8ª Inspetoria de Contabilidade e Finanças do Exército

CURSO DE FORMAÇÃO DE PREGOEIROS

Apostila Teórica
Março/2012

CURSO DE FORMAÇÃO DE PREGOEIROS

O objetivo principal deste trabalho é contribuir com a formação de militares do Exército Brasileiro no desempenho da função de pregoeiro em suas respectivas Unidades Gestoras. O Pregão, na forma eletrônica, já está consolidado como o melhor modelo de aquisições governamentais, sendo a eficiência, a celeridade, a transparência e a economia características marcantes que se destacam em relação às modalidades licitatórias tradicionais, previstas na Carta de Licitação (Lei 8.666, de 21 de junho de 1993). Durante o curso de formação de pregoeiros, serão apresentados diversos assuntos, dentre os quais: princípios básicos, atribuições dos agentes responsáveis, fase interna e externa do Pregão eletrônico, utilização do Sistema de Registro de Preços, participação de microempresa e empresa de pequeno porte, tratamento para bens e serviços de informática e automação e cartel em licitações. O curso compõe-se de 02 (duas) partes: teórica, com a finalidade de dotar o pregoeiro de conhecimentos técnicos para o desempenho de sua função; e prática, visando familiarizar o agente, por intermédio de simulações, com situações que ocorrerão quando da operacionalização do Pregão. Vale destacar os vários trabalhos já existentes sobre os assuntos ora tratados, que foram utilizados como fonte de consulta, sendo obrigação mencionar: curso de formação de pregoeiros disponibilizado no portal de Compras do Governo Federal (Comprasnet), do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; estágio de formação de pregoeiros elaborado pelo Cap Int Felipe Junges Villa, da 3ª ICFEx; Manual de Licitações e Contratos do Tribunal de Contas da União; oficinas sobre licitações disponibilizadas na página eletrônica da Escola de Administração Fazendária (ESAF); boletins informativos elaborados pelas Inspetorias de Contabilidade e Finanças do Exército; orientações normativas disponibilizadas na página eletrônica da Advocacia Geral da União (AGU); boletins de licitações e contratos da editora NDJ Ltda; livro Pregão – Capacitação para Pregoeiros e Licitantes do Professor Paulo Boselli, Editora Negócios Públicos. Espera-se que este trabalho constitua uma fonte auxiliar de consulta do pregoeiro, que terá a nobre missão de dirigir o processo de aquisições, na modalidade pregão, visando obter o melhor resultado no emprego dos parcos recursos orçamentários disponibilizados, sempre de acordo com a vasta legislação em vigor.

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Belém – PA, 23 de março de 2012.

FRANCISCO FÁBIO ROSAS DA SILVA – CAP QCO Instrutor do Curso de Formação de Pregoeiros/8ª ICFEx (fabioacreselva@yahoo.com.br)

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SUMÁRIO
CAPÍTULO I – CONSIDERAÇÕES INICIAIS SOBRE LICITAÇÃO NA MODALIDADE PREGÃO ....................................................................................................................................... 04 1.1 Breve histórico do Pregão....................................................................................................... 04 1.2 Conceitos ................................................................................................................................. 05 1.3 Princípios básicos ................................................................................................................... 06 1.4 Características do Pregão ...................................................................................................... 07 1.5 Diferenças básicas entre o Pregão e as modalidades tradicionais ..................................... 08 1.6 Vantagens do Pregão.............................................................................................................. 09 1.7 Julgados do TCU .................................................................................................................... 09 CAPÍTULO II – ATRIBUIÇÕES DOS AGENTES RESPONSÁVEIS ...................................... 13 2.1 Equipe do Pregão ................................................................................................................... 13 2.1.1 Designaçao .................................................................................................................... 13 2.1.2 Características do pregoeiro ....................................................................................... 14 2.1.3 Conhecimentos técnicos ............................................................................................... 14 2.1.4 Atribuições do pregoeiro ............................................................................................. 15 2.1.5 Atribuições da equipe de apoio ................................................................................... 16 2.1.6 Cadastramento do pregoeiro e equipe de apoio ........................................................ 16 2.17 A função de pregoeiro no Exército .............................................................................. 17 2.2 Autoridade Competente ......................................................................................................... 18 2.3 Fornecedores ........................................................................................................................... 19 2.4 Julgados do TCU .................................................................................................................... 20 CAPÍTULO III – FASE INTERNA OU PREPARATÓRIA ........................................................ 21 3.1 Atividades da fase preparatória ............................................................................................ 21 3.2 Termo de Referência .............................................................................................................. 22 3.3 Edital ....................................................................................................................................... 23 3.4 Julgados do TCU .................................................................................................................... 24 CAPÍTULO IV – FASE EXTERNA OU EXECUTÓRIA ............................................................ 32 4.1 Divulgação do Pregão ............................................................................................................ 34 4.2 Recebimento das propostas, impugnações e esclarecimentos do edital ............................ 35 4.2.1 Recebimento das propostas ........................................................................................ 35 4.2.2 Impuganações e esclarecimentos do edital ................................................................ 36 4.3 Análise das propostas ............................................................................................................ 37 4.4 Fase de lances ......................................................................................................................... 38 4.5 Aceitação das propostas ........................................................................................................ 40 4.6 Verificação da habilitação ou inabilitação .......................................................................... 40 4.7 Manifestação da intenção de recurso ................................................................................... 44 4.8 Fase Recursal ......................................................................................................................... 45 4.9 Adjudicação do objeto ........................................................................................................... 47

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4.10 Homologação do certame .................................................................................................... 48 4.11 Voltar fase/Ata complementar ............................................................................................ 49 4.12 Anulação e revogação ........................................................................................................... 50 4.13 Documentos do pregão ......................................................................................................... 51 4.14 Julgados do TCU .................................................................................................................. 52 CAPÍTULO V – SISTEMA DE REGISTRO DE PREÇOS ......................................................... 56 5.1 Conceitos .................................................................................................................................. 56 5.2 Vantagens ................................................................................................................................ 57 5.3 Utilização ................................................................................................................................. 57 5.4 Atribuiçoes do órgãos envolvidos e fornecedores ................................................................ 58 5.4.1 Órgão Gerenciador ....................................................................................................... 58 5.4.2 Órgão Participante ....................................................................................................... 58 5.4.3 Órgão não participante ................................................................................................ 59 5.4.4 Fornecedores ................................................................................................................. 60 5.5 Edital ........................................................................................................................................ 61 5.6 Ata de Registro de Preços ...................................................................................................... 62 5.6.1 Validade da ARP .......................................................................................................... 62 5.6.2 Preços registrados ......................................................................................................... 62 5.7 Cancelamento do Registro de Preços .................................................................................... 63 5.8 Contratação ............................................................................................................................. 64 5.9 Situação particular do Comando do Exército ...................................................................... 64 5.10 Julgados do TCU .................................................................................................................. 65 CAPÍTULO VI – OUTROS ASSUNTOS PERTINENTES ......................................................... 67 6.1 Sanções e penalidades ............................................................................................................. 67 6.2 Intenção de Registro de Preços .............................................................................................. 70 6.3 Participação de ME e EPP ..................................................................................................... 71 6.3.1 Tratamento diferenciado ............................................................................................. 71 6.3.2 Critérios de desempate/empate ficto .......................................................................... 73 6.3.3 Regularidade fiscal ....................................................................................................... 74 6.4 Decreto 7.174/10 – Tratamento para bens e serviços de informática e automação ......... 75 6.5 Decreto 7.601/11 – Margem de preferência ......................................................................... 79 6.6 Cartel em licitações ................................................................................................................ 83 6.7 Julgados do TCU .................................................................................................................... 86 ANEXO I – CERTIFICAÇÃO DIGITAL ...................................................................................... 89 ANEXO II – ROTEIRO PRÁTICO (TCU) .................................................................................... 92 ANEXO III – ORIENTAÇÕES NORMATIVAS DA AGU SOBRE LICITAÇÕES ................. 95 GLOSSÁRIO ..................................................................................................................................... 96 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ............................................................................................... 100

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CURSO DE FORMAÇÃO DE PREGOEIROS CAP I – CONSIDERAÇÕES INICIAIS SOBRE LICITAÇÃO NA MODALIDADE PREGÃO
Neste capítulo serão apresentadas considerações iniciais sobre a licitação na modalidade PREGÃO, na forma eletrônica abordando:  Breve histórico do pregão;  Conceitos;  Princípios básicos;  Características do Pregão;  Diferenças básicas entre o Pregão e as modalidades tradicionais;  Vantagens do Pregão; 1.1 Breve histórico do Pregão A palavra pregão provém do latim praiconium, do verbo praeconari, que significa apregoar, proclamar notícias. Refere-se à proclamação de lances em alta voz nas hastas públicas. O vocábulo também é utilizado para designar o ato do Oficial de Justiça de anunciar a realização de audiência ou chamar partes e testemunhas em alta voz. Ainda é utilizado para designar as sessões das bolsas de valores, em que são negociadas ações abertamente, em público. Portanto, desde logo se percebe que a palavra pregão, num sentido comum, tem a ver com algo que é dito em alta voz, direcionado ao público em geral. Em 1997, o Governo Federal publicou, no Diário Oficial da União, anteprojeto para nova lei que disciplinasse a licitação pública e o contrato administrativo, solicitando sugestões da comunidade jurídica para o aperfeiçoamento dele, antes que fosse remetido definitivamente ao Congresso Nacional. Propostas foram encaminhadas ao Governo Federal, merecendo destaque a de inverter as fases do procedimento licitatório previsto na Lei nº 8.666/93. Aliás, o anteprojeto do Governo Federal não vingou, haja vista tantas críticas e sugestões a ele lançadas. O Pregão surgiu através da Lei nº 9.742, de 16 jun de 97, aplicado exclusivamente no âmbito da ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações). A propósito, percebe-se que a modalidade pregão não é, a bem dizer, uma novidade, porquanto já existe há alguns anos. Em vista das anunciadas vantagens do Pregão realizado pela ANATEL, o Presidente da República expediu a Medida Provisória nº 2.026, de 04 maio 2000, estendendo a nova modalidade à União. Essa Medida Provisória foi reeditada mês a mês, tendo sofrido algumas modificações substanciais, até que foi reenumerada e passou a se apresentar sob o nº 2.182. As MP nº 2.026 e 2.182 trouxeram uma grande questão em torno da abrangência da modalidade pregão. De acordo com tais legislações, o pregão era restrito aos órgãos federais, o que negava a incidência dele na órbita dos Estados, Distrito Federal e Municípios. Em razão disso, autores renomados, como CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO, reputavam inconstitucionais as MP regentes do pregão, uma vez que restringiam a incidência de norma geral aos órgãos federais, discriminando indevidamente os entes federativos.

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A Medida Provisória do Pregão foi regulamentada pelo Decreto nº 3.555, de 08 ago 2000, e alterado pelos Decretos nº 3.693, de 20 dez 2000, e nº 7.174, de 12 maio 10. Em 17 jul de 02, a Medida Provisória 2.182 foi convertida na Lei Federal nº 10.520. Com a conversão da MP em Lei, estendeu-se a incidência da modalidade pregão aos Estados, Distrito Federal e Municípios. A partir de então, a modalidade pregão vem se consolidando em todos os níveis da Administração Pública nacional, com suas virtudes e vicissitudes. O Presidente da República, por intermédio do Decreto nº 5.450, de 31 maio 05, regulamentou o pregão, na forma eletrônica, para aquisição de bens e serviços comuns, no âmbito da União.

1.2 Conceitos Pregão é uma modalidade de licitação para aquisição de bens e serviços comuns no âmbito da União, Estados, Municípios e Distrito Federal cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações usuais no mercado1. Garante economia imediata nas aquisições de bens e serviços comuns e permite ainda maior agilidade nas aquisições, pois desburocratiza os procedimentos realizados durante as etapas da licitação. A idéia inovadora de ampliar a competição permite à Administração Pública a obtenção de menores preços em licitações, favorecendo usuários do governo, fornecedores e sociedade a exercerem maior controle sobre as contratações realizadas.
O pregão, além de propiciar maior transparência nos processos licitatórios, possibilita o incremento da competitividade com a ampliação das oportunidades de negócio.

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O pregão, na forma eletrônica, como modalidade de licitação do tipo menor preço, realizar-seá quando a disputa pelo fornecimento de bens ou serviços comuns for feita à distância, em sessão pública, por meio de sistema que promova a comunicação pela internet2. É um procedimento que permite aos licitantes encaminhar lances exclusivamente por meio do sistema eletrônico. Durante o transcurso da sessão pública, os licitantes serão informados, em tempo real, do valor do menor lance oferecido, podendo oferecer outro de menor valor, recuperando ou mantendo a vantagem sobre os demais licitantes, podendo baixar seu último lance ofertado.

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Lei 10.520/02:

Art. 1º Para aquisição de bens e serviços comuns, poderá ser adotada a licitação na modalidade de pregão, que será regida por esta Lei. Parágrafo único. Consideram-se bens e serviços comuns, para os fins e efeitos deste artigo, aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações usuais no mercado.
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Dec. 5.450/05:
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Art. 2 O pregão, na forma eletrônica, como modalidade de licitação do tipo menor preço, realizar-se-á quando a disputa pelo fornecimento de bens ou serviços comuns for feita à distância em sessão pública, por meio de sistema que promova a comunicação pela internet. o § 1 Consideram-se bens e serviços comuns, aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações usuais do mercado.

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BENS E SERVIÇOS COMUNS

De acordo com o art. 1º, § único da Lei 10.520, de 17 jul 02, consideram-se bens e serviços comuns aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações usuais no mercado. Bens e serviços comuns são ofertados, em princípio, por muitos fornecedores e comparáveis entre si com facilidade. O estabelecimento de padrões de desempenho permite ao agente público analisar, medir ou comparar os produtos entre si e decidir-se pelo menor preço. Serviços de engenharia podem ser licitados por pregão, desde que sejam considerados como serviços comuns. Bens e serviços comuns são produtos cuja escolha pode ser feita tão somente com base nos preços ofertados, haja vista serem comparáveis entre si e não necessitarem de avaliação minuciosa. São encontráveis facilmente no mercado. O bem ou o serviço será comum quando for possível estabelecer, para efeito de julgamento das propostas, mediante especificações utilizadas no mercado, padrões de qualidade e desempenho peculiares ao objeto.

Não se aplica o Pregão, na forma eletrônica3:  para contratação de obras e serviços de engenharia não comuns;  locações imobiliárias; e  alienações em geral
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1.3 Princípios básicos Juridicamente, o Pregão está condicionado aos princípios4:  PRINCÍPIO DA LEGALIDADE - Nos procedimentos de licitação, esse princípio vincula os licitantes e a Administração Pública às regras estabelecidas nas normas e princípios em vigor.  PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE - Esse princípio obriga a Administração a observar, nas suas decisões, critérios objetivos previamente estabelecidos, afastando a discricionariedade e o subjetivismo na condução dos procedimentos da licitação.

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Dec. 5.450/05
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Art. 6 A licitação na modalidade de pregão, na forma eletrônica, não se aplica às contratações de obras de engenharia, bem como às locações imobiliárias e alienações em geral.
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Dec. 5.450/05:

Art 5º A licitação na modalidade pregão é condicionada aos princípios básicos da legalidade, impessoalidade, moralidade, igualdade, publicidade, eficiência, probidade administrativa, vinculação ao instrumento convocatório e do julgamento objetivo, bem como aos princípios correlatos da razoabilidade, competitividade, e proporcionalidade. Parágrafo único. As normas disciplinadoras da licitação serão sempre interpretadas em favor da ampliação da disputa entre os interessados, desde que não comprometam o interesse da administração, o princípio da isonomia, a finalidade e a segurança da administração.

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 PRINCÍPIO DA MORALIDADE – A licitação deverá ser realizada em estrito cumprimento dos princípios morais, de acordo com a Lei, não cabendo nenhum deslize, uma vez que o Estado é custeado pelo cidadão que paga seus impostos para receber em troca os serviços públicos.  PRINCÍPIO DA IGUALDADE – Previsto no art. 37, XXI da Constituição onde proíbe a discriminação entre os participantes do processo. O gestor não pode incluir cláusulas que restrinjam ou frustrem o caráter competitivo favorecendo uns em detrimento de outros, que acabam por beneficiar, mesmo que involuntário, determinados participantes. Significa dar tratamento igual a todos os interessados.  PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE - Qualquer interessado deve ter acesso às licitações públicas e seu controle, mediante divulgação dos atos praticados pelos administradores em todas as fases da licitação.  PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA – O Administrador Público é o gestor da coisa pública, desta forma deve planejar seus atos de forma menos onerosa possível e obter o máximo de resultado econômico e social quanto for possível.  PRINCÍPIO DA PROBIDADE ADMINISTRATIVA - O gestor deve ser honesto em cumprir todos os deveres que lhe são atribuídos por força da legislação.  PRINCÍPIO DA VINCULAÇÃO AO INSTRUMENTO CONVOCATÓRIO - Obriga a Administração e o licitante a observarem as normas e condições estabelecidas no ato convocatório. Nada poderá ser criado ou feito sem que haja previsão no ato convocatório.  PRINCÍPIO DO JULGAMENTO OBJETIVO - Esse princípio significa que o Administrador deve observar critérios objetivos definidos no ato convocatório para o julgamento das propostas. Afasta a possibilidade de o julgador utilizar-se de fatores subjetivos ou de critérios não previstos no ato convocatório, mesmo que em benefício da própria Administração. PRINCÍPIOS CORRELATOS:  Razoabilidade  Competitividade  Proporcionalidade  Celeridade 1.4 Características do Pregão
O princípio da celeridade, consagrado na modalidade pregão, busca simplificar procedimentos de rigorismos excessivos e de formalidades desnecessárias.

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São características da modalidade de licitação denominada pregão, na forma eletrônica:  inversão das fases da licitação: primeiramente são enviadas as propostas e os lances, posteriormente realiza-se a fase de habilitação. Deste modo, será examinada somente a documentação do licitante que tenha apresentado o melhor preço final;  possibilidade de leilão reverso, ou seja, observado o menor preço proposto, os licitantes poderão enviar outros lances;  prazo para abertura da licitação de, no mínimo, 8 (oito) dias úteis;

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 utilização de meios eletrônicos para o procedimento;  pode ser aplicado a qualquer valor estimado de contratação, de forma que constitui alternativa a todas as modalidades de licitação;  destina a garantir, por meio de disputa justa entre os interessados, a compra mais econômica, segura e eficiente; e  admite, como critério de julgamento da proposta, somente o menor preço e o maior desconto, observados os prazos máximos para fornecimento, as especificações técnicas e os parâmetros de desempenho e de qualidade e as demais condições definidas no edital. 1.5 Diferenças básicas entre o Pregão e as modalidades tradicionais (tipo “menor preço”)

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MODALIDADES TRADICIONAIS

PREGÃO

O prazo mínimo entre a publicação do edital e a sessão pública é de 5 (cinco) dias úteis para a modalidade O prazo mínimo entre a publicação do edital e a convite, 15 (quinze) dia corridos para a modalidade sessão pública é de 8 (oito) dias úteis. tomada de preços e 30 (trinta) dias corridos na concorrência, quando do tipo menor preço. O procedimento do certame varia em função da O procedimento do certame é o mesmo para modalidade, a qual muda, por sua vez, em função do qualquer valor da contratação. valor. No primeiro envelope fica a proposta de preço No primeiro envelope ficam os documentos de (pregão presencial). No pregão eletrônico, as habilitação. propostas são cadastradas pelo proponente, na internet. No segundo envelope estão os documentos de No segundo envelope é acondicionada a proposta habilitação (pregão presencial). Na fase de comercial com preço ofertado. habilitação, só é analisada a documentação do proponente que tiver apresentado o menor preço. Somente se examinam as propostas das empresas que foram habilitadas na fase de análise da documentação. São examinadas todas as propostas, antes mesmo de verificar se as proponentes estão aptas a serem contratadas. Existe a possibilidade de reduzir as propostas, por lances verbais (pregão presencial) ou por lances utilizando recursos de tecnologia da informação (pregão eletrônico). 8

As propostas apresentadas não podem ser alteradas.

Os recursos têm efeito suspensivo e podem ser apresentados na fase de habilitação ou na de classificação, constituindo quatro etapas de 5 (cinco) É cabível a interposição de recurso contra as dias úteis cada, com exceção da modalidade convite decisões do pregoeiro uma única vez, ao final do (dois dias úteis): recurso, impugnação do recurso, certame, no prazo de 3 (três) dias. resposta da comissão e resposta da Autoridade Competente. Alto grau de formalismo nas decisões. Baixo grau de formalismos.

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1.6 Vantagens do Pregão O pregão na forma eletrônica tem como vantagens principais:  significativa redução do tempo gasto entre a disponibilidade do edital e a efetiva contratação do objeto;  só há necessidade de verificar a habilitação da vencedora, evitando que seja gasto tempo e recursos discutindo a documentação de um licitante que não será contratado, como ocorre, com muita frequência, nas modalidades tradicionais;  maior transparência, notadamente verificada pela simplificação do processo;  redução do valor a ser pago pela Administração para a contratação do objeto pretendido, tendo em vista a possibilidade dos licitantes diminuírem suas propostas por intermédio dos lances e da fase de negociação;  diminuição da burocracia processual, em especial, no que se refere ao trâmite recursal, que fica, consideravelmente, mais rápido e simples;  aumento da liberdade da Administração para tomar decisões, principalmente, quanto à aceitação das propostas e documentos de habilitação com falhas de menor importância;  dificulta o direcionamento do resultado da licitação para empresa previamente escolhida;  aumenta o número de interessados em participar do certame, pois não há a presença física do licitante. A realização da sessão pública acontece na internet; e  a sessão pública pode ser acompanhada, na internet, por qualquer membro da sociedade. Das vantagens mencionadas, destacam-se a simplificação do procedimento, a economia nos custos processuais, a redução do valor a ser pago, a transparência e a diminuição do tempo para contratação.
BENEFÍCIOS DO PREGÃO Para a Administração Pública – maior competitividade, redução burocrática, transparência e celeridade processual (=menor custo). Para as Empresas Licitantes – maior oportunidade de negócio, transparência e celeridade no processo (=menor custo). Para a População do País – reduz o custo e prazo da disponibilização dos serviços públicos (=mais serviços disponibilizados para a sociedade e transparência dos processos).

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1.7 Julgados do TCU

Princípios

- Acórdão TCU 2.136/2011 – 1ª Câmara - Alerta quanto à inobservância do princípio da publicidade previsto no art. 3º da Lei nº 8.666/1993 e no art. 5º do Decreto nº 5.450/2005, na condução de um pregão eletrônico de 2011, haja vista a ocorrência de ações do pregoeiro que não foram suficientemente detalhadas, precisas e claras, dando margem a interpretações equivocadas.

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- Acórdão TCU 1.835/2011 – 1ª Câmara - Alerta para o fato de que os atos administrativos praticados no âmbito do processo licitatório, sobretudo aqueles que acarretem prejuízo aos participantes, devam ser suficientemente fundamentados, em respeito ao princípio da motivação, mencionado no art. 2º da Lei nº 9.784/1999. - Acórdão TCU 4.274/2011 – 2ª Câmara - Determinação à (...) para que adote medidas ao exato cumprimento da lei, no sentido de proceder à anulação de um pregão, em razão das seguintes irregularidades: a) violação aos princípios do julgamento objetivo e da vinculação ao instrumento convocatório; b) exigência de certificações técnicas como critério de habilitação, a exemplo do Certificado de SGQ (Sistema de Gestão da Qualidade). - Acórdão TCU 1.942/2011 – Plenário - Alerta à (...) no sentido de que observe os procedimentos prescritos pelo Decreto nº 5.450, de 31.05.2005, garantindo que informações corretas sejam prestadas aos pregoentes durante a realização de pregões, sob pena de sofrer as sanções estabelecidas em lei o responsável por irregularidades que firam os princípios da legalidade, da publicidade e da seleção da proposta mais vantajosa para a administração ou quaisquer outros princípios insculpidos na Lei nº 8.666/1993. - Acórdão TCU 2.434/2011 – Plenário - Determinação ao (...) para que, em procedimentos licitatórios, abstenha-se de vedar a participação de empresas que estejam em litígio judicial com a entidade, proibição esta que, além de não contar com fundamento legal, afronta os princípios da impessoalidade e da competitividade. - Acórdão TCU 1.556/2007 – Plenário – A restrição à competitividade, causada pela ausência de informações essenciais no instrumento convocatório, é causa que enseja a nulidade da licitação. - Acórdão TCU 539/2007 – Plenário - É inconstitucional e ilegal o estabelecimento de exigências que restrinjam o caráter competitivo dos certames. - Acórdão TCU 112/2007 – Plenário - Devem ser evitadas exigências que comprometam o caráter competitivo da licitação. A licitação deve ser processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos. - Acórdão TCU 110/2007 – Plenário - As exigências editalícias devem limitar-se ao mínimo necessário para o cumprimento do objeto licitado, de modo a evitar a restrição ao caráter competitivo do certame. Pregão/Bens e serviços comuns

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- Acórdão TCU 47/2011 – Plenário - Determinação no sentido de que cumpra estritamente o § 1º do art. 4º do Decreto nº 5.450/2005, utilizando-se de pregões presenciais somente nos casos de impossibilidade ou inviabilidade de utilização do pregão eletrônico. - Acórdão TCU 561/2011 – Plenário - Determinação para que efetue o planejamento dos processos licitatórios com antecedência necessária para que eventuais impugnações dos editais não comprometam os prazos para a consecução dos objetivos pretendidos. - Acórdão TCU 2.441/2011 – Plenário - O TCU deu ciência à (...) no sentido de que a utilização de pregão é inadequada para a contratação de serviços técnicos especializados de fiscalização, supervisão ou gerenciamento de obras, quando considerados de alta complexidade, não devendo ser adotada em licitações .

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- Acórdão TCU 4.439/2011 – 2ª Câmara - Determinação à SECEX/AM para que desse ciência ao (...) sobre a impropriedade caracterizada pela não utilização da modalidade de licitação pregão nas aquisições de bens e serviços comuns, inclusive os de engenharia, obrigatoriamente na forma eletrônica, salvo se houver comprovada e justificada inviabilidade, o que não pode ser confundido com opção discricionária do gestor, em conformidade com o § 1º do art. 4º do Decreto nº 5.450/2005. - Acórdão TCU 188/2010 – Plenário - Ainda que os serviços objeto da licitação possam sugerir, a priori, certa complexidade, não há óbices para que sejam enquadrados como serviços comuns, eis que pautados em especificações usuais de mercado e detentores de padrões objetivamente definidos no edital. - Acórdão TCU 2.371/2009 – Plenário - Determinação para que, por ocasião dos certames que envolvam bens e serviços de tecnologia da informação considerados comuns, avalie a possibilidade de adoção da modalidade pregão, observando as orientações constantes dos itens 9.2.1 a 9.2.6 do Acórdão nº 2.471/2008-P, as quais orientam adequadamente sobre a utilização preferencial da modalidade pregão em licitações de informática. - Acórdão TCU 1.978/2009 – Plenário - Determinação para que se abstenha de: a) realizar licitações na modalidade pregão eletrônico para contratações de serviços especializados e complexos, reservando a adoção desse tipo de certame para contratações de serviços que possam ser enquadrados como comuns; b) efetuar, nos certames, exigências de requisitos para comprovação de aptidão técnica fundados unicamente em local específico e no tempo de experiência profissional, em respeito aos princípios da isonomia e da competitividade e às vedações ínsitas nos artigos 3º, § 1º, inc. I, e 30, § 5º, da Lei nº 8.666/1993, exceto quando tais exigências se demonstrarem imprescindíveis à execução do objeto e, após sua obrigatória motivação técnica, circunstanciada e pública, restar certificado que os parâmetros estabelecidos são necessários, suficientes e pertinentes ao objeto licitado. - Acórdão TCU 1.709/2009 – Plenário - Determinação para que evite, em pregões eletrônicos, solicitar de forma generalizada a todos os licitantes o envio de documentação por meio diverso do sistema eletrônico, restringindo esse tipo de medida às empresas detentoras das propostas vencedoras do certame, em atenção ao disposto no art. 21 do Decreto n° 5.450/2005. - Acórdão TCU 1.615/2008 – Plenário - O gestor, ao classificar bens e serviços como comuns, deverá certificar-se de que a complexidade das especificações não encetara insegurança ao adimplemento contratual pelos potenciais contratados em face da inexistência da habilitação prévia. - Acórdão TCU 1.287/2008 – Plenário - Bem ou serviço comum é aquele que pode ter seus padrões de desempenho e qualidade objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações usuais no mercado. O conceito de serviço comum não está necessariamente ligado a sua complexidade. - Acórdão TCU 2.584/2008 – 2ª Câmara - O TCU determinou que: a) planeje tempestiva e adequadamente as aquisições de mesma natureza, a fim de evitar a realização de múltiplos certames para compras de objetos semelhantes, e, assim, obter economia de escala, em observância ao princípio constitucional da eficiência; b) utilize o pregão como modalidade de licitação obrigatória para adquirir bens e serviços comuns, em observância ao disposto no art. 4º do Decreto 5.450/2005, bem como à jurisprudência daquele Tribunal (a exemplo dos acórdãos 1.064/2005-Plenário e 816/2006-Plenário). - Acórdão TCU 1.631/2005 – 1ª Câmara – O TCU determinou que: a) não se utilize do resultado da licitação na modalidade pregão (licitação deserta) para fins de efetuar eventual aquisição com dispensa de licitação amparada no art. 24, inciso V, da Lei n.º 8.666/1993; b) realize licitações distintas, do tipo menor preço, preferencialmente na modalidade pregão, para a aquisição de bens e produtos e para a contratação de serviços comuns de operação do sistema, evitando, assim, a restrição à competição e atendendo ao disposto nos arts. 3º, 15, inciso IV e 23, § 1º, da Lei 8.666/1993.

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- Acórdão TCU 799/2005 – 2ª Câmara - Observe o disposto no art. 4º da Lei nº 10.520/2002, que institui a modalidade de licitação denominada pregão, alertando o responsável de que o seu descumprimento poderá ensejar a aplicação de multa. - Acórdão TCU 1.182/2004 - Plenário - Realize procedimento licitatório na modalidade pregão sempre que os produtos e serviços de informática possuam padrões de desempenho e de qualidade objetivamente definidos pelo edital, com base em especificações usuais no mercado, conforme prevê o art. 1º, parágrafo único, da Lei 10.520/2002, haja vista a experiência que a Administração Pública vem granjeando na redução de custos e do tempo de aquisição de bens, adquiridos por intermédio daquela espécie de certame público. - Acórdão TCU 1.292/2003 - Plenário - Abstenha-se de exigir, em futuras licitações realizadas na modalidade “pregão”, certificados da série ISO 9000, em observância ao disposto no art. 3°, § 1º, inciso I, da Lei nº 8.666/93, art. 3º, inciso II, da Lei nº 10.520/2002, e nas Decisões Plenárias nº 020/1998 e 152/2000. - Decisão TCU 674/2002 - Plenário - É possível a contratação de mão-de-obra especializada para a prestação de serviços de manutenção de bens móveis por meio da modalidade pregão.

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CAP II – ATRIBUIÇÕES DOS AGENTES RESPONSÁVEIS
Neste capítulo serão apresentadas as atribuições dos agentes encarregados dos trabalhos (fases interna e externa) da licitação na modalidade Pregão, na forma eletrônica, abordando:  Equipe do Pregão (pregoeiro e equipe de apoio);  Autoridade Competente;  Fornecedores.

2.1 Equipe do Pregão O Pregão é conduzido pelo pregoeiro e auxiliado pela equipe de apoio. O pregoeiro é o servidor encarregado de conduzir o Pregão desde a análise das propostas, condução dos procedimentos relativos aos lances, análise dos recursos e indicação do(s) vencedor(es) do certame. A equipe de apoio deverá auxiliar o pregoeiro em todas as fases do processo licitatório na modalidade Pregão.
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2.1.1 Designação As designações5 do pregoeiro e da equipe de apoio devem recair nos servidores do órgão ou entidade promotora da licitação, ou de órgão ou entidade integrante do SISG. A equipe de apoio deverá ser integrada, em sua maioria, por servidores ocupantes de cargo efetivo ou emprego da Administração Pública, pertencente, preferencialmente, ao quadro permanente do órgão ou entidade promotora da licitação. No âmbito do Ministério da Defesa, as funções de pregoeiro e membro da equipe de apoio poderão ser desempenhadas por militares. A designação do pregoeiro, a critério da Autoridade Competente, poderá ocorrer para período de um ano, admitindo-se reconduções, ou para licitação específica. Somente poderá exercer a função de pregoeiro o servidor ou o militar que reúna qualificação profissional e perfil adequados, aferidos pela Autoridade Competente.

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Decreto 5.450/05:

Art. 10. As designações do pregoeiro e da equipe de apoio devem recair nos servidores do órgão ou entidade promotora da licitação, ou de órgão ou entidade integrante do SISG. § 1º A equipe de apoio deverá ser integrada, em sua maioria, por servidores ocupantes de cargo efetivo ou emprego da administração pública, pertencentes, preferencialmente, ao quadro permanente do órgão ou entidade promotora da licitação. § 2º No âmbito do Ministério da Defesa, as funções de pregoeiro e de membro da equipe de apoio poderão ser desempenhadas por militares. § 3º A designação do pregoeiro, a critério da autoridade competente, poderá ocorrer para período de um ano, admitindo-se reconduções, ou para licitação específica. § 4º Somente poderá exercer a função de pregoeiro o servidor ou o militar que reúna qualificação profissional e perfil adequados, aferidos pela autoridade competente.

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2.1.2 Características do Pregoeiro Exige-se do Pregoeiro alguns princípios essenciais como: HONESTIDADE, INTEGRIDADE, RESPONSABILIDADE, para que o mesmo possa desenvolver as suas atividades, maximizando resultados em termos de custos, prazo e qualidade. Não pode haver nenhuma dúvida quanto a esses princípios. O Pregoeiro deve não apenas aceitá-los, mas também praticá-los em todas as suas ações. O gestor, ao designar o Pregoeiro, deverá fazê-lo observando, no seu Quadro de Pessoal, aquele que tenha conhecimento técnico, somado a outras características comportamentais, uma vez que o mesmo deverá saber trabalhar sua assertividade, pois ele está ali, representando a Administração, e uma falha cometida poderá comprometê-lo e a própria Administração. Por isso, o pregoeiro deve ter, dentre outras características, as seguintes: bom relacionamento, capacidade de liderança, boas maneiras, flexibilidade, expressão facial/corporal, fluência na fala, tom de voz, defender direitos, saber lidar com críticas, sigilo, ética, motivação, pontualidade e organização, atitudes estas observadas principalmente no pregão na forma presencial.

