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Origem Etimológica e Conceito de Contrato A origem etimológica do vocábulo contrato conduz ao vínculo jurídico das vontades com vistas a um objeto específico. O verbo contrahere conduz a contractus, que traz o sentido de ajuste, convenção ou pacto, sendo um acordo de vontades criador de direitos e obrigações. É o acordo entre duas ou mais pessoas Revista Virtual Direito Brasil – Volume 2 – nº 2 - 2008 2 para um fim qualquer. É o trato em que duas ou mais pessoas assumem certos compromissos ou obrigações, ou asseguram entre si algum direito. 1-Contrato é o acordo de vontade entre duas ou mais pessoas com a finalidade de adquirir, resguardar, modificar, transferir ou extinguir direitos. Na definição de Ulpiano contrato “est pactio duorum pluriumve in idem placitum consensus”, que em vernáculo significa “o mútuo consenso de duas ou mais pessoas sobre o mesmo objeto”. Clóvis Beviláqua entende por contrato “o acordo de vontade de duas ou mais pessoas com a finalidade de adquirir, resguardar, modificar ou extinguir direito”. 2 2 - Para Maria Helena Diniz, “contrato é o acordo de duas ou mais vontades, na conformidade da ordem jurídica, destinado a estabelecer uma regulamentação de interesses entre as partes, com o escopo de adquirir, modificar ou extinguir relações jurídicas de natureza patrimonial”. 3 - Nos ensinamentos de Orlando Gomes “contrato é, assim, o negócio jurídico bilateral, ou plurilateral, que sujeita as partes à observância de conduta idônea à satisfação dos interesses que regularam”. 4 - Na concepção moderna contrato é negócio jurídico bilateral que gera obrigações para ambas as partes, que convencionam, por consentimento recíproco, a dar, fazer ou não fazer alguma coisa, verificando, assim, a constituição, modificação ou extinção do vínculo patrimonial. 3. Princípios Gerais dos Contratos A validade do contrato exige acordo de vontades, agente capaz, objeto lícito, possível, determinado ou determinável e forma prescrita ou não defesa em lei. Incidem sobre os contratos três princípios básicos: a) Autonomia da vontade: significa a liberdade das partes de contratar, de escolher o tipo e o objeto do contrato e de dispor o conteúdo contratual de acordo com os interesses a serem auto-regulados. b) Supremacia da ordem pública: significa que a autonomia da vontade é relativa, sujeita à lei e aos princípios da moral e da ordem pública. c) Obrigatoriedade do contrato: significa que o contrato faz lei entre as partes. Dever da veracidade, pacta sunt servanda. Os contratos devem ser cumpridos. “Ninguém é obrigado a tratar, mas se o faz, é obrigado a cumprir”.“Pode calar -se ou falar. Mas se fala, e falando promete, a lei o constrange a cumprir tal promessa”. Não pode ser objeto de contrato herança de pessoa viva. O distrato faz-se pela mesma forma que o contrato. 4. Função Social do Contrato Da mesma forma que constitucionalmente previsto para a propriedade, a "liberdade de contratar será exercida em razão e nos limites da função social do contrato" (art. 421, CC-02). Trata-se, sem sombra de dúvida, do princípio básico que deve reger todo o ordenamento normativo no que diz respeito à matéria contratual. O contrato, embora aprioristicamente se refira somente às partes pactuantes (relatividade subjetiva), também gera repercussões e - por que não dizer? – deveres jurídicos para terceiros, além da própria sociedade, de forma difusa. É importante ressaltar, na esteira do insuperável Orlando Gomes quando comentava a função social da propriedade, a autonomia do princípio da função social (lá da propriedade, aqui do contrato); pois não se constitui em simples limitação normativa, mas sim da própria razão de ser de todas as outras regras contratuais, que devem gravitar em torno de si, o que justifica a utilização das expressões "razão" e "limite" do já mencionado dispositivo legal. 5. Boa-Fé Objetiva O Código Civil brasileiro também consagrou como princípio básico regente da matéria contratual, a boa-fé objetiva. Revista Virtual Direito Brasil – Volume 2 – nº 2 - 2008 4 É o que se extrai do novel artigo 422, que preceitua: "Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como em sua execução, os princípios de probidade e boa-fé." A boa-fé que se procura preservar, prestigiando-se no texto legal, é a objetiva, entendida essa como a exigível do homem mediano, numa aplicação específica do critério do "reazonable man", do sistema norte-americano. Não se trata, portanto, da boa-fé subjetiva, tão cara aos Direitos Reais, na forma do artigo 1.201 do CC-02.

