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APOSTILA DE DIREITO ELEITORAL

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Conteúdo:
1. Introdução ao Direito Eleitoral;
1.1 - A Democracia;
1.2 - Direito Eleitoral;
1.3 - História do Direito Eleitoral no Brasil;
1.4 - Os Sistemas Eleitorais;
2. Os Partidos Políticos;
2.1 - Introdução;
2.2 - Criação, Fusão, Incorporação, Extinção dos Partidos Políticos;
2.3 - A Filiação e a Disciplina Partidária;
2.4 - As Finanças Partidárias;
2.5 - A Propaganda Partidária;
3. A Justiça Eleitoral;
3.1 - Introdução;
3.2 - Os Órgãos da Justiça Eleitoral;
4. O Ministério Público Eleitoral;
4.1 - Introdução;
5. Os Direitos Políticos;
5.1 - Introdução;
5.2 - As Inelegibilidades;
5.3 - As Incompatibilidades;
6. O Alistamento Eleitoral;
7. A Candidatura;
7.1 - As Coligações;
7.2 - As Convenções;
7.3 - O Registro da Candidatura;
7.4 - A Administração Financeira;
8. A Propaganda Eleitoral;
8.1 - Introdução;
8.2 - As Modalidades de Propaganda Eleitoral;
8.3 - O Programa Eleitoral Gratuito;
8.4 - O Direito de Resposta;
8.5 - As Pesquisas Eleitorais;
8.6 - Condutas Vedadas aos Agentes Públicos;
9. As Eleições;
9.1 - A Fase Preparatória;
9.2 - A Votação;
9.3 - A Apuração;
10. O Processo Judicial Eleitoral;
10.1 - Introdução;
10.2 - Recursos no Direito Eleitoral;
10.3 - Procedimentos Especiais;
11. Os Crimes Eleitorais;
11.1 - Introdução;
11.2 - Crimes do Código Eleitoral;
11.3 - Crimes de Leis Especiais;
12. O Processo Penal Eleitoral;


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01

Introdução ao
Direito Eleitoral

01.1 - A Democracia


Noções Gerais

Noções Iniciais:
O Ienômeno eleitoral é veriIicado nos sistemas democraticos que permitem a participação popular
por intermédio do voto, ou seja, a possibilidade de escolha dos representantes do povo através das
eleições. Com esta representação politica surge a necessidade de um instrumento para regular este
processo. Themistocles Cavalcanti pondera que o Direito Eleitoral restringe-se ao mecanismo ativo e
passivo da representação, como elemento do sistema democratico.


DEMOCRACIA
Forma de participação
popular
o
ELEIÇÕES
Ìnstrumento para o
exercício da democracia
o
DIREITO ELEITORAL
Regulamentação das
eleições


Democracia:
Surgida na Grécia Antiga, a democracia Ioi observada em Atenas, onde uma parte das deliberações
era realizada diretamente pelos cidadãos participando na Agora de Reuniões da Assembléia do Povo.
Existem atualmente muitas deIinições de democracia, todas elas, contudo envolvendo a idéia de
participação do povo nas decisões do governo.

A definição de democracia de Abraham Lincoln, proferida no discurso de Gettysburg é a
mais famosa: ~democracia é o governo do povo para o povo¨. Esta definição, porém, é
proveniente de Heródoto, considerado como o ~pai da política¨, o qual definia
democracia como a forma de governo realizada pelo próprio povo.


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Elementos da Democracia:
Podemos encontrar atualmente muitos paises que se intitulam como democraticos, porém, para um
regime ser caracterizado como democratico deve necessariamente conter determinados elementos,
tais como:
a) igualdade perante a lei;
b) liberdade de associação e de reunião;
c) liberdade de expressão, inIormação e maniIestação;
d) liberdade e igualdade do voto;
e) possibilidade de alternância no poder;
I) pluralismo politico;
g) periodicidade das eleições: o poder deve ser temporario e mudado no tempo
constitucionalmente previsto.

A igualdade do voto significa dizer que o voto de cada eleitor de um determinado Estado
deve ter exatamente o mesmo peso, sem qualquer distinção (~one man, one vote¨).

Espécies de Democracia:
Segundo Manoel Gonçalves Ferreira Filho, duas são as espécies de democracia: a democracia direta e
a democracia indireta. Outra espécie é mista com a designação de democracia semidireta.

I - Democracia Direta:
Na democracia direta o povo participa diretamente do exercicio das atividades governamentais, ao
menos no tocante a Ieitura de leis, sem intermediação de um corpo representativo (modelo adotado
na antiga Grécia e atualmente am alguns cantões suiços). Rousseau Ioi o paladino da democracia
direta. Para ele, que hostilizava a intermediação, o povo deveria participar diretamente das decisões
governamentais.

II - Democracia Indireta:
A democracia grega que se realizava através da participação dos cidadãos diretamente nos negocios
do estado, hoje, é praticamente impossivel em virtude do numero enorme de pessoas, bem como pelo
proprio tamanho do estado moderno. O sistema adotado então Ioi aquele onde os cidadãos se Iazem
presentes indiretamente na elaboração das normas e na administração da coisa publica através de
delegados eleitos para esta Iunção. O modelo classico de democracia indireta é a chamada
democracia representativa.


Democracia representativa ΠSistema baseaao na iaeia exposta por Montesquieu
ae que os homens em geral não têm a necessaria capaciaaae para bem
apreciar e conseqüentemente bem aeciair os problemas politicos. Assim, no
interesse ae toaos, essas aecisòes aevem ser confiaaas aos mais capa:es, aos
representantes ao povo.

III - Democracia Semidireta:
A democracia semidireta nada mais é do que a democracia representativa com a possibilidade de, em
certas ocasiões, o povo poder participar diretamente das decisões politicas e poder propor leis. Por
este motivo, é considerada por muitos autores como apenas uma modalidade da democracia indireta,
pois são os proprios representantes que ditam quando e como o povo podera exercer esta
participação.


Regimes Antidemocráticos (Autocracias)

Noções Iniciais:
Existem sistemas politicos de governo, ditos antidemocraticos, que privilegiam a autoridade
governamental e diminuem de Iorma mais ou menos radical o consenso, concentrando o poder
politico nas mãos de uma so pessoa, geralmente chamada de ditador, ou de um orgão e colocando em
posição secundaria as instituições representativas. Neste contexto, a oposição e a autonomia dos
subsistemas politicos são reduzidos a expressão minima. Os regimes autocraticos ou totalitarios se
caracterizam pela ausência das eleições ou, quando estas existem tem um Iunção meramente
cerimonial.

O termo ditador teve diversas conotações ao longo da história. Em Roma Antiga, ditador
era um indivíduo designado pelos cônsules para dirigir certas províncias em períodos de
anormalidade. Ainda em Roma, com o passar do tempo, o termo passou a ter outro
significado na ditadura cesarista. Nos meados do século XX, o termo ditador passou a ter
significado pejorativo. Karl Löwenstein, na sua obra, fez referência a Getúlio Vargas
para exemplificar o governo onde o poder era concentrado em uma só pessoa.

Totalitarismo Autoritarismo
O poder se encontra sob controle do partido e
dos orgãos governamentais.
A estrutura do poder é direcionada a garantir
continuidade do sistema.
Embora possa haver grande mobilização de
todas as Iorças sociais, não ha liberdade de
expressão.
A liberdade de expressão e a atuação da
oposição é controlada.


As Eleições

Noções Iniciais:
A Iunção que as eleições desempenham varia conIorme o regime politico a ser analisado. A
classiIicação em eleições competitivas, semi-competitivas e não competitivas, compõem uma
tentativa de classiIicação do Ienômeno eleitoral segundo o grau de pluralidade garantido as eleições.
As eleições competitivas podem ser consideradas como um dos alicerces dos regimes democraticos
contemporâneos, pois representam uma das unicas Iormas de participação do povo no processo
decisorio.

Democracia Totalitarismo Autoritarismo
Eleições competitivas. Eleições não competitivas. Eleições semi-competitivas.









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Importância e Função das Eleições
Eleições
competitivas
Eleições semi-
competitivas
Eleições não
competitivas
Importância para o processo político grande reduzida nenhuma
Possibilidade de efetiva escolha elevada limitada nenhuma
Liberdade de escolha assegurada limitada anulada
Possibilidade de alternância assegurada inexistente inexistente
Processo de legitimação do sistema político eIicaz sem eIeito sem eIeito
Tipo de sistema político democratico autoritario totalitario


A Democracia no Brasil

O Modelo Brasileiro:
A Constituição Federal declara o Brasil como Estado democratico de direito e garante em seu artigo
1º, inciso V, a ampla liberdade de convicção politica através do pluralismo politico. O modelo de
democracia adotado é o semidireto. No paragraIo unico do art. 1º da Constituição Federal Iicaram
entrelaçadas suas vertentes: a representativa, oriunda da eletividade, e a participação direta, através
do plebiscito, reIerendo e a iniciativa popular.

CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Art. 1º - A Republica Federativa do Brasil, Iormada pela união indissoluvel dos Estados e
Municipios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado democratico de direito e tem como
Iundamentos
............................................................................
V - o pluralismo politico.

ParagraIo unico - Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou
diretamente, nos termos desta Constituição

O Poder de Sufrágio:
A soberania popular teve proclamada a sua titularidade e adquiriu novos espaços participativos,
concretizando as suas atividades sempre pelo exercicio do suIragio. Nesse sentido, a Constituição
Federal de 1988 (art. 14) coloca de Iorma explicita o exercicio da soberania popular através do voto
direto e secreto. Também o Codigo Eleitoral trata do assunto, adotando o principio do suIragio
universal e direto, sendo obrigatorio para os maiores de dezoito anos e Iacultativo para os menores de
dezoito e maiores de dezesseis e secreto.

O sufrágio pode ser deliberativo ou eletivo. Quando o povo é chamado a participar de
plebiscito ou referendo, emite um sufrágio deliberativo direto. Quando elege
representantes, o sufrágio é eletivo.


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CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Art. 14 - A soberania popular sera exercida pelo suIragio universal e pelo voto direto e secreto, com
valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:
..................................................................................

CÓDIGO ELEITORAL

Art. 82 - O suIragio é universal e direto; o voto, obrigatorio e secreto.

Sufrágio Universal:
O direito de suIragio é exercido por meio do direito do voto. A universalidade do suIragio signiIica a
extensão desse direito, da Iorma mais ampla possivel.

Sufrágio Restrito Sufrágio Universal
Concedido aos cidadãos mediante certas
limitações de Iortuna, de capacidade ou de
sexo.
Forma mais ampla e extensa do exercicio do
direito do voto.

Voto Secreto:
O voto secreto é o instrumento técnico a serviço da liberdade de escolha do eleitor.

Os Instrumentos da Democracia Semidireta:
A democracia semidireta apresenta certos instrumentos que têm como objetivo dar mais
materialidade ao sistema indireto. A Constituição deIiniu os seguintes instrumentos: o plebiscito, o
reIerendo e a iniciativa popular.

CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Art. 14 - A soberania popular sera exercida pelo suIragio universal e pelo voto direto e secreto, com
valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:

I - plebiscito;
II - reIerendo;
III - iniciativa popular.

1) Plebiscito:
No Plebiscito o eleitorado decide, ou toma posição, diante de uma determinada questão. O plebiscito
é também previsto constitucionalmente para a criação de novos estados ou municipios uma vez que a
população interessada devera sempre ser previamente consultada (art. 18, §§ 3º e 4º).

2) Referendo:
O reIerendo é uma Iorma de maniIestação popular, em que o eleitor aprova ou rejeita uma atitude
governamental.




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A principal diferença entre o plebiscito e o referendo é o momento de sua realização,
enquanto o plebiscito é uma consulta prévia que se faz aos cidadãos no gozo de seus
direitos políticos, sobre uma certa matéria, o referendo consiste em uma consulta
posterior sobre determinado ato governamental para ratificá-lo ou reprová-lo.


A autorização do referendo e a convocação de plebiscito são da competência
exclusiva do Congresso Nacional.

3) Iniciativa Popular:
E o direito de uma parcela da população apresentar ao Poder Legislativo um projeto de lei que devera
ser examinado e votado. Os eleitores também podem usar este instrumento em nivel estadual e
municipal.





01.2 - Direito Eleitoral


Conceito de Direito Eleitoral

Noções Iniciais:
O Direito Eleitoral é um ramo independente do direito publico, com regras e caracteristicas proprias
que regem todo o processo eleitoral. Vejamos alguns conceitos Iornecidos:

Fávila Ribeiro O Direito Eleitoral, precisamente, dedica-se ao estudo das normas e
procedimentos que organizam e disciplinam o Iuncionamento do poder de
suIragio popular, de modo a que se estabeleça a precisa equação entre a
vontade do povo e a atividade governamental.
1oel 1osé Cândido Direito Eleitoral é o ramo do Direito Publico que trata de institutos
relacionados com os direitos politicos e das eleições, em todas as suas
Iases, como Iorma de escolha dos titulares dos mandatos eletivos e das
instituições do Estado.
Torquato 1ardim O Direito Eleitoral é o ordenamento do devido processo legal, Iormal e
material, para o Iim de garantir o valor maior da ordem republicana
democratica representativa que é o exercicio ativo da cidadania, aquele de
votar e ser votado.





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Relação do Direito Eleitoral com Outras Disciplinas 1urídicas

Direito Constitucional:
As relações se iniciam e se mantém com o Direito Constitucional. O Direito Eleitoral como ramo do
Direito Constitucional encontra suas linhas mestras traçadas no proprio texto constitucional.

Direito Penal:
O Codigo Eleitoral tem sua propria relação de tipiIicações delituosas. Cabe ao Direito Penal oIerecer
os principios essenciais que devem ser observados pelo Estado no desempenho da atividade punitiva
nas ações ou omissões capituladas como crimes eleitorais. O Direito Eleitoral mantém uma estreita
relação com o Direito Penal, uma vez que se aplicam as regras gerais deste aos crimes ditos
eleitorais.

Direito Administrativo:
Ha um intimo relacionamento com o Direito Administrativo, pois grande parte de seus conteudos
procuram auIerir contribuições conceituais na esIera do Direito Administrativo (ex.: organização das
eleições e do eleitorado).

Direito Civil:
O Direito Civil Iornece importantes conceitos para o Direito Eleitoral. Esta na lei civil as causas
determinantes da capacidade civil e as relações de parentesco para eIeito das hipoteses de
inelegibilidades.

Direito Processual Civil e Penal:
O Direito Eleitoral recebe contribuições dos Direitos Processuais Civil e Penal sobre os
procedimentos eleitorais, prevendo Iormalidades do contraditorio eleitoral, as modalidades recursais
cabiveis e o modo de execução dos julgados prolatado nessa jurisdição especializada.


Fontes do Direito Eleitoral

Fontes Imediatas:
São Iontes imediatas do Direito Eleitoral:
a) a Constituição;
b) as leis;
c) as resoluções do TSE;
d) tratados internacionais que trazem recomendações para que sejam adotadas praticas
democraticas (ex.: Pacto de San José da Costa Rica)

As resoluções do TSE são importantes fontes decorrentes da atribuição concedida pelo
Código Eleitoral em seu art. 23, IX.

Fontes Mediatas:
A jurisprudência é Ionte mediata do Direito Eleitoral.




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A Lei Eleitoral

Competência:
A lei eleitoral é exclusivamente Iederal por disposição constitucional, não podendo, desta Iorma, os
estados e municipios disporem sobre regras de cunho eleitoral, nem supletivamente.

CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Art. 22 Compete privativamente a União legislar sobre:
I direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrario, maritimo, aeronautico, espacial e do
trabalho.

Em relação aos casos de inelegibilidade, a Constituição foi ainda mais restritiva ao
proclamar que além dos casos previstos em seu próprio corpo, só através de lei
complementar é que se poderia estabelecer outros casos de inelegibilidades.

Princípio da Anterioridade:
Para impedir que sejam criadas normas que alterem o processo eleitoral conIorme conveniências e
para prejudicar possiveis adversarios, embora entrando em vigor na data de sua publicação, a lei
somente sera aplicada se a eleição acontecer apos um ano da data de sua vigência.

CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Art. 16 A lei que alterar o processo eleitoral entrara em vigor na data de sua publicação, não se
aplicando a eleição que ocorra até 1 (um) ano da data de sua vigência.


Legislação Eleitoral Brasileira

Noções Iniciais:
Existem diversas normas que tratam do sistema eleitoral brasileiro, as principais para o estudo da
matéria são: a Constituição Federal, o Codigo Eleitoral, a Lei 9.504/97, a Lei das Inelegibilidades e a
Lei Orgânica dos Partidos Politicos

Constituição Federal:
A Constituição Federal traz os principios do suIragio universal, o voto direto, secreto e obrigatorio,
as condições de elegibilidade, as hipoteses de inelegibilidade, os casos de perda ou suspensão dos
direitos politicos, os partidos politicos, a organização da justiça eleitoral e os sistemas eleitorais
adotados.

Código Eleitoral:
O Codigo Eleitoral Ioi instituido em 1965 e embora tenha sido modiIicado sucessivamente e com
varios artigos revogados por outras leis, ainda trata do sistema de alistamento eleitoral, dos
procedimentos eleitorais, dos recursos judiciais e dos crimes eleitorais.



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O Código Eleitoral, pelo fenômeno da recepção, é agora, em parte, lei complementar
(Constituição Federal, art. 121: ~Lei complementar disporá sobre a organização e a
competência dos tribunais, dos juízes de direito e das juntas eleitorais¨), no que
pertinente à organização e competência. As demais matérias nele versadas continuam a
ser objeto de lei ordinária.

Lei das Inelegibilidades:
A Lei das Inelegibilidades (Lei Complementar nº 64/90), prevista na Constituição Federal (art. 14, §
9º), versa as hipoteses de inelegibilidade, seu processo perante a Justiça Eleitoral e as penas
aplicaveis.

Lei Orgânica dos Partidos Políticos:
Trata da criação, organização, Iusão, incorporação e extinção dos partidos politicos, Iiliação
partidaria, prestação de contas, direito de antena e Iundo partidario.

Lei 9.504/97:
E chamada de Lei Geral das Eleições. Traz disposições sobre as coligações, Iinanciamento de
campanhas, pesquisas, propaganda eleitoral, condutas vedadas aos agentes publicos em campanhas
eleitorais e tipiIica alguns crimes eleitorais.







01.3 - História do Direito Eleitoral no Brasil


O Período Colonial

Conselhos Municipais:
Desde o descobrimento, no Brasil houve somente eleições para os conselhos ou câmaras das cidades.
Algumas, como as de Salvador, Rio de Janeiro, São Luis e São Paulo receberam o titulo de 'Senado
da Câmara¨. Estas câmaras eram compostas por vereadores e aglutinavam Iunções legislativas,
administrativas e judiciarias. Os vereadores eram escolhidos para mandatos em geral de três anos. So
podiam ser eleitos os homens bons. Homens bons, conIorme deIinição da época, eram os nobres de
linhagem e seus descendentes, os senhores de engenho e a alta burocracia civil militar e seus
descendentes. A esse grupo, se juntavam os 'homens novos¨, burgueses que o comércio enriquecera.

No decurso da ocupação holandesa, há registros de escolhas eleitorais a nível municipal
e, inclusive, em patamar regional, tendo o príncipe Maurício de Nassau convocado uma
Assembléia Regional.




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Representantes às Cortes de Lisboa:
Em 1821, através de um decreto, D. João VI convocava as primeiras eleições para a escolha de
representantes do Reino do Brasil e dominios ultramarinos as Cortes de Lisboa. Era mais liberal e
ampliava o corpo de eleitores, porém excluia as mulheres e os escravos.


O Período Monárquico

Decreto de 26.03.1824:
Com a independência, o Brasil passou a editar sua propria legislação eleitoral. O Decreto de
26.03.1824 Ioi a primeira regulamentação e continha disposições sobre:
ƒ eleições das Assembléias paroquiais;
ƒ nomeação dos eleitores paroquiais;
ƒ normas de apuração;
ƒ deIinição dos colégios eleitorais;
ƒ eleição para o Senado, Câmara e Conselhos Provinciais.

Decreto 157, de 04.03.1842:
Este decreto aboliu o voto por procuração, no qual era possivel um eleitor enviar suar cédula eleitoral
por outra pessoa.

Lei 387, de 19.08.1946:
A primeira lei eleitoral. Criou as Juntas de QualiIicação, acabando com a qualiIicação pelas mesas
receptoras, pratica que vinha se mantendo ainda por inIluência das Ordenações.

Decreto 842, de 19.09.1855 (Lei dos Círculos):
Instituia eleições em distritos ou 'circulos¨ eleitorais. Enumerou também algumas hipoteses de
incompatibilidades eleitorais.

Decreto 1.082, de 18.08.1860:
Derrogou a Lei 387/46 e a Lei dos Circulos. Aumentou o numero de deputados por distrito que, ao
invés de um, passou a ser três.

Decreto 2.675, de 20.10.1875 (Lei do Terço):
Abolia o sistema distrital. A provincia passou a ser circunscrição eleitoral e votava-se em listas. Foi
chamada de Lei do Terço porque os partidos ou coligações vitoriosos preenchiam dois terços dos
cargos. O restante seria distribuido entre os partidos minoritarios. Introduziu também o titulo eleitoral
e proporcionou a Justiça conhecer de questões relativas a primeira e segunda Iases do processo
eleitoral.

Lei 3.029, de 09.01.1881 (Lei Saraiva):
Teve redação de Rui Barbosa, mas o projeto, que reIormava proIundamente a lei vigente, Ioi de
iniciativa do Conselheiro Saraiva. Aboliu as eleições indiretas até então existentes. Adotou o voto do
analIabeto, que Ioi proibido mais tarde. Ampliou as incompatibilidades eleitorais e os titulos
passaram a ser assinados pelo juiz. O alistamento passou a ser permanente.



11
Lei 3.340, de 14.10.1887:
Ultima lei eleitoral do Império, modiIicando o processo de eleição das Assembléias Legislativas
Provinciais e dos Vereadores as Câmaras Municipais.


O Período Republicano

Lei 35 de 26.01.1892:
Foi a primeira lei republicana em matéria eleitoral. Estabelecia o processo direto de eleições Iederais.

Lei 1.269, de 15.11.1904 (Lei Rosa e Silva):
Esta lei revogou a Lei 35/92. Era um autêntico codigo: previa a apuração pelas mesas receptoras de
votos, além de elencar Iiguras penais eleitorais. Vigorou até 1930.

Decreto 2.419, de 11.07.1911:
Este decreto estabeleceu inelegibilidades, matéria hoje prevista na Lei Complementar 64/90.

Lei 3.129, de 02.08.1916:
Regulou o processo eleitoral, dispôs sobre alistamento e deu controle de execução ao Poder
Judiciario sobre leis eleitorais.

Lei 3.208, de 27.12.1916:
Corrigiu o sistema eleitoral do pais.

Decreto 4.226, de 20.12.20:
Instituiu o alistamento permanente e regulou a exclusão eleitoral.

Decreto 21.076, de 24.02.1932 (Primeiro Código Eleitoral):
Inaugurou a Justiça Eleitoral, dispôs sobre a organização das mesas de recepção e apuração e
instituiu a representação proporcional. Estabeleceu-se a distinção entre o quociente eleitoral e o
quociente partidario.

Lei 48, de 04.05.1935 (Segundo Código Eleitoral):
As mulheres que exerciam Iunção publica remunerada Ioram obrigadas a votar. Foi intitulado de
'ModiIicações ao Codigo Eleitoral¨, com 217 artigos, mas, na verdade, era uma nova codiIicação.

Estado Novo (1937 a 1945):
Periodo sem eleições. No Estado Novo houve a dissolução do parlamento e a Justiça Eleitoral Ioi
excluida.

Decreto-Lei 7.586, de 28.05.1945 (Lei Agamenon):
Restabeleceu a Justiça Eleitoral e regulamentou as eleições em todo o territorio nacional.

Constituição de 1946:
Trouxe a obrigatoriedade do voto e alistamento para ambos os sexos.

Lei 1.164, de 24.07.1950 (Terceiro Código Eleitoral):

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Vigorou até o advento do atual Codigo Eleitoral (Lei 4.737/65). Cuidou de toda a matéria eleitoral,
inclusive propaganda e partidos politicos.

Lei 4.737, de 15.07.1965 (Quarto Código Eleitoral):
E o Codigo Eleitoral atual.

Lei 6.091, de 15.08.1974:
Dispôs sobre o Iornecimento gratuito de transporte, em dia de eleição, a eleitores residentes nas zonas
rurais e da outras providências, inclusive prevendo crimes eleitorais.

Lei nº 6.339, de 1 06 1976 (Lei Falcão):
Apos a derrota nas eleições legislativas de novembro de 1974, o Governo baixou decreto, apelidado
de Lei Falcão, elaborado pelo Ministro da Justiça, Armando Falcão, limitando drasticamente o acesso
de candidatos ao radio e a televisão, com o Iim de evitar mais uma vitoria oposicionista nas eleições
municipais de 1976.

Lei Complementar 64, de 18.05.1990:
Estabeleceu, de acordo com o art. 14, § 9º da Constituição Federal, os casos de inelegibilidade.

Emenda Constitucional 16, de 04.06.1997:
Permitiu a reeleição.

Lei 9.504, de 30.09.1997:
Estabeleceu normas gerais para as eleições.





01.4 - Os Sistemas Eleitorais


Noções Gerais

Noções Iniciais:
Sistemas eleitorais são Iormulas que inIluenciam no modo da partilha das cadeiras parlamentares.
São dois os modelos tradicionais de sistemas eleitorais: o majoritario e o proporcional. Todos os
outros não são nem mais nem menos do que modiIicações e aperIeiçoamento destes.

O Sistema Majoritário:
O sistema majoritario Ioi o primeiro a surgir, baseado sobre o principio segundo o qual a vontade da
maioria dos eleitores deve prevalecer na distribuição das cadeiras.





13
Sistema Majoritário Simples ou de Dois Turnos.
O sistema majoritário pode ser simples (maioria relativa) ou de dois turnos (maioria
absoluta). O segundo turno também é chamado de ~escrutínio de eliminação¨.

O Sistema Proporcional:
Para Pinto Ferreira a representação proporcional é um sistema através do qual se assegura aos
diIerentes partidos politicos no Parlamento uma representação correspondente a Iorça numérica de
cada um. Ela objetiva assim Iazer do Parlamento um espelho tão Iiel quanto possivel do colorido
partidario nacional.

Sistema Eleitoral
Fórmula de
Representação
Fórmula Decisória
Objetivo da
Representação
Sistema Majoritário
Representação por maioria Ganha a maioria Formação de maiorias
estaveis
Sistema Proporcional
Representação
proporcional
Varios setores da
sociedade decidem
Espelha da melhor Iorma
o eleitorado

Análise Comparativa:
Os dois sistemas apresentam caracteristicas proprias e, por esta razão, cada um apresenta diversos
deIensores. Podemos analisar no quadro abaixo uma série de vantagens e desvantagens de ambos os
sistemas.

Sistema Majoritário Sistema Proporcional
Vantagens
Assegura maioria e governos Iortes
(exceção: quando houver partidos regionais Iortes)
Atribuição de cadeiras proporcionalmente ao
numero de votos obtidos.
Os candidatos representam uma circunscrição em
especial.
ReIlete com maior Iidelidade a realidade social e a
diversidade de posturas e opiniões politicas.
Vota-se em geral em pessoas (votação uninominal)
e Iavorece as candidaturas independentes.
Todos possuem voz e na eleição de um governo e
se tenta alcançar um consenso social.
Assegura um Iorte e importante papel a oposição e,
portanto uma alternativa para o governo,
beneIiciando também a possibilidade de alternância.
E oIerecido ao eleitorado um quadro eleitoral claro,
simpliIicando a votação.
Produz governos de coligação, que buscam evitar
polarização e se apresentam mais Ilexiveis, abertos
e tolerantes.
Desvantagens
Ha uma subrepresentação dos partidos pequenos
(prejudica a representação das minorias)
Multiplicidade excessiva de partidos.
Um partido pode obter a maioria das cadeiras com
uma minoria de votos.
Inumeras possibilidades de coligações, que podem
conduzir a crises politicas.
Ha um desperdicio de grande parte dos votos do
corpo eleitoral.
Governos instaveis e Irageis.

14
Ha diIiculdades de Iormação de novos partidos. O poder de um partido sem maioria, impondo
acordos para a governabilidade.
Conduz ao bipartidarismo ou bipolarização,
impondo a politica de adversarios.
InIluência excessiva de pequenos partidos.
Quando praticado com um so partido, a linha de
oposição se processa no âmbito do proprio partido e
não entre partidos.
Complexidade para o eleitor, principalmente no
modelo de listas Iechadas.


Nos meados do século 19 houve um grande debate entre importantes figuras do
pensamento político: Stuart Mill e Walter Bagehot. Este último defendia o sistema de
voto uninominal por circunscrições e o primeiro defendia o voto proporcional, ou seja, os
dois extremos dos sistemas eleitorais. Para Bagehot havia um direito do votante de optar
por um partido que quando tenha êxito possa efetivamente governar e assim possa
cumprir o seu programa. Para Stuart Mill, a representação teria que ser como o mapa
do respectivo território e para tanto o sistema teria que assegurar proporcionalmente a
reprodução do que havia sido a vontade do eleitorado, em toda a sua expressão.

Sistemas Mistos:
Existem sistemas que conjugam as técnicas do sistema majoritario e proporcional para a eleição de
seus representantes, como é o sistema alemão ou mexicano. O sistema misto pode ser de dois tipos
(de combinação ou de correção), segundo o papel desempenhado pelas cadeiras proporcionais são
independentes das eleitas pelo sistema majoritario. Ja no sistema de correção, as cadeiras
proporcionais são distribuidas com o objetivo de corrigir as distorções geradas pela parte majoritaria.

Voto Distrital e Sistema Distrital:
Segundo Luis Virgilio AIonso da Silva estas expressões tecnicamente não são suIicientes para
distinguir se o sistema é majoritario ou proporcional (são sistemas distritais tanto o
proporcional brasileiro, no qual os distritos equivalem aos Estados Iederados, quanto o
majoritario inglês, com seus distritos uninominais). No Brasil, no entanto, sistema distrital
Iicou sendo sinônimo de sistema majoritario em distritos uninominais.


As Eleições e as Circunscrições Eleitorais

Eleições Gerais e Eleições Municipais:
No Brasil as circunscrições eleitorais devem seguir as divisões politico-administrativas nacionais.
Assim, existem três niveis de circunscrições eleitorais: o Pais, os estados e os municipios.

LEI N° 9.504/97

Art 1º As eleições para Presidente e Vice-Presidente da Republica, Governador e Vice-Governador
de Estado e do Distrito Federal, PreIeito e Vice-PreIeito, Senador, Deputado Federal, Deputado
Estadual, Deputado Distrital e Vereador dar-se-ão, em todo o Pais, no primeiro domingo de outubro
do ano respectivo.


15
ParagraIo unico. Serão realizadas simultaneamente as eleições:

I - para Presidente e Vice-Presidente da Republica, Governador e Vice-Governador de Estado e do
Distrito Federal, Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual e Deputado Distrital;

II - para PreIeito, Vice-PreIeito e Vereador

CÓDIGO ELEITORAL

Art. 85. A eleição para Deputados Federais, Senadores e Suplentes, Presidente e Vice-Presidente da
Republica, Governadores, Vice-Governadores e Deputados Estaduais Iar-se-a simultaneamente em
todo pais.

Art. 86. Nas eleições presidenciais, a circunscrição sera o pais; nas eleições Iederais e estaduais, o
Estado; e nas municipais, o respectivo Municipio.


As Eleições pelo Sistema Majoritário

Noções Iniciais:
O sistema majoritario é previsto na Constituição Federal, para a eleição dos cheIes do executivo
municipal, estadual e da União, tendo sido adotado no Brasil apos 1988, a eleição em dois turnos,
sendo que nos municipios com eleitorado inIerior a duzentos mil a eleição tera apenas um turno. O
sistema majoritario também é adotado para as eleições de senadores, que de acordo com a nossa
Constituição têm mandato de oito anos, havendo eleições de quatro em quatro anos, onde se renova
sucessivamente dois terços e um terço daquela casa.

Eleição do Presidente e Vice-Presidente da República e dos Governadores:

CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Art. 28 - A eleição do Governador e do Vice-Governador de Estado, para mandato de quatro anos,
realizar-se-a no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no ultimo domingo de outubro, em
segundo turno, se houver, do ano anterior ao do término do mandato de seus antecessores, e a posse
ocorrera em primeiro de janeiro do ano subseqüente, observado, quanto ao mais, o disposto no art. 77.

......................................................................

Art. 77 - A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da Republica realizar-se-a, simultaneamente, no
primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no ultimo domingo de outubro, em segundo turno,
se houver, do ano anterior ao do término do mandato presidencial vigente.

§ 1º - A eleição do Presidente da Republica importara a do Vice-Presidente com ele registrado.

§ 2º - Sera considerado eleito Presidente o candidato que, registrado por partido politico, obtiver a
maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos.

§ 3º - Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, Iar-se-a nova eleição em
até vinte dias apos a proclamação do resultado, concorrendo os dois candidatos mais votados e
considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria dos votos validos.



16

§ 4º - Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de
candidato, convocar-se-a, dentre os remanescentes, o de maior votação.

§ 5º - Se, na hipotese dos paragraIos anteriores, remanescer, em segundo lugar, mais de um candidato
com a mesma votação, qualiIicar-se-a o mais idoso.

CÓDIGO ELEITORAL

Art. 83 - Na eleição direta para o Senado Federal, para PreIeito e Vice-PreIeito, adotar-se-a o principio
majoritario.

A redação original do artigo 83 do Código Eleitoral era ~Na eleição do Presidente e Vice-
Presidente da República, Governadores e Vice-Governadores dos Estados, Senadores
Federais e seus respectivos suplentes, Deputado Federal nos territórios, Prefeitos
Municipais e Vice-Prefeitos e 1uízes de Paz, prevalecerá o princípio majoritário¨, porém
foi modificado e na época do regime militar suprimiu-se os cargos de Presidente e
Governador, pois não havia eleições para estes.

LEI N° 9.504/97

Art 2º Sera considerado eleito o candidato a Presidente ou a Governador que obtiver a maioria
absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos.

§ 1º Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, Iar-se-a nova eleição no
ultimo domingo de outubro, concorrendo os dois candidatos mais votados, e considerando-se eleito o
que obtiver a maioria dos votos validos.

§ 2º Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de
candidato, convocar-se-a, dentre os remanescentes, o de maior votação.

§ 3º Se, na hipotese dos paragraIos anteriores, remanescer em segundo lugar mais de um candidato
com a mesma votação, qualiIicar-se-a o mais idoso.

§ 4º A eleição do Presidente importara a do candidato a Vice-Presidente com ele registrado, o
mesmo se aplicando a eleição de Governador.

Maioria Absoluta dos Votos:
O sistema de maioria absoluta visa assegurar a maxima legitimidade ao governante que é,
desta Iorma, eleito pela maioria do eleitorado. Sera eleito o candidato a presidente, governador
e preIeito (municipios com mais de 200 mil eleitores) aquele que obtiver a maioria absoluta de
votos. Não é a maioria absoluta do corpo eleitoral, que são todos os eleitores aptos a votar. E o
numero imediatamente superior a metade do numero de eleitores que compareceram e
consignaram seu voto nas urnas. Mesmo assim, o candidato pode ser eleito sem alcançar a
maioria real do eleitorado, uma vez que não se considera para a contagem dos votos e
estabelecimento dos percentuais, os votos brancos e nulos.





17

Eleição do Prefeito e Vice-Prefeito:

CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Art. 29 - .........................................................

II - eleição do PreIeito e do Vice-PreIeito realizada no primeiro domingo de outubro do ano anterior
ao término do mandato dos que devam suceder, aplicadas as regras do art. 77 no caso de Municipios
com mais de duzentos mil eleitores;

LEI N° 9.504/97

Art 3º Sera considerado eleito PreIeito o candidato que obtiver a maioria dos votos, não computados
os em branco e os nulos.

§ 1º A eleição do PreIeito importara a do candidato a Vice-PreIeito com ele registrado.

§ 2º Nos Municipios com mais de duzentos mil eleitores, aplicar-se-ão as regras estabelecidas nos §§
1º a 3º do artigo anterior.

Eleição dos Senadores:

CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Art. 46 - O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos
segundo o principio majoritario.

§ 1º - Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Senadores, com mandato de oito anos.

§ 2º - A representação de cada Estado e do Distrito Federal sera renovada de quatro em quatro anos,
alternadamente, por um e dois terços.

§ 3º - Cada Senador sera eleito com dois suplentes.

Sistema Majoritário Simples Sistema Majoritário de Dois Turnos
PreIeitos
PXQLFtSLRVFRPGX]HQWRVPLOHOHLWRUHVRXPHQRV
Senadores
Presidente
Governadores
PreIeitos
PXQLFtSLRVFRPPDLVGHGX]HQWRVPLOHOHLWRUHV


As Eleições pelo Sistema Proporcional

Noções Iniciais:
O sistema proporcional, segundo a Constituição Federal de 1988, é utilizado para a composição do
legislativo, com a exceção de uma casa, o Senado. Desta Iorma, as Câmaras Municipais, as
Assembléias Legislativas dos Estados e a Câmara dos Deputados seguem este sistema.


18
CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Art. 45 - A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos, pelo sistema
proporcional, em cada Estado, em cada Territorio e no Distrito Federal.

CÓDIGO ELEITORAL

Art. 84 - A eleição para a Câmara dos Deputados, Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais
obedecera ao principio da representação proporcional, na Iorma desta Lei.

O Método para Distribuição de Cadeiras:
Para assegurar aos partidos politicos uma representação correspondente a sua Iorça numérica é
preciso uma medida exata para distribuir as cadeiras. Esta medida é um numero determinado de votos
que é obtido a partir da divisão do numero de votos validos, em uma determinada circunscrição, pelo
numero de cadeiras a preencher. Este numero é chamado de quociente eleitoral ou numero uniIorme.
Para sabermos quantas cadeiras cada partido tera direito nas eleições é preciso determinar o quociente
eleitoral e a partir dai veriIicar o que cabe a cada partido. Veremos cada etapa:

1. O primeiro passo é identiIicarmos o numero de votos validos. Nas eleições proporcionais, contam-se
como validos apenas os votos dados a candidatos regularmente inscritos e as legendas partidarias (art. 5.º
da Lei 9.504/97). A nova lei veio a excluir portanto os votos dados em brancos, como era disposto no
Codigo Eleitoral, diminuindo-se, portanto, o quociente eleitoral e conseqüentemente dando maiores
chances aos partidos e coligações menores.

LEI N° 9.504/97

Art 5º - Nas eleições proporcionais, contam-se como validos apenas os votos dados a candidatos
regularmente inscritos e as legendas partidarias.

2. Com o numero de votos validos em mãos, dividimos esse valor pelo numero de cadeiras que compõem
a Casa Legislativa. A Iração se Ior igual ou inIerior a meio é desprezada, se Ior superior a meio,
arredonda-se para um. Esse numero encontrado é o chamado quociente eleitoral (art. 106 do Codigo
Eleitoral).

3. Dividimos, então, a parcela de votos que cada partido ou coligação obteve (legenda e candidatos) pelo
quociente eleitoral. A Iração restante é desprezada. O resultado é o quociente partidario, ou seja, o
numero de cadeiras que cabe a cada partido. (art. 107 do Codigo Eleitoral).

CÓDIGO ELEITORAL

Art. 106 - Determina-se o quociente eleitoral dividindo-se o numero de votos validos apurados pelo de
lugares a preencher em cada circunscrição eleitoral, desprezada a Iração se igual ou inIerior a meio,
equivalente a um se superior.

Art. 107 - Determina-se para cada partido ou coligação o quociente partidario, dividindo-se pelo
quociente eleitoral o numero de votos validos dados sob a mesma legenda ou coligação de legendas,
desprezada a Iração.



19
Art. 108 - Estarão eleitos tantos candidatos registrados por um partido ou coligação quantos o
respectivo quociente partidario indicar, na ordem da votação nominal que cada um tenha recebido.

4. Ocorre portanto, que apos esse procedimento geralmente restam lugares a preencher, que serão
preenchidos através do sistema de maiores médias. So participarão dessa distribuição, porém, os partidos
ou coligações que tiverem obtido quociente eleitoral.
Para a distribuição dos lugares restantes o Codigo Eleitoral indica, em seu artigo 109, o seguinte
procedimento:
a) dividir-se-a o numero de votos validos atribuidos a cada partido ou coligação de partidos pelo numero
de lugares por ele obtido, mais um, cabendo ao partido ou coligação que apresentar a maior média mais
um dos lugares a preencher;
b) repetir-se-a a operação para a distribuição de cada um dos lugares.

Na distribuições dos restos o sistema de maiores restos favorece os partidos menores e o
de maiores médias favorece os grandes partidos.


Cláusula de barreira.
Conforme o parágrafo 2º do art. 109 do Código Eleitoral, o partido que não
atingir o quociente eleitoral fica impossibilitado de participar da distribuição
de cadeiras. Tal método funciona como uma cláusula de barreira.

CÓDIGO ELEITORAL

Art. 106 - Determina-se o quociente eleitoral dividindo-se o numero de votos validos apurados pelo de
lugares a preencher em cada circunscrição eleitoral, desprezada a Iração se igual ou inIerior a meio,
equivalente a um se superior.

Art. 107 - Determina-se para cada partido ou coligação o quociente partidario, dividindo-se pelo
quociente eleitoral o numero de votos validos dados sob a mesma legenda ou coligação de legendas,
desprezada a Iração.

Art. 108 - Estarão eleitos tantos candidatos registrados por um partido ou coligação quantos o
respectivo quociente partidario indicar, na ordem da votação nominal que cada um tenha recebido.

Art. 109 - Os lugares não preenchidos com a aplicação dos quocientes partidarios serão distribuidos
mediante observância das seguintes regras:

I - dividir-se-a o numero de votos validos atribuidos a cada partido pelo numero de lugares por ele
obtido, mais um, cabendo ao partido que apresentar a maior média um dos lugares a preencher;

II - repetir-se-a a operação para a distribuição de cada um dos lugares.

§ 1º. O preenchimento dos lugares com que cada partido Ior contemplado Iar-se-a segundo a ordem de
votação nominal dos seus candidatos.

§ 2º - So poderão concorrer a distribuição dos lugares os partidos que tiverem obtido quociente
eleitoral.


20
Art. 110 - Em caso de empate, haver-se-a por eleito o candidato mais idoso.

Art. 111 - Se nenhum partido ou coligação alcançar o quociente eleitoral, considerar-se-ão eleitos, até
serem preenchidos todos os lugares, os candidatos mais votados.

A Suplência:
Pode ocorrer de abrir-se uma vaga durante o periodo do mandato ou durante a legislatura, por morte,
renuncia ou cessação de mandato. Nestes casos, para evitar novas eleições, admite-se a convocação
de suplentes, mas, não havendo suplentes, Iar-se-a nova eleição, para o preenchimento da vaga, salvo
se Ialtarem menos de nove meses para terminar o periodo de mandato.

CÓDIGO ELEITORAL

Art. 112 - Considerar-se-ão Suplentes da representação partidaria:

I - os mais votados sob a mesma legenda e não eleitos eIetivos das listas dos respectivos partidos;

II - em caso de empate na votação, na ordem decrescente de idade.

Art. 113 - Na ocorrência de vaga, não havendo suplente para preenchê-la, Iar-se-a eleição, salvo se
Ialtarem menos de nove meses para Iindar o periodo de mandato.



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Questões de Concursos


01 -
(Ministério Publico/RS 41) Suponhamos que determinado candidato a Presidente da
Republica tenha sido eleito, mas seu candidato a Vice, não. Diante do Iato:
( ) a) Iar-se-ia nova eleição, dentro de 60 dias;
( ) b) assumiria o Vice com maior votação, mesmo se pertencente a outro partido ou
coligação;
( ) c) a suposição é absurda em Iace da Constituição Federal;
( ) d) assumiria o suplente do Vice;
( ) e) Iar-se-ia nova eleição dentro de 90 dias.


02 -
(Ministério Publico/SP 80) No ordenamento juridico-constitucional brasileiro, o plebiscito
constitui consulta popular prévia sobre matéria politica ou institucional, antes de sua
Iormulação legislativa, enquanto o reIerendo constitui consulta posterior a aprovação de
projeto de lei ou emenda constitucional, para ratiIicação ou rejeição, conIigurando um e
outro instrumentos de exercicio da soberania popular. As noções conceituais de plebiscito e
reIerendo aqui expendidas:
( ) a) estão corretas, aduzindo-se que a convocação do plebiscito é de competência
concorrente do Presidente da Republica e do Congresso Nacional;
( ) b) estão corretas, mas não se relacionam com o exercicio da soberania popular;
( ) c) estão corretas, aduzindo-se que a convocação do plebiscito é privativa do Presidente
da Republica;
( ) d) estão invertidas no que se relaciona ao momento de sua ocorrência, pois o reIerendo
antecede a deliberação parlamentar, e o plebiscito a sucede;
( ) e) estão corretas, aduzindo-se que a autorização do reIerendo e a convocação de
plebiscito são da competência exclusiva do Congresso Nacional.


03 -
(Ministério Publico/RS 42) Candidato a Presidente da Republica, registrado pelo partido X,
obteve, na eleição, 40 milhões de votos. Os demais candidatos somaram, juntos, 35 milhões
de votos, havendo 8 milhões de votos em branco e nulos. Nesse caso, o candidato mais
votado
( ) a) participara de nova eleição, que desprezara, então, os votos em branco e nulos.
( ) b) concorrera a nova eleição, ja que os votos em branco e nulos, somados aos dos
concorrentes, suplantaram os votos por si obtidos.
( ) c) sera considerado eleito Presidente da Republica.
( ) d) participara de um segundo turno eleitoral com o candidato que obteve a segunda
melhor votação.
( ) e) participara de nova eleição, que não desprezara os votos em branco e nulos.







22

04 -
(Delegado/SP 1998) Na eleição para Presidente da Republica, sera considerado eleito o
candidato que, registrado por partido politico, obtiver a maioria absoluta de votos
( ) a) computados os em branco e os nulos
( ) b) computados os em branco e não computados os nulos.
( ) c) não computados os em branco e os nulos.
( ) d) não computados os em branco e computados os nulos.


05 -
O sistema eleitoral acolhido no Brasil prevê:
( ) a) eleições simultâneas para os cargos eletivos em esIera municipal e estadual;
( ) b) o Estado como circunscrição, para Iins de eleição do Presidente da Republica;
( ) c) a possibilidade da apresentação de candidatos registrados por partidos politicos,
associações de classe e sindicatos;
( ) d) a técnica da representação proporcional em relação a eleição para a Câmara dos
Deputados e Assembléias Legislativas dos Estados-membros;
( ) e) suIragio universal, direto e o voto secreto e Iacultativo.


Gabarito
01.C 02.E 03.C 04.C 05.D

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02
Os Partidos Políticos






Introdução


Noções Gerais

Noções Iniciais:
O partido politico, segundo Bispo Sobrinho, é a organização de parte ou parcela do povo, segundo os
mesmos ideais politicos, com objetivo de desenvolver uma ação comum voltada ao exercicio dos
negocios do Governo. Essas instituições assumem Iundamental importância para assegurar o regime
democratico representativo, pois organizam as correntes politicas para a competição eleitoral e
coordenam a participação dessas correntes no processo governamental.

Direito Partidário:
A matéria reIerente aos partidos politicos não pertence propriamente ao Direito Eleitoral, pois que ja
surge a doutrina independente do Direito Partidario. Com eIeito, a lei eleitoral ja deixou ha muito de
regular a vida dos partidos politicos, tendo eles desde 1965 um conjunto de regramentos proprios.
Assim, somente para eIeito de uma melhor didatica é que encaixamos este capitulo sobre os partidos
politicos incluso nesta obra sobre direito eleitoral.

Origem e Evolução:
ConIorme Maurice Duverger, os partidos politicos nasceram e se desenvolveram ao mesmo tempo
que os processos eleitorais e parlamentares. Apareceram primeiramente sob a Iorma de comitês
eleitorais, encarregados não so de dar ao candidato o patrocinio de notabilidades, como de reunir os
Iundos necessarios a campanha. Historicamente, os partidos politicos começaram a surgir na
Inglaterra, no século XVI, como centros de polarização de Iorças, e so no século XVII se deIinem
precisamente. Surgiram estes decorrentes da busca de modo de aprimoramento da democracia
representativa, principalmente de aumentar o grau de democracia no sistema. Com esse objetivo,
surgiu associado a Hans Kelsen, um modelo que, em tese, acentuaria a inIluência dos eleitores sobre
o governo. Ela daria a estes não so a escolha dos governantes, mas igualmente das linhas mestras que
poriam em pratica. Trata-se da 'democracia pelos partidos¨.

pág. 1
Funções dos Partidos Políticos
Os partidos são chamados a cumprir na democracia uma Iunção delicada e importante. São eles os
incumbidos de mostrar ao eleitorado quais as opções politicas possiveis, indicando ao mesmo tempo
pessoas que aIiançam serem capazes de realiza-las. Outra Iunção importante dos partidos politicos é
o papel de organizar o processo eleitoral. Com eIeito, o partido atua de Iorma a estruturar o quadro de
candidatos que irão participar do pleito, selecionando-os e limitando-os em numeros. Promove
também de Iorma organizada a propaganda politica e assume importante tareIa de Iiscalizar o
processo eleitoral.

Importância Atual dos Partidos Políticos
A historia dos partidos politicos nos revela como a principio Ioram eles reprimidos, hostilizados e
desprezados tanto na doutrina como na pratica das instituições. Não havia lugar para o partido
politico na democracia, segundo deduziam da doutrina de Rousseau os seus intérpretes mais
reputados. Hoje, entende-se precisamente o contrario: a democracia é impossivel sem os partidos
politicos. Foi Burke o gênio precursor dessa mudança. Em seus escritos se estampou pela vez
primeira a compreensão do brilhante destino politico que o Iuturo reserva aos partidos no seio da
ordem democratica.


Características dos Partidos Políticos

1) O Conteúdo Programático:
Para exercer o papel de organizador das correntes politicas, os partidos pressupõem a existência de
programas que devem abranger as principais questões politicas do pais. Por mais diversas que sejam,
podem receber soluções que Iormam um todo coerente e logico. Sem duvida, o programa é a
identidade do partido. Pinto Ferreira inclusive conceitua os partidos politicos como grupos sociais de
pessoas que, tendo a mesma concepção sobre a Iorma desejavel da sociedade do Estado, se
congregam para a conquista do poder politico, para eIeito de realizar um determinado programa.

2) A Durabilidade:
Outra caracteristica inerente aos partidos politicos é a presunção de instituição duravel, ou seja, uma
organização cuja esperança de vida politica seja superior a de seus dirigentes no poder. Assim, a
vinculação dos partidos politicos a uma Iigura individual, ou mesmo poucos individuos, é muito
prejudicial ao sistema partidario, pois este acaba se tornando mais uma projeção individual do que
uma conIluência de pessoas e ideologias e, por conseqüência, esta Iadado ao desaparecimento
juntamente com seu mentor.

3) A Busca pelo Poder:
Todo partido politico tem por Iinalidade a tomada do poder, não pela Iorça, mas pelos meios
democraticos disponiveis na oportunidade, ou seja, pelo voto. Assim, não basta ao partido apenas
inIluenciar o poder ¸ não seria preciso ser partido pra Iazê-lo ¸ mas sim, é necessario a vontade
deliberada dos dirigentes nacionais e locais da organização de chegar ao poder e exerce-lo, sozinhos,
ou com outros.

pág. 2

Sistemas Partidários

Noções Iniciais:
A organização interna dos partidos varia de pais para pais, conIorme a legislação que os discipline.
Assim, apresentam varios sistemas partidarios que nada mais são do que o conjunto de partidos que
interagem e competem entre si pelo eleitorado. A idéia de competição é, por conseguinte, condição
determinante para a existência de um sistema partidario. Os sistemas partidarios são analisados de
acordo com o numero de partidos envolvidos na competição e com a dinâmica de Iuncionamento.
Assim, segundo o critério numérico, temos os sistemas de partido unico, o bipartidarismo e o
pluripartidarismo (aqui vale uma observação: o correto seria dizer 'bipartidismo¨ e
'pluripartidismo¨, porque as palavras derivam-se de 'partido¨ e não de 'partidario¨, mas a pratica
consagrou diIerentemente).

I - Sistemas de Partido Único:
Um sistema de partido unico parece uma contradição, pois partido sendo parte, pressupõe outras
partes. Mas na concepção marxista, o partido é representante dos interesses de classe. Por isso,
parecia correto que os regimes socialistas, ao proclamar a 'ditadura do proletariado¨, adotassem o
partido unico e construissem um sistema partidario não-competitivo. A partir dai, regimes totalitarios
(nazistas e Iascistas) adotaram também o partido unico como expressão da totalidade do pais. O que
era 'parte¨ passou a ser o 'todo¨. Nestes regimes a democracia é encarada com desprezo e desta
Iorma, a Iormação livre de partidos é considerada sintoma de perigosa Iragmentação da sociedade.


Sistema de Partido Hegemônico:
Não se deve conIundir o sistema de partido unico com o sistema de partido hegemônico. Neste
ultimo apesar de apenas um partido dominar o cenario politico, existe, ao menos no plano teorico,
a possibilidade de haver a alternância no poder.

II - Sistema Bipartidário:
Os sistemas bipartidarios são aqueles em que, independentemente do numero de partidos existentes,
apenas dois têm chances legitimas ¸ e periodicamente realizadas ¸ de governar sozinhos, sem
necessidade de recorrer a outros partidos. Portanto, nem todos os sistemas bipartidarios têm somente
dois partidos. Na Inglaterra, por exemplo, ha três partidos com representação parlamentar, mas
apenas o Partido Conservador e o Partido Trabalhista têm tido chances reais de chegar ao poder.
Possuem sistemas bipartidarios a Inglaterra, a Nova Zelândia, os Estados Unidos, entre outros. No
bipartidarismo o conceito-chave é a alternância no poder. Nos Estados Unidos houve uma longa
permanência do Partido Democrata na Presidência da Republica, entre 1932 e 1952, com Roosevelt e
Truman. Mas a idéia de alternância sempre esteve embutida no sistema, pois nesse periodo muitos
membros do Partido Republicano eram eleitos, tanto para os governos estaduais como para o
Congresso. Quando se abandona a idéia de alternância, o sistema corre dois riscos sérios: ou um dos
partidos desaparece ou o sistema se transIorma, de bipartidario, em sistema de partido hegemônico.

III - Sistema Pluripartidário:
Ja os sistemas pluripartidarios são aqueles que contam com mais de dois partidos com reais chances
de governar. Nesse sistema a competição é muito acirrada, porque o mesmo mercado politico
(eleitorado) é disputado por um numero maior de partidos. E também nos sistemas pluripartidarios
que se observa com mais Ireqüência a ocorrência de instabilidade politica. As alianças se Iazem de
maneira bastante variada e a indisciplina partidaria pode gerar sérias disIunções no sistema. Os
sistemas pluripartidarios podem ser pouco Iragmentados, com um numero de partidos relevantes
pág. 3
variando entre três e cinco partidos, em média, e uma distância ideologica pequena entre eles. Podem
também ser muito Iragmentados, com mais de cinco partidos e uma boa distância ideologica entre
eles. Quando o sistema é muito Iragmentado, nenhum dos partidos se aproxima da maioria absoluta
do Parlamento. Possuem sistemas pluripartidarios moderados os Paises Baixos, a Suiça, a Bélgica e a
Alemanha; e sistemas de pluripartidarismo polarizados a Italia, a Finlândia e o Brasil.


Princípios Gerais da Organização Partidária Nacional

Legislação:
Os partidos politicos são regidos atualmente pela Constituição Federal (artigo 17) e pela Lei
9.096/95, chamada de Lei Orgânica dos Partidos Politicos.

Art. 1° - O partiao politico, pessoa furiaica ae aireito privaao, aestina-se a assegurar, no
interesse ao regime aemocratico, a autenticiaaae ao sistema representativo e a aefenaer os
aireitos funaamentais aefiniaos na Constituição Feaeral.

Liberdade Partidária:
E livre a criação, Iusão, incorporação e extinção dos partidos politicos.

Art. 17 - E livre a criação, fusão, incorporação e extinção ae partiaos politicos, resguaraaaos a
soberania nacional, o regime aemocratico, o pluripartiaarismo, os aireitos funaamentais aa
pessoa humana e observaaos os seguintes preceitos. &RQVWLWXLomR)HGHUDO

Art. 2° E livre a criação, fusão, incorporação e extinção ae partiaos politicos cufos programas
respeitem a soberania nacional, o regime aemocratico, o pluripartiaarismo e os aireitos
funaamentais aa pessoa humana.

Caráter Nacional e Não Interferência Externa:
O partido politico deve ter carater nacional, não se admitindo organizações partidarias somente em
estados ou municipios.

Art. 17 - .........................................

I - carater nacional, &RQVWLWXLomR)HGHUDO

II - proibição ae recebimento ae recursos financeiros ae entiaaae ou governo estrangeiros ou ae
suborainação a estes, &RQVWLWXLomR)HGHUDO

Art. 5° - A ação ao partiao tem carater nacional e e exerciaa ae acorao com seu estatuto e
programa, sem suborainação a entiaaaes ou governos estrangeiros.

Prestação de Contas:

Art. 17 - .........................................

III - prestação ae contas a Justiça Eleitoral, &RQVWLWXLomR)HGHUDO

Funcionamento Parlamentar:

Art. 17 - .........................................
pág. 4

IJ - funcionamento parlamentar ae acorao com a lei. &RQVWLWXLomR)HGHUDO

Autonomia:
Os partidos têm autonomia para se organizar. Esta organização, porém deve Iuncionar em harmonia
com o regime democratico e sua estrutura interna também Iica sujeita ao mesmo principio, ou seja,
devem os partidos organizarem-se numa estrutura democratica. O estatuto do partido deve também
estabelecer normas de Iidelidade e disciplina partidarias, estando autorizados a prever sanções para
os atos de indisciplina e de inIidelidade.

Art. 17 - .........................................

§ 1° - E asseguraaa aos partiaos politicos autonomia para aefinir sua estrutura interna,
organi:ação e funcionamento, aevenao seus estatutos estabelecer normas ae fiaeliaaae e
aisciplina partiaarias. &RQVWLWXLomR)HGHUDO

Art. 3° - E asseguraaa, ao partiao politico, autonomia para aefinir sua estrutura interna,
organi:ação e funcionamento.

Direitos e Deveres dos Filiados:
Os partidos politicos possuem estatutos que devem ser observados por todos os Iiliados e suas
normas devem ser aplicadas segundo o principio da igualdade.

Art. 4° - Os filiaaos ae um partiao politico têm iguais aireitos e aeveres.

Personalidade 1urídica:
Atualmente, conIorme a Constituição Federal, o partido politico tem natureza de pessoa juridica de
direito privado. São constituidos como entidades civis, devendo, porém, registrar seus estatutos no
Tribunal Superior Eleitoral.

Art. 17 - .........................................

§ 2° - Os partiaos politicos, apos aaquirirem personaliaaae furiaica, na forma aa lei civil,
registrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral. &RQVWLWXLomR)HGHUDO

Art. 7° - O partiao politico, apos aaquirir personaliaaae furiaica na forma aa lei civil, registra
seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral.

1° - So e aamitiao o registro ao estatuto ae partiao politico que tenha carater nacional,
consiaeranao-se como tal aquele que comprove o apoiamento ae eleitores corresponaente a,
pelo menos, meio por cento aos votos aaaos na ultima eleição geral para a Camara aos
Deputaaos, não computaaos os votos em branco e os nulos, aistribuiaos por um terço, ou mais,
aos Estaaos, com um minimo ae um aecimo por cento ao eleitoraao que hafa votaao em caaa
um aeles.

2° - So o partiao que tenha registraao seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral poae
participar ao processo eleitoral, receber recursos ao Funao Partiaario e ter acesso gratuito ao
raaio e a televisão, nos termos fixaaos nesta Lei.

3° - Somente o registro ao estatuto ao partiao no Tribunal Superior Eleitoral assegura a
exclusiviaaae aa sua aenominação, sigla e simbolos, veaaaa a utili:ação, por outros partiaos,
ae variaçòes que venham a inau:ir a erro ou confusão.

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Propaganda e Fundo Partidário:

Art. 17 - .........................................

§ 3° - Os partiaos politicos têm aireito a recursos ao funao partiaario e acesso gratuito ao raaio
e a televisão, na forma aa lei. &RQVWLWXLomR)HGHUDO

Organização Democrática:
O partido politico deve ser uma organização de cunho democratico, não podendo ministrar instrução
militar. Esse controle, segundo José AIonso da Silva, visa repelir os partidos Iascistas, nazistas ou
integralistas do tipo dos que vigoraram na Italia, Alemanha e no Brasil.

Art. 17 - .........................................

§ 4° - E veaaaa a utili:ação pelos partiaos politicos ae organi:ação paramilitar. &RQVWLWXLomR
)HGHUDO

Art. 6° - E veaaao ao partiao politico ministrar instrução militar ou paramilitar, utili:ar-se ae
organi:ação aa mesma nature:a e aaotar uniforme para seus membros.







Criação, Fusão, Incorporação e
Extinção dos Partidos Políticos


A Criação do Partido

O Registro Civil:

Art. 8° - O requerimento ao registro ae partiao politico, airigiao ao cartorio competente ao
Registro Civil aas Pessoas Juriaicas, aa Capital Feaeral, aeve ser subscrito pelos seus
funaaaores, em numero nunca inferior a cento e um, com aomicilio eleitoral em, no minimo, um
terço aos Estaaos, e sera acompanhaao ae.

I - copia autêntica aa ata aa reunião ae funaação ao partiao,

II - exemplares ao Diario Oficial que publicou, no seu inteiro teor, o programa e o estatuto,

III - relação ae toaos os funaaaores com o nome completo, naturaliaaae, numero ao titulo
eleitoral com a Zona, Seção, Municipio e Estaao, profissão e enaereço aa resiaência.

1° - O requerimento inaicara o nome e função aos airigentes provisorios e o enaereço aa seae
ao partiao na Capital Feaeral.

2° - Satisfeitas as exigências aeste artigo, o Oficial ao Registro Civil efetua o registro no livro
corresponaente, expeainao certiaão ae inteiro teor.
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3° - Aaquiriaa a personaliaaae furiaica na forma aeste artigo, o partiao promove a obtenção ao
apoiamento minimo ae eleitores a que se refere o § 1° ao art. 7° e reali:a os atos necessarios
para a constituição aefinitiva ae seus orgãos e aesignação aos airigentes, na forma ao seu
estatuto.

O Registro no Tribunal Superior Eleitoral:

Art. 9° - Feita a constituição e aesignação, referiaas no § 3° ao artigo anterior, os airigentes
nacionais promoverão o registro ao estatuto ao partiao funto ao Tribunal Superior Eleitoral,
atraves ae requerimento acompanhaao ae.

