO  SUFICIENTE.  Essa  corrente  tem  basicamente  dois  argumentos.  TELEFÔNICO  E  FISCAL. Se o bem jurídico tutelado é o mesmo.  AUSÊNCIA  DE  PROTEÇÃO  ABSOLUTA  AO  SIGILO.  telefônico  e  fiscal  não  é  direito  absoluto.  desde  que  a  decisão  esteja  adequadamente  fundamentada  na  necessidade  da  medida.  1. Inviável o acolhimento da  tese recursal ao se pretender que o fato de a paciente não ter sido condenada pelo tráfico de drogas seria indício de não ter.  RECURSO  PARCIALMENTE  CONHECIDA  E  DESPROVIDO.  Outro  argumento  é  que  para  o  autor  do  crime  antecedente  a  lavagem  de  capitais  não  configura  crime.  INSUFICIÊNCIA  DE  DELIMITAÇÃO  TEMPORAL  E  FÁTICA.  Incidindo uma causa extintiva uma causa extintiva da punibilidade em relação ao crime antecedente.  A  segunda  corrente.

   III ‐ importa ou exporta bens com valores não correspondentes aos verdadeiros.  II ‐  participa  de  grupo.  coautor  ou  partícipe  colaborar  espontaneamente  com  as  autoridades. 14 do Código Penal. de 9.º  9.701.    § 5º A pena será reduzida de um a dois terços e começará a ser cumprida em regime aberto.  inclusive  a  exigência.  Nas  condutas  ocultar  e  dissimular  do  caput.  disposição.  VI ‐ contra o sistema financeiro nacional.  bens.  V  ‐  contra  a  Administração  Pública.  direta  ou  indiretamente. 1º trata‐se de um crime formal. se o crime for cometido de forma habitual ou por intermédio de organização criminosa. 1º da Lei 9.  a  partir  do  momento  que  o  legislador  tem  como  finalidade  que  é  para  ocultar  ou  dissimular.848.  337‐C  e  337‐D  do  Decreto‐Lei  no  2. de crime:    I ‐ de tráfico ilícito de substâncias entorpecentes ou drogas afins.  (Inciso  incluído  pela  Lei  nº  10.  nos  casos  previstos  nos  incisos  I  a  VI  do  caput  deste  artigo. (Redação dada pela Lei nº 10.  direitos  ou  valores  provenientes de qualquer dos crimes antecedentes referidos neste artigo:  I ‐ os converte em ativos lícitos.  da  Lei  n.613/98 > Tipo Objetivo  .  quanto  a  este enfoque.  O sujeito passivo do delito é o Estado de maneira imediata e também a sociedade.  de  crime.  portanto  crime  material.    Obs.  1.  1.  de  11.  Dolo  direto  e eventual  Dolo direto    Ocultar: consiste em esconder a coisa.  de  qualquer  vantagem.  movimentação  ou  propriedade de bens.  origem.  Já  no  §1º. munições ou material destinado à sua produção.  como  condição  ou  preço  para  a  prática  ou  omissão  de  atos  administrativos. sob pena de supressão de instância.613/98.  para  ocultar  ou  dissimular  a  utilização  de  bens. ainda. prevalece.                                                                                                                                                                                                              oculta  ou  dissimula  a  natureza.613/98.  origem.  IV ‐ de extorsão mediante seqüestro. na mesma pena quem:   I ‐  utiliza.  II – de terrorismo e seu financiamento.  recebe.  localização.  na  atividade  econômica  ou  financeira.  se  o  autor.2002)  Pena: reclusão de três a dez anos e multa.  II ‐  os  adquire.  na  quebra  dos  sigilos  se  o  acórdão  recorrido  eximiu‐se  de  analisar  a  questão.  Dissimular: é a ocultação com fraude (crime permanente).467.   VIII  –  praticado  por  particular  contra  a  administração  pública  estrangeira  (arts.  ao  tipo  do  art.9 Tipo Objetivo  Conduta incriminada do art.  337‐B.  associação  ou  escritório  tendo  conhecimento  de  que  sua  atividade  principal  ou  secundária é dirigida à prática de crimes previstos nesta Lei.  Art.  Na doutrina. Recurso parcialmente conhecido e desprovido.    § 3º A tentativa é punida nos termos do parágrafo único do art.  para  si  ou  para  outrem.  o  resultado  está  inserido  dentro  do  tipo  penal. podendo o  juiz  deixar  de  aplicá‐la  ou  substituí‐la  por  pena  restritiva  de  direitos.  1º  OCULTAR  ou  DISSIMULAR  a  natureza.7.  VII ‐ praticado por organização criminosa.º.1:  mesmo  que  o  crime  antecedente  tenha  sido  praticado  antes  de  04  de  março  de  1998  (data  da  entrada  em  vigor  da  lei)  o  agente  responderá  pelo  delito  se  a  ocultação  prolongar‐se  no  tempo  após  a  vigência  na  lei  9.  prestando  esclarecimentos  que  conduzam  à  apuração  das infrações penais e de sua autoria ou à localização dos bens.  No crime material deve ocorrer resultado.  tem  em  depósito.  direitos  ou  valores  provenientes. é de que no caput do art.  dá  ou  recebe  em  garantia. trata‐se então de um crime formal.  troca.  de  7  de  dezembro  de  1940  –  Código  Penal).    §  1º  Incorre  na  mesma  pena  quem.613/98.  direta  ou  indiretamente.  Página | 16   LAVAGEM DE CAPITAIS – Lei 9.  direitos  ou  valores  que  sabe  serem  provenientes  de qualquer dos crimes antecedentes referidos neste artigo.    §  4º  A  pena  será  aumentada  de  um  a  dois  terços.  movimenta  ou transfere.  movimentação  ou  propriedade  de  bens.  localização.2003)  III ‐ de contrabando ou tráfico de armas. direitos ou valores objeto do crime.6.  Não  se  conhece  do  pedido  quanto  à  eventual  insuficiência  de  delimitação  temporal  e  fática.  negocia.     § 2º Incorre.  guarda. dificultando seu encontro por terceiro.  disposição. direitos ou valores provenientes. direta ou indiretamente.

 transportar.  As  circunstâncias  foram  as  seguintes:  11  carros  em  um  sábado  de  manhã  (logo  após  o  assalto).  Dar  causa  a  instauração  de  investigação  policial  ou  de  processo  judicial  contra  alguem. em proveito próprio ou alheio.  somente  a  título  de  dolo  direto  o  que  está  previsto  no  art.  É  quando  de  maneira  deliberada  o  agente  evita  saber  sobre a origem do delito.  1.613/98 > Tipo Subjetivo  .  Quando  o  agente  deliberadamente  evita  a  consciência  quanto  à  origem  ilícita  dos  valores. receber.   A  lavagem  pune  dolo  direto  e  eventual  ou  somente  a  título  de  dolo  direto.  1º.  Diante  da  atual  redação  do  art.  1º  caput  e  no  art.  Dolo  é  consciência  e  vontade. (Redação dada pela Lei nº 9. de 1996)  Página | 17   5 LAVAGEM DE CAPITAIS – Lei 9.12 Crimes antecedentes  Somente se pode falar em crime de lavagem se o crime antecedente estiver previsto no rol de crimes  antecedentes previstos na lei.    Obs. conduzir ou ocultar.  de  um  a  quatro anos. ou  influir  para  que  terceiro.  o  que  poderia  incluir  a  contravenção  que  é  o  jogo  do  bicho.11 Objeto material  Produto Direto (producta sceleris): é o resultado imediato do delito.426.  1º  o  dolo  também  deve  abranger  a  consciência  quanto  à  origem  ilícita dos valores.  é  punido  somente  a  título  de  dolo.  De acordo com a lei de lavagem existe responsabilidade do corretor de imóveis que não se preocupa  em saber a origem dos valores.  Essa  teoria  foi  aplicada  no  caso  do  Banco  Central  de  Fortaleza  em  empresários  de  venda  de  automóveis.3:  não  estão  inseridos  os  crimes  de  tráfico  de  animais.  refere‐se  a  crime  e  não  infração  penal. tendo sido absolvido ambos empresários (Apelação 5520)  1.  Na  exposição de motivos disse‐se o seguinte porque na verdade nesses delitos não há aumento do patrimônio.426. configurando o dolo eventual. Tráfico ilícito de drogas                                                                 Art.10 Tipo Subjetivo  ‐  O  delito  de  lavagem  de  capitais. respondendo a título de dolo eventual pelo delito de lavagem de capitais.    Teoria da Cegueira Deliberada (willful blindness doctrine/ostrich instructions)    Tem  origem  na  doutrina  norte‐americana.  1. Elementos que compõe o dolo:  • Consciência  • Vontade  A  grande  dificuldade  que  se  tem  atualmente  é  que  a  lavagem  passa  por  um  processo  de  terceirização.  Quando  o  legislador  quer  punir o delito a título de dolo direto ele nos diz isso de forma expressamente.  para  um  terceiro  responder  por  lavagem  deve  ter  ciência do crime antecedente. §2º. pagos em notas de 50 reais em sacos de nylon.  Produto Indireto (fructus sceleris): é o resultado obtido em virtude da utilização do produto direto.  1º.  de  boa‐fé. Ex.  a  adquira. Deixaram 250 mil reais para futuras  compras.  no  Brasil.  de  1996)  Pena ‐  reclusão.    O  delito  de  lavagem  de  capitais  é  punido  tanto  a  título  de  dolo  direito  quanto  eventual  nas  figuras  previstas  no  art. 180 6  do CP.  1º.  ou  dolo  e  culpa?  Somente  doloso.  portanto  não  poderá  gerar  o  crime  de  lavagem de dinheiro. 180 ‐ Adquirir.  de  pessoas  e  crimes  contra  a  ordem  tributária.: art.  Porém.  §1º.  Obs.  num total de 980 mil reais.    I.  339.2:  jogo  do  bicho  é  apenas  uma  contravenção  penal  e  no  caput  do  art.  Decisão que foi modificada no TRF da 5ª. I e II da Lei.  portanto. e multa.  receba  ou  oculte:  (Redação  dada  pela  Lei  nº  9.  assume  o  risco de produzir o resultado. coisa que sabe ser produto de crime. Os empresários não comunicaram o caso para o banco central.  imputando‐lhe  crime  de  que  o  sabe  inocente:   6  Art. 339 5 .

  Na nova lei de drogas (11.  e  34  a  37  desta  Lei  são  inafiançáveis  e  insuscetíveis de sursis. art.170/83 7 .  incendiar.  ao  conferir  expressão  típica  a  essa  modalidade  de  infração  delituosa.  233  –  revogado  o  artigo  por  tratar  de  tortura  de  criança.  Na  antiga  lei  de  drogas  (6.  NECESSIDADE  DE  REPRESSÃO  À  TORTURA  ‐  CONVENÇÕES  INTERNACIONAIS.  dar‐se‐á  o  livramento  condicional  após  o  cumprimento  de  dois  terços  da  pena.  ECA  –  art.069.  depredar.  44.  crueldade  e  opressão (art.  imoral  e  abusiva ‐  um  inaceitável  ensaio  de  atuação  estatal  tendente  a  asfixiar  e.  8   A  TORTURA  COMO  PRÁTICA  INACEITÁVEL  DE  OFENSA  À  DIGNIDADE  DA  PESSOA.  pode‐se  chamar  de  tráfico o delito do art.  O  crime  previsto  no  art.368/76)  o  crime  de  tráfico  era  previsto  nos  artigos  12  (maquinismos)  e  13.  saquear.  Nos  crimes  previstos  no  caput  deste  artigo.  portanto não considerado de natureza hedionda. 37 da Lei.  Pena:  reclusão.  deu  aplicação  efetiva  ao  texto  da  Constituição  Federal  que  impõe  ao  Poder  Público  a  obrigação  de  proteger  os  menores  contra  toda  a  forma  de  violência.  Prevalece a posição de que não existe conceito legal do que seria terrorismo no Brasil.  até  mesmo.  44.  formulada  no  âmbito  da  OEA  (1969).  exterioriza  um  universo  conceitual  impregnado  de  noções  com  que  o  senso  comum  e  o  sentimento  de  decência  das  pessoas  identificam  as  condutas  aviltantes  que  traduzem.  caput  e  §  1º. caput. por inconformismo político ou para obtenção de fundos destinados à manutenção de  organizações  políticas  clandestinas  ou  subversivas.  Os  crimes  previstos  nos  arts.  vedada  sua  concessão  ao  reincidente específico.  Para  responder  a  esta  pergunta  usa‐se  o  art. aumenta‐se até o triplo.  constante  dos  crimes  contra a administração.  20  ‐  Devastar.  pelo  ordenamento  positivo.  233  do  Estatuto  da  Criança  e  do  Adolescente.  Na  doutrina  ainda  prevalece  o  entendimento  de  que  não  há  conceito  do  crime  de  terrorismo  no  Brasil (Alberto Silva Franco).  roubar.  Em  qualquer  hipótese  é  indispensável  que  da  prática  do  crime  antecedente  resultem  valores  que  possam ser ocultados.    0‐ Se o crime for praticado fora do país?  Diante da ausência de definição legal do terrorismo no Brasil a lavagem não será punível mesmo que  o  terrorismo  seja  praticado  em  país  onde  tal  conduta  seja  incriminada  (é  o  chamado  Princípio  da  dupla  incriminação – muito comum em Extradições).  33.  Outro  crime  que  poderá  trazer  confusão  é  o  crime  de  prevaricação. 36 e art.  especialmente  àqueles  decorrentes  da  Convenção  de  Nova  York  sobre  os  Direitos  da  Criança  (1990). 20 da 7. graça.  a  suprimir  a  dignidade.  a  autonomia  e  a  liberdade  com  que  o  indivíduo  foi  dotado.  ‐  O  Brasil. 35. vedada a conversão de suas penas  em  restritivas  de  direitos.  Página | 18   7                                                              LAVAGEM DE CAPITAIS – Lei 9. mas em certas circunstâncias geram dúvidas.    Art.  o  gesto  ominoso  de  ofensa  à  dignidade  da  pessoa  humana.  233  da  Lei  8.  da  Convenção  contra  a  Tortura  adotada  pela  Assembléia  Geral  da  ONU  (1984). in fine).  A  simples  referência  normativa  à  tortura.  a  fim  de  que  se  possa  compreender  o  sentido  do  elemento  normativo  tortura.  praticar atentado pessoal ou atos de terrorismo.  entendeu‐se  que  os  instrumentos  internacionais  de  Direitos  Humanos  permitem  a  integração  da  norma  penal  em  aberto  do  revogado  art.613/98 > Crimes antecedentes  . a pena aumenta‐se até o dobro.  da  Convenção  Interamericana  contra  a  Tortura  concluída  em  Cartagena  (1985)  e  da  Convenção  Americana  sobre  Direitos  Humanos  (Pacto  de  São  José  da  Costa  Rica).  A  tortura  constitui  a  negação  arbitrária  dos  direitos  humanos. indulto. art. 33 caput e §1º.  pois  reflete ‐  enquanto  prática  ilegítima.  de  maneira  indisponível.  de  3  a  10  anos.  Os elementos normativos podem ser usados.: mulher honesta.  A  partir  dos  tratados  internacionais  poderia  se  observar  o  significado  desse  elemento normativo.  Art. 227.  extorquir.  provocar  explosão.  revelou‐se  fiel  aos  compromissos  que  assumiu  na  ordem  internacional. se resulta morte.  o  legislador  brasileiro.  manter  em  cárcere  privado. 34. mas não cabe pois não há resultado de valores.  Parágrafo  único.  ao  tipificar  o  crime  de  tortura  contra  crianças  ou  adolescentes.  seqüestrar.  fazendo  uma  interpretação.  Ato  de  terrorismo  é  o  chamado  elemento  normativo  –  elemento  constante  do  tipo  penal  cuja  interpretação demanda um juízo de valor.343/06) trará o mesmo problema.  Parágrafo  único ‐  Se  do  fato  resulta  lesão  corporal  grave. anistia e liberdade provisória. art. Ex.  Mais  do  que  isso.    II.  O  artigo  14  que  era  a  associação  para  fins  de  tráfico  a  jurisprudência  entendia  não  é  equiparado  ao  tráfico.389 8 . Terrorismo e seu financiamento    ‐ Existe o crime de terrorismo?  Alguns  doutrinadores  (Antonio  Scarance  Fernandes)  entendem  que  o  delito  de  terrorismo  está  previsto na Lei de Segurança Nacional – art.  constante  da  descrição  típica  consubstanciada  no  art.  na  concreção  de  sua  prática.  No  julgamento  do  STF  no  HC  70.  35  é  de  associação  e  desse  crime  isoladamente  não  resulta  em  valores  para  serem  escondidos.

343/06 – lei de drogas  o artigo 2º 11  Lei 2.1990)  V. como condição ou preço do resgate: Vide Lei nº 8.  sem  autorização  legal.  disposição. armamento ou material militar privativo das Forças Armadas.  para  o  fim  de  cometer  crimes:  Pena ‐  reclusão.  partido.  de  3  a  10  anos.  de  crime:  (. de oito a quinze anos.  movimentação  ou  propriedade  de  bens.170/83.  comitê.  Parágrafo  único.)  §  2º  Incorre.)   13   Art.  mantém  em  depósito  ou  distribui  o  armamento  ou  material  militar de que trata este artigo.  direta  ou  indiretamente.  na  mesma  pena  quem:  II ‐  participa  de  grupo.  Alguns  doutrinadores  mostram  que  na  Lei  de  Segurança  Nacional  7. Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional    Esses crimes estão previstos na Lei 7.  se  a  quadrilha  ou  bando  é  armado.  Art.1990)  Parágrafo  único ‐  A  pena  aplica‐se  em  dobro. para si ou para outrem.  de  25.  2º  Associarem‐se  mais  de  3  (três)  pessoas  para  prática  dos  crimes  mencionados  no  artigo  anterior:  Pena:  Metade  da  cominada  aos crimes ali previstos.   Associarem‐se duas  ou mais  pessoas  para  o  fim  de  praticar.7.385/76 (Crimes contra o  SFN). 159 do CP  Extorsão mediante seqüestro ‐ Art.  10   Art.  qualquer  dos  crimes previstos  nos  arts..  e  pagamento  de  700  (setecentos)  a  1. de 1 a 5 anos  Página | 19   9 LAVAGEM DE CAPITAIS – Lei 9.7.  Veja‐se:  • quadrilha ou bando tem definição legal no artigo 288 do CP 9 .  sem  autorização  da  autoridade federal competente.  caput  e  §  1 . 36 desta Lei. 159 ‐ Seqüestrar pessoa com o fim de obter. Contrabando ou tráfico de armas    O  tráfico  de  arma  está  previsto  na  Lei  10. Crimes contra a administração pública    Previstos no Código Penal. de 25.  fabrica.    VI.  direitos  ou  valores  provenientes. por meios violentos ou com o emprego de grave ameaça. Crimes praticados por Organização Criminosa    Existe  conceito  legal  de  organização  criminosa  no  Brasil?  A  lei  9.  origem.  recebe.   Nas  mesmas  penas  do  caput  deste  artigo  incorre  quem  se  associa  para  a  prática  reiterada  do  crime  definido no art.  288 ‐  Associarem‐se  mais  de  três  pessoas.  transporta.492/86 (Crimes contra o SFN) e na Lei 6.  11   Art.072.613/98 ‐   o artigo 16 13  Lei 7.  16 ‐  Integrar  ou  manter  associação.  e  34  desta  Lei:  Pena ‐  reclusão. (.  vende. (Redação dada pela Lei nº 8.  35.   IV..  no  território  nacional.  associação  ou  escritório tendo conhecimento de que sua atividade principal ou secundária é dirigida à prática de crimes previstos nesta Lei. na Lei de Licitações 8.  Prevaricação não pode ser crime antecedente.  há  o  tráfico  de  armas  previsto  no  art. Extorsão mediante seqüestro  Art.  ainda.  o 33. de 25..  oculta.  localização.666/93 e no Decreto que prevê os crimes praticados  por prefeitos.    III.    VII. pois é indispensável que desse delito resulte proveito  econômico.  12   Art.  Parágrafo  único ‐  Na  mesma  pena  incorre  quem..  de  3  (três)  a  10  (dez)  anos.072.826/03  nos  artigos  17  e  18  (Estatuto  do  Desarmamento).  por  qualquer  forma.   Pena:  reclusão.072.  (Vide  Lei  8.  qualquer vantagem.  entidade  de  classe  ou  grupamento  que  tenha  por  objetivo  a  mudança  do  regime vigente ou do Estado de Direito.  1º  Ocultar  ou  dissimular  a  natureza.170/83                                                                 Quadrilha  ou  bando ‐  Art.613/98 > Crimes antecedentes  .90.  em  quadrilha  ou  bando.889/56 ‐ genocídio  o artigo 1º §2º II 12  Lei 9.  • associação criminosa tem definição legal no:  o artigo 35 10  Lei 11. Pena: reclusão. 12.200  (mil  e  duzentos)  dias‐multa.  de  um  a  três  anos.7.034/95  não  define  organização  criminosa.  reiteradamente  ou  não.   Pena ‐ reclusão.  12  ‐  Importar  ou  introduzir.

  para  determiná‐lo  a  praticar.6.  Prometer.  de  11. cobrar ou obter. regional. o funcionário público  estrangeiro  retarda ou omite o ato de ofício.  o  co‐autor  ou  partícipe  que  através  de  confissão  espontânea  revelar  à  autoridade  policial  ou  judicial  toda  a  trama  delituosa  terá  a  sua  pena  reduzida de um a dois terços. Na Lex Populi.  • ‐ artigo 25.  (Incluído  pela  Lei  nº  10467. Entendimento  de  Capez.  Organização  criminosa?  (temos  duas  posições)  1  corrente  –  o  conceito  de  organização  criminosa  pode  ser  extraído  da  Convenção  de  Palermo  (Decreto  Legislativo  231)  que  foi  ratificada  por  decreto.:  Tramita  no  Congresso  Nacional  o  projeto  de  lei  7.  de  11. Solicitar. Equipara‐se a funcionário  público estrangeiro quem exerce cargo.  5) divisão funcional das atividades. e nos demais fica de fora.    Sábado. (Incluído pela Lei  nº 10467.6.  para  os  efeitos  penais.613/98 > Delação Premiada  . com a intenção de obter benefício econômico ou moral. e  multa. de 19. Crime Praticado por Partícula Contra a Administração Pública Estrangeira.  9) alto poder de intimidação.  São  penalmente  responsáveis.   OBS.2002)  Funcionário  público  estrangeiro  (Incluído  pela  Lei  nº  10467.  (Incluído  pela  Lei  nº  10467.  se  o  agente  alega  ou  insinua  que  a  vantagem  é  também  destinada  a  funcionário  estrangeiro. de 1 (um) a 8 (oito) anos.   07   de   agosto   de   2010.6.  Também há previsão na lei de lavagem de capitais.  2) planejamento empresarial.2002) Parágrafo único.. (Incluído pela Lei nº 9.  Tratados  internacionais  não  podem  criar  crimes  e  penas sob pena de violação do princípio da legalidade. artigo 1º.6. de 11.  gerentes  (Vetado)  [.2002)  Parágrafo  único.  emprego  ou  função  pública  em  entidades  estatais  ou  em  representações  diplomáticas  de  país  estrangeiro. exigir.  omitir  ou  retardar  ato  de  ofício  relacionado à transação comercial internacional: (Incluído pela Lei nº 10467.6. se.  A  causa  de  aumento  de  pena  não  se  aplica  (§  4º  da  lei  de  lavagem).  vantagem  indevida  a  funcionário  público  estrangeiro.  exerce  cargo.6.7.6.072/90 16                                                               Corrupção  ativa  em  transação  comercial  internacional ‐  Art.492/86 15  • ‐ artigo 8º parágrafo único da Lei 8.  assim  considerados  os  diretores. e multa.080.  relacionado  a  transação  comercial  internacional: (Incluído pela Lei nº 10467.  sustentando  que  não  há.  6) conexão estrutural ou funcional com o poder público.  o  controlador  e  os  administradores  de  instituição  financeira.. A pena é aumentada de 1/3 (um terço).  337‐D.2002) Parágrafo único. direta ou indiretamente. para si ou para outrem.  3) uso de meios tecnológicos avançados.6. nacional.  Existem  julgados  no  TRF  4º  reconhecendo  a  existência  de  crime  de  organização  criminosa. ou internacional com outra organização criminosa. de 11.]  §  2º  Nos  crimes  previstos  nesta  Lei. de 11.  8) divisão territorial das atividades ilícitas.6.  11) conexão local.    IX. inciso VIII    O crime esta previsto no artigo 337‐B.  (Incluído  pela  Lei  nº  10467. ou  o pratica infringindo dever funcional.  de  11.  porque  deverá  ser  aplicado  do  inciso I ao IV. C e D do CP 14 .  direta  ou  indiretamente.  10) alta capacitação para a pratica de fraude. diretamente ou  indiretamente.  nos  termos  desta  lei. 337‐ C. emprego ou função em empresas controladas.  oferecer  ou  dar. de 11.2002)  Art. (Incluído pela Lei nº 10467.  4) recrutamento de pessoas.222/02  que  visa  conceituar  organização  criminosa a partir da presença de pelo menos 3 das seguintes características:  1) hierarquia estrutural.2002)  15   Art.  25.  337‐B.  pelo  Poder  Público  de  país  estrangeiro  ou  em  organizações  públicas  internacionais.2002)  Pena ‐ reclusão.  7) oferta de prestações sociais. em razão da vantagem ou  promessa.   1. É posição do professora LFG. de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.  de  11.  Conceito  – trata‐se  de  grupo estruturado de 3 ou mais pessoas existentes  há algum tempo e atuando concertadamente  com o fim de cometer infrações graves. A pena é aumentada da  metade. de 11.2002) Pena ‐ reclusão.13 Delação Premiada  A delação premiada está prevista em várias leis.  2  corrente ‐    em  sentido  contrário.1995)  Página | 20   14 LAVAGEM DE CAPITAIS – Lei 9.  ainda  que  transitoriamente  ou  sem  remuneração. (Incluído pela Lei nº 10467.2002) Art. vantagem ou promessa de vantagem a pretexto de  influir  em  ato  praticado  por  funcionário  público  estrangeiro  no  exercício  de  suas  funções. § 2º da Lei 7. de 11.  quem.  ou  a  terceira  pessoa.6.  Considera‐se  funcionário  público  estrangeiro.  cometidos  em  quadrilha  ou  co‐autoria.2002) Tráfico de influência em transação comercial internacional(Incluído pela Lei nº 10467.

  a.  35‐B.149. §4º do CP 17  ‐ artigo 16. de crime:  (.  nos  termos  desta  Lei.  (Parágrafo  incluído  pela  Lei  nº  9. no caso de condenação.072.   Art.  com  a  extinção  da  ação  punitiva  da  administração  pública  ou  a  redução  de  um  a  dois  terços  da  penalidade  aplicável.  por  intermédio  da  SDE. 8º Será de três a seis anos de reclusão a pena prevista no art.  o  co‐autor  ou  partícipe  que  através  de  confissão  espontânea  revelar  à  autoridade  policial  ou  judicial  toda  a  trama  delituosa  terá  a  sua  pena  reduzida  de  um  a  dois  terços. de 21. Cumprido o acordo de leniência pelo agente.  O  participante  e  o  associado  que  denunciar  à  autoridade o bando ou quadrilha.  (Artigo  incluído  pela  Lei  nº  10.90  [.  a  celebração  de  acordo  de  leniência.  O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o processo criminal na identificação dos  demais  co‐autores  ou  partícipes  do  crime  e  na  recuperação  total  ou  parcial  do  produto  do  crime. III ‐ a recuperação total ou parcial do produto do  crime.  A  concessão  do  perdão  judicial  levará  em  conta  a  personalidade  do  beneficiado  e  a  natureza.  O  indiciado  ou  acusado  que  colaborar  voluntariamente  com  a  investigação  policial  e  o  processo  criminal  na  identificação  dos  demais  co‐autores  ou  partícipes  do  crime.    • • •                                                                                                                                                                                                               Art..  de  21. ‐ fixação do regime inicial aberto.12.  LAVAGEM DE CAPITAIS – Lei 9.12.)  § 5º A pena será reduzida de um a dois terços e começará a ser cumprida em regime aberto.  poderá  celebrar  acordo  de  leniência.  movimentação  ou  propriedade  de bens.  com  pessoas  físicas  e  jurídicas  que  forem  autoras  de  infração  à  ordem  econômica. quando a colaboração espontânea  do agente levar ao esclarecimento de infrações penais e sua autoria. de 19. (Redação dada pela Lei nº  9.  tipificados  na  Lei  no  8. podendo o  juiz  deixar  de  aplicá‐la  ou  substituí‐la  por  pena  restritiva  de  direitos.  2)   ‐ causa de substituição da pena privativa de liberdade.  co‐autor  ou  partícipe  colaborar  espontaneamente  com  as  autoridades.  14.  bem  como  indicando  o  tempo.  localização.  22  Art. 6º Nos crimes praticados em organização criminosa.613/98. desde que dessa colaboração tenha resultado: I ‐ a identificação dos demais co‐autores ou partícipes  da ação criminosa.  Nos  crimes  previstos  nesta  Lei.  tráfico  ilícito  de  entorpecentes  e  drogas  afins  ou  terrorismo.  35‐C.. extingue‐se automaticamente a punibilidade dos crimes a que se refere o  caput deste artigo.  no  caso  de  condenação. por pena restritiva de direitos.  de  27  de  novembro  de  1990.  determina  a  suspensão  do  curso  do  prazo  prescricional  e  impede  o  oferecimento  da  denúncia. possibilitando seu desmantelamento. prática  da  tortura. facilitando a libertação do seqüestrado.  prestando  esclarecimentos  que  conduzam  à  apuração  das infrações penais e de sua autoria ou à localização dos bens.  fornecendo‐lhe  por  escrito  informações  sobre  o  fato  e  a  autoria.  o  concorrente  que  o  denunciar à autoridade.    A  delação  premiada  oferece  em  todos  os  casos  citados  anteriormente  é  a  causa  de  diminuição  de  pena. de 1996)  19  Art.  Parágrafo  único.  na  localização  da  vítima  com  vida  e  na  recuperação total ou parcial do produto do crime. direta ou indiretamente.  nos  termos  deste  artigo. terá a pena reduzida de um a dois terços.  de  21.  20 Art.080.  como  condição  ou  preço  do  resgate:  Vide  Lei  nº  8.  • • • ‐ artigo 159.  Página | 21   16 A delação premiada também está prevista nas seguintes leis:  ‐ Artigo 35 – B e C 20  da lei 8.  se  o  autor.269.  de  25.2000)  21  DA PROTEÇÃO AOS RÉUS COLABORADORES ‐ Art.2000)  Art..  A  União.1995)  18   Extorsão  mediante  seqüestro ‐  Art.  origem.  tenha  colaborado  efetiva  e  voluntariamente  com  a  investigação e o processo criminal.149. §5º da Lei 6.7. terá pena reduzida de um a dois terços.  Parágrafo  único.  para  si  ou  para  outrem. 288 do Código Penal.  porém  o  legislador  percebe  que  a  diminuição é muito pouco.137.884/94 – lei dos cartéis (acordo de leniência. Art. terá sua pena reduzida de um a dois terços.  1º  Ocultar  ou  dissimular  a  natureza.12..  o  lugar  e  os  elementos  de  convicção. direitos ou valores provenientes. direitos ou valores objeto do crime. II ‐ a localização da vítima com a sua integridade física preservada.  circunstâncias.7.034/95 19 .  3)   ‐ causa de perdão judicial como causa extintiva da punibilidade. e. 1º.149. brandura ou doçura)  ‐ Artigo 13 e 14 21  da lei 9.  sendo  primário. Poderá o juiz. 13.  cometidos  em  quadrilha  ou  co‐autoria. conceder o perdão judicial  e  a  conseqüente  extinção  da  punibilidade  ao  acusado  que.  16. a pena será reduzida de um a dois terços. 41.  159 ‐  Seqüestrar  pessoa  com  o  fim  de  obter. quando se tratar de crimes hediondos. parágrafo único da Lei 8.  Parágrafo  único.  Nos  crimes  contra  a  ordem  econômica. de ofício ou a requerimento das partes.  Qualquer  pessoa  poderá  provocar  a  iniciativa  do  Ministério  Público  nos  crimes  descritos  nesta  lei.]  §  4º  ‐  Se  o  crime  é  cometido  em  concurso.  A  delação  premiada  surge  como  causa  de  diminuição  de  pena.613/98 > Delação Premiada  .  17   Art.  qualquer  vantagem.807/99 – lei de proteção às testemunhas  ‐ Artigo 41 22  da lei 11.  Conseqüência da delação premiada na lei de lavagem de capitais são:  1) – causa de diminuição da pena.  gravidade  e  repercussão  social  do  fato  criminoso. veja‐se:  Art.2000)  Parágrafo único.137/90 18  ‐ artigo 6º da lei 9.  desde  que  colaborem  efetivamente  com  as  investigações  e  o  processo  administrativo  e  que  dessa  colaboração  resulte:  (Artigo  incluído  pela  Lei  nº  10.  terá  pena  reduzida de um terço a dois terços.  disposição.343/06 – lei de drogas. (Parágrafo único incluído pela Lei nº 10.

 por tratado  ou convenção.7.    O artigo 2º. Teremos o procedimento comum.   (b) procedimento comum sumário. ou em detrimento de  bens.  b) quando o crime antecedente for de competência da Justiça Federal. (Incluído pela Lei nº 7. de 1984). serviços ou interesses da União.  §  1º  A  denúncia  será  instruída  com  indícios  suficientes  da  existência  do  crime  antecedente.  1.  embora  cometidos  no  estrangeiro: (Redação dada pela Lei nº 7.17 Competência Criminal (artigo 2º.  deverá  observar  os  crimes  que  tiver  por  objeto  crime  cuja  sanção máxima cominada seja igual ou superior a 4 anos. que se divide em:   (a)  procedimento  comum  ordinário. o Brasil se obrigou a reprimir. 2º O processo e julgamento dos crimes previstos nesta Lei: (.: Delação sozinha pode condenar alguém? Não.  1.613/98 > Aspectos Processuais  .: lei 11. 2º O processo e julgamento dos crimes previstos nesta Lei:  I  –  obedecem  às  disposições  relativas  ao  procedimento  comum  dos  crimes  punidos  com  reclusão..209.  Obs. contravenções penais e crimes cuja pena máxima não seja superior a 2 anos).  OBS.719/08 (o procedimento é alterado. o segundo prevalece sobre o primeiro por ser mais favorável.  sendo  puníveis os fatos previstos nesta Lei.15 Procedimento (artigo 2º.. a delação por si só não respalda a condenação de alguém.  São  autônomos.1984) a) que.  1.)  II ‐  independem  do  processo  e  julgamento  dos  crimes  antecedentes  referidos  no  artigo  anterior.14 Aspectos Processuais  Trata sobre as disposições processuais especiais.  Entre  o  procedimento da lei de drogas e o ordinário.    OBS.  deverá  observar  apenas  as  infrações  de  menor  potencial  ofensivo IMPO. de 1984) II ‐ os crimes: (Redação dada pela Lei nº 7.  no  entanto  não  impede  a  reunião  das  ações  penais  em  um  único  processo.  de  1984)  Art.  366  do  Código  de  Processo Penal.  1. inciso II)  Art.  da  competência do juiz singular.  ainda  que praticados em outro país.937 e  HC 90.  O artigo 2º da lei dispõe:  Art. ou seja.  não  se  aplica  o  disposto  no  art.209.16 Autonomia do Processo (artigo 2º.  7º  ‐  Ficam  sujeitos  à  lei  brasileira.209. deverá observar os crimes que tiver por objeto crime cuja sanção  máxima seja inferior a 4 anos. ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas. inciso II.  III ‐ são da competência da Justiça Federal:  a) quando praticados contra o sistema financeiro e a ordem econômico‐financeira. inciso I)  Procedimento comum ordinário dos crimes punidos com reclusão.:  Se  a  lavagem  é  praticada  fora  do  país?  Mesmo  que  o  crime  de  lavagem  seja  praticado  fora  do  Brasil  pode ser processado. (STF – RE 213. inciso I dispõe:  Art. (verificar artigo 7º.   (c)  procedimento  comum  sumaríssimo.  II ‐  independem  do  processo  e  julgamento  dos  crimes  antecedentes  referidos  no  artigo  anterior.  OBS. “a” – extraterritorialidade condicionada 23 ). ainda que desconhecido ou isento de pena o autor daquele crime. inciso III)                                                               Extraterritorialidade  (Redação  dada  pela  Lei  nº  7.  o  que. O acordo de delação premiada é sigiloso.688). de 11.  o  que  não  impedem  que  tramitem  juntos.209.  Os  processos  são  independentes.  Na delação deverão se somar com outras provas.  da  competência do juiz singular.:  E  se  a  lavagem  estiver  conexa  com  o  tráfico?  Qual  o  procedimento  prevalece?  Na  doutrina  prevalece  que  o  procedimento  a  ser  seguido  é  o  que  possibilitar  a  maior  amplitude  do  direito  de  defesa. 2º O processo e julgamento dos crimes previstos nesta Lei:  I  –  obedecem  às  disposições  relativas  ao  procedimento  comum  dos  crimes  punidos  com  reclusão.  §  2º  No  processo  por  crime  previsto  nesta  Lei.  Deverá  ser  analisado  o  caso  concreto.  Página | 22   23 LAVAGEM DE CAPITAIS – Lei 9.  ainda  que praticados em outro país.

  nos  casos  determinados  por lei.  Do  princípio  emanam 3 garantias.  INQUÉRITO  POLICIAL.660.  A resolução 314/2003 do CJF determinou que os TRF’s criassem varas especializadas no combate aos  crimes de lavagem de capitais.  25   PROCESSUAL  PENAL.  atende  os  requisitos  inscritos  no  art. contra o sistema financeiro e a ordem econômico‐financeira.  Os  julgados  do  STJ  (CC  36. não estão nela previstos.  Ex..  LAVAGEM  DE  DINHEIRO.  1. ‐  Se  a  denúncia  descreve  adequadamente  fato  que. ‐   Compete  ao  juízo  Estadual  da  Comarca  onde  se  consumou  a  conduta  tendente  à  dissimulação  na  utilização  de  valores  provenientes  de  conduta  ilícita  processar  e  julgar  o  crime de lavagem de dinheiro.  os  provimentos  expedidos  pelos  TRF’s  seriam  válidos.462 26 )  deverão  ser lidos.  PRESSUPOSTOS.  LFG utiliza a expressão “justa causa duplicada”.  em  tese.:  O  STF  declarou.  28  LIII ‐ ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente.  A  denúncia  por  um  crime  de  lavagem  de  capitais  deve  preencher  os  requisitos  do  artigo  41  do  CPP. serviços ou interesses da União.  Antes  de  destacar  a  posição  adotada  em  relação  à  posição  do  STF  acerca  da  matéria  é  importante  relembrar  o  princípio  do  juiz  natural  previsto  na  CF/88  no  artigo  5º.  não  podendo  ser  ampliada  para  abranger  crimes  que. inciso VI 24 .  CONFLITO  DE  COMPETÊNCIA..  109. A especialização de vara para o combate aos crimes de lavagem de capitais.  PROCESSUAL  PENAL.  A CF/88 dispõe no artigo 109.  COMPETÊNCIA. veja‐se:  (1) Só podem exercer jurisdição os órgãos instituídos pela constituição.010/66.  não  podendo  ser  ampliada  para  abranger  crimes  que.  sendo  puníveis os fatos previstos nesta Lei.  No  entanto. ‐  A  competência  da  Justiça  Federal  para  o  processo  e  julgamento  dos  crimes  contra  o  sistema  financeiro  e  a  ordem  econômica‐financeira  circunscreve‐se  às  hipóteses  previstas  na  Lei  nº  7. empresas públicas.  incumbe  ao  MP  trazer  em  conjunto  com  a  denúncia  indícios  suficientes  e  seguros da ocorrência do crime antecedente. em detrimento da União. 2º O processo e julgamento dos crimes previstos nesta Lei: (. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada.)  III ‐ são da competência da Justiça Federal:  a) quando praticados contra o sistema financeiro e a ordem econômico‐financeira.  Lavagem  de  capitais  em  regra  a  competência  é  da  Justiça  Estadual.  inciso  XXXVI 27   e  LIII 28 .  INOCORRÊNCIA. §1º)  Art.  Página | 23   24 LAVAGEM DE CAPITAIS – Lei 9.:  adulteração  de  combustíveis  é  de  competência  da  Justiça  Estadual.  Art.  27 XXXVI ‐ a lei não prejudicará o direito adquirido.  mas  será  da  Justiça  Federal  nas  seguintes hipóteses:   (1) quando praticado contra o sistema financeiro.  no  HC  86.. ‐ Conflito Conhecido.613/98 > Criação de Varas Especializadas  .                                                                 Art.  DENÚNCIA.492/86.   (2)  quando  o  crime  antecedente  for  de  competência  da  Justiça  Federal. ‐  A  competência  da  Justiça  Federal  para  o  processo  e  julgamento  dos  crimes  contra  o  sistema  financeiro  e  a  ordem  econômico‐financeira  circunscreve‐se  aos  casos  previstos  na  Lei  nº  7492/86.  (3) Entre  os  juízes  pré‐constituídos  vigora  uma  ordem  taxativa  de  competência  que  excluí  qualquer alternativa de discricionariedade de quem quer que seja.    OBS.  não  estão  nela  previstos. ‐  A  movimentação  bancária  de  valores  de  modo  a  simular  operação  financeira  lícita  situa‐se  na  moldura  típica  do  crime  de  lavagem  de  dinheiro.  nada  medida  em  que  as  especializações  de  varas  federais  são autorizadas pelo artigo 12 da Lei 5.  b) quando o crime antecedente for de competência da Justiça Federal.  Aos  juízes  federais  compete  processar  e  julgar:  VI ‐  os  crimes  contra  a  organização  do  trabalho  e.  embora afetem a economia ou o sistema financeiro.  41.  sendo  desprovida  de  base  jurídica  a  alegação  de  ausência  de  justa  causa.  que  apesar  da  inconstitucionalidade  da  resolução  314  do  CJF.  1.  26   PENAL. 2º O processo e julgamento dos crimes previstos nesta Lei: (.200 25   e  o  HC  11.  HABEAS  CORPUS.  além  de  descrever  de  maneira  individualizada  a  conduta  de  cada  um  dos  agentes  em  relação  ao  crime  de  lavagem  de  capitais.. ou em detrimento de  bens. sob pena de inépcia da peça acusatória. ‐ Habeas‐corpus  parcialmente concedido. ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas.  embora  afetem  a  economia  ou  o  sistema  financeiro.  do  Código  de  Processo  Penal.  (2) Ninguém pode ser julgado por órgãos instituídos após o fato.  TIPICIDADE.  CRIME  CONTRA  O  SISTEMA  FINANCEIRO  NACIONAL.)  §  1º  A  denúncia  será  instruída  com  indícios  suficientes  da  existência  do  crime  antecedente.  configura  crime  e  aponta  as  circunstâncias  demonstrativas  de  sua  autoria.18 Criação de Varas Especializadas  Os  tribunais  por  meio  de  provimentos  e  resoluções  começaram  a  especializar  as  varas  por  todo  o  Brasil. ainda que desconhecido ou isento de pena o autor daquele crime. Competência da Justiça Estadual.19 Requisitos da denúncia (artigo 2º.

  O  art.  DA  LEI  Nº  9.  Justa  causa  duplicada  –  além  de  lastro  probatório  quanto  a  lavagem.  para  a  instauração  da  ação  penal  ou  para  o  ato  de  recebimento  da  denúncia.  são  equivalentes  a  qualquer  outro  meio  de  prova. sem autorização".  Suspensão  da  prescrição  é  norma  de  direito  material  –  prejudicial  ao  acusado.1  Justa Causa Duplicada  Justa causa é um lastro probatório mínimo indispensável para instauração de um processo penal.  teria  aplicação  imediata. ‐  O  Habeas  Corpus  não  se  presta  à  análise de teses defensivas relativas ao mérito da imputação.  decretar  prisão  preventiva.  CERTEZA  QUANTO  AO  CRIME  ANTECEDENTE. Julgados – STJ (RHC 14.  direitos  ou  valores  ocultados  sejam  provenientes  direta  ou  indiretamente  de  um  dos  crimes  antecedentes  do  artigo  1º  da  lei  9.  Antes  da  lei  9.  mas  indeferido.719.575 29 ).  inciso  V.  seu  uso  requer  cautela  e  exige  que  o  nexo  com  o  fato  a  ser  provado  seja  logico  e  proximo.  1.  Para  os  Tribunais  a  nova  redação do art.  A  crítica  baseia‐se  em  que  além  dos  crimes  de  racismo  e  ação  de  grupos  armados  não  poderia  norma  infraconstitucional  criar  outra  forma  de  imprescritibilidade. 366 do CPP  Art.  e  ainda.19.271/96.613. ‐  Não  é  necessária.  Indicios.  haverá a suspensão do processo e também a suspensão da prescrição.  também  não  se  mostra  injustificado  o  ato  de  recebimento  da  peça  inaugural  da  Ação  Penal. com o art. 366 somente se aplica aos crimes cometidos após a vigência da lei 9.  alguém  que  era  citado  por  edital  e  não  comparecia.  Com a lei 9.613/98.  RECURSO  ORDINÁRIO  EM  HABEAS  CORPUS.271/96 diz que se a pessoa for citada por edital não comparece e não constitui advogado.  "LAVAGEM  DE  DINHEIRO".  30   EMENTA:  "HABEAS‐CORPUS".  Arts.  decretava‐se  a  revelia  da  pessoa.  ARTIGO  1º.  pois  a  certeza  pode  provir  deles.  "Habeas‐corpus"  conhecido.  não  há  também  que  se  falar  em  denúncia  abusiva.  157  e  239  do  CPP.  do  mesmo  artigo.   1. 366 há a suspensão do processo e a suspensão da prescrição.  estabelecendo  como  prazo  prescricional  único estaria violando a individualização da pena.  Página | 24   29                                                              LAVAGEM DE CAPITAIS – Lei 9. ‐ Recurso improvido. 366. 366 pode ser aplicado aos crimes antes dessa alteração?  Fato praticado em 95. citado por edital. com a conduta tipica de "ter em deposito.  mas quanto à suspensão da prescrição é prejudicial ao acusado.  366  é  considerado  uma  norma  híbrida  porque  condensa  uma  norma  de  natureza  processual  e  de natureza material. O  rito  especial  e  sumario  do  "habeas‐corpus"  não  o  habilita  para  simples  reexame  de  provas.  a  certeza  quanto  aos  crimes  antecedentes. tendo aplicação somente daquele momento.  da  Lei  nº  9.  sendo  vedada  a  incursão  vertical  na  matéria  fático‐probatória.20 Suspensão do Processo   Art.4.271. entre outras. ‐  Não  é  inepta  a  denúncia  que  descreve  minuciosamente  fatos  subsumíveis  ao  disposto  no  artigo  1º.613/98 > Suspensão do Processo  .  incluindo  a  narrativa  do  crimes  antecedentes  que  se  amoldam  ao  previsto  no  inciso  V. não comparecer. nem constituir advogado. LFG diz que de acordo com a regra que se aplica  nas  normas  processuais  é  a  de  aplicação  imediata  (art.  312.  ‐  Se  não  há  injustiça  ou  erro  manifestos.  Nesse  exemplo.344 30 ). Se o acusado.  Há três correntes para determinar o tempo da suspensão.  absurda  ou  infundada  e.  INOCORRÊNCIA.  nessa  linha.  Os  Tribunais  não  aplicaram  por  entender  que  estariam  criando  norma.  O  crime  de  trafico  ilicito  de  entorpecente não exige o dolo especifico.  Entretanto. de 17.1996)   O art.  RECURSO  IMPROVIDO. podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas  consideradas  urgentes  e.  Os  indicios.  após  o  que  deverá  ser  declarada  a  extinção  da  punibilidade.  nos  termos  do  disposto  no  art. ficarão suspensos o  processo e o curso do prazo prescricional. contentando‐se.  E  a  suspensão  do  processo é norma de direito processual.  Trafico  de  entorpecente.    Sábado. O juiz para não deixá‐lo sem advogado nomeava‐lhe um defensor dativo. 366 caput não foi revogado pela lei 11.  2º  do  CPP).  deve  o  MP  trazer  com  a  peça  acusatória  (denúncia)  um  início  de  prova  que  indique  a  probabilidade  de  que  os  bens.  (Redação dada pela Lei nº 9.  dado  ao  livre  convencimento  do  Juiz.  se  for  o  caso.   04   de   setembro   de   2010.  INÉPCIA  DA  DENÚNCIA  E  FALTA  DE  JUSTA  CAUSA  PARA  A  AÇÃO  PENAL.  Inexistência  de  causa  para  condenação.  1ª  CORRENTE  ‐  admite‐se  como  tempo  máximo  de  suspensão  do  processo  o  tempo  máximo  de  prescrição  admitido  pelo  Código  Penal  (20  anos).    ‐ Esse art. mas a citação ocorreu em 97.    PENAL  E  PROCESSO  PENAL.613/98.271/96  Portanto.  INCISO  V. STF (HC 70.  DESNECESSIDADE  NA  FASE  DE  INSTAURAÇÃO  DA  AÇÃO  PENAL.

 4º.  Não se aplica o art.  de  ofício  ou  a  requerimento  de  qualquer  das  partes. situação substancialmente diversa da imprescritibilidade.  1.  Página | 25   31 LAVAGEM DE CAPITAIS – Lei 9.  com  a  redação  da  L. 366?   Não. "Interpretação que restringe a aplicação de  uma  norma  a  alguns  casos. 2º.  diante  da  dúvida  prevalece  a  interpretação  que  for  mais favorável ao acusado.  §2º).  • Art.  Em  uma  mesma  lei  há  dois  dispositivos  conflitantes  é  chamado  de  antinomia..  na  hipótese  do  art.  que  a  legislação  ordinária  criasse  outras  hipóteses.  art. 97 da Constituição.                                                                 Súmula  415 ‐  O  período  de  suspensão  do  prazo  prescricional  é  regulado  pelo  máximo  da  pena  cominada. A doutrina é  contrária  a  esse  dispositivo  porque  esse  art. §2º  seria  inconstitucional  por  violar  o  principio  da  ampla  defesa  e  que  a  própria lei de lavagem no art.034/95 – Lei das Organizações Criminosas.09.  1.  1042. 97). Posição adotada pelo STF (RE 460.  por  tempo  indeterminado  ‐  C.  não  a  justificando  unicamente  o  mero  decurso  do  tempo”.06.  • Art. o que se teria.  no  julgamento  da  Ext.Pr.  Súmula  455  do  STJ ‐  “A  decisão  que  determina  a  produção  antecipada  de  provas  com  base  no  art.  ou.  tomar‐lhe  antecipadamente  o  depoimento.  §ún.  2º.    ‐ A prova deve ser produzida imediatamente? É possível a produção da prova testemunhal sob o argumento de  que a testemunha esquece facilmente dos fatos?  Para  o  STJ  o  simples  argumento  de  que  a  testemunha  costuma  se  esquecer  dos  fatos  rapidamente  não é suficiente para autorizar a produção antecipada da prova. 5º. a Constituição Federal se limita. 7º da Lei 9. Controle incidente de inconstitucionalidade: reserva de plenário (CF. 366 no processo de lavagem (art.  366  do  C. II.  310.492/86 – Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. seria uma causa de interrupção.  3ª  CORRENTE  –  diz  que  a  prescrição  e  o  processo  devem  permanecer  suspensos  por  prazo  indeterminado.  Nesses  casos  aplica‐se  o  Princípio  do  In  dubio  pro  reo.  2º.  mantendo‐a  com  relação  a  outros.  366  do  C. XLII e  XLIV.  Conforme  assentou  o  Supremo  Tribunal  Federal.12." (cf.21 Liberdade Provisória   É  uma  medida  de  contra‐cautela  que  substitui  a  prisão  em  flagrante  caso  o  agente  preencha  certas  condições (é a outra face da moeda da prisão em flagrante). "do contrário. 225 do CPP 33 .  Não  cabe.  9.  por  prazo  indeterminado. 31 da Lei 7.  225.  ou  seja.  Se  qualquer  testemunha  houver  de  ausentar‐se. Veda liberdade provisória com  ou  sem fiança. DJ 05. Citação por edital e revelia: suspensão  do  processo  e  do  curso  do  prazo  prescricional.  Órgão  Julgador:  TERCEIRA  SEÇÃO.  4.  366  do  CPP  deve  ser  concretamente  fundamentada. Essa justificativa não é utilizada. 366 na lavagem de capitais?  A  lei  de  lavagem  possui  um  dispositivo  que  diz  expressamente  que  não  se  aplica  o  art.  366.  2º. §2º da Lei 9.  366  (art.  Pertence.Pr.  não  se  identifica  com  a  declaração  de  inconstitucionalidade  da  norma  que é a que se refere o art. nessa hipótese." 5. Data da Decisão: 09/12/2009  32  EMENTA: I.  nem  mesmo  sujeitar  o  período  de  suspensão  de  que  trata  o  art. apenas a condiciona a um evento  futuro e incerto. a qual está subordinada ao art. 312.  na  hora  da  interpretação.  Adotada nos Tribunais Estaduais e no STJ – súmula 415 31 .  um  benefício  para  o  “lavador de capitais”.  o  juiz  poderá.971 32 ). e não de suspensão. art. §3º (medidas cautelares patrimoniais) faz menção à aplicação do art.    ‐ A prisão preventiva é efeito automático e obrigatório do art.97). pois a prisão preventiva está subordinada aos pressupostos do art.Pr.  por  enfermidade  ou  por  velhice. (Editada em setembro de 2010)  ‐ É possível a aplicação do art.  pelo  menos  em  tese.  II  da  Lei  8.  a  liberdade  provisória  sem  fiança  do  art.  Na  exposição  de  motivos  diz  que  a  suspensão  de  processos  seria  um  prêmio.  19.  após  o  que  a  prescrição  começaria  a  correr  novamente.  inspirar  receio  de  que  ao  tempo  da  instrução  criminal  já  não  exista. para excluir o limite temporal imposto à suspensão do curso da prescrição.  A liberdade provisória é vedada em alguns dispositivos legais:  • Art.  Obs.  quando  não  estiverem  presentes  os  pressupostos  que  autorizam  a  prisão preventiva. RE  provido. Moreira Alves.613/98).Penal. RE 184. no art.  2ª  CORRENTE ‐  admite‐se  como  tempo  de  suspensão  do  processo  o  tempo  de  prescrição  pela  pena  máxima  em  abstrato  do  crime  previsto  na  denúncia.  a  Constituição  Federal  não  proíbe  a  suspensão  da  prescrição.  33   Art. 3.Penal. 366.:  crimes  hediondos  admitem  portanto. Ademais.271/96.613/98 > Liberdade Provisória  .072/90  –  Crimes  hediondos.Penal  ao  tempo  da  prescrição em abstrato.  2.  em  tese.  Veda  liberdade  provisória  com  fiança.  A  indeterminação  do  prazo  da  suspensão  não constitui.093. hipótese de imprescritibilidade: não impede a retomada do curso da prescrição.  sem  proibir..  a  excluir  os  crimes  que  enumera  da  incidência  material  das  regras  da  prescrição. pois. a rigor.

 Sustenta a impetração que  a proibição.  Art.455/97 – Lei de Tortura.420  no  STF. tanto é que editou a súmula 347.  [.  5º.  Esse  art.  Não  permite  liberdade  provisória.719/08)  que  se  o  indivíduo não fosse primário e fosse reincidente deveria recolher‐se à prisão para recorrer. Presidente. de acordo com o caso  concreto.. que acompanhavam o Min.  594  do  CPP  (revogado  pela  lei  11. Ayres Britto.  3º  da  Lei  de  Lavagem  de  Capitais.  art.613/98  pode  acontecer  que  na  sentença  condenatória  que  o  acusado  para  poder  recorrer  deva  recolher‐se  à  prisão  –  isso  seria  como  se  estabelecesse  um  preço  para  recorrer.  §  4º)  questiona  a  constitucionalidade  da  vedação  abstrata  da  substituição  da  pena  privativa  de  liberdade  por  restritiva  de  direitos  disposta  no  art. Min.  iniciou  a  divergência  e  denegou  o  writ  por  considerar  que  a  vedação  à  substituição  da  pena  privativa de liberdade por restritiva de direitos nos crimes de tráfico de drogas estaria de acordo com a Constituição e com a realidade  social brasileira.8.  se  abstraída em demasia.  Ellen  Gracie  e  Marco  Aurélio. afetado ao Pleno pela 1ª Turma.343/2006.  art.  ???Súmula  9  do  STJ ‐  A  EXIGENCIA  DA  PRISÃO  PROVISORIA.  • Art.  44  do  mesmo  diploma  legal.    Em alguns julgados prevalecia que não cabia liberdade provisória no tráfico de drogas.  Após esse julgado o STJ considera a súmula ultrapassada. constante do § 4º do art. em que condenado à pena de 1 ano e 8  meses  de  reclusão  pela  prática  do  crime  de  tráfico  ilícito  de  entorpecentes  (Lei  11. relator.  contida  no  também  aludido  art.  XLVI).868. da substituição pretendida ofende as garantias da individualização da pena (CF.  O  STF  entendeu  que  a  vedação  da  conversão  da  pena  em  restritiva  de  direitos  é  inconstitucional ‐ por seis votos a quatro (HC 97.  graça. competindo ao juiz individualizar  a  sanção  penal  de  acordo  com  o  seu  julgamento  no  caso  concreto  dentre  aquelas  estabelecidas  exclusivamente  na  Constituição.  o  julgamento  foi  suspenso  a  fim  de  se  colher  o  voto  do  Min. indulto. rel.  3º  da  Lei  9.  sob  pena  de  se  estabelecer  prisão  cautelar  automática  para  aquele  que  foi  preso  em  flagrante. vedada a conversão de suas penas em restritivas de direitos. HC 97256/RS.  bem  como  aquelas  constantes  dos  incisos  XXXV  e  LIV  do  mesmo  preceito  constitucional  —  v.  em  voto‐vista.343/2006. 1º. §6º da Lei 9.  Art.2010.  O  Min.613/98 > Recurso em Liberdade  .  pois  entende  que  a  Convenção  Americana  de  Direitos  Humanos  (Pacto  de  São  José  da  Costa  Rica)  assegura  a  todo  acusado  o  duplo  grau  de  jurisdição.    ‐ É possível que o legislador vede de maneira abstrata a concessão da liberdade provisória?  Para  a  doutrina  não  é  possível  que  o  legislador  vede  de  maneira  abstrata  a  concessão  de  liberdade  provisória. e da expressão “vedada a conversão de  suas  penas  em  restritivas  de  direitos”.  anistia  e  indulto.  44  da  citada  Lei  de  Drogas  (“Os  crimes  previstos  nos  arts.256 34 ). não prejudicando a individualização justa. Com o julgado  não faz sentido dizer que tráfico não permite liberdade provisória.  e  dos  votos  dos  Ministros  Cármen  Lúcia.  33. nas hipóteses de tráfico de entorpecentes.  inclusive  vedada  a  conversão  de  suas  penas  em  restritivas  de  direitos.  graça. Ayres  Britto.  PARA  APELAR.  caput  e  §  1º.. Gilmar Mendes e Cezar Peluso.  vedada  a  fiança.  e  34  a  37  desta  Lei  são  inafiançáveis  e  insuscetíveis  de  sursis. equânime e adequada da pena cabível nesses crimes. Ricardo Lewandowski.22 Recurso em Liberdade  De  acordo  com  o  art. (HC‐97256)   Página | 26   34 LAVAGEM DE CAPITAIS – Lei 9.  NÃO  OFENDE  A  GARANTIA  CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCENCIA.  Joaquim  Barbosa.”).  Informativos  560  e  579. anistia e liberdade provisória. culminaria em situação na qual o legislador não poderia instituir pena alguma.  CONCEDEU‐SE  MEDIDA  CAUTELAR  em  favor  do  paciente  para  que  ele  aguarde  em  liberdade  a  conclusão  deste  julgamento.]  Concluiu  que  a  garantia  da  individualização  da  pena  não  constituiria  impedimento  a  outras  vedações  legais  e  que.  Por  derradeiro.  33.343/06 ‐  Lei  de  Drogas.  44  da  Lei  11.  Após  os votos dos Ministros Dias Toffoli. 33 da Lei 11.  1.  Para  o  autor  do  crime  de  lavagem  não  cabe  liberdade  provisória com ou sem fiança.  que  seguiam  a  divergência.  Em  relação  à  lei  de  lavagem  de  capitais  o  STF  manifestou  opinião  no  HC  83.  A  vedação  da  liberdade  provisória  está  condicionada  à  demonstração  dos  pressupostos  que  autorizam  a  prisão  preventiva.  • • Essa  súmula  deixa  de  ser  aplicada  com  o  HC  88.                                                                ARTIGO ‐ O Tribunal retomou julgamento de habeas corpus. Veda liberdade provisória com fiança.  Celso  de  Mello.  3º  é  muito  semelhante  ao  antigo  art. 26.  o  que violaria o Princípio da Presunção de Inocência. independentemente do seu recolhimento à prisão.  Súmula 347 do STJ ‐ O conhecimento de recurso de apelação do réu independe de sua prisão. no sentido de conceder parcialmente a ordem e declarar incidentalmente a inconstitucionalidade da expressão “vedada  a conversão em penas restritivas de direitos”.

  594  foi  revogado  e  a  incompatibilidade  com  o  art.  bastará  a  existência  de  indícios  veementes  da  proveniência  ilícita dos bens. sem prejuízo  do conhecimento da apelação que vier a ser interposta.  O  juiz.  objetos  ou  documentos de interesse para instauração do processo.  f)  apreender  cartas.  3º  da  CADH  pode‐se  entender que na lei de lavagem não é possível exigir o recolhimento à prisão para que se possa recorrer.  3. §ún.1 Apreensão  A busca é uma medida autorizada por juiz e se encontrado objeto haverá a prisão.719. 387. cartas) e letra h (qualquer elemento de convicção) do parágrafo anterior.  g) apreender pessoas vítimas de crimes.  c) apreender instrumentos de falsificação ou de contrafação e objetos falsificados ou contrafeitos. Do CPP.  fundamentadamente.719.  abertas  ou  não.  Art.   O  juiz  decidirá. A rápida substituição dos administradores das organizações criminosas.613/98 > Recuperação de ativos e medidas cautelares  .  1.23 Recuperação de ativos e medidas cautelares  Um  dos  principais  objetivos  do  combate  à  lavagem  de  capitais  é  o  ataque  ao  braço  financeiro  das  organizações criminosas pelos seguintes motivos:  1. objetos  de prova. sobre a manutenção ou.  2.  Página | 27   LAVAGEM DE CAPITAIS – Lei 9.  Na lavagem de capitais a apreensão estaria ligada ao produto da infração penal – art..  destinadas  ao  acusado  ou  em  seu  poder.906  O  mandado  de  busca  e  apreensão  deve  ser  específico  e  pormenorizado  a  ser  cumprido  na  presença  de representante da OAB. Caberá o seqüestro dos bens imóveis. instrumentos.  instrumentos  utilizados  na  prática  de  crime  ou  destinados  a  fim  delituoso. O representante da OAB  não precisa ter conhecimento antecipado da expedição do  mandado. (Incluído pela Lei nº 11. do CPP 35  Da  mesma  forma  que  o  art.  Para  a  decretação  do  seqüestro.  salvo  se  tais  clientes  também  estiverem  sendo  investigados  como  coautores  do  mesmo  delito  que  deu  origem  ao  mandado.  4. de 2008). 240 do CPP. imposição de prisão preventiva ou de outra medida cautelar.  Busca e apreensão em escritório de advocacia  Lei 8.  1. armas e munições. A ineficiência no cumprimento das penas privativas de liberdade.  § 1º Proceder‐se‐á à busca domiciliar.  h) colher qualquer elemento de convicção.                                                               35   Art.  quando  haja  suspeita  de  que o conhecimento do seu conteúdo possa ser útil à elucidação do fato.]  Parágrafo  único.  e) descobrir objetos necessários à prova de infração ou à defesa do réu.2 Sequestro  Medida  cautelar  de  natureza  patrimonial  fundada  no  INTERESSE  PÚBLICO  antecipativa  do  perdimento  de  bens  como  efeito  da  condenação. se for o caso.  A  apreensão  é  uma  medida  cautelar  decretada  com  o  objetivo  de  apreender  coisas.  O  seqüestro  é  fundado  no  interesse  público  e  somente  recai  sobre  bem  litigioso. adquiridos pelo indiciado com os proventos da infração. O confisco de bens e valores promove a asfixia econômica da organização criminosa.23. 125 e segs.  É  vedada  a  apreensão  de  objetos  pertencentes  a  clientes  do  advogado  investigado.  ainda que já tenham sido transferidos a terceiro.  b) apreender coisas achadas ou obtidas por meios criminosos.  de  2008)  [. 125.  ao  proferir  sentença  condenatória:  (Vide  Lei  nº  11.  Se a OAB não indicar representante o mandado será cumprido normalmente.23.  387.  126.  §  2º  Proceder‐se‐á  à  busca  pessoal  quando  houver  fundada  suspeita  de  que  alguém  oculte  consigo  arma proibida ou objetos mencionados nas letras b a f (coisas.  no  caso  de  bens  que  sejam  produto  de  crime  ou  adquiridos  pelo agente com a prática do delito. A busca será domiciliar ou pessoal. Capacidade de controle das organizações criminosas do interior dos presídios. para:  a) prender criminosos.  Art.  Art..  d)  apreender  armas  e  munições.  Atualmente a regra está no art.  1. 240. quando fundadas razões a autorizarem.  somente  sobre  os  produtos ou os proventos do crime – art.

 À FALTA DE PREVISÃO LEGAL.  somente  podem  ser  indisponibilizados  bens.  1.24 Inversão do ônus da prova  Art.  APREENSÃO  DE  NUMERÁRIO.613/98 > Inversão do ônus da prova  . responderá também por lavagem?  Se  houver  declaração  dos  valores  perante  a  Receita  Federal  e  se  os  serviços  foram  efetivamente  prestados  não  responderá  por  lavagem.613/98!!  No  prazo  de  processo  penal  o  prazo  para  ajuizar  a  ação  é  de  60  dias.  então  é  de  se  indeferir  a  pretendida  substituição.  e  se  a  constrição  que  a  Lei  Antilavagem  franqueia  é  de  molde  a  impedir  tal  inserção  retroalimentadora  de  ilícitos.  do  numerário apreendido. LEI Nº 9. IMPOSSIBILIDADE.  mas na lei de lavagem o prazo de ajuizamento da ação é de 120 dias (art. Daí que a apreensão de valores em espécie tenha a serventia de facilitar o desvendamento da respectiva origem e  ainda evitar que esse dinheiro em espécie entre em efetiva circulação.  Atenção  para  a  lei  9.  4º  da  Lei  de  Lavagem  de  capitais  –  diz  que  permite  a  utilização  da  apreensão  e  do  seqüestro. retroalimentando a suposta ciranda da delitividade.613/98  (LEI  ANTILAVAGEM). 4º da Lei nº 9.  tais  bens deverão ser restituídos ao acusado. que é de 120 dias.  direitos  ou  valores  sob  os  quais  recaiam  indícios  de  vinculação  como o delito de lavagem de capitais. Nos termos  do  art.613/98). em favor do  ofendido ou de seus sucessores.  direitos  ou  valores  sob  fundada  suspeição  de  guardarem  vinculação com o delito de lavagem de capitais. Questão de ordem que se resolve pelo indeferimento do pedido de substituição de bens.  PEDIDO  DE  LEVANTAMENTO  DO  DINHEIRO  BLOQUEADO.  QUESTÃO  DE  ORDEM.613/98.  além  de  possibilitar  uma  mais  desembaraçada  inve  stigação  quanto  à  procedência  das  coisas. 136 e 141 do CPP).  por  ausência  de  expressa  autorização  legal. que tem por finalidade assegurar a reparação civil do dano causado pelo delito.  Se o acusado quiser obter  a restituição  dos bens durante o  curso  do processo.  1º  da Lei nº 9.613/98.  A  precípua  finalidade  das  medidas  acautelatórias  que  se  decretam  em  procedimentos  penais  pela  suposta  prática  dos  crimes  de  lavagem  de  capitais  está  em  inibir  a  própria  continuidade  da  conduta  delitiva.  bens  ou  direitos  que  provenham.  Se a ação não for intentada no prazo de 60 dias o seqüestro será levantado.  somente  podendo  ser  indisponibilizados  bens.  MEDIANTE  CAUCIONAMENTO  DE  BENS  IMÓVEIS  QUE  NÃO GUARDAM NENHUMA RELAÇÃO COM OS EPISÓDIOS EM APURAÇÃO.  TRANSPORTADO  EM  MALAS.23.  de  crimes  antecedentes  (incisos  I  a  VIII  do  art.  desde  que  haja  risco  de  perda  do  valor  econômico. pois  ainda se encontram inconclusas  as diligências requeridas pelo Ministério  Público  Federal. recai sobre ele o ônus  de  comprovar  sua  origem  lícita.  O  juiz  determinará  a  liberação  dos  bens. Patrimônio diverso.  por  imóveis.  COMPROVAÇÃO  DE  NOTAS  SERIADAS E OUTRAS FALSAS. INVESTIGAÇÃO CRIMINAL PELA SUPOSTA PRÁTICA DO CRIME DE LAVAGEM DE DINHEIRO.  Na hora de decretar as medidas cautelares é necessário trazer elementos de fumus boni iures (fumus  comissi delicti) e o periculum in mora.  direta  ou  indiretamente.  Para  decretar  as  medidas  cautelares  não  é  necessário  certeza  de  que  os  bens  são  de  natureza  criminosa. mas que pode ser relativizado em  razão da complexidade da causa. §1º).25 Alienação antecipada   É  a  venda  antecipada  de  bens  considerados  instrumentos  da  infração  penal  ou  daqueles  que  constituam  proveito  obtido  pelo  agente  com  o  delito.  tendo  em  vista  que  o  crime  de  lavagem  de  dinheiro  consiste  em  introduzir  na  economia  formal  valores. §2º da Lei 9. em ordem a não se poder iniciar a contagem  do lapso temporal.  ‐ Advogado que recebe dinheiro que é produto de lavagem.  4º  da  Lei  Antilavagem.  Página | 28   36 LAVAGEM DE CAPITAIS – Lei 9.3 Arresto  A  especialização  da  hipoteca  legal  e  o  arresto  são  medidas  cautelares  patrimoniais  fundadas  no  interesse privado.  Poderá recair sobre qualquer bem do agente.  A  única  possibilidade  que  um  terceiro  tem  é  que  se  a  transferência  se  deu a título oneroso.613/98.  (art.  1. que nem mesmo indiretamente se vincule às infrações referidas na  Lei  nº  9.  1.  Art.  ao  final  do  processo  se  o  MP  não  demonstrar  a  origem  ilícita  dos  valores. Doutrina. 4ª.  (INQ 2248 36 ) só possível decretar o arresto sobre bens que haja indícios que são produto de lavagem.  se  o  numerário  objeto  do  crime  em  foco  somente  pode  ser  usufruído  pela  sua  inserção  no  meio  circulante.  De eventual decisão cabível nesses embargos caberá apelação.  direitos  ou  valores  quando  comprovada  a  licitude  de  sua  origem.                                                                 EMENTA:  INQUÉRITO.  A jurisprudência entende que esse é um parâmetro fixado pela lei.  não  se  expõe  a  medidas  de  constrição  cautelar. Se  o  crime  de  lavagem  de  dinheiro  é  uma  conduta  que  lesiona  as  ordens  econômica  e  financeira  e  que  prejudica  a  administração  da  justiça. Não é de se considerar vencido o prazo a que alude o § 1º do art. 4º.

034/95  (art.613/98  (art.  ressalvada  a  hipótese  em  que  a  União  indique  bens  que  devam  permanecer  sob  a  custódia  da  autoridade  policial. esse artigo 7º é um efeito genérico da condenação penal bastando.  mas  sim  um  processo  judicial  in  rem  –  contra  a  propriedade  independentemente com que ela esteja naquele momento.  II)  –  depende  de  autorização  judicial. Lei  11.  53.  61  e  62).  2.  com  isso  a  perda  dos  bens  somente será possível com o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.  Quanto a esses efeitos. portanto.  3.  2º. porque atualmente não há previsão legal de alienação antecipada (vide art.        Página | 29   LAVAGEM DE CAPITAIS – Lei 9.  portanto.27 Ação Controlada  Consiste  no  retardamento  da  intervenção  policial  para  que  se  dê  no  momento  mais  oportuno  sob  o  ponto de vista probatório.343/06  (art. retardado ou diferido. 5 e 6º da Lei).  1.  não  será  uma  ação  proposta  contra  uma  pessoa.  Os  organismos  internacionais  de  lavagem  de  capitais  vêm  criando  esses  mecanismos:  tem  a  vantagem  de  ser  uma  ação  civil  pois  irá  se  dirigir  contra  o  patrimônio  obtido  com  a  lavagem.  Se  o  crime  antecedente da lavagem for o tráfico de drogas teoricamente é possível a alienação dos bens.  No  Congresso  Nacional  tramita  um  projeto  de  lei  para  prever  a  alienação  antecipada  na  lei  de  lavagem. há aqueles previstos na Lei.  que  a  prisão  em  flagrante  continua sendo obrigatória a sua realização. Lei  9.  §4º)  –  o  dispositivo  se  refere  que  a  ordem  de  prisão  (preventiva  e  temporária)  pode  ser  suspensa  pelo  juiz.27.  Não  é  um  efeito  específico  que  exige  uma  fundamentação detalhada. 7º  Além dos efeitos previstos no CP.  2.26 Ação Civil de Confisco  Trata‐se  de  uma  ação  civil  de  perdimento  ou  confisco  possibilitando  a  formação  de  um  título  executivo  judicial  cível  antes  do  trânsito  em  julgado  da  sentença  penal  condenatória.  chamada  pelo  professor  Alberto  Silva Franco de ação controlada descontrolada.  1.  1.  Em  se  tratando  de  tráfico  de  drogas  é  possível  a  alienação  antecipada  (art. Pode se alcançar uma sentença cível condenatória antes da sentença no processo penal.  4º.  o  que  significa.  o  trânsito  em  julgado  da  sentença  penal  condenatória.  1.  da  qual  resultam  dois  benefícios imediatos:  1.28 Efeitos da Condenação  Art.  Essa  ação  civil  de  confisco  não  está  prevista  na  lei  de  lavagem  de  capitais. o qual é  geralmente mais lento.1 Previsão Legal  A ação controlada está prevista nas seguintes leis:  1. Lei  9.  II)  –  independe  de  autorização  judicial. Permite a possibilidade de recuperação de ativos em caso de sentenças absolutórias no processo  penal que não façam coisa julgada no cível.  Chamada  também  de  flagrante  prorrogado.613/98 > Ação Civil de Confisco  .

 pelo menos.605/98  É dividida em duas partes:  1.  dentro  de  condições  que  assegurem  a  preservação  do  meio  ambiente. 28 ‐ regras gerais e específicas de aplicação da lei penal.  a  Serra  do  Mar. 29 e seguintes. Encontramos normas  materiais e processuais.    No que a LA for omissa.  provoquem  a  extinção  de  espécies  ou  submetam  os  animais  a  crueldade. a sua atenuação.605/98 > Proteção do Meio Ambiente na Constituição Federal de 1988  .  a  que  se  dará  publicidade.  O objetivo claro e expresso da LA é a reparação do dano ambiental.   (Regulamento)  IV  ‐  exigir.099/95. Especificam os crimes em espécie.  2.  ou  seja. Geral:   • Do art.  na  forma  da  lei.   CF.  vedada  qualquer  utilização  que  comprometa  a  integridade  dos  atributos  que  justifiquem  sua  proteção. será complementada pela aplicação subsidiária do CP.  pessoas  físicas  ou  jurídicas.  a  Mata  Atlântica.  na  forma  da  lei.  de  acordo  com  solução  técnica exigida pelo órgão público competente. (Regulamento)  técnicas.  o  Pantanal  Mato‐Grossense  e  a  Zona  Costeira  são  patrimônio  nacional.  §  1º  ‐  Para  assegurar  a  efetividade  desse  direito. Especial:   • Art.   2 2. inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.  sendo  a  alteração  e  a  supressão  permitidas  somente  através  de  lei. CPP e Lei n° 9.  vedadas.  (Regulamento)  §  2º  ‐  Aquele  que  explorar  recursos  minerais  fica  obrigado  a  recuperar  o  meio  ambiente  degradado.  §  3º  ‐  As  condutas  e  atividades  consideradas  lesivas  ao  meio  ambiente  sujeitarão  os  infratores. a qualidade de vida e o meio ambiente.  espaços  territoriais  e  seus  componentes  a  serem  especialmente  protegidos.605/98  Proteção do Meio Ambiente na Constituição Federal de 1988  Nossa  CF  dispensou  um  tratamento  especial  ao  meio  ambiente.  por  ações  discriminatórias. na forma da lei.  destinando‐lhe  um  Capítulo  específico. §3°.  §  5º ‐  São  indisponíveis  as  terras  devolutas  ou  arrecadadas  pelos  Estados.  em  todas  as  unidades  da  Federação.  Sábado. ou mandato expresso de criminalização.2 Lei Ambiental nº 9.  incumbe  ao  Poder Público:  I  ‐  preservar  e  restaurar  os  processos  ecológicos  essenciais  e  prover  o  manejo  ecológico  das  espécies  e  ecossistemas. (Regulamento)  VI ‐ promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino  e  a  conscientização  pública  para  a  preservação  do  meio  ambiente.  §  6º ‐  As  usinas  que  operem  com  reator  nuclear  deverão  ter  sua  localização  definida  em  lei  federal.  estudo  prévio  de  impacto  ambiental.  2.  a  sanções  penais  e  administrativas.  métodos  e  substâncias  que  comportem  risco  para  a  vida.  as  práticas  que  coloquem  em  risco  sua  função  ecológica. 225.  para  instalação  de  obra  ou  atividade  potencialmente  causadora  de  significativa  degradação  do  meio  ambiente. além de normas esparsas em todo o texto constitucional.  (Regulamento)  II  ‐  preservar  a  diversidade  e  a  integridade  do  patrimônio  genético  do  País  e  fiscalizar  as  entidades  dedicadas  à  pesquisa  e  manipulação de material genético.  sem  o  que  não  poderão  ser  instaladas.  está  na  Constituição  a  proteção  penal.  VII  ‐  proteger  a  fauna  e  a  flora. 2º)  Página | 30   CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.   14   de   agosto   de   2010.      V  ‐  controlar  a  produção. art.  na  forma  da  lei.1 CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.  A maioria dos dispositivos da parte geral está relacionada à reparação do dano ambiental. Tutela penal do meio ambiente.  e  sua  utilização  far‐se‐á.  necessárias  à  proteção  dos  ecossistemas naturais. 2° ao art.    2.  Dentre  todas  as  medidas  de  proteção  ao  meio  ambiente.  225.3 Responsabilidade Penal da pessoa física (art.  §  4º ‐  A  Floresta  Amazônica  brasileira.  impondo‐se  ao  Poder  Público  e  à  coletividade  o  dever  de  defendê‐lo  e  preservá‐  lo  para  as  presentes  e  futuras  gerações.  Todos  têm  direito  ao  meio  ambiente  ecologicamente  equilibrado.  bem  de  uso  comum  do  povo  e  essencial  à  sadia  qualidade  de  vida.  a  comercialização  e  o  emprego  de  CONSTITUIÇÃO FEDERAL    CAPÍTULO VI  DO MEIO AMBIENTE    Art.  A  isso  Luís  Regis Prado chama de “mandato expresso de criminalização”. ou.  há  previsão  expressa  de  que  as  infrações  lesivas  ao  meio  ambiente  devem  ser  penalizadas.   (Regulamento)   III  ‐  definir.  independentemente  da  obrigação de reparar os danos causados.  sendo a maioria dos crimes ambientais infração de menor potencial ofensivo.

 Concurso de pessoas nos crimes ambientais.  STF  e  STJ  exigem  que  haja  na  denúncia  individualização  das  respectivas  condutas.  o  STF  e  o  STJ  entendiam  que  era  apta  a  denúncia  que  não  individualizasse  as  condutas  dos  denunciados. caput do CP.  o  administrador. tornando sua omissão penalmente relevante.  Tais requisitos são exigidos para se evitar a responsabilidade penal objetiva.  2°) Poder de evitar a infração ambiental.  o  preposto  ou  mandatário  de  pessoa  jurídica. [. HC 58.  STJ.  de  qualquer  forma. ou seja.  o  auditor.  o  gerente.  auditor.. não estabelece vínculo entre o agente e o crime ambiental narrado.  deixar  de  impedir  a  sua  prática. §2°. somente é imputável a quem lhe deu causa.  sob  pena de responsabilidade objetiva. ou seja.  Denúncia  genérica  é  aquela  que  não  estabelece  o  mínimo  vínculo  entre  o  fato  criminoso  narrado  na  denúncia e o denunciado.  ampla  defesa.  O dever de agir incumbe a quem:   a) tenha por lei obrigação de cuidado.  § 1º ‐ Se a participação for de menor importância. 13 ‐ O resultado.  ser‐lhe‐á  aplicada  a  pena  deste.  De  acordo  com  a  segunda  parte  do  art.  2°.]  Essas  pessoas  elencadas  no  art.  RHC  24.  por  si  só. há dois requisitos:  1°) Ciência da conduta criminosa de outrem.  Regras comuns às penas privativas de liberdade  Art.  Adota a Teoria Monista ou Unitária do concurso de pessoas.  preposto  ou  mandatário  de  PESSOA  JURÍDICA  têm  o  dever  jurídico  de  agir  para evitar crimes ambientais.  §  2º ‐  Se  algum dos  concorrentes  quis  participar  de  crime  menos  grave. Para que sejam responsabilizadas por omissão.  sabendo  da  conduta  criminosa  de  outrem. devido ao princípio da excepcionalidade do crime culposo.  Relação de causalidade  Art.  não  significa  que  será  responsabilizada  indistintamente  por  qualquer  crime  ali  cometido. de que depende a existência do crime. a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço.  bastando  indicar  que  eles  eram.  e  as  demais  pessoas  arroladas  no  art.  essa pena será aumentada até metade.3.  2º  ‐  Quem.  elas  só  poderão  ser  punidas  se  houver  a  forma  culposa  co  crime.  de  algum  modo.  Joaquim  Barbosa):  Mudança  de  orientação  jurisprudencial.3. na medida  de sua culpabilidade.  quando  podia  agir para evitá‐la. denúncia genérica.]  Relevância da omissão  § 2º ‐ A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir  para evitar o  resultado.  2º  apenas  por  elas  ostentarem  essa  qualidade.  o  administrador.  Se  a  omissão  dessas  pessoas  foi  culposa.  proprietário.  Nos  crimes  societários.  o  membro  de  conselho  e  de  órgão  técnico.  mas  tal  Página | 31   CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9. 2º)  . tal como no art.  Anteriormente.  em  obediência  aos  princípios  do  devido  processo  legal.  Hoje.  na  medida  da  sua  culpabilidade.  o  administrador.157   STJ.  2.  HC  86.  gerente.  2.  a  jurisprudência  atual  do  STF  e  do  STJ não admite.  bem  como  o  diretor..  pois. 29.  Min.. [. 29 ‐ Quem.1 Previsão Legal  Art. uma vez  que estes agentes desconhecem o fato criminoso que lhes é imputado.  O art.  os  tribunais  consideravam  que  a  individualização  das  condutas  ocorreria  durante  a  instrução  criminal.  responsáveis  pela  empresa. 13.  Considera‐se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.. nos crimes ambientais ou em qualquer crime societário. ciência da existência do crime. concorre para o crime incide nas penas a este cominadas.390:  A  6ª  Turma  decidiu  que  o  fato  de  a  pessoa  ser  proprietária  de  determinada  área  rural.  2. de qualquer modo. “a” do  CP.  concorre  para  a  prática  dos  crimes  previstos  nesta  Lei.  2°  respondem  tanto  por  ação  quanto  por  omissão  nos  crimes  ambientais.  contraditório  e  dignidade  da  pessoa  humana. 2° da LA trata de duas questões:    1.605/98 > Responsabilidade Penal da pessoa física (art. nos termos do art.  STF. proteção ou vigilância. Omissão penalmente relevante nos crimes ambientais.  Essas  denúncias  têm  sido  consideradas ineptas pelo STJ e STF porque inviabilizam o exercício do contraditório e a ampla defesa.  o  diretor. na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave.2 Denúncias genéricas  Para  evitar  essa  responsabilidade  penal  objetiva  da  pessoa  física.  São  denúncias  que  incluem  no  pólo  passivo  da  ação  penal  o  diretor.  o  membro  de  conselho  e  de  órgão  técnico.  que.879  (Rel.  incide  nas  penas  a  estes  cominadas.

 Ou seja. §3°  CF.  3°. se não se permitir a individualização da conduta de cada réu.  independentemente  da  obrigação  de reparar o dano.  §3°. 225. conforme a doutrina de Paccelli. 3º)  . pessoas jurídicas e sanções administrativas”. Celso Limongi)  STJ.  da  ampla  defesa.  atribuindo‐os  a  todos.  sob  pena  de  consagração  da  responsabilidade  objetiva  repudiada  pelo  nosso  direito  penal.  art. vaga. RHC 24. se permitido for à acusação oferecer denúncia genérica.  pessoas  físicas  ou  jurídicas.  pois  neste  caso  não  se  tem  uma  denúncia  geral. divergência que pode ser sistematizada em 3 correntes:    PRIMEIRA CORRENTE    Segundo  esta  corrente. denúncia geral é aquela que narra o fato criminoso com todas as suas circunstâncias e o imputa a todos os  acusados.  2.  De  nada  adiantam  os  princípios  constitucionais  e  processuais  do  contraditório. conjuntamente.  mas  não  é possível  narrar  vários  atos  sem  dizer  quem  os  praticou.  só  por  só.  inepta  e  deve  ser  rejeitada.2 Correntes sobre a responsabilidade penal da pessoa jurídica  Apesar  da  previsão  legal  e  constitucional. Min.605/98 > Responsabilidade Penal da pessoa jurídica (art.  não  significa  que  ela  deva  ser  responsabilizada  pelo  crime  ali  praticado.  e  as  imputa  genericamente  a  todos  os  acusados.  a  sanções  penais  e  administrativas.4 Responsabilidade Penal da pessoa jurídica (art.  das  próprias  regras  do  estado  democrático  de  direito.  O  simples  fato  de  uma  pessoa  pertencer  à  diretoria  de  uma  empresa.  STJ.  pessoas  jurídicas  praticam  atividades  lesivas  e  sofrem  sanções  administrativas. art.  há  divergência  sobre  a  possibilidade  de  a  pessoa  jurídica  ser penalmente responsável.  nos  casos  em  que  a  infração  seja  cometida  por decisão de seu representante legal ou contratual.  pessoas  físicas  cometem  condutas  criminosas  e  sofrem  sanções  penais.1 Previsão Legal  • CF.  É  possível  atribuir  aos  denunciados  a  prática  de um  mesmo  ato  (denúncia  geral).  A  jurisprudência  do  STJ  e  STF  também  fazem essa distinção. ou várias condutas  criminosas.306.  Página | 32   37                                                              CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.  em  suma.  Afirma  que  todos  os  agentes  praticaram  o  fato  narrado.   2.4.515 37  (Rel.  225. 3º)  2.  Ambas.  Por  sua  vez. ou de seu órgão colegiado.    2° argumento ‐ Princípio da pessoalidade da pena    PROCESSO  PENAL  –  HABEAS  CORPUS  –  CRIME  TRIBUTÁRIO  –  ATRIBUIÇÃO  DO  DELITO  AOS  MEMBROS  DA  DIRETORIA. no interesse  ou benefício da sua entidade.  do  devido  processo  legal  na  face  substantiva  e  processual.  e  as expressões “atividades.  inviabilizando  o  contraditório  e  a  ampla  defesa.  • Lei  Ambiental.  civil  e  penalmente  conforme  o  disposto  nesta  Lei.  art. em  crimes  plurissubjetivos.  A  distinção  é  muito  sutil.  pois  saber  se  os  acusados  praticaram  ou  não  aquele  fato  criminoso  é  matéria  de  prova.  Para  Paccelli.  orientação  jurisprudencial  foi  modificada. HC 117. §3°: As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os  infratores.  Os  argumentos  desta corrente são dois:    1° argumento ‐ Interpretação do art.  POR  MERA  PRESUNÇÃO  ‐  AUSÊNCIA  DE  VÍNCULO  ENTRE  UM  DETERMINADO  ATO  E  O  RESULTADO  CRIMINOSO.  não  sendo  sequer  admitida  a  denúncia  que  não  individualize  as  condutas.  essa  denúncia  é  apta.  pessoas  físicas  e  sanções  penais”.  Recurso provido para declarar a inépcia da denúncia e a nulidade dos atos que lhe sucederam.  a  sanções  penais  e  administrativas.  DENÚNCIA  GENÉRICA  E  CONSAGRADORA  DA  RESPONSABILIDADE  OBJETIVA  –  RECURSO  PROVIDO  PARA  DECLARAR  A  INÉPCIA  FORMAL  DA  DENÚNCIA  E  A  CONSEQUENTE  NULIDADE  DOS  ATOS  POSTERIORES.  a  CF  não  criou  responsabilidade  penal  da  pessoa  jurídica.  As  condutas  e  atividades  consideradas  lesivas  ao  meio  ambiente  sujeitarão  os  infratores.  e  não  pressuposto  de  desenvolvimento  regular  e  válido  do  processo.  caput:  As  pessoas  jurídicas  serão  responsabilizadas  administrativa.  porquanto  todos  dele participaram. 225.  independentemente da obrigação de reparar o dano.  Eugênio  Paccelli de Oliveira entende que denúncia genérica é aquela que narra a conduta criminosa.4.  Há setores da doutrina e jurisprudência que  distinguem denúncia  genérica e denúncia geral. nesta ordem.  sem  indicar  quem  agiu  de  tal  ou  qual  maneira.  têm  responsabilidade  civil  (“obrigação  de  reparar  o  dano”).  pessoas  físicas  ou  jurídicas.  A  Constituição  utilizou  as  expressões  “condutas.  Essa  denúncia  é  genérica.  porém.  conjuntamente.  mas  genérica.

  pessoa  jurídica  não  pode  cometer  crimes.  ofendendo  os  arts. Não agem com dolo ou culpa.  segundo  o  qual  é  um  retrocesso  a  responsabilidade  penal  da  pessoa  jurídica. A França foi que criou a responsabilidade da pessoa jurídica.  §3°  e  5°. uma teoria do crime para a pessoa jurídica.  São  puras  abstrações  jurídicas. as pessoas jurídicas não podem ser punidas  pela prática do crime.  Neste  sentido  Rogério  Greco.  XLV  da  CF  que.  as  pessoas  jurídicas  não  são  entes  reais. Como são entes fictícios. como fica a regra do art.    SEGUNDA CORRENTE    Segundo  essa  corrente. a segunda corrente utiliza três argumentos:    1° Argumento  Pessoas  jurídicas  não  têm  capacidade  de  conduta. do STJ Vicente Cernicchiaro: “Culpabilidade.  Sendo a culpabilidade pressuposto da aplicação da pena.”    3° Argumento  As pessoas jurídicas não têm capacidade de sofrer penas. O  art.  que  afirma  que  não  se  pode  confundir  sujeito  ativo  com  responsável  pelo  crime. O  art.605/98 > Responsabilidade Penal da pessoa jurídica (art. por isso não se pode exigir dela conduta diversa). então.  fundamentando  seu  entendimento  no  art. Nesse sentido o falecido Min.  de  Savigny  e  Feuerbach.  permitem  concluir  que  a  CF  não prevê e proíbe a responsabilidade penal da pessoa jurídica.  Nesse  sentido  Fernando  Galvão. punir a pessoa jurídica significa responsabilidade penal objetiva.     2.  Partindo desse pressuposto.  interpretados  sistematicamente.  quais  sejam. logo.  consciência  e  finalidade. como juízo de  reprovabilidade.  225. 3º)  .    2° Argumento  As  pessoas  jurídicas  não  têm  culpabilidade.  potencial  consciência  da  ilicitude  (capacidade  de  entender  que  o  que  faz  é  proibido)  e  exigibilidade  de  conduta  diversa  (a  pessoa  jurídica  não  pratica conduta.  em  se  admitindo  tal  responsabilidade.  §3°  da  CF  é  norma  constitucional  não  autoaplicável.  Esta  corrente  sustenta‐se  na  Teoria  Civilista  da  Ficção  Jurídica.. até o limite do valor do patrimônio transferido.   Luís  Régis  Prado  entende  que  aplicar  sanção  penal  a  pessoa  jurídica  viola  o  princípio  da  necessidade  da pena.  com  institutos  compatíveis  com  a  sua  natureza  fictícia. pois não agem com culpabilidade e porque  a pena é inútil para elas. condutas criminosas.  Nesse  sentido  Zaffaroni. só pode ser atribuída a seres humanos.  o  art.  César  Roberto  Bittencourt.  §3°  da  CF  não  considera  a  pessoa  jurídica  como  sujeito  ativo  de  crime. XLV – nenhuma pena passará da pessoa do condenado.  mas  apenas  como  responsável  penal. 225.  dependente  de regulamentação infraconstitucional.  MAS.  Miguel  Reale  Jr.  a  teoria  do  crime  deveria  ser  completamente  revista.  estendidas  aos  sucessores  e  contra  eles  executadas. 5°.  CONCLUSÃO:  Sob  a  ótica  desta  primeira  corrente.  que  Página | 33   CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.  Para  a  Teoria  da  Ficção  Jurídica. art. como por exemplo.  Adotam  a  primeira  corrente  Luís  Régis  Prado. mas lá foi feita uma lei de adaptação.  de  eficácia  limitada.  que  entende  que  a  pessoa  jurídica  não  pode  ser  autora  de  crime  porque  não  tem  vontade humana. no  ano de 1994.  CF.  René  Ariel  Dotti.  225. são incapazes de assimilar as finalidades da pena.  3°  da  LA. §3º da CF?  Os adeptos dessa segunda corrente posicionam‐se em dois sentidos diferentes:  1.  entes  fictícios  que  não podem praticar comportamentos humanos.  A CF proíbe que a pessoa jurídica seja punida criminalmente por infração penal cometida pela pessoa  física que a representa.  nos  termos  da  lei.  uma  vez  que. José Henrique Pierangelli.  não  pode  ser  sujeito  ativo  de  crime: Societas delinquere non potest.  225. podendo a obrigação de reparar o  dano  e  a  decretação  do  perdimento  de  bens  ser.  Assim  também entende Luís Régis Prado.  pois  são  desprovidas  de  vontade.  imputabilidade  (capacidade  mental  de  entender  o  que  faz).  3º  da  LA  é  materialmente  inconstitucional. É necessária a criação de uma teoria do crime própria para  as  pessoas  jurídicas.  pois  lhes  falta  os  três  elementos  da  culpabilidade.

  distintas  das  pessoas físicas que as compõem.  e  todos  os  adeptos  da  primeira  corrente. professor da USP.  Não  a  privativa  de  liberdade.  pois  eles  utilizam  dois  argumentos.  não  a  individual  clássica do finalismo. 3º)  .114/RN:  Considerar  a  pessoa  jurídica  sujeito  ativo  de  crime  não  ofende  o  princípio  constitucional  da  pessoalidade  da  pena.  tendo  capacidade  e  vontade  próprias  e  autônomas.  ou  seja.  dispõe  que  as  pessoas  jurídicas  serão  responsabilizadas. É a idéia da empresa como centro autônomo de emanação  de decisões. defende essa idéia.  têm  capacidade  de  conduta.  Página | 34   CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.  Schecaira.  dada  a  falência do sistema prisional.  penas  alternativas.  Nesse  sentido  também  Cernicchiaro. Portanto.    TERCEIRA CORRENTE    A pessoa jurídica pode cometer crimes e sofrer penas: societas delinquere potest.921/BA:  Caso  em  que  foi  impetrado  HC  em  favor  de  pessoa  jurídica.  Paulo  Afonso  Leme  Machado.  e  não  meras  ficções. admitido que a pessoa jurídica é sujeito ativo de crime ambiental.  Cernicchiaro.  Mirabete.605/98 > Responsabilidade Penal da pessoa jurídica (art.  Tourinho.  Essa  terceira  corrente  se  baseia  na  Teoria  Civilista  da  Realidade.  e  não  que  são  sujeito  ativo  de  crime.  Francisco  de  Assis  Toledo.  Para  esta  teoria.  O STJ adota essa terceira corrente.  No  STF  ainda  não  há  uma  decisão  definitiva  sobre  a  responsabilidade  penal  da  pessoa  jurídica.  se  a  pessoa  é  uma  realidade.  é  possível  se  reconhecer  vontade  da  pessoa  jurídica.817 (04/02/2010)  RE  610.  Herman  Benjamin.  Logo.  Os  ministros  registraram  obter dicta nos votos que pessoa jurídica pode ter responsabilidade penal ambiental. segundo Nucci.  as  pessoas  jurídicas  são  entes  reais.  Rogério  Greco. é indiscutível. não se podendo ignorar os dispositivos legais  e constitucionais.  que  se  contrapõe  à  de  Savigny.  RE  593.  reconhecível  socialmente.  ou seja.  mas  há dois precedentes que indicam que o STF admite a pessoa jurídica como sujeito ativo de crime:  HC  92. cada qual recebendo punição de forma individualizada.  pode  sofrer  pena.  Adotam  essa  corrente  Capez.  que  são  a  meta  principal  do  Direito  Penal  atual.  não  no  sentido  psicológico  humano.  mas  no  sentido  pragmático‐sociológico.  no  plano  prático  e  social.  mas  realidades  independentes. mas uma culpabilidade social.729:  O  STF  manteve  uma  ação  penal  cujos  denunciados  como  autores do  crime  são  a  SABESP  (pessoa jurídica) e um diretor da empresa.  Sérgio  Salomão Schecaira.  e  um  deles é o de que a pessoa jurídica não pode cometer crimes.  em  tendo  vontade. Nesse sentido:  RE 800.  a  responsabilidade  penal  da  pessoa  jurídica  é  indireta.  ou  seja.  por  fato  de  terceiro.    2° argumento:  O  segundo  argumento  é  de  que.  tem  culpabilidade.  Delmanto.  ou  da  Personalidade  Real.  mas  penas  restritivas  de  direitos  ou  multas.  de  Otto  Gierke. pode ser denunciada e incluída no pólo passivo da ação penal.    3° argumento:  Se  a  pessoa  jurídica  tem  capacidade.  Nucci.  Argumentos desta corrente:     1° argumento:  As  pessoas  jurídicas.  Adotam  essa  corrente  Zaffaroni.     4° argumento:  A  responsabilidade  penal  da  pessoa  jurídica  tem  previsão  constitucional  do  Poder  Constituinte  Originário e previsão infraconstitucional.  pois  é  incontroversa  a  existência  de  duas  pessoas  distintas.  É  o  conceito  de  “ação  delituosa  institucional”.  Edis  Milaré.  uma  física e uma jurídica. entre outros.  que  afirma  que  a  CF  só  permite  que  sejam  estendidos  à  pessoa  jurídica os efeitos da sentença penal condenatória aplicados a pessoa física.

