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UNINILTON LINS – Pós-Graduação

MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE
Centro Universitário UniNilton Lins Curso de Especialização – Gestão da Educação Professor: Rodrigo Augusto da Silva Pimentel

Carga Horária: 24 horas Ementa: As diferentes dimensões do conceito da qualidade. Conceito de satisfação de cliente: clientes internos e externos. Ferramentas gerenciais aplicadas à melhoria da qualidade. O Programa 5S. Estruturação, avaliação e retroalimentação de sistemas de gestão da qualidade. O enfoque da Qualidade Total. Estratégia competitiva da empresa. Aplicação de sistemas de avaliação da produtividade e qualidade para planos de educação. Conteúdo: 1. Conceitos de qualidade e satisfação do cliente. 2. Ferramentas para melhoria do desempenho. 3. Implementação e acompanhamento de sistemas de gestão da qualidade 4. Orientação a resultados – elaboração de planos de ação.

Cronograma
Aula 1. Apresentação. Capítulo 1. Exercício de fixação 1. Dinâmica de grupo. Aula 3. Filme sobre o Programa 5S. Capítulo 2 (continuação) – item 2.2. Exercício de fixação 3. Aula 5. Capítulo 4. Exercício de fixação 5. Encerramento do curso. Aula 2. Capítulo 2 (item 2.1). Exercício de fixação 2. Aula 4. Capítulo 3. Exercício de fixação 4. Dinâmica de grupo.

Método de Avaliação:
1a. Avaliação Trabalhos parciais (TP) - exercícios 1, 3 e 4 Nota Final = (TP + AF) / 2 2a. Avaliação (Avaliação Final – AF) Exercício 2.

1. Conceitos de qualidade e satisfação do cliente 1.1 As diferentes abordagens da qualidade
As empresas têm a sua existência vinculada à satisfação das necessidades sociais. Inicialmente, busca-se identificar as necessidades de todas as partes interessadas pelo desempenho da empresa. Elas são posteriormente classificadas e são definidos os meios para satisfazê-las. Existem, basicamente, 5 definições de qualidade: - Abordagem transcendental: vê a qualidade como um sinônimo de excelência inata. - Abordagem baseada em manufatura: preocupa-se em fazer produtos ou proporcionar serviços que estão livres de erros, correspondendo precisamente às suas especificações de projeto. - Abordagem baseada no usuário: assegura que o produto ou serviço está adequado ao seu propósito, considerando a conformidade às especificações e a sua adequação às expectativas do consumidor. - Abordagem baseada em produto: vê a qualidade como um conjunto mensurável e preciso de características, que são requeridas para satisfazer o consumidor. - Abordagem baseada em valor: define a qualidade em termos de custo e preço, defendendo que qualidade seja percebida em relação ao preço. Definição: Qualidade é o grau no qual um conjunto de características inerentes satisfaz a requisitos (NBR ISO 9000:2000, 3.1.1). A melhoria da qualidade exerce forte influência sobre o bom desempenho da produção e aumento dos lucros. As receitas podem ser incrementadas por melhores vendas e por preços mais altos no mercado. Os custos, por sua vez, podem ser reduzidos pela melhor eficiência, produtividade e uso do capital.

FONTE: SLACK (1999, p. 413)

FIGURA 1: Efeito da qualidade sobre receitas e custos

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1.2 As diferentes dimensões do conceito da qualidade
Todas as organizações buscam maior competitividade a partir do cumprimento de seus cinco objetivos de desempenho básicos: Fazer certo as coisas Fazer as coisas com rapidez Fazer as coisas em tempo Mudar o que você faz Fazer as coisas mais baratas Proporciona Proporciona Proporciona Proporciona Proporciona Vantagem em qualidade Vantagem em rapidez Vantagem em confiabilidade Vantagem em flexibilidade Vantagem em custo

FONTE: SLACK (1999, p. 60)

FIGURA 2: Objetivos de desempenho da organização Os objetivos apresentam interações e trazem diversas vantagens às organizações: Qualidade reduz custo e aumenta a confiabilidade; Rapidez reduz estoques e reduz riscos (previsões erradas, obsolescência, etc.) Confiabilidade economiza tempo (instalações preparadas, peças disponíveis, etc.), economiza dinheiro e fornece estabilidade (aumenta o nível de confiança nas operações). Flexibilidade agiliza as respostas a alterações do ambiente ou da condição da empresa; maximiza o aproveitamento do tempo (ao se adaptar rapidamente a novas situações); mantém confiabilidade (mantendo a operação dentro do programado quando eventos imprevistos perturbam os planos). O custo, por sua vez, é afetado por todos os demais objetivos de desempenho.

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Existem diversos efeitos sobre o ambiente externo, decorrentes da interação entre todos os objetivos de desempenho, como tempo de entrega reduzido, preço baixo, entrega confiável e atendimento às especificações do cliente.

1.3 Evolução histórica da qualidade
Ao longo do século XX, vários foram os enfoques dados ao gerenciamento da função qualidade nas organizações, conforme exposto em MARTINS (2001, pp. 394-395): Controle da Qualidade (desde 1900): consiste no desenvolvimento de sistemas que monitoram o projeto, o processo de fabricação e assistência técnica de um produto ou de um serviço. Controle Estatístico de Processos (1945): controle da qualidade realizado utilizando-se técnicas estatísticas. Zero Defeito (1960): sistema de gestão da qualidade desenvolvido por Philip Crosby. Círculos de Controle da Qualidade (1962): reunião de pessoas que investigam problemas de qualidade, desenvolvido por Kaoru Ishikawa. Controle da Qualidade Total (1980): sistema de gestão empresarial baseado na qualidade, abrangendo toda a organização, desenvolvido por Juran, Kaoru Ishikawa e F. W. Deming.
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Qualidade Assegurada (1980): consiste em oferecer uma garantia ao cliente, assegurando que o produto ou serviço oferecido é confiável. Sistema ISO 9000 (1987): sistema para a garantia da qualidade de produtos e serviços. Excelência empresarial (1987): sistema de avaliação da empresa, envolvendo múltiplos aspectos. O Prêmio Nacional da Qualidade Malcolm Baldridge foi criado naquele ano.

Juran, em 1951, publicou o livro ” Quality Control Handbook”, tornando-se a obra mais importante para o aperfeiçoamento da qualidade tanto no Japão como nos Estados Unidos. Para Juran, qualidade é o desempenho do produto que resulta em satisfação do cliente, livre de deficiências . Cada etapa do processo afeta a próxima etapa e assim por diante. Quando o trabalho (produto ou serviço) passa de um empregado para outro, o receptor do serviço é um cliente neste relacionamento e o processo torna-se um encontro de necessidades. Para alcançar resultados satisfatórios, as organizações devem focar três aspectos: Planejamento da qualidade: preparação para encontrar as metas da qualidade Controle da qualidade: encontro das metas da qualidade durante as operações. Melhoria da qualidade: rompimento da situação atual.

Essas três áreas compõem a Trilogia da Qualidade, mostrada na tabela 1: TABELA 1- Componentes da Trilogia de Juran (QUALIDADE, 2003)

Juran estabeleceu quatro categorias da definição da qualidade: Qualidade do projeto: Pesquisa de mercado, concepção do produto e especificações do projeto. Qualidade da conformidade: Tecnologia, potencial humano e gerenciamento. Disponibilidade: Confiabilidade e manutenibilidade. Serviço de campo: Pontualidade, competência e integridade.

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10. 12. baseada na melhoria de produtos e serviços através da redução das incertezas e variações. Adote uma nova filosofia. 3. 14. 7. As variações no processo. Para Deming. Elimine cotas ou padrões de trabalho. 2. 4. Elimine o medo. 13. que retratam a sua filosofia. Melhore constantemente o sistema de produção e serviço Institua o treinamento no trabalho. 5. 11. 1. a Administração é responsável por 85% dos problemas da organização. Crie a constância de propósitos.Deming foi quem primeiro levou a mensagem da qualidade ao Japão. Rompa as barreiras interdepartamentais. não como engrenagens de máquinas. Remova as barreiras ao orgulho da execução Institua um programa de educação e autoaperfeiçoamento Execute as ações para a transformação. Institua a liderança. O seu método é filosoficamente humanístico: ele trata os trabalhadores como seres humanos. conforme ilustra a figura 4: FIGURA 4: Origens das Variações no Processo de Produção Para conduzir e operar com sucesso uma organização. Não selecione fornecedores com base apenas no preço. em 1950. O sucesso pode resultar da implementação e manutenção de um sistema de gestão que é concebido para melhorar continuamente o desempenho. Elimine slogans e exortações aos empregados. podem ter origens em diversos momentos. Cesse a dependência da inspeção. FIGURA 3: Reação em Cadeia de Deming Deming estabeleceu 14 princípios. 6. é necessário dirigi-la e controlá-la de maneira transparente e sistemática. 8. por sua vez. tendo sido o instrumento da transformação da indústria japonesa em uma nova potência econômica. 9. A norma NBR ISO 9000:2000 identifica oito princípios de gestão da qualidade: MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 5 de 40 .

assim como a freqüência das revisões. A efetividade das medições implementadas deve ser periodicamente reavaliada. capital.4 Satisfação de clientes internos e externos As organizações devem. informação. a finalidade para qual o sistema foi criado. portanto. c) Envolvimento de pessoas: Pessoas de todos os níveis são a essência de uma organização.a) Foco no cliente: Organizações dependem de seus clientes e. Definição: Sistema é um conjunto de partes interagentes e interdependentes que. Página 6 de 40 MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel . como um sistema contribui para a eficácia e eficiência da organização no sentido desta atingir os seus objetivos. para cumprir as exigências do requisito 8. 1998. para tomar ações apropriadas. Estes recursos devem ser suficientes para as necessidades do sistema. A organização deve estabelecer e documentar as metas de satisfação do cliente para atender às suas expectativas. é recomendável que atendam às necessidades atuais e futuras do cliente. tecnologia.1 da norma NBR ISO 9001:2000. e) Abordagem sistêmica para a gestão: Identificar. e uma relação de benefícios mútuos aumenta a capacidade de ambos de agregar valor. Tendências na insatisfação e satisfação do cliente devem ser documentadas e comparadas com dados relevantes de mercado. A organização deve analisar os resultados das medições de satisfação de clientes em uma base contínua. Uma importante visão funcional da empresa é de que ela constitui um sistema. f) Melhoria contínua: Convém que Melhoria contínua do desempenho global da organização deve ser um objetivo permanente. h) Benefícios mútuos nas relações com os fornecedores : Uma organização e seus fornecedores são interdependentes. Devem ser especificadas a metodologia e forma de medições a serem usadas para obter o conhecimento do cliente. 35). Entradas de insumos: recursos materiais e humanos. d) Abordagem de processo: Um resultado desejado é alcançado mais eficientemente quando as atividades e os recursos relacionados são gerenciados como um processo. b) Liderança: Líderes estabelecem a unidade de propósito e o rumo da organização. entender e gerenciar os processos interrelacionados. em conjunto. p. monitoramento e feedback da satisfação e insatisfação do cliente em estágios apropriados da realização do produto/serviço. os seus requisitos e procurem exceder as suas expectativas. g) Abordagem factual para tomada de decisão : Decisões eficazes são baseadas na análise de dados e informações. 1. formam um todo unitário com determinado objetivo e efetuam determinada função (OLIVEIRA. ou seja. e seu total envolvimento possibilita que as suas habilidades sejam usadas para o benefício da organização.2. Os componentes dos sistemas organizacionais podem ser descritos como: Objetivos: constituem a razão de existência do sistema. em que os processos devem fluir com eficiência e interação entre os diversos setores. estabelecer métodos para determinação. no qual as pessoas possam ficar totalmente envolvidas no propósito de alcançar os objetivos da organização. Convém que eles criem e mantenham um ambiente interno.

etc. financeiro. 1998. Incluemse também as sobras e dejetos. atividades especializadas (para atingir os objetivos da organização). 23) FIGURA 5: Padrão de controle do sistema As empresas são compostas de um conjunto organizado de subsistemas inter-relacionados e interdependentes. operacional. Instrumento de controle em que as informações realimentadas são resultados das divergências verificadas entre as respostas de um sistema e os parâmetros previamente estabelecidas. A segunda situação é mais fácil de ocorrer do que a primeira. p. O ambiente de um sistema. energia e/ou informações) e em equilíbrio dinâmico. interação e dependência (por meio de um subsistema de comunicação). representado por uma empresa. qualidade. Saída de resultados: produtos e serviços resultantes das operações de transformação. Os processos desenvolvidos internamente devem ser compatíveis com o ambiente. - FONTE: BULCAVOV (1999. Definição: Ambiente de um sistema é o conjunto de elementos que não pertencem ao sistema. Controles e avaliações: verificação da adequação das saídas com os objetivos estabelecidos. 37). pode ser visto na figura 6: MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 7 de 40 . Retroalimentação.). p. e qualquer alteração nos elementos pode mudar ou alterar o sistema (OLIVEIRA. As organizações são sistemas sociais abertos. que apresentam as seguintes características: conjunto de partes (pessoal. lucratividade). O processamento deve atingir os objetivos definidos (produtividade. As saídas devem se adequar às necessidades do mercado. realimentação ou retroação (feedback ): reintrodução de uma saída sob a forma de informação. em permanente intercâmbio com o seu ambiente (fluxos contínuos de entradas e saídas de matéria.- Processo de transformação: transformação dos insumos em produtos e serviços que vão satisfazer as necessidades dos grupos de interesses. mas: qualquer alteração no sistema pode alterar os elementos. Existe uma forte e contínua interação entre a empresa e o ambiente em que ela opera. É necessário haver uma medida de desempenho do sistema. chamada padrão. além de flexíveis e capazes de sofrer ajustes periódicos.