I - exemplar autenticaao ao inteiro teor ao programa e ao estatuto partiaarios, inscritos no
Registro Civil,

II - certiaão ao registro civil aa pessoa furiaica, a que se refere o § 2° ao artigo anterior,

III - certiaòes aos cartorios eleitorais que comprovem ter o partiao obtiao o apoiamento minimo
ae eleitores a que se refere o § 1° ao art. 7°.

1° - A prova ao apoiamento minimo ae eleitores e feita por meio ae suas assinaturas, com
menção ao numero ao respectivo titulo eleitoral, em listas organi:aaas para caaa Zona, senao a
veraciaaae aas respectivas assinaturas e o numero aos titulos atestaaos pelo Escrivão Eleitoral.

2° - O Escrivão Eleitoral aa imeaiato recibo ae caaa lista que lhe for apresentaaa e, no pra:o ae
quin:e aias, lavra o seu atestaao, aevolvenao-a ao interessaao.

3° - Protocolaao o peaiao ae registro no Tribunal Superior Eleitoral, o processo respectivo, no
pra:o ae quarenta e oito horas, e aistribuiao a um Relator, que, ouviaa a Procuraaoria-Geral,
em ae: aias, aetermina, em igual pra:o, ailigências para sanar eventuais falhas ao processo.
4° Se não houver ailigências a aeterminar, ou apos o seu atenaimento, o Tribunal Superior
Eleitoral registra o estatuto ao partiao, no pra:o ae trinta aias.

Art. 10 - As alteraçòes programaticas ou estatutarias, apos registraaas no Oficio Civil
competente, aevem ser encaminhaaas, para o mesmo fim, ao Tribunal Superior Eleitoral.


Somente podera participar das eleições o partido que estiver devidamente registrado no Tribunal
Superior Eleitoral:

(Lei 9.504/97) Art 4° - Poaera participar aas eleiçòes o partiao que, ate um ano antes ao pleito,
tenha registraao seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral, conforme o aisposto em lei, e tenha,
ate a aata aa convenção, orgão ae aireção constituiao na circunscrição, ae acorao com o
respectivo estatuto.

Os Delegados do Partido:

Art. 11 - O partiao com registro no Tribunal Superior Eleitoral poae creaenciar,
respectivamente.

I - aelegaaos perante o Jui: Eleitoral,

II - aelegaaos perante o Tribunal Regional Eleitoral,

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III - aelegaaos perante o Tribunal Superior Eleitoral.

Paragrafo unico - Os aelegaaos creaenciaaos pelo orgão ae aireção nacional representam o
partiao perante quaisquer Tribunais ou Jui:es Eleitorais, os creaenciaaos pelos orgãos
estaauais, somente perante o Tribunal Regional Eleitoral e os Jui:es Eleitorais ao respectivo
Estaao, ao Distrito Feaeral ou Territorio Feaeral, e os creaenciaaos pelo orgão municipal,
perante o Jui: Eleitoral aa respectiva furisaição.

O Programa e o Estatuto:

Art. 14 - Observaaas as aisposiçòes constitucionais e as aesta Lei, o partiao e livre para fixar,
em seu programa, seus obfetivos politicos e para estabelecer, em seu estatuto, a sua estrutura
interna, organi:ação e funcionamento.

Art. 15 - O Estatuto ao partiao aeve conter, entre outras, normas sobre.

I - nome, aenominação abreviaaa e o estabelecimento aa seae na Capital Feaeral,

II - filiação e aesligamento ae seus membros,

III - aireitos e aeveres aos filiaaos,

IJ - moao como se organi:a e aaministra, com a aefinição ae sua estrutura geral e
iaentificação, composição e competências aos orgãos partiaarios nos niveis municipal, estaaual
e nacional, auração aos manaatos e processo ae eleição aos seus membros,

J - fiaeliaaae e aisciplina partiaarias, processo para apuração aas infraçòes e aplicação aas
penaliaaaes, asseguraao amplo aireito ae aefesa,

JI - conaiçòes e forma ae escolha ae seus canaiaatos a cargos e funçòes eletivas,

JII - finanças e contabiliaaae, estabelecenao, inclusive, normas que os habilitem a apurar as
quantias que os seus canaiaatos possam aespenaer com a propria eleição, que fixem os limites
aas contribuiçòes aos filiaaos e aefinam as aiversas fontes ae receita ao partiao, alem aaquelas
previstas nesta Lei,

JIII - criterios ae aistribuição aos recursos ao Funao Partiaario entre os orgãos ae nivel
municipal, estaaual e nacional que compòem o partiao,



A Fusão, Incorporação e Extinção dos Partidos

Art. 27 - Fica cancelaao, funto ao Oficio Civil e ao Tribunal Superior Eleitoral, o registro ao
partiao que, na forma ae seu estatuto, se aissolva, se incorpore ou venha a se funair a outro.

Art. 28 - O Tribunal Superior Eleitoral, apos transito em fulgaao ae aecisão, aetermina o
cancelamento ao registro civil e ao estatuto ao partiao contra o qual fique provaao.

I - ter recebiao ou estar recebenao recursos financeiros ae proceaência estrangeira,

II - estar suborainaao a entiaaae ou governo estrangeiros,

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III - não ter prestaao, nos termos aesta Lei, as aeviaas contas a Justiça Eleitoral,

IJ - que mantem organi:ação paramilitar.

1° - A aecisão fuaicial a que se refere este artigo aeve ser preceaiaa ae processo regular, que
assegure ampla aefesa.

2° - O processo ae cancelamento e iniciaao pelo Tribunal a vista ae aenuncia ae qualquer
eleitor, ae representante ae partiao, ou ae representação ao Procuraaor-Geral Eleitoral.

Art. 29 - Por aecisão ae seus orgãos nacionais ae aeliberação, aois ou mais partiaos poaerão
funair-se num so ou incorporar-se um ao outro.

1° - No primeiro caso, observar-se-ão as seguintes normas.

I - os orgãos ae aireção aos partiaos elaborarão profetos comuns ae estatuto e programa,

II - os orgãos nacionais ae aeliberação aos partiaos em processo ae fusão votarão em reunião
confunta, por maioria absoluta, os profetos, e elegerão o orgão ae aireção nacional que
promovera o registro ao novo partiao.

2° - No caso ae incorporação, observaaa a lei civil, cabera ao partiao incorporanao aeliberar
por maioria absoluta ae votos, em seu orgão nacional ae aeliberação, sobre a aaoção ao
estatuto e ao programa ae outra agremiação.

3° - Aaotaaos o estatuto e o programa ao partiao incorporaaor, reali:ar-se-a, em reunião
confunta aos orgãos nacionais ae aeliberação, a eleição ao novo orgão ae aireção nacional.

4° - Na hipotese ae fusão, a existência legal ao novo partiao tem inicio com o registro, no Oficio
Civil competente aa Capital Feaeral, ao estatuto e ao programa, cufo requerimento aeve ser
acompanhaao aas atas aas aecisòes aos orgãos competentes.

5° - No caso ae incorporação, o instrumento respectivo aeve ser levaao ao Oficio Civil
competente, que aeve, então, cancelar o registro ao partiao incorporaao a outro.

6° - Havenao fusão ou incorporação ae partiaos, os votos obtiaos por eles, na ultima eleição
geral para a Camara aos Deputaaos, aevem ser somaaos para efeito ao funcionamento
parlamentar, nos termos ao art. 13, aa aistribuição aos recursos ao Funao Partiaario e ao
acesso gratuito ao raaio e a televisão.

7° - O novo estatuto ou instrumento ae incorporação aeve ser levaao a registro e averbaao,
respectivamente, no Oficio Civil e no Tribunal Superior Eleitoral.

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A Filiação e a Disciplina Partidária


A Filiação Partidária

A Filiação ao Partido:
A Iiliação partidaria importa na aquisição de uma série de direitos e obrigações diante do partido
politico. Com a Iiliação, torna-se o eleitor apto a votar e ser votado para os orgãos partidarios, a
concorrer a cargos eletivos e tomar parte nas deliberações partidarias. A condição para que se possa
ser Iiliado a um partido politico é ser eleitor no municipio onde deseja se inscrever e estar no pleno
gozo de seus direitos politicos.

Art. 16 - So poae filiar-se a partiao o eleitor que estiver no pleno go:o ae seus aireitos politicos.

Art. 17 - Consiaera-se aeferiaa, para toaos os efeitos, a filiação partiaaria, com o atenaimento
aas regras estatutarias ao partiao.

Paragrafo unico - Deferiaa a filiação ao eleitor, sera entregue comprovante ao interessaao, no
moaelo aaotaao pelo partiao.

Arquivamento na 1ustiça Eleitoral:

Art. 19 - Na primeira semana aos meses ae maio e ae:embro ae caaa ano, o partiao envia, aos
Jui:es Eleitorais, para arquivamento, publicação e cumprimento aos pra:os ae filiação
partiaaria para efeito ae canaiaatura a cargos eletivos, a relação aos nomes ae toaos os seus
filiaaos, aa qual constara o numero aos titulos eleitorais e aas seçòes em que são inscritos.

1° - Se a relação não e remetiaa nos pra:os mencionaaos neste artigo, permanece inalteraaa a
filiação ae toaos os eleitores, constante aa relação remetiaa anteriormente.

2° - Os prefuaicaaos por aesiaia ou ma-fe poaerão requerer, airetamente a Justiça Eleitoral, a
observancia ao que prescreve o caput aeste artigo.

Condições para Concorrer a Cargo Eletivo:
E estabelecido o prazo de um ano de Iiliação no respectivo partido para que o candidato possa
concorrer as eleições majoritarias ou proporcionais. Cada partido, porém, podera aumentar este
prazo, desde que não o Iaça em ano de eleição.

Art. 18 - Para concorrer a cargo eletivo, o eleitor aevera estar filiaao ao respectivo partiao pelo
menos um ano antes aa aata fixaaa para as eleiçòes, maforitarias ou proporcionais.

Art. 20 - E facultaao ao partiao politico estabelecer, em seu estatuto, pra:os ae filiação
partiaaria superiores aos previstos nesta Lei, com vistas a canaiaatura a cargos eletivos.
Paragrafo unico. Os pra:os ae filiação partiaaria, fixaaos no estatuto ao partiao, com vistas a
canaiaatura a cargos eletivos, não poaem ser alteraaos no ano aa eleição.

Desligamento do Partido:
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Para se desIiliar do partido o interessado deve comunicar por escrito o desligamento a comissão
executiva e ao Juiz Eleitoral.

Art. 21 - Para aesligar-se ao partiao, o filiaao fa: comunicação escrita ao orgão ae aireção
municipal e ao Jui: Eleitoral aa Zona em que for inscrito.

Paragrafo unico - Decorriaos aois aias aa aata aa entrega aa comunicação, o vinculo torna-se
extinto, para toaos os efeitos.

Cancelamento da Filiação:
O cancelamento da Iiliação partidaria, ao contrario do desligamento, ocorre em decorrências de
Iatores independentes da sua vontade.

Art. 22 - O cancelamento imeaiato aa filiação partiaaria verifica-se nos casos ae.

I - morte,

II - peraa aos aireitos politicos,

III - expulsão,

IJ - outras formas previstas no estatuto, com comunicação obrigatoria ao atingiao no pra:o ae
quarenta e oito horas aa aecisão.

Paragrafo unico - Quem se filia a outro partiao aeve fa:er comunicação ao partiao e ao fui: ae
sua respectiva Zona Eleitoral, para cancelar sua filiação, se não o fi:er no aia imeaiato ao aa
nova filiação, fica configuraaa aupla filiação, senao ambas consiaeraaas nulas para toaos os
efeitos.


A Disciplina Partidária

Noções Gerais:
O Iiliado a partido politico esta submetido a um regime disciplinar, devendo se respeitar aos
principios programaticos e aos estatutos do partido.

Art. 23 - A responsabiliaaae por violação aos aeveres partiaarios aeve ser apuraaa e puniaa
pelo competente orgão, na conformiaaae ao que aisponha o estatuto ae caaa partiao.

1° - Filiaao algum poae sofrer meaiaa aisciplinar ou punição por conauta que não estefa
tipificaaa no estatuto ao partiao politico.

2° - Ao acusaao e asseguraao amplo aireito ae aefesa.

Art. 24 - Na Casa Legislativa, o integrante aa bancaaa ae partiao aeve suborainar sua ação
parlamentar aos principios aoutrinarios e programaticos e as airetri:es estabeleciaas pelos
orgãos ae aireção partiaarios, na forma ao estatuto.

Art. 25 - O estatuto ao partiao poaera estabelecer, alem aas meaiaas aisciplinares basicas ae
carater partiaario, normas sobre penaliaaaes, inclusive com aesligamento temporario aa
bancaaa, suspensão ao aireito ae voto nas reuniòes internas ou peraa ae toaas as prerrogativas,
cargos e funçòes que exerça em aecorrência aa representação e aa proporção partiaaria, na
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respectiva Casa Legislativa, ao parlamentar que se opuser, pela atituae ou pelo voto, as
airetri:es legitimamente estabeleciaas pelos orgãos partiaarios.

Art. 26 - Perae automaticamente a função ou cargo que exerça, na respectiva Casa Legislativa,
em virtuae aa proporção partiaaria, o parlamentar que aeixar o partiao sob cufa legenaa tenha
siao eleito.






As Finanças Partidárias


A Prestação de Contas

Noções Gerais:
As direções nacionais, estaduais e municipais dos partidos devem manter escrituração contabil, sendo
obrigatorio o envio a Justiça Eleitoral do balanço anual, até o dia 30 de abril do ano seguinte. Devem
os partidos conservar a documentação comprobatoria de suas prestações de contas por prazo não
inIerior a cinco anos. Os partidos devem também enviar balancetes mensais a Justiça Eleitoral, nos
anos que ocorrem eleições, para Iins de publicação na imprensa oIicial e, na sua Ialta no Cartorio
Eleitoral.

Art. 30 - O partiao politico, atraves ae seus orgãos nacionais, regionais e municipais, aeve
manter escrituração contabil, ae forma a permitir o conhecimento aa origem ae suas receitas e
a aestinação ae suas aespesas.

Art. 31 - E veaaao ao partiao receber, aireta ou inairetamente, sob qualquer forma ou pretexto,
contribuição ou auxilio pecuniario ou estimavel em ainheiro, inclusive atraves ae publiciaaae ae
qualquer especie, proceaente ae.

I - entiaaae ou governo estrangeiros,

II - autoriaaae ou orgãos publicos, ressalvaaas as aotaçòes referiaas no art. 38,

III - autarquias, empresas publicas ou concessionarias ae serviços publicos, socieaaaes ae
economia mista e funaaçòes instituiaas em virtuae ae lei e para cufos recursos concorram
orgãos ou entiaaaes governamentais,

IJ - entiaaae ae classe ou sinaical.

Art. 32 - O partiao esta obrigaao a enviar, anualmente, a Justiça Eleitoral, o balanço contabil
ao exercicio finao, ate o aia 30 ae abril ao ano seguinte.

1° - O balanço contabil ao orgão nacional sera enviaao ao Tribunal Superior Eleitoral, o aos
orgãos estaauais aos Tribunais Regionais Eleitorais e o aos orgãos municipais aos Jui:es
Eleitorais.

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2° - A Justiça Eleitoral aetermina, imeaiatamente, a publicação aos balanços na imprensa
oficial, e, onae ela não exista, proceae a afixação aos mesmos no Cartorio Eleitoral.

3° - No ano em que ocorrem eleiçòes, o partiao aeve enviar balancetes mensais a Justiça
Eleitoral, aurante os quatro meses anteriores e os aois meses posteriores ao pleito.

Art. 33 - Os balanços aevem conter, entre outros, os seguintes itens.

I - aiscriminação aos valores e aestinação aos recursos oriunaos ao funao partiaario,

II - origem e valor aas contribuiçòes e aoaçòes,

III - aespesas ae carater eleitoral, com a especificação e comprovação aos gastos com
programas no raaio e televisão, comitês, propaganaa, publicaçòes, comicios, e aemais
ativiaaaes ae campanha,

IJ - aiscriminação aetalhaaa aas receitas e aespesas.

Art. 34 - A Justiça Eleitoral exerce a fiscali:ação sobre a escrituração contabil e a prestação ae
contas ao partiao e aas aespesas ae campanha eleitoral, aevenao atestar se elas refletem
aaequaaamente a real movimentação financeira, os aispênaios e recursos aplicaaos nas
campanhas eleitorais, exiginao a observação aas seguintes normas.

I - obrigatorieaaae ae constituição ae comitês e aesignação ae airigentes partiaarios
especificos, para movimentar recursos financeiros nas campanhas eleitorais,

II - caracteri:ação aa responsabiliaaae aos airigentes ao partiao e comitês, inclusive ao
tesoureiro, que responaerão, civil e criminalmente, por quaisquer irregulariaaaes,

III - escrituração contabil, com aocumentação que comprove a entraaa e saiaa ae ainheiro ou
ae bens recebiaos e aplicaaos,

IJ - obrigatorieaaae ae ser conservaaa pelo partiao a aocumentação comprobatoria ae suas
prestaçòes ae contas, por pra:o não inferior a cinco anos,

J - obrigatorieaaae ae prestação ae contas, pelo partiao politico, seus comitês e canaiaatos, no
encerramento aa campanha eleitoral, com o recolhimento imeaiato a tesouraria ao partiao aos
salaos financeiros eventualmente apuraaos.

Paragrafo unico - Para efetuar os exames necessarios ao atenaimento ao aisposto no caput , a
Justiça Eleitoral poae requisitar tecnicos ao Tribunal ae Contas aa União ou aos Estaaos, pelo
tempo que for necessario.

Art. 35 - O Tribunal Superior Eleitoral e os Tribunais Regionais Eleitorais, a vista ae aenuncia
funaamentaaa ae filiaao ou aelegaao ae partiao, ae representação ao Procuraaor-Geral ou
Regional ou ae iniciativa ao Corregeaor, aeterminarão o exame aa escrituração ao partiao e a
apuração ae qualquer ato que viole as prescriçòes legais ou estatutarias a que, em materia
financeira, aquele ou seus filiaaos estefam sufeitos, poaenao, inclusive, aeterminar a quebra ae
sigilo bancario aas contas aos partiaos para o esclarecimento ou apuração ae fatos vinculaaos
a aenuncia.

Paragrafo unico - O partiao poae examinar, na Justiça Eleitoral, as prestaçòes ae contas
mensais ou anuais aos aemais partiaos, quin:e aias apos a publicação aos balanços financeiros,
aberto o pra:o ae cinco aias para impugna-las, poaenao, ainaa, relatar fatos, inaicar provas e
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peair abertura ae investigação para apurar qualquer ato que viole as prescriçòes legais ou
estatutarias a que, em materia financeira, os partiaos e seus filiaaos estefam sufeitos.

Art. 36 - Constataaa a violação ae normas legais ou estatutarias, ficara o partiao sufeito as
seguintes sançòes.

I - no caso ae recursos ae origem não mencionaaa ou esclareciaa, fica suspenso o recebimento
aas quotas ao funao partiaario ate que o esclarecimento sefa aceito pela Justiça Eleitoral,

II - no caso ae recebimento ae recursos mencionaaos no art. 31, fica suspensa a participação no
funao partiaario por um ano,

III - no caso ae recebimento ae aoaçòes cufo valor ultrapasse os limites previstos no art. 39, §
4°, fica suspensa por aois anos a participação no funao partiaario e sera aplicaaa ao partiao
multa corresponaente ao valor que exceaer aos limites fixaaos.

Art. 37 - A falta ae prestação ae contas ou sua aesaprovação total ou parcial, implica a
suspensão ae novas quotas ao funao partiaario e sufeita os responsaveis as penas aa lei,
cabiveis na especie, aplicaao tambem o aisposto no art. 28.

Paragrafo unico - A Justiça Eleitoral poae aeterminar ailigências necessarias a
complementação ae informaçòes ou ao saneamento ae irregulariaaaes encontraaas nas contas
aos orgãos ae aireção partiaaria ou ae canaiaatos.


O Fundo Partidário

Art. 38 - O Funao Especial ae Assistência Financeira aos Partiaos Politicos (Funao Partiaario)
e constituiao por.

I - multas e penaliaaaes pecuniarias aplicaaas nos termos ao Coaigo Eleitoral e leis conexas,

II - recursos financeiros que lhe forem aestinaaos por lei, em carater permanente ou eventual,

III - aoaçòes ae pessoa fisica ou furiaica, efetuaaas por intermeaio ae aepositos bancarios
airetamente na conta ao Funao Partiaario,

IJ - aotaçòes orçamentarias aa União em valor nunca inferior, caaa ano, ao numero ae
eleitores inscritos em 31 ae ae:embro ao ano anterior ao aa proposta orçamentaria,
multiplicaaos por trinta e cinco centavos ae real, em valores ae agosto ae 1995.

Art. 39 - Ressalvaao o aisposto no art. 31, o partiao politico poae receber aoaçòes ae pessoas
fisicas e furiaicas para constituição ae seus funaos.

1° - As aoaçòes ae que trata este artigo poaem ser feitas airetamente aos orgãos ae aireção
nacional, estaaual e municipal, que remeterão, a Justiça Eleitoral e aos orgãos
hierarquicamente superiores ao partiao, o aemonstrativo ae seu recebimento e respectiva
aestinação, funtamente com o balanço contabil.

2° - Outras aoaçòes, quaisquer que sefam, aevem ser lançaaas na contabiliaaae ao partiao,
aefiniaos seus valores em moeaa corrente.

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3° - As aoaçòes em recursos financeiros aevem ser, obrigatoriamente, efetuaaas por cheque
cru:aao em nome ao partiao politico ou por aeposito bancario airetamente na conta ao partiao
politico.

4° - O valor aas aoaçòes feitas a partiao politico, por pessoa furiaica, limita-se a importancia
maxima calculaaa sobre o total aas aotaçòes previstas no inciso IJ ao artigo anterior, corrigiaa
ate o mês em que se efetuar a aoação, obeaeciaos os seguintes percentuais.

I - para orgãos ae aireção nacional. ate aois aecimos por cento,

II - para orgãos ae aireção regional e municipal. ate aois centesimos por cento.

Art. 40 - A previsão orçamentaria ae recursos para o Funao Partiaario aeve ser consignaaa, no
Anexo ao Poaer Juaiciario, ao Tribunal Superior Eleitoral.

1° - O Tesouro Nacional aepositara, mensalmente, os auoaecimos no Banco ao Brasil, em conta
especial a aisposição ao Tribunal Superior Eleitoral.

2° - Na mesma conta especial serão aepositaaas as quantias arrecaaaaas pela aplicação ae
multas e outras penaliaaaes pecuniarias, previstas na Legislação Eleitoral.

Art. 41 - O Tribunal Superior Eleitoral, aentro ae cinco aias, a contar aa aata ao aeposito a que
se refere o § 1° ao artigo anterior, fara a respectiva aistribuição aos orgãos nacionais aos
partiaos, obeaecenao aos seguintes criterios.

I - um por cento ao total ao Funao Partiaario sera aestacaao para entrega, em partes iguais, a
toaos os partiaos que tenham seus estatutos registraaos no Tribunal Superior Eleitoral,

II - noventa e nove por cento ao total ao Funao Partiaario serão aistribuiaos aos partiaos que
tenham preenchiao as conaiçòes ao art. 13, na proporção aos votos obtiaos na ultima eleição
geral para a Camara aos Deputaaos.

Art. 42 - Em caso ae cancelamento ou caauciaaae ao orgão ae aireção nacional ao partiao,
revertera ao Funao Partiaario a quota que a este caberia.

Art. 43 - Os aepositos e movimentaçòes aos recursos oriunaos ao Funao Partiaario serão feitos
em estabelecimentos bancarios controlaaos pelo Poaer Publico Feaeral, pelo Poaer Publico
Estaaual ou, inexistinao estes, no banco escolhiao pelo orgão airetivo ao partiao.

Art. 44 - Os recursos oriunaos ao Funao Partiaario serão aplicaaos.

I - na manutenção aas seaes e serviços ao partiao, permitiao o pagamento ae pessoal, a
qualquer titulo, este ultimo ate o limite maximo ae vinte por cento ao total recebiao,

II - na propaganaa aoutrinaria e politica,

III - no alistamento e campanhas eleitorais,

IJ - na criação e manutenção ae instituto ou funaação ae pesquisa e ae aoutrinação e eaucação
politica, senao esta aplicação ae, no minimo, vinte por cento ao total recebiao.

1° - Na prestação ae contas aos orgãos ae aireção partiaaria ae qualquer nivel aevem ser
aiscriminaaas as aespesas reali:aaas com recursos ao Funao Partiaario, ae moao a permitir o
controle aa Justiça Eleitoral sobre o cumprimento ao aisposto nos incisos I e IJ aeste artigo.

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2° - A Justiça Eleitoral poae, a qualquer tempo, investigar sobre a aplicação ae recursos
oriunaos ao Funao Partiaario.







A Propaganda Partidária


A Propaganda no Rádio e Televisão

Noções Gerais:
O partido que atenda o disposto no artigo 13, ou seja, obteve na ultima eleição para a Câmara dos
Deputados o apoio de cinco por cento dos votos apurados, não computados os brancos e nulos,
distribuidos em pelo menos um terço dos estados, tendo no minimo de dois por cento do total de cada
um deles, tem assegurado o direito de veicular, em canal de radio e televisão, um programa em cadeia
nacional e outro em cadeia estadual, de vinte minutos e a utilização de quarenta minutos, para
inserções de trinta segundos ou um minuto nas redes nacionais, e de igual tempo nas emissoras
estaduais. Os demais partidos, que não se enquadram nas condições anteriores têm a realização de um
programa em cadeia nacional, em cada semestre, com a duração de dois minutos.

Art. 45 - A propaganaa partiaaria gratuita, gravaaa ou ao vivo, efetuaaa meaiante transmissão
por raaio e televisão sera reali:aaa entre as ae:enove horas e trinta minutos e as vinte e auas
horas para, com exclusiviaaae.

I - aifunair os programas partiaarios,

II - transmitir mensagens aos filiaaos sobre a execução ao programa partiaario, aos eventos
com este relacionaaos e aas ativiaaaes congressuais ao partiao,

III - aivulgar a posição ao partiao em relação a temas politico-comunitarios.

§ 1° - Fica veaaaa, nos programas ae que trata este Titulo.

I - a participação ae pessoa filiaaa a partiao que não o responsavel pelo programa,

II - a aivulgação ae propaganaa ae canaiaatos a cargos eletivos e a aefesa ae interesses
pessoais ou ae outros partiaos,

III - a utili:ação ae imagens ou cenas incorretas ou incompletas, efeitos ou quaisquer outros
recursos que aistorçam ou falseiem os fatos ou a sua comunicação.

§ 2° - O Tribunal Superior Eleitoral, fulganao proceaente representação ae partiao, cassara o
aireito ae transmissão a que faria fus, no semestre seguinte, ao partiao que contrariar o
aisposto neste artigo.

§ 3° - A propaganaa partiaaria, no raaio e na televisão, fica restrita aos horarios gratuitos
aisciplinaaos nesta Lei, com proibição ae propaganaa paga.
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Art. 46 - As emissoras ae raaio e ae televisão ficam obrigaaas a reali:ar, para os partiaos
politicos, na forma aesta Lei, transmissòes gratuitas em ambito nacional e estaaual, por
iniciativa e sob a responsabiliaaae aos respectivos orgãos ae aireção.

1° - As transmissòes serão em bloco, em caaeia nacional ou estaaual, e em inserçòes ae trinta
segunaos e um minuto, no intervalo aa programação normal aas emissoras.

2° - A formação aas caaeias, tanto nacional quanto estaauais, sera autori:aaa pelo Tribunal
Superior Eleitoral, que fara a necessaria requisição aos horarios as emissoras ae raaio e ae
televisão, meaiante requerimento aos orgãos nacionais aos partiaos, com anteceaência minima
ae quin:e aias.

3° - No requerimento a que se refere o paragrafo anterior, o orgão partiaario solicitara
confuntamente a fixação aas aatas ae formação aas caaeias, nacional e estaauais.

4° - O Tribunal Superior Eleitoral, inaepenaentemente ao ambito nacional ou estaaual aa
transmissão, havenao coinciaência ae aata, aara prioriaaae ao partiao que apresentou o
requerimento em primeiro lugar.

5° - As fitas magneticas com as gravaçòes aos programas em bloco ou em inserçòes serão
entregues as emissoras com a anteceaência minima ae ao:e horas aa transmissão.

6° - As inserçòes a serem feitas na programação aas emissoras serão aeterminaaas.

I - pelo Tribunal Superior Eleitoral, quanao solicitaaas por orgão ae aireção nacional ae
partiao,

II - pelo Tribunal Regional Eleitoral, quanao solicitaaas por orgão ae aireção estaaual ae
partiao.

7° - Em caaa reae somente serão autori:aaas ate ae: inserçòes ae trinta segunaos ou cinco ae
um minuto por aia.

Art. 47 - Para agili:ar os proceaimentos, conaiçòes especiais poaem ser pactuaaas airetamente
entre as emissoras ae raaio e ae televisão e os orgãos ae aireção ao partiao, obeaeciaos os
limites estabeleciaos nesta Lei, aanao-se conhecimento ao Tribunal Eleitoral aa respectiva
furisaição.

Art. 48 - O partiao registraao no Tribunal Superior Eleitoral que não atenaa ao aisposto no art.
13 tem asseguraaa a reali:ação ae um programa em caaeia nacional, em caaa semestre, com a
auração ae aois minutos.

Art. 49. O partiao que atenaa ao aisposto no art. 13 tem asseguraao.

I - a reali:ação ae um programa, em caaeia nacional e ae um programa, em caaeia estaaual em
caaa semestre, com a auração ae vinte minutos caaa,

II - a utili:ação ao tempo total ae quarenta minutos, por semestre, para inserçòes ae trinta
segunaos ou um minuto, nas reaes nacionais, e ae igual tempo nas emissoras estaauais.


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Questões de Concursos


01 - (Ministério Publico/SP 81) Os partidos politicos
( ) a) são pessoas juridicas de direito publico interno; devem ter carater nacional; seu
patrimônio, bens e serviços, bem como os de suas Iundações, não soIrem, por Iorça de
vedação constitucional, a instituição de impostos.
( ) b) são pessoas juridicas de direito publico interno; devem ter carater nacional; não podem
subordinar-se a governo estrangeiro.
( ) c) são pessoas juridicas de direito privado; acham-se proibidos de receber recursos
Iinanceiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes, mas não
têm direito a imunidade tributaria.
( ) d) são pessoas juridicas de direito privado; devem ter carater nacional; desIrutam de
imunidade tributaria; sujeitam-se a proibição de receber recursos Iinanceiro de
entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes.
( ) e) são pessoas juridicas de direito publico; não podem subordinar-se a entidade ou
governo estrangeiros, mas deles podem receber recursos Iinanceiros, sendo-lhes
também assegurada imunidade tributaria.


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Gabarito


01.'







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03

A 1ustiça Eleitoral

03.1 - Introdução


Noções Gerais

Noções Iniciais:
A Justiça Eleitoral é o ramo do Poder Judiciario que cuida do processo eleitoral, mais
especiIicamente com o Iim de assegurar a normal apuração da vontade popular. A Justiça Eleitoral
apresenta certas caracteristicas peculiares:
ƒ possui uma composição diversiIicada, Iormada por membros emprestados;
ƒ além da Iunção jurisdicional, exerce também Iunções administrativas;
ƒ seus membros exercem um mandato provisorio;

Composição:
A Justiça Eleitoral brasileira não possui um quadro exclusivo de magistrados eleitorais, sendo que
sua composição é Iormada por juizes e advogados de diIerentes areas do direito. Todo juiz eleitoral
vem para a Justiça Eleitoral como um empréstimo de outros ramos do Poder Judiciario.

Funções Administrativas:
Uma vez que a Justiça Eleitoral Iunciona como orgão executor das eleições no Pais, exerce diversas
Iunções administrativas, tais como:
ƒ o registro, controle de atuação e cassação do registro de partidos e a Iiscalização de suas
atividades Iinanceiras;
ƒ a realização da divisão eleitoral do pais;
ƒ a realização das eleições;
ƒ a realização de audiência plebiscitaria na criação de municipios;
ƒ o Iornecimento de transporte e alimentação a eleitores das areas rurais.
ƒ o alistamento eleitoral;
ƒ o registro de candidaturas.

2

Mandato Temporário:
Nenhum magistrado tem vinculação permanente na Justiça Eleitoral. Com o Iim de preservar a
imparcialidade do Judiciario e aIastar a possibilidade de interIerências politicas nos tribunais
eleitorais seus membros servem apenas por um periodo especiIico.

Os juízes dos tribunais eleitorais, salvo motivo justificado, servirão obrigatoriamente por
dois anos, e nunca por mais de dois biênios consecutivos.

Regras Específicas
Os biênios serão contados, ininterruptamente, sem o desconto de qualquer aIastamento nem
mesmo o decorrente de licença, Iérias, ou licença especial.
Os juizes aIastados por motivo de licença Iérias e licença especial, de suas Iunções na Justiça
comum, Iicarão automaticamente aIastados da Justiça Eleitoral pelo tempo correspondente
exceto quando com periodos de Iérias coletivas, coincidir a realização de eleição, apuração ou
encerramento de alistamento.
Da homologação da respectiva convenção partidaria até a apuração Iinal da eleição, não
poderão servir como juizes nos Tribunais Eleitorais, ou como juiz eleitoral, o cônjuge, perante
consangüineo legitimo ou ilegitimo, ou aIim, até o segundo grau, de candidato a cargo eletivo
registrado na circunscrição.
No caso de recondução para o segundo biênio observar-se-ão as mesmas Iormalidades
indispensaveis a primeira investidura.
Os substitutos dos membros eIetivos dos Tribunais Eleitorais serão escolhidos, na mesma
ocasião e pelo mesmo processo, em numero igual para cada categoria.


As Consultas

Noções Iniciais:
A Justiça Eleitoral é a unica que responde consultas. Estas consultas, porém, so serão respondidas
quando contenham indagação sobre a aplicação de preceito legal, que autorize interpretações
diIerenciadas. Devem sempre ser sobre problemas em tese, nunca sobre Iatos concretos.

Competência:
Somente o Tribunal Superior Eleitoral e os Tribunais Regionais têm competência para responder a
consultas sobre matéria eleitoral. Os juizes eleitorais não podem responder estas consultas, pois a lei
eleitoral não lhes da competência para tanto.

Legitimidade:
Somente podem Iormular consultas os juizes, partidos politicos ou coligações.


São características das consultas:
ƒ Possuem caráter pedagógico;
ƒ Não fazem coisa julgada;
ƒ Somente podem ser respondidas por órgãos colegiados (TREs e TSE).

3

03.2 - Os Órgãos da 1ustiça Eleitoral


Noções Gerais

Órgãos:
São orgãos da Justiça Eleitoral:
ƒ o Tribunal Superior Eleitoral;
ƒ os Tribunais Regionais Eleitorais;
ƒ os juizes eleitorais;
ƒ as Juntas Eleitorais.

1ustiça Eleitoral
Órgão Composição 1urisdição
Tribunal Superior Eleitoral Sete ministros Territorio nacional
Tribunais Regionais Eleitorais Sete juizes Estados e Distrito Federal
Juizes Eleitorais -
Juntas Eleitorais Três a cinco membros
Zona Eleitoral*
* Não deve ser conIundida a competência dos juizes eleitorais com a das juntas eleitorais. Enquanto que a competência
da junta so ocorre na apuração e na diplomação, a do juiz pode ocorrer em qualquer Iase do processo eleitoral.

Organização da 1ustiça Eleitoral:
ConIorme a Constituição Federal (art. 121, caput), lei complementar dispora sobre a organização e
competência dos Tribunais, dos juizes de direito e das juntas eleitorais.


A lei que atualmente dispõe sobre este assunto é o Código Eleitoral, Lei n°
4.737, de 15.07.1965, que, após a Constituição Federal, assumiu a natureza de
lei complementar na parte que trata da organização e competência dos
órgãos da 1ustiça Eleitoral.


O Tribunal Superior Eleitoral

Noções Iniciais:
O Tribunal Superior Eleitoral é a instância maxima da Justiça Eleitoral. Tem sede na Capital da
Republica e jurisdição em todo o Pais. A sua composição sera de no minimo sete membros. O artigo
119 da Constituição Federal dispõe sobre a composição do Tribunal Superior Eleitoral, derrogando
os artigos 16 e 17 do Codigo Eleitoral.


4
CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Art. 119 - O Tribunal Superior Eleitoral compor-se-a, no minimo, de sete membros,
escolhidos:

I - mediante eleição, pelo voto secreto:
a) três juizes dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal;
b) dois juizes dentre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça;

II - por nomeação do Presidente da Republica, dois juizes dentre seis advogados de notavel
saber juridico e idoneidade moral, indicados pelo Supremo Tribunal Federal.

ParagraIo unico - O Tribunal Superior Eleitoral elegera seu Presidente e o Vice-Presidente dentre os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, e o corregedor eleitoral dentre os Ministros do Superior
Tribunal de Justiça.

Composição do Tribunal Superior Eleitoral
Três juízes eleitos pelo voto secreto entre Ministros do STF
Dois juízes eleitos pelo voto secreto entre Ministros do STJ
Dois juízes nomeados pelo Presidente da
Republica
entre seis advogados de notavel saber
juridico e idoneidade moral indicados pelo
STF

Restrições:
Na composição do Tribunal Superior Eleitoral não poderão Iazer parte cidadãos que tenham entre si
parentesco, ainda que por aIinidade, até o quarto grau, seja o vinculo legitimo ou ilegitimo,
excluindo-se neste caso o que tiver sido escolhido por ultimo. A nomeação dos advogados de notavel
saber juridico e reputação ilibada, indicados pelo Supremo Tribunal Federal, não podera recair sobre
quem ocupa cargo publico de que possa ser demitido aa nutum; que seja diretor, proprietario ou socio
de empresa beneIiciada com subvenção, privilégio, isenção ou Iavor em virtude de contrato com a
administração publica, ou que exerça mandato de carater politico, Iederal, estadual ou municipal.

Escolha do Presidente, Vice-Presidente e do Corregedor:
O Presidente e o Vice-Presidente do Tribunal Superior Eleitoral serão escolhidos dentre os Ministros
do Supremo Tribunal Federal. O Corregedor Eleitoral sera escolhido dentre os Ministros do Superior
Tribunal de Justiça.

Conforme o Código Eleitoral as atribuições do Corregedor Geral serão fixadas pelo
Tribunal Superior Eleitoral (atualmente a Resolução TSE n° 7.651, de 24.08.65, trata
sobre as instruções que fixam as atribuições do Corregedor-Geral e dos Corregedores
Regionais da 1ustiça Eleitoral).
Conforme o Código Eleitoral, no desempenho de suas atribuições o Corregedor Geral se
locomoverá para os Estados e Territórios nos seguintes casos:
ƒ por determinação do Tribunal Superior Eleitoral;
ƒ a pedido dos Tribunais Regionais Eleitorais;
ƒ a requerimento de partido deferido pelo Tribunal Superior Eleitoral;
ƒ sempre que entender necessário.
Os provimentos emanados da Corregedoria Geral vinculam os Corregedores Regionais,
que lhes devem dar imediato e preciso cumprimento.

5

Deliberação:
O Tribunal Superior delibera por maioria de votos, em sessão publica, com a presença da maioria de
seus membros, porém certas decisões so poderão ser tomadas com a presença de todos os seus
membros. Nestas decisões, se ocorrer impedimento de algum juiz, sera convocado o substituto ou o
respectivo suplente.

São decisões em que é necessária a presença de TODOS os membros do Tribunal
Superior Eleitoral:
ƒ Interpretação do Código Eleitoral em face da Constituição Federal;
ƒ Cassação de registro de partido político;
ƒ Quaisquer recursos que importem anulação geral de eleições ou perda de
diplomas.

Suspeição e Impedimentos dos Membros do Tribunal Superior Eleitoral:
Qualquer interessado podera argüir a suspeição ou impedimento dos seus membros perante o
Tribunal Superior Eleitoral, assim como também do Procurador Geral ou de Iuncionarios de sua
Secretaria, nos casos previstos na lei processual civil ou penal e por motivo de parcialidade
partidaria, mediante o processo previsto em regimento. Sera ilegitima a suspeição quando o
excipiente a provocar ou, depois de maniIestada a causa, praticar ato que importe, aceitação do
argüido.


Excipiente Œ Aquele que opòe uma exceção (neste caso, impeaimento ou
suspeição).

Cumprimentos das Decisões:
Os Tribunais e juizes inIeriores devem dar imediato cumprimento as decisões, mandados, instruções
e outros atos emanados do Tribunal Superior Eleitoral.

Competências:
São competências do Tribunal Superior Eleitoral, dentre outras:
I - processar e julgar originariamente:
ƒ o registro e a cassação de registro de partidos politicos, dos seus diretorios nacionais e de
candidatos a Presidência e Vice-Presidência da Republica;
ƒ os conIlitos de jurisdição entre Tribunais Regionais e juizes eleitorais de Estados diIerentes;
ƒ a suspeição ou impedimento aos seus membros, ao Procurador-Geral e aos Iuncionarios da sua
Secretaria;
ƒ os crimes eleitorais e os comuns que lhes Iorem conexos cometidos pelos seus proprios juizes e
pelos juizes dos Tribunais Regionais;
ƒ o habeas corpus ou mandado de segurança, em matéria eleitoral, relativos a atos do Presidente
da Republica, dos Ministros de Estado e dos Tribunais Regionais; ou, ainda, o habeas corpus
quando houver perigo de se consumar a violência antes que o juiz competente possa prover a
impetração.



6
A Resolução n° 132/84, do Senado Federal, suspendeu a locução ~ou mandado de
segurança¨. Entretanto, conforme decisão do STF, fica mantida a competência do TSE
para o julgamento do mandado de segurança contra os atos dos Tribunais Regionais.

ƒ as reclamações relativas a obrigações impostas por lei aos partidos politicos, quanto a sua
contabilidade e a apuração da origem dos seus recursos;
ƒ as impugnações a apuração do resultado geral, proclamação dos eleitos e expedição de diploma
na eleição de Presidente e Vice-Presidente da Republica;
ƒ os pedidos de desaIoramento dos Ieitos não decididos nos Tribunais Regionais dentro de trinta
dias da conclusão ao relator, Iormulados por partido, candidato, Ministério Publico ou parte
legitimamente interessada;
ƒ as reclamações contra os seus proprios juizes que, no prazo de trinta dias a contar da conclusão,
não houverem julgado os Ieitos a eles distribuidos;
ƒ a ação rescisoria, nos casos de inelegibilidade, desde que intentada dentro de cento e vinte dias
de decisão irrecorrivel, possibilitando-se o exercicio do mandato eletivo até o seu trânsito em
julgado.
II - julgar os recursos interpostos das decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais.

Competências Privativas:
São competências privativas do Tribunal Superior Eleitoral, dentre outras:
ƒ elaborar o seu regimento interno;
ƒ organizar a sua Secretaria e a Corregedoria Geral, propondo ao Congresso Nacional a criação
ou extinção dos cargos administrativos e a Iixação dos respectivos vencimentos, provendo-os
na Iorma da lei;
ƒ conceder aos seus membros licença e Iérias assim como aIastamento do exercicio dos cargos
eIetivos;
ƒ aprovar o aIastamento do exercicio dos cargos eIetivos dos juizes dos Tribunais Regionais
Eleitorais;
ƒ propor a criação de Tribunal Regional na sede de qualquer dos Territorios;
ƒ propor ao Poder Legislativo o aumento do numero dos juizes de qualquer Tribunal Eleitoral,
indicando a Iorma desse aumento;
ƒ Iixar as datas para as eleições de Presidente e Vice-Presidente da Republica, senadores e
deputados Iederais, quando não o tiverem sido por lei:
ƒ aprovar a divisão dos Estados em zonas eleitorais ou a criação de novas zonas;
ƒ Iixar a diaria do Corregedor Geral, dos Corregedores Regionais e auxiliares em diligência Iora
da sede;
ƒ enviar ao Presidente da Republica a lista triplice organizada pelos Tribunais de Justiça;
ƒ responder, sobre matéria eleitoral, as consultas que lhe Iorem Ieitas em tese por autoridade com
jurisdição Iederal ou orgão nacional de partido politico;
ƒ autorizar a contagem dos votos pelas mesas receptoras nos Estados em que essa providência Ior
solicitada pelo Tribunal Regional respectivo;
ƒ requisitar a Iorça Iederal necessaria ao cumprimento da lei, de suas proprias decisões ou das
decisões dos Tribunais Regionais que o solicitarem, e para garantir a votação e a apuração;

7
ƒ organizar e divulgar a Sumula de sua jurisprudência;
ƒ requisitar Iuncionarios da União e do Distrito Federal quando o exigir o acumulo ocasional do
serviço de sua Secretaria;
ƒ publicar um boletim eleitoral;
ƒ tomar quaisquer outras providências que julgar convenientes a execução da legislação eleitoral;
ƒ expedir as instruções que julgar convenientes a execução do Codigo Eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral possui a competência normativa para disciplinar o
processo eleitoral através das instruções. Vale ressaltar que estas instruções não são leis,
são resoluções do TSE.

Orientação 1urisprudencial
Não cabe Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) para discutir assunto tratado nas instruções do
Tribunal Superior Eleitoral: a resolução pode, no maximo, caracterizar uma ilegalidade, nunca uma
inconstitucionalidade, o que inviabiliza o utilização de ADIn para discutir o assunto (ADIn n° 3.214
STF - questionava a validade juridico-constitucional da Resolução n° 21.702/04, do TSE, que reduziu o
numero de vereadores em todo o Pais).


O Tribunal Regional Eleitoral

Noções Iniciais:
Os Tribunais Regionais Eleitorais estão localizados nas capitais dos estados e no Distrito Federal e
são compostos por no minimo sete membros. A Constituição Federal dispõe sobre sua composição no
art. 120, derrogando os arts. 25 e 26 do Codigo Eleitoral.

CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Art. 120 - Havera um Tribunal Regional Eleitoral na capital de cada Estado e no Distrito Federal.

§ 1º - Os Tribunais Regionais Eleitorais compor-se-ão:

I - mediante eleição, pelo voto secreto:
a) de dois juizes dentre os desembargadores do Tribunal de Justiça;
b) de dois juizes, dentre juizes de direito, escolhidos pelo Tribunal de Justiça;

II - de um juiz do Tribunal Regional Federal com sede na capital do Estado ou no Distrito Federal, ou,
não havendo, de juiz Iederal, escolhido, em qualquer caso, pelo Tribunal Regional Federal respectivo;

III - por nomeação, pelo Presidente da Republica, de dois juizes dentre seis advogados de notavel
saber juridico e idoneidade moral, indicados pelo Tribunal de Justiça.

§ 2º - O Tribunal Regional Eleitoral elegera seu Presidente e o Vice-Presidente dentre os
desembargadores.






8

Composição dos Tribunais Regionais Eleitorais
Dois juízes eleitos pelo voto secreto entre desembargadores do Tribunal de Justiça
Dois juízes eleitos pelo voto secreto entre juizes de direito escolhidos pelo
Tribunal de Justiça
Um juiz escolhido pelo Tribunal
Regional Federal
entre juizes do Tribunal Regional Federal
com sede na capital do Estado ou no Distrito
Federal, ou, não havendo, de juiz Iederal,
escolhido, em qualquer caso, pelo Tribunal
Regional Federal respectivo
Dois juízes nomeados pelo Presidente da
Republica
entre seis advogados de notavel saber juridico
e idoneidade moral, indicados pelo Tribunal
de Justiça


Procedimento:
A lista, que não podera conter nome de Magistrado aposentado ou de membro do Ministério Publico,
sera organizada pelo Tribunal de Justiça e enviada ao Tribunal Superior Eleitoral. Recebidas as
indicações o Tribunal Superior divulgara a lista através de edital, podendo os partidos, no prazo de
cinco dias, impugna-la com Iundamento em incompatibilidade. Se a impugnação Ior julgada
procedente quanto a qualquer dos indicados, a lista sera devolvida ao Tribunal de origem para
complementação. Não havendo impugnação, ou desprezada esta, o Tribunal Superior encaminhara a
lista ao Poder Executivo para a nomeação.

Restrições:
Não podem Iazer parte do Tribunal Regional pessoas que tenham entre si parentesco, ainda que por
aIinidade, até o quarto grau, seja o vinculo legitimo ou ilegitimo, excluindo-se neste caso a que tiver
sido escolhida por ultimo. A nomeação dos advogados de notavel saber juridico e reputação ilibada,
indicados pelo Tribunal de Justiça, não podera recair sobre quem ocupa cargo publico de que possa
ser demitido aa nutum; que seja diretor, proprietario ou socio de empresa beneIiciada com
subvenção, privilégio, isenção ou Iavor em virtude de contrato com a administração publica, ou que
exerça mandato de carater politico, Iederal, estadual ou municipal.

Presidente e Vice:
A Constituição Federal alterou a composição dos Tribunais Regionais. Não ha mais três
desembargadores como dispõe o art. 26 do Codigo Eleitoral. Atualmente, o Tribunal Regional, na
Iorma de seu Regimento Interno, elegera seu Presidente e Vice-Presidente dentre os
desembargadores, e, normalmente, ao Vice-Presidente cabem as Iunções de Corregedor Regional
Eleitoral.

Deliberação:
Os Tribunais Regionais deliberam por maioria de votos, em sessão publica, com a presença da
maioria de seus membros. No caso de impedimento e não existindo quorum, sera o membro do
Tribunal substituido por outro da mesma categoria, designado na Iorma prevista na Constituição.





9

Suspeição:
Perante o Tribunal Regional, e com recurso voluntario para o Tribunal Superior qualquer interessado
podera argüir a suspeição dos seus membros, do Procurador Regional, ou de Iuncionarios da sua
Secretaria, assim como dos juizes e escrivães eleitorais, nos casos previstos na lei processual civil e
por motivo de parcialidade partidaria, mediante o processo previsto em regimento.

Competências:
São competências dos Tribunais Regionais Eleitorais, dentre outras:
I - processar e julgar originariamente:
ƒ o registro e o cancelamento do registro dos diretorios estaduais e municipais de partidos
politicos, bem como de candidatos a governador, vice-governador e membro do Congresso
Nacional e das Assembléias Legislativas;
ƒ os conIlitos de jurisdição entre juizes eleitorais do respectivo Estado;
ƒ a suspeição ou impedimentos aos seus membros, ao Procurador Regional e aos Iuncionarios da
sua Secretaria, assim como aos juizes e escrivães eleitorais;
ƒ os crimes eleitorais cometidos pelos juizes eleitorais;
ƒ as reclamações relativas a obrigações impostas por lei aos partidos politicos, quanto a sua
contabilidade e a apuração da origem dos seus recursos;
II - julgar os recursos interpostos:
ƒ dos atos e das decisões proIeridas pelos juizes e Juntas Eleitorais;
ƒ das decisões dos juizes eleitorais que concederem ou denegarem habeas corpus ou mandado de
segurança.

Competências Privativas:
São competências privativas dos Tribunais Regionais, dentre outras:
ƒ constituir as Juntas Eleitorais e designar a respectiva sede e jurisdição;
ƒ apurar, com os resultados parciais enviados pelas Juntas Eleitorais, os resultados Iinais das
eleições de governador e vice-governador, de membros do Congresso Nacional e expedir os
respectivos diplomas, remetendo dentro do prazo de 10 (dez) dias apos a diplomação, ao
Tribunal Superior, copia das atas de seus trabalhos;
ƒ responder, sobre matéria eleitoral, as consultas que lhe Iorem Ieitas, em tese, por autoridade
publica ou partido politico;
ƒ dividir a respectiva circunscrição em Zonas Eleitorais, submetendo esta divisão, assim como a
criação de novas Zonas, a aprovação do Tribunal Superior;
ƒ requisitar a Iorça necessaria ao cumprimento de suas decisões e solicitar ao Tribunal Superior a
requisição de Iorça Iederal;
ƒ cumprir e Iazer cumprir as decisões e instruções do Tribunal Superior;
ƒ determinar, em caso de urgência, providências para a execução da lei na respectiva
circunscrição.






10

Os 1uízes Eleitorais

Noções Iniciais:
Os juizes eleitorais são magistrados da Justiça Estadual, designados pelos Tribunais Regionais para
presidirem as Zonas Eleitorais. Cada comarca brasileira tem seu juiz eleitoral, ou, no caso de cidades
ou comarcas maiores, seus Juizes Eleitorais. A jurisdição de cada uma das Zonas Eleitorais cabe a
um juiz de direito em eIetivo exercicio e, na Ialta deste, ao seu substituto legal que goze das
prerrogativas da magistratura. A Justiça Eleitoral não possui quadro proprio de juizes, por esse
motivo, os magistrados da Justiça Comum exercem, cumulativamente, as Iunções de juiz eleitoral.

As Zonas Eleitorais:
A seção judiciaria presidida por um juiz eleitoral se chama Zona Eleitoral. As Zonas Eleitorais
devem corresponder as comarcas da Justiça Comum e, estas, aos municipios. Por diversas
razões, porém, isso nem sempre ocorre, havendo Zonas com jurisdição em mais de um
municipio e municipios com mais de uma Zona Eleitoral.

Competências:
São competências dos juizes eleitorais, dentre outras:
ƒ cumprir e Iazer cumprir as decisões e determinações do Tribunal Superior e do Regional;
ƒ processar e julgar os crimes eleitorais e os comuns que lhe Iorem conexos, ressalvada a
competência originaria do Tribunal Superior e dos Tribunais Regionais;
ƒ decidir habeas corpus e mandado de segurança em matéria eleitoral, desde que essa
competência não esteja atribuida privativamente a instância superior;
ƒ Iazer as diligências que julgar necessarias a ordem e presteza do serviço eleitoral;
ƒ tomar conhecimento das reclamações que lhe Iorem Ieitas verbalmente ou por escrito,
reduzindo-as a termo, e determinando as providências que cada caso exigir;
ƒ dirigir os processos eleitorais e determinar a inscrição e a exclusão de eleitores;
ƒ expedir os titulos eleitorais e conceder a transIerência de eleitor;
ƒ dividir a Zona em Seções Eleitorais;
ƒ ordenar o registro e cassação do registro dos candidatos aos cargos eletivos municipais e
comunica-los ao Tribunal Regional;
ƒ designar, até sessenta dias antes das eleições, os locais das Seções;
ƒ nomear, sessenta dias antes da eleição, em audiência publica anunciada com pelo menos cinco
dias de antecedência, os membros das Mesas Receptoras;
ƒ instruir os membros das Mesas Receptoras sobre as suas Iunções;
ƒ providenciar para a solução das ocorrências que se veriIicarem nas Mesas Receptoras;
ƒ tomar todas as providências ao seu alcance para evitar os atos viciosos das eleições.









11
As 1untas Eleitorais

Noções Iniciais:
As Juntas Eleitorais são orgãos colegiados de primeira instância da Justiça Eleitoral, gozando seus
membros, no exercicio de suas Iunções, de plenas garantias da magistratura de carreira, inclusive a
inamovibilidade (Constituição Federal, art. 121, § 1°).

Composição:
As Juntas Eleitorais são compostas por até cinco membros, um juiz de direito, que é o Presidente, e
por dois ou quatro cidadãos de notoria idoneidade. Os cidadãos são indicados pelo juiz eleitoral e
nomeados pelo Presidente do Tribunal Regional Eleitoral, sessenta dias antes da eleição, depois de
aprovados os nomes pelo orgão colegiado do Tribunal Regional Eleitoral. Os nomes das pessoas
indicadas para compor as Juntas são publicados no orgão oIicial do Estado, até dez dias antes da
nomeação, podendo qualquer partido, no prazo de três dias, impugnar as indicações em petição
Iundamentada.

Competências:
São competências das Juntas Eleitorais:
ƒ apurar, no prazo de dez dias, as eleições realizadas nas Zonas Eleitorais sob a sua jurisdição;
ƒ resolver as impugnações e demais incidentes veriIicados durante os trabalhos da contagem e da
apuração;
ƒ expedir os boletins de urna;
ƒ expedir diploma aos eleitos para cargos municipais.

Nos municípios onde houver mais de uma 1unta Eleitoral, a expedição dos diplomas será
feita pela que for presidida pelo 1uiz Eleitoral mais antigo, à qual as demais enviarão os
documentos da eleição.




12


Questões de Concursos


01 -
A organização e competência dos tribunais, juizes de direito e das juntas eleitorais são
disciplinadas, nos termos da Constituição Federal, por
( ) a) lei ordinaria.
( ) b) lei complementar.
( ) c) resolução do Tribunal Superior Eleitoral.
( ) d) resolução do Senado Federal.
( ) e) lei delegada.


02 -
Quanto a composição dos Tribunais Eleitorais, assinale a aIirmativa correta:
( ) a) Os componentes do Tribunal Superior Eleitoral são escolhidos por nomeação do
Presidente da Republica e aprovação do Congresso Nacional;
( ) b) Na composição dos membros do Tribunal Superior Eleitoral e Tribunal Regional
Eleitoral, os Juizes escolhidos pertencem a Justiça Federal;
( ) c) Para o Tribunal Superior Eleitoral e Tribunal Regional Eleitoral, não é permitida a
indicação para nomeação de advogados, ainda que de notavel saber juridico e
idoneidade moral;
( ) d) O Presidente e o Vice-Presidente do Tribunal Regional Eleitoral serão nomeados pelo
Presidente da Republica, entre os desembargadores do orgão do Tribunal de Justiça do
Estado;
( ) e) Entre os membros do Tribunal Regional Eleitoral, havera um juiz Iederal escolhido
pelo Tribunal Regional Federal.


03 -
Os juizes dos Tribunais Eleitorais são convocados para servir por um periodo de tempo:
( ) a) correspondente a um biênio;
( ) b) indeterminado;
( ) c) de três anos, podendo ser reconduzidos por igual periodo;
( ) d) de quatro anos;
( ) e) igual ao necessario para alcançar a aposentadoria compulsoria, aos 70 anos.


04 -
Os Tribunais Eleitorais maniIestam-se, quando provocados, por via de consulta Iormulada
por:
( ) a) eleitor, no exercicio de seus direitos politicos, buscando solução para as suas duvidas
individuais;
( ) b) partido politico, sobre a aplicação de preceito legal, que autorize interpretações
diIerenciadas;
( ) c) associação de simpatizantes e colaboradores de um determinado candidato;
( ) d) candidato, visando obter esclarecimentos sobre a interpretação de portaria baixada
pelo Juiz Eleitoral;
( ) e) Governador de Estado, candidato a reeleição, sobre o preenchimento dos requisitos
necessarios.




13
05 -
Indique a hipotese em que o Tribunal Superior Eleitoral delibera sem a necessidade da
presença de TODOS os seus membros:
( ) a) em processo de cassação de registro de partido politico;
( ) b) no julgamento de recurso interposto de decisão de Tribunal Regional, versando
inelegibilidade;
( ) c) na hipotese de recurso de apelação que importe anulação geral das eleições;
( ) d) apreciando hipotese de interpretação do Codigo Eleitoral a luz da Constituição.


06 -
A constituição das Juntas Eleitorais e a designação da respectiva sede e jurisdição
conIigura competência atribuida ao:
( ) a) Poder Executivo;
( ) b) Tribunal Superior Eleitoral;
( ) c) Poder Legislativo que executa essa incumbência mediante elaboração de lei;
( ) d) Tribunal Regional de cada Estado-membro;
( ) e) PreIeito de cada Municipio.


07 -
As Seções eleitorais Iuncionam em locais designados:
( ) a) 30 dias antes das eleições, pelos membros das Juntas Eleitorais;
( ) b) 45 dias antes das eleições, pelo Tribunal Superior Eleitoral;
( ) c) 45 dias antes das eleições, pelo Juiz de Direito da respectiva Zona Eleitoral.
( ) d) 60 dias antes das eleições, pelo Juiz de Direito da respectiva Zona Eleitoral.


08 -
E da competência do Tribunal Regional Eleitoral:
( ) a) propor a criação de Tribunal Regional Eleitoral nos Territorios do respectivo Estado;
( ) b) enviar ao Presidente da Republica a lista para a nomeação de dois cidadãos de notavel
saber juridico para integra-lo;
( ) c) apreciar mandados de segurança impetrados contra dirigentes de orgãos regionais de
partidos politicos;
( ) d) julgar os crimes eleitorais cometidos pelos juizes eleitorais.


09 -
O Tribunal Superior Eleitoral detém o poder normativo, disciplinando o processamento das
eleições por intermédio de:
( ) a) decretos legislativos;
( ) b) ordens internas;
( ) c) portarias;
( ) d) pareceres normativos;
( ) e) instruções.


10 -
Integram a Justiça Eleitoral, na qualidade de orgãos:
( ) a) as Varas Civeis da Justiça Federal;
( ) b) os Tribunais Federais instalados nas Capitais dos Estados-membros;
( ) c) o Tribunal Superior Eleitoral e, nos Estados, os Tribunais de Justiça;
( ) d) as Juntas Eleitorais e as Seções Eleitorais;
( ) e) os Tribunais Regionais Eleitorais e as Juntas Eleitorais.



14

Gabarito

01.B 02.E 03.A 04.B 05.B 06.D 07.D 08.D 09.E 10.E







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04
O Ministério
Público Eleitoral






Introdução


Noções Gerais

Noções Iniciais:
A Constituição Federal não inclui na estrutura do Ministério Publico a area eleitoral, não havendo
assim um Ministério Publico Eleitoral proprio com carreira especiIica e com quadro institucional
diIerenciado.

Legislação:
Lei Complementar n.º 75, de 20 de maio de 1993 A Lei Orgânica do Ministério Publico da União
dispõe sobre o Ministério Publico Eleitoral e o exercicio de suas Iunções, inclusive na parte relativa
ao Ministério Publico dos Estados.

Competência:
A atividade eleitoral do Ministério Publico é uma Iunção do Ministério Publico Federal

Art. 72 - Compete ao Ministerio Publico Feaeral exercer, no que couber, funto a Justiça
Eleitoral, as funçòes ao Ministerio Publico, atuanao em toaas as fases e instancias ao processo
eleitoral.

Paragrafo Único - O Ministerio Publico Feaeral tem legitimação para propor, perante o fui:o
competente, as açòes para aeclarar ou aecretar a nuliaaae ae negocios furiaicos ou atos aa
aaministração publica, infringentes ae veaaçòes legais aestinaaas a proteger a normaliaaae e a
legitimiaaae aas eleiçòes, contra a influência ao poaer econômico ou o abuso ao poaer politico
ou aaministrativo.




pág. 1
Legitimidade do Ministério Público Eleitoral:
Apos a promulgação da Constituição Federal, o Ministério Publico ganhou ampla legitimidade para
atuar, ora como parte, ora como Iiscal da lei, em todo o processo eleitoral.