O Pregoeiro deve passar para os participantes do certame confiabilidade dos seus atos, para isso, deve-se observar:  SINCERIDADE - O licitante acredita que aquilo que o pregoeiro fala é consistente com o que ele pensa.  COMPETÊNCIA - O licitante acredita que o pregoeiro é capaz de fazer o que promete.  RESPONSABILIDADE - O licitante acredita que o pregoeiro tem sido consistente no cumprimento das suas promessas. O Pregoeiro trabalha dentro de uma grande organização que é a Administração Pública. Nesta grande organização, todos prestam contas de suas ações, desde o funcionário a quem cabe executar uma simples tarefa até o Presidente da República que deve se explicar à sociedade e à opinião pública. Temos que prestar contas de nossas ações, do que fizemos ou deixamos de fazer e por quê. O Pregoeiro está investido de poderes representando a Instituição, por isso, a negociação deverá ser realizada obedecendo rigorosamente aos Princípios Constitucionais (art. 37, da Constituição Federal), aos Princípios Básicos e aos Princípios Correlatos (Decreto nº 5.450, art. 5º).

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2.1.3 Conhecimentos Técnicos Para atuar como Pregoeiro, o agente deve deter conhecimentos técnicos sobre:  o que é o pregão: presencial, pletrônico e utilizando o SRP;  quando pode ser utilizado;  a legislação básica e complementar;  os bens e serviços comuns;  os princípios constitucionais correlatos;  as fases do pregão; preparatória/externa;  a designação do pregoeiro e equipe de apoio;

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 como se desenvolve o processo licitatório;  como se elabora o Edital;  como se dá a publicidade da licitação;  a elaboração do Termo de Referência;  quais são os anexos do Edital;  quais são as cláusulas básicas de um contrato;  quais são as atribuições do pregoeiro;  como se realiza a execução do processo na sessão pública do pregão;  recursos/procedimentos;  como são aplicadas as penalidades;  autoridade competente e suas atribuições;  como organizar o processo com vistas à aferição de sua regularidade pelos Agentes de Controle;  quais são as vantagens de pregão;  o acompanhamento correto da execução do contrato; e  COMPRASNET.
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NEGOCIAÇÃO é o processo de alcançar objetivos por meio de um acordo nas situações em que existam conflitos, isto é, divergências e antagonismos de interesses, idéias e posições. Saber negociar com o licitante, buscando assegurar os interesses da Administração, minimizando custos sem perder a qualidade pretendida ,é uma das principais qualidades que o pregoeiro deve possuir. O pregoeiro precisa ser um bom negociador, para conseguir obter os resultados que procura sem criar um “clima de guerra” com os licitantes, uma vez que é natural que o licitante que ira defender seu ponto de vista e maximizar seu lucro.

2.1.4 Atribuições do Pregoeiro São atribuições do pregoeiro6:  coordenar o processo licitatório;
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Dec 5.450/05:
Art. 11. Caberá ao pregoeiro, em especial: I - coordenar o processo licitatório; II - receber, examinar e decidir as impugnações e consultas ao edital, apoiado pelo setor responsável pela sua laboração; III - conduzir a sessão pública na internet; IV - verificar a conformidade da proposta com os requisitos estabelecidos no instrumento convocatório; V - dirigir a etapa de lances; VI - verificar e julgar as condições de habilitação; VII - receber, examinar e decidir os recursos, encaminhando à autoridade competente quando mantiver sua decisão; VIII - indicar o vencedor do certame; IX - adjudicar o objeto, quando não houver recurso; X - conduzir os trabalhos da equipe de apoio; e XI - encaminhar o processo devidamente instruído à autoridade superior e propor a homologação .

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 cadastrar a equipe – pregoeiros e membros da equipe de apoio;  receber, examinar e decidir as impugnações e consultas ao edital, apoiado pelo setor responsável pela sua elaboração;  conduzir a sessão pública na internet;  verificar a conformidade da proposta com os requisitos estabelecidos no instrumento convocatório;  dirigir a etapa de lances;  verificar e julgar as condições de habilitação;  receber, examinar e decidir os recursos, encaminhando à autoridade competente quando mantiver sua decisão;  indicar o vencedor do certame;  adjudicar o objeto, quando não houver recurso;  conduzir os trabalhos da equipe de apoio; e  encaminhar o processo devidamente instruído à autoridade superior e propor a homologação. 2.1.5 Atribuições da equipe de apoio Caberá à equipe de apoio auxiliar o pregoeiro em todas as fases do processo licitatório . Seus membros poderão auxiliar, principalmente, nas etapas de classificação, aceitação e habilitação, dentre outras.
É aconselhável a participação, na Equipe de Apoio, de servidores da área administrativa, do responsável pela especificação dos produtos ou serviços a serem licitados, sendo o conhecimento especializado do objeto da licitação necessário para o exame de aceitabilidade das propostas, tendo em vista às especificações do edital.
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2.1.6 Cadastramento do pregoeiro e da equipe de apoio Após a designação do pregoeiro e da equipe de apoio, feita pela Autoridade Competente, os mesmos deverão ser cadastrados no sistema8. Este procedimento é executado uma única vez.
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Decreto 5.450, de 31 maio 05: Art. 12. Caberá à equipe de apoio, dentre outras atribuições, auxiliar o pregoeiro em todas as fases do processo licitatório.

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Decreto 5.450, de 31 maio 05: Art. 3º Deverão ser previamente credenciados perante o provedor do sistema eletrônico a autoridade competente do órgão promotor da licitação, o pregoeiro, os membros da equipe de apoio e os licitantes que participam do pregão na forma eletrônica. § 1º O credenciamento dar-se-á pela atribuição de chave de identificação e de senha, pessoal e intransferível, para acesso ao sistema eletrônico. § 2º No caso de pregão promovido por órgão integrante do SISG, o credenciamento do licitante, bem assim a sua manutenção, dependerá de registro atualizado no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores - SICAF. § 3º A chave de identificação e a senha poderão ser utilizadas em qualquer pregão na forma eletrônica, salvo quando cancelada por solicitação do credenciado ou em virtude de seu descadastramento perante o SICAF.

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O servidor poderá ser cadastrado com o perfil de:  pregoeiro;  equipe de apoio;  pregoeiro e equipe de apoio.

O pregoeiro poderá ser cadastrado em outra UASG para operar Pregões. Somente a Autoridade Competente do pregoeiro e a Autoridade Competente da outra UASG poderão realizar o cadastramento. O cadastro será realizado na opção Equipe de Pregão. Depois de cadastrado na equipe de Pregão de outra UASG, o pregoeiro deverá fazer a mudança de UASG utilizando a opção Alterar UASG, no menu do Pregão Eletrônico.

O sistema SIASG (Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais) poderá ser acessado em dois ambientes:  Ambiente de Produção: módulo de trabalho  Ambiente de Treinamento: módulo de aprendizado Durante o curso, as simulações no sistema serão realizadas exclusivamente no Ambiente de Treinamento (https://treinamento.comprasnet.gov.br).

2.1.7 A função de pregoeiro no Exército O exercício da função de pregoeiro, no âmbito do Comando do Exército, é regulada pela Portaria nº 064, da Secretaria de Economia e Finanças (SEF), publicada em 3 nov 05, alterada pela Portaria nº 015-SEF, de 20 fev 09. No Comando do Exército, a função de pregoeiro deverá ser desempenhada por militar, com capacitação específica para o exercício das atividades correspondentes, preferencialmente militar do serviço ativo, pertencente ao quadro permanente do Exército9. A Unidade Gestora, excepcionalmente, poderá designar, como pregoeiro, militar cedido por outra Organização Militar, publicando o ato em seu Boletim Interno (BI).

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§ 4º A perda da senha ou a quebra de sigilo deverá ser comunicada imediatamente ao provedor do sistema, para imediato bloqueio de acesso. § 5º O uso da senha de acesso pelo licitante é de sua responsabilidade exclusiva, incluindo qualquer transação efetuada diretamente ou por seu representante, não cabendo ao provedor do sistema ou ao órgão promotor da licitação responsabilidade por eventuais danos decorrentes de uso indevido da senha, ainda que por terceiros. § 6º O credenciamento junto ao provedor do sistema implica a responsabilidade legal do licitante e a presunção de sua capacidade técnica para realização das transações inerentes ao pregão na forma eletrônica.
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Portaria 064-SEF/05, alterada pela Portaria nº 015-SEF/09:

Art. 2º Estabelecer que, no Comando do Exército, a função de pregoeiro deverá ser desempenhada por militar, conforme dispõe o § 2º do art. 3º da Lei nº 10.520, de 17 de julho de 2002. § 1º É condição indispensável que a função de pregoeiro seja desempenhada por militar, com capacitação específica para o exercício das atividades correspondentes, preferencialmente militar do serviço ativo, pertencente ao quadro permanente do Exército. 2ª A Unidade Gestora (UG), excepcionalmente, poderá designar, como pregoeiro, militar cedido por outra Organização Militar (OM) que preencha as condições estabelecidas nesta Portaria, publicando o ato em seu boletim interno (BI). 3ª A designação do pregoeiro, a critério da autoridade competente, poderá ocorrer para período de um ano, admitindo-se reconduções, ou para licitação específica.

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A designação do pregoeiro, a critério da autoridade competente, poderá ocorrer para período de um ano, admitindo-se reconduções, ou para licitação específica.
A capacitação específica do militar para o exercício das atividades de pregoeiro será registrada pelo Comandante, Chefe ou Diretor da OM a que a mesma pertença, mediante o recebimento de um dos documentos a seguir:  certificado apresentado pelo militar, de conclusão do curso de capacitação específica para exercer as atividades de pregoeiro, realizado em instituições públicas ou privadas; e  comunicação, por escrito, da Inspetoria de Contabilidade e Finanças do Exército (ICFEx), atestando que o militar está capacitado para exercer as atividades de pregoeiro.

Os documentos ora mencionados deverão ser transcritos no BI da OM. A equipe de apoio do pregoeiro poderá ser integrada por oficiais, praças e servidores civis, devendo ser designada, em BI, pela UG promotora do pregão. Deverá compor a equipe de apoio, preferencialmente e sempre que possível, pessoal que conheça as especificações técnicas do bem ou serviço a ser licitado, com a finalidade de prestar o assessoramento necessário na elaboração do edital do pregão, peça de fundamental importância para o processo, bem como de participar da análise para classificação das propostas recebidas, que antecede a etapa de lances e, quando for o caso, validar as amostras apresentadas pelos licitantes. A UG poderá designar, para compor a equipe de apoio, pessoal cedido por outra OM, desde que o mesmo preencha as condições estabelecidas na Portaria n° 064-SEF, de 03 nov 05.

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2.2 Autoridade Competente À autoridade competente, de acordo com as atribuições previstas no regimento ou estatuto do órgão ou da entidade, cabe10:
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Decreto 5.450/05: Art. 8º À autoridade competente, de acordo com as atribuições previstas no regimento ou estatuto do órgão ou da entidade, cabe: I - designar e solicitar, junto ao provedor do sistema, o credenciamento do pregoeiro e dos componentes da equipe de apoio; II - indicar o provedor do sistema; III - determinar a abertura do processo licitatório; IV - decidir os recursos contra atos do pregoeiro quando este mantiver sua decisão; V - adjudicar o objeto da licitação, quando houver recurso; VI - homologar o resultado da licitação; e VII - celebrar o contrato. Art. 9º Na fase preparatória do pregão, na forma eletrônica, será observado o seguinte: I - elaboração de termo de referência pelo órgão requisitante, com indicação do objeto de forma precisa, suficiente e clara, vedadas especificações que, por excessivas, irrelevantes ou desnecessárias, limitem ou frustrem a competição ou sua realização; II - aprovação do termo de referência pela autoridade competente; III - apresentação de justificativa da necessidade da contratação; IV - elaboração do edital, estabelecendo critérios de aceitação das propostas; V - definição das exigências de habilitação, das sanções aplicáveis, inclusive no que se refere aos prazos e às condições que, pelas suas particularidades, sejam consideradas relevantes para a celebração e execução do contrato e o atendimento das necessidades da administração; e VI - designação do pregoeiro e de sua equipe de apoio. § 1º A autoridade competente motivará os atos especificados nos incisos II e III, indicando os elementos técnicos fundamentais que o apóiam, bem como quanto aos elementos contidos no orçamento estimativo e no cronograma físico-financeiro de desembolso, se for o caso, elaborados pela administração.

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 aprovar o termo de referência;  apresentar a justificativa da necessidade da contratação;  designar e solicitar, junto ao provedor do sistema, o credenciamento do pregoeiro e dos componentes da equipe de apoio;  indicar o provedor do sistema;  determinar a abertura do processo licitatório;  decidir os recursos contra atos do pregoeiro, quando este mantiver sua decisão;  adjudicar o objeto da licitação, quando houver recurso;  homologar o resultado da licitação; e  celebrar o contrato. 2.3 Fornecedores Os fornecedores interessados em participar do Pregão Eletrônico, tanto na Administração Federal quanto nos Estados, Distrito Federal e Municípios deverão11:  cadastrar-se no Portal Comprasnet para obter login e senha de acesso;  remeter, no prazo estabelecido, exclusivamente por meio eletrônico, via internet, a proposta e, quando for o caso, seus anexos;
O Pregão Eletrônico permite a participação de fornecedor pessoa jurídica ou física.

Para adjudicação (quando houver recurso) e homologação do Pregão, no COMPRASNET, a autoridade competente deverá possuir o perfil “HOMPREGÃO”. Este perfil deverá ser solicitado à ICFEx de vinculação.

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 responsabilizar-se formalmente pelas transações efetuadas em seu nome, assumindo como firmes e verdadeiras suas propostas e lances, inclusive os atos praticados diretamente ou por seu representante, não cabendo ao provedor do sistema ou ao órgão promotor da licitação responsabilidade por eventuais danos decorrentes de uso indevido da senha, ainda que por terceiros;  comunicar imediatamente ao provedor do sistema qualquer acontecimento que possa comprometer o sigilo ou a inviabilidade do uso da senha, para imediato bloqueio de acesso;  utilizar-se da chave de identificação (login) e da senha de acesso para participar do Pregão na forma eletrônica;
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Decreto nº 5.450/05: Art. 13. Caberá ao licitante interessado em participar do pregão, na forma eletrônica: I - credenciar-se no SICAF para certames promovidos por órgãos da administração pública federal direta, autárquica e fundacional, e de órgão ou entidade dos demais Poderes, no âmbito da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, que tenham celebrado termo de adesão; II - remeter, no prazo estabelecido, exclusivamente por meio eletrônico, via internet, a proposta e, quando for o caso, seus anexos; III - responsabilizar-se formalmente pelas transações efetuadas em seu nome, assumindo como firmes e verdadeiras suas propostas e lances, inclusive os atos praticados diretamente ou por seu representante, não cabendo ao provedor do sistema ou ao órgão promotor da licitação responsabilidade por eventuais danos decorrentes de uso indevido da senha, ainda que por terceiros; IV - acompanhar as operações no sistema eletrônico durante o processo licitatório, responsabilizando-se pelo ônus decorrente da perda de negócios diante da inobservância de quaisquer mensagens emitidas pelo sistema ou de sua desconexão; V - comunicar imediatamente ao provedor do sistema qualquer acontecimento que possa comprometer o sigilo ou a inviabilidade do uso da senha, para imediato bloqueio de acesso; VI - utilizar-se da chave de identificação e da senha de acesso para participar do pregão na forma eletrônica; e VII - solicitar o cancelamento da chave de identificação ou da senha de acesso por interesse próprio. Parágrafo único. O fornecedor descredenciado no SICAF terá sua chave de identificação e senha suspensas automaticamente.

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 acompanhar as operações, no sistema eletrônico, durante o processo licitatório, responsabilizando-se pelo ônus decorrente da perda de negócios diante da inobservância de quaisquer mensagens emitidas pelo sistema ou de sua desconexão; e
 solicitar o cancelamento da chave de identificação (login) ou da senha de acesso por interesse próprio.

2.4 Julgados do TCU

Fornecedores/Pregoeiro/Autoridade Competente - Acórdão TCU 1.1793/2011 – Plenário - Determinação à Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (SLTI/MP) para que crie controles no sistema COMPRASNET a fim de impedir que participem de um certame empresas cujos sócios sejam membros da respectiva comissão de licitação, em cumprimento ao art. 9º, inc. III e § 4º, da Lei nº 8.666/1993, ou institua controles compensatórios capazes de evitar a ocorrência dessa irregularidade. - Acórdão TCU 1.282/2008 – Plenário - Não permita, ao contratar empresas prestadoras de serviço, que parentes de servidores sejam contratados pela empresa terceirizada, em atenção aos princípios da moralidade e da impessoalidade que devem nortear a gestão da coisa pública. - Acórdão 673/2008 – Plenário - O TCU chamou em audiência gestor publico pela ausência de competição em licitação realizada, materializada pela existência, nas empresas participantes da licitação, de relação de parentesco entre os sócios e de sócios em comum, com indício de simulação licitatória, fraude e violação ao sigilo das propostas, em detrimento dos princípios da moralidade, da igualdade e da probidade administrativa, consubstanciados nos arts. 3º, caput e § 3º; 22, §§ 3º e 7º; e 94 da Lei no 8.666/1993, e no art. 37, caput, da Constituição Federal. - Acórdão 509/2005 – Plenário - Segundo o art. 6º, inciso XVI, da Lei n. 8.666/1993, cabe a comissão receber, examinar e julgar todos os documentos e procedimentos relativos a licitação e ao cadastramento de licitantes, devendo o julgamento ser processado com observância das disposições do art. 43, inciso IV, da citada Lei, ou seja, deverá ser verificada a conformidade de cada proposta com os preços correntes de mercado. Ainda que se que admita que (...) exista um setor responsável pela pesquisa de preços de bens e serviços a serem contratados pela Administração, a Comissão de Licitação, bem como a autoridade que homologou o procedimento licitatório, não estão isentos de verificar se efetivamente os preços ofertados estão de acordo com os praticados a teor do citado artigo. - Acórdão 1.048/2008 – 1ª Câmara - A conduta deliberada do pregoeiro no intuito de favorecer determinado licitante atenta contra os princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa, caracterizando a pratica de ato com grave infração à norma legal e ensejando a sanção pecuniária.
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CAP III – FASE INTERNA OU PREPARATÓRIA
Neste capítulo, serão apresentadas as atividades desenvolvidas pela Administração, no âmbito interno do Pregão, na forma eletrônica, abordando:  Atividades da fase preparatória;  Termo de Referência; e
 Edital;

3.1 Atividades da fase preparatória Na fase preparatória do Pregão12, os trabalhos são desenvolvidos no âmbito interno da instituição, com acompanhamento da Autoridade Competente. As atividades realizadas são:  solicitação expressa do setor requisitante interessado, com indicação de sua necessidade;  aprovação da Autoridade Competente para início do processo licitatório, devidamente motivada e analisada sob a ótica da oportunidade, conveniência e relevância para o interesse publico;  verificação da disponibilidade orçamentária (reserva, no Orçamento do Órgão, dos valores estimados para o contrato, com indicação da respectiva rubrica orçamentária);  estimativa do valor da contratação, por comprovada pesquisa de preços, em fornecedores do ramo correspondente ao objeto da licitação;  elaboração de Termo de Referência pelo órgão requisitante, com indicação do objeto de forma precisa, suficiente e clara, vedadas especificações que, por excessivas, irrelevantes ou desnecessárias, limitem ou frustrem a competição ou a sua realização;
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Lei 10.520/ 02: Art. 3º A fase preparatória do pregão observará o seguinte: I - a autoridade competente justificará a necessidade de contratação e definirá o objeto do certame, as exigências de habilitação, os critérios de aceitação das propostas, as sanções por inadimplemento e as cláusulas do contrato, inclusive com fixação dos prazos para fornecimento; II - a definição do objeto deverá ser precisa, suficiente e clara, vedadas especificações que, por excessivas, irrelevantes ou desnecessárias, limitem a competição; III - dos autos do procedimento constarão a justificativa das definições referidas no inciso I deste artigo e os indispensáveis elementos técnicos sobre os quais estiverem apoiados, bem como o orçamento elaborado pelo órgão ou entidade promotora da licitação, dos bens ou serviços a serem licitados; e IV - a autoridade competente designará, dentre os servidores do órgão ou entidade promotora da licitação, o pregoeiro e respectiva equipe de apoio, cuja atribuição inclui, dentre outras, o recebimento das propostas e lances, a análise de sua aceitabilidade e sua classificação, bem como a habilitação e a adjudicação do objeto do certame ao licitante vencedor. Decreto nº 5.450/05: Art. 9º Na fase preparatória do pregão, na forma eletrônica, será observado o seguinte: I - elaboração de termo de referência pelo órgão requisitante, com indicação do objeto de forma precisa, suficiente e clara, vedadas especificações que, por excessivas, irrelevantes ou desnecessárias, limitem ou frustrem a competição ou sua realização; II - aprovação do termo de referência pela autoridade competente; III - apresentação de justificativa da necessidade da contratação; IV - elaboração do edital, estabelecendo critérios de aceitação das propostas; V - definição das exigências de habilitação, das sanções aplicáveis, inclusive no que se refere aos prazos e às condições que, pelas suas particularidades, sejam consideradas relevantes para a celebração e execução do contrato e o atendimento das necessidades da administração; e VI - designação do pregoeiro e de sua equipe de apoio. § 1o A autoridade competente motivará os atos especificados nos incisos II e III, indicando os elementos técnicos fundamentais que o apóiam, bem como quanto aos elementos contidos no orçamento estimativo e no cronograma físico-financeiro de desembolso, se for o caso, elaborados pela administração.

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 aprovação do Termo de Referência pela Autoridade Competente;  apresentação de justificativa da necessidade da contratação;  elaboração do edital, estabelecendo critérios de aceitação das propostas;  definição das exigências de habilitação, das sanções aplicáveis, inclusive no que se refere aos prazos e às condições que, pelas suas particularidades, sejam consideradas relevantes para a celebração e execução do contrato e o atendimento das necessidades da administração; e  designação do pregoeiro e de sua equipe de apoio.

3.2 Termo de Referência Previamente à realização de pregão em qualquer uma das formas, presencial ou eletrônica, a exemplo do projeto básico, o setor requisitante deve elaborar o Termo de Referência, com indicação precisa, suficiente e clara do objeto, sendo vedadas especificações que, por excessivas, irrelevantes ou desnecessárias, limitem ou frustrem a competição ou sua realização. O Termo de Referência13, devidamente autorizado pela autoridade competente, é o documento que deve conter todos os elementos capazes de propiciar, de forma clara, concisa e objetiva, em especial:  objeto;  critério de aceitação do objeto;  avaliação do custo pela administração diante de orçamento detalhado;  definição dos métodos;  estratégia de suprimento;  valor estimado em planilhas de acordo com o preço de mercado;  cronograma físico-financeiro, se for o caso;  deveres do contratado e do contratante;  procedimentos de fiscalização e gerenciamento do contrato;  prazo de execução e de garantia, se for o caso;  sanções por inadimplemento.
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Decreto nº 5.450/05:

Art. 9º Na fase preparatória do pregão, na forma eletrônica, será observado o seguinte: ................................ § 2º O termo de referência é o documento que deverá conter elementos capazes de propiciar avaliação do custo pela administração diante de orçamento detalhado, definição dos métodos, estratégia de suprimento, valor estimado em planilhas de acordo com o preço de mercado, cronograma físico-financeiro, se for o caso, critério de aceitação do objeto, deveres do contratado e do contratante, procedimentos de fiscalização e gerenciamento do contrato, prazo de execução e sanções, de forma clara, concisa e objetiva.

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O art. 14 da Instrução Normativa nº 02 – SLTI/MPOG, de 30 abr 08, assevera que a contratação de prestação de serviços será sempre precedida da apresentação do Projeto Básico ou Termo de Referência, que deverá ser preferencialmente elaborado por técnico com qualificação profissional pertinente às especificidades do serviço a ser contratado, devendo o Projeto ou o Termo ser justificado e aprovado pela Autoridade Competente. O art. 15 da IN nº 02 lista uma série de informações que deverão constar do Projeto Básico ou Termo de Referência para a contratação de serviços.

3.3 Edital Edital é o documento de publicidade da licitação. Contém todas as informações básicas, condições e procedimentos necessários à realização do processo licitatório. É elaborado previamente pela Unidade Administrativa ou área que está demandando a licitação e que, portanto, conhece detalhadamente os bens ou serviços a serem adquiridos. O edital deve obrigatoriamente contemplar os seguintes itens:  preâmbulo indicando o dia e horário para abertura da sessão pública;  objeto da contratação;  condições para participação na licitação;  procedimentos para o credenciamento do fornecedor ou de seu representante legal na sessão pública do Pregão Eletrônico;  procedimentos para envio de propostas;  procedimentos de classificação das propostas;  procedimentos para o envio de lances;  critérios e procedimentos de julgamento das propostas;  requisitos de habilitação do licitante;  esclarecimentos e impugnação ao Edital;  dos recursos administrativos;  da adjudicação e homologação; e  sanções administrativas;  do instrumento contratual;  do pagamento dos recursos orçamentários; e  disposições gerais. Devem acompanhar o edital, na forma de anexos, os documentos que justificam a licitação e que especificam detalhadamente o bem ou serviço a ser adquirido. Estes anexos são parte integrante do edital e em geral compreendem os seguintes documentos:  termo de referência;  planilha de custo;  minuta da Ata de Registro de Preços, se for o caso; e  minuta de contrato, se for o caso.
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Na forma da legislação, é exigido que o processo de instauração da licitação seja acompanhado de parecer jurídico, por meio do qual é verificada a legalidade do edital da licitação.

De acordo com o art. 3º do Decreto nº 7.174, de 12 maio 10, que regulamenta a contratação de bens e serviços de informática e automação pela Administração Pública Federal, além dos requisitos dispostos na legislação vigente, nas aquisições de bens de informática e automação, o instrumento convocatório deverá conter, obrigatoriamente: I - as normas e especificações técnicas a serem consideradas na licitação; II - as exigências, na fase de habilitação, de certificações emitidas por instituições públicas ou privadas credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - Inmetro, que atestem, conforme regulamentação específica, a adequação dos seguintes requisitos: a) segurança para o usuário e instalações; b) compatibilidade eletromagnética; e c) consumo de energia; III - exigência contratual de comprovação da origem dos bens importados oferecidos pelos licitantes e da quitação dos tributos de importação a eles referentes, que deve ser apresentada no momento da entrega do objeto, sob pena de rescisão contratual e multa; e IV - as ferramentas de aferição de desempenho que serão utilizadas pela administração para medir o desempenho dos bens ofertados, quando for o caso.

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3.4 Julgados do TCU

Ato Convocatório

- Acórdão TCU 11.196/2011 - 2ª Câmara - O TCU deu ciência a (...) sobre a impropriedade caracterizada pela ausência, em editais de licitação, dos critérios objetivos de aceitabilidade de preços unitários e global, com a fixação dos preços máximos aceitáveis, tendo por referência os preços de mercado e as especificidades do objeto licitado, as quais devem estar devidamente justificadas e demonstradas no processo, contrariando o disposto no art. 40, inc. X, c/c art. 43, inc. IV da Lei nº 8.666/1993.

- Acórdão TCU 10.992/2011 - 2ª Câmara - O TCU deu ciência ao (...) quanto à impropriedade caracterizada pela cobrança pela retirada do edital de licitação, em valor superior ao da reprodução gráfica e como requisito de habilitação do licitante, identificada em dois processos licitatórios, em afronta aos Acórdãos de nºs 354/2008-P e 3.056/2008-1ªC, e, ainda, aos termos do art. 32, § 5º, da Lei nº 8.666/1993, de aplicação subsidiária. - Acórdão TCU 2.789/2011 – Plenário - O TCU cientificou o (...) de que a inclusão, em editais de licitação, de exigências relativas à qualificação técnica que excedem os limites previstos no art. 30 da Lei nº 8.666/1993, configura restrição ao caráter competitivo da licitação, contrariando, assim, o disposto no art. 37, inc. XXI, da Constituição Federal, no art. 3º, “caput”, § 1º, inc. I, da Lei nº 8.666/1993, e no art. 5º do Decreto nº 5.450/2005.

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- Acórdão TCU 8.270/2011 - 2ª Câmara – Determinação ao (...) para que, em relação aos atos convocatórios de licitações envolvendo a aplicação de recursos públicos federais, abstenha-se de incluir as seguintes exigências/ cláusulas: a) de que os atestados de capacidade técnica contemplem a comprovação da execução pretérita de objeto idêntico ao licitado; b) a imposição de que o capital social mínimo seja integralizado; c) de comprovação cumulativa de capital social mínimo com a prestação de garantia da proposta prevista no art. 31, inciso II, da Lei nº 8.666/1993; d) de que garantia de participação seja prestada em momento anterior ao da abertura do certame, permitindo o prévio conhecimento dos potenciais competidores, o que pode dar margem à formação de conluios/concertos prévios. - Acórdão TCU 8.430/2011 - 1ª Câmara - O TCU cientificou ao (...) Batalhão de Infantaria do Exército que: a) o edital deve estabelecer, com a necessária objetividade, a forma de comprovação da aptidão para o desempenho de atividades pertinentes e compatíveis em características, quantidades e prazos com o objeto da licitação; b) o edital deve estabelecer os elementos que devem constar dos atestados de capacidade técnica para fins de comprovação da realização de serviços compatíveis com os descritos no objeto do certame; c) que a inabilitação por não comprovação de exigência de qualificação técnica deve ser objetivamente motivada, nos termos do art. 2º, III e do art. 50, I, da Lei nº 9.784/1999. - Acórdão TCU 4.274/2011 - 2ª Câmara - Recomendação à (...) no sentido de que, em licitações na modalidade pregão, observe o seguinte: a) somente estabeleça as exigências de certificação ISO, quando necessárias, como critério classificatório; b) se entender necessária a apresentação de amostras, restrinja a exigência aos licitantes provisoriamente classificados em primeiro lugar, e desde que de forma previamente disciplinada e detalhada no respectivo instrumento convocatório, nos termos dos art. 45 da Lei nº 8.666/1993 c/c o art. 4º, inc. XVI, da Lei nº 10.520/2002 e o art. 25, § 5º, do Decreto nº 5.450/2005; c) verifique a efetiva capacidade de a licitante fornecer os produtos, no preço oferecido, com o intuito de assegurar o alcance do objetivo do certame, que é a seleção da proposta mais vantajosa; d) caso decida exigir laudos técnicos, inclua, na redação dos editais, cláusula que permita a comprovação das características mínimas de qualidade exigidas para os cartuchos de impressão, por meio de laudos de análise emitidos por laboratórios habilitados para tanto. - Acórdão TCU 1.884/2011 - 2ª Câmara - Alerta para que observe, nos processos licitatórios e contratações, o disposto no art. 7° da Lei nº 8.666/1993, no tocante à definição do objeto a ser contratado e a estimativa de valor, o disposto no art. 29, incisos III e IV, da Lei nº 8.666/1993, referente à exigência de certidões comprobatórias da regularidade fiscal, o disposto no art. 43 da Lei nº 8.666/1993, no tocante à exigência de homologação do certame pela autoridade competente, bem como o disposto no art. 33, § 2º, do Decreto nº 93.872/1986, quanto aos elementos que deverão estar presentes na publicação, em extrato, dos instrumentos contratuais. - Acórdão TCU 1.819/2011 - 2ª Câmara - Determinação para que, nas licitações, abstenha-se de incluir nos instrumentos convocatórios exigências dispensáveis à garantia do cumprimento do objeto, ou que não guardem proporcionalidade, em dimensão e complexidade, com os serviços a serem executados, em cumprimento ao disposto nos arts. 27 a 31 da Lei nº 8.666/1993. - Acórdão TCU 860/2011 - 2ª Câmara - Alerta para que, em processos licitatórios, atente para a correta redação da exigência editalícia, mencionando “cartuchos originais ou certificados pelo fabricante” ao invés de “cartuchos da mesma marca da impressora”. - Acórdão TCU 915/2011 - Plenário - Alerta para que, nas licitações realizadas por meio de pregão eletrônico a descrição dos bens a adquirir ,divulgados no site COMPRASNET, ou similar deve guardar exata correspondência com a descrição contida no edital, de forma a evitar divergências na apresentação das propostas pelas empresas licitantes.

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- Acórdão TCU 2.401/2011 - 1ª Câmara - Alerta quanto à seguinte impropriedade: em licitação cujo objeto é dividido em lotes, exigência de capital social mínimo para todos os lotes, cumulativamente, para os quais a licitante formulou propostas, em vez de ter sido estabelecida individualmente, em desobediência ao disposto no Acórdão nº 1.630/2009-P. - Acórdão TCU 1.608/2011 - 2ª Câmara - Recomendação para evitar a impropriedade de deixar de incluir nos editais de licitação os critérios de reajuste de preço, nos casos em que a contratação pudesse ultrapassar 12 meses, infringindo o disposto no inc. XI do art. 40 da Lei nº 8.666/1993. - Acórdão TCU 1.703/2011 - 1ª Câmara - Alerta quanto a impropriedades em pregão eletrônico de 2010, quais sejam: a) a ausência, no edital, das especificações dos requisitos de qualidade a serem aferidos nos testes das amostras, constituindo-se em inobservância ao princípio da transparência pública; b) a limitação à participação de empresas à realização de testes de amostras fornecidas para tal fim, configurando-se em afronta ao princípio da publicidade, insculpido no “caput” do art. 3° da Lei n° 8.666/1993. - Acórdão TCU 438/2011 – Plenário - Alerta quanto à impropriedade, constatada em pregão eletrônico, caracterizada pela ausência da devida definição do objeto da licitação, consistente na falta da discriminação necessária à execução do objeto, decorrente do descumprimento do art. 40, inc. I, da Lei nº 8.666/1993. - Acórdão TCU 1.238/2011 - 1ª Câmara - Alerta no sentido de que a exigência, nos editais de licitações, de certificados de qualidade e laudos técnicos que não estejam previstos na Legislação Federal como documentos necessários para a habilitação dos licitantes contraria o disposto no inc. XXI do art. 37 da CF/88 e o disposto no art. 3º, § 1º, inc. I, da Lei nº 8.666/1993. - Acórdão TCU 1.090/2011 - 2ª Câmara - Determinação para que se abstenha, em procedimentos licitatórios para a aquisição de suprimentos de informática, de estabelecer restrições à aceitação de cartuchos compatíveis ou similares aos originais dos equipamentos, não obstante atenderem às mesmas especificações técnicas do produto original da marca. - Acórdão TCU 1.090/2011 - 2ª Câmara - Determinação para que se abstenha de especificar marca de objeto a ser adquirido por meio de procedimento licitatório, por contrariar os arts. 7º, § 5º, e 15, § 7º, inc. I, da Lei nº 8.666/1993 e, na hipótese de tratar-se de objeto com características e especificações exclusivas, a justificativa para a indicação de marca, para fins de padronização, deverá ser fundamentada em razões de ordem técnica, as quais devem, necessariamente, constar do respectivo processo de licitação. - Acórdão TCU 783/2011 - 2ª Câmara - Recomendação para que adote providências a fim de evitar as seguintes impropriedades verificadas em edital de pregão eletrônico de 2010: a) ausência de fixação dos quantitativos mínimos para cada item da planilha de custos e formação de preços anexa ao edital do certame, violando o disposto no art. 7º, § 4º, da Lei nº 8.666/1993, o art. 9º, inc. II, do Decreto nº 3.931/2001 e os Acórdãos de nºs 1.100/2007-P, nº 991/2009-P e nº 79/2010-P; b) ausência de critério de aceitabilidade de preços unitários máximos que a Administração se dispõe a pagar, consideradas as regiões e as estimativas de quantidades a serem adquiridas, descumprimento do art. 9º, inc. III, do Decreto nº 3.931/2001. - Acórdão TCU 478/2011 - 1ª Câmara - Alerta para que busque adequar seus procedimentos relativos a pregão no sentido de evitar a inclusão, nos editais, de cláusulas que permitam ao pregoeiro recusar de forma sumária manifestações de intenção de recurso, uma vez que essa prática contraria as disposições do art. 4º da Lei nº 10.520/2002 e do art. 11, inc. XVII, do Decreto n° 3.555/2000.

