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CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS

Prof. Armando Guedes

AULA DEMONSTRATIVA APRESENTAÇÃO Olá, amigos concurseiros ! Mais uma vez é com imenso prazer que recebo o convite do CANAL DOS CONCURSOS para ministrar o curso de Noções de Direito Administrativo para ingresso no cargo de ANALISTA do INSS. Como você, um dia também fui concurseiro. Tenho noção do árduo caminho a ser trilhado, mas posso lhe garantir que todo o esforço valerá. Nesses anos de estudo, afirmo: SÓ NÃO PASSA EM CONCURSO PÚBLICO QUEM DESISTE! Isso mesmo, tendo foco e determinação, a vaga é sua, só não vale desistir. Não interessa se você é novo, velho, tem família, filhos, trabalha. Tendo foco e NÃO desistindo, você triunfará. Veja o meu caso. Trabalhando como Agente de Polícia Federal, cargo que exerci durante 14 anos, casado, pai de duas crianças lindas (que pai coruja!), passei para Defensor Público Federal. Foi fácil? Óbvio que não. Mas tomando posse no cargo, você esquecerá de todo sacrifício, pode acreditar. Não há fórmula mágica. Como já mencionado, tenha foco, determinação e NUNCA desista. Acredite, a vaga será sua! Bem, vamos ao curso. Acabou de ser publicada no Diário Oficial da União a autorização para realização do concurso para o preenchimento de 500 vagas de Analista do INSS. Portanto, em breve, muito em breve, o edital desse concurso será lançado. Neste curso, para adiantarmos os estudos, seguiremos o conteúdo programático do último concurso, realizado em 2008 pela banca CESPE. Assim, o presente curso será composto de 08 (oito) aulas, incluindo esta aula demonstrativa, dividido da seguinte forma:

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AULA DEMO: Estado, governo e administração pública: conceitos, elementos, poderes, natureza, fins e princípios. Direito administrativo: conceito, fontes e princípios. AULA 01: Poderes da administração: hierárquico, disciplinar e regulamentar. vinculado, discricionário,

AULA 02: Organização administrativa. Administração direta e indireta. AULA 03: Ato administrativo: validade, eficácia; atributos; extinção, desfazimento e sanatória; classificação, espécies e exteriorização; vinculação e discricionariedade. AULA 04: Agentes públicos: espécies e classificação; poderes, deveres e prerrogativas; cargo, emprego e função públicos; regime jurídico único: provimento, vacância, remoção, redistribuição e substituição; direitos e vantagens; regime disciplinar; responsabilidade civil, criminal e administrativa (Lei nº 8.112/1990 e alterações). Lei nº 9.784/1999 (Processo Administrativo Federal). AULA 05: Controle e responsabilização da administração. Controle administrativo. Controle judicial. Controle legislativo. Responsabilidade civil do Estado. Lei nº 8.429/1992 (Improbidade administrativa). AULA 06: Serviços Públicos; conceito, classificação, regulamentação e controle; forma, meios e requisitos; delegação: concessão, permissão, autorização. AULA 07: Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal: Decreto n.o 1.171/94 e Decreto 6.029/07. Após a parte teórica, traremos exercícios, todas da banca CESPE, responsável pela realização do último certame, devidamente comentados, pertinentes ao tema abordado na aula. Por fim, no final da aula, no tópico questões propostas, repetimos as questões sem o gabarito e sem comentário, para que você possa se testar. Caberá a você a escolha: tentar resolver primeiro as questões e depois ler os comentários ou começar pelas questões comentadas e depois tentar fazê-las sozinho. Bem, feita a apresentação, mãos à obra!

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AULA DEMONSTRATIVA Essa aula demonstrativa será dividida em 03 (três) tópicos, a saber: 1º - Estado, Governo e Administração Pública. Poderes do Estado. 2º - Noções de Direito Administrativo, onde estudaremos, entre outros, o conceito e as fontes deste ramo do Direito e 3º - Princípios da Administração. 1º Tópico: ESTADO, GOVERNO e ADMINISTRÇÃO PÚBLICA. Os termos Estado, Governo e Administração Pública não se confundem. De forma resumida, temos: - Estado é um ente personalizado, ou seja, pessoa jurídica de direito público, composta pelos elementos povo, território, soberania e finalidades/objetivos; - Governo é o conjunto de órgãos previstos na Constituição de um Estado que exercem a função política de comando, de fixação de planos e diretrizes de atuação desse Estado, ou seja, são os órgãos constitucionais responsáveis pela fixação das políticas públicas a serem implementadas pelo Estado. Portanto, a noção de Governo encontra-se relacionada com a função política e - Administração Pública é o conjunto de pessoas jurídicas, órgãos e agentes que exercem função meramente administrativa, sendo responsáveis pela execução das políticas públicas previamente traçadas pelos órgãos de Governo. O estudo do Estado (forma de Estado, elementos do Estado, poderes do Estado etc.), bem como do Governo (sistema de governo, forma de governo etc.), se encontram sob a responsabilidade de outros ramos da ciência, tais como o Direito Constitucional e as Ciências Políticas. Assim, nesse curso daremos uma breve “pincelada” sobre Estado e Governo para, mais adiante, nos aprofundarmos no estudo da Administração Pública.

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Então, vamos lá! O caput do art. 1º da CRFB/88 assim está redigido: “A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:” O caput do citado artigo nos revela: - o nome do nosso Estado: REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL - a forma de Estado: FEDERAÇÃO - a forma de Governo: REPÚBLICA - a principal característica: NÃO POSSIBILIDADE DE DISSOLUÇÃO O nome do nosso Estado é REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. Nosso Estado já teve outros nomes, tais como ESTADOS UNIDOS DO BRASIL e REPÚBLICA DO BRASIL. Mas, não se esqueça, hoje nosso Estado se chama REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. Aqui, faz-se necessário uma observação. Os termos ESTADO, PAÍS, NAÇÃO e PÁTRIA não se confundem. Vejamos. PAÍS → é o componente espacial de um ESTADO, é o habitat do povo de um ESTADO. Alguns ESTADOS têm o mesmo nome do PAÍS, como por exemplo, os Estados Unidos da América. Não é o nosso caso, REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL é o nome do nosso ESTADO, BRASIL é o nome do nosso PAÍS. NAÇÃO → é o conjunto de pessoas ligadas pela mesma origem, pela mesma língua, pela mesma crença, pela mesma cultura. Adotamos um conceito sociológico para definir NAÇÃO e não jurídico. PÁTRIA → também não é um conceito jurídico. PÁTRIA é a “terra que amamos”. Apesar de não ser um termo jurídico, a Constituição utiliza o termo PÁTRIA no seu art. 142 ao declarar que as Forças Armadas destinam-se à defesa da PÁTRIA. O Estado é formado pelos seguintes elementos estruturais ou constitutivos: soberania, território, povo e finalidades ou objetivos. O que seria soberania? Memorize a fórmula: SOBERANIA = PODER POLÍTICO SUPREMO E INDEPENDENTE. Vamos destrinchar esta fórmula. www.canaldosconcursos.com.br/curso_pdf 4

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PODER POLÍTICO é a capacidade de impor a violência legítima. O Estado é a única instituição que pode impor a violência legítima. Violência legítima significa exigibilidade, obrigatoriedade, coercibilidade, sendo representada pela lei ou pela decisão judicial. Assim, por exemplo, é o Estado-Juiz, através de uma ordem judicial, que manda arrombar a porta da sua casa, manda interceptar sua conversa telefônica, que manda subtrair sua liberdade. É, sem dúvida, uma violência, mas legítima. Qual o significado do termo SUPREMO? SUPREMO traz a ideia de que na ordem interna, não existe poder maior do que a SOBERANIA (Estados-membros têm autonomia e não soberania). E o significado do termo INDEPENDENTE? INDEPENDENTE traz a ideia de que na ordem internacional, o nosso Estado não deve obediência a nenhum outro Estado. Território é o componente espacial do Estado, é a porção física da superfície de terra sobre o qual o Estado exerce sua soberania. Povo é o componente pessoal do Estado. É a pessoa humana ligada a um território por um vínculo jurídico-político denominado nacionalidade. Não podemos confundir os termos POVO, POPULAÇÃO e CIDADÃO. POVO é o nacional, no nosso caso, povo é o brasileiro nato e o brasileiro naturalizado. Por sua vez, POPULAÇÃO é um conceito demográfico, não jurídico, que engloba o seguinte somatório: povo + estrangeiro + apátria. CIDADÃO é o nacional que exerce direitos políticos. Os objetivos ou finalidades do nosso Estado encontram-se elencados no art. 3º da CRFB/88 que possui a seguinte redação: “Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; II - garantir o desenvolvimento nacional; III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.” www.canaldosconcursos.com.br/curso_pdf 5

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof.com. Portanto.canaldosconcursos. a capacidade de editar leis dotadas de generalidade. Portanto. Capacidade política está atrelada à capacidade legislativa. para essa corrente. Estado teria apenas 03 (três) elementos constitutivos. existem quantos centros que manifestam poder? Essa mesma pergunta. através de NORMAS PROGRAMÁTIVAS. ou seja. Assim. objetivos a serem alcançados. quantas pessoas jurídicas possuem Legislativo próprio (capacidade política). a saber: soberania. memorize: Constituição DIRIGENTE é a que contém NORMAS PROGRAMÁTICAS que traçam metas. 3º. Para descobrirmos a FORMA DE ESTADO. deve ser feita a seguinte indagação: dentro de um determinado território. impessoalidade e abstração. optando por metas e objetivos a serem cumpridos. sendo um exemplo de que a nossa Constituição é uma Constituição DIRIGENTE.br/curso_pdf 6 . ao estabelecer os OBJETIVOS FUNDAMENTAIS a serem alcançados por nosso Estado. poderá ser feita da seguinte forma: quantas pessoas jurídicas com capacidade política existem dentro do mesmo território? Pessoa jurídica com capacidade política significa pessoa jurídica com Poder Legislativo próprio. para descobrirmos a FORMA DE ESTADO. devemos verificar. teremos: UNITÁRIO → UMA só pessoa jurídica com capacidade política (uma só pessoa jurídica com poder Legislativo) FORMAS DE ESTADO FEDERADO → MAIS DE UMA pessoa jurídica com capacidade política (mais de uma pessoa jurídica com poder Legislativo) www. dentro de um território. o dispositivo transcrito elenca os OBJETIVOS FUNDAMENTAIS do nosso Estado. O nome do nosso Estado nos revela a FORMA DE ESTADO (FEDERAÇÃO) e a FORMA DE GOVERNO (REPÚBLICA). O citado art. Armando Guedes Como afirmado. Vamos estudálas. Portanto. Deve ser frisado que alguns doutrinadores ensinam que objetivos/finalidades NÃO constituem elemento estrutural do Estado. território e povo. é uma típica NORMA PROGRAMÁTICA.

