DIALÓGICA, HERMENÊUTICA E ESTÉTICA DO CONFLITO Conflito, Mediação, e Facilitação da resolução de conflitos em Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial. Gestalt.

Abordagem Rogeriana. Afonso H Lisboa da Fonseca, psicólogo. Introdução; 1. Aporia, Instalação, Fatalidade e Fatalismo do Conflito; 1.1. Realidade do conflito e de sua instalação ôntica; 1.2. O conflito e sua aporia; 1.3. Facticidade e fatalismo do conflito; 2. A mediação e a facilitação da superação, e da resolução, como experiência estética do conflito -- à ventura dos devires de suas possibilidades. O Grupo Vivenciativo. 2.1. A Experiência estética, experiência ontológica, fenomenológico existencial, dialógica, do conflito; 2.2. Dialógica do conflito; 2.3. Compreensão. O modo de sermos da experiência estética, da dialógica, da aporética, e da da interpretação, hermenêutica fenomenológico existencial; 2.4. Sobre o caráter implicativo da experiência estética, da dialógica, da aporética, da compreensão e da hermenêutica do conflito. 2.5. Aporética. Aporia e aporética do conflito; 2.6. Hermenêutica do conflito; 2.7. O Grupo Vivencial como recurso experimental ontológico, fenomenológico existencial dialógico e hermenêutico para a mediação e facilitação da resolução de conflitos; 2.8. O Grupo e o tempo; 3. O conflito, suas formas improdutivas, e as formas improdutivas da mediação; 3.1. Moralismo e conflito. Teorética e cientificidade; 3.1.1. O olhar de espectador do teorético e a ação do ator do conflito; 3.1.2. Conflito e explicação; 3.1.3. Cientificidade e conflito; 3.2. O caráter comportamentativo do conflito; 3.3. E o caráter desportativo da superação do conflito;

3.4. 3.5. 3.6.

Pragmática, resolução e superação do conflito. O processo de vivência da superação do conflito não é prática, não é pragmática; Realismo, ontológica, conflito, e superação; Das formas improdutivas da mediação.

Conclusão

em sua inerente potência criativa – a partir da vivência do modo de semos de sua potência atual. o instrumento. assim. para a mediação. e estética. Diluindo a instalação de sua realidade ôntica no fluxo de suas possibilidades. fenomenológico existencial. e para a facilitação da resolução de conflitos da psicologia e psicoterapia fenomenológico existencial – Gestal’terapia. em seus princípios de concepção e método. é. A metodologia propõe às partes conflitantes a experiência da vivência integrada da presença (modo fenomenológico existencial dialógico de sermos) e da atualidade (atualização) fenomenológico existenciais dialógicas do conflito. ontológico. condições empáticas. e resolução do conflito. para uma relativização da facticidade e fatalismo do conflito. Esta metodologia busca propiciar condições relacionais de espaço. privilegiando o modo ontológico de sua vivência fenomenológico existencial. da superação. no não ontológico. e de tempo. O grupo vivencial. da potência de suas possibilidades --. constiuído pelos facilitadores e pelas partes conflitantes -. condições de experimentação e interpretação.instalação do conflito no não dialógico. dialógico. De modo que a vivência desta presença e atualidade. possa atuar na natural facilitação da atualização. e dialógico. por excelência. no não hermenêutico. para uma relativização da realidade ôntica da instalação das aporias do conflito -. A metodologia da mediação e da facilitação da resolução de conflitos da psicologia e psicoterapia fenomenológico existencial -Gestal’terapia. fenomenológico existenciais. Abordagem Rogeriana – se fundamenta. na própria facilitação da dinâmica existencial do conflito. .Introdução. Possibilidades estas que intrinsecamente impregnam o modo vivencial de sermos. Abordagem Rogeriana.e que pode ser apoiado pela forma da entrevista diádica --.

não obstante. Em sua vivência. e da vivência de seu desdobramento. a partir da vivência das potências de possibilidades. o modo de sermos da presença. assim. . E flui. na concorrência que as leva a afirmarem-se em suas forças. A existência pessoal. também. O conflito e suas aporias. à medida que vão se exaurindo as suas possibilidades. o conflito de diferentes possibilidades. Em direção. A afligência do conflito decorre. e de sua atualização. a existência grupal. fenomenológico existencial e dialógico. Instalação. Paralisando-se progressivamente. grupais ou inter grupais. e da atualidade. O momento de sua vivência.1. da possibilidade. de sua estase. e se instaurando. não produtivo. de promover o possível. o caráter produtivo de promover a novidade. Factidade e Fatalismo do Conflito. modo de sermos estético. São potencializados pela vivência de possibilidades. Aporia. progressivamente conflitual. A progressiva estase da coisificação.o modo de sermos de pré-coisa. A afligência do conflito decorre da parada que ele configura nos fluxos existenciais pessoais. atualização. e tem. não são da ordem da realidade e da coisidade. mais uma vez. tem sempre um caráter cada vez mais conflitual. sempre. transitando pelo desdobramento e atualização dessas possibilidades. interpessoais. A progressiva experienciação da realização do conflito. O conflito não foge a esta dinâmica. no âmbito do modo ôntico de sermos. a sua progressiva coisificação. como Heidegger e Buber indicaram. e inter grupal. é progressivamente angustiante. enquanto as possibilidades potencializam e alimentam os dinamismos de seu devir. e a atualização de sua potência. a suaprogressiva instalação ôntica. constantemente. e ele vai se instituindo. para ao modo fenomenológico existencial de sermos. e pelo desdobramento destas. não criativo. Esta angústia da estase e da paralização remete. naturalmente. O seu momento próprio e específico configura o presente -. à realização e à coisificação. no modo fenomenológico existencial e dialógico de sermos. O dinamismo destes fluxos existenciais como tais caracterizam a existência. 1. fluem. e estéril. o conflito é sempre. para o modo de sermos do possível.1. o conflito também move as relações. Nas suas formas produtivas. assim. da paralisia de sua instalação na realidade de sua formação ôntica.

Mas a aporia é. Poro. afligência. é a estagnação. O método aporético. dos fluxos. nos fluxos e contra fluxos de suas inércias e da atualização de suas possibilidades. a finitude. O termo aporia—usado originalmente em Literatura -. que constitui o conflito em sua improdutividade -.interpessoal. poria. e de atualização de possibilidades da pessoa. A potência desta emergência é diretamente proporcional ao modo como podemos vivenciar afirmativamente a impotência conflituosa. a sua estase. e da sua angústia de sua aflição. Não obstante. da aporia Assim. enquanto tal. a aporia.vem de poro. ou intergrupal. o conflito pode. o ponto onde as potências.intrapessoal. a afligência da aporia se configura. existenciais. Angustiante. grupal. a sua coisificação. O limite. intergrupal --. Com a exclusão momentânea da concorrência de novos possíveis. no plano existencial – pessoal. a sua paralisia -. E diretamente proporcional a sua vivência ativa e presente. o conflito se fortalece e se instala na medida em que se . a-por-ético. de novas possibilidades. da paralisia na coisificação e na coisidade. se tornar progressivamente improdutivo. afligente e angustiante. se pauta pela vivência afirmativa da aporia. e da paralisia nesta realização. Em termos existenciais. Com a concomitante aflição. sem possibilidade. interpessoal. A a-poria é o sem passagem. mais uma vez.constituem o direcionamento natural e inevitável do desdobramento das possibilidades. sem potência. intergrupal – potencializa-se naturalmente na medida em que a realização. é sempre inevitável. e improdutivo. se estabelece e se fortalece. também. esta paralisia.consolidando a sua inércia. e coisificação progressivas -. o conflito chega a suas aporias. a aporia é o sem passagem. o sem devir. assim. na coisificação. grupal. Na medida em que estaciona em certos limites. ou ausência de fluxos. também. interpessoal. e se cronifica. como conflito. da realização da possibilidade. Esta estagnação.Um nível de conflito. de passagem de fluxo. O sem passagem. a apor-ética. da angútia que as acompanha. no modo ôntico da existência pessoal. da relação -. Nesta forma. aflitiva. e pela vivência afirmativa da emergência da potência de novos possíveis. ou intergrupal. Que tem o sentido de passagem. O conflito se instala. os possíveis se detonam. grupal. pela vivência afirmativa da sua estagnação. e paralisa a dinâmica de possibilitação. à medida em que se paralisam os fluxos de atualização de suas possibilidades.

