C.A.F.

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JAMAIS SE ESQUEÇA DESTE CAFÉ:

“Ele respondeu: Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu Coração, de toda a sua Alma, de todas as suas Forças e de todo o seu Entendimento e Ame o seu próximo como a si mesmo.” (NVI)

A IGREJA

INTRODUÇÃO ......................................................................................................................................................................2 1. 1.1. 1.2. 1.3. 2. 3. 4. NATUREZA, CARACTERÍSTICAS E PROPÓSITOS ...........................................................................................2 A NATUREZA DA IGREJA ..................................................................................................................................2 AS MARCAS DA IGREJA .....................................................................................................................................5 OS PROPÓSITOS DA IGREJA.............................................................................................................................5 AUTORIDADE E PODER DA IGREJA....................................................................................................................6 O ESPÍRITO SANTO NA IGREJA............................................................................................................................7 A IGREJA E A ADORAÇÃO ...................................................................................................................................10

CONCLUSÃO ......................................................................................................................................................................11 BIBLIOGRAFIA..................................................................................................................................................................12

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“Ele respondeu: Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu Coração, de toda a sua Alma, de todas as suas Forças e de todo o seu Entendimento e Ame o seu próximo como a si mesmo.” (NVI)

Introdução
Pode haver alguma coisa mais espetacular do que a igreja de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo? Nosso próprio Senhor deu a sua vida por ela, a sua noiva. Ele a chama, carinhosamente, de sua noiva com quem tem firmado o compromisso de casamento. Paulo chama Cristo de o cabeça da igreja, sendo a igreja o seu corpo. Neste trabalho, iremos falar sucintamente dessa noiva, futura esposa do Cordeiro, desse corpo de Cristo, abordando sua natureza, características e propósitos, a autoridade e o poder da igreja, o Espírito Santo e sua função, ação e manifestação na igreja e, finalmente, a igreja e a adoração. Falar da noiva do Cordeiro é como falar de cada um de nós individualmente e em grupo. É uma tarefa empolgante. Temos muito o que aprender.

1. Natureza, características e propósitos 1.1. A Natureza da Igreja
Definição: buscar o significado e o conceito de qualquer palavra envolve o pesquisador por uma aventura pela história em busca do significa semântico das palavras e a sua evolução ao longo dos tempos até formar a palavra atual. Wayne Gruden, ao contrário de Louis Berkhof, não faz essa distinção, mas nos apresenta de imediato o conceito, dizendo: “La iglesia es la comunidad de todos los verdaderos creyentes de todos los tiempos.”1 Embora pudéssemos também nos aventurarmos pela semântica procurando os significados das palavras Ekklesia, Synagoge, Qahal, ´Edhah, e, ainda, pudéssemos fazer como L. Berkhof que não entrega um único conceito, mas conforme a visão da eleição, da vocação

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Pg. 897, TEOLOGÍA SISTEMÁTICA – Una Introducción a la doctrina bíblica, Wayne Grudem, ed. Vida Nova.

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eficaz e do ponto de vista do batismo e profissão, apresenta os diversos conceitos, nesse trabalho partiremos da idéia da igreja como nos apresenta, acima, W. Gruden. Sendo a igreja a comunidade de todos os verdadeiros crentes de todos os tempos, isto inclui os crentes desde adão até a todos os que o Senhor ainda irá chamar e vocacionar para o seu Reino. Não há duas igrejas como não há dois ou mais corpos de Cristo, nem como duas ou múltiplas noivas, mas uma única e verdadeira. Foi por ela que Jesus Cristo deu a sua vida. A igreja é invisível! No entanto, apesar de ser invisível em sua verdadeira realidade espiritual porque não podemos ver como ve Deus o coração dos homens, podemos notar que sua reunião se dá de múltiplas e variadas formas em sua aparência visível, humana. Quando nos reunimos em culto ao Senhor, estamos reunindo a igreja, mas não ela como ela é em sua totalidade. Neste aspecto, humanamente falando, ela é também visível. Na igreja visível, humana, nem todos são os crentes verdadeiros participantes da igreja invisível. O joio cresce junto com o trigo e não pode ser separado enquanto crescem, mas sim depois quando a colheira estiver pronta para ser colhida (Mt 13:24-30). A igreja é universal! Sem dúvida a igreja invisível é universal, no entanto, ela não se reúne universalmente, mas localmente. Nesse sentido é também local. Quando dois ou mais se reúnem para buscar o Senhor, diz-nos o próprio Senhor, ali ele está. (Mt 18.20). Logo, a igreja, nesse sentido, é também local. A igreja, Israel e o Reino de Deus. Muitos confundem os termos, principalmente teológos dispensacionalistas que creem que Deus tem planos e propósitos distintos para Israel e a igreja, como se Israel fosse o cumprimento delas aqui na terra e na igreja se cumpririam as promessas celestiais. Essa diferença, segundo eles, será visível e facilmente percebida no milênio onde Israel reinará como povo de Deus e desfrutará do cumprimento total das promessas do Antigo Testamento. Já uma nova corrente dispensacionalista, chamada de dispensacionalismo progressista, ve a igreja não como um parentesis no plano de Deus, mas sim como o primeiro passo até o estabelecimento do Reino de Deus. Para eles, os israelistas

