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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA

HISTÓRIA DA FILOSOFIA MODERNA IV 1º semestre de 2013 Disciplina Optativa Destinada: alunos de Filosofia e de outros departamentos Prof. Pedro Paulo Pimenta Código: FLF0481 Pré-requisito: FLF0113 e FLF0114 Carga horária: 120h Créditos: 06 Número máximo de alunos por turma: 100

Título: “A natureza orgânica na filosofia crítica de Kant”

I – Objetivo Trata-se de examinar, em textos diversos de Kant, o progressivo deslocamento da noção de natureza orgânica dos domínios da história natural para os de uma reflexão que esboça o que se poderia chamar, provisoriamente, de “filosofia do organismo”. Nesse trajeto, torna-se cada vez mais claro o estatuto problemático da noção de organismo, pela acentuação do contraste entre a forma orgânica apreendida pela faculdade de julgar em seu exercício reflexionante e as leis de caráter mecanicista pelas quais o entendimento apreende a experiência em geral. Por boas razões, Kant afirma na Crítica do Juízo que “jamais haverá um Newton” dos seres vivos. Resta saber em que medida, para o filósofo, uma ciência que é privada do mesmo estatuto que a física poderia progredir na compreensão do organismo como objeto tomado em si mesmo e como parte de relações que constituem um meio. O problema não diz respeito apenas à filosofia transcendental, anuncia uma miríade de questões com que têm de se haver, em nossos dias, a filosofia da ciência, a biologia ou a antropologia.

Opuscules sur l’histoire. III – Métodos Aulas expositivas e seminários. Reiss. Um uso possível para princípios teleológicos. in: Political writings . ed. – Crítica da faculdade do juízo. Cambridge: University Press. ed. Raça. 1997. 1997. Piobetta. Opuscules sur l’histoire. ed. 1992. Ideías sobre a filosofia da história da humanidade”. Reflexão e finalidade. 1990. 3. Reiss. in: Political writings. ed. – “Definição do conceito de raça humana”. Paris: Flammarion. A natureza como sistema. Opuscules sur l’histoire. Paris: Flammarion. Suhrkamp: 1974. – “Resenha de Herder. Reiss. V – Bibliografia Kant – Kritik der Urteilskraft. Tradução Marques & Rodehn. natureza e história. IV – Critérios de Avaliação Seminários e trabalho final. in: Political writings. Razão e teleologia. Piobetta. 1997. Cambridge: University Press. 1990. Tradução Philonenko. LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA II – Conteúdo 1. 2.UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE FILOSOFIA. 1990. . 6. Cambridge: University Press. Crítica da história natural como ciência da totalidade. – Critique de la faculté de juger. Paris: Vrin. – “Das diferentes raças humanas”. Lisboa: Casa da Moeda. Piobetta. 1992. ed. Paris: Flammarion. ed. 5. 4.

Madri: Editora Nacional. in: Antropologia estrutural. 1970. 2ª edição. 1982. Berlim: 1925. ed. Foucault. Kant et la constitution du concept d’organisme. 1982. Paris: Vrin. C. – “Race et culture”. – The organism. – Kant e o fim da metafísica. E. Marques. Paris: Plon. Duque. 2009. 1987. 1992. D. A. Mercer University Press. 1997. Tradução Beatriz Perrone-Moisés. Philonenko. Paris: Vrin. G. in: Le regard eloignée. Rio de Janeiro: Graal. Nova York: Zone Books. Lebrun. Cambridge: University Press. São Paulo: CosacNaify. 2000. – Kant’s concept of teleology. P. – Métaphysique et biologie. Förster. 1966. . 1990. 2 vols. São Paulo: Martins Fontes. Huneman. – A lógica da vida. MacFarland. Tradução Carlos Alberto de Moura. Ed. –“Raça e história”. M. Paris: Gallimard. Edimburgo: University Press. A. Auxter. – Histoire de la notion de vie. G. Paris: Kimé. Adickes – Kant als Naturforscher. F. 1983. 1999. – As palavras e as coisas . 2008. Canguilhem. 1999. Ed. Cambridge: University Press. 2008. Berlim: Walter de Gruyter. T. Tradução Ângela Loureiro de Souza. 1969. – Études kantiens. Paris: Aubier Montaigne. Pichot. Reiss. Jacob. in: Political writings . LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA – “Do uso de princípios teleológicos em filosofia”.UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE FILOSOFIA. – Kant sans kantisme. Muchail. Lisboa: Presença. J. 1993. Tradução coletiva. 1990. K. Paris: Fayard. Opuscules sur l’histoire. – Kant’s moral teleology. ed. Paris: Flammarion. 1983. – Beträge zur Geschichte und Interpretation Kants. A. 1983. F. Lévi-Strauss. Tradução Salma T. São Paulo: Martins Fontes. – Geografia física. Lehmman. – Opus postumum. – La connaissance de la vie. – Organismo e sistema em Kant. Piobetta. Goldstein. G.

Observação. Paris: Vrin. Kant’s conception of methodological biology. Zumbach. J.UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE FILOSOFIA. Torres Filho. 1967. – “O simbólico em Schelling”. R. 3ª edição. Paris: Albin Michel. J. Vaysse. – La doctrine kantienne de l’objectivité. E. – Problèmes kantiens . São Paulo: Iluminuras. Paris: Ellipses. que o estudante interessado tenha freqüentado História da Filosofia Moderna II. . 1963. Cambridge: University Press. Haia: Martinus Nijhoff. R. – The transcendent science. Zuckert. Rousset. in: Ensaios de filosofia ilustrada. R. LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA Roger. 2004.-M. B. 1984. 2ª edição. – Kant on beauty and biology. 1999. 1970. Paris: Vrin. É desejável. – Kant et la finalité. Weil. C. 2007. – Les sciences de la vie dans la pensée fraçaise du XVIIIe siècle. embora não seja estritamente necessário.