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PROF. FLAUDILENIO E.

LIMA

UNIDADE 2
PROJEÇÕES ORTOGONAIS – VISTAS PARCIAIS, ESCOLHA DE VISTAS E VISTAS AUXILIARES

PROF. FLAUDILENIO E. LIMA

Conteúdo da unidade

Introdução
•2.1 – Critério para escolha das vistas nas projeções ortogonais e vistas necessárias. •2.2 – Vistas parciais, deslocadas, interrompidas e de detalhe. •2.3 – Vistas auxiliares.

ou seja. o estudante deve sempre ler livros especializados. Uma regra geral para engenharia é fazer tudo com a maior simplicidade desde que tenha a segurança e qualidade necessária. como qualquer outra requer dedicação. cortes e cotas possível. Nesta unidade então. LIMA Contextualização As denominadas projeções ortogonais são de fundamental importância nas engenharias. Para se ter um bom “vocabulário”. busca-se sempre a melhor representação.PROF. No desenho técnico mecânico não é diferente. que tenha todas as informações necessárias para concluir um trabalho. daremos continuidade ao estudo iniciado em DETEC com o aprofundamento das discussões dentro da lógica mongeana. pensar em outras possibilidades de execução de um desenho e sempre que possível buscar referências do mundo das empresas e indústrias que terão casos mais complexos e obviamente reais. porém. que tenha o mínimo de vistas. . FLAUDILENIO E. A linguagem do desenho. exposição a diversos tipos de exemplos e de possibilidades.

Isto se dá em grande parte porque as vistas auxiliares ou de detalhe não eram interpretadas como seguindo a regra aprendida. Como pontos críticos pode-se destacar a provável visão que as vistas especiais não pertencem à regra ou podem ser feitas “de qualquer maneira”. era comum os questionamentos do tipo: no meu trabalho ninguém rebate as vistas da maneira em que está sendo tratado aqui – projeções ortogonais “mongeanas”. Aqui temos um ótimo momento para a reflexão destas representações comuns na prática do desenho mecânico. Determinar de forma clara que apesar de especiais seguem regras similares às projeções ortogonais convencionais será um desafio constante. FLAUDILENIO E. LIMA Orientação ao professor para as aulas expositivas Em DETEC alguns estudantes cuja vida profissional lhes proporcionava uma visão diferenciada dos demais colegas.PROF. .

Dividi-se o espaço em quatro ângulos diedros (que tem duas faces). FLAUDILENIO E. 2º. Esse sistema é denominado de Geometria Descritiva. Os quatros ângulos são numerados no sentido anti-horário. . e denominados 1º. foi idealizado por Gaspar Monge. e 4º Diedros ou quadrantes. utilizando projeções ortogonais.PROF. 3º. LIMA Projeções Ortogonais A representação de objetos tridimensionais através de desenhos bidimensionais.

b) Sistema de projeções ortogonais pelo 3º diedro: ANSI (American National Standard Institute). . DIN (Deutsch Industrie Normen) e BS (British Standards).PROF. LIMA Projeções Ortogonais a) Sistema de projeções ortogonais pelo 1º diedro: ABNT (Associação Brasileira de Normas técnicas). FLAUDILENIO E.

LIMA Projeções Ortogonais – 1º diedro VF – vista frontal ou Elevação VS – vista superior ou Planta VLE – vista lateral esquerda ou Perfil O símbolo abaixo indica que o desenho técnico está representado no 1º diedro.PROF. dentro da legenda. Este símbolo aparece no canto inferior direito da folha de papel dos desenhos técnicos. FLAUDILENIO E. .

FLAUDILENIO E.PROF. você verá este outro símbolo . LIMA Projeções Ortogonais – 3º Diedro Quando o desenho técnico estiver representado no 3º diedro.

Geralmente esta vista representa a peça na sua posição de utilização”. . A mesma norma define: “Quando outras vistas forem necessárias. Pontos Principais: 1 – Escolha da vista frontal. FLAUDILENIO E. inclusive cortes e/ou seções.PROF. Segundo a norma NBR 10067/1995 “a vista mais importante de uma peça deve ser utilizada como vista frontal ou principal. De início a vista frontal é uma preocupação recorrente. LIMA Critério para escolha das vistas nas projeções ortogonais e vistas necessárias Introdução: Um dos pontos consideráveis em projeções ortogonais é a definição das vistas. c) evitar linhas tracejadas desnecessárias“. 2 – Determinação do número de vistas necessários ao entendimento da peça. b) evitar repetição de detalhes. elas devem ser selecionadas conforme os seguintes critérios: a) usar o menor número de vistas.

interrompidas e de detalhe Introdução: Em diversos projetos. 2 – Vistas deslocadas – a vista fora da posição convencional. deslocadas. interrompidas ou de detalhe. .PROF. nem todas as vistas de caráter mongiano são necessárias para representar um produto. Para estes casos pode-se utilizar vistas parciais. 4 – Vistas de detalhe – o foco no detalhe. FLAUDILENIO E. 3 – Vistas interrompidas – representação de peças uniformes e compridas. Pontos Principais: 1 – Vistas parciais – aplicação em peças cujas projeções ortogonais não fornecem a informação desejada. LIMA Vistas Parciais.

sem perda de clareza é possível em determinadas situações desenhar apenas parte do objeto que se pretende representar Meia vista .Nestes casos as extremidades dos eixos de simetria referenciam-se com dois pequenos traços paralelos entre si e perpendiculares ao eixo.PROF. FLAUDILENIO E. . LIMA Vistas Parciais Por questões de rapidez de execução.

