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Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa.

Nádia Carolina – Aula 07

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AULA 07: Processo Legislativo
Sumário
1-Teoria e Questões Comentadas 3- Lista de Questões 4- Gabarito

Página
1-42 43-47 48-49

O processo legislativo consiste no conjunto de atos realizados quando da produção das espécies normativas enumeradas na Constituição. Essas espécies estão enumeradas no art. 59 da Carta Magna, compreendendo as emendas constitucionais, as leis complementares, as leis ordinárias, as leis delegadas, as medidas provisórias, os decretos legislativos e as resoluções. Trata-se das chamadas normas primárias, que retiram sua validade diretamente da Constituição.1 Caso haja desrespeito às regras do processo legislativo previstas na Constituição, tem-se a inconstitucionalidade formal do ato resultante. Quanto aos ritos e aos prazos, o processo legislativo pode ser ordinário, sumário ou especial. O ordinário é aquele que se destina à elaboração das leis ordinárias, sem prazo definido para conclusão de suas fases. No sumário, esses prazos são delimitados pela Carta Magna, sendo esta a diferença deste processo legislativo para o anterior. Finalmente, nos processos legislativos especiais, o rito é diferente do estabelecido para as leis ordinárias, como é o caso daquele referente às emendas constitucionais, por exemplo. Questão de prova: 1. (Cespe/2012/Câmara dos Deputados) O processo legislativo compreende a elaboração de emendas à Constituição, leis complementares, leis ordinárias, leis delegadas e medidas provisórias. Os decretos legislativos e as resoluções — que tratam de matérias de competência privativa do Senado Federal e da Câmara dos Deputados — são considerados atos internos do Poder Legislativo, que não necessitam de sanção presidencial e, portanto, não compõem o processo legislativo. Comentários: Vejamos o que determina o art. 59 da Constituição Federal: Art. 59. O processo legislativo compreende a elaboração de: I - emendas à Constituição;
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O STF e a doutrina também consideram normas primárias o decreto autônomo e os Regimentos Internos dos Tribunais, mesmo eles não estando expressos no art. 59 da CF .

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II - leis complementares; III - leis ordinárias; IV - leis delegadas; V - medidas provisórias; VI - decretos legislativos; VII - resoluções. Os decretos legislativos e as resoluções compõem, sim, o processo legislativo. Questão incorreta.

Classificação
Os processos legislativos podem ser classificados quanto às formas de organização política e quanto à sequência das fases procedimentais. Quanto às formas de organização política, dividem-se em quatro espécies: o autocrático, o direto, o indireto (ou representativo) e o semidireto  Autocrático: caracteriza-se por ser expressão do próprio governante, que se atribui a competência de editar leis, em detrimento da participação dos cidadãos, seja esta direta ou indireta.  Direto: caracteriza-se por ser discutido e votado pelo próprio povo, diretamente. Semidireto: é aquele que exige concordância do eleitorado, por meio de  referendo popular, para se concretizar.  Indireto ou representativo: é aquele em que o povo elege seus representantes, que recebem poderes para decidir sobre assuntos de competência constitucional. Já quanto à sequência das fases procedimentais, o processo legislativo pode ser comum (ou ordinário), sumário ou especial. Ordinário ou comum: destina-se à elaboração das leis ordinárias,  caracterizando-se por sua maior extensão.  Sumário: caracteriza-se por determinar prazo para que o Congresso Nacional delibere sobre determinado assunto.  Especial: é aquele utilizado para a elaboração de emendas à Constituição, leis complementares, leis delegadas, medidas provisórias, decretos legislativos, resoluções e leis financeiras (lei de plano plurianual, lei de diretrizes orçamentárias, leis orçamentárias anuais e abertura de créditos adicionais).

Fases do processo legislativo ordinário

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O processo legislativo ordinário apresenta três fases: introdutória, constitutiva e complementar. A introdutória compreende a iniciativa de lei. A constitutiva, a discussão e a votação do projeto de lei, a manifestação do Chefe do Executivo (sanção ou veto) e, se for o caso, a apreciação do veto pelo Legislativo. Por fim, a complementar abrange a promulgação e a publicação da lei. I. Fase introdutória Na fase introdutória, tem-se a iniciativa legislativa pela autoridade competente, que apresenta um projeto de lei ao Legislativo. Essa iniciativa foi atribuída expressamente, pela Constituição:       A qualquer membro ou comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional; Ao Presidente da República; Ao Supremo Tribunal Federal; Aos Tribunais Superiores; Ao Procurador-Geral da República; Aos cidadãos.

Apesar de o Tribunal de Contas da União (TCU) não estar contemplado neste rol, entende-se que este detém a iniciativa da lei (ou leis) reguladora de seus cargos, serviços e funções, com fundamento no art. 73 c/c art. 96, II, da CF. O Tribunal de Contas tem, também, com base no mesmo fundamento, a iniciativa de lei de organização do Ministério Público que atua junto à Corte de Contas (art. 130, CF). É importante destacar que aquele que apresenta projeto de lei pode solicitar sua retirada. Entretanto, para ter validade, o pedido necessitará do deferimento das Casas Legislativas, de acordo com as regras regimentais. i. Tipos de iniciativa A iniciativa de lei pode ser parlamentar ou extraparlamentar. A parlamentar é conferida a todos os membros do Congresso Nacional; a extraparlamentar, aos demais. Outra importante classificação é a que divide a iniciativa em geral, concorrente ou reservada. A iniciativa é dita geral, quando é concedida a determinada autoridade ou órgão para apresentação de projeto de lei sobre matérias diversas. Porém, há algumas restrições estabelecidas constitucionalmente, uma vez que deverão ser respeitadas as matérias de iniciativa reservada. Têm iniciativa geral o Presidente da República, os deputados e senadores, as comissões da Câmara ou Senado e os cidadãos. Prof. Nádia Carolina

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A iniciativa é reservada (restrita, exclusiva ou privativa), quando apenas determinados órgãos que gozam do poder para propor leis sobre matéria específica. É o caso da previsão constitucional de que cabe ao Supremo Tribunal Federal propor lei complementar sobre o Estatuto da Magistratura (CF/88, art. 93). Não se admite delegação dessa prerrogativa atribuída pela Constituição. Destaca-se que o Poder Legislativo, devido ao princípio da separação dos Poderes, não pode fixar prazo para que o detentor da iniciativa reservada apresente projeto de lei sobre determinada matéria, fora daqueles casos em que o prazo é definido pela própria Constituição. Com base no mesmo fundamento, também não cabe ao Judiciário obrigar órgão ou autoridade de outro Poder a exercer tal iniciativa. Entretanto, devido a previsão expressa da Constituição, pode o Poder Judiciário, por meio de mandado de injunção ou ação direta de inconstitucionalidade por omissão, reconhecer a mora do detentor da iniciativa reservada e, em consequência disso, declarar a inconstitucionalidade de sua inércia. Finalmente, a iniciativa é dita concorrente, quando pertence, simultaneamente, a mais de um órgão ou pessoa. É o que se verifica na iniciativa de lei sobre a organização do Ministério Público da União, que é concorrente entre o Presidente da República e o Procurador-Geral da República (art. 61, §1º, II, “d”, c/c art. 128, § 5º, CF).

2. (Cespe/2010/TRT 1ª Região) A iniciativa privativa ou reservada para deflagrar procedimento destinado à formação de determinada lei ordinária pode ser objeto de delegação. Comentários: Nada disso! A iniciativa reservada é indelegável. Questão incorreta. 3. (Cespe/2009/OAB) A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. As comissões permanentes de ambas as casas podem discutir e votar projetos de lei que dispensarem a competência do plenário, mas não têm o poder de apresentar tais projetos para dar início ao processo legislativo. Comentários: Prof. Nádia Carolina

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A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe, sim, em regra, a qualquer membro da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. Além disso, As comissões permanentes de ambas as casas podem discutir e votar projetos de lei que dispensarem a competência do plenário Tais comissões têm, ainda, o poder de apresentar projetos de lei, dando início ao processo legislativo. Fundamento: art. 61, “caput”, CF. Questão incorreta. 4. (Cespe/2009/OAB) São de iniciativa privativa do presidente da República as leis que disponham sobre o aumento de remuneração dos cargos, funções e empregos na administração direta e autárquica. Comentários: Questão correta. Fundamento: art. 61, §1º, II, “a”, CF. 5. (Cespe/2009/TCE-AC) O Procurador-Geral da República tem competência para propor projeto de lei ordinária ou complementar. Comentários: Questão correta. Fundamento: art. 61, “caput”, CF. 6. (Cespe/2011/STM) A iniciativa para elaboração de leis complementares e ordinárias constitui exemplo da denominada iniciativa concorrente. Comentários: De fato, em regra, a iniciativa para elaboração de leis complementares e ordinárias é concorrente. Considerando que o enunciado deixa entender que se trata de uma regra, e que pode haver exceções (como de fato há!), como se pode deduzir da expressão “constitui exemplo”, a questão está correta.

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XIII. 7. da cidade ou de bairros. Iniciativa popular A iniciativa popular é do tipo geral. pelo menos. cinco por cento do eleitorado (art. um por cento do eleitorado nacional. §2º. a Carta Magna deixou à lei a função de dispor sobre a iniciativa popular (art. A CF/88. sendo exercida pelos cidadãos nas condições estabelecidas pela Constituição. do Supremo Tribunal Federal. distribuído por. Casa Iniciadora São apreciados inicialmente pela Câmara dos Deputados os projetos de lei de iniciativa de deputado federal ou de alguma comissão da Câmara dos Deputados. do Procurador-Geral da República e dos cidadãos. aplicável tanto a projetos de lei ordinária quanto a de lei complementar. 32. III. iii. da CF/88. previu iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do Município. CF/88). cinco estados brasileiros. com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. §4º e art. exatamente porque os projetos de lei. Nádia Carolina – Aula 07 - ii. têm de ser aprovados pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em sessão Prof. 61. nos casos de iniciativa de Comissão Mista do Congresso Nacional (composta por deputados e senadores). no que se refere a leis editadas pela União. 29. do Presidente da República. § 3º. dos Tribunais Superiores. Por fim. a apreciação inicial será feita alternadamente pela Câmara e pelo Senado.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. CF).br 6 de 50 . exige a subscrição de. obrigatoriamente. através de manifestação de. consagrada no art.com. 27. pelo menos.estrategiaconcursos. (Cespe/2009/TRE-MA) O sistema legislativo vigente é o unicameral. Para os municípios. 14. em seu art. Já ao Senado cabe apreciar inicialmente os projetos de lei de iniciativa de senador ou de comissão do Senado Federal. no mínimo. Trata-se de instrumento de exercício da soberania popular. Nádia Carolina www. opção adotada a partir da Constituição Federal de 1934. Já para as leis editadas pelos Estados-membros e Distrito Federal.