está sempre a poiese. naturalmente. ou inter grupal. Realização e realidade do conflito e de sua instalação ôntica. e a vivência das aporias são momentos dos fluxo de atualização de possibilidades. de suas possibilidades. nas estases de suas aporias: potencializados pela excludência de sua vivência no modo de sermos de sua poiese. O conflito é. ao nível do modo ôntico de estagnação. podem levar à superação de suas aporias. De modo que. interpessoal. e a superação do conflito. própria ao modo ontológico. e de possibilitações. vivencialmente. Cujos desdobramentos reencetam o fluxo existencial. da limitação de forças. potencializados pela exclusão de sua vivência estética. fenomenológico existencial. A progressão da realização. ativo. no que pese a momentaneidade de suas aporias. que é a vivência no modo dialógico. A vivência do conflito neste seu momento é a vivência da interação de forças. a prevalência de suas pragmáticas. na vivência de suas possibilidades. o conflito assim vivenciado é a vivência dos fluxos de suas interações. para além da vivência angustiante da estagnação e da aporia do conflito. fenomenológico existencial de sermos. A desinstalação. É.paralisa. ou seja. a prevalência de sua comportamentalidade. e atualizações. a criação. e de sua superação pontual. pessoal e coletiva. só conduz. e instalação.a prevalência da experienciação de sua téorética explicativa. na abertura do concurso e da concorrência das possibilidades. de sermos. e da atualização. 1. na ausência da vivência de possibilidade. Está sempre a vivência do concurso e da concorrência de novas potências. desta forma. na ausência da ação. hermenêutico. E. de novas possibilidades. do conflito -. da coisificação. um momento adensado da multiplicidade de fluxos e perspectivas existenciais. à acentuação do conflito. a vivência poiética.2. à superação . de suas aporias. naturalmente. Momento que naturalmente se resolve na vivência fenomenológico existencial e dialógica da aporia. assim. de possibilidades. que é a vivência da possibilidade e do seu desdobramento. na angústia de suas afligências. atualizativo.e do relacionamento intrapessoal. ontológico. em suas aflições. Esta vivência da potência do conflito faz com que o seu fluxo seja o próprio fluxo da atualização. a ação. Podemos dizer que o conflito aparece fenomenológicamente em sua potência. que são próprias ao modo ontológico. Na medida em que estas se dão na ausência da vivência do possível. a atualização. Que. que se dá o reforçamento deste modo ôntico da experiência do conflito -.

O conflito. o conflito se instala em sua condição de acontecido.ele perde. ontológica. e não mais como acontecer. a se coisificar. e inter grupal. e fatalismo. da sua instalação ôntica. Desprovido. permeabilizando as suas aporias. a se sectarizar. privado da incisão da emergência. Tanto ao nível pessoal. a instalação do conflito. a se realizar. então. à sua resolução. a sua dinâmica experiencial e experimental. A realização. no âmbito de sua experiência ôntica. Alternativamente. instala-se. o conflito tende a se instalar. e da instalação de sua experiência ôntica. e da prevalência. da vivência da possibilidade e do seu desdobramento. o vivencial. progressivamente. Nesta alternativa -. Desenvolve-se. quanto ao nível grupal. e permitindo a passagem de seus fluxos existenciais e o fluxo de suas atualizações – quer seja ao nível do pessoal. da realização. O que quer dizer: coisifica-se. a instalação de suas aporias.quando o conflito não se resolve no âmbito da experiência do modo ontológico. Até que novos acontecimentos. Na exacerbação da experiência de instalação real de seu modo ôntico. na criação da atualização de novas possibilidades. o fenomenológico existencial dialógico pode se direcionar no sentido da sua coisificação. o conflito entre as partes. a infusão de devir. do influxo de possibilidades e de possibilitação. O que significa a realização. realiza-se. mais tende a se radicalizar. e se cronifica. Facticidade. em sua facticidade. na instalação conflituosa. quanto mais perdura a interdição à vivência dialógica ontológica. do grupal. da atualização. Criando novas condições. ou a angústia de sua aflição gerem e regenerem um retorno ao modo ontológico de vivência de suas possibilidades. fenomenológico existencial. que permite o deslocamento. da sua realização. do conflito. da criação. a realização do conflito. da vivência da ação. a cisão.3. próprias à vivência do modo ontológico de sermos. de sua emergência -. numa paralisia progressiva. a instalação do conflito. fenomenológico existencial. a sua fluidez. da vivência do possível. a suas forças de possibilidade. e novas condições de possibilidade.do conflito. fenomenológico existencial dialógico. então. E avança no sentido da coisificação. 1. a coisificação. estética. ou do intergrupal. do inter pessoal. a infusão da potência de possibilidades. a coisificação. . o conflito se instala em sua condição de fato. De modo que é só a incidência da momentaneidade do modo de sermos da vivência dialógica.

segundo Buber. no seu modo estético – a exclusão desta oportunidade.que a fatalidade potencializa. como predomínio da realidade. acontecida. Buber adverte. e se fataliza. a exclusão da oportunidade da experiência e experimentação. de uma dogmática -.em sua aporia – o seu enrijecimento. a experiência e experimentação do conflito no seu modo ontológico. Buber1 esclarece a ontologia da fatalidade. M. Ou seja. inteiramente. de sermos é acontecer. fenomenológico existencial e dialógico.enquanto fato.. enquanto coisidade -. que é factual. é constituído. eu-tu --. da ordem do fato.dialógico. De modo que este seu fortalecimento é cada vez mais factual. potencializa a paralisia do conflito em sua realidade.esclarece ele --. basta a momentaneidade da vivência da imersão. feita. cada vez mais fatal. como fatalismo. o dogma do decurso das coisas. EU E TU . De forma que. exaurida. estético. a dogmática do decurso das coisas –.possibilidade atualizada. do conflito em sua modalidade alternativa -. a sua instalação -. como desdobramento das possibilidades.. é. sempre disponível. a rigidez do fatal.possam dissolver-se no movimento da ação. que. coisificada. a única coisa que pode vir a ser fatal ao homem é crer na fatalidade. estético. para que o dogma do decurso -. é o antípoda do fato. Muito própriamente. é fato. da instalação. não dialógico. como predomínio do decurso das coisas. Porque é inteiramente ação. para que a rigidez da fatalidade. do factual. no movimento atualizativo da potência de suas possibilidades. À medida que se desenvolve. neste seu momento. é instalação e realidade ônticas. O não existencial. segundo a qual só esta modalidade da realidade. de que é propriamente impregnado. fenomenológico existencial e dialógico. e que à fatalidade potencializa -. fenomenológico existencial. da fatalidade e do fatalismo do conflito é factível. do factual. De um modo tal que permite a constituição. o modo ôntico de sermos é -. enquanto que o modo ôntico de sermos é acontecido. como predomínio excludente do modo eu-isso de sermos. em nosso modo ontológico de sermos -. e potencializa a constituição. enquanto realidade.O efetivamente existencial. do acontecido. como fatalidade. o modo existencial. o conflito é cada vez mais da ordem da realidade. Porque -. cada vez mais. pelas partes. fato. e passa a sê-lo cada vez mais. 1 BUBER. no modo alternativo de sermos. E. A realidade do conflito. atualização.ou seja. ontológico. acontecer. realizada. O conflito. instalação e aporia. e do dogma da fatalidade. para que a rigidez do factual. o efetivamente ontológico.

