junho 2005 :: ano 2 :: nº18 :: www.arteccom.com.

br/webdesign

CURSOS
aposte
em você
entrevista
“o problema de quem procura se tornar especialista em determinada tecnologia é que ele passa a depender do sucesso dela no mercado” Carlos Bahiana

debate

o que é mais valorizado na web: ter conhecimentos específicos ou saber de tudo um pouco?

e-mais

hotsites para o Dia dos Namorados: confira algumas campanhas apaixonadas e inspire-se no amor

R$ 7,90

e d i t o r a

arteccom

tabela de cursos

a Webdesign listou os cursos mais conceituados na área de web em todo o Brasil veja os mais próximos de sua cidade e faça sua escolha

direitos autorais

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quem somos

Equipe
Direção Geral Adriana Melo
adriana@arteccom.com.br

Editorial

Weberê!
O Encontro de Web Design no Rio foi mais uma vez bastante proveitoso para aproximadamente mil pessoas que dele participaram. Mas um detalhe, em especial, foi um grande sucesso neste evento: a SOLIDARIEDADE dos participantes. Recebemos quase 200 kilos de alimentos, 30 novos voluntários, 6 novos contribuintes mensais, doação de computadores e impressoras e, principalmente, um público que PRESTIGIOU com o maior CARINHO a apresentação de capoeira das crianças do projeto. Graças à solidariedade desses profissionais e estudantes, o projeto Magê-Malien - Crianças que Brilham - cresceu e partirá, para uma nova etapa: ganhará uma SEDE, em São Gonçalo - RJ, onde serão realizados cursos profissionalizantes de informática, atividades educativas, culturais, capoeira e até uma incubadora, a WEBERÊ, veja página 9. Gostaria de agradecer àqueles que apoiaram o projeto, patrocinando o “Adote esta Página”, desde o lançamento da revista Webdesign: Pincelli Embalagens, BigHost, E-make, Terra, Agência X, WLD Desenvolvimento, Locaweb, VM2 Tecnologia e Design, Fábrica Digital, R3F Digital Design, Grupo 5, AZMT e Cadritech. A partir de agora, conto com a participação de vocês adotando o selo Weberê, para que a população menos favorecida também tenha, como nós, chance de SONHAR. Que os profissionais da área sirvam como exemplo de cidadania para nosso país! Um grande abraço e muito obrigada por tudo.

Direção de Arte Patrícia Maia
patricia@arteccom.com.br

Ilustração Beto Vieira
beto@arteccom.com.br

Diagramação Jeferso n Costa
jeferson@arteccom.com.br
:: A Arteccom não se responsabiliza por informações e opiniões contidas nos artigos assinados, bem como pelo teor dos anúncios publicitários. :: Não é permitida a reprodução de textos ou imagens sem autorização da editora.

Direção de Redação Andr é Philipp e Iunes
andre@arteccom.com.br

Redação Tatiana Serra
tatiana@arteccom.com.br

Assinaturas Jan e Costa
jane@arteccom.com.br

Gerência de Tecnologia Fabi o Pinheiro
fabio@arteccom.com.br

Webdeveloping Eric Nascimento
eric@arteccom.com.br

Financeiro Luana Rocha
luana@arteccom.com.br

A Arteccom é uma empresa de design, especializada na criação de sites e responsável pelos seguintes projetos: Revista Webdesign :: www.arteccom.com.br/webdesign Curso Web para Designers :: www.arteccom.com.br/curso Encontro de Web Design :: www.arteccom.com.br/encontro Portal Banana Design :: www.bananadesign.com.br Projeto Social Magê-Malien :: www.arteccom.com.br/ong

Criação e edição
www.arteccom.com.br

Produção gráfica
www.prolgrafica.com.br

Adriana Melo

Distribuição
www.chinaglia.com.br

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apresentação pág. 4 quem somos pág. 5 menu

matéria de capa pág. 20 entrevista: Carlos Bahiana pág. 24 Aposte na sua carreira pág. 37 debate: especialização x abrangência

contato pág. 6 emails pág. 6 fale conosco

e-mais pág. 46 artigo: Hotsites para casais apaixonados pág. 54 tutorial : Tableless 2

fique por dentro pág. 8 direito na web pág. 9 adote esta página pág. 10 clipping portfólio pág. 13 veterano: BETA pág. 18 calouro: André Bittencourt com a palavra pág. 58 webwriting: Bruno Rodrigues pág. 60 marketing: René de Paula Jr. pág. 62 bula da Catunda: Marcela Catunda pág. 64 webdesign: Luli Radfahrer

menu

emails

Assunto: Imagens Sugiro que a revista aborde temas relacionados à parte artística da confecção de um site. Como primeira pedida, poderia ser abordado o assunto de vetorização de imagens.
Marcus Vinicius marcusvinicg@gmail.com

Assunto: Sites governamentais Olá, tenho a revista desde a primeira edição e sempre adorei todo o conteúdo. Mas, no início do ano, tive um problemão: o Governo Federal editou um decreto para que todo site Governamental passe, até dezembro de 2005, a ser acessível às pessoas portadoras de deficiências. Aí, em março, a revista nº 15 nos traz a reportagem: “Internet sem barreiras”, e Assunto: Publicidade Olá, gostaria de sugerir que vocês abordassem como desenvolver uma campanha publicitária on-line, desde o planejamento até a escolha dos portais, também como monitorar isso etc...
André Vieira Cintra andre@inovarbr.com

Assunto: Mais Tableless Sugestão: Mais Tableless
Kadu Gouvêa kadugouvea@uol.com.br

Acompanhe nossa próxima edição, pois Imagens será o tema da matéria principal. Esperamos que você goste! Obrigada pela sugestão.

Caro Kadu. Como este é um tema bastante abrangente, ainda falaremos, e muito, sobre Tableless. Acompanhe nossas próximas edições! Abraços e obrigada pela sugestão. Olá Pessoal. Referente à matéria da edição TABLELESS, achei show de bola, pois eu já havia começado um projeto em TABLELESS, mas não tinha certeza se estava no caminho certo. Depois da matéria, me abriu um grande leque para o futuro da web. Parabéns!
Leandro Carvalho alhome@terra.com.br

Assunto: Modelo de contrato Olá! Gostaria que, além dos modelos de briefing e tabela de valores, o site tivesse também um modelo de contrato de prestação de serviço. Pois, acho que seria muito útil.
Fernando Souza fernando@fesz.net

metade dos problemas foram resolvidos. No final de março, a chefia ordenou que o site do órgão fosse visualizado em todos os browsers. E, em abril, “Tableless: a nova web”. Acho que vou liberar o pessoal que trabalha comigo e ficar apenas com a revista. Brincadeiras a parte, só estou escrevendo para dizer que as reportagens, além de serem bacanas, são super úteis para o dia-a-dia dos profissionais da área de web. Como sugestão, gostaria que vocês falassem um pouco dos sítios governamentais com críticas e sugestões.
Antônio Cláudio aclaudio@stm.gov.br

Olá André! Que bom saber que estamos explorando temas de interesse dos nossos leitores. Na próxima edição, você encontrará informações sobre Publicidade, na matéria principal. Esperamos que, de alguma forma, esta matéria lhe ajude. Um abraço e obrigada pela sugestão.

Olá Fernando! Estamos fazendo o novo site da Revista e, na nova versão, haverá um modelo de contrato de prestação de serviços, assim como você pediu, além de outros arquivos úteis disponíveis para download. Obrigada pela dica!

Oi Leandro! Ficamos felizes em ter conhecimento, através de nossos leitores, que acertamos na escolha de um assunto. Na busca do acerto, o retorno de vocês é sinônimo de sucesso. Obrigada! Gostaria de saber se já existe algum bom livro de referência para o assunto TABLELESS, já que este vai ser o próximo padrão WEB. Agradeço, desde já, a atenção!
Marcelo Adade marceloadade@gmail.com

Querido Antônio Cláudio, é um prazer receber um email tão bacana de um ex-aluno ;-) Obrigada pelos elogios, transmiti para a equipe. Espero que a Webdesign continue sendo útil para nossos Ministérios! Obrigada também pela sugestão. Levaremos sua dica à próxima reunião de pauta. Um grande abraço, Adriana.

Marcelo, para saber um pouco mais sobre Tableless, sugerimos o livro “Projetando Web Sites Compatíveis”, de Jeffrey Zeldman, editora Campus. Boa leitura! fale conosco pelo site www.arteccom.com.br/webdesign

:: Os emails são apresentados resumidamente. :: Sugestões dadas através dos emails enviados à revista passam a ser de propriedade da Arteccom.

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direito na web

Contrato para freelancer
Estou querendo começar a trabalhar como freelancer. Sendo pessoa física, posso fazer um contrato? Se me pedirem nota fiscal, o que devo fazer?
Nelson Saraiva (nsaraiva@email.com)

Qualquer pessoa, desde que seja capaz (não esteja enquadrada nos artigos 3.º e 4.º
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O fato de a firma individual ter que possuir um CNPJ deve-se unicamente ao fato de que ela sofre tributação em regime equiparado ao das pessoas jurídicas, não significando que a firma individual seja uma pessoa jurídica, ou que tenha um regime especial de responsabilidade para fins tributários. Outras informações podem ser obtidas nas Juntas Comerciais de cada Estado. O endereço eletrônico da Junta Comercial do Rio de Janeiro é http://www.jucerja.rj.gov.br/ servicos.html. (Footnotes)
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do Código Civil Brasileiro), pode celebrar contratos e acordar os termos do serviço a ser prestado. Quanto à emissão de Nota Fiscal, caso o
Marianna Furtado é advogada com pós-graduação em Direito da Propriedade Intelectual pela PUC-Rio. Atualmente, pertence à equipe do escritório Montaury Pimenta, Machado & Lioce Advogados. Envie sua dúvida para: marianna@montaury.com.br

leitor não tenha constituído uma empresa, ele poderá emitir RPA - sigla de Recibo de Pagamento ao Autônomo. Ressalta-se que só os autônomos registrados podem emitir RPA. Esse registro deve ser efetuado junto às prefeituras de cada cidade. Ocorre que a carga tributária na emissão da RPA (31% de desconto bruto de INSS, acrescidos de ISS – cada Estado tem o seu percentual...) pode fazer com que essa opção não seja muito atraente. Dessa forma, uma alternativa seria a abertura da firma individual, até porque a pessoa física que, em seu próprio nome, explora, habitual e profissionalmente, qualquer atividade econômica de natureza civil ou comercial com fim de lucro, mediante venda de bens e serviços, é considerada empresa individual equiparada a pessoa jurídica. Há que se ressaltar que a firma individual não tem personalidade diversa e separada da de seu titular. Ambos, firma individual e seu titular, são uma única pessoa, com um único patrimônio, e uma única responsabilidade patrimonial fazendária. perante a administração

“Art. 3.º São absolutamente incapazes

de exercer pessoalmente os atos da vida civil: I – os menores de 16 anos; II – os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos; III – os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade.” “Art. 4.º São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer: I – os maiores de 16 e menores de 18 anos; II – os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham discernimento reduzido; III – os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; IV – os pródigos.”

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A renda deste anúncio é integralmente revertida para o projeto Magê Malien - Crianças que brilham. Anunciando aqui, a AZMT contribuiu com o Magê Malien, projeto social que possibilita a crianças de comunidades carentes, o acesso à educação, arte e cultura, através da prática da capoeira, dança e oficinas de teatro. Faça como a AZMT, anuncie nesta página e ajude a manter o brilho dessas crianças. Informações: tel. 21 2253-2464/e-mail publicidade@arteccom.com.br Visite o site www.arteccom.com.br/magemalien

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clipping
Executivo do Opera vai a nado para os EUA
Jon von Tetzchner, executivo-chefe da Opera Software prometeu: se a nova versão de seu browser, o Opera 8, chegasse a um milhão de donwloads em quatro dias, ele iria da Noruega aos Estados, nadando. A meta foi atingida e Tetzchner está cumprindo a promessa. Seguido de perto em um bote pilotado por Eskil Sivertsen, seu gerente de relações públicas, Tetzchner está no segundo dia de travessia - mais por uma questão de marketing, pois ninguém aposta que ele realizará a façanha. De qualquer forma, o Opera 8 merece homenagens. Em versões para Windows e Linux, ele é veloz e traz comandos de voz e um recurso que atribui notas de um a três à segurança das páginas web, evitando assim que o internauta navegue por sites fraudulentos.

Lançamento: Desenhando a Superfície
No Brasil, o “Design de Superfície” ou “Surface Design” é praticamente desconhecido. Essa designação é amplamente utilizada nos Estados Unidos para definir todo projeto elaborado por um designer, no que diz respeito ao tratamento e cor utilizados numa superfície, industrial ou não. Renata Rubim foi responsável pela introdução do termo no vocabulário brasileiro. Renata é designer de superfícies e especialista em cores e atua num universo vasto e interessante nestas áreas. Superfícies são projetadas independentemente dos materiais, que podem ser desde porcelanas, garrafas térmicas, têxteis a calçadas e pisos. O universo é infinito... Cores são definidas e indicadas para produtos industriais, para arquitetos e suas obras, para onde for necessário. O livro é um depoimento escrito desta experiência somada à experiência profissional com um escritório atuante no Brasil e no exterior. É o resultado desta soma de atividades de designer,

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consultora de cores, ministrante de cursos, micro-empresária e cidadã comprometida com as complexidades da vida atual. É um depoimento de uma pessoa apaixonada por seu trabalho. Para

Podcasts viram mania mundial
Os softwares que criam os podcasts, programas radiofônicos de todo tipo – noticiosos, humorísticos e musicais - em formato MP3 para publicação em sites ou blogs da web, estão agitando a comunidade online em todo o mundo. O termo Podcast (junção de iPod com “broadcast”, que significa transmissão de rádio ou TV) surgiu pela primeira vez num artigo de fevereiro de 2004, no jornal britânico “The Guardian”, asinado pelo jornalista Ben Hammersley. O mais interessante no Podcast é que ele permite a distribuição de conteúdo multimídia para qualquer aparelho (computadores, celulares, PDAs), sem a necessidade de servidores específicos, usando apenas a linguagem padrão da Web.

Renata, as superfícies não são superficiais e a cor é música e ritmo.

Internet já aceita domínios com acento e cedilha
Desde maio, o serviço de registro BR já aceita nomes com vogais acentuadas e cedilha em sites e em endereços de e-mail. A norma vale apenas para quem possui também os domínios sem acento, para evitar registros de marcas já consagradas no mercado online. Como exemplo, o Registro.br diz que somente o dono do domínio paoemaca.com.br poderia registrá-lo como pãoemaçã.com.br. A Plugin foi a empresa que hospedou o primeiro site nesse sentido.

