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APOSTILA PARA CONCURSOS PÚBLICOS

LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL

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Conteúdo: 1. Tráfico ilícito e uso indevido de substâncias entorpecentes (Lei nº 11.343/2006); 2. Apresentação e uso de documento de identificação pessoal (Lei nº 5.553/1968); 3. Definição dos crimes de tortura (Lei nº 9.455/1997); 4. Estatuto do desarmamento (Lei nº 10.826/2003); 5. Crimes contra a dignidade sexual ( Lei nº 12.015/2009); 6. Lavagem de dinheiro (Lei nº 9.613/1998); 7. Crimes contra o meio ambiente (Lei nº 9.605/1998); 8. Código de Trânsito Brasileiro; 9. Prisão temporária (Lei nº 7.960/1989); 10. Crime organizado (Lei nº 9.034/1995); 11. Crimes hediondos (Lei nº 8.072/1990); 12. Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990); 13. Abuso de autoridade (Lei nº 4.898/1965); 14. Juizados especiais cíveis e criminais (Lei nº 9.099/1995).

LEI DE DROGAS
A Lei n° 11.343/2006 revogou tanto a Lei n° 6.368/1976, que previa os crimes ligados a entorpecentes, quanto a Lei n° 10.409/2002, que previa o procedimento para esses crimes. Certamente, a alteração mais significativa foi em relação ao delito de porte de drogas para consumo pessoal (art. 28 da Lei n° 11.343/2006). Na nova disciplina legal, esse delito, de competência dos Juizados Especiais Criminais, não admite nunca a pena de prisão, mas apenas as "medidas educativas" de advertência sobre os efeitos das drogas, prestação de serviços à comunidade e participação em programa ou curso educativo. Caso o autor não cumpra, voluntariamente essas medidas, a condenação criminal poderá impor-lhe, no máximo, a pena de multa. Expressamente, a lei afirma que o enfoque em relação ao usuário não é mais repressivo, e sim o de proporcionar "atenção e reinserção social". Há entendimento de que, como o enfoque não é mais repressivo e as medidas educativas são relativas a direitos disponíveis, seriam admissíveis sucessivas transações penais para cumprimento das medidas educativas. Há entendimento de que, considerando que esse delito não possui pena de reclusão ou detenção, não seria mais um crime, mas uma contravenção penal. Todavia, o STF decidiu que a conduta continua configurando crime (STF, 1. T., RE-QO n° 430.105/RJ rel. Min. Sepúlveda Pertence, j. 13/2/2007, DJ 27/4/2007, p. 69, Ementário v. 2273-04, p. 729). A conduta de um usuário ceder droga gratuitamente a outro usuário continua sendo infração penal de menor potencial ofensivo com pena de prisão, sendo admissível a transação penal se presentes seus requisitos (art. 33, § 3°). As principais características do procedimento para os delitos de tráfico de drogas e similares são as seguintes:
1. o prazo do inquérito policial será de trinta dias para réu preso e de noventa dias para réu solto,

admitindo-se duplicação pelo juiz (art. 51 da Lei n° 11.343/2006);
2. caso o réu identifique os co-autores e auxilie na recuperação do produto do crime (delação

premiada), fará jus à redução da pena de um a dois terços (art. 41);
3. possibilidade de infiltração de agentes policiais mediante autorização judicial (art. 53, I); 4. possibilidade de não-atuação policial diante de flagrante delito, mediante autorização judicial,

para maior sucesso das investigações (art. 53, II);
5. prazo de dez dias para o Ministério Público oferecer denúncia (art. 54), arrolando até cinco

testemunhas; (...)

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LEI Nº 11.343, DE 23 DE AGOSTO DE 2006
Atualizada até Outubro/2010 Institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas - Sisnad; prescreve medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas; estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas; define crimes e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: TÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1o Esta Lei institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas - Sisnad; prescreve medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas; estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas e define crimes. Parágrafo único. Para fins desta Lei, consideram-se como drogas as substâncias ou os produtos capazes de causar dependência, assim especificados em lei ou relacionados em listas atualizadas periodicamente pelo Poder Executivo da União. Art. 2o Ficam proibidas, em todo o território nacional, as drogas, bem como o plantio, a cultura, a colheita e a exploração de vegetais e substratos dos quais possam ser extraídas ou produzidas drogas, ressalvada a hipótese de autorização legal ou regulamentar, bem como o que estabelece a Convenção de Viena, das Nações Unidas, sobre Substâncias Psicotrópicas, de 1971, a respeito de plantas de uso estritamente ritualístico-religioso. Parágrafo único. Pode a União autorizar o plantio, a cultura e a colheita dos vegetais referidos no caput deste artigo, exclusivamente para fins medicinais ou científicos, em local e prazo predeterminados, mediante fiscalização, respeitadas as ressalvas supramencionadas. TÍTULO II DO SISTEMA NACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE DROGAS Art. 3 O Sisnad tem a finalidade de articular, integrar, organizar e coordenar as atividades relacionadas com: I - a prevenção do uso indevido, a atenção e a reinserção social de usuários e dependentes de drogas; II - a repressão da produção não autorizada e do tráfico ilícito de drogas. CAPÍTULO I DOS PRINCÍPIOS E DOS OBJETIVOS DO SISTEMA NACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE DROGAS Art. 4 São princípios do Sisnad: I - o respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana, especialmente quanto à sua autonomia e à sua liberdade; II - o respeito à diversidade e às especificidades populacionais existentes; III - a promoção dos valores éticos, culturais e de cidadania do povo brasileiro, reconhecendo-os como fatores de proteção para o uso indevido de drogas e outros comportamentos correlacionados; IV - a promoção de consensos nacionais, de ampla participação social, para o estabelecimento dos fundamentos e estratégias do Sisnad; V - a promoção da responsabilidade compartilhada entre Estado e Sociedade, reconhecendo a importância da participação social nas atividades do Sisnad; VI - o reconhecimento da intersetorialidade dos fatores correlacionados com o uso indevido de drogas, com a sua produção não autorizada e o seu tráfico ilícito; VII - a integração das estratégias nacionais e internacionais de prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas e de repressão à sua produção não autorizada e ao seu tráfico ilícito;
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VIII - a articulação com os órgãos do Ministério Público e dos Poderes Legislativo e Judiciário visando à cooperação mútua nas atividades do Sisnad; IX - a adoção de abordagem multidisciplinar que reconheça a interdependência e a natureza complementar das atividades de prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas, repressão da produção não autorizada e do tráfico ilícito de drogas; X - a observância do equilíbrio entre as atividades de prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas e de repressão à sua produção não autorizada e ao seu tráfico ilícito, visando a garantir a estabilidade e o bem-estar social; XI - a observância às orientações e normas emanadas do Conselho Nacional Antidrogas - Conad. Art. 5o O Sisnad tem os seguintes objetivos: I - contribuir para a inclusão social do cidadão, visando a torná-lo menos vulnerável a assumir comportamentos de risco para o uso indevido de drogas, seu tráfico ilícito e outros comportamentos correlacionados; II - promover a construção e a socialização do conhecimento sobre drogas no país; III - promover a integração entre as políticas de prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas e de repressão à sua produção não autorizada e ao tráfico ilícito e as políticas públicas setoriais dos órgãos do Poder Executivo da União, Distrito Federal, Estados e Municípios; IV - assegurar as condições para a coordenação, a integração e a articulação das atividades de que trata o art. 3o desta Lei. CAPÍTULO II DA COMPOSIÇÃO E DA ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA NACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE DROGAS Art. 6 (VETADO) Art. 7o A organização do Sisnad assegura a orientação central e a execução descentralizada das atividades realizadas em seu âmbito, nas esferas federal, distrital, estadual e municipal e se constitui matéria definida no regulamento desta Lei. Art. 8o (VETADO) CAPÍTULO III (VETADO) Arts. 9 a 14 (VETADOS) CAPÍTULO IV DA COLETA, ANÁLISE E DISSEMINAÇÃO DE INFORMAÇÕES SOBRE DROGAS Art. 15. (VETADO) Art. 16. As instituições com atuação nas áreas da atenção à saúde e da assistência social que atendam usuários ou dependentes de drogas devem comunicar ao órgão competente do respectivo sistema municipal de saúde os casos atendidos e os óbitos ocorridos, preservando a identidade das pessoas, conforme orientações emanadas da União. Art. 17. Os dados estatísticos nacionais de repressão ao tráfico ilícito de drogas integrarão sistema de informações do Poder Executivo. TÍTULO III DAS ATIVIDADES DE PREVENÇÃO DO USO INDEVIDO, ATENÇÃO E REINSERÇÃO SOCIAL DE USUÁRIOS E DEPENDENTES DE DROGAS CAPÍTULO I DA PREVENÇÃO Art. 18. Constituem atividades de prevenção do uso indevido de drogas, para efeito desta Lei, aquelas direcionadas para a redução dos fatores de vulnerabilidade e risco e para a promoção e o fortalecimento dos fatores de proteção.
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o fortalecimento da autonomia e da responsabilidade individual em relação ao uso indevido de drogas.a articulação entre os serviços e organizações que atuam em atividades de prevenção do uso indevido de drogas e a rede de atenção a usuários e dependentes de drogas e respectivos familiares.o alinhamento às diretrizes dos órgãos de controle social de políticas setoriais específicas. As atividades de atenção e as de reinserção social do usuário e do dependente de drogas e respectivos familiares devem observar os seguintes princípios e diretrizes: I . Parágrafo único. entre outras. XII .a adoção de estratégias diferenciadas de atenção e reinserção social do usuário e do dependente de drogas e respectivos familiares que considerem as suas peculiaridades socioculturais. orientado para a inclusão social e para a redução de riscos e de danos sociais e à saúde. III . Constituem atividades de atenção ao usuário e dependente de drogas e respectivos familiares. 21.respeito ao usuário e ao dependente de drogas.a implantação de projetos pedagógicos de prevenção do uso indevido de drogas. CAPÍTULO II DAS ATIVIDADES DE ATENÇÃO E DE REINSERÇÃO SOCIAL DE USUÁRIOS OU DEPENDENTES DE DROGAS Art. VII . VIII . Art. XI . incluindo usuários e dependentes de drogas e respectivos familiares.Conanda. culturais. 19. IV . aquelas que visem à melhoria da qualidade de vida e à redução dos riscos e dos danos associados ao uso de drogas. para efeito desta Lei.o compartilhamento de responsabilidades e a colaboração mútua com as instituições do setor privado e com os diversos segmentos sociais. do “retardamento do uso” e da redução de riscos como resultados desejáveis das atividades de natureza preventiva.a observância das orientações e normas emanadas do Conad. .definição de projeto terapêutico individualizado. nas instituições de ensino público e privado.Art. observados os direitos fundamentais da pessoa humana. Art.a adoção de conceitos objetivos e de fundamentação científica como forma de orientar as ações dos serviços públicos comunitários e privados e de evitar preconceitos e estigmatização das pessoas e dos serviços que as atendam. III . independentemente de quaisquer condições. quando da definição dos objetivos a serem alcançados. por meio do estabelecimento de parcerias.o reconhecimento do “não-uso”. X .o estabelecimento de políticas de formação continuada na área da prevenção do uso indevido de drogas para profissionais de educação nos 3 (três) níveis de ensino.o investimento em alternativas esportivas. II . XIII . 20. profissionais. alinhados às Diretrizes Curriculares Nacionais e aos conhecimentos relacionados a drogas. os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde e da Política Nacional de Assistência Social. artísticas.o reconhecimento do uso indevido de drogas como fator de interferência na qualidade de vida do indivíduo e na sua relação com a comunidade à qual pertence.o tratamento especial dirigido às parcelas mais vulneráveis da população. Constituem atividades de reinserção social do usuário ou do dependente de drogas e respectivos familiares. levando em consideração as suas necessidades específicas. 22. como forma de inclusão social e de melhoria da qualidade de vida. para efeito desta Lei. As atividades de prevenção do uso indevido de drogas dirigidas à criança e ao adolescente deverão estar em consonância com as diretrizes emanadas pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente . V . IX .a adoção de estratégias preventivas diferenciadas e adequadas às especificidades socioculturais das diversas populações. bem como das diferentes drogas utilizadas. VI . II . As atividades de prevenção do uso indevido de drogas devem observar os seguintes princípios e diretrizes: I . aquelas direcionadas para sua integração ou reintegração em redes sociais.

29. sem fins lucrativos.prestação de serviços à comunidade. Art. têm garantidos os serviços de atenção à sua saúde. II . Quem adquirir.o alinhamento às diretrizes dos órgãos de controle social de políticas setoriais específicas. as penas previstas nos incisos II e III do caput deste artigo serão aplicadas pelo prazo máximo de 10 (dez) meses. para tratamento especializado. às circunstâncias sociais e pessoais.IV . fixará o número de dias-multa. respeitadas as diretrizes do Ministério da Saúde e os princípios explicitados no art. o Distrito Federal e os Municípios poderão conceder benefícios às instituições privadas que desenvolverem programas de reinserção no mercado de trabalho. As instituições da sociedade civil. estabelecimentos congêneres. preferencialmente. Na imposição da medida educativa a que se refere o inciso II do § 6o do art. hospitais. o § 1 Às mesmas medidas submete-se quem. 22 desta Lei. obrigatória a previsão orçamentária adequada. poderá o juiz submetê-lo. II . § 6o Para garantia do cumprimento das medidas educativas a que se refere o caput. definidos pelo respectivo sistema penitenciário. gratuitamente. da prevenção do consumo ou da recuperação de usuários e dependentes de drogas. estiverem cumprindo pena privativa de liberdade ou submetidos a medida de segurança. A União. atribuindo depois a cada um. drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas: I . VI . sucessivamente a: I . do Distrito Federal. III . que atendam usuários ou dependentes de drogas poderão receber recursos do Funad. o valor de um trinta avos até 3 (três) vezes o valor do maior salário mínimo. 27. do usuário e do dependente de drogas encaminhados por órgão oficial. entidades educacionais ou assistenciais. II e III. Parágrafo único. Art. Os valores decorrentes da imposição da multa a que se refere o § 6o do art. condicionados à sua disponibilidade orçamentária e financeira. Art. As penas previstas neste Capítulo poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente. § 3o As penas previstas nos incisos II e III do caput deste artigo serão aplicadas pelo prazo máximo de 5 (cinco) meses. que se ocupem. cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica. os Estados. 25. § 5o A prestação de serviços à comunidade será cumprida em programas comunitários. sempre que possível. 26. 28. semeia. dos Municípios desenvolverão programas de atenção ao usuário e ao dependente de drogas. transportar ou trouxer consigo. o juiz. bem como à conduta e aos antecedentes do agente. a que injustificadamente se recuse o agente.advertência sobre os efeitos das drogas. atendendo à reprovabilidade da conduta. O usuário e o dependente de drogas que. § 2o Para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal. guardar. 28. públicos ou privados sem fins lucrativos. segundo a capacidade econômica do agente. preferencialmente ambulatorial. 24. nos incisos I. para seu consumo pessoal. ouvidos o Ministério Público e o defensor. As redes dos serviços de saúde da União.atenção ao usuário ou dependente de drogas e aos respectivos familiares. Art. CAPÍTULO III DOS CRIMES E DAS PENAS Art. o juiz atenderá à natureza e à quantidade da substância apreendida. Art. tiver em depósito. Art. em razão da prática de infração penal.medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. de forma multidisciplinar e por equipes multiprofissionais. estabelecimento de saúde. para consumo pessoal.admoestação verbal. 28 serão creditados à conta do Fundo Nacional Antidrogas. bem como substituídas a qualquer tempo. ao local e às condições em que se desenvolveu a ação. 23.observância das orientações e normas emanadas do Conad. V . . com atuação nas áreas da atenção à saúde e da assistência social.multa. dos Estados. em quantidade nunca inferior a 40 (quarenta) nem superior a 100 (cem). § 4o Em caso de reincidência. § 7o O juiz determinará ao Poder Público que coloque à disposição do infrator.

oferecer. possuir. e multa de 100 (cem) a 300 (trezentos) dias-multa. ministrar. exportar. dispensada a autorização prévia do órgão próprio do Sistema Nacional do Meio Ambiente . oferece.Sisnama. drogas ou matéria-prima destinada à sua preparação. tem em depósito. ou consente que outrem dele se utilize. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena . 30. eventualmente e sem objetivo de lucro. ainda que gratuitamente. de 1 (um) a 3 (três) anos. as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços. que recolherão quantidade suficiente para exame pericial. no tocante à interrupção do prazo. importar. ceder ou adquirir. o disposto no Decreto no 2. mediante auto circunstanciado e após a perícia realizada no local da incineração. ainda que gratuitamente. vedada a conversão em penas restritivas de direitos. 31. transformar. § 3o Em caso de ser utilizada a queimada para destruir a plantação. a pessoa de seu relacionamento.detenção. CAPÍTULO II DOS CRIMES Art. transportar. fabrica.importa. de tudo lavrando auto de levantamento das condições encontradas. e executada pela autoridade de polícia judiciária competente. Importar. para qualquer fim. II . guarda ou vigilância. § 4o As glebas cultivadas com plantações ilícitas serão expropriadas.semeia. § 4o Nos delitos definidos no caput e no § 1o deste artigo. É indispensável a licença prévia da autoridade competente para produzir. remeter. oferecer.reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1. conforme o disposto no art. ter em depósito. ainda que gratuitamente. matéria-prima. desde que o agente seja . adquirir. o disposto nos arts. vende. III . fornece. para o tráfico ilícito de drogas. 33. § 2o Induzir. o § 1 A destruição de drogas far-se-á por incineração. 243 da Constituição Federal.500 (mil e quinhentos) dias-multa. e pagamento de 700 (setecentos) a 1. produz. o § 1 Nas mesmas penas incorre quem: I . As plantações ilícitas serão imediatamente destruídas pelas autoridades de polícia judiciária. no prazo máximo de 30 (trinta) dias. exportar. expõe à venda. transportar. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. exporta. no que couber. administração. remeter. traz consigo ou guarda. fabricar. Prescrevem em 2 (dois) anos a imposição e a execução das penas. trazer consigo. fabricar. preparar. observado. instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga: Pena .500 (mil e quinhentos) dias-multa. insumo ou produto químico destinado à preparação de drogas. além das cautelas necessárias à proteção ao meio ambiente. 107 e seguintes do Código Penal. de 6 (seis) meses a 1 (um) ano. 28. 32. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. preparar. comprar.661.detenção. posse. transporta. § 3o Oferecer droga. adquire. TÍTULO IV DA REPRESSÃO À PRODUÇÃO NÃO AUTORIZADA E AO TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. ouvido o Ministério Público. observar-se-á. de 8 de julho de 1998. observadas as demais exigências legais. § 2o A incineração prevista no § 1o deste artigo será precedida de autorização judicial. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. expor. asseguradas as medidas necessárias para a preservação da prova. na presença de representante do Ministério Público e da autoridade sanitária competente.Art. com a delimitação do local. extrair. vender. expor à venda. cultiva ou faz a colheita. prescrever. entregar a consumo ou fornecer drogas. de acordo com a legislação em vigor. guardar. para juntos a consumirem: Pena . de plantas que se constituam em matéria-prima para a preparação de drogas.utiliza local ou bem de qualquer natureza de que tem a propriedade. sem prejuízo das penas previstas no art. Art. trocar. remete. guardando-se as amostras necessárias à preservação da prova. produzir. vender. manter em depósito. reexportar.

primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. Art. 34. Fabricar, adquirir, utilizar, transportar, oferecer, vender, distribuir, entregar a qualquer título, possuir, guardar ou fornecer, ainda que gratuitamente, maquinário, aparelho, instrumento ou qualquer objeto destinado à fabricação, preparação, produção ou transformação de drogas, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena - reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e pagamento de 1.200 (mil e duzentos) a 2.000 (dois mil) dias-multa. Art. 35. Associarem-se duas ou mais pessoas para o fim de praticar, reiteradamente ou não, qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1o, e 34 desta Lei: Pena - reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e pagamento de 700 (setecentos) a 1.200 (mil e duzentos) dias-multa. Parágrafo único. Nas mesmas penas do caput deste artigo incorre quem se associa para a prática reiterada do crime definido no art. 36 desta Lei. Art. 36. Financiar ou custear a prática de qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1o, e 34 desta Lei: Pena - reclusão, de 8 (oito) a 20 (vinte) anos, e pagamento de 1.500 (mil e quinhentos) a 4.000 (quatro mil) dias-multa. Art. 37. Colaborar, como informante, com grupo, organização ou associação destinados à prática de qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1o, e 34 desta Lei: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e pagamento de 300 (trezentos) a 700 (setecentos) dias-multa. Art. 38. Prescrever ou ministrar, culposamente, drogas, sem que delas necessite o paciente, ou fazê-lo em doses excessivas ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e pagamento de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) dias-multa. Parágrafo único. O juiz comunicará a condenação ao Conselho Federal da categoria profissional a que pertença o agente. Art. 39. Conduzir embarcação ou aeronave após o consumo de drogas, expondo a dano potencial a incolumidade de outrem: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, além da apreensão do veículo, cassação da habilitação respectiva ou proibição de obtê-la, pelo mesmo prazo da pena privativa de liberdade aplicada, e pagamento de 200 (duzentos) a 400 (quatrocentos) dias-multa. Parágrafo único. As penas de prisão e multa, aplicadas cumulativamente com as demais, serão de 4 (quatro) a 6 (seis) anos e de 400 (quatrocentos) a 600 (seiscentos) dias-multa, se o veículo referido no caput deste artigo for de transporte coletivo de passageiros. Art. 40. As penas previstas nos arts. 33 a 37 desta Lei são aumentadas de um sexto a dois terços, se: I - a natureza, a procedência da substância ou do produto apreendido e as circunstâncias do fato evidenciarem a transnacionalidade do delito; II - o agente praticar o crime prevalecendo-se de função pública ou no desempenho de missão de educação, poder familiar, guarda ou vigilância; III - a infração tiver sido cometida nas dependências ou imediações de estabelecimentos prisionais, de ensino ou hospitalares, de sedes de entidades estudantis, sociais, culturais, recreativas, esportivas, ou beneficentes, de locais de trabalho coletivo, de recintos onde se realizem espetáculos ou diversões de qualquer natureza, de serviços de tratamento de dependentes de drogas ou de reinserção social, de unidades militares ou policiais ou em transportes públicos; IV - o crime tiver sido praticado com violência, grave ameaça, emprego de arma de fogo, ou qualquer processo de intimidação difusa ou coletiva; V - caracterizado o tráfico entre Estados da Federação ou entre estes e o Distrito Federal; VI - sua prática envolver ou visar a atingir criança ou adolescente ou a quem tenha, por qualquer motivo, diminuída ou suprimida a capacidade de entendimento e determinação; VII - o agente financiar ou custear a prática do crime.

Art. 41. O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o processo criminal na identificação dos demais co-autores ou partícipes do crime e na recuperação total ou parcial do produto do crime, no caso de condenação, terá pena reduzida de um terço a dois terços. Art. 42. O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente. Art. 43. Na fixação da multa a que se referem os arts. 33 a 39 desta Lei, o juiz, atendendo ao que dispõe o art. 42 desta Lei, determinará o número de dias-multa, atribuindo a cada um, segundo as condições econômicas dos acusados, valor não inferior a um trinta avos nem superior a 5 (cinco) vezes o maior salário-mínimo. Parágrafo único. As multas, que em caso de concurso de crimes serão impostas sempre cumulativamente, podem ser aumentadas até o décuplo se, em virtude da situação econômica do acusado, considerá-las o juiz ineficazes, ainda que aplicadas no máximo.
o Art. 44. Os crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1 , e 34 a 37 desta Lei são inafiançáveis e insuscetíveis de sursis, graça, indulto, anistia e liberdade provisória, vedada a conversão de suas penas em restritivas de direitos.

Parágrafo único. Nos crimes previstos no caput deste artigo, dar-se-á o livramento condicional após o cumprimento de dois terços da pena, vedada sua concessão ao reincidente específico. Art. 45. É isento de pena o agente que, em razão da dependência, ou sob o efeito, proveniente de caso fortuito ou força maior, de droga, era, ao tempo da ação ou da omissão, qualquer que tenha sido a infração penal praticada, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. Parágrafo único. Quando absolver o agente, reconhecendo, por força pericial, que este apresentava, à época do fato previsto neste artigo, as condições referidas no caput deste artigo, poderá determinar o juiz, na sentença, o seu encaminhamento para tratamento médico adequado. Art. 46. As penas podem ser reduzidas de um terço a dois terços se, por força das circunstâncias previstas no art. 45 desta Lei, o agente não possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. Art. 47. Na sentença condenatória, o juiz, com base em avaliação que ateste a necessidade de encaminhamento do agente para tratamento, realizada por profissional de saúde com competência específica na forma da lei, determinará que a tal se proceda, observado o disposto no art. 26 desta Lei. CAPÍTULO III DO PROCEDIMENTO PENAL Art. 48. O procedimento relativo aos processos por crimes definidos neste Título rege-se pelo disposto neste Capítulo, aplicando-se, subsidiariamente, as disposições do Código de Processo Penal e da Lei de Execução Penal.
o § 1 O agente de qualquer das condutas previstas no art. 28 desta Lei, salvo se houver concurso com os crimes previstos nos arts. 33 a 37 desta Lei, será processado e julgado na forma dos arts. 60 e seguintes da Lei no 9.099, de 26 de setembro de 1995, que dispõe sobre os Juizados Especiais Criminais.

§ 2o Tratando-se da conduta prevista no art. 28 desta Lei, não se imporá prisão em flagrante, devendo o autor do fato ser imediatamente encaminhado ao juízo competente ou, na falta deste, assumir o compromisso de a ele comparecer, lavrando-se termo circunstanciado e providenciando-se as requisições dos exames e perícias necessários. § 3o Se ausente a autoridade judicial, as providências previstas no § 2o deste artigo serão tomadas de imediato pela autoridade policial, no local em que se encontrar, vedada a detenção do agente. § 4o Concluídos os procedimentos de que trata o § 2o deste artigo, o agente será submetido a exame de corpo de delito, se o requerer ou se a autoridade de polícia judiciária entender conveniente, e em seguida liberado. § 5o Para os fins do disposto no art. 76 da Lei no 9.099, de 1995, que dispõe sobre os Juizados Especiais Criminais, o Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena prevista no art. 28 desta Lei, a ser especificada na proposta.

Art. 49. Tratando-se de condutas tipificadas nos arts. 33, caput e § 1o, e 34 a 37 desta Lei, o juiz, sempre que as circunstâncias o recomendem, empregará os instrumentos protetivos de colaboradores e testemunhas previstos na Lei no 9.807, de 13 de julho de 1999. Seção I Da Investigação Art. 50. Ocorrendo prisão em flagrante, a autoridade de polícia judiciária fará, imediatamente, comunicação ao juiz competente, remetendo-lhe cópia do auto lavrado, do qual será dada vista ao órgão do Ministério Público, em 24 (vinte e quatro) horas. § 1o Para efeito da lavratura do auto de prisão em flagrante e estabelecimento da materialidade do delito, é suficiente o laudo de constatação da natureza e quantidade da droga, firmado por perito oficial ou, na falta deste, por pessoa idônea. § 2o O perito que subscrever o laudo a que se refere o § 1o deste artigo não ficará impedido de participar da elaboração do laudo definitivo. Art. 51. O inquérito policial será concluído no prazo de 30 (trinta) dias, se o indiciado estiver preso, e de 90 (noventa) dias, quando solto. Parágrafo único. Os prazos a que se refere este artigo podem ser duplicados pelo juiz, ouvido o Ministério Público, mediante pedido justificado da autoridade de polícia judiciária. Art. 52. Findos os prazos a que se refere o art. 51 desta Lei, a autoridade de polícia judiciária, remetendo os autos do inquérito ao juízo: I - relatará sumariamente as circunstâncias do fato, justificando as razões que a levaram à classificação do delito, indicando a quantidade e natureza da substância ou do produto apreendido, o local e as condições em que se desenvolveu a ação criminosa, as circunstâncias da prisão, a conduta, a qualificação e os antecedentes do agente; ou II - requererá sua devolução para a realização de diligências necessárias. Parágrafo único. A remessa dos autos far-se-á sem prejuízo de diligências complementares: I - necessárias ou úteis à plena elucidação do fato, cujo resultado deverá ser encaminhado ao juízo competente até 3 (três) dias antes da audiência de instrução e julgamento; II - necessárias ou úteis à indicação dos bens, direitos e valores de que seja titular o agente, ou que figurem em seu nome, cujo resultado deverá ser encaminhado ao juízo competente até 3 (três) dias antes da audiência de instrução e julgamento. Art. 53. Em qualquer fase da persecução criminal relativa aos crimes previstos nesta Lei, são permitidos, além dos previstos em lei, mediante autorização judicial e ouvido o Ministério Público, os seguintes procedimentos investigatórios: I - a infiltração por agentes de polícia, em tarefas de investigação, constituída pelos órgãos especializados pertinentes; II - a não-atuação policial sobre os portadores de drogas, seus precursores químicos ou outros produtos utilizados em sua produção, que se encontrem no território brasileiro, com a finalidade de identificar e responsabilizar maior número de integrantes de operações de tráfico e distribuição, sem prejuízo da ação penal cabível. Parágrafo único. Na hipótese do inciso II deste artigo, a autorização será concedida desde que sejam conhecidos o itinerário provável e a identificação dos agentes do delito ou de colaboradores. Seção II Da Instrução Criminal Art. 54. Recebidos em juízo os autos do inquérito policial, de Comissão Parlamentar de Inquérito ou peças de informação, dar-se-á vista ao Ministério Público para, no prazo de 10 (dez) dias, adotar uma das seguintes providências: I - requerer o arquivamento; II - requisitar as diligências que entender necessárias; III - oferecer denúncia, arrolar até 5 (cinco) testemunhas e requerer as demais provas que entender pertinentes. Art. 55. Oferecida a denúncia, o juiz ordenará a notificação do acusado para oferecer defesa prévia, por escrito, no prazo de 10 (dez) dias.

