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Escoamento Interno: Escoamento Interno:
Considerações Gerais Considerações Gerais
Capítulo 8 Capítulo 8
Seções 8.1 a 8.3 Seções 8.1 a 8.3
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Escoamento externo X interno Escoamento externo X interno
• • Escoamento externo: Escoamento externo:
–– laminar ou turbulento? laminar ou turbulento?
• • Escoamento interno: Escoamento interno:
–– região de entrada ou plenamente desenvolvido? região de entrada ou plenamente desenvolvido?
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Condições de Entrada
• Deve-se diferenciar a entrada de regiões plenamente
desenvolvidas.
• Efeitos Hidrodinâmicos: Assumir escoamento laminar com
perfil de velocidade uniforme na entrada de um tubo circular.
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– A camada limite de velocidade desenvolve-se na
superfície do tubo e cresce com o aumento de x.
– A região invíscida de velocidade uniforme diminui
enquanto a camada limite aumenta.
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– Após o encontro da camada limite na linha central, o
perfil de velocidade torna-se parabólico e não varia com x.
– Este escoamento é então considerado hidrodinamicamente
plenamente desenvolvido.
Como se diferencia o perfil de velocidade plenamente desenvolvido
para escoamento turbulento?
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• Efeitos Térmicos: Assume-se escoamente laminar com
temperatura uniforme, T(r,0)=T
i
, na entrada de um tubo
circular com temperatura superficial uniforme, T
s
≠ T
i
, ou
fluxo de calor, .
s
q
′′
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– A camada limite térmica desenvolve-se na superfície do
tubo e cresce com o aumento de x.
– O núcleo isotérmico diminiu conforme a camada limite
aumenta.
– Após o encontro das camada limite, formas
adimensionais do perfil de temperatura (para Ts e )
tornam-se independente de x. Diz-se então que a condição é
termicamente plenamente desenvolvida.
''
s
q
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A Velocidade e Temperatura Média
• Assim como para o escoamento externo, a falta de
condições bem definidas da corrente livre, requer uma
velocidade referencial (u

), ou temperatura (T

), o
escoamento interno requer a utilização da velocidade média
(u
m
) e temperatura (T
m
) da seção transversal.
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Para escoamento incompressível em um tubo circular de
raio r
0
:
( )
0
2
2
,
o
r
m
o
u u r x r dr
r
= ∫
( )
Hence,
,
c
A c
m
c
u r x dA
u
A
ρ
ρ

=
Portanto
m c
m u A ρ =

.
( )
or,
,
c
A c
m u r x dA ρ = ∫

.
ou
• Relação entre velocidade média e taxa de fluxo de massa:
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• Relação entre temperatura média e transporte de energia
térmica associado ao escoamento através da seção
transversal:
Portanto
c
t
A p c p m
E uc T dA mc T ρ = ∫ ≡

.
.
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• Para escoamente incompressível, com propriedades
constantes em um tubo circular,
( ) ( )
0
2
2
, ,
o
r
m
m o
T u x r T x r r dr
u r
=

• Lei de Newton do Resfriamento para o Fluxo de Calor
Local:
( )
s s m
q h T T
′′
= −
Qual a diferença essencial entre a utilização de T
m
para
escoamento interno e T

para escoamento externo?
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• Os comprimentos de entrada dependem se o escoamento
é laminar ou turbulento, sendo que, dependem do número
de Reynolds.
Re
m h
D
u D ρ
µ

Comprimentos de Entrada Hidrodinâmico
e Térmico
• O diâmetro hidráulico é definido por:
4
c
h
A
D
P

neste caso,
4
Re
m h
D
u D m
P
ρ
µ µ
≡ =

.
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Para um tubo circular:
4
Re
m
D
u D m
D
ρ
µ π µ
= =

.
– O início da turbulência se dá no número de Reynolds
crítico:
,
Re 2300
D c

– Condições plenamente turbulentas ocorrem para:
Re 10, 000
D

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• Comprimento de Entrada Hidrodinâmico:
Escoamento Laminar: (x
fd,h
/ D) ≈ 0.05 Re
D
Escoamento Turbulento: 10 < (x
fd,h
/ D) < 60
• Comprimento de Entrada Térmico:
Escoamento Laminar: (x
fd,t
/ D) ≈ 0.05 Re
D
Pr
Escoamento Turbulento: 10 < (x
fd,t
/ D) < 60
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Condições Plenamente Desenvolvidas
• Assumindo escoamento estacionário e propriedades
constantes, condições hidrodinâmicas, incluindo o perfil de
velocidade, são invariáveis na região plenamente
desenvolvida.
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• A queda de pressão pode ser determinada conhecendo-se o
fator de atrito f, onde,
( )
2
/
/ 2
m
dp dx D
f
u ρ
≡ −
Escoamento laminar em um tubo circular:
64
Re
D
f =
Escoamento turbulento em um tubo circular liso:
( )
2
0.790 1n Re 1.64
D
f

= −
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Escoamento turbulento em um tubo circular rugoso:
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Queda de pressão para escoamente plenamente
desenvolvido de x
1
a x
2
:
( )
2
1 2 2 1
2
∆ = − = −
m
u
p p p f x x
D
ρ
e potência requedida
pm
P pV

