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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

PROTEÇÃO A ESTRUTURAS METÁLICAS
GRUPO 1

Porque o material perde a sua resistência
 

Deterioração de um material devido às reações deste com o ambiente de exposição; Materiais:
Metálicos;  Não-metálicos;

 

Velocidade de deterioração (lenta ou rápida); Deterioração pode ser:
Interrompida;  Retardada.

Porque proteger o material
É a maneira mais econômica de se atingir a vida útil da estrutura com os menores custos ao longo do tempo.

 .H+.Cl-).Como evitar a Deterioração Metálica   Aspectos Econômicos.  Interposição de barreiras.  Controle de agentes agressivos (SO2.   Meio de exposição: ar atmosférico Modificação do metal. Aspectos Técnicos:  Meio de exposição: sem ser ar atmosférico Inibidores de deterioração.

portas.  Limitação: condições de exposição. janelas.Modificação do Metal  Alumínio e suas ligas ao invés de Aço-Carbono Esquadrias.  Alto custo.  .   Aço Aclimável Alta resistência mecânica.   Aço Inoxidável Alta resistência mecânica.  Baixa resistência mecânica.

Revestimentos orgânicos (tintas). .  Revestimentos inorgânicos (revestimentos metálicos ou de conversão como a anodização.mais adequados para a utilização em estruturas expostas a atmosferas em geral. cromatização)  Combinação dos dois anteriores.   Grau de deterioração do meio.Interposição de Barreiras  Metais ferrosos (aço-carbono ou ferro fundido) .

 depende da temperatura.Coberturas Metálicas e Inorgânicas  Eletrodeposição imersão da parte do material a ser coberta em uma solução do metal a ser depositado pela passagem de uma corrente elétrica contínua entre o material e o outro eletrodo. densidade de corrente.  . tempo e composição do banho.

 não é capaz de proteger o metal plenamente por deixar poros (não evita a deterioração em meios muito agressivos).Coberturas Metálicas e Inorgânicas  Flame Spraying consiste em aquecer um metal até que este vaporize e então suas partículas (líquidas).  .  porosidade diminui com o aumento do ponto de fusão do metal. são sopradas para a superfície do metal que se deseja proteger.

Coberturas Metálicas e Inorgânicas  Revestimento consiste em revestir a superfície do metal a ser protegido com uma camada de outro metal.  quando usados em materiais caros.  . pois o metal de revestimento é formado por finas camadas de material mais barato. apresentam vantagem econômica.

 Deposição por Vapor: o material é coberto por uma camada de metal vaporizada por aquecimento elétrico.  é um dos métodos mais caros.  .Coberturas Metálicas e Inorgânicas  Imersão a Quente  o metal é imerso em soluções do material protetor em alta temperatura e este é depositado sobre a superfície (geralmente espessa).

Coberturas Metálicas e Inorgânicas  Conversão Química as coberturas são produzidas por deteriorar a superfície do metal formando um produto aderente  anodização:  oxidação anódica em um banho ácido para obter uma camada oxida.  a superfície pode ser selada colocando-se o metal em água fervente  a camada obtida é porosa.  . propicia boa aderência para tintas e uma boa uniformidade para camada protetora.

 óleos. etc.  gorduras.  combustíveis.Preparo da Superfície  Limpeza Superficial  Remoção de materiais que possam impedir o contato direto da tinta com o aço: pós diversos.  graxas.  carepa de laminação.  .  ferrugem.  resíduos de tintas.

 do sistema de pintura escolhido (as tintas possuem diferentes graus de aderência sobre as superfícies metálicas).  do tipo de superfície presente.Preparo da Superfície  Limpeza Superficial  O nível de limpeza superficial depende: das restrições operacionais existentes.  dos métodos disponíveis para a limpeza.  .  do tempo.

contribuindo. para o aumento da aderência.  . desse modo.  O perfil de rugosidade especificado está ligado à espessura da camada seca.Preparo da Superfície  Ancoragem mecânica O aumento da rugosidade superficial proporciona um aumento da superfície de contato entre o metal e a tinta.

na presença de aditivos.Pintura  Principal meio de proteção das estruturas metálicas.  . Tintas: suspensões homogêneas de partículas sólidas (pigmentos) dispersas em um líquido (veículo).

