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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO TECNOLÓGICO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

GUIDO BONATTO NETO LEIDIANE SCHEFFER FAVERO MARIANA BAZELATTO ARAÚJO RAYLANE DE SOUZA CASTOLDI RAFAEL EIJI NAKAMURA YARGO PEZZIN SOUZA

RELATÓRIOS DE ENSAIOS EXPERIMENTAIS LABORATÓRIO DE ENSAIOS DE MATERAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL - LEMAC

VITÓRIA 2013

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GUIDO BONATTO NETO LEIDIANE SCHEFFER FAVERO MARIANA BAZELATTO ARAÚJO RAYLANE DE SOUZA CASTOLDI RAFAEL EIJI NAKAMURA YARGO PEZZIN SOUZA

RELATÓRIOS DE ENSAIOS EXPERIMENTAIS LABORATÓRIO DE ENSAIOS DE MATERAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL - LEMAC

Trabalho apresentado à disciplina de Laboratório de materiais de construção civil, sob orientação do professor Geilma Vieira, como requisito de avaliação.

VITÓRIA 2013

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SUMÁRIO

1 MÉTODO DE DOSAGEM PELO IPT................................................................... 1 1.1 INTRODUÇÃO.................................................................................................. 1

1.2 PROCEDIMENTOS........................................................................................... 1 1.3 RESULTADOS.................................................................................................. 1.4 CONCLUSÃO.................................................................................................... 2 ENSAIO DE GRANULOMETRIA...................................................................... 2 6 9

2.1 INTRODUÇÃO................................................................................................... 9 2.2 DEFINICÕES..................................................................................................... 9 2.4 APARELHAGEM............................................................................................... 10 2.3 EXECUÇÃO DO ENSAIO.................................................................................. 11 2.6 RESULTADOS.................................................................................................. 12 2.7 CONCLUSÃO.................................................................................................... 3 DETERMINAÇÃO DA MASSA UNITÁRIA....................................................... 12 13

3.1 INTRODUÇÃO................................................................................................... 13 3.2 PROCEDIMENTOS........................................................................................... 13

3.3 RESULTADOS.................................................................................................. 14 3.3.1 Características do recipiente...................................................................... 3.3.2 Determinação da massa unitária do agregado graúdo............................ 14 14

3.3.3 Determinação da massa unitária do agregado miúdo............................ 15 4 MATERIAIS CERÂMICOS (PRISMAS)............................................................ 4.1 INTRODUÇÃO.................................................................................................. 4.2 MATERIAIS UTILIZADOS ............................................................................... 4.3 PROCEDIMENTOS........................................................................................... 4.4 RESULTADOS.................................................................................................. 4.4.1 Peso dos blocos.......................................................................................... 16 16 16 17 18 18

5 RESISTÊNCIA A TRAÇÃO E COMPRESSÃO DE CORPOS DE PROVA DE 20 CONCRETO...................................................................................................... 5.1 INTRODUÇÃO.................................................................................................. 20

5.2 PROCEDIMENTO............................................................................................. 20 5.3 RESULTADOS.................................................................................................. 21

.................. 21 22 22 23 6.................... 6 ULTRASSOM E ESCLEROMETRIA................................................................................................. 26 28 29 30 ..........................................................................................................................4 RESULTADOS................4................................. 23 24 25 25 25 7 ENSAIO A TRAÇÃO DO AÇO............................................3 CÁLCULOS E RESULTADOS........................................ 6.. 26 7................................. 6........................................4 5................................1 INTRODUÇÃO.................................2 Ensaio de ultrassom..2 OBJETIVO................................... 5................ 5........................... 7................. 23 6...............................................................................3...............................................................................4.................................2 PROCEDIMENTOS..................................2 Resistência a tração por compressão diametral................................................................................3.............. 8 REFERÊNCIAS....................................................................................................3 PROCEDIMENTOS...................................................Esclerometria....... 7.....4 CONCLUSÃO....................1 INTRODUÇÃO..................................................... 6..................................................................1.....1 Resistência a compressão .................... 6...................

