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GUIA DO FORMADOR

Associação 2000 de Apoio ao Desenvolvimento – A2000 Av. 25 de Abril, nº 39 5030-481 Santa Marta de Penaguião Tel.: 254 822 046 / Tlm.: 935 575 882/962 515 576 Fax: 254822047 E-mail: a2000@a2000.pt Web site: www.a2000.pt

Aprovado em: 22/03/2013

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ÍNDICE
Introdução ............................................................................................................................................................................................................................................................... 3 Quem é o formador? ............................................................................................................................................................................................................................................ 4 QUAIS SÃO AS SUAS FUNÇÕES? ................................................................................................................................................................................................................... 5 Como planificar uma ação de formação? ....................................................................................................................................................................................................... 6 1. REFERENCIAL DA UFCD/CURSO ................................................................................................................................................................................................................ 7 2. PROGRAMA DA FORMAÇÃO ........................................................................................................................................................................................................................ 8 3. ANÁLISE DA SITUAÇÃO INICIAL ............................................................................................................................................................................................................... 13 4. DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS PEDAGÓGICOS ....................................................................................................................................................................................... 13 5. CONTEÚDOS/ ATIVIDADES DIDÁTICAS (Métodos e Técnicas Pedagógicas) ................................................................................................................................ 18 6. METODOLOGIAS AVALIATIVAS DA APRENDIZAGEM ......................................................................................................................................................................... 25 7. SELEÇÃO DOS RECURSOS DIDÁTICOS .................................................................................................................................................................................................. 33 8. PLANO(S) DE SESSÃO .................................................................................................................................................................................................................................. 39 9. EXECUÇÃO DA(S) SESSÃO/ÕES ............................................................................................................................................................................................................... 45 10. AVALIAÇÃO DA(S) SESSÃO/ÕES ............................................................................................................................................................................................................ 46 11. AVALIAÇÃO FINAL ...................................................................................................................................................................................................................................... 47 Fontes Bibliográficas ......................................................................................................................................................................................................................................... 48

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INTRODUÇÃO

Este documento pretende conduzir o formador na preparação das suas sessões e materiais pedagógicos, transmitindo-lhe um conjunto de informações para o desenvolvimento da formação que visam garantir a qualidade das intervenções, uniformizando as práticas na execução da formação promovida pela A2000.

Uma correta planificação é fundamental para que o formador assegure que os formandos atinjam os resultados pretendidos no final da ação de formação.

“Sejam os agentes da mudança que querem ver no mundo!”

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QUEM É O FORMADOR?

O Formador é aquele que, com base numa formação científica e pedagógica, orienta a aprendizagem de um conjunto de formandos partilhando, planificando, desenvolvendo e ajustando as atividades pedagógicas em estreita colaboração com uma equipa da qual é elemento integrante.

O Formador é o elemento responsável pela preparação e desenvolvimento pedagógico das ações de formação, assegurando: a preparação do programa de formação; a elaboração de recursos pedagógicos para desenvolvimento do programa, como planos de sessão, manuais, exercícios, entre outros; a monitoria das ações de formação, através da aplicação de métodos pedagógicos adequados aos destinatários e objetivos da formação; a aplicação de métodos e instrumentos de avaliação. (DGERT)

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Conceber e produzir materiais técnico-pedagógicos e instrumentos de avaliação com os demais elementos da equipa pedagógica (caso existam). bem como do Guia do Formador.GUIA DO FORMADOR QUAIS SÃO AS SUAS FUNÇÕES? Para além de ter a responsabilidade de desenvolver a formação na área/componente para a qual está habilitado. A2000/118/00 5/48 . Preparar. desenvolver e avaliar as sessões de formação respeitando os processos de aprendizagem da população alvo e adequando os métodos e técnicas pedagógicas aos formandos. Participar em todas as reuniões pedagógicas consideradas necessárias. em conjugação com os demais elementos da equipa técnico-pedagógica (caso existam). o programa de formação que se revelar mais adequado às necessidades de formação dos adultos. ao formador é pedido que desenvolva as suas funções no sentido de:      Construir. Cumprir e fazer cumprir as normas do Regulamento Interno da Instituição.

etc.Aspetos pedagógicos . exercícios. . SELEÇÃO DOS RECURSOS . quadro. recursos disponíveis (financeiros. METODOLOGIAS AVALIATIVAS DA APRENDIZAGEM 9. REFERENCIAL da UFCD/CURSO 8. materiais) 4. PLANO(S) DE SESSÃO 2.espaço. computador. . materiais de desgaste.Humanos – outros técnicos 11. CONTEÚDOS/ ATIVIDADES DIDÁTICAS 6.Didáticos – bibliografia.Desempenho do Formador . AVALIAÇÃO DA(S) SESSÃO/ÕES 7. AVALIAÇÃO FINAL de: . DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS PEDAGÓGICOS (gerais e específicos) 5.GUIA DO FORMADOR COMO PLANIFICAR UMA AÇÃO DE FORMAÇÃO ? 1.Satisfação do Formando . humanos. etc.Físicos . EXECUÇÃO DA(S) SESSÃO/ÕES 10. localização.Satisfação do Formador A2000/118/00 6/48 . PROGRAMA DA FORMAÇÃO 3. ANÁLISE DA SITUAÇÃO INICIAL Perfil à entrada dos Candidatos.Aprendizagem .Condições da Formação . condições ambientais Materiais – videoprojector. manuais.

Entregar cópia do Certificado de Habilitações e Certificados Profissionais.gov. http://www.catalogo. Elaborar e entregar o “Programa de Formação” relativo às UFCD que irá desenvolver (antes do início de cada UFCD). Entregar a “Ficha Curricular” devidamente preenchida.GUIA DO FORMADOR 1.pt/ Antes do início de cada ação: Antes do início de cada ação. REFERENCIAL DA UFCD/CURSO Os referenciais de formação são informações que orientam a organização e desenvolvimento da formação. A2000/118/00 7/48 . consideradas no catálogo nacional de qualificações (CNQ).anqep. cada formador deve:      Apresentar o CCP – Certificado de Competências Pedagógicas. Entregar cópia do BI/CC atualizados. válido para o período em que irá vigorar o contrato de formação.

PROGRAMA DA FORMAÇÃO Este instrumento tem como objetivo permitir ao formador planificar e gerir os diferentes conteúdos a partir da formulação de objetivos específicos que os enformem. A2000/118/00 8/48 .GUIA DO FORMADOR 2. tendo como referente temporal a carga horária definida em Referencial de Formação.

1     Total Teóricas Práticas 1.3     Total Nota: Poderão ser incluídas linhas mediante o número de objetivos definidos A2000/118/00 9/48 .GUIA DO FORMADOR Modelo de Programa de Formação da A2000 Ação: (1) _________________________________________________ Local: (2) _____________________________________________ Área de Competência-Chave/Área Profissionalizante (UFCD): (3) _______________________________________________________________ Público-alvo: (4) ___________________________________________________________________________________ Duração: (5) __________ Formador(a): (6) __________________________________________________________ Rubrica: (7) ___________________________________ OBJETIVO(S) GERAL(AIS) (8) OBJETIVOS ESPECÍFICOS (9) 1 CONTEÚDOS A DESENVOLVER (10) MÉTODOS E TÉCNICAS RECURSOS AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM (13) TEMPOS PREVISTOS (14) Teóricas Práticas (11) (12) Nº DA SESSÃO (15) 1.2     Total Teóricas Práticas 1.