  Segundo  Paulo  Afonso  Leme  Machado.  art.  onde  a  norma  não  distingue  não  cabe  ao  intérprete distinguir.  vão  impetrar  HC  no  STJ.  só  podem  perseguir  fins  lícitos.  pois  o  referido  funcionário  não é representante da empresa nos termos caput do art. ou de seu órgão colegiado.  cortando  árvores.  Não  é  possível  denunciar  isoladamente  a  pessoa  jurídica.  II.  inadvertidamente.  É  a  chamada  Responsabilidade  Penal  por  Ricochete.  2°)  Os  entes  públicos.  caput:  As  pessoas  jurídicas  serão  responsabilizadas  administrativa.   Seguem essa linha Vladimir Passos de Freitas e Gilberto Passos de Freitas. só quem pode ser denunciado é o gerente.  e  nunca  a  pessoa  jurídica  de  direito público.   O  STJ  não  admite  denúncia  isolada  contra  pessoa  jurídica.  nos  casos  em  que  a  infração  seja  cometida  por  decisão  de  seu  representante  legal ou contratual.  pela  sua  própria  natureza.  pois  já  é  função  do  poder  público  prestar  serviços  sociais.  que  anulará  todo  o  processo.  Ex:  gerente  autorizou  corte  de  árvores  contrariando  os  interesses  da  empresa.4.  ou  do  órgão  colegiado  da  empresa. Que  a  decisão  de  praticar  a  infração  tenha  emanado  do  representante  legal  ou  contratual.   Ex1:  Em  SP. Porém.4.  certamente.  não  havendo  responsabilidade  da  pessoa  jurídica.  parágrafo  único:  A  responsabilidade  das  pessoas  jurídicas  não  exclui  a  das  pessoas  físicas. Esse sistema causa como conseqüência a dupla imputação.605/98 > Responsabilidade Penal da pessoa jurídica (art. sob pena e inépcia.  O  sistema  da  dupla  imputação.  inclusive  causando  prejuízos à empresa. Que a infração tenha sido cometida no interesse ou benefício da entidade. há dois requisitos para que a pessoa jurídica seja responsabilizada:  I. Logo.  denunciando  só  a  Petrobrás!!!  Ex2:  Funcionário  da  MOTOSSERRA  que  sai.  foi  mantida  condenação  da  Petrobrás.  Página | 35   CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.  3°.  que  só  admite  a  responsabilidade  penal de empresa pública e sociedade de economia mista. Nesse caso.  É  o  sistema  francês  de  responsabilização  da  pessoa jurídica. considerada responsável por atos das pessoas físicas que as compõem.  Portanto.  Por  esse  sistema  é  possível  denunciar  isoladamente  a  pessoa  física.  Os  advogados  da  empresa.  por  conta  do  sistema da responsabilidade penal por ricochete prevista no caput.  pois  bis  in  idem  significa  punir  duplamente  pelo  mesmo  fato  a  mesma  pessoa.    SEGUNDA CORRENTE  Não há responsabilidade penal da pessoa jurídica de direito público. coautoras ou partícipes do mesmo fato.  e  o  parágrafo  único  refere‐se  a  pessoas  distintas.  a  pessoa  física. Argumentos:  1°)  O  Estado  não  pode  punir  a  si  próprio.   A  denúncia  deve  narrar  a  decisão  do  representante  e  do  colegiado.  sem  especificar  se  de  direito  público  ou  privado.  Nucci. 3º)  . no interesse ou benefício da sua entidade.  de  empréstimo.  segundo  o  STJ  não  gera  bis  in  idem.  quem  age  ilegalmente  e  pratica  o  desvio  é  sempre  o  administrador  público. Valter Claudius Rothenburg.  pois  o  MP  errou.  civil  e  penalmente  conforme  o  disposto  nesta  Lei. Paulo Afonso Leme Machado. por crime ambiental?    PRIMEIRA CORRENTE  A  lei  ambiental  e  a  CF  referem‐se  a  pessoas  jurídicas  sem  fazer  distinção.  ou  denunciar  conjuntamente  a  pessoa  física  e  a  pessoa  jurídica.  Nesse  sentido  LFG  (que  não  fala  em  responsabilidade  penal.  ou  por  procuração. uma autarquia.   Independentemente das teorias.  mas  apenas  a  denúncia  conjunta  com  pessoas físicas.  mas  em  Direito  Penal  sancionador).  2.4 Sistema da dupla imputação ou sistema de imputações paralelas  LA. 3° da LA.  será  responsabilizado  pessoalmente.  autoras.  2.  É  a  opinião  de  Schecaira.  art. também a pessoa jurídica de direito privado só pode praticar atos lícitos!  3°) A pena de multa recairia sobre os próprios contribuintes. é possível a responsabilização penal da pessoa jurídica de direito público.  a  física  e  a  jurídica.  recentemente.  2.  subseqüente.5 Responsabilidade penal das pessoas jurídicas de direito público  É possível condenar um Município.  e  também  qual  foi  o  benefício ou interesse da pessoa jurídica com o crime.  4°)  As  penas  restritivas  de  direitos  seriam  inúteis.3 Requisitos para responsabilização da pessoa jurídica  LA.  3°.4.

  16.  propostas  individualmente  ou  na  forma  prevista  neste  código. é possível a responsabilização da pessoa jurídica.  §  4º  Aplica‐se  o  disposto  no  parágrafo  anterior  à  sentença  penal condenatória. 103:  §3°.  a  sentença fará coisa julgada:  I ‐  erga  omnes. 5°. inciso XLV da CF.  de  sentença  penal  condenatória.  2.  para  reduzir  custos.)  se  procedente  o  pedido.4. por exemplo.  CDC.  sofrendo.. 81.  Isso  porque  a  Teoria  do  Domínio  Final  do  Fato.  uma  multa  administrativa.  beneficiarão  as  vítimas  e  seus  sucessores. 81.    2.  Não  se  trata  de  transferência  de  responsabilidade  penal.  pois  pena  não  se  transfere  e não passa da pessoa do condenado.  pois  o  domínio  do  fato  está  com  as  pessoas  físicas.  mas.  com  idêntico  fundamento  valendo‐se  de  nova  prova.  O professor sustenta que  é possível punir a pessoa jurídica por crime culposo se houver uma decisão  culposa  do  representante  judicial  ou  órgão  colegiado  da  empresa  que  seja  causa  do  resultado  involuntário.  III  ‐  erga  omnes.  Tal  artigo  só  permite  transferir  responsabilidade  civil  e  administrativa  da  pessoa  jurídica  para  a  pessoa  física!  Não  permite  transferir  responsabilidade  penal.  nos  termos  dos  arts. segundo o professor. em havendo esse nexo de causalidade. derramamento de óleo?  Segundo  Édis  Milaré.  uma  condenação  civil  e  uma  multa  penal. na hipótese  do inciso III do parágrafo único do art.  os  interessados  que  não  tiverem  intervindo  no  processo  como  litisconsortes  poderão  propor  ação de indenização a título individual.  pessoa  jurídica  não  pode  ser  punida  por  crime  culposo.  categoria  ou  classe.  Ex:  Gerente  de  empresa.  e  não  existe  tal  domínio  sem  dolo.  (.  embora  Édis  Milaré  sustente  que  pode‐se transferir a responsabilidade penal!      Código de Defesa do Consumidor    CAPÍTULO IV  Da Coisa Julgada  Art.  Em  havendo  sentença  penal  condenatória  coletiva.  mas  execução.  se  procedente  o  pedido.  §  2°  Na  hipótese  prevista  no  inciso  III. Nesse sentido.  13  da  Lei  n°  7.  quando  se  tratar  da  hipótese  prevista no inciso II do parágrafo único do art.  Logo.  §  1°  Os  efeitos  da  coisa  julgada  previstos  nos  incisos  I  e  II  não  prejudicarão  interesses  e  direitos  individuais  dos  integrantes  da coletividade.  II  ‐  ultra  partes.  mas  limitadamente  ao  grupo. a sentença condenatória  em seu favor.  apenas  no  caso  de  procedência  do  pedido. todos os prejudicados pelo ilícito ambiental podem executar.7 Desconsideração da pessoa jurídica  LA.  salvo  improcedência  por  insuficiência  de  provas.  em  diferentes  procedimentos.4. nos temos dos arts. art.  a  sentença  pode  ser  executada  em  ações  individuais.  na  hipótese  do  inciso  I  do parágrafo único do art.  para beneficiar todas as vítimas e seus sucessores.  art.  É  possível  desconsiderar  a  personalidade  jurídica  para  transferir  a  multa  administrativa  e  a  condenação  civil  para  as  pessoas  físicas. como.6 Crime culposo e responsabilidade penal da pessoa jurídica  É possível denunciar a pessoa jurídica por crime culposo. Aplica‐se o disposto no parágrafo anterior à sentença penal condenatória.  103. Nucci.  hipótese  em  que  qualquer  legitimado  poderá  intentar  outra  ação.  Ex:  Pessoa  jurídica  cometeu  infração  ambiental.  tendo  em  vista  o  princípio  da  intranscendência  ou incomunicabilidade da pena.  de  24  de  julho  de  1985.  não  prejudicarão  as  ações  de  indenização  por  danos  pessoalmente  sofridos.  §  3°  Os  efeitos  da  coisa  julgada  de  que  cuida  o  art. na esfera cível.  combinado  com  o  art.  A  transferência  da  responsabilidade  penal  não  é  admitida. não se aplica a crimes culposos.  nos  termos  do  inciso  anterior.  que é a teoria dominante sobre autor no Brasil.  96  a  99.  exceto  se  o  pedido  for  julgado  improcedente  por  insuficiência  de  provas.  É  possível  punir  a  pessoa  jurídica  por  crime culposo. do grupo.  Nas  ações  coletivas  de  que  trata  este  código.  porém.  Poderá  ser  desconsiderada  a  pessoa  jurídica  sempre  que  sua  personalidade  for  obstáculo  ao ressarcimento de prejuízos causados à qualidade do meio ambiente.  foi  esvaziado  e  transferido  ilicitamente  para  os  sócios. 96 a 99. 81.347.  utiliza  tubos  de  esgoto  inapropriados.  beneficiarão  as  vítimas  e  seus  sucessores.  Seu  patrimônio. do art.  que  poderão  proceder  à  liquidação  e  à  execução.5 Aplicação da pena nos crimes ambientais  Página | 36   CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.  Os  tubos  cedem  e  causam  derramamento  de  esgoto  no  rio.  em  caso  de  improcedência  do  pedido.  §4°.  com  custos  menores. categoria ou classe.605/98 > Aplicação da pena nos crimes ambientais  .  4°.  no  cível.  Transporte  in  utilibus  da  sentença  penal  condenatória:  Nas  ações  coletivas.  2.  que  poderão  proceder  à  liquidação e à execução.  mas  não  a  multa  penal.  quando  há  procedência  do  pedido..

  Enquanto  a  LA  considera  as  conseqüências  do  crime  para  a  saúde  pública  e  o  meio  ambiente.  59 do CP considera as conseqüências para a vítima.  Os  maus  antecedentes  não  se  referem  apenas  a  crimes.  prevê  a  aplicação  das  agravantes  ou  atenuantes  genéricas.  ou. pode‐se dividir a aplicação da pena em três etapas:    1ª Etapa  Fixa  a  quantidade  de  pena. num terceiro momento.  se  não  for  possível  a  substituição  por  PRD  ou  M.  o  art. São circunstâncias que atenuam a pena:  I – baixo grau de instrução ou escolaridade do agente.  A  LA  tem  suas  próprias  regras  sobre  a  aplicação  da  pena.1 Etapas  LA.  Considera‐se.  o  juiz  só  utilizará  a  primeira  etapa  da  aplicação  da  pena. 59.5.  59.    2ª Etapa  Fixa o regime inicial de cumprimento de pena: fechado.  caput.  Se  o  condenado  for  pessoa  física.  para  calcular  a  multa.  Usa‐se o critério trifásico do CP (art. e.605/98 > Aplicação da pena nos crimes ambientais  .  mas  ao  cumprimento  da  legislação  ambiental. 19.  Para  a  imposição  e  gradação  da  penalidade. art. 14.  19.  2.  pois.  mas  também  o  valor  do  prejuízo ambiental.  o  juiz  utiliza  as  circunstâncias  judiciais  do  art.  art.  2.  Conforme a LA.  a  fixação  da  pena  base  com  base  nas  circunstâncias  judiciais  do  art. ou semi‐aberto.  a  autoridade  competente  observará:  I  –  a  gravidade  do  fato. portanto.    2.  68  do  CP.  tendo  em  vista  os  motivos  da  infração  e  suas  conseqüência  para  a  saúde  pública e pra o meio ambiente. nem substituição. com as seguintes diferenças:    1.  verifica  a  possibilidade  de  suspender  a  execução  da  pena  de  prisão  (sursis).  o  juiz  cumpre  estas  três  etapas.  fixará  o  montante do prejuízo causado para efeitos de prestação de fiança e cálculo de multa.  Observa‐se  os  maus  ou  bons  antecedentes  ambientais.  O  CP.  aplicando‐se  subsidiariamente  o  CP.  II – os antecedentes do infrator quanto ao cumprimento da legislação de interesse ambiental.  Ex:  autuações  ambientais  em  processo  administrativo servem para a análise desfavorável do autor do crime.  sempre  que  possível.  Se  for  pessoa  jurídica.    3ª Etapa  Verifica  a  possibilidade  de  substituição  da  prisão  por  pena  restritiva  de  direitos  ou  multa. 68). art. regime inicial de cumprimento de prisão.  Num  segundo  momento. no caso de pena de multa. Atenuantes e agravantes  Atenuantes:  LA. as causas de aumento e diminuição de pena.   Mas se isso retirar a potencial consciência da ilicitude haverá erro de proibição e não a atenuante.  III – a situação econômica do infrator. Pena base  Para  fixar  a  pena  base.2 Aplicação da pena para a pessoa física    1ª Etapa   Fixa a quantidade de pena.  não  há  pena  de  prisão  para  a  pessoa  jurídica.  pelo  critério  trifásico.  6°  da  LA  e  apenas  supletivamente as circunstâncias judiciais do art. de acordo com o disposto no art.   Lei  ambiental:  art.  não  havendo.  a  situação  econômica  do  infrator.  Página | 37   CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.  utilizando  o  critério  trifásico.  6°. 6° e seguintes. aberto.  primeiramente.  A  perícia  de  constatação  do  dano  ambiental.  prevê.5.  ou  “critério  Nélson  Hungria”  do  art.  LA. Aí  funcionará  como  excludente  de  culpabilidade  (se  o  erro  for  vencível)  ou  diminuirá  a  pena  (se  o  erro  for  invencível).

  11.  permanecendo  recolhido  nos  dias  e  horários  de  folga  em  residência  ou  em  qualquer  local  destinado  a  sua  moradia  habitual. se não for possível a substituição.  ou  limitação  significativa da degradação ambiental causada.  As  penas  de  interdição  temporária  de  direito  são  a  proibição  de  o  condenado  contratar  com  o  Poder  Público.  de  importância.  III – comunicação prévia pelo agente do perigo iminente de degradação ambiental.  que  deverá.  sem  vigilância.  O  valor  pago  será  deduzido  do  montante  de  eventual  reparação civil a que for condenado o infrator.  Condenação  por  contravenção  não  gera  reincidência  na  prática  de  crime.  trabalhar. 9° a 13. Delmanto sustenta essa idéia.  que  é  causa  de  diminuição  de  pena. 8º As PENAS RESTRITIVAS DE DIREITO são:    I ‐ prestação de serviços à comunidade.  9º  A  prestação  de  serviços  à  comunidade  consiste  na  atribuição ao  condenado de tarefas gratuitas junto a parques e  jardins públicos e unidades de conservação. Causas de aumento e diminuição de pena (majorantes e minorantes)  Aplica‐se as da LA.  não  inferior  a  um  salário  mínimo  nem  superior  a  trezentos  e  sessenta  salários  mínimos.  sejam  anteriores  ou posteriores à denúncia.  16  do  CP.  IV – Colaboração com os agentes encarregados da vigilância e do controle ambiental. 13.  fixada  pelo  juiz.  É o que Delmanto chama de “delação premiada ambiental”.    3ª Etapa  Substituição  da  PENA  PRIVATIVAA  DE  LIBERDADE  por  PENA  RESTRITIVA  DE  DIREITOS  ou  PENA  DE  MULTA.  ou  seja.  se  o  infrator  foi  condenado por contravenção ambiental. no caso de dano  da  coisa  particular.      Art.  na  restauração  desta.  III ‐ suspensão parcial ou total de atividades.  LA.  A  suspensão  de  atividades  será  aplicada  quando  estas  não estiverem obedecendo às prescrições legais. também não será considerado reincidente.  Logo. não é verdadeira.  na  LA. e de três anos.  Art.  II ‐ interdição temporária de direitos.  Art. analisa‐se a possibilidade de sursis.605/98 > Aplicação da pena nos crimes ambientais  .  Art. 15. no de crimes culposos. Especificam cada uma das penas restritivas de direitos.    3.  freqüentar  curso  ou  exercer  atividade  autorizada.  a  reparação  do  dano  antes  do  recebimento  da  denúncia. entretanto.  conforme  estabelecido  na  sentença  condenatória. arts.  V ‐ recolhimento domiciliar.  Art.  de  receber  incentivos  fiscais  ou  quaisquer  outros  benefícios. e.  Quando  há  crime  ambiental  o  juiz  só  pode  reconhecer  a  reincidência  específica  em  crimes  ambientais.  bem  como  de  participar  de  licitações. Autonomia.  o  infrator  ambiental  só  é  reincidente  se  tem  condenação  definitiva  por  outro  crime  ambiental.    Penas restritivas de direitos para pessoas físicas na lei ambiental  LA. ou.  IV ‐ prestação pecuniária.  pública  ou  tombada.  Art.  o  arrependimento  e  a  reparação  do  dano  funcionarão  como  atenuante.      a) Características:  1.  Assim. E as do CP.  manifestado  pela  espontânea  reparação  do  dano. A afirmação contrária.  pelo  prazo  de  cinco  anos.  se possível.  II  –  arrependimento  do  infrator. quando não constituem ou qualificam o crime:  I – reincidência nos crimes de natureza ambiental. cumulativamente!!!1    2ª Etapa  Fixa o regime inicial de cumprimento de pena.  Aplica‐se  subsidiariamente  o  CP. São circunstâncias que agravam a pena. art.  no  caso de crimes dolosos.  A  prestação  pecuniária  consiste  no  pagamento  em  dinheiro  à  vítima  ou  à  entidade  pública  ou  privada  com  fim  social.  10. 8: Rol das penas.  pois  a  LA  não  tem  nenhuma  regra  sobre  regime  inicial  de  cumprimento de pena.  Página | 38   CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.  Há  doutrina  que  entende  que  não  se  aplica  nos  crimes  ambientais  o  arrependimento  posterior  do  art. O recolhimento domiciliar baseia‐se na autodisciplina e  senso  de  responsabilidade  do  condenado.  12.    Agravantes  LA.  ou  seja. art.

 no caso de crimes dolosos.  10. art. IV.  As  penas  de  interdição  temporária  de  direitos  são  a  proibição  de  o  condenado  contratar  com  o  Poder  Público. e de 3 (três) anos. 8°.  O art.    Lei Ambiental  Código Penal  1) PSC (art. 9°)  1) PSC (art. 8° a 13.  • Circunstâncias judiciais favoráveis. 8°. 45.  este  artigo  está  em  contradição  lógica  com  o  art.  É exceção à regra de que a PRD tem a mesma duração da pena de prisão substituída possuindo prazo  fixo.  11.  parágrafo  único  da  LA. prejudicando o réu!  Pena Pecuniária  Tanto  no  CP.  Segundo  a  doutrina.  Recolhimento domiciliar  LA.  8°.  art. 7°. 7° da LA.  7°. para a terceira característica. 7°. §2°)  2) ITDs (art. 44. 47)  3)  Suspensão  total  ou  parcial  das  atividades  (art.  É a mesma regra do art.  • Condenação  por  crime  culposo  ou  condenação  • Condenação  por  crime  culposo  ou  condenação  igual ou inferior a 4 anos por crime doloso. 45. c/c art. se possível. na restauração desta.  • Circunstâncias judiciais favoráveis.  aplicando‐se  os  estritos  termos  da  LA. aos parentes da vítima.  este  dispositivo  pode  ser aplicado subsidiariamente à LA.  trabalhar.  art. Conversibilidade em prisão.  Página | 39   CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.I. c/c art.  uma  vez  que. I e II.  unidades  de  conservação  e.  c) Espécies:  LA.  em  havendo dano a coisa particular.  bem  como  de  participar  de  licitações. 11)  4) PP (art.  • Art.  como  na  LA.  13.    d) Requisitos para a substituição:  Lei Ambiental  Código Penal  • Art. 13)  5) LFS (art.  A  suspensão  de  atividades  será  aplicada  quando  estas  não  estiverem  obedecendo  às  prescrições legais. art.  que  deverá.  b) Duração:  Mesma duração da pena de prisão substituída. parágrafo único.  jardins  públicos.  de  receber  incentivos  fiscais  ou  quaisquer  outros  benefícios.  cujo  objetivo  é  beneficiar  o  réu.  a  pena  alternativa.  devendo. §2° do CP dispõe que a PP pode ser substituída por prestação de outra natureza. 46.  LA. 8°.605/98 > Aplicação da pena nos crimes ambientais  . V.  inferior a 4 anos por crime doloso. pelo prazo de 5 (cinco) anos.  portanto.  O  recolhimento  domiciliar  baseia‐se  na  autodisciplina  e  senso  de  responsabilidade  do  condenado.  É  a  chamada  prestação  inominada.  Suspensão de atividades  LA. Porém. conforme estabelecido na sentença condenatória. aplica‐se o CP  subsidiariamente.  3. c/c art. c/c art.  corresponde  ao  pagamento  de1  a  360  salários  mínimos  à  vitima  ou  entidade. o CP prevê que a PP pode ser paga.  na  LA  corresponde  à  execução  de  tarefas  gratuitas  junto  a  parques. Substitutividade.  permanecendo  recolhido  nos  dias  e  horários  de  folga  em  residência  ou  em  qualquer  local  destinado  à  sua  moradia habitual.  3) Sem correspondente no CP!  III.  art.  freqüentar  curso  ou  exercer  atividade  autorizada.  pode  ter  duração maior que a da própria PPL.  Interdição de Direitos  LA. 48)    Prestação de serviços à comunidade  Enquanto  no  CP  constitui‐se  na  prestação  de  serviços  em  entidades  com  fins  sociais.  2. 8°. se houver  concordância  do  beneficiário.  Segundo  Delmanto. c/c art.  ser  desconsiderado  para  que  a  PRD  sempre  tenha  a  mesma  duração  da  PPL  aplicada. II. 10)  2) ITDs (art. 59 do CP. §1°)  5) Recolhimento domiciliar (art.  sem  vigilância. no de crimes culposos. 12)  4) PP (art. ainda. e.  As duas primeiras características estão no art.

  utilizando‐se  da  regra  da LA.  Multa na lei ambiental  Pode  substituir  a  pena  de  prisão  não  superior  a  1  ano.  No  CP.  No CP há 3 espécies de sursis:  1. fica sujeito às condições especiais do art. art.  o  juiz  pode  triplicar  a  multa  duas  vezes. 78. e se as circunstâncias  do  art.  Cálculo da multa:  A  pena  de  multa  prevista  na  lei  ambiental  (art. cabe nas condenações até 2 anos.  de  10  (dez)  e.  2.cabe nas condenações até 3 anos.  art.  o  juiz  poderá  substituir  a  exigência  do  parágrafo  anterior pelas seguintes condições.605/98 > Aplicação da pena nos crimes ambientais  . é concedido ao condenado que reparou o dano.  no  mínimo. aplicadas cumulativamente20:  a) proibição de freqüentar determinados lugares.  em  vez  de  ficar  obrigado  a  limitação  de  fim  de  semana ou prestação de serviços à comunidade no primeiro ano. 49 38 ). e não nas condenações até 2 anos.  Aplica‐se  subsidiariamente  o  art.  c)  comparecimento  pessoal  e  obrigatório  a  juízo.  49 ‐  A  pena  de  multa  consiste  no  pagamento  ao  fundo  penitenciário  da  quantia  fixada  na  sentença  e  calculada  em  dias‐multa.  para  informar  e  justificar  suas  atividades.  b) proibição de ausentar‐se da comarca onde reside.  no  máximo.  CP.  mensalmente.  16.  art. salvo impossibilidade de reparar.  Crime sem violência ou grave ameaça à pessoa.  com  base  na  situação  econômica  do  réu. 78. nem superior a 5 (cinco) vezes esse  salário.  17.  Nos  crimes  previstos  nesta  Lei.  § 2º ‐ Se o condenado houver reparado o dano. 79 da LA.  Na LA o juiz pode triplicar a multa considerando o valor da vantagem econômica obtida com o crime.  É  assim  chamado  porque.  será  calculada  segundo  os  critérios  do  Código  Penal (CP.  Requisito que a lei ambiental não exige.  78  ‐  Durante  o  prazo  da  suspensão.  art.  • •   Requisito que a lei ambiental não exige.  ‐  A  reparação  do  dano  só  pode  ser  comprovada  com  laudo  de  comprovação  de  dano  ambiental.  • • Condenado não reincidente em crime doloso.  pode  triplicar  tendo  em  vista  a  situação  econômica  do  infrator.     Possibilidade de concessão de SURSIS nos crimes ambientais  LA.  A  verificação  da  reparação  a  que  se  refere  o  §  2  do  art. 48).  §2°  do  CP. 77.  §2º do CP.   28   de   agosto   de   2010. é cabível sursis especial de acordo com as regras seguintes:  ‐ É cabível nas condenações até 3 anos. caput do CP)  No CP.  44.                                                               38   Art.§2º do CP)  No CP. Simples (art.  e  as  condições  a  serem  impostas  pelo  juiz  deverão  relacionar‐se com a proteção ao meio ambiente. o que é um absurdo!    Sábado.  deverá  o  condenado  prestar  serviços  à  comunidade  (art. pelos índices de correção monetária.  utilizando‐se  de  norma  do  CP. e que tenha  circunstâncias  judiciais  favoráveis.  59  deste  Código  lhe  forem  inteiramente  favoráveis.  Página | 40   CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.  de  360  (trezentos  e  sessenta)  dias‐multa. c/c art.  Será.  78  do  Código  Penal  será  feita  mediante  laudo  de  reparação  do  dano  ambiental. Especial (art.46)  ou  submeter‐se à limitação de fim de semana (art.  LA. § 2º ‐ O valor da multa será atualizado. quando da execução.  §  1º  ‐  No  primeiro  ano  do  prazo.  havendo restrição a liberdade probatória. salvo impossibilidade de fazê‐lo. sem autorização do juiz.  §  1º ‐  O  valor  do  dia‐multa  será  fixado  pelo  juiz  não podendo ser inferior a um trigésimo do maior salário mínimo mensal vigente ao tempo do fato.  o  condenado  ficará  sujeito  à  observação  e  ao  cumprimento das condições estabelecidas pelo juiz.  Na LA.  e  com  base  na  vantagem  econômica  obtida  com  o  crime.    Na LA.  a  suspensão  condicional  da  pena  pode  ser  aplicada  nos  casos de condenação a pena privativa de liberdade não superior a três anos.  Na  LA  não  interessa  a  situação  econômica do réu!  Paulo  Sirvinskas.  18).

 nos termos do art. As penas restritivas de direitos da pessoa jurídica são:  I ‐ suspensão parcial ou total de atividades. §2º do CP 39 )  Aplica‐se subsidiariamente aos crimes da lei ambiental.  Na  LA  é  uma  terceira  espécie  de  pena.  poderá  ser  suspensa.  III  ‐  proibição  de  contratar  com  o  Poder  Publico.  A  pena  de  proibição  de  contratar  com  o  poder  público  também  está  prevista  para  a  pessoa  física  no  art.  ‐  As  condições  a  que  fica  sujeito  o  condenado.  ou  em  desacordo  com  a  concedida. 18.  §  1.  A  interdição  será  aplicada  quando  o  estabelecimento.  Não há prazos mínimos e máximos cominados.  22.  de  receber  incentivos  fiscais  ou  quaisquer  outros  benefícios. fixadas pelo juiz.  §3º.  por  2  (dois)  a  4  (quatro)  anos. 10 da LA. 68 do CP. razão pela qual grande parte da doutrina as considera  inconstitucionais por violação ao princípio da legalidade.3 Aplicação da pena ao condenado pessoa jurídica    O juiz só cumpre a primeira etapa de aplicação da pena.  As  penas  de  interdição  temporária  de  direito  são  a  proibição  de  o  condenado  contratar  com  o  Poder  Publico.]  §  2o  A  execução  da  pena  privativa  de  liberdade.  10. só fixa a quantidade de aplicação de  pena com base no art.  art.  §  3.  as  demais  PRDs  e  a  PSC  não  têm  os  limites  mínimo  e  máximo  cominados  na  lei. ou seja.  por  quatro  a  seis  anos.  subvenções  ou  doações  não  poderá exceder o prazo de dez anos.  Página | 41   39                                                              CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.  II ‐ execução de obras de recuperação de áreas degradadas.  2 – Penas Restritivas de Direitos  LA.  É  uma  exceção  ao  caráter  de substitutividade das PRDs.  não  superior  a  2  (dois)  anos. com cada dia multa no valor não inferior a  1/30 do maior salário mínimo nem superior a 5 vezes este salário.  estas  penas  são  principais  e  não. art.  razão  pela  qual  grande  parte  da  doutrina  (como  Luís  Régis  Prado)  sustenta  a  inconstitucionalidade  dessas  penas  por  violação  ao  princípio  da  legalidade.  A  suspensão  de  atividades  será  aplicada  quando  estas  não  estiverem  obedecendo  as  disposições  legais ou regulamentares. 77. e de três anos.  mas  não  comina os prazos.  bem  como  de  participar  de  licitações.  obra  ou  atividade  estiver  funcionando  sem  a  devida  autorização.  LA.  não  superior  a  quatro  anos.  mas  condições  relacionadas  à  proteção ao meio ambiente.  subvenções  ou  doações. 23. art. art. relativas a proteção do meio ambiente. 22.  Exceto  a  pena  do  art.  LA.  77  ‐  A  execução  da  pena  privativa  de  liberdade.  A multa é calculada na forma do CP: 10 a 360 dias multas. obra ou atividade. da mesma forma que foi estudado para a pessoa física.  alternativas.    PENAS QUE PODEM SER APLICADAS À PESSOA JURÍDICA:  1 – Multa  LA.  desde  que:  [.  na  são  as  do  CP.  3 – Prestação de serviços à comunidade  No  CP  é  espécie  de  restritivas  de  direitos.5.    Requisitos  da  suspensão  da  pena  ‐  Art.  A  proibição  de  contratar  com  o  Poder  Publico  e  dele  obter  subsídios.  desde  que  o  condenado  seja  maior  de  setenta  anos  de  idade. Etário e humanitário (art.  3.  ou  razões  de  saúde  justifiquem a suspensão. no caso de crimes dolosos.  ou  com  violação  de  disposição  legal  ou  regulamentar.  Na  LA.  poderá  ser  suspensa. no de crimes culposos.    2..  pois  a  lei  prevê  as  penas. com prazos diferentes.  II ‐ interdição temporária de estabelecimento.  não  consistindo  em  PRD. 79 da LA.605/98 > Aplicação da pena nos crimes ambientais  .  bem  como  dele  obter  subsídios.. A prestação de serviços à comunidade pela pessoa jurídica consistirá em:  I ‐ custeio de programas e de projetos ambientais.  §  2.  III ‐ manutenção de espaços públicos.  IV ‐ contribuições a entidades ambientais ou culturais públicas.  Segue a mesma regra e os mesmos patamares da pena de multa da pessoa física.  substitutivas  da  PPL. pelo prazo de cinco anos.

  efeito  devidamente  fundamentado.  seu  patrimônio  será considerado instrumento do crime e como tal perdido em favor do Fundo Penitenciário Nacional.  fixará  o  montante  do  prejuízo causado para efeitos de prestação de fiança e cálculo de multa. II.  alienação.6 Questões Processuais da Lei Ambiental  2.  pois  é  sanção  extrema.  Lei Ambiental  LA.  Esta  sanção  só  é  cabível  se  a  pessoa  jurídica  tem  como  atividade  principal  a  prática  de  crimes  ambientais. a doutrina diverge.1 Perícia  LA  art.  A  pessoa  jurídica  constituída  ou  utilizada. o juiz penal não pode aplicá‐la.  barcos  da  empresa pesqueira ilegal.  Código Penal  CP.  761 a 786 do CPC. ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa‐fé:  a)  dos  instrumentos  do  crime.  Mas  a  jurisprudência  diz  que  a  regra  deve  ser  interpretada  à  luz  do  princípio  da  razoabilidade. art.  2.  proposta  pelo  MP.  Todo  o  seu  patrimônio  é  considerado  instrumento do crime e confiscado.  se  o  objeto  lícito  esporadicamente  foi  utilizado  no  crime  ambiental. 91 ‐ São efeitos da condenação: (. Ex: madeireira clandestina. Mas  a  liquidação  forçada  pode  ser  objeto  de  ação  própria  no  juízo  cível.)  § 4.  por  analogia  aos  arts.  verdadeira  pena  de  morte  da  pessoa  jurídica.    Segundo  a  jurisprudência.  4 – Liquidação forçada  Art.  Quanto à forma de aplicar essa liquidação forçada.6.  25. até pelos efeitos sociais que causa.  com  o  fim  de  permitir.  mas não um automóvel utilizado para furtar.  porte  ou  detenção constitua fato ilícito.    Confisco dos instrumentos do crime ambiental   (Lei  Ambiental)  Art.  a liquidação forçada só pode ocorrer numa ação penal.)  II ‐ a perda em favor da União.  lavrando‐se os respectivos autos..  só  devem  ser  confiscados  os  instrumentos  que  usualmente  são  utilizados  na  prática  de  crimes  ambientais.  só  pode  ser  aplicada  como  efeito  de  sentença  penal  condenatória  transitada  em  julgado.   A  liquidação  forçada  acarreta  a  extinção  da  pessoa  jurídica..  só  pode  ser  aplicada  como  última medida.   1ª  corrente  (Delmanto):  Se  a  liquidação  forçada  pressupõe  a  prática  de  crime. a  Só  permite  o  confisco  de  instrumentos  do  crime  se  forem  ilícitos. sob pena de abuso.  A  perícia  de  constatação  do  dano  ambiental.  19.  Fernando  Capez. §4º  Permite  o  confisco  de  instrumentos  de  crimes  ambientais.  não  devendo  ser  confiscado.. (.  Logo.  Nesse  sentido.  sejam  eles  objetos  lícitos  ou  ilícitos.  preponderantemente.  facilitar  ou  ocultar  a  prática  de  crime  definido  nesta  Lei  terá  decretada  sua  liquidação  forcada.  Ex:  barco do pescador.  2ª  corrente  (Vladimir  e  Gilberto  Passos  de  Freitas):  A  liquidação  forçada  pode  ser  aplicada  na  ação  penal desde  que  haja pedido expresso  da acusação. 25.  mas  instrumento  de  trabalho  e  sustento  da  família. Os instrumentos utilizados na pratica da  infração serão vendidos.  Este  barco  não  é  instrumento  de  crime.  Não  pode  ser  aplicada  à  pessoa  que  eventualmente  cometeu  crime  ambiental.  24. 91. art.  Ex:  motosserras  da  madeireira  clandestina.   (Código Penal) Art.  desde  que  consistam  em  coisas  cujo  fabrico. cuja atividade principal é extrair ilegalmente madeira.  Ex.  não  deve  ser  confiscado.  Não havendo pedido.  sempre  que  possível.  Ex:  Pode‐se  confiscar  arma  raspada.  serão  apreendidos  seus  produtos  e  instrumentos. garantida a sua descaracterização  por meio da reciclagem.  uso.  barco  de  pescador  que  eventualmente  pescou  além  da  quantidade  permitida.  Logo.  Página | 42   CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.605/98 > Questões Processuais da Lei Ambiental  .  segundo  Luís  Régis  Prado.  Verificada  a  infração.  ou  seja.  O  professor  sustenta  que  o  juiz  deve  aplicar  estas  penas  levando  em  conta  os  limites  da  pena  de  prisão cominada ao tipo penal incriminador..

 843.  independentemente  da  obrigação de reparar os danos causados. parágrafo único.  2.§1º  da  CLT.  A  lei  permite  que  a  perícia  realizada  no  inquérito  civil  ou  ação  civil  seja  utilizada  como  prova  emprestada na ação penal.  líquido  e  exigível.  Com a reforma de 2008 do CPP. art.2 Prova emprestada  LA.6.  §3º.  e  uma  parte  ilíquida.  impugnando‐o.  o  art.  sendo  feito  na  pessoa  de  defesa.  art.  considerando  os  prejuízos  sofridos  pelo  ofendido  ou  pelo  meio ambiente.605/98 > Questões Processuais da Lei Ambiental  .  deve  ser  feito  na  pessoa  de  qualquer  do  gerente  ou  preposto  da  empresa  que  tenha  representante  da  pessoa  jurídica  que  tenha  interesse  conhecimento do fato.  A  sentença  passou  a  ser  título  certo.  §  único.  A  perícia  ambiental.  Antes.  20. Na LA.792/03  Após a Lei nº 10.  CF. PF e PJ é aposto do termo infratores.  por  Interrogatório  passou  a  ser. instaurando‐se o contraditório. Transitada em julgado a sentença condenatória.  CPP.  diz  que  contraditório  diferido  significa  que  as  partes  podem  manifestar‐se  sobre  o  laudo. a execução poderá efetuar‐ se  pelo  valor  fixado  nos  termos  do  caput.  e defendê‐la.  aplicar‐se.5 Citação da pessoa jurídica  CPC. VI.792/03 foi a que modificou o interrogatório no CPP. art.  e  agora.  Logo.  deve. 12.   Ambas.  19.  A  sentença  terá  uma  parte  líquida. é calculada com base no valor do prejuízo ambiental. posterior.  1ª corrente (Ada Pelegrini Grinover):    Antes da Lei nº 10.  2.  2.  No  CPP.    A Lei n° 10. o art.  caput. 387.  2ª corrente (Nucci):   Entende que se aplica. IV .  A  maioria. ao condenar. art. por analogia.  pessoas  físicas  ou  jurídicas. segundo Nucci. que deve ser liquidado e executado no cível.   A  perícia  produzida  no  inquérito  civil  ou  no  juízo  cível  poderá  ser  aproveitada  no  processo penal.6.  fixará  o  valor  mínimo  para  reparação  dos  danos  causados  pela  infração.  2.  inegavelmente. o juiz penal.792/03  Interrogatório  é  meio  de  prova.  fixar  o  valor  do  prejuízo causado pelo crime ambiental.  não  precisando  passar  por  liquidação  no  cível.  a  fiança  é  calculada  com  base  na  pena  cominada  ao  delito  e  na  situação  econômica  do  infrator.   As  condutas  e  atividades  consideradas  lesivas  ao  meio  ambiente  sujeitarão  os  infratores. PF e PJ sofrerão sanções penais e administrativas.  quanto  ao  restante do prejuízo. apresentar pareceres de assistentes técnicos.  a  sanções  penais  e  administrativas.  art.  um  meio  analogia.6.  Esta  possibilidade já existe desde 1998 na LA.  com  a  reforma  do CPP.6.  entretanto. por analogia.3 Sentença condenatória  LA.  se  possível. o juiz informa  o direito de permanecer calado. Hoje.  225.  sempre  que  possível.  Logo.  quanto  aos  prejuízos  mínimos.  843. §1º da CLT.  LA.  A  sentença  penal  condenatória. para que o juiz calcule valor de fiança e multa.  sem  prejuízo  da  liquidação  para  apuração  do  dano  efetivamente sofrido.4 Interrogatório da pessoa jurídica  É das maiores problemáticas criadas pela responsabilidade penal da pessoa jurídica. o juiz advertia que o silêncio poderia ser interpretado em desfavor do réu. indistintamente. instaurando‐se o contraditório diferido.  Vladimir  e  Gilberto  Passos  de  Freitas  dizem  que  esse  contraditório  diferido  significa  apenas  permitir  às  partes  manifestar‐se  sobre  o  laudo.  Página | 43   CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.  oferecer  novos  quesitos.  art.  além  de  constatar  a  materialidade  delitiva. pode fixar valor mínimo de reparação civil. 20.

  Assim  será  quando  não houver nenhum interesse da União.  O  julgamento  do  HC  em  face  da  PF  terá  reflexos  na  PJ.  do  povo  brasileiro.  com  entendimento baseado no mesmo HC acima.    b) Contravenções ambientais  A  competência  será  sempre  da  Justiça  Estadual.  em  regra. Mata Atlântica.  algo que a pessoa jurídica não tem.  Ex:  p/trancar  IP  sem  justa  causa. art.    f) Crime cometido em rio estadual.  mas  da  nação  brasileira. rio interestadual e em mar territorial  Página | 44   CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.  desloca‐se a competência da JE para a JF. arts 23 e 24).  Súmula 122.  2.  HC  108. Ms e DF (CF.  CF.  não  é  possível  conhecer  de  HC.    c) Modificação de competência  Se durante a ação penal surgir interesse direto e específico da União que não havia no início da ação.7 Competência  STF e STJ criaram uma regra geral em competência ambiental partindo de 2 premissas:  1‐ A proteção ao meio ambiente é de competência comum da U. CC 88013/2008.  Questões específicas sobre competência:    a) Crimes contra a fauna  Seguem  a  regra  geral  de  competência. 109. 225.  Há  uma  exceção  na  qual  a  JF  julga  contravenção:  se  o  contraventor  tem  prerrogativa  de  função  na  Justiça  Federal  garantida  na  CF.6. de suas empresas públicas. IV.350/2009.  O  HC  é  cabível  em  ofensa  indireta  e  reflexa  à  liberdade  de  locomoção.6 HC e pessoa jurídica  Segundo  STF  e  STJ. entendeu por ser cabível Habeas Corpus para Pessoa Jurídica.  pois  ele  tutela  apenas  liberdade  de  locomoção. §4º. art. Processo remetido à JE.  Gera  apenas  interesse  genérico  e  indireto  da  União.  Ricardo  Levandovski):  A  pessoa  jurídica  só  pode  ser  denunciada  conjuntamente  com  a  pessoa  física.921/BA  (Rel.  seguem  a  regra geral. Durante o processo prescreveu o crime de desobediência.  não é cabível HC.  2.  STJ.  O inverso também é verdadeiro.  é  da  Justiça  Estadual.  30)  direito  processual  penal  (Renato  Brasileiro)  o  professor.  Conclusão:   REGRA:  Os  crimes  ambientais  são  de  competência  da  Justiça  comum  Estadual.605/98 > Questões Processuais da Lei Ambiental  . Es. ou quando o interesse da União for apenas genérico e indireto.  Min.  O  critério  em  razão  da  pessoa  prevalece  sobre  o  critério  em  razão  da  matéria.  Logo. mas sim MS para trancar ação penal sem justa causa contra PJ!!!  Na  aula  de  ação  penal  (pag.   STJ. Serra do Mar. Pantanal e Zona Costeira  CF.  Foi  voto  vencido!  Logo.  Conexão  entre  desobediência  contra  servidor  federal  e  crimes  ambientais.  “Patrimônio  Nacional”  não  significa  patrimônio  da  União. conforme entendimento pacífico do STF e STJ. desloca‐se a competência para a JE. ou autarquias.  Ex: Juiz federal acusado de contravenção ambiental.    d) Crimes cometidos na Floresta Amazônica.6.  pois  foi  cancelada  a  Súmula  91  do  STJ.   EXCEÇÃO  :  Os  crimes  ambientais  serão  de  competência  da  Justiça  Federal  somente  quando  houver  interesse direto e específico da União. Se durante o processo desaparece o interesse direto e específico da  União que havia no início do processo.  os  crimes  cometidos  nesses  ecossistema.  HC  92.   A  competência.    e) Crimes cometidos em áreas fiscalizadas por órgão federal e em APPs  STF  e  STJ:  O  fato  da  área  ser  fiscalizada  por  órgão  federal  (Ex:  IBAMA)  ou  ser  área  de  preservação  permanente  não  fixa  por  si  só  competência  da  Justiça  Federal. Parque municipal que durante a ação foi incorporado pela União.  2 – Não há nenhuma norma constitucional ou processual sobre competência criminal ambiental.  mesmo  que  atinja  interesse  direto  e  específico  da  União. O processo foi  deslocado.  que  atribuía  à  Justiça  Federal a competência para julgá‐los.

  Segundo  o  STJ. para aplicação imediata de pena que não seja de prisão. extração ilegal de areia do leito do rio. 74 da mesma lei.  Se  for  previsto  em  tratado  ou  convenção. a competência é da Justiça Federal.301.  Lei nº 9. 291 do CTB.  2.099/95  é  requisito  para  a  transação  do  art.  é  competência  da  Justiça  Estadual (CF.  LA. de que  trata o art.099/95.  de  26  de  setembro  de  1995.6. havendo interesse direto e específico da União.  como  a  plantação  de  soja  transgênica  sem  autorização  da  CTN‐ BIO. a ação penal e publica incondicionada.  a  competência  é  da  Justiça  Federal.099/95. Nas infrações penais previstas nesta Lei.    h) Liberação no meio ambiente de Organismo Geneticamente Modificado  Liberar no meio ambiente OGM é crime do art.  art.  Se o crime é  cometido em rio estadual é competência da Justiça Estadual.  Na  LA. 26. 109. CC 41.  Nos  crimes  ambientais  de  menor  potencial  ofensivo.099/95  LA  Composição  do  dano  ambiental  do  art.  pois  suas  conseqüências  podem  atingir  a saúde pública de toda a humanidade.  Na  Lei  nº  9.    CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.  quem propõe a transação na privada é o querelante).  27.  a  composição  civil  de  danos  não  é  requisito  para  a  transação  penal.    Lei nº 9.  STJ.  a  proposta  de  aplicação  imediata  de  pena  restritiva  de  direitos  ou  multa.  todos  os  crimes  das  leis  penais  especiais  são  de  ação  penal  pública  incondicionada. art.  Cabe  privada  subsidiária  se  houver  vítima  determinada.099/95.  tal  crime  transcende  os  interesses  do  Estado.594.  2  –  Transação  penal:  acordo  feito  entre  autor  do  fato  e  o  MP  (ou  querelante. V). salvo em caso de comprovada impossibilidade.8 Ação penal  Todos  os  crimes  da  LA  são  de  ação  penal  pública  incondicionada.605/98 > Questões Processuais da Lei Ambiental    Página | 45   .  mas  praticado  só  no  Brasil.  Ex: pesca predatória. 20).  LA.   Há 2 institutos despenalizadores:  1‐  Composição  civil  de  danos:  acordo  civil  entre  autor  do  fato  e  vítima  para  reparação  dos  danos  causados pelo crime. art.  Segundo  STJ  e  STF.099. 76 + a composição do dano ambiental.  76  da  Lei  n  9.  a  composição do dano ambiental é requisito para o oferecimento da proposta de transação.105/2005 (Lei de Biossegurança).    g) Tráfico internacional de animais ou de espécies vegetais  A  competência  é  da  Justiça  Federal. pois são patrimônios da União (CF. art.    Os requisitos para a transação penal nos crimes ambientais de menor potencial ofensivo são aqueles  do art.  Ex:  crime  envolvendo  transgênicos.    Lei nº 9.  Aliás. art.099/95.  STJ. 27 da Lei nº 11.  prevista  no  art.  76  da  ‐ Transação penal  mesma lei. CC 36.  exceto a LCC fora das situações do art. 74.  pois  o  Brasil  é  signatário  de  convenções  sobre  repressão  ao  tráfico  internacional  de  animais  e  espécies  da  flora.  74  da  ‐ Composição civil de danos  9. 76. ainda que sejam utilizados  petrechos proibidos em normas federais.  2.6.  No  caso  de  crimes  cometidos  em  rio  interestadual  e  mar  territorial.  somente poderá ser formulada desde que tenha havido a previa composição do dano ambiental.9 Transação penal em crimes ambientais de menor potencial ofensivo  Lei nº 9.  Se  é  crime  à  distância  e  previsto  em  convenção  internacional.

 por sentença definitiva.  pela  aplicação  de  pena  restritiva  ou  multa. art.  o  Juiz poderá reduzi‐la até a metade.  o  Juiz  aplicará  a  pena  restritiva  de  direitos  ou  multa.    § 2º Não se admitirá a proposta se ficar comprovado:  I  ‐  ter  sido  o  autor  da  infração  condenado.  mas  descumpre  o  acordo  de  reparação  ambiental  que  permitiu  a  transação.  que  não  importará  em  reincidência.  com  suspensão  do prazo da prescrição.  ser  novamente  prorrogado  o  período  de  suspensão.    §  3º  Aceita  a  proposta  pelo  autor  da  infração  e  seu  defensor.  acrescido  de  mais  um  ano. 28 da Lei Ambiental  Cabível  para  crimes  com  pena  Pela  letra  da  lei.  pois  a  transação  foi  cumprida. 82 desta Lei.  Havendo  representação  OU  tratando‐se  de  crime  de  ação  penal  pública  incondicionada. 89 da Lei nº 9.    2.    §  4º  Acolhendo  a  proposta  do  Ministério  Público  aceita  pelo  autor  da  infração.605/98 > Questões Processuais da Lei Ambiental  .  Ex:  TAC  assinado  com  o  MP. segue‐se a regra geral do art.  com  as seguintes modificações:    I ‐  a  declaração  de  extinção  de  punibilidade.  a  ser  especificada na proposta.  bem  como  os  motivos  e  as  circunstâncias.  não  se  aplicarão  as  condições  dos incisos II.  Vladimir  Passos  de  Freitas e Gilberto Passos de Freitas.  salvo  para os fins previstos no mesmo dispositivo.  Porém.  As  disposições  do  art.  pela  prática  de  crime.  houve  erro  material  do  legislador  na  redação  do  dispositivo.    Segundo  a  doutrina.  89  da  Lei  nº  9.  conforme  seu  resultado. III e IV do § 1° do artigo mencionado no caput.  dependerá  de  laudo  de  constatação  de  reparação  do  dano  ambiental.  Não  há  possibilidade  de  oferecimento  de  denúncia.099  (Sursis  processual). e o crime prescreveria.    IV ‐ findo o prazo de prorrogação.099/95.  a  conduta  social  e  a  personalidade  do  agente.  o  legislador  quis  dizer  “crimes  definidos  nesta  lei”.  de  26  de  setembro  de  1995.  não  sendo  necessária  a  efetiva  reparação  para  que  seja  proposta  a  transação.  III  ‐  não  indicarem  os  antecedentes. esse tipo de interpretação é perigosa!    Art. e não terá efeitos  civis.    V ‐  esgotado  o  prazo  máximo  de  prorrogação. observado o disposto no inciso III.  de  que  trata  o  §  5°  do  artigo  referido  no  caput.  até  o  período  máximo  previsto  no  artigo    referido  no  caput. ser necessária e suficiente a adoção da medida. o Ministério Público poderá propor a aplicação  imediata  de  pena  restritiva  de  direitos  ou  multas.  até  o  máximo  previsto  no  inciso  II  deste artigo.  Assim  Edis  Milaré.10  Suspensão condicional do processo em crimes ambientais    Lei nº 9099/95.  Antônio  Scaranse  Fernandes.  0Se  o  autor  do  fato  cumpre  a  pena  imposta  na  transação.  Art.  II  ‐  ter  sido  o  agente  beneficiado  anteriormente.  nos  termos deste artigo.    §  1º  Nas  hipóteses  de  ser  a  pena  de  multa  a  única  aplicável. à pena privativa de liberdade.  sejam  ou  não  da Lei nº 9.  o  prazo  de  suspensão  do  processo  será  prorrogado.099/95  Art. proceder‐se‐á à lavratura de  novo  laudo  de  constatação  de  reparação  do  dano  ambiental.  aplicam‐se  aos  crimes  de  menor  potencial  ofensivo  definidos  nesta  Lei.  Delmanto.  Isso  porque  a  reparação do dano pode demorar anos. 89  a  um  ano.  será submetida à apreciação do Juiz.  sendo  registrada apenas para impedir novamente o mesmo benefício  no prazo de cinco anos.  podendo.  não  sendo  caso  de  arquivamento.6.  76.  a  declaração  de  extinção  de  punibilidade  dependerá  de  laudo  de  constatação  que  comprove  ter  o  acusado  tomado  as  providências  necessárias à reparação integral do dano. 89.  no  prazo  de  cinco  anos.  Cesar  Roberto  Bittencout.  e  onde  está  escrito  “crimes  de  menor  potencial  ofensivo  definidos  nesta  lei”.  28.    Lei Ambiental  Art.  O  que  não  foi  cumprido  foi  o  requisito para o cabimento da transação.  Página | 46   CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.    Prévia  composição  do  dano  ambiental  é  o  compromisso  formal  de  reparar  o  dano.  cabendo  aos  interessados  propor  ação  cabível  no  juízo  cível.  (somente  se  houver  laudo  comprovando  a  reparação  do  dano)    II ‐  na  hipótese  de  o  laudo  de  constatação  comprovar  não  ter  sido  completa  a  reparação.  ressalvada  a  impossibilidade  prevista  no  inciso  I  do  §  1°  do  mesmo  artigo.    §  5º  Da  sentença  prevista  no  parágrafo  anterior  caberá  a  apelação referida no art.    III ‐  no  período  de  prorrogação.    §  6º  A  imposição  da  sanção  de  que  trata  o  §  4º  deste  artigo  não  constará  de  certidão  de  antecedentes  criminais.  só  caberia  suspensão  condicional  nos  crimes  de  menor  mínima  cominada  não  superior  potencial ofensivo (IMPO)! Para a doutrina.  só  há  uma  solução:  executar  o  acordo  de  reparação  não  cumprido.

  1.2001)  § 2º  No  tocante  aos  empreendimentos  em  curso  até  o  dia  30  de  março  de  1998.  2.  a  assinatura  do  termo  de  compromisso  deverá  ser  requerida  pelas  pessoas  físicas  e  jurídicas  interessadas.  (Incluído  pela  Medida  Provisória  nº 2. de 23. art.2001)  § 1º  O  termo  de  compromisso  a  que  se  refere  este  artigo  destinar‐se‐á. sem suspensão da prescrição.8.  o  acusado  não  fica  mais  sujeito às condições da suspensão condicional do processo (28.  o  juiz  prorroga  a  suspensão  do  processo por 5 anos.  findo o  período  dela.  Se  o  laudo  apontar  que  não  houve  reparação  integral.7 Termo de compromisso ambiental  LA. de 23. 79‐A. o  juiz  tem  as  seguintes opções:  a)  se  houve  a  reparação  do  dano. a permitir que as pessoas físicas  e  jurídicas  mencionadas  no  caput  possam  promover  as  necessárias  correções  de  suas  atividades.  mediante requerimento escrito protocolizado junto aos órgãos  Página | 47   .   Foi  introduzido  por  uma  MP  convertida  em  lei  e  prevê  a  possibilidade  de  pessoas  físicas  e  jurídicas  que  exerçam  atividades  efetiva  ou  potencialmente  poluidoras  celebrarem  termo  de  compromisso  ambiental  com  os  órgãos  do  SISNAMA  (Sistema  Nacional  do  Meio  Ambiente)  para  adequar  suas  condutas  e  atividades  às  normas ambientais. o juiz declara extinta a punibilidade.  (Incluído pela Medida Provisória nº 2.8.  com  metas  trimestrais  a  serem  atingidas.  (Incluído pela Medida Provisória nº 2.8. mas não foi possível.  Esgotado  o  período  de  suspensão  (2  a  4  anos).  OBS:  a  comprovação  dessa  reparação  deve  ser  por  meio  de  LAUDO  DE  REPARAÇÃO DO DANO AMBIENTAL.  ampliação  e  funcionamento  de  estabelecimentos  e  atividades  utilizadores  de  recursos  ambientais. de 23.  responsáveis  pela  execução  de  programas  e  projetos  e  pelo  controle  e  fiscalização  dos  estabelecimentos  e  das  atividades  suscetíveis  de  degradarem  a  qualidade  ambiental.  (Incluído  pela Medida Provisória nº 2.2001)  III ‐ a  descrição  detalhada  de  seu  objeto.    CAPÍTULO VIII  DISPOSIÇÕES FINAIS  Art.  (Incluído  pela  Medida Provisória nº 2.  de 23. o juiz revoga a suspensão do processo.III).2001)  IV ‐ as  multas  que  podem  ser  aplicadas  à  pessoa  física  ou  jurídica compromissada e os casos de rescisão.2001)  I ‐ o  nome.163‐41.163‐41.  b)  se  não  houve  a  reparação  integral.  Art.  b) prorrogar a suspensão por mais 5 anos.  Findo  o  prazo  da  prorrogação.  a  qualificação  e  o  endereço  das  partes  compromissadas  e  dos  respectivos  representantes  legais. com suspensão da contagem da prescrição. de 23.  de  23.  ou  não  houve.  Aplicam‐se  subsidiariamente  a  esta  Lei  as  disposições  do Código Penal e do Código de Processo Penal.163‐41.163‐41.  nem  as  providências  possíveis  para  essa reparação.2001)  CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9. de 23.  sendo  obrigatório  que  o  respectivo  instrumento  disponha  sobre:  (Incluído  pela  Medida  Provisória  nº  2.  Para  o  cumprimento  do  disposto  nesta  Lei.163‐41.  2.8.605/98 > Termo de compromisso ambiental  II ‐ o  prazo  de  vigência  do  compromisso.  A  punibilidade  só  é  extinta  se  houver  reparação  integral  do  dano  ambiental  ou  comprovação  de  que  o  acusado  adotou  todas  as  providências  para  reparar o dano. o juiz tem duas opções:  a) revogar a suspensão.  considerados  efetiva  ou  potencialmente  poluidores.  envolvendo  construção.  Se  o  juiz  optou  pela  nova  prorrogação.  3. exclusivamente.  termo  de  compromisso  com  pessoas  físicas  ou  jurídicas  responsáveis  pela  construção.  poderá  variar  entre  o  mínimo  de  noventa  dias  e  o  máximo  de  três  anos.  considerados  efetiva  ou  potencialmente  poluidores.  ficam  autorizados  a  celebrar.  ampliação  e  funcionamento  de  estabelecimentos  e  atividades  utilizadores  de  recursos  ambientais.  é  feito  o  laudo.  (Incluído  pela  Medida Provisória nº 2.  Período de suspensão pode variar de 2 a 14 anos.2001)  VI ‐ o  foro  competente  para  dirimir  litígios  entre  as  partes.  até  o  dia  31  de  dezembro  de  1998.8.  com  força  de  título  executivo  extrajudicial.  mas  foram  adotadas  todas  as providências possíveis para reparar.  em  função  da  complexidade  das  obrigações  nele  fixadas.  instalação. de 23.  se  o  laudo  apontar  que  não  houve  reparação integral. 79‐A.163‐41.2001)  V ‐ o  valor  da  multa  de  que  trata  o  inciso  IV  não  poderá  ser  superior  ao  valor  do  investimento  previsto.  instalação.  Período  de  suspensão  condicional  do  processo:  2  a  4  anos. não se admitindo outro meio de prova.163‐41.  que.  com  possibilidade  de  prorrogação  por  igual  período.8.8.  (Incluído  pela  Medida  Provisória  nº  2.  infrações  de  menor  potencial  ofensivo. em decorrência  do  não‐cumprimento  das  obrigações  nele  pactuadas.  o  valor  do  investimento  previsto  e  o  cronograma  físico  de  execução  e  de  implantação  das  obras  e  serviços  exigidos.  79.8.163‐41.  OBS:  Durante  os  dois  períodos  de  prorrogação.  para  o  atendimento  das  exigências  impostas  pelas  autoridades  ambientais  competentes.  os  órgãos  ambientais  integrantes  do  SISNAMA.  A  punibilidade  é  extinta  se  o  acusado  cumpre  as  condições  impostas  no  período  da  suspensão.

163‐41.  §3º  da  CF  prevê  a  responsabilidade  penal  independentemente  da  obrigação  de  reparar o dano.  devem  ser  analisadas  em  sua  sede  própria:  a  sentença  no  processo de conhecimento.  (Incluído  pela  Medida  Provisória  nº 2.  "Termo  de  Compromisso  de  Recuperação  Ambiental".2001)        Efeitos penais do cumprimento deste acordo:   1 ‐ Nucci.163‐41.  (Incluído  pela  Medida  Provisória  nº  2.163‐41. devidamente cumprido. pesca em época e local proibidos.  O  trancamento  de  ação  penal  em  habeas  corpus  impetrado  com  fundamento  na  ausência  de  justa  causa  é  medida  excepcional  que.8 Crimes contra o meio ambiente  1.  Exclusão  de  justa  causa  para  o  prosseguimento  da  ação  penal  não  configurada. 6.8.  2 – Há entendimento de que esse termo é causa supralegal de exclusão da ilicitude.  Ou  seja.8.  A  via  estreita  do  habeas  corpus  não  comporta  dilação  probatória. Normas penais em branco  O  uso  da  técnica  da  norma  penal  em  branco  é  legítima  na  elaboração  dos  tipos  penais  ambientais.  14. mediante  extrato.  em  princípio.2001)  § 5º  Considera‐se  rescindido  de  pleno  direito  o  termo  de  compromisso.  o  fato  de  o  paciente  haver  firmado  "Termo  de  Compromisso  de  Recuperação  Ambiental"  e  noticiado  processo  administrativo  em  curso  consubstanciam  circunstâncias  insuficientes  para.  ficarão  suspensas. Princípio da insignificância  Aplica‐se este princípio nos crimes ambientais?  1ª corrente (TRF3 e TRF4): Não se aplica.  a  norma  administrativa deve ser um complemento da norma penal. 4. uma vez que desequilibra  o meio ambiente direta ou indiretamente.2001)  § 8º  Sob  pena  de  ineficácia.  contados  da  protocolização  do  requerimento.163‐41.  Crime  contra  o  meio  ambiente.8.  exame  aprofundado  de  matéria  fática  ou  nova  valoração  dos  elementos  de  prova.  Luis  Régis  Prado  diz  que  a  técnica  da  norma  penal  em  branco  não  ofende  o  princípio  da  legalidade. de 23.  17  diz  que  só  é  cabível  sursis  especial  se  houver  reparação  do  dano  ambiental. De igual maneira.469.  (Incluído  pela  Medida Provisória nº 2.  No  caso  concreto.  os  termos  de  compromisso  deverão ser publicados no órgão oficial competente.  3 – STJ e STF: O cumprimento deste termo não acarreta efeitos penais.  de  23.163‐41.   A LA considerou o meio ambiente em seu sentido amplo.  Ex2:  art. tutelando penalmente:                                                                 EMENTA  Habeas  corpus.  Ex3:  art. a ausência de laudo pericial não é suficiente para trancar a ação penal que  assenta  a  materialidade  do  evento  em  outros  elementos  de  prova. de 23.605/98 > Crimes contra o meio ambiente  .  (Incluído  pela  Medida  Provisória  nº  2.2001)  § 6º  O  termo  de  compromisso  deverá  ser  firmado  em  até  noventa  dias.  Ausência  de  materialidade.  Inviabilidade.  Porém.  Lei  nº  9.911 e RHC 21.    2.  Reexame  de  provas. acarreta falta de justa causa para a  ação penal.  3.  27  só  permite  transação se houve reparação do dano ambiental. devendo ser firmado pelo dirigente  máximo  do  estabelecimento.  a  aplicação  de  sanções  administrativas  contra  a  pessoa  física  ou  jurídica  que  o  houver  firmado.  pois  trabalham  com  conceitos  extrajurídicos  e  normas  administrativas.  STJ.  as  teses  de  atipicidade  da  conduta  e  de  ausência  de  dano  ambiental.  II  diz  que  a  reparação  do  dano  é  atenuante  de  pena.  mesmo  em  tese.  demandando  exame  aprofundado  de  provas.163‐ 41.361 40  2.  Ex:  Floresta  de  preservação  permanente.  (Incluído pela Medida Provisória nº 2.8.  5. de 23. Delmanto e TJ/MG: Este termo.  ressalvado  o  caso  fortuito  ou  de  força  maior.  Dessa  forma.  em  relação  aos  fatos  que  deram  causa  à  celebração  do  instrumento.  (Incluído  pela  Medida  Provisória  nº  2.  de  plano.2001)  § 4º  A  celebração  do  termo  de  compromisso  de que  trata  este  artigo  não  impede  a  execução  de  eventuais  multas  aplicadas  antes  da  protocolização  do  requerimento.  2. de 23.2001)  § 7º  O  requerimento  de  celebração  do  termo  de  compromisso  deverá  conter  as  informações  necessárias  à  verificação  da  sua  viabilidade  técnica  e  jurídica. pelos seguintes motivos:  a)  O  art.  1.  constituem  crime.8.  225. É o entendimento defendido pela maioria.  Página | 48   40 CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.  quando  descumprida  qualquer  de  suas  cláusulas.  desde  que  o  núcleo  essencial  da  ação  proibida  esteja  na  norma  penal.  de  23.  (Incluído pela Medida Provisória nº 2. HC 82. e não o inverso. STF.8.2001)  § 3º  Da  data  da  protocolização  do  requerimento  previsto  no  §  2º  e  enquanto  perdurar  a  vigência  do  correspondente  termo  de  compromisso.  sob  pena  de  indeferimento  do  plano.  Precedentes. vegetação fixadora de mangue.   2ª  corrente  (STJ  e  STF):  É  CABÍVEL  O  PRINCÍPIO  DA  INSIGNIFICÂNCIA  em  crimes  ambientais  se  a  conduta não causar lesão ou perigo de lesão significante ao bem jurídico meio ambiente.8.  excluir  a  tipicidade da conduta imputada ao réu.163‐41. pois qualquer lesão é significante.605/98.  b) Vários dispositivos da LA deixam claro que a reparação do dano não acarreta falta de justa  causa  para  a  ação  penal. Habeas corpus denegado.  competentes do SISNAMA. HC 86.  não  tem  cabimento  quando  a  denúncia  ofertada  narra  fatos  que.  Ex1:  art. de 23.

    1.  estrangeiros. o fato é atípico.  o  crime  é  material.  apanhar.  considerando  as  circunstâncias.  bem  como  produtos  e  objetos  dela  oriundos.  Matar.  aquáticas  ou  terrestres.10 Crimes em espécie  2. há divergência.643/87.  O  objeto  material  do  crime  são  “espécimes  da  fauna  silvestre”. expõe à venda.197/67.  ou  águas  jurisdicionais brasileiras.  autorização  ou em desacordo com a obtida. art.  Como  o  tipo  penal  usa  a  expressão  espécimes  no  plural.  O professor discorda desta distinção feita pelos Passos de Freitas.  licença  ou autorização da autoridade competente.1 Matar.  As  disposições  deste  artigo  não  se  aplicam  aos  atos  de  pesca.  no  verbo  perseguir é crime formal.  pois  o  §3º  do  art. quanto a esta última.  há  doutrina  que  diz que.  §3°.  migratórias  e  quaisquer  outras. que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos  limites do território brasileiro. art.  29  é  norma  penal  explicativa. e.605/98 > Crimes contra a fauna  . (Lei das Contravenções Penais)   d) Lei nº 7.  Espécimes  é  um  exemplar  de  uma  espécie. 29 não se aplica aos atos de pesca:  Página | 49   CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.  §1º. apanhar.  um  peixe.  II ‐  quem modifica. ou águas jurisdicionais brasileiras.  §5º  .  f) Lei nº 9.605/98  Só permanecem em vigor as leis 9.  ainda que somente no local da infração.  sem  a  devida  permissão.  São  espécimes  da  fauna  silvestre  todos  aqueles  pertencentes  às  espécies  nativas. tem  em  cativeiro  ou  depósito.  que traz o conceito penal de fauna silvestre:   §3°. se o crime atingir uma só espécime. art.  danifica  ou  destrói  ninho. Tipo penal  Há  cinco  núcleos  verbais:  Nos  verbos  matar.643/87: Pescar ou molestar cetáceo. perseguir. utilizar espécimes da fauna silvestre    Art. paisagístico. artístico.  VI  ‐  com  emprego  de  métodos  ou  instrumentos  capazes  de  provocar destruição em massa. aquáticas ou terrestres. Para alguns autores.  3‐ Meio ambiente cultural (patrimônio histórico.605/98 e a 7.   Não  estão  protegidos  neste  tipo  penal  os  animais  domésticos  ou  domesticados.  caçar. 8º: Pesca com substâncias tóxicas.  Proteção penal da fauna:  As normas penais sobre a fauna são as seguintes:  a) Lei nº 5.679/88. (Código de Pesca)  c) DL 3688/41. 27.  2‐ Meio ambiente artificial ou urbano. São espécimes da fauna silvestre todos aqueles pertencentes  às  espécies  nativas.  que  tenham  todo  ou  parte  de  seu  ciclo  de  vida  ocorrendo  dentro  dos  limites  do  território  brasileiro.  utiliza  ou  transporta  ovos.  1‐ Meio ambiente natural (fauna e flora).  §2º. guarda.  Ex:  um  papagaio.  No  caso  de  guarda  doméstica  de  espécie  silvestre  não  considerada  ameaçada  de  extinção. A pena é aumentada de metade.  provenientes  de  criadouros  não  autorizados  ou  sem  a  devida  permissão.  mas  apenas  animais  selvagens. ou Código de Caça)  b) DL 221/67.  29.  e) Lei nº 7.  V ‐ em unidade de conservação. o tipo penal também não protege os animais exóticos (os que tenham todo ou  parte  do  seu  ciclo  de  vida  ocorrendo  no  Brasil).  utilizar  espécimes  da  fauna  silvestre. licença ou autorização da autoridade competente.  nativa  ou  em  rota  migratória.  IV ‐ com abuso de licença.  A  pena  é  aumentada  até  o  triplo.  sem  licença.  larvas  ou  espécimes  da  fauna  silvestre.  migratórias  e  quaisquer outras.  O art. Incorre nas mesmas penas:  I ‐  quem  impede  a  procriação  da  fauna. 61. (Lei de proteção à Fauna.  III ‐ quem vende.  pode  o  juiz. art. 64. e multa.9 Crimes contra a fauna  Conceito  de  fauna:  Compreende  o  conjunto  de  animais  que  vivem  em  uma  determinada  região  ou  ambiente.  2.  perseguir.  II ‐ em período proibido à caça.  abrigo  ou  criadouro  natural. caçar.  II ‐ durante a noite.  §6º  .  nativos  ou  em  rota  migratória.  caçar  apanhar  e  utilizar. exporta ou adquire. se o crime e praticado:  I  ‐  contra  espécie  rara  ou  considerada  ameaçada  de  extinção. incluindo‐se os animais da fauna terrestre e aquática. deixar de aplicar a pena. arqueológico e turístico). ou  em desacordo com a obtida:  Pena ‐ detenção de seis meses a um ano.  se  o  crime  decorre  do  exercício de caça profissional.10.   2.  §4º.

  ferir  ou  mutilar  animais  silvestres.  Segundo o STF essas práticas são todas inconstitucionais.  não  é  cabível  o  perdão judicial e a pena é aumentada da metade (29.  Condutas:  I.   2.  Página | 50   CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.  Aplica‐se.  O crime do art.  é  cabível  o  perdão  judicial. se o crime e praticado:  I ‐ contra espécie rara ou considerada ameaçada de extinção. Mutilar – cortar partes ou membros do animal.   18   de   setembro   de   2010.  Se  o  animal  não  estiver  na  lista  oficial  do  IBAMA  de  animais  em  extinção.10.  Objeto  Material:  estão  protegidos  todos  os  animais  (selvagens  e  domésticos  –  vivem  naturalmente  junto  ao  homem  ou  domesticados  –  podem  se  adaptar  à  convivência  doméstica.    2. a  doutrina  diz  que  não  há  crime  quando  a  mutilação  é  feita  para  fins  estéticos  por  falta  da  intenção  específica  de  maltratar  o  animal.  Esse  crime  de  maus  tratos  revogou  a  contravenção  penal  de  maus  tratos  do  art.  nativos  ou  exóticos  –  nacionais  ou  estrangeiros).  No  caso  de  guarda  doméstica  de  espécie  silvestre  não  considerada  ameaçada  de  extinção.  II.  Nucci  entende  que  a  protege  somente  os  animais  silvestres. considerando as circunstâncias. Caça profissional  Se  o  crime  for  cometido  em  atividade  de  caça  profissional  (habitualidade  e  finalidade  de  lucro)  a  pena  é aumentada até o triplo.  Manter  animal  silvestre  em  casa  ilegalmente  é  crime. 32  O  art.2 Maus tratos  Art.605/98 > Crimes em espécie  . 29 protege somente os animais silvestres.    –Rinhas de galo/vaquejadas/farra do boi  Há  quem  sustente  que  essas  práticas  são  constitucionais  porque  são  manifestações  culturais  garantidas pelo art.  29  prevê  a  conduta  matar. Exceção.  §4º. §4º. 215 da CF. I). ou matá‐la. Ex. 29  Art.  32. nativos ou exóticos: Pena ‐ detenção. a orelha etc. Ferir – lesionar o animal.  maus‐tratos. Nucci entende que o delito nas contravenções continua em vigor.    Qual  crime  configura  matar  animal  doméstico  ou  domesticado?  Configura  o  crime  do  art. Praticar maus tratos – causar sofrimento ao animal de qualquer forma.    Art.  pode  o  juiz.  animais domésticos ou domesticáveis. Guarda doméstica e perdão judicial:  §  2º. de três meses a um ano. A pena é aumentada até o triplo.  Se  o  animal  estiver  na  lista  de  extinção.  64  da  Lei  das  Contravenções.  mas não prevê a conduta matar. Ex: toureiros do pantanal.  pois.: cortar o rabo do cachorro. Atos  de  abuso  –  submeter  o  animas  a  trabalhos  excessivos.  3.  mas  não  tutela  Protege  os  animais  domésticos  ou  domesticáveis. A pena é aumentada de metade.  Ex:  destruir  o  ninho  da  tartaruga marinha.  IV. ainda que somente no local da infração. que matam jacarés.  Portanto  desde  que  a  mutilação  seja  feita  na  forma  da  lei  (uso  de  anestesia  e  por  profissional  habilitado)  não  há  crime  de  maltratar  animal.  Praticar  ato  de  abuso.  III.  domésticos  ou  domesticados.  Sujeitos do Crimes: pode ser qualquer pessoa inclusive o proprietário do animal. se o crime decorre do exercício de caça profissional.  a  qualquer  ato  que  ofenda  o  animal  aquático  que  não  a  pesca.  transportar  o  animal  de  maneira  inadequada. e multa.  §5º .  Sábado. deixar de aplicar a pena.  porque  as  expressões  domésticos ou domesticados estão relacionados aos animais silvestres.  32  já  que  prevê o verbo ferir e para matar o animal o agente tem que necessariamente ferir o animal.

  suscetíveis  ou  não  de  aproveitamento  econômico. Trata‐se.  Rio  de  Janeiro  e  Santa  Catarina  regulamentando  essas  práticas.  esportivos  ou  científicos.  § 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço.794/08  (regulamenta  o  uso  científico  de  animais).  Obs. mesmo que não haja outros meios para que seja feita.  36.  ou  seja. Ex.  ainda  que  para fins didáticos ou científicos. não há crime.  O conceito de pesca está definido no art.  §  1º  Incorre  nas  mesmas  penas  quem  realiza  experiência  dolorosa  ou  cruel  em  animal  vivo.    Lugares interditados:    Só  há  crime  se  o  lugar  estiver  interditado  por  órgão  competente.  Art.  ressalvadas  as  espécies  ameaçadas  de  extinção.10. VII da CF que proíbe qualquer espécie de crueldade contra animais.  Portanto  se  a  vivessecção  for  feita  em  desacordo  com  as  determinações legais será considerado crime.  geralmente  em  conjunto  do  IBAMA  e agências ambientais legais. a coleta de nenhuma espécime animal.  O  conceito  de  pesca  na  lei  ambiental  é  bem  mais  amplo  e  diverso  do  conceito  comum  de  pesca  que  temos.3 Crimes de pesca  A  pesca  em  regra  é  permitida  no  Brasil  seja  para  fins  comerciais.  A  lei  que  regulamentava  a  vivessecção  no  Brasil  era  a  lei  6.  Todas  essas  leis  foram  declaradas  inconstitucionais  pelo  STF  por  ofensa  ao  artigo 225.  Pesca  ocorre  mesmo que não seja apanhada.  considera‐se  pesca  todo  ato  tendente  a  retirar. de norma penal em branco.  III  ‐  transporta.  II  ‐  pesca  quantidades  superiores  às  permitidas.:  médico  veterinário  no  local. Essa lei foi revogada porque a piracema não ocorre nessa época em todo Brasil. Havendo outros recursos didáticos ou científicos que permite a  não realização da vivessecção.  Pesca  é  todo  ato  tendente  a  coletar  animal  aquático.  laço  com  folga.  Pesca ocorrida em época proibida:    A  lei  5.605/98 > Crimes em espécie  . portanto.  beneficia  ou  industrializa  espécimes  provenientes  da  coleta.  ou  mediante  a  utilização  de  aparelhos.  Se  não  há  outro  recurso  científico  ou  didático a não ser a vivessecção.197/67  (Código  de  Pesca  ou  lei  de  proteção  à  fauna)  proibia  a  pesca  em  todo  país  de  1º  de  outubro a 30 de janeiro.  extrair.  apanhar. 36.  comercializa.  arena  acolchoada. Ex.  petrechos.  técnicas e métodos não permitidos.  Art.   O  período  de  pesca  proibida  é  estabelecido  em  atos  normativos.  aqueles  integrantes  do  SISNAMA (Sistema Nacional do Meio Ambiente).  –Rodeios  Lei federal 10.  apreender  ou  capturar  espécimes  dos  grupos  dos  peixes.  revogada  pela  lei  11.  mas  excepcionalmente  a  pesca  é  proibida  no  Brasil  em  determinadas  épocas  e  locais  ou  mediante  determinados  modos.  34.  Vivessecção  experiência  dolorosa  ou  cruel  em  animal  vivo.:  em  alguns  locais  (interior  de  São  Paulo)  essa  lei  é  declarada  incidentalmente  inconstitucionalidade e o rodeio não se realiza.  coletar.  Essa lei.  Se  o  rodeio  for realizado de acordo com as exigências da lei é exercício regular de direito.  Parágrafo único.  Página | 51   CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9. quando existirem recursos alternativos.  Há  leis  estaduais  ou  municipais  no  Rio  Grande  do  Norte.  apanha  e  pesca proibidas.  Para  os  efeitos  desta  Lei.  Pescar  em  período  no  qual  a  pesca  seja  proibida  ou  em  lugares  interditados  por  órgão  competente:  Pena ‐ detenção de um ano a três anos ou multa.  proibição  de  espora  ponteaguda. então será crime.638/79.519/02 que autoriza rodeios no Brasil.  2.  moluscos  e  vegetais  hidróbios.: por rede no rio configura crime de pesca. ou ambas as penas cumulativamente.  crustáceos. Incorre nas mesmas penas quem:  I ‐ pesca espécies que devam ser preservadas ou espécimes com tamanhos inferiores aos permitidos. se ocorre morte do animal. §1º. nos artigos 3º e 4º estabelece várias regras e exigências para que o rodeio seja realizado. constantes nas listas oficiais da fauna e da flora.  ainda  que  ele  não  seja  coletado.

 desde que assim caracterizado pelo órgão competente. boto.  “e”. “m”.  1º  dessa  lei  foi  tacitamente  revogado  pelos  artigos 34 e 35 da Lei ambiental.  INOCORRÊNCIA. “l”.279/SC 41 ).  26. ou utilizá‐la com infringência das normas de proteção:  Pena ‐ detenção.  38.  2.  26. Não é crime o abate de animal.                                                               41   CRIMINAL.  NULIDADE  DO  ACÓRDÃO.  visando  à  gravação  de  "cenas  espetaculares".11 Causas excludentes de ilicitude dos crimes contra a fauna  Art.  Destruir  ou  danificar  floresta  considerada  de  preservação  permanente.  Pacientes  que  estariam  fazendo  filmagem  para  o  programa  "Aqui  e  Agora". acontece que  o  crime  de  porte  tem  pena  maior  do  que  o  ambiental.605/98 > Causas excludentes de ilicitude dos crimes contra a fauna  .  FILMAGEM  PARA  O  PROGRAMA  "AQUI  E  AGORA".  A  CEMIG  (Companhia  de  Energias  de  Minas  Gerais)  interditou  um  local  pra  pesca  próximo  a  uma  hidrelétrica. golfinhos.  2.  mas  poderá  responder  por  porte  ilegal  de  arma  de  fogo.  Edis  Milaré. quando realizado:  I ‐ em estado de necessidade. Um pescador foi denunciado por ter pescado nesse local interditado. ou multa.  mesmo  que  em  formação.  Delmanto  entendem  que  este  crime  do  art.1 Destruir ou danificar floresta de preservação permanente  Art.  III – (VETADO)  IV ‐ por ser nocivo o animal. 37. ou ambas as penas cumulativamente.  todas  contravenções  penais.  Com  isso  determinou  o  trancamento  da  ação  penal    Pesca Predatória  Art.605/98  só  permaneceram  em  vigor  o  art.  Com  a  entrada  em  vigor  da  Lei  9.  “a”  a  “q”  da  Lei  4771/67.  Se  o  agente  abate  o  animal  com  uma  arma  de  fogo  a  pessoa  deve  ter  o  porte  de  arma  específico  de  caçador para subsistência. previsto no estatuto do desarmamento (Lei 10. 35.  Parágrafo único. em contato com a água.  35  é  normal  penal  em  branco  pois  são  atos  normativos  que  definem  quais  são  as  substâncias  tóxicas.  II ‐ substâncias tóxicas.  CERCEAMENTO  DE  DEFESA.  ORDEM  DENEGADA. “j”.  CRIME  CONTRA  A  FAUNA  MARINHA.12 Crimes contra a flora  Conceito: é  “a  totalidade  das  espécies  vegetais  que  compreendem  a  vegetação  de  uma  determinada  região” (Édis Milaré).826/03) no art.  II  ‐  para  proteger  lavouras. Pescar mediante a utilização de:  I ‐ explosivos ou substâncias que.  Lei 7.  Se  não  tiver  o  porte.  O STJ entende que esse crime continua em vigor (HC 19. produzam efeito semelhante. O STJ entendeu que o fato é  atípico  pois  o  local  não  foi  interditado  por  órgão  competente.  HC. ou outro meio proibido pela autoridade competente:  Pena ‐ reclusão de um ano a cinco anos. §5º.  De  acordo  com  o  STJ  o  crime  mais  grave  não  pode  ser  absorvido pelo crime mais grave. de um a três anos.  FALTA  DE  PERÍCIA  EM  FITA  DE  VÍDEO.  quando  teriam  molestado  baleias.643/87 ‐ fica proibida a pesca ou qualquer outra forma de molestamento intencional.12. Luiz Régis  Prado.  O  art.  DEFESA  QUE  PERMANECEU  INERTE  DURANTE  A  INSTRUÇÃO  PROCESSUAL. explosivos ou meios proibidos pela autoridade competente.  As  infrações  penais  contra  a  flora  estavam  todas  tipificadas  no  art.  pomares  e  rebanhos  da  ação  predatória  ou  destruidora  de  animais.  Se  a  arma  foi  utilizada  exclusivamente para o abate do animal o porte de arma estaria absorvido pelo crime ambiental. Se o crime for culposo.    Pesca ou molestamento de cetáceos    Cetáceos são baleias.  poderá  não  responder  por  crime  ambiental  já  que  está  abrigado  por  uma  excludente  de  ilicitude.  desde  que legal e expressamente autorizado pela autoridade competente.  2. 6º. a pena será reduzida à metade. para saciar a fome do agente ou de sua família.  CONDENAÇÃO  BASEADO  EM  OUTROS  ELEMENTOS  DE  AUTORIA  E  MATERIALIDADE.  Página | 52   CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.  chegando  a  provocar  uma  colisão  do  barco  com os animais.  MOLESTAMENTO  INTENCIONAL  DE  CETÁCEOS  (BALEIAS).

  Florestas  de  preservação  permanente  são  espécies  do  gênero  área  de  preservação  permanente  (APP). inclusive o proprietário ou possuidor da área onde está a floresta. sejam ou não de preservação permanente.  Conduta é provocar incêndio.  expondo  a  perigo  a  vida. estadual.2 Cortar árvores em floresta considerada de preservação permanente  Art.  a  integridade  de  dois  a  quatro  anos. distrital.652).  41.  anos. Se o crime é culposo.  2. 41.  TÍTULO  VIII  ‐  DOS  CRIMES  CONTRA  A  INCOLUMIDADE  PÚBLICA  ‐  CAPÍTULO  I  ‐  DOS  CRIMES  DE  PERIGO  COMUM  –  Incêndio  ‐  Art.771/65)  prevê  a  conduta  de  fazer  fogo  nas  florestas  sem  as  precauções devidas (sem limpar a área em volta). 41 da Lei 9.605/98  Art.  Aplica‐se tudo o que foi dito quanto ao art. “h” do CP  Pune  incêndio  em  mata. Utilizar  com  infringência  das  normas  de  proteção  –  utilizar  em  desacordo  com  as  normas  ambientais.  Se  o  crime  é  física  ou  o  patrimônio  de  outrem:  Pena ‐  reclusão.]  h)  em lavoura. O crime do artigo 39 não prevê a forma culposa.  Objeto  material:  mata  ou  floresta  de  preservação  permanente  ou  não.  Parágrafo  único.  26. 250. fazer desaparecer.  250  ‐  Causar  incêndio.  norma penal em branco.  39. e multa.  de  três  a  seis  culposo.  Portanto  as  áreas  de  preservação  podem  estar  previstas  em  lei  ou  em  atos  normativos.  Podem  ser  destruídas  ou  danificadas  desde  que  haja  autorização  do  poder  executivo  federal  e  desde  que  seja  para  projetos  de  utilidade  pública  ou  interesse social. municipal (previstos em atos normativos). §1º da Lei 4771/65)  As  florestas  de  preservação  permanentes  não  são  intocáveis. 38 com a diferença de que o núcleo do tipo penal é cortar  árvores. mata ou floresta. 39.    Art.  Parágrafo único.  ou  seja.  Art.  As florestas localizadas em áreas indígenas são todas de preservação permanente.605/98 > Crimes contra a flora  . de dois a quatro anos. a pena é de detenção de seis meses a um ano.3 Provocar incêndio em mata ou floresta  Art.  2.  floresta..12. a pena é de detenção de seis meses a um ano.  de  um  a  três  anos. Danificar  III. pastagem.  Cortar  árvores  em  floresta  considerada  de  preservação  permanente.  O crime é punido nas formas dolosa e culposa    O  art. prevista no art. Provocar incêndio em mata ou floresta:  Pena ‐ reclusão.  e  multa. Destruir – aniquilar.  Sujeito ativo: qualquer pessoa.  O  tipo  penal  não  protege  qualquer  floresta.  mas  sim  aquelas  consideradas  de  preservação  permanente – já formadas ou em formação.  lavoura  ou  Incêndio em mata ou floresta  pastagem. (art.  ou  ambas  as  penas  cumulativamente.  Há  crime  ainda  que  não  haja  finalidade  lucrativa  na  conduta  porque  o  que  se  protege  é  o  meio  ambiente e não o patrimônio.  Estão  fora  dos  conceitos  de  florestas  as vegetações rasteiras ou desprovidas de árvores de grande porte (STJ REsp 783.  “e”  do  Código  Florestal  (4. e multa.  Condutas:  I.  §  1º ‐  As  penas  aumentam‐se  de  um  terço:  [.  APP por determinação legal (previstas em lei)  APP por ato do poder público federal.  Provocar  incêndio  em  mata  ou  floresta:  Pena ‐  reclusão. 3º.  Florestas  são  formações  vegetais  com  árvores  de  grande  porte.  sem  permissão  da  autoridade  competente:  Pena  ‐  detenção.  e  multa.  Estão  protegidas  todas  as  florestas.  ou  multa.  Florestas  artificiais  criadas  pelo  homem  por  florestamento  ou  reflorestamento  podem  ser  consideradas como florestas de preservação permanente.  II.12.. e multa.    Quanto a esse conflito de normas há duas correntes:  Página | 53   CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9. §1º.

  h  no  ponto  de  mata  e  floresta  foi  tacitamente  revogado  pelo  art.  Conclusão:  as  duas  normas  coexistem  (Cesar  Roberto  Bittencourt e Capez).  2.  55  da  lei  ambiental.  integridade  física  ou  patrimônio  de  terceiro. Pesquisa  são  os  trabalhos  necessários  para  a  definição  da  jazida.  Elemento  normativo:  sem  a  competente  autorização. de seis meses a um ano.  na  modalidade  de  usurpação. lavra ou extração de recursos minerais sem autorização  Art. Lavra é o conjunto de operações objetivando o aproveitamento econômico da jazida desde a  extração até o beneficiamento dos recursos minerais.  Lei  8.605/98 > Crimes contra a flora  . ferro) que são pertencentes à União. licença. e multa.  permissão. A extração é uma fase da lavra.  2ª  CORRENTE  –  o  art.  sua  avaliação  e  possibilidade de aproveitamento econômico.  O  art.  55  da  lei  ambiental  porque  este  protege  o  patrimônio  da  União  e  outro  o  meio  ambiente.  ou  em  desacordo com a que existe.  concessão  ou  licença. concessão ou determinação do órgão competente.  Entendimento  do  STJ  diz  que  o  art. cal.  250.  Extração  ilegal  de  minerais  configura  concurso formal de crimes (crime ambiental + crime contra a ordem econômica).  §1º. Nesse sentido Nucci. concessão ou licença. permissão.  Condutas:  I.  Objeto material: recursos minerais (areia.      Página | 54   CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9. Alguém que extrapola os limites da autorização comete o crime.  nos termos da autorização.  II.  permissão.  Executar  PESQUISA.  O  crime  da  lei  ambiental  tem  como  objeto  jurídico  o  meio  ambiente  e  não  exige  situação  de  exposição  de  perigo.  explorar  recursos minerais sem autorização para extração de recursos na União.  41  da lei ambiental.  h  do  CP  continua  em  vigor  na  conduta  de  incêndio  em  mata  o  floresta  porque  esse  crime  protege  a  incolumidade  pública  e  exige  a  exposição  a  perigo  da  vida.  Não pode um crime absorver o outro porque têm objetos jurídicos diferentes.  2º  ‐  considera  crime  contra  o  patrimônio.  250.  2º  não  foi  tacitamente  revogado  pelo  art.  Nas  mesmas  penas  incorre  quem  deixa  de  recuperar  a  área  pesquisada  ou  explorada.176/91. ou em desacordo com a obtida:  Pena ‐ detenção.  LAVRA  ou  extração  de  recursos  minerais  sem  a  competente  autorização.  1ª  CORRENTE  –  majoritária.  art.  Parágrafo  único.  Parte  da  doutrina  entende  que  o  crime  de  usurpação  foi  revogado  tacitamente  pelo  art.  55.4 Executar pesquisa.12.    Os crimes restantes estarão disponíveis em material de apoio.  §1º.

 de 2007)  Lei 11. se omitirem. II  Art. sem distinção de qualquer natureza.  Sábado.. garantindo‐se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes  no  País  a  inviolabilidade  do  direito  à  vida.  O  Sistema  Legal  ignora  a  gravidade  em  concreto.  Art. conforme §único do art. por eles respondendo os mandantes.   21   de   agosto   de   2010.  à  liberdade. 1º da Lei 8.072/90.  à  segurança  e  à  propriedade. XLIII 42  ‐ diz que a lei definirá os crimes considerados hediondos.  § 1º A pena por crime previsto neste artigo será cumprida integralmente em regime fechado.  podendo  o  juiz encontrar outras hipóteses na análise do caso concreto (interpretação analógica). graça e indulto.  O Sistema Judicial pode causar muita insegurança jurídica.  II ‐ fiança.  A  lei  dos  crimes  hediondos  é  muito  criticada  porque  não  tem  os  crimes  contra  a  administração  pública (crimes de ricos). A expressão  graça abrange indulto (“graça coletiva”) – adotada pelo STF. o terrorismo e os definidos como crimes hediondos.  3.1 CRIMES HEDIONDOS – Lei 8. Ellen Gracie). As proibições trazidas pela CF são mínimas (“a lei definirá”).  o  tráfico  ilícito  de  entorpecentes  e  drogas  afins  e  o  terrorismo são insuscetíveis de:  I ‐ anistia.  3 Sistema  Misto:  compete  ao  legislador  apresentar  exemplificativo  dos  crimes  hediondos.   Tráfico. julgar se o delito é ou não hediondo.  o  tráfico  ilícito  de  entorpecentes  e  drogas  afins.  pois  quem  deve  saber a possibilidade ou não de liberdade provisória é o juiz no caso concreto.2 Crimes hediondos e consequências  Art.  Celso  de  Melo). 2º.    Art.  nos  termos  seguintes:  [.464/07  ANTES  DEPOIS  Art.  No  Sistema  mais  justo  o  legislador  apresenta  rol  taxativo  de  crimes  hediondos.  muito  criticada  pelo  STF. II    1ª  CORRENTE  –  é  possível  liberdade  provisória  para  crime  hediondo  (Min. não podendo o legislador  ordinário suplantá‐las (para concursos de Defensoria).  A CF/88 proíbe anistia + graça  A Lei 8. podendo evitá‐ los.                                                                Art.  Adotada pelo Brasil. 5º.  a  prática  da  tortura.  Página | 55   42 CRIMES HEDIONDOS – Lei 8.072/90  Conceito  1 Sistema  Legal:  compete  ao  legislador  apresentar  rol  taxativo  dos  delitos  considerados  hediondos.  tortura  e  terrorismo  não  são  considerados  crimes  hediondos.  à  igualdade. (Redação dada pela Lei nº 11.  pois  são  equiparados  a  hediondos.  na  análise do caso concreto confirmar a hediondez. 5º Todos são iguais perante a lei. os executores e os que.072/90 > Conceito  .  2 Sistema Judicial: compete ao juiz.  2º  Os  crimes  hediondos.]  XLIII ‐  a  lei  considerará  crimes  inafiançáveis  e  insuscetíveis  de  graça  ou  anistia  a  prática  da  tortura  .  o  tráfico  ilícito  de  entorpecentes  e  drogas  afins  e  o  terrorismo são insuscetíveis de:  II ‐ fiança e liberdade provisória.072/90 proíbe anistia +graça + indulto    1ª corrente – inconstitucionais.  porque  a  vedação  está  implícita  na  inafiançabilidade (Min.  a  prática  da  tortura. As proibições trazidas pela CF são máximas..464. 2º.  Compete  ao  juiz.  2ª corrente – constitucional.  2º  Os  crimes  hediondos.   3 3.  Genocídio é o único crime que não está no CP.  pois  a  lei  tem  o  crime  baseado somente no crime em abstrato. analisando o caso concreto.  2ª  CORRENTE ‐  não  é  possível  liberdade  provisória  para  crime  hediondo.

  DOU  de  23/12/2009  Legislação:  Constituição  Federal  de  1988.: o juiz não pode decretar de ofício.072/1990.  para  tal  fim.  de  segurança  máxima. (Redação dada pela Lei nº 11.  5º. 217‐A e 273 do CP e a Tortura.  cuja  permanência  em  presídios  estaduais  ponha em risco a ordem ou incolumidade pública.  sobre  a  qual  dispõe  a  Lei  no  7.  217‐A  do  CP.464/07  • ANTES  Art.  de  25  de  julho  de  1990.  2/5  da  pena  (primário) ou 3/5 da pena (reincidente    ‐ A prática  do fato  (crime hediondo) foi  praticado antes da Lei 11.  iii.    A  corrente  que  prevalece  para  a  decretação  da  temporária  basta  a  combinação  do  inciso  I  ou  do  II  mais o III Æ [(I ou II) + III]  Prazo de 5 dias mais 5 dias.  ou  não. A execução penal será aplicada  após  a  lei.  A  lei  dos  crimes  hediondos  manteve  os  requisitos.960.  "b".464.  então. Indiciado sem residência fixa ou identidade segura. de 2007)  Lei 11.  273  do  CP.464.  Em  2006  (antes  da  Lei  • 11.  XLVI. Necessidade para investigação. 2º.  O  art.  art.  §  3º.  8.072.  deverá  ser  aplicada  a  progressão de 1/6 da pena.  em  se  tratando  de  crime hediondo ou equiparado o prazo é de 30 dias prorrogáveis por mais 30 dias.  de  modo  fundamentado.  tortura  não  está  no  inciso  III  da  Lei  de  prisão  temporária.  O art.464/07)  julgou  inconstitucional  o  regime  integral  fechado.072/90 > Crimes hediondos e consequências  .: devendo o juiz fundamentar sempre. de 2007)  A Lei 7.  Obs.  art.  III.  DEPOIS  Art. Rol de crimes (que autorizam a prisão temporária).  os  requisitos  objetivos  e  subjetivos  do  benefício.  Obs. acrescentando os art.072/90. terá o prazo de 30 (trinta) dias. §1º  Regime  integral  fechado.  66.  Lei  7.  a  realização  de  exame  criminológico. 5º incluiu o inciso V no art.  nos  crimes  previstos neste artigo.210/1984.  Súmula  Vinculante  26  ‐  Para  efeito  de  progressão  de  regime  no  cumprimento  de  pena  por  crime  hediondo.  ii.  no  seu  artigo  2º.464/07.  não  somente alterou o prazo  da prisão temporária para crimes  hediondos e equiparados como  também ampliou o  rol dos delitos que admitem essa espécie de prisão.  33.960/89 trata dos requisitos para a prisão temporária.  art.  3º  A  União  manterá  estabelecimentos  penais.  i.  2o  da  Lei  n. o juiz decidirá fundamentadamente se o réu poderá apelar em  liberdade.  ou  seja.  Código  Penal  de  1940.  §4º.  de  21  de  dezembro  de  1989.  destinados  ao  cumprimento  de  penas  impostas  a  condenados  de  alta  periculosidade. §1º  Regime  inicial  fechado.  mas  previstos  na  lei  de  crimes  hediondos.  permitindo  progressão  com  1/6  da pena.  Esse artigo será melhor estudado quando estudarmos a Lei de Execução Penal    O art.  Réu Processado Solto – recorre solto. 4º foi vetado. Salvo se aparecerem os fundamentos da preventiva.  §  1o   A  pena  por  crime  previsto  neste  artigo  será  cumprida  inicialmente  em  regime  fechado.  admitem  a  prisão  temporária?  A  lei  8. (Redação  dada pela Lei nº 11.  59.  mas  alterou  os  prazos.  permite  progressão  que  nos  termos  do  §2º. Salvo se desaparecerem os fundamentos da preventiva.  XLVII. de 2007)  Réu processado preso – recorre preso.  Requisitos do livramento condicional  Página | 56   CRIMES HEDIONDOS – Lei 8.  Aplica‐se  ao  criminoso?  Por  ser  um  crime  maléfico  a  lei  é  irretroativa.  ou  equiparado.  Art. (Incluído pela Lei nº 11. 83 do CP.  ou  seja.  o  juízo  da  execução  observará  a  inconstitucionalidade  do  art.  §  4o   A  prisão  temporária.  podendo  determinar.  sem  prejuízo  de  avaliar  se  o  condenado  preenche.464.  Lei  8.  o  art.    § 3o  Em caso de sentença condenatória. prorrogável por igual período em caso de extrema  e comprovada necessidade.  art. 2º.

  tráfico  ilícito  de  entorpecentes  e  drogas  afins  ou  terrorismo.  caput  e  parágrafo  único. salvo efetiva impossibilidade de fazê‐lo.  A  quadrilha  comum  (1  a  3  anos)  é  infração  de  médio  potencial  ofensivo  é  possível  suspensão  do  processo. §3º faz jus ao livramento.  respeitado  o  limite  superior  de  trinta  anos  de  reclusão.   Livramento condicional é uma liberdade antecipada – art.  Art.  a.072.  6º para os  crimes capitulados nos arts.  Pena  de  1  a  3  anos.   IV ‐ tenha reparado.072/90 > Crimes hediondos e consequências  . 9º da Lei 8. desde que:   I ‐ cumprida mais de um terço da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons  antecedentes. Alienada mental  mudança retroativa. 9º da Lei 8.   III  ‐  comprovado  comportamento  satisfatório  durante  a  execução  da  pena.  213  e  214  Æ  pena  O  art.072/90:  157. (Incluído pela Lei nº 8.  O  participante  e  o  associado  que  denunciar  à  autoridade  o  bando  ou  quadrilha.  caput e  seus  §§  1º.  e  terrorismo.  O  artigo  288  pune  “associarem‐se  mais  de  3  pessoas  para  o  fim  de  cometer  crimes”.  Praticar  o  213  seria  reincidente  somente  se  praticasse  novamente o 213.  83  ‐  O  juiz  poderá  conceder  livramento  condicional  ao  condenado  a  pena  privativa  de  liberdade  igual ou superior a 2 (dois) anos. Poderá ser de 3 a 6 anos se os crimes visados pela quadrilha forem os seguintes:  a) Hediondos  b) Tráfico de drogas  c) Tortura  d) Terrorismo  Não se aplica ao tráfico de drogas.  Ex.343/06 (2 pessoas).§3º  reincidente específico. terá a pena reduzida de um a dois terços.   V  ‐  cumprido  mais  de  dois  terços  da  pena.  estando  a  vítima  em  qualquer  das  hipóteses  referidas no art.  caput  e  sua  combinação  com  o  art.  cometido  com  violência  ou  grave  ameaça  à  pessoa.  Tem como requisito temporal:  • Condenado Primário + bons antecedentes Æ mais de 1/3. o que não ocorre se praticar o 157.  caput  e  parágrafo  único.  nos  casos  de  condenação  por  crime  hediondo. o dano causado pela infração.  todos  do  Código  Penal. 158. pois há um tipo específico – art.  157. 83 do CP.  bom  desempenho  no  trabalho que lhe foi atribuído e aptidão para prover à própria subsistência mediante trabalho honesto.  §2º.:  não  seria  reincidente  no  art. 9º As penas fixadas no art.:  pratica  um  213  e  depois  157. 35 da Lei 11.  223. 8º Será de três a seis anos de reclusão a pena prevista no art. de 25.§3º e depois o 159. se não reincidente específico.  Reincidente Específico:  1ª  CORRENTE  –  é  o  reincidente  em  crimes  hediondos  ou  equiparados.  223.072/90 foi revogado. 224):  implicitamente o art.  prática  da  tortura.  224  do  CP  foi  revogado.:  praticar o 213 e depois o 157.  se  o  apenado  não  for  reincidente  específico em crimes dessa natureza.  • Condenado Reincidente Æ mais de ½.  aumentada de ½ se a vítima (art.  214  e  sua  combinação  com  o  art.  tráfico  ilícito  de  entorpecentes  e  drogas  afins. 157.  possibilitando seu desmantelamento.   II ‐ cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime doloso.7. A quadrilha de hediondo (3 a 6 anos) infração de grande potencial ofensivo.  §3º  e  depois  o  159.  3ª  CORRENTE  –  é  o  reincidente  em  crimes  hediondos  ou  equiparados  previstos  no  mesmo  tipo  penal. Sem capacidade de resistência        ‐ Cabe SURSI em crime hediondo?  Página | 57   CRIMES HEDIONDOS – Lei 8. a concessão do livramento ficará também subordinada à constatação de condições pessoais que  façam presumir que o liberado não voltará a delinqüir. 224 também do Código Penal  Lei 12.  2º  e  3º.  Art. 288 do Código Penal.  Art.  são  acrescidas  de  metade.  Ex.  213.1990)  Parágrafo  único  ‐  Para  o  condenado  por  crime  doloso.  com  isso.  158.  prática  da  tortura.015/09  ANTES  DEPOIS  Art.  159.  c. § 2º. quando se tratar  de  crimes  hediondos.  Ex. portanto será uma  b.  • Condenado por crime hediondo ou equiparado Æ mais de 2/3.  2ª  CORRENTE  –  é  o  reincidente  em  crimes  hediondos  ou  equiparados  que  tutelam  o  mesmo  bem  jurídico.  §3º. 159. Não maior de 14 anos  Irá excluir uma causa de aumento. § 3º.  Parágrafo  único.