mediu-se o abatimento por meio do ensaio de tronco de cone. .  Determinação experimental do teor de argamassa seca ideal. obteve-se o teor de argamassa ideal. a dimensão máxima característica do agregado graúdo e sua respectiva massa. relacionando a resistência com a relação água/cimento por meio de uma função exponencial.  Com o valor do teor de argamassa seca inicial e da massa de agregado graúdo. O método constitui na obtenção de três curvas. tem-se no quarto quadrante a função de uma reta que correlaciona a relação água/cimento com a massa de agregados secos totais.2 PROCEDIMENTOS  Determinou-se. relacionando o consumo de cimento e a massa de agregados secos totais (areia e brita) por meio de uma função inversa. aos poucos. logo.  Como o abatimento não foi o esperado repetiu-se o procedimento para valores de teor de argamassa seca cada vez maiores. No primeiro quadrante a curva segue a Lei de Abrams. médio e rico) calculou-se a massa de cimento inicial. tal dosagem é de suma importância para a determinação do traço ideal de acordo com as condições de aplicação e com a finalidade de uso.1 INTRODUÇÃO A dosagem de concreto pelo método do IPT (Instituto de Pesquisa Tecnológica) não se baseia em um ensaio padronizado.  Na betoneira colocaram-se as massas iniciais de materiais secos e depois de ligado adicionou-se.  A partir de cada traço (pobre. até atingir o abatimento requerido. No terceiro quadrante a curva segue a Lei de Molinari. massa de água. a massa de água pré-determinada. massa do agregado graúdo e um valor para o abatimento desejado.  Após a mistura. previamente. Todavia. 1. com o intuito de garantir a qualidade e a economia desejada. calculou-se a massa de areia inicial.  Estabeleceu-se um valor inicial para o teor de argamassa seca (α). Finalmente.5 1 MÉTODO DE DOSAGEM PELO IPT 1.

a partir da massa total do agregado graúdo. foram levados para a câmera úmida. rico e intermediário (1:6. retiraram-se os corpos de prova e realizou-se o ensaio de compressão com um corpo de prova para cada traço.3 RESULTADOS  Teor de argamassa seca:  Relação água/materiais secos:  Agregados secos totais:  Consumo de cimento real: Onde: x = relação água cimento a = areia p = brita c = consumo de cimento = massa especifica do concreto no estado fresco . calculou-se a quantidade de areia e cimento para cada traço.  Com os resultados obtidos do ensaio. e.5 respectivamente) a relação cimento.  Com a relação cimento. moldou-se dois corpos de prova para cada traço.5. Relação água/materiais secos. devidamente pesados. 1:5 e 1:3. Consumo de cimento (real) em kg/m³  Após 28 dias do adensamento. areia e brita e.  Após a obtenção das massas finais dos materiais secos e de água calculouse: a) b) c) Relação água/cimento. areia e brita (desdobramentos do traço).6  A partir do teor ideal de argamassa seca calculou-se para os traços pobre. construíram-se os gráficos.  Feito o concreto. 1.

5:  Determinação do teor ideal de argamassa  Determinação da quantidade de areia  Determinação da quantidade de cimento  Quantidade total de água para um abatimento 8±1cm = 8.7 Verificaram-se as seguintes relações para o traço de 1:3.3l Relação a/c =  Determinação da relação água/materiais secos Verificaram-se as seguintes relações para o traço de 1:5:  Determinação do teor ideal de argamassa  Determinação da quantidade de areia .

8  Determinação da quantidade de cimento  Quantidade total de água para um abatimento 8±1cm = 8.650l Relação a/c = .5:  Determinação do teor ideal de argamassa  Determinação da quantidade de areia  Determinação da quantidade de cimento  Quantidade total de água para um abatimento 8±1cm = 7.0l Relação a/c =  Determinação da relação água/materiais secos Verificaram-se as seguintes relações para o traço de 1:6.

8 9.5 Água utilizada (g) 8300.0 7650.5969 20.4 9 Abatimento (cm) 8.0 8.0 Fonte: Próprio Autor.51773 26193.280015 Fonte: Próprio Autor. Tabela 2 – Consumo de água e abatimento m 3.975 3.67 H (%) 9.5 c 1 1 1 Traço Unitário a p 1.18 2.5 fc (28 dias) 35.82 2. .0 8000.5 5 6.9655494 664.8819 22.44 0.9  Determinação da relação água/materiais secos Tabela 1 – Apresentação do traço e quantidade de materiais m 3.5 7.0 6.0337 a/c 0.5 5.52955 14184.67 Consumo de cimento (kg/m3) 882.98582 33758.44 0.39716 11347.86525 Fonte: Próprio Autor.0 a/c 0.3579282 541.5 5 6.115 2.56 0.525 Brita (g) Total de Cimento (g) Total de Areia (g) 40000 40000 40000 18912.385 2.85343 30921. Tabela 3 – Resistência característica e consumo de cimento m 3.56 0.

que formam o Diagrama do IPT e são expressas pelas correlações a seguir: Gráfico 1 . os pontos obtidos para cada traço determinam as curvas de comportamento.4 CONCLUSÃO Como resultado final.10 1.Lei de Abrams: resistência do concreto é função da relação a/c Fonte: Próprio Autor. .