de um risco. uma contraprestação mais ou menos equivalente. por exemplo: compra e venda. diferida e sucessiva. por exemplo: agência e distribuição. etc. do modo de execução. por exemplo: seguro. e) de execução imediata. que consagra. i) Contratos principais são aqueles que existem por si só. Em face desses elementos teremos então: a) contratos consensuais e reais. Cada uma das partes recebe. mútuo. mútuo. o Código Civil pode ser considerado mais explícito. mútuo. Contratos acessórios são aqueles que acompanham o contrato principal e cuja finalidade é a segurança e a garantia da obrigação principal. mas não dessa forma tão expressa e genérica. g) contratos escritos ou verbais. e l) contratos atípicos e inominados. a) Contratos consensuais são aqueles que se tornam perfeitos pelo simples consentimento das partes. por exemplo: depósito. doação. Contratos onerosos são aqueles onde ambas as partes visam as vantagens correspondentes às respectivas prestações por exemplo: locação. nesse aspecto. por exemplo: sociedade em conta de participação. sem dependência de outro. locação. Contratos verbais são aqueles que podem ser celebrados por simples acordo verbal. c) contratos gratuitos e onerosos. d) contratos comutativos e aleatórios. no prestígio à boa-fé. doação. que tem uma denominação específica em direito e regulamentação própria. penhor. Contratos aleatórios são contratos onerosos nos quais a prestação de uma ou de ambas as partes fica na dependência de um caso fortuito. compra e venda. penhor. corretagem. f) contratos solenes e não solenes. da realidade da contraprestação. comissão. jogo. por exemplo: doação pura e simples. por exemplo: compra e venda. As partes se arriscam a uma contraprestação inexistente ou desproporcional. . doação. etc. etc. f) Contratos solenes são aqueles para os quais se exigem formalidades especiais e que dão ao ato um caráter solene. por exemplo: sociedade. por exemplo: compra e venda. mandato. aposta. por exemplo: escrituras de compra e venda de imóvel. e da sua regulamentação legal ou não. j) contratos típicos e nominados. d) Contratos comutativos são contratos onerosos em que as prestações de ambas as partes são certas. c) Contratos gratuitos são aqueles onde somente uma das partes é beneficiada. locação. das vantagens que podem trazer para as partes. indubitavelmente. etc. por exemplo: compra e venda. troca. para a sua celebração. além do consentimento houver a entrega da coisa que lhe serve de objeto. sem direito de discutir ou modificar cláusulas. Contratos não solenes são aqueles aos quais a lei não prescreve. escolhendo o contratante e debatendo livremente as cláusulas. De execução sucessiva são aqueles cumpridos em etapas periódicas. das obrigações que originam. b) Contratos unilaterais são aqueles em que somente uma das partes assume a obrigação. Classificação dos Contratos Os contratos se classificam em função de sua formação.2008 5 Contratos reais são aqueles que só se completam se. Revista Virtual Direito Brasil – Volume 2 – nº 2 . b) contratos unilaterais e bilaterais.Consideram-se formados pela simples proposta e aceitação. troca. h) contratos paritários e de adesão. Subsistem de forma independente. por exemplo: compra e venda.Destaque-se que. dos requisitos exigidos para a sua formação. i) contratos principais e acessórios. j) Contratos típicos e nominados são aqueles tipificados na lei. forma especial. ou entende que recebe. g) Contratos escritos são aqueles que só podem ser contraídos mediante escritura pública ou particular. locação. o instituto. UMA DAS LEIS MAIS AVANÇADAS DO PAÍS. distribuição. por exemplo: contratos bancários. . Contratos bilaterais ou sinalagmáticos são aqueles em que ambas as partes assumem obrigações. do interesse que tem a pessoa com quem se contrata. por exemplo: fiança.2008 6 h) Contratos paritários são aqueles em que as partes estão em pé de igualdade. Revista Virtual Direito Brasil – Volume 2 – nº 2 . comissão. que o próprio Código de Defesa do Consumidor. comissão. e) De execução imediata e diferida são aqueles de prazo único. do papel que tomam na relação jurídica. por exemplo: locação. seguro. por exemplo: comodato. Contratos de adesão são aque les em que um dos contratantes é obrigado a tratar nas condições que lhe são oferecidas e impostas pela outra parte.