  Grupo de extermínio  1ª  CORRENTE  –  grupo  não  se  confunde  com  par  (2  pessoas).    ‐ Crime hediondo e restritiva de direitos?  1ª CORRENTE – a gravidade do delito é incompatível com o benefício. “in fine”)  É um roubo qualificado pela morte.  independente  da  qualificadora  e  independentemente  de  ser  subjetivo  ou  objetivo.    ‐ É possível remição para crime hediondo?  Perfeitamente possível.  embora  o  crime  é  de  competência do Tribunal do Júri. §3º. matança deliberada.3.  Homicídio qualificado privilegiado não é hediondo segundo o STJ e o STF. não é hediondo.  3.  Atividade  típica  de  grupo  de  extermínio  é  uma  expressão  muito  vaga. baseado na falta de restrição expressa.    O  fato  de  o  homicídio  ter  sido  praticado  em  atividade  típica  de  grupo  de  extermínio  não  constitui  circunstância  elementar  do  tipo. desde que preenchidos os requisitos.:  estupro  de  vulnerável  (sem  violência  ou  grave  ameaça à pessoa). pois a lei não proíbe. então são 3 pessoas.  não  será  apreciado  pelo  jurado.  2ª  CORRENTE  –  admite  por  falta  de  proibição  expressa.072/90 > Crimes em específico  . Logo.  2ª CORRENTE – não existindo proibição expressa admite‐se. 67 do CP.  Atividade típica de grupo de extermínio é a chacina.  Não  se  confunde  com  bando  (4  pessoas).  3ª CORRENTE – é hediondo.  trazendo  como  única  consequência  a  aplicação  da  lei  dos  crimes  hediondos.    É possível o homicídio qualificado/privilegiado é hediondo?  1ª CORRENTE – a Lei 8.  Ex.  Marco  Aurélio).  2ª CORRENTE – não é hediondo por analogia ao art.3. É o chamado homicídio condicionado.  Nos  raros  casos  em  que  a  pena  do  crime  ficou  com  pena  de  2  anos  o  STF  tem  admitido  (Min.  Há  proposta  de  alteração  legislativa  que  inclui  a  atividade  de  grupo  de  extermínio  como  um  dos  quesitos de avaliação dos jurados.072/90 não faz qualquer referência ao privilégio.  3.  majora  ou  qualifica  o  crime. diferente de grupo (4) igual a bando (4).  2ª CORRENTE – par (2). 157.  Página | 58   CRIMES HEDIONDOS – Lei 8.  1ª CORRENTE – a gravidade do delito é incompatível com o benefício do SURSIS. preponderando o privilégio por ser subjetivo.  nem  agrava.  porosa  sobre  o  que  significa  atividade de grupo de extermínio.3 Inciso II – Latrocínio (art. É um crime contra o patrimônio qualificado pela morte.    § 1º ‐ privilegiado  §2º ‐ qualificado  Motivo valor moral (subjetivo)  Motivo torpe (subjetivo)  Motivo valor social (subjetivo)  Motivo fútil (subjetivo)  Violenta emoção (subjetivo)  Meio cruel (objetivo)    Surpresa (objetivo)    Fim específico (subjetivo)  Ligado ao motivo do crime ao Estado anímico do agente.3.  Logo.3 Crimes em específico  3. pois basta ser qualificado.  É  possível  o  homicídio  privilegiado  qualificado?  O  privilégio  é  quesitado  em  primeiro  lugar  e  quando  há  um  subjetivo não há subjetivo no qualificado.2 Homicídio qualificado  É  hediondo  sempre.1 Inciso I – homicídio praticado em atividade típica de grupo de extermínio  Será hediondo ainda que na forma simples – caput.  3.

  Art.072/90 > Crimes em específico  . 158  Art.3.  Súmula  603  do  STF  –  a  competência  para  o  julgamento  de  latrocínio  é  do  juiz  singular  e  não  do  tribunal de júri. O resultado  morte deve  decorrer de violência física.  QUANDO  O  HOMICÍDIO  SE  CONSUMA. 157  Art. 213.  elementar do tipo. é derivado e meramente explicativo de uma  forma  de  extorsão.  mas  após  a  consumação  do  crime  de  homicídio. 158.923/09.    Antes da lei 11.  59. não é hediondo por falta de previsão legal – só é hediondo o que o  legislador adotou como hediondo (Corrente que prevalece). art. ficar com o proveito do crime.  3. §§ 1º e 2º  ‐ O estupro simples é hediondo?  Lei 12.  mas  somente  no  caso  de  morte  será  considerado  latrocínio e hediondo.5 Inciso IV – Extorsão mediante seqüestro – art. 159 do CP  3. com a lei 11.  A  violência  tem  que  ser  empregada  durante  (fator  tempo)  e  em  razão  (fator  nexo)  do  assalto.  Fonte de Publicação: 31/10/1984. 159  Subtrair com violência  Constranger com violência  Sequestrar  A  colaboração  da  vítima  é  A  colaboração  da  vítima  é  A  colaboração  de  terceiro  é  dispensável. não configurando latrocínio se consequência da grave  ameaça.3.3. mas homicídio em concurso com furto. ao contrário.  3.4 Extorsão qualificada pela morte  Mesmo tratamento dado   Criaram um §3º ‐ chamado de sequestro de relâmpago – antes da lei 11. 158 ou 159.923/09.  Privação  da  liberdade  é  causa  de  Restrição  da  liberdade  –  art. §3º com morte. Para haver latrocínio é imprescindível um nexo físico e um nexo temporal entre a violência e o assalto. O  resultado  morte  pode  ser  doloso  ou  culposo.923/09    Qualificadora do §3º      Morte é hediondo      Extorsão + Restrição + Morte = 158. § 3º.  indispensável.  permanecendo  hediondo  nas duas hipóteses.  Poderia configurar 157.    Súmula 610 do STF  Súmula 610  HÁ  CRIME  DE  LATROCÍNIO.  Observações:  1.  AINDA  QUE  NÃO  REALIZE  O  AGENTE  A SUBTRAÇÃO DE BENS DA VÍTIMA.015/09  Página | 59   CRIMES HEDIONDOS – Lei 8.  2ª CORRENTE – o tipo penal do §3º não é autônomo.  4.  Se  um  dos fatores estiver ausente não existe latrocínio.  por  exemplo.  5. §2º CP Æ art.  especificando‐se.  §3º ‐  se  da  violência  resulta  lesão  grave  ou  morte.  2. 158.  indispensável.923/09). não há latrocínio.  Legislação: Código Penal de 1940.  não  desnaturando  o  latrocínio. 157.  A  nova  qualificadora  (com  o  resultado  morte)  já  estava  contida  no  parágrafo  anterior. Continua sendo  hediondo?  1ª CORRENTE – o art.  A  privação  da  liberdade  é  aumento de pena (§2º)  circunstância judicial desfavorável.6 Inciso V – Estupro – art.  3. Se  a  intenção  inicial  do  agente  era  apenas  a  morte  da  vítima.  Com morte (hediondo)  Com morte (hediondo)  Sempre  hediondo  tendo  ou  não  morte  Depois da Lei 11. resolve subtrair seus bens.923/09. Entendem  nossos  Tribunais  não  haver  latrocínio  quando  um  dos  assaltantes  mata  o  outro  para. um meio de execução própria. caput. Permanece hediondo. §3º CF (após a lei 11.

072/90 > Crimes em específico  .  213  simples  (“caput”)  ou  qualificado  (§§  1º  e  2º)  hediondo.7 Epidemia com o resultado morte  Leva‐se  em  consideração  que  somente  a  propagação  de  doença  humana  é  que  configura  o  crime.  Art.015/09  é  2ª  CORRENTE  –  toda  forma  de  estupro.  hediondo.  qualificado.  simples  ou  irretroativa.        Página | 60   CRIMES HEDIONDOS – Lei 8.  ANTES  DEPOIS  1ª  CORRENTE  –  só  o  estupro  qualificado  é  o  Art.  217‐A  CP  não  importa  se  com  ou  sem  violência  é  2ª  CORRENTE  –  estupro  com  violência  presumida  é  hediondo.  3.015/09  ANTES  DEPOIS  Lex gravior  1ª CORRENTE – estupro com violência presumida não  é hediondo.  Para  Defensoria  a  Lei  12.  são  hediondos.3. houve uma mudança no entendimento da 6ª Turma do STJ não mais  considerando hediondo com violência presumida antes da Lei 12. 61 da Lei 9.  já  que em se tratando de enfermidade que atinja plantas ou animais. é hediondo    ‐ Estupro de vulnerável sem violência.605/98.015/09.664/GO.  Princípio da Continuidade Normativo‐Típica  A partir do julgamento do HC 88. o crime será do art. é hediondo?  Lei 12.

  Meios  de  obtenção  de  prova  referem‐se  a  certos  procedimentos  em  regra  extraprocessuais  cujo  principal  objetivo  é  o  de  conseguir  provas  materiais  acerca  do  fato  delituoso.034/95  .  • Organizações criminosas. 2º.  pois  trata  de  meios  de  provas  e  procedimentos investigatórios relacionados a ações praticadas por:  • Quadrilha ou bando (art.  • Associações  criminosas  (lei  de  drogas.  Certas  pessoas  não  se  deixam  orientar  pelas  normas  jurídicas  devem.  associação  ou  organização  em  si. mas submeterá ao contraditório postergado ou diferido.  devem  ser  produzidos  sem o contraditório real.  Varia  conforme  a  situação.  4.  1o  Esta  Lei  define  e  regula  meios  de  prova  e  procedimentos  investigatórios  que  versem  sobre  ilícitos  decorrentes  de  AÇÕES  PRATICADAS  por  quadrilha  ou  bando  ou  organizações  ou  associações  criminosas de qualquer tipo.4. Referem‐se a uma atividade endoprocessual que se desenvolve perante o juiz com a  participação das partes.  pois  na  2ª  Guerra  Mundial  o  inimigo  eram os judeus.  não  fazendo  jus  às  garantias  fundamentais.  ser  tratadas  como  não  pessoas.  Direito  Penal  do  Inimigo  foi  cunhada  por  Gunther  Jakobs.  4.034/95  Art.(Redação dada pela Lei nº 10. de 11.  Página | 61   ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS – Lei 9.034/95 > Aplicação da Lei 9. ao iniciar o relato será considerada como testemunha.  O  elemento  da  surpresa  é  fundamental  nos  procedimentos  investigatórios.  Sábado.2 Crime organizado por natureza.  Ao  ser  intimada  para  prestar testemunho.217.  associação ou organização criminosa.  Meios  de  prova:  são  os  instrumentos  ou  atividades  por  meio  dos  quais  os  dados  probatórios  são  introduzidos no processo.  Alguém  que  presencia  um  delito  tem  natureza  jurídica  de  fonte  de  prova. Pode ser relacionada ao tratamento dado pelo EUA aos reclusos da base de Guantanamo.  Crime  organizado  por  extensão:  diz  respeito  à  punição  pelos  crimes  praticados  pela  quadrilha.  4.  lei  de  genocídio  e  lei  que  define  os  crimes  contra  a  segurança nacional).  Críticas:  Nunca  se  sabe  quem  é  o  inimigo. Crime organizado por extensão  Crime  organizado  por  natureza:  diz  respeito  à  punição  pelo  delito  de  quadrilha.034/95**. 288).  Uma  situação  excepcional  justificaria  a  quebra  dos  direitos  fundamentais conquistados até então.4 Ação controlada  Art.034/95  Alguns  doutrinadores  costumam  dizer  que  essa  lei  é  uma  manifestação  do  direito  penal  no  inimigo  e  outros dizem se tratar de direito penal da emergência. Caracteriza‐se pela quebra de  garantias  justificada  por  uma  situação  excepcional.  portanto.   04   de   setembro   de   2010.1 Aplicação da Lei 9.  4. haverá sempre uma situação perene de emergência e  sempre justificaria uma quebra dos direitos.  Direito Penal da Emergência tem origem com professor Sérgio Moccia.2001)  O  objeto  da  lei  é  eminentemente  de  direito  processual.  Quando  se  está  sendo  punido  pelo  crime  de  quadrilha.  Sempre irá haver uma situação de emergência.3 Distinção entre meios de prova e procedimentos investigatórios  Procedimento investigatório: meios de obtenção de prova. II da Lei 9.  sendo  que  tais  procedimentos  podem ser realizados por outras pessoas que não o juiz.  associação  ou  organização  criminosa.   4 ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS – Lei 9.

 212.  Deve‐se fazer uma comparação entre o sistema inquisitorial e o acusatório:    SISTEMA INQUISITORIAL  SISTEMA ACUSATÓRIO  1. não tiverem relação  com a causa ou importarem na repetição de outra já respondida. 3º  Esses  dispositivos  permitem  que  o  juiz  decrete  de  ofício  a  quebra  dos  sigilos  de  dados  ainda  na  fase  investigatória.690. Haverá  respeito  ao  contraditório  e  à  ampla  processo  legal.  salvo  se  não  tiverem  relação  com  o  processo  ou  importarem  repetição  de  outra  já  respondida.  Na  fase  investigatória  não  é  dado  ao  juiz  determinar  a  produção  de  provas  de  ofício. 3º  teria  sido  revogado  pela  lei  complementar  105/01.  Preservação  da imparcialidade do magistrado.  Lei Complementar 105/01 passou a prever que o juiz não a quebraria mais de ofício.  defender  e  defender  e  julgar  –  próprio  dos  regimes  julgar. (Redação dada pela Lei nº 11. I do CPP 44  foi alterado pela lei de provas.  a  produção  antecipada  de  provas  consideradas  urgentes  e  relevantes.  Sobre os  pontos não esclarecidos. Gestão  da  prova  é  de  papel  precípuo  das  partes. 156.  O  juiz  verificando  a  necessidade  ainda  na  fase  investigatória  decreta  de  ofício  a  quebra  de  dados.  de  2008)  I   –  ordenar.  4. não admitindo o juiz aquelas que puderem induzir a resposta.  no  curso  da  instrução. III c/c art.  observando  a  necessidade.  O  juiz  não  poderá  recusar  as  perguntas  da  parte. Viola o Princípio da Imparcialidade.  Art.  I  da  CF  –  competência  do  MP  para  a  dos poderes   titularidade  da  ação  penal  pública. 156. O STF entendeu no tocante aos dados bancários e financeiros que o art.  212  do  CPP 43 ). o juiz poderá complementar a inquirição.  Durante  o  curso  do  processo  prevalece  o  entendimento  pode o juiz agir de ofício.  nesse  sistema  o  acusado  era  um  defesa.5 Quebra do sigilo de dados fiscal e eleitoral  Lei 9.  mas desde que o faça de maneira subsidiária.  Havia  uma  extrema  concentração  art.034/95 > Quebra do sigilo de dados fiscal e eleitoral  .  O art. Extrema  concentração  de  poderes  nas  mãos  do  2.  1.  inerte  –  aguarda  eventuais  provocações. facultado ao juiz de ofício:  (Redação dada pela Lei nº 11. de 2008)  44  Art.  mesmo  antes  de  iniciada  a  ação  penal. 2º. de 2008) Parágrafo único.  em  relação  aos  dados  fiscais  e  eleitorais  o  art. porém. Não  levava  em  conta  as  garantias  do  devido  3. 212.  No  curso  do  processo  prevalece  o  entendimento  que  o  juiz  pode  determinar  a  produção  de  provas  de  ofício.                                                                 Art. de 2008)  Página | 62   43 ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS – Lei 9.  de  2008)  II  –  determinar.  (Incluído  pela  Lei  nº  11.  3º  foi  declarado inconstitucional por atentar o sistema acusatório.  juiz  inquisitor  o  qual  determina  a  produção  de  O  juiz  na  fase  investigatória  deve  permanecer  provas de ofício. (Incluído  pela  Lei  nº  11.690.  156.  As  perguntas  das  partes  serão  requeridas  ao  juiz.   11   de   setembro   de   2010.     4.  I  do  CPP  tem  sido  considerado  inconstitucional  pela  doutrina.690.  que  as  formulará  à  testemunha.  ou  antes  de  proferir  sentença. (Incluído pela Lei nº 11.  sujeito de direitos.  Pelos  fundamentos  já  expostos  o  art. mas sempre de maneira  subsidiária  (art.   As  perguntas  serão  formuladas pelas partes diretamente à testemunha.  O  acusado  passa  a  ser  considerado  mero objeto de investigação.  Nessa  fase  deve  atuar  somente  quando  provocado.  adequação  e  proporcionalidade  da  medida.     Sábado.  É  o  sistema  utilizado  pela  Constituição  –  monárquico.  A lei 7492 veda a concessão de liberdade provisória com fiança. Separação  das  funções  de  acusar.  a  realização  de  diligências  para  dirimir  dúvida  sobre  ponto  relevante.034/95 – art.690. A prova da alegação incumbirá a quem a fizer.690.      ADI  1570  –  o  STF  foi  questionado  acerca  da  constitucionalidade  de  o  juiz  poder  decretar  a  produção  de provas ainda na fase acusatória. sendo. Não  há  separação  das  funções  de  acusar.  129.  2.  3.

  Autoridades  Fazendárias  no  curso  de  procedimento  fiscal  –  art.7 Captação e interceptação ambiental  4.  Poderá  ser  decretada  pelo  juiz  e  comissões  parlamentares  de  inquérito  conforme  o  art. 4º.  Nas câmeras postas na rua entende‐se que se alguém cometeu um delito no meio da rua não há que  se requisitar ofensa à sua intimidade ou privacidade.6 Quebra do sigilo de dado bancário e financeiro  Está regulamentada na Lei Complementar 105/01. pois a lei complementar não autorizou que o MP requisite diretamente esses dados. Violação de domicílio.  3) Gravação  Telefônica:  é  a  gravação  da  comunicação  telefônica  por  um  dos  comunicadores.  poderão  ter  acesso  às  informações bancárias e financeiras independentemente de autorização judicial.  3. §1º da LC 105/01.  2ª  CORRENTE  –  o  artigo  6º  é  plenamente  constitucional  pois  não  trata  da  quebra  do  sigilo  de  dados  financeiros. Somente o juiz poderá decretar:  1.  2.  Caso uma CPI queira decretar uma quebra de sigilo de dados deverá fazer de maneira fundamentada.  Os  dados  telefônicos  podem  determinar  a  região  em  que  se  encontra  a  pessoa  a  determinar‐se pelo satélite utilizado em determinado período. Ex.  geralmente  feita sem o conhecimento do outro.  Tratando‐se  de  verbas  públicas  o  MP  poderia  requisitar  diretamente  tais  informações.  6º.    ‐ Essas formas de escutas poderão ser utilizados como meios de obtenção de prova?  Se  o  conteúdo  da  conversa  entre  os  interlocutores  não  for  reservada  e  nem  proibida  a  captação  por  meio  de  gravador  nenhum  problema  haverá  se  a  captação  ambiental  for  feita  sem  prévia  autorização  judicial. Segredo de justiça.  O Poder Legislativo Estadual também pode decretar a quebra de dados bancários e financeiros – art. Prisão cautelar.  Página | 63   ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS – Lei 9.191).  §4º ‐  rol  de crimes apenas exemplificativo.  4.  4. 1º. Na verdade dados bancários seria uma espécie de  dados financeiros. Interceptação telefônica (busca as conversas em andamento.  Art.  1º.  Não  é  um  posicionamento  que deve ser adotado.  com  o  conhecimento  de  um  dos  interlocutores.1 Instrumento que o acusado tem para impugnar a quebra dos dados  A proteção desses dados está ligado à privacidade e não diretamente à liberdade.  6) Gravação Ambiental: é a captação no ambiente feita por um dos comunicadores.  5) Escuta Ambiental: é a captação de uma comunicação no ambiente em que ocorre feita por terceiro com o  conhecimento de um dos comunicadores.  2) Escuta  Telefônica:  é  a  captação  da  comunicação  telefônica  por  terceiro. salvo prisão em flagrante. no presente). mas sim do compartilhamento de informações entre autoridades estatais.  Por  outro  lado  se  a  conversa  era  reservada  ou  se  deu  em  ambiente  privado  a  captação  ambiental  sem  autorização  judicial  constitui  prova  ilícita  por  ofensa  ao  direito  à  intimidade.6.: casos de sequestro. O STF entende que  se  tratando  de  inquérito  policial  ou  de  processo  penal  desde  que  haja  risco  potencial  à  liberdade  de  locomoção será cabível o habeas corpus (HC 79. A obtenção de  dados  telefônicos  (informações  que  se  tem  na  conta  telefônica)  pode  ser  decretada  pela  CPI.  4.7.034/95 > Quebra do sigilo de dado bancário e financeiro  .  Cláusula  de  reserva  de  jurisdição  –  determinados  direitos  e  garantias  só  podem  ser  objeto  de  restrição mediante prévia autorização judicial.  salvo  na  hipótese  em  que  o  autor  das gravações estiver amparado por uma excludente da ilicitude (legítima defesa por exemplo).  4) Interceptação  Ambiental:  é  a  captação  de  uma  comunicação  no  próprio  ambiente  em  que  se  dá. Duas correntes:  1ª CORRENTE – é indispensável prévia autorização judicial.  com  base  no  poder  de  requisição  e  em  jogo  verbas  públicas  seria  possível  a  requisição  do  MP.  por  um  terceiro sem o conhecimento dos comunicadores.1 Conceitos  1) Interceptação  Telefônica:  consiste  na  captação  da  comunicação  telefônica  alheia  feita  por  um  terceiro  sem conhecimento de nenhum dos interlocutores.  4.

  6.  pois  o  repórter  deixou  a  câmera  baixa  demonstrando que não estaria sendo gravada.  O  próprio  STJ  determinou  o  desentranhamento  da  conversa  gravada  ilegitimamente  por  repórteres  da  Rede  Globo  na  entrevista  de  Suzana  Van  Rischtofen  e  seu  advogado. Direito de se comunicar de forma livre.  4.  É  próprio do que ocorre nos casos de interceptação telefônica.  A  lei  das  organizações  e  a  de  drogas  não  traz  nenhum  dispositivo  relacionado  à  proteção  do  agente  infiltrado.    ‐ A testemunha anônima ofende o direito ao confronto?  Alguns  doutrinadores  entendem  que  a  testemunha  anônima  ofende  o  direito  de  confronto.  2.  4.  constrange  a  vítima  iria  abusar  do  seu  direito  ao  confronto.  as  provas  deverão  ser  produzidas  de  outras  formas. V) e na Lei 11.  para  evitar  que  se  revele  sua  identidade.  ocultando‐se  sua  verdadeira  identidade  tendo  como  finalidade  a  obtenção de informações para que seja possível a desarticulação da referida organização.  A  doutrina  diz  que  diante  do  vazio  legislativo  seria  possível  a  adoção  dos  mecanismos  de  proteção  a  testemunha (Lei 9. 2º. 7º e 9º) para o agente infiltrado.8 Infiltração de agentes policiais (undercover)  É  a  pessoa  integrante  da  estrutura  dos  serviços  policiais  ou  de  órgãos  de  inteligência  que  é  introduzida  em  uma  organização  criminosa.  A  testemunha  que  não  tem  seus  dados  revelados  é  chamada  de  testemunha  anônima.  3.  mas  sim  em  autos  apartados.8. I).  4. Direito à produção da prova testemunhal na presença do julgador.034/95 > Infiltração de agentes policiais (undercover)  .807/99 – art.1 Testemunha anônima vs. reservada e ininterrupta com seu defensor  técnico durante a inquirição das testemunhas. 5º. 53.  No  caso  de  conversa  com  advogado  nem  mesmo  com  autorização  judicial  é  admitida  a  gravação.  Nunca poderá ser um particular.  Essa figura está prevista na Lei 9. De maneira fundamentada pode‐se privar o acusado do direito ao confronto. A natureza jurídica é  de meio de obtenção de provas. O Direito do acusado de acompanhar a produção da prova testemunhal.  Mesmo não tendo autorização judicial poderá uma pessoa fazer uma gravação quando abrangida por  excludente de ilicitude. Eventual  prática  do  tráfico  de  drogas  como  não  irá  produzir  um  dano  direto.9 Identificação Criminal  Página | 64   ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS – Lei 9. Imposição do compromisso de dizer a verdade às testemunhas.  O  agente  caso  matasse  alguém  no  caso  extremo.  aos  quais  só  poderão  ter  acesso  o  MP e o defensor técnico constituído pelo acusado.  O  ideal  é  que  o  agente  infiltrado  não  atue  como  testemunha. Direito à produção da prova testemunhal em audiência pública.  obviamente  por  estar abrangido da excludente da ilicitude por estar coberto pelo estrito cumprimento do dever legal. Direito  a  inquirir  as  testemunhas  de  forma  contemporânea  à  produção  da  prova  testemunhal. As únicas previsões  legais existentes   A  doutrina  diz  que  o  agente  poderá  praticar  os  crimes  de  quadrilha  e  de  associação. IV.  7.  Lei 9.  imediato  e  irreversível  poderá  ser  praticado.  Caso  vítima  e  testemunhas  sejam  coagidas  ou  ameaçadas  em  virtude  de  seus  depoimentos  seus  dados  qualificativos  não  serão  registrados  nos  termos  de  depoimento. Direito ao confronto  Direito ao confronto abrange os seguintes direitos:  1.343/06 (art.  Existe  a  possibilidade de retirar o acusado da sala ou até mesmo distorcer a voz por meio de recursos tecnológicos.  4. Direito a conhecer a identidade das testemunhas.  Provimento  32/00  da  Corregedoria  Geral  de  Justiça  do  Estado  de  São  Paulo.  pois  a  partir  do  momento  que  ela  está  sendo  ameaçada  estaria  havendo  o  exercício  irregular  e  abusivo  do  direito  ao  confronto.  5.034/95 (art.  A  partir  do  momento  que  o  acusado  ameaça.034 ‐ art.  estaria  abrigado por inexigibilidade de conduta adversa.

  Para os tribunais esse prazo tem natureza relativa podendo ser dilatado em virtude da complexidade  da causa e/ou pluralidade de acusados. LVIII – só possível a identificação criminal nos casos previstos em lei.  Não  se  pode  dizer  que  houve  repristinação  pois  não  há  previsão expressa. o excesso de prazo com menos de 2 anos não é possível.034  é  o  resultado  da  somatória  dos  prazos  processuais  fixados  pelo  CPP  no  antigo  procedimento  comum  ordinário  dos  crimes  punidos  com  reclusão  quando  o  acusado estivesse preso.  Esse prazo de 81 dias foi alterado pela modificação do procedimento comum ordinário. Sentença: 10 dias  O prazo mínimo seria de 95 dias.:  laudo de identificação de voz.  Art.  portanto  30 dias.  • Quando o excesso decorrer da inércia do Poder Judiciário.  Página | 65   ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS – Lei 9. 3º) teria revogado o art. Apresentação de memoriais: 5 + 5  b. Já.11 Liberdade Provisória  (vide observações à Lei de Lavagem)  4.  Atualmente. 5º da lei 9.   b.   a.  Lei  12.  Para  a  doutrina  o  prazo  da  prisão  temporária  não  deve  ser  levado  em  consideração  o  encerramento  do processo (Eugênio Pacceli).034/95 > Delação Premiada  . 109)  Lei 9.12 Prazo para o encerramento do processo  Art. 5º.034/95.  6) Audiência una de instrução e julgamento: 60 dias. 8º da Lei 9.  Lei 8. 120 dias. 5º)  Lei 10.034/95 (art.  O novo prazo deve ser analisado passo a passo do andamento do processo.10 Delação Premiada  (vide observações à Lei de Lavagem)  4.  4) Resposta à acusação: 10 dias.  a.  Da  mesma  forma  que  a  lei  das  organizações  criminosas  o  CPPM  (art.  O  prazo  de  81  dias  fixado  pelo  art.  1) Conclusão do inquérito para o réu preso: 10 dias.  3) Recebimento da peça acusatória: 5 dias (decisão interlocutória).  2) Oferecimento de denúncia pelo MP para réu preso: 5 dias. Nomeação de dativo quando não apresentada a resposta à acusação.  a. o prazo máximo seria de 175 dias.054/00 (art. nos tribunais.037/09  que  revogou  a  lei  10.054/09.  O excesso de prazo é reconhecido nas seguintes hipóteses:  • Quando  o  excesso  decorrer  de  diligências  suscitadas  exclusivamente  pela  acusação.  5) Análise sobre a possibilidade de absolvição sumária: 5 dias.034/95  O prazo para encerramento da instrução será de 81 dias se o acusado estiver preso.  8º  da  lei  9.   • Quando  a  mora  processual  for  incompatível  com  o  Princípio  da  Razoabilidade  evidenciando‐ se um excesso abusivo e desproporcional.069/90 (art. Prisão  temporária  em  crimes  hediondos  e  equiparados  pode  ser  decretada  por  até  60  dias. quando  solto.  390)  também  traz  um  dispositivos sobre o prazo que é de 50 dias e de 90 quando solto.  Ex. O dativo terá prazo  de mais 10 dias.  4. Na  JF  o  prazo  para  conclusão  do  IP  do  réu  preso  é  15  prorrogável  por  mais  15.

 52.034/95 – incompatível com a Convenção Americana de Direitos Humanos.  uma vez reconhecido o excesso de prazo não pode o juiz decretar a prisão novamente.  4.210/84.15 Regime Disciplinar Diferenciado (RDD)  Uma das hipóteses que autoriza no RDD é o envolvimento com organizações criminosas. O prazo só interessa até a conclusão da instrução.  O  reconhecimento  do  excesso  de  prazo  pode  ocorrer  em  relação  a  qualquer  delito  –  súmula  697  do  STF.  Esse  relaxamento  pode  recair sobre qualquer delito? E sendo relaxada pode ser ele preso de novo?  O  STF  mandou  soltar  integrantes  do  PCC  pois  havia  um  processo  que  não  fora  concluído  em  4  anos.  Art.  4.14 Início do cumprimento da pena em regime fechado  A  lei  9.  (observações à lei de lavagem)  4.  Para  os  próprios  tribunais  superiores  é  possível  o  reconhecimento  do  excesso  de  prazo  mesmo  após  a  pronúncia  ou  o  encerramento  da  instrução  criminal.  Súmula 21 e Súmula 52  Pronunciado  o  réu.  Súmula  64  do  STJ  –  não  há  excesso  se  for  provocado  pela  defesa. §2º da 7.      Página | 66   ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS – Lei 9.  Na  prática  se  dá  origem  a  distorções  pois  em  algumas  ocasiões  o  recurso  do  réu  é  demorado  em  ser  julgado  e  não  caberá  alegação  de  excesso de prazo pois foi provocado pela defesa.034/95 > Recolhimento à prisão para apelar  .  O  próprio  STJ  e  o  STF  vêm  relativizando  o  conteúdo  dessas súmulas.  10)  diz  que  o  início  do  cumprimento  da  lei  deve  ser  em  regime  fechado.  Uma  vez  reconhecido  o  excesso  a  prisão  dele  será  objeto  de  relaxamento.034/95  (art. 9º da Lei 9.  Significa  que terão progressão no decorrer do cumprimento. salvo diante de  motivo  superveniente que autorize a segregação.  fica  superada  a  alegação  do  constrangimento  ilegal  da  prisão  por  excesso  de  prazo na instrução.13 Recolhimento à prisão para apelar  Art.

 98. ou togados e leigos. 61. Existência  de  um  conflito  entre  acusação  e  defesa.  excetuados os casos em que a lei preveja procedimento especial.3 Conceito de infração de menor potencial ofensivo  Lei 9.    JURISDIÇÃO CONSENSUAL  JURISDIÇÃO CONFLITITVA  1.  a  partir  de  2001.  Na  redação  original. 61 Æ redação originária. Desde que a pena transacionada seja de multa ou  2. e os Estados criarão:  I ‐ juizados especiais. Com isso o juizado está possibilitando um  acordo no processo penal. 98. para os efeitos desta  Lei.  permitidos. excetuados os submetidos a procedimento especial.     Conceito  de  IMPO:  contravenções  penais  e  crimes  com  pena  máxima  não  superior  a  2  anos. Não há nenhum fundamento razoável para estabelecer um tratamento  diferente entre um acusado na justiça estadual e outro da justiça federal.  1. de 2001)  Lei  10.    Doutrinadores mais antigos (Alberto Silva Franco) são críticos à lei dos juizados. providos por juízes togados.  Art.  À  época  alguns  doutrinadores.  nas  hipóteses  previstas  em  lei.  Portanto.  passou‐se  a  entender  que  o  conceito  de  IMPO  é  o  da  Lei  10. A União.  2. I.  mediante  os  procedimentos  oral  e  sumaríssimo.  Indisponibilidade.  portanto  abrangeria  qualquer procedimento especial.  diziam  que  esse  conceito  dado  na  Lei  dos  JEF  era aplicado apenas na Justiça Federal.   5.099/95 > Previsão Constitucional  .259. competentes para a conciliação.099/95 – art.1.  1.099/95. no Distrito Federal e nos Territórios. Busca de consenso.  pois  nem  todo  crime poderá ser processado e julgado da mesma forma.259/01  (JEF’s)  traz  um  conceito  diferente  dizendo  que  IMPO  são  as  infrações  com  pena  não  superiores  a  2  anos. Consideram‐se infrações penais de menor potencial ofensivo.259  que  revogou a Lei 9.  os  crimes  com  pena  máxima não superior a 1 ano.  de  maneira  precipitada. o  julgamento e a execução de causas cíveis de menor complexidade e infrações penais de menor potencial  ofensivo.   24   de   setembro   de   2010.  Página | 67   JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS – Lei 9.099/95  Previsão Constitucional  Está previsto na Constituição no art.  IMPO = PENA MÁXIMA ≤ 2 ANOS  A lei Maria da penha diz que não se aplica a Lei 9.    Sábado. Pena privativa de liberdade  restritiva de direitos.  cumulada ou não com multa. Exceção: delação premiada.  a  transação e o julgamento de recursos por turmas de juízes de primeiro grau.  Atualmente  é  uma  realidade  inafastável.099/95.099/95.2 Jurisdição Consensual  A  doutrina  irá  dizer  que  a  lei  dos  juizados  trará  uma  nova  forma  de  solucionar  os  crimes.  5 5.  Revogado Æ Art.  as  contravenções  penais  e  os  crimes  a  que  a  lei  comine  pena  máxima  não  superior  a  um  ano. pois não entendiam a  possibilidade  de  se  fazer  acordos  no  processo  penal. (Vide Lei nº 10.  Lei 11. Mitigação  aos  Princípios  da  Obrigatoriedade  e  da  3.  Essa  lei  não  diz  nada  sobre  a  exceção  dos  procedimentos  especiais.  pois  anteriormente era somente por meio de processo judicial definitivo.  3. Princípios  da  Obrigatoriedade  e  da  Indisponibilidade da ação penal. e submetidos ou não a procedimento especial.  5.313/06 vai dar nova redação ao artigo 61 da Lei 9.1 JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS – Lei 9.  eram  considerados  infrações  de  menor  potencial  ofensivo.

  quando  feito  oralmente. privando o acusado do gozo de certos benefícios.  em  conseqüência  de  definição  jurídica  diversa.  384.719.   O  JUIZ.  1.  Em regra o momento para se fazer a emendatio libeli é na hora da sentença.  o MINISTÉRIO PÚBLICO deverá aditar a denúncia ou queixa.  se  em  virtude  desta  houver  sido  instaurado  o  processo  em  crime  de  ação  pública. Trecho do voto do Min.  a  requerimento  de  qualquer  das  partes.  na  sentença.  em  se  tratando  de  causas  de  diminuição o quantum que menos diminua a pena..    EMENDATIO LIBELLI  Art.  em  conseqüência  de  prova  existente  nos  autos  de  elemento  ou  circunstância  da  infração  penal  não  contida  na  acusação.1 Excesso da acusação  A  partir  do  momento  que  o  promotor  exagera  na  capitulação  causa  prejuízo  para  o  réu.  é  possível  uma  desclassificação  no início do processo. a este serão  encaminhados os autos. seja pela incidência da majorante. de 2008).  É  o  bastante  para que.  causará  uma  diferença  gravosa. (Incluído pela Lei nº 11.719.  nem  se  pode  subtrair  do  juízo  da  causa  o  julgamento  do  fato.  Em  geral  as  causas  de  aumento  e  diminuição  têm  uma  quantidade  variável  de  pena.  no  caso  de  porte  de  entorpecente  o  promotor  imputa  o  crime  de  tráfico.  § 2   Tratando‐se de infração da competência de outro juízo.  que  reconheço  existente. Fonte de Publicação DJ de 9/12/2003. ultrapassar o limite de um (01) ano.  tenha  de  aplicar  pena  mais  grave.] É certo que não se  deve.  Página | 68   45 JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS – Lei 9.3.  § 2 Ouvido o defensor do acusado no prazo de 5 (cinco) dias e admitido o  aditamento. Hamilton Carvalhido.  ante  a  parcial  ausência  de  justa causa para a ação penal.  Súmula 243 do STJ.  no  prazo  de  5  (cinco)  dias. afirmável no estado inicial do feito.  o  juiz.  então  mutatis  mutandis  aplica‐se  no  caso  da  IMPO (Súmula 723 do STF). de 2008).  no  particular  da  viabilidade  da  ação  penal.  unívocos  na  direção  do  ilícito  tipificado  no  artigo  16  da  Lei  de  Tóxicos.  Agravantes  e  atenuantes  não  são  levadas  em  consideração. de 2008).  designará  dia  e  hora  para  continuação  da  audiência.719.  em  conseqüência. se assegure ao paciente responder o processo em liberdade [.  TRÁFICO  ILÍCITO  DE  ENTORPECENTES.  §  1    Se.  o §  4 Havendo  aditamento. de 2008). (Redação  dada  pela  Lei  nº 11.  em  se  tratando  de  causas  de  aumento  utiliza‐se  o  quantum  que  mais  aumente  a  pena.  mas  é  certo  também  que  a  inépcia  parcial  da  denúncia.  de 2008).  o §  5 Não  recebido  o  aditamento.  DIREITO  PROCESSUAL  PENAL.  aplica‐se o art. [. Porém caracterizado um  excesso  da  acusação  em  relação  à  classificação  do  fato  delituoso.  Emendatio libelli está prevista no art.  seja  pelo somatório.  ainda  que. 28 deste Código. (Incluído pela Lei nº 11. 383 do CPP.  Causas  de  aumento  e  de  diminuição  e  qualificadoras  são  levadas  em  consideração  na  aplicação  dos  crimes.  o o MUTATIO LIBELLI  Art.  pois  sequer  temos  um  critério  determinado em lei.  mas  apesar  disso  o  STF  confirma  que  se  leva  em  consideração  do  crime  continuado.  o  juiz  procederá  de  acordo  com  o  disposto  na  lei.  Em  não  se  ajustando  a  denúncia  aos  elementos  de  prova  inquisitorial  que  a  instruem. Encerrada  a  instrução  probatória. no prazo de 5  (cinco)  dias.099/95 > Conceito de infração de menor potencial ofensivo  . a ser feita de maneira incidental e provisória (STJ HC 29637 45 ).  SE  A  SOMA  DA  PENA  MÍNIMA  DA  INFRAÇÃO  MAIS  GRAVE  COM  O  AUMENTO  MÍNIMO  DE  UM  SEXTO  FOR  SUPERIOR  A  UM ANO.  o  processo  prosseguirá.]. de 2008). (Incluído pela Lei nº 11.  sem  modificar  a  descrição  do  fato  contida  na  denúncia  ou  queixa.  realização  de  debates  e  julgamento.  por  exemplo.  com  inquirição  de  testemunhas.  concurso  formal  ou  continuidade  delitiva.  §  1    Não  procedendo  o  órgão  do  Ministério  Público  ao  aditamento.719.  quando  a  pena  mínima  cominada.  reduzindo‐se  a  termo  o  aditamento.  houver  possibilidade  de  proposta  de  suspensão  condicional  do  processo. (Incluído  pela  Lei  nº  11..  A  suspensão  condicional  do  processo  leva  em  consideração  a  pena  mínima.  cada  parte  poderá  arrolar  até  3  (três)  testemunhas.  (Incluído  pela  Lei nº 11.  LIBERDADE  PROVISÓRIA.  383.  se  entender  cabível  nova  definição  jurídica  do  fato. de 2008).719.719.099/95.  Súmula 723  NÃO  SE  ADMITE  A  SUSPENSÃO  CONDICIONAL  DO  PROCESSO  POR  crime  continuado.  pois.719.  tem  sede  nos  próprios  da  justa  causa.  impõe‐se  assegurar  que  o  réu  responda  em  liberdade  ao  processo. de 2008).  novo  interrogatório  do  acusado. (Redação dada pela Lei nº 11..  DESCLASSIFICAÇÃO  PARA  USO.  o o                                                                HABEAS  CORPUS.  adstrito aos termos do aditamento.. (Incluído pela Lei nº 11.  Súmula 243  O  benefício  da  suspensão  do  processo  não  é  aplicável  em  relação  às  infrações  penais  cometidas  em  concurso  material. sem ofensa à lei.  privando  o  acusado  do  gozo  de  benefícios  como  a  liberdade  provisória  e  os  institutos  despenalizadores  da  lei  9.  5.  ficando  o  juiz.  poderá  atribuir‐lhe  definição  jurídica  diversa.  Portanto.  quanto  ao  tráfico.719.

  Na  verdade  aos  crimes  previstos  na  lei  10.741/03)  O art.099/95.  10.  se  interpretada  a  norma  no  sentido  de  que  seriam  aplicáveis  aos  crimes  cometidos  contra  os  idosos  os  benefícios  da  Lei  9.741/2003  (ESTATUTO  DO  IDOSO).741/2003. relatora.  qual  seja.  não  se  admitindo  interpretação  que  permita  aplicação  benéfica  ao  autor  do  crime  cuja  vítima  seja  idoso.  RESTRIÇÃO  À  GRATUIDADE  DO  TRANSPORTE  COLETIVO.  94.  Asseverou  que.] Em  conclusão.  Com  a  lei  9.741/2003:  interpretação  conforme  à  Constituição  do  Brasil.  Depois  de  algum  tempo.  Eros  Grau  julgou  improcedente o pleito.3.  haja  vista  a  possibilidade  de.  aos  crimes  previstos  nessa  lei.  5.  Não  conhecimento  da  ação  direta  de  inconstitucionalidade  nessa  parte.  o  Supremo  Tribunal  Federal  julgou  constitucional  o  art.  Essa  lei  ao  vedar  a  aplicação  é  uma  lei  que  acaba  repercutindo no direito material.  90‐A  na  Lei  9.5 Crimes eleitorais  Alguns crimes eleitorais prevêem pena privativa de liberdade (art.099/1995 AOS CRIMES COMETIDOS CONTRA IDOSOS.099/95 no âmbito da Justiça Militar  Quando  a  lei  dos  juizados  entra  em  vigor  em  1995  começaram  a  aplicar  a  lei  dos  juizados  no  âmbito  da  Justiça  Militar.  um  agente  respondendo  perante  o  Sistema  Judiciário  Comum  e  outro  com  todos  os  benefícios  da  Lei  dos  Juizados  Especiais.3. 334 do Código Eleitoral). 1.  EMENTA:  AÇÃO  DIRETA  DE  INCONSTITUCIONALIDADE.741/2003.  Impossibilidade  de  aplicação  de  quaisquer  medidas  despenalizadoras  e  de  interpretação  benéfica  ao  autor  do  crime. 94 46  diz que aos crimes com pena máxima de até 4 anos aplica‐se a lei dos juizados.  SERVIÇOS  DE  TRANSPORTE  SELETIVOS  E  ESPECIAIS. beneficiado com a celeridade processual.  O  estatuto  do  idoso  não  alterou  o  conceito  de  menor  potencial  ofensivo. aplica‐se o Princípio da Irretroatividade da lei mais gravosa.  Ao  privar  o  acusado  na  Justiça  Militar  da  aplicação  da  lei  9.  conclui‐se  que  essa  privação  está  restrita  aos  crimes  praticados  após  a  sua  vigência.  94  da  Lei  n.  subsidiariamente.  Aos  crimes  previstos  nesta  Lei.  ao  art.  5.  3.  APLICABILIDADE DOS PROCEDIMENTOS PREVISTOS NA LEI 9.  para  suprimir  a  expressão  "do  Código Penal e". apenas permitiu a utilização de um novo procedimento.  proibindo  que  a  lei  dos  juizados  tenha  aplicação  na  Justiça  Militar.3.  no  que  couber.  cuja  pena  máxima  privativa  de  liberdade  não  ultrapasse  4  anos. Aplicação apenas do procedimento sumaríssimo previsto na Lei n. mas o autor do crime  não  seria  beneficiado  com  eventual  conciliação  ou  transação  penal.099/95. o idoso seria.099/95.4 Competência originária dos tribunais  Nos  casos  de  competência  originária  dos  tribunais  é  perfeitamente  possível  a  aplicação  da  lei  9.  39  da  Lei  10.  estabelecendo  que  seria  aplicável  apenas  o  procedimento  sumaríssimo  previsto  na  Lei  9.  Acabou  prevalecendo  que  essa  lei  não  trouxe  um  novo  conceito para Infrações de Menor Potencial Ofensivo.  salvo em relação aos delitos que contem com um sistema punitivo especial.  Ação  direta  de  inconstitucionalidade  julgada  parcialmente  procedente  para  dar  interpretação  conforme  à  Constituição  do  Brasil.  com  redução  de  texto.  a  lei  impugnada  seria  inconstitucional. julgou parcialmente procedente o pedido formulado para dar interpretação conforme a Constituição ao  art.  e.3.  resolveram  acabar  com  o  instituto  no  âmbito  militar.  Art. Min.741/03  cuja  pena  máxima  não  ultrapasse  4  anos  será  aplicável  apenas  o  procedimento  sumaríssimo previsto entre os arts.099/95 aos crimes mencionados.099/95 > Conceito de infração de menor potencial ofensivo  .099. o Tribunal julgou parcialmente procedente pedido formulado em ação direta  de inconstitucionalidade ajuizada pelo Procurador‐Geral da República.  cuja  pena  máxima  privativa  de  liberdade  não  ultrapasse  4  (quatro)  anos.  por  exemplo.  no  sentido  de  que.  Em  análise  superficial  desse  artigo. ou seja.  com  redução  de  texto.099/95.099/95.  as  disposições  do  Código  Penal e do Código de Processo Penal.  2.  Página | 69   JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS – Lei 9.  5.  não  obstante  a  prática  de  crimes  da  mesma  gravidade  (pena  máxima  não  superior  a  4  anos). mas considerados da justiça militar por ser praticado  militar).  a  idade  da  vítima  do  delito. [.  Em  divergência.768/DF.  aplica‐se  o  procedimento  previsto  na  Lei  no  9. então.839/99  acrescentou  o  art.099/95: benefício do idoso  com a  celeridade  processual..3 Estatuto do Idoso (Lei 10. 77 e 83 da lei dos juizados.  Alguns  doutrinadores  entendem  que  o  artigo  90‐A  é  inconstitucional.  poder‐se‐ia  dizer  que  uma  lei  que  tem  por  escopo  tutelar  o  idoso  dá  ao  criminoso  um  tratamento  muito  benigno.  Quanto  aos  crimes  eleitorais  é  possível  a  incidência  dos  institutos  despenalizadores  da  lei  9.  aplica‐se  o  procedimento  sumaríssimo  previsto  na  Lei  9.  de  26  de  setembro  de  1995. 9.  o  Min.  94  da  Lei  n. Carmem Lúcia).  ARTIGOS  39  E  94  DA  LEI  10.099.    ADI 3096 (Rel.                                                               46   Art.  sendo  possível  a  aplicação  dos  juizados aos crimes militares impróprios (crimes comuns.  Min.  Cármen  Lúcia.  ter‐se.  10.  94  da  Lei  10.741/2003.  em  face  de  um  único  diferencial..2 Aplicação da lei 9.  Assim.  Em alguns casos na Justiça Militar Estadual aplica‐se a lei dos juizados  5. No  julgamento  da  Ação  Direta  de  Inconstitucionalidade  3.

  1.456  Rel.099/95  e  11.  o  que  é  vedado  pela  Lei  n. a competência será da Turma Recursal.  14  da  Lei  Maria  da  Penha  refere‐se  a  juizados  de  violência  doméstica  e  familiar  contra  a  mulher.  para    5.  2. ora suscitado.340/06.  de  2006)  Parágrafo  único. no caso.313.º  11.  Mesmo  no  juízo  comum podem incidir os institutos despenalizadores.  33  –  diz  que  enquanto  não  estruturados  os  juizados  especializados.099/95 > Conceito de infração de menor potencial ofensivo  .  • Se  estiver  na  competência  cumulativa. Já que.  não  impede  a  aplicação  da  composição  civil  dos  danos  e  da  transação  penal  na  infração  de  menor  potencial  ofensivo  (art. Lei 9. CRIME DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA  CONTRA  A  MULHER.099/95  e  rejeitado  pela  jurisprudência.  60.  5. Ainda no juízo comum poderão incidir os institutos despenalizadores do JECrim.                                                               47   Art.  3. 14 que se deve submeter ao juizado de  violência doméstica e familiar contra a mulher.3. no âmbito dos  juizados.7 Causas modificativas da competência  # Quando é que uma infração de menor potencial ofensivo sai da competência dos juizados e é julgado no juízo  comum?  • 1ª ‐ Impossibilidade de citação pessoal do acusado (art.  o Se  for  encontrado  no  juízo  comum  não  posso  devolvê‐lo  para  os  juizados. 66.  porém  devemos  compreender  que  se  refere  não  aos  juizados  especiais  criminais.  Conflito  conhecido  para  declarar  a  competência  do  Juízo  de  Direito  do  Juizado  Especial  de  Competência  Geral  da  Circunscrição Judiciária de Brazlândia/DF.  Crime  de  homicídio  qualificado  (pena  de  12  a  30  anos)  cumulado  com  o  de  resistência  (art.  O problema se estabelecerá para se determinar a competência para o recurso:  • Se estiver atuando como juiz do JECrim.  as  varas  criminais  acumularão as competências cíveis e criminais.º  7  do  Tribunal  de  Justiça  do  Distrito  Federal  e  Territórios  ampliou  a  competência  dos  Juizados  Especiais  Criminais  e  dos  Juizados  Especiais  de  Competência  Geral.º  7  DO  TJDFT. a competência será do juízo comum  ou  do  tribunal  do  júri  (no  caso).  o  julgamento  e  a  execução  das  infrações  penais  de  menor  potencial  ofensivo.099/95).  A  Resolução  n.340/06  Essa lei trouxe o juizado especial de violência doméstica e familiar contra a mulher.  A União e os Estados deverão criar esses juizados. de aplicar a Lei n.340/06.  mas  sim.  RESOLUÇÃO  N.  decorrentes  Página | 70   JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS – Lei 9.  STJ ‐ CC 97.  o  que.  ressalvando.  a  independência  dos  procedimentos  estabelecidos  pelas  Leis  9.  Aos crimes praticados em violência contra a mulher diz o art. não cabe citação por edital. Maria Thereza Assis Moura  CONFLITO  NEGATIVO  DE  COMPETÊNCIA.  entretanto.  à  criação  de varas especializadas.  provido  por  juízes  togados  ou  togados  e  leigos.  JUIZADO  ESPECIAL  CRIMINAL E VARA CRIMINAL.  atuando  nas  causas  de  violência  doméstica  contra  a  mulher será o TJ    abranger  o  processo.  329  ‐  pena  de  2  meses  a  2  anos).  em  obediência  ao  disposto  no  art.  Na  reunião  de  processos.  no  entanto.  • 3ª ‐  Conexão  e  Continência.  respeitadas  as  regras  de  conexão  e  continência.  RESOLUÇÃO  07  TJ/DFT  –  ampliou  a  competência  dos  juizados  especiais  criminais  para  também  as  causas  ligadas  à  violência  doméstica  e  familiar  contra  a  mulher.3.  O  art.  Uma  vez  praticada  uma  infração  de  menor  potencial ofensivo em conexão a outro delito de maior gravidade.6 Competência de violência doméstica e familiar contra a mulher  Lei 11.  Ex.  60. § ún. (Redação  dada  pela  Lei  nº  11.  Não se trata.º 9.  §ún.  41  da  Lei  n.:  caso  que  demande  exame  pericial  de  grande complexidade.  o Atenção  para  o  enunciado  110  do  XXV  FONAJE  (Foruns  Nacionais  dos  Juizados  Especiais  Criminais) que diz ser possível a citação por hora certa no JECrim.  mas  uma  coisa são as infrações de menor potencial ofensivo do JECrim outra coisa são as competências para julgamento  das causas relacionadas à violência doméstica contra a mulher.  Essa  resolução  é  plenamente  válida.  no  âmbito  doméstico  ou  familiar.  com  exceção  da  Circunscrição  Especial  Judiciária  de  Brasília  e  das  regiões  administrativas  do  Núcleo  Bandeirante  e  Guará.   O  Juizado  Especial  Criminal.  tem  competência  para  a  conciliação.  Mesmo  sendo  a  causa  com  pena  máxima  inferior  ou  não  superior  a  2  anos  poderá  ser  remetida  a  causa  para  o  juízo  comum.  o  julgamento  e  a  execução  das  causas  decorrentes  da  prática  de  violência  doméstica  e  familiar  contra  a  mulher.  • 2ª  ‐  Complexidade  da  causa.º  9.  COMPETÊNCIA  DO  JUIZADO  ESPECIAL  DE  COMPETÊNCIA  GERAL  DA  CIRCUNSCRIÇÃO  JUDICIÁRIA  DE  BRAZLÂNDIA/DF.  da  Lei  dos  Juizados 47 ).099/95 aos casos de  violência  à  mulher.  O  art.  perante  o  juízo  comum  ou  o  tribunal  do  júri.

313.  pois  não  interessa quem está julgando.  Não  é  a  competência  que  tem  natureza  absoluta.  outros entendem que seria onde o local foi consumado.  O termo circunstanciado na verdade substitui a necessidade do inquérito policial   A competência para lavrá‐lo é uma autoridade policial no exercício de suas atividades. §ún.  observar‐se‐ão  os  institutos  da  transação  penal  e  da  composição  dos  danos  civis. I). menção à infração praticada e indicação de provas e testemunhas. Júlio Fabrini Mirabete e Gustavo Badaró.  A  lei  dos  juizados  terá  um  dispositivo  diferente  (art.099/95.  5.  .  posteriormente  conduzidos  coercitivamente.  Prevalece. 70 do CPP – a competência territorial é determinada pela consumação do delito.  63).4 Competência Territorial do JECrim.  A  partir daí nos casos de IMPO será lavra um termo circunstanciado e não um auto de prisão em flagrante  como  seria feito nos crimes comuns.5 Lavratura do termo circunstanciado  Art. 69. de 2006). onde o delito restou consumado.  Página | 71   JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS – Lei 9.  e.  é. Ada Pellegrini Grinover. tecnicamente  teria que se  lavrar  o  auto  de  prisão  em  flagrante.  Em  um  primeiro  momento  será  realizada  a  captura.099/95 > Competência Territorial do JECrim. 70 ao 76                                                                                                                                                                                                                da  aplicação  das  regras  de  conexão  e  continência.  (Incluído pela Lei nº 11.  O art. essa  resolução  seria  um  ato  normativo  secundário.  5. diz que não é possível prender em flagrante. mas sim a aplicação dos institutos despenalizadores. 69 da Lei 9. Posição da prof. No entendimento dos Ministros.  Art.  pois  na  maioria  dos  crimes  de  menor  potencial  ofensivo  poderá  ser  arbitrada  fiança  pelo  próprio delegado (para os crimes punidos com detenção). esses termos circunstanciados podem ser lavrados  por policiais militares.6 Fase preliminar  Previsão do art. 98.  no  entanto.  De acordo com outra parte da doutrina (Eugênio Paccelli de Oliveira) a competência dos juizados não  tem  natureza  absoluta.  a  Teoria  da  Ubiqüidade  a  competência  territorial  poderá  ser  determinada  tanto pelo local da ação ou omissão como da produção do resultado.  Alguns doutrinadores entendem que a consumação seria determinada pelo local da ação ou omissão.  Termo  Circunstanciado:  relatório  sumário  da  infração  de  menor  potencial  ofensivo  contendo  a  identificação das partes envolvidas.  portanto  não  poderia  ser  impugnada  por  meio  de  ADI  –  não  julgou o mérito.  # Policial militar poderá lavrar TC?   Por meio de provimentos dos Tribunais de Justiça.  A lavratura do TCO está condicionada a assunção do compromisso de comparecer ao juizado.3.  5.  A  lavratura  do  auto  não  significa  que  o  indivíduo  será  necessariamente  submetido  à  prisão.  Se a pessoa não quiser assumir o  compromisso de comparecer ao juizado.  Contra esse provimento (de São Paulo) foi ajuizada a ADI 2862.  5.  relativa.8 Natureza da competência dos juizados absoluta/relativa  Parte  da  doutrina  entende  que  a  competência  do  juizado  tem  natureza  absoluta  pois  deriva  da  CF  (art.  portanto.  pois  a  competência  territorial  será  determinada pelo local onde for praticada a infração penal.

  Ao  autor  do  fato  que.6.       5.  71. 76.  A celebração desse acordo acarreta a renúncia ao direito de queixa ou de representação.   §  3º  Aceita  a  proposta  pelo  autor  da  infração  e  seu  defensor.  75.  73.  A homologação desse acordo funciona como sentença irrecorrível e terá eficácia de título executivo a  ser executado no juízo cível competente.3 Transação penal  Consiste em um acordo celebrado entre o titular da ação penal e o autor do fato delituoso.  a  do  responsável civil.  a  conduta  social  e  a  personalidade  do  agente. o Juiz esclarecerá  sobre  a  possibilidade  da  composição  dos  danos  e  da  aceitação  da  proposta de aplicação imediata de pena não privativa de liberdade.  72.099/95 > Fase preliminar  .  É um claro exemplo de mitigação ao princípio da obrigatoriedade da ação penal pública. 67 e 68 desta Lei.   Art.  excluídos os que exerçam funções na administração da Justiça Criminal.  cabendo  aos  interessados propor ação cabível no juízo cível.  O  não  oferecimento  da  representação  na  audiência  preliminar  não  implica  decadência  do  direito. e não sendo possível  a  realização  imediata  da  audiência  preliminar.  o  Juiz  poderá reduzi‐la até a metade.  será  designada  data  próxima. 74. Havendo representação ou tratando‐se de crime de ação penal  pública incondicionada.  após  a  lavratura  do  termo. na forma dos arts.  no  prazo  de  cinco  anos. acompanhados por seus advogados.  163  (dano). 82 desta Lei.  A  autoridade  policial  que  tomar  conhecimento  da  ocorrência  lavrará  termo  circunstanciado  e  o  encaminhará  imediatamente  ao  Juizado.  o  Juiz  aplicará  a  pena  restritiva  de  direitos  ou  multa.  o  responsável civil.  Ex.  Tratando‐se  de  ação  penal  de  iniciativa  privada  ou  de  ação  penal  pública  condicionada  à  representação. da qual ambos sairão cientes.   II  ‐  ter  sido  o  agente  beneficiado  anteriormente.  Lei 9.  dispensando‐se  a  instauração do processo.   Parágrafo  único. à pena  privativa de liberdade.  74.  bem  como  os  motivos  e  as  circunstâncias. § ún.  Os  conciliadores  são  auxiliares  da  Justiça.  se  for  o  caso.  na  forma  da  lei  local.   §  1º  Nas  hipóteses  de  ser  a  pena  de  multa  a  única  aplicável.    # Cabe composição civil em ação penal pública incondicionada?  É cabível mas não irá receber nenhum benefício de extinção da punibilidade (art.  O art. 70.  Apesar  do  teor  do  art.  recrutados.  e  não  terá  efeitos  civis. o Ministério  Público  poderá  propor  a  aplicação  imediata  de  pena  restritiva  de  direitos ou multas.  será  dada  imediatamente  ao  ofendido  a  oportunidade  de  exercer  o  direito  de  representação verbal.  O CP (art.  for  imediatamente  encaminhado  ao  Juizado  ou  assumir  o  compromisso  de  a  ele  comparecer.  não  se  imporá  prisão  em  flagrante.:  art. a ser especificada na proposta.   §  5º  Da  sentença  prevista  no  parágrafo  anterior  caberá  a  apelação  referida no art.  Na  audiência  preliminar.   Art.  salvo  para  os  fins  previstos  no  mesmo  dispositivo.  nem  se  exigirá  fiança.   Art.  Na  falta  do  comparecimento  de  qualquer  dos  envolvidos.  homologada  pelo  Juiz  mediante  sentença  irrecorrível.   §  4º  Acolhendo  a  proposta  do  Ministério  Público  aceita  pelo  autor  da  infração.  terá  eficácia  de  título a ser executado no juízo civil competente.  Não  obtida  a  composição  dos  danos  civis.  preferentemente  entre  bacharéis  em  Direito.  com  o  autor  do  fato  e  a  vítima.  Art.  A  conciliação  será  conduzida  pelo  Juiz  ou  por  conciliador  sob  sua orientação.   Parágrafo  único.  providenciando‐se  as  requisições dos exames periciais necessários.   III ‐  não  indicarem  os  antecedentes.  presente  o  representante  do  Ministério  Público. que será reduzida a termo. 167 diz que a ação penal somente se procederá mediante queixa.  será  submetida à apreciação do Juiz.  tem  sido  considerada  válida  a  representação  feita  perante  a  autoridade  policial.  pela  aplicação  de  pena  restritiva  ou  multa.  sendo  registrada  apenas  para  impedir  novamente o mesmo benefício no prazo de cinco anos.  a  Secretaria  providenciará  sua  intimação  e. 104) tem um dispositivo um pouco diferente  5. por sentença definitiva.6.6.099/95  SEÇÃO II  DA FASE PRELIMINAR  Art.  75.  ser  necessária  e  suficiente a adoção da medida.  A  composição  dos  danos  civis  será  reduzida  a  escrito  e.  Página | 72   JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS – Lei 9.1 Composição dos danos civis  Poderá  ser  aplicada  nos  delitos  em  que  seja  possível  mensurar  os  danos  causados.  o  autor  do  fato  e  a  vítima  e. pela prática de crime.   Parágrafo  único. 75 – o direito de representação deve ser exercido em audiência. não sendo  caso de arquivamento.).  69.   § 2º NÃO SE ADMITIRÁ A PROPOSTA SE FICAR COMPROVADO:   I ‐ ter sido o autor da infração condenado.   Art.  que  não  importará  em  reincidência.   Art. Comparecendo o autor do fato e a vítima.  se  possível.2 Oferecimento da representação  O não oferecimento da representação não implica reconhecimento do direito.   Art. pelo qual  o  primeiro  propõe  ao  segundo  a  aplicação  imediata  de  pena  não  privativa  de  liberdade.  que  poderá  ser  exercido  no prazo previsto em lei.   Art.  5.  nos  termos  deste  artigo.   §  6º  A  imposição  da  sanção  de  que  trata  o  §  4º  deste  artigo  não  constará  de  certidão  de  antecedentes  criminais.   Parágrafo  único.  o  acordo  homologado acarreta a renúncia ao direito de queixa ou representação.

  2) Contravenção penal ou crime com pena máxima não superior a 2 anos.  preenchidos  os  requisitos  autorizadores..  sendo inviável o oferecimento de denúncia ou queixa (STJ – HC 90126). e não será utilizada na folha de antecedentes criminais. Fonte de Publicação DJ de 9/10/2003.  inclusive  àqueles  apurados  mediante  ação  penal  exclusivamente  privada..  esse  acordo não faria coisa julgada formal e material (RE 602072 49 ). 76.  APLICANDO‐SE  POR  ANALOGIA  O  ART.  CRIME  DE  INJÚRIA.  da  minoria.  6) Não  ser  caso  de  arquivamento  do  termo  circunstanciado. 28 do CPP.  1) Formulação de proposta.  mas  prevalece  que  é  possível  também  ser  proposta  em  ação  penal  privada. de forma inequívoca.  a  Lei  dos  Juizados  Especiais  Criminais  aplica‐se  aos  crimes  sujeitos  a  ritos  especiais.  O  JUIZ.  TRANCAMENTO  DA  AÇÃO  PENAL.  Precedentes  do  STJ.  49   O  Tribunal.  Prevalece  atualmente  que  a  transação  depende  da  aquiescência  do  Ministério  Público.  poderia ser concedido de ofício pelos juízes.  REMETERÁ  A  QUESTÃO  AO  PROCURADOR‐GERAL. mas o raciocínio é o mesmo. da Lei n.2 Descumprimento injustificado da transação penal  Caso a proposta já tenha sido homologada pelo juiz essa sentença faz coisa julgada formal e material.  3) Pela  leitura  do  caput  do  art.099/95 > Fase preliminar  . Será que o juiz poderá conceder de ofício a  transação ou depende de formulação de proposta pelo titular da ação penal?  Muitos  autores.  CRIME  CONTRA  A  HONRA.  28  DO  CÓDIGO DE PROCESSO PENAL.  Tendo havido a homologação da transação penal o processo não poderia mais ser reaberto.  Ordem  parcialmente  concedida  para  anular  a  decisão que recebeu a queixa‐crime a fim de que.  5.  Não  há  reconhecimento de culpa.  O  avaliador  irá  trocar  “crime”  por  contravenção  e  “pena  privativa  de  liberdade” por restritiva de direitos.  hipótese  em  que  a  proposta  deve  ser  formulada  pelo  ofendido  [STJ  ‐  HC  34085 48 ]  (cuidado  para não dizer querelante.  7) Antecedentes.]  4. 1. personalidade e circunstâncias favoráveis (requisito subjetivo)  8) Aceitação  da  proposta  de  transação  pelo  acusado  e  seu  defensor.  após  reconhecer  a  existência  de  repercussão  geral  no  tema  objeto  de  recurso  extraordinário  interposto  contra  acórdão  da Turma Recursal do Estado do Rio Grande do Sul.  5) Não  ter  sido  o  agente  condenado  à  pena  privativa  de  liberdade  pela  prática  de  crime  por  sentença  irrecorrível.  deverá  ser  convertida  em  pena  privativa  de  liberdade.                                                                 HABEAS  CORPUS.  5.  Na  prática. Aduziu‐se que a homologação da transação penal não faz coisa julgada material e.1 Requisitos para a transação penal  Art.  DISSENTINDO.  Havendo  discordância  prevalecerá a vontade do autor do fato delituoso.  portanto.  A súmula refere‐se à suspensão condicional do processo. o trancamento da ação penal pela via  de habeas corpus é medida de exceção.  No  caso  da  pena  restritiva  de  direitos.  ARGÜIÇÃO  DE  ATIPICIDADE  DA  CONDUTA.  A  Terceira  Seção  desta  Egrégia  Corte  firmou  o  entendimento  no  sentido  de  que.  Se  o  cidadão  não  cumpriu  o  quantum  estabelecido  em  um  acordo.  como  advogado.099/95. a inocência do acusado.  diziam  que  seria  um  direito  público  subjetivo  do  acusado. reafirmou a jurisprudência da Corte acerca da possibilidade de propositura de ação  penal  quando  descumpridas  as  cláusulas  estabelecidas  em  transação  penal  (Lei  9.º 9.  MAS  SE  RECUSANDO  O  PROMOTOR  DE  JUSTIÇA  A  PROPÔ‐LA.  art.3.  VIA  INADEQUADA.[.  até  mesmo. que só é admissível quando emerge dos autos.  76  entende  que  seria  somente  ação  penal  pública  condicionada  e  incondicionada.  aos  institutos  da  transação  penal  e  da  suspensão  do  processo  5. TRANSAÇÃO PENAL.  quando  for ocasião evidente de arquivamento não se deve aceitar a transação.  APLICAÇÃO  DA  LEI  DOS  JUIZADOS  ESPECIAIS  CRIMINAIS. descumpridas suas cláusulas. conduta social. 76.  No  caso  de  descumprimento  da  pena  de  multa.  Há  uma  contradição  porque  a  transação  é  aceita  somente  se  não  for  possível  pena  restritiva  de  liberdade  e  no  caso  de  descumprimento  da  restritiva  de  direitos retorna‐se à privativa de liberdade. seja observado o procedimento previsto no art.  76)  e  negou  provimento  ao  apelo  extremo. poderia aplicar o art.  é  possível  que  o  MP  ofereça  denúncia  contra  o  acusado. A teor do entendimento pacífico desta Corte.  AFERIÇÃO.  ela  será  executada.  4) Não  ter  sido  o  agente  beneficiado  pela  transação  penal  no  prazo  de  5  anos.  e.099/95. antes. Posição mais adequada para concurso.6.6.  O  juiz  não  concordando com a recusa injustificada do MP. retorna‐se ao  Página | 73   48 JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS – Lei 9.  descumpridas  as  cláusulas  estabelecidas  em  transação  penal. a  atipicidade  da  conduta  ou  a  extinção  da  punibilidade.  NECESSIDADE  DE  DILAÇÃO  PROBATÓRIA.  Já  para  o  STF.3. POSSIBILIDADE. pois ainda não há acusado).  No caso de recusa injustificada do MP (aos olhos do juiz).  Ressalte‐se  que  tal  aplicação  se  estende.  Súmula  696  do  STF  REUNIDOS  OS  PRESSUPOSTOS  LEGAIS  PERMISSIVOS  DA  SUSPENSÃO  CONDICIONAL  DO  PROCESSO.

  viabilizando‐se  ao  Ministério  Público  a  continuidade  da  persecução  penal.  Precedentes  citados:  [.]  rel. (RE‐602072)  Página | 74   JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS – Lei 9.  A  homologação  somente  será  realizada  após o cumprimento do acordo. 19.  5..11.7 Procedimento sumaríssimo  Empeça a partir do art.  Cezar  Peluso.                                                                                                                                                                                                                status  quo  ante.  Min.3..  5.6.099/95 > Procedimento sumaríssimo  .  para  não  haver  esse  tipo  de  discussão  no  processo  em  torno  da  coisa  julgada  formal  e  material.2009.  Na  prática  os  juízes  não  homologam  de  imediato  a  transação  penal. 77.3 Prescrição  Acordo de transação penal NÃO interrompe nem suspende a prescrição.

  O  professor  entende  que  a  materialidade  poderia  ser  suprida por boletim médico ou algo que o valha.  serão  ouvidas  a  vítima  e  as  testemunhas de  acusação  e  defesa.  Não é necessário exame de corpo de delito (art. será dada a palavra ao defensor  para responder à acusação.   5. reunidos na sede do Juizado.   §  2º  Se  a  complexidade  ou  circunstâncias  do  caso  não  permitirem  a  formulação  da  denúncia.  devendo  a  ela  trazer  suas  testemunhas  ou  apresentar  requerimento  para  intimação.  se  presente.  No  caso  de  carta  precatória  e  rogatória  se  utiliza  os  procedimentos  do  art.   §  1º  Todas  as  provas  serão  produzidas  na  audiência  de  instrução e julgamento.  No  dia  e  hora  designados  para a  audiência  de  instrução  e  julgamento.  havendo  recebimento.  assinado  pelo  Juiz  e  pelas  partes.   §  5º  Se  a  sentença  for  confirmada  pelos  próprios  fundamentos.  82.  o  ofendido.   Art. 72.   §  2º  De  todo  o  ocorrido  na  audiência  será  lavrado  termo.  com  dispensa  do  inquérito  policial.  serão  intimados  nos  termos  do  art. Oferecida a denúncia ou  queixa.  Nenhum  ato  será  adiado.  determinando  o  Juiz.  contados  da  ciência  da  sentença  pelo  Ministério  Público. na forma do parágrafo único do art. 77. Caberão embargos de declaração quando. 81. proceder‐se‐á nos termos dos  arts.  houver  obscuridade.  mas  durante  o  processo  deveria  ser  juntado.  o  Ministério  Público  poderá  requerer  ao  Juiz  o  encaminhamento  das  peças  existentes.099/95 > Procedimento sumaríssimo  . 66 desta Lei.  pelo  réu  e  seu  defensor. 74 e 75 (composição dos danos) desta Lei.   §  2º  O  recorrido  será  intimado  para  oferecer  resposta  escrita  no prazo de dez dias. ABERTA A AUDIÊNCIA.  ou  pela  não  ocorrência  da  hipótese  prevista  no  art.  a  condução  coercitiva  de  quem  deva  comparecer.  prescindir‐se‐á  do  exame  do  corpo de delito quando a materialidade do crime estiver aferida  por boletim médico ou prova equivalente. será reduzida a termo.  da  qual  também  tomarão  ciência  o  Ministério  Público.   §  1º  Para  o  oferecimento  da  denúncia.  77  desta  Lei  para  comparecerem à audiência de instrução e julgamento.  Da  decisão  de  rejeição  da  denúncia  ou  queixa  e  da  sentença  caberá  apelação.  66  e  68  desta  Lei  (no  crime  citação  sempre  pessoal)  e  cientificado  da  data  da  audiência  de  instrução  e  julgamento.  80.  no  mínimo  cinco  dias  antes  de  sua realização.  os  embargos  de  declaração suspenderão o prazo para o recurso.   Art. 67 desta Lei.   § 3º Os erros materiais podem ser corrigidos de ofício. No CPP também é a mesma coisa? Sim.  reduzidas a termo em seguida.  Alguns  doutrinadores  dizem  que  na  lei  dos  juizados  não  seria  necessário  o  exame  para  oferecer  a  denúncia.  denúncia  oral.  quando  não  houver  aplicação  de  pena. podendo o Juiz limitar ou excluir as que  considerar excessivas.  dispensado  o  relatório. não  é  necessário  que  se  junte  o  exame  na  peça  inicial.   Art. Na prática denúncia e queixa são sempre apresentadas por escrito.  de  imediato.  Página | 75   JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS – Lei 9.1 Oferecimento da peça acusatória  Pela  redação  da  lei  dos  juizados  tanto  a  denúncia  como  a  queixa  seriam  apresentadas  oralmente.  66  desta  Lei.  que  será  elaborada  com  base  no  termo  de  ocorrência  referido  no  art.  76  desta  Lei.  omissão  ou  dúvida.  mencionará  os  elementos de convicção do Juiz.     Art. após o que o Juiz receberá.  contados  da  ciência  da  decisão.7. se não houver necessidade de diligências imprescindíveis.  79.  passando‐se  imediatamente  aos debates orais e à prolação da sentença.  será  citado  na  forma  dos  arts.   §  1º  Se  o  acusado  não  estiver  presente.  cabendo  ao  Juiz  verificar  se  a  complexidade e as circunstâncias do caso determinam a adoção  das  providências  previstas  no  parágrafo  único  do  art. 73. §1º).  o  Ministério  Público  oferecerá  ao  Juiz.   Art.   §  2º  Quando  opostos  contra  sentença. 65 desta Lei.  368  do  CPP. impertinentes ou protelatórias. 78.  salvo  nos  casos  de  crimes  contra  a  propriedade  material  e  drogas.   §  3º  Na  ação  penal  de  iniciativa  do  ofendido  poderá  ser  oferecida  queixa  oral.  a súmula do julgamento servirá de acórdão.  da  qual  constarão  as  razões  e  o  pedido do recorrente.  77.  por  petição  escrita.  quando  imprescindível. 83.   §  2º  Não  estando  presentes  o  ofendido  e  o  responsável  civil.099/95  SEÇÃO III  DO PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO  proposta pelo Ministério Público.   §  3º  As  partes  poderão  requerer  a  transcrição  da  gravação  da  fita magnética a que alude o § 3º do art.  pela  ausência  do  autor  do  fato.  contradição.  interrogando‐se  a  seguir  o  acusado.   Art. em sentença  ou  acórdão.  se  na  fase  preliminar  não  tiver  havido  possibilidade  de  tentativa  de  conciliação  e  de  oferecimento  de    5.  entregando‐se  cópia  ao  acusado.   §  1º  A  apelação  será  interposta  no  prazo  de  dez  dias.   §  3º  A  sentença.   §  1º  Os  embargos  de  declaração  serão  opostos  por  escrito  ou  oralmente.  69  desta  Lei.  o  responsável  civil  e  seus advogados.  Na  ação  penal  de  iniciativa  pública.  no  prazo  de  cinco  dias. Caso o réu não seja encontrado o processo será remetido ao juízo comum.   §  3º  As  testemunhas  arroladas  serão  intimadas  na  forma  prevista no art.   § 4º As partes serão intimadas da data da sessão de julgamento  pela imprensa.  No  caso  de  carta rogatória o prazo de prescrição fica suspenso até o seu cumprimento.   Art.2 Citação do acusado  A  citação  poderá  ser  tanto  pessoal  como  por  hora  certa. ou não.  Lei 9.  a  denúncia  ou  queixa.  contendo  breve  resumo  dos  fatos relevantes ocorridos em audiência e a sentença.  que  com  ela  ficará  citado  e  imediatamente  cientificado  da  designação  de  dia  e  hora  para  a  audiência  de  instrução  e  julgamento.7.  Lembrando  que  não  é  possível  citação  por  edital.  que  poderá  ser  julgada  por  turma  composta  de  três  Juízes  em  exercício  no  primeiro  grau  de  jurisdição.

 (Redação  dada  pela  Lei  nº  11.  II  ‐  faltar  pressuposto  processual  ou    condição  para  o  exercício  da  ação  penal.  e  parágrafos.  de  2008).7.  ou  se  o  acusado. (Incluído pela Lei nº 11.  concedendo‐lhe  vista  dos  autos  por 10 (dez) dias.7.   Nos  procedimentos  ordinário  e  sumário.  5. 394.  pois  é  aquela  apresentada  entre  o  oferecimento e o recebimento da peça acusatória.   Recebida  a  denúncia  ou  queixa.  do  querelante  e  do assistente. 395.  RECEBIMENTO DA DENÚNCIA OU QUEIXA  Art. (Incluído pela Lei nº 11.  de 2008).  [.  quando  necessário.  394.5 Resposta à acusação  Busca a absolvição sumária.  III  ‐  faltar  justa  causa  para  o  exercício  da    ação  penal.  oferecer  documentos  e  justificações.]  Página | 76   JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS – Lei 9.   O  procedimento  será  comum  ou  especial.  RESPOSTA À ACUSAÇÃO  Art. ordenando a intimação do acusado. (Incluído  Parágrafo  único.719. de 2008).  Nessa fase busca‐se impedir que o juiz receba a peça acusatória.]  §  4o   As  disposições  dos  arts.  qualificando‐as  e  requerendo  sua  intimação. (Incluído  pela  Lei  nº  11.  elementos  mínimos  de  prova). 95 a 112 deste  Código. de 2008).. de seu  defensor. de 2008).7 Instrução e julgamento do processo    REJEIÇÃO DA DENÚNCIA  RECEBIMENTO DA DENÚNCIA  Art.  citado.  5.719.  porque  a  audiência  é  una.7.  o §  1    O  acusado  preso  será  requisitado  para  comparecer  ao  interrogatório.  Esse  tipo  de  procedimento  é  permitido  nos  crimes  de  tráfico  de  drogas.  devendo  o  poder  público  providenciar  sua  apresentação.  o  prazo  para  a  defesa  começará  a  pela Lei nº 11.  se  não  a  rejeitar  liminarmente. O art.  5.  397.   Após  o  cumprimento  do  disposto  no  art. é um ataque de mérito.      ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA  Art. §4º do CPP.719. de 2008).719.719. de 2008). (Incluído pela Lei nº 11. de 2008).  Na  prática.  396‐A.  395 a 398 deste Código aplicam‐se a todos os procedimentos penais de primeiro grau.  396.  oferecida  a  denúncia  ou  queixa.  A  defesa  preliminar  visa  atacar  a  peça  acusatória.  recebê‐la‐á  e  ordenará  a  citação  do  acusado  para  responder  à  acusação.  ataque  formal  da  peça  acusatória.  394.  o  juiz  designará  dia  e  hora para a audiência.3 Defesa Preliminar  Essa  defesa  não  é  prevista  em  todos  os  procedimentos.719.  Em  uma  mesma  audiência  será  feito  o  ataque  os  aspectos  processuais  (justa  causa.  juizados  especiais. 397 trata da  absolvição sumária. (Incluído  pela Lei nº 11.  por  escrito. como também na resposta à acusação o mérito será atacado.  I  ‐  a  existência  manifesta  de  causa  excludente  da  ilicitude  do  fato.  396‐A.6 Análise de possível absolvição sumária  Sendo absolvido sumariamente ocorrerá as fases do art.  5.      §  2o   Não  apresentada  a  resposta  no  prazo  legal.  5.  crimes  funcionais  afiançáveis.4 Recebimento da peça acusatória  Cabe  a  absolvição  sumária  previsto  no  art.  competência  originária  dos  tribunais  (ex..  de 2008).  especificar  as  provas  pretendidas  e  arrolar  testemunhas..099/95 > Procedimento sumaríssimo  . (Redação dada pela Lei nº 11.  se  for  o  caso. 396 trata da acusação e resposta à acusação e o art.   No  caso  de  citação  por  edital.  o  juiz  deverá  absolver  sumariamente  o  acusado  quando  verificar: (Redação  dada  pela  Lei  nº  11.  o  juiz  nomeará  defensor  para  oferecê‐la.  de  2008).7.:  denúncias  contra  os  deputados)  e  a  lei de improbidade administrativa (que tem natureza cível).  acabará  sendo  apresentada  em  conjunto  com  a  resposta  à  acusação.  395.  de 2008). de 2008). (Incluído  pela  Lei  nº  11.   Na  resposta.   A  denúncia  ou  queixa  será  rejeitada  quando:   (Redação  dada  pela  Lei nº 11. (Redação  dada  pela  Lei  nº  11. nos termos dos arts.719.  399.  de  2008).719.719.  não  constituir  defensor.719.  ou  (Incluído pela Lei nº 11.  no  prazo  de  10  (dez)  dias.    Art.  fluir  a  partir  do  comparecimento  pessoal  do  acusado  ou  do  defensor  constituído.  o  acusado  poderá  argüir  preliminares  e  alegar  tudo  o  que  interesse  à  sua  defesa.  do  Ministério  Público  e.  §4º  do  CPP 50 ?  as  causas  de  rejeição  das  peças  acusatórias estão previstas no art.719. visando impedir de lides temerárias..719. [.719. de 2008). de 2008).7.  deste  Código.  (Redação  dada  pela  Lei  nº  11. ainda que não regulados neste Código.  §  1o   A  exceção  será  processada  em  apartado.  inépcia.719.  o  juiz.719.                                                               50   Art. (Incluído pela Lei nº 11.  I  ‐  for  manifestamente  inepta.

10 Revisão Criminal                                                                EMENTA: HABEAS CORPUS.  52  Art.  contradição. b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal.  salvo  inimputabilidade.719.  quando  a  decisão  recorrida:  a)  contrariar  dispositivo  desta  Constituição.  A  interposição  deverá  ser  conjugada  com  as  razões. em parte. precipuamente.719.  5.  O  prazo  para  apelação  é  de  10  dias.  b)  declarar  a  inconstitucionalidade  de  tratado  ou  lei  federal. em recurso especial.  pelos  Tribunais  Regionais  Federais  ou  pelos  tribunais  dos  Estados.  quando  a  decisão  recorrida:  a)  contrariar tratado ou lei federal.  mas  no  âmbito  dos  juizados  o  recurso  cabível  é  de  apelação. 105.  pois  a  CF  exige  que  a  decisão  tenha  sido  proferida  em  última  instância por TRF’s ou TJ’s (art.  recurso  que  possui  ampla  devolutividade.719. a guarda da Constituição. ou negar‐lhes vigência.  (Incluído pela Lei nº 11. Carlos Ayres Brito 51 )  5. 102.  O  prazo  dos  embargos  de  declaração  é  de  2  dias.  Os  embargos  quando  opostos  contra  sentença  suspendem  o  prazo  para  outros  recursos.  Funcionarão  junto  ao  Superior  Tribunal  de Justiça:    53  Art.  83  diz  que  a  declaração  da  sentença  será  feita  em  razão  da  obscuridade.  as  causas  decididas  em  única  ou  última  instância.  O  art. de 2008).  O  prazo  para  interposição  é  de  5  dias.9 Habeas Corpus  Contra turma Recursal Æ súmula 690 do STF. Min.  mas  ainda  não  foi  formalmente  cancelada.1 Embargos de Declaração  Busca o esclarecimento de uma decisão judicial.  omissão  ou  dúvida.  §  2o   O  juiz  que  presidiu  a  instrução  deverá  proferir  a  sentença. c) der a  lei  federal  interpretação  divergente  da  que  lhe  haja  atribuído  outro  tribunal.  de 2008).  ou (Incluído pela Lei nº 11.  II  ‐  a  existência  manifesta  de  causa  excludente  da  culpabilidade  do  agente.      5.  5. de 2008). (Incluído pela Lei nº 11.  a  tardia  apresentação  das  razões  não  impede  o  conhecimento  do  recurso.  (HC – 85344 – rel.  de 2008). as causas decididas.  não  sendo possível ter o juiz que julgou em primeira instância. d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal. III da CF 53 . (Incluído  pela  Lei  nº  11.  contradição  ou  omissão. RAZÕES DE APELAÇÃO APRESENTADAS FORA DO PRAZO  LEGAL. 102.  Os  embargos  interromperão  o  prazo para o recurso.  O  HC  contra  turma  recursal será julgado pelo TJ ou TRF. em única ou última instância.    # Recurso cabível contra a rejeição da peça acusatória?  No  âmbito  do  CPP  o  recurso  cabível  é  o  RSE.719.  Parágrafo  único.8.  Quando  os  embargos  forem  opostos  contra  acórdão  de  turma  recursal  interrompem o prazo para recursos.  Diferentemente do que ocorre no CPP que a interposição é feita em 5 dias e as razões depois. Compete ao Supremo Tribunal Federal.8 Sistema Recursal  O  juízo  ad  quem  é  a  Turma  Recursal  composta  por  três  juízes  que  atuam  em  primeira  instância.  O RExt é perfeitamente cabível por conta do art.2 Recurso Extraordinário e Recurso Especial  Não  é  cabível  REsp  de  Turma  Recursal.  do  Distrito  Federal  e  Territórios.  No  âmbito  dos  juizados  especiais  também  não  é  exigível  a  apresentação  das  razões  como  formalidade  essencial  da  apelação.  Igualmente. III da CF 52 ). 105. RECURSO INADMITIDO PELA TURMA RECURSAL.  c)  julgar  válida  lei  ou  ato  de  governo  local  contestado  em  face desta Constituição. Compete ao Superior Tribunal de Justiça: III ‐ julgar.099/95 > Sistema Recursal  .    Página | 77   51 JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS – Lei 9.  Habeas corpus deferido.  5.  É  uma  súmula  que  está  superada.  IV ‐ extinta a punibilidade do agente.8.  No  CPP  diz  que  a  declaração  da  sentença  será  feita  em  razão  de  ambigüidade.  III  ‐  que  o  fato  narrado  evidentemente  não  constitui  crime.  obscuridade. mediante recurso  extraordinário.  o  juiz  deve  entender  que  se  trata  de  mera  irregularidade que pode ser suprida pela intimação das partes para que apresente as razões.  A  falta  de  apresentação  das  razões  no  juizado. cabendo‐lhe: III ‐ julgar.

  5.  a  convocação  dos  magistrados  suplentes  para  tomar  parte  no  julgamento.099/95 > Conflito de competência de juiz do juizado e juiz comum  . 3.  Apesar  da  ausência  de  expressa  previsão  legal.  DE  CONVOCAÇÃO  DE  MAGISTRADOS  SUPLENTES  A  FIM  DE  EVITAR  O  JULGAMENTO  PELOS  MESMOS  JUÍZES  QUE  APRECIARAM  A  APELAÇÃO  –  COMPETÊNCIA  DA  TURMA  RECURSAL.  Caso  a  composição  da  Turma  Recursal  impossibilite  a  perfeita  obediência  aos  dispositivos  legais  atinentes  à  espécie.  2.  mostra‐se  cabível  a  revisão  criminal  no  âmbito  dos  Juizados  Especiais.  cabendo  à  espécie  a  utilização  subsidiária  dos  ditames  previstos  no  Código  de  Processo  Penal.  Não  seria  admissível  que  um  erro  judiciário se perpetrasse somente em razão da celeridade.  59  –  não  se  admitirá  ação  rescisória  nas  causas  sujeitas  aos  procedimento  instituído  nessa  lei.  EM  TESE.  É possível revisão criminal no âmbito dos juizados.        CONFLITO  NEGATIVO  DE  COMPETÊNCIA  ENTRE  TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA  E  COLÉGIO  RECURSAL  –  REVISÃO  CRIMINAL  –  CRIME  DE  MENOR POTENCIAL OFENSIVO – AMEAÇA – AÇÃO PENAL QUE TEVE CURSO PERANTE OS JUIZADOS ESPECIAIS – AUSÊNCIA DE PREVISÃO  LEGAL  EXPRESSA  PARA  A  REVISÃO  NO  ÂMBITO  DOS  JUIZADOS  –  GARANTIA  CONSTITUCIONAL  –  VEDAÇÃO  TÃO‐SOMENTE  QUANTO  À  AÇÃO  RESCISÓRIA  –  INCOMPETÊNCIA  DO  TRIBUNAL  DE  JUSTIÇA  PARA  REVER  O  DECISUM  QUESTIONADO  –  IMPOSSIBILIDADE  DE  FORMAÇÃO  DE  GRUPO  DE  TURMAS  RECURSAIS  –  UTILIZAÇÃO  ANALÓGICA  DO  CPP  –  POSSIBILIDADE.11 Conflito de competência de juiz do juizado e juiz comum  O conflito de competência de juiz do juizado e juiz comum para julgamento do TJ ou do TRF (STF – RE  590.  STJ – CC 47718 54  5.  Competência da Turma Recursal.  Art.  5.    Sábado.  principalmente.  É  manifesta  a  incompetência  do  Tribunal  de  Justiça  para  tomar  conhecimento  de  revisão criminal ajuizada contra decisum oriundo dos Juizados Especiais.  89  da  Lei  dos  Juizados  pelo  qual  se  permite  a  suspensão  do  processo  por  determinado  período.409) e súmula 428 do STJ.  de  natureza  processual  cível.  notadamente  quando  a  legislação  ordinária  vedou  apenas  a  ação  rescisória.  conforme  art.  92  será  admitida  a  ação  de  revisão  criminal.    Página | 78   54                                                              JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS – Lei 9.12 Suspensão Condicional do Processo  Suspensão  condicional  do  processo  é  um  instituto  despenalizador  previsto  no  art.  4.  1.  tanto  das  decisão  proferidas  pelos  juízes como também as decisões da própria Turma (logicamente não pelos mesmos juízes).  em  tese. A falta de previsão legal específica para o processamento da  ação  revisional  perante  o  Colegiado  Recursal  não  impede  seu  ajuizamento.   09   de   outubro   de   2010.  resguardando‐se  o  direito  do  agente  de  ver  julgada  sua  ação  revisional.  O  julgamento  da  Revisão  Criminal  será  feita  pela  Turma  Recursal.  mostra‐se  viável.  caso  o  acusado  preencha  certas condições objetivas e subjetivas.  solucionando‐se  a  controvérsia  e.  decorrência  lógica  da  garantia  constitucional  da  ampla  defesa.  mas  será  cabível.

 Suspensão condicional do processo e recebimento de denúncia.  o  juiz  poderia  conceder  de ofício a suspensão condicional do processo.  poderá  propor  a  suspensão  do  processo.  INEXISTÊNCIA  DE  DIREITO  SUBJETIVO  À  SUSPENSÃO  CONDICIONAL  DO  PROCESSO.  mensalmente.1 Nolo Contendere  Na  suspensão  condicional  do  processo  o  acusado  não  admite  culpa. em tese.  este.099/95 > Suspensão Condicional do Processo  .  28  do  Código  de Processo Penal.  ALEGAÇÃO  DE  PRESCRIÇÃO  ANTECIPADA.  dependerá  de  representação  a  ação  penal  relativa  aos  crimes de lesões corporais leves e lesões culposas.  4.  89.  5.  não  haveria  um  critério  razoável  a  justificar  o  tratamento  desigual  para  os  crimes  de  ação  penal  privada.  v.  poderá  suspender  o  processo.  pois  hoje  se  entende  que  a  proposta  de  suspensão  deve  partir do órgão do Ministério Público.  diante  de  uma  recusa  injustificada  do  MP.  INADMISSIBILIDADE. Ordem denegada.  submetendo  o  acusado  a  período  de  prova.  então  passaram  a  sustentar  que  é  possível  a  suspensão  condicional  do  processo  nas  ações  penais  privadas. HIPÓTESE DE ATRIBUIÇÃO ORIGINÁRIA DO PROCURADOR‐GERAL DE JUSTIÇA.  o  Ministério  Público.  §  7º  Se  o  acusado  não  aceitar  a  proposta  prevista  neste  artigo. 28 DO CÓDIGO  DE PROCESSO PENAL.  §  2º  O  Juiz  poderá  especificar  outras  condições  a  que  fica  subordinada  a  suspensão. para informar e justificar suas atividades.  por analogia. Cabível.    56  EMENTA: I.12.  por  dois  a  quatro  anos. a reparação do dano.  §  5º  Expirado  o  prazo  sem  revogação.  88. em se tratando de atribuição originária do Procurador‐Geral de Justiça.  recebendo  a  denúncia.  5.  §  3º  A  suspensão  SERÁ  REVOGADA  se.  por  contravenção.099/95.  IV  ‐  comparecimento  pessoal  e  obrigatório  a  juízo.  por  analogia  o  art..  STF HC 81720 56  55   EMENTA:  HABEAS  CORPUS.  ao  oferecer  a  denúncia.  MAS  SE  RECUSANDO  O  PROMOTOR  DE  JUSTIÇA  A  PROPÔ‐LA. 5.  desde  que  adequadas  ao  fato  e  à  situação pessoal do acusado.  Nos  crimes  em  que  a  pena  mínima  cominada  for  igual  ou  inferior  a  um  ano.  2.099/95)  Pela  leitura  do  art.  deverá  ser  aplicado.  por  força  do  entendimento  doutrinário.  §  6º  Não  correrá  a  prescrição  durante  o  prazo  de  suspensão  do  processo. 89 da Lei 9.  DISSENTINDO.  Não  foi  o  entendimento  que  prevaleceu.  sem  autorização do Juiz. Todavia.  somos  levados  a  dizer  que  só  seria  cabível  a  suspensão  em  crimes  de  ação penal pública. APLICANDO‐SE POR ANALOGIA O ART.  ORDEM  DENEGADA.    5.  o processo prosseguirá em seus ulteriores termos.  III  ‐  proibição  de  ausentar‐se  da  comarca  onde  reside.  ou  descumprir qualquer outra condição imposta. sob as seguintes condições:  I ‐ reparação do dano.  não  existe  direito  público  subjetivo  do  paciente à aplicação do art.  (STF ‐ HC 83458 55 )  Havendo  recusa  injustificada  por  parte  do  MP.  1.  O  Supremo  Tribunal  Federal  tem  rechaçado  a  aplicação  do  instituto  da  prescrição  antecipada  reconhecida  antes  mesmo  do  oferecimento  da  denúncia.  Além  das  hipóteses  do  Código  Penal  e  da  legislação  especial.  abrangidas  ou  não  por  esta  Lei.  no  curso  do  prazo.  O  JUIZ. DJ de 9/10/2003. sem motivo justificado.  o  Juiz  declarará  extinta  a  punibilidade.  no  curso  do  prazo. 89 da Lei 9.  quando  houver  competência  originária  dos  tribunais.12.  desde  que  o  acusado  não  esteja  sendo  processado  ou  não  tenha  sido  condenado por outro crime. aplica‐se. o art. é  válido o acórdão que ‐ não a tendo proposto o autor da ação ‐ recebe a denúncia ou queixa e determina que se abra vista ao MP ou ao                                                               Página | 79   JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS – Lei 9.  Tendo  em  vista  que  a  suspensão  condicional  do  processo  tem  natureza  de  transação  processual. a suspensão condicional do processo.  Porém.2 Iniciativa para a suspensão  Em um primeiro momento os doutrinadores entendiam que a suspensão condicional do processo era  um  direito  subjetivo  do  acusado.3 Cabimento da Suspensão em Crimes de ação penal privada  (art. Não poderá ser concedida de ofício pelo juiz.  89  caput.  o  beneficiário  vier  a  ser  processado  por  outro  crime  ou  não  efetuar.  portanto.g.  Súmula  696  do  STF:  REUNIDOS  OS  PRESSUPOSTOS  LEGAIS  PERMISSIVOS  DA  SUSPENSÃO  CONDICIONAL  DO  PROCESSO.  o  juiz  deve  acatar  a  manifestação  do  chefe  do  Ministério  Público.12. 3.  na  presença  do  Juiz.  §  4º  A  suspensão  PODERÁ  SER  REVOGADA  se  o  acusado  vier  a  ser  processado.  Na  hipótese de o juiz discordar da manifestação do Ministério Público que deixa de propor a suspensão condicional do processo.  mas  também  não  contesta  a  imputação.  ARTIGO  28  DO  CÓDIGO  DE  PROCESSO  PENAL E SÚMULA 696 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.  Art. 28 do Código de Processo Penal.  Atualmente  é  cabível  tanto  em  crimes  de  ação  penal pública como também em ação penal privada. salvo impossibilidade de fazê‐lo.  §  1º  Aceita  a  proposta  pelo  acusado  e  seu  defensor.  REMETERÁ A QUESTÃO AO PROCURADOR‐GERAL.  Seção VI  Disposições Finais  Art. presentes os demais requisitos que  autorizariam  a  suspensão  condicional  da  pena  (art.  II ‐ proibição de freqüentar determinados lugares.  77  do  Código Penal).