11 Gráfico 2 . .Lei de Molinare: Correlaciona consumo de cimento e o valor do traço seco Fonte: Próprio Autor.

sendo a curva de Abrams com as maiores discrepâncias e o de Molinari com uma melhor aproximação entre as curvas. sendo assim. não há necessidade de se fazer novas misturas para o acerto de dosagem. indica que a curva tem uma boa aproximação. o Diagrama do IPT determinado é válido para qualquer resistência desejada.12 Gráfico 3 .Lei de Lyse: a consistência do concreto é função da relação agregados secos/cimento (m). As curvas acima foram obtidas pelo Excel e quando os resultados de R² estão próximos de um. Além disso. . O erro de aproximação da curva de Abrams deve-se ao fato de que alguns corpos de prova podem não ter sido adensados adequadamente. pois tal metodologia não se baseia em um ensaio padronizado. Em todos os gráficos foram obtidos resultados satisfatórios. da relação água/cimento (a/c) Fonte: Próprio Autor. Observou-se que o método é rápido e prático se o tecnologista tiver experiência com dosagem e manuseio dos equipamentos.

 Série normal e série intermediária para peneiras: Conjunto de peneiras sucessivas que atendam às normas NBR-NM-ISO 2395:97. a determinação granulométrica de agregado miúdo e graúdo.13 2 ENSAIO DE GRANULOMETRIA 2. permeabilidade. com as aberturas indicadas na Figura 1. dividida por 100.2 DEFINIÇÕES  Módulo de finura: É a soma das porcentagens retidas acumuladas em massa de um agregado. nas peneiras da série normal. bases estabilizadas. Através dos resultados obtidos desse ensaio é possível construir a curva de distribuição granulométrica. tão importante para a classificação dos solos bem como a estimativa de parâmetros para filtros. 2. capilaridade etc. ou seja.1 INTRODUÇÃO O ensaio de granulometria é o processo utilizado para a determinação da percentagem em peso que cada faixa especificada de tamanho de partículas representa na massa total ensaiada. NBRNM-ISO 3310-1:97 e NBR-NM-ISO 3310-2:97. .

com tampa e fundo).  Dimensão máxima característica: Grandeza associada à distribuição granulométrica do agregado.3 APARELHAGEM      Balança: Com resolução de 0. correspondente à abertura nominal. em milímetros. na qual o agregado apresenta uma porcentagem retida acumulada igual ou imediatamente inferior a 5% em massa. Peneiras das séries normal e intermediária.14 Figura 1 – Série de peneiras. Fonte: NBR-NM-ISO 2395:97. que atendam às exigências das normas NM-ISO 3310-1 ou 2. da malha da peneira da série normal ou intermediária. 2. Agitador mecânico de peneiras (facultativo).1% da massa da amostra de ensaio. NBRNM-ISO 3310-1:97 e NBR-NM-ISO 3310-2:97. . Bandejas. Estufa: Capaz de manter a temperatura no intervalo de (105 ± 5)°C.

2. Fundo avulso de peneira.6.  Destacar e agitar manualmente a peneira superior do conjunto (com tampa e fundo falso encaixado) até que. de modo a formar um único conjunto de peneiras. até que todas as peneiras do conjunto tenham sido verificadas conforme 4. A agitação da peneira deve ser feita em movimentos laterais e circulares alternados. previamente limpas. esfriou à temperatura ambiente e determinou suas massas (m1 e m2). a massa de material passante pela peneira seja inferior a 1% da massa do material retido. Prover um fundo de peneiras adequado para o conjunto. o técnico do laboratório coletou a amostra do agregado conforme a NM 26. Caso a amostra . Escovar a tela em ambos os lados para limpar a peneira. de acordo com a NM 27.  Colocar a amostra (m1) ou porções da mesma sobre a peneira superior do conjunto. O material removido pelo lado interno é considerado como retido e o desprendido na parte inferior como passante.  O técnico do laboratório secou as amostras de ensaio em estufa.  Da amostra coletada. depois de acrescentar o material passante na peneira superior.6.  Encaixar as peneiras. 2. por um tempo razoável para permitir a separação e classificação prévia dos diferentes tamanhos de grão da amostra. com abertura de malha em ordem crescente da base para o topo. tanto no plano horizontal quanto inclinado.  Proceder à verificação da próxima peneira. de modo a evitar a formação de uma camada espessa de material sobre qualquer uma das peneiras.15   Escova ou pincel: De cerdas macias. depois de umedecida para evitar segregação e de cuidadosamente misturada.2.  Remover o material retido na peneira para uma bandeja identificada.  Promover a agitação mecânica do conjunto.4 EXECUÇÃO DO ENSAIO  Anteriormente a execução do ensaio. formou-se duas amostras para o ensaio. Tomou a amostra de massa m1 e reservou a de massa m2. após um minuto de agitação contínuo. conforme 4.

os percentuais das partículas menores do que os diâmetros considerados.5 RESULTADOS Figura 2 – Resultados do ensaio de peneiramento.  Determinar a massa total de material retido em cada uma das peneiras e no fundo do conjunto. marcando-se no eixo das abcissas.3% de m1. como descrito a partir de 4. 2. O somatório de todas as massas não deve diferir mais de 0. os “diâmetros” das partículas e no eixo das ordenadas.6 CONCLUSÃO A partir dos valores calculados traça-se a curva de distribuição granulométrica.16 tenha sido dividida. tomar nova porção e proceder.3.2. Fonte: próprio autor. em escala logarítmica. 2. . em escala natural.

