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UNIVERSIDADE DE CAMPINA GRANDE CENTRO DE ENGENHARIA ELÉTRICA E INFORMÁTICA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA LABORATÓRIO DE EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS

GUIA DE EXPERIMENTOS COM TRANSFORMADOR DE DISTRIBUIÇÃO

Autores: Darlan Alexandria Fernandes Hélvio Alves Ferreira Prof. Edson Guedes da Costa
Supervisão:

Prof. Edson Guedes da Costa

Atualizado em Outubro/2008

Índice
1. 2. 3. Introdução Curva λmax versus Imax do Núcleo do Transformador Detecção de Polaridade 3.1. Polaridade Subtrativa 3.2. 3.3. 4. Polaridade Aditiva Método da Corrente Alternada 3 5 5 6 6 7 9 9 10 12 14 14 15 16 16 17 20 20 23 26 31 33 36 38 39

Operação a Vazio 4.1. Perdas em Transformadores 4.2. 4.3. Corrente a Vazio Relação de Transformação

5.

Operação em Curto-Circuito 5.1. Perdas no Cobre 5.2. Determinação de Valores de Resistência, Impedância e Reatância

6.

Verificação do Isolamento 6.1. Solicitações de Isolamento 6.2. Resistência de Isolamento

7.

Experimentos TAREFA 01 – Inspeção em um Transformador de Distribuição TAREFA 02 – Polaridades do Transformador TAREFA 03 – Determinação da Curva max – Imax do transformador TAREFA 04 – Corrente a Vazio e Medição de Perdas TAREFA 05 – Relação de Transformação TAREFA 06 – Operação em Curto-Circuito TAREFA 07 – Medição da Resistência de Isolamento

Referências Bibliográficas

Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores

Transformadores - Uma Breve Revisão
1. Introdução
Os transformadores têm sido partes dos sistemas de energia elétrica desde o seu início. Por razões técnicas e econômicas, não é adequado gerar, transmitir e distribuir energia elétrica em grandes quantidades e ao longo de grandes distâncias em apenas um nível de tensão. Portanto, os transformadores transformam uma tensão e uma corrente alternada em uma outra tensão e outra corrente alternada (de mesma freqüência), de valores melhores adaptados a transmissão ou a distribuição de energia. Eles são constituídos essencialmente de duas bobinas em fio de cobre (ou de alumínio), um dito primário, outro dito secundário, bobinados sobre um núcleo de carcaça ferromagnética constituído de uma pilha de núcleo em aço. Um transformador pode ser utilizado indiferentemente dos dois lados. Se a fonte é conectada do lado de baixa tensão e a carga do lado de alta tensão, o transformador é dito elevador de tensão. No caso contrário, ele é dito abaixador de tensão. Estes equipamentos são classificados de acordo com os níveis de tensão, potência e número de fases que operam. Atualmente os sistemas trifásicos são os mais utilizados. Para transformar correntes trifásicas podem-se utilizar três transformadores monofásicos. Porém, é comum os três transformadores trabalharem juntos como um só aparelho. A idéia é reunir três transformadores monofásicos para formar um único transformador trifásico e obter assim uma economia de material. O objeto de estudo em laboratório é o Transformador de Distribuição, que é um transformador de potência trifásico utilizado para suprir potência a um sistema de distribuição. Normalmente operam com potências entre 3 e 500 kVA. Na Figura 1.1 é mostrado um esboço de transformador de distribuição típico com suas partes principais. A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) define através da norma NBR 5380 (maio de 1993) quais são os métodos de ensaio a serem realizados com o objetivo de avaliar a funcionalidade de um transformador de potência. Os ensaios são classificados de duas formas: ensaios de tipo e ensaios de rotina. Os ensaios de rotina se destinam a verificar a qualidade e uniformidade da mão-de-obra e dos materiais

3

Os ensaios de tipo são realizados para comprovar se um determinado modelo ou tipo de transformador é capaz de funcionar satisfatoriamente em condições específicas. 4 .1 – 10 9 5 Figura Legenda: 1 – Bucha de alta tensão 2 – Bucha de baixa tensão 3 – Gancho de suspensão 4 – Suporte para fixação do transformador no poste 5 – Abertura de inspeção 6 – Placa de identificação 7 – Terminal para aterramento 8 – Base de apoios 9 –Radiadores 10–Tanque Esboço de um Transformador de Distribuição. São considerados ensaios de rotina: 1. Relação de Tensões. além de outros ensaios mais criteriosos. 2. Os ensaios de tipo geralmente envolvem os ensaios de rotina.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores empregados na fabricação do transformador. Verificação da Resistência de Isolamento. 3. 1 3 2 4 7 6 8 10 1. Resistência dos Enrolamentos.

