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Tópico 01
PROBLEMAS DO PRIMEIRO GRAU

Resolver um problema do 1º grau é uma tarefa um pouco
delicada, pois se trata de um assunto bastante variado e quase que
totalmente desprovido de fórmulas ou teoremas. Como os problemas
são infnitamente variáveis, precisamos, inicialmente, compreender o
problema e separar as incógnitas a fm de montar relações entre essas
incógnitas e os dados do problema.
A resolução de alguns problemas tornará mais clara as ideias gerais
sobre a formação das equações e a interpretação das soluções. Observe
os exemplos abaixo:
Exemplos :
01. Somando os 2/3 de um número aos seus 3/4 e, da soma, subtraindo
seus3/8 obtemos a diferença entre 49 e ele. Determinar o número.
Solução: Seja x o número a determinar. De acordo com o enunciado
temos:
+ ÷ = ÷
2 3 3
x x x 49 x
3 4 8
, que é a equação do problema. Resolvendo-a
encontramos x = 24.
02. Dividir o número 260 em duas partes tais que uma delas seja
8
5

da outra.
Solução: Sendo x o valor de uma das partes, a outra é 260 – x, logo, a
equação do problema é: x= 8/5(260-x) que, resolvendo, encontramos x = 160;
então, uma parte é 160 e a outra é 100.
03. Uma pessoa possui dois cavalos e uma sela que vale R$ 1.500,00.
Colocando a sela no primeiro cavalo, vale este o dobro do segundo.
Colocando-a no segundo, vale este R$ 3.000,00 menos que o primeiro.
Quanto vale cada cavalo?
Solução: Seja x o preço do primeiro cavalo e y o preço do segundo cavalo.
Colocando a sela no primeiro cavalo, este passaria a valer x + 1500, que é o
dobro do segundo, logo, x + 1500 = 2y. Colocando a sela no segundo
cavalo, ele passa a valer y + 1500, que é 3000 menos que o primeiro,
logo, y + 1500 = x – 3000. Isolando o valor de x na primeira equação
obtemos x = 2y – 1500 que substituindo na segunda equação obtemos
y + 1500 = 2 y – 1500 – 3000 que resulta em y = 6000. Substituindo
o valor de y na primeira equação temos x = 10500. Assim, o primeiro
cavalo vale R$ 10.500,00 e o segundo cavalo vale R$ 6.000,00.
04. Um número é formado por dois algarismos cuja soma é o maior
número de um algarismo. Determine esse número sabendo que quando
lhe somamos 45 obtemos um outro número escrito com os mesmos
algarismos.
Solução: Designando por x e y os algarismos que constituem o número
a determinar, temos que xy é a sua representação decimal e 10x + y é
o número. Do enunciado temos que a soma de x e y é o maior número
de um algarismo, logo x + y = 9. Adicionando 45 ao número obtemos
um outro número escrito com os mesmos algarismos, que nos leva a
concluir que o número obtido é representado por yx e pode ser escrito
como 10y + x, logo 10x + y + 45 = 10y + x. As duas equações constituem
o seguinte sistema de equações:
+ = ¦
´
+ + = +
¹
x y 9
10x y 45 10y x
.
Após resolver o sistema encontramos x = 2 e y = 7. Logo o número
procurado é igual a 27.
Questões Propostas
01. Jorge gastou tudo o que tinha no bolso durante as compras em 5
lojas. Em cada uma gastou R$1,00 a mais do que a metade do que tinha
ao entrar. Quanto tinha antes de entrar na primeira loja?
02. Dois jogadores, Marcelo e Marcos, apostam R$5,00 por partida.
Antes do início do jogo, Marcelo possuía R$150,00 e Marcos, R$90,00.
Após o fm do jogo, os jogadores fcaram com quantias iguais. Qual o
número de partidas que Marcos ganhou a mais que Marcelo?
03. Neto possui 45 anos e seu flho 15 anos. Depois de quantos anos
o seu flho terá 1/4 da sua idade?
04. Num vaso há doze litros de vinho e 18 litros de água, noutro há
9 litros de vinho e 3 litros de água. Quantos litros devem ser tirados de
cada vaso, para obter 14 litros que contenham partes iguais de água e
vinho?
05. Uma torneira enche um tanque em 3h, outra torneira enche o
tanque em 4h. Determine em quanto tempo as duas torneiras juntas
encherão o mesmo tanque?
06. Certa quantia é dividida em partes iguais, entre determinado
número de pessoas. Se aumentarmos de 6 o número de pessoas, cada
uma receberá R$3,00 a menos, e se, ao contrário, o número de pessoas
diminui de 2, cada uma terá R$2,00 a mais. Qual o número de pessoas
e a parte de cada uma?
Tópico 02
FUNÇÃO AFIM
Introdução
Carlos Alberto toma um táxi. O motorista cobra uma taxa fxa
(bandeirada) de R$2,50 e mais R$0,70 por cada quilômetro rodado. Ele
deseja ir ao centro da cidade, percorrendo uma distância de 20 km. Que
quantia, em reais, Carlos Alberto gastará de táxi?
Carlos Alberto terá que gastar 20 x R$0,70 = R$14,00 pela
distância percorrida até o centro da cidade e mais R$2,50 pela bandei-
rada. Logo ele irá gastar R$14,00 + R$2,50 = R$16,50.
Concluímos que para cada distância x percorrida pelo táxi
obtemos um determinado gasto G(x). O valor de G(x) é uma função de
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x. A lei que defne G(x) como uma função de x é G(x) = 2,50 + 0,70x,
que é uma função afm.
Definição
Uma função f: ℜ → ℜ é chamada de função afm, ou função
polinomial do 1º grau, quando existem a, b ∈ ℜ tais que f(x) = ax + b
para todo x ∈ ℜ, a ∈ ℜ* e b ∈ ℜ.
Exemplos:
1. f(x) = 5x + 2 onde a = 5 e b = 2
2. f(x) = - 4x + 3 onde a = - 4 e b = 3
Domínio da função afim
A função afm f: ℜ → ℜ defnida por f(x) = ax + b, onde a ≠ 0
está defnida para todo número x real. Logo o domínio da função afm
é ℜ.
D(f) = ℜ
Imagem da função afim
O conjunto imagem da função afm f: ℜ → ℜ defnida por f(x) =
ax + b, onde a ≠ 0, é ℜ.
Note que para todo y ∈ℜ existe um número real
y b
x
a
÷
= tal que
y b y b
f(x) f a b y b b y
a a
÷ ÷ | |
= = ⋅ + = ÷ + =
|
\ .
Im(f) = ℜ
Gráfico da função afim
O gráfco de uma função afm f(x) = ax + b, com a ≠ 0, é uma
reta oblíqua aos eixos Ox e Oy.
Exemplos:
1. Construir o gráfco da função f(x) = 2x + 4.

Solução:
Como o gráfco é uma reta, basta determinar dois de seus pontos e
ligá-los com o auxílio de uma régua.

x
b
y
0
b
a
÷
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0
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4
x
y
0
(0,4)
-2
(-2,0)
3
x
y
0
(3,0)
3
(0,3)
(0,b)
b
b
a
÷
y
x
|
.
|

\
| ÷
0 ,
a
b
(0,b)
b
b
a
÷
y
x
|
.
|

\
| ÷
0 ,
a
b
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0
3
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0
4
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0
0
5
Note que:
• Para x = 0 temos y = 2 ∙ 0 + 4 ⇒ y = 4. Isso signifca que
(0, 4) é um ponto da reta.
• Para y = 0 temos 0 = 2x + 4 ⇒ x = - 2. Isso quer dizer que
(-2, 0) é um outro ponto da reta.
Agora marcamos os pontos no plano cartesiano e traçamos uma reta
passando pelos dois.


x f(x)
0 4
- 2 0
2. Construir o gráfco da função f(x) = - x + 3.
Solução:
De modo análogo, temos:

x f(x)
0 3
3 0
3. Construir o gráfco da função f(x) = ax + b, onde a > 0 e b > 0.
Solução:
• Para x = 0 temos y = a ∙ 0 + b ⇒ y = b , isto é, o gráfco passa
pelo ponto (0, b).
• Para y = 0 temos 0 = a ∙ x + b ⇒
b
x
a
= ÷ , isto é, o gráfco
passa pelo ponto
b
,0
a
| |
÷
|
\ .
.
x f(x)
0 b
b
a
÷ 0
4. Construir o gráfco da função f(x) = ax + b, onde a < 0 e b > 0.
Solução:
• Para x = 0 termos y = a ∙ 0 + b ⇒ y = b, isto é, o gráfco passa
pelo ponto (0, b).
• Para y = 0 temos 0 = ax + b ⇒
b
x
a
= ÷ , isto é, o gráfco
passa pelo ponto .
b
,0
a
| |
÷
|
\ .
x f(x)
0 b
b
a
÷ 0
b
,0
a
| |
÷
|
\ .
b
,0
a
| |
÷
|
\ .
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0 x x + h x1 x1 + h x
y
f(x1 + h) - f(x1)
f( x + h) - f(x)
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0
0
6
Taxa de variação da função afim
Definição
Considere uma função f: ℜ → ℜ. Dados x e x + h números reais,
onde h ≠ 0, o número
h
) x ( f ) h x ( f ÷ +
é chamado de taxa de variação ou
taxa

de crescimento da função f no intervalo de extremos x e x + h.
Em particular a taxa de variação (ou taxa de crescimento) de uma função
afm f: ℜ → ℜ, definida por f(x) = ax + b, no intervalo [x, x + h], onde x
e x + h são números reais, com h ≠ 0, é a constante a.
f(x) = ax + b
f(x + h) = a (x + h) + b = ax + ah + b
segue que
f(x + h) - f(x) = ax + ah + b - (ax + b) = ah
assim,
a
h
h a
h
) x ( f ) h x ( f
=

=
÷ +
Uma propriedade importante da função afm é que dando acrés-
cimos iguais a h em x obtemos dois acréscimos iguais em
f(x): f(x + h) - f(x) = f(x
1
+ h) - f(x
1
).
Coeficientes da função afim
Considere a função afm f: ℜ → ℜ defnida por f(x) = ax + b.
• O coefciente a é chamado de coefciente angular ou de-
clividade da reta ou taxa de variação da função.
• O coefciente b é chamado de coefciente linear ou valor
inicial da função.
Exemplos:
1. Dada a função f(x) = 2x + 6, temos que a = 2 é o seu coefciente
angular e b = 6 é o seu coefciente linear.
2. Dada a função f(x) = - x - 3, temos que a = - 1 é o seu coefciente
angular e b = - 3 é o seu coefciente linear.Raiz ou zero da função
afm
Definição
Raiz ou zero de uma função é todo número x tal que sua
imagem é igual a zero, ou seja, f(x) = 0.
De acordo com a defnição, para determinarmos a raiz da função
f(x) = ax + b (a ≠ 0) basta resolver a equação ax + b = 0, cuja raiz é
a
b
x ÷ =
Exemplos:
1. Calcule a raiz da função f(x) = 3x + 12 .
Solução:
Para obtermos a raiz da função dada devemos ter f(x) = 0, assim
3x + 12 = 0 ⇒x = - 4.
2. Determine o zero da função y = - 2x + 3.
Solução:
O zero da função dada é o valor de x tal que y = 0. Assim,
- 2x + 3 = 0 ⇒- 2x = - 3 ⇒
3
x
2
= .
Crescimento e decrescimento da função afim
• A função afm f(x) = ax + b é crescente se, e só se, o coef-
ciente angular a é positivo, isto é, a > 0.
Note que para a > 0, se x
1
< x
2
, temos a ∙ x
1
< a ∙ x
2
daí
a ∙ x
1
+ b < a ∙ x
2
+ b, assim f(x
1
) < f(x
2
).
• A função afm f(x) = ax + b é decrescente se, e só se, o
coefciente angular a é negativo, isto é, a < 0.
Note que para a < 0, se x
1
< x
2
, temos a ∙ x
1
> a ∙ x
2
daí
a ∙ x
1
+ b > a ∙ x
2
+ b, assim f(x
1
) > f(x
2
).
Exemplos:
1. A função f(x) = 3x - 1 é crescente, pois a = 3 > 0.
2. A função f(x) = - 2x + 6 é decrescente, pois a = - 2 < 0.
Sinal da função afim
Definição
Estudar o sinal de uma função qualquer y = f(x) é identifcar os
valores de x para os quais y é positivo, os valores de x para os quais
y é negativo e os valores de x para os quais y = 0.
Em particular, sabemos que na função afm f(x) = ax + b, x=- (b/a) é o
valor de x para o qual f(x) = 0. Resta examinar para quais valores de x
ocorre f(x) > 0 ou f(x) < 0. Há, portanto, dois casos a considerar:
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1º CASO: a > 0 (a função é crescente)

.
a
b
x 0 b ax 0 ) x ( f
.
a
b
x 0 b ax 0 ) x ( f
÷ < ⇒ < + ⇒ <
÷ > ⇒ > + ⇒ >
Esquematicamente, temos:
2º CASO: a < 0 (a função é decrescente)

.
a
b
x 0 b ax 0 ) x ( f
.
a
b
x 0 b ax 0 ) x ( f
÷ > ⇒ < + ⇒ <
÷ < ⇒ > + ⇒ >

Esquematicamente, temos:
+
-
x
f(x) < 0
b
a
÷
f(x) > 0
+
-
x
f(x) < 0
b
a
÷
f(x) > 0
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0
7
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0
0
8
+
- 2
3
x
+
-
x
-2
y
0
(0,b)
x
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0
9
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0
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0
1
1
Exemplos:
1. Estude os sinais da função f(x) = 3x -2.
Solução:
Calculando inicialmente a raiz de f temos:

.
3
2
x 0 2 x 3 0 ) x ( f = ⇒ = ÷ ⇒ =
Esquematicamente, temos:
Logo:

. 0 ) x ( f
3
2
x Para
. 0 ) x ( f
3
2
x Para
. 0 ) x ( f
3
2
x Para
< ⇒ <
> ⇒ >
= ⇒ =
2. Estudar os sinais da função y = - 2x - 4.
Solução:
Determinando a raiz da função, temos:
. 2 x 4 x 2 0 4 x 2 0 y ÷ = ⇒ = ÷ ⇒ = ÷ ÷ ⇒ =
Esquematicamente, temos:
Logo:
. 0 y 2 x Para
. 0 y 2 x Para
. 0 y 2 x Para
> ⇒ ÷ <
< ⇒ ÷ >
= ⇒ ÷ =
Casos particulares da função afim
Função constante (a = 0)
É a função defnida de ℜ em ℜ, que associa a todo x real sempre um
mesmo número b real. Assim:
f(x) = b
Exemplos:
1. É constante a função f(x) = 2.
2. É, também, constante a função f(x) = - 3.
• Seu conjunto imagem é Im(f) = {b}.
• O gráfco da função constante é uma reta paralela ao eixo
Ox que passa pelo ponto (0, b).
x
2
0
y
x
0
- 3
y
x
0
y
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2
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3
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0
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Exemplos:
1. Construir o gráfco da função de ℜ em ℜ defnida por f(x) = 2.
Solução:
2. Construir o gráfco da função de ℜ em ℜ defnida por f(x) = - 3.
Solução:
3. Construir o gráfco da função de ℜ em ℜ defnida por f(x) = 0.
Solução:
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Tópico 03
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x
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Função linear (a ≠ 0 e b = 0)
É uma função defnida de ℜ em ℜ que associa a cada x real o número
real ax, a ≠ 0. Assim:
f(x) = ax
Exemplos:
1. f(x) = 5x é uma função linear.
2. f(x) = - 2x é, também, uma função linear.
• O conjunto imagem da função linear é ℜ.
• O gráfco da função linear é uma reta obliqua aos eixos Ox
e Oy, que passa pela origem.

