Trabalho: Grupo Disciplina: Operações Financeiras Internacionais Investimento e Financiamento Internacional.

Docente: João Carlos Fidalgo Discente: Nelida Correia Hélia Elisabeth Adalicia de Pina

1

Índice Introdução------------------------------------------------------------------------------------------1 Enquadramento-------------------------------------------------------------------------------------2  Investimento-----------------------------------------------------------------------------1.1  Financiamento---------------------------------------------------------------------------1.2 Investimento directo do Estrangeiro------------------------------------------------------------2       Caracterização/enquadramento CV---------------------------------------------------2.1 Estratégia e financiamento do desenvolvimento nacional------------------------2.2 Estratégia de desenvolvimento nacional--------------------------------------------2.3 Os novos desafios-----------------------------------------------------------------------2.4 Investimento directo em Cabo Verde------------------------------------------------2.5 Iniciativa de investir em Cabo Verde-------------------------------------------------2.6

Investimento e financiamento internacional/situação de cabo verde-----------------------3     Perspectiva para 2013 enquadramento internacional-------------------------------3.1 Sector Externo---------------------------------------------------------------------------3.2 Perspectiva económica nacional para 2013------------------------------------------3.3 Economia cabo Verdiana e Finanças Público---------------------------------------3.4

Programa do investimento público-------------------------------------------------------------4     Financiamento---------------------------------------------------------------------------4.1 Divida pública --------------------------------------------------------------------------4.2 Divida interna----------------------------------------------------------------------------4.3 Divida externa---------------------------------------------------------------------------4.4

Balança de pagamento--------------------------------------------------------------------------4.5 Ratings do standard & Poor‘s-------------------------------------------------------------------5 Conclusão------------------------------------------------------------------------------------------7 Bibliografia-----------------------------------------------------------------------------------------8

2

Introdução Este trabalho desenrola-se disciplina de «Operações Financeira Internacionais» e tem como finalidade, focar nos estudos sobre o investimento e financiamento internacional, tratando da experiencia e situação de Cabo Verde. Dentro desse tema vamos retratar sobre a questão da Divida Publica, Orçamento de estado de Cabo Verde para o ano 2013e também vamos abordar sobre a questão de Fitchi ratings e stander poar‘s. As opções, as decisões e as consequências das mesmas a nível económico, social e político que temos assistido nos pais, fazem sobressair a pertinência do IDE no aumento da capacidade competitiva de CV. Cabo Verde, por necessidade, sempre foi um país de fora para dentro, tendo em conta os seus escassos recursos, exposto dessa forma parece ser uma desvantagem, mais não o é de todo, o cenário de globalização as oportunidades, tais como as ameaças, multiplicamse, pois CV com um país com fracos recursos financeiros, deverá atrair capitais estrangeiros, a fim de impulsionar a sua economia para o desenvolvimento. Nos últimos anos Cabo Verde tem sido arrastado por uma dinâmica de crescimento e competitividade notável, exigindo mais e mais atitude não somente por parte do Governo, com também dos agentes económicos e da sociedade em geral.

3

Investimento

Na economia investimento significa a aplicação de capital em meios de produção para aumentar a capacidade produtiva. Investimento bruto corresponde a todos os gastos realizados com bens de capital (máquinas e equipamentos) e formação de stocks. Investimento líquido exclui as despesas com manutenção e reposição de peças, depreciação de equipamentos e instalações. Como está directamente ligado á compra de bens de capital e, portanto, á ampliação da capacidade produtiva, o investimento líquido mede com mais precisão o crescimento da economia. Em finanças, investimento também pode referir-se á compra de ativos financeiros (acções, letras de câmbio e outros papeis). Quando se fala em investimento público, refere-se ao capital aplicado pelo Estado para a melhoria da qualidade de vida das pessoas e que não tem como objetivo apenas o lucro financeiro. Por exemplo, o investimento em infraestruturas como estrada, pontes, hospitais, portos, saneamento básico e escolas, que são essenciais para a economia e crescimento de um país, dependem quase em exclusivo do investimento público. Outros destinos dos investimentos públicos incluem investimentos na área social, urbana, em transporte ou em fatores produtivos. Naturalmente que todo o investimento em infraestruturas tem vários efeitos multiplicadores, refletindo-se em empregos criados ou em rendas recebidas obras realizadas. O destino e a forma de execução destes investimentos têm uma grande incidência sobre o desenvolvimento nacional e local. A forma como é decidido esse investimento tem em conto critérios económicos territoriais e sectoriais, acabando sempre por influenciar determinadas áreas de intervenção e atores. Muitos destes investimentos são feitos a fundos perdidos, onde não há uma expectativa de retorno face ao montante investido. O estado pretende com isso melhorar as condições de um sector/região, estimulando também os investimentos privados através da oferta de um novo produto ou serviço.

