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AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF.

GRACIANO ROCHA

AULA ZERO Saudações, caros alunos! Este é nosso curso de Administração Financeira e Orçamentária para Analista e Técnico do MPU, ambos da área administrativa, com vistas à preparação para o próximo concurso do órgão. Conforme o orçamento de 2013, o MPU tem autorização orçamentária para preencher 2.360 cargos, sendo 352 vagos e 2.208 criados pela Lei 12.321/2010. São muitas oportunidades! Como, na última oportunidade, o conteúdo de AFO foi idêntico para os cargos de analista administrativo e de técnico administrativo, nosso curso será destinado à preparação para ambos. Muito bem, vamos às apresentações: eu me chamo Graciano Rocha Mendes, sou auditor do TCU, aprovado no concurso de 2008; professor de Administração Financeira e Orçamentária e de matérias correlatas; especialista em Orçamento Público pelo Instituto Serzedello Corrêa (ISC/TCU). Vamos falar de nosso curso. Costumo dizer que uma grande vantagem desse curso online está na agregação da matéria em uma só publicação. Se você tentar reunir, por conta própria, todas as referências necessárias para cobrir o edital de AFO, vai amontoar mais de uma dezena de normativos – que não vai utilizar completamente –, além de livros e materiais esparsos. Com nossas aulas, além de ter acesso a todo o conteúdo, bem mastigado, você ainda verá os comentários e ênfases conforme o comportamento do CESPE nos últimos anos. Algumas questões serão comentadas durante a própria aula, ilustrando a forma de cobrança recente do assunto. Outras serão propostas ao final, para resolução individual. Para quem quiser se exercitar antes da resolução, as questões comentadas durante as aulas estarão reproduzidas ao final dos arquivos, sem gabarito visível, para quem quiser enfrentá-las “em estado puro”, juntamente com as não comentadas. O gabarito de todas ficará na última página.

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Dito isso, segue o programa de nosso curso, reproduzido do último edital e dividido em quatro aulas, além desta demonstrativa:

Aula zero Aula 01 (4/3) Aula 02 (11/3) Aula 03 (18/3) Aula 04 (25/3)

Orçamento público (princípios orçamentários). Orçamento público. Orçamento público no Brasil. Orçamentoprograma. Planejamento no orçamento-programa. O ciclo orçamentário. Orçamento na Constituição da República. Tipos de créditos orçamentários. Conceituação e classificação de receita pública. Classificação orçamentária de receita pública por categoria econômica no Brasil. Classificação de gastos públicos. Lei de Responsabilidade Fiscal – Lei Complementar nº 101/2000.

OK, visto isso, vamos estudar, que é o que interessa! Boa aula!

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PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS Os princípios orçamentários consistem ora em normas, ora em simples orientações aplicáveis à elaboração e à execução do orçamento público. Em vários casos, a legislação e a própria Constituição refletem a adoção desses princípios em seus dispositivos. Apesar disso, não é possível entender esses princípios como determinações rígidas; eles são cercados de exceções e flexibilizações, como ficará claro no decorrer de nossa aula.

Legalidade Uma das discussões mais antigas sobre o orçamento público diz respeito ao conflito entre sua forma e seu conteúdo. Quanto à forma, desde que os primeiros documentos contábeis foram apresentados pelo Poder Executivo ao Poder Legislativo, em países europeus e nos Estados Unidos, a título de pedido de autorização de gastos ao Parlamento, o orçamento ganhou estatura de lei. Assim, a expressão “lei do orçamento” é mais que secular – os Parlamentos aprovam os orçamentos na forma de leis desde o século XIX. Atualmente, o princípio da legalidade orçamentária encontra-se, entre outros, no seguinte trecho da Constituição:

Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: (...) III - os orçamentos anuais.
Por outro lado, quanto ao conteúdo, não há dúvidas de que o orçamento público tem natureza de ato administrativo. A organização das finanças em programas, a atribuição de recursos a certas despesas, a indicação de competências de órgãos e entidades relativamente a certos setores de atividade governamental, tudo isso tem a ver com a organização e o planejamento administrativas. da Administração Pública – atividades tipicamente

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A partir disso que estamos vendo, ao se confrontar a lei orçamentária com o significado jurídico-histórico da palavra “lei”, verifica-se certa desarmonia. “Lei” representa um ato normativo abstrato, que pode, entre outras coisas, disciplinar direitos e deveres, normatizar condutas, impor punições etc. Para aplicar-se a lei, nesse sentido estrito, faz-se necessário verificar os dados da realidade e compará-los com a descrição abstrata trazida pela norma. O que ocorre com o orçamento público é que ele não cria nem regulamenta direitos e deveres, não disciplina condutas, não prevê punições etc. NÃO TEM CARÁTER ABSTRATO; pelo contrário, um orçamento deve se revestir de concretude, para aplicação mais apropriada e racional dos recursos públicos.
É dessa discussão que nasce a definição do orçamento como “lei em sentido formal”. A estatura do orçamento é de uma lei, aprovada pelo Parlamento, sancionada pelo Chefe do Executivo, mas sua essência é de um ato administrativo. Essa “legalidade flexível” do orçamento fica evidente também ao se constatar que ele tem natureza apenas autorizativa, e não, impositiva. O governo não é obrigado a executar o orçamento tal qual ele é veiculado pela lei orçamentária (com exceção das despesas obrigatórias em virtude de outros normativos). Isso contrasta bastante com as leis “normais”, que se caracterizam pela obrigatoriedade de aplicação. Pelo contrário, a modificação, a retificação, a inversão de aspectos e itens no orçamento durante sua execução, em comparação com o texto aprovado, são fatos bastante comuns, distanciando o orçamento de sua “aparência” inicial. Nesse sentido, têm surgido diversas críticas, no âmbito parlamentar e na opinião pública em geral, tendo como alvo o “descompromisso” do governo quanto à execução do orçamento em observância ao texto original aprovado pelo Congresso. Não obstante a essência de ato administrativo, o fato de o orçamento ser uma lei lhe proporciona a normatização de certos requisitos e obrigações de natureza orçamentária, na esfera concreta.

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resultante de um processo legislativo completo.br Página 5 de 42 . (CESPE/ANALISTA/DPU/2010) O princípio da legalidade. (CESPE/ANALISTA/STM/2011) A lei orçamentária anual elaborada no âmbito da União é. o princípio da legalidade refere-se à legalidade estrita aplicável aos atos da administração pública. 5. podemos indicar uma disposição constitucional (art. 167. Como isso cai na prova? 1. quanto ao poder “normativo” da lei orçamentária. um dos primeiros a serem incorporados e aceitos nas finanças públicas. 6. a norma Para ser considerada um princípio na precisa obrigatoriamente estar incluída Constituição Federal ou na legislação infraconstitucional.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. Além disso. para sanção e publicação. (CESPE/ANALISTA/TRE-ES/2011) Em matéria orçamentária. 4. objeto de uma lei. um projeto preparado e submetido. como dito. necessariamente. Graciano Rocha www.com. Prof. para apreciação e posterior devolução ao Poder Executivo. (CESPE/ANALISTA/TRE-MS/2013) Os princípios orçamentários estão sujeitos a transformações de conceito e significação. ao universo econômico-financeiro do Estado moderno. A questão 1 está CERTA. isto é. é necessária a prévia inclusão desses programas e projetos na Lei Orçamentária Anual (ou em leis que a retifiquem).pontodosconcursos. ao Poder Legislativo. necessariamente. pois não têm caráter absoluto ou dogmático e suas formulações originais não atendem. inc. 2. Os princípios orçamentários. o fato de alguns já serem mais que centenários os obriga a encarar flexibilizações e exceções. I). Para que programas e projetos sejam iniciados no âmbito da Administração. pelo Poder Executivo. 3. não são regras rígidas. (CESPE/ANALISTA/STM/2011) orçamentário. absolutas. dispõe que o orçamento será. ao mesmo tempo. lei ordinária e especial. GRACIANO ROCHA A título de exemplo. (CESPE/TÉCNICO SUPERIOR/IPEA/2008) A natureza jurídica da lei orçamentária anual no Brasil não interfere nas relações entre os sujeitos passivos e ativos das diversas obrigações tributárias.

no caráter administrativo. Questão CERTA. se preocuparam logo com o controle da proporção assumida pelos gastos dos governos. desde o momento em que podemos falar da existência de uma “peça orçamentária” – isso porque os Legislativos. leis de conteúdo abstrato. Ao mesmo tempo em que o processo legislativo da lei orçamentária acompanha a maior parte das regras aplicáveis às leis ordinárias.br Página 6 de 42 . Graciano Rocha www. GRACIANO ROCHA A questão 2 está CERTA.320/64. e não sequencialmente na Câmara e no Senado. há características que a distinguem destas últimas. A questão 3 está ERRADA. ou seja. a legalidade aplicável ao orçamento é de natureza tipicamente procedimental. Nesse sentido. a história do orçamento passa necessariamente pela aprovação de uma lei que o veicula. podem-se citar. Como em todos os ramos do direito. A principal diferença reside. Além disso. de seu conteúdo. quanto à matéria orçamentária. Ela não tem o condão de disciplinar deveres e direitos de pessoas físicas ou jurídicas. devemos pensar assim: se relações jurídicas são estabelecidas e modificadas por leis “normais”. mas essa não é uma condição para sua existência e validade. essa característica não se aplica à lei orçamentária. A questão 4 reforça o caráter de ato administrativo que circunda o orçamento público. Encontra-se normatizado na Lei 4. libertados das monarquias absolutas. Assim.com. os princípios orçamentários são independentes de sua positivação no arcabouço legal. como visto.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. Questão CERTA. Prof. A questão 6 está CERTA.pontodosconcursos. diversos desses princípios encontram-se recepcionados na CF/88 ou em leis (principalmente a Lei 4. e não normativo. Atualmente. a limitação à proposição de emendas etc. a iniciativa exclusiva do chefe do Executivo. ou seja. a lei orçamentária não interfere em quaisquer relações jurídicas. O orçamento nasceu como lei. como estudaremos posteriormente. que estabelece “normas gerais de direito financeiro”. obrigatórias para todos os entes federados. Unidade/totalidade A unidade é um dos “ancestrais” dos princípios orçamentários.320/64). mais elaborada. o processo legislativo no âmbito da “casa legislativa Congresso Nacional”. Na questão 5.