3. 2. Descargas Parciais. Seqüência de Fases. Curva λmax versus Imax do Núcleo do Transformador As curvas de magnetização típicas de materiais ferromagnéticos mostram que o fluxo cresce rapidamente com o aumento da intensidade do campo magnético. No guia de laboratório de transformador de distribuição. Perdas em Vazio e Corrente de Excitação. Estanqueidade e Resistência à Pressão Interna e Estanqueidade a Quente. 3. Primeiramente são apresentados os aspectos teóricos dos ensaios divididos em cinco partes: Curva λ-i. Tensão Induzida. O efeito de redução na inclinação da curva tendendo para um valor constante é denominado de saturação. 5. a inclinação da curva de magnetização se reduz. Existem ainda os ensaios especiais como os de radiointerferência. Tensão Suportável à Freqüência Industrial (Tensão Aplicada). Polaridade. são propostos os ensaios de rotina 2. Impulso de Manobra. 6. organizados em seis tarefas. 4. Deslocamento Angular. No entanto.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores 4. 7. Detecção de Polaridade 5 . Tensão Nominal Suportável de Impulso Atmosférico. 5. Perdas em Carga e Corrente de Curto-Circuito. 6. 8.7 e 8 citados acima. São considerados ensaios de tipo: 1.4. 2. a medida que o campo aplicado cresce. Detecção de Polaridade. Elevação de Temperatura. indicando que as paredes dos domínios estão se movendo mais lentamente. Isto indica que a aplicação de um pequeno campo é suficiente para causar crescimento nos domínios magnéticos e seu conseguinte alinhamento.3. 7. Operação em Curto-Circuito e Verificação do Isolamento e na seqüência são dados os procedimentos experimentais. A completa saturação ocorrerá se todos os domínios atômicos estiverem em completo alinhamento com a direção do campo aplicado. Operação a Vazio.

devido as propriedades da indução. e elas estarão em fase. tem seus dois enrolamentos enrolados em um mesmo sentido. Portanto. Isto considerando que os bornes H1 e X1. está “entrando”. Se fosse medida no mesmo instante as correntes nos bornes H1 (do primário I1) e X1 (do secundário I2). define-se como transformador de polaridade subtrativa aquele cujos enrolamentos são feitos no mesmo sentido e que apresenta correntes instantâneas. H1 I1 H2 I2 X1 X2 Figura 3. tensões serão induzidas nesses enrolamentos. Se esses dois enrolamentos são ligados de maneira que o fluxo que enlace estas duas bobinas tenham o mesmo sentido. por exemplo nos terminais H1-H2 como positivo ou negativo. utilizando um amperímetro que tivesse o valor de zero no centro da escala em uma freqüência baixa. Esse sentido instantâneo da corrente define dois diferentes tipos de polaridade nos transformadores: Subtrativa e Aditiva. Elas indicam como os enrolamentos estão enrolados no núcleo. 3.2. Polaridade Subtrativa Deve-se fixar um ponto qualquer. e até mesmo a destruição dos transformadores ou equipamentos a ele ligados.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores Enrolamentos em transformadores ou em outras máquinas elétricas são marcados para indicar sua polaridade. entre primário e secundário. sem sentido inverso (entra/sai). seria notado que I1. Polaridade Aditiva 6 .1 Polaridade Subtrativa 3. A não observância pode provocar indicações e operações incorretas.1. enquanto I2 está “saindo”.

Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores Deve-se fixar um ponto qualquer. tem seus dois enrolamentos enrolados em sentidos opostos. adequados (quer da tensão nominal. Método da Corrente Alternada A polaridade instantânea relativa é determinada através do método mostrado na Fig.2 Polaridade Aditiva 3. O transformador de polaridade aditiva com enrolamentos feitos em sentidos inversos. A soma das quedas de tensão nesta malha é zero (lei de Kirchoff). H1 I1 H2 I2 X1 X2 Figura 3. nos terminais H1-H2 como positivo ou negativo. Se fosse medida no mesmo instante as correntes nos bornes H1 (do primário I1) e X1 (do secundário I2). fixa-se um ponto em um dos terminais e o referencia como positivo ou negativo e a partir daí com as leituras dos voltímetros.a.3. H1 FONTE DE FONTE DE ALIMENTAÇÃO ALIMENTAÇÃO VARIÁVEL VARIÁVEL H2 H1 V1 V1 H2 X0 7 V V X1 V2 V2 X1 X0 . utilizando um amperímetro que tivesse o valor de zero no centro da escala em uma freqüência baixa. entre primário e secundário. Isto considerando que os bornes H1 e X1. no mesmo sentido (entra/entra).3. enquanto I2 está “entrando”. determina-se a polaridade do transformador. por exemplo. Para isto. quer de uma tensão menor). 3. seria notado que I1. dando como resultados correntes instantâneas. usando-se um voltímetro e uma fonte c. está “saindo”. Considera-se qualquer um dos circuitos abaixo como uma malha fechada com três fontes de tensão (voltímetros).

X0 8 .V2) Figura 3.Polaridade Aditiva.5 .2 V V X1 300. X0 H1 298.Teste de polaridade.40 V H2 (V = V1 .4 .Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores Figura 3. 312 V H1 V X1 300 V V1 V2 12 V H2 (V = V1 + V2) Figura 3.Polaridade Subtrativa.3 .6 V V1 V2 2.

que dissipam em suas correspondentes resistências uma certa potência devido ao efeito Joule. Perdas em Transformadores As perdas em transformadores devem-se: 1. a determinação de PH é feita a partir de: PH = K S B 1.Ao fluxo principal estabelecido no circuito magnético que é acompanhado dos efeitos conhecidos por histerese e correntes parasitas de Foucault.80 9 . 2. Relação de Transformação (KT). B é o valor máximo de indução no núcleo e f é a freqüência em Hz. Como os fluxos magnéticos na condição de carga ou a vazio são praticamente iguais. Operação a Vazio Os objetivos dos ensaios a vazio em transformadores são a determinação de: Perdas no núcleo ou perdas por Histerese e Foucault (Po). Às correntes que se estabelecem pelos enrolamentos primário e secundário de um transformador sob carga. 4.50 Aço doce 3% de silício 1.50 Aço doce 2. KS é o coeficiente de Steimmetz (que depende do tipo de material usado no núcleo).1) onde. Corrente a Vazio (Io). determinar as perdas por histerese (PH) e por correntes parasitas (PF). (4. em watts por quilograma de núcleo. 6 f .70 Aço doce para máquinas 10.00 Laminação doce 3.1 – Valores de KS para diversos materiais MATERIAL KS Ferro doce 2.00 Fundição 17. pode-se através do ensaio a vazio. Na tabela abaixo são dados valores de KS para diversos materiais: Tabela 4.00 Aço fundido 15. Em termos práticos. PH são as perdas pelo efeito de histerese.00 Aço doce 2% de silício 1.10 Laminação delgada 3.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores 4.25 Aço doce 4% de silício 1.1.

