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Capítulo III

QUAIS SÃO OS “EPISTEMAS-PARADIGMAS PRIMORDIAIS” DO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO?
Genealogia, Ontologia, Cânone, Código Genético e Epistemática-Paradigmática do Pensamento Contemporâneo

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O “Epistema-Paradigma” Freud: O Acontecimento da Psicanálise
José Martinho *

CHLOMO SIGISMUND (Sigmund) FREUD nasceu no dia 6 de Maio de 1856 em Freiberg, e faleceu no dia 23 de Setembro de 1939, em Londres, ajudado pelo seu amigo Max Schur, o médico que supervisionou trinta e uma das trinta e três cirurgias a que foi submetido em consequência de um tumor maligno descoberto em 1923. Com Marx e Einstein, Freud foi provavelmente o «pensador» que maior influência exerceu sobre o século XX. O seu nome é inseparável da psicanálise. Esta surgiu em Viena por volta de 1900. Depois de um início algo atribulado, deu a volta ao mundo e acabou por se tornar a mais estável das grandes referências teóricas contemporâneas. Várias linhas de força foram já desenhadas para tentar descrever a elaboração colectiva, a acumulação e os arranjos específicos de conhecimentos que viabilizaram a emergência da psicanálise como «epistema-paradigma» da Modernidade 1.

S

* Doutor em Psicologia, Presidente da Antena do Campo Freudiano, Professor na Faculdade de Psicologia da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e Director de Afreudite – Revista Lusófona de Psicanálise. 1 Mergulhando num passado bem anterior aos Tempos Modernos inaugurados por Galileu e Descartes, uma destas linhas é aquela que parte dos mitos, ritos e purgas dos povos primitivos, prossegue pela interpretação profética e premonitória dos sonhos, a confissão religiosa do pecado e chega ao discurso psicoterapêutico sobre a verdade do sexo (Krafft-Ebing, Albert Moll, etc.). Esta linha cruza-se com uma outra, que começa nas formas políticas e educativas da sociabilização do corpo nas culturas que foram o berço da civilização ocidental, passa pelas relações da força com o direito, e termina no ideal de Liberdade, Igualdade e Fraternidade da Revolução Francesa, ilustrado no caso por Pinel, que ao retirar as correntes aos loucos enclausurados os humaniza.

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INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO

Mas se existem forçosamente antecedentes históricos da psicanálise, a grande dificuldade consiste sempre em discernir o acontecimento, a atopia do seu discurso, e que tenha emergido por assim dizer do nada, como toda a verdadeira criação. A psicanálise não brotou espontaneamente da Natureza, e não estava escondida entre as Artes, as Letras e as Ciências à espera que a encontrassem. A psicanálise não foi descoberta, mas inventada, e foi esta invenção que levou Freud às descobertas sensacionais que os psicanalistas redescobrem todos os dias. O que motivou a criação da psicanálise foi o desejo do seu criador. Este desejo não é psicológico. Ou seja, para entender o desejo de Freud não é muito importante saber que em criança cresceu numa estrutura familiar atípica 2, que em adulto se transformou num homem puritano que preferiu estudar a experimentar os licenciosos costumes da cidade onde vivia, ou que, por fim, teve um cancro que o tornou pessimista quanto ao futuro. Se a invenção de Freud excedeu a totalidade dos dados históricos e psicobiográficos foi porque se fundou num intratável amor à verdade 3, que subverteu
Outro dos fios importantes desta complexa rede é o filosófico, literário e artístico. Tem o seu início nos fragmentos pré-socráticos (Empédocles), a Odisseia de Homero, o Édipo-Rei Sófocles e o Banquete de Platão, segue pela literatura latina (Virgílio), as pinturas de Luca Signorelli e de Leonardo da Vinci, o Moisés de Miguel-Ângelo e as peças de Shakespeare (em particular Hamlet), continua pela filosofia crítica de Kant e a visão Romântica do mundo (Schelling), a Gradiva de Jensen e os Irmãos Karamazov de Dostoïewsky, atravessa o pensamento de Schopenhauer e de Nietszche, e fica enredado no estilo e exemplo de Goethe (Freud, que era um excelente escritor, recebeu o prémio Goethe em 1930, na época o equivalente do Nobel para a língua alemã). A importância que terá a ciência da natureza <Naturwissenschaft> na formação universitária de Freud, permite também encontrar uma outra linha, que liga o princípio da constância energética (Fechner) dos sistemas físicos isolados ao estudo do organismo no seu meio ambiente (Darwin, Lamarck), ao modelo teórico do arco reflexo e ao apuramento do papel central do córtex na coordenação do comportamento humano (Hitzig, Fritsch, Ferrier, Gall e outros). Ainda dentro da linha geral fornecida pela teoria da evolução das espécies de Darwin, é Hughlings Jackson que influencia a concepção funcional que Freud se fará do sistema nervoso, oposta às visões estáticas de Broca, Wernicke, Meynert e Lichtheim; esta concepção levará ainda Freud, no seu estudo sobre as afasias, a sublinhar o primado da linguagem no aparelho psíquico humano, na medida em que sem ela não haveria possibilidade de verbalizar as ideias e estudar as suas relações (tema da psicologia associacionista de Mill a Herbart). Finalmente, à fama adquirida na Europa pelo médico vienense Mesmer e o seu magnetismo, viria juntar-se a ambição do judeu Freud, que procuraria igualar a reputação de Charcot, Liébeault e Berheim na compreensão da histeria. 2 Primeiro filho de um terceiro casamento, o seu pai, Jacob Freud, aparentava ser seu avô, enquanto a sua mãe, Amalia, tinha praticamente a mesma idade dos seus meios-irmãos Emmanuel e Philipp. 3 É preciso não esquecer, sublinha Freud num dos seus últimos textos, que a psicanálise se funda no amor à verdade. Freud costumava aliás falar da psicanálise como uma criança ilegítima, fruto do seu amor pela verdade. Ao nível da anedota, ouvira dizer a Charcot que a histeria se devia à coisa genital, e a outros, como o ginecologista Chroback, que a histérica se podia curar com penis vulgar, bis repetitur. Contudo, por ignorância científica e preconceito moral, nenhum médico e investigador ousava publicar sobre a antiga intuição que associava a histeria a problemas sexuais, como nenhum ousava defender publicamente a pequena verdade que evocavam em privado de modo jocoso.

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a subjectividade, deixou de pactuar com o que já existia e acabou por conduzir a algo de inédito: o desejo do psicanalista. Para aqueles que continuam a desconhecer aquilo que o discurso que estrutura este desejo tem de novo, a psicanálise pode parecer uma velha senhora, que ficou estéril ou que já foi enterrada. No entanto, como a Fénix, ela renasce permanentemente das cinzas. Os permanentes ataques à psicanálise, quer provenham dos totalitarismos, dos moralismos ou dos cientismos, só provam que a centenária está viva e vigorosa. Contra factos não há argumentos: existem cada dia mais psicanalistas, psicanalisandos e psicanalisados. Quanto a Freud, permanece um nome que inspira alegria <Freude>, um amigo <Freund> que não pára de dar que pensar, que criou uma obra cuja letra e espírito mudaram radicalmente o sentido e o valor da existência 4.

Corte epistemológico e ferida narcísica
Para fazer uma omeleta é preciso partir ovos Freud: O Início do Tratamento Num artigo de 1913 escrito para uma Enciclopédia italiana, intitulado O Interesse da Psicanálise 5, antes de apresentar ao leitor as estimulantes relações que a sua invenção começava a edificar com as disciplinas não psi4 Freud foi, também, alguém que soube atravessar sozinho o deserto e, em seguida, arrastar consigo muita gente. Além de todos os que se empenharam directamente na experiência da Psicanálise, a sua obra teve efeitos incalculáveis sobre o pensamento contemporâneo. São prova disso a Etnologia (Roheim, Malinowski, Moscovici, Lévi-Strauss), a Entnopsiquiatria (Georges Devereux), o Culturalismo (Margaret Mead, Ralph Linton, Erik Erikson, Eric Fromm, Karen Horney, etc.), o freudo-marxismo (Reich, Marcuse, Bloch, Althusser), a Sociopsicanálise (Gérard Mendel), o estudo da Mitologia Grega (Jean-Pierre Vernant), o pensamento religioso (O. Pfister), a História (Michel de Certeau, Michel Foucault), a Teoria do Direito (Pierre Legendre), a Psiquiatria (largamente influenciada pela psicanálise pelo menos até ao começo da psicofarmacologia), a Psicossomática (P. Marty, M. Fain, M. M´Uzan, Sami-Ali), a Psicologia (genética, do desenvolvimento, do aconselhamento, da aplicação de testes como o Rorschach, etc.), a Psicoterapia (sexologia, grupanálise, terapias breves, psicodrama, terapia familiar, etc.), a Educação (inúmeros pedagogos inspiraram-se nas descobertas psicanalíticas), a Estética (Mario Perniola, Didi-Huberman, Harold Bloom, Gérad Wajcman, François Regnault, Hal Foster), a Literatura (Romain Rolland, Thomas Mann, Arnold e Stefan Zweig, assim como uma extensa lista de autores e de escolas desde o Surrealismo), o Cinema e o Teatro (Pabst, Huston, Hitchcok, Pasolini, Woody Allen, Raoul Ruiz, P. Chereau, etc), o ensaio e a crítica (Roland Barthes, Jean Starobinski, Alain Grosrichard, Cornelius Castoriadis, Elisabeth Badinter, Catherine Clément, Slavoj Zizek e muitos outros, como Alfredo Margarido e Eduardo Lourenço, a Filosofia (a maioria dos filósofos após Freud tomaram partido por ou contra a psicanálise), a Epistemologia (Gaston Bachelard), a linguística (Roman Jackobson, Émile Benveniste, Jean-Claude Milner), etc, etc, etc. 5 Cf. a tradução, apresentação e comentário deste manifesto da epistemologia freudiana por Assoun, P-L. (1980). Freud: L´Intérêt de la psychanalyse. Retz, Les classiques des sciences humaines, Paris.