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- Acórdão TCU 6.613/2009 – 1ª Câmara – Determinação para que, em relação à elaboração dos atos convocatórios das licitações, envolvendo a aplicação de recursos públicos federais, abstenhase de: a) exigir, como condição de habilitação dos licitantes, a apresentação de guia de recolhimento de taxa relativo à aquisição de cópia do ato convocatório, uma vez que tal exigência não está prevista nos arts. 27 a 31 da Lei nº 8.666/1993, de forma que a aquisição em apreço constitui uma faculdade e não um dever dos interessados, mormente quando o edital esteja disponibilizado na internet; b) estabelecer condições de participação em certames licitatórios anteriores à fase de habilitação e não previstas na Lei nº 8.666/1993, a exemplo da prestação da garantia de que trata o art. 31, inc. III, da Lei nº 8.666/1993, antes de iniciada a fase de habilitação, devendo processar e julgar a licitação com observância dos procedimentos previstos no art. 43 da Lei nº 8.666/1993 e nos princípios estatuídos no inc. XXI do art. 37 da CF e no art. 3º da Lei nº 8.666/1993; c) exigir capital social mínimo, cumulativamente com a prestação da garantia prevista no art. 31, inc. III, da Lei nº 8.666/1993, uma vez que o § 2º do mencionado artigo permite tão somente à Administração exigir, alternativamente, capital mínimo ou patrimônio líquido mínimo ou as garantias previstas no § 1º do art. 56 do referido diploma legal; d) realizar qualquer modificação em edital de licitação, capaz de afetar a formulação das propostas, sem atentar para a necessidade de reabertura de prazos disciplinada no art. 21, § 4º, da Lei nº 8.666/1993; e) estabelecer condições não previstas no art. 31 da Lei nº 8.666/1993, especialmente não exigindo comprovação de capital integralizado; f) utilizar índices contábeis em patamares excessivos, para a avaliação da qualificação econômico-financeira dos licitantes, observando o disposto no art. 31, § 5º, da Lei nº 8.666/1993, e atentando quanto à necessidade de justificar, no processo administrativo da licitação, os índices previstos no edital. - Acórdão TCU 6.538/2009 – 1ª Câmara - Determinação/recomendação/orientação para que, nas licitações para contratação de serviços, faça constar nos editais de licitações e respectivos contratos, especialmente nos casos de serviços continuados, cláusulas que estabeleçam os critérios, data-base e periodicidade do reajustamento de preços e de critérios de atualização monetária, contendo expressamente o índice de reajuste contratual a ser adotado no referido instrumento, observado o disposto no art. 1º, parágrafo único, inc. III e art. 2º, § 1º, ambos da Lei nº 10.192/2001. - Acórdão TCU 2.739/2009 – Plenário - Determinação para que, quando entender necessária a apresentação de amostras no âmbito de licitações promovidas pela entidade, restrinja a exigência aos licitantes provisoriamente classificados em 1º lugar, e desde que de forma previamente disciplinada e detalhada no respectivo instrumento convocatório, nos termos dos art. 45 da Lei nº 8.666/93 c/c o art. 4º, inc. XVI, da Lei nº 10.520/2002 e o art. 25, § 5º, do Decreto nº 5.450/2005. - Acórdão TCU 2.093/2009 – Plenário - Determinação para que faça constar obrigatoriamente em seus editais de licitação para contratação de obras e serviços os critérios de aceitabilidade de preços unitários e global, consoante o disposto no art. 40, “caput” e inc. X, da Lei nº 8.666/1993 e no inc. II, § 1º, alíneas “a” e “b”, do art. 48 da Lei nº 8.666/1993, cabendo à administração verificar, nos casos considerados inexeqüíveis a partir do referido critério, a efetiva capacidade de a licitante executar os serviços, no preço oferecido, assegurado o alcance do objetivo da licitação, que é a seleção da proposta mais vantajosa e, por conseqüência, do interesse público, cuidando para que não sejam eliminadas empresas que apresentem preços unitários abaixo dos limites definidos na Lei, mas que não tenham elevada materialidade no total do contrato. - Acórdão TCU 1.978/2009 – Plenário - Determinação para que faça divulgar, em suas licitações, exceto as realizadas na modalidade de pregão, como parte integrante do edital, o orçamento analítico, contendo a composição de todos os seus custos unitários, devidamente detalhada, em respeito ao disposto no artigo 40, § 2º, inc. II, da Lei nº 8.666/1993. - Acórdão TCU 4.278/2009 – 1ª Câmara - Determinação para que, em procedimentos licitatórios, limite-se a inserir exigência da apresentação de amostras ou protótipos dos bens a serem adquiridos, na fase de classificação das propostas, apenas ao licitante provisoriamente em 1º lugar e

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desde que, de forma previamente disciplinada e detalhada, no instrumento convocatório, nos termos dos arts. 45 e 46 da Lei nº 8.666/1993. - Acórdão TCU 1.979/2009 – Plenário - Determinação para que, em processos licitatórios, abstenha-se de exigir, no ato convocatório, que as empresas licitantes e/ou contratadas apresentem declaração, emitida pelo fabricante do bem ou serviço licitado, de que possuem plenas condições técnicas para executar os serviços, são representantes legais e estão autorizadas a comercializar os produtos e serviços objeto do termo de referência, uma vez que essa exigência restringe o caráter competitivo do certame e contraria os arts. 3º, § 1º, inc. I, e 30 da Lei nº 8.666/1993. - Acórdão 4.300/2009 - 2ª Câmara - Determinação para que se abstenha de prever, em seus editais, a exigência de que a licitante seja credenciada, autorizada, eleita, designada, ou outro instituto similar, pelo fabricante para fornecer, instalar, dar suporte e configurar os equipamentos que constituam o objeto da licitação, tendo em vista tratar-se de condição que restringe indevida e desnecessariamente o caráter competitivo do certame, contrariando os arts. 3º, § 1º, inc. I, e 30 da Lei nº 8.666/1993. - Acórdão TCU 1.726/2009 – Plenário – Determinação para que faça constar, como anexo aos editais de licitação, o orçamento estimado em planilhas de quantitativos e preços unitários, em cumprimento ao art. 40, § 2º, inc. II, da Lei nº 8.666/1993. - Acórdão TCU 3.894/2009 – 1ª Câmara - Determinação para que se abstenha de modificar, mediante tratativas com as empresas participantes do certame, a natureza e as características do objeto licitado, em atendimento ao princípio da vinculação ao instrumento convocatório, estabelecido no art. 3º da Lei nº 8.666/1993. - Acórdão TCU 2.331/2008 – Plenário - TCU determina que, nos certames licitatórios que vier a promover, objetivando a contratação de serviços de Tecnologia da Informação, sejam observadas as seguintes linhas de ação conforme aplicável à modalidade de licitação adotada: - Acórdão TCU 452/2008 – Plenário - Abster-se de publicar editais de licitação ou minutas de contrato cujo conteúdo diferisse do aprovado pela assessoria jurídica, em obediência ao disposto no art. 38, parágrafo único, da Lei nº 8666/1993. - Acórdão TCU 914/2008 – Primeira Câmara – Faça constar dos editais de pregão com registro de preços orçamento estimativo nos termos de referência e preço máximo admitido, bem como publicasse o resultado do certame e convocasse os licitantes vencedores à assinatura das Atas de Registro de Preços. - Acórdão TCU 762/2008 - Segunda Câmara – Abster-se de incluir, em editais, exigências (para fins de habilitação) de apresentação de documentos que não integrassem o rol estabelecido nos arts. 27 a 31 da Lei nº 8.666/1993, especialmente aquelas relativas à capacitação técnica que não estivessem previstas em lei especial estrito senso. - Acórdão TCU 1.203/2005 – 1ª Câmara - Observe o dispositivo do art. 40, § 1°, da Lei n. 8.666/1993, segundo o qual o edital deve ser assinado pela autoridade que o expedir. - Acórdão TCU 799/2005 – 2ª Câmara - Cumpra rigorosamente as normas e condições do edital, na forma do art. 41 da Lei nº 8.666/1993, respeitando o princípio da publicidade estabelecido no art. 37 da Constituição Federal sempre que a alteração que se fizer necessária no edital puder vir aafetar a formulação das propostas, hipótese em que deverá reabrir o prazo inicialmente fixado, divulgando a modificação pelos mesmos meios que se deu a divulgação do texto original, haja vista o que dispõe o art. 21, § 4º, da referida Lei. - Acórdão TCU 301/2005 - Plenário - Estabeleça o preço do edital considerando apenas o seu custo de reprodução gráfica, como estipulado no art. 32, parágrafo 5º, da Lei de Licitações.

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- Acórdão TCU 642/2004 - Plenário - Nos futuros processos licitatórios, em observância ao que dispõe o art. 40 da Lei nº 8.666/1993, que os editais sejam suficientemente claros e sem inconsistências quanto aos critérios de julgamento, de modo a evitar interpretações dúbias por parte dos licitantes e da CPL e desclassificações por mero rigorismo formal (...). - Acórdão TCU 740/2004 - Plenário - O TCU expediu as seguintes recomendações: a) especifique nos avisos dos editais da modalidade pregão as quantidades dos bens a serem adquiridos, definindo-se, assim, precisa, suficiente e claramente o objeto, nos termos do art. 11, II, do Decreto nº 3.555/00; b) inclua nos editais da modalidade pregão, cujos objetos versarem sobre a aquisição de bens e serviços de informática e automação, cláusula prevendo o direito de preferência nos termos estipulados no art. 3º, da Lei nº 8.248/91, alterado pela Lei nº 10.176/01, devendo ser observadas as alterações posteriores sobre a matéria; c) oriente o pregoeiro designado pela autoridade competente para examinar acuradamente no momento da sessão da abertura do pregão a compatibilidade do bem cotado pelos licitantes quanto às especificações técnicas estipuladas no edital, fazendo constar em ata detalhadamente os motivos da desclassificação, se for o caso, em observância ao art. 4º, XI, da Lei nº 10.520/02 c/c o art. 11, XII, do Decreto nº 3.555/00. - Acórdão TCU 1.705/2003 - Plenário – Atente para os termos do inciso I do art. 40 c/c o §4o do art. 7º e o inciso II do §7º do art. 15, da Lei n. 8.666/1993, bem como do inciso I do art. 8o do Regulamento aprovado pelo Decreto n. 3.555/2000, de forma que o objeto da licitação seja descrito de maneira clara e precisa, devendo o instrumento convocatório especificá-lo com as qualidades e quantidades desejadas ou previstas (...). - Acórdão TCU 1.292/2003 - Plenário - Faça constar dos atos convocatórios a minuta dos futuros instrumentos de contrato a serem firmados, consoante preceituado no art. 62, § 1°, da Lei n° 8.666/93. - Decisão TCU 444/2001 - Plenário - Deve ser promovida a reabertura dos prazos inicialmente previstos, nos casos de alterações no edital, conforme disposto no § 4º do art. 21 da Lei nº 8.666, 1993, com expressa justificativa quando o caso assim não requerer.
Termo de Referência/Planilha/Pesquisa de preços/Orçamento 29

- Acórdão TCU 7.988/2011 - 1ª Câmara - O TCU deu ciência ao (...) de que a ausência de orçamento estimado em planilhas de quantitativos e preços unitários, no anexo do edital, contraria o § 2º, inc. II, do art. 40 da Lei nº 8.666/1993, prejudicando a transparência na definição da composição do objeto, em vista a proporcionar melhores parâmetros de comparação de preços. - Acórdão TCU 4.546/2011 - 2ª Câmara - Foram consideradas impróprias, em pregão tendo por objeto a contratação de serviços de apoio às atividades técnico-administrativas, no âmbito do (...): a) a consulta realizada pela pregoeira às empresas, para estimar o valor do objeto licitado, não obedeceu à descrição dos serviços do termo de referência, pois não contemplou a função de telefonista e incluiu a de programador, que não estava prevista; b) realização de cotação parcial dos itens, quando o correto seria solicitar a cada empresa a informação de preços para todos os serviços licitados; c) a resposta de uma empresa privada de serviços à consulta realizada pela pregoeira apresentou preços para itens sobre os quais não havia sido consultada formalmente, evidenciando que recebeu pedido adicional não devidamente formalizado nos autos. - Acórdão TCU 446/2011 – Plenário - Determinação para que realize prévia pesquisa de preços em todos os processos de contratação realizados, com estimativas de preços suficientemente fundamentadas e detalhadas com base em planejamento eficiente realizado pela área técnica, de forma a cumprir o estipulado no inc. II, § 2º, art. 7º, da Lei nº 8.666/1993, utilizando, para isso, propostas de fornecedores e outras fontes de pesquisa que reflitam os preços praticados no mercado.

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- Acórdão TCU 915/2011 – 2ª Câmara - Alerta quanto à constatação das seguintes impropriedades: a) promoção de licitação na modalidade pregão eletrônico, sem a realização de pesquisa de mercado a fim de estimar o preço que comporá o termo de referência balizador da futura contratação, configurando descumprimento do art. 9º, § 2º, do Decreto nº 5.450/2005; b) promoção de licitação na modalidade pregão eletrônico, sem a elaboração de termo de referência na fase preparatória do certame e sem a publicação de edital contendo critérios de aceitação das propostas, configurando descumprimento, respectivamente, dos incisos I e IV do art. 9º do Decreto nº 5.450/2005. - Acórdão TCU 381/2011 – Plenário - Alerta em atenção à Lei nº 8.666/1993, art. 7º, § 2º, II, para os riscos de encaminhar a licitação dentro de uma expectativa equivocada sobre os preços, em razão da utilização de uma única fonte para sua estimativa, o que não permite constatação de eventual viés dos preços em relação ao contexto do mercado, os quais poderão estar fora de uma faixa de preços aceitável para o serviço, em desatenção ao princípio da eficiência, cabendo a obtenção de preços em mais de uma fonte, como pesquisas com os fornecedores, valores adjudicados em licitações de órgãos públicos, valores registrados em atas de SRP, entre outras fontes disponíveis. - Acórdão TCU 658/2011 – 1ª Câmara - Recomendação no sentido de que adote em suas licitações para a contratação de serviços, continuados ou não, a utilização de planilhas de composição detalhada de todos os custos diretos e indiretos envolvidos na prestação dos serviços, nos moldes do modelo previsto na Instrução Normativa/SLTI-MP nº 2, com vistas a dispor de parâmetros mais confiáveis para futuras negociações de preço visando à recomposição do equilíbrio econômicofinanceiro de contrato. - Acórdão TCU 655/2011 – 1ª Câmara - Alerta a um órgão federal para que se abstenha de efetuar contratação por preços acima da estimativa de mercado realizada previamente, obedecendo a lei do menor preço. - Acórdão TCU 194/2011 – Plenário - Alerta quanto à necessidade de criteriosa verificação da idoneidade das pesquisas de preços apresentadas por empresas contratadas, de forma a evitar-se a aceitação de pesquisas com indícios de simulação. - Acórdão TCU 47/2011 – Plenário - Determinação para que, nos procedimentos licitatórios, proceda a uma detalhada estimativa de preços com base em pesquisa fundamentada em informações de diversas fontes propriamente avaliadas, como, por exemplo, cotações específicas com fornecedores, contratos anteriores do próprio órgão, contratos de outros órgãos e, em especial, os valores registrados no Sistema de Preços Praticados do SIASG e nas atas de registro de preços da Administração Pública Federal, de forma a possibilitar a estimativa mais real possível, em conformidade com os arts. 6º, inc. IX, alínea "f", e 43, inc. IV, da Lei nº 8.666/1993. - Acórdão TCU 2.432/2009 - Plenário - Determinação para que, em compras de no-breaks, realize pesquisa de mercado com fornecedores suficientes, de forma a possibilitar a estimativa correta dos valores a serem contratados e a compatibilidade dos preços propostos, inclusive das baterias, com os praticados no mercado, conforme disposto nos arts. 43, inc. IV, e 48, inc. II, da Lei nº 8.666/1993. - Acórdão TCU 2.361/2009 – Plenário - Determinação para que se abstenha de utilizar a variação de índice inflacionário para estimar o custo de bens e serviços a serem licitados, realizando, para tal mister, a devida pesquisa de mercado, nos termos do art. 43, inc. IV, da Lei nº 8.666/1993. - Acórdão TCU 5.245/2009 – 2ª Câmara - Determinação para que, quando da realização de procedimentos licitatórios, dispensas de licitação e adesões a Atas de Registro de Preços, sejam realizadas as devidas pesquisas de preços e as mesmas sejam formalmente documentadas e juntadas aos respectivos processos.
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- Acórdão TCU 4.524/2009 – 1ª Câmara - Determinação para que, quando da elaboração de estimativas de preços de produtos/serviços a serem licitados, inclusive daqueles de interesse do (...), promova ampla pesquisa de preço, abrangendo outras aquisições/contratações da Administração Pública, inclusive. - Acórdão TCU 845/2005 - Segunda Câmara - Providencie, nas licitações na modalidade pregão, orçamento atualizado e detalhado que possa subsidiar o preço de referência e assegurar, desta forma, o princípio da economicidade, nos termos do art. 8°, inciso II, do Decreto n° 3.555/2000.

Parecer Jurídico

- Acórdão TCU 748/2011 – Plenário - Alerta quanto à irregularidade, em procedimentos licitatórios e na execução dos contratos, caracterizada pela ausência de controle efetivo de legalidade sobre os procedimentos licitatórios por parte da assessoria jurídica, caracterizada pela emissão de pareceres jurídicos que não contemplavam todos os aspectos básicos essenciais e prévios à realização dos certames, nos termos do parágrafo único do art. 38 da Lei nº 8.666/93. - Acórdão TCU 2.116/2011 – 2ª Câmara - Alerta para que se abstenha de publicar editais de licitação ou minutas de contratos cujo conteúdo não tenha sido aprovado pela assessoria jurídica ou cujo conteúdo difira do aprovado por esta, nos exatos termos do art. 38, parágrafo único, da Lei nº 8.666/1993. - Acórdão TCU 1.333/2011 – 1ª Câmara - Alerta no sentido de que: a) nos casos em que as áreas técnicas discordem do parecer adverso emitido pela Procuradoria Jurídica, submeta novamente à apreciação daquela área jurídica ou explicitar, no despacho do dirigente, com a devida fundamentação, a motivação para não fazê-lo; b) abstenha-se de prescindir da prévia apreciação jurídica dos instrumentos tratados no parágrafo único do art. 38 da Lei nº 8.666/1993. - Acórdão TCU 401/2011 – 2ª Câmara - Alerta a um órgão federal com relação à impropriedade caracterizada pela ausência de justificativas e documentos para fundamentar o não atendimento aos pareceres da assessoria jurídica do órgão, emitidos em processo licitatório, em desacordo com o disposto no parágrafo único do art. 38 da Lei nº 8.666/1993.

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CAP IV – FASE EXTERNA OU EXECUTÓRIA
Neste capítulo, serão apresentadas as atividades realizadas durante a fase externa do pregão eletrônico. A fase externa14 está submetida a atividades sequenciais, em que a realização de determinada atividade depende da conclusão da atividade antecedente. São elas: 1. Publicidade do Edital;
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Lei 10.520/ 02:

Art. 4º A fase externa do pregão será iniciada com a convocação dos interessados e observará as seguintes regras: I - a convocação dos interessados será efetuada por meio de publicação de aviso em diário oficial do respectivo ente federado ou, não existindo, em jornal de circulação local, e facultativamente, por meios eletrônicos e conforme o vulto da licitação, em jornal de grande circulação, nos termos do regulamento de que trata o art. 2º; II - do aviso constarão a definição do objeto da licitação, a indicação do local, dias e horários em que poderá ser lida ou obtida a íntegra do edital; III - do edital constarão todos os elementos definidos na forma do inciso I do art. 3º, as normas que disciplinarem o procedimento e a minuta do contrato, quando for o caso; IV - cópias do edital e do respectivo aviso serão colocadas à disposição de qualquer pessoa para consulta e divulgadas na forma da Lei no 9.755, de 16 de dezembro de 1998; V - o prazo fixado para a apresentação das propostas, contado a partir da publicação do aviso, não será inferior a 8 (oito) dias úteis; VI - no dia, hora e local designados, será realizada sessão pública para recebimento das propostas, devendo o interessado, ou seu representante, identificar-se e, se for o caso, comprovar a existência dos necessários poderes para formulação de propostas e para a prática de todos os demais atos inerentes ao certame; VII - aberta a sessão, os interessados ou seus representantes, apresentarão declaração dando ciência de que cumprem plenamente os requisitos de habilitação e entregarão os envelopes contendo a indicação do objeto e do preço oferecidos, procedendo-se à sua imediata abertura e à verificação da conformidade das propostas com os requisitos estabelecidos no instrumento convocatório; VIII - no curso da sessão, o autor da oferta de valor mais baixo e os das ofertas com preços até 10% (dez por cento) superiores àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor; IX - não havendo pelo menos 3 (três) ofertas nas condições definidas no inciso anterior, poderão os autores das melhores propostas, até o máximo de 3 (três), oferecer novos lances verbais e sucessivos, quaisquer que sejam os preços oferecidos; X - para julgamento e classificação das propostas, será adotado o critério de menor preço, observados os prazos máximos para fornecimento, as especificações técnicas e parâmetros mínimos de desempenho e qualidade definidos no edital; XI - examinada a proposta classificada em primeiro lugar, quanto ao objeto e valor, caberá ao pregoeiro decidir motivadamente a respeito da sua aceitabilidade; XII - encerrada a etapa competitiva e ordenadas as ofertas, o pregoeiro procederá à abertura do invólucro contendo os documentos de habilitação do licitante que apresentou a melhor proposta, para verificação do atendimento das condições fixadas no edital; XIII - a habilitação far-se-á com a verificação de que o licitante está em situação regular perante a Fazenda Nacional, a Seguridade Social e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS, e as Fazendas Estaduais e Municipais, quando for o caso, com a comprovação de que atende às exigências do edital quanto à habilitação jurídica e qualificações técnica e econômico-financeira; XIV - os licitantes poderão deixar de apresentar os documentos de habilitação que já constem do Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores – Sicaf e sistemas semelhantes mantidos por Estados, Distrito Federal ou Municípios, assegurado aos demais licitantes o direito de acesso aos dados nele constantes; XV - verificado o atendimento das exigências fixadas no edital, o licitante será declarado vencedor; XVI - se a oferta não for aceitável ou se o licitante desatender às exigências habilitatórias, o pregoeiro examinará as ofertas subseqüentes e a qualificação dos licitantes, na ordem de classificação, e assim sucessivamente, até a apuração de uma que atenda ao edital, sendo o respectivo licitante declarado vencedor; XVII - nas situações previstas nos incisos XI e XVI, o pregoeiro poderá negociar diretamente com o proponente para que seja obtido preço melhor; XVIII - declarado o vencedor, qualquer licitante poderá manifestar imediata e motivadamente a intenção de recorrer, quando lhe será concedido o prazo de 3 (três) dias para apresentação das razões do recurso, ficando os demais licitantes desde logo intimados para apresentar contra-razões em igual número de dias, que começarão a correr do término do prazo do recorrente, sendo-lhes assegurada vista imediata dos autos; XIX - o acolhimento de recurso importará a invalidação apenas dos atos insuscetíveis de aproveitamento; XX - a falta de manifestação imediata e motivada do licitante importará a decadência do direito de recurso e a adjudicação do objeto da licitação pelo pregoeiro ao vencedor; XXI - decididos os recursos, a autoridade competente fará a adjudicação do objeto da licitação ao licitante vencedor; XXII - homologada a licitação pela autoridade competente, o adjudicatário será convocado para assinar o contrato no prazo definido em edital; e XXIII - se o licitante vencedor, convocado dentro do prazo de validade da sua proposta, não celebrar o contrato, aplicar-se-á o disposto no inciso XVI.

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2. Impugnação e esclarecimentos do edital; recebimento das propostas; 3. Análise das propostas; 4. Fase de lances; 5. Aceitação das propostas; 6. Verificação da habilitação ou inabilitação dos licitantes; 7. Manifestação da intenção de recurso; 8. Fase recursal; 9. Adjudicação do objeto ao licitante vencedor; 10. Homologação do processo. O esquema a seguir, representa a ordem sequencial das atividades realizadas na fase externa do Pregão Eletrônico a serem abordadas neste capítulo, desde a publicidade do ato convocatório até a homologação pela Autoridade Competente:

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4.1 Divulgação do Pregão A fase externa do pregão eletrônico15 será iniciada com a convocação dos interessados por meio de inclusão do edital, inclusão do aviso no novo SIDEC (Sistema de Divulgação Eletrônica de Compras), no portal Comprasnet (www.comprasnet.gov.br), e publicação do aviso no Diário Oficial da União.

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Dec. 5.450/05: Art. 17. A fase externa do pregão, na forma eletrônica, será iniciada com a convocação dos interessados por meio de publicação de aviso, observados os valores estimados para contratação e os meios de divulgação a seguir indicados: I - até R$ 650.000,00 (seiscentos e cinqüenta mil reais): a) Diário Oficial da União; e b) meio eletrônico, na internet; II - acima de R$ 650.000,00 (seiscentos e cinqüenta mil reais) até R$ 1.300.000,00 (um milhão e trezentos mil reais): a) Diário Oficial da União; b) meio eletrônico, na internet; e c) jornal de grande circulação local; III - superiores a R$ 1.300.000,00 (um milhão e trezentos mil reais): a) Diário Oficial da União; b) meio eletrônico, na internet; e c) jornal de grande circulação regional ou nacional. o § 1 Os órgãos ou entidades integrantes do SISG e os que aderirem ao sistema do Governo Federal disponibilizarão a íntegra do edital, em meio eletrônico, no Portal de Compras do Governo Federal - COMPRASNET, sítio www.comprasnet.gov.br. o § 2 O aviso do edital conterá a definição precisa, suficiente e clara do objeto, a indicação dos locais, dias e horários em que poderá ser lida ou obtida a íntegra do edital, bem como o endereço eletrônico onde ocorrerá a sessão pública, a data e hora de sua realização e a indicação de que o pregão, na forma eletrônica, será realizado por meio da internet. o § 3 A publicação referida neste artigo poderá ser feita em sítios oficiais da administração pública, na internet, desde que certificado digitalmente por autoridade certificadora credenciada no âmbito da Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICPBrasil. o § 4 O prazo fixado para a apresentação das propostas, contado a partir da publicação do aviso, não será inferior a oito dias úteis. o § 5 Todos os horários estabelecidos no edital, no aviso e durante a sessão pública observarão, para todos os efeitos, o horário de Brasília, Distrito Federal, inclusive para contagem de tempo e registro no sistema eletrônico e na documentação relativa ao certame. o § 6 Na divulgação de pregão realizado para o sistema de registro de preços, independentemente do valor estimado, será adotado o disposto no inciso III.

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O edital, na íntegra, será disponibilizado no sítio www.comprasnet.gov.br para download. O aviso é um extrato do conteúdo do edital destinado à ampla divulgação junto aos interessados. Conterá a definição precisa, suficiente e clara do objeto, a indicação dos locais, dias e horários em que poderá ser lida ou obtida a íntegra do edital, bem como o endereço eletrônico onde ocorrerá a sessão pública, a data e hora de sua realização e a indicação de que o pregão, na forma eletrônica, será realizado por meio da internet.

No quadro abaixo, os valores estimados para contratação e os respectivos meios de divulgação do aviso/edital indicados: Valor estimado para contratação
Até R$ 650.000,00

Meio de Divulgação
- Diário Oficial da União - Meio eletrônico, na internet - Diário Oficial da União

Acima de R$ 650.000,00 e até R$ 1.3000.000,00 Superiores a R$ 1.300.000,00 Pregões por Sistema de Registro de Preços – Qualquer valor.

- Meio eletrônico, na internet - Jornal de grande circulação local - Diário Oficial da União - Meio eletrônico, na internet - Jornal de grande circulação regional ou nacional.

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O prazo fixado para a apresentação das propostas, contado a partir da publicação do aviso, não será inferior a oito dias úteis. Todos os horários estabelecidos no edital, no aviso e durante a sessão pública observarão, para todos os efeitos, o horário de Brasília - DF, inclusive para contagem de tempo e registro no sistema eletrônico e na documentação relativa ao certame.

4.2 Recebimento das propostas, impugnações e esclarecimentos do edital

4.2.1 Recebimento das propostas Inicia-se após a divulgação do edital, no endereço eletrônico (www.comprasnet.gov.br), e encerra-se automaticamente na data e hora marcadas para a abertura da sessão pública. O edital fixará prazo não inferior a 8 (oito) dias úteis, contados da publicação do aviso, para os interessados prepararem suas propostas. As propostas enviadas poderão ser alteradas ou excluídas até a data e o horário definidos para abertura da sessão pública. Durante esse período, os fornecedores poderão encaminhar, excluir ou substituir suas propostas, exclusivamente por meio do sistema eletrônico. As propostas deverão conter, entre outras informações, a descrição complementar do objeto ofertado e o preço.

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De acordo com o Art. 21 do Dec. nº 5.450/05:  Após a divulgação do edital no endereço eletrônico, os licitantes deverão encaminhar proposta com a descrição do objeto ofertado e o preço e, se for o caso, o respectivo anexo, até a data e hora marcadas para abertura da sessão, exclusivamente por meio do sistema eletrônico, quando, então, encerrar-se-á, automaticamente, a fase de recebimento de propostas.  Para participação no pregão eletrônico, o licitante deverá manifestar, em campo próprio do sistema eletrônico, que cumpre plenamente os requisitos de habilitação e que sua proposta está em conformidade com as exigências do instrumento convocatório.  A declaração falsa relativa ao cumprimento dos requisitos de habilitação e proposta sujeitará o licitante às sanções previstas neste Decreto.  Até a abertura da sessão, os licitantes poderão retirar ou substituir a proposta anteriormente apresentada.

4.2.2 Impugnações e esclarecimentos do Edital
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Durante esse período os fornecedores deverão registrar, eletronicamente, eventuais necessidades de esclarecimentos do edital ou encaminhar pedido de impugnação do ato convocatório do Pregão Eletrônico.

A impugnação poderá ser encaminhada administrativamente, via ofício, e-mail ou fax dirigido à Unidade/Órgão licitante.

Caberá ao pregoeiro, auxiliado pelo setor responsável pela elaboração do edital, decidir sobre a impugnação no prazo de até vinte e quatro horas. Acolhida a impugnação contra o ato convocatório, será definida e publicada nova data para realização do certame. Os pedidos de esclarecimentos referentes ao processo licitatório deverão ser enviados ao pregoeiro, até três dias úteis anteriores à data fixada para abertura da sessão pública, exclusivamente por meio eletrônico via internet, no endereço indicado no edital17.

IMPUGNAR: contrariar com razões, contestar.

Até dois dias úteis antes da data fixada para abertura da sessão pública, qualquer pessoa poderá impugnar o ato convocatório do pregão, na forma eletrônica16.

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Dec. 5.450/05:

Art. 18. Até dois dias úteis antes da data fixada para abertura da sessão pública, qualquer pessoa poderá impugnar o ato convocatório do pregão, na forma eletrônica. o § 1 Caberá ao pregoeiro, auxiliado pelo setor responsável pela elaboração do edital, decidir sobre a impugnação no prazo de até vinte e quatro horas. o § 2 Acolhida a impugnação contra o ato convocatório, será definida e publicada nova data para realização do certame.
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Dec. 5.450/05:

Art. 19. Os pedidos de esclarecimentos referentes ao processo licitatório deverão ser enviados ao pregoeiro, até três dias úteis anteriores à data fixada para abertura da sessão pública, exclusivamente por meio eletrônico via internet, no endereço indicado no edital.

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Qualquer modificação no edital exige divulgação pelo mesmo instrumento de publicação em que se deu o texto original, reabrindo-se o prazo inicialmente estabelecido, exceto quando, inquestionavelmente, a alteração não afetar a formulação das propostas18.

Após receber o pedido de impugnação ou de esclarecimento, pelo fornecedor, o pregoeiro deverá registrar, no Portal Comprasnet, em campo específico do sistema, o texto do pedido e a respectiva resposta.

4.3 Análise das propostas A partir do horário previsto no edital, a sessão pública na internet será aberta por comando do pregoeiro com a utilização de sua chave de acesso (CPF) e senha19. Os licitantes poderão participar da sessão pública na internet, devendo utilizar sua chave de acesso e senha. O pregoeiro analisará as propostas apresentadas, desclassificando aquelas que não estejam em conformidade com os requisitos estabelecidos no edital. A desclassificação de proposta será sempre fundamentada e registrada no sistema, com acompanhamento em tempo real por todos os participantes. As propostas contendo a descrição do objeto, valor e eventuais anexos estarão disponíveis na internet. O sistema disponibilizará campo próprio para troca de mensagens entre o pregoeiro e os licitantes. Serão classificadas as propostas que estiverem rigorosamente de acordo com as especificações contidas no edital.

O fornecedor que tiver sua proposta excluída, para um determinado item, estará definitivamente fora das fases seguintes do Pregão, para esse item.

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Dec. 5.450/05:

Art. 20. Qualquer modificação no edital exige divulgação pelo mesmo instrumento de publicação em que se deu o texto original, reabrindo-se o prazo inicialmente estabelecido, exceto quando, inquestionavelmente, a alteração não afetar a formulação das propostas.
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Dec. 5.450/05:

Art. 22. A partir do horário previsto no edital, a sessão pública na internet será aberta por comando do pregoeiro com a utilização de sua chave de acesso e senha. o § 1 Os licitantes poderão participar da sessão pública na internet, devendo utilizar sua chave de acesso e senha. o § 2 O pregoeiro verificará as propostas apresentadas, desclassificando aquelas que não estejam em conformidade com os requisitos estabelecidos no edital. o § 3 A desclassificação de proposta será sempre fundamentada e registrada no sistema, com acompanhamento em tempo real por todos os participantes. o § 4 As propostas contendo a descrição do objeto, valor e eventuais anexos estarão disponíveis na internet. o § 5 O sistema disponibilizará campo próprio para troca de mensagens entre o pregoeiro e os licitantes.

