CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1, 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS

Aula 04
Olá, pessoal! Esta é a quarta e última aula do curso de Administração para Técnico do MPU, itens 1, 2 e 6. Espero que vocês tenham gostado do curso e que ele possa ajudá-los na aprovação. Nesta aula, veremos os seguintes itens:
Aula 04 – 09/04: 6 Legislação administrativa. 6.1 Administração direta, indireta e funcional. 6.2 Atos administrativos. 6.3 Requisição. 6.4 Regime jurídico dos servidores públicos federais: admissão, demissão, concurso público, estágio probatório, vencimento básico, licença, aposentadoria.

Neste conteúdo, apesar da disciplina ser de Administração, eles cobram conteúdos relacionados com o direito administrativo. O item dos atos administrativos também consta da disciplina de direito administrativo. Nas provas em que o CESPE também cobrou dentro de Administração, não fugiu daquilo que é visto em direito. Veremos aqui os pontos mais importantes. Boa aula e boa prova!

Sumário
1. ADMINISTRAÇÃO DIRETA, INDIRETA E FUNCIONAL ............................................ 2 1.1. 1.2. 1.3. 2. DESCENTRALIZAÇÃO E DESCONCENTRAÇÃO ................................................................... 3 ADMINISTRAÇÃO INDIRETA...................................................................................... 6 NOVAS FIGURAS ADMINISTRATIVAS PÓS-PLANO DIRETOR ............................................... 11

REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS ............................................... 21 2.1. 2.2. 2.3. 2.4. PROVIMENTO .................................................................................................... 22 VACÂNCIA ....................................................................................................... 28 DIREITOS E VANTAGENS ....................................................................................... 29 APOSENTADORIA................................................................................................ 43

3.

ATOS ADMINISTRATIVOS .................................................................................. 47 3.1. REQUISIÇÃO..................................................................................................... 50

4.

QUESTÕES COMENTADAS ................................................................................... 52 4.1. 4.2. LISTA DAS QUESTÕES ......................................................................................... 68 GABARITO ....................................................................................................... 73

Prof. Rafael Encinas

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1. Administração Direta, Indireta e Funcional
O Decreto-Lei nº 200 de 1967 tratou da composição da Administração Pública Federal, asseverando que esta compreende: A Administração Direta, que se constitui dos serviços integrados na estrutura administrativa da Presidência da República e dos Ministérios; A Administração Indireta, que compreende as seguintes categorias de entidades, dotadas de personalidade jurídica própria: ⇒ Autarquias; ⇒ Empresas Públicas; ⇒ Sociedades de Economia Mista. ⇒ Fundações públicas. Quando o Decreto estabeleceu a distinção entre administração direta e indireta, não significa que antes não haviam estruturas descentralizadas com personalidade jurídica própria. Bresser Pereira afirma que a primeira autarquia foi criada em 1938. O que o DL200 fez foi reforçar esta distinção, deixando bem clara a presença de entidades com autonomia administrativa, o que iria ser o grande centro da reforma. Vimos na aula passada que a sua grande característica foi a descentralização para a administração indireta. Já outros normativos trazem uma classificação com três tipos de entidades: administração direta, indireta e funcional (ou fundacional). A Lei 8.429/1992, por exemplo, dispõe “sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional”. Já a 936/2006 da prefeitura de Manaus, que estabelece a estrutura organizacional do Poder executivo, define que:
Art. 2º O Poder Executivo organiza-se em estrutura: I – básica – constituída pelos órgãos e entes que desenvolvem atividades essenciais de Governo, na gestão de bens e interesses qualificados da população,compreendendo: a) administração direta, os que exploram e executam os serviços ao administrado, sem passar por interposta pessoa, constituindo a administração superior do Poder Executivo, nível em que são formadas as decisões políticoestratégicas e as diretrizes e prioridades de ação, representada pelos Secretários e autoridades equivalentes;

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b) administração indireta, os providos de personalidade jurídica própria, sob a forma de autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista, diretamente ligados ao Chefe do Poder Executivo ou vinculados a Secretarias; c) administração funcional, as fundações mantidas ou subvencionadas pelo poder público, ligadas diretamente ao Chefe do Poder Executivo ou vinculadas a Secretarias;

Nesta aula, as fundações serão vistas dentro da administração indireta, como coloca o Decreto-Lei 200/1967.

1.1. Descentralização e desconcentração
É sempre bom conhecermos as definições de autores que as bancas gostam de usar. E um deles é a Maria Sylvia Zanella Di Pietro, segundo a qual:
Descentralização é a distribuição de competência de uma para outra pessoa, física ou jurídica. Difere da desconcentração pelo fato de ser esta uma distribuição interna de competências, ou seja, uma distribuição de competência dentro da mesma pessoa jurídica; sabe-se que a Administração Pública é organizada hierarquicamente, como se fosse uma pirâmide em cujo ápice se situa o Chefe do Poder Executivo. As atribuições administrativas são outorgadas aos vários órgãos que compõem a hierarquia, criando-se uma relação de coordenação e subordinação entre uns e outros. Isso é feito para descongestionar, desconcentrar, tirar do centro um volume grande de atribuições, para permitir seu mais adequado e racional desempenho. A desconcentração liga-se à hierarquia. A descentralização pressupõe a existência de, pelo menos, duas pessoas.

A desconcentração compreende o processo de distribuição de competência dentro da mesma pessoa jurídica, na hierarquia. Já a descentralização envolve a existência de outra pessoa jurídica para quem é repassada a competência. Por exemplo, o Ministério do Trabalho criou superintendências regionais do trabalho e emprego nos estados da federação. Reparem que foram criados vários órgãos, que não possuem personalidade jurídica própria. Elas fazem parte da administração direta, subordinadas ao MTE. Estamos diante da desconcentração. Já a Fundacentro – Fundação Jorge Duprat Figueiredo, de Segurança e Medicina do Trabalho, é uma fundação pública vinculada ao MTE, integrante da administração indireta. Ela possui personalidade jurídica própria e não está subordinada administrativamente ao Ministério, que exerce apenas um controle finalístico. Estamos diante da descentralização. Segundo seu estatuto:

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que pode ocorrer de diferentes formas: em função da matéria. consideram-se: I . agindo por intermédio de seus órgãos. Cada órgão. Assim. cargos e agentes. como União. Segundo a Lei 9.a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica. Já a descentralização pode ocorrer para uma entidade da administração indireta ou para o setor privado. É a própria pessoa política. conforme dispõe o § 2 o do art. uma autarquia. por exemplo. O autor traz uma classificação dos órgãos públicos. por meio de seus órgãos.a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da Administração indireta. como as superintendências regionais do MTE nos estados.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. estados e municípios. por sua vez. que podem ser modificados. órgão não possui personalidade jurídica. integrantes de sua estrutura. ocorrendo uma primeira distribuição de competências entre seus Ministérios ou secretarias. do Ministério da Saúde. com a criação. quanto à posição estatal: Prof. Portanto. Ela pode ser então desconcentrada.órgão . Rafael Encinas www.784 de 1999: § 2º Para os fins desta Lei.br 4 . administrativa e de gestão financeira e patrimonial. a desconcentração pode ocorrer no interior de uma pessoa política. quando se criam os órgãos. Sempre deve existir uma segunda pessoa jurídica que recebe as atribuições. que não são dotados de personalidade própria. São unidades de ação com atribuições específicas na organização estatal.com.pontodosconcursos. Estes. 207 da Constituição. substituídos ou retirados sem supressão da unidade orgânica. cuja atuação é imputada à pessoa jurídica a que pertencem. A desconcentração ocorre com a criação de órgãos. como o INSS. ele é o resultado da desconcentração. Podemos falar ainda em centralização. criando-se órgãos superiores e subordinados. em razão da hierarquia.entidade . etc. que cria superintendências regionais nos estados. quem está executando diretamente certa tarefa. que é a prestação de um serviço público diretamente por certa pessoa política. mas é distinto desses elementos. tem necessariamente funções. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS § 1º A FUNDACENTRO goza de autonomia didático científica. da Fazenda. II . como centro de competência governamental ou administrativa. através de seus agentes. Ela também ocorre dentro das entidades administrativas.. ou por motivos geográficos. centros de competência sem personalidade jurídica. distribuem parte de suas competências entre órgãos inferiores. Segundo Hely Lopes Meirelles: Órgãos públicos são centros de competência instituídos para o desempenho de funções estatais.

cumprindo ordens superiores. Divisões. Ex. são aqueles que possuem apenas um único centro de competência. Outra classificação é quanto à estrutura dos órgãos: Órgãos Simples: também conhecidos por unitários. Coordenadorias. a vontade da maioria é imposta de forma legal. etc. Ex.: Gabinetes. controle.br 5 .com. São os Ministérios e Secretarias. Câmara dos Deputados. para auxiliá-lo no desempenho de suas funções. de forma conjunta e por maioria. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS Órgãos Públicos quanto à Posição Estatal Órgãos Independentes: definidos na CF88 e representativos dos Poderes do Estado. Órgãos Autônomos: subordinados diretamente à cúpula da Administração. Ministério Público e Tribunais de Contas. caracterizando-se como órgãos diretivos. agentes políticos nomeados em comissão. coordenação e controle das atividades que constituem sua área de competência. Órgãos Coletivos: decidem pela manifestação de vários membros. Departamentos. Têm ampla autonomia administrativa. Não possuem subordinação hierárquica e somente são controlados uns pelos outros. sua característica fundamental é a ausência de outro órgão em sua estrutura. em geral. Senado Federal. Ex. Os órgãos singulares possuem vários agentes auxiliares. financeira e técnica. sob a supervisão do órgão de chefia. Representam as primeiras divisões dos órgãos independentes e autônomos. Tribunais e Juízes. em geral o titular. bem como a AGU e as Procuradorias dos Estados e Municípios. Órgãos Compostos: em sua estrutura possuem outros órgãos menores. supervisão. as funções são distribuídas em vários centros de competência. Prof.pontodosconcursos. com funções de planejamento. Seus dirigentes são. etc. Órgãos Superiores: Detêm poder de direção. seções de expediente.: portarias. o chefe. decisão e comando dos assuntos de sua competência específica. Chefias do Executivo.: Congresso Nacional. Quanto à atuação funcional: Órgãos Singulares: decidem e atuam por meio de um único agente. mas sua característica de singularidade é expressa pelo desenvolvimento de sua função por um único agente. Rafael Encinas www. seja com desempenho de função principal ou de auxilio nas atividades. regimental ou estatutária. Órgãos Subalternos: São os que se destinam à execução dos trabalhos de rotina.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. sem a prevalência da vontade do chefe.

XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública. Aquelas são criadas por lei específica. O STF analisou essa mudança e foi estabelecido que.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. segundo a nova redação. Rafael Encinas www.2. não seriam criadas por lei. Segundo Maria Sylvia Zanella di Pietro: Disso resultam dois aspectos concernentes às entidades que exercem serviços públicos descentralizados: de um lado. empresas públicas e sociedades de economia mista têm sua criação autorizada por lei e são criadas pelo de seu ato constitutivo. a entidade da Administração Indireta tem o direito de exercer com certa independência a atividade a ela cometida por lei (capacidade de autoadministração). após autorização em lei específica. também com base nos termos postos na lei. A diferença entre esses dois tipos ocorre em função da sua forma de criação: entidades de direito público são criadas diretamente por lei específica. Assim. sob a forma de decreto. autarquia ou fundação pública. conforme o caso. que lhes confere o direito de exercer. sociedade de economia mista e de fundação. este decreto é levado a registro na Junta Comercial ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas.com. atualmente.br 6 . A lei específica autoriza a instituição da entidade. Administração Indireta A administração indireta é composta por entidades de direito público e de direito privado. De um lado. com a efetivação do registro a entidade adquire personalidade jurídica. tem o dever de exercer esta atividade. a partir desta autorização. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS 1. entidades de direito privado são criadas pelo registro de seu ato constitutivo. pelo registro do ato constitutivo. o chefe do Poder Executivo edita o ato constitutivo da entidade. Tal noção é essencial para que possamos entender a extensão do controle exercido pelos órgãos centrais da Administração sobre as entidades da Administração Indireta a eles vinculadas. estas. neste último caso. com independência. Segundo a CF88: XIX .pontodosconcursos. o Prof.somente por lei específica poderão ser criadas empresa pública. de outro. Surgiu então uma discussão em torno da criação das fundações públicas. após autorização em lei específica. a capacidade de autoadministração. sociedade de economia mista. que. cabendo à lei complementar. definir as áreas de sua atuação. Este inciso foi alterado pela Emenda Constitucional 19 de 1998. há duas modalidades de fundação pública: as de direito público e as de direito privado. Outro ponto em relação às entidades da administração indireta está no seu controle. autarquias e fundações públicas de direito público são criadas por lei. mas sim teriam sua criação autorizada por lei. Fundações públicas de direito privado.

operacional e financeira da entidade. para fins de tutela. com capacidade de autoadministração.br 7 . sem necessidade de registro. É importante ressaltar que essas entidades detêm poder de autoadministração. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS serviço que lhes foi outorgado por lei. mas apenas vinculadas aos seus órgãos centrais. possuem capacidade de gerir a si próprias.pontodosconcursos. Não há relação de subordinação. criada por lei. mas não de auto-organização. Prof. instituídas diretamente por lei específica. Na esfera federal a tutela é denominada supervisão ministerial e tem como objetivos. As autarquias não são subordinadas à Administração Direta. a) Autarquias As autarquias são pessoas jurídicas de direito público. De outro lado. mas dentro dos parâmetros estabelecidos pela lei instituidora. para o desempenho de atividades típicas de Estado. entre a Administração Direta e as entidades da Administração Indireta. nas hipóteses expressamente previstas em lei e na forma por esta estabelecida. este precisa assegurar-se de que aquela atividade que era sua e foi transferida a outra pessoa política seja exercida adequadamente Portanto podemos definir a tutela ou controle finalístico como o controle exercido pelos órgãos centrais da Administração Direta sobre as entidades da Administração Indireta a eles vinculadas. Para Di Pietro. os quais não detêm competência para alterar.com. mas sim um controle finalístico. As autarquias possuem natureza jurídica de direito público. de hierarquia. segundo o art. o dever de desempenhar esse serviço. II – a harmonia com a política e a programação do Governo no setor de atuação da entidade. Em virtude disto são criadas diretamente pela lei instituidora. podendo opor esse direito até mesmo à pessoa política que as instituiu. a autarquia é: A pessoa jurídica de direito público. em outras palavras. Rafael Encinas www. para o desempenho de serviço público descentralizado. mediante controle administrativo exercido nos limites da lei. 26 do Decreto-lei 200/67: I – a realização dos objetivos fixados nos atos de constituição da entidade. o que as coloca sob fiscalização do Poder Público. III – a eficiência administrativa. IV – a autonomia administrativa.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. gozando de todas as prerrogativas e sujeitando-se a todas as restrições estabelecidas para a Administração Pública Direta. Sua personalidade jurídica de direito público e o fato de exercerem atividades tipicamente estatais são seus diferenciais quanto às demais entidades da Administração Indireta. a exemplo das pessoas políticas.

