Oração dominical – prece. J.Á.

06/ 08/ 2013
Tema: Prece oração dominical – Duas ou três pessoas reunidas. Fonte: Evangelho segundo o Espiritismo, XXVIII: itens, 4 a 6.

4. Onde quer que se encontrem duas ou três pessoas reunidas em meu nome, eu com elas estarei. (S.
MATEUS, cap. XVIII, v. 20.)

5. PREFÁCIO. Estarem reunidas, em nome de Jesus, duas, três ou mais pessoas, não quer dizer que basta se achem materialmente juntas. É preciso que o estejam espiritualmente, em comunhão de intentos e de ideias, para o bem. Jesus, então, ou os Espíritos puros, que o representam, se encontrarão na assembleia, O Espiritismo nos faz compreender como podem os Espíritos achar-se entre nós. Comparecem com seu corpo fluídico ou espiritual e sob a aparência que nos levaria a reconhecê-los, se se tornassem visíveis. Quanto mais elevados são na hierarquia espiritual, tanto maior é neles o poder de irradiação. É assim que possuem o dom da ubiquidade e que podem estar simultaneamente em muitos lugares, bastando para isso que enviem a cada um desses lugares um raio de suas mentes. Dizendo as palavras acima transcritas, quis Jesus revelar o efeito da união e da fraternidade. O que o atrai não é o maior ou menor número de pessoas que se reúnam, pois, em vez de duas ou três, houvera ele podido dizer dez ou vinte, mas o sentimento de caridade que reciprocamente as anime. Ora, para isso, basta que elas sejam duas. Contudo, se essas duas pessoas oram cada uma por seu lado, embora dirigindo-se ambas a Jesus, não há entre elas comunhão de pensamentos, sobretudo se ali não estão sob o influxo de um sentimento de mútua benevolência. Se se olham com prevenção, com ódio, inveja ou ciúme, as correntes fluídicas de seus pensamentos, longe de se conjugarem por um comum impulso de simpatia, repelem-se. Nesse caso, não estarão reunidas em nome de Jesus, que, então, não passa de pretexto para a reunião, não o tendo esta por verdadeiro motivo. (Cap. XXVII, nº 9.) Isso não significa que ele se mostre surdo ao que lhe diga uma única pessoa; e se ele não disse: "Atenderei a todo aquele que me chamar", é que, antes de tudo, exige o amor do próximo; e desse amor mais provas podem dar-se quando são muitos os que exoram, com exclusão de todo sentimento pessoal, e não um apenas. Segue-se que, se, numa assembleia numerosa, somente duas ou três pessoas se unem de coração, pelo sentimento de verdadeira caridade, enquanto as outras se isolam e se concentram em pensamentos egoísticos ou mundanos, ele estará com as primeiras e não com as outras. Não é, pois, a simultaneidade das palavras, dos cânticos ou dos atos exteriores que constitui a reunião em nome de Jesus, mas a comunhão de pensamentos, em concordância com o espírito de caridade que ele personifica. (Capítulo X, nº
7 e nº 8; cap. XXVII, nº 2 a nº 4.)

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Tal o caráter de que devem revestir-se as reuniões espíritas sérias, aquelas em que sinceramente se deseja o concurso dos bons Espíritos. 6. Prece. (Para o começo da reunião.) - Ao Senhor Deus onipotente suplicamos que envie, para nos assistirem, Espíritos bons; que afaste os que nos possam induzir em erro e nos conceda a luz necessária para distinguirmos da impostura a verdade. Afasta, igualmente, Senhor, os Espíritos malfazejos, encarnados e desencarnados, que tentem lançar entre nós a discórdia e desviar-nos da caridade e do amor ao próximo. Se procurarem alguns deles introduzir-se aqui, faze não achem acesso no coração de nenhum de nós. Bons Espíritos que vos dignais de vir instruir-nos, tornai-nos dóceis aos vossos conselhos; preservainos de toda ideia de egoísmo, orgulho, inveja e ciúme; inspirai-nos indulgência e benevolência para com os nossos semelhantes, presentes e ausentes, amigos ou inimigos; fazei, em suma, que, pelos sentimentos de que nos achemos animados, reconheçamos a vossa influência salutar. Dai aos médiuns que escolherdes para transmissores dos vossos ensinamentos, consciência do mandato que lhes é conferido e da gravidade do ato que vão praticar, a fim de que o façam com o fervor e o recolhimento preciso.

