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Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – 2009, 8 (1): 3-19

VARIABILIDADE INTERINDIVIDUAL DA SUBSTRATOS DURANTE O EXERCÍCIO

OXIDAÇÃO

DE

Marcelo Luis Marquezi1 Lucas Tavares Duarte1 Juliano Schwartz1 Paula Cristina Rodrigues de Sousa2
1

Universidade Cidade de São Paulo – Brasil
2

Instituto Vita - Brasil

Resumo: Resumo: Avaliar a influência do jejum seguido ou não da ingestão de carboidrato (CHO) sobre oxidação de substratos durante exercício. Seis sujeitos realizaram 60 min de exercício a 30% VO2pico, após jejum de 8h (JJ) seguido ou não da ingestão de CHO, 30 min antes da atividade. Foram realizadas coletas ventilatórias e sanguíneas para determinação da taxa de oxidação de substratos e glicemia. Os dados foram tratados por teste t de Student e análise de variância (p<0,05). Não houve diferença significativa entre os tratamentos, porém observamos variabilidade interindividual nos padrões de oxidação, provavelmente relacionada às características do músculo esquelético (proporção de fibras do tipo I) e independente dos estados de treinamento ou nutricional. PalavrasPalavras-chave: chave: Oxidação de Substratos, Exercício, Estado Nutricional, Variabilidade Interindividual, Fibras Musculares.

INTERINDIVIDUAL

VARIABILITY

IN

SUBSTRATES

OXIDATION

PATTERNS DURING EXERCISE
Abstract: Evaluate the influence of fast followed carbohydrate (CHO) ingestion on substrate oxidation during exercise. Six subjects were submitted to exercise with duration of 60 min at 30% VO2peak, after 8h of fast (JJ) and JJ followed maltodextrina ingestion (2g/kg, 6% solution; MT), 30 min before the start of activity. Ventilatory and blood samples were collected for determination of substrates oxidation and glicemia. The data had been treated by Student t test and analysis of variance (p<0.05). No significant differences were found between treatments, however was observed interindividual variability in substrates oxidation patterns, regardless of training and nutritional states, may be related to differences in skeletal muscle characteristics (percent type I muscle fibers). Key words: Substrate Oxidation, Exercise, Nutritional State, Interindividual Variability, Muscle Fiber Type.

