You are on page 1of 51

Curso On-Line: Economia da Regulação - Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT - Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 Introdução

........................................................................................ 01 Delegação de serviços públicos: concessões, permissões e autorizações ..... 02 Licitação para outorga de delegação de serviço público ............................. 11 Questões comentadas .......................................................................... 20 Lista de questões ................................................................................ 41 Bibliografia ......................................................................................... 50

Introdução

Prezado Aluno, Conforme proposto no nosso cronograma vamos tratar na aula de hoje os seguintes temas: Aula
Aula 05

Tópicos abordados
Delegação de serviços públicos: concessões, permissões e autorizações. Licitação para outorga de delegação de serviço público.

As questões discutidas durante a aula estão listadas no final do arquivo para caso você queira tentar resolve-las antes de ver os comentários. E, por último, participe do Fórum de dúvidas, que é um dos diferenciais do Ponto. Lá você poderá tirar suas dúvidas, auxiliar outras pessoas e ajudar no aprimoramento dos nossos cursos. Dito isto, mãos à obra...

Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br

1

Curso On-Line: Economia da Regulação - Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT - Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05

Delegação de serviços públicos: concessões, permissões e autorizações.

O art. 175 da CF/88 dispõe que incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos. As leis 8.987/95 e 9.074/95 vieram disciplinar referido artigo. Posteriormente, em 2004 foi editada a Lei 11.079 que também dispõe sobre concessões, só que desta feita sob a denominação de Parcerias Público-Privadas (PPP). Assim, no que diz respeito à concessão, a publicação da Lei 11.079/2004 obriga-nos a distinção de três modalidades: • (1ª modalidade) A concessão de serviço público, em sua forma tradicional, que se constitui na delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado (art. 2º, II, da Lei 8.987/95). A Lei 8.987/95, art. 2º, III, prevê uma variação desse tipo de concessão, desta feita, precedida da execução de obra pública, que envolve a construção, total ou parcial, conservação, reforma, ampliação ou melhoramento de quaisquer obras de interesse público, delegada pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para a sua realização, por sua conta e risco, de forma que o investimento da concessionária seja remunerado e amortizado mediante a exploração do serviço ou da obra por prazo determinado. Importante notar que, embora a Lei fale em “concessão de serviço público precedida de obra pública”, na realidade admite que, após o término da obra, o concessionário apenas explore comercialmente a própria obra, sem prestar necessariamente um serviço público. Com efeito, na parte final do dispositivo, há referência ao fato de que o investimento da concessionária pode ser “remunerado e amortizado mediante a exploração do serviço ou da obra por prazo determinado”. As concessões da 8.987/95 são denominadas “comuns”, e constituem-se em contratos administrativos pelo qual a Administração Pública transfere a outrem a execução de um serviço público, mediante tarifa paga pelo usuário ou outra forma de remuneração decorrente da exploração do serviço; a forma básica de remuneração é a tarifa paga pelo usuário,
Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br

2

Curso On-Line: Economia da Regulação - Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT - Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 sendo possível previsão contratual de outras formas de remuneração, alternativas, acessórias, complementares ou decorrentes de projetos associados; por sua vez, o subsídio pelo poder público é possível, desde que previsto em lei e garantido em igualdade de condições a todos os licitantes. • (2ª modalidade) A concessão patrocinada, sujeita ao regime estabelecido pela Lei 11.079/2004, aplicando-se subsidiariamente a Lei 8.987/95. Trata-se do mesmo mecanismo de concessão de serviços ou de obras públicas de que trata a Lei 8.987/95, a diferença é que envolve, adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários, contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado; seu objeto pode ser a execução de um serviço público ou de uma obra pública; substancialmente, não difere da concessão tradicional (=comum), em que também é possível contraprestação do poder público sob a forma de subsídio; só que na concessão patrocinada a contraprestação do poder público é obrigatória, e na concessão tradicional é excepcional. • (3ª modalidade) A concessão administrativa, que também é um contrato administrativo, cujo objeto é a prestação de serviços de que a Administração Pública seja usuária direta ou indireta, ainda que envolva execução de obra ou fornecimento de instalação de bens (art. 2º, § 2º, da Lei 11.079/2004). A concessão administrativa constitui um misto de empreitada e de concessão: de empreitada, porque a remuneração é feita pelo poder público e não pelos usuários; de concessão, porque seu objeto poderá ser a execução de um serviço público, razão pela qual seu regime jurídico será semelhante ao da concessão de serviços públicos. A remuneração do concessionário é um dos principais fatores distintivos entre essas modalidades de concessão:

Modalidade Tradicional ou comum

Forma de Remuneração do Concessionário

Tarifa paga pelo usuário + outra formas de remuneração decorrentes da exploração do serviço + subsídio (excepcionalmente). Tarifa paga pelo usuário + outra formas de remuneração Patrocinada decorrentes da exploração do serviço + contraprestação obrigatória do poder público. Administrativa Integralmente feita pelo poder público. Segundo Di Pietro, a escolha da modalidade de concessão não é arbitrária; deve ser feita em função do tipo de atividade que se pretende conceder. Quando se tratar da contratação de serviço público que comporta remuneração
Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br

3

Curso On-Line: Economia da Regulação - Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT - Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 pelo usuário, sendo ou não precedido de obra pública, cabe ao poder público optar pelo regime da concessão de serviço público tradicional (comum) ou pela patrocinada (PPP). Naturalmente, a modalidade de concessão patrocinada será escolhida quando se tratar de serviço público ou obra pública que proporcione pouco retorno ou retorno demorado ao parceiro privado, de tal modo que ele seja atraído pela possibilidade de receber remuneração do próprio poder público, adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários. De outro lado, quando a atividade a ser contratada não comportar cobrança de tarifa do usuário, como uma atividade da área social (saúde ou educação, por exemplo), ou da área administrativa (atividade-meio), o poder público poderá optar entre a empreitada regida pela Lei 8.666/93 e a concessão administrativa (PPP). A forma mais adequada será a concessão administrativa quando a prestação do serviço for precedida da realização de uma obra pública, como um hospital ou uma escola, por exemplo. O contrato, nesse caso, englobará a obra e o serviço em um único projeto de PPP. Os serviços uti universi, que são usufruídos apenas indiretamente pelo cidadão, como é o caso da limpeza pública, também não podem ser objeto de concessão de serviço público tradicional nem de concessão patrocinada. Nesse ponto, Di Pietro alerta que embora a expressão serviço público seja utilizada, muitas vezes, em sentido amplo, para abranger todas as funções do Estado ou todas as funções exercidas pela Administração Pública, quando se trata de concessão de serviço público (forma que assume também a concessão patrocinada), a expressão tem um sentido restrito, que abrange apenas a atividade material prestada pelo Estado ou seus representantes, para oferecimento de utilidades fruíveis diretamente pelo usuário. É o que ocorre com o fornecimento dos serviços de transportes, navegação aérea, telecomunicações e tantos outros. Trata-se dos serviços públicos uti singuli, em que há a satisfação individual e direta das necessidades do cidadão. Por fim, cabe lembrar que as atividades exclusivas do Estado, dentre as quais as que se inserem no poder de polícia, não podem ser objeto de concessão. Permissão Inicialmente cabe destacar que o vocábulo “permissão” possui um sentido amplo, que designa o ato administrativo unilateral, discricionário e precário, gratuito ou oneroso, pelo qual a Administração Pública faculta ao particular a execução de serviço público ou a utilização privativa de bem público por terceiros.

Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br

4

Curso On-Line: Economia da Regulação - Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT - Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 Portanto, o objeto da permissão é a execução de serviço público ou a utilização privativa de bem público. Daí sua dupla acepção: permissão de serviço público ou permissão de uso. Lembre-se de que o art. 175 da CF/88 autorizou o poder público a delegar serviços públicos por meio de concessão ou permissão. O parágrafo único do art. 175 determina que a lei disporá sobre o caráter especial do contrato de permissão ou concessão. Assim, importa distinguir concessão de permissão, sendo que esta última, tradicionalmente, não tem natureza contratual, causando estranheza a referência, como contrato, pela CF/88. A forma pela qual a permissão se distingue da concessão sempre esteve em sua diversa natureza: enquanto a concessão é contrato e, portanto, instituto que assegura maior estabilidade ao concessionário, em função do estabelecimento de direitos e deveres recíprocos, especialmente decorrentes do estabelecimento de um prazo; a permissão é ato unilateral, discricionário e precário, não envolvendo por isso mesmo, qualquer direito do particular contra a Administração Pública. Alguns autores aceitam a possibilidade de fixação de prazo na permissão, denominando-a de “permissão condicionada” ou “permissão qualificada”. Segundo Di Pietro, a fixação de prazo na permissão praticamente faz desaparecer a diferença entre esse instituto e a concessão, já que ocorrerá a perda da precariedade e o permissionário se tornará titular de direito subjetivo oponível à administração, consistente no direito à prestação do serviço permitido pelo prazo convencionado, sob pena de responder a Administração Pública por perdas e danos. A Lei 8.987/95, simplesmente prevê no art. 2º, IV, que a permissão é a delegação, a título precário, mediante licitação, da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco. Já, o art. 40 determina que “A permissão de serviço público será formalizada mediante contrato de adesão, que observará os termos desta Lei, das demais normas pertinentes e do edital de licitação, inclusive quanto à precariedade e à revogabilidade unilateral do contrato pelo poder concedente”. Pelos dois dispositivos conjugados, verifica-se que foram indicadas como características da permissão:

Fernando Graeff www.pontodosconcursos.com.br

5

Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 Destaque-se que não é possível que a delegação da prestação do serviço público por permissão seja precedida da realização de obra pública. e autorização de serviço público.987/95 ao definir a permissão como dada a título precário. como contrato. quis permitir permissões por prazos indeterminados. sem fazer referência a prazo determinado como o fez para a concessão. a Lei 8. 57. Então vamos estudar esse instituto. segundo a autora. a permissão pode.Curso On-Line: Economia da Regulação .br 6 . que os proíbe expressamente.666/93. concessão ou permissão. essa modalidade é reservada à concessão. § 3º. da Lei 8. autorização de uso (espaço público. criando uma exceção à regra do art. 175 da CF/88 e na Lei 8. Mas.175 da CF/88 faz referência apenas à concessão e à permissão como formas de prestação de serviços públicos. Segundo Di Pietro.com. Autorização Como sabemos.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . o art. arrola os serviços que a União pode executar diretamente ou mediante autorização. Essa. incisos XI e XII. no art. A autorização no direito brasileiro tem várias acepções: autorização como ato praticado no exercício do poder de polícia (porte de arma. é a única interpretação possível para justificar a existência da permissão de serviço público. 21.987/95. Frise-se ainda que a concessão não pode ser feita à pessoa física. por exemplo). Fernando Graeff www. o art.pontodosconcursos. por exemplo).

assim. fluviais e lacustres. já a Lei 9. em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos. • a navegação aérea. que confere à União competência privativa para explorar. Como dissemos. • os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais. sem direito à indenização. mas apenas por ele mesmo.074/95 cuida também de hipóteses de autorização. e • os portos marítimos. a autorização de serviço público está prevista no art. • os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros. aeroespacial e a infraestrutura aeroportuária. ao lado da permissão e da concessão de serviço público. quando prestado diretamente pelo Poder Público ou pelas concessionárias ou permissionárias. 21. ou que transponham os limites de Estado ou Território. um ato precário. consistente em perdas e danos. Com relação à legislação infraconstitucional que nos interessa diretamente. permissão ou concessão: • os serviços de radiodifusão sonora. a fixação de prazo poderá investir o beneficiário em direito subjetivo oponível à Administração.987/95 somente cuida da concessão e da permissão. de tal forma que o Poder Público pode revogá-la. a título precário.com.pontodosconcursos. em caso de revogação extemporânea. Sendo a autorização. por faltar-lhe uma característica essencial que é o atendimento de necessidades coletivas. a rigor deve ser outorgada sem prazo. como forma de delegação da execução de serviço público ao particular. é o ato administrativo unilateral e discricionário pelo qual o Poder Público delega ao particular a exploração de serviço público. ele não exerce uma atividade que vá ser usufruída por terceiros. e de sons e imagens. incisos XI e XII.br 7 . praticamente perde essa qualidade quando prestado mediante autorização. Fernando Graeff www. A autorização de serviço público normalmente é dada no interesse exclusivo do particular que a obtém. Coloca-se.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . Vale dizer que aquela mesma atividade que constituir serviço público propriamente dito. diretamente ou mediante autorização. • os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água. a qualquer momento.Curso On-Line: Economia da Regulação . a Lei 8. por definição. da CF/88.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 A autorização de serviço público. que é a que nos interessa.