Se, em nossa reunião, estiverem pessoas que tenham vindo impelidas por sentimentos outros que não os do bem, abri-lhes os olhos à luz e perdoai-lhes, como nós lhes perdoamos, se trouxerem malévolas intenções. Pedimos, especialmente, ao Espírito N..., nosso guia espiritual, que nos assista e por nós vele.

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PONDERAÇÕES: É importante destacarmos que este estudo tem como ponto de partida a união de pensamento e de estarmos reunidos em nome de Jesus em caráter e espirito evangélico. Comecemos nossa ponderação verificando os requerimentos que Jesus nos faria ou faz para que ele esteja junto a nós quando dois ou três estejam juntos em seu nome: Em ensinamento Jesus mencionou que no decorrer dos tempos requeridos por Deus para apresentação de seus filhos, em síntese indo diretamente aos fatos Jesus disse: vinde a mim vós... Pois eu estava com fome e deste-me de comer, eu estava doente e vieste me visitar, eu estava nu e deste-me de vestir, eu tinha sede e deste-me de beber..., Alguns que não foram incluídos, se explicaram a dizer: Senhor em teu nome fizemos várias obras, expulsamos demónios etc... Pois bem é obvio que se eles expulsaram demônios em nome de Jesus certo que creram que Jesus estava no meio deles, mas Jesus lhes disse: Eu não vos conheço. (Mateus, VII: 1-29). Por certo que eram mercenários ou professionais da fé em proveito próprio, Humildemente vamos reaprender o evangelho, Jesus disse: „A doutrina não é minha, mas do Pai que me enviou‟. (Não de dogmas humanos, mas Doutrina de Deus) A doutrina que Jesus personificou foi toda com fundo de amor, amor a Deus e amor ao próximo, seus ensinamentos foram sempre com finalidades espirituais e não para enriquecimentos materiais, pois o que estava em jogo era a nossa alma e o futuro da nossa alma imortal, daí vivermos como se não fossemos deste mundo tomando-se em conta que somos espíritos imortais embora atados à terra. Daí Jesus se envolver com todos trabalhando incansavelmente para o bem de todos, ensinando que Deus é nosso Pai, que Deus é amor, que Deus nos ama a todos, que Deus faz chover aos bons tanto quanto aos maus, tirando-nos assim da ignorância de nosso conhecimento sobre Deus assim como o medo que todos tinham de Deus, pois até então o medo era imposto até aos próprios religiosos, no entanto sem o medo de Deus a nós impostos, Jesus exigia o respeito a Deus e consideração ao próximo que é nosso irmão, pois explicou: não estará fora de juízo o que chamar seu irmão com palavras de condenação. Jesus envolvido nas nossas vidas se ofereceu a nos ajudar e disse: Vinde a mim vós que estás cansados e oprimidos e vos aliviarei. Para que vivamos em paz uns com os outros Jesus ensinou: a termos paz com os companheiros enquanto no caminho. (enquanto na nossa jornada pelo mundo) Para que não tenhamos censuras ou superioridades uns dos outros, Jesus ensinou: Não julgueis para não serdes julgados. (Só Deus pode julgar, por que só Ele vê as razões do comportamento de cada um) Para termos cuidado para não ofendermos as leis de causa e efeito, Jesus ensinou o cuidado que devemos ter nos ensinando: „A medida que dermos nos será dada‟. Se tivermos inimigos Jesus recomendou: „Orai por vossos inimigos‟. (Assim dá chance de inimigos se tornar amigos). Se alguém nos ofendeu e vier pedir perdão ou desculpa, Jesus ensinou: perdoarmos setenta vezes sete. (pois isso é uma verdadeira caridade que alivia uma consciência pesada que lhe acuse de um mal feito) Se alguém bater na nossa face direita Jesus disse: que devemos dar a outra face. (isso causa a pessoa a refletir se agiu bem ou mal) Se alguém obrigar a andar uma milha Jesus disse: que devemos lhe oferecer a andar outra milha. Enfim que toda a nossa vida deve ser na base de o amor, e tolerância. Jesus nos deu um mandamento exclusivo baseado nos exemplos e na vida que ele viveu por nós e se abriu neste mandamento especial, pois disse „um novo mandamento vos dou, amai-vos uns aos outros como eu vos amei‟. Amar, amar sempre, pois: „fora da caridade não há salvação‟. Caridade=o amor sempre aplicado. Se tivermos vocação e vontade de servir o próximo religiosamente com respeito e responsabilidade, Jesus recomenda para: se tirar a trave de nossos olhos primeiro e assim poder se ver como tirar o pó dos olhos do nosso próximo‟. Jesus recomenda aqueles que o queiram seguir: „Carregue sua cruz e me segue‟.(Mateus, X: 38).