7.12.  para  as  infrações  penais  de  menor  potencial  ofensivo  [≤  2anos].  a  admissibilidade.  Art.  Nenhum  dos  entendimentos  anteriores  tem  razoabilidade.719.  CRIME  DE  ABORTO.  §  1º  O  procedimento  comum  será  ordinário.  de 11. se não ocorrer revogação.  89  DA  LEI  Nº  9.  o  concurso  formal  e  o  crime  continuado  são  levados  em  consideração.    57   Súmula  243  do  STJ ‐  O  benefício  da  suspensão  do  processo  não  é  aplicável  em  relação  às  infrações  penais  cometidas  em  concurso  material.1984) I ‐ não prevalece a condenação anterior.  independentemente do procedimento a ser adotado (regulado pela pena máxima). de 2008).                                                                                                                                                                                                              querelante  para  que  proponha  ou  não  a  suspensão:  não  faria  sentido  provocar  a  respeito  o  autor  da  ação  penal  antes  de  verificada  a  viabilidade  da  instauração  do  processo.099/95).  computado o período de prova da suspensão ou do livramento condicional.  de  2008). ultrapassar o limite de um (01) ano.  seja  pela  incidência  da  majorante.  da  suspensão.  concurso  formal  ou  continuidade  delitiva.  quando  tiver  por  objeto  crime  cuja  sanção  máxima  cominada  for  igual  ou  superior  a  4  (quatro) anos de pena privativa de liberdade.  Teoricamente  o  fato  de  ter  sido  condenado  por  contravenção  não  impede  a  suspensão  condicional  do  processo.209. deve‐se aplicar o quantum que menos aumente ou que mais diminua a pena  já  que  as  causas  de  aumentam  variam  entre  1/3  e  2/3.209.  quando  a  pena  mínima  cominada.  O PROCEDIMENTO SERÁ COMUM OU ESPECIAL. Causas  de  aumento  e  diminuição  de  pena  –  sendo  que  se  busca  sempre  a  pena  mínima.  64  do  CP. (Incluído pela Lei nº 11. Lapso temporal da reincidência – está vinculado ao tempo de 5 anos.  Se  houver  dois  delitos  não  será  possível  aplicar  a  suspensão  condicional  do  processo  quando  por  conta  do  cálculo  a  pena  mínima  ultrapassar 1 ano (Súmula 243 do STJ 57 ).  64  DO  CP  À  LEI  DOS  JUIZADOS  ESPECIAIS.  Norma  Página | 80   JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS – Lei 9. quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada seja inferior a 4 (quatro) anos  de pena privativa de liberdade. Outros que a proposta deveria ser feita pelo MP.  O  silêncio  da  Lei  dos  Juizados  Especiais.  II.  c.  b.  nesses  crimes  de  ação  penal  privada a proposta de suspensão condicional do processo deve partir do querelante. Pelo que a exigência do artigo 89 da Lei nº 9.  não. (Incluído pela Lei nº 11. 89)    A  suspensão  é  cabível  em  qualquer  delito.719. 394. (Incluído pela Lei nº 11.4 Requisitos para a suspensão condicional do processo  (art.  III  ‐  sumaríssimo.209.  no  caso.  CONDENAÇÃO  ANTERIOR  PELO  CRIME  DE  RECEPTAÇÃO.  II ‐ sumário.  no  ponto. de 11.  Em  se  tratando  em  causas  de  diminuição  deve‐se  utilizar  o  quantum  mais  diminua.  não  afasta  o  imperativo  da  interpretação  sistêmica das normas de direito penal. de 11.1984)    59   EMENTA:  HABEAS  CORPUS.  # Quem fará a proposta de suspensão nos crimes de ação penal privada?  Alguns dizem que o juiz poderia conceder de ofício. 5º da Lei 8.  para  fins  de  obtenção  da  suspensão  condicional  do  feito ‐‐  é  de  ser  conjugada  com  a  norma  do  inciso  I  do  art.  APLICAÇÃO  DO  INCISO  I  DO  ART.  Alguns  doutrinadores  entendem  que  o  impedimento  da  suspensão  para  aqueles  que  estiverem  com  processo em andamento violaria o Princípio da Presunção de Inocência.7.7.  Se  for  condenado  por  contravenção  é  possível  a  suspensão.  sumário  ou  sumaríssimo: (Incluído  pela  Lei  nº  11.  PENA  EXTINTA  HÁ  MAIS  DE  CINCO  ANOS. previsto no art. de 2008). Concurso  de  crimes  –  o  concurso  material. (Redação dada pela Lei nº 11.  a.  do  Ministério  Público. mesmo que a pena mínima seja superior a 1 ano.(Redação dada pela Lei nº 7.  a.  Nas  causas  de  aumento  de  pena deve‐se utilizar do quantum que menos diminua a pena. de 2008).  Suspensão  condicional  do  processo  instaurado  mediante  ação  penal  privada:  acertada.  64. (Redação dada pela Lei nº 7.099/95 > Suspensão Condicional do Processo  . o que não prevalece. de 2008).  SUSPENSÃO  CONDICIONAL  DO  PROCESSO  (ART.137/90 – pena de detenção 2 a 5 anos  ou  multa?  Para  o  STF  será  cabível  a  suspensão  quando  a  pena  de  multa  estiver  cominada de maneira alternativa.719.    58  Art.  na  forma  da  lei.  seja  pelo  somatório.719.719. I do CP 58  (STF – HC 88157 59  e HC 85751).  portanto. 64 ‐ Para efeito de reincidência: (Redação dada pela Lei nº 7.  2) O  acusado  não  está  sendo  processo  ou  não  tenha  sido  condenado  por  outro  crime.  a  legitimação  para  propô‐la  ou  nela  assentir  é  do  querelante.  desde  que  primeiramente  atenda  aos  requisitos  exigidos. 0Seria aplicável suspensão no art.  em  tese.1984) II ‐ não se consideram os crimes militares próprios e políticos.099/95 ‐‐ de inexistência de condenação por outro  crime.  5.  I  ‐  ordinário.  1) Pena mínima cominada igual ou inferior a 1 ano. se entre  a  data  do  cumprimento  ou  extinção  da  pena  e  a  infração  posterior  tiver  decorrido  período  de  tempo  superior  a  5  (cinco)  anos.

 salvo impossibilidade de fazê‐lo. §1º da Lei 9.6 Revogação da Suspensão  Haverá causas obrigatórias de revogação e causas facultativas de revogação de suspensão.  89  da  Lei  nº  9. de 1998)    4) Prévio  recebimento da peça acusatória.  64  do  Código  Penal.099/95  é  aquela  que  faz  associar  a  esse  diploma  normativo  a  regra  do  inciso  I  do  art.  desde  que  o  condenado  seja  maior  de  setenta  anos  de  idade.  somente  se  não  for  caso  de  absolvição  sumária  é  que  então  o  magistrado  deve  designar  uma  audiência  para  aceitação  da  proposta  pelo  acusado  e  por  seu  defensor.  5.  Essas  são  as  condições  que  o  beneficiário  deverá  cumprir  durante  a  suspensão  condicional  do  processo  e  não  são  penas  restritivas  de  direitos.  Havendo  divergência  prevalece  a  vontade  do  acusado.  ou  razões  de  saúde  justifiquem a suspensão.  89  da  Lei  nº  9.209.  A Suspensão (art.  IV  ‐  comparecimento  pessoal  e  obrigatório  a  juízo. bem como os  motivos  e as circunstâncias autorizem a concessão do benefício.  poderá  ser  suspensa.  doar  sangue  etc.  Alguns  juízes  e  promotores.   III ‐ Não seja indicada ou cabível a substituição prevista no art. a reparação do dano.  O Benefício será revogado quando:  • O beneficiário for processado por outro crime.  ao  contrário.  dada  a  consumação  do  lapso  de  cinco anos do cumprimento da respectiva pena.  este.099/95. §7º da Lei dos Juizados).  onde  é  possível  a  aplicação de penas restritivas de direitos.  III ‐ proibição de ausentar‐se da comarca onde reside.  1º  Aceita  a  proposta  pelo  acusado  e  seu  defensor.  poderá suspender o processo.  Não  é  possível  que  se  aplique  penas  restritivas  de  direitos  (sesta  básica  etc. de 11.12.  recebendo  a  denúncia. 89.099/95 > Suspensão Condicional do Processo  . submetendo o acusado a período de prova.  não  podem  mais  ser  havidos  como  reincidentes.  por  quatro  a  seis  anos.  e.  por 2 (dois) a 4 (quatro) anos. 89.  II ‐ proibição de freqüentar determinados lugares.  pois  essas  condições  da  suspensão  condicional  do  processo  são  diferentes  da  transação  penal. 89.209. Ordem concedida para fins de anulação do processo‐crime desde a data da audiência.  citação do acusado para apresentação da resposta à acusação. 89.  rejeição  (art.7.   § 1º ‐ A condenação anterior a pena de multa não impede a concessão do benefício.  395  CPP)  ou  recebimento  da  denúncia. sem motivo justificado.  3) Presença  dos  demais  requisitos  que  autorizariam  a  suspensão  condicional  da  pena  (art.  77 ‐  A  execução  da  pena  privativa  de  liberdade. §4º) sendo processado por uma contravenção ou outra causa a revogação será  facultativa e não obrigatória.  77  do CP). dos demais requisitos da concessão do sursis processual.  Art. §3º da Lei 9.  A  melhor  interpretação  do  art. a conduta  social e personalidade do agente.    Página | 81   JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS – Lei 9.  não  superior  a  quatro  anos.  poderá  ser  suspensa.  abusam  do  direito.  II ‐ a culpabilidade. sob as seguintes condições:  I ‐ reparação do dano.714. análise de possível absolvição  sumária.(Redação dada pela  Lei nº 7.  para  informar  e  justificar  suas  atividades. Oferecida a  denúncia concomitante com a proposta  de  suspensão  (em  peça  apartada).099/95. 44 deste Código.  mesmo  já  condenados  em  feito  criminal  anterior.).  na  presença  do  Juiz.  mensalmente.  5. de 11.099/95. os antecedentes.  não  superior  a  2  (dois)  anos.  partindo  da  presunção  constitucional  da  regenerabilidade  de  todo  indivíduo. desde que: (Redação dada pela Lei nº 7.5 Condições para suspensão condicional do processo  Estão previstas no art.                                                                                                                                                                                                              que  'apaga'  a  'pecha'  de  uma  anterior  condenação  criminal. sem autorização do Juiz. ou não.  de  modo  a  viabilizar  a  concessão  da  suspensão  condicional  do  processo  a  todos  aqueles  acusados  que. (Redação dada pela Lei nº 9.  porque  afinal  de  contas  irá  submeter  uma pessoa a um processo (art.  • Não efetuar.1984)  §  2o  A  execução  da  pena  privativa  de  liberdade.1984)  I ‐ o condenado não seja reincidente em crime doloso.  seja  analisada a presença.  Essas condições deverão ser cumpridas em 2 a 4 anos.  Art.  determinando‐se  a  remessa  do  feito  ao  Ministério  Público  para  que.7.  afastado  o  óbice  do  caput  do  art.  impondo  penas  constrangedoras  e  até  de  certa  forma  inconstitucionais  como:  obrigar  as  pessoas  a  varrer  o  fórum.12.

  5.12.7 Extinção da Punibilidade  Ao final do período de prova (2 a 4 anos) haverá a extinção da punibilidade. Servirá de estímulo para  o acusado, pois se não praticar outra infração, expirado o prazo, será declarada extinta a sua punibilidade.  Na  prática  o  que  ocorre  é  que  o  processo  onde  ser  deferiu  a  suspensão  condicional  ficará  guardado  com  uma  ficha  demonstrativa  dos  comparecimentos  do  beneficiário.  Ao  transcorrer  o  período  de  prova,  o  processo irá para o juiz que homologará e posteriormente irá para o MP. Somente com o MP é que irá se fazer  um levantamento para ver se o beneficiário não efetuou um novo crime ou descumpriu alguma das condições.  Casos exista algum óbice para a extinção da punibilidade, irá retomar o andamento do processo.   Para  os  Tribunais  é  possível  a  revogação  da  suspensão  condicional  do  processo  mesmo  após  o  decurso do período de prova (STF – HC 97527 60  e STJ – REsp 1111427 61 ).  5.12.8 Suspensão da Prescrição  Durante  o  período  que  o  processo  estiver  suspenso  ficará  suspensa  também  a  prescrição  (art.  89,  §6º).  5.12.9 Recurso cabível da homologação da suspensão  Dessa decisão que homologa a suspensão caberá RSE fazendo analogia com o art. 581, XI do CPP 62 .  (RMS 23516) 
PROCESSUAL  PENAL.  RECURSO  ORDINÁRIO  EM  MANDADO  DE  SEGURANÇA.  DECISÃO  QUE  CONCEDE  SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. EXISTÊNCIA DE RECURSO PRÓPRIO. CABIMENTO DE RECURSO  EM  SENTIDO  ESTRITO.  SÚMULA  Nº  267/STF.  I ‐  Contra  decisão  que  concede,  nega  ou  revoga  suspensão  condicional  do  processo  cabe  recurso  em  sentido  estrito  (REsp  601924/PR,  5ª  Turma,  Rel.  Min.  José  Arnaldo  da  Fonseca,  DJU  de  07/11/05;  Resp  296343/MG,  5ª  Turma,  Rel.  Min.  Gilson  Dipp,  DJ  de  16/09/02;  Resp  263544/CE,  6ª  Turma,  Rel.  Hamilton  Carvalhido,  DJu  de  19/12/02)  .  II  ‐  Descabida,  portanto, a utilização do mandado de segurança, tendo em vista a existência de recurso próprio, ex vi da  Súmula  nº  267  do  c.  Pretório  Excelso  ("Não  cabe  mandado  de  segurança  contra  ato  judicial  passível  de  recurso ou correição"). Recurso não conhecido. 

5.12.10 Cabimento de HC durante o período de suspensão do processo  Os  Tribunais  entendem  que  mesmo  durante  o  período  de  suspensão  continua  sendo  cabível  o  Habeas Corpus, pois a qualquer momento o benefício poderá ser revogado.  STF RHC 82365  5.12.11 Desclassificação do delito  Os Tribunais entendem que a suspensão pode ser concedida com eventual desclassificação do delito,  com  procedência  parcial  da  proposta  acusatória.  Seria  uma  sentença  complexa,  pois  o  juiz  faria  a  desclassificação e comunicaria o MP para fazer a proposta de suspensão. 
Súmula  337  do  STJ  ‐  É  cabível  a  suspensão  condicional  do  processo  na  desclassificação  do  crime  e  na  procedência parcial da pretensão punitiva. 

Art. 383, §1º do CPP. 

                                                            
  HABEAS  CORPUS.  SUSPENSÃO  CONDICIONAL  DO  PROCESSO.  POSSIBILIDADE  DE  REVOGAÇÃO  DO  BENEFÍCIO  APÓS  O  TÉRMINO  DO  PERÍODO  DE  PROVA.  PRECEDENTES  DO  STF.  ORDEM  DENEGADA.  1.  Esta  Suprema  Corte  já  "firmou  entendimento  no  sentido  de  que  o  benefício  da  suspensão  condicional  do  processo  pode  ser  revogado  após  o  período  de  prova,  desde  que  os  fatos  que  ensejaram  a  revogação  tenham  ocorrido  antes  do  término  deste  período"  (HC  84.654/SP,  Rel.  Min.  Joaquim  Barbosa,  DJ  01.12.2006).  2.  Tendo  ocorrido  o  descumprimento  das  condições  impostas,  durante  o  período  de  suspensão,  deve  ser  revogado  o  benefício,  mesmo  após  o  término do prazo fixado pelo juiz. 3. Habeas corpus denegado.    61   PROCESSUAL  PENAL.  RECURSO  ESPECIAL.  SURSIS  PROCESSUAL  (ART.  89  DA  LEI  Nº  9099/95).  REVOGAÇÃO  APÓS  TRANSCURSO  DO  PERÍODO DE PROVA. A suspensão condicional do processo pode ser revogada, mesmo após o termo final do seu prazo, se constatado o  não  cumprimento  de  condição  imposta  durante  o  curso  do  benefício,  desde  que  não  tenha  sido  proferida  a  sentença  extintiva  da  punibilidade (Precedentes do Pretório Excelso e do STJ). Recurso Especial provido.    62  Art. 581. Caberá recurso, no sentido estrito, da decisão, despacho ou sentença: [...] XI ‐ que conceder, negar ou revogar a suspensão  condicional da pena;   
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JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS – Lei 9.099/95 > Suspensão Condicional do Processo 

 
Art.  383.   O  juiz,  sem  modificar  a  descrição  do  fato  contida  na  denúncia  ou  queixa,  poderá  atribuir‐lhe  definição  jurídica  diversa,  ainda  que,  em  conseqüência,  tenha  de  aplicar  pena  mais  grave. (Redação  dada pela Lei nº 11.719, de 2008).  §  1º  Se,  em  conseqüência  de  definição  jurídica  diversa,  houver  possibilidade  de  proposta  de  suspensão  condicional  do  processo,  o  juiz  procederá  de  acordo  com  o  disposto  na  lei. (Incluído  pela  Lei  nº  11.719,  de 2008). 

5.12.12 Suspensão Condicional do Processo nos Crimes ambientais  Art. 28 dos Crimes Ambientais  Exige:  1. Reparação do dano ambiental;  2. Caso não tenha havido a reparação integral é possível prorrogação [4 anos + 1 ano];  3. Após os 5 anos, se não houver reparação, poderá ser prorrogado por mais 5 anos;  4. Esgotado o prazo máximo a declaração de extinção faz‐se um novo laudo de avaliação.   
 

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JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS – Lei 9.099/95 > Suspensão Condicional do Processo 

 
  Sábado,   18   de   setembro   de   2010.  

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INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA – Lei 9.296/96 
Regulamenta o art. 5º, XII (parte final) da Constituição Federal.   

TÍTULO II  Dos Direitos e Garantias Fundamentais  CAPÍTULO I  DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS  Art.  5º  Todos  são  iguais  perante  a  lei,  sem  distinção  de  qualquer  natureza,  garantindo‐se  aos  brasileiros  e  aos  estrangeiros  residentes  no  País  a  inviolabilidade  do  direito  à  vida,  à  liberdade,  à  igualdade,  à  segurança  e  à  propriedade,  nos termos seguintes: {...} 

  XII  ‐  é  INVIOLÁVEL  o  sigilo  da  correspondência  e  das  comunicações  telegráficas,  de  dados  e  das  comunicações  telefônicas,  salvo,  no  último  caso,  por  ordem  judicial,  nas  hipóteses  e  na  forma  que  a  lei  estabelecer  para  fins  de  investigação  criminal  ou  instrução  processual  penal;  (Vide  Lei  nº 9.296, de 1996)     

Para possibilitar interceptações telefônicas a Constituição exige 3 requisitos:  I. Lei prevendo as hipóteses e a forma das interceptações  II. Finalidade de investigação criminal.  III. Autorização judicial  6.1 Lei regulamentadora 

Durante  a  promulgação  e  a  edição  da  Lei  de  interceptação  período  as  interceptações  realizadas  com  base  no  art.  57,  II,  “e”  do  CBT  (Código  Brasileiro  de  Telecomunicações,  Lei  4.117/62)  que  dispunha  “não  constitui violação interceptação autorizada pela autoridade judicial”.  O  STF  entendeu  que  todas  as  interceptações  realizadas  com  base  no  CBT  são  provas  ilícitas.  A  lei  exigida  pela  Constituição  deve  ser  regulamentadora  descreva  todas  as  hipóteses  de  cabimento  e  as  formas  de  interceptação.  Com  isso  o  STF  entendeu  que  se  trata  de  norma  constitucional  não  auto‐aplicável,  regulamentada  por lei infraconstitucional futura.  Em  1996  surge  a  lei  9.296  –  regulamenta  as  interceptações  telefônicas  de  qualquer  natureza.  Há,  portanto várias formas:    I. Interceptação  telefônica  (em  sentido  estrito):  É  a  captação  da  conversa  telefônica  feita  por  um  terceiro sem o conhecimento dos interlocutores.  II. Escuta  telefônica:  é  a  captação  da  conversa  telefônica  feita  por  um  terceiro  com  o  conhecimento  de  um dos interlocutores e sem o conhecimento do outro.  III. Gravação  telefônica  (gravação  clandestina):  é  captação  da  conversa  telefônica  feita  por  um  dos  interlocutores da conversa, sem o conhecimento do outro – não há a figura do terceiro interceptador.  IV. Interceptação  ambiental:  é  a  captação  da  conversa  ambiente  feita  por  um  terceiro  sem  o  conhecimento dos interlocutores. É o conceito de interceptação aplicado à conversa ambiente.  V. Escuta  ambiental:  é  a  captação  da  conversa  ambiente  feita  por  um  terceiro  com  o  conhecimento  de  um dos interlocutores e sem o conhecimento do outro.  VI. Gravação  ambiental  (gravação  clandestina):  é  a  captação  da  conversa  ambiente  feita  por  um  dos  próprios interlocutores.    Regra de jurisprudência do STF e do STJ  Só  é  objeto  da  lei  9.296/98  a  interceptação  telefônica  e  a  escuta  telefônica  porque  somente  nessas  duas  situações  existe  uma  comunicação  telefônica  e  um  terceiro  interceptador.  As  demais  situações  não  são  objeto  da  lei  9.296/98  porque  na  gravação  telefônica  não  há  o  terceiro  interceptador  –  não  se  trata  de  interceptação e sim  de  captação pelo próprio interlocutor.  As restantes não serão objeto da  lei porque não há  comunicação telefônica, mas sim conversa ambiente. 

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INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA – Lei 9.296/96 > Lei regulamentadora 

  A  principal  consequência  desse  entendimento  é  que  nas  duas  primeiras  situações  há  necessidade  de  ordem  judicial.  Nas  outras  não  exigem  ordem  judicial,  salvo  se  for  conversa  íntima  (conversa  da  vida  exclusivamente privada da pessoa).  STF ‐ Ação Penal 447 (18/02/09) – a defesa do então prefeito alegou que a gravação era ilícita. O STF  entendeu que se tratava de uma gravação clandestina, porém lícita, portanto não exige autorização judicial.  STJ ‐  HC  94.945  (03/08/10)  –  gravação  telefônica  não  depende  de  ordem  judicial,  salvo  se  envolver  conversa íntima.  STJ ‐  RHC  5352  –  mulher  casada  tinha  amante  médico  e  se  encontrava  com  ele  na  própria  casa.  Para  poder  se  encontrar  com  o  amante  ministrava  remédios  tarja  preta  para  seus  filhos  dormirem.  O  marido  conseguiu que a mulher confessasse em gravação telefônica.  A prova foi considerada ilícita por violação do art. 5º, X (intimidade).  6.1.1 Gravação ambiental feita pela polícia para obter confissão  Gravação  feita  pela  polícia  para  obter  confissão.  O  STF  considerou  prova  ilícita  por  configurar  interrogatório  clandestino  feito  com  violação  das  garantias  constitucionais  e  processuais  (sub‐reptício  –  fraudulento, alcançado dolosamente).  Lei do crime organizado (Lei 9.034/95) a polícia pode fazer gravação ambiental (inclusive para obter a  confissão de crime) desde que com ordem judicial.  6.1.2 Quebra de sigilo telefônico  Não se confunde com interceptação telefônica.  É  o  acesso  à  relação  das  ligações  efetuadas  e  recebidas  por  determinada  linha  (2ª  via  da  conta  telefônica da pessoa). Não permite acesso ao teor do que foi conversado.  Quebra de sigilo telefônico exige ordem judicial porque envolve direito à intimidade (art. 5º, X).  6.1.3 Ligações registradas no telefone apreendido pela polícia  O  STJ  decidiu  que  a  polícia  pode  utilizar  nas  investigações  as  ligações  registradas  na  memória  do  telefone  celular apreendido sem necessidade de ordem judicial. Não configura nem interceptação telefônica  e  nem  quebra  de  sigilo  telefônico,  porque  não  dá  acesso  à  lista  geral  das  chamadas  efetuadas  e  recebidas,  mas  apenas às registradas na memória do celular.  STJ ‐ HC 66.368  6.1.4 Interceptação das conversas telefônicas do advogado  As conversas telefônicas entre o advogado e seu cliente jamais podem ser interceptadas porque essa  conversa  está  protegida  pelo  direito  a  não  auto  incriminação  e  pelo  sigilo  profissional  do  advogado  garantido  no estatuto da OAB.  As  conversas  telefônicas  do  advogado  podem  ser  interceptadas  e  utilizadas  quando  ele  for  o  próprio  investigado  ou  acusado.  Nesse  caso  podem  ser  utilizadas  as  interceptações  referentes  ao  crime  pelo  qual  ele  está  sendo  acusado  ou  investigado.  Nesse  caso  não  se  aplica  o  sigilo  profissional  porque  não  está  sendo  interceptado na condição de profissional advogado, mas sim na condição de acusado ou indiciado.  Ex.:  interceptado  telefone  de  traficante.  Nesse  período  são  interceptadas  10  conversas  de  traficante  com outro e 5 do traficante com seu advogado.  A  defesa  alegou  que  a  prova  é  inteiramente  ilícita.  STJ  entendeu  que  a  prova  não  é  inteiramente  ilícita  porque  não  foi  interceptada  a  comunicação  do  advogado  e  sim  do  traficante.  As  conversas  com  o  advogado  foram  obtidas  por  acaso.  Assim,  excluem‐se  as  5  conversas  com  o  advogado  e  as  demais  conversas  com os traficantes são válidas.  6.2 Interceptação para fins de investigação criminal ou instrução processual penal 

O  juiz  pode  autorizar  a  interceptação  sem  que  exista  inquérito  já  instaurado  porque  tanto  a  constituição  quanto  o  art.  1º  da  Lei  de  Interceptação  utilizam  o  termo  investigação  criminal.  Investigação  criminal existe antes do inquérito e independentemente dele.  STJ ‐ HC 136.659/SC (23/03/10) 

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INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA – Lei 9.296/96 > Interceptação para fins de investigação criminal ou instrução processual penal 

  STJ – EDMS 10.  Ao  se  perceber  que  há  o  envolvimento  de  juízes  federais  no  crime.  6.  Quando  o  crime  se  estende  por  diversas  localidades  é  o  competente  para  a  interceptação  o  juiz  que  primeiro  tomar  conhecimento  do  fato.  O  Congresso  Nacional  e  suas  Casas  terão  comissões  permanentes  e  temporárias.  O  STF  e  o  STJ  já  pacificaram  que  a  interceptação  realizada  na  investigação  criminal  ou  no  processo  penal  pode  ser  utilizada  como  prova  emprestada.128/DF  STF – PET 3683 – QO (Pleno – 13/08/08)  O  juiz  que  recebe  a  prova  emprestada  pode  declarar  a  sua  ilicitude.  Não  poderá.3.  Só  atuam  na  fase  do  inquérito.  é  válida  a  interceptação  inicial  após ser  remetido  o processo para julgamento no TRF.  É  possível  ainda para processo por quebra de decoro parlamentar.296/96 > Ordem Judicial  .3.  Juiz  comum  estadual  não  tem  competência para julgar crime militar.  Portanto.  inclusive  contra  servidores  que  não  figuraram  no  processo  penal.  em  processo  administrativo  disciplinar  para  demissão  de  servidor  público.4 Comissão Parlamentar de Inquérito e interceptação telefônica  Art. XII CF  Exige ordem judicial                                                               INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA – Lei 9.] § 3º ‐ As comissões parlamentares de inquérito.  portanto.  constituídas  na  forma e  com  as  atribuições  previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação.3.296/96  Exige  ordem  judicial  do  juiz  competente  para  a  ação  principal (ação penal). processo judicial civil.1:  Juiz  estadual  autoriza  interceptação  para  os  casos  de  tráfico  local.  mas  pode  ser  utilizada  como prova emprestada.2 Autorização por juiz corregedor  Em algumas capitais e grandes cidades há o Juiz Corregedor ou da Central de Inquérito que de acordo  com  normas  de  Organização  Judiciária  local  não  tem  competência  para  julgar  a  ação  principal. ação por improbidade. mesmo sem competência para ação principal.2.1 Modificação de competência  Nos  casos  em  que  há  modificação  de  competência  a  interceptação  autorizada  pelo  juiz  anterior  é  válida no novo juízo ou Tribunal.  Ao  modificar  a  competência  para  JF  serão  consideradas válidas as interceptações.  O  STF  e  o  STJ.179).  6.3 Ordem Judicial  Art.  Com  o  decorrer  das  investigações  percebe‐se  que  o  tráfico  tem  origem  internacional.  §3º  da  CF 63 .  entendem  que  esses  juízes  podem  autorizar  interceptações  telefônicas.  A  interceptação  telefônica  não  pode  ser  por  qualquer  juiz.1 Prova emprestada  A  CF  diz  que  a  interceptação  pode  ser  utilizada  para  fins  de  instrução  processual  penal  ou  investigação  criminal.  nos  casos  em  que  a  Constituição  Federal  exige  expressamente  ordem  judicial  o  ato  só  pode  ser    Art. Justificativa: a regra de que a interceptação deve ser  autorizada  pelo  juiz  competente  para  ação  principal  deve  ser  vista  com  temperamentos  (mitigada)  quando  a  interceptação ocorre na fase investigatória.905  6.  somente  por  aquele  que  tem  competência  para  julgar a ação penal a ser proposta ou em andamento.  crime  permanente  ou  continuado.  6.  A  autorização  tornará  prevento o juízo.3 Infração que se estende por diversas localidades  Por  exemplo.  entretanto..  58.  processo  administrativo.  Ex. 5º.3.  O  STF  entendeu  que  poderes  próprios  de  juiz  não  significa  poderes  idênticos.  por  exemplo.  mesmo  que  o  juiz  onde  a  prova  foi produzida reconheceu que ela era lícita. [.  Ex.  6. que terão  Página | 86   63 Art.2:  crimes  cometidos  por  policiais  federais  com  interceptação  determinada  por  juiz  federal.  A  interceptação  não  pode  ser  realizada  em  razão  de  processo  administrativo.    Ex..1:  juiz  estadual  autorizou  interceptação  para  apurar  crime  militar. portanto prova ilícita (STJ – HC 49.  6. 1º da Lei 9.  o  juiz  autorizar  a  interceptação  em  Inquérito  Civil.  58.  STJ – RHC 24.

  O  STJ  decidiu  que  a  defesa  tem  direito  a  fazer  cópia irrestrita de todos os DVD’s e CD’s contidos na investigação.  não  pode  autorizar  busca  e  apreensão  domiciliar. III.  O advogado tem direito ao acesso às interceptações que já estão transcritas ou documentadas e não  tem  acesso  às  interceptações  que  ainda  estão  em  andamento.                                                                                                                                                                                                              poderes  de  investigação  próprios  das  autoridades  judiciais. digam respeito ao exercício do direito de defesa. XIII e XIV. Ex.  XII  prevê  4  sigilos:  correspondência.  serão  criadas  pela  Câmara  dos  Deputados  e  pelo  Senado  Federal. XXXIII.  Quanto à interceptação de comunicações de informática há duas correntes: 1ª corrente – o art.  STJ HC 117. em 9/2/2009.  além  de  outros  previstos  nos  regimentos  das  respectivas  Casas. p.  encaminhadas  ao  Ministério Público.  sendo  ela  excluída  o  processo  fica  sem  indícios  de  autoria  e  materialidade  –  faltará  justa  causa  para  ação  penal  e  o  processo  deverá  ser  anulado  ou  inépcia  da  denúncia.3.  de  dados  e  das  comunicações telefônicas. porém determinar a quebra de sigilo telefônico que está dentro dos poderes próprios de juiz.  Por  consequência  não  poderá  autorizar  a  interceptação  telefônica.  #  CPI  pode  requisitar  à  operadora  de  telefonia  cópias  do  procedimento  judicial  de  interceptação  telefônica  (pedidos. 10.   Código de Processo Penal de 1941.  CPI.  em  conjunto  ou  separadamente.  sendo  suas  conclusões. 7º.  5º.  mediante  requerimento  de  um  terço  de  seus  membros.  A  interpretação  literal  do  artigo  deixa  a  impressão  de  que  o  sigilo  da  correspondência  e  das  comunicações  telegráficas  e  de  dados  é  absoluto.  portanto.   Legislação: Constituição Federal de 1988.  no  interesse  do  representado. Esse princípio vigorou no Brasil até meados da década de 70.  pois  é  telefonia  mais  informática.  Não deixa de ser uma comunicação telefônica.  comunicações  telegráfica.  STJ ‐ HC 86255/DF.: “skype”.  se  for  o  caso.  poderá. art.4 Interceptação de comunicações de telemática e de informática  O  art.296/96 > Interceptação de comunicações de telemática e de informática  .   16   de   outubro   de   2010. art.  6.537    Sábado.  Cabendo  a  quebra  de  sigilo  somente  no  que  diz  respeito  a  quebra de sigilo da comunicações telefônicas.  Se  no  processo  houver  outras  provas  lícitas  de  autoria  e  materialidade  e  independentes  da  interceptação  ilícita  o  processo  continua  válido  porque  continua  havendo  justa  causa  para  ação penal.  Se  a  interceptação  for  declarada  ilícita  deve  ser  excluída  dos  autos  –  Princípio  da  Inadmissibilidade  das Provas ilícitas.  porque  essas  cópias  estão  protegidas  pelo  segredo  de  justiça  (STF  –  MS  27.  Da  mesma  forma  não  poderá  decretar  prisão  preventiva  e  temporária. art. art. ainda que associada à comunicação informática. 1.  Pelo  princípio  da  prova  ilícita  (exclusionary  rule)  por  esse  princípio  a  prova  ilícita  não  pode  permanecer do processo. 9º e art.   Fonte de Publicação: DJe nº 26. 1º.  já  documentados  em  procedimento  investigatório  realizado  por  órgão  com  competência  de  polícia  judiciária.  Se  a  interceptação  era  a  única  prova  de  autoria  e/ou  materialidade.483). LIV e LV. 1º da  Lei de interceptação é inconstitucional no ponto em que permite interceptação de informática. 5º.  Pelo princípio da admissibilidade a prova ilícita fica nos autos e  é declarada como tal com  a sentença  – momento próprio para valoração da prova.   6. art. para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.  ter  acesso  amplo  aos  elementos  de  prova  que.  mandados  judiciais)?  O  STF  decidiu  que  CPI  não  pode  requisitar  diretamente  cópias  de  documentos  do  procedimento  de  interceptação.906/1994.  Página | 87   INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA – Lei 9.  para  a  apuração  de  fato  determinado  e  por  prazo  certo. parágrafo único.   Lei 8.  Súmula Vinculante 14   É  direito  do  defensor. deve ser desentranhada e excluída – sistema que prevaleceu na Constituição Federal  de 1988 e agora regulamentada no CPP.  Quanto  à  interceptação  telemática  é  pacífico  que  pode  ocorrer. pois viola o art. 6º.5 Acesso do advogado às interceptações telefônicas  Essa questão está resolvida na Súmula Vinculante 14.  O  ato  está  reservado  com  exclusividade  ao  juiz  ‐  Princípio  da  Reserva  de  Jurisdição.  autorizado  pelo  juiz  ou  tribunal.

1 Distinção de dados e comunicação de dados  Essa distinção é feita pelo STF.  autorizar  a  interceptação  das  comunicações  de  informática.  Para intelecção dos requisitos exigidos para interceptação.4. porque não se trata de interceptação telefônica nem  quebra de sigilo telefônico.  6. com pena de detenção.  A  requisição  desse  número  de  IP  pode  ser  feita  inclusive pelo juiz cível e não necessariamente juiz penal. 1º).  2º. Esses dados são documentos. Vigora aqui o Princípio in dubio pro societat.  2ª  corrente  –  o  §ún.  A  interceptação  é  o  único  meio  possível de se obter a prova.  3º Crime  punido  com  reclusão.4. Nesse sentido STF – RE 418416/SC. devidamente  justificada.  6. do art. no máximo.  Acima  da  pena  de  detenção  só  há  a  reclusão.  interceptação  em  contravenção  criminal  e  crime  punido  com  detenção.  porque  permite  apenas  a  identificação  do  proprietário  e  o  endereço  de  onde  está  instalado  o  computador.  Parágrafo  único.  2º Indispensabilidade  da  interceptação. A interceptação é um  meio de prova subsidiário – usada quando não houver outro meio de prova.  6.  II ‐ a prova puder ser feita por outros meios disponíveis.2 Conversas interceptadas em salas de bate‐papo  Conversas interceptadas em salas de bate‐papo não estão protegidas pelos sigilos das comunicações.  Durante  as  interceptações  seja  descoberto  fortuitamente  outro  crime  ou  outro  criminoso  não  indicado no pedido de interceptação.  2°  Não  será  admitida  a  interceptação  de  comunicações  telefônicas  quando  ocorrer  qualquer  das  seguintes hipóteses:  I ‐ não houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal.  porque essas salas são ambientes públicos e destinados a conversas informais (STJ ‐ RHC 18116).1:  interceptação  para  investigação  de  tráfico.  No  pedido  de  interceptação  deve  ser  indicado  o  crime  ou  os  crimes  que  estão sendo apurados e o criminoso ou criminosos que estão sendo investigados.1.  5º.  porém  no  decorrer  das  interceptações  descobre‐se  também um homicídio praticado pelo mesmo agente.  Ex.  Em  qualquer  hipótese  deve  ser  descrita  com  clareza  a  situação  objeto  da  investigação.  do  art.1 Encontro fortuito de outro crime ou outro criminoso  Prevista  no  §ún.296/96 > Requisitos para a interceptação  .  No  entanto  a  vítima  poderá  fazer  uma  gravação  telefônica pessoalmente.  1º Indícios razoáveis de autoria ou participação.4.  Lenio  Luiz  Streck.  Não  existe  Direito  Fundamental  absoluto.5.  XII  da  CF  que  permite  interceptação  de  comunicação  telefônica. que poderiam estar  armazenados em armários tradicionais.  do  art.  LFG  e  STF  e  STJ  (nunca  declaram inconstitucionais o §ún.  portanto.  em  razão  do  Princípio  da  Relatividade  dos  Direitos  Fundamentais. A questão é: a prova é válida ou não?  Ex.2:  interceptação  para  investigação  de  tráfico  de  “A”  e  acaba  descobrindo  também  crime  de  homicídio praticado por “A” e “B”.  O  que  a  Constituição  protege  é  o  sigilo  da  comunicação  de  dados  e  não  os  dados  em  si  mesmos armazenados no computador.1.5 Requisitos para a interceptação  Art. e não comunicações.   Ex.  Nesse  sentido  Antônio  Magalhães  Gomes  Filho  e  Vicente  Grecco  Filho.  É  o  requisito  do  periculum  in  mora. deve‐se interpretar o artigo 5º a contrario  sensu.  Não  é  cabível.    Página | 88   INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA – Lei 9.  como  de  fato  fez.  Só  é  cabível  a  interceptação  quando  a  prova  não  puder  ser  obtida  de  nenhuma  outra  forma. salvo impossibilidade manifesta.  inclusive com a indicação e qualificação dos investigados. A comunicação de dados não se confunde com os dados armazenados  no  computador.  o  legislador  poderia.  6.1 Obtenção do número de IP – Internet protocol  A  obtenção  do  número  do  Internet  Protocol  (IP)  não  exige  ordem  judicial.  Nesse  sentido  Alexandre  de  Moraes. se não for realizada há o risco de a prova se perder.  6.  III ‐ o fato investigado constituir infração penal punida.  Pode  ser  requisitado  diretamente  pela  polícia  por  exemplo  (STJ  –  HC  83338). É o requisito do fumus boni iures ou para o Direito Penal  “fumus delicti omissi”.:  não  é  possível  interceptação  para  ameaça  realizada  por  telefone.  1º  é  constitucional  no  ponto  em  que  admite  a  interceptação  da  informática.

6 Autorização da interceptação  Art.296/96 > Autorização da interceptação  .    O  delegado  poderá  requerer  interceptação  somente  durante  a  fase  das  investigações. a requerimento do  MP na fase das investigações ou da  ação penal.  3°  A  interceptação  das  comunicações  telefônicas  poderá  ser  determinada  pelo  juiz.  Se  não  for  conexo  valerá  apenas  como  notícia  criminis.  princípio  da  Imparcialidade. 761706).  Se  o  homicídio  tem  relação  com  o  tráfico  a  interceptação  serve  de  prova  tanto  para  o  homicídio  como  para  o  criminoso “B”. por analogia ao artigo  3º  da  lei  de  interceptação  que  é  um  artigo  processual.  Na  ação  penal  privada  o  querelante  tem  o  ônus  de  provar  a  acusação  proibir  o  querelante  da  interceptação  significa  impedir  o  querelante  de  provar  o  seu  ônus  da acusação. na investigação criminal. Medida cautelar preparatória quando decretada na fase das  investigações  ou  medida  cautelar  incidental  quando  decretada  na  fase  da  ação  penal.  Se  o  crime  for  conexo  com  o  tráfico  a  interceptação  valerá  como  prova  para  ele.  Se  não  houver  conexão  ou  continência  com  o  crime  para  o  qual  foi  autorizada  a  interceptação  a  interceptação  servirá  apenas  como  notícia  criminis  para  o  crime  descoberto  fortuitamente.  Vale  por  dois  motivos:  1º  porque  a  lei  não  exige  conexão  ou  continência  entre  crimes  e  criminosos.  Juiz  decretar  a  interceptação  de  ofício  durante  o  processo  é  admitida.  2º  porque  a  interceptação  foi  feita  com  autorização  judicial  apesar  de  ter  descoberto  crime  ou  criminoso  não  indicado  no  pedido e 3º o Estado não pode se manter inerte frente a um crime (STJ – HC 69552 e STF – AI.  Viola  o  sistema  acusatório  de  processo.    A  decisão  do  juiz  que  indefere  o  pedido  do  MP  é  passível  de  MS.  O  MP.  Serendipidade é o encontro fortuito de outro crime ou outro criminoso.  Não  é  cabível  apelação  porque  não  é  decisão  de  mérito.  Juiz  produzir  interceptação  de  ofício  na  fase  das  investigações.  nem  tem  força  de  definitividade. Só resta ao MP o MS.  II ‐ do representante do Ministério Público.    # Crime descoberto fortuitamente for punido com detenção?  Nesse  caso  aplica‐se  o  mesmo  raciocínio  das  correntes  mencionadas  acima.  Página | 89   INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA – Lei 9.  É  inconstitucional  porque  cria  a  figura  do  juiz  inquisitor  ou  juiz  investigador. Nesse sentido LFG e Paulo Rangel (ADI 3450 – PGR).  Poderá  ser  decretada  de  ofício  na  fase  das  investigações  ou  da  ação  penal.  2ª  Corrente  –  a  interceptação  vale  como  prova  para  o  crime  ou  criminoso  descoberto  fortuitamente  ainda  que  não  haja  conexão  ou  continência  com  o  crime  para  o  qual  foi  autorizada  a  interceptação.  porém  poderá requerer tanto durante as execuções como no decorrer da ação penal.  Por  requerimento  da  autoridade policial.  É  possível  a  interceptação  ser  utilizada  como  prova  nos  crimes  de  detenção?  Sim.    O querelante poderá requerer interceptação telefônica na ação penal privada.    1ª  Corrente  (Majoritária)  –  a  interceptação  pode  ser  utilizada  como  prova  no  novo  crime  ou  criminoso  descoberto  fortuitamente  desde  que  eles  tenham  conexão  ou  continência  com  o  crime  para  o  qual  foi  solicitada  a  interceptação.  portanto  a  doutrina  entende  que  o  art.  desde  que  o  crime  punido  com  detenção  seja  conexo  com  o crime (de reclusão) para o qual foi determinada a interceptação.  Por  isso  exige  fumus  delicti e periculum in mora.  de  ofício  ou  a  requerimento:  I ‐ da autoridade policial.  A interceptação é uma medida cautelar.  Não  é  possível  Correição  Parcial  porque  não  causa  inversão  tumultuária  do  processo  e  também  não  é  cabível  Recurso  em  Sentido  Estrito  porque  não  está  previsto no rol taxativo do CPP.  3º  é  inconstitucional  nesse  ponto. somente na fase das investigações.  pois  o  juiz  está  se  utilizando  o  seu poder geral de cautela como se estivesse decretando uma medida cautelar de ofício.    #  É  possível  juiz  autorizar  interceptação  de  crime  punido  com  detenção?  Não. Em última instância é violação ao Princípio do contraditório.  6. na investigação criminal e na instrução processual penal.  inércia  de  jurisdição  e  consequentemente o princípio do devido processo legal.  Contra decisão que defere a interceptação é cabível HC por ameaçar o direito de liberdade.

.  §  1°  No  caso  de  a  diligência  possibilitar  a  gravação  da  comunicação  interceptada.  renovável  por  igual  tempo  uma  vez  comprovada a indispensabilidade do meio de prova. 6ª Turma ‐ HC 76686/PR em 2008.  desde  que  fundamentada a necessidade de cada renovação.  portanto.]  §  2º ‐  O  tempo  de  duração  do  estado  de  defesa  não  será  superior  a  trinta  dias.  que  não  poderá  exceder  o  prazo  de  quinze  dias.  jamais  poderá  autorizar  a  interceptação  verbalmente.  §  1°  Excepcionalmente.                                                                 Art.  especificará  as  áreas  a  serem  abrangidas  e  indicará..  Julgado em sentido contrário: STJ. A extrapolação desse prazo é mera irregularidade.  desde  que  estejam  presentes  os  pressupostos  que  autorizem  a  interceptação. no prazo máximo de vinte e quatro horas.  ouvidos  o  Conselho  da  República  e  o  Conselho  de  Defesa  Nacional. por igual período.  não  é  fundamentação. indicando também a forma de execução da  diligência.  Se  o  pedido  for  feito  verbalmente  ele  deve  ser  reduzido  a  escrito  para  o  juiz  possa  decidir.9 Procedimento de interceptação  Art.  embora nada impeça que o juiz ouça.  [.7 Forma do pedido de interceptação  Art. § 1º ‐  O decreto que  instituir  o  estado  de  defesa  determinará  o  tempo  de  sua  duração.  O  pedido  de  interceptação  em  regra  deve  ser  escrito. Nesse julgado o STJ considerou  ilícita  uma  interceptação  que  durou  2  anos  com  os  seguintes  argumentos.  §1º. decidirá sobre o pedido.  o  juiz  não  precisa  ouvir  o  MP  antes  de  decidir  sobre  o  pedido.  O  STF  e  o  STJ  se  a  ilegalidade  da  interceptação  não  foi  argüida  na  instância  inferior  não  pode  ser  argüida na instância superior.  nos  termos  e  limites  da  lei.  6°  Deferido  o  pedido.  “c”  e  §2º  da  CF 64 ).  decretar  estado  de  defesa  para  preservar  ou  prontamente  restabelecer.  dentre  as  seguintes:  I  ‐  restrições  aos  direitos  de:  [.  O  juiz.  136.  podendo  ser  prorrogado  uma vez.  4º  uma  interceptação durar 2 anos.  em  locais  restritos  e  determinados.  já  que  o  art.  136.  O juiz deverá se manifestar em 24 hs. A cautela até recomenda que o juiz ouça.  2º  normas  que  restringem  direitos  fundamentais  devem  ser  interpretadas  restritivamente  para  que  se  restrinja  no  mínimo  possível  o  direito  excepcionado.  6.  O  Presidente  da  República  pode.  não  é  razoável  que  em  situações  de  normalidade  a  interceptação  ultrapasse  esse  prazo.  caso  em  que  a  concessão  será  condicionada à sua redução a termo.  excepcionalmente  pode  ser  verbal  quando  houver extrema urgência.  1º  se  a  lei  quisesse  permitir  várias  renovações  ela  não  teria  usado  a  expressão  no  singular  “renovável  por  igual  tempo”. se persistirem as razões que justificaram a sua decretação.  6.  será  determinada  a  sua transcrição. sob pena de supressão de instância (STF – HC 97542/PB). que poderá acompanhar a sua realização.  dando  ciência ao Ministério Público..    Página | 90   64 INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA – Lei 9.  as  medidas  coercitivas  a  vigorarem.  a  ordem  pública  ou  a  paz  social  ameaçadas  por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza.  A  interpretação  literal  do  dispositivo  leva  a  conclusão  de  que  o  prazo  máximo  de  interceptação  é  de  30 dias (15 dias renováveis por mais 15 dias).  6. sob pena de nulidade.  teria  usado  a  expressão  no  plural.  5º  diz  que  a  decisão  deve  estar documentada e fundamentada até para que a defesa possa se manifestar.296/96 > Forma do pedido de interceptação  . com indicação dos meios a serem empregados.  a  autoridade  policial  conduzirá  os  procedimentos  de  interceptação. 5° A decisão será fundamentada.  o  juiz  poderá  admitir  que  o  pedido  seja  formulado  verbalmente..  de  outra  forma. Ocorre que a jurisprudência amplamente majoritária do STF e do  STJ  pacificou‐se  no  seguinte  sentido:  a  prorrogação  pode  ocorrer  quantas  vezes  forem  necessárias.  4°  O  pedido  de  interceptação  de  comunicação  telefônica  conterá  a  demonstração  de  que  a  sua  realização é necessária à apuração de infração penal. viola o Princípio da Razoabilidade.8 Prazo da interceptação  Art.  Ex.]  c)  sigilo  de  comunicação  telegráfica  e  telefônica.  O  STJ  e  o  STF  admitem  como  fundamentação  por  referência  aos  fundamentos  trazidos  pela  autoridade policial ou pelo MP (STJ – HC 51586)  Tese  de  defesa  –  a  mera  repetição  dos  termos  legais.  Se  o  pedido  foi  feito  pelo  delegado.  Outro julgado no sentido da impossibilidade de renovação é o STJ ‐ HC 142045 de 2010.:  “haver indícios razoáveis de autoria ou participação e sendo a interceptação indispensável autorizo‐a”.  § 2° O juiz.  3º  a  Constituição  durante  o  Estado  de  Defesa  só  permite  restrições  ao  sigilo  das  comunicações  telefônicas  por  até  60  dias  (art.  da  letra  da  lei.

 gravações e transcrições respectivas.  502  ou  538  do  Código de Processo Penal.  8°  A  interceptação  de  comunicação  telefônica.  Art.  O  incidente  de  inutilização  será  assistido  pelo  Ministério  Público.  Parágrafo  único. §1º)  Se a conversa interceptada foi gravada deve ser transcrita.  Art. 8°.  407.  O STJ também já decidiu que a interceptação seja feita por órgãos compostos por policiais militares e  civis.  preservando‐se  o  sigilo  das  diligências.  6.3 Encerramento do procedimento  Art. nesse sentido STJ  e  STF.  O  auto  circunstanciado  é  peça  essencial  para  a  interceptação.  apensados  aos  autos  do  inquérito  policial  ou  do  processo  criminal.9.  a  autoridade  policial  poderá  requisitar serviços e técnicos especializados às concessionárias de serviço público.10.  art. ciente o Ministério Público.  Página | 91   INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA – Lei 9.    Obs.  mas  se  foram  equivocadamente  encaminhados ao MP.  §  1°)  ou  na  conclusão  do  processo  ao  juiz  para  o  despacho  decorrente  do  disposto  nos  arts.  A  apensação  somente  poderá  ser  realizada  imediatamente  antes  do  relatório  da  autoridade.  sendo  facultada  a  presença do acusado ou de seu representante legal.  Basta  que  sejam  transcritos  os  trechos  necessários ao oferecimento da denúncia ou queixa.  mas  a  sua  falta  ou  defeito  gera  mera  nulidade relativa (STF – HC 87859).9.  6.  em  virtude  de  requerimento  do  Ministério  Público  ou  da  parte  interessada.    Obs. a  instrução  processual  ou  após  esta.  Esse  dispositivo  foi  objeto da ADI 1413/DF e o STF decidiu que o dispositivo é constitucional (STJ ‐ HC 46630).9. O MP é apenas cientificado  para acompanhar os procedimentos de interceptação se quiser. haverá mera irregularidade (STJ – HC 44169). 9° A gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial.  Parágrafo  único.  Os  autos  apartados  só  podem  ser  apensados imediatamente antes do relatório final do inquérito ou imediatamente antes da sentença.1 Presidência dos procedimentos de interceptação  Quem preside os procedimentos de interceptação é a autoridade policial.  não  precisa  ser  integral.    A falta de ciência ao MP para acompanhar as interceptações é mera irregularidade.296/96 > Procedimento de interceptação  .  a  autoridade  policial  encaminhará  o  resultado  da  interceptação  ao  juiz. 6º.  O  procedimento  de  interceptação  tramita  em  autos  apartados.  com  fundamento  no  art.  O  STJ  já  admitiu  interceptação  presidida  pela  Polícia  Rodoviária  Federal. Peças diversas.  § 3° Recebidos esses elementos.  quando  se  tratar  de  inquérito  policial  (Código  de  Processo  Penal.    Os  autos  da  interceptação  devem  ser  encaminhados  para  o  juiz.2 Transcrição das conversas gravadas  (Art.  X  do  Dec.  seja  na  fase  investigatória  ou  na  fase  policial  para  garantir  o  sigilo  das  conversas  interceptadas  e  gravadas.     # A polícia precisa transcrever toda a conversa ou parte dela?  A  transcrição  pode  ser  parcial.  1º.:  é  direito  da  defesa  ter  acesso  a  todo  conteúdo  gravado  inclusive  ao  que  não  foi  transcrito  obtendo  cópias do cd ou DVD onde constam as gravações.  O  procedimento  de  interceptação  encerra‐se  com  uma  peça  denominada  auto  circunstanciado. o juiz determinará a providência do art.  Para  encerrar  a  interceptação  é  o  auto  circunstanciado  e  para  encerrar o inquérito é relatório final.  6.  1655/95  –  a  PRF  tem  a  função  de  auxiliar  na  repressão  e  investigação  de  crimes.  de  qualquer natureza. que deverá conter o resumo das operações realizadas.  A  interceptação  corre  em  autos  apartados. durante o inquérito.  acompanhado de auto circunstanciado.  ocorrerá  em  autos  apartados.  7°  Para  os  procedimentos  de  interceptação  de  que  trata  esta  Lei.:  nos  casos  em  que  o  próprio  MP  (STF  e  STJ  reconheceram  possibilidade  de  investigação  pelo  MP)  é  o  próprio membro de MP que preside o procedimento de interceptação e não o delegado.  §  2°  Cumprida  a  diligência.    Não há necessidade de que a transcrição seja feita por peritos oficiais (STJ – HC 136096/RJ).

  1ª Conduta: realizar interceptação ilegalmente.  juiz.  basta  revelação  a  uma  pessoa.  O  acesso  do  advogado  a  esses  autos  apartados  pode  ocorrer  a  qualquer  momento  seja  na  fase  investigatória  (Súmula  Vinculante  14)  seja  na  fase judicial.  só  haverá  tentativa  se  o  infrator não conseguir realizar a interceptação.  Sujeito Ativo: qualquer pessoa.  essa  prova  só  pode  ser  destruída  depois  que  a  defesa  disser  que  não  se  interessa  mais  por  ela.  O  STJ  e  o  STF  dizem  que  a  transcrição  não  precisa  integral.  Poderá  ser  destruída durante o inquérito.  Constitui  crime  realizar  interceptação  de  comunicações  telefônicas.  funcionários  das  concessionárias  de  telefonia.  sem  autorização  judicial  ou  com  objetivos  não  autorizados  em lei. A requerimento  do MP ou da  parte  interessada.  mas  não  é  crime funcional. e multa.  6.  A tentativa é possível na forma escrita.  A  consumação  se  dá  quando  o  infrator  revela  o  segredo  a  terceira  pessoa. de dois a quatro anos.  A  apensação  só  ocorre  no  final  do  inquérito  ou  no  final  do  processo.  A  consumação  se  dá  quando  o  agente  toma  conhecimento  da  conversa  ainda  que  parcialmente.296/96 > Competência para julgamento  .10 Competência para julgamento    Em regra será da Justiça Estadual.  policiais.  advogado.  promotor.    Página | 92   INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA – Lei 9.  prévia  manifestação da defesa.  funcionários  da  justiça.  Obs. durante a instrução processual ou após ela.  10. STJ – CC 40113/SP.  que  não  servir  como  prova  será  destruída.  ou  seja. Nesse sentido.  Sendo  assim  como  a  defesa  irá  saber  se  na  parte  que  foi  destruída  não  haveria  uma  parte  que  poderia  lhe  auxiliar  na  defesa.  A  conversa  que  não  interessar  ao  processo.  de  informática  ou  telemática.  Sujeito  Ativo:  pessoa  envolvida  no  procedimento  de  interceptação.  não  sendo  necessária  a  revelação  para  terceiros. Vicente Greco Filho entende que é crime funcional.  Art.  Há  quem  entenda  que  o  crime  se  consuma  com  a  simples  interceptação ainda que o infrator não tenha acesso à conversa depois.  pode  ser  parcial.    2ª Conduta: quebrar segredo de justiça.  É  crime  próprio.  É possível tentativa se o infrator não consegue ter acesso à conversa interceptada ilegalmente.:  para  quem  entende  que  o  crime  se  consuma  com  a  simples  interceptação.  Ex.  ou  quebrar  segredo  da  Justiça. Pena: reclusão.

  quando  tinha  o  dever  de  evitá‐las  ou  apurá‐las.   7 7.  b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa.  É  uma  tortura  que  abrange criança e adolescente.  surgindo  Convenções  e  Tratados  Internacionais  de  prevenção e repressão à tortura.    Art.  II ‐ se o crime é cometido contra criança.  sendo  a  vítima  brasileira  ou  encontrando‐se  o  agente  em  local  sob  jurisdição brasileira.069/90  (ECA)  prevendo  o  primeiro  tipo  sobre  tortura  (art.069. 233 da Lei nº 8.  guarda  ou  vigilância  a  tortura:  Pena ‐  reclusão  de  um  a  cinco  anos.  (Redação dada pela Lei nº 10.  incorre  na  pena  de  detenção de um a quatro anos.455/97  Introdução    Lei 9.  por  intermédio  da  prática  de  ato  não  previsto  em  lei  ou  não  resultante de medida legal.  c) em razão de discriminação racial ou religiosa. Há.  II  –  se  o  crime  é  cometido  contra  criança.  § 4º Aumenta‐se a pena de um sexto até um terço:  I ‐ se o crime é cometido por agente público.1 CRIMES DE TORTURA – Lei 9. mas não abrigava adultos. 4º Revoga‐se o art.  No  Brasil  temos  a  Constituição  Federal  de  1988  no  seu  art. de dois a oito anos. praticado tanto por autoridades como por particulares.  §  5º  A  condenação  acarretará  a  perda  do  cargo. garantindo‐se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes  no País a inviolabilidade do direito à vida. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.  § 3º Se resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima. de 2003)  III ‐ se o crime é cometido mediante seqüestro.  233. exceções: art. à igualdade. à segurança e à propriedade. nos termos seguintes: [.  Posteriormente  a  lei  8.  (Revogado  pela  Lei  nº  9. Esse artigo foi revogado pela lei 9.  Submeter  criança  ou  adolescente  sob  sua  autoridade. XLII e o art.  III 65   repudiando  a  tortura..455/90  é  indicativa  de  crime  comum  não  exige  qualidade  ou  condição  especial  do  agente.  a  reclusão é de oito a dezesseis anos.  o  crime  é.  Sábado.455.  §  3º  Se  resultar  morte:  Pena  ‐  reclusão  de  quinze  a  trinta  anos. poder ou autoridade. 1º Constitui crime de TORTURA:  I  ‐  CONSTRANGER  ALGUÉM  com  emprego  de  violência  ou  grave ameaça.  5º. 5º.  Os  Tratados  e  Convenções  tratam  o  crime  de  tortura  como  crimes  próprios.  nesse caso o Brasil destoou da Comunidade Internacional.  Após  a  Guerra  nasce  um  movimento  de  repúdio  à  tortura.  Art.  §  2º  Aquele  que  se  omite  em  face  dessas  condutas.  §  7º  O  condenado  por  crime  previsto  nesta  Lei.  gestante.  como  forma  de  aplicar  castigo  pessoal ou medida de caráter preventivo.  No  Brasil.    66   (Revogado)  Art.  §  1º  Na  mesma  pena  incorre  quem  submete  pessoa  presa  ou  sujeita  a  medida  de  segurança  a  sofrimento  físico  ou  mental.  função  ou  emprego  público  e  a  interdição  para  seu  exercício  pelo  dobro  do prazo da pena aplicada.455/97 > Introdução  .  176º  da  Independência  e  109º  da  República.  A  lei  9.  salvo  a  hipótese  do  §  2º.  §  6º  O  crime  de  tortura  é  inafiançável  e  insuscetível  de  graça  ou anistia. sem distinção de qualquer natureza.455/97  que passou a tratar dos crimes de tortura.  Brasília.  2º  O  disposto  nesta  Lei  aplica‐se  ainda  quando  o  crime  não  tenha  sido  cometido  em  território  nacional. 5º XLIV da CF.  §  2º  Se  resultar  lesão  corporal  gravíssima:  Pena ‐  reclusão  de  quatro  a  doze  anos.  adolescente  ou  maior  de  60  (sessenta)  anos. deficiente e  adolescente.  §  1º  Se  resultar  lesão  corporal  grave:  Pena ‐  reclusão  de  dois  a  oito  anos.4. causando‐lhe sofrimento físico ou mental:  a)  com  o  fim  de  obter  informação.  a  pena  é  de  reclusão  de  quatro a  dez  anos. Jobim      Antes  da  2ª Guerra  Mundial  havia  uma  omissão  legislativa  generalizada  a  respeito  da  tortura.   02   de   outubro   de   2010.  7  de  abril  de  1997.  com  emprego  de  violência  ou  grave  ameaça.  declaração  ou  confissão  da  vítima ou de terceira pessoa.  a  intenso  sofrimento  físico  ou  mental. gestante. porém.  se  resulta  morte.  iniciará  o  cumprimento  da  pena  em  regime  fechado.  Art.741.  prescritível  que  é  uma  garantia  do  cidadão  contra a eternização do poder punitivo.                                                                  Art.  mas  no  Brasil  a  tortura  não é crime próprio é em regra crime comum.  por  mais  grave  que  seja. idosos etc. 5º Todos são iguais perante a lei.  233 66 ).  em  regra.  II ‐ SUBMETER ALGUÉM.1997:    Página | 93   65 CRIMES DE TORTURA – Lei 9.] III ‐ ninguém  será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante.455/97    Art. à liberdade.  de  7.  Pena ‐ reclusão. de 13 de julho de 1990 ‐  Estatuto da Criança e do Adolescente..  FERNANDO HENRIQUE CARDOSO  Nelson A. sob sua guarda.  portador  de  deficiência.

 civis ou militares.       A  CF  diz  que  tortura  é  prescritível.  pois  amplia  as  garantias  do  cidadão  vítima.  que  criou  o  Tribunal  Penal  Internacional.  nacionais.   i) Desaparecimento forçado de pessoas. são intencionalmente causados  a uma pessoa que esteja sob a custódia ou o controlo do arguido.   d) Deportação ou transferência à força de uma população.  Garantias  do  cidadão  contra  a  tortura.  aplicação  do  Princípio  “pro  homine”.   b) Extermínio.    Artigo 29. físicos ou mentais.  ou  em  função  de  outros  critérios  universalmente  reconhecidos  como  inaceitáveis  em  direito  internacional.  É  a  corrente que prevalece.  esterilização  à  força  ou  qualquer  outra  forma  de  violência  no  campo  sexual de gravidade comparável.  2ª  CORRENTE  –  deve  prevalecer  o  Estatuto.   f) Tortura.º  Crimes contra a Humanidade    1 ‐  Para  os  efeitos  do  presente  Estatuto.  prostituição  forçada.  O  Estado  tem  prazo  certo  para  punir  ou  executar  punição já imposta.  Essa  primeira  corrente  está  implícita  que  indeferiu  a  revisão  da  lei  de  anistia  (que  anistiou  as  torturas  do  regime  militar.  entende‐se  por  crime  contra  a  Humanidade  qualquer  um  dos  actos  seguintes.  nos  termos da lei.  1ª  CORRENTE  ‐  corrente  diz  que  prevalece  a  Constituição  federal  de  88.  XLII ‐  a  prática  do  racismo  constitui  crime  inafiançável  e  imprescritível.  generalizado  ou  sistemático.  diz  que  algumas  formas  de  tortura  é  imprescritível.2 Crimes de tortura  A lei de tortura não define o que é tortura.  por  motivos  políticos.  3ª CORRENTE – diz que a imprescritibilidade trazida pelo Estatuto é incompatível com o Direito Penal  moderno e com o Estado Democrático de Direito.209/RJ).º  3.  tal  como  definido  no  n.    Estatuto de Roma  (Instituiu o Tribunal Penal Internacional)    Artigo 7.  disse  o  Min.  Peluzo  que  mesmo  que  fosse  revista  a  lei  de  anistia.   e)  Prisão  ou  outra  forma  de  privação  da  liberdade  física  grave.  é  prescritível.  contra  qualquer  população civil..  entendeu  como  imprescritíveis  para fins de reparação do dano (REsp 816.1 Artigo 1º.  sendo  que o Brasil ratificou este estatuto.  O  Brasil  ratificou  o  Estatuto  de  Roma ‐  incorporou  o  Estatuto  de  Roma  ao  nosso  Ordenamento  Jurídico.  pois  superior  ao  tratado  Internacional  de  Direitos  Humanos  ratificado  com  quórum  simples.   c) Escravidão. 1º Constitui crime de tortura:  Página | 94   CRIMES DE TORTURA – Lei 9. este  termo  não  compreende  a  dor  ou  os  sofrimentos  resultantes  unicamente  de  sanções  legais.  XLIV ‐ constitui  crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados.  Esta  segunda  foi  adotada  pelo  STJ  na  esfera  cível.  religiosos  ou  de  sexo.  O  Estatuto  de  Roma.  quando  cometido  no  quadro  de  um  ataque. inciso I  Art.  inerentes  a  essas  sanções  ou  por  elas  ocasionadas acidentalmente.  Conclusão:  tortura  prescreve. havendo conhecimento desse ataque:   a) Homicídio.  portanto  goza de um status supralegal e infraconstitucional.  em  violação das normas fundamentais do direito internacional.   h)  Perseguição  de  um  grupo  ou  colectividade  que  possa  ser  identificado.  contra a  ordem constitucional e o Estado Democrático.  culturais.  A  CF  não  rotulou  o  crime  de  tortura  como  imprescritível.  Em prova objetiva opta‐se pela primeira corrente.  sujeito  à  pena  de  reclusão.  em  razão  de  racismo  e  de  ações  de  grupos  armados.  O  Estatuto  foi  ratificado  com  um  quórum  simples  (não  quórum  de  Emenda  Constitucional).   g)  Violação. apenas diz o que constitui tortura.  7.  os  crimes  estariam  prescritos).  julgando  imprescritível  a  tortura.]    e)  Por  tortura  entende‐se  o  acto  por  meio  do  qual  uma  dor  ou  sofrimentos graves.  gravidez  à  força. em segunda fase comenta‐se todas elas.  relacionados  com  qualquer  acto  referido  neste  número  ou  com  qualquer  crime  da  competência  do  Tribunal.2.  o  Estatuto  de  Roma  define  que  a  tortura  é  imprescritível.    7.   j) Crime de apartheid.455/97 > Crimes de tortura  .  raciais.   k) Outros actos desumanos    [.  Conclusão:  tortura  é  imprescritível.º  Imprescritibilidade    Os crimes da competência do Tribunal não prescrevem..    A  tortura  de  acordo  com  a  CF.  escravatura  sexual.  étnicos.

 de dois a oito anos.  Elementos típicos: guarda abrange a guarda de direito como também a guarda de fato.  b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa.  mudar  o  comportamento  para  satisfação  do  torturador. sob sua guarda.  I ‐  constranger  alguém  com  emprego  de  violência  ou  grave  ameaça.455/97 > Crimes de tortura  . quem tem guarda.2: agente tortura  a vítima para tirar a vida de alguém – para que esta provoque conduta criminosa.  Prevalece a segunda corrente.  a) Tortura  prova:  o  torturador  tortura  a  vítima  buscando  dela  informação.  7.  c) em razão de discriminação racial ou religiosa.  Na  tortura  para  a  prática  de  crime  consuma‐se  com  o  sofrimento  dispensando a prática do crime pelo torturado.]  II ‐ submeter alguém..  Sujeito Ativo: crime comum  Sujeito Passivo: crime comum  Condutas:  constranger alguém  com emprego de violência ou grave ameaça  causando‐lhe sofrimento  físico  ou  mental.  Página | 95   CRIMES DE TORTURA – Lei 9.  Ex. Ex.  Pena ‐ reclusão.  a  intenso  sofrimento  físico  ou  mental.2 Artigo 1º.: babá que agride a criança porque a menor não come ou faz “sujeira” quando se alimenta.  causando‐lhe  sofrimento  físico  ou  mental:  a) com o fim de obter informação.1:  torturar a vítima para mudar de crença. poder ou autoridade do agente.  Consumação:  consuma‐se  com  a  provocação  de  sofrimento  físico  ou  mental.  dispensa  qualquer  comportamento  da  vítima  de  por  exemplo.  pois  interpretação  em  sentido  contrário  configura  analogia  incriminadora.  Tipo subjetivo: dolo + finalidade especial.  Ex.  como  forma  de  aplicar  castigo  pessoal  ou  medida  de  caráter  preventivo.  Na  tortura  prova  consuma‐se  com  o  sofrimento.:  O  torturado  não  responde  pelo  crime  visado  pelo  torturador. Não está abrangida a discriminação em razão homofobia nem  a  discriminação  econômica  ou  social. declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa.  Ex. com emprego de violência ou grave ameaça.  desde  que  cause  sofrimento  físico ou mental. Em todas essas modalidades é perfeitamente possível a tentativa. Na tortura preconceito também consuma‐se com o sofrimento.  Querer  abrangê‐las  é  analogia  “in  malan  partem”.1:  credor  tortura  devedor  para  confessar  a  dívida.  2ª  CORRENTE  –  a  expressão  “criminosa”  não  abrange  contravenção  penal. tortura em razão do preconceito.2:  policial  que  tortura  a  vítima Não precisa necessariamente o torturador ser alguém do Estado – crime comum.  Sujeito Ativo: próprio.  Nas  alíneas  “a”  e  “b”.  Como  violência  entende‐se  desde  vias  de  fato  até  homicídio.  c) Tortura  discriminação  ou  preconceito:  a  finalidade  especial  é  a  tortura  em  razão  de  discriminação racial ou religiosa. Ex. quem está sob a guarda.  (a) Natureza  Criminosa  abrange  contravenção  penal?  1ª  CORRENTE  –  a  expressão  abrange  contravenção  penal.  pois  a  coação  física  irresistível  exclui  fato  típico  e  a  coação  moral  irresistível  exclui sua culpabilidade.. poder ou autoridade sobre a vítima.  Sujeito Passivo: próprio.  dispensando  a  obtenção  da  informação  buscada.  Ex. O torturador  irá  responder  pela  tortura  e  mais  o  crime  eventualmente  praticado  pelo  torturado  em  concurso  material  (como  autor  mediato).  Obs.  o  torturado  pratica  a  tortura  esperando  um  comportamento  do  torturado.  dispensando  o  resultado  final  visado  pelo  agente  torturador.2.  declaração  ou  confissão. inciso I  Art.  b) Tortura para prática de crime: tortura para provocar ação ou omissão de natureza crime.1:  agente tortura a vítima para mentir como testemunha em processo crime. 1º Constitui crime de tortura:  [.  já  na alínea c não espera nenhum comportamento da vítima.  Condutas:  submeter  a  vítima  a  intenso  sofrimento  físico  ou  mental  como  forma  de  aplicar  castigo  pessoal ou medida de caráter preventivo. poder ou autoridade.

P.A. de 1990)    Página | 96   67 CRIMES DE TORTURA – Lei 9.2:  linchamento  por  particulares  de  preso  em  flagrante.    Fim especial:  S.: próprio  S. pode ser praticado por qualquer pessoa.1: soldados submetidos a trote.  guarda  ou  vigilância.  Consumação:  o  delito  consuma‐se  com  o  intenso  sofrimento  físico  ou  mental  da  vítima.2.  de  quatro  a  doze  anos.  tratamento  ou  custódia.  Ex.  Conduta:  submeter  a  vítima  a  sofrimento  físico  ou  mental.  7.  Esse  crime  nada  mais  é  do  que  a  garantia  constitucional  prevista  no  artigo  5º.: comum  Constranger  com  Sofrimento  a) Busca informação  • Artigo  1º.  S.  §  3º ‐  Aumenta‐se  a  pena  de  um  terço.  de  dois  meses  a  um  ano. 1º Constitui crime de tortura:  §  1º  Na  mesma  pena  incorre  quem  submete  pessoa  presa  ou  sujeita  a  medida  de  segurança  a  sofrimento  físico  ou  mental.3 Artigo 1º.069.  (Incluído  pela  Lei  nº 8.  quer  privando‐a  de  alimentação  ou  cuidados  indispensáveis.                                                                 Art.  Só  pode  ser  vítima  desse  crime  pessoa  presa  abrangendo:  (1)  prisão  penal  provisória. A diferença é de grau de sofrimento.  por  intermédio  da  prática  de  ato  não  previsto  em  lei  ou  não  resultante  de  medida legal.  se  o  crime  é  praticado  contra  pessoa  menor  de  14  (catorze)  anos.  sendo  perfeitamente possível a tentativa.  inciso II  S.  violência  física  ou  físico ou mental  b) Pratique crime  inciso I  moral  S.  quer  sujeitando‐a  a  trabalho  excessivo  ou  inadequado.  136  ‐  Expor  a  perigo  a  vida  ou  a  saúde  de  pessoa  sob  sua  autoridade.A.  O  menor  infrator  em  internação  ou  semi‐liberdade  pode  ser  vítima  dessa  tortura está sujeito a essa espécie de tortura – é encarado pela doutrina como pessoa presa.  Consumação:  consuma‐se  com  o  sofrimento  físico  ou  mental  da  vítima.  de  um  a  quatro  anos.  Sujeito Ativo: comum.A.  Tipo  Subjetivo:  dolo  sem  finalidade  especial.  ensino.  inciso  XLIX  (“é  assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral”).  O  agente  tortura  por  torturar. §1º  Art.1: sujeitar menor infratora à medida sócio‐educativa cumprida junto com presos perigosos.:  próprio  (preso  ou  necessariamente  sofrimento físico  NÃO HÁ FIM ESPECIAL  §1º  sujeito  à  medida  de  com  violência  ou  ou mental.  §  1º ‐  Se  do  fato  resulta  lesão  corporal  de  natureza  grave:  Pena ‐  reclusão.  136  do  CP 67   é  exatamente  o  intenso sofrimento físico ou mental característica do crime de tortura.  ou  multa.  Perfeitamente  possível  a  tentativa.  quer  abusando  de  meios  de  correção  ou  disciplina:  Pena ‐  detenção.  O  que  diferencia  essa  tortura  do  crime  de  maus  tratos  previsto  no  art.: próprio  • Artigo  1º.  grave ameaça.  Poderá  também  ser  vítima  pessoa  sujeita  de  medida  de  segurança.  sem  uma  finalidade  especial.: comum  c) Preconceito  S.  para  fim  de  educação.P. Diferentemente das condutas anteriores.455/97 > Crimes de tortura  .  segurança)    Ex.  por  intermédio  da  prática  de  ato  não  previsto  em  lei  ou  não  resultante  de  medida  legal.  (3)  prisão  civil  e  (4)  prisão  disciplinar.  §  2º ‐  Se  resulta  a  morte:  Pena ‐  reclusão.  Diferentemente  das  figuras  anteriores  esse  §1º  dispensa  violência ou grave ameaça.  Ex.: comum  Fim especial:  Guarda.  Submeter  com  Intenso  a) aplicar  castigo  ou  poder  ou  violência  física  ou  sofrimento físico  medida  de  caráter  autoridade moral  ou mental  preventivo  • Submeter  à  tortura  não  Causando  Artigo  1º.  Sujeito  Passivo:  próprio.  (2)  prisão  penal  definitiva.  Pessoalmente  entendo  que  não  seria  cabível porque a vítima da tortura não está presa ou sujeita à medida de segurança.P. com filmagens e divulgação não é tortura. pois o principal fator que exclui é  que não são submetidos a castigo já que trata‐se de um trote.

  Só  se  o  delegado  não  viu negligentemente que ocorreu tortura    2ª Conduta: “dever de apurar” – omissão própria. Dolo na tortura e culpa no resultado.  I  (pena  de  2  a  8  anos ‐  equiparado  a  hediondo)  e  o  delegado  responderá  por art.  1º.  Caso  o  acusado  alegue  que  foi  torturado  na  delegacia  o  promotor  tem  a  obrigação  de  extrair  cópia  do  depoimento  e  remeter  para  apuração  sob  pena  de  responder  por  omissão.  7.  Ex. a reclusão é de oito a dezesseis anos.455/97 > Crimes de tortura  .  1ª Conduta: “dever de evitar a tortura” – omissão imprópria  Sujeito Ativo: garante ou garantidor (pai.  2ª  CORRENTE  –  a  qualificadora  só  é  aplicável  ao  executor  e  não  alcança  os  omitentes.  II.  13..  quando  tinha  o  dever  de  evitá‐las  ou  apurá‐las.  13. de acordo com o CP quando se compara a consequência do executor com a do garantidor  elas  devem  ser  as  mesmas.  Contudo.  Sujeito Passivo: comum. Essa é a corrente que prevalece. “b” e “c”. e §1º. portador de deficiência..  §1º  e  no  §2º  somente o omitente impróprio.  omite‐se.  a  lei  9.  No  mesmo  sentido  o  art.  O  crime  do  executor  é  equiparado a hediondo e o do omitente impróprio não. alíneas “a”.  “b”  e  “c”. de 2003)  III ‐ se o crime é cometido mediante seqüestro. 1º.  aplica  somente para o art. §3º (qualificadoras)  Art.741. autoridade policial).]  §  2º  Aquele  que  se  omite  em  face  dessas  condutas.  §2º  do  CP. professor. 1º Constitui crime de tortura:  [.4 Artigo 1º.  não  se  confirmando a tortura. §2º (1 a 4 anos ‐ não equiparado a hediondo)  Exista  doutrina  minoritária  interpretando  o  art.  promotores.5 Artigo 1º.. se resulta morte.  1º.  O  art.:  delegado  percebendo  que  policiais  vão  torturar  preso. 1º Constitui crime de tortura:  [. Pressupõe tortura já praticada. ou seja.]  §  3º  Se  resulta  lesão  corporal  de  natureza  grave  ou  gravíssima.  a  pena  é  de  reclusão  de  quatro  a  dez  anos.455/97  desconsiderou  a  equiparação  e  previu  para  o  garantidor  (omissão  imprópria)  menor  pena  (1  a  4  anos).. (Redação dada pela Lei nº 10.  §2º  do  CP  que  determina  as  mesmas  conseqüências  do executor.  De  outro  lado.  Esses  resultados  devem  ser frutos na culpa.2. II. §2º  Art..  7.  mas  quem  obrigação  de  apurar  a  ocorrência  (delegados.. Na lei de tortura o garantidor cumpre pena inferior uma pena de 1 a 4 anos. 1º Constitui crime de tortura:  [.  1º  do  inciso  I.  não  evitando  o  crime.  A  omissão  imprópria  já  está  prevista  no  art.  5º.  alíneas  “a”.  Os  policiais  irão  responder  por  art.  Tortura  com  resultado  qualificador  lesão  grave. 1º do inciso I.2. tutor.  I – Crime cometido por agente público  Página | 97   CRIMES DE TORTURA – Lei 9.  Sujeito  Ativo:  não  é  mais  o  garante.  incorre na pena de detenção de um a quatro anos.  lesão  gravíssima  ou  morte.  XLIII  da  CF/88  determina  ao  garante  as  mesmas  consequências  do  executor.  II – se o crime é cometido contra criança.6 Artigo 1º. será imputado ao acusado mais o crime de denunciação caluniosa.    # As qualificadoras qualificam todas as formas de torturas anterior?  1ª  CORRENTE  –  entende  que  qualifica  o  art. juízes).2.  ou  seja. adolescente ou maior de 60  (sessenta) anos. curador.  lecionando  que  a  omissão  dolosa  deve  ser  equiparada  ao  crime  do  executor.  Se  o  executor  tem  uma  pena  de  2  a  8  anos  o  garantidor  teria  uma  pena  de  2  a  8  anos.]  § 4º Aumenta‐se a pena de um sexto até um terço:  I ‐ se o crime é cometido por agente público.  diferente  do  executor  (2  a  8  anos). gestante.  7. §4º (majorantes)  Art.  Prevalece que a qualificadora é preterdolosa ou preterintencional.  §2º  como  modalidade  culposa  da  omissão  imprópria.

 Não enxerga “bis in idem”.  (Incluído  pela  Lei  nº  9. adolescente e idoso  ƒ Criança – até 12 anos  ƒ Gestante  ƒ Portador de deficiência ou necessidades especiais  ƒ Adolescente – até 18 anos incompletos  ƒ Idoso  –  maior  de  60  anos. §5º )  Art.  pode  ser  praticado  por  particular  (ex. Outros entendem que se aplicam a todas as formas.  7. 92)  Lei de Tortura (artigo 1º. de 1º..4. deficiente.268. tutela  ou  curatela. cometidos contra filho. nos crimes praticados com  abuso  de  poder  ou  violação  de  dever  para  com  a  Administração  Pública.  função  pública  ou  mandato  eletivo:  (Redação dada pela Lei nº 9.    # Esse é um efeito automático ou não automático da condenação?    Código Penal (art.  Uma  parcela  da  doutrina  que  essas  majorantes  só  se  aplicam  aos  executores  não  abrangendo  os  omitentes.  basta  na sentença  condenação.  sabendo  que  o  crime.1996)  II ­  a incapacidade para o exercício do pátrio poder.    Parágrafo  único  ­  Os  efeitos  de  que  trata  este  artigo  não  são  automáticos..1996)  a) quando aplicada  pena  privativa  de  liberdade  por  tempo  IGUAL  OU  SUPERIOR  A  UM  ANO.7 Efeitos extrapenal específico da condenação  Art.455/97 > Crimes de tortura  . A aplicação da majorante gera “bis in idem”?  1ª  CORRENTE  –  para  Alberto  Silva  Franco.:  pai.    II – Crime cometido contra: criança.  nas  situações  em  que  o  crime  é  próprio  (exigindo  do  agente qualidade funcional). não se aplica a presente causa de aumento para evitar o “bis in idem”.]  §  5º  A  condenação  acarretará  a  perda  do  cargo. Prevalece.  nos  crimes  dolosos.  devendo  ser  motivadamente  declarados  na sentença.. gestante.   III  ­  a  inabilitação  para  dirigir  veículo.  quando  utilizado  como meio para a prática de crime doloso.1996)  b)  quando  for  aplicada  pena  privativa  de  liberdade  por  tempo  superior  a  4  (quatro)  anos  nos  demais  casos.  Se  não  fosse  automático  teria  incluído  a  • • Página | 98   CRIMES DE TORTURA – Lei 9.  curador  etc)  entende  possível  aplicar  a  presente  causa  de  aumento  quando  se  tratar  de sujeito ativo agente público. 92 ­ São também efeitos da condenação:  I  ­  a  perda  de  cargo.   Art. tutelado ou curatelado.268.]  §  5º  A  condenação  acarretará  a  perda  do  cargo. 327 do CP.  sujeitos  à  pena  de  reclusão.  mesmo  quando  próprio.  função  ou  emprego  público  e  a  interdição  para  seu  exercício  pelo  dobro  do  prazo da pena aplicada. 1º Constitui crime de tortura:  [.  Não  abrange  o  idoso  com  idade  igual  a  60  anos  (não  abrange  o  dia do sexagésimo aniversário).    III – Crime cometido mediante sequestro  Onde a lei diz seqüestro. 1º Constitui crime de tortura:  [.4..  de  1º.  Essas  circunstâncias  têm  que  ser  do  conhecimento  do  agente.  (Incluído pela Lei nº 9.  tutor.  O  efeito  não  é  automático.  Tem crimes que são praticados por agentes públicos.2.  • Perda do cargo ou função pública  Perda do cargo ou função pública  • Crimes de tortura  Crimes funcionais e crimes comuns  Há uma relação de especialidade da Lei de Tortura em relação ao CP  Prevalece  que  na  lei  especial  o  efeito  é  automático.268.  Para se reabilitar deve aguardar o dobro do prazo da pena aplicada. entende‐se que abrange também o cárcere privado. de 1º.  devendo  ser  motivado  não  precisa  ser  declarada  na  sentença.  Agente público corresponde ao funcionário público do art.4.  2ª  CORRENTE  –  já  para  Nucci.  para  que  se  evite  responsabilidade  penal objetiva.  função  ou  emprego  público  e  a  interdição  para  seu  exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.

]  § 7º O condenado por crime previsto nesta Lei. 1º Constitui crime de tortura:  [.    Tortura ação  Art.  A CF veda anistia + graça.  2ª  CORRENTE  –  segundo  Nucci.. 1º Constitui crime de tortura:  [. §2º  Pena: 1 a 4 anos de detenção  Regime inicial aberto ou semi‐aberto    Página | 99   CRIMES DE TORTURA – Lei 9. do CP para a Lei de Tortura. iniciará o cumprimento da pena  em regime fechado.8 Artigo 1º..2. Deve ser o juiz analisando o caso concreto.  As  torturas  praticadas  após  essa  lei  progridem  com  2/5  ou  3/5  a  depender  da  reincidência ou não. §6º  Art.9 Artigo 1º. Esse argumento foi usado pelo STF para aplicar restritiva  de direito para o tráfico.. II e §1º  Pena: 2 a 8 anos de reclusão  Regime inicial fechado    Sendo  que  a  tortura  omissão  não  é  equiparada  a  hediondo.072/90 veda anistia.464/07  Trata somente dos crimes de tortura  Para  os  crimes  os  hediondos  e  equiparados  (incluído  o  crime  de  tortura)  Regime inicial fechado  Regime inicial fechado  Progressão com 1/6 da pena  Progressão  com  2/5  (primário)  ou  3/5 (reincidente)    Essa  lei  não  pode  retroagir  para  atingir  fatos  criminosos  já  praticados. E o indulto?  1ª CORRENTE – no silêncio o indulto está permitido.  pois  não  existe  proibição  expressa. Prevalece no STJ.  1ª  CORRENTE  ‐  Logo  não  cabe  liberdade  provisória. §ún.455/97 > Crimes de tortura  .]  § 6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.  As  torturas  praticadas  antes  dessa  lei  progridem  com  1/6. 1º. §7º  Art. salvo a hipótese do § 2º.  Quem  deve  analisar  ou  não  do  benefício  é  o  juiz  e  não  o  legislador.  7. graça e indulto  Lei 9.  Minoria  pleiteando  analogia  ‘in  bonam  partem”  do  art.  trabalhamos  somente  com  a  tortura  ação. I.2.  Lembra  que  liberdade  provisória  não  se  confunde  com  fiança.  7. É possível conceder indulto para tortura.2.455/97  Lei 11.10  Extraterritorialidade da lei penal  Art.  7.  A  inafiançabilidade  implicitamente  veda  a  liberdade provisória.  Lei 8..  mesma redação do CP.    # A progressão se dá depois de cumprido quanto da pena?    Lei 9. 1º. sendo a vítima brasileira ou encontrando‐se o agente em local sob jurisdição brasileira. 92.  a  vedação  do  indulto  está  implícita  na  proibição  da  graça.  Tortura omissão  Art.  Lembram  da graça individual e da graça coletiva e esta última nada mais é do que o indulto.  2º  O  disposto  nesta  Lei  aplica‐se  ainda  quando  o  crime  não  tenha  sido  cometido  em  território  nacional.  2ª  CORRENTE  –  diz  que  cabe  liberdade  provisória.045/97 veda anistia e graça.

  sociedade  de  economia  mista.  a  aplicação  da  lei  brasileira  depende  do concurso das seguintes condições:   a) entrar o agente no território nacional.   e)  não  ter  sido  o  agente  perdoado  no  estrangeiro  ou.   c)  praticados  em  aeronaves  ou  embarcações  brasileiras.  quando  o  agente  for  brasileiro  ou  domiciliado  no  Brasil.   b) praticados por brasileiro.  reunidas  as  condições previstas no parágrafo anterior:  a) não foi pedida ou foi negada a extradição. por quem está a seu serviço.  o  agente  é  punido  segundo  a  lei  brasileira.  §  3º  ‐  A  lei  brasileira  aplica‐se  também  ao  crime  cometido  por  estrangeiro  contra  brasileiro  fora  do  Brasil.  embora  cometidos  no  No  CP  seria  caso  de  extraterritorialidade  estrangeiro:   condicionada.  quando  em  território  estrangeiro e aí não sejam julgados.  não  estar  extinta  a  punibilidade.  autarquia  ou  fundação  instituída pelo Poder Público.   b)  contra  o  patrimônio  ou  a  fé  pública  da  União.  7º  ‐  Ficam  sujeitos  à  lei  brasileira.   d)  não  ter  sido  o  agente  absolvido  no  estrangeiro  ou  não  ter  aí  cumprido a pena.           Página | 100   CRIMES DE TORTURA – Lei 9.  Condicionada (II e §3º)  II ‐ os crimes:   a) que. o Brasil se obrigou a reprimir.  §  1º  ‐  Nos  casos  do  inciso  I.   b) ser o fato punível também no país em que foi praticado.  a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República.  b) houve requisição do Ministro da Justiça.  de  empresa  pública.  se.  de  Território.   c)  estar  o  crime  incluído  entre  aqueles  pelos  quais  a  lei  brasileira  autoriza a extradição.  por  outro  motivo.   c) contra a administração pública.  Artigo 7º do CP  Extraterritorialidade  Artigo 2º da Lei de Tortura  Extraterritorialidade  Incondicionada (I)  Vítima  brasileira  ou  agente  sob  jurisdição  brasileira.   d)  de  genocídio.  do  Distrito  Federal.  mercantes  ou  de  propriedade  privada. ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro. por tratado ou convenção.  segundo  a  lei  mais  favorável.  Art.455/97 > Crimes de tortura  .  de  Estado.   §  2º ‐  Nos  casos  do  inciso  II.  Na  lei  de  tortura  passa  a  ser  I ‐ os crimes:   incondicionada.  de  Município.

 de 2000)  I ‐  recolher.  (Incluído  pela  Lei nº 9.  após  o  início  da  ação  fiscal  e  antes  de  oferecida  a  denúncia.983.    8. (Incluído pela Lei nº 9. de 2000)  III ‐  pagar  benefício  devido  a  segurado.983. de 2000)  I  ‐  tenha  promovido. O Capítulo I trata dos crimes contra a ordem tributária (arts.  Há  crimes  contra  a  ordem  tributária  previstos  também  no  Código  Penal  nos  artigos  168‐A. (Incluído  pela  Lei  nº  9. de 2000)  II ‐  o  valor  das  contribuições  devidas.  (Incluído  pela Lei nº 9.  Deixar  de  repassar  à  previdência  social  as  contribuições  recolhidas  dos  contribuintes.  pois  o  resultado  Deixar de repassar: ao contrário da apropriação indébita  comum. de 2000)  §  2o  É  extinta  a  punibilidade  se  o  agente. de 2000)  §  1o  Nas  mesmas  penas  incorre  QUEM  DEIXAR  DE:  (Incluído  pela Lei nº 9.  migra  para  o  art. (Incluído  pela  Lei  nº  9. 2º e 3º).1   APROPRIAÇÃO INDÉBITA (art.  ou  (Incluído  pela  Lei  nº  9.137/90 > Vigência da Lei 9.983. 168‐A) Apropriar‐se:  é  um  crime  material. desde que: (Incluído pela Lei nº 9. Não houve abolitio criminis porque houve apenas uma migração da conduta delituosa  de  um  dispositivo  legal  para  outro.1 Vigência da Lei 9.  95. 168) APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA (art.1.983.1.  Princípio  da  Continuidade  Normativo  Típica  –  a  conduta  jamais  deixou  de  ser criminosa.212/91. Alguns doutrinadores e alguns julgados isolados chegaram a dizer que teria  havido abolitio criminis.  É  um  crime  apropriação está dentro do tipo penal.  inclusive  acessórios.  antes  do  início  da  ação  fiscal.  e  multa.137/90  Os  crimes  contra  a  ordem  tributária  estão  previstos  na  lei  8.    Art.  Página | 101   Natureza do art.  O  empregador  (responsável  tributário)  desconta  a  percentagem  do  salário  de  contribuição  previdenciária e deixa de repassar para a Previdência esses valores.  pois  aborda  também  crimes  contra  a  ordem  econômica  e  contra  as  relações  de consumo.  337‐A  e  334 (descaminho).  há  um  crime  omissivo  próprio.  168‐A.  a  terceiros  ou  arrecadada  do público.  contribuição  ou  outra  importância  destinada  à  previdência  social  que  tenha  sido  descontada  de  pagamento  efetuado  a  segurados.  Com  a  Lei  9. (Incluído pela Lei nº 9. Ficou conhecida como a lei que definiu os crimes contra  a Previdência Social.983.  Sábado.  Antes  da  Lei  9. 168‐A  CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA – Lei 8.   8 CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA – Lei 8.983.  declara.  de  2  (dois)  a  5  (cinco)  anos.983/00  .   09   de   outubro   de   2010.  pois  não  exige  um  resultado  naturalístico  incluso no tipo penal.  8.983/00  essa  conduta  delituosa  já  estava  prevista  no  art.  168‐A  (apropriação  indébita  previdenciária). de 2000)      A  primeira  conduta  que  foi  posta  no  Código  Penal  foi  o  art.983.  importâncias  ou  valores  e  presta  as  informações  devidas  à  previdência  social.  Essa  lei  não  trata  apenas  de  crimes  contra  a  ordem  tributária.  quando  as  respectivas  cotas  ou  valores  já  tiverem  sido  reembolsados  à  empresa  pela  previdência social.983.  inclusive  acessórios.  formal**.  95.1.  d  (pena  de  2  a  6  anos)  da  Lei  8.  Tipo  Penal  Incongruente  –  aquele  em  que  não  há  uma  Tipo  Penal Congruente –  não  há  necessidade  da  perfeita  adequação  entre  os  elementos  objetivos  e  demonstração  do  animus  rem  sibi  habendi  –  ânimo  de  subjetivos  do  tipo  penal.137/90.  seja  igual  ou  inferior  àquele  estabelecido  pela  previdência  social.  o  pagamento  da  contribuição  social  previdenciária.  na  forma  definida  em  lei  ou  regulamento.983. 168‐A)  Essa lei teve uma única preocupação: o INSS.  administrativamente.  confessa  e  efetua  o  pagamento  das  contribuições.  no  prazo  e  forma  legal ou convencional: (Incluído pela Lei nº 9.1 Apropriação Indébita (art.  de  2000)  §  3o  É  facultado  ao  juiz  deixar  de  aplicar  a  pena  ou  aplicar  somente  a  de  multa  se  o  agente  for  primário  e  de  bons  antecedentes. de 2000)  Pena ‐  reclusão.  no  prazo  legal.983/00  e  essa  conduta  que  estava  prevista  no  art.  d.983/00  8. de 2000)  II  ‐  recolher  contribuições  devidas  à  previdência  social  que  tenham  integrado  despesas  contábeis  ou  custos  relativos  à  venda  de  produtos  ou  à  prestação  de  serviços.  Caracteriza‐se  pela  presença  de  apropriação. 1º. (STF – HC 76978).  espontaneamente.  168‐A  do  Código Penal (pena de 2 a 5 anos).983.  como  sendo  o  mínimo  para  o  ajuizamento  de  suas  execuções  fiscais.