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se converterão ao evangelho e, na terra, serão o modelo de crentes verdadeiros durante o milênio enquanto que a igreja estará com o Senhor reinando. Quanto a igreja e o Reino de Deus, Wayne Gruden cita Ladd que entende que há uma diferença entre os termos, por exemplo, os discípulos pertencem ao Reino, mas não são o Reino, assim como a Igreja pertence ao Reino, mas não é o Reino de Deus. Ele cita cinco aspectos específicos da relação entre o reino e a igreja: (1) La iglesia no es el reino (porqueJesús y los creyentes iniciales predicaron que el reino de Dios se había acercado, no que la iglesia estaba cerca, y predicaron las buenas noticias del reino, no las buenas noticias de la iglesia: Hch 8:12; 19:8; 20:25; 28:23, 31). (2) El reino produce a la iglesia (porque conforme las personas entran al reino de Dios se unen a la comunión humana de la iglesia). (3) La iglesia testifica del reino (porque Jesús dijo: «este evangelio del reino se predicará en todo el mundo», Mt 24:14). (4) La iglesia es el instrumento del reino (porque el Espíritu Santo, manifestando el poder del reino, obra por medio de los discípulos para sanar los enfermos y echar fuera demonios, como lo hizo en el ministerio de Jesús; Mt 10:8; Lc 10:17). (5) La iglesia es el custodio del reino (porque a la iglesia se le há dado las llaves del reino de los cielos; Mt 16: 19). 2 Nomes figurados da igreja. A Bíblia é riquíssima em parábolas e simbologias concernentes a igreja onde é ressaltado cada aspecto particular. Estudar e compreender estes aspectos é de suma importância para entendimento do assunto. Dentre os inúmeros exemplos, citamos: a). A igreja é a noiva. 2 Co 11:2. b). A igreja é a esposa do Cordeiro. Ef. 5:32 c). A igreja é o corpo de Cristo. I Co 12: 12 - 27

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Pg. 908, TEOLOGÍA SISTEMÁTICA – Una Introducción a la doctrina bíblica, Wayne Grudem, ed. Vida Nova.

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d). A igreja é o Templo do Espírito Santo. I Pe 2:5 e) A igreja é a nova Jerusalém Celstial. Gl 4:26; Hb 11:22; Ap 21:2 f). A igreja é a Coluna e o Baluarte da Verdade. I Tm 3:15 g). A igreja é uma família. I Ti 5: 1-2; Ef 3:14; 2 Co 6:18; Mt 12: 49 -50;

1.2. As Marcas da Igreja
Foi na reforma que surgiu uma questão crucial haja vista que a religião cristã era dominada pela Igreja Católica que se dizia a dona absoluta e universal da salvação e todos os que dela não faziam parte, estaria já condenados. A pergunta era: como podemos reconhecer a igreja verdadeira? É óbvio que a pergunta traz em si mesma uma afirmativa que se queria combater, a igreja falsa. A bíblia mesmo já falava da igreja falsa (I Co 10:22; 12:2; Ap 2:9; 3:9). Tanto Lutero quanto Calvino concordaram em parte com a questão do que seria uma igreja verdadeira. Na declaração luterana de fé, Cofissão de Ausburgo (1530) a definição de igreja é “la congregación de los santos em los que se enseña correctamente el evangelio y se administra apropriadamente los sacramentos” (artigo 7). De modo similar, João Calvino disse: “dondequiera que vemos a palabra de Dios predicada em su pureza y oída, y los sacramentos administrados conforme a la instituición de Cristo, alli, no se debe dudar, existe la iglesia de Dios” Duas marcas ai se destacam: a pregação (conforme Lutero, de forma correta; conforme Calvino, em sua pureza) e os sacramentos (batismo e a ceia do Senhor).

