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Em dezembro de 2012 é apresentada no Senado Federal uma proposta para que haja uma emenda na constiuição, a PEC 66, que

trata de igualar os direitos dos trabalhadores domésticos aos dos trabalhadores urbanos e rurais.Cinco meses depois ela entra em discussão no Senado, e com sucesso é transformada em norma juridica, agora concedendo os privilégios à empregadas domésticas antes não concedidos.Consequentemente quem utiliza do trabalho doméstico(maioria classe média) e as próprias domésticas são afetadas pelas mudanças, que são: a relação patrão-empregado, o tempo de trabalho, e a formalização do emprego. Para muitos que a anos tem em casa a mesma empregada doméstica se torna um tanto quando dificultoso aderir a nova norma pelo motivo de ter uma relação social mais afetiva, saindo do formal, como mostra em uma entrevista da Veja falando sobre a possivel flexibilade do trabalho quando é uma empregada mais intima, querendo dizer que com a norma irá diminuir a amizade e entre patroa e doméstica estará agora a caderneta de ponto, direitos, taxas e horarios a serem cumpridos. Entre as mudanças de rotina está a do horário de trabalho, antes sem determinação fixa, agora em oito horas diárias a serem cumpridas rigorosamente. Que afetará – positivamente – as empregadas que antes dormiam no local de trabalho, ou que trabalhavam dez horas diárias, podendo agora reservar horarios para outras funções pessoas.E para as patroas trará certos impecilios, como a preocupação com o trajeto da empregada, já que esta não dorme mais no local de trabalho, a necessidade de divisão de trabalho em casa ou possivel contratação de mais uma empregada, já que em oito horas diarias não fará o todo o trabalho que antes acabava em dez, e se fizer com que a doméstica exceda seu modus operandi terá que acarretar com pagamentos de horários extras. Mas todos os direitos decretados pela norma não surtirão efeito se não houver a principal participação do patrão em formalizar a empregada.Uma pesquisa publicada no site UOL mostra que cerca de 85% dos empregadores decidiram demitir a empregada, ou porque não podem pagar ou supostamente decidiram contratar trabalhadores informais, o que acarretará no aumento da taxa de trabalhadores informais no Brasil trazendo consequencias para o arrecadamento de impostos e afetando significativamente a economia nacional. Portanto, com a normatização da nova emenda sabe-se que empregadas serão tratadas dentro de casa como seriam se estivessem em uma empresa, seus horários serão fixos trazendo organização para a vida fora do trabalho, mas não acontecerão tais mudanças se antes não houver a formalização do trabalho e a mudança no pensamento do patrão, que após tantos anos fazendo com que um resquício da escravidão continuasse até os dias de hoje só veio a mudar de mentalidade após protestos das próprias domésticas e principalmente, depois de saber que vai sentir no bolso a PEC 66.