que deverá observar os termos desta Lei. caracterizando seu objeto.com. precedida ou não da execução de obra pública.987/95 define no art. em qualquer caso.Curso On-Line: Economia da Regulação .074/95 A Lei 9. ficam dispensados de lei autorizativa aqueles serviços já referidos na Constituição Federal. à permissão é referida no art. observado.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 Disposições da Lei 8. Ou seja. inclusive quanto à precariedade e à revogabilidade unilateral do contrato pelo poder concedente. Além disso. nas Constituições Estaduais e nas Leis Orgânicas do Distrito Federal e Municípios. 40 que determina que a permissão de serviço público será formalizada mediante contrato de adesão. 4º que a concessão de serviço público. a própria lei dispensa os serviços de saneamento básico e limpeza urbana dessa exigência. que observará os termos desta Lei. a lei determina que as concessões e permissões sujeitar-se-ão à fiscalização pelo poder concedente responsável pela delegação. ato justificando a conveniência da outorga de concessão ou permissão. O art. área e prazo. A Lei determina. das demais normas pertinentes e do edital de licitação. a Lei 9.074/95 já prevê alguns serviços e obras públicas de competência da União que estão sujeitos ao regime de concessão ou. o poder concedente deve proporcionar aos usuários instrumentos que possibilitem sua participação na fiscalização dos concessionários ou permissionários. de permissão: • vias federais. das normas pertinentes e do edital de licitação. Já.br 8 . de forma lógica. será formalizada mediante contrato. No art. que o poder concedente deverá publicar. 2º determina que a União.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . ainda. os termos da Lei 8. previamente ao edital de licitação. com a cooperação dos usuários. os Estados.987/95 sobre concessões e permissões A Lei 8.987/95. precedidas ou não da execução de obra pública.074/95 estabeleceu normas gerais para a outorga e prorrogações das concessões e permissões de serviços públicos. quando couber. o Distrito Federal e os Municípios poderão executar obras e serviços públicos por meio de concessão e permissão desde que exista lei autorizando e fixando os termos.pontodosconcursos. Mas. Também. Fernando Graeff www. 3º. Disposições da Lei 9.

permissões e autorizações.074/95 estabeleceu as bases para a desestatização dos serviços de geração de energia elétrica.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 • exploração de obras ou serviços federais de barragens. • estações aduaneiras e outros terminais alfandegados de uso público. realizado por operadoras de turismo no exercício dessa atividade. podendo ser prorrogado por dez anos.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . Considera-se produtor independente de energia elétrica a pessoa jurídica ou empresas reunidas em consórcio que recebam concessão ou autorização do poder concedente. precedidos ou não de obras públicas. rodoviário e aquaviário. Dessa forma. o autoprodutor é aquele que produz energia para consumo próprio.pontodosconcursos. eclusas. permissão ou autorização: Dispensa Transporte Concessão. • os serviços postais.074/95 determinou que. precedidas ou não da execução de obras públicas. contenções. não instalados em área de porto ou aeroporto. criando um regime tripartite de concessões. de pessoas. exceto as usinas termelétricas cuja fonte primária de energia é a nuclear. para produzir energia elétrica destinada ao comércio de toda ou parte da energia produzida. Já. de passageiros. aquaviário.com. rodoviário e aquaviário de pessoas. A Lei também prevê alguns serviços de transporte que estão dispensados de concessão. serão objeto de: Fernando Graeff www. Concessão ou permissão: Por fim. diques e irrigações.Curso On-Line: Economia da Regulação . a Lei 9.br 9 . em caráter privativo de organizações públicas ou privadas. cujo prazo de concessão ou permissão será de vinte e cinco anos. a Lei 9. por sua conta e risco. ainda que em forma regular. os “produtores independentes” e os “autoprodutores”. que não seja realizado entre portos organizados. permissão ou autorização: de cargas. no qual se enquadrariam os chamados “grandes produtores”.

000 kW. mediante licitação: Concessão mediante licitação ou autorização: Autorização: Dispensadas de concessão.pontodosconcursos.Curso On-Line: Economia da Regulação . resguardado direito adquirido relativo às concessões existentes. periodicamente. Fernando Graeff www. de potência superior a 1. Concessão. destinada a uso exclusivo do autoprodutor. destinados à produção independente de energia elétrica. destinados ao uso exclusivo de autoprodutor.com.br 10 . Implantação de usinas termelétricas de potência igual ou inferior a 5.000 kW. Uso de bem público. devendo apenas comunicar a Administração: Em cada modalidade de serviço público. de potência superior a 5.000 kW.000 kW.000 kW. Implantação de usinas termelétricas. relatório sobre os serviços prestados. Aproveitamento de potenciais hidráulicos de potência superior a 1. o aproveitamento de potenciais hidráulicos de potência superior a 10. permissão ou autorização. o respectivo regulamento determinará que o poder concedente estabeleça forma de participação dos usuários na fiscalização e torne disponível ao público.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 Modalidade Serviço Aproveitamento de potenciais hidráulicos de potência superior a 1. Aproveitamento de potenciais hidráulicos. O aproveitamento de potenciais hidráulicos.000 kW. destinados a execução de serviço público. Usinas termelétricas destinadas à produção independente.000 kW e igual ou inferior a 10. iguais ou inferiores a 1.000 kW e a implantação de usinas termelétricas de potência superior a 5.000 kW.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . destinados a uso exclusivo do autoprodutor.

da Lei 8. nos termos da legislação própria. da Lei 8. Atenção: A Lei 8. determina que a concessão de serviço público. Di Pietro. o art. seja feita por licitação na modalidade concorrência. 14. Assim. A Lei. o art. Por sua vez. prestados por pessoas jurídicas sob controle direto ou indireto da União. 40. sempre através de licitação. não faz menção expressa à modalidade que deve ser aplicada no caso das permissões. Atenção: Perceba que o art. A Lei 11.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . será objeto de prévia licitação. Todavia. Ao tratar da permissão.987/95. em que se pretenda efetuar a privatização simultaneamente com a outorga de nova concessão ou com a Fernando Graeff www. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. remete isso à legislação própria. entende que a modalidade de licitação aplicável à permissão também seria a concorrência. na modalidade concorrência. a Lei não define qual a modalidade da licitação. na forma da lei. mas não diz em qual modalidade será feita essa licitação. diferentes da concorrência. o art.079/2004 (PPP) prevê a contratação de parceria público-privada também precedida de licitação na modalidade de concorrência (estudaremos as peculiaridades da licitação de PPP nas próximas aulas). A Lei 9. Parte da doutrina entende que por força do art. 14. afirma que toda concessão de serviço público. precedida ou não de obra pública. entretanto. incisos II e III.com. 40 manda aplicar as disposições da Lei à permissão.987/95. permitiu a licitação na modalidade leilão nos seguintes casos: • serviços públicos. da Lei 8. a prestação de serviços públicos”.Curso On-Line: Economia da Regulação .Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 Licitação para outorga de delegação de serviço público. 175 da CF/88 dispõe que: “Incumbe ao Poder Público. O art.987/95 determina que toda concessão de serviço público será objeto de prévia licitação. precedida ou não da execução de obra pública. por exemplo.987/95 prevê expressamente que as concessões devem ser precedidas de licitação.br 11 .pontodosconcursos. inserido no capítulo da Lei que disciplina o processo licitatório das concessões. por exemplo. outras leis podem permitir a delegação de certos serviços públicos por outras modalidades de licitação. Mas.074/95. 2º. Nesse sentido. no inciso IV. a concorrência também seria a modalidade adequada no caso das permissões.

Observação: A doutrina crítica a referência desses princípios na Lei 8.br 12 .491/97 (Lei do PND) dispõe que a concessão. Moralidade. no capítulo V.pontodosconcursos. Atenção: os serviços de telecomunicação têm disciplina própria na Lei 9.987/95. Nesse sentido. e Vinculação ao instrumento convocatório. Igualdade. precedida ou não da execução de obra pública.com. permissão ou autorização de serviços públicos incluídos no Programa Nacional de Desestatização poderá ser licitada na modalidade leilão. ainda que não haja a alienação das quotas ou ações representativas de seu controle societário. do Distrito Federal ou dos Municípios. Julgamento por critérios objetivos. • licitações relativas à outorga de nova concessão com a finalidade de promover a transferência de serviço público prestado por pessoas jurídicas incluídas no Programa Nacional de Desestatização. nos termos da legislação própria e com observância aos seguintes princípios: • • • • • • Legalidade. Por sua vez a Lei 9. Publicidade.666/93).Curso On-Line: Economia da Regulação .472/97. Fernando Graeff www. que não será objeto de nosso estudo. Normas gerais sobre o processo licitatório para delegação de serviços públicos A Lei 8. pois entende desnecessária. disciplina o processo licitatório para delegação de serviços públicos.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 prorrogação das concessões existentes (atenção: não se aplica aos serviços públicos de telecomunicações). uma vez que são princípios implícitos em qualquer processo licitatório e além do mais já estão expressos na lei geral de licitações (Lei 8.987/95. toda concessão de serviço público. será objeto de prévia licitação. desde que as partes acordem quanto às regras estabelecidas.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . • serviços públicos em que o titular da concessão ou autorização de competência da União for empresa sob controle direto ou indireto dos Estados.

necessite de vantagens ou subsídios que não estejam previamente autorizados em lei e à disposição de todos os concorrentes. necessite de vantagens ou subsídios do poder público controlador da referida entidade. para sua viabilização. Importante: a licitação somente poderá ser julgada levando em consideração um dos critérios ou no máximo dois. inclusive com regras e fórmulas precisas para avaliação econômico-financeira. ainda.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 A licitação poderá ser julgada de acordo com um dos seguintes critérios: a) o menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado.pontodosconcursos. b) a maior oferta. ou. f) melhor proposta em razão da combinação dos critérios de maior oferta pela outorga da concessão com o de melhor técnica. nos casos de pagamento ao poder concedente pela outorga da concessão. dos critérios a.br SITUAÇÃO RECUSAR DESCLASSIFICAR DESCLASSIFICAR 13 . Nesse último caso. com preço fixado no edital. nem receber a proposta. ou seja.Curso On-Line: Economia da Regulação . b e c. Que. d) melhor proposta técnica. c) melhor oferta de pagamento pela outorga após qualificação de propostas técnicas. decorrentes da combinação entre os critérios de menor valor da tarifa. é admitida quando previamente estabelecida no edital de licitação. o edital de licitação deverá conter os parâmetros e exigências para sua formulação.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . para sua viabilização. De entidade estatal alheia à esfera político-administrativa do poder concedente que. Fernando Graeff www. O Poder Concedente poderá recusar. ou g) a combinação. Observação: Quando o critério de julgamento envolver proposta técnica. e) melhor proposta em razão da combinação dos critérios de menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado com o de melhor técnica. maior oferta de outorga e melhor oferta de outorga após qualificação de propostas técnicas. nos seguintes casos: PROPOSTA Manifestamente inexequíveis ou financeiramente incompatíveis com os objetivos da licitação. ou seja. receber mas não analisar as propostas dos licitantes.com. desclassificar. dois a dois.