FONTE: Adaptado de CAMPOS (1992. Investimento e crescimento. Honestidade e atendimento. 13) e BULGACOV (1999. 25) As expectativas e percepções são influenciadas por diversos fatores. Compensação justa. conforme mostrado na figura 7: MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 8 de 40 . enquanto outros podem ser gerenciados. Fonte de emprego. existem outros tipos de pessoas afetadas pelo seu desempenho. Segurança.FONTE: OLIVEIRA (1998. p. Alguns não podem ser controlados pela empresa. Serviço pós-vendas. A qualidade pode ser vista como o resultado da comparação das expectativas do consumidor sobre o produto/serviço com sua percepção de desempenho. fornecedores. Rentabilidade. Controle ambiental. Impostos. A tabela 2 apresenta uma relação de partes interessadas pela operação da empresa. Carreira. p. tanto no ambiente interno (empregados. Retorno sobre o investimento Contribuição social. Cumprimento de acordos. Clima de trabalho. Continuidade.Objetivo das empresas Objetivo principal Partes interessadas Consumidores Empregados Satisfação das necessidades das pessoas Acionistas Comunidade Fornecedores Governo Meios Qualidade do produto. Legalidade operacional. Preços adequados. TABELA 2. Porém.). p. Bilateralidade. etc. 37) FIGURA 6: Ambiente de um sistema empresarial A primeira prioridade da empresa são os consumidores. proprietários) como externo (governo. Crescimento do ser humano Expansão e continuidade.

10 – Módulo IV. 8 FIGURA 8: Análise da satisfação do cliente como base para a melhoria contínua  Exercício de fixação 1. sendo baixa quando não atender às expectativas. 413) FIGURA 7: Qualidade percebida A qualidade é considerada alta quando a experiência com o produto/serviço é melhor que a esperada. Pesquisa Pesquisade de satisfação satisfaçãodos dos clientes clientes Parâmetros Parâmetros de dequalidade qualidade do doproduto produto Definir Definir unidade unidade piloto piloto Capacitar Capacitarequipe equipe para paraooprojeto projeto Avaliação Avaliação das dasmetas metasee do Plano do Planode de Ação Ação Não Metas Metas atingidas atingidas?? Sim Avaliação // Avaliação desdobramento desdobramento do doprograma programa Implementação Implementaçãodo do Plano Planode deAção Ação Definição Definiçãodo do Plano Planode deAção Ação para paraatingir atingir metas metasde de desempenho desempenho Avaliação Avaliaçãoda da sistemática sistemáticaatual atualde de monitoramento monitoramentodo do processo processo/ /produto produto Verificação Verificaçãoda da implementação implementação Definição Definiçãode demetas metas de dedesempenho desempenho para paraparâmetros parâmetros de deMonitoramento Monitoramento Redefinição Redefiniçãodos dos mecanismos mecanismos de deMonitoramento Monitoramento Estudo dos Estudo dosvalores valores atuais dos atuais dosparâmetros parâmetros de demonitoramento monitoramento FONTE: Apostila de Treinamento ISO 9001:2000 Interpretação e Implementação . a qualidade é considerada aceitável. MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 9 de 40 .Bureau Veritas – Rev. após a realização de uma pesquisa de satisfação de clientes. Se o produto/serviço corresponder ao desempenho esperado.FONTE: SLACK (1999. A figura 8 mostra as etapas a serem seguidas por uma empresa. p. p.

Folha de Verificação.2. Histograma. Gráfico de Controle. TABELA 3.Objetivos e tipos de gráficos adequados para uso Objetivo do gráfico Divisão de um todo por componentes Comparação de itens Variação de tempo Freqüência de classes de variação Estabelecimento de prioridades Correlação entre variáveis FONTE: TAKASHINA (1996. dependendo dos objetivos a serem apresentados. linhas ou curvas Barras. com ação na causa/ FIGURA 9: Ciclo PDCA MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 10 de 40 . como o FMEA (Failure mode effect analysis). o ciclo é chamado de SDCA. brainstorming e Análise da Satisfação do Cliente. sendo composto pelas seguintes ases: - S (standard): manter a meta-padrão e o procedimento operacional padrão (POP) D (do): execução. Diagrama de Pareto. Ferramentas para melhoria do desempenho 2. carta de controle Histograma. seqüencial. barras Setorial. barras. que deve atuar na remoção do sintoma. Diagrama de Causa e Efeito. Existem ainda diversas outras ferramentas relevantes. Diagrama de Dispersão. A tabela 3 mostra os tipos de gráficos e ferramentas analíticas da qualidade que podem ser empregadas em cada situação. Para a manutenção da qualidade. Pareto Pareto Dispersão CICLO PDCA Muito utilizado para manter e melhorar as diretrizes de controle (metas a serem alcançadas para garantir a satisfação das necessidades das pessoas).1 Descrição das ferramentas básicas e gerenciais da qualidade As ferramentas básicas da qualidade são: Fluxograma. C (Check): verificação. relacionada ao cumprimento do POP. 55) Tipo de gráfico adequado Setorial. p. relacionada à confirmação da efetividade do POP A (Action): Ação corretiva.

QUADRO 1. desconforto Documento inexistente ou confuso Desatualizado Limpeza. Exemplos são mostrados no quadro 1. podemos entender o processo como um conjunto de causas. conforme mostra o Diagrama de Ishikawa (figura 10): Matériaprima Máquina Medida PRODUTO Meio ambiente Mão-deobra Método FONTE: TAKASHINA (1996.Causas de variação dos processos Causa de variação Máquina  Origem no equipamento Exemplos Matéria Prima  Origem no armazenamento  Origem no Transporte Origem no fornecedor Origem no instrumento  Medida  - Deficiência na manutenção Deterioração por deslizamento Deterioração por rotação Temperatura de armazenamento Umidade no armazém Prazo de validade vencido Carregamento Embalagem Controle de qualidade Calibração Manutenção Treinamento das pessoas   Mão de Obra  Origem no método Origem nas condições locais Origem na condição mental Origem na condição emocional Origem na condição física Origem no procedimento de operação Origem na especificação ou desenho Origem nas condições de trabalho Origem no clima   Método   Meio Ambiente   - Doença. p. que transformam insumos em produtos. é importante conhecer as possíveis causas de variação dos processos para que sejam definidas ações efetivas. 7) FIGURA 10: Diagrama de Ishikawa aplicado ao processo Ao se fazer a análise dos dados obtidos. temperatura.DIAGRAMA DE ISHIKAWA Os processos são formados por um conjunto de recursos e atividades. Uma vez que para haver um efeito (produto) são necessárias causas. verão . inverno Página 11 de 40 MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel . umidade. iluminação Chuva.

para identificar as oportunidades de melhoria da Qualidade. BRAINSTORMING Constitui um procedimento que visa estimular a criatividade. estudos de comparação. por meio da geração de idéias sem nenhum tipo de censura ou crítica. A técnica tem como objetivo produzir uma lista extensa de idéias que possam ajudar no desenvolvimento do tema. separando a geração de idéias da sua avaliação e organização. Outras fontes de infomações são: - pesquisa em publicações especializadas entrevistas e contatos com clientes. o melhor concorrente. Essa ferramenta contribui para a organização fixar uma meta de melhoria. SISTEMA DE MEDIÇÃO PESSOAL MEDIDAS AMBIENTE A B E F PRODUTO INSUMO S MATERIAIS C D PROCESSO EQUIPAMENTOS MÉTODOS SISTEMA DE MEDIÇÃO FIGURA 11: Pontos de controle do processo BENCHMARKING Atividade de comparar um processo com líderes reconhecidos. Página 12 de 40 MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel . parcerias com compartilhamento de informações. profissionais e consultores. inclusive de outros ramos. O brainstorming é recomendado para: - geração de um grande número de idéias. relacionados às categorias de Ishikawa. um concorrente potencial ou o referencial de excelêcia. além de referências de comparação como a média do ramo. superar as expectativas do cliente. reprojetar o processo e recupear o atraso tecnológico. teste de laboratório.A figura 11 apresenta os possíveis pontos de medição no processo. Pode também ser definido como a busca das melhorias práticas na indústria que conduzem ao desempenho superior. O resultado deve ser comparado com a meta e com resultados de períodos passados. exploração de alternativas melhores. propagandas. identificação de oportunidades detectadas por aqueles que estão mais próximos da atividade. informativos técnicos e comerciais. ensaios e avaliações desenvolvidos pela organização ou por organizações independentes. Uma das maneiras de se coletarem as informações externas é realizando visitas a organizações consideradas líderes em determinadas atividades.

. aceitação pelo desenvolvimento participativo de um plano de ação e sua implementação. treinamento.Determine as possíveis causas de um problema. idéias que auxiliem a solução de problemas.Desenhe a linha de freqüência acumulada. FIGURA 12: Diagrama de Pareto HISTOGRAMA FINALIDADE: Mostrar e entender como um conjunto de dados se distribui. com barras sucessivamente menores à direita. por meio da análise de áreas problemáticas. de modo a testar a absorção das regras. determine o número de vezes em que o problema ocorreu. MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 13 de 40 . segundo a freqüência de ocorrência.Usando uma Folha de Verificação. devido a cada causa. Um brainstorming pode ser constituído das seguintes etapas: - preparação: consiste na seleção de participantes que possam contribuir para o tema desenvolvido. - DIAGRAMA DE PARETO FINALIDADE: Mostrar as contribuições relativas das falhas que produzem um problema. No lado esquerdo ficam as causas com maior freqüência. em dado intervalo de tempo. . evitando canalizar as respostas. geração de idéias. registro final: análise dos dados quanto à pertinência do tema. e registro das idéias. da forma mais geral possível. PASSOS PARA CONSTRUÇÃO: . Separar as poucas causas críticas das muitas triviais (tipicamente.Crie o Diagrama de Pareto. eliminado idéias alheias ao mesmo. que deve ficar sempre visível para todos. condução da sessão: envolve a apresentação das regras que conduzirão a reunião. segundo uma seqüência ou de forma espontânea. desenhando barras verticais cujas alturas reflitam o número de ocorrências de cada causa. por meio de exercícios simples. apresentação do problema. critérios para avaliação de soluções de problemas.As aplicações mais comuns se referem à busca de: - problemas. . Ilustrar a variabilidade de um processo. Identificar onde os esforços devem ser priorizados. circulação do enunciado. fatos que levem à definição de um problema. 80% das ocorrências de um problema devemse a 20% das causas).

informações e materiais processados. recursos de informações: bancos de dados. requisitos dos clientes e informações de benchmarking. 50-100: k = 6-10. Os principais insumos são: recursos materiais: matérias-primas.- - - PASSOS PARA CONSTRUÇÃO: Conte a quantidade de valores coletados na distribuição. Inicie pela menor medida individual da tabulação.4. H = R/K (pode ser conveniente arredondar H).1). Os produtos que fluem entre os vários processos podem ser: matérias-primas. Determine a amplitude da tabulação (Maior valor – Menor valor) Determine o número de classes (k): < 50: k = 5 7. A figura 14 mostra os elementos de entrada e saída do processo. Portanto. Determine os limites de cada classe. etc. Existem diversas atividades inter-relacionadas. etc. instalações. O sistema de produção constitui um macro processo de transformação. envolvendo pessoas e outros recursos. FIGURA 13: Histograma 2. > 250: k= 10-20 Determine o intervalo de classe (H). chamada cadeia cliente-fornecedor. etc. que refletem a sua contribuição para os objetivos da Empresa.2 Diagramas e fluxogramas de análise de processos Um processo é uma série de atividades. 3. A gestão estratégica dos processos visualiza a empresa como um sistema. componentes pré-fabricados. com o objetivo de produzir algo de valor. que pode ser arredondado para um valor apropriadamente menor. com grandes possibilidade de melhoria de desempenho nas interfaces entre as áreas. serviços de terceiros. Definição: Processo é um conjunto de atividades inter-relacionadas ou interativas que transformam insumos (entradas) em produtos (saídas) (NBR ISO 9000:2000. Cada processo deve contribuir no alcance dos objetivos da Empresa. MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 14 de 40 . A influência do ambiente externo é mostrada na figura 16. Construa uma tabela de frequências. A relação entre os vários processos da empresa é ilustrada na figura 15. Os objetivos dos processos tem origem nos objetivos da empresa. recursos de capital: máquinas. recursos humanos: funcionários. contendo os campos Classe – Limites de Classe – Freqüência. relatórios. cada processo deve ser medido em relação aos seus objetivos. As empresas implementam uma cadeia de processos internos. Sua análise é essencial para reduzir desperdícios de recursos. etc. serviços. As entradas são os recursos aos quais será agregado valor durante o processo de transformação. 100 – 250: k= 7-12.

p. 32) FIGURA 14: Sistema de produção FIGURA 15: Inter-relacionamento de processos FIGURA 16: Relação entre o processo e o ambiente empresarial MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 15 de 40 .Recursos transformados Input Materiais Informações Consumidores PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO Bens e serviços INPUT Instalações Pessoal OUTPUT Recursos de transformação Input FONTE: SLACK (1999.