Não existe a Iigura do Ministério Publico como substituto processual em matéria eleitoral. Desde
o alistamento e seus eventuais incidentes, a diplomação dos eleitos, e as ações e aos recursos que
dai podem decorrer, é imprescindivel a atuação do Ministério Publico Eleitoral nesses Ieitos.

Atuação do Ministério Público Eleitoral:
O Ministério Publico tem atuação em todas as Iases (preparatoria, votação, escrutinio e diplomação)
e instâncias (TSE, TRE, Juizes e Juntas Eleitorais).


A atuação dos partidos politicos, coligações e candidatos não impedira a do Ministério Publico,
mesmo em idêntico sentido.


Princípios

I - Princípio da Federalização:
Art. 37, I e art. 72 da Lei do Ministério Publico da União pertence ao Ministério Publico Federal, a
principio, a atribuição de oIiciar junto a Justiça Eleitoral, em todas as Iases do processo eleitoral.

II - Princípio da Delegação:
E uma exceção ao principio anterior. Por este principio, a lei delega ao Ministério Publico dos
Estados e do Distrito Federal a atribuição de oIiciar perante os juizes e juntas eleitorais (primeira
instância da Justiça Eleitoral).

III - Princípio da Excepcionalidade:
Por este principio, membros do Ministério Publico dos Estados podiam atuar como auxiliares dos
Procuradores Regionais Eleitorais, na segunda instância, junto aos Tribunais Regionais Eleitorais, se
por eles requisitados. Com a entrada em vigor da Lei Orgânica do Ministério Publico de 1993, a
atuação da segunda instância é exclusiva do Ministério Publico Federal.


Funções do Ministério Público Eleitoral

I - Atuação do Ministério Público Eleitoral no Período sem Eleição:

1) Acompanhar os pedidos de alistamento de eleitores e os pedidos de transIerência de titulos, bem
como os cancelamentos de inscrição, obtendo ou pedindo vista dos processos que apresentarem
alguma particularidade, principalmente em casos do art. 45, § 2.º, do Codigo Eleitoral, requerendo,
representando, recorrendo e contra-arrazoando, se Ior o caso (art. 45, § 7.º, do CE), tudo como se
assegura aos partidos politicos (arts. 57, § 2.º; 66 e seus incisos e no art. 71, § 1.º, do CE).

pág. 2

2) Instaurar e acompanhar todos os processos de aplicação de multas eleitorais promovendo as
respectivas execuções.

3) Acompanhar a Iiscalização da Justiça Eleitoral de primeira instância na escrituração contabil e na
prestação de contas dos partidos e das campanhas eleitorais, requerendo o que entender de direito.

4) Velar pela correta observância e aplicação da lei eleitoral, tomando as providências necessarias
nos casos de transgressão.

5) Exercer todas as atribuições previstas para a instauração e andamento das ações penais eleitorais,
inclusive da legislação criminal eleitoral extravagante.

6) Acompanhar, juntamente com o Ministério Publico incumbido da Execução Penal comum, as
execuções relativas aos processos criminais eleitorais.

7) Proceder o exame a que se reIere o art. 35, paragraIo unico, da Lei n.º 9.096/95, quando a
prestação de contas ocorrer perante os juizes eleitorais.

8) Requerer, no juizo eleitoral, a suspensão dos direitos politicos, principalmente em decorrência da
condenação criminal deIinitiva, promovendo a sua execução e restauração.

II - Atuação do Ministério Público Eleitoral na Fase Preparatória do Pleito:

1) Opinar, em vista que lhe deve ser pessoalmente concedida e se não Ior deve ser requerida em
todos os processos de pedidos de registro de candidatura.

2) Impugnar pedido de registro de candidatura atuando como parte e, quando não o Ior, como custos
legis.

3) Fiscalizar amplamente o exercicio do direito de propaganda dos partidos politicos, zelando pelo
cumprimento da lei eleitoral e providenciando contra as irregularidades e seus autores (CE, art. 245.
§ 3.º).

4) Ingressar com o pedido de Investigação Judicial Eleitoral, quando Ior o caso (LC 64/90, art. 19).

5) Acompanhar o processo de nomeação dos mesarios, escrutinadores e auxiliares, oIiciando nos
pedidos de dispensa e recusa dos serviços eleitorais, exercendo direito de impugnação motivada, na
Iorma dos arts. 36, § 2.º e 121, caput do Codigo Eleitoral.

6) Acompanhar a nomeação dos membros das Juntas Eleitorais, exercendo o direito de representar a
Procuradoria Regional Eleitoral, sempre que Ior caso de impugnação dos nomeados (art. 36, §§ 1.º e
2.º, do CE).

7) Zelar pela boa execução dos demais atos preparatorios do pleito, mormente os relativos as seções
eleitorais, mesas receptoras e suas localizações (CE, art. 135, § 7.º).


pág. 3
III - Atuação do Ministério Público Eleitoral na Fase da Eleição:

1) Opinar, oralmente ou por escrito, em todos os casos surgidos no dia das eleições, em sua esIera de
atribuição, inclusive em matéria criminal (representação de prisão preventiva, parecer em pedido de
liberdade provisoria, etc.).

2) Impugnar a atuação de mesario, Iiscal ou delegado de partido politico, requerendo a sua
destituição toda vez que sua atuação contrariar a lei eleitoral, mormente no que se reIere a ilegal
composição da mesa receptora de votos, bem como exercer, se Ior o caso, o direito de impugnação a
identidade do eleitor (CE, art. 220, I e art. 147, § 1.º).

3) Fiscalizar a entrega de urnas certiIicando-se que todas as seções encerram o recebimento de votos
no horario legal, observando eventual caso de violação e tomando as providências necessarias (CE,
art. 165, § 1.º, I a V).

4) Requerer, quando não determinado de oIicio pelo Juiz Eleitoral, designação de policiamento para
guardar as urnas, em prédio seguro, desde a votação até a apuração (CE, art. 155, §§ 1.º e 2.º).

5) Fiscalizar a correção e a expedição do boletim de contagem a que se reIere o art. 156 do Codigo
Eleitoral, pelo Juiz Eleitoral ao TRE (CE, art. 156, § 3.º).

6) Eventualmente, iniciar suas atividades relativas ao escrutinio que, em algumas eleições e em
algumas zonas, podera começar no mesmo dia da eleição (CE, arts. 188 a 196).

IV - Atuação do Ministério Público Eleitoral na Fase de Apuração:

1) Fiscalizar a instalação da Junta Eleitoral e a regularidade de seu eventual desmembramento em
turmas (CE, art. 160).

2) Acompanhar, pessoalmente, o escrutinio, requerendo as providências necessarias para coibir
ilegalidades da parte dos escrutinadores e auxiliares, candidatos, Iiscais e delegados. Zelar pela
concessão de direito de ampla Iiscalização aos partidos politicos.

3) Impugnar Iiscal ou delegado de partido politico cuja credenciação, ou atuação, contrariem a lei
eleitoral.

4) Apresentar impugnações, interpor recursos, arrazoar e contra-arrazoar, tudo na Iorma do art. 169 e
seguintes, combinados com o art. 24, IV, do Codigo Eleitoral.

5) ManiIestar-se, em parecer, oralmente ou por escrito, de Iorma sumaria, antes da decisão da Junta
Eleitoral sobre as impugnações de votos Iormuladas por terceiros, atuando como custos legis (CE,
art. 24, IV).

6) Receber, conIerir e assinar boletins, mapas e atas eleitorais emitidos pela Junta Eleitoral,
requerendo o que entender necessario para coibir ou corrigir as eventuais ilegalidades (CE, art. 179, §
4.º).
pág. 4

V - Atuação do Ministério Público Eleitoral na Fase da Diplomação:

1) Fiscalizar a expedição de diplomas eleitorais, zelando pela coincidência de seus dados (art. 215,
paragraIo unico do CE) com os resultados da totalização deIinitiva do pleito, expedidos pela Junta
Eleitoral.

2) Assistir a sessão de diplomação realizada pela Junta Eleitoral, com assento a direita de seu
presidente, sendo dela previamente notiIicado (Lei n.º 8.625/93, art. 41, IV e XI).

3) Ajuizar Ação de Impugnação de Mandato Eletivo ou Interpor Recurso Contra Diplomação,
quando Ior o caso (Constituição Federal, art. 14, § 10 e CE, art. 162).


O Procurador Geral Eleitoral

Art. 73 - O Procuraaor-Geral Eleitoral e o Procuraaor-Geral aa Republica.

Paragrafo Único - O Procuraaor-Geral Eleitoral aesignara, aentre os Subprocuraaores-Gerais
aa Republica, o Jice-Procuraaor-Geral Eleitoral, que o substituira em seus impeaimentos e
exercera o cargo em caso ae vacancia, ate o provimento aefinitivo.

Art. 74 - Compete ao Procuraaor-Geral Eleitoral exercer as funçòes ao Ministerio Publico nas
causas ae competência ao Tribunal Superior Eleitoral.

Paragrafo Único - Alem ao Jice-Procuraaor-Geral Eleitoral, o Procuraaor-Geral poaera
aesignar, por necessiaaae ae serviço, membros ao Ministerio Publico Feaeral para oficiarem,
com sua aprovação, perante o Tribunal Superior Eleitoral.

Art. 75 - Incumbe ao Procuraaor-Geral Eleitoral.
I - aesignar o Procuraaor Regional Eleitoral em caaa Estaao e no Distrito Feaeral,
II - acompanhar os proceaimentos ao Corregeaor-Geral Eleitoral,
III - airimir conflitos ae atribuiçòes,
IJ - requisitar serviaores aa União e ae suas autarquias, quanao o exigir a necessiaaae ao
serviço, sem prefui:o aos aireitos e vantagens inerentes ao exercicio ae seus cargos ou
empregos.

Art. 76 - O Procuraaor Regional Eleitoral, funtamente com o seu substituto, sera aesignaao pelo
Procuraaor-Geral Eleitoral, aentre os Procuraaores Regionais aa Republica no Estaao e no
Distrito Feaeral, ou, onae não houver, aentre os Procuraaores aa Republica vitalicios, para um
manaato ae aois anos.

§ 1° - O Procuraaor Regional Eleitoral poaera ser reconau:iao uma ve:.

§ 2° - O Procuraaor Regional Eleitoral poaera ser aestituiao, antes ao termino ao manaato, por
iniciativa ao Procuraaor-Geral Eleitoral, anuinao a maioria absoluta ao Conselho Superior ao
Ministerio Publico Feaeral.

Art. 77 - Compete ao Procuraaor Regional Eleitoral exercer as funçòes ao Ministerio Publico
nas causas ae competência ao Tribunal Regional Eleitoral respectivo, alem ae airigir, no
Estaao, as ativiaaaes ao setor.

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Paragrafo Único - O Procuraaor-Geral Eleitoral poaera aesignar, por necessiaaae ae serviço,
outros membros ao Ministerio Publico Feaeral para oficiar, sob a cooraenação ao Procuraaor
Regional, perante os Tribunais Regionais Eleitorais.

Art. 78 - As funçòes eleitorais ao Ministerio Publico Feaeral perante os Jui:es e Juntas
Eleitorais serão exerciaas pelo Promotor Eleitoral.


Atuação do Ministério Público Estadual

Art. 79 - O Promotor Eleitoral sera o membro ao Ministerio Publico local que oficie funto ao
Jui:o incumbiao ao serviço eleitoral ae caaa Zona.

Paragrafo Único - Na inexistência ae Promotor que oficie perante a Zona Eleitoral, ou havenao
impeaimento ou recusa fustificaaa, o Chefe ao Ministerio Publico local inaicara ao Procuraaor
Regional Eleitoral o substituto a ser aesignaao.

Ministério Público Federal TSE / TRE
Ministério Público dos Estados Juiz Eleitoral e Juntas Eleitorais


Garantias e Prerrogativas, Deveres e Impedimentos

Noções Gerais:
São as seguintes garantias, prerrogativas, deveres e impedimentos dos membros do Ministério
Publico Eleitoral:
a) não podem ser convocados para Iunções de mesarios, escrutinadores ou auxiliares;
b) não podem integrar Junta Eleitoral;
c) podem votar em qualquer seção da zona em que atuar e em eleições municipais, podera votar
em qualquer seção do municipio;
d) tem preIerência para votar;
e) os promotores eleitorais recebem também gratiIicações pela prestação de serviço a Justiça
Eleitoral.

Filiação a Partido Político:
A Iiliação a partido politico é causa de impedimento absoluto para o exercicio das Iunções eleitorais
do Ministério Publico, até dois anos apos o seu cancelamento.

Art. 80 - A filiação a partiao politico impeae o exercicio ae funçòes eleitorais por membro ao
Ministerio Publico, ate aois anos ao seu cancelamento.


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Questões de Concursos


01 -
(Ministério Publico/MG 38) E correto dizer que são atribuições legais do orgão de execução
do Ministério Publico perante o Juiz Eleitoral:

(I) representar contra os partidos politicos cujos programas ou estatutos adotam ideologias
contrarias ao regime politico e econômico vigente no pais, objetivando o ajustamento dos
mesmos ou o cancelamento dos respectivos registros;

(II) Iiscalizar o cumprimento da lei eleitoral em todas as Iases do processo eleitoral,
tomando as providências necessarias em caso de transgressão;

(III) prestar orientações escritas ou verbais aos partidos politicos, coligações, candidatos,
imprensa e orgãos de pesquisa de opinião publica, objetivando a correta compreensão da lei
eleitoral e o seu Iiel cumprimento;

(IV) promover a ação penal eleitoral ou representar ao Procurador Regional Eleitoral para
Iazê-lo quando a competência Ior do TRE;

(V) ajuizar ação de impugnação de mandato eletivo ou interpor recurso contra diplomação,
quando Ior o caso.

( ) a) todos os enunciados são corretos;
( ) b) os enunciados I, III e IV são corretos;
( ) c) somente os enunciados I e III são corretos;
( ) d) os enunciados II, IV e V são corretos;
( ) e) nenhum dos enunciados é inteiramente correto.


pág. 7


Gabarito


01.'







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1
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05

Os Direitos Políticos

05.1 - Introdução


Noções Gerais

Noções Iniciais:
Segundo José AIonso da Silva, os direitos politicos consistem no conjunto de normas que asseguram
o direito subjetivo de participação no processo politico e nos orgãos governamentais garantindo a
participação do povo no poder de dominação politica por meio das diversas modalidades de suIragio.

Perda ou Suspensão dos Direitos Políticos:
O individuo esta no pleno gozo dos direitos politicos quando lhe é possivel alistar-se, votar, ser
votado, participando das atividades do Estado. Aquele que teve suspenso ou perdeu seus direitos
politicos não esta no pleno gozo destes direitos. A Constituição Federal veda a cassação dos direitos
politicos, sendo possivel somente sua perda ou suspensão em determinadas situações. A perda e a
suspensão dos direitos politicos podem-se dar, respectivamente de Iorma deIinitiva ou temporaria.

Constituição Federal

Art. 15 - E vedada a cassação de direitos politicos, cuja perda ou suspensão so se dara nos casos de:

I - cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado;

II - incapacidade civil absoluta;

III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus eIeitos;

IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII;

V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º.




2
Perda:
Ocorrera a perda quando: houver cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado e
no caso de recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa (é o caso do serviço
militar obrigatorio).

Suspensão:
A suspensão dos direitos politicos pode ocorrer por:
a) incapacidade civil absoluta;
b) condenação criminal com trânsito em julgado enquanto durarem seus eIeitos;
c) pratica de atos de improbidade administrativa.
A suspensão permanece enquanto persistirem os motivos desta, ou seja, enquanto não retoma a
capacidade civil, o individuo tera seus direitos politicos suspensos; readquirindo-a, alcançara,
novamente o status de cidadão. Também são passiveis de suspensão os condenados criminalmente
(com sentença transitado em julgado) que, cumprida a pena, readquirem os direitos politicos; no caso
de improbidade administrativa, a suspensão sera, da mesma Iorma, temporaria.

Todos os sentenciados que sofrerem condenação criminal com trânsito em julgado
estarão com seus direitos políticos suspensos até que ocorra a extinção da punibilidade,
seja pelo cumprimento da pena ou por qualquer outra das espécies previstas no Código
Penal (artigo 107), independentemente de reabilitação ou de prova de reparação de
danos (6~PXODGR76().

Capacidade Eleitoral Ativa:
A capacidade eleitoral ativa consiste no direito de votar, caracterizando o eleitor como seu titular. O
brasileiro adquire a capacidade ativa com o alistamento eleitoral, Iacultativo a partir dos dezesseis
anos e obrigatorio a partir dos dezoito anos.

Todas as legislações eleitorais fixam uma idade mínima, com a qual o cidadão adquire o
direito de votar e atinge a maioridade política ou eleitoral. Trata-se de um mínimo, a fim
de se permitir uma certa maturidade de espírito, habilitando o indivíduo a um relativo
discernimento da vida pública.

Capacidade Eleitoral Passiva:
Consiste no direito de ser votado, caracterizando o elegivel. A capacidade eleitoral passiva tem como
pressuposto a capacidade eleitoral ativa, uma vez que ninguém pode ser votado se não Ior titular do
direito de votar.

Condições de Elegibilidade e Causas de Inelegibilidade:
A Constituição distingue entre condições de elegibilidade e causas de inelegibilidade. As condições
de elegibilidade constituem requisitos a serem preenchidos para que o cidadão possa concorrer a
eleições. Ja as inelegibilidades constituem impedimentos que obstam o cidadão de concorrer a
eleições, embora preencha os pressupostos de elegibilidade.








3


Condições de Elegibilidade

As condições de elegibilidade encontram-se na Constituição Federal. São condições de elegibilidade:

Constituição Federal

Art. 14 - .......................................................................

§ 3º - São condições de elegibilidade, na Iorma da lei:

I - a nacionalidade brasileira;

II - o pleno exercicio dos direitos politicos;

III - o alistamento eleitoral;

IV - o domicilio eleitoral na circunscrição;

V - a Iiliação partidaria;

VI - a idade minima de:
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da Republica e Senador;
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;
c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, PreIeito, Vice-PreIeito e juiz de
paz;
d) dezoito anos para Vereador.

I - Nacionalidade Brasileira:
Os cargos de Presidente e de Vice-Presidente da Republica são privativos de brasileiro nato,
conIorme determina o art. 12, § 3º da Constituição Federal. Os demais cargos eletivos governador,
vice-governador, senador, deputado Iederal, deputado estadual, deputado distrital, preIeito, vice-
preIeito e vereador podem ser disputados e ocupados também por brasileiros naturalizados.

II - O Pleno Exercício dos Direitos Políticos:
So podem ser candidatos e, de conseqüência, ser eleitos os cidadãos brasileiros que estiverem no
pleno gozo de seus direitos politicos.

III - O Alistamento Eleitoral:
O alistamento é o processo pelo qual o cidadão vai provar sua qualidade para se tornar eleitor, com
base no que sera Ieita sua inscrição no cadastro dos eleitores.

IV - O Domicílio Eleitoral:
O domicilio eleitoral na circunscrição, pelo prazo que a lei estabelece, de um ano, no minimo, antes
do pleito, é uma condição de elegibilidade, nos termos do que dispõe o art. 14, § 3.º, IV da
Constituição Federal.

V - A Filiação Partidária:
So podem ser candidatos cidadãos que estejam regularmente Iiliados a partidos politicos. O prazo
minimo de Iiliação partidaria é de um ano antes do dia das eleições.


4
Os magistrados e membros dos Tribunais de Contas, por estarem submetidos à vedação
constitucional de filiação partidária, estão dispensados de cumprir o prazo de filiação de
um ano.

VI - Idade Mínima:
A Constituição Federal estabelece a idade minima para que o cidadão possa postular o mandato
eletivo como uma das condições de elegibilidade.

Idade Mínima
Presidente e Senador 35 anos
Governador 30 anos
PreIeitos e Deputados 21 anos
Vereadores 18 anos


Inelegibilidades

Noções Gerais:
Além de realizar todas as chamadas condições de elegibilidade, o candidato deve, ao mesmo tempo,
não ser inelegivel, vale dizer, deve não realizar qualquer dos pressupostos de inelegibilidade. Não
pode enquadrar-se numa das causas de inelegibilidade, que são restrições impostas pela Constituição
Federal ou por Lei Complementar, que impedem a pessoa de ser eleita. Segundo José AIonso da
Silva o principio que prevalece é o da plenitude do gozo dos direitos politicos positivos, de votar e
ser votado. A pertinência desses direitos ao individuo é que o erige em cidadão. Sua privação ou
restrição do seu exercicio conIiguram exceção aquele principio. Por conseguinte, a interpretação das
normas constitucionais ou complementares relativas aos direitos politicos deve entender a maior
compreensão do principio, deve dirigir-se ao Iavorecimento do direito de votar e ser votado,
enquanto as regras de privação e restrição hão de entender-se nos limites mais estreitos de sua
expressão verbal, segundo as boas regras de hermenêutica.

















5

05.2 - As Inelegibilidades


Os Inalistáveis e os Analfabetos

Noções Iniciais:
A Constituição Federal e também a Lei Complementar 64/90 (art. 1°, inciso I, alinea 'a¨) declaram
inelegiveis para qualquer cargo os inalistaveis e os analIabetos.

Constituição Federal

Art. 14 - .......................................................................

§ 4º - São inelegiveis os inalistaveis e os analIabetos.

Art. 1° - São inelegiveis.

I - para qualquer cargo.
a) os inalistaveis e os analfabetos,

Inalistáveis:
Os inalistaveis são aqueles que se encontram deIinitivamente privados de direitos politicos, ou que os
tenham suspensos, enquanto durar a suspensão. A privação deIinitiva denomina-se perda dos direitos
politicos; a temporaria é sua suspensão. A Constituição Federal veda a cassação de direitos politicos,
e so admite a perda e a suspensão nos casos indicados no art. 15, que são:
a) cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado;
b) incapacidade absoluta;
c) condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem os seus eIeitos;
d) recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa nos termos do art. 5.º,
VIII;
e) improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4.º.

Estrangeiros e Conscritos:
Também não podem se alistar como eleitores os estrangeiros e, durante o periodo militar obrigatorio,
os conscritos.

Constituição Federal

Art. 14 - .......................................................................

§ 2º - Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o periodo do serviço militar
obrigatorio, os conscritos.


Conscritos Œ São os fovens recrutaaos para o serviço militar, inalistaveis aurante a
sua prestação obrigatoria.


6
A vedação dos conscritos circunscreve-se a época em que sirvam obrigatoriamente as Forças
Armadas, não alcançando periodo anterior ou posterior ao serviço imposto: tanto pode alistar-se
eleitor quem ainda não iniciou o cumprimento do dever sobredito, como deve Iazê-lo quem, apos o
término da prestação necessaria do serviço militar, permanece no Exército, na Marinha ou na
Aeronautica, engajado, então, voluntariamente. A proibição de que o recruta se aliste não torna nulo
o alistamento precedentemente Ieito, apenas neutraliza os seus eIeitos durante o serviço militar
obrigatorio, e que serão, apos este, retomados. Tanto o inicio quanto o término desse periodo deverão
ser comunicados, pelo orgão competente, a Justiça Eleitoral, para as anotações devidas, a Iim de que
não se Irustre a ordem constitucional.

Analfabetos:
Os analIabetos são privados dos direitos politicos passivos baseado no Iato de que diIicilmente
poderiam conhecer textos de lei ou ler ou examinar documentos. A lei, contudo, não se empenhou em
deIinir o analIabeto, ou a lançar elementos que contribuam para sua conceituação. Fica a tareIa a
cargo de seus aplicadores e demais intérpretes. Para o TSE, basta a comprovação da capacidade do
candidato de ler e escrever para tornar-se elegivel (Res. 17.902).


A Inelegibilidade do Chefe do Executivo e a Reeleição

Noções Iniciais:
A reeleição é a renovação do mandato, da mesma natureza do possuido, por mais um periodo
subseqüente, pela mesma circunscrição eleitoral. ConIorme a Constituição Federal, é permitida a
reeleição do CheIe do Poder Executivo para um unico periodo subseqüente. A vedação existe
somente a reeleição no terreno do Poder Executivo, para o periodo seguinte ao da reeleição.

Constituição Federal

Art. 14 - .......................................................................

§ 5º - O Presidente da Republica, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os PreIeitos e quem os
houver sucedido ou substituido no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um unico periodo
subseqüente. (Emenda Constitucional n° 16)

§ 6º - Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da Republica, os Governadores de Estado e do Distrito Federal
e os PreIeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito.

Eleição para Outro Cargo:
Pretendendo outro cargo, o cheIe do Poder Executivo deve renunciar ao seu mandato até seis meses
antes do pleito.

Substituição e Sucessão:
O art. 79 da Constituição Federal Iaz reIerência a dois momentos onde o Vice-Presidente assume o
cargo de Presidente da Republica: a substituição nas hipoteses de impedimento e a sucessão nas de
vacância.

Constituição Federal

Art. 79 Substituira o Presidente, no caso de impedimento, e suceder-lhe-a no de vaga, o Vice Presidente.


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A substituição conota um carater transitorio, ao passo que a sucessão entende-se até o término do restante
do mandato, pois o titular perde o reIerido cargo. São casos de impedimento:
a) ausência do pais;
b) licença;
c) suspensão, nas hipoteses do paragraIo 1º do art. 86 da Constituição;
São casos de vacância:
a) morte;
b) perda da nacionalidade;
c) incapacidade absoluta;
d) recusa em cumprir obrigações a todos impostas ou prestação alternativa nos termos do art. 5º,
inciso VIII da Constituição;
e) desistência, se nos dez dias subseqüentes da data Iixada para posse, não assumir o cargo, salvo
motivo de Iorça maior;
I) renuncia;
g) ausência do pais por um periodo superior a 15 dias, sem licença do Congresso Nacional;
h) aceitação de titulo nobiliarquico, ou de condenação estrangeira, que importe restrição de direito
ou dever perante o Estado;
i) decisão do Senado Federal, em casos de crimes de responsabilidade;
j) pela condenação, da qual resulte impossibilidade de exercicio de Iunção publica.


A Inelegibilidade do Cônjuge e Parentes do Chefe do Executivo

Inelegibilidade para Evitar o Abuso de Poder:
A inelegibilidade para evitar abuso de poder se constitui em que certos ocupantes de certas posições,
e seus parentes mais proximos, disputem eleições, para com isso evitar o uso indevido do prestigio e
dos poderes do cargo, ou decorrentes do exercicio de alta Iunção, para obtenção dos votos para o
proprio ou para pessoas cujo parentesco as Iaz bem proximas do mesmo. São inelegibilidades de
carater temporario. Nesta espécie de inelegibilidade, enquadram-se os que, no circulo sujeito ao
titular do cargo, do cônjuge e dos parentes consangüineos ou aIins até o segundo grau, ou por adoção,
do Presidente da Republica, do Governador do Estado ou Territorio, do Distrito Federal e do PreIeito.
A inelegibilidade do cônjuge e dos parentes mais proximos do governante busca impedir, ou, pelo
menos, diIicultar, a consolidação do poder politico em mãos de Iamilias de politicos, combatendo,
assim, as chamadas oligarquias.

Constituição Federal

Art. 14 - .......................................................................

§ 7º - São inelegiveis, no territorio de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consangüineos ou aIins, até o
segundo grau ou por adoção, do Presidente da Republica, de Governador de Estado ou Territorio, do Distrito
Federal, de PreIeito ou de quem os haja substituido dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se ja titular de
mandato eletivo e candidato a reeleição.

Embora o texto não faça referência àqueles que sucederam ao chefe do Poder Executivo,
evidentemente não os exclui, pois ao lado dos originários são também considerados
titulares do cargo.

Parentes:
Os parentes por consangüinidade são aqueles ligados ao titular ao titular por um tronco comum. Essa
vinculação estabelece-se na linha reta, ascendente e descendente, e na linha colateral. São os avos,

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pais, irmãos, Iilhos e netos. Os parentes por aIinidade são o genro, a nora, o sogro, a sogra e os avos
do cônjuge e, na linha colateral, os cunhados.



Companheiro:
A Concubina e o concubino (conIorme entendimento do TSE) equiparam-se ao cônjuge, por
Iorça do que dispõe o art. 226, § 3º da Constituição Federal que reconhece a união estavel
entre o homem e mulher como entidade Iamiliar e por isso serão inelegiveis. O concubinato,
por outro lado, não gera parentesco, ou seja, a irmã ou irmão da concubina, por exemplo, são
elegiveis.

Território de 1urisdição do Titular:
Esta inelegibilidade ocorre quando o cônjuge e os parentes são candidatos ao mesmo cargo do titular
ou a outro cargo no territorio da jurisdição do titular, ou seja, é adstrita ao territorio de jurisdição do
cheIe do Poder Executivo.

Titular 1urisdição Inelegibilidade
Presidente da Republica Territorio nacional A inelegibilidade é absoluta: o cônjuge e os parentes são
inelegiveis para qualquer cargo no territorio nacional.
Governador Estado O cônjuge e os parentes são inelegiveis para o cargo de
governador, vice-governador, senador, deputado Iederal e
deputado estadual no Estado de jurisdição do titular, e, para
preIeito, vice-preIeito e vereador em todos os municipios
deste Estado.
PreIeito Municipio O cônjuge e os parentes são inelegiveis para o cargo de
preIeito, vice-preIeito e vereador no municipio de jurisdição
do titular.

Município Desmembrado:
A inelegibilidade do cônjuge e dos parentes do PreIeito do Municipio-mãe, prevista no § 7º,
art. 14, da CF/88, alcança a candidatura destas pessoas no Municipio desmembrado (Res.
19.449/96 TSE).


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Falecimento do Titular:
Com o Ialecimento do titular, dissolve-se a sociedade conjugal, não mais existindo a inelegibilidade
da viuva e dos parentes aIins. Porém, os parentes consangüineos ou por adoção do titular continuam
inelegiveis para o mesmo cargo, no periodo subseqüente.

Renúncia do Chefe do Poder Executivo:
Ainda que o PreIeito tenha renunciado ha mais de seis meses do cargo não Iica aIastada a
inelegibilidade do cônjuge e parentes (Sumula 6 do TSE). Ha, porém, uma exceção: se o CheIe do
Executivo Ior reelegivel e tiver se aIastado deIinitivamente até seis meses antes do pleito, o cônjuge e
o parentes são elegiveis para o mesmo cargo.


A Inelegibilidade do Titular com Mandato Cassado

Todos os detentores de mandatos (membros do Congresso Nacional, das Assembléias Legislativas,
da Câmara Legislativa, das Câmaras Municipais, governadores, vice-governadores, preIeito e vice-
preIeito) que perderam mandatos por inIringência a dispositivo da Constituição Federal, ou das
Constituições Estaduais e Leis Orgânicas do Distrito Federal ou dos municipios, são inelegiveis
durante o periodo remanescente do mandato e nos três anos subseqüentes ao término do mandato
para o qual tenham sido eleitos.

Art. 1° - São inelegiveis.

I - para qualquer cargo.
..........................................

b) os membros ao Congresso Nacional, aas Assembleias Legislativas, aa Camara Legislativa e aas
Camaras Municipais que, hafam peraiao os respectivos manaatos por infringência ao aisposto nos
incisos I e II ao art.55 aa Constituição Feaeral, aos aispositivos equivalentes sobre peraa ae manaato
aas Constituiçòes Estaauais e Leis Organicas aos Municipios e ao Distrito Feaeral, para as eleiçòes
que se reali:arem aurante o perioao remanescente ao manaato para o qual foram eleitos e nos oito
anos subseqüentes ao termino aa legislatura,

c) o Governaaor e o Jice-Governaaor ae Estaao e ao Distrito Feaeral, o Prefeito e o Jice-Prefeito que
peraerem seus cargos eletivos por infringência a aispositivo aa Constituição Estaaual, aa Lei Organica
ao Distrito Feaeral ou aa Lei Organica ao Municipio, para as eleiçòes que se reali:arem aurante o
perioao remanescente e nos 3 (três) anos subseqüentes ao termino ao manaato para o qual tenham siao
eleitos,


A Inelegibilidade por Abuso do Poder Econômico

Noções Iniciais:
O art. 1º, I, 'd¨, estabelece que os que tenham contra si julgada procedente pela Justiça Eleitoral, com
trânsito em julgado, representação por abuso de poder econômico ou politico serão inelegiveis para a
eleição na qual concorreram ou tenham sido diplomados, e nos três anos subseqüentes.

Art. 1° - São inelegiveis.

I - para qualquer cargo.
............................................

10
a) os que tenham contra sua pessoa representação fulgaaa proceaente pela Justiça Eleitoral, transitaaa
em fulgaao, em processo ae apuração ae abuso ao poaer econômico ou politico, para a eleição na qual
concorrem ou tenham siao aiplomaaos, bem como para as que se reali:arem nos 3 (três) anos
seguintes,

O prazo de inelegibilidade de três anos, por abuso de poder econômico ou político, é
contado a partir da data da eleição em que se verificou (6~PXODGR76().

A Ação de Investigação 1udicial e a Ação de Impugnação de Mandato Eletivo:
O art. 19 da LC 64/90 prevê a instauração de investigação judicial pelos corregedores eleitorais,
destinadas a apurar o abuso do poder econômico ou politico, em detrimento da liberdade de voto,
com vistas na proteção da normalidade e da legitimidade das eleições, em procedimento
sumarissimo. Ja o art. 14, § 10 da Constituição Federal criou a chamada Ação de Impugnação de
Mandato Eletivo, por abuso do poder econômico, corrupção ou Iraude. Aquele que, em qualquer
desses procedimentos, vier a ser condenado, com o reconhecimento expresso de abuso do poder
econômico ou politico, sera inelegivel durante os três anos subseqüentes ao término do mandato ao
qual concorreram.


A Inelegibilidade do Condenado Criminalmente

Noções Gerais:
Os que Iorem condenados criminalmente, com sentença transitada em julgado, pela pratica de crimes
contra a economia popular, a Ié publica, a administração publica, o patrimônio publico, o mercado
Iinanceiro, de traIico de entorpecentes e eleitorais, são inelegiveis pelo prazo de três anos apos o
cumprimento da pena.

Art. 1° - São inelegiveis.

I - para qualquer cargo.
............................................
e) os que forem conaenaaos criminalmente, com sentença transitaaa em fulgaao, pela pratica ae crimes
contra a economia popular, a fe publica, a aaministração publica, o patrimônio publico, o mercaao
financeiro, pelo trafico ae entorpecentes e por crimes eleitorais, pelo pra:o ae 3 (três) anos, apos o
cumprimento aa pena,

Essa causa de inelegibilidade não deve ser confundida com a condição de elegibilidade
estabelecida no art. 14, § 3º, II, da Constituição Federal: o pleno exercício dos direitos
políticos, que são suspensos por ~condenação criminal transitada em julgado, enquanto
durarem os seus efeitos¨ (art. 15, III, Constituição Federal).


A Inelegibilidade dos Indignos do Oficialato, ou com Ele Incompatíveis

Os que tiverem sido declarados indignos do oIicialato, ou com ele incompativeis, são inelegiveis pelo
prazo de quatro anos. Essa causa de inelegibilidade diz respeito a indignidade do candidato com o
exercicio de Iunção publica. Se, exercendo o oIicialato veio a ser considerado indigno do cargo, por
decisão transitada em julgado, sera considerado inelegivel por quatro anos.


11
Art. 1° - São inelegiveis.

I - para qualquer cargo.
...........................................
f) os que forem aeclaraaos inaignos ao oficialato, ou com ele incompativeis, pelo pra:o ae 4 (quatro)
anos,


A Inelegibilidade por Rejeição de Contas

Os que tiverem suas contas relativas ao exercicio de cargos ou Iunções publicas rejeitadas por
irregularidade insanavel e por decisão irrecorrivel do orgão competente, salvo se a questão houver ou
estiver sendo objeto de apreciação do Poder Judiciario, são inelegiveis para as eleições que se
realizarem nos cinco anos seguintes, a partir da data da decisão.

Art. 1° - São inelegiveis.

I - para qualquer cargo.
...........................................
g) os que tiverem suas contas relativas ao exercicio ae cargos ou funçòes publicas refeitaaas por
irregulariaaae insanavel e por aecisão irrecorrivel ao orgão competente, salvo se a questão houver
siao ou estiver senao submetiaa a apreciação ao Poaer Juaiciario, para as eleiçòes que se reali:arem
nos 5 (cinco) anos seguintes, contaaos a partir aa aata aa aecisão,


A Inelegibilidade do Administrador Público Beneficiado
por Abuso do Poder Econômico ou Político

Os detentores de cargos da administração publica direta, indireta ou Iundacional que, por sentença
transitada em julgado, tiverem se beneIiciado ou a terceiros por abuso do poder econômico ou
politico, são inelegiveis nos três anos seguintes ao término do mandato ou de sua permanência no
cargo.

Art. 1° - São inelegiveis.

I - para qualquer cargo.
..........................................
h) os aetentores ae cargo na Aaministração Publica Direta, Inaireta ou Funaacional, que beneficiarem
a si ou a terceiros, pelo abuso ao poaer econômico ou politico apuraao em processo, com sentença
transitaaa em fulgaao, para as eleiçòes que se reali:arem nos 3 (três) anos seguintes ao termino ao seu
manaato ou ao perioao ae sua permanência no cargo,


A Inelegibilidade do Administrador de
Empresa Financeira Liquidada ou em Liquidação

São inelegiveis os que hajam exercido cargo ou Iunção de direção, administração ou representação
em estabelecimentos de crédito, Iinanciamento ou seguro, que tenham sido ou estejam sendo objeto
de liquidação, judicial ou extrajudicial, nos 12 meses anteriores a decretação, enquanto não sejam
exonerados de qualquer responsabilidade.

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Art. 1° - São inelegiveis.

I - para qualquer cargo.
..........................................
i) os que, em estabelecimentos ae creaito, financiamento ou seguro, que tenham siao ou estefam senao
obfeto ae processo ae liquiaação fuaicial ou extrafuaicial, hafam exerciao, nos 12 (ao:e) meses
anteriores a respectiva aecretação, cargo ou função ae aireção, aaministração ou representação,
enquanto não forem exoneraaos ae qualquer responsabiliaaae.





05.3 - As Incompatibilidades


Noções Gerais

Inelegibilidades Relativas:
As incompatibilidades são impedimentos a candidatura que podem ser evitados com a
desincompatibilização. A não desincompatibilização no prazo Iaz surgir a inelegibilidade, chamada neste
caso, de inelegibilidade relativa.

Desincompatibilização:
A desincompatibilização evita que se opere a inelegibilidade em Iunção do cargo exercido pelo
interessado com a sua candidatura. A desincompatibilização ocorre através do aIastamento, que pode ser
deIinitivo ou não, sendo que neste ultimo caso, o servidor tem assegurado o retorno as suas atividades
anteriores, sendo eleito ou não.


Inelegibilidade para Presidente e Vice-Presidente da República

Art. 1° - São inelegiveis.
............................................

II - para Presiaente e Jice-Presiaente aa Republica.

a) ate 6 (seis) meses aepois ae afastaaos aefinitivamente ae seus cargos e funçòes.
1 - os Ministros ae Estaao,
2 - os Chefes aos orgãos ae assessoramento aireto, civil e militar, aa Presiaência aa Republica,
3 - o Chefe ao orgão ae assessoramento ae informaçòes aa Presiaência aa Republica,
4 - o Chefe ao Estaao-Maior aas Forças Armaaas,
5 - o Aavogaao-Geral aa União e o Consultor-Geral aa Republica,
6 - os Chefes ao Estaao-Maior aa Marinha, ao Exercito e aa Aeronautica,
7 - os Comanaantes ao Exercito, Marinha e Aeronautica,
8 - os Magistraaos,
9 - os Presiaentes, Diretores e Superintenaentes ae Autarquias, Empresas Publicas, Socieaaaes ae
Economia Mista e Funaaçòes Publicas e as mantiaas pelo Poaer Publico,
10 - os Governaaores ae Estaao, ao Distrito Feaeral e ae Territorios,

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11 - os Interventores Feaerais,
12 - os Secretarios ae Estaao,
13 - os Prefeitos Municipais,
14 - os membros ao Tribunal ae Contas aa União, aos Estaaos e ao Distrito Feaeral,
15 - o Diretor-Geral ao Departamento ae Policia Feaeral,
16 - os Secretarios-Gerais, os Secretarios-Executivos, os Secretarios Nacionais, os Secretarios Feaerais
aos Ministerios e as pessoas que ocupem cargos equivalentes,

b) os que tenham exerciao, nos 6 (seis) meses anteriores a eleição, nos Estaaos, no Distrito Feaeral,
Territorios e em qualquer aos Poaeres aa União, cargo ou função, ae nomeação pelo Presiaente aa
Republica, sufeito a aprovação previa ao Senaao Feaeral,

c) (vetaao),

a) os que, ate 6 (seis) meses antes aa eleição tiverem competência ou interesse, aireta, inaireta ou
eventual, no lançamento, arrecaaação ou fiscali:ação ae impostos, taxas e contribuiçòes ae carater
obrigatorio, inclusive parafiscais, ou para aplicar multas relacionaaas com essas ativiaaaes,

e) os que, ate 6 (seis) meses antes aa eleição tenham exerciao cargo ou função ae aireção,
aaministração ou representação nas empresas ae que tratam os artigos 3 e 5 aa Lei n° 4.137, ae 10 ae
setembro ae 1962, quanao, pelo ambito e nature:a ae suas ativiaaaes, possam tais empresas influir na
economia nacional,

f) os que, aetenao o controle ae empresas ou grupo ae empresas que atuem no Brasil, nas conaiçòes
monopolisticas previstas no paragrafo unico ao art.5 aa Lei citaaa na alinea anterior, não
apresentarem a Justiça Eleitoral, ate 6 (seis) meses antes ao pleito, a prova ae que fi:eram cessar o
abuso apuraao, ao poaer econômico, ou ae que transferiram, por força regular, o controle ae referiaas
empresas ou grupo ae empresas,

g) os que tenham, aentro aos 4 (quatro) meses anteriores ao pleito, ocupaao cargo ou função ae
aireção, aaministração ou representação em entiaaaes representativas ae classe, mantiaas, total ou
parcialmente, por contribuiçòes impostas pelo Poaer Publico ou com recursos arrecaaaaos e
repassaaos pela Previaência Social,

h) os que, ate 6 (seis) meses aepois ae afastaaos aas funçòes, tenham exerciao cargo ae Presiaente,
Diretor ou Superintenaente ae socieaaaes com obfetivos exclusivos ae operaçòes financeiras e façam
publicamente apelo a poupança e ao creaito, inclusive atraves ae cooperativas e aa empresa ou
estabelecimentos que go:em, sob qualquer forma, ae vantagens asseguraaas pelo Poaer Publico, salvo
se aecorrentes ae contratos que obeaeçam a clausulas uniformes,

i) os que, aentro ae 6 (seis) meses anteriores ao pleito, hafam exerciao cargo ou função ae aireção,
aaministração ou representação em pessoa furiaica ou em empresa que mantenha contrato ae execução
ae obras, ae prestação ae serviços ou ae fornecimento ae bens com orgão ao Poaer Publico ou sob seu
controle, salvo no caso ae contrato que obeaeça as clausulas uniformes,

f) os que, membros ao Ministerio Publico, não se tenham afastaao aas suas funçòes ate 6 (seis) meses
anteriores ao pleito,

l) os que, serviaores publicos, estatutarios ou não, aos orgãos ou entiaaaes aa Aaministração Direta ou
Inaireta aa União, aos Estaaos, ao Distrito Feaeral, aos Municipios e aos Territorios, inclusive aas
funaaçòes mantiaas pelo Poaer Publico, não se afastarem ate 3 (três) meses anteriores ao pleito,
garantiao o aireito a percepção aos seus vencimentos integrais.





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Inelegibilidade para Governadores e Vices

Art. 1° - São inelegiveis.
............................................

III - para Governaaor e Jice-Governaaor ae Estaao e ao Distrito Feaeral.

a) os inelegiveis para os cargos ae Presiaente e Jice-Presiaente aa Republica especificaaos na alinea
"a", ao inciso II, aeste artigo e, no tocante as aemais alineas, quanao se tratar ae repartição publica,
associação ou empresas que operem no territorio ao Estaao ou ao Distrito Feaeral, observaaos os
mesmos pra:os,

b) ate 6 (seis) meses aepois ae afastaaos aefinitivamente ae seus cargos ou funçòes.
1 - os Chefes aos Gabinetes Civil e Militar ao Governaaor ao Estaao ou ao Distrito Feaeral,
2 - os Comanaantes ao Distrito Naval, Região Militar e Zona Aerea,
3 - os Diretores ae orgãos estaauais ou socieaaaes ae assistência aos Municipios,
4 - os Secretarios aa Aaministração Municipal ou membros ae orgãos congêneres.


Inelegibilidade para Prefeito e Vice-Prefeito

Art. 1° - São inelegiveis.
............................................

IJ - para Prefeito e Jice-Prefeito.
a) no que lhes for aplicaveis, por iaentiaaae ae situaçòes, os inelegiveis para os cargos ae Presiaente e
Jice-Presiaente aa Republica, Governaaor e Jice-Governaaor ae Estaao e ao Distrito Feaeral,
observaao o pra:o ae 4 (quatro) meses para a aesincompatibili:ação,
b) os membros ao Ministerio Publico e Defensoria Publica em exercicio na comarca, nos 4 (quatro)
meses anteriores ao pleito, sem prefui:o aos vencimentos integrais,
c) as autoriaaaes policiais, civis ou militares, com exercicio no Municipio, nos 4 (quatro) meses
anteriores ao pleito.

Inelegibilidade para o Senado Federal

J - para o Senaao Feaeral.
a) os inelegiveis para os cargos ae Presiaente e Jice-Presiaente aa Republica especificaaos na alinea
"a", ao inciso II, aeste artigo e, no tocante as aemais alineas, quanao se tratar ae repartição publica,
associação ou empresa que opere no territorio ao Estaao, observaaos os mesmos pra:os,
b) em caaa Estaao e no Distrito Feaeral, os inelegiveis para os cargos ae Governaaor e Jice-
Governaaor, nas mesmas conaiçòes estabeleciaas, observaaos os mesmos pra:os.


Inelegibilidade para Assembléias e Câmaras Legislativas

Art. 1° - São inelegiveis.
............................................

JI - para a Camara aos Deputaaos, Assembleia Legislativa e Camara Legislativa, no que lhes for
aplicaveis, por iaentiaaae ae situaçòes, os inelegiveis para o Senaao Feaeral, nas mesmas conaiçòes
estabeleciaas, observaaos os mesmos pra:os,


15

Inelegibilidade para a Câmara Municipal

Art. 1° - São inelegiveis.
............................................

JII - para a Camara Municipal.
a) no que lhes for aplicavel, por iaentiaaae ae situaçòes, os inelegiveis para o Senaao Feaeral e para a
Camara aos Deputaaos, observaao o pra:o ae 6 (seis) meses para a aesincompatibili:ação,
b) em caaa Municipio, os inelegiveis para os cargos ae Prefeito e Jice-Prefeito, observaao o pra:o ae 6
(seis) meses para a aesincompatibili:ação.

§ 1° - Para concorrência a outros cargos, o Presiaente aa Republica, os Governaaores ae Estaao e ao
Distrito Feaeral e os Prefeitos aevem renunciar aos respectivos manaatos ate 6 (seis) meses antes ao
pleito.

§ 2° - O Jice-Presiaente, o Jice-Governaaor e o Jice-Prefeito poaerão canaiaatar-se a outros cargos,
preservanao os seus manaatos respectivos, aesae que, nos ultimos 6 (seis) meses anteriores ao pleito,
não tenham suceaiao ou substituiao o titular.

§ 3° - São inelegiveis, no territorio ae furisaição ao titular, o cônfuge e os parentes consangüineos ou
afins, ate o segunao grau ou por aaoção, ao Presiaente aa Republica, ae Governaaor ae Estaao ou
Territorio, ao Distrito Feaeral, ae Prefeito ou ae quem os hafa substituiao aentro aos 6 (seis) meses
anteriores ao pleito, salvo se fa titular ae manaato eletivo e canaiaato a reeleição.



16


Questões de Concursos


01 -
(Ministério Publico/MG 39) Assinale a alternativa FALSA:
Nos termos da Lei Complementar n° 64, de 18 de maio de 1990:
( ) a) São inelegiveis para qualquer cargo os analIabetos.
( ) b) São inelegiveis para qualquer cargo aqueles que Iorem declarados indignos do
oIicialato, ou com ele incompativeis, pelo prazo de 4 (quatro) anos.
( ) c) São inelegiveis para qualquer cargo os que Iorem condenados criminalmente, com
sentença transitada em julgado, pela pratica de crimes contra a economia popular, a Ié
publica, pelo traIico de entorpecentes e por crimes eleitorais, pelo prazo de 3 (três)
anos, apos o cumprimento da pena.
( ) d) Compete ao Tribunal Regional Eleitoral decidir as argüições de inelegibilidade,
quando se tratar de candidato a Governador.
( ) e) Compete ao Juiz Eleitoral decidir as argüições de inelegibilidade, quando se tratar de
candidato a Deputado Estadual.


02 - Em investigação judicial eleitoral Iicou apurada a utilização indevida de veiculos de
comunicação social em beneIicio de determinado candidato. Julgada procedente a
representação, o Tribunal declarara, além de outras providências, a inelegibilidade do
representado e de todos que tenham contribuido para a pratica do ato. Essa inelegibilidade
vigorara para as eleições subseqüentes aquela em que se veriIicou o ato e que se
realizarem no prazo de:
( ) a) 2 anos;
( ) b) 3 anos;
( ) c) 4 anos;
( ) d) 5 anos;
( ) e) 10 anos.


03 - Segundo a jurisprudência dominante do Tribunal Superior Eleitoral, é verdadeiro aIirmar
que:
( ) a) Não são inelegiveis, no municipio desmembrado, e ainda não instalado, o cônjuge e os
parentes consangüineos ou aIins, até o segundo grau ou por adoção, do preIeito do
municipio-mãe, ou de quem o tenha substituido, dentro dos seis meses anteriores ao
pleito.
( ) b) A suspensão de direitos politicos decorrente de condenação criminal transitada em
julgado não cessa com o cumprimento ou a extinção da pena, pois depende de
reabilitação ou de prova de reparação dos danos.
( ) c) Os escreventes juramentados dos OIicios do Registro Civil das Pessoas Naturais
devem, para concorrer ao cargo de vereador, obrigatoriamente, aIastar-se de suas
Iunções três meses antes da eleição, de acordo com o art. 1°, II, 'l¨, da LC 64/90.
( ) d) A concubina ou é equiparada a esposa para eIeito de inelegibilidade.






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04 -
Sobre a inelegibilidade, é CORRETO aIirmar.
( ) a) São inelegiveis para qualquer cargo as pessoas que tenham contra si representação
julgada procedente pela Justiça Eleitoral, transitada em julgado, em processo de
apuração de abuso do poder econômico ou politico, para a eleição na qual concorrem
ou tenham sido diplomados.
( ) b) São inelegiveis os servidores publicos que Iorem submetidos a processo disciplinar
para apurar Ialta grave cometida.
( ) c) São inelegiveis os membros do Ministério Publico que não se tenham aIastado das
suas Iunções até 01 (um) ano antes do pleito.
( ) d) São inelegiveis para os cargos de PreIeito e Vice-PreIeito os detentores de cargo na
administração publica direta e indireta que estejam exercendo cargo em comissão.


05 - Sobre a inelegibilidade, pode-se aIirmar que:
( ) a) o prazo de inelegibilidade de três anos, por abuso de poder econômico ou politico, é
contado a partir da data da decisão em que se veriIicou;
( ) b) a condição de inelegivel, como conseqüência da suspensão dos direitos politicos em
decorrência de condenação criminal transitada em julgado, cessa com o cumprimento
ou extinção da pena e prova de reparação dos danos, quando houver;
( ) c) os membros do Congresso Nacional que tenham perdido os respectivos mandatos, por
procedimento declarado incompativel com o decoro parlamentar, são considerados
inelegiveis para qualquer cargo nos oito anos subseqüentes ao término do processo;
( ) d) cessa a condição de inelegibilidade, apos três anos do cumprimento da pena aplicada,
aos condenados pela pratica de crime contra a economia popular, o patrimônio
publico, traIico de entorpecentes e crimes eleitorais;
( ) e) é considerado inelegivel o Governador de Estado que pretender concorrer a reeleição e
não renunciar ao respectivo mandato até seis meses antes do pleito.


06 -
(Delegado/SP 2001) O alistamento eleitoral e o voto são
( ) a) Iacultativos para os eleitores estrangeiros que residam no Brasil.
( ) b) obrigatorios para maiores de dezoito anos, alIabetizados ou não.
( ) c) Iacultativos para eleitores estrangeiros que residam no Brasil e para os maiores de
setenta anos.
( ) d) Iacultativos para os analIabetos e para os maiores de setenta anos.


07 -
(Delegado/SP 2001) A idade minima exigida como condição de elegibilidade para o cargo de
Senador é de
( ) a) vinte e um anos.
( ) b) trinta anos.
( ) c) trinta e cinco anos.
( ) d) quarenta anos.




18

Gabarito

01.E 02.B 03.D 04.A 05.D 06.D 07.C








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06
O Alistamento
Eleitoral







O Alistamento Eleitoral


O Alistamento e o Domicílio Eleitoral

Noções Iniciais:
O alistamento antecede o voto e se realiza com a qualiIicação do individuo perante a Justiça Eleitoral
e a inscrição do eleitor no corpo eleitoral. O alistamento é a viabilização do exercicio eIetivo do
direito de voto. O Juiz Eleitoral, veriIicando as condições de qualiIicação, deIere o pedido,
determinando a inscrição do eleitor na listagem geral de eleitores.

Art. 42 - O alistamento se fa: meaiante a qualificação e inscrição ao eleitor.


Qualificação: prova ae que o ciaaaão satisfa: as exigências legais para exercer o aireito ae voto.

Inscrição: inclusão ao nome ao eleitor qualificaao no rol aos eleitores.

ALISTAMENTO
Obrigatório Facultativo Vedado
w Brasileiros maiores de 18
anos.

Exceções:
w Os invalidos.
w Os que se encontrarem
Iora do pais.
w AnalIabetos
w Maiores de 70 anos.
w Maiores de 16 anos e
menores de 18.
w Aos estrangeiros.
w Aos conscritos, durante o
serviço militar.
w Os que estejam privados,
temporaria ou
deIinitivamente (suspensão
ou perda) dos direitos
politicos.

pág. 1

Art. 6° - O alistamento e o voto são obrigatorios para os brasileiros ae um e outro sexo, salvo.

I - quanto ao alistamento.
a) os invaliaos,
b) os maiores ae setenta anos,
c) os que se encontrem fora ao pais.

Prazo para o Alistamento:
O prazo vai até os 19 anos, inclusive, se a inscrição Ior requerida até 150 dias antes da eleição
subseqüente ao aniversario. O brasileiro naturalizado devera se alistar até um ano apos a aquisição da
nacionalidade (art. 8° do Codigo Eleitoral).


Alistamento do Menor:
Segundo entendimento do TSE, no ano em que se realizarem eleições, o menor que completar 16
anos até o dia do pleito, inclusive, podera requerer o seu alistamento até o encerramento do prazo.

O Domicílio Eleitoral:
O domicilio eleitoral é importante não somente para o eIeito da inscrição, a Iim de se obter o titulo
eleitoral, mas ainda como condição de elegibilidade. Para o eIeito da inscrição, é domicilio eleitoral o
lugar da residência ou moradia do requerente, e, veriIicado ter o alistando mais de uma, considerar-
se-a domicilio qualquer delas. O domicilio eleitoral não é idêntico ao domicilio civil; a pessoa pode
ter domicilio eleitoral em um lugar e domicilio civil em outro.

Art. 42 - ............................

Paragrafo unico - Para o efeito aa inscrição, e aomicilio eleitoral o lugar ae resiaência ou
moraaia ao requerente, e, verificaao ter o alistanao mais ae uma, consiaerar-se-a aomicilio
qualquer aelas.


O Procedimento do Alistamento

Art. 43 - O alistanao apresentara em cartorio ou local previamente aesignaao, requerimento em
formula que obeaecera ao moaelo aprovaao pelo Tribunal Superior.

Art. 44 - O requerimento, acompanhaao ae 3 (três) retratos, sera instruiao com um aos seguintes
aocumentos, que não poaerão ser supriaos meaiante retificação.

I - carteira ae iaentiaaae expeaiaa pelo orgão competente ao Distrito Feaeral ou aos Estaaos,

II - certificaao ae quitação ao serviço militar,

III - certiaão ae iaaae extraiaa ao Registro Civil,

IJ - instrumento publico ao qual se infira, por aireito ter o requerente iaaae superior a ae:oito
anos e ao qual conste, tambem, os aemais elementos necessarios a sua qualificação,

J - aocumento ao qual se infira a nacionaliaaae brasileira, originaria ou aaquiriaa, ao
requerente.

pág. 2
Paragrafo unico - Sera aevolviao o requerimento que não contenha os aaaos constantes ao
moaelo oficial, na mesma oraem, e em caracteres inequivocos.

Art. 45 - O escrivão, o funcionario ou o preparaaor, recebenao a formula e aocumentos
aeterminara que o alistanao aate e assine a petição em ato continuo atestara terem siao a aata e
a assinatura lançaaos na sua presença, em seguiaa, tomara a assinatura ao requerente na "folha
inaiviaual ae votação" e nas auas vias ao titulo eleitoral, aanao recibo aa petição e ao
aocumento.

§ 1° - O requerimento sera submetiao ao aespacho ao fui: nas 48 (quarenta e oito) horas
seguintes.

§ 2° - Poaera o fui: se tiver auviaa quanto a iaentiaaae ao requerente ou sobre qualquer outro
requisito para o alistamento, converter o fulgamento em ailigência para que o alistanao
esclareça ou complete a prova ou, se for necessario, compareça pessoalmente a sua presença.

§ 3° - Se se tratar ae qualquer omissão ou irregulariaaae que possa ser sanaaa, fixara o fui:
para isso pra:o ra:oavel.

§ 4° - Deferiao o peaiao, no pra:o ae cinco aias, o titulo e o aocumento que instruiu o peaiao
serão entregues pelo fui:, escrivão, funcionario ou preparaaor. A entrega far-se-a ao proprio
eleitor, meaiante recibo, ou a quem o eleitor autori:ar por escrito o recebimento, cancelanao-se
o titulo cufa assinatura não for iaêntica a ao requerimento ae inscrição e a ao recibo. (Lei
4.9ô1/ôô)

§ 5° A restituição ae qualquer aocumento não poaera ser feita antes ae aespachaao o peaiao ae
alistamento pelo fui: eleitoral.

§ 6° - Quin:enalmente o fui: eleitoral fara publicar pela imprensa, onae houver, ou por eaitais, a
lista aos peaiaos ae inscrição, mencionanao os aeferiaos, os inaeferiaos e os convertiaos em
ailigência, contanao-se aessa publicação o pra:o para os recursos a que se refere o paragrafo
seguinte.

§ 7° - Do aespacho que inaeferir o requerimento ae inscrição cabera recurso interposto pelo
alistanao e ao que o aeferiao poaera recorrer qualquer aelegaao ae partiao.


Caso seja indeIerido o pedido do alistamento, cabe recurso do requerente ao TRE, e do despacho
do deIerimento é cabivel recurso de qualquer delegado do partido para o mesmo tribunal, em
recursos que deverão ser julgados no prazo de cinco dias.

§ 8° - Os recursos referiaos no paragrafo anterior serão fulgaaos pelo Tribunal Regional
Eleitoral aentro ae 5 (cinco) aias.

§ 9° - Finao esse pra:o, sem que o alistanao se manifeste, ou logo que sefa aesproviao o recurso
em instancia superior, o fui: inutili:ara a folha inaiviaual ae votação assinaaa pelo requerente,
a qual ficara fa:enao parte integrante ao processo e não poaera, em qualquer tempo, ser
substituiaa, nem aele retiraaa, sob pena ae incorrer o responsavel nas sançòes previstas no art.
293.

§ 10. No caso ae inaeferimento ao peaiao, o Cartorio aevolvera ao requerente, meaiante recibo,
as fotografias e o aocumento com que houver instruiao o seu requerimento.

§ 11. O titulo eleitoral e a folha inaiviaual ae votação, somente serão assinaaos pelo fui:
eleitoral aepois ae preenchiaos pelo cartorio e ae aeferiao o peaiao, sob as penas ao artigo 293.
(Lei 4.9ô1/ôô)
pág. 3

§ 12. E obrigatoria a remessa ao Tribunal Regional aa ficha ao eleitor, apos a expeaição ao seu
titulo. (Lei 4.9ô1/ôô)

Art. 46. As folhas inaiviauais ae votação e os titulos serão confeccionaaos ae acorao com o
moaelo aprovaao pelo Tribunal Superior Eleitoral.

§ 1° - Da folha inaiviaual ae votação e ao titulo eleitoral constara a inaicação aa seção em que
o eleitor tiver siao inscrito a qual sera locali:aaa aentro ao aistrito fuaiciario ou aaministrativo
ae sua resiaência e o mais proximo aela, consiaeraaos a aistancia e os meios ae transporte.

§ 2° - As folhas inaiviauais ae votação serão conservaaas em pastas, uma para caaa seção
eleitoral, remetiaas, por ocasião aas eleiçòes, as mesas receptoras, serão por estas
encaminhaaas com a urna e os aemais aocumentos aa eleição as Juntas Eleitorais, que as
aevolverão, finaos os trabalhos aa apuração, ao respectivo cartorio, onae ficarão guaraaaas.

§ 3° - O eleitor ficara vinculaao permanentemente a seção eleitoral inaicaaa no seu titulo, salvo.

I - se se transferir ae :ona ou Municipio, hipotese em que aevera requerer transferência,

II - se, ate 100 (cem) aias antes aa eleição, provar, perante o Jui: Eleitoral, que muaou ae
resiaência aentro ao mesmo Municipio, ae um aistrito para outro ou para lugar muito aistante
aa seção em que se acha inscrito, caso em que serão feitas na folha ae votação e no titulo
eleitoral, para esse fim exibiao, as alteraçòes corresponaentes, aeviaamente autenticaaas pela
autoriaaae fuaiciaria.

§ 4° - O eleitor poaera, a qualquer tempo requerer ao fui: eleitoral a retificação ae seu titulo
eleitoral ou ae sua folha inaiviaual ae votação, quanao neles constar erro eviaente, ou inaicação
ae seção aiferente aaquela a que aevesse corresponaer a resiaência inaicaaa no peaiao ae
inscrição ou transferência. (Lei nº 4.9ô1/ôô)

§ 5° - O titulo eleitoral servira ae prova ae que o eleitor esta inscrito na seção em que aeve
votar. E, uma ve: aataao e assinaao pelo presiaente aa mesa receptora, servira tambem ae prova
ae haver o eleitor votaao.

