Belém, 11 de abril de 2013

Informe ­ Ipea abre chamada pública a pesquisadores O  Instituto  de  Pesquisa   Econômica  Aplicada  (Ipea)  abriu  chamada  pública  para  selecionar   três pesquisadores   em  dois  projetos  no  âmbito  do  Programa  de  Mobilização  da  Competência  Nacional  para Estudos sobre o Desenvolvimento (Promob). As bolsas terão a duração de 12 meses. O  projeto "A  Dinâmica  dos  Fluxos  de  Financiamento  dos  Bancos Multilaterais de  Desenvolvimento  no Brasil (1990­2012)"  oferece  uma  vaga  para  assistente  de  pesquisa.  O  prazo   de  inscrição  vai  até  dia  12  e  a divulgação  do  resultados   será  no  dia 24. Para  se candidatar é preciso possuir graduação  em  Economia; ter conhecimentos  em  economia  internacional   e  estatística;  falar  inglês  e  espanhol;  ter  experiência  em aplicativos  quantitativos  diversos  e  na  manipulação   de  bases  de  dados   econômicos;   disponibilidade   para atuação presencial em Brasília; e não possuir bolsa Ipea ou de outra instituição. O  outro projeto,  "Estoque  de Capital  da Economia Brasileira (1940­2010)", prevê  duas  vagas  para  auxiliar  de pesquisa:  uma  para  graduando,  com  atuação   presencial  na  unidade   do  Instituto   no  Rio  de  Janeiro,  e  uma para  doutor,  neste  caso,  não  presencial. As  inscrições encerram­se dia  16 e os resultados  saem  a partir  do dia 26 de abril. Os  interessados  na  vaga  de  doutor  devem  ter  conhecimento  da  metodologia  das  Contas  Nacionais  e  das demais  pesquisas  econômicas  do  IBGE,  das  principais  fontes  de  estatísticas  econômicas  brasileiras; possuir  conhecimento  de  pacotes  econométricos  para  o  tratamento  de  séries  temporais  e  de  dados  em painéis;  e  apresentar  proposta  de  execução  do  projeto.  Os  candidatos  à  vaga  de  auxiliar  devem  estar matriculados  e  possuir  conhecimento  de  Microsoft Office;  de pesquisas  e manipulação  de arquivos  e  dados na  Internet;  noções  de   base  de  dados;  conhecimento  das  principais  estatísticas  macroeconômicas brasileiras;  ter  conhecimento  de  teoria  macroeconômica;   e  ter  disponibilidade  para  atuação  presencial  na Unidade do Ipea no Rio de Janeiro. O Liberal, 11/4/2013

Informe ­ IFPA abre inscrições para processo seletivo especial 2013 Serão ofertadas 171 vagas em 11 cursos de diversas áreas na instituição. Processo é voltado para candidatos que já tenham cursado graduação. O  Instituto  Federal  do  Pará  (IFPA)  campus  Belém   está  com  inscrições  abertas  para  o  Processo  Seletivo Especial  2013,  conhecido  como  "vestibulinho",  ofertando  171 vagas  em  11  cursos. A prova  será  no próximo dia  28  de  abril  e  podem  se   inscrever  alunos   de  outras  instituições  de  ensino  superior  interessados  em estudar  no  campus  Belém  da  instituição,  assim  como  os   graduados  que optarem  por  fazer  mais  um  curso na Instituição. O  período  de  pré­inscrição  segue  até   o  dia  18,  de  8h  às  11h30  e  de  14h  às  17h30,  na  coordenação   do Processo  Seletivo  Especial,  onde  o  candidato deve apresentar  da  documentação necessária como  diploma e/ou  histórico  escolar  e  ementa  das  disciplinas  com  afinidade  ao  curso  desejado  (original  e  cópia).  Os documentos  serão  analisados  pela  coordenação  do  curso  escolhido  pelo candidato  como  forma  de verificar a situação acadêmica na instituição de origem ou na graduação anterior. Homologada  a  inscrição  o  candidato  deverá  pagar o  valor  de R$  80 nas agências do  Banco  do  Brasil  com a Guia  de  Recolhimento  da  União  que   será  disponibilizada  no   anexo  I,  preencher  a  ficha  de  inscrição  e entregá­la   de  18  a  25  de   abril,  na  coordenação  do Processo  Seletivo  do IFPA em Belém,  acompanhado  de original e cópia do documento de identidade e comprovante de pagamento da taxa. Confirmação de Inscrição A  confirmação  da  inscrição  será   feita  no   período  de  19   a  26  de  abril  na  coordenação  de  Processos Seletivos,  no  horário  de  8h  às  12h  e  de  14h  às  18h,  quando  o  candidato  irá  receber   o  cartão  de  inscrição com   o  dia,  hora,  local  e  sala  onde  irá   realizar  a  prova.   Para  isso,  ele  deverá  entregar  a  ficha  de  inscrição que recebeu na homologação preenchida, assim como o documento original de identidade. Portadores  de  necessidades  especiais devem proceder  da  mesma  forma  que  os demais no  que se  refere  ao conteúdo,  avaliação,  data,   horário  e  local  de  prova  e  também  encaminhar  a  solicitação  de  quaisquer   tipos de  condições  especiais  para  a  realização  das  provas  em  até  48h  após  a  inscrição,  para  a  comissão  do concurso, anexando comprovante de inscrição e laudo médico que comprove a solicitação. Prova A  prova  será  realizada  no  dia  28   de  abril,  de   9h  até  às  12h.  O  candidato  deverá  comparecer  no   local  de prova   com  antecedência  de  no  mínimo uma  hora  portando  cartão de  inscrição,  caneta  esferográfica  de tinta azul  ou  preta  e  original  do   documento  de  identidade.  Serão  30  questões  objetivas,  e  o  conteúdo  será cobrado de acordo com o curso escolhido. As  vagas  estão  distribuídas  nos  cursos  de  licenciatura   em  Geografia,  Física,  Matemática,  Química, Pedagogia  e  Letras,  nos  cursos  tecnológicos  de  Análise  e  Desenvolvimento  de  Sistemas,  Sistemas  de Telecomunicações,  Saneamento  Ambiental,  Eletrotécnica  Industrial  e  Gestão  Pública  e  também  nos cursos de Engenharia de Controle e Automação, e Engenharia de Materiais. O  resultado   final  dos  aprovados  no   Vestibulinho  está  previsto  para  o dia  2  de maio,  segundo  a organização do ´processo seletivo. G1 Pará, 11/4/2013

Informe ­ Apoio a projetos na Amazônia O  Fundo  Nacional   de  Desenvolvimento  Florestal   (FNDF),   gerido  pelo  Serviço  Florestal  Brasileiro  (SFB),  e  o Fundo  Clima, gerido pelo  Ministério  do  Meio Ambiente,  abriram  em  parceria  três chamadas de  projetos para apoiar  atividades  sustentáveis  na  Amazônia.  Serão   empregados  até  R$  2  milhões  para   o  fomento  dessas ações. O prazo termina em 5 de maio. A  primeira  chamada  é  voltada  para  associações  e  cooperativas  comunitárias  que  queiram  receber capacitação  e   assessoria  para  gerir  seus  empreendimentos  florestais.  Podem  concorrer  interessados  do Amapá, Amazonas, Pará e Rondônia. O  gerente  de  Fomento  e  Capacitação  do  SFB,  João  Paulo  Sotero,  explica  que  o  intuito  é  contribuir para a melhoria  dos  processos  e  amadurecimento  dos  negócios  florestais.  “O  empreendimento  mais  organizado tende   a  gerar  mais   benefícios  sociais,  econômicos   e  a  manter  a  floresta  em  pé.  Fortalecer  os empreendimentos florestais comunitários é fortalecer o uso sustentável da floresta”, afirma. Produtos  da  Amazônia  –   Extrativistas   situados  em  unidades  de  conservação  federais  que  comercializem produtos   florestais  – seja madeira ou  produtos não  madeireiros  como  açaí,  castanha, copaíba ou  andiroba – são  o  foco  da  segunda  chamada   de  projetos.  Serão   apoiados  projetos   no  Amazonas  e  no  Pará  por  um período de até 24 meses. “Entre  outras   ações,  será  elaborado um  plano de  negócios  participativo,  e  prestada  assessoria  para  acesso a  políticas  de  compras  públicas  e  formalização  de  contratos  de  comercialização”,  afirma   a  gerente  de Florestas Comunitárias do SFB, Elisangela Sanches Januário. Manejo  florestal  –  A  terceira  chamada  de  projetos   é  destinada  aos  agentes  de  assistência  técnica  e extensão  rural  de  instituições   públicas  ou  privadas  sem  fins  lucrativos,  com  interesse  na  formação profissional  relacionada  ao  manejo  florestal   para  atuação na  Amazônia. Será  oferecida uma capacitação  de 160 horas  que incluirá  temas  como  organização  social  para  o  manejo  florestal;  manejo florestal  madeireiro e não madeireiro, e acesso a crédito. O  coordenador  do   FNDF,  Fábio  Chicuta,  ressalta   que  o  fomento  acontece  em  duas  etapas.  “Na  primeira, o SFB  busca  caracterizar  a  demanda  dos  beneficiários  por  meio  das  chamadas.  Na  etapa seguinte, o órgão realiza  licitação  pública  para  contratar  instituições  especializadas  em  cada  tema,  que  irão  executar  os serviços àqueles que tiveram seus projetos selecionados”, diz. O  FNDF  tem  a  missão  de  fomentar   o  desenvolvimento  de  atividades  florestais  sustentáveis  e  promover  a inovação  tecnológica  no  setor.  Foi  regulamentado   em  2010   e,  desde  então,  apoia,  individualmente  e  em conjunto com o Fundo Clima, 98 projetos nos biomas Mata Atlântica, Amazônia e Caatinga. (Fonte: MMA) Ambiente Brasil, 10/04/2013

Notícias do Museu ­ Biblioteca do Museu Goeldi reabre suas portas Biblioteca  Domingos  Soares  Ferreira   Penna  reabre  para atender aos usuários que buscam  conhecimento  e informação sobre assuntos amazônicos
Agência  Museu  Goeldi   –  Na  próxima  segunda,  dia   15,   às  9h30,  acontece  a  reabertura  da  Biblioteca Domingos   Soares  Ferreira  Penna,  localizada  no  Campus  de   Pesquisa  do   Museu   Paraense  Emílio  Goeldi (MPEG).   A  biblioteca  ficou   dois  anos  e  oito  meses  sem  realizar  atendimento  presencial  a  estudantes, mestres  e  doutores  que buscam  apoio  no  acervo  único e valioso  que  a  mesma possui,  para  realizar reforma no prédio.

Com  a  reforma  do  prédio  da   Coordenação   de  Informação  e  Documentação  (CID),  a  obra  contemplou  a construção   de  uma  laje   sob   o  ambiente  do  acervo,  assim  como  foram  substituídas toda a  climatização e a iluminação.  O  prédio  ganhou  um  novo  piso  e  as  mais  de  520  estantes  duplex  foram  restauradas  para melhor acondicionamento do acervo. “Considerando  que  o  prédio  que  abriga  as  coleções  bibliográficas  tem  mais  de  30  anos  de  construído, fez­se  necessária  uma   reforma  na  cobertura  e  uma  revisão  da  rede  elétrica,  primando  pela  segurança, conservação  e  a  preservação  do  patrimônio  público  científico  e   cultural”,  revelou  Aldeídes  Camarinha, Coordenadora de Informação e Documentação do Museu Goeldi. Durante  a  reforma,  os   serviços  da  biblioteca  continuaram  a  ser   oferecidos,  com  exceção  do  atendimento presencial.  A   Biblioteca  Ferreira  Penna  também  é  laboratório  do  curso de  Biblioteconomia  da  Universidade Federal  do   Pará,   que  inclusive  não  deixou  de  receber  alunos  e  professores  para  aulas  práticas  no  prédio durante a restauração.
Cuidados   com  o  acervo  –  Para  ser  efetivada  a  reforma  da  biblioteca  houve   um   estudo   prévio  para  que  o acervo  não  fosse  danificado  durante  o  período  da  obra.   Para  tanto,  foi  realizada  a  higienização  de todos os livros, folhetos e separatas e em seguida foi feito o acondicionamento do acervo por empresa especializada.

