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INTRODUÇÃO

O corpo humano é constituído por diversas partes que são inter-relacionadas, ou seja, umas dependem das outras. Cada sistema, cada órgão é responsável por uma ou mais atividades. Milhares de reações químicas acontecem a todo instante dentro do nosso corpo, seja para captar energia para a manutenção da vida, movimentar os músculos, recuperar-se de ferimentos e doenças ou se manter na temperatura adequada à vida. Há milhões de anos, o corpo humano vem se transformando e evoluindo para se adaptar ao ambiente e desenvolver o seu ser. Nosso corpo é uma mistura de elementos químicos feita na medida certa. As partes do corpo humano funcionam de maneira integrada e em harmonia com as outras. É fundamental entendermos o funcionamento do corpo humano a fim de adquirirmos uma mentalidade saudável em relação a nossa vida.

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ANATOMIA HUMANA

1 BAÇO O baço é um órgão linfóide situado no hipocôndrio esquerdo, abaixo do diafragma, atrás do estômago. Pesa em média 200 g, e tem cor vermelho-escuro. Tem forma ovóide alongada e cabe na palma da mão, tem 12 cm de comprimento e 8 cm de largura. Devido ao seu tecido linfóide, ou polpa branca, e ao seu tecido vascular, ou polpa vermelha, ele tem função hematopoiética até o último mês da vida fetal e função hemolítico-fisiológica, que se torna às vezes patológica. O baço influi na composição do sangue que irriga nosso corpo e ele controla a quantidade desse líquido vital em nossas veias e artérias. A atividade do baço está relacionada com o aparelho circulatório. Acha-se envolvido por uma cápsula fibrosa, que o divide em lóbulos, por meio de tabiques - os septos conectivos -, que formam uma estrutura de sustentação, e nos quais existem fibras musculares lisas, responsáveis pela contração e pela distensão do órgão. Esquema do baço:

1.1 Polpa Branca e Vermelha

Em seu interior encontra-se um material de consistência mole, chamado polpa. Distingue-se a polpa branca e a polpa vermelha. A primeira é formada por nódulos linfáticos (Corpúsculos de Malpighi - semelhantes aos gânglios linfáticos). A segunda, constituída de glóbulos vermelhos e brancos, relaciona-se ainda com as veias de nosso organismo; e a polpa branca, por sua vez, com as artérias.

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1.2 Funcionamento

Quando o baço aumenta, está acumulando sangue como um "banco". Esse sangue traz glóbulos vermelhos jovens e velhos, ou seja, uns podem fixar o oxigênio de que precisamos e outros não podem mais. Então, o baço faz sua seleção e retém alguns dos glóbulos vermelhos velhos, destruindo-os. A hemoglobina desse é, posteriormente, transformada em bilirrubina, pigmento da bile, restando o ferro. O ferro é outra vez utilizado pela medula óssea na formação de nova hemoglobina, preparando-se, por esse processo, o caminho para a produção de novos glóbulos vermelhos. Estes só são produzidos no baço durante a fase embrionária, sendo depois formados na medula óssea. A função de reter os glóbulos vermelhos é realizada por macrófagos existentes no baço, que englobam e destroem as hemácias velhas e parasitas (processo chamado de fagocitose), evitando assim, um grande número de doenças. O baço também produz glóbulos brancos e regula o volume de sangue em circulação nas artérias e veias. No caso de sofrer um corte ou hemorragia, o baço bombeia imediatamente mais líquido para o aparelho circulatório, restabelecendo aos poucos, o equilíbrio. O baço não é um órgão essencial, embora muito importante. Se o arrancarmos, sofreremos uma anemia, mas com o tempo, recuperaremos as forças (pois há outras partes do organismo com condições de assumir as funções que ele desempenha).

2 BEXIGA Situada na parte inferior do abdômen, por detrás da arcada do púbis, à frente do reto nos homens e defronte ao útero das mulheres, a bexiga é um reservatório músculo membranoso onde se recebe e acumula a urina nos intervalos das micções. É uma bolsa de parede elástica, dotada de musculatura lisa, constituída por três túnicas: uma externa, conjuntiva; uma média, mucosa; e uma interna, muscular.

pele e fígado (30 µm em média). • Células .5 ESQUEMA DA BEXIGA URINÁRIA 2. • Óvulo .0. que é necessário juntar milhares para cobrir a área de um centímetro quadrado.rins. . por isso o seu funcionamento é mutuamente alterado quando há infecções. A bexiga e os órgãos genitais femininos são muito relacionados. As unidades de medida são o macrômetro (µm). A urina chega à bexiga por dois ureteres e é eliminada para o exterior através de um tubo chamado de uretra. O esvaziamento da bexiga é uma reação reflexa que as crianças demoram vários anos para controlar inteiramente.1 mm.1 Função A função da bexiga é acumular a urina produzida nos rins. tanto da bexiga como dos órgãos genitais. A maioria das células são tão pequenas. A capacidade média da bexiga de um adulto é de meio litro de líquido. o nanômetro (nm) e o angstron (Å). hemácias (entre 5 µm e 7µm). 3 Células As células são os menores e mais simples componentes do corpo humano.

As células provêm de outras preexistentes. hemoglobina etc. que constituem polipeptídios (cadeias de aminoácidos). lactose e maltose). globulina. hidrogênio e oxigênio. . no transporte de íons e moléculas e na catalisação de reações químicas. A teoria celular.70% do volume celular é composto por água. insolúveis em água e solúveis em éter.Compostos formados por carbono. só foi formulada em 1839 por Schleiden e Schwann. hidrogênio e oxigênio. Tem participação celular e fornecimento de energia através da oxidação. hidrogênio.6 3. polissacarídeos (amido. Assim. importante ramo da Biologia. guanina.2 Componentes Químicos da Célula • Água .Compostos constituídos por cadeias de nucleotídeos.Compostos orgânicos formados por carbono. dissacarídeos (sacarose. foi usado pela primeira vez por Robert Hooke (em 1655) para descrever suas investigações sobre a constituição da cortiça analisada através de lentes de aumento.1 Citologia O termo célula (do grego kytos = cela. oxigênio e nitrogênio. onde concluíram que todo ser vivo é constituído por unidades fundamentais: as células. Sua função é na participação da estrutura celular. gorduras e cera) e lipídios complexos (fosfolipídios). 3. porém. • Ácidos Nucléicos . Exemplos: lipídios simples (óleos.São reguladores químicos. • • Sais minerais .Compostos formados por carbono. que dissolve e transporta materiais na célula e participa de inúmeras reações bioquímicas. Que tem a função de fornecer energia através das oxidações e participação em algumas estruturas celulares. na defesa (anticorpos). do latim cella = espaço vazio). • Proteínas . cada nucleotídeo é formado por uma base nitrogenada (adenina. Carboidratos . Exemplos: monossacarídeos (glicose e frutose). As reações metabólicas do organismo ocorrem nas células. • Lipídios . Exemplo: Albumina. acetona e clorofórmio. glicogênio e celulose). desenvolveu-se a citologia (ciência que estuda as células).

um açúcar (ribose e desoxirribose) e um ácido fosfórico. formado por adenina.3 Membranas Celulares A membrana celular é semipermeável e seletiva. • Transporte Facilitado . Como no transporte de glicose. que concentra K+ mais dentro que fora da célula e Na+ mais fora que dentro. O RNA controla a síntese de proteínas.Molécula formada por cadeia simples de nucleotídeos.Proteínas transportadoras ou permeares modificando a permeabilidade da membrana.Molécula em forma de hélice formada por duas cadeias complementares de nucleotídeos. 3. Tem a função de armazenar energia nas ligações fosfato.Movimentação contra gradientes de concentração. transporta materiais passiva ou ativamente. ribose e três fosfatos. com gasto de energia. • Ácido Desoxirribonucléico (DNA) . • Ácido Ribonucléico (RNA) . Exemplo: bomba de sódio. sem gasto de energia. Célula Animal .7 citosina. timina e uracila). • Trifosfato de Adenosina (ATP) .Difusão no sentido dos gradientes de concentração. O DNA é responsável pela transmissão hereditária das características. • Transporte Passivo .Tipo especial de nucleotídeo. • Transporte Ativo . ocorre tanto passiva quanto ativamente.

8 3. Retículo Endoplasmático (RE) . Armazenam substâncias produzidas pela célula. local de síntese de proteínas. extracelular. Centríolos ou Diplossomos .retículo endoplasmático sem ribossomos. formando um fagossomo.Sistema de endomembranas que delimitam canais e vesículas.retículo endoplasmático associado a ribossomos. local de síntese de lipídios e de carboidratos complexos.colóide com 85% de água e proteínas solúveis e insolúveis (microfilamentos e microtúbulos). autofágicos ou pulsáteis.São cavidades limitadas por membrana lipoprotéica. reversão de gel para sol e vice-versa.São pequenas vesículas que contêm enzimas digestivas. também denominado RE agranular. Lisossomos . Ribossomos . ligam-se ao RNA mensageiro formando polirribossomos. subproduto de reações bioquímicas. pequenos conjuntos que são denominados dictiossomos.Organelas constituídas por dois cilindros perpendiculares um ao outro. associam-se ao RE ou encontram-se livres no hialoplasma.Sistema de bolsas achatadas e empilhadas.São pequenas vesículas que contêm peroxidase.As partículas englobadas são atacadas pelas enzimas lisossômicas.Digere partes da própria célula. Fazem a digestão intracelular. cada cilindro é formado por nove trincas de . formados por duas subunidades.Hialoplasma . Tem a função de síntese de proteínas. Tem a função de decomposição de peróxido de hidrogênio (H2O2).Controla o excesso de água da célula. Complexo de Golgi . • • Vacúolo Autofágico . são constituídos por proteínas e RNA ribossômico. destacam-se do complexo de Golgi e juntam-se aos vacúolos digestivos.4 Organizações do Citoplasma Celular Citoplasma Fundamental . altamente tóxico para a célula. • RE rugoso .Grânulos de 15 a 25 nm de diâmetro. Peroxissomos . comum nos protozoários de água doce. Vacúolos . • Vacúolo Digestivo . • RE liso . Vacúolo Pulsátil . em alguns casos. Os vacúolos podem ser digestivos. de onde destacam-se as vesículas. também denominado RE granular.

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microtúbulos; ausentes nas células dos vegetais superiores. Tem a função de orientação do processo de divisão celular. Cílios e Flagelos - São expansões filiformes da superfície da célula; os cílios são curtos e geralmente numerosos; os flagelos são longos e em pequeno número. São formados por nove pares periféricos de microtúbulos e um par central; o corpúsculo basal, inserido no citoplasma, é idêntico aos centríolos. Tem a função de movimentação da célula ou do meio líquido. Mitocôndrias - São organelas ovóides ou em bastonete, formadas por uma dupla membrana lipoprotéica e uma matriz. A membrana externa é contínua e a interna forma as cristas mitocondriais. Nestas, prendem-se as partículas mitocondriais, constituídas por enzimas respiratórias: NAD, FAD e citocromos. Possuem DNA, sintetizam proteínas específicas e se auto-reproduzem. Produz energia na célula, sob forma de ATP.

3.5 Célula e Energia (Respiração Celular) A respiração celular é a obtenção de energia pela oxidação de moléculas orgânicas, principalmente glicose.

4 CÉREBRO O cérebro é a parte do sistema nervoso central que fica dentro do crânio. É a parte mais desenvolvida e a mais volumosa do encéfalo, pesa cerca de 1,3 kg e é uma massa de tecido cinza-róseo. Quando cortado, o cérebro apresenta duas substâncias diferentes: uma branca, que ocupa o centro, e outra cinzenta, que forma o córtex cerebral. O córtex cerebral está dividido em mais de quarenta áreas funcionalmente distintas. Cada uma delas controla uma atividade específica. A presença de grande áreas cerebrais relacionadas ao controle da face e das mãos explica por que essas partes do corpo têm tanta sensibilidade. No córtex estão agrupados os neurônios.

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4.1 Componentes do cérebro

O cérebro é composto por cerca de 100 bilhões de células nervosas, conectadas umas às outras e responsáveis pelo controle de todas as funções mentais. Além das células nervosas (neurônios), o cérebro contém células da glia (células de sustentação), vasos sangüíneos e órgãos secretores. Ele tem três componentes estruturais principais: os grandes hemisférios cerebrais, em forma de abóbada (acima), o cerebelo, menor e com formato meio esférico (mais abaixo à direita), e o tronco cerebral (centro). No tronco cerebral, destacam-se a medula alongada ou bulbo raquiano (o alargamento central) e o tálamo (entre a medula e os hemisférios cerebrais). • Os hemisférios cerebrais são responsáveis pela inteligência e pelo raciocínio. • O tronco encefálico, formado pelo mesencéfalo, pela ponte e pela medula oblonga, conecta o cérebro à medula espinal, além de coordenar e entregar as informações que chegam ao encéfalo. Controla a atividade de diversas partes do corpo. • O mesencéfalo recebe e coordena informações referentes ao estado de contrações dos músculos e à postura, responsável por certos reflexos. • • O cerebelo ajuda a manter o equilíbrio e a postura. O bulbo raquiano está implicado na manutenção das funções involuntárias, tais como a respiração. • A ponte é constituída principalmente por fibras nervosas mielinizadas que ligam o córtex cerebral ao cerebelo. • O tálamo age como centro de retransmissão dos impulsos elétricos, que viajam para e do córtex cerebral.

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4.2 Funções dos hemisférios cerebrais direito e esquerdo Embora os hemisférios cerebrais tenham uma estrutura simétrica, ambos com os dois lóbulos que emergem do tronco cerebral e com áreas sensoriais e motoras, certas funções intelectuais são desempenhadas por um único hemisfério. Geralmente, o hemisfério dominante de uma pessoa ocupa-se da linguagem e das operações lógicas, enquanto que o outro hemisfério controla as emoções e as capacidades artísticas e espaciais. Em quase todas as pessoas destras e em muitas pessoas canhotas, o hemisfério dominante é o esquerdo. Esses dois hemisférios são conectados entre si por uma região denominada corpo caloso.

4.3 Funções do cérebro O cérebro é o centro de controle do movimento, do sono, da fome, da sede e de quase todas as atividades vitais necessárias à sobrevivência. Todas as emoções, como o amor, o ódio, o medo, a ira, a alegria e a tristeza, também são controladas pelo cérebro. Ele está encarregado ainda de receber e interpretar os inúmeros sinais enviados pelo organismo e pelo exterior. O cérebro é responsável pelo controle da visão, da audição, do olfato, do paladar, dos movimentos automáticos e das emoções, entre outras. No entanto.

O coração se localiza no meio do peito. ligeiramente deslocado para a esquerda. Cada metade é formada de duas câmaras. com fibras estriadas. tem cerca de 12 cm de comprimento por 8 a 9 cm de largura. O coração funciona como uma bomba. sob o osso esterno. 5. a tricúspide do lado direito. Estas válvulas abrem-se em direção dos ventrículos. o miocárdio. revestido externamente pelo pericárdio (serosa). durante a contração das aurículas. Na aurícula direita chegam as veias cava superior e inferior. as quatro veias pulmonares. recebendo o sangue das veias e impulsionando-o para as artérias. e na aurícula esquerda. uma aurícula superior e um ventrículo inferior. e a bicúspide do lado esquerdo. .12 5 CORAÇÃO O coração é um órgão musculoso oco. O coração é do tamanho aproximado de um punho fechado e com peso em média de 400 g. Do ventrículo direito sai a artéria pulmonar e do ventrículo esquerdo sai a artéria aorta. este aumento pode ser patológico. a região conhecida como mediastino médio. Entre cada câmara há uma válvula. O coração quase sempre continua a crescer em massa e tamanho até um período avançado da vida.1 Divisões do coração O coração é dividido por um septo vertical em duas metades. Ocupa no tórax.

há válvulas localizadas junto aos orifícios de abertura da artéria aorta e da artéria pulmonar. A freqüência cardíaca normal é de 72 batimentos por minuto. A contração ventricular é mais lenta e mais energética. . Podem ocorrer em conseqüência de defeitos congênitos. entre a aurícula e o ventrículo esquerdo. suas paredes se contraem e impulsionam todo o seu conteúdo para os ventrículos. o coração fica em um completo repouso durante um breve espaço de tempo. A freqüência das batidas do coração é controlada pelo sistema nervoso vegetativo. Para evitar que o sangue. As cavidades ventriculares se esvaziam quase que por completo com cada sístole. dilatandoas de forma gradual.2 Estrutura e funções A atividade do coração consiste na alternância da contração (sístole) e do relaxamento (diástole) das paredes musculares das aurículas e ventrículos. infecções. Outras válvulas que impedem o refluxo do sangue são a válvula tricúspide. reflua durante a diástole. impulsionado dos ventrículos durante a sístole. Ao final deste período. situada entre a aurícula e o ventrículo direito.3 Doenças do coração As doenças cardíacas são as principais causas de mortalidade nos países desenvolvidos. e a válvula bicúspide ou mitral. depois. de modo que o simpático acelera e o sistema parassimpático a retarda. A sístole ventricular segue-se imediatamente a sístole auricular. 5. chamadas válvulas semilunares. Durante o período de relaxamento. em situação de repouso. o sangue flui das veias para as duas aurículas.13 5.

gerado no nódulo sino-auricular. 6 DENTES Os dentes são estruturas duras. ou infarto do miocárdio. hipertensão ou alterações no ritmo cardíaco. Este pode ser corrigido pela implantação de um marca-passo artificial (um dispositivo que emite descargas elétricas rítmicas). nervos e tecido conjuntivo. as ondas desenhadas em um ECG traçam o trajeto desses impulsos tal como se propagam no coração. na articulação das linguagens.4 Eletrocardiograma Um Eletrocardiograma (ECG) registra a atividade elétrica do coração. O problema mais grave é o bloqueio cardíaco completo. Um tecido duro chamado cemento separa a raiz do ligamento peridental. A principal forma de doença cardíaca nos países ocidentais é a arteriosclerose. que prende a raiz e liga o dente à gengiva e à mandíbula. que tem conseqüências mortais com freqüência. Esta é a causa mais importante de um ataque cardíaco. O acúmulo de depósito de material lipídico . calcificadas. precede cada contração do músculo cardíaco. cuja atividade principal é a mastigação.14 estreitamento das artérias coronárias. ricamente vascularizado e inervado. para provocar a contração regular do músculo cardíaco. As irregularidades do ECG refletem afecções no músculo. Os nervos sensitivos e os vasos sanguíneos do centro de qualquer dente estão protegidos por várias camadas de tecido. da coroa até a raiz. A alteração do ritmo cardíaco normal (arritmia) é a causa imediata de morte em muitos infartos do miocárdio.pode causar uma obstrução que tampa as artérias (trombose). na estrutura e composição química assemelha-se ao osso. dispõe-se como uma fina camada sobre as raízes dos dentes. A mais externa. o esmalte. circulando a polpa. Estão implicados. . de forma direta. Um impulso elétrico. presas aos maxilares superior e inferior.colesterol . Sob o esmalte. 5. Através de um orifício aberto na extremidade da raiz. penetram vasos sanguíneos. está situada uma camada de substância óssea chamada dentina. um tecido conjuntivo frouxo. A cavidade polpar é ocupada pela polpa dental. é a substância mais dura. no fornecimento de sangue ou no controle neural do coração.

o que permite triturar e moer os alimentos. Atrás dele.1 Tipos de dentes Em sua primeira dentição. há dois dentes chamados pré-molares. há três peças dentais usadas para rasgar. Os incisivos tem a forma de cinzel para facilitar o corte do alimento. cada um com duas cúspides.15 6. o ser humano tem 20 peças que recebem o nome de dentes de leite. estes dentes são substituídos por outros 32 do tipo permanente. que tem uma superfície de mastigação relativamente plana. Atrás ficam os molares. As coroas dos dentes permanentes são de três tipos: os incisivos. Em seguida. A primeira tem uma única cúspide pontiaguda. . os caninos ou presas e os molares. À medida que os maxilares crescem.

a prevenção é o melhor remédio. permitindo a penetração de outras bactérias na dentina.16 Idades em que normalmente aparecem os dentes: Dentição de Leite Incisivos Incisivos Incisivos Primeiros Caninos Segundos molares laterais centrais inferiores superiores 8 inferiores 15 molares 15 16 Idade 6 a a a a a 10 21 21 20 9 meses meses meses meses meses 20 a 24 meses Dentição Permanente Primeiros Incisivos Incisivos Primeiros Segundos Caninos Segundos Dentes do siso molares centrais 7 laterais 8 pré-molares 9 pré-molares 10 entre molares entre Idade 6 anos anos anos anos anos 11 12 e e 12 13 anos anos entre 15 e 25 anos 6. reage com os carboidratos para formar ácidos capazes de dissolver o esmalte. Com o tempo. que chegam a destruir quase todo o dente. mais normalmente ao nível da gengiva e dos dentes. a cárie provoca uma cavidade na estrutura do dente. Devemos nos lembrar que para qualquer tipo de doença. que está sempre presente na boca. que ficam grudadas nos dentes. sendo . Uma deficiente escovação dos dentes leva à formação de placas.2 Doenças da Cárie Os dentes são suscetíveis a um processo de putrefação (cárie dental). mas se deixado de lado pode-se ter graves quadros de doenças periodontais e cáries cada vez maiores. e isto é válido também para se evitar a doença da cárie dental. A bactéria acidogênica oral. No início das doenças da cárie e gengiva o tratamento é simples e rápido.