PROF. LIMA Vistas Parciais Vistas interrompidas – Utilizada na representação de peças com características uniformes e uma das dimensões muito maior do que as outras Neste caso utiliza-se o traço fino contínuo à mão livre para limitar cada uma das partes da peça. . FLAUDILENIO E.

LIMA Vistas Parciais Vistas deslocadas – Pode em determinadas situações justificar-se a representação de vistas fora do seu local próprio.PROF. Nesse caso a referida vista fica liberta de todas as regras gerais de colocação de vistas devendo ser representada segundo o método das flechas referenciadas . FLAUDILENIO E.

. 3 – Avaliação simultânea de duas ou três vistas para construção da vista auxiliar. utilizando-se para tanto de planos auxiliares que fogem a regra geral. ou seja. LIMA Vistas auxiliares Em diversas situações a projeção ortogonal omite ou simplesmente não demonstra um detalhe de importância. Representações fora das projeções convencionais fazem-se necessárias. 2 – Planos não isométricos – projeções em planos auxiliares. Pontos Principais: 1 – Planos isométricos – projeções convencionais. que tenha um detalhe relevante em um plano não isométrico. FLAUDILENIO E.PROF.

observe que em nenhuma das três vistas aparece. em nenhuma das vistas principais as superfícies inclinadas aparecem representadas em suas verdadeiras grandezas. FLAUDILENIO E. A representação da forma e da verdadeira grandeza de uma superfície inclinada só será possível fazendo a sua projeção ortogonal em um plano paralelo à parte inclinada. a forma da parte inclinada do objeto. em verdadeira grandeza. como mostra a próxima figura.PROF. faz-se o tombamento da peça perpendicularmente à superfície inclinada. Ou seja. LIMA Vistas auxiliares Devido à utilização de projeções ortogonais. . A figura abaixo mostra três vistas de um objeto com superfície inclinada.

FLAUDILENIO E.PROF. e perpendicular ao plano que recebeu a projeção da vista de frente. . LIMA O rebatimento mostrado na figura é resultante da projeção ortogonal em um plano auxiliar paralelo à face inclinada do objeto. As vistas auxiliares são empregadas para mostrar as formas verdadeiras das superfícies inclinadas contidas nos objetos representados. A projeção feita no plano auxiliar é chamada de vista auxiliar.

que será usada para identificar a vista resultante daquela direção. não tem sentido prático desenhar as partes das vistas que aparecem com dimensões fora das suas verdadeiras grandezas. Desta forma. LIMA Como o desenho técnico tem como objetivo representar com clareza as formas espaciais dos objetos. devem ter o sentido de observação indicado por uma seta designada por uma letra. As vistas auxiliares. limitadas por linhas de rupturas. conforme mostra a Figura. FLAUDILENIO E. que representam somente as partes que aparecem as formas verdadeiras dos objetos. . como são localizadas em posições diferentes das posições resultantes das vistas principais.PROF. a ABNT recomenda a utilização de vistas parciais.

devem ter o sentido de observação indicado por uma seta designada por uma letra. não tem sentido prático desenhar as partes das vistas que aparecem com dimensões fora das suas verdadeiras grandezas.PROF. que representam somente as partes que aparecem as formas verdadeiras dos objetos. limitadas por linhas de rupturas. LIMA Como o desenho técnico tem como objetivo representar com clareza as formas espaciais dos objetos. que será usada para identificar a vista resultante daquela direção. como são localizadas em posições diferentes das posições resultantes das vistas principais. a ABNT recomenda a utilização de vistas parciais. conforme mostra a Figura. . FLAUDILENIO E. Desta forma. As vistas auxiliares.

PROF. LIMA Exercício resolvidos. FLAUDILENIO E.vistas auxiliares .

PROF. LIMA Exercício resolvidos.vistas auxiliares . FLAUDILENIO E.

vistas auxiliares . FLAUDILENIO E.PROF. LIMA Exercício resolvidos.

Croqui vistas auxiliares . FLAUDILENIO E. LIMA Exercício .PROF.

LIMA Exercício . FLAUDILENIO E.Desenho definitivo vistas auxiliares .PROF.

Desenho definitivo vistas auxiliares . LIMA Exercício . FLAUDILENIO E.PROF.

. LIMA Exercício individual Exercício 1 Fazer os exercícios 4. capítulo 4 página 71.PROF.5 do livro Desenho Técnico Moderno. FLAUDILENIO E. Arlindo Silva e outros.

br/na_apostila/pdf/capitulo7. Rio de Janeiro: Hemus. LIMA Bibliografia • SILVA.http://destec. Giovanni.pt/pdf/vistas%20auxiliares. Rio de Janeiro: LTC. Desenho técnico mecânico: curso completo.ed. FLAUDILENIO E. 2004. Giovanni.usp. Carlos Tavares. João.1) Referências adicionais • Links:. DIAS.pdf . RIBEIRO. 4. 2006.PROF. Desenho técnico moderno. ISBN: 8521615221 • MANFE. ISBN: 852890007X (v. POZZA. SCARATO. Arlindo.eel.sapo.no.pdf .http://www. Rino.