É por isso que se espera. obedecidos os princípios de unidade. prestigiava-se o liberalismo econômico. o setor público foi visto como um mau gastador. garantindo uma visão de conjunto das receitas e das despesas. Porém. sem tributação.pontodosconcursos. Portanto. por parte do Congresso Nacional. No art.320/64 estabelece que “A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo. com as Leis de Diretrizes Orçamentárias. sem intervenções. GRACIANO ROCHA A Lei 4. desde sempre. falaremos em seguida. como se vê. uma só peça. a livre iniciativa dos atores econômicos. o orçamento público deve ser uno. 2º. a edição de uma lei complementar que atualize as normas gerais de direito financeiro. universalidade e anualidade” Desses outros princípios. Pelo princípio da unidade. a Lei 4. o melhor que o governo poderia fazer seria gastar pouco e deixar os recursos financeiros fluírem nas relações entre atores privados. Enquanto isso não ocorre. tendo a máquina estatal pequena dimensão e pouca participação na economia – situação ideal para os liberais –.com. o orçamento consistia numa autorização de gastos que também representava o controle do tamanho do Prof.br Página 7 de 42 . Inicialmente.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. Assim. ela já é bastante antiga. Nesse momento. vale registrar uma informação histórica sobre o orçamento público.320/64 representou um avanço na época de sua edição. Nesses tempos. e a intromissão do Estado nesse contexto era mal vista. Ela trazia os conceitos e procedimentos mais avançados a respeito da utilização do dinheiro público. diversas “atualizações” relacionadas ao direito financeiro e ao orçamento público são instituídas anualmente. a peça orçamentária era bastante simples. Graciano Rocha www. primeiro porque a participação do governo na vida econômica dos países europeus (onde a lei orçamentária surgiu primeiro) não era muito ampla. porque. e a atividade financeira dos entes federados brasileiros precisa de atualizações.

o Parlamento utilizava o orçamento como ferramenta de controle da ação do Executivo. abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados. seus fundos. II . Para facilitar esse controle.A lei orçamentária anual compreenderá: I . GRACIANO ROCHA Estado. quadros. a Constituição de 1988 trouxe uma disposição “fatal” para a visão tradicional do princípio da unidade: Art.o orçamento de investimento das empresas em que a União. Porém. Sendo o orçamento público uma peça única. a partir do século XX. era necessário que o orçamento tivesse certas características. os controladores teriam bem mais dores de cabeça. a tarefa de controle e acompanhamento dos gastos públicos estaria assegurada. § 5º . inclusive financeira. bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. Caso a execução orçamentária obedecesse a diversos instrumentos. inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público.o orçamento da seguridade social.o orçamento fiscal referente aos Poderes da União.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. normativos. mas sua autonomia. detenha a maioria do capital social com direito a voto. Pisou pra valer. bem como o acompanhamento de sua execução. No caso brasileiro. dos quais. dificultava a consolidação do orçamento público numa só peça. como já falamos.pontodosconcursos. órgãos e entidades da administração direta e indireta. em praticamente todos os países. ocorre que o crescimento do aparelho do Estado. 165. Essas entidades também cumpriam (cumprem) funções estatais. direta ou indiretamente. Graciano Rocha www. III . da administração direta ou indireta. a unidade é um dos exemplares. diversas leis. Essas características vieram a constituir os primeiros princípios orçamentários. hein? Prof. ocasionou a criação de estruturas descentralizadas e autônomas – as conhecidas entidades da administração indireta.com. Assim.br Página 8 de 42 .

Atlas. Esse quadro não se compara nem de longe aos “orçamentos múltiplos” que constituem a atual LOA. havia realmente orçamentos paralelos. de forma que continue sendo possível uma visão geral das finanças públicas. o orçamento de investimento e o orçamento da seguridade social. 8. (CESPE/ANALISTA/CNPQ/2011) O princípio orçamentário da totalidade determina que haja um orçamento único para cada um dos entes Prof. configura uma exceção ao princípio orçamentário da unidade. eles compõem uma só peça: a Lei Orçamentária Anual. ed. Com isso. é possível a coexistência de orçamentos variados. Vale acrescentar aos comentários anteriores uma observação sobre o sistema orçamentário federal prévio à Constituição de 1988. e eram aprovados e executados apenas no âmbito do Poder Executivo. É dessa evolução que a doutrina instituiu o “princípio da totalidade”. Segundo o professor James Giacomoni (in “Orçamento Público”. Nesse período. Graciano Rocha www. como diz o § 5º do art. o ente governamental deve dispor de apenas um orçamento. como uma “atualização” do da unidade. O orçamento das estatais e o monetário congregavam a maior parte dos gastos. Dessa forma. GRACIANO ROCHA Assim.pontodosconcursos. os três orçamentos instituídos pela CF/88 respeitam o princípio da unidade/totalidade. a própria Constituição estabeleceu três orçamentos diferentes. que estabelece que a lei orçamentária anual deve compreender o orçamento fiscal. representava apenas pequena parte das receitas e despesas do governo.com. 14ª edição). levado à aprovação do Congresso. 9. desde que estejam consolidados numa peça. que inclua todas as receitas estimadas e despesas fixadas pelo Estado. Como isso cai na prova? 7. (CESPE/ANALISTA/TJ-AC/2012) A determinação da Constituição Federal de 1988.br Página 9 de 42 . já que o orçamento fiscal. o Parlamento tinha pouquíssima noção da realidade fiscal pela qual passava o país. pelo princípio da totalidade. (CESPE/TÉCNICO/TRT-10/2013) De acordo com o princípio da unidade.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. já que. 165.

que já vimos. Art. Um orçamento único e universal é. observado o disposto no artigo 2°. A questão 9 está CERTA. Universalidade O princípio da universalidade e o recém estudado. a universalidade estabelece que todas as receitas e despesas devem constar da lei orçamentária. 2º da Lei 4.br Página 10 de 42 . o sonho de consumo de alguém que tenha a titularidade do controle sobre as finanças públicas. Graciano Rocha www. Além do art. Como visto. A questão 8 está ERRADA: como visto. GRACIANO ROCHA federados. Prof.320/64. 3º e 4º da mesma lei: Art. corresponde ao ideal do princípio da unidade orçamentária. com a finalidade de se evitar a ocorrência de múltiplos orçamentos paralelos internamente à mesma pessoa política. são complementares. por intermédio deles se devam realizar. portanto. A existência de apenas um orçamento. de preferência). o princípio da universalidade também pode ser percebido nos arts. 4º A Lei de Orçamento compreenderá todas as despesas próprias dos órgãos do Governo e da administração centralizada. o princípio da totalidade preocupa-se com a manutenção de uma só peça orçamentária (mesmo que com “orçamentos” distintos incluídos nela). da unidade/totalidade.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. A questão 7 está CERTA.pontodosconcursos. o fato de os três orçamentos comporem uma só peça legal está de acordo com o princípio da unidade/totalidade. em que sejam expostas todos os detalhes das finanças do ente público. 3º A Lei de Orçamento compreenderá todas as receitas. ou que. Enquanto a unidade/totalidade prioriza a agregação das receitas e despesas do governo em poucos documentos (num só agregado.com. a fim de evitar o descontrole que haveria com o estabelecimento de orçamentos paralelos no âmbito do governo. inclusive as de operações de crédito autorizadas em lei. articulados em torno da garantia do controle sobre o orçamento.

• impedir ao Executivo a realização de qualquer operação de receita e despesa sem prévia autorização parlamentar.pontodosconcursos. você pode esbravejar o quanto quiser contra a banca. os tributos e sua arrecadação são regulamentados por leis próprias. Até a Constituição de 1967. Portanto. sem aplicação à realidade atual. A lei orçamentária. a LOA de cada ente federado deverá conter todas as Prof.br Página 11 de 42 . a fim de autorizar a cobrança dos tributos estritamente necessários para atendê-las. não é raro encontrar questões que se refiram a esse aspecto de maneira “tradicional”. de lá para cá. isso era verdade. surgindo questões totalmente teóricas. (CESPE/ANALISTA/ANATEL/2012) De acordo com o princípio da universalidade. a função do orçamento também foi de autorização da arrecadação. não autoriza a arrecadação. mas. • conhecer o exato volume global das despesas projetadas pelo governo.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. que confirmem o papel autorizador da lei orçamentária quanto à arrecadação. segundo a lição do professor Giacomoni. É que essa história de a lei orçamentária “autorizar a arrecadação” da receita não se aplica mais. marque CERTO. Graciano Rocha www. o princípio da universalidade proporciona ao Legislativo: • conhecer a priori todas as receitas e despesas do governo e dar prévia autorização para a respectiva arrecadação e realização. Entretanto. já que. apenas a prevê. historicamente. atualmente. Alguns trechos acima poderão causar estranhamento. A arrecadação ocorre havendo ou não orçamento publicado. Como isso cai na prova? 10. Pragmatismo: devemos dançar conforme a música! Depois de acertar o gabarito. GRACIANO ROCHA Novamente.com.