o poder é exercido de forma: . apenas duas formas de governo. o Distrito Federal e os Municípios com legislativos próprios. haverá apenas uma única pessoa jurídica com capacidade legislativa). só incide apenas e tão somente uma espécie de lei. ou seja. a saber: MONARQUIA e REPÚBLICA. paga ICMS ou IPVA regulados por leis estaduais e. E quantas pessoas jurídicas com Poder Legislativo próprio existem dentro do território brasileiro? Dentro do nosso território. Na REPÚBLICA. Portanto.hereditária (o poder é adquirido conforme a ascendência). na maioria dos Estados.temporária ou periódica (há alternância no poder) e . . mas não capacidade política (capacidade legislativa. Portugal e a França. existem.br/curso_pdf 7 . Atualmente.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. mas não haverá descentralização política. deve ser feita a seguinte indagação: de que maneira o poder é exercido dentro de um território? Na MONARQUIA. são exemplos de Estados UNITÁRIOS (poderá haver descentralização administrativa. o monarca se mantém no poder até sua morte) e . ou seja. O URUGUAI é dividido em departamentos que detêm apenas capacidade administrativa (descentralização administrativa).responsável (chefe responde por crimes de responsabilidade). o Uruguai.vitalícia (se não houver um golpe. incidem. três espécies de leis (ex: você paga imposto de renda/IR regulado por leis federais. assim como o Paraguai.canaldosconcursos. ou seja.com. . assim somos um ESTADO FEDERADO (FEDERAÇÃO). sobre as pessoas e os bens. Legislativo próprio). dentro do território uruguaio. o poder é exercido de forma: . simultaneamente. Armando Guedes Na República Oriental do URUGUAI existe uma única pessoa jurídica com legislativo próprio. dentro do território brasileiro.irresponsável (o monarca não responde politicamente por seus atos).eletiva (o poder é adquirido através de eleições) www. temos a União. os Estados. de maneira oposta. Para descobrirmos a FORMA DE GOVERNO. por fim. paga o IPTU regulado por leis municipais). Sobre as pessoas e bens.

a dependência política entre o Executivo e o Legislativo resta cristalizada pela possibilidade do Primeiro-Ministro poder ser destituído através de uma moção de desconfiança.br/curso_pdf 8 . Todavia. destitui aquele do cargo. o Presidente da República somente poderá ser destituído do cargo por crime comum ou crime de responsabilidade. FORMAS DE GOVERNO REPÚBLICA → O poder é exercido de forma: RESPONSÁVEL. Para descobrirmos qual o SISTEMA DE GOVERNO. www. Armando Guedes Então. este. MONARQUIA → O poder é exercido de forma: IRRESPONSÁVEL. Ao contrário da forma federativa de Estado. “a” da CRF8/88. Uma última informação. acrescentamos: PRESIDENCIALISMO → uma única autoridade (PRESIDENTE) ocupa o Poder Executivo. exercendo as funções de Chefe de Estado e Chefe de Governo. TEMPORÁRIA e ELETIVA. REGIME DE GOVERNO PARLAMENTARISMO → O Executivo depende politicamente do Legislativo. vez que não consta do rol taxativo estabelecido no §4º. memorize o quadro. a forma republicana é princípio constitucional sensível. 60 da CRFB/88. Não podemos encerrar esse tópico sem estudarmos sistema de governo. do art.com. adotado por nosso Estado. NÃO é clausula pétrea. VITALÍCIA e HEREDITÁRIA. Além dessa diferença. a forma republicana de Governo. através da moção de desconfiança. No parlamentarismo. Se o Primeiro-Ministro (Executivo) não estiver correspondendo às expectativas do parlamento (Legislativo). conforme prevê o art. Já no presidencialismo. 34.canaldosconcursos. inciso VII. deve ser feita a seguinte indagação: de que maneira se relacionam os Poderes Executivo e Legislativo? Respondendo: PRESIDENCIALISMO → Há total independência entre Executivo e Legislativo.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. em sua obra “Política”. o filósofo inglês John Locke. 300 A.com. Em 1690. estabeleceu-se a função moderadora. Assim. ao lado das funções legislativa. Aristóteles afirmava que quem exerce o poder. www. criada pelo francês Benjamin Constant. uma exercendo a função de Chefe de Estado (MONARCA no PARLAMENTARISMO MONARQUICO ou PRESIDENTE no PARLAMENTARISMO REPUBLICANO) e a outra exercendo a função de Chefe de Governo (PRIMEIRO MINISTRO). Temos.br/curso_pdf 9 . A Constituição de 1824 adotou a Teoria do Poder Moderador ou a Teoria do Quarto Poder.canaldosconcursos. já havia identificado as três atribuições de quem exerce o poder. aplicando essas normas gerais ao caso concreto e resolvendo os conflitos de interesses porventura surgidos da aplicação dessas normas gerais. o faz através de três funções: criando normas gerais. Armando Guedes PARLAMENTARISMO → duas autoridades ocupam o Poder Executivo. assim: PRESIDENCIALISMO → PRESIDENTE = CHEFE DE ESTADO + CHEFE DE GOVERNO REPUBLICANO → CHEFE DE ESTADO: Presidente + CHEFE DE GOVERNO: Primeiro Ministro PARLAMENTARISMO MONÁRQUICO → CHEFE DE ESTADO: Rei + CHEFE DE GOVERNO: Primeiro Ministro E qual a diferença entre CHEFE DE ESTADO e CHEFE DE GOVERNO? O CHEFE DE ESTADO representa o seu Estado nas relações internacionais com os demais Estados Estrangeiros. no seu livro “Segundo Tratado do Governo Civil”. PODERES do ESTADO Todas as nossas Constituições. Já o CHEFE DE GOVERNO exerce a chefia superior da Administração Pública.C. também identificou as três atribuições daquele que exerce o poder. Em realidade. executiva e judiciária. o filósofo grego Aristóteles. exercida pelo Imperador. menos a Constituição de 1824. adotaram a divisão orgânica de Montesquieu.

Então. administrando a coisa pública (administrar). de formação iluminista. www. o Monarca. também. pois “todo poder emana do povo”. a Teoria de Montesquieu estabelecia que cada órgão deveria exercer somente sua função típica. Montesquieu. substituindo a vontade das partes (julgar). Na sua gênese. defendia a tese de que as três funções deveriam ser exercidas por órgãos distintos como forma de contraposição ao regime Absolutista. 62 da CRFB/88). A atual Constituição adotou a divisão orgânica de Montesquieu no seu art. independentes e harmônicos entre si. 2º: “São Poderes da União. a serem exercidas por ÓRGÃOS harmônicos e independentes. o filósofo e político francês Montesquieu não inventou.br/curso_pdf 10 . escrita por Montesquieu. foi afirmar que cada uma dessas três atribuições deve ser exercida por órgãos distintos. não está correto afirmar a existência de três PODERES. O que existe é a divisão de FUNÇÕES. cada órgão. duas observações. exerce funções atípicas. sendo uno e indivisível. A maioria dos atuais Estados Soberanos adota essa teoria.PODER EXECUTIVO: a) função típica: aplicar a lei ao caso concreto. de 1748.canaldosconcursos. manifestando-se através de ÓRGÃOS que exercem FUNÇÕES. absolutamente. b) função atípica: julgar (ex: processo administrativo disciplinar) e legislar (ex: edição de uma medida provisória – art. mas de forma abrandada. Ele trouxe do passado as três atribuições já identificadas por Aristóteles e por John Locke. Aqui. Assim. autônomos e independentes entre si. o Legislativo. Hoje. .com.PODER JUDICIÁRIO: a) função típica: aplicar a lei ao caso concreto. que concentrava todas as funções nas “mãos” da mesma pessoa. lembre-se: O PODER é uno e indivisível. nada. no sentido de que ao lado da função típica. A inovação trazida na obra “O espírito das leis”.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. tecnicamente. o Executivo e o Judiciário”. temos: . Armando Guedes Assim.

I. A função fiscalizatória do Legislativo pode ser subdividida em: fiscalização político-administrativa. A doutrina tem se servido de diversos critérios para conceituar este ramo do Direito. b) função atípica: julgar (ex: julgar o Presidente da República por crime de responsabilidade . . O primeiro aspecto a ser abordado é qual o conceito de Direito Administrativo. “f” da CRFB/88).br/curso_pdf 11 . Citaremos os critérios mais utilizados na tentativa de conceituar o Direito Administrativo. a nossa Constituição estabelece um mecanismo de controle que a doutrina denomina de freios e contrapesos. “a” da CRFB/88) e administrar (ex: conceder férias aos magistrados e servidores – art.canaldosconcursos. O Poder Legislativo é o único a exercer duas funções típicas (legislar E fiscalizar). Por fim. ambos da CRFB/88). 52. 51 IV e art. não considera os princípios e os conceitos produzidos pela doutrina e jurisprudência.com.critério legalista → o Direito Administrativo é o conjunto de LEIS administrativas que regulam a Administração Pública. 52 XIII.art. Crítica ao critério legalista: ao privilegiar somente as leis. Podemos citar como exemplos desse sistema o veto presidencial (controle do Executivo sobre o Legislador) e a derrubada do veto (controle do Legislativo sobre o Executivo). SISTEMAS ADMINISTRATIVOS e REGIME JURÍDICOADMINISTRATIVO. 2º Tópico: NOÇÕES de Direito Administrativo: CONCEITO. 58 da CRFB/88) e a fiscalização econômico-financeira. Armando Guedes b) função atípica: legislar (ex: elaborar Regimento Interno do Tribunal – art. I CRFB/88) e administrar (ex: art. 96. . auxiliada pelo Tribunal de Contas.PODER LEGISLATIVO: a) função típica: criar norma geral e abstrata (legislar) e fiscalizar. 96. I. www. OBJETOS. devemos lembrar que para evitar a hipertrofia ou superforça de um dos Poderes em detrimento dos outros dois.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. FONTES. realizada pelas Comissões (art.

podemos conceituar o Direito Administrativo da seguinte forma: Conceito: Direito Administrativo é o ramo do Direito Público que consiste num conjunto de normas jurídicas que atuam na disciplina da Administração Pública. no sentido comum. regulando uma das funções desenvolvidas pelo Estado: a função administrativa. Do conceito acima. de seu pessoal. podemos extrair os objetos específicos do Direito Administrativo. porque as relações entre Administração e administrados também são reguladas por outros ramos do Direito. As fontes do Direito Administrativo. as medidas provisórias. basicamente. há uma enorme divergência doutrinária na conceituação do Direito Administrativo. Apesar de este ser o critério mais adotado pelos autores nacionais para se chegar ao conceito de Direito Administrativo. criando Direito novo. temos a Constituição. os atos legislativos. Já entre os atos infralegais. . São fontes primárias do Direito Administrativo. destacam-se os regulamentos.canaldosconcursos. os atos infralegais. as leis.com. serviços e bens. Entre os atos legislativos. tais como o Constitucional.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. à medida que inauguram a ordem jurídica. as portarias. a saber: a Administração Pública e o desempenho das funções administrativas.critério do Poder Executivo → o Direito Administrativo é o ramo do Direito que regula os atos do Poder Executivo. Esse conceito não satisfaz. o Tributário e o Penal. de seus órgãos e entidades.critério da relação jurídica → o Direito Administrativo é o conjunto de normas que regula as relações entre Administração e administrados. que constituem a origem da construção e produção desse ramo autônomo do Direito.critério da Administração Pública → o Direito Administrativo consiste num conjunto de normas e princípios que regulam a Administração Pública. as instruções normativas. são. a doutrina e os costumes. Fonte. baseando-se nas definições dos mais importantes estudiosos pátrios. os decretos legislativos e as resoluções legislativas. a jurisprudência. www. Esse critério não é útil para a definição de Direito Administrativo. Assim. Armando Guedes . . a causa de alguma coisa. é a origem.br/curso_pdf 12 . vez que os Poderes Legislativo e Judiciário também editam atos administrativos disciplinados pelo Direito Administrativo.