Esta dimensão não biológica do sentido será retomada no conceito de intencionalidade de Franz Brentano. O primeiro destes golpes foi infligido pela Astronomia. É a linguagem do sonho e os idiomas do sintoma – os quais se devem decifrar <Entzifferung> como uma escrita ideográfica ou um criptograma – que vão sobretudo mostrar que Freud se interessa pela estrutura significante das formações do inconsciente. era essencialmente um estudo dos conteúdos de consciência. Husserl. e o preconceito estético-moral. Freud considera. Jaspers e Biswanger. a psicologia científica e experimental tinha sido uma psicofísica ou uma psicofisiologia. de um mundo fechado que Deus construiu e enfeitou para o homem condigna6 A primeira ciência não psicológica da lista que Freud estabelece neste texto é a da linguagem. no pensamento de língua alemã. . 8 O preconceito intelectual. de onde passa para Freud. que confundia psiquismo e consciência. Freud deixa de fundar a causalidade psíquica na Consciência e no Eu.qxp 24-08-2007 13:41 Page 650 650 INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO cológicas 6. Os conceitos de Inconsciente e de Pulsão vieram contrariar dois dos grandes preconceitos da inteligência vigente. porque provocou uma crise na ciência e na consciência do seu tempo. a dificuldade da psicanálise 9: esta tornou-se inaceitável. Mesmo se a existência destes mecanismos o obriga a manter o velho postulado científico do determinismo (Laplace). como transcrição de uma necessidade ou tradução de uma forma de expressão numa outra. dos sentimentos e dos pensamentos. com seus conceitos e objecto – a psicanálise. e uma nova ciência. As obras destes dois autores levam-no a encarar a linguagem de um modo pré-linguístico. Freud evoca o vínculo estranhamente familiar da psicanálise com a psicologia. uma técnica de tratamento de sintomas fundada nos princípios deste método. no entanto. Esta não é a velha psicologia enriquecida pelos conhecimentos vindos da anatomia. juntamente com Karl Abel. a distinção entre os factos observáveis que as ciências empirico-formais descrevem e explicam. uma psicologia do Eu consciente de si. pensava-se ainda durante a Idade Média que a terra era o centro do Cosmos. que recusava admitir a importância da sexualidade na etiologia das psiconeuroses e nas mais elevadas manifestações do espírito humano. herdada da teologia e da filosofia especulativa. Freud viu-se na obrigação de apresentar também aos leitores. no seu artigo sobre Os Sentidos Opostos das Palavras Primitivas (1910). Com efeito. e a compreensão do sentido global dos fenómenos que as ciências sociais e humanas analisam. para além do interesse. Heidegger. Freud refere-se ao filólogo Hans Sperber. mas um método de investigação de mecanismos psíquicos que seriam inacessíveis de outro modo. O que Freud propõe no lugar da psicologia oficial ou superficial é uma psicologia das profundezas. Até a esta data. a afirmar que não há acaso no psiquismo. desferindo simultaneamente um terceiro e profundo golpe no amor-próprio da humanidade. 7 São as Ideias acerca de uma Psicologia Descritiva e Analítica (1894) de Wilhelm Dilthey que vão problematizar. para a referir ao Inconsciente e à Pulsão.EMEN-647-690-ipcIII-2. da neurologia e da patologia. Não tendo tido acesso às teses do Curso De Linguística Geral (1906-1911) de Ferdinand de Saussure. já anteriormente citado. que a opinião popular e a arte se oposeram muitas vezes a estes preconceitos. a função simbólica e significativa concerne não só a fala e a escrita.8 Assim. São os mecanismos psíquicos descobertos por Freud no tratamento dos seus pacientes que levarão à compreensão do sentido dos actos sintomáticos 7. como a linguagem dos gestos. enquanto que a psicologia racional e introspectiva. Assim.

Esta fé cientista não deixará de marcar a obra de Freud: é ela que o leva a forjar o termo psico-análise por analogia com a análise química dos compostos. in Essais de psychanalyse appliquée. Depois de se ter afastado da fé judaica de seu avô (o rabi Schlomo Freud). no século XVI. Une difficulté de la psychanalyse. . um sucedâneo do macaco. desligou-se dos cientistas e médicos que conheceu durante os seus estudos superiores e nas primeiras actividades profissionais. Ora. com o narcisismo refugiado no interior do espaço privado do psiquismo. Ernest Brücke. Giordano Bruno e outros vêm mostrar que a terra não ocupa este lugar privilegiado da nossa imaginação. para jurar com eles que não descansaria enquanto não demonstrasse que tudo se explicava por um sistema de elementos físico-químicos. Kepler.EMEN-647-690-ipcIII-2. Copérnico. movidas por forças que os ultrapassam. a utilizar metáforas energéticas. A segunda grande humilhação. do judaísmo pouco tradicional do seu pai e exegético do seu professor de hebreu (Hammerschlag). S. a acreditar durante um certo tempo no modelo médico da cura. o chefe do laboratório no Instituto de Fisiologia de Viena em que Freud dissecava enguias. Por fim. que se juntou aos três mosqueteiros da ciência de então – Émile Dubois-Reymond. Galileu. 9 Freud. Por exemplo. ainda. Palavra e Sintonia As palavras são o instrumento essencial do tratamento psíquico Freud: O Tratamento Psíquico A partir do sintoma fomos conduzidos para o inconsciente. Estes últimos viviam o triunfalismo positivista da Ciência do fim do século XIX. Paris. Freud desfere um terceiro golpe na megalomania humana. lampreias e outros pequenos animais por volta de 1880. (1933). mas marionetas puxadas por fios que desconhecem. que data apenas do século XIX. Idées-Gallimard. hidráulicas e biológicas ou. o homem passa a ser um mero resultado da evolução. Mas. era uma espécie de D´Artagnan. para a vida pulsional… Freud: Novas Conferências sobre Psicanálise A ruptura de Freud com o conhecimento do seu tempo passou também por uma separação com os seus mestres. com Darwin. mostrando que o Eu e a Consciência não são senhores de si na sua casa. Acreditava-se piamente na tradição ocidental que o homem tinha sido criado à imagem e semelhança de Deus.qxp 24-08-2007 13:41 Page 651 III – QUAIS SÃO OS “EPISTEMAS-PARADIGMAS PRIMORDIAIS” DO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO? 651 mente habitar. foi provocada pela Biologia. que é apenas um planeta descrevendo a sua órbita em torno do Sol. Hermann Helmholtz e Carl Ludwig –. um pequeno grão de areia num Universo infinito.

p. Freud distingue entre sintomas típicos e sintoma individualizado. mas o primeiro sintoma individualizado na psicanálise é o sintomaFreud: a análise originária 13 trata do caso Freud. Seuil. Études sur l´hystérie. o «Pequeno Hans» (1909) para a fobia. Freud troca a investigação laboratorial pela medicina. porque sempre foi médico contra a sua vontade. idées. Paris. antes de tudo. Na 1ª lição da Introdução à Psicanálise. que outras histéricas tenham pedido ao médico para se calar e deixá-las falar. ou levá-lo ao desespero. psicólogos e sexólogos da sua época é a afirmação de que a palavra 10 é o principal instrumento do tratamento psíquico. S. (1956). Paris. mas o grande mérito de Freud foi de não se ter contentado com a influência da palavra do feiticeiro. As palavras provocam emoções e constituem para os homens o meio mais geral de se influenciarem reciprocamente. Na realidade. que o orador entusiasma o auditor e determina os seus juízos e decisões. Freud reafirma que o tratamento psicanalítico apenas comporta uma troca de palavras. o «Presidente Schreber» para a paranóia. por conseguinte. J.qxp 24-08-2007 13:41 Page 652 652 INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO Por razões materiais. diminuir o valor que podem ter as palavras na psicoterapia. Não procuremos. pois exige a presença de um suposto analista (o que Breuer e Fliess representaram para Freud). A relação entre o nome próprio do sintoma individual e a categoria psicopatógica pode ser estudada com alguma pertinência nos casos clínicos apresentados nas Cinco Psicanálises: «Dora» (1905) para a histeria. Sem dúvida que sempre houve a suspeita de que a palavra continha fórmulas mágicas e poderes purificadores. a psicanálise foi concebida pelo seu inventor como tratamento pela palavra. e o «Homem Dos Lobos» (1914) para a neurose infantil. defendeu a análise leiga. o meio mais apropriado e eficaz para tratar as perturbações da alma e do corpo do ser falante. PUF. a auto-análise é a negação da análise. o «Homem Dos Ratos» (1909) para a neurose obsessiva. a qual se estrutura à maneira do sintoma que sente como estranho.EMEN-647-690-ipcIII-2. . Cfr. problèmes. e é com a ajuda das palavras que o professor transmite o seu saber ao aluno. Manoni. que não se pode fazer sozinho como uma introspecção. 13 Termo que Octave Manoni preferiu ao de auto-análise. A estranheza encontrada em si mesmo e nos seus pacientes resulta do facto de que o sintoma psicanalítico tem um sentido enigmático e aparentemente ininteligível. dado que Freud concluiu que esta era impossível. 2. V-I. 21 12 Na Conferência 17 da Introdução à Psicanálise. Paris. Aquilo que distingue desde muito cedo a clínica freudiana da dos psiquiatras. Sintomas típicos 12 que não o histérico passarão igualmente pelo crivo da palavra. para contar.) tenha utilizado o termo de talking cure 11 para rebaptizar o que Breuer chamava de abreacção e catarse. 11 Freud. S e Breuer. com os efeitos da fala do sujeito sobre o seu próprio sintoma. PUF. in Résultats. p. e o conjunto da obra inclui uma dissecação da personalidade psíquica do autor. 10 Freud. mas em seguida abandona-a. Uma vez psicanalista. assim como para a discussão de todos os resultados e problemas da psicanálise. pelo menos quando este não sabe desprender-se da mania de curar <furor sanandis>. E explica: com as palavras um homem pode tornar feliz o seu semelhante. (1971). In Clefs pour l´imaginaire. Le traitement psychique. do padre ou do médico sobre o paciente. O. (1967). não praticada por médicos. Antes mesmo que Bertha Pappenheim (dita Anna O. dado que ser médico pode até prejudicar a psicanálise.

O que a talking cure propõe pela mediação da sua regra fundamental – a associação livre –. Ao impedir o choque das duas forças antagónicas. todavia. Freud aproveita para enunciar um paradoxo: o indivíduo sofre do seu sintoma sem que se queira desembaraçar dele. mas que é a satisfação possível. Publicações Europa-América. pois não há homens nem mulheres sem sintomas. sendo o segundo que confere retrospectivamente ao primeiro a sua significação traumática. idées. a dependência <Abhängigkeit> de outrem ou a angústia da perda de amor <Angst vor Liebsverlust>. III.. não haveria a formulação de uma queixa. O traumatismo psíquico descoberto por Freud processa-se em dois tempos (infância e idade adulta). mas. O trauma deriva por vezes de uma série de pequenos acidentes ou alusões aparentemente insignificantes. II. S. o sintoma introduz a paz no conflito. Freud escreve que a análise se limita a transformar a miséria histérica em sofrimento banal 15. é ao nível do incurável do sintoma 18 que a própria noção de cura deve ser colocada em questão. problèmes. acaba por ser uma questão estatística. In Résultats. a paz do sintoma é sempre provisória. previne os analistas que pretendem curar o incurável. Por que procura reduzir as forças ao silêncio. como coisas que se viram ou escutaram sem se compreender.ª Conferência da Introdução à Psicanálise (1916-17). na 23. cit. p. que a sua profissão não é só difícil. 15 Op. com esta. para explicar que a normalidade é a neurose.EMEN-647-690-ipcIII-2. 17 Freud. Como as pré-condições da formação do sintoma são comuns a todos os seres humanos. Sem dúvida que encontramos sempre pessoas que acreditam ter sido curadas pela psicanálise. Existem na obra de Freud várias figuras do insarável. devemos considerar que esta impressão vem em acréscimo. Lisboa. (1985). ou perversa.127. mas. 18 Somos todos doentes. as reivindicações iniciais cedem o lugar a satisfações substitutivas e aparecem os benefícios da doença. e que é uma solução de compromisso entre a exigência de satisfação corporal e o sujeito psicológico (Eu) que contra ela se defende. pois conta com esse parceiro para obter uma satisfação que pode não ser a melhor. Paris. sexuado e mortal que traumatizam por excelência o ser humano. podemos dizer que são os efeitos da linguagem sobre o corpo vivo. De um ponto de vista estrutural. vol. afirma: a única coisa de tangível que resta da doença depois de se ter acabado com os sintomas é a capacidade para formar novos sintomas 16. p. E. 16 Freud. mas impossível 17. p. como no caso das neuroses de guerra ou de um desastre ferroviário. a anormalidade psicótica. (1989). como o desamparo <Hilflosigkeit> existencial. Vinte e um anos mais tarde. 247. . vol. nem um pedido de cura. S.263. no fim da sua vida. neste caso. em Análise Terminável e Interminável (1937). é analisar o material e as resistências que provém da fala do 14 Este traumatismo não supõe forçosamente um acontecimento externo de tipo catastrófico. Se assim não fosse. In Textos Essenciais De Psicanálise.qxp 24-08-2007 13:41 Page 653 III – QUAIS SÃO OS “EPISTEMAS-PARADIGMAS PRIMORDIAIS” DO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO? 653 Freud descobre que o sintoma resulta de um acontecimento traumático 14 de que nada se quer saber. em condições mais favoráveis. A noção de cura em psicanálise é contudo problemática. escreve Freud em Os Caminhos para a Formação de Sintoma. PUF. A análise tenta apenas que o sujeito possa devir o que teria sido sem tratamento. No fim dos Estudos sobre a Histeria (1895).