4

Financiamento Financiamento é uma operação financeira em que a parte financiadora, em geral uma instituição financeira, fornece recursos para outra parte que está sendo financiada, de modo que esta possa executar algum investimento específico previamente acordado. Ao contrário do empréstimo, os recursos do financiamento precisam necessariamente ser investidos do modo acordado em contrato. A financiadora então pode cobrar ou não cobrar juros sobre o valor financiado de acordo com o valor e o tempo de pagamento, ou mesmo não realizar a cobrança do valor financiado em caso de financiamento não-reembolsáveis. Empresas podem realizar financiamentos para angariar recursos para novos equipamentos ou realizar uma expansão enquanto pessoas físicas pode realizar financiamentos para comprar imóveis, automóveis, entre outros bens de grande valor. As instituições financeiras possuem várias modalidades de financiamento para pessoas físicas e jurídicas, cada uma com uma característica que o torna mais adequado a casos específicos, entre os quais podemos destacar: Financiamento Bancário É uma dívida financeira junto ao banco com um período pré-determinado para sua liquidação. Quando a dívida é contraída, o credor passa a assumir o valor emprestado e valor dos juros que são calculados de acordo com o valor do empréstimo. O financiamento bancário é aconselhável para a expansão de negócios lucrativos, financiamento de equipamentos, instalações etc. Não é aconselhável para uma empresa jovem ou não lucrativa, pois terá dificuldade em financiar sendo na visão do banco um empréstimo desinteressante. Linha de crédito São financiamentos flexíveis de curto prazo. São aconselháveis para abastecer necessidades emergentes e inesperadas. Factoring Também a curto prazo, é aconselhável em casos de necessidades de emergência onde o atraso implica numa cobrança que gerará despesas extras para o credor, que passa a assumir a comissão do cobrador. Leasing É aconselhável quando não se pretende financiar grande quantidade de dinheiro ou materiais que serão necessários a curto período.

5

Investimento Direto do Estrangeiro

Caracterização/Enquadramento de CV O IDE, como temos vindo a constatar, é um recurso financeiro de grande relevância para qualquer economia. Neste sentido, os países estão atentos, considerando os impactos das suas políticas governamentais, económicas e sociais no atracão do IDE, isto, visando capacitar o país de pontos fortes e colmatar os pontos fracos. O presente capitulo visa, acima de tudo, expor os pontos positivos e os constrangimentos que caracterizam CV, tendo em consideração a sua realidade interna, a sua relação/posicionamento no ambiente internacional, as suas políticas de atracão ao IDE e, finalmente, o comportamento do IDE na economia cabo-verdiana.

Estratégia e financiamento do desenvolvimento Nacional Os custos de um Pequeno Estado Insular para que possamos entender melhor a fragilidade de CV e o respectivo défice em termos de financiamento da própria economia, achamos pertinentes efetuar um enquadramento do país como um pequeno estado insular, antes de nos debruçarmos sobre a estratégia e o financiamento do desenvolvimento do mesmo. A escala e a insularidade de Cabo Verde constituem fatores negativos a sua economia. Relativamente a escala, esta determina a dimensão do mercado, condição de grande relevância para os investidores, pelo que a dimensão reduzida do mercado caboverdiano acarreta alguns constrangimentos quanto a atracão de IDE.