Ele é constituído por cinco palavras japonesas iniciadas por S utilizadas para criar um local de trabalho adequado ao controle visual e à produção enxuta. alcançados (NBR ISO 9000:2000. 3. Refere-se a consumo de recursos. logo após a 2ª Guerra Mundial. PROGRAMA 5 S As atividades de 5S tiveram início no Japão. Eficiência é medida na entrada do processo. Tabela 4 – Significado dos termos do Programa 5S Produção Identificação de equipamentos. SENSO DE UTILIZAÇÃO SENSO DE ORDENAÇÃO SENSO DE SAÚDE 5S Seiri (seleção. ferramentas e materiais necessários e desnecessários na oficinas e postos de trabalho. Página 16 de 40 Seiton (ordenação) MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel . A sua medida pode ser expressa como: Eficácia = Output obtido / output esperado  Fizemos aquilo que nos propusemos a fazer? Definição: Eficácia é a extensão na qual as atividades planejadas são realizadas e os resultados planejados. classificação) AUTODISCIPLINA SENSO DE LIMPEZA FIGURA 17: Elementos do Programa 5S O 5S foi formalmente lançado no Brasil em 1991 através da Fundação Christiano Ottoni.15).14). Determinação de lopcal de arquivo para pesquisa e utilização de dados a qualquer momento. e eram utilizados inicialmente pelas donas-de-casa japonesas para envolver todos os membros da família na administração e organização do lar. A eficácia está na saída do processo.  Quantos recursos consumimos. pontualmente e com os requisitos de qualidade especificados. para combater a sujeira das fábricas.2.2. 3.Eficácia significa realizar as coisas certas. Será agora avaliada uma importante ferramenta para a análise e melhoria de processos. Administração Identificação de dados e informações necessários e desnecessários para as decisões. Determinação de local específico ou layout para os equipamentos serem localizados e utilizados a qualquer momento. em relação ao que nos propusemos a consumir? Definição: Eficiência é a relação entre o resultado alcançado e os recursos usados (NBR ISO 9000:2000.

No Brasil. uma sistemática de caráter preventivo na condução do processo da qualidade. Hábito para cumprimento de normas e procedimentos determinados pelas empresas. ferramentas. Produção de peça defeituosas. de fácil entendimento. sujeira e objetos desnecessários. Atualização contínua e renovação de dados para tomar as decisões corretas. com impacto na funcionalidade do Sistema da Qualidade. A ISO 9000 constitui uma série de padrões internacionais para "Gestão da Qualidade" e "Garantia da Qualidade". da Associação Brasileira de Normas técnicas . entre as ilhas de processo ou fábricas). As regras e os padrões da Gestão da Qualidade e Garantia da Qualidade são complementares aos padrões do produto. que serão úteis e práticos para as decisões. p. Estabelecimento. tendo o cuidado para evitar que os estágios anteriores não retrocedam. 115) e VOCABULÁRIO LEAN Em japonês. em lugar do controle da qualidade. chama-se “muda” qualquer atividade que consome recursos mas não cria valor. Hábito para cumprimento de normas e procedimentos estabelecidos. BULGACOV (1999. Ela não é destinada a um "produto" nem para alguma indústria específica .Seiso (limpeza. Segundo Taiichi Ohno. O trabalho técnico da ISO é conduzido por comitês técnicos (TC’s). com sede em Genebra Suíça. mantendo a limpeza nos postos de trabalho. o comitê técnico responsável pelas normas da série NBR-ISO 9000 é o CB 25. existem sete tipos de desperdícios (muda) encontrados comumente na produção física. ajuda etc. O estudo sobre a emissão das normas da série ISO 9000. p. Tinham como objetivo orientar as empresas na implantação de um sistema de qualidade para fornecer produtos de acordo com as necessidades dos clientes. Excesso de processamento de peças devido ao projeto inadequado de ferramentas e produtos. higiene) Shitsuke (autodisciplina) Eliminação de pó. Essas normas consolidavam a gestão da qualidade.. visando arrumação. Transporte desnecessário de materiais ( por exemplo. e são implantados para melhorar a sua qualidade. MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 17 de 40 . Movimentação desnecessário dos funcionários durante o curso do trabalho (em busca de peças.  Exercício de fixação 2. para atendimento às especificações cliente. em 1987. Tem como objetivo orientar a implantação de sistemas de qualidade nas organizações. 174). Estoques acima do mínimo absoluto (somente podem-se reduzir os estoques através da eliminação de suas causas).ABNT. Implementação e acompanhamento de sistemas de gestão da qualidade 3. é uma entidade não governamental criada em 1947. 3. Ações consistentes e repetitivas. que é apenas um processo reativo. Fonte: Adaptado de CAMPOS (1992. ordem e limpeza. foi feito pelo TC 176 durante o período 1983-1986. preparação e implementação e informações e dados.). zelo) Seiketsu (asseio. tempo de espera pela próxima etapa de processamento. por exemplo. órgão internacional de produção de normas sediado na Suíça.1 A série ISO 9000 As normas da série ISO 9000 foram lançadas pela ISO ( International Organization for Standardization). São eles: − − − − − − − excesso de produção antes da demanda.

MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 18 de 40 . A função produção é central para a organização porque produz os bens e serviços que são a razão de sua existência. As normas ISO não são de caráter imutável.2 Interfaces organizacionais A responsabilidade pela qualidade divide-se por todos os setores que participam deste processo operacional na empresa. Esse item passa a fazer parte da análise crítica do sistema da qualidade feita pela alta administração. analisadas para descobrir a causa básica e corrigidas para evitar a sua repetição. mas não é a única nem. Espera-se que o nível de falhas se reduza no decorrer do tempo. Menores custos de avaliação e controle. A figura 18 mostra a relação entre os fatores competitivos. e os objetivos de desempenho. Todas as organizações possuem outras funções com suas responsabilidades específicas. A principal tarefa da gestão da qualidade é coordenar as atividades de todas estas áreas para que os objetivos sejam atingidos. A norma também garante que as causas potenciais de falhas são estudadas para a implantação das ações preventivas. Maior conformidade e atendimento às exigências dos clientes. ocorreu uma revisão em 1994 e outra em 2000.A implantação da norma ISO 9000 em uma empresa tem como produto um aumento da sua produtividade. os mais imediatos são os dos consumidores. que é o benchmarking. Aumento da lucratividade. A norma também exige que a empresa implante uma sistemática de medição periódica do nível de satisfação dos clientes. Diminuição dos custos de retrabalho. a mais importante. A produção procura satisfazer aos clientes. devendo estar ligadas com a função produção por objetivos organizacionais comuns. A busca da comparação da qualidade do produto pode ser feita através de uma técnica de qualidade. No caso específico das normas da série 9000. As normas ISO 9000 podem ser utilizadas por qualquer tipo de empresa. Melhor uso de recursos existentes. Elas devem ser revistas e revisadas ao menos uma vez a cada cinco anos. de caráter industrial. seja ela grande ou pequena. inicialmente publicadas em 1987. necessariamente. Entre os benefícios obtidos pelas empresas que se certificam segundo a norma ISO 9001. A ISO 9000 garante apenas que a sua empresa se compromete a entregar ao cliente exatamente aquilo que prometeu na hora da venda. decorrente da redução de desperdícios. que definem as exigências dos clientes. as empresas precisam implantar uma sistemática para identificar as necessidades dos clientes. destacam-se: Abertura de novos mercados. O que a ISO 9000 garante é que todas as falhas definidas são registradas. A empresa se compromete a resolver qualquer problema decorrente desta venda. Esse é um processo que vai gradativamente introduzir melhorias no sistema da qualidade. da redução de produtos não conformes. Maior integração entre os setores da empresa. A ISO 9000 não garante a ausência de falhas. Melhores condições para acompanhar e controlar os processos. 3. desenvolvendo seus cinco objetivos de desempenho. Desde a versão 2000. os resultados serão traduzidos para os procedimentos internos da empresa. implícitas ou explícitas. A ISO 9000 não garante que a qualidade do seu produto é melhor que a do seu concorrente . De todos os aspectos que influenciam a prioridade que uma organização dá a seus objetivos de desempenho. Essa família de normas teve origem nas normas britânicas BS 5750. Medidas devem ser tomadas para sanar os problemas identificados. da redução de retrabalho na execução das atividades. prestadora de serviços ou entidade governamental. Após essa identificação.

... 113) FIGURA 19: Áreas da empresa responsabilizadas pela gestão da qualidade MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 19 de 40 . Objetivos de desempenho Então.. 78) FIGURA 18: Relação entre fatores competitivos e objetivos de desempenho A figura 19 apresenta as interfaces existentes entre as diversas áreas da empresa.Fatores competitivos Se os clientes valorizam estes . a operação precisará ser excelente nestes . PRODUÇÃO E INSTALAÇÃO Métodos de trabalho Monitoramento dos trabalhos Critérios de avaliação da qualidade dos produtos RECURSOS TÉCNICOS Meios e instrumentos de produção e controle Identificação dos instrumentos Calibração e ajuste FONTE: BULGACOV (1999. Preço baixo Qualidade alta Entrega rápida Entrega confiável Produtos e serviços inovadores Ampla gama de produtos e serviços A habilidade de mudar a quantidade ou prazo de entrega Custo Qualidade Rapidez Confiabilidade Flexibilidade (produto/ serviço) Flexibilidade (mix ou composto de produtos Flexibilidade (volume e/ou entrega) FONTE: SLACK (1999. p. p. GERENCIAL Políticas e objetivos Definição da autoridade e responsabilidade Implantação do sistema da qualidade Avaliação periódica do sistema Registros da qualidade COMERCIAL Definição de requisitos Capacidade para atender requisitos Assistência Técnica NBR ISO 9001 RECURSOS HUMANOS Nível de instrução Treinamento Experiência SUPRIMENTOS Avaliação de fornecedores Dados para aquisição Verificação dos produtos PROJETO.

