Zuidervaart – Social Significance of Autonomous Art "Adorno misreads the autonomy of ard and systematically negates heteronomous art

" (Zuid) Autonomia

→ Autonomia e Feitichização (em Adorno); mas autoomia é um mal necessário 1. Obra de arte como mônada

• tecnologia e economia x instituições
políticas e domínios culturais

• base: forças e relações de
produção

• mediação social: • -paradigma internalista • tendências no interior da arte são lugar
da mediação social

• superestrutura: demais domínios • conflitos na arte: examinado a
partir da base econômica e tecnológica Arte e Ideologia

• (Bürger e Adorno)
1. Arte tornou-se independente de outras instituições na sociedade burguesa -2. Independência da Arte depende de desenvolvimento de outras instituições , especial político-econômicas

• mostrar como tendências
internas intersectam tendências não-artísticas

• Ideologia • -1. formas de consciência social: • "ilusões necessárias" ; "allowing battles
to be fought whose deep structure reamns somewhat hidden to the combatants" toda arte é ideológica. -2. falsa consciência

• -paradigma externalista • agências foras da arte são lugar
dominante da mediação social Estética marxista

• arte autônoma sempre relativa à
sociedade burguesa como um todo -3. Relativa independência da arte ligase progressivamente à produção e recepção de obras de arte cuja função primária não é servir a propósitos direitos de outras instituições funções: manter imagem da humanidade, exprimir necessidades "irracionais", ou minar autonomia da arte -4. Autonomia ao mesmo tempo afirma e critica sociedade combinação inextricável -5. Autonomia cada vez mais problemática pressões exteriores

• teoria geral de formações sociais • modelo base e super-estrutura • -Contributo à Crítica da Economia
Política

• ideologia como expressão e defesa dos
interesses da classe dominante falsa não apenas porque ilegítima ou errada, mas porque suprime vulberabilidade da classe na luta sobre os meios de produção → arte é ideológica na medida em que expressa e defende interesses da classe dominante -3. máscara

• conflito entre forças de produção e
relações de produção dentro do modo de produção

• dinâmica pervade
aparato/superestrutura legal e política e formas de consciência social

• -historiador crítico • deve distinguir conflitos entre
forças e relaões de produção de batalhas ideológicas em que as pessoas tomam consciência e lutam nesses conflitos

• ideologia designa dimensões da
consciênciia social que obscurecem as tendências e conflitos subjacentes numa formação social crítica ideológica abre consciência → toda arte tem dimensões

• desenvolvimentos internos
-6. Autonomia ainda crucial significado social especial em virtude de autonomia

• -modelo

• mas a maneira como parte artística exprime o todo social -Benjamin (Obra de Arte e Autor como Produtor) paralelismo entre modo artístico de produção e recepção e um mais estreito modo econômico de produção e consumo -modo artístico tem homologia no econômico. Plekhanov • -2. imanentista (Jameson a partir de Althusser) • → "o sistema sincrônico de relações sociais como um todo" (Jameson) Modelo de Adorno • mas ênfase nas contradições • tensões no interior das obras dão expressão a tensões da sociedade como um todo "A mediação entre arte e sociedade" internalista e expressivista. independente de interesses/origens de classe ß por um lado.. estrutura da obra como mônada social cujo processo interno "brings forth" os processos sociais circundantes -polaridades autonomia e caráter social • imanência.. a massmedia espera que transformações em "relações literárias de produção" sejam acompanhadas por transformações de base -problema falta descrição sistemática da relação entre "arte enquanto produção" e "arte enquanto ideologia" -mônada não conotações paralelistas (Benjamin) • ainda que devam ser entendidos em seus próprios termos • tendência ao "economicismo" • eg.ideológicas e não ideológicas. necessária ilusão. singularidade da obra • -estrutura tem efeito em todos os elementos.. Paradigma expressivo • fenômenos artísticos exprimem ou refletem não apenas base econômica • arte fato e fenômeno • forma e conteúdo • teor e função Autonomia e Caráter Social → marcam posição social Teor e Função → capturam significado social Autonomia e Caráter Social • .mas o princípio interno ou dinâmico de toda a formação social • → Lukács • -3. falsa consciência -Tendências internas e vínc externos no parad. transformações no modo artístico podem ter sua contraparte na base "otimismo tecnológico" em rel. inconsistência e universalidade determinam independência. causalidade expressiva -discussão com Benjamin esquece mediações • -1. Paradigma estrutural • a estrut do todo consistem na combinação específica de seus vários elementos • típica da obra na sociedade capitalista avançada • -obra • dependente e independente da sociedade internamente consistente e inconsistente tem e não tem identidade própria dependência social. consistência. Paradigma mecânico • fenômeno artístico decisivamente influenciado por fatores econômicos • não é mediação em si. • não no sentido de influenciá-los ou exprimir-se neles • mas existência e operação no seu interior em sua combinação específica . por outro.

