UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS

O PAPEL DA COMUNICAÇÃO NA MANUTENÇÃO DA ESTRUTURA DO PODER Trabalho apresentado à disciplina de Tópicos Especiais em Ciência Política do curso de Ciências Sociais, por Aline Baroni Professor: Renato Perissinotto

CURITIBA 2006

Introdução Este artigo pretende abordar a problemática do poder e analisar como, segundo o critério “quantidade de poder”, se dá o acesso de determinados grupos à imprensa. A mídia – e aqui não me preocuparei em distinguir conceitualmente mídia, imprensa, comunicação e jornalismo – é uma instituição da sociedade que não apenas retrata a realidade, mas tem papel decisivo em sua construção. Portanto, se o objeto principal de estudo é o poder, faz-se importante analisar também como acontece a manutenção desse poder (e do status quo, segundo Bourdieu). Nessa conservação, a comunicação tem importância fundamental. Para o estudo, primeiramente serão expostas algumas noções de poder – de Wright Mills e Floyd Hunter, Robert Dahl, Peter Bachrach e Morton Baratz, Nicos Poulantzas, Steven Lukes, Michel Foucault, Hannah Arendt – e a evolução histórica do conceito; em seguida será apresentada a idéia de poder adotada neste artigo. Depois de uma breve discussão sobre a falta de inserção da comunicação nos estudos de ciência política, será apresentada a idéia da mídia como organizadora do mundo da política, através das rotinas produtivas jornalísticas. Por fim, de modo a aproximar as duas partes iniciais do artigo, serão aprofundadas questões propostas por Althusser e Bourdieu, que relacionam a comunicação com a sociologia. 1. As noções de poder Neste artigo, serão analisadas apenas as concepções de poder elaboradas a partir da década de 50. Isso porque é nesse período que se inicia a consolidação da imprensa atual. O livro “A Elite do Poder”, de Wright Mills, publicado originalmente em 1956 começa a discussão do poder através da análise da elite. Mills estuda as minorias politicamente ativas norte-americanas e conclui que a “democracia” local é dominada por uma elite coesa – daí a denominação de sua tradição: elitista monista. Essa elite foi formada pela fusão de três outras elites – política, econômica e militar. Para ele, o poder está na capacidade de tomada de decisões através de posições politicamente estratégicas.
A elite são simplesmente os que têm a maior parte de tudo o que possa ser possuído. (...) A elite são os que pertencem conscientemente a um estrato social superior, a um grupo ou

conjunto de grupos cujos membros se conhecem mutuamente e que, ao menos em parte, compõem uma entidade organizada. (...) A elite são os que estão no topo das principais hierarquias e organizações da sociedade moderna. (MILLS, 1956, p.63)

Segundo Mills, o poderoso é aquele que poder “realizar sua vontade mesmo contra a resistência dos outros” (MILLS, 1956, p.65). A política, então, é fundamentalmente um campo de ações estratégicas – e, portanto, conscientes – que visam fins desejados. Outro elitista monista, Floyd Hunter, analisa o poder nas ações e relações dos homens. Segundo ele, há poder quando há homens que fazem com que outros cumpram suas ordens (HUNTER, 1953), evidenciando influências de Weber, para quem o “poder pode ser entendido como a produção de efeitos pretendidos” (WEBER, 1991, p.29). A estrutura do poder, para Hunter, é composta por membros que participam de testes de admissão – formais e informais – e submetem-se a uma organização hierárquica. A concepção de poder dos monistas está essencialmente relacionada à posição estratégica dentro das instituções que criam e modificam políticas públicas. Na época, a visão monista foi contraposta pelos elitistas pluralistas, dos quais o autor que obteve maior destaque foi Robert Dahl. De acordo com a concepção de Dahl, o poder é uma relação causal e intencional, do campo das relações humanas. “Por definição, A controla B se os desejos de A provocam uma alteração na conduta ou nas predisposições de B” (DAHL, 1988, p.48). Poder, para ele, é uma relação dinâmica, que envolve a capacidade de impor o curso de ação sobre determinado tema. Peter Bachrach e Morton Baratz, na década de 60, criam a perspectiva da nãodecisão. Ao contrário dos autores anteriores, analisam o poder a partir da exclusão de determinados temas da agenda pública. Para Bachrach e Baratz, há um grupo responsável por excluir temas do debate público, e os assuntos que passam por esse processo de seleção fazem parte de uma política considerada segura. A inação política poder trazer efeitos de acordo com o interesse do grupo que exclui o tema.
[Muitos investigadores] não se aparceberam da área igualmente importante, senão mais importante, do que poderia se chamar de tomada de não-decisões, isto é, a prática de limitar o âmbito da tomada real de decisões a questões “seguras”, através da manipulação dos valores, mitos e instituições políticas e procedimentos dominantes na sociedade (BACHRACH e BARATZ in: CARDOSO e MARTINS, 1983, p.43-44)