com. do Distrito Federal e dos Municípios (art. Essas decisões judiciais com efeitos vinculantes. pode ser levado ao Poder Judiciário. A jurisprudência (conjunto de decisões judiciais no mesmo sentido) também é uma importante fonte de Direito Administrativo. §2º e art. limitando-se a executar e complementar os atos legislativos. 102. 103-A. principalmente. juristas e estudiosos do Direito. não podem ser consideradas meras fontes secundárias do Direito Administrativo. deve ser frisado que a atual Constituição trouxe significativas inovações neste tema. estabelecendo condutas de observância obrigatória para toda a Administração Pública. sim. constitui fonte secundária do Direito Administrativo. não só estabeleceu os efeitos vinculantes das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal em sede de controle abstrato de constitucionalidade. vez que alteram diretamente nosso ordenamento jurídico positivo. ambos da CRFB/88). os despachos e pareceres administrativos. do princípio da legalidade. Depois dessa breve noção do conceito. dos Estados. A doutrina.br/curso_pdf 13 . Em ambos os casos. Armando Guedes as circulares. a saber: 1º . os costumes são entendidos como normas não escritas que consubstanciam a existência de um comportamento uniforme e constantemente reiterado pela coletividade que as considera obrigatórias. influenciando na elaboração de novas leis e no julgamento das demandas administrativas. basicamente. envolvendo Direito Administrativo ou não. e. como também criou a súmula vinculante.Sistema INGLÊS ou Sistema da UNICIDADE DE JURISDIÇÃO → é aquele em que todo e qualquer litígio. Em face. pois. os costumes não possuem muita utilidade para o Direito Administrativo. representa importante guia de orientação aos juízes e Tribunais na interpretação e aplicação das normas administrativas. pois. São fontes secundárias. cristalizada na opinião dos autores. as decisões do STF vinculam e obrigam a Administração Pública direta e indireta dos Poderes da União. aos quais estão subordinados. objeto e fontes do Direito Administrativo. fontes principais. apesar de não ter força obrigatória. proferidas pelo STF.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. são dois. Aqui.canaldosconcursos. Por fim. urge comentarmos os Sistemas Administrativos que. pois não inovam a ordem jurídica. único que dispõe de www.

ser levado à apreciação do Judiciário (Princípio da Inafastabilidade de Jurisdição). qualquer litígio. construído a partir dos dois pilares que governam todo o Direito Administrativo. da INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO. Afirmamos isso com fulcro no inciso XXXV do art. 5º da CRFB/88 que dispõe: “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça de direito”.canaldosconcursos. as decisões proferidas pelos órgãos administrativos não são dotadas de definitividade. poderá. A diferença é que.com. dar a última decisão sobre o tema. Para encerrarmos este tópico. O regime jurídico-administrativo é um regime de direito público próprio da Administração Pública. a saber: Pr. um litígio de índole administrativa SOMENTE poderá ser dirimido pelo Tribunal Administrativo (Contencioso Administrativo) e NUNCA pelo Poder Judiciário (jurisdição comum). Assim. sempre que o particular/administrado não concorde com a decisão proferida no bojo do processo administrativo. ficando sujeitas à revisão pelo Poder Judiciário. envolvendo matéria administrativa ou não. há uma dualidade de jurisdição: a jurisdição administrativa e a jurisdição comum. gerando o fenômeno conhecido por coisa julgada material. No Brasil foi adotado o Sistema Inglês ou Sistema de Jurisdição Única. falta comentarmos o Regime Jurídico-Administartivo. 2º . o administrado tem opção de resolver seus conflitos com a Administração Pública instaurando processos perante ela. A jurisdição administrativa é formada por Tribunais de natureza administrativa. O estudo desses dois princípios será aprofundado na aula pertinente. por exemplo. com competência de resolver os demais litígios. A adoção do Sistema Inglês não impede que a Administração Pública tenha órgãos para dirimir conflitos de natureza administrativa.br/curso_pdf 14 . Pelo Sistema Francês. no Brasil. assim.Sistema FRANCÊS ou Sistema de DUALIDADE DE JURISDIÇÃO ou Sistema do CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO → nesse sistema.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. Por hora. da SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO e Pr. basta saber que estes são os dois princípios mais www. com plena jurisdição em matéria administrativa. de forma definitiva. Já a jurisdição comum é formada pelo Poder Judiciário. adotando-se o Sistema Inglês. Armando Guedes competência para.

não esqueçamos de que existem outros mecanismos de preenchimento de lacunas. 3º Tópico: PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO Toda sociedade é regida por determinados valores que lhe são inerentes. encaram a síntese dos principais valores de uma sociedade. alguns estão expressos na Constituição ou em leis infraconstitucionais. Armando Guedes importantes do Direito Administrativo. de um lado. aplicáveis a todos os ramos do Direito. por exemplo: o princípio da boa-fé. Em apertada síntese. aplica-se o princípio – aqui.com. os princípios no Direito cumprem duas funções básicas: função de interpretar as demais normas do arcabouço jurídico e função de integrar o sistema. consagrados no nosso ordenamento jurídico.canaldosconcursos. o princípio que veda o enriquecimento sem causa e o princípio que impõe que ninguém pode se beneficiar da própria torpeza. nos interessa os princípios que norteiam o Diretito Administrativo. como qualquer outra espécie de norma jurídica. Existem princípios gerais do Direito. ou seja. enquanto www. Esses valores são incorporados pelos ordenamentos jurídicos. conferindo-lhes status de princípios. os princípios são. prerrogativas/poderes especiais à Administração e. Assim. Podemos conceituar princípios como vetores norteadores de todo o sistema. estabelecendo suas diretrizes e lhe conferindo um sentido lógico e harmonioso. de outro lado. Outros princípios são aplicáveis. Aqui.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. apenas. dotados de força normativa. impondo sujeições/restrições a essa mesma Administração. Em outros termos. Apesar de os princípios carregarem um maior grau de abstração em relação às demais normas jurídicas. não se pode negarlhes sua força normativa. os princípios. como. tais como os costumes e a analogia). sim.br/curso_pdf 15 . Encontra-se totalmente ultrapassada a doutrina que pregava que os princípios careciam de normatividade. preencher as lacunas existentes no ordenamento (na ausência de norma específica para se aplicar ao caso concreto. Quanto aos princípios da Administração Pública. a determinados ramos do Direito. conferindo.

finalidade. motivação. segurança jurídica. traz uma série de princípios administrativos no seu art. 2º “A Administração Pública obedecerá. proporcionalidade.784/99.com. Os princípios expressos previstos na Constituição (art. Art. pontualmente. Veja: L I M P E LEGALIDADE IMPESSOALIDADE MORALIDADE PUBLICIDADE EFICIÊNCIA Fácil. moralidade. aos princípios da legalidade. 2º. fundamentando a existência das prerrogativas e dos poderes especiais conferidos à Administração Pública para que esta www. PRINCÍPIO DA SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO Esse princípio consiste na sobreposição do interesse público em face do interesse particular. não? Então não esqueça o termo “LIMPE”. que regula o processo administrativo no âmbito federal. ampla defesa. MORALIDADE. Este princípio é um dos dois pilares do denominado regime jurídico-administrativo. razoabilidade. IMPESSOALIDADE.br/curso_pdf 16 . sendo decorrências lógicas das disposições do texto constitucional. a saber: LEGALIDADE. Por sua vez. aquele prevalecerá. contraditório. interesse público e eficiência. a Lei nº 9.canaldosconcursos. Memorize o termo “LIMPE” e você nunca mais esquecerá os cinco princípios administrativos expressos na Constituição. dentre outros. 37. os principais princípios que regem o Direito Administrativo. caput) são cinco. todos detêm igual importância e equivalência. Havendo conflito entre o interesse público e o interesse particular. Armando Guedes outros estão implícitos. Independentemente de os princípios serem expressos ou implícitos. Leiamos o dispositivo.” Agora vamos analisar.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. PUBLICIDADE e EFICIÊNCIA. mas irradia sua força normativa também para os demais entes da federação.

canaldosconcursos.a Administração e o particular podem celebrar contratos administrativos. 3º . mas já foi cobrada em concurso público. requisitá-la ou promover o seu tombamento. como forma de conter estes inúmeros abusos e arbitrariedades (Teoria da Desconstrução do Princípio da Supremacia). suprimindo ou restringindo o direito à propriedade. mas esses contratos preveem uma série de cláusulas exorbitantes que possibilitam que a Administração. www. Infelizmente. Na verdade.com. com base no Pr. 2º . instrumentos para alcançar tais metas. expressamente. modifique ou rescinda unilateralmente tal contrato. Assim. O princípio comentado está implícito no nosso ordenamento jurídico.br/curso_pdf 17 . da Supremacia do Interesse Público.como último exemplo do Princípio da Supremacia do Interesse Público. se encaixa o Princípio da Supremacia do Interesse Público. Vejamos alguns exemplos práticos. XXII). todavia tal princípio encontra-se em diversos institutos do Direito Administrativo. Armando Guedes esteja apta a atingir os fins que lhe são impostos pela Constituição e pelas leis. desapropriar uma propriedade. Aqui. Como afirma a maioria da doutrina.a nossa Constituição garante o direito à propriedade (art. cometer uma série de ilegalidades e arbitrariedades. dele. esvaziar tal princípio não resolverá o problema da falta de probidade de nossos homens públicos. por exemplo. mas. de determinar a proibição de venda de bebida alcoólica a partir de determinada hora da noite com o objetivo de diminuir a violência. o Princípio da Supremacia do Interesse Público é essencial. fornecendo à Administração as prerrogativas e os poderes especiais para obtenção dos fins estabelecidos na lei. que confere à Administração Pública a possibilidade. já existem vozes na doutrina proclamando a necessidade de se por fim ao aludido princípio. a Administração pode. por exemplo. O ordenamento jurídico determina que o Estado-Administração atinja uma gama de objetivos e fins e lhe confere meios. alguns dos administradores públicos deste imenso Brasil fazem uso do Princípio da Supremacia do Interesse Público para. na realidade. 5º. A corrente que defende esta tese é muito minoritária. 1º . por exemplo.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. podemos citar o poder de polícia administrativa. Nenhum dispositivo de lei fala.

mera gestora de bens e interesses alheios. então. sendo que alguns autores utilizam essas expressões como sinônimas. único instrumento capaz de retratar o que seja interesse público. Explicamos. limitações que não existem para o particular. ela sofre restrições. Essas limitações decorrem do fato de que a Administração Pública não é proprietária da coisa pública. A atuação da Administração deve. funcionando como contrapeso ao Princípio da Supremacia do Interesse Público. A Administração somente poderá agir quando houver lei autorizando ou determinando a sua atuação. a Administração somente pode atuar pautada em lei. Exemplos da utilização desse princípio na prática: 1º . sim. que pertencem ao povo.br/curso_pdf 18 .em regra. Esse princípio também se encontra implícito em nosso ordenamento. PRINCÍPIO DA INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO Esse princípio é o segundo pilar do regime jurídicoadministrativo. não é proprietária do interesse público. mas. Assim. www. atender ao estabelecido em lei. surgindo sempre que estiver em jogo o interesse público. por estar em jogo o interesse público. Em decorrência desse princípio. devendo ser aplicado de forma correta e efetiva.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. que serão estudadas na aula de bens públicos. a Administração não pode contratar sem prévia licitação. Umbilicalmente atrelado ao Princípio da Supremacia do Interesse Público está o Princípio da Indisponibilidade do Interesse Público.com. o Poder Judiciário deve ser provocado para corrigi-lo.os bens públicos não são alienados como os particulares. Se há desvio na sua aplicação. o Princípio da Indisponibilidade do Interesse Público tem estreita relação com o Princípio da Legalidade. Ao mesmo tempo em que a Administração tem prerrogativas e poderes exorbitantes para atingir seus fins determinados em lei. que passamos a analisar. havendo uma série de restrições a sua venda. 2º . Armando Guedes sendo um dos pilares da Administração.canaldosconcursos.