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1996. SARIS & WAGENMAKERS. RODRIGUES JR. COGGAN. GASTALDELLI. KEIZER & SARIS. SACHINWALLA & THOMPSON. conteúdo de glicogênio (HERMANSEN. HUARD. 2001. As adaptações metabólicas decorrentes do jejum e/ou restrição de CHO. em consequência. LANCHA JR. MEEK. RAGUSO. COGGAN. 1999. 2009 Guilherme Giannini Artioli. VERHAEGHE & HESPEL. NOAKES. KOOPMAN. este tem sido utilizado. HUMPHREYS.Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – Volume 8. 2002). além da alteração da composição corporal e variações de peso obtidas estarem relacionadas. CLARK. associado ou não a dietas de restrição de carboidratos (CHO).tais como transporte através da corrente sanguínea. 1991. STEGEN. Enquanto alguns autores observaram aumento da oxidação de LIP e diminuição da oxidação de CHO após diferentes períodos de jejum (HORTON & HILL. NEWSHOLME & LEECH. CURI. dieta (BERGMAN & BROOKS. passagem pelas membranas plasmática e mitocondrial. PITHON-CURI. HOPPER. GREENHAFF. LAGRANHA. que associados estimulam a lipólise no tecido adiposo e. HESPEL. DENNIS. 1971. JENSEN. A utilização de LIP pelos músculos esqueléticos durante a atividade física. EKBERG & LANDAU. RAGUSO. RAMAEKERS. JENSEN. atividade do ciclo dos ácidos tricarboxílicos (CAT) e cadeia respiratória (NEWSHOLME & LEECH. O objetivo deste estudo foi avaliar a influência do jejum noturno (duração de 8h). aumentam a disponibilidade de AGLs circulantes e precursores neoglicogênicos. RICHTER. como glicerol e aminoácidos (SAMRA. HESPEL. como estratégia para aumentar a oxidação de lipídeos (LIP) durante o exercício e promover alterações da composição corporal em praticantes de atividades físicas. PELLEGRINOTTI & PROCOPIO.e é regulada pela intensidade e duração do esforço (BERGMAN & BROOKS. 2003) e intervalo decorrido entre a ingestão de CHO e início da atividade (MONTAIN. KONINCKX. relacionadas ao metabolismo lipídico. BOSCH. HOLST & CHRISTENSEN. COYLE. 1994. 1993). 2001. 2000). depende de outros fatores além do aumento da mobilização dos AGLs via lipólise . PELLEGRINOTTI & PROCOPIO. DE BOCK. 1988) . SIDOSSIS & YECKEL. EIJNDE. EKBERG & LANDAU. GASTALDELLI. KATCH & KATCH. 2008). são provocadas pelo aumento da secreção dos hormônios lipolíticos (adrenalina. 2005). 1999. ação hormonal (GALBO. HULTMAN & SALTIN. entretanto. 1988. WAGENMAKERS & SARIS. KARLSSON & SALTIN. HOROWITZ. HORTON & HILL. WILMORE & COSTILL. 1993. 2001. 1994. MACDONALD & FRAYN. LÉGER. Bruno Gualano e Antonio Herbert Lancha Junior INTRODUÇÃO Apesar de não haver consenso a respeito dos efeitos do jejum sobre a oxidação de substratos. solução a 6%. 2001. ROMIJN. 2003. PITHON-CURI. DERAVE. 2g/kg. LAGRANHA. 2001. VAN LOON. 4 . EKBERG & LANDAU. GASTALDELLI. 2000). 1994. estado nutricional (HORTON & HILL. 2003). β-oxidação. 2001). seguido ou não da ingestão de CHO (maltodextrina. STANNARD. a literatura apresenta resultados inconsistentes em relação aos seus efeitos. FAIRBAIRN. número 1. THOMPSON. cortisol e hormônio do crescimento) em resposta à diminuição da glicemia e insulinemia. TURCOTTE. 1967. em sua maior parte. RODRIGUES JR. VAN LOON. CURI. WAGENMAKERS. 1999. MCARDLE. GRAHAM & RICHTER. COGGAN & COYLE. NAIR & JENSEN. CONSTANTIN-TEODOSIU. 1993. respectivamente (POLLOCK & WILMORE. à redução da massa magra e perda de água. COYLE. ENDERT & WOLFE. GRAHAM & RICHTER. 2001). SIDOSSIS. 1979). durante 60 min de exercício em cicloergômetro na intensidade do primeiro limiar anaeróbio (LAn1). 30 min antes do início da atividade). JEUKENDRUP. RUSSELL. 2001. treinamento (BROOKS & MERCIER. outros verificaram que a diminuição da disponibilidade de CHO limita a oxidação de ácidos graxos (AGLs) e aumenta a degradação de proteínas corporais (TURCOTTE. LANCHA JR. 1997. Porém. JENSEN. SIDOSSIS & YECKEL. sobre o padrão de oxidação de substratos (CHO e LIP) em sujeitos ativos não treinados.