Como a avaliação de todos os fornecedores é praticamente impraticável. anexando a especificação do material. a especificação deve definir critérios de aprovação do material e exigências relativas a implantação de sistema de qualidade pelo fornecedor. geralmente empresas de pequeno e médio porte. Se registros evidenciam que o fornecedor tem fornecido consistentemente produtos dentro das especificações contratadas e se estes produtos não são críticos para a qualidade do produto final da sua organização. O setor responsável pelo recebimento faz a inspeção do material. como calibração de instrumentos. ela deve ser necessariamente documentada. A organização deve definir o número mínimo de cotações. É uma exigência da norma. quando obtida. Incluir também a avaliação de prestadores de serviços críticos. então esta evidência pode ser considerada como uma forma de avaliação de fornecedor. Quando aplicável. A especificação deve descrever de forma suficiente o material a ser adquirido. O comprador faz uma auditoria no sistema da qualidade do fornecedor. será solicitado ao usuário do material para fazer a inspeção. em função do tipo de material a ser adquirido. Porém. Será escolhida a cotação que apresente a melhor relação custo/prazo.4 – Aquisição é aplicado a materiais e prestadores de serviços críticos que afetam diretamente a qualidade do produto ou serviço fornecido ou a capacidade da empresa de cumprir a legislação. Assim. equipamentos e instrumentos que são realmente críticos para a qualidade dos produtos. As empresas certificadas pela ISO 9000 passaram a fazer exigências dos seus fornecedores. o órgão de inspeção preenche o Relatório de Não Conformidade. Caso o material recebido seja rejeitado pelo usuário ou esteja em desacordo com o pedido. b) Auditoria É uma forma de avaliação mais cara. c) Certificação por 3a parte Certificação por 3a parte significa que um organismo independente das duas partes contratantes (cliente e fornecedor ou fornecedor e fornecedor) irá atestar a capacidade do Sistema da Qualidade em atingir os requisitos da ISO/NBR 9001.Uma das exigências da ISO 9000 é que as empresas avaliem os seus fornecedores e prestadores de serviços. a recomendação é se concentrar naqueles fornecedores cujos produtos são críticos para a qualidade dos produtos da organização. A avaliação dos fornecedores pode levar em consideração o seguinte: a) Inspeção de recebimento. O requisito 7. A extensão e o tipo de avaliação que deve ser feita em um fornecedor é uma decisão da organização compradora. A qualificação técnica do fornecedor pode ser feita levando-se em conta os seguintes pontos: preenchimento de questionário de auto. No caso de materiais especiais. é a forma mais adequada de avaliação de fornecedor. fazendo referência à especificação do material. as avaliações de fornecedores devem atingir aqueles que produzem matérias-primas. Normalmente só é utilizada para fornecedores críticos. alguns insumos.diagnóstico do sistema da qualidade. A solicitação para compra de material crítico é feita através do formulário específico. É o tipo mais freqüente de avaliação. atestados de fornecimento de materiais para outras organizações do ramo atestado de fornecimento de materiais para empresas certificadas pela ISO 9000 MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 20 de 40 . diligencia as providências até a solução definitiva do problema e comunica à área financeira para sustar o pagamento até que a pendência seja resolvida. A área de compras consulta a lista de fornecedores aprovados para aquele material e providencia cotações. Esta certificação. Para o fornecedor selecionado é emitida uma Autorização de Fornecimento ou Ordem de Compra. fornecendo cópia da especificação.

Fase I . p. por exemplo.Desenvolvimento Elaboração do programa Elaboração de normas e padrões – manuais Treinamentos específicos Organização da auditoria interna Fase III – Pré-auditoria Realização de pré-auditoria Correções e ajustes Fase IV . condições de amostragem. rastreabilidade e finalmente. atestado de cadastramento em organizações do ramo da organização. A qualidade assegurada pelo processo começa nas instalações dos fornecedores. prazo de atendimento. tempo de meia-vida (condições de estocagem). conforme mostra a figura 20. análise de resultados e correção dos desvios encontrados. métodos de análise. quando já for fornecedor. etc. Envolver os principais fornecedores desde o início do processo de desenvolvimento requer políticas estáveis de relacionamento de longo prazo. controle estatístico de processo.3 Diagnóstico e implementação As etapas para a implementação de um sistema de gestão da qualidade envolvem o trabalho de diagnóstico da situação atual.Certificação Contratação de Certificadora Auditoria dos manuais Auditoria dos processos Relatório da auditoria Certificação Fase V. assistência técnica pós-venda. em que exista confiança e cooperação mútuas. somente requisitos de características de produtos.Manutenção Aperfeiçoamento contínuo Auditoria interna Auditoria externa FONTE: BULGACOV (1999. É comum na indústria explicar nas especificações de matérias-primas e insumos. avaliação dos fornecimentos realizados no último ano.Planejamento Apresentação do projeto Diagnóstico da empresa Formação de pessoal Organização das equipes Fase II . 121) FIGURA 20: Processo de certificação pela norma NBR ISO 9001:2000 MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 21 de 40 . 3. informações de manuseio.- certificação de sistema da qualidade pela ISO 9001. fornecimento de certificados. instruções e demais documentos necessários para a operação do sistema. atividades de monitoramento e medição. negligenciando-se outras informações relevantes como: tipo de embalagem. quando serão avaliados os aspectos: qualidade intrínseca do produto. elaboração de procedimentos. condições de fornecimento.

etc.Todos os documentos e registros exigidos pela norma devem ser identificados dentro do sistema de gestão da qualidade. . sendo necessário evidenciar o compromisso com a melhoria contínua.2.Ressalva apenas para P&D. . descrições de cargos.Um procedimento documentado deve ser implementado para o “controle dos documentos” .: organogramas. ex. Os treinamentos devem ser avaliados para verificar se os objetivos foram atingidos. seguindo as exigências da norma NBR ISO 9001:2000. onde qualquer atividade relacionada como “tropicalização” será considerada desenvolvimento. .2. Implementação do capítulo 7: . deve ser identificada em documentações pertinentes. .Identificar todos os processos que são necessários para a realização do produto ou serviço. assim como a formalização de um representante da direção.Verificar se todos os requisitos do capítulo são aplicáveis a organização.Um procedimento documentado deve ser implementado para o “controle dos registros Implementação do capítulo 5: . estão indicados a seguir: Implementação do capítulo 4: . .Os passos para implementação do sistema de gestão da qualidade. Os colaboradores devem ser competentes na realização de suas atividades. os elementos contidos no requisito 4.O comprometimento da alta administração para com o sistema de gestão da qualidade deve ser evidenciado seguindo o requisito 5.1 da norma .A análise crítica do sistema de gestão da qualidade possui requisitos mínimos de entrada e saída. Implementação do capítulo 6: Os recursos devem ser os necessários e na intensidade que não comprometam a melhoria contínua e a satisfação dos clientes.Atividades de “foco no cliente” devem ser implementadas visando a “saúde” e a razão da existência da empresa. atendimento aos requisitos e análise crítica da mesma .A política da qualidade deve ser estabelecida e implementada pela alta administração. mesmo quando este for passível de mudanças.. .Verificar a necessidade de procedimentos documentados para a adequada realização do produto ou serviço.O planejamento da qualidade deve garantir a integridade do sistema de gestão da qualidade. como mínimo. A infra-estrutura deve ser compatível com a qualidade do produto ou serviço executado. . O ambiente de trabalho também deve ser compatível com a qualidade do produto ou serviço executado. devendo ser registrada. . devem ser justificados no manual da qualidade.Deve existir um sistema de comunicação interno eficiente para atender as necessidades do sistema de gestão da qualidade.Estes processos devem ser inseridos e identificados dentro do sistema de gestão da qualidade (formalização). . não importa qual ele seja. .É necessário formalizar um manual da qualidade que tenha em seu conteúdo.Devem existir objetivos mensuráveis para a garantia da qualidade dos processos identificados no manual da qualidade.. . caso possam ser excluídos.A responsabilidade e autoridade. MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 22 de 40 . matriz de responsabilidade.

que responde apenas aos itens o quê. . p. .Auditoria interna exige procedimento documentado.) para serem analisados e providenciado ações. Após a busca das causas. . Ele também é chamado de 5W2H..O controle do produto ou serviço não-conforme deve ser estabelecido de acordo com um procedimento documentado. 4. tabelas. bem como acompanhamento das ações decorrentes das mesmas. O quê Quem Quando Onde Porquê Como Através de exercícios práticos utilizando dados reais do relatório Data: Status Dar Setor de treinamento ao Treinamento auxiliar Juliana Leite administrativo 23/12/2003 Na sala de Para que não treinamento haja erros na L1 elaboração do relatório de produção Aprovação: FONTE: VIEIRA FILHO (2003. .As atividades de medição e monitoramento devem fornecer ao sistema dados (registos. . . etc.Medição e monitoramento do produto e processo devem ser executadas para garantir que as atividades planejadas estão sendo executadas. que poderá ser através de um brainstorming ou lista de verificação.Procedimentos documentados para ação corretiva e preventiva devem sistematizar estas atividades. chegou-se à conclusão de que a causa fundamental era: falta de treinamento do auxiliar administrativo.Implementação do capítulo 8: .É necessária uma metodologia para se conhecer o grau de satisfação dos clientes. porque é uma ferramenta de uso mundial e tem as siglas que significam: What Who When Where Why How How much O quê Quem Quando Onde Porquê Como Quanto custa Também é utilizado o chamado plano de ação simplificado. 58) FIGURA 21: Exemplo de plano de ação MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 23 de 40 . Orientação a resultados – elaboração de planos de ação PLANO DE AÇÃO O plano de ação é de fácil utilização e é uma das mais importantes ferramentas para planejar as ações que serão executadas.  Exercício de fixação 3. A figura 21 mostra um Plano de Ação para o seguinte problema: constantes erros na elaboração do relatório de produção.As ações de melhoria devem ser oriundas das análises do sistema de gestão da qualidade e também fazem parte dos dados de saída da análise crítica pela alta direção. relatórios. quem e quando..

erros.Estão mais ligado às saídas do processo . desvios) / Quantidade Total (quantidade. Como exemplos de indicadores de produtividade. Como nem todos eles tem o mesmo impacto sobre os resultados. Fórmula = Quantidade de não atendimentos (problemas. desdobradas pelo processador a partir das características da Qualidade: . portanto. julgadas pelo cliente: . Os Indicadores da Qualidade estão associados às características da Qualidade do produto. . Fórmula = Total de saídas / Recursos consumidos ( ou disponíveis) Um sistema de gestão é considerado eficiente quando atinge os resultados desejados através de uma utilização ótima dos processos e recursos disponíveis.Utilizados para medir a utilização de recursos disponíveis ao processo.O melhoramento desse indicador significa otimização de processos e diminuição de custos. Eficiência = Recursos orçados Recursos utilizados A produtividade é uma medida de quão bem foram utilizados os recursos disponíveis para atingir os resultados especificados pelo cliente. medem a capacidade de um produto ou processo se adaptar aos requisitos individuais e especiais do cliente.Representam a eficácia com que o processo sob estudo atende às necessidades de seus clientes. . Na forma de indicador: Produtivid ade = Resultados obtidos Recursos utilizados O Indicador de Produtividade deve ser considerado uma medida relativa e. ignorando os triviais. O indicador pode ser calculado para cada um dos recursos ou insumos utilizados.Representa a eficiência dos processos na produção de produtos/serviços .Indicadores são formas de representação quantificáveis das características de produtos e processos. ou de adaptabilidade. São utilizados para controlar e melhorar a Qualidade e o desempenho de produtos e processos. São exemplos: MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 24 de 40 . tempo. $) Os indicadores de produtividade estão associados às características do produto e do processo.Indicam se seu processo está fazendo seus produtos/serviços certos. deve ser comparado com o indicador do período anterior ou de um período base.Estão mais relacionados aos fatores internos . na prática é conveniente hierarquizá-los e calcular o indicador somente para os poucos vitais. podem ser citados: tempo de ciclo por unidade vendas por empregado testes por hora relatórios por profissional custo por unidade produzida ou vendida utilização do equipamento transações por hora tempo de ciclo por unidade tempo de processamento por unidade custo por unidade vendida ou produzida Os indicadores de flexibilidade do processo.