A  coordenadora  Aldeídes  Camarinha  destaca   o  valor  do  acervo  que  a  biblioteca  possui,   e  fala  que  o acondicionamento   foi  a  todo  o  momento  supervisionado  para  que  durante  este  processo  nenhum  tipo  de prejuízo acontecesse. O acervo acondicionado foi mantido no próprio prédio da coordenação. O  acervo  já  foi  desempacotado  e  colocado  novamente  nas  estantes  restauradas  e  agora  aguarda  os usuários  na   reabertura   do  prédio  a  acontecer  nesta  segunda,  quando  o  atendimento  presencial  será retomado. Concluída   a  primeira  etapa  da  obra  de  reforma  do  prédio   da  Coordenação  de  Informação  e Documentação, que  foi,  justamente,  a  restauração  da   Biblioteca  Ferreira  Penna,  fica pendente  até  o  final  do corrente  ano  a construção   de  um  hall  de  entrada  e  de   calçadas,   visto  que  as  atuais  não  apresentam  acessibilidade.  O usuário  poderá  utilizar  do  novo  espaço  com  mais  conforto  para  estudar,  pesquisar,  ler e aprender,  podendo inclusive  levar  consigo  seu  notebook  e   utilizar  do   serviço  de  internet   wi­fi  que  a   biblioteca  passa  a disponibilizar.
Especialista  em  assuntos  amazônicos  –  Idealizada  por  Domingos  Soares Ferreira  Penna e  concretizada em  1894  por  Emílio  Goeldi,  a  biblioteca  atende  aos  pesquisadores   da  instituição  e  aqueles  encaminhados por  instituições  conveniadas,  além  de  alunos  de  Pós­Graduação.  Junto   com  o  Arquivo  do Museu Goeldi,  a

Biblioteca  tem  por  objetivo  reunir,  tratar,  organizar,  conservar  todo  o  material  bibliográfico  que  se  encontra sob  sua  guarda  e  difundir  as  informações  nele  contidas.  Referência  nas  áreas  de  atuação  do  MPEG: Antropologia,   Arqueologia,   Botânica,  Ciências  da  Terra,  Ecologia,  Lingüística,  Zoologia  relacionados  à Amazônia, a Biblioteca atende público especializado e de caráter acadêmico e científico. A  Biblioteca  oferece  serviços  de   consulta,   empréstimo,  comutação  bibliográfica,  acesso  a  base  de  dados em  CD­ROM,  intercâmbio  e   venda  de  publicações,  e  contribui  para  a  preservação  da  memória  cultural, histórica e científica da Amazônia. Com  uma  coleção   de  cerca  de  dois  mil livros  raros de  inestimável  valor  histórico e científico, a  Biblioteca  é fonte de leituras essenciais para qualquer pesquisa sobre a região Amazônica. O  acervo  da   Biblioteca  Domingos  Soares  Ferreira  Penna  é  composto  ainda  por  periódicos,  folhetos, separatas, mapas, CDs, fotografias, filmes, fitas e microfilmes.
Serviço  –  Reabertura  da  Biblioteca   Domingos  Soares  Ferreira  Penna,  dia  15,  às  9h30,   no  Campus  de Pesquisa  do  Museu  Goeldi   localizada  à   Avenida   Perimetral,  1901,  Terra  Firme,  Belém/PA.  Horário  de funcionamento: das 8h às 17h, sem intervalo para o almoço.

Texto: Júlio Matos Edição: Lilian Bayma

Museu ­ Museu Goeldi realiza palestra sobre paisagem antropogênica amazônica 11/04/2013 ­ 12:52 O  Museu  Paraense  Emílio  Goeldi  MPEG/MCTI)  promove  nesta  sexta­feira   (12)  a  palestra  Antrossolos  e  a Paisagem  Antropogênica  da  Amazônia,   apresentada  pelo  pesquisador  Morgan  Schmidt,  bolsista  do Programa de Capacitação Institucional da instituição. O  evento  ocorre  das  9h  às  12h,  na  sala  1 da  coordenação de  ciências  humanas,  no  Campus de  Pesquisa, localizado na Av. Perimetral, 1901. A entrada é gratuita e não é necessário inscrição para participar. O  processo  de  formação   da  terra  preta  e   as  feições  topográficas  em  assentamento  antigo  são  alguns dos tópicos  a  serem   abordados,   além  da  apresentação  de  pesquisas  recentes  na  região  do  Alto  Xingu, Amazônia Central e Rio Trombetas. Texto: Agência Museu Goeldi MCTI, 11/04/2013

Pesquisa ­ Nova espécie de porco­espinho é descoberta por cientistas brasileiros Animal habita trecho preservado de Mata Atlântica, em Pernambuco. Maior ameaça à espécie são os humanos, dizem pesquisadores da UFPE. Uma  nova  espécie  de  porco­espinho  foi  descoberta  no estado de  Pernambuco, em uma área preservada  de Mata  Atlântica,  e   descrita  em  um  estudo  publicado  na  última  semana  no  periódico   científico  "Zootaxa".  O animal  foi  identificado  por   uma  equipe  de  pesquisadores  liderada  pelo  professor  de  zoologia  Antônio Rossano Mendes Pontes, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O  animal,  coberto  com  espinhos  castanho­escuros   com  a  ponta  avermelhada,  é  conhecido  pelos moradores  da   região  como   "coandu­mirim",  segundo  a  agência  de  notícias  Associated   Press.  Ele  foi batizado de Coendou speratus pelos pesquisadores. O  termo  "speratus"  remete  à  palavra  em  latim  para  "esperança",  e  foi  escolhido  devido  "à  esperança   que temos pelo futuro da espécie", disse Pontes em entrevista à agência. Os  pesquisadores  calculam  que  haja  quatro   porco­espinhos  desta  espécie  por  km²   na  mata  da  área  que abrigava a Usina Trapiche, onde o animal foi descoberto. O  professor  de  zoologia,  no  entanto,  põe  em  dúvida  a   existência  de  outros  porco­espinhos  deste  tipo   fora da  região,  diz  a  agência.  O  animal  divide   o  habitat  remanescente  com  outra  espécie  de  porco­espinho, maior e já conhecida. O  Coendou  speratus  se  alimenta   basicamente  de  sementes,  segundo  os  cientistas.  Ele  possui   um   nariz pontudo  e  uma   causa  longa  e  flexível  que  ajuda  na  locomoção   entre  as  árvores,  mas  o  animal  não consegue  saltar  entre  elas.  O  porco­espinho é forçado  a  escalar  para  subir ou  descer  de árvores quando  os galhos não estão próximos uns dos outros, dizem os pesquisadores. O  animal  é  ativo  à  noite   e  tem  como  predadores  os  felinos  selvagens,  como  onças,   e  cachorros domésticos.  Mas  a  principal   ameaça  à  espécie  é  a  presença  de  seres  humanos,  disseram os  cientistas à Associated Press. "As  pessoas  são  responsáveis  pelo  desmatamento  e   pelas  queimadas  nas  florestas,  e  algumas  vezes caçam  eles  mesmos  os  porco­espinhos",  disse  Pontes  em  entrevista  à   agência.  Ele   vem  pesquisando  o pequeno   trecho  de  Mata  Atlântica  preservado  na  região   Nordeste,  principalmente   nos  estados  de Pernambuco e Alagoas, desde 2000. "Levando  em   conta  a   destruição   da  área,  em  que  98%  da cobertura original de  Mata  Atlântica no  Nordeste já  foi  perdida,  várias   espécies  podem   ter  sido   extintas  antes  de  serem  conhecidas   pelos   humanos", pondera Pontes. G1, 11/04/2013

Pesquisa ­ CNPq prepara 'Portal do Emprego' para recém­formados Site funcionará como uma interface digital entre recém­formados da academia e o setor privado O  Conselho  Nacional  de  Desenvolvimento  Científico  e  Tecnológico  (CNPq)  deve  lançar  nos  próximos  dias um  projeto  chamado  Portal  do  Emprego,  que  funcionará  como  uma   interface  digital  entre  recém­formados da  academia  e  o  setor  privado.  O   anúncio  foi  adiantado  hoje   pelo  ministro   da  Ciência,  Tecnologia  e Inovação,  Marco  Antonio   Raupp,   em   evento   na  sede  da  Sociedade  Brasileira  para  o   Progresso  da  Ciência (SBPC), que teve também a participação do presidente do CNPq, Glaucius Oliva. "A  ideia  é  aproximar  a  oferta  e  a demanda por mão de  obra  qualificada na  área",  afirmou Raupp.  "Temos de criar  oportunidades  para  receber  e  ocupar  esses  jovens  que  estão  fazendo  pós­graduação,  tanto  no  Brasil quanto  fora  do  País",  declarou  o  ministro,  fazendo  uma  referência  especial  aos  bolsistas  do  programa Ciência sem Fronteiras. Segundo  Oliva  ­  que  preferiu  não  adiantar  muitos  detalhes  do  programa  antes  do  anúncio  oficial  ­,  o  portal vai  listar  oportunidades  de  emprego  disponíveis  em  empresas  parceiras  do  programa  (serão  cerca   de  30, inicialmente)  e  os  alunos  cadastrados  poderão  receber mensagens  de  alerta  quando  uma vaga na  sua  área de  pesquisa  aparecer.  Haverá  também  um  ambiente  de  chat  para  que   os  recém­formados  conversem diretamente com representantes das empresas. Edital.  O  CNPq  publicou  hoje  no  seu  site   oficial  a  chamada  para  o Edital  Universal  de 2013,  no valor  de  R$ 170  milhões  ­  o  mais  alto  da história da  instituição, que  é o principal  órgão  de fomento à  pesquisa  científica no País. O valor é 30% maior do que o do edital do ano passado, de R$ 130 milhões. O  Edital  Universal  é  extremamente  disputado   porque  atende  a  todas  as   áreas  da  ciência  ­  diferentemente dos  editais   direcionados,  que   são   para   áreas  específicas,  como  biotecnologia  ou   nanotecnologia,  por exemplo. A  chamada  deste  ano  traz  regras  novas,  incluindo  uma  nova  divisão  entre  as  "faixas"  nas  quais  cada pesquisador  pode  concorrer.  A  Faixa  A,  para  projetos  de  até  R$  30  mil,  é  reservada  para  jovens pesquisadores   que  concluíram  seu  doutorado  a  partir  de 2006.  A Faixa B, para projetos  de até R$  60 mil,  é reservada  para  pesquisadores  com  bolsas   de  Produtividade  em   Pesquisa  categoria  2  ou  de  Produtividade em  Desenvolvimento  Tecnológico  e  Extensão  Inovadora  (DT)  categoria  2,  "além  dos  pesquisadores que  não possuem  bolsas  destas  modalidades,  em  qualquer  categoria",  segundo  o  site.  A Faixa C, para projetos de até R$ 120 mil, é livre. A lógica por  trás  das  novas regras,  segundo  Oliva,  é  tornar  a disputa mais  "equilibrada" entre  pesquisadores jovens   e  graduados.  Um  pesquisador  graduado  do  nível  1A,  por  exemplo  (o mais  alto),  que tiver  um  projeto pequeno   (de  até  R$  30   mil,  por   exemplo)  terá  de  concorrer  na  Faixa  C  e  não  na  Faixa   A,  que   ficará reservada aos cientistas mais jovens. (O Estado de São Paulo) Jornal da Ciência, 10/04/2013