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Nem todos têm condição de seguir Jesus, porque ele avisou: „Pássaros têm ninho, mas O filho do homem não tem onde reclinar sua cabeça‟. (Entenda-se que Jesus não veio ao mundo formar profissão espiritual para os ganha pão, S. Paulo entendeu isso e disse que para seu sustento trabalhava até de noite. A lei do amor ao próximo como a nós mesmos se resume em não fazer ao próximo o que não desejamos para nós. Pois bem, quem está sintonizado no evangelho e tenha afinidades com Jesus certo que ao ter dois ou três com as mesmas simpatias e desejos como Jesus tem, Jesus estará no meio como prometeu. Jesus recomendou que o maior é o que mais serve o próximo. Jesus nos adiantou: „Cuidado com os lobos que vêm vestidos de ovelhas ‟, e nos pede cautela dizendo: „Pelos frutos os conhecereis‟. Jesus nos advertiu: „Nem todo o que diz Senhor, Senhor entrará no Reino dos céus‟. Então deduzimos que para que Jesus esteja no meio de dois ou três é necessário que se esteja em harmonia com o evangelho e com a mente voltada para Deus e a espiritualidade com respeito e seriedade. Jesus vê este mundo efêmero, passageiro, temporário, muito materialista e pede-nos esforço a favor de nossa alma recomendando: „Não acumuleis riquezas onde a traça corrói e ladrões são atraídos, mas guardei vosso tesouro nos Céus‟, e acrescenta: „Onde estiver vosso coração lá estará o vosso tesouro‟. (Nossos merecimentos nos acompanham seja lá onde estivermos no céu ou na terra) Jesus vê que como nosso espírito é quem comanda o corpo e o administra recomenda : „Procurai o Reino dos Céus e tudo vos será acrescentado‟, Jesus recomenda a humildade perante Deus quando menciona: „Vinde a mim as criancinhas por que delas é o Reino dos Céus‟. Jesus nos pede: „Sede perfeitos como vosso Pai que está nos Céus‟. (Claro que se entende como perfeição relativa ao estado gradual da nossa alma entendendo-se que Deus é amor, vivermos em amor uns para com os outros, como Deus é paz vivermos em paz uns com os outros, se Deus nos perdoa devemos nos perdoar uns aos outros, sendo assim devermos procurar ser perfeitos em todo o nosso viver). [Daí o constante esforço que nos é pedido para vencermos nossas inferioridades a favor de nossa ascensão evolutiva espiritual progressivamente]. (Evangelho segundo o Espiritismo, XVII: 14.) Jesus lembrou que: não é preciso repetir orações, pois Deus sabe já de antemão o que precisamos. Jesus também lembrou que não devemos orar publicamente para sermos vistos dos homens. Jesus deu, a saber, que: quando orarmos devemos entrar no nosso secreto e Deus nos ouvirá. A Doutrina Espírita tem como sua moral a de Jesus. E. S. o Espiritismo, XIV. + Livro dos Espíritos, Q. 625. A Doutrina Espírita recomenda a fé raciocinada. (Evang. Seg. o Espiritismo, XIX: 7). A Doutrina Espírita elucida a Doutrina de Jesus. A Doutrina Espírita tem a crença da preexistência da alma e sua „Reencarnação quantas vezes forem necessárias‟. João, III e Livro dos Espíritos, Q. 133 + 167 e 169. E. s. o Espiritismo, V: 19. A doutrina Espírita ensina sobre o corpo espiritual. (Livro dos Espíritos, Q. 93-94). O que os ensinamentos dos espíritos acrescentam à moral do Cristo, é o conhecimento dos princípios que relacionam os mortos com os vivos. A Gênese, I: 56. A Doutrina Espírita tem o ensino da multiplicidade de Mundos, João, 14: 2. – Evangelho seg. o Espiritismo, III. A doutrina Espírita fala sobre a erraticidade, Livro dos espíritos, Q. 225. A Doutrina Espírita recomenda: Amai-vos e instrui-vos. Evangelho segundo o espiritismo, VI: 5

