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Universidade de Brasília - IQ Evolução nos conceitos de Química Ângelo Pereira de Carvalho 090021568

Data: 29 / 4 / 13

Atividade 4 – Corpuscularismo e Afinidades Respostas: 16) A contribuição da Quimiatria se deu pelo impulso original a investigação química. A atividade experimental que então se desenvolveu permitiu um melhor conhecimento dos produtos químicos. 17) O desenvolvimento da química técnica diretamente aplicada à solução de problemas industriais e orientada para a investigação e a preparação de produtos novos favoreceu a tendência de se teorizar a estrutura da matéria, o que conduziu à renovação do atomismo. 18) Snnert tentou explicar fenômenos da reação procedendo a uma síntese das ideias corpusculares e da teoria dos elementos. Ele considerou que os elementos eram constituídos por átomos, e estes átomos não se restringiam a uma identidade mecânica. Elas possuem uma identidade química, que persiste através das transformações da matéria. 19) René Descartes formulou uma teoria corpuscular que não se integrava numa visão atômica da matéria. Esta teoria entra no âmbito geral de uma interpretação global do universo a partir dos conceitos de extensão, figura, movimento. Descartes identificou extensão e matéria. O espaço seria a matéria: o vazio, portanto, não existe. As ideias de Descartes descreviam a neutralização como sendo a introdução das pontas agudas e das partículas de ácido nos orifícios das partículas de base. 20) Newton acreditava que os fenômenos químicos tornavam-se a resultante de atrações, ou repulsões, entre os corpúsculos. Interpretava assim a elasticidade dos gases, a coesão dos sólidos, os fenômenos de capilaridade, a deliquescência dos sais. Newton dizia existir uma atração mútua quando há o deslocamento de um metal dos seus sais por um outro metal. 21) As mais antigas explicações para a ocorrência de interações entre as substâncias foram propostas pelos filósofos Empédocles e Hipócrates. Eles atribuíam aos elementos capacidades humanas como o amor e ódio. Posteriormente, Aristóteles identificou diferenças e similaridades entre os materiais e também suas interações físicas. No século XIII, Robert Boyle acreditava que a afinidade era resultado de formas apropriadas das partículas que lhes permitiam aderir a outras. Newton, assim como Boyle, também acreditava na partícula, mas lhe atribuía poderes de atração e repulsão que explicavam as afinidades entre os materiais. Em 1789, Antoine Levoisier criou uma tabela de afinidade das substâncias e reconheceu que o grau de afinidade variava com temperatura. Em 1850, Archibald Scott Couper começou a distinguir entre graus de afinidade , uma característica de um elemento capaz de se com outro em várias proporções, e afinidade seletiva, sendo essa a afinidade de um dado elemento por vários outros. O desenvolvimento dessas ideias na segunda metade do século XIX fragmentou a questão em energia química e estrutura química, todas de alguma forma originadas da vaga ideia de afinidade. Hoje, nosso entendimento de como as substâncias são formadas nas reações químicas, resultante da utilização desses conhecimentos, não admite qualquer dos significados anteriormente citados.