As necessidades “materiais” voltadas para a consolidação econômica da vida social, na medida em que são aproximadamente satisfeitas, fazem emergir

, em primeiro plano uma outra categoria de necessidade , as“necessidades pós-aquisitivas”,realização de valores morais, políticos e estéticos. Habermas: irreversibilidade do nível de consciência moral, uma vez alcançado. Offe (p. 250): O capital pode proteger-se de intervenções estatais, graças às posição de poder social que que lhe são próprias, com a ameaça de não-investir. Neste sentido, a ingovernabilidade observada nada mais é que o conflito de classes entre salário e capital, entre exigências políticas de reprodução da força de trabalho e estratégias de reprodução do capital. 2°) O que justifica que as estratégias corretivas sejam realmente adequadas e que a terapia seja realmente causal? O dilema dos conservadores consiste no fato de que não podem nem salvar nem recriar as tradições e regras da vida coletiva que entram no campo de batalha, contra uma política de reforma e outras formas de manifestação do “racionalismo” político. Não lhes restam alternativa se não evocar, por um lado, fragmentos da tradição que se tornaram fictícios e reprimir, por outro, teórica e praticamente os conflitos políticos.

Não há nenhuma certeza de que as causas da crise possam vir a serem controladas ou de que as propostas feitas para a sua superação realmente se revelem terapias causais. III - RELAÇÃO ENTRE CRISE E DESENVOLVIMENTO CAPITALISTA Numa crise os princípios de organização políticos e econômicos são questionados, desmoronam tanto as tentativas exclusivamente objetivas quanto subjetivas de justificar a insuperabilidade das tendências da crise numa sociedade industrial capitalista desenvolvida. Uma crise econômica estaria acompanhada de um estado de consciência que pusessem em questão a organização econômica da sociedade, pois é sabido que uma crise econômica não somente reforça as motivações para uma oposição radical, como induzem à adaptação e integralização. REFERÊNCIAS OFFE,Claus. “A ingovernabilidade”: Sobre o Renascimento das Teorias Conservadoras da Crise. Problemas Estruturais do Estado Capitalista. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, 1984. OLIVEIRA, I. R. Estado e trabalho na sociologia crítica de Claus Offe. Brazilian Review of Social Sciences (resenhas), 1990.

SEMINÁRIO Claus Offe

“A INGOVERNABILIDADE”: Sobre o Renascimento das Teorias Conservadoras da Crise.
RAISA ALBUQUERQUE ULIANA GOMES DE QUE TRATA O CAPÍTULO?

“Das expectativas crescentes em relação aos
interesses sociais,a frustração e desconfiança dos cidadãos e a crise econômica estariam a demonstrar que a capacidade das instituições democráticas, para gerar crise, supera sua capacidade de resolver os conflitos sociais, por parte do Estado, genericamente, trata-se da tese da “ingovernabilidade” que é sustentada por neoconservadores e socialistas, sendo destaque neste capítulo.” (p. 04, OLIVEIRA)

com algumas reflexões conclusivas (III). I – ASPECTOS POLÍTICOS DA TEORIA A PARTIR DO CAMPO CONSERVADOR: Esta análise é feita a partir da metáfora médico – paciente: DIAGNÓSTICO DIAGNÓSTICO Identificação Identificação do do problema problema PROGNÓSTICO PROGNÓSTICO Previsão Previsão e e os os diferentes diferentes Sintomas Sintomas da da Crise Crise Da mesma forma que os conservadores adaptam alguns teoremas de “esquerda”. 238)) analisa este processo a partir de três aspectos: (I) Aspectos políticos da teoria da crise que se transferiam am partir do campo conservador. e sim nos dispositivos institucionais da democracia de massa do Estado Social.” (p. as análises conservadoras são.(p. 1977: 329 ) A CRÍTICA VAI ALÉM DA METÁFORA MÉDICO-PACIENTE Se quisermos entender a teoria da crise temos que ir além da metáfora médico-paciente.APRESENTAÇÃO E CRÍTICA AO CONTEÚDO ANALÍTICO DA CRISE NO CAMPO NEOCONSERVADOR.TEORIAS NEO-CONSERVADORAS X PENSAMENTO DE ESQUERDA Entre a teoria neo-conservadora do Estado e da sociedade e a crítica socialista de formações sociais do capitalismo tardio se delineiam-se várias semelhanças estruturais que. (II) crítica ao seu conteúdo analítico.238) TERAPIA TERAPIA Aliviar Aliviar a a sobrecarga sobrecarga do do sistema sistema II . como é natural. divulgados em todos os jornais conservadores e liberais para caracterizar a situação nacional e internacional. (p. (OFFE. Neste aspecto Offe (p. tornaramse tópicos cotidianos. retomando em seguida. ou seja. diz Huntington. 246 apud WOLFE. A teoria conservadora da crise é assim parcialmente confirmada pelo campo marxista. 246) faz alguns questionamentos: 1°) Quais os mecanismos causais que renovam a crise das expectativas e a etiologia do fenômeno da ingovernabilidade que justifica a metáfora médica? A tese da ingovernabilidade pode ser uma mera ideologia da crise concebida a partir de um ponto de vista pragmático. inclusive a crise de legitimação. p.247) Examinemos as hipóteses acerca da ascensão das expectativas e as que explicam o declínio da capacidade de desempenho do Estado: Cada nível de satisfação de necessidade alcançado atualiza uma nova categoria de necessidades A diferença consiste meramente no fato de que os teóricos neo-conservadores da crise vêem as causas da crise não na relação capitalista do trabalho assalariado. a crise econômica quanto e de meioambiente. (p. assimiladas por marxistas e socialistas. transformando-os em objeto de reflexão: “O que os marxistas equivocadamente atribuem à economia capitalista”. 236) Por toda parte a consciência burguesa realiza reflexões apocalípticas sobre si mesmo. (p. Os limites tanto do crescimento quanto do Estado social. TEORIA DE MASLOW nível e tipo de desejos seguem um padrão de desenvolvimento . “é em verdade o resultado do processo político – democrático. 237) Offe (1990. por sua vez. não são salientadas por nenhum dos lados. a “crise da autoridade estatal”. a relação entre crise e desenvolvimento capitalista. 1984.

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