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Errata
O site da modelo Gisele Bündchen, o qual foi destacado na seção “Estudo de Caso”, da última edição, está num servidor dedicado (e não semidedicado, como foi dito na matéria “Gisele Bündchen: site à altura da top”), e hospedado na Locaweb (www.locaweb.com.br).

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(01) www.estadao.com.br/tecnologia/informatica/2005/abr/25/124.htm (02) www.estadao.com.br/tecnologia/internet/2005/abr/12/94.htm (03) www.estadao.com.br/tecnologia/internet/2005/mai/05/66.htm

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Obra de arte na web
Por Tatiana Serra

Há quem diga que é loucura fazer o que for para admirar e obter uma peça de arte exclusiva ou um trabalho artesanal. Porém, basta ter sensibilidade para valorizar a arte de quem coloca a alma no que faz, utilizando a criatividade e a personalização ao realizar um trabalho. Com a proposta de criar uma agência especializada em design interativo e atendimento personalizado, Thomaz Krause e Walber Ribeiro deram vida, há três anos, a Neo Multimedia que, a partir deste mês, passa a se chamar BETA - um estúdio de criação digital, focado em soluções criativas para o desenvolvimento de websites, campanhas online, games, banners, animações 2D e apresentações multimídia em CD-ROM e DVD. A nova identidade é conseqüência do amadurecimento da empresa, que sentiu na inovação a sua vocação e seu diferencial e, por isso, foi rebatizada. Segundo Thomaz Krause, sócio e diretor de criação online da empresa, “o nome BETA é uma metáfora da essência do nosso trabalho em mídia digital, que é experimentar e se reinventar o tempo todo; e também assumir que podemos ser imperfeitos, não porque erramos, mas porque sabemos que, a cada dia, o nosso trabalho evolui”. Seja qual for o trabalho, o mais importante é tratar cada projeto como único e pessoal, assim como uma peça de arte: autêntica, criativa e especial.

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portfólio veterano :: BETA

portfólio veterano :: BETA

Desenvolvendo

projetos

bem

conceituados

e

produzidos, tendo a criatividade e a qualidade como diferenciais de negócio, a equipe BETA encara seu trabalho como algo, praticamente, artesanal, tratando cada projeto e cliente de maneira bem pessoal. “Não somos o tipo de empresa que oferece ‘soluções’ pré-fabricadas, pois acreditamos que cada projeto é único e deve refletir algo humano e espontâneo”, diz o paulistano Thomaz. Crescer com projetos cada vez mais desafiadores. A meta da BETA é, a cada novo projeto, avançar um passo, se reinventando e fazendo algo que agregue valor ao cliente e deixe a equipe motivada. “Costumo dizer para os nossos clientes, em tom de brincadeira, para não soar muito pretensioso, que o nosso comprometimento é que eles sempre terão um projeto melhor do que os concorrentes”, ressalta Thomaz, que, aos 26 anos, é formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Anhembi Morumbi, de São Paulo, onde, atualmente, leciona a disciplina de Design na Web para alunos de Publicidade e Produção Editorial. Nada de inspiração. É preciso ser sensitivo Responsável pela criação online da empresa, Thomaz não acredita muito em “inspiração”, e sim, num bom estado de espírito, através do qual a criatividade flui melhor. Ele destaca ainda dois aspectos aliados a isso: “o primeiro é a formação de um repertório enriquecido por referências estéticas, que você vai amadurecendo e refinando durante o seu aprendizado; e o segundo é a capacidade que você tem de inovar com esse conhecimento. E, tudo isso, se aprende e se desenvolve; não acredito que seja algo divino ou sobrenatural”, afirma ele. Para Thomaz, o webdesigner deve ter uma formação multidisciplinar. “É preciso ouvir, vestir, e sentir design. Você não pode limitar o seu universo de referência ao campo visual gráfico e interativo. Hoje, tudo está interligado: design, quadrinhos, cinema, moda e música”. O paulistano, que toca guitarra em uma banda de rock, além de praticar natação e trekking, ressalta ainda que, “quanto maior for a sua compreensão de como tudo se mistura, maior será a sua capacidade crítica e criativa, e a ‘inspiração’ virá embasada em um contexto riquíssimo, que não está em nenhum anuário de design”. O diretor de criação online da BETA orgulha-se de sua equipe e de poder acompanhar o crescimento de cada profissional junto ao crescimento da empresa. “Conseguimos montar um time de profissionais excepcional, e também manter
www.estudioangels.com.br

um clima descontraído e produtivo. Tenho certeza de que os

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clientes também sentem essa sinergia e, com isso, acabamos contaminando a todos”, conta ele, destacando que a equipe, hoje formada por 10 pessoas (5 designers, 2 programadores, 2 gerentes de projeto e 1 administrativo), é a maior responsável pelo sucesso da empresa, além do cuidado para que o trabalho se torne algo cada vez mais prazeroso e as dificuldades sejam encaradas como constantes desafios para o auto-desenvolvimento. Curioso acima de tudo, Thomaz tem o compromisso de sempre trazer algo novo e criativo aos clientes. Segundo ele, “saber ouvir o briefing nas entrelinhas, ou seja, pensar o que o seu cliente está pensando”, é um dos grandes desafios, os quais a empresa parece estar superando. “O resultado é que a nossa carteira de clientes está aumentando através do boca-a-boca que os clientes atuais estão fazendo. Pois, até hoje, a BETA foi bastante low-profile na comunicação com o mercado”, diz Thomaz, que adora documentários e até já dirigiu e produziu, há 5 anos, um documentário chamado “Quem faz web?”. Feedback instantâneo Além da criatividade, outra importante estratégia para melhor trabalhar a imagem de um cliente na internet é o feedback instantâneo. “algo que a web proporciona e nenhum outro veículo de mídia ainda é capaz”, afirma Thomaz, lembrando que “a experiência de uma marca na internet pode

ganhar uma dimensão enorme e superar qualquer expectativa”. E para chegar ao sucesso, é preciso, antes de tudo, planejar. Thomaz acha que, mesmo parecendo “inteligível” para o cliente, um planejamento mínimo pode ser o salva-vidas de um projeto. Hoje, a BETA conta com uma vasta carteira de clientes, apesar do pouco tempo de existência. São alguns deles: Natura (cosméticos), Osram (lâmpadas elétricas), Gulliver (brinquedos), Leo Burnett (publicidade), Cadbury Adams (confeitos), BASF (agrícola), Carmim (moda), Thymus Branding (consultoria), Bertolucci (luminárias), Labluz (luminárias), Evoluir Cultural (consultoria) e Estúdio Angels (produtora). Além disso, a equipe BETA também investe em projetos de auxílio a ONGs.

www.gulliver.com.br

low profile

:

Em português, “low” significa “baixo” e “profile”, “perfil”. Em se tratando de marketing, esse termo se aplica a empresas que não se divulgam muito, não têm muita popularidade, mantendo-se menos visíveis no mercado.

www.thymus.com.br

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portfólio veterano :: BETA

portfólio veterano :: BETA

Trabalhos em destaque Um dos trabalhos que mais deu prazer à equipe BETA foi o site da Carmim Verão 2004. A proposta era apresentar a coleção de verão de uma maneira interessante, impactante e diferenciada para o público jovem. Realizado o projeto, “o cliente teve um aumento de 15% no número de visitantes únicos, em relação a hotsites de coleções anteriores”, diz o diretor de criação online da BETA. Outro trabalho que a empresa destaca é o Hotsite Sintonia de Natura (ver página 53), cujo objetivo foi promover o lançamento das novas fragrâncias do perfume Sintonia de Natura. Para a mesma empresa, a BETA redesenhou o website internacional da linha de produtos Natura Ekos, em 3 idiomas distintos. Esse foi o primeiro trabalho de visibilidade internacional da equipe.
www.carmim.com.br/verao2005

hotsite desenvolvido para a campanha Natura Chronos Cancun (offline)

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portfólio calouro :: André Bittencourt

Crescendo e aparecendo

por Tatiana Serra

Quem nunca ouviu a frase “cresça e apareça”? Especialmente quando se é jovem, a cobrança é grande e o esforço para conquistar seu espaço deve ser ainda maior. Na busca de um lugar ao sol, o carioca André Bittencourt, de apenas 19 anos, está profissionalmente há dois anos na web, como designer e desenvolvedor de sites em Flash, html e multimídias.
O interesse em fazer sites surgiu depois que André conheceu vários designers e passou a apreciar o trabalho destes profissionais. “Com isso, comecei a querer fazer sites e me esforçar para melhorar meus trabalhos”, diz o jovem webdesigner. Hoje, ele cursa o 2º período de Desenho Industrial, na Faculdade da Cidade, no Rio de Janeiro. O ponto de partida deu-se na família. Os primeiros clientes apareceram quando André fazia trabalhos para uma pessoa da família, que tem uma empresa de tecnologias para internet. Logo depois, buscou seus próprios clientes e, dois meses antes de começar a faculdade, começou a procurar estágio. Atualmente, André trabalha com uma carteira fixa de clientes, como Bodyboarder Brasil, BSD e Vip Clinique - Gávea, além de prestar serviços para outras empresas indicadas por seus clientes. “Mas, onde consigo mais portfólio, com certeza, são nas agências em que eu trabalhei”, diz o profissional, destacando como experiência mais marcante seu estágio na agência Red Alien. Ao trabalhar a imagem de um cliente na internet, é fundamental “fazer com que todos fiquem satisfeitos com o projeto final: designer, cliente e usuário”, garante o webdesigner, que leva uma vida normal como qualquer jovem de 19 anos, namora, estuda, passeia com os amigos, pega onda de bodyboard, ouve música e, é claro, navega na internet, onde busca inspiração para suas criações. Para evitar problemas futuros, ele recomenda: “antes de começar qualquer trabalho, deixe tudo explicado para o cliente. Se possível, coloque tudo descrito na proposta”. E, quanto ao valor a ser cobrado, ele acha que o profissional deve fazer um preço justo com a qualidade do seu trabalho.
newsletter VipClinique - Gávea www.jpeyewear.com.br

No momento, André está feliz com tudo o que acontece em sua vida. Em cinco anos, “espero já estar formado e ser reconhecido profissionalmente entre todos”, prevê ele, acreditando que uma boa faculdade faz a diferença. E, para um webdesigner, ele sugere a faculdade de Desenho Industrial, para estudar a evolução do design e aprender o necessário para desenvolver projetos.

O site de André Bittencourt é <www.andrebittencourt.com.br> e o email para contato, <andrebittencourt@gmail.com>. Para participar da seção portfólio, cadastre-se no site www.arteccom.com.br/webdesign.

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entrevista :: Carlos Bahiana

Plantando o seu

futuro

por André Philippe Iunes

Horas a fio estudando design, programação, ergonomia e outros assuntos relativos ao universo de quem cria para a web. Dominar muito bem a técnica certamente o capacitará a produzir cada vez mais e melhor, entretanto um fator crucial não pode ser deixado de lado: o entendimento do ser humano. Para quem trabalha no meio online, é fundamental conhecer o usuário e consumidor deste imenso território chamado internet. São com essas palavras que o designer Carlos Bahiana, professor da PUCRio e coordenador do curso de pós-graduação em Design de Interfaces da universidade Unicarioca, define o sentimento que o profissional de web deve ter ao se preparar para o mercado. Especialista em ergonomia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Bahiana indica livros e sites para os que querem se aprimorar na área e explica o que é preciso levar em consideração na hora de se decidir por um curso. Independente de você ser programador, webwriter ou designer, estude suas palavras e entenda um pouco mais sobre os possíveis caminhos profissionais a seguir!

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Wd :: De 1995 até hoje, percebe-se que a internet evoluiu como mídia, estabelecendo seus padrões de uso e criando estratégias próprias de comunicação. Na sua opinião, para acompanhar essas mudanças, o que o profissional de web deve levar em consideração na escolha de um curso? Bahiana :: Na hora de escolher um curso, o interessado deve ponderar o seguinte: o que eu já sei? O que me falta? Onde posso me tornar melhor? Se o profissional já tem o conhecimento de uma ferramenta, ele deve decidir se quer se tornar o melhor usuário desse software ou se está na hora de delegar o seu uso e se concentrar nas especificações do projeto. O problema de quem procura se tornar especializado em uma determinada tecnologia é que ele passa a depender do sucesso dela no mercado para o seu próprio sucesso. Imagine o desespero dos melhores criadores de cavalos de tração, muito procurados no tempo das carroças, quando os automóveis começaram a se popularizar. Por outro lado, caso não tenha o domínio das ferramentas, o profissional deve se preocupar em ter uma visão clara do cenário tecnológico e ser capaz de selecionar ou treinar pessoas capacitadas na implementação de uma determinada tecnologia em um trabalho, por exemplo. É importante que se procure uma capacitação que ensine a pensar no planejamento de interfaces aplicado à web, entendendo as fronteiras e as melhores práticas atuais. É bom também conhecer as oportunidades e armadilhas da mídia em que se trabalha, das tecnologias utilizadas, e saber especificar as soluções adequadas em cada contexto. Wd :: Qual postura o webdesigner deve ter para se preparar para o futuro de sua profissão? Bahiana :: As mudanças mais importantes no meio online são anunciadas agora como planos para três anos ou mais. Sendo assim, ler sobre tecnologia é importante, mas sempre de olho nas tendências de negócios, mesmo que não pretenda se tornar empresário. Quem percebeu, por

“O problema de quem procura se tornar especializado em uma determinada tecnologia é que ele passa a depender do sucesso dela no mercado para o seu próprio sucesso”
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entrevista :: Carlos Bahiana

entrevista :: Carlos Bahiana

volta de 1998, que a distribuição de música em formato mp3 era algo para o futuro, pôde estudar o assunto tendo em vista montar um negócio ou aprender a desenvolver uma tecnologia que suportasse essa tendência. Estas pessoas estavam prontas para o mercado quando os outros ainda estavam discutindo se iam ou não baixar um programa de troca de arquivos. Wd :: Na sua opinião, como os cursos das universidades vêem os assuntos referentes especificamente à internet? Bahiana :: Na maior parte dos casos, as interfaces digitais são vistas como uma área do domínio da Programação Visual ou Comunicação Visual (o uso dos termos varia de acordo com cada escola). A princípio, o raciocínio está correto, já que o que se faz é um projeto gráfico. O problema é quando há o desconhecimento das tecnologias subjacentes. É como projetar um livro ou uma revista sem

conhecimento dos processos de impressão, dos tipos de papel, da variedade de modos de encadernação, de como se usam livros e revistas, como são distribuídos, armazenados, etc. Wd :: Depois que o designer conclui a graduação, quais cursos de especialização, ou livros, são os mais indicados para o aperfeiçoamento de sua carreira no meio online? Bahiana :: Um profissional graduado deve procurar aprofundar-se no conhecimento específico da área em que atua, sem se prender às ferramentas. Ele deve procurar cursos em que o usuário da interface seja o centro do processo de projeto e que as tecnologias sejam vistas como meios para viabilizar negócios, tarefas e atender a necessidades humanas; deve compreender o que é estética, tanto quanto o que é memória de curto prazo, por exemplo. É crucial também aprender a trocar informações com profissionais de outras áreas. Wd :: Na sua opinião, pelo fato da web ainda