estético e dialógico de sua vivência. Trata-se de promover. ou seja. assim. fenomenológico existencial.à ventura dos devires de suas possibilidades. do conflito. vivenciais. assim. O Grupo Vivenciativo. 2. a disposição e a disponibilidade. de propor e de propiciar às partes em conflito o tempo e o espaço. estética. ou com o facilitador. a experiência e experimentação de sua ontológica. como modo de sermos da vivência do desdobramento de possibilidades. Abordagem Rogeriana – oferecem como metodológica para a mediação e para a facilitação da resolução de conflitos. 2. ou permitir e promover a experiência e a experimentação de sua vivência dialógica. . É no privilegiamento desta experiência e experimentação que se centra a concepção e a metodológica do Grupo Vivencial. A mediação e a facilitação da superação. e da Abordagem Rogeriana. a instalação ôntica. a alternativa: sucumbir progressivamente à afligência da factualidade.A elaboração da vivência do modo ontológico de sermos. factual. como experiência estética do conflito -. O Grupo Vivencial naturalmente demanda as suas condições. o caráter factual. a experiência e a experimentação da interpretação de sua hermenêutica. e as partes conflitantes é a oportunidade psicossocial de tempo e espaço. a realidade. para o natural processamento imediato da experiência e da experimentação na vivência conflitiva. Ou seja. da Gestal’terapia. a vivência da conflituação no modo fenomenológico existencial. Diante do conflito instalado. e da resolução. a fatalidade. que a concepção e a metodologia das psicologias e psicoterapias fenomenológico existenciais – Gestal’terapia. dissolve. em sua realidade ôntica. o fatalismo do conflito. resta-nos. a experiência do conflito em sua forma vivencial. O Grupo Vivencial constituído com a equipe de facilitação. A concepção e a metodológica da Abordagem Fenomenológico Existencial de psicologia e psicoterapia. dialógica. disposição e disponibilidade para a sua experiência e experimentação. experiência ontológica. fenomenológico existencial dialógica. tempo e espaço.1 A Experiência estética. da fatalidade do conflito.

as potências do conflito se investem meramente na sua aflição. em que ele é ação. de sua factualidade. E -.a partir da interpretação (fenomenológico existencial. experimentalmente. Ou seja. Nessa dimensão. Campo estético.o conflito pode.a dimensão do acontecido --. Ou seja. realizando-se. A qualquer momento. interrompendo os seus fluxos. estético. entre o modo de sermos em que ele. compreensiva. então. dialogicamente. pode-se criar a oportunidade para que o conflito seja vivenciado alternativamente pelas partes conflitantes ao modo ontológico de sermos. o conflito. como tal. esta é a alternativa de predileção. meramente. enquanto factualidade. privada do influxo de possibilidades e de possibilitações. como todo o existencial. cada vez mais cristalizada. ser vivenciado e interpretado -. e vivência do desdobramento de suas possibilidades. eu isso -. dramático. pelas próprias partes conflitantes em interação. esteticamente. coisificando-se. e dialógico -vivência. privada de ação. portanto. e o modo de sermos. que disponibiliza.fenomenológico existencialmente. enquanto acontecido. da sensibilidade. atualização. e da instalação. a partir da interpretação de sua experiência do conflito como acontecido -. cada vez mais. da vivência. Em sua forma ôntica. não obstante. de sua realidade realizada. da factualidade. pessoal/coletiva.Como vimos. e experimentação. Os que se dispõem a elaborar a superação e a resolução do conflito carecem sempre de lidar com os sectários. do corpo e dos sentidos. a experiência do conflito. a experiência do conflito. enquanto experiência. a partir da dramática ampla e livre. do conflito. acontecer: o modo fenomenológico existencial de sermos: experiência e experimentação imediatas da estesia. e o modo eu-tu de sua experienciação. fenomenológico existencial. da realidade. que investem na cronificação e na perpetuação do conflito. para os que própria e especificamente ganham com o próprio conflito. cada vez mais aflitiva. fenomenológico existenciais. de atualização – o que quer dizer. É interessante e importante observar que. o campo vivencial das possibilidades. ao modo dialógico de sermos. é acontecido. e das possibilitações. manter a experiência do conflito paralisada na forma ôntica de sua experienciação. a experiência do conflito oscila entre o modo de ser eu-isso. na imediaticidade de sua forma própria e específica de acontecer. de sua fatalidade. para os sectários das partes em conflito. conflitativa. no modo eutu de sua experiência e experimentação. se instala. privada de superação e de resolução --. dialógica). e constituindo-se. na experiência da forma de sua instalação. . hermeneuticamente. oscila entre as as formas ônticas e ontológicas de sua experienciação. Como vivência. dramaticamente--. estésico.

e dialógica. De modo que. em importantes de suas dimensões -. no modo de sermos da vivência de sua estesia. como atualização. quando propomos o grupo vivencial como metodológica de mediação e de facilitação da resolução de conflitos. a experiência estésica. como diz Buber. propomos. do grupo e da vivência de seu processamento experimental. e a movimentação de suas resoluções. assim. como acontecido. do conflito como realidade. e de seus participantes individuais. na qual prevalece a experiência vivencial. a ética que subjaz à concepção e metodológica da Gestal’terapia e da Abordagem Rogeriana enquanto tais. e dos seus desdobramentos. em seu con-junto. um deslocamento da experiência do conflito meramente na forma ôntica de sua facticidade. no processamento conjunto de sua experiência coletiva. que são. a experiência e a experimentação do conflito no privilegiamento do modo de sermos de sua vivência estética. ou seja. assim. O que caracteriza a experiência estética. De Possibilidades que. compreensiva. A ética que subjaz à concepção e à metodológica da psicologia e psicoterapia fenomenológico existencial. e a vivência do conflito em sua forma estética. pré-comportamental. Numa experiência e experimentação. assim. De modo que a vivência estética do conflito permite relativizar e sair da paralisia afligente da instalação ôntica do conflito. dialógica. dramática. fenomenológico existencial dialógica. às partes conflitantes. simultaneamente. e do desdobramento de possibilidades. mas experiência e exprimentação. já o diz). de sentidos. aliás. a experiência de corpo. na integridade participativa do processamento vivencial --. toda ela é ação. Ou seja. Própria e especificamente. prépragmática. que permite a diluição de sua realidade em suas possibilidades. vivencial. Como abertura à experiência pré-reflexiva. é que. toda ela é impregnada de possibilidades. a Estética é uma Ética (O termo. se dá como ação. própria e eminentemente. é atualização. não simplesmente das partes segregadas. em . Esta experiência e experimentação fenomenológico existenciais e dialógicas do conflito são. experiência e experimentação. Propiciando e potencializando o modo de sermos no qual vivenciamos a infusão de possibilidades e de possibilitação. a sua superação. fenomenológico existencial.Vivência que. da experiência coletiva de seus subgrupos. um deslocamento do modo da experiência do conflito meramente na forma ôntica de sua realidade e instalação. são possibilidades próprias e específicas do grupo.na integridade e integração do grupo. como isso. Propomos a afirmação do conflito. estética. interpretação: dramática.