.percentual de participação no mercado. levando em conta os objetivos e estratégias da organização e os referenciais externos de comparação. II .: redução de 10% no custo de refugos e retrabalhos de 1994 para 1995). retenção e insatisfação de clientes . operacional .percentual da participação da concorrência no mercado. . . . .tempo médio da concepção para o lançamento de novos produtos da concorrência.: custo de refugos e retrabalhos igual a 2% do custo total).produção média diária. 1996.tempo médio da concepção para o lançamento de novos produtos.percentual de clientes que retornam. III . . a indicadores de outras unidades de negócios ou de outras organizações.percentual de erros na emissão de faturas. estabelecidas no planejamento.Satisfação.proporção de desperdícios. Para isso o acompanhamento do indicador deve demonstrar níveis.taxa de falhas dos produtos da concorrência.taxa de falhas. IV . . Todo indicador deve ter um título que permita identificar sua aplicação. . A seguir são apresentados exemplos de títulos. A tendência refere-se à variação do nível dos resultados em períodos consecutivos (p.percentual da participação de novos produtos nas vendas. .- percentuais de pedidos especiais recebidos percentuais de pedidos especiais recusados percentuais de pedidos especiais aceitos percentuais de pedidos especiais atendidos A apuração de resultados através dos indicadores permite uma avaliação do desempenho da organização no período. MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 25 de 40 . .taxa de verificação do número de clientes.percentual de clientes satisfeitos com o atendimento prestado pela concorrência. A meta deve ser fixada a partir das necessidades e expectativas traduzidas do cliente (interno e externo). .custo unitário do produto. . A comparação pode ser feita em relação a indicadores compatíveis de outros produtos ou processos da organização. tendências e comparações: O nível refere-se ao patamar em que os resultados se situam no período (p. pp.percentual de clientes satisfeitos com o atendimento. . 49-52).razão entre número de queixas e de vendas realizadas. operacional . .tempo médio de produção. O valor pretendido para o indicador de um produto ou processo é chamado de meta. classificados por tipo-chave (adaptado de TAKASHINA.taxa de utilização da capacidade instalada. (b) subprocesso. I .Participação no mercado e desenvolvimento de novos mercados . subsidiando as tomadas de decisão e o replanejamento. .energia gasta por unidade produzida. .Desempenho de produtos .percentual de entregas no prazo. que deve ser atingida em determinadas condições. ex.giro do estoque.Desempenho operacional e financeiro (a) processo global. ex.

p. .percentual de custo da matéria-prima.índice de satisfação da comunidade com a organização.Exemplos de definições de indicadores Título Percentual de pacotes definidos • Margem de lucro • Percentual de clientes satisfeitos com o tempo de energia • • • Definição (número de pacotes danificados / número total de encomendas despachadas no período) x 100 • (lucro / vendas no período) x 100 • (número de entrevistados satisfeitos com o tempo de entrega da encomenda / número de entrevistas no período) x 100 • Forma Proporção ou percentual Entrega média diária Pacotes danificados por número de encomendas entregues / número de dias do período • • • dia Consumo de combustível por encomenda • • • número de pacotes danificados / número de dias do período combustível gasto / número de encomendas entregues no período número total de dias entre a postagem e a entrega das encomendas / número de encomendas entregues no período • • Relação entre dois fatores distintos Tempo de ciclo Taxa de variação Tempo médio de entrega Variação de vendas [(vendas no ano / vendas no ano anterior) x 100] . Eles permitem quantificar os processos.índice de liquidez.proporção de unidade recebidas com defeitos.Ser representativo. geralmente traduzido para uma expressão matemática.(c) processo global.índice de agressão ao meio ambiente. com isso indicando a ocorrência de problemas. . .variação do preço médio. financeiro . .custos decorrentes das reclamações de clientes. . .Testado no campo. A tabela 5 apresenta alguns exemplos de definições de indicadores.percentual de produtos recebidos no prazo. agrupados segundo as formas de apresentação dos resultados. VI . . A definição de um indicador está relacionada ao seu método de cálculo. (d) subprocesso. TABELA 5. V . 55) Os indicadores são parâmetros que medem a diferença entre a situação desejada e a situação atual. .número médio de sugestões recebidas e implementadas por funcionários.custo unitário de lucro.percentual de funcionários envolvidos em projetos de melhoria. Os indicadores devem apresentar as seguintes propriedades: . . . . VII .taxa de freqüência de acidentes.taxa de rotatividade de pessoal.Fácil de entender.margem de lucro.taxa de retorno sobre o capital.Desempenho na responsabilidade pública e no espírito comunitário . . .Desempenho de recursos humanos . financeiro .taxa de absenteísmo.100 FONTE: TAKASHINA (1996.índice de satisfação dos funcionários. . MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 26 de 40 . .Econômico (não dar trabalho para ser calculado).Desempenho de fornecedores .

000/35 = 286 frascos/cliente Eficácia das vendas = 10.77 motores por hora Eficácia de cobrança = 750/850 = 0.86 (86%) Capacidade = 130/168 = 0. administrativos. Os índices representam o padrão de medida ou unidade de medida dos indicadores. QUADRO 2. custos fixos.000 = 0.93 (93%) Produção Planificada = 150. Como. ou ambos. basicamente. estabelecimento de metas e acompanhamento. a empresa deve aumentar o primeiro item.83 (83%) Operação da Envasadora: Teóricas = 168 horas.86 (86%) A melhoria da produtividade é importante para aumentar a competitividade. permitindo uniformidade.000 Frascos de Lubricantes Clientes visitados = 50 Clientes que compraram = 35 Meta do mês = 12. devem ser usados valores relativos Exemplos: Satisfação do cliente  Índice: número de devoluções /número de clientes Produtividade  Índice: toneladas/hora Custo  Índice: dólar/tonelada O quadro 2 apresenta exemplos de medição em diferentes áreas. Média de produção = 140.Indicadores para as áreas funcionais da empresa Área Produção Dados Produção mês X = 140.70 (70%) Adaptabilidade = 6 / 7 = 0.000 Latas de Azeite Indicadores Disponibilidade da Envasadora = 140/168 = 0.87 (87%) Eficiência = 145/168 = 0.000/12. imobiliários. p. Compatível (com os métodos de coleta disponíveis).83 (83%) Eficácia das visitas = 35/50 = 0. reduzir o segundo. 112) FIGURA 22: A equação da Produtividade MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 27 de 40 .000 x 140 = 1000 Latas/hora Reais = 140 horas Eficácia do desempenho = 140.000 = 0.000 Latas Vendas Vendas mês X = 10. Gerar valor (aumentar a saída) Cortar custos (reduzir a entrada) Aumentar a quantidade de produtos Melhorar a eficiência do trabalho Melhorar o uso dos ativos Aumentar o valor dos produtos Vender produtos e serviços novos Deslocar o portfólio atual para mercadorias e serviços de maior valor agregado Extrair mais valor dos produtos atuais Cortar custos do trabalho Substituir o trabalho por capital Empregar o trabalho de modo mais eficiente Cortar custos nãotrabalhistas Reduzir estoques.- Disponível a tempo (dados atrasados não representam mais a situação atual).000 frascos Pedidos urgentes = 7 Pedidos urgentes despachados = 6 Administração Faturas emitidas = 850 Faturas cobradas = 750 Manutenção Motores recebidos = 150 Motores reparados = 130 Horas trabalhadas = 168 Horas programadas = 145 Eficácia = 130/150 = 0.000/150. ela pode ser definida como “tudo o que sai da empresa dividido pelo que entra”. Sempre que possível. etc.88 (88%) Vendas por Cliente = 10. FONTE: GUROVITZ (2003.

Produto . Existem três diferentes tipos de auditorias: Primeira Parte . controladas e gerenciadas? Ao se preparar para auditar um processo individual. uma visualização gráfica dos processos interativos. assim como se os operadores são qualificados e certificados para sua execução (se necessário). As auditorias de qualidade podem ser relativas a sistema. Para auditar as interações entre processos.: clientes auditando fornecedores Terceira Parte .realizada internamente pela própria organização Segunda Parte . o auditor deve considerar que nem sempre é possível avaliar se todas as interações entre processos foram definidas e são adequada e utilmente controladas. de fato.realizada por uma organização interessada em outra organização. 3. o auditor deve: Identificar o objetivo do processo Identificar as entradas do processo Identificar as saídas pretendidas Estabelecer o fluxo (seqüência) de atividades Identificar os recursos utilizados Identificar que controles existem(procedimentos. Uma abordagem pode ser preparar. Uma vez que o plano tenha sido adequadamente estabelecido. Útil para verificar o grau de satisfação do usuário (quando feita junto ao cliente) MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 28 de 40 . etc. Ex. Indica a qualidade do que está indo para o cliente.realizada por um organismo independente com vistas à certificação.para avaliar a adequação a requisitos e a conformidade das atividades de um sistema da qualidade. enquanto planeja a auditoria.) Identificar que disposições planejadas de monitoração são requeridas. Processo . processo ou produto: Sistema . instruções. para obter evidências de auditoria e avaliá-la objetivamente com o objetivo de determinar a extensão na qual os critérios acordados são atendidos” (NBR ISO 9000:2000) Os processos e suas interações devem ser auditados de forma a serem respondidas as seguintes questões: Os processos estão identificados e estabelecidos? Os processos são eficazes para conseguir os resultados requeridos? Os processos estão adequadamente descritos nos procedimentos? Estes procedimentos estão implementados e mantidos conforme documentados? As interações entre processos estão definidas.5 Avaliação e retroalimentação do sistema da qualidade AUDITORIA A auditoria é definida como um “processo sistemático. o auditor-líder deve certificar-se que ele seja implementado e as questões relevantes sejam. especificações.para verificar se o respectivo procedimento é adequado e está sendo cumprido.Exame completo de uma amostra de produto. examinadas. Exercício de fixação 4. documentado e independente.

Exercício de fixação 2 (10.0 pt) – Entendendo quem é o cliente: Descreva uma organização que atue na área de educação. (1. considerando pelo menos uma instituição onde trabalhe um membro do grupo. usando retroprojetor. deverá ter apoio. entradas. Descreva as ações práticas que podem ser implementadas.0 pt) – Implementando o Sistema de Gestão da Qualidade na instituição: Conforme divisão feita pelo professor. Exercício de fixação 1 (3. em grupos de até 6 pessoas. de atividades nos locais de trabalho dos alunos. O exercício 2. de maior valor. Os trabalhos devem ser apresentados no quadro-branco ou em transparência. para a sua resolução. cada grupo deve avaliar os itens da norma NBR ISO 9001:2000 em uma instituição da área de educação. saídas.0 pt. clientes.LISTA DE EXERCÍCIOS Trabalhos Parciais (TP)– Exercícios de fixação (valor: 10 pontos). Identifique as fontes de desperdício que podem ser combatidas.asp). Durante o decorrer do curso serão feitos 4 exercícios de fixação. após o período do curso.br/index1.0 pt – trabalho final) – Definindo ações para organizar a instituição: Após assistir as fitas “O caça-fantasma do desperdício: como encontrar na sua empresa o dinheiro que falta para investir” (Video Work Treinamento Empresarial/ COMMIT) e “O 5S na Escola” (Fundação Christiano Ottoni). planos de ação para cumprir pelo menos 3 metas de um dos seguintes níveis de ensino (conforme divisão do professor): Educação Infantil Ensino Médio Educação Superior MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 29 de 40 .consed. identificando: Principais exigências da norma Etapas de implementação Exercício de fixação 4 (4.responda: (1. prepare uma proposta de trabalho para implementar. exercício 4: 4. conforme a definição a seguir: exercícios 1 e 3: 3.5 pt – durante a aula) - Como o Programa 5S pode ser aplicado à área de Educação? Prepare um cronograma com as etapas de implantação do programa.0 pt) – Definindo as ações para cumprir as metas do Plano de Educação : Tomando como referência o Plano Nacional de Educação . As notas de cada exercício serão somadas.5 pt – parte prática) - Exercício de fixação 3 (3. Os tempos para resolução dos exercícios em sala e apresentação deverão seguir a orientação do professor. constituindo no total o máximo de 10 pontos. incluindo o público-alvo de cada etapa e os resultados esperados. apresentando os seguintes elementos: Componentes do sistema (*) Padrões de desempenho (referentes ao atendimento das necessidades dos clientes) Influência do processo sobre o ambiente Influência do ambiente sobre o processo (*) Fornecedores.0 pt. principais atividades. descrito no texto da Lei 10. em nível municipal/ estadual.172/2001 (ref.: www.org.