“Um profissional graduado deve procurar aprofundarse no conhecimento específico da área em que atua, sem se prender às ferramentas”
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estar amadurecendo a sua linguagem, quais conhecimentos serão os mais valorizados daqui a cinco anos? Bahiana :: O fundamental é que se conheça o ser humano, o usuário e o consumidor deste imenso território. O profissional deve entender sua cultura, suas manifestações e idiossincrasias; o que deseja, como se comporta, do que é ou não capaz, o que o emociona, irrita, cansa ou anima; como ele é ou não capaz de interagir, e se quer interagir. (Na matéria de capa, o especialista Cláudio Toyama apresenta alguns livros sobre psicologia do usuário.) Wd :: Quais cursos e livros podem ajudar o webdesigner a criar maior senso crítico em relação ao meio online? Bahiana :: Os cursos que indico são sobre ergonomia, usabilidade e interação humano-computador. Os livros

que indico, que são suficientemente claros, baratos e pertinentes, são: “Cultura da Interface”, de Steven Johnson, com edição de Jorge Zahar, Galáxia da Internet, de Manuel Castells, também editado por Jorge Zahar, “Web Navigation”, de Jennifer Fleming e “Shaping Web Usability”, de Albert Badre. Wd :: Qual dica você daria para quem quer se aprimorar na área, mas não tem recursos para pagar um curso? Bahiana :: A própria internet é uma fonte maravilhosa de conhecimento. Olhando de um ponto de vista bem prático, há a versão online do livro Web Syle Guide (http://www.webstyleguide.com/). O site de artigos publicados da pesquisadora holandesa Vanessa Evers (http://hcs.science.uva.nl/usr/evers/publications.html) é excelente para quem quer entender melhor as implicações de cultura no design para web. Há, para quem não lê em inglês, o Blog do professor e pesquisador Robson Santos (http://interfaceando.blogspot.com/). Também sugiro visitar o site do Laboratório de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces em Sistemas HumanoTecnologia - LEUI (http://wwwusers.rdc.puc-rio.br/leui), que funciona na PUC-Rio e é pilotado pela Professora Anamaria de Moraes. Outro meio econômico de estar antenado é participar de eventos do meio.

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Aposte na sua carreira

A poste
ambiente em constante evolução.

na sua carreira
Por André Philippe Iunes

Nenhum outro meio de comunicação cresceu tanto nestes últimos anos como a internet. E desde o seu surgimento no país, muitos paradigmas caíram e outros surgiram repentinamente, ajudando a delinear o que é hoje o nosso modelo de mídia online. Sem dúvida, esse rápido crescimento trouxe como conseqüência aos profissionais da área a assimilação, em curto prazo, de uma grande quantidade de conhecimentos específicos. Essa busca incessante e obrigatória pelo saber acabou por definir o perfil de quem trabalha na web, que deve ter como característica principal a capacidade de acompanhar as mudanças desse novo

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cargos gerenciais, mas um bom conhecimento específico em determinado assunto, adquirido por meio de um estudo dedicado, pode também abrir portas interessantes. Para o diretor do Instituto Infnet, André Kischinevsky, se o profissional já trabalha com webdesign e tem uma certa base de conhecimentos, ele deve buscar cursos específicos sobre novas tecnologias. Por outro lado, para quem entende de criação e design, mas não trabalha ainda com webdesign, uma formação completa é a mais indicada. André destaca que aprender as principais ferramentas Para se manter atualizado com as novas demandas da WWW é preciso, antes de tudo, ficar atento às diversas fontes de informação disponíveis. Além de livros especializados e sites, muitos cursos oferecem grades curriculares que podem contribuir para o bom direcionamento da carreira. Hoje, pela própria característica multidisciplinar das equipes de criação online, não só os designers e programadores têm o seu lugar garantido no mercado de trabalho. Os profissionais formados nos cursos de jornalismo, marketing e publicidade, por exemplo, nunca foram tão valorizados no âmbito estratégico da mídia. E quem deseja trabalhar com web mas ainda tem dúvidas sobre a escolha da graduação, o ideal é optar pela área de sua preferência e ver onde ela se encaixa no mercado de internet. Quem gosta de jornalismo, poderá trabalhar com webwriting ou gestão de conteúdo online; aqueles que cursarem desenho industrial, poderão atuar como designers de interface, por exemplo. Contudo, independente da formação acadêmica, é importante ressaltar que mesmo sendo imprevisível saber o formato que a rede terá no futuro, conhecê-la bem no presente pode ajudar a antecipar suas tendências. Dessa forma, é possível traçar quais rumos seguir e que assuntos estudar, preparando-se profissionalmente para os novos mercados que estão emergindo. Ser especialista ou não, eis a questão A escolha do caminho profissional mais seguro dependerá, muitas vezes, em saber identificar suas aptidões. Ter experiências em diversos assuntos pode ser útil na ocupação de de construção de sites aumenta as chances de conseguir o primeiro emprego na área. Segundo ele, esse tipo de formação proporciona o aprendizado de tecnologias que são usadas por praticamente todas as produtoras web. “O mercado exige o domínio de ferramentas como o Dreamweaver, Photoshop e Flash, por exemplo. Se você procura trabalhar diretamente na construção de sites, ser um especialista nesses programas é o mais importante. Caso queira ser um gerente, é mais válido ter a visão geral. Ao longo da carreira, com a ascensão a cargos gerenciais, o conhecimento amplo ganha maior importância”, destaca André.

“Caso queira ser um gerente, é mais válido ter a visão geral. Ao longo da carreira, com a ascensão a cargos gerenciais, o conhecimento amplo ganha maior importância”
André Kischinevsky
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“O especialista é sempre mais respeitado em uma equipe pela grande habilidade em solucionar problemas específicos da tecnologia aplicada”
Márcio Vitale

“Quanto mais abrangente for o conhecimento sobre tipografia, cor, forma, história da arte, composição, identidade corporativa, ergonomia, matemática, tecnologia, mais rico será o repertório profissional”
Michel Lent

“É indispensável a apresentação de um bom portfólio, com os projetos realizados. Esta é a melhor forma de demonstrar todo o conhecimento e a prática” Adriana Melo

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Segundo o coordenador de treinamentos webdesigner do curso Impacta Tecnologia, Márcio Vitale, ser generalista é importante quando o profissional for integrar uma equipe maior, em que existam especialistas apoiando o projeto. Entretanto, ele diz que o segredo para criar uma carreira sólida é manter-se especializado em determinada tecnologia. “O especialista é sempre mais respeitado em uma equipe, pela grande habilidade em solucionar problemas específicos da tecnologia aplicada, enquanto um ‘genérico’ pode gerar problemas com baixa produtividade e, conseqüentemente, acarretar atrasos nos prazos do projeto”, exemplifica Vitale. Contudo, ele explica que, para os programadores, a especialização em uma só linguagem não garante uma participação efetiva no mercado, pois alguns clientes ou empresas podem precisar de conhecimentos mais amplos em plataformas diferentes, como Windows, Linux, Java e .NET, por exemplo. Vitale aponta que as linguagens mais utilizadas no mercado e com grande número de treinamentos oferecidos são: PHP (Hypertext Preprocessor), ASP (Active Server Pages), CFML (Cold Fusion Markup Language), JSP (Java Server Pages) e o ASP.NET (ASP ponto NET). Na visão da designer e diretora geral da Arteccom, Adriana Melo, para ser bem sucedido, não somente no meio online, bem como em qualquer outra carreira, o profissional deverá adotar uma postura pró-ativa, ser criativo e buscar a originalidade em seus trabalhos. Ela diz acreditar que o ideal é a especialização em uma determinada área, entretanto, sem deixar de lado a versatilidade e o conhecimento suficiente para interagir em outras frentes. “Pelo fato da web ser um campo de trabalho multidisciplinar, englobando jornalistas, designers, programadores e gerentes de marketing, ser versátil é necessário para orientar e trocar idéias no desenvolvimento de um projeto”, enfatiza Adriana. Cursos que ensinam a pensar No surgimento da web, a associação de um site a um produto exclusivamente de informática tornava tecnocrata o modo de produção na rede. Hoje, sabe-se que a estraté-

gia de um produto online não reside simplesmente na sua tecnologia, mas sim no seu poder de comunicação. Na opinião do sócio-diretor da agência 10’ Minutos, Michel Lent, a primeira resposta do meio acadêmico ao mercado profissional de internet foi oferecer cursos focados somente em design e tecnologia. Entretanto, ele explica que um outro perfil de profissional, dedicado ao planejamento, gestão de projetos e atendimento, anteriormente ignorado pelas entidades de ensino, é, atualmente, cada vez mais requisitado no mercado. Foi buscando tratar a internet com um olhar crítico, que cursos focados na análise conceitual da rede, e não somente nas ferramentas de criação e editoração de sites, estão ganhando cada vez mais espaço. Segundo Adriana Melo, é importante que o profissional procure uma capacitação em webdesign que aborde conceito, originalidade, diagramação, cores, tipografia, harmonia e equilíbrio, por exemplo. Para ela, é essencial que assuntos como planejamento e briefing, arquitetura de informação, usabilidade, análise ergonômica, entre outros, devam ser explorados em sala de aula. “Devido à carência de treinamentos conceituais, a Arteccom lançou, há quatro anos, o curso ’Web para designers’, objetivando ensinar o designer a adaptar seus conhecimentos teóricos para a linguagem da web”, explica a diretora. André Kischinevsky alerta para a escolha certa da entidade de ensino. Segundo ele, é preciso distinguir os cursos superficiais - somente para usuários domésticos - dos cursos que tratam a internet com seriedade. “Há cadeias de cursinhos que ensinam Word e também webdesign. Uma formação webdesigner não pode ser ministrada pelo estagiário que

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acabou de se formar na turma anterior. Apesar dos cursos do Infnet serem direcionados para o ferramental, nos preocupamos em orientar os alunos a transformar um monte de tecnologias em algo útil para o cliente”, destaca André. A busca pela produtividade Independente dos conhecimentos conceituais, acompanhar as evoluções tecnológicas da rede é fator de sobrevivência para o webdesigner, pois dominar os softwares de criação de sites é também sinônimo de agilidade. Na opinião de André, é preciso que o profissional estude sempre as novas versões destes programas, para se manter atualizado com os avanços de cada ferramenta. “O webdesigner tem que oferecer produtividade para seus clientes ou para a empresa em que trabalha. Não basta ser criativo, tem que produzir em tempo adequado. Além disso, ele deve estar atento às mudanças nos navegadores, às novas possibilidades que a internet oferece e, em especial, às páginas de conteúdo rico, os Rich Internet Applications”, enfatiza. E quando o assunto é internet rica, Vitale explica que, com o advento do conceito de “Rich Media”, em que há a convergência da interface web com outras mídias, é importante que o webdesigner esteja afinado com o trio Macromedia Studio, que inclui o Flash, o Dreamweaver e o Fireworks, todos na versão MX 2004. Segundo ele, esses softwares trazem uma suíte de ferramentas com um poder de manipulação nunca antes experimentado. “Nessa solução, podemos incluir concei-

Vitor Cavalcante

“os únicos cursos que terão validade daqui a cinco anos serão os de base teórica, pois são os que formam os alicerces para que o profissional se atualize no futuro sem problemas.”

tos e linguagens que aprimoram a percepção de um projeto online em sua totalidade”, conclui Vitale. É preciso atentar para o fato de que a agilidade no trabalho não reside somente na destreza em determinada ferramenta, mas também em como ela é utilizada. Na opinião de Michel Lent, o poder do webdesigner em solucionar problemas pode ampliar, por meio do estudo de todas as vertentes do design, não apenas do que é feito para a web. “Quanto mais abrangente for o conhecimento sobre tipografia, cor, forma, história da arte, composição, identidade corporativa, ergonomia, matemática, tecnologia, mais rico será o repertório profissional. Design é uma área em que as referências e a cultura do profissional impactam diretamente no resultado de seu trabalho”, explica Michel. Certificação, experiência e autodidatismo Para quem quer se aprimorar por conta própria e talvez não tenha condições de pagar um curso, o mercado literário sobre internet já possui uma boa gama de publicações técnicas de qualidade. Nesse caso, o domínio da língua inglesa também é importante, pois alguns títulos não são editados em português. Livros que abordam assuntos que vão do Photoshop à aplicação dos conceitos de usabilidade proporcionam uma forma alternativa de capacitação a um custo relativamente baixo. Por