assim. Eu-e-tu que eminentemente se dão como alteridades radicais. o movimento eu-tu/tueu. o desdobramento compreensivo de possibilidades. e em níveis variados. atualização. no qual vivenciamos a ação. e coletivamente. o estético. estético --. eminentemente . Um processo inter-ativo. Individual. Processo compartilhado. de produção de sentido. é que.entre eu e tu. enquanto vivência de movimentação inter ativa entre eu. eminentemente compreensivo. a vivência do conflito pontualmente se desdobra no âmbito do modo dialógico de sermos.2 Dialógica. dia-logos.um processo compartilhado. É o modo de sermos no qual o processo compreensivo de produção de sentido – logos –. o modo de sermos compreensivo. 2. no qual o compartilhar interativo da produção de sentido. e de ação.ação. in-tensional. um movimento de imediata implicação inter-ativa. própria e especificamente. como vivenciação. Porque. Na alternação da experienciação e experimentação do conflito nos momentos da vivência de seu modo ontológico -. e poiética. Vivência imediata e intuitiva da movimentação de implicação interativa entre um eu e a alteridade radical de um tu. este é um modo de sermos de vivência imediata e intuitiva. vivencial. ontológico. como possibilidades em desdobramento. Movimentação na qual há um compartilhamento do processo.fenomenológico existencial. o ontológico --. de movimento. É. e. de ação. Vivência esta que. o dialógico é vivencial. da experiência e da experimentação. e a dialógica do conflito. o que caracteriza a qualidade dialógica deste modo de sermos. é pré-reflexiva. enquanto alteridades radicais. O que caracteriza a dialogicidade. no âmbito da vivência. pré-pragmática. a vivência do conflito de potência. atualização. é – como diz o prefixo dia -. então. O vivencial é dialógico.o fenomenológico existencial. como movimentação inter-ativa – de produção de sentido. portanto. Assim. se constitui como campo compreensivo e compartilhado de desdobramento de possibilidades. como tal.fenomenológico existencial. de várias formas. e de atualização de possibilidades. que já se dá como ação. o dialógico é o modo eu-tu de sermos. de modo intrínsecamente implicativo. é o dialógico. própria e especificamente. de ação -. e estético --. Infundindo. o vivencial -. interpretação. é. Processamento momentâneo. pré-comportamental. o hermenêutico.tu. no modo dialógico de sermos -. de atualização. e de ação. de possibilidades. dialógicas.

efetivamente. simplesmente. por cada uma das partes. O staus quo do conflito pode ser diluído em possibilidades. simplesmente. da teorética do conflito: com a mera definição e experiência conceitual. de vontades de possibilidades. dialógica. na experienciação sectária. no mecanicismo. seja na experiência grupal. a sua fatalidade e fatalismo. o processo grupal. e impotente. no processo poiético de produção de possibilidades e de sentidos. estético. Não. a sua factualidade. vivenciado pelas partes conflitantes na momentaneidade da experiência do modo dialógico de sermos. o compartilhamento entre as partes deste campo da emergência do desdobramento de possibilidades. de produção de possibilidades e de atualização. Nem na mera esterilidade das pragmáticas. propomos exatamente porque no grupo vivencial nos abrimos e privilegiamos a vivência do modo dialógico de sermos. e de vivência ontológica. no que entendemos como ação -. De modo que o conflito. Abordagem Rogeriana – o seu objetivo na vivência da mediação e da facilitação da resolução de conflitos. Nem. do desdobramento de possibilidades.implicativo. o tempo e o espaço. Na impotência aflitiva e angustiante da ausência da vivência de possibilidades e de possibilitações. abstrata e estática de suas instâncias. atualizada. eventualmente . do desdobramento de potências. igualmente impotente. movimentado. A vivência do conflito pode ser. então. transformados. é o de criar a oportunidade. tende a ter a sua realidade. E podem interagir como sistema integrado. a estagnação de sua instalação. que se abrem e privilegiam a temporalidade própria da vivência dialógica. No âmbito da experiência dialógica. (eu-tu) da inter-ação de suas alteridades. Quando propomos o grupo vivencial como recurso para a mediação e para a facilitação da resolução de conflitos. ou na experiência da relação diádica.um campo fenomenológico e existencial. pode ser superado. a partir da dialógica. que se dá como vivência de um campo compreensivo compartilhado do desdobramento de possíveis. de nosso modo comportamental. os participantes. podem efetivamente inter-agir. O campo dialógico constitui-se como. dialógico. e os seus sub-grupos. de suas possibilidades e possibilitações. diluídos -na vivência da emergência compartilhada. propicia e promove. e o conflito deslocado. a vivência da experiência e da experimentação dialógicas. Os participantes e os seus subgrupos podem inter-agir. O objetivo da concepção e da metodologia da psicologia e psicoterapia fenomenológico existencial – Gestal’terapia.

pelas partes conflitantes. é intrínseca à hermenêutica fenomenológico existencial: hermenêutica própria e especificamente compreensiva. compartilhada e solidária. portanto. própria e eminentemente. inter-ativas. e. e. Neste sentido. a vivência. portanto. Abordagem Rogeriana – é. o propiciamento metodológico desta experiência do campo dialógico. A experiência estética é vivência imediata de corpo e de sentidos. pode ser atualizadas. A compreensão é intrínseca ao modo ontológico de sermos. é intrínseca à interpretação fenomenológico existencial. hermenêutica. compreensiva. no âmbito integrativo do processamento da experiência e da experimentação da vivência grupal. Na mediação. da interpretação. Compreensão. a experiência estética é compreensiva. A compreensão é característica. atualizativas. ainda que tensional. permite que as partes conflitantes momentaneamente constituam -alternativamente à normalidade de sua experiência conflitiva -. seja no âmbito da forma de relação diádica em que este pode se configurar. 2. . intríseca. própria e eminentemente. O modo de sermos da experiência estética.a vivência de suas superações. A compreensão é intrínseca. é intrínseca à experiência e à experimentação fenomenológico existenciais. A compreensão é experiência estética. da experiência da diluição da realidade da instalação factual do conflito -. a vivência dialógica pelas partes conflitantes -.uma dimensão de vivência compartilhada de experiência e de experimentação. da dialógica.em suas possibilidades -. como vivência grupal.de sermos. à vivência ontológica.fenomenológico existencial dialógica. da aporética.Gestal’terapia. e resoluções.no âmbito da experiência de processamento do grupo vivencial --.3. Uma experiência e experimentação de vivência do processo grupal como uma totalidade integrativa. Uma totalidade e totalização dialógicas. o que caracteriza a concepção e a metodológica das psicologias e psicotrerapias fenomenológico existenciais dialógicas -. e na facilitação da resolução de conflitos. é intrínseca ao empirismo fenomenológico existencial. A vivência do processo poiético de emergência de suas possibilidades e possibilitações. Pelo privilegiamento em sua prática da experiência ontológica.resolvido – como elaboração da dialógica da integração tensional das partes conflitantes. exatamente. da experiência estética -. ao modo ontológico de sermos. Seja no âmbito do grupo vivencial. fenomenológico existencial. ao modo fenomenológico existencial e dialógico – eu-tu -. e esta vivência é.

uma vez que o sentido das possibilidades em seus desdobramentos se constitui como apreensão. Conhecer compreensivo. assim.. o campo da potência. se constitui com(a)preensão – se constitui como cum-preensão. De modo que. précomportamental. ele se dá como logos. inexoravelmente abrimos o campo do possível. a compreensão é. o campo do desdobramento compreensivo das possibilidades. pré-reflexiva. como dialógica. o campo das possibilidades. pré-pragmática. é a vivência das possibilidade e do seu desdobramento -. a-present-ação. da atualização – que são. as possibilidades em seu desdobramento que se apresentam. dialógico. Como vivência. que -. que não é da ordem do relacionamento sujeito-objeto. São. E. na vivência compreensiva. é eminentemente conhecimento implicativo. fenomenológico existencial e dialógico de sermos é que ele é. o conhecer. O conhecer dá-se. dia-logos. especificamente. como apreensão – apreensão que é a constituição do sentido do ato de conhecer. assim. modo ontológico. e constituinte de toda a experiência e experimentação do modo fenomenológico existencial. e dialógico -. é.como todo vivencial. compreensivos. que é própria ao modo ontológico de sermos.é vivência imediata. A vivência de possibilidade e do seu desdobramento. é implicação. própria e especificamente. Ou seja. uma vez que tudo que a relação eu-tu não é é relação sujeito-objeto. a ação. como compreensão. e constituinte do modo compreensivo de sermos. uma vez que. o que é que. intrínseca ao. na interpretação compreensiva fenomenológico existencial – que se constitui como conhecer. da poiese. . o campo da ação. acontece como apresentação ? Pela abertura para o Ser. segundo Heidegger. E o que é que se dá. como. vivência empírica.O que caracteriza o aspecto compreensivo do modo ontológico. na verdade. O desdobramento das possibilidades as constitui como conhecer – as possibilidades se apresentam com conhecer. é intrínseca. como sentido. portanto. compreensão. segundo a sua potência. pré-realidade. pré-realista. de sermos.na ação. intrinsecamente.. Como vivência eu-tu. Afirmar isso é uma redundância. de resto. na atualização. Dá-se no modo pres-ente de sermos – o modo pré-coisa de sermos. Vivência. que se presntificam. e estético. pré-conceitual. a representação é re(a)presentação. fenomenológico existencial. A vivência. assim. Vivência que é anterior à representação. pré-teórica.