O Poder Público deve preservar a concorrência no setor econômico. No julgamento das propostas. da idoneidade financeira e da regularidade jurídica e fiscal. salvo no caso de inviabilidade técnica ou econômica. declarada previamente ao edital de licitação. no que couber. e) os critérios e a relação dos documentos exigidos para a aferição da capacidade técnica.Curso On-Line: Economia da Regulação . por exemplo: telecomunicações. local e horário em que serão fornecidos. c) os prazos para recebimento das propostas. será dada preferência à proposta apresentada por empresa brasileira. para que concorram pelo mercado.666/93) e conterá. d) prazo. em caso de igualdade de condições. a outorga de concessão ou permissão não terá caráter de exclusividade. Fernando Graeff www.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT .Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 Atenção: Inclui-se entre as vantagens ou subsídios. que comprometa a isonomia fiscal que deve prevalecer entre todos os concorrentes. no ato do Poder Público que justifica a conveniência da outorga de concessão ou permissão. os motivos são tanto técnicos como econômicos). observados. b) a descrição das condições necessárias à prestação adequada do serviço. Ou seja: A regra é SEM exclusividade se possível o mesmo serviço deverá ser outorgado para mais de um concessionário. os dados. os critérios e as normas gerais da legislação própria sobre licitações e contratos (Lei 8. que tem o condão de desclassificar a proposta. metas e prazo da concessão. aos interessados. A exceção é exclusividade quando é inviável a concorrência pelo mesmo serviço na mesma área de atuação.com. nesse caso.br 14 . dessa forma. o poder concedente deve justificar o motivo econômico ou técnico que impede a não exclusividade. especialmente: a) o objeto.pontodosconcursos. ainda que em consequência da natureza jurídica do licitante. qualquer tipo de tratamento tributário diferenciado. não é? Nesse caso. estudos e projetos necessários à elaboração dos orçamentos e apresentação das propostas. por exemplo: exploração de rodovia (ficaria estranho duas empresas cobrando pedágio em uma mesma rodovia. julgamento da licitação e assinatura do contrato. onde é possível ter mais de uma operadora em uma mesma região. O edital de licitação será elaborado pelo poder concedente.

b) verificado o atendimento das exigências do edital.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . que conterá as cláusulas essenciais.Curso On-Line: Economia da Regulação . i) os critérios. indicadores. o) nos casos de concessão de serviços públicos precedida da execução de obra pública. dentre os quais os elementos do projeto básico que permitam sua plena caracterização. para verificação do atendimento das condições fixadas no edital. l) a expressa indicação do responsável pelo ônus das desapropriações necessárias à execução do serviço ou da obra pública.pontodosconcursos.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 f) as possíveis fontes de receitas alternativas. para garantir a continuidade da prestação do serviço. nas próximas aulas falaremos com mais detalhes sobre os principais itens. p) nos casos de permissão. j) indicação dos bens reversíveis. Fernando Graeff www.666/93. g) os direitos e obrigações do poder concedente e da concessionária em relação a alterações e expansões a serem realizadas no futuro. hipótese em que: a) encerrada a fase de classificação das propostas ou o oferecimento de lances. os dados relativos à obra. a minuta do respectivo contrato. bem assim as garantias exigidas para essa parte específica do contrato. na hipótese em que for permitida a participação de empresas em consórcio. bem como as provenientes de projetos associados. complementares ou acessórias. n) nos casos de concessão. o licitante será declarado vencedor. os termos do contrato de adesão a ser firmado.br 15 . m) as condições de liderança da empresa responsável.com. adequadas a cada caso e limitadas ao valor da obra. será aberto o invólucro com os documentos de habilitação do licitante mais bem classificado. é a possibilidade de o edital prever a inversão da ordem das fases de habilitação e julgamento. Não se preocupe agora com essa lista. ou para a instituição de servidão administrativa. h) os critérios de reajuste e revisão da tarifa. fórmulas e parâmetros a serem utilizados no julgamento técnico e econômico-financeiro da proposta.987/95 em relação à Lei 8. nos casos em que houver sido extinta a concessão anterior. Muito importante Outra inovação trazida pela Lei 8. k) as características dos bens reversíveis e as condições em que estes serão postos à disposição.

br 16 .Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . exigir sua recomposição pela alteração das cláusulas financeiras. e assim sucessivamente. b) indicação da empresa responsável pelo consórcio. sem prejuízo da responsabilidade solidária das demais consorciadas. é evidente que não há conveniência em misturar recursos públicos e privados. administrando paralelamente patrimônio público. o objeto será adjudicado ao vencedor nas condições técnicas e econômicas por ele ofertadas.pontodosconcursos. A empresa líder do consórcio é a responsável perante o poder concedente pelo cumprimento do contrato de concessão. as condições de liderança da empresa responsável. desde que previsto no edital. dos documentos por parte de cada consorciada aos critérios e a relação dos documentos exigidos para a aferição da capacidade técnica. d) impedimento de participação de empresas consorciadas na mesma licitação. se constitua em empresa antes da celebração do contrato. na hipótese em que for permitida a participação de empresas em consórcio. No caso dos consórcios. contudo é necessária previsão explícita no edital. As empresas poderão formar consórcios para participar da licitação. antes da celebração do contrato. subscrito pelas consorciadas. o licitante vencedor fica obrigado a promover. até que um licitante classificado atenda às condições fixadas no edital. ii. Observação: A justificativa para essa norma é clara: como a concessionária vai gerir serviço público ou executar obra pública. serão analisados os documentos habilitatórios do licitante com a proposta classificada em segundo lugar. de constituição de consórcio. determinar que o licitante vencedor. no interesse do serviço a ser concedido. por intermédio de mais de um consórcio ou isoladamente.com. destinados uns e outros a finalidades diversas. no caso de consórcio. podendo. público ou particular. c) apresentação referentes: i.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 c) inabilitado o licitante melhor classificado. Fernando Graeff www. a constituição e registro do consórcio. e como a empresa faz jus ao equilíbrio econômico-financeiro. para fazer valer esse direito.Curso On-Line: Economia da Regulação . É facultado ao poder concedente. observando as seguintes normas: a) comprovação de compromisso. da idoneidade financeira e da regularidade jurídica e fiscal. d) proclamado o resultado final do certame.

cumpre salientar que a Lei 9. Na prática. existe norma expressa proibindo a participação. apesar de a lei falar em faculdade. quando a licitação não era obrigatória. realizados pelo poder concedente ou com a sua autorização. Em homenagem ao princípio da publicidade. ao mesmo tempo. pois a Constituição exige prévia licitação. especificados no edital. Segundo o art. Por fim.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . Ou seja. Por fim.074/95 também trouxe algumas novidades importantes em relação à Lei 8. decisões ou pareceres relativos à licitação ou às próprias concessões. Os estudos. Daí o surgimento da Sociedade de Propósito Específico (SPE). direta ou indiretamente. é assegurada a qualquer pessoa a obtenção de certidão sobre atos. cujas obras ou serviços não tenham sido iniciados ou que se encontrem paralisados na sua entrada em vigor. contratos.pontodosconcursos. projetos. levantamentos.Curso On-Line: Economia da Regulação . estarão à disposição dos interessados.074/95. um serviço privado. mas cujas obras ou serviços não tenham sido iniciados ou estejam paralisados quando a constituição entrou em vigor.com. ou • anteriormente à CF/88. nas licitações para concessão e permissão de serviços públicos ou de uso de bem público. A situação torna-se mais complicada ainda quando se trata de consórcio de empresas. 31 da Lei 9.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 O próprio controle da entidade fica muito mais difícil. a Lei 8. Na Lei 8. se a mesma empresa desempenha um serviço público e. na licitação ou na execução de obra ou serviço e no Fernando Graeff www. pois o interesse do serviço concedido (interesse público) sempre exige isso.br 17 . da licitação ou da execução de obras ou serviços. o Poder Concedente sempre exige a formação da SPE. de utilidade para a licitação. devendo o vencedor da licitação ressarcir os dispêndios correspondentes.666/93. obras e despesas ou investimentos já efetuados.987/95 extinguiu todas as concessões de serviços públicos outorgadas sem licitação feitas: • na vigência da CF/88. também estará extinta a concessão feita antes da CF/88 entrar em vigor. investigações. empresa criada pelo licitante vencedor para gerir o empreendimento. se a concessão foi outorgada sem licitação após o advento da CF/88 estará automaticamente extinta. direta ou indireta. senão impossível. vinculados à concessão. os autores ou responsáveis economicamente pelos projetos básico ou executivo podem participar.666/93.

666/93. serão. na qualidade de licitante. de concorrência para concessão e permissão de serviço público. mas à possibilidade de empresa estatal adquirir bens ou serviços com dispensa licitação: Assim.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 fornecimento de bens a eles necessários. verifica-se que as hipóteses de dispensa de licitação. Esse tipo de operação acontece muito no âmbito do setor elétrico.074/95 trouxe uma hipótese de dispensa de licitação adicional àquelas da Lei 8. No entanto.666/93. atenção. No que diz respeito às hipóteses de dispensa de licitação. embora haja a possibilidade de competição. da Lei 8. colher preços de bens ou serviços fornecidos por terceiros e assinar pré-contratos com dispensa de licitação. onde empresas estatais concorrem com empresas da iniciativa privada pela concessão de serviço de distribuição de energia.666/93. examinando-se o elenco do art. a não ser em caso de inexigibilidade de licitação. contudo. são incompatíveis com a concessão e a permissão de serviço público. que a Lei 9.Curso On-Line: Economia da Regulação . no caso de outro licitante ser declarado vencedor. obrigatoriamente. não se justifica a contratação direta.com. os pré-contratos conterão. Fernando Graeff www. cláusula resolutiva de pleno direito. ocorre em situações em que o legislador faculta a contratação direta. Di Pietro entende inaceitável esse entendimento. poderá. os contratos definitivos. em uma interpretação simplista. válidas para outros tipos de contrato. ao contrário da inexigibilidade. e com duração longa para permitir ao concessionário a recuperação dos investimentos. envolvendo grande volume de recursos e bens públicos. porque a dispensa de licitação. do autor do projeto básico ou executivo. 24 da Lei 8.br 18 . de natureza extremamente complexa.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . Mas.074/95 silenciaram. firmados entre a empresa estatal e os fornecedores de bens e serviços. a conclusão de que se aplicam exatamente as mesmas hipóteses estabelecidas no art. Aliás. Em contrato como o de concessão de serviço público. sem penalidades ou indenizações. as Leis 8. pessoa física ou jurídica. para compor sua proposta. Nesse caso.pontodosconcursos. 24. submetidos à apreciação dos competentes órgãos de controle externo e de fiscalização específica. a empresa estatal que participe.987/95 e 9. o que permitiria. essa hipótese não se refere à dispensa de licitação para a concessão ou permissão. Cumpre notar. obrigatoriamente. Declarada vencedora a proposta referida neste artigo.

Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT .br 19 . Fernando Graeff www.pontodosconcursos.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 Por fim. que não sejam passíveis de exploração comercial” (o que parece bastante óbvio).com. a Lei trouxe ainda uma hipótese de inexigibilidade: “É inexigível a licitação na outorga de serviços de telecomunicações de uso restrito do outorgado.Curso On-Line: Economia da Regulação .