Exemplos:
1. Construir o gráfco da função real defnida por f(x) = 3x.
Solução:

x f(x)
0 0
1 3
x 0
y
- 2
1
y
0 x 1 2
1
2
-1
-2
-1 -2
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7
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2. Esboçar o gráfco da função de ℜ em ℜ defnida por y = - 2x.
Solução:

x f(x)
0 0
1 - 2
Função identidade (a = 1 e b =0)
É uma função defnida de ℜ em ℜ, que associa a cada x real o próprio
x. Assim:
f(x) = x
• O conjunto imagem da função identidade é ℜ.
• O gráfco da função identidade é a reta que contém as bis-
setrizes dos quadrantes ímpares.
Questões Propostas
01. (COVEST) O salário de uma vendedora é uma função afm do
total de suas vendas. Quando ela vendeu R$1.200,00 seu salário foi
de R$300,00 e quando vendeu R$1800,00 seu salário foi de R$360,00.
Quantas centenas de reais ela precisa vender para ter um salário de
R$500,00?
02. (COVEST) Uma dose de certa droga é injetada em um paciente
e, às 8h, a concentração sanguínea da droga é de 1,0 mg/ml. Passadas
quatro horas a concentração passa a ser de 0,2mg/ml. Admitindo que
a concentração seja uma função linear do tempo, em quantos minutos,
contados a partir das 12h, a concentração da droga será zero?
03. (COVEST) A poluição atmosférica em metrópoles aumenta ao
longo do dia. Em certo dia, a concentração de poluentes no ar, às 8h,
era de 20 partículas, em cada milhão de partículas e, às 12h, era de
80 partículas, em cada milhão de partículas. Admitindo que a variação
de poluentes no ar, durante o dia, é uma função afm do tempo, qual
o número de partículas poluentes no ar em cada milhão de partículas,
às 10h20?
a) 45 b) 50 c) 55 d) 60 e) 65
INEQUAÇÕES
Inequação do primeiro grau
Exemplos:
1. Resolva a inequação 4(x + 1) - 5 ≤ 2 (x + 3).
Solução:
4 (x + 1) - 5 ≤ 2 (x + 3)
4x + 4 - 5 ≤ 2x + 6
4x - 2x ≤ 6 - 4 + 5
2x ≤ 7
2
7
x ≤

2
7
x / x S ≤ ℜ ∈ =
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SI SII
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0
1
2. Resolva a inequação
x 2 1 2x
3x
4 6
÷ ÷
÷ < .
Solução:

x 2 1 2x
3x
4 6
÷ ÷
÷ <
Multiplicando todos os termos da inequação por 12 temos:

( ) ( ) 36x 3 x 2 2 1 2x
36x 3x 6 2 4x
36x 3x 4x 2 6
37x 4
4
x
37
÷ ÷ < ÷
÷ + < ÷
÷ + < ÷
< ÷
< ÷
S = {x ∈ ℜ/ x <
37
4
÷
3. Resolva a inequação simultânea 1 ≤ 2x + 3 < x +6.
Solução:
1 ≤ 2x + 3 < x +6
Temos duas inequações:
1 ≤ 2x + 3 (I) e 2x + 3 < x + 6 (II)
Resolvendo (I) temos:
1 ≤ 2x + 3 ⇒ - 2x ≤ 3 - 1 ⇒ - 2x ≤ 2 ⇒ x ≥ -1
Resolvendo (II) temos:
2x + 3 < x + 6 ⇒ 2x - x < 6 - 3 ⇒ x < 3

Determinemos agora a interseção das duas soluções:

A solução da inequação é: - 1 ≤ x < 3.
S = {x ∈ ℜ / - 1 ≤ x < 3}
-2
x
f(x)
g(x)
1
2
- - + + + + + +
- - - - -
+ + +
+ + +
- - - + +
f(x) . g(x)
-1 1
x
SI
SII
U
SI SII
+
-
x
- 2
f(x)
+
- 1
2
x
g(x)
M
1
T
2
0
0
2
4. Resolva, em ℜ, o seguinte sistema de inequações:
3x 2 7 2x
11 2(x 3) 1 3(x 5)
+ < ÷ ¦
´
÷ ÷ > ÷ ÷
¹
Solução:
Temos um sistema formado por duas inequações:
3x + 2 < 7 - 2x (I) e 11 - 2 (x - 3) > 1 - 3 (x - 5) (II)
Resolvendo ( I ) temos:
3x + 2 < 7 - 2x ⇒ 3x + 2x < 7 - 2 ⇒ 5x < 5 ⇒ x < 1

Resolvendo ( II ) temos:
11 - 2 (x - 3) > 1 - 3 (x - 5) ⇒ 11 - 2x + 6 > 1 - 3x + 15 ⇒
17 - 2x > 16 - 3x ⇒ 3x -2x > 16 - 17 ⇒ x > -1
Inequações-produto
Sejam f(x) e g(x) as leis que defnem as funções reais f e g, respectiva-
mente. Denominamos de inequação-produto as inequações da forma:
f(x) � g(x) > 0
f(x) � g(x) ≥ 0
f(x) � g(x) < 0
f(x) � g(x) ≤ 0
Exemplos:
1. Resolver a inequação-produto (x + 2) ∙ (2x - 1) ≤ 0.
Solução:
Realizemos inicialmente o estudo dos sinais das funções f(x) = x + 2
e g(x) = 2x -1.
Agora construímos um quadro de sinais no qual fguram os sinais dos
fatores e o sinal do produto:

2
1
x 2 / R x S ≤ ≤ ÷ ∈ =
M
1
T
2
0
0
3
M
1
T
2
0
0
4
M
1
T
2
0
0
5
Fazendo a interseção das suas soluções, temos:
A solução do sistema é: - 1 < x < 1.
S = {x ∈ℜ/ - 1 < x < 1}
Book Matematica.indb 6 25/3/2010 08:56:25
Anotações
M
a
t
e
m
á
t
i
c
a

1
7
E2-M1
editor
+
-
x
f(x)
2
5
÷
+
-
x
g(x)
2
+
-
x
h(x)
3
4
÷
2
x
3
4
÷ 2
5
÷
f(x)
g(x)
h(x)
f(x) . g(x) . h(x)
+ +
+
-
+ +
+ +
+ +
+ +
+ +
- -
- - +
-
+
-
-
+
2. Resolva, em ℜ, a inequação (5x + 2) ∙ (2 - x) ∙ (4x + 3) > 0.
Solução:
Devemos, inicialmente, fazer o estudo dos sinais das funções
f(x) = 5x + 2, g(x) = 2 - x e h(x) = 4x + 3.

Em seguida fazemos um quadro de sinais no qual aparecem os sinais
dos fatores e o sinal do produto:

2 x
5
2
ou
4
3
x / R x S < < ÷ ÷ < ∈ =

Dentre as inequações-produto, merecem destaque as seguintes
inequações:
[f(x)]
k
> 0 [f(x)]
k
≥ 0 [f(x)]
k
< 0 [f(x)]
k
≤ 0

Sendo k um número natural não nulo.
A solução dessas inequações depende das propriedades das potências
cuja base é um número real e o expoente é um número natural não nulo.
Considere os seguintes casos:

• a
k
, onde a é um número real e k é um número natural ímpar.

a
k
> 0 se, e somente se, a > 0.
a
k
= 0 se, e somente se, a = 0.
a
k
< 0 se, e somente se, a < 0.
• a
k
, onde a é um número real e k é um número natural par diferente
de zero, implica em a
k
≥ 0 para todo a real.



, se somente e , se 0 )] x ( f [
k
>
. par é k se 0 ) x ( f
. ímpar é k se 0 ) x ( f

>
, se somente e , se 0 )] x ( f [
k

. par é k se ) f ( D x
. ímpar é k se 0 ) x ( f
∈ ∀

, se somente e , se 0 )] x ( f [
k
<
. par é k se x
. ímpar é k se 0 ) x ( f
ℜ ∈ ∃
<
, se somente e , se 0 )] x ( f [
k

. par é k se 0 ) x ( f
. ímpar é k se 0 ) x ( f
=

M
1
T
2
0
0
6
M
1
T
2
0
0
7
M
1
T
2
0
0
8
M
1
T
2
0
0
9
Exemplos:
• .
2
1
x / x S
2
1
x 0 1 x 2 0 ) 1 x 2 (
5
> ℜ ∈ = ⇒ > ⇒ > ÷ ⇒ > ÷
, se somente e , se 0 )] x ( f [
k
>
. par é k se 0 ) x ( f
. ímpar é k se 0 ) x ( f

>
, se somente e , se 0 )] x ( f [
k

. par é k se ) f ( D x
. ímpar é k se 0 ) x ( f
∈ ∀

, se somente e , se 0 )] x ( f [
k
<
. par é k se x
. ímpar é k se 0 ) x ( f
ℜ ∈ ∃
<
, se somente e , se 0 )] x ( f [
k

. par é k se 0 ) x ( f
. ímpar é k se 0 ) x ( f
=

+
-
x
g(x)
2
1 ÷
+
-
x
g(x)
-2
-2 1
2
÷
f(x)
g(x)
- -
+ +
x
- - - + +
+ + + + +
- - + + - - -
f(x)
g(x)
M
1
T
2
0
1
0
M
1
T
2
0
1
4

. 2 x / x S 2 x 0 2 x 0 ) 2 x (
8
≠ ℜ ∈ = ⇒ ≠ ⇒ ≠ ÷ ⇒ > ÷
• . 2 x / x S 2 x 0 2 x 0 ) 2 x (
8
≠ ℜ ∈ = ⇒ ≠ ⇒ ≠ ÷ ⇒ > ÷
• ℜ ∈ = ⇒ ≥ ÷ x / x S 0 ) 3 x 2 (
6

. 1 x / x S 1 x 0 1 x 0 ) 1 x (
11
÷ < ℜ ∈ = ⇒ ÷ < ⇒ < + ⇒ < +
• = ⇒ < ÷ S 0 ) 3 x (
10
.

. 3 x / x S 3 x 0 6 x 2 0 ) 6 x 2 (
7
≤ ℜ ∈ = ⇒ ≤ ⇒ ≤ ÷ ⇒ ≤ ÷
• .
5
7
S
2
7
x 0 7 x 5 0 ) 7 x 5 (
6
= ⇒ = ⇒ = ÷ ⇒ ≤ ÷
Inequações-quociente
Sejam f(x) e g(x) as leis que defnem as funções reais f e g, respec-
tivamente. Denominamos de inequação-quociente as inequações da
forma:
0
) x ( g
) x ( f
0
) x ( g
) x ( f
0
) x ( g
) x ( f
0
) x ( g
) x ( f
≤ < ≥ >
Note que durante a resolução de uma inequação-quociente, devemos
observar o fato de que o denominador de uma fração não pode ser
igual a zero.
Exemplos:
01. Resolva a inequação
0
2 x
1 x 2
>
+
+
.
Solução:
Fazemos, inicialmente, o estudo dos sinais das funções f(x) = 2x + 1
e g(x) = x +2.
Em seguida fazemos o quadro de sinais do numerador, do denomi-
nador e do quociente:

2
1
x ou 2 x / R x S ÷ > ÷ < ∈ =
M1T2012
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Anotações
M
a
t
e
m
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t
i
c
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1
8
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editor
Questões Propostas
02. Resolva a inequação
0
2 x
1 x 2
>
+
+ .
Solução:
Fazendo o estudo dos sinais das funções f(x) = 3 - 4x e g(x) = 5x + 1,
temos:

+
-
x
f(x)
3
4
+
-
x
g(x)
1
5
÷
M
1
T
2
0
1
3
M
1
T
2
0
1
4
3
4
f(x)
g(x)
- -
x
+ +
+ + +
f(x)
g(x)
1
5
÷
+ + +
+ + +
- -
- - - -
+ +
Fazendo o quadro de sinais do numerador, do denominador e do
quociente, temos:

4
3
x
5
1
/ R x S ≤ < ÷ ∈ =
M
1
T
2
0
1
5
01. (VUNESP) O consumo médio de oxigênio em ml/min por qui-
lograma de massa (ml/min.kg) de um atleta na prática de algumas
modalidades de esporte é dado na tabela seguinte.
Esporte
Consumo médio de
m
2
em ml/min.kg
Natação
Tênis
Marcha atlética
75
65
80
Dois atletas, Paulo e João, de mesma massa, praticam todos os dias exa-
tamente duas modalidades de esporte cada um. Paulo pratica diariamente
35 minutos de natação e depois t minutos de tênis. João pratica 30 minutos
de tênis e depois t minutos de marcha atlética. O valor máximo de t para
que João não consuma, em ml/kg, mais oxigênio que Paulo, ao fnal da
prática diária desses esportes, é:
a) 45. b) 35. c) 30. d) 25. e) 20.
02. (FGV) O maior número inteiro que satisfaz a inequação
5
3
x 3
>
÷

é:
a) um múltiplo de 2 b) um múltiplo de 5. c) um número primo.
d) divisível por 3. e) divisível por 7.
03. (COVEST) O preço da corrida de táxi na cidade R é calculado
adicionando uma valor fxo de R$ 2,50 a R$ 1,30 por cada quilômetro
rodado, enquanto na cidade S o preço é obtido adicionando um valor
fxo de R$ 3,40 a R$ 1,25 por quilômetro rodado. A partir de quantos
quilômetros rodados, o táxi da cidade R deixa de ser mais barato que
o da cidade S?
Tópico 04
Tópico 05
PROBLEMAS DO SEGUNDO GRAU
Como no tópico anterior, vamos resolver, também, alguns
problemas do 2º grau.
Exemplo 1: A soma dos quadrados de três números inteiros consecutivos
é 194. Determinar os três números
Solução: Chamando os números de x – 1, x, x + 1, temos:
(x – 1)
2
+ x
2
+ (x + 1)
2
= 194, segue que x = ± 8. Assim, os números são
7, 8, 9 e – 7, – 8, – 9.
Exemplo 2: A diferença entre dois números é 5 e a soma de seus qua-
drados é 233, determine-os.
Solução: Representando os números por x e x – 5, temos:
x
2
+ (x -5)
2
= 233, segue que x = 13 e x = - 8. Assim, os números são
13 e 8 ou – 8 e – 13.
Questões Propostas
01. (IBMEC) O polígono ABCDEF da fgura abaixo tem
área 23, e o triângulo ADF tem área 5,5.
Calcule os valores de x e y.
02. (FEI) O tempo de vôo de um piloto será, daqui há 3 anos, um
quadrado perfeito e, há três anos, era precisamente a raiz quadrada
desse quadrado . Qual o tempo de vôo do piloto?
03. Certa quantia é dividida em partes iguais, entre determinado nú-
mero de pessoas. Se aumentarmos de 6 o número de pessoas, cada
um receberá R$ 3,00 a menos, e se, ao contrário, o número de pessoas
diminui de 2, cada uma terá R$ 2,00 a mais. Determinar o número de
pessoas e a parte de cada uma.
04. A soma dos três quocientes das divisões do produto de três nú-
meros naturais, pares e consecutivos por eles é 104. Determinar esses
três números.
FUNÇÃO QUADRÁTICA
Introdução
Uma escola dispõe de um campo de futebol de 100 m de comprimento
por 70 m de largura e, por questão de segurança, decidiu murá-lo, dei-
xando entre o campo e o muro uma área com 3 m de largura. Qual é a
área do terreno limitado pelo muro?
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Anotações
M
a
t
e
m
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i
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1
9
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editor
pista 3
3
3
3
campo
100
70
M
1
T
3
0
0
1
Solução:
A área da região cercada é:
(100 + 3 + 3) x (70 + 3 + 3) = 106 x 76 = 8056 m
2

Se a largura da área localizada entre o campo e o muro fosse 5 m, a
área do terreno limitado pelo muro seria:
(100 + 5 + 5) x (70 + 5 + 5) = 110 x 80 = 8800 m
2
Isto signifca que, a cada largura x escolhida para a área entre o campo
e o muro, há uma área A(x) para o terreno murado. O valor de A(x) é
uma função de x. Determinando a lei que expressa a área murada em
função de x, temos:
A(x) = (100 + x + x) ∙ (70 + x + x)
A(x) = (100 + 2x) ∙ (70 + 2x)
A(x) = 4x
2
+ 340x + 7000
O problema acima é um caso particular de função quadrática.
(-3,5) (3,5)
(2,0) (-2,0)
(0,-4)
0 x
y
(4,5)
(-2,5)
(3,0)
(-1,0)
(1,-4)
x
y
(2,-3)
(0,-3)
M
1
T
3
0
0
2
M
1
T
3
0
0
3
Definição
A função quadrática ou função polinomial do 2º grau é uma função
f: ℜ → ℜ defnida por f(x) = ax
2
+ bx + c, onde a, b e c são números reais
e a ≠ 0.
Exemplos:
1. f(x) = 4x
2
- 3x + 1, onde a = 4, b = -3 e c = 1.
2. f(x) = - x
2
+ 4, onde a = - 1, b = 0 e c = 4.
3. f(x) = - 3x
2
+ 5x, onde a = -3, b = 5 e c = 0.
Domínio da função quadrática
A função quadrática f: ℜ → ℜ defnida por f(x) = ax
2
+ bx + c, a ≠ 0, está
defnida para todo x ∈ ℜ. Logo, o domínio da função quadrática é o
conjunto de todos os reais.
D(f) = ℜ
Gráfico da função quadrática
Num sistema cartesiano ortogonal xOy, o gráfco da função quadrática
é uma curva chamada parábola. A sentença aberta que defne a função
quadrática y = ax
2
+ bx + c chama-se, então, equação da parábola.
Exemplos:
1. Construir o gráfco da função f(x) = x
2
- 4.
Solução:


x f(x)
- 3 5
- 2 0
0 - 4
2 0
3 5
2. Construir o gráfco da função f(x) = x
2
- 2x -3.
Solução:

x f(x)
- 2 5
- 1 0
0 - 3
1 - 4
2 - 3
3 0
4 5
x
y
(0,-1)
(-2,-5) (2,-5)
(1,-2) (-1,-2 )
a > 0
y
x
M
1
T
3
0
0
4
M
1
T
3
0
0
5
3. Construir o gráfco da função f(x) = - x
2
- 1.
Solução:


x f(x)
- 2 - 5
- 1 - 2
0 - 1
1 - 2
2 - 5
Concavidade da parábola
Na parábola, a concavidade pode ser “voltada para cima”, como nos
exemplos 1 e 2, ou “voltada para baixo”, como no exemplo 3. O que de-
termina o “sentido” dessa concavidade é o sinal do coefciente de x
2
.
Seja a função quadrática defnida por f(x) = ax
2
+ bx + c, a ≠ 0. Podemos
considerar dois casos:
1. Se a > 0, a concavidade da parábola está “voltada para cima”.
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Anotações
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c
a

1
10
E2-M1
editor
2. Se a < 0, a concavidade da parábola está “voltada para baixo”.
a < 0
Forma canônica da função quadrática
Dada a função quadrática f(x) = ax
2
+ bx + c, a ≠0, podemos escrever:
2 2
b c
f(x) ax bx c a x x
a a
| |
= + + = + +
|
\ .
As duas primeiras parcelas dentro dos parênteses são as mesmas do
desenvolvimento do quadrado
2
b
x
2a
| |
+
|
\ .
. Completando o quadrado,
podemos escrever:
2 2
2
2 2
b b b c
f(x) a x 2 x
2a a 4a 4a
| |
= + ⋅ ⋅ + ÷ + |
|
\ .
2
2
2
b b c
f(x) a x
2a a 4a
(
| |
( = + ÷ +
|
( \ .
¸ ¸
2
2
2
b b 4ac
f(x) a x
2a 4a
(
÷ | |
( = + ÷
|
( \ .
¸ ¸
Fazendo b
2
- 4ac = ∆, temos a forma canônica:
2
2
b
f(x) a x
2a 4a
(
∆ | |
( = + ÷
|
( \ .
¸ ¸
y
x
M
1
T
3
0
0
6
Raízes da função quadrática
Sabemos que as raízes da função quadrática f(x) = ax
2
+ bx + c, a ≠0,
são os valores de x tais que f(x) = 0. Assim:
2
ax bx c 0 + + =
2
2
b
a x 0 como a 0, temos :
2a 4a
(
∆ | |
( + ÷ = ≠
|
( \ .
¸ ¸
2
2
b
x 0
2a 4a
∆ | |
+ ÷ =
|
\ .
2
2
b
x
2a 4a
∆ | |
+ =
|
\ .
b
x
2a 2a