não é caracterizado pela compreensão.4. a experiência pode se constituir com teorética. do fato – feito --. da inter ação. em seus desdobramentos e constituição compreensivos. própria e especificamente. da dialógica. progressivamente. dissoluta em sua embriaguês. mas conhecimento vivencial. conhecimento artístico. Sobre o caráter implicativo da experiência estética. de ser da ordem da implicação para. da ordem da ex-plicação. da pragmática. inevitavelmente. da atuação e da atualidade -. não para a abstração. e na vivência de seu desdobramento. no âmbito da prática. no âmbito da utilidade. na ação.De forma que o conhecer que a possibilidade constitui em sua vivência.decaimento. nem é da ordem da implicação -. a movimentação da implicação com a alteridadade radical de um tu -. compreensivo. da aporética. de modo inextrincável.. Não é conhecimento teórico. conhecimento dionisíaco. se constituir na ordem da ex-plicação. é conhecimento. neste seu escoamento -.eu-isso. no âmbito de inter subjetividade. Nesta forma ex-plicativa. Deixa. O conhecer de uma consciência embriagada. para a ontificação. em particular. o caráter de sua dialógica. é o conhecimento e a cognição como apreensão – conhecimento cum(a)preensão – o conhecimento compreensivo momentâneo próprio à vivência da dialógica da da relação eu-tu. e da realidade.escoa-se para a coisificação. Perdendo. mas. O modo ôntico de sermos é.que se dá. à-ventura -. no acontecer. assim. e que evolui em sua potência criativa. O modo de sermos no qual estamos ‘fora’ do desdobramento inter ativo da implicação com a alteridade radical de um tu. não é da ordem da compreensão. na vivência dialógica. implicativo. Na qual se dá. no âmbito da causalidade e da dicotomia sujeito-objeto. como possibilidade. é cognição. e da interpretação fenomenológico existencial. e para a inação. da ordem do presente e da presença. e para a clareza abstrativa do conceitual. para Heidegger --. factual. e possibilidade em desdobramento. para a entificação.. progressivamente. no âmbito da objetividade. E ste e-vento. O modo de sermos no qual estamos fora da implicação com o possível e com a possibilidade. como comportamento. ex-plicativo. 2.implicação que intrinsecamente se constitui no âmbito da compreensão. mas para perder-se na embriaguês do confusional de sua auto superação. o seu caráter imediato de implicação inter ativa com a alteridade radical de um tu. esta e-ventualidade inter ativa. real -. no âmbito da subjetividade. Todo este modo ôntico de sermos -.que é. . da compreensão. da hermenêutica compreensiva.

dos sentidos da relação de um eu com a alteridade radical de um tu. eu-tu. Como inter ação entre alteridades que se dão como possibilidades. processo este que se desdobra como inter ação. evidentemente. eminentemente. e intensional. da ordem da inter ação. temos que. Não vivenciamos a inter ação. que se desdobram. nem a subjetividade. na forma ôntica de sua realização. assim. De modo que a vivência do conflito na forma ôntica de sua instalação. da vivência. Que se dão como possibilidades em processo de atualização. Que é intencional. compreensivo. Que se constitui como movimentação da implicação necessária. a ação. entre a alteridade de um eu. e compreensivo. O modo ontológico de sermos não comporta nem a objetividade. Assim. momentânea e pontualmente. A experiência estética. dialógica. dialógica. própria e eminentemente. É o modo de sermos da vivência fenomenológico existencial. portanto. da experiência do ator. da experiência da ação. eu-tu. não vigora assim a dicotomia sujeito-objeto. significa a implicação. como potências. fenomenológico existencial. inter ação. na vivência ontológica. Mas é. A implicação que é característica. eminentemente implicativa. Porque nesta forma de sermos da explicação. é característicamente improdutiva. fenomenológico existencial dialógica – ao invés da relação sujeito-objeto --. compreensiva – são aspectos da experiência ontológica. da ordem da relação eu-tu. como ação. a intersubjetividade. No modo ontológico de sermos. é. e da ordem da implicação. todas elas se resolvem na vivência da dialogicidade. o eu está implicado na vinculação com um tu. de sermos. a hermenêutica compreensiva – a interpretação. na forma ôntica da coisificação de suas aporias. que são característicos do modo estético de sermos. que se dá como possibilidade em afirmação e desdobramento. o movimento da vinculação necessária.No modo ontológico de sermos. dialógica. Não vivenciamos a implicação de momentos de vivência eu-tu possíveis e potentes. da ordem da implicação. assim. da ordem da relação dialógica. muito menos. no seu caráter de ex-plicação. a atualização. Não vigora a objetividade. como possíveis. todas elas. pontual e momentânea. Toda a vinculação se desdobra. modo ontológico. A inter ação. fenomenológico existencial e dialógico. . a dialógica. De modo que são. da ordem da compreensão. como inter ação. nem a subjetividade. fenomenológico existencial e dialógico. na inter ação. não vivenciamos o campo de possibilidades que é característico do modo ontológico. e a alteridade de um tu.

na ação. momentum. Seja pelo concurso e concorrência de novas possibilidades. e a novas aporias. Tudo depende da insistência. de Brentano.2. e a cronificação da aporia. Aporia e Aporética do Conflito.5 Aporética. é a disposição para privilegiar primaria e afirmativamente a vivência fenomenológico existencial dialógica da aporia. Um dos elementos característicos mais marcados da existência – e. da concepção e da metodológica das psicologias e psicoterapias fenomenológico existenciais – Gestal’terapia. dando origem a novos possíveis. e de sua aflição. na vivência da aporia. De modo que a apor-ética. Na verdade. a potência. a sua finitude. e a estagnação. A aporética se dispõe à afirmação da ação. e de seus desdobramentos. nas suas intensidades próprias. a vivência da aporia. esta ética. a ação. o método aporético. das possibilidades. a sua aporia. enquanto metodológica. Abordagem Rogeriana – é a sua qualidade aporética. a atualização. Até que esta ação encontre a sua limitação. e é mediada pela leitura e resgate que dele faz na Modernidade a psicoloogia do ato. do conflito. Ou seja. a instalação da . evitando-se a sua vivência. à afirmação da potência do possível. da aporia. Para além. com suas implicações próprias. A instalação do conflito é a instalação. A vivência da concentração da intensidade da aporia tipicamente conduz à superação de sua estagnação. vem já de Aristóteles. à abertura do campo de novas possibilidades. A vivência afirmativa da aporia permite a abertura da experiência e experimentação da vivência do possível. das possibilidades. Seja pelas finitudes de suas potências. e de sua atualização. por implicação. permite a abertura e emergência de novos campos de possibilidades. de sua aporia: a instalação ôntica. da aporia está a poiese. no limite. a serem experienciadas e experimentadas. Pode-se evitar a aflição da estagnação do momento da aporia. na intensidade e na intensificação próprias de seu momento. O que significa a perda do caráter produtivo da aporia. Além da fragilização da vida. A insistência e a persistência na vivência da finitude da aporia. o concurso e a concorrência do possível. e da persistência. ao restabelecimento do fluxo do possível. factual. de seu inconveniente e aflição. e nas formas próprias de seu modo fenomenológico existencial dialógico.

