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Curso On-Line: Economia da Regulação - Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT - Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 Introdução

........................................................................................ 01 Descentralização de atividades .............................................................. 02 Atuação do Estado no domínio econômico ............................................. 08 Programa Nacional de Desestatização .................................................. 13 Questões comentadas ........................................................................ 28 Lista de questões ................................................................................ 38 Bibliografia ........................................................................................ 43

Introdução

Prezado Aluno, Conforme proposto no nosso cronograma vamos tratar na aula de hoje os seguintes temas: Aula
Aula 03

Tópicos abordados
Descentralização de atividades. Atuação do Estado no domínio econômico. Programa Nacional de Desestatização.

As questões discutidas durante a aula estão listadas no final do arquivo para caso você queira tentar resolve-las antes de ver os comentários. Lembrando que as questões que originalmente eram de múltipla escolha foram adaptadas para o formato certo/errado. E, por último, participe do Fórum de dúvidas, que é um dos diferenciais do Ponto. Lá você poderá tirar suas dúvidas, auxiliar outras pessoas e ajudar no aprimoramento dos nossos cursos. Dito isto, mãos à obra...

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Descentralização de atividades.

Vamos iniciar nossa aula tratando do tema descentralização das atividades. Pode-se falar em descentralização sob dois aspectos distintos: político ou administrativo. O aspecto político, que não nos interessa nesse curso, trata da forma de organização do Estado, em que se contrapõem o Estado unitário (caracterizado pela centralização política) e o Estado federal (caracterizado pela descentralização política). O aspecto administrativo, que é o que nos interessa nesse curso, trata da forma como o Estado organiza a Administração Pública para prestar os serviços públicos. Essa atuação na prestação dos serviços públicos pode ser exercida de duas formas: • Diretamente pelo Estado: por intermédio de seus próprios órgãos, nesse caso temos a centralização administrativa (Administração Direta); ou Indiretamente, por meio da transferência de atribuições a outras pessoas, físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, nesse caso temos a chamada descentralização administrativa (Administração Indireta).

Assim, a descentralização se caracteriza pela transferência de atribuições de uma pessoa jurídica pública (União, Estados ou Municípios) para outra pessoa jurídica. Ou seja, o Estado transfere uma atividade própria da Administração Pública, comumente, um serviço público, para outra pessoa jurídica distinta, que o executará. Para efeito dessa descentralização, Di Pietro define o serviço público como sendo “... toda a atividade material que a lei atribui ao Estado para que a exerça diretamente ou por meio de seus delegados, com o objetivo de satisfazer concretamente às necessidades coletivas, sob regime jurídico total ou parcialmente público”. Atenção: Importante observar que quando o Estado exerce uma atividade que não é própria do Estado, mas da iniciativa privada, não se trata de descentralização propriamente dita, mas de intervenção no domínio econômico.

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Curso On-Line: Economia da Regulação - Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT - Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 É o que ocorre quando o Estado assume uma atividade econômica com base no art. 173 da CF/88; ao criar uma empresa estatal para desempenhar essa atividade, por exemplo, um banco, o Estado não está transferindo uma atividade propriamente sua, ou seja, não está descentralizando, mas intervindo no domínio econômico (veremos isso no próximo tópico desta aula). Assim, é essencial ao conceito de descentralização a ideia de transferência da gestão do serviço público ou de outra atividade própria do Estado, o que não ocorre na atividade de fomento (=incentivo) à atividade privada, ainda que esta seja de interesse público. Lembre-se: Nem toda atividade de interesse público constitui serviço público de titularidade do Estado. Por exemplo, o Governo, por questões políticas/estratégica, julga interessante manter o Banco do Brasil como uma empresa de economia mista, contudo a atividade desempenhada pelo banco não constitui serviço público de titularidade do Estado. Assim, o Banco do Brasil deve concorrer no mercado financeiro em igualdade de condições com os demais bancos, públicos ou privados. Bom, a descentralização administrativa pode ocorrer de duas formas: por outorga ou por delegação. A descentralização por outorga (=descentralização por serviços, técnica ou funcional) é a que se verifica quando o poder público cria uma pessoa jurídica de direito público ou privado e a ela atribui a titularidade e a execução de determinado serviço público. No Brasil, essa criação, ou a autorização para criação, deve ser feita por meio de lei, normalmente com prazo indeterminado. Dessas leis surgem as chamadas entidades da Administração Indireta, basicamente, autarquias, mas podem surgir também, fundações governamentais, sociedades de economia mista e empresas públicas, que exerçam serviços públicos. Normalmente, a doutrina indica apenas a autarquia como forma de descentralização por serviço, mas já se criaram entes com personalidade de direito privado e a eles se transferiram a titularidade e a execução de serviços públicos, com o mesmo processo de descentralização. Exemplo: a VALEC Engenharia, Construções e Ferrovias é uma empresa pública, sob a forma de sociedade por ações, vinculada ao Ministério dos Transportes, nos termos previstos na Lei n° 11.772/2008. A Valec se sujeita ao regime jurídico próprio das empresas privada. A função social da VALEC é a construção e exploração de infraestrutura ferroviária.
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A diferença é que a autarquia tem personalidade jurídica própria, também de natureza pública e, portanto, com a mesma capacidade pública do outorgante, com todos os privilégios e prerrogativas do próprio ente instituidor, já os privilégios e prerrogativas da entidade com personalidade de direito privado são menores, pois a entidade só usufrui daqueles expressamente conferidos pela lei instituidora e reputados necessários para a consecução de seus fins. No exemplo da Valec, o § 3º do art. 8º da Lei instituidora determina que a empresa se sujeita ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários. Importante notar que na descentralização feita por lei, a entidade que descentraliza o serviço perde a disponibilidade sobre o mesmo, pois, para retomá-lo, depende também de lei. A descentralização por delegação (=descentralização por colaboração), por sua vez, ocorre quando o Estado transfere, por contrato (concessão ou permissão de serviços públicos) ou ato unilateral (autorização de serviços públicos), unicamente a execução do serviço, para que o terceiro o preste, em nome próprio, por sua conta e risco, sob a fiscalização do Estado. Nesse caso, o poder concedente conserva a titularidade do serviço. Caro aluno, nesse ponto, vamos fazer duas observações quanto a divergências terminológicas: • cuidado com o termo outorga, pois ele é utilizado muitas vezes, inclusive em normativos, no sentido genérico de “entregar” ou “atribuir” e não no sentido de outorga legal, ou seja, aquela feita por meio de lei; atenção ao instituto da permissão, pois embora referido no art. 175, parágrafo único, inciso I, da CF/88, como contrato, continua a ser tratado como ato unilateral em algumas leis infraconstitucionais como na Lei Geral de Telecomunicações (LGT).

Voltando ao nosso assunto. A delegação por contrato é sempre efetivada por prazo determinado, já naquela realizada por ato administrativo, como regra, não há prazo certo, em razão da precariedade típica da autorização (possibilidade de revogação a qualquer tempo, em regra, sem indenização). Mas, não se preocupe com isso por enquanto, vamos com calma, falarei com mais detalhes sobre os institutos da concessão, permissão e autorização na aula própria.

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Fernando Graeff www.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . a desconcentração administrativa ocorre quando uma pessoa política ou uma entidade da administração indireta distribui competências no âmbito de sua própria estrutura a fim de tornar mais ágil e eficiente a prestação do serviço. entendidos como um determinado conjunto de competências. seja da administração direta. vamos fazer a distinção entre os termos descentralização e desconcentração. Já. na realidade. Assim.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 Outra coisa. lembre-se que na desconcentração administrativa existe uma só pessoa e na descentralização administrativa existem duas ou mais pessoas. com poderes especiais atribuídos ao ente concedente.pontodosconcursos. que é diferente de subordinação hierárquica. sendo que uma transfere uma atribuição sua para a outra. na relação entre o delegante e o delegatário. Lembra-se do nosso exemplo? A Valec é vinculada ao Ministério dos Transportes. seja da administração indireta. Para que ocorra a descentralização tem que haver mais de uma pessoa jurídica. Da mesma forma.com. Em resumo. Descentralização x Desconcentração Por fim. nos limites e com os instrumentos impostos pela lei.br 5 . que muitas vezes são confundidos.Curso On-Line: Economia da Regulação . Descentralização Mais de uma pessoa Desconcentração Uma só pessoa Note que com a desconcentração surgem os denominados órgãos públicos. também não há que se falar em hierarquia. localizado na estrutura interna de uma pessoa jurídica. temse. No caso da relação entre o poder concedente (Administração Direta) e o ente descentralizado (Administração Indireta) existe a chamada vinculação. um controle mais rígido. apesar do controle do primeiro sobre o segundo ser muito mais amplo (como veremos em nossas próximas aulas). não há subordinação entre aquele que transfere as competências e aquele que as recebe. a Administração Direta exerce o controle finalístico (=tutela administrativa ou supervisão) sobre a Administração Indireta. é importante que você lembre que em nenhuma forma de descentralização há hierarquia.