+ = ±
b
x
2a 2a

= ÷ ±
b
x (Fórmula de Baskara)
2a
÷ ± ∆
=
2
Onde : b 4ac ∆ = ÷
Exemplos:
1. Determine as raízes da função f(x) = 3x
2
- 7x + 2.
Solução:
Calculando o valor de ∆ (discriminante), temos:
∆ = b
2
- 4ac
∆ = (-7)
2
- 4 ∙ 3 ∙ 2 = 49 - 24 = 25
Usando a fórmula de Bhaskara, temos:

b
x
2a
÷ ± ∆
=

( 7) 25 7 5 1
x , segue que x 2 ou x .
2 3 6 3
÷ ÷ ± ±
= = = =

2. Determine os zeros da função f(x) = x
2
+ 4x + 4.
Solução:
Calculando inicialmente o valor de ∆, temos:
∆ = b
2
- 4ac
∆ = 4
2
- 4 ∙ 1 ∙ 4 = 16 - 16 = 0
Utilizando a fórmula de Baskara, temos:
b
x
2a
÷ ± ∆
=
4 0 4
x 2
2 1 2
÷ +
= = ÷ = ÷

4 0 4
x 2, segue que 2 é raiz dupla da função dada.
2 1 2
÷ ÷
= = ÷ = ÷ ÷

3. Determine as raízes da função f(x) = x
2
- 2x + 2.
Solução:
Calculamos inicialmente o valor de ∆:
∆ = b
2
- 4ac
∆ = (- 2)
2
- 4 ∙ 1 ∙ 2 = 4 - 8 = - 4
Como ∆ = - 4 < 0, a função dada não admite raízes reais.
O número de raízes reais de uma função quadrática depende do
valor assumido pelo radicando ∆ = b
2
- 4ac, chamado discrimi-
nante, a saber:
• Se ∆ > 0 a função quadrática possui duas raízes reais (distin-
tas).
• Se ∆ = 0 a função quadrática possui duas raízes reais (iguais).
• Se ∆ < 0 a função quadrática não possui raízes reais.
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Anotações
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editor
17
Resposta : k e k 2.
16
≤ ≠ ÷
Exemplos:
01. Determine os valores de m a fm de que a função
f(x) = 3x
2
- 2x + (m - 1):
a) possua duas raízes reais e distintas.
b) possua uma raiz real dupla.
c) não possua raízes reais.
Solução:
Calculando o valor de ∆ (discriminante), temos:

∆ = b
2
- 4ac
∆ = (-2 )
2
- 4 ∙ 3 ∙ (m - 1) = 4 - 12m + 12 = 16 - 12m
Devemos ter:

.
3
4
m 0 m 12 16 0 ) c
.
3
4
m 0 m 12 16 0 ) b
.
3
4
m 0 m 12 16 0 ) a
> ⇒ < ÷ ⇒ < ∆
= ⇒ = ÷ ⇒ = ∆
< ⇒ > ÷ ⇒ > ∆

02. Calcule os valores de k para que a equação do 2º grau
(k + 2) x
2
+ (3 - 2k) x + (k - 1) tenha raízes reais.
Solução:
Observe que k + 2 ≠ 0, isto é, k ≠ - 2.
Calculando inicialmente o valor de ∆, temos:
∆ = b
2
- 4ac

∆ = (3 - 2k)
2
- 4 ∙ (k +2) ∙ (k - 1) = 9 - 12k + 4k
2
- 4 ∙ (k
2
- k + 2k - 2)
∆ = - 16k + 17
Para que as raízes da equação dada sejam reais, devemos ter: ∆ ≥ 0
Relações entre coeficientes e raízes da função
quadrática
As raízes da função quadrática defnida por f(x) = ax
2
+ bx + c, a ≠ 0 são
1
b
x
2a
÷ + ∆
= e
2
b
x
2a
÷ ÷ ∆
= , onde ∆ = b
2
- 4ac. Somando e multipli-
cando essas raízes, obtemos:
1 2 1 2
b b 2b b b
x x , isto é, x x .
2a 2a 2a a a
÷ + ∆ ÷ ÷ ∆ ÷
+ = + = = ÷ + = ÷
2 2 2 2 2
1 2 2 2 2
1 2 2
b b ( b) ( ) b b (b 4ac)
x x
2a 2a 4a 4a 4a
4ac c c
, isto é, x x .
a a 4a
÷ + ∆ ÷ ÷ ∆ ÷ ÷ ∆ ÷ ∆ ÷ ÷
⋅ = ⋅ = = = =
= ⋅ =
Exemplos:
01. Determine a soma e o produto das raízes da função quadrática
f(x) = 2x
2
- 6x + 1.
Solução:

1 2
1 2
b ( 6) 6
x x 3
a 2 2
c 1
x x
a 2
÷
+ = ÷ = ÷ = =
⋅ = =
Valor
mínimo
x
y
ym
xm
Ponto de
mínimo
V
Valor
máximo
x
y
yM
xM
Ponto de
máximo
V
02. Calcule a soma dos inversos das raízes da função quadrática
f(x) = x
2
+ 4x +1.
Solução:

2 1
1 2 1 2
b
x x 1 1 b 4
a
4
c x x x x c 1
a
÷
+
+ = = = ÷ = ÷ = ÷

Forma fatorada da função quadrática
Se o discriminante (∆ = b
2
- 4ac) da função quadrática defnida por
f(x) = ax
2
+ bx + c, a ≠ 0, for maior ou igual a zero, a função terá duas
raízes reais, x
1
e x
2
. Sendo assim, podemos escrever:
2
2
2
1 2 1 2
2
1 2 1 2
1 2 1
1 2
f(x) ax bx c
b c
f(x) a x x
a a
f(x) a x (x x )x x x
f(x) a x x x x x x x
f(x) a x(x x ) x (x x )
f(x) a(x x )(x x )
= + +
| |
= + +
|
\ .
(
= ÷ + + ⋅
¸ ¸
(
= ÷ ÷ +
¸ ¸
= ÷ ÷ ÷ (
¸ ¸
= ÷ ÷
Máximo e Mínimo
Seja f uma função real de variável real, com domínio D(f) e imagem
Im(f). O número y
M
∈ Im(f) diz-se valor máximo de f se, e somente se,
y
M
≥ f(x) para todo x ∈ D(f). O número y
m
∈ Im(f) diz-se valor mínimo
de f se, e somente se, y
m
≤ f(x) para todo x ∈ D(f).
Seja f uma função quadrática defnida por f(x) = ax
2
+ bx + c, a ≠ 0.
• Quando a > 0, f assume um valor mínimo
m
b
y para x .
4a 2a

= ÷ = ÷

• Quando a < 0, f assume um valor máximo m
b
y para x .
4a 2a

= ÷ = ÷


M
1
T
3
0
0
7
M
1
T
3
0
0
8
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Anotações
M
a
t
e
m
á
t
i
c
a

1
12
E2-M1
editor
Exemplos:
01. Calcule k na função defnida por f(x) = - x
2
+ kx + 1 a fm de que f
admita um valor máximo igual a 2.
C
0
A (0,6)
B (8,0)
y
x
8
6
A
C
B
M
1
T
3
0
0
9
M
1
T
3
0
1
0
Solução:
Como a = - 1 < 0, f admite um valor máximo y
M
, tal que:

4
4 k
4
4 k
) 1 ( 4
1 ) 1 ( 4 k
a 4
ac 4 b
y
a 4
y
2 2 2 2
M M
+
=
÷
+
÷ =
÷ ⋅
⋅ ÷ ⋅ ÷
÷ =
÷
÷ = ⇒

=
Do enunciado temos y
M
= 2. Assim,

. 2 k ou 2 k 4 k 8 4 k 2
4
4 k
2 2
2
÷ = = ⇒ = ⇒ = + ⇒ =
+
02. Determine o valor de p na função defnida por f(x) = (p -1) x
2
+ 2x+ 1,
onde p ≠ 1, de modo que f admita um mínimo para x = -1.
Solução:
Para que a função dada admita um valor mínimo deve-se ter p - 1 > 0
⇒ p > 1, isto é, a concavidade da parábola deve estar “voltada para
cima”.
Sabemos que o valor mínimo da função ocorre para

.
p 1
1
x
) 1 p ( 2
2
x
a 2
b
x
÷
= ⇒
÷ ⋅
÷ = ⇒ ÷ =
Ainda, para x = - 1, f admite um valor mínimo.
Assim,
. 2 p 1 1 p 1
p 1
1
= ⇒ = ÷ ⇒ ÷ =
÷
03. Qual é o valor máximo do produto de dois números reais positivos,
sabendo que a soma é igual a 12.
Solução:
Como a soma dos números é igual a 12, podemos representá-los por:
x e 12 - x. Seja y o produto dos dois, segue que:

y = x ∙ (12 - x)
y = - x
2
+ 12x
A equação acima defne uma função quadrática onde a = - 1 < 0.
Então ela admite um valor máximo:

. 36
4
144
) 1 ( 4
0 ) 1 ( 4 12
y
a 4
ac 4 b
y
a 4
y
2
M
2
M M
=
÷
÷ =
÷ ⋅
⋅ ÷ ⋅ ÷
÷ = ⇒
÷
= ⇒

÷ =
Assim o valor máximo do produto y é igual a 36.
04. A fgura abaixo representa uma folha de cartolina. Cortando a folha
na linha pontilhada resultará um retângulo cuja a área é máxima.
Determine os lados desse retângulo.
Solução:
Considere o triângulo com os catetos sobre os eixos cartesianos.
A reta que passa por A e B passa pelos pontos A (0, 6) e B (8, 0).
Determinemos a equação y = ax + b dessa reta:

b a 8 0
b 0 a 6
+ =
+ ⋅ =
. 6 x
4
3
y , to tan Por .
4
3
a e 6 b + ÷ = ÷ = = ⇒
x
y
yv
xv
V
a > 0
x
y
yv
xv
V
a < 0
M
1
T
3
0
1
1
Como o vértice C do retângulo pertence a essa reta, temos:
Área
2
3 3 3
x y x x 6 x 6x. Como a 0
4 4 4
| |
= ⋅ = ⋅ ÷ + = ÷ + = ÷ <
|
\ .
,então
existe um máximo para:

M
b 6 6
x 4.
6 2a 3
2
4 4
= ÷ = ÷ = =
| |
⋅ ÷
|
\ .
Portanto, o retângulo tem lados de medidas 3 e 4.
Vértice da parábola
Seja f uma função quadrática defnida por f(x) = ax
2
+ bx + c, a ≠ 0. O
gráfco de f é uma parábola que tem o ponto
b
V ,
2a 4a
∆ | |
÷ ÷
|
\ .
como um
de seus pontos. V é chamado de vértice da parábola.
Note que o x do vértice da parábola é dado por
V
b
x
2a
= ÷ e o y do
vértice da parábola é dado por
V
y
4a

= ÷ .

Exemplos:
1. Determine o vértice da parábola y = 2x
2
- 5x +2.
Solução:

V
2 2
V
b 5 5
x
2a 2 2 4
b 4ac ( 5) 4 2 2 25 16 9
y
4a 4a 4 2 8 8
÷
= ÷ = ÷ =

∆ ÷ ÷ ÷ ⋅ ⋅ ÷
= ÷ = ÷ = ÷ = ÷ = ÷

M
1
T
3
0
1
2
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Anotações
M
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t
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m
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13
E2-M1
editor
Questões Propostas
Logo o vértice da parábola é:
5 9
V ;
4 8
| |
÷
|
\ .
.
2. Determine o vértice da parábola f(x) = - x
2
+ 3x.
Solução:

V
2 2
V
b 3 3
x
2a 2 ( 1) 2
b 4ac 3 4 ( 1) 0 9 9
y
4a 4a 4 ( 1) 4 4
= ÷ = ÷ =
⋅ ÷
∆ ÷ ÷ ⋅ ÷ ⋅
= ÷ = ÷ = ÷ = ÷ =
⋅ ÷ ÷
Logo o vértice da parábola é:
3 9
V ;
2 4
| |
|
\ .
.
Eixo de simetria
Denominamos de eixo de simetria a reta r, vertical, que passa pelo
vértice da parábola.
Os pontos de r satisfazem à equação
b
x
2a
= ÷ , pois todos os pontos de
r têm abscissa
b
2a
÷ . Portanto se r é um eixo de simetria, isto indica
x
y
V
b
k
2a
÷
+
b
2a
÷
A B
b
k
2a
÷
÷
r
M
1
T
3
0
1
3
que os pontos
b
A k, y
2a
| |
÷ ÷
|
\ .
e
b
B k, y
2a
| |
÷ +
|
\ .
, onde k ∈ ℜ, pertencem à
parábola.
01. (COVEST) Uma malharia fabrica camisetas a um custo de
R$2,00 por camiseta e tem uma despesa fxa semanal de R$50,00. Se
são vendidas x camisetas por semana ao preço de

22 x
3 30
| |
÷
|
\ .
reais a
unidade, quantas camisetas devem ser vendidas por semana para se
obter o maior lucro possível?
a) 50 b) 60 c) 65 d) 90 e) 80
02. (UPE) Um laboratório farmacêutico, após estudo do mercado,
verifcou que o lucro obtido com a venda de x milhares do produto A era
dado pela fórmula L(x) = 100 (12000 – x) (x – 4000).
Analisando-se as afrmações, tem-se que:
I II
0 0 O laboratório terá lucro para qualquer quantidade vendida do
produto A.
1 1
O laboratório terá lucro, se vender mais de 4000 e menos de
12000 unidades do produto A.
2 2 Se o laboratório vender mais de 12000 unidades do produto
A, ele terá prejuízo.
3 3 O lucro do laboratório será máximo se forem vendidos 8000
unidades do produto A.
4 4 Se o laboratório vender 4000 unidades do produto A, não
terá lucro.
03. (COVEST) Uma loja de discos vende 3.000 cds por mês a um
preço de R$13,00 a unidade. Uma pesquisa de mercado conclui que,
a cada aumento de R$0,50 no preço de cada cd, as vendas caem de
100 cds por mês. Qual deve ser o preço de cada cd, para se maximizar
o valor total das vendas?
a) R$13,50 b) R$14,00 c) R$14,50
d) R$15,00 e) R$15,50
Tópico 06
INEQUAÇÕES DO SEGUNDO GRAU
Inequações do 2
o
ºGrau
Na resolução de inequações do 2º grau utilizamos o estudo
do sinal da função quadrática.
Exemplos:
1. Resolva a inequação 6x
2
- 5x + 1 ≥ 0.
Solução:
a = 6 > 0, temos parábola com concavidade “voltada para cima”.
∆ = b
2
- 4ac = (-5)
2
- 4 • 6 • 1 = 1, temos duas raízes reais e distintas.
2
1
x e
3
1
x
2 1
= =
)
`
¹
¹
´
¦
≥ ≤ ∈ =
2
1
x ou
3
1
x / R x S

2.Resolva a inequação x
2
- 2x + 1 ≤ 0.
Solução:
a = 1 > 0, temos parábola com concavidade “voltada para cima”.
∆ = b
2
-4ac = (- 2)
2
- 4 ∙ 1 ∙ 1 = 0, temos duas raízes reais e iguais.
x
1
= x
2
= 1
} 1 x / R x { S = ∈ =
x -
+ +
2
1
3
1
M
1
T
2
0
0
1
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Anotações
M
a
t
e
m
á
t
i
c
a

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14
E2-M1
editor
3. Resolva a inequação x
2
+ 2x + 3 > 0.
Solução:
a = 1 > 0, temos parábola com concavidade “voltada para cima”.
∆ = b
2
- 4ac = 2
2
-4 • 1 • 3 = -8, não temos raízes reais.
x
+
+
+
+
+
S = R
x 1
+ +
M
1
T
2
0
0
2
M
1
T
2
0
0
3
4.Resolva a inequação -x
2
+ x + 6 >0.
Solução:
a = - 1 < 0, temos parábola com concavidade “voltada para baixo”.
∆ = b
2
- 4ac = (1)
2
- 4 • (-1) • 6 = 25 > 0, temos duas raízes reais e distintas.
x
1
= -2 e x
2
= 3
x
3 - 2
+
- -
} 3 x 2 / R x { S < < ÷ ∈ =
5. Resolva a inequação - 4x
2
+ 12x - 9 ≤ 0.
Solução:
a = -4 < 0, temos parábola com concavidade “voltada para baixo”.
∆ = b
2
- 4ac = 12
2
- 4 • (-4) • (-9) = 0, temos duas raízes reais e iguais.
2
3
x x
2 1
= =
x
- - 2
3
S = R
6. Resolva a inequação -x
2
-3x - 7 > 0.
Solução:
a = -1 < 0, temos parábola com concavidade “voltada para baixo”.
∆ = b
2
- 4ac = (-3)
2
-4 . (-1) . (-7) = -19, não temos raízes reais.
x
-
-
+
g(x)
-1 2
x -
+ +
2
5
f(x)
0
M
1
T
2
0
0
4
M
1
T
2
0
0
5
M
1
T
2
0
0
6
M
1
T
2
0
0
7
M
1
T
2
0
0
8
x
-
-
-
-
-
S = Ø
Inequações-Produto
Exemplos:
1. Resolver a inequação (2x
2
- 5x) • (2 + x - x
2
) ≤ 0.
Solução:
Realizemos inicialmente o estudo dos sinais das funções f(x) = 2x
2
- 5x
e g(x) = 2 + x - x
2
.
Agora construímos um quadro de sinais no qual fguram os sinais dos
fatores e o sinal do produto.
-1 0 2 2
5
+ + + + + + + - - - -
+ + + + - - - - - -
- - -
+ + - - + + - -
f(x)
g(x)
f(x).g(x)
x
)
`
¹
¹
´
¦
≥ ≤ ≤ ÷ ≤ ∈ =
2
5
x ou 2 x 0 ou 1 x / R x S
2. Resolver a inequação (x
2
- 9x -10) • (x
2
- 4x + 4) < 0.
Solução:
Realizemos inicialmente o estudo dos sinais das funções f(x) = x
2
- 9x - 10
e g(x) = x
2
÷ 4x + 4.
x -
10
+
-1
+
f(x)

x 2
+
+
g(x)
Agora construímos um quadro de sinais no qual fguram os sinais dos
fatores e o sinal do produto.
M
1
T
2
0
0
9
M
1
T
2
0
1
0
M
1
T
2
0
1
1
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Anotações
M
a
t
e
m
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t
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c
a

