Informativo Semanal . Ano VI . 22/08/2013 . N°.

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Expediente: O Integração é uma publicação semanal destinada aos pais e alunos da Escola Waldorf João Guimarães Rosa. (16) 3916 4157 | Rua Virgínia de Francesco Santilli, 81 | City Ribeirão | Ribeirão Preto | SP. www.waldorfribeirao.org. | escola@waldorfribeirao.org.

Tutela On-Line
A internet já não é mais novidade. Os pais já têm muita informação sobre como os mais novos podem aproveitar bem o uso da rede e sobre como podem se colocar em risco dos mais variados tipos. Mesmo assim, as dúvidas continuam. Ou melhor, permanecem. Semanalmente sou consultada por pais que querem saber com que idade devem deixar o filho usar mídias sociais e/ou usar a internet sozinho, por quanto tempo eles podem ficar na internet e sobre como controlar o uso da rede para evitar que eles tenham acesso a conteúdos impróprios para a idade. Será que são dúvidas mesmo o que os pais têm? Desconfio que não. Afinal, basta usar a própria rede para encontrar centenas de sites que orientam os pais a esse respeito. Além disso, já usamos a internet o tempo suficiente para termos acumulado uma boa experiência nesse assunto. Mas, se não se trata de falta de informação, o que é que confunde os pais a ponto de deixálos inseguros para fazer uma escolha, tomar uma decisão a esse respeito? Os pais não querem ser vistos pelos filhos e por seus pares como caretas. No século 21, agir como um careta soa ofensivo, humilhante, ultrapassado. E como a internet é vista como um instrumento extremamente atual, regrar seu uso para os filhos parece ganhar o sentido de antigo. Careta. Acontece que é prerrogativa do adulto que tem filho ser careta. Você pode ser antenado com todos os recursos tecnológicos, pode ter uma visão de mundo muito atual, pode entender o mundo como um jovem. Mesmo assim, será considerado careta por seu filho pelo simples fato de ser mãe ou pai. Conheço adolescentes que consideram seus pais caretas justamente por se comportarem como jovens. Por isso, melhor usar a caretice intrínseca a seu papel, caro leitor, para transmitir a seus filhos os valores que você preza. Além disso, sempre é bom relembrar que, para conquistar a autonomia, que é a capacidade de governar a própria vida, é preciso passar, necessariamente, pela heteronomia, ou seja, ser governado por um outro. Melhor que esse outro seja a mãe e/ou o pai, não é verdade? Os pais temem também que os filhos fiquem à margem de seu grupo e que sejam diferentes porque não frequentam os mesmos sites que os colegas, não jogam os mesmos jogos que eles, não vejam o vídeo do momento etc. Esse temor só faz sentido quando entendemos que para fazer parte de um grupo é preciso se comportar como os demais. Não! Para participar de um grupo é preciso saber integrar-se a ele e para se integrar a qualquer grupo é fundamental o autoconhecimento. Se você autoriza que seu filho faça qualquer coisa só porque a maioria dos colegas faz, você não o ajuda a se conhecer. Sem se conhecer, ele não aprende a se respeitar, e reconhecer as próprias diferenças é absolutamente necessário para manter a identidade e, portanto, a dignidade no relacionamento consigo mesmo e com o outro. Em resumo: não há regras que levem o seu filho a fazer um bom e positivo uso da internet. Então, restam o uso do bom-senso, a aplicação dos valores familiares e o respeito à fase da vida de seu filho. Crianças e adolescentes precisam da tutela dos pais na vida de um modo geral. O uso da internet é apenas uma pequena parte da vida que demanda essa mesma tutela.

Fonte: http://goo.gl/2mAsxb Rosely Sayão, psicóloga e consultora em educação, fala sobre as principais dificuldades vividas pela família e pela escola no ato de educar e dialoga sobre o dia-a-dia dessa relação. Escreve às terças na versão impressa de “Equilíbrio”.