Este tratamento é compatível com o princípio orçamentário da universalidade. (CESPE/AUDITOR/AUGE-MG/2009) De acordo com o princípio da unidade. GRACIANO ROCHA receitas e as despesas de todos os poderes. (CESPE/ANALISTA/STM/2011) Nem todas as entidades da administração pública indireta obedecem ao princípio orçamentário da universalidade.pontodosconcursos. órgãos. 11. as receitas e despesas da estatal independente não integram o orçamento do ente controlador. ou rolagem. A questão 10 está CERTA. Orçamento Bruto Já deixamos bem destacado que a necessidade de controle dos gastos públicos fundamentou bastante a maturação de princípios orçamentários.br Página 12 de 42 .AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. diminuindo o volume que realmente deveria entrar em caixa. mas à própria entidade. da dívida pública. Há entidades da administração indireta cujas finanças não pertencem realmente ao ente público. sobre o qual conversamos nesse momento. fundos e fundações instituídas e mantidas pelo poder público. tanto o dinheiro emprestado quanto a dívida antiga são discriminados (respectivamente. Portanto. A questão 13 trata do refinanciamento. Se qualquer fato chega a afetar as receitas públicas. tanto na estimativa da receita como na fixação da despesa. 13. (CESPE/TÉCNICO SUPERIOR/MIN. é o caso das empresas estatais independentes. entidades. E. A questão 12 inverte conceitos e descrições.com. com enunciado de teor semelhante ao conceito legal da universalidade orçamentária. Questão CERTA. O que está sendo tratado nela é o princípio da universalidade. Graciano Rocha www. ela está ERRADA. Significa tomar dinheiro emprestado para pagar empréstimos anteriores. 12. como receita e como despesa). a ocultação desse fato geraria Prof. que não necessitam de recursos públicos para bancar seus gastos. na lei orçamentária. realmente. Nesses casos. pelo mesmo valor. SAÚDE/2008) O refinanciamento da dívida pública federal consta do orçamento fiscal. o orçamento deve conter todas as receitas e todas as despesas do Estado. A questão 11 está CERTA.

se for o caso de se fazer uma dedução a uma receita. desinformação e. GRACIANO ROCHA insegurança. (CESPE/TÉCNICO/TRT-10/2013) Para a obtenção de maior transparência e clareza na previsão de despesas e fixação de receitas constantes na lei orçamentária anual. deduções.br Página 13 de 42 . para isso. sem que. Tanto a arrecadação bruta quanto a dedução devem ser consideradas na elaboração das peças orçamentárias. 15. Graciano Rocha www. seja necessário descriminar os valores originais. É essa preocupação com a transparência e a fidedignidade das informações orçamentárias que baseia o princípio do orçamento bruto. abatimentos. (CESPE/ANALISTA/ANP/2013) Todas as parcelas da receita e da despesa devem figurar no orçamento em seus valores brutos. Ao prever tal procedimento. cujo teor é complementar ao princípio da universalidade. Assim. Enquanto a universalidade estabelece que todas as receitas e todas as despesas devem constar do orçamento. quem sabe.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. diminuições que afetam o conjunto das receitas públicas devem ser considerados no orçamento. permite-se a dedução das receitas que não serão efetivamente convertidas em caixa. 16.pontodosconcursos. (CESPE/ANALISTA/STM/2011) O princípio do orçamento bruto se aplica indistintamente à lei orçamentária anual e a todos os tipos de crédito adicional.com. sem deduções”. a legislação observa o princípio do orçamento bruto. sem apresentar qualquer tipo de dedução. Prof. A contabilidade pública tem como uma de suas funções a prestação de informações fidedignas sobre o patrimônio e o orçamento. algum prejuízo futuro ao ente público. a fim de que decisões por parte dos responsáveis sejam baseadas em dados corretos. o ente público não pode apenas registrar o valor líquido a ser arrecadado. Como isso cai na prova? 14. Desse modo. o princípio do orçamento bruto acrescenta a observação “pelos seus valores brutos.

para cobrir as despesas pertencentes a esse mesmo exercício. A questão 16 está CERTA. principalmente em obediência ao calendário de funcionamento do Poder Legislativo. Graciano Rocha www.com. Isso se aplica tanto à lei orçamentária quanto aos instrumentos de retificação do orçamento – os créditos adicionais. A questão 15 reflete a interpretação adequada do princípio aqui comentado.br Página 14 de 42 . até esse momento a lei orçamentária é que autorizava a arrecadação tributária para um exercício.pontodosconcursos. sem deduções.320/64 ainda é válida. Questão CERTA. o princípio da anualidade é convalidado e posto em prática. quanto no art. Por isso. vigente até a Constituição de 1967. 2º da Lei 4. Anualidade/Periodicidade Trataremos agora do terceiro princípio orçamentário mencionado pelo art. tanto no art. 2º. ao exigir que as receitas e despesas sejam dispostas no orçamento sob seus valores brutos. Na maioria dos países. GRACIANO ROCHA A questão 14 está ERRADA. entre outras coisas. o princípio de que o orçamento deve ser elaborado e autorizado para o período normalmente de um ano está ligado à antiga “regra da anualidade do imposto”. dessa forma.320/64. justifica-se a terminologia da lei orçamentária anual. Segundo o prof. é possível programar a aplicação dos recursos em objetivos do governo e verificar o alcance das metas nos prazos estabelecidos. A elaboração do orçamento para um período limitado de tempo favorece a atividade de planejamento. O princípio do orçamento bruto complementa o da universalidade. Giacomoni (mais uma vez!). Prof.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. É necessário discriminar os valores originais das receitas e das despesas para atender ao princípio do orçamento bruto. 34 (O exercício financeiro coincidirá com o ano civil). Como já estudamos. pois. A disposição sobre o princípio da anualidade na Lei 4. já estudado.

18. tratarmos créditos adicionais. há a possibilidade de execução. fiscalização e julgamento das contas públicas em prazos mais apropriados ao controle. Prof. Esse ponto será comentado posteriormente. 19.pontodosconcursos. sendo uma exceção ao princípio da anualidade. A conciliação entre esses programas plurianuais e o princípio da anualidade/periodicidade ocorre por meio da execução “fatiada” dessas despesas plurianuais. Para alcançar objetivos de maior dimensão. além das consignadas na lei orçamentária. Como exceção ao princípio da anualidade.br Página 15 de 42 . renova-se a autorização para realizar despesas e arrecadar receitas a cada período.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. (CESPE/ANALISTA/EBC/2011) O saldo não aplicado do crédito adicional extraordinário cuja promulgação ocorrer em setembro de 2011 poderá ser reaberto e incorporado ao orçamento de 2012. há vários programas e despesas assumidas pelo poder público cuja duração ultrapassa um exercício. com parcelas distribuídas pela sequência de orçamentos anuais. ao contrário.com. constituem autorizações de despesa. de créditos dos adicionais (especiais que e extraordinários) novas autorizados no final do ano. Não se confere a este último um “cheque em branco” para sua atuação. mas. esse exercício coincide com o ano civil. criam-se as condições para acompanhamento. GRACIANO ROCHA Não obstante o que estamos dizendo. em outro quando exercício. relativos às questões operacionais de apuração contábil da receita e da despesa. Dessa forma. (CESPE/TÉCNICO/TRT-10/2013) O princípio da anualidade orçamentária fundamenta-se em critérios puramente técnicos. com o controle político do Poder Executivo. no Brasil. A questão 17 está ERRADA. não estando relacionado. Como isso cai na prova? 17. portanto. A autorização anual para execução do orçamento reflete o controle do Poder Legislativo sobre o Executivo. Graciano Rocha www. (CESPE/TÉCNICO/STM/2011) O conceito de exercício financeiro deriva do princípio da anualidade e. apenas ações plurianuais podem garantir o sucesso dessas iniciativas governamentais.