(3) Identificação do código da UFCD e sua designação (correspondente ao indicado no Referencial de Formação). Assim trata-se de formular objetivos distribuindo. (5) Indicação da carga horária total atribuída à UFCD. numa lógica didático-pedagógica precisa. Os objetivos específicos deverão ser numerados como alínea dos respetivos objetivos gerais. (8) Formulação do(s) objetivo(s) geral(ais) da ação. O Plano da UFCD permite ser uma ferramenta de gestão de conteúdos face a objetivos bem definidos. (6) Identificação do(s) formador(es) da ação.GUIA DO FORMADOR ORIENTAÇÕES DE PREENCHIMENTO (1) Designação da ação a que se destina o programa da Unidade de Formação de Curta Duração (UFCD) ou área de educação e formação a que corresponde a UFCD. Consultar o ponto 5 deste Guia. Consultar o ponto 4 deste Guia. Para que os formandos adquiram e desenvolvam as competências inerentes ao objetivo geral de aprendizagem. Deverão ser orientados face ao perfil profissional. A2000/118/00 10/48 . (4) Informação sobre o público-alvo da ação. De referir que o referencial de formação apresenta uma listagem de conteúdos organizados de forma sequencial. Os objetivos gerais deverão ser numerados. associados aos diferentes conteúdos que sustentam a aprendizagem. (7) Assinatura (legível) do(s) formador(es). o formador deverá formular objetivos específicos. A tratar-se da planificação de uma UFCD é possível que o objetivo a indicar seja convergente com o que está presente no Referencial de formação. (11) Identificação dos métodos e técnicas utilizadas para promover o desenvolvimento das competências no formando previstas nos objetivos de aprendizagem já formulados. (10) Enunciação dos conteúdos vinculados a cada um dos objetivos específicos anteriormente formulados. (2) Identificação do local onde se realizará a ação. os diferentes conteúdos atribuindo-lhes um tempo e um espaço por forma a gerir uma carga horária pré-definida. (9) Formulação dos objetivos específicos.

sala. etc. Em bom rigor. Consultar o ponto 7 deste Guia. ao longo de uma UFCD todos os tipos de avaliação devem estar presentes com uma intencionalidade explícita. (14) Estimativa do tempo necessário para trabalhar cada um dos objetivos específicos. quer para o formador. tendo em conta a sequencialidade das sessões.). Consultar o ponto 6/10 deste Guia. quer recursos físicos (ex. videoprojector. distinguindo já as horas da componente teóricas e da componente prática. (15) Associação dos objetivos e tempos ao número da sessão. Esta planificação permite que o formador possa já gerir os objetivos de aprendizagem e os conteúdos inerentes aos mesmos.: cartolinas. especialista. face à carga horária total. (13) Identificação do tipo de avaliação (diagnóstica.: quadro. câmara de filmar. o número de sessões de que dispõe ao longo da unidade. e por sua vez.…).GUIA DO FORMADOR (12) Enumeração de todos os recursos necessários para o desenvolvimento dos objetivos específicos. complexidade e estratégia pedagógica. televisão. quer humanos (voluntário. A2000/118/00 11/48 . tendo em conta a hierarquia de saberes. formativa. quer para o formando. sumativa) a praticar ao longo da UFCD. quer dos materiais (ex. acetatos).

 Proposta de trabalho A2000/118/00 12/48 .  Proposta de trabalho 3.  Criação de um documento no Word. 1 Total 2 1 de de 3 Teóricas Práticas 1 Total 2 2 3 1. portáteis.  Videoprojector.  Proposta trabalho (15) 1.  Proposta de trabalho 2. portáteis.2 Utilizar um programa de processamento de texto 1.GUIA DO FORMADOR Exemplo de um Programa de Formação Preenchido: Ação: TIC-B3-C Processamento de Texto e de apresentação de informação Local: Santa Marta de Penaguião Área de Competência-Chave/Área Profissionalizante (UFCD): TIC-B3-C________________________________________________________ Público-alvo: Adultos desempregados que evidenciem necessidades de Formação em TIC_B3_C para completarem um percurso de certificação escolar ______________________________________________________________________Duração: 50h Formador(a): Aurélio Rodrigues __________________________________________________________ Rubrica: Aurélio Rodrigues OBJETIVO(S) GERAL(AIS) (8) OBJETIVOS ESPECÍFICOS (9) 1. Desenvolver competências ao nível de um programa de processamento de texto.  Demonstrativo / Demonstração  Ativo/ Trabalho de grupo MATERIAIS E EQUIPAMENTOS AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM (13)  Diagnóstica/ Formulação de questões  Formativa/ Observação direta  Diagnóstica/ Observação direta  Diagnóstica / Formulação de questões  Formativa/ Observação direta  Desempenho na realização das propostas de trabalho  Diagnóstica/ Observação direta TEMPOS PREVISTOS (14) Teóricas Práticas Nº DA SESSÃO (12)  Videoprojector.3 Aprender a utilizar os separadores do programa de processamento de texto  Inserção de texto num documento de Word.  Demonstrativo/ Demonstração  Ativo/ Trabalho grupo  Expositivo / Exposição Dialogada.1 Utilizar um programa de processamento de texto  Proposta de trabalho 1. CONTEÚDOS A DESENVOLVER (10) MÉTODOS E TÉCNICAS (11)  Expositivo/ Exposição Dialogada.

ANÁLISE DA SITUAÇÃO INICIAL Nesta etapa analisam-se as condições iniciais. facilitando a sua aprendizagem. antes de dar início à formação. 4. 13/48 A2000/118/00 . Permitir a ligação entre os vários intervenientes da formação. ou seja. determinando a sua compreensão.GUIA DO FORMADOR 3. financeiros e humanos). promovendo a sua motivação. Recursos disponíveis. Orientar os formandos perante os seus esforços. População visada. DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS PEDAGÓGICOS Qualquer formação deve ter objetivos clara e previamente definidos. é necessário conhecer as características da população a formar. Esta análise comporta também a determinação dos recursos disponíveis (materiais. Condicionalismos. Podemos resumir esta etapa nos seus quatro aspetos mais importantes:     Condições de admissão. Os objetivos pedagógicos têm como funções:     Clarificar as intenções de formação. Orientar e objetivar o pensamento e ação dos formadores.

.Não são diretamente observáveis.Visam capacidades mais complexas. Níveis de definição dos objetivos pedagógicos Um objetivo geral de um módulo é subdividido em objetivos específicos para cada sessão desse módulo. minimizando erros e desvios resultantes da subjetividade do avaliador. operacionalização. .Expressam os resultados esperados. . qual a ação praticada – verbo operatório. .O formando deverá ser capaz de: roscar um furo de 6 milímetros de diâmetro existente numa peça dada. Objetivos gerais Objetivos específicos . A2000/118/00 14/48 . . o que possibilita ao formador avaliar gradualmente em que medida o objetivo geral do módulo é atingido.Devem ser diretamente observáveis.Situam-se ao nível da realização das ações. .Enunciado que descreve os resultados esperados. . .Expressa os comportamentos esperados no termo de uma ação de formação ou de um conjunto de atividades de aprendizagem.Visam competências a adquirir. e situa-se ao nível das competências a adquirir pelos formandos no final da formação ou de uma sequência de ensino aprendizagem. Rentabilizar as ações de formação através da racionalização. Nível de Finalidade Explicação Exemplo definição . . .São sempre formulados em termos operacionais: .GUIA DO FORMADOR   Facilitar a objetividade e rigor na avaliação.Resulta da decomposição de um objetivo geral em aspetos mais restritos e corresponde a ações mais elementares. . eficácia e produtividade do processo formativo.Visam competências a desenvolver. utilizando um torno de bancada e em menos de 20 minutos.NOTA: A operacionalização dos objetivos atende a 3 regras: quem pratica a ação – sujeito (que é sempre o formando).Devem ser definidas as condições necessárias para que esse objetivo se concretize. o formando deverá ser capaz de: conhecer as técnicas de venda de um produto. . Deve ser formulado em termos de comportamentos observáveis. e situase ao nível dos comportamentos a desenvolver. qual o resultado da ação – produto. .Correspondem a capacidades mais elementares.No final da formação. que integram as capacidades mais complexas visadas pelo objetivo geral. ou da falta de clarificação das situações a avaliar. .Expressam comportamentos esperados.

GUIA DO FORMADOR A definição de objetivos de formação tem em vista a aquisição de determinadas capacidades ou comportamentos. de forma coordenada.Mudar o pneu de um automóvel. Estruturação da ação: Capacidade de executar uma tarefa de forma estruturada e coerente. competências ou comportamentos de diferentes graus de complexidade e cuja aprendizagem apresenta níveis de dificuldade também diferentes. Cada domínio comporta capacidades. Domínios dos objetivos Domínio Explicação Taxonomia – níveis Imitação: Capacidade do formando para executar um gesto ou tarefa. . . . que podem ser diversos. do domínio da ação.Envolve aptidões ao nível da motricidade e da manipulação de objetos. Manipulação: Capacidade de manipular corretamente objetos. Os vários comportamentos a aprender em cada domínio podem ser agrupados em categorias que correspondem a dificuldades de realização graduais (do mais simples para o mais complexo) – taxonomias de objetivos. isto é. Exemplos Verbos operatórios exemplos Atuar Adaptar Agarrar Ajustar Assegurar Baixar Construir Controlar Demonstrar Desempenar Desenhar Desmontar Escrever Executar Fazer Guardar Levantar Manter Obter Ordenar Pesar Praticar Reajustar Recuperar Reparar Reunir Selecionar Testar Trazer Usar … Psicomotor (saberfazer) . O formador deve conhecer as taxonomias dos objetivos de forma a determinar mais facilmente o grau de dificuldade de cada capacidade a adquirir e estabelecer consequentemente uma hierarquia de exigências de aprendizagem. precisão: capacidade de executar gestos e manipular objetos com precisão. . com princípio.É. Estes podem ser agrupados e classificados em três domínios principais (cognitivo. Aquisição de uma segunda natureza: Capacidade de aquisição de competências psicomotoras que não possuía antes. por excelência. por parte dos formandos.Andar de bicicleta. A2000/118/00 15/48 . meio e fim. vendo outros fazer. afetivo e psicomotor).Domínio das atividades motoras ou manipulativas.