é vontade do Estado. a vontade da maioria da sociedade. E o que significa interesse público PRIMÁRIO e interesse público SECUNDÁRIO? Atenção.canaldosconcursos. O que seria INTERESSE PÚBLICO? Podemos conceituar INTERESSE PÚBLICO como o somatório dos interesses individuais. pois isso vem sendo muito cobrado em concurso! Interesse público PRIMÁRIO é o interesse direto do povo. desde que represente o interesse majoritário. é o interesse da coletividade como um todo. com prerrogativas e poderes especiais exorbitantes do direito comum. Assim. Então. O interesse público SECUNDÁRIO só será legítimo se não contrariar nenhum interesse público PRIMÁRIO e se. Armando Guedes 3º . ou seja. Para encerrarmos a análise desses dois princípios resta uma indagação muito importante.br/curso_pdf 19 . possibilitar a concretização da realização de interesse www. Já o interesse público SECUNDÁRIO é o interesse direto do Estado como pessoa jurídica. REGIME JURÍDICO-ADMINISTRATIVO INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO → cria limitações.com. titular de direitos e obrigações. ao menos indiretamente. restrições à atuação da Administração que só poderá atuar quando houver lei que autorize ou determine. memorize: SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO → cria uma verticalidade na relação Administração-particular.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. a vontade do povo (interesse público PRIMÁRIO) e a vontade do Estado (interesse público SECUNDÁRIO) não se confundem. em suma.necessidade de realização de concurso público para admissão de cargo permanente.

Para o particular. o princípio em tela traduz a ideia de que esse pode tudo. Com certeza. A empresa PETROBRÁS. devendo obedecer ao estipulado em lei. de forma expressa. Avancemos. Daremos um exemplo para que você compreenda perfeitamente esta distinção.br/curso_pdf 20 . só não pode contrariar a lei. 1º da CRFB traz expresso que a República Federativa do Brasil é um Estado Democrático de Direito. mas também o Estado-Administrador. Lembre-se o termo “LIMPE”. possibilitarão a concretização de interesses públicos primários. previsto no art. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE O art. Armando Guedes público PIRMÁRIO. Ocorre que o Princípio da Legalidade ganha dupla acepção conforme se dirige ao particular ou ao Estado. a título de distribuição de dividendos entre os acionistas. de forma direta. à obtenção de lucro para os seus acionistas. Passaremos a estudar os princípios da Administração previstos. 5º. Assim. não só os indivíduosadministrados. este interesse público secundário (venda de petróleo pela Petrobrás) é legítimo. esta operação de venda não contraia nenhum interesse público primário. estamos diante de um interesse público secundário. devem respeito à Lei. inciso II. a legalidade para a Administração traduz a ideia de que essa somente pode atuar quando existir lei que a determine (atuação vinculada) ou a autorize (atuação discricionária). Assim. ou. da CRFB/88 (“ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da lei”). pertencente à Administração Pública Indireta.canaldosconcursos. Além disso. É o critério de não contradição à lei. previdência social e educação. Explicamos. os recursos que o Estado receberá. como saúde. Assim. Concluindo. sendo sua atuação discricionária (lei www. Por sua vez. o termo Direito ganha o significado de Lei. visa.com. o particular pode tudo. ao vender petróleo. ou seja.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. O que seria então um Estado de Direito? Aqui. Estado de Direito é aquele em que todos (Estado e indivíduos) se submetem ao império da Lei. na Constituição (art. 37 caput). desde que não esteja proibido em lei. o que inclui o Estado (principal acionista da empresa em comento).

serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter www. com ausência de subjetividade. Mas isso não parece com isonomia? Sim.com.canaldosconcursos. deve tratar todos os administrados sem discriminações benéficas ou prejudiciais. lembremos de que parte da doutrina entende que o Princípio da Legalidade e o Princípio da Indisponibilidade do Interesse Público tratam-se. em realidade. observar os limites autorizados em lei. do mesmo princípio. A vedação ao nepotismo representa mais um exemplo prático da aplicação do princípio ora estudado. 37 da CRFB/88. LEGALIDADE para a Administração Pública → critério de subordinação à lei: só pode fazer o que a lei determina ou autoriza. Armando Guedes autoriza atuação).CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof.br/curso_pdf 21 . O objetivo desses institutos é escolher o melhor. o administrador não pode buscar interesses pessoais ou de parentes e amigos. ou seja. que assim reza: “A publicidade dos atos. devendo agir de forma impessoal. Outro exemplo do princípio em tela vem previsto no § 1º do art. obras. A Administração. para o particular → critério de não contradição à lei: pode tudo desde que não proibido pela lei. com base nesse princípio. programas. abrangendo não só a lei. mas também a aplicação da Constituição e dos seus princípios. PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE Por esse princípio. O Princípio da Legalidade deve ser interpretado em sentido amplo. que o princípio da IMPESSOALIADE está ligado ao princípio da IGULADADE ou ISONOMIA. sem medo de errar. Podemos citar como desdobramento prático do Princípio da Impessoalidade a necessidade de licitação e de concurso público. Por fim. e não os apadrinhados. Aqui prevalece o critério de subordinação à lei. sem perseguições ou favorecimentos. podemos afirmar.

O delegado conduz o traficante à delegacia lavrando o auto de prisão em www. devendo ser. Assim. aprofundaremos o estudo do Princípio da Finalidade). lhe conferindo maior efetividade.canaldosconcursos. Legalidade e moralidade. devendo ter como finalidade a busca do interesse público. na prática. para esses doutrinadores. Atenção! Aqui. Daremos um exemplo que mostra com clareza o aqui afirmado. ao legal. Já para uma corrente mais moderna. em regular operação policial. Não basta que a Administração cumpra fielmente o estabelecido. Finalidade significa que o administrador deve sempre buscar a vontade maior da lei. vagos.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. dela não podendo constar nomes. prende traficante em flagrante com enorme quantidade de entorpecente. devem sempre caminhar juntas. IMPESSOALIDADE = FINALIDADE = o administrador não pode buscar interesses pessoais. da HONESTIDADE. os princípios da Impessoalidade e da Finalidade não são sinônimos. Noutro giro. em lei. o que. É necessário que. Armando Guedes caráter educativo. vez que seus titulares são nomeados em razão da confiança existente entre eles e a autoridade nomeante. apesar de trazerem conceitos diversos. o princípio estudado admite atenuações. Infelizmente. Para a corrente tradicional. informativo ou de orientação social. formalmente. a conduta do administrador não basta ser legal. indefinidos. junte-se o ético.” (grifei). devendo agir de forma impessoal. há uma divergência doutrinária. da BOA-FÉ. PRINCÍPIO DA MORALIDADE Podemos afirmar que o Princípio da Moralidade está atrelado aos princípios da LEALDADE.com. dificulta seu controle pelo Poder Judiciário. Com certeza.br/curso_pdf 22 . Um delegado de polícia. como por exemplo. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. Impessoalidade é ausência de subjetividade. (mais abaixo. todos esses conceitos são abertos. moral. a nomeação para cargo de confiança. o Princípio da Moralidade se atrela ao Princípio da Legalidade. também. Aqui. o Princípio da Impessoalidade é sinônimo de Princípio da FINALIDADE.

faz-se necessária a melhor conduta entre as possíveis (se a lei conferiu três opções ao administrador. a corrente majoritária. Armando Guedes flagrante. terá o seu potencial esvaziado.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. Aqui. Ocorre que esse delegado está atuando mediante propina paga por traficante de facção diversa que pretende ter o domínio total da região.com. referindo-se à improbidade administrativa. sendo certo que o juiz não mandará soltá-lo). Na prática. além de cometer um ato imoral. sendo que a Administração deve. da Moralidade a outros princípios que regem a Administração Pública.canaldosconcursos. como já mencionado. tal princípio traz uma enorme carga de conceitos abertos e vagos e. sem prejuízo da ação penal cabível”. punindo o agente ímprobo na forma do citado § www. na forma e gradação previstas em lei. Além de uma conduta ética. e imoral (ao receber a propina. resta clara a diferença entre o Princípio da Legalidade e o Princípio da Moralidade. capitaneada pelo professor José Afonso da Silva. Todavia. esse deve escolher a melhor opção de forma leal). A doutrina diverge quanto ao alcance dos termos moralidade e probidade. Com esse exemplo. 37 da CRFB/88 trata da lesão à moralidade. temos. com a seguinte redação: “Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos. um ato legal (prisão e lavratura do auto de prisão em flagrante do traficante. emprega os dois termos indistintamente. não crendo haver entre esses dois comportamentos características que permitam tratá-los como princípios distintos.br/curso_pdf 23 . obedecendo a todas as formalidades legais. O § 4º do art. sempre. simultaneamente. faz-se necessário atrelar o Pr. comete crime). Assim. O professor Diógenes Gasparine. defende a tese de que probidade administrativa é uma espécie de moralidade que mereceu atenção especial da Constituição de 1988. o Princípio da Moralidade se atrela ao Princípio da Eficiência. não basta a Administração agir de forma correta. pois. pautada na mais pura honestidade. a perda da função pública. a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. por exemplo. o delegado. nortear sua conduta com base em ambos os princípios. caso seja considerado de forma isolada. Noutro giro.

a transparência exige mais. devemos sinalizar que a publicidade está evoluindo para a transparência. o texto deve ser claro. Assim. Aqui.429/92 (Lei da Improbidade Administrativa). afirma que o Princípio da Publicidade é o único dos princípios constitucionais expressos que tem natureza de princípio-meio. por oportuno. pois. de fácil entendimento. por ora bastam os conceitos aqui fornecidos. de forma pacífica. Assim. improbidade seria uma imoralidade qualificada por lei. em diversas situações. PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE A doutrina. 2º . 61 da Lei nº 8. Armando Guedes 4º do art.br/curso_pdf 24 . Esse princípio revela a ideia de que a Administração tem o dever de dar conhecimento dos seus atos aos administrados. diferentemente dos demais. que são princípios-fins. O tema improbidade administrativa será aprofundado na aula sobre a Lei nº 8. embora exista uma sutil diferença entre esses termos: enquanto a publicidade se traduz no simples ato de publicar. A Publicidade é um princípio da Administração que admite diversas www. acessíveis apenas para os especialistas. a publicação torna-se requisito para a eficácia desses atos. Assim. Não se pode confundir publicidade com publicação.é a partir da publicação que diversos atos administrativos passam a produzir efeitos. Somente assim o ato publicado será. por ser um princípio instrumental. também. a publicidade assume cores de mecanismo de controle e fiscalização da gestão pública. além de publicar. nesse viés. colaborando para a transparência na atuação pública. sem conter expressões e construções cheias de malabarismos verbais. através da publicidade.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. os administrados podem controlar e fiscalizar a Administração.666/93). significa início de contagem de prazo.por fim. sendo isso fundamental por três motivos (caráter instrumental da publicidade): 1º . Exemplo: do conhecimento de uma multa de trânsito tem-se o início do prazo para interposição de recurso/defesa. 37. Exemplo: um contrato administrativo só passa a produzir efeitos quando publicado (parágrafo único do art.canaldosconcursos. transparente. 3º .a publicidade.com.

