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Pense global pense Portugal

Entrevista

José Graça Bau
TIC educativas: O presente do futuro 6

Destaque
Mercados Empresas
Julho 2013 // www.portugalglobal.pt

E-xample global 12
Colômbia e Curdistão 30 Concept Bags e Couro Azul 24

Julho 2013 // www.portugalglobal.pt

sumário
Entrevista // 6
Nesta edição, a entrevista ao presidente do Agrupamento Complementar de Empresas (ACE) E-xample, José Graça Bau, sobre a internacionalização do projecto que desenvolve e potencia a utilização das tecnologias de informação e comunicação (TIC) no sector da educação.

Destaque // 12
Portugal, através do consórcio E-xample, ganha terreno no mercado global das tecnologias de educação, posicionandose como um importante player neste sector. O E-xample quer atingir, nos próximos cinco anos, um volume de negócios de cerca de 4 mil milhões de euros, em mais de 19 geografias e servindo 16 milhões de alunos.

Projectos internacionais // 20
Multilaterais financeiras: MIGA – Agência de Garantia de Investimentos Multilaterais. Um artigo de Olivier Lambert, director regional da MIGA.

Empresas // 24
CONCEPT BAGS: sacos “verdes” em expansão internacional. COURO AZUL: sucesso no mercado internacional.

Mercados // 30
Colômbia, o “eldorado” para muitas empresas portuguesas, em análise pelo director do escritório da AICEP em Bogotá, Miguel Crespo, e pelo Embaixador de Portugal naquele país, João Ribeiro de Almeida. Conheça também os testemunhos das empresas Saphety, VisionBox e Saraiva + Associados que apostaram no mercado colombiano. Curdistão iraquiano. Breve entrevista ao representante do Governo Regional do Curdistão, Daban Shadala, sedeado em Madrid, e que efectuou recentemente uma visita a Lisboa para encontros com as autoridades portuguesas.

Análise de risco por país – COSEC // 50
Veja também a tabela classificativa de países.

Estatísticas // 53
Investimento directo e comércio externo.

AICEP Rede Externa // 56 Bookmarks // 58

EDITORIAL

Revista Portugalglobal
Av. 5 de Outubro, 101 1050-051 Lisboa Tel.: +351 217 909 500 Fax: +351 217 909 578

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Conselho de Administração
Pedro Reis (Presidente), José Vital Morgado, Manuel Mendes Brandão, Pedro Pessoa e Costa (Vogais)

Novos mercados, Novas oportunidades
A actual relação entre empreendedorismo, inovação e exportação é incontornável no dinamismo da economia produtiva de qualquer país desenvolvido ou em desenvolvimento. Mas este trinómio é ainda mais solidário e fundamental quando se aplica à indústria das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), um dos sectores mais pujantes, promissores e competitivos da economia portuguesa em contexto global. Num momento em que a internacionalização representa a continuidade no mercado de muitas PME e, não sendo fácil ter dimensão para enfrentar a concorrência global, o associativismo empresarial e os consórcios mostram-se cada vez mais como uma boa solução quando as empresas portuguesas falam de internacionalização e exportação. Neste sentido percebe-se bem a formação do E-xample – em destaque nesta edição – um consórcio de 26 empresas das mais inovadoras no sector das TIC, inteiramente focadas na internacionalização da sua actividade, e que integram as suas aplicações e tecnologias para uma oferta final competitiva nos mercados interno e externo. Uma entrevista de José Graça Bau, presidente do E-xample, e um conjunto de artigos reforçam a importância deste tipo de opção. Em matéria de mercados, são analisados os contextos e as oportunidades de negócio de dois países: a Colômbia e o Curdistão. A Colômbia, com um crescimento económico de 5 por cento ao ano, é um mercado com enormes oportunidades de negócio que está a tornar-se cada vez mais apetecível para as empresas portuguesas, muitas das quais já estão a caminho deste país (que faz fronteira com a Venezuela e o Brasil), ou já têm negócios no mercado colombiano, e onde já se encontram com presença consolidada o grupo Jerónimo Martins, a Mota-Engil, a Sonae ou a Prebuild. Alguns dos motivos de atractividade para as empresas são a actual estabilidade social decorrente do processo de paz, a expansão do crédito ao investimento, uma forte liberalização do comércio, a emergência de uma nova classe média com crescente poder de compra e um mercado de 47 milhões de consumidores. Entre as oportunidades de negócio encontram-se o turismo e hotelaria, agro-indústria, construção e obras públicas, bens de equipamento e tecnologias de informação, saúde e retalho especializado. Neste contexto, as perspectivas para o futuro são seguramente boas. Quanto ao Curdistão, embora não sendo um mercado com relações comerciais consolidadas com Portugal, oferece um leque variado de negócios para as empresas portuguesas que, numa óptica de diversificação de mercados, devem ficar atentas às suas possibilidades. As infra-estruturas (estradas, pontes e ferrovias), o turismo e a agricultura são alguns dos sectores com potencialidades para as empresas portuguesas que queiram investir na região do Curdistão iraquiano, como explica em entrevista o Representante do Governo Regional do Curdistão, que esteve em Lisboa.
PEDRO REIS Presidente do Conselho de Administração da AICEP

Directora
Ana de Carvalho ana.carvalho@portugalglobal.pt

Redacção
Cristina Cardoso cristina.cardoso@portugalglobal.pt Vitor Quelhas vitor.quelhas@portugalglobal.pt

Colaboram neste número
Cândida Lobo, Daban Shadala, Direcção Grandes Empresas da AICEP, Direcção de Informação da AICEP, Direcção Internacional da COSEC, Direcção PME da AICEP, Grupo de Trabalho das Multilaterais Financeiras (AICEP/GPEARI), João Ribeiro de Almeida, João Silva Martins, José Graça Bau, Miguel Crespo, Olivier Lambert.

Fotografia e ilustração
©Fotolia, Rodrigo Marques.

Publicidade
Cristina Valente Almeida cristina.valente@portugalglobal.pt

Secretariado
Cristina Santos cristina.santos@portugalglobal.pt

Projecto gráfico
aicep Portugal Global

Paginação e programação
Rodrigo Marques rodrigo.marques@portugalglobal.pt ERC: Registo nº 125362

As opiniões expressas nos artigos publicados são da responsabilidade dos seus autores e não necessariamente da revista Portugalglobal ou da aicep Portugal Global. A aceitação de publicidade pela revista Portugalglobal não implica qualquer compromisso por parte desta com os produtos/serviços visados.

4 // Julho 2013 // Portugalglobal

ENTREVISTA

José Graça Bau Presidente do ACE E-xample

O E-XAMPLE E AS TIC EDUCAÇÃO PARA O FUTURO GLOBAL
Portugal é hoje dos países mais avançados na utilização das TIC aplicadas à educação, desfrutando de experiência e credibilidade internacional, bem como de boas perspectivas de negócio. O aparecimento de produtos e serviços de elevada qualidade e usabilidade pedagógica e tecnológica, focados na educação e na aprendizagem, revelase como uma poderosa alavanca que transformará para sempre o modelo de ensino a nível nacional e dos países a que o E-xample pretende estender o seu projecto. O ACE E-xample é um consórcio que tem como missão potenciar a cooperação empresarial na área do empreendedorismo, inovação, desenvolvimento industrial e internacionalização no sector das indústrias do ensino, aprendizagem e formação. Uma entrevista com José Graça Bau, presidente do ACE E-xample.
6 // Julho 13 // Portugalglobal

ENTREVISTA
O que é o E-xample? Como nasceu a ideia e se desenvolveu o projecto de investimento deste consórcio, o qual envolve algumas das nossas melhores empresas de hardware e software? O E-xample é uma peça de uma política de desenvolvimento para um sector económico, neste caso o da educação, que vale, tipicamente, 5 a 7 por cento do PIB e que influencia definitivamente o desenvolvimento de um país. Portugal definiu a partir de 2003 uma política de desenvolvimento do sector da educação em que as TIC deveriam desempenhar um papel relevante inseridas no contexto das mudanças a que se assistia na economia e na sociedade, tanto a nível nacional como global. Pode sintetizar essa estratégia em que o E-xample se integra? Antes de mais ela passa pela criação e aplicação de tecnologia de modo a garantir uma evolução qualitativa no ensino, abrangendo todos os estudantes e envolvendo as famílias, ligando-as ao processo de ensino e procurando combater a info-exclusão de todo o agregado familiar. Esta criação e aplicação de TIC, por parte da indústria nacional, bem como a inovação e o investimento realizados no sector, contribui para dar um salto qualitativo na sua performance, de modo a poder posicionar-se como player internacional, criando um sector exportador relevante para a economia nacional. E este passo abre necessariamente o caminho para ensaiar e testar um novo modelo de relação entre a indústria e a diplomacia económica, dado que este sector tem a particularidade de se desenvolver de forma sustentada apenas com uma forte relação entre governos, pois o ensino é, em todo o mundo, um sector que os governos não prescindem de gerir. Nesta medida, a indústria respondeu como lhe competia, unindo-se e trabalhando em conjunto, criando um novo paradigma de desenvolvimento e de internacionalização. É estratégico para o consórcio posicionar-se como um dos principais players no mercado global de tecnologias educativas, apostando e competindo internacionalmente com soluções para o século XXI? É completamente estratégico estar no mercado global, pelo menos de língua portuguesa e castelhana, pois hoje em dia não faz qualquer sentido falar-se em indústria apenas orientada para o mercado nacional em praticamente nenhum sector da economia. As indústrias deverão utilizar o mercado português como laboratório de teste e geração de produtos, mas sempre com foco nas necessidades dos mercados internacionais. A massa crítica necessária à produção inovadora e eficiente consegue-se trabalhando para, no mínimo, dez “Portugais”. Em 2012, o ACE E-xample assinou um protocolo com o Estado português para a cooperação nas áreas do empreendedorismo, inovação, desenvolvimento industrial e internacionalização das TIC portuguesas. Pode fazer um balanço da evolução desse acordo? O protocolo com o Estado português pretende apoiar o Example, as suas agrupadas e empresas nascentes no sector, no seu crescimento e maturação e trazer os benefícios correspondentes para a economia portuguesa. Em primeiro lugar considera-se necessário continuar o programa tecnológico português, nomeadamente no âmbito dos objectivos da Agenda Portugal Digital aprovada no início do ano, garantindo assim uma crescente eficiência e inovação no sector, nomeadamente na área dos conteúdos. A imagem de Portugal como país de vanguarda na integração das TIC no ensino, experimentando novas tecnologias de hardware e software e novos modelos pedagógicos com o envolvimento de pais e professores, além de representar um benefício directo para o ensino em Portugal, é um cartão-devisita para a indústria ao actuar no mercado internacional. Evidenciamos também, neste âmbito de evolução em curso, a criação de salas de aula laboratório – Edulabs – em instalação em várias escolas, onde a última palavra tecnológica das diversas componentes é integrada com a pedagogia e experimentada por professores, pais e alunos, para garan-

“Esta criação e aplicação de TIC, por parte da indústria nacional, bem como a inovação e o investimento realizados no sector, contribui para dar um salto qualitativo na sua performance, de modo a poder posicionar-se como player internacional, criando um sector exportador relevante para a economia nacional.”

tir que tudo converge para um funcionamento que satisfaz, cada vez melhor, os requisitos de todos os actores do ensino. Finalmente relativamente à diplomacia económica, ponto fundamental do acordo, posso dizer que estamos numa convergência de ambição e objectivos quase perfeita, e que no entanto a aperfeiçoamos todos os dias. Nesta medida, a ambição de internacionalização do E-xample envolve mais de 40 países com representação portuguesa a nível de embaixada e, em grande parte dos casos, com a AICEP a trabalhar de modo integrado. Em que medida o QREN apoia a competitividade do sector? A um segundo nível temos a articulação da política económica com a realidade industrial e todo o projecto de apoio à competitividade, que é hoje proporcionado à indústria no âmbito do QREN - Quadro de Referência Estratégica Nacional, e que o E-xample e as suas agrupadas, bem como todas as outras empresas do sector deverão aproveitar.

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ENTREVISTA
Neste âmbito, estamos a apostar no apoio do programa à evolução do nosso ecossistema global e a fazer um esforço de adaptação ao modelo do programa COMPETE, muito exigente em termos de inovação e componentes científicas, a que acrescentamos os nossos requisitos de integração e usabilidade, fundamentais para ter sucesso no mercado internacional. Qual é o volume de vendas expectável, em termos de exportação a médio prazo, digamos a cinco anos, para o E-xample, e qual o valor estimado do mercado internacional da educação apoiada nas TIC? Há um mercado quase incomensurável para as TIC no sector da educação. Nós acreditamos que as TIC poderão ser os grandes responsáveis pelo aumento do interesse e envolvimento dos alunos no estudo. É certo que nem todas as crianças nasceram com atributos naturais e circunstanciais para serem altamente dedicadas ao visão, estando o seu Presidente altamente empenhado e a dirigir um grande programa de mudança. Mas falar apenas no México é redutor, pois o Brasil também está a seguir de modo acelerado esta estratégia, bem como a Colômbia e a Venezuela, e de um modo genérico em toda a América do Sul, onde referenciamos um mercado equivalente a 50 “Portugais”. Temos grandes referências da língua portuguesa por todos os continentes e, nesta medida, pensamos logo em Angola, Moçambique, Cabo Verde e Timor como prioridades. A grande Europa em construção não pode estar esquecida e teremos rapidamente novidades partindo de fronteiras da Europa Central até à Turquia. Actualmente, potenciado pelo E-xample, já se pode falar de um cluster industrial nas áreas de hardware, software e conteúdos digitais para a educação e a formação? Nesta medida, são facilmente internacionalizáveis as tecnologias da educação “made in Portugal”? Na verdade o E-xample é hoje um consórcio de 26 empresas em que há um pelotão da frente de empresas focadas, inovadoras e que integram as suas aplicações e tecnologias oferecendo um produto vendável à peça ou de modo integrado, com uma oferta de A a Z, que vai da construção civil à tecnologia mais sofisticada, passando pelos computadores, tablets, quadros e mesas interactivas, incluindo os e-books e plataformas integradas de ensino, que ligam pais, professores e alunos. Hoje já conseguimos pôr os computadores ou tablets dos alunos e professores a trabalhar, de modo integrado, com os quadros interactivos da sala de aula, utilizando plataformas de ensino e aprendizagem com os seus e e-books multimédia, que são grandes auxiliares para todos os actores do processo educativo e que o professor devidamente treinado consegue orquestrar com uma enorme facilidade.

“As indústrias deverão utilizar o mercado português como laboratório de teste e geração de produtos, mas sempre com foco nas necessidades dos mercados internacionais.”

estudo, e que nem todos os professores nasceram para ser grandes mestres ou que todos os pais têm condições para se envolver na formação escolar dos seus filhos, porém nós consideramos que, mesmo para estes, as TIC, com uma estratégia bem estruturada de apoio ao ensino, mudarão drasticamente os resultados médios da performance educativa e permitirão uma educação flexível, que se adapta constantemente à evolução da sociedade e às necessidades do mercado de trabalho. Neste contexto, que começa a ser de entendimento universal, o mercado que está ao alcance da indústria portuguesa é de vários milhares de milhões de euros, sendo que os factores críticos de sucesso serão alcançados pela mobilização nacional que estamos a sentir e que se está a formar à volta deste sector e deste projecto. Pode falar sobre os projectos em que o E-xample está envolvido, em termos de mercados, como por exemplo o México? Qual é a actual estratégia, bem como a geografia da exportação do consórcio E-xample, e quais são os próximos mercados de expansão? O E-xample está a transportar a experiência portuguesa e as tecnologias criadas, e obviamente constantemente aperfeiçoadas, com a experiência de outros países, para outros destinos que também acalentam o sonho de mudar o seu ensino, criar uma nova geração de cidadãos que lance os seus países para o top mundial de desenvolvimento económico e social, criando uma sociedade mais homogénea e solidária. Esta ambição tem de estar presente em países de todos os continentes e o México é certamente um país líder desta nova

“A ambição de internacionalização do E-xample envolve mais de 40 países com representação portuguesa a nível de embaixada e, em grande parte dos casos, com a AICEP a trabalhar de modo integrado.”

Além do aperfeiçoamento do processo educativo, estamos a trabalhar nas ferramentas de gestão da escola e sua interligação com as próprias ferramentas de ensino, permitindo seguir os resultados dos alunos e dando indicadores, quer para as adaptações necessárias para o ensino customizado a cada aluno, quer permitindo que os processos sejam mais eficientes e portanto produzindo-se muito mais e reduzindo custos e tempo de implementação dos processos. Há aqui um grande avanço que nos posiciona de modo único a nível mundial mas ainda há muito a fazer. Refiro desde já um trabalho específico para que tenho natural vocação, como

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ENTREVISTA

homem das telecomunicações, que é o de integrar as empresas de telecomunicações com mais força neste projecto, nomeadamente conseguindo um trabalho em parceria a nível internacional nos mercados em que estas já prestam serviços ou operam. As nossas empresas e as nossas tecnologias podem ser avaliadas no catálogo do nosso site www.e-xample.com. Portugal é hoje um dos países mais avançados na utilização das TIC aplicadas á educação. Como vê a evolução destas aplicações na frente interna do ensino? Em que é diferente um aluno ou um formando com um computador e a nova forma de ensino que propõe o E-xample? O E-xample considera que está a construir ferramentas de produtividade para melhorar o ensino, percepcionado como é hoje, mas também como deve ser no futuro e mesmo dentro de evoluções que estão para além da nossa visão actual. Com o nosso ecossistema vai ser possível cativar os alunos e levá-los a assimilar muito melhor as matérias hoje tão faladas como matemática, línguas e ciências, mas também será possível criar cidadãos que percebam melhor as suas capacidades e o seu perfil de empreendedores e que possam, assim, construir, de modo mais eficiente, uma sociedade cujos contornos evoluem todos os dias. Eu defendo que o ensino, apoiado nas tecnologias, tem de despertar as novas gerações, para uma vida para além da tabuada e do velho português dos erros gramaticais e ortográficos de que as máquinas já hoje nos defendem e apostar muito forte nas novas capacidades que preparam para a sociedade da imprevisibilidade.