O aceitante poderá. e-mail ou outro meio similar. Na hipótese de formação de contratos entre ausentes. podendo a nulidade ser argüida a qualquer tempo. um acordo entre as partes. com a decisão contrária.Dissenso significa dizer. Os contratos celebrados por meio de fax. Somente se torna eficaz chegando ao conhecimento do proponente antes ou juntamente com a aceitação. e os contratos celebrados em salas de Chat. Somente se torna eficaz chegando ao conhecimento do aceitante antes ou juntamente com a proposta. Retratação será uma declaração lícita do policitante para obstar os efeitos da proposta. O ato nulo (nulidade absoluta) não pode ser convalidado nem ratificado. os reais com a entrega da coisa e os formais com a realização da solenidade. por meio de gestos. declarando se aceita ou se a recusa. isto é. caso alguém manifeste sua vontade no sentido de contratar antes da proposta feita ao público ser retirada. Nulo é o contrato que atenta contra norma de ordem pública ou que não tenha os pressupostos e requisitos de validade do negócio jurídico. Seria a hipótese de anúncios pagos na televisão. estado de perigo. 8 Esse “pedido” tem a natureza jurídica de aceitação à proposta feita por meio do anúncio e como tal deve ser tratada. Portanto. se forem preenchidos os requisitos essenciais ao contrato. 8. Anulável é o contrato celebrado por pessoa relativamente incapaz. de externar o seu pensamento em determinado sentido. Diz-se tácita quando o consentimento provém de ato do agente. após o envio da aceitação. que o aceitante introduz alterações na proposta. desprovido de qualquer ato que se venha interpretar de forma negativa como ameaça. neste caso o aceitante passa a ser proponente e vice versa. dolo. onde o proponente fornece número de telefone para que o pedido seja feito ou fornece cupom no próprio anúncio ou oferta na tela do computador. Na formação dos contratos podem surgir vícios que o tornem nulo ou anulável. Diz-se expressa quando a manifestação da vontade se revela através de propósito deliberado de uma das partes. Contrato entre presentes é aquele em que a proposta ou oferta é feita e a aceitação é imediata. dolo. . reputa-se constituído o contrato no momento em que o oblato (isto é. em jornais. se o contrato for consensual. para obstar os efeitos da aceitação. incompatíveis Correspondem a manifestações indiretas da vontade. na Internet. será uma declaração lícita do aceitante. isto é. Pode se revelar através da palavra escrita ou verbal. mas sim a toda uma coletividade. medo. em revistas. não tem denominação e nem regulamentação própria. nos sites da Internet. desde que a retratação chegue ao proponente antes ou conjuntamente com a aceitação. etc. 7. lesão ou fraude contra credores. aceitando o contrato proposto sem condição nem reservas. o proponente ficará vinculado juridicamente aos termos da sua proposta. fazendo adições ou restrições. fraude. Contraproposta significa dizer. coação. A oferta ao público equivale a proposta quando encerra os requisitos essenciais ao contrato A proposta pode não ser dirigida a uma pessoa determinada. o consentimento deve ser voluntário. violência. divergências ou não ajuste perfeito entre as partes. Ou. Assim. Reputar-se-á celebrado o contrato no lugar onde foi proposto. ou viciado por erro. por exemplo: todo e qualquer contrato desde que seja lícito. o anunciante fica vinculado à sua proposta. por qualquer pessoa. Contratos entre ausentes é aquele em que a parte a quem é dirigida a proposta não manifesta imediatamente a sua vontade. Uma vez formulada a oferta ao público.2008 7 Considera-se também entre presentes o contrato celebrado por meio telefônico. Revista Virtual Direito Brasil – Volume 2 – nº 2 . de modo expresso ou tácito. etc. Consenso significa dizer. Formação e Lugar dos Contratos Os contratos consensuais formam-se com a proposta e a aceitação.l) Contratos atípicos e inominados são aqueles resultantes de variadas combinações entre as partes. ele estará perfeito no momento em que ocorrer a remessa da aceitação. são contratos celebrados entre ausentes. O proponente ou policitante propõe e o aceitante ou oblato aceita. a parte que recebeu a proposta) manifesta através da expedição de correspondência. A nulidade pode limitarse apenas a uma cláusula se não contaminar as demais. no sentido de contratar. retratar-se. Defeitos na Formação do Contrato Nos contratos.