Estratégias de Desenvolvimento Nacional A estratégia de desenvolvimento de CV tem como chapéu as Grandes Opções do Plano (GOP), que visa, por um lado, traçar uma visão compartilhada do futuro e, por outro, determinar uma estratégia para a respectiva implementação, ambos de longo prazo. Neste sentido, a GOP fornece diretrizes de orientação para a elaboração do Plano nacional de Desenvolvimento, que é de médio prazo e tem como função implementar a estratégia nacional de desenvolvimento. A estratégia nacional de desenvolvimento de CV baseia-se na inserção da economia internacional, no sector privado como motor do desenvolvimento e no desenvolvimento e afirmação da cultura nacional (Governo de CV.

6

Os Novos Desafios de Cabo Verde Cabo Verde tem encarado a política externa como um instrumento fundamental para converter ameaças em oportunidades, quer no âmbito internacional, atendendo as exigências da globalização, quer no âmbito nacional, tendo em conta a escassez de recursos para o seu desenvolvimento, a dimensão do seu território e a insularidade. É neste contexto, que o país tem procurado inserir-se em espaços e circuitos económicos dinâmicos e tem apostado fortemente na sua credibilidade internacional, como meio de tornar o país mais competitivo e assegurar o respectivo desenvolvimento de forma sustentável. Como resultado, nos últimos quatro anos, três grandes objetivos, com impactos alavancador para a economia nacional e de relevância internacional, foram atingidos. em Dezembro de 2004, com a adoção, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, da resolução 59/210 (ONU, 2004), Cabo Verde deixou de pertencer ao grupo dos Países menos Avançados (PMA), grupo que integrava desde 1977, para passar a pertencer ao grupo dos Países de Rendimento Médio (PRM).

Investimento Direto Estrangeiro em Cabo Verde Após o enquadramento geral em termos histórico, político, geo-climático, económico e financeiro, sem perder de vista alguns desafios a nível internacional, estamos em condições de efetuar o enquadramento do IDE no país.Com esse intuído, primeiramente, observamos as condições gerais do país oferecidas aos investidores. Seguidamente, apresentamos a evolução do IDE em CV.

Iniciativa de Investir em CV A iniciativa de investir em Cabo Verde é ponderada com três questões relativamente aos motivos, as experiências e as fontes de informação, que incentivou os investidores externos apostarem em CV. Como razões de motivação para se estabelecer em CV, os inquiridos elegeram quatro das quinze opções, pela ordem decrescente: oportunidade de negócio com 18,4%, seguida pela estabilidade política do país com 15,8%, estabilidade do mercado caboverdiano com 13,2% e crescimento externo da empresa com 10,5%. Sendo, ainda de destacar a importância da variável condições naturais do país, que teve um peso de 7,9% na decisão do investidor estabelecer-se no mercado cabo-verdiano. A segurança e credibilidade dos contratos e o mercado atrativo foram duas variáveis sem qualquer impacto na decisão dos inquiridos investirem em CV. Relativamente a questão 5, 70,0% dos investidores externos inquiridos não tinham qualquer experiência no mercado de CV antes de empreender os seus projetos de forma definitiva.

