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FORMAÇÃO DE PREÇO
1-Formação de preço: um processo complexo e abrangente 2-BDI – Benefícios e Despesas Indiretas: aspectos fundamentais 3-Erros na formação de preços 4-Modelo básico de formação de preço 5-Formação de preço para pagamento parcelado

1- Formação de preço: um processo complexo e abrangente
A formação de preços é muito mais do que o simples processo de acumular custos e acrescentar uma margem de lucro. Com muita freqüência, a formação de preços é tratada de forma simplista, sendo o maior cuidado não deixar escapar nenhum item do custo. Para que o preço calculado produza conseqüências satisfatórias no curto, médio e longo prazo, alguns princípios devem ser observados. É importante lembrar que erros no processo de formação de preços podem não ter efeitos negativos sobre a empresa apenas no curto prazo. A longo prazo, esses erros trarão conseqüências de alguma forma. Os principais princípios a serem observados na formação de preços são os seguintes: 1. Distribuição dos custos comuns entre produtos e serviços Em linguagem técnica a distribuição dos custos comuns é denominada rateio dos custos indiretos. Esta é uma das tarefas mais difíceis de executar porque qualquer critério de rateio escolhido sempre conterá algum grau de subjetividade. Mesmo o tão aclamado método de custeio denominado ABC (Acitivity Based Costing ou custeio baseado em atividades) está longe de resolver o problema.

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O melhor a fazer é escolher o critério de rateio mais aplicável às características da empresa e do processo de produção ou operação, mas sem perder de vista que o objetivo final do rateio é que o total dos custos comuns (custos indiretos) seja coberto. Isso significa que a empresa tem uma grande liberdade para fazer a distribuição dos custos comuns e não precisa ficar refém de critérios de rateio, principalmente nas decisões de preço aplicáveis ao curto prazo. 2. Volume de produção para cálculo do custo unitário Várias parcelas de custo são primeiramente conhecidas pelo seu valor total e este deve ser dividido pelo volume de produção ou operação para se chegar ao custo unitário. Por exemplo, o custo de administração imputável a um certo produto é primeiramente conhecido pelo seu valor total, geralmente referido a um dado período de tempo. Depois disso, será escolhido um volume de produção ou operação para cálculo do custo unitário. Mas que volume de produção ou operação deve ser considerado para esse fim? Em boa parte dos sistemas de controle interno, o volume de produção escolhido é a produção verificada. Como esses sistemas geralmente têm por objetivo a apuração de resultado, esse procedimento não traz problemas. Entretanto, para fins de formação de preço, o volume a ser considerado é aquele para o qual os custos foram assumidos. Isto significa que para fins de formação de preço, deve ser considerada a capacidade de produção e não a quantidade que foi produzida. Alguns ajustes podem ser feitos sobre a capacidade de produção (inclusão de um fator de ociosidade natural, por exemplo). 3. Tributação Um dos itens formadores do custo e portanto, do preço, são os impostos incidentes sobre o resultado da empresa, como é o caso do Imposto de Renda e Contribuição Social das empresas tributadas pelo sistema de lucro real. Por sua vez, o resultado a ser estimado dependerá, entre outros fatores, do próprio preço que está sendo calculado, o que gera alguma circularidade no cálculo do preço. Nas empresas incluídas no Super Simples, a alíquota de tributação em cada mês depende do faturamento nos doze meses anteriores. Assim, para estimar adequadamente a alíquota média de tributação ao longo de um ano, é necessário trabalhar com um período de vendas de vinte e quatro meses, sendo doze realizados e doze projetados. Estes exemplos indicam que a formação de preço é não é processo de cálculo exato, mas sim estimado. 4. Tratamento dos custos variáveis não padronizados Na maioria dos casos, os custos variáveis são bem padronizados. Por exemplo, na fabricação de um modelo de mesa, o custo da madeira usada pode ser calculado de forma bastante precisa. Por outro lado, para uma empresa varejista que aceita vários tipos de cartão de débito, de crédito, vale refeição, cada um deles tem um custo diferente. Por esse motivo, para achar o percentual de custo desse tipo de venda em relação ao total, é necessário que se estime a parcela de venda recebida para cada tipo de cartão. Será preciso usar a série histórica de dados e ajustá-la a eventuais tendências futuras para poder projetar o percentual médio desse tipo de custo variável em relação às vendas e, conseqüentemente, ao preço.

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5. Inclusão de todos os custos de oportunidade Os denominados “custos não caixa” precisam ser incluídos e, além disso, serem computados corretamente. Por exemplo, nas pequenas e médias empresas, o valor do pró-labore dos sócios costuma ser baixo (um salário mínimo) por razões de economia tributária. Entretanto, o valor real do trabalho desses sócios (custo de oportunidade) pode ser bem maior do que o prólabore que formalmente é pago. Assim, o verdadeiro valor do trabalho dos sócios deve ser considerado para fins de formação de preço. Em geral, o custo oportunidade mais significativo é o custo do capital investido. Ele deve ser incluído com o uso do método do retorno do investimento em lugar do tradicional mark up. Além disso, deve ser usada a depreciação econômica e não a depreciação linear. (Veja http://www.ief.com.br/forpreco.htm#erros0) 6. Distorção do objetivo da formação de preços O processo de formação de preços não deve buscar transformar a empresa numa repassadora de custos. Deve ter, antes de tudo, o objetivo de análise de preços que eventualmente poderá mostrar que a empresa não tem competitividade para oferecer aquele produto ou serviço. Vejamos um exemplo. Uma empresa, por motivo de dificuldades financeiras, está com seus equipamentos de produção operando além da vida útil recomendada. Em consequência, terá custos elevados de manutenção e custos decorrentes de perdas com paradas não programadas. Nessas condições, seu custo será mais elevado do que o de seus concorrentes que operam com os equipamentos dentro da vida econômica. O preço encontrado nessas condições deveria sinalizar que essa empresa perdeu sua competitividade (função análise) ao invés de ser imposto ao mercado. Conclusão: O processo de formação de preços é naturalmente abrangente e complexo e, por isso, bastante desafiador. A não aceitação desse fato conduz habitualmente a decisões erradas. Em muitos casos, as conseqüências de decisões erradas de preço não se fazem sentir de imediato. É exatamente nesse ponto onde a precificação incorreta pode ser mais danosa para a empresa.

2- BDI – Benefícios e Despesas Indiretas: aspectos fundamentais
Na formação de preços de serviços, principalmente de engenharia, é usado um parâmetro denominado BDI e que significa “benefícios e despesas indiretas”. BDI é um percentual que é aplicado sobre a parcela de custos diretos estimados para a realização do serviço. Os custos diretos são representados por aqueles gastos específicos do serviço, tais como mão-de-obra, materiais, supervisão etc. O percentual de BDI indica o acréscimo sobre o custo direto para se chegar ao preço final. Tem por objetivo cobrir as despesas indiretas, os impostos e proporcionar o lucro desejado.

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A formação e análise do BDI são de interesse tanto da entidade contratante como da prestadora do serviço. Para a contratante, a análise do BDI é uma tarefa relativamente mais simples, porque a escolha da melhor proposta requer em última análise a identificação do menor preço total. Também pode ser importante avaliar se um determinado BDI é de fato viável para a prestadora que realizou a cotação. As dificuldades são significativamente maiores, caso a prestadora do serviço que cota o BDI, pretenda tomar uma decisão bem fundamentada e não apenas usar um critério de formação meramente protocolar. Em linhas gerais, tomar uma decisão bem fundamentada para a formação do BDI significa apresentar uma cotação com razoável potencial de êxito, sem sacrificar a meta de lucro da organização ou seus objetivos estratégicas de mercado. Uma decisão errônea na formação do BDI acontece, por exemplo, quando é escolhido um percentual com base na tradição ou no feeling de quem decide. É importante ressaltar que nos processos licitatórios do setor público existe uma tendência em normatizar o percentual de BDI, pelo menos por grupos de serviços. Supondo que o serviço não significa obra por administração, a tentativa de normatizar o BDI não se justifica porque ele é específico para cada empresa. A parcela de custo indireto (é tipicamente o custo de administração geral) atribuída a um determinado serviço pode se basear em vários critérios, tanto financeiros como mercadológicos. O percentual de retorno almejado para o serviço está longe de ser padronizado. Numa situação extrema, ele poderia até mesmo ser prestado com retorno negativo, justificado por uma razão estratégica. Do ponto de vista da prestadora do serviço, as questões essenciais para uma apropriada formação de BDI são as seguintes: 1. A alocação do custo indireto e do percentual de lucro ao serviço requer a estimativa do faturamento total esperado para a empresa num determinado horizonte de tempo à frente (pelo menos um ano). 2. Uma vez calculado o preço ideal para a empresa com base em sua estrutura de custos e meta de lucro, é necessário compará-lo com os preços praticados pelo mercado. 3. O risco da decisão de preço não pode ser coberto com margem de erro que entraria como parcela formadora do preço. Uma apropriada análise de risco não indicaria um preço seguro a ser cotado. Mostraria que em face das possíveis variações dos dados de custo ou do volume de serviço, qual seria a probabilidade de ocorrência de valores ou taxas efetivas de lucro. Em face do exposto, formar o BDI adequadamente requer o abandono de regras de algibeira e adoção de um processo analítico de tomada de decisão que faz uso de previsão e planejamento abrangente.
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3- Erros na formação de preços
O preço ideal de venda é aquele que cobre os custos do produto ou serviço e ainda proporciona o retorno desejado pela empresa. Num mercado competitivo, os preços são formados pela lei da oferta e procura. Então, dado um determinado nível de preço no mercado para seu produto ou serviço, a empresa avalia se seu preço ideal de venda é compatível com aquele vigente no mercado. Em alguns casos, imperfeições temporárias do mercado permitem que uma empresa pratique seu preço ideal de venda que com grande freqüência é calculado incorretamente. A metodologia dominante de formação de preços consiste na aplicação de um percentual (markup) sobre o custo do produto ou serviço. O percentual de markup é geralmente aplicado sem um embasamento mais profundo. Pode ser o percentual usado pela empresa líder do setor ou aquele escolhido pelo administrador com base na tradição. Esse procedimento acarreta uma rentabilidade efetiva menor (caso mais raro) ou maior do que a acreditada, como será mostrado a seguir. Quando a rentabilidade efetiva é menor do que a calculada, há perda de eficiência. Ocorre aquilo que em linguagem de negócios se chama deixar dinheiro sob a mesa. No caso mais freqüente, rentabilidade efetiva maior, a empresa experimenta, algum tempo depois, uma perda progressiva de mercado. Um importante princípio econômico estabelece que nenhuma empresa consegue manter lucros excessivos a longo prazo. O passageiro excesso de rentabilidade de uma empresa tende a elevar seus custos de produção por inércia. Quando um concorrente ataca o mercado de uma empresa com retorno excessivo, esta pode ter dificuldades para reagir. É possível que produtos e serviços deficitários estejam sendo subsidiados por aqueles com rentabilidade excessiva. Este fato pode dificultar a reação ao concorrente. A formação de preços pode ser definida como o processo de apuração do custo econômico do produtor. Define-se custo econômico com sendo a soma de todos insumos envolvidos no processo de produção de bens e serviços, incluindo o custo-oportunidade do capital investido. O método de formação de preço com base no markup sobre o custo difere daquele baseado no conceito de custo econômico. Aquele consiste na apuração do custo de produção ou operação sobre o qual é aplicado o percentual de markup desejado. No cálculo do custo de produção ou operação há uma distorção causada pelo uso da depreciação linear, um procedimento de uso bastante generalizado. Embora possam haver outras distorções importantes como é caso do tratamento dispensado aos custos indiretos, estas não serão objeto da presente análise. A depreciação linear considera que recursos financeiros a ela correspondentes ficam no caixa da empresa com remuneração zero. Uma vez que esses recursos são continuamente utilizados pela empresa (na verdade, a depreciação não é dinheiro carimbado), implicitamente estão sendo remunerados. É sobre essa hipótese que repousa o método da depreciação econômica, também chamada depreciação de Hotelling. Por esse método, a depreciação corresponde ao valor de uma anuidade para gerar um valor
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000 Vida útil: 10 anos Custo de capital: 15% ao ano Custos operacionais anuais (manutenção.626.15)10 -1))) da = 500.04925 da = 24. Este valor futuro é o valor de reposição do bem. A depreciação linear (dl) em base anual desse bem é: dl = 500. considerando a vida útil do bem utilizado e a taxa de juros que é representada pelo custo-oportunidade de capital da empresa.futuro.03 990 143.000.00 ÷10 = 50.000. custos e produção são os seguintes: Valor do investimento: $ 500.000. pessoal.00 e o valor residual é zero.626.00 141.626. Este fato se explica pela hipótese da depreciação linear: os recursos financeiros a ela correspondentes e que permanecem no caixa da empresa têm retorno zero. Suponha que uma empresa utiliza um bem depreciável para a fabricação de um produto.000 x 0.06 16 .000 Capacidade de produção anual: 990 unidades O preço calculado pelo método do retorno sobre o investimento é o seguinte: ITENS custos operacionais depreciação econômica remuneração do investimento (15% de 500. Considere o preço ideal de um produto cujos dados de investimento. O custooportunidade de capital dessa empresa é de 15% ao ano.15 ÷ ((1 + 0. seu preço é R$ 500.000.00 24. Este bem tem vida útil de 10 anos.000 x (0.03 75.000.000) custo econômico (A) capacidade anual de produção em unidades (B) preço: (A) ÷ (B) VALOR 42. energia elétrica e administração): R$ 42.00 A depreciação anual pelo método da anuidade (da) tem o seguinte valor: da = 50.03 Note-se que nesse caso a depreciação linear é maior que o dobro da depreciação econômica.

