You are on page 1of 38

1

CURSO ELETRICISTA
RESIDENCIAL, COMERCIAL, PREDIAL, INDUSTRIAL E NR10

Introdução
A reparação e montagem de instalações elétricas constituem uma tarefa bem especializada. Um conhecimento teórico de como funciona a eletricidade é aqui necessário, pois auxiliara na parte prática. Deve-se, no entanto, estar ciente que a experiência só pode ser obtida com a pratica. Esta apostila foi produzida tendo como objetivo fornecer aos iniciantes na carreira de eletricista a teoria básica necessária, assim facilitando a prática do dia a dia. Toda instalação elétrica tem de estar de acordo com a NBR-5410 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Normas Brasileiras Registradas – NBR Prof. Luiz Itamar Carvalho dos Santos

Luiz Itamar Carvalho dos Santos

2 CONCEITOS BÁSICOS

átomo
Tudo que existe no universo e constituído de átomos. A estrutura do átomo consiste em um núcleo central, formado por dois tipos de partículas simples e indivisíveis: os prótons e os nêutrons. Os prótons têm carga elétrica positiva, e os nêutrons não tem carga.

Em volta desse núcleo gira um numero variável de partículas de carga elétrica negativaos elétrons – que realizam milhões de rotações por segundo. O núcleo positivo – prótons – atrai os elementos negativos, impedindo que eles saiam de sua órbita. Eletricidade Eletricidade é a passagem de elétrons em um condutor. Bons condutores são, na grande maioria, da família dos metais. Já, o vidro e a borracha são bons isolantes. Isolantes são materiais que não permitem o fluxo da eletricidade. Tensão Elétrica Sempre que há uma diferença de potencial (d.d.p.), existe uma tensão tendendo a restabelecer o equilíbrio. Podemos demonstrar isso facilmente, por meio de duas vasilhas com água, ligada por um tubo com registro.

fig 2 Luiz Itamar Carvalho dos Santos

3 a água das vasilhas na fig2 esta no mesmo nível, não havendo diferença de potencial entre as mesmas. Se abrirmos o registro, não haverá fluxo de água de uma para a outra.

fg3 Já na fig3 o nível da água na vasilha A e superior ao da vasilha B, existindo uma diferença de potencial entre os. Se abrirmos o registro, haverá fluxo de água de A para B, ate que a água fique no mesmo nível nas duas vasilhas. Do exposto podemos verificar que a diferença de potencial hidráulico (da água) provocou uma tensão hidráulica. Na realidade, a eletricidade é invisível. O que percebemos são seus efeitos, como: LUZ, CALOR e CHOQUE ELETRICO; esses efeitos são possíveis devido a: CORRENTE ELETRICA e a TENSAO ELETRICA. TENSAO E CORRENTE ELETRICA Nos fios, existem partículas invisíveis chamadas elétrons livres que estão em constante movimento de forma desordenada. Para que estes elétrons livres passem a se movimentar de forma ordenada, nos fios, necessário ter uma forca que os empurre. A esta forca e dado o nome de tensão elétrica (U). Esse movimento ordenado dos elétrons livres nos fios, provocado pela ação da tensão, forma uma corrente de elétrons. Essa corrente de elétrons livres e chamada de corrente elétrica (I). POTENCIA ELETRICA A tensão elétrica faz movimentar os elétrons de forma ordenada, dando origem a corrente elétrica. Tendo a corrente elétrica, a lâmpada se acende e se aquece com certa intensidade. Essa intensidade de luz e calor percebida por nos (efeitos), nada mais e do que a potencia elétrica que foi transformada em potencia luminosa (luz) e potencia térmica (calor). Calcula-se potencia (P) em watt (W). P=UxI I=U/R U=RxI Para haver potencia elétrica, e necessária haver: Tensão elétrica e Corrente elétrica Agora... Qual e a unidade de medida da potencia elétrica? a intensidade da tensão e medida em volts (V). a intensidade da corrente e medida em ampare (A). Então, como a potencia e o produto da ação da tensão e da corrente, a sua unidade de medida e o volt-ampere (VA).