7

Investimento e Financiamento internacional/situação de cabo Verde

Perspectiva para 2013 – Enquadramento Internacionais O enquadramento externo da economia nacional não tem sido muito favorável. As perspectivas económicas mundiais do Fundo Internacional (FMI), divulgando em Junho de 2012, apontam para uma desaceleração no ritmo de crescimento da atividade económica mundial. Isto não passa-se somente nas economias avançadas, mas também em muitas das economias emergentes e em desenvolvimento, caso do Brasil, China e da Índia. Recorde-se que o crescimento do produto interno deverá passar dos 3,9% em 2011 para 3,5% em 2012 e 2013, respectivamente. O produto da zona euro, em média, deverá em 2013 registar uma contração de 0.3, destacando-se os países mais afetados pela crise da divida soberana. A economia portuguesa, condicionada pelas medidas de consolidação orçamental, após contrair 3,3% em2012 e deverá crescer 0,3% em 2013. Na esfera nominal, o FMI prevê uma descida do preço das matérias-primas energéticas em 7,5%, o que poderá ser favorecido com a perspectiva de abrandamento no ritmo de crescimento do PIB chinês para 2012. As matérias-primas não energéticas deverão decrescer 4,3%. A nível dos preços nos consumidores, o fundo prevê um aumento de 1,6% nas economias avançadas e de 5,6% nas economias emergentes e em desenvolvimento.

Sector Externo A evolução do investimento directo estrangeiro e das exportações, com destaque para as receitas de turismo, serão determinados pelos desenvolvimentos da conjuntura económica e financeira internacional e os impactos da implementação das medidas de austeridade no rendimento disponível das famílias nos países emissores de turistas para Cabo verde. De acordo com a programação recente do FMI, as contas externas deverão melhorar relativamente á programação para 2012, devido principalmente às expectativas de evolução da balança de serviço. Prevê-se que as exportações de bens mantenham um perfil ascendente. As importações estarão condicionadas á evolução dos preços nos mercados fornecedores e ao aumento da produção agrícola nacional.

8

Perspectivas económicas Nacionais para 2013 As perspectivas para a economia cabo-verdiana para 2013 estarão condicionadas pela evolução da conjuntura externa. Tendo em conta o espaço macroeconómico relativamente reduzido, o desafio será identificar políticas económicas capazes de mitigar os efeitos nefastos da conjuntura internacional globalmente adversa em perigar os ganhos em matéria de sustentabilidade orçamental e cambial mantendo o compromisso de atingir todos os Objetivo de Desenvolvimento do Milénio em 2015. O ano 2013 será o segundo ano da nova edição da Estratégia de Crescimento e Redução da Pobreza 2012-2016 (DECRP III). A gestão dos riscos advindo do cenário externo apresenta-se como um fator preponente a realização dos objetivos e metas estipuladas tendo em conta os possíveis constrangimentos na mobilização dos recursos para as materializações. O Orçamento Geral do Estado para 2013 orienta-se pela focalização dos poucos recursos nos sectores e programas com maior impacto no crescimento e redução da pobreza, todavia criando as bases para a construção dos outros sectores no longo prazo.

Economia cabo Verdiana e Finanças Públicas A conjuntura económica internacional agravou-se devido ao recrudescimento das tensões financeiras relacionadas com a crise da divida soberana na Zona Euro e o crescimento abaixo do previsto em varias economias avançadas e emergentes, devido essencialmente á queda da procura e ao impacto das medidas de austeridade que vêm sendo implementadas nos países avançados. O FMI, no dia 16 de Julho de 2012, reviu as suas previsões de crescimento do PIB mundial para 3,5% em 2012 e 3,5% em 2013 (menos o,1 e 0,2 p.p face ás previsões de Abril, respectivamente); Em termos regionais, as previsões de crescimento em 2012 e 2013 para as economias avançadas são de 1,4% e 1,9%, respectivamente e quanto ás economias emergentes e em desenvolvimento, as perspectivas são de 5,6% em 2012 e 5,9% em 2013 (menos 0,1 e 0,2p.p face á previsão de Abril, respectivamente). Relativamente aos mercados financeiros internacionais, registaram-se prémios de risco excepcionalmente elevados nos preços das obrigações de divida pública em vários países da zona euro, com a fragmentação financeira a dificultar o funcionamento eficaz da política monetária. Perante a subida das taxas de rendimento, os analistas financeiros consideram que a Zona Euro deve avançar com a consolidação orçamental, as reformas estruturais e o reforço das instituições europeias com grande determinação.