isto precisa ser levado em conta no processo de cálculo do preço que por este motivo não será a simples aplicação do markup sobre o custo. prazo de pagamento concedido aos clientes.Modelo básico de formação de preço O método de formação de preços mais tradicional consiste em calcular o custo total unitário do produto e acrescentar uma margem de lucro. No presente exemplo provavelmente a empresa praticaria um preço menor do que o ideal. prazo de recolhimento de impostos incidentes sobre o preço. geralmente múltiplos de cinco pontos percentuais e em valores abaixo de 40%. o markup sobre o custo precisaria ser exatamente igual a: (143. Como mostrado na seção anterior.000 + 50. Entre eles podem ser citados: prazo de pagamento concedido pelos fornecedores. Em resumo. 4.000)÷ 990 = 92.06 . a empresa encontraria o seguinte custo unitário de produção (custo operacional + depreciação linear): (42. já que a tradição é usar percentuais redondos. etc. É recomendável o emprego dos métodos do retorno sobre o investimento e da depreciação econômica quando o objetivo é a formação ou análise de preços.92) ÷ 92.92 Para obter o preço correto do produto. também chamada markup. o percentual de markup deve ser calculado de forma a gerar a taxa de retorno desejada sobre o investimento próprio da empresa.Pelo método tradicional de formação de preços.).92. comissões.92) = 0. Estes dois procedimentos permitem que o retorno desejado pela empresa seja incluído no preço de forma direta e objetiva. outros ajustes se fazem necessários. Num processo de formação de preços mais rigoroso. Fica evidente que nenhuma empresa aplicaria esse percentual.96%.5396 ou 53. O modelo básico de precificação com base no markup sobre o custo considera os seguintes elementos: 16 . dois erros são freqüentemente encontrados no processo de formação de preços: uso do método do mark-up e da depreciação linear. Uma vez que sobre o preço de venda incidem alguns encargos (impostos.

E = C + C.0. temos: P(1.4% sobre o custo (markup) de modo a obter sua meta de retorno de 16% ao ano sobre o investimento. O preço de venda será: C = 200 E = 0.27) P = 362. O percentual de encargos incidentes sobre o preço de venda é de 27%. o preço de venda é calculado a partir do seguinte raciocínio: o preço de venda menos os encargos sobre vendas deve ser igual ao custo de produção/operação mais a margem de lucro desejada.E) P = 200(1 + 0.00.324) ÷ (1 .E) = C(1 + M) O valor de P será: P = C(1 + M) ÷ (1-E) Exemplo: O custo unitário de um produto é R$ 200.324 P=? P = C(1 + M) ÷ (1.P.74 16 .M Colocando P e C em evidência.27 M = 0. Digamos que a empresa precise aplicar um percentual de 32.ELEMENTO custo total unitário % de encargos sobre vendas % markup sobre o custo preço de venda SÍMBOLO C E M P Neste modelo básico. A representação dessa igualdade a partir dos elementos e respectivos símbolos apresentados antes é a seguinte: P .

pedirá um desconto e. 4. d) Venda à vista com cartão de crédito. A taxa de juros a ser embutida no preço em decorrência do parcelamento. somente nesse caso.). O procedimento de cálculo necessário para isso pode ser efetuado com uma planilha. c) Venda à vista com cheque pré-datado. o recebimento acontece em única parcela. 3. cartão de débito ou crédito etc. onde a empresa pode simular algumas hipóteses. Esse preço é também chamado P0 (lê-se “p zero”). um percentual dos clientes que compram nessa modalidade. Supomos que a perdas com eventual inadimplência dos clientes já foram incluídas no cálculo do P0. Desconto padrão a ser concedido aos clientes que pagam à vista e pedem o desconto. Na planilha aqui apresentada. as formas de pagamento consideradas e respectivas hipóteses são as seguintes: a) Venda à vista com dinheiro ou cheque para depósito imediato. b) Venda à vista com cartão de débito É considerado que no cálculo do P0 a empresa já incluiu os encargos financeiros e operacionais que são cobrados pelos administradores do cartão de débito. o primeiro passo é calcular o preço de venda caso todas as vendas fossem feitas à vista. Esse é um procedimento padrão das empresas. 16 . Uma vez calculado o P0. como as seguintes: 1. A suposição é que não há parcelamento com o cartão de débito. cheque à vista ou pré-datado. prazo de parcelamento e percentual de cada modalidade venda em relação às vendas totais. Assim. Por hipótese. O número de parcelas para pagamento com cheque. 2. cartão de débito ou de crédito. Nesse caso.5. O percentual de cada forma de pagamento em relação ao total das vendas. a empresa dará um desconto padrão em relação ao preço de tabela. O percentual de acréscimo a ser aplicado ao preço P0 depende basicamente de três fatores: taxa de juros que a empresa deseja embutir no preço.Formação de preço para pagamento parcelado Freqüentemente as empresas precisam praticar um preço único para várias modalidades de venda de um produto ou serviço (dinheiro. A hipótese é que o primeiro cheque seja para trinta dias após a compra. uma vez que toda facilidade concedida tem um custo financeiro oculto. ele deverá ser acrescido do custo financeiro decorrente do parcelamento concedido ao cliente sem juros explícitos.

Uma vez de algumas vendas serão feitas com o preço parcelado sem acréscimo para o comprador. Para calcular o percentual de acréscimo a ser aplicado ao P0. foi considerado que o prazo médio de recebimento é de quinze dias após a venda. 16 . esse valor presente precisará ser multiplicado por um fator de acréscimo para se igualar a P0. A igualdade entre P0 e o valor presente multiplicado pelo fator de acréscimo (será designado apenas por “fator”) é a seguinte: P0 = Fator x valor presente Fator = P0 ÷ valor presente A planilha abaixo ilustra o processo de cálculo do percentual de acréscimo a ser aplicado ao preço-base em decorrência dos vários tipos parcelamento oferecidos para um dado preço. o raciocínio aplicado é o seguinte: Se todas as vendas fossem à vista a empresa receberia o valor P0 e não haveria necessidade de qualquer acréscimo. o valor presente do recebimento dessas parcelas. Assim. calculado pela taxa de juros que a empresa pretende praticar.É considerado que no cálculo do P0 a empresa já incluiu os encargos financeiros e operacionais que são cobrados pelos administradores do cartão de crédito. será menor do que P 0. Para a primeira parcela.

VENDAS COM CARTÃO DE CRÉDITO 29 30 4.1 PERCENTUAL SOBRE O TOTAL 11 12 1.-VP(B6.B30/B32)) 0.2265 46 DAS PARCELAS SEGUINTES À 1ª COM CARTÃO DE CRÉDITO . VENDAS COM CARTÃO DE DÉBITO 17 18 2.2 NÚMERO DE PARCELAS 21 22 3.B24/B26) =-VP(B6.0.2 NÚMERO DE PARCELAS 33 34 FATOR DE VALOR PRESENTE: 35 36 DAS VENDAS C/ DINHEIRO/CHEQUE À VISTA SEM DESCONTO 37 38 DAS VENDAS C/DINHEIRO/CHEQUE À VISTA COM DESCONTO 39 40 DAS VENDAS COM CARTÃO DE DÉBITO 41 42 DAS VENDAS COM CHEQUE PRÉ-DATADO 43 44 DA PRIMEIRA PARCELA DA VENDA COM CARTÃO DE CRÉDITO 45 1.B321..2 NÚMERO DE PARCELAS 27 28 4.A 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1.B26.1 PERCENTUAL SOBRE O TOTAL 25 26 3.1022 =(100%-B12)*B10 =(100%-B14)*B10*B12 =B18/B20 =-VP(B6.5.1 PERCENTUAL SOBRE O TOTAL 31 32 4..0% 27.0% 1 27.0% 5% 10. VENDAS COM CHEQUE PRÉ-DATADO 23 24 3.2450 0.2402 16 0.0% 2 0.B30/B32) =-VP(B6.1 PERCENTUAL SOBRE O TOTAL 19 20 2.0359 0.1000 0.2 PERCENTUAL DOS CLIENTES C/DESCONTO P/ PAGAR À VISTA 13 14 15 16 2.1. VENDAS À VISTA (DINHEIRO E CHEQUES): TAXA DE JUROS A SER EMBUTIDA NOS PARCELAMENTOS FORMAÇÃO DE PREÇO COM PARCELAMENTO PREÇO-BASE PARA VENDA À VISTA B R$ 100.3 PERCENTUAL DE DESCONTO CONCEDIDO 1.0% 4 49.00 4% 14.

OPERAÇÕES FINANCEIRAS DE TESOURARIA 1-Estrutura típica de tesouraria 2-Medidas para melhorar a execução de processos de contas a pagar e receber 3-Conciliação bancária: como agilizar sua execução 16 .

Do ponto de vista estritamente econômico. . sistemas ERP e internet . administração do fluxo de caixa. Em situações especiais. Por outro lado. O ideal é ter dois fluxos de caixa. que é uma das principais ferramentas de apoio às decisões da tesouraria. trazendo maior carga operacional para contas a pagar e receber. confiabilidade e economia. Negociação com clientes e fornecedores em torno de descontos por conta de mudanças nos prazos de recebimentos e pagamentos são operações financeiras complementares numa tesouraria.1- Estrutura típica de tesouraria As principais operações financeiras numa tesouraria são contas a receber. é imprescindível que ela disponha de fluxo de caixa. notadamente quando a empresa está com grandes dificuldades financeiras. Por exemplo. A combinação adequada entre agilidade operacional e confiabilidade tem conseqüência econômica: o custo de pagar e receber.Contas a pagar e receber As operações de pagamento e recebimento precisam agilidade operacional. Este fato por sua vez. aumentando o custo de captação ou reduzindo o retorno das aplicações das sobras de caixa.agilizam sua execução. captação e aplicação de recursos financeiros. a agilidade operacional ficará comprometida. se a confiabilidade de execução for a única meta de contas a pagar. em base diária. os aspectos tributários envolvidos. Todas as operações mencionadas são interdependentes e se interligam por meio do fluxo de caixa financeiro. Para que a tesouraria funcione eficazmente.nota fiscal eletrônica. um fluxo de caixa com variações significativas em dias isolados do mês tende a ser desvantajoso. observar três princípios básicos: A crescente informatização das operações de pagamento e recebimento .Administração do fluxo de caixa O fluxo de caixa faz. A distribuição dos pagamentos e recebimentos ao longo do mês tem influência sobre o formato do fluxo de caixa que por sua vez pode influir sobre o custo de captação ou o retorno das aplicações financeiras. contas a pagar. Um de curto prazo. a ligação entre as projeções de recebimento e pagamento e as decisões de captação e aplicação de recursos financeiros. exigindo maiores prazos para processamento dos pagamentos. . principalmente a expansão das retenções tributárias sobre pagamentos realizados agem no sentido inverso. cobrindo pelo 16 . o fluxo de caixa pode ser usado para definir os pagamentos a serem realizados. tende a elevar muitos preços pagos pela empresa ao comprar produtos ou contratar serviços. em circunstâncias normais.