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Somente as propostas classificadas pelo pregoeiro participarão da fase de lance20. 4.4 Fase de lances Após análise e classificação das propostas, o pregoeiro dará início à fase competitiva21, quando então os licitantes poderão encaminhar lances sucessivos, exclusivamente por meio do sistema eletrônico, de acordo com o horário fixado para abertura da sessão e as regras estabelecidas no edital. No que se refere aos lances, o licitante será imediatamente informado do seu recebimento e do valor consignado no registro.

De acordo com os Art 2º e 3º da Instrução Normativa nº 03 – SLTI/MPOG, de 16 dez 11, na fase competitiva do pregão eletrônico, o intervalo entre os lances enviados pelo mesmo licitante não poderá ser inferior a 20 segundos. Os lances enviados inferiores a esse tempo, serão automaticamente descartados pelos sistema.

O licitante somente poderá oferecer lance inferior ao último por ele ofertado e registrado pelo sistema. Não serão aceitos dois ou mais lances iguais, prevalecendo aquele que for recebido e registrado primeiro. Durante a sessão pública, os licitantes serão informados, em tempo real, do valor do menor lance registrado, vedada a identificação do licitante.

Na fase de lances, a comunicação entre o pregoeiro e os licitantes, via sistema eletrônico – chat, continua num canal unilateral, podendo ser acompanhada pela sociedade por meio do portal Comprasnet, opção Acesso Livre > Pregões >Em Andamento.

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20

Dec. 5.450/05:

Art. 23. O sistema ordenará, automaticamente, as propostas classificadas pelo pregoeiro, sendo que somente estas participarão da fase de lance.
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Dec. 5.450/05:

Art. 24. Classificadas as propostas, o pregoeiro dará início à fase competitiva, quando então os licitantes poderão encaminhar lances exclusivamente por meio do sistema eletrônico. o § 1 No que se refere aos lances, o licitante será imediatamente informado do seu recebimento e do valor consignado no registro. o § 2 Os licitantes poderão oferecer lances sucessivos, observados o horário fixado para abertura da sessão e as regras estabelecidas no edital. o § 3 O licitante somente poderá oferecer lance inferior ao último por ele ofertado e registrado pelo sistema. o § 4 Não serão aceitos dois ou mais lances iguais, prevalecendo aquele que for recebido e registrado primeiro. o § 5 Durante a sessão pública, os licitantes serão informados, em tempo real, do valor do menor lance registrado, vedada a identificação do licitante. o § 6 A etapa de lances da sessão pública será encerrada por decisão do pregoeiro. o § 7 O sistema eletrônico encaminhará aviso de fechamento iminente dos lances, após o que transcorrerá período de tempo de até trinta minutos, aleatoriamente determinado, findo o qual será automaticamente encerrada a recepção de lances. ......................... § 10. No caso de desconexão do pregoeiro, no decorrer da etapa de lances, se o sistema eletrônico permanecer acessível aos licitantes, os lances continuarão sendo recebidos, sem prejuízo dos atos realizados.

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A etapa de lances será encerrada por decisão do pregoeiro. O encerramento acontece em dois momentos sucessivos: tempo de iminência e fechamento aleatório.  O pregoeiro deve informar no sistema o tempo de iminência, entre 01 e 60 minutos.  Decorrido esse tempo, os itens entram no encerramento aleatório, determinado num período de até 30 minutos, findo o qual, será automaticamente encerrada a recepção de lances. Os pregões poderão ser encerrados a qualquer momento do tempo aleatório (1 segundo a 30 minutos), não havendo prorrogação, independente de novos lances.

No caso de desconexão do pregoeiro, no decorrer da etapa de lances, se o sistema eletrônico permanecer acessível aos licitantes, os lances continuarão sendo recebidos, sem prejuízo dos atos realizados. Quando a desconexão do pregoeiro persistir por tempo superior a dez minutos, a sessão do pregão na forma eletrônica será suspensa e reiniciada somente após comunicação aos participantes, no endereço eletrônico utilizado para divulgação.

Apos o encerramento de CADA ITEM, podem ocorrer duas situações: a) caso exista participação de ME/EPP "declarante" para o item, o sistema emitirá, via chat, a mensagem: “O item X teve participação de Micro/Pequena Empresa optante pelo benefício da Lei Complementar 123/06 e poderá ter desempate dos lances após o encerramento de todos os itens. Clique em “Desempate ME/EEP/7174” e mantenham-se conectados.” b) caso exista previsão de aplicabilidade do Decreto 7.174 para o item, o sistema emitirá, via chat, a mensagem: “teve participação de empresas que atendem os requisitos estabelecidos nos incisos I, II e III do art.5o do Decreto 7174 de 12/05/2010 e poderá ter desempate dos lances após o encerramento de todos os itens. Clique em “Desempate ME/EEP/7174” e mantenham-se conectados. A partir deste momento, o item X passara para a situação de “Desempate ME/EPP/7174”. Após o encerramento de TODOS OS ITENS, para cada item que teve „empate ficto‟ no que se refere à Lei Complementar no 123/06 ou Decreto 7.174/10, o sistema selecionará todas as empresas cujo último lance enviado, para o item, esteja ate 5% ou 10%, respectivamente, superior a oferta vencedora. Apos esse procedimento, o sistema enviará mensagem, via chat, informando quais os itens terão desempate nos lances. A seguir, para cada item, o sistema enviará mensagem pública, via chat, convocando o fornecedor ME/EPP ou beneficiário do Decreto 7.174/10 melhor classificado a enviar um lance final que deverá ser inferior ao lance vencedor, no prazo de até 5 minutos, cronometrados a partir da hora do envio da mensagem de convocação dada pelo sistema. Caso o primeiro fornecedor ME/EPP ou beneficiário do Decreto 7.174/10 convocado não oferte lance no tempo estipulado (5 minutos) ou opte pela desistência, o sistema convocará o próximo fornecedor aplicável à regra, e assim sucessivamente. Se nenhuma das empresas ME/EPP ou beneficiárias do Decreto 7.174/10 apresentar lance inferior ao vencedor ou todas desistirem, ficará mantida a empresa vencedora inicial e o item será encerrado automaticamente. Para o caso em que há a previsão dos dois benefícios, ME/EPP e beneficiário do Decreto 7.174/10, inicialmente serão aplicadas as regras de preferência para as microempresas e empresas de pequeno porte e, em seguida, será concedido o benefício que trata o Decreto 7.174/10. O sistema passará para o próximo item, somente quando encerrado o desempate do item anterior. Encerrado o desempate de todos os itens, o pregoeiro deverá ir para fase de Aceitação.

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O esquema, a seguir, demonstra as atividades do pregoeiro e do fornecedor durante a fase de lances, podendo ser acompanhadas pela sociedade.

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4.5 Aceitação das propostas

A etapa de aceitação inicia-se logo após a fase de lances. O pregoeiro examinará a proposta classificada em primeiro lugar quanto à compatibilidade do preço em relação ao estimado para contratação e verificará a habilitação do licitante conforme disposições do edital22.

Na fase de aceitação, o pregoeiro terá disponíveis os seguintes dados dos fornecedores participantes: CNPJ, Razão Social e menor proposta/lance ofertado.

Após o encerramento da etapa de lances da sessão pública, o pregoeiro poderá encaminhar, pelo sistema eletrônico (via chat), contraproposta ao licitante que tenha apresentado lance mais vantajoso, para que seja obtida melhor proposta, observado o critério de julgamento, não se admitindo negociar condições diferentes daquelas previstas no edital23.
22

Dec. 5.450/05:

Art. 25. Encerrada a etapa de lances, o pregoeiro examinará a proposta classificada em primeiro lugar quanto à compatibilidade do preço em relação ao estimado para contratação e verificará a habilitação do licitante conforme disposições do edital.
23

Dec. 5.450/05:

Art. 24. .................................................. o § 8 Após o encerramento da etapa de lances da sessão pública, o pregoeiro poderá encaminhar, pelo sistema eletrônico, contraproposta ao licitante que tenha apresentado lance mais vantajoso, para que seja obtida melhor proposta, observado o critério de julgamento, não se admitindo negociar condições diferentes daquelas previstas no edital. o § 9 A negociação será realizada por meio do sistema, podendo ser acompanhada pelos demais licitantes.

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A negociação será realizada por meio do Portal Comprasnet, podendo ser acompanhada pela sociedade e pelos demais licitantes.

Na fase de aceitação, a comunicação entre o pregoeiro e o fornecedor é bilateral.

Foi implantada, no sistema Comprasnet, a funcionalidade “Em Análise” para os casos de análise de amosta, de documentação, aguardando documentação, etc. Será aplicada pelo pregoeiro por item, que não impede o andamento dos demais itens. A funcionalidade “Em Análise” poderá ser aplicada nas fases de “Aceitação” e “Habilitação”.

No caso de contratação de serviços comuns em que a legislação ou o edital exija apresentação de planilha de composição de preços, esta deverá ser encaminhada de imediato por meio eletrônico, com os respectivos valores readequados ao lance vencedor24. Se a proposta classificada em primeiro lugar não for aceitável, o pregoeiro deverá recusá-la, justificando em campo específico do sistema e em seguida, examinar a proposta subseqüente e, assim sucessivamente, na ordem de classificação até a apuração de uma proposta que atenda ao edital.
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4.6 Verificação da habilitação ou inabilitação A habilitação dos licitantes, conforme disposições do edital, será verificada por meio do Sistema de Cadastramento Interno de Fornecedores (SICAF), nos documentos por ele abrangidos, quando dos procedimentos licitatórios realizados por órgãos integrantes do Sistema Integrado de Serviços Gerais (SISG) ou por órgãos ou entidades que aderirem ao SICAF25.
24

Dec. 5.450/05:

Art. 25 .......................... o § 6 No caso de contratação de serviços comuns em que a legislação ou o edital exija apresentação de planilha de composição de preços, esta deverá ser encaminhada de imediato por meio eletrônico, com os respectivos valores readequados ao lance vencedor.
25

Dec. 5.450/05:

Art. 25. ........................... o § 1 A habilitação dos licitantes será verificada por meio do SICAF, nos documentos por ele abrangidos, quando dos procedimentos licitatórios realizados por órgãos integrantes do SISG ou por órgãos ou entidades que aderirem ao SICAF. o § 2 Os documentos exigidos para habilitação que não estejam contemplados no SICAF, inclusive quando houver necessidade de envio de anexos, deverão ser apresentados inclusive via fax, no prazo definido no edital, após solicitação do pregoeiro no sistema eletrônico. o § 3 Os documentos e anexos exigidos, quando remetidos via fax, deverão ser apresentados em original ou por cópia autenticada, nos prazos estabelecidos no edital. o § 4 Para fins de habilitação, a verificação pelo órgão promotor do certame nos sítios oficiais de órgãos e entidades emissores de certidões constitui meio legal de prova. ............................... o § 5 Se a proposta não for aceitável ou se o licitante não atender às exigências habilitatórias, o pregoeiro examinará a proposta subseqüente e, assim sucessivamente, na ordem de classificação, até a apuração de uma proposta que atenda ao edital. o § 9 Constatado o atendimento às exigências fixadas no edital, o licitante será declarado vencedor.

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Os documentos exigidos para habilitação que não estejam contemplados no SICAF, inclusive quando houver necessidade de envio de anexos, deverão ser apresentados inclusive via fax, no prazo definido no edital, após solicitação do pregoeiro no sistema eletrônico. Os documentos e anexos exigidos, quando remetidos via fax, deverão ser apresentados em original ou por cópia autenticada, nos prazos estabelecidos no edital. Para fins de habilitação, a verificação pelo órgão promotor do certame nos sítios oficiais de órgãos e entidades emissores de certidões constitui meio legal de prova.

A verificação da documentação poderá ser realizada de forma on-line por meio de consulta nos sítios oficiais ou poderá ser solicitado que a documentação seja enviada via fax, conforme definido em edital.

Se a proposta não for aceitável ou se o licitante não atender às exigências habilitatórias, o pregoeiro examinará a proposta subsequente e, assim sucessivamente, na ordem de classificação, até a apuração de uma proposta que atenda ao edital. Constatado o atendimento às exigências fixadas no edital, o licitante será declarado vencedor.

O Art. 14 do Decreto nº 5.450, de 31 maio 05, enumera a documentação necessária para a habilitação dos licitantes: “Art. 14. Para habilitação dos licitantes, será exigida, exclusivamente, a documentação relativa: I - à habilitação jurídica; II - à qualificação técnica; III - à qualificação econômico-financeira; IV - à regularidade fiscal com a Fazenda Nacional, o sistema da seguridade social e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS; V - à regularidade fiscal perante as Fazendas Estaduais e Municipais, quando for o caso; e VI - ao cumprimento do disposto no inciso XXXIII do art. 7o da Constituição e no inciso XVIII do art. 78 da Lei no 8.666, de 1993. Parágrafo único. A documentação exigida para atender ao disposto nos incisos I, III, IV e V deste artigo poderá ser substituída pelo registro cadastral no SICAF ou, em se tratando de órgão ou entidade não abrangida pelo referido Sistema, por certificado de registro cadastral que atenda aos requisitos previstos na legislação geral”.

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A Lei 12.440, de 07 jul 11, institui a Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas (CNDT), como prova de Inexistência de Débitos Trabalhistas, acrescentando ao rol da documentação de habilitação a regularidade trabalhista (alterou o Inc V do art. 27, o caput e o Inc V do art. 29 da Lei 8.666, de 21 jun 93). Os Pregoeiros deverão consultar o sitio www.tst.jus.br/certidao para comprovar a inexistência de débito inadimplido perante à Justiça do Trabalho do licitante/fornecedor, até que o sistema SICAF esteja adaptado para disponibilizar a informação. A CNDT certificará a empresa em relação a todos os seus estabelecimentos, agências e filiais. O prazo de validade da CNDT é de 180 (cento e oitenta) dias, contado da data de sua emissão.

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A Instrução Normativa nº 02 – SLTI/MPOG, de 11 out 10, estabelece as normas de funcionamento do novo SICAF. A habilitação dos fornecedores em licitação, dispensa, inexigibilidade e nos contratos administrativos pertinentes à aquisição de bens e serviços, inclusive de obras e publicidade, e a alienação e locação poderá ser comprovada por meio de prévia e regular inscrição cadastral no SICAF, desde que os documentos comprobatórios estejam validados e atualizados (art. 3º da IN nº 02). O cadastro no SICAF poderá ser iniciado no Portal de Compras do Governo Federal - Comprasnet, no sítio www.comprasnet.gov.br, e abrange os seguintes níveis: I – credenciamento; II – habilitação jurídica; III – regularidade fiscal federal; IV – regularidade fiscal estadual/municipal; V – qualificação técnica; e VI – qualificação econômico-financeira (art. 8ª IN nº 02).

Quando permitida a participação de empresas estrangeiras na licitação, as exigências de habilitação serão atendidas mediante documentos equivalentes, autenticados pelos respectivos consulados ou embaixadas e traduzidos por tradutor juramentado no Brasil26. A verificação da conformidade com as disposições constitucionais relativas ao trabalho do menor de idade dar-se-á pela apresentação de declaração, subscrita pelo licitante, de que cumpre plenamente a referida disposição constitucional. A prestação de declaração falsa sujeita o participante a sanções previstas na legislação.

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O Art. 16 do Dec. 5.450, de 31 maio 05, elenca a documentação a ser exigida, quando for permitida a participação de consórcio de empresas: “Art. 16. Quando permitida a participação de consórcio de empresas, serão exigidos: I - comprovação da existência de compromisso público ou particular de constituição de consórcio, com indicação da empresa-líder, que deverá atender às condições de liderança estipuladas no edital e será a representante das consorciadas perante a União; II - apresentação da documentação de habilitação especificada no instrumento convocatório por empresa consorciada; III - comprovação da capacidade técnica do consórcio pelo somatório dos quantitativos de cada consorciado, na forma estabelecida no edital; IV - demonstração, por empresa consorciada, do atendimento aos índices contábeis definidos no edital, para fins de qualificação econômico-financeira; V - responsabilidade solidária das empresas consorciadas pelas obrigações do consórcio, nas fases de licitação e durante a vigência do contrato; VI - obrigatoriedade de liderança por empresa brasileira no consórcio formado por empresas brasileiras e estrangeiras, observado o disposto no inciso I; e VII - constituição e registro do consórcio antes da celebração do contrato. Parágrafo único. Fica impedida a participação de empresa consorciada, na mesma licitação, por intermédio de mais de um consórcio ou isoladamente ”.

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Dec. 5.450/05:

Art. 15. Quando permitida a participação de empresas estrangeiras na licitação, as exigências de habilitação serão atendidas mediante documentos equivalentes, autenticados pelos respectivos consulados ou embaixadas e traduzidos por tradutor juramentado no Brasil.

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4.7 Manifestação da Intenção de Recurso Declarado o vencedor, qualquer licitante poderá, durante a sessão pública, de forma imediata e motivada, em campo próprio do sistema, manifestar sua intenção de recorrer27. A falta de manifestação imediata e motivada do licitante quanto à intenção de recorrer, importará na decadência desse direito.

Após o pregoeiro habilitar um item, o sistema abrirá o prazo de intenção de recursos, automaticamente, permanecendo aberto até a habilitação do último item. Neste momento, o sistema automaticamente exibirá a tela onde será informado o prazo final para registro de intenção de recursos para todos os itens. Esse prazo final deverá ser de no mínimo 20 minutos e no máximo 72 horas a partir do horário informado no sistema. Após a informação da data e hora de fechamento, o prazo poderá ser alterado através da funcionalidade de Reabrir/Alterar prazo de intenção de recursos no menu do pregoeiro , sempre com justificativa. Essas informações estarão registradas na ata do Pregão.

A intenção de recurso deverá ser registrada, pelo fornecedor, exclusivamente por meio eletrônico, em campo próprio do sistema. Para facilitar a compreensão, observe o esquema:

Juízo de Admissibilidade: momento no qual o pregoeiro irá julgar a manifestação de intenção de recurso feita pelo licitante, como procedente ou não.

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Dec. 5.450/05:

Art. 26. Declarado o vencedor, qualquer licitante poderá, durante a sessão pública, de forma imediata e motivada, em campo próprio do sistema, manifestar sua intenção de recorrer, quando lhe será concedido o prazo de três dias para apresentar as razões de recurso, ficando os demais licitantes, desde logo, intimados para, querendo, apresentarem contra-razões em igual prazo, que começará a contar do término do prazo do recorrente, sendo-lhes assegurada vista imediata dos elementos indispensáveis à defesa dos seus interesses. o § 1 A falta de manifestação imediata e motivada do licitante quanto à intenção de recorrer, nos termos do caput, importará na decadência desse direito, ficando o pregoeiro autorizado a adjudicar o objeto ao licitante declarado vencedor.

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Decorrido o prazo para a manifestação de intenção de recurso, poderão ocorrer 3 (três) situações distintas:  Se não houver intenção de recurso: - a sessão publica do Pregão será encerrada pelo pregoeiro; - será gerada, automaticamente pelo sistema, a Ata do Pregão e disponibilizada no Portal Comprasnet, na opção Acesso Livre > Pregões > Consulta Ata, para acesso da sociedade e dos licitantes; - o processo de licitação passará para a fase de adjudicação.  Se houver registro de intenção de recurso julgada como não-procedente pelo pregoeiro: - o pregoeiro irá julgar a manifestação de intenção de recurso registrada pelos licitantes, como procedente ou não, utilizando a opção “Juízo de Admissibilidade”; - em seguida, caso a intenção de recurso seja considerada não-procedente, o pregoeiro encerrará sessão pública do Pregão; - será gerada, automaticamente pelo sistema, a Ata do Pregão e disponibilizada no Portal Comprasnet, na opção Acesso Livre > Pregões > Consulta Ata, para acesso da sociedade e dos licitantes; - o processo de licitação passará para a fase de adjudicação.  Se houver registro de intenção de recurso julgada como procedente pelo pregoeiro: - o pregoeiro irá julgar a manifestação de intenção de recurso registrada pelos licitantes, como procedente ou não, utilizando a opção “Juízo de Admissibilidade”; - em seguida, o pregoeiro encerrará a sessão pública do Pregão; - durante o encerramento da sessão pública, se o pregoeiro tiver julgado a intenção de recurso como procedente, o sistema solicitará os prazos limites para registro da razão de recurso, contra-razão e decisão; - será gerada, automaticamente pelo sistema, a Ata do Pregão e disponibilizada no Portal Comprasnet, na opção Acesso Livre > Pregões > Consulta Ata, para acesso da sociedade e dos licitantes; - o processo licitatório entrara na fase recursal.

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4.8 Fase recursal Quando a intenção de recurso, registrada pelos licitantes, for julgada como procedente pelo pregoeiro, no juízo de admissibilidade, será concedido para:  licitante recorrente: o prazo de 3 (três) dias para apresentação das razões de recurso28;
Licitante Recorrente: aquele que interpõe o recurso.

O primeiro e último dia, a serem considerados no prazo para recursos, contra-razão e decisão da Unidade, deverão ser sempre dias úteis.

 demais licitantes: o prazo igual para apresentarem contra-razões, que começará a ser contado a partir do término do prazo do recorrente, sendo-lhes assegurada vista imediata dos elementos indispensáveis à defesa dos seus interesses; e

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Dec. 5.450/05:

Art. 26. Declarado o vencedor, qualquer licitante poderá, durante a sessão pública, de forma imediata e motivada, em campo próprio do sistema, manifestar sua intenção de recorrer, quando lhe será concedido o prazo de três dias para apresentar as razões de recurso, ficando os demais licitantes, desde logo, intimados para, querendo, apresentarem contra-razões em igual prazo, que começará a contar do término do prazo do recorrente, sendo-lhes assegurada vista imediata dos elementos indispensáveis à defesa dos seus interesses.

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 Administração Pública: o prazo de 10 (dez) dias úteis para julgamento dos recursos e contra-razões29, sendo 05 (cinco) dias úteis para decisão do pregoeiro e 05 (cinco) dias úteis para a decisão da Autoridade Competente, quando o pregoeiro não aceitar o recurso. Para facilitar a compreensão, observe o esquema:

Na contagem dos prazos estabelecidos, excluir-se-á o dia do início e incluir-se-á o do vencimento, e considerar-seão os dias consecutivos, exceto quando for explicitamente disposto em contrário. De acordo com o Art. 110 da Lei 8.666/93, só se iniciam e vencem os prazos em dia de expediente no órgão ou na entidade.

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Lei 8.666/93:

Art. 109. Dos atos da Administração decorrentes da aplicação desta Lei cabem: I - recurso, no prazo de 5 (cinco) dias úteis a contar da intimação do ato ou da lavratura da ata, nos casos de: a) habilitação ou inabilitação do licitante; b) julgamento das propostas; c) anulação ou revogação da licitação; d) indeferimento do pedido de inscrição em registro cadastral, sua alteração ou cancelamento; e) rescisão do contrato, a que se refere o inciso I do art. 79 desta Lei; f) aplicação das penas de advertência, suspensão temporária ou de multa; II - representação, no prazo de 5 (cinco) dias úteis da intimação da decisão relacionada com o objeto da licitação ou do contrato, de que não caiba recurso hierárquico; III - pedido de reconsideração, de decisão de Ministro de Estado, ou Secretário Estadual ou Municipal, conforme o caso, na o hipótese do § 4 do art. 87 desta Lei, no prazo de 10 (dez) dias úteis da intimação do ato. o § 1 A intimação dos atos referidos no inciso I, alíneas "a", "b", "c" e "e", deste artigo, excluídos os relativos a advertência e multa de mora, e no inciso III, será feita mediante publicação na imprensa oficial, salvo para os casos previstos nas alíneas "a" e "b", se presentes os prepostos dos licitantes no ato em que foi adotada a decisão, quando poderá ser feita por comunicação direta aos interessados e lavrada em ata. o § 2 O recurso previsto nas alíneas "a" e "b" do inciso I deste artigo terá efeito suspensivo, podendo a autoridade competente, motivadamente e presentes razões de interesse público, atribuir ao recurso interposto eficácia suspensiva aos demais recursos. o § 3 Interposto, o recurso será comunicado aos demais licitantes, que poderão impugná-lo no prazo de 5 (cinco) dias úteis. o § 4 O recurso será dirigido à autoridade superior, por intermédio da que praticou o ato recorrido, a qual poderá reconsiderar sua decisão, no prazo de 5 (cinco) dias úteis, ou, nesse mesmo prazo, fazê-lo subir, devidamente informado, devendo, neste caso, a decisão ser proferida dentro do prazo de 5 (cinco) dias úteis, contado do recebimento do recurso, sob pena de responsabilidade. o § 5 Nenhum prazo de recurso, representação ou pedido de reconsideração se inicia ou corre sem que os autos do processo estejam com vista franqueada ao interessado. o § 6 Em se tratando de licitações efetuadas na modalidade de "carta convite" os prazos estabelecidos nos incisos I e II e no o parágrafo 3 deste artigo serão de dois dias úteis.

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A falta de manifestação imediata e motivada do licitante quanto à intenção de recorrer, importará na decadência desse direito, ficando o pregoeiro autorizado a adjudicar o objeto ao licitante declarado vencedor30. O acolhimento de recurso importará na invalidação apenas dos atos insuscetíveis de aproveitamento. No julgamento da habilitação e das propostas, o pregoeiro poderá sanar erros ou falhas que não alterem a substância das propostas, dos documentos e sua validade jurídica, mediante despacho fundamentado, registrado em ata e acessível a todos, atribuindo-lhes validade e eficácia para fins de habilitação e classificação. 4.9 Adjudicação do objeto Será adjudicado o objeto do certame ao licitante vencedor que ofertou o menor preço e atendeu as exigências constantes do edital. Se não houver recurso, para o item, a adjudicação será realizada pelo pregoeiro. Ocorrendo a interposição de recurso, a adjudicação será realizada pela autoridade competente31, depois de transcorridos os prazos e decididos os recursos. Observe o esquema:

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Dec. 5.450/05:

Art. 26 .................... § 1ºA falta de manifestação imediata e motivada do licitante quanto à intenção de recorrer, nos termos do caput, importará na decadência desse direito, ficando o pregoeiro autorizado a adjudicar o objeto ao licitante declarado vencedor. o § 2 O acolhimento de recurso importará na invalidação apenas dos atos insuscetíveis de aproveitamento. o § 3 No julgamento da habilitação e das propostas, o pregoeiro poderá sanar erros ou falhas que não alterem a substância das propostas, dos documentos e sua validade jurídica, mediante despacho fundamentado, registrado em ata e acessível a todos, atribuindo-lhes validade e eficácia para fins de habilitação e classificação.
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Dec. 5.450/05:

Art. 27. Decididos os recursos e constatada a regularidade dos atos praticados, a autoridade competente adjudicará o objeto e homologará o procedimento licitatório.

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4.10 Homologação do certame A homologação da licitação é de responsabilidade da Autoridade Competente e será realizada diretamente no sistema, após:  adjudicação, pelo pregoeiro, dos itens sem recurso;  decisão dos recursos;  adjudicação, pela Autoridade Competente, dos itens com recurso;  confirmada a regularidade dos procedimentos adotados pelo pregoeiro.

No momento da efetivação da homologação do Pregão, o resultado da licitação será enviado automaticamente para o SIASG/SISPP (Sistema de Preços Praticados), sendo gerado, o termo de homologação que será incluído no rodapé da ata do Pregão. Concluída a homologação de todos os itens, será dada a publicidade do resultado do Pregão. Se houver item aguardando decisão de recurso (pendente), a Unidade poderá gerar empenho, dos itens já homologados, dando continuidade ao processo de contratação.

Decididos os recursos e constatada a regularidade dos atos praticados, a autoridade competente adjudicará o objeto e homologará o procedimento licitatório32. Após a homologação, o adjudicatário (fornecedor) será convocado para retirar a nota de empenho e/ou para assinar o contrato ou a ata de registro de preços, no prazo definido no edital. Na assinatura do contrato ou da ata de registro de preços, será exigida a comprovação das condições de habilitação consignadas no edital, as quais deverão ser mantidas pelo licitante durante a vigência do contrato ou da ata de registro de preços. O vencedor da licitação que não fizer a comprovação das condições de habilitação ou quando, injustificadamente, recusar-se a assinar o contrato ou a ata de registro de preços, poderá ser convocado outro licitante, desde que respeitada a ordem de classificação, para, após comprovados os requisitos habilitatórios e feita a negociação, assinar o contrato ou a ata de registro de preços, sem prejuízo das multas previstas em edital e no contrato e das demais cominações legais. O prazo de validade das propostas será de sessenta dias, salvo disposição específica do edital.

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Dec. 5.450/05:

Art. 27. Decididos os recursos e constatada a regularidade dos atos praticados, a autoridade competente adjudicará o objeto e homologará o procedimento licitatório. § 1º Após a homologação referida no caput, o adjudicatário será convocado para assinar o contrato ou a ata de registro de preços no prazo definido no edital. § 2º Na assinatura do contrato ou da ata de registro de preços, será exigida a comprovação das condições de habilitação consignadas no edital, as quais deverão ser mantidas pelo licitante durante a vigência do contrato ou da ata de registro de preços. § 3º O vencedor da licitação que não fizer a comprovação referida no § 2o ou quando, injustificadamente, recusar-se a assinar o contrato ou a ata de registro de preços, poderá ser convocado outro licitante, desde que respeitada a ordem de classificação, para, após comprovados os requisitos habilitatórios e feita a negociação, assinar o contrato ou a ata de registro de preços, sem prejuízo das multas previstas em edital e no contrato e das demais cominações legais. § 4º O prazo de validade das propostas será de sessenta dias, salvo disposição específica do edital.

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Para facilitar a compreensão sobre a fase de homologação, observe o esquema:

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4.11 Voltar a fase/ata complementar A opção Voltar Fase/Ata Complementar permite ao pregoeiro, depois de encerrada a sessão pública:  alterar resultados ou  corrigir erros eventuais, por decisão de recurso ou por motivo próprio, devidamente justificado no sistema. Será possível agendar nova sessão pública para um ou mais itens, fixando dia e horário para a reabertura. Será enviado e-mail a todos os fornecedores participantes do Pregão, informando data/hora para a reabertura da nova sessão pública e a fase que será reaberta. Para cada novo reagendamento da sessão pública, será gerada uma Ata Complementar contendo o registro dos eventos ocorridos em decorrência do retorno de fase.

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O retorno para alterações ou correções será possível a partir das fases: a) Aceitação: será reiniciada a fase de aceitação para o item. b) Habilitação: será reiniciada a fase de habilitação para o item. c) Intenção de recurso: retornando para a fase de Registro de Intenção de Recurso, o sistema permitirá ao pregoeiro abrir e fechar um novo prazo, caso o item não tenha tido recurso. d) Juízo de admissibilidade: retornando para a fase de Admissibilidade, será permitido alterar a intenção de recurso de "aceito" para "recusado" e vice-versa.

As informações de Intenção de Recurso, Recurso, Contra-Razão e Decisão não serão apagadas, independentemente para qual fase se retorne e quantas vezes se volte. No retorno de fase, caso o item tenha tido recurso, o sistema não permitirá abrir prazo para intenção de recurso. Assim, se o item teve recurso registrado nas atas anteriores, o fornecedor que não entrou com recurso, não poderá fazê-lo na volta de fase, mesmo que o recurso tenha sido registrado por outro fornecedor. No retorno de fase, caso o item não tenha tido recurso, o sistema permitirá abrir novo prazo de intenção de recurso e todos os fornecedores poderão entrar com intenção de recurso para o item, exceto os que já haviam enviado intenção antes (nas atas anteriores) para o item, independente se a intenção tiver sido aceita ou recusada. O fornecedor que teve sua intenção de recurso "aceita" para o item, poderá entrar com recurso para este item. Já o fornecedor que teve sua intenção de recurso "recusada" só poderá entrar com recurso, caso o pregoeiro, na fase de admissibilidade, aceite a intenção de recurso do fornecedor, para o item. O sistema só permitirá agendar a reabertura da sessão pública para 25 horas ou mais após a hora/data do retorno de fase.

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Não será possível o retorno às fases de:  Análise das propostas (classificação/desclassificação); e  Lances. Nesses casos, o pregoeiro deverá divulgar novo edital do Pregão Eletrônico aproveitando, se possível, o mesmo processo.

4.12 Anulação e Revogação A Autoridade Competente somente poderá revogar ou anular o processo de licitação:  REVOGAR: em face de razões de interesse público, por motivo de fato superveniente devidamente comprovado, pertinente e suficiente para justificar tal conduta.

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 ANULAR: por ilegalidade, de ofício ou por provocação de qualquer pessoa, mediante ato escrito e fundamentado33.

A anulação do procedimento licitatório induz à do contrato ou da ata de registro de preços. Os licitantes não terão direito à indenização em decorrência da anulação do procedimento licitatório, ressalvado o direito do contratado de boa-fé de ser ressarcido pelos encargos que tiver suportado no cumprimento do contrato. 4.13 Documentos do pregão O procedimento licitatório será iniciado com a abertura de processo administrativo, devidamente autuado, protocolado e numerado, contendo a autorização respectiva, a indicação sucinta de seu objeto e do recurso próprio para a despesa34.

De acordo com o art. 30 do Dec 5.450/05, o processo licitatório será instruído com os seguintes documentos:  justificativa da contratação;  termo de referência;  planilhas de custo, quando for o caso;  previsão de recursos orçamentários, com a indicação das respectivas rubricas;  autorização de abertura da licitação;  designação do pregoeiro e equipe de apoio;  edital e respectivos anexos, quando for o caso;  minuta do termo do contrato ou instrumento equivalente, ou minuta da ata de registro de  preços, conforme o caso;  parecer jurídico;  documentação exigida para a habilitação;  ata contendo os seguintes registros:  licitantes participantes;  propostas apresentadas;  lances ofertados na ordem de classificação;  aceitabilidade da proposta de preço;  habilitação; e  recursos interpostos, respectivas análises e decisões;  comprovantes das publicações:  do aviso do edital;  do resultado da licitação;  do extrato do contrato; e  dos demais atos em que seja exigida a publicidade, conforme o caso.