 Determinação da massa unitária do agregado graúdo. 3. uma vez que as amostras utilizadas encontravam-se no estado solto.  Realizou-se o rasamento com régua metálica. de forma a evitar a segregação do material.  Selecionou-se duas amostras de agregado miúdo (areia de rio) necessárias para o ensaio.17 3 DETERMINAÇÃO DA MASSA UNITÁRIA 3.  Pesou-se o recipiente vazio de volume conhecido. . com intuito de demonstrar a obtenção desse parâmetro característico dos materiais e ressaltar a importância de seu emprego nas obras de engenharia civil.2 PROCEDIMENTOS Para a realização do referido ensaio foi utilizado o medido C de ensaio da NBR NM 45. Conhecer a massa unitária dos agregados que estão sendo utilizados permite a obtenção de outros parâmetros dos materiais constituintes pelos mesmos.  Despejou-se a amostra no recipiente em altura adequada especificada por norma inferior a 5cm da borda do recipiente.  Utilizou-se o mesmo recipiente de volume conhecido.  Pesou-se o conjunto recipiente e agregado.  Selecionou-se uma amostra de brita 0.  Determinação da massa unitária do agregado miúdo.  Despejou-se a amostra no recipiente em altura adequada especificada por norma inferior a 5cm da borda do recipiente.  Calculou-se a relação entre a massa de agregado constante no recipiente e o volume do último.  Realizou-se o rasamento. de forma a evitar a segregação do material.  Pesou-se o conjunto recipiente e agregado.1 INTRODUÇÃO O Ensaio de determinação da massa unitária de agregados baseou-se na NBR NM 45 (2006).

3. 3.18  Calculou-se a relação entre a massa de agregado constante no recipiente e o volume do último. obteve-se o seguinte valor para a massa unitária (ρap): ρap = (31.6kg Em conformidade com o Método C descrito na NBR NM 45. .015 = 1486.3 RESULTADOS Com base nos procedimentos citados. O volume do recipiente (V) é determinado segundo item 7.67 kg/m3 Em concordância com o item 12.2 Determinação da massa unitária do agregado graúdo  Peso do conjunto recipiente mais agregado: 31. os resultados coletados quanto a característica do recipiente e a massa unitária dos materiais ensaiados foram dispostos nos tópicos seguintes.6 – 9.1 Características do recipiente  Volume do recipiente (V): O volume nominal do recipiente fornecido em laboratório é de 15L. Logo: V = 15Kg / 1000Kg/m3 = 0. 3. Uma vez que não foi coletada a temperatura no laboratório no momento do ensaio tomou-se a densidade da água (γ) como 1000Kg/m3.015m3  Peso do recipiente vazio: 9.1 da NBR NM 45 o resultado acima para a massa unitária da amostra coletada possui um variação em seu valor de ± 10kg/m3.4 da NBR NM 45 dividindo a massa de água necessária para encher o recipiente por sua massa específica.3kg 3.3.3)/0.

015 = 1490.Peso do conjunto recipiente mais agregado: 31. .1 da NBR NM 45 o resultado acima para a massa unitária da amostra coletada possui um variação em seu valor de ± 10Kg/m 3.65 – 9.4 Determinação da massa unitária do agregado miúdo  Amostra 1 .0 kg/m3 Em concordância com o item 12.65kg Em conformidade com o Método C descrito na NBR NM 45.3.65kg  Amostra 2 .19 3.Peso do conjunto recipiente mais agregado: 31. obteve-se o seguinte valor para a massa unitária (ρap): ρap = (31.3)/0.