Luiz Itamar Carvalho dos Santos

pelo fio neutro). seja ele um condutor ou isolante. Sabemos que a energia elétrica utilizada em nossas casas. a Luiz Itamar Carvalho dos Santos . tais como triangular ou ondas quadradas. Ou melhor. O ohm (símbolo: Ω) e a unidade de medida da resistência elétrica. padronizada pelo SI (Sistema Internacional de). ou CA (em ingles AC . Esta corrente e produzida nas grandes centrais elétricas por geradores. ao contrario da corrente continua cujo sentido permanece constante ao longo do tempo. Calculo da Lei de Ohm. (Unidades). e uma corrente elétrica cujo sentido varia no tempo. segundo o Sistema Internacional De Unidades (SI). por exemplo. diferentes formas de ondas são utilizadas. quando existe uma diferença de potencial aplicado. I=U/R U=RxI R=U/I Corrente continua e corrente alternada A corrente alternada. muitas vezes. em certas aplicações. Seu calculo e dado pela Lei de Ohm.alternating current). a de corrente alternada e composta por fases (e. Enquanto a fonte de corrente continua e constituída pelos pólos positivo e negativo. etc. Entretanto. e medida em ohms. causara uma queda de tensão de 1 volt a cada 1 ampéres de corrente que passar por ele. O ohm é simbolizado pela letra grega Omega maiúsculo (Ω). nas indústrias. e. chega ate nós por meio de uma corrente alternada. Em uma usina hidrelétrica. Estes geradores nada mais são do que dispositivos que transformam uma forma qualquer de energia em energia elétrica. um resistor que tenha uma resistência elétrica de 1 ohm. A forma de onda usual em um circuito de potencia CA e senoidal por ser a forma de transmissão de energia mais eficiente.4 Resistência elétrica Resistência elétrica e a capacidade de um corpo qualquer se opor a passagem de corrente elétrica pelo mesmo. Corresponde à relação entre a tensão de um volt e uma corrente de um ampéres sobre um elemento.

o seu valor e elevado normalmente a valores usuais (para 69KV. portanto. por exemplo) por meio de transformadores existentes na subestação próxima a usina.000V) com os quais ela e distribuída aos consumidores industriais e pelas ruas da cidade. cidades em que a tensão fase/neutro e de 220 v e outras de 110 ou 220 v. (500KV. a energia elétrica e transportada a longas distancias ate chegar no centro consumidor .5 energia mecânica da queda d´agua e usada para colocar o gerador em rotação e.Qual a I elétrica por um condutor em um circuito no qual a carga é de potencia= 5400 watts e a tensão= 220 volts? 2. temos a transformação de energia mecânica em energia elétrica. Assim. de modo que ela possa ser utilizada.Qual a I elétrica por um condutor em um circuito no qual a carga é de potencia= 400 watts e a tensão= 220 volts? Luiz Itamar Carvalho dos Santos . nas proximidades do qual se localiza uma outra subestação. sem riscos. pelo consumidor residencial. 138KV.: Ha. nas proximidades das residências existem transformadores (nos postes da rua) que reduzem ainda mais a voltagem (para 110 /220V – 220/127V – 380/220V).Qual a I elétrica por um condutor em um circuito no qual a carga é de potencia= 800 watts e a tensão= 220 volts? 5. Finalmente.Qual a I elétrica por um condutor em um circuito no qual a carga é de potencia= 10000 watts e a tensão= 220 volts? 6. e produzida em voltagem alternada por um gerador (com cerca de 10.Qual a I elétrica por um condutor em um circuito no qual a carga é de potencia= 5400 watts e a tensão= 127 volts? 3. 400KV. os transformadores reduzem a voltagem para os valores (cerca de 13. Obs.000 V). Exercícios 1. 230KV. nestas usinas. TRANSIMISSAO E DISTRIBUICAO DA ENERGIA ELETRICA Essa energia elétrica para ser economicamente viável.Qual a I elétrica por um condutor em um circuito no qual a carga é de potencia= 5400 watts e a uma tensão=380 volts? 4. Neste local.

Até quantos watts suporta um condutor 4mm em 127 volts? 18.Até quantos watts suporta um condutor 4mm em 127 volts? 16.Qual a I elétrica por um condutor em um circuito no qual a carga é de potencia= 5400 watts e a tensão= 220 volts? 10.Até quantos watts suporta um condutor 1.5mm em 127 volts? 15.Até quantos watts suporta um condutor 2.5mm em 220 volts? 11.Qual a I elétrica por um condutor em um circuito no qual a carga é de potencia= 3000 watts e a tensão= 220 volts? 8.5mm em 220 volts? 13.5mm em 380 volts? 14.5mm em 127 volts? 12.Até quantos watts suporta um condutor 6mm em 220 volts? 21.Até quantos watts suporta um condutor 2.Até quantos watts suporta um condutor 2.Até quantos watts suporta um condutor 6mm em 380 volts? Luiz Itamar Carvalho dos Santos .Até quantos watts suporta um condutor 6mm em 127 volts? 20.Até quantos watts suporta um condutor 4mm em 220 volts? 17.6 7.Até quantos watts suporta um condutor 1.Até quantos watts suporta um condutor 4mm em 380 volts? 19.Qual a I elétrica por um condutor em um circuito no qual a carga é de potencia= 4000 watts e a tensão= 220 volts? 9.

