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Boletim Nº 04

31 de julho de 2013
Publicação de responsabilidade do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais do ABC

Organização e Luta

Após vitória da luta no NTI é hora de acabar com o assédio moral na UFABC
Processo judicial da reitoria contra trabalhadores será tema de seminário nesta sexta-feira com a presença de advogada que defende a categoria.
A mobilização e a organização dos trabalhadores do NTI obrigaram a reitoria a exonerar o Professor Doutor Amaury Kruel da coordenação geral do setor. Após meses de discussões, restou comprovado que Kruel adotava práticas administrativas não condizentes com o ambiente democrático nas relações de trabalho. Numa tentativa de amedrontar os trabalhadores e buscar impedir novas ações organizadas da categoria, entretanto, a reitoria instaurou procedimento administrativo disciplinar contra 18 servidores que denunciaram o assédio moral no NTI. A atitude da reitoria vem gerando indignação e despertando a solidariedade de diversas categorias profissionais. A comissão executiva da Coordenação Nacional de Lutas (CSP-Conlutas) aprovou uma campanha em defesa dos trabalhadores da UFABC. Serão coletadas moções de apoio e contribuições financeiras para subsidiar a luta contra a ação arbitrária da gestão Waldman/Dalpian/Eloísa. Para a direção do SinTUFABC, o que a reitoria vem fazendo é assédio moral coletivo. Com o objetivo de fortalecer a categoria contra esse ataque, o Sindicato promoverá o seminário “Assédio moral em debate: aspectos jurídicos e psicológicos”. Contamos com a participação de todos, inclusive da Administração da UFABC (Reitoria, CD’s, FG’s), pois esta luta é de todos os que têm compromisso com o respeito e a dignidade no ambiente de trabalho. Nesta edição 4 Como identificar o assédio moral 4 Enfrentando o assédio moral 4 Plantão diário do SinTUFABC 4 Assembleia no dia 14 discute paralisação nacional em defesa de direitos 4 CONSUNI aprova mudança no critério de eleição para reitor 4 Venha conhecer e debater a situação da tribo GuaraniKaiowá

Seminário

Assédio moral em debate:
aspectos jurídicos e psicológicos

Dia 2/8 (sexta-feira) - 14 horas
An teatro XX – Bloco A, campus Santo André
PALESTRANTES: Drª. Eliana Lúcia Ferreira (Advogada com mais de 20 anos de experiência na defesa dos direitos dos trabalhadores. Advoga para os trabalhadores do Metrô de São Paulo, do Judiciário Federal, Servidores Públicos Federais e funcionários da Saúde e Educação municipais em Osasco). Drª. Eliana Pintor (Mestra em Psicologia da Saúde, atualmente é gerente do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de São Bernardo do Campo / CEREST-SBC). Alexsandro Carvalho (Coordenador geral SinTUFABC).
Realização: SinTUFABC. Apoio: Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Políticas A rmativas

Organização e Luta

Como identificar o assédio moral
É importante destacar que só pode ser qualificada como assédio a prática abusiva recorrente, que se manifesta repetidamente num determinado período de tempo.
O assédio moral é caracterizado por toda e qualquer conduta abusiva que se manifesta repetidamente contra o trabalhador (palavras, atos, gestos, comportamentos) e causa dano à sua personalidade, dignidade e integridade física ou psíquica da vítima. É uma consequência da estrutura autoritária de funcionamento e gestão do trabalho existente na Universidade hoje e do aumento da exploração derivada do modelo neoliberal. A intensificação da competitividade e da busca por mais produtividade só são possíveis num ambiente onde as pessoas vivam amedrontadas. Por isso, e também por despreparo das chefias muitas vezes, trabalhadores são perseguidos, agredidos verbalmente, humilhados publicamente, acusados de erros que não cometeram, recebem instruções confusas, são sobrecarregados de tarefas inúteis ou “esquecidos” pelos gestores sem tarefas (com o objetivo de indispor os colegas com o assediado). O assédio moral adoece e pode levar a vítima à morte.

Fique por dentro

SinTUFABC

Enfrentando o assédio moral
Embora ainda não exista uma lei federal tipificando o assédio moral como crime (por indolência de deputados e senadores vinculados aos interesses patronais), em localidades onde já existem condenações judiciais, como São Paulo, estão previstas multa, advertência, suspensão e até demissão dos assediadores. Já é possível também reivindicar tutela dos direitos do servidor com base no dano moral trabalhista e no direito ao trabalho saudável, garantidos na Constituição Federal. Além disso, a conduta do assediador pode ser enquadrada no Regime Jurídico Único (lei8.112/90) porque fere o dever da moralidade, podendo constituir-se em incontinência de conduta. E o órgão público também pode ser responsabilizado juridicamente pelos danos materiais e morais causados à vítima se não tomar medidas para coibir a prática.