6 Hermenêutica do conflito. na encarnação estética de sua elaboração fenomenológico existencial dialógica. Ou seja. detonadas nos limites de suas aporias. mais o conflito. são possibilidades. da aporia de seu conflito. fenomenológico existencial dialógica. superada. então. essas possibilidades podem ser interpretadas pelos próprios agentes do conflito. Possibilitando. em suas intensidades fenomenológico existenciais e dialógicas próprias. superadas. 2. novas possibilidades podem emergir.se propõem. Antes da abertura dos campos de possibilidades e de interpretação de suas possibilidades. ou inter individual -. A apor-ética e o método aporético da concepção e da metodológica das psicologias e psicoterapias fenomenológico existenciais – Gestal’terapia. fenomenológico existencial dialógica. na medida de sua potência. pelo conjunto do grupo como um todo. quanto mais as partes conflitantes se recusem à experiência da vivência ontológica. pelo sistema e pelo processo grupal. as próprias aporias são potências. da heremêutica fenomenológico existencial. Estas possibilidades são.aporia no modo em que ela não pode efetivamente ser vivenciada. na produção criativa. a reunir as partes conflitantes em um experiência vivencial – grupal. O que envolve o deslocamento da mera experienciação de sua instalação ôntica. . assim a restauração do fluxo da vivência em direção aos limites da aporia. São possibilidades a serem fenomenológico existencialmente. conjunto que engloba as partes conflitantes. e esvaídas. tende a se acentuar enquanto tal.que permite a vivência afirmativa compartilhada da aporia conflitual. em sua coisificação. na medida em que puderem dispor do espaço e do tempo da experiência hermenêutica experimental em que se constitui a vivência. a serem fenomenológico existencialmente interpretadas. na medida de sua urgência e emergência. De modo que. assim. Vivenciadas as aporias. e resolvida. das possibilidades alternativas de sua superação. e dos fluxos de sua superação. aos limites de sua superação. para a sua vivência estética. Abordagem Rogeriana -. e a se instalar. a se cronificar. o conflito é prenhe de possibilidades. Para além de suas aporias. presença e atualidade. estéticamente. interpretadas. Na medida em que estes efetivamente puderem se constituir como tais – ou seja. E só nesta forma fenomenológico existencial de sua interpretação elas podem ser afirmadas. e se oferecer ao processamento da interpretação. Dada a adequada ambiência. como agentes.

e como hermenêutica. Compreensiva. dialógica. das aporias do conflito. A Hermenêutica é a arte da interpretação2. da aporia. numa vivência compreensiva eminentemente hermenêutica. O que efetivamente os constitui como agentes do conflito. e das dinâmicas e fluxos de suas possibilidades.no que entendemos como ação. quando propomos a experiência do grupo vivencial para as partes conflitantes. interpretação compreensiva. fenomenológico existencial dialógico – é o que entendemos como interpretação. Assim. a experiência grupal fenomenológico existencial e dialógica é. Implicativa. a experiência da vivência. De modo que. o grupo vivencial fenomenológico existencial dialógico permite que as partes em conflito interpretem fenomenológico existencial e dialogicamente o conflito. 2 Palmer. o processo. estamos oferecendo a oportunidade de uma experiência de saída da realidade e da instalação. e que pode romper ou diluir. pré-reflexivo. Não explicativa. na sua superação pela vivência da emergência e atualização. as suas possibilidades emergentes. e conduzir o conflito para além de seu status-quo. No caso. própria e especificamente. própria e eminentemente. da instalação de sua realidade. em suas possibilidades. como interpretação fenomenológico existencial. fenomenológico existencial dialógica. compreensivamente. em termos essenciais. Esta vivência de possibilidades e do seu desdobramento – processamento que é própria e eminentemente estético. de uma hermenêutica fenomenológico existencial dialógica. individual e coletiva. do grupo vivencial fenomenológico existencial dialógico como espaço. O que define e caracteriza o espaço e o tempo. compreensivas. ao tempo em que podem interpretar.É esta interpretação. para uma experiência de diluição na hermenêutica de suas possibilidades ativadas. Aplicado assim à mediação e à facilitação da resolução de conflitos. e em desdobramento. do desdobramento de possibilidades -. Que é como se constitui o tempo característico da vivência. da factualidade e da fatalidade. fenomenológico existencial. compreensivo. . por parte de seus próprios agentes. tempo e processo eminente e especificamente hermenêuticos. que pode se constituir como um fluxo de atualização criativa do conflito. O espaço e o tempo. interpretar as suas aporias. as barreiras da instalação de suas aporias. A experiência da vivência fenomenológico existencial dialógica é a experiência da vivência de possibilidades e do desdobramento destas. do conflito. Que podem.

Em sua potência propulsiva. na Grécia. estético. atualização -individual e coletivamente. E como superação da aporia. o modo fenomenológico existencial dialógico. modo. que se desdobra. e do desdobramento dessas possibilidades-. O termo estésico deriva do nome de um vento que sopra em determinada fase do ano. De forma que este modo fenomenológico existencial e dialógico de sermos – que é estésico.e afetividade imediatas. o Grupo Vivencial.é todo ele ação. e a sessão diádica – uma modalidade de grupo vivencial --. na temporalização e espaciação de sua duração. a porização. no modo vivencial de sermos -. e hermenêutico. como ação. da experiência e experimentalidade da vivência estética – fenomenológico existencial dialógica como vivência grupal. de posturas teoréticas. dialógico.2. de posturas explicativas. e estético é. que constitui a vivência estética.é a vivência estésica.7. fenomenológico existencial dialógica. fenomenológico existenciais dialógicos. mais uma vez. pela força propulsiva da vivência do possível.de corpo. para a facilitação da resolução de conflitos. de posturas técnicas. pela constituição. modo vivencial de sermos. pois. Pela aporética estética. O Grupo Vivencial como recurso experimental ontológico. atualização. de posturas moralistas. assim como a sessão inter individual. vivencial. e do vir a ser das potências de suas superações. que deixam assim os portos. é intrinsecamente o modo de sermos da ação. fenomenológico existencial dialógico. primam. da atualização. Que é todo ele impulsão: a impulsão que é a da ação --. abrem mão de posturas científicas. como vir a ser. É estética. e se desdobra como ação. o acesso. É sensibilidade -. e priorização. conceitual. modo vivencial de sermos: e. e metodologicamente. A insistência e a persistência na vivência. integralmente. Conceitual. à potência.que é intrínseca vivência compreensivativa de possibilidades. E que impulsiona as velas dos navios. e metodologicamente. pela vivência estética de suas aporias. Estésico. de vivido e de sentidos -. de posturas . ontológico. à possibilidade. atualização. de vivência momentânea e de desdobramento de possibilidades. O Grupo Vivencial. vontade de possibilidade. da potência. o modo sensível e afetivo de sermos. este modo ontológico de sermos potencializa-se como devir. Os Gregos identificaram a força propulsiva do estésico à força propulsiva inerente e intrínseca ao modo fenomenológico existencial de sermos. que é estético -. da vivência da possibilidade.