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************************************************* Estudemos alguns itens como apoio:
A doutrina Espírita nos arranca da ignorância: “(...) Homens fracos, que compreendeis as trevas das vossas inteligências, não afasteis o facho que a clemência divina vos coloca nas mãos para vos clarear o caminho e reconduzir-vos, filhos perdidos, ao regaço de vosso Pai. Sinto-me por demais tomado de compaixão pelas vossas misérias, pela vossa fraqueza imensa, para deixar de estender mão socorredora aos infelizes transviados que, vendo o céu, caem nos abismos do erro. Crede, amai, meditai sobre as coisas que vos são reveladas; não mistureis o joio com a boa semente, as utopias com as verdades. Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram. Eis que do alémtúmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam: "Irmãos! Nada perece. Jesus-Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade." - O Espírito de Verdade. (Paris, 1860”) (Evang. Seg. o Espiritismo, VI: 5).

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A finalidade da religião é conduzir o homem a Deus:
10. “Os judeus haviam desprezado os verdadeiros mandamentos de Deus para se aferrarem à prática dos regulamentos que os homens tinham estatuído e da rígida observância desses regulamentos faziam casos de consciência. A substância, muito simples, acabara por desaparecer debaixo da complicação da forma. Como fosse muito mais fácil praticar atos exteriores, do que se reformar moralmente, lavar as mãos do que expurgar o coração, iludiram-se a si próprios os homens, tendo-se como quites para com Deus, por se conformarem com aquelas práticas, conservando-se tais quais eram, visto se lhes ter ensinado que Deus não exigia mais do que isso. Dai o haver dito o profeta: É em vão que este povo me honra de lábios, ensinando máximas e ordenações humanas. Verificou-se o mesmo com a doutrina moral do Cristo, que acabou por ser atirada para segundo plano, donde resulta que muitos cristãos, a exemplo dos antigos judeus, consideram mais garantida a salvação por meio das práticas exteriores, do que pelas da moral. E a essas adições, feitas pelos homens à lei de Deus, que Jesus alude, quando diz: Arrancada será toda planta que meu Pai celestial não plantou. O objetivo da religião é conduzir a Deus o homem. Ora, este não chega a Deus senão quando se torna perfeito. Logo, toda religião que não torna melhor o homem, não alcança o seu objetivo. Toda aquela em que o homem julgue poder apoiar-se para fazer o mal, ou é falsa, ou está falseada em seu principio. Tal o resultado que dão as em que a forma sobreleva ao fundo. Nula é a crença na eficácia dos sinais exteriores, se não obsta a que se cometam assassínios, adultérios, espoliações, que se levantem calúnias, que se causem danos ao próximo, seja no que for. Semelhantes religiões fazem supersticiosos, hipócritas, fanáticos; não, porém, homens de bem. Não basta se tenham as aparências da pureza; acima de tudo, é preciso ter a do coração.”
(Evang. Seg. o Esp., VIII: 10).