intimamente. Vejamos algumas dessas aplicações: 1º . Assim. devemos ressaltar que. como regra. podendo o interessado na licitação obter o edital completo junto à repartição competente). o servidor público estável (após três anos de estágio probatório) poderá perder seu cargo caso tenha desempenho insatisfatório na avaliação periódica (art. é a economia do dinheiro público. os demais atos. carta. A avaliação periódica visa.br/curso_pdf 25 .o contrato de gestão que poderá ser firmado entre órgãos e entidades da Administração. 41.canaldosconcursos. Armando Guedes formas: pessoalmente. inciso III.. publicação no diário oficial. conforme estabelece o § 8º do art. podendo ser publicados de forma resumida. E o que seria eficiência? É a ausência de desperdício. amplia a autonomia gerencial. Vamos a um exemplo prático da aplicação desse princípio: hoje. Por fim. a proporcionar eficiência ao serviço público. orçamentária e financeira dos contratantes e fixa metas de desempenho. 37 da CRFB/88. Se estivermos diante de atos administrativos normativos (resoluções. Todavia. o nosso texto constitucional traz um rol exemplificativo de aplicações práticas do Princípio da Eficiência. etc. com certeza. imprensa. regimentos. agilidade e a presteza também estão. etc. PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA A Emenda Constitucional nº 19 de 1998 foi a responsável por incluir o Princípio da Eficiência no caput do art. A produtividade. portarias. podem ser publicados de forma resumida (ex. ao lado dos outros quatro princípios acima estudados. www. O contrato de gestão. em regra. com risco de perder o cargo estável. a publicação é uma das formas de exteriorizar o Princípio da Publicidade.com. mesmo o servidor público estável fica sujeito à avaliação periódica.: o edital de uma licitação pública pode ser publicado de forma resumida. 37.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof.). Assim. os atos administrativos não precisam ser publicados em sua íntegra. é não jogar dinheiro fora. Além da citada avaliação periódica dos servidores. ligadas a esse princípio. § 1º. da CRFB/88). a publicação deve ser integral. simultaneamente.

generalidade. § 7º. muito longe da realidade. 39. a modernização. atualidade.a criação de escolas de governo visando ao aperfeiçoamento e à atualização dos servidores públicos (§ 2º do art. E se o inadimplente for um ente público? Por exemplo.987/95.canaldosconcursos. após aviso prévio. Leiamos o dispositivo: “§ 1º Serviço adequado é o que satisfaz as condições de regularidade. estudamos os dois princípios pilares do regime jurídicoadministrativo. segurança.br/curso_pdf 26 . CONTINUIDADE. eficiência. um município não pagou a conta de luz de diversos prédios que compõem www.com.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. além dos cinco princípios da Administração Pública expressos na Constituição. o Princípio da Eficiência ainda não saiu do papel.prêmio de produtividade como forma de incentivar o treinamento. e 3ª – interrupção por inadimplemento. Continuemos. ininterrupta. elenca 03 (três) exceções ao princípio. APÓS prévio aviso. PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE DOS SERVIÇOS PÚBLICOS Os serviços públicos devem ser prestados de forma contínua. Infelizmente. de água e de telefone podem interromper os serviços fornecidos na hipótese de inadimplência do particular. Bem. 2ª – interrupção por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações. 6º. no seu art. Essa última exceção (interrupção por inadimplemento) acarretou calorosa discussão doutrinária e jurisprudencial. de gás. Mas o próprio dispositivo. representando uma utopia. O citado princípio vem previsto na Lei nº 8. Armando Guedes 2º . § 1º. APÓS prévio aviso. o desenvolvimento. cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas”. 39 da CRFB/88) e 3º . da CRFB/88. o reaparelhamento e a racionalização do serviço público. Memorize o quadro: REGRA: CONTINUIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO EXCEÇÕES: 1ª – interrupção em situação de emergência. em consonância com o art. mas hoje já está pacificado que as concessionárias de luz. no seu § 3º.

canaldosconcursos. Assim. Outra consequência do princípio estudado é a limitação ao DIREITO DE GREVE dos servidores públicos. a Administração Pública pode revisar. da CRFB/88) PRINCÍPIO DA AUTOTUTELA Com base nesse princípio implícito. (art. A eles é assegurado o direito de greve. por exemplo. nos ensina a professora Maria Sylvia Di Pietro: “Enquanto pela tutela a Administração exerce controle sobre outra pessoa jurídica por ela mesma instituída.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. independentemente de recurso ao Poder Judiciário”. pode haver a interrupção do serviço de luz. após o prévio aviso. controle finalístico que a Administração Direta exerce sobre a Administração Indireta (o tema voltará a ser abordado na aula sobre a organização da Administração Pública). mas que se tornaram inconvenientes ou inoportunos (controle de mérito). www. um hospital. seus próprios atos. Armando Guedes sua administração? A jurisprudência entende. Aquela representa o poder da Administração em revisar (anular ou revogar) seus atos. que. Como sempre de forma brilhante. 37. Esta é empregada como sinônimo de supervisão.com. “mas será exercido nos termos e nos limites definidos em lei especial”. como. também. por ora memorize: DEVER DE ANULAR atos ILEGAIS (controle de legalidade) AUTOTUTELA FACULDADE DE REVOGAR atos inoportunos ou inconvenientes (controle de mérito) Uma última observação: não confunda o termo AUTOTUTELA com TUTELA ADMINISTRATIVA. a Administração DEVE ANULAR seus atos ILEGAIS (controle de legalidade) e PODE REVOGAR seus atos legais. pela autotutela o controle se exerce sobre os próprios atos. O tema será aprofundado na aula sobre ato administrativo. de forma majoritária. DESDE QUE O CORTE DE LUZ NÃO AFETE SERVIÇOS ESSENCIAIS.br/curso_pdf 27 . VII. por si só (sem necessidade de se socorrer previamente ao Poder Judiciário). com a possibilidade de anular os ilegais e revogar os inconvenientes ou inoportunos.

o estabelecimento será fechado e multado no ato da inspeção. Caberá ao proprietário do estabelecimento. Aqui. Um fiscal sanitário. Por óbvio. na doutrina existem ferrenhas discussões sobre o tema. a sociedade só se submete a leis e a atos administrativos razoáveis e proporcionais. Explicamos.com. encontramos a principal consequência desse princípio: o ônus da prova da existência de vício no ato administrativo é de quem alega. a saber: www. Daremos um exemplo para sua total compreensão. 5º o princípio do DEVIDO PROCESSO LEGAL. devendo ser anulados. em inspeção de rotina. também conhecidos como Princípio da Vedação do Excesso? Em apertada síntese. seja na via administrativa. essa presunção é relativa. A nossa Constituição estabelece no inciso LIV do art. determina fechamento de estabelecimento comercial e aplicação de multa. A primeira discussão doutrinária: esse princípio tem previsão constitucional ou não? Para parte da doutrina. ou seja.br/curso_pdf 28 . Os atos administrativos praticados por este fiscal possuem as três presunções acima elencadas. tendo aplicação imediata. Esse princípio tem duas facetas. esse princípio é corolário direto do Devido Processo Legal. do administrado. provar que os atos administrativos praticados pelo fiscal foram eivados de vícios. Armando Guedes PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE Esse princípio se liga aos atributos do ato administrativo. Essa inversão do ônus da prova é a principal consequência jurídica do Princípio da Presunção de Legitimidade. ou seja. podendo ser afastada.canaldosconcursos. Mas. seja na via judicial. PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE Qual seria a extensão desses princípios.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. devendo ser compreendido como: os atos administrativos gozam de presunção de LEGITIMIDADE (obediência ao interesse público) + presunção de LEGALIDADE (obediência à lei) + presunção de VERACIDADE (compatível com a realidade). As edições de uma lei e de um ato administrativo devem respeitar a lógica e a coerência.

a saber: . alegando que tais princípios constam diretamente da legislação infraconstitucional.784/99. Mas também há forte corrente na doutrina que refuta essa tese.com. sob pena de flagrante inconstitucionalidade. já transcrito no início desta aula. Armando Guedes 1º . costuma-se afirmar que a RAZOABILIDADE seria um gênero que comporta três vertentes: NECESSIDADE. A segunda discussão doutrinária: os termos RAZOABILIDADE e PROPORCIONALIDADE são sinônimos ou não? A jurisprudência e os constitucionalistas costumam utilizar tais expressões como sinônimas. para os que decompõem a RAZOABILIDADE em três vertentes.canaldosconcursos.br/curso_pdf 29 . o objetivo perquirido. todos os atos infraconstitucionais devem com ele guardar relação de compatibilidade. a atuação da Administração deve ser aquela unicamente necessária. ou seja.o Devido Processo Legal no aspecto formal/processual. tendo status constitucional expresso e. menos restritiva de atuar. de forma adequada.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. a saber. como garantia do pleno acesso à justiça e 2º . o princípio da RAZOABILIDADE ou da PROPORCIONALIDADE nada mais é do que o DEVIDO PROCESSO LEGAL SUBSTANCIAL ou MATERIAL.NECESSIDADE/EXIGIBILIDADE: a adoção da medida que possa restringir direitos só se legitima se indispensável para o caso concreto e se não for possível substituí-la por outra menos gravosa.ADEQUAÇÃO OU PERTINÊNCIA OU IDONEIDADE: significa que o meio escolhido deve atingir. Assim.o Devido Processo Legal no aspecto material/substancial. 2º da Lei nº 9. devem ser preenchidos três requisitos. do art. Desta forma. ou seja. para essa corrente doutrinária. . ADEQUAÇÃO e PROPORCIONALIDADE EM SENTIDO ESTRITO. os meios empregados pela Administração devem ser compatíveis com a finalidade que ela visa a perseguir (lembre-se do provérbio: “não se matam pardais com tiros de canhões”) e www. como sinônimo do princípio da RAZOABILIDADE ou da PROPORCIONALIDADE. quando não há outra forma menos gravosa. Portanto. Já na seara do direito administrativo. diante de tal situação. possuindo base constitucional apenas de forma implícita.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. Ultrapassadas as celeumas importância desses princípios. É razoável essa punição? Óbvio que não. O controle de mérito SOMENTE pode ser feito pela própria Administração. dando ensejo à REVOGAÇÃO (e não à anulação) do ato. tratando-se de controle de legalidade. NÃO se trata de controle de mérito (Judiciário NÃO faz controle de mérito do ato administrativo). atenção.br/curso_pdf 30 . estará ferindo um princípio da Administração (para parte da doutrina.canaldosconcursos. os princípios aqui estudados são as principais ferramentas para o Poder Judiciário controlar a discricionariedade administrativa. não se trata de controle de mérito. analisemos a Atualmente. Se www. ao aplicar o Princípio da Razoabilidade/Proporcionalidade. para outra parte. como de costume. deve-se investigar se o ato praticado supera a restrição a outros valores constitucionalizados. Voltaremos a abordar o tema na aula sobre ato administrativo. e. Se o administrador extrapolar essa margem de forma irrazoável e desproporcional. deve-se indagar se as vantagens a serem conquistadas superaram os malefícios causados pela atuação estatal. Vou repetir devido à importância da matéria: o Judiciário. devendo ser ANULADO. determinado a instauração de procedimento administrativo disciplinar para apurar possível falta disciplinar. ANULARÁ o ato administrativo (controle de legalidade). Portanto. a lei confere certa margem para o administrador atuar. não se está analisando oportunidade ou conveniência do ato. este ato administrativo será ILEGAL. devendo ser ANULADO. Assim. entende que os trajes da jovem configuram conduta escandalosa. com uma saia um pouco acima da altura dos joelhos. Mas.com. Num ato administrativo discricionário. Armando Guedes . Após o regular procedimento. princípio Constitucional. O ato administrativo que fere a razoabilidade e a proporcionalidade é ILEGAL.PROPORCIONALIDADE EM SENTIDO ESTRITO: em sendo a medida necessária e adequada. Uma jovem servidora pública vai trabalhar. Daremos um exemplo exagerado para que você compreenda a aplicabilidade prática desses princípios. princípio Legal). a jovem servidora é apenada com a pena de demissão. O seu novo chefe. doutrinárias. homem extremamente conservador.