ativos não treinados (~120 min/sem de prática de atividades físicas recreacionais). Brasil). 2009 Suplementação de β-alanina: uma nova estratégia nutricional para melhorar o desempenho esportivo METODOLOGIA DELINEAMENTO EXPERIMENTAL Todos os procedimentos foram submetidos e aprovados pelo Comitê de Ética para Pesquisa Envolvendo Seres Humanos da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID). O experimento foi conduzido no Laboratório de Pesquisa em Educação Física e Fisioterapia da UNICID. Em cada sessão experimental foram testados dois sujeitos. A calibração foi realizada com amostras de gás ambiente (20. não fumantes e que não estavam utilizando qualquer medicamento no período do estudo. O analisador de gás foi calibrado para volume e concentração padrão de gases imediatamente antes do primeiro teste do dia e recalibrado após cada teste. Anteriormente à realização dos testes todos os equipamentos utilizados na aquisição. Após avaliação clínica. café) no dia anterior dos testes. riscos e benefícios relacionados ao estudo. a temperatura e umidade relativa do laboratório foram mantidas ao redor de 22ºC e 45-60%. ocorreu de modo a assegurar a manutenção do esforço dos sujeitos ao longo do período de exercício (60 minutos) e a oxidação preferencial de LIP. para coletas ventilatórias e registros de frequência cardíaca iniciais. como parâmetro de controle de intensidade. Suécia). Inbrasport Ltda. com duração de 2 min e carga inicial de 50 W seguida de incrementos de 25 W até a exaustão. 2g/kg. para a determinação das taxas de oxidação de nutrientes (LIP e CHO) e glicemia. DETERMINAÇÃO DO PICO DE CONSUMO DE OXIGÊNIO E LIMIARES ANAERÓBIOS Anteriormente ao teste. Participaram do estudo seis indivíduos do sexo masculino (alunos do curso de Educação Física). Os sujeitos foram orientados a não realizar qualquer tipo de esforço físico extenuante. O protocolo de teste consistiu em períodos de ciclismo (esforço) a 70 rpm em cicloergômetro mecânico (modelo Monark 828 E. Além disso. os sujeitos foram submetidos a 60 min de exercício após jejum noturno (duração de 8h) na intensidade do LAn1. e analisados em médias de vinte segundos através de analisador de gases computadorizado (modelo VO2000. respectivamente). não ingerir bebidas alcoólicas e/ou estimulantes (chá. durante 4 min. A 5 . os sujeitos foram testados para determinação do pico de consumo de oxigênio (VO2pico) e limiares anaeróbios (1º e 2º limiares. A utilização do primeiro limiar anaeróbio (LAn1). Os sujeitos foram orientados. Durante a realização das sessões experimentais. durante a semana anterior à realização das avaliações iniciais. Os sujeitos assinaram termo de consentimento de participação após concordarem com os objetivos. tipo de alimento consumido e modo de preparo) ao longo do período do estudo. respectivamente. Nas semanas seguintes à realização das avaliações iniciais.04% de CO2) e com amostras obtidas a partir de um cilindro com concentração conhecida de O2 (17%) e de CO2 (5%). armazenamento e processamento dos sinais biológicos foram calibrados.Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – Volume 8. número 1. Monark Exercise AB. Os parâmetros ventilatórios foram coletados durante o repouso e continuamente ao longo dos testes.9% de O2 e 0. seguido ou não da ingestão de CHO (maltodextrina. a manter o padrão alimentar habitual (número de refeições diárias. o fluxo de gases do aparelho foi calibrado utilizando uma seringa de três litros. LAn1 e LAn2. conforme padronização do fabricante. As sessões experimentais foram realizadas na manhã seguinte ao jejum noturno e foram denominadas como JJ (jejum) e MT (jejum seguido da ingestão de maltodextrina). solução a 6%) 30 min antes do início da atividade. a cada ciclo respiratório. assintomáticos. os sujeitos permaneceram sentados em repouso.

Bruno Gualano e Antonio Herbert Lancha Junior frequência cardíaca foi registrada através de monitor cardíaco (modelo Sport Test. respectivamente. 2g/kg.3mmol/L). com 50% e 25% da carga máxima atingida. 0. OXIDAÇÃO DE SUBSTRATOS As taxas de oxidação de substratos (LIP e CHO) foram determinadas a cada 5 min do período de exercício. 1964). REINHARD. frações expiradas finais de O2 (FEO2) e CO2 (FECO2) e quociente respiratório (RER).70 × VCO2 (l/min)] + [1. O LAn1 correspondeu ao menor valor de VE/VO2 antes de seu aumento continuado (CAIOZZO. 1979) associado ao início do aumento abrupto e continuado do RER (WASSERMAN & McILROY. VE/VCO2 e FEO2 coincidiram com a queda de FECO2 (REINHARD.Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – Volume 8. com intervalo de medição entre 10 e 600mg/dl (0. descritas abaixo: Oxidação absoluta de carboidratos (em g/min): • CHO OX = [4. 88µg. AZUS. Os critérios para determinação do VO2pico e exaustão foram a ocorrência de um platô no VO2 independente do incremento da carga (caracterizado por aumentos de 2ml/kg/min ou menores) e incapacidade de manter 70rpm.59 × VCO2 (l/min)] . continuamente ao longo dos testes. PRIETTO & MCMASTER. Finlândia). Após a exaustão foram realizados dois períodos de recuperação de 2 min.7U. Alemanha) e tiras de reação (modelo Accu-Chek Active.5-dienilidina)-cloreto de amônio. número 1. a partir de parâmetros ventilatórios (VO2 e VCO2). MULLER & SCHMULLING.3µg. Os padrões de oxidação de substratos foram determinados a partir das diferenças relativas das médias individuais de 6 . ELLIS. A determinação da glicemia foi realizada por técnica enzimática. MULLER & SCHMULLING. 2009 Guilherme Giannini Artioli. 0. O LAn2 correspondeu ao ponto em que os aumentos de VE/VO2. Roche Diagnostics GmbH. 1982. e expressos em função do VO2 (em ml/kg/min). por punção da polpa digital do indicador direito. glicemia e taxas absolutas de oxidação de CHO e LIP foi verificado através de teste t de Student para dados pareados. utilizando-se glicosímetro portátil (modelo Accu-Chek Active. Nos períodos de recuperação somente a frequência cardíaca foi monitorada. de acordo com as fórmulas de Peronnet e Massicote (1991).6–33.18-ácido fosfomolíbdico. 1985). por meio de reação mediada por tampão glicose oxidoredutase. 2. Os limiares anaeróbios (LAn1 e LAn2) foram determinados a partir dos valores médios (correspondentes aos 20 seg finais de cada período de esforço) de equivalentes ventilatórios de O2 (VE/VO2) e CO2 (VE/VCO2). VANDAGRIFF. 2µl de sangue imediatamente a chegada ao laboratório. Polar Electro OY. di-(2-hidroxietil)-(4-hidroximino-ciclohexa-2. 30 min após a ingestão de CHO (maltodextrina. O efeito dos estados nutricionais (tratamentos JJ e MT) sobre RER. Roche Diagnostics GmbH. TRATAMENTO ESTATÍSTICO Os resultados estão apresentados como média ± desvio padrão. respectivamente. 1979. 8. estabilizadores.69 × VO2 (l/min)] COLETAS E DOSAGENS SANGUÍNEAS Foram coletados dos sujeitos. solução a 6%) e a cada 15 min do período de 60 min de ciclismo. Alemanha). BHAMBHANI & SINGH.18mg.23 × VO2 (l/min)] • Oxidação absoluta de lipídeos (em g/min): LIP OX = [-1. DAVIS.[3. para determinações das glicemias em repouso e durante o exercício. Meio de ensaio por cm2: tampão glicose oxidoredutase.