destacamento das condições econômicas → obra carrega um índice utópico. vida própria → obra põe em causa sociedade em que nada é permite existir para si mesmo e tudo é submetido ao princípio da troca (em-si estético critica fungibilidade) 2. parecem ser entidades culturais superiores de algum modo destacadas das condições de produção econômica ocultam divisão do trabalho que as torna possíveis 3. só o inútil garante o estiolamento do valor utilitário. possibilidade de sugerir condições diversas 3. seja intencionado e percebido ou não • Adorno. Só quem não se acomoda a tal princípio pode apresentar--se como garante da ausência da dominação. inutilidade → rememora os propósitos humanos da produção. como condição o seu caracter feiticista. porém.. nem um nem outro • -Função social como função cognitiva • -Gehalt • teor deve ser decodificado se se quer analisar devidamente as funções da obra • -Funktion • A forma age como um íman que organiza os elementos da empiria de um modo que ps toma estranhos ao contexto da sua existência extraestética e só assim eles podem assenhorear-se da sua essência .. é uma condição de sua verdade. que a racionalidade instrumental esqueceu fetiche não é mera ilusão.-tensão autonomia da obra tem caráter social própria existência irracionalidade e superstição oportunidades 1. O princípio do ser-paraoutro. princípio de troca tornou-se princípio dominante das relações sociais (Fetichismo da música) obras são produzidas e consumidas de acordo com esse princípio ocultam trabalho nelas colocado e têm aparência de vida própria 2. 255 -aparência do não aparente obras têm dinâmica propria mas a dinâmica e o ímpeto são extraídos sociedade Teor e Função -significado social • e o caráter social é autônomo -→ momento de heteronomia da obra autônoma é sua oportunidade discussão sobre mercadoria absoluta posição única na sociedade permite que sejam mônadas cujos processos internos dão expressão aos processos sociais circundantes independência. consistência e singularidade têm origem e significado sociais • liberdade do artista na sociedade burguesa dependente do anonimato/abstração do mercado • abordagem interpretativa • → significação social está nas conotações • (Indústria da Cultura) • -fetichismo • três implicações -1. não têm uso para além da • sejam intencionadas por artistas ou percebidas pelo público ou incorporadas na obra • abordagem explanatória • → significação social tem conotações de efeito. aparentemente o contrário do feiticismo. incluindo sua verdade social O conteúdo de verdade das obras de arte que é também a sua verdade social tem. é o princípio da troca no qual se disfarça a dominação.