Art. 47. As certiaòes ae nascimento ou casamento, quanao aestinaaas ao alistamento eleitoral,
serão forneciaas gratuitamente, segunao a oraem aos peaiaos apresentaaos em cartorio pelos
alistanaos ou aelegaaos ae partiao.

§1° - Os cartorios ae Registro Civil farão, ainaa, gratuitamente, o registro ae nascimento
visanao ao fornecimento ae certiaão aos alistanaos, aesae que provem carência ae recursos, ou
aos Delegaaos ae Partiao, para fins eleitorais. (Lei nº ô.ô18/74)

§ 2° - Em caaa Cartorio ae Registro Civil havera um livro especial aberto e rubricaao pelo Jui:
Eleitoral, onae o ciaaaão ou o aelegaao ae partiao aeixara expresso o peaiao ae certiaão para
fins eleitorais, aatanao-o. (g 1º acrescentado pela Lei nº 4.9ô1/ôô e renumerado pela Lei
nº ô.ô18/74)

§ 3° - O escrivão, aentro ae quin:e aias aa aata ao peaiao, conceaera a certiaão, ou fustificara,
perante o Jui: Eleitoral por que aeixa ae fa:ê-lo. (g 2º acrescentado pela Lei nº 4.9ô1/ôô e
renumerado pela Lei nº ô.ô18/74)

§ 4° - A infração ao aisposto neste artigo sufeitara o escrivão as penas ao artigo 293. (g 3º
acrescentado pela Lei nº 4.9ô1/ôô e renumerado pela Lei nº ô.ô18/74)

pág. 4
Art. 48. O empregaao meaiante comunicação com 48 (quarenta e oito) horas ae anteceaência,
poaera aeixar ae comparecer ao serviço, sem prefui:o ao salario e por tempo não exceaente a 2
(aois) aias, para o fim ae se alistar eleitor ou requerer transferência.

Art. 49. Os cegos alfabeti:aaos pelo sistema Braille , que reunirem as aemais conaiçòes ae
alistamento, poaem qualificar-se meaiante o preenchimento aa formula impressa e a aposição
ao nome com as letras ao referiao alfabeto.

1° - De forma iaêntica serão assinaaas a folha inaiviaual ae votação e as vias ao titulo.

2° - Esses atos serão feitos na presença tambem ae funcionarios ae estabelecimento
especiali:aao ae amparo e proteção ae cegos, conheceaor ao sistema Braille , que subscrevera,
com o Escrivão ou funcionario aesignaao a seguinte aeclaração a ser lançaaa no moaelo ae
requerimento. "Atestamos que a presente formula bem como a folha inaiviaual ae votação e vias
ao titulo foram subscritas pelo proprio, em nossa presença".

Art. 50 - O fui: eleitoral proviaenciara para que se proceaa ao alistamento nas proprias seaes
aos estabelecimentos ae proteção aos cegos, marcanao previamente, aia e hora para tal fim,
poaenao se inscrever na :ona eleitoral corresponaente toaos os cegos ao municipio.

1° - Os eleitores inscritos em tais conaiçòes aeverão ser locali:aaos em uma mesma seção aa
respectiva :ona.

2° - Se no alistamento reali:aao pela forma prevista nos artigos anteriores, o numero ae
eleitores não alcançar o minimo exigiao, este se completara com a inclusão ae outros ainaa que
não sefam cegos.


Segunda Via

Art. 52 - No caso ae peraa ou extravio ae seu titulo, requerera o eleitor ao fui: ao seu aomicilio
eleitoral, ate 10 (ae:) aias antes aa eleição, que lhe expeça segunaa via.

§ 1° - O peaiao ae segunaa via sera apresentaao em cartorio, pessoalmente, pelo eleitor,
instruiao o requerimento, no caso ae inutili:ação ou ailaceração, com a primeira via ao titulo.

§ 2° - No caso ae peraa ou extravio ao titulo, o fui:, apos receber o requerimento ae segunaa via,
fara publicar, pelo pra:o ae 5 (cinco) aias, pela imprensa, onae houver, ou por eaitais, a noticia
ao extravio ou peraa e ao requerimento ae segunaa via, aeferinao o peaiao, finao este pra:o, se
não houver impugnação.

Art. 53 - Se o eleitor estiver fora ao seu aomicilio eleitoral poaera requerer a segunaa via ao fui:
aa :ona em que se encontrar, esclarecenao se vai recebê-la na sua :ona ou na em que requereu.

§ 1° - O requerimento, acompanhaao ae um novo titulo assinaao pelo eleitor na presença ao
escrivão ou ae funcionario aesignaao e ae uma fotografia, sera encaminhaao ao fui: aa :ona ao
eleitor.

§ 2° - Antes ae processar o peaiao, na forma prevista no artigo anterior, o fui: aeterminara que
se confira a assinatura constante ao novo titulo com a aa folha inaiviaual ae votação ou ao
requerimento ae inscrição.

§ 3° - Deferiao o peaiao, o titulo sera enviaao ao fui: aa Zona que remeteu o requerimento, caso
o eleitor hafa solicitaao essa proviaência, ou ficara em cartorio aguaraanao que o interessaao o
procure.
pág. 5

§ 4° - O peaiao ae segunaa via formulaao nos termos aeste artigo so poaera ser recebiao ate 60
(sessenta) aias antes ao pleito.

Art. 54 - O requerimento ae segunaa via, em qualquer aas hipoteses, aevera ser assinaao sobre
selos feaerais, corresponaentes a 2º (aois por cento) ao salario-minimo aa :ona eleitoral ae
inscrição.

Paragrafo unico - Somente sera expeaiaa segunaa-via ao eleitor que estiver quite com a Justiça
Eleitoral, exiginao-se, para o que foi multaao e ainaa não liquiaou a aiviaa, o previo
pagamento, atraves ae selo feaeral inutili:aao nos autos.


A Transferência

Noções Gerais:
O procedimento das transIerências encontra-se regulado pelos artigos 55 a 61 do Codigo Eleitoral,
derrogado o art. 55 pelo 8° da Lei 6.996/82, que não mais exigiu o atestado pela autoridade policial,
bastando a propria declaração do interessado.

Art. 55 - Em caso ae muaança ae aomicilio, cabe ao eleitor requerer ao fui: ao novo aomicilio
sua transferência, funtanao o titulo anterior.

§ 1° - A transferência so sera aamitiaa satisfeitas as seguintes exigências.

I - entraaa ao requerimento no cartorio eleitoral ao novo aomicilio ate 100 (cem) aias antes aa
aata aa eleição,

II - transcorrência ae pelo menos 1 (um) ano aa inscrição primitiva,

III - resiaência minima ae 3 (três) meses no novo aomicilio, atestaaa pela autoriaaae policial ou
provaaa por outros meios convincentes.

§ 2° - O aisposto nos n°s II e III, ao paragrafo anterior, não se aplica quanao se tratar ae
transferência ae titulo eleitoral ae serviaor publico civil, militar, autarquico, ou ae membro ae
sua familia, por motivo ae remoção ou transferência. (Lei 4.9ô1/ôô)

Art. 56 - No caso ae peraa ou extravio ao titulo anterior aeclaraao esse fato na petição ae
transferência, o fui: ao novo aomicilio, como ato preliminar, requisitara, por telegrama, a
confirmação ao alegaao a Zona Eleitoral onae o requerente se achava inscrito.

§ 1° - O Jui: ao antigo aomicilio, no pra:o ae 5 (cinco) aias, responaera por oficio ou
telegrama, esclarecenao se o interessaao e realmente eleitor, se a inscrição esta em vigor, e,
ainaa, qual o numero e a aata aa inscrição respectiva.

§ 2° A informação mencionaaa no paragrafo anterior, suprira a falta ao titulo extraviaao, ou
peraiao, para o efeito aa transferência, aevenao fa:er parte integrante ao processo.

Art. 57 - O requerimento ae transferência ae aomicilio eleitoral sera imeaiatamente publicaao
na imprensa oficial na Capital, e em cartorio nas aemais localiaaaes, poaenao os interessaaos
impugna-lo no pra:o ae ae: aias. (Lei 4.9ô1/ôô)

§ 1° - Certificaao o cumprimento ao aisposto neste artigo o peaiao aevera ser aesae logo
aeciaiao, aevenao o aespacho ao fui: ser publicaao pela mesma forma. (Lei 4.9ô1/ôô)
pág. 6

2° - Poaera recorrer para o Tribunal Regional Eleitoral, no pra:o ae 3 (três) aias, o eleitor que
peaiu a transferência, senao-lhe a mesma negaaa, ou qualquer aelegaao ae partiao, quanao o
peaiao for aeferiao.

3° - Dentro ae 5 (cinco) aias, o Tribunal Regional Eleitoral aeciaira ao recurso interposto nos
termos ao paragrafo anterior.

4° - So sera expeaiao o novo titulo aecorriaos os pra:os previstos neste artigo e respectivos
paragrafos.

Art. 58 - Expeaiao o novo titulo o fui: comunicara a transferência ao Tribunal Regional
competente, no pra:o ae 10 (ae:) aias, envianao-lhe o titulo eleitoral, se houver, ou aocumento a
que se refere o § 1° ao artigo 56.

1° - Na mesma aata comunicara ao fui: aa :ona ae origem a concessão aa transferência e
requisitara a "folha inaiviaual ae votação".

2° - Na nova folha inaiviaual ae votação ficara consignaao, na coluna aestinaaa a "anotaçòes",
que a inscrição foi obtiaa por transferência, e, ae acorao com os elementos constantes ao titulo
primitivo, qual o ultimo pleito em que o eleitor transferiao votou. Essa anotação constara,
tambem, ae seu titulo.

3° - O processo ae transferência so sera arquivaao apos o recebimento aa folha inaiviaual ae
votação aa Zona ae origem, que aele ficara constanao, aeviaamente inutili:aaa, meaiante
aposição ae carimbo a tinta vermelha.

4° - No caso ae transferência ae municipio ou aistrito aentro aa mesma :ona, aeferiao o peaiao,
o fui: aeterminara a transposição aa folha inaiviaual ae votação para a pasta corresponaente ao
novo aomicilio, a anotação ae muaança no titulo eleitoral e comunicara ao Tribunal Regional
para a necessaria, averbação na ficha ao eleitor.

Art. 59 - Na Zona ae origem, recebiaa ao fui: ao novo aomicilio a comunicação ae
transferência, o fui: tomara as seguintes proviaências.

I - aeterminara o cancelamento aa inscrição ao transferiao e a remessa aentro ae três aias, aa
folha inaiviaual ae votação ao fui: requisitante,

II - oraenara a retiraaa ao fichario aa segunaa parte ao titulo,

III - comunicara o cancelamento ao Tribunal Regional a que estiver suborainaao, que fara a
aeviaa anotação na ficha ae seus arquivos,

IJ - se o eleitor havia assinaao ficha ae registro ae partiao, comunicara ao fui: ao novo
aomicilio e, ainaa, ao Tribunal Regional, se a transferência foi conceaiaa para outro Estaao.

Art. 60 - O eleitor transferiao não poaera votar no novo aomicilio eleitoral em eleição
suplementar a que tiver siao reali:aaa antes ae sua transferência.

Art. 61 - somente sera conceaiaa transferência ao eleitor que estiver quite com a Justiça
Eleitoral.

§ 1° - Se o requerente não instruir o peaiao ae transferência com o titulo anterior, o fui: ao novo
aomicilio, ao solicitar informação ao aa :ona ae origem, inaagara se o eleitor esta quite com a
Justiça Eleitoral, ou não o estanao, qual a importancia aa multa imposta e não paga.

pág. 7
§ 2° - Instruiao o peaiao com o titulo, e verificaao que o eleitor não votou em eleição anterior, o
fui: ao novo aomicilio solicitara informaçòes sobre o valor aa multa arbitraaa na :ona ae
origem, salvo se o eleitor não quiser aguaraar a resposta, hipotese em que pagara o maximo
previsto.

§ 3° - O pagamento aa multa, em qualquer aas hipoteses aos paragrafos anteriores, sera
comunicaao ao fui:o ae origem para as necessarias anotaçòes.


Os Delegados de Partidos Perante o Alistamento

Art. 66 - E licito aos partiaos politicos, por seus aelegaaos.

I - acompanhar os processo ae inscrição,

II - promover a exclusão ae qualquer eleitor inscrito ilegalmente e assumir a aefesa ao eleitor
cufa exclusão estefa senao promoviaa,

III - examinar, sem perturbação ao serviço e em presença aos serviaores aesignaaos, os
aocumentos relativos ao alistamento eleitoral, poaenao aeles tirar copias ou fotocopias.

§ 1° - Perante o fui:o eleitoral, caaa partiao poaera nomear 3 (três) aelegaaos.

§ 2° - Perante os preparaaores, caaa partiao poaera nomear ate 2 (aois) aelegaaos, que
assistiam e fiscali:em os seus atos.

§ 3° - Os aelegaaos a que se refere este artigo serão registraaos perante os fui:es eleitorais, a
requerimento ao presiaente ao Diretorio Municipal.

§ 4° - O aelegaao creaenciaao funto ao Tribunal Regional Eleitoral poaera representar o
partiao funto a qualquer fui:o ou preparaaor ao Estaao, assim como o aelegaao creaenciaao
perante o Tribunal Superior Eleitoral poaera representar o partiao perante qualquer Tribunal
Regional, fui:o ou preparaaor.


O Encerramento do Alistamento

Art. 67. Nenhum requerimento ae inscrição eleitoral ou ae transferência sera recebiao aentro
aos 100 (cem) aias anteriores a aata aa eleição.

Lei 9.504 de 30.09.97

Art. 91 - Aenhum requerimento de inscrição eleitoral ou de transferência será recebido dentro dos cento e
cinqüenta dias anteriores à data da eleição.

Art. 68. Em auaiência publica, que se reali:ara as 14 (quator:e) horas ao 69 (sexagesimo nono)
aia anterior a eleição, o fui: eleitoral aeclarara encerraaa a inscrição ae eleitores na respectiva
:ona e proclamara o numero aos inscritos ate as 18 (ae:oito) horas ao aia anterior, o que
comunicara incontinente ao Tribunal Regional Eleitoral, por telegrama, e fara publico em
eaital, imeaiatamente afixaao no lugar proprio ao fui:o e aivulgaao pela imprensa, onae houver,
aeclaranao nele o nome ao ultimo eleitor inscrito e o numero ao respectivo titulo, fornecenao
aos airetorios municipais aos partiaos copia autêntica aesse eaital.

pág. 8
§ 1° Na mesma aata sera encerraaa a transferência ae eleitores, aevenao constar ao telegrama
ao fui: eleitoral ao Tribunal Regional Eleitoral, ao eaital e aa copia aeste forneciaa aos
airetorios municipais aos partiaos e aa publicação aa imprensa, os nomes aos 10 (ae:) ultimos
eleitores, cufos processos ae transferência estefam aefinitivamente ultimaaos e o numero aos
respectivos titulos eleitorais.

§ 2° O aespacho ae peaiao ae inscrição, transferência, ou segunaa via, proferiao apos esgotaao
o pra:o legal, sufeita o fui: eleitoral as penas ao art. 291.

Art. 69. Os titulos eleitorais resultantes aos peaiaos ae inscrição ou ae transferência serão
entregues ate 30 (trinta) aias antes aa eleição.
Paragrafo unico. A segunaa via poaera ser entregue ao eleitor ate a vespera ao pleito.

Art. 70. O alistamento reabrir-se-a em caaa :ona, logo que estefam concluiaos os trabalhos aa
sua funta eleitoral.


O Cancelamento e a Exclusão

Cancelamento:
O cancelamento é observado quando a inscrição de que se trata deixa de existir, como nas hipoteses
de pluralidade de inscrições, quando elas são canceladas, ou na transIerência do eleitor para outra
zona ou circunscrição.

Exclusão:
A exclusão é Ieita contra o proprio eleitor, que deixa de ser eleitor, até que cesse o motivo da
exclusão, quando podera novamente pleitear e requerer a sua inscrição.

Art. 71 - São causas ae cancelamento.

I - a infração aos arts. 5° e 42,

II - a suspensão ou peraa aos aireitos politicos,

III - a pluraliaaae ae inscrição,

IJ - o falecimento ao eleitor,

J - aeixar ae votar em 3 (três) eleiçòes consecutivas. (Lei 7ôô3/88)

§ 1° - A ocorrência ae qualquer aas causas enumeraaas neste artigo acarretara a exclusão ao
eleitor, que poaera ser promoviaa ex officio , a requerimento ae aelegaao ae partiao ou ae
qualquer eleitor.

§ 2° - No caso ae ser algum ciaaaão maior ae 18 (ae:oito) anos privaao temporaria ou
aefinitivamente aos aireitos politicos, a autoriaaae que impuser essa pena proviaenciara para
que o fato sefa comunicaao ao fui: eleitoral ou ao Tribunal Regional aa circunscrição em que
resiair o reu.

§ 3° - Os oficiais ae Registro Civil, sob as penas ao art. 293, enviarão, ate o aia 15 (quin:e) ae
caaa mês, ao fui: eleitoral aa :ona em que oficiarem, comunicação aos obitos ae ciaaaãos
alistaveis, ocorriaos no mês anterior, para cancelamento aas inscriçòes.

pág. 9
§ 4° - Quanao houver aenuncia funaamentaaa ae frauae no alistamento ae uma :ona ou
municipio, o Tribunal Regional poaera aeterminar a reali:ação ae correção e, provaaa a frauae
em proporção comprometeaora, oraenara a revisão ao eleitoraao obeaeciaas as Instruçòes ao
Tribunal Superior e as recomenaaçòes que, subsiaiariamente, baixar, com o cancelamento ae
oficio aas inscriçòes corresponaentes aos titulos que não forem apresentaaos a revisão. (Lei
4.9ô1/ôô)

Art. 72 - Durante o processo e ate a exclusão poae o eleitor votar valiaamente.

Paragrafo unico - Tratanao-se ae inscriçòes contra as quais hafam siao interpostos recursos aas
aecisòes que as aeferiram, aesae que tais recursos venham a ser proviaos pelo Tribunal
Regional ou Tribunal Superior, serão nulos os votos se o seu numero for suficiente para alterar
qualquer representação partiaaria ou classificação ae canaiaato eleito pelo principio
maforitario.

Art. 73 - No caso ae exclusão, a aefesa poae ser feita pelo interessaao, por outro eleitor ou por
aelegaao ae partiao.

Art. 74 - A exclusão sera manaaaa processar ex officio pelo fui: eleitoral, sempre que tiver
conhecimento ae alguma aas causas ao cancelamento.

Art. 75 - O Tribunal Regional, tomanao conhecimento atraves ae seu fichario, aa inscrição ao
mesmo eleitor em mais ae uma :ona sob sua furisaição, comunicara o fato ao fui: competente
para o cancelamento, que ae preferência aevera recair.

I - na inscrição que não corresponaa ao aomicilio eleitoral,

II - naquela cufo titulo não hafa siao entregue ao eleitor,

III - naquela cufo titulo não hafa siao utili:aao para o exercicio ao voto na ultima eleição,

IJ - na mais antiga.

Art. 76 - Qualquer irregulariaaae aeterminante ae exclusão sera comunicaaa por escrito e por
iniciativa ae qualquer interessaao ao fui: eleitoral, que observara o processo estabeleciao no
artigo seguinte.

Art. 77 - O fui: eleitoral processara a exclusão pela forma seguinte.

I - manaara autuar a petição ou representação com os aocumentos que a instruirem,

II - fara publicar eaital com pra:o ae 10 (ae:) aias para ciência aos interessaaos, que poaerão
contestar aentro ae 5 (cinco) aias,

III - conceaera ailação probatoria ae 5 (cinco) a 10 (ae:) aias, se requeriaa,

IJ - aeciaira no pra:o ae 5 (cinco) aias.

Art. 78 - Determinaao, por sentença, o cancelamento, o cartorio tomara as seguintes
proviaências.

I - retirara, aa respectiva pasta, a folha ae votação, registrara a ocorrência no local proprio
para "Anotaçòes" e funta-la-a ao processo ae cancelamento,

II - registrara a ocorrência na coluna ae "observaçòes" ao livro ae inscrição,

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III - excluira aos ficharios as respectivas fichas, colecionanao-as a parte,

IJ - anotara, ae forma sistematica, os claros abertos na pasta ae votação para o oportuno
preenchimento aos mesmos,

J - comunicara o cancelamento ao Tribunal Regional para anotação no seu fichario.

Art. 79 - No caso ae exclusão por falecimento, tratanao-se ae caso notorio, serão aispensaaas as
formaliaaaes previstas nos ns. II e III ao artigo 77.

Art. 80 - Da aecisão ao fui: eleitoral cabera recurso no pra:o ae 3 (três) aias, para o Tribunal
Regional, interposto pelo excluenao ou por aelegaao ae partiao.

Art. 81 - Cessaaa a causa ao cancelamento, poaera o interessaao requerer novamente a sua
qualificação e inscrição.


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07
A Candidatura







As Coligações


Noções Gerais

Noções Iniciais:
Coligação é a união de dois ou mais partidos com vistas na apresentação conjunta de candidatos a
determinada eleição. A coligação, apesar de não possuir personalidade juridica civil, como os
partidos, é um ente juridico com direitos e obrigações durante todo o processo eleitoral. E uma
entidade juridica de direito eleitoral, temporaria (tem vida apenas durante o processo eleitoral), com
todos os direitos assegurados aos partidos, e com todas as suas obrigações, inclusive as resultantes de
contratos com terceiros, e as decorrentes de atos ilicitos.

Legislação:
Atualmente os regramentos basicos sobre as coligações estão na Lei 9.504/97.

Art 6° - E facultaao aos partiaos politicos, aentro aa mesma circunscrição, celebrar coligaçòes
para eleição maforitaria, proporcional, ou para ambas, poaenao, neste ultimo caso, formar-se
mais ae uma coligação para a eleição proporcional aentre os partiaos que integram a coligação
para o pleito maforitario.

§ 1° - A coligação tera aenominação propria, que poaera ser a função ae toaas as siglas aos
partiaos que a integram, senao a ela atribuiaas as prerrogativas e obrigaçòes ae partiao politico
no que se refere ao processo eleitoral, e aevenao funcionar como um so partiao no
relacionamento com a Justiça Eleitoral e no trato aos interesses interpartiaarios.

§ 2° - Na propaganaa para eleição maforitaria, a coligação usara, obrigatoriamente, sob sua
aenominação, as legenaas ae toaos os partiaos que a integram, na propaganaa para eleição
proporcional, caaa partiao usara apenas sua legenaa sob o nome aa coligação.

§ 3° - Na formação ae coligaçòes, aevem ser observaaas, ainaa, as seguintes normas.
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I - na chapa ae coligação, poaem inscrever-se canaiaatos filiaaos a qualquer partiao politico
aela integrante,

II - o peaiao ae registro aos canaiaatos aeve ser subscrito pelos presiaentes aos partiaos
coligaaos, por seus aelegaaos, pela maioria aos membros aos respectivos orgãos executivos ae
aireção ou por representante aa coligação, na forma ao inciso III,

III - os partiaos integrantes aa coligação aevem aesignar um representante, que tera atribuiçòes
equivalentes as ae presiaente ae partiao politico, no trato aos interesses e na representação aa
coligação, no que se refere ao processo eleitoral,

IJ - a coligação sera representaaa perante a Justiça Eleitoral pela pessoa aesignaaa na forma
ao inciso III ou por aelegaaos inaicaaos pelos partiaos que a compòem, poaenao nomear ate.
a) três aelegaaos perante o Jui:o Eleitoral,
b) quatro aelegaaos perante o Tribunal Regional Eleitoral,
c) cinco aelegaaos perante o Tribunal Superior Eleitoral.






As Convenções


Noções Gerais

Art 7° - As normas para a escolha e substituição aos canaiaatos e para a formação ae coligaçòes
serão estabeleciaas no estatuto ao partiao, observaaas as aisposiçòes aesta Lei.

§ 1° - Em caso ae omissão ao estatuto, cabera ao orgão ae aireção nacional ao partiao
estabelecer as normas a que se refere este artigo, publicanao-as no Diario Oficial aa União ate
cento e oitenta aias antes aas eleiçòes.

§ 2° - Se a convenção partiaaria ae nivel inferior se opuser, na aeliberação sobre coligaçòes, as
airetri:es legitimamente estabeleciaas pela convenção nacional, os orgãos superiores ao partiao
poaerão, nos termos ao respectivo estatuto, anular a aeliberação e os atos aela aecorrentes.

§ 3° - Se, aa anulação ae que trata o paragrafo anterior, surgir necessiaaae ae registro ae novos
canaiaatos, observar-se-ão, para os respectivos requerimentos, os pra:os constantes aos §§ 1° e
3° ao art. 13.

Art 8° - A escolha aos canaiaatos pelos partiaos e a aeliberação sobre coligaçòes aeverão ser
feitas no perioao ae 10 a 30 ae funho ao ano em que se reali:arem as eleiçòes, lavranao-se a
respectiva ata em livro aberto e rubricaao pela Justiça Eleitoral.

§ 1° - Aos aetentores ae manaato ae Deputaao Feaeral, Estaaual ou Distrital, ou ae Jereaaor, e
aos que tenham exerciao esses cargos em qualquer perioao aa legislatura que estiver em curso,
e asseguraao o registro ae canaiaatura para o mesmo cargo pelo partiao a que estefam filiaaos.

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A candidatura nata (art. 8°, § 1°) foi declarada inconstitucional pelo STF, por afrontar o
princípio da igualdade.

§ 2° - Para a reali:ação aas convençòes ae escolha ae canaiaatos, os partiaos politicos poaerão
usar gratuitamente preaios publicos, responsabili:anao-se por aanos causaaos com a reali:ação
ao evento.

Art 9° - Para concorrer as eleiçòes, o canaiaato aevera possuir aomicilio eleitoral na respectiva
circunscrição pelo pra:o ae, pelo menos, um ano antes ao pleito e estar com a filiação aeferiaa
pelo partiao no mesmo pra:o.

Paragrafo unico - Havenao fusão ou incorporação ae partiaos apos o pra:o estipulaao no caput,
sera consiaeraaa, para efeito ae filiação partiaaria, a aata ae filiação ao canaiaato ao partiao
ae origem.







O Registro da Candidatura


Noções Gerais

Noções Iniciais:
Aquele que deseja concorrer para qualquer cargo eletivo, deve ter a sua candidatura registrada para
ser considerado oIicialmente candidato. Para tanto, é necessario além da escolha de seu nome na
convenção partidaria que se tenha a candidatura devidamente registrada perante a Justiça Eleitoral. O
registro é uma etapa jurisdicional dentro da Iase preparatoria do processo eleitoral.

Art. 87 - Somente poaem concorrer as eleiçòes canaiaatos registraaos por partiaos.

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&DQGLGDWXUD,QGHSHQGHQWH
A apresentação aas canaiaaturas e exclusiviaaae aos partiaos politicos, não havenao em nosso
aireito a possibiliaaae ae uma canaiaatura inaepenaente (canaiaato sem partiao).

Circunscrição:

Art. 88 - Não e permitiao registro ae canaiaato, embora para cargos aiferentes, por mais ae uma
circunscrição ou para mais ae um cargo na mesma circunscrição.

Paragrafo unico - Nas eleiçòes reali:aaas pelo sistema proporcional, o canaiaato aevera ser
filiaao ao partiao na circunscrição em que concorrer, pelo tempo que for fixaao nos respectivos
estatutos.


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Órgão Competente para o Registro:
O orgão da Justiça Eleitoral competente para o registro, assim como nas convenções, é o reIerente
aquela jurisdição na qual o pleito se processara.

Art. 89 - Serão registraaos.

I - no Tribunal Superior Eleitoral os canaiaatos a Presiaente e Jice-Presiaente aa Republica,

II - nos Tribunais Regionais Eleitorais os canaiaatos a Senaaor, Deputaao Feaeral, Governaaor
e Jice-Governaaor e Deputaao Estaaual,

III - nos Jui:os Eleitorais os canaiaatos a Jereaaor, Prefeito e Jice-Prefeito e Jui: ae Pa:.


Eleição Cargos Órgão
Municipal
(eleições municipais)
preIeitos
vice-preIeitos
vereadores
Juiz Eleitoral
Estadual
(eleições gerais)
governadores
vice-governadores
senadores
deputados Iederais
deputados estaduais
Tribunal Regional Eleitoral
Nacional
(eleição presidencial)
Presidente
Vice-presidente
Tribunal Superior Eleitoral

Art. 90 - Somente poaerão inscrever canaiaatos os partiaos que possuam Diretorio aeviaamente
registraao na circunscrição em que se reali:ar a eleição.

Os Cargos:

Art. 91 - O registro ae canaiaatos a Presiaente e Jice-Presiaente, Governaaor e Jice-
Governaaor ou Prefeito e Jice-Prefeito far-se-a sempre em chapa unica e inaivisivel, ainaa que
resulte a inaicação ae aliança ae partiaos.

§ 1° - O registro ae canaiaatos a Senaaor far-se-a com o ao suplente partiaario.

§ 2° - Nos Territorios far-se-a o registro ao canaiaato a Deputaao com o ao suplente.

Número de Candidatos:
O art. 92 do Codigo Eleitoral Ioi revogado pelo art. 10 da Lei 9.504/97 que trata atualmente da
matéria.

Art. 10 - Caaa partiao poaera registrar canaiaatos para a Camara aos Deputaaos, Camara
Legislativa, Assembleias Legislativas e Camaras Municipais, ate cento e cinqüenta por cento ao
numero ae lugares a preencher.

§ 1° - No caso ae coligação para as eleiçòes proporcionais, inaepenaentemente ao numero ae
partiaos que a integrem, poaerão ser registraaos canaiaatos ate o aobro ao numero ae lugares a
preencher.

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§ 2° - Nas uniaaaes aa Feaeração em que o numero ae lugares a preencher para a Camara aos
Deputaaos não exceaer ae vinte, caaa partiao poaera registrar canaiaatos a Deputaao Feaeral e
a Deputaao Estaaual ou Distrital ate o aobro aas respectivas vagas, havenao coligação, estes
numeros poaerão ser acresciaos ae ate mais cinqüenta por cento.

§ 3° - Do numero ae vagas resultante aas regras previstas neste artigo, caaa partiao ou
coligação aevera reservar o minimo ae trinta por cento e o maximo ae setenta por cento para
canaiaaturas ae caaa sexo.

§ 4° - Em toaos os calculos, sera sempre aespre:aaa a fração, se inferior a meio, e igualaaa a
um, se igual ou superior.

§ 5° - No caso ae as convençòes para a escolha ae canaiaatos não inaicarem o numero maximo
ae canaiaatos previsto no caput e nos §§ 1° e 2° aeste artigo, os orgãos ae aireção aos partiaos
respectivos poaerão preencher as vagas remanescentes ate sessenta aias antes ao pleito.

NÚMERO DE CANDIDATOS
Partido Coligação Exceção
150 ° do numero de
vagas.
200 ° do numero de vagas.
Nos estados em que o numero de
deputados Iederais a serem eleitos Iorem
menor que 20:
Partido: 200 °;
Coligação: 300 °.

Forma do Registro:
A Iorma do registro esta regulamentada pelo art. 11 e 12 da Lei 9.504/97.

Art 11 - Os partiaos e coligaçòes solicitarão a Justiça Eleitoral o registro ae seus canaiaatos ate
as ae:enove horas ao aia 5 ae fulho ao ano em que se reali:arem as eleiçòes.

§ 1° - O peaiao ae registro aeve ser instruiao com os seguintes aocumentos.

I - copia aa ata a que se refere o art. 8°,

II - autori:ação ao canaiaato, por escrito,

III - prova ae filiação partiaaria,

IJ - aeclaração ae bens, assinaaa pelo canaiaato,

J - copia ao titulo eleitoral ou certiaão, forneciaa pelo cartorio eleitoral, ae que o canaiaato e
eleitor na circunscrição ou requereu sua inscrição ou transferência ae aomicilio no pra:o
previsto no art. 9°,

JI - certiaão ae quitação eleitoral,

JII - certiaòes criminais forneciaas pelos orgãos ae aistribuição aa Justiça Eleitoral, Feaeral e
Estaaual,

JIII - fotografia ao canaiaato, nas aimensòes estabeleciaas em instrução aa Justiça Eleitoral,
para efeito ao aisposto no § 1° ao art. 59.

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§ 2° - A iaaae minima constitucionalmente estabeleciaa como conaição ae elegibiliaaae e
verificaaa tenao por referência a aata aa posse.

§ 3° - Caso entenaa necessario, o Jui: abrira pra:o ae setenta e auas horas para ailigências.

§ 4° - Na hipotese ae o partiao ou coligação não requerer o registro ae seus canaiaatos, estes
poaerão fa:ê-lo perante a Justiça Eleitoral nas quarenta e oito horas seguintes ao encerramento
ao pra:o previsto no caput aeste artigo.

§ 5° - Ate a aata a que se refere este artigo, os Tribunais e Conselhos ae Contas aeverão tornar
aisponiveis a Justiça Eleitoral relação aos que tiveram suas contas relativas ao exercicio ae
cargos ou funçòes publicas refeitaaas por irregulariaaae insanavel e por aecisão irrecorrivel ao
orgão competente, ressalvaaos os casos em que a questão estiver senao submetiaa a apreciação
ao Poaer Juaiciario, ou que hafa sentença fuaicial favoravel ao interessaao.

Art 12 - O canaiaato as eleiçòes proporcionais inaicara, no peaiao ae registro, alem ae seu
nome completo, as variaçòes nominais com que aesefa ser registraao, ate o maximo ae três
opçòes, que poaerão ser o prenome, sobrenome, cognome, nome abreviaao, apeliao ou nome
pelo qual e mais conheciao, aesae que não se estabeleça auviaa quanto a sua iaentiaaae, não
atente contra o puaor e não sefa riaiculo ou irreverente, mencionanao em que oraem ae
preferência aesefa registrar-se.

§ 1° - Jerificaaa a ocorrência ae homonimia, a Justiça Eleitoral proceaera atenaenao ao
seguinte.

I - havenao auviaa, poaera exigir ao canaiaato prova ae que e conheciao por aaaa opção ae
nome, inaicaaa no peaiao ae registro,

II - ao canaiaato que, na aata maxima prevista para o registro, estefa exercenao manaato eletivo
ou o tenha exerciao nos ultimos quatro anos, ou que nesse mesmo pra:o se tenha canaiaataao
com um aos nomes que inaicou, sera aeferiao o seu uso no registro, ficanao outros canaiaatos
impeaiaos ae fa:er propaganaa com esse mesmo nome,

III - ao canaiaato que, pela sua viaa politica, social ou profissional, sefa iaentificaao por um
aaao nome que tenha inaicaao, sera aeferiao o registro com esse nome, observaao o aisposto na
parte final ao inciso anterior,

IJ - tratanao-se ae canaiaatos cufa homonimia não se resolva pelas regras aos aois incisos
anteriores, a Justiça Eleitoral aevera notifica-los para que, em aois aias, cheguem a acorao
sobre os respectivos nomes a serem usaaos,

J - não havenao acorao no caso ao inciso anterior, a Justiça Eleitoral registrara caaa canaiaato
com o nome e sobrenome constantes ao peaiao ae registro, observaaa a oraem ae preferência ali
aefiniaa.

§ 2° - A Justiça Eleitoral poaera exigir ao canaiaato prova ae que e conheciao por aeterminaaa
opção ae nome por ele inaicaao, quanao seu uso puaer confunair o eleitor.

§ 3° - A Justiça Eleitoral inaeferira toao peaiao ae variação ae nome coinciaente com nome ae
canaiaato a eleição maforitaria, salvo para canaiaato que estefa exercenao manaato eletivo ou o
tenha exerciao nos ultimos quatro anos, ou que, nesse mesmo pra:o, tenha concorriao em
eleição com o nome coinciaente.

§ 4° - Ao aeciair sobre os peaiaos ae registro, a Justiça Eleitoral publicara as variaçòes ae nome
aeferiaas aos canaiaatos.

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§ 5° - A Justiça Eleitoral organi:ara e publicara, ate trinta aias antes aa eleição, as seguintes
relaçòes, para uso na votação e apuração.

I - a primeira, oraenaaa por partiaos, com a lista aos respectivos canaiaatos em oraem
numerica, com as três variaçòes ae nome corresponaentes a caaa um, na oraem escolhiaa pelo
canaiaato,

II - a segunaa, com o inaice onomastico e organi:aaa em oraem alfabetica, nela constanao o
nome completo ae caaa canaiaato e caaa variação ae nome, tambem em oraem alfabetica,
seguiaos aa respectiva legenaa e numero.

Substituição de Candidatos:
E prevista na legislação eleitoral nas hipoteses de renuncia, Ialecimento ou inelegibilidade de
candidato.

Art 13 - E facultaao ao partiao ou coligação substituir canaiaato que for consiaeraao inelegivel,
renunciar ou falecer apos o termo final ao pra:o ao registro ou, ainaa, tiver seu registro
inaeferiao ou cancelaao.

§ 1° - A escolha ao substituto far-se-a na forma estabeleciaa no estatuto ao partiao a que
pertencer o substituiao, e o registro aevera ser requeriao ate ae: aias contaaos ao fato ou aa
aecisão fuaicial que aeu origem a substituição.

§ 2° - Nas eleiçòes maforitarias, se o canaiaato for ae coligação, a substituição aevera fa:er-se
por aecisão aa maioria absoluta aos orgãos executivos ae aireção aos partiaos coligaaos,
poaenao o substituto ser filiaao a qualquer partiao aela integrante, aesae que o partiao ao qual
pertencia o substituiao renuncie ao aireito ae preferência.

§ 3° - Nas eleiçòes proporcionais, a substituição so se efetivara se o novo peaiao for apresentaao
ate sessenta aias antes ao pleito.

Cancelamento do Registro:

Art 14 - Estão sufeitos ao cancelamento ao registro os canaiaatos que, ate a aata aa eleição,
forem expulsos ao partiao, em processo no qual sefa asseguraaa ampla aefesa e sefam
observaaas as normas estatutarias.

Paragrafo unico - O cancelamento ao registro ao canaiaato sera aecretaao pela Justiça
Eleitoral, apos solicitação ao partiao.

Identificação dos Partidos e Candidatos:

Art 15 - A iaentificação numerica aos canaiaatos se aara meaiante a observação aos seguintes
criterios.

I - os canaiaatos aos cargos maforitarios concorrerão com o numero iaentificaaor ao partiao ao
qual estiverem filiaaos,

II - os canaiaatos a Camara aos Deputaaos concorrerão com o numero ao partiao ao qual
estiverem filiaaos, acresciao ae aois algarismos a aireita,

III - os canaiaatos as Assembleias Legislativas e a Camara Distrital concorrerão com o numero
ao partiao ao qual estiverem filiaaos acresciao ae três algarismos a aireita,

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IJ - o Tribunal Superior Eleitoral baixara resolução sobre a numeração aos canaiaatos
concorrentes as eleiçòes municipais.

§ 1° - Aos partiaos fica asseguraao o aireito ae manter os numeros atribuiaos a sua legenaa na
eleição anterior, e aos canaiaatos, nesta hipotese, o aireito ae manter os numeros que lhes foram
atribuiaos na eleição anterior para o mesmo cargo.

§2° - Aos canaiaatos a que se refere o § 1° ao art. 8°, e permitiao requerer novo numero ao
orgão ae aireção ae seu partiao, inaepenaentemente ao sorteio a que se refere o § 2° ao art. 100
aa Lei n° 4.737, ae 15 ae fulho ae 1965 - Coaigo Eleitoral.

§ 3° - Os canaiaatos ae coligaçòes, nas eleiçòes maforitarias, serão registraaos com o numero
ae legenaa ao respectivo partiao e, nas eleiçòes proporcionais, com o numero ae legenaa ao
respectivo partiao acresciao ao numero que lhes couber, observaao o aisposto no paragrafo
anterior.

Art 16 - Ate quarenta e cinco aias antes aa aata aas eleiçòes, os Tribunais Regionais Eleitorais
enviarão ao Tribunal Superior Eleitoral, para fins ae centrali:ação e aivulgação ae aaaos,
relação aos canaiaatos as eleiçòes maforitarias e proporcionais, aa qual constara
obrigatoriamente referência ao sexo e ao cargo a que concorrem.

Indeferimento do Registro:
O pedido de registro pode ser indeIerido, independente de haver impugnação, pois o orgão da Justiça
Eleitoral incumbido de processa-lo, veriIicando a ausência de qualquer das condições de
elegibilidade ou a presença de qualquer das causas de inelegibilidade do candidato, estara obrigado a
indeIerir o registro.

Ação de Impugnação de Registro de Candidatura:
A impugnação ao pedido de registro de candidatura é uma verdadeira ação de natureza eleitoral. Esta
prevista no § 2° do art. 97 do Codigo Eleitoral e esta regulamentada pela Lei Complementar 64/90.
Publicado o edital dando conta do pedido de registro de candidaturas, começa correr o prazo de cinco
dias (prazo deIinido pela LC 64/90) para que os interessados (candidatos, partidos politicos,
coligações e Ministério Publico) possam apresentar a impugnação que tiverem.

Art. 97 - Protocolaao o requerimento ae registro, o Presiaente ao Tribunal ou o Jui: Eleitoral,
no caso ae eleição municipal ou aistrital, fara publicar imeaiatamente eaital para ciência aos
interessaaos.

§ 1° - O eaital sera publicaao na imprensa oficial, nas capitais, e afixaao em Cartorio, no local
ae costume, nas aemais Zonas.

§ 2° - Do peaiao ae registro cabera, no pra:o ae 2 (aois) aias, a contar aa publicação ou
afixação ao eaital, impugnação articulaaa por parte ae canaiaato ou ae partiao politico.










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A Administração Financeira


A Arrecadação e Aplicação de Recursos na Campanha

Art 17 - As aespesas aa campanha eleitoral serão reali:aaas sob a responsabiliaaae aos
partiaos, ou ae seus canaiaatos, e financiaaas na forma aesta Lei.

Art 18 - Juntamente com o peaiao ae registro ae seus canaiaatos, os partiaos e coligaçòes
comunicarão a Justiça Eleitoral os valores maximos ae gastos que farão por canaiaatura em
caaa eleição em que concorrerem.

§ 1° - Tratanao-se ae coligação, caaa partiao que a integra fixara o valor maximo ae gastos ae
que trata este artigo.

§ 2° - Gastar recursos alem aos valores aeclaraaos nos termos aeste artigo sufeita o responsavel
ao pagamento ae multa no valor ae cinco a ae: ve:es a quantia em excesso.

Art 19 - Ate ae: aias uteis apos a escolha ae seus canaiaatos em convenção, o partiao constituira
comitês financeiros, com a finaliaaae ae arrecaaar recursos e aplica-los nas campanhas
eleitorais.

§ 1° - Os comitês aevem ser constituiaos para caaa uma aas eleiçòes para as quais o partiao
apresente canaiaato proprio, poaenao haver reunião, num unico comitê, aas atribuiçòes
relativas as eleiçòes ae urna aaaa circunscrição.

§ 2° - Na eleição presiaencial e obrigatoria a criação ae comitê nacional e facultativa a ae
comitês nos Estaaos e no Distrito Feaeral.

§ 3° - Os comitês financeiros serão registraaos, ate cinco aias apos sua constituição, nos orgãos
aa Justiça Eleitoral aos quais compete fa:er e registro aos canaiaatos.

Art 20 - O canaiaato a cargo eletivo fara, airetamente ou por intermeaio ae pessoa por ele
aesignaaa, a aaministração financeira ae sua campanha, usanao recursos repassaaos pelo
comitê, inclusive os relativos a cota ao Funao Partiaario, recursos proprios ou aoaçòes ae
pessoas fisicas ou furiaicas, na forma estabeleciaa nesta Lei.

Art 21 - O canaiaato e o unico responsavel pela veraciaaae aas informaçòes financeiras e
contabeis ae sua campanha, aevenao assinar a respectiva prestação ae contas so:inho ou, se for
o caso, em confunto com a pessoa que tenha aesignaao para essa tarefa.

Art 22 - E obrigatorio para o partiao e para os canaiaatos abrir conta bancaria especifica para
registrar toao o movimento financeiro aa campanha.

§ 1° - Os bancos são obrigaaos a acatar o peaiao ae abertura ae conta ae qualquer partiao ou
canaiaato escolhiao em convenção, aestinaaa a movimentação financeira aa campanha, senao-
lhes veaaao conaiciona-la a aeposito minimo.

§ 2° - O aisposto neste artigo não se aplica aos casos ae canaiaatura para Prefeito e Jereaaor
em Municipios onae não hafa agência bancaria, bem como aos casos ae canaiaatura para
Jereaaor em Municipios com menos ae vinte mil eleitores.
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Art 23 - A partir ao registro aos comitês financeiros, pessoas fisicas poaerão fa:er aoaçòes em
ainheiro ou estimaveis em ainheiro para campanhas eleitorais, obeaeciao o aisposto nesta Lei.

§ 1° - As aoaçòes e contribuiçòes ae que trata este artigo ficam limitaaas.

I - no caso ae pessoa fisica, a ae: por cento aos renaimentos brutos auferiaos no ano anterior a
eleição,

II - no caso em que o canaiaato utili:e recursos proprios, ao valor maximo ae gastos
estabeleciao pelo seu partiao, na forma aesta Lei.

§ 2° - Toaa aoação a canaiaato especifico ou a partiao aevera fa:er-se meaiante recibo, em
formulario impresso, segunao moaelo constante ao Anexo.

§ 3° - A aoação ae quantia acima aos limites fixaaos neste artigo sufeita o infrator ao pagamento
ae multa no valor ae cinco a ae: ve:es a quantia em excesso.

§ 4° - Doaçòes feitas airetamente nas contas ae partiaos e canaiaatos aeverão ser efetuaaas por
meio ae cheques cru:aaos e nominais.

Art 24 - E veaaao, a partiao e canaiaato, receber aireta ou inairetamente aoação em ainheiro ou
estimavel em ainheiro, inclusive por meio ae publiciaaae ae qualquer especie, proceaente ae.

I - entiaaae ou governo estrangeiro,

II - orgão aa aaministração publica aireta e inaireta ou funaação mantiaa com recursos
provenientes ao Poaer Publico,

III - concessionario ou permissionario ae serviço publico,

IJ - entiaaae ae aireito privaao que receba, na conaição ae beneficiaria, contribuição
compulsoria em virtuae ae aisposição legal,

J - entiaaae ae utiliaaae publica,

JI - entiaaae ae classe ou sinaical,

JII - pessoa furiaica sem fins lucrativos que receba recursos ao exterior.

Art 25 - O partiao que aescumprir as normas referentes a arrecaaação e aplicação ae recursos
fixaaas nesta Lei peraera o aireito ao recebimento aa quota ao Funao Partiaario ao ano
seguinte, sem prefui:o ae responaerem os canaiaatos beneficiaaos por abuso ao poaer
econômico.

Art 26 - São consiaeraaos gastos eleitorais, sufeitos a registro e aos limites fixaaos nesta Lei,
aentre outros.

I - confecção ae material impresso ae qualquer nature:a e tamanho,

II - propaganaa e publiciaaae aireta ou inaireta, por qualquer meio ae aivulgação, aestinaaa a
conquistar votos,

III - aluguel ae locais para a promoção ae atos ae campanha eleitoral,

IJ - aespesas com transporte ou aeslocamento ae pessoal a serviço aas canaiaaturas,
pág. 10

J - corresponaência e aespesas postais,

JI - aespesa ae instalação, organi:ação e funcionamento ae Comitês e serviços necessarios as
eleiçòes,

JII - remuneração ou gratificação ae qualquer especie a pessoal que preste serviços as
canaiaaturas ou aos comitês eleitorais,

JIII - montagem e operação ae carros ae som, ae propaganaa e assemelhaaos,

IX - proaução ou patrocinio ae espetaculos ou eventos promocionais ae canaiaatura,

X - proaução ae programas ae raaio, televisão ou viaeo, inclusive os aestinaaos a propaganaa
gratuita,

XI - pagamento ae cachê ae artistas ou animaaores ae eventos relacionaaos a campanha
eleitoral,

XII - reali:ação ae pesquisa ou testes pre-eleitorais,

XIII - confecção, aquisição e aistribuição ae camisetas, chaveiros e outros brinaes ae
campanha,

XIJ - aluguel ae bens particulares para veiculação, por qualquer meio, ae propaganaa eleitoral,

XJ - custos com a criação e inclusão ae sitios na lnternet,

XJI - multas aplicaaas aos partiaos ou canaiaatos por infração ao aisposto na legislação
eleitoral.

Art 27 - Qualquer eleitor poaera reali:ar gastos, em apoio a canaiaato ae sua preferência, ate a
quantia equivalente a um mil UFIR, não sufeitos a contabili:ação, aesae que não reembolsaaos.


A Prestação de Contas

Art 28. A prestação ae contas sera feita.

I - no caso aos canaiaatos as eleiçòes maforitarias, na forma aisciplinaaa pela Justiça Eleitoral,

II - no caso aos canaiaatos as eleiçòes proporcionais, ae acorao com os moaelos constantes ao
Anexo aesta Lei.

§ 1° - As prestaçòes ae contas aos canaiaatos as eleiçòes maforitarias serão feitas por
intermeaio ao comitê financeiro, aevenao ser acompanhaaas aos extratos aas contas bancarias
referentes a movimentação aos recursos financeiros usaaos na campanha e aa relação aos
cheques recebiaos, com a inaicação aos respectivos numeros, valores o emitentes.

§ 2° - As prestaçòes ae contas aos canaiaatos as eleiçòes proporcionais serão feitas pelo comitê
financeiro ou pelo proprio canaiaato.

§ 3° - As contribuiçòes, aoaçòes e as receitas ae que trata esta Lei serão convertiaas em UFIR,
pelo valor aesta no mês em que ocorrerem.

pág. 11
Art 29 - Ao receber as prestaçòes ae contas e aemais informaçòes aos canaiaatos as eleiçòes
maforitarias e aos canaiaatos as eleiçòes proporcionais que optarem por prestar contas por seu
intermeaio, os comitês aeverão.

I - verificar se os valores aeclaraaos pelo canaiaato a eleição maforitaria como tenao siao
recebiaos por intermeaio ao comitê conferem com seus proprios registros financeiros e
contabeis,

II - resumir as informaçòes contiaas nas prestaçòes ae contas, ae forma a apresentar
aemonstrativo consoliaaao aas campanhas aos canaiaatos,

III - encaminhar a Justiça Eleitoral, ate o trigesimo aia posterior a reali:ação aas eleiçòes, o
confunto aas prestaçòes ae contas aos canaiaatos e ao proprio comitê, na forma ao artigo
anterior, ressalvaaa a hipotese ao inciso seguinte,

IJ - havenao segunao turno, encaminhar a prestação ae contas aos canaiaatos que o aisputem,
referente aos aois turnos, ate o trigesimo aia posterior a sua reali:ação.

§ 1° - Os canaiaatos as eleiçòes proporcionais que optarem pela prestação ae contas
airetamente a Justiça Eleitoral observarão o mesmo pra:o ao inciso III ao caput.

§ 2° - A inobservancia ao pra:o para encaminhamento aas prestaçòes ae contas impeae a
aiplomação aos eleitos, enquanto peraurar.

Art 30 - Examinanao a prestação ae contas o conhecenao-a, a Justiça Eleitoral aeciaira sobre a
sua regulariaaae.

§ 1° - A aecisão que fulgar as contas ae toaos os canaiaatos, eleitos ou não, sera publicaaa em
sessão, ate oito aias antes aa aiplomação.

§ 2° - Erros formais e materiais corrigiaos não autori:am a refeição aas contas e a cominação
ae sanção a canaiaato ou partiao.

§ 3° - Para efetuar os exames ae que trata este artigo, a Justiça Eleitoral poaera requisitar
tecnicos ao Tribunal ae Contas aa União, aos Estaaos, ao Distrito Feaeral ou aos Municipios,
pelo tempo que for necessario.

§ 4° - Havenao inaicio ae irregulariaaae na prestação ae contas, a Justiça Eleitoral poaera
requisitar airetamente ao canaiaato ou ao comitê financeiro as informaçòes aaicionais
necessarias, bem como aeterminar ailigências para a complementação aos aaaos ou o
saneamento aas falhas.

Art 31 - Se, ao final aa campanha, ocorrer sobra ae recursos financeiros, esta aeve ser
aeclaraaa na prestação ae contas e, apos fulgaaos toaos os recursos, transferiaa ao partiao ou
coligação, neste caso para aivisão entre os partiaos que a compòem.

Paragrafo unico - As sobras ae recursos financeiros ae campanha serão utili:aaas pelos
partiaos politicos, ae forma integral e exclusiva, na criação e manutenção ae instituto ou
funaação ae pesquisa e ae aoutrinação e eaucação politica.

Art 32 - Ate cento e oitenta aias apos a aiplomação, os canaiaatos ou partiaos conservarão a
aocumentação concernente a suas contas.

Paragrafo unico - Estanao penaente ae fulgamento qualquer processo fuaicial relativo as
contas, a aocumentação a elas concernente aevera ser conservaaa ate a aecisão final.

pág. 12
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08
A Propaganda
Eleitoral







Introdução


Noções Gerais

Conceito de Propaganda Política (Pinto Ferreira):
Propaganda é uma técnica de apresentação, argumentos e opiniões ao publico, de tal modo
organizada e estruturada para induzir conclusões ou pontos de vista Iavoraveis aos seus anunciantes.
A propaganda politica é utilizada para o Iim de Iavorecer a conquista dos cargos politicos pelos
candidatos interessados, Iortalecer-lhes a imagem perante o eleitorado, sedimentar a Iorça do governo
constituido, ou minar-lhe a base, segundo as perspectivas dos seus pontos de sustentação ou
contestação.

Princípios da Propaganda Política:

I - Princípio da Legalidade:
Somente a lei pode limitar a propaganda eleitoral. Esta lei deve ser Iederal, conIorme dispõe o art. da
Constituição Federal.

II - Princípio de Liberdade:
A propaganda é livre na Iorma da lei. Tudo o que a lei não proibe é permitido.

Art. 248 - Ninguem poaera impeair a propaganaa eleitoral, nem utili:ar, alterar ou perturbar os
meios licitos nela empregaaos (Coaigo Eleitoral).

Lei 9.504 de 30.09.97

Art. 41 - A propaganaa exerciaa nos termos aa legislação eleitoral não poaera ser obfeto ae multa nem cerceaaa
sob alegação ao exercicio ao poaer ae policia.

pág. 1
O Codigo Eleitoral considera crime, inclusive, o cerceamento da propaganda legitima.

Art.331 - Inutili:ar, alterar ou perturbar meio ae propaganaa aeviaamente empregaao.
Pena -aetenção ate seis meses ou pagamento ae 90 a 120 aias-multa.

Art.332 - Impeair o exercicio ae propaganaa.
Pena -aetenção ate seis meses e pagamento ae 30 a 60 aias-multa.

III - Princípio da Responsabilidade:
A propaganda, qualquer que seja a sua Iorma ou modalidade, devera sempre mencionar a legenda
partidaria, de Iorma que se torne possivel identiIicar o responsavel pela propaganda.

Coligações
Eleição Majoritária Eleição Proporcional
Sera obrigatorio e de modo legivel, sob
sua denominação, as legendas de todos os
partidos que a integram.
Cada partido devera usar apenas sua legenda
sob o nome da coligação.

Quanto ao Iinanciamento da propaganda eleitoral, dizia o art. 241 do Codigo Eleitoral:

Art. 241 - Toaa propaganaa eleitoral sera reali:aaa sob a responsabiliaaae aos Partiaos e por
eles paga, imputanao-se-lhes soliaarieaaae nos excessos praticaaos pelos seus canaiaatos e
aaeptos.

Atualmente, a Lei 9.504/97 deIine que as despesas de campanha eleitoral serão realizadas sob a
responsabilidade dos partidos, ou de seus candidatos.


Limitações Gerais da Propaganda Eleitoral

As limitações gerais para a propaganda eleitoral encontram-se no Codigo Eleitoral, em seus artigos
242 e 243. São elas:

Não devera haver propaganda:

1) Feita em outra lingua que não Ior a nacional.

2) Que empregue meios publicitarios destinados a criar, artiIicialmente, na opinião publica, estados
mentais, emocionais ou passionais.

3) De guerra, de processos violentos para subverter o regime, a ordem politica e social, ou de
preconceitos de raça ou de classes.

4) Que provoque animosidade entre as Forças Armadas ou contra elas, ou delas contra as classes e
instituições civis.

5) Que incite atentados contra pessoas ou bens.

pág. 2
6) Que instigue a desobediência coletiva ao cumprimento de lei de ordem publica.

7) Que implique em oIerecimento, promessa ou solicitação de dinheiro, dadiva, riIa, sorteio ou
vantagem de qualquer natureza.

8) Que perturbe o sossego publico, com algazarra ou abuso de instrumentos sonoros ou sinais
acusticos.

9) Por meio de impressos ou de objetos que pessoa, inexperiente ou rustica, possa conIundir com
moeda.

10) Que prejudique a higiene e a estética urbana ou contravenha a posturas municipais ou a outra
qualquer restrição de direito.

11) Que caluniar, diIamar ou injuriar quaisquer pessoas, bem como orgãos ou entidades que exerçam
autoridade publica.

12) Que desrespeite os simbolos nacionais.


O Tempo da Propaganda

Início da Propaganda:
O Codigo Eleitoral dizia ser a propaganda somente permitida apos a escolha do candidato em
convenção (art. 240), porém, com o advento da Lei 9.504/97, Ioi estipulada a data de 5 julho para
qual apos ela é possivel a propaganda eleitoral:

Lei 9.504 de 30.09.97

Art. 36. A propaganaa eleitoral somente e permitiaa apos o aia 5 ae fulho ao ano aa eleição.

Propaganda Intrapartidária:
E a propaganda com vistas a ser indicado como candidato na convenção do partido. E permitida nos
quinze dias anteriores da convenção, não podendo, porém, se utilizar de radio, televisão, internet e
outdoor.

Lei 9.504 de 30.09.97

Art. 36 - .........................

§ 1
o
- Ao postulante a canaiaatura a cargo eletivo e permitiaa a reali:ação, na quin:ena anterior a escolha pelo
partiao, ae propaganaa intrapartiaaria com vista a inaicação ae seu nome, veaaao o uso ae raaio, televisão e
outaoor.

Propaganda Partidária:
E a propaganda institucional dos partidos politicos. So podera ser Ieita até o dia 31 de junho do ano
eleitoral.

pág. 3
Lei 9.504 de 30.09.97
Art. 36 - ........................... ....

§ 2
o
- No segunao semestre ao ano aa eleição, não sera veiculaaa a propaganaa partiaaria gratuita prevista em lei
nem permitiao qualquer tipo ae propaganaa politica paga no raaio e na televisão.

Sanção:
Pelo descumprimento dos prazos da propaganda aplica-se multa.

Lei 9.504 de 30.09.97

Art. 36 - ............ .....

§ 3
o
- A violação ao aisposto neste artigo sufeitara o responsavel pela aivulgação aa propaganaa e, quanao
comprovaao seu previo conhecimento, o beneficiario, a multa no valor ae vinte mil a cinqüenta mil UFIR ou
equivalente ao custo aa propaganaa, se este for maior.

Término da Propaganda:
O Iim do periodo de propaganda coincide com o Iinal das eleições. A lei não estipulou uma data para
o término da propaganda eleitoral por Ialta de necessidade.

Período de Propaganda Restrita:
No periodo de propaganda restrita, algumas Iormas de propaganda Iicam vedadas: mediante
radiodiIusão, televisão, comicios ou reuniões publicas.

Art. 240 - .............................

Paragrafo unico - E veaaaa, aesae 48 (quarenta e oito) horas antes ate 24 (vinte e quatro) horas
aepois aa eleição, qualquer propaganaa politica meaiante raaioaifusão, televisão, comicios ou
reuniòes publicas.

Propaganda no Dia da Eleição:
No dia da eleição é proibida qualquer propaganda onde haja contato com o eleitor. E a chamada
'boca-de-urna¨, a propaganda realizada no dia das eleições, geralmente com a distribuição de
materiais a eleitores.

Lei 9.504 de 30.09.97

Art 37- .................... ......

§ 5
o
- Constituem crimes, no aia aa eleição, puniveis com aetenção, ae seis meses a um ano, com a
alternativa ae prestação ae serviços a comuniaaae pelo mesmo perioao, e multa no valor ae cinco mil a
quin:e mil UFIR.

I o uso ae alto-falantes e amplificaaores ae som ou a promoção ae comicio ou carreata,

II a aistribuição ae material ae propaganaa politica, inclusive volantes e outros impressos, ou a pratica ae
aliciamento, coação ou manifestação tenaentes a influir na vontaae ao eleitor.




pág. 4


As Modalidades de Propaganda Eleitoral


Os Símbolos de Campanha

O uso de simbolos pelo candidato não pode trazer semelhança com os utilizados por orgão de
governo, empresa publica ou sociedade de economia mista.

Lei 9.504 de 30.09.97

Art. 40 - O uso, na propaganaa eleitoral, ae simbolos, frases ou imagens, associaaas ou semelhantes as empregaaas
por orgão ae governo, empresa publica ou socieaaae ae economia mista constitui crime, punivel com aetenção, ae
seis meses a um ano, com a alternativa ae prestação ae serviços a comuniaaae pelo mesmo perioao, e multa no
valor ae ae: mil a vinte mil UFIR.


A Propaganda nos Partidos e Casas Legislativas

Propaganda nos Partidos Políticos:

Art. 244. E asseguraao aos partiaos politicos registraaos o aireito ae, inaepenaentemente ae
licença aa autoriaaae publica e ao pagamento ae qualquer contribuição.

I - fa:er inscrever, na fachaaa ae suas seaes e aepenaências, o nome que os aesigne, pela forma
que melhor lhes parecer,

Propaganda nas Casas Legislativas:

Lei 9.504 de 30.09.97

Art. 37 - .......................

§ 3
o
- Nas aepenaências ao Poaer Legislativo, a veiculação ae propaganaa eleitoral fica a criterio aa Mesa
Diretora.


Os Eventos e o Uso de Alto-Falantes

Art. 244 - E asseguraao aos partiaos politicos registraaos o aireito ae, inaepenaentemente ae
licença aa autoriaaae publica e ao pagamento ae qualquer contribuição.

I - ...................................

II - instalar e fa:er funcionar, normalmente, aas quator:e as vinte e auas horas, nos três meses
que anteceaerem as eleiçòes, alto-falantes ou amplificaaores ae vo:, nos locais referiaos, assim
como em veiculos seus, ou a sua aisposição, em territorio nacional, com observancia aa
legislação comum.
pág. 5

Art. 245 - A reali:ação ae qualquer ato ae propaganaa partiaaria ou eleitoral, em recinto
aberto, não aepenae ae licença aa policia.