Alguns autores admitem a participação de capital privado nas fundações públicas. Prof. a maioria entende que ela deve ser formada exclusivamente por recursos públicos. expressão que indica a natureza de sua atividade (sempre prestação de serviços tipicamente estatais) e o fato de constituírem uma pessoa jurídica. educação e assistência. No que se refere às fundações públicas de direito privado.pontodosconcursos. os prazos dilatados em juízo. “quando a Administração Pública cria fundação de direito privado. O que se aceita é que a fundação. a autoexecutoriedade de seus atos. o Decreto-Lei 200/67 define essa entidade como: A entidade dotada de personalidade jurídica de Direito Privado. 100 da CF e nos art. patrimônio gerido pelos respectivos órgãos de direção. A natureza de direito público das autarquias assegura as mesmas prerrogativas e privilégios das pessoas políticas.br 8 . sem fins lucrativos. constituídas pela atribuição de personalidade jurídica a um patrimônio e pela sua destinação a um fim específico. dentre eles o processo especial de execução. criada em virtude de autorização legislativa.com. entre tantos outros. um serviço de índole social. quando federais. para o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de Direito Público. só que é o Poder Público que cria a entidade. sem fins lucrativos. em parte público e em parte privado. são elas regidas por um regime jurídico híbrido. possa receber também recursos de particulares para a manutenção de suas atividades. b) Fundações Públicas As fundações são figuras jurídicas oriundas do direito privado. como saúde. depois de criada com recursos exclusivamente públicos. Elas são constituídas por um patrimônio particular com o objetivo de prestar. previsto no art. afetando para tanto parcela do patrimônio público. e funcionamento custeado por recursos da União e outras fontes.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. com autonomia administrativa. ela se submete ao direito comum em tudo aquilo que não for expressamente derrogado por normas de direito público”. com capacidade de adquirir direitos e contrair obrigações em nome próprio. a impenhorabilidade de seus bens. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS As autarquias são consideradas um serviço público personalizado. Na esfera federal. As fundações públicas coincidem com as fundações privadas no que tange à finalidade social e ao objeto não-lucrativo. o juízo privativo na Justiça Federal. sempre de caráter social. Rafael Encinas www. a imunidade tributária. o duplo grau de jurisdição obrigatório. Segundo Di Pietro. Contudo. 730 e 731 do CPC.

auxiliado pelo Tribunal de Contas. ao controle externo a cargo do Poder Legislativo. a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos Prof. serão regidas principalmente pelo regime jurídico de direito privado. Quando explorarem atividade econômica de produção ou comercialização de bens. à necessidade de contratação de seus empregados por concurso público. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição. criadas pelo registro de seu ato constitutivo. Elas possuem capital majoritariamente público e sempre sob a forma de sociedade anônima. integrantes da Administração Indireta.666/93. no que concerne ao controle administrativo. 173. civis. Até aqui é igual às SEM. ou para a prestação de serviços públicos. independentemente da atividade desempenhada. à obrigatoriedade de procedimento licitatório. à vinculação à finalidade da lei que as instituiu. previsto na Lei 8.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. c) Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista Sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado. Rafael Encinas www. Podemos perceber que as empresas públicas e as sociedades de economia mista são entidades com personalidade jurídica de direito privado. A diferença é que seu capital é exclusivamente público. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS Entretanto. à imunidade tributária recíproca etc. ora são regidas por regime jurídico de direito público. em muitos casos será o direito público aplicável às fundações públicas de direito privado. As empresas públicas e sociedades de economia mista. ou para a prestação de serviços públicos. ora de direito privado. trabalhistas e tributários. 173 da CF88. podendo ser constituídas sob qualquer forma jurídica admitida em Direito.pontodosconcursos. Empresas públicas são pessoas jurídicas de direito privado. integrantes da Administração Indireta. Aplica-se o art. por exemplo. equiparando-se às demais empresas atuantes no mercado quanto aos direitos e obrigações comerciais. criadas pelo registro de seu ato constitutivo após autorização em lei específica. Art.br 9 . Elas também não possuem uma forma jurídica específica. para a celebração de seus contratos. à necessidade de lei específica para autorizar sua criação e extinção. à equiparação de seus empregados aos servidores públicos para diversos fins. a qual pode consistir na exploração de atividade econômica ou na prestação de serviços públicos. após autorização em lei específica. área tipicamente privada. para o desempenho de atividade econômica de produção ou comercialização de bens.com. para o desempenho de atividade econômica de produção ou comercialização de bens. à legitimidade passiva para responder em ação popular. apesar de ostentarem personalidade de direito privado.

173. IV – a constituição e o funcionamento dos conselhos de administração e fiscal com a participação de acionistas minoritários. Já as empresas estatais que atuam na prestação de serviços públicos subordinam-se precipuamente ao regime administrativo. 175. Incumbe ao Poder Público. dispondo sobre: I – sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade. As empresas públicas e sociedades de economia mista. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo.pontodosconcursos. a prestação de serviços públicos. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. moratórias. Desse modo. só podem ser usufruídos pelas empresas governamentais se forem de caráter geral. em virtude do disposto no art. compras e alienações. o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação. anistias. ou seja. 175 da CF. sempre através de licitação. da CF. IV – a obrigação de manter serviço adequado. Parágrafo único. III – política tarifária. bem como as condições de caducidade. passíveis de gozo também pelas empresas privadas. inclusive quanto aos direitos e obrigações civis. II – os direitos dos usuários. serviços. da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou prestação de serviços. não podem gozar de qualquer privilégio ou benefício fiscal não extensivo às empresas do setor privado. entre outros benefícios e privilégios fiscais. § 2º. O objetivo da regra é claro: impedir uma concorrência desleal por parte das empresas públicas e as sociedades de economia mista frente às empresas priProf. § 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública. comerciais. na forma da lei.com. fiscalização e rescisão da concessão ou permissão. Rafael Encinas www. a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores. conforme definidos em lei.br 10 . Art. A lei disporá sobre: I – o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos. III – licitação e contratação de obras. conforme o disposto no art. isenções. observados os princípios da Administração Pública. de direito público. trabalhistas e tributários. § 2º As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado. II – a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas. V – os mandatos.

há jurisprudência do TCU que traz uma exceção importante para as SEM e EP. em evidente prejuízo para estes. Contudo. Ainda não foi editada tal lei. poderá usufruir de benefícios e privilégios fiscais exclusivos. 1.666/1993 e de seus regulamentos próprios. Novas Figuras Administrativas Pós-Plano Diretor Vamos ver agora as figuras administrativas que surgiram após a reforma gerencial promovida em 1995. seja qual for sua atividade.3.pontodosconcursos. III). 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS vadas. A diferença é que a EC 19/98 veio autorizar. seja prestação de serviços públicos propriamente ditos. 9. seja a mesma atividade econômica em sentido estrito. se não houver competição com o setor privado. bem como daqueles insertos no referido Estatuto Licitatório. Todas as empresas públicas e sociedades de economia mista são obrigadas a se valer do instituto da licitação para a contratação de suas obras. Esta regra alcança todas as empresas públicas e sociedades de economia mista em cuja área de atuação exista competição com a iniciativa privada. § 1°. § 1º. a empresa estatal.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1.666/93.com. 173. nas hipóteses em que o referido Diploma Legal constitua óbice intransponível à sua atividade negocial. observados tão somente os princípios daquele previsto para a Administração Pública em geral (CF. compras e serviços. entre eles o de produção de bens e serviços para o mercado. Prof. portanto elas seguem a Lei 8. enquanto não for editado o estatuto a que se refere o art. Rafael Encinas www.br 11 .1. 173. podendo prescindir da licitação para a contratação de bens e serviços que constituam sua atividade-fim. Vimos que o Plano Diretor dividiu as atividades estatais em quatro setores. a) Agências Reguladoras As agências reguladoras foram incorporadas ao direito brasileiro em decorrência do processo de privatização de serviços públicos promovido no Brasil na década passada. as empresas públicas. contudo. Por outro lado. da observância dos princípios aplicáveis à Administração Pública. as sociedades de economia mista e suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços devem observar os ditames da Lei n° 8. da Constituição Federal. art. no caso das exploradoras de atividade econômica. o que permitiria que atuassem a um custo menor que seus concorrentes da iniciativa privada. que seja editada uma lei trazendo um estatuto próprio de licitação. Tal situação facilmente se configuraria se estas entidades administrativas pudessem usufruir de benefícios tributários exclusivos. sem olvidarem.

ele não poderia abandoná-los completamente. § 2º. transportes. que dispõe sobre a gestão de recursos humanos das agências reguladoras.). normalmente relacionadas à ampliação de sua autonomia administrativa e financeira. em prerrogativas especiais. apesar da sua retirada da prestação direta desses serviços. mas. de condenação judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar.986/2000.). 9º Os Conselheiros e os Diretores somente perderão o mandato em caso de renúncia. Prof.pontodosconcursos. caracterizando-as como “autarquias em regime especial”. O Estado transferiu ao setor privado determinadas atividades até então por ele diretamente exercidas. Para tanto. O segundo é conferir maior independência a essas agências.º 9. ausência de subordinação hierárquica. a seguir está o art. As que exercem poder regulatório e fiscalizatório de atividades objeto de concessão. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS Os órgãos e entidades que atuassem nesse setor deveriam ser privatizados. deveria manter sua regulação e fiscalização. entre outros.com. que pode ser traduzido. como nos setores de telecomunicações. ou de concessão para exploração de bem público (petróleo e outros recursos minerais. a partir de limitações administrativas determinadas em lei. energia elétrica. 8º. o legislador vai além. O primeiro é permitir que possam exercer atividades típicas do Poder Público. retirando elas da subordinação hierárquica da administração direta. telecomunicações etc. mandato fixo de seus dirigentes e autonomia financeira. permissão ou autorização de serviço público (energia elétrica. etc. de que são exemplos a Agência nacional de Saúde Pública Complementar e a Agência nacional de Vigilância Sanitária. da Lei 9. Para exemplificar.br 12 .472/97. As atuais agências reguladoras têm sido instituídas sob a forma de autarquias especiais. Para Maria Sylvia Zanella Di Pietro há dois tipos de agências reguladoras em nosso ordenamento jurídico: As que exercem poder de polícia. A Lei n. Isto tem dois objetivos. o que realmente ocorreu. Rafael Encinas www. A lei de criação da Agência poderá prever outras condições para a perda do mandato. mineração. que trata da ANATEL: § 2º A natureza de autarquia especial conferida à Agência é caracterizada por independência administrativa. nos termos de cada lei instituidora. determina que: Art. instituiu as agências reguladoras. Parágrafo único. Segundo entendimento do STF. rodovias.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. apenas pessoas jurídicas de direito público podem exercer atribuições típicas de Estado. Contudo.

está tirando do Poder Executivo todas essas atribuições para colocá-las nas mãos da agência. neste último caso. como: Regulamentar os serviços que constituem objeto de delegação. podem ser retirados do cargo por processo administrativo caso infrinjam algum dos princípios administrativos. O art. Exercer o papel de ouvidor de denúncias e reclamações dos usuários. apesar de seus diretores possuírem mandato fixo.pontodosconcursos. Assim. Rafael Encinas www. encampar. Elas se submetem aos princípios da administração pública e ao poder de supervisão do ministério ou secretaria a que estejam vinculadas. As agências reguladoras possuem as mesmas atribuições que estariam na competência do poder concedente na assinatura de contratos administrativos com particulares. Realizar o procedimento licitatório para escolha do concessionário. definir as áreas de sua atuação. Apesar de possuírem maior independência.br 13 . cabendo à lei complementar. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS Portanto. Celebrar o contrato de concessão ou permissão ou praticar ato unilateral de outorga de autorização. Isto é um dos motivos pelos quais a criação de Agências Reguladoras é de competência do Presidente da República. fixado na lei de criação da agência. decretar a caducidade. não significa que não há nenhum tipo de controle por parte do Executivo. Contudo. permissionário ou autorizatário. Definir o valor da tarifa e da sua revisão ou reajuste. intervir.com. e só poderão perder o cargo em virtude de decisão judicial ou processo administrativo disciplinar. XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública. 37 da CF/88 determina que as autarquias só poderão ser criadas por meio de lei específica. Controlar a execução dos serviços. Isso significa que a lei. fazer a rescisão amigável. para conferir maior autonomia das agências reguladoras.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. ao criar a agência reguladora. a lei de criação da agência pode estabelecer outras formas de perda de mandato. seus diretores terão mandato fixo. fazer a reversão dos bens ao término da concessão. Aplicar sanções. sociedade de economia mista e de fundação. Prof.

porque os regulamentos autônomos não têm fundamento constitucional no direito brasileiro. (b) conceituar. Tais atos serão atos normativos delegados ou autorizados pela lei. restritos às áreas técnicas de competência da agência.br 14 .São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. pela Constituição. essa delegação teria que ser feita pela autoridade que detém o poder regulamentar e não pelo legislador (. Rafael Encinas www. inclusive. Contudo. 61 da CF/88: § 1º . Elas poderiam somente editar atos secundários. VI. interpretar. elas não poderiam se sobrepor ao princípio da legalidade e inovar inicialmente na ordem jurídica. Vamos ver uma questão do CESPE: Prof.com. Dentro do processo de flexibilização e do direcionamento para o controle de resultados. somente ele pode abrir mão de suas competências. observado o disposto no art. mas não pode ser exercido quanto às matérias reservadas à lei. As agências reguladoras também possuem poder normativo para regulamentar aspectos que a lei não adentrou ou deixou margens para interpretação. As bancas têm adotado a posição de que pode ser conferido às agências reguladoras o exercício de um abrangente poder normativo no que respeita às áreas de sua atuação. sem inovar na ordem jurídica. Isto se deve ao fato.. Segundo Maria Sylvia Zanella Di Pietro: não podem regular matéria não disciplinada em lei. nem podem regulamentar leis. no setor a elas afeto. efetivamente inovando a ordem jurídica. elas podem expedir normas de caráter eminentemente técnico. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS A criação de agências reguladoras se insere na iniciativa privativa do Presidente da República. conforme o art.pontodosconcursos. de que a competência para prestar e regular os serviços públicos é do Executivo. a reforma administrativa buscou conferir maior liberdade de ação para as agências reguladoras.) As normas que podem baixar resumem-se ao seguinte: (a) regular a própria atividade da agência por meio de normas de efeitos internos. Portanto. 84. se pudesse ser delegada. Um exemplo disso é que elas não se submetem a mesma burocracia nas licitações que os demais órgãos e entidades públicas.. Ressaltando-se essa limitação. ou seja. o que tem ocorrido na prática é que as agências reguladoras possuem uma abrangente competência normativa. explicitar conceitos jurídicos indeterminados contidos em lei. porque essa competência é privativa do chefe do Poder Executivo e.

despesa de pessoal. e nos termos de regulamento próprio. que iria administrar o Hospital Sarah Kubitscheck. A questão é CERTA. de Brasília. (CESPE/Câmara/2002) Nota-se na legislação pertinente às agências reguladoras o propósito de fugir das formas licitatórias previstas nas normas gerais de licitação. de 1997. Já em 1991. elaboração. sendo que as regras poderiam ser próprio. A aquisição de bens e a contratação de serviços pelas Agências Reguladoras poderá se dar nas modalidades de consulta e pregão. Parágrafo único. Rafael Encinas www. admissão de pessoal. segundo o qual as empresas estatais que viessem a celebrar contratos de gestão com a União ficariam isentas do sistema de autorização prévia. Este hospital era mantido antes por uma fundação pública que foi extinta. 37. O termo justamente este o objetivo da reguladoras usassem o pregão estabelecidas em regulamento cessos de compras. O segundo tipo de contrato de gestão foi assinado com Associação das Pioneiras Sociais. Segundo a Lei n. 55 a 58 da Lei no 9. “fugir” parece um pouco forte demais.com.º 8. b) Contrato de Gestão O contrato de gestão não é uma inovação da reforma de 1995. de propostas referentes a preços e tarifas públicas. um serviço Social Autônomo. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS 1. entidade privada.pontodosconcursos.246/91: Prof.986/2000. O primeiro tipo de contrato de gestão foi previsto no Decreto 137/91. que permitiu que as agências e a consulta. Temos aqui a antecipação da publicização. conferindo maior flexibilidade nos pro- Art. mas é Lei 9.472. A Petrobrás e a Vale do Rio Doce assinaram contratos de gestão. cujos procedimentos deverão observar as normas gerais de licitação e contratação para a Administração Pública. execução e revisão orçamentárias. praticamente as mesmas que temos hoje: um assinado com entidades públicas concedendo maior autonomia e outro assinado com entidades particulares que iriam prestar serviço público e administrar bens do Estado. observado o disposto nos arts. O disposto no caput não se aplica às contratações referentes a obras e serviços de engenharia. contratação de operações de crédito ou de arrendamento mercantil. inclusive refinanciamento.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. por parte da Comissão de Controle das Estatais (CCE).br 15 . o governo Collor instituiu as duas modalidades de contrato de gestão.

2º da LRF: II . 47. A Emenda Constitucional nº 19 de 1998 inseriu então.com. no art. 2º O Poder Executivo é autorizado a promover. o §8º que trata do contrato de gestão dentro do poder público. aí incluídas as instituições de assistência médica. a ser firmado entre seus administradores e o poder público. § 8º A autonomia gerencial. obrigações e responsabilidade dos dirigentes. Prof. 37 da Constituição Federal.os controles e critérios de avaliação de desempenho. a ente da Federação. orçamentária e financeira. A definição de empresa controlada está no art. direta ou indiretamente. O Plano Diretor previu os mesmos dois tipos de contratos de gestão: um dentro do poder público e outro com entidades privadas. celebração de contrato de gestão. Até mesmo empresas públicas e sociedades de economia mista podem ganhar maior autonomia por meio de tal instrumento. a extinção da Fundação das Pioneiras Sociais. disporá de autonomia gerencial. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS Art.br 16 . III . que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade. II . na forma da lei. no prazo de noventa dias a contar da publicação desta lei. direitos. uma vez que a Associação foi criada por lei e as OS serão criadas pelo particular. A diferença está no tocante à sua criação. § 1º O Serviço Social Autônomo Associação das Pioneiras Sociais será incumbido de administrar os bens móveis e imóveis que compõem esse patrimônio. As semelhanças entre as OS e a associação das pioneiras sociais são inúmeras: assunção de serviços públicos extintos. recursos públicos.o prazo de duração do contrato.empresa controlada: sociedade cuja maioria do capital social com direito a voto pertença.pontodosconcursos. A empresa controlada que firmar contrato de gestão em que se estabeleçam objetivos e metas de desempenho. de ensino e de pesquisa. sem prejuízo do disposto no inciso II do § 5º do art. bens e servidores. como está disposto na Lei de Responsabilidade Fiscal: Art. 165 da Constituição. cujo patrimônio será incorporado ao da União pelo Ministério da Saúde. orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato. Rafael Encinas www. cabendo à lei dispor sobre: I .CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. integrantes da rede hospitalar da extinta fundação.a remuneração do pessoal Este contrato de gestão pode ser assinado por qualquer órgão da administração direta ou entidade da indireta.

pontodosconcursos. Segundo o Ministério do Planejamento: A contratualização de desempenho institucional na administração pública é um procedimento de ajuste de condições específicas no relacionamento entre órgãos e entidades públicos e privados.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. Prof. entretanto. através da tradicional prestação de contas financeira. em acordo com o estabelecido pelo art. os instrumentos contratuais que podem ser utilizados. Na contratualização. Veremos as agências executivas a seguir. orientadas ao alcance dos objetivos das políticas públicas. A isso damos o nome de contratualização. Em alguns casos. esta é conferida apenas para autarquias e fundações públicas que executem atividades exclusivas. a relação contratual estimula que as partes negociem um compromisso e assumam cada qual o seu papel sem demasiadas ambiguidades. Rafael Encinas www. Porém. cresce. 37. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS Vimos que qualquer órgão ou entidade pode assinar contrato de gestão. nem todos receberão a qualificação de agência executiva. a experimentação em torno da assim chamada “contratualização”. avalia-se o cumprimento do contrato pela avaliação do alcance dos resultados pactuados. em sua maioria.com. De fato. já que se passa de uma visão anterior focada no processo (meio). Os contratos de gestão são instrumentos da gestão por resultados. através da verificação quanto ao atingimento das metas previstas para os indicadores de desempenho. a contratualização pode proporcionar flexibilidades e autonomias de gestão que simplifiquem processos internos das instituições partícipes. o foco e a forma de se construir o instrumento é que muda. para uma nova visão focada nos resultados (fins). Na contratualização.br 17 . Este movimento pode ser entendido como uma incorporação das críticas neoliberais em prol da necessidade de um comportamento empresarial autônomo em certas esferas de governo. em popularidade. Segundo Marcelo de Matos Ramos: Dentre as opções de reforma do serviço público que têm se verificado em todo o mundo. abandona-se a tradicional forma de se avaliar os contratos e a prestação dos serviços somente pela correta utilização dos recursos. Agora esse não é mais um critério de avaliação do Contrato e dos serviços prestados. são os mesmos já praticados pela Administração Pública. parágrafo 8º da Constituição Federal. Segundo Abrúcio a criação de relações contratuais origina-se de três pressupostos. Desse modo. que envolve a pactuação de metas de desempenho para o exercício de atividade pública. mas em troca deve se responsabilizar pelo alcance de resultados. A ideia é que o gestor responsável por determinado serviço público deve ter maior autonomia na gestão de sua organização.