Mesmo convertido somaticamente.º 23 da Introdução À Psicanálise. ele fica convencido que não se trata só de imaginação. um obstáculo a que chama transferência. qual é realmente a Bedeutung do sintoma? A primeira resposta de Freud encontra-se na Traumdeutung. Mas.qxp 24-08-2007 13:41 Page 654 654 INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO analisando. in Résultats. na medida em que esta não é a coisa nem o seu significado. Mas depressa se deparou com uma resistência a esta arte. A procura do sentido conduziu Freud a definir inicialmente a psicanálise como uma arte da interpretação. Poder-se-á estudar esta diferença nas Conferências n. 422. Introduction à la psychanalyse. (1985). mas também à própria palavra. que o fantasma se refere a um acontecimento corporal. cit. 21 Freud. na análise da transferência. S. que demorou oito anos a esgotar-se. consiga transformar a relação com um sintoma que é. op. Desde logo. Freud mostrou querer ligar indissociavelmente a interpretação dos sonhos. A interpretação dos sonhos A interpretação dos sonhos é a via régia que levou ao conhecimento do inconsciente na vida psíquica Freud: A Interpretação dos Sonhos Ao pedir ao editor que apusesse na Traumdeutung 22 a data simbólica de 1900. Depois de escutar os seus analisandos. II. Paris. o nascimento da psicanálise e o século que se iniciava.º 27. problèmes. o sintoma expressa-se através da palavra que o analista oferece a quem o consulta. porque foi o sonho que lhe permitiu aprofundar a lógica do inconsciente. S. o sujeito vê-se forçado a recorrer a mitos. Freud. estorias infantis e sexuais. então. no fundo.º 17 e n. (1972). irredutível. e como a variação do sentido do sintoma vai girar doravante em torno do analista. a análise vai à procura daquilo que permanece constante nas variações de sentido de uma verdade com estrutura de ficção. durante o exercício da plena liberdade de falar. que pode ser atribuída à fantasia ou fantasma <Phantasie>. a inventar romances familiares. PUF. Para dizer toda a verdade. na sua busca da verdade. numa edição de 600 exemplares. afim de que este. 22 A Interpretação Dos Sonhos foi posta à venda por Franz Deuticke em 4 de Novembro de 1899. só existem os sintomas que conhecem uma tal transformação 21. p. Freud diz que. que chamam a atenção de Freud para a verificação da realidade de tais «delírios». o analisando deixa de questionar o sofrimento que o levou ao pedido de cura para se fixar ao analista enquanto objecto de amor. De facto. idées. e gera sempre o mal-entendido. Conferência n. Mas. o analisando revela-se como o sujeito de uma primeira mentira <proton pseudos>. É a análise da neurose de transferência que permite distinguir entre o sentido <Sinn> e a referência <Bedeutung> real do sintoma 20.EMEN-647-690-ipcIII-2. Constructions dans l´analyse. mas que a verdade histórica deste real apenas pode ser construída na análise 19. 19 20 .

O mistério do sonho não está propriamente no sentido que retroactivamente <nachträglich> se lhe pode dar. No tempo de Freud.) que Freud estuda pormenorizadamente nos dois outros livros inaugurais onde apresenta a descoberta do Inconsciente. 25 Como o sintoma. A análise não interpreta o sonho em si. é a relação que o analisando entretém com o seu sonho. existiam duas grandes teses sobre o sonho: a que defendia que era um fenómeno desprovido de sentido e a que dizia o contrário. dado que os sonhos sempre foram interpretados na história dos povos. mas uma escrita figurada. A Psicopatologia da Vida Quotidiana (1901) e O Dito Espirituoso <Witz> e a suas Relações com o Inconsciente (1905). no entanto. o seu conteúdo latente. e até aos videntes populares da sua época. ainda. A primeira destas teses era sobretudo partilhada pelos cientistas 23. e que a referência ao sentido tem uma significação sexual para o sujeito. o hipocampo e o cortex cerebral.qxp 24-08-2007 13:41 Page 655 III – QUAIS SÃO OS “EPISTEMAS-PARADIGMAS PRIMORDIAIS” DO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO? 655 Aquele que virá a ser o mais célebre dos livros de Freud acrescenta ao estudo do sonho como processo somático. 23 Os cientistas de ontem e de hoje dizem o mesmo sobre o assunto. Explicam. Antes de Freud. . palavras e letras que articulam a proposição ou sentença da charada. e uma função cognitiva de activação da memória e programação de conhecimento. o sonho é uma charada 24.EMEN-647-690-ipcIII-2. ninguém se apercebeu que o sonho não era um desenho. que o sintoma difere das fulgurantes formações do inconsciente pela sua permanência e constância. para afirmar que o sonho não é absurdo. quando envia a mensagem ao analista. tem um sentido. diferentemente dos que acreditavam que o sentido do sonho era místico-religioso. como o sonho se forma nas relações entre o sistema límbico. Mesmo se o seu conteúdo manifesto. actos falhados. chistes. 24 Freud. pois. Lisboa. (1989).102. as imagens e os pensamentos. quer estas estivessem paradas ou em movimento. as associações do sujeito que fala e o simbolismo comum que utiliza. o estudo do sonho como realidade psíquica e social. invisível mas legível. ou através das conexões entre a rede neuronal. p. Acrescente-se. S. Assim. Pensamento. que podia ser decifrada como Champolion decifrou os hieróglifos egípcios. pelo menos a partir do momento em que o sujeito se questiona sobre ele. Como objecto da psicanálise. que são os mesmos que governam todas as formações do inconsciente 25. mas que não tem o mínimo sentido. Todos os que precederam Freud foram enganados pelas imagens que viam nos seus sonhos. Freud defende que o sonho é uma mensagem do inconsciente. é constituído pelas sílabas. V-II. mas não se interessarem minimamente pela forma e o conteúdo do que conta o sonhador. que os sonhos eram mensagens dos deuses. o resultado de uma má digestão. Actualmente. etc. é composto por imagens. uma pintura ou uma animação cinematográfica. Porém. são estas formações (esquecimentos. acreditavam que os sonhos eram um fenómeno orgânico ou um reflexo psíquico do que se passava no corpo. por exemplo. mas nos mecanismos que presidem à criação deste sentido. e a segunda por todos aqueles que confusamente supunham que o sonho queria dizer algo. lapsos. visível. Freud junta-se aos antigos intérpretes dos sonhos como Artemidoro de Daldis. A Interpretação Dos Sonhos. mas o relato dos pensamentos do sonho. O que se analisa. afirmam que o sonho tem uma função neurobiológica de regeneração.

Ele mostra como a necessidade e o pedido de amor se juntam ao anseio de alcançar uma satisfação plena. habitam a linguagem. ou do próprio dia.EMEN-647-690-ipcIII-2. Paris. A Auto. . Actas da 1ª Jornada do Centro de Estudos De Psicanálise. cit. a morte do pai. como nenhum reaparecimento de traço mnésico e rememoração podem levar à satisfação que seria originária. recusam pedir medicamentos ao psiquiatra e ajuda ao psicólogo comportamental. 28 cada sonho tem a sua fórmula significante e o seu significado. 26 Vários kleinianos conceberam a figurabilidade como uma encenação própria ao psicodrama interno. que cada um cumpre um desejo e todos realizam o desejo de dormir. Por outro lado. mesmo dormindo. Este processo passa-se com a consciência adormecida e segue a via das palavras que se impõem aos que. tal como o célebre sonho da injecção dada a Irmã. Edições Universitárias Lusófonas. Mas o importante é de entender que uma tal encenação se apoia na condensação e no deslocamento. durante o sono. O sonho mostra como o desejo que foi impedido de se manifestar investe. equivalentes do que a antiga retórica chamava de metáfora e metonímia (Lacan). op. submete este material à condensação <Verdichtung> e ao deslocamento <Verschiebung> que regem as representações psíquicas ao nível do processo primário inconsciente. quando se debatia internamente com o inconfessável desejo que a morte do seu pai veio por a claro 27. para que estes anulem ou corrijam rapidamente os desvios que o sonho imprime a uma vida que foi sentida como existência. aquela que o Wunsh persegue com ânsia acaba por ser mítica. Lisboa. juntamente com o seu empreiteiro (os restos diurnos) e capitalista (o desejo inconsciente). mas também o guardião do sono. à exigência de figurabilidade <Rücksicht auf Darstellbarkeit> 26 que acaba por dar uma consistência imaginária ao criptograma. indo até formas primitivas de expressão. Freud repete que o sonho é uma realização de desejo. à perda mais dilacerante da vida de um homem. (1978). Le Séminaire. quando vai até ao Inconsciente como lugar psíquico. mas que se tornou negócio e depressão. (1988). 28 Freud.qxp 24-08-2007 13:41 Page 656 656 INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO Aquilo que Freud vai efectivamente descobrir é o trabalho do sonho <Traumarbeit>. Freud escreve que só se apercebeu retrospectivamente da significação pessoal desta obra científica: que o livro era a resposta do inconsciente ao acontecimento mais importante. 27 No prefácio à segunda edição da Traumdeutung. Lacan.Análise de Freud e a Descoberta da Psicanálise. V-I. Cem Anos sobre o Sonho. AAVV (1996). dado que o livro lhe foi ditado em boa parte pelo inconsciente. 29 Freud diz-nos que a regressão onírica pode ser formal. neste sentido. Edições 70. podemos dizer que. O desejo <Wunsch> em Freud está ligado a uma representação complexa e com um ponto de fuga. o sonho permanece um dos últimos refúgios da invenção de Freud. p. mas também à elaboração secundária. Na nossa época de utilidade imediata. J. É ainda o ditame das palavras que leva Freud a explicar o sonho acordado que foi também para ele a Interpretação Dos Sonhos. S. Mas como mesmo a primeira satisfação infantil foi precedida de insatisfação. Este sonho foi o primeiro que Freud afirma ter conseguido interpretar até ao fim. Ela pode também ser tópica. As pessoas não desistem de sonhar com um mundo melhor e. livre II. por exemplo. 111 e sg. Lisboa). o sonho vai tentar alcançá-la através da regressão alucinatória 29. que muitas vezes não oferece tempo nem espaço à psicanálise. as recordações do passado. A fórmula triádica da trimetilamina fornece aí a estrutura significante de todos os sonhos (cfr. D. Ao longo da Traumdeutung. A partir destas duas grandes teses. A Interpretação Dos Sonhos. Anzieu. Seuil.