= ∆ =
ρ
&
&
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• Requisitos para condições térmicas plenamente
desenvolvidas:
( ) ( )
( ) ( )
,
,
0
s
s m
fd t
T x T r x
x T x T x
(


=
(
∂ −
¸ ¸
• Efeitos sobre o coeficiente de convecção local:
( )
/
o
o
r r
s
s m s m
r r
T r
T T
f x
r T T T T
=
=
−∂ ∂
| |
− ∂
= ≠
|
∂ − −
\ ¹
Portanto, assumindo propriedades constantes,
( )
/
s
s m
q k h
f x
T T k
′′
= ≠

( )
h f x ≠
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Variação de h na entrada e em regiões plenamente
desenvolvidas:
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Determinação da Temperatura Média
• A determinação de T
m
(x) é uma característica essencial na análise de
um escoamento interno.
• A determinação inicia-se com o balanço de energia para um volume de
controle diferencial.
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( )
( = + − =
¸ ¸
conv p m m m p m
dq mc T dT T mc dT
& &
Integrando da entrada à saída do tubo,
( )
, ,
(1) = −
conv p m o m i
q mc T T

.
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Uma equação diferencial, da qual T
m
(x) pode ser
determinado, é obtida pela substituição de:
( ) ( )
.
conv
s s m
dq q Pdx h T T Pdx
′′
= = −
( )
"
s m
s m
p p
q P dT P
h T T
dx mc mc
= = −
& &
P é o perímetro da superfície.
= mc
p
dT
m
.
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• Caso Especial: Fluxo de Calor Superficial Uniforme
( )
"
s m
p
q P dT
f x
dx mc
= ≠
&
( )
"
s
m m,i
p
q P
T x T x
mc
= +
&
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• Caso Especial: Temperatura Superficial Uniforme
Da , com ∆T=T
s
-T
m
( )
T h
c m
P
dx
T d
dx
dT
p
m
∆ =

− =
&
Integrando de x=0 (entrada) para qualquer posição axial x
no interior do tubo,
0
1
x x
x
h h dx
x
= ∫
s m
x
s m,i p
T T (x) Px
exp h
T T mc
| |

= −
|
|

\ ¹
&
( )
"
s m
s m
p p
q P dT P
h T T
dx mc mc
= = −
& &
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Condições Gerais:
,
,
exp exp
s m o
o s
i s m i
p p
T T
T hA PL
h
T T T
mc mc
| | | |


| |
= = − = −
| |
∆ −
\ ¹ \ ¹

conv s m
q hA T = ∆
l
( )
1n /
o i
m
o i
T T
T
T T
∆ −∆
∆ =
∆ ∆
l
Substituindo
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• Caso Especial: Temperatura de Fluido Externo Uniforme
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m
s m
tot
T
q UA T
R

= ∆ =
l
l
Nota: Substitui-se T

por T
s,o
se a temperatura superficial externa é
uniforme.
∆T
lm
→ Eq. (3) com T
s
substituído por T

.
m,o
o s
i m,i p p tot
T T
T UA 1
exp exp
T T T mc mc R


| | | |


= = − = −
| |
| |
∆ −
\ ¹ \ ¹
& &
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Problema: Um sistema para o aquecimento de água de uma
temperatura de entrada T
m,i
=20ºC para uma temperatura de saída
T
m,o
=60ºC envolve a passagem de água através de um tubo de
parede delgada com diâmetros interno e externo de 20 e 40 mm,
respectivamente. A superfície externa do tubo é bem isolada e o
aquecimento elétrico no interior da parede fornece uma taxa de
geração uniforme de —q=106W/m
3
.
a) Para uma vazão de água de—m =0.1 kg/s, qual deve ser o
comprimento do tubopara alcançar a temperatura de saída
desejada?
b) Se a temperatura da superfície interna do tubo for T
s,o
=70ºC na
saída, qual o coeficiente local de transferência de calor por
convecção na saída?
c) Se as condições estiverem plenamente desenvolvidas em todo o
tudo, qual é a Temperatura da superfície do tubo na entrada?
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Problema : Estimar a temperatura da água que emerge de
um tubo de parede fina aquecido pelas paredes e ar de uma
fornalha.
Água a uma vazão de 5 kg/s e temperatura de 300k entra
em um tubo preto de paredes finas de 0.25 m de diâmetro e
8m de comprimento, o qual passa por uma grande fornalha
cujas paredes e ar estão a uma temperatura T
par
= T

= 700
K. Os coeficientes de convecção para o escoamento
interno (água) e externo (ar da fornalha) são 300 W/m
2
⋅K e
50 W/m
2
⋅K, respectivamente.
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Determine: A temperatura de saída de água, T
m,o
.
Esquema:
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Considerações:
• Condições de Regime Estacionário;
• O tubo é um objeto pequeno com vizinhança grande e
isotérmica;
• Aparede e o ar da fornalha estão à mesma temperatura;
• O tubo tem paredes finas e superfície preta, e
• O líquido é incompressível e o efeito da viscosidade é
desprezível.
Propriedades:
Tabela A-6, Água: cp ≈ 4180 J/kg⋅K.