Na mesma época, ligado ao estruturalismo marxista, Nicos Poulantzas cria uma concepção menos pontual e mais contextualizada. Para ele, o poder é efeito das estruturas sociais, e está relacionado fundamentalmente ao conceito de classe.

O conceito de poder tem como lugar de constituição o campo das práticas de classe. (...) As relações entre classes são relações de poder. (...) Da mesma maneira que o conceito de classe indica os efeitos do conjunto dos níveis da estrutura sobre os suportes, o conceito de poder (...) indica os efeitos da estrutura sobre as relações conflitantes entre as práticas das diversas classes em “luta”. Por outras palavras, o poder não está situado nas níveis das estruturas; é um efeito do conjunto desses níveis [grifos do autor] (POULANTZAS, 1968, p.95)

Segundo Poulantzas, o poder é sempre de uma classe, que tem poder pela sua posição na estrutura. É a capacidade – sendo que tal capacidade é um atributo inerente à posição social – de realizar interesses objetivos, interesses esses dados pela estutura. Uma classe que ocupa determinada estrutura pode ter interesses sobre os quais não tem consciência, simplesmente por estar dominada ideológica e politicamente. Na década de 70, o que surge é o pensamento de Steven Lukes, que organiza as visões do poder construídas anteriormente em dois grupos. Para ele, há a visão unidimensional, que focaliza o comportamento no processo de tomada de decisão e considera os interesses subjetivos e o conflito observável crucial para o estudo do poder. A outra é a visão bidimensional, que focaliza o processo de impedimento de tomada de decisão, e pensa no conflito como observável, mas não ignora a possibilidade dele ser incoberto. Há também uma terceira visão, desenvolvida por Lukes: a visão tridimensional do poder. Para ele, o contexto social externo e anterior à relação não pode ser negligenciado na análise, sendo necessária a consideração da ação coletiva, processo que, segundo ele, transcende a racionalidade e as motivações individuais. O poder, de acordo com Lukes, não é apenas a superação dos conflitos, mas também suas supressões e prevenções. A noção considera a possibilidade de sanções, manipulação, influência e de conflito de interesses.
A deseja B fazer alguma coisa particular mas, ao exercer poder efetivo sobre ele, pode ter êxito em mudar o curso de B numa ampla variedade de maneiras. Só no caso onde a mudança de curso de B corresponda aos desejos de A, isto é, onde A assegure a obediência podemos falar propriamente de um exercício com êxito do poder (LUKES, 1980, p.36-37).

Michel Focault elaborou outra concepção. Segundo ele, poder são práticas, processos, reais, efetivas e cristalizadas. São relações intencionais e não-subjetivas. Foucault considera o poder como a forma de afetar a conduta do outro, por meio de modelagem ou construção da identidade do outro, contra sua vontade.
Parece-me que se deve compreender o poder, primeiro, como a multiplicidade de correlações de forma imanentes ao domínio onde se exercem e constitutivas de sua organização. (...) O poder está em toda parte; não porque englobe tudo e sim porque provém de todos os lugares (FOUCAULT, 2001, p.88-89)

A última concepção que será analisada nesse capítulo é a de Hannah Arendt, para quem o poder é um
instrumento de dominação, enquanto a dominação, assim nos é dito, deve a sua existência a um ‘instinto de dominação’. (...) O instinto de submissão, um ardente desejo de obedecer e ser dominado por alguns homens fortes, é ao menos tão proeminente na psicologia humana quanto a vontade de poder, e, politicamente, talvez mais relevante (ARENDT, 2001, p.32-33) 1