Então. são os chamados movimentos peristálticos. também executados pelo estômago e intestino. empurrado pelas contrações do esôfago. os padrões de cores dos materiais restauradores são tão variados que pode-se restaurar um dente sem ser percebida. através de uma escovação correta e do uso do fio dental. .17 necessário um tratamento de canal. Um perfeito hábito de escovar os dentes após qualquer tipo de refeição. No tratamento. quando senão a perda total do dente. tamanha semelhança com os dentes naturais. estende-se da faringe ao estômago. Termina lançando-se no estômago ao nível da cárdia. Tratando com a maior tranqüilidade. Ocorrendo a perda do dente. 7 ESÔFAGO O esôfago é um canal muscular com cerca de 23 a 25 cm de comprimento e 2 a 3 cm de largura. Desde a origem até a terminação. A gengivite pode ser resolvida. uma consulta periódica de 6 em 6 meses com seu dentista é de suma importância. e são os melhores métodos para impedir o aparecimento e evolução da doença da cárie. com a formação da placa bacteriana. ou seja. O bolo alimentar chega ao estômago. O tratamento dentário atual é completamente indolor e muito confortável.3 Doenças das Gengivas A Doença das Gengivas ou Doença Periodontal se inicia da mesma forma que a cárie. É um órgão situado na linha mediana. inchada e pode sangrar. prótese esta que poderá ser fixa. o esôfago atravessa necessariamente a parte inferior do pescoço. a Doença Periodontal deve ser tratada pelo dentista. móvel ou implantes dentários. é a parte mais estreita do tubo digestivo. o diafragma e a parte superior da cavidade abdominal. tem que recorrer ao processo de prótese para restaurar o sorriso perdido. que deve ser procurado também caso haja alguma região da gengiva que apresente sangramento com freqüência. A partir do aparecimento de cálculo. a gengiva fica bastante vermelha. 6. na frente da coluna vertebral. provocando inflamação. apesar de uma boa escovação. restaurando sua saúde dental. É a chamada Gengivite. A placa bacteriana fica aderida ao dente e ataca as gengivas. em muitos casos. a cavidade torácica.

leucócitos e plaquetas. 9 ESQUELETO ÓSSEO O esqueleto ósseo. Essas peças formam um sistema de alavancas que se movem sob a ação dos músculos.18 Esquema do Esôfago 8 ESQUELETO A sustentação do corpo está a cargo do esqueleto. esterno. que acumulam gorduras como material de reserva. além de sustentação corporal. como mostra a figura ao lado. Essa medula é constituída principalmente por células adiposas. onde são produzidas as células do sangue: hemácias. costelas e as cabeças dos ossos do braço e coxa). apresenta duas importantes funções: Reservas de sais minerais. O endoesqueleto é um tipo básico de esqueleto e consiste em inúmeras peças cartilaginosas e ósseas articuladas. . bacia. sais de cálcio são mobilizados dos ossos para suprir a deficiência. coluna. Quando o nível de cálcio diminui no sangue. que são fundamentais para o funcionamento das células e devem estar presentes no sangue. principalmente de cálcio e fósforo. que também fornece. a medula óssea vermelha. em certos casos. No interior de alguns ossos (como o crânio. Determinados ossos ainda possuem medula amarela (ou tutano). há cavidades preenchidas por um tecido macio. proteção aos órgãos internos e ponto de apoio para a fixação dos músculos.

constituídos por tecido conjuntivo fibroso: os ligamentos.19 9.1 Articulação Os ossos de uma articulação têm de deslizar um sobre o outro suavemente e sem atrito. Existem três tipos de articulações: sinartrose (inflexíveis). . Sistema Articular é formado por um conjunto de articulações. Os ossos de uma articulação são mantidos em seus devidos lugares por meio de cordões resistentes. ponto de contato entre dois ou mais ossos. anfiartrose e diartrose (permitem movimentos). ou se gastariam. que estão firmemente aderidos às membranas que revestem os ossos.

o Triaxial. as articulações diartroses podem ser classificadas em sinoviais. 6 movimentos): articulação do quadril. Selar (relacionamento de extremidades de igual curvatura.20 Articulações do joelho Essa mobilidade. limitando o movimento): articulações atlanto-occiptal e entre o punho e o carpo. 2 movimentos): Gínglimo ou articulação em dobradiça (permite extensão e flexão): falanges. porém causa um atrito. amenizado pelo Sistema Articular com a existência das bolsas sinoviais. articulação da mandíbula. De acordo com o grau de mobilidade ofertada. etc) . esferóide ou enartrose (3 eixos. • Fibrosas ou sinfibrosas – articulação fibrosa é aquela que apresenta tecido fibroso interposto entre os ossos. permitindo a circundação): articulação carpo-metacarpal do polegar. cotovelo. onde um osso desliza sobre outro fixo):articulações rádio-ulnar e atlanto-axial. que agem como amortecedores entre os ossos e os tecidos à sua volta (outros ossos. Gínglimo ou dobradiça atípica: joelho (pequena rotação) Trocóide ou pivô (permite movimento de rotação. 4 movimentos): Condilar ou elipsóide (extremidade côncava em contato com outra convexa. tendões. o Biaxial (2 eixos. podendo ser: o Suturas o Dentadas o Escamosas . o Poliaxial (triaxial com maior mobilidade): articulação do ombro. • Sinoviais – possuem um espaço entre os ossos e são separadas de acordo com os eixos de movimentos: o Uniaxial (1 eixo. Plana ou artródia (deslizamento para frente e para trás): articulações dos ossos carpais e tarsais. fibrosas ou cartilaginosas.

formando uma camada protetora dos tecidos que revestem o exterior do esqueleto. úmero e rádio) o Efipiartroses ou sela – forma de sela de montar (ex. podendo ser: o Sincondroses – ossos que aderem por cartilagem hialina que mais tarde ossifica.rádio e ulna. Seqüência: osso-cartilagem-disco-cartilagem-osso (ex. sacro e cóccix) o Sínfises ou anfiartroses – existe uma fibrocartilagem espessa interposta. fêmur com osso coxal) o Trocartroses ou trocóides – superfícies cilíndricas (ex. corpo da vértebra. cabeça do rádio e ulna) o Trocleartroses ou ginglimos – forma de roldana (ex. clavícula. como os ossos do crânio e da face. úmero e ulna) o Condilartroses – forma de côndilo (ex.21 o Planas o Gonfoses – articulações fibrosas que ocorrem entre cavidades e saliências (ex. São classificadas em concordantes e discordantes: • Concordantes – adaptam-se uma à outra o Planas ou artrodias – superfícies planas (ex. tíbia e fíbula) • Cartilaginosas – são as articulações que apresentam cartilagem entre os ossos. dentes e maxila. Seqüência: osso-cartilagem-osso (ex. cabeça da costela e vértebras vizinhas) o Enartroses ou esféróides – superfícies esféricas (ex. úmero com escápula. esterno e primeira cartilagem costal) • Discordantes – apresentam algo na articulação para que os ossos concordem . articulações entre corpos vertebrais) A principal característica das sinartroses é a sua quase que total imobilidade. por exemplo. já que são articulações formadas pela sólida união de dois ou mais segmentos ósseos. dentes e mandíbula) o Sindesmoses – articulações fibrosas ligadas por fibras colágenas ou lâminas de tecido fibroso – membrana interóssea (ex.

É um órgão muscular que liga o esôfago ao intestino delgado. entre atlas e áxis) 10 Estômago O estômago é uma bolsa de parede musculosa. tem a forma de uma letra "J" maiúscula. no alto. o estômago torna-se ovóide ou . muscular (muito desenvolvida). compreende.1 Segmento superior O segmento superior é o mais volumoso. que existe na parte inferior. convexa. a borda esquerda. 10. O orifício esofagiano do estômago é o cárdia. está separado do duodeno pelo piloro. Sua função principal é a decomposição dos alimentos. possibilitando que não se tenha que ingerir alimento de pouco em pouco tempo. Este. 10. chamado "porção vertical". submucosa (tecido conjuntivo) e mucosa (que secreta o suco gástrico). que termina pela pequena tuberosidade.3 As túnicas do estômago O estômago compõe-se de quatro túnicas. duas partes superpostas. Quando está vazio. abaixo. e o corpo do estômago. é chamada pequena curvatura. permite ao estômago guardar quase um litro e meio de comida. localizada no lado esquerdo abaixo do abdome.22 o Meniscartroses – apresentam uma fibrocartilagem que aumenta a superfície articular e a torna mais côncava (ex.2 Segmento inferior O segmento inferior é denominado "porção horizontal". 10. côncava. é dita grande curvatura. a grande tuberosidade. cujas duas partes se unem por ângulos agudos. que é um esfíncter. joelho) o Heteroartroses – (ex. por sua vez. Um músculo circular. logo abaixo das últimas costelas. Quando está cheio de alimento. A borda direita. serosa (o peritônio).

um líquido claro.4 Suco gástrico O estômago produz o suco gástrico.23 arredondado. na presença de ácido clorídrico. tumores malignos e benignos (raros). Se estende da base do crânio à borda inferior da cartilagem cricóide. gastrite. A mucosa gástrica produz também o fator intrínseco. a renina e a lipase. altamente ácido. afecções decorrentes das cicatrizes das úlceras curadas. A renina coagula o leite. como a pepsina. 10. A pepsina. continuando pelo esôfago. A faringe (ou garganta) é ladeada pelos grandes vasos sanguíneos do pescoço e pelos nervos . quebra as moléculas de proteínas em moléculas menores. O estômago tem movimentos peristálticos que asseguram sua homogeneização. e a lipase age sobre alguns tipos de gordura. 10. que contêm ácido clorídrico. necessário à absorção da vitamina B12. muco e várias enzimas. câncer. a dispepsia (indigestão gástrica). transparente. 11 FARINGE A faringe é um canal músculo-membranoso comum aos sistemas digestivo e respiratório e se comunica com a boca e com as fossas nasais. etc.5 Doenças do estômago As doenças e problemas gástricos do estômago são numerosos: úlcera.

É a mais volumosa de todas as víceras.2 e 1. tem a cor vermelha-amarronzada. Constitui a passagem dos alimentos em direção ao esôfago.4 kg. O ar inspirado pelas narinas ou pela boca passa necessariamente pela faringe. pneumogástrico ou vago. Esquema da Faringe (ou Garganta) 12 FÍGADO O fígado é o maior órgão interno. pesa cerca de 1. e hipoglosso. Divide-se em três partes: faringe superior (nasofaringe ou rinofaringe). Está situado no quadrante superior direito da cavidade abdominal. tem a superfície lisa. entre 1. que o conduz até a laringe. e é ainda um dos mais importantes. laringofaringe ou faringe esofagiana). recoberta por uma cápsula própria. Fígado e Vesícula Biliar . é friável e frágil.5 kg no homem adulto e na mulher adulta. faringe inferior (hipofaringe. faringe bucal (orofaringe).24 glossofaríngeos.

líquido que atua no emulsionamento das gorduras ingeridas. • • Armazenar ferro e certas vitaminas em suas células. junto com o ducto procedente da vesícula biliar. Sintetizar diversas proteínas presentes no sangue. compostos por colunas de células hepáticas ou hepatócitos. que descarrega seu conteúdo no duodeno. a ação da lipase.1 Funções do Fígado • Secretar a bile. facilitando. rodeadas por canais diminutos (canalículos). assim. sem que ele pare de funcionar. O tecido hepático é constituído por formações diminutas que recebem o nome de lobos. transformando sua hemoglobina em bilirrubina. estrógenos e outros hormônios. ferro. Estes canais se unem para formar o ducto hepático que.2 Tecido Hepático É possível perder cerca de 75% deste tecido (por doença ou intervenção cirúrgica). o pigmento castanhoesverdeado presente na bile.25 12. • Destruir hemácias (glóbulos vermelhos) velhas ou anormais. forma o ducto comum da bílis. Armazena glicogênio. O fígado é um órgão muito versátil. bem como esteróides. • Remover moléculas de glicose no sangue. de fatores imunológicos e de coagulação e de substâncias transportadoras de oxigênio e gorduras. • Degradar álcool e outras substâncias tóxicas. reunindo-as quimicamente para formar glicogênio. e lipídios a partir de carboidratos ou de proteínas. Produz carboidratos a partir de lipídios ou de proteínas. nos momentos de necessidade. auxiliando na desintoxicação do organismo. o glicogênio é reconvertido em moléculas de glicose. cobre e vitaminas. As células hepáticas ajudam o sangue a assimilar as substâncias nutritivas e a excretar os materiais residuais e as toxinas. Sintetiza também o colesterol e purifica muitos . que são relançadas na circulação. pelos quais passa a bílis segregada pelos hepatócitos. 12. que é armazenado.

O termo hepatite é usado para definir qualquer inflamação no fígado. bem como sua visão e cheiro. como as enzimas.3 As doenças do fígado consistem em: • Afecções inflamatórias agudas: difusas (hepatite) ou circunscritas (abscesso). a ptialina atua sobre o amido transformando-o em moléculas menos complexas. submandibular e sublingual: . primitivo ou secundário). que é um líquido levemente alcalino. • • • Afecções caracterizadas principalmente por esclerose (cirroses). Na cavidade bucal. Três partes de glândulas salivares lançam sua secreção na cavidade bucal. • Localizações hepáticas de diversas doenças gerais (cisto hidático). Afecções tumoriais (câncer do fígado. Esquema do Fígado 12. A saliva contém a ptialina ou amilase salivar. como a cirrose. parótida. uma solução aquosa.26 fármacos e muitas outras substâncias. Comprometimentos hepáticos no decorrer de afecções cardiovasculares (fígado cardíaco). estimulam as glândulas salivares a secretar saliva. 13 SALIVA A presença de alimento na cavidade bucal. que umedece a boca. amolece a comida e contribui para realizar a digestão. de consistência viscosa.

jejuno (cerca de 5 m) e íleo (cerca de 1. . mais ou menos do tamanho de uma noz. O intestino delgado é um tubo com pouco mais de 6 m de comprimento por 4cm de diâmetro e pode ser dividido em três regiões: duodeno (cerca de 25 cm). A porção superior ou duodeno tem a forma de ferradura e compreende o piloro. abaixo e adiante do pavilhão da orelha. 14 INTESTINO DELGADO No intestino delgado ocorre a parte mais importante da digestão e é absorvida a maior parte dos nutrientes.5 cm). • Glândula sublingual .27 • Glândula parótida .É arredondada.Com massa variando entre 14 e 28 g. fica abaixo da mucosa do soalho da boca.É a menor das três. é a maior das três. situa-se na parte lateral da face. • Glândula submandibular . a abertura da parte inferior do estômago pela qual este esvazia seu conteúdo no intestino.

passam ao fígado para serem distribuídos pelo resto do organismo.1 Superfície interna A superfície interna. um traçado que aumenta a superfície de absorção intestinal. as contrações rítmicas e os movimentos peristálticos das paredes musculares. além de inúmeros dobramentos maiores. chamadas vilosidades. ao mesmo tempo em que este é atacado pela bílis. milhões de pequenas dobras (4 a 5 milhões). movimentam o alimento.28 15 MOVIMENTOS PERISTÁLTICOS No intestino. ou mucosa. do intestino delgado. enzimas e outras secreções. por sua vez. Os nutrientes absorvidos pelos vasos sanguíneos do intestino. As membranas das próprias células do epitélio intestinal apresentam. 15. apresenta. dobrinhas microscópicas denominadas microvilosidades. .

29 16 INTESTINO GROSSO O intestino grosso tem um importante trabalho na absorção da água (o que determina a consistência do bolo fecal).1 Alimentos no Intestino Grosso Os alimentos e materiais de secreção atravessam o intestino movidos por contrações rítmicas ou movimentos peristálticos de seus músculos. Mede cerca de 1. Ele divide-se em ceco. cólon ascendente. normalmente só absorve água. A saída do reto chama-se ânus e é fechada por um músculo que o rodeia. cólon transverso. que se produz 7 vezes por minuto. cólon descendente. Uma parte importante do ceco é o apêndice vermiforme vestigial. . O intestino grosso não possui vilosidades nem segrega sucos digestivos. o esfíncter anal. cuja posição se altera com freqüência. 16. em quantidade bastante consideráveis.5 m de comprimento. cólon sigmóide e reto. com cerca de 8 cm de comprimento.

a laringe sobe. É uma câmara oca onde a voz é produzida. Como o intestino grosso absorve muita água. Seu trabalho consiste em dissolver os restos alimentícios não assimiláveis. O pomo-de-adão. e sua entrada é fechada pela epiglote de modo a impedir que o alimento engolido penetre nas vias respiratórias. o conteúdo intestinal se condensa até formar detritos inúteis. denominadas cordas vocais. O revestimento interno da laringe apresenta pregas. é uma das peças cartilaginosas da laringe. Encontra-se na parte superior da traquéia. A entrada da laringe é chamada glote. 17 LARINGE A laringe é um tubo sustentado por peças de cartilagem articuladas. 16. A laringe é unida por meio de ligamentos ao osso hióide. denominada epiglote. que aparece como uma saliência na parte anterior do pescoço. situado na base da língua. logo abaixo do queixo. que são evacuados. todas as substâncias alimentícias podem ser assimiladas. que funciona como uma válvula.2 Bactérias (Simbiose) Numerosas bactérias vivem em simbiose no intestino grosso. geradoras de enfermidades. como no intestino delgado. em continuação à faringe. A laringe tem um . Quando engolimos. reforçar o movimento intestinal e proteger o organismo contra bactérias estranhas.30 Entretanto. Acima dela existe uma espécie de "lingüeta" de cartilagem.

Os sons produzidos na laringe são modificados pela ação da faringe. de um corpo e de uma cauda afilada. O canal de Wirsung desemboca ao lado do canal colédoco na ampola de Vater. localizada transversalmente sobre a parede posterior do abdome. O pâncreas comporta dois órgão estreitamente imbricados: pâncreas exócrino e o endócrino. amplificados pela natureza ressonante da laringe. sob o estômago.31 par de cordas vocais. da boca. A vibração que o ar procedente dos pulmões provoca neste par de cordas a formação de sons. O pâncreas é formado por uma cabeça que se encaixa no quadro duodenal. A secreção externa dele é dirigida para o duodeno pelos canais de Wirsung e de Santorini. o que nos permite articular palavras e diversos outros sons. formadas por tecido conjuntivo elástico. Esquema da Laringe 18 PÂNCREAS O pâncreas é uma glândula digestiva de secreção interna e externa. da língua e do nariz. de mais ou menos 15 cm de comprimento e de formato triangular. coberto por pregas de membrana mucosa. . na alça formada pelo duodeno.

dá origem a diabetes) e glucagon (hormônio com a regulação dos níveis de açúcar no sangue). cálculos. Os ácinos pancreáticos estão ligados através de finos condutos. que desemboca no duodeno. durante a digestão. Os hormônios produzidos nas ilhotas de Langerhans caem diretamente nos vasos sangüíneos pancreáticos. por onde sua secreção é levada até um condutor maior. 18.1 Pâncreas Exócrino O pâncreas exócrino secreta enzimas digestivas. . algumas dessas alterações desempenham importante papel na gênese do diabete. por tumores. cistos e pseudocistos (bolsas líquidas. cujas células beta secretam a insulina e as células alfa secretam o glucagon.32 Esquema do Pâncreas 18. reunidas em estruturas denominadas Ilhotas de Langerhans.3 Doenças O pâncreas pode ser atingido por inflamação (pancreatite). 18. reunidas em estruturas denominadas ácinos.2 Pâncreas Endócrino Secreta os hormônios insulina (quando não é produzida em quantidade suficiente. geralmente conseqüentes a traumatismo).

Tem aproximadamente 25 cm de comprimento e 700 g de peso. através da traquéia. já o pulmão esquerdo tem apenas dois lóbulos. mas permite que elas deslizem uma sobre a outra.1 Pleuras O pulmão tem a forma mais ou menos cônica e são envoltos por duas membranas. as artérias pulmonares e as veias pulmonares. Pulmões 19. denominadas pleuras. A pleura interna está aderida a superfície pulmonar. situado na cavidade torácica.33 19 PULMÃO O pulmão é um órgão esponjoso que executa a respiração. existe uma abertura por onde passam os brônquios. O ar inalado passa. Dentro dos pulmões. A tensão superficial deste líquido mantém unidas as duas pleuras. enquanto a pleura externa está aderida a parede da caixa torácica. que se divide em dois tubos. Na face interna de ambos os pulmões. cada brônquio leva a um pulmão. Entre as pleuras há um estreito espaço. preenchido por líquido. os brônquios se subdividem em bronquíolos e estes terminam em uns saquinhos chamados alvéolos. durante os movimentos respiratórios. . denominados brônquios. O pulmão direito é ligeiramente maior que o esquerdo e está dividido em três lóbulos.

nessa posição estão protegidos pelas últimas . logo abaixo do diafragma. É aí que o sangue venoso se transforma em sangue arterial. devido ao acúmulo de impurezas presentes no ar e que não foram removidas pelos mecanismos de limpeza do sistema respiratório. um de cada lado da coluna vertebral.2 O ar inalado Na respiração. ou deteriorização da capacidade dos alvéolos para trocar gases.3 Doenças Várias doenças que afetam os pulmões destroem os alvéolos de forma direta. O intercâmbio destes gases ocorre quando o ar chega aos alvéolos. 20 RINS Os rins situam-se na parte dorsal do abdome. Alvéolos 19. a bronquite e a asma brônquica. a tuberculose. fenômeno conhecido por hematose.34 19. Pulmões de pessoas jovens tem coloração rosada. escurecendo com a idade. que é a parte funcional do pulmão. como a enfisema (causado pela fumaça do tabaco). As doenças mais comuns dos pulmões são a pneumonia. o oxigênio do ar inalado entra no sangue e o dióxido de carbono é exalado para a atmosfera.

. em uma das extremidades. que sustenta e dá forma ao órgão. São responsáveis pela filtração do sangue e remoção das excreções. São órgãos excretores. e por milhares ou milhões de unidades filtradoras. e a medula (avermelhada) mais interna. os néfrons. O ureter é um tubo que conduz a urina até a bexiga. Tem cor vermelho-escuro e a forma de um grão de feijão enorme.5 cm de espessura. 5 a 7. Possui uma cápsula fibrosa. Cada rim tem cerca de 11. este desemboca em um tubo coletor. na mulher adulta. que continua pela alça de Henle e pelo tubo contornado distal. que se conecta com o túbulo contorcido proximal. que protege o córtex (cor amarelada) mais externo. a borda interna côncava constitui o hilo renal. entre 115 e 155 g. denominada cápsula de Bowman. Na porção renal mais interna localizam-se tubos coletores de urina. localizados na região renal. O tipo de néfrom e a localização dos rins variam.35 costelas e também por uma camada de gordura.1 Néfrons O néfrom é uma longa estrutura tubular microscópica que possui.5 cm de largura e um pouco mais de 2. A massa do rim no homem adulto varia entre 125 e 170 g. a veia renal e o início do ureter. canal de escoamento da urina. uma expansão em forma de taça. Em cada rim. Pelo hilo renal passam a artéria renal. 20. Cada rim é formado de tecido conjuntivo.25 cm de comprimento.

através de suas finas paredes. Essas substâncias extravasadas passam entre as células da parede da cápsula de Bowman e atingem o túbulo contorcido proximal. ao plasma sanguíneo. Os capilares do glomérulo deixam extravasar diversas substâncias presentes no sangue (água. por não ser reabsorvida pelas paredes do néfrom. uréia. Além dessa função excretora. os rins também são responsáveis pela osmorregulação em nosso organismo. é a principal constituinte da urina. Controlando a eliminação de água e sais da urina. A urina inicial caminha sucessivamente pelo túbulo contorcido proximal. incapazes de atravessar os capilares glomerulares. de onde é lançada em duto coletor. onde constituem o filtrado glomerular (urina inicial).36 A função dos rins é filtrar o sangue. sais e outras substâncias em excesso. hormônios.1 Funcionamento O sangue chega ao rim através da artéria renal. formando um enovelado de capilares denominado glomérulo de Malpighi. as paredes dos túbulos renais reabsorvem glicose. A uréia. originando grande número de arteríolas aferentes. . 20. pela qual o sangue deixa a cápsula de Bowman. em composição química. esses órgãos mantêm a tonicidade do sangue adequada às necessidades de nossas células. aminoácidos.2 Urina Diariamente passam pelos rins. vitaminas. onde cada uma ramifica-se no interior da cápsula de Bowman do néfrom. pela alça de Henle e pelo túbulo contornado distal. quase 2 mil litros de filtrado glomerular. parte dos sais e a maior parte da água que compunham a urina inicial. que se ramifica muito no interior do órgão. glicose. O filtrado glomerular é semelhente. sais e diversas moléculas de tamanho pequeno). 20. Durante o percurso. removendo os resíduos nitrogenados produzidos pelas células. Esses capilares originam-se da ramificação da arteríola eferente. com a diferença de que não possui proteínas. As substâncias reabsorvidas passam para o sangue dos capilares que envolvem o néfrom.

