You are on page 1of 4

Capítulo 1 Documentação como Método de Estudo

Aula: 02 1. A documentação como método de estudo pessoal

Bibliografia e material de apoio  Severino, A.J. (2005). Metodologia do Trabalho Científico. Cortez Editora. São Paulo. Brasil. Pp. 2343

I.

A Documentação como Método de Estudo Pessoal

O estudo e a aprendizagem, são plenamente eficazes somente quando se criam condições para uma contínua e progressiva assimilação pessoal dos conteúdos estudados. A assimilação, por sua vez, precisa ser qualitativa e inteligentemente selectiva, dada a complexidade e a enorme diversidade das várias áreas do saber actual. O estudante tem de se convencer de que a sua aprendizagem é uma tarefa eminentemente pessoal; e que encontra no ensino superior não um ponto de chegada, mas um limiar a partir do qual constitui toda uma actividade de estudo e de pesquisa. O que é documentação? A documentação é um conjunto de conhecimentos e técnicas que têm por fim a pesquisa.

1. A Prática da Documentação As considerações que se seguem visam sugerir formas concretas de estudo pessoal, sem se preocupar em delinear uma teoria e uma técnica sofisticada de documentação. O saber constitui-se pela capacidade de reflexão no interior de determinada área de Conhecimento. A reflexão, no entanto, exige o domínio de uma série de informações. A posse de informação completa de sua área de especialização é razoável nas áreas afins, assim como certa cultura geral é uma exigência para qualquer estudante universitário, cujos objectivos signifiquem algo mais que um diploma.

à medida que esses elementos puderem estar à disposição do estudante à qualquer momento da sua vida intelectual. passariam os tópicos mais importantes para as fichas. Cada disciplina corresponderia a um sector do ficheiro e suas partes essenciais determinariam os títulos das fichas. A Documentação Bibliográfica . A Documentação Temática A documentação temática visa colectar elementos relevantes para o estudo em geral ou para a realização de um trabalho particular. enquanto os conceitos e elementos fundamentais dessas partes corresponderiam aos subtítulos das fichas. Isso só tem valor à medida que se traduzir em documentação pessoal. No que diz respeito às aulas.Essa informação só se pode adquirir através da documentação realizada criteriosamente. não é necessário usar nem aspas nem indicações de fonte e nem sinais indicativos. Tal documentação é feita. essa citação virá entre aspas. ao reverem os seus apontamentos de classe. terminando com a indicação abreviada da fonte. 3. A esses temas e subtemas correspondem os títulos e subtítulos que encabeçam as fichas e formam um conjunto geral de fichas e ficheiro. constituído pelos temas e subtemas da área ou trabalho em questão. ou seja. È preciso convencer-se de sua necessidade e utilidade. Não traz resultados positivos para o estudo ouvir aulas. mantendo-se a indicação da fonte. Quando se transcreve na ficha uma citação literal. colocá-la como integrante do processo de estudo e criar um conjunto de técnicas para organizá-las. Mesmo procedimento a ser adoptado em relação aos livros cujo conteúdo tem interesse directo ou complementar ao curso. portanto. nem adianta ler livros clássicos e célebres. 2. os estudantes. quando contiver apenas uma síntese das ideias da passagem citada dispensam-se as aspas. por mais brilhante que sejam. seguindo-se um plano sistemático. para ideias pessoais. sistematizando as ideias a serem retidas.

no alto à direita. 5. à direita. lendose apenas o sumário. A Documentação Geral A documentação geral é aquela que organiza e guarda documentos úteis tirados de fontes perecíveis. As várias informações devem ser seguidas pela indicação. logo abaixo. Adoptando-se as folhas. com um título mais amplo que indique o tema principal. são feitos apontamentos rigorosos. Tal documentação pode ser feita também a respeito de artigos. ficarão o título e eventuais subtítulos. documentos cuja conservação seja julgada importante. Assim. seguido. das páginas a que se referem. 4. a perspectiva. Documentação em folhas de diversos tamanhos A opção entre os vários tipos de fichas fica ao critério do aluno. mediante leituras mais aprofundadas. recortes de jornais. entre parênteses. o prefácio e a introdução. Do ponto de vista técnico. Trata-se de passar para pastas. . apresenta-se uma visão de conjunto. um apanhado amplo. o enfoque sob o qual o tema é tratado ou o critério sob o qual o assunto está sendo documentado. deve-se proceder com o mesmo esquema: no alto. com um título mais específico que indique o subtema abordado. o que pode ser feito após o primeiro e superficial contacto com o livro. uma chamada geral. formando um conjunto de textos relacionados com a área de interesse do estudante. apostilas são fontes que nem sempre são encontradas disponíveis. Tais documentos são arquivados sob títulos classificatórios do seu conteúdo.As fichas de documentação bibliográfica organizam-se de acordo com um critério de natureza temática. artigos e demais trabalhos que existem sobre determinados assuntos. O ficheiro de documentação bibliográfica constitui um acervo de informações sobre livros. Depois. por uma chamada secundária. sistematicamente organizadas. capítulos isolados etc. a citação bibliográfica. colocar-se-á no alto à esquerda. Primeiramente. As informações transcritas na ficha de documentação bibliográfica são compostas em níveis cada vez mais aprofundados. resenhas. fotocópias de revistas.

Com um conjunto personalizado de termos cuja compreensão é necessária tanto para a leitura como para a redacção. . recomenda-se a que os estudantes elaborem igualmente um glossário dos principais conceitos e categorias que devem necessariamente dominar para levar avante os seus estudos em geral.6. Vocabulário Técnico-Linguístico No contexto da documentação temática. Nestas fichas esses termos são sistematicamente transcritos e explicitados.