Os créditos suplementares representam um acréscimo às despesas já previstas na lei orçamentária anual.pontodosconcursos. em pauta de votação.com.. nos termos da lei”. Questão CERTA. Entretanto. para colocar rapidamente. pelo dispositivo legal referido.br Página 16 de 42 .. aproveitando-se do ritmo mais rápido de sua aprovação pelo Parlamento. O princípio da exclusividade pode ser traduzido pela afirmação inicial do art. 165.) não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito. GRACIANO ROCHA Para julgar a questão 18. não trazendo conteúdos alheios à previsão da receita e à fixação da despesa. Graciano Rocha www.. período em que se observa a execução orçamentária da receita e da despesa. necessariamente coincide com o ano civil. devendo apontar também as receitas que Prof. A ideia subjacente ao princípio da exclusividade é evitar que matérias não financeiras “caronas” sejam tratadas na lei orçamentária. § 8º. a lei orçamentária deve conter apenas matéria financeira. A questão 19 está CERTA. A transferência de saldos de créditos adicionais para o orçamento do exercício subsequente é uma exceção ao princípio da anualidade. Figurinha carimbada! Segundo a doutrina. temos que destacar as exceções que a própria Constituição impôs.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. o Executivo utilizava-se dessa manobra. Em tempos passados. da CF/88: “A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa (. O exercício financeiro. ainda que por antecipação de receita. na continuidade do dispositivo que começamos a analisar: “(.)”. Exclusividade Esse é um dos princípios mais manjados em concursos públicos. 34 da Lei 4.. bastaria uma rápida leitura do referido art. assuntos de seu interesse.320/64 para matar a parada.

br Página 17 de 42 . A própria LOA pode se antecipar a uma necessidade futura de recursos além dos estimados. GRACIANO ROCHA suportarão esse incremento. A outra exceção à exclusividade orçamentária trata da autorização para contratação de operações de crédito. para determinadas despesas. deverá ser tomado junto a agentes financiadores. não fogem da temática orçamentária. Para as despesas. nesse caso. As operações de crédito “normais” constituem receitas orçamentárias. Por outro lado. além de prever receitas e fixar despesas. Essas receitas atrasadas. Ou seja. no Brasil. servirão então para honrar as ARO’s que as substituíram. porque é difícil achar um tópico tão cobrado quanto esse quando o tema é princípios orçamentários! Prof. Graciano Rocha www. É como uma “revisão para mais” da lei orçamentária. existe receita própria atribuída. que deverá ser arrecadada. ao invés das despesas originais. pode trazer esses dois tipos de autorização – que. ARO’s não são receitas orçamentárias. ao serem finalmente realizadas. a lei orçamentária anual. e passíveis de autorização pela LOA.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. que servirão para custear despesas orçamentárias. no fundo. e autorizar a tomada de empréstimos pelo ente público.com.pontodosconcursos. Em outras palavras. o dinheiro disponível não é próprio do governo. mas sim empréstimos que substituem receitas orçamentárias que não foram arrecadadas no momento esperado. ambas referidas no dispositivo constitucional acima. as operações por antecipação da receita orçamentária (ARO’s) são empréstimos tomados pelos entes públicos para suprir insuficiências momentâneas de caixa. Portanto. Grave essas exceções. Vamos separar aqui a operação de crédito “normal” da operação de crédito por antecipação da receita orçamentária.

br Página 18 de 42 . As “caudas orçamentárias” se referem à prática comum no passado de adicionar matérias estranhas às finanças públicas nas leis orçamentárias. Não Afetação/Não Vinculação Prof. Atlas) ressalta que uma alteração da ação processual de desquite – portanto. ed. para aprovação em conjunto de forma mais rápida. ainda que por antecipação de receita orçamentária. A questão 20 traz todo o conteúdo constitucional a respeito do princípio da exclusividade. A questão 21 está ERRADA: o princípio da exclusividade não é afetado pela existência dos diferentes tipos de orçamento. 22.pontodosconcursos. Ressalvam-se dessa proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e a contratação de operações de crédito. GRACIANO ROCHA Como isso cai na prova? 20. afeta ao direito processual civil – foi implementada por meio de uma lei orçamentária. O professor James Giacomoni (in: Orçamento Público. A autorização para a realização de licitações fugiria completamente da matéria própria da lei orçamentária (previsão da receita – fixação da despesa). Questão CERTA. 23. Graciano Rocha www.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. (CESPE/INSPETOR/TCE-RN/2009) A autorização para um órgão público realizar licitações não pode ser incluída na lei orçamentária anual em observância ao princípio da exclusividade. A questão 22 está CERTA. (CESPE/TÉCNICO/IBAMA/2012) A existência do orçamento fiscal. (CESPE/TÉCNICO/MPU/2010) O princípio da exclusividade tem por objetivo principal evitar a ocorrência das chamadas caudas orçamentárias. 21. da seguridade social e de investimento das empresas contraria o princípio orçamentário da exclusividade.com. A questão 23 também está CERTA. (CESPE/ANALISTA/ANATEL/2012) O princípio da exclusividade estabelece que a LOA não contenha dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa.

para aplicação obrigatória em certas despesas. GRACIANO ROCHA Esse princípio orçamentário também tem um pé no Direito Tributário. os recursos provenientes dos tributos podem estar “livres”. cabe destacar que ele ganhou estatura constitucional. como determinado. Então. sem estar obrigado a prestar esta ou aquela obrigação junto à sociedade. por outro lado. Isso obedece ao arcabouço teórico da tributação. arrecadação vinculada.) IV – a vinculação de receita de impostos a órgão. para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária. e a prestação de Prof. As outras espécies tributárias (taxas.com. São vedados: (. Os tributos podem ser arrecadados já com uma destinação legal para a aplicação dos recursos correspondentes. Desse ramo do direito. Ou. contribuições e empréstimos compulsórios. respectivamente.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde.. existem espécies tributárias com arrecadação vinculada. mas com uma série de exceções: Art. Impostos teriam a característica da fiscalidade (obtenção de recursos como finalidade principal). 158 e 159. ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. No Brasil. comumente. fundo ou despesa.pontodosconcursos. existem cinco espécies tributárias: impostos. XXII. pelos arts. Graciano Rocha www. taxas. contribuições “lato sensu”. 167. sem interferência legislativa.. voltando ao princípio da não vinculação. Assim. cabe trazer para nossas anotações o conceito de arrecadação vinculada. contribuições de melhoria e empréstimos compulsórios) têm. e outras com arrecadação não vinculada. segundo o qual os impostos são os tributos apropriados para que o ente público possa auferir renda. contribuições de melhoria. § 2º. para aplicação em despesas conforme as decisões do administrador público.br Página 19 de 42 . Os impostos são os típicos representantes desta última categoria. 198. 212 e 37.

Portanto.º É permitida a vinculação de receitas próprias geradas pelos impostos a que se referem os arts. I. inc. para acrescentar mais alguma exceção ao princípio da não vinculação. Prof. 157. art. 37. compondo o Fundo de Participação dos Estados e o de Participação dos Municípios (CF/88. 198. e dos recursos de que tratam os arts. 159.com. (. § 8º). art. • prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita – ARO (CF/88. • destinação de recursos para realização de atividades da administração tributária (CF/88..pontodosconcursos. o princípio da não vinculação da receita de impostos está no início do inciso IV do art. art.) § 4. • destinação de recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino (CF/88. bem como o disposto no § 4º deste artigo. 212). art. 155 e 156. • destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde (CF/88. GRACIANO ROCHA garantias às operações de crédito por antecipação de receita. E. XXII). Graciano Rocha www. só por meio de emenda à Constituição. a e b. 167. 165. permitidas pela Constituição. inc. 165. § 8º. para a prestação de garantia ou contragarantia à União e para pagamento de débitos para com esta. • prestação de garantia ou contragarantia à União e para pagamento de débitos para com esta. Destrinchando os dispositivos acima. e II. art. Não há outras exceções além dessas. são: • repartição da arrecadação do imposto de renda e do imposto sobre produtos industrializados. e as exceções a ele compõem todo o resto do texto e o § 4º. I). 158 e 159.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. tratando-se de dispositivo constitucional.br Página 20 de 42 . as vinculações à receita de impostos. ou para suprimir uma exceção já existente. § 2º).. previstas no art.

por ordem da própria Constituição.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. desde 1994. também são destinados a diversas despesas. Graciano Rocha www. Como isso cai na prova? Prof. se sua origem estiver ligada a alguma vinculação legal. A chamada Desvinculação das Receitas da União (DRU) libera 20% dos impostos e contribuições vinculados. Os recursos legalmente vinculados a finalidade específica serão utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculação.br Página 21 de 42 . enquanto outros passam por penúria. diante desse quadro de alta vinculação dos recursos. parágrafo único. Pois bem. 8º.pontodosconcursos. GRACIANO ROCHA Vale escrever uma nota. Portanto. a partir dessa determinação da LRF. ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso. há um dispositivo da Lei de Responsabilidade Fiscal que reforça essa necessidade de aplicação das receitas vinculadas nas despesas para as quais foram atribuídas. nem mesmo a arrecadação que “sobrar” em determinado exercício está livre.com. um mecanismo de desvinculação. As taxas e contribuições são naturalmente destinadas a certas despesas. para “desamarrar” um pouco as receitas tributárias de suas aplicações obrigatórias. Vejamos a lei seca: Art. como se depreende das exceções vistas acima. por meio de emenda à Constituição. instituiu-se. destacando o alto nível de vinculação que a arrecadação tributária sofre no Brasil. O objetivo desse mecanismo é evitar situações nas quais certos setores da ação governamental tenham recursos abundantes. Nesse sentido. embora sejam relacionados ao princípio da não vinculação. para livre aplicação pelos administradores públicos. os impostos.