somente para a frente. Coação. A quitação vale qualquer que seja a forma do contrato. poderá exigir o implemento do outro. pode ser ratificado pelas partes. contrário ao direito. estado de perigo. coação. Estado de perigo é quando alguém. ardil. nulo é o contrato. Assenta-se na má fé e na indução ao erro. a manobra com objetivo de fraudar terceiros. Para anular o ato é necessário que a coação seja injusta. a denúncia unilateral só produzirá efeito depois de transcorrido prazo compatível com a natureza e o vulto dos investimentos. 9 Ações dolosas objetivam o não cumprimento da promessa. enquanto não ocorrer a decadência. por iniciativa de uma das partes. Provém do não conhecimento da verdadeira natureza do objeto. dada com certa antecedência. esperteza. material ou moral para que alguém faça ou deixe de fazer alguma coisa. É o artifício. Se determinado ato foi através de escritura pública. Qualquer emprego de forma física ou simples ameaça de mal físico. violentar. A extinção pode se dar a qualquer tempo. O agente quer o resultado ilícito. Para caracterizar a fraude basta que o devedor tenha consciência de que seu ato irá prejudicar ou trazer prejuízos a terceiros. A parte lesada pelo inadimplemento pode requerer a rescisão do contrato com perdas e danos se não preferir exigir-lhe o cumprimento. A quitação vale qualquer que seja a forma do contrato. não retroage aos efeitos anteriores. como caso fortuito ou força maior. Os atos viciados por fraude são anuláveis por meio da Ação Pauliana. onde os bens transferidos fraudulentamente retornam ao patrimônio do credor. porém. falsear ou ocultar a verdade com intenção de prejudicar ou enganar. coactio. 9. Se. ou por inexperiência. Extinção dos Contratos O contrato extingue-se normalmente pela sua execução com o cumprimento. No inadimplemento o prejudicado pode pleitear a resolução do contrato em juízo. sob premente necessidade. forçar. Fraude contra credores é o artifício malicioso empregado para prejudicar terceiros despidos de quaisquer garantias reais. dada a natureza do contrato. a vontade se desvia ou não é real. lesão e fraude contra credores. Fraude contra credores. O distrato é feito pelo mútuo acordo e deve ter a mesma forma do contrato celebrado. cogere (latim) constranger. vale a quitação por instrumento particular. a extinção pela vontade de uma das partes deve ser precedida de notificação. engano. dolus (latim) astúcia. ao contrário. premido da necessidade de salvar-se. É o acordo entre as partes. A forma normal de extinção do contrato é pelo cumprimento das obrigações por eles geradas. pois não se admite contratos perpétuos. dolo. 11 Se. assume obrigação excessivamente onerosa. até que aquela satisfaça a que lhe compete ou dê garantia bastante de satisfazê-la. de grave dano conhecido pela outra parte. fraudare (latim). obrigar. Nos contratos bilaterais está sempre implícita uma cláusula resolutiva em caso de inadimplemento. Há várias formas pelas quais os contratos se extinguem. Se determinado ato foi através de escriturapública. Só os interessados diretos podem alegar a nulidade relativa. também se extinguem. sobrevier a uma das partes contratantes diminuição em seu patrimônio capaz de comprometer ou tornar duvidosa a prestação pela qual se obrigou. manha. É um novo contrato com a finalidade de dissolver o anterior. antes de cumprida a sua obrigação. A exceção do contrato não cumprido é aquela onde nenhum dos contratantes. vale a quitação por instrumento particular. a fim de extinguir vínculo contratual anteriormente estabelecido. isto é. Nos contratos indeterminados as partes não estipulam sua duração. ou a pessoa de sua família. A denúncia unilateral ocorre nos contratos por tempo indeterminado. uma das partes houver feito investimentos consideráveis para a sua execução. Ocorre a inexecução involuntária quando o descumprimento do contrato é advindo de dificuldade fora do comum. Lesão ocorre quando uma pessoa. 