2. f é a freqüência em Hz. é comum sua decomposição em: Ip. Considerando que a corrente a vazio tem por função o estabelecimento do fluxo magnético e o suprimento de perdas a vazio. surgindo daí.3) Na prática. provocando o surgimento de correntes parasitas. (4. o primário absorve da rede de alimentação uma corrente denominada corrente a vazio (Io). As perdas devido ao efeito das correntes parasitas podem ser calculadas pela expressão: PF = 2. Da expressão (4. mantendo-se constantes a freqüência e a espessura do material. as perdas são medidas diretamente com o auxílio de wattímetros ou podem ser fornecidas por gráficos (P0 x B). como forma de atenuar a perda. Somando as perdas citadas. Em geral. ainda. têm-se as perdas totais no núcleo de um transformador: Po = PF + PH (4. 4. de onde se concluí que estando o núcleo sujeito a um fluxo alternado. percebe-se a influência da escolha do material nas perdas por histerese. que as perdas estão relacionadas com o quadrado da espessura do núcleo. sendo. cuja magnitude pode ser da ordem de até 6% da corrente nominal (In) desse enrolamento. pode-se observar que a freqüência e a indução influem nas perdas PF.2 f 2 B 2 d 2 10 −3 . a substituição de um núcleo maciço por lâminas eletricamente isoladas entre si.2) onde: PF são as perdas por correntes parasitas. B é o valor máximo de indução no núcleo e d é a espessura da chapa em milímetros. devido ao número de variáveis envolvidas. nele serão induzidas forças eletromotrizes. o uso analítico da fórmula torna-se um tanto complexo para determinação das perdas em vazio. O surgimento das correntes de Foucault é explicado pela Lei de Faraday. componente 10 . pois. em watts por quilograma de núcleo.2). Tais gráficos apresentam as perdas P0 (W/kg) em função da indução magnética B (T). recomendável o trabalho com valores reduzidos dessas grandezas. Corrente a Vazio Para suprir as perdas e para produção de fluxo magnético. Observa-se.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores Laminação ordinária 4.20 Logo.

V é a tensão aplicada. Ip = Po V (4. que deverá ser a nominal do enrolamento. Segundo o diagrama fasorial da Figura 2. Na figura abaixo.6) 11 .1. utiliza-se a seguinte expressão: cosψ o = Po VI o (4. sendo Io 3.5) Io − I p 2 2 2. . é também ilustrada a fase da tensão aplicada ao primário do transformador.5. além da corrente Io e de suas componentes.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores ativa. e Iq. A equação da potência fornecida a um transformador a vazio é: Po = VI o cosψ o (4. Iq é dada por medida durante o ensaio e Ip calculada pela Expressão 4. responsável pela produção do fluxo magnético principal.1 – Diagrama fasorial para o transformador a vazio A determinação das componentes de Io é feita em três etapas: 1. tem-se: I o cosψ o = I p Assim. Ip ψο V1 Iq Io Figura 4. Para se obter o fator de potência a vazio. responsável pelas perdas no núcleo.4) onde: Po é a potência ativa obtida por leitura de instrumentos durante o ensaio. de modo que os resultados encontrados no ensaio correspondam ao regime nominal de operação e do diagrama da Figura 2.1. componente reativa.

a proporção que existe entre a tensão ou corrente do primário e a tensão ou corrente do secundário. Pode-se considerar a relação de transformação de duas formas: a relação teórica e a relação prática. 12 . respectivamente. Estando o transformador a vazio. acarretando. tem-se o que se convencionou chamar de relação de transformação teórica: KT = E1 E2 . então V2 é igual a E2. a queda de tensão no enrolamento primário é desprezível e pode-se considerar: V1=E1. Para o transformador a vazio. portanto alto valor de ψo. a relação de transformação teórica pode ser medida diretamente. Iq>>Ip. com o secundário aberto. a corrente a vazio deve ser quase totalmente empregada para a magnetização do núcleo. ou seja. Nestas condições. respectivamente.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores Com o objetivo de se evitar ao máximo as perdas no núcleo. Relação de Transformação O ensaio a vazio visa também a determinação da relação de transformação.2a. (4. 4. Veja a Figura 4.3.7) Em que E1 e E2 são os valores eficazes das forças eletromotrizes induzidas nos enrolamentos primário e secundário. Logo. em conseqüência.

que era exatamente igual a E2. dada por: K= V1 V2 . pois.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores (a) (b) Figura 4. Desse modo. Assim. 13 . será fornecida uma corrente I2. Quando o transformador alimenta uma carga. (b) – transformador em carga. pode-se também utilizar um equipamento especial para este fim. define-se uma nova relação de transformação denominada relação de transformação prática. sendo I1>>I0.8) Para a obtenção da relação de transformação. a tensão V1 já não mais seria igual a E1 e V2. para o transformador em carga. o medidor de relação de transformação (Transformer Turns Ratio – TTR). (4. agora aparecem quedas de tensão devido às novas correntes. que é basicamente um comparador de tensões.2 – (a) Transformador a vazio. varia. que fará com que a corrente primária seja alterada de I0 para I1.