a análise dos planos de outorga. entre outras atribuições. instituiu a Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT.br 6 . e assinou contrato com o licitante vencedor. criou a Secretaria de Política Nacional de Transportes. da política nacional de transportes. a Secretaria da Receita Federal do Brasil é um órgão específico.721/2003 aprovou a estrutura do Ministério dos Transportes e. entre os órgãos resultantes da desconcentração. o que você acha? Será que o primeiro caso é uma descentralização administrativa? E o segundo? E o terceiro? Fernando Graeff www. submetendo-os à aprovação superior.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . a qual compete.Curso On-Line: Economia da Regulação . exercendo funções essenciais para que o Estado possa cumprir seus objetivos. Pois bem. celebrando e gerindo os respectivos contratos e demais instrumentos administrativos. entre os órgãos desta estrutura. Nesse caso. subordinação. submetidas ao regime autárquico especial e vinculada ao Ministério dos Transportes. como entidade integrante da Administração Federal indireta. Então.pontodosconcursos. singular.com.233/2001. entre outras providências. subordinado ao Ministério da Fazenda. 3ª situação: A ANTT promoveu o certame licitatório para a concessão de uma rodovia federal. Vamos ver um exemplo prático disso: O Ministério dos Transportes é o órgão do Poder Executivo encarregado.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 Por exemplo. que passou a explorar a rodovia. Tendo isso em mente vamos analisar as situações abaixo: 1ª situação: A lei 10. de 2ª situação: O Decreto 4. o Ministério deve se organizar para poder dar fiel cumprimento a sua missão. Entre as diversas atribuições da ANTT está a edição de atos de outorga e de extinção de direito de exploração de infraestrutura e de prestação de serviços de transporte terrestre. entre outras atribuições. existe relação de hierarquia (controle hierárquico).

no caso.com. Portanto.pontodosconcursos. vinculada a ele. subordinado ao Ministro. pertencente à estrutura da Administração Direta. no caso. O 2º caso é uma desconcentração administrativa: O órgão foi criado dentro da própria estrutura do Ministério dos Transportes.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . uma autarquia de regime especial. portanto. entidade pertencente à Administração Indireta. uma pessoa jurídica de direito privado. continua existindo apenas uma pessoa.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 Pelo que vimos até agora: O 1º caso é uma descentralização por outorga legal: A lei criou uma pessoa jurídica de direito público distinta do Ministério dos Transportes. dentro de suas competências estabelecidas por lei.Curso On-Line: Economia da Regulação . para atuar na área de transportes terrestres. foi criada uma nova pessoa jurídica. O 3º caso é uma descentralização por delegação: A ANTT. veja que não foi criada outra pessoa jurídica. pertencente à estrutura da Administração Indireta. a prestação do serviço público em questão. passou para um terceiro.br 7 . Fernando Graeff www.

a crescente deterioração das contas públicas na maioria dos países do mundo. por sua vez. ressalvados os casos previstos na própria Constituição.pontodosconcursos. Esse estatuto jurídico próprio.com. com a participação de acionistas minoritários.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 Atuação do Estado no domínio econômico. trabalhistas e tributários. serviços. passou gradativamente a regular a atuação da iniciativa privada na economia. Vamos tratar agora do tema atuação do Estado no domínio econômico. licitação e contratação de obras. deverá definir: • • a função social da empresa pública criada e as formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade. Seu art. 173 afirma que. determina que cabe a lei estabelecer o estatuto jurídico da empresa pública. observados os princípios da administração pública. a constituição e o funcionamento dos conselhos de administração e fiscal. compras e alienações. em um aumento progressivo do endividamento público pôs em xeque o Estado provedor de bens e serviços (chamado de Estado de Bem-Estar Social). que se caracteriza preponderantemente pela utilização da competência normativa para disciplinar a atuação dos particulares. diferenciado das entidades que prestam serviços públicos. a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo. Ou seja. • • Fernando Graeff www. refletida.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . comerciais. o Estado. Passou-se a pensar em um novo modelo de atuação estatal. 173. ao invés de prover bens e serviços. a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas. Nesse contexto histórico foi promulgada a CF/88. conforme definidos em lei. inclusive quanto aos direitos e obrigações civis. A crise fiscal do Estado de Bem-Estar Social conduziu a perspectiva de redução das dimensões do Estado e de sua intervenção direta no âmbito econômico. portanto. A partir da crise de fins da década de 1970. O § 1º do art.br 8 . principalmente.Curso On-Line: Economia da Regulação . da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços.

A. Art. Fernando Graeff www. comerciais.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . com funções deliberativas. Vamos utilizar o exemplo do tópico anterior (Lei 11.br 9 .pontodosconcursos. bem como da vinculação ao instrumento convocatório. inclusive quanto aos direitos e obrigações civis. fica transformada em empresa pública. serão estabelecidas no Estatuto. e por 1 (uma) Diretoria-Executiva. da economicidade. da Controladoria-Geral da União e do Tribunal de Contas da União. compras e alienações será precedida de procedimento licitatório. nossa Constituição reserva a exploração da atividade econômica à iniciativa privada.com. moralidade. 14. eleito pela assembleia geral de acionistas.. da Diretoria-Executiva e do Conselho Fiscal da Valec.. trabalhistas e tributários.. e na sua composição contará ainda com 1 (um) Conselho Fiscal. sem as prerrogativas inerentes as entidades submetidas ao regime jurídico de direito público. publicidade. em outras palavras.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 • os mandatos. 13. O Conselho de Administração. (. bem como as hipóteses de destituição e substituição de seus respectivos integrantes.772/2008) para visualizar o estatuto jurídico próprio da Valec (definido em lei e detalhado no Estatuto da empresa): Art. § 1º A função social da Valec é a construção e exploração de infraestrutura ferroviária. do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos. serviços. será constituído: (.) Art. portanto. vinculada ao Ministério dos Transportes.. que a submissão dessas entidades ao regime jurídico de direito privado se dará de forma preponderante. Art. (.) Art. sociedade por ações controlada pela União. a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores. As competências do Conselho de Administração. (. Percebe-se. Desta forma. A Valec sujeitar-se-á à fiscalização do Ministério dos Transportes e entidades a ele vinculadas. sob a forma de sociedade por ações. Construções e Ferrovias S.Engenharia. 22.. A contratação de obras.) Art. 18. 17. essas empresas atuarão em um ambiente competitivo.) § 3º A Valec sujeitar-se-á ao regime jurídico próprio das empresas privadas. 8º A VALEC .Curso On-Line: Economia da Regulação .. impessoalidade... eficiência e isonomia. observados os princípios da legalidade. nos termos previstos nesta Lei.. A Valec será administrada por 1 (um) Conselho de Administração. na forma da legislação em vigor.

a criação de empresas estatais e tabelamento de preços. ao determinar que a lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise a dominação de mercados. Essa atuação pode ocorrer em regime de monopólio ou em concorrência com outras empresas do setor privado. § 4º. ou Indiretamente.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . • Em suma. quando desempenha o papel de agente econômico. citar a instituição de monopólio estatal econômico. nesse caso. em prol do interesse público. o art. 173. passa a intervir no domínio econômico. visando. corrigir distorções que se verificam quando os agentes econômicos podem atuar de modo totalmente livre. normatizando e regulando.Curso On-Line: Economia da Regulação . o Estado atua normalmente mediante pessoas jurídicas por ele constituídas e sob seu controle. 174 da CF/88 determina que o Estado. no art. Ao mesmo tempo. o controle de contribuições de intervenção no domínio Vamos falar brevemente sobre algumas formas de intervenção no domínio econômico: Fernando Graeff www. na medida em que o Estado deixa de atuar diretamente na atividade econômica. sendo este determinante para o setor público e indicativo para o setor privado. o Estado pode atuar de diversas formas.br 10 . como agente normativo e regulador da atividade econômica. o abastecimento e a criação de econômico. a repressão do abuso de agências reguladoras. Atenção: o planejamento é determinante para o setor público e indicativo para o setor privado. o Estado pode atuar na área econômica de duas formas básicas: • Diretamente. deve exercer as funções de fiscalização.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 Mas. Entre essas formas. a própria CF/88.pontodosconcursos. o art. à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros. Por fim. abrindo espaço à livre iniciativa privada. incentivo e planejamento.com. Ou seja. Para isso. de forma geral. impõe limites a essa exploração. produzindo bens ou prestando serviços de conteúdo econômico. 175 da CF/88 determina que o Poder Público poderá prestar diretamente ou delegar a prestação de serviços públicos. podemos (exceção).

de petróleo bruto.br 11 . nos termos autorizados pelo art. (Vide Emenda Constitucional nº 9. Cite-se como exemplo o monopólio do petróleo (art.pontodosconcursos. comercialização e utilização poderão ser autorizadas sob regime de permissão. de 2006) A finalidade do monopólio estatal é a proteção do interesse público. pois tem por fim o lucro abusivo do particular em detrimento da coletividade. com exceção dos radioisótopos cuja produção. Este último. prevenir e apurar abusos de poder econômico. que tem a finalidade de orientar. Outra importante forma de atuação do Estado é a repressão do abuso econômico. 177.Curso On-Line: Economia da Regulação . 21 desta Constituição Federal.a refinação do petróleo nacional ou estrangeiro. uma das principais formas de intervenção do Estado no domínio econômico é a instituição de monopólio estatal.a importação e exportação dos produtos e derivados básicos resultantes das atividades previstas nos incisos anteriores. não é admitido constitucionalmente. conforme as alíneas b e c do inciso XXIII do caput do art. 177): Art. Fernando Graeff www. a industrialização e o comércio de minérios e minerais nucleares e seus derivados. por meio da criação de órgãos como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). exercendo papel tutelador da prevenção e da repressão a tais abusos. por exemplo. de 1995) II . como as sociedades de economia mista e empresas públicas. IV . Constituem monopólio da União: I . seus derivados e gás natural de qualquer origem. O Estado também pode atuar na ordem econômica por meio da criação de entidades estatais. autarquia vinculada ao Ministério da Justiça.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT .o transporte marítimo do petróleo bruto de origem nacional ou de derivados básicos de petróleo produzidos no País. uma vez que a regra é a não intervenção do Estado no domínio econômico.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 Apesar da atuação direta do Estado ser exceção à regra.com. o monopólio estatal só é permitido nas hipóteses previstas na CF/88.a pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo e gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos. a lavra.a pesquisa. Assim. Isso se dá. bem assim o transporte. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 49. fiscalizar. substituindo o monopólio privado. o enriquecimento. 173 da CF/88 (imperativo de segurança nacional ou relevante interesse coletivo). o reprocessamento. por meio de conduto. V . III .