1 Plaquetas As plaquetas são pequenas massas protoplásticas anucleares. formase apenas 1. glóbulos brancos e plaquetas). Respiração 21.5 litro de urina. O sangue é vermelho brilhante. quando perde seu oxigênio. leucócitos e plaquetas.3 Aproveitamento do filtrado glomerular Dos 600 litros do filtrado glomerular produzido diariamente pelos rins. cerca de 45% do volume de seu sangue são células (a maioria de glóbulos vermelhos. que aderem à superfície interna da parede dos vasos sanguíneos no lugar de uma lesão e fecham . quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). O sangue transporta ainda muitos sais e substâncias orgânicas dissolvidas. que leva o sangue para fora do rim. Em uma pessoa normal sadia. principalmente na região da alça de Henle.37 20. Ele adquire uma tonalidade mais azulada. onde são produzidas as células do sangue: hemácias. a veia renal. em direção ao coração. pulmões e das paredes dos vasos sanguíneos. No interior de muitos ossos. Este movimento circulatório do sangue ocorre devido à atividade coordenada do coração. através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares. 21 SANGUE O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Os capilares que reabsorvem as substâncias úteis dos túbulos renais se reúnem para formar um vaso único. portanto. há cavidades preenchidas por um tecido macio. a medula óssea vermelha. mais de 98% da água do filtrado foi reabsorvida.

como a hemofilia.000 a 11.Que fagocitam e destroem bactérias. são hereditárias. Eosinófilos . e a histamina. 21. .000 a 300. A leucemia é acompanhada por uma proliferação desordenada de leucócitos. no sangue. A redução anômala do conteúdo de hemoglobina ou do número de glóbulos vermelhos é conhecida como anemia. de propriedades anticoagulantes.2 Glóbulos Brancos No sangue. que recebem o nome de leucócitos. São de vários tipos principais: • • Neutrófilos .000 plaquetas. Diversas doenças hemorrágicas. • Linfócitos .000 corpúsculos ou glóbulos brancos (células brancas do sangue).Que desempenham um papel importante na produção de anticorpos e na imunidade celular. • Basófilos . • Monócitos . Tem cerca de 200. A formação de hemoglobina anômala é característica da anemia falciforme e da talassemia.000 a 10.3 Doenças Sanguíneas As doenças do sangue resultam mudanças anormais em sua composição. De 4. denominadas trombócitos. 21.000 glóbulos brancos por mm3.38 o defeito da parede vascular.Que aumentam seu número e se ativam na presença de certas infecções e alergias. temos de 5.Que digerem substâncias estranhas não bacterianas.Que segregam substâncias como a heparina. A deficiência de qualquer dos fatores necessários à coagulação do sangue provoca hemorragias.

elemento essencial para a fabricação de glóbulos vermelhos. cuja função é transportar o oxigênio.pode-se verificar a anemia em diversos casos patológicos: hemólise. A mais comum é a anemia ferropênica provocada por um déficit de ferro. doenças malignas. saturnismo. A anemia perniciosa é provocada por um déficit de vitamina B12. hemorragia. fundamental para a produção de hemácias.13g/ml no homem e a 0. etc. É um pigmento especial predominante no sangue. que dá a cor vermelha característica do sangue. É caracterizada por uma diminuição da quantidade total do número de glóbulos vermelhos ou de hemoglobina do sangue (concentração de hemoglobina inferior a 0. adotando a forma de foice (falciforme). Hemácias Falciforme Outros tipos de anemia . Depois. Transporta o oxigênio dos pulmões até os tecidos do corpo. deficiência de ferro. As hemácias que contêm a hemoglobina também mudam. As alterações da estrutura da hemoglobina podem causar a anemia falciforme. que muda de forma quando a quantidade de oxigênio no sangue se reduz por qualquer motivo. afecções inflamatórias crônicas. Hemoglobina .palavra que do grego significa "privação de sangue".é constituída por um pigmento vermelho chamado heme. A deficiência de hemoglobina provoca a anemia. Conhecida também como anemia drepanocítica. transportando-o até os pulmões para ser expirado. deficiência de vitamina B12. inverte sua função e recolhe o dióxido de carbono. .12g/ml na mulher). talassemia. é causada pela existência de hemoglobina anômala ou hemoglobina S. Anemia das células falciformes .é um processo hereditário em que a hemoglobina apresenta-se alterada.39 Anemia .

Número de reticulócitos do sangue circulante.40 22 ANÁLISE DE SANGUE Através da análise de sangue. 23 TRAQUÉIA A traquéia é uma parte do aparelho respiratório. também reforçados por anéis de cartilagem. cujas paredes são reforçadas por anéis cartilaginosos. Podem-se sentir os reforços cartilaginosos da traquéia tocando com os dedos a região anterior da garganta. verifica-se a definição das diferentes formas de anemia e determina a sua causa. • • Segundo o aspecto da medula óssea. • Segundo a concentração sérica de ferro e de siderofilina. rica em células produtoras de muco. normal ou aumentada. Ao chegar à faringe. as anemias hemolíticas corpusculares ou extracorpusculares. Partículas de poeira e bactérias em suspensão no ar inalado aderem ao muco. as anemias microcíticas. normocíticas. • Localização do fator responsável pela hemólise. o muco e as partículas aderidas são engolidas com a saliva. sendo "varridas" em direção à garganta graças ao batimento dos cílios. Tanto a traquéia quanto os brônquios são internamente revestidos por um epitélio ciliado. localizada no pescoço. que conduzem o ar aos pulmões. normo ou hipersiderêmicas com siderofilina baixa. É um tubo de aproximadamente 1. Estes são dois tubos curtos. as anemias hipo. macrocíticas e megalocíticas. Na região superior do peito a traquéia se bifurca.5 cm de diâmetro e 10 cm de comprimento. dando origem aos brônquios. . anemias hipocrônicas ou normocrônicas. as formas megaloblásticas. que se estende à laringe e aos brônquios. • Segundo a concentração corpuscular média de hemoglobina (cromia). Destinguem-se: • Segundo o volume globular médio (hemácias). logo abaixo do pomo-de-adão. as anemias arregenerativas ou regenerativas.

em forma de pêra. É um órgão muscular em que se acumula a bile no intervalo das digestões (até 50 cm3). situado na face inferior do fígado (lado direito). Os tecidos que constituem as paredes musculares da vesícula biliar concentram a bile. a vesícula biliar contrai-se e manda a bílis concentrada através do ducto biliar até o intestino delgado. . e é um reservatório alongado. passa pela vesícula biliar através de um pequeno tubo chamado ducto cístico. absorvendo grande parte da sua água e mantêmna recolhida até o início do processo de digestão. Quando estimulada. auxiliando a digestão.41 Esquema da Traquéia 24 VESÍCULA BILIAR A vesícula biliar é um saco membranoso. A afecção mais freqüente da vesícula biliar é a presença de cálculos que ocorrem devido à existência de quantidades excessivas de cálcio e colesterol na bílis. a bile é produzida pelo fígado.

substâncias nutritivas e hormônios aos tecidos. e os capilares. o sistema circulatório é percorrido pelo sangue através das artérias. 25. Há três tipos principais: as artérias. depois rumo aos pulmões. O aparelho circulatório é responsável pelo fornecimento de oxigênio. . que levam sangue do coração ao corpo. Este trajeto começa e termina no coração.1 Vasos sanguíneos Os vasos sanguíneos são tubos pelo qual o sangue circula. as veias. dos capilares e das veias. A circulação inicia-se no princípio da vida fetal.42 Esquema da Vesícula Biliar Aparelhos / Sistemas do Corpo Humano: 25 SISTEMA CIRCULATÓRIO Em anatomia e fisiologia. o sangue passa pelo coração duas vezes: primeiro rumo ao corpo. que ligam artérias e veias. que o reconduzem ao coração. além disso. também exerce a função de transportar os produtos finais do metabolismo (excretas como CO2 e uréia) até os órgãos responsáveis por sua eliminação. Num circulo completo. Calcula-se que uma porção determinada de sangue complete seu trajeto em um período aproximado de um minuto.

ele regressa ao coração na aurícula esquerda. O coração bombeia sangue para todo o corpo através de uma rede de vasos. impulsiona o sangue através de um orifício até o ventrículo direito. O sangue transporta oxigênio e substâncias essenciais para todos os tecidos e remove produtos residuais desses tecidos. Quando esta cavidade se contrai.3 Circulação pulmonar O sangue procedente de todo o organismo chega à aurícula direita através de duas veias principais. o sangue passa para o ventrículo esquerdo e dali. graças à contração ventricular .2 Coração (o centro funcional) O aparelho circulatório é formado por um sistema fechado de vasos sanguíneos. Depois. procedente dos tecidos.43 25. para todos os tecidos do organismo. Quando a aurícula direita se contrai. através das artérias. onde este é oxigenado. impulsionando-os. O lado esquerdo do coração recebe o sangue oxigenado dos pulmões. 25. O coração é formado por quatro cavidades. a veia cava superior e a veia cava inferior. para a aorta. as aurículas direita e esquerda e os ventrículos direito e esquerdo. onde é oxigenado. O lado direito do coração bombeia sangue carente de oxigênio. A contração deste ventrículo conduz o sangue para os pulmões. para os pulmões. cujo centro funcional é o coração.

proporciona os nutrientes às células do organismo. as veias se unem para formar veias maiores. até que por último. Um certo volume de sangue procedente do intestino é transportado para o fígado. os capilares se unem para formar veias pequenas. os chamados capilares. o sangue desempenha três funções.5 Circulação portal A circulação portal é um sistema auxiliar do sistema nervoso.44 Sistema Circulatório 25.4 Ramificações As artérias menores dividem-se em uma fina rede de vasos ainda menores. 25. o sangue se reúne na veia cava superior e inferior e conflui para o coração. Nos vasos capilares. completando o circuito. Depois. e capta os produtos residuais dos tecidos. . o sangue entra em contato estreito com os líquidos e os tecidos do organismo. Deste modo. Por sua vez. incorporando-o à circulação geral até a aurícula direita. libera o oxigênio para os tecidos. onde ocorrem mudanças importantes no sangue.

faringe. misturando-os à saliva. impulsionado pelas ondas peristálticas (como mostra a figura ao lado). . levando entre 5 e 10 segundos para percorrer o esôfago. salgado e amargo. 26. por meio da mastigação. Entra em ação um mecanismo para fechar a laringe. muscular e adventícia. Na superfície da língua existem dezenas de papilas gustativas. intestino grosso e ânus. para que seja engolido. sendo formada por quatro camadas: mucosa. que contém a enzima amilase salivar ou ptialina. 7). esfíncter) se relaxa. A presença de alimento na boca. boca. na saliva. ideal para a ação da ptialina. A parede do tubo digestivo tem a mesma estrutura da boca ao ânus. é empurrado pela língua para o fundo da faringe. azedo. esôfago. O sais. permite a passagem do alimento para o interior do estômago. Quando a cárdia (anel muscular. Os dentes e a língua preparam o alimento para a digestão. estimula as glândulas salivares a secretar saliva. A língua movimenta o alimento empurrando-o em direção a garganta. você pode ficar de cabeça para baixo e. além de sais e outras substâncias. como sua visão e cheiro. estômago. submucosa.45 26 SISTEMA DIGESTÓRIO O tubo digestivo apresenta as seguintes regiões. sendo encaminhado para o esôfago. evitando que o alimento penetre nas vias respiratórias. O alimento. um pH levemente ácido (6. na boca. cujas células sensoriais percebem os quatro sabores primários: doce. os dentes reduzem os alimentos em pequenos pedaços. o que irá facilitar a futura ação das enzimas. intestino delgado. seu alimento chegará ao intestino. reduzindo-os em moléculas de maltose (dissacarídeo). que se transforma em bolo alimentar. Através dos peristaltismo. neutralizam substâncias ácidas e mantêm.1 Saliva e peristaltismo A amilase salivar digere o amido e outros polissacarídeos (como o glicogênio). mesmo assim.

O bolo alimentar transformase em uma massa acidificada e semilíquida. . as células da mucosa estomacal são continuamente lesadas e mortas pela ação do suco gástrico. produzida em grande quantidade no estômago de recém-nascidos. Passando por um esfíncter muscular (o piloro). Apesar de estarem protegidas por uma densa camada de muco.46 26. Estima-se que nossa superfície estomacal seja totalmente reconstituída a cada três dias. onde ocorre a parte mais importante da digestão. o quimo. A renina. O estômago produz cerca de três litros de suco gástrico por dia. O alimento pode permanecer no estômago por até quatro horas ou mais e se mistura ao suco gástrico auxiliado pelas contrações da musculatura estomacal. aos poucos. liberado no intestino delgado. o suco gástrico (solução rica em ácido clorídrico e em enzimas (pepsina e renina). A pepsina decompõem as proteínas em peptídeos pequenos. o quimo vai sendo. a mucosa está sempre sendo regenerada. Por isso. o alimento é misturado com a secreção estomacal.2 Estômago e suco gástrico No estômago. separa o leite em frações líquidas e sólidas.

tem a importante função.4 Hormônios Durante a digestão. que apesar de não conter enzimas. Veja na tabela abaixo.5 Absorção de nutrientes no intestino delgado O álcool etílico. Outra secreção que atua no duodeno é a bile. ocorre a formação de certos hormônios. produzido pelo pâncreas. podem ser absorvidos diretamente no estômago. A maioria dos nutrientes são absorvidos pela mucosa do intestino . produzida no fígado. No duodeno atua também o suco pancreático. que contêm diversas enzimas digestivas. de transformar gorduras em gotículas microscópicas. os principais hormônios relacionados à digestão: Hormônio Local de produção alvo Órgão- Função Estimula a suco Gastrina Estômago Estômago produção gástrico de Secretina Intestino Pâncreas Estimula a liberação de bicarbonato Estimula a Pâncreas Colecistoquinina Intestino e vesícula biliar liberação de bile pela vesícula e a liberação de enzimas pelo pâncreas. Inibe peristaltismo estomacal o Enterogastrona Intestino Estômago 26. alguns sais e a água.3 Intestino delgado. A digestão do quimo ocorre predominantemente no duodeno e nas primeiras porções do jejuno. entre outras. jejuno e íleo. 26.47 26. suco pancreático e bile O intestino delgado é dividido em três regiões: duodeno.

Essas bactérias úteis constituem nossa flora intestinal e evitam a proliferação de bactérias patogênicas que poderiam causar doenças. parte da água e sais é absorvida.7 Flora intestinal No intestino grosso proliferam diversos tipos de bactérias. fibras. onde são convertidos em lipídios e agrupados. Durante este período. 26. que se encarrega de distribuí-los a todas as células do corpo. Cerca de 30% da parte sólida das fezes é constituída por bactérias vivas e mortas e os 70% são constituídos por sais. muitas mantendo relações amistosas. riboflavina. atingindo a corrente sanguínea. em troca do abrigo e alimento de nosso intestino. a glicose em excesso presente no sangue é absorvida pelas células hepáticas e transformada em glicogênio e sendo convertida em glicose novamente assim que a taxa de glicose no sangue cai. se solidifica. Aminoácidos e açúcares atravessam as células do revestimento intestinal e passam para o sangue. formando pequenos grãos. a massa fecal (ou de resíduos). A cor e estrutura das fezes é devido à presença de pigmentos provenientes da bile. Depois de uma refeição rica em gorduras. 26.6 Absorção de água e de sais Os restos de uma refeição levam cerca de nove horas para chegar ao intestino grosso. transformando-se em fezes. Na região final do cólon.48 delgado. tiamina. Após um refeição rica em açúcares. que são secretados nos vasos linfáticos das vilosidades intestinais. de onde passa para a corrente sanguínea. Esquema do Sistema Digestório . o sangue fica com aparência leitosa. onde permanece por três dias aproximadamente. O glicerol e os ácidos graxos resultantes da digestão de lipídios são absorvidos pelas células intestinais. devido ao grande número de gotículas de lipídios. produzindo as vitaminas K e B12. muco. celulose e outros não digeridos.

na membrana ou no citoplasma. As glândulas endócrinas (do grego endos. as quais são responsáveis pela secreção de substância denominadas hormônios. secreção) são assim chamados por que lançam sua secreção (hormônios) diretamente no sangue. capazes de se combinar especificamente com as moléculas do hormônio. denominadas células-alvo. A espécie humana possui diversas glândulas endócrinas. permitindo a expulsão de fezes. processo denominado defecação. algumas delas responsáveis pela produção de mais de um tipo de hormônio: . dentro. 27 SISTEMA ENDÓCRINO O sistema endócrino é formado pelo conjunto de glândulas endócrinas. parte final do intestino grosso. por onde eles atingem todas as células do corpo. e krynos. fica geralmente vazio.49 26.8 Defecação O reto. proteínas denominadas receptores hormonais. A distensão provocada pela presença de fezes estimula terminações nervosas do reto. enchendo-se de fezes pouco antes da defecação. Cada hormônio atua apenas sobre alguns tipos de células. É apenas quando a combinação correta ocorre que as células-alvo exibem as respostas características da ação hormonal. As células alvo de determinado hormônio possuem.

Hormônio do crescimento. neuro-hipófise.Age sobre a maturação dos folículos ovarianos e dos espermatozóides. esse último pouco desenvolvido no homem. . provoca a ovulação e formação do corpo amarelo. 27.Estimulante das células intersticiais do ovário e do testículo. sob uma região encefálica denominada tálamo.Estimula a glândula tireóide. • Hormônio folículo-estimulante (FSH) .2 Hormônios produzidos no lobo anterior da hipófise • • • Samatotrofina (GH) .Age sobre o córtex das glândulas supra-renais. 27.1 Hipófise (ou glândula Pituitária) A hipófise é dividida em três partes. denominadas lobos anterior. Hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) .50 Hipotálamo Se localiza na base do encéfalo. posterior e intermédio. O lobo anterior (maior) é designado adeno-hipófise e o lobo posterior. • Hormônio luteinizante (LH) . que são neurônios especializados na produção e na liberação de hormônios. A função endócrina do hipotálamo está a cargo das células neurossecretoras. Hormônio tireotrófico (TSH) .

27. 27.o istmo.tiroxina e triiodotironina .4 Tireóide Situada na porção anterior do pescoço.controlam o metabolismo do sódio e do potássio e o aproveitamento dos açúcares.as corticosteronas . Cada parte tem função diferente. Localizam-se junto à tireóide. • Os hormônios designados pelas siglas FSH e LH podem ser reunidos sob a designação geral de gonadotrofinas. 27. Os lobos direito e esquerdo são unidos na linha mediana por uma porção estreitada . entre outras funções.Interfere no desenvolvimento das mamas. as paratireóides medem.5 Paratireóides Constituídas geralmente por quatro massas celulares. facilitando.é necessário para o metabolismo do cálcio. sais e águas. 27. Seus hormônios . a expulsão do feto e da placenta. esquerdo e piramidal. Os vários hormônios produzidos pelo córtex . • Hormônio antidiurético (ADH) ou vasopressina . a tireóide consta dos lobos direito.o paratormônio . em média. cerca de 6 mm de altura por 3 a 4 mm de largura e apresentam o aspecto de discos ovais achatados. A medula . o córtex e a medula.51 • Hormônio lactogênico (LTH) ou prolactina . assim. na mulher e na produção de leite.6 Supra-Renais ou Adrenais Em cada glândula supra-renal há duas partes distintas. A tireóide é regulada pelo hormônio tireotrófico (TSH) da adeno-hipófise. lipídios.3 Hormônios produzidos pelo lobo posterior da hipófise • Oxitocina . Seu hormônio .Age particularmente na musculatura lisa da parede do útero.Constitui-se em um mecanismo importante para a regulação do equilíbrio hídrico do organismo.requerem iodo para sua elaboração.

52 produz adrenalina (epinefrina) e noradrenalina (norepinefrina).que atuará sobre o útero. Esses hormônios são importantes na ativação dos mecanismos de defesa do organismo diante de condições de emergência. Glucagon (glucagônio) . os folículos imaturos do ovário continuam seu desenvolvimento.8 Ovários Na puberdade. a adeno-hipófise passa a produzir quantidades crescentes do hormônio folículo-estimulante (FSH).Facilita a penetração da glicose. com a expulsão do óvulo (ovulação). onde é convertida em glicogênio (reserva de glicose). presente no sangue circulante. preparam o organismo para a fuga ou luta.7 Hormônios produzidos pelas Ilhotas de Langerhans (no Pâncreas) Insulina . em particular nas do fígado. "stress".a progesterona . determinando o rompimento do folículo maduro. 27.Responsável pelo desdobramento do glicogênio em glicose e pela elevação de taxa desse açúcar no sangue circulante. Sob a ação do FSH. Outro hormônio produzido pela adeno-hipófise . preparando-o para receber o embrião caso tenha ocorrido a fecundação. . choque entre outros. 27.atua sobre o ovário. o mesmo acontecendo com os óvulos neles contidos. O folículo em desenvolvimento secreta hormônios denominados estrógenos. responsáveis pelo aparecimento das características sexuais secundárias femininas. O corpo amarelo (corpo lúteo) continua a produzir estrógenos e inicia a produção de outro hormônio .hormônio luteinizante (LH) . nas células. tais como emoções fortes.