Captação de recursos financeiros Esta é uma das operações financeiras mais presentes no dia a dia de uma tesouraria. Acrescente-se a isso. também nas aplicações financeiras. o fluxo de caixa financeiro tem um papel muito relevante em relação aos resultados financeiros obtidos. menor será sua rentabilidade. os respectivos custos financeiros tendem a ser menores. Um fluxo de caixa pouco preciso terá como consequência a necessidade elevadas margens de segurança. Como regra. Significa um grau de acerto de pelo menos 85% entre a primeira projeção efetuada e os valores efetivamente realizados. em base mensal. Para citar um exemplo. cobrindo doze meses à frente. o fato de que o IOF penaliza fortemente as aplicações financeiras de curtíssimo prazo. É considerado satisfatório o fluxo de caixa que tem uma margem de erro até 15%.Aplicação de recursos financeiros As aplicações temporárias de sobras de caixa são dirigidas aos ativos financeiros de baixo risco e alta liquidez. apenas a liquidez das aplicações financeiras pode de alguma forma ser administrada de modo a se obter uma determinada meta de rentabilidade. Isto significa deixar um maior volume de recursos financeiros ociosos ou aplicações financeiras com prazo de aplicação mais curto e a consequente redução de rentabilidade. . Se o fluxo de caixa financeiro é muito imprevisível. O fator chave para que a organização tenha uma adequada programação de captação de recursos financeiros é seu fluxo de caixa financeiro. . existe um espaço grande para que as empresas negociem descontos com seus clientes e fornecedores.menos um mês à frente e outro de médio prazo. busca descontar a duplicata correspondente. O cliente pode ter uma aplicação financeira rendendo 1% ao mês. Existe uma variedade de linhas de crédito à disposição das empresas com custos diferenciados. 16 . O maior desafio da tesouraria na administração do fluxo de caixa é obter um razoável grau de acerto nas previsões realizadas. quanto maior a liquidez de um ativo financeiro. . consideremos um fornecedor que dá trinta dias de prazo de pagamento para um cliente.5% ao mês. Quando existe uma adequada programação de captação de recursos financeiros.Negociação com clientes e fornecedores Em virtude da grande diferença entre as taxas de captação e de aplicação verificadas no Brasil. fazendo operações financeiras mutuamente vantajosas. Uma mais vez que o fator risco é considerado mandatório. chegando a 96% dos rendimentos para as aplicações por um dia de prazo. haverá necessidade de a organização dispor de linhas de crédito como maior índice de compromisso por parte dos bancos. Assim. digamos a 3. característica que torna os custos mais elevados. Este por sua vez.

5% ao mês dada à compradora. Todo procedimento excepcional gera perda de eficiência pois requer um tratamento especial. Essa recomendação é decorrente daquela contida no item anterior. Fazer um inventário estatístico dos erros de operação e suas causas. A organização fornecedora trocará uma taxa de desconto de duplicatas de 3. é interessante para ambos. É importante conhecer os principais erros operacionais de contas a pagar e receber na organização. 6.5% ao mês por uma taxa de desconto de 2. Limitar as datas para realização de pagamentos a fornecedores. Essa medida vai muito além da informatização e contém um imenso potencial para aumento da velocidade operacional e de redução de custos. 5. em todos os processos de pagamento e Simplificação das atividades de pagamento e recebimento devem ser buscada continuamente por todos aqueles envolvidos no processo de contas a pagar e receber. Reduzir erros para evitar o retrabalho. Independentemente de seu porte ou setor de atuação. antecipar o pagamento ao fornecedor obtendo uma taxa de desconto de 2.Assim. Quanto mais uniformes forem os procedimentos de contas a pagar e receber melhor será o funcionamento dessas áreas. A organização compradora trocará uma taxa de aplicação de 1% ao mês por outra (desconto) de aproximadamente 2. Restringir ao máximo a utilização de procedimentos excepcionais. Assim. gerando um custo adicional. A padronização de procedimentos elimina situações atípicas que são grandes consumidores de recursos operacionais. é possível encontrar as soluções mais indicadas. todas as organizações têm processos de contas a pagar e receber que tendem. 16 .5% ao mês. além de buscar a identificação de suas causas. reduzir erros. Buscar continuamente a simplificação recebimento.5% ao mês. Buscar a padronização de procedimentos. Todo erro implica em algum tipo de retrabalho com impactos sobre o tempo de execução e custo final. Com essas medidas. acaba tendo um resultado final melhor. a funcionar de forma insatisfatória. por diversos motivos. 4. 1. velocidade de execução e custo operacional. As medidas seguintes se destinam a melhorar a execução dos processos de contas a pagar e receber. 3. 2. 2- Medidas para melhorar a execução de processos de contas a pagar e receber Os processos de contas a pagar e receber formam o núcleo da tesouraria das organizações. ainda que à primeira vista possa implicar em perda de velocidade na execução. sob os aspectos de confiabilidade.

usando-se o método “tica lá. A função básica da conciliação bancária é conferir os registros efetuados pelos bancos nas contas correntes da organização. Embora seja apenas uma atividade rotineira de controle. eles podem ir sendo reduzidos sem maiores conseqüências para o funcionamento da organização. Este método é normalmente seguro. . e as transações são conferidas manualmente. o que costuma deixá-la atrasada em muitas organizações. Entretanto. Para isso. A conciliação bancária eletrônica. O método tradicional de conciliação eletrônica é aquele em que são usados o RCF e o extrato bancário. Progressivamente. a conciliação bancária pode exigir uma quantidade de trabalho expressiva. uma a uma. tica cá”.Depósitos não identificados nas contas da organização. 7. . prática nefasta. independente do porte. pode não apresentar agilidade satisfatória quando pelo menos uma das três situações seguintes ocorre em número significativo: . Restringir a realização de pagamentos urgentes. é necessária a adoção de procedimentos bem planejados de recebimento. É muito recomendável a limitação de pagamentos urgentes. usando um processo que às vezes é chamado de conciliação eletrônica ou automática. Uma das soluções tentadas para agilização da conciliação bancária é fazê-la por meio do sistema informatizado.Apurar o saldo real da conta bancária (normalmente esse saldo não é nem aquele informado pelo banco nem o que consta do relatório de controle financeiro (RCF) da organização. com os seguintes objetivos: .Identificar eventuais erros cometidos pela organização no registro dos eventos que geram movimentações da conta bancária. 8.Esse procedimento dá mais racionalidade ao processo de contas a pagar e contribui para melhorar as previsões para o fluxo de caixa. 16 . principalmente) nas contas correntes for reduzida. 3- Conciliação bancária: como agilizar sua execução A Conciliação Bancária é uma tarefa executada pelo setor financeiro das pessoas jurídicas. Usar a conciliação bancária eletrônica juntamente com processos recebimento bem organizados. mesmo um sistema informatizado que faça a conciliação bancária automática. mas bastante disseminada nas organizações. setor de atuação e natureza jurídica. realizada pelo sistema ERP será muito agilizada quando a quantidade de lançamentos de origem desconhecida (depósitos de terceiros.Identificar erros praticados pelos bancos. mas pode ser um grande consumidor de tempo.

.Cobrança de tarifas e encargos financeiros sobre operações de crédito. para agilizar a conciliação bancária é preciso diminuir a ocorrência de eventos descasados nas duas bases de informação. comercias e de compra.Cheques depositados nas contas da organização e devolvidos por falta de fundos ou erros de preenchimento. Essa mesma dificuldade afeta os sistemas informatizados de qualquer tipo. principalmente o setor comercial. o que gera pendências no processo de conciliação. a organização pode fazê-la com planilhas. . A parte mais trabalhosa consistirá na digitação na planilha do número do documento que identifica o evento financeiro.. por exemplo) acrescido de um dígito extra. principalmente no RCF. Isso exige boa articulação do setor financeiro com outros setores da organização. É preciso adotar adequadas práticas operacionais – financeiras. sendo a automatização da conciliação realizada com macros. Uma vez que o processo de conciliação bancária funciona essencialmente com a identificação de campos iguais (geralmente dois) nas duas bases de informação . Em face do exposto.RCF e extrato bancário – os eventos financeiros não listados simultaneamente no RCF e no extrato bancário não podem ser checados. Do contrário a conciliação bancária continuará sendo grande consumidora de tempo e a origem de problemas para o setor financeiro e outros que a ele estejam interligados. mas apresentados para depósitos com atraso por parte dos favorecidos. Do que foi exposto se conclui que não basta ter um bom sistema informatizado para o que o trabalho de conciliação bancária seja executado com agilidade. da mesma forma que aparecerá no extrato bancário. FINANÇAS DA PEQUENA E MÉDIA EMPRESA 1-Controle financeiro 2-Cinco erros frequentes de planejamento empresarial 3-Ponto de equilíbrio em volume de vendas 16 . Mesmo não dispondo de um sistema informatizado que execute a conciliação bancária automática. esse número é composto de dois campos do documento bancário de entrada de dados (um recibo de depósito bancário. Em alguns casos.Cheques emitidos pela organização.

o empresário não consegue dispor. Quando a empresa começa a crescer. ele é intuitivo e amigável. na essência. as dificuldades financeiras podem ser evitadas quando as vendas são satisfatórias. nenhum cálculo mais complexo ou análise mais rebuscada. Entretanto. treinamentos e softwares são introduzidos na empresa. Em primeiro lugar.). em alguns casos. é percebida a necessidade de maior atenção para a administração financeira. A supremacia do “caixômetro” tem uma conseqüência direta: a crença de que. mas insustentável? 16 . pessoal. das seguintes informações: • • • • • • • Qual é a rentabilidade de cada produto ou serviço? A empresa estaria gerando caixa sem gerar lucro? A partir de que volume de vendas a empresa gera lucro? Como estará o caixa nos próximos meses? O que acontecerá com o caixa diante de eventuais quedas no faturamento? Quais são os níveis de endividamento e de taxas de juros suportáveis pelo negócio? A empresa estaria obtendo uma rentabilidade elevada. estariam dentro da normalidade? Essas são algumas das primeiras manifestações da necessidade de administração financeira. Seu primeiro contato com administração financeira consiste apenas em pagar e receber. pois basta uma consulta ao saldo da conta bancária.1- Controle financeiro São conhecidas as carências das pequenas e médias empresas em termos de administração financeira. Se os negócios continuam a prosperar e o caixa permanece bem. Contando apenas com o "caixômetro" para guiar-se na condução da empresa. Em conseqüência da percepção da importância da administração financeira. O empresário típico começa um negócio a partir de alguma habilidade (vendas. o que também aumenta o risco do negócio. dentre outras. inicialmente. Além disso. é de acesso imediato. a tendência da empresa é aumentar os custos fixos (instalações. sua bússola financeira pode ser chamada de “caixômetro”: dinheiro em caixa é sinal de que as coisas vão bem. serviços de terceiros etc. Nesse estágio. conhecimento técnico etc.) e tem. Não exige o conhecimento de nenhuma teoria. A formação de preços estaria correta? Porque ainda não temos um fluxo de caixa? E os custos. o apreço pelo pioneiro “caixômetro” permanece por alguns motivos. uma relação distante com a administração financeira.

sob a forma de relatórios compactos. a título de margem de segurança. tem dois preços a pagar. Aliás.A falta de informações decorrente da preferência pelo “caixômetro”. ainda que sejam mais demoradas. pelas empresas de qualquer porte. Além disso. São os seguintes: • Superdimensionamento das receitas: As estimativas de vendas tendem a ser otimistas quando se elaboram as projeções. Se ocorrem atrasos significativos no cronograma de implantação. 2- Cinco erros frequentes de planejamento empresarial Diversos erros podem ser cometidos na fase de planejamento de um negócio. muitas vezes sem uma definição clara do que a empresa necessita. Essa espécie de administração financeira minimalista. Todos eles podem ser fatais para a continuidade do negócio. WACC. existem cinco que são mais frequentes. Não deve ser de menos nem de mais. onde um dado importante é o início da geração de caixa e da qual depende a viabilidade econômica da empresa. tem chances de produzir resultados concretos para as empresas que usam o “caixômetro” como instrumento de planejamento e controle financeiro. A melhor forma de evitar o problema é fazer previsões mais rigorosas. Uma alternativa ao ”caixômetro” é a empresa dispor de um sistema de informações financeiras enxuto que forneça os indicadores necessários à boa gestão. Duration. Quando uma empresa faz uma excessiva imobilização de capital. a recuperação do paciente (empresa) dependerá do estágio em que a cura seja buscada. Desses erros. O mais brando é a perda de eficiência do retorno desse capital. Atraso no início das operações: na fase de planejamento é elaborado um cronograma de instalação da empresa. Como em medicina. EVA. Seria uma administração financeira sem EBITDA. ao contrário do que fazem as grandes corporações. As mesmas recomendações feitas para diminuir os erros das projeções de receitas são aplicáveis às projeções de custo. tende a se perpetuar. também podese aplicar um redutor sobre as projeções. • • • 16 . Encontrar soluções simples e eficazes para seus problemas de gestão deveria ser um mandamento a ser seguido pelas pequenas e médias empresas. VAR. a lucratividade ou mesmo a saúde financeira da empresa podem ficar comprometidos. Nesse caso. Subdimensionamento de custos: As projeções tendem a estimar custos menores do que os efetivos. de leitura rápida e de fácil entendimento. embora não seja a ideal. as informações não supridas pelo “caixômetro” são buscadas com avidez. O mais grave é comprometer sua capacidade de contornar eventuais imprevistos financeiros. a menos que uma crise financeira atinja a empresa. Excessiva imobilização de capital: O capital deve ser utilizado na dosagem certa.