Arendt determina que poder não é a propriedade de um indivíduo, mas sim de um grupo – mas pertence a esse grupo apenas enquanto ele estiver unido. “Quando dizemos que alguém está ‘no poder’, na realidade nos referimos ao fato de que ele foi empossado por um certo número de pessoas para agir em seu nome” (ARENDT, 2001, p.36). 2. As rotinas produtivas jornalísticas De acordo com Guazina (2004), o contexto atual caracteriza-se pela falta de estudos sobre a mídia no âmbito da ciência política. As análises, segundo ela, apenas tangenciam a mídia quando examinam questões como opinião pública, opinião política, comportamento editorial, escolhas políticas e cultura política. A mídia, nesses casos, é reduzida a transmissora, disseminadora, instrumento, fonte ou canal de informação (quando muito, deturpada) sobre a política. No entanto, os meios de comunicação são também organizadores da esfera política e colaboram para sua construção. O jornalismo, por exemplo, possui rotinas produtivas que afetam o campo político e, conseqüentemente, a estrutura do poder – e da mesma forma são capazes de mantê-los, se assim desejarem. A hipótese do agenda-setting, proposta por McCombs e Shaw em 1970, talvez seja o melhor exemplo desses dispositivos.
As pessoas têm tendência para incluir ou excluir dos seus próprios conteúdos aquilo que os mass media incluem ou excluem de seu próprio conteúdo. (...) Os mass media, descrevendo e precisando a realidade exterior, apresentam ao público uma lista daquilo sobre o que é necessário ter uma opinião e discutir (SHAW apud WOLF, 1985, p.130)

Segundo os autores, a mídia tem a capacidade de agendar os temas discutidos e fazer o público dar atenção a alguns temas e ignorar outros – o que encaixa perfeitamente
1

O que lembra a colocação de Píer Paolo Pasolini, cineasta italiano assassinado em 1975, em um artigo no jornal “Il Mondo”, em 1974: “não há desejo do carrasco que não seja sugerido pelo olhar da vítima” (CARVALHO, B. O Quixote da sociedade de consumo. Folha de S. Paulo, São Paulo, p. E8, 6 de junho de 2006).

também na visão de poder dos teóricos da não-decisão (Bachrach e Baratz), que analisam particularmente a exclusão de determinados temas da agenda pública de forma a criar uma política segura.
Claro que o poder é exercido quando A participa na elaboração de decisões que afetam B. Mas o poder é também exercido quando A devota suas energias para criar ou reforçar valores políticos e sociais e práticas institucionais que limitam o âmbito do processo político a apenas o exame daquelas questões que são comparativamente inócuas para A. Na medida que A faz isso, B é praticamente impedid de trazer à tona qualquer questão que possa ser, em sua resolução, seriamente prejudicial às preferências de A (BACHRACH e BARATZ in: CARDOSO e MARTINS, 1983, p.50)

Sobre a hipótese, Cohen (1963 apud WOLF, 1985) afirma que a imprensa “pode, na maior parte das vezes, não conseguir dizer às pessoas como pensar; tem, no entanto, uma capacidade espantosa para dizer aos seus próprios leitores sobre que temas devem pensar qualquer coisa”. É nessa constatação que se baseia a teoria do Espiral do Silêncio, segundo a qual a opinião pública se dá pelo silenciamento das opiniões divergentes pela dominante, através de uma dinâmica social e do agenda-setting. Outro mecanismo jornalístico que retrata a estrutura social de poder e ajuda na sua manutenção é o gatekeeper, que se baseia na filtragem de notícias. A seleção e possível passagem de uma determinada notícia por canais de comunicação depende do fato de que algumas zonas destes canais funcionam como cancelas (gates) (WHITE, 1993). Essas chamadas “zonas-filtro” são controladas ou por sistemas objetivos de regras ou por gatekeepers: nesse caso, um indivíduo ou um grupo tem o poder de decidir se deixa passar ou interrompe a informação” (WOLF, 2003, p.184). Além disso, durante a produção jornalística são procuradas fontes que dêem credibilidade à reportagem; em geral, essas são as oficiais. De acordo com o Manual de Redação da Folha de São Paulo, “hierarquizar as fontes de informação é fundamental na atividade jornalística. Cabe ao profissional, apoiado em critérios de bom senso, determinar o grau de confiabilidade de suas fontes e o uso a fazer das informações que lhe passam”. A credibilidade jornalística é definida por Bourdieu, quando ele diz: “o que faz o poder das palavras e das palavras de ordem, poder de manter a ordem ou de a subverter, é a crença na legitimidade das palavras e daquele que as pronuncia” (BOURDIEU, 1989).2