1.3. Os Propósitos da Igreja
Podemos dizer, conforme Gruden, que os propósitos da igreja são três em especial, conforme seja direcionado, isto é, para Deus, para os crentes e para o mundo. Para Deus. Seu propósito especial é o de adoração. O Salmo 100 que é a coroa dos salmos de 95 a 99, diz que devemos estar diante de Deus com alegria, com júbilo, com cânticos,
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com ações de graça e com hinos de louvor, isso em atitude de verdadeira adoração. Cl 3:16; Ef 1:12 e 5:16-19; Sl 100: 1-5 Para os crentes. Seu propósito especial é o de nutrição ou apresentar a Deus todo crente como “perfeito em Cristo”. Cl 1:28; Ef 4:12 e 13; Cl 1:28. Para o mundo. Seu propósito especial é o de evangelização e misericórdia. Não somente temos o mandato de evangelizar todas as nações ensinando-as e fazendo discípulos, mas também exercendo misericórdia para os que não conhecem ao Senhor. Mt 28:19; 2 Co 8:4; Lc 6:35-36 A igreja no entanto não pode viver apenas para um propósito, mas deve ter equilíbrio entre eles. A igreja que somente exerce sua função de adorar a Deus e se esquece dos seus próprios membros e dos que com ela habitam confiadamente nesta terra, esqueceu seu papel e o que faz de nada aproveita. Igualmente a igreja social que se preocupa com a evangelização e exerce a misericórdia junto aos que necessitam dela, também está fora de seu papel e não pode ser considerada igreja. A igreja deve exercer seus papéis aqui na terra com equilíbrio e bom senso buscando sempre a glória de Deus.

2. Autoridade e Poder da Igreja
Jesus Cristo ao fundar sua igreja a revestiu de poder e autoridade. Tendo sido subimisso e obediente ao pai até a morte e morte de cruz foi ressuscitado pelo poder de Deus e assim declarado vencedor, Filho de Deus (Rm 1:4). Ele cumpriu toda a Escritura e recebeu do Pai toda a autoridade tanto nos céus e na terra. À igreja a qual ele fundou sobre a rocha, sendo ele mesmo a própria rocha, afirmou Jesus que as portas do inferno não iriam prevalecer contra a igreja (Mt 16:18) e a Pedro disse que daria as chaves do Reino para o que ligasse na terra seria ligado nos céus e o que se desligasse da terra seria desligado nos céus (Mt 16:19). Outras passagens também evidenciam que Cristo deu poder à Igreja: At 15.23-29; 16.4; 1 Co 5.7, 13; 6.2-4; 12.28; Ef 4.11-16. Não é, portanto, dos homens que os homens, na Igreja, recebem autoridade e poder, mas do Senhor.

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A igreja tem poder espiritual. Isto é, é um poder dado pelo Espírito Santo que somente pode ser exercido em nome de Cristo , pelo poder do próprio Espírito Santo e que somente pode ser exercido pelos crentes de maneira moral e espiritual (At. 20:28; Jo 20.22, 23; 1 Co 5.4, 1 Co 5.12; 2 Co 10.4). vale ressaltar que o poder da igreja é exclusivamente espiritual que não recorre à força. Aqui vale a pena destacar o que L. Berkhof diz: “O estado representa o governo de Deus sobre a condição externa e temporal do homem, ao passo que a igreja representa o Seu governo sobre a condição interna e espiritual do homem.” 3 A igreja tem poder ministerial. Isto é, é um poder de serviço e não independente e soberano. É oriundo de Cristo e submisso a sua autoridade. Está submisso à palavra de Deus e deve seguir a direção do Espírito Santo. No entanto, é muito real e abrangente, pois tem a responsabilidade de administrar a ministração da palavra e a dos sacramentos buscando o discernimento correto entre o bem e o mal no Reino de Deus, o perdão e a retenção do pecado e o exercício correto e justo da disciplina na igreja. (Mt 20.25, 26; 23.8; 10; 2 Co 10.4,5; 1 Pe 5.3; At 4.29, 30; 20.24; Rm 1.1; Mt 28.18; Rm 10.14, 15; Ef 5.23; 1 Co 5.4; Mt 28.19, Mt 16.19, Mt 16.18). Conforme Wayne Grudem, o poder na igreja pode ser definido como segue: “el poder de la iglesia es la autoridad que Dios le há dado para desempeñar guerra espiritual, proclamar el evangelho y ejercer disciplina eclesiástica.” 4

3. O Espírito Santo na Igreja
O divino Espírito Santo, a segunda pessoa da Trindade, somente pode vir para cumprir sua missão e propósito porque o Filho de Deus triunfou em sua missão. A sua vinda é uma prova incontestável de que Jesus Cristo completou com louvor a sua missão. Disse Jesus: ‘É necessário que eu vá: pois se eu não for, o Consolador não virá para vós outros’ (João 16.7).