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outro lado, a certificação expedida por entidades de renome é um atrativo na busca por um currículo competitivo, aumentando as chances de uma boa colocação no mercado. André Kischinevsky ressalta que, em relação à empregabilidade de um profissional, é difícil comparar experiência e certificação como elementos-chave na escolha por um candidato a uma vaga de trabalho, por exemplo. Outros fatores, como a capacidade de relacionamento interpessoal, criatividade, responsabilidade, contam em um processo seletivo. “Na prática, depende da circunstância. Se uma empresa quer participar de uma licitação que exige profissionais certificados, o que vale mais? A certificação, é claro. Agora, se a empresa quer contratar um gerente? Nesse caso, a experiência conta muito”, explica. Além do estudo, é importante aplicar no dia-a-dia o que se aprende, ajudando a desenhar um perfil profissional sólido. O acúmulo de experiências desenvolve um certo tipo de sensibilidade, chamado de conhecimento tácito, tornando possível antecipar prováveis problemas em um projeto, ou até mesmo prever prazos com maior precisão. Para Adriana Melo, o que comprova se o webdesigner possui os conhecimentos descritos no currículo é a qualidade dos seus trabalhos. “É indispensável a apresentação de um bom portfólio, com os projetos realizados. Esta é a melhor forma de demonstrar todo o conhecimento e a prática”, aponta a designer. Somando-se à experiência comprovada, Vitale destaca que as certificações também são importantes no currículo do profissional, pois seguem diretrizes que apontam o seu preparo, bem como o seu nível de envolvimento com determinadas tecnologias. Dependendo do estabelecimento de ensino, ele explica que as avaliações são feitas por meio de provas monitoradas e com alto grau de confiabilidade. “Um grande número de empresas confia nas certificações como uma das principais métricas para contratação dos seus funcionários”, afirma. Faculdades de web: uma realidade em crescimento Após quase dez anos desde o surgimento da internet no Brasil, é necessário que se faça uma avaliação de como os cursos de graduação em design e comunicação tratam os assuntos refe-

rentes ao meio online. Na opinião do professor e coordenador do curso “Comunicação para Web da Universidade Paulista (Unip)”, Vitor Cavalcante, as faculdades abordam a web como mais um meio de comunicação, ensinando o assunto de maneira muito superficial e não atendendo as reais exigências do mercado. Vítor atenta para o fato de que muitas instituições estão aderindo aos cursos técnicos de ensino superior em web, que possuem maior ênfase na especialização profissional e com duração de dois anos. Para ele, não é necessário que uma graduação em internet dure quatro anos para uma formação completa. “Se o curso der ênfase apenas à comunicação para web, em dois anos, um aluno pode sair com todas as competências necessárias para exercer suas atividades. Acredito que hoje o profissional deva buscar essa categoria de ensino, pois ela dá tanto base teórica quanto prática”, afirma o professor. Ele destaca que depois que o webdesigner conclui a graduação, ele deve ficar atento em qual área deseja ingressar e o que o mercado está exigindo como especialização. Segundo Vítor, fazer uma pós-graduação em Comunicação tem sido uma saída para muitos profissionais que buscam conhecimentos conceituais. “O que também tem acontecido muito é o recémformado fazer um curso que lhe dá ensinamentos específicos em determinado software, como, por exemplo, a certificação Macromedia Flash”, enfatiza. Como reflexo das exigências do mercado e do próprio amadurecimento do meio online, o professor destaca que o curso “Comunicação para WEB”, que a Unip promove, forma profissionais aptos a trabalhar a comunicação na web, respeitando suas particularidades. “A cada ano, atualizamos as ementas das disciplinas para que se adaptem às necessidades da mídia, e prova disso é a inclusão, em 2005, do conteúdo Web Standards e Tableless. Temos consciência de que a internet é muito dinâmica e um curso tem que acompanhar essas mudanças”, conclui. O que estudar para se manter atualizado? Devido aos diversos caminhos que o profissional de internet pode seguir, certas dúvidas, eventualmente, rondarão sua cabeça sobre o que necessariamente estudar para se man-

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ter atualizado com as novas tendências. Na visão de Vítor, o webdesigner pode se destacar em uma determinada especialidade, mas,hoje, o mercado recebe melhor o especialista que conhece a web como um todo. “Antes de tudo, é preciso saber como a internet funciona. Isso inclui o estudo de linguagens como o XHTML, o domínio do CSS, bem como ter boas noções de usabilidade e animação, para, só depois, começar a se aperfeiçoar em alguma área específica”. Sendo assim, ele destaca que os únicos cursos que terão validade daqui a cinco anos, por exemplo, serão os de base teórica, pois são os que formam os alicerces para que o profissional se atualize no futuro sem problemas. “Nenhum curso de software poderá estar valendo daqui a um ou dois anos, pois, constantemente são lançadas novas versões e alguns programas caem, até mesmo, em desuso. Vejo que é importante ter uma graduação bem embasada e estar sempre atualizado com as tendências do mercado. Estudar Web Standards, Tableless, XHTML, CSS, Flash, Usabilidade e Acessibilidade já é um bom caminho a seguir”, aconselha o professor. Na opinião de Vitale, devido à internet estar cada vez mais rica em recursos multimídia, usabilidade, bem como na utilização de aplicativos online, é possível prever que o Flash continuará sendo uma ferramenta de grande destaque nos próximos anos. “Acredito também que o ColdFusion terá uma grande vantagem competitiva em relação as outras linguagens, pelo seu elevado nível de integração com o Flash. Outras tecnologias que vêm se consolidando, como Java e .NET, por exemplo, também tendem a crescer e continuar ativas em cinco anos”, prevê Vitale. Independente de qual assunto se dedicar, é preciso frisar que, para quem vive o meio online, o estudo é o que separa o amadorismo da precisão técnica. Devido à vida corrida do webdesigner, que trabalha, faz “frila” e ainda por cima se preocupa em se capacitar, o tempo torna-se a mais valiosa arma para o aperfeiçoamento da carreira. Para quem ainda se encontra na faculdade, aproveitar ao máximo as aulas e os workshops contribui para uma formação sólida e de qualidade. O acúmulo de estágios extracurriculares também ajuda a construir o perfil do futuro profissional, desenvolvendo sua

maturidade e capacitando-o para o mercado. Para quem já é formado, a melhor maneira de acompanhar a evolução da rede é se atualizando a cada dia. Seja lendo um periódico, livro ou participando de um curso ou congresso, qualidades como determinação e dedicação ajudam a fazer a diferença na mais preciosa ferramenta de trabalho: seu conhecimento.

Treinamentos mais indicados Para quem quer se focar em design para web, Márcio Vitale aponta os cursos técnicos mais indicados: - HTML (Hipertext Markup Language) - o “beabᔠdo webdesigner. Sem esse conhecimento torna-se inviável o entendimento da construção da maioria das páginas que compõem um site. - CSS (Cascade Style Sheet) - complementar ao HTML, conhecer bem as folhas de estilo proporciona maior domínio dos padrões de aparência do site e uma melhor performance em tempo de download, uma vez que separa as camadas de apresentação e conteúdo. - Dreamweaver MX 2004 - é ferramenta padrão do mercado, com penetração na maior parte das produtoras web. Além de aumentar a produtividade do profissional,ela traz consigo uma grande caixa de ferramentas e recursos, que dão apoio ao desenvolvimento completo de layouts com maior consistência entre as páginas do site. - Fireworks MX 2004 - é a solução para a criação de imagens e tratamento de fotos para o desenvolvimento de interfaces. É uma ferramenta que se integra muito bem com o Dreamweaver e o Flash, tornando algumas tarefas bem mais acessíveis e gerando grande ganho de produtividade. - Flash MX 2004 Professional - sem sombra de dúvidas,é a mais rica solução na criação de interfaces para o usuário, bem como o desenvolvimento de RIA (Rich Internet Applications), cujos maiores princípios são: - Oferecer ao visitante de um site uma melhor experiência ao navegar; - Desenvolver formas mais agradáveis de navegação, com altíssimos níveis de interatividade; - Ambiente-cliente muito leve, com recursos multimídia (áudio e vídeo) e conteúdo dinâmico. É bom destacar que para implementar os tópicos acima citados, é preciso conhecer a linguagem nativa de programação do Flash: o Actionscript.

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Desenvolvendo o perfil ideal Segundo o coordenador de treinamentos webdesigner do curso Impacta, Márcio Vitale, as características essenciais que o profissional de internet deve possuir são: - Ter bom raciocínio lógico para o desenvolvimento de interfaces e sistemas de navegação; - Estar atento às tecnologias que surgem com mais velocidade; - Ter interesse em leitura de documentações técnicas e manuais. Para isso, o domínio da língua inglesa é de vital importância; - Acessar sites de fabricantes dos softwares mais utilizados para se manter informado sobre os possíveis bugs e correções que possam surgir e ter maior agilidade no dia-a-dia do trabalho; e - Adquirir publicações especializadas. Estudar a mente: os segredos do inconsciente Cláudio Toyama, estrategista em experiência com o usuário e sóciofundador da Brand Experience Studio, em Londres, destaca a importância do profissional de internet adquirir livros que abordem o inconsciente, pois, segundo ele, o design de um site não atinge somente o nível consciente de um usuário. Alguns livros nesta área: - The User Illusion - Tor Nrretranders. Editora: Paperback - Mapping the Mind - Rita Carter. Editora: Paperback O especialista também recomenda a leitura sobre Customer e Brand Experience, para complementar a formação do designer. Alguns livros nesta área: - The Experience Economy - Pine and Gilmore. Editora: Hardcover - Managing the Customer Experience - Shaun Smith e Joe Wheeler. Editora: Hardcover - Uncommon Practice - Shaun Smith e Andy Milligan. Editora: Paperback - Clued In - Lewis Carbone. Editora: Hardcover - Customer Experience Management – Bernd Schmitt. Editora: Hardcover

Webdesign tipo exportação Para quem deseja estudar fora do país, abaixo seguem algumas universidades que oferecem cursos de design. Londres: London College of Communication - http://www.lcc.arts.ac.uk Central Saint Martins - http://www.csm.arts.ac.uk Royal College of Arts - http://www.rca.ac.uk Itália: Istituto Europeo di Design - http://www.ied.it/ Interaction Design Institute IVREA - http://www.interaction-ivrea.it/ en/index.asp Estados Unidos: Art Center College of Design - http://www.artcenter.edu/

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Livros para sua biblioteca USABILIDADE - Não me faça pensar - Steve Krug. Editora: Market Books. - Usabilidade na web - Cláudia Dias. Editora: Alta Books. - Projetando websites - Jakob Nielsen. Editora: Campus. - Homepage Usabilidade: 50 websites desconstruídos Jakob Nielsen. Editora: Campus. - Design para quem não é designer - Robin Williams. Editora: Callis. - Usability Engineering - Jakob Nielsen. Editora: Morgan Kaufmann - Web Site Usability Handbook - Mark Pearrow. Editora: Charles River Media; Bk&CD-Rom edition - The Elements of User Experience - Jesse James Garrett. Editora: Pearson Education - Designing the User Interface - Strategies for effective Human-Computer Interaction - Ben Shneiderman. Editora: Pearson Addison Wesley ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO FERRAMENTAL - Adobe Photoshop 6.0 Web Design com Imageready Michael Baumgardt. Editora: Ciência Moderna - Adobe Photoshop 7 - Guia Prático Visual - Anderson Vieira. Editora: Alta Books - Macromedia Fireworks Mx - Patti Shulze. Editora: Alta Books - Dreamweaver Mx - Fernando Medeiros. Editora: Érica - Dreamweaver Mx 2004 - Silvana Tauhata Ynemine. Editora: Visual Books - Dreamweaver Mx 2004 - Guia Autorizado Macromedia Khristine Page. Editora: Campus - Flash Mx Professional 2004, Actionscript 2.0 - Jorge Eider Florentino da Silva. Editora: Campus - Macromedia Flash Mx 2004 - A Bíblia - Robert Reinhardt e Snow Dowd. Editora: Campus - Dominando Macromedia Flash Mx - Matthew Pizzi. Editora: Ciência Moderna - Macromedia Flash MX – Animação e Interatividade Criativas na Web - Derek Franklin. Editora: Campus HTML - Html Dinâmico - Serie Ramalho Profissional - José Antonio Alves Ramalho. Editora: Berkeley Brasil - Aprenda a Criar Páginas Web com Html e Xhtml - Laura Lemay. Editora: Makron Books PADRÕES WEB (WEB STANDARDS) Construindo sites adotando os padrões web – Marcelo da Silva Macedo. Editora: Ciência Moderna
Os livros aqui citados são apenas sugestões de leitura, não ficando a revista Webdesign responsável pela qualidade editorial dos mesmos.

- Webwriting - pensando o texto para mídia digital – Bruno Rodrigues. Editora: Berkeley. - Information Architeture for World Wide Web - Louis Rosenfeld e Peter Morville. Editora: O’Reilly. - Information Architecture: Blueprints for the Web Christina Wodtke. Editora: Pearson Education DESIGN - <design Criativo com Html.2> - William Weinman e Lynda Weinman. Editora: Ciência Moderna - Design de Interação - Além da Interação Homem Computador - Rogers & Sharp Preece. Editora: Bookman - Design/ Web/ Design - 2 - Luli Radfahrer - Editora: Market press - Design Instrucional Contextualizado - Educação e Tecnologia - Andrea Filatro. Editora: Senac São Paulo

Na sua opinião, qual conhecimento na área de internet será mais valorizado no futuro?

Os cursos de graduação em comunicação e design já fornecem boa formação para o mercado de internet? 71% 29% Não Sim 54% 35% 29% 27% 9% Experience design Usabilidade Arquitetura da informação Rich Internet Application Webwriting

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Anileda Miranda
aniledamiranda@uol.com.br

“Sou uma designer freelancer e acredito que possamos tirar proveito de qualquer curso profissional. Ao longo da minha vida, fiz diversos cursos: desenho, artes gráficas, decoração e computação,através dos quais tomei gosto pela arte e decidi definitivamente a minha carreira profissional. Cursei a universidade de Desenho Industrial na PUC-RJ, o que me deu maior Ronildo Costa de Sousa
roni_danado@hotmail.com

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respaldo profissional e vivência pessoal. Fiz curso de webdesign para me atualizar e poder atender, por completo, meus clientes. Encaro meus trabalhos como um novo curso, aprendendo em cada etapa da criação, desde a pesquisa dos concorrentes até a elaboração final do projeto. É sempre um desafio novo. Estou sempre pronta para qualquer curso que pintar!” Felipe Benincasa Barbosa Macedo
neosetbr@bol.com.br

“Tudo o que eu aprendi até agora foi uma conquista pessoal. Fui buscando sozinho os tutoriais na internet, pois acho que o melhor aprendizado é o esforço de cada um. Na rede, temos a possibilidade de encontrar uma gama variada de assuntos para estudar, por isso nunca me interessei muito por cursos, somente pela faculdade.” Raquel Coupê de Oliveira
racoupe@uol.com.br

“Meu melhor curso foi a minha própria vontade de aprender. Sempre corri atrás daquilo que quis, comprando livros, revistas, lendo tutoriais e ebooks, por exemplo. Acredito que aprendi muito com isso. Antes de fazer um curso, aconselho que se tenha vontade, assim já é meio caminho andado.” Anderson Júlio de Souza
anderson.julio@zipmail.com.br

“Comecei minha capacitação profissional com os cursos básicos de HTML, criação e design, Dreamweaver, Corel Draw e Photoshop. Logo em seguida, tive a sorte de conseguir um estágio, o que me deu base para enfrentar o mercado. Depois, fui me aprimorando e fiz cursos de Flash, básico e avançado, e upgrades dos softwares que eu já conhecia. Hoje, posso dizer com convicção que 70% do nosso aprendizado ocorre no dia a dia: trocando informações com colegas e lendo muito.” Jorge de Morais Quintão Junior
jorge@multiverse.com.br

“Fazer um curso de design gráfico foi muito bom para mim, pois tive uma visão da arte como um todo e aprendi a usar muitos recursos de publicidade. Estou cursando uma faculdade de Sistemas de Informação, o que também me dá uma visão geral de ambientes e linguagens de programação que são necessárias para quem trabalha com internet.” Fernanda da Silva Aletto
fernandaaletto@bol.com.br

“Um curso de Fotografia me ajudou muito a ver o mundo de uma outra forma. Aprendi a valorizar pequenos detalhes e saber quando aquilo que estamos fazendo é, digamos assim, “a foto” da hora. Penso que cursos nas áreas que não são específicas do meu trabalho ajudam, por exemplo, a me virar na hora do famoso “branco”. Acredito que um profissional precisa não só dominar a área que atua, mas também estar aberto às novas áreas de conhecimento. Quem sabe, alguma informação que você recebeu naquele seu curso de culinária vai ser útil em um trabalho que você faz hoje?”

