Trabalho Final Métodos Computacionais 2013

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Faculdade de Engenharia Elétrica


Prof: José Roberto Camacho
Aluno: Roberto Batista Neto



Trabalho Final

Exercício nº 09, Lista 6






Trabalho Final Métodos Computacionais 2013



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Uberlândia, 22 de Junho de 2013

1 – INTRODUÇÃO
A equação diferencial parcial (EDP) é uma equação diferencial contendo derivadas envolvendo
duas ou mais variáveis independentes. Contrastando com as equações diferenciais ordinárias
tema do último trabalho em que envolvia somente uma variável independente.
Muitos problemas de engenharia são descritos por equações diferenciais . Por exemplo, uma
variável depende tal como um deslocamento ou temperatura muitas vezes são em função do
tempo (t) e do espaço (x,y,z).
A solução do problema escolhido se deu pelo Método das Diferenças Finitas (MDF) que é um
método numérico de cálculo de problemas de valor de fronteira bastante popular por causa da
sua simplicidade e facilidade de implementação computacional. Ele baseia-se na aproximação
das derivadas de primeira e de segunda ordem da função u(x,y) pelas respectivas equações de
diferenças divididas de primeira e de segunda ordem em x e y.

1 – OBJETIVO
Este trabalho tem como objetivo o estudo e implementação computacional da solução
numérica de Equações Diferenciais Ordinárias pelo método do ponto médio. Resolver o
exercício 09 da lista 6 verificando a estratégia utilizada pelo método e fazendo suas devidas
análises.
2 – O MÉTODO DAS DIFERENÇAS FINITAS
O método das diferenças finitas (FDM) é uma técnica numérica para solução de problemas
definidos univocamente por três características:
1. Por uma equação diferencial parcial, tal como as equações de Laplace ou de Poisson;
2. Pela delimitação de um domínio;
3. Por condições de contorno e/ou condições iniciais.
Uma solução da equação de Poisson ou de Laplace por diferenças finitas, por exemplo, dá-se
em três etapas: primeiro divide-se o domínio em uma grade de nós, posteriormente aproxima-
se as equações diferencial e as condições de contorno por um conjunto de equações lineares
algébricas (denominadas equações de diferenças) nos pontos sobre a grade do domínio e
finalmente resolve-se esse conjunto de equações algébricas.
Etapa 1: para determinação de um potencial elétrico em uma região como mostrado na Figura
1 (a). O domínio é dividido através de uma malha regular com pontos de grade ou nós como
mostrado na Figura 1 (b). Um nó sobre o contorno da região onde o potencial é especificado é
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denominado em nó fixo (fixado pelo problema) e pontos internos na região são denominados
de pontos livres (pontos nos quais o potencial é desconhecido).



(a) (b)
Figura 1: Diagrama de solução de diferenças finitas: (a) Discretização do domínio; (b) nós empregados
nas aproximações em diferenças finitas a cinco nós.
Etapa 2: o objetivo é obter a aproximação por diferenças finitas para as equações de Poisson e
Laplace e usá-la para determinar o potencial em todos os pontos livres.
As equações de Laplace e Poisson são facilmente obtidas a partir da lei de Gauss (para um
meio linear).

v
E D µ c = · V = · V (1)
e
V E ÷V = (2)
Substituindo a equação (2) na equação (1), obtém-se

v
V µ c = V ÷ · V ) ( (3)
Para um meio não homogêneo. Para um meio homogêneo, a equação (3) torna-se:

c
µ
v
V = V
2
(4)
Para um domínio bidimensional, tal como na Figura 1 , fica:

c
µ
v
y
V
x
V
÷ =
c
c
+
c
c
2
2
2
2
(5)
Da definição de derivada de ) , ( y x V em um ponto ) , (
0 0
y x ,
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4

x
V V
x
y x x V y x x V
x
V
V
j i j i
x x
A
÷
=
A
A ÷ ÷ A +
~
c
c
=
÷ +
=
2 2
) , ( ) , (
'
, 1 , 1
0 0 0 0
0
(6)
Onde x A é um incremento suficientemente pequeno ao longo de x. Para derivada de segunda
ordem, que é a derivada primeira de V’,
x
V V
x
y x x V y x x V
x
V
x
V
V
j i j i
x x
A
÷
=
A
A ÷ ÷ A +
=
c
c
=
c
c
=
÷ +
=
2
) , 2 / ( ' ) , 2 / ( ' '
"
, 1 , 1
0 0 0 0
2
2
0