Perdas no Cobre As perdas no cobre são causadas pelo efeito Joule nos enrolamentos do transformador. No ensaio de curto-circuito. o ensaio é feito considerando-se as correntes nominais do transformador.1. Em geral. Observe que toda a potência fornecida ao transformador está sendo consumida internamente e dissipada nos enrolamentos por efeito Joule. ou calculadas através dos dados de placa. quando circulam as correntes no primário e secundário. Desta forma. tem-se uma indução dez vezes menor no núcleo e consequentemente as perdas por histerese e corrente de Foucault são desprezíveis com relação as perdas no cobre. o lado de baixa tensão é curto-circuitado e o lado de alta tensão é alimentado com uma tensão reduzida de aproximadamente 10% do seu valor nominal. (5. de queda de tensão interna e dos valores de impedância. com a tensão dez vezes inferior a nominal. Como o secundário está curto-circuitado. Nesta situação. estar-se-iam considerando as outras perdas. ao se referir ao fato de que a leitura no wattímetro não corresponde precisamente à potência perdida nos enrolamentos.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores 5.2) 14 . (5. Operação em Curto-Circuito O ensaio de curto-circuito possibilita a determinação das perdas no cobre (Pj).1) onde: r1 e r2 são as resistências ôhmicas dos enrolamentos. Deste modo. As correntes podem ser medidas. o valor de tensão é suficiente para circulação das correntes nominais. as perdas no cobre correspondentes ao funcionamento nominal do transformador são: PJ = r1 I 1 2 + r2 I 2 2 . o valor da potência obtida pela leitura dos instrumentos será: Pcc=PA+PJ. Portanto estas perdas dependem da carga alimentada pelo transformador. nas cabeças de bobinas e outras. resistência e reatância. verifica-se que existem outras perdas além das nos enrolamentos. Nessas circunstâncias. Para o estabelecimento das correntes nominais do transformador. a saber: nas ferragens. 5.

a corrente nos enrolamentos. Vcc.1 para o curto-circuito. Para o ensaio de curto-circuito é válido o circuito equivalente da figura abaixo: Figura 5. 5. PA são as perdas adicionais e PJ são as perdas nos enrolamentos. a potência fornecida ao transformador em curto.1. A partir dos valores medidos pode-se calcular diretamente: . os instrumentos empregados permitem a obtenção de: Pcc. o que leva ao uso de dados empíricos. (5. Impedância e Reatância Através do ensaio de curto-circuito.resistência equivalente R2 15 . O valor de PJ seria obtido pela Expressão 5. Devido à natureza das perdas adicionais.1. deve-se determinar PJ pela medição das resistências do primário e secundário com uma ponte de alta precisão como a ponte Thompson.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores em que: Pcc é a potência lida no ensaio. (5. onde estão os instrumentos).fator de potência cosψ o = PJ Vcc I cc . a tensão de curtocircuito medida no enrolamento de alta tensão. Determinação de Valores de Resistência. Para a obtenção de PA é recomendado utilizar a seguinte relação: PA ≅ 15% a 20% Pcc . Icc.3) Caso não se queira utilizar a expressão acima.2. R2 e X2 são os valores da resistência e reatância equivalentes vistas do primário (lado de alta tensão.4) . Circuito equivalente transformador em Na Figura 5. uma expressão para seu cálculo é bastante difícil de obter.

caso contrário poderá surgir uma microdescarga entre espiras. Logo. que se estabelecem pelo isolante. exigindo também um bom isolamento. Em laboratório. Em suma. a tarefa consiste no procedimento mais simples para determinação do estado do material isolante. 6. que é a medição da resistência de isolamento.reatância equivalente X2 V . como os ensaios de tensão aplicada e tensão induzida. aquecimento. observadas por motivo de segurança. é necessário conhecer ou prever seu desempenho quando sujeito a estas solicitações.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores R2 = PJ I cc 2 . Entre as especificações. danificando o enrolamento. nota-se que no enrolamento de alta tensão. Solicitações de Isolamento Os transformadores trabalham segundo uma série de recomendações. etc. Assim. aumentarão as correntes de fuga. Existem ensaios específicos para análise do isolamento do transformador.5) . a diferença de potencial entre uma espira e a seguinte é considerável. Verificação do Isolamento O transformador é um componente de um sistema elétrico e como tal está sujeito a sobretensões de diversas origens. (5.6) onde PJ é dado por Pcc descontando-se as perdas adicionais.1. Se o isolamento não for adequado para as tensões. além da diferença de potencial entre as bobinas de alta e baixa tensão. pode-se dizer que no transformador existem partes. Além disso. 6. microdescargas e progressiva deterioração do isolante. a potenciais diferentes. melhor funcionamento. (5. que por sua vez ocasionarão maiores perdas de potência. citase o aterramento do tanque. que estariam aterradas. têm-se também tensões dos enrolamentos para as partes metálicas. que ocasionarão o aparecimento de diversos gradientes de potenciais e 16 . do núcleo e de todas as partes metálicas inativas.senψ 0 X 2 = cc I cc . em funcionamento.