Questão incorreta. 1% do eleitorado nacional. 61. no mínimo. 10.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa.com. Comentários: A iniciativa popular é aplicável tanto a projetos de lei ordinária quanto a de lei complementar. no mínimo. da CF. no mínimo. distribuído pelo menos por cinco Estados. com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. que pode ser exercida pela apresentação. Comentários: Dispõe o art.br 7 de 50 . estabelece que a iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por. Nádia Carolina www. por cinco estados. 8. pelo menos. que a iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por. distribuído pelo menos por cinco Estados. no mínimo. Comentários: O enunciado tem um erro grosseiro! O art. da CF. § 2º. à Câmara dos Deputados ou ao Senado Federal. de projeto de lei subscrito por. (Cespe/2009/TCE-AC) A CF prevê a hipótese de iniciativa popular. (Cespe/2010/TRT 1ª Região) A CF veda a iniciativa popular para desencadear processo legislativo destinado à edição de lei complementar. um por cento do eleitorado nacional. 9. com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. para que possam ser levados à sanção do presidente da República. Comentários: O sistema legislativo vigente é bicameral. uma vez que há atuação de duas Casas Legislativas: Câmara dos Deputados e Senado Federal. § 2º . de projeto de lei subscrito por. Prof. 61. (Cespe/2009/OAB) A iniciativa popular de lei pode ser exercida pela apresentação.estrategiaconcursos. distribuído. Nádia Carolina – Aula 07 - conjunta. à Câmara dos Deputados. 10% dos eleitores de qualquer estado da Federação. Questão incorreta. um por cento do eleitorado nacional. Questão incorreta.

seu regime jurídico. 2 STF. não podem se afastar desse modelo. Prof. CF/88 que: § 1º . Nádia Carolina – Aula 07 - iv. Segundo o STF. estabilidade. sob pena de invadir a iniciativa privativa do chefe do Executivo. 84.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. II .2011. da Carta Magna. provimento de cargos. II. § 1º. do Distrito Federal e dos Territórios. que.fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas. ADIn no 11961-1/RO. “c”. reforma e transferência para a reserva. Pleno. sob pena de nulidade da lei2. Assim. norma da Constituição Estadual que disponha sobre provimento de cargos que integram a estrutura jurídicoadministrativa do Poder Executivo local. esse dispositivo é de observância obrigatória para os Estados-membros.197-9/RO. remuneração. Nádia Carolina www. serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios. 61.06. §1º. d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União.São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: I . conforme o art. incide em inconstitucionalidade formal. Iniciativa privativa do Chefe do Executivo Dispõe o art. 30.br 8 de 50 .disponham sobre: a) criação de cargos. ao disciplinar o processo legislativo ordinário em suas respectivas Constituições. c) servidores públicos da União e Territórios.com. Além disso. e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública. matéria tributária e orçamentária. bem como normas gerais para a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados. por exemplo. seu regime jurídico. tais matérias não podem ser exaustivamente tratadas na Constituição Estadual e na Lei Orgânica de município ou do Distrito Federal.03. 61. ADI 3176/AP. b) organização administrativa e judiciária. promoções. estabilidade e aposentadoria. f) militares das Forças Armadas. por ser essa matéria de competência do Presidente da República.1995. provimento de cargos. observado o disposto no art. funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração.estrategiaconcursos. ADIn no 1. 24.

merecendo algumas considerações. Nádia Carolina – Aula 07 - A Constituição Federal atribuiu. Por fim.04. Pleno. de o Poder Judiciário determinar ao Presidente da República a inclusão. Nádia Carolina www. ADIn no 724/RS.estrategiaconcursos. Destaca-se que a regra de iniciativa privativa do Poder Executivo para projetos de lei referentes à matéria orçamentária é. Pleno. MS no 22. Desse modo. destaca-se o entendimento do Pretório Excelso de que “a Constituição de 1988 admite a iniciativa parlamentar na instauração do processo legislativo em tema de direito tributário. ainda que para conceder benefícios jurídicos de ordem fiscal. por constituir matéria de direito estrito. Pleno. sob pena de separação dos Poderes. 15.04.com. A iniciativa reservada. O ato de legislar sobre direito tributário. Note que isso não se aplica a outros projetos sobre matéria tributária. Segundo o dispositivo. Prof. tal exigência não se estende para os projetos de lei em matéria tributária. derivar de norma constitucional explícita e inequívoca. cuja iniciativa é concorrente. ADIn no 1.2001). por ausência de previsão na Constituição Federal. é importante destacar que compete ao Presidente determinar a conveniência e oportunidade de exercer a iniciativa de lei. lei de diretrizes orçamentárias e plano plurianual. sob pena de ofensa à Constituição Federal.br 9 de 50 .1995). Contudo. 04.2000).Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. 61 é bastante explorada pelas bancas. a competência de elaborar e encaminhar ao Legislativo os projetos de lei referentes à lei orçamentária anual.185-2/RO. com a consequente alocação de recursos financeiros para satisfazer determinados encargos (STF. Nesse sentido. como dissemos acima. ainda.2001). Cuidado com isso! A alínea “b” do inciso II do § 1º do art. necessariamente.05. 17. segundo o Supremo Tribunal Federal.304-7/RS. ADIn no 2. não se equipara – especialmente para os fins de instauração do respectivo processo legislativo – ao ato de legislar sobre o orçamento do Estado (STF. no texto do projeto de lei orçamentária anual. não se presume e nem comporta interpretação ampliativa na medida em que – por implicar limitação ao poder de instauração do processo legislativo – deve. entende o Supremo Tribunal Federal que inexiste a possibilidade. Pleno. Não podem os outros Poderes obriga-lo a fazê-lo. a iniciativa para matéria tributária referente a territórios federais é privativa do Presidente da República.12.759-1/SC. obrigatória para os Estados e Municípios (STF. cuja iniciativa é concorrente entre Executivo e Legislativo (STF. de cláusula pertinente à fixação da despesa pública. 06. ao Executivo.

por constituir matéria de direito estrito.br 10 de 50 .Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. ADIn no 724/RS. (STF.estrategiaconcursos. necessariamente. Nádia Carolina www. A iniciativa reservada.04. Nádia Carolina – Aula 07 - 11. Prof. Comentários: Nada disso! Como vimos. derivar de norma constitucional explícita e inequívoca. Pleno. não se presume e nem comporta interpretação ampliativa na medida em que – por implicar limitação ao poder de instauração do processo legislativo – deve. (Cespe/2009/Banco Central) A CF atribui ao presidente da República iniciativa reservada no que concerne a leis sobre matéria tributária.2001).com. Questão incorreta. 17. entende o STF que “a Constituição de 1988 admite a iniciativa parlamentar na instauração do processo legislativo em tema de direito tributário.

CF (STF. a Constituição Federal faculta. as atribuições e o funcionamento de cada Ministério Público. aos Tribunais Superiores e aos Tribunais de Justiça propor ao Poder Legislativo respectivo: a) a alteração do número de membros dos tribunais inferiores. II. a iniciativa para lei complementar que estabelecerá a organização. Fase constitutiva Prof. aos Procuradores-Gerais de Justiça de cada Estado-membro. 96.1995). arts. a própria Constituição determina. disporá sobre o Estatuto da Magistratura. § 5º). 125. bem como a fixação do subsídio de seus membros e dos juízes. decorre do princípio da independência e harmonia entre os Poderes. § 5º. concedeulhe a iniciativa para deflagrar o processo legislativo. §1º. 96. “d” e art. § 5º). compete ao Supremo Tribunal Federal. com exclusividade. CF).05. CF). autonomia e imprescindibilidade e. b) a criação e a extinção de cargos e a remuneração dos seus serviços auxiliares e dos juízos que lhes forem vinculados. II. 93. aplicando-se tanto à legislatura ordinária quanto à constituinte estadual. vi. com provimento obrigatório por concurso público de provas e provas e títulos. Pode o Ministério Público. ADIn no 274-1/PE. Nádia Carolina www. a possibilidade de concorrência do Presidente da República.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. art. caput). segundo o Supremo Tribunal Federal. 61. “b” e “d”. 128. pelo Presidente da Corte Suprema. lei complementar. finalmente. Por fim. art. para garantir tais prerrogativas. A regra. 128. em seu art. c) a criação ou extinção dos tribunais inferiores e. propor a criação e a extinção dos cargos da instituição e de seus serviços auxiliares. onde houver. Iniciativa dos tribunais do Poder Judiciário De acordo com a Carta Magna (art. em razão do que prescreve a Constituição Federal. § 2º.br 11 de 50 .estrategiaconcursos. § 1º. Destaca-se que a Carta Magna previu hipótese de iniciativa legislativa concorrente para apresentação de projeto de lei federal sobre a organização do Ministério Público da União. II. Isso porque. inclusive dos tribunais inferiores. com base nessa iniciativa. e 128. Nádia Carolina – Aula 07 - v. II. do Distrito Federal e dos Territórios (CF. Também cabe ao Tribunal de Justiça a iniciativa de lei de organização judiciária do respectivo estado (art. de iniciativa do Supremo Tribunal Federal. apesar de o art. 61 atribuir essa matéria à iniciativa privativa do Presidente da República. A fixação dos subsídios dos Ministros do STF é igualmente estabelecida por lei ordinária.com. para a iniciativa das respectivas leis complementares (CF. 127. d) a alteração da organização e da divisão judiciárias (art. 05. Além disso. Pleno. Iniciativa de lei do Ministério Público A Constituição Federal conferiu ao Ministério Público independência.

III. (Cespe/2012/AGU) A competência para votar os projetos de lei é. na forma do respectivo regimento. Caso o projeto aprovado pelo Legislativo seja vetado pelo Chefe do Executivo. o projeto de lei é discutido e votado nas duas Casas do Congresso Nacional e. Questão incorreta. a competência do Plenário. que examinará aspectos relacionados à matéria e a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). na qual será submetido à apreciação das comissões. permite às comissões a votação de projeto de lei que dispense. Deliberação parlamentar Após ser apresentado. 32. mas as mesas diretoras das respectivas casas podem. o projeto de lei passará pela fase de instrução na Casa Legislativa iniciadora. jurídicos. Prof. emendas ou substitutivos.br 12 de 50 . A apreciação do projeto de lei pelas comissões também acontece na Casa revisora. mediante decreto legislativo. ressalvada a possibilidade de recurso de um décimo dos membros da Casa. que avaliará aspectos referentes à constitucionalidade. a prerrogativa de discutir. Cabe às CCJs a análise dos aspectos constitucionais. I. legais. votar e decidir as proposições legislativas. regimentais ou de técnica legislativa dos projetos. em razão da matéria de sua competência. Nádia Carolina www. sofre sanção ou veto do Presidente da República. a revisora será o Senado Federal e vice-versa. § 2º. sendo aprovado. Se a Casa iniciadora for a Câmara dos Deputados. Essa apreciação se dará em duas comissões diferentes: uma comissão temática. i. Comentários: A competência para votar projetos de lei é tanto do Plenário quanto das comissões.com.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. 58. em regra. dos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Estas podem votar os projetos que dispensem. na forma do respectivo regimento. a fase constitutiva ainda compreenderá a apreciação do veto pelo Congresso Nacional. bem como a admissibilidade da proposta de emenda à Constituição (arts.estrategiaconcursos. será encaminhado ao Plenário ou às comissões da respectiva Casa. ressalvada a possibilidade de recurso de um décimo dos membros da Casa. Nádia Carolina – Aula 07 - Na fase constitutiva. outorgar às comissões permanentes. Aprovado o projeto pelas comissões tanto no aspecto formal. onde será objeto de discussão e votação. quanto no aspecto material. Veja como isso foi cobrado em prova: 12. em seu art. a competência do Plenário. do Regimento Interno da Câmara dos Deputados e 101 do Regimento Interno do Senado Federal). Destaca-se que a Constituição.