10 . se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta. O objetivo da conduta é conduzir em erro a parte contrária. . chamada “aviso prévio”. Erro é a falsa noção ou falsa idéia. depois de concluído o contrato. impor. Seu efeito é ex nunc . Os vícios que invalidam o consentimento são: erro. O distrato é feito pelo mútuo acordo O credor atestará o pagamento por meio de quitação regular. O inadimplente responderá também por perdas e danos. Em alguns contratos por tempo indeterminado. Dolo. O distrato somente produz efeitos para o futuro.O ato anulável (nulidade relativa). pode a outra recusar-se à prestação que lhe incumbe. Viciado o consentimento pela coação.O credor atestará o pagamento por meio de quitação regular. restringir a liberdade do querer. o distrato equivale a uma revenda. Fraude à lei o chamado “jeitinho brasileiro” com o intuito de fugir à incidência da lei e seus efeitos. Assim como eles nascem. uma transferência da propriedade.

e de um ano se for imóvel. Contrato Preliminar O contrato preliminar. em virtude de acontecimentos extraordinários e imprevisíveis. 12 Se. 11. Os efeitos da sentença que a decretar retroagirão à data da citação. salvo se a isto se opuser a natureza da obrigação. valendo as arras como o mínimo da indenização. a fim de extinguir vínculo contratual anteriormente estabelecido. reduzido à metade. exceto quanto à forma. a fim de evitar a onerosidade excessiva. o prazo contar-se-á do momento em que dele tiver ciência. 13. deve conter todos os requisitos essenciais ao contrato a ser celebrado. a título de arras. dinheiro ou outro bem móvel. restituirá o que recebeu com perdas e danos. poderá o juiz. contado da entrega efetiva. valendo as arras como taxa mínima. e quem as recebeu devolvê-las-á. ou parcial. o prazo conta-se da alienação. tão-somente restituirá o valor recebido. por iniciativa de uma das partes. Neste caso. Se o alienante conhecia o vício ou defeito da coisa. A parte inocente pode pedir indenização suplementar. O distrato é feito pelo mútuo acordo e deve ter a mesma forma do contrato celebrado. A denúncia unilateral ocorre nos contratos por tempo indeterminado. Se já estava na posse. mais o equivalente. suprir a vontade da parte inadimplente. . Em ambos os casos não haverá direito a indenização suplementar. se do mesmo gênero da principal. que a tornem imprópria ao uso a que é destinada. quem asdeu perdê-las-á em benefício da outra parte. 10. também. O distrato somente produz efeitos para o futuro. poderá a outra tê-lo por desfeito. para os imóveis. isto é. ser restituídas ou computadas na prestação devida. Se no contrato for estipulado o direito de arrependimento para qualquer daspartes. A resolução poderá ser evitada. a parte inocente exigir a execução do contrato. Esgotado o prazo. e exigir sua devolução mais o equivalente. Quando o vício. Evicção A evicção é a perda total. retendo-as. poderá quem as deu haver o contrato por desfeito. A extinção pode se dar a qualquer tempo. a extinção pela vontade de uma das partes deve ser precedida de notificação. É um novo contrato com a finalidade de dissolver o anterior. por força de decisão judicialO credor atestará o pagamento por meio de quitação regular. só puder ser conhecido mais tarde. dada com certa antecedência. O adquirente pode no lugar de rejeitar a coisa. É o acordo entre as partes. não retroage aos efeitos anteriores. Em alguns contratos por tempo indeterminado. Vícios Redibitórios A coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por vícios ou defeitos ocultos. vale a quitação por instrumento particular. se a inexecução for de quem recebeu as arras. redibindo o contrato reclamar abatimento no preço.Resolução por onerosidade excessiva ocorre quando a prestação de uma das partes se tornar excessivamente onerosa. mais as despesas do contrato. qualquer das partes terá o direito