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Pg. 595. Teologia Sistemática. Louis Berkhof. Pg. 932. Teologia Sistemática. Wayne Grudem.

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foi necessário, destarte, que o Filho cumprisse tudo o que estava escrito a seu respeito e assim quando subiu aos céus pode enviar o Consolador para agora poder continuar e aperfeiçoar a obra de salvação que Cristo iniciou. Ele, o Espírito Santo, assim o faz como o braço de Cristo. Função do Espírito Santo na igreja. O Espírito Santo desempenha as seguintes principais funções: preparo, ensino, governo, capacitação, unificação. No preparo, vemos em toda a história como o Espírito Santo preparou e equipou indivíduos para várias tarefas, tanto no antigo quanto no novo testamento (I Sm 10:9-10; Jz 6:34; Ex 31:3; I Co 12:8-9, 11). No ensino, mostrando aos homens as verdades dos tesouros bíblicos, mas não somente nos dando as Escrituras, mas também abrindo as nossas mentes e nos capacitando a entender e discernir as verdades espirituais (1 Tim 3.16; 2 Pe 1.21; Ef 1.11-18; João 16.13-15; Jo 15.26). É através do Seu Espírito que Ele governa a Igreja. No início da igreja ele a governava de uma forma mais sobrenatural, hoje trabalha através da bíblia, da sua providência, dos pensamentos do seu povo, por meio da oração e também realizando obras que o próprio homem não seria capaz de fazê-la sozinho. (At 13.2; At 20.28; Atos 16.6-7; Mateus 18.1920). O Espírito Unifica a Igreja. Diferentemente do movimento ecumênico que procura juntar as religiões humanamente, o Espírito Santo busca a união de todos os crentes em uma só igreja e Cristo é a porta e por ele somente entram os seus redimidos. Esta unidade que o Espírito produz não é uma unidade da mente, da razão, do intelecto, mas sim uma unidade real. Tal como a Trindade, é mística, envolta em mistério. Jesus ora por esta unidade dentro da Sua Igreja (João 3.5; 1 Cor 12.13; 1 Cor 12.12; João 17.11; Ef 4.3-4; Ef 2.22). O Espírito Santo também capacita a igreja a cultuar. O homem não busca por si só o culto a Deus, mas isso se dá por meio do Espírito Santo que nos move em direção ao Senhor por

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meio do louvor, da adoração, de cânticos, da pregação e testemunhos. (Hb 10.25; Mat.18.20; 1 Cor. 12.3; Ef 5.19; Ef 6.18;1 Cor 14.15). Ação do Espírito Santo na igreja. A atuação do Espírito Santo se dá na evangelização e no reavivamento. Na evangelização. Cristo ao ascender aos céus deixou ordens, um mandato, uma missão aos seus discípulos e a todos os que creem em seu nome para irem por todo o mundo fazendo discípulos de todas as nações. Essa grande missão somente pode ser feita eficazmente se assumida com o poder do Espírito Santo que é quem convence os homens do pecado, da justiça e do juízo. (Jo 16:8; 3:8; I Ts 1:5; Mt 16:18; At 1:4-5; Mt 28:19-20). No reavivamento. Com o derramar do Espírito Santo a igreja é despertada para o arrependimento, para a oração e para o zelo na dedicação a Deus. Quanto mais distante o homem fica de Deus, mais próximo fica do pecado e este traz a injustiça que gera a violência, a ganância e a cobiça, por isso que a igreja deve buscar do Espírito Santo um reavivamento contínuo da obra de Deus a fim de que tenhamos dias melhores nesta vida. (Zc 12:10; Rm 11:15). A manifestação do Espírito Santo na igreja. A manifestação do Espírito Santo se dá por meio dos dons que Deus distribui a cada um para um fim próprio. Deus é soberano e administrador de todo o cosmos. Nada foge ao seu controle e domínio. Assim também a igreja e seus membros. Deus levanta líderes, profetas, pastores, educadores, cantores e toda sorte de pessoas talentosas em suas obras visando a glorificação de Deus. Ninguém é inútil ou colocado por acaso na igreja de forma que não produza nada. Não está somente em uma pessoa a concentração dos dons. Cada um de nós temos com o que colaborar e produzir, bastando dar a Deus lugar em nossos corações e mentes. Há dons sobrenaturais que o Espírito Santo usa em tempos apropriados e a bíblia ensina isso enfaticamente. (I Co 12:411; Rm 12:6-8; I Co 7:7; 12:8-10, 28; Ef 4:11; Nm 11:29)