7 Interruptores S = interruptor simples Si = interruptor intermediário Sp = interruptor paralelo Luiz Itamar Carvalho dos Santos .

8 Luiz Itamar Carvalho dos Santos .

67 Fct=0.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 Circuito monofásico (2 fios) Fct=27.25 Fct=0.15 Fct=0.71 Fct=1. I= Corrente elétrica . QT = FCT x D x I / 10 / V QT= Queda de tensão.49 Fct=1.24 Fct=0.9 Fct=10.09 Fct=0.50 Fct=0.36 Fct=0.17 Fct=0.41 Fct=0.5 Fct=16.5 2.16 Circuito trifásico (3 fios) Fct=23. V= Tensão elétrica.14 Tabela capacidade de corrente suportada pelos condutores em função da série métrica Condutor Ampéres Condutor Ampéres (mm²) 1.23 Fct=2.9 Queda de tensão A queda de tensão em um circuito não poderá ser maior que 4% Sendo maior que 4% devemos utilizar a seguinte formula para corrigirmos a instalação.67 Fct=2.34 Fct=0.5 2.15 Fct=6.25 Fct=0.94 Fct=0.5 21 28 36 50 68 89 111 134 (mm²) 70 95 120 150 185 240 300 400 500 171 207 239 272 310 364 502 578 Luiz Itamar Carvalho dos Santos .82 Fct=0.20 Fct=0.33 Fct=1.30 Fct=0. D= Distancia em metros.5 4 6 10 16 25 35 50 15.6 Fct=7.59 Fct=0.7 Fct=9.44 Fct=0.07 Fct=4.18 Fct=0.9 Fct=14.29 Fct=0.68 Fct=1. FCT = fator correção de tensão FIO (mm²) 1.14 Fct=3.21 Fct=0.

5cv a uma distancia de 50 metros numa tensão de 127 volts? 7) Qual condutor usar em um circuito elétrico trifásico com uma carga de 15 hp a uma distancia de 70 metros numa tensão de 380 volts? 8) Qual condutor usar em um circuito elétrico trifásico com uma carga de 2 hp a uma distancia de 170 metros numa tensão de 220 volts? 9) Qual condutor usar em um circuito elétrico trifásico com uma carga de 7 hp a uma distancia de 40 metros numa tensão de 380 volts? 10) Qual condutor usar em um circuito elétrico monofásico com uma carga de 6 kw a uma distancia de 40 metros numa tensão de 127 volts? Luiz Itamar Carvalho dos Santos .10 Exercícios 1) Qual condutor usar em um circuito elétrico trifásico com uma carga de 5400 watts a uma distancia de 80 metros numa tensão de 220 volts? 2) Qual condutor usar em um circuito elétrico monofásico com uma carga de 9000 watts a uma distancia de 40 metros numa tensão de 127 volts? 3) Qual condutor usar em um circuito elétrico bifásico com uma carga de 12000 watts a uma distancia de 190 metros numa tensão de 220 volts? 4) Qual condutor usar em um circuito elétrico trifásico com uma carga de 5cv a uma distancia de 120 metros numa tensão de 380 volts? 5) Qual condutor usar em um circuito elétrico monofásico com uma carga de 10cv a uma distancia de 30 metros numa tensão de 380 volts? 6) Qual condutor usar em um circuito elétrico monofasico com uma carga de 2.

Contato direto A pessoa toca um condutor eletricamente carregado que esta funcionando normalmente. uma vez atuados devem ser substituídos. lâmpadas e secadora de roupas. torneira elétrica. São utilizados em baixa tensão ou alta tensão com abertura em ar ou óleo. condicionadores de ar. protegendo a instalação. etc. A diferença básica entre os dois sistemas de proteção e que os disjuntores permitem serem rearmados.11 DISJUNTORES. Portanto. a função dos disjuntores e fusíveis e desarmar em caso de sobrecarga. Ao detectar uma fuga de corrente na instalacao. Os disjuntores termomagnéticos de baixa tensão são os mais utilizados Atualmente em quadros de distribuição. através de dispositivo magnético. através de dispositivo térmico. Luiz Itamar Carvalho dos Santos . O que e um DR? Este dispositivo detecta fugas de corrente. Já os dispositivos de curva C são utilizados para proteger circuitos de uma residência em que estão ligados cargas indutivas como geladeiras. pessoas e seus aparelhos conectados a instalação. já os fusíveis. Disjuntores: Qual a diferença entre curva B e C Os disjuntores curva B são utilizados nos circuitos que receberão cargas equipamentos como chuveiro. Tais disjuntores cumprem três funções bem distintas: • Abrir e fechar os circuitos. • Proteger a fiação ou os aparelhos contra sobrecarga. Qual a função dos disjuntores e fusíveis? Esses funcionam como chaves automáticas cuja a função e cortar a passagem de corrente elétrica quando esta for excessiva para circuito causando danos ao sistema. o Dispositivo DR desliga o circuito imediatamente. O dispositivo DR (Diferencial Residual) protege as pessoas e os animais contra os efeitos do choque elétrico por contato direto ou indireto (causado por fuga de corrente). evitando que uma pessoa possa levar um choque. em lugar de chaves de faca com fusíveis. em condições de falta (curto circuito).quando ocorre vazamento de energia dos condutores – desarmando o disjuntor onde esta ocorrendo o problema. motores elétricos em geral. São dispositivos de seccionamento com capacidade para interromper não apenas corrente nominal mais também corrente muito superior. • Proteger a fiação contra curto-circuito. .