Referidas contribuições são espécies de tributos. que exercem a atividade regulatória em segmentos específicos. § 6º. e sem prejuízo do previsto no art. Assim. por conseguinte.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . nas áreas de energia. como por exemplo. 149 da CF/88: Art.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 Outra forma de atuação do Estado na ordem econômica decorre do disposto no art. Fernando Graeff www. aplicando-se a elas. 146. III.Curso On-Line: Economia da Regulação . é um dos instrumentos utilizados pela União para intervir no domínio econômico a fim de corrigir distorções em setores da atividade econômica.com. Neste sentido. de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas. transporte e telecomunicação. I e III. 149. como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas. conclui-se que referidas contribuições possuem função nitidamente extrafiscal. todos os princípios tributários. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais. observado o disposto nos arts. A contribuição de intervenção no domínio econômico possui como característica essencial vinculação a finalidade constitucionalmente determinada de promover intervenção no domínio econômico. 195. dessa forma. os recursos auferidos com esta espécie tributária devem ser destinados para o financiamento da intervenção que fundamentou a sua instituição. relativamente às contribuições a que alude o dispositivo.br 12 . Extrai-se do artigo transcrito acima que cabe a União a instituição de contribuições de intervenção no domínio econômico (CIDE).pontodosconcursos. Por fim. A CIDE. o Estado atua ainda no domínio econômico por meio de Agências Reguladoras. e 150.

Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 Programa Nacional de Desestatização. de sua utilização como instrumento de política econômica: seja na manutenção do reajuste das tarifas abaixo da inflação – com objetivos anti-inflacionários -. principalmente. Fernando Graeff www.com. a necessidade de transferência de recursos fiscais federais para arcar com as necessidades operacionais das empresas estatais. é apenas a partir de 1990 que o programa de privatização vai se tornar uma das prioridades da política econômica.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . na década de 80. para melhor entendê-la. à medida que a operação das empresas e mesmo a ampliação de sua capacidade produtiva deixariam de ser responsabilidade do Estado. assim. Mas.pontodosconcursos. Na América Latina a deterioração fiscal esteve estreitamente ligada à crise da dívida externa do início da década de 80 e a consequente interrupção dos fluxos de financiamento externo. A decisão de privatizar surge. houve. Essa crise também se refletiu em uma deterioração da situação econômicofinanceira das empresas estatais.Curso On-Line: Economia da Regulação . No final da década de 70 o mundo vivia uma crise fiscal. o que aumentava os custos políticos de sua sustentação. como resposta à existência de um desajuste nas contas públicas. por outro. antes de entrarmos propriamente na Lei do PND. apesar de se iniciar. vamos contextualizar a situação histórica em que ela foi editada. seja pelo alto endividamento dessas empresas em razão da necessidade de captação de recursos externos. o que decorreu. Como consequencia. efetivamente. Vamos passar para o último tópico da nossa aula de hoje: o Programa Nacional de Desestatização (PND). os recursos gerados colaborariam para uma redução do estoque da dívida pública.br 13 . No Brasil. em muitos casos. Além disso. a incapacidade do Estado de financiar investimentos em suas estatais comprometeu o aumento da capacidade produtiva em setores-chave de infraestrutura. Como consequencia da crise fiscal. a venda de ativos produtivos do Estado passou a ser vista como forma de viabilizar uma melhora da situação das finanças públicas: por um lado. a transferência de propriedade das empresas estatais representaria a redução da demanda por recursos fiscais.

teve início em 1990 com o lançamento do Plano Nacional de Desestatização (PND). alguns autores dividem a A primeira fase.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . foram lançadas as bases para a terceira fase do processo de privatização. esse processo deve ser visto em um contexto mais amplo de reformulação do papel do Estado na economia. correspondeu à “reprivatizações”. o processo de privatização privilegiou as empresas dos setores industriais: siderurgia. foram privatizadas empresas que já tinham pertencido ao setor privado anteriormente. onde o Estado produtor cede cada vez mais espaço para o Estado regulador. posteriormente o BNDES se transformou no principal agente de privatização do governo.Curso On-Line: Economia da Regulação . Com a aprovação. A partir de então.br 14 .com. fazendo parte de um amplo Fernando Graeff www. em fevereiro de 1995.pontodosconcursos. com a promulgação da lei de privatização (Lei 8. que foi até 1995. com destaque para os setores de energia elétrica e telecomunicações. A segunda fase. Essa terceira fase caracterizou-se pela desestatização dos serviços públicos. que é a que mais nos interessa. A importância dessa fase foi que com a experiência adquirida. ou seja. que ocorreu ao longo dos anos 80. a privatização passou a ser uma das prioridades da política econômica. o lançamento do PND em 1990 foi um passo importante no processo de privatização brasileiro. Nessa fase. Em resumo. Essa fase caracterizou-se: • • • pela venda de empresas tradicionalmente estatais. privatização de setores da economia. que teve como objetivo estabelecer regras gerais pelas quais o governo concede a terceiros o direito de explorar serviços públicos (estudaremos com detalhes essa lei a partir da próxima aula).Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 De fato. e passou a existir uma marco regulatório no processo de desestatização. O principal objetivo dessa fase foi o saneamento financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). da Lei de Concessões. petroquímica e fertilizantes.031/1990). Segundo Giambiagi. para efeitos privatização no Brasil em três fases: didáticos.

A parceria do Estado com a iniciativa privada tem como objetivo fomentar (=incentivar) o crescimento econômico. ampliando sua competitividade e reforçando a capacidade empresarial nos diversos setores da economia. vamos estudar mais de perto a atual Lei do PND e seu regulamento (Lei 9. Ou seja. principalmente nos setores de infraestrutura e serviços básicos.pontodosconcursos. segurança e regulação. • Permitir a retomada de investimentos nas empresas e atividades que vierem a ser transferidas à iniciativa privada. Isso se dá com a utilização da receita da venda das estatais e com os benefícios fiscais advindos da esperada maior eficiência do particular na administração dessas empresas (maior arrecadação de impostos). especialmente para a modernização da infraestrutura e do parque industrial do País. cujo principal agente de fomento é o BNDES. transferindo à iniciativa privada atividades indevidamente exploradas pelo setor público.594/1998). inclusive por meio da concessão de crédito.Curso On-Line: Economia da Regulação . posteriormente. • Contribuir para a reestruturação econômica do setor público. referida lei é regulamentada pelo Decreto 2. feita essa contextualização. por meio do fortalecimento do setor privado. inclusive por meio da concessão de crédito. A Lei das privatizações (Lei 8.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . tais como: justiça. por isso a transferência para a iniciativa privada. que dispõe atualmente sobre o Programa Nacional de Desestatização. a atuação do Estado deve se concentrar em atividades tipicamente públicas. O Estado não tem recursos suficientes para promover o volume necessário de investimentos nessas áreas.491/1997 e Decreto 2.031/1990). • Contribuir para a reestruturação econômica do setor privado.594/1998.br 15 . Bom.com. Objetivos fundamentais do PND • Reordenar a posição estratégica do Estado na economia. Fernando Graeff www. especialmente através da melhoria do perfil e da redução da dívida pública líquida.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 conjunto de reformas estruturais orientadas para a modernização do papel do Estado e da economia como um todo.491/1997. foi revogada pela Lei 9.

em outras palavras. a Lei dá as diretrizes para a desestatização. Os serviços públicos objeto de concessão. nesse caso ocorre a “reprivatização”. e o que não pode ser desestatizado Não é qualquer empresa. instituídas por lei ou ato do Poder Executivo. principalmente na área social. • • • • Por outro lado. Instituições financeiras públicas estaduais que tenham tido as ações de seu capital social desapropriadas. As empresas criadas pelo setor privado e que. e Fernando Graeff www. pode direcionar seus esforços.pontodosconcursos. humanos e materiais.Curso On-Line: Economia da Regulação .com. permissão ou autorização. para essas prioridades. de acordo com a lei. passaram ao controle direto ou indireto da União. 2º da Lei do PND define o que pode ser objeto de desestatização: • As empresas. os serviços que a CF/88 e a legislação infraconstitucional admitem descentralização.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 • Permitir que a Administração Pública concentre seus esforços nas atividades em que a presença do Estado seja fundamental para a consecução das prioridades nacionais.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . Codevasf). controladas direta ou indiretamente pela União. Isso ocorre com a abertura de capital das empresas privatizadas. não pode ser objeto de desestatização: • Às empresas públicas ou sociedades de economia mista que exerçam atividades de: o telecomunicação. inclusive instituições financeiras. e Bens móveis e imóveis da União. O que pode. O Estado tem diversas prioridades. ou seja. por qualquer motivo.br 16 . o as instalações nucleares. o promoção de desenvolvimento regional (exemplo. O art. Ao passar as atividades da área econômica para a iniciativa privada. setor ou serviço público que pode ser desestatizado ao livre arbítrio do Governo. por meio do acréscimo da oferta de valores mobiliários e da democratização da propriedade do capital das empresas que integrarem o Programa. • Contribuir para o fortalecimento do mercado de capitais.