1
15
E2-M1
editor
M
1
T
2
0
1
2
M
1
T
2
0
1
3
M
1
T
2
0
1
4
M
1
T
2
0
1
5
x
-1 2 10
+ + - -
+ + + +
+ + - - + + - -
f(x)
g(x)
f(x).g(x)
x
- - + +
+ + + +
} 2 x e 10 x 1 / R x { S ≠ < < ÷ ∈ =
Inequações-Quociente
Exemplos:
1. Resolver a inequação
0
5 x 4 x
x 3
2
>
÷ ÷
÷
.
Solução:
Realizemos inicialmente o estudo dos sinais das funções f(x) = 3 - x e
g(x) = x
2
- 4x - 5.
+
-
3
f(x)

x -
5
+
-1
+
g(x)
Agora construímos um quadro de sinais no qual fguram os sinais do
numerador, do denominador e do quociente.
-1 3 5
+ - - + +
+ + - - + - -
f(x)
g(x)
x
- -
+ + + - - - -
) x ( g
) x ( f
{ } 5 x 3 ou 1 x / R x S < < ÷ < ∈ =
2. Resolva a inequação
0
9 x
12 x 8 x
2
2

÷
+ ÷
.
Solução:
Realizemos inicialmente o estudo dos sinais das funções:
f(x) = x
2
- 8x + 12 e g(x) = x
2
- 9.
Agora construímos um quadro de sinais no qual fguram os sinais do
numerador, do denominador e do quociente.
x
-
6
+
2
+
f(x)
x
-
3
+
-3
+
g(x)
M
1
T
2
0
1
6
M
1
T
2
0
1
7
M
1
T
2
0
1
8
-3 2 3
+ - - + +
+ + - - + - -
f(x)
g(x)
x
- -
+ + + - - - -
) x ( g
) x ( f
+ +
+ +
+ +
6
S = { x ∈ R/ - 3 < x ≤ 2 ou 3 < x ≤ 6}
01. (FAAP) A variação de temperatura y = f(x) num intervalo de tempo
x é dada pela função f(x) = (m
2
– 9)x
2
+ (m + 3)x + m - 3; calcule “m” de
modo que o gráfco da função seja uma parábola com a concavidade
voltada para baixo.
a) - 3 ≤ m ≤ 3
b) m > 3 e m < -3
c) - 3 ≤ m < 3
d) - 3 < m ≤ 3
e) - 3 < m < 3
02. (UPE) Os valores de x que satisfazem a inequação
0
6 x 5 x
1 x 2 x
2
2

+ ÷
+ ÷

pertencem ao conjunto:
a) (- ∞,2) ∪ (3,+ ∞) b) (2,3) c) (- ∞,1) ∪ (1,2) ∪ (3, + ∞)
d) (-∞,2] ∪ [3, + ∞) e) R - {2,3}
03. (UF) Sendo as funções f: R → R defnida por f(x) = x
2
- 2x - 3 e
g: R → R defnida por g(x) = -x
2
+ 4x + 5, assinale verdadeira (V) ou
falsa (F) em cada uma das afrmações a seguir:
( ) g(x) > f(x) para todo x ∈ ]-1,5[.
( ) f(x) ≥ g(x) para todo x ∈ ] -∞, -1] U [4,+∞[.
( ) f(x) = g(x) para x ∈ {-1, 3, 5}.
A sequência correta é:
a) F – V – F b) F – V – V c) F – F – V
d) V – V – F e) V – F – V
Questões Propostas
Tópico 07
MÓDULO OU VALOR ABSOLUTO DE UM NÚMERO
REAL
Definição
A todo número real x associa-se um valor absoluto, também
chamado de módulo, representado por x e assim defnido:

¹
´
¦
<

=
0 x para x, -
0 x para , x
x
• Note que o módulo de um número positivo ou nulo é ele mesmo.
Book Matematica.indb 15 25/3/2010 08:56:31
Anotações
M
a
t
e
m
á
t
i
c
a

1
16
E2-M1
editor
Exemplos:
5 5 = +

0 0 =

2 2 = +
• Note que o módulo de um número negativo é o oposto dele mesmo.
Exemplos:
7
5
7
5
= ÷

π = π ÷
Geometricamente, o módulo de um número real x é igual à distância
entre o ponto-imagem de x e a origem da reta real.
Exemplos:
-4 -3 -2 -1 0 +1 +2 +3 +4
3
3
3 3 = ÷ → Distância do ponto-imagem de – 3 à origem 0.

3 3 = +
→ Distância do ponto-imagem de +3 à origem 0.
Propriedades do Módulo
1. 0 x ≥ , para todo x ∈ R
2. 0 x = ⇔ x = 0
3.
x x = ÷
, para todo x ∈ R
4.
x x
2
=
, para todo x ∈ R
5.
2
2
x x =
, para todo x ∈ R
6.
y x y x ⋅ = ⋅
, para todo x, y ∈ R
7.
y
x
y
x
= , para todo x, y ∈ R e y ≠ 0
8.
x x x ≤ ≤ ÷
, para todo x ∈ R
9.
y x y x + ≤ +
, para todo x, y ∈ R
10.
y x y x ÷ ≥ ÷
, para todo x, y ∈ R
M
1
T
3
0
0
1
Função Modular
Definição
Denomina-se função modular a função de R em R que associa a
cada número real x o número x , então a sentença aberta que a defne é:

x ) x ( f =

Utilizando a defnição de módulo de um número real, a função modular
pode ser assim defnida:

¹
´
¦
< ÷

=
0 x para , x
0 x para , x
) x ( f
Domínio e Imagem da Função Modular
• A função defnida acima está defnida para todos os números reais.
Portanto seu domínio é R.
• O conjunto imagem da função modular é R
+
.
Gráfico da Função Modular
O gráfco da função modular é a reunião das bissetrizes do 1º e 2º qua-
drantes. Para construção do gráfco procedemos assim:
1.Construímos o gráfco da função f(x) = x, para x ≥ 0 (Fig. 1), que é a
bissetriz do 1º quadrante.
2.Construímos o gráfco da função f(x) = -x, para x < 0 (Fig. 2), que é a
bissetriz do 2º quadrante.
3. Por fm, reunimos os dois gráfcos , obtendo assim o gráfco da função
modular (Fig. 3).
0
x
y
0
x
y
0
x
y
Fig. 1 Fig. 2
Fig. 3
M
1
T
3
0
0
2
M
1
T
3
0
0
3
M
1
T
3
0
0
4
Book Matematica.indb 16 25/3/2010 08:56:32
Anotações
M
a
t
e
m
á
t
i
c
a

1
17
E2-M1
editor
M
1
T
3
0
0
5
Exemplos:
1.Construa o gráfco da função f, defnida em R por 2 x ) x ( f ÷ = .
Solução:
Construímos inicialmente o gráfco da função g(x) = x - 2, que está
representado na fgura abaixo.
0
x
y
2
-2
Em seguida refetimos, em torno do eixo Ox, a parte do gráfco de g que
está abaixo do eixo Ox, obtendo assim o gráfco de
) x ( g ) x ( f =
.
2. Construa o gráfco da função f, defnida em R por
2 3 x ) x ( f + ÷ =
.
Solução:
Inicialmente construímos o gráfco da função h(x) = x - 3, que está re-
presentado na fgura abaixo.
0
x
3
-3
Em seguida construímos o gráfco da função
3 x ) x ( g ÷ =
, que pode ser
obtido a partir da refexão, em torno do eixo Ox, da parte do gráfco de h
que está abaixo do eixo Ox, resultando o gráfco da fgura abaixo.
0
x
y
3
3
0
x
y
2
-2
2
0
x
y
2
2
y
0
x
3
3
5
y
0
x
3
2
5
M
1
T
3
0
0
6
M
1
T
3
0
0
7
M
1
T
3
0
0
8
M
1
T
3
0
0
9
M
1
T
3
0
1
0
M
1
T
3
0
1
1
M
1
T
3
0
1
2
Por fm, para obtermos o gráfco da função 2 3 x ) x ( f + ÷ = , deslocamos
cada ponto do gráfco da função g duas unidades para cima.
Equações Modulares
Sendo m um número real positivo, temos:
m x = ⇒ x = m ou x = -m.
Grafcamente, temos:
x
m
m
x y =
-m
Utilizando esta propriedade vejamos como resolver algumas equações
modulares:
Exemplos:
1. Resolva a equação 4 1 x 5 = ÷ em R.
Solução:
De acordo com a propriedade mencionada acima, temos:
5x - 1 = 4 ⇒ 5x = 5 ⇒ x = 1

ou
5x - 1 = -4 ⇒ 5x = -3 ⇒ x =
5
3
÷ .
)
`
¹
¹
´
¦
÷ = 1 ,
5
3
S
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Anotações
M
a
t
e
m
á
t
i
c
a

1
18
E2-M1
editor
2. Resolva, em R, a equação 1 x 4 3 x
2
÷ = + .
Solução:
Temos que:
x
2
+ 3 = 4x - 1 ⇒ x
2
-4x + 4 = 0 ⇒ x = 2.

ou
x
2
+ 3 = -(4x - 1) ⇒ x
2
+ 4x + 2 = 0 ⇒ x = -2 - 2 ou x = -2 + 2
} 2 2 2 2 , 2 { S + ÷ ÷ ÷ =
3. Resolva, em R, a equação 2 x 3 3 x x
2
+ = ÷ ÷ .
Solução:
Para que a equação tenha solução devemos ter x
2
- x -3 ≥ 0, isto é,
x ≤
2
13 1÷
ou x ≥
2
13 1+
. Prosseguindo, temos:

3x + 2 = x
2
- x - 3 ⇒ x
2
- 4x - 5 = 0 ⇒ x = -1 ou x = 5.
3x + 2 = -(x
2
- x - 3) ⇒ x
2
+ 2x - 1 = 0 ⇒ x = -1 ± 2 .
Dos quatro valores encontrados, servem apenas x = 5 e x = -1 - 2 .
} 2 1 , 5 { S ÷ ÷ =
INEQUAÇÕES MODULARES
Sendo m um número real positivo, temos:
m x < ⇔ -m < x < m
m x > ⇔ x < -m ou x > m
Grafcamente, temos:
Utilizando estas propriedades vejamos como resolver algumas inequa-
ções modulares:
Exemplos:
1. Resolva, em R, a inequação 7 1 x 2 > ÷ .
x
m
m
x y =
-m
x
m
m
x y =
-m
M
1
T
3
0
1
3
M
1
T
3
0
1
4
Solução:
De acordo com a propriedade mencionada acima, temos:
2x - 1 < -7 ⇒ 2x < -6 ⇒ x < -3
ou
2x -1 > 7 ⇒ 2x > 8 ⇒ x > 4
S = {x ∈ R/x < -3 ou x > 4}
2. Resolver, em R, a inequação 1 x 1 x 2 + ≥ ÷ .
Solução:
Temos que:
1 x 2 1 x 2 ÷ = ÷ , se 2x -1 ≥ 0 ⇒
2
1
x ≥ ( I )
1 x 2 1 x 2 + ÷ = ÷ , se 2x -1 < 0 ⇒
2
1
x < ( II )
Assim, temos:
Se
2
1
x ≥
obtemos 2x - 1 ≥ x + 1 ⇒ x ≥ 2.
Fazendo a intersecção com ( I ), obtemos: x ≥ 2.
Se
2
1
x < obtemos -2x + 1 ≥ x + 1 ⇒ x ≤ 0.
Fazendo a intersecção com ( II ), obtemos: x ≤ 0.
Logo: S = {x ∈ R/ x ≤ 0 ou x ≥ 2}
Questões Propostas
01. (UPE) As raízes da equação x
2
+ 5
x
- 36 = 0 são:
a) 9 e 4
b) -9 e -4
c) 9 e -4
d) 4 e -4
e) 9 e -9
02. (ITA) Considere a equação
x
= x - 6. Com respeito à solução
real desta equação podemos afrmar que:
a) a solução pertence ao intervalo fechado [1; 2].
b) a solução pertence ao intervalo fechado [-2; -1]
c) a solução pertence ao intervalo aberto (-1; 1).
d) a solução pertence ao complementar da união dos intervalos anteriores.
e) a equação não tem solução.
Book Matematica.indb 18 25/3/2010 08:56:33
M
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c
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2
19
E2-M2
Anotações
Tópico 01
POLÍGONOS
Definição
Chama-se polígono a fgura plana resultante de uma linha
poligonal fechada, constituída pelos pontos dos n segmentos consecu-
tivos e não colineares, com n ≥ 3.
As fguras abaixo A
1
A
2
A
3
A
4
A
5
são polígonos de cinco lados.
A
1
A
2
A
3
A
4
A
5

A
1
A
2
A
3
A
4
A5
Elementos de um Polígono
Considerando o polígono convexo

I. Os pontos A, B, C, D, E e F são os vértices do polígono e os seg-
mentos AB, BC, CD, ED e EF são os lados do polígono.
II. Região poligonal é a união dos pontos do polígono com os pontos
do seu interior.
III. Denomina-se ângulo interno de um polígono, o ângulo formado
por dois lados consecutivos; por exemplo α = A F
ˆ
E .
IV. Denomina-se ângulo externo de um polígono, o ângulo formado
por um lado qualquer e o prolongamento do lado adjacente. Por
exemplo: o ângulo β no hexágono acima.
V. Chamamos de perímetro de um polígono (2p) a soma de todos
os lados do polígono.
Propriedades
P
1
: Num polígono qualquer, o número de lados é igual ao n
0
de vértices.
P
2
: Tem-se sempre em cada vértice a
i
+ a
ex
= 180
0
, isto é, cada ângulo
interno e o ângulo externo adjacente a ele são suplementares.
Classificação de um polígono
I. Quanto ao gênero (número de lados “vértices”)
n nOME n nOME
3 Triângulo 9 Eneágono
4 Quadrilátero 10 Decágono
5 Pentágono 11 Undecágono
6 Hexágono 12 Dodecágono
7 Heptágono 15 Pentadecágono
8 Octógono 20 Icoságono
II. Quanto às medidas dos lados e ângulos
a) Equilátero: quando tem todos os lados com a
mesma medida.
Exemplo: losango

b) Equiângulo: quando tem todos os ân-
gulos internos com a mesma medida.
Exemplo: retângulo
c) Regular: quando é equilátero e equiângulo.
Exemplo: quadrado
Diagonais de um Polígono Convexo
Defnição
Denomina-se diagonal de um polígono convexo, todo seg-
mento de reta que liga dois vértices não consecutivos.
AE,
AD
e AC são algumas das diagonais desse hexágono.
A
B
C
D
E
F
Números de Diagonais por Vértice
De um modo geral, o número de diagonais que podem ser
traçadas de cada vértice de um polígono convexo de n lados é igual a
n – 3, isto é, d
v
= n – 3 (diagonais que partem de um mesmo vértice).
POLÍGONO CONVEXO
(seu interior é uma
região convexa)
POLÍGONO NÃO CONVEXO
(seu interior é uma
região não convexa)
a
ex
ai
C
B A
F
D E
α
β
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M
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t
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á
t
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c
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2
20
E2-M2
Anotações

Podemos notar que d
v
= n ÷ 3
Número total de diagonais
Temos que de um polígono convexo de n vértices, tem-se d
v
= (n – 3)
diagonais de um único vértice, daí então, o total de diagonais traçadas
de todos os vértices é n . (n – 3), como cada diagonal tem extremida-
des em dois vértices do polígono convexo, então o total de diagonais
distintas é dado por:
( ) n n 3
D
2
÷
=

Números de diagonais centrais (radiais)
Para polígonos regulares de gênero par devido a sua simetria
o número de diagonais centrais é:
c
n
D
2
=
Daí então podemos concluir que o número de diagonais que
não passam pelo centro (não-radiais) é:
( )
(não c)
n n 4
D
2
÷
=
Soma dos Ângulos Internos
Considere um polígono convexo de n lados (n ≥ 3), traçando-se
as diagonais que partem de um mesmo vértice, o polígono fca decom-
posto em (n – 2) triângulos, veja:

Então temos: N
T
= n – 2
Como facilmente se observa, a soma dos ângulos internos do
polígono é igual a soma dos ângulos internos dos triângulos formados,
sendo a soma dos ângulos internos de um triângulo qualquer igual a 180
0

e como o número de triângulos formados N
T
é igual a (n – 2) triângulos,
n = 3
d
v
= 0
n = 4
d
v
= 1
n = 5
d
v
= 2
n = 6
d
v
= 3
..........
..........
..........
n = 3
N
T
= 1
n = 4
N
T
= 2
n = 5
N
T
= 3
n = 6
N
T
= 4
..........
..........
..........
representando por S
i
a soma dos ângulos internos do polígono convexo
de n lados, tem-se então:
S
i
= 180
0
. n
T
→ S
i
= 180
0
(n – 2)
Se o polígono convexo for regular, então o valor de cada
ângulo interno a
i
, pode ser obtido através da fórmula:
i
i
S
a
n
= , ou seja:
( )
i
n - 2
a 180º
n
=
Sendo n o número de lados
(ou de ângulos internos) do polígono.
III. Soma dos ângulos externos
Para um polígono de n lados:
α
1
+ β
1
= 180
0
α
2
+ β
2
= 180
0
α
3
+ β
3
= 180
0
. .
. .
α
n
+ β
n
= 180
0
S
i
+ S
ex
= n ⋅ 180
0
(n – 2) ⋅ 180
0
+ S
ex
= n ⋅ 180
0
S
ex
= 180ºn – 180ºn + 360
0
S
ex
= 360
0
Se o polígono for regular todos os ângulos externos são congruentes
entre si e o valor de cada ângulo externo é dado pela fórmula:
ex
360º
a
n
=
4
α
2
α
5
α
1
α
3
α
3
β
5
β
2
β
1
β
4
β
01. Em um polígono regular ABCD... o ângulo formado pelas bis-
setrizes dos ângulos A
ˆ
e C
ˆ
mede 60º. Calcular o número de diagonais
que se pode traçar de um dos vértices do polígono.
02. (UPE-Adaptada)
I II
0 0 De cada vértice de um polígono de n lados podem ser traçados
(n ÷ 3) diagonais.
1 1 O octógono é o polígono que tem 20 diagonais.
2 2 A soma dos ângulos internos de um pentágono é igual a 720º.
3 3 As mediatrizes de dois lados consecutivos de um dodecágono
regular formam um ângulo de 15º.
4 4 Existe um único polígono cujo número de lados é igual ao
número de diagonais.
03. Assinale a alternativa que completa corretamente a sentença:
O polígono convexo cuja soma dos ângulos internos mais a soma dos
ângulos externos é igual a 1440° é um:
a) hexágono b) quadrilátero c) octógono
d) triângulo e) pentágono
Questões Propostas
Polígonos regulares de gênero impar não possuem diagonais centrais.
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t
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c
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2
21
E2-M2
Anotações
04. A soma dos ângulos internos de um decágono é;
a) 8 retos b) 16 retos c) 24 retos
d) 10 retos e) 20 retos
05. A soma dos ângulos assinalados na fgura vale:
a) 90º
b) 180º
c) 200º
d) 360º
e) 540º
Tópico 02
QUADRILÁTEROS
Dados quatro pontos A, B, C, D dos quais 3 nunca são coli-
neares, denominamos quadrilátero, a reunião dos segmentos (que só
se interceptam nas extremidades A, B, C, D).
A
B
D
C

A
C
B D
Quadrilátero convexo Quadrilátero não convexo
Elementos:
- Os pontos A, B, C e D são chamados vértices.
- Os segmentos AB, BC, CD e DA são os lados.
- Os segmentos não consecutivos AC e BD são diagonais.
Quadriláteros Notáveis
Trapézios
Defnição: Trapézio é todo quadrilátero que possua dois lados paralelos.
Classifcação
Trapézio Escaleno: possui os dois lados não paralelos com medidas
diferentes entre si.
AB paralelo a CD
DA é diferente de BC
α
β
D C
A B
Propriedade: Em todo trapézio os ângulos colaterais são suplementares.
(α + β = 180°).
Trapézio Retângulo: é todo trapézio escaleno que possui um dos lados
não paralelos perpendicular às bases.
AB paralelo a CD
AB ⊥ AD e AD ⊥ DC
Trapézio Isósceles: possui os lados oblíquos congruentes.
AB paralelo a CD
AD congruente a BC
Propriedades:
P
1
: Em todo trapézio isósceles os ângulos adjacentes a uma mesma
base são congruentes.
P
2
: As diagonais AC e BD são congruentes.
Elementos notáveis do trapézio
Base Média: Segmento que liga os pontos médios dos lados não pa-
ralelos do trapézio.
A base média é igual à média aritmética das bases.
AB CD
MN
2
+
=
D C
A B
N M
Mediana de Euler: Segmento contido na base média compreendido
entre as diagonais do trapézio.
DC Base maior
AB Base menor


DC AB
PQ
2
÷
=
D
A B
C
N M
Q P
D
A
C
B
β β
α
A
D C
B
α
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t
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c
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22
E2-M2
Anotações
Paralelogramos
Defnição
Paralelogramo “ordinário”: é todo quadrilátero que possui os lados
opostos paralelos entre si.
AB // CD e BC // AD D
ˆ
B
ˆ
e C
ˆ
A
ˆ
≅ ≅
Propriedades:
P
1
: Os lados opostos são paralelos e congruentes.
P
2
: Os ângulos opostos são iguais
P
3
: As diagonais se cortam ao meio
P
4
: Os ângulos adjacentes são suplementares.
P
5
: Todo paralelogramo é um trapézio.
Retângulo
Paralelogramo que possui os quatro ângulos congruentes medindo
90
o
cada.
C
B
D
A
D
ˆ
C
ˆ
B
ˆ
A
ˆ
≅ ≅ ≅
Propriedades:
P
1
: Todo retângulo é um paralelogramo.
P
2
: Possui as mesmas do paralelogramo ordinário.
P
3
: É equiângulo.
P
4
: Suas diagonais são congruentes.
Losango (quadrilátero de rombo)
É todo paralelogramo que possui os lados congruentes entre si.
Propriedades:
P
1
: Todo losango é um paralelogramo.
P
2
: Possui as mesmas do paralelogramo ordinário.
P
3
: É equilátero.
P
4
: Suas diagonais são perpendiculares entre si.
P
5
: Suas diagonais são bissetrizes dos ângulos
internos.
Quadrado
É todo paralelogramo que possui os ângulos
congruentes (é retângulo) e possui todos os
lados congruentes (é losango). (equiângulo e
equilátero, portanto, regular).
DA CD BC AB ≅ ≅ ≅
90º D
ˆ
C
ˆ
B
ˆ
A
ˆ
= ≅ ≅ ≅
α
α
β
β
A B
C D
D C
B A
P
A
B D
C
β
β
α α
45°
45°
A
D C
B
Propriedades:
P
1
: Todo quadrado é um retângulo e também um losango.
P
2
: Possui as mesmas do retângulo e do losango.
P
3
: Suas diagonais o dividem em quatro triângulos retângulos isósceles
congruentes.
Trapezoides
São quadriláteros que não apresentam paralelismo entre seus lados.
“Todo quadrilátero que não for trapézio é um trapezoide.”
A
B
C
D
Q
R
N
P
Quadro de classificação dos quadriláteros
Deve-se observar o quadro abaixo no sentido das setas. É facilmente
notável que: todo quadrado é um retângulo e losango, que é um para-
lelogramo que é um trapézio.
TRAPÉZIOS
LOSANGO RETÂNGULO
QUADRADO
T
R
A
P
E
Z
O
I
D
E
S PARALELOGRAMO
ORDINÁRIO
QUADRILÁTEROS
TRAP. ISÓSCELES
TRAP. ESCALENO
TRAP. RETÂNGULO
01. A altura de um trapézio isósceles forma com um dos lados não
paralelos um ângulo de 23º. Calcular os ângulos do trapézio.
02. (COVEST) Na fgura abaixo MD AM= e MB CM= . Assinale as
medidas de α e β, respectivamente.
a) 50º e 80º
b) 54º e 80º
c) 50º e 84º
d) 54º e 84º
e) 50º e 76º
Questões Propostas
C
D
B A
20° 30°
46°
β
α
M
Book Matematica.indb 22 25/3/2010 08:56:37
M
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t
e
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t
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c
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E2-M2
Anotações
03. (MACKENZIE) No trapézio da fgura, x + y = 10 e MN = 2, onde
M e N são os pontos médios das diagonais. Então x mede:
a) 5
b) 11/2
c) 6
d) 13/2
e) 7
04. (UFMA) O ângulo agudo de um losango mede 60º e sua diagonal
maior tem medida m 2 3 . Nessas condições, a medida do lado do
losango é:
a) 2 m b) 3 m c) m 2 d) m 3 e) m 6
M N
y
x
Tópico 03
ARCOS E ÂNGULOS NA CIRCUNFERÊNCIA
ÂnGULO CEnTRAL

A
B
O
AB = α α AÔB ângulo central
AB arco correspondente

ÂnGULO InSCRITO

β θ
A
B
V α
O 2

ou
2
= α
β
= α
AB
B V
ˆ
A ângulo inscrito

ÂnGULO InSCRITO nUMA SEMI-CIRCUnfERênCIA
O triângulo C B
ˆ
A é retângulo, pois o arco
AB mede 180º.
Propriedades:
P
1
: AB (Hipotenusa) é igual ao diâmetro 2R,
então
2
AB
R =
P
2
: O segmento BO mede R, daí então podemos concluir que, “A
mediana referente a hipotenusa mede a metade dela.”
R
R R
O
B A
C
QUADRILáTERO InSCRITíVEL (Teorema de Ptolomeu)
Em todo quadrilátero inscritível, os ângulos opostos são suplementares.
α
γ θ
β
α + β = 180
o
γ + θ = 180
o

ÂnGULO DE SEGMEnTO (ou ângulo semi-inscrito)
A
B
O
α
β
α = β/2 ou α =
2

AB

ÂnGULO EXCênTRICO InTERnO
A
B
C
D
E
α
α
AÊB =
2

AB CD +

ÂnGULO EXCênTRICO EXTERnO
E
A
B
C
D
α
AÊB =
2

AB CD ÷

ARCO CAPAZ: é o arco de circunferência situado no exterior de um
ângulo inscrito na mesma.
B A
P
α
B P A

é o arco capaz de α, representado
por: A
c
= 360
o
÷ 2α
Book Matematica.indb 23 25/3/2010 08:56:38
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2
24
E2-M2
Anotações
01. Na fgura, B
ˆ
= 50º, então C
ˆ
vale:
a) 150º
b) 100º
c) 25º
d) 50º
e) 200º
02. Na fgura, C D
ˆ
A = 60º, então x vale:
3x
60°
B
A
D
C
03. Na fgura, C D
ˆ
A = 150º, então x
ˆ
vale:
A
B
C
D
150°
3x
04. ABCDE é um pentágono regular, então x mede:
C
D
E
A
B
x
0
05. (MAUÁ) Na fgura abaixo calcular os ângulos x = C D
ˆ
A e Y = C B
ˆ
A
que estão inscritos numa circunferência.
C
B
A
E D
45°
60°
y
x
Questões Propostas
50°
x
C
D
B
A
Tópico 04
RELAÇÕES MÉTRICAS NA CIRCUNFERÊNCIA
(CORDAS)
Seja a circunferência λ e P o ponto de intersecção de dois
segmentos secantes à λ , tal que, P não pertence à λ, teremos :
1º CASO: P É InTERIOR A λ
R
B
S
P
A
PS . RP PB . AP =
λ
2º CASO: P É EXTERIOR A λ
B
S R
P
A
PS . RP PB . AP =
λ
CASO PARTICULAR
(P é a intersecção de uma secante e uma tangente)
B
T
A
P
2
) PT ( PB . PA =
λ
TEOREMA ESPECIAL: (Teorema de Hiparco – Ptolomeu)
Em todo quadrilátero inscrito em uma circunferência, o produto
das medidas de suas diagonais é igual à soma dos produtos das medidas
dos lados opostos.
B
A
D
C
M
N
c
d
a
b
M . N = a . c + b . d
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2
25
E2-M2
Anotações
01. (FGV) Em um círculo de centro O, AD é um diâmetro, B pertence
a AC, que é uma corda do círculo, BO = 5 e ) ABO ( m = CD = 60º. Nas
condições dadas, BC é igual a
a)
5
3 10 ÷
b) 3 c) 3 3 +
d) 5 e)
2
3 12 ÷

02. (COVEST) Na fgura abaixo, temos duas circunferências concên-
tricas, com raios medindo 4cm e 5cm, respectivamente. Por um ponto
P da circunferência menor, traça-se a reta tangente à mesma, a qual
determina pontos A e B na circunferência maior. O comprimento do
segmento AB é:
a) 2 3 cm
b) 6 cm
c) 3 3 cm
d) 6,1 cm
e) 5,8 cm
03. A secante (r) a uma circunferência de 6 cm de raio determina
uma corda AB de 2 8 cm de comprimento. A reta (s) é paralela a (r)
e tangencia a circunferência no menor arco AB. A distância entre (r) e
(s) é de:
a) 6 cm b) 10 cm c) 5 cm d) 4 cm e) 7 cm
04. ABCD é um paralelogramo, cujas diagonais são AC = 8 m,
BD = 10 m. A circunferência que passa pelos pontos B, C e D intercepta
o prolongamento da diagonal AC em E. Calcular AE.
05. Seja P um ponto exterior a um círculo de centro O e raio R e tal
que 3 R OP = . Traça-se por P a secante PAB ao círculo. Se PA= R,
AB é igual a:
a) R b)
2
R
c) 3 R d) 2R e) 2 R
06. Traçam-se, por um mesmo ponto p, duas tangentes a uma cir-
cunferência, formando um ângulo de 90
o
. Por um ponto do menor arco
determinado por essas duas tangentes, traçam-se perpendiculares a
essas tangentes, medindo respectivamente, 1 cm e 2 cm. O raio dessa
circunferência mede:
a) 4 cm b) 5 cm c) 6 cm d) 3 cm e) 7 cm
Questões Propostas
P
A
B
Tópico 05
POLÍGONOS REGULARES
INSCRITOS E CIRCUNSCRITOS
NA CIRCUNFERÊNCIA
Polígonos Regulares Inscritos
Definição
Um polígono regular é dito “inscrito em uma circunferência”
quando todos os seus vértices pertencerem à mesma.
A B
D E
C F
Elementos
Cada lado do polígono inscrito é representado por I
n
. O raio
da circunferência circunscrita é representado por R.
Apótema
É o segmento de reta que liga, perpendicularmente, o cen-
tro da circunferência ao ponto médio do lado. É representado por a
n
.
Lado → l
7
Apótema → a
7
A
B
C
E
a
7
R
F
l
7
D
G
Os Três Notáveis
(Triângulo Equilátero, Quadrado e Hexágono Regular).
Triângulo Equilátero Inscrito
a
3
I
3
C
A
B
3
3
l R 3
R
a
2
=
=
Quadrado Inscrito
4
4
l R 2
R 2
a
2
=
=
C
A
B
a
4
I
4
D
Hexágono Regular Inscrito
6
6
l R
R 3
a
2
=
=
F
E
A
B
C
D
a
6
I
6
O
A B
C
D
60º
60º
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26
E2-M2
Anotações
Polígono l
n
a
n
R 3
R
2
R 2
R 2
2
R
R 3
2
Polígonos Regulares Circunscritos
Definição
Um polígono regular está circunscrito a uma circunferência
se, todos os seus lados forem tangentes à mesma (Ele é exterior à
circunferência.).
r
A
G
F
E D
C
B
Elementos
Cada lado do polígono circunscrito é representado por L
n
. O
raio da circunferência circunscrita é representado por r.
Apótema
É o segmento de reta que liga o centro da circunferência ao
ponto médio do lado, perpendicularmente. É representado por A
n
.
Propriedade
Em todo polígono regular circunscrito o apótema é sempre o
raio da circunferência inscrita.
r
A
5
A
B
C
D
E
L5
OS TRÊS NOTÁVEIS
(Triângulo Equilátero, Quadrado e Hexágono Regular)
Triângulo Equilátero Circunscrito
3
3
A r
L 2r 3
=
=
A3
L
3
A
C B
Quadrado Circunscrito
4
4
A r
L 2r
=
=
A
4
L
4
A D
B C
Hexágono Regular Circunscrito
6
6
A r
2r 3
L
3
=
=
F
E
D C
B
A
A
6
L
6
Todo polígono regular é inscritível e circunscritível numa circun-
ferência.
Questões Propostas
01. Num quadrado cujo lado mede 6 cm, inscreve-se um círculo;
nesse círculo inscreve-se um triângulo equilátero e nesse triângulo
equilátero inscreve-se um círculo. Qual a diferença entre os raios dos
dois círculos ?
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27
E2-M2
Anotações
02. O lado de um quadrado inscrito numa circunferência mede 6 5 cm.
Determine o apótema do hexágono regular inscrito na mesma circun-
ferência.
03. A soma dos ângulos internos de um polígono convexo regular é de
720° sabendo-se que o seu lado mede 4 cm e que ele está inscrito numa
circunferência, então o perímetro do quadrado inscrito na mesma é:
04. Num triângulo equilátero está inscrito um círculo e nesse círculo
está inscrito um outro triângulo equilátero. Sabendo que o lado do menor
triângulo mede 3 6 m, calcular o raio do círculo circunscrito ao maior.
Tópico 06
ÁREAS POLIGONAIS
Áreas de Superfícies Planas Poligonais
Definição
A superfície de um polígono é a união de todos os seus pontos
com os pontos internos. A área é um número real positivo associado a
essa superfície.
Podemos postular que a área de uma superfície quadrada
é igual ao produto de suas dimensões. Assim teremos a área de um
quadrado dado por: . A
2
   = = .
Nota: Adotaremos como unidade padrão a medida da área da superfície
de um quadrado de lado medindo 1 (uma) unidade de comprimento.