Pesquisa ­ Ciência pode perder R$ 1,6 bi com nova divisão dos royalties do petróleo SBPC  propõe  partilha   da  seguinte  forma:  70%  para  educação  básica,   20%   para  educação  superior e  10% para ciência e tecnologia A  nova  lei  de  distribuição  dos  royalties  do  petróleo,   que  está  sendo  discutida  no  Congresso,  poderá  tirar uma  fatia  de  R$  1,6  bilhão  do  bolo  de  recursos  que  alimenta  o  desenvolvimento  científico e  tecnológico do País.  O  valor  refere­se  ao  que  o  Fundo  Nacional  de  Desenvolvimento  Científico  e  Tecnológico  (FNDCT) deverá  receber  este  ano  do  Fundo  Setorial  do Petróleo  e  Gás  Natural  (CT­Petro),  que  deixaria  de  existir nos moldes previstos para a nova lei.   O  CT­Petro  é  responsável  por  quase  metade  (47%)  dos  recursos  do  FNDCT,  que  é  a  principal  fonte  de dinheiro  para  ciência  e  tecnologia  no  País  ­  especialmente  para  o  financiamento  de   pesquisa   básica acadêmica.  Sem  esse  R$  1,6  bilhão  previsto   para   2013,  por  exemplo,  o  orçamento  total  do  Ministério  da Ciência,  Tecnologia   e  Inovação   (MCTI)  cairia  para  R$  5,6  milhões   ­ equivalente  ao valor  de  2010  ­,  segundo dados  apresentados  ontem  pelo  ministro  Marco   Antonio Raupp em evento  na  sede da  Sociedade  Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Para  evitar  o  rombo,  Raupp  e  representantes  da  comunidade  científica  defendem   que  parte  dos  recursos oriundos  dos  futuros   royalties  ­  seja  qual  for  o  modelo  de  partilha  definido  entre  Estados  ­  seja  aplicada obrigatoriamente   em  ciência  e  tecnologia.  A  proposta  da  medida   provisória  enviada  ao  Congresso  pelo governo federal em dezembro é que o dinheiro seja todo aplicado em educação. O  entendimento  da  presidente  Dilma  Rousseff   é  que   a  área  de  ciência  e  tecnologia  já  está  embutida  na educação.  "Para  ela  não  tem  divisão,  é  uma  coisa só", disse  Raupp. "É  uma  posição  de governo,  então eu apoio." Ele  deixou  claro,  porém,  que  o  dinheiro   do  petróleo  é  imprescindível  para  o   setor.  "Seja  qual  for  o carimbo que  tiver,  precisamos  ter  esses  recursos  garantidos",  disse   Raupp.   "Estou  apreensivo,   mas  tenho segurança  de  que  o  governo  vai  manter  o  nível  de  financiamento.  Não vamos perder  o CT­Petro;  ele  poderá vir com outro nome, mas não vamos perder esse dinheiro." A  presidente  da  SBPC,  Helena  Nader,  não  está  tão  confiante.  Sem   um   "carimbo"  específico,  diz  ela,  não há  como  garantir  que  os  investimentos  continuarão  nos  níveis  atuais  ­  que  ela  já  considera  baixos. "Precisamos   de  um  carimbo",   disse.  "Sabemos  que  a  presidente  acredita  na  ciência,  mas  não  podemos pensar  apenas  no  hoje.  Se  não  estiver  claro  onde  o  dinheiro   tem  de  ser gasto,  quem estiver com  a caneta na mão gasta como quiser." A  proposta  da  SBPC  é  que  metade  dos  recursos  do  Fundo   Social  do  Pré­Sal  seja   partilhada  da  seguinte forma:  70% para educação  básica,  20%  para  educação superior e  10%  para  ciência  e tecnologia. "Ninguém é  contra  o   investimento   em  educação,  claro,  mas  são  coisas  diferentes",  defende  Helena,  que   é  bióloga molecular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "Vão  deixar  de  alimentar  a  galinha  dos  ovos  de  ouro?",   questionou  a  cientista,  ressaltando  que  é  a pesquisa  científica  que  sustenta  boa  parte  da  economia  nacional,  em  setores  como  o  da   agricultura  e  do próprio petróleo. Ciência x inovação.

O  evento  na   SBPC  foi  uma  reunião  informal  entre  Raupp   e  representantes   de  sociedades  científicas.  O ministro   destacou  que  o  investimento  do  governo   federal  no  setor  é  o  maior  da  história.  Pesquisadores criticaram,  porém,  uma  ênfase  considerada   excessiva  no  fomento  destinado  à  inovação  tecnológica  nas empresas.  "Cresceu  muito   o  dinheiro  para  inovação,  mas  os  recursos  para  pesquisa  básica  não aumentaram  na  mesma  proporção",  disse  o  físico  Ennio  Candotti,  ex­  presidente da  SBPC.  "O bom  senso recomenda isso." (Herton Escobar / O Estado de S. Paulo) Jornal da Ciência, 10/04/2013

Pesquisa ­ Projeto de Lei vai simplificar acesso ao patrimônio genético da biodiversidade brasileira A  intenção  é  aperfeiçoar  as  normas  que  regulamentam  o  acesso  aos  recursos  genéticos  para  fins  de pesquisa científica e de desenvolvimento tecnológico Em   vigor  há  mais   de  uma  década,   a  Medida  Provisória  que regulamenta  a  pesquisa  relacionada ao  acesso ao  patrimônio  genético  brasileiro  e  aos  conhecimentos  tradicionais  associados  será  aperfeiçoada.   A proposta,  coordenada  pelo  Ministério  do   Meio  Ambiente  (MMA),  está  sendo  conduzida  por  um  grupo   de trabalho  formado  também  pelos  ministérios de  Ciência,  Tecnologia e  Inovação (MCTI), Agricultura, Pecuária e  Abastecimento  (MAPA)  e  Desenvolvimento,  Indústria  e  Comércio  Exterior  (MDIC),  segundo  informou  ao Jornal  da  Ciência  a  diretora   do  Departamento  do  Patrimônio  Genético  do  Ministério  do   Meio  Ambiente  e secretária­executiva do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), Eliana Maria Fontes. A  intenção  é  aperfeiçoar  as  normas  que  regulamentam  o  acesso  aos  recursos  genéticos  para  fins  de pesquisa  científica  e   de  desenvolvimento   tecnológico,  para  ,   por  exemplo,  serem  empregados   no desenvolvimento   de  um  novo  remédio,  de  cosméticos  ou  mesmo  no  melhoramento  genético  para aprimoraras  variedades  agrícolas.  O  estímulo   à  pesquisa  e  ao   desenvolvimento  de   tecnologias  podem ampliar o uso comercial, nacional e internacional, de produtos da biodiversidade brasileira. Na  prática,  o  que  está  sendo  costurado  com  os   diferentes  ministérios,  segundo  Eliana,  é  um  novo  texto legal  para  substituir   a  legislação   vigente,  a  MP  2186­16/2001,  com  a  participação  da  indústria  de  fármacos e  de  cosméticos,  além  do  agronegócio   e  de  outros  setores  da  sociedade  civil,  como  a  comunidade científica. Racionalização  ­  O   objetivo  da  proposta  é  também  simplificar  o  acesso  ao  patrimônio  genético,  trazendo regras  mais  claras  para  a  repartição  de  benefícios  provenientes  da  utilização  de  componentes  da biodiversidade,  segurança  jurídica  e  redução  da burocracia.  Entre  as principais medidas previstas está  o fim da  exigência  da  autorização  prévia  à  pesquisa  pelo  CGEN.  Ou  seja,  pesquisadores,  instituições  e empresas  não  precisarão  mais  pedir  autorização  ao  órgão  para  iniciar  uma  pesquisa  com   biodiversidade brasileira.  Tal  acesso   será  feito  por  um  cadastro  online  e, pelo  que consta  no novo texto, esses chamados "usuários"  terão  que  informar  o   CGEN  que  foi   desenvolvido  um   produto   e  que   este  está  pronto   para   ser colocado  no  mercado.  O  CGEN  irá  então  emitir  atestado  de  que  o  usuário  está   cumprindo  a   legislação nacional  e,  o  usuário  deverá  então,  a  partir  da  notificação,  que  apresentar  o  Contrato  de  Repartição  de Benefícios no prazo de um ano. Conforme  avalia  Eliana,  pelas  regras  atuais,  a  autorização  prévia  do  CGEN  à  pesquisa  representa  um empecilho  em  decorrência  da  lentidão  em  sua  liberação.  Atualmente  a  tramitação  demora aproximadamente  dois  meses  em  média.  Pelo  processo  online,  segundo  Eliana  estima,  esse  prazo  pode ser  encurtado  para  20  dias.  "Hoje  é  ainda  difícil  (a  autorização)  porque  o  usuário  não  entende  muito  da legislação que, por sua vez, tem um arcabouço incompleto, o que demanda tempo do CGEN", disse. Repartição  de  benefícios   ­ Haverá mudança  também  na apresentação  do acordo de  repartição de  benefícios ­  o   qual  será  apresentado  ao  CGEN  também  quando  o  produto  estiver  sendo  comercializado  no  mercado, após  um  ano  de  lançamento.  Hoje  as  indústrias  de  fármacos,  de  cosméticos  e   do  agronegócio   têm  a obrigação  de   compartilhar  o  lucro  das  vendas  dos  produtos,   advindos   da  utilização  de  componentes  da biodiversidade  ou  da  utilização  do  conhecimento  tradicional   associado,  com  comunidades  locais,  Povos Indígenas,  seringueiros,  pequenos  agricultores,  pescadores,  governo  ou  proprietários   de  áreas   privadas  de onde é extraído o patrimônio genético.

A  repartição  dos  benefícios  pode  ser  monetária,  seja  pela   distribuição  do  lucro  das  vendas  anuais  dos produtos   advindos  da  utilização  de  componentes  da  biodiversidade,  seja   pela  distribuição  de  royalties. Algumas   empresas  propõem repartição de  0,5% do  lucro,  enquanto  outras  concedem  dividendos  superiores a  1%.  A  contribuição  financeira  pode  ser  destinada  à  melhoria  do  extrativismo,  à  conservação   da biodiversidade  e  em  capacitação   técnica.  Há  também  a  previsão  de  acesso  facilitado  ou  transferência  de tecnologia quando envolver acordo entre universidade e empresa. Histórico   ­  Desde  a  implementação  da  MP,  o  CGEN  elabora   normas  para  facilitar  a  aplicação  dessa legislação.  Mesmo  assim,   Eliana  reconhece  que  os usuários  da  MP ainda se  deparam,  no dia­a­dia,  com a necessidade de tornar os procedimentos mais fáceis e mais claros. Recentemente,  o  CGEN  aprovou  a  nova  resolução,  de  nº  40,  na  tentativa  de  resolver,  por   exemplo,  o impasse  no  âmbito  da  repartição  de  benefícios  quando  não  é  possível  identificar   o  provedor  do   patrimônio genético.  Essa  norma   ainda  precisa  passar  pelo  crivo  do  Conselho  Jurídico  (Conjur)  do   Ministério  do Meio Ambiente  e,  posteriormente,  pelo  da  ministra  Izabella  Teixeira.  Depois,  o   ato  será  publicado   no  Diário Oficial. Eliana  afirma  que  atualmente  pesquisadores  ou  empresas  pegam  as  amostras  do patrimônio  genético  fora do  ambiente  em  que  a  espécie  foi  desenvolvida  naturalmente,  ou  seja,  na  prateleira  de  um  supermercado, dificultando  a  identificação  do  provedor  desse  recurso  genético.  "E  não  se   pode  compartilhar os benefícios com   os  supermercados,  já  que  quem  plantou  o  maracujá,  por   exemplo,  foi  um  agricultor   e muitas  vezes  o supermercado não tem como rastrear a origem do produto", exemplifica. Embora   o  Brasil  seja  pioneiro  na  aplicação  de  legislação  para  o  acesso  ao  patrimônio  genético,  Eliana reconhece  que  a experiência  brasileira não  tem  sido  bem­sucedida."Nossa lei ainda tem  limitações  que não conferem  praticidade,  não  estimula  o  uso de  recursos genético  nem  a pesquisa.  Pelo  contrário,  espanta os interessados em pesquisar a biodiversidade brasileira". Inovação  ­  O  aperfeiçoamento  da   MP,  avalia   Eliana,  abre  espaço  para  o   desenvolvimento  científico  e tecnológico  nacional,  podendo  resultar em inovações  tecnológicas,  em  dividendos  e dinamismo  econômico. Para  ela,  haverá  também  o  retorno   financeiro  para  as  comunidades  mantenedoras  das  florestas  e  que cuidam  da  biodiversidade,  para  que   a  mata  não  seja  derrubada  e transformada  em  pasto  ou  em um campo de soja. Eliana  frisa  que  a  biodiversidade  brasileira  ­   a  maior  do mundo  ­ tratada  adequadamente, será  essencial  na geração  de  divisas  econômicas.  Dados  do  Instituto  Nacional  de  Saúde  dos  Estados  Unidos revelam que a indústria  mundial  de  fármacos,  por  exemplo,  faturou  cerca  de  US$  880  bilhões  em  2011.  Do  total  de medicamentos   fabricados   no  mundo  para  o  controle  de  câncer,  77%  são  oriundos  de  moléculas  naturais, extraídas da natureza. Segundo  Eliana,  esses  números  dão  a  ideia  do  potencial  e  do faturamento  das  empresas  que  exploram  as moléculas   da  natureza,  nativas  da  biodiversidade.  "É   disso  que   precisamos  correr  atrás.   Queremos promover  um  ambiente  que  favoreça  inovação  nessa  área  com  a   garantia   do  compartilhamento  dos benefícios", planeja. (Viviane Monteiro / Jornal da Ciência) Jornal da Ciência, 10/04/2013