Fernando Graeff www. Gabarito: E 03. caso não haja a possibilidade de competição. Gabarito: C 02. bem como as provenientes de projetos associados para remunerar o permissionário. a permissão. apesar de a doutrina falar em “ato administrativo”.br 20 . é formalizada por meio de “contrato de adesão”. mediante tarifa paga pelo usuário”. considerada ato unilateral.Curso On-Line: Economia da Regulação . para que o exerça em seu próprio nome e por sua conta e risco. Resolução: O enunciado está correto. o edital de licitação pode prever outras fontes de receitas alternativas. é admitida a declaração de inexigibilidade quando há a demonstração da inviabilidade de competição.Analista Processual/2012) Na permissão de serviço público. mediante tarifa paga pelo usuário. (Cespe/MPE PI – Analista Ministerial – Área: Processual/2012) Embora a concessão de serviço público exija a prévia realização de procedimento licitatório. segundo a Lei 8. o poder público transfere a outrem. (Cespe/TJ RR . contudo.com.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . complementares ou acessórias. Resolução: A concessão é formalizada por meio de contrato. tradicionalmente. Lembrando que além da tarifa paga pelo usuário. Resolução: Segundo Di Pietro a permissão de serviço público “é. em regra a permissão e a concessão de serviço público exige prévia licitação. para que o exerça em seu próprio nome e por sua conta e risco.pontodosconcursos. discricionário e precário. pessoa física ou jurídica. já. (Cespe/TJ AL – Analista Especializado Judiciário/2012) Tanto a concessão quanto a permissão formalizam-se por atos administrativos. pelo qual o Poder Público transfere a outrem a execução de um serviço público. 01. é possível que seja declarada a inexigibilidade do certame licitatório. a execução de serviço público.987/95.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 Questões Comentadas.

estará agindo em desacordo com a lei. e Fernando Graeff www. visto que a autorização não constitui o instrumento adequado para essa hipótese. (Cespe/TCU – AUFCE – Auditoria Governamental/2011) Se o poder público delegar. não faz menção expressa à modalidade que deve ser aplicada no caso das permissões. a legislação de regência não estabelece.000 kW. (Cespe/Assembleia Legislativa do Estado do Ceará/Analista Legislativo/Direito/2011) As concessões de serviço público devem ser sempre precedidas de licitação. Apesar disso.Curso On-Line: Economia da Regulação .987/95 prevê que tanto as concessões quanto permissões devem ser precedidas de licitação.074/95 prevê expressamente que o instituto da autorização pode ser utilizado no caso de: • Implantação de usinas termelétricas.pontodosconcursos. Resolução: A Lei 9. Gabarito: E 05.000 kW. nesse caso. a concorrência como a modalidade obrigatória. 40. (Cespe/TCU – AUFCE – Auditoria Governamental/2011) Embora o instituto da permissão exija a realização de prévio procedimento licitatório. Para ser utilizada outra modalidade é necessária previsão expressa em lei. Resolução: Em regra. destinada a uso exclusivo do autoprodutor. ao contrário do que prescreve para a concessão de serviço público. é bom lembrar que. apesar de não estar expresso na lei de regência. entretanto. parte da doutrina entende que por força do art. mediante autorização. como ocorre na Lei 9. a modalidade de concorrência para as concessões.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 Gabarito: C 04. a concorrência também seria a modalidade adequada no caso das permissões. Prevê ainda. a implantação de usina termelétrica de potência superior a 5.074/95. de potência superior a 5.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . as concessões de serviço público devem ser sempre precedidas de licitação na modalidade concorrência. destinada a uso exclusivo do autoprodutor.com. na modalidade tomada de preços. expressamente.br 21 . Resolução: A Lei 8. Gabarito: C 06.

br 22 . Gabarito: E Fernando Graeff www. Gabarito: E 07. implica transferência da titularidade do serviço. destinados a uso exclusivo do autoprodutor. Gabarito: E 08. Resolução: Essa questão é para lembrar que a titularidade do serviço é transferida somente na outorga legal. Resolução: A remuneração paga pelo usuário por utilizar um serviço público divisível e específico (não essencial) é feita por meio de tarifa. conceito fungível com o preço público. em regra. (Cespe/TCU – AUFCE – Auditoria Governamental/2011) Tanto a concessão quanto a permissão de serviço público serão feitas pelo poder concedente a pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para desempenho. (Cespe/Oficial/PMDF/2010) A delegação de serviço público. os serviços públicos não essenciais podem ser passíveis de delegação.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . contudo. são delegáveis e podem ser remunerados por preço público. Resolução: A permissão de serviço poderá ser feita a pessoa física ou jurídica. em qualquer de suas modalidades.pontodosconcursos. Somente a execução dos serviços públicos é transferida na delegação. a concessão de serviço público só poderá ser feita a pessoa jurídica. A distinção feita por alguns doutrinadores é que o preço público é receita do Poder Público e a tarifa é receita do concessionário. Seja como for. Ou seja.Curso On-Line: Economia da Regulação . e podem ser remunerados por preço público (tarifa).Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 • Aproveitamento de potenciais hidráulicos. como por exemplo: serviços postais e distribuição de energia elétrica. a tarifa é uma espécie de preço público. de potência superior a 1.000 kW.000 kW e igual ou inferior a 10. como regra. Gabarito: C 09. (Cespe/TCU/AUFC/2010) Os serviços públicos não essenciais. por sua conta e risco.com. a titularidade continua com o Poder Concedente.

Resolução: Segundo o art. Gabarito: E 11. (Cespe/TA/TRE-MT/2010) – adaptada . da prestação de serviços públicos. Assim. feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . (Cespe/TA/TRE-MT/2010) – adaptada . apesar de ser feita a título precário.Curso On-Line: Economia da Regulação . da prestação de serviços públicos.987/95. inciso IV.pontodosconcursos. A permissão de serviço público. Gabarito: E Fernando Graeff www. por sua conta e risco. (Cespe/TA/TRE-MT/2010) – adaptada . a Lei expressamente exige que o contrato tenha prazo fixado. Gabarito: C 12. o enunciado.Permissão de serviço público é a delegação.A autorização é ato administrativo vinculado por meio do qual a administração consente que o indivíduo desempenhe serviço público que não seja considerado de natureza estatal.br 23 . Resolução: A autorização de serviço público é ato administrativo unilateral e discricionário pelo qual o Poder Público consente ao particular a exploração de serviço público.A concessão. Primeiro. caracterizandose como contrato administrativo. tal qual a concessão exige prévia licitação. Resolução: A questão contém dois erros. feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho. da Lei 8. configura delegação a título precário e não exige licitação. a título precário. o regime de concessão não é compatível com a contratação de pessoa física. a título precário. a título precário. diferentemente da concessão. por sua conta e risco.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 10. mediante licitação. apesar de não se referir à necessidade de prévia licitação. pode ser outorgada por prazo indeterminado. a permissão.com. Por sua vez. 2º. permissão de serviço público é a delegação. Segundo erro. traz o conceito legal de permissão. A concessão pode ser contratada com pessoa física ou jurídica e por consórcio de empresas. a concessão que é formalizada mediante contrato administrativo não pode ser outorgada por prazo indeterminado.

razão pela qual pode rescindir o contrato unilateralmente por motivo de interesse público. Resolução: Trouxe essa questão para vermos como o termo concessão pode ser ambíguo. a titularidade permanece com o Poder Público. optou por sua anulação. se o termo “concessão” for considerado no seu sentido amplo. Gabarito: C 14.br 24 . dar. com o significado de delegação. indenizando-o se for o caso. o termo "concessão" conferiu ambiguidade ao item.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . (Cespe/Analista Administrativo/Aneel/2010) As usinas termelétricas destinadas à produção independente podem ser objeto de concessão mediante autorização. o Poder Público possui determinadas prerrogativas. ou • Autorização. tornando a assertiva confusa para os candidatos. A frase ficaria assim “As usinas termelétricas destinadas à produção independente podem ser objeto de concessão (=delegação) mediante autorização”. delegar. Desse modo. estaria correto. ora utilizado em um sentido amplo. o Poder Concedente tem a possibilidade de rescindir o contrato unilateralmente por motivo de interesse público. que veremos com detalhes nas próximas aulas. continuando titular do mesmo. ou seja.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 13.com. Devido a isso. (Cespe/Especialista/ANAC/2009) Na concessão de serviço público. O item inicialmente foi considerado correto pelo Cespe. segundo o Cespe.987/95. somente é transferida a execução do serviço público. mediante licitação. ora utilizado no sentido estrito. claro que os direitos do concessionário devem ser respeitados.Curso On-Line: Economia da Regulação . da modalidade de delegação chamada concessão. o poder concedente transfere ao concessionário apenas a execução do serviço. E. Resolução: Na concessão. de conceder. A Lei 9.pontodosconcursos. Contudo. Fernando Graeff www. mas adiantando uma delas. conceituada na Lei 8.074/95 determinou que as usinas termelétricas destinadas à produção independente de energia elétrica podem ser delegadas por: • Concessão.

p.pontodosconcursos. As criadas pelos particulares são permissionárias ou concessionárias de serviço público. (Cespe/AJAA/TRT9/2007) Prevalece o entendimento de que o conceito de serviço público deve ser pautado pelo critério orgânico ou subjetivo. São Paulo: Saraiva. nem o caráter essencialista (ou seja. de modo que a afirmativa pode ser considerada correta.Curso On-Line: Economia da Regulação . 13.ª ed.br 25 . a lei das concessões afirma categoricamente que a permissão ser dará a título precário. Tais pessoas são criadas.com. nos moldes do direito privado. sempre que deseja transferir a execução de certa atividade ou serviço público que lhe foi outorgado pelo ordenamento jurídico. Gabarito: C Fernando Graeff www. Direito administrativo. serão serviços públicos aqueles serviços que estejam previstos na CF/88. julgue o item. Resolução: O conceito de serviço público no Brasil não leva em consideração nem o caráter orgânico ou subjetivo (ou seja.A administração pública. Posteriormente. entretanto. Realmente. Diógenes Gasparini. a banca alterou o gabarito para certo. segundo o qual serviço público é aquele prestado pelos órgãos ou entidades de natureza pública.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 15. (Cespe/Procurador/PGE-AL/2009) – adaptada . só seriam serviços públicos aqueles essenciais à população). na Lei orgânica do DF e nas leis complementares e ordinárias. Acerca da descentralização dos serviços públicos para pessoas privadas. o que vale é o que está previsto em lei. como vimos há divergências doutrinárias sobre o caráter precário da permissão.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . Resolução: Inicialmente essa questão foi considerada errada pelo Cespe. A permissão para execução de serviço público consubstancia-se em ato administrativo precário. pelos particulares ou pela administração pública.. nas constituições estaduais. Gabarito: E 16. utiliza-se de pessoas jurídicas. quem está prestando). 363 (com adaptações). alegando que há controvérsia doutrinária acerca do caráter precário da permissão. Para nós.

br 26 . sempre mediante licitação. na permissão. a título precário. a prestação de serviços públicos.pontodosconcursos. as concessões de serviço público só podem ser outorgadas por prazo determinado. não estaria errado dizer que a permissão é formalizada por meio de contrato administrativo. não seria possível nem a participação de consórcio de empresa no caso de permissão. feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho. Assim.com. na forma da lei. Com relação à participação de consórcio de empresas na licitação de permissões.A permissão é formalizada por contrato administrativo.987/95 prevê que podem participar pessoas jurídicas ou consórcio de empresas na concessão. o TCU já decidiu nos dois sentidos. Quanto a esse ponto. nem de pessoa física no caso de concessão. por fim. mediante o Acórdão 564/2004-TCU-Plenário o Tribunal decidiu.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 17. há grande divergência doutrinária. Gabarito: E 18. formalizada mediante contrato de adesão. pois a Lei 8. (Cespe/Delegado/PCPB/2009) – adaptada . mediante licitação. Muitos doutrinadores apontam esse fato como um dos diferenciadores dos dois institutos. (Cespe/Auditor/AUGE/2009) – adaptada . da prestação de serviços públicos. tanto que foi necessário instaurar “incidente de uniformização de jurisprudência”.O dispositivo constitucional que preceitua caber ao poder público. A doutrina entende que o contrato de adesão celebrado entre o Poder Público e o particular é uma espécie de contrato administrativo.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . e pessoas físicas ou jurídicas. demonstra que o Brasil adotou uma concepção subjetiva de serviço público. portanto. tem como objeto a prestação de serviços públicos e pode ser firmada tanto com pessoa física quanto com pessoa jurídica ou consórcio de empresas. diretamente ou sob o regime de concessão ou permissão.Curso On-Line: Economia da Regulação . Para classificar o serviço como Fernando Graeff www. por sua vez. por sua conta e risco. Resolução: No Brasil é considerado serviço público o que a CF/88 e as leis infraconstitucionais assim o determinarem. pela impossibilidade de participação de consórcio de empresas em licitações de permissões de serviços públicos. Resolução: A Lei 8.987/95 conceitua a permissão como delegação. Assim.