correspondeu. RESULTADOS CARACTERÍSTICAS DOS SUJEITOS Os valores médios para idade. TESTE MÁXIMO E INTENSIDADE DE EXERCÍCIO Os valores médios para carga. estão apresentados na tabela 2.0. 7 . peso. 2009 Suplementação de β-alanina: uma nova estratégia nutricional para melhorar o desempenho esportivo RER e taxas absolutas de oxidação de CHO e LIP entre as sessões experimentais (JJ x MT. em kg). 2g/kg. em média. em %) dos sujeitos (n = 6). medida imediatamente após a chegada ao laboratório (JJ e MT) e depois de 30 minutos da ingestão de carboidrato (APÓS 30.Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – Volume 8. Statsoft. significativamente diferente de APÓS 30. consumo de oxigênio (pico e na intensidade do LAn1) e frequência cardíaca (na intensidade do LAn1) dos sujeitos estão apresentados na tabela 3. em cm) e percentual de gordura (%GORD. ao longo do período de 60 min de ciclismo. Os valores médios para glicemia em repouso dos sujeitos. Valores médios ± desvios padrões para idade (IDADE. Inc.. * = p<0. TABELA 2. Valores médios ± desvios padrões para glicemia de repouso (em mg/dl) dos sujeitos (n = 6). solução a 6%). TABELA 1. medida imediatamente após a chegada ao laboratório e depois de 30 min da ingestão de CHO.05.05. número 1. estatura (ESTATURA. peso corporal (PESO. a 30% do VO2pico. A intensidade do exercício. O tratamento estatístico foi realizado através do software Statistica for Windows (versão 5. JJ = 100%) e comparados por meio de análise de variância seguida de teste post hoc HSD de Tukey. Estados Unidos). estatura e percentual de gordura dos sujeitos estão apresentados na tabela 1. em anos). maltodextrina. O nível de significância adotado foi de p<0.