de exigir a celebração dodefinitivo. oferecendo-se o réu a modificar eqüitativamente as condições do contrato. e de um ano. em caso de execução. juros e honorários de advogado. poderá a outra parte considerá-lo desfeito. chamada “aviso prévio”. Pode. com extrema vantagem para a outra. e pedir perdas e danos. podendo o devedor pedir a resolução do contrato. se provar maior prejuízo. uma transferência da propriedade. deverão as arras. Concluído o contrato preliminar. por sua natureza. Seu efeito é ex nunc . as arras ou sinal terão função unicamente indenizatória. o distrato equivale a uma revenda. Arras Arras ou sinal são garantia do contrato preliminar. e desde que dele não conste cláusula de arrependimento. já existente ao tempo da tradição. se perecer por vício oculto. pois não se admite contratos perpétuos. até o prazo máximo de cento e oitenta dias. Se a parte que deu as arras não executar o contrato. O contrato preliminar deverá ser levado ao registro competente. poderá ela pleitear que a sua prestação seja reduzida. 12. Se o estipulante não der execução ao contrato preliminar. Nos contratos indeterminados as partes não estipulam sua duração. gerando presunção de acordo final e tornando obrigatório o contrato. conferindo caráter definitivo ao contrato preliminar. Se determinado ato foi através de escritura pública. A quitação vale qualquer que seja a forma do contrato. Se no contrato as obrigações couberem a apenas uma das partes. uma parte der à outra. ou lhe diminuam o valor. somente para a frente. com as perdas e danos. ou que seja alterado o modo de executála. a pedido do interessado. em se tratando de bens móveis. assinando prazo à outra para que o efetive. por ocasião da conclusão do contrato. com atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos. A responsabilidade do alienante subsiste ainda que a coisa pereça em poder do alienatário. da coisa pelo adquirente. se o não conhecia. O adquirente decai do direito de obter a redibição ou abatimento no preço no prazo de trinta dias se a coisa for móvel.

poderá ela pleitear que a sua prestação seja reduzida. A resolução poderá ser evitada. O inadimplente responderá também por perdas e danos. Os efeitos da sentença que a decretar retroagirão à data da citação. a denúncia unilateral só produzirá efeito depois de transcorrido prazo compatível com a natureza e o vulto dos investimentos.Se. uma das partes houver feito investimentos consideráveis para a sua execução. oferecendo-se o réu a modificar eqüitativamente as condições do contrato. até que aquela satisfaça a que lhe compete ou dê garantia bastante de satisfazê-la. . a fim de evitar a onerosidade excessiva. sobrevier a uma das partes contratantes diminuição em seu patrimônio capaz de comprometer ou tornar duvidosa a prestação pela qual se obrigou. Se. Nos contratos bilaterais está sempre implícita uma cláusula resolutiva em caso de inadimplemento. dada a natureza do contrato. pode a outra recusar-se à prestação que lhe incumbe. podendo o devedor pedir a resolução do contrato.antes de cumprida a sua obrigação. porém. em virtude de acontecimentos extraordinários e imprevisíveis. Ocorre a inexecução involuntária quando o descumprimento do contrato é advindo de dificuldade fora do comum. Se no contrato as obrigações couberem a apenas uma das partes. No inadimplemento o prejudicado pode pleitear a resolução do contrato em juízo. ou que seja alterado o modo de executála. A parte lesada pelo inadimplemento pode requerer a rescisão do contrato com perdas e danos se não preferir exigir-lhe o cumprimento. depois de concluído o contrato. como caso fortuito ou força maior. com extrema vantagem para a outra. A exceção do contrato não cumprido é aquela onde nenhum dos contratantes. Resolução por onerosidade excessiva ocorre quando a prestação de uma das partes se tornar excessivamente onerosa. poderá exigir o implemento do outro.