§ 1o Na resposta, consistente em defesa preliminar e exceções, o acusado poderá arguir preliminares e invocar todas as razões de defesa, oferecer documentos e justificações, especificar as provas que pretende produzir e, até o número de 5 (cinco), arrolar testemunhas. § 2o As exceções serão processadas em apartado, nos termos dos arts. 95 a 113 do Decreto-Lei n 3.689, de 3 de outubro de 1941 - Código de Processo Penal.
o

§ 3o Se a resposta não for apresentada no prazo, o juiz nomeará defensor para oferecê-la em 10 (dez) dias, concedendo-lhe vista dos autos no ato de nomeação. § 4o Apresentada a defesa, o juiz decidirá em 5 (cinco) dias. § 5o Se entender imprescindível, o juiz, no prazo máximo de 10 (dez) dias, determinará a apresentação do preso, realização de diligências, exames e perícias. Art. 56. Recebida a denúncia, o juiz designará dia e hora para a audiência de instrução e julgamento, ordenará a citação pessoal do acusado, a intimação do Ministério Público, do assistente, se for o caso, e requisitará os laudos periciais. § 1o Tratando-se de condutas tipificadas como infração do disposto nos arts. 33, caput e § 1o, e 34 a 37 desta Lei, o juiz, ao receber a denúncia, poderá decretar o afastamento cautelar do denunciado de suas atividades, se for funcionário público, comunicando ao órgão respectivo. § 2o A audiência a que se refere o caput deste artigo será realizada dentro dos 30 (trinta) dias seguintes ao recebimento da denúncia, salvo se determinada a realização de avaliação para atestar dependência de drogas, quando se realizará em 90 (noventa) dias. Art. 57. Na audiência de instrução e julgamento, após o interrogatório do acusado e a inquirição das testemunhas, será dada a palavra, sucessivamente, ao representante do Ministério Público e ao defensor do acusado, para sustentação oral, pelo prazo de 20 (vinte) minutos para cada um, prorrogável por mais 10 (dez), a critério do juiz. Parágrafo único. Após proceder ao interrogatório, o juiz indagará das partes se restou algum fato para ser esclarecido, formulando as perguntas correspondentes se o entender pertinente e relevante. Art. 58. Encerrados os debates, proferirá o juiz sentença de imediato, ou o fará em 10 (dez) dias, ordenando que os autos para isso lhe sejam conclusos.
o § 1 Ao proferir sentença, o juiz, não tendo havido controvérsia, no curso do processo, sobre a natureza ou quantidade da substância ou do produto, ou sobre a regularidade do respectivo laudo, determinará que se proceda na forma do art. 32, § 1o, desta Lei, preservando-se, para eventual contraprova, a fração que fixar.

§ 2o Igual procedimento poderá adotar o juiz, em decisão motivada e, ouvido o Ministério Público, quando a quantidade ou valor da substância ou do produto o indicar, precedendo a medida a elaboração e juntada aos autos do laudo toxicológico. Art. 59. Nos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1o, e 34 a 37 desta Lei, o réu não poderá apelar sem recolher-se à prisão, salvo se for primário e de bons antecedentes, assim reconhecido na sentença condenatória. CAPÍTULO IV DA APREENSÃO, ARRECADAÇÃO E DESTINAÇÃO DE BENS DO ACUSADO Art. 60. O juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade de polícia judiciária, ouvido o Ministério Público, havendo indícios suficientes, poderá decretar, no curso do inquérito ou da ação penal, a apreensão e outras medidas assecuratórias relacionadas aos bens móveis e imóveis ou valores consistentes em produtos dos crimes previstos nesta Lei, ou que constituam proveito auferido com sua prática, procedendo-se na forma dos arts. 125 a 144 do Decreto-Lei no 3.689, de 3 de outubro de 1941 - Código de Processo Penal. § 1o Decretadas quaisquer das medidas previstas neste artigo, o juiz facultará ao acusado que, no prazo de 5 (cinco) dias, apresente ou requeira a produção de provas acerca da origem lícita do produto, bem ou valor objeto da decisão. § 2o Provada a origem lícita do produto, bem ou valor, o juiz decidirá pela sua liberação. § 3o Nenhum pedido de restituição será conhecido sem o comparecimento pessoal do acusado, podendo o juiz determinar a prática de atos necessários à conservação de bens, direitos ou valores. § 4o A ordem de apreensão ou sequestro de bens, direitos ou valores poderá ser suspensa pelo juiz, ouvido o Ministério Público, quando a sua execução imediata possa comprometer as investigações.

Recaindo a autorização sobre veículos. instrumentos e objetos de qualquer natureza. requerer ao juízo competente a intimação do Ministério Público. de órgãos de inteligência ou militares. até o trânsito em julgado da decisão que decretar o seu perdimento em favor da União. § 6o Requerida a alienação dos bens. se for o caso. os autos serão conclusos ao juiz. a respectiva petição será autuada em apartado. a autoridade de polícia judiciária que presidir o inquérito deverá. ficando esta livre do pagamento de multas. a conversão do numerário apreendido em moeda nacional. . em caráter cautelar. o requerimento de alienação deverá conter a relação de todos os demais bens apreendidos. permanecerá depositada em conta judicial a quantia apurada. encargos e tributos anteriores. requererá ao juízo competente que. cientificará a Senad e intimará a União. em favor da autoridade de polícia judiciária ou órgão aos quais tenha deferido o uso. exclusivamente no interesse dessas atividades. até o trânsito em julgado da decisão que decretar o seu perdimento em favor da União. § 10. Os veículos. juntando-se aos autos o recibo. o Ministério Público deverá requerer ao juízo. que serão recolhidas na forma de legislação específica. proceda à alienação dos bens apreendidos. Quanto aos bens indicados na forma do § 4o deste artigo. 61. § 2o Feita a apreensão a que se refere o caput deste artigo. § 5o Excluídos os bens que se houver indicado para os fins previstos no § 4o deste artigo. na atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas e na repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas. Art. de imediato. por intermédio da Senad. em favor da instituição à qual tenha deferido o uso. se for o caso. o Ministério Público e o interessado. o § 1 Comprovado o interesse público na utilização de qualquer dos bens mencionados neste artigo. 62. e tendo recaído sobre dinheiro ou cheques emitidos como ordem de pagamento. Terão apenas efeito devolutivo os recursos interpostos contra as decisões proferidas no curso do procedimento previsto neste artigo. exclusivamente no interesse dessas atividades. 62 desta Lei. Não havendo prejuízo para a produção da prova dos fatos e comprovado o interesse público ou social. o juiz ordenará à autoridade de trânsito ou ao equivalente órgão de registro e controle a expedição de certificado provisório de registro e licenciamento. a autoridade de polícia judiciária poderá deles fazer uso. § 4o Após a instauração da competente ação penal. envolvidos nas ações de prevenção ao uso indevido de drogas e operações de repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas. utilizados para a prática dos crimes definidos nesta Lei. homologará o valor atribuído aos bens e determinará sejam alienados em leilão. o juiz decidirá sobre o perdimento do produto. sequestrado ou declarado indisponível. § 8o Feita a avaliação e dirimidas eventuais divergências sobre o respectivo laudo. mediante autorização do juízo competente. § 3o Intimado. recaindo a autorização sobre veículos. Art. 63. Ao proferir a sentença de mérito. e o depósito das correspondentes quantias em conta judicial. encargos e tributos anteriores. até o final da ação penal respectiva. os bens apreendidos poderão ser utilizados pelos órgãos ou pelas entidades que atuam na prevenção do uso indevido. ressalvado o disposto no art. excetuadas as armas. embarcações ou aeronaves. com cópias autênticas dos respectivos títulos. bem ou valor apreendido. este. embarcações. mediante autorização judicial. ficarão sob custódia da autoridade de polícia judiciária. cujos autos terão tramitação autônoma em relação aos da ação penal principal. sob sua responsabilidade e com o objetivo de sua conservação. verificada a presença de nexo de instrumentalidade entre o delito e os objetos utilizados para a sua prática e risco de perda de valor econômico pelo decurso do tempo. os maquinários. com a descrição e a especificação de cada um deles. que.Art. mediante petição autônoma. por edital com prazo de 5 (cinco) dias. em caráter cautelar. utensílios. o Ministério Público. ouvido o Ministério Público e cientificada a Senad. e informações sobre quem os tem sob custódia e o local onde se encontram. determinará a avaliação dos bens relacionados. § 11. indicar para serem colocados sob uso e custódia da autoridade de polícia judiciária. ficando estes livres do pagamento de multas. embarcações ou aeronaves. ouvido o Ministério Público. o juiz. Parágrafo único. aeronaves e quaisquer outros meios de transporte. quando será transferida ao Funad. a compensação dos cheques emitidos após a instrução do inquérito. excetuados aqueles que a União. juntamente com os valores de que trata o § 3o deste artigo. após a sua regular apreensão. por sentença. § 7o Autuado o requerimento de alienação. § 9o Realizado o leilão. o juiz ordenará à autoridade de trânsito ou ao equivalente órgão de registro e controle a expedição de certificado provisório de registro e licenciamento.

17 desta Lei. quanto aos bens. 67. em especial o tráfico de armas.intercâmbio de informações policiais e judiciais sobre produtores e traficantes de drogas e seus precursores químicos. 65. 69. III . § 2o Compete à Senad a alienação dos bens apreendidos e não leiloados em caráter cautelar. os Estados.ordenar à autoridade sanitária competente a urgente adoção das medidas necessárias ao recebimento e guarda. direitos e valores declarados perdidos em favor da União. adquirirem.560. de que o Brasil é parte. de 19 de dezembro de 1986. cooperação a outros países e organismos internacionais e. Art. de 12 de maio de 1998. Art. remeterá à Senad relação dos bens. o local em que se encontram e a entidade ou o órgão em cujo poder estejam. o juiz do processo. 66.dar ciência ao órgão do Ministério Público. quando necessário. com o Distrito Federal e com organismos orientados para a prevenção do uso indevido de drogas. das drogas arrecadadas. em depósito. com vistas na liberação de equipamentos e de recursos por ela arrecadados. para acompanhar o feito.§ 1o Os valores apreendidos em decorrência dos crimes tipificados nesta Lei e que não forem objeto de tutela cautelar. a fim de dar imediato cumprimento ao estabelecido no § 2o deste artigo. após decretado o seu perdimento em favor da União. cujo perdimento já tenha sido decretado em favor da União. 64. o Distrito Federal e os Municípios poderão criar estímulos fiscais e outros. TÍTULO V DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL Art.intercâmbio de informações sobre legislações. destinados às pessoas físicas e jurídicas que colaborem na prevenção do uso indevido de drogas. para os fins de sua destinação nos termos da legislação vigente. ou congêneres. pelas respectivas polícias judiciárias. II . para a implantação e execução de programas relacionados à questão das drogas. § 4o Transitada em julgado a sentença condenatória. A liberação dos recursos previstos na Lei no 7. . poderá firmar convênio com os Estados. atenção e reinserção social de usuários e dependentes e na repressão da produção não autorizada e do tráfico ilícito de drogas. § 3o A Senad poderá firmar convênios de cooperação. nas áreas de: I . III . A União.intercâmbio de inteligência policial sobre produção e tráfico de drogas e delitos conexos. indicando. Art. a lavagem de dinheiro e o desvio de precursores químicos. dependerá de sua adesão e respeito às diretrizes básicas contidas nos convênios firmados e do fornecimento de dados necessários à atualização do sistema previsto no art. No caso de falência ou liquidação extrajudicial de empresas ou estabelecimentos hospitalares. em favor de Estados e do Distrito Federal. por intermédio da Senad. De conformidade com os princípios da não-intervenção em assuntos internos. venderem. o governo brasileiro prestará. Art. denominam-se drogas substâncias entorpecentes. de ensino. consumirem. 68. deles solicitará a colaboração. imediatamente à ciência da falência ou liquidação. da Portaria SVS/MS no 344. TÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS o Art. precursoras e outras sob controle especial. experiências. II . serão revertidos diretamente ao Funad. A União. e observado o espírito das Convenções das Nações Unidas e outros instrumentos jurídicos internacionais relacionados à questão das drogas. psicotrópicas. sejam lacradas suas instalações. da igualdade jurídica e do respeito à integridade territorial dos Estados e às leis e aos regulamentos nacionais em vigor. de ofício ou a requerimento do Ministério Público. 1 desta Lei. prescreverem ou fornecerem drogas ou de qualquer outro em que existam essas substâncias ou produtos. até que seja atualizada a terminologia da lista mencionada no preceito. assim como nos serviços de saúde que produzirem. Para fins do disposto no parágrafo único do art. de pesquisa. a atenção e a reinserção social de usuários ou dependentes e a atuação na repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas.determinar. projetos e programas voltados para atividades de prevenção do uso indevido. incumbe ao juízo perante o qual tramite o feito: I . de atenção e de reinserção social de usuários e dependentes de drogas. quando solicitado.

de 21 de outubro de 1976. Art. ato contínuo à hasta pública. Art. de ofício. se caracterizado ilícito transnacional. com o objetivo de prevenir o uso indevido delas e de possibilitar a atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas. Art. Os crimes praticados nos Municípios que não sejam sede de vara federal serão processados e julgados na vara federal da circunscrição respectiva. são da competência da Justiça Federal. O processo e o julgamento dos crimes previstos nos arts. ficarão elas depositadas sob a guarda do Ministério da Saúde.§ 1o Da licitação para alienação de substâncias ou produtos não proscritos referidos no inciso II do caput deste artigo. e a Lei no 10. o juiz. à destruição de drogas em processos já encerrados. § 3o Figurando entre o praceado e não arrematadas especialidades farmacêuticas em condições de emprego terapêutico.409. Sempre que conveniente ou necessário. o produto não arrematado será. . Art. Parágrafo único. 72. de 11 de janeiro de 2002. 33 a 37 desta Lei. Revogam-se a Lei no 6. destruído pela autoridade sanitária. A União poderá estabelecer convênios com os Estados e o com o Distrito Federal. nos limites de sua jurisdição e na forma prevista no § 1o do art. ou a requerimento do Ministério Público. mediante representação da autoridade de polícia judiciária. 75. visando à prevenção e repressão do tráfico ilícito e do uso indevido de drogas. Esta Lei entra em vigor 45 (quarenta e cinco) dias após a sua publicação. 70. só podem participar pessoas jurídicas regularmente habilitadas na área de saúde ou de pesquisa científica que comprovem a destinação lícita a ser dada ao produto a ser arrematado. 32 desta Lei. § 2o Ressalvada a hipótese de que trata o § 3o deste artigo. (VETADO) Art.368. Art. que as destinará à rede pública de saúde. 74. determinará que se proceda. e com os Municípios. 71. 73. na presença dos Conselhos Estaduais sobre Drogas e do Ministério Público.

Juiz .2007) Pela Lei nº 11. e) ordenar a notificação do acusado para oferecer defesa prévia. no prazo de 10 (dez) dias. Oferecida denúncia em face do acusado.Escrivão . que estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas. 04. a) Na hipótese de tráfico internacional praticado em município do território nacional que não seja sede de vara da justiça federal.099/95. A respeito da Lei 11. razão pela qual não é ilegal a condenação do réu pelo delito de tráfico com a pena acrescida dessa majorante. caberá ao juiz: a) designar audiência de instrução e julgamento. qualquer que tenha sido a infração penal praticada. c) Reconhecendo a causa especial de diminuição de pena. c) designar audiência do acusado e. c) Essa lei trouxe nova previsão de concurso eventual de agentes como causa de aumento de pena. poderá o juiz substituir a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. não se dedicar às atividades criminosas nem integrar o crime organizado. recomendando apenas o encaminhamento do usuário para programas de tratamento de saúde. por si só. 33. inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. por escrito. b) Tipifica em separado. se não for reincidente específico. quando o agente for primário. a competência para julgamento será da justiça comum estadual. para consumo pessoal. com grupo criminoso destinado ao tráfico de drogas (art.2009) Acerca das disposições da Lei nº 11. (OAB-MG .Exame de Ordem . e) Terá a pena reduzida de um a dois terços o agente que. pela prática do crime de expor à venda drogas (artigo 33 da Lei 11. c) Prevê o aumento de pena de um sexto a dois terços para o crime de tráfico (art. 39.343/2006. pois se aplica aqui o procedimento da Lei 9. de bons antecedentes. ao tempo da ação ou da omissão. era. é correto afirmar que: a) Quem tiver em depósito. . assinale a afirmativa incorreta. d) A norma extinguiu o crime de posse de pequena quantidade de drogas para consumo pessoal.343/2006. b) A vedação expressa pela referida lei do benefício da liberdade provisória na hipótese de crimes de tráfico ilícito de entorpecentes é. expondo a dano potencial a incolumidade alheia no art. d) rejeitar desde logo a denúncia. (POLÍCIA CIVIL . a conduta de quem colabora. assinale a opção correta.RN.343/2006. 03. b) Para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal ou ao tráfico.2007) 02. a) Prevê a redução de pena de um sexto a um terço para os crimes definidos no caput e no parágrafo primeiro do art. após o interrogatório. drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido à pena privativa de liberdade. e) Permite que o condenado por tráfico de drogas (art. mandar citar o réu e notificar o Ministério Público e as testemunhas. d) Criminaliza a conduta de quem conduz aeronave após o consumo de drogas.QUESTÕES DE CONCURSOS 01. que estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas. em razão da dependência de droga. 33) quando o agente financiar a prática do crime. 37. FGV . Cespe . 33) obtenha livramento condicional após o cumprimento de dois terços da pena. (TJ-PA. o juiz está adstrito ao aspecto quantidade da substância apreendida. receber a denúncia caso constate que há justa causa para a ação penal. motivo suficiente para impedir a concessão dessa benesse ao réu preso em flagrante.LEI DE DROGAS .343/06). no art. como informante. se o agente do tráfico for primário. de bons antecedentes e não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. 33). b) examinar se há justa causa para a ação penal e em seguida receber a denúncia.

b) É vedada a progressão de regime do réu condenado pela prática de tráfico de drogas. se o indiciado estiver preso. em qualquer fase de persecução criminal. b) A lei 9. em tarefas de investigação. de 23 de agosto de 2006).034/95. 07. mediante circunstanciada autorização judicial. a imposição de pena privativa de liberdade ao usuário de drogas. triplicar os prazos.Juiz . Nos termos da Lei de Tóxicos (Lei nº 11. c) O porte de drogas tornou-se infração de menor potencial ofensivo. para consumo pessoal. que se encontrem no território brasileiro e estrangeiro. se estiver solto.343/06. relativa aos crimes previstos na lei 11. c) 10 (dez) dias. deve ser considerado como usuário. a) A conduta daquele que. a infiltração por agentes de polícia. . mediante pedido justificado da autoridade policial.343/2006 Lei de Tóxicos — com relação à figura do usuário de drogas.343. por agentes de polícia ou de inteligência. (POLÍCIA CIVIL . O prazo para conclusão do inquérito policial instaurado para apurar a prática dos delitos relacionados ao tráfico de entorpecentes. permite a ação controlada. seus precursores químicos ou outros produtos utilizados em sua produção. mediante autorização judicial e ouvido o Ministério Público. permite a infiltração.d) O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o processo criminal na identificação dos demais co-autores ou partícipes do crime será beneficiado por causa especial de diminuição de pena. podendo o juiz. assinale a opção correta. é CORRETO afirmar: a) Aquele que oferece droga. em tarefas de investigação. se estiver solto. b) 30 (trinta) dias. estando sujeito ao procedimento da Lei nº 9. b) É possível. em qualquer fase de persecução criminal. e desde que sejam conhecidos o itinerário e a identificação dos agentes ou de colaboradores. é de: a) 30 (trinta) dias. a pessoa de seu relacionamento. ouvido o Ministério Público.034/95. d) 10 (dez) dias. podendo o juiz.Delegado . duplicar os prazos. e de 60 (sessenta) dias. cultiva plantas destinadas à preparação de substância capaz de causar dependência física ou psíquica permanece sem tipificação. constituída pelos órgãos especializados pertinentes. e de 90 (noventa) dias. que dispõe sobre os juizados especiais criminais. 08. triplicar os prazos. e de 90 (noventa) dias. mediante pedido justificado da autoridade policial. eventualmente e sem objetivo de lucro. mediante pedido justificado da autoridade policial. se estiver solto. duplicar os prazos. c) É permitida a conversão da pena privativa de liberdade em restritivas de direito quando o agente adquire droga com o objetivo de revendê-la.2007) Assinale a opção INCORRETA: a) Em qualquer fase da persecução criminal. dependendo de autorização judicial.343. previstos na Lei nº 11. se o indiciado estiver preso. se o indiciado estiver preso. de 23 de agosto de 2006. é permitida.099/1995. para juntos a consumirem.MG . (TJ-MG . ouvido o Ministério Público.343/06.Exame de Ordem . mediante pedido justificado da autoridade policial. constituída pelos órgãos especializados pertinentes. é permitida a não atuação policial sobre os portadores de droga. e de 60 (sessenta) dias. ouvido o Ministério Público. que consiste em retardar a interdição policial do que se supõe ação praticada por organizações criminosas ou a ela vinculado. d) Justifica-se o aumento da pena se ocorrer tráfico interestadual de drogas.2008) 06. se estiver solto. chamada de “Lei do Crime Organizado”. 05. podendo o juiz. d) A lei 9. se o indiciado estiver preso. c) Em qualquer fase da persecução criminal. ouvido o Ministério Público.2008) Acerca das modificações penais e processuais penais introduzidas pela Lei nº 11. além das penas de advertência. podendo o juiz. relativa aos crimes previstos na lei 11. (OAB . com a finalidade de identificar e responsabilizar maior número de integrantes de operações de tráfico e distribuição. chamada de “Lei do crime organizado”. desde que mantida sob observação e acompanhamento para que a medida legal se concretize no momento mais eficaz do ponto de vista da formação de provas e fornecimento de informações. ouvido o Ministério Público. prestação de serviços à comunidade ou medida educativa.

343/06. que pode ser trazido até a sentença. (OAB-RS . Houve abolitio criminis. embora permitido o sursis e a unificação de penas. II e IV. após a lavratura do termo circunstanciado. Houve legalização. b) Somente a proposição III está correta. Houve despenalização. III. c) Estão corretas apenas as assertivas I. Pune a Lei de Entorpecentes a mera colaboração como informante da organização de tráfico. I.2007) e acordo com o princípio da supremacia da Constituição. determinará que a tal se proceda. ou no prazo de 10 dias. Houve descriminalização. Assinale a opção correta com base na legislação atual de combate às drogas (Lei nº 11. (OAB-SP. (TRF-4ª Região .343/2006).343/06. devendo o autuado ser encaminhado ao juízo competente para que este se manifeste sobre a manutenção da prisão. colaborar voluntariamente com a investigação policial e o processo criminal na identificação dos demais co-autores do crime e na recuperação total . (TJ-SC . A condenação pelo crime de tráfico de entorpecentes exige o laudo definitivo do material tóxico.d) Poderá ser imposta ao usuário de drogas prisão em flagrante. O crime de tráfico.2007) Acerca do processo e julgamento do tráfico de drogas (Lei no 11. é punido com advertência. II. o juiz. IV. c) Na defesa preliminar. anistia e liberdade provisória. II e III. d) Somente a proposição II está correta. tanto para a acusação quanto para a defesa. indulto. II. assinale a assertiva incorreta. o acusado poderá apenas discutir questões de mérito. logo após os debates. 10. com o advento da Lei de Drogas nº 11.2008) 12. 11. realizada por profissional de saúde com competência específica na forma da lei.Juiz . e) Somente a proposição I está correta.2008) Dadas as assertivas abaixo. no tocante à posse de droga para consumo pessoal. respeitado o contraditório. é correto afirmar: I. IV.Juiz . a) Em caso de sentença condenatória.Exame de Ordem . caso não se julgue habilitado para proferi-la. acusado de tráfico de drogas. 09. b) Estão corretas apenas as assertivas I. c) Somente a proposição V está correta. b) O juiz sentenciará na própria audiência. O fato ainda é crime. prestação de serviços à comunidade ou medida educativa. V. sem autorização legal ou regulamentar. O consumo pessoal de drogas. segundo a Lei nº 11. Cespe . III. 26 da referida Lei. vedada a conversão de suas penas em restritivas de direitos. d) Os debates realizados na audiência de instrução e julgamento terão duração de 20 minutos. é inafiançável e insuscetível de graça. observado o disposto no art. com base em avaliação que ateste a necessidade de encaminhamento do agente para tratamento. a) Estão corretas apenas as assertivas III e IV. Está correta: a) Somente a proposição IV está correta. a) Se um indivíduo. d) Estão corretas todas as assertivas. assinalar a alternativa correta.343/2006).Exame de Ordem .

(TJDFT . a) A nova lei não permite que se aplique qualquer tipo de sanção ao usuário. a) Segundo entendimento doutrinário predominante. uma despenalização. a infiltração. 28 da Lei nº 11. não se impõe prisão em flagrante. c) O agente que. na falta deste.2008) Acerca do tráfico ilícito e do uso indevido de substâncias entorpecentes. caso ele seja condenado. devendo o autor de fato ser imediatamente encaminhado ao juízo competente ou. qualquer que tenha sido a infração penal praticada.2007) Entre as afirmativas seguintes. constituindo-se numa infração do Direito judicial sancionador. houve descriminalização formal e ao mesmo tempo despenalização. d) A nova lei cria crime inexistente na lei anterior (Lei nº 6. a conduta do usuário de drogas foi descriminalizada. ao tempo da ação ou da omissão. mas uma infração penal sui generis. (OAB-SP . assinale a opção correta. d) É vedada. b) A posse de drogas para consumo pessoal continua sendo crime sob a égide da lei nova.343/2006 —. Cespe .368/1976). para juntos consumirem. tendo ocorrido descriminalização substancial (ou seja: abolitio criminis). c) Não há delação premiada na nova lei de drogas. b) O número de testemunhas de defesa. b) Segundo a novel legislação. a pessoa de relacionamento do agente. 16. por agentes de polícia. b) A nova lei manteve o mesmo procedimento da lei antiga (Lei nº 6. seja quando imposta em sentença final (no procedimento sumaríssimo da Lei dos Juizados).343/2006 (Nova Lei de Tóxicos)? a) Implicou abolitio criminis do delito de posse de drogas para consumo pessoal. colabora com a justiça na identificação dos demais co-autores ou partícipes. b) Para a lavratura do auto de prisão em flagrante. é suficiente o laudo de constatação da natureza e quantidade da droga. nos crimes apenados com reclusão.2007) Qual o entendimento do Supremo Tribunal Federal relativamente ao art. terá sua pena reduzida nos termos da lei. sem intuito de lucro.Exame de Ordem . a) No caso de porte de substância entorpecente para uso próprio. mas não constitui "crime". era. inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento terá sua pena reduzida pela metade. 15. o indivíduo que esteja cumprindo pena em decorrência de condenação por tráfico ilícito de entorpecentes não pode beneficiar-se de livramento condicional. seja quando a sanção alternativa é fixada em transação penal. foi reduzido de oito para cinco. A respeito da Lei de Drogas — Lei nº 11. assinale a opção correta. em razão da dependência de droga. assumir o compromisso de a ele comparecer.PB. d) Não pertence ao Direito penal. nessa situação. contudo. bem como na recuperação do produto do crime. voluntariamente. assinale a que corresponde à nova Lei Antitóxicos (Lei nº 11. mas não abolitio criminis.369/1976) consistente no oferecimento eventual de droga. em qualquer fase da persecução criminal relativa aos crimes previstos na lei em questão. da mesma forma como ocorre no crime de formação de quadrilha. c) Pertence ao Direito penal. 14. c) A nova lei pune o crime de tráfico de entorpecente na mesma gravidade com que era punido na lei antiga (Lei nº 6. 13.343/2006). cuja característica marcante seria a exclusão de penas privativas de liberdade como sanção principal ou substitutiva da infração penal. em tarefas de investigação. d) O crime de associação ao tráfico exige um concurso de mais de três pessoas.Juiz . (POLÍCIA CIVIL . tratado pelo Código Penal.Delegado .368/1976). com base na legislação respectiva. tendo diminuído a punição ao agente que. tendo ocorrido. .do produto do crime. o qual será necessariamente firmado por perito oficial.

visto que a droga. em pleno transporte. c) O inquérito policial será concluído no prazo de 30 dias. for flagrado na fiscalização alfandegária trazendo consigo 259 frascos da substância denominada lançaperfume e. porquanto. colhendo outras provas. A autoridade policial pode. que os encaminhará ao MP.PB. na ocasião. d) A ausência do relatório circunstanciado torna nulo o inquérito policial. sem objetivo de lucro. a autoridade policial não poderá. suspeito de tráfico internacional de drogas. Nessa situação. é também considerada produto de importação proibida. antes de sua destinação ao exterior. imediatamente. Depois disso. b) Para efeito da lavratura do auto de prisão em flagrante e estabelecimento da materialidade do delito. inadmissível na legislação brasileira. investigando a conduta de Carlos. oferecer droga a Z. apresentado o caso à autoridade policial. para juntos a consumirem. d) Findo o prazo para conclusão do inquérito. continuar a investigação. é prescindível o laudo de constatação da natureza e quantidade da droga. seja abordado em uma blitz policial portando expressiva quantidade de maconha. a) É vedada a progressão de regime do réu condenado por tráfico de drogas. c) O agente que infringe o tipo penal da lei de drogas na modalidade de importar substância entorpecente será também responsabilizado pelo crime de contrabando. imputável. a conduta de Y se enquadrará à figura do uso e não da traficância. não se configurando erro de proibição. onde pretende comercializar o produto. do qual será dada vista ao órgão do MP. de qualquer natureza. indagado a respeito do material. (POLÍCIA CIVIL .2008) Considerando que uma pessoa tenha sido presa em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. imputável. devendo aquele cumprir a totalidade da pena em regime fechado. de ofício. nessa situação. Cespe . não havendo possibilidade de prorrogação do prazo. relatando sumariamente as circunstâncias do fato. agirá corretamente a autoridade policial. sobre a qual alegue ser destinada a consumo pessoal. e de 45 dias. a autoridade policial remete os autos ao juízo competente. em 24 horas. e) É legalmente vedada a não-atuação policial aos portadores de drogas. Cespe .Agente . imputável. e) A autoridade policial. comunicação ao juiz competente. deverá remeter os autos à justiça. considerando. se estiver solto.ES. ficou evidenciada a hipótese de flagrante provocado. (POLÍCIA CIVIL . após relatar o inquérito. A ação da polícia resultou na prisão em flagrante de Carlos e de outros componentes da quadrilha por tráfico de drogas. e) Em decorrência da nova política criminal adotada pela legislação de tóxicos. a conduta do usuário foi descriminalizada. acompanhando veladamente a guarda e o depósito do entorpecente. a seus precursores químicos ou a outros produtos utilizados em sua produção. não se considera crime a conduta à qual a lei não comina pena de reclusão ou detenção. f) Caso um indivíduo. exclusivamente. ainda em território nacional. esta defina a conduta como tráfico de drogas. g) Suponha que policiais civis. se o indiciado estiver preso. sendo-lhe vedado justificar as razões que a levaram à classificação do delito. 17. a quantidade de droga em poder do agente. pois a quantidade de droga apreendida é o único dado a ser levado em consideração na ocasião da lavratura da prisão em flagrante. realizar diligências complementares e remetê-las posteriormente ao juízo competente. tenham-no observado no momento da obtenção de grande quantidade de cocaína.Agente de Investigação . 18. a alegação de desconhecimento das propriedades da substância e ignorância da lei será inescusável. todavia.c) O IP relativo a indiciado preso deve ser concluído no prazo de 30 dias. ao regressar de uma viagem realizada a trabalho na Argentina. remetendo-lhe cópia do auto lavrado. imputável. a) A autoridade de polícia judiciária deve fazer. segundo o que institui a parte geral do Código Penal.2008) Acerca da legislação antidrogas. que se encontrem no território brasileiro. imputável. mantiveram o cidadão sob vigilância por vários dias e lograram a apreensão da droga. assinale a opção correta acerca da investigação desse caso. e. julgue os itens em (C) CERTO ou (E) ERRADO. d) Se Y. alegar que desconhece as propriedades toxicológicas da substância e sua proibição no Brasil em face do uso frequente nos bailes carnavalescos. b) Se um indivíduo. . Buscando obter maiores informações sobre o propósito de Carlos quanto à destinação da droga.

