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Cine Óvni - Trabalhar de forma simples e parcial significa trabalhar no cinema.

O cinema tem um número muito simples de coisas que se ocultam de tal maneira que parecem coisas do outro mundo. Existe uma porção de acontecimentos, em geral não revelados, que dão sinais de mistérios como os de um planeta que não é este. Perceber que tudo é aplicação de método faz o cineasta ganhar este mundo. Ser detalhista, imaginar e dividir cada tarefa é o que torna um filme admirável. Ele fica melhor assim. Tem mais riqueza, classe, qualidade. É como as jóias feitas à mão. Pequenas peças de materiais preciosos manejados com carinho. O que sobrepõe o valor reunido numa única produção. Estabelecer importância a cada passo em uma produção conduz a todos para o mesmo destino. Ignorar os detalhes de uma produção não ajuda a enfrentar o desafio de um bom trabalho. Nem a explorar o mundo do cinema. Circunstâncias particulares aparecerão na hora de fazer um filme. Atentar-se a isso é buscar um trabalho que prioriza a qualidade. Investir nos pormenores é sinônimo de gostar do que faz e fazer tudo bem feito. Assim não importa o filme, pois o filme, ou vídeo que será feito será sempre bem feito! Este reconhecimento valoriza a elaboração de uma produção audiovisual. E revela que o mundo não é tão estranho assim. A medida em que nos envolvemos com uma produção ela começa a assustar menos. Perdemos o medo de tentar fazer uma boa produção. Cinema é uma arte apaixonante. É só ouvir falar um pouquinho a respeito que o desejo se desperta. O monstro sai da sombra e a luz revela um inofensivo ratinho no mundo em movimento. Produzir por ser uma coisa artística é fácil. Trabalhosa quando se torna comercial. Para justificar a busca na qualidade. O que tornou sua indústria metódica. Por isso a exigência de uma produção elaborada. Passamos a ver tudo o quanto mais integra os detalhes de uma produção ao estabelecer a qualidade como meta principal. A pessoa descobridora que prestava pouca atenção para uma produção surpreende-se. Tanta coisa que vai do grande ao pequeno num trabalho cinematográfico pode mesmo assustar. Saber o trabalho que o cinema dá é consciência das pessoas que ouvem. Maior do que o esmero dos que só querem mandar. Algumas pessoas que tem um pouco de dinheiro e dispõem sua grana nalgum equipamento se apresentam como produtores (chefes). Amigos! Vamos definir o que é produção antes de se dizer diretor, fotografo, produtor! (e sem falar nos que se apresentam jornalistas, mesmo sem ter pisado em uma redação...) Tudo isso que estas pessoas tem é uma

mera aquisição dos quase descartáveis aparatos tecnológicos que a indústria de fabricação nos entrega. E como se não bastasse, a ilusão – de ter o dinheiro, comprar computador, comprar câmera, comprar microfone e achar que tem uma produtora de vídeo – os enche de “conhecimento” ao nível de afogar a humildade. Um dilúvio! E submergir as mentes mais jovens regadas da técnica e encharcadas de teoria das cisternas do mundo estranho. Esse trabalho resulta numa ignorância tamanha que faz com que algumas pessoas com algum dinheiro acreditem ser esta a habilidade necessária para uma produção. O preconceito sobre os mais jovens e as cifras tilintando diante dos olhos atormentam esse empreendedor em suas deslumbradas crenças. Os que se alimentam destas crenças em pouco tempo vão pagar mais caro pela falta da busca e limitação do conhecimento sobre o cinema. A vergonha de assumir que não sabem os prejudica. Em todas as esferas do trabalho. Porque impede de enxergar a beleza naquilo que só tem a aparência de um monstro. Quem acha que o cinema é fácil e não dá trabalho ignora boa parte das funções por trás de um filme. Ignorar as técnicas do cinema e o talento dos mais jovens faz parte dos chefes menos humildes. Fazer cinema é bom, mas não brinque de fazer cinema porque o trabalho que ele dá estressa quem se preocupa e já ouviu falar como chegar num produto descente. Trabalhar para uma produção sem fadiga é se dispor ao serviço pela alegria de imaginá-lo bem feito. Os chefes teimosos em proibir ou não dar atenção às pequenas partes de uma produção pagam pelos seus pecados mais cedo ou mais tarde e depois ficam chorando. Ter a paciência necessária para realizar uma boa produção não é característica deles. Existe ainda aquele menos paciente que pula momentos de menos relevância. Porém momentos que compõem uma produção. Não é só porque ele pode “passar batido” que não é preciso fazê-lo. Captar. Escrever. Testar. Através da ignorância somos capazes de atrapalhar o projeto e se tornar o estopim do rojão que queima o trabalho. E aí tudo se perde. Muitas vezes a mente jovem aprende a lidar com a pouca abertura no trabalho. Prática que lhe dá qualidade. O currículo é enriquecido pela experiência de agüentar um xerife, e não um líder. Suportar um chefe, um pagador-de-salário (quando pagam!), e não um parceiro, brother... Se ganha, pelo menos no exemplo de como não ser. O que permite ensaiar diante da teoria e a pratica universal. Para a mente jovem ter que aturar a ignorância de um chefe significa experiência com chatos. Algumas pessoas acreditam ser chefe de outra numa produção

de vídeo. Mesmo sem entender nada sobre uma produção. Aí quando enxergam o que há por trás e que não é simplesmente apertar o botão da câmera. Saem correndo de medo da vida profissional. Estranhar uma produção de vídeo elaborada é normal. De modo geral, há características que nunca fizeram parte do processo utilizado pelo amador. Mesmo que este tenha mais idade. Dificilmente vai dar importância para os detalhes de uma produção e pagará eternamente mais por pouco. O problema maior é quando alguns destes que não conhecem tanto assim de produção de vídeo se encontram no direito de mandar na produção. Uma produção tem detalhes que não fazem parte do conhecimento geral. É difícil ir pra frente e esperar uma continuidade positiva na carreira sem saber o que se envolve numa produção. A parte chata da obra. Saber um pouco mais sobre produção de vídeo é bom e se torna contagiante também. Os humildes aprendem rápido. O respeito aparece. Os “achômetros” quebram e os pára-quedistas voltam para suas casas. Achômetros são máquinas que medem o “eu acho que é assim...” das pessoas. Aparelhos muito utilizados pelos que ignoram a pesquisa sobre o cinema numa produção. Pára-quedistas são aqueles que caem na área por causa duma mudança não permanente de vento. Só amanhã eles vão saber onde estão. A catequese dos filhos do Cinema passa a ser vista do ângulo da arte. O ponto de vista artístico é reconhecido. Descobre-se o Cinema que reserva coisas de outro mundo para todos nós.