Plantão diário do SinTUFABC
A atual gestão do SinTUFABC, “UFABC em Movimento: juntos somos fortes”, inicia nesta semana um regime de plantões diários para atendimento à categoria, das 17 às 19 horas, na sala do SinTUFABC no campus Santo André (11º andar, Bloco B) e no campus de São Bernardo do Campo, toda sexta-feira, das 13h às 14h na sala 104 (Bloco Alfa). Estaremos disponíveis para atender e conversar com os colegas. Visitem-nos!

Dia Nacional de Lutas

Assembleia no dia 14 discute paralisação nacional em defesa de direitos
As mobilizações que levaram centenas de milhares de pessoas às ruas em todo o país trouxeram vitórias importantes para os trabalhadores e a juventude, como a redução das tarifas de transportes públicos em mais de cem cidades e o arquivamento pelo Congresso Nacional de projetos como a chamada “cura gay” e a PEC 370 (proposta de emenda constitucional que limitava o poder de investigação do Ministério Público, impedindo ações como a que resultou na condenação dos ‘mensaleiros’). No entanto, ainda há vários projetos que atacam os direitos dos trabalhadores em debate no parlamento brasileiro. Entre eles, o PL 4330/2006 – que legaliza a terceirização em todas as áreas da economia. Também estão no Congresso Nacional projetos que congelam os salários do funcionalismo e que retiram o direito de greve dos servidores públicos. E até proposituras que permitem que sindicatos negociem direitos até hoje garantidos em lei (essa é a proposta do Acordo Coletivo Especial, encaminhada à Câmara por iniciativa do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC). balhadores, negociando um valor de reajuste salarial (parcelado em 3 vezes!) que não cobria sequer a inflação de 2012! Por isso, as diversas centrais sindicais realizaram uma jornada de mobilizações unificadas no dia 11 de julho. E está marcado para o próximo 30 de agosto um Dia Nacional de Paralisações. Vamos debater em assembleia com os TA´s da UFABC nossa participação neste dia de luta, e nossas bandeiras (a FASUBRA propõe a antecipação das parcelas do reajuste salarial), sendo nosso objetivo fortalecer também a mobilização pela jornada de 30 horas, a construção da pauta que negociaremos com o(s) candidato(s) à Reitoria e em defesa da paridade nas eleições para reitor e por uma universidade popular, a anulação imediata dos processos administrativos contra os trabalhadores do NTI e por uma gestão democrática e transparente na UFABC.

Além disso, o cenário econômico brasileiro preocupa a todos os trabalhadores com o aumento da inflação logo após um acordo de greve que evidenciou o total descomprometimento do Governo com os tra-

Universidade

CONSUNI aprova mudança no critério de eleição para reitor
Outra importante conquista da mobilização de trabalhadores e estudantes da UFABC no último período foi a aprovação no Conselho Universitário da mudança no peso dos três segmentos da comunidade universitária na definição da escolha do próximo reitor e diretores de centro. Pela resolução do CONSUNI, o voto dos professores passa a valer 50%. TA´s e estudantes representarão 25% por categoria. Ainda não é a paridade que deDireitos Humanos mas é um passo significativo porque evidencia a justeza de nossa reivindicação. Ainda sobre a eleição para reitor, conforme decisão da última assembleia geral, o SINTUFABC está fechando a versão final da carta aberta à comunidade e aos futuros candidatos à reitoria, sobre o fendemos e que já é aplicada em perfil de reitor que interessa 37 das 54 universidades federais aos TAs. no Brasil (segundo dados da UnB O documento será divulgado em Agência) e em todos os IFETs breve no site do sindicato, nas redes (após a lei 11,892/2008, art.12), sociais e em versão impressa.

Venha conhecer e debater a situação da tribo Guarani-Kaiwoá
Os primeiros habitantes de nos- etnia vem sendo assassinada no Mato so país vêm sendo massacrados desde Grosso do Sul. Participe. Essa luta é os tempos da colonização europeia. nossa, é parte da nossa história. Na atualidade, a invasão ilegal de árePARTICIPE as indígenas por latifundiários e pelo agronegócio vem se tornando um novo 08/08 (quinta-feira), 17 horas holocausto. Por isso, o sindicato e o An teatro Bloco Beta, Tribunal Popular realizarão um debate campus São Bernardo do com a presença do cacique Ládio Veron, liderança Guarani-Kaiowá cuja Campo

Expediente
BOLETIM DO SinTUFABC é uma publicação do Sindicato dos Trabalhadores nas Universidades Federais do ABC. SEDE: Avenida dos Estados, 5001, 11º andar, Bloco B, campus Santo André – Santo André – São Paulo. PRODUÇÃO EDITORIAL: Traço Livre Produção e Comunicação. EQUIPE: Luciana Araújo (jornalista responsável - MTb 39.715/SP), Leon Cunha (projeto editorial – MTb 50.649/SP), Vinícius Souza (editoração), Mayra Nakamura (secretaria).

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