28 SISTEMA EXCRETOR O sistema excretor é um conjunto de órgãos que produzem e excretam a urina. têm células com função endócrina.53 Glândulas Endócrinas 27. Os dois rins filtram todas as . e as da mucosa duodenal produzem os hormônios secretina e colecistoquinina. Os hormônios andrógenos desenvolvem e mantém os caracteres sexuais masculinos. o principal líquido de excreção do organismo. constituído principalmente pelas células de Leydig.9 Testículos (Células de Leydig) Entre os túbulos seminíferos encontra-se um tecido intersticial. As células com função endócrina da mucosa gástrica produzem o hormônio gastrina. em especial a testosterona.9-1 Outras funções endócrinas Além das glândulas endócrinas. 27. a mucosa gástrica (que reveste internamente o estômago) e a mucosa duodenal (que reveste internamente o duodeno). onde se dá a formação dos hormônios andrógenos (hormônios sexuais masculinos).

Depois de armazenada na bexiga.54 substâncias da corrente sanguínea. a urina passa por um conduto denominado uretra até o exterior do organismo. estes resíduos formam parte da urina que passa. formando a urina. Por terem a uréia como principal excreta. de forma contínua. infecções. pelos ureteres até a bexiga.2 Uréia A uréia é a principal excreta. produzidas durante o metabolismo celular. . Muitas são as causas das doenças renais. os homens são chamados de ureotélicoSistema Excretor. 28.1 Excreção É o processo pelo qual eliminam substâncias nitrogenadas tóxicas (denominadas excretas ou excreções que provêm principalmente da degradação de aminoácidos ingeridos no alimento). os distúrbios renais ocupam o quarto lugar. 28. sendo eliminada dissolvida em água.3 Doenças do Sistema Excretor Das doenças que atacam as pessoas nos países desenvolvidos. 28. A saída da urina produz-se pelo relaxamento involuntário de um esfíncter que se localiza entre a bexiga e a uretra e também pela abertura voluntária de um esfíncter na uretra.

problemas circulatórios.4 Rim Artificial O rim artificial é uma máquina que realiza a hemodiálise. formação de "pedras" (cálculos renais). a maior parte dos excretas deixa o sangue. A glomerulonefrite pode ter diversas causas. . Os excretas tendem a difundir através dos finos poros das membranas semipermeáveis. o sistema imunitário. fala-se que esse tipo de glomerulonefrite é uma doença auto-imune. os quais estão mergulhados em uma solução constituída por substâncias normalmente presentes no plasma sanguíneo. Com a repetida circulação do sangue pela máquina. em que há lesões dos glomérulos de Malpighi. abandonando o sangue. paralisia. até que o sangue praticamente não seja mais filtrado. alguns glóbulos brancos do sangue passam a produzir anticorpos que atacam os glomérulos renais. difundindo-se para o líquido de diálise. Uma vez que o próprio sistema imunitário volta-se contra o organismo. Por motivos ainda não muito bem conhecidos. que passa a circular por tubos de paredes semipermeáveis da máquina de hemodiálise. tumores. filtra artificialmente o sangue. lesões. ou seja. 28. Uma das doenças renais mais comum é a glomerulonefrite. mas a principal é a destruição dos glomérulos pelo próprio sistema de defesa do corpo. com grave prejuízo da função renal. etc. ou submetê-la a um transplante renal.55 envenenamento por substâncias químicas (como o mercúrio e o tetracloreto de carbono). Uma glomerulonefrite pode levar à progressiva perda das funções renais.

O método é eficiente e remove a uréia do sangue mais rápido que um rim normal. Graças ao aprimoramento das técnicas cirúrgicas e. 28. Um sério obstáculo aos transplantes de rim é a falta de doadores. incômodo para o paciente e pode trazer diversos efeitos colaterais. . Sistema de vasos linfáticos. Há diversos casos em que o paciente mantém-se saudável por mais de 20 anos após a cirurgia. principalmente. É necessário esta certa compatibilidade entre os sistemas imunitários do doador e do receptor para evitar que o rim implantado seja rejeitado. 29 SISTEMA LINFÁTICO • • • • Capilares linfáticos. O único caso em que não há rejeição é quando o transplante é feito entre gêmeos univitelinos (idênticos). O fluído (linfa) dos tecido que não volta aos vasos sanguíneos é drenado para os capilares linfáticos existentes entre as células.5 Transplante Renal Quando os rins sofrem prejuízo irreversível de suas funções. A doação de órgãos pode salvar muitas vidas.56 Cada sessão de hemodiálise dura entre 4 e 6 horas e deve ser repetida 2 ou 3 vezes por semana. Quando este for vivo. Linfonodos ou gânglios linfáticos. Baço. o doador passa a viver com apenas um rim. que é a substituição de um dos rins do paciente por um rim sadio. Mesmo assim. pode-se tentar o transplante renal. Estes se ligam para formar vasos maiores que desembocam em veias que chegam ao coração. o receptor de um transplante tem de tomar permanentemente medicamentos que deprimem parcialmente seu sistema imunitário para evitar a rejeição. os transplantes de rim tem alcançado altos índices de sucesso. o que é perfeitamente compatível com a vida. a hemodiálise é um processo caro. ao desenvolvimento de novos medicamentos imunossupressores (que suprimem as defesas do organismo). podendo ser obtido por doadores mortos ou vivos. A maioria dos pacientes transplantados pode ter vida quase normal durante vários anos. No entanto. alem de não realizar todas as funções renais.

em seu caminho para o coração. como no sistema venoso da circulação sanguínea. 29. porém maiores que os superficiais. onde é filtrada. Os superficiais estão colocados imediatamente sob a pele e acompanham as veias superficiais. circula pelo interior desses gânglios.3 Gânglio Linfático Em diversos pontos da rede linfática existem gânglios (ou nodos) linfáticos (pequenos órgãos perfurados por canais). em menor número. bactérias e resíduos celulares são fagocitadas pelos linfócitos existentes nos gânglios linfáticos. levemente amarelado ou incolor . Há vasos linfáticos superficiais e vasos linfáticos profundos.2 Vasos Linfáticos Esses vasos conduzem a linfa dos capilares linfáticos para a corrente sanguínea.99% dos glóbulos brancos presentes na linfa são linfócitos) nos vários órgãos e tecidos. Todos os vasos linfáticos têm válvulas unidirecionadas que impedem o refluxo. 29.1 Capilares Linfáticos Eles coletam a linfa (um líquido transparente. acompanham os vasos sanguíneos profundos. Os profundos. Existem em maior quantidade na derme da pele. A linfa. .57 29. Partículas como vírus.

É mole e esponjoso. entre o fundo do estômago e o músculo diafragma.58 Os gânglios linfáticos são órgãos de defesa do organismo humano e produzem anti-corpos. por exemplo. os glóbulos brancos dos gânglios linfáticos. faixas alternadas transversais. detectar um processo infeccioso pela existência de gânglios linfáticos inchados. É possível.Apresenta. Quando este é invadido por microorganismos. próximos ao local da invasão. geralmente em resposta a um estímulo nervoso. começam a se multiplicar ativamente para dar combate aos invasores. O baço reconhecido como órgão linfático porque contém nódulos linfáticos repletos de linfócitos. os gânglios incham. fragmenta-se facilmente. 30 BAÇO O baço está situado na região do hipocôndrio esquerdo. e sua cor é vermelho-violácea escura. muitas vezes. Com isso. possui inúmeros núcleos e pode atingir comprimentos que vão de 1mm a 60 cm. sob observação microscópica. A célula muscular estriada chamada fibra muscular. Essa estriação resulta do arranjo regular de microfilamentos formados pelas proteínas actina e miosina. . formando as ínguas. 31 SISTEMA MUSCULAR Os músculos são órgãos constituídos principalmente por tecido muscular. especializado em contrair e realizar movimentos. claras e escuras. No adulto. Os músculos podem ser formados por três tipos básicos de tecido muscular: Tecido Muscular Estriado Esquelético . mede cerca de 13 cm de comprimento e 8 a 10 cm de largura. responsáveis pela contração muscular.

são denominadas banda I e contém filamentos de actina. . enquanto sua região mediana mais clara. Ao microscópio. bexiga.1 Sarcômeros As fibras musculares esqueléticas tem o citoplasma repleto de filamentos longitudinais muito finos. claras. sem formar padrão estriado como o tecido muscular esquelético. ao contrário da contração dos músculos esqueléticos. A disposição regular dessas proteínas ao longo da fibra produz o padrão de faixas claras e escuras alternadas. útero etc) e também na parede dos vasos sanguíneos. (as miofibrilas) constituídas por microfilamentos das proteínas actina e miosina. As faixas mais extremas do sarcômero. Tecido Muscular Estriado Cardíaco . As células musculares lisas são uninucleadas e os filamentos de actina e miosina se dispõem em hélice em seu interior.Está presente no coração. Suas células são uninucleadas e têm contração involuntária. as extremidades desta são formadas por filamentos de actina e miosina sobrepostos. (a banda H). contém miosina. apresenta estriação transversal. 31.59 Tecido Muscular Liso . As unidades de actina e miosina que se repetem ao longo da miofibrila são chamadas sarcômeros. A contração dos músculos lisos é geralmente involuntária. A faixa central mais escura é a banda A.Está presente em diversos órgãos internos (tubo digestivo. típicas do músculo estriado.

A contração muscular se dá pelo deslizamento dos filamentos de actina sobre os de miosina. são transferidos da . permitindo que se ligue a miosina. Interior de um músculo 31. O ATP atua na ligação de miosina à actina. o que resulta na contração muscular. A energia para contração muscular é suprida por moléculas de ATP (produzidas durante a respiração celular). Assim que cessa o estímulo. as bandas I e H diminuem de largura. Nas pontas dos filamentos de miosina existem pequenas projeções. Mas a principal reserva de energia nas células musculares é a fosfocreatina. Ao entrar em contato com as miofibrilas. onde grupos de fosfatos. o que leva ao encurtamento das miofibrilas e à conseqüente contração da fibra muscular. Essa idéia é conhecida como teoria do deslizamento dos filamentos. o cálcio desbloqueia os sítios de ligação de actina.60 31.2 Teoria do deslizamento dos filamentos Quando o músculo se contrai. atingindo o retículo sarcoplasmático (um conjunto de bolsas membranosas citoplasmáticas onde há cálcio armazenado). o cálcio é rebombeado para o interior do retículo sarcoplasmático e cessa a contração muscular. ricos em energia. forçando-os a deslizar sobre os filamentos de miosina. As projeções da miosina puxam os filamentos de actina como dentes de uma engrenagem. iniciando a contração muscular. capazes de formar ligações com certos sítios dos filamentos de actina quando o músculo é estimulado.3 Contração Muscular O estímulo para a contração é geralmente um impulso nervoso que se propaga pela membrana das fibras musculares. que libera íons de cálcio no citoplasma.

31. a capacidade de se contrair.5 Antagonismo muscular A movimentação de uma parte do corpo depende da ação de músculos que atuam antagonicamente. que se transforma em ATP. intensificando a respiração celular. . incapacidade de propagação do estímulo nervoso através da membrana celular ou acúmulo de ácido lático. após se relaxar. condição conhecida como tetania. as células musculares repõem seus estoques de ATP e de fosfocreatina.61 fosfocreatina para o ADP. Pode ocorrer por deficiência de ATP. Um músculo fadigado. o músculo permanece contraído. Uma tetania muito prolongada ocasiona a fadiga muscular. utilizando o glicogênio como combustível. Quando o trabalho muscular é intenso. provocam a flexão do membro superior. Por exemplo.4 Tetania e Fadiga Muscular A estimulação contínua faz com que o músculo atinja um grau máximo de contração. perde por um certo tempo. 31. a contração do músculo bíceps e o relaxamento do tríceps.

podendo levar um tempo de até 5 vezes maior do que as rápidas para se contrair. . Sua função é perceber e identificar as condições ambientais externas.6 Fibras musculares lentas e rápidas As fibras musculares esqueléticas diferem quanto ao tempo que levam para se contrair. pobres em mioglobina. que é uma célula extremamente estimulável. maior irrigação sanguínea e grande quantidade de mioglobina. Quando o nervo que estimula um músculo é cortado.7 Tônus muscular Os músculos mantêm-se normalmente em um estado de contração parcial. é capaz de perceber as mínimas variações que ocorrem em torno de si. As fibras rápidas. que é causado pela estimulação nervosa. denominada neurônio. Estados de tensão emocional podem aumentar o tônus muscular. A unidade básica do sistema nervoso é a célula nervosa. reagindo com uma alteração elétrica que percorre sua membrana. Nesta condição. e é um processo inconsciente que mantém os músculos preparados para entrar em ação. 32. gerando uma reação em cadeia.62 31. As células nervosas estabelecem conexões entre si de tal maneira que um neurônio pode transmitir a outros os estímulos recebidos do ambiente. gasta mais energia que o normal e isso que causa a fadiga. capaz de estocar gás oxigênio. Esses dois tipos de fibras podem ser diferenciados apenas ao microscópio por meio de corantes especiais. 31. As fibras musculares lentas estão adaptadas à realização de trabalho contínuo. Essa alteração elétrica é o impulso nervoso. este perde tônus e se torna flácido. possuem maior quantidade de mitocôndrias.0 Sistema Nervoso O sistema nervoso é responsável pelo ajustamento do organismo ao ambiente. bem como as condições reinantes dentro do próprio corpo e elaborar respostas que adaptem a essas condições. causando a sensação física de tensão muscular. estão presentes em músculos adaptados à contrações rápidas e fortes. o tônus muscular.

2 Células Glia Além dos neurônios. formando envoltórios isolantes. No corpo celular. por exemplo. O axônio é um prolongamento fino.3 Impulso Nervoso A despolarização e a repolarização de um neurônio ocorrem devido as modificações na permeabilidade da membrana plasmática. Os oligodendrócitos e as células de Schwann enrolam-se sobre os axônios de certos neurônios. o sistema nervoso apresenta-se constituído pelas células glia. se localiza o núcleo e a maioria das estruturas citoplasmáticas. permitindo a entrada de grande quantidade desses íons na célula.1 Neurônios: células nervosas Um neurônio típico apresenta três partes distintas: corpo celular. musculares e glandulares. Os corpos celulares dos neurônios estão concentrados no sistema nervoso central e também em pequenas estruturas globosas espalhadas pelo corpo. abrem-se "portas de passagem" de Na+. provocando sua despolarização. Com isso. árvore) são prolongamentos finos e geralmente ramificados que conduzem os estímulos captados do ambiente ou de outras células em direção ao corpo celular. Os astrócitos. Há diversos tipos de células gliais. dispõem-se ao longo dos capilares sanguíneos do encéfalo. permitindo a saída de grande quantidade desses . Em um primeiro instante. As células da glia constituem cerca de metade do volume do nosso encéfalo. Em seguida abrem-se as "portas de passagem" de K+.63 32. Os dentritos e o axônio. genericamente chamados fibras nervosas. a parte mais volumosa da célula nervosa. cuja função é transmitir para outras células os impulsos nervosos provenientes do corpo celular. dentritos e axônio. os gânglios nervosos. 32. Os dentritos (do grego dendron. conectando os corpos celulares dos neurônios entre si e às células sensoriais. estendem-se por todo o corpo. geralmente mais longo que os dentritos. cuja função é dar sustentação aos neurônios e auxiliar o seu funcionamento. 32. controlando a passagem de substâncias do sangue para as células do sistema nervoso. ou células gliais. aumenta a quantidade relativa de carga positiva na região interna na membrana.

A despolarização em uma região da membrana dura apenas cerca de 1. o impulso nervoso. Essa onda de propagação é o impulso nervoso. para longe do corpo celular. Nas fibras nervosas mielinizadas. a velocidade de propagação do impulso pode atingir velocidades da ordem de 200m/s (ou 720km/h ). principalmente células de Schwann.5 milésimo de segundo (ms). pula diretamente de um nódulo de Ranvier para o outro. Com isso. A propagação rápida dos impulsos nervosos é garantida pela presença da bainha de mielina que recobre as fibras nervosas. o SNC e órgãos efetuadores (músculos. Nesses neurônios mielinizados. A bainha de mielina é constituída por camadas concêntricas de membranas plasmáticas de células da glia. Sistema Nervoso Divisão Sistema nervoso (SNC) Sistema nervoso periférico (SNP) central Partes Encéfalo Medula espinal Funções gerais Processamento informações Condução de informações entre órgãos receptores de estímulos. Dentritos sempre conduzem o impulso em direção ao corpo celular. isto é. por isso diz que o impulso nervoso no dentrito é celulípeto.) e integração de Nervos Gânglios . conduz o impulso em direção às suas extremidades.. por isso diz-se que o impulso nervoso no axônio é celulífugo. uma onda de despolarizações e repolarizações que se propaga ao longo da membrana plasmática do neurônio. assim. Entre as células gliais que envolvem o axônio existem pequenos espaços. em vez de se propagar continuamente pela membrana do neurônio.64 íons. onde a membrana do neurônio fica exposta.. o interior da membrana volta a ficar com excesso de cargas negativas (repolarização). os nódulos de Ranvier. O estímulo provoca. glândulas. A velocidade de propagação do impulso nervoso na membrana de um neurônio varia entre 10cm/s e 1m/s. O axônio por sua vez. que se propaga em um único sentido na fibra nervosa.

desencadeando o impulso nervoso.Quando os impulsos nervosos atingem as extremidades do axônio da célula pré-sináptica.65 32. ação de juntar). a adrenalina (ou epinefrina).4 Sinapses: transmissão do impulso nervoso entre células Um impulso é transmitido de uma célula a outra através das sinapses (do grego synapsis. Estas células podem ser tanto outros neurônios como células sensoriais. de substâncias químicas denominadas neurotransmissores ou mediadores químicos. Esse tipo de sinapse. mas não se tocam. As terminações de um axônio podem estabelecer muitas sinapses simultâneas. Na maioria das sinapses nervosas. é chamado sinapse química. as membranas das células que fazem sinapses estão muito próximas. A sinapse é uma região de contato muito próximo entre a extremidade do axônio de um neurônio e a superfície de outras células. nos espaços sinápticos. São substâncias que atuam como neurotransmissores. a dopamina e a serotonina. por envolver a participação de mediadores químicos. a noradrenalina (ou norepinefrina). musculares ou glandulares. . ocorre liberação. como a acetilcolina. Há um pequeno espaço entre as membranas celulares (o espaço sináptico ou fenda sináptica). que tem a capacidade de se combinar com receptores presentes na membrana das célula pós-sináptica.

6 Sinapses Elétricas Em alguns tipos de neurônios. As unidades básicas da reprodução sexual são as células germinais masculinas e femininas.7 Sistema Reprodutor O sistema reprodutor é um termo aplicado a um grupo de órgãos necessários ou acessórios aos processos de reprodução. As sinapses elétricas ocorrem no sistema nervoso central. sem intermediação de neurotransmissores. o potencial de ação se propaga diretamente do neurônio pré-sináptico para o pós-sináptico. 32.66 Impulso Nervoso.5 Sinapses Neuromusculares A ligação entre as terminações axônicas e as células musculares é chamada sinapse neuromuscular e nela ocorre liberação da substância neurotransmissora acetilcolina que estimula a contração muscular. 32. . 32. atuando na sincronização de certos movimentos rápidos.

um período refratório onde não ocorre resposta ao estímulo sexual. nadam para o interior do útero. as contrações das glândulas acessórias e os dutos espermáticos trazem o esperma até a uretra. Durante a viagem à trompa. A cópula ou coito. 2 . muitos espermatozóides morrem. de onde atingem os ovidutos. leva ao orgasmo. os lábios vulvares intumescem. se preparando para receber o esperma. penetra. 3 . Já a maioria das mulheres. Mesmo assim. A duração desse período varia em diferentes indivíduos e situações. milhares de espermatozóides atingem o óvulo. No homem. A porção interna da vagina expande-se e o útero eleva-se. pode repetir o ciclo sexual imediatamente se for estimulada. o útero e a porção mais externa da vagina também se contraem. O óvulo estimulado pela entrada do gameta . os órgãos começam a voltar ao normal.8 Ciclo de resposta sexual dividido em quatro fases: 1. a vagina se alonga e passa a produzir uma secreção lubrificante. Os movimentos respiratórios aumentam e o batimento cardíaco acelera. No orgasmo feminino. células responsáveis pela limpeza do sistema reprodutor feminino. 32.Excitação Inicio da resposta sexual. Na mulher.Fase de Estabilização A circulação sanguínea nos órgãos genitais e a tensão muscular aumentam. O primeiro espermatozóide a tocar na membrana do óvulo.Fase de Dissolução A musculatura se relaxa.67 32. fenômeno denominado fecundação ou fertilização. devido as condições desfavoráveis de acidez ou são devorados por macrófagos. 4 .Fase de Orgasmo É o clímax da excitação sexual e se caracteriza pelas contrações rítmicas e involuntárias dos órgãos do sistema reprodutor de ambos os sexos. que é a introdução do pênis na vagina. durante o orgasmo. ocorrendo a ejaculação em seguida. os mamilos se eriçam.9 Fecundação Os espermatozóides depositados no fundo da vagina no ato sexual. o pênis e o clitóris sofrem ereção. A maioria dos homens apresenta após o orgasmo.

O2 e CO2 ). 33 SISTEMA RESPIRATÓRIO A respiração é um processo fisiológico pelo qual os organismos vivos inalam oxigênio do meio circulante e soltam dióxido de carbono. o oxigênio (O2) passa para o sangue (glóbulos . nutrindo-se de substâncias produzidas por glândulas do endométrio. laringe. que se dividem novamente. formando as duas primeiras células embrionárias. processo chamado de nidação. faringe. traquéia. depois de 3 dias após a fecundação. implanta-se na mucosa uterina. Cerca de 24h após a penetração do espermatozóide. originando o núcleo do zigoto. A respiração (ou troca de substâncias gasosas . que se dividem produzindo oito e assim sucessivamente. o zigoto se divide. completa a meiose e elimina o segundo corpúsculo polar. entre o ar e a corrente sanguínea. As divisões celulares continuam ocorrendo à medida que o embrião se desloca pela trompa em direção ao útero. é feita pelo aparelho respiratório que compreende: nariz.9-1 Embrião O desenvolvimento embrionário tem início ainda na trompa. Após permanecer livre na cavidade uterina por cerca de 3 a 4 dias. produzindo quatro células. cavidade nasal dividida em duas fossas nasais. Finalmente o pronúcleo masculino se funde ao núcleo do óvulo. brônquios e pulmões com bronquíolos e alvéolos.68 masculino. 32. o embrião então. logo após a fertilização. Nos alvéolos pulmonares.