GUIA DO FORMADOR Domínios dos objetivos Domínio Explicação . Avaliação: Usa um padrão de julgamento sobre o valor de algo: um concerto. Aplicar Avaliar Averiguar Calcular Citar Classificar Converter Definir Descrever Diferenciar Distinguir Dividir Escolher Especificar Expor Explicar Identificar Ilustrar Isolar Listar Localizar Realçar Reconhecer Reorganizar Relatar Reproduzir Resolver Selecionar Traduzir Utilizar … A2000/118/00 16/48 . resolver um problema.Nomear os sinais de trânsito. dando uma definição por palavras próprias. oral. ler. uma regra. uma informação específica apresentada durante o processo de ensino-aprendizagem. um texto. . reconhecer ou identificar.O saber consiste em: lembrar-se de uma informação. sumariando. realizando atividades concretas.É do domínio do conhecimento e do pensamento. um som e assim por diante. apresentando um exemplo original. traduzindo-a para uma forma diferente ou reconhecendo-a sob forma traduzida. Síntese: Recolhe informações de várias fontes e cria um produto exclusivamente seu. um plano de arquitetura… Exemplos Verbos operatórios exemplos Cognitivo (Sabersaber) . Taxonomia – níveis Conhecimento: Consegue lembrar. . nas partes que a constituem e especifica as relações entre estas partes. reconhecendo um exemplo… Aplicação: Aplica a informação. Estas poderão ser: desenhar. Este pode revelar-se sob várias formas (escrita. pictórica…).Identificar melhorias a implementar nas regras de trânsito. um diagrama. A informação pode surgir sob a forma de um facto. divide essa informação. . .Envolve conhecimentos e aptidões intelectuais. uma atividade. . escrever. Compreensão: Compreende a informação. compreender e interpretar uma situação. Pode ser avaliado.Domínio da atividade intelectual ou mental. manipular equipamentos… Análise: Reconhece a organização e a estrutura de um conjunto de conhecimentos.Evidencia o saber do formando e a forma como este se manifesta. definir.

.É o domínio do sentir. Organização: Integrou um novo valor ao seu sistema de valores e atribui-lhe um lugar num sistema de prioridades. Ser. Valorização: Mostra envolvimento e empenho em relação a uma nova experiência. atitudes. Taxonomia – níveis Exemplos Verbos operatórios exemplos Alterar Argumentar Assumir Auxiliar Concordar Confirmar Descrever Diagnosticar Diferenciar Discordar Discutir Enumerar Escolher Explicar Fazer Identificar Juntar Localizar Organizar Preparar Produzir Responder Reconhecer Retorquir Reproduzir Resolver Seguir Separar Usar Verificar … Afetivo (saber-ser / estar / relacionarse) Acolhimento/atenção: Apercebe-se e está atento a algo do meio ambiente.Envolvem interesses. dos sentimentos e emoções. Aprender A2000/118/00 17/48 . Acreditar.GUIA DO FORMADOR Domínios dos objetivos Domínio Explicação . Verbos não adequados Pensar. Julgar. Ter. valores. Resposta: Exibe um novo comportamento como resultado de uma experiência e responde a essa experiência.Cumprir as regras de trânsito. Valorizar. atividades ou comportamentos que têm uma conotação com agrado ou desagrado. Possuir. . Caracterização: Age em conformidade com o valor e está firmemente envolvido na experiência.Discordar com quem não cumpre as regras de trânsito. Conhecer. Idealizar. Saber. Crer. Compreender. . Estar. com adesão ou rejeição. (que já possuem ou que devem adquirir).

no entanto este método não gera transformação nos formandos. Vantagens Limitações Técnicas . de informações de carácter essencialmente teórico. A) Afirmativos Método Expositivo Utilizado na transmissão oral de conhecimentos.Possibilidade de chegar a um grande n. CONTEÚDOS/ ATIVIDADES DIDÁTICAS (MÉTODOS E TÉCNICAS PEDAGÓGICAS) Após definição dos objetivos de aprendizagem. Fraco apelo à diferenciação de aprendizagens. Este método é propício à utilização de audiovisuais (diapositivos. bem como as técnicas a eles associadas. usá-lo com conta e medida. os formandos. permitindo entre estes uma interação harmoniosa. . É prática da A2000. Exposição dialogada Colóquios Debate A2000/118/00 18/48 . e nos contextos de formação. O uso de determinado método pode determinar o sucesso ou insucesso da formação. é estabelecida a sequência pedagógica das competências a desenvolver e o itinerário de aprendizagem ou de conteúdos para o qual é necessário selecionar os métodos e as técnicas pedagógicas mais adequadas. conceitos) e divulgar informações.Permite transmitir uma grande quantidade de conhecimentos (factos.Deve ser acompanhado pela utilização de recursos audiovisuais. o objeto de formação. investigativas e participativas assumem um lugar de destaque. Elencamos de seguida os métodos que entendemos serem os adequados à formação. . um determinado saber. formador.º de pessoas. A escolha de métodos pedagógicos a aplicar numa sessão não é uma escolha inocente. acetatos. Os métodos pedagógicos configuram uma ligação entre os elementos basilares de uma situação de formação. .GUIA DO FORMADOR 5. de um determinado saber. em momentos de síntese e momentos introdutórios muito breves. já que se resume à receção passiva de conhecimentos. Em qualquer exposição podem surgir questões colocadas pelo formador aos formandos e vice-versa. introduzir temas e despertar o interesse num assunto. onde as metodologias ativas. …). Confronta-se com possíveis dificuldades de síntese do formador.Remete os formandos a um papel passivo.

por sua vez. mostrar.Permite um “feedback” constante. Limitações Técnicas Colocação de questões Argumentação Diálogo Leitura Dialogada . pois este é colocado numa situação de procura de respostas.Inadequado se houver má relação entre formador e formando. A2000/118/00 19/48 . Vantagens . Parte-se de uma abordagem global à situação.Exige maior preparação do formador. demonstração ou mesmo ilustração. orientado pelo formador. associar explicação. .Contacto e apoio individualizado. . sem imposição de um caminho ou uma resposta. É um método privilegiado da formação tecnológica. Vantagens Limitações .GUIA DO FORMADOR Método Demonstrativo É especialmente aplicado na transmissão de saberes-fazeres. liga a formação intelectual à aquisição de conhecimentos. . Procura-se estimular o processo de pensamento ativo. ao encontro de uma resposta. .Treina a raciocinar corretamente. ele próprio repetirá. O mesmo será dizer que se dá uma transferência de competências do formador para o formando.Identificação e correção imediata do erro. explicado e mostrado ao formando que. Consiste na exemplificação de determinado procedimento. envolvendo o formando na construção da sua própria aprendizagem.Habitua os participantes a analisar. .Pressupõe o domínio das operações intelectuais abstratas. Técnicas . .Corre o risco deste último reproduzir os erros do primeiro. .Estruturação clara da ação pedagógica.Favorece a atividade e participação dos formandos. através do exemplo. Este método implica mais o formando. no âmbito da prática simulada. Demonstração B) Interrogativo Método Interrogativo Consiste na exploração dos saberes dos formandos. O formando progride ao seu ritmo. Existe a necessidade de explicar.Implica tempo. . Trata-se de métodos de descoberta. levando-os a procurar respostas.Reforça a memorização e motiva a descoberta .