2

Bourdieu estava, na realidade, referindo-se ao poder simbólico, e não à produção jornalística. Mas a frase reproduz exatamente o que e por quê o jornalista busca a credibilidade.

As fontes podem ser classificadas pelos papéis sociais que exercem e pelas esferas às quais pertencem: políticas, econômicas ou sociais. As políticas são as fontes pertencentes ao Estado, governo, etc; as econômicas são as que representam grandes empresas, ou seja, a elite de potencial aquisitivo; as sociais são as que representam o povo, de modo geral. A imprensa tende a apresentar a opinião das duas primeiras, enquanto a apresentação da versão da terceira categoria geralmente se restringe à declarações insignificantes, apenas para cumprir uma rotina. Dessa forma, o jornalismo toma para si o papel de reproduzir as versões oficiais e, assim, manter a estrutura vigente. 3. Os aparelhos ideológicos de Estado na produção e manutenção do poder simbólico Além dos teóricos do jornalismo, pode-se explicar a manutenção do status quo sociologicamente, aprofundando o pensamento de Louis Althusser e Pierre Bourdieu. Para Althusser, a sociedade pode ser dividida em infra-estrutura – que representa a base econômica – e a super-estrutura. O objetivo principal da super-estrutura é a manutenção da ideologia dominante e, por isso, ela é composta por Aparelhos de Estado – o de Repressão, cujo principal recurso é o uso da violência, e os Ideológicos, cujo principal recurso é a ideologia. Entre esses últimos há o AIE da Informação, constituído pela imprensa (ALTHUSSER in: RIBEIRO, 1996). Bourdieu, com o conceito de produção simbólica, colabora para a complementação do pensamento de Althusser. Segundo ele, os símbolos são “instrumentos por excelência da ‘integração social’” (BOURDIEU, 1989). É por meio da produção simbólica que se cria um consenso acerca do sentido do mundo social e, conseqüentemente, reproduz-se a ordem social. Os interesses particulares das classes dominantes são tidos como particulares, como define o conceito de ideologia de Marx – e tal qual defende Althusser em suas formulações. Os símbolos seriam, então, um meio pelo qual os AIE mantêm a estrutura vigente. Althusser considerava o AIE da educação o mais importante, mas cada vez mais a comunicação tem adentrado e, talvez, até mesmo extravasado o papel da educação formal. Portanto, pode-se dizer que o AIE da Informação tem colaborado decisivamente para a manutenção do poder simbólico, criando uma integração fictícia da sociedade, por meio de uma “falsa consciência” que desmobiliza as classes dominadas. É principalmente a comunicação que forma e legitima as hierarquias.

As relações de comunicação são, de modo inseparável, sempre, relações de poder que dependem, na forma e no conteúdo, do poder material ou simbólico acumulado pelos agentes (ou pelas instituições) envolvidas nessas relações. (...) É enquanto instrumentos estruturados e estruturantes de comunicação e de conhecimento que os “sistemas simbólicos” cumprem sua função política de instrumentos de imposição ou de legitimação da dominação, que contribuem para assegurar a dominação de uma classe sobre outra (violência simbólica) (BOURDIEU, 1989)