Margem de Contribuição Custo Variável Total = 70. F = custo fixo No ponto de equilíbrio (lucro zero). inclusive.000. V = volume de vendas MC = % de margem de contribuição média da empresa (é igual à receita total menos custo variável total dividido pela receita total). 3- Ponto de equilíbrio em volume de vendas Para toda empresa existe um determinado volume de vendas onde ocorre a igualdade entre sua receita total e seu custo total.000 = 21. Sejam.21.000.3 = 70.00 = 49.000. Este volume de vendas representa o ponto de equilíbrio econômico da empresa. teremos: V.00 .00/mês. Assim. considerações sobre as incertezas naturais que afetam a geração de caixa.MC . Segundo esse conceito.000 Verificação: Custo fixo = 21.• Financiamento mal estruturado: qualquer financiamento deve ser estruturado dentro do conceito de finanças de projeto.00 Margem de contribuição: 30% de 70.000.MC = F V = F ÷ MC Exemplo: Uma empresa varejista tem um custo fixo de R$ 21. Significa dizer que a carência e o prazo de amortização devem permitir que uma redução de até 15% na geração de caixa projetada não afete a capacidade da empresa em pagar o financiamento.00 16 . Sua margem de contribuição média (receita total menos custo variável total dividido pela receita total) é de 30%.000 ÷ 0.00 Custo Variável Total = Receita Total . o pagamento do financiamento deve estar atrelado ao cronograma de geração de caixa. Essa adequação envolve.000.000.F = 0 V. o contrato de financiamento deve ter prazos de carência e de amortização adequados ao fluxo de caixa a ser gerado pela empresa. Seu ponto de equilíbrio em termos de vendas será: V = 21.

PLANEJAMENTO FINANCEIRO 1.000. Cada setor empresarial tem um ponto de equilíbrio ideal.00 = 70. considerando os recursos existentes.000.00 Lucro total = Receita Total .00 .Fluxo de caixa financeiro 16 .Custo total = Custo Fixo + Custo Variável Custo Total = 21.70.000.00 + 49. Este representa um percentual do potencial de vendas da empresa.00 = 0 Observe que no ponto de equilíbrio a margem de contribuição é igual ao custo fixo já que o lucro é zero.Custo Total Lucro Total = 70. Para avaliarmos se o ponto de equilíbrio expresso em valor monetário está adequado ele precisa ser comparado com o potencial de vendas da empresa.000.000.

das áreas de contas a receber. gerenciamento do contas a pagar.2. Este informa o que aconteceu em termos de movimentação acumulada de caixa (geralmente ao longo de um ano) no exercício a que se referem as demonstrações contábeis. produzindo informações necessárias à programação da captação de recursos financeiros. compras e contratos. Características do fluxo de caixa a) É elaborado geralmente em base diária. que é um instrumento de acompanhamento e controle de metas elaborado usualmente em base anual e vinculado às projeções de resultado para o mesmo período. d) É distinto do demonstrativo contábil denominado Fluxo de Caixa. No dia 11 de abril. numerário ou aplicações financeiras de resgate imediato . o fluxo de caixa do dia 10 de abril de 2. c) Não se confunde com orçamento de caixa.000 cobre o período entre esta data e o dia 10 de maio.Práticas financeiras consagradas 1- Fluxo de caixa financeiro O fluxo de caixa financeiro é o instrumento de planejamento mais utilizado pelas empresas de todos os portes no mundo inteiro. entre outras decisões importantes. principalmente. o fluxo de caixa elimina os dados do dia 10 de abril (já é passado). vendas. e) Retrata a efetiva situação de caixa da empresa. Esses dados são obtidos a partir de estimativas de entradas e saídas de caixa oriundas. Recomendações para um bom gerenciamento do fluxo de caixa a) Objetivo: o fluxo de caixa deve ter por objetivo informar as projeções das disponibilidades financeiras da empresa. 16 . Outras funções como controle ou acompanhamento de pagamentos e recebimentos não devem ser atribuídas ao fluxo de caixa. introduz os dados do dia onze de abril e acrescenta as projeções referentes ao dia onze de maio. b) Utiliza o método direto para obtenção dos dados. Por exemplo. otimização das aplicações de sobras de caixa.Depreciação acelerada 3. O objetivo básico do fluxo de caixa é projetar as disponibilidades financeiras da empresa. com um período de cobertura de um mês corrido. avaliação do impacto de variações de custos e preços. já que seus números representam disponibilidades bancárias. contas a pagar. onde eles são desvinculados dos números gerados pela contabilidade.

alternando valores positivos e negativos. A maior dificuldade para se ter um fluxo de caixa realmente eficaz é gerenciar adequadamente este sistema de informações. o fluxo de caixa deve buscar esta meta de acerto. tenderá a se tornar mais um dos muitos relatórios burocráticos existentes na organização. a provável e a pessimista. de modo a obter a necessária qualidade para esses dados. as decisões poderão ser tomadas com mais convicção com base numa faixa de valores (entre um mínimo e um máximo). Este cuidado evita ter no fluxo de caixa um dado de valor substancial. o que comprometeria a utilidade da informação.tanto de entradas como de saídas de caixa . Por exemplo. As causas dessas divergências são as seguintes: 16 . a empresa pode conseguir taxas de aplicação e seus fornecedores e clientes obtêm taxas de captação bem mais vantajosas do que no sistema financeiro. a empresa ganha pouco nas aplicações financeiras e quando está negativo. Uma maneira de melhorar a aplicabilidade das projeções do fluxo caixa é utilizar ao mesmo tempo três estimativas: a otimista. g) Aplicação das sobras de caixa: a melhor aplicação para as sobra de caixa é a antecipação de pagamento aos fornecedores ou o financiamento de clientes. e)Utilizar técnicas estatísticas: parte da incerteza sobre os dados dos fluxo de caixa pode ser contornada com o uso de técnicas estatísticas simples. (Veja no final uma análise dos efeitos de um fluxo de caixa com variações de saldo). c) Grau de precisão: por ser um instrumento de planejamento. degradando as condições de trabalho e aumentando as possibilidades de erros. Flutuações expressivas nos saldos de caixa. acarretam desvantagens financeiras e operacionais. Se isto não acontece. As desvantagens financeiras ocorrem porque. esta dificuldade é mais fácil de ser contornada. quando o fluxo de caixa está positivo. f) Limitar o valor do item "diversos": o item "diversos" . Por isso. Causas da divergência entre geração de lucro e geração de caixa A importância do fluxo de caixa também é devida à natural divergência entre geração de lucro e geração de caixa. Apesar de útil. as médias móveis de inadimplência por classe de clientes é um poderoso auxílio na projeções de entradas de caixa. a taxa de captação é muito maior do que a taxa de aplicação de recursos financeiros. no Brasil. Assim.não deve ultrapassar 10% do respectivo total de entradas e saídas de caixa. sem identificação específica. Assim. paga muito para se financiar. o fluxo de caixa está sujeito a uma natural incerteza. d) Utilizar as técnicas de cenários: o fluxo de caixa tradicional trabalha com uma única estimativa. As desvantagens operacionais acontecem porque as bruscas oscilações submetem a tesouraria a fortes pressões de trabalho. Através de uma política bem negociada de descontos e juros.b) Formato dos saldos de caixa: O fluxo de caixa ideal não deve conter saldos muito variados. h) Adequado gerenciamento do sistema de informações: o fluxo de caixa é um grande sistema de informações para o qual convergem os dados financeiros gerados em diversas áreas da empresa. o gestor financeiro precisará se transformar no "embaixador" da informação e negociar com todas as áreas geradoras de dados para o fluxo de caixa. Considera-se aceitável uma margem de erro em torno de 15% nas projeções do fluxo de caixa. Quando a área financeira da empresa é forte. este tipo de informação restringe a tomada de decisão. Do contrário.

a principal condição para o sucesso do fluxo de caixa é a existência de uma cultura de planejamento na empresa. b) O lucro é decorrente de ganhos sobre carteira de títulos não vendidos. rodá-lo num banco de dados poderia facilitar a importação e integração dos dados já existentes em outros sistemas corporativos. 2. pode-se concluir que o fluxo de caixa é uma simples. Causas de geração de caixa sem geração de lucro a) O custo dos produtos vendidos foi avaliado a preço de reposição. De fato.proporciona um ganho econômico para a empresa que a utiliza. a depreciação acelerada . E como recomendação final. d) O desembolso do custo ocorrerá no futuro (exemplos: desvalorização cambial. Também dispensa grandes investimentos em informática para poder operar satisfatoriamente. 2- Depreciação acelerada . já que o processamento matemático envolvido é bastante simples. b) A geração de caixa foi obtida pela depreciação. multa sobre FGTS de empregados a serem demitidos). 16 . ele poderá trazer benefícios significativos para a organização.se permitida pela legislação . Dependendo da arquitetura dos dados a serem utilizados pelo fluxo de caixa. Causas de geração de lucro sem geração de caixa a) A receita está aplicada em contas a receber. o fluxo de caixa não exige grandes recursos de informática para sua operação. Requisitos de informática para o fluxo de caixa Apesar de sua grande utilidade e de lidar com uma expressiva massa de dados. c) O lucro foi gerado pela valorização de participações acionárias não vendidas. Em termos de softwares prontos há uma grande oferta no mercado e a maior dificuldade é identificar aquele que melhor atende às necessidades específicas da empresa. A rigor. deve planejar quem faz. Com a observação de alguns princípios. c) A geração de caixa é resultado de liquidação de estoques com prejuízo. qualquer planilha eletrônica poderia ser utilizada para desenvolver e operar o fluxo de caixa. mas extremamente útil e poderosa ferramenta de planejamento financeiro.1. Esta simplicidade também se estende às necessidades de hardware para operar o fluxo de caixa.benefício econômico Quando a empresa é tributada pelo lucro real. Conclusão De tudo o que foi exposto.

00 Vida útil normal (anos) 10 Vida útil com depreciação acelerada (anos): 2 Lucro líquido antes da incorporação do equipamento: 500 1.00 500.00 100.00 100.00 500.00 100.00 400.00 100.00 Ano 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 TOTAL Valor presente do imposto de renda a 15% ao ano: $ 501.00 500.00 500.000.00 100.000. Os quadros seguintes ilustram a análise econômica da depreciação acelerada: Dados hipotéticos: Valor depreciável: 1.00 400.00 100.00 400.00 400.00 400. O fluxo de lucro tributável decorrente da depreciação acelerada proporciona um valor presente para o imposto de renda menor do que o valor presente do fluxo de lucro tributável sem a depreciação acelerada.00 400. Imposto de renda com a depreciação acelerada 1 Lucro antes da 2 Depreciação acelerada 3 Lucro após a 16 Ano 4 5 Imposto Fluxo Diferença de renda de caixa do fluxo .00 100. 500.00 100.00 400. Imposto de renda com a depreciação normal 1 2 3 4 Lucro Depreciação Lucro Imposto antes da normal após a de renda depreciação depreciação.00 100.00 500.00 400.00 100.00 400.00 500.00 100.00 400.00 1.00 100.00 100.00 400. O ganho obtido com a depreciação acelerada é proporcionado pela alteração na distribuição do fluxo de lucro tributável da empresa.88 1.00 500.00 400.00 400.00 100.00 100.00 400.00 400.00 100.00 500. Um menor valor presente de imposto de renda significa menor valor presente de custo.00 5 Fluxo de caixa =3-4+2 400.00 400.00 100.000. com ou sem depreciação acelerada.00 100.00 500.00 400.00 400.00 100.00 4.00 100.O total do imposto de renda a ser recolhido é o mesmo.00 400.