Fernando P... 8a. 2000. Excellence One Toolbook. São Paulo: Atlas. 2. Rio de Janeiro. Robert S. 1997. NORTON. ABNT/CB-25 – Comitê Brasileiro da Qualidade. BULGACOV. Administração da Produção. Rio de Janeiro.efqm. DRUMMOND. Regina C. Belo Horizonte.Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade. Regina C. como fazer no Brasil. 2001. Gary. Sílvio. DRUMMOND. Critérios de Excelência 2004. FPNQ . São Paulo: Pioneira. Jul 2003. TQC – Controle da Qualidade Total (no estilo Japonês) . 2000. BRASSARD. Identifique as dificuldades existentes para implementar as metas. Jan. 2001. Rio de Janeiro. São Paulo: Manole. Djalma de Pinho Rebouças de. 2000. Elabore planos de ação para sanar as dificuldades encontradas. NBR ISO 9000:2000 – Sistemas de gestão da qualidade – Fundamentos e vocabulário . Planejamento Estratégico: conceitos.(2. Belo Horizonte. ABNT/CB-25 – Comitê Brasileiro da Qualidade. OLIVEIRA. Manual de gestão empresarial. Belgium: Brussels Representative Office. Tadeu. Dez. Sergio [organizador]. Editora de Desenvolvimento Gerencial. Data de consulta: 14. São Paulo: Atlas. 16. NBR ISO 9004:2000 – Sistemas de gestão da qualidade – Diretrizes para melhorias de desempenho . 2002. CRUZ. 2004 (*) GALE. Tecnologia da Informação e a Empresa do Século XXI.. Bradley T. Vicente Falconi. CAMPOS. Escola de Engenharia da UFMG. 1988. EFQM – European Foundation for Quality Management. São Paulo: Atlas. KAPLAN. metodologias. Rio de Janeiro: Qualitymark. TQC – Controle Total da Qualidade (volume 2). Gerenciando o Valor do Cliente: Criando Qualidade e Serviços que os Clientes Podem Ver. utilizando ferramentas da qualidade (ex: Diagrama de Ishikawa). São Paulo: Saraiva. Dez. Petrônio Garcia. 2000 (*). 2001. ed. 1999 MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 30 de 40 . Belo Horizonte. 1996. MARTINS. KROEHNERT. Chassim. revolução gerencial. Disponível em www. práticas. 1992. Integração das Ferramentas da Qualidade ao PDCA e ao Programa Seis Sigma – Volume 1. Dez.0 pt – durante a aula) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Livros e normas: AGUIAR. Chassim. faça um diagnóstico da situação atual no município ou estado. Michael. ABNT/CB-25 – Comitê Brasileiro da Qualidade. NBR ISO 9001:2000 – Sistemas de Gestão da Qualidade – Requisitos. 1985.org/excellenceone. Rio de Janeiro: Campus. 13ª ed. Qualidade: Ferramentas para uma Melhoria Contínua (The Memory Jogger) . Jogos para Treinamento em Recursos Humanos. LAUGENI. Sistemas de Informações Gerenciais. Belo Horizonte: Fundação Christiano Ottoni. Analise os problemas existentes que causam/ podem causar o não cumprimento das metas.. David P. 1988.ª Edição..a ed.0 pt – parte prática) - Para as metas escolhidas. 1999. A Estratégia em Ação – Balanced Scorecard . TQC – Controle Total da Qualidade (volume 1). (2.

18.usp.. Mar. Mai-Jun 2003. al. 806. A. 779. VIEIRA FILHO. Maria de Lourdes S.br/qualitas_artigos_indicadores. Karin Suzana. São Paulo: Atlas. 2003./Abr. BECKER. 2. Rio de Janeiro. 38. Edição Especial Exame – Harvard Business Review. pp.. n. Projeto Indicadores de Desempenho. Sem essa de paradoxo – Especial Produtividade. Tema em destaque: Educação e Qualidade no Governo.htm. 94-100. Conheça o PNE.7.2003 (*) PYZDEK. ISRAELIAN Eliane. ed. Revista Exame. Disponível em www. 1998 PALADINI.8. volver.7. ed. 2000. p. Mario Cesar Xavier.asp. São Paulo: Atlas. pp. Data de consulta: 28. 26 Nov. Marcos Antonio Lima de.eng. Data de consulta: 28. Eduardo. Disponível em allchemy. 3 Set. pp. Custo do produto – uma metodologia para reduzir os gastos com insumos .qualitas. Disponível em http://www. 2003. Kevin et all. Disponível em www. ed. MANO. Data de Consulta: 24. Marcos Antonio Lima de. Hélio.br/sedimentando/iso. HAMMER. Data de consulta: 27. Dimas de Paula.portalqualidade.asp. Out. ed. 108-115. Sistemas. 775. Revista Exame. 2003. São Paulo: Atlas. SLACK.11. Disponível em http://www. RÖPKE. David. MIETTO. Produtos e Serviços. (coord. Nov. 34. pp. 10ª ed. Rio de Janeiro. Organização e Métodos: Uma Abordagem Gerencial. 725.qualitas. Abr. O escritório enxuto.com/programas/PGQP/entrevistas_pgqp/ entrevista_cobertura_painel_congresso. Artigos: COHEN. Minicurso a NBR ISO 90012000 em 16 respostas.2004 KELLER.. Meia-volta. ed. Ana Luiza. Metas: dá para chegar lá? Rio de Janeiro. 13. V.8. 74-77. 60-64 (*). HERZOG. 800. Líderes nacionais falam sobre Inovação e Competitividade no 4º Congresso Internacional da Qualidade para Competitividade .2004 (*) CONSED – Conselho Nacional de Secretários de Educação. Uma ferramenta em busca do defeito zero – Dossiê 6-Sigma: a um passo da perfeição. Sem essa de cada um na sua. Revista Exame. Michael.consed. Administração da produção – edição compacta. HSM Management No. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. 1996. Geraldo. Revista Exame. 2003. 18-29. 2002. 63-90. Nigel [et. Data de consulta: 24. SEIXAS. Rio de Janeiro: Qualitymark Ed. 2002. Set. ed. 2002. A empresa supereficiente. São Paulo: Revista de Administração de Empresas. Uma Introdução às Normas da Série ISO 9000 . Cristiane. ROTONDARO. 9 Abr. Avaliação Estratégica da Qualidade. 1999.iq. Fazer a diferença NÃO BASTA/ Harvard Business Review. GQT – Gestão da Qualidade Total: uma abordagem prática .]. Sascha. 42-51. Roberto G. Rio de Janeiro. 6-12. FLORES. Campinas: Editora Alínea. Revista Exame. pp.2003 PORTAL QUALIDADE. 5458. GUROVITZ.html.org. MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 31 de 40 . Thomas. pp. pp.OLIVEIRA. 1994.eng.html.br/qualitas_minicurso_iso9001.) SEIS SIGMA: Estratégia Gerencial para a Melhoria de Processos. pp.2003 OLIVEIRA. FERRAZ. 2002. Djalma de Pinho Rebouças de. OLIVEIRA. Indicadores da Qualidade e do Desempenho: como estabelecer metas e medir resultados. Revista Exame. Rio de Janeiro. 2002. Edson Pacheco. TAKASHINA. 789. São Paulo: Atlas. 18.br/index1. Newton Tadashi.

2003 em ids- ROSENBURG.inf. 2002. Coelho de Gody. 26.International Organization for Standardization. consultoria e informação em Qualidade Total e ISO 9000.qualitas. ed. Nota: (*) entregue ao aluno (grupo) cópia física.fdg.br/SaudeCidadania/ed_03/03_02.Fundação de Desenvolvimento Gerencial. www. site que integra a Rede do BrasilCompetitivo www.Associação Brasileira de Engenharia de Produção.5s. VHS NTSC Color 6 min. www. entre outros. Video Work Treinamento Empresarial/ COMMIT.br – treinamento. Escola de Engenharia – Universidade Federal de Minas Gerais. www.br . Fundação Christiano Ottoni.ch .com. Informações sobre Planos Municipais. www.org.org. Revista Exame. www. O Seis Sigma de Cara Nova.br . Cynthia.portalqualidade.vanzolini.brasilcompetitivo.consed. www.QUALIDADE na Gestão Local de Serviços e Ações de Saúde . 769. Estaduais e Nacional de Educação.com.com . Apoio Técnico: Mário Donadio.conteúdo sobre o Programa 5S. Filmes: O CAÇA-FANTASMA do desperdício: como encontrar na sua empresa o dinheiro que falta para investir.abpro. www.11. MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 32 de 40 .uol. Maria Helena P.html. Data de consulta: 21. www. Jun.org. O 5S na Escola. CONSED – Conselho Nacional de Secretários de Educação. www.asp. Disponível saude.com.com – Conteúdo sobre Qualidade e Produtividade.iso.br .Portal Qualidade. com links para programas setoriais e Fundação Prêmio Nacional da Qualidade. Projeto GQT – Gestão pela Qualidade Total. Rio de Janeiro.br – Revista Banas Qualidade.Os faixas-pretas dos serviços.com.br – Revista Produção On-Line.eng.htm – Revista Produção (Fundação Vanzolini). pp.br/revistaproducao/index.br/index1. 107-110.banasqualidade. VHS NTSC Color 28 min. Sites: www.producaoonline.org.

EDUCAÇÃO INDÍGENA FINANCIAMENTO E GESTÃO 11.2004) A Lei 10. em idades que variam de menos de 4 a mais de 9 anos.org. EDUCAÇÃO BÁSICA 1.172/2001 REF: CONSED (Conselho Nacional de Secretários de Educação).asp.7. Qualquer número.PRINCIPAIS TRECHOS DO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO – LEI 10.400. em cinco anos. EDUCAÇÃO INFANTIL Diagnóstico: A educação das crianças de zero a seis anos em estabelecimentos específicos de educação infantil vem crescendo no mundo inteiro e de forma bastante acelerada. Há que se registrar. Mais grave é que 58% das crianças freqüentam estabelecimento sem sanitário adequado. seja pelos argumentos advindos das ciências que investigaram o processo de desenvolvimento da criança. Disponível na Internet: www. ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO PLANO 1. a 30% da população de até 3 anos de idade e 60% da população de 4 e 6 anos (ou 4 e 5 anos) e. São dados incompletos. Objetivos e Metas: 1. FINANCIAMENTO E GESTÃO 12. alcançar a meta de 50% das crianças de 0 a 3 anos e 80% das de 4 e 5 anos. mais da metade das quais. com profissionais com formação e experiência no cuidado e educação de crianças. ENSINO FUNDAMENTAL 3. também. o Distrito Federal e os municípios elaborem planos decenais correspondentes do Plano Nacional de Educação (PNE). constituído de 12 milhões de crianças. EDUCAÇÃO ESPECIAL 9. um número de 1. ENSINO MÉDIO B. MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 33 de 40 . será uma quantidade muito pequena diante da magnitude do segmento populacional de 0 a 3 anos. pré-escolas da zona rural. a Undime. FORMAÇÃO DOS PROFESSORES E VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO 7. que desenvolvem proposta pedagógica de alta qualidade educacional. não desenvolve programa educacional. seja em decorrência da necessidade da família de contar com uma instituição que se encarregue do cuidado e da educação de seus filhos pequenos. a inexistência de energia elétrica em 20% dos estabelecimentos. até alguns anos atrás.000 crianças atendidas na faixa de 0 a 3 anos. certamente. EDUCAÇÃO SUPERIOR MODALIDADES DE ENSINO 5.br/index1.804 crianças. principalmente quando os pais trabalham fora de casa. ficando 167 mil crianças matriculadas sem possibilidade de acesso aos meios mais modernos da informática como instrumentos lúdicos de aprendizagem. até o final da década. EDUCAÇÃO SUPERIOR 4. EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA E FORMAÇÃO PROFISSIONAL 8. O plano traça diretrizes e metas para a educação no Brasil e tem prazo de até dez anos para que elas sejam cumpridas. também. sendo 127 mil em estabelecimento sem esgoto sanitário. que existem creches de boa qualidade. Bons materiais pedagógicos e uma respeitável literatura sobre organização e funcionamento das instituições para esse segmento etário vêm sendo produzidos nos últimos anos no país. Data de consulta: 28. no Nordeste. brinquedos e outros materiais pedagógicos adequados. Sumário do PNE INTRODUÇÃO NÍVEIS DE ENSINO A. A Sinopse Estatística da Educação Básica reuniu dados de 1998 sobre a creche.consed. indicando um atendimento de 381. EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS 6. O CONSED. no entanto. as comissões de educação da Câmara de Deputados. Serão essas. EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS MAGISTÉRIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA 10. Mas deve-se registrar. o Senado Federal. não dispõe de mobiliário.Anexo . EDUCAÇÃO INFANTIL 2. Estimativas precárias indicavam. o MEC/Inep. mesmo porque só agora as creches começam a registrar-se nos órgãos de cadastro educacional.172/2001 determina que os estados. Ampliar a oferta de educação infantil de forma a atender. a Unesco e a Abong criaram a Comissão Nacional destinada a incentivar e apoiar a elaboração dos planos nacionais e municipais de educação. A maioria dos ambientes não conta com profissionais qualificados.

