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o jornal batista – domingo, 28/07/13
GOTAS BÍBLICAS
NA ATUALIDADE
OLAVO FEIJÓ
Pastor, professor de Psicologia
A alegria dos
humildes

N
o Salmo 34, Davi
descreveu as ma-
neiras usadas pelo
Senhor para aju-
dar os que sofrem, por causa
das maldades do mundo.
Referindo-se aos humildes,
diz o Salmista: “Em Jeová se
gloriará a minha alma; ouvi-
rão os humildes e se alegra-
rão” (Salmo 34.2).
Há aqueles que nasceram
desprovidos de qualidades
básicas e vivem humilde-
mente. Há pessoas altamente
dotadas que, entretanto, são
invejadas e humilhadas pela
sociedade. E há indivíduos
que não ligam para o reco-
nhecimento dos outros e,
apesar de suas habilidades
fora do comum, preferem
um tipo de vida recatado e
humilde.
Davi encontrou um bom
caminho para todos os hu-
mildes e humilhados: Jeová.
Ao reconhecer que “minha
alma se gloriará em Jeová”, o
Salmista revelou-nos a solu-
ção bíblica. Porque, ao viver
em comunhão com o Se-
nhor, humilde nenhum terá
o que temer. A atitude do
Salmista é reforçada por Tia-
go, séculos depois – quando
o Senhor nos dá sabedoria,
Ele “não lança em rosto”.
O Senhor fez da humildade
um dos instrumentos para a
realização da Sua obra – por
isso, Cristo se humilhou,
para descer até nós e nos
encontrar. É na dignidade
desta humilhação que se
baseia nossa restauração.
Nossa glorificação. Nossa
alegria. Por isso, quando
aprendemos a nos gloriar
em Jeová, nossa humildade
é substituída pela alegria. A
alegria dos humildes.
Abmael Araujo Dias Filho
Pastor de Educação Cristã
da PIBA
R
ecentemente recebi
notícias que alguns
amigos receberam
o triste diagnóstico
que entrariam numa luta de
vida e morte com uma doen-
ça que assusta a todos. Tris-
teza. Perplexidade. Angústia.
Fé. Esperança. Tantos sen-
timentos e tantas emoções
contraditórias. Juntando a
isso, percebo que já não sou
o jovem e saudável como
antes. Assim, também, vem
junto um profundo sentimen-
to de finitude.
Por isso, recentemente, me
debrucei sobre o texto de
Mateus 6.25-34. Deparei-me
com uma realidade de que
o que nos aflige hoje, fre-
quentemente, não são mais a
comida ou roupa. Com uma
melhora no padrão de vida
do brasileiro, podemos dizer
que as angústias mudaram.
O que não mudou e não
mudará, é a necessidade do
descanso em Deus.
Assim, a ênfase que pode-
mos dar, nestes tempos de
“prosperidade” econômica, é
u porguntu do }osus: ºÇuom
pode acrescentar uma hora
que seja à sua vida?” Em ou-
tras palavras a nossa angústia
hoje diz respeito à nossa
vida.
Confesso que essa pergunta
de Jesus me trouxe descanso.
Por mais que me angustie,
não morrerei nem antes nem
depois do tempo estipulado
por Deus. Sei que essa é uma
questão polêmica. Mas Jesus
nos ajuda a redimensionar
essa nossa angústia. Não po-
derei aumentar os meus dias
de vida, o que posso fazer é
melhorar a qualidade deles.
Portanto, um diagnóstico
não é um atestado de óbito.
Falo isso com a certeza de
que não tenho como me-
dir a angústia desses meus
amigos e de suas famílias.
Porém, falo com a certeza
pedindo que eles não se
desanimem. Lutem pelos
seus tratamentos. Avaliem
as suas prioridades. Como
di sse um poet a, t enham
mais angústias reais do que
imaginárias (confesso que
sou perito nas imaginárias).
Façam aquilo para o qual
Deus os chamou. E, sem
dúvida, é necessário lutar
para obedecer a ordem de
Jesus neste texto: Não se
preocupem. É difícil, sim!
Mas é libertador.