************************************** A Doutrina Espírita tem duplo caráter:
13. - Por sua natureza, a revelação espírita tem duplo caráter: participa ao mesmo tempo da revelação divina e da revelação científica. Participa da primeira, porque foi providencial o seu aparecimento e não o resultado da iniciativa, nem de um desígnio premeditado do homem; porque os pontos fundamentais da doutrina provêm do ensino que deram os Espíritos encarregados por Deus de esclarecer os homens acerca de coisas que eles ignoravam, que não podiam aprender por si mesmos e que lhes importa conhecer, hoje que estão aptos a compreendê-las. Participa da segunda, por não ser esse ensino privilégio de indivíduo algum, mas ministrado a todos do mesmo modo; por não serem os que o transmitem e os que o recebem seres passivos, dispensados do trabalho da observação e da pesquisa, por não renunciarem ao raciocínio e ao livre-arbítrio; porque não lhes é interdito o exame, mas, ao contrário, recomendado; enfim, porque a doutrina não foi ditada completa, nem imposta à crença cega; porque é deduzida, pelo trabalho do homem, da observação dos fatos que os Espíritos lhe põem sob os olhos e das instruções que lhe dão, instruções que ele estuda, comenta, compara, a fim de tirar ele próprio as ilações e aplicações. Numa palavra, o que caracteriza a revelação espírita é o ser divina a sua origem e da iniciativa dos Espíritos, sendo a sua elaboração fruto do trabalho do homem. (A Gênese, I: 13).

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************************************************* A Doutrina Espírita sabe que há evolução e progresso:
55. - Um último caráter da revelação espírita, a ressaltar das condições mesmas em que ela se produz, é que, apoiando-se em fatos, tem que ser, e não pode deixar de ser, essencialmente progressiva, como todas as ciências de observação. Pela sua substância, alia-se à Ciência que, sendo a exposição das leis da Natureza, com relação a certa ordem de fatos, não pode ser contrária às leis de Deus, autor daquelas leis. As descobertas que a Ciência realiza, longe de o rebaixarem, glorificam a Deus; unicamente destroem o que os homens edificaram sobre as falsas ideias que formaram de Deus. O Espiritismo, pois, não estabelece como princípio absoluto senão o que se acha evidentemente demonstrado, ou o que ressalta logicamente da observação. Entendendo com todos os ramos da economia social, aos quais dá o apoio das suas próprias descobertas, assimilará sempre todas as doutrinas progressivas, de qualquer ordem que sejam, desde que hajam assumido o estado de verdades práticas e abandonado o domínio da utopia, sem o que ele se suicidaria. Deixando de ser o que é, mentiria à sua origem e ao seu fim providencial. Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará. (1)

(1) Diante de declarações tão nítidas e tão categóricas quais as que se contêm neste capítulo, caem por terra todas as alegações de tendências ao absolutismo e à autocracia dos princípios, bem como todas as falsas assimilações que algumas pessoas prevenidas ou mal informadas emprestam à doutrina. Não são novas, aliás, estas declarações; temo-las repetido muitíssimas vezes nos nossos escritos, para que nenhuma duvida persista a tal respeito. Elas, ao demais, assinalam o verdadeiro papel que nos cabe, único que ambicionamos: o de mero trabalhador. (A Gênese, I: 55).