em ml/kg/min). GLICEMIA E OXIDAÇÃO DE SUBSTRATOS DURANTE O EXERCÍCIO As curvas individuais correspondentes ao período de exercício para glicemia e taxas absolutas de oxidação de CHO e LIP após jejum noturno (duração de 8h. JJ) e jejum noturno seguido da ingestão de CHO (maltodextrina. em ml/kg/min e l/min). pico de consumo de oxigênio (VO2 MX. respectivamente. FIGURA 1. 2009 Guilherme Giannini Artioli. 2g/kg. Valores médios ± desvios padrões para carga (CARGA. MALTO) estão apresentadas nas figuras 1 e 2. Bruno Gualano e Antonio Herbert Lancha Junior TABELA 3. em bpm) dos sujeitos (n = 6). respectivamente. percentual do consumo de oxigênio na intensidade do primeiro limiar em relação ao pico (VO2% L. em watts). solução a 6%. 8 . em %) e frequência cardíaca na intensidade do primeiro limiar (FC L. Curvas individuais correspondentes ao período de exercício para glicemia (em mg/dl) e taxas absolutas de oxidação de carboidratos e lipídeos (CHO OX e LIP OX.Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – Volume 8. em g/min) após jejum noturno (duração de 8 horas). consumo de oxigênio na intensidade do primeiro limiar (VO2 L. 30 min antes do início da atividade. número 1.

glicemia e taxas absolutas de oxidação de CHO e LIP após JJ e MT estão apresentados na tabela 5.Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – Volume 8. glicemia e taxas absolutas de oxidação de CHO e LIP após JJ e MT estão apresentados na tabela 4. em g/min) no jejum (JJ) e jejum seguido da ingestão de maltodextrina (MT) ao longo do período de exercício (n = 6). 9 . PADRÕES DE OXIDAÇÃO DE SUBSTRATOS Os valores médios individuais correspondentes ao período de exercício para RER. 30 minutos antes do início da atividade). Os valores médios correspondentes ao período de exercício para RER. Curvas individuais correspondentes ao período de exercício para glicemia (em mg/dl) e taxas absolutas de oxidação de carboidratos e lipídeos (CHO OX e LIP OX. glicemia e taxas absolutas de oxidação de CHO e LIP entre os tratamentos. em mg/dl) e taxas absolutas de oxidação de carboidratos e lipídeos (CHO Ox e LIP Ox. respectivamente. número 1. solução a 6%. respectivamente. 2009 Suplementação de β-alanina: uma nova estratégia nutricional para melhorar o desempenho esportivo FIGURA 2. TABELA 4. 2g/kg. glicemia (GLIC. Valores médios ± desvios padrões para quociente respiratório (RER). Não foram encontradas diferenças significantes para RER. em g/min) após jejum noturno (duração de 8 horas) seguido da ingestão de carboidrato (maltodextrina.

respectivamente). TABELA 6. 2009 Guilherme Giannini Artioli. respectivamente. As diferenças relativas dos valores médios individuais para RER e taxas absolutas de oxidação de CHO e LIP entre os tratamentos (JJ x MT. JJ = 100%) estão apresentadas na tabela 6 e figura 3. Diferenças relativas individuais (em %) dos valores médios entre os tratamentos (JJ x MT. glicemia (GLIC. 10 . Bruno Gualano e Antonio Herbert Lancha Junior TABELA 5. JJ = 100%) para quociente respiratório (RER) e taxas absolutas de oxidação de carboidratos e lipídeos (CHO Ox e LIP Ox.Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – Volume 8. em mg/dl) e taxas absolutas de oxidação de carboidratos e lipídeos (CHO Ox e LIP Ox. número 1. Valores médios ± desvios padrões individuais para quociente respiratório (RER). em g/min) no jejum (JJ) e jejum seguido da ingestão de maltodextrina (MT) ao longo do período de exercício.

TABELA 8. evidenciados através das diferenças relativas dos valores médios individuais de RER e taxas absolutas de oxidação de LIP e CHO entre JJ x MT (tabelas 5 e 6).05) (tabelas 7 e 8).33 ± 37.05. 28. n = 2. respectivamente. 11 . Foram observados diferentes padrões de oxidação entre os sujeitos (figura 3).05. TABELA 7.71%. em g/min) dos diferentes padrões de oxidação.05). Diferenças relativas individuais (em %) entre os tratamentos (JJ x MT) para taxas de oxidação de carboidratos e lipídeos (CHO OX e LIP OX. significativamente diferente de F I. sujeitos 3 e 4) e FI (menor oxidação de CHO em JJ. p<0. sujeitos 1 e 2. FII (ausência de diferenças. sujeitos 5 e 6. diferenças significantes entre JJ x MT. 2009 Suplementação de β-alanina: uma nova estratégia nutricional para melhorar o desempenho esportivo FIGURA 3. -93. Os diferentes padrões de oxidação foram denominados como FIII (maior oxidação de CHO em JJ. p<0. * = p<0.66%. Valores relativos médios ± desvios padrões (em %) para quociente respiratório (RER) e taxas absolutas de oxidação de carboidratos e lipídeos (CHO Ox e LIP Ox.05 ± 6. n = 2. n = 2.05. * = p<0. Valores médios ± desvios padrões entre os tratamentos (JJ x MT) para quociente respiratório (RER) e taxas absolutas de oxidação de carboidratos e lipídeos (CHO Ox e LIP Ox.Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – Volume 8. ˚ = p<0. significativamente diferente de F III. respectivamente). respectivamente) dos diferentes padrões de oxidação. número 1.