Amazônia ­ Em 33 anos, projeto cataloga 1,4 mil espécies de árvores no Amazonas 11/04/2013 ­ 09:42 Um  dos  trabalhos  mais  antigos  desenvolvidos  pelo  Instituto   Nacional  de   Pesquisas   da  Amazônia (Inpa/MCTI),  em  parceria  com   o  Instituto  Smithsonian  (Estados  Unidos),   o  Projeto  Dinâmica  Biológica  de Fragmentos  Florestais  conseguiu  catalogar  mais  de  1.400  espécies  de  árvores  nas  florestas  de  terra­firme ao  norte  de   Manaus.  Os  estudos,  que  já  duram  mais  de  30  anos,  têm  a  finalidade   de  determinar  as consequências  ecológicas  do  desmatamento   e  da  fragmentação  florestal  sobre  a  fauna   e  flora  na Amazônia. De  acordo  com o  coordenador  científico  do projeto,  José Luís  Camargo,  a área estudada  é  de 94  hectares  e envolve  o  monitoramento  de  45  mil  árvores.  “Não  há  outra   ação  de  em  longo  prazo   como  essa. Acompanhando  o  monitoramento,  nós   conseguimos  saber  a  dinâmica  da  floresta.  Os  dados  são importantes para saber  qual  é  a  velocidade de  reposição  de árvores  na floresta, qual  a taxa  de mortalidade e de crescimento”. Segundo  ele,  o  recenseamento  das  árvores  é  feito  a  cada  cinco  anos  e  envolve  espécies  grandes  e  de menor porte. Ao todo 178 mil arvoretas são monitoradas.
Tecnologia 3D

O  projeto  também  realiza  o  monitoramento  de  aves,  o que,  segundo Camargo,  ajuda a  entender  a dinâmica da  fauna  em  relação  à  fragmentação  da  floresta.  Uma   das   técnicas  usadas  pelo  aluno   de  doutorado   que atua  no  projeto,  o  biólogo  brasileiro  Karl  Mokross,  consiste   em  combinar  o  uso  de  GPS  (tecnologia  de localização  por  satélite)  para  definir  a  área  que  bandos  mistos  de  pássaros  ocupam  na  floresta  com imagens  produzidas  por   uma técnica  chamada  Lidar  (Light Detection and  Ranging), que  permite visualizar  a estrutura florestal em três dimensões. O  resultado   da  reunião  dessas   duas  técnicas  é  ampliar  o   entendimento  sobre  a  mobilidade  dos  pássaros na  floresta  e  o   quanto  a   ruptura  do  contínuo  florestal,  causado  pela  fragmentação  florestal,   limita  essa mobilidade. Nas  áreas  degradadas,  diz   Camargo,  já  é  possível  identificar  a   perda  de  espécies   de  aves  e a morte  lenta de  árvores,  principalmente  nas  bordas  da  floresta.  “Uma  das  primeiras   evidências  é  que  grandes  árvores tendem  a   morrer.  Elas  ficam  desprotegidas  quando  há  a   fragmentação  da   floresta”,  afirma.  “Há  ainda   a morte  fisiológica,  facilmente  detectada,  pois  a  árvore  morre em pé, uma  vez  que  as condições  de umidade, luz e temperatura mudaram nessas áreas. Leia mais. Texto: Daniel Jordano – Ascom do Inpa MCTI, 11/04/2013

Política Regional ­ Banco da Amazônia anuncia investimentos de R$ 1,8 bilhão no Estado O  novo  presidente  do  Banco  da  Amazônia,  Valmir  Pedro  Rossi,  que   assumiu  o  cargo  há  cerca  de  dois meses,  em  substituição   a  Abdias   Júnior,   anunciou  ao  governador   Simão  Jatene,  nesta sexta­feira,  11,  que a  instituição  bancária investirá, neste ano,  R$ 1,8 bilhão  no Estado. Deste montante, Pedro  Rossi destacou que  R$  1,4  bilhão  é  oriundo  do  Fundo  Constitucional  de  Financiamento  do Norte (FNO).  Durante  a reunião, realizada no  gabinete  do  Comando Geral da  Polícia  Militar,  Pedro  Rossi também apresentou ao  govenador  a nova diretoria do banco. “O  objetivo  principal  do  encontro  foi  me   apresentar  ao  governador,  embora   já  o  conhecesse  da  época  que trabalhei  como  superintendente  do  Banco  do  Brasil  no  Pará. Apresentamos  também  os  números do  banco em  2012,   que  foram   bastante  positivos”  comentou  Pedro  Rossi.  Durante  o encontro, o  presidente detalhou ao  govenador  o  plano  de  trabalho  do  Banco  da  Amazônia  para  este   ano,  e  o  que  prevê   o  plano   para   cada região  paraense.  “Já  temos  um  trabalho  com  açaí   e  dendê  e  pretendemos  intensificar  ao longo  deste  ano”, destacou. Simão  Jatene  também  apresentou  projetos  de   infraestrutura  ao  grupo  e  destacou  a  implantação  da Plataforma  Logística  em  Inhangapi,  na  região  do rio  Guamá,  que  integrará  um  polo  industrial  para  dinamizar a  economia   do  nordeste  do  Pará,  atraindo  novos  empreendimentos.   O  governador  também  pediu  um  olhar especial para região do Marajó, no que diz respeito à geração de emprego e renda. Também  participaram  da  reunião  o superintendente  regional  do Pará  e  Amapá,  Luiz  Euclides  Feio;  o  diretor comercial e de distribuição, José Roberto Lima; e o diretor de análise e reestruturação, Nilvo Reinoldo Fries. Texto: Amanda Engelke ­ Secom Agência Pará, 11/4/2013

Política Regional ­ Pará e Trinidad e Tobago discutem parcerias nas áreas de educação e agricultura O  Governo  do  Pará  e  a  República  de  Trinidad   e  Tobago  deram  mais  um  passo,  nesta  quinta­feira,  11,  para firmar  parcerias,  sobretudo  na   área  da  educação  e da  agricultura.  O  assunto  foi discutido  nesta manhã pelo governador  Simão  Jatene  e  o  embaixador  de  Trinidad  e  Tobago,  Hamza   Rafeeq,  em  sua  terceira  visita  ao Estado.  Desta  vez,  o  embaixador  caribenho  visitou  o  governador,  no  gabinete do  Comando Geral  da  Polícia Militar,  acompanhado  por  uma  comitiva,  da   qual  fazem  parte  o  ministro de  Ciência,  Tecnologia e  Educação Superior,  Fazal   Karim,  o  cônsul  Mário  Antônio   Martins  e  o   vice­presidente  da  Universidade  de   Trinidad  e Tobago, Navneet Boodhai. Segundo  Fazal  Karim,  Trinidad  e   Tobago  tem  45  anos  de  relações   diplomáticas  com  o Brasil  e  o Pará  é  o estado  brasileiro  que  tem  maior  proximidade  comercial  com  o  país  caribenho.  Segundo  ele,  Trinidad  e Tobago  possui duas universidades, com  atuação  de destaque  na pesquisa em  agricultura tropical e energia. Fazal  Karim  também  pontuou que  há mais  de 100  anos o país  produz  petróleo  e  asfalto,  sendo responsável por  48%  do  Produto  Interno  Bruto  (PIB)  de  Trinidad  e  Tobago.  Ele  avaliou  que  uma  futura   parceria  nessas áreas   tem  grandes  chances   de  ser  concretizada,  já  que  o  assunto foi discutido  nas duas  oportunidades  em que o embaixador Hamza Rafeeq esteve no Pará. No  campo  da  educação,  Fazal  Karim  falou  sobre  um  programa  de estudos  que tem  como  objetivo  reduzir a evasão  escolar.  Simão  Jatene  e   o  titular   da  Secretaria  Especial  de  Promoção  Social,  Alex  Fiúza  de Melo, demostraram   interesse  no  assunto  e   destacaram  ao  ministro  de  Trinidad  e  Tobago  que,  recentemente,   o Governo  do  Estado  lançou  o  Pacto   pela  Educação  do  Pará,   uma  grande  união  de   esforços  entre  todos  os setores de governo, empresariado e sociedade para melhorar a qualidade da educação no Estado. Outra   possibilidade  de  negócio  entre  Trinidad  e  Tobago  e o  Pará  é em relação  à importação de  fertilizantes. “Somos  um  estado  de  dimensões  continentais,  com  grandes áreas. Acredito  que  temos um campo grande na  área  dos  agronegócios”,  observou  o  governador.   Simão  Jatene  informou  que  o  Pará  é   o  principal produtor  brasileiro  de  óleo  de  palma  e  que  tem uma produção  expressiva  de cacau,  sobretudo na  região  da Transamazônica. “Também temos o 5º maior rebanho pecuário do país”, completou. Simão  Jatene  ressaltou  que  a   proximidade  geográfica  entre  o  Pará  e  o  país  caribenho   facilita  parceiras  e deve  ser  explorada.  “Talvez   um  dos  grandes  desafios para  essa  parceria  seja  o  conhecimento,  das  próprias possibilidades  de  negócios.  Precisamos,  a   partir  de   agora,  colocar  nossas   áreas  técnicas  em  contato”, observou.  Segundo  o  governador,  com  esse  contato,  será  possível  levantar  os  interesses  comerciais  tanto do Pará, quanto de Trinidad e Tobago. Ao  final  do  encontro,  Fazal  Karim  convidou  Simão  Jatene  para  visitar  o  país,  que  aceitou  o  convite.  Ele informou   que  na  próxima  semana  deverá  ser  encaminhado  ao   governador  um  convite   formal  da  embaixada de Trinidad e Tobago. A comitiva  permanece no Estado até esta sexta­feira, 12. Texto: Amanda Engelke ­ Secom Agência Pará, 11/4/2013

Produção ­ Preço do tomate tem alta recorde em Belém Um  novo  estudo  divulgado  pelo  Departamento  Intersindical  de  Estatísticas  e   Estudos   Sócioeconômicos (Dieese)  nesta  quinta­feira  (11)  mostra  que   o  aumento  no  preço  do  tomate   nas  feiras  e  supermercados  de Belém bateu um novo recorde. De  acordo  com  as  pesquisas,  vários  produtos  básicos  têm  contribuído  ao  longo  do tempo  para  as altas  de preços na  alimentação básica dos paraenses, entre estes o tomate. O  Balanço  realizado pelo  Dieese/PA sobre  a  trajetória  de preço  do produto nos últimos 12  meses  comprova a realidade. Em   Março  de  2012  o  quilo  de  tomate  foi  comercializado  em  média  em  feiras  e  supermercados  da  grande Belém  a  R$  2,66,   chegou  ao  final   do  ano  passado  sendo  comercializado  em  média  a  R$  3,23.  No  inicio deste  ano  o  quilo  já  estava  custando  R$ 3,66; em fevereiro  foi  comercializado em  média  a R$  4,04  e fechou o 1º trimestre de 2013 custando em média R$ 4,15. Com  isso   o reajuste  no  preço  médio  do produto na  grande Belém  no  mês de  março  de 2013,  em  relação  a fevereiro   foi  de  2,72  %.  No  1º  trimestre  de  2013  janeiro  a  março  a  alta  no  preço  do  tomate   para   os paraenses  foi  de  28,40%  e  nos  últimos  12  meses  o  reajuste   acumulado  no  preço  do  produto  na  Grande Belém chegou a 56,02%. (DOL, com informações do Dieese) DOL, 11/4/2013