26. mesmo que continuem sem destinação nos exercícios subsequentes. se aplica apenas aos impostos. de acordo com a CF. (CESPE/TÉCNICO SUPERIOR/MIN. 27. é mais vantajoso instituir uma contribuição do que um imposto. já que. (CESPE/TÉCNICO/TRT-10/2013) A manutenção de certa autonomia no direcionamento dos recursos públicos é fundamental para que a administração possa cumprir seu papel. A questão 26 está CERTA. não poderão destinar-se a outra finalidade que não o objeto de sua vinculação. Por fim.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. têm sido muito utilizadas no âmbito da União como forma de aumentar o montante e a sua participação nos recursos tributários nacionais. os principais impostos federais (imposto de renda e imposto sobre produtos industrializados) devem ter parte do produto de sua arrecadação distribuída aos fundos constitucionais dos estados. Prof. Como a própria CF/88 deixa claro. o princípio conhecido como princípio da não afetação das receitas orienta a não vinculação de parcelas da receita geral a gastos específicos. 25. Os demais tributos não sofrem interferência desse princípio. o princípio da não vinculação aplica-se exclusivamente aos impostos. diante das inevitáveis mudanças de plano de ação em comparação com o previsto. mesmo que não utilizadas durante o exercício. cuja arrecadação pertence inteiramente à União. A questão 25 está CERTA.br Página 22 de 42 SUBSTITUTO/TCE-ES/2012) A abrangência do princípio orçamentário da não vinculação de receitas restringe-se às . SAÚDE/2008) As receitas vinculadas. ainda que por sua natureza se destinem a determinadas finalidades. Esse mecanismo não ocorre com as contribuições sociais federais. Para o governo federal.com. A questão 24 está CERTA: é necessário que a administração tenha flexibilidade para aplicar os recursos públicos. DF e municípios (trata-se de uma das exceções ao princípio da não afetação).pontodosconcursos. GRACIANO ROCHA 24. (CESPE/ANALISTA/TJ-CE/2008) As contribuições sociais. Questão CERTA. Daí a principal justificativa para a adoção do princípio da não vinculação. A não vinculação. Nesse sentido. a questão 27 praticamente reproduziu o dispositivo da LRF que reforça a vinculação legal das receitas. (CESPE/CONSELHEIRO receitas de impostos. como dispõe a CF/88. Graciano Rocha www.

nos países em que o orçamento foi primeiramente adotado como peça institucional. e institucionalizou-se no Brasil sob a forma legal. feita pelos parlamentos. Os controladores desejavam saber de onde sairiam os recursos arrecadados e a sua aplicação. GRACIANO ROCHA Especificação/Especialização/Discriminação Historicamente.pontodosconcursos.com. nos países em que se originou o orçamento público. serviços de terceiros. Entretanto. Assim. encontram-se os seguintes trechos: Art. observou-se a exigência. também era necessário disponibilizar informações detalhadas.320/64. de discriminação das receitas e despesas por parte do Executivo. com o passar do tempo. já que as circunstâncias no momento da execução do orçamento podem fugir aos pequenos detalhes fixados na LOA. Art.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. O que se buscou na Lei 4. na LOA. o fato de as receitas e despesas serem publicadas de forma detalhada também favorecia a tarefa de controle do orçamento. Graciano Rocha www. Esse mandamento perdurou na evolução da peça orçamentária. A Lei de Orçamento não consignará dotações globais destinadas a atender indiferentemente a despesas de pessoal. ressalvado o disposto no artigo 20 e seu parágrafo único. e com a maior complexidade do orçamento. quanto à discriminação das receitas e despesas.br Página 23 de 42 . Prof. foi a necessidade de um “meio termo” quanto ao princípio da especificação.320/64 foi algo parecido com a exigência inicial. transferências ou quaisquer outras. Para a Lei. Na Lei de Orçamento a discriminação da despesa far-se-á no mínimo por elementos. e para evitar que as decisões sobre a aplicação da arrecadação ficassem concentradas nas mãos dos gestores. um orçamento excessivamente detalhado pode se tornar uma peça sem correspondência com a realidade. Por um lado. material. Na Lei 4. 15. deixando evidente qual fim teriam os recursos públicos. o que se percebeu. 5º. fora das vistas do controle externo.

com. “outras despesas correntes”). a LOA não precisa mais trazer a despesa em nível de elemento. situações em que o orçamento transparece uma “face genérica”. Graciano Rocha www. o que também desrespeitaria vários princípios constitucionais e não seria benéfico de maneira alguma para o bem-estar coletivo. Originalmente. a alocação de recursos aos diferentes elementos de despesa pode ficar a cargo das unidades executoras do orçamento. essa classificação detalhista foi flexibilizada há pouco tempo. (todas seriam consideradas “despesas de custeio”. com dotações globais. A doutrina reconhece alguns exemplos de exceção ao princípio da discriminação. Assim. Isso estava conforme o princípio da discriminação. Ao invés disso. o detalhamento da despesa em elementos tornava a LOA bastante minuciosa. agora que já delineamos o princípio da discriminação. ou. pelo Parlamento.320/64 determinou que “Na Lei de Orçamento a discriminação da despesa far-se-á no mínimo por elementos” . como vimos agora há pouco. Outra exceção refere-se à reserva de contingência. posteriormente à aprovação da Lei. por meio de créditos adicionais. como pagamentos devidos a execuções judiciais. a partir da qual o poder público pode atender a “passivos contingentes”. podem-se verificar atualmente dotações destinadas ao mesmo tempo à aquisição de materiais de consumo. a edição de um orçamento totalmente genérico. GRACIANO ROCHA Ao mesmo tempo. a Lei 4. ou seja. sem aplicação definida. na classificação atual.br Página 24 de 42 . que atualizou a classificação pela natureza da despesa.pontodosconcursos. Segundo a Portaria Interministerial STN/SOF 163/2001. pagamento de serviços de terceiros. ou executar novas dotações. que constitui uma dotação genérica. pagamentos de diárias a servidores etc. vamos falar das exceções/flexibilizações. de seu papel de controlador.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. indenizações. significa a renúncia. sem detalhamento. Porém. Bem. Prof.

há maior transparência no processo orçamentário. por sua complexidade e abrangência. não podem ter toda sua composição de despesas explicitada de antemão. especialização. 29. Graciano Rocha www.br Página 25 de 42 . suficientemente agregativo para facilitar a formulação e a análise das políticas públicas. genéricas. Parágrafo único. classificadas entre as Despesas de Capital. indiferentemente. a lei orçamentária consigna dotações globais destinadas a atender. deve permitir a discriminação até onde seja necessário controle operacional mesmo tempo. 20 e seu parágrafo único. eles são autorizados a partir de dotações globais. (CESPE/ANALISTA/TRE-MT/2010) De acordo com o princípio da especialização. o art. serviços de terceiros. como sinaliza a redação do art.com. a despesas de pessoal. Os investimentos serão discriminados na Lei de Orçamento segundo os projetos de obras e de outras aplicações. 20. Os programas especiais de trabalho que.320/64. material. dotação global para atender passivos contingentes e outras despesas imprevistas.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF.pontodosconcursos. transferências ou quaisquer outras. O com ao detalhamento o princípio da da orçamentária. GRACIANO ROCHA Além disso. Trata-se dos “programas especiais de trabalho” (PET’s). por sua natureza. 5º da Lei 4. Prof. constitui exceção ao princípio da especificação ou especialização. trazem mais uma exceção ao princípio da discriminação: Art. (CESPE/TÉCNICO programação para o SUPERIOR/MIN. em e SAÚDE/2008) consonância contábil e. da mesma lei. 30. Como isso cai na prova? 28. e a correspondente discriminação das despesas se dá durante a própria execução. grandes investimentos públicos que. (CESPE/ANALISTA/EBC/2011) A reserva de contingência. corroborando a flexibilidade na alocação dos recursos pelo poder Executivo. não possam cumprir-se subordinadamente às normas gerais de execução da despesa poderão ser custeadas por dotações globais. Assim. Assim.

a partir de anexos da LOA.: créditos adicionais).AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. administrativas. o orçamento deveria ser apresentado numa linguagem acessível a todos que precisassem ou se interessassem em acompanhá-lo. ex. pelo princípio da especialização. legais. pelo fato de constituir uma dotação global. contábeis e de planejamento. todos os princípios orçamentários só se aplicam à lei de orçamento e às leis que a modifiquem (p. A questão 28 reflete justamente o meio termo que deve ser alcançado quanto ao princípio da discriminação. A questão 30 está CERTA. GRACIANO ROCHA 31. A questão 29 está ERRADA. que agrega informações financeiras. Entretanto. considerando a atual complexidade inerente ao orçamento. como regra. não é possível atribuir o princípio da especificação a essas leis. A reserva de contingência. pela natural necessidade de codificação.pontodosconcursos. somente a LOA é obrigada a observar o princípio da especificação. é difícil trazer à realidade o cumprimento desse princípio. (CESPE/AUDITOR/TCU/2011) Entre as três leis ordinárias previstas pela CF para dispor sobre orçamento. pelo menos se disponibilizaria uma forma paralela de se compreender a complexidade de seu conteúdo. deve-se evitar a inserção de dotações globais no orçamento. se o orçamento em si não pode ter sua linguagem simplificada. sem falar num pano de fundo político. A questão 31 também está CERTA: como a LDO e o PPA não trazem dotações orçamentárias em seu corpo. Dessa forma. Uma sugestão do prof. é realmente uma das exceções ao princípio da discriminação. Giacomoni é a elaboração de peças comentadas sobre a programação orçamentária. Graciano Rocha www.br Página 26 de 42 . Clareza Segundo o princípio da clareza. Como já visto. Prof. Questão CERTA. genérica. Aliás.com.