como inconsciente metafísico. O sintoma e o sonho como formações do inconsciente foram os dois pontos de partida empíricos da psicanálise. v-III. porque mostram que o real que o sonho encontra tem um carácter traumático. op. exigir outro sonho ou arriscar-se ao delírio.EMEN-647-690-ipcIII-2. (a tradução portuguesa fala de doente engenhosa e a brasileira de bela açougueira). Freud pôde ver no sonho uma tentativa de regressão alucinatória e narcísica ao passado intra-uterino que o sono recriaria. do que vincula realmente sonho e sintoma. p. O pesadelo e o sonho de angústia tornam-se aqui importantes. psicológico e poético. Mas Freud descobre rapidamente que o sonho (nocturno ou diurno) é uma realização imaginária do fantasma do desejo <Wunschphantasie> inconsciente.qxp 24-08-2007 13:41 Page 657 III – QUAIS SÃO OS “EPISTEMAS-PARADIGMAS PRIMORDIAIS” DO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO? 657 Contrariamente a esta alucinação. é o relato do sonho que acaba por dizer. S. cit. que já existia na língua alemã como adjectivo e substantivo. o desejo permanece insatisfeito. v. Neste último caso. Não se trata unicamente do que Freud chamou o umbigo do sonho 31. o ponto onde este se liga ao Desconhecido. A Interpretação Dos Sonhos. como o sonho da espirituosa mulher do talhante 30 indicou a Freud. pois a alucinação e a narração do sonho são incapazes de obter uma satisfação que seja completa.. No final. O sonho procura conservar o sono para afastar os estímulos que perturbam a actividade vital de dormir. É o sintoma que faz com que a vida não seja só sonho. ainda que de modo deformado. Trata-se. aquilo que a voz da consciência não conseguia balbuciar. dado que o desejo emerge na diferença entre a satisfação esperada e a obtida.. De facto. e temporal. de olhos bem fechados ou abertos. . cit. 30 Freud. Mais ainda. quando repassa por lembranças mais ou menos imaginárias daquilo que se teria passado num estádio anterior do desenvolvimento. 31 Op. É esta falta constituinte do desejo que o sonho como guardião do sono tenta velar. o sonho contado ao analista vem mostrar que aquilo que se torna crucial é a realização verbal do desejo. O inconsciente O valor-índice do inconsciente ultrapassou de longe a sua importância como propriedade Freud: Nota sobre o Inconsciente na Psicanálise Um dos problemas com que Freud se depara sempre que se vê obrigado a escolher um termo para o vocabulário da psicanálise é de conseguir diferenciar do senso comum o conceito associado ao novo significante: é o caso da palavra Inconsciente <Unbewusst>. p. 108. sim. 149 e sg. e no pensamento em geral. realizar o desejo acaba mesmo por ser criar-se um desejo insatisfeito. em que a interpretação deve parar. mas também e sobretudo para não permitir que o real acorde a consciência. e só é indestrutível quando falta o objecto que o anima. isto é. que haja também um real para o qual o sujeito é forçado a despertar. enquanto que o sintoma permanece ancorado ao que a pulsão sexual tem de mais real. para fazer com que o sonhar prossiga. II.

p. é a ideia de que a memória não se apresenta de uma só vez. o veto através do qual o Eu consciente procura manter-se à distância das representações intoleráveis. Normais ou patológicas.EMEN-647-690-ipcIII-2. mas congruente com a existência de um não saber fundamental. as representações são imagens mentais formadas no cérebro. referindo-se ao fantasma originário. Mais ainda. mas também a representação da coisa que não chega à fala consciente. por consequência. a propósito dos pensamentos inconscientes do sonho. É este representante que constitui a condição de possibilidade da representação humana. condenando-se ao retorno do recalcado. inconsciente. No interior da primeira tópica freudiana. La Naissance de la Psychanalyse. Recorrendo à filosofia de Kant. intemporal ou sempre actual. aquilo que Freud chama o representante representação <Vorstellungsrepräsentanz> 33. nem com os atributos inconscientes descritos por Theodor Lipps. Mesmo se pode ser concebido como um real lógico. onde Freud afirma que uma pulsão nunca pode tornar-se objecto da consciência – só o representante representação o pode. no inconsciente uma pulsão só pode ser representada por um representante. mas por intermédio de diversos signos <Zeichen>. Eduard von Hartmann ou Pierre Janet.ª Conferência da Introdução à Psicanálise. Esta supõe forçosamente a linguagem. ele dirá que o Inconsciente como Coisa <Ding> é Incognoscível.º 52 a Fliess. 34 Freud. mas que são sobredeterminadas pelo que distingue o pensamento do ser humano do dos outros animais. S. mas que são decisivos para a sobrevivência de uma espécie a quem falta o instinto dos animais. Freud diz que o sujeito os conhece sem os saber. onde se situa o que foi primordialmente recalcado. Este saber inconsciente não é absoluto. para quem queira decifrar certos fenómenos psíquicos inexplicáveis pela ciência. a ciência e a consciência só podem ter acesso à lógica do Inconsciente através do a priori da palavra <Wort>. carta n. No «Homem dos Lobos». 33 O exemplo mais esclarecedor encontra-se no artigo O Inconsciente (1915). 154: o que há de essencialmente novo na minha teoria. Desde logo. Freud começa por falar do Inconsciente como uma hipótese. O Inconsciente é uma outra cena que não a consciência. do sistema Percepção-Consciência ao Inconsciente. necessária e legítima. aquela que assenta no diferencial dos signos 34 que registam tudo o que se passa no aparelho psíquico. 32 Na 6. que dá acesso às representações que a consciência verbaliza ou censura. comparável ao saber instintivo dos animais.qxp 24-08-2007 13:41 Page 658 658 INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO Esta dificuldade obrigou Freud a escrever vários artigos para explicar que o valor de índice que o Inconsciente tomou na psicanálise nada tem a ver com uma substância. cujos efeitos de sentido não chegam à consciência. Freud evoca um saber difícil de definir. a hipótese do Inconsciente refere a um saber desconhecido 32. . De um modo geral. O Pré-consciente é apresentado como o lugar onde se efectua a representação de palavra. é também a instância do aparelho psíquico onde sobrevive o resultado dinâmico do recalcamento secundário. que distingue a Coisa-em-si das representações. o Inconsciente é um sistema com ligação ao Pré-consciente e Consciente. acredita ignorá-los. (1979). ou que não sabendo que os sabe. o núcleo psíquico derivado do recalcamento primordial.

no seu retorno a Freud. Kris e Löwenstein desenvolveram durante o pós-guerra nos Estados Unidos. Ego e Superego). uma forma vazia tão estranha às imagens como o estômago aos alimentos que o atravessam. A partir de 1920. Se o Pré-consciente é o léxico individual de cada um se serve para contar a sua história. dado que a pulsão sexual não visa a reprodução. Só Lacan. Lacan indica que o inconsciente freudiano é uma estrutura formal. . manteve o conceito de Inconsciente. basicamente autoerótica. por assim dizer. ou analisar as suas resistências e construir o fantasma. Assim. sem a fala não se podia escutar o que analisando diz e repete apesar dele. Por seu lado.EMEN-647-690-ipcIII-2. De facto. onde caberia ao psicanalista o papel do novo pedagogo. os significantes deste léxico só adquirem um significado para a Consciência na medida em que o Inconsciente o organiza segundo as leis da linguagem ou do discurso. mas que impõe as suas regras às representações e afectos. com a sua estrutura de linguagem 35 e realidade sexual. quando Freud propõe a sua segunda tópica (Id. da América procurou integrar a psicanálise na Psicologia Geral. algo que se supõe. muitos dos seus alunos pensaram que ele abandonava o conceito de Inconsciente. A realidade sexual do ser humano não deve ser reduzida a um instinto <Instinkt>. A pulsão A teoria das pulsões é. 35 Com o aforismo o inconsciente está estruturado como uma linguagem. como os psicanalistas europeus emigrados ao american way of live. que saberia impor internamente a sua função de síntese e adaptar-se ao mundo ambiente. Melanie Klein e os seus seguidores foram dos poucos que salvaguardaram a parte inconsciente das três instâncias da segunda tópica. a Psicologia do Ego que Hartmann. A libido é aí apresentada como aberrante em relação à norma física e moral.qxp 24-08-2007 13:41 Page 659 III – QUAIS SÃO OS “EPISTEMAS-PARADIGMAS PRIMORDIAIS” DO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO? 659 Mas como na talking cure o Inconsciente é o discurso no qual o sujeito se trai. explicando desde o início que ele indica um perturbante intercâmbio entre as representações psíquicas e as excitações somáticas. mas a satisfação. mas extraindo quase sempre dela a sexualidade. a Pulsão impõe-se a Freud partir do sintoma do corpo sexuado. Foi o que aconteceu com todos aqueles que tentaram reduzir a psicanálise a uma pós-educação. a nossa mitologia Freud: A Angústia e a Vida Pulsional Se o Inconsciente é uma hipótese. interpretar o material que rememora e elabora. Os Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade (1905) referem as deambulações dos representantes psíquicos da pulsão durante o desenvolvimento individual a algo de escandaloso para a época vitoriana: a perversão-polimorfa da criança. Freud preferiu utilizar o termo pulsão <Trieb>. por intermédio de um Ego forte. os signos freudianos acabam por equivaler aos signos da linguagem.

quando divide a complexidade da Pulsão (sexual) em quatro elementos básicos: a fonte. etc. cuida das necessidades vitais (alimentação. uma voz passiva (ser visto) e uma voz média reflexiva (fazer-se ver). Na metáfora da energia quantificável. pois existirão sempre prazeres preliminares e não genitais. Freud indica definitivamente que a pulsão não concerne a adaptação biológica. mas só em 1933 explica que o campo obscuro da ciência ocupado pela teoria das pulsões é a sua mitologia. o objecto e o alvo. afirma mesmo que não existe pulsão gregária. diz que ele é vazio. distinguindo entre as pulsões de auto-conservação e as pulsões sexuais. Com esta referência à narrativa mítica. o narcisismo torna-se fundamental para entender a perda da realidade nas psicoses (ditas psiconeuroses narcísicas). que dá o passo decisivo no esclarecimento do seu conceito-fronteira. a pressão é a força constante que define a libido como unidade de medida da vida psicossexual. redistribuindo apenas a sua energia pelos objectos externos e o Eu enquanto objecto de amor-próprio. nomeadamente. Mas. fezes. Quanto ao objecto da pulsão. etc. o alvo da pulsão. a associar as pulsões propriamente sexuais ao princípio do prazer que governa o inconsciente.) já abandonados e regressões a organizações precedentes (oral. É em 1915. pelas formas gramaticais. Freud alerta aqui para o facto que existe também uma historicidade e uma plasticidade da libido. a pulsão escópica possui uma voz activa (ver). volta ao facto de que a libido é sempre sexual. Ao mesmo tempo que a realidade se revela a forma que toma para o sujeito o prazer não alucinado. A única condição que deve preencher o objecto é de servir de meio para alcançar um fim. que é um retorno à origem. Por exemplo.EMEN-647-690-ipcIII-2. e as pulsões de auto-conservação ao princípio de realidade.qxp 24-08-2007 13:41 Page 660 660 INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO Da infância à puberdade. cuja investigação não diz respeito ao psicanalista como tal. etc. Freud diferencia ainda os interesses do indivíduo dos da espécie. educa (limpeza. a pressão.) Servindo-se da distinção schilleriana entre a fome e o amor. Em Psicologia Colectiva e Análise do Eu. em As Pulsões e as suas Vicissitudes. anal. psicológica e social. com Introdução ao Narcisismo (1914). Esta distinção leva-o. Com a reflexão metapsicológica iniciada em 1914. .) e seduz. e que a força de trabalho pulsional é moldada pelas leis da linguagem. de modo a provocar uma alteração do corpo vivo que seja experimentada como outra e mais satisfação. transformando certas parcelas do organismo em zonas erógenas. em Formulações sobre os dois Princípios do Funcionamento Mental (1911). a sexualidade do ser humano manifesta-se na forma de pulsões parciais. É só com a idade adulta que esta sexualidade multifacetada parece encontrar uma unidade ao nível da organização genital reprodutora. de tendências que se amparam das partes do corpo envolvidas na relação com o outro que fala. bem como fixações a objectos (seio.). mas a pulsão sexual total nunca se constituirá. porque variável ou sempre substituível. etc. A fonte da pulsão é remetida à partida para a origem biológica do sexo. Freud situa mais precisamente a Pulsão entre o somático e o psíquico.