com. em processo judicial ou administrativo. como ocorre no processo civil e no processo administrativo). que: “aos litigantes. podemos afirmar que o CONTRADITÓRIO representa a participação no processo com influência no resultado. o caput do art. mas nunca uma demissão. tal fórmula sofre alteração. não discutirá se a pena de demissão foi conveniente ou oportuna (mérito administrativo). Por haver ofensa aos princípios aqui estudados. 5º. da nossa Constituição. e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa. informa que a Administração Pública deverá obedecer.canaldosconcursos. o razoável seria uma simples advertência. mais uma importante observação: muito se discutiu se a ausência de advogado para defender servidor em processo administrativo disciplinar ofenderia o Princípio da Ampla Defesa. no processo penal. Não bastasse a previsão no texto da Carta Magna. A AMPLA DEFESA garante às partes a possibilidade de utilizar todos os meios lícitos de prova e todos os argumentos (jurídicos ou não) para a comprovação de suas alegações. De forma resumida. estabelece. Aqui. Armando Guedes houvesse alguma punição a ser aplicada. aos princípios da Ampla Defesa e do Contraditório. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA e DO CONTRADITÓRIO O art. no âmbito do Processo Penal. passando a ser configurada da seguinte maneira: CONTRADIÇÃO = INFORMAÇÃO NECESSÁRIA + REAÇÃO NECESSÁRIA (pois. Deve ser frisado que. que regula o processo administrativo no âmbito federal. entre outros. O www. O Judiciário. com base nos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. com certeza ANULARIA o ato de demissão da jovem servidora. com os meios e recursos a ela inerentes”.784/99.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. o Judiciário concluirá que o ato de demissão foi ILEGAL e o ANULARÁ. no exemplo dado. podendo ser definido pela seguinte fórmula: CONTRADIÇÃO = INFORMAÇÃO NECESSÁRIA (CIÊNCIA BILATERAL) + POSSIBILIDADE DE MANIFESTAÇÃO (REAÇÃO POSSÍVEL). de forma taxativa. inciso LV. a defesa técnica é obrigatória e não facultativa. É isso que você deve entender: o Judiciário. 2º da Lei nº 9.br/curso_pdf 31 .

ato jurídico perfeito. como. os critérios de: XIII . PRINCÍPIO DA MOTIVAÇÃO Motivação é a declaração escrita dos motivos que levaram o administrador a praticar determinado ato administrativo (que na praxe administrativa. Há doutrinadores. entre outros. que ensinam que a motivação é www. por exemplo.br/curso_pdf 32 . 2º da Lei nº 9. tal princípio tem fundamental aplicação. na esfera administrativa. haver mudança de interpretação dos atos normativos afetos ao “universo” administrativo. por exemplo: direito adquirido. vem sob a forma de “considerandos” que antecedem a decisão de expedir o ato). 2º da Lei 9.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. Armando Guedes Supremo Tribunal Federal colocou fim à discussão através da sua Súmula Vinculante nº 05: “A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição”. Essa mudança de orientação pode gerar insegurança jurídica aos administrados.com.784/99. como. vedada aplicação retroativa de nova interpretação”.interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige. sendo um dos princípios que regem a Administração Pública. O Princípio da Segurança Jurídica. encontra previsão legal no inciso XIII do parágrafo único do art.canaldosconcursos. a segurança jurídica se constitui em um das formas de assegurar a paz social. PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA O valor segurança jurídica é consagrado em vários outros princípios. No âmbito administrativo. dada pela Administração. daí a importância do princípio em tela em vedar a aplicação retroativa da nova interpretação da lei. as professoras Maria Sylvia di Pietro e Lúcia Valle Figueiredo. coisa julgada e irretroatividade da lei. conforme estabelecido no caput do art. sem surpresas desagradáveis.784/99. Em suma. com a seguinte redação: “Nos processos administrativos serão observados. pois é muito comum. por parte da Administração Pública. Esse princípio enaltece a ideia de proteger o passado (relações jurídicas já consolidadas) e tornar o futuro previsível.

incisos II e V. Concordamos com essa corrente que. Apenas. por exemplo.com.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. que são de livre nomeação e exoneração. fazemos uma importante ressalva: a própria Constituição estabelece algumas exceções ao Princípio da Motivação obrigatória dos atos administrativos. ao exercer sua função atípica de administrar. seja por parte dos demais Poderes do Estado. como formalidade essencial para permitir o controle de legalidade desse ato. Armando Guedes obrigatória em qualquer tipo de ato administrativo. sendo as disciplinares tomadas pelo voto da maioria absoluta de seus membros”. com muito mais razão deve a Administração. 93.canaldosconcursos. da CRFB/88. fora essas exceções constitucionais. seja por parte do interessado. Nos atos discricionários. Esses doutrinadores chegam a essa conclusão através da interpretação do art. todos os atos administrativos necessitam de motivação. foi erigida como princípio obrigatório. os cargos em comissão ou as funções de confiança (art. ou seja. os motivos já se encontram expressos em lei. para esses doutrinadores. a ser observado por todos os atos administrativos. é amplamente majoritária em sede doutrinária e jurisprudencial. justamente para que os administrados e os www. inciso X. Em certos atos vinculados. haverá. diga-se de passagem. sejam atos discricionários. inclusive quanto aos motivos. a motivação é ferramenta fundamental para se verificar a legalidade do ato administrativo e. por estar implícita a motivação. necessidade de motivação. ante os quais a Administração goza de relativa liberdade de escolha. nos atos vinculados. o ato de nomear ou exonerar alguém de um cargo em comissão ou de uma função de confiança não precisa ser motivado. se o Poder Judiciário. sejam atos vinculados. 37. apesar desta escolha envolver mérito administrativo (binômio: oportunidade e conveniência). Somente a motivação permite a verificação da legalidade do ato administrativo.br/curso_pdf 33 . ao exercer sua função típica (administrar). como. da CRFB/88). deve motivar seus atos. por isso. Com certeza. sem nenhuma exceção. a simples menção ao fato e à regra de Direito a ser aplicada pode ser suficiente. com muito mais razão. Assim. SEM qualquer exceção. que possui a seguinte redação: “as decisões administrativas dos tribunais serão motivadas e em sessão pública. uma vez que. motivar seus atos. Portanto.

poderá anular judicialmente esse ato de exoneração e retornar a ocupar o cargo em comissão.com.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. ou seja. quando estudamos o Princípio da Impessoalidade. demos uma “pincelada” sobre o tema. por exemplo. Atenção. O ato continua discricionário. devemos mencionar a Teoria dos Motivos Determinantes.br/curso_pdf 34 . Assim. pertinente ao tema. e não a uma pessoa determinada ou grupos específicos. sendo. isso não significa dizer que o ato discricionário se tornou vinculado. no sentido de que a única motivação da atividade administrativa é a busca do interesse público. é falso o motivo determinante de sua exoneração. mas a havendo. O que significa essa teoria? Simples: a Administração está vinculada aos motivos declarados. o Princípio da Impessoalidade nada mais é que o clássico Princípio da Finalidade. havendo apenas vinculação aos motivos declarados. para essa corrente. Armando Guedes demais Poderes possam aferir se essa escolha foi legal. a Administração continua a fazer juízo de oportunidade e conveniência sobre o motivo e sobre o objeto. essas são as palavras do professor Hely Lopes: www. No início da aula. portanto. Se o exonerado conseguir provar que a Administração está com “os cofres abarrotados de dinheiro” e. PRINCÍPIO DA FINALIDADE PÚBLICA Os autores brasileiros divergem quanto ao significado desse princípio. Sobre o tema. se essa escolha respeitou os demais princípios que regem a Administração. Citamos a exoneração de um cargo em comissão como uma exceção constitucional ao Princípio da Motivação. Ainda. a Administração fica vinculada aos motivos declarados. para atender à coletividade. Portanto. no que se refere à terminologia finalidade pública.canaldosconcursos. uma pessoa é destituída de um cargo em comissão e a Administração declara como motivo desta exoneração a falta de recursos financeiros. vamos aprofundar. A corrente tradicional. seguindo os passos do saudoso mestre Hely Lopes Meirelles. portanto. um ato administrativo que não demanda motivação por parte da autoridade exonerante. Agora. Mesmo que o ato não exija motivação. ensina que os Princípios da Finalidade Pública e da Impessoalidade são expressões sinônimas (FINALIDADE = IMPESSOALIDADE).

não se esqueça: a Administração. deve atender sempre. E fim legal é unicamente aquele que. a Administração Pública só existe e se justifica para atender a uma finalidade pública. Uma terceira corrente. satisfazer. de forma simultânea.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. ensina que os Princípios da Impessoalidade e da Finalidade não podem ser compreendidos como sinônimos. defendida pelo professor Celso Antônio Bandeira de Melo. temos o seguinte quadro: GERAL: satisfação do interesse público (a lei a prevê de forma expressa ou implícita) FINALIDADE ESPECÍFICA: objetivo imediato a ser buscado com a prática do ato (sempre prevista em lei). www. O princípio da impessoalidade.br/curso_pdf 35 . Assim. identifica o Princípio da Finalidade como sinônimo do Princípio da Supremacia do Interesse Público (FINALIDADE = SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO). de forma impessoal. Assim. estaremos diante de um desvio de finalidade ou desvio de poder (vício no elemento finalidade do ato administrativo). que nada mais é do que a busca da satisfação do interesse público. Caso a Administração atue sem atender às finalidades públicas geral E específica. Para essa corrente.com. qual seja. Uma segunda corrente.canaldosconcursos. e uma finalidade pública específica que é o objetivo direto a ser alcançado com a prática do ato pela Administração. o qual impõe ao administrador público que só pratique o ato para o seu fim legal. à finalidade geral (interesse público) E à finalidade específica (prevista em lei). referido na Constituição de 1988. há uma finalidade pública geral da Administração Pública. sempre previsto em lei. ao praticar um ato. capitaneada pela professora Maria Sylvia de Pietro. os interesses da coletividade. a ensejar a invalidação do ato administrativo. mas o admitiu sob a denominação de princípio da Impessoalidade. Assim. nada mais é que o clássico princípio da Finalidade. mais moderna. Armando Guedes “A Constituição de 1988 não se referiu expressamente ao princípio da Finalidade. em caráter geral e especial. tem por objetivo certo e inafastável o interesse público” (grifamos).