consequentemente. se reincidentes.. os condenados por cri me de tráfico podem progredir de regime de cumprimento de pena nos termos da Lei de Execução Penal.19.acheiconcursos. 112 da Lei de Execução Penal. ou seja. o lapso de 1/6 para progressão de regime de cumprimento de pena. após o cumprimento de 1/6 da pena. a pena deve ser cumprida integralmente em regime fechado. no que tange à progressão de regime de cumprimento de pena. já que fere o princípio da individualização da pena e. b) A lei de drogas não permite a progressão de regime de cumprimento de pena. d) A lei de crimes hediondos permite. é a contida no art.Defensor Público . GABARITO 01.343/06 (lei de drogas) dispõe que o crime de tráfico ilícito de entorpecentes é insuscetível de anistia.br . também ao crime de tráfico. indulto e que ao condenado pela prática desse crime dar-se-á livramento condicional. graça. portanto. B (. se primários e 3/5. prevalece o silêncio sobre determinação de lei geral. e) A omissão contida na lei de drogas é inconstitucional. por ser o crime de tráfico assemelhado a hediondo. os condenados por crime de tráfico podem progredir após o cumprimento de 2/5 da pena. por ser lei especial. de forma diferenciada.. O DESENVOLVIMENTO DA MATÉRIA CONTINUA POR MAIS PÁGINAS NA APOSTILA COMPLETA. pois. c) Após ter o STF declarado a inconstitucionalidade e a consequente invalidade da vedação de progressão de regime de cumprimento de pena contida na lei de crimes hediondos. se primários e 2/5. após o cumpri mento de 2/3 da pena. consequentemente. QUE VOCÊ PODERÁ OBTER EM www. assinale a alternativa correta. a progressão de cumprimento de pena e.2009) A Lei no 11. FCC . aplicando-se. vedada a concessão ao reincidente específico.) ESTE É UM MODELO DE DEMONNSTRAÇÃO DA APOSTILA. a) A lei de drogas não permite a progressão de regime de cumprimento de pena já que. se reincidente. (DPE-SP. vigente e válida. a única norma existente. Ante o silêncio desta lei quanto à possibilidade de progressão de regime de cumprimento de pena para o crime de tráfico.com.

assinale a opção correta. não previu a incidência de majorante na hipótese de associação eventual para a prática dos delitos nela previstos.343/2006.º 11. em casos excepcionais. Para determinar se a droga se destinava ao consumo pessoal. traz consigo. a) A conduta daquele que. tem em depósito .º 11.Juiz . semeia. guarda.” b) Errada. e no de 60 dias. que deve ser funcionário público.º 6. inciso III. a) Com relação ao crime de abuso de autoridade. o crime de tortura é caracterizado por seu sujeito ativo. d) O inquérito policial deve ser concluído no prazo de 30 dias. d) Sendo crime próprio. Lei n. a imposição de pena privativa de liberdade ao usuário de drogas. guardar. 28.368/1976. Cespe . c) A Lei n. 18. drogas ilícitas.QUESTÕES COMENTADAS DE CONCURSOS 01.2007) Acerca dos crimes previstos nas leis penais especiais. transportar ou trouxer consigo. d) Poderá ser imposta ao usuário de drogas prisão em flagrante. que se impõe retirar da condenação dos pacientes a causa especial de aumento previsto no art. c) O porte de drogas tornou-se infração de menor potencial ofensivo.º 6.º 11. b) A nova Lei de Tóxicos. assinale a opção correta. que dispõe sobre os juizados especiais criminais. em caso de réu reincidente. caso este esteja solto. assinale a opção correta. ao definir novos crimes e penas. e dois terços. que revogou expressamente a Lei n. tiver em depósito. prestação de serviços à comunidade ou medida educativa.º 11. a) A Lei n. a fixação de regime integralmente fechado para o cumprimento da pena de condenados por crimes hediondos. Conclui-se.343/2006 possibilita o livramento condicional ao condenado por tráfico ilícito de entorpecente após o cumprimento de três quintos da pena de condenação. 03. b) A nova Lei de Drogas (Lei n.343/2006 — Lei de Tóxicos — com relação à figura do usuário de drogas. Não existe mais possibilidade alguma de prisão para aquele agente que adquire.º 9. em obediência à retroatividade da lei penal mais benéfica.Juiz . 28). além das penas de advertência. GABARITO e COMENTÁRIOS 01. inexiste condição de procedibilidade para a instauração da ação penal correspondente. Cespe . não veda a conversão da pena imposta ao condenado por tráfico ilícito de entorpecentes em pena restritiva de direitos. o juiz observará apenas a natureza e a quantidade da droga.Exame de Ordem) Acerca das modificações penais e processuais penais introduzidas pela Lei n. Cespe . Diferentemente da Lei anterior.LEI DE DROGAS . 02. a conduta do agente que. Uma das inovações jurídicas da Nova Lei de Drogas foi abolir as penas privativas de liberdade para o crime de posse ilegal de drogas para consumo pessoal (art. no §1º do art. estando sujeito ao procedimento da Lei n. para uso pessoal. em caso de réu primário. (TJ-AC. b) É possível. (OAB-CE. para consumo pessoal. da Lei n.º 11.368/1976. a Nova Lei de Drogas prevê. cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica.099/1995. devendo o autuado ser encaminhado ao juízo competente para que este se manifeste sobre a manutenção da prisão. (TJ-TO. ainda que específico. caso o indiciado esteja preso. cultiva plantas destinadas à preparação de substância capaz de causar dependência física ou psíquica permanece sem tipificação.2007) A respeito do crime de tráfico ilícito de entorpecentes. após a lavratura do termo circunstanciado. c) O STF admite.343/2006) estabelece um rol de penas possíveis para a pessoa que adquirir. C a) Errada. “para seu consumo pessoal. portanto. diante da abolitio criminis trazida pela nova lei.343/2006.

com.. Encontrado portando a droga. em hipótese alguma será cabível prisão para o caso de posse ilegal de drogas para consumo pessoal.br . E se não aceitar prestar termo de compromisso? Ainda assim. Conforme explicação da opção “B”.acheiconcursos. o criminoso será encaminhado para a Delegacia. (.ou transporta droga para consumo pessoal. c) Correta. ouvido e posto em liberdade. cuja pena máxima não ultrapasse 2 (dois) anos de prisão estão sujeitos à Lei dos Juizados Especiais Criminais (Lei N. nem mesmo prisão em flagrante. Com a redação da Nova Lei. estejam ou não submetidos a procedimento especial. não poderá ser preso. O DESENVOLVIMENTO DA MATÉRIA CONTINUA POR MAIS PÁGINAS NA APOSTILA COMPLETA. As penas cominadas são exclusivamente restritivas de direitos. após assinar o termo de compromisso de comparecer à audiência preliminar. d) Errada.º 9. QUE VOCÊ PODERÁ OBTER EM www.) ESTE É UM MODELO DE DEMONNSTRAÇÃO DA APOSTILA.. o crime de posse ilegal de drogas para consumo pessoal tornou-se crime de menor potencial ofensivo.099/95). Todos os delitos.

III.069/90. podendo-se. no bojo do mesmo art. podendo ser praticado por qualquer pessoa. à integridade física ou psíquica ou à liberdade. na medida em que foi editada a lei em comento. em verdade não havia. Destarte. pode-se concluir que. se omitirem". porque só falava de tortura de que fosse vítima criança e adolescente. nos termos do § 4º. Assim. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 52. a tortura é crime equiparado a hediondo. podendo evitá-los. A uma. Objetividade Jurídica do Crime de Tortura Cuida-se de crime que tutela a dignidade da pessoa humana. Sujeito Passivo Será a pessoa contra quem se praticar a violação à dignidade. revogando o art. não apenas pelo funcionário público. Pode-se. tipificação do referido delito em nosso ordenamento jurídico. entre nós. do ano de 1984. sujeito às mesmas regras impostas aos crimes hediondos. Competência Cuida-se de crime afeto à justiça comum. I. neste último caso. por eles respondendo os mandantes. O referido diploma. neste sentido. 233. Na hipótese do sujeito ativo ser funcionário público. incidirá causa de aumento de pena. citar o inciso XLIII. segundo o qual "a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura. embora o STF tenha decidido o contrário. dispõe que "ninguém será submetido a tortura nem tratamento desumano degradante". ainda. O Tratamento Constitucional do Crime de Tortura A Constituição Federal. 233 do ECA. 1º Constitui crime de tortura: A Tortura na Constituição Federal A Constituição Federal de 1988 foi a primeira carta de nosso país a fazer menção expressa ao crime de tortura. Toda essa discussão está hoje superada. A Tipificação da Tortura no Ordenamento Jurídico Brasileiro Embora a Constituição Federal tenha trazido tratamento tão rigoroso ao crime de tortura. 5º. violando o princípio da legalidade. na sua integridade física e psíquica. Sujeito Ativo Cuida-se de crime comum. que se convencionou denominar Pacto de São José da Costa Rica. por se tratar de norma por demais ampla. entretanto. o terrorismo e os definidos como crimes hediondos.LEI Nº 9. o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. naquela época. quando causar violação algum interesse ou serviço da união federal. suas entidades autárquicas ou empresas . na medida em que não fornecia os elementos necessários para que se pudesse extrair o seu verdadeiro significado. estadual ou federal. Desumanas e Degradantes. foi objeto de várias críticas e estava longe de suprir a necessidade de tipificação de tão grave delito. podemos ressaltar que o primeiro diploma brasileiro a conceituar tortura foi a Lei nº 8. bem como a sua liberdade. ratificada pelo Brasil em setembro de 1989. o Estatuto da Criança e do Adolescente em seu art. destacar a Convenção contra Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis. A duas. além da Convenção Americana de Direitos Humanos. isso depois do nosso país figurar como signatário de convenções e tratados internacionais pelos quais se obrigou a reprimi-la.455. os executores e os que. DE 7 DE ABRIL DE 1997 Atualizada até Outubro/2010 Define os crimes de tortura e dá outras providências. no art.

para tanto. é suficiente a sua comprovação por meio de prova testemunhal. Em se tratando do crime de tortura. Sujeito Ativo e Sujeito Passivo Qualquer pessoa pode figurar como sujeito ativo ou sujeito passivo. EXAME DE CORPO DE DELITO. razão pela qual pode-se afirmar que não se trata de crime militar. estadual ou federal. INOCORRÊNCIA. da Constituição Federal. ou Tortura Prova.. Destarte. da Lei nº 9. Assim poderá ser crime não transeunte (que deixa vestígio) ou transeunte (que não deixa vestígio). 158 e 167 do CPP.. SUFICIÊNCIA. 109.com. causando-lhe sofrimento físico ou mental: a) com o fim de obter informação. QUE VOCÊ PODERÁ OBTER EM www. 2. Ordem denegada I .acheiconcursos. Neste sentido. O DESENVOLVIMENTO DA MATÉRIA CONTINUA POR MAIS PÁGINAS NA APOSTILA COMPLETA. nos exatos termos do art.) ESTE É UM MODELO DE DEMONNSTRAÇÃO DA APOSTILA. ou Tortura Institucional. SOFRIMENTO DE ORDEM MENTAL. ou Tortura Persecutória. ou Tortura Probatória. e que. inciso I. a prova de sua existência poderá ser feita por qualquer forma admitida em direito. previsto no art. A Tortura Confissão. Não deixando.públicas. e de regra.br . 1. observadas as regras processuais dos arts. A Prova no Crime de Tortura A tortura pode deixar. Deixando vestígios. 'a'. ORDEM DENEGADA. ou Tortura Inquisitorial Cuida-se de modalidade de tortura em que o agente obriga alguém a fazer o que não quer. Cuida-se da forma mais conhecida de tortura. PROCESSUAL PENAL. ou não. HABEAS CORPUS. COMPROVAÇÃO POR DEPOIMENTOS TESTEMUNHAIS.084 / PB HABEAS CORPUS Nº 2006/0271196-4 Relator(a) Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA (1131) Órgão Julgador T6 . IV. CRIME DE TORTURA.vestígios. utilizando-se. 1. e sendo impingido à vítima apenas e tão somente sofrimento de ordem mental. a competência continua sendo da justiça comum. ainda que praticada por um militar. Tortura Praticada por Militar e Competência Não se tipifica a tortura no Código Penal militar. INEXISTÊNCIA. que recebe as várias denominações apontadas acima. com intuito de obter uma confissão ou declaração da vítima ou de terceira pessoa. ALEGADA NULIDADE. não deixa vestígios. declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa. CRIME QUE NÃO DEIXOU VESTÍGIOS. (.SEXTA TURMA Data do Julgamento 16/04/2009 Data da Publicação/Fonte DJe 04/05/2009 Ementa PENAL.445/97.constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça. portanto. será necessária a realização do exame de corpo de delito. 1º. atentemos para a lição do STJ no julgado abaixo: Processo HC 72. 2. de violência ou grave ameaça.

se atendidos os critérios legais. d) A justiça competente para julgar o caso é a militar. com posterior possibilidade de progressão de regime.2008) César. não será responsabilizado criminalmente. pois esses efeitos não são automáticos.455/1997 não podem ser praticados por omissão.QUESTÕES DE CONCURSOS 01. c) O crime de tortura é insuscetível de graça ou anistia.CRIMES DE TORTURA .PB. c) Se César for condenado.455/97. gestante ou portadora de deficiência.2006) Everaldo pretendendo obter a confissão de Alexander acerca da prática de determinada conduta delituosa queima-o por meio de choques com um fio desencapado.RN. c) somente se caracteriza a tortura quando dela resultar lesão corporal. e) O delito de tortura não admite a forma omissiva. está sendo processado pela prática do crime de tortura. Cespe . Considerando a situação hipotética acima. Diante do fato narrado é correto afirmar-se que: a) Everaldo praticou os delitos de homicídio qualificado e tortura em concurso formal de crimes. a) Um delegado da polícia civil que perceba que um dos custodiados do distrito onde é chefe está sendo fisicamente torturado pelos colegas de cela.Promotor de Justiça .Agente . sem prestar atenção a corrente elétrica utilizada vem a causar a morte de Alexander. somente se procede mediante representação da vítima. assinale a opção correta de acordo com a lei que define os crimes de tortura. b) Se César for condenado.2009) Em relação aos crimes de tortura (Lei nº 9.455/1997. (MP-SP . obrigatoriamente. b) O crime de tortura é inafiançável. c) Se um membro da Defensoria Pública Estado do Rio Grande do Norte.Exame de Ordem . 05. Cespe . que define os crimes de tortura. a) O tipo de tortura a que se refere a situação mencionada é a física. a) O condenado por crime de tortura. for passar uma temporada de trabalho no Haiti — país que não pune o crime de tortura — e lá for vítima de tortura. d) quando a lesão decorrente da tortura for de natureza leve. causando-lhe intenso sofrimento físico.2006) Nos termos do que prevê a Lei nº 9. . deve incidir uma causa de aumento pelo fato de ele ser agente público. pois trata-se de crime cometido por militar contra militar. b) o homicídio praticado mediante tortura passou a ser disciplinado por esse estatuto legal. policial militar. contra a vítima Ronaldo. a sentença deve declarar expressamente a perda do cargo e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada. julgue os itens subsequentes em (C) CERTO ou (E) ERRADO. adolescente. com o fim de obter confissão. b) A pena para a prática do delito de tortura deve ser majorada caso o delito seja cometido por agente público. assinale a opção incorreta.455/1997). pois a tortura psicológica e os sofrimentos mentais não estão incluídos na disciplina da lei que define os crimes de tortura. César visava obter informações a respeito de uma arma que havia sido furtada pela vítima. permanecendo indiferente ao fato. 02. é correto afirmar que: a) a prática de tortura mediante sequestro qualifica o crime. 04. (POLÍCIA CIVIL . ou ainda contra vítima maior de 60 anos de idade. integrante da Comissão Nacional de Direitos Humanos. ou mediante sequestro. oficial da Polícia Militar. (OAB-RJ . inicia o cumprimento da pena em regime fechado. não haverá como aplicar a Lei nº 9. agente público. na condição de mandante.2007) Considerando a Lei de Tortura. pois os delitos previstos na Lei nº 9.Exame de Ordem . por constranger com violência alguém. (POLÍCIA CIVIL . d) Não cabe como forma de extinção da punibilidade o instituto do indulto no crime de tortura. (OAB-RJ . Entretanto. e) o agente ativo do crime deve ser. 03. criança.Escrivão .

insuscetível de graça. para obter a confissão de suposto autor de crime de roubo. mediante a promessa de mal injusto e grave dirigido à sua esposa e filhos e. pois o legislador restringiu sua prática apenas a funcionários públicos no exercício de suas funções. 10.2009) A Lei de tortura tem tipos penais descritos que visam proteger o seguinte objeto jurídico: a) o estado. d) Everaldo praticou o delito de tortura qualificada pelo resultado morte. 07. inclusive a própria dignidade. b) trata-se de crime próprio. (POLÍCIA CIVIL . 06.TO. c) O crime de tortura é crime comum. (OAB-MG . não se consumará o delito de tortura. assinale a alternativa CORRETA: a) é crime inafiançável. que se consuma com a morte da pessoa submetida ao intenso sofrimento físico. d) O artigo que tipifica o crime de maus-tratos previsto no Código Penal foi tacitamente revogado pela Lei da Tortura.2007) Sobre o crime de tortura. função ou emprego público: a) Qualquer que seja a pena privativa de liberdade. devido aos abusos dos direitos constitucionais. c) trata-se de um crime formal.2006) No crime de tortura.2008) Acerca do crime de tortura. julgados pelo Tribunal do Júri. imputável. motivado por discriminação quanto à orientação sexual de Y. negando a sua autoria. função ou emprego público e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada. pois a confissão do fato delituoso não foi obtida. . Cespe . imponha a este intenso sofrimento físico e moral. 09. c) a vida. a condenação acarretará a perda do cargo.ES. (TJDFT .Juiz .Exame de Ordem .b) Everaldo praticou os delitos de homicídio qualificado e tortura em concurso material de crimes. d) o efeito automático da condenação é a perda do cargo. 08. psicológica e de cidadania da pessoa. a) Considere a seguinte situação hipotética. considerando que tal lei revogou os crimes de abuso de autoridade. podendo ser praticado por qualquer pessoa. porquanto também é causa de intenso sofrimento físico ou mental.Agente .Agente . anistia e progressão de regime. determinará a incidência de aumento da pena. visto que o excesso nos meios de correção ou disciplina passou a caracterizar a prática de tortura. julgue os itens em (C) CERTO ou (E) ERRADO.Exame de Ordem . c) Quando a pena privativa de liberdade for superior a 2 (dois) anos. b) a administração pública. principalmente os previstos no artigo 5º da Constituição da República. execução simulada e outros constrangimentos. mas crime comum do Código Penal. homossexual. a vítima do constrangimento não confessar a prática do delito. Cespe . b) Quando a pena privativa de liberdade for superior a 1 (um) ano. circunstância esta que.2008) No que tange aos crimes de tortura. julgue os itens subsequentes. d) os direitos à integridade física. impuser a este intenso sofrimento. mediante a prática de graves ameaças e danos à sua integridade física resultantes de choques elétricos. não sendo próprio de agente público. acaso demonstrada. a) Considerando que X. (POLÍCIA CIVIL . sendo inclusive. mesmo diante das graves ameaças. queimaduras de cigarros. essa conduta de X enquadrar-se-á na figura típica do crime de tortura discriminatória. c) Everaldo praticou o delito de homicídio qualificado pela tortura. b) Se um policial civil. d) Quando a pena privativa de liberdade for superior a 4 (quatro) anos. (OAB-PR .

nesse caso. uma vez que a iniciativa da prática do crime foi sua e não houve ordem ou incentivo para a sua conduta por parte do delegado que chefiava as operações. a) Agentes de polícia civil prenderam um ladrão de automóveis em flagrante delito e. E. a) Como forma de punir um ex-membro de sua quadrilha que o havia delatado à polícia. acusado por tráfico de entorpecentes. C. 13. visando à obtenção de informações sobre o endereço utilizado pelo suposto traficante como depósito da droga. Um agente de polícia federal. para conseguir informações sobre a quadrilha de que ele participava. Carlos responderá pelo crime de tortura simples em concurso material.) ESTE É UM MODELO DE DEMONNSTRAÇÃO DA APOSTILA. Nesse caso. Carlos.No momento de seu interrogatório policial.br .2004) Julgue o item em (C) CERTO ou (E) ERRADO. por iniciativa própria. Ao final. apenas o agente. Julgue o item em (C) CERTO ou (E) ERRADO. Cespe . por ele respondendo.Agente . E (. ainda que grave. (PF... durante interrogatório levado a efeito no local da prisão. b) Considere a seguinte situação hipotética. após as agressões. apesar de não ter participado da prática delituosa. conforme previsão expressa na Lei de Tortura. em plena rua. visando à obtenção de informações sigilosas. não bastando para a sua caracterização a existência de uma ameaça. comunicou o fato à autoridadepolicial de plantão. João. com o delito de homicídio.Delegado . não adotou nenhuma providência no sentido de apurar a notícia de tortura. com a apreensão de grande quantidade de cocaína e a destruição do laboratório de refino da droga. um traficante de drogas espancou um irmão do delator. o referido traficante praticou crime de tortura. que somente se consuma com a violência. Nessa situação. Intimidado. a autoridade policial responderá por sua omissão. Nessa situação. matou-o para que sua conduta não fosse descoberta. 12. quando ele voltava do trabalho para casa. o qual não autorizou ou incentivou a atitude do subordinado e se afastou do local logo após o início das agressões. O fato ocorreu na presença do delegado que chefiava as operações. o preso entregou o nome de seus comparsas. a) Como a conduta do agente é tipificada como tortura na lei federal que disciplina a matéria. agrediu o preso fisicamente para obter informações que possibilitassem encontrar o laboratório onde a droga era processada. após a prática de atos eficientes para causar intenso sofrimento físico e mental em José. disseram-lhe que ele sofreria graves consequências caso não entregasse imediatamente seus cúmplices. Com base na situação hipotética descrita acima. o que impede a qualificação dessa autoridade como mandante do crime. Nessa situação. irritado com a postura arrogante de um traficante de substâncias entorpecentes preso durante uma operação na fronteira. O DESENVOLVIMENTO DA MATÉRIA CONTINUA POR MAIS PÁGINAS NA APOSTILA COMPLETA. a qual. foi submetido pelos policiais responsáveis pelo procedimento a choques elétricos e asfixia parcial. julgue o item em (C) CERTO ou (E) ERRADO. QUE VOCÊ PODERÁ OBTER EM www. a informação buscada foi obtida e a operação atingiu sucesso total. os policiais não cometeram crime de tortura.com. GABARITO 01.2004) 11. Cespe . João. trata-se de crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.acheiconcursos. (PF.

. a) Não se estende ao crime de tortura a admissibilidade de progressão no regime de execução da pena aplicada aos demais crimes hediondos.QUESTÕES COMENTADAS DE CONCURSOS 01. para os efeitos da Lei nº 4.O transporte de pássaros em vias de extinção.Delegado . em razão de discriminação religiosa. III . (Polícia Civil . de 7 de abril de 1997. guarda ou vigilância. são insuscetíveis de anistia. ou multa.RJ. (PF. causando-lhe sofrimento mental. FCC . 04. a epidemia com resultado morte. c) somente as afirmativas I e III são verdadeiras.455 de 7 de abril de 1997.Delegado . I .2004) Julgue em (C) CERTO ou (E) ERRADO. fiança e liberdade provisória.A Lei nº 10. (Polícia Civil . II .2007) A respeito do direito penal. Cespe .455. 03. com o objetivo de castigá-lo por ter incitado os outros detentos a se mobilizarem para reclamar da qualidade da comida servida na penitenciária.O disposto na Lei nº 9. Nessa situação. III . 05.2009) Relativamente à legislação penal extravagante.259/2001. corrupção. é crime tipificado na Lei nº 9.Defensor Público da União . definida na Lei nº 9. b) Constitui crime de tortura constranger alguém com emprego de grave ameaça. indulto. os sistemas de definição dos crimes hediondos são o legal. Cespe .O crime de tortura não admite qualquer forma omissiva. a) somente as afirmativas I e II são verdadeiras. e) A pena do crime de tortura é aumentada se o crime é cometido mediante sequestro. de 25 de julho de 1990. 02.Lei nº 8. d) somente as afirmativas III e IV são verdadeiras. consumados ou tentados. c) Constitui crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente submeter à tortura criança ou adolescente sob sua autoridade. o referido agente cometeu crime inafiançável. que podem ser falsas ou verdadeiras. a) Um agente penitenciário submeteu a intenso sofrimento físico um preso que estava sob sua autoridade. d) De acordo com a doutrina.605. a) Considera-se autoridade. o misto e o judicial. é afiançável e suscetível de graça e anistia. Assinale a alternativa CORRETA. adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. I .A prática de tortura. (DPU. devidamente anilhados e registrados junto a uma federação de criadores de passeriformes da fauna brasileira. aqueles a que a lei comine pena máxima não superior a dois anos. (MP-BA.Os crimes hediondos .898/65. julgue o item seguinte em (C) CERTO ou (E) ERRADO.SC . função ou emprego público. definiu como crimes de menor potencial ofensivo.2004) Considerando as afirmações abaixo. mas a condenação ensejará a perda de cargo. marque a letra que corresponde à resposta correta. CEPERJ .São considerados crimes hediondos. graça. desde que não possuam rito especial.Delegado de Polícia Federal .2001) Análise as seguintes afirmativas. sendo certo que o ordenamento jurídico brasileiro adotou o sistema legal. IV . II . dos Juizados Especiais Federais. assinale a afirmativa incorreta. a extorsão mediante sequestro. a falsificação. de 12 de fevereiro de 1998 (Lei de Crimes Ambientais). o serventuário da justiça.072. em gaiolas. b) somente as afirmativas II e IV são verdadeiras. aplica-se ainda que o crime não tenha ocorrido em território nacional. o latrocínio. sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o agente em local sob jurisdição brasileira.Promotor .CRIMES DE TORTURA .

de 25 de julho de 1990. c) A Lei nº 9. que define os crimes de tortura. não são considerados hediondos. portanto. graças à aplicação do princípio da especialidade.acheiconcursos.com. somente se o estabelecimento for público. e) apenas IV e V estão corretos. I. b) apenas II e III estão corretos.072. c) apenas a III é falsa.. (MP-SC . a) apenas I e IV estão corretos. GABARITO e COMENTÁRIOS 01. d) A delação premiada constitui causa especial de aumento de pena. permitindo a progressão de regime em crimes hediondos. da Lei nº 9. II. XLIII da Constituição Federal. por não violar o princípio da individualização da pena. O DESENVOLVIMENTO DA MATÉRIA CONTINUA POR MAIS PÁGINAS NA APOSTILA COMPLETA. o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e o terrorismo. A prática da tortura. e) todas são falsas. Pratica infração penal militar o civil que invade as dependências de quartel da Polícia Militar e ali agride oficial dessa Instituição. embora estejam sujeitos à disciplina da Lei nº 8. b) É inconstitucional o regime integralmente fechado. d) a II e a III são falsas.Promotor . tratando-se de crime equiparado a hediondo e. d) apenas IV está correto. prevista no art. A decisão do Tribunal de Contas do Estado ou da Câmara de Vereadores relativa à aprovação das contas municipais é condição de procedibilidade para a ação penal pela prática de crime por parte de Prefeito Municipal. por se tratar de sucessão de leis penais no tempo. 1º. III. c) apenas II está correto. apenas assemelhados a esses.455/97.br . causando-lhe lesões corporais de natureza grave.2002) Sobre os crimes hediondos e crimes equiparados a hediondos. II. QUE VOCÊ PODERÁ OBTER EM www. 07. derrogou a Lei nº 8.. por serem processados em rito especial.Promotor . CERTO Cuida-se de tortura castigo. (MP-MG . nos termos do art.a) apenas a I é verdadeira. É incabível a transação penal em relação aos crimes de abuso de autoridade definidos na Lei nº 4.455/97. é correta a afirmação: a) Aplicada a pena privativa de liberdade de três anos é possível a substituição por duas penas restritivas de direito. b) apenas a II é verdadeira.072/90. 5º. e) O homicídio qualificado-privilegiado não é delito hediondo.) ESTE É UM MODELO DE DEMONNSTRAÇÃO DA APOSTILA. 06.2002) Julgue os itens.898/65. Caracteriza ilícito penal a recusa da inscrição de aluno portador de deficiência em estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau. (. inafiançável. IV. V.