O cimento é o principal elemento responsável pela sua resistência. ser perfurados. podendo ter aditivos ou não. como também podem ser fabricados especialmente para esse fim. aglomerados com cimento. os blocos estruturais possuem paredes mais espessas. de gesso ou mesmo de vidro. cal. 6. justapostos. As alvenarias podem ter simplesmente função de divisória e de delimitação. garantindo a . ainda. bem como ter função de estrutura. principalmente. destinados a suportar. podendo apresentar paredes vazadas ou maciças. sendo chamada. Os blocos sólidos e resistentes que constituem as alvenarias podem ser simples blocos de pedra. como blocos cerâmicos. Portanto. coberturas.2 MATERIAIS UTILIZADOS  Blocos: os blocos devem possuir um formato de paralelepípedo-retângulo. Entretanto. então. o que lhe confere maior resistência aos esforços de compressão e.1 INTRODUÇÃO Alvenarias são elementos da construção civil. A argamassa de assentamento é definida como o componente utilizado na ligação entre os blocos. de alvenaria estrutural. 140 e 190 milímetros. unidos com argamassa ou não. A sua geometria pode variar de acordo com o que é estabelecido pela norma NBR 15270 (2005). suportando carga de lajes. Os blocos de vedação e os blocos estruturais feitos de concreto são.  Argamassa de assentamento: a argamassa é composta por cimento. fisicamente idênticos. areia e água. sendo chamadas de alvenaria de vedação ou de divisão. portanto. o ensaio de blocos prismáticos tem por objetivo avaliar o desempenho do conjunto de blocos a partir do valor de resistência à compressão do prisma composto por dois blocos de concreto ligados com argamassa de assentamento.20 6 MATERIAIS CERÂMICOS (PRISMAS) 6. esforços de compressão. podendo a sua largura variar entre 115. ou podendo. caixas d’água e etc. obtidas pela extração de pedreiras graníticas ou outros tipo de rocha. aparentemente. resultantes da união de blocos sólidos. podem ser usados para dar sustentação às construções.

entretanto.  Determinou-se a quantidade de água para o referido traço após fixada a relação água/aglomerantes no valor de 0.  Prisma: o prisma é a justaposição de dois ou mais blocos estruturais. estes corpos-deprova são destinados ao ensaio de resistência à compressão axial.  Realizou-se o assentamento dos dois blocos com os furos na vertical.  Apropriaram-se as características geométricas dos mesmos: altura. exigindo que a argamassa resista aos esforços a que for submetida. A base para o projeto estrutural são os ensaios realizados com prismas. largura e comprimento. unidos através de juntas de argamassa de 1 cm de espessura.5:0. e a monoliticidade do conjunto. esses testes são de difícil preparação.  Misturou-se os materiais obedecendo a seguinte sequência: primeiramente pesou-se apenas os materiais secos e em seguida adicionou-se água progressivamente. As principais características necessárias à argamassa de assentamento são a sua trabalhabilidade.5. cal. A melhor maneira de estimar valores para as alvenarias ainda seriam ensaios em escalas reais.3 PROCEDIMENTOS  Pesou-se os blocos de concreto. além de exigirem uma estrutura laboratorial sofisticada. A resistência à compressão é um aspecto secundário. .  Realizou-se a pesagem dos materiais para confecção da argamassa de assentamento (cimento. areia) com o seguinte traço 3:0.21 distribuição uniforme dos esforços atuantes na alvenaria.8. consistência. uma vez que eles apresentam uma boa correlação com aqueles sob condições de utilização das estruturas. 6. aderência e deformabilidade. sem que o seu desempenho fique prejudicado (se for utilizada com função estrutural).

Figura 3 – Características geométricas dos blocos utilizados em ensaio de compressão.  Cálculo da quantidade de água: Relação água/aglomerantes = 0.4. bem como o valor da resistência a compressão estão dispostos nos tópicos seguintes. como mostra a Figura 1.15 kg  Bloco 2 = 9.8 Água = 0. 6. Fonte: próprio autor.8 kg = 800 mL .1 Peso dos blocos  Bloco 1 = 9.22 6.4 RESULTADOS Os resultados obtidos laboratorialmente quanto a apropriação das características dos blocos.8 x (cal + areia) Água = 0.10 kg Características geométricas: ambos blocos utilizado possuem as mesmas características de formato. Todas as medidas coletadas possuem uma tolerância de ±5 mm.8 x 1kg Água = 0.

0 x 141.057 m² Carga de ruptura: 23000 kgf Tensão de ruptura: 3.96 Mpa .23  Resistência à compressão: Dimensões da área da superfície do prisma: 396.0 (mm) Área da superfície de contato do prisma: 0.