o direito à correspondente indenização. contudo. e deve ser precedida de licitação. Gabarito: E 19. trazida pelo art.A concessão de serviço público é a delegação. quando revogado pela administração pública. Resolução: Essa é a definição legal de permissão.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 público. se é o Estado diretamente ou se é o particular em nome do Estado.Curso On-Line: Economia da Regulação . razão pela qual não depende de licitação e. Gabarito: C 20. (Cespe/Defensor/DPE-ES/2009) A autorização de serviço público constitui contrato administrativo pelo qual o poder público delega a execução de um serviço de sua titularidade a determinado particular. gera. a questão está errada ao afirmar que a concessão é firmada a título precário e sem licitação. por sua conta e risco. que não pode ser revogado de forma unilateral pelo poder concedente. (Cespe/Analista/FINEP/2009) – adaptada . (Cespe/Delegado/PCPB/2009) – adaptada . Já. inciso IV. a permissão. é irrelevante saber quem irá prestá-lo. de fato. para que o execute em seu próprio nome. predominantemente em benefício próprio. feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho. mediante licitação. Resolução: Inicialmente. a título precário sem licitação. da Lei 8. da prestação de serviços públicos. 2º. feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho. por sua conta e risco.987/95. a concessão é formalizada por contrato administrativo. para o autorizatário.com.pontodosconcursos. com prazo determinado. Já.A permissão de serviço público é definida pela lei geral de concessões como a delegação. pode ser revogado de forma unilateral pelo poder concedente.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . é formalizada mediante contrato de adesão. a título precário.br 27 . respeitados os direitos do permissionário. Resolução: Fernando Graeff www. a permissão de serviço público deve ser formalizada mediante contrato de adesão. da prestação de serviços públicos. ao contrário do que afirma o enunciado. Gabarito: E 21.

pois é considerado ato administrativo unilateral e discricionário. não é possível qualquer delegação de serviço público mediante acordo verbal. (Cespe/Defensor/DPE-ES/2009) Considera-se concessão de serviço público a delegação. Gabarito: E 24. feita pelo poder concedente. (Cespe/OAB3/2009) – adaptada . da Lei 8. por sua conta e risco. Resolução: Essa é definição trazida pelo art. Já. II. Gabarito: C Fernando Graeff www.br 28 .987/95) e não concessão (art. Resolução: Tal qual a concessão. da prestação de serviços públicos.pontodosconcursos.Curso On-Line: Economia da Regulação . Gabarito: E 23. por sua conta e risco e por prazo determinado. Gabarito: E 22. a permissão de serviço público deve ser precedida de licitação. A concessão de serviço público deve ser formalizada mediante contrato administrativo.Considera-se concessão de serviço público a delegação de sua prestação.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 A autorização de serviço público não se constitui em contrato administrativo. a pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho. a título precário. à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho. 2º.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . pelo qual o Poder Público delega ao particular a exploração de serviço público. Em regra. a título precário. IV. a concessão de serviço público que não for precedida da execução de obra pública poderá ser formalizada mediante acordo verbal. mediante licitação. a revogação da autorização não gera indenização.987/95) de serviço público.A permissão de serviço público ocorre mediante título precário e sem licitação. da Lei 8. (Cespe/OAB3/2009) – adaptada . feita pelo poder concedente. 2º. inciso II. 2º.com. da Lei 8. Resolução: O enunciado refere-se ao conceito de permissão (art. além do mais.987/95. na modalidade de concorrência.

pontodosconcursos. Resolução: Todos os serviços citados fazem parte do rol constante no art. considera-se poder concedente a autarquia. Gabarito: C 26. (Cespe/OAB135/SP/2008) – adaptada . (Cespe/Escrivão/PCAC/2008) São exemplos de serviços públicos de competência exclusiva da União os serviços postal. 2º. em cuja competência se Fernando Graeff www. de telecomunicações. Resolução: Conforme o art. Gabarito: C 28. (Cespe/Escrivão/PCAC/2008) A autorização de serviço público é uma forma de delegação de prestação que não exige licitação nem depende de celebração de contrato. (Cespe/Escrião/PCAC/2008) É possível a concessão de um serviço público por prazo indeterminado. o Estado. objeto de concessão ou permissão.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . de energia elétrica e de navegação aérea. considera-se poder concedente: a União. Portanto.com.De acordo com a lei que dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos. inciso I.987/95.Curso On-Line: Economia da Regulação . e sempre. sem exceções. da Lei 8. não depende da celebração de contrato e não exige prévia licitação. empresa pública ou sociedade de economia mista em cuja competência se encontre o serviço público precedido. da execução de obra pública. a título precário. deve ser feita com prazo determinado. necessariamente. Resolução: A concessão de serviço público é formalizada por contrato administrativo. de competência exclusiva da União. Gabarito: E 27.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 25. 21 da CF/88. fundação. o Distrito Federal ou o Município.br 29 . Resolução: A autorização de serviço público é o ato administrativo unilateral e discricionário pelo qual o Poder Público delega ao particular a exploração de serviço público.

mediante licitação. por sua conta e risco.074/95 determina que a União. objeto de concessão ou permissão. diante da falta de condições materiais de prestação desse serviço público de forma direta.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . Gabarito: C 30.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 encontre o serviço público. Resolução: É o conceito legal de permissão. na modalidade de concorrência. por meio de contrato de concessão. por sua conta e risco e por prazo determinado. Resolução: Atualmente não existe lei que preveja a outorga do serviço de sepultamento de cadáveres humanos e. Resolução: Fernando Graeff www. A delegação do serviço de sepultamento de cadáveres humanos. feita pelo poder concedente a pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho. dependeria da prévia edição de lei ordinária que autorizasse essa delegação. 2º da Lei 9. (Cespe/Advogado/Serpro/2008) A permissão é definida legalmente como a delegação. (Cespe/ACE/TCU/2008) Um parlamentar apresentou projeto de lei ordinária cujos objetivos são regular integralmente e privatizar a titularidade e a execução dos serviços públicos de sepultamento de cadáveres humanos. inciso IV. da Lei 8. previsto no art. os Estados. A única exceção são os serviços de saneamento básico e limpeza urbana.No que concerne ao direito administrativo. o art. feita pelo poder concedente. precedido ou não da execução de obra pública. da prestação de serviços públicos. a concessão serviço público é definida como a delegação de sua prestação.com.Curso On-Line: Economia da Regulação .pontodosconcursos. Gabarito: E 29. como vimos. mediante licitação. Gabarito: C 31.br 30 . Aprovado pelo Poder Legislativo. (Cespe/Direito/TCE-TO/2008) – adaptada .987/95. a título precário. 2º. o Distrito Federal e os Municípios poderão executar obras e serviços públicos por meio de concessão e permissão desde que exista lei autorizando e fixando os termos. o referido projeto de lei foi sancionado pelo chefe do Poder Executivo. à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho.

como a educação. total ou parcial. Ninguém pode errar uma questão como essa. no Brasil. A Constituição Federal não traz expresso. inciso II. O art.pontodosconcursos. Assim. A definição apresentada no texto acima refere-se ao instituto denominado concessão de obra pública. nem tampouco as leis o fazem. ampliação ou melhoramento de quaisquer obras de interesse público. o conceito de serviço público. delegada pelo poder concedente. 2º. Rio de Janeiro: Impetus.com. 1999. p.ª ed. que são prestados pelo Estado como serviço público. segundo entendimento doutrinário dominante. (Cespe/Procurador/PGE-PI/2008) – adaptada Contrato administrativo pelo qual a administração pública delega a outrem a execução de um serviço público. para que o execute em seu próprio nome. acerca dos serviços públicos. Gabarito: C 32. à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para a sua realização. mediante tarifa paga pelo usuário ou outra forma de remuneração decorrente da exploração do serviço.Curso On-Line: Economia da Regulação . mediante licitação. e há serviços totalmente dispensáveis. Resolução: A definição corresponde ao instituto da concessão de serviço público e não de obra pública. uma vez que há atividades essenciais. Maria Sylvia Di Pietro. Fernando Graeff www.987/95. em seu texto.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 Vejam como são cobrados os conceitos de concessão e permissão.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . III. Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo. 72 (com adaptações). (Cespe/TCU/ACE/2007) No Brasil. da Lei 8. Direito administrativo. São Paulo: Atlas. julgue os itens que seguem. que são exploradas por particulares sem regime de delegação. 2007 (com adaptações). o enunciado trouxe o conceito de concessão previsto no art. na modalidade de concorrência. Tendo o texto acima como referência inicial. de forma que o investimento da concessionária seja remunerado e amortizado mediante a exploração do serviço ou da obra por prazo determinado Gabarito: E 33. conservação. da Lei 8. que nesse caso envolve a construção.987/95 prevê a concessão precedida da execução de obra pública. 13. a exemplo das loterias. a conceituação do serviço público deve ser buscada na doutrina. reforma. por sua conta e risco.br 31 . Parcerias na administração pública. por sua conta e risco. a atividade em si não permite decidirmos se um serviço é ou não público. Nesse caso. 2º.

apenas definem quais serviços devem ser prestados pelo Estado.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . (Cespe/AJAJ/TRE-ES/2011) É vedada a outorga de concessão ou permissão de serviços públicos em caráter de exclusividade. pois trouxe a regra geral prevista na Lei 8. não é possível identificar um núcleo relativo à natureza da atividade que leve à classificação de uma atividade como serviço público. cabe à doutrina tentar definir o que seja o verdadeiro “serviço público”. (Cespe/TCU/ACE/2007) Segundo a corrente doutrinária conhecida como essencialista. Gabarito: C 34. a própria lei prevê essa impossibilidade nos casos de inviabilidade técnica ou econômica.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 Resolução: De fato.com.pontodosconcursos. o poder concedente deverá declarar previamente no edital de licitação e no ato do Poder Público que justifica a conveniência da outorga de concessão ou permissão. Fernando Graeff www. Resolução: O enunciado está correto.Curso On-Line: Economia da Regulação . Resolução: A outorga de concessão ou permissão de serviços públicos normalmente será feita sem caráter de exclusividade.br 32 . Se a outorga for feita em caráter de exclusividade. a CF/88 e as leis não trazem o conceito de serviço público. Gabarito: E 35.987/95. Resolução: A corrente doutrinária essencialista classifica como serviço público aqueles serviços que são indispensáveis à população. uma vez que qualquer tipo de monopólio é expressamente proibido pelo ordenamento jurídico brasileiro. mas há situações em isso não é possível. Gabarito: E 36. (Cespe/AUFC/TCU/2010) Toda concessão de serviço público terá de ser objeto de licitação prévia na modalidade de concorrência.