Cada vez se fala mais de economia digital, bem como de literacia, qualificação e inclusão digitais. Em que medida o consórcio E-xample pode contribuir para implementar estes factores de desenvolvimento e mudança na sociedade portuguesa? O ecossistema que promovemos permite um ensino atractivo e eficiente mas também ensina aquilo que ainda não

“Com o nosso ecossistema vai ser possível cativar os alunos e levá-los a assimilar muito melhor as matérias hoje tão faladas como matemática, línguas e ciências, mas também será possível criar cidadãos que percebam melhor as suas capacidades e o seu perfil de empreendedores e que possam, assim, construir, de modo mais eficiente, uma sociedade cujos contornos evoluem todos os dias.”

sabemos ensinar, nem sabemos que é preciso aprender, porque não conhecemos a sociedade de amanhã. Nesta medida, as novas tecnologias são ferramentas para trabalhar em equipa mas também para cada um descobrir o novo mundo e as novas competências. Isto de acreditarmos nuns seres iluminados que por si só fazem o ensino e avaliam os alunos é uma visão que está a mudar. Temos de reconhecer que as pessoas que estão a mudar a nova sociedade não foram muito bons alunos,

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ENTREVISTA
pois estavam acima do ensino que lhes queriam dar e das competências que lhes queriam criar. Na minha opinião, se alguém menosprezar o papel da tecnologia na educação, integrada de modo inteligente e participado, envolvendo pais, professores e alunos, será responsável por uma oportunidade perdida para o seu país. Como vê a evolução e o futuro das TIC em Portugal na área da formação e da educação? Podem e devem ser consideradas como instrumentos de qualificação estratégica do futuro ou já o são no presente? São no presente obviamente instrumentos de qualificação estratégica, tanto mais que Portugal tem investido nas TIC e tem projectos de referência internacional na área dos serviços de telecomunicações, saúde e e-gov. Há, no entanto, um trabalho hercúleo a fazer, nomeadamente na área da educação em que já houve um investimento público e privado próximo dos dois mil milhões de euros, trabalho árduo, é certo, mas que faremos, ainda que possa haver períodos, embora obrigatoriamente curtos, com interregnos de dúvida e decisão. Considero que deverá, no entanto, prevalecer a visão estratégica e a linha condutora de um plano com ambição, metas e resultados operacionais mensuráveis. Portugal tem de ter futuro e ninguém pode ficar de fora deste desafio que está ao nosso alcance. Para si os actores do conhecimento, com pleno uso das TIC, contam-se entre os arquitectos do futuro? Em que medida potenciam e consolidam novas dinâmicas de produção e inovação, bem como a competitividade exportadora das empresas portuguesas? As TIC são hoje uma das bases de desenvolvimento social e económico transversal a todo o universo empresarial, cultural e social. Assim, criar novas gerações de portugueses cuja educação lhes permite perceber o papel das TIC e aprender a desenvolver e a integrar as suas componentes, traduz-se numa vantagem inestimável para o desenvolvimento do país. Estar no mundo da internacionalização com sucesso também só é possível com uma difusão transversal das TIC a toda economia, nomeadamente nas componentes de business intelligence, gestão, produção, distribuição e marketing. Diga-se que, a curto prazo, saberemos passar sem combustíveis fósseis, mas não seremos capazes de passar sem as TIC. Com o know-how e as tecnologias detidos pelo E-xample pode-se começar a falar de escola do futuro, de ensino para a o século XXI? Neste quadro, pode desenvolver o conceito de ecossistema digital e do novo paradigma proposto pela evolução das TIC? A escola do século XXI tem as suas tecnologias a sair do forno, mas temos de estudar como vamos conquistar pelas melhores razões o corpo docente e como aperfeiçoaremos a integração/fusão do mestre pedagogo com a tecnologia. É esta a grande urgência, a da fusão tecnologia-pedagogia e a da revolução dos objectivos do ensino e aprendizagem, como se referiu, tirando todo o partido do novo paradigma tecnológico. Nós, tecnólogos, ambicionamos não só esta união virtuosa, como queremos ganhar este desafio, e dizermos “presente!”, pois sabemos que, se não o conseguíssemos, nada teríamos feito afinal de relevante para promover um real desenvolvimento social e humano no séc. XXI e mais além.

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EXPORTAÇÕES E PRODUÇÃO DE BENS TRANSACIONÁVEIS

600 MILHÕES DE EUROS COM MELHORES CONDIÇÕES DE PRAZO E SPREAD.
Agora, mais que nunca, é importante que as empresas Portuguesas se sintam apoiadas. A Caixa dispõe de mais de 600 milhões de euros com condições especiais de financiamento para as empresas exportadoras e produtoras de bens transacionáveis. Através do crédito com prazo e condições flexíveis, redução de spread e antecipação de recebimentos de exportação, vamos ajudar a levar o espírito empreendedor nacional cada vez mais longe.

HÁ UM BANCO QUE ESTÁ A AJUDAR A ECONOMIA A DAR A VOLTA. A CAIXA. COM CERTEZA.
www.cgd.pt/empresas | 707 24 24 77 | 08h às 22h/todos os dias do ano. Informe-se na Caixa.

DESTAQUE

E-XAMPLE
NEGÓCIO EM EXPANSÃO VOLTADO PARA AS GERAÇÕES FUTURAS
Tirando partido da actual vantagem competitiva, o consórcio E-xample, um agrupamento complementar de 26 empresas das áreas mais inovadoras das TIC, está a posicionar-se como um dos principais players no mercado global das tecnologias educativas. O seu objectivo estratégico é conquistar uma quota de mercado relevante, sendo as parcerias locais e a colaboração com multinacionais de referência mundial, dois dos seus factores de sucesso. O E-xample tem como objectivo atingir um volume de negócios de 5 a 6 mil milhões de dólares nos próximos cinco anos (3,75 a 4,5 mil milhões de euros), em mais de 19 geografias e servindo 16 milhões de alunos.
12 // Julho 13 // Portugalglobal

DESTAQUE
O E-xample integra-se num dos sectores mais promissores da economia portuguesa – o das tecnologias de informação e comunicação (TIC) – uma área de negócio fortemente exportadora, com empreendedores determinados e inovadores, e com empresas altamente internacionalizadas, que no seu conjunto formam um ecossistema exportador único. Portugal é hoje dos países mais avançados na utilização das tecnologias da informação e comunicação (TIC) aplicadas à Educação. O aparecimento de produtos e serviços de elevada usabilidade e qualidade apresenta-se como o factor decisivo que transformará o modelo de ensino em Portugal e nos países a que o E-xample pretende estender o projeto. É neste quadro que o E-xample, pela voz do presidente do consórcio, analisa com optimismo os investimentos feitos ao longo da última década em programas de infra-estruturação tecnológica das escolas, formação de professores, desenvolvimento de conteúdos digitais e inclusão digital de alunos, professores e famílias. Estes investimentos tornaram possível o nascimento em Portugal de um cluster industrial nas áreas do hardware, software, conteúdos digitais e projecto e implementação de ecossistemas de ensino, o que gerou um ambiente de elevada inovação e empreendedorismo, sem paralelo a nível mundial e que tem sido continuamente estimulado pela competência das empresas portuguesas. Na realidade, a dinâmica do sector das tecnologias de informação e comunicação (TIC) em Portugal está em vantajosa aceleração. A rápida evolução tecnológica, associada às enormes mudanças no mercado e à transformação dos próprios consumidores, agora mais informados e exigentes, marcam pela positiva este mercado imparável e que desempenha um papel estrutudo empresarial das TIC portuguesas, sobretudo nas que estão focadas na actividade exportadora. Um estudo recente da IDC, empresa líder mundial na área de market intelligence, revela que se em 2010 apenas 30 por cento das empresas utilizavam os social media para desenvolverem novos produtos e serviços; em 2020 esta percentagem subirá para 75 por cento. As profundas alterações na economia e na sociedade, cada vez mais globalizadas, estão a apostar num crescente investimento, não só mais inteligente e mais produtivo, como mais inovador e capaz de gerir um efectivo e sustentado crescimento. Não deve surpreender, pois, que os gastos mundiais com tecnologia da informação e comunicações devam atingir, segundo a projecção do reputado Gartner Group, os 3,8 biliões de dólares este ano, o que representará um crescimento de 4,1 por cento em relação aos 3,6 biliões registados no ano passado. Não apenas o sector das TIC prospera neste clima favorável, como hoje já não há quem duvide que as tecnologias de informação e comunicação podem contribuir não só para a melhoria e optimização de processos de negócio das empresas e instituições, mas também para a criação de novos produtos e serviços, desenvolvimento de novas capacidades de negócio ou para a melhoria da produtividade e formação de colaboradores. O E-xample é um bom exemplo disso.

“A rápida evolução tecnológica, associada às enormes mudanças no mercado e à transformação dos próprios consumidores, agora mais informados e exigentes, marcam pela positiva este mercado imparável e que desempenha um papel estruturante no desenvolvimento económico e social, contribuindo de modo significativo para a competitividade e crescimento do país.”

rante no desenvolvimento económico e social, contribuindo de modo significativo para a competitividade e crescimento do país. O forte desenvolvimento do sector, que é transversal à economia e à sociedade globais, tem impacto positivo no teci-

Scriptor – Plataforma de gestão de conteúdos e processo

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DESTAQUE

EMPRESAS DE TIC CONSÓRCIOS SÃO ESTRATÉGICOS NA INTERNACIONALIZAÇÃO
>POR MARIA CÂNDIDA AZEREDO LOBO, DIRECÇÃO PME DA AICEP
A cooperação empresarial tem vindo a assumir uma crescente importância num cenário económico em que a internacionalização constitui uma considerável oportunidade de sobrevivência para muitas empresas portuguesas do sector das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Portugal é já reconhecido internacionalmente como um exemplo de sucesso no âmbito da sociedade da informação, com particular realce pela aplicação de tecnologias de informação e comunicação no ensino, na administração pública e na indústria aeronáutica, civil e militar, áreas nas quais as empresas registam um cada vez maior dinamismo e actividade.

“Portugal é já reconhecido internacionalmente como um exemplo de sucesso no âmbito da sociedade da informação, com particular realce pela aplicação de tecnologias de informação e comunicação no ensino, na administração pública e na indústria aeronáutica, civil e militar, áreas nas quais as empresas registam um cada vez maior dinamismo e actividade.”

a integração de competências tecnológicas de hardware, software e de conteúdos digitais com o objectivo de promover a adopção de ecossistemas no mercado global, através de uma estratégia de internacionalização assente em parcerias sustentáveis, a médio e longo prazo, com os governos e outros players públicos e privados, locais e mundiais. No âmbito da Agenda Portugal Digital foi assinado um protocolo de colaboração entre os Ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Economia

A principal missão dos consórcios entre empresas de Tecnologias de Informação e Comunicação prende-se com

e Emprego e da Educação e Ciência com o consórcio E-xample – Agrupamento Complementar de Empresas (ACE). Este consórcio, que representa as indústrias de tecnologias de ensino, aprendizagem e formação aplicadas à Educação, beneficia de um novo modelo de diplomacia económica de abordagem aos mercados externos que fomenta as oportunidades de negócio no sector da educação e estimula a produção de soluções, produtos e serviços tecnológicos competitivos e orientados para os mercados internacionais.

14 // Julho 13 // Portugalglobal

DESTAQUE
Outros exemplos de consórcios bemsucedidos são o iGov2U, o Projecto LIFE e o Compass. O iGov2U, cluster constituído por um grupo de empresas portuguesas complementares na área das tecnologias A AICEP tem tido um papel preponderante fomentando e apoiando este ambiente de cooperação e de articulação entre públicos e privados de forma institucional, quer em Portugal quer através da sua rede externa em colaboração com as embaixadas. Uma actuação e entreajuda concertadas, ao nível dos diferentes patamares de decisão, desde os meios governamentais passando pelos corpos diplomáticos, estruturas representativas empresariais e a AICEP, junto dos decisores, em cada país, permitirá potenciar os negócios das empresas portuguesas em mercados até então desconhecidos e noutros onde dificilmente entrariam de forma isolada. Neste sentido, no quadro da internacionalização, a colaboração empresarial em consórcio terá de ser considerada como um dos esteios não só do crescimento das próprias empresas mas também e, sobretudo, do desenvolvimento da economia portuguesa, devendo ser uma referência de alto valor para Portugal.

“A AICEP tem tido um papel preponderante fomentando e apoiando este ambiente de cooperação e de articulação entre públicos e privados de forma institucional, quer em Portugal quer através da sua rede externa em colaboração com as embaixadas.”

para o sector público que se uniram com o propósito de criar sinergias que, de forma eficiente, possam responder às necessidades dos governos na área do e-Government. O Projecto LIFE – desenvolvido por um consórcio que consistiu na construção de um protótipo de um novo conceito para o interior de cabina de aviões executivos, foi distinguido com o Crystal Cabin Award 2012. O Compass, no sector da aeronáutica, foi constituído para responder a propostas de execução de serviços relativos a sistemas aeronáuticos e de comunicações no âmbito do Programa KC-390, aproveitando assim uma oportunidade única para a indústria nacional de sistemas e software ganhar notoriedade e dimensão, subindo deste modo na cadeia de valor do sector Aeronáutico e da Defesa. A participação em consórcio é susceptível de ser apoiada no âmbito de candidaturas ao QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional ao abrigo do Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME, na modalidade de Projectos Individuais de Internacionalização, promovidos por ACE ou uma PME que congregue as participações dos parceiros.

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DESTAQUE

AS TIC PORTUGUESAS NO CONTEXTO DO MERCADO MUNDIAL
POR JOÃO SILVA MARTINS, DIRECTOR-GERAL DO E-XAMPLE
As Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) estão em condições de dar uma contribuição decisiva para a evolução da Educação, independentemente do contexto geográfico, económico e cultural. O papel das TIC na Educação pode ser observado numa tripla óptica: primeiro, como um conjunto de ferramentas potenciador do acesso à Sociedade do Conhecimento; segundo, como um agente facilitador dos processos de ensino e aprendizagem e da gestão da escola; terceiro, como um factor motivador e mobilizador dos estudantes que desejam que a escola reproduza o ambiente tecnológico dominante na sociedade e na economia. Portugal apostou, desde 2003, de forma continuada, na construção de um ecossistema educativo com recurso às TIC através de programas como Ligar Portugal, a e-Escola e Plano Tecnológico da Educação (PTE). Neste sentido, o país soube ser visionário, sabendo antecipar uma evolução inexorável e fazendo investimentos elevados para concretizar a ambição de proporcionar às novas gerações uma escola digital que forme cidadãos com competência para o séc. XXI. Em resultado desta experiência, Portugal conseguiu criar um cluster de competências na área das TIC aplicadas à Educação, consubstanciado num conjunto de empresas tecnológicas, com capacidade de construir, de forma colaborativa, ecossistemas educativos em qualquer parte do mundo, adaptados às condições e necessidades específicas de cada país ou região, que se associaram num Agrupamento Complementar de Empresas, denominado E-xample. Este promoveu e impulsionou, desde então, relações institucionais e empresariais

com dezenas de países, de que resultou a assinatura de acordos de cooperação bilateral, com destaque para países como o México, Cabo Verde, Argélia, Bolívia e Andorra. Considera ainda como prioritários todos os mercados dos PALOP, assim como países como a Colômbia, Peru e Chile, os países do Magrebe e os países do Golfo. A ambição de internacionalização do E-xample envolve mais de 40 países com representação portuguesa a nível de embaixada e, em grande parte dos casos, delegados AICEP a trabalhar de modo integrado. O nosso país já se tornou uma referência internacional na oferta de ecossistemas educativos suportados nas TIC e tem condições para evoluir e tornar-se num exemplo de benchmarking mundial. Para isso, necessita de expandir o mercado destas empresas para outros países, criando dimensão e massa crítica que lhes permita ser competitivas em preço e investir numa evolução contínua

da sua oferta, em termos de tecnologia, integração e ligação à pedagogia. O mercado português, demasiado pequeno para permitir o crescimento destas empresas pode e deve ser o laboratório de teste e geração de produtos, mas sempre com foco nas necessidades dos mercados internacionais. Desde 2010 que a E-xample tem vindo a contribuir, em estreita colaboração com as suas agrupadas, para credibilizar e projectar o chamado “caso português” numa óptica de integração de soluções e ecossistema e de afirmação de um cluster industrial do sector das TIC educativas. No âmbito deste contexto, nos últimos anos, centenas de responsáveis técnicos e políticos de muitos países têm visitado as empresas que integram o consórcio E-xample e têm entrado em contacto com o cluster industrial e com os ecossistemas TIC em contexto escolar de que Portugal tem sido precursor.

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DESTAQUE

EMPRESAS DO E-XAMPLE TÊM A PALAVRA
Na sequência de um pedido endereçado às empresas que integram o consórcio E-xample, algumas houve que responderam com o seu depoimento, revelando deste modo um vasto leque de empresas e ‘know-hows’ que se complementam e se potenciam nos mercados.

CAIXA MÁGICA

João Carreira, CEO da Critical Links Paulo Trezentos, Partner da Caixa Mágica

BI-BRIGHT
end, subimos na cadeia de valor, aumentamos a eficácia comercial e somos mais fortes nos mercados de exportação.

André Vasconcelos, CEO da Bi-Bright

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Os principais desafios que se colocam à Caixa Mágica, enquanto fornecedora de sistema operativo Linux e aplicações em ambiente educativo, prendem-se com a diversificação de mercados. O investimento necessário e a falta de massa crítica são um obstáculo. O consórcio Example permite não só ultrapassar esses obstáculos mas trabalhar na evolução do nosso produto de forma integrada e articulada com os nossos parceiros.

FAMASETE

A Bi-Bright tem um papel preponderante ao nível da promoção das TIC, nomeadamente nas áreas de formação e educação. Com a participação, desde o início, no E-xample, a Bi-Bright tem demonstrado a sua capacidade no desenvolvimento de soluções que melhorem a eficácia e a experiência do ambiente de ensino. Acreditamos que a escola é e deve ser um centro de excelência e de competências.

CRITICAL LINKS
A Critical Links comercializa uma solução integrada de software para educação, incluindo o premiado servidor educativo “Education Appliance”, bem como serviços de distribuição de conteúdos educativos na “Cloud”. Estamos presentes em mais de 30 países. Com o E-xample podemos oferecer uma solução end-toJosé Barbosa, CEO da Famasete.

Fazer parte do consórcio E-xample foi uma excelente oportunidade para

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DESTAQUE
a Famasete poder contribuir para a inovação tecnológica do sistema educativo em Portugal, através das mesas interactivas WINGSYS, produzidas e patenteadas por nós. Potente ferramenta de ensino, esta tecnologia é uma combinação perfeita de hardware/software e muita investigação. O nosso contínuo trabalho pretende dar aos actores deste processo – professores, alunos, escolas e pais – novas tecnologias e ferramentas para criar uma nova geração de pessoas infoeducadas e um país desenvolvido no domínio das TIC.

ISA

Pedro Roseiro, Chief Innovation Officer, I-Zone SGPS, S.A.

José Basílio Simões, CEO da ISA – Intelligent Sensing Anywhere

GRUPO LEYA NOVABASE
A monitorização energética de escolas é um trabalho de grande importância. Através dele estamos a contribuir não apenas para poupar os recursos energéticos, mas também para formar os consumidores de amanhã, com uma formação didáctica e tecnologicamente sólida. Fazer parte do consórcio E-xample tem sido importante, pois estamos em sintonia com o que de mais actual se faz na educação e na formação em Portugal. Aproveitando pontes e oportunidades, a ISA tem vindo a explorar parcerias com empresas da área, dando a conhecer o trabalho desenvolvido junto de escolas em diversos mercados e de variados actores.

Joaquim Barradas, Digital Learning Director do Grupo LeYa

Miguel Leocádio, Senior Manager na Novabase e responsável pelo sector da Educação e Ciência

O Grupo LeYa desenvolve projectos educacionais integrados, onde a tecnologia assume um papel fundamental na criação de soluções de aprendizagem inovadoras e eficazes, adequadas às necessidades educativas do século XXI. A LeYa, presente em Portugal, Brasil, Angola e Moçambique, encontra no ACE E-xample um parceiro importante na internacionalização para países de língua não portuguesa.

I-ZONE
O E-xample criou novas cadeias de valor e novos modelos de negócio. Aparecem lógicas ponta-a-ponta e emergem diversos subgrupos onde se misturam produtos e serviços. Para as PME, como a I-Zone, atingir canais, mercados externos e criar soluções integradas exigiria um enorme esforço não apenas financeiro ou tecnológico mas de criação de rede. O E-xample é o nó central nessa rede.

A exploração do potencial das TIC na educação está ainda no início do percurso e o desafio passa pela adopção de um portfólio de tecnologias acessíveis, algumas existentes há muitos anos. Mas uma adopção por todos – alunos, professores e técnicos – de forma articulada, promovendo modelos de aprendizagem adequados à nossa era. E esse é um desafio imenso, devendo as empresas com ambição neste sector promover o avanço do conhecimento e intervir sobre essa realidade. A Nova-

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DESTAQUE
base persegue essa descodificação e tem encontrado no E-xample parceiros para essa ‘viagem’. A participação da PT Inovação no consórcio E-xample é, antes do mais, uma responsabilidade que decorre do papel que tem tido no desenvolvimento e consolidação de tecnologia portuguesa na sociedade da informação e no sector das telecomunicações. Na Escola do Futuro, a PT Inovação contribui decisivamente na promoção da aproximação colaborativa entre alunos através de serviços avançados de comunicação.