apresentaram RER e taxas de oxidação de CHO (~4% e ~30%. 1990. tabela 7) e somente os sujeitos 5 e 6 apresentaram adaptações metabólicas classicamente descritas pela literatura (diminuição do RER e aumento da oxidação de LIP. GROBLER. durante 60 min de exercício em cicloergômetro na intensidade do LAn1 (~30% do VO2pico). NOAKES & LAMBERT. 1992.DISCUSSÃO O objetivo deste estudo foi avaliar a influência do jejum noturno (duração de 8h). JENKINS. 1972. SAHLIN. seguido ou não da ingestão de CHO (maltodextrina. 1999. BAGGER. sobre o padrão de oxidação de substratos (CHO e LIP) em sujeitos ativos não treinados. MOGENSEN. JENKINS. GOEDECKE. ao contrário. p<0. 2g/kg. por exemplo. O músculo esquelético é composto por diferentes fibras. GROBLER. Os sujeitos 1 e 2. tabela 7). BERGMAN & BROOKS. JOHANSSON. 1999. provavelmente. ROSENBERGER. As fibras do tipo I apresentam elevada atividade oxidativa. CALVERT. 2007). GIBSON. MOGENSEN. 2007) e nutricional (HELGE. tabela 7) maiores durante o tratamento JJ. KRIKETOS. FERNSTRÖM & PEDERSEN. AYRE & STORLIEN. FERNSTRÖM & PEDERSEN. GOEDECKE. STILLMAN & MOYES. HOLLOSZY & COYLE. solução a 6%. FRASER. nossos resultados demonstraram a existência de grande variabilidade interindividual no padrão de oxidação de substratos (figura 3).05. alta velocidade de contração e oxidam glicogênio e glicose. 2000. 30 min antes do início da atividade). Entretanto. 1999. Padrão F I. HULTMAN. 2003). FRASER. tanto em repouso como durante o exercício. MARBUT & ROUND. 2000. CALVERT. Por outro lado. Padrão F III. COLLINS. 1985. sendo capazes de oxidar tanto glicogênio/glicose (predominantemente) como LIP. apresentam elevada atividade glicolítica. SAHLIN. GIBSON. durante o tratamento JJ. respectivamente. BALLANTYNE. AYRE & STORLIEN. CONSTANTIN-TEODOSIU & SCHANTZ. BAGGER. tanto em repouso como durante o exercício. 2007) e estariam. NOAKES & LAMBERT. As fibras do tipo IIb. De acordo com a literatura. classificadas bioquimicamente (de acordo com o conteúdo de enzimas oxidativas/glicolíticas e características metabólicas) em tipos I e II (CLOSE. FERNSTRÖM & PEDERSEN. MATHEREI. HELGE. não houve variação dos padrões de oxidação dos sujeitos 3 e 4 entre os tratamentos (Padrão F II. independem dos estados de treinamento (WIBOM. LYONS. SAHLIN. MOGENSEN. KRIKETOS. BAGGER. ao contrário dos demais. relacionadas às características do músculo esquelético (proporção de fibras do tipo I) (WADE. PETTE. LEARY. as diferenças interindividuais do padrão de oxidação de substratos. Não foram observadas diferenças significantes para RER. 1984. 12 . glicemia e taxas absolutas de oxidação de CHO e LIP entre os estados nutricionais (tratamentos JJ e MT). As fibras do tipo IIa (ou intermediárias) apresentam moderada atividade glicolítica e baixa atividade oxidativa. lenta velocidade de contração e maior capacidade de utilização de LIP como substratos energéticos. COLLINS.