II – cadastrar as armas de fogo produzidas. As disposições deste artigo não alcançam as armas de fogo das Forças Armadas e Auxiliares. X – cadastrar a identificação do cano da arma. instituído no Ministério da Justiça.ESTATUTO DO DESARMAMENTO LEI No 10. Parágrafo único.acheiconcursos. acessórios e munições. inclusive as decorrentes de fechamento de empresas de segurança privada e de transporte de valores. O DESENVOLVIMENTO DA MATÉRIA CONTINUA POR MAIS PÁGINAS NA APOSTILA COMPLETA. XI – informar às Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal os registros e autorizações de porte de armas de fogo nos respectivos territórios. 1 O Sistema Nacional de Armas – Sinarm. varejistas. roubo e outras ocorrências suscetíveis de alterar os dados cadastrais. VI – integrar no cadastro os acervos policiais já existentes.com. mediante cadastro. 2o Ao Sinarm compete: I – identificar as características e a propriedade de armas de fogo..) o ESTE É UM MODELO DE DEMONNSTRAÇÃO DA APOSTILA. (. posse e comercialização de armas de fogo e munição. importadas e vendidas no País. bem como manter o cadastro atualizado para consulta. VIII – cadastrar os armeiros em atividade no País. exportadores e importadores autorizados de armas de fogo. bem como conceder licença para exercer a atividade. VII – cadastrar as apreensões de armas de fogo. define crimes e dá outras providências. DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003 Atualizado até Julho/2010 Dispõe sobre registro. sobre o Sistema Nacional de Armas – Sinarm. furto. tem circunscrição em todo o território nacional. Art.826. as características das impressões de raiamento e de microestriamento de projétil disparado. III – cadastrar as autorizações de porte de arma de fogo e as renovações expedidas pela Polícia Federal. extravio. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DO SISTEMA NACIONAL DE ARMAS Art. QUE VOCÊ PODERÁ OBTER EM www.br .. bem como as demais que constem dos seus registros próprios. IV – cadastrar as transferências de propriedade. inclusive as vinculadas a procedimentos policiais e judiciais. IX – cadastrar mediante registro os produtores. V – identificar as modificações que alterem as características ou o funcionamento de arma de fogo. conforme marcação e testes obrigatoriamente realizados pelo fabricante. atacadistas. no âmbito da Polícia Federal.

que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência. a posse irregular de arma de fogo de uso permitido e a posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. atender aos seguintes requisitos.Juiz . quando em serviço. A fim de verificar a classificação e a definição de armas de fogo. é INCORRETO afirmar que: a) a empresa que comercializa arma de fogo em território nacional é obrigada a comunicar a venda à autoridade competente. é CORRETO afirmar: a) A novel legislação separa.Exame de Ordem . Fumarc . inexistindo qualquer jurisprudência que admita liberdade provisória em tal delito. c) Quaisquer integrantes da Receita Federal. será autorizado.Guarda Municipal . consta o rol de armamentos restritos. d) Os integrantes das guardas municipais dos Municípios com mais de 250. c) o certificado de registro de arma de fogo autoriza seu proprietário a manter a arma no seu local de trabalho. O porte de arma de fogo em todo o território nacional é permitido para a generalidade dos agentes abaixo. deve-se consultar a parte final da referida lei. b) Não estar respondendo a inquérito policial ou a processo criminal.MG. Militar e Eleitoral. responsabilidade e guarda das empresas. . na forma prevista no regulamento dessa Lei. 144 da Constituição Federal. (OAB-GO . (TJ-MG . permitidos e proibidos. com a apresentação de certidões de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal. c) porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.QUESTÕES DE CONCURSOS 01. sendo a autorização de porte expedida pela Polícia Federal em nome do empregado da respectiva empresa. c) O disparo de arma de fogo em via pública. d) comércio ilegal de arma de fogo. b) Aquele que deixa de observar as cautelas necessárias e permite que menor de 18 (dezoito) anos se apodere de arma de fogo de sua posse ou propriedade não pode ser punido.000 (quinhentos mil) habitantes. atestadas na forma disposta no regulamento desta Lei. em dois tipos distintos. quando crime autônomo.ESTATUTO DO DESARMAMENTO . b) fato atípico. 02. EXCETO: a) Comprovação de idoneidade.2006) Quanto ao Estatuto do Desarmamento. Para adquirir arma de fogo de uso permitido o interessado deverá. c) Comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. o porte de arma de fogo na categoria “caçador”. b) Os integrantes de órgãos referidos nos incisos do caput do art. eis que. d) aos residentes em áreas rurais.826/2003).2008) 03. d) Apresentação de documento comprobatório de ocupação lícita e de domicílio eleitoral. eis que os crimes previstos no Estatuto do Desarmamento só admitem o dolo como elemento subjetivo do tipo. desde que seja ele o responsável legal pela empresa.2006) Sobre os crimes previstos no Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.Juiz . em suas Disposições Gerais. 04. Estadual. serão de propriedade. b) as armas de fogo utilizadas pelas empresas de segurança privada e de transporte de valores. 05. constituídas na forma da lei. a utilização de arma de brinquedo para o fim de cometimento de crimes constitui a) posse irregular de arma de fogo de uso permitido. além de declarar a efetiva necessidade. bem como a manter banco de dados com todas as características da arma.2007) Segundo o Estatuto do Desarmamento. EXCETO: a) Quaisquer integrantes dos corpos de bombeiros militares.000 (duzentos e cinquenta mil) e menos de 500. (TJ-PR . (Prefeitura de Betim . é afiançável.

tipificados na Lei nº 10.826/2003. como os integrantes das Forças Armadas e as empresas de segurança privada e de transporte de valores. exceto nas publicações especializadas.Escrivão .2009) Em relação às disposições da Lei nº 10. Cespe .2008) Sobre as leis que regulam as armas de fogo no Brasil. . (TJ-MG . c) As condutas delituosas relacionadas ao porte e à posse de arma de fogo foram abarcadas pela denominada abolitio criminis temporária. Cespe .2008) A Lei nº 10. apresentando nota fiscal de compra ou a comprovação da origem lícita da posse ou entregá-las à Polícia Federal. a) Será aplicada multa à empresa de produção ou comércio de armamentos que realizar publicidade para venda. incorre no delito de porte ilegal de arma. previsto no art. 09. ou no local de trabalho a arma de fogo. b) Durante o prazo de que a população dispõe para entregá-la à Polícia Federal. porquanto. 07. o delito de posse de arma de fogo foi claramente abolido pela referida norma. (POLÍCIA CIVIL . restringe-se à incolumidade pessoal. sem o devido registro em seu nome. Assinale a opção correta acerca do estatuto mencionado no texto acima. que estipulou o termo final para o dia 23/10/2005. a) O Estatuto do Desarmamento. Assim. desde que obedecidos os requisitos legais e regulamentares. prevê como crime autônomo o porte de arma branca (faca).Agente Penitenciário Federal . a) O porte consiste em manter no interior de residência. 06.884/2004 e Lei nº 11. e) A objetividade jurídica dos crimes de porte e posse de arma de fogo.826/2003.RN. eis que os crimes previstos no Estatuto do Desarmamento só admitem o dolo como elemento subjetivo do tipo.826/2003. pode ser concedido àqueles a quem a instituição ou a corporação autorize a utilização em razão do exercício de sua atividade. de um terço até metade. segundo o Estatuto do Desarmamento.826/2003 — Estatuto do Desarmamento — determinou que os possuidores e os proprietários de armas de fogo não-registradas deveriam.Juiz .2005) Julgue o item em (C) CERTO ou (E) ERRADO. Lei nº 10. ainda que desprovida de potencialidade lesiva. no prazo de 180 dias após a publicação da lei. b) O agente que mantém em sua residência arma de fogo de uso permitido. Houve a prorrogação do prazo por duas vezes — Lei nº 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento). ressalvadas algumas hipóteses específicas. da pena eventualmente aplicada ao criminoso. sua utilização é capaz de produzir temor maior à vítima. assinale a opção correta.826. d) A utilização de arma de brinquedo durante um assalto acarreta a majoração. 08.PB.118/2005 — até a edição da Lei nº 11.d) A lei expressamente consagra a proibição de porte de arma de fogo em todo o território nacional.Agente . é CORRETO afirmar: a) Aquele que deixa de observar as cautelas necessárias e permite que menor de 18 (dezoito) anos se apodere de arma de fogo de sua posse ou propriedade não pode ser punido. 14 da Lei nº 10. b) A posse pressupõe que a arma de fogo esteja fora da residência ou do local de trabalho. de 22 dezembro de 2003. estimulando o uso indiscriminado de armas de fogo.191/2005. prevista na Lei nº 10. os quais poderão portar armas de fogo. o pretendido direito deve ser pleiteado nos moldes previstos pela legislação para os particulares em geral. (POLÍCIA CIVIL . mesmo fora de serviço. Cespe . solicitar o seu registro. um delegado de polícia que esteja aposentado não tem direito ao porte de armas. c) É amplamente admissível a consideração da arma desmuniciada como majorante no delito de roubo. sob pena de responsabilidade penal. d) O porte de arma. e) É permitido o porte de arma de fogo aos integrantes das guardas municipais dos municípios com mais de cinquenta mil e menos de quinhentos mil habitantes. ou dependência desta. (DEPEN.

b) pistola calibre nominal “6. e) todas as armas de fogo de uso restrito. c) do Ministério da Justiça. está sujeita à prévia autorização a) do Comando do Exército. e) pistola do calibre nominal “7. desde que precedida de autorização a) do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. d) as armas de fogo obsoletas. 13. Lei nº 10.2007) 11. c) equipara a conduta de porte de arma de fogo de uso restrito à de porte de arma de fogo de uso permitido que tenha seus sinais identificadores suprimidos ou alterados. constantes de registros próprios de órgãos públicos cujos servidores tenham autorização legal para o porte em serviço.2006) Em relação ao estatuto do desarmamento. d) revólver do calibre nominal “32”. 10. d) da Polícia Federal. deve-se consultar a parte final do Estatuto do Desarmamento. Trata-se de arma de fogo de uso restrito: a) pistola calibre nominal “9 mm”. desde que cumpridas as formalidades legais. desde que se trate de arma de uso privativo das Forças Armadas.65 mm”.c) A fim de verificar a classificação e a definição de armas de fogo. desde que no interior de residência. b) da Polícia Federal. b) do Poder Judiciário. . b) as armas de fogo institucionais. b) prevê a criminalização da posse irregular de arma de fogo em residência. eis que. os quais poderão portar armas de fogo. consta o rol de armamentos restritos. como os integrantes das Forças Armadas e as empresas de segurança privada e de transporte de valores. desde que obedecidos os requisitos legais e regulamentares. A transferência de propriedade de arma de fogo entre particulares.Técnico Judiciário . e) pune mais severamente o tráfico internacional de armas de fogo que o comércio ilegal de armas de fogo.826/03.35 mm”.Promotor de Justiça . permitidos e proibidos. d) o porte ilegal de arma de fogo de uso permitido é punível com penas mais graves que as cominadas para a posse de munição destinada a arma de fogo de uso permitido. inclusive as institucionais das Forças Armadas. ressalvadas algumas hipóteses específicas. em suas Disposições Gerais. c) pistola calibre nominal “380”. FCC . 12. c) todas as armas de fogo institucionais das Polícias Militares dos Estados. Serão obrigatoriamente cadastradas no SINARM – Sistema Nacional de Armas a) todas as armas de fogo portáteis produzidas no país ou legalmente importadas. É permitida legalmente a aquisição de armas de fogo diretamente do fabricante. e) do Comando do Exército. assinale a alternativa correta: a) não prevê a criminalização da posse de arma de fogo de uso permitido. d) A lei expressamente consagra a proibição de porte de arma de fogo em todo o território nacional. (MP-SP . (TRF-3ª Região. 14.

d) do Chefe do SIGMA. (Banco Central. a saída do território nacional. b) menores de vinte e um anos. desde que não haja aglomerações de pessoas e nem a presença de menores de 21 anos. ou dependência desses. e) das autoridades das Polícias Civis dos Estados.c) do Chefe do SINARM. favorece. no prazo máximo de vinte e quatro horas. e) ao Comando do Exército. no prazo máximo de quarenta e oito horas. c) menores de dezoito anos. bem como de terceiros. b) basta a comunicação do Comitê Olímpico Internacional à Polícia Federal.2005) 17. gratuitamente. 18. Mário a) comete crime de omissão de cautela. c) elas devem ser registradas no SIGMA. d) no interior de sua residência ou domicílio. Algumas equipes que competiram nas modalidades de tiro nos Jogos Panamericanos de 2007 trouxeram suas próprias armas de fogo. de arma de fogo. para destruição. b) à Polícia Federal. c) ao Comando do Exército. ou dependência desses. d) à Polícia Federal. integrante das forças armadas. acessórios ou munições apreendidos serão. ainda. acessório ou munição. bastando a qualidade de empregado.Técnico . no prazo máximo de quarenta e oito horas. no prazo máximo de vinte e quatro horas. Armas de fogo. no seu local de trabalho. e multa. autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo a) no interior de sua residência ou domicílio. ainda. FCC . e) menores de vinte e cinco anos. O certificado de Registro de Arma de Fogo. . ou dependência desses. para destruição. no prazo máximo de vinte e quatro horas. ou dependência desses. ou dependência desses. bem como de terceiros. quando não mais interessarem à persecução penal. d) deficientes físicos. a) ao Ministério da Defesa. com validade em todo o território nacional. desde que não haja aglomerações de pessoas e nem a presença de menores de 18 anos. e) será necessária uma autorização do órgão esportivo da Organização das Nações Unidas e o registro da Federação Internacional de Tiro. para destruição. ou. desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa. b) exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio. e) no interior de sua residência ou domicílio. sem autorização da autoridade competente. estando sujeito a pena de reclusão de quatro a oito anos. para destruição. encaminhados pelo juiz competente. c) no interior de sua residência ou domicílio. 19. 15. a) será necessária autorização da Polícia Internacional – INTERPOL. Neste caso. bem como transportá-la dentro do território nacional. após elaboração do laudo pericial e sua juntada aos autos. ou. para a entrada destas armas no país. Mário. d) será necessária autorização do Comando do Exército. 16. independentemente de ser o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa. no seu local de trabalho. É proibida a aquisição de armas de fogo por particulares a) estrangeiros. Neste caso. para destruição. independente de prévia autorização das autoridades competentes.

acessórios e munições entre pessoas físicas poderá ser efetivada independentemente de autorização do SINARM. constitui crime a) passível de fiança e de pena de detenção. Ao SINARM – Sistema Nacional de Armas – compete: I. b) II. d) comete crime de tráfico internacional de arma de fogo. Considere as assertivas abaixo a respeito da aquisição e renovação de arma de fogo de uso permitido: I. declarar efetiva necessidade e apresentar cópia simples da carteira de identidade. . 23. Com relação ao comércio de arma de fogo e munição. desde que essa conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime. 21. b) a empresa que comercializar armas de fogo e munição em território nacional é obrigada apenas a manter banco de dados com todas as características da arma vendida. e) suscetível de liberdade provisória e passível de pena de detenção. cadastrar as armas de fogo produzidas. b) passível de fiança e de pena de detenção. apenas. não havendo. e multa. polícia federal e civil. apenas. ficando registradas como de propriedade do Governo Federal enquanto não forem vendidas. e multa. aumentada da metade. d) a comercialização de armas de fogo. Ter no mínimo 21 anos. 20. e multa. em via pública ou em direção a ela. estando sujeito a pena de detenção de dois a quatro anos. d) I e II. Disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências. passível de pena de reclusão. III. apreender armas de fogo ilegais. de 1 (um) a 2 (dois) anos. e multa. inclusive as vinculadas a procedimentos policiais e judiciais. e multa. II e III. c) inafiançável. c) III. e multa. II. apenas. de 1 (um) a 3 (três) anos. e) I. de 1 (um) a 6 (seis) meses e multa. uma vez que praticava a conduta a título gratuito. e) é proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional. É correto o que consta em a) I. e multa. c) a empresa que comercializa armas de fogo e munições responde legalmente por essas mercadorias. salvo para as forças armadas. c) comete crime de comércio ilegal de arma de fogo. é correto afirmar que a) a aquisição de munição somente poderá ser feita no calibre correspondente à arma adquirida. e) não comete crime algum. importadas e vendidas no Brasil. aumentada da metade.b) comete crime de comércio ilegal de arma de fogo. informar às Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal os registros e autorizações de porte de armas de fogo nos respectivos territórios. de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. estando sujeito a pena de reclusão de quatro a oito anos. estando sujeito a pena de reclusão de quatro a oito anos. apenas. d) insuscetível de liberdade provisória e passível de pena de reclusão. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. portanto previsão legal. 22.

atestada em laudo conclusivo fornecido por psicólogo do quadro da Polícia Federal ou por esta credenciado. c) destinada à segurança exclusiva do Presidente do Banco Central do Brasil. em visita ao país. Neste caso. bem como a pessoas jurídicas. é correto afirmar que Mário a) deverá requerer a autorização ao Ministério da Defesa. uma vez que o Porte de Arma de Fogo é pessoal e intransferível. b) pelo Comando do Exército. Estadual. Para a aquisição e renovação. 25. mediante o pagamento prévio da taxa básica de transferência. de acordo com legislação específica. com posterior comunicação à Polícia Federal. desde que autorizado pelo Gabinete da Defesa Civil. III. b) I e II. c) pela Receita Federal. Comprovar aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. d) de uso permitido à utilização autorizada a pessoas físicas. c) deverá requerer a autorização ao Ministério da Justiça. b) de uso exclusivo das Forças Armadas. idoneidade e inexistência de inquérito policial ou processo criminal. 26. d) II e III.II. d) não terá como transferir o porte de sua arma. Mário resolveu transferir o porte de sua arma para sua cônjuge. Como sua esposa Joana está sendo ameaçada de morte. desde que registrada junto ao Sistema de Inteligência Brasileiro. com posterior comunicação à Polícia Militar. de instituições de segurança pública e de pessoas físicas e jurídicas habilitadas. 24. por meio de certidões de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal. mediante o pagamento prévio da taxa básica de transferência. Mário possui porte de arma de fogo de uso permitido. com posterior comunicação ao Ministério da Justiça. e) destinadas exclusivamente à utilização de dignitários. será feito a) pela Polícia Federal. independentemente do pagamento de qualquer taxa. está correto o que se afirma APENAS em a) III. de acordo com a legislação específica do SIGMA – Sistema de Gerenciamento Militar de Armas ou normas advindas da Polícia Civil. e) pela Receita Federal. b) deverá requerer a autorização ao Ministério da Defesa. devidamente autorizadas pelo Comando do Exército. c) I e III. . mediante o pagamento prévio da taxa básica de transferência. O desembaraço alfandegário das armas e munições trazidas por agentes de segurança de dignitários estrangeiros. e) deverá requerer a autorização para a Polícia Federal. com posterior comunicação ao Ministério da Justiça. Arma de fogo de uso restrito é aquela a) destinada à segurança exclusiva do Presidente da República Federativa do Brasil. desde que registradas na Polícia Civil. após autorização do SIGMA. com posterior comunicação ao Comando do Exército. e) I. d) pelo Comando do Exército. Militar e Eleitoral. Comprovar apenas no pedido de aquisição e na primeira renovação do registro.

no prazo máximo de vinte e quatro horas. d) portar a arma de fogo na via pública nas proximidades de seu local de trabalho. c) I e III. . ou dependência desses. no prazo máximo de quarenta e oito horas. e) ao Ministério da Defesa. quem vender.2008) 28. A respeito do crime de comércio ilegal de arma de fogo. no prazo máximo de vinte e quatro horas. após a ocorrência do fato. acessório e munições que estejam sob a guarda das empresas de segurança privada e de transporte de valores deverá ser comunicada a) à Polícia Federal. e) portar a arma de fogo nas proximidades de sua residência ou domicílio. desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa. e alterações posteriores. e multa. furto ou roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo. sem autorização ou em desacordo com a determinação legal ou regulamentar. para efeito do crime de comércio ilegal de arma de fogo. a fabricação irregular exercida em residência. b) I e II. após a ocorrência do fato. II. 30. é INCORRETO afirmar que a) o proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança privada e de transporte de valores está obrigado a registrar ocorrência policial e a comunicar à Polícia Federal o extravio de armas de fogo. com validade em todo o território nacional. b) manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio. Está correto o que consta APENAS em a) II. e) III. após a ocorrência do fato. d) ao Ministério da Justiça. Está sujeito à pena de reclusão. nas primeiras 24 horas depois de ocorrido o fato. sob pena de prisão do proprietário ou diretor responsável. desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa. ou. autoriza o seu proprietário a a) portar a arma de fogo na via pública nas proximidades de sua residência ou domicílio. desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa. c) à Polícia Civil. no seu local de trabalho. considere: I. FCC . Não se equipara à atividade comercial ou industrial.Segurança . III. desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa. arma de fogo. É isento de pena quem utiliza munição em proveito próprio. ainda. ou dependência desses. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. sob pena de reclusão do proprietário ou diretor responsável. é correto afirmar que o Certificado de Registro de Arma de Fogo. sob pena de reclusão do proprietário ou diretor responsável. no seu local de trabalho. no exercício de atividade comercial ou industrial. A perda. sob pena de responsabilização do proprietário ou diretor responsável.Técnico Judiciário . ainda. no prazo máximo de quarenta e oito horas. de 4 a 8 anos. sob pena de responsabilização do proprietário ou diretor responsável.826. no prazo máximo de vinte e quatro horas. após a ocorrência do fato. d) II e III. c) manter a arma de fogo exclusivamente no seu local de trabalho. 29. acessórios e munições que estejam sob sua guarda. de 22/12/2003. no exercício de atividade comercial. b) ao Comando do Exército. A respeito do porte de arma de fogo. De acordo com a Lei nº 10. ou.27. após a ocorrência do fato. (TRT-SP.

X recebe uma arma para utilização em serviço. Ambos estão uniformizados e armados. que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar. Por ter tido treinamento adequado. de alma lisa e de calibre igual ou inferior a 12. para recebimento de numerário a ser transportado de um depósito para outro. que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar. 14 anos. porque os vigilantes podem portar armas em serviço ou fora dele. c) 25 anos. de acordo com a Lei nº 10. porque os vigilantes só poderiam estar armados quando estivessem no transporte efetivo de numerário. No caminho para o primeiro depósito. Na oportunidade. X retira a arma que comprara do local onde estava guardada e dispara alguns tiros da varanda de seu apartamento. entusiasmado com uma vitória do time de futebol para o qual torce. e alterações posteriores. porque o caso seria de prisão por posse irregular de arma de fogo e não porte ilegal de arma de fogo. e) não se pode afirmar se os policiais estão corretos ou errados. X e Y são vigilantes e estão conduzindo. d) 18 anos. que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar. O menor . a) os policiais estão certos.Técnico . de calibre 22. de uma arma de uso permitido de tiro simples. encontra a arma sobre a mesa e a leva para o colégio no dia seguinte. somente podem ser utilizadas quando em serviço. poderá ser concedido pela Polícia Federal o porte de arma de fogo. constituídas na forma da lei. Habilitado como vigilante e contratado por uma empresa de segurança. com 1 (um) cano. ter amplo conhecimento dos procedimentos de segurança e ainda por estar assustado com a violência no bairro onde mora. em comemoração. com 1 (um) ou 2 (dois) canos de calibre igual ou inferior a 44. De acordo com a Lei nº 10. c) os policiais estão errados. de calibre igual ou inferior a 12. Analisando o trecho da narrativa referente à decisão da prisão em flagrante. de alma lisa e de calibre igual ou inferior a 16.826/2003. conclui-se que. devendo essa observar as condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão competente. porque os vigilantes deveriam ter deixado suas armas dentro de veículo.2010) 32. deixa a arma sobre a mesa de jantar e vai dormir. de uma arma de uso permitido de tiro simples ou de repetição. são surpreendidos por policiais militares que decidem prendê-los em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. com 1 (um) ou 2 (dois) canos. de 22/12/2003. de uma arma de uso permitido de tiro simples. de repetição ou automática. 31. Logo depois. que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar. e) 30 anos.826. quando já se encontram dentro do restaurante. com 1 (um) ou 2 (dois) canos. veículo da instituição financeira em que trabalham. na categoria caçador para subsistência. param em um restaurante de beira de estrada para almoçar. pois faltam informações. e) compete ao Ministério da Justiça a autorização do porte de arma para os responsáveis pela segurança de cidadãos estrangeiros em visita ou sediados no Brasil. com 1 (um) ou 2 (dois) canos. b) 18 anos. Cesgranrio . no entanto. Seu filho adolescente. de uma arma de uso permitido de tiro simples. d) a listagem dos empregados das empresas de segurança privada e de transporte de valores deverá ser atualizada semestralmente junto ao SINARM. X compra uma arma do mesmo calibre da que utiliza no serviço para mantê-la no seu apartamento. d) os policiais estão errados. c) o certificado de registro e autorização de porte de arma de uso permitido será concedido pelo órgão da Justiça Federal do domicílio do requerente. aos residentes em áreas rurais. b) os policiais estão certos. Algumas semanas depois. (BANCO CENTRAL. maiores de a) 30 anos.b) as armas de fogo utilizadas pelos empregados das empresas de segurança privada e de transporte de valores. de uma arma de uso permitido de tiro simples ou automática. que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar. em serviço. 33.

e) não praticou crime algum. o que é vedado pela legislação em vigor. 35. ex-militar. Y tem 22 anos e é vigilante de uma instituição bancária que faz transporte de valores. Diante de tais informações e considerando a Lei nº 10. e) todos praticaram crime. tendo em vista que a conduta narrada se enquadra.W. e) ter munição em sua residência. 34. é permitido a Y a) portar arma municiada em serviço e fora dele. b) totalmente correto. c) praticou dois crimes: omissão de cautela e posse irregular de arma de fogo de uso permitido. sendo equivocadas apenas as referências aos estojos municiadores e carregadores de pistolas e aos reservatórios de gasolina. no delito de “comércio ilegal de arma de fogo”. vigilante T. b) somente W. 3 . tendo em vista que a conduta narrada se enquadra em outro crime da legislação. por expor à venda.X modificou o mecanismo de travamento de sua arma. d) praticou um crime: porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. d) somente X. tornando-a de repetição (tipo metralhadora). Nessa função. . 2 . b) fazer o carregamento de arma de fogo em serviço.826/2003. entregou sua arma repetidas vezes a seu companheiro de trabalho. o enquadramento policial da conduta de Y está a) totalmente equivocado.é apreendido pela polícia no momento em que mostrava a arma para um colega. omissão de cautela e disparo de arma de fogo. Ao final de um inquérito policial em que se investigavam ações ilícitas praticadas por VIGILANTES. 12 reservatórios de gasolina para preparo de coquetéis molotov. disparo de arma de fogo e entrega de arma de fogo a menor de idade. Y e Z praticaram crime. c) adquirir arma de fogo no comércio legal. que se relacionam a delitos diferentes do comércio ilegal de arma de fogo. tendo em vista a Lei nº 10. para ir ao banheiro. Considerando a acusação específica feita pela autoridade policial (comércio ilegal de arma de fogo) e a Lei no 10. c) somente W praticou crime. 36. quando em serviço. X a) praticou quatro crimes: porte irregular de arma de fogo de uso permitido. segundo a autoridade policial. 75 revólveres calibre 38. 25 estojos municiadores e carregadores de pistolas calibre 765. sem autorização. integralmente. de acordo com a Lei nº 10. b) praticou três crimes: posse irregular de arma de fogo de uso permitido.826/2003. Y e Z não praticaram crime. 100 lunetas red dots para armas de precisão.826/2003 e seus complementos. conclui-se que a) somente Y não praticou crime.826/2003. tem em casa uma pistola de propriedade particular a qual cedeu repetidas vezes para o seu filho de 17 anos.Z raspou o sinal identificador da arma que usava em serviço. c) parcialmente correto. 23 espingardas calibre 12. a autoridade verificou que 1 . Analisando essa narrativa. 4 .Y. omissão de cautela. d) ter arma de fogo em sua residência. Y é preso e acusado de prática de comércio ilegal de arma de fogo. conclui-se que. 80 caixas de munição calibre 22 e 5 granadas de mão.

incluindo comprovação do conhecimento acerca das normas de segurança pertinentes a arma de fogo. José teve sua arma de fogo furtada juntamente com seu veículo. sua capacitação técnica para o manuseio de arma de fogo. II. quanto à arma. pela profissão relatada. e) II e III. apenas. cuja autorização depende do exército brasileiro. O interessado deve ter idade mínima de vinte e um anos. O cliente Y. d) III. apenas. Se a arma é de uso restrito. b) policial rodoviário federal. sabe que a legislação. o furto de sua arma de fogo. c) bombeiro militar. e) parcialmente correto. que se relacionam a delitos diferentes do comércio ilegal de arma de fogo.2010) 38. b) I e II. 37. É correto o que consta em a) I e III. particularmente o Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10. à unidade policial local. É correto o que consta APENAS em a) II. conforme lei competente. e) III. O interessado deverá apresentar certidão negativa. atestando que não está respondendo a inquérito policial. Quanto aos requisitos para a aquisição de arma de fogo. apenas. III. não o autoriza a portar arma naquela situação. fornecida na forma da lei competente. analise: I. é possível afirmar que a pessoa era a) policial civil. b) II e III. José tem quarenta e oito horas para remeter as informações coletadas ao Quartel do Exército mais próximo. apenas. Neste caso.826/2003). sendo equivocadas apenas as referências aos reservatórios de gasolina e às granadas de mão que se relacionam a delitos diferentes do comércio ilegal de arma de fogo. II.d) parcialmente correto. sendo equivocadas apenas as referências às granadas de mão e aos estojos municiadores e carregadores de pistolas. uma vez que o porte de arma é regulamentado por lei federal e. que estava estacionado em via pública. José é obrigado a comunicar. ele já não é mais portador da arma. 39. (TRT-9ª Região. III. no entanto. O interessado deverá comprovar. tendo em vista que.Técnico Judiciário . . analise: I. FCC . c) I. exceto para os cargos definidos em lei. O vigilante X decide chamar a polícia para verificar se o homem tem porte de arma. II e III. relata a X que conhece o homem armado e lhe informa a profissão do mesmo. Diante da narrativa. conforme lei competente. d) vigilante. c) I. d) II. Durante serviço em uma agência bancária. com o furto. José deverá comparecer imediatamente à uma das instalações da Polícia Federal para registrar boletim de ocorrência.Segurança . X observa o homem supostamente armado e verifica que ele se encontra sem uniforme e está retirando dinheiro de um caixa eletrônico. o vigilante X é informado discretamente pelo cliente Y de que há um homem armado no local. e) membro da polícia do Senado Federal. imediatamente.

e) Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher. § 1º.2001) Marque a alternativa em que se insere a afirmação verdadeira. 20. (DPU. mesmo prevendo o crime de porte ilícito de arma.716/89.Promotor . b) O ato de comercializar emblemas que utilizem a cruz suástica ou gamada.2006) A Lei nº 10. o juiz poderá aplicar. (TJ-SP. c) Indivíduo que constrange a vítima a assistir a ato de libidinagem executado por terceiros.826/03 veda. inciso IV. não tipifica a conduta penal de que trata o art.br ESTATUTO DO DESARMAMENTO . gratuitamente. contra o patrimônio ou por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. b) Só no Código Penal estão as causas de suspensão do curso do prazo da prescrição. (TJ-SC . a de restrição ou suspensão de visitas aos dependentes menores. arma de fogo. Vunesp . em alguns casos. constitui o crime previsto no art.QUESTÕES COMENTADAS DE CONCURSOS 01.340/06. e) Responde por crime qualificado quem porta arma de fogo de uso permitido. 14 do Estatuto do Desarmamento.340/06. comete o crime de atentado violento ao pudor. a aquisição de arma de fogo. B (.2007) Julgue o item que se segue em (C) CERTO ou (E) ERRADO segundo as leis penais especiais. que revogou a Lei nº 9. observada a prévia manifestação do representante do Ministério Público. d) O art.acheiconcursos. acessório ou munição.826/2003 (Sistema Nacional de Armas). e possui processo em andamento por crime contra a pessoa. d) O excesso de velocidade de veículo automotor (velocidade incompatível). 19.com. 10. a) É pacífico o entendimento. na jurisprudência. de que o porte de arma desmuniciada. de uso permitido. a consumação prolonga-se no tempo e. ainda que sem munição ao alcance do agente. pois se trata de crime de perigo abstrato. da lei revogada (que tratava do mesmo delito e estabelecia penas mais severas de 2 a 4 anos de reclusão e multa para o réu que possuísse condenação anterior por . nesta hipótese ouvida a equipe de atendimento multidisciplinar ou serviço similar. 28. da Lei nº 7. parágrafo 3º. segundo as disposições expressas na Lei nº 11. QUE VOCÊ PODERÁ OBTER EM www. sem a autorização e em desacordo com determinação legal e regulamentar. 03.. O DESENVOLVIMENTO DA MATÉRIA CONTINUA POR MAIS PÁGINAS NA APOSTILA COMPLETA.. ao agressor. c) Ceder. ao menor de 25 anos. de imediato. Cespe . não contemplou a hipótese prevista no art.GABARITO 01. assim. 04. gera resultado típico. 02. da Lei nº 10. a) No crime permanente. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar.2009) Assinale a alternativa correta: a) Nos termos do § 1º do art. em conjunto ou separadamente. constitui crime.Juiz . em qualquer hipótese.Juiz .) ESTE É UM MODELO DE DEMONNSTRAÇÃO DA APOSTILA. entre as medidas protetivas de urgência. (MP-SC . as medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas de imediato.437/97. sem a intervenção material daquela. da Lei nº 11. o agente não pode fazer cessar a atividade delituosa. ainda que sem a finalidade de divulgação do nazismo.

de ela gerar efeitos concretos na atenuação da pena. d) Produzir munição sem autorização legal (art. 06. 14. É correto afirmar.826/03.Juiz . inicialmente. anterior a sua vigência. então. tendo em conta a decisão condenatória transitada em julgado. a) O agente que perambula de madrugada pelas ruas com uma arma de fogo de use permitido. a lei rege os fatos praticados durante a sua vigência (tempus regit actum). Cespe . porque se presume o risco em prol da coletividade.2009) Sobre o Estatuto do Desarmamento. assinale a opção correta. mais favorável. acessório ou munição for de uso permitido. que estabelecem a inafiançabilidade dos delitos neles previstos (porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e disparo de arma de fogo. FUNDEP .Defensor Público . caput).826.826. e tráfico internacional de arma de fogo). 17. de 2003. com pena privativa de liberdade. em face da violência intrinsecamente ligada ao comércio e utilização de armas de fogo em nosso país. da Lei nº 10. e) No crime de comércio ilegal de arma de fogo. II. 12 (posse irregular de arma de fogo de uso permitido) teve. na via própria.2008) Com relação ao Estatuto do Desarmamento. sem autorização para portá-la. em geral. de 2003. b) Também no julgamento da ADI nº 3112. b) A retroatividade da nova lei. Lei nº 10. contra o patrimônio e por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins). 12 da Lei nº 10. porque o fato punível e a circunstância mais gravosa ocorreram e foram considerados na vigência da lei revogada.Juiz . 44. com a adequação da sanção imposta. parágrafo único. b) Comércio ilegal de arma de fogo (art. o de: a) Omissão de cautela (art. da Lei nº 10. b) Na hipótese de porte de arma absolutamente inapta a efetuar disparos. (DPE-MS. não comporta a substituição por pena restritiva de direitos. cujo conteúdo foi considerado pela jurisprudência como espécie de abolitio criminis temporário. 17 e 18 (respectivamente: posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. respectivamente).crime contra a pessoa. . c) Com a entrada em vigor da Lei nº 10. de 2003. Vunesp . contudo. no caso de réu já condenado definitivamente como incurso no preceito revogado: a) A irretroatividade do novo ordenamento penal. 07. c) Tráfico internacional de arma de fogo (art. consoante as regras do art.826. marque a alternativa CORRETA. que veda a concessão de liberdade provisória aos crimes dos seus arts. o fato é considerado típico.2008) Com relação aos crimes definidos na Lei nº 10. d) O porte ilegal de arma de fogo de uso permitido é inafiançável e hediondo. de 2003. o STF entendeu pela constitucionalidade do art. não admite a figura do art. 13. o STF considerou constitucionais os parágrafos únicos dos arts. comete infração penal.826/2003. (TJ-SE. a) No julgamento da ADI nº 3112. VI). considerando que. Lei nº 10. d) O crime de posse ilegal de arma de fogo de uso permitido. c) A retroatividade da nova lei. do CP. para desqualificar circunstância específica mais gravosa.826. d) Tratar-se de caso de ultratividade da lei. abstratamente cominada em detenção de 01 a 03 anos. independentemente de se comprovar que uma pessoa determinada ficou exposta a uma situação de perigo. o crime previsto em seu art.826. a pena é aumentada se a arma de fogo. tipificado no art. do Código Penal. sem a possibilidade. c) O crime de deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que menor se apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse admite tentativa. 16. 18). (TJ-MG. de 2003. sua aplicação afetada por sucessivas medidas provisórias. comércio ilegal de arma de fogo. 21. caput). 16. sendo irrelevante o fato de a arma de fogo estar registrada em nome do agente. 05. 14 e 15. apesar de não haver exposição de alguém a uma situação concreta de perigo.

(Polícia Civil .SC. 13.826/03.101/05 admite o inquérito policial. prevista na Lei nº 10. previsto no art. (Polícia Civil .826. Assinale a opção CORRETA. Considere o enunciado acima e assinale a alternativa correta. d) A falta da exibição do mandado não obstará a prisão.PA. passar a utilizá-la indevidamente. 12.Delegado .08. e o preso. b) A prisão preventiva será admitida em crime punido com detenção.2009) No que se refere à Lei n º 10. a) A prisão temporária pode ser decretada de ofício pela Autoridade Judiciária. a) Quando a prisão é efetuada em lugar diverso da consumação. a aquisição de armas de fogo de uso restrito. da Lei nº 10.Delegado . b) A Lei nº 11.826. ficando assim prorrogada sua competência aos atos subsequentes. deve responder por modalidade equiparada ao crime de omissão de cautela. d) Os auditores-fiscais da Receita Federal do Brasil estão proibidos de portar arma de fogo no território nacional. requisitado pelo Ministério Público.2008) [B] é parado em uma blitz policial quando é flagrado transportando no porta-malas de seu veículo uma espingarda desmontada.2008) "Caio". c) O Sistema Nacional de Armas tem circunscrição em todo o território nacional. previsto no art. c) Se "Caio" se omitiu dolosamente. Se a omissão foi culposa não haverá crime. previsto no art. previsto na Lei nº 10. conhecida como "Estatuto do Desarmamento". UEG . em tal caso. c) Crime de porte de arma de fogo. Acafe . do Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10. será imediatamente apresentado ao juiz que tiver expedido o mandado. A conduta de [B] configura: a) Crime impossível por impropriedade absoluta do objeto. (Polícia Civil .Delegado . para a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante. que tenha se apoderado da arma de fogo. a) Se "Caio" agiu culposamente responderá pela modalidade fundamental do crime de omissão de cautela. apenas no caso de . registrado boletim de ocorrência a respeito.826/03 (Estatuto do Desarmamento). b) Crime impossível por inidoneidade absoluta do meio. do Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.MG . se envolver qualquer violência doméstica e familiar. excepcionalmente. a autoridade do local da prisão. exceto em relação às aquisições pelas polícias civis estaduais. se a infração for afiançável. 10. deixou de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal a perda de uma arma de fogo utilizada na atividade típica da empresa. na hipótese de crime de Omissão de Cautela. c) É possível a não lavratura do Auto de Prisão em Flagrante. 14.2006) 11. de 22 de dezembro de 2003). nas primeiras 24 horas depois de constatado o "sumiço" deste objeto. b) Caberá à polícia federal autorizar.826/2003 (Estatuto do Desarmamento). proprietário da empresa de segurança e transporte de valores "Vaisegur". d) Crime de posse de arma de fogo. 12.GO. a) As armas de fogo de uso restrito devem ser registradas nos departamentos de polícia civil dos estados. será competente. de 22 de dezembro de 2003). Assinale a opção CORRETA.Delegado . pois o fato é penalmente atípico.826/03 (Estatuto do Desarmamento). e desde que ele não tenha nas as primeiras 24 horas depois de constatado o "sumiço" da arma. Movens . b) "Caio" não cometeu crime algum. d) "Caio" somente responderá pelo crime de omissão de cautela se terceiro. assinale a opção correta. (Polícia Civil . acondicionada em um saco plástico. 09.

decretação de falência. sem a devida autorização da autoridade competente. 16.RJ . ainda que desmuniciado.2003) A respeito dos crimes da Lei de Imprensa. no exercício de suas funções. c) A lavratura do Auto de Prisão em Flagrante somente poderá ser feita pela Autoridade judiciária se o crime for praticado em sua presença. deverá iniciar o cumprimento da pena privativa de liberdade no regime fechado ou semiaberto. em via pública. UECE . de uso proibido.741/2003 (Crimes contra os idosos) pressupõe ou está condicionada a idade do sujeito passivo. possui as mesmas penas que o porte de arma de fogo. desde que com dolo. sendo excepcionalmente permitida a fixação do regime aberto. na hipótese de crime de Posse Irregular de Arma de Fogo de Uso Permitido. admite prisão em flagrante e é afiançável. é crime mais grave do que portar um fuzil. a pena deverá ser aumentada de 1/5 (um quinto) a 1/3 (um terço). após a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante. quando não constituem ou qualificam o próprio crime: o cometimento à noite. e nos termos da lei respectiva. e) A Lei nº 10.Delegado . de arma de fogo de uso restrito. julgue o item subsequente em (C) CERTO ou (E) ERRADO. de uso permitido.503/97). no interior da residência. a) Em se tratando de homicídio culposo cometido na condução de veículo automotor (Lei nº 9. comete crime de porte ilegal de arma de fogo o agente que porta revólver. do Código de Defesa do Consumidor.826/2003 (Estatuto do desarmamento). 13. d) É possível a concessão de fiança.2006) Marque a opção verdadeira. genocídio e terrorismo. entre outras. tráfico ilícito de entorpecentes. tais como a tortura. de forma a torná-la equivalente a arma de fogo de uso proibido. possui as mesmas sanções que a conduta típica de ceder gratuitamente munição de uso proibido. c) O civilmente identificado não poderá ser identificado criminalmente.2009) Assinale a alternativa correta. sob efeito de substância entorpecente. nos crimes ambientais.Promotor . sem autorização legal ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. (Polícia Civil . sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar. em via pública. são corretas as afirmações abaixo. não prevê ou descreve. (Polícia Civil . . b) Modificar as características de uma arma de fogo. (MP-RS .034/95). sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar. pela Autoridade Policial. em se tratando de prática criminosa. a modalidade culposa. b) A elementar idoso prevista na Lei nº 10.Delegado . a) O sistema da dupla imputação é aceito no Direito Penal Brasileiro e refere-se à possibilidade existente de. bem assim quando perpetrado em domingos ou feriados. no exercício de atividade comercial.aliada a sua condição física ou grau de senilidade. b) O crime de disparo de arma de fogo em lugar público abrange também o acionamento de munição isolada.2006) Quanto aos crimes previsto no Estatuto do Desarmamento. comprovadamente. Cespe .Delegado . admitindo como únicas exceções os casos onde há fundada suspeita de falsificação ou adulteração do documento de identidade e constar nos registros policiais o uso de outros nomes ou diferentes qualificações. em desacordo com determinação legal ou regulamentar. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. (Polícia Civil . d) O réu. d) O atual entendimento do STF é de que a vedação à progressão de regime nos crimes hediondos é constitucional. estando o agente. ser imposta a responsabilidade criminal tanto à pessoa jurídica quanto aos seus respectivos sócios.CE. EXCETO: a) A posse. do porte de arma e da ordem tributária.605/98). condenado por crime decorrente de organização criminosa (Lei nº 9. que agravam a pena dos crimes ambientais (Lei nº 9. estendendo-se inclusive ao assemelhados a aqueles. a) De acordo com o posicionamento do STJ. 15. c) Transportar munição.RR. c) São circunstâncias. praticado mediante fraude ou abuso de confiança. 14.

diretor da empresa de segurança e vigilância. analise as seguintes assertivas: I. caput. para o fim de cometer crimes é conduta cominada com a mesma pena que empregar arma de fogo de uso permitido. ou quebrar segredo da Justiça. Durante o percurso. na forma prevista no regulamento da Lei n° 10. o porte de arma de fogo na categoria. (Polícia Civil . sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei. poderá ser solto mediante fiança.2001) Assinale a alternativa CORRETA: a) O depósito de valores oriundos de crimes contra a Administração Pública realizado em "paraísos fiscais" é matéria da Lei nº 9.2002) Considerando as leis especiais que tratam dos temas abordados abaixo. pois gozam de imunidade funcional.Delegado . da Lei nº 9. . e) Posse em zona rural. III.SC .2001) Antônio. (Polícia Civil . (Polícia Civil . o Delegado de Polícia deve lavrar: a) O auto de prisão em flagrante contra Antônio pela prática do crime previsto no art. d) O SINARM . b) Os detentores de cargos públicos não se sujeitam à "Lei de Lavagem de Dinheiro". 19. d) II e III. UFMT . 18. Vigia Perfeita.RJ. Rogério. c) Sendo alguém preso em flagrante delito por portar arma de fogo de porte restrito ou proibido. b) Caçador. (Polícia Civil . 17. de 20 de fevereiro de 1997. em conformidade com a Lei nº 9. 10. Apresentado o fato. onde Rogério estava disputando a eleição para Presidente. retira uma arma de fogo. as penas são aumentadas em metade se for praticado por policial civil."Lei de Lavagem de Dinheiro".Delegado . c) I e III. e com o Código de Processo Penal. e III. de informática ou telemática. de 22 de dezembro de 2003. calibre 38. A(s) alternativa(s) correta(s) é/são somente: a) I.Delegado . d) Posse para subsistência. 20. NCE/UFRJ . atendendo às ordens de seu chefe. II.437. que estava guardada dentro de um cofre e a leva para a sede social do clube Vale Tudo.826.Sistema Nacional de Armas foi instituído no âmbito da Policia Federal e das Polícias Civis. b) I e II. nesta cidade.MT. policiais militares que realizavam uma blitz encontram a arma que estava numa bolsa em poder de Antônio. no interior de um ônibus. Constitui tortura constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça. sem a autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar.RJ. e que comprovem a necessidade do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar. causando-lhe sofrimento físico ou mental em razão de discriminação racial ou religiosa. Utilizar arma de brinquedo. analfabeto. a) Pessoas físicas especiais. sendo coordenado pelo Ministério da Justiça. e) III.2009) Às pessoas residentes em áreas rurais.d) No crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. c) Amador.437/97. II. Constitui crime realizar interceptação de comunicações telefônicas. será autorizado.613 de 03 de março de 1998 . NCE/UFRJ . e) O porte ilegal de arma de fogo de uso permitido é sempre inafiançável.Delegado . simulacro de arma capaz de atemorizar outrem.

c) O crime de falsificação.741/2003 -. da Lei nº 10. cuja pena máxima privativa de liberdade não ultrapasse 4 anos.343/06. no que couber. adulteração ou alteração de substância ou produtos alimentícios não admite a modalidade culposa. III . liberando Antônio em seguida sem adotar contra ele qualquer medida. assinale a opção correta. efetuar o loteamento ou . 21. (MP-PR . por força do disposto no art. b) A ação penal em relação a crime de violação de direitos de autor de programa de computador é. aplicam-se o procedimento previsto na Lei dos Juizados Especiais Criminais e.072/90. e) Aos crimes previstos no Estatuto do Idoso . que dispõe sobre a responsabilidade de prefeitos e vereadores. caput. caput. 22. da Lei nº 9. corrupção. e assinale a alternativa correta: a) A perda do cargo e a inabilitação. sempre que não for indicado o mínimo da pena em abstrato para os crimes nele definidos.Lei nº 10. 1º e incisos. da Lei nº 11.2007) A respeito de aspectos penais das leis especiais. e) O auto de prisão em flagrante contra Antônio pela prática do crime previsto no art. as disposições do CP e do CPP.Promotor . deverá ser cumprida em regime inicialmente fechado. os crimes de porte de arma de fogo de uso restrito admitem a concessão de liberdade provisória mediante termo de compromisso de comparecimento aos atos processuais. do Decreto-Lei nº 201/67. para o exercício de cargo ou função pública. d) Em caso de agente que tenha tido intensa e efetiva participação em organização criminosa. c) O auto de prisão em flagrante contra Antônio e Rogério pela prática do crime previsto no art. subsidiariamente. pública incondicionada. 10. aplicáveis exclusivamente ao crime tipificado no art.Promotor .2005) Analise os enunciados das questões abaixo e assinale a alternativa correta.b) O auto de prisão em flagrante contra Rogério pela prática do crime previsto no art. (MP-AM. apenado com reclusão. e) A pena privativa de liberdade referente aos crimes de tráfico e de associação ao tráfico. 33 e 35. é aplicável em caso de condenação definitiva em qualquer dos crimes previstos no art. §4º.Promotor . para aplicabilidade do benefício de redução de pena previsto no art. c) A prorrogação reiterada dos prazos previstos no art. pelo prazo de 05 (cinco) anos. via de regra. efetivo ou de nomeação. I .Constitui crime contra a administração pública. da Lei nº 11. será de 15 dias para os delitos apenados com detenção e 1 (um) ano para os de reclusão. d) A Lei nº 9. caput. os requisitos necessários são: que o agente seja primário e não integre organização criminosa. previstos respectivamente nos arts. 33.826/2003.343/06. Cespe .437/97. 302 (homicídio culposo praticado na direção de veículo automotor). para registro ou entrega espontânea de arma de fogo.2009) Analise as assertivas relacionadas a crimes previstos na legislação penal especial. com consequente abolitio criminis temporária das condutas de posse ilegal e de porte ilegal de arma de fogo.437/97 e instaurar inquérito contra Rogério pela prática do mesmo delito. 30 e 32. da Lei nº 9.826/03 (Estatuto do Desarmamento).Por disposição expressa contida no Estatuto do Desarmamento a autorização de porte de arma de fogo de uso permitido será automaticamente suspensa caso o portador seja detido ou abordado em estado de embriaguez ou sob o efeito de substância entorpecente. §1º. obedecidos para tanto os requisitos elencados no CPP. II . 10. 10. da Lei nº 8. d) O auto de infração administrativo impondo uma multa à empresa. 23. (MP-SC .503/97 (Código de Trânsito Brasileiro) prevê variadas causas especiais de aumento de pena. 2º. a legislação aplicável à espécie somente admite a concessão de liberdade provisória com fiança. da Lei nº 9.No Código Eleitoral.437/97. acabou proporcionando hipótese de vacatio legis indireta. b) No crime de tráfico de drogas. a) De acordo com a Lei nc 10.

25.A conivência desvincula o agente de participação no delito que haja presenciado.2004) Em face das assertivas seguintes. d) apenas I e V estão corretos.O agente juridicamente capaz que vende o próprio rim não comete ilícito penal.Segundo a Lei nº 11.252/54. subsistindo a culpa.Caracteriza o crime de porte ilegal de arma a simples posse de arma de brinquedo ou simulacro de arma capaz de atemorizar outrem. O agente que pratica contravenção penal com menor de dezoito anos. e) apenas II e IV estão corretos. desde que a posse tenha o fim de cometer crime. IV . a) apenas I.688/41 pune somente as contravenções penais dolosas e preterdolosas. IV.Em qualquer caso. III e IV estão corretas. não admitem a existência no ordenamento jurídico-penal de tipos penais abertos. O Decreto-Lei nº 3. III .434/97. IV .Sendo a extorsão um crime formal. I . o erro de tipo essencial.101/05. II e III estão corretos. que dispõe sobre a remoção de órgãos para fins de transplante e tratamento. praticado pelo Prefeito Municipal. 24. III. O peculato de uso de prestação de serviço público municipal. II. . II . Pelo Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10. V . III e V estão corretas. b) apenas II e III estão corretas.Promotor . o porte ilegal de arma de fogo de uso permitido ou restrito. cujo preenchimento da tipicidade depende de complementação judicial. a) somente I e II estão corretas.826/2003). c) apenas III. d) somente I e IV estão incorretas. e) apenas III e IV estão corretas. pois a Lei nº 9. os efeitos automáticos decorrentes da sentença condenatória por crime falimentar perdurarão pelo prazo de 5 anos após a extinção da punibilidade. c) somente II e III estão incorretas. b) somente II e IV estão corretas. e) todas estão corretas. d) apenas II. a) apenas I. pode-se afirmar que: I. IV e V estão corretas. se inexistir o dever jurídico de impedir o resultado. considerando-se o recebimento da vantagem econômica almejada simples exaurimento do crime. b) apenas II e III estão corretos. o comércio ilegal e o tráfico internacional inadmitem liberdade provisória.Promotor . Se vencível ou inescusável exclui o dolo. é punido pelo Decreto-Lei nº 201/67.O princípio da taxatividade impõe que as leis penais sejam precisas na determinação do tipo legal e.2004) Julgue os itens. por isso. c) apenas III e IV estão corretos. consuma-se com a efetiva ação de constranger a vítima. (MP-SC . comete o crime descrito na Lei nº 2. autoriza a disposição de órgãos duplos. se invencível ou escusável exclui o dolo e a culpa. facilitando-lhe a corrupção. V . (MP-MG .desmembramento do solo para fins urbanos sem autorização do órgão competente.

O DESENVOLVIMENTO DA MATÉRIA CONTINUA POR MAIS PÁGINAS NA APOSTILA COMPLETA.. (..acheiconcursos.com. em que cada uma das Turmas chegou a uma conclusão diferente.) ESTE É UM MODELO DE DEMONNSTRAÇÃO DA APOSTILA. pois a própria jurisprudência do STF é vacilante neste sentido. Para exemplificar. poderíamos citar o Informativo 550 daquela Corte.GABARITO e COMENTÁRIOS 01. ERRADO Nada existe de pacífico quanto ao tema. QUE VOCÊ PODERÁ OBTER EM www.br .

de 6 (seis) a 10 (dez) anos. criticada pela doutrina..com. apenas a indagação. E se da conduta resulta morte. A pena. mediante violência ou grave ameaça”. menor de 18 (dezoito) anos e maior de 14 (catorze) anos. Uma primeira indagação: se o agente praticar a conjunção carnal e outro ato libidinoso. mediante violência ou grave ameaça. respectivamente. relacionadas ao resultado (não querido) da conduta ou à qualidade da vítima. para os dois crimes. A mudança começa com a denominação do Título VI da Parte Especial do Código Penal. previstos. ao qual foi atribuído o nome estupro. data de sua publicação. O DESENVOLVIMENTO DA MATÉRIA CONTINUA POR MAIS PÁGINAS NA APOSTILA COMPLETA. O novo crime de estupro admite três formas qualificadas. incrimina a ação de “constranger alguém. antes. a praticar ou permitir que com ele se pratique ato libidinoso diverso da conjunção carnal”. pois indica real bem jurídico protegido. de 07 de dezembro de 1940) e o artigo 1º da Lei dos Crimes Hediondos (Lei nº 8. seguramente mais adequada. enquanto o de atentado violento ao pudor era “constranger alguém. com a seguinte redação: “ter conjunção carnal com mulher. além de ter revogado a Lei nº 2. de 1 (um) a 3 (três) anos.CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL Entrou em vigor no dia 10 de agosto de 2009. por enquanto. a começar pela junção dos tipos penais estupro e atentado violento ao pudor. de 12 (doze) a 30 (trinta) anos (§ 2º). nos artigos 213 e 214. a Lei nº 12. era prevista no artigo 215. Os crimes contra a liberdade sexual praticados mediante fraude também foram reunidos num único artigo. (. punida com reclusão. haverá crime único ou estarão configurados dois delitos? Em outras palavras: o tipo é misto alternativo ou cumulativo? Fica.br .acheiconcursos.252. a pena será de reclusão. Assim. a pena será de reclusão. previsto no artigo 213. A posse sexual mediante fraude.015. que tratava da corrupção de menores. O novo tipo penal. foi substituída pela expressão crimes contra a dignidade sexual. a reclusão ia de 2 (dois) a 6 (seis) anos. A expressão crimes contra os costumes. mas seu conteúdo foi bastante alterado. a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”.072. se da conduta resulta lesão corporal grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) e maior de 14 (catorze) anos. de 07 de agosto de 2009. de 8 (oito) a 12 (doze) anos (§ 1º). era de reclusão.. mediante violência ou grave ameaça.848. de 1º de julho de 1954.) ESTE É UM MODELO DE DEMONNSTRAÇÃO DA APOSTILA. em ações sucessivas. mediante fraude”. QUE VOCÊ PODERÁ OBTER EM www. O Capítulo I manteve a nomenclatura crimes contra a liberdade sexual. O tipo objetivo de estupro era “constranger mulher à conjunção carnal. A pena foi mantida no mesmo patamar – reclusão de 6 (seis) a 10 (dez) anos. Se o crime era praticado contra mulher virgem. que alterou o Título VI da Parte Especial do Código Penal (Decreto-lei nº 2. de 25 de julho de 1990).

de 2 (dois) a 6 (seis) anos. Estupro de vulnerável Art. de 10 (dez) a 20 (vinte) anos. Pena .CÓDIGO PENAL Atualizado até Outubro / 2010 DECRETO-LEI No 2.Constranger alguém. Parágrafo único. de 6 (seis) a 10 (dez) anos. DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940 TÍTULO VI DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE SEXUAL Estupro Art. por enfermidade ou deficiência mental. Assédio sexual Art. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém.reclusão. § 1o Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos: Pena . prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego. de 8 (oito) a 12 (doze) anos.reclusão. § 1o Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que. de 12 (doze) a 30 (trinta) anos. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual. § 2o Se da conduta resulta morte: Pena . CAPÍTULO II DOS CRIMES SEXUAIS CONTRA VULNERÁVEL Sedução Art. de 1 (um) a 2 (dois) anos. § 3o Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave: Pena . REVOGADO. Atentado ao pudor mediante fraude Art. Se o crime é cometido com o fim de obter vantagem econômica. o § 1 VETADO.reclusão. a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso: Pena . Atentado violento ao pudor Art.reclusão. mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima: Pena . 215. 216-A.REVOGADO. 213 . 217-A .reclusão.detenção. § 2o VETADO.848.Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: Pena . não tem o necessário discernimento para a prática do ato. mediante violência ou grave ameaça. por qualquer outra causa. ou que. cargo ou função. 214 . 217 .REVOGADO. Violação sexual mediante fraude Art.reclusão. não pode oferecer resistência. aplica-se também multa. 216. de 8 (oito) a 15 (quinze) anos. . § 2o A pena é aumentada em até um terço se a vítima é menor de 18 (dezoito) anos.