PORTO EDITORA

VIATECLA
Vasco Teixeira, Administrador do Grupo Porto Editora

Sendo a maior produtora de conteúdos educativos digitais em Portugal, era importante para a Porto Editora participar no E-xample. Com a nossa experiência, o nosso conhecimento e o nosso empenho, esperamos contribuir para o sucesso do consórcio e, em particular, para a afirmação dos conteúdos educativos de qualidade no apoio às novas estratégias de aprendizagem realizadas em ambiente tecnológico.

Filipe Clérigo, CTO e Partner da Viatecla

PT INOVAÇÃO

Como membro do Consórcio E-xample, a VIATECLA considera de extrema importância a oferta de soluções integradas de negócio no domínio das tecnologias da educação e aprendizagem, através da incorporação das valências de cada um dos seus membros, com diferentes tipos de tecnologia e dispositivos. Pretendemos assim acrescentar valor e contribuir para aquela que será a escola do futuro num mercado global.

Alcino Lavrador, CEO da PT Inovação

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PROJECTOS INTERNACIONAIS

MULTILATERAIS FINANCEIRAS MIGA - AGÊNCIA DE GARANTIA DE INVESTIMENTOS MULTILATERAIS
A MIGA (Multilateral Investment Guarantee Agency) é a Agência Multilateral de Garantia de Investimentos do Grupo Banco Mundial e tem como objectivo promover o investimento directo estrangeiro a fim de apoiar o crescimento da economia e a redução da pobreza, concretamente nos países emergentes. A MIGA apoia projectos nestes países, garantindo o risco dos investimentos. Um artigo de Olivier Lambert, Director Regional da MIGA.
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PROJECTOS INTERNACIONAIS
A economia mundial está a mudar dramaticamente e estamos a experimentar uma viragem na orientação do crescimento para os mercados emergentes e economias em desenvolvimento. À medida que estes países se tornam os motores do crescimento económico global, os investidores internacionais (incluindo os portugueses) estão compreensivelmente a olhar para os países em desenvolvimento como destinos de investimento – uma tendência que só tem aumentado num contexto de mercados europeus enfraquecidos. Depois de uma queda pronunciada resultante da crise financeira global, o Banco Mundial antecipa uma retoma do investimento directo estrangeiro para 2013. Os fluxos de investimento para países em desenvolvimento já representam uma parcela substancial do IDE: alcançaram 45 por cento das entradas de capitais em 2012. O crescimento económico leva estes países a olharem para o sector privado internacional como fornecedores das muito necessárias infra-estruturas, indústria e serviços, ao mesmo tempo que partilham a expertise global, sendo de referir que algumas empresas portuguesas estão bem colocadas para fornecer esse conhecimento e realizar esses investimentos. Estudos indicam que só a necessidade de investimento em infra-estruturas no mundo em desenvolvimento, é de mais de 230 mil milhões de dólares anuais. No entanto, apesar desta enorme procura, investidores e financiadores podem mostrar-se relutantes em negociar com países com antecedentes de risco político ou económico. Na realidade, um compromisso de investimento directo no estrangeiro de longo prazo traduz-se também, habitualmente, num compromisso de longo prazo com o país de acolhimento. seguradoras privadas ou com garantia de Estado. O seguro de risco político é um instrumento para os investidores reduzirem os riscos que decorrem de acções adversas – ou da inacção – dos governos. Os riscos cobertos são, tipicamente, a expropriação, a não-conversão ou restrição à transferência de divisas, guerra, terrorismo e perturbações civis, a quebra de contratos e o incumprimento de obrigações financeiras pelos governos ou empresas estatais. des de investimento mas que não são suficientemente cobertas por outras seguradoras, e países com mercados financeiros sub-desenvolvidos. A estratégia da MIGA baseia-se na sua força de mercado: promovendo investimentos em mercados de fronteira, de maiores dificuldades; apoiando investimentos a um nível sub-soberano, quando estão envolvidos parceiros com menos experiência ou sem classificação de risco (o que acarreta maior dificuldade de acesso ao financiamento). Como parte do Grupo Banco Mundial, a MIGA trabalha activamente com os investidores e os países de acolhimento para assegurar que os investimentos decorram da melhor forma. Isto permite à MIGA ter uma cobertura de dissuasão relativamente a acções governamentais que possam causar constrangimentos aos projectos e auxiliar na resolução de disputas entre investidores e governos. A MIGA pode muitas vezes ajudar investidores e governos a resolver disputas antes de eles chegarem a uma situação de reclamação – e manter os projectos em curso. A MIGA apoiou mais de 700 projectos nos seus 25 anos de história e pôde resolver muitas disputas que teriam levado a reclamações num número considerável de casos (à excepção de dois). A actuação da MIGA ajuda assim não apenas a proteger os investidores, mas também a garantir que o investimento produza o impacto esperado. A MIGA é também uma mais-valia para os seus clientes pela capacidade de aportar um extenso conhecimento dos mercados emergentes e das melhores práticas de gestão ao nível internacional em matéria de ambiente e responsabilidade social. Refira-se que a Agência já segurou investimentos de empresas portugueses em Angola, Cabo Verde e Moçambique, em sectores como os transportes, turismo, minas e indústria.

“O seguro de risco político é um instrumento para os investidores reduzirem os riscos que decorrem de acções adversas – ou da inacção – dos governos.”

Além da protecção contra estes riscos, a disponibilidade de capital é algo que condiciona as decisões de muitos investidores e credores que recorrem ao seguro de risco político, na medida em que melhora a notação de risco dos projectos e conduz a um menor custo de financiamento. Numa estrutura complexa de project finance, a cobertura do risco político é frequentemente exigida pelos financiadores. Uma vez tomada a decisão de recorrer à cobertura de risco político, o investidor vai recorrer às seguradoras privadas ou à garantia de Estado. O entendimento geral é de que os seguradores privados são geralmente mais competitivos em termos de preço em operações de curto prazo, nomeadamente nos seguros de créditos à exportação, enquanto a garantia de Estado é mais adequada em operações de longo prazo em mercados de risco.

Porquê a MIGA?
O mandato da MIGA é o de promover o investimento directo estrangeiro, visando o crescimento da economia e a redução da pobreza. Por isso, a Agência está disponível para ir onde as outras seguradoras não se atrevem: países emergentes em situação de conflito ou revolta política, particularmente em África, países com enormes necessida-

Seguro de Risco Político: a base de tudo
Apesar dos investidores estarem geralmente optimistas em relação ao retorno do investimento nas economias em desenvolvimento, muitas vezes recorrem ao seguro de risco político junto de

O apoio da MIGA em África
As prioridades da MIGA incluem projectos-alvo na África sub-Saariana, bem como projectos de infra-estruturas de

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PROJECTOS INTERNACIONAIS
elevada complexidade. Com efeito, a Agência tem uma experiência muito rica no apoio à execução de infraestruturas num continente largamente deficitário a este nível. Refira-se, a título exemplificativo, as garantias prestadas pela MIGA ao investidor português Portus Indico - Sociedade de Serviços Portuários SA, no montante global de 13,7 milhões de dólares, para cobrir os seus investimentos na Maputo Port Development Company S.A.R.L., em Moçambique. O projecto envolvia a reabilitação, desenvolvimento, financiamento e operação do porto de Maputo, em Moçambique, em regime de Build, Operate and Transfer (BOT). O porto tem sido, tradicionalmente, estratégico para este país: no seu valor máximo, as receitas geradas no porto de Maputo chegaram a representar 80 por cento da balança comercial de Moçambique. Ainda assim, na altura em que foi prestada a garantia da MIGA, a guerra civil e o declínio económico do país tinham deixado o porto a operar só com uma parte da sua capacidade. Dando a concessão a um operador do sector privado, o governo recuperou as operações portuárias até à sua máxima capacidade, baixou o custo das tarifas portuárias por via de uma melhoria da sua eficiência operacional e promoveu o crescimento da economia através do Malawi, Suazilândia, Zâmbia, a região norte da África do Sul e o Zimbabué. Outro exemplo do apoio da MIGA às infra-estruturas em África é na Costa do Marfim, país que está em reconstrução depois de um prolongado conflito civil. Neste país, um projecto de longo prazo para a construção de uma ponte com portagem sobre a Ebrié Lagoon, de Abidjan, esteve suspenso durante mais de 10 anos, estando agora a ser retomado. Neste caso, a MIGA prestou garantias no valor de 145 milhões de dólares, cobrindo a vertente de capital, todos os financiadores do projecto do sector privado, assim como a FMO – Entrepreneurial Development Bank, instituição financeira da Holanda. O Banco Africano de Desenvolvimento também está envolvido no financiamento desta parceria público-privada, a primeira a concretizar-se desde o final da guerra civil. A construção da ponte constitui uma grande prioridade para o governo da Costa do Marfim, dado que as pontes e as infra-estruturas existentes em Abidjan estão severamente pressionadas e não asseguram o tráfego crescente da cidade. Logo que esteja pronta, a ponte vai reduzir significativamente os tempos de deslocação, melhorar a mobilidade geral e aliviar os crónicos congestionamentos do trânsito. O projecto pretende também ter um efeito de demonstração a futuras iniciativas do sector privado no país. Já no Ruanda, a MIGA está a apoiar um investimento que está a levar tecnologia de ponta a um mercado remoto. O projecto energético KivuWatt envolve a extracção e separação de gás metano do fundo do Lago Kiwu e irá produzir 25 megawatts de energia na sua primeira fase. O Ruanda tem actualmente uma das mais altas tarifas de electricidade de África devido à sua limitada capacidade de geração, sendo por isso este um projecto de alta prioridade para o governo. Além da cobertura do risco-país no prazo de 20 anos, a MIGA liderou também o trabalho de due dilligence ambiental e social para este projecto, de elevada complexidade.

“O mandato da MIGA é o de promover o investimento directo estrangeiro, visando o crescimento da economia e a redução da pobreza.”

alargamento dos mercados para os produtos nacionais. Os benefícios do desenvolvimento do porto estenderam-se ainda para lá de Moçambique, dado que o porto serve como um entreposto comercial, eficiente e com baixos custos, também para o

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PROJECTOS INTERNACIONAIS
Estima-se actualmente que o lago, que fica na fronteira entre o Ruanda e a República Democrática do Congo, contenha grandes quantidades de dióxido de carbono e de metano nas suas camadas de mais baixa densidade. O gás metano fornece uma fonte potencial de energia, mas pode também fazer com que o lago entre em erupção, com consequências desastrosas. Uma erupção no Lago Nyos, nos Camarões, em 1986, asfixiou 1.700 pessoas e mais de 3.000 cabeças de gado. Este grave risco e os compreensíveis riscos políticos neste mercado (relativamente pouco estudado), levaram o fundo de capitais Contour Global a recorrer à MIGA, depois de outras seguradoras terem recusado o projecto. Após um pormenorizado estudo ambiental e social, incluindo a consulta a peritos independentes para avaliarem a estabilidade do lago, a gestão dos recursos, a saúde das comunidades, a segurança e os possíveis impactos do

“A estratégia da MIGA baseia-se na sua força de mercado: promovendo investimentos em mercados de fronteira, de maiores dificuldades; apoiando investimentos a um nível sub-soberano, quando estão envolvidos parceiros com menos experiência ou sem classificação de risco.”

projecto, a MIGA e o FMO sentiram que podiam avançar com o projecto.

Trabalhar com a MIGA
A MIGA pode assim ajudar países em desenvolvimento a atrair investimentos que criem emprego e contribuam para o crescimento económico, ajudando ao mesmo tempo os potenciais investidores portugueses a obter retorno desses projectos. A MIGA cobre investimentos realizados por investidores de qualquer dos 179 países membros da Agência, num país membro em desenvolvimento.

A Agência também trabalha de forma muito próxima com a Sociedade Financeira Internacional (também do Grupo Banco Mundial) na alavancagem do investimento no sector privado, particularmente em projectos de grandes infra-estruturas que são tão urgentemente necessários à promoção do crescimento nos países beneficiários. A MIGA não impõe qualquer limite à dimensão dos projectos que apoia. Para os maiores investimentos, a MIGA pode mobilizar a capacidade de resseguro se necessário. Nos projectos de menor dimensão, o Programa de Pequenos Investimentos da MIGA oferece soluções de adesão simplificada para

os investidores que procuram coberturas de menos de 10 milhões de dólares. A equipa da MIGA tem grande experiência em seguros de risco político, com backgrounds que incluem o sector financeiro, mercados de capital, project finance, sustentabilidade ambiental e responsabilidade social, especialistas sectoriais, direito internacional e resolução de disputas.

Para mais informações: Olivier J. L. Lambert, Regional Manager Tel.: +33 1 40 69 31 58
www.miga.org/emea olambert@worldbank.org

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EMPRESAS

CONCEPT BAGS SACOS “VERDES” EM EXPANSÃO INTERNACIONAL
A Concept Bags, marca especializada na criação e produção de sacos reutilizáveis, é a protagonista do plano de internacionalização do grupo Macambira & Araújo, numa estratégia focada no cliente e na personalização dos produtos. Os resultados são positivos e a marca procura impor-se no mercado internacional.
Criatividade, design, personalização e qualidade são os factores de sucesso do grupo MA - Macambira & Araújo criado nos finais dos anos 90 pelos sócios fundadores Alberto Araújo e Tiago Macambira. Dedicada à criação e produção de soluções para área promocional, a empresa diferenciou-se ao investir num serviço personalizado e integral – novidade introduzida no mercado e factor crucial para o seu sucesso e crescimento. Essa diferenciação na oferta passou pela personalização dos artigos ou objectos de acordo com a campanha de comunicação em causa. “A diferenciação a este nível só foi possível porque desde cedo percebemos que teríamos de completar a oferta nacional com pesquisa de produto internacional/Oriente. Estabelecemos vários contactos, desenvolvemos diversos projectos e, neste momento, contamos com uma rede de parceiros que nos permite encontrar a melhor solução para cada cliente, em termos de qualidade/ preço”, explica fonte do grupo MA. A receptividade no mercado correspondeu às expectativas e a evolução tornou-se inevitável. Da aposta no mercado nacional, seguiu-se a conquista do mercado internacional e a necessidade de encontrar serviços complementares ao core business da Macambira & Araújo levou à criação de diferentes empresas e unidades de negócio. Contando com uma equipa multidisciplinar de 25 colaboradores, a Macambira & Araújo é actualmente um grupo de empresas (MA Creative Production Group) que se dedica à criação e produção de diferentes soluções na área da comunicação/marketing: MA Brand Objects (soluções de merchandising promocional), MA Brand Impact (suportes de comunicação física), MA Corporate Wear

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EMPRESAS
(vestuário corporativo) e MA Private Label (produções de têxteis nacionais). Em muitos projectos, as áreas de actuação das empresas cruzam-se, acabando por beneficiar das sinergias que daí resultam. Foi desta dinâmica e da aposta em nichos de mercado que nasceu a Concept Bags, marca especializada na criação e produção de sacos reutilizáveis e principal protagonista do plano de internacionalização. Segundo a mesma fonte, tratou-se de aliar a comunicação por objecto à crescente consciencialização ecológica das empresas/marcas, o que permitiu à Concept Bags surgir com um “conjunto de soluções que surpreendeu as expectativas do mercado nacional e internacional, ditando assim o sucesso da marca e empresa que a suporta”. Colocando o cliente no centro das atenções, o grupo MA actua no mercado global, ainda que os seus principais clientes sejam as marcas nacionais. A internacionalização, no entanto, foi sempre um objectivo presente na dinâmica da empresa. Neste momento, a empresa está consolidada nos mercados nacional e angolano. No ano passado realizou os primeiros negócios no mercado brasileiro e várias acções comerciais estão a ser implementadas noutros mercados, designadamente em Moçambique, Argélia, Espanha, França, Itália, Polónia, Reino Unido e Alemanha, o que permite prever, para este ano, um aumento significativo das exportações da empresa. ção internacional, realizando viagens de prospecção e acções comerciais em mercados de grande dimensão e com poder de compra, como são os casos do Brasil, Polónia, Reino Unido, França, Espanha. “Este investimento permite-nos levar além-fronteiras os nossos produtos e serviços ancorados na marca Concept Bags, consolidar a presença no mercado internacional e detectar potenciais clientes e negócios”, defende a mesma fonte, afirmando que é objectivo da MA ser um dos top 10 no mercado global em que actua. A abordagem feita a cada mercado é personalizada, de forma a garantir os melhores resultados em cada acção desenvolvida pela empresa. Em jeito de balanço do 1º semestre do projecto, a MA revela que participou em três feiras (Brasil, França e Reino Unido) e realizou várias viagens de prospecção a diferentes mercados (Brasil, Espanha, Polónia) com um retorno “muito positivo”. O acompanhamento tem sido feito in loco (Brasil, Angola e Espanha) e a análise contínua em todas as fases do processo tem-se revelado crucial para o sucesso do projecto que se prolongará até 2015, afirma a mesma fonte. O investimento em novas áreas de negócio, o lançamento de marcas registadas, a conquista de novos mercados, a aposta constante em colaboradores qualificados e multifuncionais e o investimento em parcerias cruciais para a sua notoriedade caracterizam a evolução do grupo MA desde a sua criação. O Grupo conta já com uma rede de parceiros nos quatro cantos do mundo - Lisboa, Xangai, Bombaim, Daca (Bangladesh), São Paulo e Luanda -, visando cimentar relacionamentos com os seus clientes nacionais e internacionais. A MA trabalha com as grandes marcas de sectores diversificados como as telecomunicações, banca, distribuição, alimentar e não alimentar, tanto a nível nacional como internacional. Acrescenta a fonte que os clientes que procuram os serviços da MA são empresas ou marcas “que investem regularmente em artigos de promoção como forma de divulgação da sua marca e que procuram um serviço distinto, integral e personalizado”.

Estratégia de internacionalização
De sublinhar que, contrariando ciclos menos positivos da economia, a evolução da empresa tem sido para um crescimento progressivo do volume de negócios, aumento e diversificação de clientes e dos mercados de actuação. A empresa encerrou o ano de 2012 com resultados muito positivos e as perspectivas para 2013 são promissoras, de acordo com a mesma fonte. No início de 2013, a empresa deu um novo passo no seu processo de internacionalização e, cofinanciada pelo FEDER ao abrigo do QREN e do Plano Operacional Norte, partiu em busca de novos mercados, participando em feiras de projec-

MA Creative Production Group
Via Central de Milheirós, 307 A Milheirós, 4475-380 Maia - Portugal Tel.: +351 229 942 316 / 7 / 8 Fax: +351 229 942 319 info@maproductiongroup.com

www.maproductiongroup.com
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EMPRESAS

COURO AZUL SUCESSO NO MERCADO INTERNACIONAL
Tem sido noticiada como a mais recente fornecedora da emblemática marca Porsche, mas há muito que a Couro Azul produz para os principais construtores de automóveis. As exportações representam já 83 por cento do volume de negócios da empresa, que é um dos quatro maiores ‘players’ europeus no negócio do couro para volantes.

A Couro Azul foi criada em 1989 como resposta do Grupo Carvalhos à necessidade de diversificação do seu negócio para o sector automóvel, dadas as condicionantes de crescimento dos sectores de calçado e marroquinaria, até então os principais clientes da empresa fundada em 1939 por António Nunes de Carvalho. A história do Grupo, dedicado ao fabrico do couro, reflecte, por um lado, a aposta na qualidade e inovação como factores da sua competitividade, e, por outro lado, a permanente diversificação de segmentos e diferenciação dos produtos.