Produção ­ Emater testa modalidade de plantio de milho na região sul do Estado
BR 106 ­ Variedade rústica e resistente só estará pronta para colheita 4 meses após plantio

Na  Unidade  Didática  da  Empresa  de  Assistência  Técnica  e  Extensão  Rural  do  Pará  (Emater),  em Conceição  do Araguaia,  sul  do Estado, técnicos  analisam  o desenvolvimento  do milho da  variedade  BR  106. Com  o  plantio  do  material  para  análise,   no  período  final  de  chuvas   na  região,  a  Emater  quer  avaliar  o comportamento  do  grão  na  chamada  "safrinha",  quando  a  cultura  já   não  tem  toda  a  disponibilidade  de chuvas que o cultivo tradicional requer. A  BR  106  é uma variedade  rústica, porém resistente, chamada  também  de milho tardio, pois só  está  pronto para  colheita  após  os  quatro   meses  do  plantio,  enquanto  outras  variedades  estão  prontas  para  a  colheita em  até  70   dias.  Em   um   hectare  de  área,  semeada   com  60   quilos   de  sementes,  a  Emater  espera  uma colheita  de  pelo  menos  quatro  toneladas  de   grãos.  Com  40   dias  do plantio, as  plantas  já  ultrapassam  dois metros  de  altura  e,   em   média,  têm  oito  folhas.  Para  receber  as sementes, a  área  foi mecanizada e  passou por um processo de adubação. TECNOLOGIA O  projeto  tem   o  objetivo   principal  de  disseminação  de  tecnologia  para  os  agricultores   familiares  da região. Comprovada  a  viabilidade  do   cultivo,  que está  adequado  para  produzir  em  função  das  chuvas  (em constates mudanças  na  região),   a  produção  terá  como  destino  a  alimentação  dos  animais  e  também  grãos.  "Dessa variedade  também  podemos   aproveitar  os  produtos  e  subprodutos  do  milho,   inclusive  para  a  alimentação das famílias", diz o médico veterinário da Emater Márcio Heluany. Outra   intenção  da  Emater,  com  a  avaliação  do  material,  é  criar  um  banco  de  informações  que   auxilie técnicos  e  agricultores  familiares  na  produção  da  variedade,   que  é  a  mesma  que  o  governo  do Estado  doa anualmente  aos  produtores  paraenses  para  o  plantio.  A   colheita  do  milho  está   prevista  para  a  primeira quinzena de junho. O Liberal, 11/4/2013

Produção ­ Empresa inicia prospecção de petróleo, gás e potássio no Baixo Amazonas e oeste paraense A  empresa  Georadar  inicia  no  próximo  dia  20  a   primeira  ação  de  prospecção  na  bacia  do  rio  Amazonas localizada  em  território   paraense  na  busca  por  vestígios  de  jazidas  de  petróleo  e   gás.  O  grupo,  de   capital nacional  com  aporte  de  fundos  de  pensão  internacionais,  é   prestador  de  serviços   da  Petrobrás  e  detém  a mais  avançada  tecnologia  em  sísmica  terrestre  no  mundo.  O   trabalho   vai  capturar  registros  em  duas dimensões do subsolo feitos em duas regiões do estado. Na  primeira,  na  região  oeste,  as  prospecções  acontecerão  nos  municípios  em  Belterra,  Mojuí  dos  Campos e  Santarém.  A  segunda  etapa,  que   iniciará  no  segundo  semestre   e  vai  até  o  dia  30   de  dezembro, compreende  os  municípios  de   Monte  Alegre,  Prainha  e  Almeirim,  a  leste  do  Rio Amazonas. O contrato de prospecção  está  orçado   em   R$  80  milhões  e  prevê  a  geração  de imagens  por meio de  ressonância  sonora do  subsolo  que serão  avaliadas  posteriormente  por técnicos  da  Petrobrás,  indicando ou  não a  viabilidade  da exploração comercial das jazidas, das quais há muito tempo já se tem indícios. No  último  dia  9,  uma  equipe  da  empresa,  chefiada  pelo  presidente  Luiz  Nagata,  apresentou  o   projeto  ao Governo  do  Estado.  Primeiramente  em  uma  reunião no  Centro  Integrado  de  Governo  (CIG), em Belém,  para o  secretário  especial  de  Desenvolvimento  Econômico  e  Incentivo  à  Indústria,  Sidney  Rosa,  e  para  a secretária  adjunta  da  Secretaria  de  Estado  de  Indústria,  Comércio  e  Mineração  (Seicom),  Maria  Amélia Enríquez,  e  sua  equipe  técnica.  Posteriormente,  no  mesmo   dia,  o grupo foi até Santarém  onde  apresentou o projeto para uma comitiva de prefeitos, membros do governo e da sociedade civil. Entre  os  benefícios  diretos  à  população  do  Pará  com  a  investigação  dessas  jazidas,   está  previsto  o investimento  de  R$  8,5  milhões  em  contratação  de  mão  de  obra  local  e  serviços  especializados,  além  de indenizações.  “Nós  não  entramos  em  nenhum  território   sem  termos  todas  as  licenças,  sem  o conhecimento  dos  proprietários  das  áreas  e  sem  comunicar  as  autoridades  locais.  Depois  de  entrar  e executar o serviço, o solo e a cobertura vegetal são recompostos”, informou o presidente da empresa. A  secretária  Maria  Amélia  Enríquez  ressaltou  a  importância  do  projeto  para  o  futuro  do  estado  e  frisou  a necessidade  de  qualquer  ação  de  exploração  mineral  deixar  investimentos  e  benefícios  para  a   população local.  “Nós  inauguramos  uma  nova  etapa  em  relação  à  exploração  mineral  com  a  implantação  da  taxa  de mineração,  que  não  se  aplica  ao  projeto   em  específico,  mas  que  determina  a  vontade  deste  governo  em assegurar  que  a  população  seja   diretamente  beneficiada  com  a   exploração  dos  nossos  recursos  naturais”, disse ela. Os  executivos  ressaltaram a  importância  dos  estudos anteriores e do  conhecimento  desenvolvido  no estado pela   Universidade  Federal   do  Pará  (UFPA),  que  é  uma   instituição  referenciada  nacionalmente  na  área  de Geologia.  E  informaram  que  eles   apontam  grande  probabilidade  de  ocorrência  de  petróleo  e   gás   natural, além  de  outros  minerais,   como  o   potássio.   Nesse  sentido,  o  secretário  especial  Sidney  Rosa  revelou  a intenção  do   Estado  em  fomentar  a  indústria  de  fertilizantes  usando a matéria  prima do  potássio que  existe na  região.  “Isso  vem  ao  encontro  das  nossas  expectativas,  pois  estamos  dando  incentivos  para empresas de fertilizantes se instalarem no estado, dinamizando a produção agrícola”, comentou Rosa. Nagata  confirmou  o  potencial  e  disse  que   a  expectativa   é  que  a  produção  mineral   possa  ser  efetivada  em dois  ou  três  anos,  com  possibilidades  de  verticalizar  a produção  de  fertilizantes  em  Belém, através  da rede de  infraestrutura  logística  (de   transportes   terrestres  e  fluviais)  que  está  sendo  fomentada  pelo  governo federal em parceria com o governo do Pará.

Sísmica  ­   O diretor  de operações sísmicas  da Georadar,  Ricardo  Savini,  fez  uma demonstração  do  sistema de  prospecção  chamado  “Sísmica”.  Ele  comparou  o  processo  a  uma  ultrassonografia. Através de  canhões de  emissão  de  ondas  sonoras  de  alto  impacto é  possível atingir  as mais  profundas  extensões  no subsolo e obter  a  localização  exata  dessas  jazidas.  "Através dos ângulos  de refração  é possível  calcular  e  projetar  as camadas  de  solo  que  apontam  os  ambientes  favoráveis  a   formação  de  jazidas  minerais.  Dessa  forma,  o processo  gera  imagens  em  duas  dimensões  que  podem  ser,  dependendo  dos  primeiros  indícios, processadas em três dimensões para análises mais precisas", explicou. Ainda  segundo  Savini,  a  tecnologia  de  prospecção  avança  muito  com   a  tecnologia  atual, dando  resultados muito  mais  precisos  a  cada  ciclo  de   cinco  ou  sete  anos.  A  Georadar  adquiriu   70%   das   ações  de  uma empresa   estrangeira  especializada,  adquirindo,  assim,  a  mais   moderna  tecnologia  de   sísmica  do  mundo, com a qual inclusive já trabalham na prospecção das jazidas do pré­sal. Texto: Andréa Amazonas ­ SEDIP Agência Pará, 11/4/2013

Terra & Trabalho ­ Opinião ­ Preservação, agricultura e a demanda social Artigo de Gabriel Dedini para o Jornal da Ciência Aliados  a  sazonalidade,  regionalidade  e  alguns  outros fatores  limitantes,  na  agricultura  quem regula de  que forma  se  deve  produzir,  e  até  mesmo  o  que   produzir,  é  o   mercado,  isto  é: quem  dita  as  regras somos  nós consumidores;   nós  somos  a  "inspiração"   do  modelo   de  produção.  Dentro  desse   contexto,  a  agricultura  se rearranja  e  se  reinventa  em   correntes  filosóficas  e  mercadológicas,  muitas  vezes  antagônicas,  parecendo até  que  não  sabem  que  seguem  o  mesmo  viés  de  pensamento:  atender  uma  demanda   pré­determinada  e se perpetuar no mercado. A  meu  ver  existem de  fato apenas  dois  modelos  de  agricultura:  A  agricultura de  Produtos  e  a Agricultura de Processos,  resumidamente  e  como  o  próprio  nome  diz  a  primeira  se  baseia  no  uso  de produtos  (insumos externos)  em  sua  cadeia   de  produção,  já  a  segunda  se  guia  através  dos  processos  naturais,  velhos conhecidos  da  ecologia.  Ambas  são  eficientes   e  funcionais,  dentro  das  suas  estratégias de  mercado.  Não vejo melhor ou pior, quando ambas são reflexo do seu público alvo. Quando  as  diferentes  vertentes  de  produção  são  niveladas  ao  mesmo  patamar pela  vontade de  se inserir  no mercado   e  vender,  podemos  discutir  o  quesito  externalidades.  Como  sociedade,  queremos   aquela agricultura  que  preserve a  natureza,  gerando  como externalidades  fatores  positivos ao  ambiente.  O  conceito de  agricultura  "limpa"  e  menos  impactante  agrada  e  é  politicamente  correta  frente   ao  moralismo  de  cada dia.  Quando  isso  não  ocorre  é  cômodo  ter   o  produtor  rural  como  a  figura  do  vilão,   o  grande  culpado  pelos desmatamentos, degradação dos solos, inserção de espécies exóticas no ambiente, dentre outros. A  busca  pela  sustentabilidade  na  cadeia  de  produção  agrícola,  a  preservação  dos  recursos  naturais  está diariamente  em  nossas  mãos,   em  nossas  listas  de  compras  do  supermercado. Prezar  por uma  agricultura menos  impactante   é  também  ter  consciência  daquilo  que   consumimos  e  ser  responsável  pelas  escolhas que  fazemos.  Não  adianta  lutar  em  prol  de  um  desenvolvimento  sustentável  se   não  estamos  dispostos  a pagar o preço por isso. Gabriel Dedini é engenheiro agrônomo Jornal da Ciência, 10/03/2013