Se rejeitadas. discussão e votação. para sanção ou veto. a aprovação do projeto será por maioria simples ou relativa. ADIn no 2. se houver proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das Casas (princípio da irrepetibilidade).666-6/DF. Na maioria simples. este será encaminhado ao Chefe do Executivo para sanção ou veto. Nádia Carolina – Aula 07 - No Plenário projeto de lei é posto em discussão e depois em votação. quando a alteração do projeto de lei não importar em mudança substancial do sentido do texto. correspondente à maioria absoluta dos membros da respectiva Casa Legislativa. presente a maioria absoluta de seus membros. em se tratando de lei ordinária. na segunda situação.estrategiaconcursos. poderá haver três possibilidades: o projeto ser aprovado da mesma forma como foi recebido da Casa iniciadora. Por fim. finalmente. Rejeitado. 21. Na primeira situação. em que o projeto de lei é aprovado sem emendas. Isso ocorre nas chamadas “emendas de redação”. a aprovação será por maioria absoluta. 3 Prof.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. de lei complementar para regulamentar um determinado assunto. as deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos. STF. Se aceitas. este voltará à Casa iniciadora. para o STF. o projeto será encaminhado ao Chefe do Executivo com as respectivas emendas. Nádia Carolina www.br 13 de 50 . pela Carta Magna. não há necessidade de retorno à Casa Iniciadora 3 . Na terceira situação.05. Aprovado. o projeto de lei é encaminhado (sem as emendas) ao Chefe do Executivo para que ele aprove ou vete o texto original da Casa iniciadora. STF. ADIn no 2. ressalvadas as exceções previstas pela Carta Magna. o projeto ser rejeitado. com aplicação do princípio da irrepetibilidade.2002.com. Na casa iniciadora o projeto poderá ser aprovado ou rejeitado. Isso significa que. após a apreciação pelas comissões. em que projeto de lei é rejeitado.12. na mesma sessão legislativa. será arquivado e a matéria somente poderá ser objeto de novo projeto. Determina o art. Pleno. Na casa revisora. em regra. 06. na forma estabelecida nos regimentos das Casas legislativas. em que o projeto de lei é aprovado com emendas. O que a Constituição exige é apenas um número mínimo de parlamentares presente (quórum mínimo de instalação da sessão). será encaminhado à Casa revisora. Destaca-se que. 47 da Constituição que salvo disposição constitucional em contrário. Já no caso de exigência.238-5. utilizada na regulamentação da maior parte das matérias. o quórum de aprovação da lei é variável. Pleno.2002. a aprovação do projeto será por maioria simples ou relativa. conforme o número de membros presentes à sessão. para que estas sejam apreciadas. este será arquivado. o projeto ser aprovado com emendas ou. Desse modo.

necessariamente. É possível haver emenda parlamentar a projeto de iniciativa reservada a outro Poder da República. Nádia Carolina www.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. Posteriormente. ilimitado. por exemplo. ser analisada pela outra. Também é importante observar que.  De redação: quando visam a sanar vícios de linguagem. os projetos de decreto legislativo e os projetos de resolução.  Aglutinativas: quando resultam da fusão de outras emendas.br 14 de 50 Executivo sancioná-lo . esse seguirá para a fase do autógrafo. Isso porque. que no processo legislativo federal a Casa iniciadora tem predominância sobre a revisora. É necessário que se cumpram alguns requisitos: o conteúdo da emenda deverá ser pertinente à matéria da proposição e esta não poderá acarretar aumento Prof.  Aditivas: quando acrescentam algo à proposição principal. se o Presidente da República apresenta projeto de lei sobre matéria de iniciativa privativa.estrategiaconcursos.com.  Modificativas: caracterizam-se por alterar a proposição sem modifica-la substancialmente. 09. para que se pronuncie somente sobre esse ponto. os projetos de lei ordinária. qualquer emenda ao projeto aprovado por uma das Casas deverá. que é o documento formal que reproduz o texto definitivamente aprovado pelo Legislativo (STF. ADIn no 1. ou destas com o texto original. são as propostas de emenda à Constituição (PECs). tendo voltado à Casa iniciadora para análise das emendas realizadas pela Casa revisora. ii. Essas outras. Essa modificação pode ser substancial ou formal. os projetos de lei complementar. após a alteração. passará a se chamar “substitutivo”. em função do princípio do bicameralismo.10. aprovando-o ou rejeitando-o definitivamente. Caberá à Casa iniciadora apenas aprovar ou rejeitar as emendas. incorreção da técnica legislativa ou lapso manifesto. que. os congressistas podem apresentar emenda e este projeto. Substitutivas: são apresentadas como sucedâneo a parte de outra  proposição. Entretanto. sancioná-lo tacitamente ou vetá-lo. As emendas podem ser:  Supressivas: quando eliminam qualquer parte da proposição principal. caberá ao Chefe do expressamente. principais. Emendas parlamentares As emendas são proposições apresentadas pelos parlamentares como acessórias de outras. portanto. Após aprovação do projeto nas duas Casas do Congresso Nacional.393-9/DF. Nádia Carolina – Aula 07 - Observa-se.1996). o projeto não poderá ser subemendado. esse poder de emendar não é absoluto. Assim.

201-1/RO. Depois disso. Prof.estrategiaconcursos. a) Sanção A sanção consiste na aquiescência. contados da data do recebimento do projeto. dos tribunais federais e do Ministério Público. Nessa hipótese. Pleno. e os motivos do veto. Ocorrerá a sanção expressa se o Presidente da República concordar com o texto do projeto de lei. contados da data do recebimento do projeto. Do contrário. o projeto de lei aprovado pelo Legislativo segue para a deliberação do Chefe do Executivo. contados do recebimento do projeto. caberá ao Vice-Presidente do Senado a promulgação da lei. ele promulgará e determinará a publicação da lei. iii. que poderá sancioná-lo ou vetá-lo. do projeto de lei aprovado pelo Legislativo. deverá promulgá-la. Ressalta-se.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. Ocorrerá a sanção tácita se o Presidente da República optar pelo silêncio no prazo de 15 dias úteis. ainda. 09.1995. em igual prazo. Também não poderá haver aumento da despesa prevista nos projetos sobre a organização dos serviços administrativos da Câmara dos Deputados. o Presidente do Senado. ele terá um prazo de 48 horas para promulgar a lei resultante da sanção. ressalvadas as emendas à lei orçamentária anual e à lei de diretrizes orçamentárias. do Senado Federal. Pode ser expressa ou tácita. pelo Presidente da República. no todo ou em parte. Nádia Carolina – Aula 07 - de despesa. no prazo de 48 horas. Deliberação do Chefe do Poder Executivo Após a deliberação parlamentar. sem prazo definido constitucionalmente. O veto deverá ser comunicado ao Presidente do Senado. ADIn no 1.06. deverá vetá-lo no prazo de 15 dias úteis. é contrário ao interesse público ou inconstitucional. que segundo o STF a sanção presidencial a projeto de lei não convalida defeito resultante de emenda parlamentar nem defeito de iniciativa4. Nádia Carolina www.com.br 15 de 50 . Se este não o fizer. Se o Presidente da República considerar que o projeto. formalizando por escrito o ato de sanção no prazo de 15 dias úteis. 4 STF.

que decorrido o prazo de quinze dias. no mesmo ano legislativo. Entretanto. não existindo veto tácito em nosso ordenamento jurídico. sem explicar os motivos de seu ato. não se admite emenda parlamentar ao projeto para aumento do valor da remuneração proposto. o veto necessariamente deverá ser motivado. Fundamento: art. Comentários: Dispõe o art. 67 da /88 que a matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto. Nesse caso. Comentários: Determina o art. na mesma sessão legislativa. 66. Comentários: Questão correta. a Constituição não admite o veto tácito. Questão incorreta. Nádia Carolina – Aula 07 - 13. mediante proposta de dois terços dos membros de qualquer das casas legislativas.br 16 de 50 . I. 17. o silêncio do Presidente da República importará sanção.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. a matéria dele constante somente poderá ser objeto de novo projeto. 14. Questão incorreta. 63. diferentemente do que diz o enunciado. Nádia Carolina www. Questão incorreta.com.estrategiaconcursos. (Cespe/2010/DPU) Considere que o chefe do Poder Executivo tenha apresentado projeto de lei ordinária que dispõe sobre a remuneração de servidores públicos. mediante proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional. em razão da impossibilidade de ocorrer sanção tácita. resguardando ao presidente da República a prerrogativa de simplesmente vetar. 16. (Cespe/2011/TRF 5ª Região/Juiz) Apesar de não admitir o veto presidencial tácito. o silêncio do presidente da República importará veto. O veto necessariamente deverá ser motivado. § 3º. 15. Comentários: A primeira parte do enunciado está correta: de fato. da CF. (Cespe/2010/TCE-BA) Se um projeto de lei for rejeitado em uma das casas do Congresso Nacional. instituição bicameral composta pela Câmara dos Prof. (Cespe/2010/TRE-MT) Decorrido o prazo de quinze dias para o exame do projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional. a CF admite o denominado veto sem motivação. (Cespe/2010/Abin) O Poder Legislativo opera por meio do Congresso Nacional. CF.

Comentários: A questão cobra o conhecimento dos arts. Caberá à Casa iniciadora apenas aprovar ou rejeitar as emendas. “caput” e 47 da Constituição. Comentários: Quando voltar à Casa iniciadora para análise das emendas realizadas pela Casa revisora. 47. Questão incorreta. Salvo disposição constitucional em contrário. Questão correta.estrategiaconcursos. Art. Salvo disposição constitucional em contrário. as deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos. 18. o projeto não poderá ser subemendado. Nádia Carolina www.br 17 de 50 . a saber: Art. de modo a garantir iguais poderes ao Senado e à Câmara dos Deputados. presente a maioria absoluta de seus membros. que se compõe da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. presente a maioria absoluta de seus membros. 44. (Cespe/2004/MPTCU) O processo de elaboração de leis no sistema bicameral impõe que o projeto aprovado por uma Casa seja submetido à outra Casa tantas vezes quantas forem as emendas que cada qual introduzir. Nádia Carolina – Aula 07 - Deputados e pelo Senado Federal.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. 44.com. O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional. Prof. as deliberações de cada Casa e de suas comissões serão tomadas por maioria dos votos.

(Cespe/2012/TJ-CE) No processo legislativo da lei ordinária. os dispositivos vetados serão publicados sem texto. Dispõe a Constituição. O veto parcial não impede que a parte não vetada do projeto seja promulgada e publicada de imediato. inconstitucional ou contrário ao interesse público.br 18 de 50 . Deverá abranger seu texto integral. Posteriormente. em seu papel de representante e defensor da sociedade. no segundo. este será sancionado tacitamente. Nesse caso. os artigos a ele referentes serão encaminhados à promulgação e após a devida publicação. Destaca-se. de parágrafo. §1º. no prazo de quinze dias úteis. que veto parcial deverá abranger texto integral de artigo. que se o Presidente da República considerar o projeto. constando a apenas a expressão “vetado”. O veto pode ser total ou parcial. Nádia Carolina – Aula 07 - b) Veto O veto é a manifestação de discordância do Chefe do Executivo com o projeto de lei aprovado pelo Poder Legislativo. § 4º) que o veto será apreciado em sessão conjunta no Congresso Nacional.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. contados da data do recebimento. 66. Será total quando incidir sobre todo o projeto de lei. Não há veto tácito em nosso ordenamento jurídico. de inciso ou de alínea. 19. e parcial quando se referir a apenas alguns dos dispositivos do projeto.estrategiaconcursos. independentemente da apreciação do veto pelo Legislativo. palavras ou expressões constantes de artigo.. 66. Só poderá ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Prof. Nádia Carolina www. Comentários: O veto não poderá incidir sobre trecho. ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto. Vejamos como isso foi cobrado em prova. dentro de 30 dias. dentro de quarenta e oito horas. e comunicará. palavras ou expressões constantes de artigo. parágrafo ou alínea. tem-se o veto jurídico. Caso o Presidente da República não manifeste sua posição em relação a um projeto de lei no prazo previsto. Já o veto político traduz um juízo político de conveniência do Presidente da República. em seu art. parágrafo ou alínea. O veto jurídico traduz controle preventivo de constitucionalidade.com. o veto presidencial parcial pode abranger trecho. começarão a produzir feitos (ex nunc). o veto político. ao evitar que uma lei inconstitucional venha a ser inserida no ordenamento jurídico. Questão incorreta.. todavia. vetá-lo-á total ou parcialmente. a contar do seu recebimento. No primeiro caso. Reza a Carta Magna (art. caso o veto seja superado. no todo ou em parte.