A primeira empresa, a António Nunes de Carvalho, dedicou-se nas primeiras décadas ao fabrico de peles de ovino e caprino para os sectores de vestuário e calçado de senhora. Mais tarde, nos anos 60, com a integração de Curtumes do Lys, o Grupo diversifica a sua oferta para o couro de bovino dirigido ao sector de calçado, em resposta a um crescimento acentuado da procura. A criação da Couro Azul – uma nova unidade de raiz – traduz a aposta do Grupo na diversificação da sua actividade para o sector automóvel. Actualmente a organização é composta pelas empresas António Nunes de

Carvalho – couro de bovino para os sectores de calçado, marroquinaria e mobiliário – e Couro Azul – couro de bovino para o sector dos transportes (automóvel, aeronáutico e ferroviário). Em conjunto, as duas empresas englobam cerca de 320 colaboradores e atingiram, em 2012, um volume de negócio de 28 milhões de euros. Na Couro Azul o exercício de 2012 foi marcado pela consolidação da evolução positiva verificada em 2011, após um período de fortes constrangimentos no sector automóvel em 2009 e

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EMPRESAS
2010. Dado o crescimento acentuado nos últimos dois anos, o volume de negócios registado no final de 2012 duplicou em relação a 2010. De sublinhar que o peso das exportações atingiu 83 por cento do volume de negócios da empresa, traduzindo um aumento de 8 por cento em relação ao exercício anterior. Segundo fonte da empresa, esta evolução positiva ficou a dever-se ao ganho de quota de mercado internacional com o arranque de novos projectos no segmento de volantes, assim como à diversificação de clientes – tier-ones e construtores – e ao desenvolvimento de novos mercados alternativos à Europa, tais como a China e o Brasil.

Estratégia para o mercado externo
A internacionalização foi sempre o objectivo da Couro Azul, dado que o mercado automóvel, pelo menos ao nível de construtores europeus, se encontra sobretudo na Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Suécia. A estratégia de internacionalização definida envolveu várias etapas de que se destacam: o desenvolvimento tecnológico do produto de acordo com as exigências do sector automóvel; a instalação de laboratórios para desenvolvimento e controle do produto; o recrutamento de recursos humanos do sector automóvel; a implementação de um Sistema de Qualidade e consequente certificação em 1994 no âmbito da ISO 9002; o desenvolvimento de uma rede comercial nos principais mercados – Suécia, Alemanha, Reino Unido, China, EUA, Espanha e França; e ainda a criação da capacidade de produção e lay-out adequado a este novo tipo de mercado e produto. Explica a mesma fonte que o processo de aproximação aos principais construtores automóveis europeus foi “complexo, moroso e caracterizado por uma forte resiliência”, até porque a empresa “teve que combater o preconceito de muitos desses clientes internacionais relativamente à imagem ‘pouco tecnológica’ do país”. Mas foi com base neste percurso que a Couro Azul conseguiu os primeiros ne-

gócios junto dos construtores de automóveis, com a, na altura, Opel (1995) e a Volkswagen (1997), com a evolução positiva que hoje se conhece. A Europa é ainda hoje o primeiro mercado natural da Couro Azul, mas dada a conjuntura actual, a empresa encetou uma nova acção comercial prioritariamente nos países emergentes – China, Brasil, Coreia, Rússia, África do Sul – quer através das OEM e tier-ones que já são clientes na Europa, quer junto dos construtores locais de alguns destes países e regiões onde o potencial de crescimento é considerável quando

comparado com os mercados maduros dos EUA ou da Europa. Quanto aos seus clientes, na área de couro para volantes, cuja actividade ganhou maior expressão a partir de 1997, a empresa fornece actualmente, através dos quatro maiores fornecedores mundiais de sistemas de direcção, o Grupo Volkswagen – incluindo as marcas Skoda e Seat –, o Grupo PSA - Peugeot e Citroen, a Smart, a Land Rover, a Fiat, a Mazda, a JAC, entre outros. No segmento de couro para assentos e aplicações diversas, como painéis de

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EMPRESAS

portas, tabliers, punhos e foles, fornece a Volvo Truck, a Renault Truck, a VW, a Toyota, a PSA, a Porsche, a Smart e a Mitsubishi.

Produtos e segmentos
A Couro Azul transforma o couro em bruto, salgado ou fresco, que recebe dos matadouros, em couro acabado para aplicar em revestimentos de interiores de automóveis, comboios ou aviões. Nos finais da década de 90 a empresa criou um Departamento de Corte, acrescentando maior valor aos produtos, o couro, que é agora entregue aos clientes sob a forma de peças cortadas ou kits completos para forrar volantes, assentos ou painéis de instrumentos diversos. Neste departamento, que envolve cerca de 100 colaboradores, a empresa utiliza as técnicas mais actuais de automatização integrada da digitalização, nesting e corte por jacto de água e lâmina robotizada, o que lhe permite fornecer grandes cadências de montagem de automóveis. Nesta unidade a Couro Azul produz diariamente cerca de 10.000 kits para volantes. O couro e as peças cortadas para volantes são, aliás, o core business da empresa com um peso de 65 por cento na produção. O sector de assentos de automóveis, dado o consumo elevado de couro por veículo, exige uma outra capacidade de

resposta e dimensão às empresas de curtumes e, por essa razão, é hoje controlada por cinco ou seis grandes multinacionais – americanos, japoneses, alemães e austríacos –, que acompanham em todo o mundo a deslocalização das OEM e tierones para fornecer em JIT (just-in-time). Contudo, explica a mesma fonte, o reconhecimento do posicionamento actual da empresa, que está entre os quatro principais players europeus no negócio de couro para volantes, permitiu-lhe mais recentemente lutar junto dos principais construtores por novos negócios, mas agora no segmento de assentos e painéis de instrumentos ou portas. “Os fornecimentos agora iniciados, em 2013, para os assentos e ‘tabliers’ do Porsche Panamera e do novo Macan são o melhor exemplo deste esforço de décadas”, aponta a mesma fonte. No que respeita às perspectivas para o futuro, a fonte refere que os próximos anos serão marcados por uma evolução sustentada da produção e do volume de negócios, a que deverá corresponder um aumento de 15 por cento ao ano. Para já, está garantida a consolidação no mercado de volantes com o arranque confirmado de novos projectos para a PSA, a VW e a Skoda, a Mazda e a Nissan em 2013, e para a Mercedes e a Seat em 2014.

Simultaneamente, a empresa mantém a sua estratégia de diversificação de mercados, designadamente China, Japão e mais recentemente o Brasil, a Coreia e a África do Sul, e continua a apostar em novos segmentos, no âmbito de uma abordagem iniciada nos últimos dois anos ao sector aeronáutico e ferroviário, que estão agora proporcionar novos negócios. Neste domínio, e de acordo com a mesma fonte, “um importante contributo para a visibilidade da empresa como ‘player’ neste importante mercado ” foi a atribuição, em 2012, do Prémio Internacional ‘Crystal Cabin Award’ ao projecto LIFE - Lighter, Integrated, Friendly and Eco-efficient aircraft cabin (cabines de avião mais leves, integradas, amigáveis e ecoeficientes), desenvolvido pelas empresas portuguesas Alma Design, Amorim Cork Composites, Caetano Components, Couro Azul, INEGI e SET/Iberomoldes.

Couro Azul, S.A.
Apartado 70, Ponte do Peral, Gouxaria, 2384-909 Alcanena, Portugal Tel.: +351 249 889 050 Fax: +351 249 889 069 couroazul@couroazul.pt

www.couroazul.pt

28 // Julho 13 // Portugalglobal

MERCADOS

COLÔMBIA

ELDORADO COM POTENCIAL PARA NEGÓCIOS EM PORTUGUÊS
Com um crescimento económico que ronda os 5 por cento ao ano, a Colômbia é actualmente encarado como o Eldorado para as empresas que procuram expandir os seus negócios. Portugal não foge à regra e, embora em termos de comércio os números da exportação ainda sejam modestos, são muitas as empresas que já firmaram ou procuram firmar uma presença efectiva no mercado colombiano. Prova disso é o recente investimento do grupo Jerónimo Martins, que espera ter meia centena de lojas abertas naquele país até final do ano, mas muitos mais exemplos há de empresas portuguesas com negócios na Colômbia, como são os casos da Saraiva + Associados, da Vision-Box e da Saphety, cujos testemunhos apresentamos neste dossier. O director do escritório da AICEP em Bogotá, Miguel Crespo, apresenta-nos o mercado colombiano e as oportunidades que oferece às empresas nacionais.
30 // Julho 13 // Portugalglobal

MERCADOS
Aos olhos dos empresários portugueses, a Colômbia adquiriu recentemente um estatuto de Eldorado, mas nem sempre foi assim. Encetou uma agenda de paz ao longo dos últimos 12 anos, que lhe devolveu segurança e permitiu colectivamente olhar o futuro com grande optimismo, alicerçando a partir desse momento horizontes promissores e de longo prazo. Tem vindo a “sobreviver” a choques externos, o que de algum modo indica que entrou numa dinâmica virtuosa assente em reformas internas e na potenciação das suas riquezas endógenas, sejam elas naturais ou de capital humano. Não fugindo à regra que parece aplicarse a qualquer português que descobre o país, senti-me como se acolhido em casa de familiares desde o primeiro dia. Gente afável e educada, com um sorriso nos lábios, a quem digo em brincadeira sincera que são como que “portugueses que falam espanhol”. De tal maneira que estarão empaticamente muito mais próximos de um português do que um brasileiro. Gente que encara com optimismo um futuro que procura deitar para trás os tempos traumáticos de um “Estado falhado”, em que uma maioria ficou refém no seu próprio país, às mãos de guerrilha, narcotraficantes ou caciques. A fronteira entre a alegria e a caos pode porém ser ténue, sugerindo um estado de precariedade permanente. Ao longo dos últimos 60 anos deflagraram vários episódios de grande violên(% salvo indicação contrária) PIB Nominal (USD bn) PIB per capita (USD PPP) População (mn) Crescimento do PIB Investimento (FBCF) Taxa de Desemprego IPC (médio) Saldo orçamental (% do PIB) Volume de Exportações (US$ bn) Volume de Importações (US$ bn) Balança de Tr.Correntes (% do PIB) Dívida externa (fim de ano; US$ bn) Taxa de câmbio média COP:US$
Fonte: Economist Intelligence Unit Julho de 2013

cia, todos eles imprevisíveis de véspera. Há também quem na Colômbia afirme com graça que Gabriel Garcia Marquez não escreve ficção; antes sim que descreve o país no mais puro estilo realista. A Colômbia faz parte de um bloco económico em formação, integrando ainda o Chile, Peru e México, a que se designa de Aliança do Pacífico. Como denominador comum, a cultura latina e economias de mercado, reformadoras e com uma tónica liberal, não-proteccionista.

se encontram. Por outro lado, a distância efectiva entre localidades, medida em viagens extenuantes e tortuosas, faz com que as idiossincrasias regionais sejam bem mais acentuadas do que noutros países da América Latina. Aliás, a Colômbia diferencia-se por ser o país mais multipolar do continente americano, sem prejuízo de ter uma capital política bem identificada em Bogotá. Por analogia com a Europa, seria um pouco como a Itália, com muito mais relevo mas sem vias rodoviárias minimamente adequadas. País que neste momento se reaproxima da costa, num processo impulsionado pelos sucessivos tratados de livre comércio, que colocam a liderança do crescimento ao litoral atlântico, em que pontuam as cidades portuárias de Cartagena, Barranquilla e Santa Marta. Parece que fica para trás o estatuto de “Tibete da América Latina”, cunhado por um antigo presidente.

“A Colômbia faz parte de um bloco económico em formação, integrando ainda o Chile, Peru e México, a que se designa de Aliança do Pacífico. Como denominador comum, a cultura latina e economias de mercado, reformadoras e com uma tónica liberal, não-proteccionista.”

Enquadramento macro-económico
Apesar do conflito duradouro, a Colômbia enfrentou uma única recessão desde a sua criação em 1820. Nunca entrou em default e goza de finanças públicas invejáveis. A subida paulatina do rating do país é imparável. A agenda de reformas é extensa, marcada por uma liberalização do comércio, ambicioso programa de infra-estruturas, concessões de explorações de recursos primários e uma agenda de paz capaz de conquistar territórios para o lado da “economia formal”.
2015 2016 2017

País próximo da linha do Equador que, pela altitude, oferece todos os climas e uma imensa biodiversidade. A orografia acentuada é marcada pela cordilheira dos Andes, que se divide em três ao entrar na Colômbia. As três principais cidades – Bogotá, Medellin e Cali – situam-se em altitude, gozando por isso de um clima ameno para a latitude a que
2012 369.6 10441 48.2 4 6 10.4 3.2 -1.9 60 53.8 -3.1 82.4 1,798 2013 390.6 10935 48.8 4.3 8 9.9 2 -2.1 63.8 58.3 -3.2 87 1,830 2014 420.6 11512 49.4 4.5 9.5 9.3 2.7 -2.1 70 64.1 -3.3 89.4 1,849

4.6 9 9 2.4 -1.9 75.8 70.4 -3.5 91.4 1,863

4.6 9 9 2.3 -1.8 81.2 77.1 -3.9 94.7 1,871

4.5 8.5 8.5 2.4 -1.9 87.7 83.9 -3.9 97.1 1,886

Portugalglobal // Julho 13 // 31

MERCADOS
Ao longo da última década a Colômbia cresceu a uma taxa próxima dos 5 por cento anuais. Para o futuro somos bem mais optimistas do que as projecções macro-económicas convencionais, como as que são expressas pelo Economist Intelligence Unit, porque ra do crescimento na América Latina, possivelmente acima dos 7 por cento durante uma década. A Colômbia conquistou merecidamente o estatuto de investment grade e, conforme bem o entenderam grupos tais como a Jerónimo Martins, MotaEngil, Sonae ou Prebuild, oferece um quadro aliciante ao investimento, pelas perspectivas sustentadas de longoprazo, rule-of-law e igualdade de tratamento do investidor estrangeiro. Na vertente do comércio externo as oportunidades despontam, embora a partir de uma base mais baixa, essencialmente por três forças de razão: (1) o poder de compra é limitado, situando-se o PIB per capita sensivelmente em um terço do português e com repartição muito desigual. Na prática, para bens de consumo o mercado alvo será empiricamente de 10 milhões de consumidores para produtos “Made in Portugal” e não mais de dois milhões para as Marcas portuguesas. E, neste caso, há que contar com a facilidade com que o consumidor afluente vai duas ou três vezes por ano fazer compras aos EUA. (2) O mercado está fragmentado por diversas cidades, com logística deficiente entre si, uma cadeia de intermediação extensa e um PVP que é frequentemente o dobro de mercados mais eficientes; e (3) existe uma concorrência directa forte de parceiros históricos tais como EUA, Chile, Espanha ou Brasil. Procurando tornar clara a mensagem para o exportador, haverá mercado para quase todos os produtos e serviços, embora para bens de consumo o mercado seja muitas vezes de um tamanho bem mais pequeno do que se imagina. A título de exemplo, apesar da influência histórica espanhola, num mercado de 47 milhões de consumidores, em 2012, não se importou sequer 8 milhões de euros em azeite ou 35 milhões de euros em vinho!

“A agenda de reformas é extensa, marcada por uma liberalização do comércio, ambicioso programa de infra-estruturas, concessões de explorações de recursos primários e uma agenda de paz capaz de conquistar territórios para o lado da ‘economia formal’.”

estas não incorporam o “output gap” que vai surgir pelos choques exógenos positivos anteriormente expressos: construção de rede viária, estímulo disruptivo dos tratados de livre comércio, conquistas do processo de paz, subida sustentada do rating, expansão do crédito ao investimento e redução do desemprego; emergência de uma nova classe média. Nem todos estes factores estão garantidos a 100 por cento, mas a sua materialização, ainda que parcial, é a ponto de colocar o país na diantei-

“A Colômbia conquistou merecidamente o estatuto de ‘investment grade’ e, conforme bem o entenderam grupos tais como a Jerónimo Martins, MotaEngil, Sonae ou Prebuild, oferece um quadro aliciante ao investimento, pelas perspectivas sustentadas de longo-prazo, ‘rule-of-law’ e igualdade de tratamento do investidor estrangeiro.”

O mesmo não sucede com os bens de equipamento, por exemplo, em sectores em que a Colômbia é muito forte – como sejam a indústria extractiva e a energia – ou dá mostras de

32 // Julho 13 // Portugalglobal

MERCADOS
grande volume de negócio num futuro próximo, como as agro-indústrias, o sector da saúde, telecomunicações, etc., em que os agentes têm dimensão relevante. Evoluindo de produto para serviço, ou para produto com necessidade de assistência, é imperiosa uma presença mais chegada, que pode em muitos casos implicar a abertura de uma estrutura permanente, nem que seja um escritório de representação. Esta situação está já patente em casos como os da Saphety, da Tabique ou da Saraiva + Associados. Se tivessemos de sintetizar numa característica apenas, a Colômbia seria uma espécie de “Brasil acessível”. O empresário que provou ter argumentos competitivos para operar no Brasil, encontrará na Colômbia uma facilidade muito maior, um caminho mais aberto e uma dimensão relativa mais compatível. Por todos os negócios iniciados ao longo de sucessivas missões que pontuaram 2012 e 2013, é muito natural

Alguns conselhos úteis
Quem vier para este mercado, sentirá, como em poucos outros países, uma empatia quase instantânea com os colombianos. Compreenda, porém, que o empresário português não foi o primeiro a descobrir a Colômbia. Eis algumas recomendações que pode ter em conta: • Registo cultural e de práticas de negócios muito semelhantes a Portugal. Recomenda-se franqueza sem ingenuidade; • Elites muito bem preparadas, com competência empresarial e técnica e forte blindagem social; • Espírito fortemente corporativo, alicerçado quer em Clubes Sociais e Empresariais, quer em Grémios sectoriais ou regionais; • País a várias velocidades, em que a materialização das expectativas ocorre muitas vezes a um ritmo frustrante. Quem tem poder não tem pressa, quem tem pressa não tem poder; • Deixe os seus preconceitos em casa e reconheça que o que o traz à Colômbia é o lado positivo do país que cresce; • Faça previamente o seu trabalho de casa, analisando o mercado e seleccionando de antemão potenciais parceiros. Procure o mais possível informar-se, nomeadamente on-line, e tente organizar videoconferências com alguns potenciais parceiros antes de partir; • Planeie a realização da visita com 2-3 meses de antecedência e procure ir fechando as agendas a duas semanas da chegada. Mas preparese para que muitas confirmações só sejam efectuadas de véspera. Se tiver um consultor local a apoiá-lo nos agendamentos, deve compreender que as agendas podem ir sofrendo alterações até ao último minuto; • Evite os períodos da Páscoa, Dezembro e Janeiro, e estude o calendário para não coincidir com feriados; • Não espere encontrar um mercado virgem e livre de competidores. Todos buscam o “Eldorado”, como a Colômbia sempre foi conhecida. E como em qualquer mercado com o qual não se está familiarizado, as questões burocráticas levam sempre mais tempo do que seria de esperar; • Aproveite o tempo para se reunir e conversar com o maior número possível de pessoas – como na maioria dos países da América Latina, os negócios fazem-se através de relacionamentos amadurecidos ou por “recomendações vindas de cima”; • Faça uma abordagem de longo prazo, mas dê-lhe a flexibilidade necessária para se adaptar às circunstâncias e oportunidades do momento; • Procure sempre obter aconselhamento independente, profissional e jurídico de boa qualidade; • Não se esqueça de levar a cabo a due dilligence em termos de contratos e parceiros. Para mais informações sobre o mercado da Colômbia, consulte http:// www.portugalglobal.pt/PT/Biblioteca/Paginas/Homepage.aspx .