2. 4. Em circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em cozinhas. 2. áreas de serviço. Disjuntores e Interruptores Diferenciais Residuais (DR) Exercem múltiplas funções Protegendo os condutores contra sobre correntes Protegendo das pessoas contra choques elétricos Protegendo os locais contra incêndio Estes dispositivos percebem ou captam a corrente de fuga e se desligam quando ultrapassam a corrente nominal de fuga Luiz Itamar Carvalho dos Santos . Quando o uso do DR e obrigatório? De acordo com o item 5. lavanderias. 3.1.12 Contato indireto A pessoa toca algo que normalmente não conduz eletricidade. garagens e demais dependências internas normalmente molhadas ou sujeitas a lavagens. mas que se transformou em um condutor acidentalmente (por exemplo. copas.3. devido a uma falha no isolamento). Em circuitos que alimentam tomadas situadas em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos na área externa.2 da norma NBR 5410. Em circuitos que alimentam tomadas situadas em áreas externas a edificação. Em circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em locais que contenham chuveiro ou banheira. o dispositivo DR e obrigatório desde 1997 nos seguintes casos: 1.

13 Luiz Itamar Carvalho dos Santos .

Sao usados em linhas aereas fixadas a postes ou torres metalicas. nas quais os condutores não são contidos em eletrodutos. ISOLADORES DE PINO. a necessidade de fixá-los as estruturas por isoladores. Sao isoladores de porcelana para uso ao tempo ou abrigado em instalacao de baixa tensao. ISOLADORES DE CADEIA. Nas linhas abertas. Luiz Itamar Carvalho dos Santos . As armacoes verticais possibilitam as fixacoes em parede ou poste. Sao usados para ampla faixa de tensoes de servico.14 ISOLADORES. Estes são de variados tipos e tamanhos. apoiarem e fixarem os condutores as estruturas e isola-los eletricamente das mesmas. ou caneletas. calhas. a fim de melhor cumprirem sua finalidade. para uso ao tempo ou abrigado. Tipos de isoladores: ISOLADORES DE CARRETEIS.

15 Interruptor ou Chave É o nome genérico para aqueles dispositivos simples mas extremamente uteis. em tudo onde se faz necessária a ligação ou o desligamento da energia elétrica Luiz Itamar Carvalho dos Santos . em pontos intermediários. nas entradas de aparelhos e maquinas. ou melhor. São usadas nas entradas de rede. que ligam ou desligam um circuito elétrico.

16 Como instalar o interruptor paralelo Como instalar o interruptor intermediário Luiz Itamar Carvalho dos Santos .

A circulação dessas cargas elétricas. dois dos quais são fase ou fase e neutro. evitando que elas sofram choques elétricos. que nada mais é do que a sensação desagradável provocada pela passagem dos elétrons pelo corpo. Diz-se que um dispositivo está "aterrado" quando está conectado ao condutor designado à função de aterramento . As cargas elétricas podem ser negativas ou positivas e sempre procuram um caminho para encontrar cargas contrárias. é o terra. Luiz Itamar Carvalho dos Santos . As tomadas são dotadas de três pinos. se uma pessoa se encosta a um equipamento elétrico ela estará sujeita a levar um choque. evita que a corrente elétrica circule pelas pessoas. O conceito de proteção contra choques é o de que os elétrons devem ser desviados da pessoa. e o terceiro. Como o corpo humano é capaz de conduzir eletricidade.o terra do circuito.17 Tomadas Fio Terra O aterramento nas instalações elétricas atuais e um item obrigatório. através de uma conexão à terra. isolado dos primeiros.