Parágrafo único. de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.reclusão.reclusão. 219 a 222 . por enfermidade ou deficiência mental. conjunção carnal ou outro ato libidinoso. § 2o Incorre nas mesmas penas: I .REVOGADOS. 224 . 218-A. CAPÍTULO III DO RAPTO Arts. Presunção de violência Art. impedir ou dificultar que a abandone: Pena .Induzir alguém menor de 14 (catorze) anos a satisfazer a lascívia de outrem: Pena . VETADO. cônjuge. Ação penal Art. preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tem autoridade sobre ela. de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. a fim de satisfazer lascívia própria ou de outrem: Pena . padrasto ou madrasta. aplica-se também multa.REVOGADO. entretanto. Praticar. induzir ou atrair à prostituição ou outra forma de exploração sexual alguém menor de 18 (dezoito) anos ou que. Corrupção de menores Art.reclusão. II – de metade.REVOGADO. § 3o Na hipótese do inciso II do § 2o. o gerente ou o responsável pelo local em que se verifiquem as práticas referidas no caput deste artigo.o proprietário. Parágrafo único. ou induzi-lo a presenciar. o § 1 Se o crime é praticado com o fim de obter vantagem econômica. se o crime é cometido com o concurso de 2 (duas) ou mais pessoas. 225. A pena é aumentada: I – de quarta parte. Nos crimes definidos nos Capítulos I e II deste Título. Satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente Art. tio. 218-B.reclusão. mediante ação penal pública incondicionada se a vítima é menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa vulnerável.Induzir alguém a satisfazer a lascívia de outrem: . de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. constitui efeito obrigatório da condenação a cassação da licença de localização e de funcionamento do estabelecimento. Submeter. 223 . 218 . na presença de alguém menor de 14 (catorze) anos. II . 227 . CAPÍTULO V DO LENOCÍNIO E DO TRÁFICO DE PESSOA PARA FIM DE PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL Mediação para servir a lascívia de outrem Art. Procede-se. 226. irmão. procede-se mediante ação penal pública condicionada à representação. CAPÍTULO IV DISPOSIÇÕES GERAIS Formas qualificadas Art. Favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável Art. curador. Aumento de pena Art. não tem o necessário discernimento para a prática do ato. companheiro.quem pratica conjunção carnal ou outro ato libidinoso com alguém menor de 18 (dezoito) e maior de 14 (catorze) anos na situação descrita no caput deste artigo. tutor. de 4 (quatro) a 10 (dez) anos. facilitá-la.§ 4o Se da conduta resulta morte: Pena . se o agente é ascendente.

reclusão. ou se assumiu. Rufianismo Art.Se o crime é cometido com o fim de lucro.reclusão. facilitá-la. irmão. tutor ou curador.Se o crime é cometido com o fim de lucro.se o agente é ascendente. ou . de dois a cinco anos.Se o crime é cometido com emprego de violência. tutor ou curador. Casa de prostituição Art. proteção ou vigilância: Pena . por lei ou outra forma. e multa. por quem a exerça: Pena . por lei ou outra forma. irmão. § 2º .Pena .a vítima. no território nacional. 230 . além da pena correspondente à violência. 229 .Tirar proveito da prostituição alheia. proteção ou vigilância: Pena .reclusão. de 2 (dois) a 8 (oito) anos. sem prejuízo da pena correspondente à violência. no todo ou em parte. cônjuge. impedir ou dificultar que alguém a abandone: Pena . além da pena correspondente à violência.reclusão. II . § 2o Se o crime é cometido mediante violência. ou por quem assumiu.reclusão. haja. obrigação de cuidado. e multa. padrasto. transportá-la. assim como. 231. III . de 3 (três) a 8 (oito) anos. ou se o agente é seu ascendente. o § 1 Se o agente é ascendente. § 2o A pena é aumentada da metade se: I .a vítima é menor de 18 (dezoito) anos.reclusão. § 3º . de alguém que nele venha a exercer a prostituição ou outra forma de exploração sexual. irmão. por lei ou outra forma. intuito de lucro ou mediação direta do proprietário ou gerente: Pena . de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. § 2º . madrasta. obrigação de cuidado. por enfermidade ou deficiência mental. descendente. preceptor ou empregador da vítima. aliciar ou comprar a pessoa traficada. enteado. Pena . de dois a cinco anos. proteção ou vigilância. participando diretamente de seus lucros ou fazendo-se sustentar. e multa. de um a três anos. e multa. enteado. cônjuge. companheiro. cônjuge ou companheiro. de 3 (três) a 8 (oito) anos. de quatro a dez anos. § 3º .Manter.reclusão. Promover ou facilitar a entrada. de um a quatro anos. de 3 (três) a 6 (seis) anos. ou se assumiu. grave ameaça ou fraude: Pena .reclusão. por conta própria ou de terceiro. aplica-se também multa.reclusão. Favorecimento da prostituição Art. grave ameaça.reclusão. 228. companheiro. ou a saída de alguém que vá exercê-la no estrangeiro. Tráfico internacional de pessoa para fim de exploração sexual Art. de dois a oito anos. transferi-la ou alojá-la. fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação da vontade da vítima: Pena . madrasta. tutor ou curador. é cometido com emprego de violência. obrigação de cuidado. § 1o Incorre na mesma pena aquele que agenciar. tendo conhecimento dessa condição. grave ameaça ou fraude: Pena . madrasta. tutor ou curador ou pessoa a quem esteja confiada para fins de educação.Se o crime. companheiro. preceptor ou empregador da vítima. padrasto. de tratamento ou de guarda: Pena . irmão. enteado. estabelecimento em que ocorra exploração sexual. preceptor ou empregador da vítima. ou não. § 1o Se a vítima é maior de 14 (catorze) e menor de 18 (dezoito) anos. Induzir ou atrair alguém à prostituição ou outra forma de exploração sexual. não tem o necessário discernimento para a prática do ato.reclusão. aplica-se também multa. padrasto. cônjuge. o § 1 Se a vítima é menor de 18 (dezoito) e maior de 14 (catorze) anos ou se o crime é cometido por ascendente.

de um sexto até a metade. § 3o Se o crime é cometido com o fim de obter vantagem econômica. Art. importar. para fim de comércio. obrigação de cuidado. Parágrafo único . vender ou comprar a pessoa traficada. de 2 (dois) a 6 (seis) anos. Art. ou se assumiu. tendo conhecimento dessa condição. Os processos em que se apuram crimes definidos neste Título correrão em segredo de justiça. se o agente transmite à vitima doença sexualmente transmissível de que sabe ou deveria saber ser portador.a vítima é menor de 18 (dezoito) anos. aplica-se também multa. de três meses a um ano. CAPÍTULO VI DO ULTRAJE PÚBLICO AO PUDOR Ato obsceno Art. ou IV . ou exibição cinematográfica de caráter obsceno. desenho. 231-A. 234-B.IV . ou aberto ou exposto ao público: Pena . III . distribui ou expõe à venda ou ao público qualquer dos objetos referidos neste artigo. e IV . § 1o Incorre na mesma pena aquele que agenciar. ou pelo rádio. II .Incorre na mesma pena quem: I .detenção. ou qualquer outro espetáculo. cônjuge. se do crime resultar gravidez. tutor ou curador. irmão. por lei ou outra forma. Escrito ou objeto obsceno Art. 232. preceptor ou empregador da vítima. 234-A. audição ou recitação de caráter obsceno. REVOGADO. ou multa. VETADO. pintura. estampa ou qualquer objeto obsceno: Pena . grave ameaça ou fraude.de metade. CAPÍTULO VII DISPOSIÇÕES GERAIS Aumento de pena Art. madrasta. representação teatral.realiza. .Fazer. transferi-la ou alojá-la.detenção. Art. III . II – VETADO. que tenha o mesmo caráter. II . III . padrasto. 233 . Promover ou facilitar o deslocamento de alguém dentro do território nacional para o exercício da prostituição ou outra forma de exploração sexual: Pena . aliciar.Praticar ato obsceno em lugar público.há emprego de violência. de seis meses a dois anos.reclusão. 234-C. aplica-se também multa.há emprego de violência. não tem o necessário discernimento para a prática do ato. § 2o A pena é aumentada da metade se: I . Nos crimes previstos neste Título a pena é aumentada: I – VETADO. proteção ou vigilância. 234 . em lugar público ou acessível ao público. assim como. exportar.vende. grave ameaça ou fraude.realiza. adquirir ou ter sob sua guarda. companheiro. por enfermidade ou deficiência mental. escrito. ou multa. de distribuição ou de exposição pública. em lugar público ou acessível ao público. Tráfico interno de pessoa para fim de exploração sexual Art.se o agente é ascendente.a vítima. transportá-la. § 3o Se o crime é cometido com o fim de obter vantagem econômica. enteado.

DF. com a nova redação dada pela Lei n. pratica contravenção penal. a) Considere a seguinte situação hipotética. GABARITO e COMENTÁRIOS 01. onde com ela manteve conjunção carnal. a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso.acheiconcursos. Cespe .. c) Aquele que pratica tentativa de contravenção penal deve ser punido. d) A mulher pode ser coautora do delito de estupro.º 12. c) Configura crime de estupro constranger alguém. Só não pode evidentemente ser coautora executora do verbo manter conjunção carnal".) ESTE É UM MODELO DE DEMONNSTRAÇÃO DA APOSTILA. assinale a opção correta. que. por ociosidade ou cupidez. O DESENVOLVIMENTO DA MATÉRIA CONTINUA POR MAIS PÁGINAS NA APOSTILA COMPLETA. Pode ser coautora intelectual (se planeja e dirige a atividade dos demais).com. Antônio praticou o delito de estupro comum. Passado o efeito da substância. aproveitando-se do seu sono. Funiversa . e) A lei brasileira é aplicável a contravenção penal praticada fora do território nacional.015. ficando sujeito à pena de prisão simples. De forma dissimulada.Delegado . Aproveitando-se do estado momentâneo de Bruna. ficou totalmente alucinada. se estiver em situação de vulnerabilidade ou se ocorrer o resultado morte ou lesão corporal grave ou gravíssima. b) A ação será pública incondicionada se a vítima for menor de dezoito anos de idade. QUE VOCÊ PODERÁ OBTER EM www. e) Se alguém der sonífero à vítima para. a) Nos crimes contra a dignidade sexual. D O professor Luiz Flávio Gomes assim explica a possibilidade de a mulher ser coautora do crime de estupro "Coautoria da mulher no crime de estupro: diante da moderna teoria do domínio do fato. Antônio colocou determinada substância na bebida de Bruna. não há nenhuma dúvida que a mulher pode ser coautora do crime de estupro. Antônio levou-a para o estacionamento da festa. constrange alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual. b) Aquele que mendiga. ele pratica o crime de estupro com violência presumida. Bruna de nada se lembrava. após alguns minutos. mediante violência ou grave ameaça.2009) Acerca do crime contra a dignidade sexual e da Lei das Contravenções Penais.br . para ir a uma festa.. (DPE-PI. no entanto fará jus à causa de redução de pena prevista no CP em seu limite máximo. onde está ocorrendo o estupro). que não poderia oferecer resistência. por exemplo. impedindo o ingresso de qualquer pessoa nesse local. manter com ela relação sexual.2009) Acerca dos crimes contra a dignidade sexual.QUESTÕES COMENTADAS DE CONCURSOS 01. Antônio convidou Bruna. 25 anos de idade. 02.Defensor Público . e não o de estupro de vulnerável. Nessa situação.CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL . d) O crime de assédio sexual caracteriza-se quando o agente. (. cargo ou função. prevalecendo-se de sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego. coautora executora (do verbo constranger) ou coautora funcional (fica na porta de um banheiro. de 7 de agosto de 2009. (Polícia Civil . não mais haverá ação penal privada. assinale a alternativa incorreta.

tendo em vista os motivos da infração e suas consequências para a saúde pública e para o meio ambiente. O valor pago será deduzido do montante de eventual reparação civil a que for condenado o infrator. conforme estabelecido na sentença condenatória. . Circunstâncias Atenuantes . o diretor. o preposto ou mandatário de pessoa jurídica. . Penas restritivas de direito: As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade quando: .605/1998) Na imposição da penalidade. O recolhimento domiciliar baseia-se na autodisciplina e senso de responsabilidade do condenado.pessoa jurídica. no caso de crimes dolosos. 1° a 4° da Lei n° 9 605/1998) . A prestação pecuniária consiste no pagamento em dinheiro à vitima ou à entidade pública ou privada com fim social. 6° a 24 da Lei n° 9. o administrador. co-autoras ou partícipes do mesmo ato. bem como participar de licitações.pode ser considerada pessoa jurídica sempre que sua personalidade for obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados à qualidade do meio ambiente. pública ou tombada.a responsabilidade da pessoa jurídica não exclui a das pessoas físicas.prestação de serviços à comunidade.recolhimento domiciliar. .605. o gerente.tratar-se de crime culposo ou for aplicada a pena privativa de liberdade inferior a quatro anos. na restauração desta. que deverá. não inferior a um salário mínimo nem superior a trezentos e sessenta salários mínimos. o membro do conselho e de órgão técnico.a culpabilidade. sem vigilância. . . permanecendo recolhido nos dias e horários de folga em residência ou em qualquer local destinado a sua moradia habitual. se possível. bem como os motivos e as circunstâncias do crime indicarem que a substituição seja suficiente para efeitos de reprovação e prevenção do crime. . frequentar curso ou exercer atividade autorizada. A prestação de serviços à comunidade consiste na atribuição ao condenado de tarefas gratuitas junto a parques e jardins públicos e unidade de conservação e. (arts.LEI DE CRIMES AMBIENTAIS Na área ambiental concorre para a prática de crimes previstos na Lei n° 9. no caso de dano da coisa particular.suspensão parcial ou total de atividades. no de crimes culposos. o auditor. a autoridade observará: . e de três anos. fixada pelo juiz.pessoa física. A suspensão de atividades será aplicada quando estas não estiverem obedecendo às prescrições legais. de 1998. pelo prazo de cinco anos. .interdição temporária de direitos. de importância.prestação pecuniária. . DA APLICAÇÃO DA PENA (arts. autoras. a conduta social e personalidade do condenado.a gravidade do fato. As penas de interdição temporária de direito são a proibição de o condenado contratar com o Poder Público. os antecedentes. civil e penalmente: .as penas restritivas de direitos a que se refere este artigo terão a mesma duração da pena privativa de liberdade substituída.os antecedentes do infrator quanto ao cumprimento da legislação de interesse ambientai. . As penas restritas de direito são: . de receber incentivos fiscais ou quaisquer outros benefícios. trabalhar. nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual. bem como são responsabilizadas administrativamente.

arrependimento do infrator.com. de maneira grave. . a saúde pública ou o meio ambiente. no País ou no estrangeiro. ou limitação significativa da degradação ambiental causada. depois de transitar em julgado a sentença que. a regime especial de uso.baixo grau de instrução ou escolaridade do agente.) . quando não constituem ou qualificam o crime: .br .colaboração com os agentes encarregados da vigilância e do controle ambiental. b) coagindo outrem para a execução material da infração. (Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime. Circunstâncias Agravantes São circunstâncias que agravam a pena. . manifestado pela espontânea reparação do dano.São circunstâncias que atenuam a pena: .. o tenha condenado por crime anterior. O DESENVOLVIMENTO DA MATÉRIA CONTINUA POR MAIS PÁGINAS NA APOSTILA COMPLETA. QUE VOCÊ PODERÁ OBTER EM www.ter o agente cometido a infração: a) para obter vantagem pecuniária. e) atingindo áreas de unidades de conservação ou áreas sujeitas..) ESTE É UM MODELO DE DEMONNSTRAÇÃO DA APOSTILA. d) concorrendo para danos à propriedade alheia.acheiconcursos. . por ato do Poder Público.comunicação prévia pelo agente do perigo iminente de degradação ambiental.reincidência nos crimes de natureza ambiental. (. c) afetando ou expondo a perigo.

Parágrafo único.a culpabilidade. II . co-autoras ou partícipes do mesmo fato. .suspensão parcial ou total de atividades. 2º Quem. o auditor. Art. As penas restritivas de direitos a que se refere este artigo terão a mesma duração da pena privativa de liberdade substituída. sabendo da conduta criminosa de outrem. Art. ou de seu órgão colegiado. se possível. 5º (VETADO) CAPÍTULO II DA APLICAÇÃO DA PENA Art. II .a gravidade do fato. 3º As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa. o gerente. 8º As penas restritivas de direito são: I . o membro de conselho e de órgão técnico.recolhimento domiciliar. 7º As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade quando: I . o preposto ou mandatário de pessoa jurídica. no interesse ou benefício da sua entidade. tendo em vista os motivos da infração e suas consequências para a saúde pública e para o meio ambiente.prestação de serviços à comunidade. III . Art. V . O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. Art.prestação pecuniária.605. autoras. os antecedentes. 6º Para imposição e gradação da penalidade. II . A responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui a das pessoas físicas. bem como o diretor.os antecedentes do infrator quanto ao cumprimento da legislação de interesse ambiental. Parágrafo único. que. III . DE 12 DE FEVEREIRO DE 1998 Atualizado até Outubro/2010 Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. e dá outras providências. Art.tratar-se de crime culposo ou for aplicada a pena privativa de liberdade inferior a quatro anos.interdição temporária de direitos. no caso de dano da coisa particular. nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual. quando podia agir para evitá-la. de qualquer forma. na restauração desta. incide nas penas a estes cominadas. pública ou tombada. a conduta social e a personalidade do condenado. deixar de impedir a sua prática. e.LEI DE CRIMES AMBIENTAIS LEI No 9. na medida da sua culpabilidade. o administrador. a autoridade competente observará: I . Art. concorre para a prática dos crimes previstos nesta Lei.a situação econômica do infrator. 9º A prestação de serviços à comunidade consiste na atribuição ao condenado de tarefas gratuitas junto a parques e jardins públicos e unidades de conservação. bem como os motivos e as circunstâncias do crime indicarem que a substituição seja suficiente para efeitos de reprovação e prevenção do crime. 4º Poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados à qualidade do meio ambiente. 1º (VETADO) Art. IV . no caso de multa. civil e penalmente conforme o disposto nesta Lei.

14. Art. h) em domingos ou feriados. m) com o emprego de métodos cruéis para abate ou captura de animais. poderá ser aumentada até três vezes. A prestação pecuniária consiste no pagamento em dinheiro à vítima ou à entidade pública ou privada com fim social. Art. a saúde pública ou o meio ambiente. f) atingindo áreas urbanas ou quaisquer assentamentos humanos. frequentar curso ou exercer atividade autorizada. p) no interesse de pessoa jurídica mantida.arrependimento do infrator. 17. e as condições a serem impostas pelo juiz deverão relacionar-se com a proteção ao meio ambiente. de maneira grave. 11. a regime especial de uso. trabalhar. Art. quando não constituem ou qualificam o crime: I . g) em período de defeso à fauna. A verificação da reparação a que se refere o § 2º do art. por verbas públicas ou beneficiada por incentivos fiscais. não inferior a um salário mínimo nem superior a trezentos e sessenta salários mínimos.comunicação prévia pelo agente do perigo iminente de degradação ambiental. II . bem como de participar de licitações. que deverá. 10. Art. Art. listadas em relatórios oficiais das autoridades competentes. II . permissão ou autorização ambiental. Art. Art. b) coagindo outrem para a execução material da infração. q) atingindo espécies ameaçadas. de importância. e de três anos. 78 do Código Penal será feita mediante laudo de reparação do dano ambiental.ter o agente cometido a infração: a) para obter vantagem pecuniária.reincidência nos crimes de natureza ambiental. 15. l) no interior do espaço territorial especialmente protegido.colaboração com os agentes encarregados da vigilância e do controle ambiental. III . IV . o) mediante abuso do direito de licença. n) mediante fraude ou abuso de confiança. conforme estabelecido na sentença condenatória. manifestado pela espontânea reparação do dano. 12. pelo prazo de cinco anos. . O valor pago será deduzido do montante de eventual reparação civil a que for condenado o infrator. A multa será calculada segundo os critérios do Código Penal. no de crimes culposos. ou limitação significativa da degradação ambiental causada. Art. j) em épocas de seca ou inundações. São circunstâncias que agravam a pena. São circunstâncias que atenuam a pena: I . 16. total ou parcialmente.Art. fixada pelo juiz. por ato do Poder Público. c) afetando ou expondo a perigo. As penas de interdição temporária de direito são a proibição de o condenado contratar com o Poder Público. Nos crimes previstos nesta Lei.baixo grau de instrução ou escolaridade do agente. a suspensão condicional da pena pode ser aplicada nos casos de condenação a pena privativa de liberdade não superior a três anos. e) atingindo áreas de unidades de conservação ou áreas sujeitas. 13. tendo em vista o valor da vantagem econômica auferida. de receber incentivos fiscais ou quaisquer outros benefícios. d) concorrendo para danos à propriedade alheia. permanecendo recolhido nos dias e horários de folga em residência ou em qualquer local destinado a sua moradia habitual. O recolhimento domiciliar baseia-se na autodisciplina e senso de responsabilidade do condenado. ainda que aplicada no valor máximo. sem vigilância. se revelar-se ineficaz. no caso de crimes dolosos. A suspensão de atividades será aplicada quando estas não estiverem obedecendo às prescrições legais. 18. i) à noite. r) facilitada por funcionário público no exercício de suas funções.

§ 2º Tratando-se de produtos perecíveis ou madeiras. Transitada em julgado a sentença condenatória.suspensão parcial ou total de atividades. § 3° Os produtos e subprodutos da fauna não perecíveis serão destruídos ou doados a instituições científicas. II . § 1º Os animais serão libertados em seu habitat ou entregues a jardins zoológicos. A prestação de serviços à comunidade pela pessoa jurídica consistirá em: I . de acordo com o disposto no art. sempre que possível. seu patrimônio será considerado instrumento do crime e como tal perdido em favor do Fundo Penitenciário Nacional. A pessoa jurídica constituída ou utilizada. III . Art. As penas aplicáveis isolada. CAPÍTULO IV DA AÇÃO E DO PROCESSO PENAL . § 2º A interdição será aplicada quando o estabelecimento. Verificada a infração. culturais ou educacionais. Art. subvenções ou doações. III . Art. são: I . 22. serão estes avaliados e doados a instituições científicas. fixará o valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração. II . bem como dele obter subsídios.manutenção de espaços públicos. 20.restritivas de direitos. fundações ou entidades assemelhadas. cumulativa ou alternativamente às pessoas jurídicas.contribuições a entidades ambientais ou culturais públicas.interdição temporária de estabelecimento. lavrando-se os respectivos autos. relativas à proteção do meio ambiente. IV .proibição de contratar com o Poder Público. 19. A perícia produzida no inquérito civil ou no juízo cível poderá ser aproveitada no processo penal. preponderantemente. 23.Art. considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido ou pelo meio ambiente. Parágrafo único. ou com violação de disposição legal ou regulamentar. II . subvenções ou doações não poderá exceder o prazo de dez anos. Parágrafo único. obra ou atividade. 3º. garantida a sua descaracterização por meio da reciclagem. § 3º A proibição de contratar com o Poder Público e dele obter subsídios. § 4º Os instrumentos utilizados na prática da infração serão vendidos. Art. hospitalares. com o fim de permitir. sem prejuízo da liquidação para apuração do dano efetivamente sofrido. As penas restritivas de direitos da pessoa jurídica são: I .multa.execução de obras de recuperação de áreas degradadas.prestação de serviços à comunidade. facilitar ou ocultar a prática de crime definido nesta Lei terá decretada sua liquidação forçada. instaurando-se o contraditório. serão apreendidos seus produtos e instrumentos. § 1º A suspensão de atividades será aplicada quando estas não estiverem obedecendo às disposições legais ou regulamentares. CAPÍTULO III DA APREENSÃO DO PRODUTO E DO INSTRUMENTO DE INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA OU DE CRIME Art. ou em desacordo com a concedida. 24. 25. A sentença penal condenatória.custeio de programas e de projetos ambientais. penais e outras com fins beneficentes. fixará o montante do prejuízo causado para efeitos de prestação de fiança e cálculo de multa. Art. 21. desde que fiquem sob a responsabilidade de técnicos habilitados. a execução poderá efetuar-se pelo valor fixado nos termos do caput. A perícia de constatação do dano ambiental. obra ou atividade estiver funcionando sem a devida autorização. sempre que possível. III .

Matar. licença ou autorização da autoridade competente. podendo. a ação penal é pública incondicionada. danifica ou destrói ninho. pode o juiz. com as seguintes modificações: I . larvas ou espécimes da fauna silvestre. Art. abrigo ou criadouro natural. nativa ou em rota migratória. exporta ou adquire.findo o prazo de prorrogação. 89 da Lei nº 9.com abuso de licença. com suspensão do prazo da prescrição.no período de prorrogação. III e IV do § 1° do artigo mencionado no caput.099. que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro. Nos crimes ambientais de menor potencial ofensivo.em período proibido à caça. 74 da mesma lei. a declaração de extinção de punibilidade dependerá de laudo de constatação que comprove ter o acusado tomado as providências necessárias à reparação integral do dano. até o máximo previsto no inciso II deste artigo. o prazo de suspensão do processo será prorrogado. II .na hipótese de o laudo de constatação comprovar não ter sido completa a reparação.quem impede a procriação da fauna. aplicam-se aos crimes de menor potencial ofensivo definidos nesta Lei. Parágrafo único. V . bem como produtos e objetos dela oriundos. guarda. § 3° São espécimes da fauna silvestre todos aqueles pertencentes às espécies nativas. caçar. de que trata o § 5° do artigo referido no caput. § 4º A pena é aumentada de metade. de que trata o art. migratórias e quaisquer outras.quem vende. § 5º A pena é aumentada até o triplo. autorização ou em desacordo com a obtida. . III . IV . até o período máximo previsto no artigo referido no caput. ou em desacordo com a obtida: Pena . apanhar. se o crime é praticado: I .a declaração de extinção de punibilidade.Art. As disposições do art. prevista no art. proceder-se-á à lavratura de novo laudo de constatação de reparação do dano ambiental. deixar de aplicar a pena. observado o disposto no inciso III. licença ou autorização da autoridade competente. 27. dependerá de laudo de constatação de reparação do dano ambiental. ou águas jurisdicionais brasileiras. perseguir. 28. III . utiliza ou transporta ovos. e multa. II . somente poderá ser formulada desde que tenha havido a prévia composição do dano ambiental. nativos ou em rota migratória. utilizar espécimes da fauna silvestre. a proposta de aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multa. IV . ressalvada a impossibilidade prevista no inciso I do § 1° do mesmo artigo. 26.099.quem modifica. III . considerando as circunstâncias. 29. sem a devida permissão. salvo em caso de comprovada impossibilidade. de 26 de setembro de 1995.contra espécie rara ou considerada ameaçada de extinção.durante a noite. sem licença. não se aplicarão as condições dos incisos II. 76 da Lei nº 9. V . ainda que somente no local da infração. expõe à venda. II .com emprego de métodos ou instrumentos capazes de provocar destruição em massa. de 26 de setembro de 1995. § 6º As disposições deste artigo não se aplicam aos atos de pesca.esgotado o prazo máximo de prorrogação. Nas infrações penais previstas nesta Lei. aquáticas ou terrestres. conforme seu resultado. se o crime decorre do exercício de caça profissional. tem em cativeiro ou depósito.detenção de seis meses a um ano. acrescido de mais um ano. (VETADO) Art. CAPÍTULO V DOS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE Seção I Dos Crimes contra a Fauna Art. § 2º No caso de guarda doméstica de espécie silvestre não considerada ameaçada de extinção. ser novamente prorrogado o período de suspensão. VI . § 1º Incorre nas mesmas penas: I .em unidade de conservação. provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão.

quem explora campos naturais de invertebrados aquáticos e algas. beneficia ou industrializa espécimes provenientes da coleta. 36. ou outro meio proibido pela autoridade competente: Pena . Parágrafo único. III – (VETADO) IV . § 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço. açudes ou estações de aquicultura de domínio público. 33. de um a três anos. moluscos e vegetais hidróbios. crustáceos. II . Provocar. e multa. 34. quando existirem recursos alternativos.por ser nocivo o animal. Art. maus-tratos.detenção.pesca quantidades superiores às permitidas.quem fundeia embarcações ou lança detritos de qualquer natureza sobre bancos de moluscos ou corais. ou ambas cumulativamente. petrechos. Art. ressalvadas as espécies ameaçadas de extinção. considera-se pesca todo ato tendente a retirar. em contato com a água. se ocorre morte do animal.detenção. extrair. Não é crime o abate de animal.transporta. Pescar em período no qual a pesca seja proibida ou em lugares interditados por órgão competente: Pena . ou mediante a utilização de aparelhos.em estado de necessidade. II . sem a autorização da autoridade ambiental competente: Pena . e multa.pesca espécies que devam ser preservadas ou espécimes com tamanhos inferiores aos permitidos.quem causa degradação em viveiros. lagos. para saciar a fome do agente ou de sua família. Art. Praticar ato de abuso. sem parecer técnico oficial favorável e licença expedida por autoridade competente: Pena . desde que assim caracterizado pelo órgão competente. II . Exportar para o exterior peles e couros de anfíbios e répteis em bruto. Destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente. III . produzam efeito semelhante. ou utilizá-la com infringência das normas de proteção: .detenção. domésticos ou domesticados. técnicas e métodos não permitidos. sem licença. pomares e rebanhos da ação predatória ou destruidora de animais. devidamente demarcados em carta náutica.explosivos ou substâncias que. suscetíveis ou não de aproveitamento econômico.para proteger lavouras. 37.substâncias tóxicas. mesmo que em formação. açudes. ou ambas as penas cumulativamente. Art. pela emissão de efluentes ou carreamento de materiais. ainda que para fins didáticos ou científicos. baías ou águas jurisdicionais brasileiras: Pena . de três meses a um ano. 35. desde que legal e expressamente autorizado pela autoridade competente.reclusão de um ano a cinco anos. quando realizado: I . de três meses a um ano. apanha e pesca proibidas. Art. ferir ou mutilar animais silvestres. lagoas. apreender ou capturar espécimes dos grupos dos peixes. comercializa. o perecimento de espécimes da fauna aquática existentes em rios.Art. Incorre nas mesmas penas quem: I . II . Parágrafo único. Pescar mediante a utilização de: I . 30. III . § 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo. 32. apanhar. coletar. constantes nas listas oficiais da fauna e da flora. Seção II Dos Crimes contra a Flora Art.reclusão. ou multa. nativos ou exóticos: Pena . Incorre nas mesmas penas: I . 38. Art.detenção de um ano a três anos ou multa. Para os efeitos desta Lei. e multa. Introduzir espécime animal no País. de um a três anos. Art. permissão ou autorização da autoridade competente. 31.

madeira. Extrair de florestas de domínio público ou consideradas de preservação permanente. § 2o A ocorrência de dano afetando espécies ameaçadas de extinção no interior das Unidades de Conservação de Uso Sustentável será considerada circunstância agravante para a fixação da pena. 38-A. a pena será reduzida à metade. Causar dano direto ou indireto às Unidades de Conservação e às áreas de que trata o art. (VETADO) § 1o Entende-se por Unidades de Conservação de Uso Sustentável as Áreas de Proteção Ambiental. (VETADO) Art. econômica ou não. Incorre nas mesmas penas quem vende. de 6 de junho de 1990.reclusão. Art. para fins comerciais ou industriais. 44. ou ambas as penas cumulativamente. ou multa. de 1 (um) a 3 (três) anos. transporta ou guarda madeira. Art. ou utilizá-la com infringência das normas de proteção: Pena . lenha. expõe à venda.reclusão. os Monumentos Naturais e os Refúgios de Vida Silvestre. Cortar árvores em floresta considerada de preservação permanente. em estágio avançado ou médio de regeneração. e multa. ou multa. de seis meses a um ano. 43. de seis meses a um ano. de um a três anos. as Florestas Nacionais. e multa. 41. 46.Pena .detenção. Receber ou adquirir. em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano: Pena . 27 do Decreto nº 99. as Reservas de Fauna. 48. ou multa. Art. o § 1 Entende-se por Unidades de Conservação de Proteção Integral as Estações Ecológicas. as Áreas de Relevante Interesse Ecológico. a pena será reduzida à metade. § 2o A ocorrência de dano afetando espécies ameaçadas de extinção no interior das Unidades de Conservação de Proteção Integral será considerada circunstância agravante para a fixação da pena. de seis meses a um ano. vender. Impedir ou dificultar a regeneração natural de florestas e demais formas de vegetação: Pena . Cortar ou transformar em carvão madeira de lei.detenção.detenção.detenção. . Art. Parágrafo único. Se o crime for culposo. para fins industriais. e multa. outorgada pela autoridade competente. Art. tem em depósito. (VETADO) Art. do Bioma Mata Atlântica. Art. a pena é de detenção de seis meses a um ano. assim classificada por ato do Poder Público. Art. Art. Art. de um a cinco anos. 47. cal ou qualquer espécie de minerais: Pena . Parágrafo único.detenção. em desacordo com as determinações legais: Pena . Se o crime for culposo. de um a dois anos.detenção. as Reservas Biológicas. ou ambas as penas cumulativamente. e sem munir-se da via que deverá acompanhar o produto até final beneficiamento: Pena . pedra. de um a três anos. 39. Fabricar. carvão e outros produtos de origem vegetal. energéticos ou para qualquer outra exploração. lenha. sem exigir a exibição de licença do vendedor. § 3º Se o crime for culposo. Provocar incêndio em mata ou floresta: Pena . Parágrafo único. a pena será reduzida à metade. sem prévia autorização. 45. independentemente de sua localização: Pena . § 3o Se o crime for culposo. as Reservas de Desenvolvimento Sustentável e as Reservas Particulares do Patrimônio Natural. de dois a quatro anos. Se o crime é culposo. e multa. e multa. os Parques Nacionais. sem licença válida para todo o tempo da viagem ou do armazenamento. Destruir ou danificar vegetação primária ou secundária. 42.reclusão. areia. e multa. carvão e outros produtos de origem vegetal. Art. a pena será reduzida à metade. sem permissão da autoridade competente: Pena . Parágrafo único. outorgada pela autoridade competente. 40.274.detenção de um a três anos ou multa. 40-A. ou ambas as penas cumulativamente. ou ambas as penas cumulativamente. as Reservas Extrativistas. transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação.