através da norma NBR 5380 de maio de 1993. umidade e qualidade do óleo. que a tensão aplicada deverá ser de no mínimo1000 V para transformadores de até 72. Resistência de Isolamento O instrumento utilizado na verificação do isolamento entre enrolamentos e entre enrolamentos e massa (núcleo. São feitas as medições de isolamento entre os terminais de alta e baixa tensão e também entre estes terminais e a carcaça aterrada do transformador. embora sujeita a grandes variações devido a fatores como: temperatura. para os transformadores maiores que 72. tensão induzida e impulso. H2.2. carcaça e etc) é o megômetro. H3) e os terminais de baixa tensão (X1. A resistência de isolamento determinada. Existe sempre a necessidade de se comprovar o estado de isolamento do transformador. e de 2000 V. no mínimo. tais gradientes são levados em consideração e o isolamento elétrico é dimensionado de forma a suportá-los. poderá ocorrer que os isolantes usados não apresentam mais as características desejadas ou ainda uma solicitação mais forte enfraqueça o isolamento. Com o passar do tempo e de acordo com as condições de trabalho do transformador. portanto são importantes as verificações periódicas. a) Transformadores secos 17 . X3). ABNT fixa. 6. para que os transformadores possam ser empregados. Para tanto são curto-circuitados os terminais de alta tensão (H1.5 kV. é conveniente uniformizar o potencial em toda a bobina.5 kV. é um valor que dá idéia do estado de isolamento antes de submeter o transformador aos ensaios de tensão aplicada.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores necessitam de isolamento adequado. Como o objetivo é a determinação do isolamento entre enrolamentos e entre enrolamentos e a massa. X2. O megômetro nada mais é que uma fonte de tensão ligada em série com um amperímetro. No projeto de um transformador. Os valores observados para as resistências medidas deverão ser iguais ou maiores aos dados pelas expressões a seguir.

Para tanto. Sn a potência nominal do enrolamento considerado em kVA.1. a ABNT recomenda uma correção. o fator de correção será 32. 3 daquela dada na placa.65 ×15 15 60 = 78 MΩ Pela Tabela 6.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores Ri 75º C = Vi Sn + 100 100 . a 1 potência de cada enrolamento será em Hz. (6. com potência de 15 kVA e freqüência de 60 Hz.2: Ri 75º C = 2.1) b) Transformadores imersos em óleo Ri 75º C = 2. Por exemplo: Qual a menor resistência de isolamento admissível a 25º C para um transformador monofásico da classe de 15 kV. imerso em óleo mineral? Aplicando a expressão 6. Normalmente. Considerando que a resistência de isolamento é fortemente afetada pela temperatuara.1. a freqüência nominal Nota-se que os valores mínimos recomendados referem-se a uma temperatura de 75ºC.2) em que: Ri75ºC é a resistência mínima do isolamento a 75º C. que pode não corresponder a temperatura a qual está se medindo Ri com o megômetro. Vi a classe de tensão de isolamento nominal do enrolamento considerado (em kV). multiplica-se o valor de Ri encontrado por um fator de correção dado na Tabela 6. e f.65 Vi Sn f . para cada fase. Se o transformador for trifásico. logo: Ri 25º C = 32 × Ri 75º C = 32 × 78 = 2500 MΩ 18 . o valor encontrado refere-se à temperatura ambiente. (6.

83 2.1 19.46 2.00 0.48 3.9 26.3 32.59 4.76 0.32 1.00 1.1 – Fatores de correção para determinação da resistência de isolamento mínima em temperaturas diferentes de 75ºC Temperatura (ºC) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 Fator de Correção 181 169 158 147 137 128 119 111 104 97 91 84 79 74 69 64 60 56 52 48.3 22.0 7.07 1.81 0.74 1.3 Temperatura (ºC) 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 Fator de Correção 10.87 1.3 4.71 19 .7 5.92 4.62 1.6 21.87 0.52 1.00 3.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores Tabela 4.30 2.64 2.5 45.0 24.9 27.14 2.1 11.73 3.03 2.2 36.9 13.29 4.7 18.0 6.5 7.41 1.15 1.6 9.9 13.0 14.4 36.0 29.93 0.1 5.5 6.8 34.0 12.2 16.4 17.3 42.2 8.25 3.9 9.6 8.23 1.

Chaves de boca ou estrela. parafusos e etc. todos os itens apresentados na legenda. Anote os seguintes dados. Experimentos TAREFA 01 – Inspeção em um Transformador de Distribuição 1.1 (página 2). Procedimentos Identifique com o auxílio da Figura 1. arruelas. encontrados na placa de identificação do transformador: Tabela 1. verificando as condições físicas. juntas de vedação e buchas. Examine e anote o estado da pintura. Objetivo Buscar uma familiaridade com um transformador de distribuição e suas principais partes constituintes.1 .Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores 7. tais como porcas. Verifique se há vazamento de óleo e quais os componentes em falta. Materiais e Equipamentos Utilizados Transformador de distribuição. 20 . 3. 2.Dados de placa do transformador Potência (kVA) Tensão Superior (kV) Polaridade Ligações Alta Tensão Baixa Tensão Tensão Inferior (V) Freqüência (Hz) Fase linha Peso (kg) Tanque e Acessórios Núcleo e Enrolamentos Óleo Total Faça uma inspeção detalhada no transformador. Lanterna. chaves de fenda.

21 . Qual o significado do termo "tap" para um transformador. os enrolamentos de alta e baixa tensão e o núcleo de material ferromagnético. os terminais de alta e baixa tensão.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores Tabela 1.2 – Inspeção Externa do Transformador COMPONENTE SITUAÇÃO Pintura Juntas de Vedação Buchas de Baixa Tensão Buchas de Alta Tensão Vazamentos Componentes Faltosos d) Abra a tampa da abertura para inspeção e com o auxílio de uma lanterna verifique: o nível de óleo.

Sugira as ações para sua recuperação.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores 4. em que posição o "tap" se encontra? Faça um relatório Técnico. 22 . Avaliação Qual o significado do termo “tap” para um transformador e qual sua função? Como é efetuada sua mudança? No transformador inspecionado. organizando de forma objetiva as características e as condições atuais do transformador inspecionado. Inclua no relatório o fabricante e o número de série do transformador.