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Dec. 5.450/05:

Art. 29. A autoridade competente para aprovação do procedimento licitatório somente poderá revogá-lo em face de razões de interesse público, por motivo de fato superveniente devidamente comprovado, pertinente e suficiente para justificar tal conduta, devendo anulá-lo por ilegalidade, de ofício ou por provocação de qualquer pessoa, mediante ato escrito e fundamentado. § 1º A anulação do procedimento licitatório induz à do contrato ou da ata de registro de preços. § 2º Os licitantes não terão direito à indenização em decorrência da anulação do procedimento licitatório, ressalvado o direito do contratado de boa-fé de ser ressarcido pelos encargos que tiver suportado no cumprimento do contrato.
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Lei 8.666/93:

Art. 38. O procedimento da licitação será iniciado com a abertura de processo administrativo, devidamente autuado, protocolado e numerado, contendo a autorização respectiva, a indicação sucinta de seu objeto e do recurso próprio para a despesa, e ao qual serão juntados oportunamente (...):

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O processo licitatório poderá ser realizado por meio de sistema eletrônico, sendo que os atos e documentos constantes dos arquivos e registros digitais serão válidos para todos os efeitos legais, inclusive para comprovação e prestação de contas35. Os arquivos e registros digitais, relativos ao processo licitatório, deverão permanecer à disposição das auditorias internas e externas. A ata será disponibilizada na internet para acesso livre, imediatamente após o encerramento da sessão pública. 4.14 Julgados do TCU

Classificação/Julgamento das Propostas/Lances/Aceitação

- Acórdão TCU 11.153/2011 - 2ª Câmara - O TCU cientificou o (...) sobre a ocorrência das seguintes irregularidades: a) ausência de comprovação de que as empresas vencedoras de um pregão eletrônico, sucessivamente desclassificadas pela ausência de encaminhamento das amostras, foram comunicadas, em observância aos arts. 5º e 7º do Decreto nº 5.450/2005, a respeito da necessidade de sua remessa; b) exigência de apresentação de amostras no prazo exíguo de 24 (vinte e quatro) horas após a classificação da proposta, além de ausência de critérios objetivos para a avaliação dessas amostras, conforme observado no edital do pregão eletrônico, em desrespeito ao art. 3º, § 1º, inc. I, da Lei nº 8.666/1993 e ao art. 5º do Decreto nº 5.450/2005. - Acórdão TCU 10.604/2011 - 2ª Câmara - O TCU deu ciência ao (...) sobre as seguintes impropriedades observadas na condução de um pregão eletrônico de 2011: a) análise sem o cuidado devido de planilha de custos e de formação de preços referente ao lance vencedor, que contemplava rubricas de encargos trabalhistas obrigatórias com cotação zerada; b) realização de ajustes na planilha de custos e de formação de preços referente ao lance vencedor em momento posterior ao da aceitação das propostas, contrariando o disposto no art. 24 da Instrução Normativa/SLTI-MP nº 2, de 30.04.2008, com as alterações da IN/MP nº 3, de 15.11.2009. - Acórdão TCU 2.667/2011 – Plenário - O TCU determinou a oitiva de um pregoeiro para que apresentasse justificativas sobre a economicidade de uma contratação de empresa privada de turismo, tendo em vista que o valor do desconto não foi definido durante o certame e o preço com desconto constante da ata do pregão eletrônico, igual a R$ 0,00 (zero reais), se mostra inexequível, o que viola o estabelecido no art. 48, inc. II, da Lei nº 8.666/1993. - Acórdão TCU 8.682/2011 - 1ª Câmara - O TCU cientificou à (...) no sentido de que: a) a exigência de propriedade e localização prévia de equipamentos, como quesito de qualificação técnica, contraria o disposto no art. 30, § 6º, da Lei nº 8.666/1993; b) o conhecimento do critério de
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Dec. 5.450/05:

Art. 30 ....................... § 1º O processo licitatório poderá ser realizado por meio de sistema eletrônico, sendo que os atos e documentos referidos neste artigo constantes dos arquivos e registros digitais serão válidos para todos os efeitos legais, inclusive para comprovação e prestação de contas. § 2º Os arquivos e registros digitais, relativos ao processo licitatório, deverão permanecer à disposição das auditorias internas e externas. § 3º A ata será disponibilizada na internet para acesso livre, imediatamente após o encerramento da sessão pública.

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aceitabilidade de preços deve ser viabilizado aos licitantes; c) o preço estimativo deve ser precedido de rigorosa e fundamentada pesquisa de preços, de modo a refletir os valores efetivamente praticados no mercado; d) a desclassificação de propostas tidas por inexequíveis deve ter por parâmetro o preço estimado, consideradas aquelas manifestamente superiores ou inferiores aos valores efetivamente praticados no mercado, ou que não venham a ter demonstrada a sua viabilidade, observada a Súmula/TCU nº 262; e) a inviabilidade de parcelamento do objeto licitado deve ser demonstrada como sendo a melhor opção técnica e econômica. - Acórdão TCU 2.077/2011 – Plenário - O TCU deu ciência à (...) que é conferido ao pregoeiro o poder de negociar diretamente com o proponente subsequente para que seja obtido preço melhor, nos casos em que a proposta classificada em primeiro lugar não for aceitável ou se o licitante desatender às exigências habilitatórias, consoante estabelece o art. 4º, XVII, da Lei nº 10.520/2002. - Acórdão TCU 2.068/2011 – Plenário - Determinação ao (...) para que se abstenha de: a) proceder à desclassificação de proposta sem que esteja demonstrada, no procedimento licitatório, a incompatibilidade entre os custos dos insumos do proponente e os custos de mercado, bem como entre os seus coeficientes de produtividade e os necessários à execução do objeto, exceto em situações extremas nas quais se veja diante de preços simbólicos, irrisórios ou de valor zero, a teor do § 3º do art. 44 da Lei nº 8.666/1993; b) incluir cláusula editalícia a exigir dos licitantes a manutenção de desconto percentual único sobre os preços unitários dos itens que compõem o orçamento de referência, ainda que em licitação do tipo menor preço global, por não estar em conformidade com os normativos que versam sobre o critério do menor preço para julgamento das propostas em licitação na modalidade pregão, cf. art. 4º, inc. X, da Lei nº 10.520/2002 e art. 2º, “caput”, do Decreto nº 5.450/2005. - Acórdão TCU 4.999/2009 – 2ª Câmara - Determinação (...) para que observe o art. 29, § 2º da IN/SLTI-MP nº 2/2008, segundo o qual a inexequibilidade dos valores referentes a itens isolados da planilha de custos, desde que não contrariem instrumentos legais, não caracteriza motivo suficiente para a desclassificação da proposta, assim como o § 3º do mesmo artigo, que orienta que se houver indícios de inexequibilidade da proposta de preço, ou em caso da necessidade de esclarecimentos complementares, o órgão poderá efetuar diligências, na forma do § 3º do art. 43 da Lei nº 8.666/1993. - Acórdão TCU 2.060/2009 - Plenário – Determinação (...) para que se abstenha, na fase de julgamento das propostas de procedimentos licitatórios, de considerar erros ou omissões no preenchimento da planilha de custos e formação de preços prevista na IN/SLTI-MP nº 02/2008 como critério único de desclassificação de licitantes, em razão do caráter instrumental da planilha de preços, do disposto no art. 3º da Lei nº 8.666/1993 e a da jurisprudência do TCU (Acórdãos nºs 2.104/2004P, 1.791/2006-P e 1.179/2008-P e Acórdão nº 4.621/2009-2ª C). - Acórdão TCU 3.894/2009 – 1ª Câmara - Determinação (...) para que evite realizar negociação de preço com empresa que não participou da etapa de lances, devendo ser obedecidos os ditames do inc. XVII do art. 4º da Lei nº 10.520/2002. - Acórdão TCU 4.039/2008 – Segunda Câmara – O TCU determinou que, nos procedimentos licitatórios sob a tutela em que todos os licitantes forem inabilitados ou todas as propostas forem desclassificadas, observe que a discricionariedade disposta no Art. 48, § 3º, da Lei 8.666/1993 somente pode ser aplicada à totalidade dos licitantes; ou seja, um novo prazo somente poderá ser concedido para apresentação de novas propostas ou para a regularização de documentação se o for para todos os licitantes. - Acórdão TCU 1.174/2008 – Segunda Câmara - o TCU aplicou multa a responsáveis e considerou como prática de irregularidade o comprometimento do sigilo das propostas e do caráter competitivo de uma determinada licitação, evidenciada pela similitude na redação de propostas apresentadas pelos licitantes, em ofensa ao art. 3º da Lei nº 8.666/1993.

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- Acórdão TCU 96/2004 - Plenário - Adote, em futuros certames licitatórios, a verificação da conformidade de cada proposta com os preços correntes no mercado com o consequente registro de tais preços na ata de julgamento e dos critérios de aceitabilidade dos preços unitários dos serviços licitados, promovendo-se a desclassificação das propostas desconformes ou incompatíveis, de acordo com o art. 43, IV, da Lei nº 8.666/1993. - Acórdão TCU 1.564/2003 - Plenário - Acrescente cláusula definindo os critérios de aceitabilidade de preços unitários, com a fixação de preços máximos, tendo por limite os valores estimados no orçamento a que se refere o inciso II do § 2º do art. 40 da Lei nº 8.666/1993, desclassificando a proposta que não atender a esse critério, com base nos arts. 40, inciso X, e 48, inciso I, da mesma Lei. - Acórdão TCU 688/2003 - Plenário - Adote providências para que as licitações na modalidade pregão observem as regras estabelecidas no art. 4º da Lei nº 10.520/02, especialmente em relação à verificação de conformidade das propostas com os requisitos estabelecidos no instrumento convocatório antes da fase de lances, promovendo as devidas desclassificações de candidatos.

Habilitação - Acórdão TCU 7.388/2011 - Plenário - O TCU considerou imprópria, no que concerne a pregão eletrônico no âmbito do (...) para a contratação de serviços de limpeza e conservação hospitalar, a exigência para fins habilitatórios de: a) que todos os atestados de qualificação técnica refiram-se a hospitais de mesmo nível de complexidade, já que nem todos os serventes irão atuar em áreas críticas, o que afronta ao disposto no inc. I do § 1º do art. 3º da Lei nº 8.666/1993, que veda a inclusão de cláusulas que, de forma desnecessária, restrinjam ou frustrem o caráter competitivo do certame; b) autorização de funcionamento expedida pela ANVISA, o que afronta ao disposto no inc. I do § 1º do art. 3º da Lei nº 8.666/1993, que veda a inclusão de cláusulas que, de forma desnecessária, restrinjam ou frustrem o caráter competitivo do certame; c) registro ou inscrição em conselhos de classe não vinculados diretamente à execução dos serviços de limpeza e conservação hospitalar, em afronta ao inc. I do art. 30 da Lei nº 8.666/1993 e ao item 8.2 da Decisão nº 450/2001-P. - Acórdão TCU 8.430/2011 – 1ª Câmara - Recomendação ao (...) Batalhão de Infantaria do Exército no sentido de que faça constar, nos autos dos processos licitatórios, as impressões de telas de consulta ao Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (SICAF), para fins do disposto no art. 4º, inc. XVI, da Lei nº 10.520/2002. - Acórdão TCU 1.948/2011 – Plenário - Determinação ao (...), em licitações: a) abstenha-se de estabelecer número mínimo de atestados de capacidade técnica, a não ser que a especificidade do objeto o recomende, situação em que os motivos de fato e de direito deverão estar devidamente explicitados no processo administrativo da licitação; b) não vede a aceitação de atestados emitidos por uma mesma pessoa jurídica, por ausência de amparo legal ou regulamentar nesse sentido. - Acórdão TCU 1.920/2011 – 1ª Câmara - Alerta para que se abstenha de exigir dos interessados, nos processos licitatórios, como única possibilidade de participação no certame, a habilitação parcial no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (SICAF), ante o disposto nos arts. 3º, § 1º, inc. I; 22, §§ 1º, 2º e 3º; 27 e 115 da Lei nº 8.666, de 21.06.1993, e no art. 1º do Decreto nº 4.485/2002. - Acórdão TCU 471/2008 – Plenário – Abster-se, em procedimentos licitatórios, de exigir dos licitantes, como condição para habilitação, capital social ou patrimônio líquido superior a 10% (dez por cento) do valor total da contratação, observando com rigor as disposições do art. 31 da Lei nº 8.666/1993.

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Intenção de Recurso/Fase Recursal - Acórdão TCU 9.036/2011 – 1ª Câmara – O TCU deu ciência ao (...) acerca das seguintes irregularidades identificadas em pregão eletrônico: a) exigência de que as planilhas de custo das licitantes contemplassem todos os encargos sociais e trabalhistas previstos em convenção coletiva de trabalho, em desacordo com o art. 13 da Instrução Normativa/MP nº 2/2008 e com os Acórdãos de nºs 657/2004-P, 1.699/2007-P, 650/2008-P e 381/2009-P; b) recusa imotivada da intenção de recurso de uma empresa, no que se refere a item do pregão eletrônico, uma vez que os motivos eleitos para recusa não guardam pertinência com os motivos da intenção, em desacordo, pois, com dever de motivação dos atos administrativos expressos no art. 50 da Lei nº 9.784/1999. - Acórdão TCU 1.990/2008 – Plenário – Determinou ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para que oriente os usuários do Sistema COMPRASNET, no sentido que seja estabelecido, como 30 (trinta) minutos, o tempo mínimo para apresentação de recursos por parte dos licitantes, quando da realização de pregões. - Acórdão TCU 1.619/2008 – Plenário - Buscar adequar os procedimentos relativos ao pregão, no sentido de evitar que ocorram equívocos, uma vez que não há previsão legal de que a manifestação de intenção de recurso (efetivada na forma do art. 4º da Lei nº 10.520, de 17.07.2002, e no art. 11, inc. XVII, do Decreto nº 3.555, de 07.07.1997), de forma imediata e motivada, pudesse ser recusada pelo pregoeiro de forma sumária.

Adjudicação/Homologação - Acórdão TCU 2.401/2011 – 1ª Câmara - Alerta quanto à impropriedade caracterizada pela anulação dos atos de homologação e adjudicação de um pregão eletrônico sem oferecer prévia oportunidade de defesa à empresa prejudicada, cerceando o seu direito ao contraditório e à ampla defesa inerentes ao devido processo legal, em afronta ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição Federal e ao art. 49, § 3º, da Lei nº 8.666/1993. - Acórdão TCU 862/2011 – 1ª Câmara - Alerta para que observe o disposto nos arts. 15, inc. IV, e 23, § 1º, da Lei nº 8.666/1993, e na Súmula/TCU nº 247, no sentido de que é obrigatória a admissão da adjudicação por item nos editais das licitações para a contratação de obras, serviços, compras e alienações, cujo objeto seja divisível, desde que comprovada e justificadamente não haja prejuízo para o conjunto ou complexo ou perda de economia de escala, tendo em vista o objetivo de propiciar a ampla participação de licitantes.

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CAP V – SISTEMA DE REGISTRO DE PREÇOS

Neste capítulo, serão apresentados os conceitos sobre Sistema de Registro de Preços, Ata de Registro de Preços, bem como as atribuições dos Órgãos: Gerenciador, Participante e Caroneiro (Órgão Não-participante) e dos fornecedores.

5.1 Conceitos O Sistema de Registro de Preços - SRP - representa o conjunto de procedimentos para registro formal de preços relativos à prestação de serviços e aquisição de bens, para contratações futuras. É precedido de licitação, realizada nas modalidades de concorrência ou pregão, do tipo menor preço, e será precedida de ampla pesquisa de mercado36. O Decreto n.º 3.391, de 19 set 01, alterado pelo Decreto nº 4.342, de 23 ago 02, regulamenta o Sistema de Registro de Preços, previsto no artigo 15 da Lei n.º 8.666, 21 jun 9337. Ata de Registro de Preços - documento vinculativo, obrigacional, com característica de compromisso para futura contratação, onde se registram os preços, fornecedores, órgãos participantes e condições a serem praticadas, conforme as disposições contidas no instrumento convocatório e propostas apresentadas. Órgão Gerenciador - órgão ou entidade da Administração Pública responsável pela condução do conjunto de procedimentos do certame para registro de preços e gerenciamento da Ata de Registro de Preços dele decorrente. Órgão Participante - órgão ou entidade que participa dos procedimentos iniciais do SRP e integra a Ata de Registro de Preços. Órgão Não-participante, também chamado de „carona‟ - órgão ou entidade que não participou de nenhuma fase do certame licitatório, mas que irá beneficiar-se dos preços registrados na Ata.
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Dec. 3.931/01:

Art. 3º A licitação para registro de preços será realizada na modalidade de concorrência ou de pregão, do tipo menor preço, o nos termos das Leis n s 8.666, de 21 de julho de 1993, e 10.520, de 17 de julho de 2002, e será precedida de ampla pesquisa de mercado.
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Lei 8.666/93:

Art. 15. As compras, sempre que possível, deverão: ...................... II - ser processadas através de sistema de registro de preços; ...................... o § 1 O registro de preços será precedido de ampla pesquisa de mercado. ...................... o § 3 O sistema de registro de preços será regulamentado por decreto, atendidas as peculiaridades regionais, observadas as seguintes condições: I - seleção feita mediante concorrência; II - estipulação prévia do sistema de controle e atualização dos preços registrados; III - validade do registro não superior a um ano. o § 4 A existência de preços registrados não obriga a Administração a firmar as contratações que deles poderão advir, ficando-lhe facultada a utilização de outros meios, respeitada a legislação relativa às licitações, sendo assegurado ao beneficiário do registro preferência em igualdade de condições.

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5.2 Vantagens A utilização do Sistema de Registro de Preços apresenta inúmeras vantagens para a Administração Pública como:  amplia a desburocratização e o uso do poder de compra, possibilitando a obtenção de menores preços, por ocasião de grandes aquisições, nas contratações da Administração Pública;  economia de Escala;  princípio da economicidade;  redução do número de licitações;  otimização de estoques e da contratação de serviços, com conseqüente redução de custos, devido a possibilidade de aquisições parceladas;  propicia maior profissionalização dos responsáveis por sua realização; e  libera os Agentes Administrativos dos Órgãos Participantes para outras atividades por ocasião da redução do número de processos licitatórios;  realização de licitação centralizada em uma UG, denominada “Órgão Gerenciador” em benefícios de outras, denominadas “Órgãos Participantes”.
 não há necessidade de disponibilidade

De acordo com a Orientação Normativa nº 20 – AGU, de 01 abr 09, na licitação para Registro de Preços, a indicação da dotação orçamentária é exigida apenas antes da assinatura do contrato.

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de recursos para realização de procedimento licitatório para SRP; e

5.3 Utilização De acordo com o art. 2º do Dec. 3.931/01, o SRP será utilizado, preferencialmente, nas seguintes hipóteses:  quando, pelas características do bem ou serviço, houver necessidade de contratações frequentes;  quando for mais conveniente a aquisição de bens com previsão de entregas parceladas ou contratação de serviços necessários à Administração para o desempenho de suas atribuições;  quando for conveniente a aquisição de bens ou a contratação de serviços para atendimento a mais de um órgão ou entidade, ou a programas de governo; e  quando pela natureza do objeto não for possível definir previamente o quantitativo a ser demandado pela Administração. Poderá ser realizado registro de preços para contratação de bens e serviços de informática, obedecida à legislação vigente, desde que devidamente justificada e caracterizada a vantagem econômica.

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5.4 Atribuições dos órgãos envolvidos e fornecedores

5.4.1 Órgão Gerenciador Órgão responsável pela condução do conjunto de procedimentos do certame para registro de preços e gerenciamento da Ata de Registro de Preços dele decorrente.

De acordo com o § 2º do art. 3º do Dec. 3.931/01, caberá ao órgão gerenciador a prática de todos os atos de controle e administração do SRP, e ainda o seguinte:  convidar, mediante correspondência eletrônica ou outro meio eficaz, os órgãos e entidades para participarem do registro de preços;  consolidar todas as informações relativas à estimativa individual e total de consumo, promovendo a adequação dos respectivos projetos básicos encaminhados para atender aos requisitos de padronização e racionalização;  promover todos os atos necessários à instrução processual para a realização do procedimento licitatório pertinente, inclusive a documentação das justificativas nos casos em que a restrição à competição for admissível pela lei;  realizar a necessária pesquisa de mercado com vistas à identificação dos valores a serem licitados;  confirmar junto aos órgãos participantes a sua concordância com o objeto a ser licitado, inclusive quanto aos quantitativos e projeto básico;  realizar todo o procedimento licitatório, bem como os atos dele decorrentes, tais como a assinatura da Ata e o encaminhamento de sua cópia aos demais órgãos participantes;  gerenciar a Ata de Registro de Preços, providenciando a indicação, sempre que solicitado, dos fornecedores, para atendimento às necessidades da Administração, obedecendo a ordem de classificação e os quantitativos de contratação definidos pelos participantes da Ata;  conduzir os procedimentos relativos a eventuais renegociações dos preços registrados e a aplicação de penalidades por descumprimento do pactuado na Ata de Registro de Preços; e  realizar, quando necessário, prévia reunião com licitantes, visando informá-los das peculiaridades do SRP e coordenar, com os órgãos participantes, a qualificação mínima dos respectivos gestores indicados.

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5.4.2 Órgão Participante

Órgão que participa dos procedimentos iniciais do SRP e integra a Ata de Registro de Preços. O órgão participante do Registro de Preços será responsável pela manifestação de interesse em participar do registro de preços, providenciando o encaminhamento, ao órgão gerenciador, de sua estimativa de consumo, cronograma de contratação e respectivas especificações ou projeto básico, adequado ao registro de preço do qual pretende fazer parte.

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De acordo com os § 3º e 4º do art. 3º do Dec. 3.931/01, caberá ao órgão participante ainda:  garantir que todos os atos inerentes ao procedimento para sua inclusão no registro de preços a ser realizado estejam devidamente formalizados e aprovados pela autoridade competente;  manifestar, junto ao órgão gerenciador, sua concordância com o objeto a ser licitado, antes da realização do procedimento licitatório; e  tomar conhecimento da Ata de Registros de Preços, inclusive as respectivas alterações porventura ocorridas, com o objetivo de assegurar, quando de seu uso, o correto cumprimento de suas disposições, logo após concluído o procedimento licitatório.

Cabe ao órgão participante indicar o gestor do contrato, ao qual, além das atribuições previstas no art. 67 da Lei nº 8.666, de 1993, compete:  promover consulta prévia junto ao órgão gerenciador, quando da necessidade de contratação, a fim de obter a indicação do fornecedor, os respectivos quantitativos e os valores a serem praticados, encaminhando, posteriormente, as informações sobre a contratação efetivamente realizada;  assegurar-se, quando do uso da Ata de Registro de Preços, que a contratação a ser procedida atenda aos seus interesses, sobretudo quanto aos valores praticados, informando ao órgão gerenciador eventual desvantagem, quanto à sua utilização;

 zelar, após receber a indicação do fornecedor, pelos demais atos relativos ao cumprimento, pelo mesmo, das obrigações contratualmente assumidas, e também, em coordenação com o órgão gerenciador, pela aplicação de eventuais penalidades decorrentes do descumprimento de cláusulas contratuais; e  informar ao órgão gerenciador, quando de sua ocorrência, a recusa do fornecedor em atender
às condições estabelecidas em edital, firmadas na Ata de Registro de Preços, as divergências relativas à entrega, as características e origem dos bens licitados e a recusa do mesmo em assinar contrato para fornecimento ou prestação de serviços.

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5.4.3 Órgão não-participante A Ata de Registro de Preços, durante sua vigência, poderá ser utilizada por qualquer órgão que não tenha participado do certame licitatório, mediante prévia consulta ao órgão gerenciador, desde que devidamente comprovada a vantagem38. Os órgãos que não participaram do Registro de Preços, quando desejarem fazer uso da Ata, deverão manifestar seu interesse junto ao órgão gerenciador, para que este indique os possíveis fornecedores e respectivos preços a serem praticados, obedecida a ordem de classificação.
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Dec. 3.931/01:

Art. 8º A Ata de Registro de Preços, durante sua vigência, poderá ser utilizada por qualquer órgão ou entidade da Administração que não tenha participado do certame licitatório, mediante prévia consulta ao órgão gerenciador, desde que devidamente comprovada a vantagem. § 1º Os órgãos e entidades que não participaram do registro de preços, quando desejarem fazer uso da Ata de Registro de Preços, deverão manifestar seu interesse junto ao órgão gerenciador da Ata, para que este indique os possíveis fornecedores e respectivos preços a serem praticados, obedecida a ordem de classificação. § 2º Caberá ao fornecedor beneficiário da Ata de Registro de Preços, observadas as condições nela estabelecidas, optar pela aceitação ou não do fornecimento, independentemente dos quantitativos registrados em Ata, desde que este fornecimento não prejudique as obrigações anteriormente assumidas. o § 3 As aquisições ou contratações adicionais a que se refere este artigo não poderão exceder, por órgão ou entidade, a cem por cento dos quantitativos registrados na Ata de Registro de Preços

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Caberá ao fornecedor beneficiário da Ata de Registro de Preços, observadas as condições nela estabelecidas, optar pela aceitação ou não do fornecimento, independentemente dos quantitativos registrados em Ata, desde que este fornecimento não prejudique as obrigações anteriormente assumidas. As aquisições ou contratações adicionais mencionadas não poderão exceder, por órgãos ou entidade, a cem por cento dos quantitativos registrados na Ata de Registro de Preços.
Conforme a Orientação Normativa nº 21 – AGU, de 01 abr 09, é vedada aos órgãos públicos federais adesão à Ata de Registro de Preços, quando a licitação tiver sido realizada pela Administração Pública Estadual, Municipal ou do Distrito Federal.

ATOS ADMINISTRATIVOS E DOCUMENTOS NECESSÁRIOS À INSTRUÇÃO DA FASE INTERNA DO PROCEDIMENTO DE CONTRATAÇÃO POR ADESÃO À ATA DE REGISTRO DE PREÇOS POR ÓRGÃO/UNIDADE NÃO PARTICIPANTE:
 Abertura de processo administrativo devidamente autuado, protocolado e numerado (art. 38, caput, da Lei nº 8.666/93; art. 3º, III, da Lei nº 10.520/02, art. 30, caput, do Decreto nº 5.450/05, art. 3º, § 2º, III, do Decreto nº 3.931/01, e item 5.1 da Portaria Normativa SLTI/MPOG nº 5, de 19.12.02);  Solicitação ou requisição do objeto, elaborada pelo agente ou setor competente (Acórdão 254/2004-Segunda Câmara-TCU);  Justificativa da necessidade da contratação pela Autoridade Competente (art. 3º, I da Lei nº 10.520/02 e arts. 9º, III, § 1º e 30, I, do Decreto 5.450/05, e art. 2º , caput, e parágrafo único, VII, da Lei nº 9.784/99);  Cópia da Ata de Registro de Preços que se pretende aderir para verificação de sua validade e certificação quanto ao objeto registrado (art. 8°, caput , Decreto 3.931/01);  Justificativa sobre a adequação do objeto àquele registrado, bem como sobre a vantajosidade da adesão pretendida, mediante consulta aos preços de mercado (art. 8°, caput , Decreto 3.931/01);  Consulta ao Gerenciador da Ata de Registro de Preços que se pretende aderir, informando os quantitativos pretendidos, para fins de verificação da possibilidade de adesão e da indicação e consulta ao fornecedor (art. 8°, caput e §1°, Decreto 3.931/01);  Resposta afirmativa quanto aos quantitativos desejados e aceite do fornecedor, encaminhada pelo Gerenciador da Ata de Registro de Preços (art. 8°, §§ 1° e 2°, Decreto 3.931/01);  Autorização do Gestor para que a aquisição se dê pela adesão à Ata de Registro de Preços;  Demonstração da existência de dotação orçamentária para cobrir a despesa com a contratação pretendida (art. 60, Lei 4.320/64).

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5.4.4 Fornecedores Ao fornecedor caberá atender às condições estabelecidas em edital e firmadas na Ata de Registro de Preços.

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De acordo com o art. 13 do Dec. 3.931/01, o fornecedor terá seu registro cancelado quando:

 descumprir as condições da Ata de Registro de Preços;  não retirar a respectiva nota de empenho ou instrumento equivalente, no prazo estabelecido pela Administração, sem justificativa aceitável;  não aceitar reduzir o seu preço registrado, na hipótese de este se tornar superior àqueles praticados no mercado; e
 tiver presentes razões de interesse público. O cancelamento de registro, nas hipóteses previstas, assegurados o contraditório e a ampla defesa, será formalizado por despacho da autoridade competente do órgão gerenciador. O fornecedor poderá solicitar o cancelamento do seu registro de preço na ocorrência de fato superveniente que venha comprometer a perfeita execução contratual, decorrentes de caso fortuito ou de força maior devidamente comprovados.

5.5 Edital

Na licitação para registro de preços, devido às suas peculiaridades, o edital deverá conter informações específicas.

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De acordo com o art. 9 do Dec. 3.931/01, o edital de licitação para Registro de Preços contemplará, no mínimo: a) a especificação/descrição do objeto, explicitando o conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão adequado, para a caracterização do bem ou serviço, inclusive definindo as respectivas unidades de medida usualmente adotadas; b) a estimativa de quantidades a serem adquiridas no prazo de validade do registro; c) o preço unitário máximo que a Administração se dispõe a pagar, por contratação, consideradas as regiões e as estimativas de quantidades a serem adquiridas; d) a quantidade mínima de unidades a ser cotada, por item, no caso de bens; e) as condições quanto aos locais, prazos de entrega, forma de pagamento e, complementarmente, nos casos de serviços, quando cabíveis, a freqüência, periodicidade, características do pessoal, materiais e equipamentos a serem fornecidos e utilizados, procedimentos a serem seguidos, cuidados, deveres, disciplina e controles a serem adotados; f) o prazo de validade do registro de preço; g) os órgãos e entidades participantes do respectivo registro de preço; h) os modelos de planilhas de custo, quando cabíveis, e as respectivas minutas de contratos, no caso de prestação de serviços; i) as penalidades a serem aplicadas por descumprimento das condições estabelecidas; e j) a minuta da Ata de Registro de Preços.

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As minutas de editais de licitação, bem como as dos contratos, acordos, convênios ou ajustes devem ser previamente examinadas e aprovadas por assessoria jurídica. O edital poderá admitir, como critério de adjudicação, a oferta de desconto sobre tabela de preços praticados no mercado, nos casos de peças de veículos, medicamentos, passagens aéreas, manutenções e outros similares. Quando o edital prever o fornecimento de bens ou prestação de serviços em locais diferentes, é facultada a exigência de apresentação de proposta diferenciada por região, de modo que aos preços sejam acrescidos os respectivos custos, variáveis por região. 5.6 Ata de Registro de Preços (ARP) Homologado o resultado da licitação, o órgão gerenciador, respeitada a ordem de classificação e a quantidade de fornecedores a serem registrados, convocará os interessados para assinatura da Ata de Registro de Preços que, após cumpridos os requisitos de publicidade, terá efeito de compromisso de fornecimento nas condições estabelecidas39. 5.6.1 Validade da ARP O prazo de validade da Ata de Registro de Preços não poderá ser superior a um ano, computadas neste as eventuais prorrogações. Os contratos decorrentes do SRP terão sua vigência conforme as disposições contidas nos instrumentos convocatórios obedecendo ao disposto no Art. 57 da Lei nº 8.666/9340. É admitida a prorrogação da vigência da Ata, nos termos do art. 57, § 4º, da Lei nº 8.666/1993, descrito abaixo quando a proposta continuar se mostrando mais vantajosa. Em caráter excepcional, devidamente justificado e mediante autorização da Autoridade Superior, o prazo de 60 meses poderá ser prorrogado por até doze meses. (art. 57, parágrafo 4º). 5.6.2 Preços Registrados Conforme art. 6º do Dec. 3.931/01, ao preço do primeiro colocado poderão ser registrados tantos fornecedores quantos necessários para que, em função das propostas apresentadas, seja atingida a quantidade total estimada para o item ou lote, observando-se o seguinte:
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Dec. 3.931/01:

Art. 10. Homologado o resultado da licitação, o órgão gerenciador, respeitada a ordem de classificação e a quantidade de fornecedores a serem registrados, convocará os interessados para assinatura da Ata de Registro de Preços que, após cumpridos os requisitos de publicidade, terá efeito de compromisso de fornecimento nas condições estabelecidas.
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Lei 8.666/93:

Art. 57 – A duração dos contratos regidos por esta Lei ficará adstrita à vigência dos respectivos créditos orçamentários, exceto quanto aos relativos: I – aos projetos cujos produtos estejam contemplados nas metas estabelecidas no Plano Plurianual, os quais poderão ser prorrogados se houver interesse da Administração e desde que isso tenha sido previsto no ato convocatório; II – à prestação de serviços a serem executados de forma contínua, que poderão ter a sua duração prorrogada por iguais e sucessivos períodos com vistas à obtenção de preços e condições mais vantajosas para a Administração, limitada a sessenta meses; (redação dada pela Lei nº 9.648, de 27.05.98); III – (vetado); IV – ao aluguel de equipamentos e à utilização de programas de informática, podendo a duração estender-se pelo prazo de até 48 (quarenta e oito) meses após o início da vigência do contrato.

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 o preço registrado e a indicação dos respectivos fornecedores serão divulgados em órgão oficial da Administração e ficarão disponibilizados durante a vigência da Ata de Registro de Preços;  quando das contratações decorrentes do registro de preços deverá ser respeitada a ordem de classificação das empresas constantes da Ata; e  os órgãos participantes do registro de preços deverão, quando da necessidade de contratação, recorrer ao órgão gerenciador da Ata de Registro de Preços, para que este proceda a indicação do fornecedor e respectivos preços a serem praticados. Excepcionalmente, a critério do órgão gerenciador, quando a quantidade do primeiro colocado não for suficiente para as demandas estimadas, desde que se trate de objetos de qualidade ou desempenho superior, devidamente justificada e comprovada a vantagem, e as ofertas sejam em valor inferior ao máximo admitido, poderão ser registrados outros preços.

De acordo com o art. 12 do Dec. 3.931/01, a Ata de Registro de Preços poderá sofrer alterações, obedecidas às disposições contidas no art. 65 da Lei nº 8.666, de 1993, conforme a seguir:  o preço registrado poderá ser revisto em decorrência de eventual redução daqueles praticados no mercado, ou de fato que eleve o custo dos serviços ou bens registrados, cabendo ao órgão gerenciador da Ata promover as necessárias negociações junto aos fornecedores.  quando o preço inicialmente registrado, por motivo superveniente, tornar-se superior ao preço praticado no mercado o órgão gerenciador deverá:  convocar o fornecedor visando a negociação para redução de preços e sua adequação ao praticado pelo mercado;  frustrada a negociação, o fornecedor será liberado do compromisso assumido; e  convocar os demais fornecedores visando igual oportunidade de negociação.  quando o preço de mercado tornar-se superior aos preços registrados e o fornecedor, mediante requerimento devidamente comprovado, não puder cumprir o compromisso, o órgão gerenciador poderá:  liberar o fornecedor do compromisso assumido, sem aplicação da penalidade, confirmando a veracidade dos motivos e comprovantes apresentados, e se a comunicação ocorrer antes do pedido de fornecimento; e  convocar os demais fornecedores visando igual oportunidade de negociação. Não havendo êxito nas negociações, o órgão gerenciador deverá proceder à revogação da Ata de Registro de Preços, adotando as medidas cabíveis para obtenção da contratação mais vantajosa.