a começar pela sua filha. É este ódio que surge na reflexão de Freud sobre o amor sexual que constitui o prelúdio do que virá a chamar. que constituiria a base orgânica da ansiedade e da agressividade. os sentimentos de amor e de ódio.qxp 24-08-2007 13:41 Page 661 III – QUAIS SÃO OS “EPISTEMAS-PARADIGMAS PRIMORDIAIS” DO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO? 661 Ainda neste texto. que a vida das palavras e das ideias está para além da vida biológica. a culpa inconsciente. À partida. Anna Freud. A repercussão que terá esta última versão da teoria das pulsões entre os alunos de Freud será incalculável. É Lacan que desdramatiza o problema. Estuda com algum pormenor dois destes mecanismos de defesa. Estudando ainda. Freud não parará de escrever sobre o modo como Eros se une a Tanatos. Esta vem mostrar que a satisfação pulsional é contrária a todo o prazer que exclua o desprazer. consagra um terceiro e importante artigo ao recalcamento. A reversão é ilustrada pelos pares sadismo – masoquismo e voyeurismo – exibicionismo. e deixa de lado a misteriosa sublimação. uma reacção mais primitiva à dor de viver. Fazendo-se o advogado do diabo. de um gozo da dor que aponta para experiências paradoxais ou aparentemente incompreensíveis. as vicissitudes pulsionais vão conduzir agora para o eterno retorno do mesmo enquanto compulsão de repetição. que se opõe à homeostasia que regula o organismo físico e psíquico. como a do masoquismo fundamental do ser humano. passa pelas neuroses de guerra.EMEN-647-690-ipcIII-2. A partir desta data. Ele explica que o encontro do ser sexuado e mortal com a linguagem sujeita a representação humana do real à ordem simbólica ou automatismo que caracteriza a compulsão de repetição em Freud. a reacção terapêutica negativa. que deve haver um ódio logicamente anterior ao amor. Se a pulsão de morte pode também ser denominada de pulsão de destruição é porque a vida . nascer incessantemente a vida à qual a morte virá pôr termo. e acaba por tropeçar num poema de Rückert que relaciona pecar e escrever. que parte da observação da brincadeira (o jogo com os fonemas alemães fort/da) de um dos seus netos. Para Além do Princípio do Prazer (1920) introduz definitivamente na psicanálise o dualismo pulsão de vida – pulsão de morte. Trata-se de uma satisfação que escapa à lógica do vivente. Pulsão de morte significa. Melanie Klein tentou em seguida assimilá-la a um paradoxal instinto de morte. ninguém quis aceitar a existência de uma pulsão de morte. Se as formações do inconsciente tinham chamado a atenção para o retorno do recalcado. para através da sua acção oposta e conjunta. a inversão e a reversão. Freud chega à conclusão que o segundo não pode apenas ser o contrário do primeiro. lança-se numa especulação filosófica sobre a vida e a morte. então. Estes mostram bem qual é a função do objecto no interior do quadro fixado pelo fantasma que representa a pulsão no psiquismo: a de instrumento da satisfação perversa. alguns anos mais tarde. pulsão de morte <Todestrieb>. Freud mergulha numa nova reflexão metapsicológica. pela via da inversão dos afectos. Freud evoca quatro dos destinos que pode conhecer a satisfação pulsional em virtude da resistência que lhe opõe a consciência.

o conflito édipiano tenderá a resolver-se com a identificação ao pai. afirma: todo o espectador foi um dia. Uma Criança é Batida. Na rapariga. . in Esquecimento e Fantasma. É ainda neste enquadramento indentificatorio e relacional que pode surgir o que Freud chama de Édipo invertido. 52. Apesar da precocidade desta descoberta.EMEN-647-690-ipcIII-2. o abandono sexual da mãe e a escolha forçada de um outro objecto de amor. Podemos descrever o complexo de Édipo dizendo que é o sistema de representações essencialmente recalcadas que sobredeterminam as relações típicas da criança com o objecto (mãe) e o obstáculo (pai) do desejo que se gera na instituição humana da família. sem sombra de dúvida. sentimentos amorosos em relação à mãe e de ciúme a respeito do pai. facto que pressupõe sempre a dominação <Bemächtigungstrieb> da palavra. que se manifesta pelo seu desejo inconsciente de ter um filho do pai. isso só serviria para a situar entre as mais preciosas das novas aquisições do género humano Freud : Compêndio de Psicanálise Uma das noções mais célebres que a psicanálise ofereceu ao pensamento contemporâneo foi. é só em 1919. como por toda a parte. No rapaz.qxp 24-08-2007 13:41 Page 662 662 INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO da cultura é histórica. Assírio & Alvim. em imaginação. Uma Criança é Batida. o percurso é mais sinuoso. em germe. a qual enuncia que a ontogénese é a repetição abreviada da filogénese. o complexo de Édipo é uma espécie de acidente constitucional. Lisboa. evocando o efeito cativante que o Édipo-Rei de Sófocles tem sobre o público. isto significa que Édipo é o destino que cada um cumpre 36 Na carta de 15 de Outubro de 1897 a Fliess. a de complexo de Édipo. no seu texto mais elaborado sobre a estrutura e a fenomenologia clinica do fantasma. dado que o seu primeiro objecto de amor é também a mãe. durante a correspondência íntima que estabeleceu com Fliess 36. o seu poder de aniquilar a coisa e de criar a partir do vazio. implica a negação e a superação do que já lá estava como obra feita. Freud descobriu o seu complexo de Édipo em 1897. Esta solução conduz à admissão psíquica da relação triangular. p. um Édipo. De um modo mais geral. facilita a formação futura de outras famílias e a até lá comprometida reprodução social e biológica. por exemplo. (1991). O Complexo de Édipo Se a psicanálise não tivesse no seu activo senão a descoberta do complexo de Édipo recalcado. quando o menino toma o obstáculo do desejo como objecto de amor. Em termos estritamente psicanalíticos. que afirma categoricamente que Édipo é o complexo nuclear 37 do psiquismo humano. levando muitas vezes à instalação duradoira da rapariga na casa de Édipo. E. que leva Freud a relacioná-lo com a lei de Haeckel. 37 Freud. Freud escreve: Encontrei em mim. S.

ou à recusa por ambos da diferença anatómica dos sexos. A castração não é um mito colectivo ou individual. a que se refere à origem da sociedade humana (Totem e Tabu). Por sua vez. A construção do fantasma edipiano faz Freud esbarrar com algo que já não deve ser visto simplesmente um mito. ela é o nome que Freud dá à falta constituinte do objecto que causa o desejo. como não se reduz à angústia do rapaz em perder o seu órgão genital. É também esta falta simbólica que o fantasma edipiano não admite. pelo agente efectivo da proibição do incesto. o complexo de castração. esta nova «psicologia» fez passar para um plano imaginário a relação com o Outro sem o qual qualquer posição narcísica do sujeito na relação de objecto seria inconcebível. mas que recapitula a própria constituição da humanidade. o complexo de Édipo revela ser também a matriz dos fantasmas originários 38. e a fala ao nível da sublimação civilizacional. é também ela que confere ao pai real a 38 Os fantasmas originários – cena primitiva. Mas o que ficou por explicar na sua descrição do mundo materno e simbiótico.EMEN-647-690-ipcIII-2. a encarnação (na instituição familiar) e representação (na realidade psíquica). ainda. .qxp 24-08-2007 13:41 Page 663 III – QUAIS SÃO OS “EPISTEMAS-PARADIGMAS PRIMORDIAIS” DO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO? 663 aproximadamente entre os três e os seis anos de idade. só a linguagem possibilita que as alianças sociais se sobreponham ao reino da natureza. É esta falta que o falo simboliza para os dois sexos ao nível da vida da libido no inconsciente. São complementos imaginários que procuram esvaziar o vazio introduzido no real pelo trauma que terá estado no começo da humanidade: o assassinato e a incorporação canibalesca do Pai da horda primitiva (Freud). de sedução e de castração – não são apenas representações pré-históricas que vêm preencher as lacunas da verdade histórica do indivíduo. do inter-dito que a linguagem impõe ao ser sexuado condenado a falar (Lacan). dado que a lei fundamental das sociedades humanas é a proibição do incesto. Defendendo a ideia de um narcisismo normal e positivo. De facto. dado que identifica imaginariamente a mãe incestuosa com a causa real do desejo. à inveja do pénis da rapariga. Melanie Klein procurou aprofundar o problema dos fantasmas originários ao nível do pré-édipiano. em particular das posições (esquizo-paranoide e depressiva) do bebé nas relações precoces com o objecto parcial clivado (bom/mau seio). Este acontecimento estrutural é narrado por Freud de modo mítico e em três versões: a que trata da origem da personalidade psíquica. continuamente actuante da pequena infância à idade adulta. Após a reformulação cronológica da teoria dos estádios do desenvolvimento por Karl Abraham. ou. A Psicologia do Self que começou a vigorar nos Estados Unidos com Heinz Kohut nos anos 60 privilegiou o mito de Narciso ao de Édipo. Na verdade. Lacan limitou-se a apresentar o complexo de Édipo como a metáfora paterna que permitiu a Freud dar forma épica àquilo que é um efeito de estrutura: a substituição da Coisa pela Palavra. entregue ao acasalamento e à consanguinidade. e a que pensa a origem da religião (de Um Pai) como liame básico (Moisés e o Monoteísmo). foi a necessária contingência simbólica do limite paterno. a saber. Nesta tripla referência à origem.

valores heróicos. e é ainda a linguagem que permite atribuir ao que a religião do Deus que fala chama o Nome-do-Pai o poder da nomeação (baptismo) e da criação (ex nihilo). o amor a Deus e ao próximo. Não existe nada que aí resista: nem a crença. o utilitarismo burguês. do trabalho ao lazer. O mal-estar na civilização Inclino-me diante da objecção que não trago nenhuma consolação.qxp 24-08-2007 13:41 Page 664 664 INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO função simbólica da castração que separa a criança do Desejo da Mãe. as dificuldades do mundo e os défices das relações sentimentais e intelectuais. Foi a guerra de 1914-18 – onde se misturaram mentiras oficiais. A ética da psicanálise deixa-se guiar pelo que há de mais real para o ser falante. na sua íntima relação com o sintoma que a sublimação não conseguiu reduzir a zero. inclusive a crueldade e a morte. os revolucionários mais selvagens de um modo não menos apaixonado que os mais bravos piedosos Freud: Mal-Estar na Civilização Mal-Estar na Civilização (1929) é um texto onde Freud procura rasgar o véu de todas as ilusões. nem o rigor quase paranóico da ciência. nem a partilha interessada da fantasia artística. Perdida deste modo a relação directa com o que seria a pura natureza. o ascetismo e os cerimoniais religiosos. . mas que o sintoma pós-analítico identifica ainda melhor. pai édipiano). o da pulsão de morte. por intermédio da significação fálica. nem o proselitismo do pedagogo. o desejo interdito que resulta da perda originária. Específica do ser humano. no qual podemos ler como a psicanálise se afasta das morais antigas e modernas. Ela reflecte finalmente o que cada ser humano tenta para ultrapassar. das circunstâncias e das mudanças tecnológicas. traduzir-se por sintoma na sublimação. do crime ao castigo) o que a humanidade criou para se proteger do sofrimento causado pela deterioração do corpo. através de todos os meios ao seu alcance. da beleza à ordem.EMEN-647-690-ipcIII-2. Civilização é ainda tudo (da vergonha ao pudor. Mal-estar na civilização pode. Mal-Estar na Civilização é também um tratado de ética. a história da civilização mostra os caminhos que os homens e as mulheres foram seguindo. é isso que todos querem. espírito de sacrifício e barbárie – que melhor mostrou a Freud o real que os europeus mais civilizados gostariam de esquecer. Com efeito. esse inominável e inimaginável que Freud chamou Isso (após Groddeck). a Civilização <Kultur> é o resultado da substituição do instinto pela Lei (linguagem. a psicanálise não pauta a sua acção pelo Soberano Bem. a esperança comunista da partilha da propriedade. Pois. nem os ideais inatingíveis e enganadores da política. mediante o que lhes foi proibido e consentido. nem mesmo pela nova forma de imperativo categórico que o Supereu impõe ao Eu. então.