GUIA DO FORMADOR C) Ativo Método Ativo Focalizado no grupo de formandos.Permite um melhor ajustamento permanente formador/formandos. visa a construção crítica do saber. mas também de motivação para a aprendizagem ao longo da vida.Maior aprendizagem das relações cooperativas.Necessita de uma verificação passo a passo e por vezes de reformulação da ação.Permite a autonomização dos participantes na organização do seu trabalho. geralmente feito em grupo. Técnicas Ativas Trabalho de Projeto: Concretização de um projeto.Relaciona teoria e prática real. estimulando no formando uma autorreflexão sobre o seu processo de aprendizagem a partir da partilha de pontos de vista e de experiências. . O formando é um agente ativo e consciente da sua própria formação. dotando-o.Melhoram o resultado do grupo no seu conjunto. Vantagens Permite maior autonomia em relação ao formador. sociais e do trabalho em grupo.Exige o empenho ativo de todos. implicando-o profundamente na construção do seu próprio percurso. Exige maior preparação psicológica do formador. .Gratificante pela concretização. mediador e animador. mobilizando e integrando os conhecimentos do formando. Leva à aquisição de competências ao nível do “aprender a aprender”. não só de saberes. . - Limitações Pressupõe autonomia.Melhora o domínio do conhecimento porque os participantes o descobriram por si próprios. A2000/118/00 Vantagens . . a partir de atividades negociadas com o formador que põe á disposição os recursos necessários e faz o acompanhamento do mesmo.Desenvolve a iniciativa a criatividade. 20/48 . pois os formandos são levados a compreender os objetivos da aprendizagem. responsabilidade e consciência do percurso total a seguir.Exige maior esforço por parte do formador e dos formandos.Aumenta a motivação e interesse nos participantes. . a responsabilidade e a criatividade. . . o tipo de comunicação é multidirecional. promovendo a interação e implica por parte do formador uma postura de observador.Obriga os formandos mais dotados a ir ao ritmo dos mais lentos. . Este método implica fortemente o formando. . podendo desgostar-se. .Desenvolve a autonomia. facilitador. Limitações . . . uma ideia organizadora da ação. São mais demorados e necessitam de pequenos grupos.

a capacidade de análise e síntese e de tratamento da informação.Estimula o pensamento criativo e a imaginação.Desenvolve a autonomia.Assume que todas as pessoas são capazes de produzir ideias ao não submeter as ideias a uma análise critica. . como avaliação e não como instrumento formativo. Simulação: O método consiste em reproduzir uma situação de trabalho na qual se introduzem o maior número possível de variáveis ou problemas-tipo.Motiva os formandos.Suscita a reflexão crítica. pouco orientada. Limitações .Dificuldade em equilibrar a participação em grupo . . . 21/48 . . por escrito ou através de dramatização ou ainda com recuso a meios multimédia. Especialmente eficaz quando aplicada aos domínios do “saber fazer” e do “saber ser”.Complementa a abordagem teórica. Pressupõe alguma autonomia e um acompanhamento constante. . e aplica os conhecimentos e experiências em situações diversas . Estudo de casos: Apresentação de uma situação real ou fictícia sujeita a discussão em grupo. antes de a submeter às regras do pensamento lógico. de forma fluida. A2000/118/00 Vantagens .Exige um saber investigar prévio e o domínio da expressão escrita.Conta com a cooperação dos locais a visitar.Pouco adequado a grupos muito formais ou com uma cultura de formação autoritária ou diretiva. requer planeamento prévio e uma interligação entre a teoria e a prática.Inclui contactos prévios. devendo ter características que o tornem real e motivador.Provoca a reflexão sobre reações ou ausência de reações ou atitudes.GUIA DO FORMADOR Técnicas Ativas Trabalho de Pesquisa: Pesquisa individual ou em grupo sobre um tema.A sua aplicação em formação exige treino e conhecimentos sólidos por parte do formador.Desenvolve a capacidade de tomada de decisão e a procura de soluções coletivas.Suscita reações perante determinada situação. O caso pode ser apresentado oralmente.Gratificante pela partilha do saber. . sob orientação do formador. . . Tempestade de Ideias (Brainstorming): Reflexão sobre determinado tema.Pressupõe hábito de oralidade.Componente lúdica. . reforça a autoconfiança .Implica deslocações. . Requer-se sobretudo imaginação. . . . geralmente escolhido pelos formandos. . .Estimula a motivação. apenas. .Testa as capacidades dos formandos em presença de novas situações.Pouco adequado aos domínios puros do saber ou aos domínios psico-motores da aprendizagem.Personaliza as tarefas e os resultados. . no sentido de testar as capacidades técnicas ou os conhecimentos obtidos pelos formandos. . .Torna-se desvantajosa se os formandos a encararem. Visita de Estudo: Visita a local relacionado com a unidade lecionada.

Fixação de conceitos já aprendidos de uma forma motivadora. . o que cada formando interioriza. exercita a memória.Pode provocar competitividade e insatisfação pelo desempenho de um papel menos central. consciencializando a situação relacional em causa e o contexto em que ela decorre.A coerção do formador. . coletivo. . destruindo a voluntariedade pertencente a natureza do jogo.Pode provocar competitividade e insatisfação no caso de o formando “perder”.Exige uma forte orientação com estímulo da reflexão e preparação para a representação de um papel.Quando os jogos são mal utilizados. . transformação e conhecimento.Amplia o conhecimento individual. Limitações . diagnosticar alguns erros de aprendizagem.Desenvolvimento de estratégias de resolução de problemas (desafio dos jogos). . onde os participantes são sujeitos de sua elaboração e execução. enriquecendo seu potencial e conhecimento. Pode ser planificado ou espontâneo. reforça a autoconfiança.Desenvolve um processo coletivo de discussão e reflexão. . . exigindo que o formando jogue. . tornando-se um “apêndice” em sala de aula. .Possibilita criação.Permite a concretização simulada de uma aprendizagem teórica. .GUIA DO FORMADOR Técnicas Ativas Jogo de Papéis / Role-playing / Dramatização: Consistem em representar um papel.As atividades com jogos permitem ao formador identificar.Favorece o desenvolvimento da criatividade. . simulando ou imaginando. . Jogos pedagógicos: Consiste num «divertimento» com objetivos e finalidades. . existe o perigo de dar ao jogo um carácter puramente aleatório.Reforça a relação entre os intervenientes. a imaginação. formação. se o formador não estiver preparado. . .O tempo gasto com o jogo em sala de aula é maior e. Deve ser encarado como uma forma de trabalhar situações e conteúdos que permitem a consolidação de conhecimentos. as atitudes e as dificuldades dos formandos. mesmo que ele não queira.Estabelece um clima participativo e envolvente. ao mesmo tempo que adquire e aplica conhecimentos e reflete sobre atitudes e valores. Pode ser usado sob a forma de estudo de caso. Vantagens .Ajuda a adquirir técnicas de comunicação adequadas à interação. A2000/118/00 22/48 . . pode existir um sacrifício de outros conteúdos pela falta de tempo.Pode ser muito motivador.

Permite a análise reflexiva do material registado.Pode haver aproveitamento do dinamismo.GUIA DO FORMADOR Técnicas Ativas Autoscopia: Vale-se do recurso de videogravação de uma prática. . permite já uma mudança de atitude.Permite registar à posteriori acontecimentos fugazes não percetíveis por vezes na observação direta.Reforço da relação entre os elementos e dos valores democráticos.Cria situações de interação social e de trabalho cooperativo. . para que também possa considerá-los. .A concretização dos resultados pode ser mais demorada pela discussão e consensos que exige. . responsabilização coletiva. definição rigorosa de metas e papeis para facilitar a avaliação de desempenho. rapidez e criatividade de uns pelos outros. . visando a análise e autoavaliação por um ou mais formandos dessa prática. . pela imagem. pensamentos. .Exige divisão equitativa de tarefas.O formador deve mostrar uma boa capacidade de análise. com ganhos de produtividade do grupo. . A2000/118/00 23/48 . O material é submetido a sessões de análise a posteriori permitindo um processo reflexivo por parte do formando das suas verbalizações durante a análise das cenas gravadas.O formando pode revelar necessidade de que o formador o auxilie a revelar e a reforçar os pontos positivos da sua postura.Participação individual.A confrontação. das representações que o formando tem de si. . Vantagens . a não ser de modo superficial. Trabalho de grupo: Elaboração conjunta de um trabalho ou discussão à volta de um tema em que é valorizado o contributo individual para o saber do grupo. . Limitações . atitudes. não refletindo nos pontos críticos e não permitindo uma discussão destes aspetos. .O formando pode fazer uma análise muito pouco profunda. .A imagem gravada prolonga a sua existência no tempo.Momento de Desenvolvimento de pensamento crítico e democrático.