“Procurando tornar clara a mensagem para o exportador, haverá mercado para quase todos os produtos e serviços, embora para bens de consumo o mercado seja muitas vezes de um tamanho bem mais pequeno do que se imagina.”

que se assista a um incremento sustentado das nossas exportações. Mas, sendo realistas, se as exportações podem continuar a crescer acima de 30 por cento, ainda vão tardar 4-5 anos a atingir sequer os 100 milhões de euros. Ao mesmo tempo, o investimento directo e as receitas geradas no próprio mercado deverão dar no mesmo intervalo saltos muito maiores. Entre aquilo que se conhece e o que possa vir a somar-se, o stock de capital investido pode no mesmo horizonte temporal atingir facilmente os mil milhões de euros. É decididamente um mercado em que o IDPE é recomendável.

Portugalglobal // Julho 13 // 33

MERCADOS

Oportunidades para as empresas portuguesas
Da mesma forma que o empresário colombiano olha para Portugal num contexto europeu, faz sentido olhar para esta região numa perspectiva de um mercado vasto que se estende do Chile ao Peru, Colômbia e Panamá, totalizando 100 milhões de consumidores em economias com um horizonte largo e promissor. Este mercado é aliciante a ponto de recomendar o investimento, até porque é logisticamente complexo. Em contrapartida, o potencial de exportação será sempre mais limitado, pelos factores anteriormente expostos. Portugal, politica e empresarialmente goza de um reconhecimento muito favorável do governo e dos empresários colombianos, sendo esta uma vantagem a explorar de forma acentuada. A importância que este “bloco económico” representa depende em muito de uma abordagem consistente, e não oportunista que as empresas portuguesas queiram tomar. Certamente que o processo ganhará um forte ímpeto a partir do momento em que o fluxo se faça nos dois sentidos e, nesse sentido, nada melhor do que uma ligação aérea directa, fomentando turismo de negócios na que assim se tornaria

uma porta natural de entrada na Europa. Empresas de maior dimensão, em sectores como o mineiro, agrícola e agro-industrial poderão redescobrir as oportunidades de uma plataforma em Portugal para aceder à Europa e também à África de expressão portuguesa. Convém recordar que o grupo Santo Domingo, conglomerado de grande

30 estruturas locais. Começa a haver um núcleo duro a partir do qual a expansão se torna mais fácil. As oportunidades maiores obrigam a esforço de capital e presença local: • utilities, indústrias básicas e extractivas ou fornecedores first-tier das mesmas; • turismo e hotelaria, até aqui concentrado nas principais cidades e longe de dar resposta ao potencial turístico do pais; • agro-indústria, concretizando o tremendo potencial do país para se tornar um Chile de outra dimensão; • construção e obras-públicas: apenas para quem tenha uma competência técnica e empresarial acima da média; • bens de equipamento e bens duradouros, para uma indústria que se reequipa ou um consumidor que ascende à classe média; • tecnologias de informação: assentes em produto com credenciais internacionais e não em serviço; • cluster da saúde: farmacêutica, dispositivos e consumíveis, TIC na saúde; • retalho especializado: calçado, mais do que moda, desporto, restauração. Ainda em nicho de mercado são de referir os seguintes sectores: fileira-casa, calçado em couro, têxteis-lar, vinho e azeite. Neste contexto, as perspectivas para o futuro são seguramente boas, já que parece que descobrimos um parente distante com o qual temos grandes afinidades. Ao longo dos próximos dois anos prevemos um estreitamento acelerado de relações com o Bloco Andino, tomando a Colômbia um lugar de destaque. Recomendamos consistência e perseverança na abordagem, e nunca em forma de moda passageira e cara. Haverá naturalmente um processo selectivo, porque a Colômbia ainda não é o Eldorado e é um mercado competitivo.

“Portugal, politica e empresarialmente, goza de um reconhecimento muito favorável do governo e dos empresários colombianos, sendo esta uma vantagem a explorar de forma acentuada.”

tradição na Colômbia, chegou a ter uma posição de controlo na Central de Cervejas (Centralcer) e o balanço que faz desse investimento é positivo. Pela sua riqueza humana e territorial existem oportunidades em todos os sectores e recantos deste extenso país. Entre 2012 e 2013, cerca de 500 empresas portuguesas terão feito missões exploratórias ao país, das quais resultou já a abertura de aproximadamente

Escritório da AICEP em Bogotá
Torre Sancho, Calle 98 nº 9 03 Oficina 906, Bogotá República da Colômbia Tel.: +571 622 16 49 / 622 1652 Fax: +571 236 52 69 miguel.crespo@portugalglobal.pt

34 // Julho 13 // Portugalglobal

MERCADOS

COLÔMBIA A CERTEZA DE UM DESAFIO
>POR JOÃO RIBEIRO DE ALMEIDA, EMBAIXADOR DE PORTUGAL NA COLÔMBIA
O ano de 2013 está a ser especialmente importante para o relacionamento Portugal/Colômbia nas suas mais diversas vertentes. A visita de Estado que o Presidente da República efetuou à Colômbia em meados do passado mês de abril foi o corolário duma parceria privilegiada e de um período rico no reforço das relações bilaterais. Antes, em novembro de 2012, receberamos a visita do Presidente Juan Manuel Santos a Lisboa e, em junho do mesmo ano, o Primeiro-ministro visitara igualmente Bogotá. Paralelamente, o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros deslocara-se também por diversas vezes à capital da Colômbia. Atualmente a Colômbia constitui, portanto, um importante parceiro de Portugal na América Latina e Caraíbas. Este dos no espaço ibero-americano, juntase a parceria económica e a componente cultural que registou um relevante impulso por ocasião da edição 2013 da Feira do Livro de Bogotá (FILbo), durante a qual Portugal foi o convidado de honra, a pedido das autoridades colombianas. A participação portuguesa na FILbo 2013 foi unanimemente considerada um êxito, após um enorme esforço e investimento português em apresentar-se de forma condigna num dos certames culturais mais importantes da América Latina e que permitiu que os colombianos ficassem a conhecer melhor o nosso país, exatamente num domínio, o cultural, em que porventura estávamos (ainda) bastante afastados. Sob o lema do Mar, o pavilhão de Portugal na FILbo foi uma mostra literária em que trouxemos o melhor que temos:

relacionamento vinha, aliás, conhecendo nos últimos anos um dinamismo sem precedentes nas várias vertentes da cooperação bilateral: à excelência da relação político-diplomática, que faz da Colômbia um dos nossos principais alia-

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MERCADOS
praticamente ileso a crise económica e financeira mundial e encontra-se a crescer a bom ritmo. A chave para este sucesso, que permite à Colômbia apresentar-se como um modelo para países emergentes num contexto de crise económica global, reside sobretudo na sua sólida governabilidade, na estabilidade política, numa segurança jurídica plena e, consequentemente, num baixo risco dos investimentos. Lembro que é considerada pelo Banco Mundial o primeiro país latino-americano em matéria de proteção de investimentos e isto apesar de alguns problemas estruturais que persistem nesta sociedade, como uns índices de pobreza ainda excessivamente altos, ou a questão supra mencionada da guerra. Tudo visto, a Colômbia é uma terra de oportunidades que merece pelo menos uma visita para melhor aferir delas. A Embaixada de Portugal em Bogotá tem recebido inúmeras missões de prospeção por parte agentes económicos e

escritores, ilustradores, editores, intelectuais, músicos e outras personalidades formaram uma verdadeira Embaixada que mostrou em Bogotá, entre 18 de abril e 2 de maio passados, o dinamis-

“A visita de Estado que o Presidente da República efetuou à Colômbia em meados do passado mês de abril foi o corolário duma parceria privilegiada e de um período rico no reforço das relações bilaterais.”

patia existente entre os dois povos. E os portugueses que queiram aqui investir, trabalhar ou viver dar-se-ão conta rapidamente da facilidade de relacionamento com os colombianos, com quem aliás temos inúmeras afinidades, quer de caráter, quer na forma como interagimos. Este aspeto é uma evidente mais-valia sempre que queremos aprofundar a nosso relacionamento, seja em que área for, com esta nobre gente. Profundamente afetada por quase 50 anos de guerrilhas que assolaram o seu território, a Colômbia tenta, através de um processo de paz que decorre em Havana, normalizar a sua vida político-social e merece que o conjunto da comunidade internacional a ampare e apoie neste desígnio. Portugal estará na linha da frente neste apoio! A economia colombiana é já a 4ª maior da América Latina e a 29ª a nível mundial, sendo possível que, nos próximos 5 anos, passe ao terceiro lugar entre as latino-americanas (com médias de crescimento PIB entre 4,5 e 5 por cento). País populoso e rico em recursos naturais e em biodiversidade, conseguiu superar

“A economia colombiana é já a 4ª maior da América Latina e a 29ª a nível mundial, sendo possível que, nos próximos 5 anos, passe ao terceiro lugar entre as latino-americanas (com médias de crescimento PIB entre 4,5 e 5 por cento).”

mo, a inovação e a contemporaneidade da cultura portuguesa. O orgulho que senti, recém-chegado à Colômbia como responsável da nossa Missão diplomática, foi indescritível, ao me serem constantemente transmitidos elogios e comentários sobremaneira positivos sobre a presença portuguesa na Filbo 2013. O reforço das relações luso-colombianas reflete pois uma natural e já antiga em-

empresariais que começam a olhar para este país com um interesse crescente. Por outro lado, já temos aqui instalado um grupo significativo de empresas do nosso país. Cabe-nos ajudar no que for possível e abrir os corredores institucionais/oficiais que se estimem oportunos, se for caso disso, bem como conceder o apoio através do Escritório Comercial da Embaixada nas mais diversas vertentes. O desafio para um agente económico português que é, logo à partida, um país como a Colômbia, terá pelo menos como contraponto a certeza e o conforto de que será por esta Embaixada enquadrado, apoiado e acarinhado.
Nota: Este artigo é escrito de acordo com a nova grafia

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MERCADOS

COLÔMBIA TEM POTENCIAL PARA A VISION-BOX
Líder no fornecimento de soluções e sistemas de controlo de fronteiras automatizados, a Vision-Box está presente no aeroporto de Bogotá, El Dorado, num primeiro projecto a que se poderão seguir outros.
Fundada em 2001, a Vision-Box® é líder no fornecimento de soluções electrónicas de identidade, gestão de segurança inteligente e sistemas de controlo de fronteira automatizados, que usam padrões compatíveis com o ICAO. A empresa portuguesa opera fronteiras automatizadas em mais de 30 aeroportos internacionais e tem mais de 3.000 sistemas de identidade electrónicos implantados em todo o mundo. Na Colômbia a Vision-Box instalou dois ABC eGates (vb i-match®) no aeroporto de El Dorado para o controlo automatizado de fronteiras, sendo o registo dos passageiros frequentes efectuado através de uma estação de registo, vb e-pass dektop®. Segundo fonte da empresa, a principal vantagem deste projecto passa por facilitar a passagem da fronteira, diminuindo significativamente o tempo que é passado em filas e aumentando substancialmente a experiência do passageiro. De acordo com a mesma fonte, este primeiro projecto teve uma dimensão reduzida e um impacto pouco significativo nos resultados da empresa, mas existe o potencial de o alargar a outros aeroportos colombianos. Nesse sentido, a estratégia da Vision-Box para o mercado colombiano será continuar a apostar na identificação de oportunidades e implementação de projectos de valor acrescentado. A Vision-Box tem actualmente uma presença global no mercado internacional. A América Latina e a Ásia são os mercados prioritários e aqueles onde a empresa portuguesa considera que o seu crescimento será mais significativo nos próximos anos.

Vision-Box
Rua Casal do Canas, 2 Zona Industrial de Alfragide 2790-204 Carnaxide - Portugal Tel.: +351 21 154 3900 Fax: +351 21 154 3901 info@vision-box.com

www.vision-box.com

Portugalglobal // Julho 13 // 37

MERCADOS

SARAIVA + ASSOCIADOS COM FORTE PRESENÇA NA COLÔMBIA
O atelier de arquitectura, planeamento urbano e design Saraiva + Associados é uma das empresas portuguesas que apostou na Colômbia para a sua expansão internacional. A carteira de projectos da empresa ascende já a 1,6 milhões de euros neste mercado.
De acordo com fonte da empresa, o envolvimento da Saraiva + Associados com a Colômbia começou com um estudo da sua interacção com o continente sul-americano, feito a partir de Portugal e em estreita colaboração com instituições públicas colombianas. Posteriormente, e durante o ano de 2011, foram feitas visitas à Colômbia com o objectivo de iniciar contactos e analisar o mercado local. “À semelhança do que acontece noutros casos de expansão internacional, entendemos que o mercado colombiano não se compadece com um trabalho exclusivamente desenvolvido a partir de Lisboa, pelo que decidimos abrir um escritório em Bogotá, sede da empresa constituída, cujo capital é participado por accionistas colombianos. Somos, assumidamente, uma empresa colombiana que, com colombianos nos seus quadros, projecta com garantia de inovação, qualidade e cumprimento de prazos. Beneficiamos, ainda, do permanente suporte da sede do grupo em Lisboa, onde se realiza a concepção de cada projecto e o seu acompanhamento ao longo de todo o processo”, afirma José Miguel Vieira Neves, sócio e presidente da S+A Colômbia. Para este responsável, a “estabilidade fiscal, jurídica e política, uma elevada capacidade económica e financeira, uma receptividade invulgar ao investimento estrangeiro e uma população hospitaleira, com características semelhantes à portuguesa, são factores que contribuíram para uma rápida integração social e profissional tornando possível o desenvolvimento e concretização de projectos”.

38 // Julho 13 // Portugalglobal

MERCADOS
ty), na Guiné Equatorial (Malabo) e em Portugal (Lisboa e Funchal). Os ateliers internacionais, contudo, mantêm uma permanente e estreita colaboração com o atelier fundador em Lisboa. Recentemente foi operacionalizada a actividade nos Emirados Árabes Unidos, com a abertura da S+A em Abu Dhabi. Em 2013 prevê-se o estabelecimento da S+A na Malásia e Singapura. Adicionalmente, através de uma dinâmica actividade de exportação, a S+A tem vindo a actuar em Angola, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gabão, Gana, Guiné Conacri, Marrocos, Moçambique, Nigéria, Rússia, Senegal, Azerbaijão, Turquia e Turquemenistão. Segundo a mesma fonte, os principais factores de competitividade da empresa são o rigor técnico, a orientação para o cliente, o cumprimento de prazos e a qualidade conceptual. Refirase também que o portfólio do atelier apresenta uma grande multiplicidade de projectos que, para além de criatividade e inovação, incorporam uma notável diversidade cultural. Em 2012, pelo segundo ano consecutivo, a Saraiva + Associados foi integrada em duas categorias do ranking mundial de arquitectura WA100 (World Architecture Top 100), ocupando a 6ª e 9ª posições em África, América do Sul e Central, respectivamente, o que traduz um expressivo reconhecimento do trabalho desenvolvido pela Saraiva + Associados no mercado global para o qual contribui a aposta realizada no mercado colombiano. Entre os vários projectos em curso na S+A Colômbia, destaca-se o recentemente inaugurado Avianca Vip Lounge, o novo espaço da companhia aérea colombiana no Aeroporto Internacional El Dorado. Com base nos valores da companhia aérea – inovação, criatividade e modernidade – o Avianca Vip Lounge, com uma área de 2.000 metros quadrados, é já uma referência neste tipo de equipamentos. O valor da actual carteira da S+A Colômbia (valor de projectos adjudicados) ascende a aproximadamente 1.615.560 euros. A Saraiva + Associados foi fundada em 1996, em Lisboa, pelo arquitecto Miguel Saraiva e conta com cerca de 80 profissionais com elevadas competências nas diversas áreas de projecto. A internacionalização da S+A teve início em 2004, afirmando-se com base na experiência e no saber adquiridos e através de uma adaptação à especificidade de cada novo mercado. Actualmente, para além da Colômbia, a S+A detém ateliers e estruturas próprias na Argélia (Oran), no Brasil (S. Paulo), na China (Pequim), no Cazaquistão (Alma-

Miguel Saraiva & Associados
Arquitectura e Urbanismo, S.A.
Av.Infante Santo, 69 a-c 1350-177 Lisboa - Portugal Tel.:  +351 213 939 340/9 +351 217 120 510 Fax: +351 217 120 511

www.saraivaeassociados.com

Colômbia
Carretera 11ª, n. 93 A-22 Oficina 405 Bogotá Tel.: +571 321 477 92 31

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MERCADOS

SAPHETY APOSTA FORTE NO MERCADO DA AMÉRICA LATINA
A Saphety é uma empresa de base tecnológica, do grupo Sonae, que desde logo definiu a internacionalização como vector estratégico para o seu crescimento. Está presente na Colômbia com a Saphety Soluciones Electronicas, no âmbito de um investimento que deverá ascender a um milhão de euros.
A Saphety actua essencialmente em três áreas: soluções Purchase-to-Pay (P2P), responsáveis pela automatização dos processos de compra (SaphetyBuy), de contratação (SaphetyGov) e de facturação (SaphetyDoc) das empresas e de governos (B2G); operador global de EDI (Electronic Data Interchange) e factura electrónica, através da plataforma SaphetyDoc Global Network; e soluções de sincronização de dados e multimédia (SaphetySync) para as entidades GS1 (Global Standards 1), responsáveis pela emissão dos códigos de barras e definição de standards em diversos sectores da actividade económica. A empresa definiu desde logo a internacionalização como vector estratégico do seu crescimento. Actualmente, através da plataforma SaphetyDoc Global Network, a Saphety é responsável pela prestação de serviços a mais de 6.800 empresas em cerca de 20 países, que permite simplificar e automatizar a troca de quaisquer documentos comerciais entre parceiros de negócio, tornando o processo isento de papel, com redução significativa de erros humanos e consequentemente com uma diminuição muito significativa de custos operacionais para as empresas. Como explica João Pereira, Chief International Development da Saphety, a nova legislação emitida por governos em diversos países permite (e em alguns casos obriga) a troca electrónica de facturas com valor legal entre empresas. A facturação electrónica torna-se assim numa oportunidade muito importante de negócio à escala mundial, no qual a Sa-

phety pretende ter uma fatia importante. Embora a plataforma seja disponibilizada como SaaS, a operação implica, na maior parte dos casos, uma presença local, no país onde o serviço é prestado. A Saphety actua directamente, com escritórios próprios, em Portugal, Espanha, Brasil e Colômbia e através de parceiros no México, nos três países bálticos, no Cazaquistão e no Quénia. De acordo com o mesmo responsável, é objectivo da empresa fortalecer a sua presença na América Latina, nos países do Leste da Europa e iniciar a prestação de serviços na região APAC (Ásia - Pacífico) e Mé-

dio Oriente, através de parcerias ou da abertura de escritórios próprios. Quanto à aposta na Colômbia, João Pereira afirma que o mercado da América Latina é estratégico para a empresa. “É imenso, a maior parte dos países apresenta um forte crescimento e um contexto de risco razoável, com algumas excepções, uma aposta fortíssima no comércio eletrónico B2B, tendo governos de vários países da região tomado a decisão de tornar a facturação electrónica, com valor legal, obrigatória entre as empresas. Por outro lado, as organizações GS1 dos diferentes países têm mostrado uma dinâmi-

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MERCADOS
ca muito forte na definição de serviços de valor acrescentado, principalmente para os sectores do retalho e da saúde”, aponta. A Saphety não podia ser alheia a este contexto na sua estratégia de internacioum forte potencial de negócio. Nesta visita, a Saphety contou com o apoio do escritório da AICEP em Bogotá, em concreto do seu responsável Miguel Crespo, que “nos ajudou imenso neste nosso processo e ao qual agradecemos profundamente”, sublinha a mesma fonte. A Saphety Soluciones Electronicas opera nos escritórios em Bogotá há cerca de dois meses e meio, prevendo-se que o investimento da Saphety na América Latina ascenda a um milhão de euros. A empresa tem-se posicionado principalmente como operador de EDI e factura electrónica, nos sectores do retalho e com os produtos SaphetySync. Já com uma posição de liderança nos próximos anos. Os clientes são principalmente as entidades GS1 existentes em cada país. Através dos produtos pertencentes à gama SaphetySync, estas organizações estabelecem a interligação de milhares de empresas pertencentes a uma determinada cadeia de valor, garantindo a sincronização de informação entre elas. Com um forte posicionamento nos países nórdicos e em Portugal, a Saphety tem como objectivo fortalecer a sua presença na Europa e conquistar outras regiões como a América Latina e APAC. Ainda segundo a mesma fonte, as sinergias de negócio existentes entre SaphetyDoc Global Network e Saphe-

“É objectivo da Saphety fortalecer a sua presença na América Latina, nos países do Leste da Europa e iniciar a prestação de serviços na região APAC (Ásia - Pacífico) e Médio Oriente, através de parcerias ou da abertura de escritórios próprios.”

nalização. Já com uma presença directa no Brasil e uma parceria no México, a empresa procurou um outro mercado que pudesse potenciar uma presença importante e um crescimento sustentado. “A Colômbia surgiu-nos como um mercado muito aberto ao investimento estrangeiro, pouco burocrático, com um capital humano muito profissional, apresentando um forte crescimento económico e, no ponto de vista da nossa actividade, um mercado ainda emergente mas já atento e com um conhecimento claro das vantagens da implementação das nossas soluções. Por último, encontrámos uma oferta concorrencial muito concentrada, favorável à entrada de um novo ‘player’ com soluções inovadoras”, adianta João Pereira. três importantes clientes e com um posicionamento inovador reconhecido no mercado, a Saphety espera consolidar a sua actividade até ao primeiro trimestre de 2014, prevendo um forte crescimento nas vendas no próximo ano. A equipa, constituída actualmente por duas pessoas, irá acompanhar o crescimento do negócio, acrescenta o Chief International Development da Saphety. A Saphety é um dos principais players mundiais na sincronização de informação relativa a dados e imagens de produtos entre fornecedores e compradores, tendo como objectivo alcançar tySync irão acelerar a presença da empresa à escala mundial.