 ALEGAÇÕES DE: EXCLUSÃO DA  ILICITUDE  POR  INEXISTÊNCIA  DE  DOLO.  infração  de  simples  conduta.  ATIPICIDADE  DO  CRIME  DE  APROPRIAÇÃO  INDÉBITA.  demonstrar a vontade de se tornar dono da coisa.  deveria  ser  aplicada a lei anterior ‐ lex mitior ‐ reconhecendo‐se a sua ultra‐ atividade  por  uma  singela  razão:  a  lei  penal  não  retroagirá.  passível  de  muitas  críticas. de 2000)  II ‐  na  Carteira  de  Trabalho  e  Previdência  Social  do  empregado  ou  em  documento  que  deva  produzir  efeito  perante  a  previdência  social. de 2000)  Página | 102   CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA – Lei 8.  pessoa  que  não  possua  a  qualidade  de  segurado  obrigatório. de 2000)  I ‐  na  folha  de  pagamento  ou  em  documento  de  informações  que  seja  destinado  a  fazer  prova  perante  a  previdência  social. sem o fim o específico.  que  é  crime  omissivo  puro.  É  preciso  se  Não  há  necessidade  do  emprego  de  fraude.  vez  que  não  se  pode  cogitar  da  aplicação  de  duas  penas  diferentes.  iniciado.  de  27.  1. 5.12.90)  e  findo  na  vigência  de  lex  gravior  (artigo  95.07.212.  Orientação  jurisprudencial  do  Tribunal  no  sentido  da  aplicação  da lex gravior. segundo o  qual.  Improcedência  da  alegação  de  irregularidade  da  notificação  expedida  em  nome  da  pessoa  jurídica:  há  comprovação  de  que  a  correspondência  foi  entregue  e  de  que  o  paciente  dela  teve  ciência.  II.  121).983.  possibilitando.  d  e  §  1º.  equiparam‐se  a  documento  público  o  emanado  de  entidade  paraestatal.    STF – HC 76978  EMENTA:  HABEAS‐CORPUS.1  Crime  continuado  (CP. mas indeferido.  na  vigência  de  lex  mitior  (artigo  2º.  após  o  início  do  crime  continuado.  Tipo  objetivo  (seqüestrar  pessoa).  E  DE  APLICAÇÃO  DA  LEX  GRAVIOR  EM  DETRIMENTO  DA  LEX  MITIOR:  ULTRA‐ATIVIDADE  DA  LEI  PENAL  QUANDO.  em  cujo  lapso  temporal  sobreveio  lei  mais  severa.  Precedentes.  EXTINÇÃO  DA  PUNIBILIDADE PELO PARCELAMENTO DO DÉBITO.2 Falsificação de documento destinado à previdência social    Falsificação de documento público  Art.  da  Lei  nº  8.  sendo.1.  as  ações  de  sociedade  comercial.983/00  .  Tipo  objetivo  animuns  necandi.  da  Lei  nº  8.  no  todo  ou  em  parte.  artigo  5º.  um  especial  fim  de  agir  (dolo  específico).  cujo  comportamento  não  traduz  simples  lesão  patrimonial.983.      Tipo Penal Congruente e Incongruente:  ‐  No  homicídio  (art.  XL).  3.  Elemento  subjetivo  (dolo  seqüestrar  alguém.91).  e  comete  o  crime  prevalecendo‐se do cargo.  ou  seja.  §  3o  Nas  mesmas  penas  incorre  quem  insere  ou  faz  inserir:  (Incluído pela Lei nº 9.2 Conflito de leis no tempo que se resolve mediante  opção  por  uma  de  duas  expectativas  possíveis:  retroatividade  da  lex  gravior  ou  ultra‐atividade  da  lex  mitior.  é  indispensável  a  apropriação  dos  valores  com  inversão  da  posse  respectiva. de dois a seis anos.  mas  quando  passa  a  ser  material  a  persecução  penal  em  relação  a  esse  delito  está  condicionada à conclusão do procedimento administrativo.  uma  para  cada  período  em  que  um  mesmo  e  único  crime  foi  praticado.  caput):  delitos  praticados  entre  março  de  1991  e  dezembro  de  1992.  Dolo  genérico  caracterizado:  alegação  de  inexistência  de  recursos  financeiros  não  comprovada  suficientemente  no  processo‐  crime.  documento  público.  Tipo  Subjetivo  (matar  alguém).  §  2º  ‐  Para  os  efeitos  penais.    8.  PORQUE  DIRIGIDA  À  PESSOA  JURÍDICA.  297 ‐  Falsificar. 168‐A não tem natureza formal.  A  punibilidade  é  extinta  quando  o  agente  promove  o  pagamento  integral do débito antes do recebimento da denúncia.  o  recebimento  da  denúncia.  declaração  falsa  ou  diversa  da  que  deveria  ter sido escrita.  por  ficção  do  legislador. aumenta‐se a pena de sexta parte.  CRIME  CONTRA  A  ORDEM  TRIBUTÁRIA  PRATICADO  EM  CONTINUIDADE  DELITIVA:  NÃO  RECOLHIMENTO  DE  CONTRIBUIÇÃO  PREVIDENCIÁRIA  DESCONTADA DE EMPREGADOS.    **No  julgamento.  de  24.  Tipo  penal  congruente.  5.  acrescentado  do  especial  fim  de  agir  –  dolo  específico  –  que  é  com  o  fim  de  obter  para  si  ou  para  outrem  qualquer  vantagem  como  condição  ou  preço  do  resgate).137/90 > Vigência da Lei 9.  5.  do  INQ  2537  diz  que o art. sem finalidade específica. É chamado de tipo penal incongruente assimétrico.  constituído  em  mora.  para  o  caso  de  crime  praticado  em  continuidade  delitiva. os livros mercantis e o testamento particular.  Habeas‐corpus conhecido. Ressalva do ponto de vista do Relator.  2.  salvo  para  beneficiar  o  réu  (Constituição.983.  artigo  71.  Direito  intertemporal:  ultra‐ atividade  da  lei  penal  quando.  Inexistência  de  responsabilidade  objetiva.  6.  Não  é  uma  elementar desse crime. INEXISTÊNCIA  DE  MORA  POR  VÍCIO  NA  NOTIFICAÇÃO  ADMINISTRATIVA.  neste  período.  o  título  ao  portador  ou  transmissível  por  endosso.  como  um  único  crime.  assim.  4.  159).  o  tipo  penal  tutela  a  subsistência  financeira  da  previdência  social.137. e multa. mas não é crime formal e sim  crime  material.  A  razão  de  ser  dessa  mudança  é  a  questão  da  decisão  definitiva  do  procedimento  administrativo  de  lançamento  porque  quando  é  formal  não  depende  de  resultado  sendo  assim  pouco  interessa  decisão  final  no  plano  administrativo. pois esse delito é um crime omissivo. o que não  ocorre  enquanto  não  solvida  a  última  prestação  de  pagamento  parcelado.  ‐  Na  extorsão  mediante  seqüestro  (art.  sobrevem  lei  mais  severa.  É  um  tipo  penal  incongruente.  pois  contraria  o  texto  expresso  da  lei.  APÓS  O  INÍCIO  DE  CRIME  CONTINUADO. porque o  paciente  foi  condenado  por  crime  contra  a  ordem  tributária:  não  recolhimento  de  contribuição  previdenciária  descontada  de  empregados.  caracterizado por ter uma finalidade específica.(Incluído pela Lei nº 9.  mas  quebra  do  dever  global  imposto  constitucionalmente  a  toda  a  sociedade.  SOBREVEM  LEI  MAIS  SEVERA.  de  forma  que  estas  22  (vinte  e  duas)  condutas  devem  ser  consideradas.  §  1º  ‐  Se  o  agente  é  funcionário  público.  portanto.  Alegação  improcedente  de  atipicidade  do delito de apropriação indébita (crime de resultado).  ou alterar documento público verdadeiro:  Pena ‐ reclusão. (Incluído pela Lei nº 9.

 (Incluído pela Lei nº 9. A falsidade recai  sobre o conteúdo do documento.  §3. de 2000)  I ‐ omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento  de  informações  previsto  pela  legislação  previdenciária  segurados  empregado.  importâncias  ou  valores  e  presta  as  informações  devidas  à  previdência  social. ATRIBUIDO A EMPRESA PRIVADA.983/00 ter inserido os §§ 3º e 4º.  Ex.  A  falsidade  acaba  funcionando  como  crime‐meio  para  o  crime‐fim.  A falsidade ideológica.  337‐A.  declaração  falsa  ou  diversa  da  que  deveria  ter constado.  antes  do  início  da  ação  fiscal.  Quando se tem legitimidade para preencher o documento.  e  multa. (Incluído pela Lei nº 9.983.  ATENÇÃO para a súmula 62 do STJ. sobre os elementos extrínsecos.983.983. O documento em si existe.  a  remuneração.  mas o seu conteúdo é falso.137/90 > Vigência da Lei 9. E POR ESTE ABSORVIDO. (Incluído pela Lei nº 9.  (Incluído pela Lei nº 9. de 2000)  §  2o  É  facultado  ao  juiz  deixar  de  aplicar  a  pena  ou  aplicar  somente  a  de  multa  se  o  agente  for  primário  e  de  bons  antecedentes.    Em  dois  exemplos:  um  falsifica  ideologicamente  a  carteira  de  trabalho  para  conseguir  um  emprego  e  demonstrar  experiência  anterior. de 2000)  III ‐  omitir.983/00  .  inclusive  acessórios.  de  2000)    A lei 9.00  (um  mil.  Quando não se tem a legitimidade para preencher o documento o delito é de falsidade material. de 2000)  II ‐  o  valor  das  contribuições  devidas.  Por  força  do  chamado  princípio  da consunção os §§ 3º e 4º acabam sendo absorvidos pelo crime fim.: assinar um cheque e pedir para alguém pagar uma conta. de 2000)  §  3o  Se  o  empregador  não  é  pessoa  jurídica  e  sua  folha  de  pagamento  mensal  não  ultrapassa  R$  1. de 2000)  I ‐ (VETADO) (Incluído pela Lei nº 9.  o  juiz  poderá  reduzir  a  pena  de  um  Página | 103   CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA – Lei 8. 297 do CP.983.  8.  quinhentos  e  dez  reais). de 2000)  §  4o  Nas  mesmas  penas  incorre  quem  omite.  II  CP.  a  vigência  do  contrato  de  trabalho  ou  de  prestação  de  serviços. mas não comentam.983.  Súmula 62 do STJ ‐ COMPETE A JUSTIÇA ESTADUAL PROCESSAR E JULGAR O CRIME DE FALSA ANOTAÇÃO  NA CARTEIRA DE TRABALHO E PREVIDENCIA SOCIAL.  declara  e  confessa  as  contribuições. Geralmente os manuais citam essa súmula.  empresário.983.  de  2  (dois)  a  5  (cinco)  anos.  CONCLUSÃO: os dois parágrafos são exemplos de falsidade ideológica e não de falsidade material. de 2000)  Pena ‐  reclusão.983/00 inseriu os §§ 3º e 4º do art. de 2000)    §  1o  É  extinta  a  punibilidade  se  o  agente.983.  Se  a  falsa  anotação  na  carteira  tiver  sido  produzida  com  o  objetivo  de  fazer  prova  perante  a  previdência  social.  remunerações  pagas  ou  creditadas  e  demais  fatos  geradores  de  contribuições  sociais  previdenciárias:  (Incluído  pela  Lei  nº  9.  Em  outro  caso  falsifica  a  carteira  de  trabalho  para  requerer  benefício  no  INSS.  mediante  as  seguintes  condutas: (Incluído pela Lei nº 9.  a  competência  será  da  Justiça Estadual.  Essa súmula foi editada antes de a lei 9.  (Incluído  pela  Lei  nº  9.  na  forma  definida  em  lei  ou  regulamento.  Falsidade material é aquela que recai sobre o documento em si.  se  o  objetivo  da  falsa  anotação  não  for  o  de  produzir  prova  perante  o  INSS.  III ‐ em documento  contábil  ou  em  qualquer  outro  documento  relacionado  com  as  obrigações  da  empresa  perante  a  previdência  social.983.  nome  do  segurado  e  seus  dados  pessoais.  trabalhador  avulso  ou  trabalhador  autônomo  ou  a  este  equiparado  que  lhe  prestem  serviços. Caso contrário se tiver intenção de prejudicar o INSS a competência  será da Justiça Federal. o documento em si existe.  297.  Suprimir  ou  reduzir  contribuição  social  previdenciária  e  qualquer  acessório.  Súmula  17  do  STJ  ‐  QUANDO  O  FALSO  SE  EXAURE  NO  ESTELIONATO.983.  nos  documentos  mencionados  no  §  3o.983.1.  (Incluído  pela Lei nº 9. desde que: (Incluído pela Lei nº 9.  espontaneamente.  como  sendo  o  mínimo  para  o  ajuizamento  de  suas  execuções  fiscais.  receitas  ou  lucros  auferidos.510.  # Esses parágrafos são exemplos de falsidade material ou falsidade ideológica?  A falsidade material está prevista no art. de 2000)  II  ‐  deixar  de  lançar  mensalmente  nos  títulos  próprios  da  contabilidade  da  empresa  as  quantias  descontadas  dos  segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de  serviços.3 Sonegação de contribuição previdenciária  Art. 299.983.  administrativamente. 297 (documento público) e no 298 (documento particular).  total  ou  parcialmente.  o  crime  a  ser  julgado  será  o  do  art.  A falsidade ideológica está prevista no art.  seja  igual  ou  inferior  àquele  estabelecido  pela  previdência  social.  Com  a  falsidade  na  carteira  de  trabalho  não  se  tem  a  intenção  de  causar  prejuízo  ao  INSS  a  competência é conforme a súmula do STJ.  da  competência  da  Justiça  Federal  (STJ  –  CC  58443).  SEM  MAIS  POTENCIALIDADE  LESIVA.(Incluído  pela  Lei  nº  9.

  perpetrada  a  fraude  no  ano  de  2000.7.  Cuidado  para  não  confundir  com  o  beneficiário.7.  119  CP69 ).  A causa de aumento é importante pois impede a suspensão do processo.  ou  qualquer  outro  meio  fraudulento:  Pena  ‐  reclusão.  mesmo  que  não  as  pague. do  dia em que cessou a permanência.  EM  QUE  FIGURE  COMO  VÍTIMA  ENTIDADE  AUTÁRQUICA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL.983.  vantagem  ilícita.  a  prescrição  incide  sobre  cada  delito  isoladamente.  portanto  exige‐se  sempre  a  redução  ou  a  supressão.983/00  . de 11. 111.  Este  crime.1. significa dizer que a prescrição nesse caso começa a contar a partir do primeiro pagamento.  e  multa.7.  No  caso  de  concurso  de  crimes.209.  em  prejuízo  alheio.  Quanto  ao  beneficiário  trata‐se  de  crime  permanente.137/90 > Vigência da Lei 9.  Com  uma  só  ação  haverá  vários  resultados  jurídicos.    3ª  CORRENTE  –  prevalece  o  entendimento  de  que  há  crime  único  de  estelionato. 119 ‐ No caso de concurso de crimes.  Súmula  24  do  STJ ‐  APLICA‐SE  AO  CRIME  DE  ESTELIONATO. Nesse caso a prescrição só começa a contar a partir do momento em que cessar o pagamento do  benefício.  induzindo  ou  mantendo  alguém  em  erro.  se  o  crime  é  cometido  em  detrimento  de  entidade  de  direito  público  ou  de  instituto  de  economia  popular. 171 DO CODIGO PENAL.  de  um  a  cinco  anos.  70  CP).1 Natureza do estelionato contra a previdência social  É uma conduta que se prolonga no tempo.  A  PRESCRIÇÃO  REGULA‐SE  PELA  PENA IMPOSTA NA SENTENÇA.  Cada  vez que recebe o benefício previdenciário. a extinção da punibilidade incidirá sobre a pena de cada um..  Cabe  lembrar  que  os  incisos  remetem‐se  sempre  ao  caput.  111  ‐  A  prescrição.    69  Art.1984)    70   Art.  8. 171.  Quando  o  crime  é  permanente  a  prescrição  começa  a  correr  quando  cessa  a  permanência  (art.  Súmula  497  do  STF  ‐  QUANDO  SE  TRATAR  DE  CRIME  CONTINUADO.1984) [.7. isoladamente. de 2000)  §  4o  O  valor  a  que  se  refere  o  parágrafo  anterior  será  reajustado  nas  mesmas  datas  e  nos  mesmos  índices  do  reajuste dos benefícios da previdência social. conforme o §1º.  começa  a  correr:  (Redação  dada  pela  Lei  nº  7.  §  3º  ‐  A  pena  aumenta‐se  de  um  terço.  71).  de  11.  8.  a  prática  delituosa  por  Página | 104   68 CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA – Lei 8. de 11.  Se  o  valor  sonegado  é  considerado  insignificante sequer seria necessário ter chegado ao momento da sentença. (Redação dada pela Lei nº 7.  1ª  CORRENTE  –  há  vários  crimes  de  estelionato  praticados  em  concurso  formal  (art. III CP.  A  prescrição  é  indiferente  no  caso  de  concurso  (art.  o  resultado.983.  (STF – HC 99112 71 )                                                                 Art.  o  §2º  foi  esvaziado.209.209. estaria praticado um crime.  171 ‐  Obter. (Redação dada pela Lei nº 7.  terço  até  a  metade  ou  aplicar  apenas  a  de  multa. 10 anos.4. (Incluído pela Lei  nº 9.  2ª  CORRENTE  –  há  vários  crimes  de  estelionato  praticados  em  continuidade  delitiva  (art.  mediante  artifício. A QUALIFICADORA DO § 3º..1984) I ‐ do dia em que o crime se consumou.  antes  de  transitar  em  julgado  a  sentença  final.  Declarando  e  confessando  as  contribuições  devidas  a  punibilidade  será  extinta.  Tem o emprego de fraude como uma de suas elementares.4 Estelionato contra o INSS  Art.1.  ou  seja.  assistência  social  ou  beneficência.  111  CP 70 ).  (Incluído  pela Lei nº 9. de 2000)    Está  inserido  no  tipo  penal.  portanto. de 11.  ardil.209. dura 8.  Enquanto  a  fraude  perpetrada  por  terceiro  consubstancia  crime  instantâneo  de  efeito  permanente. §3º do CP 68 .  Deverá  ter  a  causa  de  aumento de pena do art.  Pressupõe  que  se  tenha suprimido ou reduzido a contribuição previdenciária. NÃO SE COMPUTANDO O ACRÉSCIMO DECORRENTE DA CONTINUAÇÃO.] III ‐ nos crimes permanentes.  Quanto  ao  terceiro  que  implementa  a  fraude  para  que  pessoa  diferente  possa  receber  o  benefício  nesse  caso  trata‐se  de  crime  instantâneo  de  efeitos  permanentes.  é  crime  material. DO ART.  Posição  adotada  por  LFG.  para  si  ou  para  outrem.  Por  conta  do  Princípio  da  Insignificância. (Redação dada  pela Lei nº 7.1984)    71   PRESCRIÇÃO ‐  CRIME  INSTANTÂNEO  E  CRIME  PERMANENTE ‐  PREVIDÊNCIA  SOCIAL ‐  BENEFÍCIO ‐  RELAÇÃO  JURÍDICA  CONTINUADA ‐  FRAUDE.

  8.  é  enquadrável  como  permanente.  considerada  relação  jurídica  continuada.    Página | 105   CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA – Lei 8.2 Crimes Tributários e prisão civil (prisão por dívida)                                                                                                                                                                                                                parte  do  beneficiário  da  previdência.137/90 > Crimes Tributários e prisão civil (prisão por dívida)  .  renovando‐se  ante  a  periodicidade do benefício.

  Art. 173.  caracteriza  a  infração  prevista  no  inciso V.  ou  aceitar  promessa  de  tal  vantagem.  solicitar  ou  receber)  e  corrupção  passiva  (aceitar  promessa  de  vantagem)  só  pode  ser  praticado  pelo  servidor  que  tenha  entre  suas  atribuição:  lançar  ou  cobrar  tributos.  total  ou parcialmente.  na  qualidade  de  sujeito  passivo  de  obrigação  e  que  deveria  recolher  aos  cofres  públicos.  V ‐  utilizar  ou  divulgar  programa  de  processamento  de  dados  que  permita  ao  sujeito  passivo  da  obrigação  tributária  possuir  informação contábil diversa daquela que é. conforme definidos em lei.  inserindo  elementos  inexatos.  de  7  de  dezembro  de 1940 ‐ Código Penal (Título XI.  a  exploração  direta  de  atividade  econômica  pelo  Estado  só  será  permitida  quando  necessária  aos  imperativos  da  segurança  nacional  ou  a  relevante  interesse coletivo.  nota  de  venda.  8.  acarretando  pagamento  indevido  ou  inexato  de  tributo  ou  contribuição  social.  de 10.  225. ainda que fora da função ou antes de iniciar  seu  exercício.  de  3  (três)  a  8  (oito)  anos.  bens  ou  fatos.  em  documento ou livro exigido pela lei fiscal.1 Pessoa Jurídica  # Pessoa Jurídica pode responder por crime tributário?  Alguns  doutrinadores  dizem  que  a  CF  permite  a  responsabilidade  penal  da  pessoa  jurídica  tanto  em  relação  a  crimes  ambientais  (art.  sonegá‐lo.  [.964.  Pena ‐ detenção.137/90 > Crimes Tributários e prisão civil (prisão por dívida)  .  para  eximir‐se.2.  pagar  ou  receber. §5º).  interesse  privado  perante  a  administração  fazendária.  ou  inutilizá‐lo..1.  no  prazo  legal.  CAPÍTULO I  Dos Crimes Contra a Ordem Tributária  Seção I  Dos crimes praticados por particulares  Art.  Ressalvados  os  casos  previstos  nesta  Constituição.  8.  mas  em  razão  dela. por lei.  II  ‐  fraudar  a  fiscalização  tributária.  que  poderá  ser  convertido  em  horas  em  razão  da  maior  ou  menor  complexidade  da  matéria  ou  da  dificuldade  quanto  ao  atendimento  da  exigência.  direta  ou  indiretamente.2000)  I  ‐  omitir  informação.      Alguns  doutrinadores  diziam  que  o  crime  tributário  seria  uma  hipótese  de  prisão  civil  por  dívida.  duplicata.  Pena  ‐  reclusão.  incentivo  fiscal  ou  parcelas  de  imposto  liberadas  por órgão ou entidade de desenvolvimento.  vantagem  indevida.  de  que  tenha  a  guarda  em  razão  da  função.  quando  obrigatório.  emitir  ou  utilizar  documento  que saiba ou deva saber falso ou inexato.4.  além  dos  previstos  no  Decreto‐Lei  n°  2.  relativa  a  venda  de  mercadoria  ou  prestação  de  serviço.964.  ou  contribuição  social  e  qualquer  acessório. portanto.  mediante  as  seguintes  condutas:  (Vide  Lei  nº  9.  Parágrafo  único. e multa.  2°  Constitui  crime  da  mesma  natureza:  (Vide  Lei  nº  9.  A  falta  de  atendimento  da  exigência  da  autoridade. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos.  ou  cobrá‐los  parcialmente.  Não se trata.  mas  esse  aqui  é  perante  a  administração fazendária. 3º da Lei 8.  nota  fiscal  ou  documento  equivalente.  de  1  (um)  a  4  (quatro)  anos.  Seção II  Dos crimes praticados por funcionários públicos  Art.  descontado  ou  cobrado.  para  si  ou  para  outrem.  ou fornecê‐la em desacordo com a legislação.  fatura.  1°  Constitui  crime  contra  a  ordem  tributária  suprimir  ou  reduzir  tributo.  e  multa. de prisão por dívida pois a conduta foi tipificada como delito.  Pena ‐  reclusão.  §3º)  como  também  em  relação  a  crimes  contra  a  ordem  econômico‐ financeira (art. fornecida à  Fazenda Pública.  No  Inciso  III  é  semelhante  ao  delito  de  advocacia  administrativa.  efetivamente  realizada. e multa.  processo  fiscal  ou  qualquer  documento.  IV  ‐  deixar  de  aplicar.  ou  empregar  outra  fraude. Capítulo I):  I  ‐  extraviar  livro  oficial.  valor  de  tributo  ou  de  contribuição  social.  3°  Constitui  crime  funcional  contra  a  ordem  tributária.  ou  qualquer  outro  documento  relativo  à  operação  tributável.]  Página | 106   CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA – Lei 8.  III  ‐  falsificar  ou  alterar  nota  fiscal.  distribuir.  de  10.1 Sujeitos do Crime  Os crimes contra a ordem tributária são crimes comuns.  III  ‐  exigir.  IV ‐  elaborar.  ou  aplicar  em  desacordo  com  o  estatuído.  O art.137/90 traz a hipótese de crimes próprios (praticados por funcionários públicos).  III  ‐  patrocinar.  II  ‐  deixar  de  recolher.  ou  omitindo  operação  de  qualquer  natureza.  Art.  173. de pagamento de tributo.  qualquer  percentagem  sobre  a  parcela  dedutível  ou  deduzida  de  imposto  ou  de  contribuição  como  incentivo  fiscal.2000)  I  ‐  fazer  declaração  falsa  ou  omitir  declaração  sobre  rendas.2.  valendo‐se  da  qualidade  de  funcionário  público..  Pena ‐ reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.  V  ‐  negar  ou  deixar  de  fornecer.  direta  ou indiretamente.  total  ou  parcialmente.  No  Inciso  II  há  dois  crimes:  concussão  (exigir.  ou  prestar  declaração  falsa  às  autoridades fazendárias.  para  deixar  de  lançar  ou  cobrar  tributo  ou  contribuição  social.4. praticados por qualquer pessoa.  II  ‐  exigir.  fornecer. e multa.848.  solicitar  ou  receber.  para  si  ou  para  o  contribuinte  beneficiário.  e  portanto hipótese constitucionalmente inadmissível de prisão.  no  prazo  de  10  (dez)  dias.

 
§  5º  A  lei,  sem  prejuízo  da  responsabilidade  individual  dos  dirigentes  da  pessoa  jurídica,  estabelecerá  a  responsabilidade  desta,  sujeitando‐a  às  punições  compatíveis  com  sua  natureza,  nos  atos  praticados  contra a ordem econômica e financeira e contra a economia popular. 

Quanto  aos  crimes  ambientais  houve  regulamentação  da  matéria  na  lei  dos  crimes  ambientais,  porém  quanto  aos  crimes  contra  a  ordem  econômico‐financeira  a  legislação  não  contemplou  a  possibilidade  de  responsabilização  da  pessoa  jurídica  em  crimes  contra  a  ordem  econômico‐financeira.  Na  lei  de  crimes  ambientais está concretizada a vontade de o constituinte na punição da pessoa jurídica.  8.2.1.2 Agentes Políticos  Demonstrada  a  culpabilidade  do  agente  político,  ou  seja,  ficando  evidenciado  seu  conhecimento  acerca do  delito é possível que agentes  políticos sejam responsabilizados por crimes contra a ordem tributária  (STJ – REsp 299830 72 ).  A  anistia  concedida  aos  agentes  políticos  (art.  11  da  Lei  9.639/98).  Esse  artigo  resolveu  conceder  anistia para os agentes políticos praticantes desse crime. No parágrafo único (riscado) jamais foi aprovado pelo  Congresso  Nacional,  mas  apesar  disso  ele  foi  encaminhado  pelo  Presidente  e  foi  publicada  a  lei  com  esse  parágrafo, teve vigência por um dia. Percebendo o absurdo republicaram a lei no dia seguinte.  O parágrafo único do art. 11 jamais foi aprovado pelo Congresso Nacional, portanto é dotado de uma  inconstitucionalidade  formal,  não  sendo  possível  que  a  anistia  seja  concedida  aos  demais  agentes  responsabilizados por crimes previdenciários (STF – HC 82045 e HC 77734 73 ).  Para  os  Tribunais  Superiores  não  é  dado  ao  Poder  Judiciário  estender  a  anistia  a  outras  pessoas  a  título de isonomia.   
Sábado,   13   de   novembro   de   2010.  

8.3

Responsabilidade pessoal 

Somente  responde  por  crime  previdenciário  ou  crime  tributário  a  pessoa  física  que  tenha  efetivamente contribuído para a prática das condutas criminalizadas.   Os crimes de gabinete ou societários são praticados por pessoas físicas sob o manto protetor de uma  pessoa  jurídica.  Para  os  tribunais  revela‐se  adequada  a  denúncia  quando  dela  consta  a  narrativa  de  que  os  sócios da empresa contavam com poderes de gestão. A condição de sócio gerente, administrador é um indício  de culpabilidade da pessoa, é um indício que permite o oferecimento da denúncia.                                                              

  RECURSO  ESPECIAL.  PENAL  E  PROCESSO  PENAL.  ALTERAÇÃO  DE  DESTINATÁRIO  DE  CONTRIBUIÇÕES  PREVIDENCIÁRIAS.  PREFEITO  MUNICIPAL.  "Lei  posterior  que  altera  o  destinatário  das  contribuições  previdenciárias  descontadas  dos  servidores  municipais,  e  não  recolhidas pelo Prefeito Municipal, não altera tipificação de norma penal incriminadora. Subsistência do ilícito criminal". O simples fato  de não ser de obrigação do Prefeito municipal a elaboração da folha de pagamento, não o exime de responsabilidade, porque ele tem o  dever legal de controlar e fiscalizar os seus subordinados. Recurso conhecido e provido.    73   EMENTA: ‐  Habeas  Corpus.  2.  Anistia  criminal.  3.  Paciente  condenado  como  incurso  no  art.  95,  letra  "d",  da  Lei  nº  8212,  de  1991,  a  dois  anos  e  quatro  meses  de  reclusão,  "pela  prática  do  delito  de  omissão  de  repasse  de  contribuições  previdenciárias  aos  cofres  autárquicos".  4.  Habeas  corpus  requerido  em  favor  do  paciente  para  que  seja  beneficiado  pelo  parágrafo  único  do  art.  11,  da  Lei  nº  9639  publicada no  Diário  Oficial  da  União  de  26 de  maio  de  1998,  em  virtude  do  qual  foi  concedida  anistia  aos  "responsabilizados  pela  prática dos crimes previstos na alínea "d" do art. 95 da Lei nº 8212, de 1991, e no art. 86 da Lei nº 3807, de 26 de agosto de 1960". 5. O  art.  11  e  parágrafo  único  foram  inseridos  no  texto  da  Lei  nº  9639/1998,  que  se  publicou  no  Diário  Oficial  da  União  de  26.5.1998.  Na  edição  do  dia  seguinte,  entretanto,  republicou‐se  a  Lei  nº  9639/1998,  não  mais  constando  do  texto  o  parágrafo  único  do  art  .  11,  explicitando‐se que a Lei foi republicada por ter  saído com incorreção no Diário  Oficial da União  de 26.5.1998. 6. Simples erro material  na  publicação  do  texto  não  lhe  confere,  só  por  essa  razão,  força  de  lei.  7.  Caso  em  que  o  parágrafo  único  aludido  constava  dos  autógrafos  do  projeto  de  lei,  que  veio  assim  a  ser  sancionado,  promulgado  e  publicado  a  26.5.1998.  8.  O  Congresso  Nacional  comunicou,  imediatamente,  à  Presidência  da  Rep  ública  o  fato  de  o  parágrafo  único  do  art.  11  da  Lei  nº  9639/1998  não  haver  sido  aprovado, o que ensejou a republicação do texto correto da Lei aludida. 9. O dispositivo padecia, desse modo, de inconstitucionalidade  formal,  pois  não  fora  aprovado  pelo  Congresso  Nacional.  10.  A  republicação  não  se  fez,  entretanto,  na  forma  prevista  no  art.  325,  alíneas  "a"  e  "b",  do  Regimento  Interno  do  Senado  Federal,  eis  que,  importando  em  alteração  do  sentido  do  projeto,  já  sancionado,  a  retificação  do  erro,  por  pro  vidência  do  Congresso  Nacional,  haveria  de  concretizar‐se,  "após  manifestação  do  Plenário".  11.  Hipótese  em  que  se  declara,  incidenter  tantum,  a  inconstitucionalidade  do  par  ágrafo  único  do  art.  11  da  Lei  nº  9639/1998,  com  a  redação  publicada  no  Diário  Oficial  da  União  de  26  de  maio  de  1998,  por  vício  de  inconstitucionalidade  formal  manifesta,  decisão  que,  assim,  possui  eficácia  ex  tunc.  12.  Em  conseqüência  disso,  indefere‐se  o  "habeas  corpus",  por  não  ser  possível  reconhecer,  na  espécie,  a  pretendida extinção da punibilidade do paciente, com base no dispositivo declarado inconstitucional.   
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72

CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA – Lei 8.137/90 > Responsabilidade pessoal 

  Durante a instrução criminal demonstrado que um dos acusados não tinha poderes de gerência deve  ser absolvido sob pena de responsabilidade penal objetiva.  8.4 Denúncia genérica 

É  aquela  denúncia  que  não  descreve  de  maneira  individualizada  a  conduta  de  cada  um  dos  denunciados.  A  validade  sempre  foi  discutida  nos  tribunais,  inicialmente  sendo  até  admitida,  porém  atualmente não é mais admitida pelos tribunais.  A denúncia genérica acaba violando o Princípio da Ampla Defesa.  Há diferença entre a denúncia genérica e a denúncia geral.    ACUSAÇÃO GENÉRICA  ACUSAÇÃO GERAL  1 Ocorre  quando  a  acusação  depois  de  narrar  a  1 O  órgão  da  acusação  geral  imputa  a  todos  os  existência  de  vários  fatos  típicos  imputa  tais  acusados  o  mesmo  fato  delituoso,  condutas  a  todos  os  integrantes  da  sociedade  de  independentemente  das  funções  por  eles  maneira indiscriminada.  exercidas na empresa ou na sociedade.  2 Várias  condutas  delituosas  atribuídas  a  várias  2 É  uma  conduta,  um  fato  delituoso,  atribuído  a  pessoas  de  modo  indeterminado,  várias  pessoas  com  entendimento  de  que  não  impossibilitando que cada um dos acusados saiba  viola  a  ampla  defesa,  pois  se  há  um  fato  acusado  do  que  realmente  está  sendo  acusado,  a  várias  pessoas  na  medida  que  cada  acusado  impedindo a ampla defesa.  saiba do que precisa se defender.  8.5 Princípio da Insignificância 

Teve origem com Roxin, por volta de 1964.  Atualmente  acaba  funcionando  como  uma  excludente  da  tipicidade  material.  Deve‐se  analisar  o  desvalor da conduta mais o desvalor do resultado.  Pensando  em  crimes  contra  a  ordem  tributária  o  parâmetro  a  ser  analisado  é  objetivo  (Lei  10.522/02).  Em  um  primeiro  momento  foi  utilizado  o  valor  do  art.  18,  §1º 74 .  Durante  um  tempo  esse  valor  de  R$100, 00 foi utilizado.  A partir daí passaram a utilizar o valor constante do art. 20 da Lei 10.522/02 (R$ 10.000,00). 
Art. 20. Serão arquivados, sem baixa na distribuição, mediante requerimento do Procurador da Fazenda  Nacional,  os  autos  das  execuções  fiscais  de  débitos  inscritos  como  Dívida  Ativa  da  União  pela  Procuradoria‐Geral da Fazenda Nacional ou por ela cobrados, de valor consolidado igual ou inferior a R$  10.000,00 (dez mil reais). (Redação dada pela Lei nº 11.033, de 2004)  o §  1   Os  autos  de  execução  a  que  se  refere  este  artigo  serão  reativados  quando  os  valores  dos  débitos  ultrapassarem os limites indicados.  §  2o  Serão  extintas,  mediante  requerimento  do  Procurador  da  Fazenda  Nacional,  as  execuções  que  versem  exclusivamente  sobre  honorários  devidos  à  Fazenda  Nacional  de  valor  igual  ou  inferior  a  R$  1.000,00 (mil reais). (Redação dada pela Lei nº 11.033, de 2004)  o §  3   O  disposto  neste  artigo  não  se  aplica  às  execuções  relativas  à  contribuição  para  o  Fundo  de  Garantia do Tempo de Serviço.  §  4o  No  caso  de  reunião  de  processos  contra  o  mesmo  devedor,  na  forma  do  art.  28  da  Lei  no  6.830,  de  22  de  setembro  de  1980,  para  os  fins  de  que  trata  o  limite  indicado  no  caput  deste  artigo,  será  considerada  a  soma  dos  débitos  consolidados  das  inscrições  reunidas.  (Incluído  pela  Lei  nº  11.033,  de  2004) 

Acontece  que  o  art.  18  refere‐se  ao  cancelamento  do  débito,  porém  o  art.  20  fala  em  arquivamento  das execuções fiscais.  No âmbito do STF HC 92438. 

                                                            
74

 Art. 18. Ficam dispensados a constituição de créditos da Fazenda Nacional, a inscrição como Dívida Ativa da União, o ajuizamento da  respectiva  execução  fiscal,  bem  assim  cancelados  o  lançamento  e  a  inscrição,  relativamente:  [...]  §  1o  Ficam  cancelados  os  débitos  inscritos em Dívida Ativa da União, de valor consolidado igual ou inferior a R$ 100,00 (cem reais).   
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CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA – Lei 8.137/90 > Denúncia genérica 

  Os  tribunais  têm  aplicado  esse  valor  para  o  crime  do  descaminho.  O  interesse  que  está  sendo  lesado  é  o  interesse  do  fisco,  então  tudo  que  se  estuda  em  crimes  contra  a  ordem  tributária,  aplica‐se  também  ao  descaminho.  No descaminho aplica‐se R$ 10.000,00 sobre o produto ou sobre tributo suprimido?  Em  relação  ao  crime  de  descaminho  também  se  aplica  o  Princípio  da  Insignificância  quando  o  débito  tributário  não  ultrapassar  o  limite  de  R$10.000,00  (REsp  112748).  Atentar  para  o  fato  que  a  insignificância  do  valor não impede as medidas administrativas do fisco.  # Crimes contra a administração pública e princípio da insignificância?  Em  crimes  contra  a  administração  pública  o  que  está  em  jogo  não  é  especialmente  o  valor  da  coisa,  mas  sim  o  dever  de  probidade  e  moralidade.  No  âmbito  do  STF  já  é  admitido  aplicação  do  Princípio  da  Insignificância para o crime do peculato (HC 87478).  Impossibilidade  de  se  aplicar  o  Princípio  da  Insignificância  para  o  consumo  de  drogas  dentro  do  quartel.  8.6 Dificuldades Financeiras 

Geralmente  o  acusado  irá  dizer  que  estava  com  dificuldades  financeiras  e  por  isso  apropriou‐se  dos  valores da previdência social.  Não  é  qualquer  dificuldade  financeira  que  pode  servir  como  causa  excludente  da  culpabilidade  por  inexigibilidade  conduta  diversa.  Geralmente  os  tribunais  afastam  essa  tese  porque  a  dificuldade  financeira  é  inerente a quem trabalha no comércio e além disso atualmente é facilitado o acesso ao crédito.  Em situações extremas, poderá ser admitido, mas é necessário prova documental robusta. Poderá se  demonstrar com:   9 Várias ações de execução em andamento;  9 Títulos protestados;   9 Várias reclamações trabalhistas em andamento;  9 Pedidos de falência ou de recuperação judicial;  9 Bens penhorados;  9 Situação financeira complicada dos próprios sócios.  8.7 Ação penal e competência 

A ação penal é pública incondicionada.  Quanto  a  questão  da  competência  deve‐se  tomar  cuidado  porque  se  falar  em  crimes  contra  a  seguridade será contra o INSS, portanto competência federal.  Com  relação  aos  crimes  contra  a  ordem  tributária  deve‐se  analisar  qual  a  natureza  do  tributo.  Lesão  ao  interesse  arrecadatório  do  Estado  ou  do  Município  a  competência  será  da  Justiça  Estadual,  de  outro  lado,  ofendendo o interesse da União será federal.  8.8 Prisão e liberdade provisória   
Código de Processo Penal    Art. 325.  O  valor  da  fiança  será  fixado  pela  autoridade  que  a  conceder  nos  seguintes  limites:  (Redação  dada  pela  Lei  nº  7.780, de 22.6.1989)  a) de 1 (um) a 5 (cinco) salários mínimos de referência, quando  se  tratar  de  infração  punida,  no  grau  máximo,  com  pena  privativa  da  liberdade,  até  2  (dois)  anos;  (Incluída  pela  Lei  nº  7.780, de 22.6.1989)  b)  de  5  (cinco)  a  20  (vinte)  salários  mínimos  de  referência,  quando  se  tratar  de  infração  punida  com  pena  privativa  da  liberdade,  no  grau  máximo,  até  4  (quatro)  anos;  (Incluída  pela  Lei nº 7.780, de 22.6.1989)  de  20  (vinte)  a  100  (cem)  salários  mínimos  de  referência,  quando  o  máximo  da  pena  cominada  for  superior  a  4  (quatro)  anos. (Incluída pela Lei nº 7.780, de 22.6.1989)  [...]  § 2o  Nos  casos  de  prisão  em  flagrante  pela  prática  de  crime  contra  a  economia  popular  ou  de  crime  de  sonegação  fiscal,  NÃO  se  aplica  o  disposto  no  art. 310  e  parágrafo  único  deste  Código,  devendo  ser  observados  os  seguintes  procedimentos:  (Incluído pela Lei nº 8.035, de 27.4.1990)  I ‐ a  liberdade  provisória  somente  poderá  ser  concedida  mediante  fiança,  por  decisão  do  juiz  competente  e  após  a  lavratura  do  auto  de  prisão  em  flagrante;  (Incluído  pela  Lei  nº  8.035, de 27.4.1990)  Il ‐ o  valor  de  fiança  será  fixado  pelo  juiz  que  a  conceder,  nos  limites de dez mil a cem mil vezes o valor do Bônus do Tesouro  Nacional ‐ BTN,  da  data  da  prática  do  crime;  (Incluído  pela  Lei  nº 8.035, de 27.4.1990)  III ‐ se  assim  o  recomendar  a  situação  econômica  do  réu,  o  limite  mínimo  ou  máximo  do  valor  da  fiança  poderá  ser 
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CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA – Lei 8.137/90 > Dificuldades Financeiras 

 
reduzido  em  até  nove  décimos  ou  aumentado  até  o  décuplo.  (Incluído pela Lei nº 8.035, de 27.4.1990) 

  Nos crimes contra a ordem tributária não se aplica a liberdade provisória sem fiança do art. 310, §ún.  do CPP.  8.9 Decisão final do Procedimento Administrativo nos crimes materiais contra a ordem tributária 

Qual  a  relação  existente  entre  o  processo  criminal  e  o  procedimento  administrativo?  É  possível  dar  início  ao  processo criminal independentemente da decisão do fisco? Qual a natureza jurídica dessa decisão final?    Art. 83 da Lei 9.430/96 75 .  Desse artigo surgiram várias posições:  O  art.  83  criou  uma  condição  específica  da  ação  penal  em  crimes  contra  a  ordem  tributária,  logicamente favorável ao acusado.  A  segunda  corrente  é  exatamente  a  condição  firmada  pelo  STF  na  ADI  1571.  O  art.  83  não  criou  condição  específica  da  ação  penal  por  delito  tributário.  Além  disso,  o  art.  83  tem  como  destinatário  as  autoridades  fazendárias  prevendo  o  momento  em  que  devem  encaminhar  ao  Ministério  Público  notícia  criminis  de  delito  contra  a  ordem  tributária.  O  MP  não  está  impedido  de  agir  se  por  outros  meios  toma  conhecimento do lançamento definitivo.  8.9.1 Natureza jurídica da decisão final do procedimento administrativo de lançamento  Durante  muitos  anos  isso  foi  discutido  e  havia  posições  divergentes  direcionada  ao  interesse  em  questão.  1ª  corrente:  para  o  MP  não  é  condição  da  ação,  não  é  condição  de  punibilidade,  mas  sim  questão  prejudicial heterogênea. Posição superada por conta do entendimento jurisprudencial.  Atualmente somente prevalece a posição que é uma questão prejudicial heterogênea, aplicando‐se o  Código  de  Processo  Penal  (art.  93 76 ).  Durante  o  curso  do  processo  podem  surgir  questões  ligadas  ao  processo  penal, e tendo que enfrentar essa questão antes do mérito.  Nesse  caso  havia  o  oferecimento  da  denúncia  com  a  posterior  suspensão  do  processo  em  virtude  da  questão prejudicial.  Oferecimento da denúncia interrompe a prescrição o que favorecia o MP.  2ª  corrente:  a  decisão  final  do  procedimento  administrativo  é  uma  elementar  do  delito  tributário  de  natureza  material.  Posição  adota  pelo  LFG.  Se  não  houve  reconhecimento  do  débito  falta  uma  elementar  do  tipo.  3ª  corrente  (9):  a  decisão  final  do  procedimento  administrativo  funciona  como  uma  condição  objetiva  de  punibilidade,  antes  da  qual  não  é  possível  o  exercício  da  pretensão  punitiva  em  relação  ao  crime  material contra a ordem tributária (STF RHC 90532; STJ HC 54248).  Quando  isso  cai  em  prova  deve‐se  saber  diferenciar  o  que  condição  de  procedibilidade  e  uma  condição  objetiva  de  punibilidade.  A  sentença  condenatória  de  falência  também  é  uma  condição  objetiva  de  punibilidade.    CONDIÇÃO DE PROCEDIBILIDADE                                                              
  Crime  contra  a  Ordem  Tributária  ‐  Art. 83.  A  representação  fiscal  para  fins  penais  relativa  aos  crimes  contra  a  ordem  tributária  previstos  nos  arts.  1o  e  2o  da  Lei  no  8.137,  de  27  de  dezembro  de  1990,  e  aos  crimes  contra  a  Previdência  Social,  previstos  nos  arts.  168‐A  e  337‐A  do  Decreto‐Lei  no  2.848,  de  7  de  dezembro  de  1940 ‐ Código  Penal,  será  encaminhada  ao  Ministério  Público  depois  de  proferida  a  decisão  final,  na  esfera  administrativa,  sobre  a  exigência  fiscal  do  crédito  tributário  correspondente.  (Redação  dada  pela  Medida Provisória nº 497, de 2010) Parágrafo único. As disposições contidas no caput do art. 34 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de  1995, aplicam‐se aos processos administrativos e aos inquéritos e processos em curso, desde que não recebida a denúncia pelo juiz.    76   Art. 93.  Se  o  reconhecimento  da  existência  da  infração  penal  depender  de  decisão  sobre  questão  diversa  da  prevista  no  artigo  anterior,  da  competência  do  juízo  cível,  e  se  neste  houver  sido  proposta  ação  para  resolvê‐la,  o  juiz  criminal  poderá,  desde  que  essa  questão  seja  de  difícil  solução  e  não  verse  sobre  direito  cuja  prova  a  lei  civil  limite,  suspender  o  curso  do  processo,  após  a  inquirição  das testemunhas e realização das outras provas de natureza urgente. [...]   
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CONDIÇÃO OBJETIVA DE PUNIBILIDADE 

CRIMES  CONTRA  A  ORDEM  TRIBUTÁRIA  –  Lei  8.137/90  >  Decisão  final  do  Procedimento  Administrativo  nos  crimes  materiais  contra  a  ordem tributária 

  No  art.  Alguns  doutrinadores  são  críticos  dessa  posição.. Antes  do  início  do  processo:  causa  de  rejeição da peça acusatória. assistência social ou beneficência.137/90  (Crimes  Tributários) ‐  O  art. Em regra se  se repara o dano ou restitui a coisa haverá uma causa de redução da pena.  Estas  podem  1 ser genéricas ou específicas.  1 É  o  mesmo  que  condições  de  ação.  §2º..  2 3 4 Estão relacionadas ao direito processual penal. 171 ‐ Obter.  §3º  do  CP 77 .  público  ou  particular.  [.]  Fraude  no  pagamento  por  meio  de  cheque ‐  VI ‐  emite  cheque.  312.  VI  78 CP   (fraude  no  pagamento  por  meio  de  cheque).  reduz de metade a pena imposta.  de  que  tem  a  posse  em  razão  do  cargo.  Outro  exemplo  que  merece  ser  citado  é  a  questão  do  pagamento  no  estelionato  do  art. em prejuízo alheio.  Consequências  da  ausência  de  uma  condição  da  4 ação:  a.  a  reparação  do  dano.  Súmula 554 do STF (está redigida a contrario senso)    Peculato ‐  Art..  Está ligada ao Direito Penal.  de  um  a  cinco  anos.  Logo  sequer  poderá  se  instaurado  inquérito  policial  ou  processo  penal  contra  o  agente.]  §  2º  ‐  Nas  mesmas  penas  incorre  quem:  [.  prevista  no  art.  até  o  trânsito  em  julgado de uma sentença penal condenatória.  8. Sendo o crime formal a discussão não interessa.137/90 > Pagamento do débito tributário  .  ardil. Antes  da  decisão  final  do  procedimento  administrativo  o  Estado  não  pode  exercer  sua  pretensão  punitiva..  Consequências:  a.  se  o  crime  é  cometido  em  detrimento  de  entidade  de  direito público ou de instituto de economia popular.  e  multa.  mediante  artifício.  sem  suficiente  provisão  de  fundos  em  poder  do  sacado.    Página | 111   77                                                              CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA – Lei 8.  b. para si ou para outrem.  312 ‐  Apropriar‐se  o  funcionário  público  de  dinheiro.  1ª  entra  nessa  discussão. 16 do CP)..  ou  lhe  frustra  o  pagamento.   78  Estelionato ‐ Art. 267 do CPC).10 Pagamento do débito tributário  # Quais são os benefícios que o pagamento poderá trazer?  Em regra o pagamento irá trazer pelo menos o arrependimento posterior (art. 2º é crime formal não é possível quanto à decisão formal de um procedimento administrativo. induzindo ou mantendo alguém em erro.  de  dois  a  doze  anos.  e  multa.  extingue  a  punibilidade. § 3º ‐  No  caso  do  parágrafo  anterior.  §  3º ‐  A  pena  aumenta‐se  de  um  terço.  Caso  tenha  havido  a  instauração  de  inquérito  ou  processo  será  possível  o  seu  trancamento  por ausência de justa causa.  ou  desviá‐lo.  ou  qualquer  outro  meio  fraudulento:  Pena  ‐  reclusão.  Chama‐se  condição  objetiva  porque  independe  do  dolo  ou  da  culpa  do  agente.  2 Cuida‐se  de  condição  estabelecida  pelo  legislador  para  que  o  fato  se  torne  punível  e  que  está  fora  do  injusto  penal.  Para  os  tribunais  o  pagamento  até  o  recebimento  da  denúncia  é  causa  extintiva  da  punibilidade.  [.  É  considerada  uma  condição  objetiva  porque  não  está ligada ao dolo ou a culpa.  Tudo isso só será válido para os CRIMES MATERIAIS.  em  proveito  próprio  ou  alheio:  Pena ‐  reclusão.  pois  está  ligada  5 somente ao Direito Processual. vantagem ilícita.  condicionando  o  exercício  da  pretensão punitiva do Estado.  171.  valor  ou  qualquer  outro  bem  móvel. de três meses a um ano.  se  lhe  é  posterior. Durante  o  processo:  anulação  do  feito  e  extinção  do  processo  sem  análise  do  mérito (art.  Exceção  é  o  pagamento  no  peculato  culposo.  pois  é  um  crime  material.. por estar muito próximo de um ilícito civil.  mas  por  uma  questão de política criminal este posicionamento já está firmada.  Esta  condição  está  localizada  entre  o  preceito  primário  e  secundário  da  norma  penal  incriminadora.]  Peculato culposo 2º ‐ Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem: Pena ‐ detenção.    Na  lei  8.  se  precede  à  sentença  irrecorrível.    São  necessárias  (genéricas  e  específicas)  para  o  3 exercício regular do direito de ação.  5 Só  irá  fazer  coisa  julgada  formal.

 
Súmula  554 ‐  O  PAGAMENTO  DE  CHEQUE  EMITIDO  SEM  PROVISÃO  DE  FUNDOS,  APÓS  O  RECEBIMENTO  DA  DENÚNCIA,  NÃO  OBSTA  AO  PROSSEGUIMENTO  DA  AÇÃO  PENAL.  Fonte  de  PublicaçãoDJ  de  3/1/1977. 

No pagamento do débito tributário deve‐se fazer um estudo histórico.  Art.  14  da  Lei  8.137/90  –  foi  revogado  apenas  em  1991,  o  que  significa  que  será  aplicado  aos  crimes  cometidos durante sua vigência. 
Art.  14.  Extingue‐se  a  punibilidade  dos  crimes  definidos  nos  arts.  1°  a  3°  quando  o  agente  promover  o  pagamento  de  tributo  ou  contribuição  social,  inclusive  acessórios,  antes  do  recebimento  da  denúncia.  (Artigo revogado pela Lei nº 8.383, de 30.12.1991) 

De 1991 em diante o pagamento não geraria a extinção da punibilidade.  Lei  9.249/95  (art.  34)  –  ressurge  o  pagamento,  traz  mais  uma  vez  o  pagamento  como  causa  extintiva  da  punibilidade,  desde  que  feita  antes  do  recebimento  da  denúncia.  É  uma  lei  nova  claramente  mais  benéfica  ao acusado, sendo aplicada tanto da sua publicação em diante, como também nos casos anteriores.  Esse artigo só faz menção ao pagamento e extinção da punibilidade com relação dos crimes previstos  nessa  lei.  Apesar  de  o  art.  34  referir‐se  apenas  aos  crimes  da  Lei  8.137  e  4.729,  a  jurisprudência  passou  a  entender  que  o  pagamento  também  seria  causa  extintiva  da  punibilidade  em  relação  aos  crimes  contra  a  previdência social de apropriação indébita previdenciária e sonegação de contribuição previdenciária.  Para o STJ não é possível a aplicação do art. 34 ao crime de estelionato (HC 61928).  O  parcelamento  do  débito  é  considerado  uma  modalidade  de  pagamento  e  então  causa  extintiva  da  punibilidade. Para os tribunais a extinção da punibilidade também se aplica aos casos de parcelamento (STJ HC  2538 e REsp 1026214).  Art.  9º  da  Lei  10.684/03  (REFIS/PAES)  –  para  os  tribunais  como  o  art.  9º  não  estabelece  qualquer  limite  temporal  para  o  pagamento  entende‐se  que  efetuado  o  pagamento  integral  do  débito  tributário  inclusive após o trânsito em julgado estará extinta a punibilidade. 
Art. 9o  É suspensa a pretensão punitiva do Estado, referente aos  crimes previstos  nos arts. 1º e 2º da Lei  no  8.137,  de  27  de  dezembro  de  1990,  e  nos  arts.  168A  e  337A  do  Decreto‐Lei  no  2.848,  de  7  de  dezembro de 1940 – Código Penal, durante o período em que a pessoa jurídica relacionada com o agente  dos aludidos crimes estiver incluída no regime de parcelamento.  § 1o A prescrição criminal não corre durante o período de suspensão da pretensão punitiva.  §  2o  Extingue‐se  a  punibilidade  dos  crimes  referidos  neste  artigo  quando  a  pessoa  jurídica  relacionada  com  o  agente  efetuar  o  pagamento  integral  dos  débitos  oriundos  de  tributos  e  contribuições  sociais,  inclusive acessórios. 

(STF HC 81929 e STJ Resp 453776).  Esse pagamento realizado a qualquer momento também é válido para os delitos de descaminho.    # Aplica‐se essa questão do pagamento ao crime de falsidade ideológica?  As  empresas  locadoras  de  veículos  registravam  os  veículos  em  Estados  com  IPVA  mais  barato.  Com  isso deveriam registrar o seu domicílio em local não verdadeiro.  Se  a  falsidade  ideológica  tiver  esgotado  a  sua  potencialidade  lesiva  no  crime  tributário,  terá  sido  por  este  absorvida.  Portanto,  efetuado  o  pagamento  estará  extinta  a  punibilidade  em  relação  a  ambos  delitos  (HC  94452).  Art. 68 da Lei 11.941/09 (REFIS/PAES) – tem a sua redação muito próxima à redação da lei de 2003. 
Art. 68.  É suspensa a pretensão punitiva do Estado, referente aos crimes previstos nos arts. 1o e 2º da Lei  nº  8.137,  de  27  de  dezembro  de  1990,  e  nos  arts.  168‐A  e  337‐A  do  Decreto‐Lei  nº  2.848,  de  7  de  dezembro  de  1940  –  Código  Penal,  limitada  a  suspensão  aos  débitos  que  tiverem  sido  objeto  de  concessão de parcelamento, enquanto não forem rescindidos os parcelamentos de que tratam os arts. 1o  a 3o desta Lei, observado o disposto no art. 69 desta Lei.   Parágrafo  único.   A  prescrição  criminal  não  corre  durante  o  período  de  suspensão  da  pretensão  punitiva.   Art.  69.   Extingue‐se  a  punibilidade  dos  crimes  referidos  no  art.  68  quando  a  pessoa  jurídica  relacionada  com  o  agente  efetuar  o  pagamento  integral  dos  débitos  oriundos  de  tributos  e  contribuições  sociais,  inclusive acessórios, que tiverem sido objeto de concessão de parcelamento.   Parágrafo único.  Na hipótese de pagamento efetuado pela pessoa física prevista no § 15 do art. 1o desta  Lei,  a  extinção  da  punibilidade  ocorrerá  com  o  pagamento  integral  dos  valores  correspondentes  à  ação  penal. 

 

 
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CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA – Lei 8.137/90 > Pagamento do débito tributário 

 
Sábado,   16   de   outubro   de   2010.  

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CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO – Lei 9.503/97 
O CTB tem uma Parte Criminal que é divida em duas partes:  • Do artigo 291 ao 301 – Disposições Gerais  • Do artigo 302 ao 312 – Crimes em espécie 
CAPÍTULO XIX  DOS CRIMES DE TRÂNSITO  Seção I  Disposições Gerais  Ministério  Público,  caberá  recurso  em  sentido  estrito,  sem  efeito suspensivo.  Art.  295.  A  suspensão  para  dirigir  veículo  automotor  ou  a  proibição  de  se  obter  a  permissão  ou  a  habilitação  será  sempre  comunicada  pela  autoridade  judiciária  ao  Conselho  Nacional  de  Trânsito ‐ CONTRAN, e ao órgão de trânsito do Estado em que o  indiciado ou réu for domiciliado ou residente.  Art.  296.   Se  o  réu  for  reincidente  na  prática  de  crime  previsto  neste  Código,  o  juiz  aplicará  a  penalidade  de  suspensão  da  permissão  ou  habilitação  para  dirigir  veículo  automotor,  sem  prejuízo  das  demais  sanções  penais  cabíveis.  (Redação  dada  pela Lei nº 11.705, de 2008)  Art.  297.  A  penalidade  de  multa  reparatória  consiste  no  pagamento,  mediante  depósito  judicial  em  favor  da  vítima,  ou  seus  sucessores,  de  quantia  calculada  com  base  no  disposto  no  §  1º  do  art.  49  do  Código  Penal,  sempre  que  houver  prejuízo  material resultante do crime.  §  1º  A  multa  reparatória  não  poderá  ser  superior  ao  valor  do  prejuízo demonstrado no processo.  §  2º  Aplica‐se  à  multa  reparatória  o  disposto  nos  arts.  50  a  52  do Código Penal.  §  3º  Na  indenização  civil  do  dano,  o  valor  da  multa  reparatória  será descontado.  Art.  298.  São  circunstâncias  que  sempre  agravam  as  penalidades  dos  crimes  de  trânsito  ter  o  condutor  do  veículo  cometido a infração:  I  ‐  com  dano  potencial  para  duas  ou  mais  pessoas  ou  com  grande risco de grave dano patrimonial a terceiros;  II  ‐  utilizando  o  veículo  sem  placas,  com  placas  falsas  ou  adulteradas;  III  ‐  sem  possuir  Permissão  para  Dirigir  ou  Carteira  de  Habilitação;  IV  ‐  com  Permissão  para  Dirigir  ou  Carteira  de  Habilitação  de  categoria diferente da do veículo;  V  ‐  quando  a  sua  profissão  ou  atividade  exigir  cuidados  especiais com o transporte de passageiros ou de carga;  VI  ‐  utilizando  veículo  em  que  tenham  sido  adulterados  equipamentos  ou  características  que  afetem  a  sua  segurança  ou  o  seu  funcionamento  de  acordo  com  os  limites  de  velocidade prescritos nas especificações do fabricante;  VII  ‐  sobre  faixa  de  trânsito  temporária  ou  permanentemente  destinada a pedestres.  Art. 299. (VETADO)  Art. 300. (VETADO)  Art.  301.  Ao  condutor  de  veículo,  nos  casos  de  acidentes  de  trânsito  de  que  resulte  vítima,  não  se  imporá  a  prisão  em  flagrante,  nem  se  exigirá  fiança,  se  prestar  pronto  e  integral  socorro àquela. 

  Art.  291.  Aos  crimes  cometidos  na  direção  de  veículos  automotores,  previstos  neste  Código,  aplicam‐se  as  normas  gerais  do  Código  Penal  e  do  Código  de  Processo  Penal,  se  este  Capítulo  não  dispuser  de  modo  diverso,  bem  como  a  Lei  nº  9.099, de 26 de setembro de 1995, no que couber.  o §  1    Aplica‐se  aos  crimes  de  trânsito  de  lesão  corporal  culposa  o  disposto  nos  arts.  74,  76  e  88  da  Lei  no  9.099,  de  26  de  setembro  de  1995,  exceto  se  o agente  estiver: (Renumerado  do  parágrafo único pela Lei nº 11.705, de 2008)  I  ‐  sob  a  influência  de  álcool  ou  qualquer  outra  substância  psicoativa  que  determine  dependência; (Incluído  pela  Lei  nº  11.705, de 2008)  II  ‐  participando,  em  via  pública,  de  corrida,  disputa  ou  competição  automobilística,  de  exibição  ou  demonstração  de  perícia  em  manobra  de  veículo  automotor,  não  autorizada  pela  autoridade competente; (Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008)  III  ‐  transitando  em  velocidade  superior  à  máxima  permitida  para  a  via  em  50  km/h  (cinqüenta  quilômetros  por  hora). (Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008)  §  2o   Nas  hipóteses  previstas  no  §  1o  deste  artigo,  deverá  ser  instaurado  inquérito  policial  para  a  investigação  da  infração  penal. (Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008)  Art.  292.  A  suspensão  ou  a  proibição  de  se  obter  a  permissão  ou  a  habilitação  para  dirigir  veículo  automotor  pode  ser  imposta  como  penalidade  principal,  isolada  ou  cumulativamente com outras penalidades.  Art.  293.  A  penalidade  de  suspensão  ou  de  proibição  de  se  obter  a  permissão  ou  a  habilitação,  para  dirigir  veículo  automotor, tem a duração de dois meses a cinco anos.  § 1º Transitada  em julgado a sentença condenatória, o réu será  intimado  a  entregar  à autoridade  judiciária,  em  quarenta  e  oito  horas, a Permissão para Dirigir ou a Carteira de Habilitação.  §  2º  A  penalidade  de  suspensão  ou  de  proibição  de  se  obter  a  permissão  ou  a  habilitação  para  dirigir  veículo  automotor  não  se  inicia  enquanto  o  sentenciado,  por  efeito  de  condenação  penal, estiver recolhido a estabelecimento prisional.  Art.  294.  Em  qualquer  fase  da  investigação  ou  da  ação  penal,  havendo necessidade para a garantia da ordem pública, poderá  o  juiz,  como  medida  cautelar,  de  ofício,  ou  a  requerimento  do  Ministério  Público  ou  ainda  mediante  representação  da  autoridade  policial,  decretar,  em  decisão  motivada,  a  suspensão  da  permissão  ou  da  habilitação  para  dirigir  veículo  automotor, ou a proibição de sua obtenção.  Parágrafo  único.  Da  decisão  que  decretar  a  suspensão  ou  a  medida  cautelar,  ou  da  que  indeferir  o  requerimento  do 

  9.1 Aplicação da lei 9.099/95 aos crimes do CTB 

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CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO – Lei 9.503/97 > Aplicação da lei 9.099/95 aos crimes do CTB 

  O  CTB  tem  11  crimes:  8  deles  (304,  305,  307  a  312)  são  IMPO  [pena  máxima  inferior  a  2  anos]  aplicando‐se integralmente a lei 9.099/95.  O  art.  302  homicídio  culposo  (pena  2  a  4  anos  de  detenção)  sequer  a  suspensão  do  processo,  pois  a  pena mínima não superior a 1 ano.  O  art.  306  é  embriaguez  ao  volante  (pena  de  6  meses  a  3  anos  de  detenção).  Não  se  aplica  a  esse  crime  a  lei  9.099/95.  É  cabível  para  este  crime  a  suspensão  condicional  do  processo  [pena  mínima  inferior  a  1  ano].  Antes  da  lei  seca  11.705/98  era  cabível  transação  penal  para  este  crime,  por  expressa  previsão  do  art. 291. Porém com essa lei ficou proibida a aplicação da transação penal – não é retroativa.      Lesão Corporal (art. 303) quando  Lesão Corporal (art. 303) quando  não  praticado  nas  praticado  nas  circunstâncias  do  circunstâncias  do  art.  291,  §1º,  I  art. 291, §1º, I a III do CTB.  a III do CTB.    Pena de 6 meses a 2 anos.  I  –  lesão  corporal  culposa  1 Cabível  composição  civil  (art.  1 Não cabe  praticada  em  situação  de  74 da Lei 9.099/95  embriaguez  II  ‐  lesão  corporal  culposa  2 Cabível  transação  com  o  MP  2 Não cabe  praticada  em  disputa  (art. 76 da Lei 9.099/95)  automobilística “racha”.  III  ‐  lesão  corporal  culposa  3 Ação  penal  pública  3 Ação  penal  pública  praticada  com  velocidade  de  50  condicionada  à  incondicionada  Km/h  acima  da  velocidade  representação  (art.  88  da  Lei  máxima permitido  9.099/95)    4 Termo circunstanciado  4 Inquérito Policial (art. 291, §2º  CPP)    5 A  lesão  corporal  é  IMPO  salvo  quando  haja  uma  causa  de  aumento  que impeça a aplicação    O  STJ  dizia  que  lesão  corporal  praticado  em  situação  de  embriaguez  ao  volante  era  dolo  eventual.  Com  a  nova  redação  cai  por  terra  o  argumento  de  que  todo  crime  praticado  em  situação  de  “racha”  é  dolo  eventual.  9.2 Suspensão ou proibição do direito de dirigir 

A  suspensão  ou  proibição  do  direito  de  dirigir  é  pena  aplicada  na  sentença  condenatória  e  pode  ser  também medida cautelar decretada durante a investigação ou a ação penal.  9.2.1 Suspensão ou proibição como pena  9.2.1.1 Conceitos  A  suspensão  é  aplicada  ao  condutor  que  já  tem  permissão  ou  habilitação  de  dirigir.  Fica  com  esse  direito suspenso. A proibição é aplicada à pessoa que ainda não tem permissão ou habilitação para dirigir.  9.2.1.2 Natureza Jurídica  A  suspensão  ou  proibição  do  direito  de  dirigir  não  é  nem  efeito  da  condenação  nem  pena  substitutiva  da  prisão.  São  penas  principais,  cumulativas  com  a  prisão.  É  uma  exceção  à  regra  de  que  pena  restritiva de direitos é substitutiva da prisão.  9.2.1.3 Cabimento  Para  os  crimes  do  art.  302,  303,  306,  307  e  308  a  suspensão  ou  proibição  do  direito  de  dirigir  já  está  cominada  no  tipo  penal  incriminador  cumulativamente  com  a  pena  de  prisão.  Se  o  juiz  condenar  por  um  desses  crimes  tem  de  aplicar  essa  pena  mais  a  pena  de  prisão.  Para  os  demais  crimes:  304,  305,  309  a  312  a  suspensão  ou  proibição  não  está  cominada  no  tipo  penal.  O  juiz,  porém,  deve  aplicá‐la  se  o  condenado  for 
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CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO – Lei 9.503/97 > Suspensão ou proibição do direito de dirigir 

  reincidente específico  em  crimes  do CTB, sem prejuízo da pena de prisão ou  multa,  cumulativamente também  (art. 296 do CTB).  Há  uma  contradição  lógica  entre  os  dispositivos  do  CTB:  apesar  de  o  art.  292  dizer  que  a  suspensão  ou  a  proibição  pode  ser  pena  isolada  não  há  como  aplicar  essa  penalidade  isoladamente,  somente  de  forma  cumulativa.  9.2.1.4 Prazo  Em  todos  os  casos  a  pena  de  suspensão  ou  proibição  varia  de  2  meses  a  5  anos  (art.  293).  Exceto  no  crime do art. 307.  O tipo penal  comina a pena, mas não prevê os patamares máximos e mínimos. O STJ entende que  se  apena  de  prisão  foi  aplicada  no  mínimo  a  pena  de  suspensão  também  deve  ser,  sob  pena  de  ofensa  ao  Princípio da Proporcionalidade (STJ – REsp 737306). O juiz aplicando ao critério trifásico chegou à conclusão de  uma  pena  prisão  mínima,  deve  chegar  a  uma  pena  de  suspensão  ou  proibição  mínima,  já  que  também  está  sujeita ao critério trifásico.  Essa  pena  não  se  inicia  enquanto  o  condenado  estiver  preso,  por  crime  de  trânsito  ou  qualquer  outro.  Se  está  preso,  não  adianta  suspender  o  direito  de  dirigir.  A  pena  só  pode  ser  executada  quando  o  condenado estiver solto.  Transitada em julgado e a condenação que impôs a suspensão do direito de dirigir, o condenado será  intimado  para  entregar  o  documento  de  habilitação  ao  juiz  em  48  horas.  Isso  é  o  que  diz  o  art.  293,  §1º  do  CTB.  Se  não  entregar  o  documento  nesse  prazo,  comete  outro  crime  de  trânsito,  previsto  no  art.  307  do  CTB 79 . Não é crime desobediência.  9.3 Cumulação com restritivas de direitos do Código Penal 

O  juiz  condena  o  réu  por  3  anos  de  detenção  por  homicídio  culposo,  mais  3  anos  de  suspensão  ao  direito  de  dirigir.  O  substitui  a  pena  de  detenção  do  homicídio  por  duas  penas  restritivas  de  direito  (art.  44,  §2º  do  CP 80 ).  Nesse  caso  o  réu  irá  cumprir,  por  exemplo,  prestação  de  serviços  à  comunidade  e  limitação  de  fim de semana. Então ao final irá cumprir 3 penas restritivas de direitos.  Segundo  o  STJ  é  possível,  pois  a  pena  de  suspensão  é  principal  e  não  substitutivas.  O  juiz  não  estará  aplicando três penas restritivas de direito substitutivamente, mas sim cumulativamente. Serão duas restritivas  de direitos em substituição da prisão e uma restritiva de direitos como pena principal.    # A penalidade de suspensão ou proibição pode ser aplicada ao motorista profissional?  1ª corrente ‐ Essa penalidade não pode ser aplicada ao motorista profissional porque viola do direito  ao  trabalho,  impede  o  sustento  próprio  da  família  e,  portanto,  atinge  a  dignidade  humana.  Nesse  sentido  Tribunais de Justiça de SP, SC, MG e RS.                                                              
  Art.  307.  Violar  a  suspensão  ou  a  proibição  de  se  obter  a  permissão  ou  a  habilitação  para  dirigir  veículo  automotor  imposta  com  fundamento  neste  Código:  Penas  ‐  detenção,  de  seis  meses  a  um  ano  e  multa,  com  nova  imposição  adicional  de  idêntico  prazo  de  suspensão  ou  de  proibição.  Parágrafo  único.  Nas  mesmas  penas  incorre  o  condenado  que  deixa de  entregar,  no  prazo  estabelecido  no  § 1º do art. 293, a Permissão para Dirigir ou a Carteira de Habilitação.    80   Art.  44.  As  penas  restritivas  de  direitos  são  autônomas  e  substituem  as  privativas  de  liberdade,  quando:  (Redação  dada  pela  Lei  nº  9.714,  de  1998)  I ‐  aplicada  pena  privativa  de  liberdade  não  superior  a  quatro  anos  e  o  crime  não  for  cometido  com  violência  ou  grave  ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo; (Redação dada pela Lei nº 9.714, de 1998) II ‐ o réu não  for  reincidente  em  crime  doloso;  (Redação  dada  pela  Lei  nº  9.714,  de  1998)  III ‐  a  culpabilidade,  os  antecedentes,  a  conduta  social  e  a  personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente. (Redação dada  pela  Lei  nº  9.714,  de  1998)  §  1o  (VETADO)  (Incluído  e  vetado  pela  Lei  nº  9.714,  de  1998)  §  2o  Na  condenação  igual  ou  inferior  a  um  ano,  a  substituição  pode  ser  feita  por  multa  ou  por  uma  pena  restritiva  de  direitos;  se  superior  a  um  ano,  a  pena  privativa  de  liberdade  pode  ser  substituída  por  uma  pena  restritiva  de  direitos  e  multa  ou  por  duas  restritivas  de  direitos.  (Incluído  pela  Lei  nº  9.714, de 1998) § 3o Se o  condenado for reincidente, o juiz poderá aplicar a substituição, desde que, em face de condenação anterior,  a  medida  seja  socialmente  recomendável  e  a  reincidência  não  se  tenha  operado  em  virtude  da  prática  do  mesmo  crime.  (Incluído  pela  Lei  nº  9.714,  de  1998)  §  4o  A  pena  restritiva  de  direitos  converte‐se  em  privativa  de  liberdade  quando  ocorrer  o  descumprimento  injustificado  da  restrição  imposta.  No  cálculo  da  pena  privativa  de  liberdade  a  executar  será  deduzido  o  tempo  cumprido  da  pena  restritiva  de  direitos,  respeitado  o  saldo  mínimo  de  trinta  dias  de  detenção  ou  reclusão.  (Incluído  pela  Lei  nº  9.714,  de  1998)  §  5o  Sobrevindo  condenação  a  pena  privativa  de  liberdade,  por  outro  crime,  o  juiz  da  execução  penal  decidirá  sobre  a  conversão,  podendo  deixar de aplicá‐la se for possível ao condenado cumprir a pena substitutiva anterior. (Incluído pela Lei nº 9.714, de 1998)   
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CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO – Lei 9.503/97 > Cumulação com restritivas de direitos do Código Penal 

  51  do  CP  que  diz  que  se  a  multa  penal  não  for  paga  vira  dívida  de  valor.  A  penalidade  de  multa  reparatória  consiste  no  pagamento.5.  § 2º Aplica‐se à multa reparatória o disposto nos arts.5.  é  cabível  Recurso  em  Sentido  Estrito  sem efeito suspensivo.  ou  seja. na Vara das Execuções Criminais.  49  do  Código Penal.3 Execução da multa reparatória  O  CTB  diz  que  se  a  multa  reparatória  não  for  paga.  Só é cabível para a necessidade para garantia da ordem pública (ordem no trânsito).  de  quantia  calculada  com  base  no  disposto  no  §  1º  do  art.  ou  seja. 49.  2ª  Corrente  (9):  a  multa  penal  deve  ser  executada  pela  Fazenda  Pública.  O  MP  não  tem  legitimidade  ad  causam  no  processo  de  execução  da  multa.  É  aplicada  na  sentença  penal.  Essa  é  a  corrente  que  prevalece.  297.4 Suspensão ou proibição com medida cautelar  A cautelar é cabível na fase da investigação ou da ação.  Só  pode  ser  decretada  pelo  juiz  de  ofício.  9.   30   de   outubro   de   2010.  § 1º A multa reparatória não poderá ser superior ao valor do prejuízo demonstrado no processo. 297  Art.  A  multa  reparatória  será  da  vítima  e  não  para  o  Estado.1 Natureza Jurídica da multa reparatória  1ª Corrente: diz que é sanção penal porque é calculada como multa penal.  porque  é  pena  prevista  expressamente na lei que não prevê nenhuma exceção quanto ao motorista profissional (STJ – REsp 1019673). 51 formaram‐se duas correntes:  1ª Corrente: diz que a multa penal deve ser executada pelo MP. §1º  do  CP  (calculada  em  dias‐multa)  e  é  executada  como  multa  penal  (art. sempre que houver prejuízo material resultante do crime. porém na Vara da Fazenda Pública.  a  requerimento  do  MP  ou  representação  do  delegado. nos termos do art.  por  isso  não  há  razão  para  que  a  Fazenda  Pública  executar  na  Vara  da  Fazenda  Pública  indenização  para  a  vítima.  51.  não  será  aplicado.  A respeito desse art.  9.  Não  pode  ser  superior  ao  valor  do  prejuízo  demonstrado  no  processo ‐  é  instituto  nitidamente  indenizatório.  § 3º Na indenização civil do dano.2 Finalidade da multa reparatória  A multa reparatória não poderá reparar dano moral.  2ª  Corrente  (9):  diz  que  a  multa  reparatória  é  sanção  civil  aplicada  em  sentença  penal.  2ª  corrente ‐  Essa  pena  pode  e  deve  ser  aplicada  ao  motorista  profissional.  Quanto à decretação de ofício na fase investigatória há quem sustente violação ao sistema acusatório.    Sábado.  a  multa  deverá  ser  executada  pela  própria  vítima  ou  seus  sucessores  na  Vara Cível Comum.  9.5.  É  sanção  civil  porque  destina‐se  à  vítima  ou  seus  sucessores  e  não  ao  Estado  como  na  multa  penal.  mediante  depósito  judicial  em  favor  da  vítima.  50  a  52  do  CP.  ou  seus  sucessores.  50  a  52  do  CP).  ou  defere  a  medida.  se  foi  demonstrado  mediante contraditório e ampla defesa.  Fernando  Capez  entende  que  a  multa  reparatória  deve  ser  executada  pela  própria  vítima  ou  seus  sucessores.503/97 > Suspensão ou proibição com medida cautelar  .5 Multa reparatória – art.   9.  Apesar  de  o  CTB  determinar  aplicar  o  art. o valor da multa reparatória será descontado.  É  sanção  civil  porque o valor dessa multa é descontado de condenação civil de reparação.  ou  seja.  3ª Corrente: diz que a multa é efeito extrapenal da condenação.  Da  decisão  que  indefere  o  pedido  do  MP.  Página | 116   CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO – Lei 9.  aplicando as normas relativas à dívida ativa da Fazenda Pública.  na  Vara  da  Fazenda  Pública.  9. 50 a 52 do Código Penal. Corrente majoritária.  será  executada  na  forma  dos  arts. O juiz não pode condenar o infrator ex ofício na multa reparatória se a  questão indenizatória não foi discutida no processo penal.  O  juiz  só  poderá  condenar  se  o  prejuízo  foi  demonstrado  no  processo.  aplica‐se  na  execução  o  art.

 se prestar pronto e integral socorro àquela.  9.  o Não sofrerá aumento de pena.  • Socorrer  o Não pode ser preso em flagrante.  As razões do veto é que o art.7 Flagrante e fiança no CTB  Art. 297 do CTB – sanção civil  Art. 45 CP – pena restritiva de direitos  Destina‐se à vítima ou seus sucessores  Destina‐se à vítima.    Poderá  ser  autuado  em  flagrante  inclusive  no  crime  de  lesão  corporal  culposa  porque  com  o  aumento de pena em razão de omissão o crime deixa de ser de menor potencial ofensivo.  Ambas somadas serão descontadas de eventual civil de indenização.503/97 > Perdão Judicial  .  não  se  imporá a prisão em flagrante. não se aplicando o Código de Trânsito Brasileiro. IX CP). 107. 302 e 303).  9. sucessores ou entidades sociais. ou seja.    Se o condutor:  • Omitir socorro  o Pode ser preso em fragrante.  O socorro deve ser pronto e integral. 300 do CTB só permitia perdão judicial se as consequências da infração  atingissem  o  próprio  infrator.  Ex.  Acidente de trânsito que resulte vítima no CTB são o homicídio culposo ou a lesão culposa.  Se  o  condutor  não  socorreu  por  falta  de  condições  de  socorrer  não  pode  ser  preso  em  flagrante  e  nem  haverá  o  aumento  de  pena  da  omissão.    Multa reparatória  Prestação pecuniária  Art.4 Cumulação com pena de prestação pecuniária  A prestação pecuniária é uma espécie de pena restritiva de direitos. a demora injustificada na prestação de socorro autoriza  a prisão em flagrante.  301.  Será  caso  de  aplicação  do  Código  Penal  para  homicídio doloso ou lesão dolosa.    Obs. portanto não prevê perdão judicial.5.    # É cabível perdão judicial aos crimes do CTB?  É cabível perdão judicial no homicídio culposo e na lesão culposa do CTB (art.  Vetou  para  que  continuasse  a  ser  aplicado  o  perdão  judicial  do  CP  que  é mais amplo. cabível nos casos expressos em lei.  O  art.  O  juiz  poderá  aplicar  cumulativamente  a  multa  reparatória  mais  a  prestação  pecuniária  mesmo  que  coincidente os beneficiários (RE 736784/SC). nem se exigirá fiança.  noiva  etc.  nos  casos  de  acidentes  de  trânsito  de  que  resulte  vítima.6 Perdão Judicial  É uma causa extintiva de punibilidade (art.  o Sofrerá aumento de pena pela omissão em caso de condenação. Apesar de o  CTB não prever o perdão é cabível aplicando‐se por analogia o perdão judicial do CP. O socorro parcial autoriza a prisão em flagrante.  cônjuge  ou  companheiro  ou  parentes  até  segundo  grau.  300  do  CTB  que  previa  o  perdão  judicial  foi  vetado  pelo  então  Presidente  Fernando  Henrique  Cardoso.  Ao  condutor  de  veículo.8 Crimes em espécies  Página | 117   CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO – Lei 9.  O  perdão  não  atingiria  caso  o  dano  atingisse  amigo.  9. mas também destina‐se a vítima  ou a seus sucessores (art.:  não  socorreu  porque  também  ficou  gravemente  ferido  ou  ameaçado de linchamento.  9.: Se a autoridade policial (delegado) entender  que  houve dolo eventual  o infrator será preso em flagrante  mesmo  que  tenha  prestado  pronto  e  integral  socorro  à  vítima.  Prestar socorro significa socorrer pessoalmente ou solicitar o socorro a terceiro. 45 do CP).

 não incide a majorante. (5) ciclomotor 82 . quando possível fazê‐lo sem risco pessoal. Pois o tipo penal não contem a elementar  via pública que existe em alguns outros tipos penais da lei.503/97 > Crimes em espécies  .   Não  basta  que  o  homicídio  tenha  sido  praticado  no  trânsito. qualquer outra hipótese de homicídio culposo Código Penal.  (2)  veículo de tração animal.  Há  uma  minoria  que  entende  que  esse  artigo  é  inconstitucional  por  violação  ao  Princípio  da  Taxatividade  porque  ao  invés  de  o  tipo  penal  descrever  a  conduta  criminosa.  No  homicídio  culposo  cometido  na  direção  de veículo  automotor.  No  homicídio  culposo.  se  não  socorreu porque corria risco pessoal.  e  suspensão  ou  proibição  de  se  obter  a  permissão  ou  a  habilitação para dirigir veículo automotor.  Responderá  sim.    82   CICLOMOTOR ‐  veículo  de  duas  ou  três  rodas.  provido  de  um  motor  de  combustão  interna.05 polegadas cúbicas) e cuja velocidade máxima de fabricação não exceda a cinqüenta quilômetros por hora. STJ HC 63284 e Cezar Roberto Bittencourt).  III ‐ deixar de prestar socorro. (4) veículo aéreo.: no pátio de shopping Center.  A  falta  de  habilitação  deixa  de ser um crime autônomo e passa a ser uma causa de aumento de pena.  Veículo  automotor  está  no  Anexo  I  do  CTB 81   –  veículo  de  propulsão  a  motor  que  serve  para  o  transporte  viário  (terrestre)  de  pessoas  e  coisas  incluindo  os  veículos  elétricos  que  não  circulam  sobre  trilhos  (ônibus elétrico).    CTB  Na direção de veículo automotor  CP  Qualquer outra hipótese de homicídio culposo  Pena  de  2  a  4  anos  de  detenção  (proibição  ou  Pena de 1 a 3 anos de detenção  suspensão ao direito de dirigir)  Cabível  suspensão  condicional  do  processo  (Lei  Não cabe suspensão condicional do processo  9.  se  houver  omissão  de  socorro a  pena  é  aumentada  de  1/3  a  ½.    Página | 118   81                                                              CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO – Lei 9.  pelo  homicídio  culposo  com  a  pena  aumentada  pela  falta  de  habilitação  ou  permissão.  É  Código  Penal  se  o  homicídio  foi  praticado  na  condução  de  um  veículo  de:  (1)  tração  humana.8.   Não  responderá  pelo  crime  culposo  mais  o  crime  de  falta  de  habilitação. Os altos índices de acidentes  fatais no trânsito justificam a discricionariedade do legislador em cominar penas desiguais.1 Causas de aumento de pena  A causa de amento é de 1/3 a 1/2. 302.1.  Essa tese não foi adotada porque todos sabem o que é homicídio culposo. se o agente:  I ‐ não possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação.  cuja  cilindrada  não  exceda  a  cinqüenta  centímetros cúbicos (3.  e  que  serve  normalmente  para  o  transporte  viário  de  pessoas  e  coisas.  9. fazenda.  O  termo  compreende os veículos conectados a uma linha elétrica e que não circulam sobre trilhos (ônibus elétrico).  é  necessário  que  seja  na  condução  de  veículo automotor.8.  de  dois  a  quatro  anos. à vítima do acidente. Praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor:   Penas  ‐  detenção. supermercado.  Homicídio  culposo  na direção de veículo automotor CTB. (3) veículo automotor aquático.  9.  Só  se  aplica  o  CTB  se  o  homicídio  for  praticado  na  direção  de  veículo  automotor.  II ‐ praticá‐lo em faixa de pedestres ou na calçada.099/95)    # Cominar penas diferentes para crimes idênticos no crime culposo.  Parágrafo  único.  Porém. viola o Princípio da Razoabilidade?  Cominar penas diferentes para os crimes de homicídio culposo do CP e do CTB não ofende o Princípio  da Proporcionalidade (STF RE 428864.  ou  para  a  tração  viária  de  veículos  utilizados  para  o  transporte  de  pessoas  e  coisas.1 Homicídio culposo  Art.  IV ‐ no exercício de sua profissão ou atividade. estiver conduzindo veículo de transporte de passageiros.    VEÍCULO  AUTOMOTOR ‐  todo  veículo  a  motor  de  propulsão  que  circule  por  seus  próprios  meios.  menciona  o  nome  jurídico  do  crime.  Prevalece  o  entendimento  de  que  o  CTB  é  aplicável  mesmo  que  o  homicídio  culposo  ocorra  em  via  particular Ex.  a  pena  é  aumentada  de um terço à metade.  A majorante só se incide se for veículo de transporte de passageiros.

3 Dolo eventual nos acidentes de trânsito  É  possível  reconhecer  dolo  eventual  nos  acidentes  de  trânsito  (homicídio  e  lesão)  desde  que  fique  comprovado que o agente assumiu o risco do resultado.8. na ocasião do acidente.503/97 > Crimes em espécies  .  responde  só  por  homicídio  culposo.  porque  o  crime  de  embriaguez  é  crime  de  perigo  abstrato  e  menos  grave  que  o  homicídio  culposo.705/08) Não  havia  aumento  de  pena  no  Acrescentou  o  aumento  de  pena  Revogou  a  causa  de  aumento  de  art.275.  portanto fica absorvido pelo crime de dano e mais grave do homicídio culposo.2 Lesão Corporal Culposa  Art.  Parágrafo  único. deixar de solicitar auxílio da autoridade pública:  Penas ‐  detenção.  302.: o resultado não é a morte da vítima e sim a lesão corporal.275/06)  CTB (revogado pela Lei 11. 302.  9.  não podendo fazê‐lo diretamente.  inclusive  quanto  às  causas de aumento de pena que são as mesmas.  de  seis  meses  a  um  ano.  com  a  discussão.  I  a  III  será  ação  pública  incondicionada.  §1º.  9.  302  +  1/3  a  ½  (causa  de  aumento).  Quando  ocorre  a  lesão  o  crime  de  falta  de  habilitação  perde  a  sua  autonomia  e  passa  a  ser  causa  de  aumento  de  pena  do  crime  de  lesão.  309  –  falta  de  habilitação  (STF  e  STJ).:  o  crime  de  lesão  culposa  tem  a  pena  aumentada  de  1/3  a  ½  se  o  condutor  não  é  habilitado  ou  não  tem  permissão  para  dirigir.  se  o  fato  não  constituir  elemento  de  crime  mais  grave.  Se  não  praticado  nessas  circunstâncias  é  ação  penal  pública  condicionada  à  representação.2.  acabou  Retornou a discussão anterior.  salvo  se  incidir  alguma  causa  de  aumento de pena.  9.  Se  a  vítima  não  representar  pelo  crime  de  lesão  corporal  o  infrator  não  pode  ser  processado  pelo  crime  autônomo  do  art.8. Nesse sentido STJ REsp 719477 e REsp 249604. Praticar lesão corporal culposa na direção de veículo automotor:  Penas  ‐  detenção. ou. por justa causa.  O  crime  de  lesão  culposa  é  infração  de  menor  potencial  ofensivo.8.  de  seis  meses  a  dois  anos  e  suspensão  ou  proibição  de  se  obter  a  permissão  ou  a  habilitação para dirigir veículo automotor. 303. passa a ser acessório que segue o principal.  se  ocorrer  qualquer  das  hipóteses  do  parágrafo único do artigo anterior. (Incluído  pela Lei nº 11.  embriaguez.     1ª  Corrente:  condutor  embriagado  que  pratica  homicídio  culposo.    Obs.8.  291.705.  Aumenta‐se  a  pena  de  um  terço  à  metade.  porque  condutor  embriagado  que  praticava  homicídio  culposo  respondia  pelo  art. de 2006)  (Revogado pela Lei nº 11.  Aplica‐se  à  lesão  corporal  culposa  tudo  o  que  foi  dito  no  homicídio  culposo. em razão da embriaguez.  em  razão  da  pena da embriaguez.  Não havia o inciso V  Inclusão do inciso V  Revogação do Inciso V  Respondia  por  homicídio  embriaguez ao volante?  +  Ao  acrescentar  o  inciso  V. 304.  Os  crimes  têm  momentos  consumativos  diferentes  e  objetos  jurídicos  diferentes: vida e segurança viária. Deixar o condutor do veículo. de prestar imediato socorro à vítima.  no  art. de 2008)  CTB (redação original)  CTB (incluso pela Lei 11.  ou  seja.    Obs.  Página | 119   CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO – Lei 9.  ou  multa.  2ª  Corrente  (9):  o  condutor  embriagado  que  responde  por  homicídio  culposo  mais  embriaguez  ao  volante  em  concurso  material.1 Ação Penal  A  ação  penal  dependerá  se  o  crime  foi  praticado  em  uma  das  circunstâncias  do  art.  V ‐ estiver sob a influência de álcool ou substância tóxica ou entorpecente de efeitos análogos.4 Omissão de socorro  Art.  9.

 Incide nas penas previstas neste artigo o  condutor do veículo.  o  condutor  não  pode  responder  por  homicídio  culposo  ou  lesão  culposa  com  a  pena  aumentada  pela  omissão  mais  o  crime  autônomo de omissão de socorro. mas admitem participação por induzimento ou instigação.4.  9. portanto não responde pelo art.  Parágrafo único.  Se  a  finalidade  for  fugir  de  responsabilidade  civil  a  doutrina  diz  é  inconstitucional. responderá autonomamente por este.  que  omitiu  socorro:  responde  pelo  art.  mas  omitiu  socorro.503/97 > Crimes em espécies  .  É  crime  de  mão  próprio  para  aqueles  que  admitem  a  constitucionalidade.  304  (omissão de socorro).  mas  admitem  participação  por induzimento ou instigação.  Tentativa  é  possível  se  o  infrator  não  consegue  fugir  do  local  por  circunstâncias  alheias  à  sua  vontade. de seis meses a um ano. 304.  porque  se  intenção  do  condutor  é  fugir  da  responsabilidade  esse  crime  fere  o  Princípio  da  Não  auto‐incriminação  e  também  o  Princípio da Presunção de Inocência.  Assim  sendo.  não  tendo prestado socorro.  2ª O  condutor  envolvido  no  acidente.  o  condutor  é  punido  o  regular  exercício  da  Justiça  –  seria  crime  contra  a  Administração da Justiça. ainda que seja identificado.    Esses crimes são de mão própria.  Há  doutrina  e  jurisprudência  dizendo  que  esse  artigo  é  inconstitucional.  Consumação: o crime se consuma com a simples conduta de afastar‐se.  Página | 120   CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO – Lei 9. fugir do local.  Afastar‐se  o  condutor  do  veículo  do  local  do  acidente. ainda que não  consiga escapar da responsabilidade penal – civil. 305) antes de ser definitivamente  condenado pelo crime do qual ele fugiu.  não  responderá  por  lesão  ou  homicídios  culposos.  305.  9.5 Afastar‐se do local do acidente  Art.  porque  é  uma  criação que possibilita a prisão civil por dívida.    Socorro  prestado  por  terceiros:  se  os  terceiros  se  adiantaram  ao  socorro  não  houve  omissão  do  condutor.8. ainda que a sua omissão  seja suprida por terceiros ou que se trate de vítima com morte instantânea ou com ferimentos leves.  Se  a  vítima teve morte instantânea não pode ser socorrida.   CONCLUSÃO:  nos  casos  de  acidente  de  trânsito  ocorrendo  omissão  de  socorro  haverá  três  situações  distintas:  1ª O  condutor  envolvido  no  acidente  e  culpado  que  omitiu  socorro:  responde  por  homicídio  ou  lesão culposa com a pena aumentada pela omissão. pois já considerado autor de crime (art.  para  fugir  à  responsabilidade  penal  ou  civil que lhe possa ser atribuída:  Penas ‐ detenção.  Os únicos dois crimes do CTB que há acidente são homicídio e lesão culposos.   Ferimentos leves: só haverá crime se for ferimento leve que reclama socorro.  3ª O  condutor  não  envolvido  no  acidente  que  omitiu  socorro.1 Sujeitos  Sujeito Ativo: condutor do veículo envolvido no acidente.  Pois  se  não  agiu  com  culpa  nenhuma. ou multa.8. e a única prisão civil permitida é a do devedor de alimentos.   Ocorre que  no homicídio culposo e na lesão culposa de trânsito (únicos crimes  nos quais há acidente  de  trânsito)  a  omissão  de  socorro  do  condutor  já  é  causa  de  aumento  de  pena.  Se  não  está  envolvido  no  acidente  não  se  pode  aplicar a ele o Código de Trânsito.  ou  seja.  bem  como  pedestres:  responde  pela  omissão  de  socorro  do  Código  Penal.  Morte  instantânea  da  vítima:  é  um  crime  impossível  por  absoluta  impropriedade  do  objeto.  não  culpado. sob pena de ofensa ao Princípio do “Non Bis In Idem”.    Este  crime  se  aplica  ao  condutor  envolvido  no  acidente  que  não  agiu  com  culpa  nenhuma.  Minoria  (Capez)  entende  que  o  tipo  penal  não  inconstitucional  porque  o  que  se  está  protegendo  é  a  Administração  da  Justiça.

 basta  a  acusação  comprovar  a  conduta.  c.  Parágrafo  único.    Condutor não está obrigado a realizar. multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou  a habilitação para dirigir veículo automotor.  STJ ‐  5ª  Turma  (HC  132374/MS)  –  se  o  exame  de  sangue  ou  etilômetro  não  foi  feito  por  recusa  do  condutor  ou  falta  de  aparelho.705.  3) Gerando  perigo  de  3) Abolida  essa  expressão  Essa  classificação  tem  influência  no  ônus  da  dano  a  outrem  (PERIGO  (PERIGO  ABSTRATO  OU  prova. Etilômetro  Condutor não está obrigado a realizar.  álcool  por  litro  de  sangue.705/98  1) Quantidade  de  álcool  igual  ou  superior  a  6  dec.  para  efeito  de  caracterização  do  crime  tipificado  neste  artigo.  de 2008)  EMBRIAGUEZ AO VOLANTE  Antes da Lei 11.  pois  não há como comprovar a quantidade de sangue.  9.  STF  –  HC  100472  –  liminar  no  mesmo  sentido  do  STJ. Etilômetro  (quantidade  de  álcool  no  ar  dos  pulmões). de seis meses a três anos.  O  Poder  Executivo  federal  estipulará  a  equivalência  entre  distintos  testes  de  alcoolemia. Não  pode  ser  provado  por  exame  clínico. Já no crime de perigo abstrato.  porque  a  situação  de  perigo  já  é  presumida  no  tipo  penal  abstrato  da  lei.  ou  sob  a  influência  de  qualquer  outra  substância  psicoativa que determine dependência: (Redação dada pela Lei nº 11.  (Incluído  pela  Lei  nº  11.705/98  1) Sob  a  influência  de  álcool  A partir da Lei 11.  e.  Conduzir  veículo  automotor.  c.  na  via  pública.  o  crime  poderá  ser  comprovado  por  exame  clínico  que  ateste  o  estado de embriaguez do condutor.  STJ – 6ª Turma (HC 166377) – se não feito exame  de  sangue  ou  etilômetro  o  fato  é  atípico.503/97 > Crimes em espécies  .  b.  por  se  incapaz  de  comprovar  a  quantidade  de  álcool no sangue.6 Embriaguez ao volante  Art.  estando  com  concentração  de  álcool  por  litro  de  sangue  igual  ou  superior  a  6  (seis)  decigramas. de 2008) Regulamento  Penas ‐ detenção. Exame de sangue.8. Exame de sangue  b.  ao  dirigir  embriagado  reduz  o  nível  de  segurança  no  trânsito  –  causa  uma  lesão  ao  bem  jurídico  que  é  a  segurança  no  trânsito.  Damásio  entende  que  é  crime  de  lesão  porque  o  bem  jurídico  protegido  é  a  segurança  no  trânsito.    Página | 121   CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO – Lei 9.  No  crime  de  perigo  concreto  a  acusação  CONCRETO)  PRESUMIDO)  deve  provar  a  conduta  mais  a  situação  de  perigo  real gerada. Exame  clínico  visual  (sinais  exteriores  de  embriaguez)  a.705.  já que elementar do tipo penal.  306.      2) Forma de comprovação  2) Forma de comprovação  a.

  logo.  9.  Não  são  vias  públicas:  estacionamento  de  shopping. as estradas e as rodovias.  Se  o  fato  ocorrer  em  via  particular  poderá  ocorrer  o  crime  de  perigo  para  a  vida  ou  saúde  de  outrem  (art.  Para ciclomotor não precisa habilitação.  crime  mais  grave  não  pode  ser  absorvido  pelo  crime  mais  grave.  A  gravidade é mensurada na pena base. 34 da LCP).: F1.  Se  for  reconhecido  o  dolo  eventual  o  racha  fica  absorvido  pela  lesão  dolosa  grave  ou  gravíssima. em via pública.  • Sem permissão.  pistas  de  autódromos.  Lesão culposa não é mensurada em grave ou gravíssima.  Se  ocorrer  lesão  corporal  o  “racha”  não  fica  absorvido  pela  lesão  culposa  leve.  Dirigir  veículo  automotor.  instigação  ou  auxílio  material  (emprestar  automóvel  para  o  outro  fazer “racha”). andar empinado com a motocicleta. os logradouros.  Para  os  efeitos  deste  Código. 308.8. na direção  de veículo automotor. ou multa.  Participar.  de  acordo  com  as  peculiaridades  locais  e  as  circunstâncias  especiais.  • Com direito de dirigir cassado.  Dirigir:  • Sem habilitação.  9.:  se  ocorrer  homicídio  o  “racha”  fica  absorvido  pelo  homicídio  culposo  ou  doloso  (se  reconhecido  o  dolo  eventual). de corrida. as passagens.  • Via pública (art.  que  terão  seu  uso  regulamentado  pelo  órgão  ou  entidade  com  circunscrição  sobre  elas. 2º São vias terrestres urbanas e rurais as ruas.  Esse  crime  só  se  aplica  se  o  condutor  estiver  conduzindo  veículo  automotor  e  em  via  pública 83 .  desde  que  resulte  dano  potencial  à  incolumidade pública ou privada:  Penas ‐ detenção. 132 do CP – se via particular).503/97 > Crimes em espécies  .  porque  o  racha  é  crime  mais  grave  que  a  lesão  culposa  leve.    Página | 122   CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO – Lei 9. disputa ou  competição  automobilística  não  autorizada  pela  autoridade  competente.  Se o fato ocorrer em via particular é atípico.  É  crime  de  concurso  necessário.  Parágrafo  único.  porque  pressupõe  no  mínimo  dois  condutores.  • Não autorização da autoridade competente – competição autorizada é fato atípico. disputa de manobras radicais.8 Dirigir sem habilitação ou permissão  Art. apenas autorização.  Antes do CTB essa conduta configurava mera contravenção penal (art.  sem  a  devida  Permissão  para  Dirigir  ou  Habilitação  ou.  Só há o crime se o veículo for automotor e ocorrer em via pública.  Elementos do tipo:  Participar de:  • Corrida  • Disputa  • Competição  Ex.    Obs. de seis meses a dois anos.                                                               83  Art.  309.8.  em  via  pública.  O  perigo  pode  ser  entre  os  próprios  participantes  do  “racha”. as avenidas.  Se  não  houver  perigo  concreto  não  há  crime.  132  do  CP). ainda.  É  admitida  a  participação  de  terceiros  por  induzimento.    Para que ocorra o crime são necessários:  • Condução de veículo automotor (não caberá em corrida de ciclomotor).: tomada de tempo. multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou  a habilitação para dirigir veículo automotor. os caminhos.7 “Racha”  Art.  • Dano potencial à incolumidade de outrem – (crime de perigo concreto). gerando perigo de dano:  Penas ‐ detenção. se cassado o direito de dirigir.  são  consideradas  vias  terrestres  as  praias  abertas  à  circulação  pública e as vias internas pertencentes aos condomínios constituídos por unidades autônomas.  pátios  de  postos  de  gasolina e demais locais particulares. Ex. de seis meses a um ano.