00 3 500.00 500.00 125. Portanto..00 8 500.00 100.424. Manter os custos fixos reduzidos de modo a reduzir o risco econômico.00 375.00 500. mas baixo será o ponto de equilíbrio .00 2 500. quanto menor for o seu custo fixo.00 500.00 500.depreciação 1 500.00 -25. o que aconteceria quando ela nada vendesse. quando seu lucro operacional (resultado antes do pagamento dos juros) for normal.00 375.00 -25.00 6 500.13) ÷ 501.00 -25.00 0.00 -25. obtendo sobre o capital próprio uma taxa de retorno maior do que aquela obtida pelo capital total.00 -25.00 500.00 = 3-4+2 500.00 0.00 125. Considerando que os preços de venda dos produtos ou serviços e os custos variáveis de uma empresa como dados.88 . assim.000. 0.00 500. Quando a empresa usa recursos financeiros de terceiros.00 125. fazendo com que seu pior resultado fosse o lucro zero.00 375. As principais dessas práticas são as seguintes: 1.00 7 500. Na empresa ideal.00 10 500.00 500.00 5 500. Desse modo. Manter um apropriado grau de endividamento de modo a limitar o risco financeiro.000.00 125.00 1.00 375.00 Valor presente do imposto de renda a 15% ao ano: $ 424. fazendo com que a rentabilidade do capital próprio seja menor do que a rentabilidade do capital total. Entretanto.e menor será o volume de vendas exigido para obtenção de lucro. a alavancagem financeira funcionará em sentido contrário.00 125.00 125. PRÁTICAS FINANCEIRAS CONSAGRADAS Algumas práticas financeiras têm aceitação universal pelas empresas de diversos portes e com atuação nos variados setores.5% 3.13 Redução no valor presente do imposto de renda: (501.00 4 500.00 9 500.00 500.00 0 0 0 0 0 0 0 0 depreciação.00 375.00 500. a empresa estará fazendo alavancagem financeira e. quando o lucro operacional for reduzido.00 TOTAL 500.00 125.00 -25. presume-se que paga por eles uma taxa de juros menor do que sua taxa de retorno empresarial.00 500.00 0.88 = 15. como o lucro operacional está sujeito a oscilações.00 125.00 375. 16 .00 375.00 4. o endividamento precisa ser controlado para limitar o risco financeiro da empresa.00 de caixa 100.00 0. 2. só haveriam custos variáveis.00 -25.este representa o volume de vendas necessário para igualar a receita ao custo total da empresa .00 375.00 -25.

significa receber mais cedo e pagar mais tarde . em conseqüência. a redução do ciclo de caixa . FINANCIAMENTOS Na contratação de um financiamento empresarial. Esses fatores são os seguintes: 16 . 5. dividido pelo valor do respectivo investimento. menor pagamento de juros. obtendo a rentabilidade máxima sobre o investimento em cada ativo.em resumo. a empresa estará extraindo o maior proveito possível deles e . Se os estoques estiverem sendo financiados com capital próprio. 6. a redução do ciclo de caixa requer a adoção de medidas de natureza operacional. Maximizar o giro dos ativos operacionais Todos os ativos operacionais ( instalações. 4. conseqüentemente. Quando o ciclo de caixa é longo. máquinas. Minimizar a necessidade de capital de giro com a redução do ciclo de caixa A necessidade de capital de giro é função do ciclo de caixa da empresa. Quando o risco e o retorno dos investimentos não estão em patamares extremos. produção. a necessidade de capital de giro é maior e vice-versa. alguns fatores são de fundamental importância para que a decisão seja bem sucedida.deve ser uma meta da administração financeira.3. sua redução significa liberação de recursos financeiros para outras finalidades. a taxa de retorno esperada será pequena. Nestas duas situações. As decisões de investimento extremas são projetos com alta taxa de retorno e grande grau de risco ou baixa taxa de retorno e pequeno grau de risco. O giro de um ativo é representado pelo volume de receitas ou de redução de custos que ele pode gerar direta ou indiretamente. se a empresa fizer o investimento no projeto.) precisam de um volume mínimo de operação para que o investimento efetuado neles se justifique economicamente. operação e vendas. Entretanto. Investir em projetos que tenham uma relação equilibrada entre risco e retorno. Minimizar os estoques para reduzir os custos financeiros Estoques reduzidos provocam menor necessidade de financiamento e. Assim. equipamentos etc. a taxa de retorno esperada para o investimento é maior. Ao maximizar o giro de seus ativos operacionais. envolvendo o encurtamento dos prazos de estocagem.

sem dívida. ENTRADAS DE CAIXA ENTRADAS DE CAIXA POR VENDAS FINANCIAMENTO TOTAL DAS ENTRADAS DE CAIXA 2. SAÍDAS DE CAIXA INVESTIM. Para haver alavancagem financeira positiva é necessário que o custo do capital de terceiros seja menor do que o retorno gerado pelo capital total (ativos).1% ao ano. a alavancagem financeira é negativa. SAÍDAS DE CAIXA C/DESP.000. EM MÁQUINAS E EQUIP. SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO: LUCRO PRESUMIDO OU SUPER SIMPLES FLUXO DE CAIXA EM BASE ANUAL .. A alavancagem financeira é positiva quando a utilização de capital de terceiros produz uma rentabilidade do capital próprio maior do que a rentabilidade do capital total. Custo A justificativa econômica para o uso de capital de terceiros baseia-se no conceito de alavancagem financeira. No Brasil.. 9 10 500 0 0 -1000 -300 500 500 500 500 500 500 500 -300 -300 -300 16 . Significa que a rentabilidade do capital próprio é menor do que a rentabilidade que seria obtida caso não houvesse endividamento.00 0 VALOR DO INVESTIMENTO GRAU DE ENDIVIDAMENTO 1. Esta hipótese implica que o endividamento não traz benefício fiscal decorrente do pagamento de juros. proporciona uma taxa interna de retorno de 15. Nos três casos foi considerado que as empresa está no sistema de lucro presumido ou no Super Simples.000. 1. Se a rentabilidade do capital próprio for menor do que a rentabilidade do capital total.00% 1 2 .1. a) Alavancagem neutra O fluxo de caixa da empresa X . As planilhas seguintes ilustram os casos de alavancagem neutra (empresa sem endividamento). em virtude das elevadas taxas de juros. alavancagem negativa (com endividamento de 50% a uma taxa de juros maior do que o retorno dos ativos) e alavancagem positiva ( com endividamento de 50% a uma taxa de juros menor do que o retorno dos ativos).R$ 1. muitas empresas se defrontam com alavancagem financeira negativa.00 0.

SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO: LUCRO PRESUMIDO OU SUPER SIMPLES FLUXO DE CAIXA EM BASE ANUAL .. 0 0 -300 200 0 0 -300 200 Os mesmos dados operacionais da empresa X .R$ 1..00% 2. SAÍDAS DE CAIXA INVESTIM.00 30. AMORTIZAÇÃO DE FINANCIAMENTO PAGAMENTO DE JUROS TOTAL DAS SAÍDAS DE CAIXA FLUXO DE CAIXA TAXA INTERNA DE RETORNO b) Alavancagem negativa -1000 -1000 15. -300 -50 -30 -380 120 -300 -50 -15 -365 135 c) Alavancagem positiva Os mesmos dados operacionais da empresa X . .00 0 VALOR DO INVESTIMENTO TAXA DE JUROS ANUAL GRAU DE ENDIVIDAMENTO 1. OPERAC..000.24% ao ano. 9 10 1.24% -300 -50 -135 -485 15 .21% AO MÊS 50.00% 500 500 500 -1000 -300 -50 -150 -500 0 500 500 500 500 500 500 500 -1000 -500 4.. ENTRADAS DE CAIXA ENTRADAS DE CAIXA POR VENDAS FINANCIAMENTO TOTAL DAS ENTRADAS DE CAIXA 2. SAÍDAS DE CAIXA C/DESP. EM MÁQUINAS E EQUIP. proporcionam uma taxa interna de retorno de apenas 4.000. agora financiando 50% do seu capital com recursos de terceiros que custam 9% ao ano (essa taxa poderia ser obtida com um 16 . AMORTIZAÇÃO DE FINANCIAMENTO PAGAMENTO DE JUROS TOTAL DAS SAÍDAS DE CAIXA FLUXO DE CAIXA TAXA INTERNA DE RETORNO 1 2 . agora financiando 50% do seu capital com recursos de terceiros que custam 30% ao ano (essa é taxa média do custo de financiamento para as empresas brasileiras em julho/2007)..OPERAC.10% 0 0 -300 200 0 0 -300 200 .

Entretanto.00 9. SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO: LUCRO PRESUMIDO OU SUPER SIMPLES FLUXO DE CAIXA EM BASE ANUAL .financiamento do BNDES. Risco da taxa cambial Quando a dívida é contratada em moeda estrangeira.R$ 1. ENTRADAS DE CAIXA ENTRADAS DE CAIXA POR VENDAS FINANCIAMENTO 500 TOTAL DAS ENTRADAS DE CAIXA 500 2. assim. reduções posteriores nessa taxa de juros não beneficiarão o tomador. O 16 . -300 -50 -9 -359 141 -300 -50 -4. Quando a volatilidade das taxas de juros é elevada.. As taxas prefixadas permanecem inalteradas ao longo de todo o prazo de financiamento.5 -355 146 Os financiamentos podem ser contratados a taxas de juros prefixadas ou pós-fixadas. SAÍDAS DE CAIXA INVESTIM. Esta característica sugere que as taxas prefixadas não têm risco. -1000 SAÍDAS DE CAIXA C/DESP... já incluídos os spreads) proporcionam uma taxa interna de retorno de 19. OPERAC. possuem um maior potencial de risco. o tomador incorre no risco cambial. a eficácia das operações de proteção (hedge) fica bastante comprometida.00% 1 2 .5 -391 110 ..90% 500 500 500 500 500 500 500 500 -300 -50 -45 -395 105 -300 -50 -40. se um financiamento for contratado a uma taxa prefixada num momento em que as taxas de juros estiverem elevadas. 9 10 1. AMORTIZAÇÃO DE FINANCIAMENTO PAGAMENTO DE JUROS TOTAL DAS SAÍDAS DE CAIXA -1000 FLUXO DE CAIXA TAXA INTERNA DE RETORNO 2.00 0 VALOR DO INVESTIMENTO TAXA DE JUROS ANUAL GRAU DE ENDIVIDAMENTO 1.9% ao ano. A proteção contra o risco de taxas de juros pode ser realizada diretamente nos mercados futuros ou através de uma instituição financeira. 3.00% 50. Risco de taxas de juros -500 19. EM MÁQUINAS E EQUIP. Seus custos se elevam e o potencial de cobertura de risco se reduz. As taxas de juros pós-fixadas são do tipo flutuante e.000.000.

Ele decorre da flutuação. DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL 1. Existe um outro risco relacionado com a taxa cambial. 5. um financiamento contratado em iene. deve estar atrelado ao fluxo de caixa do projeto suportado por esse financiamento. da moeda em que o financiamento foi contratado. Desse modo.Tendências do mercado de trabalho na área financeira 16 . Nos mercados de capitais dos países desenvolvidos. Uma alternativa para evitar o aumento do grau de endividamento é a utilização do leasing em substituição aos financiamentos tradicionais. pode se encarecer ainda que a taxa cambial R$/U$ permaneça estável. Quando isto acontece. Cronograma de pagamento O cronograma de pagamento de um financiamento. em relação ao dólar norte-americano. O custo do hedge pode se tornar muito alto e ineficaz caso haja excessiva flutuação da taxa de câmbio. caso a moeda japonesa se valorize em relação à moeda americana.risco cambial associado a um financiamento pode ser administrado através de operações de hedge nos mercados futuros ou junto a uma instituição financeira. Por exemplo. dizemos que o financiamento observa o conceito de project finance. Efeito sobre os índices de endividamento A contratação de um financiamento aumenta o grau de endividamento da empresa e este fato pode afetar negativamente a avaliação desta. é bem mais fácil contratar financiamentos dentro da filosofia de project finance. índices elevados de endividamento podem dificultar a obtenção de crédito comercial (financiamento concedido pelos fornecedores) e restringir a obtenção de novos financiamentos bancários de curto e de longo prazo. Esta solução é naturalmente limitada porque só atende a parte das necessidades de financiamento. devido à abundante oferta de crédito. principalmente quando este é de longo prazo. 4.