o conteúdo de verdade e o conteúdo social são mediatizados. da mesma maneira que os transpõe. por um exame teórico. decompõe e reconstrói segundo a sua pró-pria lei. Tanto quanto as obras de arte predizem uma função social. Inversamente. anamnese do subterrâneo. enquanto liberdade potencial do que é emancipação da dominação. manifesta-se na arte como sua liberdade relativamente aos objectos. promessa rompida de felicidade. de outro modo. Se está em seu poder apreender o seu conteúdo no seu outro. transcenda o conhecimento da realidade enquanto conhe-cimento do ente. não mensagem Certamente. a aparência sem falha da fidelidade fotográfica alia-se com tanto maior êxito à manipulação ideológica. implica o conhecimento da realidade e não existe nenhuma realidade que não seja social. no entanto. seria um pagamento por conta feito a esta. o seu conteúdo de verdade. para a sua própria mediátidade e procura escapar ao caracter monádico percebido como . do recalcado e do talvez possível. …. a mimese compelida à consciência de si mesma. embora o caracter cognoscitivo da arte. A substrução de um sujeito colectivo imediato seria obtida subrepiticiamente e condenaria a obra de arte à inverdade. o respeito servil perante pormenores empíricos. 254-5 (336/322 ing) • ß conferir desdobramentos do WGehalt • não equacionar teor de verdade ao conteúdo social (373/356) • -Wgehalt transcende conteúdo social com o qual é mediado • • função social da arte é ser socialmente disfuncional • através da autonomia. surge como lei social é que a sociedade só individualmente se pode experimentar. na práxis da indústria cultural. no melhor dos casos. que contém em si os elementos da realidade empírica. mediante a utilização desses elementos. mediante a sua própria complexão. que faz aparecer pela aparência da reconciliação das suas obras. enquanto forma de conhecimento. e não mediante uma fotografia de qualquer forma sempre deformadora. A arte torna-se conhecimento social ao apreender a essência. O primado do objecto. com a dor que ela implica. não a copia ou imita de qualquer modo. Só através de semelhante transformação. Porque a individuação. é que a arte con-fere à realidade empírica o que lhe pertence. Fá--la aparecer contra a aparição. …O objecto na arte e o objecto na realidade empírica são algo de inteiramente diferente. arte contribui (335-7/321-323 em ing) • -contributos à formação da consciência • (360-361/344-5) expressão de sofrimento. quase sempre apenas reportagem social. o seu elemento irreconciliado e heterónomo. Se a arte se orienta correctivamente. são uma parte as obras de arte enquanto coisas (Dinge). a epifania da sua essência oculta e o justo estremecimento perante ela enquanto monstruosidade. porque lhe retira a única possibilidade de expe-riência. não a sua tomada de posiçãoo manifesta. 289 • polaridade inerente entre: • conteúdo social (gesellschaftlicher Gehalt) • -e teor de verdade (Wahrheitsgehalt) • ß noção de Benjamin Mas a arte. está porém ligada à emoção. é a sua ausência de função. Assim. é social o seu movimento imanente contra a sociedade. Na arte. à imediatidade da experiência. O objecto da arte é a obra por ela produzida. que hoje está aberta. não lhe deve ser imputado.extra-estética. O seu gestus histórico repele de si a realidade empírica de que. não se poderia distinguir da ciência. só numa relação de imanência lhe cabe ao mesmo tempo em sorte esta outro. O primado do objecto só se afirma esteticamente no caracter da arte como historiografia inconsciente. não fala dela. conhecimento social não explícito . A arte nega a negatividade do primado do objecto. a arte. materializaçao negativa da utopia ß teor veritativo pode ser pensado como momento da dialética entre teor sóciohistórico do artefacto e função sóciohistórica da Arte (ou histórico-filosófica) -Gehalt.

o puro e simples sujeito... por mor de uma verdade social teoricamente superior. vão ultrapassar "the grasp of empirical techniques" 2. critério último para significado da função social • → autonomia é pré-condição para significado social da obra Bürger. tal como o sujeito.-sem cair mais uma vez na servidão.. etc • -sumário • posição da obra: autonomia e caráter social • teor → conteúdo de verdade + conteúdo social • -o encanto da obra de arte é desencantamento ("Art works are defetishizing fetishes") • -como conhecimento social. quer mais do que a experiência que lhe é acessível e que ela deve estruturar. Transcende. torna-se menos do que ela. acesso à significação de uma função social determinada por mais do que uma avaliação/account do conteúdo social -→ acesso via interpretação do teor de verdade conhecimento da técnica • -significado social • teor de verdade + função social • mas função social como primariamente cognitiva • significação da função social diretamente dependente do teor • decisivo é o teor de verdade. sem abdicar. significantes apenas funções que "stem" do teor da obra 3. e certamente tam-bém não a obra de arte. Segundo a Teoria crítica. A arte possui o seu outro na sua própria imanência. Ela exerce a crítica do solipsismo pela força da exteriorização nos seus próprios procedimen-tos enquanto processos para a objectivação. segundo as suas condições. e a verdade objectiva que a arte a si se dá como critério. A inervação do que lhe é historicamente possível é essencial à forma de reacção artística. perverte-se em ficção. mas a arte não produz nada de válido que não constitua a partir de si mesma. a verdade teórica permanece-lhe estranha e torna-se falsidade: a obra de arte sacrifica heteronomamente a sua determinação imanente.aparência social. Na arte. função social não pode ser apreendida por método empírico se funções sociais são enformadas pelo teor da obra. mas precondição da verdade • conhecimento de realidade social empírica (Erkenntnis der Realität) • autonomia e verdade dão ímpeto para compreensão adorniana do significado social • -três implicações • (do conceito de teor e ênfase) 1. as fantasias mais utópicas de uma arte futura não poderiam conceber uma que fosse de novo realista. a simples consciência da sociedade não leva realmente além da estrutura objectiva socialmente imposta.. a expressão «substancialidade» possui aí a sua sig-nificação. também é ela própria uma parcela da realidade social. • qualidade cognitiva (Erkenntnischarakter) • autonomia é condicionada por sociedade como um todo. A arte restringe o fosso entre o sujeito e o objecto. 289-290 • ver a obra na "constelação" • fantasia exata. Por muito que o realismo posto em movimento seja a sua falsa reconciliação. porque esta. É possível que o verdadeiro limiar entre a arte e o outro conhe-cimento seja o facto de este se poder ultrapassar pelo pensamento. resumo • historiciza estética de Adorno • historicizar: apreender nexo entre desenvolvimento do assunto e elaboração das categorias • imaginação histórica • especulação filosófica • Avant-garde: desenvolve e explicita categorias. que. Deve trazer à linguagem o seu conteúdo social latente: penetrar nele para se ultrapassar. graças à sua forma. compreender história por viés da vanguarda . Se a arte. no lugar histórico onde se encontra. é em si socialmente mediatizada.