e o seu natural desdobramento em ação. De modo que são um espaço e tempo privilegiados para a vivência do destravamento do conflito. a prevalência.. aporético. da criação. Os grupos assim constituídos podem variar. abre-se. de posturas realistas. Para cada um deles se providenciam as condições adequadas para a instauração pontual e momentânea da temporalidade e da espacialização de sua vivência estética. fenomenológico existenciais. Assim. e cria condições. rogeriana. Em privilégio de uma estética. Abordagem Rogeriana – privilegiam o modo de sermos que potencializa naturalmente o modo ontológico de sermos de superação da aporia do conflito. e um cliente --. do possível. da atualização. Modo de sermos da vivência da experiência da possibilidade. gestáltica. fenomenológico existencial. Que. da ação. dialógica -. Privilegiam a elaboração. Simplesmente porque os modos de sermos daquelas posturas não são da ordem do modo de sermos próprio e específico da compreensão e da ação (Modo de sermos cum(a)preensão: modo de sermos com apreensão da possibilidade e do seu desdobramento). para além de sua estagnação. devir. e de sua instalação realizada. e do seu desdobramento. chegando mesmo aos grandes grupos. e o desdobramento. privilegia. Modo de sermos da superação. da potência. alternativamente. potência. da vivência . pelo seu caráter fenomenológico existencial estético. dialógica.. da vontade de possibilidade. enclausurado em sua comportamentalidade e em sua teorética explicativa. passando por grupos com três ou mais participantes. de posturas comportamentais. assim. como uma vivência compartilhada de secretação compartilhada de possibilidades compartilhadas. e da atualização. o Grupo Vivencial. com um facilitador. própria e especificamente. dialógicas como experiência grupal.pragmáticas. dissolvendo a instalação realizada destas aporias nas possibilidades que podem emergir da vivência compartilhada da estética do conflito. a concepção e a metodológica da psicologia e da psicoterapia fenomenológico existencial dialógica – Gestal’terapia. se constitui. de sua instalação real. atualização. Conceitual e metodologicamente. e grupos maiores. para o destravamento de sua aporia. Desde pequenos grupos diádicos – um facilitador. na experimentação e experiência da ação. para a vivência estética fenomenológico existencial. a vivência grupal fenomenológico existencial dialógica. e estanquização. Desta forma. Em privilégio da experiência e experimentação vivenciais. é uma ambiência original e privilegiada para a mediação e para a facilitação da resolução de conflitos.o modo próprio de sermos no qual vivenciamos possibilidade. e de secretação da ação. Pela imersão em conjunto das partes conflitantes numa experiência coletiva grupal. da alegria. para além da instalação das aporias do conflito. que se constitui como devir da propulsão do possível.

fenomenológico existencial.do conflito – . do possível. No que entendemos como ação. Que -. enquanto oportunidade de vivência. Propomos o processo hermenêutico de inter-pret-ação fenomenológico existencial. que privilegia. modo de sermos da sensibilidade e da afetividade. quando propomos a abordagem fenomenológico existencial dialógica da Gestal’terapia e da Abordagem Rogeriana. O modo ontológico. Modo de sermos fenomenológico existencial. o modo ontotológico. . De modo que. na vivência grupal. Propomos uma relativização da factualidade. moralista ou comportamental do conflito. assim.na abordagem da pessoa. o modo fenomenológico existencial de sermos. é. poiético. E a imersão das partes conflitantes na experiência e experimentação dialógicas. O modo de sermos da experiência estética. modo de sermos de vivência de possibilidade. à momentaneidade da experiência e da experimentação de uma estética do conflito. grupal. ou na abordagem do grupo. Ou seja: propomos a permissão. de inter-ação interpretativa. a concepção e método da psicologia e psicoterapia fenomenológico existencial – Gestal’terapia. Que. ou das relações inter grupais -de uma abordagem teorética. do seu devir. recusando-se a uma abordagem realista. de uma situação e do processamento de uma vivência coletiva e individual. e não dialógica -. da vida à ventura. e pré-conceitual. propomos – à pessoa. e de vivência do desdobramento de possibilidades. pessoal. recusando-se a uma abordagem técnica. e de vivência do desdobramento de possibilidades. atualizção. do conflito. aos inter grupos. do fatalismo. dialógica –. poiética. da experiência teorética. -. pessoal e/ou grupal: ação.à força da potência de sua ventura estésica. seja pessoalmente. é. do conflito. ao privilegiamento -. e se pauta. modo dialógico. ao grupo. inter individualmente. o modo dialógico. dialógica. ou a uma abordagem pragmática. Trata-se de uma permissão. própria e especificamente. explicativa e moralista. para a mediação. como vimos. poiética: a experiência de vivência imediata de corpo e de sentidos. Recusando-se. o modo estético de sermos. em sua vivência. não poiética. dialógico. de sermos.é sempre superação. Abordagem Rogeriana – privilegiam. e da fatalidade. grupal. na vivência pessoal. que é da ordem da experiência préreflexiva. e para a facilitação da resolução de conflitos. -. de vivência de possibilidades. eminente e ontologicamente.uma relativização da experiência explicativa.um relativização da experiência da instalação ôntica -. à temporalidade da elaboração. pela vivência do modo ontológico de sermos. atualização: poiese. como processo pessoal e grupal. na vivência inter pessoal. ou inter grupalmente. ou científica.não estética. recusando-se a uma abordagem comportamental. estética. Que é o modo de sermos da experiência fenomenológico existencial.

animado pela atualização das possibilidades. cedendo. estética. da realidade da instalação do conflito nas sua formas ônticas e factuais. Da temporalidade ontológica. a vivência grupal é a momentaneidade de um tempo. critérios próprios de explicitação e de conclusão. como experiência grupal. atualizar. os intervalos e os limites calculativos do tempo cronométrico. diminui. pelas partes conflitantes. fenomenológico existencial.8. sobrepassa. e efetivamente criada e vivenciada. À medida que. e hermenêutica. a própria atualização. No essencial. efetivamente.Superação que pode. instala-se como vivência a duração da temporalidade ontológica. é antinômica e incompatível com os padrões calculativos e ônticos deste. dialógica. É o presente. Que se configura como temporalidade das possibilidades. E que é superação -. O tempo ontológico fenomenológico existencial. dialógico. um tempo pautado pelas intensidades. lugar ao eterno retorno do tempo cronométrico. e devires. pela(s) pessoas e pelo(s) grupo(s). em sua inter atividade implicativa. a atualidade e a presença. ou comportamental.movimentação pela potência da possibilitação. não obstante. constituir e elaborar a experiência e a experimentação do Grupo Vivencial é constituir e elaborar. 2. em seus intrínsecos desdobramentos: em suas intrínsecas atualizações. pragmático – diferencia-se e prevalece o modo compreensivo implicativo de vivência. como experiência e experimentação grupais. da atualização -. a vivência da momentaneidade de sua temporalidade própria. De modo que. O tempo faz-se ao largo de sua condição cronométrica. o tempo ontológico inexoravelmente destina-se no tempo cronométrico. A temporalidade ontológica é pulsativa. e dilui. e como critério. Deslocamento e diluição. como indício. como referência.temporalidade estética -violenta. Sua duração. que que é monótono e se pauta pelos limites e intervalos calculativamente definidos. dentro de limites razoáveis. em suas possibilidades. E se esgota em sua atualização criativa. Assim.das aporias do conflito. em suas possibilidadese possibilitações. compartilhada. Que tem. sobre o funcionamento ôntico explicativo – teorético. Diferente do tempo cronométrico. possibilitações. hermenêutico -. ser gestada. a própria temporalidade da vivência do desdobramento das possibilidades. Superação compartilhada do próprio conflito. e passa a ter a própria ação. O tempo ontológico é um tempo das intensidades. mais um vez. . O Grupo e o tempo.

a experienciação do conflito sai da perspectiva compreensiva. e cronificam-se. o conflito é experienciado em sua inércia. pelo engendramento e atualização das possibilidades do conflito. e pode afirmar-se enquanto tal. ôntico. O grupo vivencial requer. podem engendrar. A temporalidade ontológica. realizamse. tem um tempo próprio de explicitação e de conclusão. Nesta forma. Buscam abranger o conflito reflexiva e conceitualmente. e de sua intrínseca implicatividade. e da ação. assim. tempo disponível para a constituição e experimentação de sua temporalidade própria. o conflito é vivido ontológicamente. pragmáticas ou realistas. em que as possibilidades concorrem e competem como perspectivas originais. estética. fora da vivência do concurso e da concorrência de novas possibilidades. na qual as instâncias e aporias do conflito se instalam factualmente. Como tudo que é vivencia humana. pela sua ação. teoréticas. e as formas improdutivas da mediação. suas formas improdutivas. Fora da poiese. e escoar para uma forma ôntica de sua experiência. fenomenológico existencial e dialógica. ou impregnada pelas demandas do tempo ôntico. disponível. científicas. moralistas. O conflito. na proporção direta em que se instalam. ou da pressuposição. podendo se instalar em suas modalidades explicativas. de verdades não compreensivas e não implicativas. e vivencialmente escoar para sua natural superação e resolução. est-éticas –. na paralisia de suas angústias. técnicas. comportamentais. . da atualização.Ou seja. ainda que possa se enquadrar em limites razoáveis. na ótica da busca. inviabilizada. e careça desses limites. Neste momento. apenas. assim. Alheadas da vivência da efetiva condição dos agentes do conflito – os quais. e afligências. as verdades a ele pertinentes. é preciso ter tempo. na paralisia inerte de suas instâncias e aporias. Não pode. 3. Numa outra alternativa o conflito pode não se resolver em sua agudeza. ser simplesmente constrangida. na interação entre as partes conflitantes. em atualização. Estas perspectivas explicativas apartam-se das perspectivas éticas fenomenológico existenciais empíricas e experimentais – poiéticas. e hermenêutica. o conflito tem o seu momento agudo.