somente admitir novos profissionais na educação infantil que possuam a titulação mínima em nível médio. todos estejam conformes aos padrões mínimos de infra-estrutura estabelecidos. Assegurar. nos estabelecimentos públicos e conveniados. 70% tenham formação específica de nível superior. oferecendo. Elaborar. com iluminação. Estados e Municípios. 9. nos estabelecimentos públicos e privados. Extinguir as classes de alfabetização incorporando imediatamente as crianças no ensino fundamental e matricular. e) mobiliário. modalidade normal. sempre que possível em articulação com as instituições de ensino superior que tenham experiência na área. todos os Municípios tenham definido sua política para a educação infantil. visão para o espaço externo. Estabelecer um Programa Nacional de Formação dos Profissionais de educação infantil. ventilação. também. c) instalações para preparo e/ou serviço de alimentação. 7. Estabelecer em todos os Municípios.* 15. em todos os Municípios. Incluir as creches ou entidades equivalentes no sistema nacional de estatísticas educacionais. b) que. 19. em cada município ou por grupos de Município. que realize as seguintes metas: a) que. controle e supervisão da educação infantil. em cinco anos. equipamentos e materiais pedagógicos. programas de orientação e apoio aos pais com filhos entre 0 e 3 anos. de forma que. conforme as diretrizes curriculares e a metodologia da educação infantil.2. Garantir a alimentação escolar para as crianças atendidas na educação infantil. com a cooperação técnica e financeira da União e dos Estados. 11. rede elétrica e segurança. Assegurar que. Implantar conselhos escolares e outras formas de participação da comunidade escolar e local na melhoria do funcionamento das instituições de educação infantil e no enriquecimento das oportunidades educativas e dos recursos pedagógicos. em cinco anos. para a atualização permanente e o aprofundamento dos conhecimentos dos profissionais que atuam na educação infantil.** 18. naquele nível todas as crianças de 7 anos ou mais que se encontrem na educação infantil. ** 14. em cinco anos. A partir do segundo ano deste plano. Estabelecer parâmetros de qualidade dos serviços de educação infantil. visando ao apoio técnico-pedagógico para a melhoria da qualidade e à garantia do cumprimento dos padrões mínimos estabelecidos pelas diretrizes nacionais e estaduais.** MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 34 de 40 . Estabelecer. como referência para a supervisão.** 10. somente autorizar construção e funcionamento de instituições de educação infantil. jurídica e de suplementação alimentar nos casos de pobreza. água potável. com base nas diretrizes nacionais. Adaptar os prédios de educação infantil de sorte que. o movimento e o brinquedo. em três anos. expansão. b) instalações sanitárias e para a higiene pessoal das crianças. preferencialmente em articulação com instituições de ensino superior. nas normas complementares estaduais e nas sugestões dos referenciais curriculares nacionais. que atendam aos requisitos de infra-estrutura definidos no item anterior. com a colaboração da União. 16. A partir da vigência deste plano. Assegurar que. assegurem o atendimento das características das distintas faixas etárias e das necessidades do processo educativo quanto a: a) espaço interno. violência doméstica e desagregação familiar extrema. públicas ou privadas. a expressão livre.** 6. em cinco anos. formação de nível superior.** 13. esgotamento sanitário. respeitando as diversidades regionais. 4. dando-se preferência à admissão de profissionais graduados em curso específico de nível superior.** 8. e como instrumento para a adoção das medidas de melhoria da qualidade. 17. sejam atendidos os padrões mínimos de infra-estrutura definidos na meta nº 2. d) ambiente interno e externo para o desenvolvimento das atividades. saúde e assistência na manutenção. no prazo de três anos. todos os professores tenham habilitação específica de nível médio e. um sistema de acompanhamento. em dois anos. colocar em execução programa de formação em serviço. o fornecimento de materiais pedagógicos adequados às faixas etárias e às necessidades do trabalho educacional. 5. insolação. f) adequação às características das crianças especiais.** 3. em dez anos. saúde e assistência social e de organizações não-governamentais. seus projetos pedagógicos. No prazo máximo de três anos a contar do início deste plano. administração. no prazo de três anos. Instituir mecanismos de colaboração entre os setores da educação. todas as instituições de educação infantil tenham formulado. que. em dez anos. o controle e a avaliação. até o final da década. bem como para a formação do pessoal auxiliar. com a participação dos profissionais de educação neles envolvidos. inclusive. Adotar progressivamente o atendimento em tempo integral para as crianças de 0 a 6 anos.** 12. através da colaboração financeira da União e dos Estados. controle e avaliação das instituições de atendimento das crianças de 0 a 3 anos de idade. todos os dirigentes de instituições de educação infantil possuam formação apropriada em nível médio (modalidade Normal) e. inclusive das universidades e institutos superiores de educação e organizações não-governamentais. assistência financeira. padrões mínimos de infra-estrutura para o funcionamento adequado das instituições de educação infantil (creches e pré-escolas) públicas e privadas. no prazo de um ano. em todos os Municípios e com a colaboração dos setores responsáveis pela educação. incluindo o repouso.

Objetivos e Metas: 1. XXV. da escrita e do cálculo constituem meios para o desenvolvimento da capacidade de aprender e de se relacionar no meio social e político. reproduzindo o círculo da pobreza e da marginalidade e alienando milhões de brasileiros de qualquer perspectiva de futuro. padrões mínimos nacionais de infra-estrutura para o ensino fundamental. d) adaptação dos edifícios escolares para o atendimento dos alunos portadores de necessidades especiais. Assegurar que. com conteúdos específicos. prioritariamente. além de outros recursos municipais os 10% dos recursos de manutenção e desenvolvimento do ensino não vinculados ao FUNDEF sejam aplicados. As matrículas do ensino fundamental brasileiro superam a casa dos 35 milhões. ** Encaminhar ao Congresso Nacional projeto de lei visando à regulamentação daquele dispositivo.20. O art. tínhamos mais de 8 milhões de pessoas nesta situação. água potável.** 26. A exclusão da escola de crianças na idade própria. insolação. § 1º. O art. É prioridade oferecê-lo a toda população brasileira.** 24. de modo a atingir a meta estabelecida pela LDB para a década da educação. com a colaboração da União. Elaborar. 32. em todos os Municípios. § 1º. inclusive para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria. com vistas a melhorar a eficiência e garantir a generalização da qualidade do atendimento. segurança e temperatura ambiente. * 21. MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 35 de 40 . Observar as metas estabelecidas nos demais capítulos referentes à educação infantil. (Tabela 1). iluminação. no prazo de um ano. rede elétrica. na educação infantil. ENSINO FUNDAMENTAL Diagnóstico: De acordo com a Constituição Brasileira. seja por incúria do Poder Público. nos três primeiros anos deste Plano. Ampliar o Programa de Garantia de Renda Mínima associado a ações sócio-educativas. no prazo de cinco anos a partir da data de aprovação deste plano. c) espaços para esporte. 208 preconiza a garantia de sua oferta. seja por omissão da família e da sociedade. Isto significa que há muitas crianças matriculadas no ensino fundamental com idade acima de 14 anos. por meio de programas de aceleração da aprendizagem e de recuperação paralela ao longo do curso. dos Estados e dos Municípios. prioritariamente nas regiões onde o déficit de qualificação é maior. 208. biblioteca e serviço de merenda escolar. e seu não-oferecimento pelo Poder Público ou sua oferta irregular implica responsabilidade da autoridade competente. em cinco anos. da Constituição Federal.** 25. as taxas de repetência e evasão.** 23. de sorte a atender. Regularizar o fluxo escolar reduzindo em 50%. da Constituição Federal afirma: "O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo". o pleno domínio da leitura. estabelecendo em regiões em que se demonstrar necessário programas específicos . incluindo:** a) espaço. e) atualização e ampliação do acervo das bibliotecas. 2. 30. É básico na formação do cidadão. pois de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Ampliar para nove anos a duração do ensino fundamental obrigatório com início aos seis anos de idade.** 22. 7o. estabelecido no art. é a forma mais perversa e irremediável de exclusão social. ventilação. Em 1998. a 50% das crianças de 0 a 6 anos que se enquadram nos critérios de seleção da clientela e a 100% até o sexto ano.* 3. Ampliar a oferta de cursos de formação de professores de educação infantil de nível superior. garantindo o acesso e a permanência de todas as crianças na escola. da Constituição Federal. à medida que for sendo universalizado o atendimento na faixa de 7 a 14 anos. em seu art. Realizar estudos sobre custo da educação infantil com base nos parâmetros de qualidade. b) instalações sanitárias e para higiene. recreação. Universalizar o atendimento de toda a clientela do ensino fundamental. Promover debates com a sociedade civil sobre o direito dos trabalhadores à assistência gratuita a seus filhos e dependentes em creches e pré-escolas. pois nega o direito elementar de cidadania.** 2. nos termos dos arts. o ensino fundamental é obrigatório e gratuito. garantindo efetiva aprendizagem. compatíveis com o tamanho dos estabelecimentos e com as realidades regionais. VI e 211. Exercer a ação supletiva da União e do Estado junto aos Municípios que apresentem maiores necessidades técnicas e financeiras. 4. número superior ao de crianças de 7 a 14 anos representando 116% dessa faixa etária.

em três anos. em cinco anos. com prioridade para as regiões nas quais o acesso dos alunos ao material escrito seja particularmente deficiente. dentro de três anos. Estabelecer. gradualmente. 5. levando em consideração as realidades e as necessidades pedagógicas e de aprendizagem dos alunos. somente autorizar a construção e funcionamento de escolas que atendam aos requisitos de infra-estrutura definidos. Integrar recursos do Poder Público destinados à política social. Prover de literatura. todas as escolas tenham formulado seus projetos pedagógicos. em dez anos. 10. com observância das Diretrizes Curriculares para o ensino fundamental e dos Parâmetros Curriculares Nacionais.** 6. para garantir entre outras metas. 17. MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 36 de 40 . Estados e Municípios. Assegurar que.** 19. 9.f) mobiliário. A partir do segundo ano da vigência deste plano. de forma a garantir a escolarização dos alunos e o acesso à escola por parte do professor. a totalidade dos itens.** 13. de forma a cobrir as áreas que compõem as Diretrizes Curriculares do ensino fundamental e os Parâmetros Curriculares Nacionais. do negro e do índio. equipamentos e materiais pedagógicos. Prover de transporte escolar as zonas rurais. com os equipamentos discriminados nos itens de "e" a "h". Assegurar que. Transformar progressivamente as escolas unidocentes em escolas de mais de um professor. em dois anos. dos Estados e Municípios. com colaboração financeira da União. a Renda Mínima Associada a Ações Sócio-educativas para as famílias com carência econômica comprovada. Elevar de quatro para cinco o número de livros didáticos oferecidos aos alunos das quatro séries iniciais do ensino fundamental. Estados e Municípios. pelo menos. todas as escolas atendam os ítens de "a" a "d" e. Promover a participação da comunidade na gestão das escolas. que a carga horária semanal dos cursos diurnos compreenda.** 14. h) informática e equipamento multimídia para o ensino. universalizando.protéicos por faixa etária. 20 horas semanais de efetivo trabalho escolar. a instituição de conselhos escolares ou órgãos equivalentes. quando necessário.** 7. estabelecendo entre seus critérios a adequada abordagem das questões de gênero e etnia e a eliminação de textos discriminatórios ou que reproduzam estereótipos acerca do papel da mulher. Manter e consolidar o programa de avaliação do livro didático criado pelo Ministério de Educação.** 11. Assegurar. programas para equipar todas as escolas. 16.** 18. em ações conjuntas da União. quatro séries completas. o provimento da alimentação escolar e o equilíbrio necessário garantindo os níveis calóricos. Associar as classes isoladas unidocentes remanescentes a escolas de.* 12. Ampliar progressivamente a oferta de livros didáticos a todos os alunos das quatro séries finais do ensino fundamental. ** 15. Garantir. textos científicos.** 8. obras básicas de referência e livros didático-pedagógicos de apoio ao professor as escolas do ensino fundamental. pelo menos. com a colaboração da União. em todos os sistemas de ensino e com o apoio da União e da comunidade escolar. g) telefone e serviço de reprodução de textos.