o equilíbrio formal do orçamento é observado quando a lei orçamentária prevê receitas e fixa despesas em montantes iguais. de forma que as contas públicas não sejam afetadas por déficits. 66 – O montante da despesa autorizada em cada exercício financeiro não poderá ser superior ao total das receitas estimadas para o mesmo período.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. Equilíbrio Uma forma simples de entender o princípio do equilíbrio é considerar que deve haver compatibilidade entre receita e despesa. registram-se duas formas de encarar esse princípio. Essa publicação está no link abaixo. o equilíbrio formal do orçamento chegou a ser firmado num dispositivo dessa Carta: Art. durante o exercício de 2011. foi editada uma cartilha especial. (CESPE/ANALISTA/ANAC/2012) De acordo com o princípio da clareza. aprofundando mais o raciocínio sobre o tema.br/secretarias/upload/Arquivos/noticias/s of/100901_orc_fed_alcance_todos.gov. a LOA deve ser elaborada em linguagem compreensível a todos os interessados.pdf Como isso cai na prova? 32. Questão CERTA. chamada “Orçamento Federal ao Alcance de Todos”. sob a vigência da Constituição de 1967.br Página 27 de 42 . Antes. que busca expor. como deve se dar a aplicação de recursos federais nas diferentes áreas do governo.planejamento.pontodosconcursos. Graciano Rocha www. de forma mais amigável. Entretanto. GRACIANO ROCHA Isso foi adotado na esfera federal a partir da elaboração do orçamento de 2011: além da proposta “técnica” de orçamento. Em primeiro lugar. O enunciado acima reproduz o teor próprio do princípio da clareza aplicado ao orçamento. Prof. vale visitar: http://www.com.

sob o aspecto formal. O equilíbrio formal do orçamento é garantido pela contratação de operações de crédito – dinheiro emprestado. o governo pode lançar mão de diversos expedientes: manutenção de metas de superávit. Conclui-se. que o “equilíbrio material” está mais ligado à execução equilibrada do orçamento do que à sua publicação com montantes iguais de receita e despesa. busca-se evitar o crescimento desordenado das despesas. É com essa preocupação que se fala em equilíbrio real. foi uma das principais bandeiras tratadas na famosa Lei de Responsabilidade Fiscal. Assim.320/64 (Art. Na LOA. deve-se evitar o comprometimento das receitas a ponto de não sobrarem recursos para amortizar a dívida pública. (CESPE/TÉCNICO/BASA/2012) A ocorrência de déficits na execução orçamentária não implica desrespeito ao princípio do equilíbrio.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. Para garantir o equilíbrio material. com base Prof. o fato de um orçamento ser publicado de forma equilibrada não implica o equilíbrio das contas públicas. enxugamento de despesas de custeio. mas o costume perdura: as leis orçamentárias anuais fazem a previsão da receita e a fixação da despesa em valores iguais. Essa. o que se verifica hoje é que os recursos próprios do governo não são suficientes para cobrir suas despesas. GRACIANO ROCHA Atualmente. Assim.br Página 28 de 42 . na prática. inclusive. inclusive as de operações de crédito autorizadas em lei). sem lastro para cobri-las. sob essa ótica. 3º A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas. abertura de créditos adicionais apenas com recursos já arrecadados etc.com. Como isso cai na prova? 33. Graciano Rocha www. conforme o mandamento insculpido na Lei 4.pontodosconcursos. Pelo exposto. desse modo. Da mesma forma. o princípio do equilíbrio zela principalmente pela publicação de um orçamento equilibrado. os valores das operações de crédito são considerados receita. Porém. ou equilíbrio material. a Constituição não traz determinação semelhante.

com. admitindo os provenientes de anulação de despesas. (CESPE/ANALISTA/TJDFT/2008) Considere-se que a proposta orçamentária traga embutido um deficit a ser coberto com o excesso de arrecadação que venha a ser obtido com o crescimento econômico e com o melhor desempenho da administração tributária. é correto afirmar que o princípio orçamentário fundamentalmente violado foi o da universalidade. Graciano Rocha www. (CESPE/TÉCNICO/STM/2011) O endividamento do Estado. GRACIANO ROCHA no qual se deve elaborar a lei orçamentária. A questão 33 está CERTA: considerando que as operações de crédito previstas na LOA são consideradas como receitas pela legislação. o déficit entre receitas não financeiras e despesas não financeiras não representa desrespeito ao princípio do equilíbrio. reforça o princípio do equilíbrio. 34.br Página 29 de 42 . reforça o princípio do equilíbrio. Este se encontra garantido pelas operações financeiras destacadas no enunciado. Quanto à questão 35. podendo ser eles incorporados nas chamadas operações de crédito e no refinanciamento da dívida pública. (CESPE/ANALISTA/MPU/2010) A vedação da aprovação de emendas ao projeto de LOA sem a indicação dos recursos necessários. A questão 36 está ERRADA.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. Para evitar que as despesas assumidas comprometam a saúde fiscal.pontodosconcursos. são contratados empréstimos de recursos que cobrem o volume excedente de gastos. Publicidade Prof. Questão CERTA. por meio da contração de empréstimos. Nessa situação. de aprovação de emendas apenas com indicação de suporte orçamentário suficiente. fica evidente que a hipótese referida. 36. A previsão de um déficit a ser coberto com uma arrecadação incerta seria uma violação ao princípio do equilíbrio – não da universalidade. 35. A questão 34 está CERTA. atende ao princípio do equilíbrio orçamentário.

Diário Oficial) – e a lei orçamentária não é exceção a essa regra. simultaneamente. visto que o PPA e a LDO já cumprem a função de tornar público para a sociedade quais são os objetivos dos governos e que meios serão utilizados para alcançá-los. tendo em vista a multiplicidade de informações que o integram? Esse é um desafio ainda a se superar. aparece novamente a discussão relativa à clareza do orçamento: como assegurar. é possível perceber a relação do princípio da publicidade também com o princípio da legalidade. Para vigorar. ao menos em termos de divulgação. Não obstante. além dos veículos oficiais. Como isso cai na prova? 37. (CESPE/ANALISTA/TRE-MT/2010) O princípio da publicidade está previsto na Constituição Federal e também se aplica às peças orçamentárias. o princípio da publicidade é concretizado. GRACIANO ROCHA A relevância que o orçamento assume na vida da sociedade torna necessário o conhecimento amplo do conteúdo da LOA pelas pessoas. atualmente. já que naquele instrumento serão notadas as políticas públicas e prioridades escolhidas pelo governo. Uma exceção ao princípio da publicidade é a modificação do orçamento em casos de relevante interesse coletivo ou segurança nacional.pontodosconcursos. 39. 38.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. sobretudo pela disponibilização das leis orçamentárias em sites governamentais. No caso dos municípios que não tenham diário oficial. (CESPE/ANALISTA/ANP/2013) O orçamento precisa ser publicado no Diário Oficial da União correspondente a cada esfera para produzir efeitos. Entretanto. Graciano Rocha www. uma lei deve ser publicada em veículos oficiais de comunicação (tipicamente. A partir desse aspecto. (CESPE/ANALISTA/INPI/ 2013) A LOA é peça técnica voltada para a operacionalização do planejamento governamental.com. o orçamento pode ser publicado em jornal local. Nesses Prof. assim não é necessária a observância do princípio da publicidade. o entendimento da peça orçamentária pelo cidadão comum e a necessária complexidade do instrumento.br Página 30 de 42 .

e não da publicidade. caput. e não um descumprimento. (CESPE/ANALISTA/CÂMARA/2012) publicidade. A questão 37 está CERTA. os atos relativos ao orçamento necessitam de publicidade (princípio insculpido no art. maior o alcance que deve ser dado à publicidade de seus atos. A questão 40 está ERRADA: como já estudamos. dileto aluno. 37. Mesmo assim. até a próxima! GRACIANO ROCHA Prof. é facultada ao poder público a divulgação dos gastos aplicados em interesse da população. A questão 39 está ERRADA. Surgindo algum questionamento. ou da discriminação. incluindo a aprovação do respectivo orçamento. Graciano Rocha www. Quanto “maior” o ente público. Questão CERTA. Espero que o conteúdo apresentado tenha sido suficiente para demonstrar nossa abordagem durante o curso. a reserva de contingência é uma exceção. alguma necessidade de explicação mais aprofundada. a ausência de detalhamento de alguma dotação orçamentária desrespeitaria o princípio da especificação. podemos nos falar por meio do fórum de dúvidas. Por se tratar de matéria pública. sobre o princípio da publicidade. A questão 38 traz uma correlação simples e direta com o que acabamos de estudar.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. 40. Forte abraço. A ausência de discriminação da dotação global na reserva de contingência contraria o princípio da Bem. da CF/88).com. GRACIANO ROCHA casos. ao princípio da discriminação. nossa aula demonstrativa fica por aqui.pontodosconcursos. Aguardo você na Aula 01.br Página 31 de 42 . Não há permissão para que a divulgação de dados orçamentários fique a cargo da decisão discricionária da Administração.

com as exceções trazidas pela norma constitucional. 165. 7. A própria Constituição expressa o princípio da exclusividade. O princípio orçamentário da universalidade estabelece que todas as receitas e despesas devem constar da lei orçamentária. 2. O princípio da não-afetação refere-se à impossibilidade de vinculação da receita de impostos a órgão. § 8º (A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa). fundo ou despesa. O princípio da discriminação preza pelo detalhamento. Prof.pontodosconcursos. garantindo-se uma visão geral sobre as finanças públicas e evitando-se a realização de operações orçamentárias sem conhecimento do Poder Legislativo. normalmente de um ano. em seu art. Segundo o princípio da anualidade/periodicidade. ainda que em exercício posterior ao de sua arrecadação. GRACIANO ROCHA RESUMO DA AULA 1. pelo que é considerado uma lei em sentido formal. 6. 8. 4.br Página 32 de 42 . O orçamento público tem natureza de ato administrativo. favorecendo a atividade de controle. 9. O princípio do orçamento bruto é complementar ao da universalidade. das receitas e despesas. Também a Constituição traz as exceções a esse princípio: a autorização para abertura de créditos suplementares e a autorização para a realização de operações de crédito (inclusive ARO). até onde for possível. O princípio da unidade/totalidade preza a agregação das receitas e despesas do Estado numa só peça.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF.com. o orçamento deve ser elaborado e autorizado para um período definido. da origem e da aplicação dos recursos públicos. 5. e determina que as receitas e despesas devem aparecer no orçamento sem qualquer dedução. As receitas vinculadas deverão atender sempre à execução do objeto de sua vinculação. para verificação. 3. Graciano Rocha www. pelos órgãos de controle.