1u.c
1u.c A = 1u.c X 1u.c = 1u.a
u.c → unidade de comprimento
u.a → unidade de área
Superfícies Congruentes
As superfícies de regiões congruentes são também congruentes.
Superfícies equivalentes
São superfícies que tem a mesma área, sendo semelhantes
ou não.
Área do retângulo
Demonstração
Adotaremos um quadrado de lado a b + . Iremos traçar dois seg-
mentos paralelos aos lados de modo que tenhamos a seguinte situação:
Os dois quadrados hachurados têm áreas, respectivamente,
iguais a a
2
e b
2
. Daí, então: se somarmos a
2
+ b
2
+ A
R
+ A
R
teremos a
área do quadrado de lado a b + :
(a + b)
2
= a
2
+ b
2
+ 2A
R
a
2
+ 2ab + b
2
= a
2
+ b
2
+ 2A
R
2ab = 2A
R
A
R
= a ∙ b
Área do Paralelogramo: (base b e altura h)
Veja que do paralelogramo podemos determinar um retângulo:
h
b
h
b
b
b
Então: A = b ∙ h
Área do Losango
Seja o losango de diagonais D e d.
Note que, com os quatro triângulos retângulos congruentes que são
determinados no losango podemos construir um retângulo de dimensões
D e
2
d
. Veja:
D
d
T
2
T
1
T
3
T
4

D
T
3
T
2
T
1
T
4
2
d
Então, a área é:

d d D
A D
2 2

= ⋅ =

b
b a
a AR
AR
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E2-M2
Anotações
Área do triângulo
Seja o triângulo ABC de base BC igual a b e altura AH igual a h.
I. Vamos traçar uma reta paralela a BC passando por A.
II. Vamos traçar uma reta paralela a AB passando por C.
b
H C B
h

b
H C B
A
D
AB // s
BC // r
III. Seja o ponto D a intersecção de r e s. Note que o quadrilátero ABCD
é um paralelogramo que tem área igual a A = b . h.
IV. Veja que o triângulo ABC é a metade do paralelogramo. Daí então:
sua área é igual a
b h
A
2

= .
Expressões adicionais da área de um triângulo
1. Triângulo retângulo

a b
A
2

=

(metade do produto dos catetos)
2. Triângulo equilátero
Como
2
3
h

= e adotando como base qual-
quer de lado ℓ.
Então:
2
2
3
.
2
h . b
A


= =
4
3
A
2

=
a
b
h
 

3. Triângulo inscrito numa circunferência de raio R
Veja que:
R 2
a
sen = α
Como temos:

R 2
ab
h
R 2
a
b
h
b
h
sen = ⇒ = ⇒ = α

2
2R
ab
. c
2
h . c
A = =

4
abc
A =

4. Triângulo com ângulo α entre os lados a e b.

2
b . a
A =

como α = sen . a h .
Então:
2
sen . b . a
A
α
=
5. Triângulo circunscrito numa circunferência de raio r.

COB AOC AOB ABC
A A A A + + =


2
r . ) c b a (
2
r . a
2
r . b
2
r . c
A
ABC
+ +
= + + =
Como
a b c
2
+ +
é o semi-perímetro p,


temos: r . p A
ABC
= .
6. Área do triângulo em função dos três lados (fórmula de Herão ou Héron).

2
c b a
p
+ +
=

c) - (p b) - (p a) - (p . p A =
Seja o triângulo ABC, e P um ponto do lado BC, tal que, x BP =
e y PC = . A razão entre as áreas dos triângulos ABP e APC é
igual a:
ABP
APC
A x
A y
= .
a
b
c
h
R
A
A’
C
B
α
α
h
b
a
α
r r
r
O
A
B C
a
c b
a b
c
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E2-M2
Anotações
B C
A
x y
P
b
Então a razão entre as áreas dos triângulos ABP e ABC é:
y x
x
A
A
ABC
ABP
+
= , ou seja, a razão que um ponto divide o lado do triângulo
é a mesma razão que a ceviana, referente a esse ponto, irá dividir a
área do triângulo. Desse raciocínio, podemos concluir que toda mediana
divide a área do triângulo ao meio.
Veja:
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
= = =
=
2
A
4
h . b
2
2
h . b
A
2
h . b
A
ABC
ABM
ABC
Área do Trapézio
Área do trapézio de bases B e b e altura h. Veja que a diagonal BD
divide o trapézio em dois triângulos de mesma altura h.
BCD ABD ABCD
A A A + =
b) (B
2
h
2
h . b
2
h . B
A
ABCD
+ = + =
2
h ) b B (
A
ABCD
+
=
Área do Polígono Regular
Seja o polígono regular ABC-
DEFGH de n lados, traçando os
segmentos do centro do polígono
aos vértices teremos n triângulos
isósceles congruentes de área
2
a . b
.
Então, a área do polígono será:
2
a . b
. n A =
B C
A
M
h
b
2
b
2
b
B
b
C
A
B
D
h
a
b
A
B
C
D E
F
b
b
b
b
b
G
H
b
b
Teremos: A = p . a , onde p
2
b . n
= (semi-perímetro) e a é o apótema.
Área do Hexágono Regular
Justapondo-se seis triângulos equi-
láteros construímos um hexágono
regular. Então teremos sua área
dada por:
4
3 l
. 6 A . 6 A
2
triângulo hexágono
= =
2
3 l 3
A
2
hexágono
=

 
 

 
 
 
Tópico 07
ÁREAS CIRCULARES
Área do Círculo
Seja o polígono regular ABCDE... inscrito numa circunferência.
A área desse polígono é dada pelo produto dos n lados e as áreas dos
triângulos determinados ao traçar-se os raios do centro aos vértices do
polígono. Veja:
a
A
B
C
D
E
F
R
R
R
R
R
R
R
 
2
a . . n
A : então daí
,
2
a .
A onde
, a . n A
polígono
triângulo
triângulo polígono


=
=
=
Quando n tende ao infnito (n → ∞), teremos n . ℓ tendendo
a ser o comprimento da circunferência
( ) n 2 R ⋅ → π  e a tende a ser o
raio (a → R). Podemos concluir que a área do polígono tenderá à área
do círculo.
Veja:
⇒ π =
π

2
R R
2
R 2
2
a . . n 

2
círculo
R A π =

Área do Setor Circular
A área do setor é diretamente propor-
cional ao ângulo central.
¹
´
¦

→ α
círculo setor
A A
º 360
2
setor
R
º 360
A π
α
=

R
A
B
O
α
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t
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á
t
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c
a

2
30
E2-M2
Anotações
Área do Segmento Circular
Note que a área do segmento circular é a diferença entre a área do setor
e a área do triângulo AOB.
O
A
B
A
segmento
= A
setor
÷ A
triângulo
Área da Coroa Circular (Círculos Concêntricos)
menor círculo maior círculo coroa
A A A ÷ =
) r R ( p pr pR A
2 2 2 2
coroa
÷ = ÷ =
) r R ( p A
2 2
coroa
÷ =
r
R
Tópico 08
RAZÃO ENTRE ÁREAS SEMELHANTES
Sejam dois polígonos semelhantes P
1
e P
2
de razão de seme-
lhança k
P
P
2
1
= , então a razão entre suas áreas será:
2
2
1
k
A
A
= .
Nota: Tratando-se de polígonos semelhantes, podemos dizer: a razão en-
tre as áreas é igual ao quadrado da razão entre os lados homólogos.
Veja: Tomemos os triângulos ABC e MNO a seguir:
α
β
M
N
O
2 cm
2 cm
α
β
A
B C
4 cm
4 cm

2
2
2 . 2
A
MNO
= =

8
2
4 . 4
A
ABC
= =

4
2
8
A
A
AMN
ABC
= =

4
2
4
NO
BC
A
A
2
2
AMN
ABC
=
|
|
.
|

\
|
=
|
|
.
|

\
|
=
Questões Propostas
01. (IBMEC) Na figura ao lado,
ABC e DEF são triângulos equiláteros,
ambos de área S.
O ponto D é o baricentro do triângulo
ABC e os segmentos BC e DE são
paralelos. A área da região sombrea-
da na fgura é
a) S/9 b) S/8 c) S/6
d) 2S/9 e) 3S/8
02. (IBMEC) Na fgura, feita fora de escala, as duas circunferências,
ambas de raio r, são tangentes entre si e tangenciam os lados do paralelo-
gramo ABCD nos pontos indicados. O ângulo BÂD mede 28º.
A B
C D
28º
Assim, considerando que tg76º = 4, conclui-se que a área do paralelo-
gramo ABCD vale
a)
2
r 25
2
b)
4
r 25
2
c)
5
r 16
2
d) 10r
2
e) 20r
2
A
B
D
C
E
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2
31
E2-M2
Anotações
03. (UFRS) Na fgura AB é um arco
de uma circunferência de raio 1. A área
do trapézio retângulo BCDE é:
a)
24
3
b)
18
3
c)
12
3

d)
6
3
e)
4
3
04. Na fgura seguinte E e F são, respecti-
vamente, os pontos médios dos lados AB
e BC do quadrado ABCD, e G é o ponto
de intersecção dos segmentos CE e AF
. Qual a fração da área do quadrado ABCD
que é ocupado pelo triângulo AGE?
a) 1/12 b) 1/10 c) 1/9
d) 1/8 e) 1/6
05. (COVEST) As cidades
A, B e C estão situadas numa
região plana e a distância
entre A e B é 4 km, a distância
entre A e C é 10 km e o ângulo
BÂC mede 60º. Pretende-se
construir uma escola num
ponto da região plana situado
à mesma distância d km de A,
B e C. Indique 3d².
06. (COVEST) Na fgura ao lado, o ângulo
BÂC mede 60
o
e AC AB = . Se a circunferên-
cia tem raio 6, qual o inteiro mais próximo
da área da região hachurada?
(Dados: use 73 , 1 3 , 14 , 3 ≅ ≅ π )
07. (UPE) Na fgura ao lado, ABC é um
triângulo equilátero inscrito em um círculo
de centro O e raio igual a 6cm. Sabendo que
AH é a altura do triângulo e D é o ponto
médio do arco ADC, pode-se afrmar que,
em cm
2
, a área da região hachurada é:
a)
) 2 3 (9
2
3
π +
b)
) 9 3 (4
2
3
π +

c)
) 4 3 (9
2
3
π +
d)
) 2 3 (9
3
2
π +
e)
) 9 3 (2
3
2
π +
A
0 E B
D
30º
C
A E B
F
C D
G
A
B
C
60º
A
B
C
60
º
60°
A
D
H C B
0
08. (COVEST) Dois círculos se tan-
genciam externamente e tangenciam
internamente a um terceiro círculo (veja a
ilustração). Se os centros dos três círculos
são colineares, e a corda do terceiro círculo
que é tangente aos outros dois em seu pon-
to de tangência, mede 20, qual a área da
região interna ao terceiro círculo e externa
aos outros dois ?
a) 50π b) 49π c) 51π d) 52π e) 55π
09. (COVEST) Seja ABC um triângulo com perímetro 12 e área 6.
Qual a área de um triângulo semelhante a ABC, cujo perímetro e área
têm o mesmo valor numérico?
10. (COVEST) No trapézio ABCD
da fgura ao lado, os lados AB e CD
são paralelos e AB mede o triplo de
CD. Se o triângulo CDE tem área 4,
assinale a área de ABCD.
11. (UFMA) As áreas dos círculos de uma sequência de circunferências
concêntricas formam uma PG de razão 4; os raios dessas circunferên-
cias formam uma:
a) PG de razão 4 b) PG de razão π
c) PA de razão 4 d) PA de razão 2
e) PG de razão 2
12. (FGV) As medianas BD e
CE do triângulo ABC indicado
na figura são perpendiculares,
BD = 8 e CE = 12. Assim, a
área do triângulo ABC é
a) 96
b) 64
c) 48
d) 32
e) 24
13. (FGV) Na fgura ao lado, os ângulos ∠ABC e
∠AED são retos, e os segmentos
BC
, AD e DB
medem, respectivamente, 9 cm, 10 cm e 2 cm.
A área do quadrilátero BCED, em cm
2
, é:
a) 30
b) 32
c) 34
d) 36
e) 38
C D
B A
E
A D C
E
B
A
B C
D
E
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32
E2-M2
Anotações
14. (INSPER) Uma sala retangular de 7m por 14m será recoberta por
um piso de madeira, que será formado por tábuas retangulares de 20cm
por 40cm. Por uma questão estética, os pisos serão colocados “na dia-
gonal”, conforme ilustra a fgura a seguir, de um dos cantos da sala.
Para recobrir toda a sala, será necessário cortar os cantos das tábuas
que fcarão encostadas nas paredes, de modo que sobrarão diversos
pedaços como os triângulos não sombreados indicados na fgura. Se
todos os pedaços que sobrarem forem congruentes, então a área total de
madeira desperdiçada com estes cortes é aproximadamente igual a
(Considere 4 , 1 2 ≅ .)
a) 1,5m
2
b) 2,0m
2
c) 2,5m
2
d) 3,0m
2
e) 3,5m
2
15. (INSPER) Na fgura:
o arco BC é parte de uma circunferência de raio 4 com centro em A; •
o ângulo • D A
ˆ
B mede 60º;
o ângulo • B D
ˆ
A mede 30º.
D
B
A C
Se S
1
representa a área do triângulo ABC, S
2
representa a área do setor
circular ABC (sombreado na fgura) e S
3
representa a área do triângulo
ABD, então
a) S
2
= 2 S
1
e S
3
= 2 S
2
b) S
3
= 2 S
1
e S
3
÷ S
2
> S
1
c) S
3
= 2 S
1
e S
3
+ S
2
> 3 S
1
d) S
3
= 3 S
1
e S
3
+ S
2
> 4 S
1
e) S
2
=
3
S 2
1 e S
3
=
2
S 3
2
16. (INSPER) O logotipo mostrado a seguir aparece no canto dos
cartões de visitas dos executivos de uma empresa.
Ele é formado por um triângulo retângulo com ambos os catetos medindo
2 cm e por um círculo inscrito nesse triângulo. A área, em cm
2
, da parte
escura do logotipo é igual a
a) 2 − 6π + 4π 2 b) 2 − 12π + 9π 2
c) 2 − 10π + 8π 2 d) 2 −
4
π
e) 2 −
6
2 π
17. (IBMEC) No interior de um quadrado de lado , são traçadas
quatro semi-circunferências, com centros nos pontos médios de seus
lados e raio igual a
2

.
O quadrado e os arcos delimitam dois tipos de regiões:
região a, de área S
1
, e região b, de área S
2
, conforme mostra a fgura a seguir.

a
a
a a
b b
b b
Um estudante, ao iniciar os cálculos dessas duas áreas, “arredondou”
o valor de π para 3 (três).
Com tal procedimento, esse estudante, ao fnal dos cálculos, encontrou,
corretamente,
a)
32
3
S
2
1

= b)
32
3
S
2
2

= c) S
1
> S
2

d) S
1
< S
2
e) S
1
= S
2

18. (ASCES) Na ilustração ao lado, ABCD
é um quadrado, e os quatro arcos são semi-
circunferências de raio 2cm.
Qual a área da região colorida?
a) 8 (2 + 3 ÷ π) cm
2
b) 8 (1 + 3 ÷ π) cm
2
c) 8 (7 ÷ 3 ÷ π) cm
2
d) 4 (3 + 3 ÷ π) cm
2
e) 4 (7 ÷ 3 ÷ π) cm
2
A B
D C
Book Matematica.indb 32 25/3/2010 08:56:47
Anotações
M
a
t
e
m
á
t
i
c
a

3
33
E2-M3
Tópico 01
MÉDIAS
Introdução
Avaliando as notas das várias provas de um aluno, no semes-
tre, podemos registrar seu aproveitamento com apenas uma nota.
A partir da altura das pessoas de um grupo, podemos esta-
belecer uma única altura que caracteriza o grupo todo.
Nas situações como as que citamos acima, o número obtido
é o que chamamos, em Estatística, de medida de tendência central.
A média aritmética é a medida de tendência central mais conhecida.
Além da média aritmética iremos tratar aqui da média ponde-
rada, da média harmônica e da média geométrica.
Média Aritmética Simples
Chamamos média aritmética simples, ou simplesmente
média aritmética, de n números dados, o resultado obtido quando
dividimos a soma desses n números por n.
Assim, generalizando, podemos afrmar que, dados os n
valores a
1,
a
2
, a
3
, ... , a
n
, a média aritmética (M
A
) desses n números é
defnida como sendo:
1 2 3 n
A
a a a ... a
M
n
+ + + +
= ou simplesmente
n
i
i 1
A
a
M
n
=
=


Exemplo: Considerando um grupo de pessoas com 11, 12, 14 e 15 anos,
observamos que a média dessas idades é:
A
11 14 15 12
M 13
4
+ + +
= =
Média Aritmética Ponderada
Quando calculamos a média de vários números com pesos
diferentes, ou seja, com graus de importância diferentes, a média é
chamada de média aritmética ponderada, ou simplesmente média
ponderada.
Considerando o caso de um estudante que realiza várias pro-
vas com pesos distintos, ou seja, com graus de importância diferentes.
Se na primeira prova obteve 7,5 (peso 2); 5,5 na segunda prova (peso
2) e na terceira prova obteve 4 (peso 1), a sua média, que é a média
aritmética ponderada, é:

6
5
30
5
4 11 15
1 2 2
1 . 4 2 . 5,5 2 . 5 , 7
M
p
= =
+ +
=
+ +
+ +
=
Assim, generalizando, sejam a
1
, a
2
, a
3
, ... , a
n
n números
dados, cujos pesos são, respectivamente, p
1
, p
2
, p
3
, ... , p
n
. A média
ponderada (M
P
) desses n números é defnida como sendo:

1 1 2 2 3 3 n n
p
1 2 3 n
a p a p a p ... a p
M
p p p ... p
⋅ + ⋅ + ⋅ + + ⋅
=
+ + + +
ou simplesmente:
n
i i
i 1
p n
i
i 1
a p
M
p
=
=

=


Média Harmônica
Considerando os n números a
1
, a
2
, a
3
, ... , a
n
, onde todos
são diferentes de zero. A média harmônica (M
H
) desses n números é
defnida como sendo o inverso da média aritmética dos inversos do n
números, ou seja:

H
1 2 3 n
1
M
1 1 1 1
...
a a a a
n
=
+ + + +
que é o mesmo que

H
1 2 3 n
n
M
1 1 1 1
...
a a a a
=
+ + + +
ou simplesmente
H n
i 1 i
n
M
1
a
=
=