§ 1° - Quanao o ato ae propaganaa tiver ae reali:ar-se em lugar aesignaao para a celebração ae
comicio, na forma ao aisposto no art. 3° aa Lei n° 1.207, ae 25 ae outubro ae 1950, aevera ser
feita comunicação a autoriaaae policial, pelo menos 24 (vinte e quatro) horas antes ae sua
reali:ação.

§ 2° - Não havenao local anteriormente fixaao para a celebração ae comicio, ou senao
impossivel ou aificil nele reali:ar-se o ato ae propaganaa eleitoral, ou havenao peaiao para
aesignação ae outro local, a comunicação a que se refere o paragrafo anterior sera feita, no
minimo, com anteceaência ae 72 (setenta e auas) horas, aevenao a autoriaaae policial, em
qualquer aesses casos, nas 24 (vinte e quatro) horas seguintes, aesignar local amplo e ae facil
acesso, ae moao que não impossibilite ou frustre a reunião.

§ 3° - Aos orgãos aa Justiça Eleitoral compete fulgar aas reclamaçòes sobre a locali:ação aos
comicios e proviaências sobre a aistribuição eqüitativa aos locais aos partiaos.

Lei 9.504 de 30.09.97

Art. 39 - A reali:ação ae qualquer ato ae propaganaa partiaaria ou eleitoral, em recinto aberto ou fechaao, não
aepenae ae licença aa policia.

§ 1
o
- O canaiaato, partiao ou coligação promotora ao ato fara a aeviaa comunicação a autoriaaae policial em,
no minimo, vinte e quatro horas antes ae sua reali:ação, a fim ae que esta lhe garanta, segunao a prioriaaae ao
aviso, o aireito contra quem tencione usar o local no mesmo aia e horario.

§ 2
o
- A autoriaaae policial tomara as proviaências necessarias a garantia aa reali:ação ao ato e ao funcionamento
ao trafego e aos serviços publicos que o evento possa afetar.

§ 3
o
- O funcionamento ae alto-falantes ou amplificaaores ae som, ressalvaaa a hipotese contemplaaa no paragrafo
seguinte, somente e permitiao entre as oito e as vinte e auas horas, senao veaaaos a instalação e o uso aaqueles
equipamentos em aistancia inferior a au:entos metros.
I aas seaes aos Poaeres Executivo e Legislativo aa União, aos Estaaos, ao Distrito Feaeral e aos Municipios, aas
seaes aos Tribunais Juaiciais, e aos quarteis e outros estabelecimentos militares,
II aos hospitais e casas ae sauae,
III aas escolas, bibliotecas publicas, igrefas e teatros, quanao em funcionamento.

§ 4
o
- A reali:ação ae comicios e permitiaa no horario compreenaiao entre as oito e as vinte e quatro horas.


A Distribuição de Material

A distribuição de panIletos, Iolhetos, volantes e outros impressos não depende de obtenção de licença
municipal ou de autorização da Justiça Eleitoral.

Lei 9.504 de 30.09.97

Art. 38 - Inaepenae aa obtenção ae licença municipal e ae autori:ação aa Justiça Eleitoral a veiculação ae
propaganaa eleitoral pela aistribuição ae folhetos, volantes e outros impressos, os quais aevem ser eaitaaos sob
a responsabiliaaae ao partiao, coligação ou canaiaato.

Qualquer material, porém, deve ser editado sob a responsabilidade do partido politico, da coligação
ou do candidato.
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A Propaganda em Áreas Externas

Lei 9.504 de 30.09.97

Art. 37 - Nos bens cufo uso aepenaa ae cessão ou permissão ao Poaer Publico, ou que a ele pertençam, e
nos ae uso comum, e veaaaa a pichação, inscrição a tinta e a veiculação ae propaganaa, ressalvaaa a
fixação ae placas, estanaartes, faixas e assemelhaaos nos postes ae iluminação publica, viaautos,
passarelas e pontes, aesae que não lhes cause aano, aificulte ou impeça o seu uso e o bom anaamento ao
trafego.

§ 1
o
- A pichação, a inscrição a tinta ou a veiculação ae propaganaa em aesacorao com o aisposto neste
artigo sufeitam o responsavel a restauração ao bem e a multa no valor ae cinco mil a quin:e mil UFIR.

§ 2
o
- Em bens particulares, inaepenae aa obtenção ae licença municipal e ae autori:ação aa Justiça Eleitoral, a
veiculação ae propaganaa eleitoral por meio aa fixação ae faixas, placas, carta:es, pinturas ou inscriçòes.


Entendimento do Tribunal Superior Eleitoral:
1. Nas arvores e jardins localizados em areas publicas não é permitida a colocação de
propaganda eleitoral, mesmo que não lhes cause dano.
2. E permitida a colocação de bonecos e cartazes não Iixos ao longo das vias publicas, desde que
não diIiculte o bom andamento do trânsito.
3. Não é permitido a colocação de propaganda politica em tapumes de obras de prédios publicos.


Os Out Doors

Lei 9.504 de 30.09.97

Art. 42 - A propaganaa por meio ae outaoors somente e permitiaa apos a reali:ação ae sorteio pela Justiça
Eleitoral.

§ 1
o
- As empresas ae publiciaaae aeverão relacionar os pontos aisponiveis para a veiculação ae propaganaa
eleitoral em quantiaaae não inferior a metaae ao total aos espaços existentes no territorio municipal.

§ 2
o
- Os locais aestinaaos a propaganaa eleitoral aeverão ser assim aistribuiaos.
I trinta por cento, entre os partiaos e coligaçòes que tenham canaiaato a Presiaente aa Republica,
II trinta por cento, entre os partiaos e coligaçòes que tenham canaiaato a Governaaor e a Senaaor,
III quarenta por cento, entre os partiaos e coligaçòes que tenham canaiaatos a Deputaao Feaeral, Estaaual ou
Distrital,
IJ nas eleiçòes municipais, metaae entre os partiaos e coligaçòes que tenham canaiaato a Prefeito e metaae entre
os que tenham canaiaato a Jereaaor.

§ 3
o
- Os locais a que se refere o paragrafo anterior aeverão aiviair-se em grupos eqüitativos ae pontos com maior
e menor impacto visual, tantos quantos forem os partiaos e coligaçòes concorrentes, para serem sorteaaos e usaaos
aurante a propaganaa eleitoral.

§ 4
o
- A relação aos locais com a inaicação aos grupos mencionaaos no paragrafo anterior aevera ser entregue
pelas empresas ae publiciaaae aos Jui:es Eleitorais, nos Municipios, e ao Tribunal Regional Eleitoral, nas
Capitais, ate o aia 25 ae funho ao ano aa eleição.

§ 5
o
- Os Tribunais Regionais Eleitorais encaminharão a publicação, na imprensa oficial, ate o aia 8 ae fulho, a
relação ae partiaos e coligaçòes que requereram registro ae canaiaatos, aevenao o sorteio a que se refere o caput
ser reali:aao ate o aia 10 ae fulho.
pág. 7

§ 6
o
- Para efeito ao sorteio, equipara-se a coligação a um partiao, qualquer que sefa o numero ae partiaos que a
integrem.

§ 7
o
- Apos o sorteio, os partiaos e coligaçòes aeverão comunicar as empresas, por escrito, como usarão os
outaoors ae caaa grupo aos mencionaaos no § 3
o
, com especificação ae tempo e quantiaaae.

§ 8
o
- Os outaoors não usaaos aeverão ser reaistribuiaos entre os aemais concorrentes interessaaos, fa:enao-se
novo sorteio, se necessario, a caaa renovação.

§ 9
o
- Os partiaos e coligaçòes aistribuirão, entre seus canaiaatos, os espaços que lhes couberem.

§ 10 - O preço para a veiculação aa propaganaa eleitoral ae que trata este artigo não poaera ser superior ao
cobraao normalmente para a publiciaaae comercial.

§ 11 - A violação ao aisposto neste artigo sufeita a empresa responsavel, os partiaos, coligaçòes ou canaiaatos, a
imeaiata retiraaa aa propaganaa irregular e ao pagamento ae multa no valor ae cinco mil a quin:e mil UFIR.


A Propaganda na Imprensa Escrita

Lei 9.504 de 30.09.97

Art. 43 - E permitiaa, ate o aia aas eleiçòes, a aivulgação paga, na imprensa escrita, ae propaganaa eleitoral, no
espaço maximo, por eaição, para caaa canaiaato, partiao ou coligação, ae um oitavo ae pagina ae fornal paarão e
um quarto ae pagina ae revista ou tabloiae.

Paragrafo unico - A inobservancia aos limites estabeleciaos neste artigo sufeita os responsaveis pelos veiculos ae
aivulgação e os partiaos, coligaçòes ou canaiaatos beneficiaaos, a multa no valor ae mil a ae: mil UFIR ou
equivalente ao aa aivulgação aa propaganaa paga, se este for maior.


A Propaganda no Rádio e Televisão

Noções Iniciais:
A propaganda eleitoral no radio e na televisão so é permitida no horario eleitoral gratuito. A partir de
1.º de julho não se pode transmitir pesquisa com entrevista do pesquisado. Não pode diIundir
propaganda ou opinião Iavoravel ou desIavoravel a candidato (locutores, apresentadores de TV).

Lei 9.504 de 30.09.97

Art. 44 - A propaganaa eleitoral no raaio e na televisão restringe-se ao horario gratuito aefiniao nesta Lei, veaaaa
a veiculação ae propaganaa paga.

Art. 45 - A partir ae 1
o
ae fulho ao ano aa eleição, e veaaao as emissoras ae raaio e televisão, em sua programação
normal e noticiario.

I transmitir, ainaa que sob a forma ae entrevista fornalistica, imagens ae reali:ação ae pesquisa ou qualquer
outro tipo ae consulta popular ae nature:a eleitoral em que sefa possivel iaentificar o entrevistaao ou em que hafa
manipulação ae aaaos,

II usar trucagem, montagem ou outro recurso ae auaio ou viaeo que, ae qualquer forma, aegraaem ou
riaiculari:em canaiaato, partiao ou coligação, ou proau:ir ou veicular programa com esse efeito,

pág. 8

III veicular propaganaa politica ou aifunair opinião favoravel ou contraria a canaiaato, partiao, coligação, a
seus orgãos ou representantes,

IJ aar tratamento privilegiaao a canaiaato, partiao ou coligação,

J veicular ou aivulgar filmes, novelas, minisseries ou qualquer outro programa com alusão ou critica a canaiaato
ou partiao politico, mesmo que aissimulaaamente, exceto programas fornalisticos ou aebates politicos,

JI aivulgar nome ae programa que se refira a canaiaato escolhiao em Convenção, ainaa quanao preexistente,
inclusive se coinciaente com o nome ao canaiaato ou com a variação nominal por ele aaotaaa. Senao o nome ao
programa o mesmo que o ao canaiaato, fica proibiaa a sua aivulgação, sob pena ae cancelamento ao respectivo
registro.

§ 1
o
- A partir ae 1
o
ae agosto ao ano aa eleição, e veaaao ainaa as emissoras transmitir programa apresentaao ou
comentaao por canaiaato escolhiao em Convenção.

§ 2
o
- Sem prefui:o ao aisposto no p. unico ao art. 55, a inobservancia ao aisposto neste artigo sufeita a emissora
ao pagamento ae multa no valor ae vinte mil a cem mil UFIR, auplicaaa em caso ae reinciaência.

§ 3
o
- As aisposiçòes aeste artigo aplicam-se aos sitios mantiaos pelas empresas ae comunicação social na Internet
e aemais reaes aestinaaas a prestação ae serviços ae telecomunicaçòes ae valor aaicionaao.

Debates:
Os debates estão regulados pelo art. 46 da Lei 9.504/97. Nos debates é obrigatoria a participação de
candidatos cujo partido tenha representação na Câmara.

Lei 9.504 de 30.09.97

Art. 46 - Inaepenaentemente aa veiculação ae propaganaa eleitoral gratuita no horario aefiniao nesta
Lei, e facultaaa a transmissão, por emissora ae raaio ou televisão, ae aebates sobre as eleiçòes
maforitaria ou proporcional, senao asseguraaa a participação ae canaiaatos aos partiaos com
representação na Camara aos Deputaaos, e facultaaa a aos aemais, observaao o seguinte.

I nas eleiçòes maforitarias, a apresentação aos aebates poaera ser feita.
a) em confunto, estanao presentes toaos os canaiaatos a um mesmo cargo eletivo,
b) em grupos, estanao presentes, no minimo, três canaiaatos,

II nas eleiçòes proporcionais, os aebates aeverão ser organi:aaos ae moao que assegurem a presença
ae numero equivalente ae canaiaatos ae toaos os partiaos e coligaçòes a um mesmo cargo eletivo,
poaenao aesaobrar-se em mais ae um aia,

III os aebates aeverão ser parte ae programação previamente estabeleciaa e aivulgaaa pela emissora,
fa:enao-se meaiante sorteio a escolha ao aia e aa oraem ae fala ae caaa canaiaato, salvo se celebraao
acorao em outro sentiao entre os partiaos e coligaçòes interessaaos.

§ 1
o
- Sera aamitiaa a reali:ação ae aebate sem a presença ae canaiaato ae algum partiao, aesae que o
veiculo ae comunicação responsavel comprove havê-lo conviaaao com a anteceaência minima ae
setenta e auas horas aa reali:ação ao aebate.

§ 2
o
- E veaaaa a presença ae um mesmo canaiaato a eleição proporcional em mais ae um aebate aa
mesma emissora.

§ 3
o
- O aescumprimento ao aisposto neste artigo sufeita a empresa infratora as penaliaaaes previstas
no art. 56.
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O Programa Eleitoral Gratuito


Normas Gerais

Art. 47 - As emissoras ae raaio e ae televisão e os canais ae televisão por assinatura
mencionaaos no art. 57 reservarão, nos quarenta e cinco aias anteriores a antevespera aas
eleiçòes, horario aestinaao a aivulgação, em reae, aa propaganaa eleitoral gratuita, na forma
estabeleciaa neste artigo.

§ 1
o
- A propaganaa sera feita.

I na eleição para Presiaente aa Republica, as terças e quintas-feiras e aos sabaaos.
a) aas sete horas as sete horas e vinte e cinco minutos e aas ao:e horas as ao:e horas e vinte e
cinco minutos, no raaio,
b) aas tre:e horas as tre:e horas e vinte e cinco minutos e aas vinte horas e trinta minutos as
vinte horas e cinqüenta e cinco minutos, na televisão,

II nas eleiçòes para Deputaao Feaeral, as terças e quintas-feiras e aos sabaaos.
a) aas sete horas e vinte e cinco minutos as sete horas e cinqüenta minutos e aas ao:e horas e
vinte e cinco minutos as ao:e horas e cinqüenta minutos, no raaio,
b) aas tre:e horas e vinte e cinco minutos as tre:e horas e cinqüenta minutos e aas vinte horas e
cinqüenta e cinco minutos as vinte e uma horas e vinte minutos, na televisão,

III nas eleiçòes para Governaaor ae Estaao e ao Distrito Feaeral, as segunaas, quartas e
sextas-feiras.
a) aas sete horas as sete horas e vinte minutos e aas ao:e horas as ao:e horas e vinte minutos, no
raaio,
b) aas tre:e horas as tre:e horas e vinte minutos e aas vinte horas e trinta minutos as vinte horas
e cinqüenta minutos, na televisão,

IJ nas eleiçòes para Deputaao Estaaual e Deputaao Distrital, as segunaas, quartas e sextas-
feiras.
a) aas sete horas e vinte minutos as sete horas e quarenta minutos e aas ao:e horas e vinte
minutos as ao:e horas e quarenta minutos, no raaio,
b) aas tre:e horas e vinte minutos as tre:e horas e quarenta minutos e aas vinte horas e
cinqüenta minutos as vinte e uma horas e ae: minutos, na televisão,

J na eleição para Senaaor, as segunaas, quartas e sextas-feiras.
a) aas sete horas e quarenta minutos as sete horas e cinqüenta minutos e aas ao:e horas e
quarenta minutos as ao:e horas e cinqüenta minutos, no raaio,
b) aas tre:e horas e quarenta minutos as tre:e horas e cinqüenta minutos e aas vinte e uma horas
e ae: minutos as vinte e uma horas e vinte minutos, na televisão,

JI nas eleiçòes para Prefeito e Jice-Prefeito, as segunaas, quartas e sextas-feiras.
a) aas sete horas as sete horas e trinta minutos e aas ao:e horas as ao:e horas e trinta minutos,
no raaio,
b) aas tre:e horas as tre:e horas e trinta minutos e aas vinte horas e trinta minutos as vinte e
uma horas, na televisão,

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JII nas eleiçòes para Jereaaor, as terças e quintas-feiras e aos sabaaos, nos mesmos horarios
previstos no inciso anterior.

§ 2
o
- Os horarios reservaaos a propaganaa ae caaa eleição, nos termos ao paragrafo anterior,
serão aistribuiaos entre toaos os partiaos e coligaçòes que tenham canaiaato e representação na
Camara aos Deputaaos, observaaos os seguintes criterios.

I um terço, igualitariamente,

II aois terços, proporcionalmente ao numero ae representantes na Camara aos Deputaaos,
consiaeraao, no caso ae coligação, o resultaao aa soma ao numero ae representantes ae toaos
os partiaos que a integram.

§ 3
o
- Para efeito ao aisposto neste artigo, a representação ae caaa partiao na Camara aos
Deputaaos sera a existente na aata ae inicio aa legislatura que estiver em curso.

§ 4
o
- O numero ae representantes ae partiao que tenha resultaao ae fusão ou a que se tenha
incorporaao outro corresponaera a soma aos representantes que os partiaos ae origem
possuiam na aata mencionaaa no paragrafo anterior.

§ 5
o
- Se o canaiaato a Presiaente ou a Governaaor aeixar ae concorrer, em qualquer etapa ao
pleito, e não havenao a substituição prevista no art. 13 aesta Lei, far-se-a nova aistribuição ao
tempo entre os canaiaatos remanescentes.

§ 6
o
- Aos partiaos e coligaçòes que, apos a aplicação aos criterios ae aistribuição referiaos no
caput, obtiverem aireito a parcela ao horario eleitoral inferior a trinta segunaos, sera
asseguraao o aireito ae acumula-lo para uso em tempo equivalente.

Art. 48 - Nas eleiçòes para Prefeitos e Jereaaores, nos Municipios em que não hafa emissora ae
televisão, os orgãos regionais ae aireção aa maioria aos partiaos participantes ao pleito
poaerão requerer a Justiça Eleitoral que reserve ae: por cento ao tempo aestinaao a
propaganaa eleitoral gratuita para aivulgação em reae aa propaganaa aos canaiaatos aesses
Municipios, pelas emissoras geraaoras que os atingem.

§ 1
o
- A Justiça Eleitoral regulamentara o aisposto neste artigo, aiviainao o tempo entre os
canaiaatos aos Municipios vi:inhos, ae forma que o numero maximo ae Municipios a serem
atenaiaos sefa igual ao ae emissoras geraaoras aisponiveis.

§ 2
o
O aisposto neste artigo aplica-se as emissoras ae raaio, nas mesmas conaiçòes.

Art. 49 - Se houver segunao turno, as emissoras ae raaio e televisão reservarão, a partir ae
quarenta e oito horas aa proclamação aos resultaaos ao primeiro turno e ate a antevespera aa
eleição, horario aestinaao a aivulgação aa propaganaa eleitoral gratuita, aiviaiao em aois
perioaos aiarios ae vinte minutos para caaa eleição, inicianao-se as sete e as ao:e horas, no
raaio, e as tre:e e as vinte horas e trinta minutos, na televisão.

§ 1
o
- Em circunscrição onae houver segunao turno para Presiaente e Governaaor, o horario
reservaao a propaganaa aeste iniciar-se-a imeaiatamente apos o termino ao horario reservaao
ao primeiro.

§ 2
o
- O tempo ae caaa perioao aiario sera aiviaiao igualitariamente entre os canaiaatos.

Art. 50 - A Justiça Eleitoral efetuara sorteio para a escolha aa oraem ae veiculação aa
propaganaa ae caaa partiao ou coligação no primeiro aia ao horario eleitoral gratuito, a caaa
aia que se seguir, a propaganaa veiculaaa por ultimo, na vespera, sera a primeira,
apresentanao-se as aemais na oraem ao sorteio.
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Art. 51 - Durante os perioaos previstos nos arts. 47 e 49, as emissoras ae raaio e televisão e os
canais por assinatura mencionaaos no art. 57 reservarão, ainaa, trinta minutos aiarios para a
propaganaa eleitoral gratuita, a serem usaaos em inserçòes ae ate sessenta segunaos, a criterio
ao respectivo partiao ou coligação, assinaaas obrigatoriamente pelo partiao ou coligação, e
aistribuiaas, ao longo aa programação veiculaaa entre as oito e as vinte e quatro horas, nos
termos ao § 2
o
ao art. 47, obeaeciao o seguinte.

I o tempo sera aiviaiao em partes iguais para a utili:ação nas campanhas aos canaiaatos as
eleiçòes maforitarias e proporcionais, bem como ae suas legenaas partiaarias ou aas que
componham a coligação, quanao for o caso,

II aestinação exclusiva ao tempo para a campanha aos canaiaatos a Prefeito e Jice-Prefeito,
no caso ae eleiçòes municipais,

III a aistribuição levara em conta os blocos ae auaiência entre as oito e as ao:e horas, as ao:e
e as ae:oito horas, as ae:oito e as vinte e uma horas, as vinte e uma e as vinte e quatro horas,

IJ na veiculação aas inserçòes e veaaaa a utili:ação ae gravaçòes externas, montagens ou
trucagens, computação grafica, aesenhos animaaos e efeitos especiais, e a veiculação ae
mensagens que possam aegraaar ou riaiculari:ar canaiaato, partiao ou coligação.

Art. 52 - A partir ao aia 8 ae fulho ao ano aa eleição, a Justiça Eleitoral convocara os partiaos e
a representação aas emissoras ae televisão para elaborarem plano ae miaia, nos termos ao
artigo anterior, para o uso aa parcela ao horario eleitoral gratuito a que tenham aireito,
garantiaa a toaos participação nos horarios ae maior e menor auaiência.

Art. 53 - Não serão aamitiaos cortes instantaneos ou qualquer tipo ae censura previa nos
programas eleitorais gratuitos.

§ 1
o
- E veaaaa a veiculação ae propaganaa que possa aegraaar ou riaiculari:ar canaiaatos,
sufeitanao-se o partiao ou coligação infratores a peraa ao aireito a veiculação ae propaganaa
no horario eleitoral gratuito ao aia seguinte.

§ 2
o
- Sem prefui:o ao aisposto no paragrafo anterior, a requerimento ae partiao, coligação ou
canaiaato, a Justiça Eleitoral impeaira a reapresentação ae propaganaa ofensiva a honra ae
canaiaato, a moral e aos bons costumes.

Art. 54 - Dos programas ae raaio e televisão aestinaaos a propaganaa eleitoral gratuita ae caaa
partiao ou coligação poaera participar, em apoio aos canaiaatos aesta ou aaquele, qualquer
ciaaaão não filiaao a outra agremiação partiaaria ou a partiao integrante ae outra coligação,
senao veaaaa a participação ae qualquer pessoa meaiante remuneração.

Paragrafo unico - No segunao turno aas eleiçòes não sera permitiaa, nos programas ae que
trata este artigo, a participação ae filiaaos a partiaos que tenham formali:aao o apoio a outros
canaiaatos.

Art. 55 - Na propaganaa eleitoral no horario gratuito, são aplicaveis ao partiao, coligação ou
canaiaato as veaaçòes inaicaaas nos incisos I e II ao art. 45.

Paragrafo unico - A inobservancia ao aisposto neste artigo sufeita o partiao ou coligação a
peraa ae tempo equivalente ao aobro ao usaao na pratica ao ilicito, no perioao ao horario
gratuito subseqüente, aobraaa a caaa reinciaência, aevenao, no mesmo perioao, exibir-se a
informação ae que a não-veiculação ao programa resulta ae infração aa lei eleitoral.

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Art. 56 - A requerimento ae partiao, coligação ou canaiaato, a Justiça Eleitoral poaera
aeterminar a suspensão, por vinte e quatro horas, aa programação normal ae emissora que
aeixar ae cumprir as aisposiçòes aesta Lei sobre propaganaa.

§ 1
o
- No perioao ae suspensão a que se refere este artigo, a emissora transmitira a caaa quin:e
minutos a informação ae que se encontra fora ao ar por ter aesobeaeciao a lei eleitoral.

§ 2
o
- Em caaa reiteração ae conauta, o perioao ae suspensão sera auplicaao.

Art. 57 - As aisposiçòes aesta Lei aplicam-se as emissoras ae televisão que operam em JHF e
UHF e os canais ae televisão por assinatura sob a responsabiliaaae ao Senaao Feaeral, aa
Camara aos Deputaaos, aas Assembleias Legislativas, aa Camara Legislativa ao Distrito
Feaeral ou aas Camaras Municipais.







O Direito de Resposta


Noções Gerais

Conceito:
Direito de resposta é aquele que toda pessoa acusada ou oIendida em publicação Ieita em jornal ou
periodico ou em transmissão de radiodiIusão, ou a respeito da qual os meios de inIormação e
divulgação veicularem Iato inveridico ou errôneo, de dar a devida resposta ou retiIicar a inIormação,
a qual, espontaneamente ou por determinação judicial, devera ser publicada pelo mesmo veiculo e
gratuitamente.

Lei 9.504 de 30.09.97

Art. 58 - A partir aa escolha ae canaiaatos em Convenção, e asseguraao o aireito ae resposta a canaiaato, partiao
ou coligação atingiaos, ainaa que ae forma inaireta, por conceito, imagem ou afirmação caluniosa, aifamatoria,
infuriosa ou sabiaamente inveriaica, aifunaiaos por qualquer veiculo ae comunicação social.

O Direito de Resposta em 1ornal ou Revista

Noções Iniciais:
Em jornal ou revista o prazo para o pedido é de 72 horas. Manda-se o texto oIensivo e o texto que
pleiteia-se ser publicado no mesmo tamanho, dia da semana, local da reportagem e com a mesma
tiragem do exemplar.



pág. 13

Lei 9.504 de 30.09.97

Art. 58 - .....................................

§ 3
o
- Observar-se-ão, ainaa, as seguintes regras no caso ae peaiao ae resposta relativo a ofensa veiculaaa.

I em orgão aa imprensa escrita.

a) o peaiao aevera ser instruiao com um exemplar aa publicação e o texto para resposta,

b) aeferiao o peaiao, a aivulgação aa resposta aar-se-a no mesmo veiculo, espaço, local, pagina, tamanho,
caracteres e outros elementos ae realce usaaos na ofensa, em ate quarenta e oito horas apos a aecisão ou,
tratanao-se ae veiculo com perioaiciaaae ae circulação maior que quarenta e oito horas, na primeira ve: em que
circular,

c) por solicitação ao ofenaiao, a aivulgação aa resposta sera feita no mesmo aia aa semana em que a ofensa foi
aivulgaaa, ainaa que fora ao pra:o ae quarenta e oito horas,

a) se a ofensa for proau:iaa em aia e hora que inviabili:em sua reparação aentro aos pra:os estabeleciaos nas
alineas anteriores, a Justiça Eleitoral aeterminara a imeaiata aivulgação aa resposta,

e) o ofensor aevera comprovar nos autos o cumprimento aa aecisão, meaiante aaaos sobre a regular aistribuição aos
exemplares, a quantiaaae impressa e o raio ae abrangência na aistribuição,


O Direito de Resposta no Rádio e Televisão

Lei 9.504 de 30.09.97

Art. 58 - .................................

§ 1
o
- O ofenaiao, ou seu representante legal, poaera peair o exercicio ao aireito ae resposta a Justiça Eleitoral nos
seguintes pra:os, contaaos a partir aa veiculação aa ofensa.

I vinte e quatro horas, quanao se tratar ao horario eleitoral gratuito,

II quarenta e oito horas, quanao se tratar aa programação normal aas emissoras ae raaio e televisão,

III setenta e auas horas, quanao se tratar ae orgão aa imprensa escrita.

§ 2
o
- Recebiao o peaiao, a Justiça Eleitoral notificara imeaiatamente o ofensor para que se aefenaa em vinte e
quatro horas, aevenao a aecisão ser prolataaa no pra:o maximo ae setenta e auas horas aa aata aa formulação ao
peaiao.

§ 3
o
- Observar-se-ão, ainaa, as seguintes regras no caso ae peaiao ae resposta relativo a ofensa veiculaaa.

I em orgão aa imprensa escrita.
a) o peaiao aevera ser instruiao com um exemplar aa publicação e o texto para resposta,
b) aeferiao o peaiao, a aivulgação aa resposta aar-se-a no mesmo veiculo, espaço, local, pagina, tamanho,
caracteres e outros elementos ae realce usaaos na ofensa, em ate quarenta e oito horas apos a aecisão ou,
tratanao-se ae veiculo com perioaiciaaae ae circulação maior que quarenta e oito horas, na primeira ve: em que
circular,
c) por solicitação ao ofenaiao, a aivulgação aa resposta sera feita no mesmo aia aa semana em que a ofensa foi
aivulgaaa, ainaa que fora ao pra:o ae quarenta e oito horas,
a) se a ofensa for proau:iaa em aia e hora que inviabili:em sua reparação aentro aos pra:os estabeleciaos nas
alineas anteriores, a Justiça Eleitoral aeterminara a imeaiata aivulgação aa resposta,

pág. 14
e) o ofensor aevera comprovar nos autos o cumprimento aa aecisão, meaiante aaaos sobre a regular aistribuição aos
exemplares, a quantiaaae impressa e o raio ae abrangência na aistribuição,

II em programação normal aas emissoras ae raaio e ae televisão.
a) a Justiça Eleitoral, a vista ao peaiao, aevera notificar imeaiatamente o responsavel pela emissora que reali:ou o
programa para que entregue em vinte e quatro horas, sob as penas ao art. 347 aa Lei n
o
4.737, ae 15 ae fulho ae
1965 (Coaigo Eleitoral), copia aa fita aa transmissão, que sera aevolviaa apos a aecisão,
b) o responsavel pela emissora, ao ser notificaao pela Justiça Eleitoral ou informaao pelo reclamante ou
representante, por copia protocolaaa ao peaiao ae resposta, preservara a gravação ate a aecisão final ao processo,
c) aeferiao o peaiao, a resposta sera aaaa em ate quarenta e oito horas apos a aecisão, em tempo igual ao aa
ofensa, porem nunca inferior a um minuto,

III no horario eleitoral gratuito.
a) o ofenaiao usara, para a resposta, tempo igual ao aa ofensa, nunca inferior, porem, a um minuto,
b) a resposta sera veiculaaa no horario aestinaao ao partiao ou coligação responsavel pela ofensa, aevenao
necessariamente airigir-se aos fatos nela veiculaaos,
c) se o tempo reservaao ao partiao ou coligação responsavel pela ofensa for inferior a um minuto, a resposta sera
levaaa ao ar tantas ve:es quantas sefam necessarias para a sua complementação,
a) aeferiao o peaiao para resposta, a emissora geraaora e o partiao ou coligação atingiaos aeverão ser notificaaos
imeaiatamente aa aecisão, na qual aeverão estar inaicaaos quais os perioaos, aiurno ou noturno, para a veiculação
aa resposta, que aevera ter lugar no inicio ao programa ao partiao ou coligação,
e) o meio magnetico com a resposta aevera ser entregue a emissora geraaora, ate trinta e seis horas apos a ciência
aa aecisão, para veiculação no programa subseqüente ao partiao ou coligação em cufo horario se praticou a
ofensa,
f) se o ofenaiao for canaiaato, partiao ou coligação que tenha usaao o tempo conceaiao sem responaer aos fatos
veiculaaos na ofensa, tera subtraiao tempo iaêntico ao respectivo programa eleitoral, tratanao-se ae terceiros,
ficarão sufeitos a suspensão ae igual tempo em eventuais novos peaiaos ae resposta e a multa no valor ae auas mil
a cinco mil UFIR.

§ 4
o
- Se a ofensa ocorrer em aia e hora que inviabili:em sua reparação aentro aos pra:os estabeleciaos nos
paragrafos anteriores, a resposta sera aivulgaaa nos horarios que a Justiça Eleitoral aeterminar, ainaa que nas
quarenta e oito horas anteriores ao pleito, em termos e forma previamente aprovaaos, ae moao a não ensefar
treplica.

§ 5
o
- Da aecisão sobre o exercicio ao aireito ae resposta cabe recurso as instancias superiores, em vinte e quatro
horas aa aata ae sua publicação em cartorio ou sessão, asseguraao ao recorriao oferecer contra-ra:òes em igual
pra:o, a contar aa sua notificação.

§ 6
o
- A Justiça Eleitoral aeve proferir suas aecisòes no pra:o maximo ae vinte e quatro horas, observanao-se o
aisposto nas alineas a e e ao inciso III ao § 3
o
para a restituição ao tempo em caso ae provimento ae recurso.

§ 7
o
- A inobservancia ao pra:o previsto no paragrafo anterior sufeita a autoriaaae fuaiciaria as penas previstas no
art. 345 aa Lei n
o
4.737, ae 15 ae fulho ae 1965 (Coaigo Eleitoral).


Descumprimento

Manda-se o texto oIensivo e o texto que pleiteia-se ser publicado no mesmo tamanho, dia da semana,
local da reportagem e com a mesma tiragem do exemplar. O não cumprimento sujeitara o inIrator ao
pagamento de multa.

Lei 9.504 de 30.09.97

§ 8
o
- O não-cumprimento integral ou em parte aa aecisão que conceaer a resposta sufeitara o infrator ao
pagamento ae multa no valor ae cinco mil a quin:e mil UFIR, auplicaaa em caso ae reiteração ae conauta, sem
prefui:o ao aisposto no art. 347 aa Lei n
o
4.737, ae 15 ae fulho ae 1965 (Coaigo Eleitoral).

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Dano Moral

Art. 243- ..........

§ 1° - O ofenaiao por calunia, aifamação ou infuria, sem prefui:o e inaepenaentemente aa ação
penal competente, poaera aemanaar, no Jui:o Civil, a reparação ao aano moral, responaenao
por este o ofensor e, soliaariamente, o partiao politico aeste, quanao responsavel por ação ou
omissão, e quem quer que, favoreciao pelo crime, hafa ae qualquer moao contribuiao para ele.

§ 2° - No que couber, aplicar-se-ão na reparação ao aano moral, referiao no paragrafo anterior,
os arts. 81 a 88 aa Lei n° 4.117, ae 27 ae agosto ae 1962. '

§ 3° - E asseguraao o aireito ae resposta a quem for infuriaao, aifamaao ou caluniaao atraves
aa imprensa, raaio, televisão, ou auto-falante, aplicanao-se, no que couber, os arts. 90 a 96 aa
Lei n° 4.117, ae 27 ae agosto ae 1962.







As Pesquisas Eleitorais


Noções Gerais

Noções Iniciais:
A divulgação de pesquisas eleitorais, embora não seja elemento ou Iorma de propaganda, podem
inIluenciar na escolha do eleitor. A pesquisa eleitoral, ou pré-eleitoral, é aquela realizada durante o
processo eleitoral, a partir da data Iixada pelo TSE, para demonstrar a tendência do eleitorado em
determinado momento da campanha.

O Registro:
A pesquisa para uso interno da campanha, ou seja, não tendo como objetivo sua divulgação, é livre e
não necessita de registro. Por outro lado, a pesquisa a ser divulgada pelos orgãos de comunicação
deverão ser registradas conIorme as regras do art. 33 e 34 da Lei 9.504/97. Se a pesquisa não Ior
registrada, Iicarão os responsaveis sujeitos a multa. Se a divulgação da pesquisa, porém, Ior
Iraudulenta (dados alterados, pesquisa Iantasiosa), ira conIigurar crime eleitoral.

Art 33 - As entiaaaes e empresas que reali:arem pesquisas ae opinião publica relativas as
eleiçòes ou aos canaiaatos, para conhecimento publico, são obrigaaas, para caaa pesquisa, a
registrar, funto a Justiça Eleitoral, ate cinco aias antes aa aivulgação, as seguintes informaçòes.

I - quem contratou a pesquisa,

II - valor e origem aos recursos aespenaiaos no trabalho,

III - metoaologia e perioao ae reali:ação aa pesquisa,
pág. 16

IJ - plano amostral e ponaeração quanto a sexo, iaaae, grau ae instrução, nivel econômico e
area fisica ae reali:ação ao trabalho, intervalo ae confiança e margem ae erro,

J - sistema interno ae controle e verificação, conferência e fiscali:ação aa coleta ae aaaos e ao
trabalho ae campo,

JI - questionario completo aplicaao ou a ser aplicaao,

JII - o nome ae quem pagou pela reali:ação ao trabalho.

§1° - As informaçòes relativas as pesquisas serão registraaas nos orgãos aa Justiça Eleitoral aos
quais compete fa:er o registro aos canaiaatos.

§2° - A Justiça Eleitoral afixara imeaiatamente, no local ae costume, aviso comunicanao o
registro aas informaçòes a que se refere este artigo, colocanao-as a aisposição aos partiaos ou
coligaçòes com canaiaatos ao pleito, os quais a elas terão livre acesso pelo pra:o ae trinta aias.

§3° - A aivulgação ae pesquisa sem o previo registro aas informaçòes ae que trata este artigo
sufeita os responsaveis a multa no valor ae cinqüenta mil a cem mil UFIR.

§4° - A aivulgação ae pesquisa frauaulenta constitui crime, punivel com aetenção ae seis meses a
um ano e multa no valor ae cinqüenta mil a cem mil UFIR.

O partido que tiver interesse, pode pedir a Justiça Eleitoral que lhe permita o acesso ao sistema
interno da empresa pesquisadora.

Art 34 - (Jetaao)

§1° - Meaiante requerimento a Justiça Eleitoral, os partiaos poaerão ter acesso ao sistema
interno ae controle, verificação e fiscali:ação aa coleta ae aaaos aas entiaaaes que aivulgaram
pesquisas ae opinião relativas as eleiçòes, incluiaos os referentes a iaentificação aos
entrevistaaores e, por meio ae escolha livre e aleatoria ae planilhas inaiviauais, mapas ou
equivalentes, confrontar e conferir os aaaos publicaaos, preservaaa a iaentiaaae aos
responaentes.

§2° - O não-cumprimento ao aisposto neste artigo ou qualquer ato que vise a retaraar, impeair
ou aificultar a ação fiscali:aaora aos partiaos constitui crime, punivel com aetenção, ae seis
meses a um ano, com a alternativa ae prestação ae serviços a comuniaaae pelo mesmo pra:o, e
multa no valor ae ae: mil a vinte mil UFIR.

§3° - A comprovação ae irregulariaaae nos aaaos publicaaos sufeita os responsaveis as penas
mencionaaas no paragrafo anterior, sem prefui:o aa obrigatorieaaae aa veiculação aos aaaos
corretos no mesmo espaço, local, horario, pagina, caracteres e outros elementos ae aestaque, ae
acorao com o veiculo usaao.

Art 35 - Pelos crimes aefiniaos nos arts. 33, § 4° e 34, §§ 2° e 3°, poaem ser responsabili:aaos
penalmente os representantes legais aa empresa ou entiaaae ae pesquisa e ao orgão veiculaaor.







pág. 17


Condutas Vedadas aos Agentes Públicos


Noções Gerais

Noções Iniciais:
Os artigos 73 a 79 da Lei 9.504/97, no capitulo denominado 'Das Condutas Vedadas aos Agentes
Publicos em Campanhas Eleitorais¨, traçam as regras de conduta de todos os agentes publicos em
relação a campanha politica.

Agentes Públicos:
Entende-se por agentes publicos todos aqueles que estão a serviço do Estado, sejam servidores ou
não, sejam remunerados ou não. Assim é servidor o mesario eleitoral, o comissario de menores, o
Iuncionario de repartição publica, etc.

Cessão de Imóveis Públicos:
A exceção do uso de prédios publicos para a realização das convenções partidarias e de propaganda
eleitoral nas dependências do Poder Legislativo, é proibida qualquer tipo de ação eleitoral em
qualquer bem movel ou imovel em beneIicio de candidato, partido politico ou coligação, se esse bem
pertencer a administração direta ou indireta da União, dos Estados, do DF, dos territorios ou dos
municipios.

Art 73 - São proibiaas aos agentes publico, serviaores ou não, as seguintes conautas tenaentes a
afetar a igualaaae ae oportuniaaaes entre canaiaatos nos pleitos eleitorais.

I - ceaer ou usar, em beneficio ae canaiaato, partiao politico ou coligação, bens moveis ou
imoveis pertencentes a aaministração aireta ou inaireta aa União, aos Estaaos, ao Distrito
Feaeral, aos Territorios e aos Municipios, ressalvaaa a reali:ação ae convenção partiaaria,

Uso de Material ou Serviços:
Este inciso autoriza o uso de materiais ou serviços publicos em beneIicio da propria candidatura ou
em beneIicio do partido, desde que estejam dentro das prerrogativas dos regimentos e dentro das
normas dos orgãos.

II - usar materiais ou serviços, custeaaos pelos Governos ou Casas Legislativas, que exceaam as
prerrogativas consignaaas nos regimentos e normas aos orgãos que integram,

Cessão de Funcionários:

III - ceaer serviaor publico ou empregaao aa aaministração aireta ou inaireta feaeral, estaaual
ou municipal ao Poaer Executivo, ou usar ae seus serviços, para comitês ae campanha eleitoral
ae canaiaato, partiao politico ou coligação, aurante o horario ae expeaiente normal, salvo se o
serviaor ou empregaao estiver licenciaao,




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Uso Promocional de Bens e Serviços de Caráter Social:

IJ - fa:er ou permitir uso promocional em favor ae canaiaato, partiao politico ou coligação, ae
aistribuição gratuita ae bens e serviços ae carater social custeaaos ou subvencionaaos pelo
Poaer Publico,

Nomeação de Funcionários Públicos:
São exceções:
a) cargos de conIiança;
b) no caso de juizes e promotores indispensaveis para o trabalho da Justiça Eleitoral;
c) serviços publicos essenciais: contratação de pessoal médico para o atendimento de uma
calamidade é um exemplo desta situação;
d) policiais e agentes penitenciarios.

J - nomear, contratar ou ae qualquer forma aamitir, aemitir sem fusta causa, suprimir ou
reaaaptar vantagens ou por outros meios aificultar ou impeair o exercicio funcional e, ainaa, ex
officio, remover, transferir ou exonerar serviaor publico, na circunscrição ao pleito, nos três
meses que o anteceaem e ate a posse aos eleitos, sob pena ae nuliaaae ae pleno aireito,
ressalvaaos.


Circunscrição do Pleito:
A proibição é somente no que se reIere aos orgãos ligados a circunscrição das eleições, ou seja, se
Iorem eleições municipais, então a proibição é restrita somente ao municipio.

a) a nomeação ou exoneração ae cargos em comissão e aesignação ou aispensa ae funçòes ae
confiança,
b) a nomeação para cargos ao Poaer Juaiciario, ao Ministerio Publico, aos Tribunais ou
Conselhos ae Contas e aos orgãos aa Presiaência aa Republica,
c) a nomeação aos aprovaaos em concursos publicos homologaaos ate o inicio aaquele pra:o,
a) a nomeação ou contratação necessaria a instalação ou ao funcionamento inaaiavel ae
serviços publicos essenciais, com previa e expressa autori:ação ao Chefe ao Poaer Executivo,
e) a transferência ou remoção ex officio ae militares, policiais civis e ae agentes penitenciarios,

JI - nos três meses que anteceaem o pleito.
a) reali:ar transferência voluntaria ae recursos aa União aos Estaaos e Municipios, e aos
Estaaos aos Municipios, sob pena ae nuliaaae ae pleno aireito, ressalvaaos os recursos
aestinaaos a cumprir obrigação formal preexistente para execução ae obra ou serviço em
anaamento e com cronograma prefixaao, e os aestinaaos a atenaer situaçòes ae emergência e ae
calamiaaae publica,
b) com exceção aa propaganaa ae proautos e serviços que tenham concorrência no mercaao,
autori:ar publiciaaae institucional aos atos, programas, obras, serviços e campanhas aos orgãos
publicos feaerais, estaauais ou municipais, ou aas respectivas entiaaaes aa aaministração
inaireta, salvo em caso ae grave e urgente necessiaaae publica, assim reconheciaa pela Justiça
Eleitoral,


Concorrência no Mercado:
Um exemplo de empresa que tem concorrência no mercado é o Banco do Brasil, que soIre a
concorrência de outros bancos privados.

c) fa:er pronunciamento em caaeia ae raaio e televisão, fora ao horario eleitoral gratuito, salvo
quanao, a criterio aa Justiça Eleitoral, tratar-se ae materia urgente, relevante e caracteristica
aas funçòes ae governo,
pág. 19

JII - reali:ar, em ano ae eleição, antes ao pra:o fixaao no inciso anterior, aespesas com
publiciaaae aos orgãos publicos feaerais, estaauais ou municipais, ou aas respectivas entiaaaes
aa aaministração inaireta, que exceaam a meaia aos gastos nos três ultimos anos que anteceaem
o pleito ou ao ultimo ano imeaiatamente anterior a eleição.

JIII - fa:er, na circunscrição ao pleito, revisão geral aa remuneração aos serviaores publicos
que exceaa a recomposição aa peraa ae seu poaer aquisitivo ao longo ao ano aa eleição, a
partir ao inicio ao pra:o estabeleciao no art. 7° aesta Lei e ate a posse aos eleitos.

§ 1° - Reputa-se agente publico, para os efeitos aeste artigo, quem exerce, ainaa que
transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, aesignação, contratação ou
qualquer outra forma ae investiaura ou vinculo, manaato, cargo, emprego ou função nos orgãos
ou entiaaaes aa aaministração publica aireta, inaireta, ou funaacional.

§ 2° - A veaação ao inciso I ao caput não se aplica ao uso, em campanha, ae transporte oficial
pelo Presiaente aa Republica, obeaeciao o aisposto no art. 76, nem ao uso, em campanha, pelos
canaiaatos a reeleição ae Presiaente e Jice-Presiaente aa Republica, Governaaor e Jice-
Governaaor ae Estaao e ao Distrito Feaeral, Prefeito e Jice-Prefeito, ae suas resiaências
oficiais para reali:ação ae contatos, encontros e reuniòes pertinentes a propria campanha,
aesae que não tenham carater ae ato publico.

§ 3° - As veaaçòes ao inciso JI ao caput, alineas b e c , aplicam-se apenas aos agentes publicos
aas esferas aaministrativas cufos cargos estefam em aisputa na eleição.

§ 4° - O aescumprimento ao aisposto neste artigo acarretara a suspensão imeaiata aa conauta
veaaaa, quanao for o caso, e sufeitara os responsaveis a multa no valor ae cinco a cem mil
UFIR.

§ 5° - No caso ae aescumprimento ao inciso JI ao caput , sem prefui:o ao aisposto no paragrafo
anterior, o agente publico responsavel, caso sefa canaiaato, ficara sufeito a cassação ao
registro.

§ 6° - As multas ae que trata este artigo serão auplicaaas a caaa reinciaência.

§ 7° - As conautas enumeraaas no caput caracteri:am, ainaa, atos ae improbiaaae
aaministrativa, a que se refere o art. 11, inciso I, aa Lei n° 8.429, ae 2 ae funho ae 1992, e
sufeitanao-se as aisposiçòes aaquele aiploma legal, em especial as coligaçòes ao art. 12, inciso
III.

§ 8° - Aplicam-se as sançòes ao § 4° aos agentes publicos responsaveis pelas conautas veaaaas e
aos partiaos, coligaçòes e canaiaatos que aelas se beneficiarem.

§ 9° - Na aistribuição aos recursos ao Funao Partiaario (Lei n° 9.096, ae 19 ae setembro ae
1995) oriunaos aa aplicação ao aisposto no § 4°, aeverão ser excluiaos os partiaos beneficiaaos
pelos atos que originaram as multas.

Art 74 - Configura abuso ae autoriaaae, para os fins ao aisposto no art. 22 aa Lei
Complementar n° 64, ae 18 ae maio ae 1990, a infringência ao aisposto no § 1° ao art. 37 aa
Constituição Feaeral, ficanao o responsavel, se canaiaato, sufeito ao cancelamento ao registro
ae sua canaiaatura.

Art 75 - Nos três meses que anteceaerem as eleiçòes, na reali:ação ae inauguraçòes e veaaaa a
contratação ae shows artisticos pagos com recursos publicos.

pág. 20
Art 76 - O ressarcimento aas aespesas com o uso ae transporte oficial pelo Presiaente aa
Republica e sua comitiva em campanha eleitoral sera ae responsabiliaaae ao partiao politico ou
coligação a que estefa vinculaao.

1° - O ressarcimento ae que trata este artigo tera por base o tipo ae transporte usaao e a
respectiva tarifa ae mercaao cobraaa no trecho corresponaente, ressalvaao o uso ao avião
presiaencial, cufo ressarcimento corresponaera ao aluguel ae uma aeronave ae propulsão a fato
ao tipo taxi aereo.

2° - No pra:o ae ae: aias uteis aa reali:ação ao pleito, em primeiro turno, ou segunao, se
houver, o orgão competente ae controle interno proceaera ex officio a cobrança aos valores
aeviaos nos termos aos paragrafos anteriores.

3° - A falta ao ressarcimento, no pra:o estipulaao, implicara a comunicação ao fato ao
Ministerio Publico Eleitoral, pelo orgão ae controle interno.

4° - Recebiaa a aenuncia ao Ministerio Publico, a Justiça Eleitoral apreciara o feito no pra:o ae
trinta aias, aplicanao aos infratores pena ae multa corresponaente ao aobro aas aespesas,
auplicaaa a caaa reiteração ae conauta.

Art 77 - E proibiao aos canaiaatos a cargos ao Poaer Executivo participar, nos três meses que
preceaem o pleito, ae inauguraçòes ae obras publicas.

Paragrafo unico - A inobservancia ao aisposto neste artigo sufeita o infrator a cassação ao
registro.

Art 78 - A aplicação aas sançòes cominaaas, no art. 73, §§ 4° e 5°, aar-se-a sem prefui:o ae
outras ae carater constitucional, aaministrativo ou aisciplinar fixaaas pelas aemais leis vigentes.


pág. 21


Questões de Concursos


01 -
(Ministério Publico/MG 37) Quanto a propaganda eleitoral em geral, isto é, aquela Ieita em
beneIicio pessoal de candidatos a cargos eletivos em eleições majoritarias e proporcionais,
podemos aIirmar que:
( ) a) a propaganda, qualquer que seja a sua Iorma ou modalidade, mencionara sempre a
legenda partidaria e, havendo coligações, na propaganda para eleição majoritaria, a
coligação usara obrigatoriamente, sob sua denominação, as legendas de todos os
partidos que a integram e, para a eleição proporcional, cada partido usara apenas sua
legenda sob o nome da coligação;
( ) b) é permitida apos 30 de junho do ano em que se realizarem as eleições, prazo Iinal das
convenções em que são os candidatos escolhidos pelos partidos;
( ) c) a propaganda mediante cartazes so se permitira, quando aIixados em quadros ou
painéis destinados exclusivamente a esse Iim em locais indicados pelas PreIeituras
para utilização de todos os partidos em igualdade de condições;
( ) d) é permitida, até o dia da eleição, a divulgação paga na imprensa escrita, de propaganda
eleitoral, observado o espaço maximo, por edição, Iixado em lei. A distribuição de
volantes e outros impresso também é permitida no dia da eleição, desde que Ieita a
cem metros do local da seção eleitoral;
( ) e) a propaganda eleitoral no radio e na televisão restringe-se ao horario gratuito deIinido
na lei eleitoral, sendo vedada a divulgação de propaganda paga. As emissoras de radio
e televisão, detentoras de concessão, permissão ou autorização dada pelo Estado para
os serviços de radiodiIusão sonora e de sons e imagens, não terão direito a
compensação Iiscal pela cedência do horario gratuito previsto na lei.


02 -
(Ministério Publico/MG 40) A luz da Lei n.º 9.504, de 30 de setembro de 1997, que estabelece
normas para as eleições, no concernente a propaganda eleitoral em geral, pode-se aIirma,
exceto:
( ) a) permite-se a Iixação de placas, estandartes, Iaixas e assemelhados nos postes de
iluminação publica, viadutos, passarelas e pontes, desde que não lhes cause dano,
diIiculte ou impeça o seu uso e o bom andamento do traIego;
( ) b) independe da obtenção de licença municipal e de autorização da Justiça Eleitoral a
veiculação de propaganda eleitoral pela distribuição de Iolhetos, volantes e outros
impressos, os quais devem ser editados sob a responsabilidade do partido, coligação
ou candidato;
( ) c) a realização de qualquer ato de propaganda partidaria ou eleitoral, em recinto aberto,
depende de licença da policia, devendo a Autoridade Policial tomar as providências
necessarias a garantia da realização do ato e ao Iuncionamento do traIego e dos
serviços publicos que o evento possa aIetar;
( ) d) a propaganda exercida nos termos da legislação eleitoral não podera ser objeto de
multa nem cerceada sob alegação do exercicio do poder de policia;
( ) e) é permitida, até o dia das eleições, a divulgação paga, na imprensa escrita, de
propaganda eleitoral, no espaço maximo, por edição, para cada candidato, partido ou
coligação, de um oitavo de pagina de jornal padrão e um quarto de pagina de revista
ou tabloide.

pág. 22


Gabarito


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pág. 23
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09
As Eleições







A Fase Preparatória


Noções Gerais

Noções Iniciais:
A primeira grande Iase do processo eleitoral é a Iase preparatoria. Ela compreende as medidas
preliminares a votação e a apuração que envolvem os orgãos da Justiça Eleitoral.

Medidas Assecuratórias do Voto Secreto:
O voto secreto assegura a liberdade de escolha do eleitor e por isso deve ser assegurado.

Art. 103 - O sigilo ao voto e asseguraao meaiante as seguinte proviaências.

I - o uso ae ceaulas oficiais em toaas as eleiçòes, ae acorao com moaelo aprovaao pelo Tribunal
Superior Eleitoral,

II - isolamento ao eleitor em cabina inaevassavel para o so feito ae assinalar na ceaula o
canaiaato ae sua escolha e, em seguiaa, fecha-la,

III - verificação aa autenticiaaae aa ceaula oficial a vista aas rubricas,

IJ - emprego ae urna que assegure a inviolabiliaaae ao sufragio e sefa suficientemente ampla
para que não se acumulem as ceaulas na oraem em que forem introau:iaas.

O Sistema Eletrônico de Votação e Apuração:
A regra geral atual é a do sistema eletrônico de votação e apuração, a medida em que ele ja Ioi
implantado na maioria das Zonas Eleitorais do Pais. Os arts. 59 a 62 da Lei 9.504/97 nos Iornecem o
roteiro de como deve ser realizado o voto eletronicamente.

pág. 1
Lei 9.504 de 30.09.97

Art 59 - A votação e a totali:ação aos votos serão feitas por sistema eletrônico, poaenao o Tribunal Superior
Eleitoral autori:ar, em carater excepcional, a aplicação aas regras fixaaas nos arts. 83 a 89.

1° - A votação eletrônica sera feita no numero ao canaiaato ou aa legenaa partiaaria, aevenao o nome e fotografia
ao canaiaato e o nome ao partiao ou a legenaa partiaaria aparecer no painel aa urna eletrônica, com a expressão
aesignaaora ao cargo aisputaao no masculino ou feminino, conforme o caso.

2° - Na votação para as eleiçòes proporcionais, serão computaaos para a legenaa partiaaria os votos em que não
sefa possivel a iaentificação ao canaiaato, aesae que o numero iaentificaaor ao partiao sefa aigitaao ae forma
correta.

3° - A urna eletrônica exibira para o eleitor, primeiramente, os paineis referentes as eleiçòes proporcionais e, em
seguiaa, os referentes as eleiçòes maforitarias.

Art 60 - No sistema eletrônico ae votação consiaerar-se-a voto ae legenaa quanao o eleitor assinalar o numero ao
partiao no momento ae votar para aeterminaao cargo e somente para este sera computaao.

Art 61 - A urna eletrônica contabili:ara caaa voto, asseguranao-lhe o sigilo e inviolabiliaaae, garantiaa aos
partiaos politicos, coligaçòes e canaiaatos ampla fiscali:ação.

Art 62 - Nas Seçòes em que for aaotaaa a urna eletrônica, somente poaerão votar eleitores cufos nomes estiverem
nas respectivas folhas ae votação, não se aplicanao a ressalva a que se refere o art. 148, § 1° aa Lei n° 4.737, ae 15
ae fulho ae 1965 - Coaigo Eleitoral.

Paragrafo unico - O Tribunal Superior Eleitoral aisciplinara a hipotese ae falha na urna eletrônica que prefuaique
o regular processo ae votação.

A Cédula Oficial:
Atualmente predomina o sistema eletrônico de votação, porém, para os casos em que é utilizado o
sistema tradicional, serão observadas as regras do art. 104 do Codigo Eleitoral e do art. 83 da Lei
9.504/97.

Art. 104. As celulas oficiais serão confeccionaaas e aistribuiaas exclusivamente pela Justiça
Eleitoral, aevenao ser impressas em papel branco, opaco e pouco absorvente. A impressão sera
em tinta preta, com tipos uniformes ae letras.

§ 1° - Os nomes aos canaiaatos para as eleiçòes maforitarias aevem figurar na oraem
aeterminaaa por sorteio.

§ 2° - O sorteio sera reali:aao apos o aeferimento ao ultimo peaiao ae registro, em auaiência
presiaiaa pelo Jui: ou Presiaente ao Tribunal, na presença aos canaiaatos e Delegaaos ae
partiaos.

§ 3° - A reali:ação aa auaiência sera anunciaaa com 3 (três) aias ae anteceaência, no mesmo
aia em que for aeferiao o ultimo peaiao ae registro, aevenao os Delegaaos ae partiao ser
intimaaos por oficio sob protocolo.

§ 4° - Havenao substituição ae canaiaatos apos o sorteio, o nome ao novo canaiaato aevera
afigurar na ceaula na seguinte oraem.

I - se forem apenas 2 (aois), em ultimo lugar,

II - se forem 3 (três), em segunao lugar,

III - se forem mais ae 3 (três), em penultimo lugar,
pág. 2

IJ - se permanecer apenas 1 (um) canaiaato e forem substituiaos 2 (aois) ou mais, aquele ficara
em primeiro lugar, senao reali:aao novo sorteio em relação aos aemais.

§ 5° - Para as eleiçòes reali:aaas pelo sistema proporcional, a ceaula contera espaço para que o
eleitor escreva o nome ou o numero ao canaiaato ae sua preferência e inaique a sigla ao
partiao.

§ 6° - As ceaulas oficiais serão confeccionaaas ae maneira tal que, aobraaas, resguaraem o
sigilo ao voto sem que sefa necessario o emprego ae cola para fecha-las.

Lei 9.504 de 30.09.97

Art 83. As ceaulas oficiais serão confeccionaaas pela Justiça Eleitoral, que as imprimira com exclusiviaaae para
aistribuição as Mesas Receptoras, senao sua impressão feita em papel opaco, com tinta preta e em tipos uniformes
ae letras e numeros, iaentificanao o gênero na aenominação aos cargos em aisputa.

§ 1° - Havera auas ceaulas aistintas, uma para as eleiçòes maforitarias e outra para as proporcionais, a serem
confeccionaaas segunao moaelos aeterminaaos pela Justiça Eleitoral.

§ 2° - Os canaiaatos a eleição maforitaria serão iaentificaaos pelo nome inaicaao no peaiao ae registro e pela sigla
aaotaaa pelo partiao a que pertencem e aeverão figurar na oraem aeterminaaa por sorteio.

§ 3° - Para as eleiçòes reali:aaas pelo sistema proporcional, a ceaula tera espaços para que o eleitor escreva o
nome ou o numero ao canaiaato escolhiao, ou a sigla ou o numero ao partiao ae sua preferência.

§ 4° - No pra:o ae quin:e aias apos a reali:ação ao sorteio a que se refere o § 2°, os Tribunais Regionais Eleitorais
aivulgarão o moaelo aa ceaula completa com os nomes aos canaiaatos maforitarios na oraem fa aefiniaa.

§ 5° - As eleiçòes em segunao turno aplica-se o aisposto no § 2°, aevenao o sorteio verificar-se ate quarenta e oito
horas apos a proclamação ao resultaao ao primeiro turno e a aivulgação ao moaelo aa ceaula nas vinte e quatro
horas seguintes.

Qualificação dos Eleitores:
Até setenta dias antes das eleições todos os que requereram inscrição ou transIerência devem estar
qualiIicados, e se houver deIerimento, os titulos devem estar prontos para entrega.

Art. 114 - Ate 70 (setenta) aias antes aa aata marcaaa para a eleição, toaos os que requererem
inscrição como eleitor, ou transferência, fa aevem estar aeviaamente qualificaaos e os
respectivos titulos prontos para a entrega, se aeferiaos pelo Jui: Eleitoral.

Paragrafo unico - Sera puniao nos termos ao art. 293 o Jui: Eleitoral, o Escrivão Eleitoral, o
Preparaaor ou o funcionario responsavel pela transgressão ao preceituaao neste artigo ou pela
não-entrega ao titulo pronto ao eleitor que o procurar.

Número de Eleitores:
Os juizes eleitorais comunicarão ao Tribunal Regional respectivo, até trinta dias de cada eleição, o
numero de eleitores alistados.

Art. 115 - Os Jui:es Eleitorais, sob pena ae responsabiliaaae, comunicarão ao Tribunal
Regional, ate 30 (trinta) aias antes ae caaa eleição, o numero ae eleitores alistaaos.




pág. 3
Divulgação dos Candidatos:

Art. 116 - A Justiça Eleitoral fara ampla aivulgação atraves aos comunicaaos transmitiaos em
obeaiência ao aisposto no art. 250, § 5°, pelo raaio e televisão, bem assim por meio ae carta:es
afixaaos em lugares publicos, aos nomes aos canaiaatos registraaos, com inaicação ao partiao a
que pertencem, bem como ao numero sob que foram inscritos, no caso aos canaiaatos a
Deputaao e a Jereaaor.


As Seções Eleitorais e As Mesas Receptoras

As Seções Eleitorais:
A Seção Eleitoral é a menor Iração da divisão de uma Zona Eleitoral. As Seções Eleitorais serão
organizadas pelo Juiz Eleitoral, não devendo ter mais de 400 eleitores nas capitais e de 300 eleitores
nas demais localidades, nem menos de 50 eleitores. ConIorme a Lei 6.996/85, o numero de eleitores
das Seções Eleitorais devera ser deIinido em Iunção do numero de cabines nelas existentes, devendo
haver no minimo duas cabines em cada Seção.

Art. 117 - As Seçòes Eleitorais, organi:aaas a meaiaa que forem senao aeferiaos os peaiaos ae
inscrição, não terão mais ae 400 (quatrocentos) eleitores nas capitais e ae 300 (tre:entos) nas
aemais localiaaaes, nem menos ae 50 (cinqüenta) eleitores.

