1) Princípio da certeza do direito Trata-se de um sobreprincípio, estando acima de outros primados e regendo toda e qualquer porção da ordem jurídica

. Como valor imprescindível do ordenamento, sua presença é assegurada nos vários subsistemas, nas diversas instituições e no âmago de cada unidade normativa, por mais insignificante que seja. A certeza do direito é algo que se situa na própira raiz do dever-ser, é ínsita ao deôntico, sendo incompatível imaginá-lo sem determinação específica. Na sentença de um magistrado, que põe fim a uma controvérsia, seria absurdo figurarmos um juízo de probabilidade, em que o ato jurisdicional declarasse (...) que A possivelmente deve reparar o dano causado por ato ilícito seu . Não é sentenciar, ou estatuir, com pretensão de validade, o certum no conflito de condutas. E ainda que consideremos as obrigações alternativas, em que o devedor pode optar pela prestação A, B ou C, sobre uma delas há de recair, enfaticamente, sua escolha, como imperativo inexorável da certeza jurídica. Substanciando a necessidade premente da segurança do indivíduo, o sistema empírico do direito elege a certeza como postulado indispensável para a convivência social organizada. O princípio da certeza jurídica é implícito, mas todas as magnas diretrizes do ordenamento operam no sentido de realizá-lo. Mas, além do caráter sintático dessa acepção, há outra, muito difundida, que toma “certeza” com o sentido de “previsibilidade”, de tal modo que os destinatários dos comandos jurídicos hão de poder organizar suas condutas na conformidade dos teores normativos existentes. 2) Princípio da segurança jurídica Não há por que confundir a certeza do direito naquela acepção de índole sintática, com o cânone da segurança jurídica. Aquele é atributo essencial, sem o que não se produz enunciado normativo com sentido deôntico; este último é decorrência de fatores sistêmicos que utilizam o primeiro de modo racional de objetivo, mas dirigido à implantação de um valor específico, qual seja o de coordenar o fluxo das interações inter-humanas, no sentido de propagar no seio da comunidade social o sentimento de previsibilidade quanto aos efeitos jurídicos da regulação da conduta. Tal sentimento tranqüiliza os cidadãos, abrindo espaço para o planejamento de ações futuras, cuja disciplina jurídica conhecem, confiantes que estão no modo pelo qual a aplicação das normas do direito se realiza. Concomitantemente, a certeza do tratamento normativo dos fatos já consumados, dos direitos adquiridos e da força da coisa julgada, lhes dá a garantia do passado. Essa bidirecionalidade passado/futuro é fundamental para que se estabeleça o clima de segurança das relações jurídicas, motivo por que dissemos que o princípio depende de fatores sistêmicos. Quanto ao passado, exige-se um único postulado: o da irretroatividade. 3) Princípio da igualdade Está contido na formulação expressa do art. 5º, caput, da Constituição e reflete uma tendência axiológica de extraordinária importância. Seu destinatário é o legislador, entendido aqui na sua proporção semântica mais larga possível, isto é, os órgãos da atividade legislativa e todos aqueles que expedirem normas dotadas de juridicidade. O conceito de igualdade, porém, não é de fácil determinação. Autores ilustres pretenderam demarcálo, encontrando acerbas dificuldades, pois os valores não podem ser objetivados. Em função de sua plasticidade, amolda-se diferentemente aos múltiplos campos de incidência material das regras jurídicas, o que torna penosa a indicação precisa do seu conteúdo.