Questão de prova: 20.br 19 de 50 . Se dentro do prazo de 30 dias não houver a deliberação do veto. até que ocorra a sua votação Magna (art. caso um décimo dos membros da Casa respectiva decida que uma comissão não pode apreciar e votar o projeto de lei. Ele terá um prazo de 48 horas para emitir o ato de promulgação. (Cespe/2012/TJ-AC) O veto a projeto de lei deverá ser apreciado em cada uma das casas do Congresso Nacional dentro de trinta dias a contar da decisão presidencial. previamente. este será colocado na ordem do dia da sessão imediata. Comentários: O veto deverá ser apreciado em sessão conjunta do Congresso Nacional. Entende o STF que não cabe ao Judiciário pronunciar-se sobre a oportunidade do veto antes de manifestação do Legislativo. Nádia Carolina – Aula 07 - deputados e senadores.estrategiaconcursos. a contar do seu recebimento. retardando as demais deliberações do Congresso Nacional. Caso o veto seja mantido. CF). Note que. a competência para promulgar passará a ser do Presidente do Senado que terá igual prazo para promulgar. É admissível o controle judicial sobre a inoportunidade do veto. § 6º. se Prof. este irá para plenário. em votação secreta. Nádia Carolina www. Se houver rejeição do veto. nesse caso. e sua rejeição dependerá do voto de dois terços dos membros de cada uma delas. sem prazo definido constitucionalmente. Se este também não o fizer. a matéria será encaminhada ao Presidente da República. em votação secreta. dentro de trinta dias. haverá o trancamento de pauta da sessão conjunta do Congresso Nacional. não de sessão da Câmara ou do Senado. O controle judicial. o projeto será arquivado. a promulgação será de responsabilidade do Vice-Presidente do Senado. manifestação do Poder Legislativo a respeito. desde que haja.com. Sua decisão dependerá do voto da maioria absoluta dos deputados e senadores. Entretanto. É importante ressaltar que discussão e votação de projeto de lei não são competências apenas do Plenário do Congresso Nacional. nesse caso. no que se refere a situações e matérias que o regimento determinar (delegação ”interna corporis”). por maioria absoluta dos deputados e senadores. com obediência ao princípio da irrepetibilidade.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. A Carta Magna outorga essas competências às Comissões. Questão incorreta. Caso não o faça nesse prazo. em votação nominal. 66.

por se tratar de um ato político exercível pelo Presidente da República. Nádia Carolina www.com. já ocorreu a sanção tácita e a preclusão do direito de exercer o veto5. 1999. 1999. ADI 1254/RJ. as características do veto no processo legislativo ordinário: Características do veto Expresso Formal Motivado Supressivo Superável ou relativo Irretratável Insuscetível de apreciação judicial Deve ser uma manifestação expressa do Chefe do Executivo Deve ser feito por escrito Por inconstitucionalidade ou contrariedade ao interesse público Acarreta eliminação de dispositivos de lei Os dispositivos vedados poderão ser restabelecidos por deliberação do Congresso Nacional Uma vez comunicado ao Presidente do Senado. apreciar as razões do veto.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. abaixo. retirando o veto Não pode haver controle judicial das razões do veto 5 6 ADI 1254/RJ. segundo o STF. Veja. em votação secreta.estrategiaconcursos. O veto do Chefe do Executivo deve ser obrigatoriamente apreciado pelo Congresso Nacional em sessão conjunta.br 20 de 50 . Não se admite retratação do veto. tampouco a retratação de sua derrubada ou manutenção pelo Legislativo6. o Presidente da República não pode alterar seu posicionamento. Prof. Também não cabe ao Judiciário. Nádia Carolina – Aula 07 - justifica porque após o decurso do prazo de 15 dias úteis. só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos deputados e senadores. dentro de trinta dias a contar de seu recebimento.

no qual estabelece que o Presidente da República poderá solicitar urgência para a apreciação de projetos de sua iniciativa. A promulgação é o ato solene que atesta a existência da lei. Assim. se houver). Procedimento legislativo sumário A Carta Magna disciplina o processo legislativo sumário ou de urgência no seu art. a promulgação cabe ao Chefe do Executivo. diante da omissão do Presidente da República: quando há sanção tácita. trancarse-á a pauta das deliberações legislativas da respectiva Casa. Além disso. I. casos em que a promulgação é ato de competência originária do Poder Legislativo: emendas à Constituição (promulgadas pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal). com exceção das que tenham prazo constitucional determinado. Destaca-se que a Carta Magna não estabelece prazo para o ato de publicação da lei. em até 45 dias. Se as Casas não se manifestarem. caberá ao Vice-Presidente do Senado fazê-lo. há a promulgação e a publicação da lei. Trata-se de condição de eficácia da lei. que a matéria seja de sua iniciativa privativa. até que se ultime a votação. caberá ao Presidente do Senado promulgar o projeto de lei e.estrategiaconcursos. mas tem sua existência declarada pela promulgação. 64. decretos legislativos (promulgados pelo Presidente do Congresso Nacional.com. que é o Presidente do Senado Federal) e resoluções (promulgadas pelo Presidente do órgão que as edita). quando há superação do veto e. se este não o fizer em 48 horas. declarando a sua potencialidade para produzir efeitos. 45 dias no Senado e mais dez dias para a Câmara apreciar as emendas dos senadores. Não é necessário. entretanto. quando o Presidente da República não formaliza a promulgação no prazo de 48 horas. Já a publicação consiste na comunicação a todos de que devem cumprir a lei. Incide sobre a lei pronta. ainda. Nesse caso. Prof. Fase complementar Na fase complementar. Entretanto. a publicação da lei ordinária é ato de competência do Presidente da República. por meio da inserção do texto promulgado no Diário Oficial. Nesse caso. Em princípio. Existem.br 21 de 50 . o processo legislativo deve terminar no prazo máximo de cem dias (45 dias na Câmara. há hipóteses em que a promulgação poderá ser feita pelo Legislativo. cada uma. §1º. finalmente. Nádia Carolina www. embora isso não esteja expresso na Constituição. a lei nasce com a sanção. desconsiderando os períodos de recesso do Congresso Nacional.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. Nádia Carolina – Aula 07 - III.

Já a diferença do ponto de vista formal diz respeito ao processo legislativo. O regime de urgência constitucional não exclui o pedido de urgência para apreciação de determinado projeto de lei no âmbito das casas do Congresso Nacional. Diante disso. 64. Lei ordinária x Lei complementar As leis complementares apresentam processo legislativo próprio. mas também não poderiam se sujeitar à possibilidade de constantes alterações pelo processo legislativo ordinário. seja concorrente. embora de extrema relevância não deviam ser regulamentadas pela própria Constituição Federal. CF) o da lei complementar é de maioria absoluta (art. As demais fases do procedimento de elaboração da lei complementar seguem o processo ordinário. Nádia Carolina www. Nádia Carolina – Aula 07 - A Constituição estabelece que o processo legislativo sumário (ou de urgência) não poderá ser aplicado aos projetos de códigos. Estas têm campo material residual. § 1º. Fundamento: art. o que não acontece com as leis ordinárias. 21. Enquanto o quórum para a aprovação da lei ordinária é de maioria simples (art. porém mais fácil que o de reforma à Constituição. Isso porque o legislador constituinte entendeu que certas matérias. 69).com. Comentários: Gabarito: questão correta. CF/88. II. na forma estabelecida nos respectivos regimentos. Prof. ou seja.estrategiaconcursos. tem-se que as leis complementares se diferenciam das ordinárias em dois aspectos: o material e o formal. A diferença do ponto de vista material consiste no fato de os assuntos tratados por lei complementar estão expressamente previstos na Constituição. mais dificultoso que o das leis ordinárias. o primeiro número inteiro subsequente à metade dos membros da Casa Legislativa. 47.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. (Cespe/2010/TCE-BA) O presidente da República só pode solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa. seja privativa.br 22 de 50 .

por sua vez. (Cespe/2008/TJ-DFT) A promulgação de uma lei torna o ato perfeito e acabado.br 23 de 50 . Nádia Carolina – Aula 07 - 22. por sua vez. No que se refere à publicação. Comentários: O ato se torna perfeito e acabado com a sanção. A promulgação apenas atesta a existência da lei. é o modo pelo qual se dá conhecimento a todos sobre o novo ato normativo que se deve cumprir. Questão incorreta. sendo o meio pelo qual a ordem jurídica é inovada. o enunciado está certo: a publicação. A publicação.estrategiaconcursos. é o modo pelo qual se dá conhecimento a todos sobre o novo ato normativo que se deve cumprir. Prof.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. Incide sobre a lei pronta.com. Nádia Carolina www.

Promulgação pelas Mesas da Câmara e do Senado.br 24 de 50 . A CF/88 não apresenta esse tipo de limitação. Caso a proposta seja rejeitada ou havida por prejudicada. 60 da Carta que também é de observância obrigatória pelos Estados-membros da reforma de suas Constituições. se aprovada.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. Obedece aos requisitos estabelecidos pelo art. circunstanciais e temporais. Nádia Carolina – Aula 07 - Processos legislativos especiais i. Nesse período. O procedimento de reforma à Constituição exige discussão e votação em cada uma das Casas do Congresso Nacional. formais. art. em dois turnos. circunstâncias extraordinárias impedem a modificação da Constituição. com o respectivo número de ordem. 60. 60 da Carta Magna e compreende as seguintes fases:     Iniciativa de um dos legitimados. a Constituição é imutável. estado de defesa e intervenção federal (CF. por três quintos dos votos dos respectivos membros. É vigente Magna. em ambos. não houve um período em que não pudesse ter seu texto alterado. considerando-se aprovada quando obtiver. tipos de limitações: A reforma à Constituição apresenta quatro materiais.estrategiaconcursos. Destaca-se que nesses períodos as Prof. Ele está detalhado no art. devendo a proposta de emenda constitucional ser aprovada. 3/5 dos votos dos membros de cada uma delas.com. em ambos os turnos. quando permanente. portanto o processo legislativo de emenda constitucional (o chamado processo de reforma da Constituição) é mais laborioso do que o ordinário. Nádia Carolina www. Discussão e votação em cada Casa do Congresso Nacional. será arquivada. Emendas à Constituição A Constituição é do tipo rígida. Assim. Desde sua vigência. não podendo a matéria dela constante ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. podendo ser realizado a qualquer tempo enquanto for a CF/88. Já as limitações circunstanciais se verificam quando a Constituição estabelece que em certos momentos de instabilidade política do Estado seu texto não poderá ser modificado. § 1º ). em dois turnos. A Carta da República instituiu três circunstâncias excepcionais que impedem a modificação do seu texto: estado de sítio. As limitações temporais ocorrem quando o Poder Constituinte Originário estabelece um prazo durante o qual não pode haver modificações ao texto da Constituição.