Populações Indígenas ­ Líder indígena brasileiro ganha prêmio 'Herói da Floresta' da ONU Almir Suruí, de Rondônia, fez parceria com Google para monitorar floresta. Ele está na Turquia para receber o título internacional. Almir   Suruí,  líder   indígena  de  Rondônia,  é  um  dos  vencedores  do  prêmio  “Herói  da  Floresta”  este   ano.  O título é concedido pelas Nações Unidas. A  cerimônia  oficial  de  entrega  estava  prevista  para  acontecer  na  noite  desta  quarta­feira  (10)  em  Istambul (hora local), onde acontece o Fórum sobre Florestas da ONU, que congrega representantes de 197 país. Os  outros  quatro   “Heróis  da  Floresta”  deste  ano  são  dos  Estados  Unidos,  Ruanda,  Tailândia  e  Turquia. Almir   é  o  vencedor   pela  América  Latina  e  o  Caribe.   Líder  dos  índios  paiter  suruí,  Almir   criou  diferentes iniciativas para proteger e desenvolver a Terra Indígena Sete de Setembro, em Rondônia, onde mora. O  projeto  mais  conhecido   usa   a  internet  para  valorizar  a   cultura   de  seu  povo  e  combater   o desmatamento ilegal.  A  partir  de  uma  parceria  com   o  Google  e  algumas  ONGs,  os   suruí  colocaram  à   disposição  dos usuários da rede um "mapa cultural" que dá informações sobre sua cultura e história. Eles  também  usam  telefones  celulares  para  tirar  fotos  da  derrubada  ilegal  de floresta,  determinando com  o GPS o local exato do crime ambiental e enviando denúncias a autoridades competentes. No  ano  passado,  outros  brasileiros  já   haviam  sido  premiados  como  “Heróis  da  Floresta”  pela  ONU:   Paulo Adário,  diretor  do  Greenpeace  para  a  Amazônia,  e  o  casal   de  ativistas  José  Cláudio  Ribeiro  e  Maria  do Espírito Santo,assassinado no Pará em maio de 2011, que foi nomeado como uma homenagem póstuma. G1, 14/10/2013

Direitos Humanos ­ Imigração: Secretário de Direitos Humanos do Acre cobra mais policiamento Marcos Chagas Repórter da Agência Brasil Brasília  –  As medidas emergenciais  de atendimento  de saúde  e  legalização  da entrada de  haitianos  no país têm  de  vir  acompanhadas  de  um  trabalho  de  contenção  na  fronteira  do  Acre  com   a  Bolívia  e  o  Peru.  A opinião  é  do  secretário  de  Justiça  e  Direitos  Humanos  do  governo do  Acre, Nilson Mourão.  Ele  considera o diálogo  entre   os  países  envolvidos  fundamental  no  processo de  normalização  das  rotas  migratórias.  Mourão também defendeu o uso de soldados da Força Nacional na fronteira do estado com a Bolívia e o Peru. Sobre  a  demanda,  a  ministra  de Relações  Institucionais  da Presidência da  República,  Ideli  Salvatti, disse à Agência  Brasil  que,  caso  a  Polícia  Federal   tenha  problemas  no  controle   da  imigração  ilegal,  a   decisão  de enviar  a  Força  Nacional  será  natural.  Ideli  esteve  no Senado  onde  participou de  rápido  encontro  com  o líder do governo, Eduardo Braga (PMDB­AM), e de reunião da Executiva Nacional do PP. Nilson  Mourão  ressaltou  a  importância  de  policiamento  intensivo  na   fronteira.  Para  ele,  as  medidas emergenciais  adotadas  isoladamente  “podem  servir  de  estímulo   para   novas  imigrações  patrocinadas   por coiotes”. Ele frisou  que  além  do envio de  tropas  da  Força  Nacional,  seria prudente o  governo  mandar  ao Acre  agentes da  Agência  Brasileira  de  Inteligência  (Abin)   para   investigar  a  atuação  dos  coiotes.  “Eles  formaram  uma grande  rede  que  tem  que   ser   estancada.  Além  de  uma   rede   formada  por  coiotes  haitianos,  existem  fortes indícios  do   envolvimento  de   brasileiros  nas  ações  criminosas  [de  aliciamento  dos  imigrantes  ilegais]”, destacou o secretário. O  representante  do  governo do  Acre em  Brasileia,  Damião  Borges,  disse  que  a  intensificação  dos  trabalhos de  emissão  de  vistos   temporários  pela  Polícia  Federal  deve  fazer com  que  pelo menos 200  sejam  emitidos ainda hoje. A média, até a semana passada, era de dez vistos por dia. Se  a  previsão  se  confirmar,  as   autoridades  acrianas   acreditam  que  até  a  semana  que   vem  a  situação dos imigrantes estará normalizada. Ontem  (10),  em  entrevista  à  Agência  Brasil,  o  ministro  da  Justiça,  José  Eduardo  Cardozo,  ponderou  que inicialmente  o  governo  federal   não  pretende  tratar  da  possibilidade  de  fechar  fronteiras  para  coibir  a entrada ilegal de imigrantes. Edição: Denise Griesinger

Saúde ­ Temperatura do corpo humano modifica vírus da dengue Cientistas  demonstraram  nesta  segunda­feira  (8)  que  o  vírus  da  dengue  adquire  formas  diferentes dependendo  do  ambiente  em  que  ele  está.  A  descoberta  deve ter implicações sobre  a  produção de  vacinas contra a doença. A  equipe  de  Michael  Rossmann,  da  Universidade  Purdue,   nos   Estados   Unidos,  analisou  o  vírus  da dengue usando  um  microscópio  especial  que  trabalha  com  diferentes  temperaturas.  Nele,  observaram  as transformações   pelas  quais  o  vírus  passa.  As  conclusões do  estudo  foram  publicadas  pela  “PNAS”, revista da Academia Americana de Ciências. Em   temperatura   ambiente,  o  vírus  tem  uma  superfície  lisa.   Porém,  quando  a  temperatura  passa  dos  33 graus,  ele  tende  a  ficar  um  pouco  maior  e  a  adquirir   uma  superfície  irregular,  que  infecta  mais facilmente  o corpo dos mamíferos. Depois que a alteração ocorre, resfriar o vírus não o faz retomar a estrutura original. Na  prática,  isso  quer  dizer   que  o  próprio  corpo  humano  oferece  ao  vírus  um  ambiente  no  qual  ele  se  torna mais  nocivo.  O  corpo  do  mosquito  fica  em  temperatura  ambiente,  geralmente  abaixo  dos  33 graus, onde o vírus  tem  a  superfície  menos  agressiva.  Porém,   o  corpo  humano  se  mantém  a  uma   temperatura  em  torno dos  37  graus  e,  desta   forma,  altera  a  estrutura  do  vírus  –  isso  ocorreu   em   96%  dos   casos   na experiência conduzida por Rossmann. Assim,  os  autores  do   estudo   apontam  que  a  diferença  estrutural deve ser  levada  em  conta  pelos  cientistas que  trabalham  na  elaboração  das  vacinas. Afinal,  os anticorpos precisam  se  ligar ao  vírus,  e  esse contato  é feito na superfície do organismo. Até   o  momento,   não  existe  uma  vacina  considerada  eficaz  e  segura  contra  a  dengue.  Além do  desafio  em relação  à  estrutura  do  vírus,  os  cientistas  precisam  também  levar  em  conta  que existem  quatro  subtipos – cepas – diferentes, e que uma vacina deveria gerar proteção contra os quatro. (Fonte: G1) Ambiente Brasil, 10/04/2013

Meio Ambiente ­ Reunião define conselhos da Esec Grão Pará e Rebio Maicuru No  início  de  março   aconteceu   em   Santarém  (PA)  a  Assembléia  Geral  para  a  formação  dos   Conselhos Gestores  da  Reserva   Biológica  Maicuru   e  Estação  Ecológica  Grão  Pará,  ambas  localizadas  na  região  da Calha  Norte  do  rio  Amazonas,  no  estado  do  Pará, e são voltadas  para  atividades de  pesquisa, preservação e  educação  ambiental.  A  reunião foi  organizada pela  Secretaria  de Meio  Ambiente  do  Pará,  com  a  presença de  mais  de  18  instituições  com  atuação na  região,  como a  Fundação  Nacional  do  Índio  (FUNAI),  o Instituto Chico  Mendes  de  Conservação   da  Biodiversidade  (ICMBIO),  organizações  não governamentais, secretarias de  meio  ambientes  dos   municípios  de  Almeirim,  Oriximiná  e  Monte   Alegre  e  associações  indígenas.  O objetivo  do  encontro  foi   definir  entre  as  instituições  participantes  quem fará  parte do  conselho  de cada  uma das duas unidades. Bionovas, Fev/Março 2013, Conservação Internacional.

Educação ­ Estudante de baixa renda fica isento da taxa de vestibular em instituição federal A presidente Dilma sancionou a lei contemplando a isenção nesta quinta no Diário Oficial da União Estudantes  de   baixa   renda  que   cursaram  todo o  ensino  médio em  escola  pública não  precisam  mais pagar taxa   de  inscrição  em  vestibulares  de  instituições   federais.  A  isenção  está  garantida pela  Lei  12.799, de  10 de  abril  de  2013,  publicada  na  edição  desta  quinta  (11)  do  Diário  Oficial  da  União.  Há instituições  federais que  já  adotam  isenção  total   ou  parcial  para  alunos  de  baixa  renda  e,  com  a  lei,  a  gratuidade  passa  a  ser obrigatória. Para  ter  a  isenção  total  da  inscrição  nos  processos  seletivos,  o  candidato  precisa  comprovar  que  atende cumulativamente  às exigências  da lei:  ter renda familiar per  capita  igual ou  inferior a  1,5  salário  mínimo  e  ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral na rede privada. A  lei  estabelece   ainda  que,  em  outros  casos,  as  instituições  federais  de  educação   superior   podem  adotar critérios   para   isenção  total  ou  parcial  do  pagamento  de  taxas  de  inscrição  de  acordo  com  a  carência socioeconômica dos candidatos. A  Universidade   Federal  de  Goiás  (UFG)  é  uma  das  instituições  em  que  o  estudante  que  cursou  o  ensino médio  em  escola  pública  e  que  faz  parte  de  família com  renda mensal  de  até  um  salário  mínimo  por pessoa pode  se  inscrever  para  requerer   isenção  na  inscrição  para  o  vestibular.   A  UFG  oferece  um  número determinado  de  vagas  para  conceder  a  isenção.   A  taxa  de  inscrição   do  vestibular  é  R$   130,00.  As universidades  federais  da  Bahia  e  de  Pernambuco,  por  exemplo,  também  têm  processos   de  gratuidade. Elas adotavam critérios próprios. Folha de São Paulo, 11/04/2013

Educação ­ Conteúdo dos Processos Seletivos não será alterado A  Universidade   do  Estado  do  Pará  (Uepa)  informa  que  não  haverá  alterações   no  conteúdo   programático  e nas  leituras  obrigatórias  para  os   Processos  Seletivos  2014  da  instituição.  O  material  está  disponível  no hotsite  http://paginas.uepa.br/processosseletivos/.  Em  2013,  mais  de  106  mil  candidatos  se   inscreveram no certame, que ofertou 3.262 vagas em 24 cursos de graduação. O  ingresso  de  estudantes  de  graduação  na  Uepa  é  realizado  por   meio  de  duas  opções  de  seleção.  O Processo  Seletivo  (Prosel),   no  qual   o  candidato  faz   as  três  etapas em  um  único  ano,  e o Prise,  quando  os candidatos são avaliados anualmente de acordo com a série que esteja cursando no Ensino Médio. De  acordo  com  o  calendário  acadêmico  de  2013,  as provas do  Prise e  Prosel serão  realizadas nos dias  24 e 25 de novembro, e no dia 15 de dezembro de 2013. Agência Pará, 11/4/2013