23 . 2. será necessário somente utilizar duas fases na saída do mesmo. Materiais e Equipamentos Utilizados Transformador de distribuição.1 – Esquema elétrico das ligações para identificar a polaridade da fase 1. H1 FONTE DE ALIMENTAÇÃO VARIÁVEL H2 V1 V X1 V2 X0 Figura 2. Objetivo Este experimento tem por objetivo instruir o aluno a identificar as polaridades dos terminais de cada fase do transformador. Conectar a alimentação na fase 1 do lado de alta do transformador de distribuição e em seguida. certifique-se que os circuitos estão devidamente desenergizados.: Caso esteja usando um transformador variável (VARIAC) trifásico para fornecer tensão e corrente ao transformador de distribuição. Fonte de alimentação. pelo método CA. 3. completar o circuito fechando a malha. 3 voltímetros.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores TAREFA 02 – Polaridades do Transformador 1. de acordo com o esquema abaixo: Obs. Procedimentos ATENÇÃO: Ao trabalhar diretamente com o transformador de distribuição.

24 .Medições na fase 2 V1 (volts) V (volts) 300 V2 (volts) H3 FONTE DE ALIMENTAÇÃO VARIÁVEL H1 V1 V X3 V2 X0 Figura 2. Tabela 2.1 . As figuras abaixo indicam como devem ser feitas as conexões.1 abaixo para o valor de V1 já fixado.3 – Esquema elétrico das ligações para identificar a polaridade da fase 3.2 – Esquema elétrico das ligações para identificar a polaridade da fase 2.2 .Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores Preencha a tabela 2.Medições na fase 1 V1 (volts) V (volts) 300 V2 (volts) Repita os procedimentos a e b para as fases 2 e 3 do mesmo transformador. H2 FONTE DE ALIMENTAÇÃO VARIÁVEL H3 V1 V X2 V2 X0 Figura 2. Tabela 2.

desenhe um transformador monofásico indicando por “pontos”.3 – Medições na fase 3 V1 (volts) V (volts) 300 4. Poderia acontecer de se encontrar uma ou mais fases com polaridades diferentes em relação a outra. Justifique o método CA utilizado para determinar a polaridade do transformador. a sua polarização. 2 e 3). indique a polaridade quanto a sua classificação (aditiva ou subtrativa). no mesmo transformador? Explique V2 (volts) 25 . Avaliação Para cada fase onde foram feitas as medições (Tabelas 1.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores Tabela 2. Para cada fase. próximo ao enrolamento.

Procedimentos ATENÇÃO: Ao trabalhar diretamente com o transformador de distribuição. não ultrapassando tais limites durante o experimento.1 – Conexão para se medir a tensão e corrente no lado de baixa na fase 1 do transformador. em cada uma de suas fases. Artigo II. Obs.1 Repita o mesmo procedimento para as fases 1 e 2 preenchendo as respectivas tabelas. Objetivo Este experimento tem por objetivo determinar a curva λmax – imax para o núcleo do transformador. As conexões devem ser feitas de acordo com a figura 3. 2. Conectar dois terminais de alimentação do variac (fase-fase – 380V) na fase 1 do lado de baixa tensão (X1-X0) do transformador e medir os valores de corrente.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores TAREFA 03 – Determinação da Curva λmax – Imax do transformador 1.: Lembre-se de verificar os limites de tensão e corrente que os voltímetros e amperímetros podem suportar. Fonte de alimentação. Voltímetro. Amperímetro. Materiais e Equipamentos Utilizados Transformador de distribuição. anotandoos na tabela 3. 26 . BT AT X0 TRANSFORMADOR Figura 3. 3.1. certifique-se que os circuitos estão devidamente desenergizados. FONTE DE ALIMENTAÇÃO VARIÁVEL V A X1 Artigo I.

Artigo IV. BT X0 ALIMENTAÇÃO AT VARIÁVEL TRANSFORMADOR Figura 3. 27 .: Cuidado no valor de corrente nas últimas medições para não ultrapassar o limite suportado pelo amperímetro.1 – medição de corrente na fase X1 V (volts) 0 25 50 100 125 150 175 200 220 250 275 290 I (ampères) Obs. FONTE DE V A X2 Artigo III.2 – Conexão para se medir a tensão e corrente no lado de baixa na fase 2 do transformador.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores Tabela 3.

28 .3 – Conexão para se medir a tensão e corrente no lado de baixa na fase 3 do transformador. Artigo VI. BT AT X0 TRANSFORMADOR Figura 3.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores Tabela 3.2 – medição de corrente na fase X2 V (volts) 0 25 50 100 125 150 175 200 220 250 275 290 I (ampères) Obs. FONTE DE ALIMENTAÇÃO VARIÁVEL V A X3 Artigo V.: Cuidado no valor de corrente nas últimas medições para não ultrapassar o limite suportado pelo amperímetro.

Avaliação Calcule os valores de λmax e Imax para cada tensão e trace o gráfico λmax versus Imax para cada fase do transformador de distribuição. I (ampères) 4. Qual a importância em se medir a curva de magnetização de um transformador? Tomando por base a teoria dos domínios magnéticos.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores Tabela 3. explique o fenômeno de saturação na curva λmax versus Imax.: Cuidado no valor de corrente nas últimas medições para não ultrapassar o limite suportado pelo amperímetro.3 – medição de corrente na fase X3 V (volts) 0 25 50 100 125 150 175 200 220 250 275 290 Obs. Por que se usa ferro laminado no núcleo de transformadores? Lembrete: A tensão induzida é dada pela seguinte expressão: 29 .