Art.do fato resulta a diminuição de águas naturais. e multa.ocorrer por lançamento de resíduos sólidos. a pena é de um a seis meses. explorar economicamente ou degradar floresta. plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada alheia: Pena . V . ou ambas as penas cumulativamente. objeto de especial preservação: Pena . em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos: Pena . III . óleos ou substâncias oleosas.detenção. 54. § 1o Não é crime a conduta praticada quando necessária à subsistência imediata pessoal do agente ou de sua família.reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos e multa. 50-A.tornar uma área.detenção.000 ha (mil hectares). de três meses a um ano. protetora de mangues. por qualquer modo ou meio. Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana. Art. ou multa. Seção III Da Poluição e outros Crimes Ambientais Art. Comercializar motosserra ou utilizá-la em florestas e nas demais formas de vegetação.o crime é cometido: a) no período de queda das sementes. e multa. No crime culposo. Destruir. Destruir ou danificar florestas nativas ou plantadas ou vegetação fixadora de dunas. de seis meses a um ano. sem licença ou registro da autoridade competente: Pena . de três meses a um ano. IV . a erosão do solo ou a modificação do regime climático. 51. sem autorização do órgão competente: Pena . a pena será aumentada de 1 (um) ano por milhar de hectare. plantada ou nativa. § 2º Se o crime: I . em terras de domínio público ou devolutas. líquidos ou gasosos.causar poluição atmosférica que provoque a retirada. sem licença da autoridade competente: Pena . de seis meses a um ano. em domingo ou feriado. ou que cause danos diretos à saúde da população. Penetrar em Unidades de Conservação conduzindo substâncias ou instrumentos próprios para caça ou para exploração de produtos ou subprodutos florestais.Art. Desmatar. ainda que momentânea. ou detritos. ou multa. Nos crimes previstos nesta Seção. 53. danificar. d) em época de seca ou inundação. § 2o Se a área explorada for superior a 1. imprópria para a ocupação humana. e) durante a noite. ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora: Pena . b) no período de formação de vegetações.reclusão. Art. Parágrafo único. de três meses a um ano.causar poluição hídrica que torne necessária a interrupção do abastecimento público de água de uma comunidade. c) contra espécies raras ou ameaçadas de extinção.detenção. e multa.dificultar ou impedir o uso público das praias.reclusão. de um a quatro anos. 49. dos habitantes das áreas afetadas. Art. § 1º Se o crime é culposo: Pena . II . de um a cinco anos. II . 52. Art. 50.detenção. a pena é aumentada de um sexto a um terço se: I . e multa. . ainda que a ameaça ocorra somente no local da infração. lesar ou maltratar. urbana ou rural.detenção. e multa.

II . ou multa. ter em depósito ou usar produto ou substância tóxica. Executar pesquisa. pinacoteca. Seção IV Dos Crimes contra o Ordenamento Urbano e o Patrimônio Cultural Art. 58. em razão de seu valor paisagístico.reclusão. II . e multa. Parágrafo único. 57. comercializar. e multa. ato administrativo ou decisão judicial.detenção. 56. em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou nos seus regulamentos: Pena . ampliar. exportar. de um a quatro anos.detenção. . permissão.arquivo. I . obras ou serviços potencialmente poluidores. ato administrativo ou decisão judicial: Pena . sem licença ou autorização dos órgãos ambientais competentes. inutilizar ou deteriorar: I . Art. Art. se resultar a morte de outrem. Parágrafo único. As penalidades previstas neste artigo somente serão aplicadas se do fato não resultar crime mais grave. as penas serão aumentadas: I . de um a seis meses.reclusão. 62. estabelecimentos.manipula.abandona os produtos ou substâncias referidos no caput ou os utiliza em desacordo com as normas ambientais ou de segurança. de um a quatro anos. Produzir. importar. 60. processar. III . biblioteca. Se o crime for culposo. à pecuária. a pena é aumentada de um sexto a um terço.detenção. ecológico. 61. quando assim o exigir a autoridade competente. ou em desacordo com a obtida: Pena .reclusão. de um a três anos. § 3º Se o crime é culposo: Pena . ou ambas as penas cumulativamente.até o dobro. 63. de seis meses a um ano. instalar ou fazer funcionar.§ 3º Incorre nas mesmas penas previstas no parágrafo anterior quem deixar de adotar. armazenar. II . (VETADO) Art. recicla ou dá destinação final a resíduos perigosos de forma diversa da estabelecida em lei ou regulamento. acondiciona. e multa. ato administrativo ou decisão judicial. coleta. fornecer. 59.de um terço até a metade. se resulta dano irreversível à flora ou ao meio ambiente em geral. Art. 55.de um sexto a um terço. concessão ou determinação do órgão competente. lavra ou extração de recursos minerais sem a competente autorização. Construir. armazena. (VETADO) Art.bem especialmente protegido por lei. sem prejuízo da multa. artístico. museu. transporta. Art. permissão. Nas mesmas penas incorre quem deixa de recuperar a área pesquisada ou explorada. reformar. medidas de precaução em caso de risco de dano ambiental grave ou irreversível. guardar. nos termos da autorização. registro. turístico. Disseminar doença ou praga ou espécies que possam causar dano à agricultura. § 2º Se o produto ou a substância for nuclear ou radioativa. Alterar o aspecto ou estrutura de edificação ou local especialmente protegido por lei. Parágrafo único. Art. Destruir. e multa. de seis meses a um ano. perigosa ou nociva à saúde humana ou ao meio ambiente. em qualquer parte do território nacional. Art. a pena é de seis meses a um ano de detenção. transportar. reutiliza. embalar. § 1º Nas mesmas penas incorre quem. à fauna. ou contrariando as normas legais e regulamentares pertinentes: Pena . licença. se resulta lesão corporal de natureza grave em outrem. à flora ou aos ecossistemas: Pena . Nos crimes dolosos previstos nesta Seção. e multa. instalação científica ou similar protegido por lei. concessão ou licença.

promoção. omitir a verdade. arqueológico. 65. § 2º Qualquer pessoa. estudo.detenção. ou no seu entorno. Pichar. para efeito do exercício do seu poder de polícia. Parágrafo único. de seis meses a um ano. obras ou serviços cuja realização depende de ato autorizativo do Poder Público: Pena . religioso. no licenciamento. 68. Parágrafo único.reclusão. artístico. de um a três anos. e multa. Considera-se infração administrativa ambiental toda ação ou omissão que viole as regras jurídicas de uso.reclusão. poderá dirigir representação às autoridades relacionadas no parágrafo anterior. bem como os agentes das Capitanias dos Portos. em decorrência do uso da informação falsa. de 3 (três) a 6 (seis) anos. cultural. § 1º São autoridades competentes para lavrar auto de infração ambiental e instaurar processo administrativo os funcionários de órgãos ambientais integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente . de um a três anos.SISNAMA. laudo ou relatório ambiental total ou parcialmente falso ou enganoso. Art. etnográfico ou monumental. assim considerado em razão de seu valor paisagístico. arqueológico ou histórico. Seção V Dos Crimes contra a Administração Ambiental Art. Art. Elaborar ou apresentar. grafitar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano: Pena . a pena é de três meses a um ano de detenção. Art. CAPÍTULO VI DA INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA Art. cultural. e multa. gozo. proteção e recuperação do meio ambiente. Deixar. para as atividades. de cumprir obrigação de relevante interesse ambiental: Pena . 64. e multa. sob pena de co-responsabilidade. sem autorização da autoridade competente ou em desacordo com a concedida: Pena . ecológico. arqueológico. e multa. Art. Obstar ou dificultar a ação fiscalizadora do Poder Público no trato de questões ambientais: Pena . mediante processo administrativo próprio. de 1 (um) a 3 (três) anos.detenção. a pena é de três meses a um ano.detenção.detenção. aquele que tiver o dever legal ou contratual de fazê-lo. Art. do Ministério da Marinha. e multa. 69.histórico. de um a três anos. turístico. designados para as atividades de fiscalização. autorização ou permissão em desacordo com as normas ambientais. § 2o A pena é aumentada de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços). a pena é de seis meses a um ano de detenção. sem prejuízo da multa. sem autorização da autoridade competente ou em desacordo com a concedida: Pena . Se o crime é culposo. de um a três anos. de três meses a um ano. Se o ato for realizado em monumento ou coisa tombada em virtude do seu valor artístico. Conceder o funcionário público licença. e multa. concessão florestal ou qualquer outro procedimento administrativo. e multa. 66. Art. Promover construção em solo não edificável. o § 1 Se o crime é culposo: Pena . se há dano significativo ao meio ambiente. sem prejuízo da multa. religioso. 69-A. 67. Parágrafo único. inclusive por omissão: Pena . incompleta ou enganosa. histórico.reclusão.detenção. e multa. constatando infração ambiental. de um a três anos.detenção. etnográfico ou monumental. § 3º A autoridade ambiental que tiver conhecimento de infração ambiental é obrigada a promover a sua apuração imediata. Fazer o funcionário público afirmação falsa ou enganosa. 70. Se o crime é culposo. sonegar informações ou dados técnico-científicos em procedimentos de autorização ou de licenciamento ambiental: Pena . . e multa.

IV . deixar de saná-las. por negligência ou dolo: I . do Ministério da Marinha. 71. ser-lhe-ão aplicadas. § 4° A multa simples pode ser convertida em serviços de preservação. contados da data da ciência da autuação.embargo de obra ou atividade.demolição de obra.apreensão dos animais. 25 desta Lei. do Ministério da Marinha. petrechos.vinte dias para o infrator recorrer da decisão condenatória à instância superior do Sistema Nacional do Meio Ambiente . IV – cinco dias para o pagamento de multa.suspensão parcial ou total de atividades. O processo administrativo para apuração de infração ambiental deve observar os seguintes prazos máximos: I . melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente. observado o disposto no art.suspensão de venda e fabricação do produto.advertência. contados da data do recebimento da notificação. equipamentos ou veículos de qualquer natureza utilizados na infração. licença ou autorização. 72. duas ou mais infrações. III . As infrações administrativas são punidas com as seguintes sanções. § 1º Se o infrator cometer. ou à Diretoria de Portos e Costas.opuser embaraço à fiscalização dos órgãos do SISNAMA ou da Capitania dos Portos.cancelamento de registro. § 6º A apreensão e destruição referidas nos incisos IV e V do caput obedecerão ao disposto no art. assegurado o direito de ampla defesa e o contraditório. pelo período de até três anos. § 7º As sanções indicadas nos incisos VI a IX do caput serão aplicadas quando o produto. VII .multa diária.suspensão de registro. V . observadas as disposições desta Lei.advertido por irregularidades que tenham sido praticadas. a obra. § 5º A multa diária será aplicada sempre que o cometimento da infração se prolongar no tempo.perda ou suspensão da participação em linhas de financiamento em estabelecimentos oficiais de crédito. de acordo com o tipo de autuação. IV . § 8º As sanções restritivas de direito são: I . IX . II .proibição de contratar com a Administração Pública. do Ministério da Marinha. Art. VI . II . sem prejuízo das demais sanções previstas neste artigo. instrumentos.vinte dias para o infrator oferecer defesa ou impugnação contra o auto de infração. contados da data da sua lavratura. simultaneamente.restritiva de direitos. licença ou autorização.destruição ou inutilização do produto. cumulativamente. Art. produtos e subprodutos da fauna e flora. II .multa simples.SISNAMA. a atividade ou o estabelecimento não estiverem obedecendo às prescrições legais ou regulamentares. 6º: I . III . X – (VETADO) XI . V . ou de preceitos regulamentares.§ 4º As infrações ambientais são apuradas em processo administrativo próprio. § 3º A multa simples será aplicada sempre que o agente.trinta dias para a autoridade competente julgar o auto de infração. .perda ou restrição de incentivos e benefícios fiscais. II . VIII . as sanções a elas cominadas. no prazo assinalado por órgão competente do SISNAMA ou pela Capitania dos Portos. III . apresentada ou não a defesa ou impugnação. § 2º A advertência será aplicada pela inobservância das disposições desta Lei e da legislação em vigor.

V . 76.produção de prova. ou a encaminhará à autoridade capaz de atendê-la. III . Art. 73. ou correlatos. a ordem pública e os bons costumes. IV . ampliação e funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadores de recursos ambientais. O pagamento de multa imposta pelos Estados. com base nos índices estabelecidos na legislação pertinente. o Governo brasileiro prestará. conforme dispuser o órgão arrecadador. Aplicam-se subsidiariamente a esta Lei as disposições do Código Penal e do Código de Processo Penal. Art. criado pelo Decreto nº 20.00 (cinquenta milhões de reais). 75. Os valores arrecadados em pagamento de multas por infração ambiental serão revertidos ao Fundo Nacional do Meio Ambiente.o nome.outras formas de assistência permitidas pela legislação em vigor ou pelos tratados de que o Brasil seja parte. § 2º A solicitação deverá conter: I . a necessária cooperação a outro país.00 (cinquenta reais) e o máximo de R$ 50. termo de compromisso com pessoas físicas ou jurídicas responsáveis pela construção. Art. hectare. quando necessário.a especificação da assistência solicitada. A multa terá por base a unidade. ao órgão judiciário competente para decidir a seu respeito. sendo obrigatório que o respectivo instrumento disponha sobre: I . de 10 de julho de 1989. Para a consecução dos fins visados nesta Lei e especialmente para a reciprocidade da cooperação internacional.Art.a documentação indispensável ao seu esclarecimento. 78. Art. de 8 de janeiro de 1932. sendo o mínimo de R$ 50. IV . II . que a remeterá. 77. III . Fundo Naval. sem qualquer ônus. quilograma ou outra medida pertinente. II . deve ser mantido sistema de comunicações apto a facilitar o intercâmbio rápido e seguro de informações com órgãos de outros países. instalação.923.informações sobre pessoas e coisas. exclusivamente. quando for o caso. V . Distrito Federal ou Territórios substitui a multa federal na mesma hipótese de incidência. 79. criado pela Lei nº 7. O valor da multa de que trata este Capítulo será fixado no regulamento desta Lei e corrigido periodicamente.a descrição sumária do procedimento em curso no país solicitante. cujas declarações tenham relevância para a decisão de uma causa. fundos estaduais ou municipais de meio ambiente. Municípios. CAPÍTULO VIII DISPOSIÇÕES FINAIS Art. § 1° A solicitação de que trata este artigo será dirigida ao Ministério da Justiça. Para o cumprimento do disposto nesta Lei.presença temporária da pessoa presa. metro cúbico. com força de título executivo extrajudicial. para o atendimento das exigências impostas pelas autoridades ambientais competentes. considerados efetiva ou potencialmente poluidores.797.000. responsáveis pela execução de programas e projetos e pelo controle e fiscalização dos estabelecimentos e das atividades suscetíveis de degradarem a qualidade ambiental. Resguardados a soberania nacional. a permitir que as pessoas físicas e jurídicas mencionadas no caput possam promover as necessárias correções de suas atividades. quando solicitado para: I .000. de acordo com o objeto jurídico lesado.o nome e a qualificação da autoridade solicitante.o objeto e o motivo de sua formulação. ficam autorizados a celebrar. o § 1 O termo de compromisso a que se refere este artigo destinar-se-á.exame de objetos e lugares. os órgãos ambientais integrantes do SISNAMA. 74. CAPÍTULO VII DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL PARA A PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE Art. no que concerne ao meio ambiente. 79-A. a qualificação e o endereço das partes compromissadas e dos respectivos representantes legais. . Art.

ampliação e funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadores de recursos ambientais. envolvendo construção. 81. considerados efetiva ou potencialmente poluidores. quando descumprida qualquer de suas cláusulas. (VETADO) Art. em decorrência do não-cumprimento das obrigações nele pactuadas. 82. O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de noventa dias a contar de sua publicação. III . sob pena de indeferimento do plano. com metas trimestrais a serem atingidas. Revogam-se as disposições em contrário. com possibilidade de prorrogação por igual período.o foro competente para dirimir litígios entre as partes. . até o dia 31 de dezembro de 1998. § 2o No tocante aos empreendimentos em curso até o dia 30 de março de 1998. § 3o Da data da protocolização do requerimento previsto no § 2o e enquanto perdurar a vigência do correspondente termo de compromisso. § 8o Sob pena de ineficácia. a aplicação de sanções administrativas contra a pessoa física ou jurídica que o houver firmado.a descrição detalhada de seu objeto. que. a assinatura do termo de compromisso deverá ser requerida pelas pessoas físicas e jurídicas interessadas.II . em função da complexidade das obrigações nele fixadas. IV . o valor do investimento previsto e o cronograma físico de execução e de implantação das obras e serviços exigidos. Art. VI . Brasília.o valor da multa de que trata o inciso IV não poderá ser superior ao valor do investimento previsto. § 5o Considera-se rescindido de pleno direito o termo de compromisso. ressalvado o caso fortuito ou de força maior. 12 de fevereiro de 1998. em relação aos fatos que deram causa à celebração do instrumento. Art. § 4o A celebração do termo de compromisso de que trata este artigo não impede a execução de eventuais multas aplicadas antes da protocolização do requerimento. contados da protocolização do requerimento. mediante extrato. poderá variar entre o mínimo de noventa dias e o máximo de três anos.as multas que podem ser aplicadas à pessoa física ou jurídica compromissada e os casos de rescisão. devendo ser firmado pelo dirigente máximo do estabelecimento. 177º da Independência e 110º da República. os termos de compromisso deverão ser publicados no órgão oficial competente. § 7o O requerimento de celebração do termo de compromisso deverá conter as informações necessárias à verificação da sua viabilidade técnica e jurídica. instalação. 80. mediante requerimento escrito protocolizado junto aos órgãos competentes do SISNAMA. § 6o O termo de compromisso deverá ser firmado em até noventa dias.o prazo de vigência do compromisso. V . ficarão suspensas.

espécie ameaçada de extinção. b) deterioração de instalação científica protegida por lei ou ato administrativo. Cespe . Nos crimes ambientais.Juiz . (TJ-SC . (TJ-PI.QUESTÕES DE CONCURSOS 01. em caso de risco de dano ambiental grave ou irreversível. A Justiça Federal é competente para processar e julgar crime ambiental no caso de abatimento de um tatu-carreta. bem como causar poluição hídrica que torne necessária a interrupção do abastecimento público. II. c) Somente as proposições II e III estão corretas.2007) É correto afirmar: I. é vedado o oferecimento de denúncia genérica que narra conduta. criminosa. No caso de crime ambiental. A competência para processar e julgar a prática de crime ambiental é. por parte daqueles que as deveriam adotar e quando assim o exigir a autoridade competente. b) Não há hipótese de crime de poluição atmosférica qualificada que não seja a prática de terrorismo. III e V estão incorretas. e) Somente as proposições II.Analista Judiciário . estando. quando o suposto autor do fato integra apenas o contrato social. III. porque atrai interesse direto e específico de autarquia federal. nesse caso. 02. não há crime ambiental.CRIMES AMBIENTAIS .Juiz . ainda que momentânea. Estão corretas: a) As proposições I e V estão incorretas. d) O crime de poluição atmosférica só ocorre quando a suspensão do abastecimento público compromete as atividades rotineiras de um bairro. 03.2004) Constitui um dos crimes ambientais. FCC . ao passo que o crime de poluição atmosférica consuma-se com a mera exposição ao risco. assinale a opção correta. e) Classificam-se como crimes qualificados causar poluição atmosférica que provoque a retirada. dos habitantes das áreas afetadas. ainda que apenas por algumas horas. c) O crime de poluição hídrica só ocorre quando verificados danos à saúde humana. a conduta de quem der causa à a) ampliação ou reforma de estabelecimentos ou obras. III e IV estão corretas. (TRF-4ª Região. da Justiça Estadual. a) A Lei dos Crimes Ambientais só admite o crime qualificado quando ausentes as medidas de precaução. b) Somente a proposição I. potencialmente poluidoras. em regra. a legislação dos crimes ambientais sujeita à Lei de Segurança Nacional e às convenções internacionais que regulam os crimes contra a humanidade. . IV. por mais de dois dias úteis.2007) Acerca da lei que dispõe sobre crimes ambientais. c) produção de substância tóxica. de um conjunto de bairros ou de uma cidade inteira. em tese. a competência da Justiça Estadual é fixada quando o interesse da União se manifestar de forma genérica no caso penal. d) Todas as proposições estão corretas. perigosa ou nociva ao meio ambiente. V. segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. Sem prova de que a floresta desmatada é de preservação permanente.

abate animal . Admite a forma culposa. na modalidade de usurpação. 05. ou em desacordo com a obtida) em concurso formal com o delito do artigo 2° da Lei n° 8.2008) Assinale a opção correta acerca dos crimes contra o meio ambiente. estando sujeitas à imposição de penas. e) alteração da estrutura de local protegido por lei em razão de seu valor etnográfico. 04. não constitui crime.visual. o mesmo ocorre se o agente sujá-Ios ou maculá-Ios. DNPM) comete o crime do artigo 55 da Lei n° 9. c) A competência para o julgamento desses crimes. Trata-se de delito que aceita conduta omissiva.Juiz . d) Quando animais forem exterminados dentro de unidade de conservação ambiental mantida pela União. (PGE-PA .2006) Assinale a alternativa incorreta: a) Quem executa extração de recursos minerais sem autorização da autoridade competente (IBAMA. previsto na Lei n° 9.que exclui a responsabilidade das pessoas naturais autoras ou concorrentes para a realização do fato punível . Recebida denúncia oferecida contra a pessoa jurídica é possível a impetração de habeas corpus visando o trancamento da ação penal. é da justiça federal.605/95. no interesse ou benefício da sua entidade. 06. (OAB-SP . b) Configura-se como tal crime provocar incêndio em mata ou floresta sem autorização do órgão competente.d) execução de lavra ou extração de recursos minerais. em estado de necessidade. Entretanto. d) Não há crime ambiental quando o agente. c) A utilização de motoserra. (TRF-3ª Região .Procurador do Estado . b) Punem-se pelo crime ambiental o autor e os co-autores. permissão. concessão ou licença. ainda que tenha ocorrido o evento por culpa do agente. sonora.2009) Assinale a alternativa INCORRETA a respeito das disposições legais acerca dos crimes contra o meio ambiente: a) As pessoas jurídicas poderão ser responsabilizadas criminalmente nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu representante legal no interesse ou benefício da entidade.é restrita por força da Lei n° 9. ou de seu órgão colegiado.mas sua correta conformação depende de perícia que permita avaliação de elementos normativos do tipo. em área de plano de manejo autorizado pelo IBAMA. mas não o partícipe.605/98 (executar pesquisa. trata-se de infração de menor potencial ofensivo.605/98) é um tipo penal aberto que abarca qualquer tipo de degradação da qualidade ambiental . mas desde que atue intencionalmente. b) A responsabilização criminal da pessoa jurídica por crime ambiental . produzir bens ou explorar matérias-primas pertencentes à União. lavra ou extração de recursos minerais sem a competente autorização. em regra. civil e penalmente nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual. sem autorização legal ou em desacordo com as obrigações impostas pelo título autorizativo). a) As pessoas jurídicas devem ser responsabilizadas administrativa. sem licença ou registro da autoridade competente.176/91 (constitui crime contra o patrimônio. a competência para julgamento do crime ambiental será da justiça estadual.605/98 às pessoas privadas. c) Tanto a grafitagem quanto a pichação de qualquer edifício urbano ou monumento constitui crime contra o ordenamento urbano e patrimônio cultural. mas está sujeito à multa por infração administrativa.Exame de Ordem . d) O chamado “crime de poluição” (artigo 54 da Lei n° 9. atmosférica. terrestre e da biosfera em geral .

Unama Advogado . c) não pratica nenhum crime porque as aves estão bem tratadas. d) pratica crime ambiental com pena agravada porque a espécie está ameaçada de extinção. sem permissão. d) II. para saciar sua fome ou de sua família.Analista Judiciário . 10. (INSTITUTO GERAL DE PERÍCIAS .605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e o Decreto n° 3.2006) A Lei no 9. Ele a) não pratica nenhum crime porque são aves nascidas em criadouros e não apreendidas no ambiente em que vivem. II e III. (SECRETARIA EXECUTIVA DE CIÊNCIA. inclusive aquelas cometidas por pessoas jurídicas.RJ. incorre nas penalidades cominadas à referida conduta. c) A pessoa jurídica constituída ou utilizada preponderantemente com o fim de permitir.As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa.2008) Sobre a Lei de Crimes Ambientais podemos afirmar que: a) Pode haver condenação criminal de pessoa jurídica.PA. facilitar ou ocultar a prática de crime definido nesta lei poderá ter decretada sua liquidação forçada. apenas. quando podia agir para evitá-la. que a regulamentou: I . deixar de impedir a sua prática. (SECRETARIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE . licença ou autorização da autoridade competente.o administrador de pessoa jurídica que. e) I. c) I.poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados ao meio ambiente.a responsabilidade das pessoas jurídicas exclui a das pessoas físicas. Estão corretas as afirmações a) I e II. dois espécimes de ave ameaçada de extinção apenas na região onde reside. Sobre a matéria. (TRF-2ª Região.2006) Considere as seguintes afirmativas sobre a Lei n° 9. II . 08. b) A poluição é sempre considerada um crime de menor potencial ofensivo. 07. TECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE . 09. II e IV. b) I. Cesgranrio . II.a pessoa jurídica constituída com o fim de ocultar a prática de crime ambiental pode ter sua liquidação forçada decretada. civil e penalmente. III e IV. ou de seu órgão . III e IV. IV.Perito Criminal .179/99. nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual. apenas.Advogado . na sua casa.silvestre. autoras da conduta lesiva ao meio ambiente. III . ciente da conduta criminosa adotada pela empresa. oriundos de criadouro NÃO autorizado. apenas.2007) "A" mantém em cativeiro. ou ainda por ser nocivo o animal.SC . apenas. pode-se afirmar que: I . b) não pratica nenhum crime porque são apenas dois espécimes. d) Só há previsão de penas restritivas de direitos.605/98 dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. porque a espécie está ameaçada de extinção apenas na região onde ocorreram os fatos. e) pratica crime ambiental simples. FCC .

no interesse ou benefício da sua entidade. QUE VOCÊ PODERÁ OBTER EM www. somente. no de crimes culposos. somente. c) III e IV. em decorrência do mesmo fato. excluindo-se a responsabilidade da pessoa física. bem como de participar de licitações.O pagamento de multa por infração ambiental imposta pelos Estados. D (. É correto o que se afirma em: a) I.. publicidade das sanções administrativas aplicadas com fundamento no Decreto n° 3.com. d) I e II. pelo prazo de cinco anos.colegiado.179/99. bimestralmente. de receber incentivos fiscais ou quaisquer outros benefícios. II.) ESTE É UM MODELO DE DEMONNSTRAÇÃO DA APOSTILA. IV .br . b) II e III. somente.. Distrito Federal ou Territórios substitui a aplicação de penalidade pecuniária pelo órgão federal. II . no caso de crimes dolosos. Municípios. III . e de três anos. III e IV.Os órgãos ambientais integrantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) e a Capitania dos Portos do Comando da Marinha ficam obrigados a dar. O DESENVOLVIMENTO DA MATÉRIA CONTINUA POR MAIS PÁGINAS NA APOSTILA COMPLETA.As penas de interdição temporária de direito são: a proibição de o condenado contratar com o Poder Público. GABARITO 01.acheiconcursos.

a conduta social e a personalidade do agente.ter sido o agente beneficiado anteriormente. de 26 de setembro de 1995. excluindo a aplicação cumulativa de outra norma. homologada pelo Juiz mediante sentença irrecorrível. bem como os motivos e as circunstâncias. por sentença definitiva. Qual norma seria aplicada ao caso: as normas do Código Penal ou as do CTB ? . 82 desta Lei. seção II. Se um crime for cometido quando na condução de um veículo automotor. fazendo com que a aplicação de uma norma esgota a punição do fato. § 5º Da sentença prevista no parágrafo anterior caberá a apelação referida no art. Havendo representação ou tratando-se de crime de ação penal pública incondicionada. ou seja. Art. à pena privativa de liberdade. com o acréscimo de elementos especificadores. de 26 de setembro de 1995.099. sendo registrada apenas para impedir novamente o mesmo benefício no prazo de cinco anos. o acordo homologado acarreta a renúncia ao direito de queixa ou representação. § 1º Aplica-se aos crimes de trânsito de lesão corporal culposa o disposto nos arts. ser necessária e suficiente a adoção da medida. no que couber. pela prática de crime.503. e estiver previsto no CTB. bem como a Lei nº 9. Para entendermos melhor. que não importará em reincidência. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO XIX DOS CRIMES DE TRÂNSITO Seção I Disposições Gerais Art. exceto se o agente estiver: Lei nº 9.não indicarem os antecedentes. 74.LEI Nº 9. de 26 de setembro de 1995 Art. Tratando-se de ação penal de iniciativa privada ou de ação penal pública condicionada à representação.Com certeza as normas do CTB. ninguém pode ser condenado 2 vezes pelo mesmo crime. as normas gerais do Código Penal e do Código de Processo Penal deverão ser aplicadas em relação a ele. § 1º Nas hipóteses de ser a pena de multa a única aplicável. isto desde que o CTB não disponha de modo diverso. será submetida à apreciação do Juiz. Parágrafo único. pela aplicação de pena restritiva ou multa. Norma especial é aquela que contém todos os elementos da norma geral. DE 23 DE SETEMBRO DE 1997 Texto devidamente atualizado até Outubro/2010 Institui o Código de Trânsito Brasileiro. o Juiz poderá reduzi-la até a metade. no prazo de cinco anos. § 4º Acolhendo a proposta do Ministério Público aceita pelo autor da infração. previstos neste Código. § 3º Aceita a proposta pelo autor da infração e seu defensor. . aplicamse as normas gerais do Código Penal e do Código de Processo Penal.ter sido o autor da infração condenado. Aos crimes cometidos na direção de veículos automotores. vamos imaginar a ocorrência de um acidente de trânsito que tenha resultado lesões corporais culposas em certas pessoas. no caso das mesmas existirem. § 2º Não se admitirá a proposta se ficar comprovado: I . Sabemos que existe uma hierarquia entre duas ou mais normas penais. 76 e 88 da Lei no 9. 76. a ser especificada na proposta. não sendo caso de arquivamento. no capítulo XIX. A composição dos danos civis será reduzida a escrito e.099. se este Capítulo não dispuser de modo diverso. 74. II . terá eficácia de título a ser executado no juízo civil competente. 291. o Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multas. nos termos deste artigo. o Juiz aplicará a pena restritiva de direitos ou multa.099. III . e isto pelo princípio da especialidade (a lei especial tem preferência em relação à lei geral).