O segundo. Haveria a extinção da fundação que executasse serviços não exclusivos. restringe a sua autonomia. contudo. Vamos ver uma questão: 2. O que o Plano Diretor queria era transformar fundações públicas em entidades privadas sem fins lucrativos. tem por objetivo ampliar a sua autonomia. o objetivo era “lograr. seus dirigentes terão maior responsabilidade pelo seu destino. o objetivo é justamente o inverso. Nessa ótica. já que as entidades sem fins lucrativos poderiam prestar os serviços sem se restringir às regras do contrato de gestão. a questão deveria ser marcada como errada. Por fim. que era tirar uma Prof. terão de se sujeitar a exigências contidas no contrato de gestão. e. a Senhora Maria Sylvia Zanella Di Pietro decidiu causar uma grande confusão. muito menor perto do objetivo explícito do programa de publicização. todavia. quando celebrado com organizações sociais. pois. quando celebrado com organizações sociais. (ESAF/ATRFB/2010) O contrato de gestão.pontodosconcursos. assim. De certa forma a autora está certa. porém. por isso ele limita sua autonomia. restringe a sua autonomia. Porém. entretanto. Segundo o PDRAE: As entidades que obtenham a qualidade de organizações sociais gozarão de maior autonomia administrativa. ao afirmar que: O contrato de gestão. quase como consequência do primeiro.com. pois o contrato de gestão não restringiria a autonomia. Mas isso é algo pequeno. que seriam assumidos por uma OS. a melhor forma de aumentar a qualidade é introduzir relações contratuais de competição e de controle. Há uma diferença importante em relação aos dois tipos de contratos de gestão. é de que a forma contratual evita a situação de monopólio. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS O primeiro é de que numa situação de falta de recursos. Rafael Encinas www. O termo transformar não é o mais correto. Como o PDRAE deixa claro.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. por isso nas questões deve ser considerado certo.br 18 . uma maior autonomia e uma consequente maior responsabilidade para os dirigentes desses serviços”. Aqui temos que tomar muito cuidado. embora entidades privadas. o último pressuposto refere-se à maior possibilidade que os consumidores têm de controlar e avaliar o andamento dos serviços públicos a partir de um marco contratual. mas é usado pelo próprio Plano. como a atual. quando celebrado com entidades da Administração Indireta. em compensação.

Por conseguinte. as bancas repetem essa besteira. Rafael Encinas www. transferindo-a para uma entidade de direito privado. que tem como objetivo a transformação de autarquias e de fundações que exerçam atividades exclusivas do Estado. celebrado com as organizações sociais. pois órgãos não têm personalidade jurídica própria e não poderiam celebrar contratos.pontodosconcursos. entende-se por contrato de gestão o instrumento firmado entre o Poder Público e a entidade qualificada como organização social. com vistas à formação de parceria entre as partes para fomento e execução de atividades relativas às áreas relacionadas no art. que caracaterizam os instrumentos de parceria.ter um plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional em andamento. c) Agências Executivas O Plano Diretor não falava ainda em Agências Executivas. O problema é que. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS atividade de uma fundação pública. 5º Para os efeitos desta Lei.649/98: Art.br 19 . Outra divergência que pode ser encontrada na doutrina refere-se à natureza jurídica do contrato de gestão. que é certa. que constituía um projeto básico voltado para a dimensão da gestão. mas sim os interesses recíprocos. II . como os convênios.637/1998 aborda a relação do poder público com as organizações sociais como uma forma de parceria. O Poder Executivo poderá qualificar como Agência Executiva a autarquia ou fundação que tenha cumprido os seguintes requisitos: I . sujeita a uma série de regras de direito público. muitas vezes. não estaria presente no contrato de gestão a contraposição de interesses. em que o Estado realiza uma forma de fomento de atividades de interesse público.com. típica dos contratos em geral. como aconteceu nessa questão. celebrado com órgãos da administração direta e entidades da administração indireta. apesar do instrumento jurídico receber a denominação de contrato. a Lei 9. Prof. No segundo tipo. Segundo a Lei 9. muitos autores criticaram a figura do contrato.ter celebrado Contrato de Gestão com o respectivo Ministério supervisor. 1º. No primeiro tipo. Segundo a norma: Art. mas sim em Agências Autônomas. em agências autônomas. com foco na modernização da gestão. Segundo o Plano: A responsabilização por resultados e a conseqüente autonomia de gestão inspiraram a formulação deste projeto. 51.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1.

pontodosconcursos.com. com a definição de mecanismos financeiros de reconhecimento. por exemplo. buscava-se uma relação com os servidores baseada no desempenho e no mérito. A existência de um plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional. 51. Prof. As agências executivas basicamente: teriam uma maior autonomia em três áreas.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. Serviços gerais e contratação de bens e serviços. Gestão de recursos humanos. Os percentuais referidos nos incisos I e II do caput deste artigo serão 20% (vinte por cento) para compras. na forma da lei. Haveria maior discricionariedade na aplicação dos recursos. No que se refere ao aspecto orçamentário-financeiro. a concessão do status de Agência Executiva depende do preenchimento de dois requisitos pela entidade: A celebração de contrato de gestão com o Ministério Supervisor. É o mesmo tripé da administração burocrática no Brasil que vimos na aula passada. voltado para a melhoria da qualidade de gestão e para a redução de custos.br 20 . Orçamento e finanças. o objetivo era dotar as Agências Executivas de um mínimo essencial de autonomia de gestão. Como podemos ver no art. obras e serviços contratados por consórcios públicos. Quanto à gestão dos serviços gerais e contratação de bens e serviços. já concluído ou em andamento. respeitada a distinção entre os grupos de despesa (pessoal e outros custeios e capital). como dispõe o art. como Agências Executivas.666: Parágrafo único. empresa pública e por autarquia ou fundação qualificadas. Em relação à gestão de recursos humanos. 24 da Lei 8. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS § 1º A qualificação como Agência Executiva será feita em ato do Presidente da República. pretendia-se que as Agências Executivas tivessem seu orçamento disposto de uma forma mais agregada. como. sociedade de economia mista. Rafael Encinas www. a concessão de formas de bonificação por desempenho. compras e obras de engenharia. com os recursos alocados em apenas um projeto ou subatividade. A concessão de um limite diferenciado de dispensa de licitação para contratação de serviços.

Art. ANVISA. Rafael Encinas www. Segundo Bandeira de Mello.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. podemos observar que o art. a melhor coisa é ler as leis. O art. 1º Esta Lei institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS 2. Art. previstas em número certo. de direito público. Isto porque seus funcionários são empregados públicos. Art. servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público. aqueles que ocuparem cargos da Administração Direta – e também o dos servidores das autarquias e das fundações públicas. O art. das autarquias. Regime Jurídico dos Servidores Públicos A Lei 8. e das fundações públicas federais. 2º Para os efeitos desta Lei.com. retribuídas por pessoas jurídicas de Direito Público e criadas por lei”. Pelo art. etc). Parágrafo único. acessíveis a todos os brasileiros.pontodosconcursos.br 21 . com denominação própria. 1º.112 será o dos servidores públicos – ou seja. Prof. são criados por lei. para provimento em caráter efetivo ou em comissão. O regime utilizado para eles é o CLTista. 3º Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor. inclusive as em regime especial. 1º fala “inclusive as em regime especial”. Contudo. A Fiocruz é uma fundação pública.112/90 institui o regime jurídico dos servidores públicos civis da União. Quando o edital pede conteúdos de leis. Os cargos públicos. não menciona as sociedades de economia mista e as empresas públicas. Estas autarquias em regime especial são as Agências Reguladoras (ANATEL. 4º É proibida a prestação de serviços gratuitos. salvo os casos previstos em lei. e não servidores. por isso vamos dar uma passada por alguns pontos importantes. 2º define o que é servidor público e o art. Art. por isso seus servidores se encaixam aqui. Eles cobram muito o texto da norma. 3º define cargo público. podemos ver que o regime jurídico instituído pela Lei 8. com denominação própria e vencimento pago pelos cofres públicos. “os cargos públicos são as mais simples e indivisíveis unidades de competência a serem expressas por um agente.

II . O primeiro deles é a nacionalidade brasileira.a nacionalidade brasileira. § 3º As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica federais poderão prover seus cargos com professores. 5º traz os requisitos para que uma pessoa se torne servidora pública Art. Por exemplo.os cargos. pois não cumpre com o terceiro requisito.pontodosconcursos. se a pessoa foi nomeada para o cargo. assim como aos estrangeiros.o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo. de votar. técnicos e cientistas estrangeiros. mas. como é o caso da nomeação e de entrar em exercício. V . ainda assim não poderia tomar posse. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. na forma da lei. I .112/90 consequência desta EC 19 foi a inclusão do parágrafo terceiro neste art. Mas. que veremos mais para frente.br 22 . IV . mesmo que ele tivesse tirado o título.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1.com. Uma das alterações na 8. O art. Existem outros eventos relacionados. Rafael Encinas www.o gozo dos direitos políticos.1. 7º define em que momento a pessoa passará a ser servidora pública. 7º A investidura em cargo público ocorrerá com a posse. Art. Prof. III . 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS 2. VI . uma pessoa que tenha se recusado a prestar serviço militar e não opte pelo serviço alternativo não pode tirar seu título de eleitor e não pode tomar posse em cargo público.aptidão física e mental. Provimento Provimento é o ato administrativo pelo qual se preenche o cargo vago. O art. é a atribuição desse conjunto de competências a alguém. Segundo a Constituição: I . etc.a idade mínima de dezoito anos.a quitação com as obrigações militares e eleitorais. Este momento é com a posse. ainda não é servidora. de acordo com as normas e os procedimentos desta Lei. O segundo requisito é o gozo dos direito políticos. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. ou seja. 5º São requisitos básicos para investidura em cargo público: I .os cargos. Direitos Políticos são aqueles direitos de se candidatar. 5º. mas não tomou posse.

transferência. as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado. VI . 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS Vamos ver agora as formas de provimento: Art. para cargos de confiança vagos Os cargos em comissão são os cargos de chefia. IX . nomeando. para determinado cargo. quando se tratar de cargo isolado de provimento efetivo ou de carreira. a Administração não pode alterar tais responsabilidades de forma unilateral.readaptação. II . estão se comprometendo com estas obrigações. inclusive na condição de interino. Como vocês. obrigações. 13 trata da posse.em comissão. por qualquer das partes.com. V . A nomeação é a primeira forma de provimento de todo servidor público. A nomeação pode ser em cargo efetivo ou em comissão: Art. O art. § 6º Será tornado sem efeito o ato de provimento se a posse não ocorrer no prazo previsto no § 1º deste artigo.em caráter efetivo. atribuições e direitos. ressalvados os atos de ofício previstos em lei. no qual deverão constar as atribuições. Rafael Encinas www. VII . II . Art. ao assinar o termo. 9º A nomeação far-se-á: I .ascensão. 8º São formas de provimento de cargo público: I . vem um ato publicado no Diário Oficial te designando.promoção. § 1º A posse ocorrerá no prazo de trinta dias contados da publicação do ato de provimento. IV .CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1.nomeação. A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo. 13. § 4º Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação. 13 define como vai se dar a posse.reversão. Depois que vocês passam no concurso.aproveitamento. os deveres.reintegração. que não poderão ser alterados unilateralmente.pontodosconcursos. são as chamadas funções de confiança. que é com a assinatura de um termo em que constam os deveres. VIII . O art. Isso não Prof. III .br 23 .recondução.

Como o “O” é muito parecido com o zero. e não ao regime. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS quer dizer que há direito adquirido à imutabilidade do regime jurídico. a pessoa tem 30 dias para tomar posse. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança. que é de 15 dias. Prof. Depois da nomeação. Para memorizar esses fatores elencados no inciso. como vocês ainda não se tornaram servidores públicos. Depois de entrar em exercício. V. lembrem que. Assim.produtividade.pontodosconcursos. ou outra forma de provimento. ou seja. ficando RAPID: ‘R’ de responsabilidade.br 24 . Ele será constantemente avaliado. O parágrafo quarto diz que só haverá posse nos casos de provimento por nomeação. ‘A’ de assiduidade. Rafael Encinas www.disciplina. disponibilidade. Caso não o faça no prazo. se houve promoção. observados os seguinte fatores: I . se não entrar em exercício nos prazos previstos neste artigo. o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de 24 (vinte e quatro) meses. o servidor deve passar por estágio probatório: Art. O que não pode ser alterado é aquilo inerente ao CARGO. observado o disposto no art. contados da data da posse. demitidos. ‘I’ de iniciativa. durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo. o servidor tem que ser RAPIDO. etc. durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo. 18. 15. haveria a exoneração. II . Isso está no art. mas não entrar em exercício dentro do prazo. para passar no estágio probatório.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. § 2º O servidor será exonerado do cargo ou será tornado sem efeito o ato de sua designação para função de confiança. a nomeação será tornada sem efeito. não haverá posse. § 1º É de quinze dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício. e ‘D’ de disciplina. Ao entrar em exercício.assiduidade. IV . ‘P’ de produtividade. a fim de se confirmarem suas qualidades para o bom desempenho da atividade própria do cargo.capacidade de iniciativa. 15: Art.com. III . não serão exonerados. Como vocês já seriam servidores.responsabilidade. Trata-se do período a que se submete todo o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo. tira ele daí para não dar azar. O mesmo não ocorre se tomar posse. 20.

Isso ocorrerá sem prejuízo da continuidade de apuração dos fatores acima enumerados. somente poderá ser cedido a outro órgão ou entidade para ocupar cargos de natureza especial. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS Segundo o texto da Lei. se estável. Ocorre que. Ainda no tema do estágio probatório: § 2º O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado ou. O servidor em estágio probatório somente poderá gozar as seguintes licenças ou afastamentos: licença por motivo de doença em pessoa da família. No entanto. reconduzido ao cargo anteriormente ocupado. 5 e 4. a jurisprudência (inclusive o STF) vem entendendo que o prazo do estágio probatório também passou a ser também de três anos. será submetida à homologação da autoridade competente. licença por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro. se o cargo anterior estiver provido. realizada por comissão constituída para essa finalidade. durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo. a avaliação do desempenho do servidor. ou equivalentes. 29. chefia ou assessoramento no órgão ou entidade de lotação. Muitos órgãos inclusive já vêm adotando esse prazo para seus servidores. O STJ também entende que essa é a atual duração do estágio.com. promovida pela Emenda Constitucional 19/1998. eles se encontram pragmaticamente ligados. ele será exonerado ou. com a mudança do prazo para obtenção de estabilidade no serviço público para três anos. de acordo com o que dispuser a lei ou o regulamento da respectiva carreira ou cargo. o servidor reconduzido será aproveitado em outro de atribuições e vencimentos compatíveis com o cargo de origem. ao entrar em exercício. acompanhando a alteração para aquisição da estabilidade. Quatro meses antes de terminar o estágio. Neste caso. Segundo a Corte. O servidor em estágio probatório poderá exercer quaisquer cargos de provimento em comissão ou funções de direção. se já for estável. Rafael Encinas www. cargos em comissão do Grupo Direção e Assessoramento Superiores (DAS) de níveis 6.pontodosconcursos.br 25 . Prof. embora o estágio probatório e a estabilidade sejam institutos distintos. o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de 24 meses. reconduzido ao cargo anteriormente ocupado. Se o servidor não for aprovado no estágio probatório. observado o disposto no parágrafo único do art.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1.

CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1, 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS licença para o serviço militar; licença para atividade política; afastamento para exercício de mandato eletivo; afastamento para estudo ou missão oficial no exterior; afastamento para servir em organismo internacional de que o Brasil participe ou com o qual coopere; afastamento para participar de curso de formação decorrente de aprovação em concurso para outro cargo federal. Se não passar, o servidor é exonerado. E se ele já fosse servidor estável em outro órgão, tem direito à recondução. Vamos ver agora então esta outra modalidade de provimento.
Art. 29. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de: I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo; II - reintegração do anterior ocupante. Parágrafo único. Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor será aproveitado em outro, observado o disposto no art. 30.

A recondução é o retorno do servidor a seu cargo de origem depois dele ter tomado posse em outro cargo. Importante: é só para o servidor estável, ou seja, aquele que já tenha mais de três anos de serviço público. São duas as hipóteses: não passar no estágio probatório ou quando a pessoa ocupa um cargo que era de outro e este é reintegrado. Vamos ver a reintegração:
Art. 28. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens.

A reintegração consiste no retorno de um servidor que havia sido demitido, mas essa demissão foi invalidada, seja administrativa, seja judicialmente. Outra forma de provimento é a readaptação:
Art. 24. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica. § 1º Se julgado incapaz para o serviço público, o readaptando será aposentado.

Prof. Rafael Encinas

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CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1, 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS A readaptação é uma forma de provimento usada no caso do servidor que tenha sofrido alguma limitação em sua capacidade física ou mental, devido a alguma doença, acidente, etc, mudando-o para um cargo que esteja de acordo com suas limitações. Contudo, se o servidor for julgado incapaz, terá que ser aposentado. Supondo que depois de aposentado, tenha melhorado seu quadro clínico, tornando-o capaz novamente. Nesse caso ele tem direito à reversão.
Art. 25. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado: I - por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria; ou II - no interesse da administração, desde que: a) tenha solicitado a reversão; b) a aposentadoria tenha sido voluntária; c) estável quando na atividade; d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação; e) haja cargo vago.

Além do servidor aposentado devido à incapacidade, também é possível a reversão no interesse da administração, desde que presentes estas condições, que são cumulativas, ou seja, devem estar todas presentes. O aproveitamento é outra forma de provimento:
Art. 30. O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado. Art. 31. O órgão Central do Sistema de Pessoal Civil determinará o imediato aproveitamento de servidor em disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública Federal.

Disponibilidade nada mais é do que não trabalhar, mas ficar a disposição da administração. São duas as situações que podem colocar o servidor em disponibilidade: a reintegração do antigo servidor que ocupava o cargo e a extinção ou declaração de desnecessidade do cargo do servidor. Em ambos os casos o servidor receberá remuneração, mas será proporcional ao tempo de serviço. Por fim, vamos falar da ascensão e transferência, que foram retiradas da lei. O acesso, ou ascensão, que seria provimento sem concurso público, representando a passagem de uma carreira para outra, foi julgado inconstitucional pelo STF. Exemplo disso seria a ascensão de Analista da Receita Federal para o cargo de Auditor Fiscal, pela simples passagem do tempo, sem concurso exter-

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CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1, 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS no em igualdade de condições com todos os candidatos, ou ainda, de Agente da Polícia Federal para Delegado nas mesmas circunstâncias. Igual destino, como se viu, teve a transferência, que é a passagem de servidor de um cargo para outro, pertencente a quadro de pessoal diverso, sem o indispensável concurso público, declarada também inconstitucional.

2.2. Vacância
A vacância é a situação do cargo público que está vago, ou seja, sem titular, e pode decorrer dos seguintes casos:
Art. 33. A vacância do cargo público decorrerá de: I - exoneração; II - demissão; III - promoção; IV - ascensão; V - transferência VI - readaptação; VII - aposentadoria; VIII - posse em outro cargo inacumulável; IX - falecimento.

Aqui já notamos algumas situações já vistas no provimento. É o caso da promoção: o servidor é promovido para um novo cargo, por isso provimento, mas ele também deixa seu antigo cargo vago, por isso vacância. Temos aqui também aqueles dois casos que não são mais possíveis, a ascensão e a transferência, que também eram ao mesmo tempo provimento e vacância. Por último temos a readaptação, que é o caso do servidor que deixa seu cargo devido ao surgimento de alguma limitação física ou mental, e que iria ser colocado em outro cargo de acordo com estas limitações. Segundo a Lei 8.112/90:
Art. 34. A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor, ou de ofício. Parágrafo único. A exoneração de ofício dar-se-á: I - quando não satisfeitas as condições do estágio probatório; II - quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido.

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A despesa com pessoal ativo e inativo da União. ou seja.pontodosconcursos. o servidor estável poderá perder o cargo. Prof. Direitos e Vantagens a) Vencimento e Remuneração Art.mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho.com.em virtude de sentença judicial transitada em julgado. III . 169. Remuneração é o vencimento do cargo efetivo. com valor fixado em lei. desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional. Resumindo. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS Portanto. dos Estados. O servidor estável está sujeito à exoneração se for considerado inapto em uma avaliação periódica de desempenho ou se houver excesso de despesa com pessoal em alguma das esferas de governo. § 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para assegurar o cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo. o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal. Mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. 40. II . Art. Art. Rafael Encinas www. do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar. Todas estas formas de exoneração são de ofício. A aposentadoria também será vista mais a frente. quando ele não passa no estágio probatório ou quando não entra em exercício depois de ter tomado posse.3. Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público. 41. 2. A demissão nós vamos ver na parte de penalidades. A EC 19/98 acrescentou mais algumas hipóteses: § 1º O servidor público estável só perderá o cargo: I . acrescido das vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei. podemos enumerar as seguintes hipóteses: Não entrar em exercício em até 15 dias após a posse. Não passar na avaliação especial de desempenho no estágio probatório.br 29 . a exoneração pode se dar a pedido do servidor ou de ofício. é a Administração que pratica o ato sem o consentimento do servidor.mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. Gastos com pessoal acima do limite estipulado pela lei complementar.

br 30 . acrescido das vantagens de caráter permanente. não podem ser retiradas. poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens: I . 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS Vencimento é o valor referente ao exercício do cargo. II . ou seja. Remuneração é o vencimento mais as vantagens pecuniárias PERMANENTES. é irredutível. Art. Esse parágrafo fala que cargos com atribuições iguais ou semelhantes deverão ter vencimentos iguais. IV . devido ao trabalho. ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho. A compensação ou restituição desses gastos é chamada de indenização.ajuda de custo.com. c) Indenizações Muitas vezes. Constituem indenizações ao servidor: I . As vantagens não. II . É um valor fixado em LEI.gratificações. A remuneração do servidor. nada mais é que a devolução dos valores gastos pelo funcionário para o exercício de suas atribuições. As vantagens são permanentes. o servidor tem que realizar gastos. § 1º As indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito. III .pontodosconcursos. 51.auxílio-moradia. § 2º As gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento ou provento. III . ou seja. Contudo.adicionais. também estabelecidas em lei. Além do vencimento. ou entre servidores dos três Poderes. nos casos e condições indicados em lei. Rafael Encinas www.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. é irredutível. b) Vantagens Art.diárias.indenizações. são só os vencimentos que têm que ser iguais.transporte. o vencimento mais as vantagens permanentes. § 4º É assegurada a isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder. Prof. § 3º O vencimento do cargo efetivo. 49.

VIII . 80. ele já pode tirar as férias referentes a 2007. e) Férias Art. gratificações e adicionais: I . § 3º As férias poderão ser parceladas em até três etapas. comoção interna. até o máximo de dois períodos. V .adicional por tempo de serviço. § 1º Para o primeiro período aquisitivo de férias serão exigidos 12 (doze) meses de exercício. no caso de necessidade do serviço. IV . Contudo. suas condições.retribuição pelo exercício de função de direção. ou por necessidade do serviço declarada pela autoridade máxima do órgão ou entidade Acumular o máximo de dois períodos quer dizer que o servidor não pode ficar mais de dois anos sem tirar férias. convocação para júri. VI . locais ou responsabilidades. serviço militar ou eleitoral. § 2º É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço.gratificação por encargo de curso ou concurso.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. Art.adicional pela prestação de serviço extraordinário. A lógica é mais ou menos a seguinte: começa o ano de 2010 e o servidor não guardou nada das férias dos anos anteriores. serão deferidos aos servidores as seguintes retribuições. 77. gratificações e adicionais. VII . 61. perigosas ou penosas. e no interesse da administração pública.outros. durante o ano tira apenas 10 dias. que podem ser acumuladas.pontodosconcursos.adicional pelo exercício de atividades insalubres. horários. O servidor fará jus a trinta dias de férias.br 31 .com. chefia e assessoramento. desde que assim requeridas pelo servidor. Também se enquadram aqui a gratificação natalina e o adicional de férias. ficando 20 para 2011. ressalvadas as hipóteses em que haja legislação específica. A partir de janeiro. Dependendo da atividade exercida. tira só mais 10 dias de férias. As férias somente poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública. III . Ele estará entrando em 2012 com 10 dias de férias de Prof. Além do vencimento e das vantagens previstas nesta Lei.gratificação natalina. Rafael Encinas www. Em 2011.adicional noturno. IX . II . serão deferidas retribuições. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS d) Gratificações Art.adicional de férias. relativos ao local ou à natureza do trabalho.

Se sair de férias. mantida a remuneração do servidor. a partir de janeiro o servidor já tem direito. Soma-se a isso os 30 dias referentes a 2012 a que o servidor tem direito a partir de janeiro. O servidor que esteja começando sua carreira no setor público tem que esperar 12 meses para poder tirar as primeiras férias. serviço militar ou eleitoral que podem chamar a gente de volta. consecutivos ou não. Reparem que é só o primeiro ano que deve ser completado. os demais não.por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. sem remuneração. Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença do cônjuge ou companheiro. 81. Por motivo de doença em pessoa da família Art. IV . 83. VII .para atividade política. dos filhos.para o serviço militar.br 32 . Isso não pode. incluídas as prorrogações. § 2º A licença de que trata o caput.pontodosconcursos. consecutivos ou não. O parágrafo segundo proíbe que se desconte dias de férias em função de faltas. Prof. dos pais.com. ou dependente que viva a suas expensas e conste do seu assentamento funcional. na forma do disposto no inciso II do art.por motivo de doença em pessoa da família. 44. do padrasto ou madrasta e enteado. VI . 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS 2010 mais 30 dias de 2011. e II . isso representa 5% dos 360 dias do ano.para desempenho de mandato classista. III . II . ele estaria acumulando três períodos de férias. só com tragédia.para capacitação. para júri. Se a pessoa faltou 20 dias durante o ano. V . Conceder-se-á ao servidor licença: I . mediante comprovação por perícia médica oficial. Eles não podem descontar 5% das férias do servidor. f) Licenças Art. Rafael Encinas www.por até 90 (noventa) dias. ou seja.por até 60 (sessenta) dias.para tratar de interesses particulares. poderá ser concedida a cada período de doze meses nas seguintes condições: I . § 1º A licença somente será deferida se a assistência direta do servidor for indispensável e não puder ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário.

o servidor terá até 30 (trinta) dias sem remuneração para reassumir o exercício do cargo. pode-se trabalhar em outro órgão. poderá haver exercício provisório em órgão ou entidade da Administração Federal direta. Ao servidor convocado para o serviço militar será concedida licença. PODERÁ ser concedida licença SEM remuneração por prazo INDETERMINADO. autárquica ou fundacional. se o conjugue também for servidor. na forma e condições previstas na legislação específica. A Administração Pública não tem obrigação legal de conceder a licença. caso não tenha repartição do próprio órgão. Por Motivo de Afastamento do Cônjuge Art. Concluído o serviço militar. visto mais adiante. Rafael Encinas www. O servidor não recebe nada durante esta licença. pais (padrasto e madrasta). Agora. 85. § 2º No deslocamento de servidor cujo cônjuge ou companheiro também seja servidor público. Se o conjugue. § 3º É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período da licença prevista no inciso I deste artigo. ficando a seu critério o momento e os termos do deferimento. Não pode trabalhar em outra coisa durante a licença. § 1º A licença será por prazo indeterminado e sem remuneração. Esta terá outro afastamento.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1.pontodosconcursos. Poderá ser concedida licença ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro que foi deslocado para outro ponto do território nacional.com. Parágrafo único. desde que para o exercício de atividade compatível com o seu cargo. por exemplo) tem que estar no assentamento do servidor. 84. PROVISORIAMENTE. que não é servidor. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS Esta licença é por doença em pessoa da família. Para o Serviço Militar Art. de qualquer dos Poderes da União. for deslocado para outro lugar. não é por doença do servidor. Ainda segundo a lei. para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo. § 1º A licença prevista no inciso I será precedida de exame por médico ou junta médica oficial. do Distrito Federal e dos Municípios. dos Estados. Caso tenha outro dependente (neto. Veja bem: PODERÁ. Prof.br 33 . Pessoa da família é somente de primeiro grau: esposa e filho (enteado). civil ou militar.

o pagamento está garantido durante o período máximo de três meses. assessoramento. § 2º A partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da eleição. somente pelo período de três meses. Rafael Encinas www. assegurando-se os vencimentos do cargo efetivo. se tiver direito ainda à licença. e a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral. dele será afastado. como candidato a cargo eletivo. arrecadação ou fiscalização.pontodosconcursos.br 34 . a partir do que. assegurados os vencimentos do cargo efetivo. o servidor fará jus à licença. sem remuneração. arrecadação ou fiscalização. O servidor terá direito a licença. dele será afastado. chefia. a partir do dia imediato ao do registro de sua candidatura. Governador ou Presidente da República. durante o período que mediar entre a sua escolha em convenção partidária. e a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral. a partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da eleição. § 1º O servidor candidato a cargo eletivo na localidade onde desempenha suas funções e que exerça cargo de direção. assessoramento. até o 10º dia seguinte ao do pleito. caso em que também faria jus à licença. 86. No que concerne ao serviço militar obrigatório. chefia. principalmente. Para Atividade Política Art. até o décimo dia seguinte ao do pleito. III). Prof. a partir do dia imediato ao do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral. cabe um breve comentário: ainda que a quitação com as obrigações militares seja requisito básico para investidura em cargo público (art. Em sendo o servidor candidato a cargo eletivo na localidade onde desempenha suas funções e exercendo cargo de direção. não mais haverá qualquer retribuição pecuniária. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS Essa licença refere-se. que tanto pode ser para Vereador. Senador. como candidato a cargo eletivo. durante o período que mediar entre a sua escolha em convenção partidária. à convocação extraordinária ou aos casos de guerra externa.com. 5º. Prefeito. quanto para Deputado Estadual ou Federal. prestado por todo jovem. pode haver nomeação antes da convocação. sem remuneração. Porém. A licença será concedida. A licença para atividade política será concedida ao servidor candidato a cargo eletivo. a licença será concedida. No entanto.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1.

A licença prêmio acumulava. O servidor adquire o direito a licença para capacitação a cada cinco anos de exercício.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. afastar-se do exercício do cargo efetivo. quando foi substituída pela Licença para Capacitação. a qualquer tempo. Para desempenho de mandato classista Art. ela não pode ser acumulada. Ela acabou em 1997. 92. A redação da 8. Parágrafo único.pontodosconcursos. no interesse da Administração. com a respectiva remuneração.112 dizia que a licença poderia ser prorrogada. a duração dela é de três meses e ela é remunerada. A licença prêmio era um afastamento de três meses a que o servidor tinha direito a cada cinco anos de exercício. É assegurado ao servidor o direito à licença sem remuneração para o desempenho de mandato em confederação. 91. O prazo máximo é de três anos. Esta licença pode ou não ser concedida. A critério da Administração. A diferença é que a Administração dá a licença se quiser e ela tem que ser usada para o servidor fazer algum curso. por até três meses. A licença poderá ser interrompida.com. o servidor poderá. licenças para o trato de assuntos particulares pelo prazo de até três anos consecutivos. observado o disposto na alínea c do inciso Prof. desde que não esteja em estágio probatório. para participar de gerência ou administração em sociedade cooperativa constituída por servidores públicos para prestar serviços a seus membros. poderão ser concedidas ao servidor ocupante de cargo efetivo. Parágrafo único. associação de classe de âmbito nacional. Após cada qüinqüênio de efetivo exercício. a pedido do servidor ou no interesse do serviço.br 35 . A licença para capacitação funciona nos mesmos moldes da licença prêmio. sindicato representativo da categoria ou entidade fiscalizadora da profissão ou. sem remuneração. Era uma licença remunerada. Os períodos de licença de que trata o caput não são acumuláveis Esta licença substituiu a antiga licença prêmio. perdeu o direito. Não tirou a licença. 87. ela pode ser interrompida a qualquer tempo. a pedido da Administração ou do servidor. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS Para Capacitação Art. Além disso. no interesse da Administração. Para Tratar de Interesses Particulares Art. federação. tirando a prorrogação. ainda. Além disso. mas foi alterada. a cada cinco anos o servidor poderia ficar três meses na folga. Assim. Rafael Encinas www. para participar de curso de capacitação profissional.