E não se trata de privatização. Ocorre que o setor de telecomunicações tem diversas especificidades. A reestruturação e a desestatização dessas empresas sujeitaram-se a uma série de condições estabelecidas pela própria lei. e A Caixa Econômica Federal. foi conduzida a reestruturação e a desestatização das empresas federais de telecomunicações. 177 da Constituição. somente poderia efetuar-se quando transcorrido o prazo de cinco anos. a criação e funcionamento de um órgão regulador e outros aspectos institucionais.com. você pode perguntar: É proibida a venda das ações da Petrobrás na bolsa de valores? Essa venda é considerada privatização? Não. Mas e as estatais de telecomunicações que foram privatizadas no final da década de 90? Como se deu isso.A. o modelo de desestatização deveria ser colocado em consulta pública. Fernando Graeff www. desde que não incida restrição legal à alienação das referidas participações.472.br 17 . Então. exceto quanto às participações acionárias detidas por essas entidades. Pois a negociação das ações na bolsa não é proibida pela lei. A vedação não se aplica às participações acionárias detidas por essas entidades. que dispõe sobre a organização dos serviços de telecomunicações. XI.pontodosconcursos. o art. se a Lei do PND proíbe a desestatização.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 o monopólios tratados no art. foi editada em 1997 a Lei 9. após a desestatização. 21.Curso On-Line: Economia da Regulação . das empresas públicas ou sociedades de economia mista que exerçam as atividades de telecomunicações (art. Entre esses outros aspectos institucionais. E não é privatização. desde que não haja restrição legal.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . Dessa forma na esteira da Emenda Constitucional de 8/1995. da CF/88). pois o controle da empresa continua com o Estado. • • O Banco do Brasil S. Lei Geral de Telecomunicações (LGT).. a transferência do controle acionário ou da concessão. não é proibida a negociação em bolsa. etc. Desta forma. 187 da referida Lei listou uma série de empresas estatais e autorizou o Poder Executivo a reestruturá-las e privatizá-las. como a observância da compatibilização das áreas de atuação das empresas com o plano geral de outorgas.

a desestatização das empresas públicas e sociedades de economia mista que atuam na prestação de serviços de telecomunicações submetem-se ao regramento estabelecido na LGT. permissões e autorizações de serviços públicos. diretamente ou através de entidades controladas. ainda. de acordo com o estabelecido pela Comissão Especial de Supervisão”. por outro lado.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . • A transferência.Curso On-Line: Economia da Regulação . Em resumo. Em outras palavras. diretamente ou através de outras controladas. 197 da LGT determina que “O processo especial de desestatização obedecerá aos princípios de legalidade. É o caso das concessões. Já a Lei do PND é de aplicação genérica. parece que a regulação não está funcionando muito bem. moralidade e publicidade. só é considerada desestatização quando o controle da empresa. vamos nos preocupar com a Lei do PND que estava explicitamente elencada no conteúdo programático. não é? Pois efetivamente o serviço tornou-se mais acessível (falaremos disso em outra aula).Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 Enfim. Bom. podendo adotar a forma de leilão ou concorrência ou.com.pontodosconcursos. Conceito de desestatização A Lei do PND define o conceito de desestatização. o fato é que o setor foi efetivamente desestatizado e as empresas estatais alienadas. o setor de telecomunicações teve um regramento todo especial em sua desestatização. impessoalidade. de venda de ações em oferta pública. Mas.. bem como daqueles de sua responsabilidade. passa para a iniciativa privada. Modalidades de desestatização Fernando Graeff www. mas a LGT não foi objeto do edital passado. Mas. não é? Basta ver a posição das teles em relação ao número de reclamações nos Procon’s . que engloba a privatização de empresas e a concessão. Com sucesso. para a iniciativa privada.. Tanto que o art. da execução de serviços públicos explorados pela União. pela União. permissão e autorização para a prestação de serviços públicos: • A alienação. portanto. de direitos que lhe assegurem. que era do Estado. preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores da sociedade.br 18 .

inclusive de controle acionário.com. no Diário Oficial da União e em jornais de notória circulação nacional. Dissolução de sociedades ou desativação parcial de empreendimentos. Portanto.Curso On-Line: Economia da Regulação . locação. com renúncia ou cessão. Aumento de capital. A determinação do preço mínimo dos ativos incluídos no PND levará em consideração os estudos elaborados com base na análise detalhada: Fernando Graeff www. com a consequente alienação de seus ativos. concessão de direito real de uso resolúvel e alienação mediante venda de bens imóveis de domínio da União. a justificativa da privatização.br 19 . a desestatização deve ser precedida de licitação. arrendamento. remição de foro. preferencialmente mediante a pulverização de ações. será dada ampla divulgação das informações necessárias para o conhecimento público das condições em que se processará a alienação do controle acionário. cessão. mediante a publicação de edital.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . de direitos de subscrição. entre outras informações. comodato ou cessão de bens e instalações. contendo. seus • • • • • Frise-se que as duas primeiras modalidades acima descritas não podem ser licitadas por leilão. permissão ou autorização de serviços públicos. a concessão de serviço público incluído no PND pode ser feita por leilão. e pode ser executada mediante as seguintes modalidades operacionais: • • Abertura de capital.pontodosconcursos. indicando o percentual do capital social da empresa a ser alienado. Concessão. as demais modalidades podem. total ou parcial.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 Inicialmente cabe destacar que. Alienação de participação societária. e Aforamento. Publicidade É importante mencionar que no caso de privatização de empresas. atenção. permuta. Alienação. Procedimentos de avaliação O Decreto que regulamenta a lei prevê como será feita a avaliação das estatais para efeito de alienação. com exceção da autorização para prestação de serviço público.

br 20 . sobre as avaliações.com. no caso de eventos relevantes ocorridos após a elaboração dos mesmos. Por exemplo. No caso da privatização de estatais. para se manifestar. bem como pelos valores que reflitam contingências e outros efeitos. nesse caso. hipótese em que o respectivo estudo também servirá de base para a determinação do preço mínimo. a ANTT. o preço mínimo será fixado com base em estudos de avaliação. aponte o valor de R$ 1. cujo critério de licitação seja a menor tarifa básica de pedágio. Observação: Esse limite “prudencial” de vinte por cento de que trata o Decreto 2. ajustado pelos valores dos direitos e obrigações não vinculados às suas atividades operacionais. Vamos supor que o estudo de viabilidade feito pelo poder concedente. Havendo divergência quanto ao preço mínimo recomendado nas avaliações.Curso On-Line: Economia da Regulação . Cabe salientar que poderá ser determinada a revisão dos estudos de avaliação. superior a vinte por cento. será facultada a contratação de terceiro avaliador. e Das perspectivas de rentabilidade da sociedade.pontodosconcursos. Atenção Considera-se valor econômico da empresa aquele calculado a partir da projeção do seu fluxo de caixa operacional. elaborados por duas empresas contratadas mediante licitação pública.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT .594/1998 é observado também quando o TCU analisa os estudos de viabilidade para concessão e permissão da prestação de serviços públicos.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 • • • Das condições de mercado. Na fixação do preço mínimo de alienação de participação societária em sociedade concessionária ou permissionária de serviços públicos ou de bens do seu ativo patrimonial.00 para a tarifa teto de pedágio (valor a partir do qual os licitantes vão ofertar seus lances. ganha quem ofertar a menor tarifa). serão levados em conta os critérios de fixação e revisão tarifária e outras condições previstas nos atos de concessão ou permissão existentes ou que vierem a ser expedidos. imagine o estudo de viabilidade econômico-financeiro para a concessão de uma rodovia federal. em até sessenta dias. Fernando Graeff www. Da situação econômico-financeira da sociedade.

Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 Essa tarifa teto garante que. esse percentual é apenas indicativo. que são de longa duração. meios de pagamento e inclusão ou exclusão de empresas. para aprovação do Presidente da República. Aprovar. diretamente subordinado ao Presidente da República. caso haja concorrência acirrada no leilão e os licitantes vislumbrem oportunidades não refletidas nesses estudos. vamos continuar com o estudo da Lei do PND.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT .80) é considerado normal. tarifa ofertada pelo licitante vencedor de R$ 0.00 – R$ 0. um deságio de até 20% (no exemplo. Obs: o deságio nesse caso é a diferença entre a tarifa teto estipulada para o leilão e a tarifa ofertada pelo licitante vencedor. correspondendo à expectativa do mercado. etc. • Fernando Graeff www. inclusive instituições financeiras. a princípio entende-se que o estudo de viabilidade é razoável. A primeira coisa que temos que saber sobre o CND é que ele delibera por meio de resoluções. e são feitos prevendo situações que ocorrerão ao longo de toda a concessão. esse é o cenário ideal.).com. Aliás. que sempre deve ser buscado e propiciado pelo Poder Concedente: a existência de efetiva concorrência nos leilões. Bom. Ou seja. Suas principais atribuições são: • Recomendar.80 = R$ 0. chega de papo. Conselho Nacional de Desestatização . mesmo não havendo competição na licitação (conluio entre os licitantes. serviços públicos e participações minoritárias no Programa Nacional de Desestatização.pontodosconcursos. exceto quando se tratar de instituições financeiras: a) a modalidade operacional a ser aplicada a cada desestatização.CND O Programa Nacional de Desestatização terá como órgão superior de decisão o Conselho Nacional de Desestatização – CND.Curso On-Line: Economia da Regulação . o usuário da rodovia pague uma tarifa justa (por esse motivo o estudo deve ser bem feito). no caso: R$ 1. Contudo.20 (deságio). Como os estudos realizados estão sujeitos a uma infinidade de variáveis.br 21 . apenas um interessado. Assim. nada impede que o deságio seja maior.

e g) a exclusão de bens móveis e imóveis da União incluídos no PND. operacional. c) as condições aplicáveis às desestatizações. d) a criação de ação de classe especial. de pareceres ou estudos especializados necessários à desestatização de setores ou segmentos específicos. necessários às desestatizações. para aprovação do Presidente da República. pelo Gestor do Fundo Nacional de Desestatização. Estrutura do CND • Fernando Graeff www. objeto de concessão. permissão ou autorização. e) a fusão. a ser subscrita pela União. f) a contratação. o órgão da Administração direta ou indireta que deverá ser o responsável pela execução e acompanhamento do correspondente processo de desestatização. conforme a natureza dos serviços a serem desestatizados. contábil ou jurídica e o saneamento financeiro. incorporação ou cisão de sociedades e a criação de subsidiária integral. No caso da desestatização de serviços públicos é importante enfatizar que o CND: • Deve recomendar.com. Poderá baixar normas regulamentadoras da desestatização de serviços públicos. necessárias à viabilização das desestatizações.Curso On-Line: Economia da Regulação . bem como determinar sejam adotados procedimentos previstos em legislação específica.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 b) os ajustes de natureza societária.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT .br 22 .pontodosconcursos.