1) e sabendo que este fluxo varia senoidalmente no tempo: φ = φ m sen (ωt ) . 30 . (3. O valor máximo da tensão induzida será: v max = ωNφ = 2πfλ max .2) em (3.2) vind = N substituindo (3. (3. daí λ max = v max 2πf .1).Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores dφ dt . tem-se: v ind = Nφω cos (ωt ) .

Materiais e Equipamentos Utilizados Transformador de distribuição. conforme o esquema abaixo: Figura 4. certifique-se que os circuitos estão devidamente desenergizados! Uma vez alimentado pelo lado de baixa tensão. Amperímetros.1 – Valores para o cálculo de perdas e corrente de excitação Instrumento Grandeza Valor Medido A1 A2 A3 V W1 Io1(A) Io2(A) Io3(A) V1(V) P1(W ) W2 P2(W) 31 . 3. Procedimentos ATENÇÃO: Ao trabalhar diretamente com o transformador. Objetivo Determinar a corrente a vazio (Io) e as perdas (Po) do transformador de distribuição. portanto qualquer contato pode ser fatal. Wattímetros. Para tensão nominal. alimentando-o pelo lado de baixa tensão e deixando o lado de alta tensão em aberto. os terminais de alta tensão apresentam tensões muito elevadas (ordem de kV).1 – Esquema elétrico de ligações para medição de perdas. Fonte de alimentação. 2. Ligar o transformador a uma fonte de tensão.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores TAREFA 04 – Corrente a Vazio e Medição de Perdas 1. anote: Tabela 4.

Em termos das perdas. Discuta o motivo da diferença entre estas correntes. cosψo Ip (A) Iq (A) Compare os valores obtidos para Ip e Iq. As perdas Po são dadas pela soma de P1 e P2: I0 = I 01 + I 02 + I 03 = 3 A P0 = P1 + P2 = W Calcule. qual o valor da corrente nominal. as correntes a vazio das três fases poderão apresentar valores iguais para as fases laterais e um valor diferente para a fase central. adota-se uma única corrente a vazio. Avaliação Conforme o circuito magnético do transformador trifásico. Utilize a expressão S = 3Vl I N . dada pela média aritmética dos três valores. o que ocorre quando se trabalha com um transformador de 50Hz em 60Hz? Por que o formato da corrente de excitação não é senoidal? 32 . Portanto.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores 4. Io(A) IN (A) Io (%) Calcule o fp a vazio e as correntes Ip e Iq. através dos dados de placa. Em seguida verifique qual a porcentagem da corrente nominal que representa a corrente de excitação Io. através das equações descritas na parte teórica.

Indicador de tensão de excitação: Voltímetro que indica a tensão de excitação do transformador durante o teste.Knob de excitação: O controle da tensão de excitação do transformador sob teste é feito através deste knob. e de um potenciômetro de curso constante. 2 .Indicador de equilíbrio: Medidor do circuito de balanceamento. unidade e décimo da unidade.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores TAREFA 05 – Relação de Transformação 1. são usados na calibração do equipamento. 5 . verifique qual a Relação de Transformação teórica KT para a posição em que se encontra o "tap" do transformador: KT = .Cabos de teste: Dois cabos finos com garras. 7 . 4 .Indicador de corrente de excitação: Amperímetro que indica a corrente de excitação do transformador durante o teste. sendo X1 o cabo sem marcação e X2 o cabo com marcação. E1 E2 = 33 . Procedimentos Com o auxílio de uma calculadora e dos dados anotados na Tarefa 1. sendo H1 o cabo preto e H2 o cabo vermelho e mais dois cabos com grampo de conexão. acessível no painel. 6 . 3 .Trimpots de calibração: Localizados acima do indicador de equilíbrio. onde: E1 = tensão superior = V (linha) E2 = tensão inferior = V (fase) Identifique no MRT as seguintes partes: 1 .Knobs de determinação da relação de espiras: Compõem-se de três chaves para leitura da dezena. Objetivo Verificar a relação de transformação em um transformador de distribuição. 2. MRT – Medidor de relação de transformação. para leitura de centésimos e milésimos de unidade da relação. Materiais e Equipamentos Utilizados Transformador de distribuição. 3. que indica quando as relações do transformador de referência do MRT e do transformador sob teste são iguais.

sem o que não é possível garantir a segurança do operador contra choques elétricos no caso de contato com a estrutura metálica da caixa do instrumento.2. Figura 5.1 para medição da relação na fase R. 34 .1 e 3. triângulo/ triângulo ou estrela/estrela. Caso as medições não sejam coerentes com os valores esperados. repita o procedimento para a ligação triângulo/estrela -30º. consulte o manual do MRT e verifique como efetuar as conexões. ATENÇÃO: No painel lateral do equipamento encontra-se o borne de aterramento. Para transformadores de diferentes tipos de ligações como estrela/triângulo. bastando pressionar o botão de "Proteção" para que o rearmamento seja feito. que deve ser conectado antes de qualquer outra operação. Faça o aterramento da carcaça do transformador (terminal de aterramento) juntamente com o terminal de baixa tensão X0. Os esquemas destas ligações são mostrados na figura 3. Suponha inicialmente que a ligação de do tipo triângulo/estrela +30º.1 Triângulo/ Faça MRT a ao Ligação Estrela +30º conexão do transformador de acordo com as indicações na Tabela 5. com respeito a posição fasorial das tensões no primário e secundário.Chave liga-desliga: Para energizar o equipamento.Proteção: Permite rearmar o relé de proteção de sobre-corrente. A ligação triângulo/estrela em transformadores pode se apresentar em duas configurações: +30º e –30º.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores 8 . 9 .