II – para exercício de mandato eletivo. IV – para participação em pós-graduação stricto sensu no país Para Servir a Outro Órgão ou Entidade Art. com função de confiança. podendo ser renovado uma vez caso o servidor seja reeleito. dois servidores. Pode ainda ser chamado para ser diretor da Caixa Econômica. a saber: I – para servir a outro órgão ou entidade.000 associados. o ônus da remuneração será Prof. II . § 1º Somente poderão ser licenciados servidores eleitos para cargos de direção ou representação nas referidas entidades. III – para estudo ou missão no exterior. por exemplo.com. 102 desta Lei. § 2° A licença terá duração igual à do mandato.pontodosconcursos. II .000 associados. nas seguintes hipóteses: I . III . só para os de direção. A segunda hipótese são as de leis específicas. Não pode ser para qualquer cargo. podendo ser prorrogada.para exercício de cargo em comissão ou função de confiança. ou do Distrito Federal e dos Municípios.000 associados. desde que cadastradas no Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado.112 prevê três possibilidades de afastamento. 93. Esta licença é para o servidor que for participar de sindicato. O servidor poderá ser cedido para ter exercício em outro órgão ou entidade dos Poderes da União. dos Estados. um servidor. Rafael Encinas www.001 a 30.em casos previstos em leis específicas. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS VIII do art. e por uma única vez. sendo a cessão para órgãos ou entidades dos Estados. O servidor da receita pode. cooperativa de servidores. § 1º Na hipótese do inciso I. O prazo da licença é igual ao do mandato. em casos de leis específicas. no caso de reeleição.para entidades com até 5. conforme disposto em regulamento e observados os seguintes limites: I . ser chamado para trabalhar em alguma secretaria do Ministério da Fazenda.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1.para entidades com mais de 30. Este afastamento está previsto para duas hipóteses: cargo em comissão ou função de confiança.para entidades com 5. do Distrito Federal ou dos Municípios. confederação. três servidores.br 36 . g) Afastamentos A Lei 8.

será afastado do cargo.pontodosconcursos. somente decorrido igual período. Se o servidor for eleito presidente. Rafael Encinas www.investido no mandato de vereador: a) havendo compatibilidade de horário.com. Para Exercício de Mandato Eletivo Art. perceberá as vantagens de seu cargo. No caso de Prefeito poderá optar pela remuneração do cargo antigo ou de Prefeito. sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo. Para Estudo ou Missão no Exterior Art. Somente no caso de eleito vereador é que o servidor poderá permanecer no cargo caso haja compatibilidade de horário. estadual ou distrital. o órgão de origem continua pagando a remuneração do servidor. Já se o servidor for trabalhar dentro da própria União. governador de estado ou prefeito. o servidor é afastado do cargo e poderá optar qual remuneração receberá. Não havendo a compatibilidade de horários. sem autorização do Presidente da República. deputado federal ou estadual. mantido o ônus para o cedente nos demais casos. Presidente dos Órgãos do Poder Legislativo e Presidente do Supremo Tribunal Federal. 94. terá que se afastar do cargo que ocupava. ficará afastado do cargo. O servidor não poderá ausentar-se do País para estudo ou missão oficial. § 2º Ao servidor beneficiado pelo disposto neste artigo não será concedida exoneração ou licença para tratar de interesse particular antes de decorrido Prof. recebendo então a remuneração dos dois cargos.tratando-se de mandato federal. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS do órgão ou entidade cessionária. Ao servidor investido em mandato eletivo aplicam-se as seguintes disposições: I . sendolhe facultado optar pela sua remuneração. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. e órgão cedente é o órgão de origem e lotação do servidor cedido. Órgão cessionário é o órgão onde o servidor irá exercer suas atividades. senador. Assim. de Município ou do DF. e finda a missão ou estudo. será afastado do cargo. 95. III . quem paga seu salário será o órgão que estiver recebendo o servidor. se o servidor for trabalhar em órgão de Estado. II . será permitida nova ausência.investido no mandato de Prefeito.br 37 . b) não havendo compatibilidade de horário. § 1º A ausência não excederá a 4 (quatro) anos.

o próximo afastamento só poderá ocorrer dois anos depois de trabalhar no Brasil. Art. O servidor poderá. e desde que a participação não possa ocorrer simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário. É óbvio que este artigo não se aplica aos diplomatas. O mesmo ocorre se o servidor quiser se licenciar para tratar de assuntos particulares ou quiser deixar o serviço público. Se ficou quatro anos fora. que não tenham se afastado por licença para tratar de assuntos particulares para gozo de licença capacitação ou com fundamento neste artigo nos 2 (dois) anos anteriores à data da solicitação de afastamento. Se ficou fora dois anos estudando. inclusive no que se refere à remuneração do servidor. Rafael Encinas www.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1.com. serão disciplinadas em regulamento. uma vez que esta é a profissão deles: deixar o país. sendo exonerado. O servidor pode ir estudar ou participar de missão oficial no exterior. § 3º O disposto neste artigo não se aplica aos servidores da carreira diplomática. Só poderá pedir exoneração mediante o pagamento das despesas referentes a seu afastamento. ressalvada a hipótese de ressarcimento da despesa havida com seu afastamento. para participar em programa de pósgraduação stricto sensu em instituição de ensino superior no País. 96-A. condições e formas para a autorização de que trata este artigo. num prazo máximo de quatro anos. no interesse da Administração.pontodosconcursos. 96. incluído o período de estágio probatório.br 38 . 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS período igual ao do afastamento. § 2o Os afastamentos para realização de programas de mestrado e doutorado somente serão concedidos aos servidores titulares de cargos efetivos no respectivo órgão ou entidade há pelo menos 3 (três) anos para mestrado e 4 (quatro) anos para doutorado. Prof. O afastamento de servidor para servir em organismo internacional de que o Brasil participe ou com o qual coopere dar-se-á com perda total da remuneração. afastar-se do exercício do cargo efetivo. Isto somente com autorização do Chefe de cada Poder. O servidor poderá se ausentar para o exterior novamente. não poderá deixar o serviço público por quatro anos após o retorno. Participação em Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu no País Art. com a respectiva remuneração. só que somente depois de passado igual prazo ao que ele ficou fora. § 4º As hipóteses.

será exigida a compensação de horário no órgão ou entidade que tiver exercício. II . pais.cassação de aposentadoria ou disponibilidade. § 1º Para efeito do disposto neste artigo. 97.por 2 (dois) dias.br 39 . III .destituição de cargo em comissão. II .por 8 (oito) dias consecutivos em razão de: a) casamento. menor sob guarda ou tutela e irmãos. Art.suspensão. São penalidades disciplinares: I .CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. IV . VI . no mínimo. três anos de exercício para o mestrado e quatro para o doutorado. para doação de sangue. madrasta ou padrasto. 98. enteados. Concessões Art. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS O servidor pode se afastar ainda para fazer mestrado. as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes funcionais. Para isso tem que ter.destituição de função comissionada. doutorado e pósdoutorado no Brasil. Art. companheiro. Rafael Encinas www. 127.com. independentemente de compensação de horário. quando comprovada a necessidade por junta médica oficial. filhos.advertência. Prof. para se alistar como eleitor. 128. b) falecimento do cônjuge. poderá o servidor ausentar-se do serviço: I . os danos que dela provierem para o serviço público.demissão. III . § 2º Também será concedido horário especial ao servidor portador de deficiência. Vale aqui também a exigência em relação à permanência do cargo depois do retorno do servidor.pontodosconcursos. Sem qualquer prejuízo. Será concedido horário especial ao servidor estudante. h) Penalidades Art. V .por 1 (um) dia. sem prejuízo do exercício do cargo. quando comprovada a incompatibilidade entre o horário escolar e o da repartição. Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida. como vimos no item anterior. respeitada a duração semanal do trabalho.

i) Advertência Art. 130.br 40 . cônjuge. Antecedentes funcionais. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS Estas são as penalidades que o servidor poderá sofrer em caso de infração. retirar.coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical. 117. em cargo ou função de confiança. A advertência será aplicada por escrito. sem prévia anuência da autoridade competente. XIX .Manter sob sua chefia imediata. Circunstâncias agravantes ou atenuantes. que não justifique imposição de penalidade mais grave. 129. III . IV VVI opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço. sem prévia autorização do chefe imediato. Estes incisos do art. 117 são os que tratam das seguintes proibições: III Ausentar-se do serviço durante o expediente. promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição.com. A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições que não tipifiquem Prof. Danos ao serviço público. fora dos casos previstos em lei. j) Suspensão Art. A penalidade aplicada a cada caso será determinada em função de: Natureza e gravidade da infração. o desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado.recusar fé a documentos públicos. regulamentação ou norma interna. companheiro ou parente até o segundo grau civil. VII .CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. e de inobservância de dever funcional previsto em lei. incisos I a VIII e XIX.pontodosconcursos. cometer a pessoa estranha à repartição. Rafael Encinas www. qualquer documento ou objeto da repartição. nos casos de violação de proibição constante do art.Recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado. ou a partido político. VIII .

o servidor volta a ter a ficha limpa. se ele for suspenso por 30 dias e esta suspensão for convertida em multa. desde que ele não tenha cometido nova infração. Estas infrações não poderão ser consideradas para uma nova penalidade. na realidade ele irá receber no mês apenas metade do salário. naquele critério de antecedentes funcionais. a suspensão poderá ser convertida em multa de 50% do salário por dia de suspensão. 117 que não são nem de advertência e nem de demissão. A suspensão não pode exceder 90 dias. portanto de suspensão. § 1º Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor que. Se o servidor for necessário para o bom andamento do serviço. Assim. Prof. não podendo exceder de 90 (noventa) dias. ele será suspenso. na base de 50% (cinqüenta por cento) por dia de vencimento ou remuneração. XVIII . 131. se o servidor reincidir numa infração pela qual já tenha sido advertido. exceto em situações de emergência e transitórias. respectivamente.br 41 .CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. O cancelamento da penalidade não surtirá efeitos retroativos. se o servidor não houver. Assim. recusar-se a ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente. Um dos fatores para a escolha da penalidade são os antecedentes funcionais. Parágrafo único. praticado nova infração disciplinar.pontodosconcursos. nesse período. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS infração sujeita a penalidade de demissão. se ele for fazer falta.exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho. Art. a penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa. injustificadamente. Ou seja. cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação. Rafael Encinas www.cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa. Os incisos do art. Após três anos a advertência é retirada do registro do servidor e após cinco anos o mesmo ocorre com a suspensão. § 2º Quando houver conveniência para o serviço. sendo. ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço. após o decurso de 3 (três) e 5 (cinco) anos de efetivo exercício. As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados.com. são os seguintes: XVII .

ofensa física. XV .receber propina.praticar usura sob qualquer de suas formas. III . participar de gerência ou administração de sociedade privada. IX . XIII . 117 citados são os seguintes: IX Xvaler-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem. em detrimento da dignidade da função pública. Prof. direta ou indiretamente. presente ou vantagem de qualquer espécie. Rafael Encinas www. emprego ou pensão de estado estrangeiro.com. salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau. exceto na qualidade de acionista. Mais decoreba. cotista ou comanditário.corrupção. XII .CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. VIII . e exercer o comércio. na repartição.acumulação ilegal de cargos. XI - XII . personificada ou não personificada.proceder de forma desidiosa. 132. X . salvo em legítima defesa própria ou de outrem. empregos ou funções públicas. participação no capital social ou em sociedade cooperativa constituída para prestar serviços a seus membros. em serviço. XI . 117.lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional. IV .incontinência pública e conduta escandalosa.revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo.pontodosconcursos. V . VI .crime contra a administração pública. Os incisos do art. a servidor ou a particular. como procurador ou intermediário. junto a repartições públicas.br 42 . XIII aceitar comissão.abandono de cargo. A demissão será aplicada nos seguintes casos: I . XIV . salvo a participação nos conselhos de administração e fiscal de empresas ou entidades em que a União detenha.inassiduidade habitual. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS k) Demissão Art.aplicação irregular de dinheiros públicos.insubordinação grave em serviço. comissão.improbidade administrativa. atuar. VII . II .transgressão dos incisos IX a XVI do art. em razão de suas atribuições. e de cônjuge ou companheiro.

interpoladamente. aplicar-se-ão os procedimentos de cobrança e execução dos tributos federais. 2. na atividade. Prof. deixa de receber a pensão.br 43 . A União manterá Plano de Seguridade Social para o servidor e sua família.utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares. os benefícios do regime de previdência. Todavia. mas descobrem uma infração sua praticada ainda em atividade e que seria punível com demissão. falta punível com a demissão. O servidor exclusivamente comissionado não terá direito aos benefícios desse plano. por sessenta dias. Aposentadoria Segundo a Lei 8. Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço. Art.4. durante o período de doze meses. 183. Se o servidor já se aposentou. o servidor poderá optar por manter a vinculação ao regime. sem causa justificada. no mesmo percentual devido pelos servidores em atividade. 139. Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver praticado.com. Repare que o abandono do cargo é com mais de 30 dias. mediante o recolhimento mensal da respectiva contribuição. O servidor afastado ou licenciado do cargo efetivo. inclusive. O recolhimento deve ser efetuado até o segundo dia útil após a data do pagamento das remunerações dos servidores públicos. Rafael Encinas www. neste período. Nesse caso. Art. Configura abandono de cargo a ausência intencional do servidor ao serviço por mais de trinta dias consecutivos. sem remuneração. as vantagens pessoais. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS XVI . ele terá sua aposentadoria cassada. para esse efeito. Art. computando-se. não lhe assistindo.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. Faltou mais de 30 dias seguidos = demissão. 134.112/1990: Art. enquanto durar o afastamento ou a licença. Caso não haja o recolhimento na data prevista. a base de cálculo será a remuneração total do cargo a que faz jus no exercício de suas atribuições. com exceção da assistência à saúde. terá suspenso o seu vínculo com o regime do PSS do servidor público. 138. Faltou 60 dias alternados em 12 meses = demissão. ou seja.pontodosconcursos.

em se tratando de servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do regime de previdência complementar para os servidores públicos federais titulares de cargo efetivo e não tiver optado por aderir a ele. se for o caso. realizar a assistência à saúde. invalidez. na forma da lei. dispõe: Art.com. Rafael Encinas www. Desse modo. o resultado calculado como montante dos proventos da aposentadoria (e da pensão). 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS O PSS visa a dar cobertura aos riscos a que estão sujeitos o servidor e sua família.br 44 . vamos descrever as regras da aposentadoria à luz do que consta hoje na Carta Magna. inatividade.a totalidade da base de contribuição. para a manutenção do respectivo regime próprio de previdência social. por ocasião de sua concessão. e compreende um conjunto de benefícios e ações que atendam às seguintes finalidades: garantir meios de subsistência nos eventos de doença. será de 11% (onze por cento). velhice. não poderá exceder a remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. desde julho de 1994 ou desde o início da contribuição. 4º A contribuição social do servidor público ativo de qualquer dos Poderes da União.pontodosconcursos. sendo que todos os valores de remuneração considerados para o cálculo do benefício deverão ser devidamente atualizados. correspondentes a 80% de todo o período contributivo. Além disso. Prof.112/1990 foram parcialmente revogadas pelas sucessivas emendas constitucionais da previdência (EC 20/1998. EC 47/2005). por ocasião da sua concessão. A Lei 10.887/2004 dispõe que a base de cálculo será definida pela média aritmética simples das maiores remunerações utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência a que esteve vinculado. com as alterações promovidas em 2012 pelo Frunpesp.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. juntamente com os dispositivos ainda em vigor do estatuto federal. a adoção e a paternidade. se posterior a esse mês. EC 41/2003. após aplicar a porcentagem sobre a base de cálculo definida conforme o parágrafo anterior. A mesma Lei. proteger a maternidade. As regras sobre aposentadoria da Lei 8. falecimento e reclusão. serão consideradas as remunerações utilizadas como base para as contribuições do servidor ao regime de previdência próprio do servidor público (RPPS) e ao regime geral da previdência social (RGPS). para o cálculo dos proventos de aposentadoria. incluídas suas autarquias e fundações. incidentes sobre: I . Segundo a CF88. acidente em serviço.