Recurso a estudos de caso Reflexivo Ativo Pragmático Meios/Recursos humanos/materiais/financeiros disponíveis A aplicação de determinado método pode exigir uma capacidade instalada que facilite tirar o máximo partido das suas potencialidades. Estilos Teórico Estilos de aprendizagem dos participantes na formação (Atendendo ao estilo de aprendizagem do formando pode escolher-se o método mais adequado) Características . O método demonstrativo é que exige mais condições físicas/ contextuais podendo isso tornar-se num constrangimento.Material de aprendizagem assente em casos práticos retirados do mundo real .GUIA DO FORMADOR A escolha dos métodos e técnicas pedagógicas é normalmente efetuada em função de: Características iniciais dos formandos e respetivos contextos de partida Natureza dos objetivos de aprendizagem a alcançar Formas de organizar a formação As informações recolhidas no diagnóstico de necessidades fornecem elementos importantes que permitem fixar o perfil de entrada dos participantes na formação (conjunto de competências que os formandos já possuem ao nível dos saberes. Ex: num contexto de e-learning. argumentos e conceitos . modelos académicos. nem sempre se consegue reunir as condições necessárias à respetiva aplicação.Jogos e exercícios práticos .Eventos formativos que integrem reflexões e discussões . Contudo.“Ambientes” e eventos de formação serenos e contemplativos . não sendo impossível.Programas de formação que mobilizem teorias. Os métodos referidos são indicados para contextos de aprendizagem específicos.Preponderância de atividades de leitura e interpretação de modelos teóricos .Frequente mudança do programa formativo . Esta informação pode determinar a opção por este ou aquele método.Recurso a experiências laboratoriais.Recurso a brainstorming e a análise de documentos complementares . a aplicação de métodos ativos.Preferência por atividades muito práticas e associadas ao contexto de trabalho . a prática simulada . acaba por ser dificultada pela distância entre os vários participantes na formação. “saber-fazer” e “saber-ser”). A2000/118/00 24/48 .

Pré-requisitos dos formandos.Grau de aprendizagem das competências.GUIA DO FORMADOR 6. . Esta avaliação pode ser realizada em momentos chave da formação. A avaliação é um procedimento contínuo que contribui para a melhoria do processo de aprendizagem e permite ao formador avaliar: . bem como as técnicas e instrumentos a eles associados. METODOLOGIAS AVALIATIVAS DA APRENDIZAGEM Para além da questão dos métodos e técnicas.Adequação do método de avaliação e qualidade dos instrumentos de avaliação.Grau de adequação dos métodos e técnicas pedagógicas e dos recursos didáticos utilizados. A2000/118/00 25/48 . elencamos de seguida os Tipos de Avaliação que entendemos serem os adequados à formação com o público-alvo da A2000. As abordagens/técnicas utilizadas na avaliação de aprendizagens a realizar durante a execução da formação são várias. . consoante os objetivos pretendidos para a mesma. quando se planifica uma sessão. o formador deve antever os tipos e técnicas de AVALIAÇÃO. .Objetivos pedagógicos alcançados. .

GUIA DO FORMADOR ESTRATÉGIAS AVALIATIVAS Momentos Tipos de Avaliação Diagnóstica ou Inicial (Fase Inicial) . . necessidades e gosto dos formandos. .Objetivo: Avaliar todo o percurso formativo. A2000/118/00 26/48 . (Expressa a concretização dos objetivos da ação.Verificar expectativas. . aquisição e aplicação de conhecimentos).Identificar os conhecimentos. Introdução Permite: .Verificar antes de um novo módulo se os conhecimentos do módulo anterior estão consolidados. servindo de base de decisão sobre a certificação final.Avaliar a eficácia da formação e dos métodos utilizados. capacidades e aptidões dos formandos. .Controlar as competências adquiridas e verificar se os objetivos gerais foram tingidos e de que forma. . Desenvolvimento Permite: .Objetivo: Avaliar o perfil dos formandos.Adequar a formação e os objetivos ao perfil dos formandos. Sumativa (fase final) . Conclusão Permite: . (Resulta da apreciação do formador acerca da participação. Formativa (ao longo da formação) .Objetivo: Avaliar o desenvolvimento da aprendizagem e competências adquiridas pelos formandos. a qual é traduzida na atribuição de um certificado de aprovação).Os formandos tomarem conhecimento das suas aprendizagens.Saber a evolução dos formandos durante a formação.

.GUIA DO FORMADOR Técnica “Observação Direta” . . . motivação.Capacidade de análise. . . .Objetivo: observar o comportamento do formando.Capacidade de memorização.saber) . participação.Criar um clima de descontração no grupo. . Permite: .Habilidade manual. o empenho. . a destreza na execução das tarefas.Capacidade motora.Compreensão. Vantagens . .Interesse.Motivação. .Destreza física.Inventariar os itens a observar de acordo com os objetivos a Domínio Psicomotor (Saber Fazer) atingir.Participação. o relacionamento interpessoal. A2000/118/00 27/48 .Empenho. .Rapidez execução. portanto. .Permite colher dados no momento em que estão a acontecer.Observar discretamente.Capacidade criativa.Procurar ter em conta a natureza individual de cada formando .Aplicação de conhecimentos. Domínio Afetivo (Saber Ser/ Estar) sendo.Recolher dados em todos os domínios do saber: Domínio Cognitivo ( Saber.Liderança. interesse pelas atividades. . . dedicação.Organização. . .Tarefa mais exigente para o formador .Conhecimentos. Regras para a observação . reais e fidedignos . Desvantagens .Resistência à fadiga.Iniciativa. de síntese.Pode ser utilizada em todas as sessões.Relacionamento Social. . . .

.GUIA DO FORMADOR Técnica “Formulação de perguntas” .Possibilita a avaliação da comunicação não-verbal Avaliação escrita: Vantagens .Elaborar previamente a lista de perguntas. . quantidade de trabalho produzido.Mais facilidade para formando com maior capacidade na comunicação escrita Técnica “Medição” . .Economia de tempo. .Perguntas claras e curtas. .Melhor estudo das respostas Desvantagens .Permite registar se o formando ou grupo alcançou os objetivos propostos (Avaliação de conhecimentos.Destina-se a colher: . .Permite o treino de expressão oral. tolerâncias máximas. . dirigir as perguntas ao grupo e não individualmente. . tempo de execução. . . .Aplicação simultânea em grandes grupos.Reformulá-las sempre que necessário. Avaliação de desempenho) . respeito por médias pré-determinadas.Conceção mais cuidada e morosa.Consiste em medir a qualidade de execução de um formando.Avaliação formativa. .Permite o diálogo direto formador/ formando.Procurar obter resposta do maior número possível de formandos Vantagens . . A2000/118/00 28/48 .Tratamento igual para todos os formandos. . dados psicomotores.Pode ser feita por escrito ou oralmente Avaliação Oral: Regras . .

Focus Group (consiste em reunir um grupo para discutir um ou mais temas previamente definidos. * Descritiva (destinada a descrever/ilustrar a intervenção formativa e o seu contexto).Análise documental (de um trabalho individual ou de grupo).: Relatórios. mas também uma maior participação do formando. etc. Inquéritos. Todavia.Análise do portfólio de competências adquiridas/desenvolvidas (coleção organizada e planeada de trabalhos produzidos durante o período de formação.º. . principalmente pela facilidade de preparação que envolvem. mas também um momento de aprendizagem. .). ex. não apenas um momento de avaliação. Outras Técnicas . A2000/118/00 29/48 . motor e afetivo). . acima descritas. * Exploratória (aplicada no caso em que a intervenção formativa não apresenta resultados).GUIA DO FORMADOR As Técnicas. as Técnicas seguintes reúnem aspetos que exigem uma maior preparação do formador. de uma forma estruturada e com a intervenção de um moderador).Análise de casos concretos/resolução de problemas concretos que pode ser: * Explicativa (destinada a justificar causalidades). por forma a proporcionar uma visão detalhada das competências adquiridas nos diferentes domínios (cognitivo. constituindo em si. são as utilizadas mais frequentemente. pelo que são altamente recomendadas para a população-alvo da A2000. Entrevistas.

Simulação/Dramatização (Role Play) (criação de situações fictícias que permitem ao formando demonstrar que detém determinadas competências). . pelo que os resultados lhe são comunicados e analisados com eles.Avaliação da transferência da formação.Avaliação da satisfação.Avaliação dos impactes da formação na vida dos formandos. os formandos participam nos seguintes Níveis de avaliação: .Elaboração de Projeto Final ou Atividade Integradora (envolve a construção de um trabalho que responde a uma ou mais questões geradoras da mobilização de saberes “construídos” ao longo da execução da formação). As três primeiras avaliações realizam-se durante o percurso formativo do formando. .Avaliação do grau de competências adquiridas. A2000/118/00 30/48 . . .GUIA DO FORMADOR . Saliente-se que na A2000.

. A2000/118/00 31/48 .Lista de ocorrências.Teste Escrito . o que se vai traduzir numa descrição que informa os formadores e formandos sobre os objetivos atingidos e aqueles onde se levantaram dificuldades. O resultado da avaliação da aprendizagem deve ser uma responsabilidade partilhada entre formador e formando.GUIA DO FORMADOR Os instrumentos de avaliação mais utilizados são: Instrumentos .Escalas de atitudes A avaliação consiste numa análise cuidada das aprendizagens conseguidas face às aprendizagens planeadas.Grelha/ Ficha de observação. .Questionário .Grelha de avaliação de competências (para Heteroavaliação e Autoavaliação) .