“Fazer a faculdade de webdesign me trouxe bons conhecimentos, mas não cheguei a usar toda minha criatividade ao longo da graduação. A partir do momento que comecei a fazer alguns cursos, como Photshop e Flash, pude realmente ver como é fascinante a profissão que escolhi.” André Luiz Oliveira Carvalho
vocchi@bol.com.br

“Bons cursos vão te dar a teoria, mas acho que a melhor capacitação é praticar, praticar e muito, dedicação e muito estudo.”

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Classroom www.classroom.com.br 48 222-8227 php & mysql, coldfusion mx 6.1, flash video rich media. Unisul www.unisul.br 48 621-3000 sistemas de informação. Escolas Sid www.escolassid.com 47 433-7670 desenvolvimento de sistemas. ICUNICAMP 11 3975-8150 planejamento de site com conceitos de design. Imedia www.infomar.com.br 81 3326.2836 dreamweaver, webdesigner, webdeveloper, multimídia. Instituto Monitor www.institutomonitor.com.br 11 3335-1000 informática e cursos profissionais. MDY Centro de Educação Profissional www.mdy.com.br 74 628-2584 educação profissional. Microcamp www.microcamp.com.br 21 2264-0510 web design, web developer. SOS www.soscomputadores.com.br 11 5017-1885 diversos cursos de informática Web aula www.webaula.com.br 31 3273-2822 diversos cursos de informática online. Web Para Designers www.arteccom.com.br/curso 21 2253-0596 curso conceitual online de criação de sites.

(Campinas - SP) www.ic.unicamp.brcg 19 3788-5838  engenharia e ciência da computação. Razão Cursos Profissionalizantes (Navegantes - SC) 47 319-3382 cursos de informática. Unicamp (Campinas - SP) www.unicamp.br 19 3788-5050 desenho industrial. Uniformig (FORMIGAMG) www.comp.uniformg.edu.br 37 3322-4747 ciência da computação. UFPE (Recife - PE) www.ufpe.br 81 2126.8000 desenho industrial hab. proj. de produto e progr. visual.

Curitiba - PR
CEFET - Paraná www.cefetpr.br 41 310-4569 artes gráficas, técnico em desenho industrial. ENG www.eng.com.br/jornada 41 3024 4909 cursos para protadores de deficiência. Unicemp www.unicenp.br 41 317-3000 desenho industrial, hab. prog. visual e projeto de produto. UFPR www.ufpr.br 41 3360-5331 desenho industrial. PUC - Paraná www.pucpr.br 41 3271-2400 desenho industrial, design.

Salvador - BA
Faculdade Ruy Barbosa www.frb.br 71 3205-1700 sistemas de informação, ciência da computação. Real e Dados www.realedados.com.br 71 3450-0404 web design. Transnology www.transology.com.br 71-358-0805 flash mx básico, ultradev completocoldfusion. UNIFACS www.unifacs.com.br 71 3273-8568 sequencial de graduaçâo em 2 anos. UFBA www.ufba.br 71 3263-7144 ciência da computação.

Unidades em todo o Brasil
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Porto Alegre - RS
Alfamidia www.alfamidia.com.br 51 3346-7300 adm. de redes, design gráfico, gestão da ti, web design. Sisnema www.sisnema.com.br 51 3226-4111 formação web design, design e interface web.

Demais cidades
CESET (Limeira - SP) www.ceset.unicamp.br 19 3404-7139 tecnologia em informática. Digital treinamentos (MACAÉ - RJ) www.digitaltreinamentos.com.br 22 2762-1903 flash, prof. web, interação digital.

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Aposte na sua carreira

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Especialização x Abrangência
Na internet, o que é mais valorizado: ter conhecimentos específicos ou saber de tudo um pouco?
Em 2000, um anúncio nos classificados dizia: “precisa-se de webdesigner com conhecimentos sólidos em Dreamweaver, Fireworks, Flash, Photoshop e experiência comprovada em ASP. Conhecimentos em HTML e Javascript são fundamentais. Salário a combinar”. Nos primeiros anos da rede, ter o domínio de várias ferramentas e tecnologias era sinônimo de boa empregabilidade. E no cenário atual? O que vem sendo mais valorizado no meio online: ser especialista em determinado assunto ou saber de tudo um pouco?

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Montar uma boa equipe web é um dos grandes desafios para as agências digitais. Nós aqui da IWorks acreditamos que é preciso ter ótimos profissionais, cada um em sua área. O acúmulo de funções diferentes não dá um bom resultado. Atualmente, não é exigido mais que o profissional tenha conhecimentos técnicos específicos em todas as áreas da produção, mas o fundamental é equilibrar os conhecimentos do processo produtivo e dos próprios conceitos do ambiente web, para aí sim se aprofundar em uma das áreas onde tenha maior aptidão. Creio que seja indispensável colocar que tais profissionais devem ser especialistas em suas áreas, bem como possuir qualidade de comunicação e visão conceitual forte para defender conceitos de posicionamento estratégico e objetivo. Deve existir um foco geral para as soluções. A melhor equipe será aquela que conseguir reunir os profissionais específicos para cada área. Não podemos confundir nem misturar o pessoal técnico com o pessoal criativo. Cada profissional deve dominar a sua área e as suas ferramentas de trabalho.

O segredo é o profissional escolher a opção que melhor atenda aos seus objetivos e dedicar-se no desenvolvimento de sua carreira.

:: Ana Paola Sócia da IWorks Internet Solutions www.iworks.com.br

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Dizem que o profissional generalista é aquele que sabe um pouco sobre muitas coisas, e que a sua evolução natural seria, certamente, não saber coisa alguma sobre absolutamente tudo! Colocando a internet como pano de fundo da discussão, o que vemos é que existe uma influência e interdependência cada vez maiores entre as diversas disciplinas do conhecimento necessárias ao desenvolvimento de um projeto web. E isso é muito positivo. Apenas para criar contexto, vamos voltar alguns anos no passado quando da popularização da web, onde todos estavam impactados por um novo “e-mundo” cheio de “e-oportunidades” e que, obviamente, precisava de uma nova safra de “e-profissionais”. Mas quem seriam eles? Quais seriam as competências necessárias para trabalhar na web? Bom, eles acabaram vindo de todos os lados e ocupando um espaço que não tinha cadeiras marcadas. Eram programadores, jornalistas, administradores, designers e publicitários que se reinventaram como profissionais web. No meu caso, eu era analista de sistemas e designer gráfica. Nessa época, todos nós acabamos sendo um pouco multiuso e multimídia. A gente fazia de tudo um pouco. Com o tempo, e com o amadurecimento da internet, as profissões web foram ficando mais nítidas, mas sempre com um forte gene mutante. Hoje, temos “e-profissões” justamente estabelecidas com gente que entende as especificidades da mídia online. Temos designers gráficos, mas que também podem ser de interface, de interação e de experiência. Temos webdesigners que são excelentes programadores e muitos jornalistas que se tornaram excelentes arquitetos de informação. E as empresas estão exigindo profissionais cada vez mais fortes em determinadas disciplinas (programadores Java, .NET, ASP, que conheçam este ou aquele gerenciador de publicação, consultor de planejamento, coordenadores de produção, gerentes de projeto e analistas de usabilidade) e, de certa forma, cada vez menos, os que sabem um pouco sobre tudo. A especialização exige maior foco e dedicação, mas o mercado está retornando com melhores salários e o mundo acadêmico com disciplinas criadas para atender a estas novas demandas.

um profissional que queira atuar no mercado internet deve buscar desenvolver competência na sua disciplina de interesse, mas deve entender que o gene da constante evolução está sempre presente e que se deve, todo o tempo, estar avaliando os novos caminhos que surgem e fazer escolhas.
Qual a conclusão? Na minha opinião, Compartilhe seus conhecimentos e sua competência, e tenha a mente aberta para absorver o conhecimento a sua volta.
Adriana Menescal Sócia-Diretora da Sirius Interativa www.sirius.com.br

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Nos tempos em que a criação para internet era limitada, ter domínios das principais ferramentas era essencial. Hoje em dia ainda vejo muitos anúncios de emprego procurando jovens profissionais deste modo. Talvez isso acontece para que a agência possa moldar o profissional ao seu modo de trabalho, ou porque querem simplesmente uma mão de obra barata para a linha de produção.  Atualmente, as grandes agências online estão procurando profissionais que integrem uma equipe de criação, que inclui desde o profissional de pesquisa, arquiteto de informação, assistente de arte, designer, redator até o diretor de arte.

que o bom profissional de internet tem que ser pró-ativo, ou seja, tem que pesquisar sobre a concorrência, ler desde futebol até a cotação do dólar, quebrar as regras e fugir do padrão com idéias inovadoras. Nesse caso, é bom também possuir conhecimentos sobre qual é a melhor ferramenta para executar seu trabalho, bem como pesquisar as tendências tecnológicas. Mesmo com todas essas características, as agências online ainda procuram os profissionais que vistam a camisa da empresa, que trabalhem sempre fazendo com que seu projeto se transforme em um case, que pensem grande e que tenham ambições e se destaquem. Cada vez mais, os clientes exigem qualidade no trabalho, velocidade e resultado. Este tipo de profissional é muito mais valorizado dentro de uma empresa, já que a cada dia a concorrência aumenta no mercado. Ninguém deve se limitar a ser um webdesigner somente. Todos devem se preparar para se transformarem em criativos que vendem produtos, serviços e constroem marcas por meio da internet.  
:: Marcelo Sampaio Diretor de Criação da Chleba Marketing Interativo www.chleba.net

  Acredito

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A necessidade de enxugamento das estruturas pede profissionais com capacidades múltiplas e prontos para resolver as mais diversas necessidades. Mas, por outro lado, não é aconselhável termos profissionais que sabem um pouco de tudo, mas não conhecem muito de nada. A competição e a dinâmica do mercado não admitem mediocridade, mas sim um nível de serviço cada vez mais alto. Como exemplo, posso dar a nossa própria estratégia empresarial. No início de 2005, a Cadois juntou-se à agência de publicidade Scama, justamente para oferecer uma gama maior de serviços, mas com o cuidado de que cada uma das empresas mantivesse o foco em seu negócio e o fizesse muitíssimo bem. Em resumo, buscamos a ampliação das habilidades e do processo em si, sem perder o lado da especialização. Oferecer mais para os clientes em um mesmo lugar é importantíssimo, porque eles também precisam resolver suas necessidades de maneira rápida e objetiva. O importante é juntarmos pessoas muito boas em suas respectivas áreas, mas que entendam perfeitamente sobre o todo, sobre a estratégia, sobre o funcionamento global do processo de construção de marca e de imagem.

Não há espaço para o sujeito que só “aperta parafuso”, mas sim para aquele que entende sobre todo o funcionamento da máquina, sobre a importância de cada peça e que, com este entendimento, consiga apertar o seu parafuso como ninguém, integrando o seu trabalho com o de seus companheiros.
Parece muito, mas é o que o mercado exige. Enfim, ser excepcional em uma área específica é fundamental. Mas não basta. É preciso ir além, conhecer sobre todo o processo. Se eu pudesse dar um só conselho seria: seja o melhor no que você faz, mas seja muito bom em todo o resto, envolvido em tudo que se refere à entrega do produto final para o cliente. Assim, você será um profissional valioso e disputado por todo o mercado.

:: Carolina França Diretora da Cadois Comunicação Visual www.cadois.com.br

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O elevado grau de exigência e o maior amadurecimento dos clientes, além da crescente competição nesse mercado, obrigaram as empresas que querem se destacar a criar e a implementar “projetos-web” dentro de conceitos de qualidade cada vez mais elaborados. E daí vem a questão fundamental: como então desenvolver projetos de alta qualidade sem ter equipes formadas por profissionais com alto grau de especialização? Ou seja, como obter “muito” de profissionais que individualmente sabem “um pouco”?

Saber um pouco sempre será importante para um profissional, mas esse “pouco” deve se referir exclusivamente a um conhecimento que é relativo a atividades complementares as suas, que por sua vez, estão sob a responsabilidade dos outros especialistas da equipe. É praticamente impossível acharmos um profissional que tenha talento e especialização em muitas tecnologias ou aplicativos disponíveis no mercado, até porque, a cada dia, aparece uma nova possibilidade. Basta ver, por exemplo, a integração crescente da internet com a telefonia celular.   Além do mais, como desenvolver atividades dentro do escopo definido, com a qualidade esperada pelo cliente, no tempo determinado, dentro do orçamento e documentada corretamente, se o profissional não sabe o que é metodologia de projetos ou como se relacionar com o cliente? Com esse grau de exigência do mercado, o profissional de hoje precisa ser especialista na sua função e ter conhecimentos básicos até mais amplos do que no passado.

:: Maurício Bahia Diretor de Arte e Tecnologia da Conextar www.conextar.com.br

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O segredo é a especialização, é o foco. Para ser um bom profissional tem que ter conhecimento teórico, saber aplicar, apresentar e defender, ter segurança, ter estudo e bagagem. Alguns nascem com o dom, outros vão atrás. O importante para ambos é não parar de estudar, é dar valor para o aprendizado, é buscá-lo constantemente, seja por meio de uma instituição ou por conta própria; cultura não aparece no diploma. Tente antecipar tendências, se alguém ainda não fez não é porque pode não dar certo, enxergue esta oportunidade, tenha coragem pra tentar. Certa vez, em reunião com minha equipe, questionei se gostariam de ficar na média ou se gostariam de estar a um passo a frente dos outros. Todos, obviamente, afirmaram a segunda opção, mas todos estavam errados. Quando pensamos desta forma, vários já pensaram antes, não podemos estar um passo a frente, precisamos estar dez passos a frente dos outros, precisamos ousar muito mais, tentar muito mais, errar muito mais. O tombo pode ser grande, mas o retorno pode ser muito maior. Esse é o pensamento daqueles que se tornam referência, daqueles que enxergam mais longe, dos que doutrinam, que criam discípulos, repetidores, propagadores.