§ 1° - Em casos excepcionais, aeviaamente fustificaaos, o Tribunal Regional poaera autori:ar
que sefam ultrapassaaos os inaices previstos neste artigo aesae que essa proviaência venha
facilitar o exercicio ao voto, aproximanao o eleitor ao local aesignaao para a votação.

§ 2° - Se, em Seção aestinaaa aos cegos, o numero ae eleitores não alcançar o minimo exigiao,
este se completara com outros, ainaa que não sefam cegos.

Relação dos Eleitores:

Art. 118 - Os Jui:es Eleitorais organi:arão relação ae eleitores ae caaa Seção, a qual sera
remetiaa aos Presiaentes aas Mesas Receptoras para facilitação ao processo ae votação.

A Mesa Receptora:
A mesa receptora é o lugar numa Seção Eleitoral onde ocorre a votação. E ela encarregada de receber
os votos dos eleitores. Os Iuncionarios de uma mesa receptora são chamados de mesarios.

Art. 119 - A caaa Seção Eleitoral corresponae uma Mesa Receptora ae votos.

Composição da Mesa Receptora e Incompatibilidades:

Art. 120 - Constituem a Mesa Receptora um Presiaente, um Primeiro e um Segunao Mesarios,
aois Secretarios e um suplente, nomeaaos pelo Jui: Eleitoral 60 (sessenta) aias antes aa eleição,
em auaiência publica, anunciaaa pelo menos com 5 (cinco) aias ae anteceaência. (Lei 4.9ô1/ôô)

§ 1° - Não poaem ser nomeaaos Presiaentes e Mesarios.

I - os canaiaatos e seus parentes ainaa que por afiniaaae, ate o segunao grau, inclusive, e bem
assim o cônfuge,

II - os membros ae Diretorios ae partiaos aesae que exerçam função executiva,
pág. 4

III - as autoriaaaes e agentes policiais, bem como os funcionarios no aesempenho ae cargos ae
confiança ao Executivo.

IJ - os que pertencerem ao serviço eleitoral.

§ 2° - Os Mesarios serão nomeaaos, ae preferência, entre os eleitores aa propria Seção, e,
aentre estes, os aiplomaaos em escola superior, os professores e os serventuarios aa Justiça.

§ 3° - O Jui: Eleitoral manaara publicar no fornal oficial, onae houver, e, não havenao, em
cartorio, as nomeaçòes que tiver feito, e intimara os Mesarios atraves aessa publicação, para
constituirem as Mesas no aia e lugares aesignaaos, as 7 horas.

§ 4° - Os motivos fustos que tiverem os nomeaaos para recusar a nomeação, e que ficarão a livre
apreciação ao Jui: Eleitoral, somente poaerão ser alegaaos ate 5 (cinco) aias a contar aa
nomeação, salvo se sobrevinaos aepois aesse pra:o.

&
O serviço de mesario é obrigatorio e gratuito. Somente em casos excepcionais é o que o Juiz
podera aceitar a recusa de um mesario. Se o mesario se recusar ou abandonar o serviço, sem justa
causa estara cometendo crime (art. 344), assim também como aquele mesario que sabendo estar
impedido de atuar não revelar o impedimento (art. 310 do Codigo Eleitoral).

§ 5° - Os nomeaaos que não aeclararem a existência ae qualquer aos impeaimentos referiaos no
§ 1° incorrem na pena estabeleciaa pelo art. 310.

Impugnação de Composição de Mesa Receptora:
Qualquer partido podera reclamar contra a nomeação da mesa receptora ao proprio Juiz Eleitoral, no
prazo de cinco dias a contar da audiência, devendo a decisão ser proIerida em 48 horas. A decisão
cabera recurso para o Tribunal Regional Eleitoral. Cuidam do assunto os artigos 121 do Codigo
Eleitoral e 63 e 64 da Lei 9.504/97.

Art. 121 - Da nomeação aa Mesa Receptora qualquer partiao poaera reclamar ao Jui: Eleitoral,
no pra:o ae 2 (aois) aias, a contar aa auaiência, aevenao a aecisão ser proferiaa em igual
pra:o.

§ 1° - Da aecisão ao Jui: Eleitoral cabera recurso para o Tribunal Regional, interposto aentro
ae 3 (três) aias, aevenao, aentro ae igual pra:o, ser resolviao.

§ 2°. Se o vicio aa constituição aa Mesa resultar aa incompatibiliaaae prevista no n° I ao § 1° ao
art. 120, e o registro ao canaiaato for posterior a nomeação ao Mesario, o pra:o para
reclamação sera contaao aa publicação aos nomes aos canaiaatos registraaos. Se resultar ae
qualquer aas proibiçòes aos n° II, III e IJ, e em virtuae ao fato superveniente, o pra:o se contara
ao ato aa nomeação ou eleição.

§ 3°. O partiao que não houver reclamaao contra a composição aa Mesa não poaera argüir, sob
esse funaamento, a nuliaaae aa Seção respectiva.







pág. 5
Lei 9.504 de 30.09.97

Art 63 - Qualquer partiao poae reclamar ao Jui: Eleitoral, no pra:o ae cinco aias, aa nomeação aa Mesa
Receptora, aevenao a aecisão ser proferiaa em 48 horas.

1° - Da aecisão ao Jui: Eleitoral cabera recurso para o Tribunal Regional, interposto aentro ae três aias,
aevenao ser resolviao em igual pra:o.

2° - Não poaem ser nomeaaos presiaentes e mesarios os menores ae ae:oito anos.

Art 64 - E veaaaa a participação ae parentes em qualquer grau ou ae serviaores aa mesma repartição publica ou
empresa privaaa na mesma Mesa, Turma ou Junta Eleitoral.

Instrução dos Mesários:

Art. 122 - Os Jui:es aeverão instruir os Mesarios sobre o processo ae eleição, em reuniòes para
esse fim convocaaas com a necessaria anteceaência.

Substituição do Presidente:

Art. 123 - Os Mesarios substituirão o Presiaente, ae moao que hafa sempre quem responaa
pessoalmente pela oraem e regulariaaae ao processo eleitoral, e assinarão a ata ae eleição.

§ 1° - O Presiaente aeve estar presente ao ato ae abertura e ae encerramento aa eleição, salvo
força maior, comunicanao o impeaimento aos Mesarios e Secretarios, pelo menos 24 (vinte e
quatro) horas antes aa abertura aos trabalhos, ou imeaiatamente, se o impeaimento se aer
aentro aesse pra:o ou no curso aa eleição.

§ 2° - Não comparecenao o Presiaente ate as sete horas e trinta minutos, assumira a presiaência
o Primeiro Mesario e, na sua falta ou impeaimento, o Segunao Mesario, um aos Secretarios ou o
suplente.

§ 3° - Poaera o Presiaente, ou membro aa Mesa que assumir a Presiaência, nomear aa hoc,
aentre os eleitores presentes e obeaeciaas as prescriçòes ao § 1° ao art. 120, os que forem
necessarios para completar a Mesa.

Multa pelo Não Comparecimento:
A art. 124 do Codigo Eleitoral prevê penalidades, incluindo multa e suspensão de até quinze dias se o
Ialtoso Ior servidor publico ou autarquico.

Art. 124 - O membro aa Mesa Receptora que não comparecer no local em aia e hora
aeterminaaos para a reali:ação ae eleição, sem fusta causa apresentaaa ao Jui: Eleitoral ate 30
(trinta) aias apos, incorrera na multa ae 50º (cinqüenta por cento) ae 1 (um) salario minimo
vigente na Zona Eleitoral, cobraaa meaiante selo feaeral inutili:aao no requerimento em que for
solicitaao o arbitramento ou atraves ae executivo fiscal.

§ 1° - Se o arbitramento e pagamento aa multa não for requeriao pelo Mesario faltoso, a multa
sera arbitraaa e cobraaa na forma prevista no art. 367.

§ 2° - Se o faltoso for serviaor publico ou autarquico, a pena sera ae suspensão ate 15 (quin:e)
aias.

§ 3° - As penas previstas neste artigo serão aplicaaas em aobro se a Mesa Receptora aeixar ae
funcionar por culpa aos faltosos.
pág. 6

§ 4° - Sera tambem aplicaaa em aobro, observaao o aisposto nos §, § 1° e 2° a pena ao membro
aa Mesa que abanaonar os trabalhos no aecurso aa votação sem fusta causa, apresentaaa ao
Jui: ate 3 (três) aias apos a ocorrência.

Transferência de Mesa Receptora:

Art. 125 - Não se reuninao, por qualquer motivo, a Mesa Receptora, poaerão os eleitores
pertencentes a respectiva Seção votar na Seção mais proxima, sob a furisaição ao mesmo Jui:,
recolhenao-se os seus votos a urna aa Seção em que aeveriam votar, a qual sera transportaaa
para aquela em que tiverem ae votar.

§ 1° - As assinaturas aos eleitores serão recolhiaas nas folhas ae votação aa Seção a que
pertencerem, as quais, funtamente com as ceaulas oficiais e o material restante, acompanharão
a urna.

§ 2° - O transporte aa urna e aos aocumentos aa Seção sera proviaenciaao pelo Presiaente aa
Mesa, Mesario ou Secretario que comparecer, ou pelo proprio Jui:, ou pessoa que ele aesignar
para esse fim, acompanhanao-a os Fiscais que o aesefarem.

Art. 126 - Se no aia aesignaao para o pleito aeixarem ae se reunir toaas as Mesas ae um
Municipio, o Presiaente ao Tribunal Regional aeterminara aia para se reali:ar o mesmo,
instauranao-se inquerito para a apuração aas causas aa irregulariaaae e punição aos
responsaveis.

Paragrafo unico - Essa eleição aevera ser marcaaa aentro ae 15 (quin:e) aias, pelo menos, para
se reali:ar no pra:o maximo ae 30 (trinta) aias.

Competência do Presidente da Mesa:

Art. 127 - Compete ao Presiaente aa Mesa Receptora, e, em sua falta, a quem o substituir.

I - receber os votos aos eleitores,

II - aeciair imeaiatamente toaas as aificulaaaes ou auviaas que ocorrerem,

III - manter a oraem, para o que aispora ae força publica necessaria,

IJ - comunicar ao Jui: Eleitoral, que proviaenciara imeaiatamente as ocorrências cufa solução
aeste aepenaerem,

J - remeter a Junta Eleitoral toaos os papeis que tiverem siao utili:aaos aurante a recepção aos
votos,

JI - autenticar, com a sua rubrica, as ceaulas oficiais e numera-las nos termos aas instruçòes ao
Tribunal Superior Eleitoral.

JII - assinar as formulas ae observaçòes aos Fiscais ou Delegaaos ae partiao sobre as votaçòes,

JIII - fiscali:ar a aistribuição aas senhas e, verificanao que não estão senao aistribuiaas,
segunao a sua oraem numerica, recolher as ae numeração intercalaaa, acaso retiaas, as quais
não se poaerão mais aistribuir,

IX - anotar o não-comparecimento ao eleitor no verso aa folha inaiviaual ae votação.

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Secretários:

Art. 128 - Compete aos Secretarios.

I - aistribuir aos eleitores as senhas ae entraaa previamente rubricaaas ou carimbaaas segunao
a respectiva oraem numerica,

II - lavrar a ata aa eleição,

III - cumprir as aemais obrigaçòes que lhe forem atribuiaas em instruçòes.

Paragrafo unico - As atribuiçòes mencionaaas no n° I serão exerciaas por um aos Secretarios e
as constantes aos n° II e III pelo outro.

Art. 129 - Nas eleiçòes proporcionais, os Presiaentes aas Mesas Receptoras aeverão :elar pela
preservação aas listas ae canaiaatos afixaaas aentro aas cabinas inaevassaveis, tomanao
imeaiatas proviaências para a colocação ae nova lista no caso ae inutili:ação total ou parcial.

Paragrafo unico - O eleitor que inutili:ar ou arrebatar as listas afixaaas nas cabinas
inaevassaveis ou nos eaificios onae funcionarem Mesas Receptoras incorrera nas penas ao art.
297.

Art. 130 - Nos estabelecimentos ae internação coletiva ae hansenianos, os membros aas Mesas
Receptoras serão escolhiaos ae preferência entre os meaicos e funcionarios saaios ao proprio
estabelecimento.


A Fiscalização Perante as Mesas Receptoras

Art. 131 - Caaa partiao poaera nomear 2 (aois) Delegaaos em caaa Municipio e 2 (aois) Fiscais
funto a caaa Mesa Receptora, funcionanao um ae caaa ve:.

§ 1° - Quanao o Municipio abranger mais ae uma Zona Eleitoral, caaa partiao poaera nomear 2
(aois) Delegaaos funto a caaa uma aelas.

§ 2° - A escolha ae Fiscal e Delegaao ae partiao não poaera recair em quem, por nomeação ao
Jui: Eleitoral, fa faça parte aa Mesa Receptora.

§ 3° - As creaenciais expeaiaas pelos partiaos para os Fiscais aeverão ser visaaas pelo Jui:
Eleitoral.

§ 4° - Para esse fim, o Delegaao ae partiao encaminhara as creaenciais ao Cartorio, funtamente
com os titulos eleitorais aos Fiscais creaenciaaos, para que, verificaao pelo Escrivão que as
inscriçòes corresponaentes aos titulos estão em vigor e se referem aos nomeaaos, carimbe as
creaenciais e as apresente ao Jui: para o visto.

§ 5° - As creaenciais que não forem encaminhaaas ao Cartorio pelos Delegaaos ae partiao, para
os fins ao paragrafo anterior, poaerão ser apresentaaas pelos proprios Fiscais para a obtenção
ao visto ao Jui: Eleitoral.

§ 6° - Se a creaencial apresentaaa ao Presiaente aa Mesa Receptora não estiver autenticaaa na
forma ao § 4°, o Fiscal poaera funcionar perante a Mesa, mas o seu voto não sera aamitiao, a
não ser na Seção em que seu nome estiver incluiao.

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§ 7° - O Fiscal ae caaa partiao poaera ser substituiao por outro no curso aos trabalhos
eleitorais.

Art. 132 - Pelas Mesas Receptoras serão aamitiaos a fiscali:ar a votação, formular protestos e
fa:er impugnaçòes, inclusive sobre a iaentiaaae ao eleitor, os canaiaatos registraaos, os
Delegaaos e os Fiscais ao partiao.

Lei 9.504 de 30.09.97

Art 65 - A escolha ae fiscais e aelegaaos, pelos partiaos ou coligaçòes, não poaera recair em menor ae ae:oito anos
ou em quem, por nomeação ao Jui: Eleitoral, fa faça parte ae Mesa Receptora.

1° - O fiscal poaera ser nomeaao para fiscali:ar mais ae uma Seção Eleitoral, no mesmo local ae votação.

2° - As creaenciais ae fiscais e aelegaaos serão expeaiaas, exclusivamente, pelos partiaos ou coligaçòes.

3° - Para efeito ao aisposto no paragrafo anterior, o presiaente ao partiao ou o representante aa coligação aevera
registrar na Justiça Eleitoral o nome aas pessoas autori:aaas a expeair as creaenciais aos fiscais e aelegaaos.

Art 66 - Os partiaos e coligaçòes poaerão fiscali:ar toaas as fases ao processo ae votação e apuração aas eleiçòes,
inclusive o preenchimento aos boletins ae urna e o processamento eletrônico aa totali:ação aos resultaaos, senao-
lhes garantiao o conhecimento antecipaao aos programas ae computaaor a serem usaaos.

1° - No pra:o ae cinco aias, a contar ao conhecimento aos programas ae computaaor a que se refere este artigo, o
partiao ou coligação poaera apresentar impugnação funaamentaaa a Justiça Eleitoral.

2° - Os partiaos concorrentes ao pleito poaerão constituir sistema proprio ae fiscali:ação, apuração e totali:ação
aos resultaaos, contratanao, inclusive, empresas ae auaitoria ae sistemas, que, creaenciaaas funto a Justiça
Eleitoral, receberão, previamente, os programas ae computaaor e, simultaneamente, os mesmos aaaos
alimentaaores ao sistema oficial ae apuração e totali:ação.

Art 67 - Os orgãos encarregaaos ao processamento eletrônico ae aaaos são obrigaaos a fornecer aos partiaos ou
coligaçòes, no momento aa entrega ao Jui: Encarregaao, copias aos aaaos ao processamento parcial ae caaa aia,
contiaos em meio magnetico.

Art 68 - O boletim ae urna, segunao moaelo aprovaao pelo Tribunal Superior Eleitoral, contera os nomes e os
numeros aos canaiaatos nela votaaos.

1° - O Presiaente aa Mesa Receptora e obrigaao a entregar copia ao boletim ae uma aos partiaos e coligaçòes
concorrentes ao pleito cufos representantes o requeiram ate uma hora apos a expeaição.

2° - O aescumprimento ao aisposto no paragrafo anterior constitui crime, punivel com aetenção, ae um a três
meses, com a alternativa ae prestação ae serviço a comuniaaae pelo mesmo perioao, e multa no valor ae um mil a
cinco mil UFIR.

Art 69 - A impugnação não recebiaa pela Junta Eleitoral poae ser apresentaaa airetamente ao Tribunal Regional
Eleitoral, em quarenta e oito horas, acompanhaaa ae aeclaração ae auas testemunhas.

Paragrafo unico - O Tribunal aeciaira sobre o recebimento em quarenta e oito horas, publicanao o acoraão na
propria sessão ae fulgamento e transmitinao imeaiatamente a Junta, via telex, fax ou qualquer outro meio
eletrônico, o inteiro teor aa aecisão e aa impugnação.

Art 70 - O Presiaente ae Junta Eleitoral que aeixar ae receber ou ae mencionar em ata os protestos recebiaos, ou
ainaa, impeair o exercicio ae fiscali:ação, pelos partiaos ou coligaçòes, aevera ser imeaiatamente afastaao, alem
ae responaer pelos crimes previstos na Lei n° 4.737, ae 15 ae fulho ae 1965 - Coaigo Eleitoral.

Art 71 - Cumpre aos partiaos e coligaçòes, por seus fiscais e aelegaaos aeviaamente creaenciaaos, e aos
canaiaatos, proceaer a instrução aos recursos interpostos contra a apuração, funtanao, para tanto, copia ao
boletim relativo a uma impugnaaa.

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Paragrafo unico. Na hipotese ae surgirem obstaculos a obtenção ao boletim, cabera ao recorrente requerer,
meaiante a inaicação aos aaaos necessarios, que o orgão aa Justiça Eleitoral perante o qual foi interposto o
recurso o instrua, anexanao o respectivo boletim ae urna.

Art 72 - Constituem crimes, puniveis com reclusão, ae cinco a ae: anos.

I - obter acesso a sistema ae tratamento automatico ae aaaos usaao pelo serviço eleitoral, a fim ae alterar a
apuração ou a contagem ae votos,

II - aesenvolver ou introau:ir comanao, instrução, ou programa ae computaaor capa: ae aestruir, apagar, eliminar,
alterar, gravar ou transmitir aaao, instrução ou programa ou provocar qualquer outro resultaao aiverso ao
esperaao em sistema ae tratamento automatico ae aaaos usaaos pelo serviço eleitoral,

III - causar, propositaaamente, aano fisico ao equipamento usaao na votação ou na totali:ação ae votos ou a suas
partes.


O Material para Votação

Art. 133. Os Jui:es Eleitorais enviarão ao Presiaente ae caaa Mesa Receptora, pelo menos 72
(setenta e auas) horas antes aa eleição, o seguinte material.

I - relação aos eleitores aa Seção, que poaera ser aispensaaa, no toao ou em parte, pelo
respectivo Tribunal Regional Eleitoral, em aecisão funaamentaaa e aprovaaa pelo Tribunal
Superior Eleitoral, (Lei ô.ô55/74)

II - relaçòes aos partiaos e aos canaiaatos registraaos, as quais aeverão ser afixaaas no recinto
aas Seçòes Eleitorais em lugar visivel, e aentro aas cabinas inaevassaveis as relaçòes ae
canaiaatos a eleiçòes proporcionais,

III - as folhas inaiviauais ae votação aos eleitores aa Seção, aeviaamente aconaicionaaas,

IJ - uma folha ae votação para os eleitores ae outras Seçòes aeviaamente rubricaaa,

J - uma urna va:ia, veaaaa pelo Jui: Eleitoral, com tiras ae papel ou pano forte,

JI - sobrecartas maiores para os votos impugnaaos ou sobre os quais hafa auviaa,

JII - ceaulas oficiais,

JIII - sobrecartas especiais para remessa a Junta Eleitoral aos aocumentos relativos a eleição,

IX - senhas para serem aistribuiaas aos eleitores,

X - tinta, canetas, penas, lapis e papel, necessarios ao trabalho,

XI - folhas apropriaaas para impugnação e folhas para observação ae Fiscais ae partiaos,

XII - moaelo aa ata a ser lavraaa pela Mesa Receptora,

XIII - material necessario para veaar, apos a votação, a fenaa aa urna,

XIJ - um exemplar aas instruçòes ao Tribunal Superior Eleitoral,

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XJ - material necessario a contagem aos votos quanao autori:aaa,

XJI - outro qualquer material que o Tribunal Regional fulgue necessario ao regular
funcionamento aa Mesa.

§ 1° - O material ae que trata este artigo aevera ser remetiao por protocolo ou pelo correio
acompanhaao ae uma relação ao pe aa qual o aestinatario aeclarara o que recebeu e como o
recebeu, e apora sua assinatura.

§ 2° - Os Presiaentes aa Mesa que não tiverem recebiao ate 48 (quarenta e oito) horas antes ao
pleito o referiao material aeverão ailigenciar para o seu recebimento.

§ 3° - O Jui: Eleitoral, em aia e hora previamente aesignaaos em presença aos Fiscais e
Delegaaos aos partiaos, verificara, antes ae fechar e lacrar as urnas, se estas estão
completamente va:ias, fechaaas, enviara uma aas chaves, se houver, ao Presiaente aa Junta
Eleitoral, e a aa fenaa, tambem se houver, ao Presiaente aa Mesa Receptora, funtamente com a
urna.

Art. 134 - Nos estabelecimentos ae internação coletiva para hansenianos serão sempre utili:aaas
urnas ae lona.







A Votação


Os Lugares de Votação

A designação dos lugares para o Iuncionamento das mesas receptoras é Ieita pelos juizes eleitorais
sessenta dias antes da eleição, publicando a designação pela imprensa, onde houver, ou então, na
inexistência desta, por edital Iixado em local de costume.

Art. 135 - Funcionarão as Mesas Receptoras nos lugares aesignaaos pelos Jui:es Eleitorais 60
(sessenta) aias antes aa eleição, publicanao-se a aesignação.

§ 1° - A publicação aevera conter a Seção com a numeração orainal e local em que aevera
funcionar, com a inaicação aa rua, numero e qualquer outro elemento que facilite a locali:ação
pelo eleitor.

§ 2° - Dar-se-a preferência aos eaificios publicos, recorrenao-se aos particulares se faltarem
aqueles em numero e conaiçòes aaequaaas.

§ 3° - A proprieaaae particular sera obrigatoria e gratuitamente ceaiaa para esse fim.

§ 4° - E expressamente veaaao o uso ae proprieaaae pertencente a canaiaato, membro ao
Diretorio ae partiao, Delegaao ae partiao ou autoriaaae policial, bem como aos respectivos
cônfuges e parentes, consangüineos ou afins, ate o 2° grau, inclusive.

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§ 5° - Não poaerão ser locali:aaas Seçòes Eleitorais em fa:enaa, sitio ou qualquer proprieaaae
rural privaaa, mesmo existinao no local preaio publico, incorrenao o Jui: nas penas ao art. 312,
em caso ae infringência. (Lei 4.9ô1/ôô)

§ 6° - Os Tribunais Regionais, nas capitais, e os Jui:es Eleitorais, nas aemais Zonas, farão
ampla aivulgação aa locali:ação aas Seçòes.

§ 6°-A - Os Tribunais Regionais Eleitorais aeverão, a caaa eleição, expeair instruçòes aos Jui:es
Eleitorais, para orienta-los na escolha aos locais ae votação ae mais facil acesso para o eleitor
aeficiente fisico. (Lei 1ô.22ô/2ôô1)

§ 7° - Da aesignação aos lugares ae votação poaera qualquer partiao reclamar ao Jui: Eleitoral
aentro ae três aias a contar aa publicação, aevenao a aecisão ser proferiaa aentro ae quarenta e
oito horas. (Lei 4.9ô1/ôô)

§ 8° - Da aecisão ao Jui: Eleitoral cabera recurso para o Tribunal Regional, interposto aentro
ae três aias, aevenao no mesmo pra:o ser resolviao. (Lei 4.9ô1/ôô)

§ 9° - Esgotaaos os pra:os referiaos nos §§ 7° e 8° aeste artigo, não mais poaera ser alegaaa, no
processo eleitoral, a proibição contiaa em seu § 5°. (Lei ô.33ô/7ô)

Art. 136 - Deverão ser instalaaas Seçòes nas vilas e povoaaos, assim como nos estabelecimentos
ae internação coletiva, inclusive para cegos, e nos leprosarios onae hafa, pelo menos, 50
(cinqüenta) eleitores.

Paragrafo unico. A Mesa Receptora aesignaaa para qualquer aos estabelecimentos ae
internação coletiva aevera funcionar em local inaicaao pelo respectivo airetor, o mesmo criterio
sera aaotaao para os estabelecimentos especiali:aaos para proteção aos cegos.

Art. 137 - Ate 10 (ae:) aias antes aa eleição, pelo menos, comunicarão os Jui:es Eleitorais aos
chefes aas repartiçòes publicas e aos proprietarios, arrenaatarios ou aaministraaores aas
proprieaaaes particulares, a resolução ae que serão os respectivos eaificios, ou parte aeles,
utili:aaos para o funcionamento aas Mesas Receptoras.

Art. 138 - No local aestinaao a votação, a Mesa ficara em recinto separaao ao publico, ao laao
havera uma cabina inaevassavel, onae os eleitores, a meaiaa que comparecerem, possam
assinalar a sua preferência na ceaula.

Paragrafo unico - O Jui: Eleitoral proviaenciara para que nos eaificios escolhiaos sefam feitas
as necessarias aaaptaçòes.


A Polícia dos Trabalhos Eleitorais

Art. 139 - Ao Presiaente aa Mesa Receptora e ao Jui: Eleitoral cabe a policia aos trabalhos
eleitorais.

Art. 140 - Somente poaem permanecer no recinto aa Mesa Receptora os seus membros, os
canaiaatos, um Fiscal, um Delegaao ae caaa partiao e, aurante o tempo necessario a votação, o
eleitor.

§ 1° - O Presiaente aa Mesa, que e, aurante os trabalhos, a autoriaaae superior, fara retirar ao
recinto ou ao eaificio quem não guaraar a oraem e compostura aeviaas e estiver praticanao
qualquer ato atentatorio aa liberaaae eleitoral.

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§ 2° - Nenhuma autoriaaae estranha a Mesa poaera intervir, sob pretexto algum, em seu
funcionamento, salvo o Jui: Eleitoral.

Art. 141 - A força armaaa conservar-se-a a cem metros aa Seção Eleitoral e não poaera
aproximar-se ao lugar ae votação, ou nele penetrar, sem oraem ao Presiaente aa Mesa.


O Tempo da Votação

O Dia da Votação:
O dia da votação é sempre o primeiro domingo de outubro e no caso de haver segundo turno, este
sera no ultimo domingo do mês de outubro. O dia da votação é considerado Ieriado nacional e deve
ser o mesmo dia para a eleição em todos os Estados e municipios.

Lei 9.504 de 30.09.97

Art 1° - As eleiçòes para Presiaente e Jice-Presiaente aa Republica, Governaaor e Jice-Governaaor ae Estaao e ao
Distrito Feaeral, Prefeito e Jice-Prefeito, Senaaor, Deputaao Feaeral, Deputaao Estaaual, Deputaao Distrital e
Jereaaor aar-se-ão, em toao o Pais, no primeiro aomingo ae outubro ao ano respectivo.

Art. 380 - Sera feriaao nacional o aia em que se reali:arem eleiçòes ae aata fixaaa pela
Constituição Feaeral, nos aemais casos, serão as eleiçòes marcaaas para um aomingo ou aia fa
consiaeraao feriaao por lei anterior.

Início da Votação:

Art. 142 - No aia marcaao para a eleição, as 7 (sete) horas, o Presiaente aa Mesa Receptora, os
Mesarios e os Secretarios verificarão se no lugar aesignaao estão em oraem o material remetiao
pelo Jui: e a urna aestinaaa a recolher os votos, bem como se estão presentes os Fiscais ae
partiao.

Art. 143 - As 8 (oito) horas, supriaas as aeficiências, aeclarara o Presiaente iniciaaos os
trabalhos, proceaenao-se, em seguiaa, a votação, que começara pelos canaiaatos e eleitores
presentes.

§ 1° - Os membros aa Mesa e os Fiscais ae partiao aeverão votar no correr aa votação, aepois
que tiverem votaao os eleitores que fa se encontravam presentes no momento ae abertura aos
trabalhos, ou no encerramento aa votação. (Lei 4.9ô1/ôô)

Prioridade para Votar:

§ 2° - Observaaa a prioriaaae asseguraaa aos canaiaatos, têm preferência para votar o Jui:
Eleitoral aa Zona, seus auxiliares ae serviço, os eleitores ae iaaae avançaaa, os enfermos e as
mulheres graviaas. (Lei 4.9ô1/ôô)

Término da Votação:

Art. 144 - O recebimento aos votos começara as 8 (oito) horas e terminara, salvo o aisposto no
art. 153, as 17 (ae:essete) horas.



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Votação Fora da Seção:

Art. 145 - O Presiaente, Mesarios, Secretarios, Suplentes e os Delegaaos e Fiscais ae partiao
votarão perante as Mesas em que servirem, senao que os Delegaaos e Fiscais, aesae que a
creaencial estefa visaaa na forma ao art. 131, § 3°, quanao eleitores ae outras Seçòes, seus votos
serão tomaaos em separaao. (Lei 4.9ô1/ôô)

Paragrafo unico - Com as cautelas constantes ao art. 147, § 2°, poaerão ainaa votar fora aa
respectiva Seção.

I - o Jui: Eleitoral, em qualquer Seção aa Zona sob sua furisaição, salvo em eleiçòes municipais,
nas quais poaera votar em qualquer Seção ao Municipio em que for eleitor,

II - O Presiaente aa Republica, o qual poaera votar em qualquer Seção Eleitoral ao pais, nas
eleiçòes presiaenciais, em qualquer Seção ao Estaao em que for eleitor, nas eleiçòes para
Governaaor, Jice-Governaaor, Senaaor, Deputaao Feaeral e Estaaual, em qualquer Seção ao
Municipio em que estiver inscrito, nas eleiçòes para Prefeito, Jice-Prefeito e Jereaaor,

III - Os canaiaatos a Presiaência aa Republica, em qualquer Seção Eleitoral ao pais, nas
eleiçòes presiaenciais, e, em qualquer Seção ao Estaao em que forem eleitores, nas eleiçòes ae
ambito estaaual,

IJ - Os Governaaores, Jice-Governaaores, Senaaores, Deputaaos Feaerais e Estaauais, em
qualquer Seção ao Estaao, nas eleiçòes ae ambito nacional e estaaual, em qualquer Seção ao
Municipio ae que sefam eleitores, nas eleiçòes municipais,

J - Os canaiaatos a Governaaor, Jice-Governaaor, Senaaor, Deputaao Feaeral e Estaaual, em
qualquer Seção ao Estaao ae que sefam eleitores, nas eleiçòes ae ambito nacional e estaaual,

JI - Os Prefeitos, Jice-Prefeitos e Jereaaores, em qualquer Seção ae Municipio que
representarem, aesae que eleitores ao Estaao, senao que, no caso ae eleiçòes municipais, nelas
somente poaerão votar se inscritos no Municipio,

JII - Os canaiaatos a Prefeito, Jice-Prefeito e Jereaaor, em qualquer Seção ae Municipio,
aesae que aeles sefam eleitores,

JIII - Os militares, removiaos ou transferiaos aentro ao perioao ae 6 (seis) meses antes ao
pleito, poaerão votar nas eleiçòes para Presiaente e Jice-Presiaente aa Republica na localiaaae
em que estiveram servinao.

IX Os policiais militares em serviço. (Lei 9.5ô4/97)


O Ato de Votar

Noções Iniciais:
O ato de votar esta regulado pelos arts. 146 a 152 do Codigo Eleitoral.

Art. 146 - Observar-se-a na votação o seguinte.

I - o eleitor recebera, ao apresentar-se na Seção, e antes ae penetrar no recinto aa Mesa, uma
senha numeraaa, que o Secretario rubricara, no momento, aepois ae verificar, pela relação aos
eleitores aa Seção, que o seu nome consta aa respectiva pasta,

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II - no verso aa senha o Secretario anotara o numero ae oraem aa folha inaiviaual aa pasta,
numero esse que constara aa relação enviaaa pelo Cartorio a Mesa Receptora,

III - aamitiao a penetrar no recinto aa Mesa, segunao a oraem numerica aas senhas, o eleitor
apresentara ao Presiaente seu titulo, o qual poaera ser examinaao por Fiscal ou Delegaao ae
partiao, entreganao, no mesmo ato, a senha,

IJ - Pelo numero anotaao no verso aa senha, o Presiaente, ou Mesario, locali:ara a folha
inaiviaual ae votação, que sera confrontaaa com o titulo e poaera tambem ser examinaaa por
Fiscal ou Delegaao ae partiao,

J - Achanao-se em oraem o titulo e a folha inaiviaual e não havenao auviaa sobre a iaentiaaae
ao eleitor, o Presiaente aa Mesa o conviaara a lançar sua assinatura no verso aa folha
inaiviaual ae votação, em seguiaa, entregar-lhe-a a ceaula unica rubricaaa no ato pelo
Presiaente e Mesarios e numeraaa ae acorao com as instruçòes ao Tribunal Superior,
instruinao-o sobre a forma ae aobra-la, fa:enao-o passar a cabina inaevassavel, cufa porta ou
cortina sera cerraaa em seguiaa,

JI - o eleitor sera aamitiao a votar, ainaa que aeixe ae exibir no ato aa votação o seu titulo,
aesae que se inscrito na Seção e conste aa respectiva pasta a sua folha inaiviaual ae votação
sefa, nesse caso, a prova ae ter votaao sera feita meaiante certiaão, que obtera posteriormente,
no Jui:o competente,

JII - no caso aa omissão aa folha inaiviaual na respectiva pasta, verificaaa no ato aa votação,
sera o eleitor, ainaa, aamitiao a votar, aesae que exiba o seu titulo eleitoral e aele conste que o
portaaor e inscrito na Seção, senao o seu voto, nesta hipotese, tomaao em separaao e colhiaa
sua assinatura na folha ae votação moaelo 2 (aois). Como ato preliminar aa apuração ao voto,
averiguar-se-a se se trata ae eleitor em conaiçòes ae votar, inclusive se realmente pertence a
Seção,

JIII - verificaaa a ocorrência ae que trata o numero anterior, a Junta Eleitoral apurara a causa
aa omissão. Se tiver haviao culpa ou aolo, sera aplicaaa ao responsavel, na primeira hipotese, a
multa ae ate 2 (aois) salarios minimos, e, na segunaa, a suspensão ae ate 30 (trinta) aias,

IX - na cabina inaevassavel, onae não poaera permanecer mais ae um minuto, o eleitor inaicara
os canaiaatos ae sua preferência e aobrara a ceaula oficial, observaaas as seguintes normas.
a) assinalanao com uma cru:, ou ae moao que torne expressa a sua intenção, o quaarilatero
corresponaente ao canaiaato maforitario ae sua preferência,
b) escrevenao o nome, o prenome, ou o numero ao canaiaato ae sua preferência nas eleiçòes
proporcionais, (Lei 7.434/85)
c) escrevenao apenas a sigla ao partiao ae sua preferência, se pretenae votar so na legenaa,
(Lei 7.332/85)

X - ao sair aa cabina, o eleitor aepositara na urna a ceaula,

XI - ao aepositar a ceaula na urna, o eleitor aevera fa:ê-lo ae maneira a mostrar a parte
rubricaaa a Mesa e aos Fiscais ae partiao, para que verifiquem, sem nela tocar, se não foi
substituiaa,

XII - se a ceaula oficial não for a mesma, sera o eleitor conviaaao a voltar a cabina inaevassavel
e a tra:er seu voto na ceaula que recebeu, se não quiser tornar a cabina, ser-lhe-a recusaao o
aireito ae voto, anotanao-se a ocorrência na ata e ficanao o eleitor retiao pela Mesa, e a sua
aisposição, ate o termino aa votação ou a aevolução aa ceaula oficial fa rubricaaa e numeraaa,

XIII - se o eleitor, ao receber a ceaula ou ao recolher-se a cabina ae votação, verificar que a
ceaula se acha estragaaa ou, ae qualquer moao, viciaaa ou assinalaaa ou se ele proprio, por
pág. 15
impruaência, impreviaência ou ignorancia, a inutili:ar, estragar ou assinalar erraaamente,
poaera peair uma outra ao Presiaente aa Seção Eleitoral, restituinao, porem, a primeira, a qual
sera imeaiatamente inutili:aaa,

XIJ - introau:iaa a sobrecarta na urna, o Presiaente aa Mesa aevolvera o titulo ao eleitor,
aepois ae aata-lo e assina-lo, em seguiaa rubricara, no proprio, a folha inaiviaual ae votação.


O analIabeto, quando não souber assinar o nome, apora a impressão digital de seu polegar direito
no requerimento e na Iolha de votação (Lei 7.332/85).

Verificação da Identidade do Eleitor:

Art. 147 - O Presiaente aa Mesa aispensara especial atenção a iaentiaaae ae caaa eleitor
aamitiao a votar. Existinao auviaa a respeito, aevera exigir-lhe a exibição aa respectiva
carteira, e, na falta aesta, interroga-lo sobre os aaaos constantes ao titulo, ou aa folha
inaiviaual ae votação, confrontanao a assinatura ao mesmo com a feita na sua presença pelo
eleitor, e mencionanao na ata a auviaa suscitaaa.

§ 1° - A impugnação a iaentiaaae ao eleitor, formulaaa pelos membros aa Mesa, Fiscais,
Delegaaos, canaiaatos ou qualquer eleitor, sera apresentaaa verbalmente ou por escrito, antes
ae ser o mesmo aamitiao a votar.

§ 2° - Se persistir a auviaa ou for mantiaa a impugnação, tomara o Presiaente aa Mesa as
seguintes proviaências.

I - escrevera numa sobrecarta branca o seguinte. "Impugnaao por F",

II - entregara ao leitor a sobrecarta branca, para que ele, na presença aa Mesa e aos Fiscais,
nela coloque a ceaula oficial que assinalou, assim como o seu titulo, a folha ae impugnação e
qualquer outro aocumento ofereciao pelo impugnante,

III - aeterminara ao leitor que feche a sobrecarga branca e a aeposite na urna,

IJ - anotara a impugnação na ata.

§ 3° - O voto em separaao, por qualquer motivo, sera sempre tomaao na forma prevista no
paragrafo anterior.


O Voto em Separado:
Voto em separado é aquele recebido pela mesa receptora, em carater excepcional, por alguma
razão. E chamado 'em separado¨ porque a cédula a ele correspondente é depositada no interior da
urna dentro de um envelope padronizado Iornecido pela Justiça Eleitoral. Ha três hipoteses de
voto em separado:

I - Voto em separado por impugnação: é aquele cuja identidade do eleitor Ioi questionada pela
propria mesa, por Iiscal, delegado, candidato, Ministério Publico ou até mesmo, por eleitor, na
hora de votar (CE, art. 147, § 1º).

II - Voto em separado por omissão de listagem: é aquele que ocorre com eleitor que, portando
titulo daquela seção e zona, não tem seu nome, por qualquer motivo, na listagem geral de
eleitores.

III - Voto em separado ad cautelam: aquele que mesmo não soIrendo impugnação Iormal e
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constando o nome do eleitor da listagem geral, apresenta circunstância duvidosa aos mesarios.

Art. 148 - O eleitor somente poaera votar na Seção Eleitoral em que estiver incluiao o seu nome.

§ 1° - Essa exigência somente poaera ser aispensaaa nos casos previstos no art. 145 e seus
paragrafos.

§ 2° - Aos eleitores mencionaaos no art. 145 não sera permitiao votar sem a exibição ao titulo, e
nas folhas ae votação moaelo 2 (aois), nas quais lançarão suas assinaturas, serão sempre
anotaaas na coluna propria as Seçòes mencionaaas nos titulos retiaos.

§ 3° - Quanao se tratar ae canaiaato, o presiaente aa Mesa Receptora verificara, previamente,
se o nome figura na relação enviaaa a Seção, e, quanao se tratar ae Fiscal ae partiao, se a
creaencial esta aeviaamente visaaa pelo Jui: Eleitoral.

Art. 149 - Não sera aamitiao recurso contra a votação se não tiver haviao impugnação perante
a Mesa Receptora, no ato ae votação, contra as nuliaaaes argüiaas.

Voto do Eleitor Cego:

Art. 150 - O eleitor cego poaera.

I - assinalar a folha inaiviaual ae votação em letras ae alfabeto comum ou ao sistema Braille,

II - assinalar a ceaula oficial, utili:anao tambem qualquer sistema,

III - usar qualquer elemento mecanico que trouxer consigo, ou lhe for forneciao pela Mesa, e
que lhe possibilite exercer o aireito ae voto.

Art. 152 - Poaerão ser utili:aaas maquinas ae votar, a criterio e meaiante regulamentação ao
Tribunal Superior Eleitoral.


Encerramento da Votação

Art. 153. As 17 (ae:essete) horas, o Presiaente fara entregar as senhas a toaos os eleitores
presentes e, em seguiaa, os conviaara, em vo: alta, a entregar a Mesa seus titulos, para que
sefam aamitiaos a votar.

Paragrafo unico. A votação continuara em oraem numerica aas senhas, e o titulo sera aevolviao
ao eleitor, logo que tenha votaao.

Art. 154. Terminaaa a votação e aeclaraao o seu encerramento pelo Presiaente, tomara este as
seguintes proviaências.

I - veaara a fenaa ae introaução aa ceaula na urna, ae moao a cobri-la inteiramente com tiras
ae papel ou pano forte, rubricaaas pelo Presiaente e Mesarios e, facultativamente, pelos Fiscais
presentes, separara toaas as folhas ae votação corresponaentes aos eleitores faltosos e fara
constar, no verso ae caaa uma aelas, na parte aestinaaa a assinatura ao eleitor, a falta
verificaaa, por meio ae breve registro, que autenticara com a sua assinatura, (Lei 4.9ô1/ôô)

II - encerrara, com a sua assinatura, a folha ae votação moaelo 2 (aois), que poaera ser tambem
assinaaa pelos Fiscais,

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III - manaara lavrar, por um aos Secretarios, a ata ae eleição, preenchenao o moaelo forneciao
pela Justiça Eleitoral, para que constem.
a) os nomes aos membros aa Mesa que hafam compareciao, inclusive o suplente,
b) as substituiçòes e nomeaçòes feitas,
c) os nomes aos Fiscais que hafam compareciao e aos que se retiraram aurante a votação,
a) a causa, se houver, ao retaraamento para o começo aa votação,
e) o numero, por extenso, aos eleitores aa Seção que compareceram e votaram e o numero aos
que aeixaram ae comparecer,
f) o numero, por extenso, ae eleitores ae outras Seçòes que hafam votaao e cufos votos hafam
siao recolhiaos ao involucro especial,
g) o motivo ae não haverem votaao alguns aos eleitores que compareceram,
h) os protestos e as impugnaçòes apresentaaos pelos Fiscais, assim como as aecisòes sobre eles
proferiaas, tuao em seu inteiro teor,
i) a ra:ão ae interrupção aa votação, se tiver haviao, e o tempo ae interrupção,
f) a ressalva aas rasuras, emenaas e entrelinhas porventura existentes na folha ae votação e na
ata, ou a aeclaração ae não existirem,

IJ - manaara, em caso ae insuficiência ae espaço no moaelo aestinaao ao preenchimento,
prosseguir a ata em outra folha, aeviaamente rubricaaa por ele, Mesarios e Fiscais que o
aesefarem, mencionanao esse fato na propria ata,

J - assinara a ata com os aemais membros aa Mesa, Secretarios e Fiscais que o quiserem,

JI - entregara a urna e os aocumentos ao ato eleitoral ao Presiaente aa Junta ou a agência ao
correio mais proxima, ou a outra vi:inha que ofereça melhores conaiçòes ae segurança e
expeaição, sob recibo em triplicata com a inaicação aa hora, aevenao aqueles aocumentos ser
encerraaos em sobrecarta rubricaaas por ele e pelos Fiscais que o quiserem,

JII - comunicara em oficio, ou impresso proprio, ao Jui: Eleitoral aa Zona a reali:ação aa
eleição, o numero ae eleitores que votaram e a remessa aa urna e aos aocumentos a Junta
Eleitoral,

JIII - enviara, em sobrecarta fechaaa, uma aas vias ao recibo ao correio a Junta Eleitoral e a
outra ao Tribunal Regional.

§ 1° - Os Tribunais Regionais poaerão prescrever outros meios ae veaação aas urnas.

§ 2° - No Distrito Feaeral, e nas capitais aos Estaaos, poaerão os Tribunais Regionais
aeterminar normas aiversas para a entrega ae urnas e papeis eleitorais, com as cautelas
aestinaaas a evitar violação ou extravio.

Art. 155 - O Presiaente aa Junta Eleitoral e as agências ao correio tomarão as proviaências
necessarias para o recebimento aa urna e aos aocumentos referiaos no artigo anterior.

§ 1° - Os Fiscais e Delegaaos ae partiao têm aireito ae vigiar e acompanhar a urna aesae o
momento aa eleição, aurante a permanência nas agências ao correio e ate a entrega a Justiça
Eleitoral.

§ 2° - A urna ficara permanentemente a vista aos interessaaos e sob a guaraa ae pessoa
aesignaaa pelo Presiaente aa Junta Eleitoral.

Art. 156 - Ate as 12 (ao:e) horas ao aia seguinte a reali:ação aa eleição, o Jui: Eleitoral e
obrigaao, sob pena ae responsabiliaaae e multa ae 1 (um) a 2 (aois) salarios minimos, a
comunicar ao Tribunal Regional e aos Delegaaos ae Partiao perante ele creaenciaaos o numero
ae eleitores que votaram em caaa uma aas Seçòes aa Zona sob sua furisaição, bem como o total
ae votantes aa Zona.
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§ 1° - Se houver retaraamento nas meaiaas referiaas no art. 154, o Jui: Eleitoral, assim que
receba o oficio constante aesse aispositivo, n° JII, fara a comunicação constante aeste artigo.

§ 2° - Essa comunicação sera feita por via postal, em oficios registraaos, ae que o Jui: Eleitoral
guaraara copia no arquivo aa Zona, acompanhaaa ao recibo ao correio.

§ 3° - Qualquer canaiaato, Delegaao ou Fiscal ae partiao poaera obter, por certiaão, o teor aa
comunicação a que se refere este artigo, senao aefeso ao Jui: Eleitoral recusa-la ou
procrastinar a sua entrega ao requerente.








A Apuração


Noções Gerais

Noções Iniciais:
A apuração é a terceira Iase do processo eleitoral. Consiste basicamente no calculo dos votos e o seu
devido registro em documentos apropriados.

Competência:
A apuração dos votos nas eleições obedece a seguinte competência:

Eleições Municipais Eleições Gerais Eleições Presidenciais
Juntas Eleitorais Tribunais Regionais Eleitorais Tribunal Superior Eleitoral

Art. 158 - A apuração compete.

I - as Juntas Eleitorais, quanto as eleiçòes reali:aaas na Zona sob sua furisaição,

II - aos Tribunais Regionais, a referente as eleiçòes para Governaaor, Jice-Governaaor,
Senaaor, Deputaao Feaeral e Estaaual, ae acorao com os resultaaos parciais enviaaos pelas
Juntas Eleitorais,

III - ao Tribunal Superior Eleitoral, nas eleiçòes para Presiaente e Jice-Presiaente aa
Republica, pelos resultaaos parciais remetiaos pelos Tribunais Regionais.







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A Apuração nas 1untas Eleitorais

Art. 159 - A apuração começara no aia seguinte ao aas eleiçòes e, salvo motivo fustificaao,
aevera terminar aentro ae 10 (ae:) aias.

&
O início da apuração, conforme a Lei ô.99ô/82, passou a ser permitido a partir do recebimento
da primeira urna.

§ 1° - Iniciaaa a apuração, os trabalhos não serão interrompiaos aos sabaaos, aomingos e aias
feriaaos, aevenao a Junta funcionar aas 8 (oito) as 18 (ae:oito) horas, pelo menos.

§ 2° - Em caso ae impossibiliaaae ae observancia ao pra:o previsto neste artigo, o fato aevera
ser imeaiatamente fustificaao perante o Tribunal Regional, mencionanao-se as horas ou aias
necessarios para o aaiamento, que não poaera exceaer a cinco aias. (Lei 4.9ô1/ôô)

§ 3° - Esgotaaos o pra:o e a prorrogação estipulaaa neste artigo, ou não tenao haviao em tempo
habil o peaiao ae prorrogação, a respectiva Junta Eleitoral perae a competência para
prosseguir na apuração, aevenao o seu Presiaente remeter, imeaiatamente, ao Tribunal
Regional toao o material relativo a votação. (Lei 4.9ô1/ôô)

§ 4° - Ocorrenao a hipotese prevista no paragrafo anterior, competira ao Tribunal Regional
fa:er a apuração. (Lei 4.9ô1/ôô)

§ 5° - Os membros aa Junta Eleitoral responsaveis pela inobservancia infustificaaa aos pra:os
fixaaos neste artigo estarão sufeitos a multa ae 2 (aois) a 10 (ae:) salarios minimos, aplicaaa
pelo Tribunal Regional. (Lei 4.9ô1/ôô)

Art. 160 - Havenao conveniência, em ra:ão ao numero ae urnas a apurar, a Junta poaera
subaiviair-se em Turmas, ate o limite ae 5 (cinco), toaas presiaiaas por algum ae seus
componentes.

Paragrafo unico - As auviaas que forem levantaaas em caaa Turma serão aeciaiaas por maioria
ae votos aos membros aa Junta.

Art. 161 - Caaa partiao poaera creaenciar perante as Juntas ate 3 (três) Fiscais, que se reve:em
na fiscali:ação aos trabalhos.

§ 1° - Em caso ae aivisão aa Junta em Turmas, caaa partiao poaera creaenciar ate 3 (três)
Fiscais para caaa Turma.

§ 2° - Não sera permitiaa, na Junta ou Turma, a atuação ae mais ae 1 (um) Fiscal ae caaa
partiao.

Art. 162 - Caaa partiao poaera creaenciar mais ae 1 (um) Delegaao perante a Junta, mas no
aecorrer aa apuração so funcionara 1 (um) ae caaa ve:.

Art. 163 - Iniciaaa a apuração aa urna, não sera a mesma interrompiaa, aevenao ser concluiaa.

Paragrafo unico - Em caso ae interrupção por motivo ae força maior, as ceaulas e as folhas ae
apuração serão recolhiaas a urna, e esta fechaaa e lacraaa, o que constara aa ata.

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Art. 164 - E veaaao as Juntas Eleitorais a aivulgação, por qualquer meio, ae expressòes, frases
ou aesenhos estranhos ao pleito, apostos ou contiaos nas ceaulas.

§ 1° - Aos membros, escrutinaaores e auxiliares aas Juntas que infringirem o aisposto neste
artigo sera aplicaaa a multa ae 1 (um) a 2 (aois) salarios minimos vigentes na Zona Eleitoral,
cobraaos atraves ae executivo fiscal ou aa inutili:ação ae selos feaerais no processo em que for
arbitraaa a multa.

§ 2° - Sera consiaeraaa aiviaa liquiaa e certa, para efeito ae cobrança, a que for arbitraaa pelo
Tribunal Regional e inscrita em livro proprio na Secretaria aesse orgão.

A Abertura da Urna:

Art. 165 - Antes ae abrir caaa urna, a Junta verificara.

I - se ha inaicio ae violação aa urna,

II - se a Mesa Receptora se constituiu legalmente,

III - se as folhas inaiviauais ae votação e as folhas moaelo 2 (aois) são autênticas,

IJ - se a eleição se reali:ou no aia, hora e local aesignaaos e se a votação não foi encerraaa
antes aas 17 (ae:essete) horas,

J - se foram infringiaas as conaiçòes que resguaraam o sigilo ao voto,

JI - se a Seção Eleitoral foi locali:aaa com infração ao aisposto nos §§ 4° e 5° ao art. 135,

JII - se foi recusaaa, sem funaamento legal, a fiscali:ação ae partiaos aos atos eleitorais,

JIII - se votou eleitor excluiao ao alistamento sem ser o seu voto tomaao em separaao,

IX - se votou eleitor ae outra Seção, a não ser nos casos expressamentes aamitiaos,

X - se houve aemora na entrega aa urna e aos aocumentos, conforme aetermina o n° JI ao art.
154,

XI - se consta nas folhas inaiviauais ae votação aos eleitores faltosos o aeviao registro ae sua
falta. (Lei 4.9ô1/ôô)

§ 1° - Se houver inaicio ae violação aa urna, proceaer-se-a aa seguinte forma.

I - antes aa apuração, o Presiaente aa Junta inaicara pessoa iaônea para servir como perito e
examinar a urna com assistência ao representante ao Ministerio Publico,

II - se o perito concluir pela existência ae violação e seu parecer for aceito pela Junta, o
Presiaente aesta comunicara a ocorrência ao Tribunal Regional, para as proviaências ae lei,

III - se o perito e o representante ao Ministerio Publico concluirem pela inexistência ae
violação, far-se-a a apuração,

IJ - se apenas o representante ao Ministerio Publico entenaer que a urna foi violaaa, a Junta
aeciaira, poaenao aquele, se a aecisão não for unanime, recorrer imeaiatamente para o Tribunal
Regional,

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J - não poaerão servir ae peritos os referiaos no art. 36, § 3°, n° I a IJ.

§ 2° - As impugnaçòes funaaaas em violação aa urna somente poaerão ser apresentaaas ate a
abertura aesta.

§ 3° - Jerificaao qualquer aos casos aos n°s II, III, IJ e J ao artigo, a Junta anulara a votação,
fara a apuração aos votos em separaao e recorrera ae oficio para o Tribunal Regional.

§ 4° - Nos casos aos n°s JI, JII, JIII, IX e X, a Junta aeciaira se a votação e valiaa, proceaenao
a apuração aefinitiva em caso afirmativo, ou na forma ao paragrafo anterior, se resolver pela
nuliaaae aa votação.

§ 5° - A Junta aeixara ae apurar os votos aa urna que não estiver acompanhaaa aos aocumentos
legais e lavrara termo relativo ao fato, remetenao-o com copia aa sua aecisão, ao Tribunal
Regional.

Art. 166 - Aberta a urna, a Junta verificara se o numero ae ceaulas oficiais corresponae ao ae
votantes.

§ 1° - A incoinciaência entre o numero ae votantes e o ae ceaulas oficiais encontraaas na urna
não constituira motivo ae nuliaaae aa votação, aesae que não resulte ae frauae comprovaaa.
(Lei 4.9ô1/ôô)

§ 2° - Se a Junta entenaer que a incoinciaência resulta ae frauae anulara a votação, fara a
apuração em separaao e recorrera ae oficio para o Tribunal Regional.

Art. 167 - Resolviaa a apuração aa urna, aevera a Junta, inicialmente.

I - examinar as sobrecartas brancas contiaas na urna, anulanao os votos referentes aos eleitores
que não poaiam votar, (Lei 4.9ô1/ôô)

II - misturar as ceaulas oficiais aos que poaiam votar com as aemais existentes na urna. (Lei
4.9ô1/ôô)

Art. 168 - As questòes relativas a existência ae rasuras, emenaas e entrelinhas nas folhas ae
votação e na ata ae eleição, somente poaerão ser suscitaaas na fase corresponaente a abertura
aas urnas.

As Impugnações e os Recursos:

Art. 169 - A meaiaa que os votos forem senao apuraaos, poaerão os Fiscais e Delegaaos ae
partiao, assim como os canaiaatos, apresentar impugnaçòes, que serão aeciaiaas ae plano pela
Junta.

§ 1° - As Juntas aeciairão por maioria ae votos as impugnaçòes.

§ 2° - De suas aecisòes cabe recurso imeaiato, interposto verbalmente ou por escrito, que aevera
ser funaamentaao no pra:o ae 48 (quarenta e oito) horas para que tenha seguimento.

§ 3° - O recurso, quanao ocorrerem eleiçòes simultaneas, inaicara expressamente a eleição a
que se refere.

§ 4° - Os recursos serão instruiaos ae oficio, com certiaão aa aecisão recorriaa, se interpostos
verbalmente, constara, tambem, aa certiaão o trecho corresponaente ao boletim. (Lei 4.9ô1/ôô)

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Art. 170 - As impugnaçòes quanto a iaentiaaae ao eleitor, apresentaaas no ato aa votação, serão
resolviaas pelo confronto aa assinatura tomaaa no verso aa folha inaiviaual ae votação com a
existente no anverso, se o eleitor votou em separaao, no caso ae omissão aa folha inaiviaual na
respectiva pasta, confrontanao-se a assinatura aa folha moaelo 2 (aois) com a ao titulo eleitoral.

Art. 171 - Não sera aamitiao recurso contra a apuração se não tiver haviao impugnação perante
a Junta, no ato aa apuração, contra as nuliaaaes argüiaas.

Art. 172 - Sempre que houver recurso funaaao em contagem errônea ae votos, vicios ae ceaulas
ou ae sobrecartas para votos em separaao, aeverão as ceaulas ser conservaaas em involucro
lacraao, que acompanhara o recurso e aevera ser rubricaao pelo Jui: Eleitoral, pelo recorrente
e pelos Delegaaos ae partiao que o aesefarem. (Lei 4.9ô1/ôô)

A Contagem dos Votos:

Art. 173 - Resolviaas as impugnaçòes, a Junta passara a apurar os votos.

Paragrafo unico. Na apuração, poaera ser utili:aao sistema eletrônico, a criterio ao Tribunal
Superior Eleitoral e na forma por ele estabeleciaa. (Lei ô.978/82)

Art. 174 - As ceaulas oficiais, a meaiaa que forem senao abertas, serão examinaaas e liaas em
vo: alta por um aos componentes aa Junta.

§ 1° - Apos fa:er a aeclaração aos votos em branco e antes ae ser anunciaao o seguinte, sera
aposto na ceaula, no lugar corresponaente a inaicação ao voto, um carimbo com a expressão
"Em branco" , alem aa rubrica ao Presiaente aa Turma. (Lei ô.ô55/74)

§ 2° - O mesmo processo sera aaaptaao para o voto nulo. (Lei ô.ô55/74)

§ 3° - Não poaera ser iniciaaa a apuração aos votos aa urna subseqüente, sob as penas ao art.
345, sem que os votos em branco aa anterior estefam toaos registraaos pela forma referiaa no §
1°.

§ 4° - As questòes relativas as ceaulas somente poaerão ser suscitaaas nessa oportuniaaae. (Lei
ô.ô55/74)

Art. 175 - Serão nulas as ceaulas.

I - que não corresponaerem ao moaelo oficial,

II - que não estiverem aeviaamente autenticaaas,

III - que contiverem expressòes, frases ou sinais que possam iaentificar o voto.

§ 1° - Serão nulos os votos, em caaa eleição maforitaria.

I - quanao forem assinalaaos os nomes ae aois ou mais canaiaatos para o mesmo cargo,

II - quanao a assinalação estiver colocaaa fora ao quaarilatero proprio, aesae que torne
auviaosa a manifestação aa vontaae ao eleitor.

§ 2° - Serão nulos os votos, em caaa eleição pelo sistema proporcional.

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I - quanao o canaiaato não for inaicaao, atraves ao nome ou ao numero, com clare:a suficiente
para aistingui-lo ae outro canaiaato ao mesmo cargo, mas ae outro partiao, e o eleitor não
inaicar a legenaa,

II - se o eleitor escrever o nome ae mais ae um canaiaato ao mesmo cargo pertencentes a
partiaos aiversos, ou, inaicanao apenas os numeros, o fi:er tambem ae canaiaatos ae partiaos
aiferentes,

III - se o eleitor, não manifestanao preferência por canaiaato, ou o fa:enao ae moao que se
possa iaentificar o ae sua preferência, escrever auas ou mais legenaas aiferentes no espaço
relativo a mesma eleição.

§ 3° - Serão nulos, para toaos os efeitos, os votos aaaos para canaiaatos inelegiveis ou não
registraaos.

§ 4° - O aisposto no paragrafo anterior não se aplica quanao a aecisão ae inelegibiliaaae ou ae
cancelamento ae registro for proferiaa apos a reali:ação aa eleição a que concorreu o
canaiaato alcançaao pela sentença, caso em que os votos serão contaaos para o partiao pelo
qual tiver siao feito seu registro. (Lei 7.179/83)

Art. 176 - Contar-se-a o voto apenas para a legenaa, nas eleiçòes pelo sistema proporcional.

I - se o eleitor escrever apenas a sigla partiaaria, não inaicanao o canaiaato ae sua preferência,

II - se o eleitor escrever o nome ae mais ae um canaiaato ae um mesmo partiao,

III - se o eleitor, escrevenao apenas os numeros, inaicar mais ae um canaiaato ao mesmo
partiao,

IJ - se o eleitor não inaicar o canaiaato atraves ao nome ou ao numero com clare:a suficiente
para aistingui-lo ae outro canaiaato ao mesmo partiao,

Art. 177 - Na contagem aos votos para as eleiçòes reali:aaas pelo sistema proporcional,
observar-se-ão ainaa as seguintes normas.

I - a inversão, omissão ou erro ae grafia ao nome ou prenome não invaliaara o voto, aesae que
sefa possivel a iaentificação ao canaiaato,

II - se o eleitor escrever o nome ae um canaiaato e o numero corresponaente a outro aa mesma
legenaa ou não, contar-se-a o voto para o canaiaato cufo nome foi escrito, bem como para a
legenaa a que pertence,

III - se o eleitor escrever o nome ou o numero ae um canaiaato e a legenaa ae outro partiao,
contar-se-a o voto para o canaiaato cufo nome ou numero foi escrito,

IJ - se o eleitor escrever o nome ou o numero ae um canaiaato a Deputaao Feaeral na parte aa
ceaula referente a Deputaao Estaaual ou vice-versa, o voto sera contaao para o canaiaato cufo
nome ou numero foi escrito,

J - se o eleitor escrever o nome ou o numero ae canaiaatos em espaço aa ceaula que não sefa o
corresponaente ao cargo para o qual o canaiaato foi registraao, sera o voto computaao para o
canaiaato e respectiva legenaa, conforme o registro. (Lei 8.ô73/9ô)

Art. 178 - O voto aaao ao canaiaato a Presiaente aa Republica entenaer-se-a aaao tambem ao
canaiaato a Jice-Presiaente, assim como o aaao aos canaiaatos a Governaaor, Senaaor,
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Deputaao Feaeral nos Territorios, Prefeito e Jui: ae Pa: entenaer-se-a aaao ao respectivo vice
ou suplente.