  3 Pessoa  com  direito  de  dirigir  suspenso  (310).:  conduzir  veículo  s/  habilitação/permissão  cassado  causando  perigo.  3  e  5  são  exceções  pluralísticas  à  Teoria  Monista.  ou.  A  lei  não  fala  em  direito de dirigir proibido.9 Passar a direção de veículo automotor aos cuidados de pessoa embriagada  Art.  Se o condutor não porta a habilitação. a pessoa que dirige responde pelo art.  com  habilitação  cassada  ou  com  o  direito  de  dirigir  suspenso.  ou  onde  haja  grande  movimentação ou concentração de pessoas. erro de tipo.  Permitir.  por  seu  estado  de  saúde.  307.] V ‐ com validade da Carteira Nacional de Habilitação vencida há mais de trinta dias: Infração ‐ gravíssima. ENTREGAR.  Se o indíviduo dirigir com dir.  Dirigir  com  o  direito  de  dirigir  suspenso  ou  com  o  direito  de  dirigir  proibido.  logradouros  estreitos.  a  quem.  Trafegar  em  velocidade  incompatível  com  a  segurança  nas  proximidades  de  escolas.8.10 Trafegar em velocidade incompatível  Art.  32  continua  em  vigor  no  que  se  refere  à  condução  inabilitada  de  embarcações  públicas  em  águas públicas.. V do CTB 84 ) é crime?  Habilitação  vencida  não  é  falta  de  habilitação  para  dirigir.  PERMITIR. ou por embriaguez. ou multa.  Ex. gerando perigo de dano:  84  Art. 309 – se gerar perigo de dano. de dirigir suspenso ou proibição?  Configura o art. Medida administrativa ‐ recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação e retenção do veículo até a apresentação  de condutor habilitado.  Essas  duas  condutas  configuram o crime do art.8. 162. 310).  5 Entregar o veículo à pessoa embriagada (art.  infração  administrativa  e  não  infração penal.  O  agente  não  é  habilitado  e  apresenta  habilitação  falsa  –  concurso  de  crime  (falta  de  habilitação  +  uso  de  documento falso).    Os  casos  1.  hospitais. porque não equivale à falta da habilitação.  física ou mental.  A  expressão  “devida”  significa  que  há  o  crime  se  o  condutor  não  tem  habilitação  para  o  veículo  que  está  conduzindo  embora  tenha  a  habilitação  para  veículo  de  outra  categoria. 307 do CTB. 306.  é.  311. não esteja em condições de conduzi‐lo com segurança:  Penas ‐ detenção.:  conduzir  automóvel  com  habilitação apenas para motocicleta – não está com a devida habilitação.  Significa  que  se  a  pessoa  não  sabe  (que  o  condutor  se  encontra  em  algumas  situações  acima) não há crime.  Ocorre na verdade o vencimento do exame médico. ou CONFIAR a direção de veículo automotor a:  1 Pessoa não habilitada (art. mera infração administrativa.  confiar  ou  entregar  a  direção  de  veículo  automotor  a  pessoa  não  habilitada. 309 “gerando perigo de dano”  Conduzir veículo automor sem habilitação/permissão e seu grave qualuqer perigo. 310).  309  –  se  gerar  perigo  de  dano.  310.  309 CTB. 307 CTB.  Infração administrativa  Obs.  se  conhecer  a  situação  da  pessoa  para  quem  entregou  o  veículo.  O  agente  só  responde  por  esse  crime.  portanto.  O  art.  4 Permitir o veículo à pessoa sem condições físicas ou mentais de dirigir. Dirigir veículo: [. 162.  pois  os  infratores  respondem  por  crimes  diferentes.  Penalidade ‐ multa.  Quem cassa o direito de dirigir é a autoridade de trânsito em processo administrativo.  O art.  9. o condutor responde pelo art.  2.  310).  o  condutor  responde  pelo  art. 32 CP (revogado parcialmente)  Se refere a condução de embarcações públicas em águas pub. de seis meses a um ano.  2 Pessoa  com  habilitação  cassada  (art..  ainda.503/97 > Crimes em espécies  .    # Conduzir veículo com a habilitação vencida a mais de 30 dias (art.                                                                 Página | 123   CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO – Lei 9.  9.  Súmula 720 STF  Derrrogou o art.  o  condutor  responde  pelo  art.  é  infração  administrativa  +  art.  estações  de  embarque  e  desembarque  de  passageiros.

  de coisa ou de pessoa.  na  pendência  do  respectivo  procedimento  policial  preparatório. com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito: Pena ‐ detenção. ou multa.  Fraude processual – art.  mesmo  que  for  vítima.  Penas ‐ detenção. o perito. logradouros estreitos ou onde haja grande movimentação de pessoas.              CONDUTAS  ART.:  investigação criminal realizada pelo MP.  inquérito  policial  ou  processo  penal. ainda que o infrator não consiga induzir em erro o agente policial.  de  coisa  ou de pessoa.  na  pendência  de  processo  civil  ou  administrativo. pessoa ou coisa. ou multa. vazio no momento da conduta.8. Parágrafo único ‐ Se a  inovação se destina a produzir efeito em processo penal. 347 do CP 85 .  Ex.    Nenhum  dos  tipos  penais  mencionam  a  finalidade  de  induzir  em  erro  o  Ministério  Público.1 Elemento normativo ou espacial do tipo  Só  há  o  crime  se  a  conduta  for  praticada  nas  proximidades  de  escolas.:  trafegar  em  excesso  de velocidade em local ermo.  Se  o  fato  não  ocorrer  nas  proximidades  de  um  desses  locais  não  há  crime.  347 ‐  Inovar  artificiosamente.  ainda  que  não  iniciados.  Ex.  ainda  que  a  finalidade  não  seja alcançada. 347 CP  Inovar artificiosamente – alterar com fraude  Em  qualquer  outra  hipótese  de  fraude  Em  caso  de  acidente  automobilístico  com  PECULIARIDADE  processual  aplica‐se  o  CP.  Inovar  artificiosamente.  Parágrafo  único.  OBJETO  Estado de lugar. as penas aplicam‐se em dobro. perito ou juiz. coisa ou de pessoa   Art.    Página | 124   CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO – Lei 9.10.    ART. e multa.  312.: trafegar em alta velocidade em frente a uma escola.  quando  da  inovação.  Pendência  de  procedimento  policial  LAPSO  Deve  ocorrer  na  pendência  de  processo  civil  preparatório.503/97 > Crimes em espécies  .8.  Aplica‐se  o  disposto  neste  artigo.  pois  nos  crimes  de  perigo  abstrato  o  acusador  basta  comprovar  a  conduta  e  não  o  perigo concreto. caso contrário não há crime.  o  procedimento preparatório. Portanto trata‐se de um  crime  de  perigo  concreto.  policial.  penal – ainda que não iniciados. perito ou juiz. ou seja. pessoa ou coisa.  o  estado  de  lugar.  o  estado  de  lugar.  Possível  quando  o  agente  não  consegue  TENTATIVA    fazer a alteração. ou juiz:  Penas ‐ detenção. a fim de induzir a erro o agente policial. 312 CTB  Inovar artificiosamente – alterar com fraude                                                               85   Fraude  processual ‐  Art. o inquérito ou o processo aos quais se refere.11 Inovar artificiosamente o estado de lugar. porém em um domingo de madrugada.  Estado de lugar.  Só há crime se a conduta gerar perigo de dano.  9.  em  caso  de  acidente  automobilístico  com  vítima.  A velocidade incompatível pode ser acima da máxima permitida ou abaixo da mínima determinada. de seis meses a um ano.  estações  de  embarque ou desembarque.  Com  o  fim  de  induzir  em  erro  agente  FINALIDADE  Com o fim de induzir perito ou juiz. ainda que não iniciado. de seis meses a um ano.  inquérito  policial  ou  processo  TEMPORAL  ou administrativo.  O  crime  se  consuma  com  a  simples  conduta  de  inovar  artificiosamente. de três meses a dois anos.  acidente automobilístico sem vítima.  Ex.  9.  hospitais.

  §  2º  Para  determinar  se  a  droga  destinava‐se  a  consumo  pessoal. sucessivamente a:  I ‐ admoestação verbal.   2.343/06  1.343/06  10.  II ‐ multa.  entidades  educacionais  ou  assistenciais.  §  1º  Às  mesmas  medidas  submete‐se  quem.368/76 com o  procedimento da Lei 10.  §  7º  O  juiz  determinará  ao  Poder  Público  que  coloque  à  disposição  do  infrator.  foi  feita  a  combinação  das  duas  leis. 28)    CAPÍTULO III  DOS CRIMES E DAS PENAS    Art.  mas revigorada sua parte que dispunha sobre os crimes.  para  que  não  se  despenalizasse  os  crimes  de  drogas.1 Porte de droga para consumo (art.  É  a  norma  penal  em  branco  heterogênea  (lei  complementada por espécie normativa diversa de lei).  3.  Então.  De  2002  até  2006  nasceu  a  lei  10.  preferencialmente  ambulatorial.368/76  que  trazia  os  crimes  e  o  procedimento  especial.  isto  é.  PARA  CONSUMO  PESSOAL.  A  nova  lei  criou  novas  figuras  penais  e  alterando as penas.343/06  manteve  o  espírito  de  norma  penal  em  branco.  Só  se  considera  droga  aquilo  que  a  Portaria  diz  ser  droga.3 Dos Crimes em espécie  10. Exceções  Pluralistas  à  Teoria  Monista  que  é  outra  forma  de  se  conseguir  proporcionalidade  e  individualização das penas.  pois  na  lei  anterior  todas  as  espécies  de  crimes  eram  punidos  com  a  mesma  pena.   §  6º  Para  garantia  do  cumprimento  das  medidas  educativas  a  que  se  refere  o  caput.  às  circunstâncias  sociais  e  pessoais.  28.343  com  os  crimes  e  o  procedimento  especial.  Assim tanto a Lei 6.  tiver  em  depósito.409 foram revogadas.  poderá  o  juiz  submetê‐ lo.  complementada  por  preceito  administrativo  –  Portaria  344/98  da  Secretaria  de  Vigilância  Sanitária  do  Ministério  da  Saúde.2 Principais características da Lei 11.  a  que  injustificadamente  se  recuse  o  agente.  gratuitamente.  drogas  sem  autorização  ou  em  desacordo  com  determinação  legal  ou  regulamentar  (ELEMENTO  NORMATIVO  INDICATIVO  DA ILICITUDE) será submetido às seguintes penas:  I ‐ advertência sobre os efeitos das drogas.  II  e  III.  4. Substitui  a  expressão  “substâncias  entorpecentes”  por  drogas.343/06 > Retrospectiva  .3.409/02  que  previu  os  crimes  ligados  a  drogas  e  o  seu  respectivo  procedimento  para  processamento.  transportar  ou  trouxer  consigo.   23   de   outubro   de   2010.  ao  local  e  às  condições  em  que  se  desenvolveu  a  ação.  o  juiz  atenderá  à  natureza  e  à  quantidade  da  substância  apreendida. Ao final.  10.  que  se  ocupem.  10.  etc.    Página | 125   LEI DE DROGAS – Lei 11.  Para  acabar  com  a  confusão  surge  em  2006  a  Lei  11.  III  ‐  medida  educativa  de  comparecimento  a  programa  ou  curso educativo.  preferencialmente.  § 4º Em caso de reincidência.   Quem  adquirir.368/76.  estabelecimento  de  saúde. públicos  ou  privados  sem  fins  lucrativos.  § 3º As penas previstas nos incisos II e III do caput deste artigo  serão aplicadas pelo prazo máximo de 5 (cinco) meses.  cultiva  ou  colhe  plantas  destinadas  à  preparação  de  pequena  quantidade  de  substância  ou  produto capaz de causar dependência física ou psíquica. estabelecimentos congêneres.409/02.  guardar.368 como a 10.  semeia.  para  seu  consumo  pessoal.  Permaneceu  revogado  o  capítulo  relativo  ao  procedimento  da  Lei  6. hospitais. A  lei  11. era aplicado os crimes da lei 6.  o  Presidente  Fernando  Henrique  Cardoso  vetou  o  capítulo  que  se  referia  aos  Crimes  de  Drogas  (posição  que  ele  adota  até  hoje).  nos  incisos  I. Proporcionalidade  e  a  individualização  das  penas. Incremento das multas há doutrina questionando a constitucionalidade das penas de multas nos crimes de  drogas por serem muito altas.  da  prevenção  do  consumo  ou  da  recuperação de usuários e dependentes de drogas.  §  5º  A  prestação  de  serviços  à  comunidade  será  cumprida  em  programas  comunitários.  5.   10 LEI DE DROGAS – Lei 11.  Sábado.  recomendação  da  Organização  Mundial  de  Saúde.  para  tratamento  especializado.  Porém.  II ‐ prestação de serviços à comunidade.  bem  como à conduta e aos antecedentes do agente.1 Retrospectiva  Até  2002  tínhamos  vigente  a  lei  6. as penas previstas nos incisos II e  III do caput deste artigo serão aplicadas pelo prazo máximo de  10 (dez) meses.  Tanto  tráfico  como  consumo.

  não  de  ilícitos civis.  10.  Da  origem  a  conseqüências extrapenais. Prescrição  não  é  exclusiva  de  3.3.  3. O  não  cumprimento  dessas  medidas  não  gera  2.  pois  já  é  sanção  extrapenal  por  desobediência.  Seria  como  condenar o preso e por não se entregar ser processado por desobediência.    A) Bem jurídico tutelado: saúde pública.  Logo  art. A  saúde  individual  é  um  bem  de  liberdade  (reclusão  e  não  admite  flagrante  e  jurídico indisponível. Adotada  por  Alice  Bianchini  5.  Ex.  4. Está  no  Capítulo  “dos  crimes  e  1.  a  característica  da  substitutividade  da  pena.343/06 > Dos Crimes em espécie  .  Mínima.  mas  sim  em  razão  do  mal  potencial  que  pode  gerar  à  coletividade.  Direito Penal. 28  1ª CORRENTE  9  2ª CORRENTE  3ª CORRENTE  Tem  natureza  jurídica  de  crime  –  Infração Penal “Sui Generis”.:  Não  se  pune  o  porte  da  droga.    Obs.  Já. 48)  5.  na  lei  de drogas (art.   governadores  e  o  Dec.  28).  O  não  cumprimento  das  penas  do  art.  Página | 126   LEI DE DROGAS – Lei 11. administrativos. A  reincidência  foi  adotada  no  2.  5º.  28.  Lei  201/67  crimes  de  prefeitos  e  onde  tratam  dos  crimes  na  verdade são medidas políticas. Princípio  da  Intervenção  3.  30  fala  em  prescrição. O  art.  e.  sentido  popular  (repetir  o  reincidência.  Se  existe  sanção  extrapenal  não  pode  configurar  crime  de  desobediência. O  art.  Tanto  não  é  crime  que  4. A  Lei  de  Introdução  ao  Código  Penal  diz  que  crime  é  punido  com  reclusão  e  detenção.  detenção).  §4º  fala  em  consequência  penal  (§6º.  também  não  é  encaminhado  à  Delegacia.  XLVI  da  CF  autoriza  simples. qualquer pessoa pode potencialmente ser sujeito desse crime.  assim  como  o  menor  que  não  comete crime (§2º do art.1.  É  levado  diretamente  ao  juiz. POSIÇÃO ADOTADA PELO STF  5.  Há  prescrição  em  portanto se trata de crime.1 ‐ Sujeito Ativo: crime comum.  1.  de  saúde  pública.  O  usuário  é  questão  crime.079/50  que  trabalha  as  1. a pena já é uma restritiva de direitos e não substitutiva.1 Natureza Jurídica do art.  a  exemplo  da  Lei  1.  28  não  pode  gerar  desobediência. Adotada por LFG  (de Santa Catarina)    As  penas  restritivas  de  direitos  têm. O  rótulo  do  capítulo  nem  sempre  espelha  o  seu  conteúdo.  para  uso  próprio.  em  função  à  saúde  do  agente  (a  autolesão  não  é  punida).  infração penal.:  risco  que  o  usuário  gera  ao  passar essa droga para alguém. 28). O  art.  28  não  é  penas  diversas  das  privativas  crime.  2.  contravenção  com  pena  4.  astreintes. A  lei  ao  invés  de  punir  prefere  infrações  políticas  de  das penas”.  Alguns  dizem  que  essa  multa  é  fato).  Não é infração penal.  falar em medidas educativas.  em  regra.    B) Sujeitos  B.

  sem  autorização  ou  em  desacordo  com  determinação  legal  ou  regulamentar.  ENTREGAR  A  CONSUMO  OU  FORNECER  DROGAS.:  não  se  pune  o  agente  se  for  surpreendido  usando  drogas.2 Crime de Tráfico (art.  MATÉRIA‐PRIMA.  mas  penas  alternativas  com  medidas assecuratórias.  expõe à venda.  TRAZER  CONSIGO.  e  multa  de  100  (cem) a 300 (trezentos) dias‐multa.  transportar e trazer consigo.1.  de  plantas  que  se  constituam  em  matéria‐prima  para  a  preparação de drogas. tem em depósito.  II  ‐  SEMEIA.  sem  possibilidade  de  se  encontrar  porção  da  droga  em  seu  poder.    D) Consumação:  Prática de qualquer um dos núcleos.3.  PRODUZIR.  vender.  10.    Obs.  posse.  ministrar.  exporta. 107 e seguintes do Código Penal. no caso concreto.  B.  de  1  (um)  a  3  (três)  anos. fornece.  vende.    F) Prescrição: 2 anos (art. instigar ou AUXILIAR alguém ao uso indevido de  droga:  Pena  ‐  detenção.  mesmo  sendo inviável.  no  tocante  à  interrupção do prazo.  transportar.2 Aplicação do Princípio da Insignificância  O STF tem julgados admitindo o Princípio da Insignificância para o art.  33.  PRESCREVER.  Para  Nucci. 117 CP  Suspensão do prazo: art.   IMPORTAR.    CÓDIGO PENAL    Prazo prescricional: art. o disposto nos arts. 28. 30 – trata dos crimes do art.    E) Tentativa: a doutrina admite no “tentar adquirir”. transporta.  o  art.  sem  autorização  ou  em  desacordo  com  determinação  legal  ou  regulamentar.  guarda  ou  vigilância. 28). ainda que gratuitamente.  jamais  será  aplicada  pena  privativa  de  liberdade. 116 CP  10.  EXPOR  À  VENDA.  adquire.  fabricar.   §  3º  OFERECER  DROGA.  30º  Prescrevem  em  2  (dois)  anos  a  imposição  e  a  execução  das  penas. 116 CP  Art.  fabrica.  sem  autorização  ou  em  desacordo  com  determinação  legal  ou  regulamentar (ELEMENTO NORMATIVO DA ILICITUDE):   Pena  ‐  reclusão  de  5  (cinco)  a  15  (quinze)  anos  e  pagamento  de 500 (quinhentos) a 1. a transação penal.   § 2º INDUZIR..  Ex.3.  administração.  traz  consigo  ou  guarda.  sem  autorização  ou  em  desacordo  com  determinação  legal  ou  regulamentar. 28  2 anos  Art. 109 CP  Interrupção do prazo: art.  III  ‐  utiliza  local  ou  bem  de  qualquer  natureza  de  que  tem  a  propriedade.  cultiva  ou  FAZ  A  COLHEITA.  TER  EM  DEPÓSITO.  ainda  que  gratuitamente. ainda que reincidente o agente e com maus antecedentes  ou  péssima  conduta  social. 33)    TÍTULO IV  DA REPRESSÃO À PRODUÇÃO NÃO AUTORIZADA  E AO TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS  [.  exportar. oferece.    C) Finalidade Especial: consumo próprio.  O elemento normativo indicativo da ilicitude não poderá faltar da denúncia.  § 1º Nas mesmas penas incorre quem:  I  ‐  importa. 117 CP  Art. para o tráfico ilícito de drogas.    Art.  28  descreve  infração  de  “ínfimo  potencial  ofensivo”  tendo  em  vista  que.500 (mil e quinhentos) dias‐multa.:  em  razão  disso  é  comum  os  usuários  de  maconha  engolirem  o  cigarro  na  batida  policial para não concretizar a materialidade. 109 CP  Art.  produz.  oferecer. porém algum deles são permanentes: guardar. 117 CP  Art. ter em depósito.  a  pessoa  de  seu  relacionamento.2 ‐ Sujeito Passivo: coletividade.  para  juntos  a  consumirem:  Página | 127   LEI DE DROGAS – Lei 11.  REMETER.343/06  Demais crimes  Art.  ainda  que  GRATUITAMENTE.  eventualmente  e  sem  objetivo  de  lucro.  ADQUIRIR.  guardar.343/06 > Dos Crimes em espécie  .  insumo  ou  PRODUTO  QUÍMICO destinado à preparação de drogas.]  CAPÍTULO II  DOS CRIMES  Art.  preparar..  observado. 116 CP  LEI 11.  ou  consente que outrem dele se utilize.  remete.

  e  pagamento  de 700 (setecentos) a 1.: equivale à ausência de autorização o desvio de autorização. 28.343/06)  LEI 6.2.343/06  são  substâncias  que  causam  dependências  e  que  sejam  rotuladas  como  drogas de acordo com a Portaria 344/98.  §3º ‐  para  pessoa  de  seu  relacionamento  detenção  de  6  meses  a  1  ano  e  600  a  1. art.  2ª  C.  Art.  3ª C. 12 tráfico  • LEI 11.  desde  que  o  agente  seja  primário. (Redação dada pela Lei nº 10. na lei de drogas há uma especializante.  33  da  Lei  de  drogas  ou  pelo  art.    Obs.  33  da  Lei  11.  Comparando os objetos. por exemplo.343/06 > Dos Crimes em espécie  . “caput” ‐ Tráfico  A) Bem jurídico  Imediato: saúde pública  Mediato: saúde individual das pessoas que integram a sociedade. não é qualquer produto  que cause dependência física ou psíquica.11. 16 ‐ não é tráfico.  33.500  dias‐ multa.  33  da Lei de Drogas?   O  agente  responderá  pelo  crime  da  Lei  11.    O  nome  vulgar  da  “Cannabis  Sativa  L”  é  cânhamo. 243 do ECA é qualquer produto causador de dependência.  Sujeito  Passivo:  o  sujeito  passivo  é  a  sociedade. somente especiais e que estejam previstos na Portaria.343/06  Art. disfarce do nome vulgar.  Maconha  é  a  alteração  das  letras  da  palavra  cânhamo para não serem identificados como usuários. 243 fica para. cola de sapateiro. sem  prejuízo das penas previstas no art.  243  do  ECA  com  o  art.  vedada  a  conversão  em  penas  restritivas  de  direitos.    Cessão gratuita de drogas para consumo  (art.  a  criança  ou  adolescente. e multa.  as  penas  poderão  ser  reduzidas  de  um  sexto  a  dois  terços. 28.  sem  justa  causa.  Pena ‐  detenção.  Somente médicos e dentistas poderão prescrever drogas.343/06  em  razão  da  especialidade. art. 33 “caput” da Lei 11.  33  “caput”  –  pessoa  que  não  for  do  relacionamento Æ tráfico. 33.1 Art.  Vender.    B) Sujeitos  Sujeito  Ativo:  crime  comum.  243  do  ECA 86 ?  Há  um  conflito  aparente  de  normas  do  art.  de  6  (seis)  meses  a  1  (um)  ano.  produtos  cujos  componentes  possam  causar  dependência  física  ou  psíquica.  12  tráfico.  porém  não  equiparado  a  • hediondo.  qualquer  pessoa  poderá  praticá‐los.  adolescente  ou  pessoa sem capacidade de discernimento e que receba a droga para consumi‐la.764. de 12. cigarro. ainda que regularmente concedida.  243.  não  se  dedique  às  atividades  criminosas  nem  integre  organização  criminosa.  de  bons  antecedentes.  ainda  que  por  utilização  indevida:  Pena ‐  detenção  de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. sem prejuízo das penas do art. já o objeto material do  art.  §  4º  Nos  delitos  definidos  no  caput  e  no  §  1o  deste  artigo. bebida alcoólica.  ministrar  ou  entregar.      O  agente  que  entrega  droga  à  criança  responderá  por  crime  previsto  no  art.  fornecer  ainda  que  gratuitamente.      A  denúncia  deverá  descrever  o  elemento  normativo  indicativo  da  ilicitude  que  é  “não  estar  com  autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar”.500 (mil e quinhentos) dias‐multa.  de  qualquer  forma.  art.  O  núcleo  “prescrever”  é  próprio.2003)    Página | 128   LEI DE DROGAS – Lei 11.  podendo  com  ela  concorrer  criança.3.368/76  • • • 1ª C.    10.  O art. deve ser punido como  usuário                                                               86   Art. se o fato não constitui crime mais grave.  O  objeto  material do art.

  há  um  delito  de  ação  múltipla  ou  de  conteúdo  variado  (pluralidade  de  núcleos  alternativos).  por  não  propiciar  prova  da  não  periculosidade.  as  circunstâncias da prisão.:  faltando  proximidade  comportamental  entre  as  várias  condutas  ou  não  havendo  nexo  entre  os  vários  comportamentos delituosos. [.  No  momento  que  “A” entrega a droga o policial prende ambos em flagrante.    D) Consumação: com a prática dos núcleos. SE A SUA VIGÊNCIA É ANTERIOR  À CESSAÇÃO DA CONTINUIDADE OU  DA PERMANÊNCIA.. isso significa que o risco é absolutamente presumido por  lei. denúncia equivocada.  “A” juntamente “B” trazia consigo. no tentar adquirir.  passando‐se  por  consumidor  e  simula  a  compra  pra  ver  se  “A”  tem  droga  consigo.  “A” e “B” traziam consigo? “B” não trazia nada consigo. 119 CP).  não  justifica  apelo a recurso ilícito.  pois  fere  dois  princípios: Princípio da Ofensividade ou Lesividade.  Um  policial  chega. Porém.  52.    No  art..  bastando a idoneidade lesiva da conduta para o bem jurídico protegido.  Há  uma  corrente  que  diz  que  os  crimes  de  perigo  abstrato  não  são  inconstitucionais.   Findos  os  prazos  a  que  se  refere  o  art. [2ª C.  I 87   da  Lei  de  drogas  exigido  para  o  delegado. permanente  não provocado. por exemplo.  E) Tentativa: [1ª C] em razão da quantidade de núcleos que compõe o art.  Ambos  estão  juntos.  indicando  a  quantidade  e  natureza  da  substância  ou  do  produto  apreendido.  52.    Obs.  “caput”. É o que diz LFG.]  admite tentativa.  Para  LFG  trata‐se  de  crime  de  perigo  concreto  indeterminado.  Dificuldade  de  subsistência  por  meios  lícitos  decorrentes  de  doença. e (3) Súmula 711 do STF.    A  jurisprudência  não  reconhece  a  descriminante  do  Estado  de  Necessidade  em  se  tratando  do  crime  de  tráfico. caracterizado está o concurso de crimes. a conduta.  embora  grave.                                                                   Art.  justificando  as  razões  que  a  levaram  à  classificação  do  delito.  Para  outros  fere  também  o  Princípio  da  Ampla  Defesa. O trazer consigo foi um comportamento espontâneo. trazer consigo etc.  CONCLUSÃO: a pluralidade de núcleos no mesmo contexto fático não desnatura a unidade do crime. a qualificação e os antecedentes do agente.  Na  denúncia  deve‐se  destacar  um  parágrafo  para  descrever  que  indubitavelmente  as  circunstâncias demonstradas eram de tráfico.  o  local  e  as  condições  em  que  se  desenvolveu  a  ação  criminosa.  51  desta  Lei.  A pluralidade de núcleos serve para o juiz no momento de quantificar a pena base.    Para  porte  de  arma  o  STF  se  divide:  parte  concorda  que  é  de  perigo  abstrato  e  outra  parte  diz  que  não. na lei de drogas o STF não trava essa discussão.  a  autoridade  de  polícia  judiciária.    “A”  traz  consigo  drogas  e  “B”  vigia  pra  ver  a  presença  de  policiais. Em razão da  permanência  do  crime  deve‐se  lembrar:  (1)  flagrante  a  qualquer  tempo  da  permanência.  33. 33 a tentativa ficou inviável.  não  exigindo  uma  vítima  concreta.  Cuidado! Alguns núcleos o crime é permanente: manter em depósito.  Fonte de Publicação DJ de 9/10/2003.343/06 > Dos Crimes em espécie  .  (2)  prescrição  só  começa a correr depois de cessada a permanência (art. tem considerado como crime de perigo abstrato.]    Página | 129   87 LEI DE DROGAS – Lei 11. moralmente reprovável e socialmente perigoso.  estende‐se  também  ao  promotor  e  ao  juiz. é crime impossível.    C) Tipo Subjetivo  O crime é punido a título de dolo.  Prevalece que o crime é de perigo abstrato.  Súmula  711  ‐  A  LEI  PENAL  MAIS  GRAVE  APLICA‐SE  AO  CRIME  CONTINUADO  OU  AO  CRIME  PERMANENTE.  O  relato  exigido  no  art. Basta ao acusador comprovar a conduta que o perigo dela é presumido por lei.  remetendo  os  autos  do  inquérito  ao  juízo:  I  ‐  relatará  sumariamente  as  circunstâncias  do  fato.  Está certo dizer que “A” e “B” vendiam? A venda foi provocada.

  bastando  conhecimento  da  sua  capacidade  para  tanto – é o que prevalece.  “caput”  o  objeto  material  (drogas)  está  previsto  na  portaria  344/98  (pune‐se  a  droga  pronta).2 Art.    A) Tipo Subjetivo:  O  crime  é  punido  a  título  de  dolo.3 Art. CULTIVA ou FAZ A COLHEITA. de PLANTAS que se constituam em  matéria‐prima para a preparação de drogas. plantas  § 1º Nas mesmas penas incorre quem:  [. §1º I – Tráfico de matéria prima  § 1º Nas mesmas penas incorre quem:    I ‐  importa.]  II ‐ SEMEIA.  traz  consigo  ou  guarda. o exame pericial é imprescindível.  tem  em  depósito.  Para a maioria.  insumo  ou  produto  químico..  Há  alteração  do  objeto material.  Já  no  art.  porque  se  obrigar o criminoso a declarar no imposto de renda os valores do tráfico está obrigando o criminoso a produzir  provas contra si.  O  §1º. insumo ou produto químico destinado à preparação de drogas.  Ex.  §1º  o  objeto  material  é  matéria  prima.  vende.  sem  autorização  ou  em  desacordo  com  determinação  legal  ou  regulamentar  (ELEMENTO  NORMATIVO  INDICATIVO  DA  ILICITUDE). eventualmente. Irá responder pelos dois.  33.343/06 > Dos Crimes em espécie  . exemplo pessoa que furta drogas apreendidas na delegacia.  fornece.  Para  Vicente  Greco  Filho  o  tipo  penal  dispensa  a  vontade  de  querer  empregar  a  matéria‐prima  na  produção  de  drogas..  ainda  que  gratuitamente.    # O produto químico tem que ter o efeito farmacológico? Não há necessidade de que os produtos tenham já de  per si os efeitos farmacológicos dos tóxicos a serem produzidos.  33.  A) Objeto Material  • Caput – drogas  • §1º.  produz. se prestem a essa finalidade.    #  É  possível  o  concurso  de  tráfico  e  sonegação  fiscal?  Ex. §1º.  10.  expõe  à  venda.:  traficante  sonega  imposto  dos  valores  produto  da  droga. a exemplo do “caput”.  #  Uma  pessoa  poderá  responder  com  drogas  e  furto  ao  mesmo  tempo?  Sim.  No  Direito  Penal  não  vigora  o  Princípio  do  “Non  Olet”  (contrário  do  Direito  Tributário).  10.  Devem  ter  a  finalidade  exclusiva  da  preparação  de  droga  ou  pode  ser  qualquer  produto  desde  que  sirva também para esse fim.  No  art. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou  regulamentar (ELEMENTO NORMATIVO INDICATIVO DA ILICITUDE).: a doutrina admite a tentativa.  oferece.    #  É  possível  tráfico  em  concurso  com  receptação?  Ex.  transporta. 33.2.2. matéria‐prima.  remete. II – plantas que sirvam de matéria‐prima  Entre o §1º I e o §1º II existe uma relação de especialidade.  I  compreende  não  só  as  substâncias  destinadas  exclusivamente  à  preparação  da  droga  como  as que.  fabrica.    B) Consumação  O crime consuma‐se com a prática de qualquer um dos núcleos.:  vender  drogas  em  troca  de  relógio  que  saber  ser  produto de roubo.3.  é  perfeitamente  possível  tráfico  em concurso com o furto da própria droga. 33.  exporta.    Obs.    B) Princípio ativo  Página | 130   LEI DE DROGAS – Lei 11.3. I – matéria‐prima  • §1º. II – Matéria prima especial.: éter sulfúrico e acetona – substâncias que servem para o refino da cocaína.  adquire.

      Lei 11. III – Utiliza ou consente que outro utilize local  § 1º Nas mesmas penas incorre quem:  [. embora de difícil ocorrência na prática.  sem  qualquer  indenização  ao  proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei.  não  está  entre  as  hipóteses  de  impenhorabilidade  do  bem  de  família.    Constituição Federal  Art. ou seja. não importa se pra uso próprio ou não.  drogas. – defendia que o fato era atípico.  2ª  C.  prevenção  e  repressão  do  crime de tráfico dessas substâncias..  DEPENDERÁ DE PERÍCIA    D) Tipo Subjetivo  O  crime  é  punido  a  título  de  dolo.  Não importa que a planta não apresente o princípio ativo.  sem  autorização  ou  em  desacordo  com  determinação  legal  ou  regulamentar  (ELEMENTO  NORMATIVO  INDICATIVO  DA  ILICITUDE). para o tráfico ilícito de drogas.  administração.4 Art. 28.  243.  ou  consente  que  outrem  dele  se  utilize. de acordo com a legislação em vigor.  Na  prática  não  faz  diferença  porque as penas são as mesmas.  3ª C.  guarda  ou  vigilância.    E) Consumação  Consuma‐se  com  a  prática  de  qualquer  um  dos  núcleos.  Tem  corrente  que  diz  que  é  possível  porque  ninguém  poderá  se  valer  da  garantia  do  bem  de  família  para  praticar  crimes.    # Que crime pratica aquele que planta para uso próprio?    LEI 6..    Parágrafo  único.  controle. 243 da Constituição  Federal. §1º ‐ média ou grande quantidade – tráfico.  16)  –  Art.2. conforme o disposto no art. é compatível com as exceções de impenhorabilidade do bem de família.    C) Condutas  Aquele  que  planta.  que  recolherão  quantidade  suficiente  para  exame  pericial. pois o que a lei exige é que esta se destine  à preparação da droga como matéria‐prima.368/76  LEI 11.  analogia “in bonan partem”.  32º  As  plantações  ilícitas  serão  imediatamente  destruídas  pelas  autoridades  de  polícia  judiciária.      Esse crime poderá ter desdobramento administrativo.  posse.  ainda  que  gratuitamente.  para  o  cultivo  de  produtos  alimentícios  e  medicamentosos.3.  10. §1º ‐ “no tipo de pequena quantidade”. 33.  A doutrina admite a tentativa..  –  é  crime  plantar  matéria  para  produção  de  Art. O que não pode é aplicar o concurso de delitos.  colhe  e  produz  responderá  pelo  mesmo  crime.]  III ‐  utiliza  local  ou  bem  de  qualquer  natureza  de  que  tem  a  propriedade.  Todo  e  qualquer  bem  de  valor  econômico  apreendido  em  decorrência  do  tráfico  ilícito  de  entorpecentes  e  drogas  afins  será  confiscado  e  reverterá  em  benefício  de  instituições  e  pessoal  especializados  no  tratamento  e  recuperação  de  viciados  e  no  aparelhamento  e  custeio  de  atividades  de  fiscalização.]  §  4º  As  glebas  cultivadas  com  plantações  ilícitas  serão  expropriadas. 33.  –  deve  responder  por  porte  para  uso  (art.343/06    Art.  de  tudo  lavrando  auto  de  levantamento  das  condições  encontradas.  além  disso.343/06 > Dos Crimes em espécie  .   [.  com  a  delimitação  do  local..  Na  modalidade  cultivar  o  crime  é  permanente.  asseguradas  as  medidas  necessárias  para  a preservação da prova.  As  glebas  de  qualquer  região  do  País  onde  forem  localizadas  culturas  ilegais  de  plantas  psicotrópicas  serão  imediatamente  expropriadas  e  especificamente  destinadas  ao  assentamento  de  colonos. §1º.      # É possível haver expropriação sanção quando se trata de bem de família?  Há  divergência.  Página | 131   LEI DE DROGAS – Lei 11.  devendo  o  agente  ter  consciência  de  que  sua  planta  tenha  capacidade de produzir droga. expropriação sanção.343/06  1ª  C.

  33. Emprestar dinheiro para usuário.  pois  se  pede  a  legalização  e  não  se  faz  o incentivo ao uso.  §2º.  tráfico ou o uso.  admitindo  tentativa  na  modalidade  escrita  –  carta interceptada.3. mas sim o delito previsto no art. 287 CP 88 )  O  incentivo  genérico  dirigido  a  pessoas  incertas  e  indeterminadas  não  caracteriza  o  crime  do  art.  Infração  de  médio  potencial  ofensivo  que  admite suspensão do processo. INSTIGAR ou AUXILIAR alguém ao uso indevido de droga:  Pena ‐ detenção.2.  Auxiliar: assistência material.  Sujeito Passivo: ao lado da coletividade têm‐se a pessoa instigada.368/76  Lei 11.  (Pena  1  a  3  anos). e multa de 100 (cem) a 300 (trezentos) dias‐multa.  de três a seis meses.  Na  segunda  forma  (consentir).   06   de   novembro   de   2010. induzida ou auxiliada.  sendo possível a tentativa.    Página | 132   LEI DE DROGAS – Lei 11.  10.   A) Sujeitos  Sujeito Ativo: qualquer pessoa. de 1 (um) a 3 (três) anos. (Pena de 5 a 15 anos)  Î Se  for  utilizado  para  o  uso  de  drogas.:  marcha  para  legalização  do  cânhamo  não  será  apologia  ao  crime.  apologia  de  fato  criminoso  ou  de  autor  de  crime:  Pena ‐  detenção.  A finalidade de lucro é dispensável.    Liberdade provisória no tráfico????    Sábado.  basta  a  mera  permissão.  A) Conduta punida  # Para o agente responder pelo inciso III deve ter a posse legítima do imóvel?  É irrelevante se o agente tem a posse tem a posse legítima ou ilegítima do imóvel. ou multa.  §2º da Lei de drogas.    B) Condutas  Induzir: faz nascer a ideia.343/06 > Dos Crimes em espécie  .  Instigar: reforça ideia preexistente. §2º ‐ Induzir.                                                                88   Apologia  de  crime  ou  criminoso ‐  Art.  Deve‐se  emprestar  o  imóvel  sabendo  que  lá  iria  se  realizar  o  tráfico. instigar ou auxiliar a uso  § 2º INDUZIR.    Obs. caso contrário configuraria responsabilidade penal objetiva.  publicamente.    D) Consumação  Prevalece que o crime se consuma quando a pessoa incentivada faz efetivo uso da droga.    B) Tipo Subjetivo  O  crime  é  punido  a  título  de  dolo.  A denúncia oferecida sem o elemento normativo indicativo da ilicitude será considerada inepta.343/06  Tráfico  –  consentir  para  a  utilização  de  imóvel  para  o  Tráfico ‐ consentir utilização para o tráfico. 287 do CP.  287 ‐  Fazer.    C) Diferença com o crime de apologia ao crime (art.    C) Consumação  Na  primeira  modalidade  (agente  utiliza  local)  o  crime  se  consuma  com  o  efetivo  proveito  do  local.  33.  caracteriza  o  art. 33.5 Art.    # Emprestar o imóvel para o uso da droga?    Lei 6.

  28  não  traz  crime  e  não  prevê  penas.  Ausente essa finalidade especial irá para o “caput”..  [.:  oferecer  droga  para  ver  se  usuário  gosta  para  continuar  comprando)  como  o  lucro  imediato.]  §  3º  Oferecer  droga.  estaria  respondendo  com  dois  crimes.  pena  de  5  a  15  anos.  No  tráfico  de  menor  potencial  ofensivo  é  necessário  o  elemento  subjetivo  negativo  –  fim  especial  que  não pode estar presente para configurar o crime.. 33. 33.343/06 diz que é uma infração de menor potencial ofensivo.  • Não integre organização criminosa. 33. sem prejuízo das penas previstas no art.  finalidade  especial  que  tem  que  existir.2.500  (mil  e  quinhentos) dias‐multa.  vedada  a  conversão  em  penas  restritivas  de  direitos.    10.  É uma causa de diminuição de pena.343/06 > Dos Crimes em espécie  .  28..  • Agente primário.]  § 4º Nos delitos definidos no caput e no § 1o deste artigo.  Caso  contrário  recairá  nas  penas do “caput”. portanto passível de restritivas de direitos.    A  pena  é  de  detenção  além  daquelas  previstas  no  art.  “caput”.3.  com  o  tráfico  de  menor  potencial  ofensivo  seja  processado  e  julgado  nos  Juizados Especiais.6 Art.  • Agente com bons antecedentes.  caso  contrário  também  recairá no “caput”. O vínculo pode ser de amizade.    O tráfico pode ser da competência do juizado especial  É  possível  nesse  caso. não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.    B) Consumação  O crime se consuma com o efetivo oferecimento da droga dispensando o consumo. as penas poderão ser reduzidas de um sexto a  dois  terços. 33.  Pessoa  de  seu  relacionamento:  deve  ser  pessoa  de  seu  relacionamento. “caput” e §1º.  Prevalece  que  a  expressão  “poderão”  é  um  poder‐dever.  não  poderá  beneficiá‐lo com o art. Não abrange os §§ 2º e 3º.  Juntos  a  consumirem:  elemento  subjetivo  positivo  leia‐se.  a  pessoa  de  seu  relacionamento. já que integrante de organização criminosa.  eventualmente  e  sem  objetivo  de  lucro. 33. §3º ‐ Oferecer droga a pessoa de seu relacionamento  Art.  Sem  objetivo  de  lucro:  lucro  significa  tanto  o  lucro  mediato  (ex.  de  bons antecedentes.3.    A) Condutas  Oferecer  droga:  o  oferecimento  deve  ter  a  elementar  eventualmente. sendo possível que a pena fique aquém de 4 anos.2. §4º ‐ Tráfico privilegiado  Art..  direito  subjetivo  do  réu.  desde  que  o  agente  seja  primário.  Com  isso. parentesco.  aplicando‐se  o  §4º  poderá  ser  reduzida  de  1/6 a 2/3.  • Não se dedique às atividades criminosas.  Requisitos (CUMULATIVOS):  • Delito definido no art.  seria  mais  um  argumento  para  a  aqueles  que  dizem  que  o  art. 28.  33.  porte para uso.  A  condenação  no  art.  para  outros.7 Art.  A  se  aferir  o  objetivo  de  lucro  o  agente  irá  recair  no  caput. 33 – [.  para  juntos a consumirem:  Pena  ‐  detenção.  e  pagamento  de  700  (setecentos)  a  1.  preenchidos  os  requisitos o juiz deve privilegiar o delito diminuindo a pena.  10.    Se  o  promotor  denunciar  alguém  pelos  33  +  35  e  o  juiz  condená‐lo  também  pelo  último.  Na  antiga  lei  o  comportamento  previsto  nesse  tipo  para  alguns  era  considerado  tráfico.  prevê medidas educativas já que configuraria bis in idem.  Página | 133   LEI DE DROGAS – Lei 11. O legislador com a lei 11.  de  6  (seis)  meses  a  1  (um)  ano.

368/76  Lei 11.3.  antecedentes etc.  entregar  a  qualquer  título.  §4º.  decidiu  que  a  vedação  que  a  substituição  da  pena  privativa  de  liberdade  em  restritiva  de  direitos  é  inconstitucional.  Fabricar.343/06  Tráfico de drogas  3 a 15 anos  Tráfico de drogas  5 a 15 anos  Agente  primário.  ainda  que  gratuitamente.  33  e  34  no  mesmo  contexto  fático.  pois  seria  combinação  de  leis.  bons  §4º  ‐  redução  de  1/6  a  antecedentes.  Se  reduzir 2/3 de 5 anos terá 1 ano e 8 meses.  Ainda  há  julgados  no  Supremo  não  admitindo  a  retroatividade.  2/3    Há 4 correntes discutindo a retroatividade:  1ª  CORRENTE  ‐  não  retroage.  Praticados  o  art.  Porém o legislador.  33  absorve  o  art.  34.  Para a maioria é imprescindível o exame pericial.  33.1 Critério para redução de pena  # Qual o critério norteador para que o juiz reduza a pena de 1/6 a 2/3?  A redução de 1/6 a 2/3 é baseada na quantidade e tipo da droga.  O elemento normativo indicativo da ilicitude não poderá faltar na denúncia.  10.  possuir.  o  art.  no  mesmo  contexto  fático.  bons  Art.  adquirir.  maquinário.000  (dois  mil)  dias‐multa.200  (mil  e  duzentos)  a  2.  2ª  CORRENTE  –  retroage.  #  O  maquinário  deve  ter  sido  criado  especificamente  para  o  fim  de  fabricar.  33.  Quem  tem  que  vedar  ou  não benefícios penais ou processuais penais é o juiz analisando o caso concreto.3. Se reduzir 2/3 de 3 anos restará 1 ano.   Cuida‐se  de  delito  subsidiário.  34.  guardar  ou  fornecer. 34)  Art.  produzir  ou  transformação  de  droga?  Não  existem  aparelhos  de  destinação  exclusivamente  a  essa  finalidade.  34  é  delito  subsidiário.  praticando  o  agente.  No  dia  1º  de  setembro  de  2010.  distribuir.  O  juiz  irá  considerar  o  art.343/06 > Dos Crimes em espécie  .  oferecer.  tráfico  de  drogas  e  de  maquinários.  34  fica  absorvido.  isto  é.  produção  ou  transformação  de  drogas.  3ª  CORRENTE  –  retroage  sem  a  necessidade  de  se  respeitar  saldo  mínimo.  vender.  aparelho.  10.  Do art.  A  questão  não  está  consolidada  no  STF. para atestar que aquele aparelho teria a capacidade  de produzir ou preparar droga.7.  instrumento  ou  qualquer  objeto  destinado  à  fabricação.  julgando  o  HC  97256.3 Tráfico de maquinários (art.  utilizar.  Laurita  Vaz  (STJ)  segundo  o  qual  o  réu  deve  ser  chamado para escolher o melhor.  O  Pleno  discordou  de  vedações  de  garantias  penais  e  processuais  penais  com  base  na  gravidade  do  crime  em  abstrato. etc.  C) Tipo subjetivo  Página | 134   LEI DE DROGAS – Lei 11.  e  pagamento  de  1.  34  na  fixação  da  pena  do  art.  o  art.  transportar.  não  existia  na  lei  anterior. observando essa possibilidade.  vedada  no  Direito  Penal.2.  de  3  (três)  a  10  (dez)  anos.    O  benefício  do  art.  Esse  benefício  retroage  para  alcançar  os  traficantes da lei anterior?    Lei 6.  Lâmina  de  barbear  não  serve  para  produzir  preparar  droga  e  sim  para  separar  droga  que  já  está  pronta.  preparação.  o  STF.  Qualquer  instrumento  ordinariamente usado em laboratório químico pode vir a ser utilizado na produção de drogas. vedou a conversão (o certo seria substituição) em  restritivas de direitos.  O  art.  porém  deve  respeitar  um  saldo  mínimo  de  pena  de  1  ano  e  8  meses. 34 alterou‐se o objeto material do delito: de drogas para maquinário.  Não  pode  o  legislador  substituir‐se  ao  magistrado  no  desempenho  de  sua  atividade  jurisdicional.  sem  autorização  ou  em desacordo com determinação legal ou regulamentar:  Pena ‐  reclusão.  É  a  corrente  que  prevalece. 59 do CP  Agente  primário.  Combinando  leis o juiz estaria se passando por legislador.  4ª  CORRENTE  –  entendimento  adotado  pela  Min. 33 para o art.

 “caput”  ≥2  Art.    “Reiteradamente ou não” não diz respeito à natureza da associação.  independentemente  dos  crimes  do  art.:  também  é  um  delito  autônomo.4 Associação criminosa (art.  Ocorrendo  os  artigos 33 e 34 concurso material de delitos.  independentemente  do  art.  qualquer  dos crimes previstos nos arts.  Obs.  2.  Associação estável e permanente  Associação estável e permanente  Associação estável e permanente  Obs.    Ex. 33. “caput”  Associarem‐se 2 ou mais pessoas (≥2)  Para  o  fim  de  cometer  crimes  do  art. mas sim os crimes que ela busca  realizar que poderá ser reiteradamente ou não. 36 desta Lei.:  é  também  delito  autônomo.   Nas  mesmas  penas  do  caput  deste  artigo  incorre  quem  se  associa  para  a  prática  reiterada do crime definido no art. Pena de 5 a 15 anos  1. parágrafo único  ≥2  QUADRILHA (288 do CP)  Associarem‐se mais de 3 pessoas (≥4)  Para o fim de cometer crimes  Para  o  fim  de  cometer  crimes  Para  o  fim  de  cometer  de  tráfico  Para o fim de financiar ou custear a  futuros  de drogas ou maquinários.  reiteradamente  ou  não. 35.  Agente: primário.  A doutrina admite possível a tentativa.:  a  quadrilha  é  delito  Obs. numa verdadeira analogia “in bonan partem”. Porém no caso de 2 pessoas  Página | 135   LEI DE DROGAS – Lei 11.  e  pagamento  de  700  (setecentos)  a  1. 36).  D) Consumação   Se consuma com a prática de qualquer um dos núcleos.  171  em  concurso  material  com  o  art.  33  ou  34. 33 para o art. Não há droga.  288. animus associativo. O mesmo valerá para os casos de tráfico.:  4  pessoas  unem‐se  para  praticar  estelionato.  chegando  em  uma  pena  de  até  1  ano  e  8  com  os  mesmos  3  anos  embora  o  crime  seja  menos  meses. 35 independentemente  autônomo.  35. bons antecedente (etc.) redução de  Agente: primário.:  a  quadrilha  é  delito  autônomo. e 34 desta Lei:  Pena ‐  reclusão. 33)  TRÁFICO DE MAQUINÁRIOS (art.  O parágrafo único é também uma associação. Droga está pronta e traz mais perigo.  O crime é punido a título de dolo.  punida  Obs.  Associação deve ser estável e permanente  Associação deve ser estável e permanente  Obs.  prática do tráfico (art. caput e § 1o. 35.  “caput”  e  §1º ou 34 da lei de drogas.  Guardar é permanente.  Consuma‐se com a formação da sociedade protraindo‐se no tempo.  punida  punir o art.200  (mil  e  duzentos)  dias‐multa. 35)  Art. 35.  A doutrina está sugerindo o privilégio do art. 34.  punir  o  art. Pena de 3 a 10 anos  2.  de  3  (três)  a  10  (dez)  anos.  35  independentemente dos crimes por ela praticados.  33  ou  34.  de delitos.  grave que o tráfico.   Associarem‐se  duas  ou  mais  pessoas  para  o  fim  de  praticar.    QUADRILHA (288 do CP)  ≥4  Art.  33.  Responderão  pelo  art.  Art. 34)  1. Duas pessoas associadas o crime  está consumado e durante o tempo da sociedade protrai‐se a consumação.  Parágrafo  único.343/06 > Dos Crimes em espécie  .    TRÁFICO DE DROGAS (art.  Ocorrendo  os  artigos  33  e  34  concurso  material  por ela praticados.:  é  também  delito  autônomo.  10. bons antecedentes (etc) a pena fica  1/6  a  2/3.  Crime punido a título de dolo.3.

  VII  aumenta  pena  do  art. Apesar de não expresso no tipo. chamado crime vago.  papagaio  –  gírias  para  rotular  esse  colaborador.    B) Condutas  Financiar: Sustentar os gastos. 35 diz somente diz “reiterada” do crime previsto no art. custeio do tráfico (art.  Colaborar. deve criar necessária dependência do traficante.  dispensa  reiteração  de atos.  O  art.  Custear: prover despesas para traficante de drogas ou maquinários.  de  2  (dois)  a  6  (seis)  anos. 33.  Quando  o  sustento  não  é  habitual  só  há  uma  causa  de  aumento  do  tráfico.  36  a  37  se  o  agente  financiar  ou  custear  a  prática  do  crime  –  nítido  bis  in  idem. solta fogos para avisar a chegada da polícia.    Página | 136   LEI DE DROGAS – Lei 11. pois não existe a tentativa no crime habitual.  sem  o  seu  financiamento  ou  custeio  a  prática  desses  crimes  ficaria  impossível.  de  8  (oito)  a  20  (vinte)  anos.  40.3. crime comum.  Segundo  entendimento  do  professor  o  crime  do  art.  pois.  É  o  chamado  fogueteiro.    D) Consumação  Com o efetivo financiamento ou custeio.  33. e 34 desta Lei:  Pena  ‐  reclusão.    a.  Sujeito passivo: coletividade.  ou  seja.  com  grupo.  “caput”  e  §1º  e  o  34  não  são  habituais.  e  pagamento  de  1.  35. 37)  Art.  e  pagamento  de  300  (trezentos)  a  700  (setecentos)  dias‐ multa.  36. Habitualidade  # É crime habitual (exige a reiteração de atos) ou não habitual?  De  acordo  com  a  maioria  da  doutrina  o  crime  do  art.  ou  seja.  organização  ou  associação  destinados  à  prática  de  qualquer dos crimes previstos nos arts.  É  imprescindível  a  relevância  do  sustento.  37  com  aumento  do  art.  40.  36  é  crime  habitual  responderá  somente  pelo  36  +  40.  33.  A  carta  convidando  seria  ato  preparatório.  10.  36  não  é  habitual.  a  conduta  configurará associação para o tráfico.  Fundamentos:  (1)  financiar  e  custear  indicam  habitualidade.5 Financiamento.  (2)  o  art.343/06 > Dos Crimes em espécie  .   Financiar  ou  custear  a  prática  de  qualquer  dos  crimes  previstos  nos  arts.  caput  diz  “reiteradamente  ou  não”  porque  os  crimes  do  art. entende a doutrina.    C) Tipo Subjetivo  Punido a título de dolo.  A) Sujeitos  Sujeito ativo: pode ser praticado por qualquer pessoa. caput e § 1o. Se o colaborador for funcionário público irá responder  pelo  art.6 Colaboração para organização criminosa (art.3.  10.  A) Sujeitos  Sujeito Ativo: qualquer pessoa.  se  permanente  e  estável.  A  maioria  não  admite  a  tentativa  em  associação  criminosa.  36  é  habitual.  37. que a conduta do  informante  colaborador  necessariamente  precisa  ser  eventual.  e  34  desta Lei:  Pena ‐  reclusão.  como  informante.  II.    B) Tipo Subjetivo  Crime é punido a título de dolo.  caput  e  §  1o.500  (mil  e  quinhentos)  a  4.  Já  o  parágrafo  único do art.  Não  pode  ser  um  colaborador  que  tenha  missão  dentro  da  organização  de  avisar  quando  a  polícia  está chegando que daí será integrante. 36.  Influenciada na possibilidade ou não da tentativa.  (3)  art.  Não  será  qualquer  valor  que  torna  o  agente  que  contribuidor  ou  financiador  do tráfico. 36)  Art.  VII. sozinha ou associada a outra.000  (quatro  mil) dias‐multa.

Tentativa  A  tentativa  é  a  não  consumação  por  circunstâncias  alheias  à  vontade  do  agente. dentista.3. 15  Art.  na  dose  • Prescrever  ou  ministrar  droga  errada.  culposamente.  profissional de enfermagem.  • Prescrever  ou  ministrar  droga  errada.368/76  Lei 11. culposamente.  farmacêutico  ou  profissional de enfermagem.  Foro  por  prerrogativa de função).    Os  núcleos  prescrever  ou  ministrar  exigem  ainda  que  sejam  os  profissionais  previstos  na  lei  anterior:  médico.:  sofrendo  o  paciente  danos  à  sua  saúde  física  ou  mental.  C) Consumação  Esse crime se consuma com qualquer ato indicativo de colaboração.    B) Tipo Subjetivo  É o único crime culposo na lei de drogas. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos.  38.  ou  mesmo  a  morte. drogas (art.    a.  errada.   O  juiz  comunicará  a  condenação  ao  Conselho  Federal  da  categoria  profissional  a  que  pertença o agente.  # O veterinário ou o nutricionista está abrangido?  Com a nova redação abrangemos veterinário e nutricionista.  Admite‐se tentativa como carta interceptada. Não previstos na lei anterior.  haverá  crime  de  lesão  culposa ou homicídio culposo em concurso formal com o artigo 38 da Lei de Drogas.  Delito plurisubsistente.  Na  conduta  “ministrar” consuma‐se no momento da aplicação da droga  Obs.    Lei 6.  na  dose  certa.368/76  Lei 11.  e  o  crime  culposo  não admite tentativa.  farmacêutico  e  Não  fala  mais  em  médico. e pagamento de 50 (cinqüenta) a 200 (duzentos) dias‐ multa.    C) Consumação  Na  modalidade  “prescrever”  o  crime  se  consuma  com  a  entrega  da  receita  ao  paciente.      (VER  SITE  INJUR  –  Artigos:  bem  jurídico  tutelado  na  tortura.  certa.343/06  Art.  na  dose  • Prescrever  ou  ministrar  droga  certa.   Prescrever  ou  ministrar.  dentista.  sem  que  delas  necessite  o  paciente.  Página | 137   LEI DE DROGAS – Lei 11.  na  dose  certa para paciente errado.    A) Sujeitos  Sujeito Ativo:     Lei 6.  ou  fazê‐lo  em doses excessivas ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar:  Pena ‐ detenção. 38)  Art.343/06  Condutas negligentes  Condutas negligentes  • Prescrever  ou  ministrar  droga  certa.343/06 > Dos Crimes em espécie  .7 Prescrever ou ministrar.  na  dose  errada. 38  Sujeito  Ativo:  médico.  Regime  Disciplinar  Diferenciado.  Sujeito  passivo:  coletividade  e  a  pessoa  que  recebe  a  receita  ou  a  droga  sofrendo  risco  para  sua  saúde.  drogas.  dentista. farmacêutico ou profissional de enfermagem.  Parágrafo  único.    10.  • Prescrever  ou  ministrar  droga  certa.

  poderá  se  consumar  apenas  dando  direção  ao  veículo  em  movimento.    1.3.  II  ‐  o  agente  praticar  o  crime  prevalecendo‐se  de  função  pública  ou  no  desempenho  de  missão  de  educação.  grave  ameaça.  33  a  37  desta  Lei  são  AUMENTADAS de UM SEXTO A DOIS TERÇOS.  serão  de  4  (quatro)  a  6  (seis)  anos  e  de  400  (quatrocentos)  a  600  (seiscentos)  dias‐multa.   As  penas  de  prisão  e  multa.   V  ‐  caracterizado  o  tráfico  entre  Estados  da  Federação  ou  entre estes e o Distrito Federal.  de  serviços  de  tratamento  de  dependentes  de  drogas  ou  de  reinserção  social.  além  da  apreensão  do  veículo. Condutas  Conduzir:  não  significa  motor  ligado. com a mesma pena inclusive.   Conduzir  embarcação  ou  aeronave  após  o  consumo  de  drogas.  esportivas.  recreativas.  Trata‐se  de crime de perigo concreto.  ou  beneficentes. 40)  culturais. 39)  É imprescindível estar sob o efeito de drogas    2. 39)  Art.  parágrafo  único ‐  aqui  a  infração  deixa  de  ser  de  médio  potencial  ofensivo  e  passa  a  ser  de  grande potencial ofensivo. 306 do CTB. 40)    Art.  39.  Página | 138   .    3.  de  unidades  militares ou policiais ou em transportes públicos.343/06 > Majorantes (art.  A  condução normal será mera infração administrativa.  LEI DE DROGAS – Lei 11.  mas  admite  suspensão  condicional  do  processo. e pagamento de 200 (duzentos) a 400 (quatrocentos) dias‐multa.  sociais.  Expondo a dano potencial: é imprescindível que a conduta do agente rebaixe o nível de segurança.  Sujeito  Passivo:  primário  é  a  coletividade  e  secundário  qualquer  pessoa  posta  em  risco  pela  conduta  do agente. exceto este crime que não precisa de  resultado naturalístico.  aplicadas  cumulativamente  com  as  demais.  de  ensino  ou  hospitalares.   A) Sujeitos  Sujeito Ativo: crime comum.  Um dos requisitos do crime culposo é o resultado naturalístico.  de  sedes  de  entidades  estudantis. pode ser praticado por qualquer pessoa. Consumação  Não  basta  a  condução  anormal.8 Conduzir embarcação ou aeronave após consumo de drogas (art. Tipo Subjetivo  Crime punido a título de dolo.  ou  qualquer  processo  de  intimidação difusa ou coletiva.  Parágrafo  único.    10.  No caso de veículo automotor é crime do art.  é  necessária  a  condução  anormal  causando  perigo  de  dano. guarda ou vigilância.  poder  familiar.  expondo  a  dano  potencial  a  incolumidade de outrem:  Pena  ‐  detenção.  de  locais  de  trabalho  coletivo.    Conduzir após consumo de drogas  Normal  Infração administrativa  Condução  Anormal  Crime (art.   As  penas  previstas  nos  arts.  de  recintos  onde se  realizem espetáculos  ou  diversões  de  qualquer  natureza.  III  ‐  a  infração  tiver  sido  cometida  nas  dependências  ou  imediações  de  estabelecimentos  prisionais.  não  admite  transação. se:  I  ‐  a  natureza.  a  procedência  da  substância  ou  do  produto  apreendido  e  as  circunstâncias  do  fato  evidenciarem  a  transnacionalidade do delito.  se  o  veículo  referido  no  caput deste artigo for de transporte coletivo de passageiros.  IV ‐  o  crime  tiver  sido  praticado  com  violência.  40.  cassação  da  habilitação  respectiva  ou  proibição  de  obtê‐la.  Art.    Infração  de  médio  potencial  ofensivo.4 Majorantes (art.    10.  de  6  (seis)  meses  a  3  (três)  anos.  39.  pelo  mesmo  prazo  da  pena  privativa  de  liberdade  aplicada.  emprego  de  arma  de  fogo.

 dispensando vínculo entre nacionais e  estrangeiros de países soberanos. Porém  todos os crimes em incisos previstos do art. para o tráfico que ocorre de um navio em alto mar para o Brasil.4.  10.4.  A lei nova aboliu também o concurso de pessoas como causa de aumento. basta que a infração tenha a  sua execução iniciada ou terminada fora dos limites do nosso território.  quem  tem  o  mister  de  guardar  o  local  onde se encontra a droga. doméstico. 33 a 37 estão abrangidos.  não  gerava  o  aumento  o  simples  fato  de  aquisição  da  droga  na  Bolívia  exigindo‐se vínculo entre nacionais e estrangeiros em atividade.  em  alguns  segundos. 40)  . por qualquer motivo.4.  Na  vigência  da  lei  6.  Não  havendo  justiça federal no local.  Essa  majorante  dispensa  habitualidade  e  a  competência  passa  a  ser  da  Justiça  Federal.  Quando  se  falava  em  tráfico  internacional  era  a  droga  que  transitava  entre  dois  países  soberanos.1.  VII ‐ o agente financiar ou custear a prática do crime.  Esse rol do inciso III é taxativo.  o  inquérito  deverá  ser  enviado  a  Justiça  Estadual.1.368/76..  Para  incidir  esse  aumento  é  imprescindível  que  esses  locais  façam  parte  da  intenção  do  agente.  Tanto importação como exportação. Com isso aplica‐se. ou entre estes e o Distrito Federal.3 Inciso III – dependências ou imediações de locais.  Missão de educação: professor e aluno  Poder familiar: pais e filhos.2 Inciso II – praticado por funcionário público  Basta  agir  prevalecendo‐se  de  função  pública. porque na lei anterior incidia apenas se o agente era funcionário público ligado ao tráfico.    O crime culposo e a condução de embarcação ou aeronave não serão abrangidos pelo art.  ou  em  local  de  passagem  obrigatória  ou  normal  das  pessoas  que  saem  do  estabelecimento ou a ele se dirigem.  Guarda  ou  vigilância:  a  quem  é  confiada  a  guarda  das  drogas. A lei  nova aboliu essa causa de aumento.  com  alguns  passos.    10.6 Inciso VI  A lei anterior aumentava a pena se a pessoa envolvida tivesse idade igual ou superior a 60 anos.343/06 > Majorantes (art.  adotando  o  previsto  na  Convenção  de  Palermo.        Associação       • Permanente  Associção permanente  • Art.4 Inciso IV – prática de violência ou grave ameaça  Praticado com violência ou grave ameaça.1.1. deverão os autos ser encaminhados para a subseção mais próxima.  A competência é ditada pela prevenção do local de apreensão da droga.  Em  que  pese  a  polícia  federal  está  legitimada  investigar. art.  VI  ‐  sua  prática  envolver  ou  visar  a  atingir  criança  ou  adolescente ou a quem tenha.  10.1 Inciso I – Transnacionalidade  Na lei anterior não se falava em transnacionalidade do delito.1.  10.1.  Imediações:  abrangem  a  área  em  que  poderia  facilmente  o  traficante  atingir  o  ponto  protegido.1.  para  evitar responsabilidade penal objetiva..  Tráfico  transnacional  não  exige  dois  países  soberanos. Com a mudança.1. porém entre Estados da Federação. mas sim tráfico internacional.1.1.  10.5 Inciso V – tráfico nacional  Tráfico interno.4. 40.  10. por exemplo. diminuída  ou suprimida a capacidade de entendimento e determinação.4. 71 CPP.1.4.  não  importa  se  essa  função  está  ligada  ou  não  ao  tráfico. 14  Associação      • Ocasional  Página | 139   LEI DE DROGAS – Lei 11.1.

 §1º.1 Arts.  desde  que  não  reincidente  específico  (reincidente nos delitos previstos no art. Na jurisprudência não há manifestação ainda.  33  “caput”.)  ‐‐‐‐‐          Não  há  nenhuma  posição  prevalecendo.  julgar  inconstitucional  a  vedação  da  liberdade provisória e do “SURSIS”. Se a restritiva de direitos é inconstitucional em razão da proibição  da  gravidade  em  abstrato. 36  Arts.  33. 44)  Art.  A lei de drogas não falou nada sobre progressão de regimes. 18.2 Hediondos (art. 12 (drogas)  Art.)  Constituição  Art.  tráfico  de  44.  44. 44.343/06 > Majorantes (art.  por  exemplo.4.  Parágrafo  único.  também  deverá.)  Art. §único  Crime  hediondo  ou  equiparado  –  livramento  condicional  ‐  cumprir  mais  de  2/3.  • • • Art. 12 (drogas)  Art.  dar‐se‐á  o  livramento  condicional  após  o  cumprimento de dois terços da pena.         A CF/88 equiparou a hediondo o tráfico de drogas    Lei 6. 34 a 37  Logo 35 e 37 progridem com 1/6 da pena  Logo  o  art.  Art.4.  Vicente  Greco  Filho  adota  a  segunda  corrente.  Lei  de  drogas  –  livramento  condicional  –  cumprir  2/3.4.  desde  que  reincidente específico (reincidente em delitos hediondos ou equiparados). “caput”.1. 44 da Lei de Drogas). 33 caput. 33 “caput”. III      10.  10. 33.      Página | 140   LEI DE DROGAS – Lei 11.2.2 Art.  indulto.  35  e  37  progressão  com  2/5  (primário)  a  3/5 (reincidente)  10.  Portanto.  alguém  que  for  condenado  por  estupro. §1º e 34 a 37  Insuscetíveis de:  • Fiança  • SURSIS.2.   Os  crimes  previstos  nos  arts.343/06  1ª C  2ª C  3ª C  1ª C  2ª  Art.  poderá  ser  beneficiário  do  livramento  condicional.  e  34  a  37  desta  Lei  são  inafiançáveis  e  insuscetíveis  de  sursis. 34 a 37  Art. 34.  graça.    1ª CORRENTE  2ª CORRENTE  É equiparado a hediondo  É equiparado a hediondo  Arts.  • Graça. 14 (assoc.  • Liberdade provisória  • Restritivas de direitos    O  STF  julgou  a  vedação  da  restritiva  de  direitos  é  inconstitucional. 34  Todos  os  crimes  não  fala  em  referidos no art.  maquinário  Art. 40)  .   Nos  crimes  previstos  no  caput  deste  artigo.  obedecendo  a  coerência. anistia e indulto. 13 (maqu. 13 (maqu. vedada sua concessão ao reincidente específico.  §1º e 36  §1º.  caput  e  §  1o.  mas  é  minoria  na  doutrina.368/76  Lei 11. 33.  anistia  e  liberdade  provisória. 12 (drogas)  Art.  Para  não  fazer  jus  ao  livramento  ele  tem  que  ser  reincidente  específico  nos  crimes  previstos  no  caput.  vedada  a  conversão  de  suas  penas  em restritivas de direitos.  porque  o  legislador  não  pode  legislar com base na gravidade em abstrato.1. §1º.

  IV  –  dentre  os  objetivos  da  República  está  a  promoção  do  bem  de  todos.  (3)  deve  ser  imprescritível  e  (4)  insuscetível de liberdade provisória com fiança.  A  discriminação  por  si  só  não  é  crime.  3º.  O  STF  entendeu  que  o  crime  de  racismo  é  imprescritível  porque tal delito jamais poderá cair no esquecimento.  oriunda  de  pré‐julgamento.4 Outros tipos penais  Lei 2.  11.  11.  4º ‐  art.  Lei 9.  O  preconceito  por  si  só  não  é  crime  porque  se  no  seu  íntimo  você  Página | 141   RACISMO – Lei 7. cor.5 Análise da Lei 7. de 15/05/97)  A) Discriminar: significa promover distinção. A conduta discriminatória  dirige‐se  a  outra  pessoa  no  sentido  de  privá‐la  do  acesso  ou  gozo  de  determinado  bem  ou  direito.  Os crimes hediondos não são imprescritíveis.  Deve  ela  se  somar  ao  preconceito  para  que  o  delito  seja  caracterizado (o móvel da discriminação deve ser o preconceito). etnia. 140.  sem  preconceito  de  origem.  11.  vedar‐se‐ia também.  5º.  11. sexo.  o  problema  é  provar  a  motivação  preconceituosa.  XLII  –  a  prática  do  racismo  constitui  crime  inafiançável  e  imprescritível.889/56 (Lei do Genocídio)  Art.716/89  11.  3º ‐ art.  2º ‐ art.    1º  ‐  art. cor etc.    # Qual a razão de se declarar a imprescritibilidade de um crime?  Isso  foi  objeto  de  discussão  no  HC  82424.1 Elementos normativos do art. 1º.  em  relação  a  esse  delito  não  cabe  liberdade  provisória com fiança.716/89 > Tratamento na Constituição Federal  .455/97 (Lei de tortura) – art. VIII – a República rege‐se nas relações internacionais com repúdio ao racismo.459.  B) Preconceito: significa opinião formada antecipadamente referindo‐se a uma atitude interna do agente.1 Tratamento na Constituição Federal  A constituição demonstra a preocupação em coibir o delito de racismo.  Desse inciso XLII entende‐se que (1) o racismo deve ser criminalizado não podendo ser tratado como  era  contravenção  penal.  11. exclusão.3 Inafiançabilidade  Crime  de  racismo  por  conta  de  Constituição  Federal.  Carmen  Lúcia  que  manifestou‐se  no  sentido  de  que  tendo  sido  vedada  a  fiança. 1º  Art. I.  os  crimes  resultantes  de  discriminação  ou  preconceito  de  raça. restrição ou preferência.  A  própria  constituição  federal  estabelece  as  duas  formas  de  liberdade  provisória  (com  e  sem  fiança). (Redação dada pela Lei nº 9.5.  (2)  racismo  deve  ser  punido  com  pena  de  reclusão. da mesma forma.  1º  Serão  punidos. 5º ‐ todos são iguais.  na  forma  desta  Lei.  A  discriminação  é  fácil  ser  comprovada. a liberdade provisória sem fiança.  Há  o  posicionamento  da  Min. religião ou procedência nacional. §3º do Código Penal (injúria racial). 4º.  sujeito  à  pena  de  reclusão  os termos da lei. Poderá então liberdade provisória sem fiança?  De  acordo  com  a  doutrina  majoritária  é  cabível  liberdade  provisória  sem  fiança.2 Imprescritibilidade do racismo  São  imprescritíveis  o  racismo  e  a  ação  de  grupos  armados  contra  a  ordem  constitucional  e  o  Estado  Democrático de Direito. raça. “c”.  11 RACISMO – Lei 7.716/89  É a lei que irá tratar do racismo.

  Convenção  Americana de Direitos Humanos de 1969. Não se  confunde  com  o  conceito  de  raça.  11. os programas de ações afirmativas caracterizam o delito de racismo?  Programa  de  ação  afirmativa  é  o  conjunto  de  ações.  11.  nesse  caso.  De  acordo  com  essa  segunda  corrente  brasileiros  que  nasceram  no  território  nacional  que  cultivam  laços  com  uma  comunidade  estrangeira  também  podem  ser  objeto  de  discriminação  por  cultivarem  laços  com  a  comunidade  nacional  dos  seus  antepassados.  raça  ou  religião.  11.  têm  direito  a  que  seus  filhos  ou  pupilos  recebam  a  educação  religiosa  e  moral  que  esteja acorde com suas próprias convicções.  cor  deve  ser  entendida  a  pigmentação  epidérmica  dos  seres  humanos.  Toda  pessoa  tem  direito  à  liberdade  de  consciência  e  de  religião.  buscam  exatamente o contrário.  Segundo  o  professor  Guilherme  Nucci  estariam  incluídos  aqueles  que  comungam  das  mesmas  ideias  e  costumes.2 Conceitos  A) Raça:  é  um  grupo  formado  a  partir  de  características  biológicas  comuns.  B) Cor:  de  acordo  com  a  doutrina  penal.: etnia indígena.5.  Não  se  pode  incluir os homossexuais como raça. Essa corrente ganha reforço no  Código  penal  (art.  De  acordo  com essa segunda corrente a procedência nacional não está abrangida. Ex.  pele  etc.  §3º). impedir ou recusar.  portanto  qualquer  publicação  que  ofenda  os  judeus  cometerá  discriminação  racial. 2.  a  saúde  ou  a  moral  públicas  ou  os  direitos  ou  liberdades  das  demais  pessoas.  Os  pais.  bem  como  a  liberdade  de  professar e divulgar sua religião ou suas crenças.    Página | 142   89 RACISMO – Lei 7.  D) Religião:  indica  o  modo  de  manifestação  da  fé  servindo  para  indicar  toda  sorte  de  crenças.  E) Procedência  nacional:  há  duas  correntes:  1ª  Corrente  –  procedência  nacional  é  a  origem  de  nascimento  de  algum  lugar  do  Brasil.  ou  de  mudar  de  religião  ou  de  crenças.  Ex.  para  o  STJ  e  o  STF  entra  no  conceito  de  raça.  2ª  Corrente  –  procedência  nacional  significa  local  de  origem  relacionado  à  nacionalidade  do  agente.  religião.  pois  a  expressão  “origem”  independe  se  nacional  ou  região  de  país. individual ou coletivamente.   Liberdade  de  consciência  e  de  religião ‐  1.  4.  C) Etnia: é o agrupamento humano constituído por vínculos intelectuais como a cultura e a língua.  em  que  são  levadas  em  consideração  as  características  biológicas  comuns.  Um  brasileiro  também  pode  ser  alvo  de  discriminação no próprio território nacional.  desgosta  de  determinada  procedência  nacional.   Esse  direito  implica  a  liberdade  de  conservar  sua  religião  ou  suas  crenças.  estando  fora  desse  conceito.  portanto  seria  admitida  preconceito  por  homossexuais.  tipo  de  cabelo.  programas  e  políticas  que  buscam  reduzir  ou  minimizar  os  efeitos  da  discriminação  em  razão  de  raça.  Caracterizar‐se‐á o delito quando se combinar os dois requisitos: discriminar e preconceito.  sexo. 12 89 .7 Condutas incriminadas  Geralmente o legislador irá se valer do verbo obstar. negar. Ninguém pode ser  objeto  de  medidas  restritivas  que  possam  limitar  sua  liberdade  de  conservar  sua  religião  ou  suas  crenças.  e  quando  for  o  caso  os  tutores.                                                                   Artigo  12.  140.  A convenção internacional que trata de todas as formas de racismo diz que as medidas especiais que  visa  o  progresso  de  certas  categorias  em  desigualdade  não  podem  ser  consideradas  medidas  de  discriminação  racial.6 Bem jurídico tutelado  O bem jurídico tutelado é a igualdade e a pluralidade da sociedade. A liberdade de manifestar a própria religião e as próprias crenças está sujeita unicamente às limitações prescritas pela lei  e  que  sejam  necessárias  para  proteger  a  segurança.  É  o  conjunto  de  indivíduos  cujos  caracteres  somáticos  são  semelhantes  e  se  transmitem  por  hereditariedade.  deficiência  ou  outro  fator  de  desigualdade.  rivalidades  regionais.  não  será  punido  já  que  o  Direito  Penal Brasileiro não segue o Direito Penal do Autor.  a  ordem. art.  O  judeu  entra  no  conceito  de  raça?  STJ  HC  15155.  Esses  programas  de  ação  afirmativa  não  caracterizam  hipótese  de  discriminação  racial.    # Sob o ponto de vista criminal.  ou  de  mudar  de  religião  ou  de crenças. tanto em público como em privado.:  formação  do  crânio.716/89 > Bem jurídico tutelado  . 3.

.  §  1º  Fabricar.  OBSTAR / IMPEDIR  1 Demandam  o  exaurimento  ou  perfeição  da  1 conduta  discriminatória.  Crimes  materiais  –  efetiva  produção  do  2 resultado.  III  ‐  a  interdição  das  respectivas  mensagens  ou  páginas  de  informação  na  rede mundial de computadores.  distribuir  ou  veicular  símbolos.288. I e II da Lei 10. de 15/05/97)  Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.  §  3º  No  caso  do  parágrafo  anterior.  140  ‐  Injuriar  alguém.  essa  lei  é  anterior a Constituição e como trata o delito como contravenção penal para uns seria inconstitucional.  induzir  ou  incitar  a  discriminação  ou  preconceito  de  raça. (Incluído pela Lei nº 12.  sob  pena de desobediência: (Redação dada pela Lei nº 9.]   §  3o  Se  a  injúria  consiste  na  utilização  de  elementos  referentes  a  raça.  11.  pela conduta discriminatória. de 15/05/97)  INJÚRIA RACIAL  Injúria  Art.  de 15/05/97)  Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.  (Redação  dada  pela  Lei  nº  9.  cor.  A.  Praticar.  a  destruição  do  material  apreendido. [. §3º do CP)    ART.459. Ação  penal  condicionada  à  Ação penal pública incondicionada.  cor. O  sujeito  passivo  será  a  pessoa  física  Sujeito  Passivo  plural. 20 (INCITAÇÃO AO RACISMO)  Art.  ofendendo‐lhe  a  dignidade  ou o decoro:  Pena ‐ detenção.  o  juiz  poderá  determinar.  após  o  trânsito  em  julgado  da  decisão.  20.  (Parágrafo  incluído pela Lei nº 9.  E.459.  ou  seja.  ouvido  o  Ministério  Público  ou  a  pedido  deste. 20 da Lei 7.  ainda  antes  do  inquérito  policial.  §  2º  Se  qualquer  dos  crimes  previstos  no  caput  é  cometido  por  intermédio  dos  meios  de  comunicação  social  ou  publicação  de  qualquer  natureza:  (Redação dada pela Lei nº 9.  3ª Se a discriminação for praticada contra idosos artigo 100..  Crime inafiançável e imprescritível.  etnia.  2ª Se a discriminação for contra pessoas portadoras de deficiência física ou mental art.  ornamentos. Crime afiançável e prescritível.716/89 > Concurso aparente de normas penais  .  D.  Crime formal – consumação antecipada.  representação (lei 12. de 15/05/97)  I  ‐  o  recolhimento  imediato  ou  a  busca  e  apreensão  dos  exemplares  do  material respectivo.716/89 e o crime de injúria racial (art.  de 15/05/97)  Pena: reclusão de um a três anos e multa.  distintivos  ou  propaganda  que  utilizem  a  cruz  suástica  ou  gamada. ou multa.033/09)    Página | 143   RACISMO – Lei 7.459. 8º da lei 7.  2 11.  II ‐ a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas. de 2003)  Pena  ‐  reclusão  de  um  a  três  anos  e  multa.  B. de 1997).853/89.  (Redação  dada  pela  Lei  nº  9.  comercializar.  para  fins  de  divulgação  do  nazismo.  origem  ou  a  condição  de  pessoa  idosa  ou  portadora  de  deficiência:  (Redação dada pela Lei nº 10.741.9 Distinção entre o art.  1 2 3 4 Bem jurídico: igualdade e pluralidade  Ofensa não é dirigida contra uma pessoa específica.  religião.459.8 Concurso aparente de normas penais  1ª Se  a  discriminação  for  por  motivo  de  sexo  ou  de  estado  civil  o  crime  é  o  da  lei  7.437/85.  a  discriminação  produz  a  frustração  completa  do  exercício  do  direito pela pessoa discriminada.  toda  sociedade  acaba  sendo  lesada  ofendida em sua honra subjetiva.  etnia.  emblemas. de 2010)  §  4º  Na  hipótese  do  §  2º.  constitui  efeito  da  condenação.459. Há  o  ataque  a  honra  subjetiva  de  pessoa  determinada  C. Bem  jurídico:  honra  subjetiva  (conceito  que  temos  de  si  próprio)  de  pessoa  determinada. de um a seis meses.459.741/03 (Estatuto do Idoso).  (Incluído  pela Lei nº 9.  5     Há  uma  indeterminação  de  sujeitos  passivos  imediatos. 140.  religião  ou  procedência  nacional.  NEGAR / RECUSAR  A  simples  recusa  ou  negativa  já  caracteriza  o  delito  pouco  importando  que  a  vítima  ao  final  consiga ou não exercer o direito.

 Constitui abuso de autoridade qualquer atentado:  a) à liberdade de locomoção.  São  crimes  omissivos puros ou próprios.  não  é  possível  nos crimes das alíneas “c”.  É  muito  tênue  a  linha  que  divide  a  discricionariedade  da  arbitrariedade. omissivo ou  comissivo.  Nos  crimes  do  art.  4º  a  consumação  será  vista  caso  a  caso.  A  autoridade  poderá  pecar  por omissão ou por excesso. 3º.  Sabado.  Art.  Estudaremos os aspectos penais dessa lei.  ou  seja.  12. Em regra é praticado por ação.  c) ao sigilo da correspondência.3 Formas de conduta  O abuso de autoridade pode ser praticado tanto por ação quanto por omissão. “d”. portanto.  g) aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício do voto.  b) à inviolabilidade do domicílio.  Os  crimes  de  abuso  de  autoridade  também  têm  como  bem  jurídico  a  regularidade  e  normalidade  do  serviço público porque o ato de abuso significa uma irregular prestação do serviço.  no  entanto.  não  é  uma  lei  exclusivamente  penal.  Portanto.  Não  basta  o  dolo  de  praticar  a  conduta  típica  de  abuso.  não  é  suficiente.  Página | 144   ABUSO DE AUTORIDADE – Lei 4.  12.2 Elemento subjetivo  O elemento subjetivo do abuso de autoridade é o dolo.  incisos  “c”.  O  dolo  deve  incluir  também  a  consciência  da  autoridade  de  que  está  praticando  abuso.  “g”.  4º.  e) ao livre exercício do culto religioso.  3º  consumam‐se  com  a  simples  conduta  praticada  no  tipo  penal  independentemente  da  efetiva  violação  do  direito  ali  protegido.  “d”.  f) à liberdade de associação.  ou  seja.  “i”  só  podem  ser  praticados  por  omissão.898/65 > Objetividade jurídica  .4 Consumação e tentativa  Os  crimes  do  art.  portanto.  não  admitem  tentativa porque o simples atentado aos direitos previstos no art.  Na  forma  omissiva  também  é  necessário  o  elemento  subjetivo  do  injusto.  Texto  do  artigo  1º  da  referida  lei.  também  é  necessária a intenção de se omitir abusivamente.1 Objetividade jurídica  Os  crimes  de  abuso  de  autoridade  têm  dupla  objetividade  jurídica.  é  necessária  a  finalidade  específica  de  abusar  –  propósito  deliberado  de  agir  abusivamente  (elemento  subjetivo  do  injusto  penal).  i) à incolumidade física do indivíduo.898/65  O  ato  de  abuso  de  autoridade  enseja  tríplice  responsabilização:  administrativa.  h) ao direito de reunião.  mas  não  ocorrerá  crime  de  abuso  de  autoridade  por  ausência  da  intenção  específica  abusar. Os crimes estão localizados nos artigos 3º e 4º.  d) à liberdade de consciência e de crença.   20   de   novembro   de   2010.  Os  crimes  do  art.  Todas  estão  reguladas  na  lei  4.  Estes  crimes.   12 ABUSO DE AUTORIDADE – Lei 4.  12.  12.898/65. embora seja predominantemente penal.  A  tentativa. mas nada impede que seja por omissão. Não há abuso de autoridade culposo.  civil  e  penal. 3º já configura crime consumado. “g” e “i” por serem omissivos puros ou próprios.  Uma  objetividade  jurídica  imediata  ou  principal  que  é  a  proteção  dos  direitos  e  garantias  fundamentais  das  pessoas  físicas  e  jurídicas  e  uma objetividade jurídica mediata ou secundária é a normalidade e regularidade dos serviços públicos.  Se  a  autoridade  na  justa  intenção  de  cumprir  seu  dever  e  proteger  o  interesse  público  acaba  se  excedendo  haverá  ilegalidade  do  ato.

 ainda que subjetiva. o detentor do múnus  não  é  detentor  de  uma  parcela  do  poder  estatal  e  defende  interesse  privado.  Não  são  consideradas  autoridades  para  efeitos  da  lei. permitida em lei. de natureza civil.  Pratica  prevalecendo‐se dessa função.  portanto  não  é  autoridade  para  efeitos da lei de abuso de autoridade.  quer  quanto  à  espécie quer quanto ao seu valor.  quando  praticado  com  abuso  ou  desvio  de  poder  ou  sem competência legal.  custas.  portanto. comunica‐ se ao particular.  custas.  Página | 145   ABUSO DE AUTORIDADE – Lei 4.  Também  não  é  autoridade  o  funcionário  demitido.    Art.  Ex.  os  crimes  de  abuso  de  autoridade  são  crimes  próprios  que  exigem uma qualidade especial do sujeito ativo.  inventariante.  Ex.  jurado.  pertença  ou  não  à  administração.:  soldado  do  estádio  de  futebol  juntamente  com  o  pipoqueiro  agridem  um  torcedor.  O  conceito  de  autoridade  está  previsto  no  artigo  5º  da  lei.960.  A  jurisprudência  já  reconheceu  como  autoridade  o  guarda  noturno  porque exercer.  5º  Considera‐se  autoridade.  h) o ato lesivo da honra ou do patrimônio de pessoa natural ou  jurídica.  Poderão  responder  desde  que  cometa  o  crime em concurso de pessoas com uma autoridade e saibam que o comparsa é autoridade.  Ex.  o  conceito  de  autoridade  para  efeitos dessa lei é ampliíssimo.:  mesário  eleitoral.  depositário  judicial.  ao  juiz  competente  a  prisão ou detenção de qualquer pessoa.  imediatamente. sendo assim.  pode  ser  praticado  no  exercício  da  função  ou  em  razão  dela. É o mesmo que ocorre com os crimes praticados por funcionários públicos.  desde  que  a  cobrança  não  tenha  apoio  em  lei.  e)  levar  à  prisão  e  nela  deter  quem  quer  que  se  proponha  a  prestar fiança.  porque  não  tem  a  qualidade  de  autoridade.  de  pena  ou  de  medida  de  segurança. ou militar.:  tutor  e  curador  dativos.  exonerado  ou  aposentado  porque  não  ostentam  mais  a  condição  de  autoridade.  ainda que exerça tal função de forma passageira e gratuita.  (Incluído pela Lei nº 7.  b) submeter pessoa sob sua guarda ou custódia a vexame ou a  constrangimento não autorizado em lei.  quem  exerce  cargo. de 21/12/89)      12.  O  crime  pode  ser  praticado  no  exercício  da  função  ou  em  razão  dela.  Súmula 172 do STJ ‐ COMPETE A JUSTIÇA COMUM PROCESSAR E JULGAR MILITAR POR CRIME DE ABUSO  DE AUTORIDADE.  i)  prolongar  a  execução  de  prisão  temporária.  deixando  de  expedir  em  tempo  oportuno  ou  de  cumprir  imediatamente  ordem  de  liberdade. um executor do serviço de segurança.  para  os  efeitos  desta  lei.  as  pessoas  que  exercem  múnus  público  (encargo imposto pela lei ou pelo juiz para proteção de um interesse particular ou social.898/65 >   . AINDA QUE PRATICADO EM SERVIÇO.5 Sujeitos do crime  O  sujeito  ativo  é  a  autoridade.  Art.  emprego  ou  função  pública.  d)  deixar  o  Juiz  de  ordenar  o  relaxamento  de  prisão  ou  detenção ilegal que lhe seja comunicada. embora em caráter privado.  emolumentos  ou  qualquer  outra  despesa.  g)  recusar  o  carcereiro  ou  agente  de  autoridade  policial  recibo  de  importância  recebida  a  título  de  carceragem.: o defensor público é autoridade para efeitos da lei.  Obs.  A condição pessoal de autoridade é elementar do crime.    # A pessoa que não é autoridade pode responder por delito de abuso de autoridade?  Sozinho  jamais.  emolumentos ou de qualquer outra despesa.  É  autoridade  pública  toda  pessoa  que  exerça  uma  função  pública.  c)  deixar  de  comunicar.  advogado  (EOAB diz expressamente que o advogado exerce múnus público).  Ambos  responderão pelo crime de abuso de autoridade.  É admitida a tentativa nas demais alíneas.  o  conceito  de  autoridade  coincide  com  o  conceito  de  funcionário  público  para  fins  penais  previsto  no  art.  Permite que o crime de abuso pode ser praticado no exercício da função ou em razão dela.  Poderão  responder  por  abuso  de  autoridade  se  cometeu  a  infração  quando  ainda estava no exercício da função.  A  autoridade  invoca  a  autoridade  para  praticar  o  abuso.  f)  cobrar  o  carcereiro  ou  agente  de  autoridade  policial  carceragem.  347  do  CP.  administrador  de  falência. sem as formalidades legais ou com abuso de poder. ainda que transitoriamente e sem remuneração. 4º Constitui também abuso de autoridade:  a)  ordenar  ou  executar  medida  privativa  da  liberdade  individual.

  Portanto  poderemos  ter  em  um  mesmo  crime  uma autoridade como abusador e outra como abusada. Valerá também aos juízes estaduais.:  soldado  do  exército  é  vítima  de  abuso  por  seu  superior  –  justiça  federal. suas autarquias ou Empresas Públicas.2 Crime praticado por servidor federal  Há divergência.  12. atingindo a regularidade dos serviços públicos.  [Não há uma questão de concurso sobre abuso de autoridade que não trate da espécie de ação penal].    Obs.  capaz  ou incapaz. Ou seja.898/65 > Ação penal  . A autoridade policial age de ofício e o  MP age de ofício. auge da ditadura militar no Brasil. não é uma condição de  procedibilidade a que se refere o CPP que subordina o exercício da ação penal.7.  essa  qualidade  (de  órgão)  não  pode  ser  afastada  mesmo  que  a  vítima  não  esteja  no  exercício  de suas funções jurisdicionais.  A  representação  a  que  se  referem  esses  artigos  da  lei  de  abuso  de  autoridade  significa  apenas  o  direito de petição contra abuso de poder previsto no art.  Página | 146   ABUSO DE AUTORIDADE – Lei 4.  Portanto. “a” da CF.7 Competência  Os  crimes  de  abuso  têm  pena  de  10  dias  a  6  meses  de  detenção.  Se  o  abuso  for  praticado  contar  servidor  federal  e  tenha  relação  com  a  função  do  servidor  federal.  12. a ação cabível é a ação penal pública incondicionada.:  se  a  vítima  for  criança  ou  adolescente  a  conduta  poderá  configurar  crime  do  ECA  (princípio  da  especialidade).  Pode  ser  qualquer  pessoa  física.    O  sujeito  passivo  pode  ser  inclusive  outra  autoridade.6 Ação penal  O  artigo  1º  diz  o  direito  de  representação  e  o  artigo  2º  trata  das  formalidades  para  oferecimento  da  representação e o conteúdo deverá conter.  1ª  corrente  –  se  o  crime  é  praticado  por  servidor  federal  competência  do  Juizado  Especial  Criminal  Federal  porque  o  abuso  atinge  o  abuso  a  normalidade  do  serviço  público  federal  acarretando  interesse  da  União.  O  artigo  12  diz  que  a  ação  será  iniciada  com  denúncia  do  MP  instruída  com  a  representação  da  vítima.  A  justificativa do STJ foi que Juiz Federal é órgão da Justiça Federal e não se enquadra no conceito de funcionário  público. A interpretação restritiva da súmula 147 do STJ não se aplica aos juízes federais  [CC 89397/AC]. e qualquer pessoa jurídica de direito público e de direito privado. A regra é que a competência do JEC Estadual salvo se o crime atingir bens. Essa corrente prevalece.  portanto  competência  dos  Juizados  Especiais  Federais  ou  Estaduais.  Ex. QUANDO RELACIONADOS COM O EXERCICIO DA FUNÇÃO. porque não há nenhuma relação com  a função do servidor federal vítima.  O  sujeito  passivo  mediato  é  a  administração  pública  cujos  serviços  são  prejudicados  com  o  ato  de  abuso de autoridade. nacional ou estrangeiro. XXXIV. sem necessidade de representação da vítima.  caso contrário será Juizado Especial Criminal Estadual.  Contrário  do  servidor  federal em férias que é vítima de abuso de autoridade – justiça estadual. 5º.  A  pena  é  baixa  porque  elaborada  em 1965.  Recentemente  o  STJ  decidiu  que  crime  de  abuso  de  autoridade  praticado  contra  juiz  federal  é  competência  do  Juizado  Criminal  Federal  mesmo  o  crime  não  tendo  relação  com  a  função  do  magistrado.7.  O  crime  de  abuso  de  autoridade  tem  dupla  subjetividade  passiva:  sujeito  passivo  imediato  ou  principal  que  é  a  pessoa  física  ou  jurídica  que  sofre  a  conduta  abusiva.  Infração  de  menor  potencial  ofensivo.  ou  seja.  12. serviços ou interesses da  União.  Súmula  147  do  STJ  ‐  COMPETE  A  JUSTIÇA  FEDERAL  PROCESSAR  E  JULGAR  OS  CRIMES  PRATICADOS  CONTRA FUNCIONARIO PUBLICO FEDERAL.  12.1 Crime praticado contra servidor federal  Se a vítima do abuso for servidor federal a competência será da Justiça Federal (súmula 147 do STJ).