Referido fundo é constituído mediante vinculação. cujo gestor é o BNDES. Fernando Graeff www. a título de depósito. das ações ou cotas de propriedade direta ou indireta da União. O Conselho reunir-se-á. uma vez por mês. extraordinariamente. ad referendum do colegiado. emitidas pelas sociedades incluídas no Programa Nacional de Desestatização.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . no caso de instituição financeira Titular do Ministério cuja empresa ou serviço público está vinculado Participa de todas as reuniões. com direito a voto: Membros não efetivos.FND. • • Nas suas ausências ou impedimentos. bem como representantes de entidades públicas ou privadas para participar sem direito a voto. Por fim.com. assume o Chefe da Casa Civil da Presidência da República Membros efetivos.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 Presidente. ordinariamente. sempre que for convocado por seu Presidente. na sua ausência. Indústria e Comércio Exterior (MDIC). cabe destacar que a Lei do PND criou o Fundo Nacional de Desestatização . Ministro de Estado do Desenvolvimento. com direito a voto: Ministro de Estado da Fazenda (MF) Ministro de Estado do Planejamento.Curso On-Line: Economia da Regulação . com direito a voto de qualidade e deliberar no caso de urgência e relevante interesse.br 23 . de natureza contábil. Orçamento e Gestão (MPOG) Chefe da Casa Civil da Presidência da República Presidente do Banco Central do Brasil. os membros do Conselho serão representados por substitutos por eles designados. e.pontodosconcursos. SEM direito a voto: Representante do BNDES Com relações às reuniões do Conselho cabe destacar que: • O Presidente do Conselho poderá convidar Ministros de Estado.

sob a supervisão da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República. bem como as alterações posteriores. o Ministério da Defesa. aprová-lo com ressalvas. Para isso vamos analisar o processo de desestatização de aeroportos: • Inicialmente os órgãos competentes do Poder Executivo. delibera. O Conselho. O Tribunal de Contas da União.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . e o o órgão da administração direta ou indireta que deverá ser o responsável pela execução e acompanhamento do correspondente processo de desestatização. inclui os aeroportos no PND. no acompanhamento contratual. Por fim.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 Processo de desestatização Bom. responsáveis pelas políticas públicas nessa área .decidem se é conveniente ou não para o País que determinados aeroportos sejam desestatizados. conduzem o processo de desestatização. emite Resolução recomendando ao (à) Presidente (a): a • • o a inclusão dos referidos aeroportos no Programa Nacional de Desestatização. a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). .br • • • • • 24 . ou ainda. por Decreto. e caso concorde com desestatização. O gestor do Fundo Nacional de Desestatização prepara os documentos dos processos de desestatização para apreciação pelo TCU. posteriormente.Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República. encaminha o pedido que justifica a desestatização para deliberação do Conselho.com. o órgão do Poder Executivo responsável. • A Presidenta caso concorde com o CND. analisa o 1º estágio de acompanhamento da desestatização. no caso. O CND aprova ou não o modelo de concessão proposto. podendo aprová-lo ou não. por sua vez.Curso On-Line: Economia da Regulação . no caso. conforme disciplinado na IN TCU 27/1998. vamos ver como isso funciona na prática. Em seguida. indicando os órgãos responsáveis pela condução do processo de desestatização. Ministério da Defesa. Fernando Graeff www. a Anac conduz e o TCU fiscaliza o processo de desestatização até a adjudicação (entrega) dos aeroportos ao licitante vencedor e. etc. Os órgãos responsáveis.pontodosconcursos.

de 9 de setembro de 1997. por meio de Decreto. serviço público. designando a Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC como gestora. Art.491/97. do Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim. no Rio de Janeiro. em Campinas. no uso da atribuição que lhe confere o art. em Campinas. para aprovação do Excelentíssimo Senhor Presidente da República.491. de 9 de setembro de 1997. quem efetivamente inclui no PND é o Presidente da República. de 08 de outubro de 2008 Propõe ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República a edição de decreto autorizando a inclusão no Programa Nacional de Desestatização – PND do Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim no Rio de Janeiro e do Aeroporto Internacional de Viracopos. “ad referendum” do Colegiado: Art.com. etc. setor. 5º. Agora. 6º da Lei nº 9..Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 Feito esse breve resumo. veja a Resolução 18/2008. nos termos do § 1º do art. ambos da Lei nº 9.491. para os fins da Lei nº 9.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . no PND.br 25 . § 4º combinado com o art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Resolve. 2º Recomendar que a Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC seja designada responsável pela execução e acompanhamento do processo de desestatização da infraestrutura de que trata o art. Art. veja abaixo o Decreto referente à Resolução CND 18/2008. que vimos acima: Fernando Graeff www. em Campinas. e Internacional de Viracopos.pontodosconcursos. 1º Recomendar. no PND: RESOLUÇÃO CND nº 18. 1º desta Resolução. 6º. emitida pelo Conselho recomendando a inclusão dos Aeroportos Internacional Antonio Carlos Jobim. a inclusão no Programa Nacional de Desestatização – PND. O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE DESESTATIZAÇÃO – CND. MIGUEL JORGE Atenção: Perceba que cabe ao CND recomendar a inclusão de certa empresa. no Rio de Janeiro. e do Aeroporto Internacional de Viracopos.Curso On-Line: Economia da Regulação .

2o Fica a Agência Nacional de Aviação Civil . 21 de julho de 2011. Dispõe sobre a inclusão no Programa Nacional de Desestatização . e dá outras providências. inciso I. de 28 de junho de 2011. localizado no Município de Campinas. de 8 de outubro de 2008. 84. ambas do Conselho Nacional de Desestatização. nos termos do § 1o do art 6o da Lei no 9. a resolução do CND que aprovou o modelo de concessão referente ao Trem de Alta Velocidade: Fernando Graeff www. da Lei no 9.pontodosconcursos. o Aeroporto Internacional de Viracopos. e nas Resoluções no 18. de 9 de setembro de 1997. de 1997. e o Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek. da Constituição. Distrito Federal. Art. para os fins da Lei no 9. no Distrito Federal.Curso On-Line: Economia da Regulação . 3o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.531 DE 21 DE JULHO DE 2011.491. 6o. observada a supervisão da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República. de 9 de setembro de 1997. no uso das atribuições que lhe confere o art.br 26 .Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . a título de exemplo. e Presidente Juscelino Kubitschek. localizado no Município de Guarulhos.PND dos Aeroportos Internacionais Governador André Franco Montoro e Viracopos.491.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 7.com. o Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro.491. ambos no Estado de São Paulo. DECRETA: Art. 1o Ficam incluídos no Programa Nacional de Desestatização . Brasília. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA. alínea “a”. e no 6. 1 o. no Estado de São Paulo. localizado em Brasília.PND. 190o da Independência e 123o da República. e tendo em vista o disposto no art. DILMA ROUSSEFF Cleverson Aroeira da Silva Fernando Damata Pimentel Veja agora.ANAC responsável por executar e acompanhar o processo de desestatização dos serviços públicos de que trata o art. incisos IV e VI. Art.

7º. São Paulo . com paradas intermediárias. inciso II. "c".491. nos termos do art. 1º. "c". resolve. destinada ao Trem de Alta Velocidade . alterado pelo Decreto nº 6.594. de 09 de setembro de 1997. de 07 de abril de 2009. 5º.SP e Campinas . seu relevante impacto socioeconômico.ANTT a promoção dos procedimentos para a celebração dos atos de outorga para a referida concessão. pela Lei nº 11. no trecho entre os Municípios do Rio de Janeiro .772. Até a próxima. II. 6º da Lei nº 9.256. do Decreto nº 6. e dá outras providências. alíneas "a".TCU/Plenário que aprovou. PRESIDENTE DO CONSELHO Finalizamos aqui nossa aula. nos termos do §1º do art.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . inciso II. 1 Aprovar o modelo e processo de outorga de concessão de serviço público para implantação e exploração da EF-222.Curso On-Line: Economia da Regulação . de 15 de maio de 1998. destinada ao Trem de Alta Velocidade -TAV.SP. DE 12 DE JULHO DE 2010 Aprova o modelo de concessão e o procedimento de operacionalização da concessão para implementação e operação da EF-222.SP. da Lei nº 9. destinada ao Trem de Alta Velocidade . 10.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 CONSELHO NACIONAL DE DESESTATIZAÇÃO RESOLUÇÃO Nº 5.RJ.SP e Campinas .pontodosconcursos. bem como: Considerando a inclusão no Programa Nacional de Desestatização . § 4º e 6º. com ressalvas. e à Agência Nacional de Transportes Terrestres . "d" e "e". de 17 de setembro de 2008.TAV. seus significativos efeitos de desconcentração nos maiores centros urbanos do país e da introdução de uma nova e moderna alternativa de transporte. "d" e "e". São Paulo . e Considerando as determinações do Tribunal de Contas da União contidas no Acórdão nº 1510/2010 .SP. no trecho entre os Municípios do Rio de Janeiro RJ. alíneas "a".com. O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE DESESTATIZAÇÃO . de acordo com o disposto nesta Resolução e nos termos das minutas de Edital de Licitação e de Contrato de Concessão. ad referendum: Art. e tendo em vista o disposto no art. o 1º estágio de fiscalização da outorga de concessão do serviço público de transporte de passageiros por meio de TAV. de que trata a Deliberação/ANTT nº 209/2010. no trecho entre os Municípios do Rio de Janeiro .br 27 . ambos do Decreto nº 2. Fernando. Fernando Graeff www.256/07 atribuiu ao Ministério dos Transportes a execução e acompanhamento do processo de concessão do TAV.PND da EF-222. no uso das atribuições que lhe confere o art.816. Considerando a necessidade e importância da implementação de sistema de transporte ferroviário de alta velocidade para o desenvolvimento da infraestrutura de transporte de passageiros.CND .RJ.TAV. e incluída no Plano Nacional de Viação. de 13 de novembro de 2007. inciso VI e § 3º e art. São Paulo . Considerando que o Decreto nº 6.491/97.SP e Campinas .