Promovem: cor.  coesão e inibição do processo deterioração.  .  opacidade. Em suspensão na tinta líquida. dureza e resistência da película.  consistência. são aglomerados pela resina após a secagem. formando uma camada uniforme sobre o substrato.Pigmentos das Tintas    Pós orgânicos ou inorgânicos finamente divididos.

Umidade e Sujeira Retida  Evitar a criação de cavidades e frestas.      Juntas soldadas são preferíveis às parafusadas. Permitir a livre circulação de ar em torno da estrutura.  Caso contrário: utilizar um selante (epoxídico. favorecendo a corrosão. .. Materiais porosos e absorventes (feltro) são utilizados como isolantes térmicos. Os materiais absorventes de água devem ser evitados em ambientes em que a umidade relativa exceda 60%. etc. poliuretânico ou silicone) para fechar a fresta. Estes materiais podem absorver água. isolantes acústicos. Providenciar furos de drenagem para o escoamento da água.

 Exemplo de deterioração galvânica: um corrimão contendo um par galvânico (tubo de aço inoxidável conectado ao perfil de aço carbono através de parafusos de aço carbono). efeitos galvânicos: acontecem quando a diferença de potencial medida entre os dois metais ou ligas imersos no mesmo eletrólito supera os 0.  caso contrário: providenciar a isolação elétrica entre os componentes.Contato com outros Materiais  Evitar conexões bimetálicas. .05 V.

Geometria   Grandes superfícies planas (mais fáceis de proteger) x formas complicadas.  .  manutenções posteriores. Estruturas complexas: acesso adequado para a pintura inicial.

.

 alta resistência mecânica.  dispensando a pintura em vários ambientes. níquel e o cromo.5 % de elementos de liga.Aços Patináveis  São aços estruturais: de baixa liga.  .  boa resistência à deterioração atmosférica.  contêm até 2. como cobre.  boa soldabilidade.

sendo o coeficiente angular desta relacionada diretamente à agressividade do ambiente.  .Aços Patináveis x Aços Estruturais  Aços Estruturais Convencionais: camadas de ferrugem que tornam-se pouco aderentes e são destacadas com facilidade da superfície metálica.  velocidade de deterioração progride através de uma reta.

 mas os elementos de liga presentes no aço promovem a geração de uma camada de ferrugem muito menos porosa e aderente (pátina). com o tempo.  .Aços Patináveis x Aços Estruturais  Aços Patináveis: deterioração é iniciado do mesmo modo. faz com que a velocidade de deterioração do aço seja reduzida até atingir um pequeno valor residual. usualmente após dois a cinco anos de exposição.  a pátina atua como uma barreira que.

Aços Patináveis x Aços Estruturais Arruela indicada não foi feita de aço patinável .

 .  Situações de umidecimento prolongado.Aços Patináveis Precauções e Limitações  Condições de alta agressividade ambiental Evitar o contato com superfícies absorventes (concreto).  Contato com metais dissimilares.  Utilização em solos agressivos.

 Exemplos de Esmaltes Vitrificáveis    Argilo. como da temperatura de fusão do metal.Esmaltação a Fogo  Esmaltes Vitrificáveis  a composição dos esmaltes depende tanto da aplicação.Minerais : Argilas e Bentonita Substâncias Eletrolíticas: Borax e Nitrito de Sódio Outros Componentes: Quartzo e Opacificadores .

Processos de Esmaltação  Aplicação Eletrostática  o esmalte é atomizado ou por ar comprimido ou por meio de discos que giram em alta velocidade e sobre os quais o esmalte é alimentado.  O uso de secadores é obrigatório na linha de produção.  Secagem dos Esmaltes Os esmaltes aplicados podem secar ao ar livre (o tempo da secagem varia com as condições atmosféricas).  .

 grau variado de porosidade. .Deposição a Jato e Outros Processos de Metalização  Materiais Aplicados    Metais Materiais Refratáveis Cermets  Características dos Revestimentos  apresentam estrutura típica e diferente de qualquer outra forma metalúrgica  camadas constituídas por pequenas partículas achatadas em direção paralela à base.

