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NOME: __________________________________ DATA: ____/_____/_____ ÁREA: Língua Portuguesa TURMA – 6º ANO

Relato de Viagem
Você vai ler agora um trecho do livro “Everest: viagem a montanha abençoada”. Na obra, o autor conta a expedição de oito brasileiros comandada pelo alpinista Thomaz Brandolin enfrenta pacientemente todas as dificuldades possíveis e imagináveis para concretizar o sonho de fazer a primeira expedição brasileira ao Monte Everest.

"Após o jantar, todo o grupo foi dar outra volta pelo setor tibetano da vila. O lugar estava silencioso e era muito mal iluminado. De repente, um senhor pegou a mão do Barney e pediu para que todos o seguíssemos. Entre apreensivos e curiosos, lá fomos nós atrás do velhinho. Depois de percorrermos algumas vielas escuras, percebemos que ele estava nos levando para sua casa. Ele não falava palavra alguma. Atravessamos um portão de madeira, cruzamos um pequeno pátio e entramos no andar de baixo da casa, lúgubre, iluminado por uma pequena lâmpada. À esquerda, cobrindo toda a parede, inúmeras pilhas de rodelas de esterco de íaque, o combustível mais comum usado pelos tibetanos. Subimos por uma escada e de repente paramos, simplesmente maravilhados com o que víamos. Parecia que tínhamos entrado numa máquina do tempo e voltado centenas de anos. O lugar era uma espécie de sala-cozinha, muito antiga, repleta de velhos objetos típicos do lugar: fogões, móveis, potes, bules e tachos, tudo muito consumido pelo tempo, mas com detalhes riquíssimos. Havia três homens e três mulheres, que nos olharam com satisfação e alegria. Uma jovem com um rosto belíssimo socava com vigor um pilão todo colorido. O velhinho tentou nos dizer que ela estava fazendo manteiga e em seguida pediu para sentarmos. Uma outra garota, toda tímida, enrolava um novelo de lã, enquanto uma senhora esquentava alguma coisa no fogareiro. As mulheres tinham lenços na cabeça e usavam vestidos longos e escuros, com uma espécie de avental na frente, todo listrado e preso por enormes presilhas de prata. Estas presilhas, esculpidas com motivos tibetanos, cheias de detalhes, são verdadeiras obras de arte. Os homens usavam calças grossas, forradas com pele de carneiro, e folgadas túnicas brancas de lã grossa. Estavam no canto da sala, sentados numa espécie de sofá. Deslumbrados com o cenário, não parávamos de olhar ao redor: os quadros do Dalai Lama, o líder espiritual do Tibet; as esculturas de santos e deuses; os objetos; os detalhes. Tudo ali tinha história para contar, tradição. Tudo tinha um profundo significado, uma razão de ser. É muito difícil traduzir em palavras o que sentimos ao ver aquelas coisas. O ambiente era mal iluminado, cheio de sombras, o que dava um certo ar de mistério. O velhinho me pegou pela mão e me levou para outro aposento, onde um jovem e uma criança dormiam sob uma imensa pele de ovelha. No fundo, um pequeno altar, onde se viam algumas fotos do Dalai Lama e algumas esculturas com inscrições sagradas. Era tudo muito simples mas de muita beleza.

eles observavam atentamente cada gesto. o autor procura descrever detalhadamente o que viu ou viveu. Em poucos minutos o Bamey. Ramis e eu estávamos tomando o típico chá tibetano. Tínhamos visto de perto uma amostra da hospitalidade e da religiosidade do povo fascinante que habita aquele platô. em sua opinião. o Alfredo. Isso nos deixou profundamente orgulhosos.As pessoas tinham a pele queimada. que comecei a ver o que o mundo perdeu na sua luta pelo progresso. que colocaram ao lado da foto do Dalai Lama. Com os olhos maravilhados e a alma enriquecida. como já estava ficando tarde (e o bule de chá era grande). para que ele possa ser chamado de relato de viagem? 2. Tiramos algumas fotos e.'' Fonte: “Everest: viagem à montanha abençoada” Thomaz Brandolin L & Pm editores. pediram-nos para escrevermos nossos nomes num pedaço de papel. Nós agíamos da mesma forma. Paulo. Kenvy. Comecei a me sentir como o ator Kevin Costner no filme Dança com Lobos''. Grife dois exemplos da descrição que ele faz a respeito das experiências vividas. lentamente fomos saindo. “Urbenauta” e trechos de “Cem dias entre céu e mar”. tentamos travar uma conversa através de mímica. Vimos tanta pureza. eles escreveram seus nomes em outro papel (verdadeiros hieróglifos tibetanos) e nos entregaram. 4. Faça uma lista com as palavras que ele utiliza que. cada detalhe das nossas roupas e equipamentos. Por que ele faz isso? 3. Você já leu outros relatos de viagem. em sua opinião. Apesar do aspecto rude. p. rançoso e salgado com manteiga de iaque. tanta amizade e respeito. Simplesmente horrível. é possível dizer que eles apresentam semelhanças? Quais? Há diferenças? De que tipo? Não se esqueça de citar exemplos que comprovem sua opinião. 5. Quais são as características mais importantes do texto. 6. Comparando os três textos. à sua maneira. tentavam nos agradar. Depois. Era impossível a comunicação. O olhar. Sorrindo sempre e articulando poucas palavras. E tome mais chá na nossa xícara. Em seguida. como o autor se preparou antes e durante a viagem para produzir a versão final do seu texto? . mas não tivemos como recusar. Durante o relato. puro e sincero. curtida pela exposição constante ao frio e aos ventos daquele lugar. As mãos eram fortes e calejadas. 57 e 58 Para refletir 1. servem para agregar qualidade ao texto. Lena e Edu delicadamente se despediram e partiram. eram todos muito simpáticos e. Enquanto bebericávamos. Sabendo que o paladar deles é dos mais esquisitos. Logo percebemos que estavam preparando algo para nos servir. Em sua opinião. nos despedimos.