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5.7 Cancelamento do Registro de Preços De acordo com o art. 14 do Dec. 3.931/01, o fornecedor terá seu registro cancelado quando:  descumprir as condições da Ata de Registro de Preços;  não retirar a respectiva nota de empenho ou instrumento equivalente, no prazo estabelecido pela Administração, sem justificativa aceitável;  não aceitar reduzir o seu preço registrado, na hipótese de este se tornar superior àqueles praticados no mercado; e  tiver presentes razões de interesse público.

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O cancelamento de registro, nas hipóteses previstas, assegurados o contraditório e a ampla defesa, será formalizado por despacho da autoridade competente do Órgão Gerenciador. O fornecedor poderá solicitar o cancelamento do seu registro de preço na ocorrência de fato superveniente que venha comprometer a perfeita execução contratual, decorrentes de caso fortuito ou de força maior devidamente comprovados. 5.8 Contratação De acordo com o art. 11 do Dec. 3.931/01, a contratação com os fornecedores registrados, após a indicação pelo órgão gerenciador do registro de preços, será formalizada pelo órgão interessado, por intermédio de instrumento contratual, emissão de nota de empenho de despesa, autorização de compra ou outro instrumento similar, conforme o disposto no art. 62 da Lei n º 8.666/9341. 5.9 Situação particular do Comando do Exército A Portaria nº 006-SEF, de 15 out 03, adota, no âmbito do Exército, o Sistema de Registro de Preços. Os Comandos das Regiões Militares (RM) exercerão a coordenação das licitações com a utilização do SRP, devendo:  definir, ouvido o escalão superior, a Unidade Gestora (UG) que funcionará como Órgão Gerenciador;  estimular as UG a utilizarem o SRP, sempre que possível, nas condições de Órgão Gerenciador e Órgão Participante;  indicar o Órgão Gerenciador localizado fora da sede da RM, quando existir mais de uma UG na guarnição, e for recomendável a realização de licitação com a utilização de SRP. Havendo manifesto interesse da UG, a RM poderá autorizar a participação desta em SRP realizado por outra RM ou por outro Órgão Público. A capacitação de pessoal das UG para exercer as atividades no SRP deverá ser realizada pela respectiva Inspetoria de Contabilidade e Finanças do Exército (ICFEx), mediante treinamentos específicos, e quando for possível, também, por intermédio de outros órgãos ou entidades da Administração Pública. As licitações não abrangidas pelo SRP continuarão a ser realizadas pelas próprias UG. A UG que participar de Ata de Registro de Preços, nas situações que julgar conveniente, não fica impedida de realizar a sua própria licitação.
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Lei 8.666/93:

Art. 62 – O instrumento de contrato é obrigatório nos casos de concorrência e de tomada de preços, bem como nas dispensas e inexigibilidades cujos preços estejam compreendidos nos limites destas duas modalidades de licitação, e facultativo nos demais em que a Administração puder substituí-lo por outros instrumentos hábeis, tais como carta-contrato, nota de empenho de despesa, autorização de compra ou ordem de execução de serviço.

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5.10 Julgados do TCU

Sistema de Registro de Preços - Acórdão TCU 1.793/2011 – Plenário - Determinação à Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (SLTI/MP) para que Oriente os órgãos integrantes do SISG: a) a autuarem processos administrativos contra as empresas que praticarem atos ilegais previstos no art. 7º da Lei nº 10.520/2002, alertando-os de que a não autuação sem justificativa dos referidos processos poderá ensejar a aplicação de sanções, conforme previsão do art. 82 da Lei nº 8.666/1993, bem como representação por parte do TCU, com fulcro no art. 71, inc. XI, da Constituição Federal c/c o art. 1º, inc. VIII, da Lei nº 8.443/1992; b) a respeitarem os limites previstos no art. 8º, “caput” e § 3º, do Decreto nº 3.931/2001; c) quando se tratar de contratação mediante adesão a ata de registro de preço, a realizarem ampla pesquisa de mercado, visando caracterizar sua vantajosidade sob os aspectos técnicos, econômicos e temporais, sem prejuízo de outras etapas do planejamento, conforme previsto no art. 15, § 1º, da Lei nº 8.666/1993 c/c os arts. 3º e 8º, “caput”, do Decreto nº 3.931/1999 e no item 9.2.2 do Acórdão nº 2.764/2010Plenário; d) quando atuarem como gerenciadores de atas de registro de preço, a não aceitarem a adesão após o fim da vigência das atas, em atenção ao art. 4º, “caput” e § 2 º, do Decreto nº 3.931/2001; e) a verificarem, durante a fase de habilitação das empresas, a existência de registros impeditivos da contratação no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas/CGU, disponível no Portal da Transparência (http://www.portaltransparencia.gov.br), além da habitual pesquisa já realizada no módulo SICAF do sistema SIASG, em atenção ao art. 97, “caput” e parágrafo único, da Lei nº 8.666/1993; f) a verificarem a composição societária das empresas a serem contratadas no sistema SICAF, a fim de se certificarem se, entre os sócios, há servidores do próprio órgão contratante, abstendo-se de celebrar contrato nessas condições, em atenção ao art. 9º, inc. III, da Lei nº 8.666/1993; g) a cadastrarem seus contratos no SIASG, em atenção ao art. 19, § 3º, da Lei nº 12.309/2010. - Acórdão TCU 1.793/2011 – Plenário - Determinação à Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (SLTI/MP) para que oriente os órgãos integrantes do SISG acerca da impossibilidade de adesão a atas de registro de preços provenientes de licitações de administração estadual, municipal ou distrital, por falta de amparo legal, em atenção à Orientação Normativa/AGU nº 21, de 01.04.2009. - Acórdão TCU 1.793/2011 – Plenário - Determinação à Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (SLTI/MP) para que: a) promova alterações no sistema SIASG com vistas a impedir que as UASG‟s emitam empenhos cuja soma de seus valores seja superior ao limite máximo estabelecido no art. 8º, § 3º, do Decreto nº 3.931/2001, explicitando o valor máximo a ser empenhado para cada item, ou institua controles compensatórios capazes de evitar a ocorrência dessa irregularidade; b) implante controles no sistema SIASG de modo a não permitir a aquisição de bens e serviços oriundos de adesão a registro de preço após o fim da vigência da respectiva ata, de forma a observar o disposto no art. 15, § 3º, da Lei nº 8.666/1993 e ao art. 4º, “caput” e § 2º, do Decreto nº 3.931/2001, ou institua controles compensatórios capazes de evitar a ocorrência dessa irregularidade. - Acórdão TCU 6.511/2009 – 1ª Câmara - Determinação para que se abstenha de aderir ou participar de Sistema de Registro de Preços, se a gerência desse estiver a cargo de órgão ou entidade da Administração Pública Estadual, Municipal ou do Distrito Federal, em razão da devida publicidade que deve ser dada ao certame licitatório no âmbito da Administração Pública Federal, em obediência ao inc. I do art. 21 da Lei nº 8.666/1993, bem como de conformidade aos princípios básicos da

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legalidade, da publicidade e da igualdade e à Orientação Normativa/AGU nº 21/2209. Lembramos à rede do Ementário de Gestão Pública, curiosamente, que o art. 2º da Lei nº 10.191, de 14.02.2001 (DOU de 16.02.2001) dispõe: “Art. 2º O Ministério da Saúde e os respectivos órgãos vinculados poderão utilizar reciprocamente os sistemas de registro de preços para compras de materiais hospitalares, inseticidas, drogas, vacinas, insumos farmacêuticos, medicamentos e outros insumos estratégicos, desde que prevista tal possibilidade no edital de licitação do registro de preços. § 1º Os Estados, o Distrito Federal, os Municípios, bem como as respectivas autarquias, fundações e demais órgãos vinculados, também poderão utilizar se dos registros de preços de que trata o caput, desde que expressamente prevista esta possibilidade no edital de licitação. § 2º Sob nenhuma hipótese poderá o edital de licitação do registro de preços ser elaborado em desacordo com a legislação vigente”. - Acórdão TCU 2.410/2009 – Plenário - Determinação para que observe, em licitações sob a sistemática de Registro de Preços, o disposto no art. 9º, inc. III, do Decreto nº 3.931/2001, no sentido de fazer constar no edital o critério de aceitabilidade de preços unitários máximos que a administração se dispõe a pagar, consideradas as regiões e as estimativas de quantidades a serem adquiridas, procedendo ao exame da adequação de preços unitários, mesmo que a licitação seja realizada sob o tipo menor preço global por lote. Determinação para que, em licitações sob a sistemática de Registro de Preços, proceda à analise mais detida no tocante aos agrupamentos de itens em lotes, de modo a evitar a reunião em mesmo lote de produtos que poderiam ser licitados isoladamente ou compondo lote distinto, de modo a possibilitar maior competitividade no certame e obtenção de proposta mais vantajosa para a Administração, fazendo constar dos autos do procedimento o estudo que demonstre a inviabilidade técnica e/ou econômica do parcelamento. - Acórdão TCU 2.444/2008 – Plenário - O TCU expediu as seguintes recomendações: a) nas futuras licitações para Registro de Preços, atenha-se estritamente aos termos do art. 4º do Decreto 3.931/2001 e do art.15,§ 3º,inciso III, da lei 8.666/1993,ao estabelecer o prazo de vigência da respectiva Ata, cuidando para que não haja confusões como as evidenciadas no pregão eletrônico 09/2008(SRP); b) faça constar dos futuros processos licitatórios o orçamento detalhado em planilhas que expressem a composição de todos os seus custos unitários, a fim de dar cumprimento ao art. 7º, § 2º,inciso II, da Lei 8.666/1993. - Acórdão TCU 1.487/2007 - Plenário – Adote providências com vistas à reavaliação das regras atualmente estabelecidas para o registro de preços no Decreto nº 3.931/2001, de forma a estabelecer limites para a adesão a registro de preços realizados por outros órgãos e entidades, visando preservar os princípios da competição, da igualdade de condições entre os licitantes e da busca da maior vantagem para a Administração Pública, tendo em vista que as regras atuais permitem a indesejável situação de adesão ilimitada a atas em vigor, desvirtuando as finalidades buscadas por essa sistemática.
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CAP VI – OUTROS ASSUNTOS PERTINENTES

6.1 Sanções e Penalidades

As penalidades são previstas no edital42 e estão em conformidade com a legislação vigente. O fornecedor que, convocado dentro do prazo de validade de sua proposta43,:  não assinar o contrato ou ata de registro de preços;  deixar de entregar documentação exigida no edital;  apresentar documentação falsa;  ensejar o retardamento da execução de seu objeto;  não mantiver a proposta;  falhar ou fraudar na execução do contrato;  comportar-se de modo inidôneo;  fizer declaração falsa; ou cometer fraude fiscal garantido o direito à ampla defesa, ficará impedido de licitar e de contratar com a União, e será descredenciado no SICAF, pelo prazo de até 5 (cinco) anos, sem prejuízo das multas previstas em edital e no contrato e das demais cominações legais. As penalidades serão obrigatoriamente registradas no SICAF.

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De acordo com o Art. 87 da Lei 8.666/93, pela inexecução total ou parcial do contrato a Administração poderá, garantida a prévia defesa, aplicar ao contratado as seguintes sanções:  advertência;  multa, na forma prevista no instrumento convocatório ou no contrato;  suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a Administração, por prazo não superior a 2 (dois) anos;  declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a Administração Pública.

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Lei 8.666/93:

Art. 40. O edital conterá no preâmbulo o número de ordem em série anual, o nome da repartição interessada e de seu setor, a modalidade, o regime de execução e o tipo da licitação, a menção de que será regida por esta Lei, o local, dia e hora para recebimento da documentação e proposta, bem como para início da abertura dos envelopes, e indicará, obrigatoriamente, o seguinte: .................................. III - sanções para o caso de inadimplemento;
43

Dec. 5.450/05:

Art. 28. Aquele que, convocado dentro do prazo de validade de sua proposta, não assinar o contrato ou ata de registro de preços, deixar de entregar documentação exigida no edital, apresentar documentação falsa, ensejar o retardamento da execução de seu objeto, não mantiver a proposta, falhar ou fraudar na execução do contrato, comportar-se de modo inidôneo, fizer declaração falsa ou cometer fraude fiscal, garantido o direito à ampla defesa, ficará impedido de licitar e de contratar com a União, e será descredenciado no SICAF, pelo prazo de até cinco anos, sem prejuízo das multas previstas em edital e no contrato e das demais cominações legais. Parágrafo único. As penalidades serão obrigatoriamente registradas no SICAF.

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INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 02 – SLTI/MPOG, DE 11 OUT 10, ALTERADA PELA INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 01, DE 10 FEV 12

Estabelece normas para o funcionamento do Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores – SICAF, no âmbito dos órgãos e entidades integrantes do Sistema de Serviços Gerais - SISG.
Art. 40. São sanções passíveis de registro no SICAF, além de outras que a lei possa prever: I – advertência por escrito, conforme o inciso I do art. 87 da Lei nº 8.666, de 1993; II – multa, na forma prevista no instrumento convocatório ou no contrato, conforme o inciso II do art. 87 da Lei nº 8.666, de 1993; III – suspensão temporária, conforme o inciso III do art. 87 da Lei nº 8.666, de 1993; IV – declaração de inidoneidade, conforme o inciso IV do art. 87 da Lei nº 8.666, de 1993; e V – impedimento de licitar e contratar com a União, Estados, Distrito Federal ou Municípios, conforme o art. 7º da Lei nº 10.520, de 2002. § 1º A aplicação da sanção prevista no inciso III deste artigo impossibilitará o fornecedor ou interessado de participar de licitações e formalizar contratos, no âmbito do órgão ou entidade responsável pela aplicação da sanção. § 2º A aplicação da sanção prevista no inciso IV deste artigo impossibilitará o fornecedor ou interessado de participar de licitações e formalizar contratos com todos os órgãos e entidades da Administração Pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. § 3º A aplicação da sanção prevista no inciso V deste artigo impossibilitará o fornecedor ou interessado de participar de licitações e formalizar contratos no âmbito interno do ente federativo que aplicar a sanção: I – da União, caso a sanção seja aplicada por órgão ou entidade da União; II – do Estado ou do Distrito Federal, caso a sanção seja aplicada por órgão ou entidade do Estado ou do Distrito Federal; ou III – do Município, caso a sanção seja aplicada por órgão ou entidade do Município. § 4º O disposto nos parágrafos anteriores não impedirá a atualização cadastral do sancionado. Art. 41. Após o registro da sanção, o órgão ou a entidade responsável por sua aplicação realizará comunicação ao fornecedor, informando que o fato foi registrado no SICAF. § 1º No caso previsto no § 1º do art. 38 desta norma, o Ministério do Planejamento informará, preferencialmente em meio eletrônico, o registro da sanção no SICAF ao responsável pela aplicação da penalidade. § 2º No caso previsto no parágrafo anterior, o responsável pela aplicação da penalidade realizará comunicação ao fornecedor, informando que a penalidade foi registrada no SICAF, conforme estabelecido no caput. Art. 42. Decorrido o prazo da penalidade registrada no Sistema, o fornecedor estará apto a participar de licitações e contratações públicas. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica à declaração de inidoneidade, prevista no inciso IV do art. 87 da Lei nº 8.666, de 1993, caso em que o fornecedor deverá requerer a reabilitação perante a própria autoridade que aplicou a penalidade.

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O demonstrativo abaixo apresenta um resumo das sanções previstas nas Leis 8.666/93 e 10. 520/02.
SANÇÕES
Advertência.

FUNDAMENTO LEGAL
Inc I, Art. 87 da Lei 8.666/93. Inc II, Art. 87 da Lei 8.666/93.

RESPONSÁVEL PELA APLICAÇÃO
Autoridade Competente do Órgão, Entidade ou Unidade Administrativa (*1). Autoridade Competente do Órgão, Entidade ou Unidade Administrativa (*1). Autoridade competente do Órgão, Entidade ou Unidade Administrativa (*1).

IMPOSSIBILIDADE DO FORNECEDOR
-

Multa. Suspensão temporária e impedido de contratar com a Administração. Declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a Administração Pública.

Participar de licitações e formalizar contratos no âmbito do órgão ou entidade responsável pela aplicação da sanção. Participar de licitações e formalizar contratos com todos os órgãos e entidades da Administração Pública direta e indireta da União, dos Estados, DF e dos Municípios. Participar de licitações e formalizar contratos no âmbito interno do ente federativo que aplicar a sanção:

Inc III, Art. 87 da Lei 8.666/93.

Inc IV, Art. 87 da Lei 8.666/93.

Ministro de Estado (União), Secretário Estadual ou Municipal (*2).

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Impedido de licitar e contratar com a União, Estados, Distrito Federal ou Municípios.

Art. 7º da Lei 10.520/02; Art. 28 do Dec. 5.450/05 (União).

Autoridade competente do Órgão, Entidade ou Unidade Administrativa (*1).

I – da União, caso a sanção seja aplicada por órgão ou entidade da União; II – do Estado ou do DF, caso a sanção seja aplicada por órgão ou entidade do Estado ou do DF; ou III – do Município, caso a sanção seja aplicada por órgão ou entidade do Município.

OBS: *1 – No caso das UG do Exército: Comandante/Ordenador de Despesas; *2 – No caso das UG do Exército: Comandante do Exército (Inc XV do Art. 20 do Dec. 5.751, de 12 abr 06).

PENALIZAÇÃO NO ÂMBITO DO SISTEMA DE REGISTRO DE PREÇOS (Msg SIASG nº 2008/050601, de 01 dez 08, do DLSG/SLTI/MPOG).
Ao Órgão Gerenciador compete aplicar penalidade ao fornecedor faltoso, nos termos do Art. 3°, § 2°, VIII do Dec. 3.931, de 19 set 01, quando se tratar de descumprimento da ata com relação aos órgãos gerenciador e participantes. - Ao Órgão Participante compete aplicar penalidades ao fornecedor faltoso, após a assinatura do contrato e comunicar a aplicação da penalidade ao Órgão Gerenciador, nos termos do Art. 3°, § 4° III e IV. - Compete ao Órgão Aderente (“carona”) a responsabilidade de apurar e aplic ar eventuais penalidades ao fornecedor faltoso, por se tratar de relação estranha a Ata de Registro de Preços. Após a aplicação da penalidade, é necessário comunicar ao Órgão Gerenciador sobre a ocorrência, em analogia com as obrigações do Órgão Participante.

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6.2 Intenção de Registro de Preços (IRP) O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MPOG, no âmbito de sua atuação, por intermédio da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação – SLTI, e do Departamento de Logística e Serviços Gerais – DLSG, com amparo no Decreto n° 3931/2001, implantou, desde 20 de agosto de 2008, a “Intenção de Registro de Preços - IRP”, que tem por objetivo tornar públicas as futuras licitações para Registro de Preço (pregão ou concorrência), na Administração Pública usuária do Comprasnet. O tipo de licitação “Registro de Preços” está voltado, além de outras finalidades, para obtenção da economia de escala, um dos seus principais requisitos, onde maiores quantidades deverão promover a obtenção de menores preços. Para tanto, o órgão que gerar a necessidade de realizar Registro de Preços para contratações futuras deverá divulgá-la por meio do IRP, com antecedência no Comprasnet, visando à adesão de outros órgãos interessados na contratação daquele mesmo objeto. O acesso ao sistema IRP será disponibilizado para a função de pregoeiro, portanto caberá ao pregoeiro o registro da intenção, bem como das decisões que o sistema requer. É importante que o pregoeiro tenha em mãos o Termo de Referência para cadastrá-lo no sistema, o qual disporá de campos próprios para indicação do material ou serviço a ser licitado, quantidade, local e data de entrega. Para gerir uma IRP, faz-se necessário que o gestor se cadastre no próprio sistema, definindo assim sua atuação no referido processo. Outro procedimento muito importante e que deve ser realizado, imediatamente, é a geração de uma lista, selecionando os principais materiais e serviços que o órgão adquire ou contrata, sob a forma de Registro de Preços. A partir dessa relação, os órgãos receberão e-mails, sempre que uma IRP for cadastrada e contiver itens que estejam nas respectivas listagens. Ao cadastrar uma IRP, o gestor deverá informar ainda o período de sua divulgação, o qual não poder ser inferior a 5 (cinco) dias úteis (período para as adesões), além de se estabelecer uma data provável para realização do certame. Após o término do período de divulgação, o gestor analisará as adesões registradas, confirmando-as ou não no processo licitatório. A exclusão de uma adesão exigirá justificativa. As adesões aceitas serão incorporadas à demanda inicial do gestor que poderá transferila ao Módulo de Divulgação de Compras, no Comprasnet (Serviço do governo > SIASGNET > Divulgação de Compras), para que seja, então, gerado o aviso da licitação, não havendo a necessidade de se cadastrar novamente os itens a serem licitados. O gestor e os demais participantes informarão o valor estimado de cada item, prevalecendo, no entanto, o valor estimado pelo gestor, que poderá alterar ou não essa informação. O sistema permite que, durante o período de divulgação, as informações registradas possam ser alteradas, exceto a descrição do objeto. Para que seja alterada a descrição do objeto, o gestor terá que acionar a opção “Editar” a qual, nesse caso, deletará todas adesões registradas, obrigando a este efetuar uma nova contagem de prazo. Antes de se concluir uma IRP, qualquer informação poderá ser alterada. O uso dessa funcionalidade é restrito aos órgãos que utilizam o Comprasnet.
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Msg SIASG nº 2008/048555, de 20 de agosto de 2008, do DLSG/SLTI/MPOG.

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6.3 Participação de ME e EPP (Lei Complementar 123 e Dec. 6.204/07).

O tratamento diferenciado para Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) está previsto na Constituição Federal, nos artigos 170 e 17945. A Lei Complementar 123, de 14 dez 06, que instituiu o Estatuto Nacional da ME e EPP, trata, nos artigos 42 a 29, das aquisições públicas por tais tipos de empresas. O Decreto nº 6.204, de 05 set 07, regulamenta o tratamento favorecido, diferenciado e simplificado para as ME e EPP nas contratações públicas de bens e serviços e obras, no âmbito da Administração Pública Federal.

Microempresa - O empresário, a pessoa jurídica, ou a ela equiparada que aufira, em cada anocalendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais). Empresa de Pequeno Porte - O empresário, a pessoa jurídica, ou a ela equiparada que aufira, em cada ano-calendário, receita bruta superior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais).

6.3.1 Tratamento Diferenciado
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Nas contratações públicas de bens, serviços e obras, deverá ser concedido tratamento diferenciado e simplificado para as ME e EPP, objetivando a promoção do desenvolvimento econômico e social no âmbito municipal e regional, a ampliação da eficiência das políticas públicas e o incentivo à inovação tecnológica46. A Administração Pública deverá realizar processo licitatório: I – destinado exclusivamente à participação de ME e EPP nas contratações até R$ 80.000,00 (oitenta mil reais); II – em que seja exigida dos licitantes a subcontratação de ME e EPP, desde que o percentual máximo do objeto a ser subcontratado não exceda a 30% (trinta por cento) do total licitado;
45

Constituição Federal/1988:

Art. 170 A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios : ............. IX – tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País. .............. Art. 179 A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios dispensarão às microempresas e empresas de pequeno porte, assim definidas em lei, tratamento diferenciado, visando a incentivá-las pela simplificação de suas obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias, ou pela eliminação ou redução destas por meio de lei.
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Dec. 6.204/07:

Art. 1º Nas contratações públicas de bens, serviços e obras, deverá ser concedido tratamento favorecido, diferenciado e simplificado para as microempresas e empresas de pequeno porte, objetivando: I - a promoção do desenvolvimento econômico e social no âmbito municipal e regional; II - ampliação da eficiência das políticas públicas; e III - o incentivo à inovação tecnológica.

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III – em que se estabeleça cota de até 25% (vinte e cinco por cento) do objeto para a contratação de ME e EPP, em certames para a aquisição de bens e serviços de natureza divisível.

O Decreto nº 6.204/07 concedeu tratamento diferenciado (benefício) para ampliar a participação de micro e pequenas empresas nas licitações públicas, constituído por três tipos: a) Benefício Tipo I – Contratações destinadas exclusivamente para ME/EPP e Cooperativas (valor estimado em até R$ 80.000,00); b) Benefício Tipo II – Subcontratação de ME/EPP/Cooperativas; c) Benefício Tipo III – Reserva de cota exclusiva para ME/EPP e Cooperativas. Os sistemas SIASG e COMPRASNET foram adequados para viabilizar a operacionalização de compras de acordo com as disposições do supracitado Decreto. Essas adequações iniciam-se no SIASGNET, expandindo-se para os demais módulos (SISPP, SISRP, COMPRASNET, etc.). As informações serão registradas durante a inclusão de aviso, sendo um dos requisitos o tratamento do benefício pelo edital. Quando o edital contiver o tratamento diferenciado da exclusividade (Benefício Tipo I), deverá ser marcada a opção "SIM" na inclusão dos itens desse edital. Se o edital não contiver benefício, a opção na inclusão dos itens será "NÃO". O Benefício Tipo I, consideradas as ressalvas contidas no artigo 9º do supracitado Decreto, que trata das contratações destinadas exclusivamente para ME/EPP/Cooperativas, poderá ser adotado por item ou por edital de licitação. Quando a opção em aplicar o benefício for por item, o valor total estimado do item não poderá ultrapassar R$ 80.000,00. Recomenda-se que, na composição dos itens do edital, deverão ser considerados materiais da mesma "família", bem como de serviços correlatos, de acordo com os respectivos catálogos. Quando a opção em aplicar o benefício for por edital , o somatório do valor estimado dos itens não poderá ultrapassar a R$ 80.000,00. Caso seja ultrapassado esse valor, essa licitação não poderá adotar o benefício da exclusividade para ME/EPP/Cooperativas. Não obstante, se esse somatório (ou valor global) for igual ou menor que R$ 80.000,00, para essa licitação poderá ser adotado o benefício da exclusividade para ME/EPP/Cooperativas, ressalvado o disposto no artigo 9º do supracitado Decreto. Para os dois casos (benefício por item ou por edital) , o edital deverá prever a aplicação da exclusividade ou para todo o edital ou para determinado(s) item(ns), e somente participarão as ME/EPPs/Cooperativas que declararam, no ato de inclusão da proposta, fazer jus ao tratamento diferenciado previsto na legislação. Com relação à formação de lotes (ou "julgamento pelo menor preço global"), prevalece também o somatório estimado de R$ 80.000,00 para cada edital ou processo de licitação como parâmetro de aplicação ou não do tratamento diferenciado da exclusividade. Lembramos que a definição do valor estimado é de responsabilidade do órgão contratante. Por meio dos procedimentos de eventos de alteração e reabertura de prazo no SIDEC, o usuário poderá promover alterações nos editais, da mesma forma como são realizadas hoje. No que diz respeito aos resultados das licitações, módulo SISPP, quando da aplicação do benefício da exclusividade para as modalidades de licitações previstas na Lei 8.666/93, o Sistema somente permitirá o registro do fornecedor vencedor se for uma ME/EPP ou Cooperativa após a verificação, junto à Receita Federal do porte da Empresa ou Cooperativa. Relativamente ao Pregão Eletrônico, o resultado é encaminhado de forma eletrônica, não cabendo segunda verificação na Receita, vez que nesse tipo de licitação, a identificação do porte da Empresa e/ou Cooperativa acontece no momento do envio da proposta. Os procedimentos mencionados se repetem nas licitações para Registro de Preço (Concorrência e Pregão). Os procedimentos de divulgação de resultado e empenho permanecem inalterados.

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Na habilitação em licitações para o fornecimento de bens para pronta entrega ou para a locação de materiais, não será exigido da ME ou EPP a apresentação de balanço patrimonial do último exercício social47. Não se aplica o tratamento diferenciado, quando48:  não houver um mínimo de três fornecedores competitivos enquadrados como ME ou EPP sediados local ou regionalmente e capazes de cumprir as exigências estabelecidas no instrumento convocatório;  o tratamento diferenciado e simplificado para as ME e EPP não for vantajoso para a Administração ou representar prejuízo ao conjunto ou complexo do objeto a ser contratado;  a licitação for dispensável ou inexigível;  a soma dos valores licitados ultrapassar 25% do orçamento disponível para contratações em cada ano civil;  o tratamento diferenciado e simplificado não for capaz de alcançar os objetivos previstos no art. do Dec. 6.204/07, justificadamente. Considera-se não vantajosa a contratação quando resultar em preço superior ao valor estabelecido como referência. 6.3.2 Critérios de desempate/ Empate ficto Nas licitações será assegurada, como critério de desempate, preferência de contratação para as ME e EPP49. Entende-se por empate, na modalidade pregão, aquelas situações em que as propostas apresentadas pelas ME e EPP estejam até 5% (cinco por cento) superior ao melhor preço ofertado por empresa não classificada como ME ou EPP.
47

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Dec. 6.204/07:

Art. 3º Na habilitação em licitações para o fornecimento de bens para pronta entrega ou para a locação de materiais, não será exigido da microempresa ou da empresa de pequeno porte a apresentação de balanço patrimonial do último exercício social.
48

Dec. 6.204/07:

Art. 9º Não se aplica o disposto nos arts. 6º ao 8º quando: I - não houver um mínimo de três fornecedores competitivos enquadrados como microempresas ou empresas de pequeno porte sediados local ou regionalmente e capazes de cumprir as exigências estabelecidas no instrumento convocatório; II - o tratamento diferenciado e simplificado para as microempresas e empresas de pequeno porte não for vantajoso para a administração ou representar prejuízo ao conjunto ou complexo do objeto a ser contratado; III - a licitação for dispensável ou inexigível, nos termos dos arts. 24 e 25 da Lei nº 8.666, de 1993; IV - a soma dos valores licitados nos termos do diposto nos arts. 6º a 8º ultrapassar vinte e cinco por cento do orçamento disponível para contratações em cada ano civil; e V - o tratamento diferenciado e simplificado não for capaz de alcançar os objetivos previstos no art. 1º, justificadamente. Parágrafo único. Para o disposto no inciso II, considera-se não vantajosa a contratação quando resultar em preço superior ao valor estabelecido como referência.
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LC 123/06:

Art. 44. Nas licitações será assegurada, como critério de desempate, preferência de contratação para as microempresas e empresas de pequeno porte. o § 1 Entende-se por empate aquelas situações em que as propostas apresentadas pelas microempresas e empresas de pequeno porte sejam iguais ou até 10% (dez por cento) superiores à proposta mais bem classificada. o o § 2 Na modalidade de pregão, o intervalo percentual estabelecido no § 1 deste artigo será de até 5% (cinco por cento) superior ao melhor preço.

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Ocorrendo o empate, proceder-se-á da seguinte forma50:  a ME ou EPP melhor classificada poderá apresentar proposta de preço inferior àquela considerada vencedora do certame, situação em que será adjudicado em seu favor o objeto licitado;  não ocorrendo a contratação da ME ou EPP, na forma acima, serão convocadas as remanescentes que porventura estejam dentro do limite de 5% superior ao melhor preço, na ordem classificatória, para o exercício do mesmo direito. Caso não haja apresentação de proposta, o objeto será adjudicado em favor da proposta originalmente vencedora do certame. No caso do pregão, a ME e EPP mais bem classificada será convocada para apresentar nova proposta no prazo máximo de 5 (cinco) minutos, após a fase de lances, sob pena de preclusão.

6.3.3 Regularidade Fiscal As ME e EPP, por ocasião da participação em licitações, deverão apresentar toda a documentação exigida para efeito de comprovação de regularidade fiscal, mesmo que esta apresente alguma restrição51. Havendo alguma restrição na comprovação da regularidade fiscal, será assegurado o prazo de 2 (dois) dias úteis, cujo termo inicial corresponderá ao momento em que o licitante for declarado o vencedor do certame, prorrogáveis por igual período, a critério da Administração, para a regularização da documentação, pagamento ou parcelamento do débito, e emissão de eventuais certidões negativas ou positivas com efeito de certidão negativa.

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LC 123/06

Art. 45. Para efeito do disposto no art. 44 desta Lei Complementar, ocorrendo o empate, proceder-se-á da seguinte forma: I – a microempresa ou empresa de pequeno porte mais bem classificada poderá apresentar proposta de preço inferior àquela considerada vencedora do certame, situação em que será adjudicado em seu favor o objeto licitado; II – não ocorrendo a contratação da microempresa ou empresa de pequeno porte, na forma do inciso I do caput deste o o artigo, serão convocadas as remanescentes que porventura se enquadrem na hipótese dos §§ 1 e 2 do art. 44 desta Lei Complementar, na ordem classificatória, para o exercício do mesmo direito; III – no caso de equivalência dos valores apresentados pelas microempresas e empresas de pequeno porte que se o o encontrem nos intervalos estabelecidos nos §§ 1 e 2 do art. 44 desta Lei Complementar, será realizado sorteio entre elas para que se identifique aquela que primeiro poderá apresentar melhor oferta. o § 1 Na hipótese da não-contratação nos termos previstos no caput deste artigo, o objeto licitado será adjudicado em favor da proposta originalmente vencedora do certame. o § 2 O disposto neste artigo somente se aplicará quando a melhor oferta inicial não tiver sido apresentada por microempresa ou empresa de pequeno porte. o § 3 No caso de pregão, a microempresa ou empresa de pequeno porte mais bem classificada será convocada para apresentar nova proposta no prazo máximo de 5 (cinco) minutos após o encerramento dos lances, sob pena de preclusão.
51

LC 123/06

Art. 43. As microempresas e empresas de pequeno porte, por ocasião da participação em certames licitatórios, deverão apresentar toda a documentação exigida para efeito de comprovação de regularidade fiscal, mesmo que esta apresente alguma restrição. o § 1 Havendo alguma restrição na comprovação da regularidade fiscal, será assegurado o prazo de 2 (dois) dias úteis, cujo termo inicial corresponderá ao momento em que o proponente for declarado o vencedor do certame, prorrogáveis por igual período, a critério da Administração Pública, para a regularização da documentação, pagamento ou parcelamento do débito, e emissão de eventuais certidões negativas ou positivas com efeito de certidão negativa. o o § 2 A não-regularização da documentação, no prazo previsto no § 1 deste artigo, implicará decadência do direito à o contratação, sem prejuízo das sanções previstas no art. 81 da Lei n 8.666, de 21 de junho de 1993, sendo facultado à Administração convocar os licitantes remanescentes, na ordem de classificação, para a assinatura do contrato, ou revogar a licitação.

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A não-regularização da documentação referente à regularidade fiscal implicará decadência do direito à contratação, sem prejuízo das sanções previstas no art. 81 da Lei no 8.666/93, sendo facultado à Administração convocar os licitantes remanescentes, na ordem de classificação, para a assinatura do contrato, ou revogar a licitação.