  2ª  corrente  –  o  fato  de  o  infrator  ser  servidor  federal,  por  si  só,  não  fixa  a  competência  da  justiça  federal  (Nucci),  é  necessária  alguma  circunstância  (que  não  a  qualidade  do  funcionário  público)  que  justifique  o  interesse  da  União  na  causa.  Ex.:  crime  praticado  em  ambiente  controlado  pela  União,  cometido  em  zona  alfandegária de aeroporto, carceragem da polícia federal.  Recentemente  o  STJ  adotou  essa  segunda  corrente.  No  caso  delegado  da  Polícia  Federal  agrediu  fisicamente  uma  médica  por  se  recusar  a  entregar‐lhe  prontuário  de  paciente.  A  simples  condição  de  servidor  federal não justifica por si só competência da justiça federal [HC 102049/ES em 14/06/10].  12.7.3 Abuso praticado por militar  O  abuso  praticado  por  militar  ainda  que  a  vítima  seja  um  outro  militar  é  de  competência  do  Juizado  Especial  Criminal  (estadual  ou  federal),  mas  não  da  competência  da  Justiça  Militar  porque  o  abuso  de  autoridade não é crime militar, sendo assim não será julgado pela Justiça Militar.  Nesse sentido súmula 172 do STJ: texto acima.    Obs.:  o  STJ  decidiu  que  se  o  juiz  militar  arquiva  inquérito  por  crime  de  abuso  de  autoridade  é  cabível  a  impetração  de  Mandado  de  Segurança  pelo  Ministério  Público  Estadual  ou  Federal  porque  a  decisão  de  arquivamento proferida por juiz militar incompetente subtrai do Ministério Público Estadual ou Federal (titular  da  ação  penal)  o  direito  de  formar  a  opinio  delicti  e  ajuizar  ou  não  a  ação  penal,  ou  propor  a  transação  penal  [RMS 24328/PR].    O  abuso  praticado  por  militar  contra  militar  configura,  em  algumas  hipóteses,  crime  do  Código  Penal  Militar  que  prevalece  sobre  a  lei  de  abuso  de  autoridade  pelo  Princípio  da  Especialidade.  Ex.:  crime  de  violência contra inferior (art. 175 do CPM).  Se  houver  concurso  de  crimes  entre  crime  militar  e  crime  de  abuso  de  autoridade  haverá  separação  de  processos  (art.  79,  I  do  CPP).  O  militar  será  processado  pelo  abuso  no  Juizado  Especial  e  na  Justiça  Militar  pelos  crimes  militares.  Ex.:  milico  comete  abuso  de  autoridade,  lesão  corporal  e  violação  de  domicilio.  Lesão  corporal  e  violação  de  domicílio  são  crimes  militares,  nesse  caso  será  julgado  no  JECrime  pelo  abuso  e  os  outros na justiça militar [STF HC 92912/RS e STJ HC 81752/RS].  12.7.4 Concurso de crimes  O  STF  e  o  STJ  já  pacificaram  que  o  abuso  de  autoridade  não  absorve  os  crimes  a  ele  conexos.  Ex.:  lesões  corporais,  violação  de  domicílio,  crimes  contra  a  honra.  Portanto  é  perfeitamente  possível  abuso  de  autoridade mais lesão corporal, ou injúria etc.  STJ REsp 684532, nesse julgado que um juiz em audiência praticou abuso de autoridade, difamação e  injúria.  Quanto ao crime de tortura  Prevalece  na  doutrina  que  o  abuso  de  autoridade  fica  sempre  absorvido  pela  tortura.  Não  é  isso  que  prevalece  no  STJ,  pois  reconhece  a  possibilidade  de  concurso  entre  abuso  de  autoridade  e  tortura  [RHC  22727/GO, HC 11159].  Em alguns casos o abuso de autoridade é meio de execução da tortura, ocorrendo a absorção nesses  casos do abuso pela tortura. Ex.: torturar preso para obter confissão.  Há  outros  casos  que  o  abuso  e  a  tortura  são  independentes.  Ex.:  policiais  torturam  o  preso  para  obter  confissão  e  no  dia  seguinte  expõe  o  preso  na  mídia  como  autor  “confesso”  do  crime.  Haverá  concurso  entre  tortura  e  abuso  de  autoridade ‐  art.  4º,  “b” ‐  Constitui  também  abuso  de  autoridade:  [...]  b)  submeter  pessoa sob sua guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado em lei.  12.8 Dos crimes  Todos  os  direitos  previstos  no  art.  3º  da  lei  estão  previstos  no  art.  5º  da  Constituição  por  isso  que  o  bem jurídico imediato ou principal é a proteção dos direitos e garantias individuais.  Muitos autores alegam a inconstitucionalidade do art. 3º:  1ª  Corrente  –  o  art.  3º  é  inconstitucional  por  violação  ao  princípio  da  taxatividade  porque  tem  uma  redação  vaga,  genérica,  imprecisa  e  pelo  princípio  da  taxatividade  os  tipos  penais  devem  ser  claros  e  precisos,  ou  seja,  devem  descrever  de  forma  detalhada  e  precisa  qual  a  conduta  proibida  para  que  as  pessoas  possam  saber de ante‐mão qual o comportamento proibido – segurança jurídica. 
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ABUSO DE AUTORIDADE – Lei 4.898/65 > Dos crimes 

  O princípio da taxatividade está previsto no art. 1º quando diz   2ª  corrente  –  o  art.  3º  é  constitucional  porque  a  técnica  dos  tipos  penais  abertos  é  absolutamente  legítima  nos  crimes  de  abuso  de  autoridade  porque  é  impossível  ao  legislador  prever  todas  as  hipóteses  concretas  de  abuso  –  mesmo  raciocínio  dos  crimes  culposos.  Prevalece  a  segunda  corrente,  porque  o  STJ  e  o  STJ jamais declararam a inconstitucionalidade do art. 3º, nem mesmo incidentalmente – em controle difuso.  Se  a  conduta  abusiva  se  enquadrar  simultaneamente  nos  artigos  3º  e  4º  da  lei  prevalece  o  art.  4º  porque  este  tem  uma  redação  mais  detalhada,  logo é  mais  específico  que  o  outro  e  deve  portanto,  prevalecer  pelo princípio da especialidade.  Os  crimes  do  art.  3º  são  formais  ou  de  consumação  antecipada,  ou  seja,  consumam‐se  independentemente  da  efetiva  violação  do  direito  protegido,  independente  do  resultado  naturalístico  que  é  a  lesão, ofensa à honra etc.  12.8.1 Crimes do Artigo 3º 
Art. 3º. Constitui abuso de autoridade qualquer atentado:  a) à liberdade de locomoção;  b) à inviolabilidade do domicílio;  c) ao sigilo da correspondência;  d) à liberdade de consciência e de crença;  e) ao livre exercício do culto religioso;  f) à liberdade de associação;  g) aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício do voto;  h) ao direito de reunião;  i) à incolumidade física do indivíduo;  j)  aos  direitos  e  garantias  legais  assegurados  ao  exercício  profissional.  (Incluído  pela  Lei  nº  6.657,de  05/06/79) 

A. Liberdade de locomoção ‐ alínea a  Está tutelado no art. 5º, XV da CF. A liberdade de locomoção inclui também o direito de permanecer,  de não ir, de ficar.  A jurisprudência já reconheceu abuso de autoridade na conduta de policial que expulsou uma pessoa  de uma praça pública sem  qualquer motivo. Se a restrição à liberdade de locomoção for justificada trata‐se de  legítimo exercício do poder de polícia estatal.  Ex.1:  retirar  pessoas  embriagadas  e  doentes  mentais  de  determinados  locais,  desde  que  estejam  causando tumulto ou pondo em risco determinado bem jurídico.  Ex.2: expulsar prostitutas de determinado local desde que estejam causando confusão. Porém, se ela  não estiver praticando nenhum excesso não poderá ser retirada do local, porque não há nenhum ato ilícito.  Ex.3: bloqueio de trânsito é uma legítima restrição momentânea ao direito de locomoção.  12.8.1.1 Distinção entre detenção momentânea e prisão para averiguação  Detenção  momentânea  é  a  breve  retenção  da  pessoa  ou  a  condução  dela  a  algum  local  pelo  tempo  estritamente  necessário  para  o  esclarecimento  de  uma  justificável  situação  de  dúvida.  Não  é  crime,  é  legítimo  exercício do poder de polícia.  Ex.1: conduzir uma pessoa até a delegacia para conferir a autenticidade de documento com sinais de  adulteração.  Ex.2:  conduzir  uma  pessoa  até  a  delegacia  que  ainda  consta  como  procurado  no  cadastro  desatualizado da polícia.  Prisão  para  averiguação  é  restrição  da  liberdade  da  pessoa  para  a  efetiva  investigação  de  crime  ainda que informalmente. Sempre será abuso de autoridade.  Ex.1:  secretário  de  segurança  pública  manda  delegado  manter  custodiadas  na  delegacia  pessoas  cujas prisões não foram feitas com ordem judicial nem em situação de flagrante. Secretário cometeu abuso em  decisão do STF HC 93224/SP.    B. Inviolabilidade de domicílio – alínea b  Fundamento constitucional está no art. 5º, XI da CF.  Domicílio  será  qualquer  local  não  aberto  ao  público  onde  alguém  exerça  moradia,  habitual  ou  passageira,  ou  onde  exerça  qualquer  atividade  trabalho  ou  profissão.  Ex.:  o  STF  e  o  STJ  consideram  como  domicílios  os  escritórios  profissionais  de  contabilidade.  Conclusão,  entrada  de  fiscal  sem  mandado  em 
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ABUSO DE AUTORIDADE – Lei 4.898/65 > Dos crimes 

  escritório  de  contabilidade  ou  na  própria  empresa  pode  configurar  abuso  de  autoridade  sem  prejuízo  da  ilicitude da prova.  Essa  alínea  revogou  tacitamente  o  crime  de  violação  de  domicílio  praticado  por  funcionário  público,  previsto no art. 150, §2º do CP.  12.8.1.2 Crime permanente e busca domiciliar sem ordem judicial  O  STF  e  o  STJ  pacificaram  o  seguinte:  a  invasão  domiciliar  em  caso  de  crime  permanente  dispensa  a  ordem judicial por conta do estado de flagrante.  Nucci  sustenta  que  a  invasão  da  polícia  sem  mandado  judicial  é  por  conta  e  risco  da  própria  polícia,  ou seja, se a polícia entrar e encontrar situação de crime permanente o ato é legal, porém se a polícia entrar e  nada encontrar é crime de abuso de autoridade.  A situação de flagrante é a certeza visual do crime, mas a invasão em domicílio baseada em denúncia  anônima não poderia ser justificada. A  questão da inviolabilidade  de domicílio ficou uma questão de avaliação  do policial.  Há uma confusão entre a existência do crime com a forma de obtenção da prova, porque se a polícia  entra  sem  mandado,  com  base  em  mera  suspeita,  significa  obtenção  de  prova  ilícita  em  crime  permanente.  Uma coisa é a existência do crime, outra é como a prova é produzida.    C. Sigilo de correspondência – alínea c  Fundamento constitucional art. 5º, XII,  O  sigilo  da  correspondência  não  é  sigilo  absoluto.  Em  hipóteses  muito  excepcionais  o  sigilo  da  correspondência  pode  ser  legitimamente  violado  [STF  –  HC  70814].  Foi  reconhecida  como  lícita  a  violação  de  correspondências  de  presos  realizadas  por  agentes  policiais,  porque  estavam  planejando  resgate  e  fuga,  com  morte de funcionários.  O tipo penal tutela as correspondências escritas e eletrônicas e fechadas.  12.8.1.3 Correspondência de advogados  O art. 7º, II do EOAB.    Art. 7º, II do ESTATUTO DA OAB  Antes da Lei 11.767/08  Depois da Lei 11.767/08 

A  correspondência  do  advogado  era  inviolável,  salvo  Prevê  a  inviolabilidade  das  correspondências  do  no  caso  de  apreensão  determinada  por  juiz  e  advogado  sem  qualquer  exceção.  Portanto  o  sigilo  acompanhada de representante da OAB.  das  correspondências  do  advogado  referentes  ao  exercício  da  profissão  é  absoluto,  porém  as  correspondências particulares do advogado seguem a  regra geral. 
Art. 7º São direitos do advogado:  II  ‐  ter  respeitada,  em  nome  da  liberdade  de  defesa  e  do  sigilo  profissional,  a  inviolabilidade  de  seu  escritório  ou  local  de  trabalho,  de  seus  arquivos  e  dados,  de  sua  correspondência  e  de  suas  comunicações,  inclusive  telefônicas  ou  afins,  salvo  caso  de  busca ou apreensão determinada por magistrado e acompanhada  de representante da OAB; (REVOGADO)  Art. 7º São direitos do advogado:  II  –  a  inviolabilidade  de  seu  escritório  ou  local  de  trabalho,  bem  como  de  seus  instrumentos  de  trabalho,  de  sua  correspondência  escrita, eletrônica, telefônica e telemática, desde que relativas ao  exercício  da  advocacia;  (Redação  dada  pela  Lei  nº  11.767,  de  2008) 

A  violação  da  correspondência  de  advogado  poderá  configurar  abuso  de  autoridade  se  houver  intenção de abusar.    D. Liberdade de consciência e crença, e ao livre exercício do culto religioso – alíneas d e e  Fundamento constitucional ‐ art. 5º, VI  Os  excessos  e  abusos  cometidos  na  manifestação  do  pensamento  religioso  podem  e  devem  ser  coibidos  pelas  autoridades  inclusive  com  providências  criminais  eventualmente  cabíveis.  Ex.:  culto  religioso  com  sacrifício  de  seres  humanos,  cultos  religiosos  com  excesso  de  barulho  (contravenção  de  perturbação  do  sossego).  Não  será  abuso  de  autoridade,  mas  muito  ao  contrário,  será  considerado  estrito  cumprimento  do  dever legal. 
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ABUSO DE AUTORIDADE – Lei 4.898/65 > Dos crimes 

    E. Liberdade de associação – alínea f  Fundamento constitucional art. 5º, XVII a XX da CF.  Constitui abuso inclusive obrigar alguém a permanecer associado contra vontade.  A  constituição  proíbe  associação  para  fins  ilícitos  ou  paramilitares  as  quais  podem  e  devem  ser  dissolvidas pela autoridade não configurando abuso de autoridade.    F. Exercício do voto – alínea g  É  crime  subsidiário,  ou  seja,  se  a  conduta  não  configurar  nenhum  crime  eleitoral  configurará  abuso  de autoridade.  Capez  afirma  que  não  há  no  Código  Eleitoral  nenhuma  conduta  que  se  assemelhe  a  essa  letra  “g”,  portanto não há conflito aparente de normas entre o Código Eleitoral e esta letra “g”.  Segundo  o  professor  o  conflito  aparente  é  evidente,  art.  292  do  Código  Eleitoral:  “o  juiz  sem  fundamento  legal  nega  ou  retarda  a  inscrição  de  alguém  como  eleitor”  –  atentado  contra  o  direito  de  voto;  “prender  ilegalmente  eleitor  no  dia  da  eleição”  –  atentado  contra  o  direito  ao  exercício  do  voto,  art.  298  do  CE.    G. Direito de reunião – alínea h  A constituição admite o direito de reunião, mas não é um direito absoluto.  Os  excessos  no  direito  de  reunião  podem  e  devem  ser  coibidos  pelas  autoridades.  Ex.:  passeata  violenta, poderão dissolver a passeata como prender os infratores.  As  autoridades  podem  regular  a  reunião.  Ex.:  delimitar  os  espaços  por  questão  de  segurança,  delimitar os espaços para outros direitos de locomoção sejam violados.    H. Incolumidade física do indivíduo – alínea i  Esse  crime  pode  variar  desde  uma  simples  vias  de  fato  até  um  homicídio.  Se  houver  lesões  ou  morte  da vítima haverá concurso de crimes: abuso mais lesão ou homicídio.  Para  Capez  haverá  concurso  formal  impróprio,  para  Vladimir  e  Gilberto  Passos  de  Freitas  o  concurso  será  material,  Nucci  entende  que  a  lesão  leve  fica  absorvida  pelo  abuso.  Lesão  grave,  gravíssima  ou  homicídio  o Nucci entende que há concurso formal.  O  crime  de  abuso  é  menos  grave  do  que  a  lesão  leve  e  pelo  Princípio  da  Consunção  o  crime  menos  grave não pode absorver o crime mais grave.  O  STF  entende  que  este  art.  3º,  i  não  revogou  o  crime  de  violência  arbitrária  do  art.  322  do  CP  [STF  RHC 95617 – 17/04/09].    I. Direitos e garantias legais assegurados ao exercício profissional – alínea j  Fundamento constitucional art. 5º, XIII.  Essa  alínea  j  é  norma  penal  em  branco  porque  deve  ser  complementada  por  outra  norma  que  prevê  os direitos e garantias do profissional.  Ex.: delegado de polícia impede promotor de visitar e fiscalizar a cadeia – violação de prerrogativa de  fiscal da lei do MP.  Ex.:  autoridade  policial  impede  o  advogado  de  ter  acesso  ao  inquérito  –  violação  do  direito  do  advogado  previsto  no  art.  7º,  XIV  do  EOAB  e  Súmula  Vinculante  14.  O  EOAB  permite  o  acesso  do  advogado  ao  inquérito, mesmo sem procuração.  12.8.2 Crimes do Art. 4º 
Art. 4º Constitui também abuso de autoridade:  a)  ordenar  ou  executar  medida  privativa  da  liberdade  individual,  sem  as  formalidades  legais  ou  com  abuso de poder;  b) submeter pessoa sob sua guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado em lei;  c) deixar de comunicar, imediatamente, ao juiz competente a prisão ou detenção de qualquer pessoa;  d) deixar o Juiz de ordenar o relaxamento de prisão ou detenção ilegal que lhe seja comunicada;  e) levar à prisão e nela deter quem quer que se proponha a prestar fiança, permitida em lei;  f)  cobrar  o  carcereiro  ou  agente  de  autoridade  policial  carceragem,  custas,  emolumentos  ou  qualquer  outra despesa, desde que a cobrança não tenha apoio em lei, quer quanto à espécie quer quanto ao seu  valor; 
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ABUSO DE AUTORIDADE – Lei 4.898/65 > Dos crimes 

Deixar de comunicar.  É  um  crime  formal  ou  de  consumação  antecipada.  executar  a  prisão  temporária antes da expedição do mandado.    Obs. Tentativa não é possível. imediatamente.  Se  a  autoridade  dolosamente  comunica  juiz  incompetente.  Ex.  5º.  Quando  executadas  com  abuso  de  poder. se consuma com a efetiva execução ilegal e admite tentativa.  A  vítima  desse  crime  não  será  somente  preso  ou  pessoa  submetida  à  medida  de  segurança. Submeter pessoa sob guarda à constrangimento – alínea b  Só  há  o  crime  se  o  vexame  ou  constrangimento  for  ilegal. 232 do ECA.  Página | 151   ABUSO DE AUTORIDADE – Lei 4.  LXII  da  CF  impõe  duplo  dever  de  comunicação. quando praticado com abuso ou  desvio de poder ou sem competência legal.  Súmula Vinculante 11 ‐ Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga  ou  de  perigo  à  integridade  física  própria  ou  alheia. custas.:  prender  em  público o procurado. 230 do ECA. qualquer autoridade judicial.960.    C.  h) o ato lesivo da honra ou do patrimônio de pessoa natural ou jurídica.  justificada  a  excepcionalidade  por  escrito.  de  21/12/89)  A.  No verbo executar o crime é material.: se a vítima for criança ou adolescente art. Ordenar ou executar medida privativa de liberdade individual ilegalmente ‐ alínea a  Esse  crime  se  configura  se  a  prisão  ou  medida  de  segurança  é  executa  sem  as  formalidades  legais.  g)  recusar  o  carcereiro  ou  agente  de  autoridade  policial  recibo  de  importância  recebida  a  título  de  carceragem.: se a vítima for criança ou adolescente essa conduta configura crime do art.  mas  só  é  crime  deixar  de  comunicar  o  juiz  competente.  231  do  ECA.  por  parte  do  preso  ou  de  terceiros.  No  ECA  é  crime  deixar  de  comunicar o juiz e a família da criança ou pessoa por ele indicada.  A  demora  injustificada  na  comunicação  configura  crime.    Obs. emolumentos ou de qualquer outra despesa.  sob  pena  de  responsabilidade  disciplinar. ECA é posterior a constituição.:  recolher  à  prisão  pessoa  em  situação  de  flagrante. Esse crime consuma‐se com a simples omissão e a tentativa não é  possível. haverá crime.  Imediato  significa  no  primeiro  momento  possível.  (Incluído  pela  Lei  nº  7. de pena ou de medida de segurança.  mas  sem  lavrar  o  auto  de  prisão.  Não  será  crime  deixar  de  comunicar  a  família  do  preso  ou  pessoa  por  ele  indicada.:  se  a  vítima  for  criança  ou  adolescente  haverá  o  crime  do  art. fazer identificação criminal nas hipóteses previstas em lei.  O  tipo  penal  pune  tanto  quem  ordena  tanto  quem  executa  o  tipo.  Ex. Juiz deixar de relaxar a prisão ilegal – alínea d  Ao referir ao juiz. entende‐se.  A  tentativa  é  possível  na  forma  escrita.  civil  e  penal  do  agente  ou  da  autoridade  e  de  nulidade  da  prisão  ou  do  ato  processual  a  que  se  refere.    Obs.  sem  prejuízo  da  responsabilidade civil do Estado. deixando de expedir  em  tempo  oportuno  ou  de  cumprir  imediatamente  ordem  de  liberdade.  como  por  exemplo  algemar  desnecessariamente  (Súmula  Vinculante 11).  Crime  material  consumando‐se  com  o  efetivo  vexame  ou  constrangimento  e  a  tentativa  é  plenamente possível.  para  retardar  o  controle  judicial  da  prisão.898/65 > Dos crimes  .  porque  a  lei  de  abuso de autoridade é anterior a constituição.    D.    B.  consuma‐se  com  a  simples  omissão  na  comunicação ainda que o preso não sofre nenhum prejuízo.  A  prisão  deve  ser  comunicada  ao  juiz  competente  e  à  família  do  preso  ou  pessoa  por  ele  indicada. Porém se a comunicação errada for sem dolo não há crime culposo.  Sendo  legal  não  há  crime. ao juiz competente a prisão – alínea c  O  art. Fonte de Publicação 22/8/2008.  mas  sim  qualquer pessoa que esteja sob guarda ou custódia de uma autoridade.  i) prolongar a execução de prisão temporária.  Relaxamento significa prisão ilegal.  Na  conduta  de  ordenar  o  crime  é  formal  e  se  consuma  com  a  simples  ordem  ilegal  ainda  que  não  cumprida.

  Tentativa  é  perfeitamente possível.  com  isso  a  cobrança  sempre  será  sem apoio em lei.    F. Ato lesivo contra honra ou patrimônio de pessoa natural ou jurídica – alínea h  Só há crime se o ato lesivo da honra ou patrimônio for ilegal.  ou  seja.1.  apesar  de  causar  lesão  à  honra  ou  ao  patrimônio  do  restaurante.9 Artigo 350 do Código Penal e Lei 4. pois é mero exaurimento da letra f.    H.1.1.  O  tipo  pune  as  condutas  de  deixar  de  expedir  ou  deixar  de  cumprir  a  ordem  de  liberdade.:  se  o  juiz  deixar  de  conceder  liberdade  provisória  sem  fiança  não  há  crime  de  abuso  de  autoridade.    E.898/65 > Artigo 350 do Código Penal e Lei 4.1.  Com  isso  o  prolongamento  ilegal  da  prisão  preventiva  configura qual crime?  Configura o crime do art.  Se o carcereiro exige ou solicita vantagem indevida para ele ou para terceiro sob o pretexto de custas  carcerárias haverá crime de concussão ou corrupção passiva.: delegado se recusa a cumprir o  alvará de soltura do preso preventivo. Prisão temporária  3.  Se  há  ou  não  motivos para a prisão preventiva é ato discricionário do juiz.  porque  a  lei  só  pune  duas  condutas:  deixar  de  relaxar  prisão  ilegal  e  deixar  de  conceder  liberdade  provisória  com  fiança.:  fiscais  da  vigilância  sanitária  interditam  abusivamente  um  restaurante. Há o crime quando ocorre a prolongação  ilegal de:  3. 234 do ECA.  Responderão  por  esse  crime  tanto  quem  deixa  de  expedir  (o  juiz)  quanto  quem  deixa  de  cumprir  (o  delegado)  a ordem de liberdade. Prolongamento da execução de prisão deixando de expedir ordem de liberdade Alínea i  É um crime de conduta mista: composto de ação e omissão.  consuma‐se  com  a  efetiva  lesão  à  pessoa  física  ou  jurídica.  A letra g é inaplicável como crime.1.  O  crime  pode  ser  praticado  tanto  por  autoridade  que  se  recuse  a  arbitrar  a  fiança  como  pela  autoridade  que  se  recusa  a  receber  a  fiança  arbitrada.898/65  CÓDIGO PENAL  Exercício arbitrário ou abuso de poder  LEI DE ABUSO DE AUTORIDADE    Página | 152   ABUSO DE AUTORIDADE – Lei 4.  Essa  interdição  causou  lesão à honra objetiva e ao patrimônio do restaurante – abuso de autoridade. configurando abuso de autoridade.  É  um  crime  material.  Liberdade  provisória  sem  fiança  é  cabível  se  não  há  motivos  para  a  prisão  preventiva.2. Pena  3. Cobrar ilegalmente ou recusar custas de carceragem ‐ Alíneas f e g  No  Brasil  não  há  nenhuma  lei  que  fixe  despesas  de  pessoas  presas. Ex.  Ex. 4º.  Se a vítima for criança ou adolescente art.  Ex.    Obs.1.  por  isso  não  há  crime.898/65  .1.3.  Se  a  interdição  for  legal  não  há  crime.  A  lei  não  pune  a  conduta  de  deixar  de  conceder  liberdade  provisória  sem  fiança. Prender quem quiser prestar fiança permitida ‐ Alínea e  Esse  crime  existe  quando  a  vítima  é  recolhida  para  a  prisão  ou  mantida  tendo  o  direito  de  prestar  fiança e a querendo prestar.:  escrivão  recusa  o  recebimento  da  fiança  arbitrada  pelo juiz.  Crime  material  e  se  consuma  com  a  ilegal  prolongação  da  execução  da  pena  ou  da  medida  de  segurança.  A tentativa é perfeitamente possível.  12.  No  STJ  e  no  STF  prevalece  que  não  existe  o  chamado  crime  de  exegese  (crime  de  interpretação)  –  o  juiz não pode ser censurado penalmente por suas decisões jurisdicionais. b – constrangimento ilegal ao preso.    G. Medida de segurança  Não  há  referência  quanto  à  prisão  preventiva.

  função  ou  posto  por  prazo  de  cinco  a  cento  e  oitenta  dias. 6º da Lei de abuso de autoridade  Art.  porque  a  detenção  está  cumulada  com  a  pena  de  multa  e  a  súmula  171  do  STJ  diz  que  a  prisão  não  pode  ser  substituída  pela  multa  quando  ela  está  cumulada  com  a  multa  em  lei  especial.  II  ‐  prolonga  a  execução  de  pena  ou  de  medida  de  segurança.  § 3º A sanção penal será aplicada de acordo com as regras dos artigos 42 a 56 do Código Penal [lê‐se 59  a 76] e consistirá em:  a) multa de cem a cinco mil cruzeiros.   27   de   novembro   de   2010. sem as formalidades legais ou com abuso de poder:  Pena ‐ detenção. parágrafo único incisos I e IV.  Página | 153   ABUSO DE AUTORIDADE – Lei 4.  Os  tribunais  já  pacificaram  o  entendimento  que  o  art. poderá ser cominada a pena autônoma ou acessória.  deixando  de  expedir  em  tempo  oportuno  ou  de  executar  imediatamente a ordem de liberdade.  350  foi  derrogado  (revogação  parcial)  e  não  abrogado. por prazo de um a cinco anos.  2 ‐  Detenção  de  10  dias  a  6  meses  –  a  pena  é  pequena  porque  a  lei  foi  feita  no  auge  da  ditadura.   III  ‐  submete  pessoa  que  está  sob  sua  guarda  ou  custódia  a  vexame ou a constrangimento não autorizado em lei. de um mês a um ano.  o  que  explica a complacência da pena.  caso  não  seja  possível  fixar  o  valor  do  dano. STF e STJ dizem que não.  350  ‐  Ordenar  ou  executar  medida  privativa  de  liberdade  individual.      O artigo 350 foi totalmente revogado pela Lei de Abuso de autoridade?  Capez. 6º O abuso de autoridade sujeitará o seu autor à sanção administrativa civil e penal.  entende‐se  apenas  multa  porque  a  lei  7.  44.  49  CP)  –  onde  está  escrito  multa  em  cruzeiro. qualquer diligência.  IV ‐ efetua.     12.  d) destituição de função. Embora a pena não seja superior a 1 ano.  §2º  CP). de não poder o acusado exercer funções  de natureza policial ou militar no município da culpa. não poderá ser substituída pela  multa  vicariante  (art.  Parágrafo único ‐ Na mesma pena incorre o funcionário que:  I  ‐  ilegalmente  recebe  e  recolhe  alguém  a  prisão.  §  5º  Quando  o  abuso  for  cometido  por  agente  de  autoridade  policial.  com  perda  de  vencimentos e vantagens.  b) repreensão.  As penas são:  1 ‐  Multa  (art.  § 4º As penas previstas no parágrafo anterior poderão ser aplicadas autônoma ou cumulativamente.  §  2º  A  sanção  civil.  Art. A  inabilitação é até 3 anos.  civil  ou  militar.  Estão revogados o caput e os incisos II e II § único do artigo 350 do CP.10 Das sanções penais  Art.  3 ‐  Perda  do  cargo  e  inabilitação  para  qualquer  função  pública  por  até  3  anos  –  a  inabilitação  é  para  qualquer função pública e não apenas para a função que a autoridade exercia quando cometeu o abuso.  §  1º  A  sanção  administrativa  será  aplicada  de  acordo  com  a  gravidade  do  abuso  cometido  e  consistirá  em:  a) advertência.  b) detenção por dez dias a seis meses.  ou  a  estabelecimento  destinado  a  execução  de  pena  privativa  de  liberdade ou de medida de segurança.  c)  suspensão  do  cargo. a bem do serviço público.  de  qualquer  categoria.  c)  perda  do  cargo  e  a  inabilitação  para  o  exercício  de  qualquer  outra  função  pública  por  prazo  até  três  anos.209/84  substituiu todos os valores de multa do Código Penal e leis especiais pela expressão multa. a lei não prevê o prazo mínimo da inabilitação.  consistirá  no  pagamento  de  uma  indenização de quinhentos a dez mil cruzeiros. 350.  e) demissão.898/65 > Das sanções penais  .  Não estão revogados o art. MIrabete e Delmanto dizem que sim. com abuso de poder.  f) demissão.    Sábado.

099/95) o crime  sairá do juizado e irá para o procedimento especial.  poderá  ser  apenas  autônoma.  2 ‐  Quando o fato for complexo (art.  Fernando  Capez  diz  que  a  perda  do  cargo  e  a  inabilitação  são  efeitos  secundários  extrapenais  da  condenação  que.  92.  Art. §4º do art. 312 a 326 do CP. L. §ún.  Não  se  aplica  ao  procedimento  de  lei  de  abuso  de  autoridade  a  resposta  prévia  prevista  no art. prevista no §5º do art.  de  qualquer  categoria. 9.099/95) afasta‐se o procedimento do JECrime e aplica‐se  o procedimento da Lei de Abuso de autoridade.4..4.1996)  b)  quando  for  aplicada  pena  privativa de  liberdade  por  tempo  superior  a  4  (quatro)  anos  nos  demais  casos.  de  1º. de  2010).  função  pública  ou  mandato  eletivo:  (Redação  dada  pela  Lei  nº  9.  Se  o  condenado  for  policial  (civil.  federal)  ou  militar  poderá  ser  aplicada.     Art.  ainda. Significa em fim que o juiz poderá aplicá‐las ou não.  militar. por prazo de um a cinco anos. ou seja. porque segundo o STF e o STJ a resposta preliminar nos crimes funcionais só se  aplica aos crimes funcionais típicos do art. esse prazo só se aplica de 2010 em diante.1996)  90                                                                Página | 154   ABUSO DE AUTORIDADE – Lei 4. L.  porém.268. 92.4.  civil  ou  militar.  Aplicam‐se  aos  crimes  do  abuso  de  autoridade  o  procedimento  sumaríssimo  da  lei  9. Exceções onde se aplica o procedimento especial:  1 ‐  Quando o infrator não for encontrado para ser citado pessoalmente (art.  12.  12.  109.  Embora  o  texto  diga  que  a  pena  poderá  ser  autônoma  ou  acessória.  Se  o  MP  requerer  o  arquivamento  e  o  juiz  discordar  aplica‐se  o  art.268.  I  do  CP 90 .  portanto. podendo ser aplicada a pena autônoma.  duas  delas  ou  as  três. de 1º. 514 do CPP.  de  1º.  13).  aplicam‐se  subsidiariamente  as  regras  de  prescrição do Código Penal..  (Incluído pela Lei nº 9. (Redação dada pela Lei nº 12.  isto  é.  [.  não  são  efeitos  da  condenação. só é efeito da condenação quando a pena  é igual ou superior a 1 ano.  2º Citação  do  acusado  para  apresentar  resposta  à  acusação  em  10  dias  (art.  12.268.234.  Em regra o procedimento é o da Lei 9.  92 ‐  São  também  efeitos  da  condenação:(Redação  dada  pela  Lei  nº  7. 9.  com  competência para processo e julgamento do JECrime.  Essas sanções podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente.  3º Possibilidade de absolvição sumária (art.  28 do CPP. 77.  tendo  em  vista  que  a  lei  de  abuso  de  autoridade é norma especial.  §4º  c/c  396  e  396‐A  do  CPP).  porque a reforma de 1984 extinguiu as penas acessórias. o juiz poderá  aplicar  apenas  uma  delas.1984)  I ‐  a  perda  de  cargo. 6º.  antes  de  transitar  em  julgado  a  sentença  final. de não poder o acusado exercer funções  de natureza policial ou militar no município da culpa.  não  seguem  a  regra  do  art.  regula‐se  pelo  máximo  da  pena  privativa  de  liberdade  cominada  ao  crime. A perda do cargo.1996)  a)  quando  aplicada  pena  privativa  de  liberdade  por  tempo  igual  ou  superior  a  um  ano. 394. de 2010).  verificando‐se: (Redação dada pela Lei nº 12. §2º.  Todas  são  consideradas  penas  principais  que  podem  ser  aplicadas  isoladas  ou  cumulativamente.  (Incluído  pela  Lei  nº  9.  salvo  o  disposto  no  §  1o  do  art. poderá ser cominada a pena autônoma ou acessória.234. I.7.  394.209. 12 a 28. Tanto a prescrição da pretensão punitiva quanto a pretensão executória do abuso  de autoridade ocorre em 3 anos.  Como houve alteração no prazo de prescrição. já que a pena máxima não ultrapassa de 3 meses.. §4º do CPP c/c 397).  110  deste  Código.12. segundo o art.   A  prescrição.12 Procedimento de apuração  Procedimento especial do art.  inclusive  a  perda  do  cargo  e  a  inabilitação.  nos  crimes  praticados  com  abuso  de  poder  ou  violação  de  dever  para  com  a  Administração  Pública.  uma  quarta  pena. 66.  15  da  Lei  de  Abuso  de  autoridade  que  prevê  a  mesma  solução  que  o  art.099/95.099/95.11 Prescrição dos crimes de abuso de autoridade  A  lei  não  apresenta  regra  sobre  prescrição. Posicionamento isolado e não é adotado.]  VI ‐ em 3 (três) anos.  de  11. 6º ‐ chamada   §  5º  Quando  o  abuso  for  cometido  por  agente  de  autoridade  policial.1 Procedimento da Lei de Abuso de Autoridade  1º Oferecimento  de  denúncia  em  48  horas  (art.898/65 > Prescrição dos crimes de abuso de autoridade  . se o máximo da pena é inferior a 1 (um) ano.

  Se  o  abuso  de  autoridade  for  cometido  em  conexão  com  crime  que  não  seja  de  menor  potencial  ofensivo seguirá o procedimento do crime maior. 28 da Lei de Abuso).898/65 > Procedimento de apuração  . Debates com 15 minutos para acusação e defesa prorrogáveis por mais 10 a critério do juiz  (art.  4º Caso  não  haja  absolvição  sumária  o  juiz  designa  audiência  de  instrução  e  julgamento  no  prazo  improrrogável de 5 dias (art.   a.  O  fato  de  existir  a  pena  de  perda  do  cargo  não  descaracteriza  o  fato  de  ser  IMPO. aplicam‐se ao procedimento as regras do CPP (art. Nessa audiência o primeiro ato será o interrogatório do réu (art.  No STJ é pacífico que os crimes de abuso de autoridade são infrações de menor potencial ofensivo. 24).      Página | 155   ABUSO DE AUTORIDADE – Lei 4.  5º Sentença (art.  então.  se  entender  que  as  penas  de  multa  e  detenção  fará  a  proposta  de  transação.  No mais.  para  eles  o  procedimento  a  ser  adotado  será  sempre  o  procedimento  especial da lei. §1º da Lei de Abuso. 17.  Nucci  e  Cezar  Roberto  Bittencourt  entendem  que  os  crimes  de  abuso  de  autoridade  não  são  crimes  de  menor  potencial  ofensivo  porque  têm  cominada  a  pena  de  perda  do  cargo  e  inabilitação  funcional  que  não  poderá  ser  transacionado. 23).  O  MP  deverá  propor  a  pena  no  momento  da  transação. Em seguida.  Caso  entender  que  deva  ser  aplicada  a  inabilitação  e  a  perda  do  cargo  deixa  de  apresentar a transação e oferece a denúncia no procedimento da lei de abuso de autoridade. oitiva de testemunhas.   b.  c.  Portanto. 28).

 é da Justiça Comum Estadual.826/03  A jurisprudência é muito divergente quanto a essa lei.  comércio. incolumidade pública. Se o interesse é direto e específico da União a competência é da  Justiça Estadual.  10  os  crimes  de:  posse. HC 96072/RJ. que no caso é a segurança pública.  cabe  ao  juiz  de  direito  do  processo  designar  em  qual  unidade  do  exército  a  arma  será  entregue  para  destruição.  13. bem da coletividade e não da União.  O  Estatuto  prevê  os  crimes  nos  artigos  12  a  18  (posse. Não é competência da Justiça Militar porque  não é crime militar (STJ – CC 112314/MS. 16/03/10.  Essa  lei  foi  revogada  pelo  atual  Estatuto  do  Desarmamento  Lei  10.  liberdade  e  outros  direitos  fundamentais.2 Competência para determinar o local da entrega de arma apreendida em processos findos  A  competência  é  do  juiz  do  processo  e  não  do  comando  do  Exército.  13.437/97 transformou as contravenções em crimes.  13.  comércio  ilegal  etc. J.  O STJ decidiu que porte ilegal de arma em área militar é da competência da justiça comum.  Sábado. HC 156736.  não  suficiente  para  fixar  competência da Justiça Federal. Mediato:  incolumidade  pessoal.3 Bens jurídicos protegidos  A. Conclusão: o controle  federal  de  armas  de  fogo  gera  apenas  um  interesse  genérico  e  indireto  da  União. portanto o controle de armas no Brasil é federal.  condutas  com  gravidades  diferentes. É a mesma jurisprudência dos crimes ambientais: interesse indireto e genérico  da União a competência é da Justiça Estadual. 22/09/10).437  concentrava  no  art.  Esse  artigo  concentrava  no  mesmo  artigo.  tráfico  internacional  etc)  –  crimes  diferentes  com  penas  diferentes  de  acordo  com  a  gravidade  da  conduta.  patrimônio.  O  STJ  passou  a  entender  dessa  forma  pelo  fundamento  de  que  o  que  fixa  a  competência  é  o  bem  jurídico violado.826/03  que  manteve  as  condutas  envolvendo armas de fogo como crimes.  Logo que entrou em vigor o estatuto do desarmamento.  A  diferença  é  que  a  lei  9.   27   de   novembro   de   2010.  disparo.  13.2. Imediato: segurança coletiva. estadual ou federal. setores da jurisprudência passaram a decidir  que o crime era de competência da Justiça Federal (TJ/RJ e TJ/SC).  ou  seja.  porte.  Portanto.  (STF.  porte.  13. j.  disparo.1 Porte ilegal por militar em área militar  A competência é da justiça comum. em regra. salvo se houver interesse da  União.  violando  com  isso  o  Princípio  da  Proporcionalidade  e  o  da  Individualização  da  Pena.2 Competência  O Estatuto do Desarmamento prevê o SINARM (Sistema Nacional de Armas de Fogo) é uma entidade  da União.  A lei 9. CAT 191/BA.  Exceção:  o  crime  de  tráfico  internacional  de  armas  é  genuinamente  da  competência  da  Justiça  Federal. J.  O  princípio  da  individualização da pena ocorre já no momento legislativo no momento de cominação abstrata da pena. j. 10/03/03). O STJ decidiu que a competência para julgar  os crimes do Estatuto do Desarmamento. porque o Brasil é signatário de tratados que buscam coibir crimes transnacionais. STJ.  Essa  atribuição  não  caberá ao exército (STF.1 Evolução Legislativa  Até 1997 as condutas envolvendo armas de fogo eram meras contravenções penais.   13 ESTATUTO DO DESARMAMENTO – Lei 10. 15/04/10). Objeto jurídico  a.  b.  o  Estatuto  do  Desarmamento  corrigiu  a  distorção  da  lei  anterior  atendendo  aos  Princípios  da  Proporcionalidade  e  Individualização da pena.826/03 > Evolução Legislativa  . com  a  mesma  pena.  Página | 156   ESTATUTO DO DESARMAMENTO – Lei 10.2.  segurança  individual.

  Sendo de uso proibido a posse configura crime do art. Essa é uma das questões mais incidentes no concurso.  crime  comum.  porque  manter  sob  guarda subentende‐se posse.  12.  B. A arma será ilegal se não tiver nenhum registro ou a  arma tem registro estadual (que não tem mais validade de acordo com o Estatuto).  acessório  ou  munição. “caput”.  Já  nos  crimes  de  perigo concreto a acusação tem de provar a realização da conduta mais a situação de efetivo perigo gerada. Elemento  normativo  do  tipo:  em  desacordo  com  determinação  legal  ou  regulamentar.  a  lei  se  repete. 12)  Posse irregular de arma de fogo de uso permitido  Art.  Dono  do  restaurante  e  o  garçom  trabalham  com  armas  de  fogo  guardadas  na  gaveta.  ou  seja.  c. chamado crime vago (não tem vítima determinada).    Desde  a  entrada  em  vigor  do  Estatuto  do  Desarmamento  foram  sendo  concedidos  prazos  para  a  regularização da posse ilegal.4 Natureza dos crimes  São  crimes  de  perigo  abstrato. Sujeitos  Sujeito  ativo:  qualquer  pessoa.5.  0  POSSE  PORTE  1) Em qualquer outro local  1) Na residência ou dependência da residência do infrator  2) Local  de  trabalho  do  infrator  do  qual  seja  proprietário  ou  responsável legal.  b.  ainda  no  seu  local  de  trabalho.  acoplado  a  uma  arma.  A  minoria. 16.  3º.  direto  e  efetivo  a  alguém.  em  desacordo  com  determinação  legal  ou  regulamentar.  desde  que  seja  o  titular  ou  o  responsável  legal  do  estabelecimento ou empresa:  Pena – detenção.  em  qualquer outro local será porte.  a  posse  legal  é  fato  atípico.  são  adotadas  as  seguintes  definições:  I ‐  acessório:  engenho  primário  ou  secundário  que  suplementa  um  artigo  principal  para  possibilitar  ou  melhorar  o  seu  emprego.  possibilita  a  melhoria  do  desempenho  do  atirador.  Essa  classificação  em  crimes  de  perigo  abstrato  e  crimes  de  perigo  concreto  refletem  no  ônus  da  prova no processo penal.  porém.  13.  entende  que  o  crime  é  próprio. porque no crime de perigo abstrato basta a acusação provar a realização da conduta.  acessório  (art.  13. Objeto  material:  arma  de  fogo.  de  uso  permitido.  ou.  II  do  Anexo  do  Decreto  3.  II  ‐  acessório  de  arma:  artefato  que.  A. 5º.665/00 91 )  e  munição  de uso permitido.  3o  Para  os  efeitos  deste  Regulamento  e  sua  adequada  aplicação. e multa. assim como o coldre não será.                                                                 Art.  Sujeito  passivo:  coletividade.  d.  porque  o  bem  jurídico  atingido  é  a  segurança  pública  que  pertence  à  coletividade.1 Posse ilegal de arma de fogo de uso permitido(art.  Pacífico  no  STF  e  no  STJ.5 Crimes em espécie  Dos art. 12 a 18.  Não  é  necessário  provar  que  essa  conduta  gerou  um  perigo  real.  no  interior  de  sua  residência  ou  dependência  desta.826/03 > Natureza dos crimes  .  a  modificação  de  um  efeito  secundário  do  tiro  ou a modificação do aspecto visual da arma. Elemento  espacial  do  tipo:  só  há  posse  se  a  conduta  ocorrer  em  um  desses  dois  lugares. Tipo penal  a.  O  dono  responderá por posse e o garçom por porte.  porque só pode ser praticado pelo titular da residência ou do local de trabalho.  Possuir  ou  manter  sob  sua  guarda  arma  de  fogo.  A  Polícia  Federal  expede  registro  de  propriedade  da  arma  após  autorização do SINARM (art. §1º).  Partes da arma (desmontada) não são acessórios. Condutas  Possuir  e  manter  sob  guarda  –  as  duas  condutas  são  idênticas.  91   Página | 157   ESTATUTO DO DESARMAMENTO – Lei 10.  13. de 1 (um) a 3 (três) anos.  A  ofensividade  da  conduta  é  presumida  na  lei.

  a  Corte  Especial  decidiu  que  a  abolitio  criminis  temporária  retroage  para  ser  aplicada  aos  crimes  da  Lei  9. 12/05/09).  desde  a  entrada  em  vigor  do  Estatuto  do  Desarmamento  até  janeiro  de  2010  não  houve  crime  de  posse ilegal de arma de fogo de uso permitido (art.  presumindo‐se  de  boa‐fé.  porque  não  há  como reguralizar a arma (HC 94241/SP.  de 2008)  No  entanto.  na  forma  do  regulamento.  j.  (Redação  dada  pela  Lei  nº  11.  Até  23  de  outubro  de  2005  a  abolitio  criminis  aplicava‐se  para  armas  de  uso  restrito  ou  permitido.  a  entrega  espontânea  dessa  arma  extingue  a  posse  irregular  da  referida  arma.  espontaneamente.  mediante  recibo.  A  5ª  Turma  passou  a  decidir  que  não.  STJ:  na  APn  394/RN.  Página | 158   ESTATUTO DO DESARMAMENTO – Lei 10. ou seja.826/03 > Crimes em espécie  . 16.  13.  13/10/09).  Até  31  de  dezembro  de  2009  o  possuidor  da  arma  ilegal  tinha  a  opção  de  regularizá‐la  ou  simplesmente  entregá‐la  o  que  inclui  a  arma  raspada (HC 147692. 14 ao 16).437.  Art.  Caso  de  abolitio  criminis  que  não  retroage (HC 98180/SC. j.  na vigência da lei anterior?  STF:  não.  04/03/10).  32.5.4 Não aplicação ao porte  A abolitio criminis temporária NÃO SE APLICA AO CRIME DE PORTE (art.  Entre 23/12/03 a 31/12/2009 houve descriminalização temporária ou abolitio criminis temporária ou  atipicidade  momentânea  ou  vacatio  legis  especial  ou  indireta  da  posse  ilegal  de  arma  de  uso  permitido.  Como  é  uma  abolitio  criminis  temporária  não  retroage.  Para  a  5ª  Turma  do  STJ  –  aplica‐se  aos  crimes  cometidos  até  23/10/05.  serão  indenizados.  porque  arma  raspada  equivale  a  arma  proibida  então  cai  na  mesma  regra  da  arma  de  uso  restrito  e  não  tem  como  ser  regularizada  (HC  139547/SP.  portanto.  15/03/06.922/09  até  31/12/09  referindo‐se  apenas  a  armas  permitidas.  a partir de 1º de janeiro de 2010 não houve mais prorrogação.  Porém  para o STF não retroage.706.  Para  o  STJ  retroage.  13.5.191/05  conversão  de  MP  e  estendeu  o  prazo  para  regularização  até  23/10/05  para  armas  permitidas  ou  proibidas.  5ª  Turma  do  STJ  –  aplica‐se  aos  crimes  cometidos  até  23/10/05.  Prazo  novamente  prorrogado  pela  Lei  11.  Nesse  período a posse ilegal de uso de arma de fogo de uso permitido deixou de ser crime temporariamente.  j. j.  j.  Finalmente.  Depois  desse  prazo  inicial  foi  prorrogado  pela  Lei  11. 32).  13.  6ª  Turma  do  STJ  –  aplica‐se  independentemente  da  data  do  crime. HC 90995/SP.1.3 Aplicação a posse de arma raspada  A abolitio criminis temporária aplica‐se ou não à posse de arma raspada.  j.  e.1 Aplicação aos crimes praticados na vigência da Lei 9. j.5.437/97  # Essa abolitio criminis temporária extingue os crimes praticados antes do Estatuto do Desarmamento. 29/06/10.1.  Após  essa  data  a  abolitio  só  serve  para  armas  permitidas  (REsp  1179276/GO.  02/09/10).  A  partir  de  1º  de  janeiro  de  2010  a  posse  ilegal  de  arma  de  uso  permitido  passou  a  ser  crime.  Não  se  aplica  aos  crimes  praticados  a  partir  de  24/10/05.706/05  prorrogou  até  31/12/08.  com  extinção da punibilidade.1.  O primeiro prazo foi dado pelo próprio Estatuto que entrou em vigor em 23/12/03 e valia para armas  permitidas  e  restritas.  Os  possuidores  e  proprietários  de  arma  de  fogo  poderão  entregá‐la.  Para  a  6ª  Turma  do  STJ  –  aplica‐se  independentemente  da  data  do  crime  (HC  147692/RJ.  porque  segundo  a  Corte  Especial  e  a  última  decisão  no  mesmo  sentido.  A  tendência  é  prevalecer  o  posicionamento  da  5ª  Turma. j.  A  própria  5ª  Turma  volta  a  decidir  que  retroage  (HC  133231.  Posteriormente  a  lei  11.  j. 04/03/10)  Para  o  STF  –  a  abolitio  criminis  temporária  não  se  aplica  à  posse  de  arma  raspada.2 Aplicação a posse de arma de uso restrito  A abolitio criminis temporária aplica‐se ou não à posse de arma de uso de restrito – crime do art.  13.  a  abolitio  criminis  temporária  retroage  (HC  103029.  mas  apenas  para  armas  permitidas  (não  mais  para  armas  restritas).1.  03/02/09). 12/02/08).  porque  é  a  Turma  que  julga  90%  dos  processos e a 6ª Turma julga os restantes.5.  ou  seja. j.  ficando  extinta  a  punibilidade  de  eventual  posse  irregular  da  referida  arma. 26/08/10).

CONSUMAÇÃO E TENTATIVA  a. TIPO PENAL  a.  porque  o  agente  não  pode  ser  responsabilizado  pela  desorganização do Estado e a falta de integração entre seus órgãos. Tentativa não é possível  13.  A  coletividade será o sujeito passivo primário.2 Omissão de cautela (art. Objeto  material:  arma  de  fogo  de  uso  permitido  ou  restrito.  Deixar  de  observar  as  cautelas  necessárias  para  impedir  que  menor  de  18  (dezoito)  anos  ou  pessoa  portadora  de  deficiência  mental  se  apodere  de  arma  de  fogo  que  esteja  sob  sua  posse  ou  que  seja de sua propriedade:  Pena – detenção.  roubo  ou  outras  formas  de  extravio  de  arma  de  fogo. Tentativa: não admite tentativa porque é omissivo puro e culposo.  B. porém. Consumação e tentativa:  i. SUJEITOS  a.  C. mas sim pela idade da vítima.  13.  B. Sujeito  Ativo:  somente  proprietário  ou  diretor  responsável  de  empresa  de  segurança  e  transporte  de valores – CRIME PRÓPRIO. 13)  Omissão de cautela  Art. Consumação:  apoderamento  da  arma  pelo  menor  ou  doente  mental.  É possível o concurso do crime do art.  Há  o  crime  mesmo  que  o  menor  de  18  anos  tenha  adquirido  a  capacidade  civil  absoluta.  roubo  ou  outras  formas  de  extravio. 13 – [. sendo esses. Sujeito  Passivo:  coletividade  e  o  menor  de  18  anos  e  doente  mental  –  CRIME  PRÓPRIO.  furto. 13 caput com os crimes de porte ilegal de arma.: o pai deixa arma próxima ao filho de 12 anos que pega a arma. não protege o portador de necessidades especiais.  porque  o  tipo  penal  não  especifica  a  espécie  de  arma.  O  tipo  penal  não  menciona acessório ou munição.  acessório  ou  munição  que  estejam sob sua guarda.  b.  A lei só tutela o doente mental. nas primeiras 24 (vinte quatro) horas depois de ocorrido o fato.  O  crime  é  material  (Capez)  porque  o  apoderamento  já  é  o  resultado  naturalístico. de 1 (um) a 2 (dois) anos. Elemento subjetivo: dolo  f.  ii. não será crime do art.  Não  é  necessária  relação  de  parentesco  entre  o  sujeito  ativo  ou  passivo  –  ou  qualquer  relação  que  seja. 13. portanto.826/03 > Crimes em espécie  .  b.. Condutas:  deixar  de  registrar  ocorrência  policial  E  deixar  de  comunicar  a  polícia  federal  perda. Ex.]  Parágrafo  único. Conduta:  deixar  de  observar  as  cautelas  necessárias.  13. Crime  permanente e de mera conduta.  porque  o  crime  se  consuma  com  o  apoderamento. 13.  Significa  quebra  do  dever  de  cuidado  objetivo.  b. amigo do pai deixa a arma próxima da  criança ela pega.  porque  a  falta  de  comunicação  prejudica  o  controle  de  armas. Consumação ocorre no momento em que o agente ingressa na posse ilegal da arma.3 Omissão de comunicação (art.  A  espécie  de  arma  será  considerada  na  dosagem  da  pena.  prevalecendo que a falta de qualquer uma das comunicações configura o crime.  A  lei  não  se  interessa pela capacidade civil.  Página | 159   ESTATUTO DO DESARMAMENTO – Lei 10. Sujeito Ativo: somente o proprietário ou possuidor da arma – CRIME PRÓPRIO. A minoria.  adotando  o  Nucci é uma exceção ao crime culposo sem resultado naturalístico.  furto. Sujeito  Passivo:  coletividade  e  Estado. TIPO PENAL  a..5. §único)  Art.    e.  Nas  mesmas  penas  incorrem  o  proprietário  ou  diretor  responsável  de  empresa  de  segurança e transporte de valores que deixarem de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia  Federal  perda.  entende  que  basta  uma  única  comunicação. SUJEITOS  a. e multa.  b.  Portanto.  mas  o  resultado  naturalístico  é  a  ofensa  à  vida  ou  a  integridade  física  da  vítima.5.  A  lei  impõe  um  duplo  dever  de  comunicação.  A.  A.  Para  outra  corrente  o  crime  é  formal  de  consumação  antecipada  (Nucci).

  c. Tentativa: a doutrina não admite porque é crime de mera conduta e omissivo puro ou próprio.  13. ter em depósito. Neste HC o Min.  j.5.  j.  ou  seja. ocultar.: tentar adquirir.  HC  96072/RJ.  A  1ª  Turma  do  STF  entendia  que  o  laudo  era  indispensável  (HC  97209/SC.  quando  na  verdade  os  ministros  decidiram  foi  saber  se  a  arma  desmuniciada e sem condições de pronto municiamento. sob pena de responsabilidade penal objetiva.  chamado  “crime  a  prazo”.  ceder. Sujeito passivo: coletividade crime vago. 02/03/10).  de  uso  permitido.  A  espécie  de  acessório. Marco Aurélio ficou vencido porque continua entendendo que o  laudo continua sendo indispensável.4. 18/05/10).5.  A  doutrina  diz  que  esse  crime  se  consuma  após  a  ciência do fato e não da ocorrência do fato. Objeto material: arma de fogo ou acessório de uso permitido – idêntico ao crime do art. omissão culposa não é crime.  tipo  misto  ou  alternativo.4.  receber. CONSUMAÇÃO E TENTATIVA  a. Não há necessidade de perícia porque é crime de perigo abstrato.  Presunção  absoluta  de  perigo.  b. Elemento  Subjetivo:  crime  doloso.  HC  91193/SP.  HC  100860/RS.  A  prática  de  várias  condutas  no  mesmo contexto fático configura crime único. HC 107112/MG. Ex.  deter.5.112‐1)  A.  porque  só  há  crime  culposo  se  expressamente  previsto  em  lei.  j.4.  porém.  O  perigo não precisa ser comprovado. e multa. j.  b. Elemento normativo: dolo  C.  STJ.  ter  em  depósito. A comunicação deve ocorrer  em  até  24  horas.  c.  fornecer. Eros Grau e Joaquim Barbosa entenderam que é crime por ser crime de perigo abstrato (Informativos 457  Página | 160   ESTATUTO DO DESARMAMENTO – Lei 10. 12. j.  não  é  crime  se  não  houver  condições  de  pronto  municiamento  (HC  97811/SP.  remeter. Tentativa: é possível em alguns verbos.  B.  j. Sujeito Ativo: crime comum  b.  HC  168365/RJ.4 Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido (art.  ainda  que  gratuitamente. SUJEITOS  a.  emprestar. 15/04/10). de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. j.  C.826/03 > Crimes em espécie  . Consumação:  mera  prática  de  qualquer  das  condutas  do  tipo.  Portar.  crime  de  perigo  abstrato  (STF.  manter  sob  guarda  ou  ocultar  arma  de  fogo.  acessório  ou  munição. (Vide Adin 3. STJ. Condutas:  Crime  de  conduta  variada.  Só há crime se houver omissão dolosa na comunicação.  Para  a  2ª  Turma  do  STF  é  crime  se  houver  condições  de  pronto  municiamento.  O  crime  previsto  neste  artigo  é  inafiançável.  sem  autorização  e  em  desacordo  com  determinação  legal  ou  regulamentar:  Pena – reclusão. emprestar.  02/09/10). por exemplo.  j.1 Exame pericial  A  2ª  Turma  do  STF  e  a  5ª  Turma  do  STJ  entendem  que  o  exame  pericial  é  dispensável  desde  que  existam  outros  elementos  de  provas  nos  autos  comprovando  a  prática  do  crime  (STF.  09/06/09.  j. guardar. Objeto  Material:  arma  de  fogo. munição ou arma de fogo será considerada na dosagem da pena.  20/10/09).3 Munição sem arma  Para  a  5ª  Turma  do  STJ  é  crime  porque  o  tipo  penal  prevê  a  munição  como  objeto  material  e  porque  é crime de perigo abstrato cujo perigo é presumido na lei (HC 95604/PB.  13. CONSUMAÇÃO E TENTATIVA  a.2 Arma desmuniciada  Para  1ª  Turma  do  STF  e  5ª  Turma  do  STJ  arma  desmuniciada  é  sempre  crime.  16/03/10). 14)  Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido  Art.  adquirir.  b. não interessando se a arma está ou não municiada.  14.  empregar.  transportar.  13.  passou  a  entender  que  o  laudo  é  dispensável  desde  que  haja  outros  elementos  de  provas  do  crime  nos  autos  (HC 100008/RS.  Parágrafo  único.  b.5. Consumação: o crime só se consuma  depois de 24 horas após o fato.  13.  16/03/10.  salvo  quando  a  arma  de  fogo  estiver  registrada em nome do agente.  acessório  ou  munição  –  permitido  ou  proibido. CONDUTAS  a.  Em  alguns  verbos  o  crime  é  permanente.  Para  a  2ª  Turma  do  STF  a  questão  do  porte  de  munição  está  sendo  discutida  no  HC  90075/SC.  17/08/10.  Os  Min.  A  ementa  do  primeiro  julgado  está  falando  de  laudo.

 23/02/10).  4 ‐  Inexpressividade da lesão jurídica provocada.4.  e  470).   04   de   dezembro   de   2010.  Página | 161   ESTATUTO DO DESARMAMENTO – Lei 10.6 Princípio da Insignificância  O  STJ  decidiu  que  não  se  aplica  o  Princípio  da  Insignificância  ao  crime  de  porte  ilegal  de  arma  ou  munição (HC 120903/SP. se a arma tiver condições de pronta montagem é crime. mas munição falha. São sempre crimes autônomos.  É  o  que  decidiu  o  STJ  no  HC  161876. Condutas:  disparar  arma  e  fogo  ou  acionar  munição  (sem  disparo).  13. porque a situação de perigo gerada é uma só.4.  Porém  se  o  agente  vai  todos  dias  armados  para  o  bar  e  em  um  dia  acaba  matando alguém será concurso material de crimes.  volta  e  mata  o  agressor.    Sábado.  Ex. É a corrente amplamente majoritária.  Arma relativamente inapta para disparar é crime.  2ª Corrente – há crime único.4 Arma desmontada  Segundo a doutrina.  Armas de espécies diferentes (uma permitida e outra proibida)  Haverá  concurso  de  crimes  (12  +14  ou  12+16  ou  14+16).  o  agente  é  agredido  no  bar.     13.  desde  que  essa  conduta  não  tenha  como  finalidade  a  prática  de  outro  crime:  Pena – reclusão. independente de ser falha na arma ou na munição.  B. e multa.5.  13.5 Disparo de arma de fogo  Art. O crime previsto neste artigo é inafiançável.  2ª  Corrente  –  se  o  porte  foi  praticado  exclusivamente  para  a  execução  do  homicídio  fica  absorvido  pelo  homicídio. Sujeito Ativo: qualquer pessoa ‐ crime comum. CONDUTAS  a. (Vide Adin 3. O número de armas será  considerado na dosagem da pena. j.  Todas  da  mesma  espécie  (todas  permitidas  ou  todas  proibidas).112‐1)  A.  Para  a  primeira  corrente  o  porte  fica  absorvido  pelo  homicídio. SUJEITOS  a.8 Posse ou porte simultâneo de duas ou mais armas  O  indivíduo  tem  duas  armas  em  sua  casa. Armas que às vezes dispara e outras não (Capez).5.  15. por enquanto. se for arma absolutamente inapta para disparar é crime impossível por absoluta  impropriedade do objeto.  Após  o  voto  do  Min. Cezar Peluzo pediu vista a Min.  12/08/10.  13. Ellen Greice.4. o que foi dito pelo STJ.  3 ‐  Reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento.  13.  13.5.  Se  o  agente  porta  a  arma  ilegalmente  e  eventualmente  pratica  o  homicídio  com  ela  será  concurso material de crimes.5. da Insignificância o STF e o STJ vêm exigindo quatro vetores:  1 ‐  Mínima ofensividade da conduta.5.7 Porte de arma e homicídio  1ª  Corrente  ‐  haverá  sempre  concurso  de  crimes.4.  Cezar  Peluzo  entendeu  que  porte  somente  de  munição  não  é  crime  (informativo  583).826/03 > Crimes em espécie  . Sujeito passivo: coletividade crime vago.  Disparar  arma  de  fogo  ou  acionar  munição  em  lugar  habitado  ou  em  suas  adjacências.  em  via  pública  ou  em  direção  a  ela.:  efetuar  o  movimento  do  disparo. caso contrário não será  crime.  Parágrafo único. Vale então.  Para o reconhecimento do Princ.  vai  até  em  casa.5 Arma quebrada  Segundo a doutrina.  b.4.  1ª Corrente – haverá tantos crimes quanto forem as armas.  j.5.  porque  os  crimes  têm  momentos  consumativos  diferentes e objetividades jurídicas distintas.  Ex.  2 ‐  Nenhuma periculosidade social da ação. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos.

 O porte ilegal de arma permitida tem a mesma pena do disparo.  assim  como  o  perigo  à  vida  ou  saúde  de  outrem.  sem  autorização  e  em  desacordo  com  determinação  legal ou regulamentar:  Pena – reclusão.  − Disparo e crime de lesão leve.  empregar.6 Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito  Art.1998)  92   Página | 162   ESTATUTO DO DESARMAMENTO – Lei 10.  b.  A  quantidade  de  disparos  será  considerada  na  dosimetria  da  pena  base  (circunstâncias  do  crime).  A  pena  é  aumentada  de  um  sexto  a  um  terço  se  a  exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos  de qualquer natureza.  em via pública ou em direção a ela”. Responderá  só  pelo  disparo  ou  por  ambos  crimes.  A  doutrina.  entretanto.  emprestar.  II – modificar as  características de arma de fogo.  real  e  concreto  a  alguém.  É  considerada  uma  conduta  só  fracionada  em  vários  atos  (tantos quantos forem os diparos).:  alguém  com  porte  de arma efetua disparo em lugar ermo – fato atípico.  ou  seja.  em  atenção  ao Princípio da Consunção.  acessório  ou  munição  de  uso  proibido  ou  restrito.  o  disparo  fica  absorvido. Possuir.  é  mais  grave  do  que  o  disparo.826/03 > Crimes em espécie  . o agente responde só pelo disparo por ser o crime mais grave.  Parágrafo único. adquirir. mais grave ou menos grave.  de  três  meses  a  um  ano. Tentativa:  perfeitamente  possível.  − Disparo mais perigo para a vida ou à saúde de outrem (art.  Ex.5.  Arma  proibida. O crime de disparo de arma de fogo é de perigo abstrato.  fabricar  ou  empregar  artefato  explosivo  ou  incendiário.  132 ‐  Expor  a  vida  ou  a  saúde  de  outrem  a  perigo  direto  e  iminente:  Pena ‐  detenção.  gravíssima  ou  se  ocorrer  lesão  seguida  de  morte.  então  que  o  agente  responderá  só  pelo  porte  ilegal  de  arma  proibida  que  absorve  o  disparo.  13.  prevalece. ceder.  precisa  ocorrer  em  local  habitado  ou  em  via  pública.  Ex. receber. Isso porque o artigo não é específico quanto a gravidade do crime principal.  o  disparo  fica absorvido. o que  é certo é que o crime do art.  b. e multa. de forma a torná‐la equivalente a arma de fogo de uso  proibido  ou  restrito  ou  para  fins  de  dificultar  ou  de  qualquer  modo  induzir  a  erro  autoridade  policial.  será  considerado  crime.  O  que  é  pacífico  é  que  a  lesão  leve  não  poderá  absorver  o  disparo.  não  provoca  uma  multiplicidade  de  delitos. 132 CP 92 ).  entende  que  o  crime  menos  grave  não  pode  absorver  o  crime  mais  grave.  D.  − Disparo  com  a  finalidade  de  lesão  grave.  15  não  se  aplica  quando  o  disparo  tem  por  finalidade  a  prática  de  outro  crime.:  agente  que  efetua  disparo  em  rua  vazia.  E. ( Incluído pela Lei nº 9. ter em depósito.  O  crime  de  perigo  para  a  vida  ou  à  saúde  de  outrem  não poderá absorver.777. Nas mesmas penas incorre quem:  I  –  suprimir  ou  alterar  marca.  embora  de  difícil  configuração  prática.  C.  remeter. O crime de disparo é subsidiário. O agente responde só pelo disparo que é mais grave ou por ambos crimes.  no  entanto. ou então  responde  pelo  disparo  mais  a  lesão  leve.  Ocorrendo  em  lugar  diverso  do  que  estabelecido  no  tipo.  − Disparo  com  a  finalidade  de  cometer  homicídio. 16. deter.  ou  seja.:  infrator  é  desarmado quando vai efetuar o disparo.  mas  não  precisa  causar  perigo  efetivo. de 29.  se  o  fato  não  constitui  crime  mais  grave. portar.  sem  autorização  ou  em  desacordo com determinação legal ou regulamentar.  perito ou juiz.12. o que faz com que seja subsidiário. fornecer. ainda que  gratuitamente.  numeração  ou  qualquer  sinal  de  identificação  de  arma  de  fogo  ou  artefato. CRIME  SUBSIDIÁRIO:  o  tipo  penal  diz  que  a  conduta  não  deve  ter  como  finalidade  a  prática  de  outro  crime. ELEMENTO SUBJETIVO: Dolo. 132 não pode absorver o disparo. de 3 (três) a 6 (seis) anos.  Parágrafo  único.  Ex. Consumação: com o mero disparo ou acionamento da munição.  − Disparo mais porte ilegal.  O  agente  responderá  só  por  homicídio. transportar.  manter  sob  sua  guarda  ou  ocultar  arma  de  fogo.  Pela  redação  do  tipo  o  art. Esse é o posicionamento do STF e do STJ.                                                                 Perigo  para  a  vida  ou  saúde  de  outrem ‐  Art. CONSUMAÇÃO E TENTATIVA  a. em desacordo com as normas legais. Elemento  Espacial  do  tipo  penal:  está  na  expressão  “em  lugar  habitado  ou  em  suas  adjacências.  detiver.  o  fato  será  atípico. manifestado expressamente no próprio tipo penal.  Defensoria  adotar  a  posição da inconstitucionalidade dos crimes de perigo abstrato.  III  –  possuir.

  II.:  “A”  raspa  a  numeração  da  arma  (art.  §  ún. Nos artigos 12 e 14 armas de uso permitido.826/03 > Crimes em espécie  .  I. suprimido ou adulterado. possuir. por ser norma especial.]  XVIII  ‐  arma  de  uso  restrito:  arma  que  só  pode  ser  utilizada  pelas  Forças  Armadas..  Ex. com isso é óbvio dizer que o parágrafo único é autônomo em relação ao caput.]  LXXX  ‐  uso  proibido:  a  antiga  designação  "de  uso  proibido"  é  dada  aos  produtos  controlados  pelo  Exército designados como "de uso restrito".  Se  o  autor de ambas condutas for a mesma pessoa haverá crime único.  arma  de  fogo. transportar ou fornecer arma de fogo com numeração. INCISO II – a conduta punida no inciso II é:  II – modificar as  características de arma de fogo. para torná‐la equivalente a arma de uso proibido  ou  restrito  (exige  finalidade  específica). 3º [.  porque  o  tipo  penal  não  menciona  MP. ou adulterar. 14) com uma diferença que  é o objeto material.:  bomba  de  fabricação  caseira. O inciso IV não menciona artefato.  O  mesmo  artigo  pune  tanto  a  posse  quanto  o  porte.  numeração  ou  qualquer  sinal  de  identificação  de  arma  de  fogo  ou  artefato. possuir.  portanto  é  um  crime  de  conduta  múltipla  ou  varia. marca ou qualquer  outro sinal de identificação raspado.  acessório  ou  munição  de  uso  permitido quanto arma de uso restrito ou proibido. a prática de várias condutas no mesmo contexto fático configura crime único.  I  –  suprimir  ou  alterar  marca.  LXXX)  do  anexo  arma  de  uso  proibido  e  de  uso  restrito são a mesma coisa.  O inciso II prevalece sobre o crime de fraude processual do CP.  É  artefato  explosivo  ou  incendiário.  entregar  ou  fornecer.. Para induzir em erro autoridade policial.  ex. adquirir.  munição  ou  explosivo a criança ou adolescente.  a.  Página | 163   ESTATUTO DO DESARMAMENTO – Lei 10.. de forma a torná‐la equivalente a arma de fogo de uso  proibido  ou  restrito  ou  para  fins  de  dificultar  ou  de  qualquer  modo  induzir  a  erro  autoridade  policial.  Só  possível  transformar  em  arma  proibida  ou  restrita  uma  arma  de  uso  permitido. 12) e porte (art.  Tipo  misto  alternativo. de acordo com legislação específica. o parágrafo único é um tipo penal próprio e autônomo em  relação ao caput – pacífico na doutrina e jurisprudência (REsp 918867/RS).  Tentativa  totalmente  possível.  [.  ofende  o  Princípio  da  Proporcionalidade.  acessório  ou  munição.  ainda  que  gratuitamente. Ou seja. INCISO  III  –  não  é  somente  artefato.  Se  a  intenção  é  induzir  a  erro  o  MP  o  fato  é  atípico. 14  Arma proibida  Posse e porte: art.  Ex.  16  caput  só  tem  como  objeto  material  arma  de  fogo. já o artigo 16 trata de arma de uso restrito.  Não  tem  como  objeto  material  nem  arma. e  VI – produzir. suprimido ou adulterado.  III.:  alterar  o  cano  da  arma  de  calibre  permitido  para  calibre  proibido.  Aplica‐se aqui tudo o que foi dito ao crime de posse (art.  O  crime  se  consuma  com  a  simples  modificação  ainda  que  a  finalidade  não  seja  alcançada.  devidamente  autorizadas  pelo  Exército. munição ou  explosivo.  O  art.  acessório  ou  munição  de  uso  restrito  ou  proibido.  b. INCISO I e INCISO IV – o inciso I pune  aquele que faz a supressão ou a alteração da marca.  3º  ‐  inciso  XVIII.  V  –  vender.  por  algumas  instituições  de  segurança.  16  caput  prevê  13  condutas.  mas  o  parágrafo  único  tem  como  objeto  material  tanto  arma  de  fogo. numeração  ou  sinal  identificador  da  arma  de  fogo  ou  artefato  (sinônimo  de  acessório)..665/00  (art. Modificar as características de arma de fogo.  O  art. sem autorização legal. recarregar ou reciclar. 12  Arma permitida  Porte: art. perito ou juiz.  16.  Para  uns.  acessório.  IV – portar. transportar ou fornecer arma de fogo com numeração. Norma penal em branco heterogênea.    Posse: art. adquirir.  com  isso..  IV – portar. porque pune condutas de gravidades diferentes com a mesma pena.  Art.  I)  e  “B”  porta  arma  numerada  ou  raspada.  já  o  inciso  IV  pune  aquele  que possui ou porta a arma de fogo já adulterada ou raspada. marca ou qualquer  outro sinal de identificação raspado.  coquetel  Molotov. de qualquer forma. 16  Segundo  o  Decreto  3.  perito ou juiz.  e  por  pessoas  físicas  e  jurídicas  habilitadas.  granada.

  O  objeto  material  é  artefato  explosivo  ou  incendiário. fabricação ou comércio irregular ou clandestino.  ou  seja.  Entregar  dolosamente  um  revólver  a  uma  criança  é  crime  do  Estatuto  do  Desarmamento.  acessório  ou  munição. Crime  de  conduta  múltipla  ou  variadas. Ex.  qualquer  forma de prestação de serviços.  Não  será  o  crime  do art.  adulterar.  V.  desmontar.:  comercializar  ilegalmente  revolver  38  ou  metralhadora  o  crime  é  o  mesmo.  Adquirir.  A  prática  de  várias  condutas  no  mesmo  contexto  fático configura crime único.  montar.  Página | 164   ESTATUTO DO DESARMAMENTO – Lei 10.  Em  alguns  casos  será  permanente.  b. CONSUMAÇÃO E TENTATIVA  a.  se  a  arma  for  de  uso  proibido ou restrito a pena é aumentada da metade (art.  legal  ou  clandestino  de  arma  de  fogo.  ocultar.  Ex.5.  O tipo penal não especifica se a arma é de uso permitido ou proibido.  acessório  ou  munição:  de  uso  restrito  ou  permitido.: faca de cozinha). Qual crime cometeu?  Cometeu  crime  do  art. Habitualidade:  não  é  habitual.  (arma  branca  própria:  objeto  criado  com  a  finalidade  de  arma. uma  única  conduta  configura  o  crime.  transportar. 19).  sem  autorização  ou  em  desacordo com determinação legal ou regulamentar.  IV  do  ED). Sujeito  Ativo:  só  pode  ser  comerciante  ou  industrial.  IV.  Ex.  242  do ECA.  vender.  17.  242  do  ECA  continua  aplicável  no  que  se  refere  às  armas  brancas  próprias  e  impróprias.  III  –  possuir. Arma  de  fogo.  Crime  próprio.  Responderá  por  esse  crime tanto aquele que venda em um shopping quanto auqele que vende nos fundos de casa.  acessório. O porte ilegal não absorve e ainda há concurso material de crimes.  §ún.  acessório  ou  munição.  A.  receber.  16.:  comerciante  de armas venda 200 armas legalmente e um delas ilegalmente – crime. 17 porque não é comerciante de arma de fogo.  Entregar  uma faca ou soco inglês a uma criança ou adolescente é crime do art. 242 do ECA)  V  –  vender.7 Comércio ilegal de arma de fogo  Art.  §ún.  ainda  que  gratuitamente.  entregar  ou  fornecer. OBJETO MATERIAL  a.  sem  autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar:  Pena – reclusão.:  soco  inglês.  16  se  for  arma  restrita.  253  CP  na  parte  em  que trata de artefato explosivo ou incendiário.  C.  Porém.    # Comerciante dono de restaurante vende sua arma a um cliente.  inciso  V  do  Estatuto  do  Desarmamento  é  idêntica  ao  ECA.  conduzir.  quanto  ao  sujeito  ativo.  Equipara‐se  à  atividade  comercial  ou  industrial.  13. SUJEITOS DO CRIME  a. INCISO V – (art. 242 do ECA.  alugar.  remontar.  arma  de  fogo. de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. Sujeito Passivo: coletividade  B.  ter  em  depósito. inclusive o exercido em  residência.  responde  pelos  dois  crimes  em  concurso  material.  infrator  adquire  uma  arma  raspada  sabendo  que  é  furtada  (receptação).  Arma  branca  imprópria:  qualquer  objeto  que  possa  ser  utilizado  como  arma.  munição  ou  explosivo a criança ou adolescente. Tentativa:  possível  como  no  caso  de  tentar  adquirir  ilegalmente  na  condição  de  comerciante  de arma de fogo.  portanto  o  Estatuto  do  Desarmamento  derrogou  o  art.  c. CONDUTAS  a..  b.  Ex.  para  efeito  deste  artigo.  14  se  for  arma  permitida  ou  do  art.826/03 > Crimes em espécie  .  portanto.  passa  a  portar  essa  arma  (art. INCISO  VI  –  adquirir  arma  de  fogo  raspada  configura  também  crime  de  receptação?  Sim  desde  que  a  arma  seja  produto  de  crime.  D.  16.  no  exercício  de  atividade  comercial  ou  industrial.  arma  de  fogo. e multa.  porque  os  crimes  têm  objetividades  jurídicas  distintas  e  momentos  consumativos  diferentes  (STJ  AgRg  no REsp 908826/RS).  Esse  inciso  derrogou  o  art.  detiver.  fabricar  ou  empregar  artefato  explosivo  ou  incendiário. Consumação:  se  dá  com  a  prática  de  qualquer  das  condutas  do  tipo.  em  proveito  próprio  ou  alheio. e  A  redação  do  art.  ou  de  qualquer  forma  utilizar.  expor  à  venda.  De  acordo  com  a  doutrina  o  art.  Parágrafo  único.

  17 e  o comprador da arma responde pelo art.  18  não  é  crime  funcional. Competência  para  julgamento  é  da  Justiça  Federal. Sujeito Passivo:   CONDUAS  a. 20 dispõe que os crimes de posse ou porte de arma de fogo.  A  conduta  de  vender  está  implícita  nos  verbos  ceder  ou  fornecer. 15. Dolo  COMPETÊNCIA  a.  ou  então  art. Arma  de  fogo.  ESTATUTO  DO  DESARMAMENTO.  LESÃO  AOS  PRINCÍPIOS  CONSTITUCIONAIS  DA  PRESUNÇÃO  DE  INOCÊNCIA  E  DO  DEVIDO  PROCESSO  LEGAL.  INOCORRÊNCIA.  ARGUMENTOS  NÃO  ACOLHIDOS.  ELEMENTO SUBJETIVO  a.  A  diferença  é  que sendo arma de uso proibido ou restrito a pena é aumentada da metade (art.  responde  pelo art.  AFRONTA  TAMBÉM  AO  PRINCÍPIO  DA  RAZOABILIDADE.  B. O art. 18 prevalece sobre o crime de  facilitação  de  contrabando  do  art. 18 do ED.  Tanto  faz.  e  o  art.  acessório  ou  munição  do  Brasil  responderá  pelo  art.  LEI  10.826/2003.  configurará  o  crime  do  art.  16  se  for  arma  proibida.  porque  o  crime  não  é  funcional  e  poderá  ser  praticado  por  qualquer  pessoa  –  funcionário  público  ou  não.  334  Princípio  da Especialidade. O  art.  OBRIGAÇÃO  DE  RENOVAÇÃO  PERIÓDICA  DO  REGISTRO  DAS  ARMAS  DE  FOGO.  DIREITO  DE  PROPRIEDADE. 19). salvo se arma estiver registrada em nome do infrator. inclusive o tráfico internacional. 14 se a venda for de arma permitia ou art.  ASSERTIVA  IMPROCEDENTE. §único dispõe que o crime de disparo de arma de fogo é inafiançável. A tentativa é possível na forma escrita.  então.  O  crime  se  consuma  com  o  simples  favorecimento  ainda  que  o  favorecido  não  consiga  entrar  ou  sair  com  o objeto do Brasil.  13.  INCONSTITUCIONALIDADE  FORMAL  AFASTADA. ou seja.  O art. E.  b.  318  do  CP  (crime  funcional  –  praticado  por  funcionário  público  contra  a  administração).  DIREITO  DE  PROPRIEDADE.  legal  ou  clandestino.    ADI  3. tráfico internacional.  PREDOMINÂNCIA  DO  INTERESSE  PÚBLICO  RECONHECIDA.  Por  motivos  diferentes  todos  os  dispositivos  que  proibiam  fiança  ou  liberdade  provisória  com  fiança  foram  declarados  inconstitucionais pelo STF. o porte ilegal  de arma permitida é inafiançável.113  é  cabível  fiança  e/ou  liberdade  provisória  sem  fiança  em  todos  os  crimes  do  Estatuto  do  Desarmamento.  O  crime  do  art.  o  comerciante  responderá  pelo  crime  do  art.  Se  for  uma  venda  por  comerciante  de  armas.  INVASÃO  DA  COMPETÊNCIA  RESIDUAL  DOS  ESTADOS.  18  do  ED  e  não  por  facilitação  de  contrabando  do  CP. 14.  REALIZAÇÃO  Página | 165   ESTATUTO DO DESARMAMENTO – Lei 10.  acessório  ou  munição  de  uso  permitido  ou  proibido. ATO JURÍDICO PERFEITO E DIREITO ADQUIRIDO  ALEGADAMENTE  VIOLADOS.  18  prevalece  sobre  o  crime  de  contrabando  do  art.  14  se  for  arma  permitida. 17 e 18) são insuscetíveis de liberdade provisória.112  ‐  EMENTA:  AÇÃO  DIRETA  DE  INCONSTITUCIONALIDADE. 16 se a venda for de arma  proibida. C. 13. Sujeito Ativo: qualquer pessoa  b.  A.  20)  na  ADI  3.  O  STJ  já  decidiu  no  sentido  de  que  não  é  possível Princípio da Insignificância em tráfico de armas e munições (HC 45099/AC).   # A venda de arma de fogo configura qual crime?  Se  for  uma  venda  entre  não  comerciantes.  Venda  internacional  de  arma:  tanto  o  vendedor  quanto  o  comprador  comerciante  ou  não.5. comércio de  arma de fogo (artigos 16.826/03 > Fiança e liberdade provisória  .  OBJETO MATERIAL  a.  INTROMISSÃO  DO  ESTADO  NA  ESFERA  PRIVADA  DESCARACTERIZADA. Importar  ou  Exportar:  o  art.  20  foi  declarado  inconstitucional  por  violação  ao  Princípio  do  Estado  de  Inocência. D.  FIXAÇÃO  DE  IDADE  MÍNIMA  PARA  A  AQUISIÇÃO  DE  ARMA  DE  FOGO.6 Fiança e liberdade provisória  O art. Favorecer  a  entrada  ou  a  saída:  o  crime  é  formal  ou  de  consumação  antecipada.  O art.  Os artigos 14 e 15 foram considerados inconstitucionais por violação ao Princípio da Razoabilidade.  Ocorre  que  os  três  dispositivos  foram  declarados  inconstitucionais  (§§  único  do  art.8 Tráfico internacional de arma de fogo  SUJEITO ATIVO  a.  se  o  funcionário  público  facilita  a  entrada  ou  saída  de  armas  de  fogo.  POSSIBILIDADE.  14  e  15. §único do Estatuto do Desarmamento diz que o crime é inafiançável.

  5º.  de  iniciativa  do  Executivo.  ou.  III  ‐  O  direito  do  proprietário  à  percepção  de  justa  e  adequada  indenização.  II  ‐  Invasão  de  competência  residual  dos  Estados  para  legislar  sobre  segurança  pública  inocorrente. em uma relação de pertinência. porquanto são crimes de mera  conduta.  V  ‐  Insusceptibilidade  de  liberdade  provisória  quanto  aos  delitos  elencados  nos  arts.  reconhecida  no  diploma  legal  impugnado.        Página | 166   ESTATUTO DO DESARMAMENTO – Lei 10.  17  e  18.  ou  são  consentâneos  com  o  que  nela  se  dispunha.  de  modo  a  permitir  o  rastreamento  dos  respectivos  fabricantes  e  adquirentes.  VIII  ‐  Prejudicado  o  exame  da  inconstitucionalidade  formal  e  material  do  art. mostra‐se desarrazoada. VII ‐ A idade mínima para aquisição de arma  de  fogo  pode  ser  estabelecida  por  meio  de  lei  ordinária.  35.  em  face  dos  princípios  da  presunção  de  inocência  e  da  obrigatoriedade  de  fundamentação  dos  mandados  de  prisão  pela  autoridade  judiciária  competente.  DE  REFERENDO.  INCOMPETÊNCIA  DO  CONGRESSO  NACIONAL.437/1997  ou  com  o  PL  1.  medida  que  não  se  mostra irrazoável.  para  declarar  a  inconstitucionalidade  dos parágrafos únicos dos artigos 14 e 15 e do artigo 21 da Lei  10.  revogada  pela  Lei  10.826.  ambos  encaminhados  ao  Congresso  Nacional  pela  Presidência  da  República.  consubstanciam  preceitos  que guardam afinidade lógica.  VI  ‐  Identificação  das  armas  e  munições.  como  se  tem  admitido  em  outras  hipóteses.  IV  ‐  A  proibição  de  estabelecimento  de  fiança  para  os  delitos  de  "porte  ilegal  de  arma  de  fogo  de  uso  permitido"  e  de  "disparo  de  arma  de  fogo".826/03 > Fiança e liberdade provisória  .  bem  como  ao  ato  jurídico  perfeito  e  ao  direito  adquirido.826/2003.  em  parte.  I  ‐  Dispositivos  impugnados  que  constituem  mera  reprodução  de  normas  constantes  da  Lei  9.  pois  cabe  à  União  legislar  sobre  matérias  de  predominante  interesse  geral.  afasta  a  alegada  violação  ao  art.  IX  ‐  Ação  julgada  procedente.437/1997.  da  Constituição  Federal.  PREJUDICIALIDADE.  XXII.  AÇÃO  JULGADA  PARCIALMENTE  PROCEDENTE  QUANTO  À  PROIBIÇÃO  DO  ESTABELECIMENTO  DE  FIANÇA  E  LIBERDADE  PROVISÓRIA.  razão  pela  qual  não  se  caracteriza  a  alegada  inconstitucionalidade  formal.  que  não  se  equiparam  aos  crimes  que  acarretam  lesão  ou  ameaça  de  lesão  à  vida  ou  à  propriedade.  16.  com  a  Lei  9.  tendo  em  conta  a  realização  de  referendo. de 22 de dezembro de 2003.  ainda.  Inconstitucionalidade  reconhecida.  visto  que  o  texto  magno  não  autoriza  a  prisão  ex  lege.073/1999.

  não  apenas  a  intervenção. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos.  (STJ. Sem prejuízo das medidas de proteção (art.  104. a vítima é internada e morre  em  04/01/11. §ún. 104. 103. Para os efeitos desta Lei. HC 99481/RJ)  14.1 Fase policial  Deve ser dividida em duas situações:  Flagrante de ato infracional: a fase policial segue a sequência dos arts.  Caso  contrário  não  será  considerado ato infracional. 112 ECA). do art.  Tanto  a  criança  quanto  o  adolescente  praticam  ato  infracional.  Nos  casos  expressos em  lei.  14 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – Lei 8.  O  STF  e  o  STJ  admitem  aplicação  do  Princípio  da  Insignificância  em  ato  infracional  (STF  HC  96520. ou seja.  No  primeiro  segundo  do  dia  de  aniversário  de  18  anos  deixa de ser adolescente inimputável e passa a ser imputável – ter responsabilidade penal.1 Conceito legal de criança e adolescente – art.3 Conceito de ato infracional  Art. 104. inclusive restritivas e privativas de liberdade.: “A” tem 17 anos e 11 meses e desfere tiros na vítima em 04/12/10. 2º.  a.  14.    Obs.  Pessoa com até 12 anos incompletos. EX 1135).  Art.  Página | 167   1 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – Lei 8.  com  18  anos.  O  ato  infracional  deve  corresponder  a  uma  contravenção  ou  crime. 2º.  Isto  é.  a  diferença  é  que  a  criança  não  pode  ser  responsabilidade  pelo  ato  infracional.  não  foi  tacitamente  revogado  pelo  Código  Civil  de  2002  que  reduziu a maioridade civil para 18 anos.  pois  recebe  medidas  de  proteção  (art.069/90  14.  Não  responderá  por  homicídio  por  ser  menor  de  18  anos  na  data  da  conduta  (art. No primeiro segundo do dia de aniversário de 12 anos torna‐se  adolescente. Considera‐se a idade da pessoa na data da conduta e não do resultado (art. Adolescente é apresentado à autoridade policial. o MP age sempre de ofício.  Considera‐se  a  idade  da  pessoa  na  data  do  fato  –  Teoria  da  Atividade  e  não  na  data  da  consumação  do fato.  As  medidas  sócio‐educativas  do  ECA  podem  excepcionalmente  serem  aplicadas  a  pessoas  com  idade  entre  18  e  21  anos. 2º.069/90 > Conceito legal de criança e adolescente – art.  Adolescente  é  pessoa  entre  12  e  18  anos. Não há necessidade de representação da vítima.  O  Pleno  do  STF  decidiu  que  não  é  possível  extradição  de  menor  estrangeiro  pela  prática  de  ato  infracional (STF.2 Aplicação excepcional do ECA à pessoa entre 18 e 21 anos de idade ‐ art.4 Apuração de ato infracional  14.  mas  responderá  pelo  ato  infracional  mesmo  após  completar  18  anos.  ECA).  podendo  sofrer  medida  sócio‐educativa até os 21 anos (§ún.  É  irrelevante  se  o  ato  infracional  corresponde  a  um  crime  de  ação  pública  incondicionada.  HC  98381).  e  adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.1:  O  STJ  já  pacificou  que  o  art.  Parágrafo único.4.  aplica‐se  excepcionalmente  este  Estatuto  às  pessoas  entre  dezoito e vinte e um anos de idade. ECA).  105  c/c  101  ECA). deve ser considerada a idade do adolescente à data do fato.  a  pessoa  até  doze  anos  de  idade  incompletos. sujeitos às medidas previstas nesta  Lei.  §ún. 2º).  Obs.  antes  de  a  pessoa  completar os 18 anos.  §ún.  2º.  O  adolescente  que  comete  ato  infracional  é  responsabilizado  pelo  ato  infracional  –  sofre  medidas  sócio‐ educativas. “caput”  .  2º.  Parágrafo  único.  2º  Considera‐se  criança.  14. “caput”  Art.2:  qualquer  das  medidas  sócio‐educativas  pode  ser  aplicada  na  situação  do  art.  condicionada ou privada. 172 a 176 do ECA. Considera‐se ato infracional a conduta descrita como crime ou contravenção penal.  Ex. §ún.  quando  o  ato  infracional  foi  praticado  ainda  na  adolescência.  para  os  efeitos  desta  Lei.  §ún.

  será  apresentado  ao  MP:  tanto  pelos  pais  ou  responsável. § 2º Nas localidades onde não houver entidade de atendimento.  a  autoridade  policial  encaminhará  ao  representante  do  Ministério  Público  relatório  das investigações e demais documentos.  “caput”  e  I).  173).  sob  termo  de  compromisso  e  responsabilidade  de  sua  apresentação  ao  representante  do  Ministério  Público.  desde  logo.  Art. 175.  175. §2º).  o  adolescente  será  prontamente  liberado  pela  autoridade  policial.  173.    Página | 168   ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – Lei 8.  §ún.  Parágrafo  único.  ou  seja.  é  um  procedimento  extra‐judicial.  Comparecendo  qualquer  dos  pais  ou  responsável.  À  falta  de  repartição  policial  especializada.  a  autoridade  policial  encaminhará.  É  uma  oitiva  informal  que  não  precisa  ser  reduzia  a  termo.  mantê‐lo  apreendido  se  ocorrer  a  hipótese  do  art. 177.  nos  casos  de  roubo  por  exemplo  (art. 173. em sendo possível.  Antes  dessa  jurisprudência  o  STJ  decidia  que  a  ausência  de  defensor  na  oitiva  informa  gera  apenas  nulidade relativa.  o  adolescente  ao  representante  do  Ministério  Público.  O  adolescente.  c.  b. houver indícios de  participação de  adolescente na prática  de  ato  infracional.  A  exceção  é  não  liberar  o  adolescente.    Obs.  Sendo  o  adolescente  liberado  deverá  ser  encaminhada  cópia  do  BO  ao  MP  (art.    94   Art.  176.  Não  havendo  entidade  de  atendimento  o  delegado  poderá  manter  por  até  24  horas  o  adolescente  apreendido em cela especial para adolescentes ou em cela separada dos maiores (art.  177):  não  havendo  flagrante  a  autoridade  investiga  o  ato  infracional  e faz um relatório de investigações. afastada a hipótese de flagrante.  179.  EXCETO  quando.4.  podendo  requisitar  o  concurso  das  polícias  civil  e  militar.  sendo  impossível. Não faz inquérito nem termo circunstanciado.  Sendo  o  adolescente  liberado.  o  representante  do  Ministério  Público.  ou  seja.  que  fará  a  apresentação  ao  representante  do  Ministério  Público no prazo de vinte e quatro horas.  93                                                                Art.  pela  gravidade  do  ato  infracional  e  sua  repercussão  social.  juntamente  com  cópia  do  auto  de  apreensão  ou  boletim  de  ocorrência.  o  adolescente  aguardará  a  apresentação  em  dependência  separada  da  destinada a maiores.  Nos  casos  de  flagrante  de  ato  infracional  sem  violência  ou  grave  ameaça  à  pessoa  o  delegado  tem  a  opção  de  lavrar  auto  de  apreensão  de  adolescente ou boletim de ocorrência circunstanciada.  não  liberando o adolescente será imediatamente apresentado ao MP. Isso é o que decidia o STJ.  no  mesmo  dia  ou.  Apresentado  o  adolescente.).1.  no  primeiro  dia  útil  imediato. não podendo.1 Oitiva informal  Art.  de  qualquer  forma. HC 109242).  174). não sendo possível encaminha o  adolescente  à  entidade  de  atendimento  e  este  em  24  horas  apresenta  ao  MP  (art. mas sim um relatório de  investigações e encaminha ao MP.  deva  o  adolescente  permanecer sob internação para garantia de sua segurança pessoal ou manutenção da ordem pública. Se.  Em  caso  de  não  liberação.  Em  caso  de  não  apresentação.  §  1º  Sendo  impossível  a  apresentação  imediata.  pelo  delegado ou entidade de apoio. em qualquer hipótese.  devidamente  autuados  pelo  cartório  judicial e com informação sobre os antecedentes do adolescente.: o STJ em sua jurisprudência mais recente vem entendendo  o seguinte: a oitiva informal tem natureza de  procedimento  administrativo  que  antecede  a  fase  judicial. de seus pais ou responsável. Autoridade  policial  formaliza  o  flagrante  (art.  14. nem defensor (STH.  o  representante  do  Ministério  Público  notificará  os  pais  ou  responsável  para  apresentação  do  adolescente. por exemplo (art. vítima e testemunhas. nos casos de tráfico. a apresentação far‐se‐á pela  autoridade  policial.  Conclusão  não  se  aplica  na  oitiva  informal  os  Princípios  do  Contraditório  e  da  Ampla  Defesa  –  não  há  necessidade de advogado.  175 94 ).  174  –  1ª  parte).  2 Não  flagrante  de  ato  infracional  (art. Destinação  do  adolescente  (art.  realizada  pelo  MP  que  ouvirá  o  adolescente e se possível pais ou responsáveis dele.  176 93 ).  Ato  infracional  com  violência  ou  grave  ameaça  à  pessoa  o  delegado  deve  obrigatoriamente  lavrar  auto  de  apreensão  de  adolescente.  A  regra  é  que  se  libere  o  adolescente  para  os  pais  ou  responsáveis  sob  compromisso  de  apresentar  o  infrator  ao  MP  (art.  no  mesmo  dia  e  à  vista  do  auto  de  apreensão.  a  autoridade  policial  encaminhará  imediatamente  ao  representante  do  Ministério  Público  cópia do auto de apreensão ou boletim de ocorrência.  Art.  174  –  2ª  parte.  boletim  de  ocorrência  ou  relatório  policial. procederá imediata e informalmente à  sua oitiva e.  a  autoridade  policial  encaminhará  o  adolescente  à  entidade  de  atendimento.069/90 > Apuração de ato infracional  . exceder o prazo referido no parágrafo anterior. vítima e testemunhas.  174.

Remissão  perdão  –  remissão  pura  e  simples.4. em sessão diária instalada pela autoridade judiciária.  Adotadas  as  providências  a  que  alude  o  artigo  anterior. §2º ECA). I.  oferecerá  representação  à  autoridade  judiciária. em qualquer fase do processo.  poderá  oferecer  representação  em  face do menor.  quando  necessário.  O recebimento da representação dá início à ação sócio‐educativa contra o adolescente.  Oralmente  será  reduzida  a  escrito. 181.  Mesmo  que  o  MP  não  tenha  feito  a  oitiva  informal.  Se  a  remissão  não  for  concedida  pelo  MP  antes  de  iniciar  o  processo. Promover o arquivamento dos autos – quando não houver elementos suficientes para responsabilizar  o  adolescente  pelo  ato  infracional.  §  1º  A  representação  será  oferecida  por  petição.  Art.  Essas  duas  medidas  não  podem  ser  aplicadas  na  remissão  transação  (art. 127).  que  CONTERÁ  o  breve  resumo  dos  fatos  e  a  classificação  do  ato  infracional  e.  95                                                                Art.  Alguns  sustentavam  a  inconstitucionalidade  porque  a  remissão‐transação  significa a aplicação de uma medida sócio‐educativa sem o devido processo legal. HC 153088). Remissão‐transação  –  é  a  remissão  com  a  aplicação  de  uma  medida  sócio‐educativa  não  privativa  de  liberdade.  II. §2º do ECA.  Ex.  remete  os  autos  ao  Procurador  Geral  de  Justiça  que  poderá  concordar  com  o  juiz  e  oferecer  representação. II ‐ conceder a remissão.069/90 > Apuração de ato infracional  .  quando  o  juiz  estará  obrigado a arquivar (art.  Obs.  Página | 169     ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – Lei 8.  o  representante  do  Ministério  Público  poderá:  I  ‐  promover  o  arquivamento dos autos.  o  rol  de  testemunhas.  mas  precisa  ser  homologada  pelo  juiz  para  produzir  efeitos.  o  juiz  pode  conceder‐la.  Para  o  oferecimento  da  representação  (equivalente  à  denúncia  no  Processo  Penal)  não  há  necessidade  de  prova  pré‐ constituída da autoria e materialidade do ato infracional. Conceder remissão – há duas espécies de remissão:  a.:  se o juiz discordar da remissão.  b. por analogia ao Procedimento Ordinário.  A  remissão  é  concedida  pelo  MP.  mas a doutrina diz que são 8.  o  representante  do  Ministério  Público  não  promover  o  arquivamento  ou  conceder  a  remissão.  propondo  a  instauração  de  procedimento para aplicação da medida sócio‐educativa que se afigurar a mais adequada. concordar  com o juiz  e  designar outro membro do MP para oferecer representação ou  então  discordar  como  membro  do  MP  e  insistir  no  pedido  de  arquivamento.  reconheceu  a  constitucionalidade  da  remissão  transação.  podendo  ser  deduzida  oralmente.  Realizada a oitiva informal o MP terá três opções (art.  se  o  juiz  discordar  da  promoção  do  arquivamento. II e III 95 ).  O  ECA  não  prevê  o  número  máximo  de  testemunhas  que  poderão  ser  arroladas  na  representação. Essa remissão é aplicada considerando‐se as circunstâncias do art.  I. 126 do ECA.:  oferecimento  de  representação  por  ato  infracional  de  tráfico  sem  o  laudo  provisório  da  droga  a  representação  deve  ser  rejeitada por ausência de indícios mínimos de materialidade (STJ.  180.  Ex.  Essa  remissão  não  acarreta  o  reconhecimento  da  responsabilidade  pelo  ato  infracional  e  não  pode  ser  considerada  como  maus  antecedentes  nem  mesmo  em  um  outro  processo  por  ato  infracional  (art.  127). Oferecer  representação  para  aplicação  de  medida  sócio‐educativa  –  essa  representação  pode  ser  feita  por  escrito  ou  oralmente.  então  pode  ser  aplicada  qualquer  medida  sócio‐educativa  exceto  o  regime  de  semi‐liberdade  e  a  internação.  posteriormente. Essa  remissão  é  uma  forma  de  exclusão  do  processo.  Se.  Se o PGJ ratificar a homologação o juiz é obrigado a obedecer.  III.  ou  seja.  sem  qualquer  aplicação  de  medida  sócio‐ educativa.2 Fase processual  Oferecimento da representação. 180. como forma de extinção ou suspensão do processo.  por  qualquer  razão. já visto.  O STJ já decidiu que a oitiva informal não é imprescindível para o oferecimento da representação em  face  do  adolescente. mas há necessidade de indícios mínimos de autoria  e  materialidade  do  ato  infracional  que  dêem  justa  causa  a  medida  sócio‐educativa.  § 2º A representação independe de prova pré‐constituída da autoria e materialidade.  182. 181. aplica‐se o art.:  prescrição.  de  se  evitar  o  processo. III ‐ representar à autoridade judiciária para aplicação de medida sócio‐educativa.  A representação não exige prova pré‐constituída.  O  STF  no  julgamento  do  RE  248018  reconheceu  a  constitucionalidade  dessa  parte  do  art.  1 14.  127.