julgue os itens subsecutivos. (Cespe/BASA – Técnico Científico – Direito/2012) No que se refere à ordem econômica.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT .Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 Questões Comentadas 01. como agente normativo e regulador da atividade econômica. 03. uma forma de atuação indireta do Estado na economia consiste na atividade econômica de empresas estatais sob o regime de monopólio. 02. bem como às modalidades de intervenção do Estado brasileiro na ordem econômica. Portanto. e a seus princípios explícitos e implícitos. o Estado pode intervir indiretamente no corrigir distorções que se verificam quando os agentes econômicos podem atuar de modo totalmente livre.pontodosconcursos. julgue os itens subsecutivos. o item está errado. conforme previsto na CF.Curso On-Line: Economia da Regulação . conforme previsto na CF. bem como às modalidades de intervenção do Estado brasileiro na ordem econômica. (Cespe/BASA – Técnico Científico – Direito/2012) No que se refere à ordem econômica. Resolução: Pelo contrário. Fernando Graeff www. Conforme previsto na CF. O princípio da livre concorrência garante aos agentes econômicos a segurança de que o Estado não poderá impedi-los de atuar livremente no mercado. Portanto. e a seus princípios explícitos e implícitos. incentivo e planejamento. (Cespe/MPOG – Analista de Infraestrutura/2012) O Estado pode interferir na ordem econômica de modo direto e indireto.br 28 . 174 da CF/88 determina que o Estado. planejamento e participação no mercado. Resolução: A intervenção do Estado na economia por meio de empresas estatais é direta e não indireta como afirma o enunciado.com. o item está errado. Resolução: O art. o Estado quando atua como agente normativo e regulador exerce as funções de fiscalização. deve exercer as funções de fiscalização.

nesse caso temos a chamada descentralização administrativa (Administração Indireta). julgue o próximo item. É de competência exclusiva da União a instituição de contribuições de intervenção no domínio econômico. o item está errado. (Cespe/TCU – AUFCE – Auditoria Governamental/2011) No que se refere à atuação do Estado no domínio econômico. as quais não possuem natureza jurídica tributária. nesse caso temos a centralização administrativa (Administração Direta). Resolução: A prestação de serviços públicos pode ser feita diretamente pelo Estado: por intermédio de seus próprios órgãos.Curso On-Line: Economia da Regulação . (Cespe/AL Ceará .pontodosconcursos.br 29 . observar o princípio da livre iniciativa. o item está correto. apesar da denominação que recebem. Fernando Graeff www. Resolução: De fato. (Cespe/BASA – Técnico Científico – Direito/2012) Ao planejar a atividade econômica. 06.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 Portanto.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT .Analista Legislativo – Direito/2011) A prestação de serviços públicos sob o regime de delegação deve ser classificada como prestação indireta. ou indiretamente. Portanto. o item está errado. 04. a instituição de contribuições de intervenção no domínio econômico é de competência exclusiva da União. permanecendo a titularidade do serviço com o poder público. por meio da transferência de atribuições a outras pessoas. físicas ou jurídicas. Portanto. públicas ou privadas. o Estado deve. conforme previsão constitucional. contudo. elas possuem natureza jurídica tributária. Resolução: A função de planejamento do Estado é determinante para o setor público e indicativo para o setor privado. 05.com. atuando apenas de forma indicativa para o setor privado. o item está correto. Portanto.

há a transferência de titularidade e de execução de determinado serviço público.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 07. Resolução: A comercialização das jazidas de petróleo e gás natural não constitui monopólio da União. julgue os itens seguintes. por meio da qual o poder público cria uma pessoa jurídica de direito público ou privado. 09. atribuindo-lhe a titularidade e a execução de determinado serviço público. De acordo com a CF. configurada por intermédio de contrato ou ato unilateral.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . Na descentralização por colaboração.pontodosconcursos. (Cespe/TCU – AUFCE – Auditoria Governamental/2011) A respeito dos orçamentos e da ordem econômica e financeira. Portanto. somente pode-se configurar por meio de lei. o poder concedente conserva a titularidade do serviço. o item está errado. julgue os itens seguintes. Portanto. Fernando Graeff www. julgue os itens seguintes. constituem monopólio da União a pesquisa. funcional ou técnica. o item está errado.Curso On-Line: Economia da Regulação . (Cespe/TCU – AUFCE – Auditoria Governamental/2011) A respeito da descentralização de atividades no âmbito do poder público. Resolução: O enunciado caracteriza corretamente funcional ou técnica. a comercialização e a lavra das jazidas de petróleo e gás natural. por contrato (concessão ou permissão de serviços públicos) ou ato unilateral (autorização de serviços públicos). 08. Portanto. o item está correto. A denominada descentralização por serviços. unicamente a execução do serviço. 30 .br a descentralização por serviços. (Cespe/TCU – AUFCE – Auditoria Governamental/2011) A respeito da descentralização de atividades no âmbito do poder público. Resolução: A descentralização por colaboração ocorre quando o Estado transfere.com.

pontodosconcursos. Fernando Graeff www. 12. (Cespe/Direito/Seger-ES/2007) Quando a entidade da administração encarregada de executar um ou mais serviços distribui competências no âmbito da própria estrutura. (Cespe/Analista Judiciário/TRE-GO/2009) – adaptada desconcentração pressupõe a existência de apenas uma pessoa jurídica. lembre-se: desconcentração = uma só pessoa jurídica. Resolução: Fácil não. Portanto. o item está correto. o presidente do Banco Central do Brasil deverá participar das reuniões do Conselho Nacional de Desestatização para deliberação sobre a desestatização.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 10. o item está correto. a atividade é transferida de uma pessoa jurídica para outra.Curso On-Line: Economia da Regulação . (Cespe/TCU – AUFCE – Auditoria Governamental/2011) Julgue os itens que se seguem. a atividade é distribuída dentro da própria estrutura do ente. existem quantas pessoas? Apenas uma. Nesse caso. ela pratica a chamada descentralização.br - A 31 . o item está errado.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . acerca do programa nacional de desestatização e das agências reguladoras. a fim de tornar-se mais ágil e eficiente na prestação desses serviços. o presidente do Banco Central do Brasil deverá participar das reuniões do Conselho Nacional de Desestatização para deliberação sobre a desestatização. descentralização = mais de uma pessoa jurídica. Então se trata de desconcentração e não de descentralização. com direito a voto. no caso de desestatização de instituições financeiras controladas direta ou indiretamente pela União. 11. Vimos que a desconcentração administrativa ocorre quando uma pessoa política ou uma entidade da administração indireta distribui competências no âmbito de sua própria estrutura a fim de tornar mais ágil e eficiente a prestação do serviço. Resolução: Perfeito. Resolução: De fato. Portanto. Portanto.com. As instituições financeiras controladas direta ou indiretamente pela União podem ser objeto de desestatização. com direito a voto.

por meio de lei. 16. o item está correto. o item está errado. técnica ou funcional. distribui competências no âmbito da própria estrutura. o item está correto. Resolução: A descentralização administrativa se dá quando uma pessoa jurídica detentora de certa atividade distribui competência para outra pessoa jurídica distinta realizá-la.pontodosconcursos. também conhecida como descentralização por serviços. por lei. (Cespe/Seger-ES/2007) O fenômeno da descentralização é efetivado por meio de delegação quando o Estado cria uma entidade e a ela transfere.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 13. 14. Resolução: A descentralização administrativa por outorga ocorre quando o Estado cria uma entidade e a ela transfere o serviço público. Resolução: Vimos que a criação de uma entidade por lei para atribuir a ela a titularidade e a execução de determinado serviço público ocorre pela descentralização por outorga.Curso On-Line: Economia da Regulação . Portanto. a fim de tornar mais ágil e eficiente a prestação dos serviços. (Cespe/Analista Administrativo/MS/2010) A descentralização administrativa efetiva-se por meio de outorga quando o Estado cria uma entidade e a ela transfere. 15. Portanto. pois fala em descentralização por delegação. determinado serviço público.br 32 . O enunciado está errado.A descentralização administrativa ocorre quando se distribuem competências materiais entre unidades administrativas dotadas de personalidades jurídicas distintas. (Cespe/Analista Judiciário/TRE-MT/2010) – adaptada . encarregada de executar um ou mais serviços. Portanto. por lei. (Cespe/Analista Administrativo/MS/2010) A delegação ocorre quando a entidade da administração.com.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . determinado serviço público. Resolução: Fernando Graeff www.