é evitar choques elétricos que venham causar parada cardíaca. Repita esta operacao com a mangueira e a haste ate que nao consiga mais empurra-la com as maos. que desligam os sistemas no caso de choque elétrico ou fugas de corrente maior do que 30mA. continue batendo com a marreta ate que restem somente 10 centimetros para fora da terra. Como cravar a haste: • Escolha um lugar com terra e inicie um furo ou buraco no chao para enterrar a haste. Isto garante que qualquer equipamento que possua o fio terra seja interligado ao sistema de aterramento. deixando aproximadamente 10 centímetros da haste exposta para conexão da fiação. Enterre o quanto conseguir e retire a haste novamente.18 O fio terra deve ser instalado em todas as tomadas e pontos de energia da casa. A cor do cabo Terra deve ser Amarelo-Verde ou verde e sua seção é a mesma dos cabos Fase e neutro Sistema de aterramento Os sistemas de aterramento devem ser realizados de modo a garantir a melhor ligação possível com a terra.5m). retire a haste e coloque a mangueira em seu lugar por alguns minutos. saindo agua na entrada desse buraco iniciado e deixe por alguns minutos. • Coloque a mangueira novamente no buraco e deixe por alguns minutos. Quando isto acontecer continue a operacao batendo com a marreta. a terra devera ficar mais branda e será mais facil enterrar a haste de cobre. É recomendado o uso de dispositivos DR 30mA.4 metros de comprimento. Estando umedecida. A função do aterramento. Como conectar o cabo a haste Luiz Itamar Carvalho dos Santos . Quando não conseguir mais retirar a haste. é dar proteção aos equipamentos. O condutor de aterramento (em cobre) deve possuir isolacao para 750V e identificacao pela coloracao verde ou verde-amarela. utilize hastes de cobre com 2. próximo a caixa de entrada/medição da energia elétrica (< 0. deixando somente o buraco. No exterior do ambiente. • Coloque uma mangueira. sem esguicho. • Sempre que conseguir. • Retire a mangueira e comece a enterrar a haste com as maos.

Quadro de Distribuição Monofásico Luiz Itamar Carvalho dos Santos .19 Descasque um cabo de diâmetro (S). mais ou menos 10 cm e conecte o cabo na haste com um conector tipo olhal ou conector prensa . conforme tabela 1 na cor verde ou verde-amarelo.

20 Bifásico Luiz Itamar Carvalho dos Santos .

21 Trifásico Luiz Itamar Carvalho dos Santos .

22 Comandos El 騁 ricos Montado e elaborado por Luiz Itamar Carvalho dos Santos Luiz Itamar Carvalho dos Santos .

relés. sendo a chave faca a mais simples. tanto nos estudos quanto na prática do dia a dia. e como no mercado existe uma lacuna referente a cursos que pudessem complementar os estudos iniciais daqueles que se interessassem pelo assunto. DISPOSITIVOS DE COMANDO CONCEITO: EQUIPAMENTOS CAPAZES DE EXECUTAR A INTERLIGAÇÃO E DESLIGAMENTO DE PONTOS ENTRE OS QUAIS CIRCULARÁ CORRENTE QUANDO INTERLIGADOS CHAVE DE PARTIDA DIRETA MANUAL (CHAVE FACA) É o método mais simples. etc. Luiz Itamar Carvalho dos Santos . de cálculo no dimensionamento de disjuntores. A chave de comando direto existe em grande número de modelos e diversas capacidades de corrente. dispositivos de comando. circuitos de sinalização e dispositivos de baixa potência. INTRODUÇÃO Comandos elétricos são dispositivos que visam facilitar e automatizar o controle de máquinas elétricas. Normalmente a automatização vem acompanhada de aumento de produção e produtividade. em que não são empregados dispositivos especiais de acionamento. motores elétricos. Essa apostila importantes itens que se fazem presentes dentro de uma indústria. Para uma maior segurança são utilizadas apenas para comandar equipamentos de pequenas correntes. com a atual tecnologia disponível para automação a nível industrial. A apostila conte materiais práticos e teóricos a fim de auxiliar os alunos do curso de comandos elétricos industrial. Motores sem carga (a vazio). É importante salientar que esta apostila não pretende oferecer todas as condições e noções de máquinas elétricas.23 APRESENTAÇÃO Hoje. bem como melhorar as condições de segurança no manuseio de equipamentos e sistemas elétricos. o comando e o controle dos motores elétricos passaram a ser conhecimentos básicos indispensáveis nas indústrias. circuitos de comando e força. tais como: Dispositivos de proteção. Ex. contatores. O aprofundamento no assunto deverá ser feito nas disciplinas apropriadas. contactores.

por exemplo. por chave (chave de tranca). esta última se chama normalmente aberta ou NA. Quando a mola mantém a chave fechada. ou ainda por ação do campo magnético de uma bobina (eletroímã). como por exemplo. formando neste último caso um conjunto denominado contator magnético ou chave magnética. A outra chamada posição de repouso é mantida por algum método próprio da chave. a chave recebe uma denominação específica: Quando a mola mantém a chave aberta. por alavanca. por botão. e por rolete. Luiz Itamar Carvalho dos Santos . por rolete por gatilho. por pedal. CHAVES DE IMPULSO São chaves de duas posições: uma dessas posições é mantida pelo acionamento e apenas enquanto durar o acionamento. Conforme a posição de repouso.24 Simbologia contatos O contato pode ter diversos tipos de acionamento. As figuras abaixo representam os dois tipos de chaves do impulso. A seguir estão os símbolos de contatos acionados por botão (os dois à esquerda). esta última se chama normalmente fechada ou NF. como uma mola.