33. que formam a caixa torácica. Este intercâmbio de gases ocorre obedecendo às leis físicas da difusão. O relaxamento dos músculos do tórax permite que estes voltem ao seu estado natural. Os principais centros nervosos que controlam o ritmo e a intensidade da respiração estão no bulbo raquiano e na protuberância ou ponte. forçando o ar a sair dos pulmões. enquanto o gás carbônico (CO2) o abandona. Esquema do sistema respiratório .69 vermelhos). os pulmões começam a encher-se de ar durante a inspiração. O volume do tórax também aumenta pela contração para baixo dos músculos do diafragma. Quando o tórax se expande. provocando um aumento do volume da cavidade torácica.1 Tórax Os pulmões se localizam no interior do tórax. inclinam-se para a frente pela ação do músculo intercostal. As costelas.

• Termorreceptores . 35 ARTÉRIAS As artérias são canais tubulares que surgem do coração e se subdividem. de onde partem as "ordens" que determinam as diferentes reações do nosso organismo. olfato e paladar. responsáveis pelos sentidos do paladar e olfato. juntas e órgãos internos. audição. cujas terminações alcançam todo o corpo. Captam estímulos do interior do corpo. 34. sons e pressão. especializadas em captar estímulos provenientes do ambiente. os receptores sensoriais podem ser classificados em: • Exterorreceptores .Percebem as condições internas do corpo (pH. Exemplo: na língua e no nariz. temperatura e composição química do sangue). e como órgãos de equilíbrio. Esses órgãos tem a capacidade de transformar os diversos estímulos do ambiente em impulsos nervosos. formando uma grande rede vascular. distribuídos por toda pele e mais concentrado em regiões da face. Nos ouvidos.1 Classificação dos Receptores Sensoriais De acordo com a natureza do estímulo que são capazes de captar.Detectam substâncias químicas. • Propriorreceptores . calor.Capta estímulos luminosos. Estes são transmitidos ao sistema nervoso central. Exemplo: os órgãos de tato. ouvido. capazes de captar ondas sonoras. olhos. os receptores sensoriais podem ser classificados em: • Quimiorreceptores . • Interorreceptores .Capta estímulos de natureza térmica. por exemplo. pés e das mãos. De acordo com o local onde captam estímulos. • Mecanorreceptores . • Fotorreceptores . língua e fossas nasais. visão. como nos olhos.70 34 SISTEMA SENSORIAL As terminações sensitivas do sistema nervoso periférico são encontradas nos órgãos dos sentidos: pele.Localizadas na superfície do corpo. como a luz. tendões.Localizadas nos músculos.Capta estímulos mecânicos. . pressão osmótica.

como a aorta e as artérias pulmonares. quando o coração tem uma grande quantidade de sangue no seu interior. o direito e o esquerdo. O diâmetro das artérias oscila entre os 3 cm. denominada endotélio. • A artéria aorta parte do ventrículo esquerdo e dá origem a todas as restantes artérias responsáveis por levar o sangue rico em oxigénio e nutrientes a todos os tecidos do organismo. • A túnica média é formada por uma fina membrana elástica interna. As paredes das artérias são formadas por três camadas compostas por vários tecidos . a mais interna. Na verdade. distinguemse vários tipos de artérias. para de imediato regressar ao seu diâmetro original à medida que impulsionam a corrente sanguínea até à rede arterial.71 desde o couro cabeludo até à ponta dos dedos das mãos e dos pés. de maior diâmetro. dividindo-se em dois ramos. Graças a este mecanismo. dos quais dependem as suas peculiares características: • A túnica íntima. Tipos Segundo as suas características anatómicas e as suas funções. têm uma grande capacidade para se expandirem em cada batimento. a dimensão das ramificações capilares. encarregues de levar o sangue pobre em oxigénio até os pulmões. disposta sobre uma membrana basal rodeada por fibras longitudinais. por uma espessa camada de Libras musculares e elásticas transversais e por uma fina camada elástica externa. • A túnica adventícia. • As artérias elásticas. no caso da aorta. a mais externa. e menos de 1 mm. é uma membrana formada por uni tecido conjuntivo que dá resistência ao vaso. é formada por uma camada de células epiteliais planas. do coração saem dois vasos arteriais principais: • A artéria pulmonar parte do ventrículo direito. . Além disso. é através desta camada que penetram os vasos sanguíneos que irrigam as próprias artérias e os nervos que regulam a sua dilatação e contracção. o sangue que sai do coração com grande turbulência transforma-se num fluxo contínuo que chega a todo o organismo.

uma maior proporção de sangue. respectivamente. • Os capilares são a continuação das pequenas arteríolas.72 • As artérias musculares são vasos de diâmetro mediano. igualmente controlado pelo sistema nervoso autónomo. de modo a reduzir ou dilatar. o diâmetro arterial diminui. . durante a digestão. possibilitando a troca de gases e nutrientes entre o sangue e os tecidos. os quais recebem. Quando estas fibras estão relaxadas. assim. • As arteríolas são as artérias de menor diâmetro. Por exemplo. por outro lado. a entrada. que imediatamente se transformam em capilares. podendo fluir uma maior ou menor quantidade de sangue. as artérias dilatam-se e. são tão finos como cabelos). quando se contraem. formadas por uma única camada de células. bem como paredes muito delicadas. se relaxam. é essencial na modulação da pressão arterial e na regulação da quantidade de sangue que passa para os capilares. o fluxo de sangue pode distribuir-se de várias maneiras às diversas regiões anatómicas. garantir a circulação nos capilares. um pouco como as ramificações finais da rede arterial. Estas arteríolas têm ao nível do seu diâmetro uma parede proporcionalmente mais espessa. Têm um diâmetro muito reduzido (como o seu nome indica. controlado pelo sistema nervoso autónomo. as paredes das artérias que irrigam os músculos dilatam-se. são as artérias que levam o sangue aos órgãos digestivos que. substâncias nutritivas e resíduos metabólicos entre o sangue e os tecidos que este irriga. distribuídos por todo o organismo. segundo as necessidades de cada momento. Este mecanismo. ou seja. tão finas que permitem a troca de oxigénio. preferencialmente. e contam com uma grande proporção de fibras musculares dispostas de forma concêntrica. com uma túnica média muito desenvolvida e dotada de inúmeras fibras musculares. sempre que realizamos exercício físico. Graças a este mecanismo. o que permite que se possam contrair ou relaxar. Este é precisamente o objectivo de todo o aparelho cardiovascular.

os dois ramos da artéria carótida e da veia jugular e a glândula submandibular. A parte anterior da cabeça é a face. por baixo da mandíbula. no seu topo. • • • • • • • • Maxila (2) Zigomático (2) Lacrimal (2) Nasal (2) Corneto inferior (2) Palatino (2) Vómer (o vómer é o osso que separa as duas narinas) Mandíbula . por baixo da pele. ao cérebro (uma das partes do encéfalo) que traduz os dados por eles recebidos nas nossas sensações e percepções. notam-se os músculos esterno-mastóides (esternocleidomastoideu). enformada pelo crânio (composto por vários ossos encaixados). que protege o encéfalo. de cima para baixo. no homem. a cartilagem tiróide . É possivel rodar ou inclinar a cabeça graças a duas vértebras no cimo da coluna vertebral. recebe vulgarmente o nome de “maçã de Adão” . A cabeça humana é.e a cartilagem cricóide. a partir de nervos. a parte superior do esófago. No seu interior encontram-se a laringe e a traquéia e. Lateralmente. ainda. estas estruturas e. A face é constituída por 14 ossos. A parte posterior apelida-se de nuca.73 36 CABEÇA / PESCOÇO O pescoço é a parte do corpo dos vertebrados que une a cabeça ao tronco. É formado pelas sete vértebras cervicais que articulam com o crânio. na parte frontal. O encéfalo está ainda protegido de lesões exteriores pelas meninges e pelo líquido cefalorraquidiano (também chamado cefalorraquídeo ou cefalorraquídio). por trás dessas. registando-as na memória. inseridos em cavidades formadas pela própria estrutura óssea cefálica ligam-se. pelo osso hióide. Os órgãos sensoriais já referidos. sendo que seis são pares e dois são ímpares. a glândula tiróide são protegidas.que. com as clavículas e com a porção inferior (ou posterior) da coluna vertebral e é suportado por vários músculos que dão à cabeça os seus movimentos. A cabeça mantém-se direita graças à acção dos músculos e ossos que compõem o pescoço.

punho (articulação). Despolarização do sarcolema. como o coração ou o intestino. 2. que resulta na entrada de cálcio (necessário à contração) dentro da célula. Os músculos são constituídos por tecido muscular e caraterizam-se pela sua contratibilidade. Têm uma variedade grande de tamanho e formato. através da placa motora. O ser humano possui aproximadamente 639 músculos. local de origem e inserção e controlam a postura do corpo do animal. a extremidade superior do corpo humano é constituída. transmitindo movimento aos ossos sobre os quais se inserem. com os quais interage com o meio ambiente. Os músculos esqueléticos ou voluntários são os órgãos ativos do movimento. o qual divide-se em várias fibras para poder controlar todas as células do músculo. estimulação do retículo sarcoplasmático e 3. como os movimentos dos seus órgãos internos.1 Extremidade superior ou membro superior Composta por cerca de trinta ossos articulados entre si. tanto os movimentos voluntários. Esse estímulo elétrico desencadeia o potencial de ação. a partir do pescoço. provocando o deslizamento da actina sobre a miosina (é a contração muscular). mão e dedos (estes com as articulações comumente chamadas de nós). seus componentes recebem denominações específicas: Membrana citoplasmática = sarcolema Citoplasma = sarcoplasma . cotovelo (articulação). ação do cálcio e de ATP. e a saída de potássio da mesma. A contração muscular ocorre com a saída de um impulso elétrico do sistema nervoso central que é conduzido ao músculo através de um nervo. Cada músculo possui o seu nervo motor. de acordo com a sua disposição. 37 MÚSCULOS DO CORPO HUMANO Os músculos são os tecidos responsáveis pelos movimentos. Por serem altamente especializadas. antebraço. pelo ombro (articulação). braço. funcionando pela contração e extensão das suas fibras.74 36. as etapas são: 1. Em termos científicos.

Cortadas longitudinalmente a seus eixos maiores: são longos bastões ou fusos. a maioria dos quais está localizado perifericamente dentro da célula). normalmente cortes oblíquos: produz diversos perfis de natureza elíptica. são as miofibrilas. por um tipo principal de proteína. Características ao Estudo Histológico Em cortes histológicos. MUSCULAR ESTRIADO CARDÍACO e MUSCULAR LISO. As células do tecido muscular recebem a denominação específica de fibra. A principal diferença é o fato da fibra muscular ser uma célula. TECIDO MUSCULAR ESTRIADO OU ESQUELÉTICO O tecido muscular esquelético é formado por células alongadas. Cortadas transversalmente: apresentam-se circulares O seccionamento ao acaso. As fibras . normalmente. ORIGEM EMBRIOLÓGICA As células musculares têm origem mesodérmica e sua diferenciação ocorre devido a um processo de alongamento gradativo com simultânea síntese de proteínas filamentosas. Também recebe o nome de músculo esquelético porque está geralmente inserido em ossos e é responsável pelos movimentos articulares.75 Fibras contráteis citoplamáticas = miofibrilas Retículo endoplasmático = retículo sarcoplasmático Mitocôndrias = sarcossoma. enquanto a fibra do tecido conjuntivo ser uma estrutura protéica constituída. O nome estriado deriva do aspecto de estriações transversais observadas ao microscópio óptico. de forma cilíndrica. e muitas vezes estendem-se em todo o comprimento de um músculo (40 cm). variam de 10 a 120 micrômetros (mm) de diâmetro. mais comum. multinucleadas (sincício – cada célula possui muitos núcleos. De acordo com as características morfológicas e funcionais distinguimos nos mamíferos três tipos de tecido muscular: MUSCULAR ESTRIADO OU ESQUELÉTICO. costumeiramente corados com Hematoxilina e Eosina (HE). os tecidos musculares destacam-se como campos eosinofílicos brilhantes de células intimamente aglomeradas. apresentam vários núcleos periféricos e o seu citoplasma apresenta-se preenchido por fibrilas paralelas.

Notam-se filamentos mais finos (formado por actina. segundo por permitir que a força de contração do músculo atue sobre outras estruturas como tendões. Esta some no momento da contração da miofibrila. este apresenta discos ou regiões ou faixas anisotrópicas (faixas A) e isotrópicas (faixas I). As fibras se agrupam em feixes que são envolvidas pelo perimísio formando os fascículos. As faixas I são aquelas que só se encontram miofilamentos de actina e nas faixas A encontram-se tanto miofilamentos de miosina como de actina. nessa faixa A há uma linha clara. permitindo que a força de contração gerada por cada fibra atue sobre o músculo inteiro. periósteo. preenchendo quase completamente o seu interior. São nas miofibrilas que encontramos as unidades contráteis do músculo (os sarcômeros) que são estruturas localizadas entre duas linhas Z consecutivas. primeiro por manter as fibras unidas. As miofibrilas são compostas por filamentos protéicos (miofilamentos). tropomiosina e troponina) e filamentos mais grossos (formado por miosina). O tecido conjuntivo desempenha importantes papéis na estrutura do músculo estriado. No entanto. Entre duas linhas Z consecutivas temos um sarcômero. A contração das fibras musculares estriadas é voluntária e rápida. etc. Em um sarcômero em repouso encontra-se miofilamentos de actina (os mais finos) com suas extremidades ligadas às linhas Z e as outra livres. Estrutura microscópica das células musculares Filamentos contráteis (miofibrilas) Essas estruturas são cilíndricas. e estes agrupados formam o músculo. Ao microscópio óptico aparecem com estriações transversais pela alternância de faixas claras e escuras. ligamentos. que também é envolvido por uma membrana de tecido conjuntivo denominada de epimísio. uma vez que haverá uma interdigitação dos miofilamentos de actina. é a linha H. apresentam um diâmetro de 1 a 2 mm e correm longitudinalmente à fibra muscular. aponeuroses. que é justamente formada por miosina. enquanto que os miofilamentos de miosina se encontram “livres”. Analisando a ultra-estrutura de um sarcômero veremos que este é formado basicamente por proteínas que se arranjam em filamentos de forma simétrica e paralela. .76 musculares são envolvidas por uma membrana de tecido conjuntivo que é denominada de endomísio.

o retículo sarcoplasmático por processo ativo transporta novamente o cálcio para dentro das cisternas. A ligação com o . ligando-se à troponina e permitindo a formação de pontes entre a actina e a miosina. cujos ramos vão envolver ambas as junções A-I de cada sarcômero. que se difunde através da fenda sináptica e da placa motora e vai se prender a receptores específicos situados no sarcolema das dobras juncionais. que envolve grupos de miofilamenos separando-os em feixes cilíndricos. aqui o nervo perde a bainha de mielina e o axônio é recoberto por uma delgada camada de citoplasma das células de Schwann. o que interrompe a atividade contrátil. Inervação A contração normal das fibras esqueléticas é comandada por nervos motores. Túbulos transversais (Sistema T) O sistema T é responsável pela contração uniforme de cada fibra muscular esquelética. Em cada lado de cada túbulo T existe uma expansão ou cisterna terminal do retículo sarcoplasmático (Túbulos L). Quando cessa a despolarização. Ele é constituído por uma rede complexa de invaginações tubulares do sarcolema. o terminal axônico libera acetilcolina.77 Retículo sarcoplasmático O retículo sarcoplasmático regula especificamente o fluxo de íons de cálcio. Estas contêm o neurotransmissor acetilcolina. Estes nervos ramificam-se dentro do tecido conjuntivo do perimísio. O terminal axônico apresenta numerosas mitocôndrias e vesículas sinápticas. O retículo sarcoplasmático consiste de uma rede de cisternas do retículo endoplasmático liso. Este complexo especializado formado de um túbulo T e duas expansões do retículo sarcoplasmático. Quando a membrana do retículo sarcoplasmático é despolarizada pelo estímulo nervoso os íons de cálcio concentrados nas cisternas do retículo sarcoplasmático são liberados passivamente e atingem os filamentos finos e grossos da vizinhança. Quando uma fibra do nervo motor dispara (impulso nervoso). onde cada nervo origina A placa motora ou junção mioneural é o local no qual o nervo se insere numa depressão da superfície da fibra muscular. é conhecido como tríade.

Histiogênese . usando energia química. Sistema de produção de energia A célula muscular esquelética é altamente adaptada para a produção de trabalho mecânico descontínuo. que inicia o ciclo da contração. O número de unidades motoras acionadas e o tamanho de cada unidade controlam a intensidade da contração do músculo. o que resulta numa desporalização da membrana. Outros componentes do sarcoplasma No sarcoplasma encontramos glicogênio em abundância depositado sob a forma de granulação grossa. Outro componente do sarcoplasma é a mioglobina. O tamanho das unidades motoras em determinado músculo tem relação com a delicadeza de movimentos requerida pelo músculo. A repolarização iniciada na placa motora propaga-se ao longo da membrana da fibra muscular e penetra na profundidade da fibra através do sistema de túbulos transversais (T). Uma fibra nervosa pode inervar uma única fibra muscular ou então se ramificar e inervar 160 ou mais fibra musculares. pigmento análogo à hemoglobina. Em cada tríade o sinal despolarizador passa para o retículo sarcoplasmático e resulta na liberação de cálcio.78 neurotransmissor faz o sarcolema ficar mais permeável ao sódio. Quando a despolarização temina o cálcio é transportado ativamente de volta paras as cisternas do retículo sarcoplasmático e o músculo relaxa. Esse processo utiliza o oxigênio do sangue ou o oxigênio ligado à mioglobina. Uma pequena parte da sua energia é liberada durante a glicólise. Entretanto o glicogênio também pode ser usado como fonte de energia química. mas a maior parte da energia é produzida durante a oxidação fosforilativa. Essa energia é acumulada principalmente no ATP e FOSFOCREATINA que são armazenados na célula. O excesso de acetilcolina é hidrolisado pela colinesterase presente no interior da fenda sináptica. Funciona com depósito de energia. que é mobilizada durante a contração muscular. nas mitocôndrias. Principal responsável pela cor vermelho-escuro que alguns músculos apresentam.

ou o neuretoderma. constituídas por um túbulo T e uma cisterna do retículo sarcoplasmático. o sistema T e o retículo sarcoplasmático não são tão bem organizados como no músculo esquelético. as células destacam-se da massa epitelial e migram para o local futuro músculo. Um aspecto importante dessa musculatura é o fato de entre as suas células existir linhas transversais fortemente coráveis que aparecem em intervalos irregulares. são os discos intercalares. Estrutura e função das proteínas contráteis da fibra muscular cardíaca A estrutura e a função das proteínas contráteis das células musculares cardíacas são praticamente as mesmas do músculo esquelético. Apesar de estriado a contração é involuntária e rápida. As fibras dos músculos esqueléticos danificados podem regenerar-se em qualquer estágio da vida. os desmossomas que unem as células musculares impedindo que elas se separem sob a atividade contrátil constante do coração e as junções do tipo GAP que se situam nas partes laterais dos discos e são responsáveis pela continuidade iônica entre as células musculares vizinhas. sendo característico a presença de díades. As tríades não são tão freqüentes. a maior parte do reparo é na forma de tecido conjuntivo. os músculos esquléticos dessa região parecem surgir diretamente do mesênquima que migra para o interior da área. Também apresentam estriações transversais. São junções que aparecem como linhas retas ou exibem um aspecto em escada. mas. Estudo dos embriões jovens indicam que os primeiros mioblastos do músculo esquelético surgem de uma região específica da cada somito mesodérmico. como os demais tecidos musculares. Daqui.79 A histiogênese do músculo esquelético é diferente da dos outros tipos de músculo. TECIDO MUSCULAR ESTRIADO CARDÍACO Esse músculo é constituído por células alongadas que se anastomosam irregularmente. Nesses discos encontram-se três especializações juncionais: A zônula de adesão que serve para ancorar os filamentos de actina dos sarcômeros terminais. mas são facilmente diferenciadas das dos músculos esqueléticos por só apresentarem um ou dois núcleos centrais. Como a cabeça não possui somitos. o miótomo. No entanto. Além de grandes depósitos de glicogênio e de grânulos de .

encontramos uma rede de células musculares cardíacas modificadas. Estas células geralmente estão dispostas em camadas. Nervos e sistema gerador e condutor do impulso no coração Logo abaixo da camada interna de tecido conjuntivo que reveste o coração. no entanto o coração recebe nervos tanto do sistema simpático como do parassimpático. adaptando o ritmo cardíaco às necessidades do organismo como um todo. independentemente do impulso nervoso. O músculo cardíaco. As células musculares cardíacas são capazes de autoestimulação.80 lipofuscina.. Histiogênese do músculo cardíaco Todo o tecido muscular. TECIDO MUSCULAR LISO O tecido muscular liso é formado por células longas fusiformes. é uma modificação direta da camada mesodérmica epitelial da esplancnopleura. Não existem no coração terminações nervosas comparáveis à placa motora do músculo esquelético. que podem medir de 5 a 10 mm de diâmetro por 80 a 200 mm de comprimento. a capacidade do músculo cardíaco para se dividir é perdida em algum momento durante o período de crescimento inicial. O aumento da parede cardíaca durante as insuficiências cardíacas de qualquer causa é essencialmente um aumento das células do músculo cardíaco existente (hipertrofia). O sistema nervoso exerce no coração uma ação reguladora. . em vez do aumento do número de células (hiperplasia). de tal modo que as contrações dos átrios e ventrículos ocorrem em determinada seqüência. o primeiro a diferenciar-se. exceto possivelmente o da cabeça. acoladas à parede muscular do órgão: elas têm importante papel na geração e condução do estímulo cardíaco. o sarcoplasma cardíaco contém muitas mitocôndrias localizadas próximo a cada pólo do núcleo e também intercaladas entre os miofilamentos. São as fibras de Purkinje. A reparação de cortes no tecido muscular cardíaco é feita pela proliferação de tecido conjuntivo. Em sua maior parte. sobretudo nas paredes de órgãos ocos. surge do mesoderma. que formam plexos na base do coração.

etc. não demonstrando. elementos do retículo sarcoplasmático granular e grânulos de glicogênio. ou então constituindo a maior parte de um órgão. uma grande quantidade de vesículas de pinocitose em diferentes estágios de formação. Suas células apresentam apenas um núcleo central e são revestidas e mantidas juntas por uma rede muito delicada de fibras reticulares. pouco desenvolvido. Estrutura da célula muscular lisa A célula muscular lisa também é revestida externamente por uma camada de glicoproteína amorfa (glicocálix). Essas estruturas não só participam da transmissão do impulso nervoso de célula para célula. A contração da célula muscular lisa é involuntária e normalmente é lenta. Também podem ser encontrados no tecido conjuntivo de certos órgãos como próstata e vesículas seminais e no tecido subcutâneo de certas regiões como o escroto e os mamilos. No músculo liso é possível uma sobreposição dos filamentos grossos e finos por maior extensão. os miofilamentos de actina e miosina. Além dos filamentos de actina e de miosina. a célula muscular lisa exibe uma trama de filamentos intermediários que constituem uma espécie de matriz. As células musculares lisas não possuem sistema T e seu retículo . como característica. participando do citoesqueleto. Também se encontra presente o aparelho de Golgi. do tipo zônula de oclusão e GAP. Em corte transversal o seu aspecto é de um aglomerado de estruturas circulares ou poligonais que podem ocasionalmente apresentar um núcleo central. Seu plasmalema apresenta. como no útero. Freqüentemente os plasmalemas de duas células adjacentes se aproximam muito formando uniões estreitas. como também mantêm a união entre as células. o que permite grau maior de contração. Existe um núcleo longo e central por célula. numa zona justanuclear do sarcoplasma. A célula muscular lisa apresenta feixes de miofilamentos que se cruzam em todas as direções. vasos sanguíneos. formando uma trama tridimensional. Também encontramos no músculo liso vasos e nervos que penetram e se ramificam entre as células. algumas mitocôndrias. Podemos observar. a mesma organização paracristalina encontrada nas fibras estriadas. Podem agrupar-se formando pequenos músculos individualizados (é o caso do músculo eretor dos pêlos).81 como tubo digestivo. Em corte longitudinal percebe-se uma camada de células fusiformes paralelas.