CF VOTAÇÃO E DISCUSSÃO EM DOIS TURNOS EM CADA CASA LEGISLATIVA E DELIBERAÇÃO QUALIFICADA PARA APROVAÇÃO DO PROJETO DE EMENDA CONSTITUCIONAL PROMULGAÇÃO PELAS MESAS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS E DO SENADO FEDERAL. Nádia Carolina www. Esse Prof. NA MESMA SESSÃO LEGISLATIVA. O que não se permite é a deliberação (votação) e consequente promulgação das mesmas. 3º e 5º. a CF/88 é do tipo rígida e como tal exige um processo especial para modificação do seu texto. e §§ 2º. 60. “Quais são essas limitações. ou seja. Outro ponto importante a ser memorizado é que a vedação referente à intervenção federal abrange somente aquela decretada e executada pela União. 60. veja o quadro a seguir: LIMITAÇÕES FORMAIS AO PROCESSO DE REFORMA INICIATIVA RESTRITA – ART. Como você se lembra. estão previstas no art. 60 estabelecem os legitimados no processo legislativo de reforma da Constituição. Eventual intervenção de Estado em Município não é limitação circunstancial à modificação da CF/88.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. professora?” Para facilitar nossa análise. mais difícil do que aquele de elaboração das leis.estrategiaconcursos. I ao III. As limitações formais. INCISOS. quem poderá apresentar uma proposta de emenda constitucional (PEC) perante o Congresso Nacional. também chamadas processuais. As limitações formais ao processo de reforma à Constituição se devem à rigidez constitucional.br 25 de 50 . Nádia Carolina – Aula 07 - propostas de emenda à Constituição poderão ser apresentadas e discutidas. DE PROPOSTA DE EMENDA NELA REJEITADA OU TIDA POR PREJUDICADA (IRREPETIBILIDADE) A primeira limitação formal à reforma da Constituição se refere à iniciativa. Os incisos I a III do art.com. COM O RESPECTIVO NÚMERO DE ORDEM VEDAÇÃO À REAPRESENTAÇÃO.

quanto das discussões e deliberações sobre a mesma.  Participação dos Estados e do Distrito Federal. CADA UMA DELAS. DOS MEMBROS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS OU DO SENADO FEDERAL PRESIDENTE DA REPÚBLICA MAIS DA METADE DAS ASSEMBLÉIAS LEGISLATIVAS DAS UNIDADES DA FEDERAÇÃO. 61 da Constituição. Veja quem são esses legitimados no gráfico a seguir: LEGITIMADOS A APRESENTAR PEC UM TERÇO.br 26 de 50 .Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa.com. Nesse ponto. Nádia Carolina www. NO MÍNIMO. II I). PELA MAIORIA RELATIVA DE SEUS MEMBROS. Isso porque o Senado Federal representa os Estados e o Distrito Federal.  Ausência de iniciativa reservada: diferentemente do que ocorre no processo legislativo das leis. não há previsão para que o cidadão apresente proposta de emenda à Constituição Federal. No que diz respeito à iniciativa. Esses entes federados não  dispõem de iniciativa de proposta de emenda constitucional nem participam das discussões e votações da mesma. Ausência de participação dos Municípios. 60.estrategiaconcursos. como se pode perceber. por meio das Assembleias Legislativas (CF. é bastante menor que o de legitimados no processo legislativo de elaboração das leis. destacam-se as seguintes características:  Ausência de iniciativa popular: ao contrário do que ocorre no processo legislativo das leis. MANIFESTANDO-SE. Qualquer dos legitimados pode apresentar proposta de emenda constitucional sobre todas as matérias não vedadas pela Carta Magna. Nádia Carolina – Aula 07 - número. diferenciam-se dos Municípios. arrolados no art. não há iniciativa reservada a emenda constitucional. que não participam do processo de reforma à Constituição por não terem representantes no Congresso nacional. art. Esses entes da Federação participam tanto na apresentação de proposta de emenda constitucional. Prof.

O mesmo dispositivo exige. Se a modificação do texto não resultar em alteração substancial do seu sentido. A discussão e a votação de proposta de emenda à Constituição podem ser iniciadas tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal. para que ela faça sua apreciação integral. Prof. destaca-se que outra importante limitação desse tipo diz respeito à discussão. portanto.estrategiaconcursos. É importante destacar que o STF entende que somente é obrigatório o retorno da proposta de emenda à Constituição à Casa Legislativa de origem quando ocorrer modificação substancial de seu texto. votação e aprovação do projeto de emenda Constitucional. podendo. diferenças importantes no que se refere ao processo legislativo das leis:  Diferentemente do que ocorre no projeto de lei.br 27 de 50 . O texto final é aprovado quando a matéria recebe votos favoráveis de. podendo alterá-lo livremente. pelo menos. O § 3º do art. A segunda Casa Legislativa. Nádia Carolina – Aula 07 - Outras importantes características do processo legislativo de emenda à Constituição são:  Ausência de previsão. em dois turnos de votação.  Ausência de Casa “revisora”. a proposta de emenda constitucional não precisa voltar à Casa iniciadora.7 Continuando o estudo das limitações formais ao processo de reforma da Constituição. Nádia Carolina www. § 2º da CF/88. Em caso de alterações substanciais. em ambos. Ao contrário disso. Esse dispositivo estabelece.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. diferentemente do que ocorre no procedimento legislativo ordinário (referente às leis). pela Constituição. 7 ADI 2. Nelson Jobim. que exige votação em apenas um turno. 3/5 dos membros de ambas as Casas (Senado Federal e Câmara dos Deputados). deliberação qualificada para a aprovação da emenda (três quintos dos votos dos respectivos membros). Min. 60 determina que a emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. bem mais difícil de se obter que aquela de aprovação das leis (maioria simples . rel. a proposta de emenda constitucional será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. 60. com o respectivo número de ordem. De acordo com o art. A terceira limitação ao poder de reforma da Constituição diz respeito à promulgação. não revisa o texto aprovado pela Casa em que foi apresentada a emenda. considerando-se aprovada se obtiver. a proposta de emenda à Constituição não se submete a sanção ou veto do Chefe do Poder Executivo. rel. portanto. o texto retorna à primeira Casa. Trata-se. Ellen Gracie. o Presidente da República não dispõe de competência para promulgação de uma emenda à Constituição.666/DF. 47 da CF). de um processo legislativo mais dificultoso que aquele de aprovação de uma lei.  Ao contrário do que ocorre no processo legislativo das leis. igualmente modificá-lo livremente. ela o aprecia como novo. de Casa iniciadora obrigatória. ADC 3/DF. ainda.com. três quintos dos votos dos respectivos membros. Min.art. em dois turnos.

na mesma sessão legislativa. que são Prof. a irrepetibilidade. em oposição. essas existem quando a Constituição estabelece que determinadas matérias não poderão ser abolidas por meio de emenda. estabelece um núcleo essencial que não poderá ser suprimido por ação do poder constituinte derivado. Nádia Carolina www. insuscetíveis de abolição por meio de emenda constitucional. O primeiro tipo delas – explícitas ou expressas – se verifica no § 4º do art. Assim. portanto. Nádia Carolina – Aula 07 -  A numeração das emendas à Constituição segue ordem própria. 60. Matéria rejeitada ou havida por prejudicada jamais poderá constituir nova proposta de emenda na mesma sessão legislativa. Verifica-se. 60. EC nº 2. portanto. secreto. 67). universal e periódico. enquanto de projeto de lei rejeitado é relativa. No que concerne às limitações materiais. de proposta de emenda à Constituição rejeitada ou havida por prejudicada. Trata-se das chamadas “cláusulas pétreas expressas”. Os dois tipos de limitações materiais estão presentes na CF/88.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. a separação dos Poderes e os direitos e garantias individuais.com. quando não estão expressas no texto da Carta Magna. mais uma distinção em relação ao processo legislativo das leis. O dispositivo estabelece. quando constam expressamente do texto constitucional e. que determina que “a matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa”.estrategiaconcursos. tem-se a limitação processual ou formal prevista no § 5º do art. art. portanto. na mesma sessão legislativa. a irrepetibilidade de proposta de emenda constitucional rejeitada ou havida por prejudicada é absoluta. O legislador constituinte originário.br 28 de 50 . o voto direto. distinta daquela das leis (EC nº 1. desde que mediante proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional (CF. EC nº 3 e assim sucessivamente). Essas limitações são divididas doutrinariamente em dois grupos: explícitas ou expressas. Isso porque a matéria constante de projeto de lei rejeitado poderá constituir objeto de novo projeto. segundo o qual não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir a forma federativa de Estado. Essa irrepetibilidade é absoluta. implícitas ou tácitas. Finalmente.

Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. SECRETO. refere-se à titularidade do poder constituinte originário. Questão de prova: 23. cada uma dessas limitações. Questão incorreta. 60 da CF/88. Sabe-se que a titularidade do poder constituinte originário é do povo: somente a ele cabe decidir a conveniência e a oportunidade de se elaborar uma nova Constituição.estrategiaconcursos. Nádia Carolina www. não pode sequer ser objeto de deliberação no Congresso Nacional. considerando que o processo legislativo de emendas constitucionais deve observância à Constituição Federal.com.br 29 de 50 . UNIVERSAL E PERIÓDICO SEPARAÇÃO DOS PODERES DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS Um ponto importante a se destacar é que. Por esse motivo. Comentários: Há limitações materiais implícitas na Constituição: a titularidade do Poder Constituinte Originário e Derivado e os procedimentos de reforma e revisão constitucional. (Cespe/2012/TJ-RR) As denominadas limitações materiais ao poder constituinte de reforma estão exaustivamente previstas da Constituição Federal de 1988 (CF). Já as limitações implícitas ao poder de reforma são limites tácitos que. Isso porque nesse caso o processo legislativo representa desrespeito à Constituição Federal. Outro ponto a ser memorizado por você é que o Pretório Excelso entende que a cláusula pétrea “direitos e garantias individuais” protege direitos e garantias dispersos pela Constituição. se impõem ao constituinte derivado. e não apenas aqueles enumerados no artigo 5º da Carta Magna. Analisemos. ou que desrespeite as prescrições do art. São eles: a titularidade do Poder Constituinte Originário e Derivado e os procedimentos de reforma e revisão constitucional. A primeira delas. é Prof. como se viu. segundo a doutrina. o STF entende que qualquer proposta de emenda tendente a abolir cláusula pétrea. Nádia Carolina – Aula 07 - CLÁUSULAS PÉTREAS FORMA FEDERATIVA DE ESTADO VOTO DIRETO. pois.

pelas mesmas razões expressas acima. cabendo. III. Comentários: Determina o art. é inconstitucional qualquer emenda à Constituição que transfira a competência de reformar a Constituição atribuída ao Congresso Nacional (representante do povo) a outro órgão do Estado (ao Presidente da República. (Cespe/2012/Anatel) Não são permitidas emendas Constituição Federal durante a vigência de intervenção federal. (Cespe/2010/TRE-MT) A CF poderá ser emendada mediante proposta de um terço das Assembleias legislativas das unidades da Federação. portanto. 24. de estado de defesa ou de estado de sítio. art.com. cada uma delas. são limitações materiais implícitas.estrategiaconcursos. art. (Cespe/2010/TRE-MT) Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir a forma republicana de governo.br 30 de 50 . pela maioria relativa de seus membros. unicamente a esse poder determinar a competência para sua modificação. Comentários: Prof. Nádia Carolina – Aula 07 - inconstitucional qualquer emenda à Constituição que retire tal atribuição do povo. manifestando-se. Nádia Carolina www. Isso porque tal competência foi fixada pelo poder constituinte originário. Questão incorreta. outorgando-a a qualquer órgão constituído. No que se refere à titularidade do poder constituinte derivado. 60). 3º). que a Constituição poderá ser emendada mediante proposta de Mais Da Metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação. por exemplo). 26. o procedimento de revisão constitucional (ADCT. 60. § 1º. Comentários: à Segundo o art. mediante a maioria relativa de seus membros. bem como o de reforma constitucional (CF. da Constituição Federal. da CF. Por fim. 60. esta não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal. Questão correta. 25.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa.