obtida pelo ensaio a compressão de corpos de prova é um dos dados utilizados no cálculo estrutural. Por ser um material que possui resistência predominante à compressão.1 da NBR 5739.  Os corpos de prova já recapeados e úmidos foram limpos e secos antes de serem colocados na posição de ensaio. . A resistência característica do concreto à compressão (fck). que compreendem na resistência a compressão e à tração. Os ensaios de tração por compressão diametral e o ensaio de compressão são regidos pelas normas:  NBR 7222 – Argamassa e concreto – Determinação da resistência à tração por compressão diametral de corpos-de-prova cilíndricos. Devido a certa dificuldade de se realizar o ensaio de tração de forma direta criou-se tal método de determinação indireta com o uso do mesmo equipamento do ensaio de compressão.2 PROCEDIMENTO  Coletou-se duas medidas referentes aos diâmetros dos corpos de prova. a aplicabilidade desse parâmetro é extensa e de grande importância. 5.24 7 RESISTÊNCIA A TRAÇÃO E COMPRESSÃO DE CORPOS DE PROVA DE CONCRETO 5.  Coletou-se a altura do corpo de prova com o uso de um paquímetro. Dentro das variáveis que podem existir em projetos estruturais. porém pode ser o limitante de ruptura para uma estrutura onde este tipo de solicitação aparece como em vigas a flexão e pavimentos rígidos rodoviários.  NBR 5739 – Concreto – Ensaio de compressão de corpos-de-prova cilíndricos. a resistência à tração do concreto não é a sua característica mais importante.1 INTRODUÇÃO O concreto possui duas principais propriedades mecânicas. O ensaio de compressão diametral é um modo mais simples de se obter a resistência a tração. conforme orientação constante no item 5.

dispondo os mesmos com o eixo em sentido horizontal entre os pratos.88 Mpa Corpo de prova (m=5.1 Resistência a compressão  Características geométricas dos corpos de prova.  Realizou-se o ensaio de compressão dispondo três dos seis cilindros de corpo de prova com eixo no sentido vertical entre os pratos.5): 28900 kgf Corpo de prova (m=5.3 100.7 Fonte: Próprio Autor.  Máximo carregamento alcançado: Corpo de prova (m=3.Compressão Traços 3.03 Mpa .5 5 6.5 Diâmetro (mm) 100.5): 35.9 185.3 RESULTADOS 5.25  Realizou-se o ensaio de tração por compressão diametral em três dos seis cilindros disponíveis.  Tomou-se nota das máximas cargas suportadas pelos respectivos blocos.5): 20.0): 18200 kgf Corpo de prova (m=6.60 Mpa Corpo de prova (m=6. 6.5 Comprimento (mm) 188.3 100.5): 16200 kgf  Resistência a compressão: Corpo de prova (m=3. para posterior análise das resistências à compressão e à tração.3. diferenciados pelo traço de concreto utilizado em moldagem: Tabela 4 – Características dos corpos de prova Corpos de Prova .9 190.0): 22.

Para os corpos de prova utilizados nesse ensaio. verificou-se a dispensa de tal correção.0.0): 18200 kgf Corpo de prova (m=6. 5.5 Comprimento (mm) 196.11 Mpa 5.94.5 Diâmetro (mm) 100. Obtendo valores intermediários de resistência para m=6. conhecidas previamente. Verificou-se ainda que os valores obtido de resistência são compatíveis com as características dos materiais utilizados.5): 28900 kgf Corpo de prova (m=5.0): 2.4 CONCLUSÃO Verificou-se que tanto a resistência a tração quanto a de compressão forneceram resultados maiores para m=3.2 da NBR 5739. que prescrevem a necessidade de utilização de um fator de correção para relações altura/diâmetro do corpo de prova que ultrapassem o valor de 1.1.2 Resistência a tração por compressão diametral Tabela 5 – Características dos corpos de prova Corpos de Prova – Tração Traços 3.26 Vale ressaltar que a determinação da resistência a compressão segue orientação dos itens 6.5): 3. Como esperado foram identificadas resistências à tração significativamente menores que as resistências a compressão.57 Mpa Corpo de prova (m=6.25 100.1 e 6.5 Fonte: Próprio Autor.1 191.5): 16200 kgf  Resistência a compressão: Corpo de prova (m=3.5): 2.5 se comparados com concretos com m=6.3.5 189.5.3 100.84 Mpa Corpo de prova (m=5.1. .5 5 6.  Máximo carregamento alcançado: Corpo de prova (m=3.