Um passaporte para o futuro Este lugar faz languescer o próprio Ser. . É no testamento intitulado Análise Terminável e Interminável que o inventor da psicanálise aborda o problema com maior rigor.) ou a um fim interno (essencialmente fim psicoterapêutico e fim didáctico). Freud conclui que aquilo que todos rejeitavam era a castração. Freud interroga se. a questão que se coloca é a de saber o que são estes fins. Foi isto que se passou na história da psicanálise. Chama-se gozo.qxp 24-08-2007 13:41 Page 665 III – QUAIS SÃO OS “EPISTEMAS-PARADIGMAS PRIMORDIAIS” DO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO? 665 Assim. o interminável das análises não só prejudica os analisandos como abre mais facilmente a porta aos conflitos entre os analistas e às suas crises institucionais. mas como a análise não se faz face à morte. Por esta razão. é o suplemento de gozo (termo que traduz o Lustgewinn de Freud e o plus-de-jouir de Lacan). a uma mudança das categorias psicopatológicas. A situação agravou-se ainda quando a IPA se transformou naquilo que Lacan chamou a SAMCDA. a Sociedade de Assistência Mútua Contra o Discurso do Analista. Roudinesco nos États Généraux de la Psychanalyse (Le Monde. à defesa do exercício da profissão pelos homossexuais ou à exportação da sua técnica para a China 39. ao nível de cada sintoma. a clínica psicanalítica apenas se pode manter como nova ética enquanto não desistir de dizer bem aquilo que. quando falamos de fim da análise. nos estamos a referir a um fim externo (diversas tentativas da sociedade para acabar com a psicanálise. aconselhou-os a voltar de vez em quando ao divã. e da demissão do seu primeiro Presidente. interrupção deste por partida ou morte de alguém.EMEN-647-690-ipcIII-2. etc. quatro anos depois. devo sublinhar 39 Propósitos de E. pedidos para encurtar a longa duração do tratamento. em 1910. antes mesmo da fundação da Associação Psicanalítica Internacional (IPA). Efectivamente. nem com um morto. É sobretudo quando se trata de formar um analista que a análise deve ser prosseguida para além do princípio do prazer. e é aquilo cuja falta tornaria o universo vão Lacan: Subversão do sujeito e dialéctica do desejo Não se pode reduzir o futuro da psicanálise a uma modificação do artifício poltrona-divã. Jung. 9 de Julho de 2000). Para dissipar a confusão que reina sobre os fins da análise. O futuro da psicanálise estando estruturalmente ligado aos fins que decorrem do seu princípio e meio de acção. Em primeiro lugar. Se Freud insiste sobre este ponto é também porque sabia que os seus alunos tinham decidido eliminar da psicanálise a pulsão de morte.

para estudar mais rigorosamente a estrutura da representação significante e a lógica do fantasma. podemos encontrá-lo já na captação jubilatória da imagem especular (O Está- . se torna realmente didáctica. mesmo depois de cumprido o objectivo psicoterapêutico existe sempre um sonho ou um lapso para interpretar. É a solução significante que conduz aqui à dissolução do sintoma. cabe à interpretação analítica extrair este significante das imagens mórbidas onde está mergulhado e anular o sofrimento associado ao pedido de ajuda e de amor endereçado ao analista. A definição psicanalítica do significante como o que representa o sujeito para um outro significante permite conceber o sujeito do inconsciente como um vazio cujo ser apenas vem à fala barrado ($). partindo da função e campo da fala e da linguagem sob transferência. Lacan abandona progressivamente o tema do reconhecimento histórico-dialéctico do desejo. o fim lógico da análise é então pensado como separação real entre o sujeito do significante e o objecto do fantasma que fixava imaginariamente para ele a unicidade do seu ser. Foi deste modo que muitos pós-freudianos continuaram a promover essa auto-análise disfarçada. isto é. então. para poder atravessar o écran que encobre o real do objecto perdido. já não é o reconhecimento do Outro que é objecto do desejo. Para além da castração simbólica. sob controlo ou supervisão. Porém. concebido como reconhecimento. reinterrogando o gozo sem o qual o universo seria vão. pelo Outro e pelo sujeito. a análise continua a ser análise da transferência. Nesta nova axiomática. a análise visa construir o fantasma fundamental. Mas como a contratransferência não designa nada que não esteja já incluído no complemento que o analista traz ao sintoma do analisando como sujeito suposto saber e objecto de amor. Por conseguinte. É para três conclusões lógicas que se podem retirar do único princípio da talking cure que Lacan chamou a atenção. O tema do gozo encontra-se presente desde o começo do seu ensino. É o sentido deste ser que Lacan vai assediar a partir dos anos 70. O fim do diálogo analítico é. verdadeira causa do desejo. da indestrutibilidade do desejo que os relaciona. Entre os anos 50 e 60. mas o ser que falta ao sujeito. Entre os anos 60 e 70. que é a análise da contratransferência. o que apenas pode acontecer quando a sua própria análise é levada do princípio até às últimas consequências.EMEN-647-690-ipcIII-2. Lacan ensinou que o sintoma analisável é o significante do significado recalcado pela consciência. é ela que permite ao desejo censurado superar as particularidades idiossincráticas e realizar-se na dimensão universal da comunicação. mas por razões diversas não é colocado no primeiro plano até a esta data.qxp 24-08-2007 13:41 Page 666 666 INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO o seu fim didáctico e distinguir o que aí se apresenta como conclusão lógica e testemunho sintomático. com a condição que o analista esteja preparado para exercer a profissão com outros meios que não os dos seus sentimentos e conceitos. Perante a miragem da união do sujeito dividido e do seu ser em queda. A análise só é interminável se a pensarmos como uma infinita exploração do inconsciente. De facto.

(1973). 31 e 35. Seuil. Lacan deixará de conceber a linguagem segundo o modelo da estrutura dos linguistas. Esta conclusão permite atar de um outro modo o sintoma freudiano – signo e substituto da satisfação pulsional que não ocorreu 46 – e a sublimação enquanto satisfação da pulsão 47. mas enquanto é forçado a incorporar o elemento significante e a gozar parcialmente da sua substância. 42 Lacan. p. Seuil. Seuil. (1975). Mas como falar de sujeição à lei a este propósito é uma contradictio in adjecto. Écrits.qxp 24-08-2007 13:41 Page 667 III – QUAIS SÃO OS “EPISTEMAS-PARADIGMAS PRIMORDIAIS” DO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO? 667 dio do Espelho) 40. na estranheza familiar da angústia (Seminário X) 43. (1991). O gozo é o do corpo pulsional. Lacan. permite destrinçar entre o sintoma como mensagem endereçada ao Outro da transferência.EMEN-647-690-ipcIII-2. 43 Lacan. (1990). Sem entrar na topologia e na clínica do sinthoma elaboradas por Lacan nos últimos anos do seu ensino. Inhibition. 48 Lacan. (1966). Paris. Trata-se do corpo que se é e se tem. A grande novidade da última etapa do ensino de Lacan consiste no seguinte: enquanto o reconhecimento do desejo e a representação significante se encontravam na dependência do Outro da intersubjectividade e do código. logo interpretável e analisável. para cada um. introduzida por ele na palavra sintoma. Freud afirma neste texto que a pulsão sexual pode conduzir à sublimação que subtrai a libido ao destino que lhe daria o recalcamento. p. concluindo que. L´angoisse. L´éthique de la psychanalyse. J. Paris. ibid. Sempre fiel ao princípio da talking cure. mas o sujeito do gozo. Lacan prefere referir a suposição do gozo ao corpo. o significante não tem só efeitos de sentido <sens>. no que permanece interdito a quem fala (Subversão do Sujeito e Dialéctica do Desejo) 41. 793. J. J. J. ou na heterogeneidade do objecto (a) no interior dos laços sociais tecidos pelos Discursos (Seminário XVII) 45. 45 Lacan. 46 Freud. ao nível da origem mítica e da procura heróicotrágica da Coisa (Seminário VII) 42. (1986). 7. posso dizer que a pequena diferença gráfica. Lacan vai levá-lo agora até às suas derradeiras consequências. Paris. 40 41 . mas também de gozo <jouissance>. O sinthoma não é o sujeito do significante. nos produtos de consumo como a arte (Seminário XI) 44. Paris. inintrepretável e inanalisável. Les quatre concepts fondamentaux de la psychanalyse. Com efeito. Seuil. não fonética. (1951). Seuil. symptôme et angoisse. Lacan. Evocar aqui uma substância é separar-se definitivamente da definição formal e diacrítica do significante. e o sintoma sem Outro. para ver nela o aparelho do gozo 48. Este não se reduz ao organismo. J. Paris. Uma Recordação de Infância de Leonardo da Vinci. 47 Freud. Lisboa. p. Um termo forjado por Lacan na sua leitura de Joyce – o sinthoma <sinthome> – deixa entender como o sintoma-signo se une à criação que a língua propicia. como Lacan lhe chamou um dia para o diferenciar daquele que está submetido à lei da linguagem e do pai édipiano. o gozo é gozo de Um só. J. J. Relógio de Água. Paris. 93. PUF. (2004). S. Seuil. L´envers de la psychanalyse. p. S. Encore. Paris. 44 Lacan.

mas que se sente. intitulada Die Bedeutung des Phallus. 49 O sentido <Sinn>. Pouco a pouco. outros. literal da escrita que melhor materializa as inscrições não-subjectivas do significante na carne.). A posição psicanalítica e científica de Lacan face a este sentido pré-verbal e sempre religioso é a seguinte: recorrendo à antropologia de Lévi-Strauss e à linguística de Saussure. ou que o falo é o significante do gozo (aquilo que do gozo se pode apanhar com o significante). Para além da travessia do fantasma. na interpretação delirante. Não é a matéria sonora. logo. ainda. comunicar ou tornar comum. o fim da análise como identificação ao sintoma. É com este último suporte de todas as identidades e diferenças que atingimos o incurável do parlêtre 50 que é o OMEM <LOM> 51. outros a História (hegelianos. paraître e lettre. Em particular pela possibilidade de nomear que outorga a quem fala. Mas é a modalidade lógica do real como impossível que indica que o gozo do sintoma não se partilha. precisando que trata de se haver com o real sinthomático ou de saber lidar com o que este tem de insuportável. Se o significante representava o sujeito esvaziado do seu ser. 50 Termo que Lacan compõe a partir de parole. é algo que transcende a vida do soma e da psique. marxistas. e que substitui no pensamento contemporâneo o dasein de Heidegger. etc. no tagarelar e mexericos que animam as conversas quotidianas. Podemos encontrar este gozo sentido por todo o lado: no babyish. Na conferência que pronuncia em 1958 na Alemanha.EMEN-647-690-ipcIII-2.). Mas o sentido do sentido é o gozo <le sens du sens c´est la jouis-sens>. nem esposar o sentido comum que inspira a lei do grupo. mostra que o sentido <sens> é efeito de significado <signifié> e este um efeito do significante <signifiant>. outros o Ser dos entes (os heideggerianos). os seus afectos acéfalos de gozo. como acontecimento do corpo. que não entra em nenhuma dialéctica com o Outro (sexo). . bem como do que este obtém ao nível do real da pulsão sexual. Dado que a incorporação dos signos se faz num corpo. É a partir da estrutura significante da linguagem ou do primado da ordem simbólica sobre o imaginário e o real que Lacan desenvolve o seu ensino na década de 50. cada um se goza gozando o corpo à sua maneira. 51 Neologismo forjado por Lacan à maneira das homofonias de James Joyce. representar. então. Lacan prefere falar de signo em vez de significante. ele liga logos e libido. Relativamente a estas impressões corporais. a sua referência. o signo lacaniano apresenta este ser para além da mortificação significante. être.qxp 24-08-2007 13:41 Page 668 668 INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO O erro anterior fora de pensar que a linguagem servia sobretudo para reconhecer. apoiando-se na distinção de Frege entre Sinn. na associação livre verbal. ou o bom senso com que opera a sugestão. etc. mas a matéria muda. ou seja. Theillard de Chardin. Há efectivamente um gozo da língua que não se insere nas cadeias significantes. tal como chega da filosofia alemã ao pensamento francês do final dos anos 40. remetendo para o que uns chamam Deus (Gabriel Marcel. fazendo do falo o significante do desejo do ser falante. que os analisados não podem submeter-se a um Amo ou a um Mestre. o gozo é sempre sinthomático. e Bedeutung. Lacan evoca. a Liberdade (Sartre). Lacan explicará que a significação fálica se refere ao gozo. a linguagem condiciona o sentido que se vai dando aos pequenos nadas da vida 49. Nem sequer se trata agora de lembrar que a linguagem é um péssimo instrumento de referenciação. mas de insistir sobre o facto que ela é um excelente meio do gozo. o sentido de uma proposição. para substituir o Homem do Humanismo e do Existencialismo.