através da degradação preferencial de AGLs (SKINNER & MCLELLAN. durante o repouso e períodos de exercício em cicloergômetro (10 min de duração) com diferentes intensidades (25. 50. não foram encontradas diferenças significativas para RER e atividade mitocondrial entre os estados de treinamento. tanto no repouso como durante o exercício. SUE & WHIPP. WILSON. a alteração do padrão de recrutamento de fibras musculares ao longo do exercício promoveria modificações na utilização e oxidação de substratos. observaram relações entre padrão de recrutamento de fibras musculares e/ou proporção de fibras do tipo I com variações interindividuais do padrão de oxidação de substratos. 1990. CUNNINGHAM. KOHRT & HANSEN. após jejum noturno de 12h em 61 ciclistas treinados. 1980. Entretanto. Pi e NH4 . inibida. principalmente citrato e ATP. 40. em watts). Após a transição exercício moderado-intenso (~75% do VO2max). e 70% da carga máxima. Sahlin e colaboradores (2007) investigaram a relação entre oxidação de LIP (a partir da atividade mitocondrial). WASSERMAN. 1998). pela maior produção e acumulação de íons H+. caracterizado pelo recrutamento predominante de fibras musculares do tipo I e elevada atividade oxidativa. 1999). estado de treinamento e proporção de fibras musculares em sujeitos treinados (n = 9. assim como a esterificação de AGLs (SKINNER & MCLELLAN. sendo que a subsequente acumulação sanguínea de lactato e íons H+ indicam o aumento da atividade destas vias (BONEN. pelo aumento do recrutamento de fibras do tipo II e elevação da atividade glicolítica e. a demanda energética passa a ser suprida predominantemente pela glicogenólise hepática/muscular e glicólise muscular (SKINNER & MCLELLAN. 1980. Helge e colaboradores (1999) ao avaliarem a relação entre proporção de fibras musculares. Acima de 75% do VO2max.Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – Volume 8. no estado alimentado. a demanda energética e. principalmente. Aumentos de intensidade ao longo do exercício elevam o recrutamento de fibras do tipo II. BERGMAN & BROOKS. 2009 Suplementação de β-alanina: uma nova estratégia nutricional para melhorar o desempenho esportivo Durante o exercício de baixa intensidade (< 40% do VO2max). KOHRT & HANSEN. BONEN. DOHM. sugerindo a influência da heterogeneidade interindividual na proporção dos tipos de fibras musculares sobre a etiologia da obesidade. HANSEN. KOHRT & HANSEN. observaram correlação significativa entre quantidade de fibras do tipo I e adiposidade corporal. BROOKS & MERCIER. HOLLOSZY. estimulando a atividade glicogenolítica e glicolítica (BROOKS & MERCIER. WASSERMAN. parcialmente. de fato. MCDERMOTT & HUTBER. AMP. MATHEREI. VO2max < 45ml/kg/min). HOLLOSZY. MACDONALD. 2002). HULTMAN. sugerindo como principais determinantes destas variações os conteúdos de glicogênio muscular e fibras do tipo I. oxidação de substratos durante o exercício (60 min em cicloergômetro a 55% do VO2max. SUE & WHIPP. Entretanto. observaram grande variabilidade interindividual no RER. 1994. TANNER. o fluxo de substratos através da via glicolítica é limitado pelos produtos finais da degradação de LIP. 1994). 80 e 120W). a oxidação de glicogênio/glicose aumenta acentuada e progressivamente. em consequência. durante períodos de exercício em cicloergômetro (5min de duração) com diferentes intensidades (0. WASSERMAN. HOLLOSZY. MCDERMOTT & HUTBER. 1998). 1998). BARAKAT. HANSEN. Goedecke e colaboradores (2000) ao avaliarem o padrão de oxidação de substratos. Nas intensidades entre 40% a 75% do VO2max. 1989. assim como outros autores em estudos semelhantes (WADE. 1994. a atividade do sistema nervoso autonômico simpático. após jejum noturno de 12h) e acúmulo de gordura corporal. 1994. 1980. CONSTANTIN-TEODOSIU & SCHANTZ. 1989. HANSEN. a oxidação de AGLs em relação à oxidação de glicogênio/glicose diminui. é satisfatoriamente suprida por mecanismos oxidativos (CAT e fosforilação oxidativa). número 1. 1994). Os autores observaram grande variabilidade interindividual no padrão de oxidação e relação direta entre oxidação de LIP e quantidade de fibras do tipo I. KATZ & SAHLIN. por exemplo. a variabilidade interindividual no padrão de oxidação de substratos verificada em nosso estudo. MARBUT & ROUND. 1990. em sujeitos ativos não treinados. SWANSON & HOUMARD. às concentrações de ADP. 1989. A demanda energética. PORIES. Alguns estudos. MCDERMOTT & HUTBER. assim como em outros estudos (WIBOM. VO2max ≥ 55ml/kg/min) e moderadamente ativos (n = 9. BONEN. 1994. JOHANSSON. 1992. apesar de + 13 . em consequência. De acordo com estes autores. SUE & WHIPP.