Uma chave ligada em série com outras garante através de sua abertura o desligamento da carga. ASSOCIAÇÕES DE CHAVES SÉRIE: Associadas em série entre si às chaves só permitem o acionamento da carga ligada a elas (em série. ”A carga só se ligará se todas as chaves estiverem fechadas”.25 Chave NA. executando uma lógica chamada lógica E. é claro) se todas estiverem fechadas. Chave NF. Luiz Itamar Carvalho dos Santos .

executando uma lógica chamada lógica OU. desde que pelo menos uma chave esteja fechada. Símbolo de lâmpada.26 PARALELO Associadas em paralelo entre si as chaves acionam a carga (ligada a elas em série é claro). SINALIZAÇÃO Para a sinalização de eventos usam-se lâmpadas. Cores e significados de lâmpadas. As lâmpadas são usadas para sinalizar tanto situações normais quanto anormais. buzinas e sirenes. ”A carga só se desligará se todas as chaves estiverem abertas”. tendo uma cor referente a cada tipo de ocorrência. Luiz Itamar Carvalho dos Santos . Uma chave ligada em paralelo com outras garante através de seu fechamento a ligação da carga.

O contator. CHAVE MAGNÉTICA OU CONTATOR MAGNÉTICO Contator é um dispositivo eletromagnético que liga e desliga o circuito do motor. estando ainda em série com a bobina do contator um contato pertencente ao relé de proteção contra sobrecargas. do tipo NF ( Normalmente Fechado ). provocando o retorno do núcleo através de molas. e normalmente tripolar. conforme figura abaixo. Fusíveis colocados no circuito de comando fazem a proteção perante sobrecorrentes. Esse contato auxiliar. Símbolo de buzina ou sirene. bobina essa energizada e desenergizada normalmente através de uma botoeira liga-desliga. É constituído de uma bobina que quando alimenta cria um campo magnético no núcleo fixo que por sua vez atrai o núcleo móvel que fecha o circuito. interrompe a alimentação da bobina eletromagnética. pode ser do tipo “de potência“ e “auxiliar“. que é de acionamento não manual por definição. que faz o contator desligar. O seu funcionamento se dá perante condições nominais e de sobrecarga previstas. O acionamento é feito por uma bobina eletromagnética pertencente o circuito de comando. desaparece o campo magnético. por ser usado em redes industriais que são sobretudo trifásicas. sem porém ter capacidade de interrupção para desligar a corrente de curto-circuito. Cessando alimentação da bobina. ou ainda para informações em local onde a sinalização visual seja insuficiente. ao abrir.27 As buzinas e sirenes são usadas apenas para sinalizar condições de emergência. Luiz Itamar Carvalho dos Santos . Esquema interno de um contator. Usado de preferência para comandos elétricos automáticos à distância. como vazamentos de gases.

Luiz Itamar Carvalho dos Santos . A bobina energizada atrai os contatos. as chaves do contator recebem denominações específicas: Chaves principais: São mais robustas e destinam-se a comandar altos valores de corrente típicos de motores e outras cargas. lâmpadas de sinalização ou alarmes sonoros. A identificação das auxiliares se faz com dezenas de final 3 e 4 para as NA e com 1 e 2 para as dotipo NF. e os terminais das chaves são identificados com numeração. quando então se denominam chaves (ou contatores) de potência. A seguir vê-se o símbolo de uma chave magnética com a identificação típica das chaves: os terminais do eletroímã são identificados por letras. Chaves auxiliares: Bem menos robustas. por exemplo. As chaves auxiliares podem ser do tipo NA ou NF. De acordo com o fim a que se destinam. Há também contatores magnéticos que só possuem chaves auxiliares sendo por isso chamados de contatores (ou chaves) auxiliares. Essas numerações podem aparecer identificando terminais de contatos mesmo que não sejam operados por chave magnética e sim por botão ou rolete. CONTATOR DE POTÊNCIA E CONTATOR AUXILIAR Alguns contatores magnéticos são construídos apenas com contatos de alta potência.28 A bobina dezenergizada os. Sua identificação se faz com números unitários de 1 as 6. se prestam a comandar as baixas correntes de funcionamento dos eletroímãs (bobinas) de outras chaves magnéticas. contatos ficam abertos. São sempre do tipo NA. O número de chaves do contator é bem variado dependendo do tipo. em geral a1 e a2 ou a e b.