Na vertente formal. o orçamento deve ser aprovado com receitas e despesas em igual montante. Graciano Rocha www. Na vertente material. público. Pelo princípio da do publicidade. 11.br Página 33 de 42 . Conforme o princípio orçamentário da clareza. GRACIANO ROCHA 10. garantindo-se também sua eficácia. o orçamento deve ser apresentado numa linguagem acessível a todos que precisem ou se interessem em acompanhá-lo. a execução orçamentária deve garantir o equilíbrio das contas públicas.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF.pontodosconcursos. Prof. O princípio do equilíbrio abrange as vertentes formal e material. por o orçamento de deve ser levado oficiais ao de conhecimento meio instrumentos comunicação ou de outras formas.com. 12.

6. GRACIANO ROCHA QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA 1.pontodosconcursos. (CESPE/ANALISTA/STM/2011) A lei orçamentária anual elaborada no âmbito da União é. o ente governamental deve dispor de apenas um orçamento. necessariamente. 3.br Página 34 de 42 . necessariamente. 8. um dos primeiros a serem incorporados e aceitos nas finanças públicas. dispõe que o orçamento será. 9. a norma Para ser considerada um princípio na precisa obrigatoriamente estar incluída Constituição Federal ou na legislação infraconstitucional. pelo Poder Executivo. (CESPE/TÉCNICO SUPERIOR/IPEA/2008) A natureza jurídica da lei orçamentária anual no Brasil não interfere nas relações entre os sujeitos passivos e ativos das diversas obrigações tributárias.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. (CESPE/ANALISTA/DPU/2010) O princípio da legalidade. que inclua todas as receitas estimadas e despesas fixadas pelo Estado. 2. um projeto preparado e submetido. que estabelece que a lei orçamentária anual deve compreender o orçamento fiscal. (CESPE/TÉCNICO/TRT-10/2013) De acordo com o princípio da unidade. (CESPE/ANALISTA/TRE-MS/2013) Os princípios orçamentários estão sujeitos a transformações de conceito e significação. Graciano Rocha www. resultante de um processo legislativo completo. (CESPE/ANALISTA/STM/2011) orçamentário. ao Poder Legislativo. 7. para apreciação e posterior devolução ao Poder Executivo. pois não têm caráter absoluto ou dogmático e suas formulações originais não atendem. ao mesmo tempo. para sanção e publicação. o princípio da legalidade refere-se à legalidade estrita aplicável aos atos da administração pública. ao universo econômico-financeiro do Estado moderno. (CESPE/ANALISTA/TRE-ES/2011) Em matéria orçamentária. configura uma exceção ao princípio orçamentário da unidade. (CESPE/ANALISTA/TJ-AC/2012) A determinação da Constituição Federal de 1988. (CESPE/ANALISTA/CNPQ/2011) O princípio orçamentário da totalidade determina que haja um orçamento único para cada um dos entes Prof. 4. 5. lei ordinária e especial. isto é.com. objeto de uma lei. o orçamento de investimento e o orçamento da seguridade social.

Este tratamento é compatível com o princípio orçamentário da universalidade. Prof. com o controle político do Poder Executivo. 14. (CESPE/TÉCNICO SUPERIOR/MIN. o orçamento deve conter todas as receitas e todas as despesas do Estado. (CESPE/ANALISTA/STM/2011) Nem todas as entidades da administração pública indireta obedecem ao princípio orçamentário da universalidade. sem que. fundos e fundações instituídas e mantidas pelo poder público. (CESPE/ANALISTA/ANP/2013) Todas as parcelas da receita e da despesa devem figurar no orçamento em seus valores brutos. permite-se a dedução das receitas que não serão efetivamente convertidas em caixa. (CESPE/ANALISTA/ANATEL/2012) De acordo com o princípio da universalidade. órgãos.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. 11. Ao prever tal procedimento. 13. 12. a LOA de cada ente federado deverá conter todas as receitas e as despesas de todos os poderes. 15. a legislação observa o princípio do orçamento bruto.pontodosconcursos. pelo mesmo valor. sem apresentar qualquer tipo de dedução. não estando relacionado.com. (CESPE/TÉCNICO/TRT-10/2013) O princípio da anualidade orçamentária fundamenta-se em critérios puramente técnicos. tanto na estimativa da receita como na fixação da despesa. 10. (CESPE/ANALISTA/STM/2011) O princípio do orçamento bruto se aplica indistintamente à lei orçamentária anual e a todos os tipos de crédito adicional. SAÚDE/2008) O refinanciamento da dívida pública federal consta do orçamento fiscal. Graciano Rocha www. 16. para isso. com a finalidade de se evitar a ocorrência de múltiplos orçamentos paralelos internamente à mesma pessoa política. portanto. (CESPE/TÉCNICO/TRT-10/2013) Para a obtenção de maior transparência e clareza na previsão de despesas e fixação de receitas constantes na lei orçamentária anual. entidades. seja necessário descriminar os valores originais. GRACIANO ROCHA federados. (CESPE/AUDITOR/AUGE-MG/2009) De acordo com o princípio da unidade. relativos às questões operacionais de apuração contábil da receita e da despesa.br Página 35 de 42 . 17.

pontodosconcursos. 20. de acordo com a CF. GRACIANO ROCHA 18. 25. Nesse sentido. Graciano Rocha www. Ressalvam-se dessa proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e a contratação de operações de crédito.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. A não vinculação. 22. (CESPE/TÉCNICO/TRT-10/2013) A manutenção de certa autonomia no direcionamento dos recursos públicos é fundamental para que a administração possa cumprir seu papel. ainda que por sua natureza se destinem a determinadas finalidades. 21.com. 24. (CESPE/TÉCNICO/STM/2011) O conceito de exercício financeiro deriva do princípio da anualidade e. da seguridade social e de investimento das empresas contraria o princípio orçamentário da exclusividade. no Brasil. o princípio conhecido como princípio da não afetação das receitas orienta a não vinculação de parcelas da receita geral a gastos específicos. 26. ainda que por antecipação de receita orçamentária. (CESPE/ANALISTA/TJ-CE/2008) As contribuições sociais. (CESPE/CONSELHEIRO receitas de impostos. têm sido muito utilizadas no âmbito da União como forma de aumentar o montante e a sua participação nos recursos tributários nacionais. esse exercício coincide com o ano civil. sendo uma exceção ao princípio da anualidade. (CESPE/ANALISTA/EBC/2011) O saldo não aplicado do crédito adicional extraordinário cuja promulgação ocorrer em setembro de 2011 poderá ser reaberto e incorporado ao orçamento de 2012. se aplica apenas aos impostos. (CESPE/INSPETOR/TCE-RN/2009) A autorização para um órgão público realizar licitações não pode ser incluída na lei orçamentária anual em observância ao princípio da exclusividade. 23. 19. (CESPE/ANALISTA/ANATEL/2012) O princípio da exclusividade estabelece que a LOA não contenha dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa.br Página 36 de 42 SUBSTITUTO/TCE-ES/2012) A abrangência do princípio orçamentário da não vinculação de receitas restringe-se às . Prof. (CESPE/TÉCNICO/MPU/2010) O princípio da exclusividade tem por objetivo principal evitar a ocorrência das chamadas caudas orçamentárias. (CESPE/TÉCNICO/IBAMA/2012) A existência do orçamento fiscal.