a mudança antes mencionada. Nesse caso. o que ressaltou a importância da atividade de controladoria.Teste seu conhecimento prático de finanças em nível básico 4. a gestão da controladoria e da tesouraria tem ficado sob a responsabilidade de uma mesma pessoa.foi naturalmente reduzida.Desafios do desenvolvimento profissional na área financeira 3. Em grandes organizações ainda predomina a tradicional dualidade na gestão das áreas de controladoria e tesouraria.Conhecimentos mais requisitados em cargos da área financeira 5. Ao mesmo tempo em que a inflação brasileira se reduziu drasticamente. a agregação das atividades de tesouraria e controladoria também se verifica junto aos profissionais de nível operacional. era muito importante dirigir os esforços para maximizar os ganhos ou minimizar as perdas com os recursos financeiros ociosos. Ao longo dos próximos anos. gerenciais e tecnológicos. avaliação da rentabilidade das operações e estudo da economicidade de processos. são atividades que passaram a ter uma importância crucial para as empresas. Ela também é observada junto aos profissionais que trabalham nessas áreas. o mercado de trabalho na área financeira tem sofrido importantes alterações devido a fatores macroeconômicos. alargou-se a abertura da nossa economia. Os fatores macroeconômicos nos anos recentes com atuação mais marcante sobre o mercado de trabalho na área financeira foram a queda da inflação depois do Plano Real e a abertura da economia brasileira.Estratégias para sobrevivência do profissional de tesouraria. 1. Entretanto.uma atividade típica de tesouraria . este quadro já começou a mudar nessas empresas.2. Análise de custos. significou apenas uma alteração de ênfase no trabalho que o gerente já executava. Com a forte redução das taxas de inflação. essa mudança deverá se manter e. obrigando as empresas a se tornarem mais competitivas. em alguns casos. entre outras. se acentuar. tornando a função de controladoria mais importante do que nunca. principalmente por causa de 16 . Quando tínhamos uma inflação alta. Nas pequenas e médias empresas. a importância das aplicações financeiras . Nessas empresas.Tendências do mercado de trabalho na área financeira Nos últimos anos.

fazendo com que o profissional se limite a acionar o teclado do seu terminal. As mudanças tecnológicas têm afetado bastante o trabalho na área financeira. permitindo ao profissional de finanças a oportunidade de se destacar e passar ao largo da crise. administrativa e jurídica sob a responsabilidade de um mesmo gerente. levando os profissionais dessa área a buscar novos nichos de trabalho. tem afetado sensivelmente a área financeira. Entretanto. análise e administração de investimentos. como é o caso dos cálculos financeiros. Já se nota o início da junção das funções de tesouraria e controladoria. além do trabalho operacional. Os sistemas centralizados executam os cálculos financeiros. A informatização afeta. com a eliminação dos níveis gerenciais intermediários. Esta costuma ser uma armadilha fatal. a simplificação da cadeia hierárquica. A tendência tem sido designar o responsável pela área financeira como gestor das três áreas. Deve ser destacado que o fenômeno do enxugamento em áreas da tesouraria . Esta base mínima de conhecimentos deve incluir: economia brasileira e contas nacionais. Esta tendência afeta a exigência de qualificação para o gestor financeiro. não precisam dominar esses cálculos. Do ponto de vista organizacional. a dinâmica de mudança rápida e contínua que se verifica no ambiente econômico brasileiro e internacional. torna difícil fazer prognósticos.principalmente contas a pagar e a receber . Inicialmente é preciso destacar o conjunto obrigatório de conhecimentos exigidos de um profissional da área financeira.tende a pegar muitos profissionais desprevenidos. um princípio permanecerá válido em quaisquer circunstâncias: a todo tempo. Naturalmente. redução de custos. 16 . também aquele mais especializado. Muitas empresas estão colocando as áreas financeira. Sem pretender esgotar a lista de áreas promissoras. Também vale registrar algumas orientações de caráter geral para as pessoas que já trabalham ou buscam uma oportunidade ou a recolocação na área financeira. São áreas onde a informática e a reengenharia nunca conseguirão eliminar a necessidade de trabalho analítico e criativo. avaliação de desempenho econômico-financeiro. tanto na tesouraria como na controladoria. como reflexo dos processos de downsizing.mudanças no processo gerencial. o que costuma dar às pessoas que nela trabalham a crença de terem seus empregos garantidos. marketing financeiro e consultoria financeira. a tendência se refletirá sobre os profissionais que trabalham nessas áreas. Alguns deles comentam que o "sistema faz tudo" e. É que nessas áreas o trabalho é normalmente volumoso. portanto. poderíamos citar: engenharia financeira. Quanto aos segmentos de trabalho promissores para os profissionais da área financeira. Nos segmentos mencionados sempre haverá espaço para a inovação e utilização do potencial de criatividade. as áreas promissoras serão aquelas em que o profissional tiver a oportunidade de usar seu conhecimento combinado com a criatividade individual. A informatização tem ceifado milhares de empregos na tesouraria das empresas.

com uma ou duas áreas de concentração de interesse. com ênfase em suas funções financeiras e estatísticas e seus recursos de simulação.produtos e serviços do mercado financeiro. Também a empresa que até então nunca havia se preocupado com o treinamento e desenvolvimento de seus colaboradores. um profissional da área financeira. É sabido que os maiores índices de sucesso acontecem através de indicações pessoais ou de postulação direta junto à empresa pelo próprio interessado. para muitas empresas. Em circunstâncias normais. por mais inconsistente que esse objetivo possa parecer. principalmente as grandes. terá acumulado valiosa carga de experiência profissional. muitas vezes buscam profissionais que juntem juventude e experiência. A preferência é por um profissional generalista. As empresas. Também é fundamental o conhecimento total de uma língua estrangeira (falar fluentemente. inclusão de detalhes irrelevantes na experiência profissional. já deixa a pessoa em desvantagem na "largada" do processo de seleção. contabilidade gerencial. rápido desenvolvimento profissional é uma meta muito valorizada. Entretanto. Outro aspecto a merecer atenção é o treinamento. muito tarde. no momento em que os demite. quando as pessoas estão empregadas. Outro aspecto importante a ser registrado é que um elevado percentual dos currículos recebidos pelas empresas continuam sendo mal elaborados. No momento em que perdem o emprego ou sentem a ameaça de perdê-lo é que se dão conta de como negligenciaram no desenvolvimento ou aprimoramento de suas habilidades profissionais. Por último. De modo geral. paga uma espécie de "vale-treinamento". 2. a maturidade tarimbada não é um valor inquestionável para boa parte das funções. 16 . matemática financeira. no final de sua carreira. as estatísticas mostram que a forma mais utilizada de procurar emprego responder a anúncios de jornais . As falhas mais comuns são: estruturação inadequada. sistema tributário nacional. dão pequena prioridade ao treinamento. Talvez. além do conhecimento geral do software excel. A segunda língua estrangeira começa a ser mais um requisito. cifras incoerentes de resultados alcançados e má apresentação gráfica. Mesmo por parte das pessoas. ler e escrever). economia internacional.Desafios do desenvolvimento profissional na área financeira A acumulação de experiência é um processo natural à medida que se amplia o tempo de trabalho. informações conflitantes. se for mal elaborado.é a menos eficaz. A figura do super-especialista está em baixa. Como o currículo é o cartão de visitas do candidato a emprego.

principalmente aqueles menos sujeitos a constantes mudanças. 16 . deve buscar conhecer os aspectos fundamentais da legislação tributária pertinente. 3. Também aqui. entretanto. de dinheiro no sentido de acelerar o processo de aprendizagem. possibilidade de rápido crescimento profissional. buscando ir além dos temas estritamente financeiros. Aceitar novos desafios profissionais na mesma empresa (rotação de função ou job rotation para os que gostam de neologismos) e encará-los como uma oportunidade de crescimento profissional. Por exemplo. mesmo que à primeira vista não pareça ter uma ligação direta com suas atividades atuais. em virtude da natural escassez de oportunidades e de diferenças de práticas de trabalho. algumas empresas oferecem como atrativo para jovens candidatos a emprego. o desafio para a maioria dos profissionais de finanças (e de outras áreas também) é acelerar o desenvolvimento profissional sem mudar de emprego. Para aqueles que têm potencial para funções gerenciais. é um processo de investimento de tempo e. Acumular conhecimento ainda cedo na vida profissional tornou-se um objetivo muito valioso. É evidente que o cumprimento dessa promessa exigirá uma contrapartida por parte do empregado. É a fuga da mesmice. Por exemplo. passagem pela área de compras – é particularmente promissora. se é da área de contas a pagar. No trabalho com o fluxo de caixa. As recomendações seguintes se aplicam aos profissionais de finanças que desejam acelerar seu desenvolvimento profissional. invariavelmente. onde há práticas profissionais bastante específicas. Essa atitude. Procurar conhecer todo o processo de trabalho em que estiver envolvido. A aceleração da absorção de conhecimento exige. 2. esta recomendação é importante. para os que têm potencial para funções gerenciais. Em resumo.Nesse sentido. o profissional de finanças precisará queimar etapas no processo de absorção de conhecimento. Os profissionais mais determinados em relação ao objetivo de rápido crescimento profissional adotam a postura mais efetiva para isso: trocam voluntariamente de emprego. existem dificuldades para se transferir rápida e espontaneamente para outro setor de atividade. visando conseguir novos desafios. é impraticável para a maioria dos profissionais. às vezes. para aqueles que trabalham no setor bancário. Fazer com disposição aquele treinamento que lhe foi oferecido. 1. é importante ser mais que o centralizador dos dados gerados pelas diversas áreas da empresa. Em última análise. Se não dispõe de incentivos especiais no próprio ambiente trabalho. novas experiências e acelerar seu crescimento profissional. uma mudança radical de função – por exemplo. esforço pessoal aumentado. Convém lembrar que a atividade financeira tem interligação com praticamente todas as áreas de uma empresa.

Podem ser formados com profissionais de outras empresas tais como clientes. Procurar o equilíbrio entre teoria e prática de finanças. 3. jornais. 8. Muita prática sem domínio dos fundamentos teóricos não é recomendável. suas tendências. Assistir palestras ou entrevistas de especialistas em temas específicos ou correlatos com a área financeira. Este é um caminho natural para aceleração da aprendizagem profissional. editores de texto e planilhas). fornecedores ou parceiros. Este procedimento tende a aumentar a produtividade do profissional. Que características fundamentais devem ter as aplicações financeiras das sobras de caixa de uma empresa? 2. Valorizar o ambiente de saudável competição profissional existente em certas empresas. Para um dado financiamento que vem sendo pago em prestações iguais. Numa negociação com um cliente visando que ele antecipe o pagamento de uma duplicata. 7. 1. 9. que condição a taxa de desconto a ser oferecida a ele deve atender. Não esquecer também que em determinados tópicos de finanças. Procurar compreender os fundamentos da economia nacional e internacional e seus efeitos sobre a atividade financeira da organização. procurar conhecer a ligação da tecnologia da informação com a atividade financeira e. principalmente. 10. metodologias e expectativas fora do ambiente de trabalho. Também não agrega valor a teoria divorciada da realidade. de modo que a proposta seja financeiramente atrativa para ele (empresa compradora) e para sua empresa (empresa vendedora)? 16 . 5. Revistas. Dominar os fundamentos da informática (sistema operacional. na medida em que o torna menos dependente do suporte interno. qual a maneira mais simples para calcular o valor do saldo devedor? 3. É importante reconhecer cedo alguns mitos largamente encontrados na prática financeira e que podem prejudicar uma carreira profissional. É uma oportunidade para conhecer opiniões.4. 6. há um significativo distanciamento entre teoria e prática. Organizar grupos para troca de conhecimento e experiências.Teste seu conhecimento prático de finanças em nível básico As questões seguintes visam avaliar seu conhecimento prático de finanças em nível básico. Em termos mais gerais. sites e programas especializados em finanças têm um papel importante para isso. Aumentar o número de porquês a serem respondidos e o número de respostas a um mesmo porquê.