Este fato é devido. M. não altera o padrão de oxidação de substratos (CHO e LIP) de sujeitos ativos não treinados. solução a 6%) 30 min antes da atividade física. BYERLEY & COYLE. porém. HOROWITZ. além da baixa reprodutibilidade do analisador de gases utilizado (modelo VO2000. A. A comparison of gas exchange indices used to detect the anaerobic threshold. 86(2): 479–487. por exemplo. MCDERMOTT. 1993.. SIDOSSIS.A. Journal of Applied Physiology. HOPPER. V. 1996. MCMASTER. 47: 120-8. 76: 2253–2261. às características do músculo esquelético (proporção de fibras do tipo I). 74: 1921–1927.J. COGGAN & COYLE.. ELLIS. Journal of Applied Physiology. PRIETTO. Influence of carbohydrate loading on fuel substrate turnover and oxidation during prolonged exercise. durante o exercício a 30% do VO2pico. JC & HUTBER. Brasil). J. ENDERT & WOLFE. STUART. TD. 1985. DAVIS.. C. Outras variáveis intervenientes. entre outros fatores. Carbohydrate metabolism in skeletal muscle: an update of current concepts. Balance of carbohydrate and lipid utilization during exercise: the “crossover” concept. VANDAGRIFF. 1999. SIDOSSIS & WOLFE. CAIOZZO. 53:1184-9.C. J. provavelmente não está associada exclusivamente às características bioquímicas do músculo esquelético. VAN LOON. Inbrasport Ltda.. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BHAMBHANI. SARIS & WAGENMAKERS. CA.A. 1996. intensidade e duração do esforço) e sensível. 1993. Y & SINGH. BERGMAN. CONSTANTIN-TEODOSIU. em comparação ao mesmo período de jejum. GASTALDELLI. R. J. à elevação da insulina plasmática em resposta à ingestão de CHO e consequente inibição da lipólise no tecido adiposo.L. ao intervalo decorrido entre a ingestão de CHO e início da atividade (MONTAIN. 1989. com redução da concentração sanguínea de AGLs (SIDOSSIS. ROMIJN. Além disso. 1982. Ventilatory threshold during a graded exercise test. podem ter influído nos resultados obtidos e constituem-se em fatores limitantes do trabalho. Respiration.. AZUS. como descrito por Crouter e colaboradores (2006).Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – Volume 8. observamos a existência de variabilidade interindividual no padrão de oxidação de substratos. tais como conteúdos de glicogênio muscular e padrões alimentares individuais. 10: 385-401. GA. HOPPER. DENNIS. Nossos resultados. BROOKS. LOPASCHUK & WOLFE. SC & NOAKES. número 1.F. BOSCH. 1991. GA & MERCIER. 1997) e ocorre por pelo menos 4 horas após a ingestão de 140 gramas de CHO com alto índice glicêmico (MONTAIN. W. 14 . em parte. demonstraram que após 8h de jejum noturno a ingestão de 2g/kg de CHO (maltodextrina. International Journal of Sports Medicine. MORARODRIGUEZ. Respiratory gas-exchange ratios during graded exercise in fed and fasted trained and untrained men. Journal of Applied Physiology. COYLE. 2001). 2009 Guilherme Giannini Artioli. 1994. GREENHAFF.. Bruno Gualano e Antonio Herbert Lancha Junior corroborar observações descritas na literatura. J. provavelmente relacionada. SHULMAN. Journal of Applied Physiology. AN. 1991). CONCLUSÃO A oxidação de substratos durante o exercício é regulada por diversos fatores (como estado nutricional. BC & BROOKS. HOROWITZ. BONEN. COGGAN & COYLE.

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432/448. São Paulo – SP. CEP: 03071-000 E-mail: mlmqz@usp.Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – Volume 8. Tatuapé. número 1.br Tramitação Recebido em: 30/11/2008 Aceito em: 26/06/2009 19 . 2009 Suplementação de β-alanina: uma nova estratégia nutricional para melhorar o desempenho esportivo Contatos Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) Fone: (11) 2178 1212 Endereço: Cesário Galeno.