Tal método tem por base a comparação da energia fornecida por uma massa-martelo impulsionada por uma mola. localizar e detectar corrosão em armaduras do concreto armado e encontrar defeitos localizados como rachaduras e vazios. as aplicações destes ensaios são para verificar as resistências à compressão.27 6 ULTRASSOM E ESCLEROMETRIA 6. Na construção civil. fornecendo um parâmetro de qualidade do concreto no estado endurecido. o que dita o recuo da massa-martelo. dentre outros. Os métodos de ensaio por ultrassom baseiam-se na NBR 8802 e consiste em um método mais utilizado para ensaios de descontinuidade interna dos materiais e aplicações na verificação da homogeneidade do concreto. Conforme a dureza da superfície determinada quantidade de energia se converte em deformação. Os métodos de ensaio por esclerometria são regidos pela NBR 7584 e fornecem informações sobre a dureza superficial do concreto. convertidos em sinais eletrônicos e mostrados na tela do aparelho.3 INTRODUÇÃO Ambos os métodos consistem em uma forma de ensaiar o concreto sem destruí-lo ou inutilizá-lo.4 OBJETIVO Coletar medidas de dureza superficial de um pilar de concreto pelo uso de esclerômetro de reflexão e verificar características de uniformidade de três corpos de prova por meio do ensaio de ultrassom. . O pulso ultrassônico é transmitido para o material através de terminais. serem aplicados com a estrutura em uso e permitir que problemas possam ser detectados em estágio ainda inicial. identificação de falhas internas e monitoramento das propriedades do concreto em estado endurecido ao longo do tempo. 6. Os pulsos refletidos são captados pelos terminais. As vantagens dos ensaios não destrutivos são: proporcionar pouco ou nenhum dano à estrutura. propiciando deformações elásticas ou permanentes na área de ensaio.

 Aplicou-se uma camada de acoplante nos terminais dos transdutores. .  Aplicou-se um golpe em cada área de impacto e anotaram-se os valores obtidos na leitura do aparelho. colocando os terminais em faces opostas do corpo de prova.3 PROCEDIMENTOS Ensaio de esclerometria:  Selecionou-se um pilar de concreto para aplicação do ensaio.  Selecionou-se uma área superficial do pilar que apresenta características de uniformidade. Ensaio de ultrassom:  Calibrou-se o aparelho com a barra de referência.  Fez-se a leitura em três corpos de prova de traços diferentes por meio de transmissão direta.  Anotou-se as respectivas velocidades e tempo de propagação para cada corpo de prova.  Traçaram-se na superfície selecionada nove quadrículas de aproximadamente mesmo tamanho.28 6. denominadas por norma de área de impacto.

5 µs V=2335 m/s Corpo de prova (m=5. Nesse caso.5): t=42.8 µs V=2426 m/s . Por esse motivo foi desconsiderado no cálculo. 6.5): t=40.1.2 µs V=2532 m/s Corpo de prova (m=6.4 RESULTADOS 6. (De acordo com o tópico 5.5 da norma NBR 7584. A partir do valor do índice.Esclerometria Figura 4 – Índices esclerométricos Fonte: próprio autor  Índice esclerométrico: (32+31+32+33+28+32+34+30)/8 = 31.5 Observação: O índice esclerométrico de valor 40 está afastado mais de 10% da média obtida.29 8.4.2 Ensaio de ultrassom Corpo de prova (m=3.0): t=39. o valor será 22 MPa. o ábaco do fabricante do aparelho nos informa o valor da resistência.4.

o aço se comporta de maneira conhecida quanto a relação de deformação e tensão a que o mesmo está submetido. Obtendo como resultado:    Diâmetro: 9. Tal comportamento é representado na forma do gráfico tensão deformação.  Tomou-se as medidas efetivas do diâmetro. Quando submetido a ensaio de tração.30 9 ENSAIO A TRAÇÃO DO AÇO 7. CA-50 e CA-60. comprimento e massa. passando pelo plástico até atingir sua ruptura. composta pela fase de escoamento (tensões invariáveis com o aumento da deformação) e outra fase compreendida entre o final da fase de escoamento e o ponto de ruptura. também chamada de máquina universal que é movida pela pressão do óleo e está ligada a um dinamômetro que mede a força aplicada ao corpo de prova. encontra-se disponível no mercado dois tipos de aço classificados em categorias conforme o valor característico da resistência ao escoamento.1 INTRODUÇÃO O ensaio de tração tem como objetivo mensurar propriedades mecânicas importantes de um material com base na curva tensão-deformação de um corpo de prova padronizado.2 PROCEDIMENTOS  Selecionou-se uma barra de aço CA-50 com diâmetro nominal de 10mm e comprimento nominal de 600mm.1mm Comprimento: 599 mm Massa: 356. sendo obtida calculando esforços axiais que atuam desde o regime elástico. que tem por característica um região elástica (tensões variando linearmente com as deformações) e uma região plástica. tais como: o aço CA-25. Quanto a este último. O equipamento utilizado foi uma máquina hidráulica de tração.3 g . 7. O ensaio de tração do aço prescrito no próximo tópico desenvolveu-se sob orientações obtidas em laboratório e em conformidade com a NBR ISO 6892 – Materiais metálicos – Ensaio de tração à temperatura ambiente.