canaldosconcursos. www. Daremos dois exemplos para compreensão dessa diferença. todavia prevista na lei especificamente para outro ato (punição disciplinar). Estamos diante de um desvio genérico de poder e o ato deve ser invalidado. lapidar a lição do mestre Celso Antônio Bandeira de Melo: “. mas também à finalidade específica abrigada na lei a que esteja dando execução. o ato deve ser invalidado. por ter havido uma inversão de finalidades: ao invés do ato X (remoção) atender a sua finalidade X (satisfazer a necessidade do serviço público). Um governador remove servidor público estadual. ao invés de atender a finalidade pública específica. devendo o ato ser invalidado. desafeto pessoal seu. Primeiro exemplo. não é o fim preciso que a lei assinalava para tal ato”. se bem que de interesse público. desviando-se para socorrer. Em ambos os casos haverá afronta ao Princípio da Finalidade Pública.br/curso_pdf 36 . tanto nos casos em que a atuação administrativa é estranha a qualquer finalidade pública quanto naqueles em que o fim perseguido.cumpre ao administrador cingir-se não apenas à finalidade própria de todas as leis. Estamos diante de um desvio de poder específico. Aqui. deixa de atender ao interesse público.. há desvio de poder e. simplesmente. podemos ter um desvio de poder genérico (a Administração. atende a outra finalidade pública. nulidade do ato. em consequência.com. por violação da finalidade legal. Segundo exemplo. prevista legalmente para o ato Y (cometimento de infração disciplinar). o ato administrativo (remoção) atende unicamente a um interesse privado. interesses particulares) e um desvio de poder específico (a Administração desatende a finalidade pública indicada de forma específica na lei. unicamente. para satisfazer sentimento de vingança. prevista na lei que rege o ato de remoção (a finalidade da remoção de um servidor é satisfazer certa necessidade do serviço público). Armando Guedes Seguindo um paralelismo. Aqui. Nessa hipótese.. Sobre o tema. Servidor público estadual comete uma infração administrativa. que é o interesse público. o governador. ele se propõe a atender a finalidade Y (punição disciplinar). também.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. Assim. O governado remove esse servidor como forma de aplicar uma punição disciplinar. mesmo que venha a atender a outro interesse público).

pois. Essa corrente inova. conceituam o elemento finalidade de forma idêntica (finalidade geral e finalidade específica). independentemente da corrente a ser adotada. Os autores das duas outras correntes. apesar da divergência doutrinária. às mesmas conclusões acerca dos princípios que regem a Administração Pública. No momento oportuno. de uma maneira ou de outra.canaldosconcursos. Vamos aos exercícios. como estudado. terminamos a aula.br/curso_pdf 37 . mas sempre caminham em círculo sobre os mesmos temas. forma. apenas. a saber: o elemento finalidade. os autores apenas identificam e conceituam os princípios de forma diferente. finalidade.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof.com. Com essas considerações. por atrelar o Princípio da Finalidade Pública a um dos elementos do ato administrativo. estudaremos que todos os atos administrativos possuem cinco elementos: competência. chegaremos. quando ensinam os elementos dos atos administrativos. www. Armando Guedes Em realidade. essa terceira corrente realça um dos elementos do ato administrativo. motivo e objeto. Ficou fácil de perceber que. mas não o atrelam ao Princípio da Finalidade Pública.

2º do ADCT da CRFB/88. Já a outra corrente doutrinária refuta esta tese. através de plebiscito. 2º da Lei nº 9. No dia 7 de setembro de 1993 o eleitorado definirá.Auditor Federal de Controle Externo Julgue os itens seguintes. Resposta: ERRADA. 60 da CRFB/88. tendo status constitucional expresso. fazem referência à forma republicana de governo. Os quatro incisos constantes do §4º. do art. julgue o item que se segue.com.canaldosconcursos. fato. Armando Guedes QUESTÕES COMENTADAS QUESTÃO 01 CESPE . sem sucesso. a doutrina diverge neste ponto. na história recente do nosso país. realmente. alegando que tais princípios constam diretamente da legislação infraconstitucional. QUESTÃO 02 CESPE/2010/TCU – Auditor Federal de Controle Externo A respeito dos princípios constitucionais aplicados ao direito administrativo.784/99. A forma republicana de governo não está gravada expressamente como cláusula pétrea na CF. em nenhum momento. Art. Resposta: CERTA Comentário: A questão está correta. o Princípio da RAZOABILIDADE ou da PROPORCIONALIDADE nada mais é do que o DEVIDO PROCESSO LEGAL SUBSTANCIAL ou MATERIAL. possuindo base constitucional apenas de forma www.TCU . que já foi tentado. Os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade estão expressos no texto da Constituição Federal. que elencam o núcleo imutável de nossa Constituição. visto que pode ser modificada por plebiscito.br/curso_pdf 38 .CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. Comentário: como explicado. inclusive. a forma (república ou monarquia constitucional) e o sistema de governo (parlamentarismo ou presidencialismo) que devem vigorar no País. com fulcro no art. Leiamos o dispositivo. Para parte dos estudiosos. a forma republicana poderá ser modificada via plebiscito. a saber do art. Ademais. 2º. as conhecidas cláusulas pétreas.2011 .

A exceção. cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas. CONTINUIDADE. no seu art.” Mas o próprio dispositivo.br/curso_pdf 39 questão encontra-se correta por retratar esta última . Os serviços públicos devem ser prestados de forma contínua. O citado princípio vem previsto na Lei nº 8. traz 03 (três) exceções ao princípio. O princípio da legalidade está definido na Constituição Federal quando esta declara que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. Comentário: A questão aborda o Princípio da CONTINUIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO. Armando Guedes implícita (ATANÇÃO: É A POSIÇÃO DA BANCA CESPE e.987/95. 2ª – interrupção por razões de ordem técnica ou segurança das instalações. eficiência. atualidade. Resposta: CERTA. APÓS prévio aviso e 3ª – interrupção por inadimplemento. Memorize o quadro: REGRA: CONTINUIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO EXCEÇÕES: 1ª – interrupção em situação de emergência. segurança.com. www. Leiamos o dispositivo: “§ 1º Serviço adequado é o que satisfaz as condições de regularidade.canaldosconcursos.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. generalidade. por isso. após aviso prévio. a questão está errada). ininterrupta. §1º. 6. QUESTÃO 04 CESPE – 2004 – TRE-AL – Técnico Judiciário Julgue o item. não viola o princípio da continuidade do serviço público a suspensão de um serviço. QUESTÃO 03 CESPE – 2007 – TRT-9R – Técnico Judiciário Julgue o item a seguir Em regra. APÓS prévio aviso. decorrente de falta ou atraso de pagamento. no seu §3º.

Resposta: CERTA Comentário: O regime jurídico-administrativo é um regime de direito público próprio da Administração Pública. Estes são os dois princípios mais importantes do Direito Administrativo. para o particular → critério de não contradição à lei: pode tudo desde que não proibido pela lei. de um lado. QUESTÃO 06 CESPE – 2009 – TRT – 17ª Região (ES) – Analista Judiciário Julgue o item seguinte. da SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO e Pr. razão pela qual é vedado. Armando Guedes Resposta: CERTA Comentário: A questão está correta.br/curso_pdf 40 . a saber: Pr. conforme entende a doutrina. impondo sujeições/restrições a essa mesma Administração.com. Lembre-se.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof.canaldosconcursos. QUESTÃO 05 CESPE – 2009 – TCU – Analista de Controle Externo Julgue o item seguinte. As sociedades de economia mista e as empresas públicas que prestam serviços públicos estão sujeitas ao princípio da publicidade tanto quanto os órgãos que compõem a administração direta. nas suas campanhas publicitárias. O regime jurídico-administrativo fundamenta-se. mencionar nomes e veicular símbolos www. construído a partir dos dois pilares que governam todo o Direito Administrativo. conferindo. nos princípios da supremacia do interesse público sobre o privado e na indisponibilidade do interesse público. de outro lado. pois retrata fielmente uma das facetas do Princípio da LEGALIDADE. LEGALIDADE para a Administração Pública → critério de subordinação à lei: só pode fazer o que a lei determina ou autoriza. da INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO. prerrogativas/poderes especiais à Administração e.

Para que o edital do concurso exija limitação de idade. referindo-se à improbidade administrativa. a perda da função pública. no caso da questão ao princípio da impessoalidade.br/curso_pdf 41 . Somente se legitima a fixação de limite de idade para inscrição em concurso público quando prevista em lei e possa ser justificada pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. com a seguinte redação: “Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos. A probidade administrativa é um aspecto da moralidade administrativa que recebeu da Constituição Federal brasileira um tratamento próprio. 37 da CRFB/88 trata da lesão à moralidade.canaldosconcursos. por pertencerem à Administração Indireta. quanto a INDIRETA. Assim. as sociedades de economia mista e as empresas públicas. QUESTÃO 07 CESPE – 2007 – TCU – Analista de Controle Externo Julgue os próximos itens.com. vez que o §4º do art. Resposta: CERTA Comentário: O caput do art. obedecerão aos princípios da Administração. QUESTÃO 08 CESPE – 2009 – SECONT-ES – Auditor do Estado Julgue o item a seguir. também se sujeitarão a tais princípios. Resposta: CERTA Comentário: A questão está correta. faz-se necessário dois requisitos: previsão em lei e a www.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. Resposta: CERTA Comentário: A questão está correta. a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. 37 da CRFB/88 é expresso em determinar que tanto os entes pertencentes a administração pública DIRETA. sem prejuízo da ação penal cabível”. Armando Guedes ou imagens que possam caracterizar promoção pessoal de autoridade ou servidor dessas entidades. na forma e gradação previstas em lei.