cláusula que só encontra uma garantia objectiva em países que salvaguardam constitucionalmente a liberdade de expressão. Mas não existe só a formação do sintoma. não para que se possa escutar a anedota de uma vida. o passe. mas não uma família e ainda menos uma Sociedade. Assim. um Outro a quem falta sempre (saber o que é) Um analista. os analistas podem constituir uma série. este Outro deve ser inconsistente e incompleto. 52 Inicialmente na Escola Freudiana de Paris: Após a dissolução desta por Lacan. com as quais se confrontará ainda o século XXI. e dominada desde a II Grande Guerra Mundial pelo potentado anglo-americano (localizado essencialmente no eixo Londres/Nova York/Chicago). O melhor que lhes pode acontecer é formarem um colar de diamantes. para poder garantir publicamente o futuro analista. propôs um dispositivo para verificar o termo de cada análise. ADENDA A Psicanálise no Mundo e em Portugal A Psicanálise no Mundo O sujeito da psicanálise não é o indivíduo autónomo. que lhe dará o nome pela qual é hoje conhecida. para que este possa saber algo da sua alienação constituinte.EMEN-647-690-ipcIII-2. que produza também o furo por onde passa o fio que ata. criada por Freud e Ferenczi em 1910. com o saber analítico que deverão inventar os Analistas da Escola. é necessário que a sua fala seja totalmente livre. em particular. International Psychoanalyitical Association (IPA). É para sair do impasse em que entraram os analistas da IPA que Lacan criou uma base de operações para a reconquista do campo freudiano. mas para que o Outro analítico constate realmente que há Um. possuidor de livre-arbítrio. Porém. Quando é a prática da psicanálise que interessa. ou seja.qxp 24-08-2007 13:41 Page 669 III – QUAIS SÃO OS “EPISTEMAS-PARADIGMAS PRIMORDIAIS” DO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO? 669 Um a Um. e pô-lo a funcionar na sua Escola 52. Uma Escola de psicanálise digna deste nome necessita dos testemunhos destes Uns. na Associação Mundial de Psicanálise (AMP). o passe continuará a funcionar na Escola dos alunos que levam o seu ensino para diante. mas também para poder contar com a transferência de trabalho dos menos-uns que se tornaram mais-uns. sobretudo graças aos grupos que se formaram sob a égide da Associação Psicanalítica Internacional (IPV). de pedras brutas que se tornem preciosas após um árduo e específico trabalho. não é por acaso que seja nas democracias ocidentais que o movimento psicanalítico se tenha podido implantar e desenvolver. . o que provocou outras resistências à psicanálise. cada sujeito que chegou à conclusão lógica da sua análise deve ainda testemunhar aos seus pares da sua solidão sinthomática. Para tal.

como pelo seu abandono da IPA e da psicanálise.qxp 24-08-2007 13:41 Page 670 670 INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO Para sair do gueto de Viena e mostrar o carácter universalista da psicanálise àqueles que começavam a apelidá-la de «ciência judia». Sachs. Rank. em 1919. exímio orador e escritor. nacionais e individuais. Apesar dos seus cerca de 7000 terapeutas. Eitington). graças ao ensino de Jacques Lacan. intelectual extremamente culto. a IPA já não é hoje em dia o único veículo da transmissão da doutrina freudiana. a formulação de regras standard para a direcção da cura-tipo e a formação do psicanalista. A conjugação destas duas tendências com a psicanálise propriamente dita nem sempre se pôde realizar devidamente. ele mesmo psiquiatra clássico. o que se verificou é que a psicanálise necessita sempre de um Estado de direito e de pelo menos duas vias de penetração: a médica e a cultural. à criação de um Comité Secreto (formado por Freud. Freud achou por bem colocar o cristão Jung na Presidência da IPA. a Internacional tornou-se cada vez mais um instrumento de uniformização. uma pseudo-filosofia. foi certamente em França que se atingiu o mais alto nível. repartidos por 30 países e 72 Sociedades. instala-se normalmente no terreno da psiquiatria. estende-se para a psicologia e tende para o pragmatismo terapêutico. resistências a que muitas vezes se quis atribuir interesses pessoais ou regionais. e Jung acabou por confirmar esse descontentamento. não só devido às suas especulações teóricas e ao seu compromisso com o nacional-socialismo. mas um jovem psiquiatra suíço entusiasmado pela invenção freudiana. leader carismático e psicanalista original. que instaurou normas para a análise dos candidatos a analistas e a sua supervisão. nem a única instituição capaz de garantir a formação do psicanalista. Quando a psicanálise entra num país pela via da medicina. Após a morte do pai fundador e com o fim da II Guerra Mundial foram surgindo reacções ao controlo total que a IPA exercia sobre a psicanálise. Ferenczi. qualquer que seja a concepção que se faça dentro ou fora da IPA do modo como esta geriu a herança freudiana. Horacio Etchegoyen . Jung não era propriamente um psicanalista. e a pressão para impor os estatutos que deviam reger as instituições em cada país. A patologia institucional gerada pela confusão entre problemas científicos e políticos levou. em 1913.EMEN-647-690-ipcIII-2. A escolha de Freud não agradou muito aos seus alunos vienenses. Depois da dissolução deste Comité e a criação do Instituto de Berlim por Eitington. Abraham e Jones. como reconheceu finalmente o seu penúltimo Presidente. Quando a psicanálise penetra pela via cultural. Todavia. Entre todos os países em que tal se efectuou. mas que tiveram sobretudo a ver com uma organização extremamente hierarquizada. ao qual se veio juntar. ou um instrumento de estudos literários de onde quase toda a experiência clínica é evacuada. torna-se muitas vezes uma disciplina académica. que foi obliterando mais ou menos explicitamente as diferenças linguísticas.

e a cultura civilizada voltou outra vez as costas à psicanálise. a que estuda o comportamento (emotivo. em particular nas duas vias acima indicadas: a psiquiatria está cada vez mais enfeudada no discurso da ciência. da genética à psicofarmacologia. Kohut e Kernberg. Entrevista com Jacques-Alain Miller e R.htm). por Jacques-Alain Miller. a psicologia dominante. Horácio Etchegoyen: Silence Broken. assiste-se hoje. nas Faculdades de Le- . Mas apesar do aspecto «seita» denunciado por outras «capelas». dentro e nas margens das Sociedades da IPA. etc.qxp 24-08-2007 13:41 Page 671 III – QUAIS SÃO OS “EPISTEMAS-PARADIGMAS PRIMORDIAIS” DO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO? 671 (cf. ao aparecimento de psicanalistas que procuram fugir à esclerose técnica e doutrinária que se seguiu à morte dos grandes mestres que viveram em Londres (Anna Freud. havendo cada dia mais pessoas interessadas por ela. Itália. Espanha. ou estudando mais ou menos clandestinamente Lacan. cognitivo. quando foram criadas. a psicanálise cresce. Argentina. Se deixarmos de lado José Custódio de Faria (1776-1819).EMEN-647-690-ipcIII-2. O que podemos constatar é que este new deal não foi até agora um great deal. prefere dialogar com os cientistas do cérebro que com os psicanalistas. cerca de 600 membros repartidos por 20 países. razão pela qual me limitarei aqui a colocar alguns marcos e a traçar algumas pistas. da Associação Mundial de Psicanálise (AMP). tentativa de diálogo dizem outros. à criação. Sobretudo a partir da excomunhão de Lacan pela IPA – acontecimento que provocou a segunda cisão do movimento psicanalítico francês (1963) e levou à fundação da Escola Freudiana de Paris (1964) –.com/amp/english/vertex. para se lançar em novas interrogações que pretensamente a dispensam. uma orientação lacaniana foi progressivamente trilhando o seu caminho no campo desbravado por Freud. Contudo. alguns lacanianos têm tentado desde há alguns anos aproximar-se de membros da IPA. Ela penetrou noutros países (primeiramente na Bélgica. 5 Escolas e 30 grupos. aquilo que se vislumbra presentemente no mundo é sobretudo o ressurgimento da antipsicanálise.). recorrendo a autores como Bion. Venezuela e Brasil) e acabou por dar origem. A principal consequência do cisma iniciado em 1963 é que o movimento psicanalítico internacional ficou por largos anos dividido entre lacanianos e não lacanianos. em Janeiro de 1992. Independentemente dos problemas internos dos psicanalistas. wttp://www. Por outro lado. Falta de princípios dizem uns. Melanie Klein e Donald Winniccot). que compreendia. Comecemos pela pré-história.ilimit. Abade português que se tornou um dos pioneiros do hipnotismo em França. A Psicanálise em Portugal Está ainda por fazer uma verdadeira História da Psicanálise em Portugal. para trocar informações e obter vantagens. segundo o seu Anuário de 1995. para encontrar uma nova seiva de vida. podemos dizer que o interesse moderno pela psicologia começou entre nós durante a República. isto é.