A empresa não tem qualquer limitação financeira e pretende escolher o fornecedor que lhe proporcionar o melhor negócio.00. 4. cujo preço à vista é R$ 10. Você está negociando o preço de um serviço a ser prestado a um cliente e deseja receber R$ 900. Supondo que sua empresa tenha uma dívida em dólar. 2.4.4% ao mês contra 6. Deve escolher o fornecedor 2 porque está cobrando juros de 6. Fornecedor 2 : 14 parcelas de R$ 1. Que fornecedor você recomenda? 5. 16 . Calcular o valor presente das prestações a vencer. Qual o valor do faturamento necessário para que uma empresa possa igualar os custos totais à receita total (ponto de equilíbrio ou de lucro zero). 3. A taxa anual de inflação acumulada nesse mesmo período de doze meses. supondo que a empresa é tributada pelo regime de lucro presumido e está sujeita a uma alíquota de imposto de renda 15% ao ano? 9. de rentabilidade do capital próprio e de grau de endividamento geral? 7.00: Fornecedor 1: 10 parcelas de R$ 1420. obtendo uma taxa de rentabilidade líquida de 1% ao mês.4%? Cli. resgatando-a integralmente no final desse prazo. supondo que seus custos fixos mensais montam a R$ 800. que alternativa você recomendaria para protegê-la do risco de uma possível elevação da taxa de câmbio? 8. O setor de compras da empresa tem duas propostas diferentes para compra de um mesmo material. vencendo de uma só vez dentro de oito meses. Baixo risco e alta liquidez.000. Qual a taxa de rentabilidade líquida efetiva dessa aplicação.00 e a margem de contribuição média da empresa é de 25%? 6. Uma empresa fez uma aplicação financeira num fundo DI pelo prazo de trinta dias. A taxa de desconto deve ser maior do que a taxa de aplicação do cliente e menor do que a taxa de captação da empresa vendedora. líquido de ISS.00.000. após o desconto do imposto de renda na fonte pela alíquota de 20%.9% ao mês do fornecedor 1.100. Quais as fórmulas de cálculos dos índices de liquidez corrente. cuja alíquota é 5%. A soma dos percentuais de inflação verificados durante doze meses consecutivos foi de 6.00.000. Respostas da seção 3 1. igual ou maior que 6. Quanto deverá cobrar pelo serviço? 10. será menor.4%.

1.25%.. R$ 900.4%.25% multiplicado por 15% = 0. Índices de liquidez corrente = Ativo circulante dividido pelo passivo circulante. Controle de operações financeiras.0625%. 16 .1875% = 1. 9.1875%.Conhecimentos mais requisitados em cargos da área financeira Analista de Tesouraria • • • • • Análise de fluxo de caixa. Análise de risco de mercado. Índice de rentabilidade do capital próprio = lucro líquido dividido pelo patrimônio líquido Índice grau de endividamento geral = (passivo circulante + exigível de longo prazo) dividido pelo ativo total.25% que será compensado quando do pagamento de.368..00 dividido por 25% = R$ 3. O faturamento necessário será R$ 800. Sobre 1. Operações no mercado futuro (hedge/swap). Comprar contrato Futuro de Dólar na BM&F no valor da dívida.00 dividido por (100% menos 5%) = R$ 947. 6.000.0625% ao mês.00. A taxa bruta foi de: 1% dividido por (100% menos 20%) = 1.5. 7. 10. Análise do fluxo de caixa de médios e curtos prazos.25% menos 0. Maior que 6.15% de imposto de renda da empresa = 1.. 4.. 8.200.000. .42.000. Valor líquido final do rendimento: 1% mais 0.25% incidiu 20 % de imposto de renda na fonte = 0.

Gerenciamento de contas a pagar e receber. leasing e FINAME. Projeção de fluxo de caixa. Coordenador de Tesouraria • • • • • Gestão de fluxo de caixa. Fechamento de contratos. Operações de leasing. Controle de Investimentos. Montagem de operações de swaps. Analista de Tesouraria Sênior • • • • • • • • Administração de caixa. Gerente de Operações Financeiras • • Captação e aplicação de recursos financeiros. Gestão de operações financeiras de empréstimos. Fechamento de câmbio.• • • • Operações de aplicações e resgates. Elaboração de relatórios gerenciais. Controle de risco de liquidez. Fechamento de câmbio. Planejamento e controle de fluxo de caixa. Realização de operações de câmbio. Elaboração de análises e estudos financeiros. Aplicação de recursos no mercado financeiro. 16 .

Planejamento tributário. Análise. Acompanhamento das operações de renda variável. Elaboração e controle do orçamento e forecast. Análise de resultados. Controles gerenciais. 16 . Acompanhamento e controle dos relatórios contábeis. Elaboração de relatórios em US GAAP. Conhecimento das normas do BACEN e CVM para as instituições financeiras. Analista de Custos • • • • Controle de estoques. acompanhamento e controle de custos. Projetos de eliminação de perdas. Relatórios gerenciais. Fechamento mensal dos resultados. societários e fiscais. Relatórios financeiros para tomada de decisão. Planejamento financeiro. Forecast. Análise de rentabilidade de produtos. Controller • • • • • • • • • • • • • • • • Controles internos. Programas de redução de custos. Análise e Controle de custos. Estudos de viabilidade Orçamento.• • • • Controle de risco de risco de preço. Gestão do fluxo de caixa.

Gerente de Custos • • • • • Fechamento contábil. Análise e Controle de custos. Formação de preços. Análise crítica dos resultados. Margem de contribuição. Incentivos fiscais para redução de custos Estudos de viabilidade de novos projetos. Controle do orçamento e suas variações. Estudos de viabilidade econômico-financeira. Análise de resultado por divisão e produto. Analista de Planejamento Financeiro • • • • • • Elaboração e acompanhamento do orçamento. Na formatação universal.Coordenador de Custos • • • • • Análise de custos. a tesouraria de uma organização engloba as seguintes funções: 16 . Análise de rentabilidade por cliente e canal de vendas. Demonstrações financeiras em US GAAP. 5- Estratégias para sobrevivência do profissional de tesouraria. Elaboração do Forecast. Orçamento.

normalmente executado sob pressão de tempo ou de escassez de recursos financeiros. com freqüência. Nessas duas áreas. os profissionais descobrem que mesmo em outras áreas da tesouraria (fluxo de caixa. o novo software faz tudo ou quase tudo. É justamente neste ponto que estão as ameaças aos profissionais que atuam no núcleo da tesouraria. boa parte do trabalho tende a ser basicamente operacional e com menor nível de exigência de conhecimentos em relação às demais atividades da tesouraria. uma reorganização da tesouraria ou a implantação de um software mais poderoso pode trazer um impacto significativo sobre a quantidade de trabalho de rotina nas atividades de contas a pagar e receber. Contas a Pagar. Agora. Contas a pagar e contas a receber habitualmente concentram a maioria das atividades da tesouraria. principalmente a partir dos anos noventa. conciliação bancária etc. nota-fiscal eletrônica. Esse é um fenômeno irreversível que vem se verificando em todo o mundo. Este fato tende a dar às pessoas que executam essas operações a sensação de ocupação plena e que seu trabalho é prioritário para a empresa. pelas políticas de compras e pelos recursos de informática da empresa.) o núcleo da tesouraria tende a ser cada vez mais enxuto.• • • • • • Contas a Receber.consiste nos seguintes procedimentos: 16 . Antes das mudanças. Captação de recursos financeiros. A estratégia de sobrevivência para os profissionais que trabalham em contas a pagar e receber – a alma da tesouraria . o estafante trabalho dava a impressão de ser imprescindível para a empresa. novo sistema de pagamentos brasileiro. transmissão e controle da cobrança bancária. Por exemplo.) pode ser afetado pela forma de organização da tesouraria. operações de internet banking etc. O volume de trabalho com as atividades de contas a pagar e receber (liquidação de pagamentos. captação e aplicação de recurso financeiros) seu aproveitamento ficaria difícil porque eles se especializaram nas atividades de contas a pagar e receber. Com o avanço da tecnologia e outras mudanças no ambiente econômico-financeiro (universalização dos sistemas ERP. Nas operações de contas a pagar e receber há um grande volume de trabalho. pelas práticas comerciais. Nesses caso. A nova organização da tesouraria eliminou procedimentos operacionais que antes ocupavam as pessoas. Gestão da informatização e organização da tesouraria. Aplicação de reservas financeiras ou sobras de caixa. Operação dos fluxos de caixa financeiros (curto e médio prazo).

Ampliar o leque de opções profissionais dentro da tesouraria. 6. 5. descobrindo oportunidades para a aplicação da criatividade individual. 16 . Significa buscar o rodízio de funções. mesmo naquelas atividades que à primeira vista parecem dominadas por rotinas fixas. 3. Quando perceber a necessidade de mudanças nos processos de trabalho e estas estiverem fora de seu poder de decisão. alargar seu potencial de contribuição para a empresa. 2. deverá fazer sugestões com convicção e habilidade. Buscar continuamente a inovação em seus métodos de trabalho. ampliar o escopo de suas atribuições. 4.1. Um bom desempenho naquilo que já é feito hoje. Fugir do o estereótipo de que apenas o chefe precisa saber tudo ou quase tudo. caso a empresa promova uma enxugamento em seus quadros de contas a pagar e receber aumentam as chances do profissional ser realocado para outra atividade da tesouraria ou mesmo fora dela. novos desafios etc. pode ser o passaporte para transferências. Com a adoção desses procedimentos. Aprimorar suas habilidades para desempenhar bem as atuais funções. Investir em treinamento visando capacitar-se para aquelas atividades que hoje são feitas talvez na mesa a seu lado. mas que lhe são um tanto estranhas. Podemos chamar a isso de treinamento focado. Buscar o domínio de todo o processo de pagamento ou recebimento em que estiver envolvido.

Está baseada no corte de custos e uma vez que áreas vitais para a geração de receita podem ser atingidas. Interessante notar que no Brasil há vários casos emblemáticos de empresas diferenciadoras. Segundo Michael Porter. ajuda a entender a importância de uma empresa ser competitiva em termos de custo em nosso país. encontrávamos empresas numa situação surrealista: não tinham custos competitivos nem eram diferenciadoras. essas empresas vêm perdendo mercado para concorrentes focados no custo. e que nos últimos anos têm experimentado resultados desapontadores. A metáfora criada por Edmar Bacha. Sintomaticamente. A redução de custos espontânea é buscada antes de qualquer sinal de crise atingir a empresa. uma empresa pode conseguir vantagem competitiva sustentável por meio de custos ou de diferenciação. Geralmente é implantada diante de crise financeira e seu objetivo é a sobrevivência da empresa. Seus efeitos são tipicamente expansionistas e. grande e pobre. os custos não podem ser esquecidos.visão geral 2-Medidas para redução de custos 1.REDUÇÃO DE CUSTOS 1-Redução de custos .VISÃO GERAL As empresas implantam programas de redução de custos de duas formas: espontânea e compulsória. segundo a qual o Brasil teria os contornos de uma imaginária Belíndia (uma parte pequena e rica seria semelhante à Bélgica e a outra. parecida com a Índia). foram os principais causadores da pouca atenção que as empresas dispensavam aos custos. não sofre restrições por parte dos colaboradores. No Brasil. os anos de inflação alta e o fechamento da economia por muito tempo. Ela visa manter ou conseguir uma vantagem competitiva. Já a redução de custos compulsória tem características opostas à redução espontânea. Com frequência. Ele ressalta que mesmo quando a opção da empresa é pela diferenciação. 16 . a eficácia dessa forma de redução de custos é incerta.REDUÇÃO DE CUSTOS . antes líderes em seus mercados . em geral.

Determinadas opções. Costumam encabeçar a lista de queixas nos órgãos de defesa do consumidor. Abrange pessoas. Quando a empresa reduz o custo de um produto ou serviço. devido a dificuldades financeiras. como atingir essa meta? Este é um dos grandes desafios estratégicos para qualquer organização. 2. Otimização da qualidade em todos os processos da empresa. entretanto. uma empresa pode optar pela compra de um equipamento mais barato sem considerar sua vida útil e os custos operacionais envolvidos. processos. É sabido que a pujança da Wall Mart está fortemente enraizada em reduzidos custos de pessoal e de aquisição junto a fornecedores. Várias podem ser as opções para obtenção de competitividade em custos. as empresas nunca serão encantadoras de clientes. Em algumas situações este procedimento é bem compreendido. É um conceito bastante diferente de qualidade a custo mínimo ou qualidade máxima ao custo que for necessário.ineficazes para apuração e 16 . Compreensão da relação entre custo. deveria ser a minimização do custo total. de logística. com uma grande carteira de clientes e com atuação predominante no setor de serviços. 4. Geralmente são empresas grandes. também pode reduzir o preço de venda. Por exemplo. a receita da empresa também é afetada. Elas acreditam que tentar assegurar a satisfação total dos clientes seria economicamente inviável. Qualidade ótima é aquela que atende às expectativas dos clientes ao menor custo. Supondo que a empresa tenha se conscientizado da importância de ter competitividade em custos. Consequentemente. O custo influi na decisão de vender a determinado preço e este afeta o volume vendido por meio da elasticidade-preço da procura. Atenção ao custo global Dada a inter-relação entre os vários tipos de custo de uma empresa. a meta a ser buscada. além das restrições qualitativas. O ponto ótimo de redução de custo é aquele onde a receita líquida para de crescer. depois de atendidas determinadas restrições. produtos e serviços. o custo total pode estar sendo ignorado. aumentar a quantidade vendida e obter um acréscimo na receita líquida. os custos tributários. É uma missão maior para seus administradores. Esta opção exige coragem para rejeitar metodologias tradicionais . estão presentes em todo processo de redução de custos. preço e receita. O custo final poderá ser bem mais elevado do que outra opção de investimento inicial maior. As principais são: 1. Em outros casos. AMD e AIRBUS são outros exemplos de como o custo pode mudar a face de um setor empresarial. Em determinados setores empresariais. Entretanto. existe um nível mínimo de qualidade a ser oferecido sob pena de incorrerem em perdas marginais. Por exemplo. Investimentos adicionais em redução de custos não trariam receita líquida adicional. o custo tem sido um fator fundamental para as empresas. na escolha da localização de uma planta industrial são pesados. entretanto. de pessoal etc. Aprimoramento da qualidade de dados e de informações de custo. Naturalmente. O custo de recuperar um cliente insatisfeito é comprovadamente maior do que o custo de conquistá-lo. 3.Mesmo em nível internacional. a localização ótima será aquela que conduz ao menor custo total para a empresa.