. .Facilita a participação em processos de seleção e recrutamento para determinada função. .. .Permite sinalizar dificuldades concretas no cumprimento de determinados objetivos de aprendizagem. .GUIA DO FORMADOR Vantagens para o formando (IQF) . assim como redefinição de propostas pedagógicas.Estimula a reflexão do formando sobre os respetivos progressos ao nível das aprendizagens pretendidas.).Facilita os processos de avaliação (intermédios ou finais) uma vez melhor documentado acerca do percurso de aprendizagem efetuado.Permite que o mesmo participe na decisão sobre o tipo de evidências a considerar no processo avaliativo e formas para avaliação das mesmas (o que introduz maior transparência no processo de avaliação). Vantagens para o formador (IQF) .: maior investimento neste ou naquele aspeto.Permite o reequacionamento de posicionamentos face ao percurso de aprendizagem que se encontre a decorrer (ex.Facilita o planeamento das atividades pedagógicas. .Facilita os processos de reconhecimento e validação de competências junto de entidades com competência para tal. A2000/118/00 32/48 . . . .Facilita a sinalização dos diferentes estilos de aprendizagem em presença.Permite uma maior interação formando/formador pela via da seleção e análise da documentação a constar no dossier.

As características dos formandos. acetatos. . SELEÇÃO DOS RECURSOS DIDÁTICOS O objetivo de um recurso é facilitar e fomentar a aprendizagem do formando. revistas. . . . filmes. criando e mantendo a sua motivação inicial. . textos. cartazes. entre outros. manuais ou jornais.GUIA DO FORMADOR 7.O tempo e os momentos mais adequados da utilização. o formador deve ter em consideração os fatores que vão influenciar a seleção de um determinado recurso em detrimento de outro: .Os objetivos/competências a atingir pelos formandos. São considerados recursos didáticos todo o material utilizado no processo de ensino/aprendizagem: quadro.A existência/ disponibilidade (ou não) dos recursos. A2000/118/00 33/48 . No momento da planificação de uma sessão. gravações.O conteúdo programático.O espaço da formação.

Aumentam o interesse e a atenção dos formandos: porque os envolvem diretamente aumentando o espírito crítico do formando. em virtude da dinâmica provocada pelos meios audiovisuais na ação de formação. devendo ser capaz de despertar o interesse dos formandos a quem se destina.Facilitam a retenção na memória: a memória foi estimulada de uma forma mais eficaz na captação da mensagem. .Exatidão. ao clima de expectativa gerado e à estimulação dos sentidos. . obedecendo a princípios de perceção e estética de modo a facilitar a compreensão dos formandos.Ajudar a melhorar e compreender as relações das partes com o todo.GUIA DO FORMADOR Objetivos principais Características para a eficácia .Facilitam a troca de ideias: o tempo de exposição e apreensão é menor. .Facilitam a atividade do formador: o formador conseguirá atingir os seus objetivos mais fácil e rapidamente. . . . . . . próximo da realidade. logo o espírito de crítica e de intervenção aumenta. sem nunca esquecer os objetivos do trabalho a realizar. . . oferecendo possibilidades de trabalho entre formandos e formadores. . . . . não dando possibilidades de criar a dúvida e a confusão nos formandos.Despertar e prender a atenção apelando aos 5 sentidos. atitudes e valores. deverão estar ao nível da apreensão dos formandos. . poder-se-á correr o risco de ser menos eficiente. A2000/118/00 34/48 . . Contributos . melhorando a aquisição de conhecimentos. precisando ser de fácil perceção.Auxiliar a formar conceitos exatos (temas de difícil observação). dependendo da natureza dos factos. . representando corretamente os factos ou partes essenciais desses factos.Facilitar a apreensão intuitiva e sugestiva de um tema.Interesse.Qualidade. porque estiveram nela envolvidos os principais sentidos. .Favorecer a observação e a experimentação. .Utilidade.Aplicabilidade.Fortalecer o espírito crítico.Diminuem o tempo da formação: o formador tem ao seu dispor meios técnicos mais eficazes. deverão manter sempre pontos de relacionamento com o assunto a tratar.Dar oportunidade de melhor análise e interpretação. porque estes se encontram mais estimulados para a receber.Finalidade.Atualidade. deverão estar de acordo com os objetivos do planeamento da sessão.Simplicidade. A oportunidade de utilização poderá ser também um fator de sucesso no momento da aplicação dos recursos didáticos. ou seja. quanto mais complicado for o recurso didático.Tornar o ensino mais objetivo e concreto. capazes de fazer chegar de forma mais rápida a mensagem aos diferentes recetores. . . sendo necessário ter características e elementos do presente ou então da época a retratar. . a exposição é facilitada utilizando os recursos didáticos.Melhorar a retenção da imagem visual e da formação. .Compreensão. .Melhorar a fixação e integração da aprendizagem.Provocam grande impacto no auditório: devido à dinâmica criada. terá que ser simples de modo a facilitar a apreensão.Adequação.Apresentação.

A multiplicidade de estímulos (internet.Clarificam mensagens. som. etc. . ou no fim para conclusão. .Obtêm resultados instantâneos.Sketches .Usado como incentivo para o debate. Tipos . animação. observação da realidade.Utilizar para demonstrações práticas.GUIA DO FORMADOR Recursos pedagógicos Disponíveis na A2000 Multimédia (Computador + CD Rom) Características para a eficácia . verificar se o micro interno da câmara é suficiente. audição e tato. . . .Contém mais informação e funções.) pode ser um distrator se não se definir exatamente o objetivo a atingir com este recurso.Filmes de metragem curta- Câmara de filmar - Registo de simulações . no meio para promover o debate após uma apresentação prévia.No início para motivação. e conclusão) . .Utiliza um método de exploração (por exemplo: apresentação do documento.Usado como resumo de aspetos importantes.Mostram informações que não podem ser transmitidas de outra forma.DVD regravável . evitando tempos mortos e maximizando o trabalho.Conjuga as várias tecnologias com suporte digital permitindo criar. 35/48 Televisão C/ Leitor de DVD e de Vídeo Audiovisuais Projetáveis DVD .Não usar o filme quando não tem qualidade ou quando é inadequado ao contexto. . no caso de um filme longo. .Privilegia o uso dos diversos sentidos: visão. manipular.Cassete vídeo .É conveniente proceder á seleção / montagem de excertos.Facilita a interatividade. .Documentário . .O formador deve ter cuidado com os filmes protegido por direitos de autor. .Permitem a abordagem de conteúdos ao ritmo que o formador entender. .Facilidade de uso. pois pode fazer pausas de projeção.Combinação de texto e fotografia . pontos chave.Combinação de texto e animação/filme Dicas .Não necessita de intervenção de técnicos.Melhor qualidade de imagem e som.Anúncios .Observação e análise . . . discussão. .Regista situações para posterior análise. e intercalá-la com explanação. armazenar e pesquisar conteúdos. reflexão.Despertam a atenção e motivam.Auto e heteroscopia. . imagem. .No caso de filmagem de pessoas a falar.DVD não regravável Filme .Não há desgaste da imagem ao longo do tempo. .DVD . A2000/118/00 . . . . análise e discussão.

. . .Usar contraste de cores.Forma mais apropriada para a apresentação de casos e trabalhos práticos. idade. .Apela à mobilização de diversos saberes? . .No caso do quadro interativo.Pode ser consultado a qualquer momento. para tal.Utilização segura e rápida.Reprodução mais barata. . Documentos Gráficos .Mapas. . dificuldades.)? 36/48 A2000/118/00 . necessidades.A apresentação deve ser a mais dinâmica possível.Ideal para apresentações eletrónicas. motivações. etc. . é polivalente e mais dinâmico permitindo projetar e guardar as alterações que se façam durante a sessão.O conteúdo deve ser adaptado às características dos formandos.Sempre disponíveis.Quadro interativo. permite que a informação permaneça o tempo que o formador entender. . .Gráficos.Colagens.A informação que perdura no tempo.Deve conter a informação estritamente necessária. linguagem. . de preferência de imprensa. .Quadro de afixação (cortiça) . . .Imagens.No caso do quadro de cortiça.GUIA DO FORMADOR Recursos pedagógicos Disponíveis na A2000 Projetáveis Videoprojector Características para a eficácia . . .Letra legível. Visuais Não Projetáveis Quadro . antes de o eleger como suporte didático: . . .Permite a projeção de imagem a partir de computadores. em função dos objetivos.Adequa-se à tipologia do público em formação (nível sociocultural.Quadros de giz ou porcelana. animações Dicas .Documentos com imagens. Tipos -Powerpoints. gráficos tornam-se mais atrativos e estimulantes. O formador ao escolher um documento deve conhecer bem o seu conteúdo para poder realçar os pontos-chave.Reflete a abordagem por competências? . deve levantar as seguintes questões.