A aposentadoria por invalidez será precedida de licença para tratamento de saúde. levarão para a aposentadoria apenas o valor do teto da Previdência. os proventos serão integrais. Vale citar.112/1990 relaciona uma série de doenças consideradas graves. Em regra. passará a perceber proventos integrais.º.com. Do contrário. a Lei 8. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS II .112/1990 dispõe que.pontodosconcursos.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. Expirado o período de licença e não estando em condições de reassumir o cargo ou de ser readaptado. para o cômputo desse prazo. O novo regime de previdência complementar será gerido pelas fundações de previdência dos três poderes. que o servidor aposentado com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. Assim. for considerado inválido por junta médica oficial. O art. nesses casos. devem optar pelo novo regime previdenciário complementar e participar do fundo. Todavia. Quando os proventos forem proporcionais ao tempo de contribuição. Atualmente a Lei 8. por período não excedente a 24 meses (consideradas. se a invalidez for decorrente de acidente em serviço. a) Aposentadoria por Invalidez O servidor será aposentado por invalidez permanente quando não possuir mais condições de saúde física ou mental para permanecer na ativa. apenas as licenças motivadas pela enfermidade ensejadora da invalidez ou por doenças a ela correlacionadas). A relação dessas doenças não costuma ser cobrada em concursos públicos. da Lei 8. independentemente de adesão ao regime de previdência complementar ali referido.br 45 . contagiosas ou incuráveis. eles serão calculados na forma da lei. todavia. em se tratando de servidor: a) que tiver ingressado no serviço público até a data a que se refere o inciso I e tenha optado por aderir ao regime de previdência complementar ali referido. ou b) que tiver ingressado no serviço público a partir da data a que se refere o inciso I. servidores que receberem acima do teto da previdência social. o Prof. para se apostar com a mesma remuneração que recebiam na ativa. por esse motivo. calculados com base no fundamento legal de concessão da aposentadoria. se acometido de qualquer dessas moléstias e. moléstia profissional ou doença grave.112/1990 assegura ao servidor um valor mínimo equivalente a um terço da remuneração da atividade. § 1. 186. Rafael Encinas www. contagiosa ou incurável. os proventos da aposentadoria serão proporcionais ao tempo de contribuição.a parcela da base de contribuição que não exceder ao limite máximo estaelecido para os benefícios do regime geral de previdência social. os servidores do MPU podem aderir ao do Judiciário.

Rafael Encinas www. os requisitos a seguir. caso o servidor atinja as idades citadas e ainda não possua o tempo de contribuição necessário. Mulher: 55 anos de idade e 30 anos de tempo de contribuição.pontodosconcursos.br 46 . que atestará a invalidez quando caracterizada a incapacidade para o desempenho das atribuições do cargo e a impossibilidade de se promover a readaptação do servidor. e 60 anos de idade. para avaliação das condições que ensejaram o afastamento ou a aposentadoria. Já vimos anteriormente que. para que os proventos sejam integrais. Essa aposentadoria será automática e apenas declarada por ato administrativo. b) Aposentadoria Compulsória A aposentadoria compulsória ocorrerá quando o servidor atinge os setenta anos de idade. A aposentadoria por invalidez vigorará a partir da data da publicação do respectivo ato. devem ser observadas ainda as seguintes condições mínimas: Homem: 60 anos de idade e 35 anos de tempo de contribuição. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. A critério da Administração. Na aposentadoria voluntária. Antes de receber aposentadoria por invalidez. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS servidor será aposentado. atendidos. c) Aposentadoria Voluntária O servidor poderá se aposentar voluntariamente. se mulher. O eventual lapso de tempo compreendido entre o término da licença e a publicação do ato da aposentadoria será considerado como de prorrogação da licença. se a junta médica declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria por invalidez.com.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. ele poderá se aposentar com proventos proporcionais ao tempo de contribuição: aos 65 anos de idade. o servidor em licença para tratamento de saúde ou aposentado por invalidez poderá ser convocado a qualquer momento. desde que tenha cumprido o tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria. se homem. Prof. Não obstante. ainda. o servidor será submetido a junta médica oficial. com vigência a partir do dia imediato àquele em que o servidor atingir a idade limite de permanência no serviço ativo. o servidor deverá voltar à ativa (reversão).

Fundamental também é que a Administração aja nesta qualidade. O ato administrativo. Hely Lopes Meirelles define ato administrativo como: Toda manifestação unilateral de vontade da Administração Pública que. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS A aposentadoria voluntária também vigorará a partir da data da publicação do respectivo ato.br 47 . portanto. O servidor que tiver completado as exigências para aposentadoria voluntária e optar por permanecer em atividade fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para a aposentadoria compulsória (quando deverá se aposentar). podemos identificar três tipos de atos: os legislativos. ou impor obrigações aos administrados ou a si própria. isto é. Anos de Contribuição 35 30 - Idade Homem Integral Mulher Homem Proporcional Mulher 60 55 65 60 3. É importante lembrar que os órgãos judiciais e legislativos também praticam atos administrativos. resguardar. é regido pelo regime jurídico-administrativo (regime de direito público da Administração). Prof. tenha por fim imediato adquirir.pontodosconcursos. No caso de exercício de atividades penosas. modificar. Atos Administrativos Na atividade pública. Os atos administrativos. como os atos que dispõem sobre sua organização interna e a administração de seu pessoal. insalubres ou perigosas. utilizando-se de sua supremacia de Poder Público.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. não se confundem com os contratos administrativos. sendo unilaterais. os judiciais e os administrativos.com. Rafael Encinas www. extinguir e declarar direitos. que são atos bilaterais (conjugação de vontade de duas partes – Administração e contratado). visto que algumas vezes ela nivela-se ao particular e o ato perde a característica administrativa. a aposentadoria voluntária observará o disposto em lei específica. transferir. assemelhando-se ao ato jurídico privado. agindo nesta qualidade.

É elemento sempre vinculado de qualquer ato administrativo. isto é. O motivo pode vir expresso em lei. é elemento sempre vinculado do ato. Os fatos administrativos são chamados também de atos materiais da Administração.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. ficando restrito. um fato administrativo resulta sempre de um ato administrativo que o determina.br 48 . A prática do ato administrativo deve ser destinada a atender ao fim específico previsto em lei. que deve ser sempre de caráter público. um ato que determina a construção de uma escola. Em sentido amplo. que é a roupagem jurídica do ato. torna sua prática inválida. Deve ainda provir de agente competente. Motivo ou causa é o pressuposto de direito e de fato que serve de fundamento para a prática do ato. afetando direitos ou obrigações dos particulares ou da própria Administração. e em sentido estrito a melhoria da educação da população da região. determinando a prática do ato quando estiver presente. Rafael Encinas www. Pressuposto de direito é a norma legal em que se baseia o ato. exige uma forma estabelecida em lei para a sua prática. São cinco os elementos necessários à formação do ato administrativo: A competência é o poder legal conferido a um agente para a prática do ato administrativo. todo ato administrativo é formal. mas a demolição em si é mero fato administrativo. quanto a este aspecto. tem em sentido amplo a finalidade de satisfazer o interesse público. Em regra. Assim. encaixando-se na previsão legal. não podendo o administrador escolher forma diversa da prevista para a sua prática. Em sentido estrito.com. A competência deriva da lei e por ela é delimitada. ao que estabelece a lei.pontodosconcursos. assim como os dois requisitos anteriores. pois na cabe ao administrador decidir quem praticará determinado ato. A forma é a maneira de exteriorização da vontade da Administração. A finalidade é requisito sempre regrado (vinculado) do ato. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS É necessário ainda que a manifestação de vontade seja apta a produzir efeitos jurídicos e atue de forma imediata (aplicação direta aos casos concretos). a finalidade de todo ato administrativo é a satisfação do interesse público. leva a Administração à prática do ato. Este é toda realização material da Administração em cumprimento de alguma decisão administrativa. é a consecução do fim específico previsto em lei para a prática do ato. por exemplo. Como se nota. possuir finalidade pública e se revestir de forma legal. Não se deve confundir ato administrativo com fato administrativo. a forma. a situação que. pressuposto de fato. Prof. Segundo a doutrina tradicional. Um despacho que determine a demolição de uma ponte é um ato administrativo. O desrespeito a esta forma.

considera-se que os fatos alegados pela Administração no ato administrativo são verdadeiros. será elemento discricionário. admitindo prova em contrário do administrado. No Direito Administrativo. admite prova em contrário do particular afetado pelo ato. como nos casos de nomeações para cargos em comissão.br 49 . quando a lei o determinar expressamente para certo ato. Não ocorrendo. se for o caso. essa presunção é relativa.com. fica o agente obrigado à sua prática. Neste caso. será requisito discricionário. os atos administrativos possuem certas características ou atributos que os qualificam. Um exemplo é a determinação de que uma feira livre seja realizada soProf. como ensina Maria Sylvia Zanella Di Pietro. Ocorrendo a situação prevista. quem alega alguma coisa é que deve provar sua veracidade. se um cidadão é multado pelo Poder Público. Imperatividade: essa característica do ato administrativo só existe nos atos que impõe algum gravame ao particular. que o escolherá entre as alternativas possíveis. Rafael Encinas www. modificação ou comprovação de situações jurídicas concernentes aos administrados ou à Administração Pública. é de observância obrigatória pelo particular. O objeto de qualquer ato administrativo é a criação. São eles: Presunção de Legitimidade: presume-se que o ato foi praticado conforme as leis e princípios que o regem. Presunção de Veracidade: Por esse atributo. isto é. Em outras palavras. em princípio. Dessa forma. provar a falsidade do conteúdo do ato. ele será elemento vinculado. sendo deixado ao critério do administrador. O objeto é o próprio conteúdo do ato. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS Neste caso. Significa que o ato emanado da Administração. por si só. como legítima. de modo que se considera a atividade administrativa. essa presunção é relativa. relativas ao caso concreto. quanto à sua existência e valoração. que sua conduta (a qual acarretou a multa) não é vedada por lei. cabendo ao administrado. o efeito jurídico imediato que a Administração busca alcançar. Além dos elementos que os formam. tal prática lhe é vedada. Note que ocorre aqui a inversão do ônus da prova. isto é. se for o caso. demonstrará que a multa foi indevida. conforme o direito. por exemplo. Do mesmo modo que no atributo anterior.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. Pode também o motivo não vir previsto na norma legal. pode tentar provar. Neste caso. não podendo o administrador eleger situação ou fundamento jurídico diverso para a sua prática. ou deixado a critério do administrador. Todavia. o conteúdo do ato é tido por verdadeiro. O objeto pode ser elemento vinculado. em função da presunção de veracidade.pontodosconcursos. Na seara particular. a Administração não precisa provar o que alega. Assim.

então. em determinada avenida da cidade. Prof. Rafael Encinas www. que. Para Diógenes Gasparini. como se sabe. Desde imóveis para abrigar as urnas de votos durante a realização das eleições até a prestação de serviços militares para atender a demanda das forças armadas.pontodosconcursos. quase sempre transitória e autoexecutória. O mesmo se dá com a aplicação de uma multa. sem distinção de qualquer natureza. Desse modo. isto é. à segurança e à propriedade. podem constituir inúmeras espécies. Os feirantes não podem descumprir essa determinação. a prática de qualquer ato administrativo exige que ele esteja previamente descrito na norma legal. pela Administração Pública. a possibilidade de o Estado buscar em outras fontes aquilo que lhe falta. Requisição Segundo a CF88: Art. mediante determinação da autoridade competente.1. a requisição é: A utilização. os recursos dos quais carece a Administração Pública. se houver dano. à igualdade. de bens particulares. que ele esteja tipificado na lei. por exemplo. instalando a feira em dia ou local diverso do determinado no ato. Em muitas ocasiões a Administração Pública precisa dispor de serviços ou bens que não configuram como de seu exercício ou posse para alcançar objetivos demandados pela população. em caso de óbice ao cumprimento espontâneo de um ato imperativo. nos termos seguintes: XXV . 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS mente aos domingos.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. 5º Todos são iguais perante a lei. Uma vez que a Administração só pode fazer o que está previsto em lei. Autoexecutoriedade: de nada adiantaria a imperatividade do ato se o particular pudesse simplesmente se negar a observá-lo. a autoridade competente poderá usar de propriedade particular. Tipicidade: este atributo decorre do princípio da legalidade. sem necessidade de prévia autorização judicial. Assim. a Administração tem a prerrogativa de forçar o administrado à execução da determinação.no caso de iminente perigo público. com ou sem indenização posterior em razão ou não de perigo público.br 50 . 3.com. os atos administrativos possuem o atributo da tipicidade. pela sua só emissão. passa a ser imperativa para o administrado sancionado. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. assegurada ao proprietário indenização ulterior. Surge. à liberdade.

Podemos observar que na requisição há duas figuras. De um lado há um requisitante. incêndio. constitui alguém.br 51 . as requisições tanto civis como militares. Ambas são cabíveis em tempo de paz. à saúde e aos bens da coletividade. Rafael Encinas www. Para Celso Antônio Bandeira de Mello. o objeto da requisição. Segundo Hely Lopes Meireles: A requisicão civil visa a evitar danos. Esta última limitação se mostra incompatível. limitando também a possibilidade de requisição aos tempos de guerra ou em caso de perigo público iminente. requisição administrativa: É o ato pelo qual o Estado. consistente na utilização de bens ou de serviços particulares pela Administração. em casos práticos. configura o particular como o único destinatário da requisição administrativa. em proveito de um interesse público. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS Maria Sylvia Zanella di Piettro ensina que a requisição administrativa seria o: Ato administrativo unilateral. a requisição militar objetiva o resguardo da segurança interna e a manutenção da Soberania Nacional. Como se verifica. possuindo prerrogativas e limitações próprias de Direito Público. com os casos onde a administração requisita imóveis para depositar as urnas eleitorais e os particulares para exercerem serviços de mesários. caráter obrigatório de atendimento e motivação para fazê-lo. devem atender aos preceitos da lei federal específica. independentemente de qualquer regulamentação legal. como autoexecutoriedade.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. Apesar de a requisição atender a uma demanda pública. por exemplo. ela se manifestará como ato administrativo. na obrigação de prestar-lhe um serviço ou ceder-lhe transitoriamente o uso de uma coisa in natura obrigando-se a indenizar os prejuízos que tal medida efetivamente acarretar ao obrigado. para atender a necessidades coletivas em tempo de guerra ou em caso de perigo público iminente. Di Piettro. a necessidade de requisição do imóvel e do particular nas eleições em nada se relaciona com tempos de guerra ou perigo público iminente. desde que se apresente uma real situação de perigo público iminente (inundação. Verifica-se que Gasparini omite os serviços do rol de objetos de requisição e limita o destinatário da requisição ao particular. é perfeitamente aceitável a requisição de serviços prestados por particulares. Sendo a requisição administrativa. à vida.com. no qual se presume uma necessidade. Prof. sonegação de gêneros de primeira necessidade. conflito armado. auto-executório e oneroso. e do outro o requisitado.pontodosconcursos. Em tempo de guerra. como Gasparini. de modo unilateral e autoexecutório. no qual se presume haver o necessário. comoção intestina).

Para a instituição de fundação pública. Prof. Quanto ao requisitado. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS O requisitante. ele poderá ser convalidado posteriormente por autoridade superior que estabeleça os motivos determinantes. a despeito de desgaste ou dano ao bem. o Distrito Federal. a requisição administrativa sempre terá como requisitante uma porção do Estado. Autarquia ou quem lhes faça as vezes. 1. Todavia. Quando não mais se verifica a necessidade que motivou a requisição ou quando atingido o tempo estabelecido para a prestação de determinado serviço. sem a necessidade de pagamento prévio ou posterior de indenização. Mediante requisição administrativa. enquanto a exoneração consiste em penalidade contra o servidor. A demissão de servidor público ocorre unicamente mediante a solicitação formal do servidor. Estado. Rafael Encinas www. revestido como tal. relativos à legislação administrativa. Caso um ato administrativo seja expedido sem finalidade pública. obrigatoriamente deve ser uma porção do Estado. Uma das características que definem a Requisição Administrativa como tal é a temporalidade da utilização do bem ou serviço requisitado. 4. Questões Comentadas (CESPE/TELEBRAS/2013) Julgue os próximos itens.br 52 . a delimitação ainda se mostra imprecisa por conta de divergências doutrinárias e jurisprudenciais. destinatário da requisição. 4. não há ainda aceitação pacífica de que uma porção do Estado possa figurar no polo passivo da requisição administrativa.com. o Estado pode dispor de bem de particular para desenvolver atividade pública. 2. Município. Servidor em estágio probatório pode assumir cargo em comissão de chefia ou função comissionada. sujeito ativo da requisição. Está consolidado o entendimento de que a requisição administrativa pode ter como destinatário os particulares. 5.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. sendo estável ou não no serviço público. pessoas naturais ou jurídicas. deve ser editada lei complementar que autorize o presidente da República a expedir decreto para a criação da fundação.pontodosconcursos. não mais se justifica a continuidade do atendimento à requisição e esta extinguirá. 3. Seja a União.

é ilegal.com. A questão 02 é errada. assegurada ao proprietário indenização ulterior. e de forma. chefia ou assessoramento no órgão ou entidade de lotação. se houver dano. E. Prof. no interesse do agente. Há atos que apresentam vícios passíveis de correção. a autoridade competente poderá usar de propriedade particular. cargos em comissão do Grupo Direção e Assessoramento Superiores (DAS) de níveis 6. A questão 05 é certa. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS A questão 01 é certa. Quando o ato é praticado sem finalidade pública. segundo a CF88: XXV .CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. Vimos que o servidor em estágio probatório poderá exercer quaisquer cargos de provimento em comissão ou funções de direção. ou equivalentes. A questão 04 é errada.pontodosconcursos. Segundo a CF88: XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública. porque menos graves. E. definir as áreas de sua atuação. Convalidação é a correção de um ato ilegal com eficácia retroativa. cabendo à lei complementar. A lei que autoriza a criação de entidades da administração indireta é ordinária. não pode ser convalidado. quando esta é não essencial à validade do ato.br 53 . de sociedade de economia mista e de fundação. Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros. 5 e 4. a convalidação expressa pode incidir apenas quando o ato apresentar estes dois defeitos. Gabarito: C. quando esta é não exclusiva. Segundo a Lei 9.no caso de iminente perigo público. e há atos cujos vícios são de maior gravidade e que não admitem correção: são os atos nulos. 55. somente poderá ser cedido a outro órgão ou entidade para ocupar cargos de natureza especial. A lei complementar definirá a área de atuação. Rafael Encinas www. Do contrário ela não é autorizada. Trabalhando a partir de cinco elementos de validade do ato administrativo (competência. A questão 03 é errada. Portanto. C. E. Vimos que. No entanto. os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria Administração. forma.784/1999: Art. o ato é nulo. finalidade. No caso da questão. motivo e objeto) a doutrina tem entendimento relativamente pacífico sobre o que se considera defeito sanável: é apenas o vício de competência. neste último caso. que são os atos anuláveis. a demissão é que é uma penalidade.