****************************************************** A Doutrina Espírita ensina que a reencarnação é um meio de progredir:
26. - Normalmente, a encarnação não é uma punição para o Espírito, conforme pensam alguns, mas uma condição inerente à inferioridade do Espírito e um meio de ele progredir. (O Céu e o Inferno, cap. III, nos 8 e
seguintes.)

À medida que progride moralmente, o Espírito se desmaterializa, isto é, depura-se, com o subtrair-se à influência da matéria; sua vida se espiritualiza, suas faculdades e percepções se ampliam; sua felicidade se torna proporcional ao progresso realizado. Entretanto, como atua em virtude do seu livre-arbítrio, pode ele, por negligência ou má-vontade, retardar o seu avanço; prolonga, conseguintemente, a duração de suas encarnações materiais, que, então, se lhe tornam uma punição, pois que, por falta sua, ele permanece nas categorias inferiores, obrigado a recomeçar a mesma tarefa. Depende, pois, do Espírito abreviar, pelo trabalho de depuração executado sobre si mesmo, a extensão do período das encarnações. (A Gênese, XI: 26).

************************************************** A Doutrina Espírita ensina sobre o corpo espiritual: PERISPÍRITO
93. O Espírito, propriamente dito, nenhuma cobertura tem, ou, como pretendem alguns, está sempre envolto numa substância qualquer? “Envolve-o uma substância, vaporosa para os teus olhos, mas ainda bastante grosseira para nós; assaz vaporosa, entretanto, para poder elevar-se na atmosfera e transportar-se aonde queira.” Envolvendo o gérmen de um fruto, há o perisperma; do mesmo modo, uma substância que, por comparação, se pode chamar perispírito, serve de envoltório ao Espírito propriamente dito. 94. De onde tira o Espírito o seu invólucro semimaterial? “Do fluido universal de cada globo, razão por que não é idêntico em todos os mundos. Passando de um mundo a outro, o Espírito muda de envoltório, como mudais de roupa.” a) — Assim, quando os Espíritos que habitam mundos superiores vêm ao nosso meio, tomam um perispírito mais grosseiro? “É necessário que se revistam da vossa matéria, já o dissemos.” (Livro dos Espíritos, Q. 93 e 94).

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************************************************************ A Doutrina Espírita ensina sobre a erraticidade:
225. A erraticidade é, por si só, um sinal de inferioridade dos Espíritos? “Não, porquanto há Espíritos errantes de todos os graus. A encarnação é um estado transitório, já o dissemos. O Espírito se acha no seu estado normal, quando liberto da matéria.” 226. Poder-se-á dizer que são errantes todos os Espíritos que não estão encarnados? “Sim, com relação aos que tenham de reencarnar. Não são errantes, porém, os Espíritos puros, os que chegaram à perfeição. Esses se encontram no seu estado definitivo.” No tocante às qualidades íntimas, os Espíritos são de diferentes ordens, ou graus, pelos quais vão passando sucessivamente, à medida que se purificam Com relação ao estado em que se acham, podem ser: encarnados, isto é, ligados a um corpo; errantes, isto é, sem corpo material e aguardando nova encarnação para se melhorarem; Espíritos puros, isto é, perfeitos, não precisando mais de encarnação. 227. De que modo se instruem os Espíritos errantes? Certo não o fazem do mesmo modo que nós outros? “Estudam e procuram meios de elevar-se. Veem, observam o que ocorre nos lugares aonde vão; ouvem os discursos dos homens doutos e os conselhos dos Espíritos mais elevados e tudo isso lhes incute ideias que antes não tinham.” (Livro dos Espíritos, Q. 225-227).