32. serviços de terceiros. por meio da contração de empréstimos. em e SAÚDE/2008) consonância contábil e. com base no qual se deve elaborar a lei orçamentária. a despesas de pessoal. corroborando a flexibilidade na alocação dos recursos pelo poder Executivo. somente a LOA é obrigada a observar o princípio da especificação. indiferentemente.com.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. não poderão destinar-se a outra finalidade que não o objeto de sua vinculação. (CESPE/ANALISTA/ANAC/2012) De acordo com o princípio da clareza. mesmo que continuem sem destinação nos exercícios subsequentes.pontodosconcursos. atende ao princípio do equilíbrio orçamentário. Graciano Rocha www. 33. SAÚDE/2008) As receitas vinculadas. (CESPE/ANALISTA/TRE-MT/2010) De acordo com o princípio da especialização. (CESPE/TÉCNICO programação para o SUPERIOR/MIN. dotação global para atender passivos contingentes e outras despesas imprevistas. a LOA deve ser elaborada em linguagem compreensível a todos os interessados. GRACIANO ROCHA 27. Prof. (CESPE/ANALISTA/EBC/2011) A reserva de contingência. 34. deve permitir a discriminação até onde seja necessário controle operacional mesmo tempo. O com ao detalhamento o princípio da da orçamentária. constitui exceção ao princípio da especificação ou especialização. Assim. transferências ou quaisquer outras. podendo ser eles incorporados nas chamadas operações de crédito e no refinanciamento da dívida pública. 30. a lei orçamentária consigna dotações globais destinadas a atender. (CESPE/TÉCNICO/BASA/2012) A ocorrência de déficits na execução orçamentária não implica desrespeito ao princípio do equilíbrio.br Página 37 de 42 . suficientemente agregativo para facilitar a formulação e a análise das políticas públicas. especialização. material. há maior transparência no processo orçamentário. (CESPE/AUDITOR/TCU/2011) Entre as três leis ordinárias previstas pela CF para dispor sobre orçamento. (CESPE/TÉCNICO/STM/2011) O endividamento do Estado. 28. 29. 31. (CESPE/TÉCNICO SUPERIOR/MIN. mesmo que não utilizadas durante o exercício.

A ausência de discriminação da dotação global na reserva de contingência contraria o princípio da Prof. reforça o princípio do equilíbrio.br Página 38 de 42 . (CESPE/ANALISTA/MPU/2010) A vedação da aprovação de emendas ao projeto de LOA sem a indicação dos recursos necessários. é correto afirmar que o princípio orçamentário fundamentalmente violado foi o da universalidade.com. 39. No caso dos municípios que não tenham diário oficial. 36. (CESPE/ANALISTA/TRE-MT/2010) O princípio da publicidade está previsto na Constituição Federal e também se aplica às peças orçamentárias. 40. 38. admitindo os provenientes de anulação de despesas. (CESPE/ANALISTA/CÂMARA/2012) publicidade. (CESPE/ANALISTA/TJDFT/2008) Considere-se que a proposta orçamentária traga embutido um deficit a ser coberto com o excesso de arrecadação que venha a ser obtido com o crescimento econômico e com o melhor desempenho da administração tributária. o orçamento pode ser publicado em jornal local. assim não é necessária a observância do princípio da publicidade. Uma exceção ao princípio da publicidade é a modificação do orçamento em casos de relevante interesse coletivo ou segurança nacional. Nesses casos.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. Nessa situação. 37.pontodosconcursos. Graciano Rocha www. (CESPE/ANALISTA/INPI/ 2013) A LOA é peça técnica voltada para a operacionalização do planejamento governamental. é facultada ao poder público a divulgação dos gastos aplicados em interesse da população. visto que o PPA e a LDO já cumprem a função de tornar público para a sociedade quais são os objetivos dos governos e que meios serão utilizados para alcançá-los. (CESPE/ANALISTA/ANP/2013) O orçamento precisa ser publicado no Diário Oficial da União correspondente a cada esfera para produzir efeitos. GRACIANO ROCHA 35.

(CESPE/TÉCNICO/BASA/2012) O princípio da unidade orçamentária não é adotado no Brasil. de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do governo.pontodosconcursos.com. Graciano Rocha www. razão por que se aprovam o orçamento fiscal e o da seguridade social anualmente e o orçamento plurianual de investimentos. GRACIANO ROCHA QUESTÕES ADICIONAIS 41. (CESPE/ANALISTA/INMETRO/2010) Entre as exigências em relação à elaboração da LOA.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. que assume a função de orçamento nacional unificado. (CESPE/ANALISTA/ANP/2013) Os gastos realizados pelos órgãos públicos não podem ser desviados do que está autorizado no orçamento público. o exercício financeiro para a administração pública pode ser diferente do ano civil. 44. (CESPE/ANALISTA/INPI/2013) Para permitir que haja maior controle nos gastos públicos. 42. (CESPE/TÉCNICO/MPU/2010) Em caráter excepcional e mediante decreto do presidente da República. de maneira que existem múltiplos orçamentos que não se incluem no orçamento anual da União. 45. incluem-se a discriminação de receita e despesa do Prof. 48. universalidade e anualidade. 46. como os elaborados pelas empresas estatais e autarquias especiais. 47. (CESPE/ANALISTA/ANEEL/2010) A lei de orçamento contém a discriminação da receita e despesa. a determinação constitucional de que a LOA não contenha dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa caracteriza o princípio da unidade. a cada quatro anos. respeitados os princípios da unidade. Nesse sentido.br Página 39 de 42 . nem conflitar com o interesse público. estados e municípios) sejam reunidos em uma única peça orçamentária. 43. (CESPE/ANALISTA/TRE-RJ/2012) Definem-se princípios orçamentários como um conjunto de proposições orientadoras que balizam os processos e as práticas orçamentárias que devem ser observadas na concepção e execução da lei orçamentária. (CESPE/TÉCNICO/BASA/2012) A legislação brasileira não estabelece o princípio da anualidade orçamentária. o princípio da unidade propõe que os orçamentos de todos os entes federados (União.

(CESPE/ANALISTA/TRE-MS/2013) especialização. (CESPE/CONTADOR/UNIPAMPA/2009) A Desvinculação das Receitas da União (DRU).br Página 40 de 42 . na execução orçamentária. 50. viola o princípio da totalidade orçamentária. excluindo qualquer dispositivo estranho à estimativa de receitas do orçamento. impossibilita a distinção. ainda que somente contábil. 56. (CESPE/ANALISTA/PREVIC/2011) A legislação brasileira. há várias exceções a essa regra previstas na legislação em vigor. GRACIANO ROCHA governo e a obediência aos princípios da generalização. pelo fato de não estar vinculada a qualquer fundo. (CESPE/ANALISTA/INPI/2013) O princípio do orçamento bruto refere-se à apresentação dos valores do modo mais simples possível. 57. deve fazer as devidas compensações nas contas com a intenção de incluir em sua planilha os saldos resultantes dessas operações. (CESPE/ADMINISTRADOR/MIN. 49. ou seja. Graciano Rocha www. do orçamento líquido e da universalidade. (CESPE/ANALISTA/DPU/2010) A existência de garantias às operações de crédito por antecipação da receita não tem o condão de afetar nenhum dos princípios orçamentários. ao admitir a existência do orçamento da seguridade social e do orçamento fiscal. (CESPE/CONTADOR/AGU/2010) Um dos princípios básicos de administração orçamentária determina a vinculação da receita pública a gastos predeterminados. de modo que haja equilíbrio no balanço financeiro. SAÚDE/2009) O administrador público que respeita o princípio do orçamento bruto. (CESPE/ANALISTA/EBC/2011) O princípio da não afetação da receita veda a vinculação de receita de impostos. a lei De acordo deverá com conter o princípio da orçamentária apenas matéria financeira. 53.com. 51. 55. fundos ou órgãos.pontodosconcursos. taxas e contribuições a despesas. 52.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. ao planejar o orçamento do ano seguinte. de Prof. (CESPE/TÉCNICO/MPU/2010) Embora a não afetação da receita constitua um dos princípios orçamentários. 54. após todas as deduções brutas terem sido realizadas.

br Página 41 de 42 . devem-se registrar. 58.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF. (CESPE/ANALISTA/MMA/2008) A apuração e a divulgação dos dados da arrecadação líquida. o qual prescreve que os valores fixados para a realização das despesas deverão ser compatíveis com os valores previstos para a arrecadação das receitas. 60. (CESPE/ANALISTA/STJ/2008) O princípio do equilíbrio orçamentário é o parâmetro para a elaboração da LOA. Essa situação fere os princípios orçamentários da discriminação e da clareza no orçamento público. fere o princípio da discriminação. o valor líquido bem como a dedução das parcelas de imposto previsto na lei orçamentária anual do governo federal a serem transferidas a estados e municípios. no mesmo item.com. Graciano Rocha www. sem a indicação das deduções previamente efetuadas a título de restituições. (CESPE/ANALISTA/CÂMARA/2012) De acordo com o princípio orçamentário da especificação. tornando-se necessário limitar as despesas para adequá-las aos recursos arrecadados. GRACIANO ROCHA qual parcela de recursos é originária de impostos gerais e de qual é referente à desvinculação de recursos. poderá haver frustração da arrecadação. Contudo.pontodosconcursos. 59. durante a execução orçamentária. Prof.

br Página 42 de 42 . GRACIANO ROCHA GABARITO 1 C 11 C 21 E 31 C 41 C 51 E 2 C 12 E 22 C 32 C 42 E 52 E 3 E 13 C 23 C 33 C 43 E 53 E 4 C 14 E 24 C 34 C 44 C 54 E 5 C 15 C 25 C 35 C 45 E 55 E 6 C 16 C 26 C 36 E 46 E 56 C 7 C 17 E 27 C 37 C 47 E 57 E 8 E 18 C 28 C 38 C 48 E 58 E 9 C 19 C 29 E 39 E 49 E 59 E 10 C 20 C 30 C 40 E 50 C 60 C Prof.AFO PARA ANALISTA ADMINISTRATIVO E TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MPU PROF.com.pontodosconcursos. Graciano Rocha www.