Os princípios fundamentais da administração federal são planejamento. Estes princípios também estão no DL 200: Art. indireta e funcional. A questão 06 é certa. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS (CESPE/ANAC/2012) Com relação à administração direta. delegação de competência e controle. A autarquia é o serviço autônomo criado por lei. 8. II .pontodosconcursos. Segundo o DL200: I . para executar atividades típicas da Administração Pública. II . 9. com personalidade jurídica.o serviço autônomo. para seu melhor funcionamento.br 54 .A Administração Direta. gestão administrativa e financeira descentralizada. d) fundações públicas. 7. patrimônio e receita próprios. incluídas as fundações públicas. b) Emprêsas Públicas.Planejamento.Autarquia . com personalidade jurídica.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. 6. 4° A Administração Federal compreende: I . que se constitui dos serviços integrados na estrutura administrativa da Presidência da República e dos Ministérios. dotadas de personalidade jurídica própria: a) Autarquias. A questão 08 é certa. para executar atividades típicas da administração pública. 6º As atividades da Administração Federal obedecerão aos seguintes princípios fundamentais: I .com. A administração direta é constituída pelos serviços integrados na estrutura administrativa da presidência da República e dos ministérios. A questão 07 é errada. Prof. coordenação. que requeiram. gestão administrativa e financeira descentralizada. descentralização. que requeiram. julgue os itens abaixo. sendo desnecessária autorização legislativa. que compreende as seguintes categorias de entidades. para seu melhor funcionamento.Coordenação. Uma fundação pública é criada por ato do Poder Executivo.A Administração Indireta. patrimônio e receita próprios. criado por lei. Segundo o DL 200: Art. c) Sociedades de Economia Mista. Rafael Encinas www.

IV . Gabarito: E. As agências reguladoras são órgãos da administração indireta que exercem unicamente o típico poder de polícia. A questão 13 é certa.pontodosconcursos.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. administrativamente. C. regulando os serviços concedidos. mas não de sancionar. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS III . V . Prof. E. referentes às agências reguladoras.com. C. sua natureza especial lhes concede autonomia financeira e orçamentária. tem autonomia. Rafael Encinas www. Elas também aplicam multas. as agências não estão subordinadas hierarquicamente ao executivo.Contrôle. Gabarito: C. Assim. C. As agências reguladoras têm autonomia financeira e orçamentária. são a última instância. As entidades da administração indireta ou são criadas por lei ou têm sua criação autorizada por lei. A questão 09 é certa. competência exclusiva do Poder Judiciário. assim como receita própria. Nesse caso. a própria agência reguladora será a última instância decisória na esfera administrativa. as agências reguladoras também podem impor sanções.Delegação de Competência. A questão 11 é errada. por isso.br 55 . 13. 12. A questão 10 é errada. 11. A questão 12 é certa.Descentralização. E. (CESPE/ANAC/2012) Julgue os itens a seguir. impondo limitações administrativas de fiscalização e de repressão previstas em lei. E. Considere que uma empresa aérea apresente recurso administrativo questionando uma portaria da ANAC. vimos recentemente o caso da Anatel suspendendo a venda de linhas de celulares devido aos problemas nos serviços prestados por algumas operadoras. as que exercem poder de política e as que atuam como o ente que delega serviços públicos. As agências reguladoras têm o poder de orientar e de conciliar. sempre depende de participação do Legislativo. vimos que a Zanella Di Pietro diferencia dois tipos de agências reguladoras. 10.

são criados controles normativos burocráticos cujo foco é o acompanhamento das atividades desenvolvidas pelo órgão estatal. Prof.ter celebrado Contrato de Gestão com o respectivo Ministério supervisor. (CESPE/ANAC/2012) A ANAC. as agências reguladoras são criadas por lei. Vimos que. (CESPE/AGU/2012) A qualificação de agência executiva federal é conferida. 51. 15. A questão é certa. Rafael Encinas www. 16. O Poder Executivo poderá qualificar como Agência Executiva a autarquia ou fundação que tenha cumprido os seguintes requisitos: I . o contrato de gestão pressupõe um controle de resultados. Gabarito: C. mediante ato discricionário do presidente da República. Gabarito: E. recebe essa qualificação por força de contrato de gestão celebrado com órgão da administração a que se subordina. Elas celebram contrato de gestão. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS 14.ter um plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional em andamento.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. uma agência reguladora.649/1998: Art. a autarquia ou fundação que apresente plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional em andamento e celebre contrato de gestão com o ministério supervisor respectivo. segundo a Lei 9. A questão é errada.br 56 . (CESPE/ANAC/2012) Mediante contrato de gestão estabelecido entre o Estado e os órgãos estatais. II .pontodosconcursos. e não burocráticos. mas não é ele que confere a qualificação. para melhoria da eficiência e redução de custos.com. Gabarito: E. § 1º A qualificação como Agência Executiva será feita em ato do Presidente da República”. A questão é errada.

Para que não ficasse sem recursos financeiros durante o período de sua licença.112/1990: Art. (CESPE/MPE-PI/2012) Considerando que o trabalho dos servidores públicos federais é regido por uma legislação própria. Nessa situação. tal servidor deverá retornar à ativa. A questão 18 é errada. b) a aposentadoria tenha sido voluntária. Se um servidor público for aposentado por invalidez.por invalidez. Esta é a reversão. elas não passam de autarquias e(ou) fundações públicas que foram qualificadas como tal. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado: I . requereu licença por motivo de doença. Carlos não está amparado pela lei. a agência executiva é uma autarquia ou fundação já existente que recebe uma qualificação especial. 20. servidor público federal. mas o motivo dessa invalidez deixar de existir. Gabarito: C. Carlos. Rafael Encinas www. com regras claras e específicas. Considere a seguinte situação hipotética.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. ou II . 17.pontodosconcursos. Prof. julgue o item a seguir.no interesse da administração. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS (CESPE/MPE-PI/2012) Com relação a administração direta. O servidor público federal demitido por lograr proveito pessoal. ficará impedido de ocupar novo cargo público por prazo indeterminado. em detrimento da dignidade da função pública.com. indireta e funcional. 25. Tal retorno tipificará o que a legislação denomina recondução. cujo tratamento demanda cuidados intensos e de alto custo. ele aceitou uma oferta remunerada para trabalhar em casa. 18. desde que: a) tenha solicitado a reversão. na verdade. pois. As agências executivas não constituem uma nova entidade. A questão é certa. 19. julgue os itens subsecutivos de acordo com o regime jurídico dos servidores públicos federais.br 57 . quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria. pois sua esposa fora diagnosticada com uma rara doença. Segundo a Lei 8.

comando geral e abstrato em essência. Segundo a Lei 8. C. 22.pontodosconcursos. II . por isso admite prova em contrário. A questão 21 é certa. d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação. 29. Rafael Encinas www. segundo a Lei: § 3º É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período da licença prevista no inciso I deste artigo. à vontade da lei. (CESPE/MPE-PI/2012) Julgue os itens que se seguem. 137.com. Gabarito: C. Prof. incisos IX e XI. Art. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS c) estável quando na atividade. obrigatoriamente. O princípio da impessoalidade em relação à atuação administrativa impede que o ato administrativo seja praticado visando a interesses do agente público que o praticou ou. que não admite prova em contrário. ainda. Encontrando-se provido o cargo de origem. pelo prazo de 5 (cinco) anos. incompatibiliza o ex-servidor para nova investidura em cargo público federal. observado o disposto no art. A demissão ou a destituição de cargo em comissão. isto é. o servidor será aproveitado em outro. A questão 19 é certa. Gabarito: E. acerca do ato administrativo.112/1990: Art.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. a presunção de legitimidade caracteriza-se por ser um princípio de direito público relativo. Vimos que. A questão 20 é errada. E. 117.inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo. de terceiros.reintegração do anterior ocupante. 30. devendo ater-se. A questão 22 é errada. e não o interesse do agente. 21. E.br 58 . é relativo. Parágrafo único. por infringência do art. o ato administrativo deve ter por finalidade o interesse público. e) haja cargo vago. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de: I . Inerente aos atos administrativos.

A presunção de legitimidade é atributo que estabelece que os atos administrativos gozam da prerrogativa de se presumir sua consonância com o direito. Gabarito: C. Contudo. ou seja. unilateralmente.pontodosconcursos. representa a faculdade ou a prerrogativa conferida à administração pública para impor. Gabarito: C. A questão é certa. (CESPE/STM/2011) Os atos administrativos têm origem no Estado ou em agentes investidos de prerrogativas estatais. Gabarito: E. Tanto elas quanto as OSCIPs não estão nem na administração direta nem na indireta. vimos que a requisição possui autoexecutoriedade.br 59 . os atos administrativos podem ser editados pelo Estado ou por agentes investidos de prerrogativas estatais. (CESPE/TCU/2011) A presunção de legitimidade.com. (CESPE/DPRF/2012) As organizações sociais não estão compreendidas no rol das entidades que constituem a administração pública indireta. A questão é certa. Prof. 26. 25. (CESPE/TJ-ES/2010) A requisição. como atributo do ato administrativo. a imposição unilateral de obrigações aos administrados é decorrência do atributo da imperatividade. que recebem uma qualificação especial. não configura forma de autoexecução administrativa na medida em que pressupõe autorização do Poder Judiciário.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. 24. Rafael Encinas www. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS 23. A questão é errada. pela própria Administração Pública ou por delegatário de serviços públicos. as Organizações Sociais são entidades privadas sem fins lucrativos. obrigações aos administrados e interferir na esfera alheia independentemente de anuência prévia. De fato. como forma de intervenção pública no direito de propriedade que se dá em razão de iminente perigo público.

pontodosconcursos. 31. julgue os seguintes itens.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. A questão 27 é errada. determina que: Art. As agências executivas fazem parte da administração direta. que dispõe sobre a gestão de recursos humanos das agências reguladoras. Parágrafo único. uma fundação deve ter. As agências executivas foram criadas com o objetivo de conferir maior autonomia para entidades da administração indireta. Um exemplo é a demissão de funcionário público não estável A Lei n. por iniciativa do ministério supervisor.º 9. Rafael Encinas www. Segundo a Lei 9. Os diretores de agência reguladora são indicados e exonerados ad nutum pelo chefe do ministério a que a agência se vincula. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS Gabarito: E. 29. 28. A lei de criação da Agência poderá prever outras condições para a perda do mandato. 27. planos estratégicos de reestruturação e de desenvolvimento institucional. O Poder Executivo poderá qualificar como Agência Executiva a autarquia ou fundação que tenha cumprido os seguintes requisitos: Prof. de condenação judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar. 9º Os Conselheiros e os Diretores somente perderão o mandato em caso de renúncia. não podem ser exonerados. À agência executiva é vedada a celebração de contrato de gestão com órgão da administração direta. (CESPE/MPU/2010) Acerca das agências executivas e reguladoras.br 60 . Porém.649/98: Art. que pode ser resolvido pela autoridade administrativa competente. A desqualificação de fundação como agência executiva é realizada mediante decreto. mais especificamente autarquias e fundações públicas que exerçam atividades exclusivas de Estado. Para se transformar em agência executiva. e não pelos ministros. 30. e devem ser aprovados pelo Senado. 51. com exclusividade.com. e as agências reguladoras integram a administração pública indireta. Eles são nomeados pelo Presidente. Uma das prerrogativas das agências reguladoras é o mandato fixo dos seus dirigentes. uma vez nomeados. em andamento.986/2000. Ad nutum significa que o ato pode ser revogado pela vontade de uma só das partes.

voltado para a melhoria da qualidade de gestão e para a redução de custos.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. C.ter um plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional em andamento.ter celebrado Contrato de Gestão com o respectivo Ministério supervisor. Outra condição é a entidade ter celebrado contrato de gestão. E. por iniciativa do Ministério supervisor. Assim como a qualificação como agência executiva ocorre mediante decreto. a sua desqualificação também. II . A questão 28 é certa. já concluído ou em andamento.487/1998: § 4º O A desqualificação de autarquia ou fundação como Agência Executiva dar-se-á mediante decreto. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS I . A questão 29 é errada. Rafael Encinas www. E.br 61 . e as últimas autarquias ou fundações públicas. Prof. A existência de um plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional. (CESPE/MPU/2010) No que se refere à organização administrativa da União. julgue os próximos itens. § 1º A qualificação como Agência Executiva será feita em ato do Presidente da República. a concessão do status de Agência Executiva depende do preenchimento de dois requisitos pela entidade: A celebração de contrato de gestão com o respectivo Ministério Supervisor. Gabarito: E. As primeiras são autarquias.pontodosconcursos. sempre que houver descumprimento do disposto no parágrafo anterior.com. uma das condições para se qualificar como agência executiva é a existência de um plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional em andamento. A questão 30 é certa. Segundo o Decreto 2. com anuência do Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado. Como podemos ver no art. C. A questão 31 é errada. 51. Tanto as agências reguladoras quanto as executivas fazem parte da administração indireta.

a Administração irá analisar a sua conveniência e oportunidade. Atuando por provocação do particular ou de ofício (independentemente de provocação do particular). Caso verificada ilegalidade. 33. O princípio da autotutela compreende o poder-dever de a própria Administração exercer o controle de seus atos. Esta análise pode ocorrer tanto sobre a legalidade do ato ou sobre seu mérito. bem Prof. de acordo com o interesse público. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS 32. em qualquer caso. não ao órgão da administração direta. a Administração avalia se o ato foi produzido em conformidade com os princípios administrativos. o ato será anulado. respeitados os direitos adquiridos. E. No caso do mérito. Quando analisa a legalidade. julgue os itens que se seguem.br 62 . A questão 33 é errada porque a autotutela é sobre seus próprios atos. Rafael Encinas www. por motivo de conveniência ou oportunidade. (CESPE/AGU/2010) A respeito da organização administrativa do Estado brasileiro. as leis e os atos normativos administrativos. Ocorre autotutela quando um ministério exerce controle sobre um órgão da administração indireta. a Administração irá analisar os atos produzidos em seu âmbito. O controle sobre as entidades da administração indireta é chamado de tutela. Gabarito: E. Caso o ato não se mostre mais conveniente e oportuno. estabelecendo os objetivos.pontodosconcursos. 34. e ressalvada. Os contratos de gestão das agências executivas são celebrados com o respectivo ministério supervisor pelo período mínimo de um ano. Um órgão (pessoa jurídica) integrante da administração indireta está hierarquicamente subordinado à pessoa jurídica da administração direta que o instituiu. a apreciação judicial. Os órgãos podem ser criados dentro das entidades da administração indireta. mas ficam subordinados a esta. porque deles não se originam direitos.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. será revogado. O princípio da autotutela está contemplado na Súmula nº 473 do STF A Administração pode anular seus próprios atos quando eivados de vícios que os tornem ilegais. ou revogá-los. A questão 32 é errada. metas e indicadores de desempenho da entidade.com. mesmo o ato sendo legal.

As que exercem poder regulatório e fiscalizatório de atividades objeto de concessão. para efeito de supervisão ministerial e de manutenção da qualificação como Agência Executiva.pontodosconcursos. ela fiscaliza. ou seja.com. constituindo-se em instrumento de acompanhamento e avaliação do desempenho institucional da entidade. que também não são serviços desestatizados. a importação de produtos alimentícios. por exemplo. No âmbito da administração pública indireta. 3º O contrato de gestão definirá relações e compromissos entre os signatários. A ANS atua sobre os planos de saúde.br 63 . Para Maria Sylvia Zanella Di Pietro há dois tipos de agências reguladoras em nosso ordenamento jurídico: 1. o contrato de gestão é o principal instrumento de controle dos resultados de uma organização social. 35. que trata das agências executivas: Art. A atividade de regulação exercida pelas agências reguladoras no Brasil é realizada somente sobre os serviços públicos desestatizados.487/1998. de que são exemplos a Agência nacional de Saúde Pública Complementar (ANS)b e a Agência nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). § 4º O contrato de gestão terá a duração mínima de um ano. a partir de limitações administrativas determinadas em lei. desde que submetidas à análise e à aprovação referidas no § 1º deste artigo. 36. A questão 34 é certa. Segundo o Decreto 2. observado o disposto no § 7º do art. As Organizações Sociais são pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos. A criação das agências reguladoras se deu muito em função da privatização de serviços públicos na década de 1990. As que exercem poder de polícia. bem como a sua renovação. A questão 35 é errada. mas a regulação pode ocorrer sobre diferentes tipos de serviços. Por exemplo. Rafael Encinas www. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS como os recursos necessários e os critérios e instrumentos para avaliação do seu cumprimento. 2. dos quais depende a população.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. 4º deste Decreto. criadas por particulares e não fazem parte da administração indireta. admitida a revisão de suas disposições em caráter excepcional e devidamente justificada. A questão 36 é errada. permissão ou autorização de serviço público (energia Prof. temos a Anvisa que atua em relação a serviços de saúde que não foram desestatizados.