“A decisão de abrir uma empresa na Colômbia foi tomada de uma forma célere, após uma visita de uma semana ao país e de um estudo de mercado que revelou um forte potencial de negócio.”

Saphety
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A decisão de abrir uma empresa na Colômbia foi tomada de uma forma célere, após uma visita de uma semana ao país e de um estudo de mercado que revelou

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MERCADOS

RELACIONAMENTO ECONÓMICO PORTUGAL – COLÔMBIA
A Colômbia tem uma importância relativa enquanto cliente dos bens portugueses, mas tem vindo a despertar o interesse dos empresários portugueses sobretudo a nível de investimento directo.
O peso da Colômbia no comércio externo português apenas tem tido algum significado na vertente de fornecedor, posicionando-se na 29ª posição em 2012 (38ª em 2008). Na qualidade de cliente, a importância relativa do mercado tem sido claramente irrelevante, embora tenha melhorado, ocupando a 64ª posição em 2012 (66ª posição em 2008). A balança comercial bilateral é tradicionalmente desfavorável a Portugal devido à importação quase exclusiva de um único grupo de produtos: os combustíveis minerais. Por esse motivo, o coeficiente de cobertura das importações pelas exportações apresenta valores muito baixos (10 por cento em 2012). Depois de uma quebra da taxa de cobertura em 2011, verificou-se uma melhoria em 2012, em BALANÇA BILATERAL - COMÉRCIO DE BENS
2008 Exportações Importações Saldo Coef. Cobertura (%) 18.188 202.761 -184.573 9,0% 2009 6.586 103.217 -96.632 6,4% 2010 13.192 100.562 -87.370 13,1% 2011 18.774 246.601 -227.827 7,6% 2012 28.176 281.831 -253.656 10,0% Var %a 12/08 32,2 27,0 --2012 Jan/ Maio 12.119 132.830 -120.711 9,1% 2013 Jan/ Maio 13.568 81.212 -67.644 16,7% Var %b 13/12 12,0 -38,9 ---

linha com um aumento das exportações muito significativo (50 por cento). Esse facto pode indicar um maior interesse por parte das empresas portuguesas neste mercado, muito embora, em termos absolutos, os valores das exportações e das importações não sejam comparáveis. Já este ano, de Janeiro a Maio, verificase um aumento das exportações em 12

Fonte: INE - Instituto Nacional de Estatística Unidade: Milhares de euros Notas: (a) Média aritmética das taxas de crescimento anuais no período 2008-2012; (b) Taxa de variação homóloga 2012-2013 2008 a 2011: resultados definitivos; 2012 resultados preliminares 3ª revisão; 2013: resultados preliminares 1º apuramento

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MERCADOS
por cento face a período idêntico de 2012, enquanto as importações diminuíram quase 39 por cento. Segundo os dados do INE e numa breve análise à estrutura sectorial das exportações portuguesas em 2012, é possível constatar a concentração que se verifica nos grupos de produtos das máquinas e aparelhos, dos metais comuns, dos produtos químicos e dos plásticos borracha, cuja representatividade no total das nossas vendas atingiu 84,1 por cento em 2012. A evolução da representatividade destes quatro grupos de produtos no último ano deve-se, sobretudo, aos acréscimos verificados nos metais comuns (31,7 por cento das exportações totais) e nas máquinas e aparelhos (33,8 por cento), que aumentaram, respectivamente, 447,5 por cento e 95,3 por cento face a 2011. Já em 2013, no período em referência, os principais grupos de produtos exportados foram as máquinas e aparelhos, os metais comuns, os plásticos e borracha e os veículos e outro material Por seu lado, o INE revela que as empresas nacionais que exportaram para a Colômbia em 2012 totalizaram 221, contra 170 em 2011 e 101 em 2008. No que diz respeito às importações, estas concentram-se, sobretudo, nos combustíveis minerais, que representaanterior (menos 39,7 por cento e menos 24 por cento, respectivamente). O número de empresas nacionais que importaram da Colômbia, em 2011, foi de 97, registando um incremento de 16 empresas em relação a 2010 (81 empresas).

Investimento
Com base na informação recolhida junto das autoridades colombianas e no Banco da Republica, verifica-se que o valor acumulado do investimento de Portugal na Colômbia, no período de 2000 a 2011, não incluindo o sector dos petróleos, foi de 16,7 milhões de dólares, não havendo registo de quaisquer operações de investimento directo da Colômbia em Portugal. Refira-se que o valor total de investimento estrangeiro na Colômbia, em 2011, foi superior a 13 mil milhões de dólares, sendo a variação de 2010 para 2011 de 92 por cento. O valor do investimento fora da indústria do petróleo representou 32 por cento do total. O interesse do mercado colombiano em si mesmo, em termos de atracção de investimento directo estrangeiro, está assente numa política governamental que apoia o investidor e no posicionamento do país como uma plataforma estratégica para outros mercados na região, aproveitando os diversos acordos de livre comércio estabelecidos. Por outro lado, os custos laborais e de produção são bastante menos elevados do que aqueles que se praticam em outros países da região com o mesmo nível de poder de compra.

“O interesse do mercado colombiano em si mesmo, em termos de atracção de investimento directo estrangeiro, está assente numa política governamental que apoia o investidor e no posicionamento do país como uma plataforma estratégica para outros mercados na região, aproveitando os diversos acordos de livre comércio estabelecidos.”

“A balança comercial bilateral é tradicionalmente desfavorável a Portugal devido à importação quase exclusiva de um único grupo de produtos: os combustíveis minerais.”

ram 93 por cento do total importado em 2012. Cabe ainda referir os produtos agrícolas (5,9 por cento do total em 2012) que, em conjunto com os combustíveis minerais, foram responsáveis por 98,9 por cento do total das importações portuguesas provenientes da Colômbia em 2012. Nos primeiros cinco meses de 2013, os combustíveis minerais pesaram 90,5 por cento nas importações globais da Colômbia, seguindo-se os produtos agrícolas com 8,1 por cento, ambos os grupos diminuindo face ao mesmo período do ano

de transporte, este último com um aumento de 291,4 por cento face a 2012. Relativamente ao grau de intensidade tecnológica dos produtos transformados, que representaram a quase totalidade do total exportado em 2011 (99,4 por cento), verificou-se uma maior concentração nos produtos de média-alta tecnologia, com uma quota de 66,0 por cento. Os produtos de baixa e alta intensidade tecnológica representaram, respectivamente, 13,4 por cento e 2,2 por cento do total, segundo dados do GEE – Gabinete de Estratégia e Estudos.

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MERCADOS

COLÔMBIA EM FICHA
Outras cidades importantes: Medellín (2,4 milhões), Cali (2,3 milhões) e Barranquilla (1,1 milhões). Estados: 32 Departamentos (Estados). Religião: A população é maioritariamente católica (90%). Língua: O idioma oficial da Colômbia é o castelhano, mas existem no país cerca de 500 mil falantes de idiomas indígenas. Unidade monetária: Peso Colombiano (COP) = 100 centavos 1 EUR = 2.406,85 COP (média Janeiro 2013)

ENDEREÇOS ÚTEIS
EMBAIXADA DA COLÔMBIA EM PORTUGAL
Palácio Sotto Mayor Av. Fontes Pereira de Melo, 16-6º 1050-121 Lisboa Tel.: +351 213 188 480 Fax: +351 213 188 499 embajada@embaixadadacolombia.pt I www.embaixadadacolombia.pt

Bogotá

Colômbia

CÂMARA DE COMERCIO E INDÚSTRIA LUSO-COLOMBIANA
Av. Dr. Antunes Guimarães, 698 4100-075 Porto Tel.: +351 226 155 524 Rua Castilho nº 67-2º 1250-068 Lisboa Tel.: +351 213 887 026 geral@portugalcolombia.com www.portugalcolombia.com

Risco País: Área: 1.138.910 km² População: 46,4 milhões de habitantes (2012 World Gazetteer- estimativa) Taxa de crescimento da população: 1,1% (est. 2012) - 0-14 anos: 26,2%; 15-64 anos: 67,5%; 65 anos e mais: 6,3%. Densidade populacional: 40,8 habitantes/km2 Designação oficial: República da Colômbia Chefe de Estado e de Governo: Presidente Juan Manuel Santos (desde 7 de Agosto de 2010) Vice-presidente: Angelino Garzón Data da actual Constituição: 5 de Julho 1991, com várias actualizações; independência em 1810 Principais Partidos Políticos: O Partido Social de Unidad Nacional (Partido da U), o Partido Conservador (PC), o Cambio Radical (CR), o Partido Liberal (PL) e o Partido Verde (PV) formam o Governo. O Partido de Integración Nacional (PIN) representa a extrema-direita e o Polo Democrático Alternativo (Polo) representa a esquerda. Capital: Bogotá (Sta. Fé de Bogotá) - 7,5 milhões hab. (est. 2012 World Gazetteer). Risco geral: BBB (AAA = risco menor; D = risco maior) Risco político: BB Risco de estrutura económica: BB “Ranking” em negócios: Índice: 6,44 (10 = máximo) “Ranking” geral: 47 (entre 82 países) “Ranking” região: 5 (entre 12) (EIU – Fev. 2013) Risco de crédito: 4 (1 = risco menor; 7 = risco maior) (COSEC – fev. 2013)

EMBAIXADA DE PORTUGAL EM BOGOTÁ
Torre Sancho Calle 98 nº 9 – 03 Oficina 906 Bogotá - Colômbia Tel.: +571 622 16 49 / 52 Fax: +571 236 52 69 emporbog@cable.net.co

MINISTÉRIO DE COMERCIO INDUSTRIA Y TURISMO
Edifício Centro Comercio Internacional Calle 28, nº13 A15 Bogotá - Colômbia

Grau da abertura e dimensão relativa do mercado: Exp. + Imp. / PIB = 31,3% (est. 2012) Imp. / PIB = 14,9% (est. 2012) Imp. / Imp. Mundial = 0,30% (2011)

Tel.: +571 606 76 76 Fax: +571 606 75 21/2 www.mincomercio.gov.co

PROEXPORT COLOMBIA
Calle 28 No. 13A – 15, Piso 35-36 Bogotá - Colômbia Tel.: +571 560 01 00

Fontes: The Economist Intelligence Unit (EIU), fevereiro 2013; Banco de Portugal; COSEC; OMC; Câmara de Comércio Colombo-Brasileira; World Fact Book, CIA.

Fax: +571 560 01 04 informacion@proexport.com.co www.inviertaencolombia.com.co/acercade-proexport.html

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MERCADOS

CURDISTÃO OPORTUNIDADES PARA AS EMPRESAS PORTUGUESAS

A construção de infra-estruturas, como estradas, pontes e ferrovias, o turismo, a nível de oferta hoteleira, e a agricultura são alguns dos sectores com potencialidades para as empresas portuguesas que queiram investir na região do Curdistão iraquiano. Precisamente com o objectivo de promover a região, esteve recentemente em Lisboa o Representante do Governo Regional do Curdistão, Daban Shadala, para encontros com as autoridades portuguesas com quem debateu a cooperação bilateral com vista ao incremento do relacionamento económico. Daban Shadala concedeu uma breve entrevista à Portugalglobal onde faz o balanço da sua deslocação ao nosso país.
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Que balanço faz da sua recente visita a Lisboa e dos encontros com as autoridades portuguesas, em particular da AICEP? Fiquei extremamente satisfeito com a minha recente visita a Lisboa. Esta deslocação foi a minha primeira visita oficial a Portugal em nome do Governo Regional do Curdistão (KRG) e teve como objectivo estabelecer o primeiro contacto oficial com o Governo português e com outras entidades. Essencialmente, queria analisar as potencialidades de cooperação bilateral e, em caso afirmativo, privilegiar essas áreas junto das entidades oficiais que tivesse a oportunidade de conhecer. Os encontros realizados permitiram-me concluir que Portugal está interessado em colaborar com o KRG em diferentes áreas como o comércio, a cultura e a educação. Regressei inteiramente convencido e optimista de que há lugar para desenvolver um relacionamento entre Portugal e a Região Curda do Iraque. Nesta deslocação encontrei-me com responsáveis do Ministério da Educação, com quem discuti o sistema de ensino superior do Curdistão e as áreas possíveis de cooperação

MERCADOS
com Portugal, e do Ministério dos Negócios Estrangeiros, designadamente com o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário. Discutimos em profundidade os desenvolvimentos económicos da Região do Curdistão. Expliquei-lhe as dificuldades que enfrentamos actualmente com Bagdad e assegurei-lhe que estamos comprometidos a permanecer no Iraque Federal e decididos a cumprir a Constituição do Iraque Federal. Encontrei-me também com o administrador executivo da AICEP, José Vital Morgado, tendo falado igualmente sobre a situação económica da Região do Curdistão. Este encontro foi evidentemente muito importante porque vi nele a oportunidade de dar início ao processo de estabelecimento de relações de cooperação com a principal Agência de promoção de Portugal. À parte das relações políticas, as relações económicas são também muito importantes para as nossas duas nações a fim de podermos iniciar o que espero que venha a ser uma longa e frutuosa relação. Ambos considerámos o encontro como positivo e vimos que havia espaço para Portugal e o Curdistão iniciarem o processo com vista ao estabelecimento de fortes laços económicos. Esperamos agora continuar a desenvolver os resultados desta visita e começar realmente a trabalhar em conjunto com o Governo português a fim de construirmos um relacionamento a longo prazo. Na sua opinião, como é que as relações económicas entre a Região do Curdistão e Portugal podem ser desenvolvidas? Na minha opinião, as relações económicas entre a Região do Curdistão e Portugal podem ser desenvolvidas de várias maneiras, ou através de uma grande variedade de canais. É um processo que requer tempo e paciência mas os seus resultados serão um relacionamento económico duradouro. O nosso escritório em Madrid está em contacto com as autoridades portuguesas para troca de informações sobre as nossas duas nações. Assim que tivermos reunido um número substancial de informação e determinado as áreas-chave nas quais podemos cooperar, poderemos começar a agir. Penso que os primeiros passos mais importantes a dar em conjunto são os de promover o Curdistão em Portugal, tanto junto do sector privado como do grande público em geral. Quando o sector privado português conhecer as oportunidades que a nossa região tem para oferecer, para além de uma

“As relações económicas entre a Região do Curdistão e Portugal podem ser desenvolvidas de várias maneiras, ou através de uma grande variedade de canais. É um processo que requer tempo e paciência mas os seus resultados serão um relacionamento económico duradouro.”

situação de estabilidade em termos políticos e de segurança, estou certo de que veremos interesse por parte das empresas portuguesas no Curdistão. As empresas que estiverem interessadas em visitar a região podem, evidentemente, fazê-lo através do nosso escritório e nós facilitar-lhes-emos as suas deslocações de negócios da maneira que for mais adequada às suas necessidades. Assim, o desenvolvimento das relações económicas com Portugal baseia-se fundamentalmente em conquistar o sector privado português através do Governo português e dos organismos responsáveis pela internacionalização das empresas portuguesas. Creio que uma boa maneira de cimentar as bases para relações económicas seria organizar missões oficiais e empresariais do KRG para visitarem Portugal e vice-versa. A partir

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daí, os nossos governos, ao mais alto nível, estariam aptos a discutir a possível abertura de um escritório diplomático oficial, comercial ou político na Região do Curdistão e em Portugal. Muitos países europeus têm representações diplomáticas em Erbil, ajudando a consolidar o relacionamento económico com esses países. Quais são os sectores e produtos que oferecem maiores oportunidades às empresas portuguesas que queiram internacionalizar-se ou investir na região do Curdistão? A segurança e a estabilidade têm sido essenciais para acelerar o crescimento económico da região na última década. O KRG tem conseguido atrair para a região empresas estrangeiras, desde as pequenas e médias empresas até às grandes multinacionais, como a Exxon Mobil. As oportunidades de negócio que a região oferece abrangem todos os sectores. Claro que o que está a incentivar a economia neste momento e no futuro próximo é a indústria do petróleo e do gás. Espera-se que possamos produzir à volta de um milhão de barris por dia em 2015. Tendo isso em conta, as oportunidades na indústria do petróleo e do gás estão agora focadas na produção/ transporte/distribuição, tais como transporte, armazenagem, processamento, refinaria, marketing e formação. Para além do petróleo e do gás, há oportunidades no sector da construção, embora a Turquia esteja há muito instalada na região, com preços muito competitivos. No entanto, dePlano Estratégico de Desenvolvimento (2013-2017). Em 2012, 2,5 milhões de turistas nacionais e internacionais visitaram a Região do Curdistão. Foi um destino de viagem recomendado tanto no New York Times como no National Geographic, demonstrando que a imagem da Região Curda do Iraque está a tornar-se positiva. Erbil foi mesmo nomeada a capital do Turismo Árabe em 2013, onde temos cerca de 400 hotéis. No entanto, a procura ultrapassa largamente a oferta, necessitando de um investimento de 200 milhões de dólares nessa área. É, por isso, um sector onde eu julgo que as empresas portuguesas poderiam dar uma grande ajuda e também obter dividendos desse investimento. O outro sector que estamos a promover como sector-chave para as empresas portuguesas é a agricultura. Como deve saber, muitos historiadores consideram que o Curdistão é o “berço” da agricultura. Muitos dizem que, há cerca de 8.000 anos, os povos da região da Mesopotâmia do Norte começaram a desenvolver as técnicas agrícolas que lhes permitiram estabelecer-se em pequenas comunidades agrícolas, e finalmente trouxeram esses métodos para o sul abrindo caminho para o nascimento de cidades, tais como Ur e Sumer no sul do Iraque. O Iraque, como um todo, tornou-se auto-suficiente em termos agrícolas, tendo a sua economia assentado largamente na agricultura durante séculos. No decurso do século XX e com o desaparecimento do Império Otomano, surgiu o estabelecimento do estado do Iraque. Com anos de guerra, rebeliões e negligência, o sector da agricultura declinou maciçamente, tendo-se perdido muitas das técnicas agrícolas antigas, e muitos trabalhadores rurais começaram a mudar-se para as cidades principais para procurarem trabalho. O Governo Regional do Curdistão atribui grande importância à recuperação do sector agrícola da Região do Curdistão. No ano