As vesículas de pinocitose são numerosas e desempenham um papel importante na entrada e saída do íon cálcio. pode também sintetizar colágeno do tipo III. Os animais adultos mantêm a capacidade de converterem capilares em artérias musculares quando os caminhos normais do fluxo sanguíneo distributivo são interrompidos. fibras elásticas e proteoglicanas. provavelmente por diferenciação das células perivasculares primitivas em células musculares lisas. o perimísio. Demonstrou-se recentemente que a célula muscular lisa. Estrutura dos Músculos Os músculos esqueléticos estão revestidos por uma lâmina delgada de tecido conjuntivo. mas o grau de controle ca contração muscular pelo sistema nervoso varia.82 sarcoplasmático (regulador do fluxo de cálcio) é extremamente reduzido. septos . O músculo liso recebe fibras do sistema nervoso simpático e do parassimpático e não exibe as junções neuromusculares elaboradas que ocorrem apenas no músculo esquelético. que manda septos para o interior do músculo. Histiogênese Formado a partir do mesoderma. o tecido muscular liso repara-se por si mesmo com formação de cicatrizes semelhantes ao do músculo cardíaco. Existem terminações nervosas no músculo liso. além de sua capacidade contrátil.

o seu diâmetro é infinitamente menor. terciá.83 dos quais se derivam divisões sempre mais delgadas.rios). No seu interior notam-se muitos núcleos (quando geralmente a célula tem um só núcleo) de modo que se tem a idéia de ser a fibra constituída por várias células que perderam os seus limites. chamado endomísio. de 3 a 12 centímetros. com exclusão do núcleo) aparece estriado transversalmente de faixas alternadamente claras e escuras. A fibra muscular tem o aspecto de um filamento fusiforme. secundários. Essa estrutura existe somente nas fibras que constituem os músculos esqueléticos. os quais são por isso chamados músculos estriados. toda a restante parte da fibra. variando de 20 a 100 mícrons (milésimos de milímetro). O músculo fica assim dividido em feixes (primários. fundindose umas com as outras. O citoplasma da fibra (isto é. A fibra muscular é uma célula cilíndrica ou prismática. manda para o interior do músculo membranas delgadíssimas que envolvem cada uma das fibras musculares. O revestimento dos feixes menores (primários). longa. Fibra Muscular Estriada .

Os músculos esqueléticos. portanto. os filamentos motores trazem à fibra o estímulo para que esta se contraia.84 A estriação não existe. além disso. são órgãos muito vascularizados e muito inervado. Ao longo dos mesmos septos caminham ramificações nervosas motoras e sensitivas que penetram depois nas fibras. músculos lisos. enquanto ao longo da membranazinha que envolve cada uma das fibras se expandem os capilares que formam uma rede de malhas retangulares. fibras lisas e não são comandados pela vontade. Ao longo dos septos que dividem os feixes de fibras. portanto. e as transmitem ao cérebro. na verdade. nos músculos viscerais. As fibras lisas recebem. sobre o seu grau de contração. os filamentos sensitivos. . também. Estes músculos se chamam. um só núcleo e são privadas de estrias. que se chamam. ramificam-se arteríolas e vênulas. um tamanho que varia de 30 a 450 mícrons. vasos e nervos motores provenientes do sistema simpático. mas muito mais curtas do que as fibras musculares esqueléticas: têm. Têm. ao contrário. recolhem informações sobre o estado do músculo. ao contrário. em suma. Secção Músculo Liso Os músculos viscerais são também constituídos de fibras fusiformes.

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1 - Membrana Conjuntiva 2 – Septo 3 - Loja Muscular 4 - Vasos Sanguíneos 5 – Nervos 6 - Feixes de Fibras Musculares 7 - Artérias Nutritivas 8 - Nervos Sensitivos 9 - Nervo Motor

Estrutura e função do músculo esqueletico

A maior parte do corpo humano é formada por músculos esqueléticos, constituindo desta forma cerca de 40 ? 50 % do peso corporal total. Uma das funções mais importantes do músculo esquelético é a capacidade de locomoção e respiração. Três funções do músculo esquelético são importantes: 1 Geração de força para a locomoção e para respiração 2 Geração de força para sustentação postural

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3 Produção de calor durante períodos de exposição ao frio. Por meio dos tendões os músculos esqueléticos se fixam aos ossos, os músculos esqueléticos se fixam em duas extremidades em uma denominada origem na qual o músculo se une ao osso e não se move, enquanto a outra extremidade esta fixada a um osso (inserção) que se move durante a contração muscular. O simples fato de piscar a uma corrida em uma maratona depende do funcionamento correto do músculo esquelético, desta forma qualquer atividade física só pode existir por meio da força muscular. É importante que clínicos, professores de Educação Física e técnicos tenham um bom conhecimento do sistema muscular, para que os mesmos possam planejar adequadamente e conduzir os programas destinados a aumentar a força muscular, a endurance e a flexibilidade, uma vez que os músculos esqueléticos desempenham o papel no esporte o conhecimento aprofundado de suas estruturas tanto microscópica quanto macroscópica é muito importante pois através delas se pode compreender melhor o funcionamento do músculo, como ele se contrai, porque ele se fadiga. Esse entendimento é importante uma vez que através dele pode se planejar programas de treinamento de força cientificamente justificados.

IRRIGAÇÃO A irrigação dos músculos é feita ricamente por vasos sanguineos, um complexo de artérias e veias penetram no músculo e saem dele juntamente com os tecidos conjuntivos, dispondo se paralelamente a cada fibra muscular, eles se ramificam repetidamente em numerosas arteríolas capilares e vênulas, formando extensas redes dentro e ao redor do endomísio, por meio deste sistema cada fibra recebe um bom suprimento sanguíneo recém oxigenado proveniente do sistema arterial, processando ao mesmo tempo a remoção dos produtos nocivos tipo dióxido de carbono através do sistema venoso. A quantidade de sangue que um músculo necessita depende do seu estado de atividade. No exercício no qual utiliza ? se de uma captação de oxigênio de aproximadamente 4,0L/ min, o consumo de oxigênio aumenta quase 70 vezes chegando a 11 ml por 100g por minuto a fim de que essa demanda de oxigênio seja atendida grande quantidade de sangue são transportadas pelo leito vascular através dos tecidos ativos. Em atividades rítmicas como ciclismo, corrida, o fluxo sanguíneo

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flutua diminuindo durante a fase de contração dos músculos e aumentando durante a fase de relaxamento dos músculos, o que proporciona uma ordenha facilitadora do fluxo sanguíneo através dos músculos e ajuda a impulsionar o sangue de volta ao coração. Um músculo ao gerar aproximadamente 60% de sua capacidade geradora de força, o fluxo sanguíneo local é ocluído em virtude da pressão intramuscular elevada. Quando isso ocorre, a energia para o esforço contínuo com uma produção de força quase máxima é gerada pelos fosfatos de alta energia intramusculares e através das reações aeróbicas da glicose.

INERVAÇÃO Os nervos responsáveis pela inervação de um músculo contêm fibras tanto motoras quanto sensitivas e em geral penetram no músculo juntamente com os vasos sanguíneos. Ramificam ? se e alcançam todas as fibras musculares. Os nervos motores que são estimulados induzem o músculo a se contrair, eles tem sua origem no sistema nervoso central (medula espinhal e cérebro). O ponto onde um nervo motor (axônio) termina sobre uma fibra muscular é conhecido como junção neuromuscular ou placa motora terminal. Os nervos motores que penetram no músculo constituem cerca de 60%. Os nervos sensitivos são o restante com 40%, conduzindo informações sobre dor e orientação à cerca das áreas corporais dos órgãos sensoriais musculares ao sistema nervoso central.

COMPOSIÇÃO ESTRUTURAL DO MÚSCULO ESTRIADO ESQUELÉTICO

A composição do músculo esquelético é feita por diferentes tipos de tecidos tais como células musculares, os tecidos nervos, o sangue e vários tecidos conjuntivos. A célula muscular é conhecida como fibra muscular, as fibras

musculares são envolvidas por um tecido conjuntivo denominado ENDOMÍSIO, uma grande quantidade de células (fibras) musculares estão agrupadas e formam feixes musculares ou fascículos, a camada de tecido conjuntivo que envolve cada fascículo é denominada de PERIMISIO. A fáscia que envolve todo o músculo, mantendo ? o unido é chamada de EPIMÍSIO. O afunilamento do epimísio em sua extremidade distal, com a união das bainhas do tecido intramuscular forma o denso e resistente tecido conjuntivo dos tendões. Os tendões unem as extremidades do músculo à

(1998). o diâmetro da fibra muscular varia de 10 a 80 micrometros (mm). O sarcoplasma contém proteínas celulares. De acordo com POWERS E HOWLEY (2000). mitocôndria . mesmo que ele seja pequeno é ela que consegue suportar uma grande tensão gerada por um músculo relativamente grande. durante o processo de despolarização essa membrana possui capacidade de isolar uma fibra das outras. os núcleos (aproximadamente 250 por milímetro de comprimento da fibra). Além dos tendões serem mais rígidos que os músculos eles também são formados por fibras ?sem vida?. são metabolicamente inativas em comparação com o tecido muscular. Disposto entre as fibras colágenas e os tecidos do tendão há um entrelaçamento o qual forma uma poderosa conexão entre o músculo e o osso cuja separação é extremamente difícil. quando então pode ser seccionada ou literalmente arrancada do osso. ela é fina e elástica e envolve o conteúdo celular da fibra. sua constituição é de membrana plasmática de plasmalena e uma membrana basal. exceto durante um estresse intenso. Para WILMORE E CASHIL (2000). gorduras dissolvidas. Segundo McARDLE. A membrana basal é composta por proteínas e filamentos de fibras colágenas que permitem a fusão dessa fibra com as fibras colágenas existentes na cobertura externa do tendão. é uma substância gelatinosa que preenche os espaços entre as miofibrilas. organelas miofibrilas. Um tendão por ser mantido mais resistente que o músculo. glicogênio. As fibras musculares não estão em contato direto com o músculo. ESTRUTURA DA FIBRA MUSCULAR ESQUELÉTICA Após o detalhamento das camadas de tecidos que envolvem o músculo esquelético. A fibra muscular é envolvida por uma membrana plasmática chamada de sarcolema. assim a sobrecarga é suportada inteiramente pelas inserções direta de fibras musculares no osso caso não existisse os tendões provocaria um dano considerável a cada contração muscular. pode se compreender melhor agora como as fibras musculares estão contidas no músculo. O protoplasma aquoso da fibra muscular ou sarcoplasma (também denominado citoplasma). minerais. cada fibra muscular é um cilindro fino e alongado que possuem o comprimento do músculo.88 cobertura mais externa do esqueleto (periósteo). A membrana plasmática é definida como sendo uma estrutura lipidica de duas camadas cuja principal função é conduzir a onda eletroquímica de despolarização sobre a superfície da fibra muscular.

que liga o oxigênio. existirá um peso no qual a velocidade de contração pode ser observada (mas ainda é mínima e constante). TIPOS DE CONTRAÇÃO MUSCULAR Um músculo relaxado pode ser estendido até certo comprimento. observa-se à situação de tensão máxima. muito contraído. No entanto. Os túbulos longitudinais terminam em ambas as extremidades dentro de vesículas às vezes denominadas vesículas externas ou cisternas. Ainda no interior da fibra muscular encontramos uma rede de canais membranosos (ou rede longitudinal de túbulos).89 e outras organelas especializadas. a velocidade de contração é zero [peso infinito]. ai esta localizado as vesículas externas. as vesículas externas de um padrão são separadas daquelas de outro padrão. Os túbulos T mesmo estando associados funcionalmente ao retículo sarcoplasmático. chamada de retículo sarcoplasmático. contração máxima). quando um músculo é estimulado tetanicamente não se permitindo a mudança de comprimento (contração isométrica). Uma outra rede de túbulos denominada de túbulos transversos (túbulos T). grande quantidade de glicogênio armazenada. bem como a mioglobina. Quando diminuímos o peso aplicado ao músculo. As duas vesículas externas e o túbulo T que as separa são conhecidas como tríade. ao longo de toda a extensão das miofibrilas este padrão se repete. que é um composto similar à hemoglobina. O retículo sarcoplasmático funciona como armazenamento de cálcio o qual é importante na contração muscular. Não se sabe ao certo qual a função especifica do Reticulo sarcoplasmático e dos túbulos T. A função dos túbulos T é a propagação do impulso nervoso do sarcolema até as porções mais profundas da fibra. pouco contraído. Se o peso for diminuído gradativamente . A tensão varia muito conforme o estado do músculo (relaxado. As vesículas externas do reticulo guardam grande quantidade de cálcio. O sarcoplasma difere do citoplasma de outras células pelo fato de nele conter. mas sabe se que a tríade é importante na contração muscular. quando então oferece resistência ao aumento do comprimento. Representam extensões ou invaginações da membrana da célula muscular que constituí o sarcolema. os canais membranosos tem um trajeto paralelo ao das miofibrilas e formam alças em torno delas. Onde fica armazenado o íon Cálcio (Ca ++). estão separados dele anatomicamente. No caso de um músculo contraído ao máximo. Esta resistência caracteriza a existência de um componente elástico no músculo em repouso.

não há alteração do comprimento do músculo. atingindo uma situação isométrica. A contração autotônica representa uma combinação das solicitações isométrica com isotônica. A tensão seria então determinada pelas pontes. Cada tipo de fibra possui uma finalidade. sendo a maioria dos músculos uma mistura dos três tipos de fibras. onde não observa diminuição do comprimento do músculo. Os elementos contráteis do músculo são contraídos. Esta quantidade de calor é proporcional ao tamanho do músculo e corresponde à energia necessária para manter a tensão.90 (diminuindo assim a tensão exercida pelo músculo). a energia liberada pelo ATP não pode ser transformada em trabalho devido à incapacidade de deslizar mais os filamentos sobre os outros e há produção de calor. . E o desenvolvimento da força ocorre sem movimento articular aparente. É o tipo de contração sem movimento visível articular (embora existam encurtamentos de fibras). existe a liberação de calor de manutenção. Na contração isomérica (ou estática). A produção de calor por um músculo em contração isotônica é proporcional à mudança de comprimento do músculo e não depende da velocidade de contração ou do peso que foi levantado. TIPOS DE FIBRAS MUSCULARES PRESENTES NO MÚSCULO ESQUELÉTICO A fim de desempenhar mais eficientemente as várias funções que o nosso corpo exige.Na contração muscular isotônica observa-se uma diminuição no comprimento do sarcômero e os filamentos tendem a se encontrar no centro da banda H. mas não de trabalho. existem três tipos diferentes de fibra muscular. mas para a finalidade deste texto somente as três principais serão discutidas. Neste ponto. com proporções maiores ou menores de um tipo de fibra muscular. a velocidade de contração irá aumentando proporcionalmente (peso próximo de zero implica em velocidade de contração máxima).A contração isotônica (ou dinâmica) é aquela em que a velocidade é diferente de zero e a tensão é constante. Alguns pesquisadores descreveram mais tipos de fibras musculares. Apresenta uma força capaz de ser desenvolvida durante uma tensão muscular voluntária estática. existe tensão máxima e não há como deslizar mais os filamentos. No caso da contração isométrica [tetânica].

Possuem um pequeno diâmetro. tríceps braquial e orbicular do olho. estando adaptadas para contrações lentas. número de mitocôndrias e hemoglobinas. Os músculos do tronco e membros humanos contém várias proporções dos três tipos de fibras musculares. velocidade de contração e velocidade de fadiga.Fibras do tipo IIB O terceiro tipo de fibra é a IIB. bíceps braquial. É designada de fibra de contração lenta ou oxidativa lenta. prolongadas e de sustentação postural. As fibras II A desenvolvem uma força de contração maior e completam uma contração muscular única em menor tempo que as fibras do tipo I. Fibras do tipo II Esse grupo é subdividido em Fibras IIA e IIB Fibras do tipo IIA De coloração pálida devido a pouca concentração de mioglobinas. esternocleidomastóideo. tamanho. . devido à alta concentração de mioglobina (hemoglobina muscular que armazena oxigênio) e mitocôndrias. Também são chamadas de fibras de contração rápida ou glicolíticas rápidas. Sóleo. no entanto as fibras do tipo IIA fatigam mais rapidamente do que as do tipo I. Alem disso alguns investigadores sugerem que as proporções de fibras musculares de contração rápida e de contração lenta em um músculo em particular variam de um indivíduo para indivíduo. gastrocnêmio. É designada de oxidativo rápido-glicolítico e é intermediário em características tais como cor.91 Fibras do tipo Apresenta uma coloração vermelha escura. . possuem um diâmetro maior do que as fibras do tipo I. A quantidade de fibras do tipo um é maior em um corredor de maratona do que um velocista de 100 metros rasos. Apresentam as latências demoradas. são respectivamente os músculos com maior proporção de fibras do tipo I.

Estes músculos se comparados ao peitoral maior e ao deltóide não têm a mesma dimensão. rotação medial e rotação lateral do braço. Origem: 1ªcostela. Origem: Clavícula. é menor que o peitoral maior. Origem: Clavícula. Deltóide . Possui origem ampla e inserção única no úmero. Inserção: Tuberosidade deltóidea. plano e triangular que está recoberto pelo m. abdução até 90º. reto abdominal. Ação: Adução.92 Músculos do membro superior Peitoral Maior . Origem: 2ª a 5ª costelas. acrômio e espinha da escapula. Inserção: Crista do tubérculo maior do úmero. Inserção: Processo coracóide da escápula. flexão e adução do braço. mas desempenham um papel fundamental nos movimentos do ombro e cintura . Inserção: Extremidade acromial da clavícula. Ação: Estabiliza e abaixa a clavícula.É um músculo triangular formado por três porções. Ação: Rotação medial. manúbrio e corpo do externo. Inervação: Nervo subclávio. Está situado imediatamente sob a pele.É um músculo espesso. Inervação: Nervo axilar. infra-espinhal. Peitoral Menor . Inervação: Nervos peitorais mediais e laterais. E como o próprio nome já diz. recobrindo a cabeça do úmero. peitoral maior. Inervação: Nervos peitorais mediais e laterais.É um músculo estreito e cilíndrico. redondo menor e subescapular. triangular e plano que recobre a região ântero-superior do tórax. adotando assim uma forma de leque. O Manguito Rotador -É formado por quatro músculos que são: o supraespinhal. Ação: Anteversão do membro superior e auxilia na inspiração forçada. Está situado entre a clavícula e a 1º costela. cartilagens costais da 2ª a 6ª e bainha do m. Subclávio .É um músculo delgado.

Subescapular . bipeniforme. A rotação lateral é imprescindível durante a abdução da articulação glenoumeral. Origem: Fossa supra-espinhal . o que gera um vetor de força no sentido caudal sobre sua cabeça. em decorrência da ação primária dos músculos infra-espinhal. Origem: Face costal da escápula Inserção: Tubérculo menor do úmero Inervação: Nervo subescapular Ação: Rotação medial e adução do braço Supra-espinhal . sendo que o vetor de força no sentido cranial exercido pelo músculo deltóide durante a elevação do membro superior é equilibrado pela ação centralizadora e depressora do manguito rotador sobre a cabeça do úmero. com formato piramidal que ocupa toda a fossa supra-espinhal da escápula. O manguito funciona na verdade como uma convergência de tendões. semelhante a um capuz ao redor da cabeça do úmero. pois libera a tuberosidade maior do úmero do atrito com o acrômio. os músculos do manguito rotador e o músculo deltóide formam um mecanismo force couple sobre a cabeça do úmero.93 escapular. redondo menor e subescapular exercem ação primária na depressão da cabeça do úmero. ele passa pela face anterior da articulação do ombro para se inserir no úmero. Está situado na fossa escapular.Potencializar as rotações da articulação glenoumeral. Nos músculos infraespinhal. Os tendões dos quatro músculos se unem a cápsula articular ao redor da articulação glenoumeral e suas principais funções são: . Estes músculos devem possuir não apenas força suficiente. enquanto o músculo infra-espinhal é responsável pela estabilização dinâmica posterior. O músculo subescapular é o principal estabilizador dinâmico anterior da cabeça do úmero.É um músculo grosso. resultando em um movimento de rotação harmônica e preciso. Na realidade.É plano. mas também resistência muscular significativa para funcionar apropriadamente. -Estabilizar a dinâmica da articulação glenoumeral. em razão de sentido oblíquo de suas fibras em direção a esse osso. redondo menor e subescapular.Proporcionar um compartimento fechado importante para a nutrição das superfícies articulares da cabeça do úmero e da cavidade glenoidal. . No músculo supraespinhal parece proporcionar uma restrição estática à migração superior da cabeça do úmero. grosso e triangular.