.
Exemplo: Determine a média harmônica entre os números 4, 6 e 8.
H
3 3 3 72
M
1 1 1 6 4 3 13 13
4 6 8 24 24
= = = =
+ +
+ +
Média Geométrica
Defnimos a média geométrica como sendo o resultado obtido
da extração da raiz n-ésima do produto dos n números dados.
Assim generalizando, considere os n números positivos a
1
, a
2
,
a
3
, ... , a
n
. A média geométrica (M
G
) desses n números é dada por:
n
G 1 2 3 n
M a a a ... a = ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ou simplesmente
n
n
G i
i 1
M a
=
=

Exemplo: Determine a média geométrica dos números 4, 6 e 9.
2 2 3 3 3 3 3
G
M 4 6 9 2 2 3 3 2 3 2 3 6 = ⋅ ⋅ = ⋅ ⋅ ⋅ = ⋅ = ⋅ =
Relação Entre As Médias Aritmética, Harmônica e
Geométrica de Dois Números
Sejam x e y números diferentes de zero. Determinando suas
médias aritmética, geométrica e harmônica, respectivamente, temos:

A A
2
G G
H H H
x y
M x y 2M (1)
2
M x y x y M (2)
2 2 2xy
M M M (3)
1 1 x y x y
x y xy
+
= ⇒ + =
= ⋅ ⇒ ⋅ =
= ⇒ = ⇒ =
+ +
+
Substituindo (1) e (2) em (3) temos:

⇒ =
A
2
G
H
M 2
M
2 M
H A
2
G
M . M M =
Book Matematica.indb 33 25/3/2010 08:56:48
Anotações
M
a
t
e
m
á
t
i
c
a

3
34
E2-M3
Desigualdade Entre As Médias Aritmética,
Harmônica e Geométrica
É demonstrável que as médias aritmética, harmônica e geo-
métrica possuem a seguinte relação de desigualdade:
H G A
M M M ≤ ≤

• Nesta relação a igualdade só ocorre se, e somente se, os
números forem todos iguais, pois neste caso todas as médias
são iguais e iguais ao próprio número.
• As desigualdades acima podem ser usadas para resolver
problemas que envolvam máximo e mínimo.
Exemplo: Dos dois números cuja soma é 20 determine aqueles de
produto máximo.
Sabemos que M
G
≤ M
A
e que x + y = 20, l ogo
x y 20
x y 10
2 2
+
⋅ ≤ = = , ou seja x y 10 ⋅ ≤ .
Portanto o produto x ∙ y será máximo quando for igual a 100,
mas a igualdade ocorre somente se x = y = 10.
01. (COVEST) A média aritmética de dois números inteiros positivos
é 5, e sua média harmônica é 16/5. Quanto vale a média geométrica
desses dois números?
a) 1 b) 16 c) 4
d) 9/2 e) 24
02. (ESPM) O gráfco de barras abaixo mostra a distribuição das notas
de uma classe na prova de Matemática.
12
Nº de alunos
8
6
3
Notas
3 6 8 9 10
Podemos afrmar que a média aritmética dessas notas foi:
a) 7,5 b) 7,6 c) 7,7 d) 7,8 e) 7,9
03. (UFRN) Uma prova foi aplicada em duas turmas distintas. Na pri-
meira, com 30 alunos, a média aritmética das notas foi 6,40. Na segunda,
com 50 alunos, foi 5,20. A média aritmética das notas dos 80 alunos foi:
a) 5,65 b) 5,70 c) 5,75 d) 5,80 e) 5,85
Questões Propostas
Tópico 02
RAZÃO E PROPORÇÃO
Razão
Chama-se razão, entre duas grandezas (ou dois números),
a uma fração que tem para numerador uma das grandezas (ou um dos
números) e para denominador, a outra grandeza (ou o outro número
diferente de zero). O numerador e o denominador da fração que re-
presenta a razão são chamados, respectivamente, de antecedente e
consequente.
Exemplos: Determine a razão entre 4 e 6.
4 2
Razão
6 3
= =
2 é o antecedente e 3 é o consequente.
Determine a razão entre 1000 litros e 2m
3
.
3
1000 litros 1000 litros 1
Razão =
2000 litros 2 2m
= =
1 é o antecedente e 2 é o consequente.
A razão entre a e b (b ≠ 0) é indicada por a/b ou a: b e
lê-se: “a para b”.
Proporção
Chama-se proporção, a igualdade entre duas ou mais razões.
Podemos representar uma proporção das seguintes formas:
a c
b d
= ou a: b:: c : d e lê-se: “a está para b assim como c está para d”.
Na proporção
a c
b d
= ou a : b :: c : d, a e c são chamados
de antecedentes, b e d são chamados de consequentes, a e d são
chamados de extremos e b e c são chamados de meios.
Dizemos que uma proporção é • simples quando temos a
igualdade entre duas razões. Caso contrário, dizemos que a
proporção é múltipla.
Podemos escrever uma proporção de • oito maneiras diferentes.
04. (COVEST) As bebidas L, V e R possuem teor alcoólico de 24%,
44% e 36%, respectivamente. Qual o teor alcoólico de um coquetel
consistindo de 50ml de L, 25ml de V, 25ml de R e 100ml de água?
a) 15% b) 16% c) 17% d) 18% e) 19%
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Anotações
M
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t
e
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t
i
c
a

3
35
E2-M3
Propriedades das Proporções:
1ª)
a c
a d b c
b d
= ⇔ ⋅ = ⋅ 2ª)
a c a b c d
b d a c
± ±
= ⇒ =
3ª)
a c a b c d
b d b d
± ±
= ⇒ = 4ª)
a c a c a c
b d b d b d
±
= ⇒ = =
±
5ª)
a c e a c e
b d f b d f
+ +
= = =
+ +
6ª)
2 2
2 2
a c a c a c
b d b d b d

= ⇒ = =

Definições Importantes:
Proporção Contínua: é uma proporção que tem os meios iguais, isto é:
a x
x b
=
Quarta Proporcional: é o quarto termo de uma proporção dados os outros três.
Exemplo: Determine a quarta proporcional entre 2, 3 e 8.
2 8
3 x
= segue que 2 . x = 3 . 8 logo x = 12
Terceira Proporcional: é o quarto termo de uma proporção contínua.
Montamos a proporção da seguinte maneira: o primeiro número está para
o segundo assim como, o segundo está para a tertceira proporcional.
Exemplo: Determine a terceira proporcional entre 2 e 8.
2 8
8 x
= segue que 2 . x = 8 . 8 logo x = 32
Média Proporcional: é o meio comum de uma proporção contínua.
Assim os números dados serão os extremos da proporção.
Exemplo: Determine a média proporcional entre 2 e 8.
2 x
x 8
= segue que x
2
= 16 logo x = 4
A média proporcional de dois números positivos é a raiz
quadrada do produto desses números.
Tópico 03
NÚMEROS OU GRANDEZAS PROPORCIONAIS
Números ou Grandezas Diretamente Proporcionais
Defnição: Dizemos que duas sucessões de números são diretamente
proporcionais (ou proporcionais) quando a razão entre um número qualquer da
primeira sucessão e o seu correspondente na segunda sucessão é constante.

A razão entre dois números correspondentes de duas sucessões
de números proporcionais, chama-se constante de proporciona-
lidade.
Exemplo: As sucessões de números (2, 3, 5 e 6) e (4, 6, 10, e 12) são
diretamente proporcionais (ou proporcionais), pois dividindo cada número
da primeira sucessão por cada número correspondente da segunda
sucessão, obtemos 1/2 que é a constante de proporcionalidade.
Gráfico Cartesiano de Duas Grandezas, x e y,
Diretamente Proporcionais.

Semi-reta ascendente no 1° quadrante
3 1 2
1 2 3
y y y
... k
x x x
= = = =
x x x
1 2 3
y
y
y
3
2
1
x
y
01. (UFPB) Na fabricação de certo tipo de fertilizante, são utilizados
apenas dois produtos, A e B, em quantidades que obedecem à proporção
A : B = 1: 4 . A quantidade desse fertilizante que pode ser produzida com
apenas 30 kg do produto A e 160 kg do produto B é:
a) 150 kg b) 160 kg c) 170 kg d) 180 kg e) 190 kg
02. (COVEST) Uma determinada liga metálica é composta de cobre,
estanho e zinco. Nela, existem 2 partes de estanho para 5 partes de
cobre e 3 partes de zinco para 15 partes de cobre. Qual a razão entre
a quantidade de zinco e a de estanho na liga?
a) 2/1 b) 2/3 c) 1/2 d) 3/2 e) 3/4
Questões Propostas
03. (COVEST) Num mapa duas cidades distam 4 cm e a distância
real entre elas é de 144 km. Se duas outras cidades distam entre si
2,5 cm no mapa, qual a distância real em km entre elas?
04. (FGV) Em uma sala de aula, a razão entre o número de homens
e o de mulheres é 3/4. Seja N o número total de pessoas (número de
homens mais o de mulheres). Um possível valor para N é:
a) 46 b) 47 c) 48 d) 49 e) 50
05. (UFC) Uma garrafa está cheia de uma mistura, na qual 2/3 do
conteúdo é composto pelo produto A e 1/3 pelo produto B. Uma segunda
garrafa, com o dobro da capacidade da primeira, está cheia de uma
mistura dos mesmos produtos da primeira garrafa, sendo agora 3/5 do
conteúdo composto pelo produto A e 2/5 pelo produto B. O conteúdo
das duas garrafas é derramado em uma terceira garrafa, com o triplo
da capacidade da primeira. Que fração do conteúdo da terceira garrafa
corresponde ao produto A?
a) 10/15 b) 5/15 c) 28/45 d) 17/45 e) 3/8
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Anotações
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t
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t
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3
36
E2-M3
Números ou Grandezas Inversamente Proporcionais
Defnição: Dizemos que duas sucessões de números são inversamente
proporcionais quando o produto de um número qualquer, da primeira su-
cessão, pelo seu correspondente na segunda sucessão é constante.
Dizer que duas sucessões de números são • inversamente
proporcionais é o mesmo que dizer que os números de uma
delas são diretamente proporcionais ao inverso dos números
correspondentes na outra sucessão.
O produto constante obtido é a constante de proporcionalidade. •
Exemplo: As sucessões de números (2, 4 e 5) e (20, 10 e 8) são inver-
samente proporcionais, pois multiplicando-se cada número da primeira
sucessão por cada número correspondente da segunda sucessão,
obtemos 40 que é a constante de proporcionalidade.
Gráfico Cartesiano de Duas Grandezas,
x e y, Inversamente Proporcionais
Ramo de uma Hipérbole Equilátera
1 1 2 2 3 3
x y x y x y ... k ⋅ = ⋅ = ⋅ = =
x x x
1 2 3
y
y
y
1
2
3
x
y

Divisão Proporcional
Divisão Diretamente Proporcional

Dado um número n, para dividi-lo em partes diretamente pro-
porcionais a x, y, z, ... , dividimos o número n pela soma x + y + z + ... , e em
seguida multiplicamos o resultado da divisão por x, y, z, ... , respectivamente.
Exemplo: Dividir 180 em partes diretamente proporcionais a 3, 4 e 5.
Inicialmente dividimos o número 180 pela soma dos números
3, 4 e 5. Em seguida multiplicamos o resultado obtido (constante de
proporcionalidade) pelos números 3, 4 e 5.
15 x 3 = 45
15 x 4 = 60
15 x 5 = 75
As partes procuradas são 45, 60 e 75.
Divisão Inversamente Proporcional
Dado um número n, para dividi-lo em partes inversamente
proporcionais a x, y, z, ..., dividimos o número n em partes diretamente
proporcionais a
1 1 1
, , ,...
x y z
Exemplo: Dividir 45 em partes inversamente proporcionais a
1 1
e .
2 3

Como vimos a divisão solicitada deve ser diretamente proporcional
ao inverso dos números dados, que é 2 e 3. . Dividimos o número 45 pela soma
dos

números 2 e 3. Em seguida multiplicamos o resultado obtido (constante
de proporcionalidade) por 2 e 3.

45 45
9
2 3 5
= =
+
(constante de proporcionalidade)
9 x 2 = 18
9 x 3 = 27
As partes procuradas são 18 e 27.
Divisão Proporcional Composta
Dizemos que uma divisão é proporcional composta quando divi-
dimos um número n em partes diretamente ou inversamente proporcionais
a x
1
, y
1
, z
1
, ... e diretamente ou inversamente proporcionais a x
2
, y
2
, z
2
, ...
, e para realizá-la mudamos o que é inversamente para diretamente, dando
o inverso de cada número, o que já é diretamente permanece e em seguida
multiplicamos os números obtidos. Por fm realizamos a divisão em partes
diretamente proporcionais aos resultados obtidos com as multiplicações.
Exemplo: Divida 135 em partes diretamente proporcionais a 5/4, 6 e 4,
e ao mesmo tempo inversamente proporcionais a 5/4, 3 e 2.
Inicialmente passamos o que é inversamente para diretamente.

5 4
1
4 5
× =
1
6 2
3
× =
1
4 2
2
× =
1
2
1
3
D.P. I.P. D.P. D.P.
5
4
5
4
5
4
4
5
6 3 6
4 2 4

Agora dividimos 135 em partes diretamente proporcionais a
1, 2 e 2
135
27
1 2 2
=
+ +
(constante de proporcionalidade).
27 x 1 = 27
27 x 2 = 54
27 x 2 = 54
As partes procuradas são 27, 54 e 54.
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Anotações
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3
37
E2-M3
01. Na tabela abaixo as grandezas x e y são diretamente proporcio-
nais. Determine os valores de m e p.
x 4 m 7
y 2 7 p
02. Na tabela abaixo as grandezas x e y são inversamente propor-
cionais. Determine os valores de m e n.
x m 2 8
y 4 5 n
03. (UNICAMP) A quantia de R$ 1.280,00 deverá ser dividida entre
três pessoas. Quanto receberá cada uma se:
a) A divisão for feita em partes diretamente proporcionais a 8, 5 e 7?
b) A divisão for feita em partes inversamente proporcionais a 4, 8/5 e 8?
04. (COVEST) Uma herança de R$ 150.000,00 será dividida entre
Ricardo, Pedro e João em partes diretamente proporcionais aos
seus patrimônios e inversamente proporcionais às suas idades. Se
Ricardo, Pedro e João têm patrimônios respectivos de R$ 50.000,00,
R$ 70.000,00 e R$ 90.000,00 e idades 25, 28 e 30 anos respectivamente,
quanto receberá Ricardo ?
a) R$ 36.000,00 b) R$ 38.000,00 c) R$ 40.000,00
d) R$ 42.000,00 e) R$ 44.000,00
Questões Propostas
Tópico 04
REGRA DE SOCIEDADE
Uma Regra de Sociedade é uma aplicação de divisão
proporcional que visa à distribuição dos lucros ou prejuízos de uma
sociedade, entre os seus sócios. Temos quatro casos a considerar:
• Os capitais são iguais e empregados durante o mesmo tempo:
divisão, de lucros ou prejuízos, feita em partes iguais.
• Os capitais são iguais e empregados por tempos diferentes:
divisão de lucros ou prejuízos feita diretamente proporcional aos
tempos.
• Os capitais são diferentes e empregados durante o mesmo período
de tempo: divisão de lucros ou prejuízos feita diretamente propor-
cional aos capitais.
• Os capitais são diferentes e empregados também por perío-dos de
tempos diferentes: divisão de lucros ou prejuízos feita diretamente
proporcional ao produto dos capitais pelos respectivos períodos
de tempos.
Exemplo: Dividir o lucro de R$ 300.000,00 entre três associados, cujos
capitais são: R$ 20.000,00; R$ 25.000,00 e R$ 30.000,00.
O lucro de R$ 300.000,00 deve ser dividido em partes direta-
mente proporcionais a 20.000, 25.000 e 30.000.
300000
4
20000 25000 30000
=
+ +
(constante de proporcionalidade).
4 x 20000 = 80000
4 x 25000 = 100000
4 x 30000 = 120000
O lucro de cada sócio é: R$ 80.000,00; R$ 100.000,00 e
R$ 120.000,00; respectivamente.
01. Três sócios empregaram num negócio R$ 300.000,00 e obtiveram
respectivamente, R$ 20.000,00; R$ 25.000,00 e R$ 30.000,00. Quanto
cada um empregou no negócio?
02. Três sócios formaram uma sociedade com o capital conjunto
de R$ 35.200,00. Tendo sido o lucro de cada um, respectivamente,
R$ 1.500,00; R$ 1.800,00 e R$ 6.300,00. Determine o valor dos
capitais de cada um quando constituíram a sociedade.
03. Três amigos formaram uma sociedade em que o primeiro entrou
com R$ 80.000,00 durante 2 anos; o segundo com R$ 100.000,00 du-
rante 1 ano e 3 meses e o terceiro com R$ 120.000,00 durante 8 meses.
O lucro total foi de R$1.095.000,00. Calcular o lucro de cada sócio.
Questões Propostas
Tópico 05
REGRA DE TRÊS SIMPLES E COMPOSTA
A Regra de Três é uma técnica de resolver problemas en-
volvendo grandezas, diretamente ou inversamente proporcionais.
Quando são dados um par de valores de duas grandezas e outro valor de
uma delas, podemos calcular o valor correspondente da outra grandeza
através de uma proporção chamada Regra de Três Simples.
A regra de três simples pode ser direta ou inversa, conforme
as grandezas envolvidas sejam diretamente ou inversamente propor-
cionais, respectivamente.
Caso o problema envolva mais de duas grandezas temos
uma Regra de Três Composta, que é a reunião de várias regras de
três simples.
Exemplos de Grandezas Diretamente ou
Inversamente Proporcionais
• Velocidade e tempo são grandezas inversamente proporcionais;
• Distância percorrida e tempo são grandezas diretamente proporcionais;
• Operários ou máquinas, executando determinado trabalho, e tempo
são grandezas inversamente proporcionais;
• Operários ou máquinas, executando determinado trabalho, e pro-
dução são grandezas diretamente proporcionais;
• Efciência e tempo são grandezas inversamente proporcionais;
• Difculdade e tempo são grandezas diretamente proporcionais;
• Horas por dia, trabalhadas, e números de dias são grandezas
inversamente proporcionais.
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Anotações
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3
38
E2-M3
01. (ESPCEX) Três pedreiros constroem 150 metros de muro, com 3
metros de altura, em 5 dias, trabalhando 10 horas por dia. Determinar
quantos dias serão necessários para que 5 pedreiros construam 240 me-
tros de muro, com 1,5 metros de altura, trabalhando 8 horas por dia.
02. (UPE) Em um plantão de 4 horas, 5 médicos atendem 40 pacien-
tes. Supondo que os médicos gastam o mesmo tempo para atender um
paciente e que o plantão passou a ser de 6 horas, o número de médicos
necessários para atender 60 pacientes é igual a
a) 7 b) 5 c) 6 d) 8 e) 4
03. (PUC) Gato e meio come rato e meio em minuto e meio. Em quanto
tempo 4 gatos comem 6 ratos?
a) 3 min 12 seg. b) 2 min 25 seg. c) 2 min 15 seg.
d) 1 min 52 seg. e) 2 min 30 seg.
04. (FUVEST) Um automóvel, modelo fex, consome 34 litros de gasolina
para percorrer 374 km. Quando se opta pelo uso do álcool, o automóvel
consome 37 litros deste combustível para percorrer 259 km. Suponha
que um litro de gasolina custe R$ 2,20. Qual deve ser o preço do litro do
álcool para que o custo do quilômetro rodado por esse automóvel, usando
somente gasolina ou somente álcool como combustível, seja o mesmo?
a) R$ 1,00 b) R$ 1,10 c) R$ 1,20
d) R$ 1,30 e) R$ 1,40
05. O operário A pode fazer um trabalho em 15 dias e o operário B, que
é mais efciente, pode executar o mesmo trabalho em 10 dias. Os dois
trabalhando juntos poderão realizar o mesmo trabalho em quantos dias?
a) 9 dias b) 6 dias c) 10 dias d) 12 dias e) 11 dias
Questões Propostas
Tópico 06
PORCENTAGEM
Se tomarmos o número 100 para denominador de uma fração,
ela representará uma porcentagem. O numerador da fração, qualquer
que seja, é a taxa por cento ou a taxa de percentagem, que costuma
ser representada por: i% (i por cento). Podemos então dizer que, por-
centagem é uma fração com denominador igual a 100.
Obs.:
• Dado um número real positivo n, para exprimi-lo na forma de por-
centagem basta multiplicar o número dado por 100%.
Exemplo: Exprimir sob a forma de porcentagem o número 2.
2 x 100% = 200%
• Para calcular uma porcentagem i% de certa quantidade n, basta
multiplicar a porcentagem i% pelo número n.
Exemplo: Calcular 32% de 500.