“A lei de investimento no Curdistão, aprovada em 2006, é considerada como uma das mais liberais do grande Médio Oriente, visando atrair IDE para a região e tendo associados incentivos nesse sentido.”

verão surgir novos projectos no futuro, visto que o KRG estima que será necessário construir mais de 100.000 blocos de habitação para poder dar resposta à procura, podendo aí haver mercado para as empresas portuguesas. As empresas portuguesas poderão também tirar partido dos projectos de infra-estruturas que a Região do Curdistão tem para oferecer, nomeadamente, na construção e a manutenção de estradas, auto-estradas, pontes, passagens subterrâneas, sanidade, sistemas de esgotos, redes de comboios e eléctricos, geradores eléctricos e transmissões. Cremos que as empresas portuguesas seriam muito úteis para a região no que diz respeito ao desenvolvimento de projectos de infraestruturas; precisamos da sua competência e conhecimentos. Há dois sectores nos quais eu estou determinado a dar um impulso para a entrada de empresas portuguesas na Região Curda do Iraque. A beleza natural do Curdistão e a sua história muito rica com reservas arqueológicas incríveis faz do país um destino turístico potencial extrardinário. O KRG tem dado grande ênfase ao desenvolvimento do sector do turismo, que considera ser um sector-chave no seu

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passado, o orçamento do Ministério da Agricultura foi de mil milhões de dólares, tendo sido promovidos muitos projectos com vista a assegurar a segurança alimentar. O Curdistão tem algumas das terras mais férteis do mundo e tem 1.535.794 hectares de solo cultivável, o que equivale a 41,84 por cento do total do território. O plano estratégico do KRG para a agricultura visa obter um aumento da produção de vegetais de 8 por cento; um aumento de 5 por cento na pecuária e 10 por cento de aumento de terra cultivável em 2017. De modo a alcançar estes objectivos, o KRG oferece incentivos e subsídios a sub-sectores da agricultura. Estes incentivos e subsídios são concedidos para o sector da horticultura, florestas, projectos de criação de aves, máquinas e tecnologia agrícolas, pastagens, pecuária e pescas. Encorajo fortemente as empresas portuguesas a começarem a pensar seriamente em investir na agricultura do Curdistão, tendo em conta os planos referidos e porque esse investimento poderá beneficiar ambas as partes, apesar de haver ainda um longo caminho a percorrer. Teve oportunidade de se encontrar com empresas portuguesas cujo know-how e experiência, sobretudo nos sectores da construção e das infra-estruturas, possam ser proveitosas para a economia da região do Curdistão? Infelizmente nesta ocasião não tive oportunidade de me encontrar com empresas portuguesas. Dado que esta foi a minha primeira visita, achei essencial encontrar-me primeiro com instituições governamentais. Na próxima visita que fizer a Portugal, assegurar-nos-emos de que serão agendados encontros com empresas privadas, onde poderemos fazer uma exposição sobre a economia curda e as oportunidades de investimento que o Curdistão oferece. Esperamos que através da AICEP possamos organizar um seminário com as empresas portuguesas. cinco anos de isenção de direitos alfandegários nas importações. Os investidores estrangeiros e os investidores locais são tratados de maneira igual ao abrigo desta lei. O investidor estrangeiro tem também o direito de investir sem necessidade de recorrer a um parceiro e pode empregar trabalhadores estrangeiros nos seus projectos. Além disso, o investidor tem o direito de abrir contas bancárias locais ou estrangeiras, podendo as contas locais ser tanto em dólares norte-americanos como em divisas locais, ou seja, o dinar iraquiano. Quanto à abordagem ao mercado, sugiro que a façam, primeiro, através do governo, nomeadamente com o contacto ao nosso escritório em Madrid, que poderá facilitar o processo e os contactos com as autoridades no Curdistão. Mas a melhor aproximação ao mercado será através da realização de visitas à região para encontros com as necessárias entidades governamentais e privadas. É muito importante para as empresas portuguesas marcarem presença na região e trabalharem em rede o mais possível. Eu recomendaria também a participação em feiras comerciais que têm lugar durante todo o ano, sobretudo as feiras sectoriais, já que é um local de excelência para encontros de negócios com potenciais parceiros locais. Identificou, durante a sua visita, oportunidades para as empresas do Curdistão investirem em Portugal? Ainda é muito cedo para as empresas do Curdistão investirem em Portugal porque ainda estão a crescer e a desenvolver-se no nosso país e, dado o elevado índice de crescimento da Região do Curdistão, é-lhes mais favorável investirem agora na região. Actualmente, regista-se um aumento de investimentos ocidentais na Região do Curdistão e não vejo investimentos do Curdistão a deixar o mercado curdo para irem para economias ocidentais, a menos que queiram investir algum dinheiro em imobiliário. O mercado imobiliário em países como Portugal e Espanha poderia ser um investimento muito atractivo para os investidores curdos, devido à recente queda dos preços e à possibilidade de possuírem uma propriedade num belo local da Europa. No entanto, devido ao regulamento de vistos nos detentores de passaportes iraquianos que visitam a Europa, esse pode ainda ser um caminho complicado para empreender. Mas sim, se os investidores curdos investissem em Portugal, estou certo que seria no mercado imobiliário.

“Cremos que as empresas portuguesas seriam muito úteis para a região no que diz respeito ao desenvolvimento de projectos de infraestruturas; precisamos da sua competência e conhecimentos.”

O que pode o Governo Regional do Curdistão oferecer às empresas portuguesas interessadas em investir na região? E qual é a melhor maneira de as empresas contactarem o mercado? A lei de investimento no Curdistão, aprovada em 2006, é considerada como uma das mais liberais do grande Médio Oriente, visando atrair IDE para a região e tendo associados incentivos nesse sentido. Os investidores estrangeiros podem deter 100 por cento do capital do investimento, ficando com os direitos totais de propriedade de imobiliário e de bens móveis. Além disso, a lei permite que os investidores estrangeiros enviem para o seu país a totalidade dos lucros e oferece isenção temporária do imposto por 10 anos e mais

GOVERNO REGIONAL DO CURDISTÃO - IRAQUE
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ANÁLISE DE RISCO - PAÍS

COSEC
África do Sul* C Aberta sem condições restritivas. M/L  Garantia bancária (decisão casuística). Angola C Caso a caso. M/L  Garantia soberana. Limite total de responsabilidades. Arábia Saudita C  Carta de crédito irrevogável (decisão casuística). M/L Caso a caso. Argélia C  Sector público: aberta sem restrições. Sector privado: eventual exigência de carta de crédito irrevogável. M/L  Em princípio. exigência de garantia bancária ou garantia soberana. Argentina T  Caso a caso. Barein C Aberta sem condições restritivas. M/L Garantia bancária. Benim C  Caso a caso, numa base muito restritiva. M/L  Caso a caso, numa base muito restritiva, e com exigência de garantia soberana ou bancária. Brasil* C Aberta sem condições restritivas. M/L  Clientes soberanos: Aberta sem condições restritivas. Outros Clientes públicos e privados: Aberta, caso a caso, com eventual exigência de garantia soberana ou bancária. Bulgária C Carta de crédito irrevogável. M/L  Garantia bancária ou garantia soberana. Cabo Verde C Aberta sem condições restritivas. M/L  Eventual exigência de garantia bancária ou de garantia soberana (decisão casuística). Camarões T  Caso a caso, numa base muito restritiva. Cazaquistão Temporariamente fora de cobertura. China* C Aberta sem condições restritivas. M/L Garantia bancária. Chipre C Aberta sem condições restritivas. M/L Não definida.

Políticas de cobertura para mercados

No âmbito de apólices individuais
Colômbia C Carta de crédito irrevogável. M/L Caso a caso, numa base restritiva. Coreia do Sul C Aberta sem condições restritivas. M/L Não definida. Costa do Marfim T Decisão casuística. Costa Rica C Aberta sem condições restritivas. M/L Não definida. Croácia C  Carta de crédito irrevogável ou garantia bancária. Extensão do prazo constitutivo de sinistro para 12 meses. Redução da percentagem de cobertura para 90 por cento. Limite por operação. M/L  Garantia bancária ou garantia soberana. Extensão do prazo constitutivo de sinistro para 12 meses. Redução da percentagem de cobertura para 90 por cento. Limite por operação. Cuba T Fora de cobertura. Egipto C Carta de crédito irrevogável M/L Caso a caso. Emirados Árabes Unidos C Aberta sem condições restritivas. M/L  Garantia bancária (decisão casuística). Estónia M/L Garantia bancária. Etiópia C Carta de crédito irrevogável. M/L  Caso a caso numa base muito restritiva. Filipinas C Aberta sem condições restritivas. M/L Não definida. Gana C  Caso a caso numa base muito restritiva.
M/L

Guiné Equatorial C  Caso a caso, numa base restritiva.
M/L 

Clientes públicos e soberanos: caso a caso, mediante análise das garantias oferecidas, designadamente contrapartidas do petróleo. Clientes privados: caso a caso, numa base muito restritiva, condicionada a eventuais contrapartidas (garantia de banco comercial aceite pela COSEC ou contrapartidas do petróleo).

Macau C Aberta sem condições restritivas. M/L Não definida. Malásia C Aberta sem condições restritivas. M/L Não definida. Malawi C Caso a caso, numa base restritiva. M/L  Clientes públicos: fora de cobertura, excepto para operações de interesse nacional. Clientes privados: análise casuística, numa base muito restritiva. Malta C Aberta sem condições restritivas. M/L Não definida. Marrocos* C Aberta sem condições restritivas. M/L  Garantia bancária ou garantia soberana. Martinica C Aberta sem condições restritivas. M/L Não definida. México* C Aberta sem restrições. M/L  Em princípio aberta sem restrições. A eventual exigência de garantia bancária, para clientes privados, será decidida casuisticamente. Moçambique C C  aso a caso, numa base restritiva (eventualmente com a exigência de carta de crédito irrevogável, garantia bancária emitida por um banco aceite pela COSEC e aumento do prazo constitutivo de sinistro).
M/L

Hong-Kong C Aberta sem condições restritivas. M/L Não definida. Iémen C Caso a caso, numa base restritiva. M/L  Caso a caso, numa base muito restritiva. Índia
C M/L

Aberta sem condições restritivas. Garantia bancária.

Indonésia C  Caso a caso, com eventual exigência de carta de crédito irrevogável ou garantia bancária.
M/L 

aso a caso, com eventual exiC gência de garantia bancária ou garantia soberana.

Irão
T

Fora de cobertura.

Iraque T Fora de cobertura. Jordânia C Caso a caso. M/L Caso a caso, numa base restritiva. Koweit C Aberta sem condições restritivas. M/L  Garantia bancária (decisão casuística). Letónia C Carta de crédito irrevogável. M/L Garantia bancária. Líbano C  Clientes públicos: caso a caso numa base muito restritiva. Clientes privados: carta de crédito irrevogável ou garantia bancária.
M/L

Aumento do prazo constitutivo  de sinistro. Sector privado: caso a caso numa base muito restritiva. Operações relativas a projectos geradores de divisas e/ou que admitam a afectação prioritária de receitas ao pagamento dos créditos garantidos, terão uma ponderação positiva na análise do risco; sector público: caso a caso numa base muito restritiva.

Fora de cobertura.

Geórgia C  Caso a caso numa base restritiva, privilegiando-se operações de pequeno montante.
M/L

Clientes públicos: fora de cober tura. Clientes privados: caso a caso numa base muito restritiva.

Montenegro C  Caso a caso, numa base restritiva. privilegiando-se operações de pequeno montante.
M/L 

aso a caso, numa base muito C restritiva e com a exigência de contra garantias.

Líbia
T

Caso a caso, com exigência de ga rantia soberana ou bancária, para operações de pequeno montante.

Fora de cobertura. Nigéria C  Caso a caso, numa base restritiva (designadamente em termos de alargamento do prazo consti-

Guiné-Bissau T Fora de cobertura.

Lituânia C Carta de crédito irrevogável. M/L Garantia bancária.

50 // Julho 13 // Portugalglobal

ANÁLISE DE RISCO - PAÍS

de destino das exportações portuguesas

No âmbito de apólices globais
M/L

tutivo de sinistro e exigência de garantia bancária). Caso a caso, numa base muito  restritiva, condicionado a eventuais garantias (bancárias ou contrapartidas do petróleo) e ao alargamento do prazo contitutivo de sinistro.

Senegal C  Em princípio. exigência de garantia bancária emitida por um banco aceite pela COSEC e eventual alargamento do prazo constitutivo de sinistro.
M/L

Na apólice individual está em causa a cobertura de uma única transação para um determinado mercado. enquanto a apólice global cobre todas as transações em todos os países para onde o empresário exporta os seus produtos ou serviços. As apólices globais são aplicáveis às empresas que vendem bens de consumo e intermédio. cujas transações envolvem créditos de curto prazo (média 60-90 dias). não excedendo um ano. e que se repetem com alguma frequência. Tendo em conta a dispersão do risco neste tipo de apólices. a política de cobertura é casuística e. em geral. mais flexível do que a indicada para as transações no âmbito das apólices individuais. Encontram-se também fora de cobertura Cuba. Guiné-Bissau. Iraque e S. Tomé e Príncipe.
exigência de garantia bancária. Para todas as operações, o prazo constitutivo de sinistro é definido caso a caso. Uganda C  Caso a caso, numa base muito restritiva.
M/L

Oman C Aberta sem condições restritivas. M/L  Garantia bancária (decisão casuística). Panamá C Aberta sem condições restritivas. M/L Não definida. Paquistão Temporariamente fora de cobertura. Paraguai C Carta de crédito irrevogável. M/L Caso a caso, numa base restritiva. Peru
C M/L 

ventual alargamento do prazo E constitutivo de sinistro. Sector público: caso a caso, com exigência de garantia de pagamento e transferência emitida pela Autoridade Monetária (BCEAO); sector privado: exigência de garantia bancária ou garantia emitida pela Autoridade Monetária (preferência a projectos que permitam a alocação prioritária dos cash-flows ao reembolso do crédito).

Aberta sem condições restritivas.  lientes soberanos: aberta sem C condições restritivas. Clientes públicos e privados: aberta, caso a caso, com eventual exigência de garantia soberana ou bancária.

Sérvia C C  aso a caso, numa base restritiva, privilegiando-se operações de pequeno montante.
M/L 

aso a caso, com exigência de C garantia soberana ou bancária, para operações de pequeno montante.

sempre que se justifique. Os países que constam da lista são os mais representativos em termos de consultas e responsabilidades assumidas. Todas as operações são objecto de análise e decisão específicas.

Qatar C Aberta sem condições restritivas. M/L  Garantia bancária (decisão casuística). Quénia C Carta de crédito irrevogável. M/L Caso a caso, numa base restritiva. República Checa C Aberta sem condições restritivas. M/L  Garantia bancária (decisão casuística). República Dominicana C  Aberta caso a caso, com eventual exigência de carta de crédito irrevogável ou garantia bancária emitida por um banco aceite pela COSEC. M/L  Aberta caso a caso com exigência de garantia soberana (emitida pela Secretaria de Finanzas ou pelo Banco Central) ou garantia bancária. Roménia C  Exigência de carta de crédito irrevogável (decisão casuística). M/L  Exigência de garantia bancária ou garantia soberana (decisão casuística). Rússia C  Sector público: aberta sem restrições. Sector privado: caso a caso. M/L  Sector público: aberta sem restrições, com eventual exigência de garantia bancária ou garantia soberana. Sector privado: caso a caso. S. Tomé e Príncipe
C

Singapura C Aberta sem condições restritivas. M/L Não definida. Síria
T

Fora de cobertura.

Legenda:
C M/L T 

aso a caso, numa base muito C restritiva.

Uruguai C  Carta de crédito irrevogável (decisão casuística).
M/L

Curto Prazo Médio / Longo Prazo Todos os Prazos

Suazilândia C Carta de crédito irrevogável. M/L  Garantia bancária ou garantia soberana. Tailândia C  Carta de crédito irrevogável (decisão casuística).
M/L

Não definida. * Mercado prioritário.

Não definida.

Venezuela C  Clientes públicos: aberta caso a caso com eventual exigência de garantia de transferência ou soberana. Clientes privados: aberta caso a caso com eventual exigência de carta de crédito irrevogável e/ou garantia de transferência.
M/L

Taiwan C Aberta sem condições restritivas. M/L Não definida. Tanzânia T  Caso a caso, numa base muito restritiva. Tunísia* C Aberta sem condições restritivas. M/L Garantia bancária. Turquia C Carta de crédito irrevogável. M/L  Garantia bancária ou garantia soberana. Ucrânia C  Clientes públicos: eventual exigência de garantia soberana. Clientes privados: eventual exigência de carta de crédito irrevogável.
M/L 

berta caso a caso com exigência A de garantia soberana.

Zâmbia C  Caso a caso, numa base muito restritiva.
M/L

Fora de cobertura.

Zimbabwe C  Caso a caso, numa base muito restritiva.
M/L

Fora de cobertura.

Companhia de Seguro de Créditos. S. A. Direcção Internacional Avenida da República. 58 1069-057 Lisboa Tel.: +351 217 913 832 Fax: +351 217 913 839 internacional@cosec.pt

COSEC 

nálise caso a caso, numa base A muito restritiva. 

lientes públicos: eventual C exigência de garantia soberana. Clientes privados: eventual

Advertência: A lista e as políticas de cobertura são indicativas e podem ser alteradas

www.cosec.pt

Portugalglobal // Julho 13 // 51

TABELA CLASSIFICATIVA DE PAÍSES

COSEC
Tabela classificativa de países
Para efeitos de Seguro de Crédito à exportação
A Portugalglobal e a COSEC apresentam-lhe uma Tabela Classificativa de Países com a graduação dos mercados em função do seu risco de crédito. ou seja. consoante a probabilidade de cumprimento das suas obrigações externas. a curto. a médio e a longo prazos. Existem sete grupos de risco (de 1 a 7). corresGrupo 1
Hong-Kong Singapura * Taiwan

pondendo o grupo 1 à menor probabilidade de incumprimento e o grupo 7 à maior. As categorias de risco assim definidas são a base da avaliação do risco país. da definição das condições de cobertura e das taxas de prémio aplicáveis.
Grupo 5 Grupo 6
Albânia Ant. e Barbuda Arménia Bangladesh Belize Benin Bolívia Butão Cabo Verde Camarões Camboja Comores Congo Dominica Egipto Geórgia Honduras Kiribati Moçambique Montenegro Nauru Quénia Samoa Oc. Senegal Sérvia Sri Lanka Suazilândia Tanzânia Timor-Leste Turquemenistão Tuvalu Uganda Uzbequistão Vanuatu

Grupo 2
Arábia Saudita Botswana Brunei Chile China • EAUa Gibraltar Koweit Macau Malásia Oman Trind. e Tobago

Grupo 3
África do Sul • Argélia Bahamas Barbados Brasil • Costa Rica Dep/ter Austr.b Dep/ter Din.c Dep/ter Esp.d Dep/ter EUAe Dep/ter Fra.f Dep/ter N. Z.g Dep/ter RUh Filipinas Ilhas Marshall Índia Indonésia Lituânia Marrocos • Maurícias México • Micronésia Namíbia Palau Panamá Peru Qatar Rússia Tailândia Uruguai

Grupo 4
Aruba Barein Bulgária Colômbia El Salvador Fidji Letónia Roménia Tunísia • Turquia

Grupo 7
Afeganistão Argentina Bielorussia Bósnia e Herzegovina Burkina Faso Burundi Campuchea Cent. Af. Rep. Chade Congo. Rep. Dem. Coreia do Norte C. do Marfim Cuba • Djibuti Equador Eritreia Etiópia Gâmbia Grenada Guiana Guiné Equatorial Guiné. Rep. da Guiné-Bissau • Haiti Iemen Irão • Iraque • Jamaica Kosovo Laos Líbano Libéria Líbia Madagáscar Malawi Maldivas Mali Mauritânia Moldávia Myanmar Nepal Nicarágua Níger Paquistão Quirguistão Ruanda S. Crist. e Nevis S. Tomé e Príncipe • Salomão Seicheles Serra Leoa Síria Somália Sudão Sudão do Sul Suriname Tadzequistão Togo Tonga Ucrânia Venezuela Zimbabué

Angola Azerbeijão Cazaquistão Croácia Dominicana. Rep. Gabão Gana Guatemala Jordânia Lesoto Macedónia Mongólia Nigéria Papua–Nova Guiné Paraguai S. Vic. e Gren. Santa Lúcia Vietname Zâmbia

Fonte: COSEC - Companhia de Seguro de Créditos. S.A. * País pertencente ao grupo 0 da classificação risco-país da OCDE. Não é aplicável o sistema de prémios mínimos.