a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo. Se usado de forma legítima. Assim. § 4º. à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros. a livre concorrência é a regra. o art. (Cespe/Especialista em Regulação/Anac/2009) A livre concorrência é uma manifestação da liberdade de iniciativa e. Resolução: De fato a desconcentração mantém os poderes e atribuições na titularidade de um mesmo sujeito de direito. Resolução: Fernando Graeff www. a lei reprimirá o poder econômico das empresas quando este for usado com abuso. A atividade econômica é reservada à iniciativa privada. no domínio econômico. para garanti-la.br 33 .Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . Portanto. elevando o número de sujeitos titulares de poderes públicos.com. passam a existir dois ou mais sujeitos de direito. 18. Assim. Portanto.O Estado pode estabelecer o controle de abastecimento e o tabelamento de preços. (Cespe/2ª Prova OAB/2008) – adaptada .Curso On-Line: Economia da Regulação . da CF/88. o item está errado. Contudo. a CF dispõe que a lei reprimirá o poder econômico das empresas. o item está correto. pois existe apenas uma pessoa jurídica. (Cespe/Analista Judiciário/TRE-ES/2010) A desconcentração mantém os poderes e as atribuições na titularidade de um mesmo sujeito de direito. ao passo que a descentralização os transfere para outro sujeito de direito distinto e autônomo. 19. 173. ressalvados os casos previstos na própria Constituição. titulares de poderes públicos.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 O enunciado confunde a definição de desconcentração com a descentralização por meio de delegação. Portanto. é dado privilégio à iniciativa privada. o item está errado. 17. não há que se falar em repressão. e a descentralização transfere para sujeito distinto.pontodosconcursos. dispõe que a lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise a dominação de mercados. 173 da CF/88 determina que. portanto. Resolução: O art.

br 34 . o item está errado. inclusive os estatais. 20. (Cespe/2ª Prova OAB/2008) – adaptada monopolizadas pela União são impassíveis de delegação. o enunciado apresenta duas atuações possíveis. Ou seja. Portanto. o item está correto. Portanto. mas em certas situações excepcionais. (Cespe/2ª Prova OAB/2008) – adaptada . no art. permite a formação de certos monopólios estatais. o item está errado. Portanto.com. o Estado pode explorar atividades econômicas. Portanto. Resolução: A atuação do Estado no domínio econômico deve ocorrer prioritariamente em caráter normativo e regulador.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . a união poderá contratar com empresas estatais ou privadas a realização de alguns tipos de monopólio. 177. o item está errado. o Estado não atua apenas em caráter normativo e regulador como afirma o enunciado.A CF proíbe a formação de monopólios. de mercado. (Cespe/ Procurador/PGE-PE/2009) – adaptada . Resolução: Segundo o art. As atividades Fernando Graeff www. § 1º. Portanto. sujeita à atuação excepcional do Estado apenas em caráter normativo e regulador. as atividades monopolizadas são passíveis de delegação. 177.O ordenamento jurídico nacional consagra uma economia descentralizada. a formação de monopólio privado é proibido devido ao lucro abusivo. Mas a CF/88.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 Vimos que o Estado intervém no domínio econômico de diversas formas. 22. em prol do interesse público.Curso On-Line: Economia da Regulação .pontodosconcursos. 21. justificadas pelo imperativo de segurança nacional ou relevante interesse coletivo. Resolução: Como vimos.

Resolução: O Estado deve intervir no domínio econômico para fiscalizar.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 23. 25. (Cespe/Juiz/TRF5/2011) – adaptada . incentivar e planejar. independentemente de autorização de órgãos públicos. salvo nas hipóteses em que a lei preveja a atuação do Estado.pontodosconcursos. Portanto. o planejamento é indicativo para o setor privado. 177.Curso On-Line: Economia da Regulação . da CF/88 permite que a união contrate com empresas estatais ou privadas a realização do refino do petróleo nacional. a atividade normativa e reguladora do Estado exercida por meio da intervenção na atividade econômica compreende as funções de fiscalização. o item está correto. o item está errado. Resolução: A regra é a livre iniciativa. de empresa privada para a realização dessa atividade. (Cespe/ Procurador/PGE-PE/2009) – adaptada .O Estado não pode intervir no domínio econômico para exercer função de fiscalização e planejamento no setor privado. fundado no princípio da livre iniciativa. participação e incentivo. § 1º. Portanto. Resolução: O art. Portanto.com. 26.O monopólio estatal na refinação do petróleo nacional impede a contratação. (Cespe/ Procurador/PGE-PE/2009) – adaptada . salvo nas hipóteses exigidas pela lei. 24. Portanto. incentivo e planejamento. Fernando Graeff www. (Cespe/Juiz/TRF5/2011) – adaptada .br 35 . o item está errado. 174 da CF/88. Resolução: Nos termos do art.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . pela União. sendo que nesse último caso. sob pena de afronta ao modelo capitalista de produção. o item está errado.É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica.A atividade normativa e reguladora do Estado exercida por meio da intervenção na atividade econômica compreende as funções de fiscalização.

28. o Estado pode intervir na economia. explorando-as em certos casos. (Cespe/Economista/ME/2008) O estudo da economia do setor público inclui tópicos como análise econômica das funções do governo e conceitos básicos da economia do setor público. Resolução: O Estado só poderá intervir na economia.Sempre que entender cabível. dispõe que o planejamento é determinante para o setor público e indicativo para o setor privado. (Cespe/Juiz/TRF5/2011) – adaptada . assim como o financiamento das atividades do Estado. Resolução: O Estado pode participar das atividades econômicas de diversas formas. 174 da CF/88. Portanto. o item está correto.A participação em atividades econômicas e a administração dessas atividades são as duas possíveis formas de ingerência do Estado na economia. incentivo e planejamento.pontodosconcursos. 29. (Cespe/Juiz/TRF5/2011) – adaptada . Portanto. pode ainda. Portanto. utilizando-se do monopólio de exploração direta da atividade econômica nos casos estritamente previstos na CF/88.br 36 . Com referência a esse assunto. utilizando-se do monopólio de exploração direta da atividade econômica. Fernando Graeff www. Resolução: O art. como dá a entender o enunciado. o item está errado. mas não são só elas. o item está errado.com. (Cespe/Juiz/TRF5/2011) – adaptada . e independentemente de previsão na CF. em harmonia com o princípio da livre iniciativa.O planejamento da atividade econômica pelo Estado. a participação em atividades econômicas e a administração dessas atividades são formas possíveis de ingerência do Estado na economia. 30. é sempre indicativo para o setor privado. intervir na atividade econômica exercendo funções de fiscalização. Portanto. julgue o item subsequente.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 27. na nova ordem constitucional econômica.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT .Curso On-Line: Economia da Regulação . na sua parte final.

que impõe limites a exploração econômica pela iniciativa privada. o item está errado. atividades que o Estado exercia indevidamente e sem controle. desestatizando atividades indevidamente exploradas pelo setor público. o item está correto.com. (Cespe/Analista/Anatel/2009) O Plano Nacional de Desestatização tinha como objetivo estratégico. para equilibrar as finanças públicas. em quaisquer hipóteses. os monopólios de que trata o art. nos casos em que esses setores apresentam características de monopólio natural. transferindo para a iniciativa privada. (Cespe/Especialista em Regulação/Anac/2009) A CF garante a todas as pessoas físicas e jurídicas a liberdade para exercer qualquer atividade econômica. § 4º. à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros. 173. Resolução: Existem atividades econômicas que são reservadas ao Estado. em conjunto com o art. 177 da CF/88. Portanto. Portanto. Resolução: A privatização na medida em que reduz a atuação direta do Estado no domínio econômico. incentivo e planejamento. as funções de fiscalização. como por exemplo. o PND tem como objetivo reduzir o déficit público. Portanto. amplia a função reguladora. 174. Resolução: Muito pelo contrário.Curso On-Line: Economia da Regulação . ao determinar que a lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise a dominação de mercados. 32. sobretudo.br 37 . o item está errado. o de aumentar o deficit público.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . É o que dispõe o art. de maneira a equilibrar as finanças do governo federal. Fernando Graeff www. 31. entre outros.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 A privatização dos setores de infraestrutura que ocorreu na maioria dos países ampliou a função reguladora do Estado.pontodosconcursos. que atribui ao Estado como agente normativo e regulador da atividade econômica. por meio da privatização. desde que devidamente autorizadas pelos órgãos públicos.

conforme previsto na CF. 04.com. apesar da denominação que recebem. 07. 06. atuando apenas de forma indicativa para o setor privado. as quais não possuem natureza jurídica tributária. o Estado deve. planejamento e participação no mercado. 02. uma forma de atuação indireta do Estado na economia consiste na atividade econômica de empresas estatais sob o regime de monopólio. É de competência exclusiva da União a instituição de contribuições de intervenção no domínio econômico. julgue os itens subsecutivos. (Cespe/AL Ceará . julgue o próximo item. julgue os itens subsecutivos. conforme previsão constitucional. e a seus princípios explícitos e implícitos.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT .Analista Legislativo – Direito/2011) A prestação de serviços públicos sob o regime de delegação deve ser classificada como prestação indireta. observar o princípio da livre iniciativa. 03. (Cespe/MPOG – Analista de Infraestrutura/2012) O Estado pode interferir na ordem econômica de modo direto e indireto. (Cespe/BASA – Técnico Científico – Direito/2012) No que se refere à ordem econômica. 05. O princípio da livre concorrência garante aos agentes econômicos a segurança de que o Estado não poderá impedi-los de atuar livremente no mercado.pontodosconcursos. e a seus princípios explícitos e implícitos. julgue os itens seguintes.Curso On-Line: Economia da Regulação . Fernando Graeff www.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 Lista de Questões 01. conforme previsto na CF. (Cespe/BASA – Técnico Científico – Direito/2012) Ao planejar a atividade econômica. (Cespe/TCU – AUFCE – Auditoria Governamental/2011) No que se refere à atuação do Estado no domínio econômico.br 38 . permanecendo a titularidade do serviço com o poder público. (Cespe/BASA – Técnico Científico – Direito/2012) No que se refere à ordem econômica. o Estado quando atua como agente normativo e regulador exerce as funções de fiscalização. bem como às modalidades de intervenção do Estado brasileiro na ordem econômica. Conforme previsto na CF. (Cespe/TCU – AUFCE – Auditoria Governamental/2011) A respeito dos orçamentos e da ordem econômica e financeira. bem como às modalidades de intervenção do Estado brasileiro na ordem econômica.