permite que uma única chave opere diversos circuitos simultaneamente. MULTIPLICAÇÃO DE CONTATOS: com uma única chave pode-se acionar o contator. a chave 1 é NA. Esquema de inversão lógica. Caso a chave 1 fosse NF a carga ficaria acionada como se a chave fosse NA. que pode ter várias chaves. Luiz Itamar Carvalho dos Santos . Esquema de memorização de acionamento. Esquema de multiplicação de contatos. porém a carga será acionada (pela chave 41-42) como se a chave S1 fosse NF pois sempre que a mesma estiver em repouso a carga estará acionada e quando a chave S1 estiver acionada a carga estará desligada. entre elas: INVERSÃO DE LÓGICA: usa-se uma chave ou contato NF acionado pelo contator para acionar uma carga e isso provoca uma inversão na lógica de funcionamento da chave ou contato que comanda o eletroímã do contator. que ligarão (NA) ou desligarão. ligando-se e desligando-se juntamente com a mesma. (NF) o circuito que estiver ligado através dessas chaves. No exemplo. MEMORIZAÇÃO DE ACIONAMENTO: Através de uma das chaves (então chamada chave ou contato de selo ou de auto-retenção) pode-se manter o contator acionado após um acionamento momentâneo da chave que o acionou .29 O contator tem diversas aplicações. como visto no exemplo abaixo onde S1 liga o eletroímã que por sua vez aciona três cargas.

pois o contato 13-14 manterá o contator acionado mesmo após a abertura da chave 1. Exemplo de Relé Temporizado. O botão 1 aciona o contator que se mantém por selo. ventiladores.30 Após se acionar a chave S1 as cargas ficarão acionadas como se a chave se mantivesse acionada. até que a alimentação do contator seja desfeita. bombas centrífugas. RELÉS DE TEMPO (TEMPORIZADOR) São temporizadores para controle de tempos de curta duração. moinhos. No painel desse relé se encontra um botão pelo qual se seleciona o tempo de retardo. MOTORES ELÉTRICOS Motores Elétricos Monofásicos Aplicações Os motores elétricos monofásicos foram desenvolvidos especialmente para utilização em rede monofásica. tais como: máquinas agrícolas. satisfazendo as necessidades da diversificada das aplicações nos setores rural. Luiz Itamar Carvalho dos Santos . inserido em série com o eletroímã. bombas para adubação. interrupções de comandos e em chaves de partida. trituradores. compressores. especialmente em sequenciamento. o que pode ser feito pela abertura de um contato NF. Utilizados na automação de máquinas e processos industriais. como o S2 no diagrama visto a seguir. O botão 2 desliga o contator. industrial e doméstico. Esquema de memorização de acionamento com chave NF S2.

O arco elétrico que ocorre no fechamento e na abertura provoca o desgaste nos seus contatos. de modo a reduzir o pico de corrente na partida. máquinas de lavar e secar. 2. de forma a limitar a queda de tensão na rede. a partida de um motor deverá ser feita de forma direta. devido à queda de tensão excessiva. Por outro lado. Consiste em um sistema simples e seguro. recomendado para motores de gaiola. entre outros. Há. Chave de Partida Direta dos Motores A chave de partida direta é um dispositivo que fornece condições ao motor de partir com a tensão nominal de serviço. 1 pode ser visualizado um circuito de acionamento de um motor com a utilização de uma chave faca. algumas limitações quanto às suas aplicações: Luiz Itamar Carvalho dos Santos . ou seja. com conseqüente aumento de custos. Motor Elétrico Monofásico de Capacitor Permanente Aplicações Os motores elétricos de capacitor permanente foram projetados para acionamento com redução de velocidade ou que requeiram baixo conjugado de partida como: bombas industriais e residenciais. É o dispositivo mais simples que só é aplicável a motores de baixa potência. quando a corrente de partida do motor é elevada.31 elevadores. no entanto. cortadores de grama. podem ocorrer alguns transtornos. correias transportadoras. • Necessidade de superdimensionar os sistemas de proteção. é necessário recorrer a um sistema de partida indireta. sopradores. Estas chaves não permitem o desligamento automático por sobrecarga. guinchos. Quando tais fatos ocorrem. etc. A partida direta dos motores é normalmente realizada através de contactores. tais como: • Interferência no funcionamento de equipamentos instalados no mesmo sistema. descarregadores de silos. equipamentos odontológicos e hospitalares. Chave de Faca A chave faca é um dispositivo de abertura em carga. exaustores. Associadas a fusíveis oferecem proteção contra curto-circuito. Na Fig. ventiladores. Sempre que possível. sendo os motores supervisionados por dispositivos de proteção. succionadores. talhas. sem artifícios para redução da corrente de partida. como pode ser visto na Fig. mas não permitem o comando à distância. • Por imposição da redução da corrente de partida pela companhia concessionária de energia elétrica. CHAVE DE PARTIDA Chave de partida é um dispositivo que dá condições à partida do motor. Circuito de acionamento de um motor com a de uma chave faca.