ENSINO MÉDIO Diagnóstico: A Contagem da População realizada pelo IBGE em 1997 acusa uma população de 16. Eliminar a existência. A exclusão ao ensino médio deve-se às baixas taxas de conclusão do ensino fundamental. Significa que. A educação ambiental. Estabelecer. Estimular os Municípios a proceder um mapeamento. que abranja um período de pelo menos sete horas diárias. Objetivos e Metas: 1. MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 37 de 40 . especialmente quando se considera a acelerada elevação do grau de escolaridade exigida pelo mercado de trabalho. Formular e implementar. com o objetivo. Assegurar a elevação progressiva do nível de desempenho dos alunos mediante a implantação. a partir do primeiro ano deste Plano. nos moldes do Programa de Renda Mínima Associado a Ações Sócio-educativas. 25. o ensino médio comportaria bem menos que metade de jovens desta faixa etária. de forma a adequá-los às características da clientela e promover a eliminação gradual da necessidade de sua oferta. no caso do ensino médio. Em primeiro lugar porque. 30.933. Apoiar e incentivar as organizações estudantis. das quatro primeiras séries do ensino fundamental e da educação infantil. A situação agrava-se quando se considera que. em virtude das elevadas taxas de repetência no ensino fundamental. Articular as atuais funções de supervisão e inspeção no sistema de avaliação.401 estudantes. da rede de escolas públicas que contemple a ocupação racional dos estabelecimentos de ensino estaduais e municipais. se o fluxo escolar fosse regular. de um programa de monitoramento que utilize os indicadores do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica e dos sistemas de avaliação dos Estados e Municípios que venham a ser desenvolvidos. Ampliar. 3.383 habitantes na faixa etária de 15 a 19 anos.** 27. preferencialmente para as crianças das famílias de menor renda. na medida em que estão relacionadas às previstas neste capítulo. Em segundo lugar. a reorganização curricular dos cursos noturnos. 28. idealmente. será desenvolvida como uma prática educativa integrada. 29. em todos os sistemas de ensino. das crianças fora da escola. Prover. por bairro ou distrito de residência e/ou locais de trabalho dos pais.795/99. uma política de gestão da infra-estrutura física na educação básica pública. Prever formas mais flexíveis de organização escolar para a zona rural. a prática de esportes e atividades artísticas. pelo menos. porque há um grande número de adultos que volta à escola vários anos depois de concluir o ensino fundamental. com previsão de professores e funcionários em número suficiente. b) a expansão gradual do número de escolas públicas de ensino médio de acordo com as necessidades de infra-estrutura identificada ao longo do processo de reordenamento da rede física atual. nas escolas de tempo integral. apoio às tarefas escolares. estão associadas à baixa qualidade daquele nível de ensino. nas escolas. sem prejuízo do atendimento da demanda. que.580. visando localizar a demanda e universalizar a oferta de ensino obrigatório. 22. progressivamente. os cálculos das taxas de atendimento dessa faixa etária são pouco confiáveis. por meio de censo educacional. como espaço de participação e exercício da cidadania. no mínimo duas refeições. por sua vez. Estavam matriculados no ensino médio. progressivamente a jornada escolar visando expandir a escola de tempo integral. por diversas razões. 26. educação especial e financiamento e gestão. em dois anos. 21. da qual resultam elevados índices de repetência e evasão. tratada como tema transversal. de mais de dois turnos diurnos e um turno noturno. educação indígena. de facilitar a delimitação de instalações físicas próprias para o ensino médio separadas. considerando a especificidade do alunado e as exigências do meio. que assegure: a) o reordenamento. 5. 24. contínua e permanente em conformidade com a Lei nº 9. bem como a adequada formação profissional dos professores. formação de professores. Isso é muito pouco. Observar as metas estabelecidas nos capítulos referentes à educação a distância. 23. no mesmo ano.20. os jovens chegam ao ensino médio bem mais velhos. entre outros.

as escolas existentes. a 100% da demanda de ensino médio. h) atualização e ampliação do acervo das bibliotecas incluindo material bibliográfico de apoio ao professor e aos alunos. incentivando a criação de instalações próprias para esse nível de ensino. j) telefone e reprodutor de texto. d) o oferecimento de vagas que. Criar mecanismos. b) instalações sanitárias e condições para a manutenção da higiene em todos os edifícios escolares. para melhoria do ensino e da aprendizagem. em decorrência da universalização e regularização do fluxo de alunos no ensino fundamental. em dez anos. 13. a contar da vigência deste Plano. oferecendo. incluindo:* a) espaço. manutenção e melhoria das condições de funcionamento das escolas. de forma a atingir níveis satisfatórios de desempenho definidos e avaliados pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB).** 6. de forma a diminuir para quatro anos o tempo médio para conclusão deste nível. Reduzir. a totalidade das escolas disponham de equipamento de informática para modernização da administração e para apoio à melhoria do ensino e da aprendizagem. padrões mínimos nacionais de infra-estrutura para o ensino médio.c) no prazo de dois anos. Melhorar o aproveitamento dos alunos do ensino médio. ventilação e insolação dos prédios escolares. no prazo de cinco anos. 5. Adotar medidas para a universalização progressiva de todos os padrões mínimos durante a década. Implantar e consolidar. telefone e reprodutor de textos.** 11. oportunidades de formação nesse nível de ensino àqueles que não a possuem. d) espaço para a biblioteca. MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 38 de 40 . e. no prazo de um ano. pelo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e pelos sistemas de avaliação que venham a ser implantados nos Estados. Assegurar. 9. 4. com biblioteca. c) espaço para esporte e recreação. como conselhos ou equivalentes. 8. g) informática e equipamento multimídia para o ensino. em cinco anos. iluminação. o atendimento da totalidade dos egressos do ensino fundamental e a inclusão dos alunos com defasagem de idade e dos que possuem necessidades especiais de aprendizagem. f) instalação para laboratórios de ciências. e) adaptação dos edifícios escolares para o atendimento dos alunos portadores de necessidades especiais. Não autorizar o funcionamento de novas escolas fora dos padrões de "a" a "g". em 10 anos. Assegurar que. 12. correspondam a 50% e. Adaptar. inclusive. pelo menos 50%. de forma a atender aos padrões mínimos estabelecidos. em 5% ao ano. Adotar medidas para a universalização progressiva das redes de comunicação. em cinco anos. em cinco anos. todas as escolas estejam equipadas. a nova concepção curricular elaborada pelo Conselho Nacional de Educação. compatíveis com as realidades regionais. 2. 10. i) equipamento didático-pedagógico de apoio ao trabalho em sala de aula. que todos os professores do ensino médio possuam diploma de nível superior. Elaborar. no prazo de cinco anos. pelo menos. Assegurar que. em cinco anos. 3. a repetência e a evasão. 7. para incentivar a participação da comunidade na gestão.

795/99. Ampliar a oferta de ensino público de modo a assegurar uma proporção nunca inferior a 40% do total das vagas.* MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 39 de 40 . Observar. 30% da faixa etária de 18 a 24 anos** 2. no que diz respeito ao ensino médio. e promova a melhoria da qualidade do ensino. 4. tratada como tema transversal. a porcentagem de matriculados na educação superior brasileira em relação à população de 18 a 24 anos é de menos de 12% . como espaço de participação e exercício da cidadania.5 milhões de jovens egressos do nível médio têm à sua disposição um número razoável de vagas. em dois anos. utilizando-o. para 2 milhões e 125 mil em 1998. Instituir programas de fomento para que as instituições de educação superior constituam sistemas próprios e sempre que possível nacionalmente articulados. em um ano. um crescimento de 9%. Assegurar efetiva autonomia didática. Objetivos e Metas: 1. programa emergencial para formação de professores. Estender. diferentes prerrogativas de autonomia às instituições não-universitárias públicas e privadas. Proceder. a uma revisão da organização didático-pedagógica e administrativa do ensino noturno. 20. de forma a adequá-lo às necessidades do aluno-trabalhador. especialmente nas áreas de Ciências e Matemática. administrativa e de gestão financeira para as universidades públicas. com base no sistema de avaliação. de extensão e no caso das universidades.índice igual ao atingido pelo sistema em toda a década de 80. em 1997.* 7. Estabelecer um amplo sistema interativo de educação a distância. o Brasil apresenta um dos índices mais baixos de acesso à educação superior. . inclusive. Estabelecer. da extensão e da gestão acadêmica. suficiente para garantir o atendimento dos alunos que trabalham. mesmo quando se leva em consideração o setor privado.** 6. 15.** 3. Institucionalizar um amplo e diversificado sistema de avaliação interna e externa que englobe os setores público e privado. será desenvolvida como uma prática educativa integrada. Apoiar e incentivar as organizações estudantis. da pesquisa. Assim. Adotar medidas para ampliar a oferta diurna e manter a oferta noturna. científica. financiamento e gestão e ensino a distância. Apenas em 1998. Houve. comparando-se desfavoravelmente com os índices de outros países do continente. sem prejuízo da qualidade do ensino. regulares ou de educação continuada. A educação ambiental.** 5. capazes de possibilitar a elevação dos padrões de qualidade do ensino. 19. contínua e permanente em conformidade com a Lei nº 9. a oferta de educação superior para . pelo menos. para ampliar as possibilidades de atendimento nos cursos presenciais. prevendo inclusive a parceria da União com os Estados na criação de novos estabelecimentos de educação superior. os cerca de 1. até o final da década. Assegurar a autonomia das escolas.* 8. também de pesquisa. portanto. No conjunto da América Latina.14.** 18. tanto no que diz respeito ao projeto pedagógico como em termos de gerência de recursos mínimos para a manutenção do cotidiano escolar. o número total de matriculados saltou de 1 milhão e 945 mil. 16. Prover. as metas estabelecidas nos capítulos referentes à formação de professores. A matrícula nas instituições de educação superior vem apresentando um rápido crescimento nos últimos anos. 17. Estabelecer uma política de expansão que diminua as desigualdades de oferta existentes entre as diferentes regiões do País* 4. de avaliação institucional e de cursos. EDUCAÇÃO SUPERIOR Diagnóstico: Atualmente.

permitindo maior flexibilidade na formação e ampliação da oferta de ensino. desta forma. através de programas de compensação de deficiências de sua formação escolar anterior. Promover levantamentos periódicos do êxodo de pesquisadores brasileiros formados. favorecendo e valorizando estabelecimentos não-universitários que ofereçam ensino de qualidade e que atendam clientelas com demandas específicas de formação: tecnológica.** 19. em nível nacional. investigar suas causas. solidariedade e tolerância). saúde e temas locais.** 14. inclusive com a participação de alunos no desenvolvimento da pesquisa.** 18. para atender as necessidades da educação continuada de adultos. dobrando. de cursos seqüenciais e de cursos modulares. pluralidade cultural. vítimas de discriminação. para outros países. a oferta de cursos de extensão. diálogo. ética (justiça. em dez anos. 23.** 11. profissional liberal.** 21. desenvolver ações imediatas no sentido de impedir que o êxodo continue e planejar estratégias de atração desses pesquisadores. para exercício do magistério ou de formação geral. apoiado no sistema nacional de avaliação. nas instituições de educação superior.** 10. especialmente no que se refere à abordagem tais como: gênero.* 15. Criar políticas que facilitem às minorias. no mínimo. bem como de talentos provenientes de outros países. Estabelecer. exigir melhoria progressiva da infra-estrutura de laboratórios. sendo de competência da IES definir a forma de utilização dos recursos previstos para esta finalidade. permitindo-lhes. com ou sem formação superior. 10% do total de créditos exigidos para a graduação no ensino superior no País será reservado para a atuação dos alunos em ações extensionistas.9. diretrizes curriculares que assegurem a necessária flexibilidade e diversidade nos programas de estudos oferecidos pelas diferentes instituições de educação superior. competir em igualdade de condições nos processos de seleção e admissão a esse nível de ensino. incentivando a criação de cursos noturnos com propostas inovadoras. respeito mútuo.** 16. Implantar o Programa de Desenvolvimento da Extensão Universitária em todas as Instituições Federais de Ensino Superior no quadriênio 2001-2004 e assegurar que. Diversificar a oferta de ensino.* 12. pelo menos. para acompanhamento e controle social das atividades universitárias. 22. educação sexual. Estimular a consolidação e o desenvolvimento da pós-graduação e da pesquisa das universidades.** 20.** 17. com o objetivo de assegurar o retorno à sociedade dos resultados das pesquisas. Garantir. em novas profissões. com a certificação. o acesso à educação superior. como condição para o recredenciamento das instituições de educação superior e renovação do reconhecimento de cursos. Implantar planos de capacitação dos servidores técnico-administrativos das instituições públicas de educação superior. 5%. o número de pesquisadores qualificados. na perspectiva de integrar o necessário esforço nacional de resgate da dívida social e educacional. Garantir a criação de conselhos com a participação da comunidade e de entidades da sociedade civil organizada. Estabelecer sistema de recredenciamento periódico das instituições e reconhecimento periódicos dos cursos superiores. do ensino e da extensão. Incentivar a generalização da prática da pesquisa como elemento integrante e modernizador dos processos de ensinoaprendizagem em toda a educação superior. A partir de padrões mínimos fixados pelo Poder Público. equipamentos e bibliotecas. Incluir nas diretrizes curriculares dos cursos de formação de docentes temas relacionados às problemáticas tratadas nos temas transversais. meio ambiente. 13. Promover o aumento anual do número de mestres e de doutores formados no sistema nacional de pós-graduação em. Diversificar o sistema superior de ensino. MODELOS DE GESTÃO: QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – Professor Rodrigo Pimentel Página 40 de 40 . de forma a melhor atender às necessidades diferenciais de suas clientelas e às peculiaridades das regiões nas quais se inserem.