com direito a voto. a comercialização e a lavra das jazidas de petróleo e gás natural. A 13. 09. acerca do programa nacional de desestatização e das agências reguladoras. (Cespe/Seger-ES/2007) O fenômeno da descentralização é efetivado por meio de delegação quando o Estado cria uma entidade e a ela transfere.br 39 . o presidente do Banco Central do Brasil deverá participar das reuniões do Conselho Nacional de Desestatização para deliberação sobre a desestatização. (Cespe/Analista Judiciário/TRE-GO/2009) – adaptada desconcentração pressupõe a existência de apenas uma pessoa jurídica. (Cespe/TCU – AUFCE – Auditoria Governamental/2011) A respeito da descentralização de atividades no âmbito do poder público. (Cespe/TCU – AUFCE – Auditoria Governamental/2011) Julgue os itens que se seguem. configurada por intermédio de contrato ou ato unilateral. há a transferência de titularidade e de execução de determinado serviço público.com. As instituições financeiras controladas direta ou indiretamente pela União podem ser objeto de desestatização. 12. 08.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 De acordo com a CF. (Cespe/TCU – AUFCE – Auditoria Governamental/2011) A respeito da descentralização de atividades no âmbito do poder público. (Cespe/Direito/Seger-ES/2007) Quando a entidade da administração encarregada de executar um ou mais serviços distribui competências no âmbito da própria estrutura. a fim de tornar-se mais ágil e eficiente na prestação desses serviços. 10.pontodosconcursos. julgue os itens seguintes. determinado serviço público. julgue os itens seguintes. ela pratica a chamada descentralização. Na descentralização por colaboração. A denominada descentralização por serviços. Nesse caso. atribuindo-lhe a titularidade e a execução de determinado serviço público. 11. 14. somente pode-se configurar por meio de lei. funcional ou técnica. por meio da qual o poder público cria uma pessoa jurídica de direito público ou privado. (Cespe/Analista Judiciário/TRE-MT/2010) – adaptada . constituem monopólio da União a pesquisa.A descentralização administrativa ocorre quando se distribuem competências materiais entre unidades administrativas dotadas de personalidades jurídicas distintas. por lei.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . Fernando Graeff www.Curso On-Line: Economia da Regulação .

(Cespe/Analista Judiciário/TRE-ES/2010) A desconcentração mantém os poderes e as atribuições na titularidade de um mesmo sujeito de direito. 21. As atividades 22. de mercado.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . 20. distribui competências no âmbito da própria estrutura.A CF proíbe a formação de monopólios. a CF dispõe que a lei reprimirá o poder econômico das empresas. (Cespe/Especialista em Regulação/Anac/2009) A livre concorrência é uma manifestação da liberdade de iniciativa e. Fernando Graeff www. salvo nas hipóteses exigidas pela lei. para garanti-la. (Cespe/ Procurador/PGE-PE/2009) – adaptada . por lei. 24. (Cespe/Juiz/TRF5/2011) – adaptada . independentemente de autorização de órgãos públicos. elevando o número de sujeitos titulares de poderes públicos. fundado no princípio da livre iniciativa. (Cespe/ Procurador/PGE-PE/2009) – adaptada .É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica. sujeita à atuação excepcional do Estado apenas em caráter normativo e regulador. 17. 16. (Cespe/ Procurador/PGE-PE/2009) – adaptada . determinado serviço público. 18. (Cespe/2ª Prova OAB/2008) – adaptada .com. (Cespe/Analista Administrativo/MS/2010) A delegação ocorre quando a entidade da administração.A atividade normativa e reguladora do Estado exercida por meio da intervenção na atividade econômica compreende as funções de fiscalização. 25. 23. (Cespe/2ª Prova OAB/2008) – adaptada monopolizadas pela União são impassíveis de delegação.O Estado pode estabelecer o controle de abastecimento e o tabelamento de preços.O Estado não pode intervir no domínio econômico para exercer função de fiscalização e planejamento no setor privado.br 40 .pontodosconcursos. encarregada de executar um ou mais serviços.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 15. ao passo que a descentralização os transfere para outro sujeito de direito distinto e autônomo. (Cespe/2ª Prova OAB/2008) – adaptada . a fim de tornar mais ágil e eficiente a prestação dos serviços.O ordenamento jurídico nacional consagra uma economia descentralizada.Curso On-Line: Economia da Regulação . participação e incentivo. 19. inclusive os estatais. sob pena de afronta ao modelo capitalista de produção. (Cespe/Analista Administrativo/MS/2010) A descentralização administrativa efetiva-se por meio de outorga quando o Estado cria uma entidade e a ela transfere.

28. em harmonia com o princípio da livre iniciativa. (Cespe/Economista/ME/2008) O estudo da economia do setor público inclui tópicos como análise econômica das funções do governo e conceitos básicos da economia do setor público. Fernando Graeff www. assim como o financiamento das atividades do Estado.Curso On-Line: Economia da Regulação . (Cespe/Juiz/TRF5/2011) – adaptada . (Cespe/Analista/Anatel/2009) O Plano Nacional de Desestatização tinha como objetivo estratégico. pela União. 29. sobretudo. (Cespe/Juiz/TRF5/2011) – adaptada .com.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . entre outros.br 41 . de empresa privada para a realização dessa atividade.O planejamento da atividade econômica pelo Estado. julgue o item subsequente. o de aumentar o deficit público. o Estado pode intervir na economia. 31. (Cespe/Juiz/TRF5/2011) – adaptada . A privatização dos setores de infraestrutura que ocorreu na maioria dos países ampliou a função reguladora do Estado.pontodosconcursos. desde que devidamente autorizadas pelos órgãos públicos. 27.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 26. e independentemente de previsão na CF. 30.A participação em atividades econômicas e a administração dessas atividades são as duas possíveis formas de ingerência do Estado na economia. na nova ordem constitucional econômica. nos casos em que esses setores apresentam características de monopólio natural. por meio da privatização. (Cespe/Especialista em Regulação/Anac/2009) A CF garante a todas as pessoas físicas e jurídicas a liberdade para exercer qualquer atividade econômica. Com referência a esse assunto.O monopólio estatal na refinação do petróleo nacional impede a contratação. em quaisquer hipóteses. de maneira a equilibrar as finanças do governo federal. (Cespe/Juiz/TRF5/2011) – adaptada . 32. utilizando-se do monopólio de exploração direta da atividade econômica. transferindo para a iniciativa privada. atividades que o Estado exercia indevidamente e sem controle.Sempre que entender cabível. é sempre indicativo para o setor privado.

Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 GABARITOS: 01 11 Errado 21 31 02 12 Certo 22 22 03 13 Certo 23 Certo 04 Certo 14 Errado 24 05 Errado 15 Certo 25 06 Certo 16 Errado 26 07 17 Certo 27 08 18 Errado 28 09 Certo 19 Certo 29 Certo 10 Certo 20 Errado 30 Certo Errado Errado Errado Errado Errado Errado Errado Errado Errado Errado Errado Errado Errado Errado Fernando Graeff www.com.pontodosconcursos.br 42 .Curso On-Line: Economia da Regulação .Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT .

2008. Lei nº 8. Políticas Públicas: conceitos e práticas. Lei nº 9. Marçal.491. Fábio. 2002. Editora Fórum: Belo Horizonte.233. Marcus Vinicius Corrêa. Lei nº 9. Brasil. 2003. 2005. 2006. Maria Sylvia Zanella. de 5 de junho de 2001. Alexandre Santos de. Editora Dialética: São Paulo. Finanças Públicas – Teoria e Prática no Brasil. O Direito das Agências Reguladoras Independentes. Direito dos Serviços Públicos. Parcerias na Administração Pública. Ana Cláudia. Aragão. Campus: Rio de Janeiro. Editora Fórum: Belo Horizonte. Alexandre Santos de. Marçal. Fernando Graeff www. Marques Neto. 2009. Forense: Rio de Janeiro. de 30 de dezembro de 2004. Teoria Geral das Concessões de Serviço Público. Lei no 10. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.987. Agências Reguladoras Independentes.079. Brasil.074.594. Decreto nº 2. Forense: Rio de Janeiro. Jefferson Ney. Editora Dialética: São Paulo. Lopes. Di Pietro.br 43 . Brasil. 2009. Agências Reguladoras. de 7 de julho de 1995. Coordenação de Ricardo Wahrendorff Caldas – Belo Horizonte: Sebrae/MG. Justen Filho. Além. Bittencourt. Atlas: São Paulo. Giambiagi.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 03 Bibliografia Aragão. Brenner.pontodosconcursos. de 13 de fevereiro de 1995. Floriano de Azevedo. Justen Filho. Controle das Concessões de Serviços Públicos. Brasil.Curso On-Line: Economia da Regulação . Lei no 11. Brasil. 2008.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . Brasil. de 15 de maio de 1998. Amaral. Brasil. de 9 de setembro de 1997.com. 2000.

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