da CF. com o respectivo número de ordem. conforme seu próprio texto. 27. tanto expressas quanto implícitas na Constituição. (Cespe/2009/OAB) A emenda à CF será promulgada. secreto. que a emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. § 4º. universal e periódico. (Cespe/2009/TCU) Uma vez preenchido o requisito da iniciativa e instaurado o processo legislativo. as mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal deverão fazêlo. 29. Nádia Carolina www. 60. como vimos. 30. considerando-se aprovada se obtiver. pode ser emendada por meio de iniciativa popular. § 2º. pelo presidente do Senado Federal. com o respectivo número de ordem. a separação dos Poderes e. três quintos dos votos dos respectivos membros. universal e periódico. CF/88. Se a promulgação não ocorrer dentro do prazo de quarenta e oito horas após a sua aprovação. as chamadas cláusulas pétreas. (Cespe/2009/TCU) Da mesma forma que o poder constituinte originário. Comentários: De jeito nenhum! Determina o art.estrategiaconcursos. Comentários: É isso mesmo! De acordo com o art. a separação de poderes e os direitos e garantias individuais. em dois turnos. secreto. da Constituição. 60. três quintos dos votos dos respectivos membros. de emendar a Constituição) está submetido a diversas limitações de ordem formal ou material. o voto direto.com. Questão correta.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. Comentários: O poder de reforma (ou seja. em dois turnos. que não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: a forma federativa de Estado. 60. Essas são. Nádia Carolina – Aula 07 - Dispõe o art. a proposta de emenda constitucional será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. a proposta de emenda à CF será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. em ambos. sendo que a CF apenas estabelece que não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir a forma federativa de Estado.br 31 de 50 . finalmente. 28. considerando-se aprovada se obtiver. desde que o projeto seja Prof. na condição de presidente do Congresso Nacional. em ambos. § 3º. (Cespe/2008/STF) A CF. os direitos e garantias individuais. Questão incorreta. Questão incorreta. o poder de reforma não está submetido a qualquer limitação de ordem formal ou material. Questão incorreta. o voto direto.

e. II . Questão incorreta. por violar cláusula pétrea.os direitos e garantias individuais.a forma federativa de Estado. O voto obrigatório não é cláusula pétrea. portanto. CF): I .Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa.a separação dos Poderes. universal e periódico.3% dos eleitores de cada um deles. 60. Nádia Carolina www. Prof. pelo menos. Comentários: A Constituição Federal não prevê a possibilidade de iniciativa popular de proposta de emenda à Constituição. cinco estados. secreto. Questão incorreta. o presidente da República poderia impugná-la perante o Supremo Tribunal Federal (STF). Comentários: São cláusulas pétreas (art. § 4o.estrategiaconcursos.br 32 de 50 .com. com não menos de 0. no mínimo. 31. (Cespe/2002/Consultor Legislativo do Senado Federal) Uma proposta de emenda constitucional destinada a tornar facultativo o voto para todos os brasileiros seria inconstitucional. Nádia Carolina – Aula 07 - subscrito. IV . III . distribuído por. 1% do eleitorado nacional.o voto direto. por.

Medidas Provisórias A medida provisória é ato normativo primário geral. 167. de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro. de imediato. A votação será iniciada. III . cidadania. direitos políticos. ao Congresso Nacional. partidos políticos e direito eleitoral. orçamento e créditos adicionais e suplementares. composta de senadores e deputados.estrategiaconcursos. Caso este esteja de recesso. Segundo o art. onde terá o prazo de sessenta dias (prorrogáveis por mais sessenta) para ser apreciada. Prof. a carreira e a garantia de seus membros.que vise a detenção ou sequestro de bens. b) direito penal. Lá. editado pelo Presidente da República. c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público. devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. com força de lei.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. Esses prazos não correm durante os períodos de recesso do Congresso Nacional. § 3º. processual penal e processual civil. pela Câmara dos Deputados. em caso de relevância e urgência. II . De acordo com o art. A medida provisória não pode disciplinar sobre qualquer matéria.já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da República. o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias.br 33 de 50 . obrigatoriamente. ressalvado o previsto no art. IV .relativa a: a) nacionalidade. que é a Casa iniciadora.reservada a lei complementar. diretrizes orçamentárias. 62 da Carta Magna. 62. §1º. da CF: § 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: I .com. Nádia Carolina www. as medidas provisórias serão apreciadas por uma comissão mista. d) planos plurianuais. em virtude da existência de limitações constitucionais à sua edição. que apresentará um parecer favorável ou não à sua conversão em lei. Nádia Carolina – Aula 07 - ii. A medida provisória deve ser submetida. não há a necessidade de convocação extraordinária.

o Presidente do Senado Federal a promulgará. Portanto. contado da sua edição. uma vez que a medida provisória foi aprovada exatamente nos termos por ele propostos. não interromperá a contagem do prazo (sessenta dias. sendo o texto encaminhado ao Presidente da República para sanção ou veto. seguirá o trâmite do processo legislativo ordinário. Nádia Carolina www. que é possível que. no 45º dia sem apreciação. Nessa situação. mesmo com o trancamento de pauta. Caso a medida provisória seja integralmente rejeitada ou perca sua eficácia por decurso de prazo. a medida Prof. Caso esta seja integralmente convertida em lei. Nádia Carolina – Aula 07 - Emitido o parecer. a medida provisória trancará a pauta da Casa Legislativa em que estiver tramitando. remetendo-a para publicação. em cada uma das Casas do Congresso Nacional. ficarão sobrestadas. Nesse caso. o Congresso Nacional baixará ato declarando-a insubsistente e deverá disciplinar. com isso.br 34 de 50 . haja expiração do prazo para a conclusão do processo legislativo. subsequentemente. por meio de decreto legislativo. as relações jurídicas dela decorrentes. Esse fato. todas as demais deliberações legislativas da Casa em que a medida provisória estiver tramitando. sem que o Congresso Nacional tenha ultimado a apreciação da medida provisória. Se forem introduzidas modificações no texto adotado original da medida provisória (conversão parcial).estrategiaconcursos. uma medida provisória conserva integralmente a sua vigência se. em face da não apreciação pelo Congresso Nacional no prazo estabelecido. esta será transformada em “projeto de lei de conversão”. A prorrogação dá-se de forma automática. tiver sido aprovado. mesmo após decorrido o prazo de cento e vinte dias. Caso contrário. porém. Deduz-se. prorrogável uma única vez por igual período. Destaca-se que. não há que se falar em sanção ou veto do Presidente da República. Se a medida provisória não for apreciada em até 45 dias contados de sua publicação. entrará em regime de urgência. até que se ultime a votação. Nesse caso. A partir daí. As medidas provisórias têm eficácia pelo prazo de sessenta dias a partir de sua publicação. Os prazos não correm durante os períodos de recesso do Congresso Nacional. as relações jurídicas surgidas no período permanecerão regidas pela medida provisória. um projeto de lei de conversão e esse projeto esteja aguardando sanção presidencial. prorrogáveis por mais sessenta) para a conclusão do processo legislativo da medida provisória.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. no prazo de sessenta dias.com. o Plenário das Casas Legislativas examinará a medida provisória. obstando a votação de qualquer outra matéria. nesse período. pelo Congresso Nacional. sem precisar de ato do Chefe do Executivo.

(Cespe/2012/TJ-AC) As medidas provisórias devem ser votadas em sessão conjunta do Congresso Nacional. Comentários: As medidas provisórias são apreciadas por cada uma das Casas. Outros precedentes: ADI 691. em nova medida provisória. Questão incorreta. segundo o STF. (Cespe/2012/TJ-CE) Segundo o STF.92 e ADI 812Prof. uma vez editada a medida provisória. Entretanto. Para maior compreensão.estrategiaconcursos. Min. DJ 19. por decurso de prazo (ex tunc). primeiro.br 35 de 50 .03. esse instrumento esteja expressamente previsto na Constituição do Estado e. nos mesmos moldes da Constituição Federal. sejam observados os princípios e as limitações impostas pelo modelo adotado pela Constituição Federal. não pode o presidente da República retirá-la da apreciação do Congresso Nacional nem tampouco ab-rogá-la por meio de nova medida provisória. rel. Sepúlveda Pertence. Min. desde que haja previsão de edição dessa espécie normativa em sua Constituição. Nádia Carolina – Aula 07 - provisória perderá sua eficácia. Veja como isso foi objeto de prova recente do Cespe: 32. DJ 19. o STF não admite que medida provisória editada seja retirada pelo Chefe do Poder Executivo.12.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. Comentários: De fato. Maurício Corrêa. por ampla maioria. tendo como Relatora a Ministra Ellen Gracie: “No julgamento da ADI 425. o prazo de sessenta dias para sua apreciação é prorrogável por mais sessenta.com. destaca-se o seguinte julgado. a matéria constante da medida provisória revogada não poderá ser reeditada. a constitucionalidade da instituição de medida provisória estadual. A jurisprudência do STF não admite que medida provisória submetida ao Congresso Nacional seja retirada pelo Chefe do Poder Executivo. segundo. no prazo de sessenta dias a contar de sua publicação. desde que. sob pena de imediata perda da sua eficácia. Nesse caso. Nádia Carolina www. tendo em vista a necessidade da observância simétrica do processo legislativo federal. Além disso. Entretanto. rel. na mesma sessão legislativa. separadamente. No que se refere aos estados-membros. Lembrando que ab-rogação significa revogação total da lei. estes podem adotar medida provisória.06. 33. Questão incorreta. desde a sua edição. aceita que medida provisória nessa situação seja ab-rogada por outra. enquanto derrogação é a revogação parcial. aceita que medida provisória nessa situação seja revogada por outra. o Plenário desta Corte já havia reconhecido.

35. é vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria reservada a lei complementar. III. § 1o. no capítulo referente à organização e à regência dos Estados. Comentários: Não há vedação à edição de medidas provisórias sobre matéria relativa a direito civil. Nádia Carolina www. Nesse caso. Questão correta. por decreto legislativo. Nádia Carolina – Aula 07 - MC. (Cespe/2010/TRE-MT) É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria relativa a direito civil. nos termos da CF/88. (Cespe/2010/TRE-BA) Para matérias reservadas a lei complementar. Min.estrategiaconcursos. as relações jurídicas delas decorrentes.br 36 de 50 . ressalvadas as exceções constitucionais. 15/08/2006) 34. desde a edição. vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação" (art. rel.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. na forma da lei. quanto a essa possibilidade. desde a edição. Questão incorreta. 25. por igual período. 37. se não forem convertidas em lei no prazo de trinta dias Prof. Comentários: Dispõe a CF/88 que as medidas provisórias. uma vez por igual período.com. ou mediante concessão.05. perderão sua eficácia. 62. se não forem convertidas em lei no prazo de trinta dias. prorrogável. § 2º)” (ADI 2391 SC. Questão incorreta. (Cespe/2010/TRT 21ª Região) As medidas provisórias perdem a eficácia. da Constituição. 36. da competência desses entes da Federação para "explorar diretamente. prorrogável uma vez. desde a edição. se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias.93. Comentários: Segundo o art. DJ 14. ao presidente da República é vedado editar medida provisória. Moreira Alves. os serviços locais de gás canalizado. deverá o Congresso Nacional disciplinar. (Cespe/2009/TCE-AC) As medidas provisórias perderão a eficácia. Entendimento reforçado pela significativa indicação na Constituição Federal.

da CF.br 37 de 50 . Nádia Carolina www. 62. Questão incorreta. Nádia Carolina – Aula 07 - a contar de sua publicação.estrategiaconcursos. Comentários: O art. devendo o Congresso Nacional disciplinar. Questão incorreta. de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo. devendo o Congresso Nacional disciplinar as relações jurídicas dela decorrentes. nos termos do § 7º. as relações jurídicas delas decorrentes. de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo será permitida apenas uma vez.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. na mesma sessão legislativa. ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia. por decreto legislativo. 62 da Carta Magna veda a reedição.com. Comentários: O § 10 do art. Prof. desde a edição. uma vez por igual período. se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias. (Cespe/2009/TCE-AC) A reedição. determina que as medidas provisórias. prorrogável. na mesma sessão legislativa. § 3º. 38. por igual período.