determina recepção • -ênfase no teor • faz com que Adorno ignore condicionamentos sóciohistóricos da produção.• vanguarda vai além do assalto modernista da tradição e ataque toda a instituição burguesa da arte ratifica sacralização e distinção de classe • Adorno toma instituição por garantida • ß enquanto arte individualista permite vislumbrar orgânica social que preserva o particular -individualidade arte burguesa • -"auto-crítica institucional" • objetivo é reintegrar arte à práxis da vida • não reconheceria autonomia como instituída. numa falsa eliminação da distância • concepção do significado social Heteronomia e Normatividade -teses sobre autonomia • "falsa superação dialética da autonomia" (Adorno: Esquemas da Cultura de Massas) • história e características da arte como instituição • produção e recepção • ß pode ser usado contra Benjamin: coletividade • -crítica a Adorno • -ênfase na autonomia • caráter. produção e recepção. operação e recepção dificuldade em discernir significado histórico (Sinn) e relevância contemporânea (Deutung.. não poderia criticar instituição • aparato de produção e distribuição das obras e idéias. outras .. numa esfera fora da práxis da vida -coletividade arte sacra e de corte • intenção é organizar nova praxis com base em vida e eliminar autonomia como instituição • -falha do ataque à instituição • "neo-vanguarda" instituida • em causa: possibilidade e até desejabilidade de integrar arte à práxis • e se a indústria cultural já não o fez. função. "instituição". Gehalt) resultado é o que Gadamer chama de fusão de horizontes entre passado e presente interpretação torna-se produção de significado (Bedeutungsproduktion) que conscientemente procede de uma experiência histórica e uma concepção de literatura diferentes daquela do contexto • -esteticismo • decadentismo rejeita vida burguesa e desiste da arte como interpretação da vida • -autonomia degenera-se • relativa dissociação da obra de arte da praxis da vida na sociedade burguesa transforma-se na (errônea) idéia de que a obra é totalmente independente da sociedade • distanciamento da vida torna-se conteúdo da obra autônoma • autonomia surge quando burguesia economicamente consolidade procurava poder político • -vanguarda • vanguarda rejeita tanto praxis burguesa quanto esteticismo • -estéticas Kant e Schiller • indicam como arte burguesa diferia em propósito. da arte sacra medieval e da arte cortesã do Renascimento arte burguesa: nem objeto de culto no interior da prática da religião nem como auto-retrato da sociedade da corte retrato da auto-compreensão burguesa. recepção das obras • algumas teses descritivas.

memória cultural e conteúdo social • níveis político-econômico e sóciopsicológico -processos e estruturas que caracterizam arte autônoma são tais que as obras tornam-se autoreferenciais ß por um lado. só tiram conclusões diferentes -Autonomia e verdade • Propósito: satisfação de necessidades e desejos humanos dentro da sociedade Função: operações institucionalizadas através das quais propósitos humanos são realizados ou negados Adorno confunde dos aspectos da autonomia. a verdade de sua nãoaparência precisa romper aparência o que Adorno quereria dizer é que arte só satisfaz necessidade ao recusar o diktat das instituições obras devem ser mais ou menos inúteis para servir a prop. "se ela tem função é não ter função" como proposição empírica. então pode parecer legitimação sofisticada da autonomia • -arte heterônoma • não completamente autonomizada das instituições • produtos visam propósito direito • verdade na arte vai ser tomada como o modo segundo o qual o status quo é desafiado e aspirações humanas são descobertas Zuidervaart argumenta que essa verdade é posta em causa pela auto-referencialidade..prescriptivas • importa distinguir autonomia das idéias sobre autonomia tribais até os jingles publicitários e filmes comerciais Propósito e Função • percepção.. porque autoreferencialidade da indústria cultural é sua auto-publicidade insistente como modo de promessa contínua. implicam-se • Autonomia é A condição da verdade ou UMA condição? • a verdade vem antes ou depois da autonomia? • se antes. então autonomia não é tão crucial • se depois. enquanto tal. por influência da situação empírica Zuidervaart propõe que obras heterônomas não são autoreferentes porque visam propósito determinado por instituições. repete reprovação de Adorno à IC: falha. ambas "actual and ideational" como curcial para contribuição da arte na sociedade capitalista avançada. enquanto auto-referencialidade da estética é desdobramento imanente de uma verdade socialmente radicada. mas é falso para a indústria da cultura. obras são sua crítica e comentário contínuo ß Zuid. incorreta: arte funciona no mercado e é usada variadamente -como proposição a respeito do propósito. problemática: significa que arte falha em satisfazer necessidades e desejos humanos ß esse é o sentido de promessa que se rompe. performance de sinfonia • importa para Adorno. cujas referências são sempre à esfera do consumo Heteronomia e Significado social • -Adorno e Burger • fundem autonomia da arte à autonomia das obras não fazem clara distinção entre autonomia descritiva e normativa autonomia da arte e das obras.de crítica social e memória utópica -argumento de Zuidervaart sobre diferenciação entre propósito e função por exemplo. • tanto arte tradicional folk quanto arte popular contemporânea • funciona simultaneamente como objeto de atenção e interpretação para intérpretes e para audiência • dança litúrgia e máscaras . exemplo. cuja mediação com a realidade empírica é diferente da mediação entre esta e a arte autônoma. isso é verdade para a cultura popular. ela se torna apenas um símbolo e. porque a arte não pode satisfazer desejos e necessidades reais. técnica.