Converse com outras pessoas, socialize-se, seja bom em tudo o que você conseguir, mas preocupe-se mesmo em ser o melhor em alguma coisa.
Lembre-se que o diploma pode ser dispensável, mas ele não vai te fazer mal e, algumas vezes, pode até te abrir portas. Tenha foco, especialize-se e nunca, mas nunca mesmo, fique na média.

:: Roberto Martini Diretor de criação da CUbO www.cubo.cc

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hotsites para casais apaixonados

sais ap ara ca p

tes tsi Ho

ados... aixon
Por Tatiana Serra

Ah, o amor... “Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure”. Vinicius de Moraes, o grande “poetinha”, já cantava o amor como um sentimento encantador, em seu Soneto de Fidelidade. O poeta não poderia imaginar que um dia, em plena era digital, o amor pudesse ser comparado ao hotsite, já que este também é chama, mas pode ser imortal enquanto durar. Aliás, um hotsite bem feito pode falar de amor com muito encanto e ainda ser persuasivo, passando sua mensagem e vendendo sua idéia de maneira surpreendente. Namorados, noivos, casados, companheiros, amantes, amigos, apaixonados e felizes! Junho é o mês de quem ama e é amado e, para comemorar o Dia dos Namorados, o mundo está “in love”, e nisso se inclui a web. Basta acessar um site para ver a quantidade de projetos realizados em homenagem ao 12 de Junho, data que lembra beijo e... presente! Com muita criatividade, cores e movimentos, os hotsites desta época, em especial, falam de amor, mexem com a emoção, divulgam marcas, lançam produtos e anunciam promoções - tudo ao mesmo tempo.

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Lucrando com o amor É tempo de emoção! Para valorizar a namorada ou o namorado: muitas carícias, romantismo e o presente ideal. O Dia dos Namorados é mais uma das datas comemorativas que mexem com o mercado, o qual busca lucro e um diferencial, para chamar a atenção do público e conquistá-lo. As empresas vão atrás desse público em todas as mídias, e, uma mesma campanha pode ser refletida na tv, na revista e na web. Quase sempre associado a uma outra mídia e em parceria de pensamentos com ela, o hotsite é um conteúdo, normalmente, pequeno e com prazo de validade. E isso faz toda a diferença. Afinal, é preciso ser marcante e conseguir passar a mensagem com uma certa objetividade. “A quantidade de páginas é pequena, pelas características de conteúdo que um hotsite carrega; o tom, sempre persuasivo; e o visual, diferenciado do restante do site ou portal, abrindo em janela menor”, explica Bruno Rodrigues, webwriter e autor do primeiro livro brasileiro sobre conteúdo online, “Webwriting – Pensando o texto para a mídia digital”. Raízes na web e identidade em outras mídias O hotsite pode passar pela mesma rotina de um site ou portal, utilizando os mesmos softwares. Porém, ele segue uma identidade, já que faz parte de uma campanha publicitária. Este tipo de trabalho pode até ser a continuação do que está sendo mostrado em outras mídias, mas, por outro lado, tem suas próprias características e suas raízes na web. “Ele segue uma identidade, mas, logicamente, adaptado ao meio web, no qual trabalhamos a interatividade para criar experiências de maior envolvimento do cliente com a marca”, diz Gustavo Rodrigues, diretor de criação da agência Rage. Há quem considere que, com uma campanha publicitária já criada, seja mais fácil realizar um hotsite que cumpra bem o seu papel de colaborador. “Isso é verdadeiramente positivo, pois, se existe alguma máxima a se considerar na comunicação publicitária, esta seria ‘fale uma só linguagem, através de diferentes meios”. É o que afirma Ronaldo Gazel,

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hotsites para casais apaixonados

“Normalmente, o hotsite está alinhado com os impressos, com o email e com quaisquer outros esforços de divulgação de cada campanha. Portanto, não tem necessariamente uma coerência com o resto do site, mas sim com elementos externos” Sérgio Barbará Filho
diretor de arte da BHTEC e:house, que criou um hotsite de Dia dos Namorados para o BH Shopping, em 2004. Em contra partida, o próprio Gazel considera que, na prática, tanto o hotsite do Dia dos Namorados, quanto inúmeros outros, tiveram que ser criados de forma independente da campanha tradicional, por uma questão de cronograma ou por ser impossível adequar a campanha principal para a mídia web. E, para quem acha que os produtos poderiam descaracterizar a comunicação visual do cliente, ele esclarece que, devido a experiência com o produto e com a marca BH Shopping, “ocorreu justamente o contrário, muitas vezes, com o recall sobre a campanha online ‘alternativa’ superando a principal, qualitativamente”. Um detalhe: Em novembro de 2004, a BHTEC e:house ganhou duas das quatro medalhas de ouro do Festival do CCPMG (Clube de Criação Publicitária de Minas Gerais) – as duas com peças criadas para o cliente BH Shopping. Na opinião de Sérgio Barbará Filho, sócio-diretor da Pura Comunicação – empresa responsável pelas ações das marcas Redley e Cantão -, quando se fala em hotsite, “temos a idéia daquele pop up com informações que não vão durar muito, de uma coisa furtiva, que dura pouco e não tem sincronia visual com o resto do site, que fica na janela principal do

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navegador”. Para ele, a identidade de um hotsite vai depender das outras ações da campanha. “Normalmente, o hotsite está alinhado com os impressos, com o email e com quaisquer outros esforços de divulgação de cada campanha. Portanto, não tem necessariamente uma coerência com o resto do site, mas sim com elementos externos”. E, segundo Sérgio, a coerência visual entre os esforços dentro de uma campanha é fundamental, pois, é através dela que a mensagem se solidifica na mente do receptor. “Como, hoje em dia, estamos numa época em que existe um excesso de informações, é fundamental que cada ação de marketing seja pensada da melhor maneira, para atingir o seu público de forma eficiente. A unidade visual é determinante para o sucesso de cada esforço de marketing”, completa ele. As maiores dificuldades de produzir um bom hotsite podem estar ligadas à falta de visão do que é possível ser feito com a Internet. “Muitas vezes, as agências ou produtoras de internet simplesmente reproduzem em página HTML, ou em animações, uma ‘versão’ do anúncio. Isso não faz o menor sentido e não agrega valor nenhum”, diz Thomaz Krause, diretor de criação online da atual BETA e antiga Neo Multimedia. Para ele, a internet é uma mídia com características próprias a serem entendidas e, então, usadas, “para começarmos a criar formas mais eficazes e interessantes de continuar atraindo a atenção dos consumidores, em meio a uma sobrecarga cada vez maior de propaganda”.

www.bhshopping.com.br/hotsites/dia_dos_namorados_2004

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hotsite da Renner para a campanha de Dia dos Namorados 2005 (em desenvolvimento)

Liberdade na criação Como o Dia dos Namorados já é reconhecido como uma data estratégica para o comércio, tendo praticamente a mesma importância que o Natal e o Dia das Mães, o consumidor já espera algum tipo de ação promocional comemorativa. Foi nessa realidade que se baseou a BHTEC e:house, quando criou o hotsite para o BH Shopping. “Era necessário que o hotsite, além de promover a marca, exibisse o catálogo de produtos, divulgasse a ação promocional principal do BH Shopping (troca de bônus por sandálias), e surpreendesse, indo além do lugar-comum dos clichês publicitários”, com uma linguagem simples e eficaz, afirma o diretor de arte da BHTEC. O objetivo do projeto era criar, através do mote da campanha “Tudo muda quando se está apaixonado”, a passagem entre o cinzento, o comum, para o mundo das cores vivas, do amor, da beleza, representado por uma borboleta – que encerra, em si, uma metamorfose viva. O processo de criação do storyboard foi iniciado do zero, já que, até então, as peças gráficas da campanha ainda não haviam sido criadas pela agência do cliente. Com isso, houve liberdade total para trabalhar qualquer conceito visual que retratasse o mote da campanha. “Utilizamos o Flash para criar toda a interface, auxiliado por um sistema em PHP, que permitiu o envio dos webcards personalizados”, detalha Gazel.

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Trabalhoso e Prazeroso Quanto ao retorno deste tipo de trabalho para a agência, o hotsite pode chegar a ser trabalhoso, mas por uma boa causa. “Quando fazemos um hotsite é porque buscamos impactar quem vai navegar nele, para isso, geralmente, criamos coisas que acabam gerando um trabalho maior, seja em pesquisa ou em produção. Os retornos são muitos comentários e elogios para aquela peça”, afirma o diretor de criação da agência Rage. Já para o diretor de arte da BHTEC, o fato de um hotsite ser trabalhoso, ou não, é uma questão de prazos. “Quando há maturidade no relacionamento agência/ cliente, é possível se trabalhar com prazos maiores”, pois projeta-se um calendário de ações. “Mas, no geral, essa maturidade não se faz presente, e os hotsites acabam virando peças publicitárias que precisam ficar prontas num período de tempo muito mais curto do que o habitual”, completa Gazel. Além disso, os profissionais envolvidos na criação e na produção precisam, por uma questão de tempo e qualidade, saber trabalhar em equipe e possuir um background comprovado. Segundo Gazel, “o hotsite não compete diretamente com as peças publicitárias web. Mas sim, os resultados de um hotsite aumentam bastante quando essas peças publicitárias web são destinadas a promover esse hotsite”. É preciso que haja muita divulgação, pois, sendo uma peça promocional,

“O hotsite não compete diretamente com as peças publicitárias web. Mas sim, os resultados de um hotsite aumentam bastante quando essas peças publicitárias web são destinadas a promover esse hotsite” Ronaldo Gazel
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feita para durar apenas um certo período de tempo, o hotsite deve vir acompanhado de outras ações. O custo de um hotsite é relativo. “Podemos ter uma estrutura simples, com animações, som e um pouco de interatividade, que terá um custo pequeno. Outros recursos disponíveis (cadastro de usuários, vídeos, chats, fórum etc) acabam aumentando o valor final do projeto”, diz Sérgio Bárbara Filho. Para ele, o tamanho do cliente e o prazo disponível para o desenvolvimento do projeto são fatores que também alteram os valores. Unindo offline e online Atendendo às Lojas Renner em tudo o que diz respeito ao meio digital, a Rage está fazendo o hotsite de Dia dos Namorados, deste ano, para a empresa. “A idéia deste hotsite é transpor a experiência que o cliente Renner vai ter ao chegar nas Lojas Renner, nos 15 dias antes do Dia Dos Namorados. As lojas estarão repletas de jeans e este hotsite segue o mesmo clima, e ainda reforma mais o mote da campanha criada pela agência Escala:’Love Jeans”, ressalta o diretor de criação da agência. Unindo offline e online, a Rage apostou numa experiência que começasse no site e fosse até a casa do cliente, literalmente. “Na busca de um prêmio que realmente fosse almejado pelo público da Renner, pensamos em chamar artistas reconhecidos para fazerem pôsteres - algo muito legal e que as pessoas estão, cada vez mais, consumindo e usando em suas casas”, diz Gustavo, lembrando que as 200 melhores histórias de amor contadas no hotsite de Dia dos Namorados receberão em casa uma dessas obras artísticas – o que envolve conceito, moda e a marca. “Fora a ação do pôster, o cliente poderá baixar, diretamente do hotsite, wallpapers com as artes e enviar para sua(eu) namorada(o) um e-card personalizado”, completa ele. Sintonia Total Conhecer o outro pode fazer com que você se conheça melhor e, assim, tenha uma sintonia total com seu(sua) amado(a). Em 2004, para divulgar a fragrância “Sintonia Total”, da Natura, a BETA apostou num hotsite com um quiz

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www.neomultimedia.com.br/natura/sintonia/index.html

sobre relacionamento, já que a linha “Sintonia” faz referência ao relacionamento entre um casal, e o perfume possui duas fragrâncias: uma feminina e outra masculina. Através do quiz, os casais descobriram, por eles mesmos, os seus gostos e o que tinham em comum com os seus parceiros. O hotsite Sintonia Total foi viabilizado em 3 semanas. Na criação e produção, optou-se por desenvolver tudo em Flash, para viabilizar o quiz e a interface; no restante, foram utilizados ASP e banco de dados SQL, para armazenar as informações dos participantes. O sucesso do hotsite não dispensou a campanha de mídia, pois esta já havia sido comprada antes mesmo do briefing chegar à BETA. “Mas o que conseguimos foi bem interessante, pois, através de uma estratégia criativa, potencializamos um resultado que ninguém esperava sob o investimento do hotsite”. É o que afirma o diretor de criação da BETA, que utilizou uma estratégia de marketing viral no lançamento da fragrância, ou seja, os visitantes foram incentivados a divulgar o hotsite aos seus namorados, para que participassem do teste de sintonia, aumentando e muito a visitação ao site da Natura. Diante do desempenho desta campanha, a BETA mostrou ao mercado que “é possível usar a internet para criar uma experiência de marca interativa, e que boas idéias também potencializam resultados financeiros para o negócio”. Enfim, o hotsite pode ser temporal, pequeno e o complemento de outras mídias. Porém, para que seja um projeto bem sucedido, ele deve ser persuasivo, marcante e surpreendente!