2
0 0 0 0 0 0
) (
) , ( ) , ( 2 ) , (
x
y x x V y x V y x x V
A
A ÷ + ÷ A +
=

2
, 1 , , 1
) (
2
x
V V V
j i j i j i
A
+ ÷
=
÷ +
(7)
As equações (6) e (7) são aproximações por diferenças finitas para as derivadas parciais,
primeira e segunda, de V em relação a x , calculadas em
0
x x = . A aproximação na equação (6)
tem associada um erro de ordem de grandeza x A , enquanto que a equação (7) tem um erro
associado da ordem de ( )
2
x A . De forma similar,
2
0 0 0 0 0 0
2
2
) (
) , ( ) , ( 2 ) , (
"
0
y
y y x V y x V y y x V
y
V
V
y y
A
A ÷ + ÷ A +
=
c
c
=
=


2
1 , , 1 ,
) (
2
y
V V V
j i j i j i
A
+ ÷
=
÷ +
(8)
Substituindo as equações (7) e (8) na equação (5) e fazendo x A = y A =h, resulta em
c
µ
v
j i j i j i j i j i
h
V V V V V
2
, 1 , 1 , , 1 , 1
4 ÷ = ÷ + + +
+ + ÷ +

ou

|
|
.
|

\
|
+ + + + =
+ + ÷ +
c
µ
v
j i j i j i j i j i
h
V V V V V
2
1 , 1 , , 1 , 1 ,
4
1
(9)
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5
Onde h é chamado de passo ou incremento da malha. A equação (9) é a aproximação por
diferenças finitas da equação de Poisson. Se o domínio é livre de carga ) 0 ( =
s
µ , a equação (4)
torna-se a equação de Laplace:
0
2
2
2
2
2
=
c
c
+
c
c
= V
y
V
x
V
V (10)
A aproximação por diferenças finitas para essa equação é obtida da equação (9) fazendo
) 0 ( =
s
µ , isto é
( )
1 , 1 , , 1 , 1 ,
4
1
+ + ÷ +
+ + + =
j i j i j i j i j i
V V V V V (11)
Esta equação é essencialmente uma aproximação por diferenças finitas a cinco nós para o
potencial no ponto central de uma malha quadrada. A Figura 1 (a) ilustra o que é chamado de
nodo de diferenças finitas a cinco nós. O nó da Figura 1 (b) é destacado da Figura 1 (a).
Portanto a equação (11), aplicada ao nó torna-se:
( )
4 3 2 1 0
4
1
V V V V V + + + = (12)
Esta equação mostra claramente a propriedade de valor médio intrínseca à equação de
Laplace. Em outras palavras, a equação de Laplace pode ser interpretada como uma forma
diferencial de estabelecer o fato que o potencial em um ponto específico é a média dos
potenciais nos pontos vizinhos.
Etapa 3: resolver um conjunto de soluções algébricas.


4– BIBLIOGRAFIA
[1] GRIFFITHS ,D. V.; SMITH, I.M. Numerical Methods for Engineers A Programming
Approach. Oxford University Press, 1993.
[2] SANTOS, Reginaldo J. Introdução às Equações Diferenciais Ordinárias. Belo Horizonte:
Imprensa Universitária, 2011.
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6
[3] CHAPMAN, Steven J. Programação em MATLAB® para engenheiros. São Paulo:
Thomson Learning, 2006.


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