na Ática e em 1932. o génio e o louco. futuro Ministro da Instrução. quando da publicação. Pulido Valente. E é um facto bem conhecido hoje que Fernando Pessoa. a Igreja Católica e as pessoas de bem sempre foram hostis ao que se chamou a obsessão libidinosa de Freud e o pansexualismo da psicanálise. Em 1921. sem envolvimento nas práticas nem acesso directo às obras sobre as quais se poderia fundar uma opinião justa. foram enviados como bolseiros para o Instituto Jean-Jacques Rousseau em Genebra para perfazerem a sua formação. Além de Egas Moniz. até aos anos 50. Em resumo: para além de todos aqueles que no começo e meados do século desenvolveram especulações sobre as relações entre o santo.EMEN-647-690-ipcIII-2. deu lições sobre Freud na Faculdade de Medicina de Lisboa. e a partir de 1924. aulas de Psicologia Experimental para apoiar a formação de professores. são disso provas manifestas a preventiva «Nota explicativa da intenção do tradutor» de Osório de Oliveira. mostraram curiosidade pela compreensão psicanalítica das doenças mentais. Por outro lado. ou o ensaio sobre A Psico-Análise e a Educação Moral que António Serras Pereira publicou no mesmo ano. Mas o primeiro político republicano a interessar-se explicitamente pela psicanálise foi o neurologista e futuro Prémio Nobel António Egas Moniz (1874-1955). Egas Moniz revela mesmo ter utilizado (sem análise pessoal) o divã. o Estado Novo. Orgulhosamente sós.qxp 24-08-2007 13:41 Page 672 672 INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO tras. sabe-se ainda que psiquiatras como Sobral Cid. os portugueses fizeram sobretudo da psicanálise. Júlio Dinis e Camilo Castelo Branco. seminarista e professor de liceu que preparava um volume sobre A Valorização Do Esforço. no seu combate contra as almas dilaceradas pela dúvida e o negativismo do século. publicando textos sobre o Abade Faria. No que diz respeito a um interesse não directamente clínico pela psicanálise. ou Diogo Furtado. caso de Miguel Bombarda. a partir de 1915. Director do Manicómio de Lisboa. considerados pela ideologia da época como os verdadeiros reformadores do Homem e da Sociedade. A Psiquiatria foi também uma disciplina acarinhada pelos republicanos. como pelo facto de muitos psiquiatras partilharem as ideias liberais. Foi ainda neste quadro. que pedagogos como António Sérgio. descobriram-se recentemente quatro cartas de resposta (datando dos anos 1924-29) de Freud a Abel de Castro. mas que tal atracção à distância não teve consequências clínicas e culturais relevantes no nosso país. a associação livre e a interpretação dos sonhos. grande figura da Maçonaria e Chefe Civil da Revolução de 5 de Outubro. num artigo intitulado O Conflito Sexual. ou entre o homossexual e o artista. do primeiro livro de Freud em Português (Os Três Ensaios Sobre a Teoria da Sexualidade). um lugar comum de riso e polémica. sabe-se que houve um certo número de médicos e intelectuais portugueses que foram seduzidos pelas ideias freudianas. João Gaspar Simões e Fernando Namora foram leitores de Freud. que. . não só devido à sua contribuição para a salubridade pública. comprova o seu interesse pela «psicanálise aplicada».

Juntamente com dois colegas de Espanha. Entre estes. quando o então denominado Grupo de Estudos Psicanalíticos Português foi encarregado de organizar o 19. e receber a visita regular de conselheiros e colaboradores estrangeiros (na sua maioria francófonos) como Raymond de Saussure. mesmo se dissiparam algumas das dúvidas existentes quando obtiveram o reconhecimento das autoridades oficiais por Parecer Científico dos Professores de Psiquiatria de Lisboa. e das três Secções Regionais da Ordem dos Médicos. acabando por dominar todas as instituições e sectores socio-profissionais abertos à palavra de Freud. João dos Santos) e kleino-bionianos (Pedro Luzes).qxp 24-08-2007 13:41 Page 673 III – QUAIS SÃO OS “EPISTEMAS-PARADIGMAS PRIMORDIAIS” DO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO? 673 A partir dos anos 50. À partida. assim como pôr a funcionar em Lisboa o seu Instituto de Psicanálise (1975). e um «órgão» da Sociedade – A Revista Portuguesa de Psicanálise – começa a vir a lume em 1985. criam o Grupo de Estudos que dará origem à Sociedade Portuguesa de Psicanálise (SPP. Simpósios e Colóquios são organizados regularmente. da qual assumem. São Francisco Alvim e Pedro Luzes que se encarregam dos primeiros tratamentos analíticos praticados no nosso país e introduzem definitivamente a psicanálise em Portugal. Porto e Coimbra. o panorama muda: o ensino da psicanálise consegue penetrar nas Universidades e no Instituto Superior de Psicologia Aplicada. os psicanalistas portugueses mantiveram-se discretos. em . eles encontravam-se numa conjuntura política desfavorável. Pouco a pouco.EMEN-647-690-ipcIII-2.º Congresso dos Psicanalistas de Línguas Românicas. Para passar de Sociedade Provisória (1977) a Sociedade Componente (1981) da Associação Psicanalítica Internacional. com a Revolução dos Cravos. Mas é só com o 25 de Abril de 1974 que a SPP pôde começar a alargar as suas iniciativas ao nível da clientela privada. e em oposição a todos os que tinham aplaudido o «auto da fé» nazi de Berlim. confrontados com inúmeras dificuldades burocráticas. ou Serge Lebovici. encontram-se Francisco Alvim e Pedro Luzes (que fazem o seu treino em Genebra). João dos Santos (Paris) e Eduardo Luís Cortesão (Londres). que importará também para junto de nós a técnica grupanalítica. Depois dos amistosos diferendos entre freudianos «clássicos» (Francisco Alvim. De facto. formam a Sociedade Luso-Espanhola de Psicanálise (1957) e. os cargos de Presidente e Secretário (cabendo a João dos Santos a função de Vice-Presidente). a SPP teve de respeitar as regras por esta estabelecidas (por exemplo: apenas eram admitidos candidatos médicos como membros de uma Sociedade autónoma). apesar de um certo número de iniciativas levadas a cabo para se fazerem conhecer publicamente. 1971). uma vez esta extinta. A aparição científica a nível europeu surge apenas em 1968. alguns médicos portugueses estabelecem residência no estrangeiro no intuito de fazerem a sua formação psicanalítica. Pierre Luquet. respectivamente. Pierre Marty. A SPP – então representante única e credenciada da psicanálise em Portugal – recolhe os frutos que prudentemente semeou. o ensino de Bion acabou por vingar na SPP e oferecer uma língua comum aos seus membros. René Diatkine.

da Educação. o certo é que – se exceptuarmos algumas escassas citações ao nível da filosofia e do jornalismo – nenhum ensaísta. durante os anos 70. uma revista e uma folha informativa) e participação em vários projectos de investigação. edição de publicações regulares (traduções. lançam a colecção «Pelas bandas da psicanálise». um deles reconhecido pela FCT. arrastando atrás de si e durante mais de dez anos todo o real interesse por Lacan em Portugal. As actividades culturais da ACF são actualmente de três tipos: animação de Seminários de estudos psicanalíticos. como Maria Alzira Seixo. Deste modo. Este primeiro grupo dissolver-se-á rapidamente. Jean Bégoin e Annie Anzieu). 1977). entre outros. Após a constituição de um núcleo de trabalhadores decididos. . a primeira a animar. denominado Percurso Freudiano. o Corpo e a Letra. A SPP vincou a sua acção nas áreas da psicanálise de crianças (onde à obra que João dos Santos e António Coimbra de Matos levaram a cabo no Centro de Saúde Mental Infantil e Juvenil de Lisboa se veio juntar o ensino de Florence Bégoin. da profilaxia da toxicodependência. um pequeno grupo de inspiração lacaniana. como o seu nome sugere. onde realizei a minha formação universitária e psicanalítica. É só no fim dos anos 60 que o pensamento de Lacan penetra na Faculdade de Letras de Lisboa. graças a Eduardo Prado Coelho e alguns outros professores universitários. Arcádia. Jaime Milheiro). É Maria Belo. Apesar do interesse relativo que Lacan despertará nesta época em certos intelectuais da nossa praça. foi só depois do meu regresso a Lisboa. traduzindo para esta A Família e O Mito Individual do Neurótico. após vinte anos de estadia em Paris. capazes de erguer em Portugal as bases de uma futura Escola Lacaniana. sob a responsabilidade da qual se vai efectuar a primeira tradução nacional de um texto do célebre psicanalista francês (O Estádio do Espelho in O Sujeito. romancista ou artista português dará a devida importância ao que este ensinou (ao contrário do que aconteceu em muitos outros países). organização de Ciclos de Conferências internacionais. Eduardo Prado Coelho. livros. da psicologia e política da Saúde (onde se destacou o primeiro Presidente da Associação Portuguesa de Saúde Mental. pela via do «estruturalismo». a primeira Associação destinada a promover explicitamente os significantes de Lacan em Portugal. poeta. Carlos Amaral Dias.EMEN-647-690-ipcIII-2. Em colaboração com a Editora Assírio & Alvim. a Antena dedicou-se essencialmente a receber e difundir informações provenientes da transferência de trabalho de todos aqueles que seguem uma orientação psicanalítica rigorosamente lacaniana nos quatro cantos do planeta.lycos.es/acfportugal/acfportugal). no qual participaram. membro da antiga Escola Freudiana de Paris.qxp 24-08-2007 13:41 Page 674 674 INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO grande parte graças ao mais ecléctico e mediático dos seus analistas didactas. em Fevereiro de 1988. que foi fundada. Num primeiro momento. a ACF começou a formar novos psicanalistas. José Gabriel Pereira Bastos e Brigitte e Tito Cardoso e Cunha. a Antena do Campo Freudiano (cf. da Justiça e dos Serviços Sociais. página ACF: http:/usuarios.

mesmo se ainda são muito poucos aqueles que trabalham o ensino de Lacan com uma paixão propriamente psicanalítica. uma tese de doutoramento sobre Lacan). publicada por James Strachey. que precedeu nesta área a Universidade estatal e concordatária. Mem Martins: Europa-América. ou na Universidade de Braga. (1988-89). que ficará vinculado à Associação Psicanalítica Internacional. 3 vols. o Centro Português de Psicanálise. no Instituto Politécnico de Bragança. 1977). Maria Belo cria um novo grupo em Lisboa. lacunas que continuam a alimentar a polémica dos leigos em torno da psicanálise. A única edição crítica continua a ser a Standard Edition of the Complete Psychological Works of Sigmund Freud. mas também o uso e abuso que alguns dos nossos mais conhecidos psicanalistas fazem do vocabulário de Freud. FREUD. um dos sucedâneos da dissolução por Lacan da Escola Freudiana de Paris. Resta lembrar que existem ainda gravíssimas falhas de informação no nosso país relativas às obras de Freud e dos seus continuadores. sob a direcção de Acílio Estanqueiro Rocha. Roger Dufresne recenseou ainda os 23 artigos que Freud escreveu entre 1877 e 1886. o inconsciente. por serem considerados pré-analíticos. Rio de Janeiro. publicada primeiramente em Londres e depois em Frankfurt). Obras de Psicanálise e afins publicadas em Portugal Traduções da obra de Sigmund Freud FREUD.. Imago. vol. I. os Gesammelte Schriften e as Gesammelte Werke (obra de referência. Sigmund. Quatro anos depois da fundação da ACF. Sigmund. Bibliografia A obra de Freud. como João Peneda e José Manuel Rodrigues Alves (o primeiro a defender em Portugal. traduzida actualmente em 30 línguas. não integrados nas Obras. . que farão que este ensino penetre posteriormente na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Existem duas edições «completas». Lisboa: Estúdios Cor. é composta por 24 livros. Psicopatologia da vida quotidiana. Sigmund. os sonhos e a vida pulsional.qxp 24-08-2007 13:41 Page 675 III – QUAIS SÃO OS “EPISTEMAS-PARADIGMAS PRIMORDIAIS” DO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO? 675 Através da criação do Centro de Estudos de Psicanálise da ULHT. a ACF pôde também instalar o ensino de Lacan na Universidade privada portuguesa. Lisboa: Pensamento. Existe também uma Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Freud (24 vols. São essencialmente membros da ACF. FREUD. (1974). uma alternativa à SPP começou a firmar-se em Portugal. (1989). Lisboa: Edições 70. FREUD. A interpretação dos sonhos. 123 artigos e 5000 cartas já encontradas.EMEN-647-690-ipcIII-2. Com este duplo movimento. A interpretação das afasias. (1979). Textos Essenciais da Psicanálise. Sigmund.

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