32
500 160
100
⋅ =
• Para determinar a porcentagem i% que uma quantidade n represen-
ta em relação a uma quantidade n (N ≠ 0), basta dividir a primeira
quantidade pela segunda e em seguida multiplicar o resultado obtido
por 100%.
Exemplo: A quantia de R$1.200,00 quantos por cento representa
da quantia de R$8.000,00?

1200
i 100% 15%
8000
= ⋅ =
• Para calcular o valor percentual de uma determinada taxa, basta
dividir o valor, ao qual queremos que a taxa represente, pelo prin-
cipal (valor em cima do qual estamos calculando a taxa) e, em
seguida, multiplicar o resultado obtido por 100%.
Exemplo: Um comerciante comprou uma mercadoria por R$ 50,00 e em
seguida vendeu a mercadoria por R$ 60,00. Qual foi a taxa de lucro?
O lucro obtido é igual a 60 – 50 = 10. O principal é o valor em cima
do qual estamos calculando a taxa, no caso 50. Calculando a taxa,
temos:

lucro 10
i 100% 100% 20%
principal 50
= ⋅ = ⋅ =
• Nos problemas que envolvem compra, venda, lucro e prejuízo,
podemos utilizar uma das equações abaixo:
V = C + L (venda com lucro) ou V = C – P (venda com prejuízo),
onde V é o valor da venda, C é o valor do custo, L é o valor do lucro
e P é o valor do prejuízo.
O custo é a soma de todas as despesas. O lucro e o prejuízo podem
ser expressos sob a forma percentual e este pode ser sobre o custo
ou sobre a venda, de acordo com o problema. Quando não estiver
expresso no problema se o lucro ou o prejuízo é sobre o custo ou
sobre a venda consideramos que é sobre o custo.
Exemplo: Um objeto foi vendido por R$8.400,00 com prejuízo de
30% sobre o preço de custo. Qual o preço de custo do objeto?
V = 8400
P = 30%C = 0,3C
V = C – P ⇒ 8400 = C – 0,3C ⇒ 0,7C = 8400 ⇒ C = 12000.
Exemplo: Uma pessoa compra um carro por R$35.000,00 e o
revende com lucro de 30% sobre o preço de venda. O lucro da
operação é de:
C = 35000
L = 30%V = 0,3V
V = C + L ⇒ V = 35000 + 0,3V ⇒ 0,7V = 35000 ⇒ V = 50000.
Calculando o lucro da operação, temos:
L = 0,3V ⇒ L = 0,3 x 50000 ⇒ L = 15000.
• Nos problemas envolvendo aumento ou abatimento sucessivo,
podemos utilizar uma das equações abaixo para calcularmos a
taxa real de aumento ou de abatimento.
i
real
= p(1 + i
1
)(1 + i
2
)(1 + i
3
)...(1 + i
n
) – p (no caso de aumentos sucessivos)
p é o valor principal ou o valor inicial.
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Anotações
M
a
t
e
m
á
t
i
c
a

3
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E2-M3
01. (ESPM) O produto A custava R$ 2,00 a menos que o produto B,
quando sofreu um aumento equivalente a 50% do preço de B. Um mês
depois foi B que sofreu um aumento equivalente a 25% do preço de A.
Dessa forma os dois passaram a ter o mesmo preço, igual a:
a) R$ 12,00 b) R$ 13,00 c) R$ 14,00
d) R$ 15,00 e) R$ 16,00
02. (IBMEC) O piso de uma sala, medindo 4,5m x 3,2m, vai ser
revestido com placas quadradas de pedra (ardósia), de 40cm de lado.
Nessa obra, estima-se uma perda de 10% de material. Assim, o número
mínimo de placas de ardósia que deve ser comprado para revestir todo
o piso dessa sala é:
a) 100 b) 110 c) 120 d) 125 e) 150
03. (UPE) Certo produto é vendido nas lojas A e B. Na loja B, o produto
é R$60,00 mais caro que na loja A. Se a loja B oferecer um desconto
de 20% no produto, o preço seria o mesmo nas duas lojas. O preço do
produto na loja A é:
a) R$ 260,00 b) R$ 270,00 c) R$ 280,00
d) R$ 250,00 e) R$ 240,00
Questões Propostas
Tópico 07
JUROS SIMPLES
Definições Importantes
O juro é a compensação, em dinheiro, que se recebe quando
se empresta a alguém alguma quantia, por um determinado prazo,
após se estabelecer o valor da recompensa. A quantia emprestada é o
que chamamos de capital, o prazo determinado é o tempo, o valor da
compensação é chamado de taxa e o juro é o valor ganho. À quantia
emprestada adicionada ao juro chamamos de montante, ou seja, o
montante é igual ao capital adicionado ao juro. O montante também é
chamado de capital acumulado.
Cálculo dos Juros Simples:
Por defnição, os juros são diretamente proporcionais ao
capital, à taxa e ao tempo. Assim podemos calcular os juros simples de
uma determinada operação fnanceira da seguinte forma:
j = C x i x n
Na fórmula acima j é o juro da operação fnanceira, C é o
capital, i é a taxa e n é o tempo.
Cálculo do Montante:
Conforme defnimos acima, o montante de uma operação f-
nanceira é a soma do capital com os juros da operação. Assim temos:
M = C + j
M = C + C x i x n
M = C x (1 + i x n), onde M é o montante da operação fnanceira.
• Para utilizarmos as fórmulas acima é necessário que a taxa
e o tempo estejam na mesma unidade de tempo.
• No caso de problemas que o tempo e a taxa estão em unida-
des de tempo diferentes, podemos fazer a mudança de uma
unidade na outra de acordo com um dos esquemas abaixo:
Mudança da unidade do tempo
12
12
30
30
360
360
ANO MÊS
MÊS DIA
ANO DIA
×
÷
×
÷
×
÷
÷÷÷→
←÷÷÷
÷÷÷→
←÷÷÷
÷÷÷÷→
←÷÷÷÷
i
real
= p – p(1 – i
1
)(1 – i
2
)(1 – i
3
)...(1 – i
n
) (no caso de abatimentos
ou descontos sucessivos)
p é o valor principal ou o valor inicial.
Exemplo: Dados dois aumentos sucessivos de 20% e 30%, qual
é a taxa real de aumento?
O valor principal p = 100%. Note que 20% = 0,2 e 30% = 0,3. Assim temos:
i
real
= 100%(1 + 0,2)(1 + 0,3) – 100% = 100% x 1,2 x 1,3 – 100% = 156% - 100% = 56%.
Exemplo: Dados dois abatimentos sucessivos de 20% e 30%, qual
é a taxa real de abatimento?
O valor principal p = 100%. Note que 20% = 0,2 e 30% = 0,3. Assim
temos:
I
real
= 100% - 100%(1 – 0,2)(1 – 0,3) = 100% - 100% x 0,8 x 0,7 = 100% - 56% = 44%.
• Para calcular o quadrado de i%, procedemos da seguinte forma:

2
2
i
(i%) %
10
| |
=
|
\ .
Exemplo: Calcular o quadrado de 20%.

( ) ( )
2
2 2 20
20% % 2 % 4%
10
| |
= = =
|
\ .
• Para calcular a raiz quadrada de i%, procedemos da seguinte forma:

i% 10% x i =
Exemplo: Calcule a raiz quadrada de 36%.

36% 10% 36 10% 6 60%. = × = × =
04. (UFC) Numa sala há 100 pessoas, das quais 97 são homens.
Para que os homens representem 96% das pessoas contidas na sala,
deverá sair que número de homens?
a) 2 b) 5 c) 10 d) 15 e) 25
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Anotações
M
a
t
e
m
á
t
i
c
a

3
40
E2-M3
01. (ESPM) O Sr. Antônio investiu a importância de R$ 10 000,00
pelo prazo de 1 ano, sendo uma parte numa aplicação X que rende
12% ao ano e o restante numa aplicação Y que rende 15% ao ano.
Se o rendimento total desse investimento foi de R$ 1 305,00 , a parte
aplicada em X foi de:
a) R$ 6 500,00 b) R$ 5 400,00 c) R$ 4 700,00
d) R$ 4 200,00 e) R$ 5 800,00
02. (UFPI) O capital que, investido a juros simples de 3% ao mês,
gera, depois de 6 meses, um montante de R$141.600,00 é:
a) R$110.000,00 b) R$115.000,00 c) R$118.000,00
d) R$120.000,00 e) R$122.000,00
03. (COVEST) Uma loja oferece duas opções de pagamento:
Primeira opção: à vista, com desconto de 15% no valor da compra;
Segunda opção: em duas parcelas iguais, a primeira paga no momento
da compra e a segunda, passados dois meses da data da compra.
Indique o inteiro mais próximo do valor percentual da taxa de juros
mensais simples embutidos na segunda opção.
04. (COVEST) Augusto depositou um total de R$90,00 em duas
cadernetas de poupança. Uma delas rende juros de 5
2
1
% ao mês e
a outra de 6
2
1
% ao mês. O total de juros obtidos, ao fnal de um mês,
nas duas cadernetas foi de R$5,50. Quanto foi depositado, em reais, na
caderneta que rende 5
2
1
% ao mês?
Questões Propostas
Tópico 08
JUROS COMPOSTOS
No sistema de juros compostos calculamos os juros no fm de
cada período, formando um montante sobre o qual calculamos os juros do
próximo período, e assim prosseguimos até o fnal do tempo da aplicação.
Observe que o juro é acumulativo (é o que, na prática, chamamos de “juros
sobre juros”). Observe a seguinte situação hipotética:
Um capital C é aplicado a uma taxa i, a juros compostos, durante n
perío- dos de tempo. Vamos, agora, calcular o montante dessa aplicação.
Lembre-se que o montante é igual a soma do capital e os
juros. Assim temos:
Montante após 1 período: M
1
= C + C.i.1 ⇒ M
1
= C(1 + i)
Montante após 2 períodos: M
2
= M
1
+ M
1
.i.1 ⇒ M
2
= M
1
(1 + i) ⇒
⇒ M
2
= C(1 + i)(1 + i) ⇒ M
2
= C(1 + i)
2
Montante após 3 períodos: M
3
= M
2
+ M
2
.i.1 ⇒ M
3
= M
2
(1 + i) ⇒
⇒ M
3
= C(1 + i)
2
(1 + i) ⇒ M
3
= C(1 + i)
3

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Montante após n períodos: M
n
= M
n-1
+ M
n-1
.i.1 ⇒ M
n
= M
n-1
(1 + i) ⇒
⇒ M
n
= C(1 + i)
n-1
(1 + i) ⇒ M
n
= C(1 + i)
n

Concluímos, então, que a aplicação acima é movida a juros
compostos cujo cálculo poder ser feito através da seguinte fórmula:
M = C(1 + i)
n
• Na fórmula acima o tempo e a taxa devem estar na mesma
unidade de tempo.
• Para determinar os juros da aplicação devemos calcular a
diferença entre o montante e o capital inicial.
Exemplo: Um capital de R$6.000,00 foi aplicado a juros compostos, à taxa de
2% ao mês durante 5 meses. Determine o montante e os juros da aplicação.
O montante pode ser calculado substituindo os dados acima na fórmula
M = C(1 + i)
n
. Assim temos:
M = 6000(1 + 0,02)
5
⇒ M = 6000(1,02)
5
⇒ M = 6624,48.
O juro é igual a diferença entre o montante e o capital inicial.
Assim temos: j = M – C ⇒ j = 6624,48 – 6000 ⇒ j = 624,48.
Muitos problemas que não envolvem aplicações fnanceiras
podem ser tratados como um problema de juros compostos, onde en-
tenderemos M como valor fnal da grandeza (V
f
) e C como sendo seu
valor inicial (V
i
). Assim temos a seguinte fórmula:
V
f
= V
i
(1 + i)
n
Exemplo: Suponha que o preço de um automóvel se desvaloriza 10% ao
ano nos seus 5 primeiros anos de uso. Se este automóvel novo custou
R$10.000,00, qual será seu valor em reais após 5 anos de uso?
Substituindo os dados acima na fórmula V
f
= V
i
(1 + i)
n
temos:
V
f
= 10000(1 – 0,1)
5
= 10000. (0,9)
5
= 5904,90.
Questões Propostas
01. (UFMG) Um consumidor adquiriu determinado produto em um plano
de pagamento de 12 parcelas mensais iguais de R$ 462,00, a uma taxa de
juros de 5% ao mês. Ele pagou as 10 primeiras prestações no dia exato do
vencimento de cada uma delas. Na data do vencimento da 11ª prestação,
o consumidor decidiu quitar a última também, para liquidar sua dívida. Ele
exigiu, então, que a última prestação fosse recalculada, para a retirada dos
juros correspondentes ao mês antecipado, no que foi atendido.
Depois de recalculado, o valor da última prestação passou a ser de:
a) R$ 438,90 b) R$ 441,10 c) R$ 440,00 d) R$ 444,00
Mudança da unidade da taxa
12
12
30
30
360
360
ANO MÊS
MÊS DIA
ANO DIA
÷
×
÷
×
÷
×
÷÷÷→
←÷÷÷
÷÷÷→
←÷÷÷
÷÷÷÷→
←÷÷÷÷
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Anotações
M
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t
e
m
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t
i
c
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3
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E2-M3
02. (ESPM) Certo capital foi aplicado a juros compostos durante 2 anos, à
taxa de 20% ao ano. Se esse capital tivesse sido aplicado a juros simples, para
obter o mesmo rendimento, a taxa mensal deveria ser de aproximadamente:
a) 2% b) 1,98% c) 1,94% d) 1,87% e) 1,83%
03. (COVEST) Em 2000 o consumo médio mensal de energia elétrica
em Pernambuco será de 1.050MW. O aumento médio do consumo de
energia elétrica é de 5% ao ano. Usando a aproximação 1,05
4
≅ 1,22,
calcule a estimativa (em MW) para o consumo médio mensal em 2004
e indique a soma dos seus dígitos.
04. (COVEST) Em um país irreal, o governante costuma fazer em-
préstimos para viabilizar sua administração. Existem dois empréstimos
possíveis: pode-se tomar emprestado de países ricos com juros de
4,2% ao ano (aqui incluída a taxa de risco) ou toma-se emprestado dos
banqueiros do país irreal que cobram juros compostos de 3% ao mês.
Pressões políticas da oposição obrigam o governante a contrair emprés-
timo com os banqueiros do seu país. Quantas vezes maior que os juros
anuais cobrados pelos países ricos são os juros anuais cobrados pelos
banqueiros do país irreal? Dado: (use a aproximação 1,03
12
≅ 1,42)
a) 10 b) 12 c) 14 d) 16 e) 18
05. (UPE) Em 1999, a população de Pitimbu era de 5.000 habitantes e,
em 2004, passou a ser de 10.000 habitantes. Supondo que a população
cresce a uma taxa anual constante, pode-se afrmar que, em 2001, a
população da cidade era de:
faça: log
10
2 = 0,3 e 10
0,06
= 1,14.
a) 8.248 habitantes. b) 5.870 habitantes.
c) 8.505 habitantes. d) 7.220 habitantes.
e) 6.498 habitantes.
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Anotações
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