A quinta indica o caminho mais eficaz para fazer custar. os dados de custo são apresentados em relatórios burocráticos de utilidade questionável. 2. 6. material de escritório etc. 1. Existe uma interrelação em todas essas opções.e capacidade para avaliar criticamente metodologias novas e aplaudidas. É apenas uma vaga intenção. O que muitas vezes acontece é que o objetivo de reduzir custos não é uma decisão firme. as três primeiras são essencialmente processos de otimização. redução de consumo de água. Em um número expressivo de empresas. o que torna o processo de redução de custos ainda mais desafiante. Saber quanto custa realmente um produto ou serviço não é tarefa trivial. Os melhores são obtidos quando os pedidos de sugestões são orientados para objetivos determinados (por exemplo. um balão de ensaio. A quarta opção destaca a importância de saber corretamente quanto custa e porque custa. as empresas podem obter resultados expressivos com a adoção de medidas isoladas de redução de custos. Toda empresa que tenha enfrentado e vencido uma crise financeira sabe não há custo irredutível. como as listadas a seguir.análise de custos . a observação mais cuidadosa mostrará que a essência da análise de valor estará por trás da metodologia usada. Pode ser implantado com ou sem um sistema de premiação para as sugestões acolhidas. Num programa típico de redução de custos são estabelecidas metas e responsabilidades. Significam identificar a melhor forma de conduzir tarefas ou processos. administração etc. A última opção ressalta a importância da determinação para o sucesso de um processo de redução de custos. Exploração de toda a potencialidade da Análise de Valor A análise de valor. apesar de já ter mais de sessenta anos.) se encarregarão de boicotar o frágil projeto de redução de custos. As fortes reações dos setores envolvidos (produção. ainda é a grande opção para redução de custos. vendas. Mesmo sem um programa de redução de custos oficialmente estabelecido. Das seis opções citadas para redução de custos. Crença de que todo custo é redutível Uma das principais restrições ao processo de redução de custos é um argumento bastante conhecido: o custo está no limite. Renegociar contratos 16 .MEDIDAS PARA REDUÇÃO DE CUSTOS Um programa formal de redução de custos é a ferramenta clássica usada pelas empresas para obter competitividade em custos. A análise de valor fornece uma combinação insuperável de técnica e arte para lidar com problemas de custo elevado. não há mais o que reduzir. 2. mas certamente compensador. 5. Buscar sugestões dos empregados É uma opção barata para redução de custos e que costuma produzir resultados excelentes. Mesmo quando aparentemente não está sendo utilizada num determinado processo de redução de custos. energia elétrica.).

Este princípio vale para serviços e produtos e pode ser adicionado ao modelo do lote econômico de compra. A mudança requer criterioso planejamento do resultado da empresa no ano para que possa ser estimado o valor da economia fiscal. A concessão de prazo de pagamento aos clientes é uma prática universal. Aumentar o giro dos estoques Vender mais rápido reduz a necessidade de capital de giro que por sua vez diminui os custos do financiamento do mesmo. 4. Comprar com base no lote econômico de compra Os modelos de lote econômico de compra visam determinar a quantidade de compra que conduz ao menor custo total de posse do estoque. em alguns casos. Caso a empresa financie o capital de giro com recursos próprios. mas tem um custo financeiro embutido. É um clássico processo de otimização – minimização do custo total de estocagem. custo da elaboração de um pedido de compra etc. 8. 7. Usar materiais alternativos 16 . 9. Explorar as vantagens dos contratos de compra Para alguns produtos ou serviços. 3. Quando bem conduzida. considerando todos os tributos envolvidos. a organização compradora deve optar pelo pagamento à vista mediante a obtenção de um desconto no preço de compra. a renegociação de contratos pode trazer significativas reduções de custo. Os modelos incluem variáveis como custo do dinheiro imobilizado em estoques. Eliminar o custo financeiro das compras faturadas. o que obviamente só pode ser feito quando há suficiente geração de caixa. A troca para o regime de tributação pelo lucro real poderá propiciar redução do imposto de renda e contribuição social para as empresas e. a chamada compra “spot” – compra avulsa – é antieconômica. Mudar o regime de tributação Quando a empresa pode escolher o regime de tributação.Esta medida baseia-se na utilização do poder de barganha de que dispõe o contratante. o aumento do giro dos estoques resultará em maior sobra de recursos financeiros para investimento no mercado financeiro ou na atividade fim. Para eliminar esse custo. também poderá trazer redução na COFINS e no PIS. 5. a mudança do mesmo pode trazer economia fiscal. Reduzir despesas financeiras A forma mais eficiente de redução de despesas financeiras é a diminuição do estoque da dívida. A taxa de desconto deve ser maior do que a taxa de juros das aplicações financeiras de renda fixa da compradora ou menor do que seu custo médio de captação. 6. O caso mais comum é quando uma empresa tributada pelo sistema de lucro presumido sofre uma queda acentuada em sua rentabilidade. A substituição de dívidas mais caras (geralmente contratadas há mais tempo) por outras mais baratas é também uma forma de redução das despesas financeiras.

Aumentar a produtividade dos recursos humanos e físicos O princípio básico dessa medida é a redução dos custos unitários. 13. A filosofia básica da medida é identificar a rota mais curta que atenda a todos os pontos de entrega ou coleta. 15. Alguns desperdícios críticos. Implementar parcerias estratégicas Parcerias ou associações estratégicas podem ser adotadas de modo a ganhar escala nas atividades de venda ou compra sem alterar o porte da empresa. Otimizar a rota de entrega Para as organizações que incorrem em custo logístico. Eliminar desperdícios Esta é a mais conhecida medida para redução de custos. o método de redução de custos mais aclamado em todo o mundo. Assim. Terceirizar atividades Algumas atividades como transporte. a otimização da rota de entrega. mas que desempenhe a mesma função (valor) que o atual. Deve ser usada com rigor porque nem sempre os desperdícios são facilmente identificáveis. Este procedimento significa trocar equipamentos na época certa. cópias. para um mesmo valor de gastos. Esta é a medida de maior envergadura 16 . 14. assim. papel etc.para citar apenas algumas . Mudar a localização da empresa ou unidade operacional Custos logísticos. tributários e outros podem ser reduzidos com a mudança da localização da empresa ou de unidades operacionais. O efeito será a redução de custos de compra. o que minimiza o custo de transporte..podem ter seu custo reduzido caso sejam terceirizadas. Não há regra geral. 11. Isto acontece quando o crescente custo operacional do equipamento (manutenção e outros) se iguala ao custo do capital investido no equipamento. Fazer a substituição ótima de equipamentos As máquinas e equipamentos têm uma vida econômica que é o número de anos ideal para que valha a pena mantê-los em operação. há mais setenta anos. como as perdas de material na etapa de corte dos mesmos (chapa.) requerem o emprego de software especializado. serviços de apoio. de pessoal. 12. etc. quando uma mesma viagem destina-se a atender a várias entregas ou coletas (venda ou compra). alimentação . tecido. couro. a medida busca eliminar a ociosidade dos recursos disponíveis. Na essência. cada caso requer uma análise específica e acurada. 16. 10. gera redução do custo de transporte. limpeza. reduzindo-se. O princípio básico dessa medida é substituir um material em uso por outro de menor custo. publicidade. nem muito cedo nem muito tarde.Esta medida é um dos pilares da Análise de Valor. o respectivo custo unitário. busca-se obter um maior número de unidades de produtos ou serviços.

para redução de custos já que requer rigoroso planejamento e realização de investimentos significativos. Caso a empresa tenha algum endividamento. Nesse sentido. diante de uma crise financeira é importante verificar se a viabilidade econômica não dependeria de metas de vendas ou custos inatingíveis. A implantação de um programa de saneamento financeiro começa com a identificação das causas do desequilíbrio financeiro. SANEAMENTO FINANCEIRO O saneamento financeiro de uma empresa tem como objetivo básico ajustar suas finanças para salvá-la do colapso e permitir um funcionamento normal. Como a empresa não tinha instrumentos de controle financeiro. indica que o problema da empresa é de origem financeira. somente se for confirmada a viabilidade econômica da empresa. um alto grau de endividamento ou a existência de linhas de crédito com taxas de juros elevadas. a empresa precisa fazer uma análise inversa que informa qual o volume de vendas e o nível de custos necessários para gerar uma taxa de rentabilidade razoável para o capital próprio. deverá ser buscado um alongamento não oneroso dos passivos financeiros da empresa. o saneamento financeiro consiste na implementação de um conjunto de medidas com o objetivo de melhorar as principais variáveis financeiras da empresa. Este percentual também representa a rentabilidade real média de longo prazo do capital próprio das empresas. por isso. a empresa poderia aspirar a um patamar razoável de rentabilidade? Uma vez que muitas empresas são abertas sem uma análise econômica prévia. a taxa razoável de rentabilidade sobre o capital próprio é 15% ao ano. A existência de resultado positivo após os impostos e antes dos juros. Em alguns casos. Considerando metas factíveis de vendas e custos. não fez um planejamento financeiro adequado e. mergulhou num quadro de crise financeira. Então. esta situação foi causada por um problema de sazonalidade de vendas ou mesmo de custos. será necessário também analisar a rentabilidade do capital após os impostos e antes do pagamento dos juros. mas sem que isso traga restrições ao normal funcionamento da empresa. fará sentido a adoção de um processo de saneamento financeiro. O objetivo dessa medida é diminuir a pressão sobre o caixa. mas que se transforma em prejuízo após a inclusão desses últimos. Desse modo. 16 . O fato é que. a primeira questão a ser respondida é se a empresa é realmente viável. Para a maioria dos agentes econômicos. por exemplo. No momento zero do plano de saneamento financeiro. diante de quadro financeiro adverso.

A visão de saneamento financeiro aqui apresentada indica que ele dá melhores resultados quando é implementado isoladamente. já que o aluguel representa no máximo 12% ao ano do valor do imóvel. já que a necessidade de capital de giro será encolhida. É possível implementar um plano de saneamento financeiro juntamente com um programa de recuperação de vendas e lucratividade. "turn around". dependerão de um prévio saneamento das finanças da empresa. Entretanto. Qualquer redução do ciclo de caixa (visando retardar as saídas de caixa e antecipar as entradas) com medidas operacionais também são muito eficazes para o saneamento financeiro. Uma medida também muito eficaz é a venda de imóveis e seu aluguel subseqüente (sale leaseback). Quando uma crise financeira se instala numa empresa. por exemplo. permitirá que o produto da venda seja usado na liquidação de empréstimos. ela poderá começar a fazer pequenos investimentos produtivos e programas de redução de custos. Programas mais ambiciosos como. 16 .Negociação com fornecedores visando obter melhores condições de prazo e substituição de linhas de crédito por outras de prazo mais longo são as medidas mais eficazes. seu grau de endividamento normalmente está bem acima do recomendável. Com isso. deveriam ser provisoriamente postergados. Decisões que possam acarretar elevação do risco financeiro da empresa deverão ser descartadas. a empresa deverá buscar reduzir o estoque de sua dívida. Quando esta decisão não trouxer restrição operacioanal. o custo financeiro terá uma forte redução. o custo dos empréstimos bancários é bem maior do que esse percentual. Assim. a jornada dupla terá um um grau de risco bem mais elevado e exigirá um esforço de análise bem maior por parte da administração. Para a maioria das empresas. Uma vez saneadas as finanças da empresa. Depois de reduzir as saídas de caixa e alongar o prazo de vencimento da dívida. projetos de expansão. por exemplo.

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