• Mercado de diversificação de oportunidades

• Fora de cobertura

• Fora de cobertura. excepto operações de relevante interesse nacional

NOTAS
a) Abu Dhabi. Dubai. Fujairah. Ras Al Khaimah. Sharjah. Um Al Quaiwain e Ajma b) Ilhas Norfolk c) Ilhas Faroe e Gronelândia d) Ceuta e Melilha e) Samoa. Guam. Marianas. Ilhas Virgens e Porto Rico f) G  uiana Francesa. Guadalupe. Martinica. Reunião. S. Pedro e Miquelon. Polinésia Francesa. Mayotte. Nova Caledónia. Wallis e Futuna g) Ilhas Cook e Tokelau. Ilhas Nive h) A  nguilla. Bermudas. Ilhas Virgens. Cayman. Falkland. Pitcairn. Monserrat. Sta. Helena. Ascensão. Tristão da Cunha. Turks e Caicos

52 // Julho 13 // Portugalglobal

ESTATÍSTICAS

INVESTIMENTO e COMÉRCIO EXTERNO
>PRINCIPAIS DADOS DE INVESTIMENTO (IDE E IDPE). EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES.

INVESTIMENTO DIRECTO COM O EXTERIOR
INVESTIMENTO DIRECTO DO EXTERIOR EM PORTUGAL IDE bruto IDE desinvestimento IDE líquido IDE Intra UE IDE Extra UE
Unidade: Milhões de euros

2012 39.257 32.318 6.939 35.684 3.573

tvh 2012/11 -8,9% -7,8% -13,5% -8,3% -14,6%

2012 Jan/Maio 17.717 12.893 4.824 16.238 1.479

2013 Jan/Maio 10.989 10.342 647 10.120 869

tvh 13/12 Jan/Maio -38,0% -19,8% -86,6% -37,7% -41,2%

tvh 13/12 Maio/Maio -68,5% -40,4% -98,6% -68,6% -65,2%

tvc 13/13 Maio/Abr 7,0% 14,1% -72,0% 7,3% 1,2%

IDE Intra UE IDE Extra UE
% Total IDE bruto

90,9% 9,1% % Total 22,9% 18,5% 16,0% 13,2% 8,8%

--tvh 13/12 -17,0% -24,2% -39,0% 22,1% -35,9% tvh 2012/11 -54,0% -15,2% -86,1% -56,4% -39,6%

91,7% 8,3%

92,1% 7,9%

---

--% Total 38,2% 26,3% 18,2% 4,1% 3,5%

--tvh 13/12 -27,6% -7,2% -35,6% -61,5% -87,4% tvc 13/13 Maio/Abr -39,5% -8,8% -128,0% -43,9% -5,9%

IDE bruto - Origem 2013 (Jan/Mai) Espanha França Reino Unido Alemanha Países Baixos INVESTIMENTO DIRECTO DE PORTUGAL NO EXTERIOR IDPE bruto IDPE desinvestimento IDPE líquido IDPE Intra UE IDPE Extra UE
Unidade: Milhões de euros

IDE bruto - Sector 2013 (Jan/Mai) Comércio Ind. Transformadora Act. Financeiras e de Seguros Act. Informação e Comunicação Electricidade, Gás, Água 2012 Jan/Maio 5.071 2.565 2.506 4.190 882 2013 Jan/Maio 2.397 1.649 749 2.008 389 tvh 13/12 Jan/Maio -52,7% -35,7% -70,1% -52,1% -55,9%

2012 8.989 7.498 1.490 7.304 1.685

tvh 13/12 Maio/Maio -71,1% 9,5% -104,9% -74,7% -20,5%

IDPE Intra UE IDPE Extra UE
% Total IDPE bruto

81,3% 18,7% % Total 56,5% 11,5% 5,2% 5,0% 2,9%

--tvh 13/12 -58,1% -49,5% 923,2% -71,7% -37,2%

82,6% 17,4%

83,8% 16,2%

---

--% Total 75,1% 7,4% 6,4% 4,1% 2,4%

--tvh 13/12 -54,1% 27,9% -65,5% -57,2% -75,7%

IDPE bruto - Destinos 2013 (Jan/Mai) Países Baixos Espanha Alemanha Brasil Angola

IDPE bruto - Sector 2013 (Jan/Mai) Act. Financeiras e de Seguros Comércio Ind. Transformadoras Construção Act. Consultoria e Técnicas

  Stock IDE Stock IDPE
Unidade: Milhões de euros

2010 83.585 49.942
Fonte: Banco de Portugal

2011 86.428 55.823

2012 88.799 54.010

2012 Mar 84.667 54.563

2013 Mar 90.008 54.720

tvh 13/12 6,3% 0,3%

Portugalglobal // Julho 13 // 53

ESTATÍSTICAS

COMÉRCIO INTERNACIONAL
BENS (Exportação) Exportações bens Exportações bens UE27 Exportações bens Extra UE27
Unidade: Milhões de euros

2012 45.324 32.197 13.127

tvh 2012/11 5,8% 1,0% 19,8%

2012 Jan/Maio 19.141 13.796 5.344

2013 Jan/Maio 19.932 14.109 5.823

tvh 13/12 Jan/Maio 4,1% 2,3% 9,0%

tvh 13/12 Maio/Maio 5,6% 4,1% 9,1%

tvc 13/13 Maio/Abr 3,5% 3,8% 2,9%

Exportações bens UE27 Exportações bens Extra UE27
Unidade: % do total

71,0% 29,0%

---

72,1% 27,9%

70,8% 29,2%

---

---

---

Exp. Bens - Clientes 2013 (Jan/Mai) Espanha Alemanha França Angola Reino Unido EUA Países Baixos

% Total 23,5% 12,0% 11,8% 5,9% 5,3% 4,3% 4,1%

tvh 13/12 7,4% -2,3% -0,4% 10,7% 5,1% 6,5% 8,2%

Exp. Bens - Var. Valor (13/12) Espanha Argélia Marrocos Angola Países Baixos China Venezuela

Meur 322 126 125 115 62 -116 -59

Cont. p. p. 1,7 0,7 0,7 0,6 0,3 -0,6 -0,3

Exp. Bens - Produtos 2013 (Jan/Mai) Máquinas, Aparelhos Veículos, Outro Material de Transporte Combustíveis Minerais Metais Comuns Plásticos, Borracha

% Total 14,8% 11,2% 10,7% 8,1% 6,9%

tvh 13/12 3,5% -11,2% 31,4% 1,9% 4,9%

Exp. Bens - Var. Valor (13/12) Combustíveis Minerais Alimentares Máquinas, Aparelhos Pastas Celulósicas, Papel Veículos, Out. Mat. Transp.

Meur 510 135 101 67 -281

Cont. p. p. 2,7 0,7 0,5 0,3 -1,5

 SERVIÇOS Exportações totais de serviços Exportações serviços UE27 Exportações serviços extra UE27
Unidade: Milhões de euros

2012 19.098 13.100 5.998

tvh 2012/11 -0,3% -4,3% 9,7%

2012 Jan/Maio 7.047 4.734 2.313

2013 Jan/Maio 7.502 5.038 2.464

tvh 13/12 Jan/Maio 6,5% 6,4% 6,5%

tvh 13/12 Maio/Maio 13,7% 11,8% 17,7%

tvc 13/13 Maio/Abr 13,5% 8,8% 24,3%

Exportações serviços UE27 Exportações serviços extra UE27
Unidade: % do total

68,6% 31,4%

-- 

67,2% 32,8%

67,2% 32,8%

---

---

---

54 // Julho 13 // Portugalglobal

ESTATÍSTICAS

BENS (Importação) Importações bens Importações bens UE27 Importações bens Extra UE27
Unidade: Milhões de euros

2012 56.234 40.402 15.832

tvh 2012/11 -5,1% -7,4% 1,4%

2012 Jan/Maio 23.954 17.195 6.759

2013 Jan/Maio 23.198 16.416 6.782

tvh 13/12 Jan/Maio -3,2% -4,5% 0,3%

tvh 13/12 Maio/Maio -3,2% -1,2% -8,0%

tvc 13/13 Maio/Abr 0,8% 3,0% -4,2%

Importações bens UE27 Importações bens Extra UE27
Unidade: % do total

71,8% 28,2%

---

71,8% 28,2%

70,8% 29,2%

---

---

Imp. Bens - Fornecedores 2013 (Jan/Mai) Espanha Alemanha França Angola Itália Países Baixos Reino Unido

% Total 31,3% 11,5% 6,7% 5,9% 5,1% 4,7% 2,8%

tvh 13/12 -4,7% -4,7% 0,4% 79,1% -4,8% -3,7% -12,8%

Imp. Bens - Var. Valor (13/12) Angola Rússia Camarões Guiné-Equatorial Azerbaijão Brasil Espanha

Meur 601 191 168 -187 -233 -303 -358

Cont. p. p. 2,5 0,8 0,7 -0,8 -1,0 -1,3 -1,5

Imp. Bens - Produtos 2013 (Jan/Mai) Combustíveis Minerais Máquinas, Aparelhos Agrícolas Químicos Veículos, Outro Mat. Transp.

% Total 19,7% 14,1% 11,1% 10,9% 8,7%

tvh 13/12 -11,2% -6,5% 4,2% -4,9% -1,4%

Imp. Bens - Var. Valor (13/12) Agrícolas Alimentares Químicos Máquinas, Aparelhos Combustíveis Minerais

Meur 103 102 -129 -228 -575

Cont. p. p. 0,4 0,4 -0,5 -1,0 -2,4

 SERVIÇOS Importações totais de serviços Importações serviços UE27 Importações serviços extra UE27
Unidade: Milhões de euros

2012 10.405 7.591 2.815

tvh 2012/11 -9,2% -5,9% -17,1%

2012 Jan/Maio 4.354 3.193 1.161

2013 Jan/Maio 4.360 3.133 1.227

tvh 13/12 Jan/Maio 0,1% -1,9% 5,7%

tvh 13/12 Maio/Maio 1,0% -3,1% 12,4%

tvc 13/13 Maio/Abr -1,8% -4,8% 6,1%

Importações serviços UE27 Importações serviços extra UE27
Unidade: % do total

73,0% 27,0%

--  2013 1º Trim INE -4,0 0,1

73,3% 26,7%

71,9% 28,1%

---

---

---

PREVISÕES 2013 : 2014 (tvh real %)

2012 INE

FMI Junho 13 -2,3 : 0,6 0,9 : 4,4

CE Junho 13 -2,3 : 0,6 0,8 : 4,4

OCDE Maio 12 -2,7 : 0,2 1,4 : 5,1

BdP Julho 13 -2,0 : 0,3 4,7 : 5,5

Min. Finanças Abril 12 -2,3 : 0,6 0,8 : 4,5

PIB Exportações Bens e Serviços
Fontes: INE/Banco de Portugal Notas e siglas: Meur - Milhões de euros tvc - Taxa de variação em cadeia

-3,2 3,2

Cont. - Contributo para o crescimento das exportações

p.p. - Pontos percentuais

tvh - Taxa de variação homóloga

Portugalglobal // Julho 13 // 55

Miguel Porfírio
HOLANDA
aicep.thehague@portugalglobal.pt

Gonçalo Homem de Mello
BÉLGICA
aicep.bruxels@portugalglobal.pt

António Silva
FRANÇA

REDE EXTERNA
Raul Travado
CANADÁ
aicep.toronto@portugalglobal.pt

aicep.paris@portugalglobal.pt

Miguel Fontoura
REINO UNIDO
aicep.london@portugalglobal.pt

José Nogueira Ramos
IRLANDA
aicep.dublin@portugalglobal.pt

Oslo

Manuel Martinez
ESPANHA
aicep.barcelona@portugalglobal.pt

Hai Dublin Londres Paris

Bruxelas

Eduardo Henriques
ESPANHA

Zuriqu Milão

Toronto Nova Iorque

aicep.madrid@portugalglobal.pt

Barcelona Madrid Rabat

Ana Sofia O’Hara
EUA
aicep.s.francisco@portugalglobal.pt

S. Francisco

Argel

Rui Boavista Marques
EUA
aicep.newyork@portugalglobal.pt

Praia

Armindo Rios
CABO VERDE

Cidade do México

aicep.praia@portugalglobal.pt

Carlos Pinto
VENEZUELA
aicep.caracas@portugalglobal.pt

Rui Cordovil
Caracas Panamá Bogotá
MARROCOS
aicep.rabat@portugalglobal.pt

Miguel Crespo
COLÔMBIA
aicep.bogota@portugalglobal.pt

João Renano Henriques
ARGÉLIA
aicep.argel@portugalglobal.pt

Lima

Luís Moura
ANGOLA
aicep.luanda@portugalglobal.pt

António Felner da Costa
BRASIL
aicep.rio.janeiro@portugalglobal.pt

João Cardim
Rio de Janeiro São Paulo
ANGOLA
aicep.benguela@portugalglobal.pt

Carlos Moura
BRASIL
aicep.s.paulo@portugalglobal.pt

João Pedro Pereira
Santiago do Chile Buenos Aires
ÁFRICA DO SUL
aicep.pretoria@portugalglobal.pt

Jorge Salvador
CHILE
aicep.santiago@portugalglobal.pt

Fernando Carvalho
MOÇAMBIQUE
aicep.maputo@portugalglobal.pt

Luís Sequeira
ARGENTINA
aicep.buenosaires@portugalglobal.pt

56 // Julho 13 // Portugalglobal

Pedro Macedo Leão
ALEMANHA
aicep.berlin@portugalglobal.pt

Maria José Rézio
RÚSSIA
aicep.moscow@portugalglobal.pt

João Guerra Silva
DINAMARCA
aicep.copenhagen@portugalglobal.pt

Nuno Lima Leite
POLÓNIA
aicep.warsaw@portugalglobal.pt

Eduardo Souto Moura
SUÉCIA
aicep.stockholm@portugalglobal.pt

Joaquim Pimpão
HUNGRIA
aicep.budapest@portugalglobal.pt

Kristiina Vaano
FINLÂNDIA
aicep.helsinki@portugalglobal.pt

Ana Isabel Douglas
ÁUSTRIA
aicep.vienna@portugalglobal.pt

Helsínquia Estocolmo Copenhaga Berlim Varsóvia Praga Budapeste Bucareste Ancara Tunes Tripoli Atenas Baku Moscovo

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Bratislava Viena

Liubliana

Alexandra Ferreira Leite
CHINA

Celeste Mota
TURQUIA
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Pequim Tóquio Xangai Nova Deli Guangzhou Macau Hong Kong

aicep.beijin@portugalglobal.pt

José Joaquim Fernandes
JAPÃO
aicep.tokyo@portugalglobal.pt

Laurent Armaos
GRÉCIA
aicep.athens@portugalglobal.pt

Filipe Costa
CHINA
aicep.shanghai@portugalglobal.pt

Riade

Doha

Abu Dhabi

Maria João Bonifácio Pier Franco Schiavone
ITÁLIA
aicep.milan@portugalglobal.pt

CHINA
aicep.macau@portugalglobal.pt

Nuno Várzea
TUNISIA
aicep.tunis@portugalglobal.pt

Kuala Lumpur

Manuel Couto Miranda
EAU
aicep.abudhabi@portugalglobal.pt

Jacarta

Luanda Benguela

Windhoek Pretória Gaborone Maputo

Maria João Liew
MALÁSIA
aicep.kuala_lumpur@portugalglobal.pt

AO SERVIÇO DAS EMPRESAS
Portugalglobal // Julho 13 // 57

BOOKMARKS

INICIAÇÃO À EXPORTAÇÃO PREPARE O SEU PLANO DE EXPORTAÇÃO. COMO GERIR OS RISCOS. CHEGUE A NOVOS MERCADOS
Está a pensar em exportar? Precisa de saber mais sobre os primeiros passos a dar? Já pensou em vender pela Internet? Este guia prático explica todos os aspectos a ter em conta para que a sua empresa se inicie da melhor forma no negócio da exportação. O comércio internacional não está apenas ao alcance das grandes empresas. Os benefícios da exportação podem ser enormes, mas tem a certeza de que esta actividade se adequa à sua empresa? Iniciação à Exportação oferece conselhos fiáveis sobre os desafios que poderá enfrentar e é um guia para os primeiros passos vitais, entre os quais: decidir se deve exportar, desenvolver a sua estratégia de exportação, pesquisar os mercados potenciais, escolher estratégias de entrada no mercado, escolher agentes e distribuidores, estabelecer preços e orçamentos, transportar os seus produtos, compreender e gerir os riscos. John Westwood é um engenheiro que passou toda a sua vida profissional na área de vendas e marketing de empresas que vendem bens de produção. Ocupou altos cargos em vendas e marketing, e actualmente é director de vendas e marketing para a Europa no Tuthill Process Group. É autor dos livros 30 Minutes to Write a Marketing Plan e How to Write a Marketing Plan.
Autor: John  Westwood Editor: Actual Editora Nº de páginas: 190 Ano: 2013 Preço: 14,90€

AMÉRICA AS IDEIAS QUE CONSTRUIRAM UM PAÍS
América. Na imaginação humana evoca uma terra sem fim, a oportunidade de um novo início e de novas possibilidades. E, no entanto, para a maioria de nós, continua a ser um país desconhecido e tão diferente no que toca aos valores que o inspiram. O que anima o seu espírito, de onde lhe vem o apego tão grande à liberdade e como se reflectem esses ideais na actualidade eis o que este livro pretende apresentar e discutir. Esta obra aborda as ideias que forjaram o país e que fazem mover a América moderna. Nesta obra estão também incluídas traduções de alguns dos documentos fundamentais que melhor espelham os princípios e valores que governam os Estados Unidos. Por serem reflexo da personalidade original da América, a Declaração de Independência e a Constituição de 1787 permitem que o leitor faça a sua própria análise sobre o carácter de uma realidade que, estando tão perto de nós em matéria de cultura popular, se mantém muito afastada em termos de compreensão das suas raízes e das suas motivações.
Autor: J  orge Pereira Editor: Ed. Sílabo Nº de páginas: 276 Ano: 2013 Preço: 17.90€

58 // Julho 13 // Portugalglobal

Videoconferências

AICEP Global Network
A AICEP disponibiliza um novo serviço de videoconferência para reuniões em directo, onde quer que se encontre, com os responsáveis da Rede Externa presentes em mais de 40 países. Obtenha a informação essencial sobre os mercados internacionais e esclareça as suas dúvidas sobre: • Potenciais clientes • Canais de distribuição • Aspectos regulamentares • Feiras e eventos • Informações específicas sobre o mercado

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