obrigatoriamente a primeira fase será a de habilitação e a segunda. na modalidade de concorrência. aquelas previstas nas leis 9.pontodosconcursos. Gabarito: C 37. Gabarito: C 38. ainda que nas hipóteses de dispensa previstas na Lei de Licitações.br 33 . salvo nas hipóteses previstas em leis.074/95 e 9. não sendo possível a inversão dessas fases.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . Gabarito: E Fernando Graeff www. de julgamento da proposta que melhor se classificar.491/97. permitindo a inversão da ordem das fases de habilitação e julgamento. (Cespe/TA/TRE-GO/2009) – adaptada . salvo nas hipóteses previstas em lei. pois trouxe referência às exceções que podem ser previstas na lei.666/93 são incompatíveis com a concessão e a permissão de serviço público. Resolução: Esse enunciado está bem melhor que o da questão anterior. Resolução: Como vimos.Curso On-Line: Economia da Regulação .com. na modalidade de concorrência. São exemplos de exceções. a doutrina entende que as hipóteses de dispensa de licitação constantes na Lei 8. Resolução: Vimos que a Lei 8. Gabarito: C 39. (Cespe/Delegado/PCPB/2009) – adaptada .987/95 inovou em relação à Lei 8. A Lei das Concessões determina que a concessão de serviço público deve ser precedido de licitação.666/93.O contrato de concessão de serviço público deve ser precedido de licitação. que possibilitam a concessão por meio de leilão.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 Veja que é necessária previsão legal expressa para que seja aceita outra modalidade de licitação diferente da concorrência. (Cespe/AJ/TRE-BA/2010) Não é admitida a dispensa de licitação na concessão de serviço público.No procedimento de licitação para contratação de serviços públicos. conforme as condições estabelecidas no edital.

o gabarito preliminar foi dado como certo. independe de licitação. do julgamento por critérios objetivos e da vinculação ao instrumento convocatório. nos termos da legislação própria e com observância dos princípios da legalidade. por óbvio. Resolução: Essa questão foi inicialmente considerada correta pelo Cespe. a redação do item permite mais de uma interpretação. igualdade.987/95 determina que toda concessão de serviço público. a prestação de serviços públicos. Resolução: O art.com. Já. na forma da lei. sempre mediante licitação. publicidade. (Cespe/Analista/FINEP/2009) Toda concessão de serviço público. igualdade.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT .Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 40. Posteriormente foi anulada. será objeto de prévia licitação. precedida ou não da execução de obra pública. sempre mediante licitação. precedida ou não da execução de obra pública. a prestação indireta. do julgamento por critérios objetivos e da vinculação ao instrumento convocatório. segundo a legislação própria observando aos princípios da legalidade. sempre deverá ser precedida de licitação.pontodosconcursos. deve ser objeto de prévia licitação. A prestação direta do serviço pelo Estado. moralidade. posteriormente foi anulado. Gabarito: Anulado 41. nas modalidades de concessão e permissão. Gabarito: C Fernando Graeff www. diretamente ou sob regime de concessão ou de permissão.Curso On-Line: Economia da Regulação . moralidade. possibilitando considerar que. Resolução: Da mesma forma que a questão anterior. (Cespe/AA/ANAC/2009) Incumbe ao poder público. publicidade. (Cespe/MEC/2009) A prestação de serviços públicos incumbe ao poder público. seria necessária a licitação. Gabarito: Anulado 42. Segundo a banca. em casos de prestação direta.br 34 . 14 da Lei 8. diretamente ou sob o regime de concessão ou permissão.

necessariamente. Resolução: No caso da prestação indireta do serviço público. mas não para a permissão. na fixação da tarifa apresentada como proposta. na forma da lei. a proposta deverá ser analisada. não disponíveis para os demais licitantes. necessite de vantagens ou subsídios que não estejam previamente autorizados em lei e à disposição de todos os concorrentes. exigindo-se. os serviços públicos correspondem a uma incumbência do poder público que. Gabarito: E 44. ou sob regime de concessão ou permissão. para sua viabilização. Nesse segundo caso.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . Gabarito: E Fernando Graeff www. processo licitatório para a concessão. nem necessitam ser analisadas. Não importa o fato de a permissão ser um ato administrativo unilateral e precário e ser formalizada mediante contrato de adesão. (Cespe/MPOG/2009) Nos termos da CF.com. deve ser feita por prévio processo licitatório. a permissão ou a concessão de serviços públicos. (Cespe/Procurador/BACEN/2009) Se uma empresa apresentar-se como licitante para firmar contrato de concessão e. No caso de autorização a licitação pode ser dispensada.pontodosconcursos.Curso On-Line: Economia da Regulação . (Cespe/Jurídico/TCE-RN/2009) A prestação de serviços públicos pode ocorrer diretamente. Gabarito: E 45.br 35 . pelo poder público. Resolução: Tanto a prestação indireta do serviço público mediante concessão. estiverem incluídos subsídios específicos que a empresa possua. é necessária prévia licitação. serão desclassificadas sumariamente. podem ser prestados direta ou indiretamente.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 43. Resolução: As propostas apresentadas que. mediante concessão ou permissão. que se caracteriza como ato administrativo unilateral e precário. quanto mediante permissão. o texto constitucional preconiza a obrigatoriedade do procedimento licitatório para regular a autorização. nesse caso.

adaptada . (Cespe/Jurídico/TCE-RN/2009) A permissão de serviço público depende sempre de licitação e contra ela cabe revogação pela administração pública a qualquer momento. nem se entrará no mérito do valor da tarifa.É dispensável a licitação na hipótese de celebração de contrato de programa entre entes da federação ou com entidades da administração indireta. razão pela qual foi a que apresentou menor tarifa.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 46. para sua viabilização. nem necessitam ser analisadas. para a prestação de serviços públicos de forma associada nos termos do autorizado em contrato de consórcio público ou em convênio de cooperação. pretendendo participar de uma licitação para firmar contrato de concessão de serviço público. (Cespe/Cargo 6/Antaq/2008) Suponha-se que a União pretenda autorizar. a autorização pode ser feita sem licitação. Nessa situação. Fernando Graeff www. Mas. por esse motivo. permitir ou conceder a determinadas empresas privadas a prestação de serviços públicos.pontodosconcursos. será obrigatória a licitação. (Cespe/OAB1/2007) . Gabarito: C 47.Curso On-Line: Economia da Regulação . Resolução: A concessão e a permissão de serviços públicos devem ser precedidas de licitação. Gabarito: E 49. na fase da apresentação das propostas.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . Resolução: As propostas apresentadas que. já que o valor da tarifa foi o menor. Gabarito: E 48. por motivo de interesse público. serão desclassificadas sumariamente.com. necessite de vantagens ou subsídios que não estejam previamente autorizados em lei e à disposição de todos os concorrentes. não haverá qualquer impedimento à assinatura do contrato de concessão. arrolado alguns subsídios específicos que possui. Resolução: A permissão da prestação de serviço público depende de prévia licitação e cabe revogação unilateral no caso de interesse público que justifique. ou seja. (Cespe/Procurador/TCE-ES/2009) Suponha que determinada empresa. Nesses casos. tenha.br 36 .

Resolução: As concessões e permissões para a prestação de serviço público devem ser precedidas de licitação. o intuito da licitação é assegurar a igualdade de condições entre os licitantes e possibilitar a concorrência em busca da proposta mais vantajosa para a administração. maior oferta e melhor oferta de pagamento após qualificação das propostas. na modalidade de concorrência. leilão ou convite. em um procedimento de licenciamento para concessão de serviço público.br 37 . com o intuito de se assegurar a igualdade de condições a todos os concorrentes e a seleção da proposta mais vantajosa. (Cespe/Bombeiros/DF/2007) A delegação de concessão ou permissão de serviço público pelo poder público está subordinada ao princípio da obrigatoriedade de licitação prévia. Gabarito: E 52. segundo a Lei 8. da Lei 11. 2º. (Cespe/AJ/Serpro/2005) A concessão e a permissão do serviço público devem ser precedidas de licitação.pontodosconcursos.987/95. Resolução: A regra geral. (Cespe/Especialista/ANATEL/2004) No julgamento das propostas. é que a concessão e a permissão do serviço público devem ser precedidas de licitação.666/93. Gabarito: C 50. III. na modalidade de concorrência. quando o serviço público for prestado por outro ente da própria administração pública. Gabarito: C 51.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . prevê que o consórcio público poderá ser contratado pela administração direta ou indireta dos entes da Federação consorciados. só que distinto daquele que originalmente detém a titularidade do serviço. o poder concedente valeu-se da combinação de três critérios: menor tarifa.com. Outras leis admitem que certos serviços públicos sejam delegados por meio de leilão. Nessa situação. não se trata das dispensas de licitação da Lei 8.107/2005.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 Resolução: O art. trata-se de dispensa de licitação. as empresas prejudicadas pela conjugação dos critérios adotados no Fernando Graeff www. Vejam que essa é uma previsão lógica. § 1º. dispensada a licitação.Curso On-Line: Economia da Regulação . Não parece cabível a realização de delegação de serviço público por meio de convite.

antes da celebração do contrato. Porém. uma vez que. deverá ser contratado o licitante classificado em segundo lugar. como a tarifa estipulada estava abaixo do valor da proposta vencedora e ameaçava a viabilização econômica-financeira dos serviços para a empresa contratada. o licitante vencedor fica obrigado a promover. como verificou o poder concedente após o julgamento e a divulgação do resultado.com. Gabarito: E 54. o poder concedente fixou a tarifa inicial em desconformidade com a proposta vencedora da licitação e em montante inferior ao previsto no edital. nem seria lógico. não é necessário. dos critérios referentes ao menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado. não se sabe ainda quem será o vencedor da licitação. logrou-se vencedor um consórcio de empresas.br 38 . pois são requisitos obrigatórios a préconstituição e o registro do consórcio para se habilitar à licitação. não é possível a combinação de mais de dois critérios em uma licitação. o registro desse consórcio não havia sido feito quando da apresentação das propostas. Gabarito: C 53. Resolução: Fernando Graeff www. no máximo. e a melhor oferta de pagamento pela outorga após qualificação de propostas técnicas. Nessa situação. Assim. pois a legislação garante ao concessionário que a tarifa do serviço concedido será fixada pelo preço da proposta vencedora da licitação. dois critérios simultâneos. a constituição e registro do consórcio. (Cespe/Especialista/ANATEL/2004) Em um contrato de concessão de serviço público. admitindo-se a combinação. nos casos de pagamento ao poder concedente pela outorga da concessão. no caso dos consórcios. Resolução: Vimos que a licitação deverá ser julgada de acordo com um dos critérios previstos na lei. Ou seja. não se admitindo que tais providências sejam realizadas após o julgamento.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . (Cespe/Especialista/ANATEL/2004) Em um procedimento licitatório para concessão de serviço público.pontodosconcursos. o registro do consórcio na apresentação da proposta. Resolução: Como vimos. esta poderia ajuizar medida judicial no propósito de ver garantida a tarifa constante de sua proposta.Curso On-Line: Economia da Regulação .Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 julgamento da licitação poderão questioná-la judicialmente. pois a legislação autoriza a utilização de. dois a dois. a maior oferta. Nessa situação.

julgue os itens que se seguem. a Expresso 1111 entendeu ter direito líquido e certo de continuar a exploração da linha. a concessão em definitivo da segurança almejada no sentido de desconstituir o ato administrativo impugnado. Com referência à situação hipotética acima e à legislação a ela pertinente. a empresa Expresso 1111 não é legítima detentora de direitos para a exploração do serviço de transporte coletivo de passageiros.Curso On-Line: Economia da Regulação . segundo seu entendimento. mas obteve. com base no contrato até então em curso. empresa vencedora do certame. (Cespe/AGU/Procurador/2007) A empresa Expresso 1111 impetrou mandado de segurança contra ato do secretário de infraestrutura de uma unidade da Federação. que concedeu permissão para a atividade de transporte coletivo rodoviário intermunicipal de passageiros entre duas cidades à empresa Expresso 3333. in limine. pois o contrato celebrado não foi precedido da indispensável realização de procedimento licitatório público. o poder concedente fica vinculado ao instrumento convocatório. dos efeitos do Termo de Permissão Condicionada n. Resolução: Após a CF/88 a concessão ou permissão para prestação de serviço público.º 3/2000 concedido à Expresso 3333 para operar a linha referida e. ao final. na proposta vencedora da licitação. exigido não só por lei. Gabarito: C 55. a habilitava plenamente ao exercício da atividade. por conseguinte. ainda que não houvesse motivo para dispensa ou inexigibilidade da licitação. Como o novo secretário anulou esse contrato entre o estado e a empresa Expresso 1111.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 De acordo com os princípios da licitação.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT .pontodosconcursos. deve ser precedida de licitação. A empresa Expresso 1111 não se submeteu a processo licitatório. A inicial requereu a suspensão. um contrato que.com. A empresa Expresso 1111 não é legítima detentora de direitos contratuais para a exploração do serviço de transporte coletivo de passageiros. na gestão anterior à do atual secretário de infraestrutura. Gabarito: C Fernando Graeff www. Assim. nos casos de prestação de serviço público sob o regime de permissão ou concessão. e o transporte coletivo de passageiros é considerado serviço público.br 39 . tendo realizado licitação e concedido à Expresso 3333. a exploração da linha. mas também pela própria CF. assim o valor da tarifa será aquele estabelecido no edital.