Já está implantado, no sítio www.comprasnet.gov.br, funcionalidade para realização de licitações com a aplicação do Decreto 7.174/10, que trata do favorecimento em licitações para o setor de informática e automação, e a implantação dos Benefícios Tipo II e III da Lei Complementar nº 123/06.

6.4 Decreto 7.174/10 – Tratamento para Bens e Serviços de Informática e Automação O Decreto 7.174, de 12 maio 10, regulamenta a contratação de bens e serviços de informática e automação pela Administração Pública Federal, direta ou indireta, pelas fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público e pelas demais organizações sob o controle direto ou indireto da União. Os instrumentos convocatórios para contratação de bens e serviços de informática e automação deverão conter regra prevendo a aplicação das preferências previstas no Capítulo V da Lei Complementar nº 123, de 2006 (aquisições públicas)52. Será assegurada preferência na contratação, nos termos do disposto no art. 3º da Lei nº 8.248, de 199153, para fornecedores de bens e serviços, observada a seguinte ordem54: I - bens e serviços com tecnologia desenvolvida no País e produzidos de acordo com o Processo Produtivo Básico (PPB), na forma definida pelo Poder Executivo Federal; II - bens e serviços com tecnologia desenvolvida no País; e
52

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Dec. 7.174/10:
o

Art. 4 Os instrumentos convocatórios para contratação de bens e serviços de informática e automação deverão conter regra prevendo a aplicação das preferências previstas no Capítulo V da Lei Complementar nº 123, de 2006, observado o disposto no o art. 8 deste Decreto.
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Lei 8.248/91:
o

Art. 3 Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal, direta ou indireta, as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público e as demais organizações sob o controle direto ou indireto da União darão preferência, nas aquisições de bens e serviços de informática e automação, observada a seguinte ordem, a: I - bens e serviços com tecnologia desenvolvida no País; II - bens e serviços produzidos de acordo com processo produtivo básico, na forma a ser definida pelo Poder Executivo. o § 1 Revogado. o § 2 Para o exercício desta preferência, levar-se-ão em conta condições equivalentes de prazo de entrega, suporte de serviços, qualidade, padronização, compatibilidade e especificação de desempenho e preço. o § 3 A aquisição de bens e serviços de informática e automação, considerados como bens e serviços comuns nos termos do o o parágrafo único do art. 1 da Lei n 10.520, de 17 de julho de 2002, poderá ser realizada na modalidade pregão, restrita às empresas o que cumpram o Processo Produtivo Básico nos termos desta Lei e da Lei n 8.387, de 30 de dezembro de 1991. (Redação dada pela Lei nº 11.077, de 2004).
54

Dec. 7.174/10:
o

Art. 5 Será assegurada preferência na contratação, nos termos do disposto no art. 3º da Lei nº 8.248, de 1991, para fornecedores de bens e serviços, observada a seguinte ordem: I - bens e serviços com tecnologia desenvolvida no País e produzidos de acordo com o Processo Produtivo Básico (PPB), na forma definida pelo Poder Executivo Federal; II - bens e serviços com tecnologia desenvolvida no País; e III - bens e serviços produzidos de acordo com o PPB, na forma definida pelo Poder Executivo Federal. Parágrafo único. As microempresas e empresas de pequeno porte que atendam ao disposto nos incisos do caput terão prioridade no exercício do direito de preferência em relação às médias e grandes empresas enquadradas no mesmo inciso.

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III - bens e serviços produzidos de acordo com o PPB, na forma definida pelo Poder Executivo Federal. As ME e EPP que atendem ao disposto nos itens I, II e II acima terão prioridade no exercício do direito de preferência em relação às médias e grandes empresas enquadradas no mesmo inciso. A comprovação do atendimento ao PPB dos bens de informática e automação ofertados será feita mediante apresentação do documento comprobatório da habilitação à fruição dos incentivos fiscais regulamentados pelo Decreto no 5.906/06 e Dec. Decreto no 6.008/06.55 A comprovação acima será feita:  eletronicamente, por meio de consulta ao sítio eletrônico oficial do Ministério da Ciência e Tecnologia ou da Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA; ou  por documento expedido para esta finalidade pelo Ministério da Ciência e Tecnologia ou pela SUFRAMA, mediante solicitação do licitante.

Art. 8o O exercício do direito de preferência disposto neste Decreto será concedido após o encerramento da fase de apresentação das propostas ou lances, observando-se os seguintes procedimentos, sucessivamente: I - aplicação das regras de preferência para as microempresas e empresas de pequeno porte dispostas no Capítulo V da Lei Complementar nº 123, de 2006, quando for o caso; II - aplicação das regras de preferência previstas no art. 5o, com a classificação dos licitantes cujas propostas finais estejam situadas até dez por cento acima da melhor proposta válida, conforme o critério de julgamento, para a comprovação e o exercício do direito de preferência; III - convocação dos licitantes classificados que estejam enquadrados no inciso I do art. 5 o, na ordem de classificação, para que possam oferecer nova proposta ou novo lance para igualar ou superar a melhor proposta válida, caso em que será declarado vencedor do certame; IV - caso a preferência não seja exercida na forma do inciso III, por qualquer motivo, serão convocadas as empresas classificadas que estejam enquadradas no inciso II do art. 5 o, na ordem de classificação, para a comprovação e o exercício do direito de preferência, aplicando-se a mesma regra para o inciso III do art. 5o, caso esse direito não seja exercido; e V - caso nenhuma empresa classificada venha a exercer o direito de preferência, observar-se-ão as regras usuais de classificação e julgamento previstas na Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993, e na Lei no 10.520, de 17 de julho de 2002. § 1o No caso de empate de preços entre licitantes que se encontrem na mesma ordem de classificação, proceder-se-á ao sorteio para escolha do que primeiro poderá ofertar nova proposta. § 2o Nas licitações do tipo técnica e preço, a nova proposta será exclusivamente em relação ao preço e deverá ser suficiente para que o licitante obtenha os pontos necessários para igualar ou superar a pontuação final obtida pela proposta mais bem classificada. § 3o Para o exercício do direito de preferência, os fornecedores dos bens e serviços de informática e automação deverão apresentar, junto com a documentação necessária à habilitação, declaração, sob as penas da lei, de que atendem aos requisitos legais para a qualificação como microempresa ou empresa de pequeno porte, se for o caso, bem como a comprovação de que atendem aos requisitos estabelecidos nos incisos I, II e III do art. 5 o. § 4o Nas licitações na modalidade de pregão, a declaração a que se refere o § 3 o deverá ser apresentada no momento da apresentação da proposta. § 5o Nas licitações do tipo técnica e preço, os licitantes cujas propostas não tenham obtido a pontuação técnica mínima exigida não poderão exercer a preferência.

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Dec. 7.174/10:
o

Art. 7 A comprovação do atendimento ao PPB dos bens de informática e automação ofertados será feita mediante o apresentação do documento comprobatório da habilitação à fruição dos incentivos fiscais regulamentados pelo Decreto n 5.906, de o 26 de setembro de 2006, ou pelo Decreto n 6.008, de 29 de dezembro de 2006. Parágrafo único. A comprovação prevista no caput será feita: I - eletronicamente, por meio de consulta ao sítio eletrônico oficial do Ministério da Ciência e Tecnologia ou da Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA; ou II - por documento expedido para esta finalidade pelo Ministério da Ciência e Tecnologia ou pela SUFRAMA, mediante solicitação do licitante.

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A licitação do tipo menor preço será exclusiva para a aquisição de bens e serviços de informática e automação considerados comuns e deverá ser realizada na modalidade de pregão, preferencialmente na forma eletrônica.

De acordo com o Art. 6º do Dec. 7.174/10, consideram-se bens e serviços de informática e automação com tecnologia desenvolvida no País aqueles cujo efetivo desenvolvimento local seja comprovado junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia, na forma por este regulamentada.

A seguir, 6 (seis) estudos de casos com variações de desempate (que ocorre automaticamente após a fase de lances, na licitação modalidade pregão na forma eletrônica). Serão utilizadas as siglas a seguir: PPB => Bens e serviços com tecnologia desenvolvida no país e produzidos de acordo com o Processo Produtivo Básico; TP => Bens e serviços com tecnologia desenvolvida no País; ME/EPP = > Microempresa e Empresa de Pequeno Porte; M => Fornecedor de Tamanho Médio; e G => Fornecedor de Grande Porte.

1º Caso => TP + PPB + ME/EPP
Neste caso não haverá desempates, tanto em relação a Lei Complementar nº 123 ou ao Decreto nº 7174. => ME/EPP em primeiro lugar.
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2º Caso => TP + PPB
 Com Empate Ficto (ME/EPP 5%) – Em relação à Lei Complementar nº 123: Fornecedor (M ou G) ................................... R$ 100,00 Fornecedor (ME/EPP) ................................. R$ 105,00 ME/EPP em primeiro lugar se: .................... < R$ 99,99  Com Empate Ficto (TP + PPB) (10%) – Em relação ao Decreto nº 7174: Fornecedor 1 tem (TP) ................................. R$ 100,00 Fornecedor 2 tem (TP + PPB)....................... R$ 110,00 Fornecedor 2 poderá igualar ao < valor ......... < R$ 100,00  Com Empate Ficto (TP + PPB) (10%) – Em relação ao Decreto nº 7174: Fornecedor 1 tem (TP + PPB) ...................... R$ 100,00 Fornecedor 2 tem (TP + ME/EPP) ............... R$ 110,00 Fornecedor 3 tem (PPB) ............................... R$ 110,00 Fornecedor 4 tem (TP + PPB + ME/EPP) .... R$ 110,00 Fornecedor 4 poderá igualar ao < valor ........ < R$ 100,00

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3º Caso => TP + ME/EPP
 Empate pelo Decreto nº 7174.  Identificada a empresa como ME/EPP, e não havendo outro fornecedor com TP + PPB, ela será a primeira colocada.  Identificadas empresas com PPB + ME/EPP e com TP + ME/EPP: Fornecedor 1 tem PPB + ME/EPP ................. R$ 100,00 Fornecedor 2 tem TP + ME/EPP .................... R$ 110,00 Fornecedor 2 poderá fazer lance, pois TP sobrepõe PPB ... < R$ 100,00  Em relação à Lei Complementar nº 123: Fornecedor 1 tem (TP + ME/EPP) .................. R$ 100,00 Fornecedor 2 tem (TP + ME/EPP) .................. R$ 108,00 Fornecedor 3 tem (PPB + ME/EPP) ............... R$ 109,00 Fornecedor 4 tem (TP + PPB) ................ ........ R$ 110,00 Fornecedor 4 poderá fazer lance, pois TP + PPB sobrepõe os fornecedores 1, 2 e 3 valor ......... < R$ 100,00
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4º Caso => TP
 Identificadas empresas com TP, PPB + ME/EPP, TP + ME/EPP e TP + PPB: Fornecedor 1 tem nada ou somente TP........... R$ 100,00 Fornecedor 2 tem apenas PPB+ME/EPP....... R$ 105,00 Fornecedor 3 tem apenas TP + ME/EPP........ R$ 107,00 Fornecedor 4 tem apenas TP + PPB............... R$ 110,00 Fornecedor 4 poderá fazer lance, pois TP + PPB sobrepõe TP e TP + ME/EPP valor ..... < R$ 100,00

5º Caso => PPB + ME/EPP
 Identificadas empresas com PPB + ME/EPP, TP + ME/EPP e somente TP: Fornecedor 1 tem PPB + ME/EPP ............. R$ 100,00 Fornecedor 2 tem apenas TP ...................... R$ 100,00 Fornecedor 3 tem TP + ME/EPP ............... R$ 110,00 Fornecedor 4 tem PPB + ME/EPP.............. R$ 105,00 Fornecedor 3 poderá fazer lance, pois TP sobrepõe PPB valor ...... < R$ 100,00

CURSO DE FORMAÇÃO DE PREGOEIROS 6º Caso => PPB
 Identificadas empresas com PPB, PPB + ME/EPP, TP + ME/EPP e somente TP Fornecedor 1 tem somente PPB ............ R$ 100,00 Fornecedor 2 tem apenas TP ................. R$ 110,00 Fornecedor 3 tem TP + ME/EPP............ R$ 110,00 Fornecedor 4 tem PPB + ME/EPP......... R$ 110,00 Fornecedor 3 poderá fazer lance, pois TP sobrepõe PPB valor ........ < R$ 100,00

6.5 Decreto 7.601/11 - Margem de Preferência O Decreto 7.601, de 07 nov 11, estabelece a aplicação de margem de preferência nas licitações realizadas no âmbito da administração pública federal para aquisição de produtos de confecções, calçados e artefatos, para fins do disposto no art. 3o da Lei no 8.66656, de 21 jun 93.

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Lei 8.666/93:
o

Art. 3 A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos. (Redação dada pela Lei nº 12.349, de 2010) o § 5 Nos processos de licitação previstos no caput, poderá ser estabelecido margem de preferência para produtos manufaturados e para serviços nacionais que atendam a normas técnicas brasileiras. (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010) o o § 6 A margem de preferência de que trata o § 5 será estabelecida com base em estudos revistos periodicamente, em prazo não superior a 5 (cinco) anos, que levem em consideração: (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010) I - geração de emprego e renda; (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010) II - efeito na arrecadação de tributos federais, estaduais e municipais; (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010) III - desenvolvimento e inovação tecnológica realizados no País; (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010) IV - custo adicional dos produtos e serviços; e (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010) V - em suas revisões, análise retrospectiva de resultados. (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010) o § 7 Para os produtos manufaturados e serviços nacionais resultantes de desenvolvimento e inovação tecnológica o realizados no País, poderá ser estabelecido margem de preferência adicional àquela prevista no § 5 . (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010) o o § 8 As margens de preferência por produto, serviço, grupo de produtos ou grupo de serviços, a que se referem os §§ 5 e o 7 , serão definidas pelo Poder Executivo federal, não podendo a soma delas ultrapassar o montante de 25% (vinte e cinco por cento) sobre o preço dos produtos manufaturados e serviços estrangeiros. (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010) o o o 9 As disposições contidas nos §§ 5 e 7 deste artigo não se aplicam aos bens e aos serviços cuja capacidade de produção ou prestação no País seja inferior: (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010) I - à quantidade a ser adquirida ou contratada; ou (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010) o II - ao quantitativo fixado com fundamento no § 7 do art. 23 desta Lei, quando for o caso. (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010) o § 10. A margem de preferência a que se refere o § 5 poderá ser estendida, total ou parcialmente, aos bens e serviços originários dos Estados Partes do Mercado Comum do Sul - Mercosul. (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010) § 11. Os editais de licitação para a contratação de bens, serviços e obras poderão, mediante prévia justificativa da autoridade competente, exigir que o contratado promova, em favor de órgão ou entidade integrante da administração pública ou daqueles por ela indicados a partir de processo isonômico, medidas de compensação comercial, industrial, tecnológica ou acesso a condições vantajosas de financiamento, cumulativamente ou não, na forma estabelecida pelo Poder Executivo federal. (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010) § 12. Nas contratações destinadas à implantação, manutenção e ao aperfeiçoamento dos sistemas de tecnologia de informação e comunicação, considerados estratégicos em ato do Poder Executivo federal, a licitação poderá ser restrita a bens e o serviços com tecnologia desenvolvida no País e produzidos de acordo com o processo produtivo básico de que trata a Lei n 10.176, de 11 de janeiro de 2001. (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010)

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Aplica-se a margem de preferência para aquisição de produtos de confecções, calçados e artefatos, conforme percentuais e descrições do Anexo I do Dec. 7.601, nas licitações realizadas no âmbito da Administração Pública Federal, com vistas à promoção do desenvolvimento nacional sustentável57. Os editais para aquisição dos produtos descritos no Anexo I do Dec. 7.601 deverão contemplar a aplicação da margem de preferência. Será aplicada a margem de preferência apenas aos produtos manufaturados nacionais58. O licitante deverá apresentar, juntamente com a proposta, formulário de declaração de cumprimento das regras de origem, conforme modelo publicado em Portaria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Na modalidade de pregão eletrônico:  o licitante declarará, durante a fase de cadastramento das propostas, se o produto atende às regras de origem; e  o formulário de declaração de cumprimento das regras de origem deverá ser apresentado juntamente com os documentos exigidos para habilitação. O produto que não atender às regras de origem ou cujo licitante não apresentar tempestivamente o formulário de declaração de cumprimento das regras de origem será considerado como produto manufaturado estrangeiro. A margem de preferência será calculada sobre o menor preço ofertado de produto manufaturado estrangeiro, conforme a fórmula prevista no Anexo II do Dec. 7.601/11 e as seguintes condições59:  o preço ofertado do produto manufaturado nacional será considerado menor que PE (menor preço ofertado do produto manufaturado estrangeiro), sempre que seu valor for igual ou inferior a PM (Preço com Margem); e
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Dec. 7.601/11:
o

Art. 1 Fica estabelecida a aplicação de margem de preferência para aquisição de produtos de confecções, calçados e artefatos, conforme percentuais e descrições do Anexo I, nas licitações realizadas no âmbito da administração pública federal, com vistas à promoção do desenvolvimento nacional sustentável. Parágrafo único. Os editais para aquisição dos produtos descritos no Anexo I publicados após a data de entrada em vigor deste Decreto deverão contemplar a aplicação da margem de preferência de que trata o caput.
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Dec. 7.601/11
o

Art. 2 Será aplicada a margem de preferência de que trata o art. 1 apenas aos produtos manufaturados nacionais, conforme as regras de origem estabelecidas em Portaria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. o § 1 O licitante deverá apresentar, juntamente com a proposta, formulário de declaração de cumprimento das regras de origem, conforme modelo publicado em Portaria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. o § 2 Na modalidade de pregão eletrônico: I - o licitante declarará, durante a fase de cadastramento das propostas, se o produto atende às regras de origem; e o II - o formulário referido no § 1 deverá ser apresentado juntamente com os documentos exigidos para habilitação. o § 3 O produto que não atender às regras de origem ou cujo licitante não apresentar tempestivamente o formulário referido neste artigo será considerado como produto manufaturado estrangeiro para fins deste Decreto.
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o

Dec. 7.601/11:
o

Art. 3 A margem de preferência de que trata o art. 1 será calculada sobre o menor preço ofertado de produto manufaturado estrangeiro, conforme a fórmula prevista no Anexo II e as seguintes condições: I - o preço ofertado do produto manufaturado nacional será considerado menor que PE, sempre que seu valor for igual ou inferior a PM; e II - o preço ofertado de produto manufaturado nacional será considerado maior que PE, sempre que seu valor for superior a PM.

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 o preço ofertado de produto manufaturado nacional será considerado maior que PE, sempre que seu valor for superior a PM. A margem de preferência será aplicada para classificação das propostas, na modalidade de pregão, após a fase de lances60. A margem de preferência não será aplicada caso o preço mais baixo ofertado seja de produto manufaturado nacional. Caso o licitante da proposta classificada em primeiro lugar seja inabilitado, ou deixe de cumprir a obrigação de apresentação do formulário de declaração de cumprimento das regras de origem, deverá ser realizada a reclassificação das propostas, para fins de aplicação da margem de preferência. Caso a licitação tenha por critério de julgamento o menor preço do grupo ou lote, a margem de preferência só será aplicada se todos os itens que compõem o grupo ou lote atenderem às regras de origem de que trata o art. 2o do Dec 7.601/11. A aplicação da margem de preferência não exclui a negociação entre o pregoeiro e o vencedor da fase de lances. A aplicação da margem de preferência não exclui o direito de preferência das microempresas e empresas de pequeno porte. As margens de preferência serão aplicadas por seis meses, contados a partir da data de publicação do Decreto 7.601/1161.

Fórmula PM = PE x (1 + M), sendo: PM - preço com margem PE - menor preço ofertado do produto manufaturado estrangeiro M - margem de preferência em percentual, conforme estabelecido no Anexo I a este Decreto

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Dec. 7.601/11:
o o

Art. 4 A margem de preferência de que trata o art. 1 será aplicada para classificação das propostas: I - após a fase de lances, na modalidade de pregão; e II - no julgamento e classificação das propostas, nas demais modalidades de licitação. o § 1 A margem de preferência não será aplicada caso o preço mais baixo ofertado seja de produto manufaturado nacional. o § 2 Caso o licitante da proposta classificada em primeiro lugar seja inabilitado, ou deixe de cumprir a obrigação prevista no inciso o o II do § 2 do art. 2 , deverá ser realizada a reclassificação das propostas, para fins de aplicação da margem de preferência. o § 3 Caso a licitação tenha por critério de julgamento o menor preço do grupo ou lote, a margem de preferência só será o aplicada se todos os itens que compõem o grupo ou lote atenderem às regras de origem de que trata o art. 2 . o § 4 A aplicação da margem de preferência não exclui a negociação entre o pregoeiro e o vencedor da fase de lances, o o prevista no § 8 do art. 24 do Decreto n 5.450, de 31 de maio de 2005. o § 5 A aplicação da margem de preferência não exclui o direito de preferência das microempresas e empresas de pequeno porte, previsto nos arts. 44 e 45 da Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006.
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Dec. 7.601/11
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Art. 5 As margens de preferência de que trata o art. 1 serão aplicadas por seis meses, contados a partir da data de publicação deste Decreto.

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Mensagem SIASG nº 2011/071719, de 13 dez 11, do DLSG/SLTI/MPOG
Assunto: Margem de preferência A Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação - SLTI implantou as determinações do Decreto 7.601/11, a partir do dia 13 dez 11, nos seguintes módulos do sistema SIASG: 1 - Divulgação de compras: UASG: na inclusão do aviso de licitação/item, o módulo disponibiliza o campo "utilizar margem de preferência" para que a unidade licitatória marque se o item possui a aplicabilidade da margem de preferência; - marcando o campo "utilizar margem de preferência", o módulo divulgação de compras irá disponibilizar o campo "margem de preferência" para que seja registrado o percentual da margem definido a cada Decreto. 2 - Cotação eletrônica: UASG: na inclusão do item no pedido de cotação, o módulo disponibiliza o campo "utilizar margem de preferência" para que a unidade licitatória marque se o item possui a aplicabilidade da margem de preferência; - marcando o campo "utilizar margem de preferência", o módulo divulgação de compras inclui item do pedido de cotação eletrônica de compras irá disponibilizar o campo "margem de preferência" para que seja registrado o percentual da margem definido a cada Decreto. 3 - Sessão publica: UASG: no cadastramento das propostas de preços, a comissão de licitação solicitará ao fornecedor que informe a origem do seu produto e, de acordo com a informação, e na presença do fornecedor, irá registrar a origem: 1) nacional: o sistema apresenta a mensagem "o fornecedor declara que o produto ofertado e manufaturado é nacional, de acordo com a Lei 12.349/2010”. 2) estrangeiro: o sistema abre campo para registrar o "país de origem". - o sistema disponibiliza a classificação das propostas dentro da margem de preferência para que a comissão tome as suas decisões. 4 - Pregão: 1 - se o produto com menor valor ofertado for de origem nacional, não haverá aplicação da margem de preferência; 2 - se o produto com menor valor ofertado for de origem estrangeira, o sistema automaticamente aplicará a margem de preferência e indicará os fornecedores de produtos de origem nacional que estão enquadrados dentro da margem, apresentando a mensagem "dentro da margem de preferência"; possibilitando ao pregoeiro as seguintes atuações: 2.1 - o pregoeiro deverá aceitar o melhor classificado dentro da margem (produto nacional), sem precisar recusar o melhor lance (produto estrangeiro); 2.2 - o pregoeiro recusa o melhor classificado dentro da margem; 2.2.1 - aceitando para outro fornecedor que esteja na classificação da margem de preferência, dentro da ordem de classificação das propostas, ou; 2.2.2 - não havendo mais propostas a aceitar dentro da margem de preferência, o pregoeiro poderá aceitar a melhor proposta (menor preço) sem a margem de preferência.

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6.6 Cartel em Licitações Cartel é um acordo explícito ou implícito entre concorrentes para, principalmente, fixação de preços ou quotas de produção, divisão de clientes e de mercados de atuação. Cartéis são considerados a mais grave lesão à concorrência porque prejudicam seriamente os consumidores ao aumentar preços e restringir a oferta, tornando os bens e serviços mais caros ou indisponíveis. Ao artificialmente limitar a concorrência, os membros de um cartel também prejudicam a inovação, impedindo que novos produtos e processos produtivos surjam no mercado. Cartéis resultam em perda de bem-estar do consumidor e, no longo prazo, perda de competitividade da economia como um todo. Segundo estimativas da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os cartéis geram um sobrepreço estimado entre 10 e 20% comparado ao preço em um mercado competitivo, causando prejuízos de centenas de bilhões de reais aos consumidores anualmente.

O cartel é proibido pela Lei 8.884/94, arts. 20 e 21
 Não é necessário dolo ou culpa  Basta efeitos potenciais  Poder de mercado: soma das participações de mercado dos participantes.

Além de infração administrativa, cartel é crime
 Lei 8.137/90 (Lei de Crimes contra a Ordem Econômica), art. 4º, II, “a” (cartel é crime punível com a pena com pena de 2 a 5 anos de reclusão e multa)e Lei 8.666/93, art. 90.

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Punição a cartéis em licitações:
Lei nº 8.884/94 – Lei de Defesa da Concorrência  Esfera administrativa → MULTA (até 30% do faturamento) + outras penalidades  Empresas e pessoas físicas (administradores)  Basta que o acordo tenha efeitos potenciais (não precisa ter sido implementado). Lei nº 8.666/93 – Lei de Licitações  Esfera criminal → DETENÇÃO (até 4 anos) + multa  Somente Pessoas Físicas. Art. 90: “Frustrar ou fraudar, mediante ajuste, combinação ou qualquer outro expediente, o caráter competitivo do procedimento licitatório...”

Prejuízos causados ao cidadão e ao Erário:  Aumento de preço (média de 10%-20% acima do preço competitivo, segundo OCDE)  Redução da oferta (média de 20% de redução, segundo OCDE)  Aumento dos gastos do Governo; alocação ineficiente de recursos públicos  Menos qualidade, menor variedade de produtos e desestímulo à inovação no mercado  Em suma: Redução do bem-estar do consumidor. Transferência de renda do consumidor para o cartelista.

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Licitações são um ambiente propício à atuação dos cartéis, que podem agir de várias formas:  Fixação de preços, na qual há um acordo firmado entre concorrentes para aumentar ou fixar preços e impedir que as propostas fiquem abaixo de um “preço base”.  Direcionamento privado da licitação, em que há a definição de quem irá vencer determinado certame ou uma série de processos licitatórios, bem como as condições nas quais essas licitações serão adjudicadas.  Divisão de mercado, representada pela divisão de um conjunto de licitações entre membros do cartel, que, assim, deixam de concorrer entre si em cada uma delas, em determinada região.  Supressão de propostas, concorrentes que eram esperados na licitação não comparecem ou, comparecendo, retiram a proposta formulada, com intuito de favorecer um determinado licitante, previamente escolhido.  Apresentação de propostas “pro forma”, caracterizada quando alguns concorrentes formulam propostas com preços muito altos para serem aceitos ou entregam propostas com vícios reconhecidamente desclassificatórios. Direciona a licitação para um concorrente em especial.  Rodízio, acordo pelo qual os concorrentes alternam-se entre os vencedores de uma licitação específica. Por exemplo, as empresas A, B e C combinam que a primeira licitação será vencida pela empresa A, a segunda pela empresa B, a terceira pela empresa C e assim sucessivamente.  Sub-contratação, pela qual concorrentes não participam das licitações ou desistem das suas propostas, a fim de serem sub-contratados pelos vencedores. O vencedor da licitação a um preço supracompetitivo divide o sobrepreço com o subcontratado. Em muitos cartéis, mais de uma dessas formas de atuar podem estar presentes. Assim, a prática do “rodízio” pode ser combinado com a divisão de mercado (os concorrentes combinam a alternação dos vencedores em um grupo de licitações, para dar a impressão de efetiva concorrência), e o direcionamento da licitação pode ser implementado pela apresentação de propostas inviáveis e complementado por subcontratação. O resultado sempre é o aumento dos preços pagos pela Administração e a conseqüente transferência ilegítima de recursos para os membros do cartel.

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A contribuição dos agentes públicos de compras tem papel crucial na apuração dos cartéis que atuam nas licitações governamentais. São esses servidores que, em razão de sua proximidade com o processo, podem proporcionar à Secretaria do Direito Econômico do Ministério da Justiça (SDE/MJ) valiosas provas e evidências. Afinal, em compras públicas, esses agentes são os verdadeiros “olhos” da Administração.

Fique de olho se os sinais abaixo ocorrerem:  As propostas apresentadas possuem redação semelhante ou os mesmos erros e rasuras.  Certos fornecedores desistem, inesperadamente, de participar da licitação.  Há empresas que, apesar de qualificadas para a licitação, não costumam apresentar propostas a um determinado órgão, embora o façam para outro.  Existe um padrão claro de rodízio entre os vencedores das licitações.  Existe uma margem de preço estranha e pouco racional entre a proposta vencedora e as demais.  Alguns licitantes apresentam preços muito diferentes nas diversas licitações que participam, apesar de o objeto e as características desses certames serem parecido.  O valor das propostas reduz-se significativamente quando um novo concorrente entra no processo (provavelmente não integrante do cartel).  Um determinado concorrente vence muitas licitações que possuem a mesma característica ou se referem a um tipo especial de contratação.  Existe um concorrente que sempre oferece propostas, apesar de nunca vencer as licitações.  Licitantes vencedores subcontratam concorrentes que participaram do certame.  Licitantes que teriam condições de participar isoladamente do certame apresentam propostas em consórcio.

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Circunstâncias que facilitam a formação de cartéis: Estrutura do mercado – Diversos bens e serviços dos quais o Estado necessita são produzidos em estruturas de mercado concentradas, nas quais o conluio pode mais facilmente ocorrer. Publicidade - Licitações devem observar requisitos de publicidade os quais podem facilitar a estruturação e o funcionamento de um cartel. Quando implementado na forma eletrônica, o pregão diminui ainda mais o grau de publicidade e a chance de cartelização: a todos os licitantes participantes são alocados números; nenhum licitante tem condições de identificar os outros participantes durante o pregão, sendo tais identidades somente tornadas públicas após o fim do procedimento. Barreiras à entrada - Se for simples para que uma nova empresa entre no mercado, dificilmente um cartel terá condições de se manter, tendo em vista que qualquer aumento de preço atrairá novos competidores que poderão apresentar propostas mais baixas. Por outro lado, se esse tipo de pressão não existe (quer pelas características do mercado, quer pelos requisitos de habilitação exigidos nas licitações de um determinado produto ou serviço), o conluio se torna mais provável. Interações freqüentes entre licitantes - Quando os licitantes possuem contatos constantes no mercado, fica mais simples para eles definir uma estratégia comum, bem como identificar e punir eventuais desvios ao acordo de cartel (p.ex., com ofertas agressivas pelos outros membros do cartel nas licitações originalmente alocadas ao traidor). Rigidez das licitações - Em virtude do regime jurídico aplicável às licitações, nem sempre o agente público responsável tem condições de reagir caso perceba algum sinal de conluio entre os fornecedores. Assim, é fundamental que, caso identifique indícios do funcionamento de um cartel em uma determinada licitação, o pregoeiro ou membro de comissão de licitação apresente tais informações imediatamente à Secretaria de Direito Econômico (SDE/MJ).

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O Programa de Leniência
É um dos instrumentos mais efetivos no combate aos cartéis, e se caracteriza como espécie de “delação premiada” um membro do cartel denuncia a prática e todos os coautores, apresentando documentos e informações do cartel em troca de imunidade administrativa e criminal. A Lei Brasileira de Defesa da Concorrência reconhece que o interesse dos cidadãos brasileiros de ver desvendados e punidos cartéis supera o interesse de sancionar uma única empresa ou indivíduo que possibilitou a identificação e desmantelamento de todo o cartel e a punição de todos os seus outros membros. A SDE é o órgão competente para negociar e firmar o Acordo de Leniência com pessoas físicas e jurídicas, com a possibilidade de extinção total das penalidades criminais e administrativas originalmente aplicáveis pela prática de cartel em troca de colaboração plena na investigação da prática denunciada.

A melhor maneira de apresentar uma denúncia à SDE é por meio do “Clique Denúncia”, formulário disponível na página da Secretaria na Internet - www.mj.gov.br/sde. Também é possível contatar a SDE no fax (61) 3226 5772. Por telefone, pode-se contatar a SDE por meio de sua Coordenação Geral de Análise de Infrações no Setor de Compras Públicas nos números (61) 3429 9270 e 3429 3396. Denúncias da existência de um cartel podem ainda ser endereçadas à: Secretaria de Direito Econômico/Departamento de Proteção e Defesa Econômica/Ministério da Justiça. Esplanada dos Ministérios, Bloco T, 5º andar, sala 554. Brasília- DF. CEP 70064-900

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6.7 Julgados do TCU

Sanções/Penalidades - Acórdão TCU 2.026/2011 – Plenário - O TCU declarou, com fundamento no art. 46 da Lei nº 8.443/ 1992 e no inc. IV do art. 87, c/c o inc. III do art. 88 da Lei nº 8.666/1993, a inidoneidade de uma empresa privada de comércio de autopeças e fundição, para licitar e contratar com a Administração Pública, pelo período de dezoito meses, por ter vencido licitações destinadas exclusivamente à participação de Microempresas e empresas de Pequeno Porte, não obstante ostentar faturamento bruto superior ao limite previsto no art. 3º da Lei Complementar nº 123/2006. . - Acórdão TCU 8.269/2011 – 2ª Câmara - O TCU deu ciência à (...) de que a inclusão, em editais de licitação, de cláusula que condicione a participação no certame ao pleno cumprimento de contrato anterior pela licitante com a própria estatal, tal como a prevista em pregão eletrônico, não se coaduna com as disposições da Lei nº 8.666/1993, de modo que as restrições à licitação e à contratação com a Administração em razão de inexecução total ou parcial de contrato devem se limitar às situações de suspensão temporária e de declaração de inidoneidade previstas no art. 87, incisos III e IV, da Lei nº 8.666/1993. - Acórdão TCU 5.230/2011 – 1ª Câmara - O TCU deu ciência, nos termos da Portaria/SEGECEX nº 13, de 27.04.2011, ao pregoeiro do (...) sobre a possibilidade de aplicação do art. 7º da Lei nº 10.520/2002 com relação a empresas que não se comportarem de forma idônea no decorrer do certame. - Acórdão TCU 917/2011 – Plenário - Alerta quanto a uma impropriedade, em edital de pregão eletrônico, caracterizada pela limitação à participação de empresas em desfavor das quais tenha sido aplicada, por outros órgãos, a pena de suspensão temporária prevista no art. 87, inc. III, da Lei n° 8.666/1993, restrição indevida ao caráter competitivo do certame. - Acórdão TCU 3.964/2009 – 2ª Câmara - Determinação para que instaure processo administrativo, nos termos da Lei nº 9.784/1999, para decidir sobre a aplicação da penalidade prevista no art. 7º da Lei 10.520/2002 à empresa licitante que utilizou documentação falsa em pregão presencial de 2006, durante a fase de classificação desse certame.