Referências Bibliográficas
ALTHUSSER, Louis. Ideologia e aparelhos ideológicos de Estado (notas para uma investigação). In: RIBEIRO, V. (org.), Um mapa da ideologia. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996, pp. 105-142. ARENDT, Hannah. Sobre a violência. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2001, cap. 2. BACHRACH, Peter e BARATZ, Morton S. Poder e decisão. In: CARDOSO, F. H. e MARTINS, C. E. (orgs.), Política e sociedade, Rio de Janeiro: Companhia Editora Nacional, 1983, pp. 43-52. BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Difel/Bertrand Brasil, 1989, cap. I (“Sobre o poder simbólico”), pp. 7-16. CARVALHO, B. O Quixote da sociedade de consumo. Folha de S. Paulo, São Paulo, p. E8, 6 de junho de 2006 DAHL, Robert. Análise política moderna. Brasília: UnB, 1988, cap. 3 (“A influência política”) e cap. 4 (“As formas de influência”), pp. 33-56. FOUCAULT, Michel. História da sexualidade I: A vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 2001, cap. IV (“O dispositivo da sexualidade”), itens 1 e 2 (“o que está em jogo” e “método”), pp. 79-97. GUAZINA, Liziane. O conceito de mídia na comunicação e na ciência política: desafios interdisciplinares. Disponível em <www.reposcom.portcom.intercom.org.br/bitstream/1904/17274/1/R0053-1.pdf>. Acesso em 12/06/06. LASSWELL, Harold. A estrutura e a função da comunicação na sociedade. In: COHN, Gabriel (org.), Comunicação e indústria cultural: leituras de análises dos meios de comunicação na sociedade contemporânea das manifestações da opinião pública, propaganda e cultura de massa nessa sociedade. São Paulo: T. A. Queiroz, 1987, pp. 105-117. LUKES, Steven. O Poder: uma visão radical. Brasília: Cadernos da UnB, UnB, 1980. MIGUEL, Luis Felipe. Representação política em 3-D: elementos para uma teoria ampliada da representação política. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v.18, n.51, 2003. Disponível em: <www.scielo.br/pdf/rbcsoc/v18n51/15989.pdf>. Acesso em: 17/06/06. POULANTZAS, Nicos. Poder político e classes sociais. Rio de Janeiro: Martins Fontes, 1986, “Questões Gerais”, cap. 3 (“Sobre o conceito de Poder”), pp. 95-116. RANGEL, Monique Benati. A construção da autoridade jornalística: onisciência e onipresença fundamentando o poder. Disponível em <reposcom.portcom.intercom.org.br/bitstream/1904/17310/1/R18561.pdf>. Acesso em 12/06/06.

ROCHA, Heitor Costa Lima. Jornalismo, poder e mudança social. Disponível em <reposcom.portcom.intercom.org.br/bitstream/1904/17340/1/R1052-1.pdf>. Acesso em 12/06/06. THOMPSON, John B. A mídia e a modernidade: uma teoria social da mídia. Petrópolis: Vozes, 1998, pp. 1976. TRAQUINA, Nelson. Teorias do jornalismo. 2ed. Florianópolis: Insular, 2005. WEBER, Max. Economia y sociedade. México: Fondo de Cultura Econômico, 1984. Primeira Parte (“Teoria das Categorias Sociológicas”), Item I (“Conceitos Sociológicos Fundamentais”), parágrafos 8 (“Conceito de luta”) e 16 (“Poder, dominação”; Segunda parte (“A economia e as ordens e os poderes sociais”), cap. IX (“Sociologia da dominação”), parágrafo 1 (“Poder e dominação: formas de transição”). WHITE, David Manning. O gatekeeper: um a análise de casa na seleção de notícias. In: TRAQUINA, Nelson (org.), Jornalismo: Questões, Teorias e “Estórias”. Lisboa: Vega, 1993. WOLF, Mauro. Teorias da Comunicação. 4 ed. Lisboa: Editorial Presença LDA, 1995, pp. 125-158. WOLF, Mauro. Teorias das comunicações de massa. São Paulo: Martins Fontes, 2003. WRIGHT MILLS, C. “A elite do poder: militar, econômica e política”. In: FERNANDES, H. (org.), Wright Mills, Coleção Grandes Cientistas Sociais, N. 48, São Paulo, 1985, pp. 62-80.