Resolução: A concessão e a permissão após o advento da CF/88 deverá ser precedida de licitação. uma vez ausente a licitação.Curso On-Line: Economia da Regulação . aqui. a validade e a eficácia do contrato administrativo. espero que você tenha gostado.com. macula a existência. uma vez ausente.pontodosconcursos.br 40 . o contrato de concessão ou permissão será considerado nulo.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 56. Fernando. Gabarito: C Finalizo. Um grande abraço.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . (Cespe/AGU/Procurador/2007) A licitação é pressuposto que. Fernando Graeff www. a nossa aula 05.

03. estará agindo em desacordo com a lei. (Cespe/TA/TRE-MT/2010) – adaptada . (Cespe/TCU – AUFCE – Auditoria Governamental/2011) Se o poder público delegar. 08.com. (Cespe/Assembleia Legislativa do Estado do Ceará/Analista Legislativo/Direito/2011) As concessões de serviço público devem ser sempre precedidas de licitação. a legislação de regência não estabelece. (Cespe/TCU – AUFCE – Auditoria Governamental/2011) Tanto a concessão quanto a permissão de serviço público serão feitas pelo poder concedente a pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para desempenho. a execução de serviço público. é admitida a declaração de inexigibilidade quando há a demonstração da inviabilidade de competição. para que o exerça em seu próprio nome e por sua conta e risco. na modalidade tomada de preços. são delegáveis e podem ser remunerados por preço público.A autorização é ato administrativo vinculado por meio do qual a administração consente que o Fernando Graeff www. implica transferência da titularidade do serviço. a implantação de usina termelétrica de potência superior a 5.Curso On-Line: Economia da Regulação . visto que a autorização não constitui o instrumento adequado para essa hipótese. 06. 09. em qualquer de suas modalidades. ao contrário do que prescreve para a concessão de serviço público. 07. pessoa física ou jurídica. (Cespe/MPE PI – Analista Ministerial – Área: Processual/2012) Embora a concessão de serviço público exija a prévia realização de procedimento licitatório. mediante autorização. destinada a uso exclusivo do autoprodutor.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT .br 41 . 10. (Cespe/TJ AL – Analista Especializado Judiciário/2012) Tanto a concessão quanto a permissão formalizam-se por atos administrativos. nesse caso. (Cespe/TCU/AUFC/2010) Os serviços públicos não essenciais.pontodosconcursos. em regra. por sua conta e risco. (Cespe/Oficial/PMDF/2010) A delegação de serviço público.000 kW. a concorrência como a modalidade obrigatória. mediante tarifa paga pelo usuário. 04. (Cespe/TCU – AUFCE – Auditoria Governamental/2011) Embora o instituto da permissão exija a realização de prévio procedimento licitatório. 02. 05. (Cespe/TJ RR . o poder público transfere a outrem.Analista Processual/2012) Na permissão de serviço público.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 Lista de Questões 01.

Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . 15. 14. por sua conta e risco. pode ser outorgada por prazo indeterminado.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 indivíduo desempenhe serviço público que não seja considerado de natureza estatal. 13. utiliza-se de pessoas jurídicas. 11.com. 363 (com adaptações). o poder concedente transfere ao concessionário apenas a execução do serviço. razão pela qual pode rescindir o contrato unilateralmente por motivo de interesse público. (Cespe/TA/TRE-MT/2010) – adaptada . A permissão para execução de serviço público consubstancia-se em ato administrativo precário. 12. Acerca da descentralização dos serviços públicos para pessoas privadas. Direito administrativo. São Paulo: Saraiva. A permissão de serviço público. (Cespe/Analista Administrativo/Aneel/2010) As usinas termelétricas destinadas à produção independente podem ser objeto de concessão mediante autorização. (Cespe/TA/TRE-MT/2010) – adaptada . 17. nos moldes do direito privado.ª ed. feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho. Tais pessoas são criadas.. As criadas pelos particulares são permissionárias ou concessionárias de serviço público. (Cespe/AJAA/TRT9/2007) Prevalece o entendimento de que o conceito de serviço público deve ser pautado pelo critério orgânico ou subjetivo. continuando titular do mesmo. tem como objeto a prestação de serviços públicos e pode ser firmada tanto com pessoa física quanto com pessoa jurídica ou Fernando Graeff www. julgue o item.A permissão é formalizada por contrato administrativo. (Cespe/Especialista/ANAC/2009) Na concessão de serviço público. (Cespe/Auditor/AUGE/2009) – adaptada . (Cespe/Procurador/PGE-AL/2009) – adaptada .Permissão de serviço público é a delegação. configura delegação a título precário e não exige licitação. pelos particulares ou pela administração pública.br 42 .A concessão.A administração pública. segundo o qual serviço público é aquele prestado pelos órgãos ou entidades de natureza pública. diferentemente da concessão. Diógenes Gasparini.pontodosconcursos. da prestação de serviços públicos.Curso On-Line: Economia da Regulação . A concessão pode ser contratada com pessoa física ou jurídica e por consórcio de empresas. 13. sempre que deseja transferir a execução de certa atividade ou serviço público que lhe foi outorgado pelo ordenamento jurídico. 16. a título precário. p. caracterizandose como contrato administrativo.

br 43 . a prestação de serviços públicos. a pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho. a concessão de serviço público que não for precedida da execução de obra pública poderá ser formalizada mediante acordo verbal. feita pelo poder concedente.A permissão de serviço público é definida pela lei geral de concessões como a delegação. que não pode ser revogado de forma unilateral pelo poder concedente. 18. 24. 20. por sua conta e risco. na modalidade de concorrência. (Cespe/OAB3/2009) – adaptada . 19. 21. Fernando Graeff www. as concessões de serviço público só podem ser outorgadas por prazo determinado. da prestação de serviços públicos. mediante licitação. (Cespe/Defensor/DPE-ES/2009) A autorização de serviço público constitui contrato administrativo pelo qual o poder público delega a execução de um serviço de sua titularidade a determinado particular.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 consórcio de empresas. (Cespe/Analista/FINEP/2009) – adaptada . feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho. demonstra que o Brasil adotou uma concepção subjetiva de serviço público. por sua vez. o direito à correspondente indenização.O dispositivo constitucional que preceitua caber ao poder público. à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho. a título precário. quando revogado pela administração pública. a título precário sem licitação.A permissão de serviço público ocorre mediante título precário e sem licitação. 22. 23. (Cespe/OAB3/2009) – adaptada . mediante licitação. gera. razão pela qual não depende de licitação e. a título precário. Já. feita pelo poder concedente. da prestação de serviços públicos. da prestação de serviços públicos. na forma da lei. Já. para que o execute em seu próprio nome. por sua conta e risco. sempre mediante licitação. predominantemente em benefício próprio. (Cespe/Delegado/PCPB/2009) – adaptada .Considera-se concessão de serviço público a delegação de sua prestação. diretamente ou sob o regime de concessão ou permissão.Curso On-Line: Economia da Regulação . por sua conta e risco e por prazo determinado. (Cespe/Delegado/PCPB/2009) – adaptada . por sua conta e risco.pontodosconcursos. feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho.com.A concessão de serviço público é a delegação. a permissão de serviço público deve ser formalizada mediante contrato de adesão. (Cespe/Defensor/DPE-ES/2009) Considera-se concessão de serviço público a delegação.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . para o autorizatário.

por meio de contrato de concessão. considera-se poder concedente a autarquia. 72 (com adaptações). a concessão serviço público é definida como a delegação de sua prestação. 30. (Cespe/Escrivão/PCAC/2008) A autorização de serviço público é uma forma de delegação de prestação que não exige licitação nem depende de celebração de contrato. Aprovado pelo Poder Legislativo. (Cespe/ACE/TCU/2008) Um parlamentar apresentou projeto de lei ordinária cujos objetivos são regular integralmente e privatizar a titularidade e a execução dos serviços públicos de sepultamento de cadáveres humanos. (Cespe/Escrivão/PCAC/2008) São exemplos de serviços públicos de competência exclusiva da União os serviços postal. objeto de concessão ou permissão.br 44 . (Cespe/Advogado/Serpro/2008) A permissão é definida legalmente como a delegação. da execução de obra pública. (Cespe/Escrião/PCAC/2008) É possível a concessão de um serviço público por prazo indeterminado. 31. 1999.No que concerne ao direito administrativo. por sua conta e risco e por prazo determinado. de energia elétrica e de navegação aérea.De acordo com a lei que dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos. Maria Sylvia Di Pietro. por sua conta e risco. 32. empresa pública ou sociedade de economia mista em cuja competência se encontre o serviço público precedido. à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho.com. mediante tarifa paga pelo usuário ou outra forma de remuneração decorrente da exploração do serviço. p.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT .Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 25. necessariamente. o referido projeto de lei foi sancionado pelo chefe do Poder Executivo. A delegação do serviço de sepultamento de cadáveres humanos. para que o execute em seu próprio nome. (Cespe/Direito/TCE-TO/2008) – adaptada . São Paulo: Atlas. Fernando Graeff www. dependeria da prévia edição de lei ordinária que autorizasse essa delegação. Parcerias na administração pública. na modalidade de concorrência. de telecomunicações. por sua conta e risco. feita pelo poder concedente. mediante licitação. 29. 27. 26. feita pelo poder concedente a pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho. da prestação de serviços públicos. (Cespe/OAB135/SP/2008) – adaptada . fundação. a título precário. mediante licitação. (Cespe/Procurador/PGE-PI/2008) – adaptada Contrato administrativo pelo qual a administração pública delega a outrem a execução de um serviço público.Curso On-Line: Economia da Regulação . diante da falta de condições materiais de prestação desse serviço público de forma direta. 28.pontodosconcursos.