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4. A Igreja e a Adoração
Muitas de nossas canções dizem que fomos criados para adorarmos a Deus e que tudo se resume em adoração a Deus ou em atos de adoração, pois tudo o que fazemos e somos e temos é para a glória de Deus. Assim também é o que encontramos nos catecismos breve e maior de Westminster. “P. 1. Qual é o fim supremo e principal do homem? Resposta. O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. Ref. Rom. 11:36; I Co 10:31; Sl 73:24-26: Jo 17:22-24” 5 Wayne Grudem assim define a adoração: La adoración es la actividad de glorificar a Dios com nuestras voces y corazones em su presencia. 6 Ao longo de toda as Escrituras podemos ver que Deus teve um propósito de fazer para si um povo que o adorasse e o servisse, pois Deus fala de seus filhos e filhas como de todos os que são chamados por seu nome e a todos que são cirados para a sua glória (Is 43:6-7) e Paulo também utiliza linguagem similar a do antigo testamento para dizer que nossa esperança está em Cristo para sermos a verdadeira expressão do louvor de sua glória. (Ef 1:12).. Deus é digno de toda a adoração e não deixou essa opção de adoração para qualquer outro, quer anjos, quer potestades, quer principados, governos, arcanjos nem nos céus nem na terra, pois está escrito: “Ao Senhor teu Deus adorarás e somente a ele prestarás culto” (Mt 4:10). Haja vista que Deus é digno e deve ser adorado, todos os nossos esforços nos cultos e em nossas vidas deve ter este fundamento. Ao louvarmos, ao orarmos, ao pregarmos a sua
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CATECISMO MAIOR DE WESTMINSTER Pg. 1057. TEOLOGIA SISTEMÁTICA. Wayne Grudem

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palavra em sua obediência, ao ministrar algo de Deus aos homens, ao exercer justiça, juízo e misericórdia, devemos ter em nossa mente que o estamos fazendo para a glória de Deus. Quando nos entregamos em adoração sincera a Deus, somos em tudo beneficiados. Ficamos mais alegres, mais felizes e mais completos em nós mesmos. A igreja que adora a Deus e que busca a sua glória continuamente é uma igreja que prospera. Não é necessário termos suntuosos templos, pastores renomados, homens ilustres, doutores da lei, do saber, do conhecimento, basta que tenhamos um coração humilde e pronto para dar a Deus a sua devida glória e ele, em contrapartida, nos dará todas as coisas. Uma igreja assim chama a atenção e neste mundo sofrerá perseguição, mas Deus é quem dela cuida.

Conclusão
Ah! Como eu amo a noiva de Cristo! Eu sou, eu faço parte, dessa noiva com quem o Senhor está “apaixonado”. Eu fico deveras emocionado quando Paulo nos exorta a amar as nossas esposas como Cristo amou a sua igreja e por ela deu a sua vida. Que grande amor é este do nosso Senhor! Eu ouso dar nesta conclusão uma definição para a igreja como sendo uma linda história de amor entre Deus e o seu povo. Isto mesmo, uma bela e linda história de amor e com direito a um final feliz. Não irá tardar e logo iremos ter as bodas do Cordeiro. Quão grande e maravilhoso não será este dia? Eu amo a igreja, faço parte dela e o Espírito Santo a está conduzindo e a preparando para aquele dia especial. Fico triste quando homens vis, insenstatos e mesmo colegas falam mal daquela por quem Cristo morreu. Enquanto estivermos aqui nesta terra em peregrinação onde juntos crescem o joio e o trigo teremos de suportar muitas coisas e ter paciência, mas chegará o dia da glória de meu Senhor e a igreja terá nesse dia uma participação toda

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especial. Por isso mês esforço e me deixo gastar para ser por Deus usado em sua missão de preparar a sua noiva.

Bibliografia
1. TEOLOGIA SISTEMÁTICA – Atual e Exaustiva, Wayne Grudem. 2. TEOLOGIA SISTEMÁTICA – Louis Berkhof. 3. CATECISMO MAIOR DE WESTMINSTER

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