  Essas  medidas  sócio‐educativas  podem  ser  aplicadas  isolada  ou  cumulativamente  e  são  fungíveis.  II ‐ obrigação de reparar o dano.:  se  o  adolescente  confessar  o  ato  infracional  no  interrogatório  é  nula  a  desistência  de  outras  provas.  b.  b.  O procedimento é semelhante ao antigo procedimento sumário.  Dessa  audiência  serão  notificados  o  adolescente  e  os  pais  ou  responsável.3 Sentença  A sentença pode ser:  Improcedência  do  pedido  (absolutória  no  processo  penal)  –  nesse  caso  não  haverá  aplicação  de  nenhuma  sócio‐educativa.  4 5 6 O STJ já decidiu a atenuante da confissão espontânea no procedimento do ECA (STJ.  14.  ou  seja.  c.  Se  o  adolescente  estiver  desaparecido  o  juiz  expede  mandado  de  busca  e  apreensão  e  suspende  o  processo  até  a  localização  do  adolescente. 186. é nula a desistência de  outras provas em face da confissão do adolescente.  Defesa prévia em 3 dias podendo arrolar até 8 testemunhas (art.  c. Sentença. Interrogatório do adolescente. porque o pedido foi julgado improcedente – qualquer das hipóteses do art.  VII ‐ qualquer uma das previstas no art. I a IV.  Art.  184  e  §§).  Audiência em continuação (verdadeira audiência de instrução e julgamento)  a.  § 1º A medida aplicada ao adolescente levará em conta a sua capacidade de cumpri‐la.  Página | 170   ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – Lei 8.  acusação  e  defesa  não  podem  desistir  de  outras  provas  porque  o  adolescente  confessou  (Súmula  342  do  STJ).  ou  seja.  Se  os  pais  não  forem  localizados  será  nomeado  curador  especial  para  acompanhar  o  adolescente na audiência de representação. HC 101739/DF).4.  requisitará a apresentação para audiência. Decide se concede ou não a remissão.  III ‐ prestação de serviços à comunidade.  Súmula 342 do STJ ‐ No procedimento para aplicação de medida sócio‐educativa. 112  a 123 do ECA.  Estando  o  adolescente  internado  provisoriamente.  §  3º  Os  adolescentes  portadores  de  doença  ou  deficiência  mental  receberão  tratamento  individual  e  especializado. para cada parte prorrogáveis por mais 10 a critério do juiz.  O STJ não admite assistente de acusação no procedimento do ECA.069/90 > Medidas sócio‐educativas  . Debates orais – 20 min. Decreta.  Designa data para audiência em continuação.  porque  o  defensor  acumula  a  função  de  curador  que  substitui  a  ausência  dos  pais  (STJ).  1 2 14. Oitiva de testemunhas acusação e defesa. 101. Verificada a prática de ato infracional. 112. mantém ou revoga a internação provisória. a autoridade competente poderá aplicar ao adolescente  as seguintes medidas:  I ‐ advertência. será admitida a prestação de trabalho forçado. 189.5 Medidas sócio‐educativas  As medidas sócio‐educativas estão previstas no art.  Procedência do pedido – serão aplicadas as medidas sócio‐educativas e de proteção previstas nos arts.  IV ‐ liberdade assistida.  V ‐ inserção em regime de semi‐liberdade. §3º).  § 2º Em hipótese alguma e sob pretexto algum. pode ser substituídas umas pelas outras a qualquer tempo (art.  Nessa audiência o juiz praticará os seguintes atos (art. 186):  a.  mas  for  nomeado  defensor  ao  menor  não  há  nulidade.  Se  os  pais  não  estiverem  presentes  na  audiência  de  representação.  3 Audiência  de  apresentação  do  adolescente  (art.    Obs. 112. 99 c/c 113 do ECA).  obviamente.  Não  se  realiza.  2 Recebimento  da  representação  –  designa  audiência. I a VI [MEDIDAS DE PROTEÇÃO].  VI ‐ internação em estabelecimento educacional.  sem  a  presença  do  adolescente. em local adequado às suas condições. as circunstâncias  e a gravidade da infração. por violação ao Devido Processo Legal.

  ainda  que  não  seja  ato  infracional  correspondente a um crime contra o patrimônio.069/90 > Medidas sócio‐educativas  .  §  2º  A  liberdade  assistida  será  fixada  pelo  prazo  mínimo  de  seis  meses.  É  aplicada  em  atos  infracionais  com  reflexos  patrimoniais.5.3 Prestação de serviços à comunidade  Prevista no art. 120. 116. auxiliar e orientar o adolescente. OU como forma de transição  para  o  meio  aberto. III e definida no art.  117.  devendo  ser  cumpridas  durante  jornada  máxima  de  oito  horas  semanais. 117.  14.  §  1º  A  autoridade  designará  pessoa  capacitada  para  acompanhar  o  caso.  14.1 Advertência  Prevista no art.  revogada  ou substituída. 112.5.  que  o  adolescente  restitua  a  coisa.  junto  a  entidades  assistenciais. Prevista no art.  O  STJ  já  pacificou  que  o  regime  de  semi‐liberdade  Página | 171   ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – Lei 8. 112.  112. que será reduzida a termo e assinada.  IV ‐  inclusão  em  programa  comunitário  ou  oficial  de  auxílio  à  família.  118.  podendo  a  qualquer  tempo  ser  prorrogada.  O  juiz  só  pode  aplicar  as  medidas  de  proteção  do  art. ser utilizados  os recursos existentes na comunidade.  hospitais.  a  autoridade  poderá  determinar.  § 1º São obrigatórias a escolarização e a profissionalização.  possibilitada  a  realização  de  atividades  externas.  podendo  ser  prorrogada.  14.  Em  se  tratando  de  ato  infracional  com  reflexos  patrimoniais.  IV  e  definido  no  art.  A prestação de serviços no ECA não poderá passar de 6 meses.5. bem como em programas comunitários ou governamentais.  118. 112.  14.  o  Ministério  Público  e  o  defensor. devendo.  VI  ‐  inclusão  em  programa  oficial  ou  comunitário  de  auxílio. sempre que possível. 101 incisos VII e VIII (alteradas em 2009).  II  ‐  orientação.  se  for  o  caso.  escolas  e  outros estabelecimentos congêneres. 120.  A  liberdade  assistida  será  adotada  sempre  que  se  afigurar  a  medida mais  adequada para  o  fim  de acompanhar.  Parágrafo  único.  por  outra  forma.).  Havendo  manifesta  impossibilidade.  Previsto  no  art. II e definida no art.  V ‐  requisição  de  tratamento  médico. 112.  §  2º  A  medida não  comporta  prazo  determinado  aplicando‐se. 115.  14.  a  qual  poderá  ser  recomendada por entidade ou programa de atendimento.5.5 Regime de semi‐liberdade  Medida sócio‐educativa restritiva de liberdade.  Parágrafo  único.  mediante  termo  de  responsabilidade. no  que  couber.  à  criança  e  ao  adolescente.  por  período  não  excedente  a  seis  meses.  Art.  revogada  ou  substituída  por  outra  medida.  Art.  a  medida  poderá  ser  substituída  por  outra  adequada. O regime de semi‐liberdade pode ser determinado desde o início.  Não  pode  aplicar as medidas de proteção do art. 115.5.  ou.  116. de modo a não prejudicar a freqüência à escola ou à jornada normal de trabalho.  promova  o  ressarcimento  do  dano.  As  tarefas  serão  atribuídas  conforme  as  aptidões  do  adolescente.  A  prestação  de  serviços  comunitários  consiste  na  realização  de  tarefas  gratuitas  de  interesse  geral.4 Liberdade assistida  O  menor  fica  em  liberdade  assistido  por  um  responsável.  em  regime  hospitalar  ou  ambulatorial.  apoio  e  acompanhamento  temporários.  III ‐  matrícula  e  freqüência  obrigatórias  em  estabelecimento  oficial  de  ensino  fundamental.  Art.  Art.  domingos  e  feriados  ou  em  dias úteis.  A  liberdade  assistida  é  decretada  pelo  prazo  mínimo  de  6  meses.  O  regime  de  semi‐liberdade  pode  ser  aplicado  como  medida  sócio‐educativa  inicial  ou  como  progressão  para  uma  medida  sócio‐educativa  menos  grave.  ouvido  o  orientador. V e definida no art. compense o prejuízo da vítima.  101  dos  incisos  I  a  VI  (I ‐  encaminhamento  aos  pais  ou  responsável.  Art.  independentemente  de  autorização judicial.  orientação  e  tratamento  a  alcoólatras  e  toxicômanos. I e definida no art.  aos  sábados.  psicológico  ou  psiquiátrico. A advertência consistirá em admoestação verbal. as  disposições  relativas  à  internação.2 Obrigação de reparar o dano  Prevista no art.

  121.  a  critério  da  equipe  técnica  da  entidade.  se  existirem  motivos  sérios  e  fundados  de  sua  prejudicialidade  aos interesses do adolescente. §  1º  Será  permitida  a  realização  de  atividades  externas.  125.  a  autoridade  competente  poderá  aplicar  ao  adolescente  as  seguintes  medidas: [.  o  adolescente deverá ser liberado.   14. Art. ao menos.  122. Art.  entre outros.  Se  a  sentença  não  fundamentar  a  necessidade  da  semi‐liberdade  não  poderá  ser  a  medida  inicial  sob  pena  de  ser  considerada  nula (STJ.  É  dever  do  Estado  zelar  pela  integridade  física  e  mental  dos  internos.  A  internação  constitui  medida  privativa  da  liberdade.  segundo  a  sua  crença. XII ‐ realizar atividades culturais.  122  do  ECA.   Só  poderá  ser  aplicada  se  ocorrer  uma  das  três  hipóteses  taxativas  do  art.  em  local  distinto  daquele    destinado  ao  abrigo. São requisitos não cumulativos.  quando  de  sua  desinternação. §  2º  A  autoridade  judiciária  poderá  suspender  temporariamente  a  visita. Art.  só  pode  ser  adotado  como  medida  inicial  se  a  decisão  judicial  for  devidamente  fundamentada. XIV  ‐  receber  assistência  religiosa.  demonstrar  a  imperiosa  necessidade  dessa  medida  inicial  (Princípio  da  Excepcionalidade  –  a  restrição  da  liberdade  do  menor  só  pode  ser  adotada  excepcionalmente  como  medida  do  menor).  123.  exige‐se  no  mínimo  três  atos  infracionais  para  que  seja  cabível  a  internação (HC 160224 e 166093). XI ‐ receber escolarização e profissionalização.  A  medida  de  internação  só  poderá  ser  aplicada  quando: I  ‐  tratar‐se  de  ato  infracional  cometido  mediante  grave  ameaça ou violência a pessoa. XVI  ‐  receber. §  2º.  Página | 172   ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – Lei 8. VI  ‐  permanecer  internado  na  mesma  localidade  ou  naquela  mais próxima ao domicílio de seus pais ou responsável. X  ‐  habitar  alojamento  em  condições  adequadas  de  higiene  e  salubridade.  • Descumprimento reiterado e injustificável da medida anteriormente imposta.069/90 > Medidas sócio‐educativas  .  A  internação  deverá  ser  cumprida  em  entidade  exclusiva  para  adolescentes.  Durante  o  período  de  internação.  São  direitos  do  adolescente  privado  de  liberdade.  A  internação  é  medida  excepcional  que  só  é  cabível  nos  casos  do  art.  inclusive  provisória. devendo sua  manutenção  ser  reavaliada.  Em  nenhuma  hipótese  será  aplicada  a  internação.   18   de   dezembro   de   2010. compleição física e gravidade da infração.  Não  sendo  a  hipótese prevista no art.  cabendo‐lhe  adotar  as  medidas  adequadas de contenção e segurança.  salvo  expressa  determinação judicial em contrário.  havendo outra medida adequada. colocado em regime de semi‐ liberdade ou de liberdade assistida.  112. serão obrigatórias atividades pedagógicas.  ou  seja. HC 128113 e HC 111876).6 Medida de internação  Art.  Art.  Princípio  da  Excepcionalidade. Parágrafo  único. V ‐ ser tratado com respeito e dignidade. XV ‐  manter  a  posse  de  seus  objetos  pessoais  e dispor  de  local  seguro  para  guardá‐los. os seguintes: I  ‐  entrevistar‐se  pessoalmente  com  o  representante  do  Ministério Público. II ‐ peticionar diretamente a qualquer autoridade.  no máximo a cada seis meses. §  3º  Em  nenhuma  hipótese  o  período  máximo  de  internação  excederá a três anos.    Sábado. esportivas e de lazer: XIII ‐ ter acesso aos meios de comunicação social. ouvido o Ministério Público. IX  ‐  ter  acesso  aos  objetos  necessários  à  higiene  e  asseio  pessoal.  Verificada  a  prática  de  ato  infracional. estando presente um deles. III ‐ avistar‐se reservadamente com seu defensor.  mediante  decisão  fundamentada.  124. VII ‐ receber visitas. §  1º  O  prazo  de  internação  na  hipótese  do  inciso  III  deste  artigo não poderá ser superior a três meses.  ou  seja.. II  ‐  por  reiteração  no  cometimento  de  outras  infrações  graves.  sempre  que  solicitada. § 2º A medida não comporta prazo determinado. §  5º  A  liberação  será  compulsória  aos  vinte  e  um  anos  de  idade. Para o STJ reiteração não é sinônimo  de  reincidência. VIII ‐ corresponder‐se com seus familiares e amigos. §  6º  Em  qualquer  hipótese  a  desinternação  será  precedida  de  autorização judicial.  sujeita  aos  princípios  de  brevidade. § 1º Em nenhum caso haverá incomunicabilidade.]  VI ‐ internação em estabelecimento educacional.  122.  obedecida  rigorosa  separação  por  critérios de idade. 122 não é cabível internação por mais grave que seja o ato infracional. III ‐  por  descumprimento  reiterado  e  injustificável  da  medida  anteriormente imposta.  inclusive  de  pais  ou  responsável.  excepcionalidade  e  respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.  e  desde que assim o deseje. §  4º  Atingido  o  limite  estabelecido  no  parágrafo  anterior.  recebendo  comprovante  daqueles  porventura depositados em poder da entidade.  São elas:   • Ato infracional mediante grave ameaça ou violência à pessoa  • Reiteração no cometimento de outras infrações graves.5. Seção VII  Da Internação  Art.  ou  seja. semanalmente.  os  documentos  pessoais indispensáveis à vida em sociedade. IV  ‐  ser  informado  de  sua  situação  processual..

  14.  As medidas previstas no art.8 Execução das medidas sócio‐educativas  Durante  a  execução  as  medidas  sócio‐educativas  podem  ser  substituídas  umas  pelas  outras.5.  123  do  ECA. III – prazo previsto no §1º do mesmo artigo – não superior a três meses.  portanto  se  o  adolescente  praticou 3 atos infracionais.  122. 113). como por.6.  entretanto  ao  MP  adotar as medidas cíveis adequadas. não são medidas sócio‐educativa.  O  STJ  já  pacificou  que  o  juiz  não  é  obrigado  a  requisitar  laudo  técnico  psicossocial  para  decretar  a  internação.  Art.  §§  2º  e  3º  –  a  internação  não  pode  ser  superior a 3 meses.  121.1 Prazos da internação  • Art.  porque  não  é  cometido  com  violência  ou  grave  ameaça  a  pessoa  e  não  houve  descumprimento  reiterado injustificável.  Página | 173   ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – Lei 8.  PELA  PRATICA  DE ATO INFRACIONAL.: ato infracional de lesão corporal leve.  ou  seja.  ou  seja.  ou  seja. porque essa remissão depende  de homologação judicial.  poderá  decretar  a  internação  dentro  do  seu  livre  convencimento.  O  prazo  máximo  de  3  anos  de  internação  é  para  cada  ato  infracional. Então.  Para  o  STJ  se  for  ato  infracional  sem  violência  ou  grave  ameaça  à  pessoa  não  cabe  internação.  A  medida  de  internação  é  regida  pelos  princípios  da  brevidade  e  da  excepcionalidade.069/90 > Medidas sócio‐educativas  .7 Aplicação das medidas sócio‐educativas  Somente  o  juiz  poderá  aplicá‐las  (súmula  108  do  STJ).  dispensando  o  referido  laudo  –  que é uma medida privativa de liberdade.  o  adolescente  que  pratica  ato  infracional  pode  sofrer  medida  sócio‐educativa  mais  medida  de proteção.  exige  a  necessária  fundamentação  da  sua  necessidade. 121.  desde  que  a  manutenção da internação se justifique durante todo esse tempo.  Se não houver local adequado para o cumprimento da internação o menor pode cumpri‐la em cadeia  pública  separado  dos  maiores?  Não. Para decretar a regressão o juiz deverá ouvir o menor.  não  pode ser aplicada quando houver outra medida sócio‐educativa mais adequada e menos severa.  14.:  adolescente  de  12  pratica  3  latrocínios  –  poderá  sofrer  3  medidas  de  internação. psicológico. E DA COMPETENCIA EXCLUSIVA DO JUIZ.  Com  isso  o  adolescente  nunca  poderia  cumprir  pena  em  cadeia  pública.  A  medida  de  internação  não  é  automática. poderá sofrer três medidas de internação de 3 anos cada uma (HC 99565 – STJ).  o  MP  não  pode  aplicar  medida  sócio‐ educativa.  Ex.  I  e  II  –  internação  decretada  por  prazo  indeterminado  devendo  ser  reavaliada  a  cada  6  meses  e  não  podendo  superar  o  limite  de  3  anos.  tampouco  ser  transferido  para  a  cadeia  pública  (STJ ‐  HC  113371).5. nem mesmo em cela separada.  pois  a  medida  de  internação  deve  ser  cumprida  nos  locais  indicados  no  art.5. 101 são medidas de proteção.  são fungíveis (art.  O MP poderá conceder a remissão‐transação que é a remissão com uma medida sócio‐educativa não  privativa de liberdade.  Súmula  108  do  STJ ‐  A  APLICAÇÃO  DE  MEDIDAS  SOCIO‐EDUCATIVAS  AO  ADOLESCENTE.  #  É  possível  aplicar  internação  a  um  adolescente  que  pratica  ato  infracional  de  tráfico  transnacional  de  1  tonelada de cocaína?  Não. Nesse caso apesar de ser ato infracional com violência à pessoa não  se justifica a internação (STJ HC 110195).  Art.  como  ocorre  na  prática.  mas  mesmo  que  tenha  violência  com  violência  ou  grave  ameaça  à  pessoa  a  internação  só  deve  ocorrer  se  houver  necessidade e for fundamentada essa necessidade.  Ex. temos progressão de medida sócio‐educativa que é a substituição de uma mais  grave  por  outra  mais  leve  e  ainda  a  regressão  de  medida  sócio‐educativa  que  é  a  substituição  de  uma  medida  sócio‐educativa mais leve por outra mais grave.  14. Não seria o MP aplicando medida sócio‐educativa? Não. exemplo tratamento.  Cabe.  Portanto.  Mesmo  no  caso  de  ato  infracional  com  violência  ou  grave  ameaça  à  pessoa  a  internação  só  pode  ser  aplicada se absolutamente necessária e devidamente fundamentada pelo juiz – Princípio da Excepcionalidade.  • Atingido  o  limite  de  21  anos  a  liberação  é  compulsória  e  não  pode  cumprir  a  medida  de  internação  em  cadeia  pública.

  Ex.  Nesses  casos  a  prescrição é de 3 anos porque se utiliza por analogia o prazo máximo da internação. além disso. 198 do ECA.  O prazo máximo da internação provisória é de 45 dias (art.6 Internação provisória  É  a  única  medida  cautelar  cabível  contra  o  adolescente  infrator  durante  o  processo  de  apuração  do  ato  infracional.8 Recursos no processo de apuração de ato infracional  No  procedimento  de  apuração  de  ato  infracional  aplica‐se  o  sistema  recursal  do  Processo  Civil.  porém.  2ª Corrente: há prescrição de medida sócio‐educativa.  Art.  A  prescrição  da  pretensão  executória  calcula‐se sobre o prazo da medida sócio‐educativa aplicada – como no CP.069/90 > Internação provisória  .  Parágrafo  único.  com  as modificações do art.    Obs. pois não é pena. tem caráter punitivo.  É  o  mesmo  entendimento  que  o  tribunal  aplica  às  prisões  preventivas.7 Prescrição de medida sócio‐educativa  Há duas correntes:  1ª Corrente: não há prescrição de medidas sócio‐educativas. 108.  Não  ouvido  o  menor. embora medida sócio‐educativa não seja  pena.  ou  seja. demonstrada a necessidade imperiosa da medida.  109  do  CP).  por  exemplo.  Súmula 338 do STJ ‐ A prescrição penal é aplicável nas medidas sócio‐educativas. mas não do Processo Penal.  A  internação  provisória  em  nenhuma  hipótese  pode  ultrapassar 45 dias pouco importando a gravidade do ato infracional.  Tanto  os  prazos  da  prescrição  da  pretensão  punitiva  como  o  da  executória  são  reduzidos  pela  metade.  Página | 174   ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – Lei 8. 30 da Lei 11. 108). antes da sentença. pode ser determinada pelo prazo máximo de quarenta e cinco  dias. pois.:  o  STF  decidiu  que  proferida  a  sentença  de  mérito  fica  prejudicada  a  alegação  de  excesso  de  prazo  na  internação  provisória  (STF  –  HC  102057/RS). porque o infrator será sempre menor de 21 anos na data do fato (art. em sentença após o devido processo legal.  Não  há  exceção (STJ ‐ HC 119980/PI).  Há.  14.  será  nula  a  decisão  que  decreta  a  regressão. o ECA não tem regras sobre prescrição e.  14.  A  prescrição  da  pretensão  punitiva  se  dá  considerando‐se  o  máximo  da  pena  cominada  para  o  crime  ou  contravenção  ao  qual  corresponde  o  ato  infracional  (art. salvo se lei especial prevê  prazo  inferior  de  prescrição. ato infracional não é crime.  A  regressão  para  a  medida  de  semiliberdade  ou  para  medida  de  internação  só  pode  ocorrer  se  forem  aplicadas  em  ação  sócio‐educativa.  porque não houve o devido processo legal.  A  decisão  deverá  ser  fundamentada  e  basear‐se  em  indícios  suficientes  de  autoria  e  materialidade.343/06). 115 do CP).:  ato  infracional  de  porte  de  droga  pra  consumo  pessoal  (que  prescreve  em  2  anos – art. É a corrente que prevalece.  Ex.:  adolescente  que  sofre  ação  por  ato  infracional  de  latrocínio.  essa  medida  não  pode  regredir  para  semiliberdade  ou  internação. portanto não há que se  falar em prescrição.  Significa que se o menor recebeu remissão pelo MP ou juiz com medida sócio‐educativa de prestação  de  serviços  à  comunidade.  Súmula 265 do STJ ‐ É necessária a oitiva do menor infrator antes de decretar‐se a regressão da medida  sócio‐educativa.  No  processo  há  15  testemunhas  as  serem  ouvidas  10  por  precatórias  e  em  locais  diferentes.  medidas  sócio‐educativas  que  são  aplicadas  por  prazo  indeterminado.  Jurisprudência  pacífica  do  STJ  e  do  STF.  Só  poderá  ser  decretada  se  houver  imperiosa  necessidade  e  indícios  suficientes  de  autoria  e  materialidade do ato infracional em decisão judicial devidamente fundamentada.  14. inclusive podendo privar a liberdade do menor. as condições pessoais do adolescente ou  a complexidade do processo.  A  internação  não  poderá  ultrapassar  45  dias. A internação.

    Art.º  5. bem como prestar orientação aos pais.  Art. portanto.  III ‐ os recursos terão preferência de julgamento e dispensarão revisor.  O  STF  e  o  STJ  pacificaram  que  não  se  aplica  ao  procedimento  do  ECA  o  Princípio  da  Identidade  Física  do juiz previsto no art.  de  11  de  janeiro  de  1973.  Não são utilizados.  V ‐ manter alojamento conjunto. Os crimes definidos nesta Lei são de ação pública incondicionada.  10.  Art.  e  suas  alterações  posteriores.  através  de  prontuários  individuais.  o  prazo  para  interpor e para responder será sempre de dez dias.  no  efeito  devolutivo  e  excepcionalmente  também  no  efeitos  suspensivo  se  houvesse  perigo  de  dano  irreparável  ou  de  difícil  reparação. possibilitando ao neonato a permanência junto à mãe. com as seguintes adaptações:  I ‐ os recursos serão interpostos independentemente de preparo. Se o crime é culposo:  Pena ‐ detenção de dois a seis meses.  HC.  A  apelação. I e IV configura o crime do art.  II ‐  em  todos  os  recursos. no entanto.  segundo  inciso  VI  revogado.  salvo  o  de  agravo  de  instrumento  e  de  embargos  de  declaração.  10  desta  Lei.  aprovado  pela  Lei  n.  HC é cabível porque as medidas podem restringir a liberdade do adolescente.9 Crimes praticados contra criança e adolescente  Artigos 227 e seguintes.  II  ‐  identificar  o  recém‐nascido  mediante  o  registro  de  sua  impressão  plantar  e  digital  e  da  impressão  digital da mãe. §2º do CPP (STF – RHC 105198/DF e STJ – HC 164352). contados da intimação.  o  escrivão  remeterá  os  autos  ou  o  instrumento  à superior  instância  dentro  de  vinte  e  quatro  horas.  mantendo  ou reformando a decisão. revisão são cabíveis.069/90 > Crimes praticados contra criança e adolescente  .  10.  pelo  prazo  de  dezoito anos. sem prejuízo de outras formas normatizadas pela autoridade administrativa competente.  O descumprimento das obrigações previstas no art. o  descumprimento  nos  incisos  II  e  III  configura  o  crime  do  art.  era  recebida.  Os  hospitais  e  demais  estabelecimentos  de  atenção  à  saúde  de  gestantes.  ou  do  instrumento.869.  públicos  e  particulares.  Art.  no  caso  de  apelação. É cabível em todos os crimes que tenha vítima determinada.  na  forma  e  prazo  referidos  no  art. no prazo de cinco dias.  198.  O  descumprimento  do  art. 227.  a  autoridade  judiciária  proferirá  despacho  fundamentado.  V  é  fato atípico.  assim  como  para  a  Defensoria  Pública. 228  do ECA.  228. onde constem as intercorrências do parto e do desenvolvimento do neonato:  Pena ‐ detenção de seis meses a dois anos.  III  ‐  proceder  a  exames  visando  ao  diagnóstico  e  terapêutica  de  anormalidades  no  metabolismo  do  recém‐nascido. 399.  a  remessa  dos  autos  dependerá  de  pedido  expresso  da  parte  interessada  ou  do  Ministério  Público.  Entendimento  recente  do  STJ  diz  que  o  defensor  terá  prazo  de  20  dias.  independentemente  de  novo  pedido  do  recorrente.  em  regra. são obrigados a:  I  ‐  manter  registro  das  atividades  desenvolvidas.  O  MP  tem  o  prazo  em  dobro  para  recorrer. Atualmente o ECA não tem mais normas sobre o assunto.  É  cabível  nesses  crimes  ação  privada  subsidiária  da  pública.  1 SUJEITOS  a.  IV ‐ fornecer declaração de nascimento onde constem necessariamente as intercorrências do parto e do  desenvolvimento do neonato.  pelo  representante do menor.  VII  ‐  antes  de  determinar  a  remessa  dos  autos  à  superior  instância.  14.  Parágrafo único. os prazos recursais do Processo Civil. aplicando‐se o Processo Civil somente no  efeito devolutivo.  no  caso  de  agravo.  bem  como  de  fornecer  à  parturiente  ou  a  seu  responsável.  declaração  de nascimento.  prevista  na  Constituição.  Deixar  o  encarregado  de  serviço  ou  o  dirigente  de  estabelecimento  de  atenção  à  saúde  de  gestante  de  manter  registro  das  atividades  desenvolvidas. ou multa. 10.  contados  da  data  da  intimação  pessoal  do  defensor  e  não da juntada do mandado de intimação aos autos do processo (HC 116421).  229  do  ECA.  se  a  reformar.  por  ocasião  da  alta  médica. Crime próprio.  Página | 175   ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – Lei 8.  Nos  procedimentos  afetos  à  Justiça  da  Infância  e  da  Juventude  fica  adotado  o  sistema  recursal  do  Código  de  Processo  Civil.  VIII ‐  mantida  a decisão  apelada ou  agravada. no prazo de cinco dias. Sujeito  Ativo:  encarregado  de  serviço  ou  o  dirigente  de  estabelecimento  de  atenção  à  saúde  de  gestante.

  b. procedendo à sua apreensão sem estar em  flagrante de ato infracional ou inexistindo ordem escrita da autoridade judiciária competente:  Pena ‐ detenção de seis meses a dois anos.  Parágrafo  único. ou multa.  porém  nessa  lei.  OBJETIVIDADE JURÍDICA: proteção da vida e saúde do neonato  CONSUMAÇÃO E TENTATIVA:  a. Tentativa: perfeitamente possível.  SUJEITOS  a.  Art.  Na  lei  de  abuso  de  autoridade  só  é  crime  deixar  de  comunicar  o  Página | 176   ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – Lei 8.  Ainda.:  sem  a  lavratura  do  auto  de  apreensão  do  adolescente.  5º  diz  que  a  prisão  deve  ser  comunicada  ao  juiz  competente  e  à  família  do  preso  ou  pessoa  por  ele  indicada  –  duplo  dever  de  comunicação.  b.  O  adolescente  ou  a  criança  só  podem  ser  privados  de  sua  liberdade  em  situação  de  flagrante  ou  por  ordem judicial.  Deixar  o  médico.  ELEMENTO SUBJETIVO: dolo ou culpa.  Art. Se o crime é culposo:  Pena ‐ detenção de dois a seis meses.  2 3 4 b.  ou  seja.  Na  segunda conduta o sujeito passivo é somente o neonato.  Crime  omissivo  puro ou próprio. Sujeito  Passivo:  na  primeira  conduta  os  sujeitos  passivos  são  o  neonato  e  a  parturiente. Sujeito Ativo: qualquer pessoa.  bem  como  não  proceder  aos  exames.  5 CONSUMAÇÃO E TENTATIVA:  a.  3 ELEMENTO SUBJETIVO: dolo.  enfermeiro  ou  dirigente  de  estabelecimento  de  atenção  à  saúde  de  gestante  de  identificar  corretamente  o  neonato  e  a  parturiente.  b. assim como ocorre com os adultos. Sujeito  Ativo:  médio.069/90 > Crimes praticados contra criança e adolescente  .  Art.  crime  material  que  exige  resultado naturalístico. Consumação:  simples  omissão  no  cumprimento  das  obrigações  previstas  no  tipo.  Incide  na  mesma  pena  aquele  que  procede  à  apreensão  sem  observância  das  formalidades legais. não se pune a forma culposa.  1 2 3 4 5 CONDUTA:  deixar  de  identificar  corretamente  o  neonato  e  a  parturiente.  2 SUJEITOS  a.  Esse  crime  foi  abordado  na  lei  de  abuso  de  autoridade. Tentativa: sendo omissivo não é cabível a tentativa.  Parágrafo único.  prisão  ilegal  sem  situação  de  flagrante ou sem ordem judicial de busca e apreensão.  1 CONDUTA:  privar  ilegalmente  a  liberdade  da  vítima.  só  é  crime  se  o  delegado  deixa de comunicar o juiz sobre a prisão do adolescente. Consumação:  simples  omissão  no  cumprimento  das  obrigações  previstas  no  tipo.  ELEMENTO SUBJETIVO: dolo ou culpa.  229. Tentativa: sendo omissivo não é cabível a tentativa.  enfermeiro  ou  diretor  do  estabelecimento  hospitalar  de  atenção  à  saúde  de  gestante.  A  privação  é  ilegal  se  ocorrer  sem  as  formalidades  legais.  Art. Ex.  4 OBJETIVIDADE JURÍDICA: liberdade de locomoção da criança e do adolescente. 10 desta Lei:  Pena ‐ detenção de seis meses a dois anos.: professora da escola.  Deixar  a  autoridade  policial  responsável  pela  apreensão  de  criança  ou  adolescente  de  fazer  imediata comunicação à autoridade judiciária competente e à família do apreendido ou à pessoa por ele  indicada:  Pena ‐ detenção de seis meses a dois anos.  Crime  omissivo  puro ou próprio. Privar  a criança ou  o adolescente de sua liberdade.  por  ocasião  do  parto. funcionário público da creche.  b.  OBJETIVIDADE JURÍDICA: proteção da vida e saúde do neonato  CONSUMAÇÃO E TENTATIVA:  a.  231.  b. Consumação:  dá‐se  com  a  privação  da  liberdade  da  vítima. Sujeito Passivo: o neonato. Sujeito Passivo: criança ou adolescente.  bem  como  deixar  de  proceder aos exames referidos no art. 230.  Ex. a parturiente ou eventual responsável pelo neonato.

  Art.  ELEMENTO SUBJETIVO: dolo. Descumprir.  aqui  o  sujeito passivo é criança ou adolescente. prazo fixado nesta Lei em benefício de adolescente privado de  liberdade:  Pena ‐ detenção de seis meses a dois anos.  ELEMENTO SUBJETIVO: dolo.  A  privação da liberdade de criança é outro crime.  b. Consumação: dá‐se com o simples impedimento ou embaraço.  O sujeito passivo mediato ou secundário é a autoridade judicial.  Impedir  ou  embaraçar  a  ação  de  autoridade  judiciária.  Só  há  crime  se  o  descumprimento  for  injustificado.  Na  lei  de  abuso  de  autoridade  pode  ser  praticada  por  qualquer  autoridade.  quando  então  ocorre  o  descumprimento.  Visto na lei de abuso de autoridade (art. Consumação:  dá‐se  no  momento  que  é  expirado  o  prazo.  Não  basta  que  a  vítima  seja  autoridade  judicial.  Submeter  criança  ou  adolescente  sob  sua  autoridade. com o fim de colocação em lar substituto:  Pena ‐ reclusão de dois a seis anos.  Art. Caso contrário.  é  necessário  que  essas  pessoas  estejam  no  exercício  de  alguma  função  prevista  no ECA.  233  tipificava  o  crime  de  tortura  contra  criança  ou  adolescente  tendo  sido  expressamente  revogada pela lei de tortura que estabelece um aumento de pena 1/6 a 2/3 quando praticada contra criança. e multa.  sem  justa  causa. injustificadamente.  237. Sujeito  Passivo:  dupla  subjetividade  passiva.  b.  juiz competente e não é deixar de comunicar a família do preso ou pessoa por ele indicada.  SUJEITOS  a.  esse  crime  é  próprio.  236.  OBJETIVIDADE JURÍDICA: liberdade de locomoção do adolescente.  porque  criança  não  pode  ser  privada  da  liberdade.  1 2 3 4 5 CONDUTA: impedir (não permitir) ou embaraçar (criar obstáculos) a ação da autoridade.  Art.  de  ordenar  a  imediata  liberação  de  criança  ou adolescente.  O  sujeito  passivo  imediato  ou  principal  é  o  Estado  porque  essa  conduta  o  impede  de  exercer  com  eficiência  o  sistema  de  proteção  à  criança  e  ao  adolescente.  Esse  crime  já  foi  abordado  na  lei  de  abuso  de  autoridade  (art. Sujeito  Passivo:  somente  adolescente. Já.  No  entanto.  já  no  ECA  é  necessariamente autoridade policial. tão logo tenha conhecimento da ilegalidade da apreensão:  Pena ‐ detenção de seis meses a dois anos.  CONSUMAÇÃO E TENTATIVA:  a. não haverá crime.  CONSUMAÇÃO E TENTATIVA:  a.  o conselheiro tutelar  ou  membro  do  MP.  guarda  ou  vigilância  a  vexame  ou  a  constrangimento:  Pena ‐ detenção de seis meses a dois anos.  Subtrair  criança  ou  adolescente  ao  poder  de  quem  o  tem  sob  sua  guarda  em  virtude  de  lei  ou  ordem judicial.  b.  OBJETIVIDADE JURÍDICA: liberdade de locomoção do adolescente.  portanto.  Página | 177   ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – Lei 8.  232. não se pune a forma culposa nesse crime.  Art. Sujeito  Ativo:  somente  autoridade  com  competência  para  cumprir  o  prazo.069/90 > Crimes praticados contra criança e adolescente  .  1 2 3 4 5 CONDUTA:  descumprir  injustificadamente  prazo  que  esteja  no  ECA. no ECA é crime  deixar de comunicar ao juiz competente e à família ou pessoa indicada pelo apreendido.  SUJEITOS  a.  membro  do  Conselho  Tutelar  ou  representante do Ministério Público no exercício de função prevista nesta Lei:  Pena ‐ detenção de seis meses a dois anos.  “b”  da  lei). Tentativa: não é possível. Sujeito Ativo: qualquer pessoa.  234. 235. não se pune a forma culposa nesse crime. Tentativa: é possível.  conselheiro  tutelar  ou  membro  do  MP.  O  art. 4º) com a diferença do sujeito passivo que aqui é criança ou  adolescente.  Deixar  a  autoridade  competente.  4º. por ser crime unissubsistente.  Art.  b.

  b.11. quando o agente não consegue realizar a subtração.  Promover  ou  auxiliar  a  efetivação  de  ato  destinado  ao  envio  de  criança  ou  adolescente  para  o  exterior com inobservância das formalidades legais ou com o fito de obter lucro:  Pena ‐ reclusão de quatro a seis anos.  de  12.  b.  b.  CONSUMAÇÃO E TENTATIVA:  a.  tutela.  §  2º  ‐  No  caso  de  restituição  do  menor  ou  do  interdito.  de  dois  meses  a  dois  anos.  enviar  criança  para  o                                                               96  Subtração de incapazes ‐ Art.  6 CONSUMAÇÃO E TENTATIVA:  a.  b. Sujeito Passivo: criança ou adolescente subtraído e a pessoa que tenha guarda dela.  grave  ameaça  ou  fraude:  (Incluído  pela  Lei  nº  10.  Página | 178     ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – Lei 8.  Parágrafo  único. o juiz pode deixar de aplicar pena. Tentativa: é possível.  SUJEITOS  a.  239.  ou  seja.  ELEMENTO  NORMATIVO  DO  TIPO:  guarda  em  virtude  de  lei  ou  ordem  judicial.  O  crime  ocorre  se  o  envio  pretendido  ou  efetivado  ocorrer:  (1)  com  inobservância  das  formalidades  legais.2003)  Pena ‐ reclusão.  se  a  criança  ou  adolescente  subtraído  não  sofreu  privações  ou  maus  tratos  é  cabível  perdão  judicial.  ou  seja.  CONDUTA:  promover  (organizar)  ou  auxiliar  ato  destinado  ao  envio  da  vítima. 238. e multa.  ELEMENTO SUBJETIVO: dolo.  5 OBJETIVIDADE  JURÍDICA:  protege  o  direito  da  vítima  de  ficar  sob  a  guarda  de  quem  a  lei  ou  o  juiz  determina.  Art.  se  destituído  ou  temporariamente  privado  do  pátrio  poder.  No  crime  do  art. Incide nas mesmas penas quem oferece ou efetiva a paga ou recompensa. Sujeito Passivo: criança ou adolescente. Sujeito Ativo: qualquer pessoa. o próprio pai ou mãe destituídos do poder familiar.  237  do  ECA  não  prevê  a  possibilidade  de  perdão judicial (só existe no similar do CP). e multa. Prometer ou efetivar a entrega de filho ou pupilo a terceiro.  curatela  ou  guarda.  CONDUTAS: No “caput” as condutas são prometer a entrega (crime formal ou de consumação antecipada.  No  parágrafo  único  o  sujeito  ativo  é  qualquer  pessoa – quem oferece ou paga a recompensa. Consumação: dá‐se com a subtração ainda que a finalidade específica não seja alcançada.  Parágrafo único.764. 249 ‐ Subtrair menor de dezoito anos ou interdito ao poder de quem o tem sob sua guarda em virtude  de  lei  ou  de  ordem  judicial:  Pena ‐  detenção.  ex.  3 SUJEITOS  a. além da pena correspondente à violência.  No  tipo  pagamento  o  crime  é  material  consumando‐se  com  a  efetuva entrega da recompensa. Consumação: dá‐se com a subtração ainda que a finalidade específica não seja alcançada. Ausente essa finalidade específica haverá o crime de subtração de  incapazes art.  4 ELEMENTO  SUBJETIVO:  dolo  de  subtrair  acrescido  da  finalidade  específica  de  colocar  a  vítima  em  lar  substituto (elemento subjetivo do tipo). mediante paga ou recompensa:  Pena ‐ reclusão de um a quatro anos.  1 Esse tipo trata do crime de tráfico internacional de crianças ou adolescentes. de 6 (seis) a 8 (oito) anos.  §  1º ‐  O  fato  de  ser  o  agente  pai  ou  tutor  do  menor  ou  curador  do  interdito  não  o  exime  de  pena.  tutor  ou  o  guardião  da  criança  ou  adolescente  –  portanto.  ainda  que  a  criança  ou  adolescente  não  seja  entregue. 249 do CP 96 . Sujeito  Ativo:  no  “caput”  o  sujeito  ativo  só  pode  ser  os  pais. Nos crimes do parágrafo único no tipo oferecer a tentativa é possível na forma escrita. ou seja.  no  “caput”  crime  próprio.  a  consumação  ocorre  ainda  que  a  criança  não  seja  efetivamente  entregue)  ou  entregar  (crime  material  que  se  consuma  com  a  efetiva  entrega  da  criança  ou  adolescente).  249  é  cabível  perdão  judicial. inclusive.  Se  há  emprego  de  violência.    1 2 1 2 3 4 Busca acabar com o comércio de crianças.069/90 > Crimes praticados contra criança e adolescente  . retirá‐lo do poder de quem detenha sua guarda.  O  art.  No  parágrafo  único  as  condutas  são  oferecer  recompensa  e  pagar  recompensa  o  crime  se  consuma  com  o  simples  oferecimento.  Art. tutor  privado da tutela.  se  a  pessoa  tem  apenas a guarda de fato não é crime.CONDUTA: subtrair a criança ou adolescente.  se  o  fato  não  constitui  elemento  de  outro  crime.  se  este  não  sofreu  maus‐tratos  ou  privações. Tentativa:  é  possível  na  forma  escrita  do  tipo  prometer  entrega  e  de  qualquer  forma  do  tipo  entregar.

  conselheiro  tutelar.:  nessa  primeira  figura  não  há  necessidade  de  intenção de lucro. (2) com o fito de lucro. Há quem sustente que  objeto jurídico é a moralidade sexual coletiva na medida em que esse crime ofende a moralidade sexual de  todos. curador.  É  um  tipo  misto alternativo. Tentativa: é possível.829. a qualquer outro título. de tutor.  (Incluído pela Lei nº 11.  Para  efeito  dos  crimes  previstos  nesta  Lei.  Obs.  reproduzir.  funcionário  da  vara  da  infância  e  juventude.  b.  (Redação dada pela Lei nº 11.  Estando  o  sujeito  ativo  em  alguma  das  condições  do  §2º  haverá  aumento  de  pena  de  1/3. o legislador cometeu uma falha. pois não previu as cenas de poses sensuais.  ou  por  adoção.  na  segunda  figura  é  o  dolo  acrescido  da  finalidade  específica de obter lucro. de 2008)  § 1º Incorre nas mesmas penas quem agencia.   (Redação  dada  pela  Lei  nº  11.  FORMA  QUALIFICADA:  previsto  no  parágrafo  único.  SUJEITOS  a.  Segundo Nucci. Obs. recruta. Sujeito  Ativo:  qualquer  pessoa.  Ex. coage. (Incluído pela Lei nº 11.  filmar  ou  registrar. de 2008)  II – prevalecendo‐se de relações domésticas.  Conceituados  pelo  art. 245.  ou  ainda  quem  com  esses contracena.  ELEMENTO  SUBJETIVO:  na  primeira  figura  é  o  dolo.:  crime  praticado  por  comissário  de  menores.: na redação antiga do artigo a  finalidade de lucro era qualificadora. porém no máximo de 1/3.  b.  As alterações a partir do art.  241‐E  que  é  atividade  sexual  real  ou  simulada  e  exibição  dos  órgãos  genitais. 240 do ECA surgiram com a chamada lei da pedofilia.829. de 2008)  I  –  no  exercício  de  cargo  ou  função  pública  ou  a  pretexto  de  exercê‐la. Sujeito Ativo: qualquer pessoa.829.  Art.  240. Consumação:  dá‐se  com  a  simples  prática  do  ato  destinado  ao  envio. de 2008)  §  2º  AUMENTA‐SE  A  PENA  DE  1/3  (um  terço)  se  o  agente  comete  o  crime:   (Redação  dada  pela  Lei  nº  11. empregador da vítima ou de quem.  Havendo  violência  o  infrator  responderá  por  esse  crime mais o crime correspondente à violência. §2º do CP.829. Sujeito Passivo: criança ou adolescente.  fotografar.  cena  de  sexo  explícito  ou  pornográfica. Ex.: tirar o passaporte do adolescente.  ELEMENTO SUBJETIVO: dolo – tipo penal não exige finalidade de lucro. ou de qualquer modo intermedeia  a  participação  de  criança  ou  adolescente  nas  cenas  referidas  no  caput  deste  artigo.  (Redação dada pela Lei nº 11. inclusive os responsáveis pela criança ou adolescente.829.  OBJETIVIDADE JURÍDICA: proteção da formação moral da criança e do adolescente.  Esse crime do art.  OBJETIVIDADE JURÍDICA: liberdade de locomoção do adolescente. facilita.  241‐E.829. de 2008)  III  –  prevalecendo‐se  de  relações  de  parentesco  consangüíneo  ou  afim  até  o  terceiro  grau. de 4 (quatro) a 8 (oito) anos.  de  2008)  Pena – reclusão. Nesse sentido Nucci.  Ex. ainda que não seja alcançado.  Art.  filmar  ou  registrar. ou com seu consentimento.  dirigir.  Produzir.  reproduzir. de 2008)  3 4 5 6 SUJEITOS  a.  a  expressão  “cena  de  sexo  explícito  ou  pornográfica” compreende qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividades sexuais  explícitas.  grave  ameaça  ou  fraude.  fotografar.  CONSUMAÇÃO E TENTATIVA:  a.:  dizer  que  irá  trabalhar  como  modelo. com a finalidade de lucro.  sendo  desnecessário  o  efetivo envio.  Se  for  pai  contra  filho  incide  as  duas  causas  de  aumento  do inciso I e II.829.  quando  houver  emprego  de  violência. de 2008)  2 3 4 5 6 7 1 2 CONDUTAS:  as  condutas  são  seis:  produzir. de coabitação ou de hospitalidade.  OBJETO  MATERIAL:  cena  de  sexo  explícito  ou  pornográfica.  reais ou  simuladas.  CONSUMAÇÃO E TENTATIVA:  Página | 179   ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – Lei 8. tenha  autoridade sobre ela.  envolvendo  criança  ou  adolescente. a prática de várias condutas no mesmo contexto fático configura crime único. ou  (Redação dada pela  Lei nº 11. e multa. comprar as passagens aéreas. 239 revogou tacitamente o art.  estrangeiro  para  adoção  ilegal  pelo  estrangeiro.829.  envolvendo  criança  ou  adolescente:  (Redação  dada  pela  Lei  nº  11. porque o crime é plurissubsistente.069/90 > Crimes praticados contra criança e adolescente  . ou seja.  b.  COMPETÊNCIA  PARA  JULGAMENTO:  justiça  Federal  porque  o  Brasil  é  signatário  de  Convenção  da  ONU  sobre direitos da criança e do adolescente. preceptor. Sujeito Passivo: criança ou adolescente.  ou  exibição  dos órgãos  genitais  de  uma  criança  ou  adolescente  para  fins  primordialmente sexuais.  dirigir.  por  qualquer  meio.

  b. Portanto.  241‐B.  não  pode  oferecer  resistência.:  o  crime  pode  ser  praticado  por  qualquer  meio.  vídeo  ou  outro  registro  que  contenha  cena  de  sexo  explícito  ou  pornográfica  envolvendo  criança  ou  adolescente:  (Redação  dada  pela  Lei  nº  11.   Adquirir.829.  incisos  I  a  III  podem  armazenar  o  material  para  comunicar  as  autoridades. (Incluído pela Lei  nº 12.  SUJEITOS  a.  Obs. (Incluído  pela  Lei  nº  12.  241‐B.015.829.829. de 2008)  97   Estupro  de  vulnerável (Incluído  pela  Lei  nº  12. não se exigindo nenhuma finalidade específica. Tentativa: é possível.015.(Incluído pela Lei nº 12.  por  qualquer  outra  causa.  o  processamento  e  o  encaminhamento  de  notícia  dos  crimes  referidos  neste  parágrafo.  241‐B  –  estrito cumprimento do dever legal ou exercício regular de direito.  colabora  na  realização  das  cenas  ou  ainda  quem  com  esses  contracena.829.015.  217‐A.  quando  a  comunicação for feita por: (Incluído pela Lei nº 11.  entre  suas  finalidades  institucionais.  (Incluído pela Lei nº 11.  3 ELEMENTO SUBJETIVO: dolo. Consumação: dá‐se com a venda ou exposição à venda.  de  2009)  Art.  O  §1º  pune  quem. de 2009)                                                                 Página | 180   ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – Lei 8. 217‐A do CP 97 )  Art. de 2008)  II  –  membro  de  entidade.015.  Caso  publiquem  cometerão crimes do ECA. de 2009) Pena ‐ reclusão.  mas  o  §2º  traz  causas  excludentes  de  ilicitude  do  art.  fotografia.  vídeo  ou  outro  registro  que  contenha  cena  de  sexo  explícito  ou  pornográfica.  241.  por  enfermidade  ou  deficiência  mental.  de  2008)  Pena – reclusão.829. de 4 (quatro) a 8 (oito) anos.  b.  devem  manter  em  sigilo. de 2009) § 4o  Se da conduta resulta morte: (Incluído pela Lei nº 12. (Incluído pela Lei nº 11.  a. e multa.  legalmente  constituída. e multa.  O  adquirente  desses  produtos  responderá  pelo  art.   Ter  conjunção  carnal  ou  praticar  outro  ato  libidinoso  com  menor  de  14  (catorze)  anos: (Incluído  pela  Lei  nº  12.  de  2009)  Pena ‐  reclusão.  mas  não  podem  divulgar  esse  material. de 2008)  §  1º  A  pena  é  diminuída  de  1  (um)  a  2/3  (dois  terços)  se  de  pequena  quantidade  o  material  a  que  se  refere o caput deste artigo.  de  2009)  §  3o   Se  da  conduta  resulta  lesão corporal de natureza grave: (Incluído pela Lei nº 12.  6 CONSUMAÇÃO E TENTATIVA:  a.829.  Pequena  quantidade  é  elemento  normativo  do  tipo.  4 OBJETIVIDADE JURÍDICA: idem ao do art. de 2008)  1 2 CONDUTA: vender ou expor à venda.  Essas  pessoas  previstas  no  §2º.  241. de 2008)  I – agente público no exercício de suas funções. de 2008)   Pena – reclusão.  b. Sujeito Ativo: qualquer pessoa.015.  que  inclua.  241‐B.  de  2009)  §  1o   Incorre  na  mesma  pena  quem  pratica  as  ações  descritas  no  caput  com  alguém  que.  Não  é  qualquer  pessoa que pode possuir ou armazenar esse material com a finalidade de comunicar as autoridades.829. de 10 (dez) a 20 (vinte) anos.015. de 2009) Pena ‐ reclusão. de 1 (um) a 4 (quatro) anos.  ainda  que  não  ocorra  nenhum prejuízo à formação moral da vítima.015. de 12 (doze) a 30 (trinta)  anos.  de  2009)  §  2o   (VETADO) (Incluído  pela  Lei  nº  12. (Redação dada pela Lei nº 11.  possuir  ou  armazenar. (Incluído pela Lei nº 11.  por  qualquer  meio.  não  tem  o  necessário  discernimento  para  a  prática  do  ato.069/90 > Crimes praticados contra criança e adolescente  .  ou  seja. Sujeito Passivo: criança ou adolescente.  Antes  da  lei  de  pedofilia  não  havia  como  punir  o  adquirente.  ou  seja.   Vender  ou  expor  à  venda  fotografia. se a pessoa possui ou armazena o  material  com  a  finalidade  de  comunicar  crimes  às  autoridades  não  há  o  crime  do  art.  Este  crime  pune  quem  vende  ou  expõe  à  venda.  vídeo  ou  outra  forma  de  registro  que  contenha  cena  de  sexo  explícito  ou  pornográfica  envolvendo  criança  ou  adolescente:  (Incluído pela Lei nº 11.  mas  agora  será  possível  punir.  241‐B  pune  o  armazenamento. (Incluído pela Lei nº 11.  240.  genérica.  expressão  vaga. Consumação:  dá‐se  com  a  prática  de  qualquer  das  condutas  do  tipo. Esses responderão ainda pelo delito de estupro de vulnerável – perfeitamente possível o concurso  desse crime com os crimes sexuais (art.  O  art.  241‐A  e  241‐C  desta  Lei.015.829.  o  recebimento.  ou  que.015.  não  necessariamente  por  internet  ou  informática  –  poderá  armazenar  em  casa. Tentativa: é possível.  de  8  (oito)  a  15  (quinze)  anos.  aberta que deve ser definida pelo juiz em cada caso concreto. (Incluído  pela  Lei  nº  12. 240  5 OBJETO  MATERIAL:  fotografia.  A  pena  é  diminuída  de  1  a  2/3  se  de  pequena  quantidade  o  material  a  que  se  refere  o  caput  deste  artigo.  de  qualquer  forma.  Art. de 2008)  §  2º  Não  há  crime  se  a  posse  ou  o  armazenamento  tem  a  finalidade  de  comunicar  às  autoridades  competentes  a  ocorrência  das  condutas  descritas  nos  arts.

  III  –  representante  legal  e  funcionários  responsáveis  de  provedor  de  acesso  ou  serviço  prestado  por  meio  de  rede  de  computadores.  O  crime  pode  ser  praticado  por  qualquer  meio.  mas responderá pelo art.  Simular  a  participação  de  criança  ou  adolescente  em  cena  de  sexo  explícito  ou  pornográfica  por  meio  de  adulteração. (Incluído pela Lei nº 11.  expõe à  venda.  o  acesso  por  rede  de  computadores  às  fotografias.      Página | 181   ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – Lei 8.  b.  publica  ou  divulga  por  qualquer  meio.  Art. A notificação é uma condição objetiva de punibilidade.829. cenas ou imagens de que trata  o caput deste artigo. Consumação: dá‐se com a simples prática de qualquer das condutas do tipo.  Ex.  SUJEITOS  a. (Incluído pela Lei nº 11. de 2008)    Art. ao Ministério Público ou ao Poder Judiciário. de 2008)  Parágrafo  único.829. ou seja. trocar. 241‐A.  CONDUTA:  simular  cena  pornográfica  ou  de  sexo  explícito  que  poderá  se  dar de  três  formas:  (1)  mediante  adulteração.  distribuir. oficialmente notificado.  Oferecer. vídeo ou qualquer forma de representação visual com a cena simulada. (Incluído pela Lei nº 11.  vídeo  ou  qualquer  outra  forma  de  representação visual: (Incluído pela Lei nº 11.  não  necessariamente  informática  ou  internet.  4 OBJETIVIDADE JURÍDICA: idem art. Sujeito Passivo: criança ou adolescente. de 2008)  II  –  assegura.  ELEMENTO SUBJETIVO: dolo e o §único prevê uma conduta equiparada. publicar ou divulgar por qualquer meio.  O  §§1º  e  2º  pune  quem  de  qualquer  forma  assegura  o  armazenamento  ao  objeto  material  do  caput. disponibilizar.  As condutas previstas no §1º só são puníveis depois da notificação oficial do responsável pela desabilitação do  conteúdo ilícito.:  troca  de  fotos  de  crianças  em  cenas  de  sexo  explícito  entre  dois  pedófilos.  241.  (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. deixa de desabilitar o acesso ao conteúdo ilícito  de que trata o caput deste artigo. ou (3) modificação  – alteração.  fotografia. distribuir.  Incorre  nas  mesmas  penas  quem  vende.829. de 1 (um) a 3 (três) anos.829.  disponibiliza.  6 CONSUMAÇÃO E TENTATIVA:  a.  Crime  misto  alternativo – várias condutas no mesmo contexto fático crime único.  3 ELEMENTO SUBJETIVO: dolo. de 2008)  CONDUTA:  oferecer. 241‐A. de 3 (três) a 6 (seis) anos.  publicar  ou  divulgar.  adquire. Sujeito Ativo: qualquer pessoa. 240. de 2008)  §  2º  As  condutas  tipificadas  nos  incisos  I  e  II  do  §  1o  deste  artigo  são  puníveis  quando  o  responsável  legal pela prestação do serviço.829.  por  qualquer  meio.  distribui.  transmitir.  Policial  que  divulga  imagens  que  apreendeu  não  responderá  pelo  art. de 2008)  Pena – reclusão. e multa.(Incluído pela Lei nº 11.  b.  vídeo  ou  outro  registro  que  contenha  cena  de  sexo  explícito  ou  pornográfica  envolvendo  criança  ou  adolescente:   (Incluído  pela  Lei  nº 11.829.829.  até  o  recebimento  do  material  relativo  à  notícia  feita  à  autoridade  policial. (Incluído pela Lei nº 11.829.  disponibilizar.  OBJETIVIDADE JURÍDICA: idem art. Sujeito Passivo: criança ou adolescente.829.  montagem  ou  modificação  de  fotografia.  241‐B  pela  excludente  de  ilicitude. e multa.829. transmitir.  cenas  ou  imagens  de que trata o caput deste artigo.  inclusive  por  meio  de  sistema  de  informática  ou  telemático.  2 SUJEITOS  a. falsificação (2) montagem – reunião de peças e materiais diversos. de 2008)  1 1 2 3 4 5   Aqui a cena não é real.  241‐C.  OBJETO MATERIAL: fotografia. 241. de 2008)  §  3º  As  pessoas  referidas  no  §  2o  deste  artigo  deverão  manter  sob  sigilo  o  material  ilícito  referido.829. Tentativa: é possível. de 2008)  § 1º Nas mesmas penas incorre quem: (Incluído pela Lei nº 11. Sujeito Ativo: qualquer pessoa. de 2008)  I – assegura os meios ou serviços para o armazenamento das fotografias. de 2008)  Pena – reclusão.069/90 > Crimes praticados contra criança e adolescente  .  b. (Incluído pela Lei nº 11. é simulada.  possui  ou  armazena  o  material  produzido  na  forma  do  caput  deste artigo.  5 OBJETO  MATERIAL:  idem  art.  trocar.

]  §  5º  ‐  Os  direitos  e  deveres  referentes  à  sociedade  conjugal  são  exercidos  igualmente  pelo  homem  e  pela mulher.605/98  (violência  contra  o  meio  ambiente). 226. Filho agredindo a mãe aplica‐se a Lei Maria da Penha e o filho que agride o pai (idoso)?  A Lei Maria da Penha está na contramão da história. passando a admitir o homem.  2) Criar juizado especial da violência doméstica e familiar contra a mulher.  da  Convenção  sobre  a  Eliminação  de  Todas  as  Formas  de  Violência  contra  a  Mulher. tem especial proteção do Estado.  226  da  Constituição  Federal.  Lei  9.. §9º (redação dada pela Lei 11.  Punir  e  Erradicar  a  Violência  contra  a  Mulher  e  de  outros  tratados  internacionais  ratificados  pela  República  Federativa  do  Brasil.  previdenciários. em nenhum momento o parágrafo restringiu a proteção somente à mulher.  e  estabelece  medidas  de  assistência  e  proteção  às  mulheres  em  situação  de  violência  doméstica  e  familiar.  Art.  §5º  da  CF.  concedendo  mais  direitos  à  mulher  do  que  ao  homem. 129.  Art.503/97 (Violência  no  trânsito)..  Estando  diante  de  uma  vítima  de  violência  doméstica  ou  familiar  homem  há  o  Código  Penal. O tráfico internacional sexual só admitia a mulher.340/06  Até  a  década  de  90  a  violência  era  tratada  mais  ou  menos  do  mesmo  modo. a irmã agredindo o irmão não aplica a Lei  Maria da Penha. Essas especializações levam em conta a insuficiência do tratamento genérico.  O art. civis etc.069/90  (Violência  contra  a  criança  e  o  adolescente).  Em  2005  o  homem  também  passou  a ser equiparado.078/90  (Violência  no  comércio – contra o consumidor).. Com isso não se pode esperar uma atividade punitivista.  226.  A  lei  Maria  da  Penha  é  mais  uma  dessas  especializações  buscando  proteger  a  mulher  da  violência  doméstica ou familiar.  Lei  8.  Lei  8.  §8º da CF.  226.  3) Estabelece medidas de assistência.  dispõe  sobre  a  criação  dos  Juizados  de  Violência  Doméstica  e  Familiar  contra  a  Mulher.  da  Convenção  Interamericana  para  Prevenir.455/97  (crimes  de  tortura).  [.   11   de   dezembro   de   2010.340/06 > Finalidades da Lei 11.  A  partir  dessa  data  começamos  a  trabalhar  com  a  especialização  da  violência.340/06  A  Lei  Maria  da  Penha  é  multidisciplinar  e  não  apenas  criminal.340/06  .  Terá  aspectos  processuais. Lei 9.  Vítima  de violência doméstica e familiar mulher aplicam‐se a lei Maria da penha e o Código Penal.072/90  (Crimes  hediondos  e  equiparados).  4) Medidas de proteção.  Sábado.]  Página | 182   LEI MARIA DA PENHA – Lei 11.  Podemos  lembrar  da  Lei  8.  [. A família.  Estatuto  do  Idoso.  A mulher pode ter esta super‐proteção comparada ao tratamento recebido pelo homem?  15.  Ofende  também  o  art.  o nos  termos  do  §  8   do  art.099/95 (violência de menor potencial ofensivo).2 Constitucionalidade  CORRENTES  Inconstitucionalidade  A  Lei  Maria  da  Penha  ofende  o  art.  O  atentado  ao  pudor  mediante  fraude  só  admitia  vítima  mulher.1 Finalidades da Lei 11. Porém. base da sociedade.   15 LEI MARIA DA PENHA – Lei 11. O CP trazia artigos que discriminavam o homem  e a partir de 2005 o legislador passou a equiparar homem e mulher. 1o  Esta Lei  cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar  contra a  mulher.  São quatro as finalidades da lei:  1) Prevenir e coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.  Essa primeira corrente está isolada no âmbito de algumas doutrinas.  A corrente da constitucionalidade é claramente majoritária.  ofendendo  a  isonomia  dando  mais  direitos  à  mulher  do  que  ao  homem.  15. Lei 9..  Lei  9.340/06) do CP diz que a lesão em ambiente doméstico pode  ser atribuída também aos homens.  Irmão agride irmã – aplica‐se a Lei Maria da Penha.

  exclui‐se  a  aplicação  a  Lei  9.  violência‐ preconceito.  independentemente de coabitação.  Aplica‐se  a  lei  Maria  da  Penha  para  as  relações  homoafetivas.  embora  as  medidas protetivas poderão ser aplicadas. inclusive as esporadicamente agregadas. unidos por laços naturais.  lesão.  Ação  ou  omissão  baseada  no  gênero  é  uma  agressão  motivada  na  opressão  à  mulher.  embora  exija  relação  parental. Parágrafo único. por afinidade ou por vontade expressa.099/95  do  agressor.  bissexual  ou  mesmo  com  o  travesti.4 Formas de violência doméstica e familiar contra a mulher    Página | 183   LEI MARIA DA PENHA – Lei 11. mas sim.340/06 > Conceito de violência doméstica  . mas sim medidas  extrapenais. retificação de registro civil.  As relações pessoais enunciadas neste artigo independem de orientação sexual.  criando  mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações. II  ‐  no  âmbito  da  família.  15.  Buscando  torná‐la  ainda  mais vulnerável. III ‐ em qualquer relação íntima de afeto. aquela baseada  no  gênero.  prescinde  a  relação  de  parentesco.  15. possuindo um sexo físico diferente de sua conformação sexual  psicológica.  com ou sem vínculo familiar. Há duas correntes:  1ª Corrente – não pode ser objeto da Lei Maria da Penha. configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação  ou  omissão  baseada  no  gênero  que  lhe  cause  morte.  2ª  Corrente  (prevalece)  –  se  a  pessoa  portadora  de  transexualismo  transmutar  suas  características  sexuais  (por  cirurgia  e  modo  irreversível)  deve  ser  encarada  de  acordo  com  sua  realidade  morfológica.  mas  suas  medidas  protetivas podem ser aplicadas ao homem.3 Conceito de violência doméstica  Art.  O  transexual  é  aquele que sofre uma dicotomia físico‐psiquica. pois não se fala em medidas penais.  Âmbito  da  unidade  doméstica  é  o  espaço  caseiro.  porém  de  fato a mulher não tem conseguido fazer valer essa igualdade. não significa que ela não possua dispositivos inconstitucionais.    # Aplica‐se a lei Maria da Penha para o transexual?  Transexual  não  se  confunde  com  o  homossexual.  compreendida  como  a  comunidade  formada  por  indivíduos  que  são  ou  se  consideram aparentados.  O  inciso  II  dispensa  que  o  fato  deve  o  ocorrer  dentro  da  unidade  caseira.    Constitucionalidade  Há dois sistemas de proteção:  • Geral: não tem destinatário certo – Código Penal.  compreendida como o espaço de convívio permanente de pessoas.  Afirmar que a lei é constitucional. portanto.  Se  a  violência  não  é  de  gênero  e  for  tratada  como  sendo.  O  juiz  diante  do  seu  poder  geral  de  cautela  poderá  estender  as  medidas  protetivas  e  assistenciais  ao  homem. na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida. Não é qualquer ação ou omissão contra a mulher que configurará violência. Esta corrente é a posição dos tribunais superiores. pois geneticamente não é mulher.  protetivas. a lei fortalece a mulher para conseguir  igualar de fato a mulher ao homem – chamadas ações afirmativas.  ao  contrário  da  lei  Maria  da  Penha.  Casos  em  que  a  mulher  bate  em  mulher  por  preconceito.  buscando  igualar  de  fato  a  mulher  ao  homem.  permitindo‐se.  descriminação.  Agride  a  mulher  motivado  por  opressão  ao  sexo  feminino.  Logo.  sofrimento  físico.  sexual  ou  psicológico  e  dano moral ou patrimonial: I ‐ no âmbito da unidade doméstica.  Nas  relações  homoafetivas masculinas  não  se  aplica  a  Lei  Maria  da  Penha.  §  8º  ‐  O  Estado  assegurará  a  assistência  à  família  na  pessoa  de  cada  um  dos  que  a  integram. 5o  Para os efeitos desta Lei. inclusive. Não há que se dizer analogia em malan partem.  pode  estar protegida pelo inciso I a empregada doméstica.  O  Código  Penal  não  destinou  proteção  somente  à  mulher.  • Especial: tem destinatário certo – Lei Maria da Penha.  Do  ponto  de  vista  da  lei  a  mulher  é  igual  ao  homem.  Atenção!  Não  é  que  se  aplica  a  Lei  Maria  da  Penha  ao  homem. aproveitando‐se da vulnerabilidade da vítima.

  ajustes.  e  a  avaliação  periódica  dos  resultados  das  medidas adotadas.  Ex.  contravenção  penal.  entendida  como  qualquer  conduta  que lhe cause dano emocional e diminuição da auto‐estima ou  que  lhe  prejudique  e  perturbe  o  pleno  desenvolvimento  ou  que  vise  degradar  ou  controlar  suas  ações. 8º  A política pública que visa coibir a violência doméstica e  familiar  contra  a  mulher  far‐se‐á  por  meio  de  um  conjunto  articulado de ações da União.  VI  ‐  a  celebração  de  convênios.  ameaça. de acordo com o estabelecido no inciso III    do  art.  bens.  Busca que este tema esteja no currículo em todos os níveis de ensino.  insulto.  de  forma  a  coibir  os  papéis  estereotipados  que  legitimem  ou  exacerbem  a  violência  doméstica e familiar. dos Estados.  trabalho  e  habitação.  porém  não  poderá  deixar  transparecer  que  o  agressor saia beneficiado.  com  a  perspectiva  de  gênero  e  de  raça  ou  etnia. ou que limite ou anule o  exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos.  nos  currículos  escolares  de  todos  os  níveis  de  ensino.  Poderá  corresponder  a  um  crime  como  por  exemplo  o  homicídio.  vigilância  constante.  Página | 184   LEI MARIA DA PENHA – Lei 11. suborno ou manipulação. em particular nas Delegacias de Atendimento  à Mulher.  destruição  parcial  ou  total  de  seus  objetos.  dos  valores  éticos  e  sociais  da  pessoa  e  da  família.  VIII  ‐  a  promoção  de  programas  educacionais  que  disseminem  valores  éticos  de  irrestrito  respeito  à  dignidade  da  pessoa  humana com a perspectiva de gênero e de raça ou etnia.  concernentes  às  causas.  chantagem.  a  manter  ou  a  participar  de  relação  sexual  não  desejada.  perseguição  contumaz.  subtração.  para  a  sistematização  de  dados.  tendo  por  diretrizes:  I  ‐  a  integração  operacional  do  Poder  Judiciário.  e  a  difusão  desta Lei e dos instrumentos de proteção aos direitos humanos  das mulheres.  crenças  e  decisões.  VII  ‐  a  capacitação  permanente  das  Polícias  Civil  e  Militar. por causar violência psicológica. difamação ou injúria. psicológica. III ‐  a  violência  sexual.  da  Guarda  Municipal.  incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades.  à  eqüidade  de  gênero  e  de  raça  ou  etnia  e  ao  problema  da  violência doméstica e familiar contra a mulher.   Há a violência física.  A  novela  que  trata  da  violência  da  mulher  é  permitida.  15.  instrumentos  de  trabalho.  A violência física vai desde uma contravenção penal de vias de fato até o homicídio.  mediante  ameaça. entendida como qualquer conduta  que  configure  retenção.  CAPÍTULO II DAS FORMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER  Art.  humilhação.  no  inciso  IV  do  art.  às  conseqüências  e  à  freqüência  da  violência  doméstica  e  familiar  contra  a  mulher.  assistência  social.  isolamento.  educação.  protocolos.  tendo  por  objetivo  a  implementação  de  programas  de  erradicação  da  violência  doméstica  e  familiar  contra a mulher.  exploração  e  limitação  do  direito  de  ir  e  vir  ou  qualquer  outro  meio  que  lhe  cause  prejuízo  à  saúde  psicológica  e  à  autodeterminação.  III  ‐  o  respeito.  mediante  coação. patrimonial e moral.  do  Ministério  Público  e  da  Defensoria  Pública  com  as  áreas  de  segurança  pública. V  ‐  a  violência  moral.  voltadas  ao  público  escolar  e  à  sociedade  em  geral.  entendida  como  qualquer  conduta  que  a  constranja  a  presenciar.  manipulação.  IV  ‐  a  implementação  de  atendimento  policial  especializado  para as mulheres.  nos  meios  de  comunicação  social.  7o   São  formas  de  violência  doméstica  e  familiar  contra  a  mulher.  basta  mera  ofensa  psicológica. sexual.  entendida  como  qualquer  conduta  que  configure calúnia.  II  ‐  a  promoção  de  estudos  e  pesquisas.  mas  poderá  configurar  também  um  fato  atípico  e  mesmo  assim  ser  violência  doméstica  e  familiar  contra  a  mulher  sendo  cabível  as  medidas  protetivas.  do  Corpo  de  Bombeiros  e  dos  profissionais  pertencentes  aos  órgãos  e  às  áreas  enunciados  no  inciso  I  quanto às questões de gênero e de raça ou etnia.  ridicularização.  constrangimento.  que  a  induza  a  comercializar  ou  a  utilizar.    Todos os entes são chamados a participar da política pública.  221  da  Constituição Federal.  para  os  conteúdos  relativos  aos  direitos  humanos.  V  ‐  a  promoção  e  a  realização  de  campanhas  educativas  de  prevenção  da  violência  doméstica  e  familiar  contra  a  mulher.  saúde.5 Medidas Preventivas  TÍTULO III  DA ASSISTÊNCIA À MULHER EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA  DOMÉSTICA E FAMILIAR    CAPÍTULO I  DAS MEDIDAS INTEGRADAS DE PREVENÇÃO    Art.  valores  e  direitos  ou  recursos  econômicos.  termos  ou  outros  instrumentos  de  promoção  de  parceria  entre  órgãos  governamentais  ou  entre  estes  e  entidades  não‐ governamentais.  estatísticas  e  outras  informações  relevantes.  à  gravidez.  que  a  impeça  de  usar  qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio.  coação  ou  uso  da  força.  entendida  como  qualquer  conduta  que  ofenda sua integridade ou saúde corporal.  ao  aborto  ou  à  prostituição.  Não se pode condicionar a concessão de medida protetiva à existência de infração penal.  mediante  intimidação.340/06 > Medidas Preventivas  .  IX  ‐  o  destaque.  a  serem  unificados  nacionalmente.  a  sua  sexualidade.  comportamentos.  Nem  sempre  a  violência  doméstica  ou  familiar  corresponde  a  um  crime.  As  medidas  protetivas  não  estão  atreladas  a  crime  ou  contravenção. entre outras: I  ‐  a  violência  física.  1º.  de  qualquer  modo.:  adultério.  3o  e  no  inciso  IV  do  art.  documentos  pessoais. do Distrito Federal e  dos  Municípios  e  de  ações  não‐governamentais.  II  ‐  a  violência  psicológica.  chantagem. IV ‐ a violência patrimonial.

  6o  da  Lei  no  10.   Constatada  a  prática  de  violência  doméstica  e  familiar  contra  a  mulher.6 Assistência à mulher  CAPÍTULO II DA ASSISTÊNCIA À MULHER EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA  DOMÉSTICA E FAMILIAR  Art.  15.  em  conjunto  ou  separadamente.   Poderá  o  juiz. guarda dos filhos e alimentos.  ao  agressor.  nos  termos  da  Lei  no  10. de 11 de janeiro de 1973 (Código de Processo Civil).  ouvida  a  equipe  de  atendimento  multidisciplinar  ou  serviço similar.  entre  outras  normas  e  políticas  públicas de proteção.  de  seus  familiares  e  das  testemunhas. e a segurança (art.  sem  prejuízo  de  outras medidas:  I  ‐  encaminhar  a  ofendida  e  seus  dependentes  a  programa  oficial ou comunitário de proteção ou de atendimento.  auxílio  da força policial.  domicílio  ou  local  de  convivência  com  a  ofendida. 10).  a  qualquer  momento.    Seção III  Das Medidas Protetivas de Urgência à Ofendida    Art.869.  sempre  que  a  segurança  da  ofendida  ou  as  circunstâncias  o  exigirem.  24.  II  ‐  determinar  a  recondução  da  ofendida  e  a  de  seus  dependentes  ao  respectivo  domicílio.  15.  IV ‐ determinar a separação de corpos. e emergencialmente quando for o caso.  O outro município não está obrigado a aceitá‐la.826.  o  juiz  poderá  determinar.  o  disposto  no  caput  e  nos  §§  5o  e  6º  do  art.  22.  poderá  o  juiz  requisitar. por até seis meses.  integrante da administração direta ou indireta.  as  seguintes  medidas.  II ‐  afastamento  do  lar.  Afastamento  (interrupção  ou  suspensão)  o  entendimento  é  que  o  afastamento  suspensão  interrompe  o  pagamento da remuneração.  incluindo  os  serviços  de  contracepção  de  emergência.  ficando  o  superior  imediato  do  agressor  responsável  pelo  cumprimento  da  determinação  judicial.  Art.  o  juiz  poderá  aplicar.  o  juiz  comunicará  ao  respectivo  órgão. II  ‐  manutenção  do  vínculo  trabalhista.  III ‐  determinar  o  afastamento  da  ofendida  do  lar. entre outras:  I  ‐  suspensão  da  posse  ou  restrição  do  porte  de  armas.  Página | 185   .  c)  freqüentação  de  determinados  lugares  a  fim  de  preservar  a  integridade física e psicológica da ofendida.  b)  contato  com  a  ofendida. §  3o   A  assistência  à  mulher  em  situação  de  violência  doméstica  e  familiar  compreenderá  o  acesso  aos  benefícios  decorrentes  do  desenvolvimento  científico  e  tecnológico.  III ‐ proibição de determinadas condutas.  23.  por  prazo  certo.  quando  necessário.826.  seus  familiares  e  testemunhas  por  qualquer meio de comunicação.  461  da  Lei  no 5.  de  imediato.  encontrando‐se  o  agressor  nas  condições  mencionadas  no  caput  e  incisos  do  art.   §  2o   O  juiz  assegurará  à  mulher  em  situação  de  violência  doméstica  e  familiar.   Para  a  proteção  patrimonial  dos  bens  da  sociedade  conjugal  ou  daqueles  de  propriedade  particular  da  mulher.  fixando  o  limite  mínimo  de  distância  entre  estes  e o agressor.  nos  termos  desta  Lei. após o afastamento.  devendo a providência ser comunicada ao Ministério Público.  V ‐ prestação de alimentos provisionais ou provisórios.  9o   A  assistência  à  mulher  em  situação  de  violência  doméstica  e  familiar  será  prestada  de  forma  articulada  e  conforme os princípios e as diretrizes previstos na Lei Orgânica  da  Assistência  Social. conforme o caso.  não  há  posição  jurisprudencial.  §  4º  Aplica‐se  às  hipóteses  previstas  neste  artigo.  §  3º  Para  garantir  a  efetividade  das  medidas  protetivas  de  urgência.  estadual  e  municipal.  sem  prejuízo  dos direitos relativos a bens.7 Medidas de proteção  Seção II  Das Medidas Protetivas de Urgência que Obrigam o Agressor    Art. entre as quais:  a)  aproximação  da  ofendida.  liminarmente.  O pedido da manutenção do vínculo trabalhista é feito para quem? O juízo trabalhista ou o do juizado  especial  da  mulher?  Essa  questão  atualmente  é  meramente  doutrinária. pois estaria ferindo o ingresso por meio do concurso  público. de 22 de dezembro de 2003.   A assistência abrange a saúde (SUS).  após  afastamento  do  agressor.  no  Sistema  Único  de  Segurança  Pública.  sob  pena  de  incorrer  nos  crimes  de  prevaricação  ou  de  desobediência.  corporação  ou  instituição  as  LEI MARIA DA PENHA – Lei 11.340/06 > Assistência à mulher    medidas  protetivas  de  urgência  concedidas  e  determinará  a  restrição  do  porte  de  armas.  O juiz poderá determinar a manutenção do vínculo trabalhista. por até 6 meses.  §  1º  As  medidas  referidas  neste  artigo  não  impedem  a  aplicação  de  outras  previstas  na  legislação  em  vigor.  a  profilaxia  das  Doenças  Sexualmente  Transmissíveis  (DST)  e  da  Síndrome  da  Imunodeficiência  Adquirida  (AIDS)  e  outros  procedimentos  médicos  necessários  e  cabíveis  nos  casos  de  violência sexual.  §  2º  Na  hipótese  de  aplicação  do  inciso  I.  para  preservar  sua  integridade  física  e  psicológica: I  ‐  acesso  prioritário  à  remoção  quando  servidora  pública.  no  que  couber.  entre outras:   I ‐ restituição de bens indevidamente subtraídos pelo agressor à  ofendida. §  1o   O  juiz  determinará.  IV  ‐  restrição  ou  suspensão  de  visitas  aos  dependentes  menores.  O  entendimento que prevalece é que o juiz trabalhista que deverá fazê‐lo por ter competência constitucional.  com  comunicação  ao  órgão  competente.  a  inclusão  da  mulher  em  situação  de  violência  doméstica  e  familiar  no  cadastro  de  programas  assistenciais  do  governo  federal.  as  seguintes medidas protetivas de urgência.  quando  necessário  o  afastamento do local de trabalho.  de  22  de  dezembro  de  2003.  no  Sistema  Único  de  Saúde.

  será  admitida  a  decretação  da prisão preventiva nos crimes dolosos:   I ‐ punidos com reclusão.  313  traz  condições  de  admissibilidade.  a  prisão  preventiva  deve  observar  o  art.  consistentes  no  “fumus  bonni  iuris”  e  “periculum  in  mora”. a ser contado da data da efetivação da medida (art.  2ª Corrente – a medida protetiva persiste enquanto presente o perigo da demora e a fumaça do bom  direito.  venda  e  locação  de  propriedade  em  comum.  a  requerimento  do  Ministério  Público  ou  mediante  representação da autoridade policial.    CPP ‐  Art.  20.   Os  atos  processuais  poderão  realizar‐se  em  horário  noturno.  previstas  no  artigo  anterior.   II ‐ punidos  com  detenção.  Parágrafo  único.  Art. devem preencher os dois pressupostos tradicionalmente apontados pela doutrina.  haver  audiência de justificação tratada no art.  poderão  ser  criados  pela  União.  #  Antes  o  inciso  IV  era  possível  prisão  preventiva  na  lesão  corporal  leve  se  não  vadio?  Não. Página | 186   LEI MARIA DA PENHA – Lei 11.  312  traz  requisitos  e  fundamentos  da  prisão  preventiva.  IV ‐  prestação  de  caução  provisória. órgãos da Justiça Ordinária com  competência  cível  e  criminal.  As  medidas  estão  garantidas  pela  prisão  preventiva  que  busca  assegurar  as  medidas  protetivas.  caberá  a  prisão  preventiva  do  agressor.  portanto  a  prisão  preventiva  nesses  casos é uma prisão civil travestida de prisão preventiva.  Os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. decai a partir de 30 dias se não houver o ajuizamento da ação principal?  A ação principal seria de dissolução da sociedade conjugal. não fornecer ou não indicar elementos para esclarecê‐la.   Deverá  o  juiz  oficiar  ao  cartório  competente  para os fins previstos nos incisos II e III deste artigo.  312  do  CPP  (ordem  pública.  Como tal. Parágrafo  único.:  existe  corrente  jurisprudencial  (minoritária)  extinguindo  a  medida  protetiva  se  extinta  a  punibilidade  do  agente.  quando  se  apurar  que  o  indiciado  é  vadio  ou.  As  medidas  protetivas  têm  natureza  civil  (o  acessório  segue  o  principal).  Essa  é  a  posição  do  STJ  e  do  STF  que  assegura  esse  tipo  de  prisão desde que presentes os requisitos do art.  verificar  a  falta  de  motivo para que subsista.  inclusive. para a concessão  das  medidas  cautelares.  de  ofício.  por  perdas  e  danos  materiais  decorrentes  da  prática  de  violência doméstica e familiar contra a ofendida.    # Se o juiz deferir a medida protetiva. para  garantir a execução das medidas protetivas de urgência. 806 do CPC).  E  o  art.  havendo  dúvida  sobre  a  sua  identidade.   Em  qualquer  fase  do  inquérito  policial  ou  da  instrução  criminal. Esta é a corrente que prevalece.  Art. Chama‐se de prisão preventiva uma verdadeira prisão  civil.  salvo  expressa autorização judicial.  Em  qualquer  das  circunstâncias. se sobrevierem razões que a justifiquem. nos termos da lei específica.  Para  salvar  da  inconstitucionalidade.8 Organização judiciária  A intenção da lei é colocar as questões de violência doméstica contra a mulher nos Juizados. 804 do CPC.  em  sentença  transitada  em  julgado.  conforme  dispuserem  as  normas de organização judiciária.    As  medidas  elencadas  nos  artigos  22.  podendo. 46 do Código Penal.340/06 > Organização judiciária  .  313. Há duas correntes:  1ª Corrente – a medida protetiva decai se não houver a propositura da ação principal no prazo de 30  dias. 14.  para  o  processo.  o  julgamento  e  a  execução  das  causas  decorrentes  da  prática  de  violência doméstica e familiar contra a mulher.  23  e  24  são  adjetivadas  pelo  legislador  como  de  urgência.    Obs.  III  ‐  suspensão  das  procurações  conferidas  pela  ofendida  ao  agressor.  O  art.  II ‐  proibição  temporária  para  a  celebração  de  atos  e  contratos  de  compra.  pois  não  era  crime  punido com reclusão.   IV ‐ se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher.  decretada  pelo  juiz.  no  Distrito  Federal  e  nos  Territórios. Parágrafo  único.  mediante  depósito  judicial.  instrução  e  futura  aplicação  da  lei  penal). A lei Maria da penha acrescentou o inciso IV. 312.   III ‐ se  o  réu  tiver  sido  condenado  por  outro  crime  doloso.  e  pelos  Estados.  15.  no  curso  do  processo. bem como de novo decretá‐la.   O  juiz  poderá  revogar  a  prisão  preventiva  se.  ressalvado o disposto no parágrafo único do art.

099/95!   De  acordo  com  o  STJ.  Zaffaroni já dizia que a pena que não é pessoal. o fundamento do pedido de  divórcio for a violência doméstica e familiar.  o  Direito Penal não trabalha com analogia in malam partem! Isso é alvo de inúmeras críticas.  a  lei  criou  o  Juizado  Especial  da  Lei  Maria  da  Penha. Enquanto  não  criado  o  Juizado  Especial  da  Mulher.   Será  garantido  o  direito  de  preferência.  O  MP  prefere a primeira corrente.  Não  haverá  audiência preliminar para transação e conciliação.  as  varas  criminais  acumularão  as  competências  cível  e  criminal  para  conhecer  e  julgar  as  causas  decorrentes  da  prática  de  violência  doméstica  e  familiar  contra  a  mulher. o art. Do IP.  Não  se  trata  de JEC.  bem  como  a  substituição  de  pena  que  implique  o  pagamento isolado de multa.  A  persecução  penal.   Enquanto  não  estruturados  os  Juizados  de  Violência  Doméstica  e  Familiar  contra  a  Mulher.  sendo  Enunciado  deste  Tribunal.  Art. 41 da Lei nº 11. se a medida envolver restrição da liberdade. Ex: multa.  a  lei  11.  observando‐se. aplica‐se a Lei nº 9.  para  o  processo  e  o  julgamento das causas referidas no caput. parte‐se para a denúncia. E quem julga o  agravo.  Este  juizado  tem  competência civil (medidas protetivas.  A  competência  civil  do  juiz  principal  é  só  para  julgar  as  medidas  protetivas.  Parágrafo  único.  como  não  se  aplica  a  9.   15.  2ª  corrente:  Sabendo  que  o  benefício  da  suspensão  condicional  do  processo  não  é  exclusivo  de  infrações  penais  de  menor  potencial  ofensivo.  de  acordo  com  a  lei  de  organização  judiciária.099/95.   É  vedada  a  aplicação.  prevalece  que  a  primeira  fase  do  procedimento  do  júri  corre  perante  o  juiz  criminal. há Câmaras suscitando conflito de competência.  observadas  as  previsões  do  Título IV desta Lei.  Art. subsidiada pela legislação processual pertinente. divórcio) e competência criminal (crime).  14. Porém.  parte‐se  para  instrução  e  julgamento.099.  1ª  corrente:  Não  se  admite  suspensão  condicional  do  processo  em  casos  de  violência  doméstica  e  familiar contra mulher.161). não se aplica a Lei no 9. há entendimento de que cabe HC. que tem natureza real.  Se a violência não for de gênero.  Os  Tribunais  oscilam. é pena burra. 41.  15.  17.099.  sendo  que  o  Juizado  tem  as  duas  competências?  Prevalece  o  entendimento que a competência é da Câmara Cível.9 Procedimento policial/judicial  Art.  Aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher.  tanto  que  previsto  nas  disposições  finais  da  Lei  nº  9. por exemplo.  Porém.  alterar  ou  incrementar  as  medidas  protetivas  impostas  pelo  juiz  criminal.10 Procedimento  Ex:  Crime  de  ameaça. de 26 de setembro de 1995.  inicia  com  o  IP.  Admite‐se a suspensão condicional do processo? Doutrina e jurisprudência são divergentes.  No  art.  de  penas  de  cesta  básica  ou  outras  de  prestação  pecuniária. 17 da lei.  nas  varas  criminais.  Há  decisões  em sentido contrário (STJ.  quem  cumula  tais  funções  é  o  juiz  criminal.340/06  excluiu  da  competência  dos  Juizados  Especiais  Criminais  qualquer  violência  praticada  contra  mulher. independentemente  da pena prevista.  nos  casos  de  violência  doméstica  e  familiar  contra  a  mulher. benefício expressamente vedado pelo art.  Qual  o  recurso  cabível  contra  concessão  ou  denegação  de  medida  protetiva?  Prevalece  que  é  o  agravo.  33.  O  TJ/SP  adota  a  segunda  corrente.  #  O  juiz  cível  que  analisará  o  divórcio  está  atrelado  às  medidas  protetivas  impostas  pelo  juiz  criminal?  Prevalece  que  o  juiz  cível  pode  revogar. se.340/2006.  abrangendo  a  contravenção  penal  (eis  o  espírito  da  lei).  se  já  há  juizado  da  mulher  organizado.  que  terá  competência  civil  e  criminal. Porém.  O  crime  de  ameaça  depende  de  representação  da  vítima.  As ações principais continuam sendo propostas nas Varas Cíveis.  Se  a  vítima  quiser  se  retratar  da  representação?  Página | 187   LEI MARIA DA PENHA – Lei 11.  a  Câmara  Cível  ou  a  Câmara  Criminal. HC 73.  Na  primeira  fase  do  júri.340/06 > Procedimento policial/judicial  .  na  condenação.  aplica‐se para os casos de violência doméstica e familiar contra mulher.  Da  suspensão  condicional  do  processo.

  Alguns juízes intimam também a defensoria pública ou de advogado para garantir o contraditório.  O divisor de águas não é mais o oferecimento.099.  Se a vítima de LCL representou e não comparece na audiência do art.  A  retratação  não  exige  solenidade.  Três correntes:  1ª corrente: Lesão corporal dolosa de natureza leve contra mulher no ambiente doméstico e familiar  é  de  ação  penal  pública  incondicionada.  O  que  o  art.02. era ação penal pública incondicionada. 88 da 9.  3ª  corrente:  Veio  em  um  parecer  do  MPF.  (b)  a  violência  de  gênero  é  incompatível  com  o  instituto  da  representação.099/95. 16.  por  maioria.11 Lesão corporal leve: ação penal  #  Qual  a  ação  penal  na  lesão  corporal  dolosa  de  natureza  leve  contra  a  mulher  no  ambiente  doméstico  e  familiar?  Até 1995.  não  eliminando  a  condição  de  procedibilidade  inerente  à  vontade  da  mulher  (representação). trata‐se de representação} à representação perante o juiz.099/95 (art.  (c)  tratando‐se  de  grave  violação  a  direitos  humanos  da  mulher.  o  entendimento  de  que  é  necessária  a  representação  da  vítima  (RESP  1.  15. mas o recebimento da denúncia. j. só será admitida a renúncia {na verdade.  ouvido  o  MP. passou a ser condicionada à  representação.  podendo  ocorrer  até  o  oferecimento  da  denúncia.  41  busca  impedir  é  a  aplicação  de  medidas  despenalizadoras  exteriores  à  vontade  da  vítima  (composição  civil  e  transação  penal).  devendo  ser  na  presença  do  juiz.  dizendo  que  a  ação  é  publica  condicionada. A representação será irretratável.  a  ação  penal  deve  ser  pública  incondicionada. mas hoje não é o que prevalece.  16.042/DF.  CPP ‐ Art. dependendo do caso concreto.      Página | 188   LEI MARIA DA PENHA – Lei 11. A Seção do STJ.  Fundamentos:  (a)  a  lei  veda  expressamente  a  aplicação  da  lei  nº  9.340/06 > Lesão corporal leve: ação penal  . A Seção do STJ decidiu que é pública condicionada. Só se marca a audiência do art. Se a violência está na intimidade dos indivíduos.  ou  incondicionada.   Nas  ações  penais  públicas  condicionadas  à  representação  da  ofendida  de  que  trata  esta  Lei.  Esta  primeira  corrente  tem julgados no STJ.  Esta  segunda  corrente é a que prevalece no STJ.  LMP ‐  Art. Com o art. 41).  A  retratação  da  Lei  Maria  da  Penha  exige  solenidade. é necessária a  representação.  em  audiência  especialmente  designada  com  tal  finalidade.  Após.  firmou. 16 e ela manifestar o interesse em se retratar. 25.  A  regra  geral  da  retratação  da  representação  está  no  art. ao julgar  recurso.2010).  16  da  Lei  Maria da Penha. há julgados reconhecendo a  retratação tácita.097.  é  irretratável.  Exceção:  art.  2ª  corrente:  A  ação  penal  continua  sendo  pública  condicionada.  25  do  CPP. 24. Com a Lei Maria da Penha.  antes  do  recebimento  da  denúncia  e  ouvido  o Ministério Público. depois de oferecida a denúncia. que veda a aplicação da Lei nº 9.

  08   de   janeiro   de   2011.  Art.  as  progressões  e  regressões  dos  regimes.  16. à autoridade competente.  Art. buscando efetivar as  disposições de sentenças  ou decisão criminal e proporcionar condições para a integração social do condenado  ou interno.  O  condenado  será  classificado  por  uma  Comissão  Técnica  de  Classificação.1 Princípio da Legalidade  Artigo 3º. 5º. ressocialização. segundo os seus antecedentes e personalidade. para orientar  a individualização da execução penal.12.  1º  A  execução  penal  tem  por  objetivo  efetivar  as  disposições  de  sentença  ou  decisão  criminal  e  proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado e do internado.12.2003)  Página | 189   LEI DE EXECUÇÃO PENAL – Lei 7.  conforme  programa  individualizador.1 Atribuições da comissão técnica de classificação    LEI 10. 3º [.  É  perfeitamente  possível  distinção  quanto  ao  sexo  e  à  idade  (tratamento  beneficiário  aos  detentos  com idade superior aos 70 anos).792/03  ANTES  Art. de 1º.2003)  16.  DEPOIS  Art.3. O MP deve oferecer denúncia.  Art.2 Princípio da Igualdade ou Isonomia  Art. social. em especial quanto ao critério de grau de instrução.  (Redação  dada pela Lei nº 10.  bem  como  as  conversões.2.  6º  A  classificação  será  feita  por  Comissão  Técnica  de  Classificação  que  elaborará  o  programa  individualizador  da  pena  privativa  de  liberdade  adequada  ao  condenado  ou  preso  provisório.1 Finalidade da Execução Penal  Quando se fala em finalidade da execução penal.2.  Transação  penal  homologada não cumprida não pode ser executada. é possível.   Distinção cultural? Sim. parágrafo único da LEP.  6º  A  classificação  será  feita  por  Comissão  Técnica  de  Classificação  que  elaborará  o  programa  individualizador  da  pena  privativa  de  liberdade  adequada  ao  condenado  ou  preso  provisório. Não haverá qualquer distinção de natureza racial.  A  segunda  finalidade  da  LEP  é  proporcionar  condições  para  a  harmônica  integração  social  do  condenado e do internado.2 Princípios da LEP  16. 5º Os condenados serão classificados.  16.. caput da LEP. (Redação dada pela Lei nº 10. referimo‐nos ao art.  #  Aplica‐se  a  LEP  para  as  transações  penais  não  cumpridas?  O  STF  decidiu  que  transação  penal  homologada  e  não  cumprida  não  pode  ser  executada. religiosa ou política.210/84  16. devendo propor. ou seja. de 1º.  16.3 Princípio da Personalização da Execução da Pena  Art.]  Parágrafo único..  Sábado.792. 3º.2.  A  sentença  refere‐se  tanto  à  condenatória  quanto  à  absolutória  imprópria  (que  impõe  medida  de  segurança).2.210/84 > Finalidade da Execução Penal  .  6º  A  classificação  será  feita  por  Comissão  Técnica  de  Classificação  que  elaborará  o  programa  individualizador  e  acompanhará  a  execução  das  penas  privativas  de  liberdade  e  restritivas de direitos.792.  pois  não  teve  o  devido  processo  legal. 1º da LEP.   16 LEI DE EXECUÇÃO PENAL – Lei 7.  Art. 3º Ao condenado e ao internado serão assegurados todos os direitos não atingidos pela sentença ou  pela lei.  Art.

5 Princípio do Devido Processo Legal  Contraditório e ampla defesa nos incidentes.  (Redação  dada  pela  Lei  nº  12.    Art.  1.  sua  disciplina.313/10]  IV ‐ educacional.  As  Unidades  da  Federação  deverão  ter  serviços  de  assistência  jurídica  nos  estabelecimentos  penais. mas é possível basear‐se somente  na Constituição Federal.  6º  Em  cumprimento  ao  artigo  1º  da  Lei  nº  7.  diligenciar  para  que  sejam  expedidos  seus  documentos  pessoais.  Já  o  art.  pela  Defensoria  Pública.  Envolve  aspectos  relacionados  à  personalidade  do  condenado.  A lei 12.   As  Unidades  da  Federação  deverão  ter  serviços  de  assistência  jurídica.2. Pena restritiva de direitos  Atuava:  1. Progressões.  dentre  as  ações  voltadas  à  integração  social  do  condenado  e  do  internado.  poderá  se  socorrer  ao  Poder  Judiciário. Pena privativa de liberdade  2.  visando  construir um prognóstico de periculosidade.  III ‐ jurídica.  Envolve  a  parte  psicológica  e  psiquiátrica  do  reeducando  ou  condenado.  Art.  de  2010).  O  exame  de  classificação  é  para  traçar  um  retrato  dos  antecedentes  do  condenado  para  orientar  a  forma de cumprimento e o exame criminológico traçar a personalidade. 11 da LEP.6 Princípio Reeducativo  É a busca da ressocialização – muito claro na Resolução 113 do CNJ (art.  dentre  os  quais  o  CPF.  16.  sua  capacidade  de  suportar  frustrações.  que  pode  ser  expedido  de  ofício.  alimentação.313.  Não é recurso.  integral  e  gratuita.  dentro  e  fora  dos  estabelecimentos  penais. regressões e conversões    # Diferença do exame de classificação para o exame criminológico?   Exame  de  classificação:  é  mais  amplo  e  genérico. 6º) e o art.  se  o  reeducando  se  sentir  prejudicado. mas sim mera petição.4 Princípio da Jurisdicionalidade  Os incidentes da LEP serão decididos pelo Poder Judiciário – art.  pessoal  e  material  à  Defensoria  Pública.  Exame  criminológico:  é  mais  específico.  Art.  com  base  no  artigo  11.  194.  §  1o   As  Unidades  da  Federação  deverão  prestar  auxílio  estrutural. permissão de saída etc.  cela  do  preso.  atestando  a  sua  maturidade.  Acompanhava:  Só acompanha pena privativa de liberdade.  V. de 2010). 194.  11  são  considerados instrumentos de proteção.  O  procedimento  correspondente  às  situações  previstas  nesta  Lei  será  judicial.  V ‐ social.  no  exercício  de  suas  funções.  sua  vida  familiar  e  social. A assistência será:  I ‐ material.  Assim  como  CPF  entende‐se  certidão  de  nascimento  e  documentos  outros.210/84.  (Incluído  pela  Lei  nº  12. 11.  16.  16.2.  de  25 de julho de 2008.  circunstâncias  que  orientam o modo de cumprimento da pena. ´[Lei 12.313/10 pôs final e definitivamente a Defensoria Pública na Execução Penal – art.  Art.  Obs.  tais  como:  horário  de  sol.  o  juízo  da  execução  deverá.  VI ‐ religiosa.313.  sua  capacidade  laborativa.2.    Art.210/84 > Princípios da LEP  . não artigo específico.  e  para  que  tenham  acesso  aos  serviços  sociais  disponíveis.  16.  da  Instrução  Normativa  RFB  nº  864.  desenvolvendo‐ se perante o Juízo da execução.  Mesmo  nesses  casos. 16 da LEP.  16.  dentro  e  fora  dos  estabelecimentos  penais.  seus  antecedentes.  II ‐ à saúde.:  a  autoridade  administrativa  (diretor  da  penitenciária  ou  delegado  nas  cadeias  públicas)  somente  poderá  decidir  pontos  secundários  da  execução  da  pena.  Página | 190   LEI DE EXECUÇÃO PENAL – Lei 7.

313.  Art. 2º A jurisdição penal dos Juízes ou Tribunais da Justiça ordinária..  ainda.  jamais o direito de punir.313. Incumbe ao serviço de assistência social:  [.  serão  implementados  Núcleos  Especializados  da  Defensoria  Pública  para  a  prestação  de  assistência  jurídica  integral  e  gratuita  aos  réus. no processo de execução.  Não se aplica a LEP. Atualmente é possível a guia de recolhimento provisório.7 Princípio da Humanidade das Penas    16. 2º.  o  juízo  da  execução  definir  o  agendamento dos benefícios cabíveis.  Súmula 716 do STF. quando necessário.  ainda  que  pendente  recurso  sem  efeito  suspensivo.  O art.  será  expedida  guia  de