9

Economia Cabo-verdiana Crescimento económico A conjuntura externa globalmente adversa, tem determinado o comportamento da economia nacional. No que diz respeito ao crescimento para os próximos anos, o país continua a depender da evolução da economia mundial, principalmente, das economias pertencentes, a perspectiva uma taxa de crescimento real do produto em torno de 5% para 2012. Os indicadores produzidos pelo BCV e pelo INE, evidenciam desaceleração na atividade económica, no segundo trimestre de 2012. Do lado da oferta, a evolução do indicador de clima económica, produzido pelo INE, indica que o ritmo de crescimento da atividade económica contrariou a tendência ascendente do primeiro trimestre, registando um valor mais baixo dos últimos 8 trimestres consecutivos, sobretudo devido a evolução negativa dos indicadores de confiança nos sectores da construção, transportes e serviços auxiliares aos transportes e do turismo.

Finanças Públicas em 2012 (análise global) Tendo em conta o cenário da crise internacional, afetando grandes parceiros comerciais e da cooperação do país, tornou-se crucial a adoção de medidas de contenção das despesas públicas desde o arranque da execução orçamental de forma a garantir a prudência e o rigor orçamental necessários para manter a sustentabilidade das finanças públicas no curto e médios prazos.

Programa do investimento público O programa de investimento público no período atingiu 6.969 milhões de ECV, 33,o% do valor orçamentado. Do montante executado, 60,2% foram financiados por «Empréstimos externos», 34,0% pelo «Tesouro» e 5,8% através de «Donativos». O eixo infraestruturação atingiu uma execução de 4.186 milhões ECV. Dos projetos executados destacam-se: «Expansão e Modernização do Porto Novo» (496,9 milhões de ECV), «Expansão e Modernização do Porto dos cavaleiros e Furna» (473,2 Milhões de ECV), «Variante S. Domingos – Pedra Badejo – Calheta» (356,8 milhões de ECV), «Expansão do Porto da Praia Fase l» (295,5 milhões de ECV) e «Fundo Rodoviária» (250,8 milhões de ECV) e «Construção do Anel do Fogo» (204,2 milhões de ECV).

10

Financiamento O financiamento do défice de 7.957 milhões de ECV no período em análise ficou essencialmente a cargo da componente externa. Contudo, até Junho de 2010 o Tesouro sentiu necessidade de emitir títulos e utilizar parte dos depósitos para fazer face às necessidades de tesouraria e financiar as contrapartidas nacionais no quadro do programa de investimento tendo em conta os diversos atrasos verificados na estrada da ajuda orçamental. Mesmo assim, o crédito interno líquido ao governo central registou uma diminuição de 12,6%, face ao período homólogo.

Divida Pública Para o ano de 2012 prevê-se que o stock do Governo Central, excluindo Títulos Consolidados de mobilização Financeira, totalize 132.585,6 milhões de ECV contra 116.116,6 milhões de ECV do ano de 2011, o que representa uma variação positiva de 14%. A divida em percentagem do PIB aumentará 5% face ao mesmo período do ano anterior, situando-se em 82% do PIB contra 77% registado em 2011.

Dívida Interna Os recursos do endividamento interno, advêm de sessões de leilões de títulos de dívida pública, como são os Bilhetes do Tesouro e as Obrigações do Tesouro, utilizados para suprir as necessidades transitórias da tesouraria do tesouraria do Estado, emitidos sempre com base numa necessária concertação a priori entre a política orçamental e monetária do Banco Central. No final de Junho de 2012, o stock da Divida Interna era composto em 91,75% por Obrigações, 3,68% por Bilhetes do Tesouro e os restantes 4,57% por outros créditos, apontando maior apetência do mercado por títulos de prazos mais alargados e maior rendibilidade. Prevê-se que até o final de 2012 esta estrutura não venha a ter grandes alterações.

Dívida externa Nos últimos 4 anos o stock da divida externa, aumentou consideravelmente, justificado pela contratação de mais empréstimos junto de credores bilaterais, multilaterais e comerciais para financiar projetos em áreas estruturantes para o desenvolvimento e crescimento económico do país, tais como, infraestruturas portuárias e rodoviárias, agricultura, saúde, redução da pobreza e desigualdade social, água e saneamento e habitação social.