Ao final, orarei para que
Deus fortaleça os meus ami-
gos e que os casos deles en-
trem para o índice daqueles
que tiveram a remissão do
seu câncer.
Maranata: “Ora vem, Se-
nhor Jesus!”
Celson P. Vargas
Pastor IB Monte Moriá V.
Redonda
“O Senhor, pois, tornou a
chamar a Samuel terceira vez,
e ele se levantou, e foi a Eli, e
disse: Eis-me aqui, porque tu
me chamaste. Então entendeu
Eli que o Senhor chamava o
jovem” (I Samuel 3.8).
O
j ovem Samuel
consagrado por
seus pais para ser-
vir ao Senhor, foi
morar com o sacerdote Eli no
templo de Jerusalém. Certa
noite aconteceu que o Senhor
Deus iniciou o processo que o
comissionaria para seu minis-
tério profético. Samuel ouviu
por três vezes a voz do Senhor
o chamando durante seu sono,
mas entendia que era Eli quem
o chamava, quando na verda-
de era o Senhor. Samuel por
três vezes não reconheceu a
voz de Deus.
Aplicando isto, a nós deste
tempo, veremos que também
muitas vezes demoramos em
reconhecer a voz do Senhor
nos chamando. Isto pode nos
acontecer:
Quando confundimos a voz
de Deus com outras vozes
Samuel por estar habituado
a ouvir a voz de Eli, confun-
diu a voz do Senhor com a do
sacerdote. Também conosco
pode estar acontecendo isto,
quando o Senhor nos esteja
chamando para uma vida de
consagração a Ele e a serviço
de seu reino, e nós estejamos
entendendo que sejam vozes
que rotineiramente nos con-
vocam, tais como:
Líderes espirituais: que po-
dem estar nos chamando
meramente para sermos re-
ligiosos ou até mesmo para
servi-los ou nos apresentando
um deus que atenda nossas
necessidades emocionais,
físicas ou materiais, e não
o Deus que nos chama ao
arrependimento de nossos
pecados para então curar
nossas almas e nos selar para
a vida eterna.
Líderes seculares: aqueles
que nos chefiam funcional-
mente, que se revestem de
tamanho poder, para assim se
tornarem como a voz de um
deus. Podemos estar confun-
dindo suas vozes com a de
Deus nos chamando para a
Ele nos consagrarmos.
Líderes domésticos: são os
que exercem grande influên-
cia sobre nosso viver diário.
Pode ser um esposo(a), pa-
rentes, amigos que estejam
nos impedindo de atender
ao chamado de Jesus para
segui-lo, podendo ainda ser a
televisão, o fogão, a cerveja,
o cansaço ou até mesmo sua
trudìçuo roíìgìosu. Çuuntus
vezes isto já pode ter nos im-
pedido de atender o chama-
do de Deus para nos salvar
em Jesus?
Quando imaginamos já
ter atendido ao Senhor
Samuel talvez assim pen-
sasse, pois foi levado para
servir no templo por seus
pais, mas na verdade ainda
não O conhecia, como diz a
Bíblia: “Porém Samuel ainda
não conhecia ao Senhor,
e ainda não lhe tinha sido
manifestada a palavra do
Senhor” (I Sm 3.7).
Assim pode ser conosco,
por termos sido levados a
uma tradição religiosa que
não nos ensine a conhecer
a voz de Deus, então, Ele
por muitas vezes nos esteja
chamando para conhecê-lo
através de Jesus, e nós con-
tinuamos atendendo a cha-
mada de nossa religiosidade.
Rituais ou práticas religiosas
ou obras, não nos leva a co-
nhecer a voz de Deus. Jesus,
sim, porque Ele é a revelação
plena de Deus para os ho-
mens, Ele é o próprio Deus
encarnado para nos salvar.
“Eu e o Pai somos um” (Jo
10.30).
Concluindo, somos con-
vidados a refletirmos sobre
tudo isto e humildemente
verificarmos se também não
estamos confundindo a voz
de Deus. Nunca é tarde para
enfim reconhecermos a Sua
voz, e prontamente, como
fez Samuel, respondê-lo:
“Fala, porque o teu servo te
ouve” (I Sm 3.10).