como a educação.No procedimento de licitação para contratação de serviços públicos.com. a exemplo das loterias. que são prestados pelo Estado como serviço público. acerca dos serviços públicos.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . não sendo possível a inversão dessas fases. (Cespe/AJ/TRE-BA/2010) Não é admitida a dispensa de licitação na concessão de serviço público. que são exploradas por particulares sem regime de delegação. (Cespe/TCU/ACE/2007) No Brasil.O contrato de concessão de serviço público deve ser precedido de licitação. uma vez que qualquer tipo de monopólio é expressamente proibido pelo ordenamento jurídico brasileiro.br 45 . Direito administrativo. a conceituação do serviço público deve ser buscada na doutrina. (Cespe/AUFC/TCU/2010) Toda concessão de serviço público terá de ser objeto de licitação prévia na modalidade de concorrência. 36. na modalidade de concorrência. uma vez que há atividades essenciais. conforme as condições estabelecidas no edital. de julgamento da proposta que melhor se classificar. Rio de Janeiro: Impetus. obrigatoriamente a primeira fase será a de habilitação e a segunda.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 A definição apresentada no texto acima refere-se ao instituto denominado concessão de obra pública. no Brasil. 34. segundo entendimento doutrinário dominante. 37. julgue os itens que seguem. 13. e há serviços totalmente dispensáveis. Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo. 39.Curso On-Line: Economia da Regulação . em seu texto.ª ed. 38. (Cespe/TCU/ACE/2007) Segundo a corrente doutrinária conhecida como essencialista. 2007 (com adaptações). 35. nem tampouco as leis o fazem. ainda que nas hipóteses de dispensa previstas na Lei de Licitações. Assim. Tendo o texto acima como referência inicial. 33. Fernando Graeff www. A Constituição Federal não traz expresso.pontodosconcursos. salvo nas hipóteses previstas em lei. a atividade em si não permite decidirmos se um serviço é ou não público. (Cespe/Delegado/PCPB/2009) – adaptada . (Cespe/TA/TRE-GO/2009) – adaptada . (Cespe/AJAJ/TRE-ES/2011) É vedada a outorga de concessão ou permissão de serviços públicos em caráter de exclusividade. não é possível identificar um núcleo relativo à natureza da atividade que leve à classificação de uma atividade como serviço público. o conceito de serviço público.

diretamente ou sob o regime de concessão ou permissão. na fixação da tarifa apresentada como proposta. razão pela qual foi a que apresentou menor tarifa. Fernando Graeff www. (Cespe/AA/ANAC/2009) Incumbe ao poder público. pretendendo participar de uma licitação para firmar contrato de concessão de serviço público. (Cespe/Jurídico/TCE-RN/2009) A permissão de serviço público depende sempre de licitação e contra ela cabe revogação pela administração pública a qualquer momento.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . (Cespe/Analista/FINEP/2009) Toda concessão de serviço público. (Cespe/Jurídico/TCE-RN/2009) A prestação de serviços públicos pode ocorrer diretamente.br 46 . a prestação de serviços públicos. por motivo de interesse público. os serviços públicos correspondem a uma incumbência do poder público que.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 40. o texto constitucional preconiza a obrigatoriedade do procedimento licitatório para regular a autorização. processo licitatório para a concessão. 45. 41. podem ser prestados direta ou indiretamente. não haverá qualquer impedimento à assinatura do contrato de concessão. 42. segundo a legislação própria observando aos princípios da legalidade.Curso On-Line: Economia da Regulação . Nessa situação. a permissão ou a concessão de serviços públicos. na forma da lei. a proposta deverá ser analisada. que se caracteriza como ato administrativo unilateral e precário.pontodosconcursos. 44. precedida ou não da execução de obra pública. já que o valor da tarifa foi o menor. estiverem incluídos subsídios específicos que a empresa possua. (Cespe/Procurador/TCE-ES/2009) Suponha que determinada empresa. por esse motivo. arrolado alguns subsídios específicos que possui. do julgamento por critérios objetivos e da vinculação ao instrumento convocatório. sempre mediante licitação. não disponíveis para os demais licitantes. Nesse segundo caso. necessariamente. igualdade. sempre mediante licitação. tenha. 46. diretamente ou sob regime de concessão ou de permissão. nesse caso. na fase da apresentação das propostas. moralidade. 47. pelo poder público. 43. publicidade. exigindo-se. na forma da lei. mas não para a permissão. deve ser objeto de prévia licitação. (Cespe/MPOG/2009) Nos termos da CF. ou sob regime de concessão ou permissão. (Cespe/Procurador/BACEN/2009) Se uma empresa apresentar-se como licitante para firmar contrato de concessão e.com. (Cespe/MEC/2009) A prestação de serviços públicos incumbe ao poder público.

Nessa situação.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . (Cespe/Bombeiros/DF/2007) A delegação de concessão ou permissão de serviço público pelo poder público está subordinada ao princípio da obrigatoriedade de licitação prévia.É dispensável a licitação na hipótese de celebração de contrato de programa entre entes da federação ou com entidades da administração indireta. pois a legislação autoriza a utilização de. Fernando Graeff www. (Cespe/Cargo 6/Antaq/2008) Suponha-se que a União pretenda autorizar. será obrigatória a licitação. na modalidade de concorrência. (Cespe/Especialista/ANATEL/2004) No julgamento das propostas.Curso On-Line: Economia da Regulação . como a tarifa estipulada estava abaixo do valor da proposta vencedora e ameaçava a viabilização econômica-financeira dos serviços para a empresa contratada. com o intuito de se assegurar a igualdade de condições a todos os concorrentes e a seleção da proposta mais vantajosa. esta poderia ajuizar medida judicial no propósito de ver garantida a tarifa constante de sua proposta. Nesses casos. não se admitindo que tais providências sejam realizadas após o julgamento. no máximo. o poder concedente fixou a tarifa inicial em desconformidade com a proposta vencedora da licitação e em montante inferior ao previsto no edital. 54. logrou-se vencedor um consórcio de empresas. 49. (Cespe/Especialista/ANATEL/2004) Em um contrato de concessão de serviço público. em um procedimento de licenciamento para concessão de serviço público. 53.pontodosconcursos. Porém. como verificou o poder concedente após o julgamento e a divulgação do resultado. 51. (Cespe/OAB1/2007) .Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 48. o registro desse consórcio não havia sido feito quando da apresentação das propostas. o poder concedente valeu-se da combinação de três critérios: menor tarifa.adaptada . (Cespe/Especialista/ANATEL/2004) Em um procedimento licitatório para concessão de serviço público. as empresas prejudicadas pela conjugação dos critérios adotados no julgamento da licitação poderão questioná-la judicialmente. deverá ser contratado o licitante classificado em segundo lugar. Nessa situação. para a prestação de serviços públicos de forma associada nos termos do autorizado em contrato de consórcio público ou em convênio de cooperação.com. pois são requisitos obrigatórios a préconstituição e o registro do consórcio para se habilitar à licitação. leilão ou convite. maior oferta e melhor oferta de pagamento após qualificação das propostas.br 47 . Nessa situação. dois critérios simultâneos. 50. permitir ou conceder a determinadas empresas privadas a prestação de serviços públicos. (Cespe/AJ/Serpro/2005) A concessão e a permissão do serviço público devem ser precedidas de licitação. pois a legislação garante ao concessionário que a tarifa do serviço concedido será fixada pelo preço da proposta vencedora da licitação. 52.

mas obteve.br 48 . segundo seu entendimento. pois o contrato celebrado não foi precedido da indispensável realização de procedimento licitatório público. que concedeu permissão para a atividade de transporte coletivo rodoviário intermunicipal de passageiros entre duas cidades à empresa Expresso 3333.Curso On-Line: Economia da Regulação .º 3/2000 concedido à Expresso 3333 para operar a linha referida e. empresa vencedora do certame. A empresa Expresso 1111 não se submeteu a processo licitatório. julgue os itens que se seguem. ainda que não houvesse motivo para dispensa ou inexigibilidade da licitação. A empresa Expresso 1111 não é legítima detentora de direitos contratuais para a exploração do serviço de transporte coletivo de passageiros. nos casos de prestação de serviço público sob o regime de permissão ou concessão. in limine. macula a existência. Com referência à situação hipotética acima e à legislação a ela pertinente. dos efeitos do Termo de Permissão Condicionada n. tendo realizado licitação e concedido à Expresso 3333. a exploração da linha. a habilitava plenamente ao exercício da atividade. ao final. A inicial requereu a suspensão. uma vez ausente.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 55. (Cespe/AGU/Procurador/2007) A empresa Expresso 1111 impetrou mandado de segurança contra ato do secretário de infraestrutura de uma unidade da Federação. 56. Fernando Graeff www. com base no contrato até então em curso.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . um contrato que.com. na gestão anterior à do atual secretário de infraestrutura. a validade e a eficácia do contrato administrativo. Como o novo secretário anulou esse contrato entre o estado e a empresa Expresso 1111. mas também pela própria CF.pontodosconcursos. exigido não só por lei. a Expresso 1111 entendeu ter direito líquido e certo de continuar a exploração da linha. (Cespe/AGU/Procurador/2007) A licitação é pressuposto que. a concessão em definitivo da segurança almejada no sentido de desconstituir o ato administrativo impugnado.

pontodosconcursos.Curso On-Line: Economia da Regulação .br 49 .Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT .com.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 GABARITOS: 01 Certo 11 Certo 21 02 Errado 12 Errado 22 03 Certo 13 Certo 23 04 Errado 14 Anulado 05 Certo 15 Errado 25 Certo 35 Errado 45 Errado 55 Certo 06 07 08 Certo 18 09 10 Errado Errado 16 Certo 26 Errado 36 Certo 46 Certo 56 Certo 17 Errado Errado 19 Certo 29 Certo 39 20 Errado 30 Certo 40 Errado Errado 27 Certo 37 Certo 47 28 Errado 38 Certo 48 24 Certo 34 Errado 44 Errado 54 Certo Errado Errado Errado 31 Certo 41 Anulado 32 Errado 42 Certo 52 Certo 33 Certo 43 Errado 53 Errado Errado Anulado 49 Certo 50 Certo Errado Errado 51 Errado Fernando Graeff www.

Brasil.491. Brasil. de 15 de maio de 1998. Fábio. Marcus Vinicius Corrêa. Lei nº 8.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 Bibliografia Afonso da Silva. Finanças Públicas – Teoria e Prática no Brasil. Justen Filho. 2008. Maria Sylvia Zanella. Brasil. Giambiagi. Teoria Geral das Concessões de Serviço Público. Lei no 10. Di Pietro.079. Curso de Direito Constitucional Positivo. Jefferson Ney. Lei no 11. Agências Reguladoras. 2009. de 5 de junho de 2001. Forense: Rio de Janeiro. 2003. Lei nº 9.br 50 . Decreto nº 2.com.594. 2008. Justen Filho. Lei nº 9. O Direito das Agências Reguladoras Independentes. Aragão. Brasil. 2006. Alexandre Santos de. Editora Dialética: São Paulo. Brasil. José. Bittencourt. Brasil.233.987.074. 2000. Forense: Rio de Janeiro. Atlas: São Paulo. Editora Fórum: Belo Horizonte. Brasil. Marçal. Malheiros: São Paulo. Aragão. 2009. Fernando Graeff www.Curso On-Line: Economia da Regulação . Editora Dialética: São Paulo.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . Coordenação de Ricardo Wahrendorff Caldas – Belo Horizonte: Sebrae/MG. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.pontodosconcursos. Campus: Rio de Janeiro. de 13 de fevereiro de 1995. Amaral. 2002. de 9 de setembro de 1997. Marçal. Brenner. Lopes. Parcerias na Administração Pública. Direito dos Serviços Públicos. Controle das Concessões de Serviços Públicos. Ana Cláudia. de 7 de julho de 1995. Além. Alexandre Santos de. 2004. de 30 de dezembro de 2004. Políticas Públicas: conceitos e práticas.

com. Direito Administrativo Descomplicado.pontodosconcursos. Ed.Teoria e Exercícios para Especialista da ANTT . de 2 de dezembro de 1998. Marcelo.Economia Professor: Fernando Graeff Aula 05 Marques Neto. Regulação de Serviços Públicos e Controle Externo.Curso On-Line: Economia da Regulação . Tribunal de Contas da União. Alexandrino. Paulo. TCU: Brasília. 2005. Floriano de Azevedo.br 51 . Método: São Paulo. 2009. Instrução Normativa Nº 27. 2008. Editora Fórum: Belo Horizonte. Agências Reguladoras Independentes. Vicente. Tribunal de Contas da União. Fernando Graeff www.