Educação ­ Particulares de pequeno e médio porte pedem mudanças em avaliações do ensino superior Reunidos  em  Brasília,  representantes  dessas  instituições  apresentaram  dados  e  discutiram  problemas  e avanços no setor Instituições  de  ensino  superior  particulares  de  pequeno  e  médio  porte  pedem  mudanças  nas avaliações  do Ministério  da  Educação  (MEC)  e  uma  maior  participação   no  Fundo  de  Financiamento  Estudantil  (Fies). Reunidos  em  Brasília  nessa  terça­feira   (9),  representantes  dessas  instituições  apresentaram  dados  e discutiram problemas e avanços no setor. Segundo  dados  divulgados  pelo  Sindicato  das  Entidades  Mantenedoras   de  Estabelecimentos  de  Ensino Superior  no   Estado  de   São  Paulo  (Semesp),  as   instituições  de  ensino  privado  com  até  2  mil  alunos representam  59%  do  ensino  superior  no  Brasil.  "São  instituições  diferentes  das  de grande  porte.  A  maioria está   localizada  no  interior,  nos  locais  aonde   as  grandes  não  chegam.  Elas  estão  inseridas  no  contexto local  e  apresentam  muitas  vantagens  tanto  para  os   estudantes  quanto  para  os  contextos  em  que  estão inseridas",  destacou  a  diretora  acadêmica  da  Associação  Brasileira  de  Mantenedoras  do  Ensino  Superior (Abmes). De  acordo  com  a  diretora,  essas  instituições  deveriam   receber  uma  avaliação de  qualidade de  acordo com o  contexto  em  que  estão inseridas.  "Muitas  tem  conceito  1 ou  2  no MEC [considerado  insuficiente] por não cumprirem  as  exigências   de  formação  do  professor,  que  devem  ser  mestres  ou  doutores,  e  de  dedicação mínima  de  20   horas  semanais  dos  docentes".  Segundo  ela,  isso  não  diminui a qualidade  ou a importância da instituição. A  Faculdade  de  Tecnologia  de  Piracicaba   (Fatep),  com  cinco  anos  de existência,  é  a  primeira  voltada  para o  setor  na   cidade  paulista.  Na  região,  está  instalada  a   fábrica   de  automóveis  Hyundai  Motor  Brasil  e,  de acordo  com  o   diretor  e  mantenedor  da  instituição,  Marcos  Antonio   de  Lima,  muitos  estudantes  trabalham no  setor. "Para  mim  seria melhor  contratar professores que  tivessem contato  diário  com o mercado,  mesmo que  não  tenham  títulos  acadêmicos.  Mas,   para   obter  uma   boa  avaliação,  tenho  que  ceder  em   alguns pontos." Ele  disse  que,  em  relação  à  carga  horária,  para  cumprir  as  20   horas  semanais,  professores  têm  que   dar aulas  além  da  disciplina  principal,  de  outras  relacionadas   à  competência.  "Em  vez  disso,  poderia ter duas jornadas  parciais  de  professores  especialistas  nessas  competências,  ou  mesmo   horistas  [pessoas  que têm  a  remuneração  calculada  por  hora  de  trabalho],  que   dividissem  o  tempo  entre  a  sala  de  aula  e   o mercado de trabalho." Outra   demanda  das  instituições  é  uma   maior  participação  no   Fies.  A  concessão   do  financiamento  atrairia mais  estudantes  e  tornaria  as  faculdades  mais  acessíveis.  No  entanto,  para  participar  do  programa,   as instituições precisam de uma avaliação positiva, o que não ocorre com grande parte delas. Outra   situação  enfrentada  pelas  pequenas  instituições  é a  concorrência  com  as de  grande porte. De  acordo com   os  números  divulgados  pelo   Semesp,  em  2009,  os  estabelecimentos  de  pequeno  porte  somavam 1.363. Em 2011, o número caiu para 1.231.   "Temos  que  enfrentar  o  poder   e  a  força  política  e  econômica  dos  grandes  grupos.  A  nossa  faculdade  já recebeu  ofertas  de  compra   mais  de  uma  vez",  disse   a  diretora acadêmica da  Faculdade Nobre  de Feira  de Santana  (BA),  Célia  Chistina  Silva  Carvalho.  A  faculdade   é  destinada  principalmente  a  cursos  na  área  da

saúde. "Foi feito um levantamento e esses cursos foram identificados como as maiores demandas." A  instituição  atende,  na  maioria,   a  jovens  do  entorno  da  região.  "A  faculdade  representa  um  vetor  de desenvolvimento inquestionável e contribui para a interiorização da educação", diz Célia. (Mariana Tokarnia / Agência Brasil) Jornal da Ciência, 10/04/2013

Educação ­ Crianças de 4 anos na escola é salto na qualidade de ensino A meta é construir 8.685 mil unidades até 2014 O  ministro  da  Educação,  Aloízio  Mercadante, disse  ontem  (10)  que  a  obrigatoriedade de  todas as crianças a  partir  dos  4  anos  estarem  matriculadas  na  educação  infantil  até  2016  será   decisiva   para   viabilizar  um salto  no  processo  de  escolarização,  especialmente  para  as crianças  pobres.  Antes,  a obrigatoriedade para matrícula  das  crianças  era  a  partir  dos  6 anos.  A  medida foi  incluída  na Lei  de  Diretrizes  e Bases na  última sexta­feira  (5)   e  estava  prevista  em  emenda  constitucional  aprovada  em  2009.  “O  Brasil  passou  de   9,4% das  crianças  nas  creches  em  2000  para  23,6%  hoje.  Colocamos  mais  de  1  milhão  de  crianças  na creche nas  últimas  décadas.  Porém,  quando  olhamos  os  20%  mais   pobres,  só   12%  estão  nas  creches”,  disse  o ministro ao participar hoje (10) de audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. Mercadante  ressaltou  ainda  que  a  presença   das   crianças  dessa  faixa  etária  na  educação  infantil  atende a uma exigência pedagógica fundamental para o aprendizado e a posterior alfabetização. “Educação  infantil,  creche,  não  se  dirige  só  a  resolver  um  problema  das   mães  e  pais  para  ir  trabalhar.  A creche é uma exigência pedagógica absolutamente estratégica”, disse. O  ministro  ainda  relatou  que  estudos  mostram que adultos  que  frequentaram  unidades  de educação  infantil tem  menor   propensão  ao  delito  e  melhor  capacidade  intelectual  quando  comparado  com  adultos  que  não estiveram nessas instituições. Na  audiência  foram   apresentados  dados  do  Ministério  da  Educação  sobre   o  andamento  da  construção  de unidades  de  educação   infantil.  A  meta  é   construir  8.685  mil   unidades  até  2014,  superando  a  meta estabelecida de 6 mil. Atualmente, mais de 5 mil unidades estão contratadas e 659 já em funcionamento. Agência Brasil, 11/4/2013

Educação ­ Governo incentivará formação de alunos em ciências exatas Falta de interesse dos estudantes pelo magistério na área de exatas preocupa Preocupado  com  a  baixa  procura  por  cursos  superiores  de  ciências  exatas   nas   áreas  de  física,  química, matemática  e  biologia,  o  Ministério  da  Educação  (MEC)  elabora um programa  para,  desde o ensino  médio, incentivar  os  estudantes  a  se  formarem   nessas  áreas.  O  programa,  ainda  em  construção,  deve  firmar parceria  com   universidades  e  prever  o  pagamento  de   bolsas,  disse  ontem  (10)  o   ministro  da   Educação, Aloizio Mercadante. “É  preciso  estimular  a  vocação  para  ser  professor.  Temos o  problema  salarial,  de  carreira,  mas há  também o  problema  de  despertar  o  interesse  pela  educação  desde  cedo  e   valorizar  quem  tem  esse  interesse. Precisamos  estimular  as  ciências  exatas,  a  demanda  por  ensino  superior  nessas  áreas  é  muito  baixa. Vamos  fazer  um  programa  para  estimular  desde  o  ensino  médio,  com  bolsa,  com   parceria   com  as universidades,  com  laboratório,  com  cientista  para  dar  palestras”,  explicou  o  ministro   ao  participar   de audiência na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. O  ministro  da  Educação,   Aloizio  Mercandante,  citou  como   exemplo  da  falta  de  interesse  dos  estudantes pelo   magistério   na  área  de  exatas  a  baixa  a  procura  por  esses  cursos  na  última   edição  do  Sistema  de Seleção  Unificada  (Sisu),  por   meio  do  qual  instituições  públicas  de  educação   superior   oferecem  vagas  a participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Dados   do  relatório  "Escassez  de  Professores  no   Ensino  Médio:  Soluções  Estruturais  e  Emergenciais"   do Conselho  Nacional   de  Educação  (CNE),   de  2007,   apontam  que  as   áreas  mais  carentes  de  professores eram as de física e química, seguidas de matemática e biologia. Mercadante  disse  ainda  que  o  ministério  estuda  lançar  também  edital  de  cultura  nas  escolas  públicas  e edital  de   criação  de  uma  universidade  das  artes  para  aulas  de  música,  cinema,  teatro,  dança  e  poesia. Essas ações seriam feitas em parceria com o Ministério da Cultura. Agência Brasil, 11/4/2013

Educação ­ Aluno de escola pública terá direito a fazer vestibular das federais de graça Estudante precisa ter renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo A  presidente  Dilma   Rousseff  sancionou  uma  lei  que  garante  o  direito  a  isenção  do  pagamento  da  taxa  de inscrição  nos  vestibulares  de  universidades  federais   e  institutos  federais  de  ensino  a  estudantes  que tenham  renda   familiar   per  capita  igual  ou  inferior  a  um  salário  mínimo  e  meio  e  tenham  cursado  o  ensino médio completo em escola da rede pública ou como bolsista integral em escola da rede privada. A lei foi publicada nesta quinta­feira (11) no "Diário Oficial da União". A  maioria  das  universidades  federais que  tem  processo seletivo próprio  adota sistema de  isenção parcial  ou total da taxa do vestibular, mas isso não era até então garantido por uma lei específica para este fim. Segundo  o  documento,  as instituições  federais  de educação  superior  adotarão critérios  para  isenção total  e parcial  do  pagamento  de  taxas  de  inscrição  nos  processos  seletivos  de  ingresso  em   seus  cursos,  de acordo com a carência socioeconômica dos candidatos. Para  ter  direito  ao  benefício,  o  estudante  deve  cumprir  as  duas exigências, ou  seja,  ter feito  escola pública ou ser bolsista integral em escola particular e ter renda familiar per capta de até 1,5 salário mínimo. Boa  parte  das  universidades  e  institutos  federais  usam   como  processo  seletivo  o  Sistema  da  Seleção Unificada  (Sisu),  que  por  sua  vez  considera  o  desempenho  dos  estudantes  no  Exame  Nacional  do Ensino Médio  (Enem).  Em  2012,  a  taxa  de  inscrição  do  Enem  era  de  R$   35.   O  Ministério  da Educação  aceitou  o pedido de isenção de taxa para quase 4 milhões de inscritos. G1, 11/4/2013

Cultura - Filme sobre ilustradora botânica é lançado em abril No  dia  26  de abril  será lançando  em  nove cidades  brasileiras o  documentário “Margaret  Mee  e a flor da  lua”, dirigido  por  Malu  De  Martino.  O   filme  fala  sobre  a  trajetória  de  vida  e  obra da  ilustradora  botânica  Margaret Mee,  cujas  ilustrações  são  até  hoje  fonte  de  pesquisa  para  a  ciência  botânica.  Além   de  uma  artista talentosa,  Margaret  foi  uma  defensora  da natureza, em especial da  conservação da  flora  amazônica.  Dentro desse  cenário,  o  documentário  traz   depoimentos  de  diversos estudiosos  e  pesquisadores,  entre  eles Fábio Scarano,  Vice­Presidente  Sênior  da  Divisão  Américas  da  Conservação  Internacional,  que  fala  sobre  a missão da CI e o papel da Margaret Mee na conservação da Amazônia. Bionovas, Fev/Março 2013, Conservação Internacional.