Nádia Carolina www. O processo de elaboração de lei delegada é desencadeado pela solicitação de autorização do Presidente da República ao Congresso Nacional para a edição de lei sobre determinada matéria. as leis delegadas não podem cuidar de qualquer matéria. que determinará o conteúdo e os termos para o seu exercício. por solicitação da maioria absoluta dos membros de uma das Casas do Congresso Nacional (princípio da irrepetibilidade). se dá quando o Congresso Nacional concede poderes para que o Presidente da República elabore. Efetivada essa solicitação.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. A delegação poderá ser típica e atípica. porém. promulgue e publique a lei delegada. após este solicitar delegação ao Congresso Nacional. dispor sobre direitos individuais). vago. Essa coincidência. A primeira. pois há proibições que se aplicam somente à medida provisória (por exemplo. a matéria vedada à medida provisória coincide com a que é proibida à lei delegada. não é absoluta. que dê poderes ilimitados ao Presidente da República em termos de competência legislativa. Nádia Carolina – Aula 07 - iii. o projeto será arquivado. Caso aprovada. que costuma ser a regra. A segunda ocorre quando a resolução determina a apreciação do projeto de lei pelo Congresso Nacional. Da mesma forma que ocorre com as medidas provisórias. o Congresso Nacional a examinará e. Será inconstitucional um ato de delegação genérico. bem como vedações que somente são impostas à lei delegada (por exemplo.estrategiaconcursos. o Congresso Nacional sobre ele deliberará.br 38 de 50 . De modo geral.com. na mesma sessão legislativa. Que tal uma questão de prova. Comentários: Prof. vedada qualquer emenda. sem participação posterior do Legislativo. (Cespe/2012/TJ-AC) As leis delegadas serão elaboradas pelo presidente da República após a edição pelo Congresso Nacional de decreto legislativo com a especificação do conteúdo e dos termos de exercício da delegação. caso a aprove. Nesse caso. editará resolução que especificará o conteúdo e os termos para o exercício da delegação concedida. somente podendo ser reapresentado. para que a promulgue e publique. determinar sequestro de bens). Leis delegadas As leis delegadas são elaboradas pelo Presidente da República. para vermos como isso costuma ser cobrado? 39. em votação única. a lei delegada será encaminhada ao Presidente da República. Se rejeitada. A delegação legislativa se dá por resolução do Congresso Nacional.

De acordo com o STF. Trata-se do chamado “veto legislativo”. Nádia Carolina pelo Congresso www. se o Congresso Nacional sustar os efeitos de ato normativo do Poder Executivo. Também não retira do Legislativo o poder de regular a matéria. iv. após o ato de sustação efetuado pelo Congresso Nacional. dispensada a sanção presidencial. Nádia Carolina – Aula 07 - As leis delegadas são elaboradas após aprovação do pedido de delegação realizado pelo Presidente da República ao Congresso Nacional. poderá não editar lei a delegada. mediante resolução. O ato de sustação surtirá efeitos não-retroativos (ex nunc). A Carta Magna outorgou ao Congresso Nacional a competência para sustar os atos do Executivo que exorbitem dos limites da delegação legislativa. Trata-se de espécie normativa primária.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. poderá o Chefe do Executivo pleitear judicialmente a declaração de sua inconstitucionalidade. (Cespe/2012/TJ-CE) O controle exercido Nacional sobre a lei delegada opera efeitos ex tunc. quanto a matéria ou quanto aos requisitos formais do processo legislativo. 49 da CF). Duas de suas funções mais importantes são a aprovação definitiva dos tratados. mesmo diante dela. Além disso. compete ao Congresso Nacional sustar os atos do Executivo (lei delegada. Comentários: De fato.br 39 de 50 . a ação de sustação poderá sofrer controle repressivo judicial. por exemplo) que exorbitem dos limites da delegação legislativa.com. que. diferentemente do que diz o enunciado. o ato de sustação surtirá efeitos não-retroativos (ex nunc).estrategiaconcursos. Decretos legislativos Os decretos legislativos são atos editados pelo Congresso Nacional para o tratamento de matérias de sua competência exclusiva (art. Esse controle legislativo não veda uma eventual declaração de inconstitucionalidade pelo Poder Judiciário. por meio de ação declaratória de inconstitucionalidade (ADIn) ajuizada perante o Supremo Tribunal Federal. acordos e atos internacionais celebrados pela República Federativa do Brasil e a regulação dos efeitos de medida provisória não convertida em lei pelo Congresso Nacional. Prof. A delegação não vincula o Presidente da República. o Congresso Nacional pode revogar a delegação antes do encerramento do prazo fixado na resolução. Entretanto. Assim. Questão incorreta. Questão incorreta. Veja como isso foi cobrado em prova recente: 40.

44. os decretos legislativos são atos editados pelo Congresso Nacional para o tratamento de matérias de sua competência exclusiva (art. (Cespe/2010/TRE-MT) No que se refere a leis delegadas. 42. sendo vedada a apresentação de emendas a essas leis. Nádia Carolina www. Questão incorreta. Nádia Carolina – Aula 07 - 41. CF. nos termos do art. 49 da CF). (Cespe/2010/TRT 21ª Região) As matérias de competência exclusiva do Congresso Nacional são reguladas por decretos legislativos. se a resolução determinar a apreciação do projeto de lei pelo Congresso Nacional. cabe ao Congresso Nacional o correspondente referendo ou aprovação. 43. convenção ou ato internacional pelo presidente da República. 49. Comentários: De fato. Questão correta. §3º. Questão incorreta. Comentários: Questão correta. não o decreto legislativo. Prof. da Constituição.com.br 40 de 50 . sendo vedada qualquer emenda. 60. são discutidas e votadas em cada casa legislativa. editadas pelo presidente da República após prévia autorização do Congresso Nacional. Fundamento: art. Comentários: A aprovação definitiva dos tratados internacionais se dá por meio de decreto legislativo. I. (Cespe/2012/TJ-RR) As leis delegadas. mediante a edição de resolução específica.estrategiaconcursos.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. (Cespe/2012/TJ-RR) Celebrado tratado. Comentários: O instrumento adequado para a aprovação do Congresso Nacional é a resolução. este a fará em votação única. por meio de decreto legislativo.

b) definição das alíquotas máximas do imposto da competência dos Estados e do DF. Nádia Carolina – Aula 07 - v. também. em outros dispositivos constitucionais. em conjunto ou separadamente. Questão incorreta. 51 e 52 da Constituição. Resoluções As resoluções são espécies normativas utilizadas pelas Casas Legislativas.estrategiaconcursos.br 41 de 50 . A Carta Magna exige a edição de resoluções. Esses assuntos são basicamente aqueles enumerados nos arts.com. dentre os quais: a) delegação legislativa para a edição de lei delegada (resolução do Congresso Nacional). para dispor sobre assuntos de sua competência não sujeitos à reserva de lei. sobre transmissão “causa mortis” e doações. c) fixação das alíquotas do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços aplicáveis às operações e prestações interestaduais e de exportação (resoluções do Senado) d) Suspensão de execução de lei declarada inconstitucional pelo STF (resoluções do Senado). 45. (Cespe/2009/Banco Central) As matérias de competência privativa do Senado Federal não dependem de sanção presidencial e se materializam por meio de decreto legislativo. Nádia Carolina www. Prof. de quaisquer bens ou direitos (resoluções do Senado). Comentários: Essas matérias se materializam por meio de resoluções.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. que apontam as competências da Câmara e do Senado. A promulgação da resolução se dá pelo Presidente da respectiva Casa legislativa. respectivamente.

com. Entretanto. Assim. Controle Judicial O processo legislativo sujeita-se a controle incidental pelo Poder Judiciário. apreciar os atos emanados do Congresso Nacional. d) as diferentes fases do processo legislativo. suas Casas e componentes. Destaca-se ainda que no processo legislativo federal. Este deverá ser provocado por meio da impetração de mandado de segurança. e) o princípio de irrepetibilidade de projetos rejeitados na mesma sessão legislativa.estrategiaconcursos.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. nas diversas espécies normativas. c) os limites do poder de emenda parlamentar. restando prejudicado o mandado de segurança. bem como o respectivo procedimento e quorum para sua aprovação. originariamente. Distrito Federal e Municípios As regras básicas do processo legislativo estabelecidas na Constituição são de observância obrigatória no âmbito dos Estados-membros. Não se admite o controle judicial do processo legislativo mediante ação direta de inconstitucionalidade. o controle será exercido originariamente perante o STF. b) as hipóteses de iniciativa reservada e concorrente.br 42 de 50 . Nádia Carolina www. pois o ajuizamento desta pressupõe uma norma pronta e acabada. somente podem provocar o Poder Judiciário os congressistas da Casa Legislativa em que estiver tramitando a proposta. Além disso. por meio de mandado de segurança. Distrito Federal e Municípios. a aprovação da proposta em discussão – projeto de lei ou proposta de emenda à Constituição – retira do congressista a legitimidade para continuar no feito. esses entes federados devem prever de forma idêntica à da Constituição Federal: a) as espécies normativas integrantes do processo legislativo federal. Prof. Nádia Carolina – Aula 07 - Processo legislativo nos Estados-membros . órgão ao qual compete. já publicada e inserida no ordenamento jurídico.

Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. Comentários: Não se admite o controle judicial do processo legislativo mediante ação direta de inconstitucionalidade. o Poder Judiciário pode exercer controle difuso de constitucionalidade de projetos de lei. podem provocar o Poder Judiciário os congressistas da Casa Legislativa em que estiver tramitando a proposta.br 43 de 50 . pois o ajuizamento desta pressupõe uma norma pronta e acabada. Questão correta.com. Prof. por meio de mandado de segurança. Nádia Carolina – Aula 07 - 46. já publicada e inserida no ordenamento jurídico. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos. (Cespe/2002/Consultor Legislativo do Senado Federal) Embora não seja cabível ação direta de inconstitucionalidade (ADIn) perante o STF contra projeto de lei federal. Entretanto.