11

Para o final de 2012, prevê-se que o stock da divida externa atinja 98.362,4 milhões de ECV, um aumento de cerca de 14.262 milhões de ECV, o que representará uma taxa de crescimento de 17% e um aumento de 3% em relação ao rácio divida/PIB de 2011. O stock da divida externa é composta maioritariamente por empréstimo contratados de credores multilaterais, que representou 59% do stock de 2011. O portfolio da divida externa é constituído por 94% de empréstimos concessionais, incluindo os empréstimos contratados junto dos credores comerciais que são bonificados pelo Governo português.

Balança de Pagamento Em 2011, as necessidades líquidas de financiamento da economia, medidas pelo défice conjunto das balanças de correntes e de capital, aumentaram 4,7% do PIB para 16,4%. O défice da balança corrente subiu de 14% do PIB para 17%, enquanto o excedente da balança de capitais reduziu 2% para 0,7% do PIB, com a significativa redução dos donativos oficiais. O agravamento da balança corrente e de capital foi determinado, substancialmente, pela aceleração das importações de bens 12%, pela expressiva queda das transferências oficiais unilaterais 47% e pela redução das exportações dos serviços de transportes aéreos 20,9%. As exportações de bens, as receitas de turismo e as remessas de emigrantes, pelo contrário, registaram um comportamento muito positivo, crescendo, respectivamente, 48,5%; 26,4% e 29,4% em 2011. A balança financeira, que representa os canais através dos canais através dos quais se processa o financiamento externo da economia, registou uma entrada líquida de fundos na ordem dos 14% do PIB em 2011, menos 2,3% que registado em 2010. Para a redução dos influxos financeiros líquidos contribuíram, significativamente, a redução do investimento direto 21,6%, dos passivos das sociedades financeiras 13,2%, bem como dos desembolsos líquidos da divida pública 3,3%.

12

RATINGS DA STANDARD POOR’S As análises, incluindo os ratings, do standard & Poor‘s de suas afiliadas (em conjunto denominados ‗Standard & Poor‘s) são declarações de opinião na data em que são expressas e não declarações de fatos ou recomendações para comprar, vender ou manter títulos ou para tomar quaisquer decisões de investimento. Perspectivas de Rating A perspectiva de um rating da Standard & Poor‘s avalia a potencial direção de um rating de crédito de longo prazo no médio prazo (normalmente de seis meses a dois anos). Ao determinar uma perspectiva de um rating, são consideradas quaisquer mudanças nas condições económicas e/ou nas condições fundamentais de negócios. Uma perspectiva não é necessariamente uma precursora de uma mudança de rating ou futura ação de CreditWatch.      Positiva significa que um rating poderá ser elevado. Negativa que um rating poderá ser rebaixado. Estável que provavelmente um rating não será alterado. Em Desenvolvimento que um rating poderá ser elevado ou rebaixado. N.S. expressa ―não significativa‖.

Ratings de Crédito de Emissor Um rating de crédito de emissor da Standard & Poor‘s é uma opinião prospectiva sobre a qualidade de crédito em geral de um devedor para honrar suas obrigações financeiras. Essa opinião se foca na capacidade e disposição do devedor para honrar seus compromissos financeiros no vencimento. Esse rating não se aplica a nenhuma obrigação financeira específica, nem considera a natureza de, e as provisões da obrigação, nem a sua posição em caso de falência ou liquidação, as preferências estatutárias ou a legalidade e a executoriedade da obrigação.

Os ratings de crédito são uma opinião prospectiva sobre a qualidade de crédito. Os ratings de crédito expressam a opinião da Standard & Poor's sobre a capacidade e a vontade de um emissor - seja uma corporação, ou um governo estadual ou municipal de honrar suas obrigações financeiras, integralmente e no prazo determinado. Os ratings de crédito também podem refletir a qualidade de crédito de um título de dívida individual - como, por exemplo, um título de dívida corporativo ou municipal ou ativos-lastreados em empréstimos hipotecários, e a probabilidade relativa de default dessa emissão. Os ratings são elaborados por organizações como a Standard & Poor's, frequentemente denominadas agências de rating, que se especializam em avaliar o risco de crédito.