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tutorial

Tableless 2
Quem não conhece o site http://www.csszengarden.com ? Provavelmente os mais preocupados em aprender Tableless já devem ter dado uma navegada por este site que é interessantíssimo. Quem foi ao 10 o Encontro de Webdesign (EWD), no Rio de Janeiro, e assistiu à palestra do professor Bechara, pode entender melhor sobre porque e quando usarmos os padrões web. Agora, vamos ver como poderíamos fazer para criar vários tipos de layout de site utilizando o recurso de CSS. Aqui, nós vamos criar dois arquivos CSS e um único arquivo XHTML válido. Primeiro arquivo: css1.css
body { font-family:Verdana; margin: 0px 0px 0px 0px; font-size:12px; }

Gustavo Loureiro - Instrutor do Infnet e Sócio-diretor da Stage3 - Soluções Digitais gustavo@stage3.com.br

height:150px; left:569px; } #conteudo { width:259px; height:255px; top:160px; background-color:#FFFFFF; vertical-align:middle; overflow:auto; } #orkut { width:382px; height:150px; left:184px; }

div { position:absolute; display:block; border:1px #003000;

#contat { width:476px; height:255px; left:268px; top:160px; font-weight:normal; } div h1 { width:174px; height:150px; font-size:12px; font-weight:bold; color:#000; background-color:#ccc; padding:0px 2px 2px 2px ; width:174px; }

background-color:#F5F5F5; font-weight:bolder; } #divulga {

} #editorial {

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Segundo arquivo: css2.css
body { f o n t - f a m i l y :V e r d a n a ; m argin: 0px 0px 0px 0px; f o n t - s i z e :1 2 p x ; } div { p o s i t i o n :a b s o l u t e ; d i s p l a y :b l o c k ; b o r d e r :1 p x #0 0 3 0 0 0 ;

} #c o n t a t { w i d t h :1 7 4 p x ; h e i g h t :4 2 0 p x ; l e f t :5 8 6 p x ; f o n t - w e i g h t :n o r m a l ; } div h1 { f o n t - s i z e :1 2 p x ; f o n t - w e i g h t :b o l d ; c o l o r :#F F F F F F ; b a c k g r o u n d - c o l o r : #F F 6 6 0 0 ; p a d d i n g :0 p x 2 p x 2 p x 2 p x ; }

b a c k g r o u n d - c o l o r : #F 5 F 5 F 5 ; f o n t - w e i g h t :b o l d e r ; } #d i v u l g a { w i d t h :1 7 4 p x ; h e i g h t :1 3 5 p x ; } #e d i t o r i a l { w i d t h :1 7 4 p x ; h e i g h t :1 3 5 p x ; top: 285px; } #c o n t e u d o { w i d t h :4 0 0 p x ; h e i g h t :4 1 9 p x ; b a c k g r o u n d - c o l o r :#F C 9 ; l e f t :1 8 3 p x ; } #o r k u t { w i d t h :1 7 4 p x ; h e i g h t :1 3 5 p x ; top: 143px;

Cada um destes arquivos CSS, está montando um layout diferente, mas a grande vantagem é que não iremos precisar criar duas páginas XHTML para cada um destes estilos. Nós vamos criar uma única página e, na verdade, nosso layout, estará sendo montado no CSS e não no XHTML. Veja as figuras a seguir:

figura 1 : prim eira possibilidade de layout

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tutorial

tutorial

</ h e a d > <b o d y > <d i v i d =” c o n t a t ” > <h 1 >D i v u l a g a & c c e d i l ;& a t i l d e ;o </ h 1 > <p >E n c o n t r o d e w e b d e s i g n </ p > <p >- R i o d e J a n e i r o <b r / > - S a l v a d o r <b r / > - B e l o H o r i z o n t e <b r / > - B r a s i l i a <b r / > - C u r i t i b a <b r / >
figura 2 : segunda possibilidade de layout

- R e c i f e <b r / > - P o r t o a l e g r e <b r / > - S & a t i l d e ;o P a u l o & n b s p ;& n b s p ;& n b s p ;& n b s p ; </ p > </ d i v > <d i v i d =” o r k u t ” > <h 1 >O r k u t </ h 1 > <p>Visite a com unidade no ork ut da revista w ebdesign.</ p> </ d i v > <d i v i d =” e d i t o r i a l ” > <h 1 >E d i t o r i a l e C u r s o s </ h 1 > <p >- R e v i s t a W e b d e s i g n <b r / > - C u r s o w e b p a r a d e s i g n e r s </ p >

figura 3 : layout visto sem a form atação das folhas de estilo

</ d i v > <d i v i d =” c o n t e u d o ” >

Agora, você está vendo só a página sem o recurso de folha de estilo. Aqui, você tem só um XHTML válido. Vamos ver agora o código que deve ser escrito no XHTML que vamos salvar como tela.htm
<? x m l v e r s i o n =” 1 .0 " e n c o d i n g =” i s o - 8 8 5 9 - 1 "? > <!D O C TY P E h t m l P U B L I C “ - / / W 3 C / / D TD X H TM L 1 .0 Tr a n s i t i o n a l / / E N ” “ h t t p :/ / w w w .w 3 .o r g / TR / x h t m l 1 / D TD /

<h 1 >C o n t e & u a c u t e ;d o </ h 1 > <p >Lorem ipsu m d olor sit am et , con sect et u er

adipiscing elit, sed diam nonum m y <br / > nibh euism od tincidunt u t laoreet d olore m ag n a aliq u am erat v olu t p at . U t w isi <b r / >

en im ad m in im v en iam , qu is n ost ru d ex ercit at ion u lliam corper su scipit lobort is <br / > n isl u t aliqu ip ex ea com m odo con sequ at . D u is au t em v eleu m iriu re d olor in <b r / > h en d rerit in v u lp u t at e v elit esse m olest ie con sequ at , v el w illu m lu n om b ro d olore <b r / > eu feu giat n u lla facilisis at v ero eros et accu m san et iu st o odio dign issim q u i <br / > blan dit praesen t lu p tatu m z z ril delen it

x h t m l 1 - t r a n s i t i o n a l .d t d ” > <h t m l x m l n s =” h t t p :/ / w w w .w 3 .o r g / 1 9 9 9 / x h t m l ” > <h e a d > <m e t a h t t p - e q u i v =” C o n t e n t - Ty p e ” c o n t e n t =” t e x t / h t m l ; c h a r s e t =i s o - 8 8 5 9 - 1 " / > <l i n k t y p e =” t e x t / cs s ” r e l =” s t y l e s h e e t ” h r e f=” c s s 2 .cs s ” / > <t i t l e >E x e m p l o d e l a y o u t s </ t i t l e >

au gu e du is dolore t e feu gait n u lla <b r / > facilisi.</ p> </ d i v > <d i v i d =” d i v u l g a ” > <h 1 >L i n k s </ h 1 >

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<a h r e f=” h t p :/ / w w w .a r t e c c o m .c o m .b r ” >A r t e c c o m </ a > </ d i v > </ b o d y > </ h t m l >

<l i n k t y p e =” t e x t / cs s ” r e l =” s t y l e s h e e t ” h r e f=” c s s 2 .cs s ” / >

Repare que estas duas linhas possuem no seu final o / > para fechar a TAG. Normalmente, quando escrevemos em HTML, sabemos que estas TAGS não precisam ser fechadas, mas aqui estamos falando de XHTML, e não só essas, mas também TAGS como <i m g s r c =” t e s t e .j p g ” a l t =” t e s t e ” / > e <b r / > devem ser fechadas. Outra boa referência sobre folhas de estilo, webstandars e tableless é o site http://www.maujor.com. Tive o prazer de conhecer Maurício Samy Silva, no EWD, e pude também parabenizá-lo pelo seu Portal (CSS para Web Design) , afinal, depois que o descobri, nunca mais abri um livro de CSS. Lá, tem tudo que você possa imaginar, e o que você não possa também tem. Para fazer o download destes exemplos e estudar melhor, http://www.stage3.com.br/tableless/artigo.zip. O site validado pela w3c se encontra em http:// www.stage3.com.br/tableless/tela.htm (Exemplo 1) e http:// www.stage3.com.br/tableless/tela2.htm (Exemplo 2). Você não precisa criar dois documentos (tela.htm e tela2.htm) É necessário somente alterar a chamada ao arquivo CSS externo
<l i n k t y p e =” t e x t / c s s ” r e l =” s t y l e s h e e t ” h r e f =” c s s 1 .c s s ” / >

Através da tag DIV, você pode construir, posicionar e fazer ainda outras diversas configurações no seu layout, sem usar tabela, mas a formatação desta div estará sendo feita no arquivo CSS. O id é que faz a ligação entre um e outro. Vejamos algumas observações importantes: Para você poder construir um XHTML válido, repare que colocamos logo na primeira linha o código seguinte:
<? x m l v e r s i o n =” 1 .0 " e n c o d i n g =” i s o - 8 8 5 9 - 1 "? > <!D O C TY P E h t m l P U B L I C “ - / / W 3 C / / D TD X H TM L 1 .0 Tr a n s i t i o n a l / / E N ” “ h t t p :/ / w w w .w 3 .o r g / TR / x h t m l 1 / D TD /

x h t m l 1 - t r a n s i t i o n a l .d t d ” > <h t m l x m l n s =” h t t p :/ / w w w .w 3 .o r g / 1 9 9 9 / x h t m l ” >

Este é o momento em que você define o DTD (Document Type Definition), e existem três tipos. Para ler mais sobre o assunto, você pode ler o artigo escrito por Diego Alberto Eisque se encontra em http://www.tableless.com.br/artigos/xhtml.asp ou no site da http://www.w3schools.com/xhtml/ xhtml_reference.asp, onde você encontra a Referência de XHTML 1.0. Para saber se seu documento é um XHTML válido, visite http://validator.w3.org e digite a URL que deseja testar.
<m e t a h t t p - e q u i v =” C o n t e n t - Ty p e ” c o n t e n t =” t e x t / h t m l ; c h a r s e t =i s o - 8 8 5 9 - 1 " / >

ou

<l i n k t y p e =” t e x t / c s s ” r e l =” s t y l e s h e e t ” h r e f =” c s s 2 .c s s ” / >.

Para validar os CSS, digite http://jigsaw.w3.org/cssvalidator/ e digite as URL´s. Um grande abraço a todos!

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tutorial

w eb w r i t i n g

B ru n o R odrigu es
Autor do prim eiro livro brasileiro e terceiro no m undo sobre conteúdo online, intitulado “W ebw riting - P ensando o tex to para a m ídia digital”. É coordenador de inform ação do w ebsite P etrobras e titular da prim eira coluna sobre W ebw riting no m undo, elaborada desde 1998 e hoje veiculada na revista online ‘W ebI nsider’. M inistra treinam entos de W ebw riting e Arquitetura da I nform ação no Brasil e no ex terior. b r u n o - r o d r i g u e s @u o l .c o m .b r

A o b r a d e ficçã o n a w eb
O desafio de lidar com a informação na internet vai muito além do que se imagina. Não apenas a produção jornalística para sites noticiosos e a elaboração de conteúdo para páginas empresariais merecem toda a atenção, mas também iniciativas pessoais, como os blogs e a escrita ficcional. Não é de hoje que contos, novelas, minisséries e romances povoam a web, e a grande questão dos novos escritores é idêntica a de redatores que começam a lidar com webwriting: como trabalhar a informação para a internet? Embora existam interseções entre a forma de lidar com os tipos mais comuns de informação online e a produção ficcional, há diferenças imensas. Hoje, o estudo da ficção na web concentra-se menos na redação em si, e mais em sua estrutura, a maneira com que os produtos ficcionais chegarão ao leitor e aonde ele irá encontrá-los. É lamentável que o escritor de ficção online só consiga grande visibilidade e a tão sonhada fidelidade do leitor se os textos estiverem disponíveis em portais de renome. Ainda assim, é preciso uma constante divulgação para que sua obra aproveite todo o poder de fogo que uma mídia de massa como a internet oferece. Em resumo, a obra de ficção na web carece de cuidado e raciocínio. Caso contrário, os capítulos de um romance transformam-se em conteúdo perdido em meio a tantas páginas, e um conto é escrito para morrer no esquecimento - e daí por diante. O que fazer, então? - Trabalhe com capítulos, nunca com obras fechadas, se sua obra for novela ou romance. Faça com que cada um dos capítulos possa responder pelos outros, ou seja, faça com que quem começou a ler pelo capítulo 4 consiga entender a trama central sem dificuldades. O raciocínio é de um quebra-cabeça inverso, em que, através de uma única peça, o leitor seja capaz de compreender o cenário completo que irá se formar. - Esqueça tramas paralelas. O internauta é, por natureza, disperso demais, e encare isso não como um defeito, mas como uma característica. Se você trabalhar com afinco, ele o seguirá estrada afora, mas não dê chances da paisagem chamar mais atenção que o destino final. - Realize um trabalho de formiguinha: trabalhe tijolo a tijolo, capítulo a capítulo. Venda cada um deles de porta em porta, construindo seu público, cadastrando todos os leitores. Ganhe a audiência a cada passo dado. Desta forma...

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“a obra de ficção na w eb carece de cuidado e raciocínio. Caso contrário, os capítulos de um rom ance transform am -se em conteúdo perdido em m eio a tantas páginas e um conto é escrito para m orrer no esquecim ento”

- Ao trabalhar capítulo por capítulo, o envio do texto por email passa a ser muito mais importante do que ter um site onde sua história irá morar. Estudiosos de ficção online já apontam muitos destes sites como recursos apelativos, onde design e tecnologia tentam ganhar o leitor, e não a história apresentada. - A espinha dorsal da história merece atenção total na ficção para a web. Nela, o personagem central deve se desenvolver à vontade, sem ruídos. Mais que dar vida a ele, sua missão é torná-lo quase palpável. Detalhamento é tudo neste caso.

- A todo momento, lembre-se: a ficção para a web está intimamente ligada à emoção dos folhetins de autores como Júlio Verne ou Machado de Assis, e não aos recursos da tecnologia. Um teste insuperável para sua criatividade, um exercício ímpar para sua escrita, um desafio e tanto para seu poder de persuasão: tudo necessário ao desenvolvimento de um bom redator ou escritor. Assim é a ficção na web.