e pelo princípio de sobrevivência. e levar a um reforçamento de sua instalação. alheando-se do modo ontológico. até por isso. é uma abordagem pragmática do conflito. se atola na experiência ôntica de sua instalação. A pragmática se pauta pela prática. fora da dimensão dos úteis e da utilidade. Da mesma forma ocorre com a limitação do conflito a sua dimensão comportamental. a interpretação compreensiva. é a utilidade. o predomínio da experienciação moralista -. uma pragmática do conflito só pode ser estéril. dialógica e estética. A vivência ontológica é implicativa. e o seu desdobramento.que se esmera na pressuposição do verdadeiro. Isso é o que significa dizer . a superação. Dimensão esta desprovida das possibilidades da poiética de sua ação. fenomenológico existencial. especialmente. compreensiva. no âmbito de sua vivência ontológica. em suas efetividades de produção e atualização de possibilidades.. A vivência ontológica. a estética. e da ação funcional. Está também fora da ordem da causalidade. dialógico. no qual efetivamente agimos. Só assim se dá a vivência do campo das possibilidades. dialógico. pela violência. e dialógica –.. estética. O que. a criação. e estético das possibilidades. e criativa. E. adaptativa. Ainda que a vivência ontológica. cada vez mais. Enganadoramente. neste modo. Uma vez que o que desloca o conflito de sua instalação -. em ação. E tudo que não encontramos na vivência ontológica. Vivência que disponibiliza a experiência e a experimentação do campo ontológico. e reforçar os elementos de sua facticidade. Um engano. estética. de sua instalação ôntica. fenomenológico existencial e dialógica seja eminentemente produtiva. ao invés do empenho hermenêutico em sua criação --. nas suas formas teoréticas. pode ser resolvido.pela diluição de sua realidade em suas possibilidades -. e estética. da instalação de sua inércia e paralisia. A prática se pauta pela utilidade. ainda.que exclui as possibilidades da vivência ontológica. fenomenológico existencial. eu-tu.. fenomenológico existencial. explicativa e científica. Tratar o conflito ao nível meramente de sua comportamentalidade é garantir a sua repetição. Modo no qual podemos vivenciar e atualizar possibilidades.. no limite.é a sua vivência ontológica. que. só assim se dá a dialógica. é da ordem do modo de sermos da inutilidade produtiva e desproposital. o predomínio -. O modo comportamental em nossas vidas comporta a atividade padronizada e repetitiva. a hermenêutica fenomenológico existencial.Assim. pelo valor da prática. Mais ou menos explícita. constitui uma experiência improdutiva do conflito. como observamos: está fora da dicotomização sujeito-objeto. apenas.

até que ele possa experimentar e inspirar na fonte do possível.que ela é inerente e intrinsecamente poiética -. que constitui a ação. Mas se geram e se regeneram. À medida em que se começa a insistir. Poiese e criatividade estas que. produtiva. o possível atualizado se constitui em realidade. de vivência de possibilidade. ao contrário do que possa parecer. enquanto experiência grupal. própria e especificamente na vivência do modo ontológico de sermos. Um outro aspecto extremamente importante quando consideramos a vivência ontológica fenomenológico existencial. Que não se geram e regeneram na esfera da experiência ôntica de sua existência. todos os úteis. como a vivência da ação.pela ação em que se configura a atualização. é evidente que o que almejamos não é a funcionalidade do conflito. o que almejamos é a sua disfunção. e todas as utilidades. pela interdição da possibilidade de sua vivência produtiva e criativa. para desfrutarmos. Poder-se-ia dizer antão: e é uma postura irrealista. não somos seres do real. fenomenológico existencial e dialógico. O possível é antinômico com a vivência do real. Esta disfunção do conflito decorre da diluição da instalação de sua realidade. que a ele se contrapõe. Na verdade. Pela força de seus possíveis. na metodologia para a resolução do conflito é insistir no encerramento dele nas formas ônticas de sua instalação. A realidade é progressivamente inóspita para o humano. que é pertinente? Não exatamente isto. realiza-se. superação e resolução. de possibilidades. na elaboração e atualização de suas possibilidades. das possibilidades que se geram e regeneram na vivência de seu modo dialógico. De modo que a insistência no pressuposto pragmático da utilidade. uma postura realista não condiz com a postura da vivência grupal. especificamente. exige que nos descolemos da vivência do real. Que desloca-se do que podemos entender como experiência da realidade. inclusive. mas. como vivência ontológica. e começa a persistir. estético. cada vez mais. mas seres da possibilidade. como vivência de possibilidades e da atualização de possibilidades. da mesma forma que não convém com a postura da mediação e facilitação fenomenológico existencial dialógica da resolução de conflitos. para caracterizar-se. a vivência fenomenológico existencial. esta começa progressivamente a caracterizar-se como a vivência ativa. mais propriamente. da vivência da possibilidade e de sua atualização. De modo que o acesso ao campo das possibilidades. e vivência do desdobramento de possibilidades. De modo. como observou Heidegger. é que estamos tratando sempre. Quanto à funcionalidade. que. o desdobramento. da realidade de sua instalação ôntica. na momentaneidade do modo de sermos desta vivência. como . Ontológicamente. então. e da funcionalidade. produzem.

e instalação. Martin SER E TEMPO. vivencial – corpo. para a respectiva vivência atual da experiência do conflito em sua forma ontológica. em sua forma fenomenológico existencial. criatividade. das formas. um momento dos fluxos das relações interpessoais. ou se privando. sentidos --. atualizações. e conjuntos destes. acontecido. que se constitui muito mais como vivência de possibilidade. PALMER. e a redução desta vitalidade. R. do que como vivência da realidade. fatal. criativa. em sua individualidade e em seu conjunto. interpessoais. das elaborações e desdobramentos fenomenológico existenciais dialógicos das possibilidades da tensão e da situação conflituosa. O conflito é sempre um momento particular da vida pessoal.vivência poiética. sua superação. A concepção e a metodologia de mediação. da vida inter pessoal. de sua vivência estética. Mas o conflito é um momento. se detém e se demora na experiência de seu modo ôntico. BIBLIOGRAFIA DE REFERÊNCIA BUBER. eximindo-se. a dissolução em suas possibilidades da fatalidade e da instalação do conflito. trazem consigo o sofrimento. figurações. e de sua atualização. HERMENÊUTICA. formações. vivência estética. inter grupais. E. vivido. e inter grupais. . um momentum. HEIDEGGER. Sua evidência. com isso. fenomenológico existencial dialógica. performações. Martin EU E TU. O que permite a vivência pelos participantes. do modo de sua vivência ontológica. de seu modo factualizado. dialógica. Esta instalação se dá na medida em que a experiência das partes conflitantes. grupal e inter grupal. sua explicitação. dialógica. dos fluxos da existência pessoal. E a sua superação. Esta vivência permite a vivência do conflito ao modo de sua experiência estética. Sua progressiva realização. grupais. grupais. e da facilitação da resolução de conflitos das psicologias e psicoterapias fenomenológico existenciais empenham-se no sentido da criação de condições pessoais. fenomenológico existencial. e resolução são evidências de saúde psicológica e social.