Fica situado na fossa infraespinhal da escápula.94 Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo Supra-escapular Ação: Rotação lateral e abdução até 90º do braço Infra-espinhal . Origem: Fossa infra-espinhal e margem lateral da escápula Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo axilar Ação: Rotação lateral e adução do braço Redondo Maior .É um músculo bastante robusto. Fica localizado na borda axilar da escápula.É cilíndrico e quadrangular. recoberto parcialmente pelo m. por baixo e por trás do m. Em latim teres minor.É plano. Em latim teres major. levemente aplanado. grande dorsal. Ocupa quase que toda a fossa infra-espinhal da escápula. Redondo Menor . infra-espinhal. grosso e bipeniforme que adota um formato oblongotriangular. Origem: Espinha da escapula Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo Supra-escapular Ação: Rotação lateral. Origem: Borda lateral e ângulo inferior da escapula Inserção: Crista do tubérculo menor Inervação: Nervo subescapular Ação: Rotação medial e adução do braço . adução e abdução do braço.

relativamente curto. rotação medial. fusiforme e relativamente grosso. É formado por duas cabeças. bíceps braquial ao caminhar para o úmero. As duas cabeças se unem em um único tendão de inserção. Uma longa que se origina no tubérculo supraglenoidal da escápula e possui um tendão de origem maior e mais fino. Origem: Processo coracóide da escápula . Está recoberto pelo m.É plano. adução. flexão e supinação do antebraço Coracobraquial . Origem: Tubérculo supraglenoidal da escápula e processo coracóide da escápula Inserção: Tuberosidade do rádio Inervação: Nervo musculocutâneo Ação: Abdução.É um músculo cilíndrico. anteversão do braço. peitoral maior na região axilar anterior e cruza posteriormente o m.95 MÚSCULOS ANTERIORES DO BRAÇO Bíceps Braquial . Outra curta que se origina do processo coracóide da escápula e se localiza medialmente a cabeça longa.

Origem: Tubérculo infraglenoidal. lábio glenoidal. face posterior do úmero Inserção: Olecrano .96 Inserção: Inervação: Úmero. Braquial . Fica recoberto pelo m.Tem formato plano de características fusiformes. bíceps braquial na região anterior do braço.Ocupa toda face posterior do braço. distal a crista do tubérculo maior Nervo musculocutâneo Ação: Rotação medial. Origem: Terço médio do úmero Inserção: Tuberosidade da ulna Inervação: Nervo musculocutâneo Ação: Flexão do antebraço MÚSCULOS POSTERIORES DO BRAÇO Tríceps Braquial . É formado por três porções de origem distintas que se unem em um tendão comum para se inserir na ulna. adução e anteversão do braço.

tríceps braquial.É um músculo plano e triangular situado na face posterior do cotovelo.É o espaço delimitado pela cabeça longa do m. Parace ser uma continuação do m. Ancôneo . redondo maior. escapula e úmero.97 Inervação: Nervo radial Ação: Adução e extensão do braço. borda superior do tendão do m. extensão do antebraço Espaço axilar lateral . também conhecido como quadrilátero de Velpeau. Por esse espaço. Origem: Epicôndilo lateral do úmero Inserção: Face posterior da ulna Inervação: Nervo Radial Ação: Extensão do antebraço . passam o nervo axilar e a artéria circunflexa posterior do úmero. tríceps braquial.

largo e semipeniforme. pronação e abdução da mão . Origem: Epicôndilo medial Inserção: II metacarpiano Inervação: Nervo mediano Ação: Flexão.98 MÚSCULOS ANTERIORES DO ANTEBRAÇO Pronador Redondo .É um músculo quadrangular que está situado no plano superficial da região anterior do antebraço. pronador redondo e o m. Está situado entre o m. palmar longo.É um músculo plano. lateralmente Inervação: Nervo mediano Ação: Flexão e pronação Flexor Radial do Carpo . Origem: Epicôndilo medial do úmero e face medial da ulna Inserção: 1/3 médio do rádio.

Origem: Epicôndilo medial do úmero Inserção: Aponeurose palmar Inervação: Nervo mediano Ação: Flexão palmar Flexor Superficial dos Dedos . situado superficialmente na face anterior do antebraço. abdução e adução dos dedos Flexor Ulnar do Carpo .É um músculo fusiforme.99 Palmar Longo . estreito. Origem: Epicôndilo medial do úmero e olecrano Inserção: Pisiforme. fusiforme na porção lateral e peniforme na porção medial.É plano. dos do V metacarpiano e hamato Inervação: Nervo ulnar Ação: Flexão e abdução da mão . Origem: Epicôndilo medial do úmero e face anterior do rádio Inserção: Falanges médias do 2º ao 5º dedo Inervação: Nervo mediano Ação: Flexão.É um músculo plano que se estende superficialmente pela face antero-lateral de todo o antebraço. Está localizado na 2º camada muscular da região anterior do antebraço.

Ele é peniforme e possui formato triangular Origem: Epicôndilo medial e face anterior do rádio Inserção: Falange distal do polegar Inervação Nervo medial Ação: Flexão palmar e adução da mão Pronador Quadrado . superficial dos dedos.Como o nome já diz é um músculo de formato quadrangular. próximo a articulação radioulnar distal.Está situado no mesmo plano muscular do m. Está recoberto pelo m. Sua visualização requer ressecção das camadas musculares superficiais. Origem: Face anterior da ulna e membrana interóssea Inserção: Falange distal do 2º ao 5º dedo Inervação: Nervo ulnar e Nervo mediano Ação: Flexão palmar e adução da mão Flexor Longo do Polegar .100 Flexor Profundo dos Dedos . Origem: Quarto distal da margem anterior da ulna . Está situado no plano muscular mais profundo desta região.É um músculo fusiforme que se divide em quatro tendões. flexor profundo dos dedos.

É um músculo curto e fusiforme que possui um grande tendão. Está situado parcialmente abaixo do m. Origem: Úmero Inserção: Base do II metacarpiano Inervação: Nervo radial Ação: Flexão. Origem: Crista supracondilar do úmero Inserção: Processo estilóide do rádio Inervação: Nervo radial Ação: Flexão. È o músculo mais superficial da região lateral do antebraço. pronação e supinação da mão Extensor Radial Longo do Carpo . amplo em sua parte proximal e vai se afinando ao dirigir-se para o punho. braquiorradial.101 Inserção: Quarto distal da margem anterior do rádio Inervação: Nervo interósseo anterior Ação: Pronação MÚSCULOS LATERAIS DO ANTEBRAÇO Braquiorradial .É plano. pronação e supinação da mão .

102 Extensor Radial Curto do carpo . Origem: Epicôndilo lateral do úmero Inserção: Aponeurose do 2º ao 5º dedo Inervação: Nervo radial Ação: Extensão e dorso flexão dos dedos Extensor do Dedo Mínimo . Origem: Epicôndilo lateral do úmero Inserção: Base do III metacarpiano Inervação: Nervo radial Ação: Dorso flexão e abdução da mão MÚSCULOS DORSAIS DO ANTEBRAÇO Extensor dos Dedos .É largo e fusiforme.É um músculo plano e estreito que fica situado . se divide em quatro tendões ao se aproximar do punho. situado na transição da região lateral para posterior do antebraço.É plano e carnoso. Está situado no plano superficial da face posterior do antebraço.

É um músculo fusiforme. está situado na margem lateral da face posterior do antebraço. Origem: Face posterior da ulna . Por vezes suas fibras se confundem com as fibras desse músculo. localizado no plano profundo da região posterior do antebraço e que fica recoberto pelo m. quadrangular e está situado no plano profundo da região posterior do antebraço. Origem: Epicôndilo lateral do úmero e face posterior da ulna Inserção: Face dorsal do V metacarpiano Inervação: Nervo radial Ação: Extensão.103 medialmente ao m.É um músculo fusiforme. Origem: Epicôndilo lateral do úmero Inserção: Aponeurose dorsal do 5º dedo Inervação: Nervo radial Ação: Extensão e dorso flexão do dedo mínimo Extensor Ulnar do Carpo . Origem: Epicôndilo lateral do úmero Inserção: Face anterior do rádio Inervação: Nervo radial Ação: Supinação Extensor Longo do Polegar . extensor dos dedos. Recobre o terço proximal do rádio como uma faixa. Origem: Face posterior da ulna Inserção: Aponeurose dorsal do indicador Inervação: Nervo radial Ação: Extensão do indicador Abdutor Longo do Polegar . adução e extensão do polegar Extensor do Indicador .Fusiforme e bastante estreito este músculo está situado medialmente ao m extensor longo do polegar. extensor dos dedos. dorso flexão e abdução da mão Supinador . extensor do dedo mínimo. Origem: Face posterior da ulna Inserção: Falange distal do polegar Inervação: Nervo radial Ação: Abdução.É plano.É um músculo fusiforme que fica situado medialmente ao m.

quadrangular e plano. Origem: Aponeurose palmar . Suas fibras correm paralelamente às fibras deste músculo. Está localizado no bordo ulnar da aponeurose palmar.Está situado medialmente ao m. abdutor longo do polegar.104 Inserção: Base do I metacarpiano Inervação: Nervo radial Ação: Abdução do polegar e da mão Extensor curto do polegar . Origem: Face posterior do rádio Inserção: Falange proximal do polegar Inervação: Nervo radial Ação: Extensão do polegar e abdução da mão MÚSCULOS DA MÃO REGIÃO HIPOTENAR Palmar Curto .

É um músculo que não esta presente em todos os indivíduos. extensão e abdução do dedo mínimo Flexor Curto do Dedo Mínimo . Origem: Retináculo dos flexores e osso pisiforme Inserção: Aponeurose dorsal do 5º dedo Inervação: Nervo ulnar Ação: Oponência.É plano e oblongo.É Extremamente fino. abdutor do dedo mínimo. está coberto parcialmente pelo m. flexão e abdução do dedo mínimo Oponente do Dedo Mínimo . Origem: Retináculo dos flexores Inserção: Falange proximal do 5º dedo Inervação: Nervo ulnar Ação: Oponência.105 Inserção: Pele da eminência hipotênar Inervação: Nervo ulnar Ação: Extensão da pele da palma da mão Abdutor do Dedo Mínimo . Fica situado na borda lateral da região hipotênar. Origem: Retináculo dos flexores Inserção: Face ulnar do V metacarpiano Inervação: Nervo ulnar Ação: Oponência .

Origem: Retináculo dos flexores Inserção: Ossos sesamóides e falange proximal do polegar Inervação: Nervo mediano Ação: Abdução e flexão do polegar Flexor Curto do Polegar . adução e flexão do polegar .É quadrangular e composto de duas porções.Plano e delgado. capitato.106 REGIÃO TENAR Músculo Abdutor Curto do Polegar . Uma mais superficial. ele é o músculo mais superficial da região tênar da mão. trapézio trapezóide e base do I metacarpiano Inserção: Ossos sesamóides e falange proximal do polegar Inervação: Nervo mediano e nervo ulnar Ação: Oponência. Origem: Retináculo dos flexores. com origem no retináculo dos flexores e outra mais profunda que se origina do I metacarpiano.

Origem: Retináculo dos flexores e trapézio Inserção: I metacarpiano Inervação: Nervo mediano e nervo ulnar Ação: Oponência e adução do polegar Adutor do Polegar .É um músculo plano e quadrangular. flexor profundo dos dedos.É triangular e plano. IV e V metacarpiano Inserção: Aponeurose dorsal dos II. abdutor do polegar e oponente do polegar. sobre a face palmar dos metacarpos que estão entre eles. flexor profundo dos dedos Inserção: Aponeurose dorsal dos II a V dedos Inervação: Nervo mediano (I e II) e ulnar (III e IV) Ação: Flexão. exclusivo do ser humano.São quatro músculos bipeniformes situados na face dorsal dos espaços intermetacarpianos.São quatro finos feixes musculares localizados entre os tendões do m. oponência e flexão do polegar REGIÃO MEDIANA Lumbricais . Uma transversa e outra oblíqua. Responsável pelo movimento de pinça. Origem: Capitato e base do II metacarpiano Inserção: Ossos sesamóides e falange proximal do polegar Inervação: Nervo ulnar Ação: Adução. IV e V dedos Inervação: Nervo ulnar Ação: Flexão adução e extensão dos dedos Interósseos Dorsais .107 Oponente do Polegar .São três pequenos músculos planos e triangulares situados na camada mais profunda da face palmar da mão. Está situado no plano profundo e possui duas porções. Origem: II. Origem: Tendões do m. está recoberto pelo m. abdução e extensão dos dedos Interósseos Palmares . Origem: I e V metacarpianos Inserção: Aponeurose dos II a IV dedos Inervação: Nervo ulnar .

rombóide menor Músculos da espádua • • Deltóide Supraespinhoso.108 Ação: Flexão. lateral.a coifa (cuff) dos rotadores Redondo maior A axila. rombóide maior. Redondo menor. Seus limites e conteúdo. • Músculos do braço: Anteriores (no seu conjunto são flexores) • Bicípete braquial (cabeça longa. pronadores. origem comum no epicôndilo medial) Superficiais (no sentido lateral para medial) . medial) Ancóneo Músculos do antebraço Grupo anterior (no conjunto são flexores do punho e dedos. Infraespinhoso. A bainha sinovial intertubercular • • Coracobraquial Braquial Posteriores (no seu conjunto são extensores) • • Tricípete braquial (cabeças longa. abdução e extensão dos dedos Músculos que ligam o membro superior ao tórax • • • • Peitoral maior Peitoral menor Subclávio Serreado anterior Músculos que ligam o membro superior à coluna vertebral • • • Trapézio Grande dorsal Elevador da omoplata. Subescapular . cabeça curta).

• • supinadores. Flexor longo do polegar Pronador quadrado Grupo posterior (no conjunto são extensores do punho e dedos. Profundos Supinador Abductor longo do polegar. Extensor cubital do carpo • Ancóneo A fossa cubital. Seus limites e conteúdo.109 • Pronador redondo. Extensor dos dedos. Flexor radial do carpo. Longo extensor do polegar Extensor do indicador A " tabaqueira anatómica". • • • Músculos da mão Grupo da eminência tenar • • • • Curto abductor do polegar Curto flexor do polegar Oponente do polegar Aductor do polegar Grupo da eminência hipotenar • • • Abductor do dedo mínimo Oponente do dedo mínimo Curto flexor do dedo mínimo . Extensor do dedo mínimo. Seus limites e conteúdo. Curto extensor do polegar. Flexor cubital do carpo • Flexor superficial dos dedos (num plano mais profundo) Profundos Flexor profundo dos dedos. origem comum no epicôndilo lateral) Superficiais • • Braquiorradial (excepção: flexor) Extensores radiais do carpo longo e curto. Palmar longo.

Coluna vertebral trapézio .supinador .tabaqueira anatômica (abdutor longo do polegar.subclávio .pronador quadrado . Bainhas sinoviais das mãos. flexor curto do polegar. A "posição de repouso" da mão.braquial Posterior tríceps braquial . subescapular) .extensor do dedo mínimo .flexor longo do polegar superficiais .110 Grupo central • • Lumbricais.flexor radial do carpo Anterior flexor ulnar do carpo flexor superficial dos dedos profundos .extensor radial longo do carpo .extensor ulnar do Posterior carpo profundos .palmar longo .romboides (maior. redondo menor.grande dorsal .ancôneo Antebraço superficiais .seus limites ósseos. abdutor do mínimo) . O " túnel carpiano" .manguito rotador (supra-espinhal.sua relação entre si e com os músculos intrínsecos da mão. Sua relação com os tendões do flexor profundo dos dedos.peitoral menor . Retináculo dos extensores. flexor curto do mínimo.palmar breve lumbricais .extensor do índex Mão palmares laterais tenar (oponente do polegar.pronador redondo . abdutor curto do polegar) . extensor curto do polegar.extensor dos dedos . menor) levantador da escápula Cavidade torácica peitoral maior .curto do carpo . A aponevrose palmar.redondo maior Braço Anterior coracobraquial . infra-espinhal.serrátil anterior Ombro deltoide . Interósseos palmares e interósseos dorsais.interósseos (dorsais. palmares) palmares mediais intermediários . Os tendões dos músculos do antebraço na mão . extensor longo do polegar) .bíceps braquial .braquiorradial .flexor profundo dos dedos .adutor do polegar hipotenar (oponente do mínimo. Retináculo dos flexores.

Músculo esfíncter da pupila. Músculo ciliar Músculos do ouvido: Músculo estapédio. Músculo levantador do lábio superior e da asa do nariz. Músculo tensor do tímpano MÚSCULOS (LÍNGUA E PALATO MOLE) VISCERAIS . Músculo levantador do lábio superior. Músculo abaixador do lábio inferior. Músculo orbicular da boca. Músculo reto inferior. Músculo oblíquo inferior Músculos intraoculares: Músculo dilatador da pupila. Músculo risório de Santorini Músculos mastigadores Músculo masseter. Músculo zigomático maior. Músculo corrugador do MÚSCULOS ÓRGÃOS DOS SENTIDOS OLHO. Músculo temporal. nasal. Músculo abaixador do ângulo da boca. Músculo abaixador do septo nasal Músculos da boca:Músculo bucinador. Músculo pterigóideo medial do pavilhão auricular: Músculo auricular Músculos das palpebras: Músculo orbicular do olho. Músculo oblíquo superior. Músculo pterigóideo lateral. Músculo reto medial. E OUVIDO DOS Músculos extraoculares: Músculo levantador superior da pálpebra. Músculo temporoparietal Músculos supercílio Músculos do nariz: prócero.111 MÚSCULOS DA CABEÇA MÚSCULOS DA CABEÇA SUBCUTÂNEOS Músculos subcutâneos do crânio: Músculo occipitofrontal. Músculo zigomático menor). Músculo reto superior. Músculo mentual. Músculo tarsal superior. Músculo levantador do ângulo da boca. Músculo reto lateral.

coxa. Músculo transverso. À maior porção dá-se o nome de Psoas Maior (em latim psoas magnus) e à menor de psoas menor (em latitm psoas parvus). Músculo estiloglosso.É um músculo volumoso e fusiforme.É um músculo plano e triangular que está situado na fossa ilíaca e é recoberto parcialmente pelo m. Músculo palatofaríngeo MÚSCULOS INFERIORES O membro inferior é formado por cintura pélvica.metatarsos[05] e falanges[14]. Músculo vertical Músculos do palato mole: Músculo levantador do véu palatino. está porção menor geralmente está ausente. É composto por duas porções que também podem ser consideradas como músculos individuais.112 Músculos extrínsecos da língua: Músculo genioglosso. Os músculos do membro inferior podem ser divididos em músculos do quadril. da úvula. Está situado ao lado da coluna lombar. Origem: Corpos vertebrais de T12 á L4 e processos costais de L1 á L4 Inserção: Trocanter menor Inervação: Ramos musculares do plexo lombar . MÚSCULOS DO QUADRIL Ilíaco . perna e pé. na face posterior da cavidade abdominal. Músculo tensor do véu palatino. músculos da perna e músculos do pé. É formada por 30 ossos em cada lado. Músculo condroglosso. músculos da coxa.que são subdivididos em tarsos[07]. Músculo hioglosso.sustentação do corpo e postura. Músculo longitudinal inferior. músculos da região glútea. Origem: Fossa ilíaca e espinha ilíaca ântero-inferior Inserção: Trocanter menor e linha áspera Inervação: Ramos musculares do plexo lombar Ação: Flexão do quadril Psoas . Músculo palatoglosso. Músculos intrínsecos da língua: Músculo longitudinal superior. Os membros inferiores são mais fortes e resistentes que os superiores pois eles fazem o processo de locomoção. psoas. Desses 30 ossos que formam o membro inferior 26 ficam no pé.

vasto medial: É uma lamina muscular plana e grossa que está situada na face medial da coxa. vasto lateral: É o maior músculo do quadríceps.113 Ação: Flexão e extensão da coluna lombar. mas possuem uma única inserção comum. Origem: Espinha ilíaca ântero-inferior M. se confunde com o m. flexão e rotação do quadril MÚSCULOS DA COXA Quadríceps Femoral . Está recoberto pelo m. reto femoral. pois tem origens diferentes. vasto intermédio na sua porção anterior. extensão do joelho.Localizado na face anterior da coxa. Recobre quase que toda a face antero-lateral da coxa. vasto intermédio: Está recoberto pelo m. Origem: lábio lateral da linha áspera e trocanter maior M. e tensão da cápsula articular do joelho . Origem: face anterior do fêmur Inserção: Tuberosidade da tíbia Inervação: Nervo femoral Ação: Flexão do quadril. este músculo envolve quase que por completo o fêmur. Origem: lábio medial da linha áspera M. reto femoral: É o maior em comprimento. Está situado no meio da coxa e é um músculo bipeniforme. tensor da fáscia lata em sal região proximal. São eles: M. É composto por quatro músculos que recebem nomes distintos. quadríceps. É um músculo plano que forma a parte mais profunda do m.

cruzando a face anterior da coxa.É uma região com forma de triângulo delimitada pela margem lateral do m. artéria femoral e nervo femoral. quadríceps.114 Músculos da Coxa e Quadril Sartório . em duas lacunas. é dividido pelo arco pectíneo (Fig 4. O assoalho deste trígono é formado pelo m. formado pela veia femoral. Uma . sartório e pelo ligamento inguinal. pectíneo.29). por onde esse feixe passa. É delgado e plano e está situado anteriormente ao m. O espaço abaixo do ligamento inguinal. rotação lateral e abdução do quadril. Neste trígono encontramos a feixe vasculonervoso femoral. Também é conhecido como músculo do costureiro. adutor longo. margem medial do m. flexão e rotação medial do joelho Trígono Femoral . formando a pata de ganso Inervação: Nervo femoral Ação: Flexão. pelo movimento típico dos alfaiates que ele proporciona. Origem: Espinha ilíaca ântero-superior Inserção: Tuberosidade da tíbia. íliopsoas e m.É o músculo mais longo do corpo humano.