********************************************************* A vida continua:
192. Pode alguém, por um proceder impecável na vida atual, transpor todos os graus da escala do aperfeiçoamento e tornar-se Espírito puro, sem passar por outros graus intermédios? “Não, pois o que o homem julga perfeito longe está da perfeição. Há qualidades que lhe são desconhecidas e incompreensíveis. Poderá ser tão perfeito quanto o comporte a sua natureza terrena, mas isso não é a perfeição absoluta. Dá-se com o Espírito o que se verifica com a criança que, por mais precoce que seja, tem de passar pela juventude, antes de chegar à idade da madureza; e também com o enfermo que, para recobrar a saúde, tem que passar pela convalescença. Demais, ao Espírito cumpre progredir em ciência e em moral. Se somente se adiantou num sentido, importa se adiante no outro, para atingir o extremo superior da escala. Contudo, quanto mais o homem se adiantar na sua vida atual, tanto menos longas e penosas lhe serão as provas que se seguirem.” a) — Pode ao menos o homem, na vida presente, preparar com segurança, para si, uma existência futura menos prenhe de amarguras? “Sem dúvida. Pode reduzir a extensão e as dificuldades do caminho. Só o descuidoso permanece sempre no mesmo ponto.” 193. Pode um homem, nas suas novas existências, descer mais baixo do que esteja na atual? “Com relação à posição social, sim; como Espírito, não.” 194. É possível que, em nova encarnação, a alma de um homem de bem anime o corpo de um celerado? “Não, visto que não pode degenerar.” a) — A alma de um homem perverso pode tornar-se a de um homem de bem? “Sim, se se arrependeu. Isso constitui então uma recompensa.” A marcha dos Espíritos é progressiva, jamais retrograda. Eles se elevam gradualmente na hierarquia e não descem da categoria a que ascenderam. Em suas diferentes existências corporais, podem descer como homens, não como Espíritos. Assim, a alma de um potentado da Terra pode mais tarde animar o mais humilde obreiro e vice-versa, por isso que, entre os homens, as categorias estão, frequentemente, na razão inversa da elevação das qualidades morais. Herodes era rei e Jesus, carpinteiro. (livro dos Espíritos, Q. 192-194).

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Bem, sim estamos estudando a doutrina espírita, que embora não seja compreendida por todos, não deixa de nos trazer à baila as noções espirituais que Jesus trouxe do Pai dos Céus para nos alimentar, pois Jesus nos aconselha: ‟Não só de pão vive o homem‟ ,(1) e também nos lembra que: „O reino dos céus está dentro de nós‟; (2) a vida espiritual para quem tem o sentimento espiritual mais apurado com „ouvidos de ouvir e olhos para ver‟(3), „analisa tudo retendo o que é bom ‟,(4) com equilíbrio de bom senso, lógica e raciocino. Sim, não devemos descartar a vida espiritual, porquanto é uma realidade da vida, pois somos espíritos imortais e há em nós a sede de nos conhecer, quem somos de onde viemos e para onde vamos, e se a doutrina Espírita nos ajuda, por que não. Bem, que Deus seja conosco, assim como outrora, hoje e sempre.
(1)- Mateus, IV: 4 (2)- Mateus, IX: 12. + Lucas, XVII: 20 e 21 (3)- Mateus, XI: 5-15. (4)- I Tessalonicenses, V: 21.

Apreciemos o capitulo VII de s. Mateus:
1 Não julgueis, para que não sejais julgados. 2 Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós. 3 E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho? 4 Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? 5 Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão. 6 Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis aos porcos as vossas pérolas, para não acontecer que as calquem aos pés e, voltando-se, vos despedacem. 7 Pedí, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á. 8 Pois todo o que pede, recebe; e quem busca, acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á. 9 Ou qual dentre vós é o homem que, se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? 10 Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente? 11 Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem? 12 Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas. 13 Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; 14 e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram. 15 Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. 16 Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? 17 Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus. 18 Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má dar frutos bons. 19 Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo. 20 Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. 21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. 22 Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? 23 Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. 24 Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha. 25 E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. 26 Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. 27 E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu; e grande foi a sua queda. 28 Ao concluir Jesus este discurso, as multidões se maravilhavam da sua doutrina; 29 porque as ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas.

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