abaixo segue o cálculo da área da seção efetiva do aço. o esforço correspondente ao início do regime de escoamento e o esforço referente ao momento de ruptura.  Anotou-se intensidades dos esforços e suas respectivas deformações. obtida pela relação da massa linear com a densidade do aço.595/0. .  Acoplou-se ao corpo de prova um extensômetro.8 mm² O valor de área encontrado é utilizado para obtenção das tensões de escoamento e de ruptura.31  Levou-se o corpo de prova para a máquina milimetradora e marcou-se intervalos iguais a 5 mm no mesmo.3/599 = 0. representada na Figura 5. 7.595 g/mm Verificou-se pela tabela B.2 da referida norma. que o valor de massa linear obtido encontra-se dentro dos limites especificados.  Submeteu-se o corpo de prova a esforço de tração.3 CÁLCULOS E RESULTADOS Por meio da análise das deformações e esforços a que o corpo de prova foi submetido.  Levou-se o corpo de prova à máquina universal de ensaios. montou-se a seguinte tabela presente na Figura 6.00785 = 75. Figura 5 – Obtenção da área efetiva da seção do corpo de prova  Cálculo da massa linear: M/L = 365.  Cálculo da área de aço: A = 0.

95514512 25.839050132 12.62796834 31.16094987 48.5408971 56.005 0.019 0.021 0.003 0.430079156 8. construiu-se o gráfico da Figura 6 e observouse que o mesmo se aproxima de uma reta como o esperado para o comportamento elástico do aço.002 0.008 0.71503958 52.78627968 41.74934037 55.52506596 22.016 0.02 0.65171504 75.77308707 36. Com os dados da tabela da Figura 5.014 0.53298153 15.009 0.001 0.2005277 56.81266491 50.72823219 57.83113456 19.024 0.018 0.004 0.015 0.01 0.26385224 51.85751979 28.012 0.90237467 53.25593668 57.8 Deformação 0 0.011 0. Fonte: Próprio autor.017 0.32 Cargas (kgf) 0 150 260 670 950 1200 1480 1740 1960 2170 2360 2560 2740 2940 3120 3700 3810 3920 4010 4080 4150 4210 4260 4300 4340 4370 Área da Seção (mm²): Tensão (kgf/mm²) 0 1.025 Figura 5 – Valores coletados de cargas e deformação.007 0.022 0.978891821 3.82585752 54.006 0.023 0.13456464 33.14775726 38.013 0. .

que consistiu em dobrar um corpo de prova de aço CA-50 com as mesmas características do corpo de prova utilizado anteriormente em volta de uma guia com formato em ‘U’. que as tensões obtidas estão dentro da faixa aceitável.02 kgf/mm² Verificou-se por meio da análise das tensoões nominais de escoamento e ruptura retirada da tabela B.6% Verificou-se por meio da referida norma que a deformação encontrada respeita o valor mínimo de 8%.6 .8] x 100 = 16. Utilizou-se a máquina universal de ensaios para dobrar o aço em torno da guia.3 da referida norma.   Cálculo da tensão de escoamento: σesc.8 = 86. em uma variação de 8%.33 Figura 6 – Gráfico tensão vs.8 = 60. Fonte: Próprio autor. = esforço de escoamento/área = 4580/75. Deformação da zona elástica do aço.42 kgf/mm² Cálculo da tensão de ruptura: σrup.100)/75.4 ENSAIO DE DOBRAMENTO DO AÇO Adicionalmente ao ensaio de tração do aço realizou-se o ensaio de dobramento. Verificou-se após o dobramento que o corpo de prova escolhido não apresentou fissura e que portanto. = esforço de ruptura/área = 6520/75.  Cálculo da deformação: ε = (Lf – L0)/ L0 = [(116. segundo a NBR 6153 o aço ensaiado está aprovado quanto ao dobramento. . 7.

 NBR 5739 – Concreto – Ensaio de compressão de corpos-de-prova cilíndricos. Materiais de construção.Concreto endurecido – Avaliação da dureza superficial pelos esclerômetro de reflexão – Método de ensaio  Bauer. L. . 1979. Falcão (Luiz Alfredo Falcão).Peneiras de ensaio e ensaio de peneiramento  NBRNM-ISO 3310-1:97 – Peneiras de ensaio – Requisitos técnicos e verificação  NBR-NM-ISO 3310-2:97 – Peneiras de ensaio de chapa metálico perfurado  NBR NM 45 Agregados – Determinação da massa  unitária e do volume de vazios alvenaria estrutural e de vedação – Métodos de ensaio  NBR 15270 (2005) Componentes cerâmicos parte 3: Blocos cerâmicos para  NBR 7222 – Argamassa e concreto – Determinação da resistência à tração por compressão diametral de corpos-de-prova cilíndricos. A.34 8 REFERÊNCIAS  NBR-NM-ISO 2395:97. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos.  NBR 7584 .