íliopsoas.É um músculo largo e plano. carnoso em sua face externa e tendinoso em sua face interna. Coxa . sartório e grácil. formado pelo m. mais lateral. Estudaremos esse espaço anatômico mais detalhadamente no próximo capitulo. A outra lacuna é mais medial e por ela passam a artéria femoral. por onde passa o m. abdução e rotação medial do quadril e estabilização do joelho. ao estudarmos a artéria femoral. a veia femoral e o ramo femoral do nervo genitofemoral.115 lacuna muscular. Está situado na face lateral da coxa e do quadril. Origem: Espinha ilíaca ântero-superior Inserção: Extremidade lateral da tíbia. Tensor da Fáscia Lata . o nervo cutâneo lateral da coxa e o nervo femoral. os vasos femorais passam sob o m. abaixo do côndilo lateral através do trato íliotibial Inervação: Nervo glúteo superior Ação: Flexão. sartório e penetram no canal dos adutores. No vértice do trígono femoral.Vista Lateral .

nessa região ela se insere no osso do quadril e no ligamento inguinal.É quadrangular. Grácil . em forma de cinta. ela é a continuação das fáscias abdominal externa e toracolombar.A fáscia lata recobre toda a coxa e recebe esse nome pela sua ampla extensão. tendo limites imprecisos. Origem: Linha péctinea do púbis Inserção: Linha pectinea do fêmur Inervação: Nervo femoral e obturatório Ação: Flexão. Distalmente continua-se com a fáscia da perna. adução e rotação lateral do quadril . Está situado entre o m. Na porção lateral ela se insere na crista ilíaca e próximo ao trocanter maior do fêmur adquire um aspecto tendíneo chamado de trato íliotibial. Proximalmente. Origem: Sínfise púbica Inserção: Extremidade proximal da tíbia. na face anterior da coxa. iliopsoas e m.116 A Fáscia Lata e o Trato Íliotibial . sobre o m.É o músculo mais superficial da face medial da coxa. Medialmente reveste a musculatura adutora e essa é a sua porção mais delgada e não aponeurótica. flexão e rotação medial do joelho Pectíneo . curto e achatado. adutor longo. Na região posterior da parte proximal ela se continua à aponeurose glútea. vasto lateral para se inserir na tíbia. considerado um potente músculo adutor. flexão e rotação lateral do quadril. É fino e plano. que corre por toda a face lateral da coxa. formando a pata de ganso Inervação: Nervo obturatório Ação: Adução.

Origem: Ramo inferior do púbis Inserção: Lábio medial da linha áspera Inervação: Nervo obturatório Ação: Adução. plano e robusto. pectíneo e lateralmente ao m. pectíneo e o m grácil. Está situado medialmente ao m. Fica situado entre o m. flexão e rotação lateral da coxa Adutor Magno . Origem: Púbis Inserção: Lábio medial da linha áspera Inervação: Nervo obturatório Ação: Adução. flexão e rotação lateral da coxa Adutor Longo . Essa porção aponeurótica possui um hiato por onde os vasos femorais (artéria e .Tem formato triangular e é bastante grosso.117 Coxa após remoção dos Músculos do Quadril Adutor Curto .É o músculo mais superficial do grupo dos adutores. adutor magno. Possui uma grande porção muscular e uma aponeurótica que se insere quase que em toda a extensão do lábio medial da linha áspera do fêmur. É triangular.É um amplo músculo triangular que se estende por toda a região medial da coxa.

118 veia femoral) ganham a fossa poplítea. O canal esta limitado anteriormente e lateralmente pelo m. sartório e pelo septo intermuscular vastoadutor. . flexão e rotação lateral Músculos Adutores . posterior e medialmente pelo m. Por ele passam a artéria femoral. mas não passa pelo hiato muscular e não ganha a fossa poplítea. é um túnel músculo-ósteo-membranoso localizado no terço médio da coxa que se estende do ápice do trígono femoral até o hiato dos adutores.Visão anterior da Coxa O Canal dos Adutores .Também conhecido como canal de Hunter. vasto medial. superficialmente pelo m. a veia femoral e o nervo safeno. Origem: Ramo inferior do púbis e na tuberosidade isquiática Inserção: Lábio medial da linha áspera Inervação: Nervo obturatório Ação: Adução. Esse hiato recebe o nome de hiato dos adutores. adutor longo e magno. lembrando que o nervo safeno passa pelo canal. vasto medial e diáfise do femur.

por onde passam os vasos obturatórios e o nervos obturatório. É responsável pela manutenção da postura ereta.É um músculo triangular que se situa na face anterior do quadril e que cruza anteriormente a articulação coxofemoral.119 Obturador Externo .Representa uma lacuna na membrana obturadora localizada no forame obturado. face posterior do sacro e aponeuroses adjacentes Inserção: Tuberosidade glútea Inervação: Nervo glúteo inferior (plexo sacral) Ação: Extensão. rotação lateral e abdução no quadril e auxiliar na extensão do joelho . É o mais volumoso e mais potente desta região. MÚSCULOS DA REGIÃO GLÚTEA Glúteo Máximo .É um músculo plano. Origem: Circunferência do forame obturado e membrana obturatória Inserção: Fossa trocantérica Inervação: Nervo obturatório Ação: Borda do forame obturado e membrana obturatória O Canal Obturatório . Origem: Face glútea da asa do ílio. quadrangular e muito robusto.

Origem: Face glútea da asa do ílio Inserção: Trocanter maior Inervação: Nervo glúteo superior Ação: Abdução. Origem: Entre os forames anteriores dos 3ª e 4ª segmentos sacrais . É grosso e triangular. Possui radiações que convergem para formar um forte tendão que o insere no trocanter maior do fêmur. glúteo mínimo e o m. flexão e rotação medial Piriforme . é o menor dos músculos glúteos e também o mais profundo. possui formato piramidal. Origem: Face glútea da asa do ílio Inserção: Trocanter maior Inervação: Nervo glúteo superior Ação: Flexão.É um músculo plano e achatado. abdução e rotação medial Glúteo Mínimo . glúteo máximo. está situado abaixo do m.Como o nome já diz.É plano e triangular.120 Músculos do Glúteo e Posteriores da Coxa Glúteo Médio . gêmeo superior. está situado na fossa ilíaca externa. Fica situado entre o m.

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Inserção: Trocanter maior Inervação: Nervo isquiático Ação: Extensão, abdução e rotação lateral Forame Suprapiriforme e Infrapiriforme - Esses forames são formados pela passagem do m. piriforme pelo forame isquiático maior em sua direção do sacro ao fêmur. Ou seja, divide o forame isquiático maior em dois outros forames. O forame suprapiriforme dá passagem ao nervo glúteo superior, a artéria glútea superior e veia glútea superior. O forame infrapiriforme dá passagem ao nervo isquiático, glúteo inferior, pudendo, cutâneo posterior da coxa e artéria e veia glúteas inferiores, bem como a artéria e veia pundendas internas.

Músculos do Glúteo e Coxa - Dissecção Profunda

Obturador Interno - É plano e triangular, ele reveste a maior parte do forame obturado. Está situado entre os dois músculos gêmeos. Origem: Rebordo do forame obturado Inserção: Fossa trocantérica

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Inervação: Nervo próprio (nervo do músculo obturador) Ação: Rotação lateral, extensão e adução Gêmeo Superior - É o menor dos gêmeos. Sua visualização durante a dissecção é difícil, pois suas fibras se confundem com as fibras do m. piriforme. Origem: Espinha isquiática Inserção: Fossa trocantérica Inervação: Nervo próprio (nervo do músculo gêmeo superior) Ação: Extensão, abdução e rotação lateral Gêmeo Inferior - Ele se funde ao tendão do m. obturador interno, tem formato fusiforme e é um pouco achatado. Origem: Tuber isquiático Inserção: Fossa trocantérica Inervação: Nervo próprio (nervo do músculo gêmeo inferior) Ação: Extensão, adução e rotação lateral Quadrado Femoral - É plano, robusto e quadrilátero. Fica situado na zona de transição entre região glútea e coxa. Origem: Tuber isquiático Inserção: Crista intertrocantérica do fêmur Inervação: Nervo próprio (nervo do músculo quadrado femoral) Ação: Extensão, adução e rotação lateral

MÚSCULOS DORSAIS DA COXA Bíceps Femoral - Triangular e largo. È formado por duas porções, a porção longa é medial, maior e tem origem no tuber isquiático. A porção curta é menor e lateral, se origina da linha áspera do fêmur. Origem: Tuber isquiático e linha áspera do fêmur Inserção: Cabeça da fíbula Inervação: Nervo isquiático Ação: Extensão, adução e rotação lateral da coxa e flexão e rotação lateral da perna Semitendíneo - É fusiforme e carnoso, recebe esse nome porque possui um tendão bastante longo. Fica situado medialmente ao m. bíceps femoral.

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Origem: Tuber isquiático Inserção: Tuberosidade da tíbia, formando a pata de ganso Inervação: Nervo isquiático Ação: Rotação medial, extensão e adução da coxa e flexão e rotação medial da perna Semimembranáceo - É delgado, plano e possui um tendão membranoso, daí seu nome. Está recoberto pelo m. bíceps femoral e m. semitendíneo. Origem: Tuber isquiático Inserção: Face medial da extremidade superior da tíbia, abaixo do côndilo medial Inervação: Nervo isquiático Ação: Rotação medial, extensão e adução da coxa e flexão e rotação medial da perna A Fossa Poplítea - Localizada da face posterior do joelho, é limitada pela inserção dos músculos da coxa e pela origem dos músculos dorsais da perna. Também pode ser chamado de losango poplíteo ou oco poplíteo. Seu limite proximal e medial se faz pelas inserções dos músculos semitendíneo e semimembranáceo, proximal e lateralmente pela inserção do m. bíceps femoral, caudal e medialmente pela origem da cabeça medial do m. gastrocnêmio, caudal e lateralmente pela origem da cabeça lateral do m. gastrocnêmio e m. plantar. Na fossa poplítea encontramos o nervo isquiático, a artéria femoral, a veia femoral e os linfonodos poplíteos. Essas estruturas estão apenas recobertas por tecido adiposo e pela tela subcutânea.

MÚSCULOS ANTERIORES DA PERNA

Tibial Anterior - É um músculo robusto e triangular situado lateralmente à tíbia. Origem: Face lateral da tíbia Inserção: I Metatarso e Cuneiforme Medial Inervação: Nervo fibular profundo Ação: Dorsiflexão e supinação do pé

É plano. É peniforme e seu tendão se divide em quatro e esses caminham em direção aos quatro últimos dedos.Está situado abaixo da pele. Está situado abaixo do m. oblongo e peniforme.É considerado como parte do m. Origem: Fíbula Inserção: Falanges do hálux Inervação: Nervo fibular profundo Ação: extensão. extensor longo dos dedos. extensor longo dos dedos. na região anterolateral da perna. dorsiflexão e supinação do pé Extensor Longo dos Dedos . Origem: Extremidade proximal da tíbia Inserção: Aponeurose do 4°dedo Inervação: Nervo fibular profundo Ação: Dorsiflexão e pronação Fibular Terceiro .124 Extensor Longo do Hálux . Origem: Aponeurose do músculo externo longo dos dedos e na fíbula Inserção: 5º metatarsiano . tibial anterior e sobre o m.

125 Inervação: Nervo fibular profundo Ação: Extensão do pé Região Anterior da Perna . Origem: Fíbula Inserção: 1º metatarsiano Inervação: Nervo fibular profundo Ação: Pronação e flexão plantar .É plano e bipeniforme. Está situado na parte superior e lateral da perna.Dissecção Profunda MÚSCULOS LATERAIS DA PERNA Fibular Longo .

fibular longo. É esse músculo que dá a forma às panturrilhas. Pronação e flexão plantar MÚSCULOS DORSAIS DA PERNA Tríceps Sural . Fica recoberto pelo m. . sóleo: é plano e fusiforme. Está recoberto pelo m. Origem: Face posterior da tíbia e da fíbula M.Também é plano e bipeniforme. gastrocnêmio. uma lateral e outra medial. Ausente em algumas pessoas.É composto por três porções: M gastrocnêmio: é dotado de outras duas porções. fica recoberto pelo m gastrocnêmio. Origem: Fíbula Inserção: 5º metatarsiano Inervação: Nervo fibular profundo Ação. Origem: Côndilos do fêmur M.126 Fibular Curto . plantar: é muito pequeno.

Origem: Epicôndilo lateral do fêmur Inserção: Face posterior da tíbia Inervação: Nervo tibial Ação: Flexão e rotação medial da perna .127 Origem: face poplítea do fêmur Inserção: Tuberosidade do calcâneo Inervação: Nervo tibial Ação: Supinação e flexão plantar Poplíteo . Fica situado posteriormente à articulação do joelho. plano e triangular.É curto.

Origem: Face posterior da tíbia e da fíbula e membrana interóssea Inserção: Navicular.É plano. Está situado no plano profundo da região posterior da perna. entre o m. Origem: Face posterior da tíbia Inserção: Falanges distais do 2º ao 5º dedo Inervação: Nervo tibial Ação: Supinação. Fica situado medialmente ao m. tibial posterior. flexor longo do hálux.É um músculo plano.128 Região Posterior da Perna após remoção do Gastrocnêmio Tibial Posterior .É plano na sua porção proximal e cilíndrico na porção distal. oblongo e bipeniforme. I e III cuneiformes e II a IV metatarsianos Inervação: Nervo tibial Ação: Supinação e flexão plantar Flexor Longo dos Dedos . tibial posterior. carnoso em sua porção proximal e tendinoso na porção distal. Situado lateralmente ao m. . flexor longo dos dedos e o m. flexão plantar e flexão dos dedos Flexor Longo do Hálux .

Origem: Calcâneo Inserção: Aponeurose do 2º ao 4º dedo Inervação: Nervo plantar profundo Ação: Extensão dos dedos . Está situado na face dorsal do pé. Divide-se em três tendões para o segundo.129 Origem: Face posterior da fíbula e membrana interóssea Inserção: Falange distal do Hálux Inervação: Nervo tibial Ação: Supinação.É um músculo delgado. largo e curto.Dissecção Profunda MÚSCULOS DA REGIÃO DORSAL DO PÉ Extensor Curto dos Dedos . lateralmente ao m. flexão plantar e flexão do Hálux Região Posterior da Perna . terceiro e quarto pododáctilos. extensor curto do hálux.

Origem: Calcâneo Inserção: Falange proximal do Hálux Inervação: Nervo plantar profundo Ação: Extensão do Hálux Interósseos Dorsais do Pé . extensor curto dos dedos. extensor curto dos dedos e o tendão do m. em sua região mais dorsal. extensor longo do hálux. Porém é mais robusto. Origem: I ao V metatarsianos Inserção: I – Falange proximal do 2º dedo e II ao V na falange proximal do 3º ao 4º dedos Inervação: Nervo plantar lateral Ação: Extensão dos dedos .Tem formato parecido com p m.São quatro músculos bipeniformes situados entre os ossos do metatarso.130 Extensor Curto do Hálux . Fica situado entre o m.

triangular e bipeniforme situado na região medial da face plantar do pé.É um músculo plano.131 Região Dorsal do Pé . rigem: Calcâneo e aponeurose plantar nserção: Base da falange proximal do Hálux nervação: Nervo plantar medial ção: Abdução e flexão do Hálux .Dissecção Profunda MÚSCULOS DA REGIÃO PLANTAR DO PÉ bdutor do Hálux .

possui dois ventres bem visíveis na figura. uma oblíqua e outra transversa. Origem: Cubóide.132 lexor Curto do Hálux . È dotado de duas cabeças. cuneiformes laterais e nas cápsulas articular do 3º ao 5º dedos Inserção: Base da falange proximal do Hálux Inervação: Nervo plantar lateral Ação: Adução do Hálux .Está localizado no plano profundo. para sua visualização devemos rebater toda a loja muscular superficial. Origem: Cuneiformes Inserção: Base da falange proximal do Hálux Inervação: Nervo plantar medial Ação: Flexão do Hálux Adutor do Hálux .É curto e fusiforme.

2000. Porto Alegre: Artmed.É plano e quadrangular. Quadrado Plantar . é o músculo mais superficial desta região. Origem: Calcâneo Inserção: Falange média do 2º ao 4º dedos Inervação: Nervo plantar medial Ação: Flexão dos dedos Região Plantar do Pé . Origem: Calcâneo Inserção: Tendão do Músculo flexor longo dos dedos Inervação: Nervo plantar lateral . Fica situado na parte média da região plantar. 2ed. plano e estreito.. flexor curto dos dedos. Frank H. Divide-se em quatro tendões. Atlas de Anatomia Humana. Está recoberto pelo m.Primeira Camada Muscular Fonte: NETTER.É largo.133 Flexor Curto dos Dedos .

São quatro ao todo. por isso seu nome. estão situados entre os ossos do metatarso. Origem: III ao V metatarsianos Inserção: Falange proximal do 3º ao 5º dedos Inervação: Nervo plantar lateral Ação: Flexão e adução dos dedos . Como o próprio nome já diz. largos e fusiformes.134 Ação: Flexão auxiliar Lumbricais do Pé . em sua face plantar.Segunda Camada Muscular Interósseos Plantares .São três músculos pequenos. Origem: Tendão do músculo flexor longo dos dedos Inserção: Falange proximal do 2º ao 5º dedos Inervação: Nervos plantar medial e lateral Ação: Flexão dos dedos Região Plantar do Pé . Tem formato fusiforme e são bastante estreitos.

Situado na porção mais externa da região plantar. Faz contato com o m.135 Abdutor do Dedo Mínimo . abdução e oponência .É um músculo cilíndrico.É um músculo muito pequeno situado na borda externa do pé. está recoberto somente pela aponeurose plantar. Origem: Base do metatarsiano Inserção: Falange proximal do 5º dedo Inervação: Nervo plantar medial Ação: Flexão. Origem: Tuberosidade do calcâneo Inserção: Falange proximal do 5º dedo e tuberosidade do V metatarsiano Inervação: Nervo plantar lateral Ação: Flexão. Origem: Base do V metatarsiano Inserção: Lateralmente no V metatarsiano Inervação: Nervo plantar medial Ação: Flexão. flexor curto do dedo mínimo com sua borda medial. situado na borda externa do pé. Está recoberto pelo m. abdutor do dedo mínimo.É um músculo largo que se assemelha à um m. abdução e oponência Oponente do Dedo Mínimo . abdução e oponência Flexor Curto do Dedo Mínimo . interósseo.

Terceira Camada Muscular Principais Músculos Inferiores: MÚSCULOS DA ANCA Músculos anteriores da pelve: Músculo psoas maior. Músculo glúteo médio. Músculo quadrado crural . Músculo gêmeo superior. Músculo obturador externo. Músculo psoas menor. Músculo obturador interno. Músculo ilíaco Músculos posteriores da pelve: Músculo glúteo máximo. Músculo glúteo mínimo Músculos pelvi-trocanterianos: Músculo piriforme. Músculo gêmeo inferior.136 Região Plantar do Pé .

Músculo quadrado plantar. Músculo estilo-hióideo. Músculo milo-hióideo. Músculo fibular curto Loca posterior da perna: Músculo tríceps sural (Músculo gastrocnêmio e Músculo sóleo). Músculo oponente do V dedo Músculos plantares médios: Músculo flexor curto plantar. Músculo flexor curto do V dedo. esternocleidomastóideo Músculos supra-hióideos : Músculo digástrico. Músculo semimembranáceo MÚSCULOS DA PERNA Loca anterior da perna: Músculo tibial anterior. Músculo adutor longo. Músculo flexor longo comum dos dedos. Músculo flexor longo do hálux. Músculo quadríceps femoral (Músculo reto da coxa. Músculo genio-hióideo . Músculo extensor longo dos dedos. Músculo poplíteo MÚSCULOS DO PÉ Músculo extensor curto dos dedos Músculos dorsais: Músculos plantares internos: Músculo abdutor do hálux. Músculo adutor do hálux. Músculo adutor magno Loca posterior da coxa:Músculo bíceps da coxa. Músculo terceiro fibular Loca lateral da perna Músculo fibular longo. músculo vasto lateral. Músculo semitendíneo. Músculo plantar delgado. Músculos interósseos dorsais. Músculo extensor longo do hálux. Músculo tibial posterior. Músculo flexor do hálux Músculos plantares externos: Músculo abdutor do V dedo. Músculos cervicais : platisma. Músculo grácil. Músculos lombricóides Músculos interósseos do pé: Músculos interósseos plantares.137 MÚSCULOS DA COXA Loca anterior da coxa:Músculo sartório Músculo tensor da fáscia lata. Músculo adutor curto. músculo vasto intermédio e músculo vasto medial) Loca medial da coxa:Músculo pectíneo.

Músculo cricoaritenóideo lateral. Músculo reto anterior da cabeça. Músculo tireoaritenóideo elevadores da farínge: Músculo estilofaríngeo. Músculo escaleno posterior MÚSCULOS VISCERAIS: (FARINGE E LARINGE) Músculos constritores da faringe: Músculo constritor inferior da faringe.138 Músculos infra-hióideos: Músculo esterno-hióideo. Músculo constritor médio da faringe. Músculo esternotireóideo. Músculo constritor superior da faringe Músculos salpingofaríngeo Músculos da laringe: cricotireóideo. Músculo aritenóideo. Músculo cricoaritenóideo posterior. Músculo escaleno médio. Músculo reto lateral da cabeça: Músculos vertebrais laterais Músculos escalenos: Músculo escaleno anterior. Músculo longo da cabeça. Músculo omo-hióideo Músculos vertebrais anteriores : Músculo longo do colo. Músculo . Músculo tireo-hióideo.

139 CONCLUSÃO .

Disponível em: http://www.pt/home/home. . Porto Alegre: Artmed.htm.pt/jandrade/muscmembrinferior.cstr.com/index.wikipedia.htm#ixzz1fZIFEgWj. 5. Acessado em 05 de Dezembro de 2011. Corpo Humano Atlas./musculos_membros_inf.pdfAcessado em 05 de Dezembro de 2011. Disponível em: http://portalsaudebrasil. Disponível em: www. Acessado em 05 de Dezembro de em: em: www. Disponível http://www. Acessado em 05 de Dezembro de 2011.org/wiki/Articulação .ufba. 12.med.portalsaofrancisco. GELAIN. Disponível em: 2011. 9.com/11_00menu.php?module=artigoEnc&id=98.htm. 2ed.com/doc/16402590/Musculos-Do-MembroInferiorusers.com/anatomia/articulacoes.medipedia. 2. Disponível em: http://www. 2000. Frank H. Disponível em: http://pt. Disponível http://www.scribd. 11. Atlas de Anatomia Humana.todabiologia.br/educacao.pt/home/home. Disponível em: http://www. Acessado em 05 de Dezembro de 2011. Acessado em 05 de Dezembro de 2011.. 10.php?module=artigoEnc&id=383. 7. Acessado em 05 de Dezembro de 2011. 8. Acessado em 05 de Dezembro de 2011. Disponível em: www. NETTER.up. 3.ufcg. 4.php. Acessado em 05 de Dezembro de 2011.php?option=com_content&view=article&id= 1875:musculos-do-membro-superior&catid=24:musculacaoacad&Itemid=65.. 6.editora Avenida 2005.edu.com.medicina. Acessado em 05 de Dezembro de 2011.webciencia.br/alfa/corpo-humanosistema-muscular/musculos.br .140 REFERÊNCIA 1..medipedia.