vantagens: não são necessários gases de combustão e a produção é ligeiramente superior. que carrega as partículas de metal até a superfície previamente preparada. As partículas ali se depositam produzindo o revestimento desejado.  Metalização com Arames por Pistolas e Arco Voltáico   semelhante ao processo anterior.Processos de Metalização  Metalização com Arames por Pistolas de Chama à Gás  Essa atomização é conseguida por um jato de ar comprimido ou gás. .

dispostas no mesmo recipiente de vácuo. chocam-se com o cátodo e solta átomos que se depositam sobre as peças a serem revestidas.  o ponto de evaporação em alto vácuo está perto geralmente do ponto de fusão em pressão atmosférica.  Dispersão em Alto Vácuo o metal a ser depositado é evaporado pela alimentação de energia elétrica. Os íons acelerados.Processos de Metalização  Metalização a vácuo  Dispersão do Cátodo  um gás apropriado é ionizado pela aplicação de um campo elétrico.  .

Deposição a Jato  Deposição de Pós Inorgânicos por Pistolas à Chama de Gás  Os materiais geralmente aplicados em forma de pó incluem ligas auto-fundentes. . obtendo adesão ao material base pela formação de liga e com isto apresentando característica básica de uma solda.

características físicas e metalúrgicas dos depósitos obtidos são geralmente superiores aos obtidos pela deposição a jato convencional. . melhor adesão. resistência a tração mais alta e menor conteúdo de óxidos. no caso de metais. menor porosidade.Deposição a Jato  Deposição de Pós Inorgânicos por Pistolas à Plasma    é obtido por um arco voltáico entre dois eletrodos resfriados à água e alimentação contínua do gás inerte.

betumen.  problemas mais recorrentes são:   . cloreto e acetato de polivinila outras resinas sintéticas termoplásticas. alterações profundas das características físico-químicas dos materiais depositados. polietileno. baixa eficiência de deposição. devido à alta temperatura da chama.Deposição a Jato e Outros Processos de Metalização  Revestimentos com Pós Orgânicos Termoplásticos e Chama de Gás  materiais aplicados experimentalmente incluem:      goma-laca.

Resumo Fabricação Especificação Vantagens Desvantagens Modificação do metal Alumínio Baixo custo Baixa resistência mecânica Aço Inoxidável Aço Aclimável Alta resistência Mecânica Alta resistência Mecânica Principal meio utilizado Alto custo Limitação do meio de exposição Interposição de barreiras Revestimento orgânico Pintura .

Resumo Fabricação Especificação Vantagens Desvantagens Revestimento inorgânico Revestimento Vantagem econômica (material mais barato utilizado para revestimento) Material forma superfície espessa Material forma superfície a partir de uma camada vaporizada Boa aderência e uniformidade Vida útil menor Imersão a Quente Deposição por vapor Alto Custo Alto Custo Conversão Química Deterioração da superfície do metal .

Resumo Fabricação Especificação Vantagens Desvantagens Preparo da superfície Limpeza superficial Tipo de superfície Restrição operacional Ancoragem mecânica Geometria Umidade e sujeira retida Boa aderência Vantagem econômica Restrição operacional - Contato com outros materiais Aço patináveis Aços estruturais Vantagem econômica Barreira formada pela pátina Ambiente agressivo Esmaltação a Fogo Vasta aplicação Metais que resistem a altas temperatura .

Resumo Fabricação Especificação Vantagens Desvantagens Deposição a jato Pistola de chama à Gás Aplicação apenas em áreas críticas Grau variado de porosidade Por arco voltaico Não são necessários gases de combustão Boa adesão ao metal Características superiores aos outros materiais Alto revestimento do metal Grau variado de porosidade Grau variado de porosidade Grau menor de variação de porosidade Baixa eficiência de deposição Pós inorgânicos por pistolas à chama de gás Pós inorgânicos por pistolas à plasma Pós orgânicos termoplásticos e chama de gás .

Resumo Fabricação Especificação Vantagens Desvantagens Metalização a vácuo Dispersão do Cátodo Alto revestimento do metal Aplicados em superfícies revestidas com outros metais Aplicados em superfícies revestidas com outros metais Dispersão em alto vácuo Alto revestimento do metal .

FIM .