Fig. devido à elevada queda de tensão. 3 Esquemas de ligação das bobinas do estator. b)ligação estrela Especificações para aquisição de Motores Elétricos Os motores elétricos possuem algumas características diferentes. que variam segundo a aplicabilidade do mesmo.. algumas destas características: Luiz Itamar Carvalho dos Santos . serão mostrados os outros tipos de partida de motores. Circuito de partida direta de um motor. Na Fig. • Pode ocasionar interferência em equipamentos instalados no sistema. No caso dos grandes motores a corrente de partida é limitada por imposição das concessionárias de energia elétrica. 3 podem ser visualizadas as ligações das bobinas para as ligações estrela e triângulo. a) ligação triângulo. Neste texto. Observe o quadro abaixo.32 • Ocasiona queda de tensão da rede devido à alta corrente de partida (Ip). utilizados para os grandes motores com a finalidade de minimizar a corrente de partida e seus efeitos. porém mais adiante. Algumas características devem ser consideradas quando se deseja adquirir um motor elétrico.

A Figura 7 mostra como exemplo a placa de identificação de um motor.Potência mecânica do motor em CV. ou seja. Sendo que para as nossas tarefas as ligações dos motores variam segundo o nível de tensão do mesmo. Tomando-se como exemplo a placa de identificação mostrada na Figura 7.S. será mostrada as características mais importantes para a identificação e utilização dos motores em nossas tarefas: • CV ½ . • Ip/In – Relação entre as correntes de partida e nominal. Com exceção dos campos MOD (modelo) e Nº. é igual a 1. • A – Corrente requerida pelo motor em condições nominais de funcionamento. • A última linha mostra as ligações requeridas para tensão menor (triângulo) e tensão maior (estrela). quando F.33 Figura 7 Placa de identificação de um motor A placa de identificação dos motores é o elemento mais rápido que se utiliza para se obter as informações principais necessárias à sua operação adequada. • F. a ligação dos terminais do motor depende do nível de tensão de alimentação do mesmo. os demais dados são características técnicas de fácil identificação.S. • Rpm – Velocidade do motor em freqüência nominal. • Hz – Freqüência da tensão de operação do motor. TAREFAS OBSERVAÇÕES IMPORTANTES PARA SUA SEGURANÇA NO DESENVOLVIMENTO DE TODAS AS TAREFAS NO LABORATÓRIO: Luiz Itamar Carvalho dos Santos . – Fator de serviço. e que depende do tipo ligação.0 isto implica que o motor pode disponibilizar 100% de sua potencia mecânica.

pois eles podem até matar. certifique-se que o circuito se encontra totalmente desenergizado. Luiz Itamar Carvalho dos Santos . Você irá trabalhar com instalações elétricas energizadas. Tome bastante cuidado para não sofrer choques elétricos. • Você irá trabalhar com tensão de 220 V e 380 V. Antes de colocar a mão em partes metálicas dos condutores.34 • Leia o guia com toda atenção. SIMBOLOGIA UTILIZADA Para facilitar a compreensão dos usuários deste guia será utilizada a seguinte simbologia.

35 "PARTIDA DIRETA PARA MOTORES TRIFÁSICOS A CONTACTOR". . Luiz Itamar Carvalho dos Santos . a) circuito de força e b) circuito de comando.Esquemas de ligação para partida direta a contactor. para motores trifásicos.

CONTACTOR COM REVERSÃO DO SENTIDO DE ROTAÇÃO". Luiz Itamar Carvalho dos Santos .36 “PARTIDA DIRETA PARA MOTORES TRIFÁSICOS A”. a) circuito de força e b) circuito de comando. para motores trifásicos com reversão do sentido de rotação. Esquemas de ligação para partida direta a contactor.

37 Esquemas de ligação para partida estrela-triângulo Esquemas de ligação para partida estrela .triangulo a) circuito de força e b) circuito de comando. Luiz Itamar Carvalho dos Santos .

a) circuito de força e b) circuito de comando.Esquemas de ligação para partida estrela-triângulo temporizada a contactor.38 "PARTIDA ESTRELA-TRIÂNGULO A CONTACTOR – COMANDO TEMPORIZADO". Figura 17 . Luiz Itamar Carvalho dos Santos .