Tiverem letras pequenas e pouco espaçados conduzindo ao aumento da fadiga visual e a uma maior desmotivação. em simultâneo. a análise. no seu conjunto.  Técnico. legível e prevê espaço suficiente para que o formando possa exprimir a sua ideia . Nota: .Não se deve recorrer a textos bibliográficos fotocopiados. . sem animação. pois são fator de desmotivação.Apela à reflexão.Desafia à tomada de decisões (informada por valores.  Digital.Forma.Não forem bem preparados e adequados ao grupo. . Quando se recorre deve-se sempre referir as fontes bibliográficas. formativos e avaliativos? Visuais Não Projetáveis Documentos Gráficos . a “documentos autênticos”? . A2000/118/00 37/48 .GUIA DO FORMADOR Recursos pedagógicos Disponíveis na A2000 Características para a eficácia O uso de Documentos Gráficos pode ser negativo na formação se: .Forem extensos e sem ilustração.Está ancorado.  Argumentativo.  Informativo.  Descritivo.  Publicitário. Tipos Dicas . pois são um meio estático.Forem aplicados como única estratégia. .É sugestivo. apelativo/atraente e diversificado (contrariando a rotina)? . um todo coerente de propostas de trabalho (estratégias) e instrumentos informativos.Está elaborado numa perspetiva de utilidade prática recorrendo. podendo pecar por falta de objetividade. à capacidade de resolução de problemas (em vez de solicitarem respostas diretas e lineares)? .Forem mal elaborados. …)? . para não se incorrer na violação dos direitos de autor. . quando necessário e possível.É claro.Forem textos manuscritos que dificultam a sua perceção. de forma problematizadora. em situações de vida? .  Literário. ao pensamento relacional. à criatividade. as cópias forem de má qualidade.O formador não intervir de modo a que todos os formandos acompanhem.Formula desafios em situações de complexidade crescente? . . .Apela a metodologias ativas e investigativas por parte dos formandos? .Quando fotocopiados. .Textos:  Narrativo.

Ou visita. visitas a museus.Dorso Humano. .Globo.Tira. .De uma forma dinâmica permite ao formando a apreensão de conceitos abstratos.Cartoons.O recurso ao meio circundante.O formador pode preparar a sua mensagem adaptando-a aos balões do texto. . . a comunicação e a interação entre formador e formando . .Participações em eventos. . .Permite a demonstração de operações/ ações/ conceitos. caso contrário esta pode tornar-se muito demorada. a vivência e a experimentação in loco. .Vulcão. ou participação… A2000/118/00 38/48 . . Tipos .Storyboard Existente na A2000: . .Sistemas a duas ou três dimensões: facilitam a manipulação e visualização de estruturas complexas. permitem a visualização. .Usar estes materiais exige que o formador prepare e organize bem a sessão. .Facilitam a problematização. a feiras e participação em atividades e eventos etc..Tem um valor expressivo.Revista de BD. Dicas . estimulando vários sentidos em simultâneo o que facilita a aprendizagem dos conteúdos. .Viagens de estudo. a instalações. pode ser encarado como atividade de lazer.Esqueleto. pelo que este recurso exige uma preparação prévia e os formandos devem levar tarefas e objetivos a cumprir durante a viagem.Visitas.Transmite a mensagem de um modo diferente.Mais motivante.GUIA DO FORMADOR Recursos pedagógicos Disponíveis na A2000 Banda desenhada Características para a eficácia . Meio ambiente .Viagens. Modelos e Maquetes . . .

Fomentem o trabalho em grupo e incentivem o relacionamento interpessoal. 8. investigação e inovação. . ou seja. reforçando assim a sua auto-estima. . anexará todos os materiais pedagógicos criados para a mesma.Possam ser adotados a situações imprevistas. . . definir a estratégia pedagógica mais adequada aos adultos e ao currículo para desenvolver os objetivos de aprendizagem. deve ter-se sempre presente alguns objetivos transversais a todos eles: . PLANO(S) DE SESSÃO Qualquer momento e/ou espaço de aprendizagem deve ser pensado e planificado ao pormenor. .Desenvolvam as motivações dos formandos e estimular-lhes o gosto pela reflexão.Facilitem a apropriação dos conhecimentos que vão sendo abordados. o formador fará uso do modelo “Plano de Sessão” que deverá entregar ao mediador da ação antes de cada sessão. Ao Plano de sessão.Proporcionem aos formandos a tomada de consciência dos progressos realizados.Despertem nos formandos uma atitude permanentemente de autocrítica e curiosidade intelectual. A2000/118/00 39/48 . Para tal.GUIA DO FORMADOR Seja qual for o método pedagógico a utilizar.

“trabalhos” por parte do formando. Estes deverão estar presentes em local visível. tendo em conta os seus três momentos estruturantes: introdução. Este instrumento tem como objetivo permitir ao formador planificar a sessão de formação. não fazendo da mesma o centro da sessão. a realização de tarefas. no final de cada sessão o “Registo de Presenças” e “Sumários”. sem rasuras ou utilização de corretor. desenvolvimento e conclusão. quer para a “Proposta de Trabalho”. para o “PowerPoint” ou para o “Manual”. De ressalvar que em outros tipos de materiais. Neste sentido. deve utilizar os “logotipos” dos programas que cofinanciam e tutelam a ação. A2000/118/00 40/48 . o formador deverá fazer uso da linha gráfica proposta para os materiais pedagógicos. mas devem sobretudo tomar a forma de meios facilitadores de aprendizagem que potenciam a ação e desempenhos dos formandos em sala. Durante o período de formação os formadores devem:   Entregar. como são os documentos autênticos. antes do início de cada sessão o plano de sessão com os respetivos materiais pedagógicos a utilizar. a A2000 sugere um modelo de material pedagógico que dá pela designação de “Proposta de Trabalho”. o sumário devidamente redigido e indicando sempre os equipamentos pedagógicos utilizados. à partida. com a indicação das horas. Sem retirar o cunho pessoal ou a criatividade de quem cria.GUIA DO FORMADOR A construção de materiais pedagógicos representa não só um ato de criação por parte de quem os produz. O mesmo significa que o recurso à apresentação tradicional de conteúdos em diapositivo deve ser ponderada e usada com conta e medida. Entregar. assinada pelo próprio e formandos. ao Coordenador/ mediador da formação. Designação que induz. ao coordenador/mediador da formação. não estruturados.

GUIA DO FORMADOR Modelo de Plano de Sessão Ação: (1) _________________________________________________ Local: (2) ___________ Sessão n.º (3) ____ Data: (4) Área de Competência-Chave/ Área Profissionalizante (UFCD): (5) ___________________________________________________________ Critério (s) de Evidência: (6) ________________________________________________________________________Duração: (7) Formador(a): (8) ____________________________________________________________ Rubrica: (9) ___________________________ Tempo (10) Objetivos Específicos (11) Conteúdos/Atividades (12) Métodos e Técnicas (13) Meios e Recursos (14) Avaliação (15) Das ______ às ______ Das ______ às ______ Das ______ às ______ A2000/118/00 Conclusão Desenvolvimento Introdução 41/48 .

(5) Identificação do código da UFCD e sua designação (correspondente ao indicado no Referencial de Formação). (10) Indicação do tempo previsto para cada um das fases da sessão. e de forma geral. (3) Número da sessão a que se refere o plano. (7) Indicação da carga horária total da sessão.ex. em inúmeras situações.GUIA DO FORMADOR (1) Designação da ação/curso a que se destina o programa da Unidade de Formação de Curta Duração (UFCD) ou área de educação e formação a que corresponde a UFCD. “Identificar os objetivos de aprendizagem para a presente sessão”. A2000/118/00 42/48 . Já na fase do “Desenvolvimento” da sessão o formador traça os novos objetivos de aprendizagem . (11) Formulação dos objetivos específicos de cada um das partes da sessão que. Assim. “ Identificar o assunto da sessão seguinte”.: “ Explicar a função e importância do desenho esquemático aquando da execução de uma instalação elétrica a cabo de bainha ligeira”. responderão ao(s) objetivo(s) geral(ais) da sessão. “ Relacionar as aprendizagens com os objetivos da sessão”. (4) Data em que se realizará a sessão. na fase da “Conclusão”. (9) Assinatura (legível) do(s) formador(es). (6)Critério(s) de evidência que serão trabalhados na sessão retirados do respetivo Referencial de Formação. (2) Identificação do local onde se realizará a ação. “Interpre tar um desenho esquemático identificando todas as fases de um circuito elétrico. Por fim. no seu conjunto. (8) Identificação do(s) formador(es) da ação. como tal os objetivos irão ao encontro de “ Resumir as aprendizagens desenvolvidas a o longo da sessão”. objetivos tais como: “ Resumir as aprendizagens da sessão anterior”. Consultar o ponto 4 deste Guia. prevê-se um momento de síntese e consolidação. estes deverão estar de acordo com os conteúdos a ministrar. “ Associar as experiências de vida às aprendizagens visadas”. na “Introdução” da sessão teremos. A cada um das partes da sessão corresponde um objetivo de aprendizagem que estrutura a sequência didático-pedagógica da mesma.