13

Cada agência aplica sua própria metodologia para medir a qualidade de crédito e usa uma escala de ratings específica para publicar opiniões de ratings. Normalmente, os ratings são expressos por meio de letras que variam, por exemplo, de 'AAA' a 'D' para comunicar a opinião da agência sobre o nível relativo de risco de crédito. Ratings de Crédito são indicadores de investimento? Ainda que os investidores possam usar os ratings de crédito em suas decisões de investimento, os ratings da Standard & Poor‘s não indicam o mérito do investimento. Em suma, os ratings não são recomendações para comprar, manter ou vender, ou mesmo uma medida do valor do ativo, nem têm a intenção de sinalizar a adequação de um investimento. Os ratings da Standard & Poor‘s tratam de um especto da decisão de investimento — a qualidade de crédito — e, em alguns casos, podem mostrar o grau de recuperação esperado de investimento em uma situação de default. Em suas avaliações, os investidores deveriam levar em consideração, além da qualidade de crédito, a composição atual de suas carteiras, suas estratégias de investimento e horizonte de tempo, sua tolerância ao risco, e uma estimativa do valor relativo de um título em comparação com outros de sua eventual escolha. Por analogia, ainda que a reputação de confiabilidade de um carro seja importante para a decisão de compra, este não é o único critério normalmente utilizado pelos compradores. Por quê os ratings de Crédito mudam? As razões que levam a um ajuste nos ratings variam, e podem estar relacionadas de maneira ampla com as alterações gerais no ambiente económico ou de negócios, ou estarem mais estreitamente relacionadas com circunstâncias particulares que afetam uma indústria específica, entidade ou título de dívida individual. Em alguns casos, as mudanças no ambiente de negócios podem afetar o risco de crédito de um grande número de emissores e títulos. Por exemplo, novos competidores ou tecnologias, além do que poderia ter sido esperado e incorporado nos ratings, podem prejudicar o desempenho de rentabilidade projetado para uma empresa, o que poderia levar a um ou mais rebaixamentos de seus ratings ao longo do tempo. Fatores como nível de endividamento crescente ou decrescente, grandes necessidades de investimento de capital, e mudanças regulatórias também podem causar alterações nos ratings.

14

Conclusão Ao desenrolar desse trabalho constatamos que a economia cabo-verdiana e finanças públicas reviram as suas previsões de crescimento do PIB mundial de 2012 (3.5%) e 2013 (3.9%), visto que teve um aumento de 0.1 e 0.2, respectivamente. A taxa de inflação homóloga, referente ao mês de Agosto, foi de 2,2%, determinada sobretudo pela evolução positiva das classes dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (+2,5%); acessórios, equipamentos domésticos e manutenção corrente da habitação (+3,2%); rendas de habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (+3,5%); transporte (+3,9%). Em relação a divida externa em 2012 teve um aumento consideravelmente de 3% em relação ao rácio divida/PIB de 2011; A divida pública em percentagem do PIB aumentará cerca de 5% face ao mesmo período do ano anterior, situando-se em 82% do PIB contra 77% registado em 2011; A divida interna em 2010 situou-se em 29518,8 milhões de ECV, tendo passado para 32016,2 milhões de ECV, representando um aumento de 8,8%, ou seja cerca de 2497,5 milhões de ECV. O parâmetro do sector externo, ou seja, a evolução do investimento direto estrangeiro de acordo com os dados do FMI, as contas externas deverá melhorar relativamente á programação para 2012, devido principalmente às expectativas de evolução da balança de serviços.

15

Bibliografia www.google.com www.bcv.cv Relatório de Orçamento de Estado 2013; Relatório de Estabilidade Financeira 2011.

16