em processo judicial ou administrativo. O devido processo legal é instrumento básico para preservar direitos e assegurar garantias. é primazia absoluta do Poder Judiciário. Torna-se útil assinalar que a presente redação eliminou. 7) Princípio que consagra o direito de ampla defesa e o devido processo legal O postulado do devido processo legal. e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa. no Brasil. com o sainete de que lhe é próprio. os que ferem matéria tributária. Como o objetivo primordial do direito é normar a conduta. a aptidão para fazer coisa julgada – a definitividade. a relevância desse cânone transcende qualquer argumentação que pretenda enaltecê-lo. Nesse princípio. só o Poder Judiciário transmite às suas manifestações o peso das decisões definitivas. Qualquer agressão a essa sentença constitucional representará. podemos sentir com luminosa clareza seu vetor imediato. não sendo possível pensar no surgimento de direitos subjetivos e de deveres correlatos sem que a lei os estipule. A diretriz da legalidade está naquela segunda acepção. que vem impregnado de grande força. com os meios e recursos a ela inerentes. 6) Princípio da universalidade da jurisdição Está gravado na redação do art. o direito à tutela jurisdicional do Estado. a de norma jurídica de posição privilegiada que estipula limites objetivos. tornando concreta a busca da tutela jurisdicional ou a manifestação derradeira do Poder Público. de princípio no sentido de norma superior que estabelece limites objetivos. ao mesmo tempo. 5) Princípio da irretroatividade das leis As leis não podem retroagir. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada . alcançando o direito adquirido. sem exceção. É com estribo nessa orientação que não se concebe. o recurso de bater Às portas do Poder Judiciário. Inobstante isso.4) Princípio da legalidade Também explícito em nosso sistema – art. 5º. se aplica com assomos de princípio capital também aos procedimentos administrativos e. vedando Às leis que impeçam. ou que se sente ameaçado de tanto. Trata-se. LV. qual seja a realização do primado da segurança jurídica. 5º. Efunde sua influência por todas as províncias do direito positivo brasileiro. acerca do âmbito de aplicação do princípio. . É princípio que mereceu referência aberta em nossa Carta Constitucional. nos dias atuais. Fica assegurado a todos. e ele o faz criando direitos e deveres correlativos. àquele que se viu lesado no seu direito individual. a dúvida que persistia no sistema anterior. XXXV. A idoneidade para dizer o direito aplicável é disseminada entre os outros Poderes e está aberta a quem quiser fazê-lo. in verbis: Aos litigantes. e que garante ampla liberdade às partes para exibir o teor de juridicidade e o fundamento de justiça das pretensões articuladas em Juízo. 5º. A equiparação entre os litigantes no processo judicial e no procedimento administrativo emerge clara e límpida da própria dicção constitucional. Advém daí o rigor da redação. uma investida à estabilidade dos súditos e um ataque direto ao bem da certeza do direito. A função jurisdicional. outra vez. alguém ser apenado sem que lhe seja dado oferecer as razões que justifiquem ou expliquem seu comportamento. isto é. em problemas de cunho administrativo. que anima a composição de litígios promovida pelo Judiciário. II – essa máxima assume o papel de absoluta preponderância. deduzindo em juízo sua pretensão. A lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. consoante se vê do art. 5º. É o comando do art. por completo. XXXVI. entre eles. constitucional.

o direito de propriedade é uma preocupação constante do legislador no desempenho da tarefa legislativa e requer a contínua vigilância dos cidadãos. O direito de petição é das mais lídimas prerrogativas de um Estado de Direito. Já a letra b do mesmo inciso se reporta ao pedido de expedição de certidões para defesa de direitos e esclarecimento de situação pessoal. podendo ser exercido por qualquer do povo.8) Princípio que afirma o direito de propriedade Está inscrito no art. XXII e XXIV. e nele o constituinte assegura o direito de propriedade. 9) Princípio que prestigia o direito de petição O sagrado direito de petição foi objeto de explícito registro por parte do legislador constitucional brasileiro. justamente nas letras a e b do inciso XXXIV do art. A letra a do inciso XXXIV alude à interposição do pedido para defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso do poder. para vê-lo efetivamente guarnecido na conformidade da proteção constitucional. salvo o caso de desapropriação por necessidade ou utilidade pública ou por interesse social. 5º. . Alojado no cerne de todas as situações materiais que sofrem o impacto tributário. 5º. mediante prévia e justa indenização em dinheiro.

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