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Microempresa e Empresa de Pequeno Porte

- Acórdão TCU 1.793/2011 – Plenário - Determinação à Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (SLTI/MP) para que: a) implemente controle no sistema COMPRASNET que impeça o uso da prerrogativa de efetuar lance de desempate em pregões, conforme art. 44, § 2º, da Lei Complementar nº 123/2006, para microempresas e empresas de pequeno porte que não se enquadrem em faturamento condizente com o definido no art. 3º da mencionada Lei Complementar, utilizando como referência o somatório de ordens bancárias sacadas no último exercício, constantes no sistema SIAFI, ou institua controles compensatórios com vistas a evitar essa irregularidade; b) em observância ao art. 44 da Lei Complementar nº 123/2006, para modalidades de licitação diferentes de pregão eletrônico, oriente os integrantes do SISG a verificar no Portal da Transparência (http://www.portaldatransparencia.gov.br), quando da habilitação de microempresas e de empresas de pequeno porte que tenham utilizado a

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prerrogativa de efetuar lance de desempate, se o somatório dos valores das ordens bancárias recebidas pela empresa, relativas ao seu último exercício, extrapola o faturamento máximo permitido como condição para esse benefício, conforme art. 3º da mencionada Lei Complementar (itens 9.2.7 e 9.2.8, TC-011.643/2010-2, Acórdão nº 1.793/2011-Plenário). - Acórdão TCU 4.161/2009 – 2ª Câmara – Determinação para que aplique nas licitações que realizar as disposições dos arts. 44 e 45 da Lei Complementar nº 123/06 (Estatuto das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte). - Acórdão TCU 2.479/2009 - Plenário - Determinação para que se abstenha de conceder o tratamento diferenciado para microempresas e empresas de pequeno porte previsto no art. 47 da Lei Complementar nº 123/2006 quando não expressamente previsto no instrumento convocatório (Sic) ou para contratações de valor superior a R$ 80.000,00, como determinam os arts. 48, I, e 49, I e III, daquele Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. A propósito, chamamos a atenção da rede do Ementário de Gestão Pública para: a) Orientação Normativa/AGU nº 7, de 01.04.2009 (DOU de 07.04.2009, S. 1, p. 13): “O tratamento favorecido de que tratam os arts. 43 a 45 da Lei Complementar nº 123, de 2006, deverá ser concedido às microempresas e empresas de pequeno porte independentemente de previsão editalícia”; b) determinação/ recomendação do próprio Plenário do TCU à .... para que, a fim de conferir transparência e legalidade às licitações, preveja, em seus editais, itens específicos acerca da comprovação das condições de enquadramento das empresas licitantes como Microempresas ou Empresas de Pequeno Porte, de acordo com o artigo 3º da Lei Complementar nº 123/2006; bem como observe, independentemente de tal previsão, a aplicabilidade dos artigos 44 e 45 da Lei Complementar nº 123/2006, nas hipóteses necessárias (Acórdão TCU nº 1.785/2008-Plenário).

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Dec. 7.174: Bens e Serviços de Informática e Automação

- Acórdão TCU 8.167/2011 – 2ª Câmara - O TCU deu ciência à (...) sobre as seguintes impropriedades: a) na condução de um pregão eletrônico de 2011, o pregoeiro não ativou no sistema COMPRASNET a opção para aplicabilidade do Decreto nº 7.174/2010, funcionalidade implantada pelo MPOG destinada a dar preferência a empresas que ofertem produtos/serviços com conteúdo nacional; b) não foi apresentada resposta às impugnações oferecidas pela representante, contrariando, dessa forma, as disposições contidas na Lei nº 8.666/1993, art. 41, §1º; Decreto nº 3.555/2000, art. 12, §1º; e o Decreto nº 5.450/2005, art. 18, §1º, que a obriga a responder às impugnações.

Margem de Preferência

- Acórdão TCU 693/2011 – Plenário - O Plenário do TCU se posicionou no tocante ao entendimento a ser dado à recente Lei de nº 12.349, de 15.12.2010, a qual alterou a Lei nº 8.666, de 21.06.1993, em especial o art. 3º, §§ 5º a 8º [“Art. 3º ... § 5º Nos processos de licitação previstos no caput, poderá ser estabelecida margem de preferência para produtos manufaturados e para serviços nacionais que atendam a normas técnicas brasileiras”], conforme segue: a) a intenção do legislador, ao utilizar o vocábulo "poderá", no § 5º, é a de conferir discricionariedade ao gestor de utilizar ou não a possibilidade de preferência por produtos e serviços nacionais em suas contratações, devendo

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evidenciar que a opção escolhida tem como premissa o interesse público e a conveniência do órgão, devidamente justificados; b) a aplicação da lei, neste caso, não é de efeito imediato, uma vez que carece de definição pelo Poder Executivo Federal o estabelecimento do percentual referente à margem de preferência e que, portanto, demandará certo tempo para ser implementada, conforme o § 8º [“Art. 3º ... § 8º As margens de preferência por produto, serviço, grupo de produtos ou grupo de serviços, a que se referem os §§ 5º e 7º, serão definidas pelo Poder Executivo federal, não podendo a soma delas ultrapassar o montante de 25% (vinte e cinco por cento) sobre o preço dos produtos manufaturados e serviços estrangeiros”]. Cartel/Conluio - Acórdão TCU 10.075/2011 – 1ª Câmara - Recomendação a uma Unidade Jurisdicionada para que, nas licitações que promover, examine com percuciência os documentos de habilitação e as propostas apresentadas pelos licitantes, visando identificar indícios e evidências de combinação ou qualquer outro expediente que vise fraudar ou frustrar o caráter competitivo do processo licitatório, caracterizados por semelhanças de forma, texto, preços, vínculos societários, laços de parentescos, entre outros aspectos, e adote as medidas que entender pertinentes para coibir eventuais tentativas nesse sentido, bem como institua rotinas administrativas e procedimentais para dar estrita observância aos princípios prescritos no art. 3º da Lei nº 8.666/1993 e às restrições estabelecidas no art. 9º da mesma lei. - Acórdão TCU 1.793/2011 – Plenário - Recomendação à Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (SLTI/MP) no sentido de que promova alterações no sistema COMPRASNET para emitir alerta aos pregoeiros sobre a apresentação de lances, para o mesmo item, por empresas que possuam sócios em comum, com vistas a auxiliá-los na identificação de atitudes suspeitas no decorrer do certame que possam sugerir a formação de conluio entre essas empresas, em atenção ao art. 90 da Lei nº 8.666/1993. - Acórdão TCU 895/2011 – 1ª Câmara - Recomendação para que procure ampliar a pesquisa de mercado, como forma de garantir o menor preço e a lisura do procedimento licitatório, sempre que na etapa de obtenção de cotações de preços se verificarem situações que indiquem possível acordo entre as pessoas físicas ou jurídicas consultadas.

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ANEXO I – CERTIFICAÇÃO DIGITAL

A Certificação Digital visa promover com recursos de tecnologia da informação e comunicação, maior segurança nos atos praticados pelos pregoeiros e Ordenadores de Despesas nas execuções dos Pregões Eletrônico, Presencial, Cotação Eletrônica de Preços e outros serviços disponibilizados pelo Portal de Compras do Governo Federal – Comprasnet, tendo em vista o volume de transações realizadas no referendo sítio.

1.1 Descrição do processo de certificação  Homologação do Comprasnet permitindo a participação de pregoeiros e Ordenadores de Despesas.  O Ministério do Planejamento encaminhará ao Órgão a ser certificado lista nominal dos servidores para ratificação e/ou atualização, as quais serão encaminhadas ao SERPRO para validação e certificação.  A partir da atualização das listas de servidores a serem certificados (pregoeiros/ Ordenadores de despesas) serão adotados os seguintes procedimentos: a) a certificação será local com o apoio do Órgão a ser certificado; b) realizar reunião junto ao órgão selecionado, para definição de funções e atribuição de responsabilidade quanto aos procedimentos relativos à certificação digital, com a participação da autoridade certificadora; c) a área de TIC, assumirá a responsabilidade de promover o suporte técnico que o Sistema requer, incluindo a verificação da documentação exigida; d) a autoridade certificadora repassará as orientações necessárias (pré-requisito a certificação) esclarecendo dúvidas e definindo o cronograma de trabalho, inclusive os recursos de logística para a instalação de AR (Autoridade Registradora) local; e) na data estabelecida o órgão selecionado deverá disponibilizar as informações necessárias, a documentação dos servidores, organizando e gerenciando o processo de certificação; f) o Órgão a ser certificado garantirá que os dados, bem como a documentação fornecida para AR-SERPRO é a expressão da verdade, assumindo a responsabilidade sobre sua autenticidade; g) a AR-SERPRO, no ato da certificação entregará o TOKEN-A3, a cada servidor certificado, o qual assinará o Termo de Responsabilidade; h) A documentação pertinente à certificação será entregue a AR-SERPRO, que será responsável pela sua guarda; i) eventuais problemas e dúvidas quanto a utilização do TOKEN/CERTIFICAÇÃO serão sanadas pela área de TIC, em conformidade com AR-SERPRO. A ausência ou impedimento de servidores quando da certificação local implicará no seu deslocamento para AR-SERPRO, em data previamente agendada. O uso do certificado é de responsabilidade do servidor. No entanto, a revogação dos certificados será de responsabilidade do órgão.
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O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, por intermédio da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, fornecerá os tokens. A Atualização tecnológica que garantirá a segurança do nível de certificado estabelecido é de responsabilidade do ITI (Instituto de Tecnologia da Informação) conforme definição constante no seu arcabouço técnico normativo e nas suas atribuições institucionais.

1.2 Procedimentos para obtenção da certificação digital 1. Emissão dos Certificados O certificado será solicitado, emitido e instalado na mídia criptográfica na hora e na presença do interessado. A identificação do solicitante é obrigatoriamente presencial devido ao cumprimento de normas estabelecidas pela ICP – Brasil. Os servidores receberão juntamente com o token, onde será gerado e armazenado o seu par de chaves, um manual contendo as instruções de uso. A certificação será local com apoio do órgão a ser certificado. Na impossibilidade do servidor certifica-se, a certificação será reagendada. 2. Documentos Necessários para Emissão dos Certificados No ato da emissão do Certificado Digital, o servidor deverá portar, obrigatoriamente, o original e duas fotocópias dos seguintes documentos: a) cédula de Identidade ou Passaporte, se Estrangeiro; b) cadastro de Pessoa Física (CPF); c) número de Identificação Social - NIS (PIS, PASEP, ou CI), OPCIONAL; d) cadastro Específico do INSS - CEI, OPCIONAL; e) título de eleitor; f) duas fotos 3x4 recente; g) comprovante de residência. Obs: Será solicitado também o e-mail funcional da Unidade Gestora
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1.3 Token: instruções de uso  Insira o token com o seu certificado digital em uma porta USB livre;  Acesse www.comprasnet.gov.br ;  Clique em “SIASG”, logo depois selecione o ambiente de “Produção”;  Uma janela irá abrir, identificando seu certificado. Clique em “OK”;  Em seguida, insira o PIN que é a senha do seu token. Clique em “Login”;  Pronto! Você está autenticado e já pode trabalhar no pregão desejado.

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1.4 Revogação/renovação de certificado digital

A revogação do Certificado Digital será solicitada quando:  for necessária a alteração de qualquer informação constante do certificado digital;  nos casos de perda, roubo, comprometimento ou suspeita de violação/dano da chave privada correspondente ao certificado digital;  for constatada informação incorreta no certificado. A revogação poderá ser solicitada:  pelo titular do certificado digital;  autoridade superior do órgão/entidade;  autoridade certificadora – AC/SERPRO. A renovação do certificado digital seguirá os mesmos procedimentos adotados para a certificação, a qual deverá ser solicitada pela autoridade competente do Órgão/Entidade. Os casos de perda, dano ou esquecimento de senha, requerem emissão de nova certificação, adotando-se os mesmos procedimentos da renovação.
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1.5 Localização das salas das autoridades registradoras Entrar em contato com a Central de Atendimento do SERPRO (CAS SERPRO) pelo telefone 0800-9782329 para agendar a confirmação das informações com uma Autoridade Registradora (AR). Regional Brasília – DF - SGAN QD. 601, Módulo G, CEP: 70836-900 Brasília – DF. Regional Belém – PA - Av. Perimetral da Ciência , nº 2.010 Terra Firme CEP: 66077-530. Fone: 091-4008-1847. Escritório de Macapá – AP - Endereço: Av. Iracema Carvão Nunes, nº 93 - Bairro Centro, CEP 69.908-380. Escritório de São Luiz – MA - Endereço: Rua Grande, nº 1.618, Canto da Fabril.

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ANEXO II – ROTEIRO PRÁTICO (TCU)
O processamento e julgamento de licitação na modalidade pregão, na forma eletrônica, são realizados observando-se normalmente a sequência dos seguintes procedimentos: 1. credenciamento prévio dos licitantes, do pregoeiro, dos membros da equipe de apoio e da autoridade competente do órgão promotor da licitação perante o provedor do sistema eletrônico;  credenciamento faz-se pela atribuição de chave de identificação e de senha, pessoal e intransferível, para acesso ao sistema eletrônico;  credenciamento junto ao provedor do sistema implicam responsabilidade legal do licitante e presunção da capacidade técnica para realização das transações inerentes ao pregão na forma eletrônica;  uso da senha de acesso e de responsabilidade exclusiva do licitante, não cabendo ao provedor do sistema ou ao órgão promotor da licitação qualquer responsabilidade por eventuais danos decorrentes de utilização indevida, ainda que por terceiros;  chave de identificação e a senha poderão ser utilizadas em qualquer pregão na forma eletrônica, salvo quando cancelada por solicitação do credenciado ou em virtude do descadastramento perante o Sicaf; 2. encaminhamento das propostas pelos licitantes, exclusivamente por meio do sistema eletrônico, com descrição do objeto e do preço ofertado;  poderão ser encaminhadas propostas desde a divulgação do edital até a data e hora marcadas para a abertura da sessão, quando encerrar-se-á automaticamente a fase de recebimento;  até a abertura do certame, os licitantes poderão retirar ou modificar a proposta anteriormente apresentada; 3. manifestação do licitante, em campo próprio do sistema eletrônico, que cumpre plenamente os requisitos de habilitação e que a proposta esta em conformidade com as exigências do instrumento convocatório; 4. abertura da sessão pelo pregoeiro, na internet, no dia, horário e local estabelecidos, com utilização da chave de acesso e senha;  deverá ser adotado o horário de Brasília/DF para todos os efeitos; 5. análise e julgamento das propostas de acordo com as exigências estabelecidas no ato convocatório;  será desclassificada a proposta que não atender as exigências contidas no ato convocatório;  desclassificação da proposta importa preclusão do direito do licitante de participar da fase de lances; 6. ordenação automática, pelo sistema, das propostas classificadas;  todos os licitantes cujas propostas foram reputadas regulares na primeira classificação provisória participam da fase de lances, diferentemente do pregão presencial; 7. início da fase competitiva, pelo pregoeiro; 8. encaminhamento dos lances pelos licitantes, exclusivamente por meio do sistema eletrônico;

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 será sucessivo, distinto e decrescente, o oferecimento de lances, observados os horários e as regras estabelecidas no edital;  deverá o lance ser inferior ao ultimo ofertado pelo próprio licitante, registrado no sistema;  será o licitante informado, em tempo real, do recebimento e do valor do respectivo lance, também do menor lance consignado no sistema;  não serão aceitos dois ou mais lances iguais, prevalecendo aquele que for recebido e registrado primeiro no sistema; 9. encerramento da etapa de lances pelo pregoeiro; 10. encaminhamento, pelo sistema, de aviso de fechamento iminente dos lances;  de até trinta minutos, aleatoriamente determinado pelo sistema, será automaticamente encerrada a recepção de lances; 11. exame, pelo pregoeiro, da proposta classificada em primeiro lugar quanto a compatibilidade do preço em relação ao estimado para contratação;  se o edital exigir apresentação de planilha de composição de preços, esta deverá ser encaminhada de imediato por meio eletrônico, com os respectivos valores readequados ao lance vencedor; 12. formulação de contraproposta pelo pregoeiro, se for o caso;  concluída a etapa de lances da sessão pública, o pregoeiro poderá encaminhar, pelo sistema eletrônico, contraproposta ao licitante que tenha apresentado lance mais vantajoso, para que seja obtida melhor proposta;  não se admite negociar condições diferentes daquelas previstas no edital;  será realizada negociação por meio do sistema, podendo ser acompanhada pelos demais licitantes; 13. encerrada a etapa competitiva e ordenadas as ofertas, o pregoeiro deve analisar os documentos de habilitação do licitante que apresentou a melhor proposta, conforme disposições contidas no edital;  documentos não contemplados no SICAF, ou em sistemas equivalentes dos estados e municípios, deverão ser encaminhados, após solicitação do pregoeiro, por fax e posteriormente apresentados em original ou por cópia autenticada, no prazo definido no edital;  se o licitante não atender as exigências habilitatórias, o pregoeiro examinará a proposta subsequente e assim sucessivamente na ordem de classificação, até a apuração de uma proposta que atenda ao edital;  no julgamento da habilitação e das propostas, o pregoeiro poderá sanar erros ou falhas que não alterem a substância das propostas, dos documentos e sua validade jurídica, mediante despacho fundamentado, registrado em ata e acessível a todos;  constitui meio legal de prova, para fins de habilitação, a verificação dos documentos, pelo órgão promotor do certame, nos endereços eletrônicos oficiais de órgãos e entidades emissores de certidões; 14. proclamação do resultado do certame, após conclusão da etapa de lances e da análise da documentação; 15. adjudicação do objeto ao licitante declarado vencedor, caso tenha havido desistência expressa de todos os licitantes da intenção de interpor recurso;

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16. intenção de interpor recurso, deve ser aguardado o prazo de três dias para a juntada das razoes e de três dias para os demais licitantes impugnarem recurso interposto, que começam a contar do término do prazo do recorrente;  deverá a manifestação ser formalizada em campo próprio do sistema eletrônico;  falta de manifestação imediata e motivada do licitante quanto a intenção de recorrer importará decadência desse direito;  acolhido o recurso, apenas serão invalidados os atos insuscetíveis de aproveitamento; 17. disponibilização da ata respectiva na internet, para acesso de todos os licitantes e da sociedade; 18. divulgação do resultado do pregão na imprensa oficial ou por comunicação direta a todos os licitantes, de acordo com a ata respectiva; 19. encaminhamento do processo licitatório para homologação pela autoridade competente;  caso tenha havido interposição de recurso, a autoridade competente homologa o procedimento e adjudica o objeto ao licitante vencedor; 20. emissão da nota de empenho respectiva; 21. assinatura do contrato ou da ata de registro de preços, ou ainda retirada da carta-contrato, nota de empenho, autorização de compra ou ordem de execução do serviço, quando for o caso.
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ANEXO III – ORIENTAÇÕES NORMATIVAS DA AGU SOBRE LICITAÇÕES.
- Assuntos: AGU e OBRA PÚBLICA. Orientação Normativa/AGU nº 5, de 01.04.2009 (DOU de 07.04.2009, S. 1, p. 13) - “Na contratação de obra ou serviço de engenharia, o instrumento convocatório deve estabelecer critérios de aceitabilidade dos preços unitários e global”. REFERÊNCIA: art. 6º, inc. IX, item "f", art. 40, inc. X, ambos da Lei nº 8.666, de 1993; Parecer AGU/CGU/NAJRN 296/2008-APT; Decisões TCU 253/2002-Plenário e 1.054/2002Plenário. Acórdãos TCU 1.684/2003 - Plenário, 1.387/2006-Plenário, 2.006/2006-Plenário, 818/1007Plenário, 597/2008-Plenário e 1.380/2008-Plenário. - Assuntos: AGU e MICROEMPRESA. Orientação Normativa/AGU nº 7, de 01.04.2009 (DOU de 07.04.2009, S. 1, p. 13) - “O tratamento favorecido de que tratam os arts. 43 a 45 da Lei Complementar nº 123, de 2006, deverá ser concedido às microempresas e empresas de pequeno porte independentemente de previsão editalícia”. REFERÊNCIA: arts. 43 a 49, da Lei Complementar nº 123, de 2006; Decreto nº 6.204, de 2007; Acórdão TCU 2.144/2007-Plenário. - Assuntos: AGU e PASSAGENS. Orientação Normativa/AGU nº 8, de 01.04.2009 (DOU de 07.04.2009, S. 1, p. 13) - “O fornecimento de passagens aéreas e terrestres enquadra-se no conceito de serviço previsto no inc. II do art. 6º da Lei nº 8.666, de 1993”. REFERÊNCIA: Instrução Normativa SLTI/MP nº 02, de 2008; Nota AGU/GV nº 10/2005. - Assuntos: AGU e REGISTRO DE PREÇOS. Orientação Normativa/AGU nº 19, de 01.04.2009 (DOU de 07.04.2009, S. 1, p. 14) - “O prazo de validade da Ata de Registro de Preços é de no máximo um ano, nos termos do art. 15, § 3º, inc. III, da Lei nº 8.666, de 1993, razão porque eventual prorrogação da sua vigência, com fundamento no § 2º do art. 4º do Decreto nº 3.931, de 2001, somente será admitida até o referido limite, e desde que devidamente justificada, mediante autorização da autoridade superior e que a proposta continue se mostrando mais vantajosa”. REFERÊNCIA: art. 15, § 3º, inc. III, da Lei nº 8.666, de 1993; art. 4º, caput, § 2º, do Decreto nº 3.931, de 2001. - Assuntos: AGU e REGISTRO DE PREÇOS. Orientação Normativa/AGU nº 20, de 01.04.2009 (DOU de 07.04.2009, S. 1, ps. 14 e 15) - “Na licitação para registro de preços, a indicação da dotação orçamentária é exigível apenas antes da assinatura do contrato”. REFERÊNCIA: arts. 15 e 38, caput, da Lei no 8.666, de 1993; art. 3º do Decreto no 3.931, de 2001; Acórdãos TCU 3.146/2004-Primeira Câmara e 1.279/2008-Plenário. - Assuntos: AGU e REGISTRO DE PREÇOS. Orientação Normativa/AGU nº 21, de 01.04.2009 (DOU de 07.04.2009, S. 1, p. 15) - “É vedada aos órgãos públicos federais a adesão à Ata de Registro de Preços, quando a licitação tiver sido realizada pela Administração Pública Estadual, Municipal ou do Distrito Federal”. REFERÊNCIA: arts. 1º, 15, inc. II e § 3º, Lei no 8.666, de 1993; art. 1º, Decreto no 3.931, de 2001. Acórdão TCU 1.487/2007-Plenário.

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GLOSSÁRIO
Agente Público – Pessoa física incumbida, definitiva ou transitoriamente, do exercício de alguma função estatal. Ata de Registro de Preços - Documento vinculativo, obrigacional, com característica de compromisso para futura contratação, onde se registram os preços, fornecedores, órgãos participantes e condições a serem praticadas, conforme as disposições contidas no instrumento convocatório e propostas apresentadas; Autoridade Competente – Servidor ou agente público com poder de decisão. Bens e Serviços Comuns – Aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser concisa e objetivamente definidos no objeto do edital, por meio de especificações usuais de mercado. Comissão de Licitação – Criada pela Administração com a função de receber, examinar e julgar todos os documentos e procedimentos relativos às licitações e ao cadastramento de licitantes, em número mínimo de três membros. Compra – Toda aquisição remunerada de bens para fornecimento de uma só vez ou parceladamente. Exemplos: aquisição de material de expediente, de medicamentos, de alimentos para merenda escolar, etc. Contratante - Órgão ou entidade da Administração Publica Direta e Indireta da União que pactua a execução de programa, projeto, atividade ou evento, por intermédio de instituição financeira federal (mandatária), mediante celebração de contrato de repasse, ou seja, órgão ou entidade signatária de instrumento contratual. Contratado - Pessoa física ou jurídica signatária de contrato com a Administração Pública, na condição de fornecedor de bens, executor de obra ou prestador de serviço. Contrato – Todo e qualquer ajuste entre órgãos ou entidades da Administração Pública e particulares, em que haja um acordo de vontades para a formação de vínculo e a estipulação de obrigações recíprocas, seja qual for a denominação utilizada. Edital – Lei interna da licitação. Documento que enumera todas as condições que devem ser cumpridas pela Administração e pelos licitantes num processo licitatório. De um lado, a Administração impõe unilateralmente condições e de outro os licitantes as aceitam ou não. Empresa de Pequeno Porte - O empresário, a pessoa jurídica, ou a ela equiparada que aufira, em cada ano-calendário, receita bruta superior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais). Equipe de apoio – Grupo de pessoas, detentor de conhecimento técnico sobre o objeto licitado, para prestar auxílio ao pregoeiro. Instrumento Legal - É todo ato normativo ou instrumento jurídico ao qual seja atribuída força de Lei, que tenha abrangência geral ou coletiva e disponha sobre matéria tutelada pelo Direito Público, tais como acordos, convenções coletivas e decisões normativas trabalhistas.

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Licitação – Procedimento administrativo formal em que a Administração Pública convoca, mediante condições estabelecidas em ato convocatório, empresas interessadas na apresentação de propostas para o oferecimento de bens e serviços. Licitação Dispensada – Modalidade de contratação por meio da qual a Lei de Licitações desobriga expressamente a Administração do dever de licitar (ex: alienações de bens imóveis e móveis definidas no art.17 da Lei nº 8.666/1993). Licitação Dispensável – Modalidade de contratação por meio da qual a Lei de Licitações estabelece em lista fechada as várias situações em que a licitação, embora possível, não é obrigatória. A lista prevista na lei é exaustiva. Compreende exclusivamente as situações previstas no art. 24 da Lei 8.666/93. Licitação Deserta – Caracteriza-se quando não comparecem licitantes ao procedimento licitatório realizado. Nesse caso, se o objeto vier a ser contratado sem licitação, a dispensa somente poderá ocorrer, se mantidas as condições estabelecidas no ato convocatório relativo à licitação declarada deserta. Licitação Fracassada - Caracteriza-se quando há licitantes presentes no processo licitatório, mas todas são inabilitadas ou todas as propostas são desclassificadas. Licitante – Pessoa física ou jurídica que adquire o edital e seus elementos constitutivos/anexos e participa da licitação. Licitante Vencedora – Pessoa física ou jurídica habilitada no procedimento licitatório e detentora da proposta mais vantajosa, a quem for adjudicado o objeto da licitação. Microempresa - O empresário, a pessoa jurídica, ou a ela equiparada que aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais). Objetivo da licitação – Garantia da observância do princípio constitucional da isonomia e da seleção da proposta mais vantajosa para a Administração. Obra – Toda construção, reforma, fabricação, recuperação ou ampliação de bem público, realizada diretamente pela Administração ou de forma indireta, por intermédio de terceiro contratado por meio de licitação, de acordo com a legislação vigente. Exemplos: construção de pontes, de estradas, de escolas e de praças públicas, reforma de instalações, ampliação de hospital etc. Ordenador de Despesa – Toda e qualquer autoridade de cujos atos resultarem emissão de empenho, autorização de pagamento, suprimento ou dispêndio de recursos” da Administração (art. 80 da Lei 4320). Órgão – Unidade de atuação que integra estrutura da Administração Pública. Órgão Gerenciador - Órgão ou entidade da Administração Pública responsável pela condução do conjunto de procedimentos do certame para registro de preços e gerenciamento da Ata de Registro de Preços dele decorrente; Órgão Licitador – Aquele que realiza a licitação.

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Órgão Participante - Órgão ou entidade que participa dos procedimentos iniciais do SRP e íntegra a Ata de Registro de Preços. Planilha de Custos e Formação de Preços – Documento que o licitante apresenta, contendo o detalhamento dos custos que compõem seus preços. Portal de Compras do Governo Federal – COMPRASNET - Permite o acesso, pela Internet, no endereço www.comprasnet.gov.br, às informações sobre as licitações e contratações da Administração Pública Federal, disponibilizando, ainda, a legislação vigente, os editais, as publicações e opção para o cadastramento dos fornecedores no módulo Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores - SICAF, e viabilizando o acesso ao SIASG e COMPRASNET, dos usuários dos órgãos públicos que utilizam os sistemas. Preço – Valor que se atribui a determinado bem ou serviço. Pregão – Modalidade de licitação em que a disputa pelo fornecimento de bens ou serviços comuns é feita em sessão pública, por meio de propostas de preços escritas e lances verbais ou via Internet. Pregão Presencial - Forma de pregão em que a disputa pelo fornecimento de bens ou serviços comuns é feita em sessão pública, com a presença ou não do licitante. Exige-se a presença do licitante apenas para o fornecimento de lances verbais. Pregão Eletrônico – Forma de pregão em que a disputa pelo fornecimento de bens ou serviços comuns é feita em sessão pública, com a utilização de recursos de tecnologia da informação. O oferecimento de propostas e lances é feito exclusivamente pela internet. Pregoeiro – Servidor designado para, em procedimento licitatório na modalidade Pregão, credenciar os interessados, receber as propostas e os documentos de habilitação, examinar as propostas, conduzir os procedimentos relativos à fase de lances verbais ou via Internet, analisar a aceitabilidade dos preços, habilitar os licitantes e adjudicar o objeto ao vencedor. Projeto Básico – Descrição detalhada do objeto a ser contratado, dos serviços a serem executados, sua freqüência e periodicidade, características do pessoal, materiais e equipamentos a serem fornecidos e utilizados, procedimentos a serem seguidos, cuidados, deveres, disciplina, gestão da qualidade, informações a serem prestadas e controles a serem adotados. Projeto Executivo – Conjunto dos elementos necessários e suficientes à execução completa da obra, de acordo com as normas pertinentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. Repactuação - É o processo de negociação para a revisão contratual de forma a garantir a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do contrato em face da variação dos custos contratuais dos serviços continuados, devendo estar previsto no instrumento convocatório com data vinculada à apresentação das propostas ou do acordo ou convenção coletiva ao qual o orçamento esteja vinculado, no caso da primeira repactuação, ou da última repactuação, no caso de repactuação sucessiva. Serviço – Toda atividade destinada a obter determinada utilidade de interesse para a Administração, tais como: demolição, conserto, instalação, montagem, operação, conservação, reparação, adaptação, manutenção, transporte, locação de bens, publicidade, seguro ou trabalhos
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técnico-profissionais. Exemplos: demolição de prédio, conserto de móveis, montagem de divisórias, serviços de limpeza e conservação de imóveis públicos, serviços de manutenção de instalações elétricas e hidráulicas de edifício e aluguel de prédios públicos etc. Serviços Continuados – Aqueles serviços auxiliares, necessários à administração para o desempenho de suas atribuições, cuja interrupção possa comprometer a continuidade de suas atividades e cuja contratação deva estender-se por mais de um exercício financeiro. Serviços Não-Continuados - Aqueles que têm como escopo a obtenção de produtos específicos em um período pré-determinado Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores – SICAF - Registro cadastral único, cujo objetivo é habilitar pessoas físicas e jurídicas cadastradas no Sistema, mediante a apresentação da documentação estipulada nos incisos I, III e IV do art. 27, quando for o caso, combinados com os arts. 28, 29 e 31, todos da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, possibilitando a análise quanto à habilitação jurídica, regularidade fiscal e qualificação econômico-financeira. Sistema de Divulgação Eletrônica de Compras – SIDEC - Realiza o cadastramento de processos de compras e contratações efetuados pela Administração Pública Federal, em todo o território nacional, e o conseqüente envio eletrônico de matérias relativas aos avisos e editais de licitação, dispensa e inexigibilidade e dos resultados, à Imprensa Nacional, disponibilizando, ainda, no Portal de Compras do Governo Federal - www.comprasnet.gov.br, os avisos, os editais e os resultados de licitações. Sistema de Gestão de Contratos – SICON - Efetua o cadastramento dos extratos de contratos firmados pela Administração Pública Federal e o envio eletrônico, para publicação, pela Imprensa Nacional, bem como o acompanhamento da execução contratual, por intermédio do respectivo cronograma físico-financeiro, disponibilizando- os no COMPRASNET. Sistema de Minuta de Empenho – SISME - Possibilita a elaboração da minuta de empenho, no SIASG, com o respectivo envio ao Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal - SIAFI, gerando a Nota de Empenho. Sistema de Preços Praticados – SISPP - Registra os valores praticados nos processos de contratações governamentais, discriminados por unidade de medidas de padrão legal e marcas, com vistas a subsidiar o gestor, a cada processo, na estimativa da contratação e antes da respectiva homologação, para confirmar se o preço a ser contratado é compatível com o praticado pela Administração Pública Federal. Sistema de Registro de Preços - SRP - Conjunto de procedimentos para registro formal de preços relativos à prestação de serviços e aquisição de bens, para contratações futuras. Termo de Referência – Documento que deve conter elementos capazes de propiciar avaliação do custo pela Administração, diante de orçamento detalhado, definição dos métodos, estratégia de suprimento, valor estimado em planilhas de acordo com o preço de mercado, cronograma físico-financeiro, se for o caso, critério de aceitação do objeto, deveres do contratado e do contratante, procedimentos de fiscalização e gerenciamento do contrato, prazo de execução e sanções, de forma clara, concisa e objetiva.
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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
BOSELI, Paulo. Pregão – Capacitação para Pregoeiros e Licitantes. Editora Negócios Públicos. 2009. BRASIL. Tribunal de Contas da União. Licitações e Contratos: orientações básicas. 4. ed. Brasília: TCU. Secretaria de Controle Interno, 2010. BRASIL. Leis, Decretos. Disponível em <http://www.planalto.gov.br>.Acesso em 13 de março de 2012. VILLA, Felipe Junges. Apostila Estágio de Formação de Pregoeiros. 3ª ICFEx. 2011. ______. Apostila Curso de Formação de Pregoeiros. ENAP, 2003. ______. Portal de pesquisa textual [Decisões e Acórdãos do TCU]. Disponível em: <http:\\www.tcu.gov.br>. Acesso em 10 de março de 2012. ______. Oficinas de Licitações e Contratos. ESAF. Disponível em <http://www.esaf.fazenda.gov.br>. Acesso em 17 de março de 2012. ______. Manual de Pregão Eletrônico. MPOG. Disponível em <http:\\www.comprasnet.gov.br>. Acesso em 15 de março de 2012. ______. Boletim de Licitações e Contratos. Editora NDJ, 2010 e 2011. ______. Orientações Normativas da AGU sobre <http://www.agu.gov.br>. Acesso em 18 de março de 2012. licitações. AGU. Disponível em

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