Art. 179 - Concluiaa a contagem aos votos, a Junta ou Turma aevera.

I - transcrever nos mapas referentes a urna a votação apuraaa,

II - expeair boletim contenao o resultaao aa respectiva Seção, no qual serão consignaaos o
numero ae votantes, a votação inaiviaual ae caaa canaiaato, os votos ae caaa legenaa
partiaaria, os votos nulos e os em branco, bem como recursos, se houver.

§ 1° - Os mapas, em toaas as suas folhas, e os boletins ae apuração serão assinaaos pelo
Presiaente e membros aa Junta e pelos Fiscais ae partiao que o aesefarem.

§ 2° - O boletim a que se refere este artigo obeaecera a moaelo aprovaao pelo Tribunal Superior
Eleitoral, poaenao, porem, na sua falta, ser substituiao por qualquer outro expeaiao por
Tribunal Regional ou pela propria Junta Eleitoral.

§ 3° - Um aos exemplares ao boletim ae apuração sera imeaiatamente afixaao na seae aa Junta,
em local que possa ser copiaao por qualquer pessoa.

§ 4° - Copia autenticaaa ao boletim ae apuração sera entregue a caaa partiao por intermeaio ao
Delegaao ou Fiscal presente, meaiante recibo.

§ 5° - O boletim ae apuração ou sua copia autenticaaa, com a assinatura ao Jui: e pelo menos
ae um aos membros aa Junta, fara prova ao resultaao apuraao, poaenao ser apresentaao ao
Tribunal Regional, nas eleiçòes feaerais e estaauais, sempre que o numero ae votos constantes
aos mapas recebiaos pela Comissão Apuraaora não coinciair com os nele consignaaos.

§ 6° - O partiao ou canaiaato poaera apresentar o boletim na oportuniaaae conceaiaa pelo art.
200, quanao tera vista ao relatorio aa Comissão Apuraaora, ou antes, se aurante os trabalhos
aa Comissão tiver conhecimento aa inciaência ae qualquer resultaao.

§ 7° - Apresentanao o boletim, sera aberta vista aos aemais partiaos, pelo pra:o ae 2 (aois) aias,
os quais somente poaerão contestar o erro inaicaao com a apresentação ae boletim aa mesma
urna, revestiaos aas mesmas formaliaaaes.

§ 8° - Se o boletim apresentaao na contestação consignar outro resultaao, coinciaente ou não
com o que figurar no mapa enviaao pela Junta, a urna sera requisitaaa e recontaaa pelo proprio
Tribunal Regional, em Seção.

§ 9° - A não-expeaição ao boletim imeaiatamente apos a apuração ae caaa urna e antes ae se
passar a subseqüente, sob qualquer pretexto, constitui o crime previsto no art. 313.

Art. 180 - O aisposto no artigo anterior e em toaos os seus paragrafos aplica-se as eleiçòes
municipais, observaaas somente as seguintes alteraçòes.

I - o boletim ae apuração poaera ser apresentaao a Junta ate 3 (três) aias aepois ae totali:aaos
os resultaaos, aevenao os partiaos ser cientificaaos, atraves ae seus Delegaaos, aa aata em que
começara a correr esse pra:o,

II - apresentaao o boletim, sera observaao o aisposto nos §§ 7° e 8° ao artigo anterior, aevenao
proceaer a recontagem a propria Junta.

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Art. 181 - Salvo nos casos mencionaaos nos artigos anteriores, a recontagem ae votos so poaera
ser aeferiaa pelos Tribunais Regionais, em recurso interposto imeaiatamente apos a apuração
ae caaa urna.

Paragrafo unico. Em nenhuma outra hipotese poaera a Junta aeterminar a reabertura ae urnas
fa apuraaas para recontagem ae votos.

Art. 182 - Os titulos aos eleitores estranhos a Seção serão separaaos para remessa, aepois ae
terminaaos os trabalhos aa Junta, ao Jui: Eleitoral aa Zona neles mencionaaos, a fim ae que
sefa anotaao na folha inaiviaual ae votação o voto aaao em outra Seção.

Paragrafo unico - Se, ao ser feita a anotação, no confronto ao titulo com a folha inaiviaual, se
verificar incoinciaência ou outro inaicio ae frauae, serão autuaaos tais aocumentos, e o Jui:
aeterminara as proviaências necessarias para apuração ao fato e conseqüentes meaiaas legais.

Art. 183 - Concluiaa a apuração, e antes ae se passar a subseqüente, as ceaulas serão
recolhiaas a urna, senao esta fechaaa e lacraaa, não poaenao ser reaberta senão aepois ae
transitaaa em fulgaao a aiplomação, salvo nos casos ae recontagem ae votos.

Paragrafo unico - O aescumprimento ao aisposto no presente artigo, sob qualquer pretexto,
constitui o crime eleitoral previsto no art. 314.

Art. 184 - Terminaaa a apuração, a Junta remetera ao Tribunal Regional, no pra:o ae vinte e
quatro horas, toaos os papeis eleitorais referentes as eleiçòes estaauais ou feaerais,
acompanhaaos aos aocumentos referentes a apuração, funtamente com a ata geral aos seus
trabalhos, na qual serão consignaaas as votaçòes apuraaas para caaa legenaa e canaiaato, e os
votos não apuraaos com a aeclaração aos motivos por que não o foram. (Lei 4.9ô1/ôô)

§ 1° - Essa remessa sera feita em involucro fechaao, lacraao e rubricaao pelos membros aa
Junta, Delegaaos e Fiscais ae partiao, por via postal, ou sob protocolo, conforme for mais
rapiaa e segura a chegaaa ao aestino. (Lei 4.9ô1/ôô)

§ 2° - Se a remessa aos papeis eleitorais ae que trata este artigo não se verificar no pra:o nele
estabeleciao, os membros aa Junta serão sufeitos a multa corresponaente a metaae ao salario
minimo regional por aia ae retaraamento.

§ 3° - Decorriaos quin:e aias sem que o Tribunal Regional tenha recebiao os papeis referiaos
neste artigo ou comunicação ae sua expeaição, aeterminara ao Corregeaor Regional ou Jui:
Eleitoral mais proximo que os faça apreenaer e enviar imeaiatamente, transferinao-se para o
Tribunal Regional a competência para aeciair sobre os mesmos.

Art. 185 - Sessenta aias apos o transito em fulgaao aa aiplomação ae toaos os canaiaatos eleitos
nos pleitos eleitorais reali:aaos simultaneamente e previa publicação ae eaital ae convocação,
as ceaulas serão retiraaas aas urnas e imeaiatamente incineraaas, na presença ao Jui: Eleitoral
e em ato publico, veaaao a qualquer pessoa, inclusive ao Jui:, o seu exame na ocasião aa
incineração. (Lei ô.ô55/74)

Paragrafo unico - Poaera ainaa a Justiça Eleitoral, tomaaas as meaiaas necessarias a garantia
ao sigilo, autori:ar a reciclagem inaustrial aas ceaulas, em proveito ao ensino publico ae
primeiro grau ou ae instituiçòes beneficentes. (Lei nº 7.977/89)

Art. 186 - Com relação as eleiçòes municipais e aistritais, uma ve: terminaaa a apuração ae
toaas as urnas, a Junta resolvera as auviaas não aeciaiaas, verificara o total ae votos apuraaos,
inclusive os votos em branco, aeterminara o quociente eleitoral e os quocientes partiaarios e
proclamara os canaiaatos eleitos.

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§ 1° - O Presiaente aa Junta fara lavrar, por um aos Secretarios, a ata geral concernente as
eleiçòes referiaas neste artigo, aa qual constara o seguinte.

I - as Seçòes apuraaas e o numero ae votos apuraaos em caaa uma,

II - as Seçòes anulaaas, e os motivos por que foram e o numero ae votos não apuraaos,

III - as Seçòes onae não houve eleiçòes e os motivos,

IJ - as impugnaçòes feitas, a solução que lhes foi aaaa e os recursos interpostos,

J - a votação ae caaa legenaa na eleição para Jereaaor,

JI - o quociente eleitoral e os quocientes partiaarios,

JII - a votação aos canaiaatos a Jereaaor, incluiaos em caaa lista registraaa na oraem aa
votação recebiaa,

JIII - a votação aos canaiaatos a Prefeito e Jice-Prefeito e a Jui: ae Pa:, na oraem aa votação
recebiaa.

§ 2° - Copia aa ata geral aa eleição municipal, aeviaamente autenticaaa pelo Jui:, sera enviaaa
ao Tribunal Regional e ao Tribunal Superior Eleitoral.

Art. 187 - Jerificanao a Junta Apuraaora que os votos poaerão alterar a representação ae
qualquer partiao ou classificação ae canaiaato eleito, pelo principio maforitario, nas leis
municipais, fara imeaiata comunicação ao fato ao Tribunal Regional, que marcara, se for o
caso, aia para a renovação aa votação naquelas Seçòes.

§ 1° - Nas eleiçòes suplementares municipais observar-se-a, no que couber, o aisposto no art.
201.

§ 2° - Essas eleiçòes serão reali:aaas perante novas Mesas Receptoras, nomeaaas pelo Jui:
Eleitoral e apuraaas pela propria Junta, que, consiaeranao os anteriores e os novos resultaaos,
confirmara ou invaliaara os aiplomas que houver expeaiao.

§ 3° - Havenao renovação ae eleiçòes para os cargos ae Prefeito e Jice-Prefeito, os aiplomas
somente serão expeaiaos aepois ae apuraaas as eleiçòes suplementares.

§ 4° - Nas eleiçòes suplementares, quanao se referirem a manaatos ae representação
proporcional, a votação e a apuração far-se-ão exclusivamente para as legenaas registraaas.

A Contagem de Votos pela Mesa Receptora:

Art. 188 - O Tribunal Superior Eleitoral poaera autori:ar a contagem ae votos pelas Mesas
Receptoras, nos Estaaos em que o Tribunal Regional inaicar as Zonas ou Seçòes em que esse
sistema aeva ser aaotaao.

Art. 189 - Os Mesarios aas Seçòes em que for efetuaaa a contagem aos votos serão nomeaaos
escrutinaaores aa Junta.

Art. 190 - Não sera efetuaaa a contagem aos votos pela Mesa se esta não se fulgar
suficientemente garantiaa, ou se qualquer eleitor houver votaao sob impugnação, aevenao a
Mesa, em um ou outro caso, proceaer na forma aeterminaaa para as aemais, aas Zonas em que
a contagem não foi autori:aaa.
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Art. 191 - Terminaaa a votação, o Presiaente aa Mesa tomara as proviaências mencionaaas nas
alineas II, III, IJ e J ao art. 154.

Art. 192 - Lavraaa e assinaaa a ata, o Presiaente aa Mesa, na presença aos aemais membros,
Fiscais e Delegaaos ae partiao, abrira a urna e o involucro e verificara se o numero ae ceaulas
oficiais coinciae com o ae votantes.

§ 1° - Se não houver coinciaência entre o numero ae votantes e o ae ceaulas oficiais encontraaas
na urna e no involucro, a Mesa Receptora não fara a contagem ae votos.

§ 2° - Ocorrenao a hipotese prevista no paragrafo anterior, o Presiaente aa Mesa aeterminara
que as ceaulas e as sobrecartas sefam novamente recolhiaas a urna e ao involucro, os quais
serão fechaaos e lacraaos, proceaenao, em seguiaa, na forma recomenaaaa pelas alineas JI, JII
e JIII ao art. 154.

Art. 193 - Havenao coinciaências entre o numero ae ceaulas e o ae votantes, aevera a Mesa,
inicialmente, misturar as ceaulas contiaas nas sobrecartas brancas, aa urna e ao involucro, com
as aemais.

§ 1° - Em seguiaa, proceaer-se-a a abertura aa ceaulas e contagem aos votos, observanao-se o
aisposto nos arts. 169 e seguintes, no que couber.

§ 2° - Terminaaa a contagem aos votos, sera lavraaa ata resumiaa, ae acorao com o moaelo
aprovaao pelo Tribunal Superior e aa qual constarão apenas as impugnaçòes acaso
apresentaaas, figuranao os resultaaos no boletim que se incorporara a ata, e ao qual se aara
copia aos Fiscais ae partiao.

Art. 194 - Apos a lavratura aa ata, que aevera ser assinaaa pelos membros aa Mesa, Fiscais e
Delegaaos ae partiao, as ceaulas e as sobrecartas serão recolhiaas a urna, senao esta fechaaa,
lacraaa e entregue ao Jui: Eleitoral pelo Presiaente aa Mesa ou por um aos Mesarios, meaiante
recibo.

§ 1° - O Jui: Eleitoral poaera, havenao possibiliaaae, aesignar funcionarios para recolher as
urnas e aemais aocumentos nos proprios locais aa votação ou instalar postos e locais aiversos
para seu recebimento.

§ 2° - Os Fiscais e Delegaaos ae partiao poaem vigiar e acompanhar a urna aesae o momento
aa eleição, aurante a permanência nos postos arrecaaaaores e ate a entrega a Junta.

Art. 195 - Recebiaa a urna e aocumentos, a Junta aevera.

I - examinar a sua regulariaaae, inclusive quanto ao funcionamento normal aa Seção,

II - rever o boletim ae contagem ae votos aa Mesa Receptora, a fim ae verificar se esta
aritmeticamente certo, fa:enao aele constar que, conferiao, nenhum erro foi encontraao,

III - abrir a urna e conferir os votos sempre que a contagem aa Mesa Receptora não permitir o
fechamento aos resultaaos,

IJ - proceaer a apuração, se aa ata aa eleição constar impugnação ae Fiscal, Delegaao,
canaiaato ou membro aa propria Mesa em relação ao resultaao aa contagem aos votos,

J - resolver toaas as impugnaçòes constantes aa ata aa eleição,

JI - praticar toaos os atos previstos na competência aas Juntas Eleitorais.
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Art. 196 - De acorao com as instruçòes recebiaas, a Junta Apuraaora poaera reunir os membros
aas Mesas Receptoras e aemais componentes aa Junta em local amplo e aaequaao no aia
seguinte ao aa eleição, em horario previamente fixaao, e a proceaer a apuração na forma
estabeleciaa nos arts. 159 e seguintes, ae uma so ve: ou em auas ou mais etapas.

Paragrafo unico - Nesse caso, caaa partiao poaera creaenciar um Fiscal para acompanhar a
apuração ae caaa urna, reali:anao-se esta sob a supervisão ao Jui: e aos aemais membros aa
Junta, aos quais cabera aeciair, em caaa caso, as impugnaçòes e aemais inciaentes verificaaos
aurante os trabalhos.


A Apuração nos Tribunais Regionais Eleitorais

Art. 197 - Na apuração, compete ao Tribunal Regional.

I - resolver as auviaas não aeciaiaas e os recursos interpostos sobre as eleiçòes feaerais e
estaauais e apurar as votaçòes que hafa valiaaao em grau ae recurso,

II - verificar o total aos votos apuraaos, entre os quais se incluem os em branco,

III - aeterminar os quocientes eleitorais e partiaarios, bem como a aistribuição aos sobras,

IJ - proclamar os eleitos e expeair os respectivos aiplomas,

J - fa:er a apuração parcial aas eleiçòes para Presiaente e Jice-Presiaente aa Republica.

Art. 198 - A apuração pelo Tribunal Regional começara no aia seguinte ao em que receber os
primeiros resultaaos parciais aas Juntas e prosseguira sem interrupção, inclusive nos sabaaos,
aomingos e feriaaos, ae acorao com o horario previamente publicaao, aevenao terminar 30
(trinta) aias aepois aa eleição.

§ 1° - Ocorrenao motivos relevantes, expostos com a necessaria anteceaência, o Tribunal
Superior poaera conceaer prorrogação aesse pra:o, uma so ve: e por quin:e aias. (Lei 4.9ô1/ôô)

§ 2° - Se o Tribunal não terminar a apuração no pra:o legal, seus membros estarão sufeitos a
multa corresponaente a metaae ao salario minimo regional por aia ae retaraamento. (Lei
4.9ô1/ôô)

Art. 199 - Antes ae iniciar a apuração, o Tribunal Regional constituira, com 3 (três) ae seus
membros, presiaiaa por um aestes, uma Comissão Apuraaora.

§ 1° - O Presiaente aa Comissão aesignara um funcionario ao Tribunal para servir ae Secretario
e, para auxiliarem os seus trabalhos, tantos outros quantos fulgar necessarios.

§ 2° - De caaa Seção aa Comissão Apuraaora sera lavraaa ata resumiaa.

§ 3° - A Comissão Apuraaora fara no orgão oficial, aiariamente, um boletim com a inaicação
aos trabalhos reali:aaos e ao numero ae votos atribuiaos a caaa canaiaato.

§ 4° - Os trabalhos aa Comissão Apuraaora poaerão ser acompanhaaos por Delegaaos aos
partiaos interessaaos, sem que, entretanto, neles intervenham com protestos, impugnaçòes ou
recursos.

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§ 5° - Ao final aos trabalhos, a Comissão Apuraaora apresentara ao Tribunal Regional os mapas
gerais aa apuração e um relatorio, que mencione.

I - o numero ae votos valiaos e anulaaos em caaa Junta Eleitoral, relativos a caaa eleição,

II - as Seçòes apuraaas e os votos nulos e anulaaos ae caaa urna,

III - as Seçòes anulaaas, os motivos por que o foram e o numero ae votos anulaaos ou não
apuraaos,

IJ - as Seçòes onae não houve eleição e os motivos,

J - as impugnaçòes apresentaaas as Juntas e como foram resolviaas por elas, assim como os
recursos que tenham siao interpostos,

JI - a votação ae caaa partiao,

JII - a votação ae caaa canaiaato,

JIII - o quociente eleitoral,

IX - os quocientes partiaarios,

X - a aistribuição aas sobras.

Art. 200 - O relatorio a que se refere o artigo anterior ficara na Secretaria ao Tribunal, pelo
pra:o ae 3 (três) aias, para exame aos partiaos e canaiaatos interessaaos, que poaerão examinar
tambem os aocumentos em que ele se baseou.

§ 1° - Terminaao o pra:o supra, os partiaos poaerão apresentar as suas reclamaçòes, aentro ae
2 (aois) aias, senao estas submetiaas a parecer aa Comissão Apuraaora, que, no pra:o ae 3
(três) aias, apresentara aaitamento ao relatorio com a proposta aas moaificaçòes que fulgar
proceaentes, ou com a fustificação aa improceaência aas argüiçòes.

§ 2° - O Tribunal Regional, antes ae aprovar o relatorio aa Comissão Apuraaora e em 3 (três)
aias improrrogaveis, fulgara as impugnaçòes e as reclamaçòes não proviaas pela Comissão
Apuraaora e, se as aeferir, voltara o relatorio a Comissão para que sefam feitas as alteraçòes
resultantes aa aecisão. (Lei 4.9ô1/ôô)

Art. 201 - De posse ao relatorio referiao no artigo anterior, reunir-se-a o Tribunal, no aia
seguinte, para o conhecimento ao total aos votos apuraaos e, em seguiaa, se verificar que os
votos aas Seçòes anulaaas e aaquelas cufos eleitores foram impeaiaos ae votar poaerão alterar
a representação ae qualquer partiao ou classificação ae canaiaato eleito pelo principio
maforitario, oraenara a reali:ação ae novas eleiçòes.

Paragrafo unico. As novas eleiçòes obeaecerão as seguintes normas.

I - o Presiaente ao Tribunal fixara, imeaiatamente, a aata, para que se reali:em aentro ae 15
(quin:e) aias, no maximo, a contar ao aespacho que a fixar, aesae que não tenha haviao recurso
contra a anulação aas Seçòes.

II - somente serão aamitiaos a votar os eleitores aa Seção, que hafam compareciao a eleição
anulaaa, e os ae outras Seçòes que ali houverem votaao,

III - nos casos ae coação que hafa impeaiao o comparecimento ao eleitores as urnas, no ae
encerramento aa votação antes aa hora legal, e quanao a votação tiver siao reali:aaa em aia,
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hora e lugar aiferentes aos aesignaaos, poaerão votar toaos os eleitores aa Seção e somente
estes,

IJ - nas Zonas onae apenas uma Seção for anulaaa, o Jui: Eleitoral respectivo presiaira a Mesa
Receptora, se houver mais ae uma Seção anulaaa, o Presiaente ao Tribunal Regional Eleitoral
aesignara os Jui:es-Presiaentes aas respectivas Mesas Receptoras,

J - as eleiçòes reali:ar-se-ão nos mesmos locais anteriormente aesignaaos, servinao os
Mesarios e Secretarios que pelo Jui: forem nomeaaos, com a anteceaência ae, pelo menos, 5
(cinco) aias, salvo se a anulação for aecretaaa por infração aos §§ 4° e 5° ao art. 135,
JI - as eleiçòes assim reali:aaas serão apuraaas pelo Tribunal Regional.

Art. 202 - Da reunião ao Tribunal Regional sera lavraaa ata geral, assinaaa pelos seus membros
e aa qual constarão.

I - as Seçòes apuraaas e o numero ae votos apuraaos em caaa uma,

II - as Seçòes anulaaas, as ra:òes por que o foram e o numero ae votos não apuraaos,

III - as Seçòes onae não tenha haviao eleição e os motivos,

IJ - as impugnaçòes apresentaaas as Juntas Eleitorais e como foram resolviaas,

J - as Seçòes em que se vai reali:ar ou renovar a eleição,

JI - a votação obtiaa pelos partiaos,

JII - o quociente eleitoral e o partiao,

JIII - os nomes aos votaaos na oraem aecrescente ae votos,

IX - os nomes aos eleitos,

X - os nomes aos Suplentes, na oraem em que aevem substituir ou suceaer.

§ 1° - Na mesma Seção, o Tribunal Regional proclamara os eleitos e os respectivos Suplentes e
marcara a aata para a expeaição solene aos aiplomas em Seção publica, salvo quanto a
Governaaor e Jice-Governaaor, se ocorrer a hipotese prevista na Emenaa Constitucional n° 13.

§ 2° - Jice-Governaaor e o suplente ae Senaaor consiaerar-se-ão eleitos em virtuae aa eleição
ao Governaaor e ao Senaaor com os quais se canaiaatarem. '

§ 3° - Os canaiaatos a Governaaor e Jice-Governaaor somente serão aiplomaaos aepois ae
reali:aaas as eleiçòes suplementares referentes a esses cargos. '

§ 4° - Um traslaao aa ata aa Seção, autenticaao com a assinatura ae toaos os membros ao
Tribunal que assinaram a ata original, sera remetiao ao Presiaente ao Tribunal Superior.

§ 5° - O Tribunal Regional comunicara o resultaao aa eleição ao Senaao Feaeral, Camara aos
Deputaaos e Assembleia Legislativa.

Art. 203 - Sempre que forem reali:aaas eleiçòes ae ambito estaaual funtamente com eleiçòes
para Presiaente e Jice-Presiaente aa Republica, o Tribunal Regional aesaobrara os seus
trabalhos ae apuração, fa:enao, tanto para aquelas como para esta, uma ata geral.

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§ 1° - A Comissão Apuraaora aevera, tambem, apresentar relatorios aistintos, um aos quais
referente apenas as eleiçòes presiaenciais.

§ 2° - Concluiaos os trabalhos aa apuração, o Tribunal Regional remetera ao Tribunal Superior
os resultaaos parciais aas eleiçòes para Presiaente e Jice-Presiaente aa Republica,
acompanhaaos ae toaos os papeis que lhe aigam respeito.

Art. 204 - O Tribunal Regional, fulganao conveniente, poaera aeterminar que a totali:ação aos
resultaaos ae caaa urna sefa reali:aaa pela propria Comissão Apuraaora.

Paragrafo unico - Ocorrenao essa hipotese, serão observaaas as seguintes regras.

I - a aecisão ao Tribunal sera comunicaaa, ate 30 (trinta) aias antes aa eleição, aos Jui:es
Eleitorais, aos Diretorios aos partiaos e ao Tribunal Superior,

II - iniciaaa a apuração, os Jui:es Eleitorais remeterão ao Tribunal Regional aiariamente, sob
registro postal ou por portaaor, os mapas ae toaas as urnas apuraaas no aia,

III - os mapas serão acompanhaaos ae oficio sucinto, que esclareça apenas a que Seçòes
corresponaem e quantas ainaa faltam para completar a apuração aa Zona,

IJ - havenao siao interposto recurso em relação a urna corresponaente aos mapas enviaaos, o
Jui: fara constar ao oficio, em seguiaa a inaicação aa Seção, entre parênteses, apenas este
esclarecimento. " Houve recurso" ,

J - a ata final aa Junta não mencionara, no seu texto, a votação obtiaa pelos partiaos e
canaiaatos, a qual ficara constanao aos boletins ae apuração ao Jui:o que aela ficarão fa:enao
parte integrante,

JI - copia autêntica aa ata, assinaaa por toaos os que assinaram o original, sera enviaaa ao
Tribunal Regional na forma prevista no art. 184,

JII - a Comissão Apuraaora, a meaiaa que for recebenao os mapas, passara a totali:ar os votos,
aguaraanao, porem, a chegaaa aa copia autêntica aa ata para encerrar a totali:ação referente a
caaa Zona,

JIII - no caso ae extravio ae mapa, o Jui: Eleitoral proviaenciara a remessa ae 2º via,
preenchiaa a vista aos Delegaaos ae partiao especialmente convocaaos para esse fim e pelos
resultaaos constantes ao boletim ae apuração, que aevera ficar arquivaao no Jui:o.


A Apuração no Tribunal Superior Eleitoral

Art. 205 - O Tribunal Superior fara a apuração geral aas eleiçòes para Presiaente e Jice-
Presiaente aa Republica pelos resultaaos verificaaos pelos Tribunais Regionais em caaa Estaao.

Art. 206 - Antes aa reali:ação aa eleição, o Presiaente ao Tribunal sorteara, aentre os Jui:es, o
Relator ae caaa grupo ae Estaaos, ao qual serão aistribuiaos toaos os recursos e aocumentos aa
eleição referentes ao respectivo grupo.

Art. 207 - Recebiaos os resultaaos ae caaa Estaao, e fulgaaos os recursos interpostos aas
aecisòes aos Tribunais Regionais, o Relator tera o pra:o ae 5 (cinco) aias para apresentar seu
relatorio, com as conclusòes seguintes.

I - os totais aos votos valiaos e nulos ao Estaao,
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II - os votos apuraaos pelo Tribunal Regional que aevem ser anulaaos,

III - os votos anulaaos pelo Tribunal Regional que aevem ser computaaos como valiaos,

IJ - a votação ae caaa canaiaato,

J - o resumo aas aecisòes ao Tribunal Regional sobre as auviaas e impugnaçòes, bem como aos
recursos que hafam siao interpostos para o Tribunal Superior com as respectivas aecisòes e
inaicaçòes aas implicaçòes sobre os resultaaos.

Art. 208 - O relatorio referente a caaa Estaao ficara na Secretaria ao Tribunal, pelo pra:o ae
aois aias, para exame aos partiaos e canaiaatos interessaaos, que poaerão examinar tambem os
aocumentos em que ele se baseou e apresentar alegaçòes ou aocumentos sobre o relatorio, no
pra:o ae 2 (aois) aias.

Paragrafo unico - Finao esse pra:o, serão os autos conclusos ao Relator, que, aentro ae 2 (aois)
aias, os apresentara a fulgamento, que sera previamente anunciaao.

Art. 209 - Na Seção aesignaaa sera o feito chamaao a fulgamento ae preferência a qualquer
outro processo.

§ 1° - Se o relatorio tiver siao impugnaao, os partiaos interessaaos poaerão, no pra:o ae 15
(quin:e) minutos, sustentar oralmente as suas conclusòes.

§ 2° - Se ao fulgamento resultarem alteraçòes na apuração efetuaaa pelo Tribunal Regional, o
acoraão aeterminara que a Secretaria, aentro em 5 (cinco) aias, levante as folhas ae apuração
parcial aas Seçòes cufos resultaaos tiverem siao alteraaos, bem como o mapa geral aa
respectiva circunscrição, ae acorao com as alteraçòes aecorrentes ao fulgaao, aevenao o mapa,
apos o visto ao Relator, ser publicaao na Secretaria.

§ 3° - A esse mapa aamitir-se-a, aentro em 48 (quarenta e oito) horas ae sua publicação,
impugnação funaaaa em erro ae conta ou ae calculo aecorrente aa propria sentença.

Art. 210 - Os mapas gerais ae toaas as circunscriçòes com as impugnaçòes, se houver, e a folha
ae apuração final levantaaa pela Secretaria serão autuaaos e aistribuiaos a um Relator-Geral,
aesignaao pelo Presiaente.

Paragrafo unico - Recebiaos os autos, apos a auaiência ao Procuraaor-Geral, o Relator, aentro
ae 48 (quarenta e oito) horas, resolvera as impugnaçòes relativas aos erros ae conta ou ae
calculo, manaanao fa:er as correçòes, se for o caso, e apresentara, a seguir, o relatorio final
com o nome aos canaiaatos que aeverão ser proclamaaos eleitos e os aos aemais canaiaatos, na
oraem aecrescente aas votaçòes.

Art. 211 - Aprovaaa em Seção especial a apuração geral, o Presiaente anunciara a votação aos
canaiaatos, proclamanao, a seguir, eleito Presiaente aa Republica o canaiaato mais votaao que
tiver obtiao maioria absoluta ae votos, excluiaos, para a apuração aesta, os em branco e os
nulos.

§ 1° - O Jice-Presiaente consiaerar-se-a eleito em virtuae aa eleição ao Presiaente com o qual
se canaiaatar.

§ 2° - Na mesma Seção o Presiaente ao Tribunal Superior aesignara a aata para a expeaição
solene aos aiplomas em Seção publica.

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Art. 212 - Jerificanao que os votos aas Seçòes anulaaas e aaquelas cufos eleitores foram
impeaiaos ae votar, em toao o pais, poaerão alterar a classificação ae canaiaato, oraenara o
Tribunal Superior a reali:ação ae novas eleiçòes.

§ 1° - Essas eleiçòes serão marcaaas aesae logo pelo Presiaente ao Tribunal Superior e terão
lugar no primeiro aomingo ou feriaao que ocorrer apos o 15° (aecimo quinto) aia a contar aa
aata ao aespacho, aevenao ser observaao o aisposto nos n° II a JI ao paragrafo unico ao art.
201.

§ 2° - Os canaiaatos a Presiaente e Jice-Presiaente aa Republica somente serão aiplomaaos
aepois ae reali:aaas as eleiçòes suplementares referentes a esses cargos.

Art. 213 - Não se verificanao a maioria absoluta, o Congresso Nacional, aentro ae quin:e aias
apos haver recebiao a respectiva comunicação ao Presiaente ao Tribunal Superior Eleitoral,
reunir-se-a em Seção publica para se manifestar sobre o canaiaato mais votaao, que sera
consiaeraao eleito se, em escrutinio secreto, obtiver metaae mais um aos votos aos seus
membros.

§ 1° - Se não ocorrer a maioria absoluta referiaa no caput aeste artigo, renovar-se-a, ate 30
(trinta) aias aepois, a eleição em toao o pais, a qual concorrerão os aois canaiaatos mais
votaaos, cufos registros estarão automaticamente revaliaaaos.

§ 2° - No caso ae renuncia ou morte, concorrera a eleição prevista no paragrafo anterior o
substituto registraao pelo mesmo partiao politico ou coligação partiaaria.

Art. 214 - O Presiaente e o Jice-Presiaente aa Republica tomarão posse a 15 (quin:e) ae março,
em Seção ao Congresso Nacional.

Paragrafo unico - No caso ao § 1° ao artigo anterior, a posse reali:ar-se-a aentro ae 15 (quin:e)
aias a contar aa proclamação ao resultaao aa segunaa eleição, expiranao, porem o manaato a
15 (quin:e) ae março ao quarto ano.


Os Diplomas

Art. 215 - Os canaiaatos eleitos, assim como os Suplentes, receberão aiploma assinaao pelo
Presiaente ao Tribunal Superior, ao Tribunal Regional ou aa Junta Eleitoral, conforme o caso.

Paragrafo unico - Do aiploma aeverão constar o nome ao canaiaato, a inaicação aa legenaa sob
a qual concorreu, o cargo para o qual foi eleito ou a sua classificação como suplente, e,
facultativamente, outros aaaos a criterio ao Jui: ou ao Tribunal.

Art. 216 - Enquanto o Tribunal Superior não aeciair o recurso interposto contra a expeaição ao
aiploma, poaera o aiplomaao exercer o manaato em toaa a sua plenituae.

Art. 217 - Apuraaas as eleiçòes suplementares, o Jui: ou o Tribunal reverão a apuração
anterior, confirmanao ou invaliaanao os aiplomas que houverem expeaiao.

Paragrafo unico - No caso ae provimento, apos a aiplomação, ae recurso contra o registro ae
canaiaato ou ae recurso parcial, sera tambem revista a apuração anterior para confirmação ou
invaliaação ae aiplomas, observaao o aisposto no § 3° ao art. 261.

Art. 218 - O Presiaente ae Junta ou ae Tribunal que aiplomar militar canaiaato a cargo eletivo
comunicara imeaiatamente a aiplomação a autoriaaae a que o mesmo estiver suborainaao, para
os fins ao art. 98
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As Nulidades da Votação

Art. 219 - Na aplicação aa lei eleitoral, o Jui: atenaera sempre aos fins e resultaaos a que ela se
airige, abstenao-se ae pronunciar nuliaaae sem aemonstração ae prefui:o.

Paragrafo unico - A aeclaração ae nuliaaae não poaera ser requeriaa pela parte que lhe aeu
causa nem a ela aproveitar.

Art. 220 - E nula a votação.

I - quanao feita perante Mesa não nomeaaa pelo Jui: Eleitoral, ou constituiaa com ofensa a letra
aa lei,

II - quanao efetuaaa em folhas ae votação falsas,

III - quanao reali:aaa em aia, hora ou local aiferentes ao aesignaao ou encerraaa antes aas 17
horas,

IJ - quanao preteriaa formaliaaae essencial ao sigilo aos sufragios,

J - quanao a Seção Eleitoral tiver siao locali:aaa com infração ao aisposto nos §§ 4° e 5° ao art.
135. (Lei 4.9ô1/ôô)

Paragrafo unico. A nuliaaae sera pronunciaaa quanao o orgão apuraaor conhecer ao ato ou aos
seus efeitos e a encontrar provaaa, não lhe senao licito supri-la, ainaa que sefa consenso aas
partes.

Art. 221 - E anulavel a votação.

I - quanao houver extravio ae aocumento reputaao essencial,

II - quanao for negaao ou sofrer restrição o aireito ae fiscali:ar, e o fato constar aa ata ou ae
protesto interposto, por escrito, no momento,

III - quanao votar, sem as cautelas ao art. 147, § 2°,
a) o eleitor excluiao por sentença não cumpriaa na ocasião aa remessa aas folhas inaiviauais ae
votação a Mesa, aesae que hafa oportuna reclamação ae partiao,
b) eleitor ae outra Seção, salvo a hipotese ao art. 145,
c) alguem com falsa iaentiaaae em lugar ao eleitor chamaao.

Art. 222 - E tambem anulavel a votação quanao viciaaa ae falsiaaae, frauae, coação, uso ae
meios ae que trata o art. 237, ou emprego ae processo ae propaganaa ou captação ae sufragios
veaaaos por lei.

Art. 223 - A nuliaaae ae qualquer ato, não aecretaaa ae oficio pela Junta, so poaera ser argüiaa
ae sua pratica, não mais poaenao ser alegaaa, salvo se a argüição, se basear em motivo
superveniente ou ae oraem constitucional.

§ 1° - Se a nuliaaae ocorrer em fase na qual não possa ser alegaaa no ato, poaera ser argüiaa
na primeira oportuniaaae que para tanto se apresente .

§ 2° - Se se basear em motivo superveniente, aevera ser alegaaa imeaiatamente, assim que se
tornar conheciaa, poaenao as ra:òes ao recurso ser aaitaaas no pra:o ae 2 (aois) aias.
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§ 3° - A nuliaaae ae qualquer ato, baseaaa em motivo ae oraem constitucional, não poaera ser
conheciaa em recurso interposto fora ao pra:o. Peraiao o pra:o numa fase propria, so em outra
que se apresentar poaera ser argüiaa.

Art. 224 - Se a nuliaaae atingir a mais ae metaae aos votos ao pais nas eleiçòes presiaenciais, ao
Estaao nas eleiçòes feaerais e estaauais ou ao Municipio nas eleiçòes municipais, fulgar-se-ão
prefuaicaaas as aemais votaçòes, e o Tribunal marcara aia para nova eleição aentro ao pra:o
ae 20 (vinte) a 40 (quarenta) aias.

§ 1° - Se o Tribunal Regional, na area ae sua competência, aeixar ae cumprir o aisposto neste
artigo, o Procuraaor Regional levara o fato ao conhecimento ao Procuraaor-Geral, que
proviaenciara funto ao Tribunal Superior para que sefa marcaaa imeaiatamente nova eleição.

§ 2° - Ocorrenao qualquer aos casos previstos neste Capitulo, o Ministro Publico promovera,
imeaiatamente, a punição aos culpaaos.


O Voto no Exterior

Art. 225 - Nas eleiçòes para Presiaente e Jice-Presiaente aa Republica, poaera votar o eleitor
que se encontrar no exterior.

§ 1° - Para esse fim, serão organi:aaas Seçòes Eleitorais, nas seaes aas embaixaaas e
consulaaos-gerais.

§ 2° - Senao necessario instalar auas ou mais Seçòes, poaera ser utili:aao local em que funcione
serviço ao Governo brasileiro.

Art. 226 - Para que se organi:e uma Seção Eleitoral no exterior, e necessario que na
circunscrição sob a furisaição aa missão aiplomatica ou ao consulaao-geral hafa um minimo ae
30 (trinta) eleitores inscritos.

Paragrafo unico - Quanao o numero ae eleitores não atingir o minimo previsto no paragrafo
anterior, os eleitores poaerão votar na Mesa Receptora mais proxima aesae que locali:aaa no
mesmo pais, ae acorao com a comunicação que lhes for feita.

Art. 227 - As Mesas Receptoras serão organi:aaas pelo Tribunal Regional ao Distrito Feaeral
meaiante proposta aos chefes ae missão e cônsules-gerais, que ficarão investiaos, no que for
aplicavel, aas funçòes aaministrativas ae Jui: Eleitoral.

Paragrafo unico - Sera aplicavel as Mesas Receptoras o processo ae composição e fiscali:ação
partiaaria vigente para as que funcionem no territorio nacional.

Art. 228 - Ate 30 (trinta) aias antes aa reali:ação aa eleição, toaos os brasileiros eleitores
resiaentes no estrangeiro comunicarão a seae aa missão aiplomatica ou ao consulaao-geral em
carta, telegrama ou qualquer outra via, a sua conaição ae eleitor e sua resiaência.

§ 1° - Com a relação aessas comunicaçòes e com os aaaos ao registro consular, serão
organi:aaas as folhas ae votação, e notificaaos os eleitores aa hora e local aa votação.

§ 2° - No aia aa eleição, so serão aamitiaos a votar os que constarem aa folha ae votação e os
passageiros e tripulantes ae navios e aviòes ae guerra e mercantes que, no aia, estefam na seae
aas Seçòes Eleitorais.

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Art. 229 - Encerraaa a votação, as urnas serão enviaaas pelos cônsules-gerais as seaes aas
missòes aiplomaticas. Essas as remeterão, pela mala aiplomatica, ao Ministerio aas Relaçòes
Exteriores, que aelas fara entrega ao Tribunal Regional Eleitoral ao Distrito Feaeral, a quem
competira a apuração aos votos e fulgamento aas auviaas e recursos que hafam siao interpostos.

Paragrafo unico - Toao o serviço ae transporte ao material eleitoral sera feito por via aerea.

Art. 230 - Toaos os eleitores que votarem no exterior terão os seus titulos apreenaiaos pela Mesa
Receptora.

Paragrafo unico - A toao eleitor que votar no exterior sera conceaiao comprovante para a
comunicação legal ao Jui: Eleitoral ae sua Zona.

Art. 231 - Toao aquele que, estanao obrigaao a votar, não o fi:er fica sufeito, alem aas
penaliaaaes previstas para o eleitor que não vota no territorio nacional, a proibição ae requerer
qualquer aocumento perante a repartição aiplomatica a que estiver suborainaao, enquanto não
se fustificar.

Art. 232 - Toao processo eleitoral reali:aao no estrangeiro fica airetamente suborainaao ao
Tribunal Regional ao Distrito Feaeral.

Art. 233 - O Tribunal Superior Eleitoral e o Ministerio aas Relaçòes Exteriores baixarão as
instruçòes necessarias e aaotarão as meaiaas aaequaaas para o voto no exterior.


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Questões de Concursos


01 -
(Ministério Publico/MG 37) Na apuração de votos das seções eleitorais em que não Ior
utilizado o sistema eletrônico de votação, são verdadeiras as seguintes aIirmativas, exceto:
( ) a) as impugnações Iundadas em violação de urna somente poderão ser apresentadas até a
sua abertura;
( ) b) se houver indicio de violação da urna, o Presidente da Junta indicara pessoa idônea
para servir como perito e examinar a urna com assistência do Ministério Publico. Se
apenas este concluir pela existência de violação, decidindo a Junta por unanimidade
pela apuração da urna, cabera ao representante do Ministério Publico recorrer para o
Tribunal Regional;
( ) c) veriIicando a Junta Eleitoral, antes de abrir a urna, que a votação se encerrou antes das
dezessete horas, a votação sera anulada pela propria Junta que, em seguida, Iara a
apuração dos votos em separado e recorrera de oIicio para o Tribunal Regional;
( ) d) veriIicando a Junta Eleitoral, antes de abrir a urna, que a seção eleitoral Ioi localizada
em propriedade pertencente a autoridade policial, a Junta decidira se a votação é
valida, procedendo a apuração deIinitiva em caso aIirmativo ou, em caso contrario,
anulara a votação e, em seguida, Iara a apuração dos votos em separado e recorrera de
oIicio para o Tribunal Regional;
( ) e) aberta a urna, a Junta Eleitoral veriIicara se o numero de cédulas oIiciais corresponde
ao de votantes. A incoincidência entre estes não constituira motivo de nulidade da
votação, desde que não resulte de Iraude comprovada.


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Gabarito


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10
O Processo 1udicial
Eleitoral







Introdução


O Procedimento Eleitoral

Natureza do Procedimento Eleitoral:
Pode ser:
a) administrativo: pode ser o procedimento administrativo propriamente dito (não depende de
provocação do interessado, como a requisição de meios de transporte) ou de jurisdição
voluntaria (ex.: alistamento, transIerência, registro de partidos sem impugnações, registro de
candidato sem impugnação, registro de pesquisas de opinião);
b) contencioso: além de depender da provocação do interessado, exige a citação da parte
contraria (ex.: representações, impugnações, medidas cautelares, mandados de segurança,
habeas corpus, etc.).

Características do Processo Eleitoral:
a) celeridade: os prazos são bem mais reduzidos em relação aos outros ritos processuais (em
geral, três dias);
b) rigor do principio da preclusão: impede, salvo matéria constitucional, que se recorra de Iases
ja passadas.

Relação Processual:
Na relação processual eleitoral encontramos a presença dos seguintes sujeitos:
a) o cidadão brasileiro (sujeito de direitos politicos);
b) o partido politico (pode ser sujeito ativo e passivo, é sujeito ativo quando requer o registro de
candidatos, recorre do juiz eleitoral, interpõe recursos em geral, requer cancelamento de
inscrição, etc. E sujeito passivo quando deIende as impugnações ao registro de seus
candidatos, Iraude eleitoral, etc.)


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Recursos no Direito Eleitoral


Noções Gerais

Recurso:
Recurso é o instrumento juridico com o qual a parte provoca o reexame de decisão, buscando sua
reIorma ou modiIicação.

Impugnações e Recursos:
Impugnações e recursos não devem ser conIundidos. A impugnação é um ato de oposição, no âmbito
do Direito Eleitoral. O recurso é medida de que se vale o interessado depois de praticado um ato ou
tomada uma decisão. Por exemplo, a medida que os votos Iorem sendo apurados, poderão os Iiscais e
delegados de partido, assim como os candidatos, apresentar impugnações que serão decididas de
plano pela Junta. Da decisão da Junta cabe recurso imediato, interposto verbalmente ou por escrito.

Efeito Suspensivo:
No sistema eleitoral brasileiro a regra geral é a de que os recursos não têm eIeito suspensivo. Em
conseqüência, a execução de qualquer acordão sera Ieita imediatamente, em principio, através de
comunicação por oIicio ou telegrama.

Prazos:
A regra geral no Direito Eleitoral, relativamente a prazo é a seguinte: quando a lei não Iixar prazo
especial, o recurso devera ser interposto em três dias contados da data da publicação do acordão, da
sentença, do ato, da resolução ou do despacho que se deseja reIormar.


Quanto aos prazos para recursos eleitorais devem ser obedecidas as disposições do art. 184 do
Codigo de Processo Civil.

Interposição:
Os recursos podem ser interpostos perante:
a) as Juntas e Juizes Eleitorais;
b) os Tribunais Regionais;
c) o Tribunal Superior Eleitoral.

Espécies de Recursos:
Os recursos podem ser:
a) parciais;
b) especiais;
c) ordinarios;
d) embargos de declaração;
e) agravo regimental;
I) agravo de instrumento;
g) extraordinario (em casos especialissimos)

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O mandado de segurança e o habeas corpus, o habeas data e o mandado de injunção são admitidos
em matéria eleitoral, embora não sejam especiIicamente recursos mas remédios especiais.

O Codigo Eleitoral trata dos recursos nos arts. 257 a 282, classiIicando-os conIorme o orgão
recorrido: recursos contra decisões das Juntas e Juizes Eleitorais, recursos contra decisões dos
Tribunais Regionais e recursos contra decisões do Tribunal Superior Eleitoral.


Recursos Perante as 1untas e os 1uízes Eleitorais

Dos atos, resoluções ou despachos dos Juizes ou Juntas Eleitorais cabera recurso para o Tribunal
Regional.

Os recursos devem ser apresentados perante o Juiz Eleitoral, por meio de petição devidamente
Iundamentada, acompanhada dos documentos necessarios a instrui-la, ou de novos documentos se
outros tiverem sido apresentados anteriormente; e não dependem de termo especial.

As decisões das Juntas e dos Juizes podem ser reIormadas, respectivamente, pela propria Junta ou
pelo proprio Juiz Eleitoral. Não havendo reIorma da decisão, o Juiz determinara o encaminhamento
do processo ao exame de instância superior, o TRE.

Art. 265 - Dos atos, resoluçòes ou aespachos aos fui:es ou funtas eleitorais cabera recurso para
o Tribunal Regional.

Paragrafo unico - Os recursos aas aecisòes aas Juntas serão processaaos na forma estabeleciaa
pelos arts. 169 e seguintes.

Art. 266 - O recurso inaepenaera ae termo e sera interposto por petição aeviaamente
funaamentaaa, airigiaa ao fui: eleitoral e acompanhaaa, se o entenaer o recorrente, ae novos
aocumentos.

Art. 267 - Recebiaa a petição, manaara o fui: intimar o recorriao para ciência ao recurso,
abrinao-se-lhe vista aos autos a fim ae, em pra:o igual ao estabeleciao para a sua interposição,
oferecer ra:òes, acompanhaaas ou não ae novos aocumentos.

§ 1° - A intimação se fara pela publicação aa noticia aa vista no fornal que publicar o
expeaiente aa Justiça Eleitoral, onae houver, e nos aemais lugares, pessoalmente pelo escrivão,
inaepenaente ae iniciativa ao recorrente.

§ 2° - Onae houver fornal oficial, se a publicação não ocorrer no pra:o ae 3 (três) aias, a
intimação se fara pessoalmente ou na forma prevista no paragrafo seguinte.

§ 3° - Nas :onas em que se fi:er intimação pessoal, se não for encontraao o recorriao aentro ae
48 (quarenta e oito) horas, a intimação se fara por eaital afixaao no forum, no local ae costume.

§ 4° - Toaas as citaçòes e intimaçòes serão feitas na forma estabeleciaa neste artigo.

§ 5° - Se o recorriao funtar novos aocumentos, tera o recorrente vista aos autos por 48
(quarenta e oito) horas para falar sobre os mesmos, contaao o pra:o na forma aeste artigo.

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§ 6° - Finaos os pra:os a que se referem os paragrafos anteriores, o fui: eleitoral fara, aentro ae
48 (quarenta e oito) horas, subir os autos ao Tribunal Regional com a sua resposta e os
aocumentos em que se funaar, salvo se entenaer ae reformar a sua aecisão.

§ 7° - Se o fui: reformar a aecisão recorriaa, poaera o recorriao, aentro ae 3 (três) aias,
requerer suba o recurso como se por ele interposto.


Recursos Perante os Tribunais Regionais Eleitorais

Contra as decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais cabem:
a) recurso parcial;
b) recurso contra a diplomação;
c) recurso inominado;
d) embargos declaratorios;
e) recurso especial;
I) recurso ordinario;
g) agravo de instrumento.

Os três primeiros, parcial, contra a diplomação e o recurso inominado têm a mesma disciplina de seus
congêneres na primeira instância.

Art. 268 - No Tribunal Regional nenhuma alegação escrita ou nenhum aocumento poaera ser
ofereciao por qualquer aas partes.

Art. 269 - Os recursos serão aistribuiaos a um relator em 24 (vinte e quatro) horas e na oraem
rigorosa aa antigüiaaae aos respectivos membros, esta ultima exigência sob pena ae nuliaaae ae
qualquer ato ou aecisão ao relator ou ao tribunal.

§ 1° - Feita a aistribuição, a Secretaria ao Tribunal abrira vista aos autos a Procuraaoria
Regional, que aevera emitir parecer no pra:o ae 5 (cinco) aias.

§ 2° - Se a Procuraaoria não emitir parecer no pra:o fixaao, poaera a parte interessaaa
requerer a inclusão ao processo na pauta, aevenao o Procuraaor, nesse caso, proferir parecer
oral na assentaaa ao fulgamento.

Art. 270 - Havenao processo inciaente, iniciaao com funaamento no art. 222, o Tribunal, antes
aa aiplomação, sôbre êle se manifestara.

Art. 271 - O relator aevolvera os autos a Secretaria no pra:o improrrogavel ae 8 (oito) aias
para, nas 24 (vinte e quatro) horas seguintes, ser o caso incluiao na pauta ae fulgamento ao
Tribunal.

§ 1° - Tratanao-se ae recurso contra a expeaição ae aiploma, os autos, uma ve: aevolviaos pelo
relator, serão conclusos ao fui: imeaiato em antigüiaaae como revisor, o qual aevera aevolvê-
los em 4 (quatro) aias.

§ 2° - As pautas serão organi:aaas com um numero ae processos que possam ser realmente
fulgaaos, obeaecenao-se rigorosamente a oraem aa aevolução aos mesmos a Secretaria pelo
relator, ou revisor, nos recursos contra a expeaição ae aiploma, ressalvaaas as preferências
aeterminaaas pelo regimento ao Tribunal.

Art. 272 - Na sessão ao fulgamento, uma ve: feito o relatorio pelo relator, caaa uma aas partes
poaera, no pra:o improrrogavel ae ae: minutos, sustentar oralmente as suas conclusòes.
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Paragrafo unico. Quanao se tratar ae fulgamento ae recursos contra a expeaição ae aiploma,
caaa parte tera vinte minutos para sustentação oral.

Art. 273 - Reali:aao o fulgamento, o relator, se vitorioso, ou o relator aesignaao para reaigir o
acoraão, apresentara a reaação aêste, o mais taraar, aentro em 5 (cinco) aias.

§ 1° - O acoraão contera uma sintese aas questòes aebatiaas e aeciaiaas.

§ 2° Sem prefui:o ao aisposto no paragrafo anterior, se o Tribunal aispuser ae serviço
taquigrafico, serão funtas ao processo as notas respectivas.

Art. 274 - O acoraão, aeviaamente assinaao, sera publicaao, valenao como tal a inserção aa sua
conclusão no orgão oficial.

§ 1° - Se o orgão oficial não publicar o acoraão no pra:o ae 3 (três) aias, as partes serão
intimaaas pessoalmente e, se não forem encontraaas no pra:o ae 48 (quarenta e oito) horas, a
intimação se fara por eaital afixaao no Tribunal, no local ae costume.

§ 2° - O aisposto no paragrafo anterior aplicar-se-a a toaos os casos ae citação ou intimação.

Embargos de Declaração:
Os embargos de declaração são cabiveis quando o acordão contiver obscuridade, duvida ou
contradição, ou quando Ior omitido ponto sobre que devia pronunciar-se o Tribunal.

Art. 275 - São aamissiveis embargos ae aeclaração.

I - quanao ha no acoraão obscuriaaae, auviaa ou contraaição,

II - quanao fôr omitiao ponto sôbre que aevia pronunciar-se o Tribunal.

§ 1° - Os embargos serão opostos aentro em 3 (três) aias aa aata aa publicação ao acoraão, em
petição airigiaa ao relator, na qual sera inaicaao o ponto obscuro, auviaoso, contraaitorio ou
omisso.

§ 2° - O relator pora os embargos em mesa para fulgamento, na primeira sessão seguinte
proferinao o seu voto.

§ 3° - Jenciao o relator, outro sera aesignaao para lavrar o acoraão.

§ 4° - Os embargos ae aeclaração suspenaem o pra:o para a interposição ae outros recursos,
salvo se manifestamente protelatorios e assim aeclaraaos na aecisão que os refeitar.

Art. 276 - As aecisòes aos Tribunais Regionais são terminativas, salvo os casos seguintes em que
cabe recurso para o Tribunal Superior.

I - especial.
a) quanao forem proferiaas contra expressa aisposição ae lei,
b) quanao ocorrer aivergência na interpretação ae lei entre aois ou mais tribunais eleitorais.
II - orainario.
a) quanao versarem sôbre expeaição ae aiplomas nas eleiçòes feaerais e estaauais,
b) quanao aenegarem habeas corpus ou manaaao ae segurança.

1° - E ae 3 (três) aias o pra:o para a interposição ao recurso, contaao aa publicação aa aecisão
nos casos aos ns. I, letras a e b e II, letra b e aa sessão aa aiplomação no caso ao n. II, letra a .

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2° - Sempre que o Tribunal Regional aeterminar a reali:ação ae novas eleiçòes, o pra:o para a
interposição aos recursos, no caso ao n. II, a , contar-se-a aa sessão em que, feita a apuração
aas sessòes renovaaas, fôr proclamaao o resultaao aas eleiçòes suplementares.

Art. 277 - Interposto recurso orainario contra aecisão ao Tribunal Regional, o presiaente
poaera, na propria petição, manaar abrir vista ao recorriao para que, no mesmo pra:o, ofereça
as suas ra:òes.

Paragrafo unico - Juntaaas as ra:òes ao recorriao, serão os autos remetiaos ao Tribunal
Superior.

Art. 278 - Interposto recurso especial contra aecisão ao Tribunal Regional, a petição sera
funtaaa nas 48 (quarenta e oito) horas seguintes e os autos conclusos ao presiaente aentro ae 24
(vinte e quatro) horas.

1° - O presiaente, aentro em 48 (quarenta e oito) horas ao recebimento aos altos conclusos,
proferira aespacho funaamentaao, aamitinao ou não o recurso.

2° - Aamitiao o recurso, sera aberta vista aos autos ao recorriao para que, no mesmo pra:o,
apresente as suas ra:òes.

3° - Em seguiaa serão os autos conclusos ao presiaente, que manaara remetê-los ao Tribunal
Superior.

Art. 279 - Denegaao o recurso especial, o recorrente poaera interpor, aentro em 3 (três) aias,
agravo ae instrumento.

1° - O agravo ae instrumento sera interposto por petição que contera.

I - a exposição ao fato e ao aireito,

II - as ra:òes ao peaiao ae reforma aa aecisão,

III - a inaicação aas peças ao processo que aevem ser traslaaaaas.

2° - Serão obrigatoriamente traslaaaaas a aecisão recorriaa e a certiaão ae intimação.

3° - Deferiaa a formação ao agravo, sera intimaao o recorriao para, no pra:o ae 3 (três) aias,
apresentar as suas ra:òes e inaicar as peças aos autos que serão tambem traslaaaaas.

4° - Concluiaa a formação ao instrumento o presiaente ao Tribunal aeterminara a remessa aos
autos ao Tribunal Superior, poaenao, ainaa, oraenar a extração e a funtaaa ae peças não
inaicaaas pelas partes.

5° - O presiaente ao Tribunal não poaera negar seguimento ao agravo, ainaa que interposto fora
ao pra:o legal.

6° - Se o agravo ae instrumento não fôr conheciao, porque interposto fora ao pra:o legal, o
Tribunal Superior impora ao recorrente multa corresponaente a valor ao maior salario-minimo
vigente no pais, multa essa que sera inscrita e cobraaa na forma prevista no art. 367.

7° - Se o Tribunal Regional aispuser ae aparelhamento proprio, o instrumento aevera ser
formaao com fotocopias ou processos semelhantes, pagas as aespesas, pelo preço ao custo, pelas
partes, em relação as peças que inaicarem.


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Recursos Perante o Tribunal Superior Eleitoral

A regra é a irrecorribilidade das decisões do Tribunal Superior Eleitoral. A primeira exceção diz
respeito ao Recurso extraordinario, em três dias, para discutir matéria civil ou criminal, quando a
decisão contrariar preceito constitucional, bem como declarar inconstitucionalidade de tratado ou lei
Iederal, ou julgar valida lei ou ato de governo local contestado em Iace da Constituição. Tem-se
entendido, também, caber o extraordinario quando se tratar da diplomação do Presidente e Vice-
Presidente da Republica.

O recurso ordinario, segunda exceção, sera interposto, em três dias, das decisões denegatorias de
mandado de segurança e habeas corpus.

Embargos declaratorios, agravo de instrumento para assegurar seguimento a recurso ordinario ou
extraordinario são cabiveis, mas não devem ser entendidos como exceção a regra constitucional da
irrecorribilidade.

Art. 281 - São irrecorriveis as aecisòes ao Tribunal Superior, salvo as que aeclararem a
invaliaaae ae lei ou ato contrario a Constituição Feaeral e as aenegatorias ae habeas corpus ou
manaaao ae segurança, aas quais cabera recurso originario para o Supremo Tribunal Feaeral,
interposto no pra:o ae 3 (três) aias.

§ 1° - Juntaaa a petição nas 48 (quarenta e oito) horas seguintes, os autos serão conclusos ao
presiaente ao Tribunal, que, no mesmo pra:o, proferira aespacho funaamentaao, aamitinao ou
não o recurso.

§ 2° - Aamitiao o recurso sera aberta vista aos autos ao recorriao para que, aentro ae 3 (três)
aias, apresente as suas ra:òes.

§ 3° - Finao êsse pra:o os autos serão remetiaos ao Supremo Tribunal Feaeral.

Art. 282 - Denegaao o recurso, o recorrente poaera interpor, aentro ae 3 (três) aias, agravo ae
instrumento, observaao o aisposto no art. 279 e seus paragrafos, aplicaaa a multa a que se
refere o § 6° pelo Supremo Tribunal Feaeral.


















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Procedimentos Especiais


Impugnação à Registro de Candidatos

Noções Iniciais:
Esta ação tem a Iinalidade de impedir o deIerimento da candidatura de candidato que não preencha as
condições legais de elegibilidade.


Causa de Pedir:
Quando o candidato Ior inelegivel, por Ialtar-lhe condição de elegibilidade ou sobrevir causa de
inelegibilidade. Irregularidade da convenção para escolha de candidatos.

Legitimidade Ativa:
Podem ser parte passiva nesta ação:
a) a coligação ou partido politico;
b) o candidato;
c) o Ministério Publico.


Se houver uma coligação entre partidos, somente a coligação podera ser parte ativa no processo de
impugnação, não sendo permitido o partido isoladamente. Para que o candidato seja polo ativo na
reIerida ação, não é necessario que tenha sua candidatura deIerida, bastando que tenha sido
escolhido pela convenção e tenha o seu pedido de registro ajuizado, pois este também se encontra
no periodo de processamento do seu registro. Inclusive o candidato impugnado podera impugnar
outro candidato, até que seja julgado procedente a sua impugnação. O eleitor não podera ser parte
ativa desta ação, podera apenas representar perante o Juiz Eleitoral.

Legitimidade Passiva:
E o candidato não registrado.

Procedimento:
A impugnação de pedido de registro de candidatura observa o procedimento da Lei Complementar
64/90.

Lei Complementar 64/90

Art. 2° - Compete a Justiça Eleitoral conhecer e aeciair as argüiçòes ae inelegibiliaaae.

Paragrafo unico. A argüição ae inelegibiliaaae sera feita perante.

I - o Tribunal Superior Eleitoral, quanao se tratar ae canaiaato a Presiaente ou Jice-Presiaente aa Republica,

II - os Tribunais Regionais Eleitorais, quanao se tratar ae canaiaato a Senaaor, Governaaor e Jice-Governaaor ae
Estaao e ao Distrito Feaeral, Deputaao Feaeral, Deputaao Estaaual e Deputaao Distrital,

III - os Jui:es Eleitorais, quanao se tratar ae canaiaato a Prefeito, Jice-Prefeito e Jereaaor.

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Art. 3° - Cabera a qualquer canaiaato, a partiao politico, coligação ou ao Ministerio Publico, no pra:o ae 5 (cinco)
aias, contaaos aa publicação ao peaiao ae registro ao canaiaato, impugna-lo em petição funaamentaaa.

§ 1° - A impugnação, por parte ao canaiaato, partiao politico ou coligação, não impeae a ação ao Ministerio
Publico no mesmo sentiao.

§ 2° - Não poaera impugnar o registro ae canaiaato o representante ao Ministerio Publico que, nos 4 (quatro) anos
anteriores, tenha aisputaao cargo eletivo, integraao airetorio ae partiao ou exerciao ativiaaae politico-partiaaria.

§ 3° - O impugnante especificara, aesae logo, os meios ae prova com que pretenae aemonstrar a veraciaaae ao
alegaao, arrolanao testemunhas, se for o caso, no maximo ae 6 (seis).