ß é verdade que o caráter mediado pode ofuscar . none of which has preeminence. não-intencionalmente 1) autonomia pode não ser precondição da verdade (Zuid) -2) verdade nâo é critério para significado social a) porque este depende das instituições fora da arte tanto quanto o import • -b) razões do "significado" variam • ß para Adorno. ie. era desvelamento do ser. para Zuidervaart. "as obras têm e não têm" conteúdo de verdade. ß o significado social para Adorno é a participação da arte na Dialética do Esclarecimento. quanto a Bach. por isso Adorno insiste. formal depth. efetividade política e verdade histórica -um único estilo e tradição não seria satisfatório ß o Novo é um valor limite. a negação da vanguarda. ao transformá-la em produto da sociedade da informação. Adorno. a certo modo. cânone negativo e índice de valor Normatividade Complexa . crítica de Zuidervaart é acertada: Adorno postula utopia da Arte (emancipação do indivíduo com frequência é teor de verdade da obra da perspectiva de sua autonomia) para então mostrar como ela é articulada na obra. a regressão da audição é compreendida como compreensão subliminar e renúncia ao conteúdo de verdade da arte autônoma. que fetichismo e regressão subscrevem. -discussão sobre utopia Zuid. desencantamento do próprio esclarecimento. individualidade coletivizada). para Heidegger. razão pela qual distingue Indústria de "Arte DE massas" o que Adorno condena é uma pseudosíntese (que Z. por outro lado. and some of which apply to pheonomena oustide the institution of autonomous art excelência técnica. e o próprio fetichismo é momento de cegueira. inclusive. não apenas autônoma.: utopia não é questão normativa.. a Arte nunca é satisfatória porque é uma promessa de realização que se revela quebrada. é o desvelamento da realidade sócio-histórica empírica. é índice • network of norms. e faz o mesmo em relação à arte erudita ao ofuscar-lhe sob o verniz do prazer. o pratica: procura o teor de verdade enfática que a cultura popular encerra e o produto da indústria frustra Normatividade Estética • em Adorno. põe normatividade em questão dizer que significado social reside na utopia é diferente de mostrar o que isto significa para um fenômeno específico ß nesse sentido. popularidade. etc. aparência da não-aparência.e ofusca . é o impacto social. antes. originalidade. que Beethoven é mais verdadeiro do que Bach: o momento de exposição da falsidade formal contra a verdade do particular é mais intenso naquele. racionalidade corrigida proposta de Zuidervaart é expandir verdade e significado social para demais artes. do gosto individual fetichizado (isto é. no desencantamento das visões de mundo e.essa verdade. toda arte verdadeira contém esse momento de ruptura de seu imbricamento (ideológico) à condição que perpetua o mal a que ela se contrapõe. ele é de uma fase transitiva em que a verdade da autonomia começava a delinearse através da heteronomia da arte sacra ß arte autônoma e cultura popular são metades que completam (Adorno) ß Zuidervaart não vê que Adorno postula autonomia para cultura popular. significado social. por exemplo. menciona a propósito de Bürger) que anula potencial crítico e autônomo da cultura de participação popular ao intelectualizá-la.

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