Exº: Conteúdo – “Desenho esquemático. (13) Identificação dos métodos e técnicas utilizadas para promover o desenvolvimento das competências no formando previstas nos objetivos de aprendizagem já formulados. Consultar o ponto 7 deste Guia. Sempre que o formador recorrer a documentos. Os verbos são fundamentais para a formulação de objetivos. acetatos. Consultar o ponto 6/10 deste Guia. formativa. A explicitação das atividades a realizar em sessão deverão estar intimamente ligadas ao(s) objetivo(s) específico(s) e à escolha do método e da técnica – Exº.GUIA DO FORMADOR (12) Apresentação dos conteúdos/atividades que suportam cada um dos objetivos de aprendizagem. fotocópias do texto “Interpretar desenhos esquemáticos”. sumativa) a praticar em cada um das fases da sessão. Consultar o ponto 5 deste Guia. bem como dos materiais (ex.: cartolinas. da atividade: “Análise de diferentes desenhos esquemáticos em grupo (distribuição de diferentes desenhos pelos diferentes grupos)”. materiais construídos pelo próprio ou outros instrumentos que constituam materiais didático-pedagógicos deve indicar o seu título/nome. A2000/118/00 43/48 . voluntário…). (15) Identificação do tipo de avaliação (diagnóstica.: quadro. De sublinhar que na enunciação de conteúdos não se utilizam verbos operatórios: . câmara de filmar. televisão. videoprojector. (14) Enumeração de todos os recursos necessários às diferentes partes da sessão (ex. a(s) fonte(s) bibliográfica(s) e anexá-los ao devido plano de sessão. fotocópias da pro posta de trabalho intitulada “ Como interpretar um desenho esquemático?”).

 Videoprojector.  Confirmação dos objetivos.  Proposta de trabalho 8. ____________________________Duração: 3 horas Formador(a): Aurélio Rodrigues ___________________________ Rubrica: Aurélio Rodrigues Tempo Das 10:00 às 10:30 Das 10:30 às 12:30 Das 12:30 às 13:00 Introdução Objetivos Específicos  Os formandos deverão ser capazes de: .  Formativa/ Desempenho na realização das propostas de trabalho Conclusão  Os formandos deverão ser capazes de: .  Demonstrativo/ Demonstração Ativo/ Trabalho grupo de  Portáteis.  Portáteis.  Proposta de trabalho.  Encerramento da sessão.  Perante a proposta de trabalho os formandos deverão ser capazes de inserir efeitos de animação e transição aos diapositivos. Avaliação  Diagnóstica/ Formulação de questões  Síntese dos aspetos abordados na sessão anterior.GUIA DO FORMADOR Exemplo de um plano de sessão preenchido: Ação: TIC B3 _______________ Local: Santa Marta de Penaguião ___________ Sessão n.º 3 ____ Data: 25/03/2013 Área de Competência-Chave/ Área Profissionalizante (UFCD): TIC B3 C_________________________________________________________ Critério (s) de Evidência: Adicionar efeitos de animação e transição aos diapositivos. Desenvolvimento  Os formandos deverão ser capazes de: .  Introdução de pistas para a próxima sessão.  Portáteis.Adicionar efeitos de animação nos diapositivos tendo em conta a proposta de trabalho apresentada.  Síntese dos conteúdos abordados.  Diagnóstica/ Observação direta A2000/118/00 44/48 .Identificar os objetivos de aprendizagem para a presente sessão Conteúdos/Atividades Métodos e Técnicas  Expositivo/Exposição Dialogada Meios e Recursos  Videoprojector.Resumir as aprendizagens desenvolvidas ao longo da sessão  Expositivo/ Dialogada Exposição  Videoprojector.  Apresentação dos objetivos da sessão.

. . A ausência de um elemento compromete o trabalho de equipa. logo a realização de reuniões. EXECUÇÃO DA(S) SESSÃO/ÕES Uma ação assenta numa lógica de integração. Como tal. O trabalho de equipa implica a partilha de tempos e espaços de um modo contínuo e assíduo. transversalidade. mais do que momentos de partilha. em todas as reuniões promovidas ao abrigo da ação. . . Facultar os modelos/ instrumentos pedagógicos a utilizar ao longo da ação. Agendar a reunião ao longo da ação. . Identificar as diferentes figuras que constituem a equipa pedagógica. são momentos de trabalho em prole da aprendizagem de um conjunto de adultos. . sempre que convocado. mas sim por uma equipa que planifica um caminho a ser percorrido pelos formandos. Enumerar os procedimentos internos à formação. o trabalho dos formadores não é desenvolvido por um grupo de formadores. A2000/118/00 45/48 . participação e responsabilização. Apresentar o Referencial Metodológico da ação. Conhecer os aspetos mais relevantes sobre os destinatários da ação. O formador tem como dever participar.GUIA DO FORMADOR 9. Objetivos: . Caso necessário fixar um dia para a realização de reuniões (sendo esta uma data flexível).

O formador é o responsável pela avaliação das aprendizagens efetuadas. permitindo um ajuizamento. c) Qualitativo e Descritivo. b) Orientador.GUIA DO FORMADOR 10. AVALIAÇÃO DA(S) SESSÃO/ÕES Qualquer processo de ensino-aprendizagem culmina na avaliação: avaliação do processo e avaliação das aprendizagens. A Avaliação formativa caracteriza-se pelo seu teor: a) Processual. O formador deverá realizar a “Avaliação Sumativa” de todo o grupo de formação. Certificar as competências adquiridas pelos formandos à saída das ações – avaliação sumativa. contribuindo para a auto avaliação e funcionando como fator de mediação do processo de aprendizagem. seguindo duas lógicas distintas: o o Informar o adulto sobre os progressos. A2000/118/00 46/48 . dos desempenhos e contribuindo nestes termos para a formação de um indivíduo mais consciente da realidade atual e futura. fornecendo dados sobre a progressão das aprendizagens dos adultos. sustentada pela observação contínua e sistemática do processo de formação. entregar ao Coordenador da Formação os resultados da avaliação realizada para certificação e dar o feedback aos clientes. facultando a sua tomada de decisões. as dificuldades e os resultados obtidos no processo formativo – avaliação formativa. A Avaliação Sumativa serve de base de decisão sobre a certificação final.

AVALIAÇÃO FINAL No final de cada ação o formador deverá preencher os seguintes impressos com a finalidade de realizar:     Avaliação do percurso do cliente . Avaliação dos recursos disponibilizados pela entidade ao formador .Autoavaliação do formador.Avaliação de Satisfação. Deverá ainda recolher com os formandos os seguintes dados no sentido de obter feedback dos clientes acerca da:   Avaliação dos recursos utilizados .GUIA DO FORMADOR 11.Avaliação de Aquisição de Competências. O Coordenador da Formação fará ainda no final a Avaliação do Desempenho do Formador e dará feedback ao mesmo acerca dos resultados de todas as avaliações recolhidas. Avaliação do seu desempenho enquanto formador . Avaliação do formador . Avaliação dos critérios de evidência .Avaliação trimestral de competências. A2000/118/00 47/48 .Avaliação de Desempenho do Formador.Avaliação de satisfação do formador.

slideshare.com .P.. Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação.com/ .GUIA DO FORMADOR FONTES BIBLIOGRÁFICAS Formação Pedagógica Inicial de Formadores. Maio 2006 Guia para a conceção de cursos e Materiais Pedagógicos. Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação. I.atwebpages. Instituto para a Qualidade na Formação.IQF (2006) – Guia para a avaliação da formação.http://formacao.atwebpages. Maio 2004 Métodos e técnicas pedagógicas.net A2000/118/00 48/48 .. I.P. Instituto para a Qualidade na Formação. 2006 Guia para a avaliação da Formação. Lisboa: Palmigráfica.www. Lda. 2003 http://formacao. .