(Cespe/2009/OAB) São de iniciativa privativa do presidente da República as leis que disponham sobre o aumento de remuneração dos cargos. leis complementares. Prof.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. opção adotada a partir da Constituição Federal de 1934. Os decretos legislativos e as resoluções — que tratam de matérias de competência privativa do Senado Federal e da Câmara dos Deputados — são considerados atos internos do Poder Legislativo. por cinco estados. 1% do eleitorado nacional. (Cespe/2010/TRT 1ª Região) A CF veda a iniciativa popular para desencadear processo legislativo destinado à edição de lei complementar.com. funções e empregos na administração direta e autárquica. 4. (Cespe/2012/Câmara dos Deputados) O processo legislativo compreende a elaboração de emendas à Constituição. (Cespe/2011/STM) A iniciativa para elaboração de leis complementares e ordinárias constitui exemplo da denominada iniciativa concorrente. 8. exatamente porque os projetos de lei. para que possam ser levados à sanção do presidente da República. 9. (Cespe/2009/TRE-MA) O sistema legislativo vigente é o unicameral. que não necessitam de sanção presidencial e. 6. portanto. (Cespe/2009/OAB) A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. têm de ser aprovados pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em sessão conjunta. à Câmara dos Deputados ou ao Senado Federal. Nádia Carolina – Aula 07 - Lista de Questões 1. 5. 7. de projeto de lei subscrito por. 2.estrategiaconcursos. leis ordinárias. não compõem o processo legislativo. mas não têm o poder de apresentar tais projetos para dar início ao processo legislativo. obrigatoriamente.br 44 de 50 . 3. (Cespe/2010/TRT 1ª Região) A iniciativa privativa ou reservada para deflagrar procedimento destinado à formação de determinada lei ordinária pode ser objeto de delegação. distribuído. As comissões permanentes de ambas as casas podem discutir e votar projetos de lei que dispensarem a competência do plenário. no mínimo. pelo menos. (Cespe/2009/TCE-AC) O Procurador-Geral da República tem competência para propor projeto de lei ordinária ou complementar. Nádia Carolina www. (Cespe/2009/OAB) A iniciativa popular de lei pode ser exercida pela apresentação. leis delegadas e medidas provisórias.

Nesse caso. não se admite emenda parlamentar ao projeto para aumento do valor da remuneração proposto. em razão da matéria de sua competência. mediante decreto legislativo. a CF admite o denominado veto sem motivação. em regra.com. a matéria dele constante somente poderá ser objeto de novo projeto. 18. Nádia Carolina – Aula 07 - 10.br 45 de 50 . (Cespe/2010/DPU) Considere que o chefe do Poder Executivo tenha apresentado projeto de lei ordinária que dispõe sobre a remuneração de servidores públicos. dos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. 11. 15. (Cespe/2011/TRF 5ª Região/Juiz) Apesar de não admitir o veto presidencial tácito. resguardando ao presidente da República a prerrogativa de simplesmente vetar. 14. mediante proposta de dois terços dos membros de qualquer das casas legislativas. instituição bicameral composta pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. 13. as deliberações de cada Casa e de suas comissões serão tomadas por maioria dos votos. Nádia Carolina www. de projeto de lei subscrito por. (Cespe/2009/Banco Central) A CF atribui ao presidente da República iniciativa reservada no que concerne a leis sobre matéria tributária. o silêncio do presidente da República importará veto. outorgar às comissões permanentes. mas as mesas diretoras das respectivas casas podem. Salvo disposição constitucional em contrário. votar e decidir as proposições legislativas.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. no mesmo ano legislativo. sem explicar os motivos de seu ato. 17.estrategiaconcursos. (Cespe/2004/MPTCU) O processo de elaboração de leis no sistema bicameral impõe que o projeto aprovado por uma Casa seja submetido à outra Casa tantas vezes quantas forem as emendas que Prof. à Câmara dos Deputados. 12. que pode ser exercida pela apresentação. em razão da impossibilidade de ocorrer sanção tácita. (Cespe/2009/TCE-AC) A CF prevê a hipótese de iniciativa popular. no mínimo. a prerrogativa de discutir. presente a maioria absoluta de seus membros. (Cespe/2010/Abin) O Poder Legislativo opera por meio do Congresso Nacional. (Cespe/2012/AGU) A competência para votar os projetos de lei é. 16. (Cespe/2010/TCE-BA) Se um projeto de lei for rejeitado em uma das casas do Congresso Nacional. 10% dos eleitores de qualquer estado da Federação. (Cespe/2010/TRE-MT) Decorrido o prazo de quinze dias para o exame do projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional.

palavras ou expressões constantes de artigo. (Cespe/2012/TJ-CE) No processo legislativo da lei ordinária. 20. 27. (Cespe/2008/TJ-DFT) A promulgação de uma lei torna o ato perfeito e acabado. em ambos. (Cespe/2010/TRE-MT) Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir a forma republicana de governo. pelo presidente do Senado Federal. (Cespe/2010/TCE-BA) O presidente da República só pode solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. 24. 26. Nádia Carolina www. (Cespe/2010/TRE-MT) A CF poderá ser emendada mediante proposta de um terço das Assembleias legislativas das unidades da Federação. considerando-se aprovada se obtiver. 21. 23. seja concorrente. de modo a garantir iguais poderes ao Senado e à Câmara dos Deputados. em dois turnos. (Cespe/2012/TJ-RR) As denominadas limitações materiais ao poder constituinte de reforma estão exaustivamente previstas da Constituição Federal de 1988 (CF). na condição de presidente do Congresso Nacional. três quintos dos votos dos respectivos membros. por sua vez. (Cespe/2009/OAB) A emenda à CF será promulgada. Se a promulgação não ocorrer dentro do prazo de quarenta e oito horas após a sua aprovação. 22. à 25. mediante a maioria relativa de seus membros. e sua rejeição dependerá do voto de dois terços dos membros de cada uma delas. 19. (Cespe/2012/Anatel) Não são permitidas emendas Constituição Federal durante a vigência de intervenção federal. o veto presidencial parcial pode abranger trecho. é o modo pelo qual se dá conhecimento a todos sobre o novo ato normativo que se deve cumprir. Nádia Carolina – Aula 07 - cada qual introduzir. Prof. A publicação. (Cespe/2012/TJ-AC) O veto a projeto de lei deverá ser apreciado em cada uma das casas do Congresso Nacional dentro de trinta dias a contar da decisão presidencial. 28.estrategiaconcursos.br 46 de 50 .com. com o respectivo número de ordem. parágrafo ou alínea. a proposta de emenda à CF será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. sendo o meio pelo qual a ordem jurídica é inovada. em votação nominal. as mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal deverão fazêlo. seja privativa. (Cespe/2009/TCU) Uma vez preenchido o requisito da iniciativa e instaurado o processo legislativo.

desde a edição. (Cespe/2002/Consultor Legislativo do Senado Federal) Uma proposta de emenda constitucional destinada a tornar facultativo o voto para todos os brasileiros seria inconstitucional. o voto direto. pelo menos. Prof. na mesma sessão legislativa. secreto. 30. (Cespe/2010/TRT 21ª Região) As medidas provisórias perdem a eficácia.br 47 de 50 .Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo será permitida apenas uma vez. sendo que a CF apenas estabelece que não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir a forma federativa de Estado. 1% do eleitorado nacional. (Cespe/2009/TCE-AC) A reedição. universal e periódico. por igual período. ao presidente da República é vedado editar medida provisória. (Cespe/2012/TJ-CE) Segundo o STF. sob pena de imediata perda da sua eficácia.estrategiaconcursos.com. (Cespe/2009/TCE-AC) As medidas provisórias perderão a eficácia. devendo o Congresso Nacional disciplinar as relações jurídicas dela decorrentes. 31. uma vez editada a medida provisória.3% dos eleitores de cada um deles. com não menos de 0. 38. desde a edição. 32. o presidente da República poderia impugná-la perante o Supremo Tribunal Federal (STF). distribuído por. a separação de poderes e os direitos e garantias individuais. (Cespe/2010/TRE-BA) Para matérias reservadas a lei complementar. 33. Nádia Carolina www. no prazo de sessenta dias a contar de sua publicação. 37. se não forem convertidas em lei no prazo de trinta dias. por violar cláusula pétrea. conforme seu próprio texto. portanto. pode ser emendada por meio de iniciativa popular. (Cespe/2009/TCU) Da mesma forma que o poder constituinte originário. prorrogável uma vez. por. se não forem convertidas em lei no prazo de trinta dias a contar de sua publicação. não pode o presidente da República retirá-la da apreciação do Congresso Nacional nem tampouco ab-rogá-la por meio de nova medida provisória. 36. (Cespe/2012/TJ-AC) As medidas provisórias devem ser votadas em sessão conjunta do Congresso Nacional. 35. (Cespe/2008/STF) A CF. (Cespe/2010/TRE-MT) É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria relativa a direito civil. 34. o poder de reforma não está submetido a qualquer limitação de ordem formal ou material. desde que o projeto seja subscrito. e. no mínimo. por igual período. cinco estados. Nádia Carolina – Aula 07 - 29.

editadas pelo presidente da República após prévia autorização do Congresso Nacional. (Cespe/2009/Banco Central) As matérias de competência privativa do Senado Federal não dependem de sanção presidencial e se materializam por meio de decreto legislativo. Nádia Carolina – Aula 07 - 39.estrategiaconcursos.br 48 de 50 . sendo vedada qualquer emenda. (Cespe/2012/TJ-CE) O controle exercido Nacional sobre a lei delegada opera efeitos ex tunc. (Cespe/2002/Consultor Legislativo do Senado Federal) Embora não seja cabível ação direta de inconstitucionalidade (ADIn) perante o STF contra projeto de lei federal. se a resolução determinar a apreciação do projeto de lei pelo Congresso Nacional. pelo Congresso 41. o Poder Judiciário pode exercer controle difuso de constitucionalidade de projetos de lei. (Cespe/2012/TJ-RR) As leis delegadas. por meio de decreto legislativo. (Cespe/2012/TJ-RR) Celebrado tratado. 40.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. 43. (Cespe/2010/TRE-MT) No que se refere a leis delegadas. Prof. cabe ao Congresso Nacional o correspondente referendo ou aprovação. Nádia Carolina www. (Cespe/2010/TRT 21ª Região) As matérias de competência exclusiva do Congresso Nacional são reguladas por decretos legislativos. convenção ou ato internacional pelo presidente da República. (Cespe/2012/TJ-AC) As leis delegadas serão elaboradas pelo presidente da República após a edição pelo Congresso Nacional de decreto legislativo com a especificação do conteúdo e dos termos de exercício da delegação. 44. são discutidas e votadas em cada casa legislativa. este a fará em votação única. 42. mediante a edição de resolução específica.com. sendo vedada a apresentação de emendas a essas leis. 46. 45.

36.br . 8. Nádia Carolina – Aula 07 - 1. 11. 12. 26. 35. 4. 3. 28. 17. 31. 6. 2. 24.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa.estrategiaconcursos. Prof. 20. 29. 5. 19. 34. 27. 30.com. 21. 33. 9. 10. 32. 13. 16. 37. 7. 25. 18. 23. 22. Nádia Carolina INCORRETA INCORRETA INCORRETA CORRETA CORRETA CORRETA INCORRETA INCORRETA INCORRETA INCORRETA INCORRETA INCORRETA INCORRETA INCORRETA INCORRETA CORRETA CORRETA INCORRETA INCORRETA INCORRETA CORRETA INCORRETA INCORRETA CORRETA INCORRETA INCORRETA INCORRETA CORRETA INCORRETA INCORRETA INCORRETA INCORRETA INCORRETA INCORRETA CORRETA INCORRETA INCORRETA 49 de 50 www. 14. 15.

44. 39. 42. 45. 46.com. 43. Nádia Carolina – Aula 07 - 38.estrategiaconcursos. 41.br 50 de 50 . 40. INCORRETA INCORRETA INCORRETA INCORRETA CORRETA CORRETA INCORRETA INCORRETA CORRETA Prof.Direito Constitucional p/ ANS Especialista e Analista Profa. Nádia Carolina www.