37 caput) são cinco. para ingressar como soldado da polícia militar de um determinado estado da federação. Nesse sentido é a Súmula nº 683 do STF: “O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. enquanto outros estão implícitos.br/curso_pdf 42 . PUBLICIDADE e EFICIÊNCIA. sem estarem presentes esses dois requisitos. alguns estão expressos na Constituição ou em leis infraconstitucionais. a saber: LEGALIDADE. sendo decorrência lógica das disposições do texto constitucional. quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido.” QUESTÃO 09 CESPE – 2011 – PC-ES – Perito A respeito dos princípios que regem o direito administrativo. o edital poderá exigir altura mínima do candidato. Caso o edital do concurso estabeleça limite de idade. é possível a limitação de idade.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. MORALIDADE.com. Memorize o termo “LIMPE” e você nunca mais esquecerá os cinco princípios administrativos expressos na Constituição. em virtude da natureza especial da função policial. Assim. Assim. IMPESSOALIDADE. www. julgue o item seguinte.canaldosconcursos. Os princípios expressos previstos na Constituição (art. 7º. da Constituição. Resposta: ERRADA Comentário: quanto aos princípios da Administração Pública. Todas essas ponderações se encaixam perfeitamente quando a questão se trata de altura. O princípio da eficiência não está expresso no texto constitucional. por exemplo. mas é aplicável a toda atividade da administração pública. haverá ofensa ao Princípio da Razoabilidade/Proporcionalidade. QUESTÃO 10 CESPE – 2010 – TCU – Auditor Federal de Controle Externo Julgue o item a seguir. desde que haja previsão em lei e em razão da natureza especial do cargo a ser ocupado. desde que haja previsão em lei estadual. XXX. Armando Guedes natureza especial do cargo.

Resposta: CERTA Comentário: a questão retrata o Princípio da Impessoalidade elencado no §1º do art.” (grifei). Assim. julgue o item subsecutivo. 37 da CRFB/88 que assim reza: “A publicidade dos atos. dela não podendo constar nomes. ou revogá-los por conveniência ou oportunidade. Com base neste princípio. Resposta: CERTA. Em atenção ao princípio da publicidade. programas. obras. Como decorrência do princípio da impessoalidade. Comentário: A questão traz à tona o Princípio da AUTOTUTELA. a CF proíbe a presença de nomes. obras. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos em publicidade de atos. os contratos celebrados pela administração devem ser publicados em veículo oficial de www.canaldosconcursos. QUESTÃO 12 CESPE – 2010 – DETRAN-ES – Advogado Acerca dos princípios que regem a administração pública. informativo ou de orientação social.br/curso_pdf 43 . desde que sejam respeitados os direitos adquiridos e seja garantida a apreciação judicial.com. serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo. QUESTÃO 11 CESPE – 2009 – SECONT-ES – Auditor do Estado Quanto aos princípios constitucionais do direito administrativo brasileiro.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. julgue o item a seguir. serviços e campanhas de órgãos públicos. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. programas. Armando Guedes O princípio da autotutela possibilita à administração pública anular os próprios atos. quando possuírem vícios que os tornem ilegais. a Administração DEVE ANULAR seus atos ILEGAIS (controle de legalidade) e PODE REVOGAR seus atos legais. a Administração Pública pode revisar seus próprios atos. mas que se tornaram inconvenientes ou inoportunos (controle de mérito).

no Distrito Federal e nos municípios. Resposta: CERTA. Assim.canaldosconcursos. no veículo que for definido nas respectivas leis. na esfera federal. segundo a CF.Analista Judiciário Julgue o item Não se aplica aos processos administrativos disciplinares o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa. as decisões administrativas são de execução imediata. QUESTÃO 14 CESPE . podendo ser afastada. QUESTÃO 13 CESPE – 2010 – MPU – Analista Julgue o item a seguir Como consequência do princípio da presunção de legalidade. enquanto não anulado. esses direitos são destinados aos acusados em processos judiciais.5ª Região (BA) . esta presunção é relativa. Armando Guedes divulgação. nos estados. este ato administrativo inválido será eficaz. a publicação deve ser no Diário Oficial da União.TRT . ou seja. mesmo se ele estiver eivado de vícios ou defeitos. Comentário: A questão faz alusão ao Princípio da PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE. como se fosse válido. Por óbvio. visto que. Comentário: A questão aborda o Princípio da PUBLICIDADE.2008 .CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. Este princípio revela a ideia de que a Administração tem o dever de dar conhecimento dos seus atos aos administrados. devendo ser cumprido pelo particular. até mesmo aquelas com possibilidade de gerar obrigações para o particular. do administrado. Este princípio autoriza a imediata execução de um ato administrativo.com. Resposta: CERTA. Aí está a principal consequência deste princípio: o ônus da prova da existência de vício no ato administrativo é de quem alega. Resposta: ERRADA www.br/curso_pdf 44 .

TRT-9R . os critérios de: XIII . encontra previsão legal no inciso XIII. e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa. com a seguinte redação: “Nos processos administrativos serão observados.Analista Judiciário Com relação aos princípios básicos da administração pública e dos poderes administrativos. o art. estabelece. com os meios e recursos a ela inerentes”. ao integrar o recurso.com. QUESTÃO 15 CESPE . Portanto.interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige. do parágrafo único. Com base no princípio da segurança jurídica.2007 .Agente de Inteligência Com relação aos princípios básicos da administração pública. 5º. O parecer. Não viola o princípio da motivação dos atos administrativos o ato da autoridade que. Todavia. entre outros. o enunciado da questão encontra-se equivocado por se distanciar da previsão constitucional. que: “aos litigantes. Armando Guedes Comentário: Realmente.br/curso_pdf 45 . mantém decisão com base em parecer da consultoria jurídica.canaldosconcursos. passa a incorporar este.ABIN . da nossa Constituição. sem maiores considerações. inciso LV. em processo judicial ou administrativo.784/99. 2º da Lei 9. uma nova interpretação dada pela administração acerca de determinado tema não pode ter eficácia retroativa. do art. com fulcro num parecer. Resposta: CERTA Comentário: o princípio da segurança jurídica. julgue o seguinte item. deixa www. na esfera administrativa. vedada aplicação retroativa de nova interpretação” QUESTÃO 16 CESPE . O parecer é um ato administrativo enunciativo com conteúdo meramente opinativo. de forma taxativa. ao manter uma decisão administrativa.2008 . Resposta: CERTA Comentário: A questão está correta. um recurso administrativo. julgue o seguinte item. ao deliberar acerca de recurso administrativo.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof.

canaldosconcursos. Armando Guedes de ser mera peça opinativa.br/curso_pdf 46 . ganhando força vinculante. servindo de fundamentação da decisão recursal.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof.com. www.

Os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade estão expressos no texto da Constituição Federal. QUESTÃO 05 CESPE – 2009 – TCU – Analista de Controle Externo Julgue o item seguinte.Auditor Federal de Controle Externo Julgue os itens seguintes.2011 . julgue o item que se segue. QUESTÃO 04 CESPE – 2004 – TRE-AL – Técnico Judiciário Julgue o item. QUESTÃO 03 CESPE – 2007 – TRT-9R – Técnico Judiciário Julgue o item a seguir Em regra. O regime jurídico-administrativo fundamenta-se. QUESTÃO 02 CESPE/2010/TCU – Auditor Federal de Controle Externo A respeito dos princípios constitucionais aplicados ao direito administrativo. A forma republicana de governo não está gravada expressamente como cláusula pétrea na CF. visto que pode ser modificada por plebiscito. O princípio da legalidade está definido na Constituição Federal quando esta declara que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.com.br/curso_pdf 47 . Armando Guedes QUESTÕES PROPOSTAS QUESTÃO 01 CESPE .canaldosconcursos. não viola o princípio da continuidade do serviço público a suspensão de um serviço.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. após aviso prévio.TCU . nos princípios da supremacia do interesse www. conforme entende a doutrina. decorrente de falta ou atraso de pagamento.

br/curso_pdf 48 . julgue o item seguinte. QUESTÃO 08 CESPE – 2009 – SECONT-ES – Auditor do Estado Julgue o item a seguir.com. mencionar nomes e veicular símbolos ou imagens que possam caracterizar promoção pessoal de autoridade ou servidor dessas entidades.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. www. razão pela qual é vedado. Armando Guedes público sobre o privado e na indisponibilidade do interesse público. nas suas campanhas publicitárias. QUESTÃO 09 CESPE – 2011 – PC-ES – Perito A respeito dos princípios que regem o direito administrativo. Somente se legitima a fixação de limite de idade para inscrição em concurso público quando prevista em lei e possa ser justificada pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. O princípio da eficiência não está expresso no texto constitucional. A probidade administrativa é um aspecto da moralidade administrativa que recebeu da Constituição Federal brasileira um tratamento próprio.canaldosconcursos. QUESTÃO 07 CESPE – 2007 – TCU – Analista de Controle Externo Julgue os próximos itens. mas é aplicável a toda atividade da administração pública. As sociedades de economia mista e as empresas públicas que prestam serviços públicos estão sujeitas ao princípio da publicidade tanto quanto os órgãos que compõem a administração direta. QUESTÃO 06 CESPE – 2009 – TRT – 17ª Região (ES) – Analista Judiciário Julgue o item seguinte.

nos estados. obras. QUESTÃO 11 CESPE – 2009 – SECONT-ES – Auditor do Estado Quanto aos princípios constitucionais do direito administrativo brasileiro.com. no Distrito Federal e nos municípios. julgue o item a seguir. as decisões administrativas são de execução imediata. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos em publicidade de atos. julgue o item subsecutivo.canaldosconcursos. ou revogá-los por conveniência ou oportunidade.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof. QUESTÃO 13 CESPE – 2010 – MPU – Analista Julgue o item a seguir Como consequência do princípio da presunção de legalidade.br/curso_pdf 49 . QUESTÃO 14 www. a CF proíbe a presença de nomes. até mesmo aquelas com possibilidade de gerar obrigações para o particular. serviços e campanhas de órgãos públicos. a publicação deve ser no Diário Oficial da União. programas. no veículo que for definido nas respectivas leis. na esfera federal. Armando Guedes QUESTÃO 10 CESPE – 2010 – TCU – Auditor Federal de Controle Externo Julgue o item a seguir. O princípio da autotutela possibilita à administração pública anular os próprios atos. Em atenção ao princípio da publicidade. desde que sejam respeitados os direitos adquiridos e seja garantida a apreciação judicial. quando possuírem vícios que os tornem ilegais. QUESTÃO 12 CESPE – 2010 – DETRAN-ES – Advogado Acerca dos princípios que regem a administração pública. Como decorrência do princípio da impessoalidade. os contratos celebrados pela administração devem ser publicados em veículo oficial de divulgação.

2007 .Analista Judiciário Com relação aos princípios básicos da administração pública e dos poderes administrativos.Agente de Inteligência Com relação aos princípios básicos da administração pública.2008 .com. julgue o seguinte item.2008 .Analista Judiciário Julgue o item Não se aplica aos processos administrativos disciplinares o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa.CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof.ABIN . Não viola o princípio da motivação dos atos administrativos o ato da autoridade que. visto que. mantém decisão com base em parecer da consultoria jurídica. QUESTÃO 15 CESPE .TRT .5ª Região (BA) . www. Com base no princípio da segurança jurídica. esses direitos são destinados aos acusados em processos judiciais.br/curso_pdf 50 . uma nova interpretação dada pela administração acerca de determinado tema não pode ter eficácia retroativa. sem maiores considerações. QUESTÃO 16 CESPE . julgue o seguinte item. Armando Guedes CESPE .canaldosconcursos. ao deliberar acerca de recurso administrativo. segundo a CF.TRT-9R .

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – ANALISTA INSS Prof.br/curso_pdf 51 .com.canaldosconcursos.C 02 – E 07 – C 12 – C 03 – C 08 – C 13 – C 04 – C 09 – E 14 – E 05 – C 10 – C 15 – C www. Armando Guedes GABARITO 01 – C 06 – C 11 – C 16.