Cultura ­ Barcarena recebe Mostra Vicente Salles de Ciência e Cultura Com  nove  palestras,  seis  seminários,   cinco  oficinas,  programa  de  auditório   e a  tradicional  exposição ao  ar livre,  a  Mostra  Vicente  Salles  de  Ciência  e  Cultura  chega   ao  município  de  Barcarena  para  popularizar  a ciência  por  meio  de  ações   educativas,  científicas  e  culturais.  As   atividades  acontecem  nesta  quinta  e sexta­feira,  sob  coordenação  da  Secretaria  de   Estado  de   Ciência,  Tecnologia  e  Inovação  (Secti­PA),  em parceria com a Prefeitura de Barcarena e com diversas instituições de ensino e pesquisa do Pará. Durante  a  abertura,   que  aconteceu  no Colégio Estadual  de Ensino  Médio Palmira  Gabriel,  onde  esta  edição da  mostra  acontece,   estiveram  presentes  o  prefeito   de  Barcarena,  Antonio  Carlos  Vilaça,  o   vice­prefeito Renato  Ogawa,  o  secretário  Municipal  de  Educação,  Pedro   Negrão  Rodrigues,  além  de  representantes  da Câmara Municipal de Barcarena, da Secti e da Universidade Federal do Pará (UFPA). Um  dos  destaques  na  abertura  do   evento   foi  a   visita  do   jovem  cientista  de  Igarapé­Miri,  Maurício  Pantoja, que,  aos  17  anos,   foi  finalista  do  prêmio   concedido  na  Feira  Brasileira  de   Ciência  e  Engenharia  (Frebrace) deste  ano,  com  o  projeto  de  pesquisa  “Transformando os  resíduos  do Buriti  em  ração para suínos  e  carvão, produtos   alternativos  para  a  preservação  do  meio  ambiente  e  para  a  geração  de  emprego  e  renda  no município de Igarapé­Miri/Pará”. “A  Ciência  me  ajudou  a  estabelecer  contatos  importantes,   a  conhecer  lugares e  culturas diferentes e a  ser ético  sendo  um  pesquisador  ao  exercitar  a  prática  científica  para  ajudar  a  minha  comunidade,  o  meu município,  o  meio  ambiente  e  a   mim  mesmo.  Hoje  as  universidades  me  procuram  querendo  que  faça vestibular  para  cursar  nestas  instituições  de  ensino  e  pesquisa”,  ressaltou  Mauricio  Pantoja  ao incentivar  a prática científica aos estudantes do Ensino Fundamental e Médio de Barcarena. Entre  as  atividades  mais  visitadas  no primeiro dia  da  mostra, destacam­se  os  estandes que  ensinam sobre Astronomia  e  mostram   experimentos   físicos  que  envolvem  conceitos  sobre  Eletromagnetismo,   Óptica  e Termodinâmica,  demonstrados   pelos  graduandos  e   profissionais  da  UFPA  e  Universidade  do   Estado  do Pará  (Uepa).  “Vi  e  aprendi  muita  coisa  aqui,  como  os  princípios  da  Radiação,  por   exemplo.  A  gente   só ganha  com  essa  mostra  porque  ficamos  sabendo  de   coisas  que  nunca  havíamos  visto   em  sala  de  aula”, afirma a estudante do 2º ano do Ensino Médio, Victoria Moreira. As  atividades  do  evento  continuam  nesta  sexta­feira,  dia  12,  das  8h30   às  12h  e  das  14h  às  17h.  Após Barcarena,   a  mostra   itinerante  cumprirá   uma  programação  que  abrange  mais  cinco  cidades  do  Pará, finalizando suas ações do primeiro semestre deste ano no município de Moju, em junho. Texto: Igor de Souza ­ Secti Agência Pará, 11/4/2013

Cultura ­ Festival de Audiovisual no Olympia O  Festival  de  Audiovisual  de  Belém  2013  busca criar  um  ponto de  encontro em que  público e produtores  de audiovisual da cidade, da região e do país possam dialogar e trocar experiências. Em   sua  primeira  edição,  o   FAB  contará  com  Mostras  Competitivas  nas  categorias  “Curtas­Metragens”, “Videoclipes”,  “Campanha  Publicitária  Audiovisual”  e  “Produção  de  conteúdo  para  TV  e  internet”  e  Mostras Não  Competitivas  de  Videoarte  e  de  Livroclipes.  Inovador,  o  Festival  ainda  premiará  a  melhor  crítica  de cinema escrita sobre algum curta­metragem ou longa­metragem paraense. Amplo,  diversificado  e  atento  à  importância   da  “marca”  Amazônia,  o  evento  objetiva  se  constituir  em  uma grande  plataforma  para  a  apresentação  de  novos  talentos  do  audiovisual  regional  e   nacional.  Além  disso, busca  colaborar  para  inserir  de  vez  Belém  na  geografia   nacional  da  produção   audiovisual  contemporânea, levando   em   conta  a  diversidade  de   possibilidades  de  criação   audiovisual  e  demonstrando  isso  na   capital paraense, o que está sintetizado no slogan do evento: Audiovisual vai além. Audiovisual vem pra Belém. Mais informações em: https://www.facebook.com/fab.belem

Cultura ­ Projeto artístico Cena Aberta inscreve até dia 15 As  inscrições  para  a  17ª  edição  do  projeto  “Cena  Aberta”,  da  Escola  de   Teatro  de  Dança  da  Universidade Federal  do   Pará  (ETDUFPA),  vão  até  o  próximo  dia  15.  O  evento,  que  será  realizado  no dia  27 deste  mês, vai  divulgar  as  produções   artísticas   dos   professores  e  estudantes  dos  cursos   técnicos  de  Teatro, Dança  e Cenografia da universidade. O  “Cena   Aberta”  possibilita  o  conhecimento  de  produções   do  público  interno  e  externo  da  UFPA,  por  meio de  exposições,  instalações,  performances,  apresentações  de   danças,  musicais,  teatrais  e  cenográficas. Alunos dos cursos técnicos e artistas com produções fora da escola podem participar. Para  se  inscrever,   o  interessado  deve  preencher  uma  ficha  na  sala  de  informática  da  Escola  de  Teatro  e Dança da UFPA, no horário de 9h às 21h, ou através do email ezia.neves@hotmail.com. DOL, 11/4/2013

Memória ­ Outeiro: o que há para se comemorar? Sol  forte,  muitas  praias  e  a   proximidade  da  capital  fazem  da  Ilha  de  Caratateua,  mais  conhecida  como Outeiro,  uma   das  opções  preferidas  dos  belenenses  para  um  passeio.  Muita  gente  inclusive  já  trocou   de endereço  e  elegeu  o  local  como  morada.  No   próximo  domingo  a  Ilha  completa   idade  nova,  mas  os moradores reclamam que não há muito o que comemorar. O  autônomo  Alcir  Picanço,  morador  do  bairro  São  João  do  Outeiro,  optou  por   se  mudar  de   Belém  há  13 anos.  Encontrou  em  Outeiro  a  tranquilidade  que  buscava,  mas  conta   que  a  situação  já  não  é  mais  a mesma.  “Naquela  época  era  muito  tranquilo,  o  clima  era  muito   bom.   A  situação  foi  piorando com  o tempo, hoje está uma situação de abandono”, lamenta. Nas  ruas  do  bairro,  é  possível  ver  os  motivos  da  reclamação  do  morador.  Em  quase  todas  as vias,  o mato toma conta do  espaço  e  as  chuvas  deixam  rastros de  lama  pelo  caminho. “Não  tem asfalto,  nem drenagem. Isso  acontece   em  todas  as  transversais  e   olha  que  aqui  é   próximo  da  praia”,  conta.   Se  pudesse   escolher um  presente  para  a  Ilha,  Alcir  não  tem  dúvidas.  “Com  certeza seria  melhorar  a limpeza,  a  infraestrutura e  a segurança”, afirma. Para  a dona  de  casa  Rose Assunção,  a segurança  deveria  ser  a  prioridade  no distrito. Na  rua  da  FAB,  onde mora,  esse  é  o  problema  que  mais  afeta  os  moradores.  “A  rua  está  cheia  de  mato  e  eu  estudo  a  noite  e tenho que passar por lá. Cada dia fica mais complicado e perigoso”, relata. A  doméstica  Carliane  Santos  morou  em  Outeiro  por  cinco  anos,  mas  conta  que  resolveu  voltar  para  a Belém  por  conta  das  dificuldades  que  encontrou.  “Eu  gosto  daqui  e  volto  de  vez  em  quando para passear, mas   era  difícil  a  situação.  Para  mim,  o  pior  era   a  falta  de  saneamento  e  as  dificuldades na  área  da saúde, para conseguir atendimento”, confirma. MELHORIAS Nos  120  anos  de  Outeiro, comemorados  no  próximo domingo (14),  os  moradores  desejam  melhorias para a Ilha.   “Aqui  é  um  lugar  tão  bonito,  sempre   gostei  de  viver  aqui,  onde  me  sinto em paz.  Só  falta melhorar  um pouco a situação para o povo ter dias melhores”, disse a aposentada Maria dos Anjos. Outeiro  possui  seis  bairros  (São   João do  Outeiro,  Itaiteua, Brasília, Água Boa, Fama e  Fidélis). Distante  25 km  do  centro  de  Belém,  concentra  uma  população  de  70  mil  habitantes.  É  o  balneário  mais  próximo  da capital, com seis praias (Brasília, Prainha, Artistas, Grande, Amor, Ponta do Barro Branco e Água Boa). De  acordo  com  Waldenize  Braga,  administradora  regional  de  Outeiro,  a  nova  gestão  já  está  ciente  dos problemas enfrentados pela população e algumas ações emergenciais já foram colocadas em prática. Fonte: Diário do Pará DOL, 11/4/2013

Serviço ­ Programa habitacional trará mais informações sobre o empreendimento para o comprador Um  canal  de  comunicação  será  criado  para  facilitar  a  relação  entre  os  clientes   e  a  empresa   responsável pela moradia Um  canal  de  comunicação  será  criado  para  facilitar  a  relação  entre  os  clientes   dos   empreendimentos   do Programa  Minha  Casa,  Minha  Vida  e  a  empresa  responsável  pela   moradia.  Para  isso,  a  Caixa Econômica Federal e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) firmaram acordo de cooperação. A  parceria  vai  permitir   aos   moradores  o  acesso  às  informações  que  promovam  a  ocupação  adequada  e  o bom  uso  dos  imóveis,  assegurando  maior   vida  útil  das  moradias.  A  assinatura  faz  parte  das  ações  da estratégia, “CAIXA de Olho na Qualidade do Programa Minha Casa Minha Vida”. O  banco   será  responsável  por  encaminhar  à  Cbic  as   solicitações  obtidas  nos  canais  de  atendimento implementados  para  atender  os  clientes  do   Programa  Minha,  Casa  Minha  Vida.  A  Câmara  da  Indústria  irá estruturar  um  canal  de  comunicação  para  que   essas  solicitações  cheguem  às  empresas  responsáveis   e sejam respondidas. Materiais explicativos também serão produzidos para orientar o público.
De olho na Qualidade

A  Caixa  Econômica  anunciou  em  março  o  lançamento   da  estratégia  “CAIXA  de  Olho  na  Qualidade",  com foco   em  unidades  produzidas  no  Minha  Casa,  Minha  Vida,  que   traz  medidas  para  ampliar  o  atendimento aos  beneficiários  do  Programa  e  acompanhar  a  qualidade   das   moradias  pós  ocupação.  A  iniciativa   inclui, por  exemplo,   a  criação  de  um  canal  de  comunicação  com  os  clientes,  o   0800­721­6268,  no  qual  os beneficiários podem tirar dúvidas, fazer reclamações, elogios ou sugestões para melhoria dos imóveis. O  beneficiário   também   conta  com  um  canal  na   internet.  O   site  traz   informações  atualizadas,  notícias, artigos,  serviços  ao  cidadão  e   matérias  diárias  sobre  o  Programa.  A  página  contém,  ainda,  boletins  de rádio, acervo de fotos, vídeos, infográficos e depoimentos dos beneficiários. Fonte: Caixa Econômica Federal Portal Brasil, 11/04/2013

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