cabendo aos interessados propor ação cabível no juízo cível. para dirigir veículo automotor. Comentário: Como garantia de ordem pública.transitando em velocidade superior à máxima permitida para a via em 50 km/h (cinquenta quilômetros por hora). § 2º Nas hipóteses previstas no § 1o deste artigo. (. Da decisão que decretar a suspensão ou a medida cautelar. o Ministério Público. ou a requerimento do Ministério Público ou ainda mediante representação da autoridade policial. poderá o juiz. em via pública. I . de exibição ou demonstração de perícia em manobra de veículo automotor. de corrida. 294.sob a influência de álcool ou qualquer outra substância psicoativa que determine dependência. como medida cautelar. Art. ou a proibição de sua obtenção. sem efeito suspensivo. não autorizada pela autoridade competente.participando. a Permissão para Dirigir ou a Carteira de Habilitação. decretar. salvo para os fins previstos no mesmo dispositivo. o juiz. 292. deverá ser instaurado inquérito policial para a investigação da infração penal.br . em decisão motivada. por meio de ofício. 88. 293. a autoridade. A penalidade de suspensão ou de proibição de se obter a permissão ou a habilitação. por efeito de condenação penal. Art. Em qualquer fase da investigação ou da ação penal. QUE VOCÊ PODERÁ OBTER EM www.) ESTE É UM MODELO DE DEMONNSTRAÇÃO DA APOSTILA. § 2º A penalidade de suspensão ou de proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor não se inicia enquanto o sentenciado. o réu será intimado a entregar à autoridade judiciária. estiver recolhido a estabelecimento prisional. tem a duração de dois meses a cinco anos. por meio de representação. podem decretar a suspensão da permissão. de ofício. Art. em quarenta e oito horas. ou da que indeferir o requerimento do Ministério Público. Art.§ 6º A imposição da sanção de que trata o § 4º deste artigo não constará de certidão de antecedentes criminais. dependerá de representação a ação penal relativa aos crimes de lesões corporais leves e lesões culposas. isolada ou cumulativamente com outras penalidades.. Além das hipóteses do Código Penal e da legislação especial. caberá recurso em sentido estrito.com. § 1º Transitada em julgado a sentença condenatória. O ÚNICO COMPETENTE PARA DECRETAR É O JUIZ DE DIREITO. e não terá efeitos civis. por meio de requerimento. II .acheiconcursos. III .. a suspensão da permissão ou da habilitação para dirigir veículo automotor. havendo necessidade para a garantia da ordem pública. da habilitação ou obtenção para dirigir veículo automotor. disputa ou competição automobilística. A suspensão ou a proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor pode ser imposta como penalidade principal. Parágrafo único. O DESENVOLVIMENTO DA MATÉRIA CONTINUA POR MAIS PÁGINAS NA APOSTILA COMPLETA.

para efeito de caracterização do crime tipificado. ano 1998. e) A multa reparatória poderá ser superior ao valor do prejuízo demonstrado no processo. Com relação aos crimes relacionados no Código de Trânsito Brasileiro. sendo o infrator sujeito às penalidades e medidas administrativas. em tese. que pedalava uma bicicleta próximo à guia da calçada. da legislação complementar ou das resoluções do CONTRAN. conforme estipulado pela Lei nº 9. quando possível fazê-lo sem risco pessoal. c) Não merece aplicação do aumento de pena daí decorrente. em tese. mesmo que autorizada pela autoridade competente. conforme estipulado pela Lei nº 9.Delegado . conforme estipulado pela Lei nº 9. sai do veículo e retira Maria do meio da via. é correto afirmar que: a) Ao condutor de veículo. José não poderia ser preso em flagrante porque prestou socorro à vítima e só não permaneceu no local porque corria risco pessoal.Policial Rodoviário Federal . Ao passar por um cruzamento. José Antônio. independente dele prestar pronto e integral socorro àquela. contudo. se testemunhas confirmarem que ele conduzia em aparente estado de embriaguez. José retorna para seu veículo e se evade do local. nos casos de acidentes de trânsito de que resulte vítima.QUESTÕES COMENTADAS DE CONCURSOS (PRF. com relação aos testes de alcoolemia. Contudo. guiando o veículo ônibus. . Segundo a Lei nº 9. a pena é aumentada de um terço à metade. na via pública. No que se refere à conduta praticada.503/97. se o agente não possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação. Com base no relato acima.AP. ou sob a influência de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência.503/97. (Polícia Civil . o Poder Executivo Federal não poderá estipular a equivalência entre distintos testes de alcoolemia. estando com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a 6 (seis) decigramas. disputa ou competição automobilística. d) Merece aplicação. de corrida. do aumento de pena daí decorrente. em via pública.503/97 (Código Nacional de Trânsito). de cor branca. Constitui infração de trânsito a inobservância de qualquer preceito do Código de Trânsito Brasileiro.2010) José da Silva dirigia seu automóvel em velocidade acima da permitida e de forma imprudente. José não percebe que o sinal estava vermelho e atropela Maria de Souza. sofrendo traumatismos generalizados. do aumento de pena daí decorrente. sendo parado alguns metros adiante por uma patrulha de policiais militares que o levam preso em flagrante à Delegacia de Polícia. 02. proximidades do "Atacadão Rio do Peixe". se o praticar no exercício de sua profissão ou atividade. pela Avenida Canal. sendo irrelevante a não prestação de socorro. devendo estes ser regulados pelo CONTRAN. b) É crime conduzir veículo automotor. do aumento de pena daí decorrente. já que sempre pode resultar dano potencial à incolumidade pública ou privada. conforme estipulado pela Lei nº 9. em tese. 03.503/97. A fim de socorrer a vítima.CRIMES DE TRÂNSITO . José da Silva para o carro. que vem a sofrer uma fratura exposta na perna direita e fica mais de 30 dias impossibilitada de desenvolver suas ocupações habituais. é correto afirmar que o condutor: a) Não merece aplicação. d) É considerado crime participar. ao ver um grupo de pessoas vociferando e gritando "assassino!". do aumento de pena daí decorrente. se testemunhas confirmarem que ele conduzia o veículo em alta velocidade. uma vez que o infrator se evadiu sem prestar socorro à vítima. por volta das 09h. FUNRIO . estiver conduzindo veículo de transporte de passageiros. O socorro foi prestado por solicitação de populares do SAMU ao Hospital Regional de Urgência e Emergência de Campina Grande. uma vez que a vítima não era pedestre. em tese. se deixar de prestar socorro.503/97. analise as afirmativas a seguir: I. e) Merece aplicação. e o infrator se evadiu.503/97. se imporá a prisão em flagrante e se exigirá fiança. praticá-lo em faixa de pedestres ou na calçada. provocou atropelamento contra Marinalva. b) Merece aplicação. FGV . à vítima do acidente. No dia 15 de junho de 2007. "pega!" e "lincha!".2009) 01. c) No homicídio culposo cometido na direção de veículo automotor. na direção de veículo automotor. conforme estipulado pela Lei nº 9.

II. o autor do crime poderá ter a pena aumentada até o dobro se o fato ocorrer na faixa de pedestres ou na calçada. b) se somente a afirmativa II estiver correta.2003) Assinale a alternativa correta. deixa de prestar socorro à vítima. Vunesp . envolvendo-se em grave acidente automobilístico a que deu causa por excesso de velocidade. c) JOÃO responderá por homicídio culposo (crime comissivo). enquadrado no art. definido no art. b) Comete crime de omissão de socorro. extingue a punibilidade. d) Só comete o delito de embriaguez ao volante. a) O fato de alguém. (TJ-SC . em via pública. é crime punido com detenção. quando era a única pessoa no local em condições de fazê-lo. 74. contrair novo casamento. 05. ainda. se os ferimentos não forem graves. (TJ-SP.Juiz . José praticou o crime de lesão corporal culposa grave na direção de veículo automotor. sendo casado. aplica-se aos crimes de trânsito de lesão corporal culposa o disposto nos arts. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. b) JOÃO responderá por homicídio doloso (crime comissivo por omissão). que não tendo se envolvido no acidente. d) JOÃO responderá por homicídio doloso (crime omissivo). Assinale: a) se somente a afirmativa I estiver correta. se cassado o direito de dirigir. afasta-se do local. independentemente de gerar perigo de dano. José praticou o crime do art. 07. 305. b) De acordo com a Lei nº 11. c) Pratica o delito de fuga. para fugir à responsabilidade penal ou civil que lhe possa ser atribuída). e) Nenhuma das alternativas está correta. que podendo prestar socorro à vítima. o motorista.Juiz . 04. da Lei nº 11. ou. a) No crime de lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. III. 06. depois de iniciada a ação penal e antes da sentença de 1º grau. o motorista que dirigindo embriagado em via pública expõe a risco determinada pessoa.Juiz . a reparação do dano. (Polícia Civil . Como definir a responsabilidade de JOÃO: a) JOÃO responderá por homicídio culposo (crime comissivo por omissão). sem culpa. 304.2009) Acerca dos crimes cometidos na condução de veículo automotor. b) Na hipótese de condenação por homicídio culposo na direção de veículo automotor. com 16 anos de idade. exceto em algumas hipóteses. saiu com o automóvel do genitor. (TJ-SC . solicitando-o à autoridade pública.AP. d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. definido no art. no acidente.503/97 (Afastar-se o condutor do veículo do local do acidente.099/95. 305.. c) Uma vez condenado o agente pela prática de homicídio culposo na direção de veículo automotor. náo constitui infração penal. da Lei nº 9. o terceiro. do Código de Trânsito Brasileiro. dos crimes contra o meio ambiente e . do Código de Trânsito Brasileiro.340/2006 (violência doméstica). envolvido. faculta-se ao magistrado incrementar a reprimenda com a suspensão ou proibição da obtenção de permissão ou habilitação para dirigir.2009) Assinale a alternativa correta. 306. sem a devida permissão para dirigir ou habilitação.705/08. JOÃO. MOVENS . como por exemplo se o agente estiver transitando em velocidade superior à máxima permitida para a via em 50 km/h (cinquenta quilômetros por hora). motivo direto da morte da vítima VILMA. que sabia de sua conduta e tinha o dever de vigilância. sem habilitação para conduzir veículo automotor e sob a guarda e vigilância de seu pai.Delegado .2006) JOSÉ. d) A direção de veículo automotor. c) se somente a afirmativa III estiver correta. motorista ou pedestre. do Código de Trânsito Brasileiro. 76 e 88 da Lei nº 9.

fato que acaba causando-lhe a morte. b) Contravenção penal de "direção perigosa". a) Responderá por crime doloso. conforme Código Penal. conforme Código de Trânsito Brasileiro. c) Crime previsto na Lei nº 11. 121. conduziu uma pequena embarcação a motor de sua propriedade. a) Configura violência doméstica e familiar contra a mulher apenas a ação ou omissão baseada no gênero que cause a morte da vítima. d) Não será responsabilizado pelo crime. III . 11. Nesse caso.do Estatuto do Idoso. praticar lesão corporal culposa no trânsito. conforme Código de Trânsito Brasileiro. o rapaz.Dirigir sob influência de álcool ou de substância de efeitos análogos sujeitará o autor a ser conduzido em auto de prisão em flagrante. sujeita o infrator à sanção pecuniária.A prestação imediata de socorro à vítima é compulsória. IV . a receber uma necessária transfusão de sangue por obediência à sua crença religiosa. o condutor da charrete deve ser condenado por: a) Homicídio culposo. sendo crime de médio potencial ofensivo. excluindo-se as situações de lesão corporal.RS. depois de consumir cocaína e sob o efeito dessa substância.503.SC. 10. menosprezar ou discriminar pessoa idosa. d) Lesão corporal. b) Tratando-se de delitos contra o meio ambiente. e) Responderá pelo crime por dolo eventual. art. com as manobras perigosas que fazia. imprudentemente. art. e) Homicídio simples. art. Pode-se afirmar que. assim agindo. dirigindo seu veículo com velocidade compatível para a localidade. autoras.2002) Um homem atropela um transeunte com sua charrete e o leva ao hospital de pronto-socorro.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro). não sujeita o autor a ser indiciado em inquérito policial. deverá ser instaurado inquérito policial para a investigação da infração penal. atravessa a rua. pois a vítima deu causa ao acidente. conforme Código Penal.2008) Rapaz. ACAFE . d) Mera infração administrativa.Trafegar com velocidade incompatível com a segurança. A omissão nesse sentido. "A" praticou: a) Crime de "direção perigosa". 303. conforme Código Penal. ficando tão somente sujeito à lavratura de um Termo Circunstanciado. (Código de Trânsito Brasileiro). 129. previsto na Lei nº 9.Delegado . (Polícia Civil .343/06 (Lei sobre Drogas).2008) "A". nas proximidades de escolas e hospitais. 302. 08.Delegado . b) Responderá por crime culposo. na praia. art. contudo. por qualquer motivo. nessas condições. sujeita o autor à pena máxima não superior a um ano. expondo a risco a incolumidade de outrem.O homicídio culposo. (Polícia Civil . d) Quando o agente estiver sob a influência de álcool ou qualquer outra substância psicoativa que determine dependência e. Assinale a alternativa CORRETA. II .Delegado . termina por atropelar um transeunte que. art. coautoras ou partícipes do mesmo fato. mas este nega-se. IFBA . c) Lesão corporal culposa. parágrafo 32. FAURGS . a responsabilidade das pessoas jurídicas exclui a das pessoas físicas. (Polícia Civil .SC . de 23 de setembro de 1997. lá. assinale a opção correta. 129. I . c) Não constitui crime humilhar. 9. Com base nesse relato.Delegado . 09. . (Polícia Civil . capaz e imputável. c) Responderá por crime preterdoloso. tão somente.2001) Analise as seguintes afirmativas relativas aos crimes em espécie constantes da Lei n. sendo crime de menor potencial ofensivo. b) Lesão seguida de morte.BA.

respectivamente. a) Genitora que mata seu filho em estado puerperal comete crime de infanticídio. b) somente as afirmativas III e IV são verdadeiras.Delegado . assinale a alternativa correta. homicídio culposo com aumento de pena e lesões corporais culposas com aumento de pena. 163. que estavam na calçada. e) Crime de dano qualificado (art. b) Tentativa de lesão corporal culposa (art. ao passar em frente a uma escola pública. ao fazer uma manobra sob a orientação direta de seu instrutor.RJ. e) Homicídio culposo e lesões corporais culposas. João perde a direção e vem a subir na calçada.503/97) verifica-se que a circunstância de essa conduta estar "gerando perigo de dano". d) Por não estar prevista no tipo penal tem gerado diversos posicionamentos doutrinários até conflitantes. NCE/UFRJ .2000) Estudando o crime de dirigir veículo automotor na via pública sem a devida habilitação previsto no Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9. (Polícia Civil . algumas escoriações. do Código de Trânsito Brasileiro).2000) Após ingerir grande quantidade de bebida alcoólica. b) Homicídio culposo com aumento de pena e lesões corporais culposas com aumento de pena. terminando por colidir com o muro e derrubá-lo sem. 303. d) Contravenção de embriaguez (art. 62. inciso III do CP). As condutas de Ana e do instrutor. . para ele. (Polícia Civil . c) somente a afirmativa I é verdadeira.Delegado . 14. b) João atropela seu filho por encontrar-se dirigindo em excesso de velocidade.RJ . b) Não é uma exigência expressa do tipo legal e nem de cunho doutrinário ou jurisprudencial. Ana acaba por atropelar Maria e João. exatamente no horário de saída dos alunos. embora ausente nesse dispositivo legal. c) Homicídio culposo com aumento de pena e lesões corporais culposas com aumento de pena. indiferente penal para ele. na forma do concurso material para ambos.2003) Sobre os crimes contra a vida. provocando em Maria lesões graves que lhe causam a morte e. em João. Devido às lesões. na forma do concurso formal para ambos. 14. na forma do concurso material para ela. 306. c) É uma exigência expressa nesse tipo penal. constituem: a) Homicídio culposo com aumento de pena e lesões corporais culposas com aumento de pena. (Polícia Civil . (Polícia Civil . c) Só gestantes podem ser autoras do crime de aborto. na forma do concurso material. a criança falece. parágrafo único. contudo. IPAD . 12. d) Suicídio é crime hediondo. do Código de Trânsito Brasileiro c/c art. atingir os transeuntes que por ali passavam. 15. João responde por: a) Contravenção de direção perigosa (art.Delegado . na condução de um veículo da própria autoescola.a) somente as afirmativas I e II são verdadeiras. e) Homicídio privilegiado não pode receber qualificadora objetiva. 34 da LCP).PE.2001) Durante os treinamentos para obtenção da carteira de motorista.SP . na forma do concurso formal para ambos.Delegado . c) Crime de embriaguez ao volante (art. d) somente a afirmativa II é verdadeira. 13. II do CP). d) Indiferente penal para ela. bastando a mera conduta do agente. João incidiu em homicídio privilegiado. da LCP). a) Passou a ser uma exigência doutrinária e até jurisprudencial. Nesse caso.

76) ao crime de embriaguez ao volante (art.16. necessariamente. distraiuse ao acender um cigarro e acabou por atropelar o pedestre "C". c) A pena mínima abstratamente cominada ao crime do art. 135 do Código Penal. acompanhado pelo passageiro "B". funcionando a omissão de socorro como causa especial de aumento de pena. tipificados pelo Código de Trânsito brasileiro. d) "A" responderá por homicídio culposo em concurso material com a omissão de socorro. o mesmo fazendo.2005) Quando conduzia veículo automotor.099/95. (MP-MG. em tese. b) Cabível a transação penal. prevista no art. 89). b) Com a nova redação do art. o legislador elevou à categoria de elemento do tipo objetivo a circunstância de o agente conduzir veículo automotor. 291 do Código de Trânsito Brasileiro excluir qualquer possibilidade de aplicação do instituto da transação penal (Lei n2 9.Promotor . nos termos do Código de Trânsito brasileiro. (Polícia Civil . art. e) A nova redação do art. c) "A" responderá por homicídio culposo. b) Lesão corporal culposa. . constituindo tal conduta. 129. prevista no art. prevista no art.2000) O motorista "A”. Fulano atropela um pedestre. alterado pela Lei nº 11.2009) Nos crimes de trânsito: a) A multa reparatória não será descontada de eventual indenização civil do dano. § único.Promotor . e) Lesão corporal culposa na condução de veículo automotor. a prática de: a) Omissão de socorro. d) Não há necessidade de representação do ofendido para apuração do delito de lesão corporal culposa. da Lei nº 9. porém na qualidade de participe. d) O crime do art. 303. como a condução de veículo automotor. 135 do Código Penal. Em seguida. e) Não constitui circunstância agravante o fato de o condutor do veículo haver cometido a infração sobre a faixa de trânsito destinada a pedestres. c) A penalidade de suspensão da habilitação deve. previsto no art. Fumarc . "B" responderá pela prática de omissão de socorro. do Código Penal.RJ.Promotor . 306 do Código de Trânsito Brasileiro também contemplou a possibilidade de condutas típicas alternativas. induzido pelo acompanhante "B". 306 do Código de Trânsito Brasileiro pode admitir proposta de suspensão condicional do processo (Lei nº 9. deixando de prestar-lhe socorro.503/97. 306 do Código de Trânsito Brasileiro é crime de perigo concreto. nos termos do Código de Trânsito. 18. o indutor. durar o mesmo período da pena privativa de liberdade.503/97). funcionando a omissão de socorro como causa especial de aumento de pena. 17. com o aumento de pena previsto no art. 19.Delegado . prevista no art. 306 da Lei nº 9. previsto no art. na via pública. com o aumento de pena previsto no art. evidentemente. art. Considerando que o pedestre veio a falecer horas mais tarde em virtude dos ferimentos sofridos. assinale a resposta correta: a) "A" responderá por homicídio culposo. assinale a alternativa INCORRETA: a) A nova redação do art. (MP-PR . do Código Penal. se a infração for de menor potencial ofensivo. sob a influência de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência. FCC . "B" responderá pela prática de omissão de socorro. NCE/UFRJ .2009) Sobre o crime de embriaguez ao volante. da Lei nº 9. na via pública. "A" deixou de prestar socorro a "C". 135. provocando-lhe importantes traumatismos.503/97). d) Omissão de socorro. 306 do Código de Trânsito Brasileiro. (MP-CE. b) ambos responderão nos termos do Código de Trânsito: "A" por homicídio culposo em concurso material com a omissão de socorro e "B" exclusivamente pela prática de omissão de socorro.503/97. estando com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a 06 (seis) decigramas. sem culpa. § 7º.705/08.099/95. do Código Penal. 306 do Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9. c) Expor a vida de outrem a perigo. 132. "B" se sujeitará às mesmas sanções. 304.

II . (MP-GO . e esta ser admissível ainda na ausência de prejuízo material decorrente do ilícito.A anistia opera ex tunc. a) todas as alternativas são falsas.503/1997). (MP-SC . b) apenas I.O superior hierárquico que. ficando absorvida a omissão de socorro.A utilização de veículo sem placas ou com placas falsas pelo condutor ou quando a infração de trânsito tiver sido perpetrada sobre faixa de trânsito destinada a pedestres são circunstâncias irrelevantes no cálculo da pena dos crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9. reside em que aquela somente é cabível quando houver dano material ao ofendido. e a prestação pecuniária.e) "A" responderá por homicídio culposo. . 22.A medida provisória. V . convence subordinado a prestar-lhe favores sexuais pratica o crime de assédio sexual. ou a proibição de sua obtenção.2006) Motorista de veículo automotor.A penalidade de suspensão ou de proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. havendo a necessidade para a garantia da ordem pública.2004) Dentre os enunciados abaixo: I . mas não abrange os efeitos civis decorrentes do mesmo fato. III . apagando o crime e todos os efeitos penais da sentença condenatória. crimes previstos: a) No Código de Trânsito Brasileiro.Face ao princípio da confiança (criação da jurisprudência alemã). V . fundamental em matéria de circulação de veículos. em concurso com a omissão de socorro prevista no Código Penal. deixando de prestar socorro à vítima do acidente. 20. I . responde por lesão corporal culposa ou homicídio culposo.A diferença básica entre a multa reparatória. em decisão motivada. b) No Código Penal.Promotor . a suspensão da permissão ou da habilitação para dirigir veículo automotor. nos termos do Código de Trânsito.A perda do cargo ou função pública constitui efeito automático da condenação para servidor público por crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor. prevista no Código de Trânsito Brasileiro. III . IV . por ser constitucionalmente equiparada à lei. a partir do momento em que o sentenciado esteve recolhido a estabelecimento prisional. d) No Código de Trânsito Brasileiro. tem a duração de seis (6) meses a dois (2) anos.Promotor . quando lhe era possível fazê-lo sem risco a sua pessoa. c) as alternativas II.Promotor . em razão de imprudência na direção do mesmo.Inicia-se a contagem da penalidade de suspensão ou de proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.Na fase da investigação. IV e V estão corretas. c) No Código de Trânsito Brasileiro. o participante do tráfego tem o direito de esperar que os demais se comportem igualmente de maneira correta. e) apenas IV e V estão corretas. obedecendo as regras de trânsito. causa lesão corporal culposa ou homicídio culposo e empreende fuga. b) somente as alternativas III e IV são verdadeiras. II . após inúmeras investidas. definida no Código Penal. causado pelo acidente. 21. por efeito de condenação penal. c) apenas I.2004) Julgue os itens. IV e V são verdadeiras. pode definir crimes e cominar penas sem ofensa ao princípio da legalidade. em concurso com a omissão de socorro prevista no Código de Trânsito Brasileiro. "B" não responderá pelo fato diante da atipicidade de sua conduta. com pena majorada por causa de aumento de pena. III e IV estão corretas. d) apenas I e IV estão corretas. (MP-MS . a) apenas II e III estão corretas. funcionando a omissão de socorro como causa especial de aumento de pena. a autoridade policial poderá decretar. IV .

2002) Julgue os itens: I. todavia a Lei 9.503/1997 (Código de Trânsito Brasileiro). tipificou o homicídio culposo. II. julgue os itens abaixo.2003) À luz das disposições contidas na Lei nº 9. (MP-PB . ou seus sucessores. b) No homicídio culposo cometido na direção de veículo automotor.Promotor . 25. b) apenas o item II está certo. que ocupava a garupa da motocicleta.Promotor . c) apenas os itens I e II estão certos.2002) 24. A penalidade de multa reparatória. em seu art. e colidiu com uma motocicleta. gerando perigo de dano. b) Consunção ou absorção. O indivíduo A conduzia seu veículo pela Av. d) A utilização de veículo sem placas somente constitui circunstância agravante do delito de trânsito quando tiver sido propositadamente retirada pelo seu condutor para fins de cometimento de outros ilícitos penais. saiu lesionado o indivíduo C. em favor da vítima ou seus sucessores. segundo a Lei nº 9.503/1997. inserida no ordenamento jurídico através do Código de Trânsito Brasileiro. e) A condução de veículo automotor em velocidade incompatível com a segurança em logradouros estreitos. não prestaram socorro à vítima. Considerando os princípios existentes para a solução do conflito aparente de normas. d) apenas os itens II e III estão certos.034/95. sempre que houver prejuízo material ou moral resultante do crime. Os condutores supracitados. apesar de poderem fazê-lo. bem como as pessoas que passavam pelo local. poderá ser fixada em valor superior ao prejuízo material resultante do crime. II. devidamente demonstrado no processo. § 3. é correto afirmar que: a) A proibição de se obter a habilitação para dirigir veículo automotor pode ser imposta como penalidade principal. de quantia a ser determinada na sentença. 135 do CP. O condutor B responderá pelo crime de omissão de socorro tipificado na Lei nº 9.503/1997. III. para encontrar a norma aplicável ao condutor que causasse um homicídio culposo de trânsito no dia de hoje poderia ser utilizado o princípio da: a) Alternatividade. tipificou a conduta de quem causa homicídio culposo na direção de veículo automotor. Para que uma determinada prática criminosa seja considerada "crime organizado". 121. conduzida pelo indivíduo B. Dificultar o acesso dos consumidores às informações que sobre ele constem em cadastro ou banco . a pena é aumentada de um terço à metade. ambos previstos na Lei n 9. (MP-SC . I. c) A multa reparatória a ser paga em favor da vítima. a) apenas o item I está certo. por período de 02 (dois) meses a 06 (seis) anos. III. O CP. em seu art.503/97 (Código de Transito Brasileiro).Promotor . (MP-DFT . com excesso de velocidade. 26. d) Especialidade. W3 Sul. Acerca dessa situação. c) Subsidiariedade. As pessoas que passavam pelo local responderão pela omissão de socorro tipificada no art. constitui unicamente ilícito administrativo. O condutor A responderá pelo crime de lesões corporais em concurso com o delito de omissão de 2 socorro. se o agente não possuir carteira de habilitação. inclusive fixando pena mais grave. consiste no pagamento.2. isolada ou cumulativamente com outras penalidades. Da colisão. 23. Assinale a opção correta. exige-se que seja praticada por quadrilha ou bando. 302.d) somente a alternativa I é correta. que trafegava regularmente pela via em questão.

b) No Código de Trânsito Brasileiro. em concurso com a omissão de socorro prevista no Código de Trânsito Brasileiro. e) apenas II e IV estão corretos. nos termos do parágrafo único do art. A contravenção penal de perturbação do trabalho ou do sossego alheios. é apurada mediante ação penal privada. a) apenas I e V estão corretos.. em concurso com a omissão de socorro prevista no mesmo Código. em concurso com a omissão de socorro prevista no Código Penal. pois não se imporá prisão em flagrante nem se exigirá fiança daquele que prestar imediato e integral socorro à vítima. pois. apesar de ser uma infração administrativa. c) No Código de Trânsito Brasileiro. 297. como o referente aos danos morais. não admitindo a inclusão de outros valores. (MP-SP . b) apenas II e III estão corretos. GABARITO OFICIAL e COMENTÁRIOS 01. em virtude do princípio da especialidade. IV e V estão corretos. e) Errada. responde por lesão corporal culposa ou homicídio culposo. 301 do Código de Trânsito Brasileiro. (. deverá corresponder ao prejuízo efetivamente demonstrado. 302 do Código de Trânsito Brasileiro. IV. aplicam-se as normas da Lei de Imprensa (Lei nº 5.705/08. 306 do Código de Trânsito Brasileiro. nos termos do art. c) apenas I está correto. A apostila completa contém 255 páginas e está disponível para download aos usuários assinantes do ACHEI CONCURSOS .de dados.2001) O condutor de veículo automotor que na direção do mesmo causa lesão corporal culposa ou homicídio culposo e deixa de prestar socorro à vítima do acidente quando possível fazê-lo sem risco pessoal. a) No Código de Trânsito Brasileiro.688/41. C a) Errada. pois se faz necessária a demonstração de causação de perigo de dano.250/67). não configura um fato típico.. d) apenas III. crimes previstos. c) Correta. prevista no art. lucros cessantes etc. Nos crimes eleitorais cometidos por meio do rádio ou da televisão. tratando-se de crime de perigo concreto. b) Errado. d) No Código de Trânsito Brasileiro. com pena agravada.Promotor . do Decreto-Lei nº 3. V. nos termos do art. 42. diante do que dispõe o parágrafo único do art. ficando absorvida a omissão de socorro. e) No Código Penal. contendo 82 páginas. com atual redação dada pela Lei nº 11.) ATENÇÃO: Esta apostila é uma versão de demonstração. d) Errada. 27.