Art. 4° - A partir aa aata em que terminar o pra:o para impugnação, passara a correr, apos aeviaa notificação, o
pra:o ae 7 (sete) aias para que o canaiaato, partiao politico ou coligação possa contesta la, funtar aocumentos,
inaicar rol ae testemunhas e requerer a proaução ae outras provas, inclusive aocumentais, que se encontrarem em
poaer ae terceiros, ae repartiçòes publicas ou em proceaimentos fuaiciais, ou aaministrativos, salvo os processos
em tramitação em segreao ae Justiça.

Art. 5° - Decorriao o pra:o para contestação, se não se tratar apenas ae materia ae aireito e a prova protestaaa for
relevante, serão aesignaaos os 4 (quatro) aias seguintes para inquirição aas testemunhas ao impugnante e ao
impugnaao, as quais comparecerão por iniciativa aas partes que as tiverem arrolaao, com notificação fuaicial.

§ 1° - As testemunhas ao impugnante e ao impugnaao serão ouviaas em uma so assentaaa.

§ 2° - Nos 5 (cinco) aias subseqüentes, o Jui:, ou o Relator, proceaera a toaas as ailigências que aeterminar, ae
oficio ou a requerimento aas partes.

§ 3° - No pra:o ao paragrafo anterior, o Jui:, ou o Relator, poaera ouvir terceiros, referiaos pelas partes, ou
testemunhas, como conheceaores aos fatos e circunstancias que possam influir na aecisão aa causa.

§ 4° - Quanao qualquer aocumento necessario a formação aa prova se achar em poaer ae terceiro, o Jui:, ou o
Relator, poaera ainaa, no mesmo pra:o, oraenar o respectivo aeposito.

§ 5° - Se o terceiro, sem fusta causa, não exibir o aocumento, ou não comparecer a Jui:o, poaera o Jui: contra ele
expeair manaaao ae prisão e instaurar processo por crime ae aesobeaiência.

Art. 6° - Encerraao o pra:o aa ailação probatoria, nos termos ao artigo anterior, as partes, inclusive o Ministerio
Publico, poaerão apresentar alegaçòes no pra:o comum ae 5 (cinco) aias.

Art. 7° - Encerraao o pra:o para alegaçòes, os autos serão conclusos ao Jui:, ou ao Relator, no aia imeaiato, para
sentença ou fulgamento pelo Tribunal.

Paragrafo unico. - O Jui:, ou Tribunal, formara sua convicção pela livre apreciação aa prova, atenaenao aos fatos
e as circunstancias constantes aos autos, ainaa que não alegaaos pelas partes, mencionanao, na aecisão, os que
motivaram seu convencimento.

Art. 8° - Nos peaiaos ae registro ae canaiaatos a eleiçòes municipais, o Jui: Eleitoral apresentara a sentença em
Cartorio 3 (três) aias apos a conclusão aos autos, passanao a correr aeste momento o pra:o ae 3 (três) aias para a
interposição ae recurso para o Tribunal Regional Eleitoral.

§ 1° - A partir aa aata em que for protocoli:aaa a petição ae recurso, passara a correr o pra:o ae 3 (três) aias para
a apresentação ae contra-ra:òes.

§ 2° - Apresentaaas as contra-ra:òes, serão os autos imeaiatamente remetiaos no Tribunal Regional Eleitoral,
inclusive por portaaor, se houver necessiaaae, aecorrente aa exigüiaaae ae pra:o, correnao as aespesas ao
transporte por conta ao recorrente, se tiver conaiçòes ae paga-las.

Art. 9° - Se o Jui: Eleitoral não apresentar a sentença no pra:o ao artigo anterior, o pra:o para recurso so
começara a correr apos a publicação aa mesma por eaital, em cartorio.

P a f u i O a hi ot i t t ti C a R i l a fi i a ti
pág. 9
ao retaraamento e propora ao Tribunal Regional Eleitoral, se for o caso, a aplicação aa penaliaaae cabivel.

Art. 10 - Recebiaos os autos na Secretaria ao Tribunal Regional Eleitoral, estes serão autuaaos e apresentaaos no
mesmo aia ao Presiaente, que, tambem na mesma aata, os aistribuira a um Relator e manaara abrir vistas ao
Procuraaor Regional pelo pra:o ae 2 (aois) aias.

Paragrafo unico. Finao o pra:o, com ou sem parecer, os autos serão enviaaos ao Relator, que os apresentara em
mesa para fulgamento em 3 (três) aias, inaepenaentemente ae publicação em pauta.

Art. 11 - Na sessão ao fulgamento, que poaera se reali:ar em ate 2 (auas) reuniòes seguiaas, feito o relatorio,
facultaaa a palavra as partes e ouviao o Procuraaor Regional, proferira o Relator o seu voto e serão tomaaos os
aos aemais Jui:es.

§ 1° - Proclamaao o resultaao, o Tribunal se reunira para lavratura ao acoraão, no qual serão inaicaaos o aireito,
os fatos e as circunstancias com base nos funaamentos ao Relator ou ao voto venceaor.

§ 2° - Terminaaa a sessão, far-se-a a leitura e a publicação ao acoraão, passanao a correr aessa aata o pra:o ae 3
(três) aias, para a interposição ae recurso para o Tribunal Superior Eleitoral, em petição funaamentaaa.

Art. 12 - Havenao recurso para o Tribunal Superior Eleitoral, a partir aa aata em que for protocoli:aaa a petição
passara a correr o pra:o ae 3 (três) aias para a apresentação ae contra-ra:òes, notificaao por telegrama o
recorriao.

Paragrafo unico. - Apresentaaas as contra-ra:òes, serão os autos imeaiatamente remetiaos ao Tribunal Superior
Eleitoral.

Art. 13 - Tratanao-se ae registro a ser fulgaao originariamente por Tribunal Regional Eleitoral, observaao o
aisposto no art.6, aesta Lei Complementar, o peaiao ae registro, com ou sem impugnação, sera fulgaao em 3 (três)
aias, inaepenaentemente ae publicação em pauta.

Paragrafo unico. - Proceaer-se-a ao fulgamento na forma estabeleciaa no art.11 aesta Lei Complementar e,
havenao recurso para o Tribunal Superior Eleitoral, observar-se-a o aisposto no artigo anterior.

Art. 14 - No Tribunal Superior Eleitoral, os recursos sobre registro ae canaiaatos serão processaaos e fulgaaos na
forma prevista nos artigos 10 e 11 aesta Lei Complementar.

Art. 15 - Transitaaa em fulgaao a aecisão que aeclarar a inelegibiliaaae ao canaiaato, ser-lhe-a negaao registro,
ou cancelaao, se fa tiver siao feito, ou aeclaraao nulo o aiploma, se fa expeaiao.

Art. 16 - Os pra:os a que se referem os artigos 3, e seguintes aesta Lei Complementar são peremptorios e continuos
e correm em Secretaria ou Cartorio e, a partir aa aata ao encerramento ao pra:o para registro ae canaiaatos, não
se suspenaem aos sabaaos, aomingos e feriaaos.

Art. 17 - E facultaao ao partiao politico ou coligação que requerer o registro ae canaiaato consiaeranao inelegivel
aar-lhe substituto, mesmo que a aecisão passaaa em fulgaao tenha siao proferiaa apos o termo final ao pra:o ae
registro, caso em que a respectiva Comissão Executiva ao Partiao fara a escolha ao canaiaato.

Art. 18 - A aeclaração ae inelegibiliaaae ao canaiaato a Presiaência aa Republica, Governaaor ae Estaao e ao
Distrito Feaeral e Prefeito Municipal não atingira o canaiaato a Jice-Presiaente, Jice Governaaor ou Jice-
Prefeito, assim como a aestes não atingira aqueles.

Recursos:
So pode haver recurso para o TSE no caso de recurso especial (dois casos):
a) expressamente contrario a lei;
b) dissidio jurisprudencial.

Partido politico eventualmente interessado em recorrer da sentença não pode Iazê-lo se não Ior o
titular da impugnação.

pág. 10

Fluxo - Impugnação à Registro de Candidatos

Pedido de Impugnação
p
Aotificação do Impugnado
Intimação do Ministério Público
(se fa não for parte ativa)
p
Apresentação da Contestação
(Pra:o ae 7 aias. Provas e testemunhas)
p
1ulgamento antecipado da
lide ou despacho saneador
p
Instrução
(4 aias)
p
Diligências. Oitiva de terceiros e
testemunhas
p
Alegações finais das partes
(Pra:o ae 5 aias)
p
Conclusão dos autos
(1 aia)
p
Sentença
(3 aias.)
p
Recurso, com razões
(Pra:o ae 3 aias.)
p
Contra razões
(Pra:o ae 3 aias.)
p
Recurso 1RE
(Pra:o ae 3 aias.)





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Processo de Representação para Investigação 1udicial

Noções Gerais:
A representação para investigação judicial visa a coibir e apurar as transgressões as normas protetivas
da normalidade e legitimidade das eleições.

Lei Complementar 64/90

Art. 19 - As transgressòes pertinentes a origem ae valores pecuniarios, abuso ao poaer econômico ou politico, em
aetrimento aa liberaaae ae voto, serão apuraaas meaiante investigaçòes furisaicionais reali:aaas pelo Corregeaor-
Geral e Corregeaores Regionais Eleitorais.

Paragrafo unico. - A apuração e a punição aas transgressòes mencionaaas no "caput" aeste artigo terão o obfetivo
ae proteger a normaliaaae e legitimiaaae aas eleiçòes contra a influência ao poaer econômico ou ao abuso ao
exercicio ae função, cargo ou emprego na Aaministração Direta, Inaireta e Funaacional aa União, aos Estaaos, ao
Distrito Feaeral e aos Municipios.

Cabimento:
Tem cabimento nos casos de:
a) transgressão;
b) abuso do poder econômico e politico;
c) uso indevido;

Momento:
A investigação so podera ser instaurada antes da diplomação. Apos a diplomação so cabera a ação de
impugnação de mandato eletivo ou recurso contra diplomação.

Legitimidade:
A legitimidade ativa é dos partidos ou coligações, candidato ou o Ministério Publico.
A legitimidade passiva é do candidato ou pessoa que tiver concorrido para o ato praticado.

Procedimento:
E o procedimento da Lei Complementar 64/90. Compete ao juiz eleitoral processar e julgar a
representação de investigação.

Lei Complementar 64/90

Art. 20 - O canaiaato, partiao politico ou coligação são partes legitimas para aenunciar os culpaaos e promover-
lhes a responsabiliaaae, a nenhum serviaor publico, inclusive ae autarquias, ae entiaaae paraestatal e ae socieaaae
ae economia mista sera licito negar ou retaraar ato ae oficio tenaente a esse fim, sob pena ae crime funcional.

Art. 21 - As transgressòes a que se refere o art.19 aesta Lei Complementar serão apuraaas meaiante proceaimento
sumarissimo ae investigação fuaicial, reali:aaa pelo Corregeaor-Geral e Corregeaores Regionais Eleitorais, nos
termos aas Leis ns. 1.579, ae 18 ae março ae 1952, 4.410, ae 24 ae setembro ae 1964, com as moaificaçòes aesta
Lei Complementar.






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Art. 22 - Qualquer partiao politico, coligação, canaiaato ou Ministerio Publico Eleitoral poaera representar a
Justiça Eleitoral, airetamente ao Corregeaor-Geral ou Regional, relatanao fatos e inaicanao provas, inaicios e
circunstancias e peair abertura ae investigação fuaicial para apurar uso inaeviao, aesvio ou abuso ao poaer
econômico ou ao poaer ae autoriaaae, ou utili:ação inaeviaa ae veiculos ou meios ae comunicação social, em
beneficio ae canaiaato ou ae partiao politico, obeaeciao o seguinte rito.

I - o Corregeaor, que tera as mesmas atribuiçòes ao Relator em processos fuaiciais, ao aespachar a inicial, aaotara
as seguintes proviaências.
a) oraenara que se notifique o representaao ao conteuao aa petição, entreganao-se-lhe a segunaa via apresentaaa
pelo representante com as copias aos aocumentos, a fim ae que, no pra:o ae 5 (cinco) aias, ofereça ampla aefesa,
funtaaa ae aocumentos e rol ae testemunhas, se cabivel,
b) aeterminara que se suspenaa o ato que aeu motivo a representação, quanao for relevante o funaamento e ao ato
impugnaao puaer resultar a ineficiência aa meaiaa, caso sefa fulgaaa proceaente,
c) inaeferira aesae logo a inicial, quanao não for caso ae representação ou, lhe faltar algum requisito aesta Lei
Complementar.

II - no caso ao Corregeaor inaeferir a reclamação ou representação, ou retaraar-lhe a solução, poaera o
interessaao renova-la perante o Tribunal, que resolvera aentro ae 24 (vinte e quatro) horas,

III - o interessaao, quanao for atenaiao ou ocorrer aemora, poaera levar o fato ao conhecimento ao Tribunal
Superior Eleitoral, a fim ae que sefam tomaaas as proviaências necessarias,
IJ - feita a notificação, a Secretaria ao Tribunal funtara aos autos copia autêntica ao oficio enaereçaao ao
representaao, bem como a prova aa entrega ou aa sua recusa em aceita-la ou aar recibo,

J - finao o pra:o aa notificação, com ou sem aefesa, abrir-se-a pra:o ae 5 (cinco) aias para inquirição, em uma so
assentaaa, ae testemunhas arrolaaas pelo representante e pelo representaao, ate o maximo ae 6 (seis) para caaa
um, as quais comparecerão inaepenaentemente ae intimação,

JI - nos 3 (três) aias subseqüentes, o Corregeaor proceaera a toaas as ailigências que aeterminar, "ex officio" ou a
requerimento aas partes,

JII - no pra:o aa alinea anterior, o Corregeaor poaera ouvir terceiros, referiaos pelas partes, ou testemunhas,
como conheceaores aos fatos e circunstancias que possam influir na aecisão ao feito,

JIII - quanao qualquer aocumento necessario a formação aa prova se achar em poaer ae terceiro, inclusive
estabelecimento ae creaito, oficial ou privaao, o Corregeaor poaera, ainaa, no mesmo pra:o, oraenar o respectivo
aeposito ou requisitar copias,

IX - se o terceiro, sem fusta causa, não exibir o aocumento, ou não comparecer a Jui:o, o Jui: poaera expeair
contra ele manaaao ae prisão e instaurar processo por crime ae aesobeaiência,

X - encerraao o pra:o aa ailação probatoria, as partes, inclusive o Ministerio Publico, poaerão apresentar
alegaçòes no pra:o comum ae 2 (aois) aias,

XI - terminaao o pra:o para alegaçòes, os autos serão conclusos ao Corregeaor, no aia imeaiato, para
apresentação ae relatorio conclusivo sobre o que houver siao apuraao,

XII - o relatorio ao Corregeaor, que sera assentaao em 3 (três) aias, e os autos aa representação serão
encaminhaaos ao Tribunal competente, no aia imeaiato, com peaiao ae inclusão incontinenti ao feito em pauta,
para fulgamento na primeira sessão subseqüente,

XIII - no Tribunal, o Procuraaor-Geral ou Regional Eleitoral tera vista aos autos por 48 (quarenta e oito) horas,
para se pronunciar sobre as imputaçòes e conclusòes ao Relatorio,

XIJ - fulgaaa proceaente a representação, o Tribunal aeclarara a inelegibiliaaae ao representaao e ae quantos
hafam contribuiao para a pratica ao ato, cominanao-lhes sanção ae inelegibiliaaae para as eleiçòes a se
reali:arem nos 3 (três) anos subseqüentes a eleição em que se verificou, alem aa cassação ao registro ao canaiaato
airetamente beneficiaao pela interferência ao poaer econômico e pelo aesvio ou abuso ao poaer ae autoriaaae,
aeterminanao a remessa aos autos ao Ministerio Publico Eleitoral, para instauração ae processo aisciplinar, se for
o caso, e processo-crime, oraenanao quaisquer outras proviaências que a especie comportar,

pág. 13
XJ - se a representação for fulgaaa proceaente apos a eleição ao canaiaato, serão remetiaas copias ae toao o
processo ao Ministerio Publico Eleitoral, para os fins previstos no art.14, paragrafos 10 e 11, aa Constituição
Feaeral, e art.262, inciso IJ, ao Coaigo Eleitoral.

Paragrafo unico. O recurso contra a aiplomação, interposto pelo representante, não impeae a atuação ao
Ministerio Publico no mesmo sentiao.

Art. 23 - O Tribunal formara sua convicção pela livre apreciação aos fatos publicos e notorios, aos inaicios e
presunçòes e prova proau:iaa, atentanao para circunstancias ou fatos, ainaa que não inaicaaos ou alegaaos pelas
partes, mas que preservem o interesse publico ae lisura eleitoral.

Art. 24 - Nas eleiçòes municipais, o Jui: Eleitoral sera competente para conhecer e processar a representação
prevista nesta Lei Complementar, exercenao toaas as funçòes atribuiaas ao Corregeaor Geral ou Regional,
constantes aos incisos I a XJ, ao art.22, aesta Lei Complementar, cabenao ao representante ao Ministerio Publico
Eleitoral em função aa Zona Eleitoral as atribuiçòes aeferiaas ao Procuraaor-Geral e Regional Eleitoral
observaaas as normas ao proceaimento previstas nesta Lei Complementar.


Fluxo - Representação para Investigação 1udicial

Apresentação de Documentos
p
Despacho do 1uiz
(Recebenao, notifica o Ministerio
Publico e o Canaiaato.)
p
Contestação
(Pra:o ae 5 aias.)
p
1estemunhas
(Seis ae caaa parte. Pra:o ae 3 aias.)
p
Diligências
(Pra:o ae 2 aias)
p
Alegações Finais
p
Recurso - 1RE
(Pra:o ae 3 aias)
p
Recurso - 1SE
(Pra:o ae 3 aias)





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Ação de Impugnação de Mandato Eletivo

Noções Gerais:
Esta ação não é contra a diplomação, mas ocorre depois desta. A Justiça Eleitoral exerce sua
competência até a expedição dos diplomas aos eleitos, excetuada a ação de impugnação de mandato
eletivo. E uma ação de natureza civil, não ensejando pena criminal.

Cabimento:
Quando o candidato Ior eleito mediante Iraude, corrupção ou com abuso de poder econômico.


Ha atualmente o entendimento que para ser impugnado o mandato deve a Iraude, corrupção ou o
abuso do poder econômico ter contribuido de Iorma a alterar o resultado das eleições.

Objeto:
Fazer perder o mandato do candidato, bem como impedir de assumir o mandato nos cargos
majoritarios os vices e o suplente e torna-los inelegiveis para os três anos subseqüentes.

Segredo de 1ustiça:
A Constituição Federal determina que a ação de impugnação de mandato eletivo devera tramitar em
segredo de justiça.

Prazo:
A ação deve ser proposta apos a diplomação e no prazo decadencial de 15 dias.

Legitimidade:
A legitimidade ativa é dos partidos ou coligações, candidato ou o Ministério Publico. A legitimidade
passiva é do candidato devidamente diplomado.

Procedimento:
Não é previsto em lei. Aplica-se as normas do processo civil naquilo que o Codigo Eleitoral não
tratar. Esta ação deve ser proposta acompanhada de prova de abuso do poder econômico, corrupção
ou Iraude.


Fluxo - Impugnação de Mandato Eletivo

Pedido de Impugnação
p
Intimação da Impugnação
p
Apresentação da Contestação
(A furispruaência tem entenaiao que e o
pra:o ao CPC ae 15 aias)
p
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1ulgamento ou Saneamento e Instrução
(Pericias)
p
Alegações Finais
(Pra:o ae 5 aias por entenaimento
furispruaencial)
p
Sentença
p
Recurso - 1RE
(Pra:o ae 3 aias)
p
Recurso - 1SE
(Pra:o ae 3 aias)


Representação de Propaganda Eleitoral

Noções Gerais:
E o meio processual adequado para restaurar a verdade e restabelecer direito reIerente a propaganda
eleitoral. Em relação a propaganda irregular, a lei não prevê medida processual especiIica, aplicando-
se as normas do processo civil naquilo que o Codigo Eleitoral não tratar.

Cabimento:
Tem cabimento nos casos de propaganda irregular e quando surge o direito de resposta.

Legitimidade:
A legitimidade ativa é de partido ou coligação, candidato registrado ou do Ministério Publico.


Eleitor Caluniado.
Tem se entendido jurisprudencialmente que o eleitor comum, mesmo sendo caluniado, não tem
direito a entrar com ação.

Prazo:
No direito de resposta os prazos variam conIorme a midia utilizada pela oIensa:
a) 24h - programa eleitoral gratuito;
b) 48h programa radio-televisivo que não o do horario eleitoral;
c) 72h imprensa escrita.

Legitimidade:
A legitimidade ativa é dos partidos ou coligações, candidato ou o Ministério Publico. legitimidade
passiva é do candidato devidamente diplomado.

pág. 16

A representação contra a propaganda indevida deve ser Ieita ao juiz da primeira instância. Nos
municipios onde ha mais de uma zona eleitoral é o juiz da zona mais antiga.

Procedimento:
As reclamações ou representações eleitorais sobre propaganda não têm Iorma pré-Iixada. São
petições genéricas que pedem providências aos orgãos da Justiça Eleitoral sobre determinado assunto
a ser exposto, de sua competência. Apresentam os seguintes requisitos minimos:
a) a autoridade judiciaria a que se destina;
b) a qualiIicação do requerente e do requerido;
c) a exposição clara dos Iatos, dos indicios e das circunstâncias de tempo, local e modo de
execução;
d) as provas que pretende produzir;
e) o pedido especiIico (obrigação eleitoral);
I) o Iundamento legal, data e assinatura.


Fluxo - Representação de Propaganda Eleitoral

PEDIDO
p
IA1IMAÇÁO
(Por Iax ou mandado)
p
DEFESA
(Pra:o. )
p
DECISÁO
(Em 72 h ao peaiao)
p
RECURSO
(Pra:o ae 24h)
p
RAZÕES
p
COA1RA-RAZÕES
p
RECURSO - 1SE
(Pra:o ae 3 aias)

pág. 17
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11
Os Crimes Eleitorais






Introdução


Noções Gerais

Disposições Gerais do Código Eleitoral:
As disposições gerais em matéria criminal previstas pelo Codigo Eleitoral são apenas três:
a) relativa ao conceito de Iuncionario da Justiça Eleitoral e Iuncionario publico (art. 283);
b) relativa as pensa e sua aplicação (arts. 284 a 286);
c) sobre os crimes eleitorais cometidos por meio de imprensa, radio e televisão (art. 288).

Fora dessas três disposições, a incidência das regras gerais do Codigo Penal é absoluta.

Membros e Funcionários da 1ustiça Eleitoral:
O Codigo Eleitoral, para eIeitos penais, deIiniu os membros e Iuncionarios da Justiça Eleitoral. Nos
três primeiros incisos temos os membros, no ultimo, temos os Iuncionarios.

Art. 283 - Para os efeitos penais são consiaeraaos membros e funcionarios aa Justiça Eleitoral.

I - os magistraaos que, mesmo não exercenao funçòes eleitorais, estefam presiainao Juntas
Apuraaoras ou se encontrem no exercicio ae outra função por aesignação ae Tribunal Eleitoral,

II - os ciaaaãos que temporariamente integram orgãos aa Justiça Eleitoral,

III - os ciaaaãos que hafam siao nomeaaos para as mesas receptoras ou Juntas Apuraaoras,

IJ - os funcionarios requisitaaos pela Justiça Eleitoral.

§ 1° - Consiaera-se funcionario publico, para os efeitos penais, alem aos inaicaaos no presente
artigo, quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função
publica.

pág. 1
§ 2° - Equipara-se a funcionario publico quem exerce cargo, emprego ou função em entiaaae
paraestatal ou em socieaaae ae economia mista.

Grau Mínimo de Pena:

Art. 284 - Sempre que este Coaigo não inaicar o grau minimo, entenae-se que sera ele ae 15
(quin:e) aias para a pena ae aetenção e ae 1 (um) ano para a ae reclusão.

Agravação ou Atenuação da Pena:

Art. 285 - Quanao a lei aetermina a agravação ou atenuação aa pena sem mencionar o
quantum, aeve o fui: fixa-lo entre um quinto e um terço, guaraaaos os limites aa pena cominaaa
ao crime.

Pena de Multa:

Art. 286 - A pena ae multa consiste no pagamento, ao Tesouro Nacional, ae uma soma ae
ainheiro, que e fixaaa em aias-multa. Seu montante e, no minimo, 1 (um) aia-multa e, no
maximo, 300 (tre:entos) aias-multa.

§ 1° - O montante ao aia-multa e fixaao segunao o pruaente arbitrio ao fui:, aevenao este ter em
conta as conaiçòes pessoais e econômicas ao conaenaao, mas não poae ser inferior ao salario
minimo aiario aa região, nem superior ao valor ae um salario minimo mensal.

§ 2° - A multa poae ser aumentaaa ate o triplo, embora não possa exceaer o maximo generico
caput, se o fui: consiaerar que, em virtuae aa situação econômica ao conaenaao, e inefica: a
cominaaa, ainaa que no maximo, ao crime ae que se trate.

Aplicação Subsidiária do Código Penal:
Devera haver a aplicação subsidiaria e supletiva do Codigo Penal quando não houver disposição
eleitoral em sentido contrario.

Art. 287 - Aplicam-se aos fatos incriminaaos nesta Lei as regras gerais ao Coaigo Penal.

Crimes Eleitorais Cometidos pela Imprensa:

Art. 288 - Nos crimes eleitorais cometiaos por meio aa imprensa, ao raaio ou aa televisão,
aplicam-se exclusivamente as normas aeste Coaigo e as remissòes a outra lei nele
contemplaaas.





pág. 2


Crimes do Código Eleitoral


Crimes no Alistamento Eleitoral

Inscrição Fraudulenta:

Art. 289 - Inscrever-se frauaulentamente eleitor.
Pena - reclusão ate 5 (cinco) anos e pagamento ae 5 (cinco) a 15 (quin:e) aias-multa.

Indução à Alistamento Fraudulento:

Art. 290 - Inau:ir alguem a se inscrever eleitor com infração ae qualquer aispositivo aeste
Coaigo.
Pena - reclusão ate 2 (aois) anos e pagamento ae 15 (quin:e) a 30 (trinta) aias-multa.

Inscrição Fraudulenta pelo 1uiz:

Art. 291 - Efetuar o fui:, frauaulentamente, a inscrição ae alistanao.
Pena - reclusão ate 5 anos e pagamento ae cinco a quin:e aias-multa.

Negativa de Inscrição Eleitoral:

Art. 292 - Negar ou retaraar a autoriaaae fuaiciaria, sem funaamento legal, a inscrição
requeriaa.
Pena - pagamento ae 30 a 60 aias-multa.

Perturbação ou Impedimento do Alistamento:
A perturbação não precisa impedir, basta que atrapalhe, atrase ou diIiculte o alistamento.

Art. 293 - Perturbar ou impeair ae qualquer forma o alistamento.
Pena - aetenção ae 15 aias a seis meses ou pagamento ae 30 a 60 aias-multa.


Crimes Eleitorais na Votação

Retenção de Título Eleitoral:

Art. 295 - Reter titulo eleitoral contra a vontaae ao eleitor.
Pena - aetenção ate aois meses ou pagamento ae 30 a 60 aias-multa.

Desordem Eleitoral:

Art. 296 - Promover aesoraem que prefuaique os trabalhos eleitorais.
Pena - aetenção ate aois meses e pagamento ae 60 a 90 aias-multa.

pág. 3
Impedimento de Votação de Eleitor:

Art. 297 - Impeair ou embaraçar o exercicio ao sufragio.
Pena - aetenção ate seis meses e pagamento ae 60 a 100 aias-multa.

Prisão de Eleitor:

Art. 298 - Prenaer ou aeter eleitor, membro aa mesa receptora, fiscal, aelegaao ae partiao ou
canaiaato, com violação ao aisposto no art. 236.
Pena - reclusão ate 4 (quatro) anos.

Corrupção Eleitoral:

Art. 299 - Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, ainheiro,
aaaiva ou qualquer outra vantagem, para obter ou aar voto e para conseguir ou prometer
abstenção, ainaa que a oferta não sefa aceita.
Pena - reclusão ate quatro anos e pagamento ae cinco a quin:e aias-multa.

Coação Eleitoral Mediante Abuso de Autoridade:

Art. 300 - Jaler-se o serviaor publico aa sua autoriaaae para coagir alguem a votar ou não
votar em aeterminaao canaiaato ou partiao.
Pena - aetenção ate seis meses e pagamento ae 60 a 100 aias-multa.

Paragrafo unico - Se o agente e membro ou funcionario aa Justiça Eleitoral e comete o crime
prevalecenao-se ao cargo a pena e agravaaa.

Coação Eleitoral Mediante Violência:

Art. 301 - Usar aa violência ou grave ameaça para coagir alguem a votar, ou não votar, em
aeterminaao canaiaato ou partiao, ainaa que os fins visaaos não sefam conseguiaos.
Pena - reclusão ate quatro anos e pagamento ae cinco a quin:e aias-multa.

Concentração Ilegal de Eleitores:
E o crime mais grave do ordenamento eleitoral. A parte Iinal do artigo (Iornecimento gratuito de
alimentos e transporte coletivo) esta revogada pelo art. 11, III, da Lei 6.091/74.

Art. 302 - Promover, no aia aa eleição, com o fim ae impeair, embaraçar ou frauaar o exercicio
ao voto a concentração ae eleitores, sob qualquer forma, inclusive o fornecimento gratuito ae
alimento e transporte coletivo.
Pena - reclusão ae 4 (quatro) a 6 (seis) anos e pagamento ae 200 a 300 aias-multa.

Majoração de Preços nas Eleições:
Trata-se de norma penal em branco que depende de Iixação prévia de preços por autoridade
administrativa.

Art. 303 - Maforar os preços ae utiliaaaes e serviços necessarios a reali:ação ae eleiçòes, tais
como transporte e alimentação ae eleitores, impressão, publiciaaae e aivulgação ae materia
eleitoral.
Pena - Pagamento ae 250 a 300 aias-multa.

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Ocultação ou Recusa de Fornecimento de Bens e Serviços nas Eleições:

Art. 304 - Ocultar, sonegar, açambarcar ou recusar no aia aa eleição, o fornecimento,
normalmente a toaos, ae utiliaaaes, alimentação e meios ae transporte, ou conceaer
exclusiviaaae aos mesmos a aeterminaao partiao ou canaiaato.
Pena - Pagamento ae 250 a 300 aias-multa.

Intervenção de Autoridade Estranha à Mesa Receptora:
Pune-se aquele que, no periodo das 8 as 17 horas, sendo autoridade em sentido legal, intervenha
(intrometa, interceda) na mesa receptora.

Art. 305 - Intervir autoriaaae estranha a mesa receptora, salvo o fui: eleitoral, no seu
funcionamento sob qualquer pretexto.
Pena - aetenção ate seis meses e pagamento ae 60 a 90 aias-multa.

Inobservância da Ordem de Votação:
O crime consiste em alterar a ordem na Iila ou a ordem de senhas dos eleitores. E crime proprio, so
podendo ser cometido pelos mesarios.

Art. 306 - Não observar a oraem em que os eleitores aevem ser chamaaos a votar.
Pena - pagamento ae 15 a 30 aias-multa.

Fornecimento de Cédula Marcada:

Art. 307 - Fornecer ao eleitor ceaula oficial fa assinalaaa ou por qualquer forma marcaaa.
Pena - reclusão ate cinco anos e pagamento ae 5 a 15 aias-multa.

Fornecimento de Cédula em Momento Impróprio:

Art. 308 - Rubricar e fornecer a ceaula oficial em outra oportuniaaae que não a ae entrega aa
mesma ao eleitor.
Pena - reclusão ate cinco anos e pagamento ae 60 a 90 aias-multa.

Votar Mais de Uma Vez:

Art. 309 - Jotar ou tentar votar mais ae uma ve:, ou em lugar ae outrem.
Pena - reclusão ate três anos.

Prática de Irregularidade na Votação:

Art. 310 - Praticar, ou permitir o membro aa mesa receptora que sefa praticaaa qualquer
irregulariaaae que aetermine a anulação ae votação, salvo no caso ao art. 311.
Pena - aetenção ate seis meses ou pagamento ae 90 a 120 aias-multa.

Voto Fora da Seção:

Art. 311 - Jotar em secção eleitoral em que não esta inscrito, salvo nos casos expressamente
previstos, e permitir, o presiaente aa mesa receptora, que o voto sefa aamitiao.
Pena - aetenção ate um mês ou pagamento ae 5 a 15 aias-multa para o eleitor e ae 20 a 30 aias-
multa para o presiaente aa mesa.

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Violação de Sigilo do Voto:

Art. 312 - Jiolar ou tentar violar o sigilo ao voto.
Pena - aetenção ate aois anos.


Crimes Eleitorais na Apuração

Omissão de Expedição de Boletim de Urna:

Art. 313 - Deixar o fui: e os membros aa Junta ae expeair o boletim ae apuração imeaiatamente
apos a apuração ae caaa urna e antes ae passar a subseqüente, sob qualquer pretexto e ainaa
que aispensaaa a expeaição pelos fiscais, aelegaaos ou canaiaatos presentes.
Pena - pagamento ae 90 a 120 aias-multa.

Paragrafo unico - Nas secçòes eleitorais em que a contagem for proceaiaa pela mesa receptora
incorrerão na mesma pena o presiaente e os mesarios que não expeairem imeaiatamente o
respectivo boletim.

Omissão de Recolhimento de Cédulas:

Art. 314 - Deixar o fui: e os membros aa Junta ae recolher as ceaulas apuraaas na respectiva
urna, fecha-la, e lacra-la, assim que terminar a apuração ae caaa secção e antes ae passar a
subseqüente, sob qualquer pretexto e ainaa que aispensaaa a proviaência pelos fiscais,
aelegaaos ou canaiaatos presentes.
Pena - aetenção ate aois meses ou pagamento ae 90 a 120 aias-multa.

Paragrafo unico - Nas secçòes eleitorais em que a contagem aos votos for proceaiaa pela mesa
receptora incorrerão na mesma pena o presiaente e os mesarios que não fecharem e lacrarem a
urna apos a contagem.

Alteração Indevida de Boletim ou Mapa:

Art. 315 - Alterar nos mapas ou nos boletins ae apuração a votação obtiaa por qualquer
canaiaato ou lançar nesses aocumentos votação que não corresponaa as ceaulas apuraaas.
Pena - reclusão ate cinco anos e pagamento ae 5 a 15 aias-multa.

Recusa Indevida de Consignação de Protestos:

Art. 316 - Não receber ou não mencionar nas atas aa eleição ou aa apuração os protestos
aeviaamente formulaaos ou aeixar ae remetê-los a instancia superior.
Pena - reclusão ate cinco anos e pagamento ae 5 a 15 aias-multa.

Violação de Urna:

Art. 317 - Jiolar ou tentar violar o sigilo aa urna ou aos involucros.
Pena - reclusão ae três a cinco anos.

Contagem Ilegal de Urna:

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Art. 318 - Efetuar a mesa receptora a contagem aos votos aa urna quanao qualquer eleitor
houver votaao sob impugnação (art. 190).
Pena - aetenção ate um mês ou pagamento ae 30 a 60 aias-multa.


Crimes no Alistamento Partidário

Subscrição de Registro de Partido:

Art. 319 - Subscrever o eleitor mais ae uma ficha ae registro ae um ou mais partiaos.
Pena - aetenção ate 1 mês ou pagamento ae 10 a 30 aias-multa.

Inscrição Simultânea em Partido Político:

Art. 320 - Inscrever-se o eleitor, simultaneamente, em aois ou mais partiaos.
Pena - pagamento ae 10 a 20 aias-multa.

Assinatura Indevida em Registro de Partido:

Art. 321 - Colher a assinatura ao eleitor em mais ae uma ficha ae registro ae partiao.
Pena - aetenção ate aois meses ou pagamento ae 20 a 40 aias-multa.


Crimes na Propaganda Eleitoral

Divulgação de Fatos Inverídicos:

Art. 323 - Divulgar, na propaganaa, fatos que sabe inveriaicos, em relação a partiaos ou
canaiaatos, e capa:es ae exercerem influência perante o eleitoraao.
Pena - aetenção ae aois meses a um ano, ou pagamento ae 120 a 150 aias-multa.
Paragrafo unico - A pena e agravaaa se o crime e cometiao pela imprensa, raaio ou televisão.

Calúnia Eleitoral:

Art. 324 - Caluniar alguem, na propaganaa eleitoral, ou visanao afins ae propaganaa,
imputanao-lhe falsamente fato aefiniao como crime.
Pena - aetenção ae seis meses a aois anos, e pagamento ae 10 a 40 aias-multa.

§ 1° - Nas mesmas penas incorre quem, sabenao falsa a imputação, a propala ou aivulga.

§ 2° - A prova aa veraaae ao fato imputaao exclui o crime, mas não e aamitiaa.

I - se, constituinao o fato imputaao crime ae ação privaaa, o ofenaiao não foi conaenaao por
sentença irrecorrivel,

II - se o fato e imputaao ao Presiaente aa Republica ou chefe ae governo estrangeiro,

III - se ao crime imputaao, embora ae ação publica, o ofenaiao foi absolviao por sentença
irrecorrivel.

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Difamação Eleitoral:

Art. 325 - Difamar alguem, na propaganaa eleitoral, ou visanao a fins ae propaganaa,
imputanao-lhe fato ofensivo a sua reputação.
Pena - aetenção ae três meses a um ano, e pagamento ae 5 a 30 aias-multa.

Paragrafo unico - A exceção aa veraaae somente se aamite se o ofenaiao e funcionario publico
e a ofensa e relativa ao exercicio ae suas funçòes.

Injúria Eleitoral:

Art. 326 - Infuriar alguem, na propaganaa eleitoral, ou visanao a fins ae propaganaa,
ofenaenao-lhe a aigniaaae ou o aecoro.
Pena - aetenção ate seis meses, ou pagamento ae 30 a 60 aias-multa.

§ 1° - O fui: poae aeixar ae aplicar a pena.

I - se o ofenaiao, ae forma reprovavel, provocou airetamente a infuria,

II - no caso ae retorsão imeaiata, que consista em outra infuria.

§ 2° - Se a infuria consiste em violência ou vias ae fato, que, por sua nature:a ou meio
empregaao, se consiaerem aviltantes.
Pena - aetenção ae três meses a um ano e pagamento ae 5 a 20 aias-multa, alem aas penas
corresponaentes a violência prevista no Coaigo Penal.

Formas Agravadas:

Art. 327 - As penas cominaaas nos artigos 324, 325 e 326 aumentam-se ae um terço, se
qualquer aos crimes e cometiao.

I - contra o Presiaente aa Republica ou chefe ae governo estrangeiro,

II - contra funcionario publico, em ra:ão ae suas funçòes,

III - na presença ae varias pessoas, ou por meio que facilite a aivulgação aa ofensa.

Inutilização de Propaganda Lícita:

Art. 331 - Inutili:ar, alterar ou perturbar meio ae propaganaa aeviaamente empregaao.
Pena - aetenção ate seis meses ou pagamento ae 90 a 120 aias-multa.

Impedimento de Propaganda Lícita:

Art. 332 - Impeair o exercicio ae propaganaa.
Pena - aetenção ate seis meses e pagamento ae 30 a 60 aias-multa.

Aliciamento Comercial de Eleitores:

Art. 334 - Utili:ar organi:ação comercial ae venaas, aistribuição ae mercaaorias, prêmios e
sorteios para propaganaa ou aliciamento ae eleitores.
Pena - aetenção ae seis meses a um ano e cassação ao registro se o responsavel for canaiaato.
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Propaganda em Língua Estrangeira:

Art. 335 - Fa:er propaganaa, qualquer que sefa a sua forma, em lingua estrangeira.
Pena - aetenção ae três a seis meses e pagamento ae 30 a 60 aias-multa.

Paragrafo unico - Alem aa pena cominaaa, a infração ao presente artigo importa na apreensão
e peraa ao material utili:aao na propaganaa.

Participação do Partido:

Art. 336 - Na sentença que fulgar ação penal pela infração ae qualquer aos artigos 322, 323,
324, 325, 326, 328, 329, 331, 332, 333, 334 e 335, aeve o fui: verificar, ae acorao com o seu
livre convencimento, se o airetorio local ao partiao, por qualquer aos seus membros, concorreu
para a pratica ae aelito, ou aela se beneficiou conscientemente.

Paragrafo unico - Nesse caso, impora o fui: ao airetorio responsavel pena ae suspensão ae sua
ativiaaae eleitoral, por pra:o ae 6 (seis) a 12 (ao:e) meses, agravaaa ate o aobro nas
reinciaências.

Participação de Estrangeiro em Atividades Eleitorais:

Art. 337 - Participar, o estrangeiro ou brasileiro que não estiver no go:o aos seus aireitos
politicos, ae ativiaaaes partiaarias, inclusive comicios e atos ae propaganaa em recintos
fechaaos ou abertos.
Pena - aetenção ate seis meses e pagamento ae 90 a 120 aias-multa.

Paragrafo unico - Na mesma pena incorrera o responsavel pelas emissoras ae raaio ou
televisão que autori:ar transmissòes ae que participem os mencionaaos neste artigo, bem como
o airetor ae fornal que lhes aivulgar os pronunciamentos.

Preterição à Prioridade Postal:

Art. 338 - Não assegurar o funcionario postal a prioriaaae prevista no art. 239.
Pena - pagamento ae 30 a 60 aias-multa.


Crimes Contra a 1ustiça Eleitoral

Destruição de Urna:

Art. 339 - Destruir, suprimir ou ocultar urna contenao votos, ou aocumentos relativos a eleição.
Pena - reclusão ae 2 (aois) a 6 (seis) anos e pagamento ae 5 (cinco) a 15 (quin:e) aias-multa.

Paragrafo unico - Se o agente e membro ou funcionario aa Justiça Eleitoral e comete o crime
prevalecenao-se ao cargo, a pena e agravaaa.

Uso Indevido de Material da 1ustiça Eleitoral:

Art. 340 - Fabricar, manaar fabricar, aaquirir, fornecer, ainaa que gratuitamente, subtrair ou
guaraar urnas, obfetos, mapas, ceaulas ou papeis ae uso exclusivo aa Justiça Eleitoral.
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Pena - reclusão ate 3 (três) anos ae pagamento ae 3 (três) a 15 (quin:e) aias-multa.

Paragrafo unico - Se o agente e membro ou funcionario aa Justiça Eleitoral e comete o crime
prevalecenao-se ao cargo, a pena e agravaaa.

Retardamento de Publicações Eleitorais:
A regra tem um alcance pratico muito limitado, ja que so atinge agente de orgão de imprensa oIicial.
A lei deixou de lado, inexplicavelmente, os proprietarios de veiculos de comunicação particular. A
Iinalidade tem que ser eleitoral e pouco importa se o resultado almejado pelo agente não Ioi atingido.
O dolo é genérico.

Art. 341 - Retaraar a publicação ou não publicar, o airetor ou qualquer outro funcionario ae
orgão oficial feaeral, estaaual, ou municipal, as aecisòes, citaçòes ou intimaçòes aa Justiça
Eleitoral.
Pena - aetenção ate um mês ou pagamento ae 30 a 60 aias-multa.

Omissão do Ministério Público:

Art. 342 - Não apresentar o orgão ao Ministerio Publico, no pra:o legal, aenuncia ou aeixar ae
promover a execução ae sentença conaenatoria.
Pena - aetenção ate aois meses ou pagamento ae 60 a 90 aias-multa.

Omissão 1udicial:

Art. 343 - Não cumprir o fui: o aisposto no § 3.° ao art. 357.
Pena - aetenção ate aois meses ou pagamento ae 60 a 90 aias-multa.

Recusa a Serviço Eleitoral:

Art. 344 - Recusar ou abanaonar o serviço eleitoral sem fusta causa.
Pena - aetenção ate aois meses ou pagamento ae 90 a 120 aias-multa.

Omissão dos Deveres Eleitorais:

Art. 345 - Não cumprir a autoriaaae fuaiciaria, ou qualquer funcionario aos orgãos aa Justiça
Eleitoral, nos pra:os legais, os aeveres impostos por este Coaigo, se a infração não estiver
sufeita a outra penaliaaae.
Pena - pagamento ae trinta a noventa aias-multa.

Utilização de Prédio ou Serviço Público para fins Políticos Partidários:
O crime é de corrupção eleitoral pelo uso de prédios ou serviços publicos em beneIicio de partido,
organização de carater politico ou candidato. O Iim eleitoral ou partidario aIasta a hipotese de crime
comum (normalmente, peculato), trazendo o agente para a orbita eleitoral, que é especiIica. O crime
subsiste mesmo que o politico não venha a ser candidato.

Art. 346 - Jiolar o aisposto no art. 377.
Pena - aetenção ate 6 (seis) meses e pagamento ae 30 (trinta) a 60 (sessenta) aias-multa.

Paragrafo unico - Incorrerão na pena, alem aa autoriaaae responsavel, os serviaores que
prestarem serviços e os canaiaatos, membros ou airetores ae partiao que aerem causa a
infração.
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Desobediência e Resistência Eleitoral:

Art. 347 - Recusar alguem cumprimento ou obeaiência a ailigências, oraens ou instruçòes aa
Justiça Eleitoral ou pôr embaraços a sua execução.
Pena - aetenção ae 3 (três) meses a 1 (um) ano e pagamento ae 10 (ae:) a 20 (vinte) aias-multa.


Crimes de Falsidade de Documentos para Fins Eleitorais

Falsificação de Documento Público:

Art. 348 - Falsificar, no toao ou em parte, aocumento publico, ou alterar aocumento publico
veraaaeiro, para fins eleitorais.
Pena - reclusão ae aois a seis anos e pagamento ae 15 a 30 aias-multa.

§ 1° - Se o agente e funcionario publico e comete o crime prevalecenao-se ao cargo, a pena e
agravaaa.

§ 2° - Para os efeitos penais, equipara-se a aocumento publico o emanaao ae entiaaae
paraestatal inclusive Funaação ao Estaao.

Falsificação de Documento Particular:

Art. 349 - Falsificar, no toao ou em parte, aocumento particular, ou alterar aocumento
particular veraaaeiro, para fins eleitorais.
Pena - reclusão ate 5 (cinco) anos e pagamento ae 3 (três) a 10 (ae:) aias-multa.

Falsidade Ideológica Eleitoral:

Art. 350 - Omitir, em aocumento publico ou particular, aeclaração que aele aevia constar, ou
nele inserir ou fa:er inserir aeclaração falsa ou aiversa aa que aevia ser escrita, para fins
eleitorais.
Pena - reclusão ate cinco anos e pagamento ae 5 a 15 aias-multa, se o aocumento e publico, e
reclusão ate três anos e pagamento ae 3 a 10 aias-multa se o aocumento e particular.

Paragrafo unico - Se o agente aa falsiaaae aocumental e funcionario publico e comete o crime
prevalecenao-se ao cargo, ou se a falsificação ou alteração e ae assentamentos ae registro civil,
a pena e agravaaa.

Documentos:

Art. 351 - Equipara-se a aocumento (348, 349 e 350), para os efeitos penais, a fotografia, o
filme cinematografico, o aisco fonografico ou fita ae aitafone a que se incorpore aeclaração ou
imagem aestinaaa a prova ae fato furiaicamente relevante.

Falso Reconhecimento de Firma:

Art. 352 - Reconhecer, como veraaaeira, no exercicio aa função publica, firma ou letra que o
não sefa, para fins eleitorais.
pág. 11
Pena - reclusão ate cinco anos e pagamento ae 5 a 15 aias-multa se o aocumento e publico, e
reclusão ate três anos e pagamento ae 3 a 10 aias-multa se o aocumento e particular.

Uso de Documento Falso:

Art. 353 - Fa:er uso ae qualquer aos aocumentos falsificaaos ou alteraaos, a que se referem os
artigos 348 a 352.
Pena - a cominaaa a falsificação ou a alteração.

Obtenção de Documento Falso:

Art. 354 - Obter, para uso proprio ou ae outrem, aocumento publico ou particular, material ou
iaeologicamente falso para fins eleitorais.
Pena - a cominaaa a falsificação ou a alteração.






Crimes de Leis Especiais


Lei das Inelegibilidades

Art. 25 - Constitui crime eleitoral a argüição ae inelegibiliaaae, ou a impugnação ae registro ae
canaiaato feito por interferência ao poaer econômico, aesvio ou abuso ao poaer ae autoriaaae,
aeau:iaa ae forma temeraria ou ae manifesta ma-fe.

Pena. aetenção ae 6 (seis) meses a 2 (aois) anos, e multa ae 20 (vinte) a 50 (cinqüenta) ve:es o valor
ao Bônus ao Tesouro Nacional - BTN e, no caso ae sua extinção, ae titulo publico que o substitua.


pág. 12
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12

O Processo Penal
Eleitoral

12.1 - O Processo Penal Eleitoral


Noções Gerais

Noções Iniciais:
O processo das inIrações penais eleitorais esta previsto pelo Codigo Eleitoral (artigos 355 a 364) que
estabelece um rito processual especial, mais simpliIicado do que o comum. Aplica-se, porém,
subsidiaria ou supletivamente o Codigo de Processo Penal.

Art. 364 - No processo e fulgamento aos crimes eleitorais e aos comuns que lhes forem conexos,
assim como nos recursos e na execução, que lhes aigam respeito, aplicar-se-a, como lei
subsiaiaria ou supletiva, o Coaigo ae Processo Penal.

Y
O procedimento previsto no Código Eleitoral é aplicável aos crimes eleitorais em
geral, previstos no Código Eleitoral e em outras leis eleitorais.

Ação Penal:
A ação decorrente de inIração penal eleitoral sera sempre publica incondicionada. E exercida pelo
Ministério Publico e tem inicio com a denuncia.

Art. 355 - As infraçòes penais aefiniaas neste Coaigo são ae ação publica.


Na ação publica ao processo eleitoral poaera intervir, como assistente ao Ministerio
Publico, o ofenaiao ou seu representante legal, consoante o aisposto no art. 268 ao
Coaigo ae Processo Penal, ae aplicação subsiaiaria no processo penal eleitoral.


1
Competência da Ação Penal:
A competência para o processo e julgamento dos crimes eleitorais é dos juizes eleitorais, dos
Tribunais Regionais Eleitorais e do Tribunal Superior Eleitoral.


A competência para processar e fulgar Governaaor ae Estaao que venha cometer
crime eleitoral e ao STJ, conforme aecisão ao STF aprecianao conflito ae furisaição
entre o STJ e o Tribunal Superior Eleitoral (Conflito ae Jurisaição n° 7.000-4, DJU
07-08-1992).

Os Tribunais Regionais Eleitorais são competentes originalmente para processar e
fulgar os crimes eleitorais cometiaos pelos fui:es eleitorais (art. 29, I, ao Coaigo
Eleitoral). Não e o Tribunal ae Justiça ao Estaao que processa e fulga o fui: eleitoral
quanao comete crime.

Aotitia Criminis:
Todo cidadão que tiver conhecimento de inIração penal eleitoral devera comunica-la ao juiz eleitoral.
Se esta comunicação Ior Ieita verbalmente, devera ser reduzida a termo, o qual sera assinado pelo
declarante, por duas testemunhas e pelo juiz, que, em seguida, a enviara ao representante do
Ministério Publico que procedera as investigações que julgar necessarias, requerendo inIormações as
autoridades e Iuncionarios que possam Iornecê-las.

Art. 356 - Toao ciaaaão que tiver conhecimento ae infração penal aeste Coaigo aevera
comunica-la ao fui: eleitoral aa :ona onae a mesma se verificou.

§ 1° - Quanao a comunicação for verbal, manaara a autoriaaae fuaicial reau:i-la a termo,
assinaao pelo apresentante e por auas testemunhas, e a remetera ao orgão ao Ministerio
Publico local, que proceaera na forma aeste Coaigo.

§ 2° - Se o Ministerio Publico fulgar necessarios maiores esclarecimentos e aocumentos
complementares ou outros elementos ae convicção, aevera requisita-los airetamente ae
quaisquer autoriaaaes ou funcionarios que possam fornecê-los.


Alem aa comunicação, a investigação para apuração ae crime eleitoral poae ser
iniciaaa por via ae inquerito policial.


O Procedimento

A Denúncia:
O Ministério Publico podera oIerecer a denuncia ou requerer o arquivamento da comunicação. O
prazo para oIerecimento da denuncia é de dez dias. Embora o Codigo Eleitoral não Iaça menção,
entende-se que se o acusado estiver preso, o prazo reduz-se para cinco dias, nos moldes do Codigo de
Processo Penal. A denuncia devera conter a narração do delito, detalhando suas caracteristicas,
juntando os documentos que a comprovem ou o rol das testemunhas que dela tenham conhecimento,
e requerendo a sanção adequada. Se decidir pelo arquivamento, o orgão do Ministério Publico devera
Iazê-lo Iundamentadamente e o juiz podera remeter a comunicação ao Procurador Regional caso
considere improcedentes as razões invocadas. O Procurador Regional então podera oIerecer a
denuncia, designar outro promotor para oIerecê-la, ou podera insistir no pedido de arquivamento.
Nesta ultima hipotese o juiz sera obrigado a atender o pedido. Se o Ministério Publico descumprir o

2
prazo legal de dez dias para oIerecimento da denuncia, a autoridade judiciaria devera representar
contra ele, sem prejuizo da apuração da responsabilidade penal (art. 342 do Codigo Eleitoral).
Também deve o juiz solicitar a designação de outro representante do Ministério Publico para oIerecer
a denuncia. Caso o juiz, no prazo de dez dias não tome estas providências, qualquer eleitor podera
representar contra o orgão do Ministério Publico.

Y
Se a denúncia não for apresentada no prazo legal, poderá o ofendido ou o seu
representante exercer o direito de queixa.

Art. 357 - Jerificaaa a infração penal, o Ministerio Publico oferecera a aenuncia aentro ao
pra:o ae 10 (ae:) aias.

§ 1° - Se o orgão ao Ministerio Publico, ao inves ae apresentar a aenuncia, requerer o
arquivamento aa comunicação, o fui:, no caso ae consiaerar improceaentes as ra:òes
invocaaas, fara remessa aa comunicação ao Procuraaor Regional, e este oferecera a aenuncia,
aesignara outro Promotor para oferecê-la, ou insistira no peaiao ae arquivamento, ao qual so
então estara o fui: obrigaao a atenaer.

§ 2° - A aenuncia contera a exposição ao fato criminoso com toaas as suas circunstancias, a
qualificação ao acusaao ou esclarecimentos pelos quais se possa iaentifica-lo, a classificação
ao crime e, quanao necessario, o rol aas testemunhas.

§ 3° - Se o orgão ao Ministerio Publico não oferecer a aenuncia no pra:o legal representara
contra ele a autoriaaae fuaiciaria, sem prefui:o aa apuração aa responsabiliaaae penal.

§ 4° - Ocorrenao a hipotese prevista no paragrafo anterior o fui: solicitara ao Procuraaor
Regional a aesignação ae outro promotor, que, no mesmo pra:o, oferecera a aenuncia.

§ 5° - Qualquer eleitor poaera provocar a representação contra o orgão ao Ministerio Publico
se o fui:, no pra:o ae 10 (ae:) aias, não agir ae oficio.

Rejeição da Denúncia:
OIerecida a denuncia, cabera ao juiz recebê-la ou rejeita-la. A rejeição sera veriIicada nas hipoteses
do art. 358 do Codigo Eleitoral.

Art. 358 - A aenuncia sera refeitaaa quanao.

I - o fato narraao eviaentemente não constituir crime,

II - fa estiver extinta a punibiliaaae, pela prescrição ou outra causa,

III - for manifesta a ilegitimiaaae aa parte ou faltar conaição exigiaa pela lei para o exercicio
aa ação penal.

Paragrafo unico - Nos casos ao numero III, a refeição aa aenuncia não obstara ao exercicio aa
ação penal, aesae que promoviaa por parte legitima ou satisfeita a conaição.





3
Interrogatório e Alegações Escritas:
Recebida a denuncia pelo juiz, sera designado o dia e a hora para o depoimento pessoal' do acusado.
O acusado sera citado· e tera o prazo de dez dias para oIerecer alegações escritas, podendo juntar
documentos e arrolar testemunhas. E na verdade uma Iorma de deIesa prévia.


1) A Lei n° 10.732, ae 5 ae setembro ae 2003, passou a exigir o interrogatorio
(chamaao ae aepoimento pessoal ao acusaao) no processo penal eleitoral. Ao
interrogatorio aplicam-se as regras ao Coaigo ae Processo Penal que permite as
reperguntas (art.188) e a possibiliaaae ae o acusaao não responaer as perguntas que
lhe forem feitas (art. 186, paragrafo unico).

2) Em relação a citação, aplicam-se as regras ao Coaigo ae Processo Penal (arts. 351
a 369

Art. 359 - Recebiaa a aenuncia, o fui: aesignara aia e hora para o aepoimento pessoal ao
acusaao, oraenanao a citação aeste e a notificação ao Ministerio Publico. (Lei n° 1ô.732, de
ô5.ô9.2ôô3)

Paragrafo unico - O reu ou seu aefensor tera o pra:o ae 10 (ae:) aias para oferecer alegaçòes
escritas e arrolar testemunhas. (Lei n° 1ô.732, de ô5.ô9.2ôô3)


Aúmero de 1estemunhas:
O numero ae testemunhas a serem arrolaaas não e previsto pelo Coaigo Eleitoral,
aevenao-se aaotar as regras ao Coaigo ae Processo Penal. Nas infraçòes apenaaas
com reclusão, poaerão ser arrolaaas ate oito testemunhas e para as outras infraçòes
ate cinco testemunhas (art. 398 e 539, § 1° ao Coaigo ae Processo Penal).

Suspensão Condicional do Processo:
Com o recebimento aa aenuncia poae ocorrer a suspensão conaicional ao processo
criminal eleitoral nos crimes em que a pena minima cominaaa for igual ou inferior a
um ano (Lei 9.099/95). A suspensão não implica na inelegibiliaaae ae canaiaato a
cargo eletivo

Oitiva de Testemunhas, Diligências e Alegações Finais:
Apos as alegações preliminares da deIesa, o juiz designara data e horario para oitiva de testemunhas e
a realização das diligências deIeridas ou ordenadas. Concluida a instrução, dar-se-a vista dos autos a
acusação e a deIesa, sucessivamente, pelo prazo de cinco dias para alegações Iinais.

Art. 360 - Ouviaas as testemunhas aa acusação e aa aefesa e praticaaas as ailigências
requeriaas pelo Ministerio Publico e aeferiaas ou oraenaaas pelo fui:, abrir-se-a o pra:o ae 5
(cinco) aias a caaa uma aas partes - acusação e aefesa - para alegaçòes finais.

Sentença:
Apos a apresentação das alegações Iinais, os autos serão conclusos, no prazo de 48 horas, para que o
juiz, no prazo de dez dias prolate a sentença. A sentença obedecera as disposições do Codigo de
Processo Penal, inclusive quanto a intimação e seus eIeitos (arts. 381 a 388 do CPP).

Art. 361 - Decorriao esse pra:o, e conclusos os autos ao fui: aentro ae quarenta e oito horas,
tera o mesmo 10 (ae:) aias para proferir a sentença.

4
Recursos e Execução da Sentença

Recurso:
Das decisões Iinais de condenação ou absolvição, proIeridas por Juiz eleitoral, cabe recurso para o
TRE, a ser interposto no prazo de dez dias, contados da data da publicação da sentença. Esse recurso
(inominado) corresponde a apelação do processo penal comum.

Art. 362 - Das aecisòes finais ae conaenação ou absolvição cabe recurso para o Tribunal
Regional, a ser interposto no pra:o ae 10 (ae:) aias.


Outros Recursos:
Alem aa apelação, são tambem oponiveis outros recursos previstos no Coaigo ae
Processo Penal. recurso em sentiao estrito, embargos infringentes ou ae nuliaaae,
embargos aeclaratorios, carta testemunhavel, bem como habeas corpus e a revisão
criminal.

Decisões do TRE:
Se a decisão do TRE Ior condenatoria, a execução devera ser imediata. Caso o representante do
Ministério Publico deixar de promover a execução no prazo de cinco dias, Iicara sujeito as mesmas
regras aplicaveis no caso de desidia no oIerecimento da denuncia eleitoral.

Art. 363 - Se a aecisão ao Tribunal Regional for conaenatoria, baixarão imeaiatamente os autos
a instancia inferior para a execução aa sentença, que sera feita no pra:o ae 5 (cinco) aias,
contaaos aa aata aa vista ao Ministerio Publico.

Paragrafo unico - Se o orgão ao Ministerio Publico aeixar ae promover a execução aa sentença
serão aplicaaas as normas constantes aos paragrafos 3°, 4° e 5° ao art. 357.


Tito Costa consiaera inaamissivel a execução imeaiata aa sentença antes ao seu
transito em fulgaao, uma ve: que aa aecisão ao TRE cabe recursos nas hipoteses
previstas no art. 121, § 4° aa Constituição Feaeral e ao proprio Coaigo Eleitoral (art.
276, I e II). O art. 5°, LJII, aa Constituição Feaeral registra, como garantia aos
aireitos e aeveres inaiviauais, que ninguem sera consiaeraao culpaao ate o transito
em fulgaao ae sentença penal conaenatoria.

5

Fluxo do Processo Penal Eleitoral










Denúncia
(pra:o ae 10 aias se o reu estiver
livre ou 5 aias se estiver preso)
p
Recebimento pelo 1uiz da
denúncia ou queixa

(Eventual suspensão conaicional ao
processo, nos casos ae pena minima ae
ate 1 ano Lei 9.099/95)

p
Citação do réu
p
Interrogatório
p
Alegações escritas
(pra:o ae 10 aias)
p
Oitiva de testemunhas
e eventuais diligências
p
Alegações Finais
(pra:o ae 5 aias)
p
Sentença ou acórdão em 10 dias, com
efeito suspensivo, salvo se interposto
por assistente da acusação
p
Recurso
(pra:o ae 10 aias)

6

Questões de Concursos

01 -
Segundo o Codigo Eleitoral, a denuncia do Ministério Publico sera rejeitada, quando:
( ) a) o Iato narrado evidentemente não constituir crime.
( ) b) a parte, por meio de alegações escritas, maniIestar claramente que Ioi prejudicada.
( ) c) o Iato narrado possuir evidências notorias de Iavorecimento a parte.
( ) d) não estiver extinta a punibilidade.


02 -
O processo penal eleitoral tem inicio
( ) a) apenas por queixa-crime oIerecida por qualquer eleitor regularmente alistado na
circunscrição em que tiver ocorrido a inIração penal.
( ) b) apenas por queixa-crime oIerecida por Partido Politico ou Coligação.
( ) c) apenas por denuncia do Ministério Publico.
( ) d) apenas por queixa-crime oIerecida pelo oIendido ou por quem tenha qualidade para
representa-lo.
( ) e) por denuncia do Ministério Publico ou por queixa-crime oIerecida pelo oIendido ou
por quem tenha qualidade para representa-lo, se a denuncia não Ior apresentada no
prazo legal.

7

Gabarito

A E