37. com um cliente. quando ela (Administração) age como tal. A descentralização administrativa ocorre quando se distribuem competências materiais entre unidades administrativas dotadas de personalidades jurídicas distintas 40. (CESPE/TRE-MT/2009) Acerca da organização da administração pública no Brasil. com supremacia.). Somente pode ser considerado ato administrativo suas manifestações. mas atos privados da Administração. 41. conforme estabelece o art. As empresas públicas têm natureza jurídica de pessoas jurídicas de direito público interno. ou de concessão para exploração de bem público (petróleo. Rafael Encinas www. As secretarias de estado e as autarquias estaduais fazem parte da administração direta. §3º. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS elétrica.). CF/88. considerados atos administrativos. ao passo que as empresas públicas e sociedades de economia mista são criadas por meio do registro dos atos de constituição no respectivo cartório. inc. como regra.br 64 . 173. Nem toda ação da Administração Pública é tida como ato administrativo. os atos praticados por estatais (empresas públicas e sociedades de economia mista) são submetidas ao mesmo regime jurídico das demais empresas privadas (regime jurídico de direito privado). telecomunicações etc. está praticando um ato administrativo. A criação das autarquias é feita por lei. um contrato de abertura de conta-corrente. E. 42. Gabarito: C. Prof. etc. não sendo. A criação de um ministério na estrutura do Poder Executivo federal para tratar especificamente de determinado assunto é um exemplo de administração descentralizada. Assim. II. Significa dizer que a Administração atua com superioridade. (CESPE/MPS/2010) Quando um banco estatal celebra. 39. E. rodovias. com prerrogativa.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1.com. julgue os itens a seguir: 38. Gabarito: E. unilaterais.pontodosconcursos. pois.

gestão administrativa e financeira descentralizada. sob a forma de sociedade anônima. para o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público. que requeiram. estaria certa não fosse a falta de uma palavra: “específica”. para executar atividades típicas da Administração Pública. são uma forma de desconcentração e não descentralização. à entidade. criado por lei para a exploração de atividade econômica que o Govêrno seja levado a exercer por fôrça de contingência ou de conveniência administrativa podendo revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito. Seguem as definições do Decreto-Lei 200: Autarquia .CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. sem fins lucrativos. cabendo à lei complementar. uma vez inscrito no registro competente. criado por lei. patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção. com autonomia administrativa. para seu melhor funcionamento. Fundação Pública . constituindo apenas um pressuposto indispensável para a edição de outro ato. agora de autoria do Poder Executivo (um decreto). Rafael Encinas www.o serviço autônomo. e não apenas lei. neste último caso. Sociedade de Economia Mista . por si só. A questão 40 é errada.br 65 . cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria à União ou a entidade da Administração Indireta. de sociedade de economia mista e de fundação. definir as áreas de sua atuação. assinalará a constituição da entidade. Tal lei. todavia. Prof. com personalidade jurídica. criada em virtude de autorização legislativa. e funcionamento custeado por recursos da União e de outras fontes. o qual. com patrimônio próprio e capital exclusivo da União. Emprêsa Pública . As autarquias são criadas por lei específica. 37.a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado. A questão 38 é errada. XIX .com.a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado. criada por lei para a exploração de atividade econômica. patrimônio e receita próprios. será o termo inicial de sua personalidade jurídica. Segundo a CF88: Art. não dará surgimento. ou seja.a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado. A questão 39 é certa.somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública. A descentralização sempre envolve pessoas jurídicas distintas.pontodosconcursos. Para a instituição de empresas públicas e sociedades de economia mista também há necessidade de lei específica. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS Os ministérios são órgãos integrantes da administração direta sem personalidade jurídica própria.

que não é subordinada hierarquicamente. A subvenção para uma instituição privada para prestação de serviço público é uma forma de descentralização por colaboração. 46. A descentralização pressupõe pessoas jurídicas diversas: a que originalmente tem ou teria titulação sobre certa atividade e aquela a que foi atribuído o desempenho da atividade em causa. (CESPE/TJDFT/2008) O conceito de ato administrativo engloba todas as ações emanadas da administração pública e sujeitas ao controle pelo Poder Legislativo. E. A questão 42 é errada porque as autarquias fazem parte da administração indireta. Gabarito: E. E.com.pontodosconcursos. Prof. Rafael Encinas www. 45. Assim. Pela desconcentração rompe-se uma unidade personalizada e não há vínculo hierárquico entre a administração central e a pessoa estatal descentralizada. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS A questão 41 é errada porque as empresas públicas têm natureza de direito privado. Gabarito: E. (CESPE/STF/2008) A escolha pela subvenção a uma instituição privada para a prestação de um serviço público de saúde representa forma de desconcentração do serviço público. em que é criada nova personalidade jurídica. Por isso também que a questão 44 é certa. a segunda não é subordinada à primeira. E. 44. Gabarito: E.br 66 . A questão 43 é errada porque temos a descentralização.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. C. A questão é errada porque fala em desconcentração. C. (CESPE/PCRN/2008) A respeito da descentralização e da desconcentração. julgue os itens a seguir: 43.

tanto o Poder Legislativo quanto o Judiciário exercem a função administrativa. Prof. no âmbito de suas funções típicas. Devemos tomar cuidado para não restringir a Administração Pública aos limites do Poder Executivo. os poderes Legislativo e Judiciário podem praticar atos administrativos. conforme ressaltado. É que a Administração Pública está inserida no âmbito dos três poderes. de forma atípica. além dos demais atos regidos pelo direito privado.br 67 . CF/88. a exemplo daquelas praticadas pelas estatais (empresas públicas e sociedades de economia mista). Todavia. no sentido de que agem submetidos ao regime jurídico de direito público. ou seja. ou impor obrigações aos administrados ou a si própria. tal como a nomeação de candidato para ocupar cargo vago. O Poder Legislativo e o Judiciário. tenha por fim imediato adquirir. §3º. seus atos são considerados atos legislativos e atos judiciais. de seu funcionamento. como locação. caput. e manifestam sua vontade. da CF/88. respectivamente. agindo nessa qualidade. que são submetidas ao mesmo regime jurídico das demais empresas privadas. 173. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS A questão é errada. Desse modo. a remoção de um servidor para outra localidade etc. Rafael Encinas www. inc. (CESPE/TCU/2008) Os atos praticados pelo Poder Legislativo e pelo Poder Judiciário devem sempre ser atribuídos à sua função típica. modificar. na organização de suas atividades. não praticam atos administrativos. ato administrativo é: Toda manifestação unilateral de vontade da Administração Pública que. razão pela qual tais poderes não praticam atos administrativos. a exoneração de um comissionado. compra e venda praticados pela Administração Pública em geral. transferir. conforme preceitua o próprio art.com. Nem toda ação da Administração Pública é tida como ato administrativo. extinguir e declarar direitos. resguardar. Segundo Hely Lopes Meirelles. Gabarito: E. II. Gabarito: E. 47. produzindo efeitos jurídicos.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. tais poderes além de suas funções primordiais também exercem a função administrativa. conforme estabelece o art. na realização da função administrativa.pontodosconcursos. 37.

sendo desnecessária autorização legislativa. Rafael Encinas www. Prof. Os princípios fundamentais da administração federal são planejamento. 6. a despeito de desgaste ou dano ao bem. competência exclusiva do Poder Judiciário.br 68 . gestão administrativa e financeira descentralizada. sem a necessidade de pagamento prévio ou posterior de indenização. (CESPE/ANAC/2012) Julgue os itens a seguir. 2. ele poderá ser convalidado posteriormente por autoridade superior que estabeleça os motivos determinantes. Caso um ato administrativo seja expedido sem finalidade pública. para seu melhor funcionamento. deve ser editada lei complementar que autorize o presidente da República a expedir decreto para a criação da fundação. mas não de sancionar. descentralização. que requeiram. incluídas as fundações públicas. 8. indireta e funcional. Uma fundação pública é criada por ato do Poder Executivo. Mediante requisição administrativa. As agências reguladoras têm o poder de orientar e de conciliar. coordenação.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. delegação de competência e controle. A autarquia é o serviço autônomo criado por lei. Servidor em estágio probatório pode assumir cargo em comissão de chefia ou função comissionada.com. 9. 5. 3. julgue os itens abaixo. o Estado pode dispor de bem de particular para desenvolver atividade pública. referentes às agências reguladoras. Lista das Questões (CESPE/TELEBRAS/2013) Julgue os próximos itens. 7. 4. (CESPE/ANAC/2012) Com relação à administração direta. Para a instituição de fundação pública. relativos à legislação administrativa. A administração direta é constituída pelos serviços integrados na estrutura administrativa da presidência da República e dos ministérios.1. 1. 10.pontodosconcursos. enquanto a exoneração consiste em penalidade contra o servidor. com personalidade jurídica. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS 4. para executar atividades típicas da administração pública. A demissão de servidor público ocorre unicamente mediante a solicitação formal do servidor. sendo estável ou não no serviço público. patrimônio e receita próprios.

pontodosconcursos. Prof. julgue o item a seguir. 12. mediante ato discricionário do presidente da República. mas o motivo dessa invalidez deixar de existir. Considere que uma empresa aérea apresente recurso administrativo questionando uma portaria da ANAC. tal servidor deverá retornar à ativa. As agências reguladoras são órgãos da administração indireta que exercem unicamente o típico poder de polícia. recebe essa qualificação por força de contrato de gestão celebrado com órgão da administração a que se subordina.br 69 . (CESPE/AGU/2012) A qualificação de agência executiva federal é conferida. 15. julgue os itens subsecutivos de acordo com o regime jurídico dos servidores públicos federais. impondo limitações administrativas de fiscalização e de repressão previstas em lei. Rafael Encinas www. 16.com. (CESPE/MPE-PI/2012) Considerando que o trabalho dos servidores públicos federais é regido por uma legislação própria. 17. (CESPE/MPE-PI/2012) Com relação a administração direta. (CESPE/ANAC/2012) A ANAC. uma agência reguladora. 13. As agências executivas não constituem uma nova entidade. elas não passam de autarquias e(ou) fundações públicas que foram qualificadas como tal. para melhoria da eficiência e redução de custos. com regras claras e específicas.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS 11. Nesse caso. Tal retorno tipificará o que a legislação denomina recondução. As agências reguladoras têm autonomia financeira e orçamentária. 14. a própria agência reguladora será a última instância decisória na esfera administrativa. a autarquia ou fundação que apresente plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional em andamento e celebre contrato de gestão com o ministério supervisor respectivo. Se um servidor público for aposentado por invalidez. assim como receita própria. indireta e funcional. pois. (CESPE/ANAC/2012) Mediante contrato de gestão estabelecido entre o Estado e os órgãos estatais. são criados controles normativos burocráticos cujo foco é o acompanhamento das atividades desenvolvidas pelo órgão estatal. na verdade. 18.

23. (CESPE/DPRF/2012) As organizações sociais não estão compreendidas no rol das entidades que constituem a administração pública indireta. servidor público federal. unilateralmente. não configura forma de autoexecução administrativa na medida em que pressupõe autorização do Poder Judiciário. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS 19. Carlos. ficará impedido de ocupar novo cargo público por prazo indeterminado.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. à vontade da lei. 26.com. comando geral e abstrato em essência. de terceiros. como atributo do ato administrativo. ainda. 24. Considere a seguinte situação hipotética. 20. 25. O servidor público federal demitido por lograr proveito pessoal. requereu licença por motivo de doença.pontodosconcursos. 22. isto é. como forma de intervenção pública no direito de propriedade que se dá em razão de iminente perigo público. O princípio da impessoalidade em relação à atuação administrativa impede que o ato administrativo seja praticado visando a interesses do agente público que o praticou ou. obrigações aos administrados e interferir na esfera alheia independentemente de anuência prévia.br 70 . (CESPE/TJ-ES/2010) A requisição. Inerente aos atos administrativos. Carlos não está amparado pela lei. Prof. acerca do ato administrativo. Rafael Encinas www. ele aceitou uma oferta remunerada para trabalhar em casa. obrigatoriamente. (CESPE/TCU/2011) A presunção de legitimidade. (CESPE/STM/2011) Os atos administrativos têm origem no Estado ou em agentes investidos de prerrogativas estatais. em detrimento da dignidade da função pública. cujo tratamento demanda cuidados intensos e de alto custo. devendo ater-se. que não admite prova em contrário. representa a faculdade ou a prerrogativa conferida à administração pública para impor. a presunção de legitimidade caracteriza-se por ser um princípio de direito público relativo. Para que não ficasse sem recursos financeiros durante o período de sua licença. pois sua esposa fora diagnosticada com uma rara doença. (CESPE/MPE-PI/2012) Julgue os itens que se seguem. 21. Nessa situação.

Os contratos de gestão das agências executivas são celebrados com o respectivo ministério supervisor pelo período mínimo de um ano. (CESPE/AGU/2010) A respeito da organização administrativa do Estado brasileiro.br 71 .com. bem como os recursos necessários e os critérios e instrumentos para avaliação do seu cumprimento. À agência executiva é vedada a celebração de contrato de gestão com órgão da administração direta. 34. Prof. julgue os itens que se seguem. julgue os seguintes itens. planos estratégicos de reestruturação e de desenvolvimento institucional. 30. 35. por iniciativa do ministério supervisor.pontodosconcursos. 28. o contrato de gestão é o principal instrumento de controle dos resultados de uma organização social. Os diretores de agência reguladora são indicados e exonerados ad nutum pelo chefe do ministério a que a agência se vincula. A atividade de regulação exercida pelas agências reguladoras no Brasil é realizada somente sobre os serviços públicos desestatizados. (CESPE/MPU/2010) No que se refere à organização administrativa da União. Para se transformar em agência executiva. metas e indicadores de desempenho da entidade. As agências executivas fazem parte da administração direta. No âmbito da administração pública indireta. 31. 33. 29. em andamento. Um órgão (pessoa jurídica) integrante da administração indireta está hierarquicamente subordinado à pessoa jurídica da administração direta que o instituiu.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. e as agências reguladoras integram a administração pública indireta. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS (CESPE/MPU/2010) Acerca das agências executivas e reguladoras. 36. 32. Rafael Encinas www. julgue os próximos itens. estabelecendo os objetivos. A desqualificação de fundação como agência executiva é realizada mediante decreto. dos quais depende a população. Ocorre autotutela quando um ministério exerce controle sobre um órgão da administração indireta. uma fundação deve ter. 27.

julgue os itens a seguir: 43. está praticando um ato administrativo. A criação das autarquias é feita por lei.br 72 . (CESPE/TJDFT/2008) O conceito de ato administrativo engloba todas as ações emanadas da administração pública e sujeitas ao controle pelo Poder Legislativo. As empresas públicas têm natureza jurídica de pessoas jurídicas de direito público interno. Assim. a segunda não é subordinada à primeira.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. 41. Rafael Encinas www.com. 44. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS 37. (CESPE/TRE-MT/2009) Acerca da organização da administração pública no Brasil.pontodosconcursos. A descentralização pressupõe pessoas jurídicas diversas: a que originalmente tem ou teria titulação sobre certa atividade e aquela a que foi atribuído o desempenho da atividade em causa. um contrato de abertura de conta-corrente. (CESPE/MPS/2010) Quando um banco estatal celebra. Pela desconcentração rompe-se uma unidade personalizada e não há vínculo hierárquico entre a administração central e a pessoa estatal descentralizada. 45. As secretarias de estado e as autarquias estaduais fazem parte da administração direta. 46. ao passo que as empresas públicas e sociedades de economia mista são criadas por meio do registro dos atos de constituição no respectivo cartório. (CESPE/STF/2008) A escolha pela subvenção a uma instituição privada para a prestação de um serviço público de saúde representa forma de desconcentração do serviço público. 39. A criação de um ministério na estrutura do Poder Executivo federal para tratar especificamente de determinado assunto é um exemplo de administração descentralizada. Prof. com um cliente. (CESPE/PCRN/2008) A respeito da descentralização e da desconcentração. A descentralização administrativa ocorre quando se distribuem competências materiais entre unidades administrativas dotadas de personalidades jurídicas distintas 40. 42. julgue os itens a seguir: 38.

E 27. C 22. 2 e 6 – TÉCNICO DO MPU PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS 47. E 16. E 33. C 17. E 8. E 43. E 44. Rafael Encinas www. E 12. C 14. razão pela qual tais poderes não praticam atos administrativos. E 36. C 18. C 40. E 38.br 73 . Gabarito 1. E Prof. E 4. C 35. C 9. E 10. C 29. E 37. (CESPE/TCU/2008) Os atos praticados pelo Poder Legislativo e pelo Poder Judiciário devem sempre ser atribuídos à sua função típica.com. E 47.CURSO ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO ITENS 1. C 7.pontodosconcursos. C 31. E 3. E 39. C 45. C 13. C 25. E 30. 4. E 32. E 15. E 28. E 41. E 42. E 26. C 24. E 11.2. C 20. E 19. E 34. E 5. C 6. C 2. E 23. E 46. E 21.