pressionando o botão verde proteção. ligue o MRT. Observe o indicador de equilíbrio.1 . Leia diretamente a relação e anote o resultado.1 e repita todo o procedimento.Esquema de Ligações do MRT Fase R MRT X1 X2 H1 H2 X1 X2 H1 H2 X1 X2 H1 H2 Transformador X0 X1 H3 H1 X0 X2 H1 H2 X0 X3 H2 H3 Valor Teórico Valor Medido S T Após verificar se o nível de excitação e todos os ajustes estão na posição zero. que deverá se mover para a posição "+". aumente lentamente a excitação e ajuste a relação próxima da esperada. 35 . 4.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores Tabela 5. Retire toda a excitação e ajuste os comandos em uma relação próxima da esperada. Caso se movimente para a posição "-". Atue no botão de excitação. Alternadamente. Avaliação Os valores medidos foram coerentes com os valores esperados? Consulte o manual do MRT e discuta o princípio de funcionamento do equipamento. inverta a conexão dos cabos H1 e H2 do MRT. Faça as ligações para as fases S e T de acordo com a Tabela 5. Certifique-se que o relé de sobre-corrente está armado.

3. certifique-se que os circuitos estão devidamente desenergizados! Ligar o transformador a uma fonte de tensão variável. resistência e reatância. conforme o esquema abaixo: Figura 6. 36 .Esquema de ligações para ensaio de curto-circuito Anotar para diversos valores de Vcc a corrente Icc até que seja atingida a corrente nominal. Wattímetros. 2. Fonte de alimentação. Amperímetros. Materiais e Equipamentos Utilizados Transformador de distribuição. sob freqüência nominal. Objetivo Determinar as perdas no cobre (Pj) e valores de impedância.1 . alimentando-o pelo lado de alta tensão e curto-circuitando o labo de baixa tensão. Procedimentos ATENÇÃO: Ao trabalhar diretamente com o transformador. Isto ocorre para um valor Vcc de aproximadamente 10% da tensão nominal.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores TAREFA 06 – Operação em Curto-Circuito 1.

Avaliação Calcule os valores de Pcc.Valores em condições nominais Instrumento V W1 Grandeza Vcc(V) P1(W) Valor Medido W2 P1(W) A Icc(A) 4. 5. Quais as vantagens e desvantagens de um transformador que tenha grande Vcc em sistemas elétricos? Durante o ensaio de curto-circuito. PJ e PA para preenchimento da tabela abaixo. Pcc(W) PJ(W) PA(W) Através das equações 5. Pcc é obtido através da soma de P1 e P2. Observe a equação 5. o que ocorre com o valor da indução no núcleo do transformador? 37 .5 e 5.2 . R2 e X2. cosψo R2(Ω) X2(Ω) Construa e comente sobre a característica de curto-circuito (Vcc x Icc).6 calcule cosψo.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores Tabela 6.1 – Diversos valores de Icc em função de Vcc Instrumento Grandeza 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 V Vcc(V) A Icc(A) Para o valor correspondente a corrente nominal anotar: Tabela 6.4.3 para o cálculo de PJ e PA.

Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores TAREFA 07 – Medição da Resistência de Isolamento 1. X2 e X3. De posse de um megômetro adequado para a tensão nominal do transformador. comparando com os valores encontrados. Calcule as resistências mínimas que deveriam existir. Procedimentos Aterre o terminal X0 do transformador.1 – Resistência de isolamento Medição entre Terminais de Alta Tensão e Massa Terminais de Baixa Tensão e Massa Terminais de Alta Tensão e Baixa Tensão Resistência de Isolamento MΩ MΩ MΩ Temperatura ambiente = ºC 4. Materiais e Equipamentos Utilizados Transformador de distribuição. curto-circuite os terminais de alta tensão H1. H2 e H3. Megômetro. 38 . 3. 2. juntamente com sua carcaça. determinar: Tabela 7. Avaliação Relate o resultado do ensaio com o megômetro em relação ao isolamento do transformador. Objetivo Determinar a resistência de isolamento de um transformador e verificar se os valores estão de acordo com a norma ABNT. Com o auxílio de cabos. Termômetro. Use a tabela 4.1 da parte teórica para efetuar as devidas correções. Cabos. Faça o mesmo para os terminais de baixa tensão X1.

José Carlos de. Medidor de Relação de Espiras de Transformadores MT 10NE – Manual de Instruções. Maio de 1993. Andréa Araújo. 39 . João Mamede. FILHO. Operating Instructions – Major MEGGER Tester. Relatório de Estágio. Manual de Equipamentos Elétricos. Universidade Federal da Paraíba. FERREIRA. MEGGER. Minas Gerais. 1995. Apostila sobre Transformadores. SOUSA. LUCIANO. Campina Grande. NBR 5380: Transformador de Potência – Método de Ensaio. Hélvio Alves. Junho de 1998. Livros Técnicos e Científicos Editora. Transformadores: Teoria e Ensaios. Campina Grande. 1984. 3ª Edição. Volume 1. José Policarpo G. 2ª Edição. Universidade Federal da Paraíba. Benedito Antonio. England. 3rd Edition. Relatório de Estágio. Editora Edgard Blucher LTDA. A. Paraíba. Campina Grande. João Roberto e ABREU. de. Rio de Janeiro. NANSEN S. Paraíba. 1994. Paraíba.Laboratório de Equipamentos Elétricos – Experimento: Transformadores Referências Bibliográficas OLIVEIRA. Universidade Federal da Paraíba. Março de 2000. ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. COGO. São Paulo.