Parabéns, Professora Ester
Primeiramente é uma honra falar em nome da Escola. Tarefa difícil quando se trata em representar um grupo, com a liberdade dada a mim em expressar no que acredito como fleches significativos. É falar de uma jovem, entusiasmada que compartilhou momentos nessa trajetória; casamento, filhos enfim... Atrevo-me e digo: Querida professora Ester, “Prestamos hoje, uma homenagem não somente a nossa amiga Ester, mas também a professora, a mestre de seguidas gerações”. Diante dos desafios do nosso trabalho, intitulado, porém acolhido por nós, como a Arte de Educar, exige ao longo de toda a trajetória, ações, reflexões e transformações, qualidades patrimoniais da pedagogia waldorf, não, mas necessárias para qualquer professor que faz a escolha por essa escola. O quanto de verdade acumulou-se em desafios, não se tem idéia. O quanto desses nos fizeram algumas vezes desistir e ter a certeza em prosseguir, não se imagina. O que sabemos é que nos é dada gratuitamente à oportunidade de crescermos se quisermos, como educadores. “A incompreensão dói. Contudo, oferece-nos excelente oportunidade de compreender. O desespero destrói. Diante dele, porém, encontramos ensejo de cultivar a serenidade”. André Luiz Ester, marcada pela crença religiosa. Permita-me não confrontá-la, mas exatamente desmistificar. E a Antroposofia? Pois é acreditamos com você que a crença religiosa e a Antroposofia não se separam. São independentes, altaneiras de visão clara e pensamentos nobres. Elas sempre se entendem e se harmonizam no sentido do bem comum, impulsionadas por ideais alevantados; Respeito e consideração. Valeu a pena, tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Peço licença a todos presentes para reportar 30 anos atrás, quando você Ester, se incluía entre os primeiros professores assinantes do Convívio, lá na rua Casemiro de Abreu com a empolgante e um pouco agitada Ângela, Adalgisa, Joana, Deise, Dona Clarice e outros que com certeza marcaram o seu início. Logo depois vieram Rita, Dino, Paula, Pureza, Ayres, Tânia, Marli, Geraldo de música, João Ailton, Juliana, Irina, Eder, Vera, Maria Célia, Gina, Renata, Inês e Cristina. Não menos importantes, mas também Jorge euritmista, Dona Leonor, Senhor Ítalo, Dona Marli, Chantal, Grete, acreditem Hellen Thiller e tantos outros. Hoje um novo grupo formou-se trazendo frescor e novas relações. Viva o novo! Sempre serão bem-vindos nessa Escola...Enfim, já determinava seus princípios morais inalteráveis, de caráter firme e personalidade inconfundível. Festa Junina com os santos no mastro; nem pensar, sem os santos, ponto final. Saudades daqueles encontros nas terças e quintas com estudos, arte e decisões em grupo. Superou sim muitos obstáculos desde a sua chegada, e aos poucos foi conquistando aqui e ali, com esforço e determinação, com fé e esperança acreditando em algo maior na sua capacidade de trabalho e de Ser transformador. Permite-me acrescentar uma pitada na dosagem de ser uma boa competidora. És valente! É preciso sim Ester, dizer essas coisas. Como dizia J.G. Rosa, patrono da nossa escola e que você, nós por razões tão certas e óbvias e às vezes aos olhos e a falta de percepção de outros, inexplicáveis a nossa escolha nesta pedagogia que compõe a nossa trajetória de trabalho e vida. Com 30 anos de caminhada cai-lhe bem afirmar que “Mestre nem sempre é quem ensina, mas quem derrepente aprende”. Foi, é e ainda será com o brilho do seu ser, com o trabalho honrado, aprendendo, ensinando, engrenando nesta escola e nos encorajando a também chegar aos 30, ultrapassá-los e porque não chegar aos 40, 50? Atenção aqui; solicito apreciação para a formação de um conselho formado por professores com muito tempo de casa, para situações de grandes decisões. Fomos chamados a Construir uma escola, assim era o slogan, e o seu legado arregaçou as mangas, lembram? Compreender esta escola exige no seu alicerce, os registros, as histórias e os fatos. É lembrar que ainda há nela pessoas que, com a força do ideal carpiu, arou, adubou e semeou. Flores nasceram muitas sim e espinhos também. O que quero aqui dizer é que era uma jovem sonhadora e que desbravou em construir uma escola e conquistá-la em uma sociedade que acreditava que éramos uma gota no oceano, utopia na educação. Puro engano; aqui estamos nós e somos muito mais! Repetirei as sábias palavras de Dona Leonor que quando ansiosos a procurávamos dizia assim: Calma! “Quando algo não vemos é um milagre acontecendo”. Com todo o carinho e respeito queremos Ester, também agradecer a sua família pelos empréstimos para com seus compromissos a escola. As filhas, Elaine e Raquel por vê-las nascer e compartilhar dos seus desenvolvimentos. Ao esposo Arlindo pelo apoio e confiança. “Ao lado de uma grande mulher está um grande homem”. Professora Ester, pelos seus 30 anos de trabalho nessa Escola viemos aplaudi-la. Parabéns! Escola Waldorf “João Guimarães Rosa”, 15 de agosto de 2013.