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w eb w r i t i n g

m ark et in g

R en é d e P a u l a J r .
Analista de negócios da Sony Latin Am erica, R ené é profissional de internet desde 1996, passou pelas m aiores agências e em presas do país: W underm an, Alm apBBDO, Agência C l i c k , B a n c o R e a l A B N A M R O . É c r i a d o r d a “ u s i n a .c o m ” , p o r t a l f o c a d o n o m u n d o o n l i n e , e d o “ r a d i n h o d e p i l h a ” ( w w w .r a d i n h o d e p i l h a .c o m ) , c o m u n i d a d e d e p r o f i s s i o n a i s d a á r e a . r e n e @u s i n a .c o m

Era só b ala qu e av oav a!
Dias atrás, reencontrei bons e velhos amigos, gente que não via fazia tempo, alguns, há quase dez anos. Muitas risadas, lembranças queridas, pizza, brindes... e uma percepção geral: a grande história que vivemos juntos não entrou para a história. “Devíamos escrever um livro!”, alguém arriscou. “Um documentário!”, sugeriu outro. Eu calei. Para mim, sempre foi claro que algumas histórias, boas ou não, nunca vão mais longe do que a mesa de um bar (ou um divã de psicanalista). São complexas demais, são intensas demais, são revolucionárias demais. Ou você as viveu, ou não. Você já deve estar pensando que a grande história injustiçada é a saga de alguma pontocom extinta, ou de alguma campanha online tresloucada, ou de algum projeto digital ensandecido. Lamento, mas não. Estávamos relembrando nossos tempos de telejornalismo, nosso tempo de Aqui Agora. (Sim, eu trabalhei no Aqui Agora). Espero não ter decepcionado ninguém. Quem trabalha com internet tende a achar que esse ramo é o clímax da loucura, do corre-corre, que existe um “internet timing”, que existe um pique, uma agilidade, uma urgência que são marca registrada e monopólio desse métier. Sorry, mas eu não caio mais nesse papo. A tal “loucura” do trabalho online é loucura sim, mas loucura nossa. Não precisava ser assim. Não deve ser assim. Se é assim, é por consenso mútuo entre adultos sem juízo. Quer uma prova? Então, inspire-se nos seriados CSI ou Without a Trace, vista a camisa do Gil Gomes e tente reescrever a tragédia de um job através das provas. Primeiro mistério: quase não há provas. “O cliente estava com pressa e passou o briefing por telefone”, ou “Ele me pediu isso via messenger”. Mas... você não cumpriu o seu papel e colocou esse briefing no papel, ou ao menos num email de confirmação? “Não dava tempo”. Segundo mistério: os tempos “não batem”. A tal da “pressa internética” parece que só existe no pontapé inicial e em pontapés no traseiro quando o job atrasa. Entre o chute inicial e os chutes derradeiros, é um festival de demoras, tropeços, passos intrincados de tango, uma alternância de pés em cima da mesa e pisadas nos calos. Os ritmos começam a atravessar logo de cara, o descompasso é crescente e os prazos começam a enforcar todo mundo. Terceiro mistério: o motivo. Como ninguém registrou nada, como as bolas que vieram quadradas seguiram quadradas e, sobretudo, como ninguém manifestou suas dúvidas a tempo, no final, ninguém sabe mais qual era a finalidade essencial do job. Sem saber o propósito do trabalho, os resultados são tiros no escuro. Se alguém acertar o alvo, foi não-intencional.

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“P ara acabar com essa onda de jobicídios, só tem um rem édio: tolerância zero”

Quarto mistério: temos um serial killer. Jobs inocentes acabam esquartejados a cada semana, a cada mês, e o padrão é sempre o mesmo. De vez em quando, tem sangue na parede, cabeças rolam, mas, no geral, temos o que a polícia mui sabiamente categoriza como desinteligência. E, tá lá o job estendido no chão. Para acabar com essa onda de jobicídios, só tem um remédio: tolerância zero. Nada de briefings por telefone, nada de pedidos em mesa de happy hour, nada de solicitações por messenger. Briefing tem que vir por escrito, tem que ficar registrado, tem que ser devidamente documentado. Briefing tem que ser completo, briefing tem que vir redondo. Informalidade e subserviência frente a um cliente queima o teu próprio filme: jamais vão te considerar como um profissional sério. Quem é profissional e maduro exige processos, exige metodologia. Não há caminho do meio: ou teu job acaba numa história do Gil Gomes, ou com a benção do Russomano: “sendo bom para ambas as partes...”. Seriedade já, aqui e agora.

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bula da Catunda

M a r cel a Ca t u n d a
m a r c e l a c a t u n d a @t e r r a .c o m .b r

Tr a b a l h o u n a TV G l o b o , TV B a n d e i r a n t e s , TV G a z e t a , M a n c h e t e e S B T. F o i r e d a t o r a d a DM 9DDB e Supervisora de Criação de M ídia I nterativa da P ublicis Salles N orton. É sócia do site B anheiro Fem inino, está no Ork ut e trabalha com o autônom a.

Eu ad oro t eclar!
- Catunda, você tem Skype? - Cumã? – “escaipou” a informação. Aderi ao tal do Skype, com pouco fervor, mas aderi. Pra essa coisa de falar eu prefiro mesmo o velho aparelho criado por Alexander Graham Bell. Alô? Alô! Hello! Chat Amizade, boa noite! – Cruzes! Tô fora! Não me lembro bem como o MSN invadiu minha vida e nem a convite de quem, mas adorei a novidade. Até então, eu tinha o tal do ICQ. Nele, meia dúzia de gatos pingados. Meus amigos “não virtuais” odiavam a função “instalar” a florzinha. - Quer falar comigo, me liga, Má. - Mas eu não quero falaaaaaaaaaaar. Quero teclaaaaaaaaaar. Tututututututu claclaclacla. O tempo passou um pouco e, na DM9, consegui encher meu ICQ de amigos. Até essa época eu não havia experimentado a função “amigos virtuais”. Quem estava por lá sabia quem eu era e quanto eu pesava. O tempo passou mais um tanto e, de repente, lá estava eu quedada e teclada no tal MSN, cheia de amigos ex icqs, migrados e instalados. Tututututututu claclaclacla. - Bom dia, Ma!!! – escreve meu querido amigo Joney. - Oi, querida amiga! – escreve a amiga. - Marcela? – pergunta o desavisado. É! Eu mudo de nick. Adoro, por exemplo, usar “Conga! Conga! Conga!”. Esse nick expressa minha emoção e liberta minha porção chacrete proporcionando à minha nostálgica pessoa aquela deliciosa sensação anos 80 - época em que eu não mal sabia o que era um computador e quiçá sonhava com essa coisa de internet. Eu escrevia cartas, acreditam? Muitas cartas e as recebia também. Cheguei a entrar até num desses clubes de Correspondência, desses que a gente escreve pra quem não conhece e se torna amigo. - Taramtanananãtananãm. Aguarde mensagem gravada de chamada a cobrar. - dizia a gravação. Tum tum tum! Desliguei. Ai de mim se aceitasse chamada a cobrar ou fizesse alguma pro meu pai desembolsar, ele ficava uma pistola. Lembro de uma época em que eu cismei de fazer amizades no Japão. Minha

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irmã havia me dado uma dessas agendas com DDI do mundo todo. Ah! O Japão me parecia um lugar tão legal para fazer amigos. A bronca que levei por conta desses DDIs pelo mundo é que não foi nada legal. E não dava nem pra chamar o Super 15 pra me livrar do castigo. Eita! Mas, com a chegada do advento “MSN”, tudo mudou. Todo mundo ficou perto: a irmã que mora nos USA, um grande amigo em solo Europeu, outra irmã no Mato Grosso, uma sócia no Rio de Janeiro, e, por incrível que pareça, até a irmã que mora no bairro do lado do meu ficou mais perto. Até ela. Cruzes! - Boa noite, Unda! Sem sono? – pergunta Ondo. - Bom dia, Ma! – cumprimenta o amigo leitor do outro lado do mundo. - Tá com pulga na cama, louca? – anima minha amiga Li. E, todas as horas que dou minha “logada no MSN” posso encontrar meus amigos, os de dentro e os de fora dessa maravilhosa internet. Bom dia! Boa tarde! Boa noite! Esse treco é bom. Tem quem ache um porre teclar por esses programas, agora em número infinito de versões e modelos, mas eu gosto, e como gosto! Gosto de saber que estou perto das pessoas que gosto e, mais perto ainda, das que gostam de mim.

E eu adoro escrever! Nossa! Como é bom escrever, como é bom se comunicar através das palavras. Parece tudo mais divertido, mais perto, sem preconceito, sem rodeios. E até os rodeios pelas palavras são mais interessantes, mais originais. Tá! Mas nem tudo nesse mundo virtual são flores. Os erros de português então, berram. Isso sem contar essa nova linguagem cheia de “naum”, “kd”, etc... Não suporto! Simplesmente não a suporto. Putz! Que desculpa pra escrever errado é essa? Tô out! Bom mesmo é essa versão final que a gente pode sacudir a janelinha, mandar aqueles emoticons horríveis. Mas até eles ficam legais, se você está papeando com pessoas divertidas e inteligentes. O famoso “é tão ruim que é bom”, aquela coisa Chaves. O que vale mesmo é a diversão, economizar na ligação e tututututu claclacla! - Má! Má! Má! Você tá em casa? – atendo Blan ao celular. - Eu tô. Escutando Gang 90 no último volume, mas tô. – respondo. - Então, entra no MSN e vamos papear. – desligamos o telefone e, então, dou aquela logada e me preparo para mais uma deliciosa e divertida troca de sílabas. Obow!!!! Eu amo a internet!

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bula da Catunda

“E t o d a s a s h o ra s q u e d o u m in h a ‘log ad a n o M S N ’ p osso en con t rar m eu s am ig os, os d e d en t ro e os d e fora d essa m arav ilh osa in t ern et . B om dia! B oa t ard e! B oa n oit e! Esse t reco é b om ”

webdesign

Luli Radfahrer
PhD em Comunicação Digital, já dirigiu a divisão de internet de algumas das maiores agências de propaganda e de alguns dos maiores portais do Brasil. Hoje, é ProfessorDoutor da ECA-USP, Diretor Associado do Museu de Arte Contemporânea e consultor independente. Autor do livro ‘design/web/design:2’, administra uma comunidade de difusão do conhecimento digital pelo país. webdesign@luli.com.br

Democracia, controle e fetiche
Você e os pastores evangélicos agora têm algo em comum: podem montar uma rádio
Blogs, fotologs, videologs, podcast, tudo em RSS... Nunca a internet apresentou tantos pontos de vista simultaneamente atualizados, customizáveis para qualquer máquina. Se antigamente eram necessários diversos profissionais (inclusive você, designer) e um emaranhado de conhecimentos técnicos para se colocar no ar uma mensagem, pode-se dizer que hoje a democracia chegou. A ponto de praticamente qualquer um poder publicar conteúdo, mesmo que não saiba programar, não tenha computador e nem ao menos algo interessante a dizer. Democracia? Perdão, o termo correto para esse sistema é anarquia – para a democracia se pressupõe uma decisão em conjunto, em que a voz da maioria reunida propõe uma solução comum a todos, que deverá ser engolida a seco pelos opositores. Estamos tão habituados a falar em seu nome que nos esquecemos seu real sentido. Olhando-a detalhadamente, parece coisa do século passado. Ou melhor, de 20 séculos atrás. Winston Churchill já dizia que a democracia não é o sistema perfeito, mas o melhor disponível: a idéia que agrade à maioria ser mais importante que as outras, mesmo que sejam melhores, provoca desconfiança. Em um mundo digital, conectado e acessível, chega a causar estranheza. Se posso ser feliz com minha comunidade e distribuir abertamente minhas opiniões, por que deveria me contentar com uma série de reuniões e a uma lerdeza sem fim, como vemos no Congresso Nacional ou em reuniões com meus clientes? Já no ambiente anárquico proporcionado pelas tecnologias digitais, tudo é muito rápido e intenso, feito criança hiperativa: cada um fala o que bem entende e não se chega a lugar nenhum, nem é esse o propósito. Quando promovemos a democratização da publicação de conteúdo, o que acabamos conseguindo é uma enorme anarquia. Isso, em teoria, não seria ruim. Pelo contrário, poderia ser até bastante rico, interessante e intelectualmente estimulante, não fosse nossa enorme necessidade de busca por controle. O ser humano é, em essência, um control-freak. Boa parte de nossos avanços tecnológicos – como boa parte do estrago que fazemos uns aos outros e ao planeta – vem de uma enorme insatisfação que se tem com o estado das coisas. Para esse tipo de personalidade, a informação customizada e adaptada às preferências particulares, entregue automa-ticamente, parece uma bênção. Mas não é. Ao mimar o público e permitir a ele o consumo de qualquer tipo de informação, elimina-se o confronto e, com ele, qualquer espécie de aprendizado. Assim, corre-se o risco de fortalecer preconceitos e hábitos, uma vez que é tremendamente confortável nutri-los.

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“Ao m im ar o público e perm itir a ele o consum o de qualquer tipo de inform ação, elim ina-se o confronto e, com ele, qualquer espécie de aprendizado”

Para se aprender a ouvir boa música é preciso tempo e paciência. Para se desenvolver senso artístico e estético também. Ao nos permitir o controle sobre o que vemos e de que forma isso ocorre, as tecnologias digitais nos fazem crer erroneamente que exercitamos um senso crítico e autocontrole maior, quando é exatamente o contrário: nos permitimos um consumo desmedido de nossos próprios vícios, sem censura. É por isso que pornografia é tão popular na rede. Ao enfatizar a eficiência da tecnologia – em vez de se perguntar qual é o processo que a tecnologia torna mais eficiente – ,evitamos perguntas difíceis e esvaziamos qualquer manifestação artística de seu contexto e significado, transformando-a em entretenimento vazio, que não estimula os sentidos. Muito pelo contrário. A música, por exemplo. Ao removê-la de seu contexto e torná-la portátil, o walkman a banalizou. Ao eliminar a ordem e seqüência impostas pelos CDs, o resto que havia de ordem e intenção se foi. Na maior parte das suas aplicações, a música virou um acessório de decoração. Diz-se que o que amarra todas essas tecnologias é o conforto e a satisfação das necessidades. Mas, de que necessidades se fala quando se trata de cultura? Em um mundo que o usuário pode exercitar um controle sem precedentes sobre o que vê e escuta, é possível evitar conscientemente idéias, sons e imagens com as quais não se concorda ou de que não se gosta. Quanto maior o controle, menos preparado o público está para ser surpreendido. E, assim, se torna incapaz de aceitar qualquer coisa além de seus hábitos e preconceitos. Com as necessidades satisfeitas, o consumidor de cultura é radicalmente e perigosamente mimado, o que encoraja a polarização, radicalização e alienação. Encontros não planejados são centrais para a democracia e para a evolução.

Na nossa pressa em buscar o mais rápido, conveniente e individualizado, dificilmente criaremos algo além de câmaras de eco sofisticadas, em um individualismo vazio e estreito. Quanto mais conveniente for o entretenimento, mais fraco o impulso de enfrentar os desafios apresentados por expressões estranhas de cultura. A antiga “aura” da arte reside agora nos aparelhos tecnológicos em que ela é reproduzida. A esse novo ritual em busca do completamente personalizado não se chama de arte. Seu culto desmedido não é religião. É fetiche. E, ao contrário da arte e da religião, que nos encorajam a transcender nossa própria experiência, o fetiche nos fixa obsessivamente a produtos e nos escraviza a eles. As máquinas não fazem promessas nem têm demandas – é o espírito humano (ao qual a tecnologia está a serviço) que as têm. Seus potenciais excessos levam a uma vasta impaciência cultural e ao triunfo da escolha individual por todos os padrões críticos. Se esse assunto interessa a você, vale a pena checar uma peça de ficção aterrorizante em http://oak.psych.gatech.edu/~epic/

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w ebdesign

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